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Protopatológico de 
fezes e Coprocultura 
SP2 – UC1 
Formação das fezes 
 No intestino grosso, da mesma 
maneira que as contrações peristálticas 
ocorrem no intestino delgado, grandes 
constrições circulares ocorrem no intestino 
grosso e combinados com constrições 
longitudinais de músculos fazem com que a 
porção não estimulada se infle em sacos 
denominados Haustrações. Grande parte da 
propulsão no ceco e no cólon ascendente 
resulta de contrações haustrais lentas e 
persistentes, levando o quimo a levar cerca 
de 8 a 15 horas para mover-se da válvula 
ileocecal através do cólon, tornando-se Bolo 
fecal ao se transformar de material semi 
líquido em material sólido ou semi sólido. 
 Uma série de movimentos 
normalmente se mantém de 10 a 30 minutos 
e cessam. Quando tiver forçado a massa de 
fezes para o reto surge a vontade de defecar. 
Constituição das fezes 
 As fezes normais são sólidas e 
apresentam em sua composição água, 
substâncias digeridas e alguns casos 
substâncias não digeridas como Celulose e 
bactérias. 
Tipos de diarréia 
1. Diarreia osmótica – presença de 
moléculas solúveis em água que levam a 
retenção osmótica da água. 
2. Diarreia secretória – aumento da 
secreção dos fluídos isotônicos da mucosa 
intestinal. 
3. Diarreia exudativa – áreas inflamadas do 
intestino podem causar secreção de 
substâncias como pus, soro, muco e pus, 
causando diarreia. 
4. Diarreia motora – ressecção intestinal ou 
fístulas enteroentéricas. 
Também pode ser classificada como? 
- Aguda: até 14 dias 
- Persistente =/> 14 dias 
- Crônica: > 30 dias 
Exame de fezes 
 O exame de fezes pode ser solicitado 
como exame de rotina ou ser indicado com 
o objetivo de investigar as causas de 
alterações intestinais, sendo principalmente 
solicitado pelo médico quando a pessoa 
apresenta sinais e sintomas de vermes, 
como dor abdominal, diarreia, presença de 
sangue nas fezes ou prisão de ventre. 
 Além disso, o exame de fezes pode ser 
também solicitado para investigar a causa 
de possíveis hemorragias no sistema 
digestivo e da diarreia em crianças, que 
normalmente está associada com infecção 
por vírus. Assim, pode ser recomendada a 
análise das fezes para verificar se existem 
estruturas parasitárias, como ovos ou 
cistos, ou de bactérias e, dessa forma, 
ser possível confirmar o diagnóstico e 
iniciar o tratamento adequado. 
Tipos de exames 
 Há diversos tipos de exame de fezes 
que podem ser solicitados pelo médico de 
acordo com o objetivo do exame. 
A quantidade mínima de fezes 
depende da recomendação do laboratório e 
do exame a ser realizado. Normalmente 
não são necessárias grandes quantidades 
de fezes, apenas uma quantidade que 
consegue ser coletada com o auxílio da 
pazinha que é fornecida juntamente com o 
recipiente para as fezes. 
Os principais exames de fezes que 
podem ser solicitados são: 
• Exame macroscópico; 
• Protopatológico; 
• Coprocultura; 
• Sangue oculto; 
Preparo do paciente 
 
Exame protopatológico de fezes (EPF) 
 O parasitológico de fezes é feito a 
partir da análise de uma amostra de fezes 
que deve ser coletada pela pessoa e levada 
para o laboratório em até 2 dias após a 
coleta para que seja realizada a análise. A 
recomendação é que sejam coletadas 3 
amostras em dias alternados, isso porque 
alguns parasitas possuem variações em seu 
ciclo de vida, não conseguindo ser 
 
 
observadas estruturas caso as amostras 
sejam coletadas em dias consecutivos. 
Além disso, é importante que a 
amostra coletada não tenha tido contato 
com a urina ou com o vaso e, no caso de 
ser observada a presença de muco ou ponto 
mais esbranquiçado nas fezes, é 
recomendado que essa área seja coletada 
para que seja analisada. É recomendado 
também que não tenha feito uso de 
laxantes, medicamentos antidiarreicos ou 
antibióticos pelo menos 1 semana antes do 
período da coleta, pois podem interferir no 
resultado. 
No laboratório, é feita a avaliação 
do aspecto e da cor das fezes, o que é 
importante para que seja realizado a melhor 
técnica diagnóstica para o exame, uma vez 
que de acordo com as características das 
fezes podem surgir hipóteses do tipo e grau 
de infecção, o que permite que técnicas 
mais adequadas para a identificação de 
cistos, ovos, trofozoítos ou vermes adultos 
sejam realizadas. 
Em seguida, as amostras passam por 
um processo de preparação para que possam 
ser avaliadas microscopicamente e, assim, 
ser possível realizar a pesquisa e 
identificação de estruturas parasitárias, o 
que é indicado no laudo. No laudo é indicado 
o método de diagnóstico realizado, se foi 
observada e identificada estruturas 
parasitárias, qual a estrutura e a espécie do 
parasita, sendo essas informações 
importantes para que o médico indique o 
tratamento mais adequado. 
Coprocultura 
 Para fazer a coprocultura é 
recomendado que a pessoa colete as fezes, 
não devendo ser coletada as fezes que 
tiverem entrado em contato com a urina ou 
com o vaso. Além disso, caso seja 
visualizado sangue, muco ou outras 
alterações nas fezes, é recomendado que 
essa parte seja coletada, pois há maior 
probabilidade de serem identificados os 
microrganismos possivelmente 
responsáveis pela infecção. 
 Em alguns casos, pode ser sugerido 
pelo médico que a coleta seja feita 
utilizando um swab diretamente do reto da 
pessoa, sendo essa coleta mais 
frequentemente de ser realizada em pessoas 
que estão hospitalizadas. 
Após coleta e armazenamento 
adequado da amostra, esta deve ser levada 
ao laboratório para que seja feita a análise. 
No laboratório, as fezes são colocadas em 
meios de cultura específicos que permitem 
o crescimento das bactérias invasoras e 
toxigênicas, que são aquelas que não fazem 
parte da microbiota normal ou que fazem 
mas que produzindo toxinas e levando ao 
aparecimento de sintomas 
gastrointestinais. 
É importante que a pessoa indique se 
está fazendo uso de algum antibiótico ou se 
fez nos últimos 7 dias antes do exame, pois 
pode interferir no resultado. Além disso, não 
é indicado que a pessoa faça uso de laxantes 
para estimular a evacuação, pois também 
pode interferir no resultado do exame. 
Sangue oculto 
 Para a realização desse exame, 
as fezes devem ser enviadas ao laboratório 
no máximo até o dia seguinte sendo 
mantido na geladeira. É recomendado evitar 
coletar as fezes em caso de sangramento 
anal, nasal ou sangramento da gengiva 
durante a escovação dos dentes, pois pode 
haver deglutição do sangue, o que pode 
interferir no resultado do exame.

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