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ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX ISTs – INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Sífilis Sífilis é uma infecção venérea crônica causada pelo espiroqueta Treponema pallidum. → A sífilis é uma infecção endêmica em todas as partes do mundo. Uma forte disparidade racial é evidente: os afro-americanos são afetados com frequência 30 vezes maior do que os brancos. → O T. pallidum tem como único hospedeiro natural o ser humano. A fonte usual da infecção é o contato com lesão cutânea ou de mucosa de parceiro sexual com sífilis (primária ou secundária) em estágio inicial, sendo transmitido por meio de microfissuras na pele ou pelas membranas da mucosa do parceiro não infectado. → Em casos congênitos, o T. pallidum é transmitido da mãe para o feto por meio da placenta, particularmente durante os estágios iniciais da infecção materna. Uma vez no corpo, os organismos se disseminam rapidamente para lugares distantes por meio dos vasos linfáticos e do sangue, mesmo antes do aparecimento de lesões no lugar de inoculação primária. Essa ampla disseminação é responsável pelas manifestações cíclicas da doença, que podem ser divididas, nos adultos, em estágios primário, secundário e terciário. Em 9-90 dias (21 em média) depois da infecção, a primeira lesão, denominada cancro, aparece no ponto de entrada do espiroqueta. ➢ Sífilis Primária: Este estágio, ocorrendo aproximadamente 3 semanas após o contato com um indivíduo infectado, apresenta uma lesão vermelha (cancro) única, firme, não dolorosa e elevada, localizada no sítio da invasão pelo treponema no pênis, colo uterino, parede vaginal, ou ânus. - O cancro se cura em 3 a 6 semanas com ou sem terapia. OBS.: Na sífilis primária, o cancro ocorre no pênis ou escroto em 70% dos homens e na vulva ou colo uterino em 50% das mulheres. O cancro, então, é uma pápula avermelhada, levemente elevada, firme, e de até diversos centímetros de diâmetro, que erode para criar uma úlcera rasa e de base limpa. → A induração contígua cria uma massa semelhante a um botão, diretamente adjacente à pele erodida, proporcionando a base para a designação de cancro duro. → Ao exame histológico, o cancro contém um infiltrado intenso de plasmócitos, com macrófagos e linfócitos dispersos, e uma endarterite proliferativa. A endarterite, que é visualizada em todos os estágios da sífilis, se inicia com a ativação e proliferação da célula endotelial e progride para fibrose da íntima. - Os linfonodos regionais estão usualmente aumentados devido a linfadenite inespecífica aguda ou crônica, infiltrados ricos em plasmócitos, ou granulomas. ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX ➢ Sífilis Secundária: Este estágio normalmente ocorre 2 a 10 semanas após o cancro primário e se deve a disseminação e proliferação dos espiroquetas na pele e tecidos mucocutâneos. A sífilis secundária ocorre em aproximadamente 75% das pessoas não tratadas. As lesões de pele, as quais frequentemente ocorrem nas palmas ou solas dos pés, podem ser maculopapulares, escamosas, ou pustulares. → Áreas úmidas da pele, tais como a região anogenital, parte interna da coxa e axilas, podem apresentar condilomas planos, as quais são placas elevadas e de base ampla. Erosões superficiais cinza-prateadas podem se formar em qualquer das membranas mucosas, mas são particularmente comuns na boca, faringe e genitália externa. Todas essas lesões superficiais indolores contêm espiroquetas e, dessa forma, são infecciosas. Linfadenopatia, febre branda, mal-estar e perda de peso também são comuns na sífilis secundária. → As lesões mucocutâneas disseminadas envolvem a cavidade oral, palmas das mãos e solas dos pés. → O exantema frequentemente consiste em máculas marrom- avermelhadas discretas com menos de 5 mm de diâmetro, mas elas podem ser foliculares, pustulares, anulares ou escamadas. ➢ Sífilis Terciária: A sífilis terciária possui três manifestações principais: sífilis cardiovascular, neurossífilis, e a chamada sífilis terciária benigna. Elas podem ocorrer sozinhas ou em combinação. A sífilis cardiovascular, na forma de aortite sifilítica, é responsável por mais de 80% dos casos de doença terciária. A aortite leva a uma dilatação lentamente progressiva do ramo e arco aórticos, a qual causa insuficiência da válvula aórtica e aneurismas da aorta proximal. A neurossífilis pode ser sintomática ou assintomática. → A doença sintomática se manifesta de diversas formas, incluindo doença meningovascular crônica, tabes dorsalis, e uma doença parenquimal cerebral generalizada, denominada paresia geral. → A neurossífilis assintomática, a qual é responsável por cerca de um terço dos casos de neurossífilis, é detectada quando o LCR do paciente exibe anormalidades como pleiocitose (números elevados de células inflamatórias), níveis elevados de proteínas, ou redução de glicose. Antibióticos são administrados por um longo período se as espiroquetas tiverem se disseminado para o SNC, e, portanto, os pacientes com sífilis terciária devem ser testados para neurossífilis mesmo que eles não apresentam sintomas neurológicos. A sífilis terciária benigna é caracterizada pela formação de gomas em vários locais. Gomas são lesões nodulares provavelmente relacionadas ao desenvolvimento de hipersensibilidade tardia à bactéria. → Elas ocorrem mais comumente nos ossos, pele e membranas mucosas das vias aéreas superiores e boca, apesar de qualquer órgão poder ser ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX afetado. - O envolvimento esquelético caracteristicamente causa dor local, sensibilidade, edema e, algumas vezes, fraturas patológicas; - O envolvimento da pele e membranas mucosas pode produzir lesões nodulares ou, raramente, lesões ulcerativas destrutivas que se assemelham a neoplasias malignas; Gomas são, hoje, muito raras devido ao uso de antibióticos eficazes e são encontradas principalmente em indivíduos com Aids. ➢ Sífilis congênita: - Precoce: sinais e sintomas até os dois anos de idade: baixo peso, icterícia, anemia severa, lesões cutaneomucosas, lesões de SNC e aparelho respiratório, pancreatite. - Tardia: ocorre após dois anos de idade: tíbia em “lâmina de sabre”, fronte olímpica, surdez neurológica, deficiência no aprendizado, nariz em sela, mandíbula curta e arco palatino elevado e hidrocefalia. Penicilina G benzatina → dose única, 2,4 milhões UI, IM – classe dos betalactâmicos = inibe uma enzima que promove a síntese da parede bacteriana. Gonorreia A gonorreia é uma infecção bacteriana frequente, causada pela Neisseria gonorrhoeae, um diplococo Gram-negativo intracelular (imóvel e não flagelado). É uma uretrite gonocócica. É mais frequente em homens e pode infectar a mucosa genital, anal, orofaringe e a conjuntiva do RN. Também chamada de blenorragia ou blenorreia. • Ação patogênica: Facilitada pela presença dos pilis que auxiliam sua fixação nas células e bloqueia a fagocitose; pela proteína II, que atua na adesão intragonocócica e fixação da bactéria às células ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX epiteliais. → A endotoxina é responsável pela citotoxicidade local, pelo processo inflamatório e pela toxicidade nas infecções gonocócicas disseminadas. O epitélio escamoso (presente na camada córnea e nas membranas mucosas) representam as estruturas pelas quais os gonococos têm predileção. Após 24 a 48h da penetração da bactéria no tecido ocorre a resposta do hospedeiro, com formação de microabcesso e exsudato purulento. • Transmissão: Quase exclusivamente relação sexual sem preservativos, além de contato perinatal (infecção gonocócica nos recém nascidos). • Sinais e sintomas: Após contato sexual do parceiro fonte com o novo hospedeiro e vencidas as barreirasnaturais da mucosa, e em período de incubação relativamente curto (2 a 5 dias), a infecção evoluirá para doença. → Dar-se-á um processo localizado autolimitado em alguns casos sem maiores repercussões, enquanto em outros ocorrerão complicações no próprio aparelho urogenital ou a distância, provocando alterações sistêmicas. → Gonorreia no Homem – a uretrite aguda representa a manifestação predominante no homem. O período de incubação é de 2 a 5 dias, podendo variar de 1 a 10 dias. O sintoma mais precoce é a sensação de prurido na fossa navicular que vai se estendendo para toda a uretra. Os principais sintomas incluem o corrimento fétido uretral e a disúria, geralmente sem aumento da frequência ou urgência urinária. O corrimento pode ser inicialmente mucoide, mas em 1 a 2 dias, torna-se purulento. Comparada à uretrite não-gonocócica, o período de incubação da gonorreia mostra-se menor, a disúria revela-se mais comum e o corrimento, mais abundante e purulento. Na ausência de tratamento → haverá infecção de toda a uretra, traduzida por polaciúria, disúria e eliminação de gotas de sangue no final da micção; nessa fase podem surgir sintomas gerais como astenia, cefaleia e febre. A uretrite pode se estender às glândulas anexas (pouco frequente atualmente). → Gonorreia na mulher – neste caso o local primário da infecção genital situa-se na endocérvice porém a N. gonorrhoeae é também frequentemente recuperada da uretra ou reto e ocasionalmente das glândulas periuretrais de Skene e dos ductos das glândulas de Bartholin. Os sintomas predominantes incluem a cervicite, às vezes uretrite, corrimento vaginal, disúria e sangramento intermenstrual. Dor abdominal ou pélvica geralmente se associa à salpingite, mas às vezes ocorrem em mulheres cuja laparoscopia mostra trompas normais. Muitas vezes não ocorrem sintomas até o aparecimento de complicações como a DIP. → Infecção gonocócica disseminada (IGD) – manifestações clínicas variadas. Tem em geral período de incubação de 7 a 30 dias e manifesta-se com febre, astenia e dores musculares; nas mulheres, em geral, ocorre após a menstruação ou no terceiro trimestre da gravidez. É predominante no sexo feminino (4:1). Podem surgir artrite (30 a 40%, articulações metacárpicas, do joelho, cotovelo e tornozelo), tenossinovite, dermatite (máculas, pápulas, petéquias e, algumas ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX vezes, equimoses que surgem com frequência nas extremidades), endocardite (rara, pode resultar em lesões valvulares, principalmente da aorta) e meningite. • Diagnóstico - Coloração de Gram e cultura -Testes à base de ácido nucleico Gonorreia é diagnosticada quando gonococos são detectados via exame microscópico com utilização de coloração de Gram, cultura, ou NAAT de líquidos genitais, sangue, ou líquidos de articulações (obtidos por aspiração com agulha). A coloração Gram é sensível e específica para gonorreia em amostras colhidas de homens com secreção uretral; normalmente, são vistos diplococos intracelulares Gram-negativos. A coloração de Gram é muito menos precisa para as infecções de colo do útero, faringe e reto, não sendo recomendada para diagnóstico destes locais. A cultura é sensível e específica, mas como os gonococos são frágeis e pesados, as amostras obtidas utilizando-se swab precisam ser rapidamente semeadas em meio apropriado (p. ex., o meio de Thayer-Martin modificado) e transportadas para o laboratório em um ambiente com acréscimo de dióxido de carbono. As amostras do sangue e de líquidos articulares devem ser enviadas ao laboratório com notificação de suspeita de infecção gonocócica. Como os testes de amplificação de ácidos nucleicos substituíram as culturas na maioria dos laboratórios, encontrar um laboratório que possa fazer a cultura e o teste de sensibilidade pode ser difícil e exige consulta com um profissional de saúde pública ou um infectologista. Pode-se realizar testes de amplificação de ácido nucleico (NAATs) em swabs orais, genitais ou retais e podem detectar infecções por gonorreia e clamídia. Os NAAT aumentam ainda mais a sensibilidade de forma adequada, de modo a permitir o teste de urina em ambos os sexos. • Tratamento: - Ciprofloxacino → pertencente ao grupo dos quinolônicos, tem mecanismo de ação decorrente do bloqueio da função da DNA-girase, bloqueando o metabolismo bacteriano, uma vez que informações vitais não podem mais ser lidas a partir do cromossomo bacteriano, resultando em alto efeito bactericida sobre amplo espectro de microrganismos. - Azitromicina → tem como mecanismo de ação a inibição da síntese proteica bacteriana através de sua ligação com a subunidade ribossomal 50S impedindo assim a translocação dos peptídeos. - Ampicilina → seu mecanismo de ação baseia-se na inibição da síntese da parede celular dos microorganismos. - Probenecida → exerce efeito oposto sobre fármacos, em especial a penicilina (em uso concomitante com fenilbutazona) e derivados, inibindo a sua secreção nos túbulos renais e elevando suas concentrações plasmáticas. Em resumo, a probenecida é utilizada para aumentar a durabilidade do efeito medicamentoso, inibindo sua excreção. - Linfogranuloma venéreo • Agente etiológico: → O agente causal é a Chlamydia trachomatis → sorotipos L1, L2 e L3. • Transmissão: → Exclusivamente sexual. ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX • Quadro clínico: A doença apresenta período de incubação de 3 a 21 dias e sua evolução ocorre em três fases: (1) lesão de inoculação, (2) disseminação linfática regional (ou adenopatia inguinal) e (3) sequelas. A lesão de inoculação inicia-se por pápula, pústula ou exulceração indolor, que desaparece sem deixar sequela. Frequentemente não é notada pelo paciente e raramente é observada pelo médico. - Localiza-se, no homem, no sulco coronal, frênulo e prepúcio; na mulher, na parede vaginal posterior, colo uterino, fúrcula e outras partes da genitália externa. Segue-se a disseminação linfática regional. → No homem, a linfadenopatia inguinal desenvolve-se entre 1 a 6 semanas após a lesão inicial, sendo geralmente unilateral (em 70% dos casos) e constituindo-se o principal motivo da consulta. → Na mulher, a localização da adenopatia depende do local da lesão de inoculação. - O comprometimento ganglionar evolui com supuração e fistulização por orifícios múltiplos, que correspondem a linfonodos individualizados, parcialmente fundidos numa grande massa. - Pode ser acompanhado de sintomas gerais: febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, sudorese noturna e meningismo. As sequelas ocorrem mais frequentemente na mulher e em homossexuais masculinos, devido ao acometimento do reto. - A obstrução linfática crônica leva à elefantíase genital, que na mulher é denominada estiômene. - Podem ocorrer fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal. • Diagnóstico: O diagnóstico de linfogranuloma venéreo (LGV) deve ser considerado em todos os casos de → adenite inguinal, elefantíase genital, estenose uretral ou retal. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito em bases clínicas, não sendo rotineira a comprovação laboratorial. O teste laboratorial identifica anticorpos contra todas as infecções por clamídia, havendo, portanto, reação cruzada com uretrite, cervicite, conjuntivite, tracoma e psitacose. O teste torna- se positivo após 4 semanas de infecção. Um aumento de 4 vezes nos títulos de anticorpos tem valor diagnóstico e altos títulos (>1:64) são sugestivos de infecção atual. O teste de microimunofluorescência pode ser realizado utilizando-se imunoglobulinas anti-lgG e anti-lgM humanas e a presença de IgM é indicadora de resposta imune primária. O exame de linfonodos retirados ou de material colhido por biópsia retal não é específico, mas sugestivo. • Tratamento: - Doxiciclina 100 mg 12/12hVO por 21 dias → é fundamentalmente bacteriostática e acredita- se que exerça sua ação antimicrobiana pela inibição da síntese proteica. - Eritromicina 500 mg 6/6h VO por 21 dias → possui atividade bacteriostática por inibir a síntese proteica bacteriana. OBS – Os parceiros que tiveram contato sexual com a paciente nos 60 dias anteriores dos ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX sintomas devem ser examinados e tratados, com esquemas clássicos para infecção por clamídia (Azitromicina 1g dose única ou doxiciclina 100 mg 12/12h por 7 dias). Os antibióticos não têm efeito dramático na remissão da adenopatia nem revertem sequelas (como estenose retal ou elefantíase genital), mas os sintomas agudos são frequentemente erradicados de modo rápido. - A adequada terapêutica é associada ao declínio dos títulos de anticorpos. - A aspiração cirúrgica do bubão pode ser realizada, não devendo ser incisado cirurgicamente. Tricomoníase Tricomoníase é a infecção da vagina ou do trato genital masculino causada por Trichomonas vaginalis. Pode ser assintomática ou produzir uretrite, vaginite ou, ocasionalmente, cistite, epididimite ou prostatite. T. vaginalis é um protozoário flagelado sexualmente transmitido que infecta homens com menos frequência do que mulheres (aproximadamente 20% das mulheres em idade fértil). A infecção pode ser assintomática em ambos os sexos, mas assintomática é a regra para homens. • Sinais e sintomas da tricomoníase Mulheres podem apresentar sintomas da tricomoníase que variam de nenhuma secreção vaginal à secreção vaginal copiosa, amarelo- esverdeada e espumosa e odor de peixe, com sensibilidade na vulva e no períneo, dispareunia e disúria. Uma infecção previamente assintomática pode se tornar sintomática a qualquer momento, com inflamação da vulva e do períneo e edema de lábios. As paredes vaginais e a superfície da colo do útero podem apresentar lesões puntiformes, em tom “vermelho-morango”. Uretrite e, possivelmente, cistite também podem ocorrer. Homens normalmente são assintomáticos; porém, algumas vezes, a uretrite resulta em uma secreção que pode ser passageira, espumosa ou purulenta, ou causar disúria e polaciúria, geralmente no início da manhã. Com frequência, a uretrite é leve e causa apenas irritação uretral mínima e umidade ocasional no meato uretral, sob o prepúcio, ou em ambos. Epididimite e prostatite são complicações raras. • Diagnóstico da tricomoníase • Exame microscópico das secreções vaginais, testes de tira reagente ou testes de amplificação de ácido nucleico (NAATs) • Cultura da urina ou swabs uretrais de homens Suspeita-se de tricomoníase em mulheres com vaginite, em homens com uretrite e em seus parceiros. A suspeita é forte se os sintomas persistirem após avaliação e tratamento para outras infecções como gonorreia e infecções por clamídia, micoplasma e Ureaplasma. Em mulheres, o diagnóstico é baseado em critérios clínicos e testes em pontos de atendimento. Um dos seguintes testes feitos em pontos de atendimento pode ser feito: • Exame microscópico direto das secreções vaginais • Testes rápidos de fluxo immunocromográfico https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/infec%C3%A7%C3%B5es-sexualmente-transmiss%C3%ADveis/gonorreia https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/infec%C3%A7%C3%B5es-sexualmente-transmiss%C3%ADveis/infec%C3%A7%C3%B5es-da-mucosa-micoplasma-e-ureaplasma-por-clam%C3%ADdia ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX Exame microscópico é o método mais simples e permite que os médicos testem a tricomoníase e a vaginose bacteriana ao mesmo tempo. Os testes para as duas infecções devem ser feitos porque elas causam sintomas semelhantes e/ou podem coexistir. Secreção vaginal é obtida do fórnix posterior. O pH é medido. Em seguida, as secreções são colocadas enre 2 lâminas e diluídas com hidróxido de potássio a 10% em uma lâmina (exame a fresco com KOH) e com cloreto de sódio a 0,9% na outra (exame a fresco com soro fisiológico). Para o teste do cheiro, a amostra de KOH é marcada por odor de peixe, decorrente das aminas produzidas na vaginite por tricomonas ou vaginite bacteriana. A lâmina úmida com soro fisiológico é examinada ao microscópio óptico o mais rápido possível para detectar tricomonas, que podem se tornar imóveis e mais difíceis de reconhecer minutos após a preparação da lâmina. (Os tricomonas tem a forma de pera com flagelos, muitas vezes móveis, e em média têm 7 a 10 micrômetros — aproximadamente o tamanho dos leucócitos, mas ocasionalmente alcançam 25 micrômetros.) Se houver tricomoníase, haverá também numerosos neutrófilos. Tricomoníase também é comumente diagnosticada visualizando o organismo quando o teste de Papanicolau (Pap) é feito. Alternativamente, testes rápidos de fluxo immunocromográfico ou NAAT, que estão disponíveis a partir de alguns laboratórios, podem ser feitos. Em mulheres, esses testes são mais sensíveis do que microscopia ou cultura. Além disso, NAAT pode ser configurado para detectar simultaneamente outros organismos ou outras infecções sexualmente transmissíveis como gonorreia ou infecção por clamídia. Cultura da urina ou swabs uretrais é o único teste validado para detectar T. vaginalis em homens. Em homens, a microscopia da urina é insensível, e NASC e testes rápidos não foram rigorosamente validados; mas estudos epidemiológicos sugerem que, para NASC swabs uretrais são melhores do que urina. Assim como no diagnóstico de qualquer infecção sexualmente transmissível, pacientes com tricomoníase devem realizar testes a fim de excluir outras doenças sexualmente transmissíveis comuns, como gonorreia e infecção por clamídia. • Tratamento da tricomoníase https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/ginecologia-e-obstetr%C3%ADcia/vaginite-cervicite-e-doen%C3%A7a-inflamat%C3%B3ria-p%C3%A9lvica/vaginose-bacteriana-vb ISABELA MACIEL GHIROTTI MEDICINA FEMA - TX