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1 Isadora Silva Eletrocardiograma Vetores e Eletrodos Devemos entender que existem 3 conceitos básicos do ECG: 1- O coração produz energia: não sentimos choque quando encostamos em nós mesmo porque a voltagem é muito pequena (3 a 5 mV), e além de que os constituintes do nosso corpo serem isolantes. 2- Essa energia pode ser captada por aparelhos 3- Isso pode nos dar informações sobre o coração Para gerar o estímulo elétrico precisamos de ter um potencial de ação e, a finalidade de o coração produzir energia elétrica é promover força de contração. -A cada despolarização acontece uma contração -O coração bate 50 a 100 vezes por minuto. Vetores são força que tem amplitude, direção e sentido. Lembrar sempre: Como decorar a orientação das ondas: Som da sirene de uma ambulância se aproximando é uma onda para cima (positiva). Som da sirene de uma ambulância se afastando é uma onda para baixo (negativa). As ondas se portam de acordo com o ponto de referencial usado. Para medir a energia do coração precisamos do aparelho que tenha um meio para condução da corrente para essa avaliação. Por isso, em 1903, Einthoven criou o eletrocardiograma, que é um aparelho com condutores (ferro e soluções hidroeletrolíticas) que são colocados 2 Isadora Silva em posições específicas para receber a energia fornecida pelo coração e para que possamos analisar diante da normalidade e o aparecimento de patologias de acordo com as modificações nas ondas expressas. Preto: onda P- repolarização atrial Onda PR: Em sequência a onda P existe um espaço de onda isoelétrica, que é aquele tempo que o nodo atrioventricular “segura” para passar a despolarização para o ventrículo. Roxo: onda Q- despolarização da parte inicial do septo interventricular. Azul: Onda R- grande parte da despolarização ventricular, da parede do ventrículo. Vinho: Onda S- despolarização da base do ventrículo. OBS: a repolarização atrial fica mascarada pelo complexo QRS e por isso não dá pra ver. A onda R fica maior que a onda Q porque a massa do local influencia no tamanho do vetor (onda), quanto maior a massa, maior o vetor. COMO POSICIONAR OS ELETRODOS DO PLANO FRONTAL? Para decorar... Brasil do lado esquerdo do peito Flamengo do lado direito do peito Cores vivas em cima e cores escuras embaixo -Pisamos na grama (verde no pé). 3 Isadora Silva COMO É AS DERIVAÇÕES DOS ELETRODOS? Temos as derivações do plano frontal ou periféricas (6 derivações) e as do plano horizontal (6 derivações). Plano frontal: D1,D2,D3 e aVF, aVL, aVR. Plano horizontal: V1,V2,V3,V4,V5,V6. A onda de derivação se dá pela diferença de potencial entre dois pontos distintos. OBS: O EIXO NORMAL DE QRS É DE (-30 A +90). OBS: OLHAR AQUI A ROSA DOS VENTOS!!! Sempre de início no eletro vamos olhar D1 e aVF, sendo que para o ECG estar em conformidade devem estar com ondas positivas, indicando assim que o eixo de QRS está dentro da normalidade (-30 a +90). Depois de observar esses dois pontos, vamos para as linhas perpendiculares: D1 ⏊ aVF D2 ⏊ aVL D3 ⏊ aVR Ex: se deu D1 e avF positiva vamos olhar ou aVL, ou D3. Se alguma delas der onda isodifásica quer dizer que o eixo está naquele perpendicular. Em exemplo: se olhei para aVL e deu isodifásica, quer dizer que o eixo está na sua perpendicular, ou seja, em D2 (60º). Se olharmos para D3 e estiver isodifásica, provavelmente nosso eixo estará na sua perpendicular, ou seja, aVR (30º). Bom lembrar que quando D1 estiver isodifásica o eixo estará em aVF, e isso muitas vezes é visto em pessoas longilíneas. Não é patológico, porque ainda estará dentro do eixo normal. COMO POSICIONAR OS ELETRODOS DO PLANO HORIZONTAL? V1: 4º EI, imediatamente à direita do esterno V2: 4º EI, imediatamente à esquerda do esterno V3: Algo entre V2 e V4 V4: 5º EI, linha hemiclavicular a esquerda V5: Linha axilar anterior V6: Linha axilar média Vamos aqui olhar diretamente para V1, que geralmente tem onda negativa indicando que o vetor está para trás. Isso é o correto, já que o VE fica posterior a VD, e sua massa é maior, levando meu vetor resultante para trás. 4 Isadora Silva O normal dos eixos é: Direita para esquerda Cima para baixo Frente para trás Também podemos olhar a FC no ECG, sendo que vamos olhar na derivação do D2 longo. Podemos usar duas regras básicas (melhores): Vamos olhar 2 espículas R-R, contar quantos quadrados maiores entre elas (n), e fazer 300/n. Outra forma é contar quantas espículas deu em 10 seg do ECG, no D2 longo, e multiplicar por 6.