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Prévia do material em texto

Adreanne Oliveira da Silva
Farmacêutica Generalista
Mestre em Ciências Farmacêuticas- UFPA
FARMACOCINÉTICA
 OBJETIVO:
“Estabelecer a quantidade do fármaco que se
encontra disponível num determinado local do
organismo para exercer uma ação farmacológica”
Yara Jamal
OBS: a [ ] do fármaco no plasma é o melhor índice de efeito clínico 
que a dose administrada.
[ ] DOSE ADM ≠ [ ] PLASMÁTICA
Resposta clínica
Toxicidade Eficácia
FASES FARMACOLÓGICAS
Efeitos Fisiológicos
Efeitos Bioquímicos 
Mecanismo de Ação
Concentração no local do receptor
Fonte: http://www.fotosearch.com/u13272187
ADME, LADME OU ADE?
 Absorção;
 Distribuição;
 Metabolismo;
 Excreção.
ELIMINAÇÃO
PROCESSOS FARMACOCINÉTICOS
“A absorção é a passagem de uma substância de
seu local de administração para o plasma
(corrente sanguínea).”
Rang & Dale
SEM ABSORÇÃO NÃO HÁ EFEITO SISTÊMICO
A absorção implica na passagem 
através de membranas biológicas 
(celulares). Para exercer sua ação é 
necessário que a droga chegue 
em [ ] adequadas a biofase (local 
de ação).
ABSORÇÃO: DEFINIÇÃO
Fonte: http://www.fotosearch.com/u13132187
Fatores Físico-químicos Envolvidos na Absorção 
do fármaco:
Concentração
Lipossolubilidade
Peso Molecular 
Grau de Ionização
Vascularização
Superfície de Absorção
Permeabilidade Capilar
Ligados aos Medicamentos Ligados ao Organismo
▪ Via de Administração, 
▪ características fisiopatológicas, 
▪ idade, 
▪ sexo, 
▪ peso corporal e 
▪ raça do paciente.
ABSORÇÃO
Solúvel em lipídios
Ác. graxos
Solúvel em água
fosfato
Dispersas no 
filme lipídico
CARBOIDRATOS
Lipídios, Proteína e Glicidios
MOVIMENTO DAS MOLÉCULAS DE
FÁRMACOS ATRAVÉS DAS BARREIRAS CELULARES 
Característica das Membranas celulares
• dupla camada de lipídeos composta de 
fosfolipídeos e colesterol.
• Função: barreira semipermeável
As proteínas exercem função de receptores que proporcionam vias de sinalização 
elétricas ou químicas e alvos seletivos para a ação de fármacos. 
ABSORÇÃO
MOVIMENTO DAS MOLÉCULAS DE FÁRMACOS ATRAVÉS 
DAS BARREIRAS CELULARES
 Difusão direta (Passiva) através dos lipídios
 Difusão aquosa;
 Difusão Facilitada;
 Transporte Ativo;
 Pinocitose: insulina
ABSORÇÃO
Difusão Passiva através dos lipídios
 Substâncias apolares penetram livremente nas membranas celulares por difusão, seguindo um
gradiente de [ ] devido a solubilidade da dupla camada lipídica.
 O Coeficiente de partição é a propriedade que mede a lipossolubilidade do fármaco.
 Qnt > o coefic. de partição > [ ] do fármaco na membrana e + rápida é sua difusão.
 Qnt + alto o coeficente + o fármaco é lipossolúvel.
 Depois que o estado de equilíbrio for atingido a [ ] do fármaco livre = nos dois lados da
membrana.
 O coeficiente de partição lipídico:aquoso determina o grau de facilidade com que a droga se
desloca entre os meios aquosos e lipídicos.
ABSORÇÃO
Utilizadas por Moléculas Não-Polares
Ex: Anestésicos, tranquilizantes, 
Antibióticos, hormônios e sedativos.
Transporte Passivo (Lipossolubilidade)
Difusão Aquosa - filtração 
 Através de poros formados por proteínas especiais 
("aquaporinas") que atravessam o lipídio;
 Não possuem grande importância no transporte de 
fármacos, pois os poros são muitos pequenos. 
 Comum a medicamentos hidrossolúveis e com peso 
molecular alto.
Difusão Facilitada – combinação 
com pt transportadora
 Transporte mediado por carregador sem gasto de
energia
 A favor do gradiente de concentração
 Saturável
 Várias drogas são transportada desta forma.
 Ex: Penicilinas, fluorouracil.
Difusão Facilitada
Transporte Ativo -mediado por 
Transportador
 Há gasto de energia ATP EM 
ADP.
 Saturável, devido ter uma etapa
de ligação ao transportador
(sítios de ligação)
 Contra o gradiente de
concentração
 Combinação com uma pt
transportadora transmembrana,
que se liga a uma molécula em
um dos lados da membrana,
modifica a sua conformação e a
libera no outro lado ;
Transporte ativo: células do túbulo 
renal, trato biliar, barreira 
hematoencefálica e TGI.
Fonte: http://djalmasantos.files.wordpress.com/2010/09/ativo.jpg
Drogas Ligadas não
Atravessam as 
membranas
Drogas Lipofílicas
Acumulam-se
Tecido Adiposo
“Mal Nutrição”
Albumina 
+
Droga livre
INFLUENCIAM NA ABSORÇÃO
Eletrólitos fracos e influência do pH – Difusão 
Passiva
❑ Drogas básicas (bases fracas):
❑ ALTO pH: MENOR ionização e 
MAIOR absorção ↓ PKa
❑ BAIXO pH: MAIOR ionização 
e Menor absorção ↑ PKa
❑ Drogas ácidas (ácidos fracos):
❑ Baixo pH= MENOR ionização 
e MAIOR absorção ↑ PKa
❑ ALTO pH = MAIOR ionização 
e MENOR absorção ↓ Pka
Moléculas não-ionizadas: 
+ lipossolúveis e podem difundir-se 
através da membrana celular;
Moléculas ionizadas: 
não conseguem penetrar na membrana lipídica 
por causa de sua baixa lipossolubilidade.
Por esta razão – distribuição transmembrana de um eletrólito fraco é 
determinada pelo seu pKa e gradiente de pH através da membrana.
Pka é o pH no qual a metade do fármaco (eletrólito fraco) está ionizada.
A equação de Henderson-Hasselbach pode ser empregada na previsão do
comportamento farmacocinético de fármacos:
ácido base
 Fármacos com caráter ácido se acumulam no
compartimento com pH mais básico e
 Fármacos com caráter básico se acumulam
no compartimento com pH mais ácido.
↓
Sequestro Iônico
Ácido fraco, terá boa absorção num meio ácido (pH 
ácido), pois, há uma ionização menor, AAS.
pka “grau de dissociação” (ionização)
“Constante “
Alta lipossolubilidade
Baixa lipossolubilidade
Não - ionizada Ionizada
Polaridade Molecular, ionização e ph do meio:
pH dos Compartimentos Biológicos: está relacionado com o Pka 
Mucosa gástrica – pH 1 
(aproximadamente)
Mucosa intestinal – pH 5
Plasma – pH 7,4
Pka – Bases e Ácidos
Fonte:http://www.sistemanervoso.com/images/farma/fac_06.gif
INFLUENCIAM NA ABSORÇÃO:
Biodisponibilidade
• Medicamento similar – aquele que contém os mesmos princípios ativos,
apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração,
posologia e indicação.
Identificado: nome comercial ou marca.
• Medicamento inovador – medicamento apresentando em sua composição ao
menos um fármaco ativo que tenha sido objeto de patente.
• Medicamento de referência – medicamento inovador registrado (ANVISA) cuja
eficácia, segurança e qualidade foram comprovados cientificamente.
• Medicamento genérico (intercambiável) geralmente produzido após a expiração
ou renuncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade,
comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade. Designado pela (DCB) ou, na
sua ausência, pela (DCI).
Resolução n0 391 de 09/08/99
Corresponde à fração do fármaco administrada que 
alcança a circulação sistêmica, incluindo a sua curva de 
concentração e tempo na circulação sistêmica.
 É dada em porcentagem
 Ex: 
 A bidisponibilidade do paracetamol é de 90%, ou 
seja do comprimido de 750 mg de paracetamol, 
apenas 90% chega à corrente sanguínea.
 93% da dose de Diazepam chega à corrente 
sanguínea para promover sua ação farmacológic. 
Biodisponibilidade do diazepan= 93%
INFLUENCIAM NA ABSORÇÃO:
Biodisponibilidade
FATORES QUE INTERFEREM NA 
BIODISPONIBILIDADE
 Constitui a qntd adequada de uma droga 
necessária para produzir certo grau de resposta 
em determinado paciente.
 Orientada pela sua potência inerente → [ ] onde 
deve apresentar-se no local-alvo e características 
farmacocinéticas.
DOSE
• Quanto maior a dose, maior será a intensidade do efeito (relação 
quantitativa)
Concentração em escala Linear Concentração em escala Log
DOSE
 Quanto maior a dose, maior o número de
indivíduos que respondem (relação quantal)
Curva de Gauus
DOSE
CONCENTRAÇÃO TERAPÊUTICA
Sítio de Ação - Receptores
Dose & Intervalo de Administração
EXCESSO Toxicidade
ADEQUADO
INSUFICIENTE Descartado erroneamente
Efeito Desejável
[ ] terapêutica
Concentrações de efeito mínimo eficaz (limitemínimo) e 
efeito tóxico (concentração máxima tolerada, limite máximo).
I.T.
IT: Índice Terapêutico
“Janela Terapêutica"
Faixa de Concentração
Eficácia/Toxicidade
Amitriptilina – Faixa Estreita (I.T.< 5)
Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_rT2zKLK32oU/TBVwgvMga6I/AAAAAAAAAWI/NwmF3We-gM0/s1600/medicamento.jpg
 Índice Terapêutico: 
Índice terapêutico é uma medida utilizada em 
Farmacologia, que relaciona a dose da droga 
necessária para produzir um efeito desejado com 
a que produz um efeito indesejado. 
Medicamentos de índice terapêutico estreito 
apresentam o valor da dose tóxica mediana 
(TD50) bastante próxima do valor da dose eficaz 
mediana (ED50) (Goodman, 2003)
CONCENTRAÇÃO TERAPÊUTICA
• Janela Terapêutica: 
efeitos ótimis de uma droga são 
observados em estreita 
amplitude de [ ] plasm. Ou de 
dose de droga.
CONCENTRAÇÃO TERAPÊUTICA
INFLUENCIAM NA ABSORÇÃO:
INFLUENCIAM NA ABSORÇÃO:
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Fonte: http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias
Vantagem:
Seguro/Econômico
Fácil administração
Desvantagem:
 Patologias
do sistema digestivo,
 pH gástrico e presença
de alimentos/absorção;
 Dificuldades para engolir;
VIA ORAL: absorção intestinal 
A velocidade e a eficiência 
da absorção vai depender 
entre outros fatores da via 
de adm.
OUTRAS VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Sublingual: Absorção mais rápida através de pequenos vasos sanguíneos.
Exemplo: Nitroglicerina (Angina)
Retal: Uso em quadros de vômitos, tratamento local ou inconscientes.
Evita 1ª Passagem (Fígado): Fármacos (Veia Cava Inferior)
Supositórios: absorção irregular e irritação local.
Parenteral:
IV – Intravenosa: via + rápida; 100% biodisponível; Não pode ser: hemolítica, 
cáustica, não coagular as albuminas, não produzir embolia ou trombose, não conter 
pirogênio. 
Aplicação: Deve ser administrada lentamente e com monitorização constante
IM - Intramuscular Tópica – (mucosa, pele e olho) – absorção lenta
Intra-arterial
Intratecal
Intraperitoneal
Absorção Pulmonar
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Concentração - Pico
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0 5 10 20 30 60 120 180
minutes
co
n
ce
n
tr
a
ti
o
n
IV
Oral
Rectal
OBS: INTRAVENOSA
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E 
VELOCIDADE DE ABSORÇÃO
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO
1. O pka é o pH no qual a metade do fármaco está
ionizada. A proporção do fármaco não-
ionizado/ionizado de um fármaco ácido fraco de pka
4,4 no plasma (pH 7,4), calculada pela equação de
Henderson-Hasselbach é:
a) 1:0,001
b) 1:0,01
c) 1:10
d) 1:1000
e) 1:100
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO
2. Que parâmetro indica a velocidade e a extensão de
absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem,
a partir de sua curva de concentração/tempo na circulação
sistêmica ou sua excreção na urina?
a) Bioequivalência
b) Absortividade molar
c) Biodisponibilidade
d) Distribuição Plasmática
e) Dissolubilidade
DISTRIBUIÇÃO
 Fenômeno em que uma droga, após a absorção, sai da corrente 
sanguínea e se distribui nos líquidos intersticial e intracelular. 
 Processo que reflete diversos fatores fisiológicos e propriedades 
físico-químicas específicas de cada fármaco.
Distribuição depende:
 Permeabilidade através das barreiras teciduais;
 Partição pelo pH;
 Partição O/A;
 Ligação as proteínas plasmáticas;
 Irrigação dos tecidos.
 Ligação dentro dos compartimentos;
DISTRIBUIÇÃO
 a droga que atinge a
corrente sanguínea será
distribuída a diferentes
partes do organismo, em
uma taxa que depende de
vários fatores.
LIGAÇÃO A PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
 Ligação instantânea e reversível;
 Fração livre do fármaco pode ser menor que 1% e é quem
determina a intensidade do efeito;
 Sempre que parte da fração abandona o plasma
proporção correspondente se desliga das proteínas;
Fármacos ácidos fracos →
Albumina (pt carregadora)
Ex: drogas ácidas: Varfarina, AINES,
sulfonamidas.
Fármacos bases fracas →
β-globulinas e glicoproteína ácida;
Ex: drogas básicas: Antidepressivos triciclicos,
clorpromazina, propranolol, lidocaína, quinidina)
LIGAÇÃO A PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
FÁRMACO LIGADO A 
PROTEÍNA
FÁRMACO NÃO 
LIGADO A PROTEÍNA
FARMACO INATIVO
EFEITO 
FARMACOLÓGICO
 O grau de ligação dos fármacos
com as proteínas plasmáticas
dependem:
1. Afinidade entre fármacos e 
proteínas plasmáticas;
2. [ ] sanguínea dos fármacos;
3. [ ] das proteínas sanguíneas.
LIGAÇÃO A PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
LIGAÇÃO A PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
Irrigação dos Tecidos
 Distribuição dos fármacos inicialmente para os órgãos e tecidos em > [ ] 
do que aquelas dos LEC e sangue.
Recebem a 
maior parte do 
fármaco
+ lenta
❑ Uma grande fração do fármaco pode estar ligado desse modo e servir 
de reservatório que prolonga a ação do fármaco.
Reservatório para 
fármacos 
lipossólúveis
Ex: 70% do barbitúrico tiopental – 3 hs após a 
administração)
 OSSOS: 
 Tetraciclinas – acúmulo nos ossos por adsorção na 
superfície de cristais ósseos.
 Reservatório de liberação lenta de subst. Tóxicas 
(chumbo ou rádio) para o sangue.
 Quanto > exposição a subst. Tóxica + lenta taxa de 
eliminação
Irrigação dos Tecidos
Distribuição das drogas para os compartimentos
 Para passar do compartimento extracelular para o
compartimento transcelular o fármaco precisa atravessar
a parede capilar (camada de células endoteliais)
Distribuição das drogas para 
compartimentos
Distribuição das drogas para 
compartimentos
 Sistema nervoso central:
◼ Passagem seletiva de drogas 
para o SNC a partir do 
sangue é peculiar.
Barreira Hemato-
encefálica(BHE):
◼Células do endotélio unidas 
por zônulas de oclusão 
contínua;
◼Bainha de astrócitos.
 Substâncias que penetram no 
SNC:
❖ Drogas Apolares (solúvel em 
lipídios);
❖ Lipossolúveis;
❖ Tamanho molecular reduzido 
(Álcool);
❖ Elevado coeficiente de partição 
óleo/água. Ex: Barbitúricos e 
Anestésicos Gerais.
Distribuição das drogas para 
compartimentos
 Complicações:
 Pode funcionar como barreira para o tratamento
(Ex. Tratamento da encefalite bacteriana);
 Infecção, inflamação ou lesão na BHE
 Rompimento da BHE;
 Passagem de fármacos
◼ Ex: penicilina (I.V ao invés da intratecal)
◼Qnt + lipofílica for a subst. > a probabilidade de 
atravessar a BHE.
Distribuição das drogas para 
compartimentos
 “Barreira” Placentária:
 A transf. Fármacos pela placenta tem importância
fundamental, pq alguns compostos podem causar anomalias
no desenvolvimento do feto.
 Vasos sanguíneos do feto – Revestido por uma única
camada de células (Trofoblasto);
 “Formação da barreira” (?????) – não é segura
 Maioria das drogas Retardo na transferência para o feto.
 Características gerais da transferência:
 Velocidade pequena de transferência;
 Difusão passiva;
 Difusão limitada de fármacos hidrossolúveis;
Distribuição das drogas para 
compartimentos
 Drogas que atravessam a barreira placentária:
 Drogas lipossolúveis;
 Drogas apolares;
 Baixo peso molecular;
◼ Ex. Hipnóticos, A.G., Álcool, Morfina, Heroína.
 Toxicidade sobre o feto:
 Talidomina – Membros deformados;
 Anticoagulante – Hemorragia fetal e neonatal;
 Tetraciclinas – Dentição anormal;
 Sulfonamidas – Icterícia neonatal.
Distribuição das drogas para 
compartimentos
 Armazenamento das drogas
 Associação das drogas a elementos teciduais;
 Tecidos mais comumente envolvidos Tecido ósseo e adiposo;
 Formação de depósitos;
 Prolongamento do efeito.
Ex: Flúor / Chumbo / Tetraciclinas
Armazenamento no tecido ósseo
durante a fase de mineralização
Ex: Anestésicos gerais / Inseticidas
Armazenamento no tecido adiposo
Distribuição das drogas para 
compartimentos
VOLUME DE DISTRIBUIÇÃO
 Parâmetro farmacocinético que avalia a extensão da 
distribuição da substância ativa, além do plasma;
 Relaciona a concentração plasmática com a qtde de fármaco 
presente no organismo;
 Quando Vd é pequeno, a captação pelos tecidos é limitada; 
 Valores elevados para Vd, indicamuma ampla distribuição 
para os tecidos;
Vdap = Dose / Conc. plasm.
VOLUME DE DISTRIBUIÇÃO
VOLUMES REAL E APARENTE DE DISTRIBUIÇÃO:
 VOLUME REAL: distribuição por todos os líquidos do organismo.
Se a droga tiver capacidade de atravessar as membranas celulares o volume 
real para uma pessoa de 70Kg é de aproximadamente 43 Litros.
 Plasma = 3 L 
 Líquido intersticial extravascular = 12 L
 Líquido intracelular = 28 L
Drogas ligadas a PP: Drogas com baixo Vd. 
Drogas Lipossolúveis: Drogas com alto Vd .
 VOLUME APARENTE DE DISTRIBUIÇÃO (Vd):
É o volume no qual a droga teria que se dissolver, a fim de 
atingir a mesma [ ] que ela se encontra no plasma. 
Nessa definição, a [ ] plasmática da droga é aquela 
observada após a absorção e distribuição e antes da 
eliminação.
VOLUME DE DISTRIBUIÇÃO
VOLUME DE DISTRIBUIÇÃO
 Drogas confinadas no compartimento plasmático
 são grandes, pesadas, alta ligação a PP;
 Ex: heparina Vd < 0.071 L/kg.
 Drogas distribuídas no compartimento extracelular
 baixa lipossolubilidade, têm dificuldade para atravessar barreiras;
 Ex: compostos polares (gentamicina) Vd ~ 0,2L/Kg.
 Drogas distribuídas por toda água corporal
 relativa lipossolubilidade, distribuição alta;
 Ex: morfina, haloperidol, etanol Vd > 1,2 L/Kg.
O QUE ALTERA O VD DE UM INDIVÍDUO?
• Perda da função hepática;
• Perda da massa muscular;
• Alterações no fluxo sanguíneo;
ELIMINAÇÃO
 “Remoção de um xenobiótico do 
organismo”
 Fazem parte dessa etapa os processos:
Metabolismo;
Excreção.
compostos químicos estranhos a um 
organismo ou sistema biológico.
Metabolismo
 Processo pelo qual os xenobióticos lipofílicos são
convertidos a metabólito(s) por meio de alterações
químicas, geralmente sob ação de enzimas inespecíficas.
 Orgãos;
 Objetivo:
 polaridade – facilidade excreção renal.
Metabolismo
 As principais vias pelas quais os fármacos e seus metabólitos 
deixam o organismo são:
❖ Pulmões (importante 
para anestésicos voláteis/ 
gasosos).
❖ Sistema Hepatobiliar❖ Rins
❖ Intestino
FÁRMACO LIPOSSOLÚVEL → HIDROSSOLÚVEL → EXCREÇÃO
 Metabolismo de 1º passagem;
 Alterações na natureza da atividade farmacológica,
duração da atividade e toxicidade;
 As enzimas que estão envolvidas no metabolismo dos
xenobióticos também atuam na regulação e
metabolização de substância endógenas.
Metabolismo
Tempo de meia vida (t ½)
 É o tempo necessário para que a concentração 
plasmática de determinado fármaco seja reduzida 
pela metade (50%).
 A BIOTRANSFORMAÇÃO ENVOLVE 2 FASES:
REAÇÕES DE FASE I 
 REDUÇÃO;
 HIDRÓLISE;
 OXIDAÇÃO
Resultam em produtos, em geral, mais reativos
quimicamente e, portanto, algumas vezes mais tóxicos
ou carcinogênicos do que a droga original
Preparam a droga para sofrer a reação de fase II.
REAÇÕES DE FASE I 
SISTEMA CITICROMO P450 (CYP)
“P”
450
PINK
O complexo forma um pico de absorbancia 
espectrofotométrica no comprimento de onde de 450nm 
REAÇÕES DE FASE II
MOLÉCULA MET.(fase I) + MOLÉCULA ENDÓGENA
 Conjugação dos xenobióticos à moléculas pequenas e 
ionizáveis, como sulfatos, ácido glucorônico, glicina ou 
ácido glutâmico;
 Metilação, acetilação, conjugação com a glutationa 
originam conjugados mais polares que o composto 
original que, regra geral, não são tóxicos e são 
rapidamente excretados.
Fase 1 Fase 2
Droga
ConjugadoDroga
Droga
Conjugado
Conjugado
Metabólito da droga
com atividade
modificada
Metabólito inativo
da droga
Lipofílico Hidrofílico
As duas fases do metabolismo do fármaco
Metabolismo
 Origem:
 Microssomos hepáticos;
 Não microssomais;
 Extra-hepáticos.
 Resultado da biotransformação:
 Inativos;
 Ativos.
As reações oxidativas são de 2 tipos:
 Microssomal:
 Participação do Citocromo 
P 450
 Ferro
 NAD (Dinucleotídeo 
Nicotinamida Adenia)
 Flavoproteína
 Oxigênio
Reações oxidativas são de origem:
 Não microssomal:
Reações oxidativas são de origem:
 Extra-hepático:
Origem
FATORES QUE AFETAM A METABOLIZAÇÃO
 Fisiológicas:
 Idade;
 Polimorfismo (acetilação, CYP 2D6);
 Nutrição;
 Espécie;
 Sexo;
 Farmacológicas:
 Inibição enzimática;
 Indução enzimática;
 Patológicos:
 Hepatopatias.
FATORES QUE AFETAM A 
METABOLIZAÇÃO
 Indução enzimática:
 elevação na expressão do citocromo ou na
velocidade do processo enzimático, resultando em
um metabolismo acelerado do xenobiótico.
•Aumenta a velocidade de biotransformação hepática da droga;
•Aumenta a velocidade de produção dos metabólitos ;
•Aumenta a depuração plasmática da droga;
•Diminui a meia-vida sérica da droga;
•Diminui as concentrações séricas da droga livre e total;
•Diminui os efeitos farmacológicos se os metabólitos forem
inativos.
 Inibição enzimática:
 caracteriza-se por uma queda na velocidade de
metabolização, resultando em efeitos
farmacológicos prolongados e maior incidência de
efeitos tóxicos do fármaco.
•Diminui a velocidade de produção de metabólitos;
•Diminui a depuração total;
•Aumenta a meia vida da droga ;
•Aumenta as concentrações séricas da droga livre e total;
•Aumenta os efeitos farmacológicos se os metabólitos 
forem inativos;
FATORES QUE AFETAM A 
METABOLIZAÇÃO
\
EXCREÇÃO
 Saída do fármaco do organismo através das vias:
 Renal, biliar, sudorípara, pulmonar, glandular mamária,
secreção nasal, lacrimal,salivar e etc...
Excreção renal
 Filtração glomerular: 
 Secreção tubular (Reabsorção tubular);
 Difusão passiva através do epitélio tubular.
Excreção renal
Filtração glomerular
 Capilares glomerulares;
 Difusão de fármacos com P.M
20.000;
 Impermeável a albumina (PM =
68.000) e macromoléculas
(Heparina);
 Reduzida pela ligação a proteínas
plasmáticas.
Secreção tubular
 Responsável pelo manejo de 80% do
fármaco que chega aos rins;
 Transportadores de ácidos e bases;
 Depura fármacos mesmo que ligados a
PP’s.
 Suscetível a competição.
 Probenecida X Penicilina;
 Probenecida no paciente com gota.
Difusão através do túbulo renal
 Fármacos lipossolúveis:
 Eliminação mínima.
 Fármacos polares:
 100 vezes mais concentrado na urina do que no 
plasma;
 Digoxina, Gentamicina: cuidado em pacientes com 
IRA.
 Influência do pH:
 Alcalinização: citrato de sódio ou potássio, 
bicarbonato de sódio;
 Acidificação: Cloreto de amônio.
Depuração renal
 Clearance;
 É o volume de plasma contendo a
quantidade total de um fármaco que é
removido do organismo na unidade de
tempo.
Determinação do Clearance
 Volume de plasma que contém a quantidade da
substância que é removida pelo rim na unidade de
tempo .
Rang & Dale
CL= clearance
Cu= conc. na úrina
Vu= velocidade do fluxo de urina 
Cp= conc. Plamática 
CL = Cu x Vu
Cp
Excreção biliar
 Células hepáticas:
 Transporte de fármacos do plasma para a 
bile;
◼ Mecanismo semelhante a secreção tubular 
(ácidos e bases);
 Conjugados hidrofílicos, especialmente 
glicuronídios;
◼ Digoxina: excretada na forma não conjugada;
◼ Morfina, Cloranfenicol, etinilestradiol;
◼ Vecurônio: inalterado;
◼ Rifampicina: desacetilada.
Excreção por outras vias
 Suor;
 Saliva;
 Lágrima;
 Leite: etanol e uréia (concentração igual a do plasma);
 Cabelos:
 Arsênico e mercúrio (cabelos).
RESUMO DO PROCESSO 
FARMACOCINÉTICO

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