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APG – INFLAMAÇÃO (SEM. 9ªA) 
Objetivos: 
• Diferenciar a inflamação aguda e crônica e seus mecanismos. 
• Compreender a resposta inflamatória correspondente a cada inflamação. 
 
Inflamação: é uma resposta de defesa não especifica do organismo à 
lesão tecidual, ou seja, a inflamação é uma resposta dos tecidos 
vascularizados às infecções e aos danos teciduais que recruta células e 
moléculas do sistema de defesa do hospedeiro da circulação para os locais 
onde são necessários, a fim de eliminar os agentes agressores. Os 
mediadores dessa defesa incluem os leucócitos fagocíticos, anticorpos e 
proteínas do complemento. 
A maioria deles, em geral, circula no sangue, de onde são sequestrados 
para que não haja danos aos tecidos normais, mas podem ser rapidamente 
recrutados para qualquer local do corpo. 
O processo inflamatório libera leucócitos e proteínas que são direcionados 
contra os agentes estranhos, como microrganismos e tecidos lesados ou 
necróticos, e ativam as células e moléculas recrutadas que, em seguida, 
exercem suas funções com a finalidade de eliminar as substâncias 
prejudiciais ou indesejadas. Sem a inflamação, infecções não seriam 
reconhecidas, feridas nunca cicatrizariam e tecidos lesados permaneceriam 
constantemente purulentos. 
 
FIGURA 3.1 Sequência de eventos em uma reação inflamatória. Os macrófagos e outras 
células dos tecidos reconhecem os microrganismos e as células danificadas e liberam 
mediadores, que desencadeiam as reações vasculares e celulares da inflamação. O 
recrutamento de proteínas plasmáticas a partir do sangue não é mostrado. 
A reação inflamatória típica desenvolve-se por meio de uma série de 
etapas sequenciais: 
• O agente agressor, localizado nos tecidos extravasculares, é 
reconhecido pelas células e moléculas do hospedeiro. 
• Leucócitos e proteínas plasmáticas são recrutados da circulação 
para o local onde o agente agressor está localizado. 
• Leucócitos e proteínas são ativados e trabalham em conjunto para 
destruir e eliminar o agente lesivo. 
• A reação é controlada e encerrada. 
• O tecido danificado é reparado. 
Existem dois tipos de inflamação: aguda e crônica. 
Inflamação Aguda: A resposta inicial rápida às infecções e aos danos 
teciduais. Em geral, se desenvolve dentro de minutos ou horas e é de 
curta duração, entre algumas horas ou alguns dias. As suas 
características principais são a exsudação de líquido e proteínas 
plasmáticas (edema) e emigração de leucócitos, predominantemente 
neutrófilos (também chamados leucócitos polimorfonucleares). Quando a 
inflamação aguda atinge o objetivo de eliminar os agentes agressores, a 
reação diminui e a lesão residual é reparada. No entanto, se a resposta 
inicial não conseguir eliminar o estímulo desencadeador, a reação 
progride. 
Inflamação Crônica: é um tipo de inflamação mais prolongada. A 
inflamação crônica pode seguir a inflamação aguda ou surgir de novo. É 
uma reação de maior duração e está associada à maior destruição 
tecidual, presença de linfócitos e macrófagos, bem como proliferação de 
vasos e fibrose. 
 
Manifestações externas da inflamação: são os sinais cardinais: calor, rubor 
(vermelhidão), tumor (tumefação), dor e perda de função. 
Embora normalmente protetora, em algumas situações, a reação inflamatória torna-
se a causa da doença, e os danos produzidos constituem a sua característica 
predominante. 
As reações inflamatórias são a base das doenças crônicas comuns, tais como artrite 
reumatoide, aterosclerose e fibrose pulmonar, assim como às reações de 
hipersensibilidade, com risco de vida, associadas a picadas de insetos, fármacos e 
toxinas. 
Etapas da resposta inflamatória _ CINCO Rs _ 
1. Reconhecimento do agente prejudicial; 
2. Recrutamento de leucócitos; 
3. Remoção do agente; 
4. Regulação (controle) da resposta; e 
5. Resolução (reparo). 
 
Causas da inflamação 
As reações inflamatórias podem ser desencadeadas por vários tipos de 
estímulos: 
• Infecções (bacterianas, virais, fúngicas, parasitárias) e toxinas microbianas estão 
entre as causas mais comuns e clinicamente importantes da inflamação. Diferentes 
agentes patogênicos infecciosos provocam respostas inflamatórias distintas, desde 
uma inflamação aguda leve, que causa pouco ou nenhum dano duradouro e erradica 
com sucesso a infecção, até reações sistêmicas graves que podem ser fatais, ou 
reações crônicas prolongadas que causam lesão tecidual extensa. 
• A necrose tecidual provoca inflamação independentemente da causa da morte 
celular, que pode ser por isquemia (fluxo sanguíneo reduzido, a causa do infarto do 
miocárdio), trauma e lesão física e química (p. ex., lesão térmica, como em 
queimaduras ou congelamento; irradiação; exposição a alguma substância química 
do meio ambiente). Várias moléculas liberadas a partir das células necróticas são 
conhecidas por desencadear inflamação. 
• Corpos estranhos (estilhaços, sujeira, suturas) induzir a inflamação por lesões traumáticas 
nos tecidos ou por carregarem microrganismos. Substâncias endógenas substâncias incluem 
os cristais de urato (na gota) e os cristais de colesterol (na aterosclerose). 
• Reações imunes (também chamadas hipersensibilidade) são reações nas quais o sistema 
imune, normalmente protetor, danifica os próprios tecidos do indivíduo. As respostas 
imunes prejudiciais podem ser dirigidas contra autoantígenos, causando doenças 
autoimunes. Como os estímulos para as respostas inflamatórias nas doenças autoimunes e 
alérgicas (autoantígenos e antígenos ambientais) não podem ser eliminados, essas reações 
tendem a ser persistentes e difíceis de curar, associadas à inflamação crônica. 
Inflamação Aguda 
A inflamação aguda apresenta três componentes principais: 
(1) dilatação de vasos pequenos, o que desencadeia aumento no fluxo sanguíneo; 
(Guyton – Vasodilatação dos vasos sanguíneos com o consequente aumento do fluxo 
sanguíneo). 
(2) aumento da permeabilidade da microvasculatura, permitindo que proteínas 
plasmáticas e leucócitos deixem a circulação; (Guyton: aumento da permeabilidade dos 
capilares, permitindo a saída de grande quantidade de liquido para os espaços 
intersticiais); 
(3) emigração dos leucócitos da microcirculação, que se acumulam no foco da lesão e 
são ativados a fim de eliminar o agente agressor; (Guyton: migração de grande 
quantidade de granulócitos e monócitos para os tecidos). 
As reações vasculares da inflamação aguda consistem em alterações no fluxo sanguíneo e na 
permeabilidade dos vasos, ambos destinados a maximizar o movimento das proteínas 
plasmáticas e dos leucócitos para fora da circulação em direção ao local da infecção ou lesão. 
Exsudação: extravasamento de líquidos, proteínas e células sanguíneas do sistema vascular para 
tecidos intersticiais ou cavidades corporais. 
Exsudato: líquido extravascular com alta concentração de proteína e detritos celulares. Indica 
que há aumento na permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos, geralmente durante a 
reação inflamatória. 
Transudato é um líquido com baixo teor de proteínas, pouco ou nenhum material celular e baixa 
gravidade específica. 
Edema: excesso de líquido no tecido intersticial ou cavidades serosas; pode ser um exsudato ou 
um transudato. 
Pus, ou exsudato purulento, é um exsudato inflamatório rico em leucócitos (principalmente 
neutrófilos), detritos de células mortas e, em muitos casos, microrganismos. 
 
FIGURA 3.2 Formação de exsudatos e transudatos. (A) A pressão hidrostática normal (seta azul) é de cerca 
de 32 mmHg na terminação arterial de um leito capilar e de 12 mmHg na terminação venosa; a pressão 
osmótica coloidal média dos tecidos é de aproximadamente 25 mmHg (seta verde), que é igual à pressão 
capilar média. Portanto, o fluxo de fluido através do leito vascular é quase nulo. (B) Um exsudato é 
formado durante a inflamação porque a permeabilidade vascular aumenta, como resultado da retraçãodas células endoteliais e surgimento de espaços através dos quais o fluido e as proteínas podem passar. 
(C) Um transudato é formado quando há extravasamento de fluido para o exterior por causa de maior 
pressão hidrostática ou diminuição da pressão osmótica. 
As alterações no fluxo e no calibre vascular iniciam-se rapidamente após a lesão: 
 • Vasodilatação induzida por histamina, no músculo liso dos vasos _ inicia nas arteríolas e, leva 
à abertura de novos leitos capilares na área, aumentando o fluxo sanguíneo, que causa o calor 
e a vermelhidão (eritema) no local da inflamação. 
• A vasodilatação é seguida rapidamente pelo aumento da permeabilidade da microvasculatura, 
com extravasamento de fluido rico em proteínas (um exsudato) nos tecidos extravasculares. 
• A perda de líquido e o aumento do diâmetro do vaso desencadeiam lentidão no fluxo 
sanguíneo, concentração de hemácias em vasos pequenos e aumento da viscosidade do sangue. 
Resultam em estase do fluxo sanguíneo, engurgitamento de pequenos vasos cheios de hemácias 
que se movem lentamente, características observadas histopatologicamente como congestão 
vascular e, externamente, como vermelhidão localizada (eritema) do tecido envolvido. 
• À estase se desenvolve, leucócitos sanguíneos, principalmente neutrófilos, acumulam-se ao 
longo do endotélio vascular. As células endoteliais são ativadas por mediadores produzidos nos 
locais de infecção e de dano tecidual, e expressam níveis aumentados de moléculas de adesão. 
Os leucócitos aderem ao endotélio e em seguida migram através da parede vascular para o 
tecido intersticial. Aumento da Permeabilidade Vascular (Extravasamento Vascular). 
 Aumento da Permeabilidade Vascular (Extravasamento Vascular). 
 
• A retração das células endoteliais que resulta na abertura de lacunas interendoteliais é o 
mecanismo mais comum de extravasamento vascular. É desencadeada por histamina, 
bradicinina, leucotrienos e outros mediadores químicos. Ocorre rapidamente após a exposição 
ao mediador (em 15 a 30 minutos) e geralmente é de curta duração; é denominada como uma 
resposta transitória imediata. Os principais locais deste rápido aumento da permeabilidade 
vascular são as vênulas pós-capilares. 
• Lesão endotelial, resultando em necrose e destacamento de células endoteliais. O dano direto 
ao endotélio é encontrado em lesões graves (p. ex., nas queimaduras) ou é induzido pela ação 
de microrganismos e toxinas microbianas que apresentam como alvo as células endoteliais. Os 
neutrófilos que aderem ao endotélio durante a inflamação também podem lesar as células 
endoteliais e assim amplificar a reação. Na maioria dos casos, o extravasamento inicia-se 
imediatamente após a lesão e é mantido por várias horas até que os vasos danificados sejam 
trombosados ou reparados. 
• Aumento do transporte de líquidos e proteínas, chamada transcitose. 
Respostas de Vasos Linfáticos e Linfonodos 
✔ Os vasos linfáticos também participam de inflamação aguda. O fluxo linfático torna-se 
aumentado para ajudar a drenar o líquido do edema que se acumula devido ao aumento da 
permeabilidade vascular. Além dos fluidos, leucócitos e detritos celulares, bem como 
microrganismos, podem encontrar a via para a linfa. Os vasos linfáticos, assim como os vasos 
sanguíneos, proliferam durante reações inflamatórias para lidar com o aumento da carga. Os 
linfáticos podem se tornar secundariamente inflamados (linfangite), assim como os linfonodos 
drenantes (linfadenite). Os linfonodos inflamados, muitas vezes, estão ampliados devido ao 
aumento da celularidade. Esta constelação de alterações patológicas é denominada linfadenite 
reativa, ou inflamatória. 
✔ Os leucócitos que são recrutados para locais de inflamação desempenham a função-chave de 
eliminar os agentes ofensivos. Os neutrófilos e macrófagos são os leucócitos mais importantes 
nas reações inflamatórias típicas, pois, fazem fagocitose. 
✔ Os neutrófilos são produzidos na medula óssea e rapidamente recrutados para locais de 
inflamação; os macrófagos respondem de forma mais lenta. As principais funções desses tipos 
de células diferem de maneira sutil, mas importantes – os neutrófilos usam rearranjos do 
citoesqueleto e montagem de enzimas para construir respostas rápidas e transitórias, enquanto 
os macrófagos, de vida longa, montam respostas mais lentas, mas mais prolongadas, que 
frequentemente dependem de uma nova transcrição gênica. 
✔ Esses leucócitos ingerem e destroem bactérias e outros microrganismos, como tecido 
necrótico e substâncias estranhas. Os macrófagos produzem fatores de crescimento que ajudam 
no reparo. A potência defensiva dos leucócitos quando fortemente ativados, podem induzir 
danos teciduais e prolongar a inflamação, porque os produtos leucocitários que destroem os 
microrganismos e ajudam a “limpar” os tecidos necróticos e podem produzir “danos colaterais” 
aos tecidos normais do hospedeiro. Quando há ativação inflamatória sistêmica, em uma invasão 
da corrente sanguínea por bactérias, a resposta inflamatória sistêmica resultante pode ser letal. 
Mediadores da inflamação 
Os mediadores da inflamação são as substâncias que iniciam e regulam as reações inflamatórias. 
✔ Os mediadores podem ser produzidos pelas células no local da inflamação, ou podem circular 
no plasma como precursores inativos que são ativados no local da inflamação. Os principais tipos 
de células que produzem mediadores de inflamação agudam são os macrófagos teciduais, as 
células dendríticas e os mastócitos, mas plaquetas, neutrófilos, células endoteliais e a maioria 
dos epitélios também podem ser induzidos a elaborar alguns mediadores. 
✔ Mediadores ativos são produzidos somente em resposta a várias moléculas que estimulam a 
inflamação, incluindo produtos microbianos e substâncias liberadas a partir de células 
necróticas 
✔ A maioria dos mediadores apresenta meia-vida curta. 
✔ Um mediador pode estimular a liberação de outros mediadores. 
 
 
Histamina e a serotonina: principais aminas vasoativas, assim denominadas porque executam 
ações importantes nos vasos sanguíneos. 
Armazenadas como moléculas pré-formadas nas células, os primeiros mediadores a serem 
liberados durante a inflamação. 
 As fontes mais ricas de histamina são os mastócitos, que normalmente estão presentes no 
tecido conjuntivo adjacente aos vasos sanguíneos. 
A histamina também é encontrada em basófilos do sangue e plaquetas. Ela é armazenada em 
grânulos nos mastócitos e liberada por degranulação em resposta a vários tipos de estímulos, 
incluindo: 
1. Lesão física, tais como trauma, frio, calor ou por meio de mecanismos desconhecidos; 
2. ligação de anticorpos aos mastócitos, que está na base das reações de hipersensibilidade 
imediata (alérgicas); e 
3. Produtos do complemento chamados anafilatoxinas (C3a e C5a). Os anticorpos e os produtos 
do complemento ligam-se a receptores específicos nos mastócitos e ativam as vias de sinalização 
que induzem a degranulação rápida. 
Os neuropeptídeos (p. ex., substância P) e citocinas (IL-1, IL-8) também podem desencadear a 
liberação de histamina. 
A histamina provoca a dilatação das arteríolas e aumenta a permeabilidade das vênulas. É 
considerada o principal mediador da fase transitória imediata de aumento da permeabilidade 
vascular, produzindo lacunas interendoteliais nas vênulas pós-capilares. Os seus efeitos 
vasoativos são mediados principalmente através da ligação a receptores, denominados 
receptores H1, em células endoteliais microvasculares. Os fármacos anti-histamínicos que são 
comumente utilizados para tratar algumas reações inflamatórias, como alergias, são 
antagonistas do receptor H1 e se ligam e bloqueiam o receptor. A histamina também causa 
contração de alguns músculos lisos, mas os leucotrienos, são muito mais potentes e relevantes 
como causa de espasmosdos músculos brônquicos, ex. na asma. 
✔ A serotonina (5-hidroxitriptamina) é um mediador vasoativo pré-formado presente nas 
plaquetas e em certas células neuroendócrinas, como no trato gastrointestinal. Sua função 
principal é a de neurotransmissor no trato gastrointestinal. Também é um vasoconstritor. 
✔ Ácido Araquidônico: Os mediadores lipídicos prostaglandinas e leucotrienos são produzidos a 
partir do ácido araquidônico e estimulam reações vasculares e celulares na inflamação aguda. 
O ácido araquidônico é um ácido graxo poli-insaturado de 20 carbonos derivado da dieta ou da 
conversão do ácido graxo essencial ácido linoleico. Estímulos mecânicos, químicos e físicos ou 
outros mediadores (p. ex., C5a) desencadeiam a liberação de ácido araquidônico a partir das 
membranas por meio da ativação de fosfolipases celulares, principalmente a fosfolipase A2. 
Após liberado da membrana, o ácido araquidônico é rapidamente convertido em mediadores 
bioativos. Tais mediadores, também chamados eicosanoides, são sintetizados por duas 
principais classes de enzimas: cicloxigenases (que geram prostaglandinas) e lipoxigenases (que 
produzem leucotrienos e lipoxinas). Os eicosanoides se ligam aos receptores acoplados à 
proteína G em muitos tipos celulares e podem mediar praticamente todos as etapas da 
inflamação. 
 
✔ Prostaglandinas (PGs): São produzidas por mastócitos, macrófagos, células endoteliais e 
muitos outros tipos celulares, e estão envolvidas nas reações vasculares e sistêmicas da 
inflamação. A PGD2 é a principal prostaglandina produzida por mastócitos; juntamente com a 
PGE2 (mais amplamente distribuída), causa vasodilatação e aumenta a permeabilidade das 
vênulas pós-capilares, potencializando assim a exsudação e o edema resultante. A PGD2 
também é um agente quimiotático para neutrófilos. São denominadas de acordo com suas 
características estruturais codificadas por uma letra (p. ex., PGD, PGE, PGF, PGG e PGH) e um nº 
(p. ex., 1, 2), que indica o número de ligações duplas no composto. As prostaglandinas mais 
importantes na inflamação são PGE2, PGD2, PGF2a, PGI2 (prostaciclina) e TXA2 (tromboxano 
A2), cada uma delas se origina a partir da ação de uma enzima específica em um intermediário 
na via. Prostaglandinas estão envolvidas na patogenia da dor e da febre, duas manifestações 
sistêmicas comuns de inflamação. A PGE2 torna a pele hipersensível a estímulos dolorosos e 
causa febre durante infecções. 
✔ Leucotrienos Produzidos por leucócitos e mastócitos por meio da ação da lipoxigenase e estão 
envolvidos nas reações vasculares e dos músculos lisos e no recrutamento de leucócitos. O 
leucotrieno LTC4 contendo cisteinil e seus metabólitos, LTD4 e LTE4, são produzidos 
principalmente em mastócitos e causam vasoconstricção intensa, broncospasmo (importante 
na asma) e aumento da permeabilidade das vênulas. 
✔ Lipoxinas: geradas a partir do ácido araquidônico pela via da lipoxigenase, mas, ao contrário 
das prostaglandinas e dos leucotrienos, as lipoxinas suprimem a inflamação inibindo o 
recrutamento de leucócitos. 
✔ Citocinas: Proteínas secretadas por muitos tipos celulares (principalmente linfócitos ativados, 
macrófagos e células dendríticas, mas também por células endoteliais, células epiteliais e do 
tecido conjuntivo) que medeiam e regulam reações imunes e inflamatórias. 
 
Fator de Necrose Tumoral e Interleucina-1 
Participam do recrutamento de leucócitos, promovendo a adesão ao endotélio e migração 
através dos vasos. 
 O TNF é produzido por linfócitos T e mastócitos, e algumas células epiteliais também produzem 
IL-1. Produtos microbianos, corpos estranhos, células necróticas e outros estímulos 
inflamatórios desencadeiam a secreção de TNF e IL-1. A produção de TNF é induzida por sinais 
através de TLRs e outros sensores microbianos, e a síntese de IL-1 é estimulada pelos mesmos 
sinais, mas a geração da forma biologicamente ativa desta citocina é dependente do 
inflamassomo. 
As ações do TNF e da IL-1 contribuem para as reações locais e sistêmicas da inflamação, 
principais funções: 
 • Ativação endotelial. Promove o aumento da expressão de moléculas de adesão endotelial, 
principalmente E- e P-selectinas e ligantes para integrinas leucocitárias; aumento da produção 
de vários mediadores, incluindo outras citocinas e quimiocinas, e eicosanoides; e aumento da 
atividade procoagulante do endotélio. 
 • Ativação de leucócitos e outras células. O TNF aumenta a resposta dos neutrófilos a outros 
estímulos, como uma endotoxina bacteriana, e estimula a atividade microbicida dos 
macrófagos. A IL-1 ativa fibroblastos para sintetizar colágeno e estimula a proliferação de células 
sinoviais e outras células mesenquimais. IL-1 e IL-6 e estimulam a geração de um subconjunto 
de células T auxiliares CD4+ chamadas células TH17. 
• Resposta sistêmica de fase aguda. IL-1 e TNF (bem como IL-6) induzem as respostas sistêmicas 
de fase aguda associadas à infecção ou lesão, incluindo a febre. Eles estão envolvidos na 
patogenia da síndrome da resposta inflamatória sistêmica (systemic inflammatory response 
syndrome – SIRS), resultante de infecção bacteriana disseminada (sepse) e outras condições 
graves, descritas posteriormente. 
• O TNF regula o equilíbrio energético por meio da promoção do catabolismo lipídico e proteico 
e pela supressão do apetite. Portanto, a produção sustentada de TNF contribui para a caquexia, 
um estado patológico caracterizado por perda de peso, atrofia muscular e anorexia que 
acompanha algumas infecções crônicas e cânceres. 
 
Quimiocinas 
Constituem a família de proteínas pequenas (8-10 kD) que atuam como quimiotáticos para tipos 
específicos de leucócitos. Foram identificadas cerca de 40 quimiocinas diferentes e 20 
receptores diferentes para quimiocinas. 
São classificadas em quatro grupos principais, de acordo com o arranjo dos resíduos de cisteína 
(C) nas proteínas: 
]• Quimiocinas C-X-C: atuam principalmente em neutrófilos. 
• Quimiocinas C-C: apresentam os dois primeiros resíduos de cisteína adjacentes conservados. 
Atuam principalmente como agentes quimiotáticos para monócitos, eosinófilos, basófilos e 
linfócitos. 
• Quimiocinas C não possuem a primeira e a terceira das quatro cisteínas conservadas. As 
quimiocinas C (p. ex., linfotactina, XCL1) são relativamente específicas para linfócitos. 
• Quimiocinas CX3C contêm três aminoácidos entre as duas primeiras cisteínas. O único membro 
conhecido desta classe é chamado fractalkine (CX3CL1). Derivada da proteólise da proteína 
ligada à membrana, que apresenta uma potente atividade quimiotática para as mesmas células. 
Funções principais das quimiocinas: 
 • Inflamação aguda. Algumas quimiocinas estimula a adesão do leucócito ao endotélio atuando 
nos leucócitos para aumentar a afinidade das integrinas e servem como agentes quimiotáticos, 
guiando os leucócitos para locais de infecção ou lesão tecidual. Como medeiam algumas etapas 
da reação inflamatória, às vezes são chamadas quimiocinas inflamatórias. Sua produção é 
induzida por microrganismos e outros estímulos. 
• Manutenção da arquitetura do tecido. Algumas quimiocinas são produzidas constitutivamente 
pelas células estromais nos tecidos e às vezes são chamadas quimiocinas homeostáticas. Estas 
organizam vários tipos celulares em diferentes regiões anatômicas dos tecidos, como os 
linfócitos T e B em áreas distintas do baço e dos linfonodos. 
 Embora o papel das quimiocinas na inflamação esteja bem estabelecido, tem sido difícil 
desenvolver antagonistas de quimiocinas que suprimam a inflamação, talvez por causa da 
redundância das funções dessas proteínas. 
 
Sistema Complemento 
No processo de ativação do complemento, são elaborados vários produtos da clivagem de 
proteínas do complemento que causam aumento da permeabilidade vascular, quimiotaxia e 
opsonização. 
Todas as três vias de ativação do complemento levam à formação de umaenzima chamada C3 
convertase, que divide C3 em dois fragmentos funcionalmente distintos, C3a e C3b. C3a é 
liberado e C3b torna-se covalentemente ligado à célula ou molécula onde o complemento está 
sendo ativado. Mais C3b então se liga aos fragmentos gerados anteriormente para formar a C5 
convertase, que cliva C5 para liberar C5a e deixa C5b aderido à superfície celular. O C5b liga os 
componentes tardios (C6-C9), culminando na formação do complexo de ataque à membrana 
(MAC, composto por múltiplas moléculas C9). A atividade enzimática das proteínas do 
complemento fornece uma amplificação tão intensa que milhões de moléculas de C3b podem 
se depositar na superfície de um microrganismo dentro de 2 ou 3 minutos! 
O sistema complemento apresenta três funções principais: 
• Inflamação. C5a e, em menor grau, C4a e C3a, são produtos da clivagem dos componentes 
correspondentes do complemento que estimulam a liberação de histamina a partir de 
mastócitos e assim aumentam a permeabilidade vascular e causam vasodilatação. Além 
disso, C5a ativa a via da lipoxigenase do metabolismo do ácido araquidônico em neutrófilos 
e monócitos, causando a liberação de mais mediadores inflamatórios. 
• Opsonização e fagocitose. C3b e seu produto de clivagem iC3b (C3b inativo), quando fixados 
à parede celular microbiana, atuam como opsoninas e promovem a fagocitose por 
neutrófilos e macrófagos. 
• Lise celular. A deposição de MAC nas células cria poros na membrana celular, tornando as 
células permeáveis a água e íons, o que resulta na sua morte osmótica (lise). 
Padrões morfológicos da inflamação aguda 
Os marcos morfológicos das reações inflamatórias agudas são a dilatação de pequenos vasos 
sanguíneos e o acúmulo de leucócitos e fluidos no tecido extravascular. 
Inflamação Serosa: é marcada pela exsudação de fluidos pobres em células em espaços criados 
pelas lesões na superfície epitelial ou nas cavidades do corpo revestidas por peritônio, pleura 
ou pericárdio. 
Inflamação Fibrinosa: Um exsudato fibrinoso se desenvolve quando os extravasamentos 
vasculares são grandes ou há um estímulo procoagulante local. Há grande aumento na 
permeabilidade vascular, proteínas de alto peso molecular no sangue, como o fibrinogênio, 
atravessam a barreira epitelial e há formação de fibrina, que é depositada no espaço 
extracelular. 
Inflamação Purulenta (Supurativa), Abscesso: é caracterizada pela produção de pus, um 
exsudato constituído por neutrófilos, debris liquefeitos das células necróticas e líquido de 
edema. A causa mais frequente de inflamação purulenta (também chamada supurativa) é a 
infecção por bactérias que causam necrose tecidual liquefativa, como os estafilococos; esses 
agentes patogênicos são denominados bactérias piogênicas (produtoras de pus). 
Úlceras: é um defeito local, ou escavação, da superfície de um órgão ou tecido que é produzido 
pela destruição (descamação) de tecido necrótico inflamado. 
Resultados da inflamação aguda _ 
geralmente apresentam um dos três resultados: 
1. Resolução completa. é o resultado observado quando a lesão é limitada ou de curta duração, 
ou quando houve pequena destruição tecidual e as células parenquimatosas danificadas 
puderam se regenerar. A resolução envolve a remoção de debris celulares e microrganismos por 
macrófagos e a reabsorção do líquido do edema pelos vasos linfáticos. 
2. Cura por substituição de tecido conjuntivo (cicatrização ou fibrose). Ocorre após a destruição 
substancial de tecido, quando a lesão inflamatória envolve tecidos que são incapazes de 
regenerar, ou quando há abundante exsudação de fibrina no tecido ou em cavidades serosas 
(pleura, peritônio) que não podem ser adequadamente removidas. Em todas essas situações, o 
tecido conjuntivo cresce na área da lesão ou exsudato, convertendo-o em uma massa de tecido 
fibroso. 
3. Progressão da resposta para inflamação crônica. A transição de inflamação aguda para crônica 
ocorre quando a resposta inflamatória aguda não pode ser resolvida, como resultado da 
persistência do agente prejudicial ou de alguma interferência no processo normal de 
cicatrização. 
 
Inflamação Crônica 
A inflamação crônica é uma resposta de duração prolongada (semanas ou meses), na 
qual inflamação, lesão tecidual e tentativas de reparo coexistem em diferentes combinações. 
Pode suceder a inflamação aguda, ou pode começar de forma insidiosa, como um processo 
latente, progressivo, sem sinais de uma reação aguda precedente. 
Causas da Inflamação Crônica 
• Infecções persistentes por microrganismos que são difíceis de erradicar, tais como 
microbacterianas e certos vírus, fungos e parasitas. Esses organismos geralmente provocam 
uma reação imune chamada hipersensibilidade do tipo tardio. A resposta inflamatória às vezes 
apresenta um padrão específico chamada inflamação granulomatosa. Em outros casos, a 
inflamação aguda não resolvida evolui para a inflamação crônica, como quando uma infecção 
bacteriana aguda pulmonar avança para um abscesso pulmonar crônico. 
• Doenças de hipersensibilidade. A inflamação crônica desempenha um papel 
importante em um grupo de doenças causadas por ativação excessiva e inadequada do sistema 
imune. Nas doenças autoimunes, os autoantígenos evocam uma reação imune auto 
perpetuante que resulta em inflamação crônica e danos teciduais; ex. dessas doenças são a 
artrite reumatoide e a esclerose múltipla. Nas doenças alérgicas, a inflamação crônica é o 
resultado de respostas imunes excessivas contra substâncias ambientais comuns, como na asma 
brônquica. Tais doenças podem apresentar padrões morfológicos de inflamação aguda e crônica 
mista porque são caracterizadas por episódios repetidos de inflamação. A fibrose pode 
predominar nos estágios avançados. 
• Exposição prolongada a agentes potencialmente tóxicos, exógenos ou endógenos. Ex. 
de agente exógeno é a sílica particulada, um material inanimado não degradável que, quando 
inalado por períodos prolongados, resulta em uma doença pulmonar inflamatória chamada 
silicose. A aterosclerose é um processo inflamatório crônico que afeta a parede arterial, na qual 
acredita-se que seja induzida, pelo menos em parte, pela produção excessiva e deposição 
tecidual de colesterol endógeno e outros lipídeos. 
• Algumas formas de inflamação crônica podem ser importantes na patogenia de 
doenças que não são convencionalmente consideradas distúrbios inflamatórios. Estas incluem 
doenças neurodegenerativas, como doença de Alzheimer, síndrome metabólica e diabetes tipo 
2 associado, e certos tipos de câncer nos quais as reações inflamatórias promovem o 
desenvolvimento tumoral. 
Características Morfológicas 
Ao contrário da inflamação aguda, que se manifesta por alterações vasculares, edema e 
infiltração predominantemente neutrofílica, a inflamação crônica caracteriza-se por: 
• Infiltração de células mononucleares, que incluem macrófagos, linfócitos e 
plasmócitos. 
• Destruição tecidual induzida pelo agente ofensivo persistente ou pelas células 
inflamatórias. 
• Tentativas de cura pela troca do tecido danificado por tecido conjuntivo, pela 
angiogênese (proliferação de pequenos vasos sanguíneos) e, em particular, pela fibrose. 
 
Células e Mediadores da Inflamação Crônica: A combinação de infiltração leucocitária, lesão 
tecidual e fibrose que caracterizam a inflamação crônica é o resultado da ativação local de vários 
tipos de células e da produção de mediadores. 
Papel dos Macrófagos: participam das reações inflamatórias crônicas, que contribuem para a 
reação através da secreção de citocinas e fatores de crescimento que atuam sobre várias células, 
destruindo invasores e tecidos estranhos e ativando outras células, principalmente os linfócitos 
T. 
 Os macrófagos são fagócitos que atuam como filtros para partículas, microrganismos e células 
senescentes. Funcionam como células efetoras que eliminam os microrganismos nas respostas 
imunescelulares e humorais. 
 Nas reações inflamatórias, as células progenitoras na medula óssea dão origem aos monócitos, 
que entram no sangue, migram para vários tecidos e se diferenciam em macrófagos. A entrada 
dos monócitos sanguíneos nos tecidos é coordenada pelos mesmos fatores que estão envolvidos 
na emigração dos neutrófilos, como moléculas de adesão e quimiocinas. 
A meia-vida dos monócitos sanguíneos é de cerca de 1 dia, enquanto a vida útil dos macrófagos 
teciduais é de vários meses ou anos. Os macrófagos, é a população de células predominante nas 
reações inflamatórias dentro de 48 horas após o seu início. 
Os macrófagos que residem nos tecidos em estado estacionário (na ausência de lesão tecidual 
ou inflamação), como a micróglia, as células de Kupffer e os macrófagos alveolares, originam-se 
do saco vitelino ou do fígado fetal muito cedo durante a embriogênese, povoam os tecidos, 
permanecem por longos períodos e são reabastecidos principalmente pela proliferação das 
células residentes. 
Principais vias de ativação de macrófagos: via clássica e alternativa. 
 A via escolhida por um determinado macrófago depende da natureza dos sinais de ativação. 
• A ativação clássica dos macrófagos induzida por produtos microbianos, como uma endotoxina, 
que envolvem os TLRs, e por sinais provenientes das células T, como a importante citocina IFN-
γ nas respostas imunes. Os macrófagos classicamente ativados (também chamados M1) 
produzem NO e ROS e suprarregulam as enzimas lisossômicas, o que aumenta sua capacidade 
de eliminar organismos ingeridos e secretar citocinas que estimulam a inflamação. Esses 
macrófagos são importantes na defesa do hospedeiro contra microrganismos e em muitas 
reações inflamatórias. 
• A ativação dos macrófagos pela via alternativa é induzida por citocinas como a IL-4 e a IL-13, 
produzidas por linfócitos T e outras células. A função principal dos macrófagos ativados 
alternativamente (M2) está no reparo tecidual. Eles secretam fatores de crescimento que 
promovem a angiogênese, ativam fibroblastos e estimulam a síntese de colágeno. 
 
FIGURA 3.19 Ativação dos macrófagos pela via clássica e alternativa. Diferentes estímulos ativam 
monócitos/macrófagos que se diferenciam em populações funcionalmente distintas. Os macrófagos 
ativados classicamente são induzidos por produtos microbianos e citocinas, particularmente o IFN-γ. Eles 
fagocitam e destroem microrganismos e tecidos mortos e podem potencializar as reações inflamatórias. 
Macrófagos ativados de forma alternativa são induzidos por outras citocinas e são importantes no reparo 
tecidual e na resolução da inflamação. 
Papel dos Linfócitos 
Microrganismos e outros antígenos ambientais ativam os linfócitos T e B, que amplificam e 
propagam a inflamação crônica. Quando ativadas, a inflamação tende a ser persistente e grave. 
Algumas reações inflamatórias crônicas mais fortes, como a inflamação granulomatosa, 
dependem das respostas dos linfócitos. 
Por causa da capacidade de secretar citocinas, os linfócitos T CD4+ promovem a inflamação e 
influenciam a natureza da reação inflamatória. As células T amplificam a reação inflamatória 
inicial que é induzida pelo reconhecimento de microrganismos e células mortas como parte da 
resposta imune inata. 
Subconjuntos de células T CD4+ que secretam citocinas distintas e provocam diferentes tipos de 
inflamação. 
• As células TH1 produzem a citocina IFN-γ, que ativa os macrófagos pela via clássica. 
• As células TH2 secretam IL-4, IL-5 e IL-13, que recrutam e ativam eosinófilos e são responsáveis 
pela via alternativa de ativação de macrófagos. São importantes na defesa contra parasitas 
helmintos e na inflamação alérgica 
• As células TH17 secretam IL-17 e outras citocinas, que induzem a secreção de quimiocinas 
responsáveis pelo recrutamento de neutrófilos na reação. 
 
Outras Células na Inflamação Crônica 
• Eosinófilos são abundantes nas reações imunomediadas por IgE e nas infecções parasitárias. 
 • Mastócitos estão amplamente distribuídos no tecido conjuntivo e participam das reações 
inflamatórias agudas e crônicas (secretam uma infinidade de citocinas). 
• Neutrófilos são característicos da inflamação aguda, muitas formas de inflamação crônica, com 
duração de meses, continuam a exibir um grande número de neutrófilos, induzidos por 
microrganismos persistentes ou por citocinas e outros mediadores produzidos por macrófagos 
ativados e linfócitos T. Na infecção bacteriana crônica óssea (osteomielite), um exsudato 
neutrofílico pode persistir por muitos meses. Os neutrófilos também são importantes na lesão 
crônica pulmonar induzida pelo tabagismo e outros estímulos irritantes. Esse padrão de 
inflamação é chamado agudo e crônico. 
Inflamação Granulomatosa: inflamação crônica caracterizada por coleções de macrófagos 
ativados, muitas vezes com linfócitos T, e às vezes associadas à necrose central. 
 • Granulomas imunes são causados por vários agentes capazes de induzir resposta imune 
mediada por células T persistentes. Provoca a formação de granulomas geralmente quando o 
agente incitador não pode ser facilmente eliminado, como um microrganismo persistente ou 
um antígeno próprio. 
• Granulomas de corpo estranho são encontrados na resposta a corpos estranhos relativamente 
inertes, na ausência de resposta imunomediada por células T. Os granulomas formam-se em 
torno de materiais como o talco (associado ao uso abusivo de drogas intravenosas), suturas ou 
outras fibras que são grandes o suficiente para impossibilitar a fagocitose por um macrófago, 
mas não são imunogênicos. As células epitelioides e as células gigantes são direcionadas para a 
superfície do corpo estranho. O material estranho geralmente pode ser identificado no centro 
do granuloma, particularmente se observado sob luz polarizada, podendo aparecer refringente. 
 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 
KUMAR, Vinay. Robbins Patologia Básica. Rio de Janeiro - RJ: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 
9788595151895. Disponível 
em:https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151895/. Acesso em: 27 set. 
2022. 
Hall, John, E. e Arthur C. Guyton. Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia. Disponível 
em: Minha Biblioteca, (13th edição). Grupo GEN, 2017. 
Tortora, Gerard, J. e Bryan Derrickson. Princípios de Anatomia e Fisiologia. Disponível em: 
Minha Biblioteca, (14th edição). Grupo GEN, 2016.

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