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1 2 Sumário DERMATOLOGIA VETERINÁRIA ........................... 3 DERMATOPATIAS PARASITÁRIAS ......................... 3 SARNA SARCÓPTICA ...................................................... 3 SARNA DEMODÉCICA ..................................................... 4 SARNA NOTOÉDRICA ..................................................... 6 QUEILETIELOSE ............................................................. 7 PULGAS (PULICIOSE) ..................................................... 7 PIOLHOS (PEDICULOSE) .................................................. 8 CARRAPTOS ................................................................... 8 MOSCA E MOSQUITO ...................................................... 8 DERMATOPATIAS FÚNGICAS .................................. 8 DERMATOFITOSES ......................................................... 8 MALASSEZIASE (MALASSEZIOSE) ................................ 10 PODODERMATITE ......................................................... 11 CANDIDÍASE ................................................................ 11 ESPOROTRICOSE .......................................................... 11 DOENÇAS BACTERIANAS DA PELE ..................... 12 PIODERMITE E FOLICULITE SUPERFICIAL ...................... 13 DERMATITE ÚMIDA AGUDA.......................................... 13 DERMATITE DE DOBRAS OU INTERTIGO........................ 13 DERMATITE PUSTULAR SUPERFICIAL (IMPETIGO) ......... 13 PIODERMITES PROFUNDAS ........................................... 14 FOLICULITE E FURUNCULOSE ....................................... 14 PIODERMITE NASAL ..................................................... 14 PIODERMITE DOS CALOS .............................................. 14 PODODERMATITES ....................................................... 14 FISTULAS PERIANAIS MÚLTIPLAS ................................. 14 ABCESSOS PERCUTÂNEOS ............................................ 15 HIPERSENSIBILIDADE CUTÂNEA ........................ 15 URTICÁRIA .................................................................. 15 ATOPIA (DOENÇA ATÓPICA, DERMATITE ATÓPICA OU ENFERMIDADE ATÓPICA) .............................................. 16 ATOPIA FELINA ............................................................ 17 HIPERSENSIBILIDADE ALIMENTAR ............................... 18 DERMATITE DE CONTATO ............................................ 19 PROCESSO AUTO-IMUNE ........................................ 19 PÊNFIGO VULGAR ........................................................ 19 PÊNFIGO FOLIÁCEO ...................................................... 20 PÊNFIGO ERITEMATOSO ............................................... 20 LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO ................................. 20 DISTÚRBIOS DE QUERATINIZAÇÃO ................... 21 SEBORREIA .................................................................. 21 SEBORREIA FELINA ...................................................... 22 DERMATOSE RESPONSIVA À VITAMINA A .................... 22 DERMATOSE RESPOSIVA AO ZINCO .............................. 22 HIPERPLASIA DA GLÂNDULA CAUDAL .......................... 22 ACNE CANINA ............................................................. 22 ACNE FELINA............................................................... 23 HIPERQUERATOSE NASO-DIGITAL ................................ 23 ALOPECIAS ................................................................... 23 DERMATOSES PSICOGÊNICAS ........................................ 23 OTITES ........................................................................... 24 DOENÇAS DOS SACOS ANAIS ................................. 26 DOENÇAS UNGUEIS ................................................... 26 DOENÇAS DE PÁLPEBRAS ....................................... 26 SISTEMA DIGESTÓRIO ............................................. 27 DOENÇA PERIODONTAL ................................................ 27 SIALOCELE OU MUCOCELE SALIVAR ............................. 28 ESTOMATITE ................................................................. 28 GENGIVITE/FARINGITE LINFOCÍTICO-PLASMOCITÁRIA FELINA .......................................................................... 28 NEOPLASIAS ORAIS ....................................................... 28 DISFAGIA ...................................................................... 29 ESOFAGITES ................................................................. 29 ANOMALIAS DE ANEL VASCULAR ................................. 30 MEGAESÔFAGO ............................................................ 31 DISTÚRBIOS DO ESTÔMAGO .................................. 32 GASTRITE AGUDA ......................................................... 32 GASTRITE CRÔNICA ...................................................... 33 GASTRITE POR HELICOBACTER SP. ............................... 34 GASTRITE LINFOCÍTICA PLASMOCÍTICA ........................ 34 GASTRITE PARASITARIAS PHYSALOPTERA RARA .......... 34 GASTRITE PARASITARIAS.............................................. 34 OLLULANUS TRICUSPIS .................................................. 34 GASTRITE EOSINOFÍLICA .............................................. 35 OBSTRUÇÃO DO FLUXO GÁSTRICO/ ESTASE GÁSTRICA 35 DISTÚRBIOS DO TRATO INTESTINAL ................. 36 ENTERITE AGUDA ......................................................... 36 PARVOVIROSE CANINA ................................................. 37 PANLEUCOPENIA FELINA .............................................. 37 CORONAVIROSE ............................................................ 38 DIARRÉIA ASSOCIADA AO VIRUS DA IMUNODEFICIENCIA FELINA ......................................................................... 38 CAMPILOBACTERIOSE ................................................... 38 SALMONELLA ............................................................... 39 CLOSTRIDIUM PERFINGENS ........................................... 39 PARASITAS DO TRATO ALIMENTAR ................... 39 STRONGILOIDÍASE ........................................................ 39 TOXOCARA CATI E TOXOCARA CANIS ............................... 39 ANCYLOSTOMA SPP OU URCINÁRIA SPP........................ 39 TRICÚRIS (TRICHURIS VULPI) ....................................... 39 DIPILIDIUM CANINUM .................................................... 40 ENTERITES POR PROTOZOÁRIOS ........................ 40 GIARDIA SPP. ................................................................ 40 DOENÇAS CRÔNICAS INTESTINAIS ..................... 40 SENSIBILIDADE DIETÉTICA ........................................... 40 HIPERCRESCIMENTO BACTERIANO ................................ 40 DOENÇAS INFLAMATÓRIAS DO INTESTINO ..... 41 3 SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL ............. 42 OBSTRUÇÕES INTESTINAIS ................................... 42 INTUSSUSCEPÇÃO ........................................................ 42 TORÇÃO/VÓLVULO MESENTÉRIO ................................ 43 NEOPLASIAS DE INTESTINO .......................................... 43 HÉRNIA COM ESTRANGULAMENTO (ENCARCERAMENTO) .................................................................................... 43 CONSTRIÇÃO ESTENOSE DA ALÇA INTESTINAL ........... 43 CONSTIPAÇÃO ............................................................. 43 MEGACOLÓN IDIOPÁTICA OU CONSTIPAÇÃO FELINA ... 44 DISTÚRBIO HEPATOBILIARES .............................. 44 HEPATOMEGALIA......................................................... 44 ASCITE ......................................................................... 44 INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA EXÓCRINA ..................... 45 SISTEMA RESPIRATÓRIO ....................................... 46 SISTEMA RESPIRATÓRIO SUPERIOR .................. 46 DOENÇA DE FOCINHO E SEIO NASAL .............................46 COMPLEXO RESPIRATÓRIO FELINO ............................... 46 PÓLIPOS INFLAMATÓRIOS ............................................ 47 RINITE ALÉRGICA ........................................................ 48 RINITES MICÓTICAS ..................................................... 48 ÁCAROS NASAIS........................................................... 48 RINITES BACTERIANAS................................................. 49 RINITE LINFOCÍTICA PLASMOCITÁRIA .......................... 49 TUMORES NASAIS ........................................................ 49 PARALISIA DE LARINGE ............................................... 50 SÍNDROME DAS VIAS AÉREAS DOS BRAQUICEFÁLICOS . 51 VIAS AÉREAS INFERIORES .................................... 51 TRAQUEÍTE NÃO-INFECCIOSA ...................................... 51 TRAQUEOBRONQUITE INFECCIOSA CANINA – TOSSE DOS CANIS ........................................................................... 51 COLAPSO DE TRAQUEIA ............................................... 52 ASMA FELINA .............................................................. 53 BRONQUITE CRÔNICA .................................................. 53 BRONQUITE ALÉRGICA................................................. 53 BRONQUITE CANINA .................................................... 54 OSLERUS OSLERI .......................................................... 54 PNEUMONIA BACTERIANA ........................................... 54 PNEUMONIA POR ASPIRAÇÃO ....................................... 54 PNEUMONIAS VIRAIS .................................................... 55 PNEUMONIAS FÚNGICAS .............................................. 55 NEOPLASIA PULMONAR ............................................... 55 TROMBOEMBOLISMO PULMONAR ................................ 55 ARTERIOGRAMA PULMONAR ....................................... 55 EDEMA PULMONAR ...................................................... 55 CONTUSÃO PULMONAR ................................................ 56 SISTEMA URINÁRIO ................................................. 56 INJÚRIA E DOENÇA RENAL ................................... 56 SÍNDROME URÊMICA (UREMIA) .................................... 57 DESEQUILÍBRIO ÁCIDO – BÁSICO ................................. 57 DOENÇA DO TRATO URINÁRIO INFERIOR DOS FELINOS .......................................... 58 INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO .................................... 58 DISTÚRBIOS DE MICÇÃO ........................................ 60 VESÍCULA URINÁRIA DISTENDIDA ................................ 60 VESÍCULA URINÁRIA NORMAL OU PEQUENA ................. 61 UROLITÍASE EM CÃES E GATO ............................. 61 UROLITÍASE CANINA ..................................................... 62 URÓLITOS DE OXALATO DE CÁLCIO .............................. 63 URÓLITOS DE ESTRUVITA (FOSFATO AMÔNIO-MAGNÉSIO OU FOSFATO TRIPLO) .................................................... 64 URÓLITOS DE PURINA ................................................... 64 URÓLITOS DE URATO ................................................... 64 URÓLITOS DE XANTINA ................................................ 65 URÓLITOS DE CISTINA .................................................. 65 URÓLITOS DE SILICATO ................................................ 66 URÓLITOS DE FOSFATO DE CÁLCIO ............................... 66 URÓLITOS DE FOSFATO DE CÁLCIO ............................... 66 Mais de 50% dos animais que vem na clínica possui algum problema dermatológico podendo ou não estando relacionado a queixa principal. - Sarcoptes scabei - Muito contagiosa: contato direto/indireto (panos, roupas, escova) - É zoonose, pode pegar outras espécies. - Ciclo: 17 – 21 dias (ovos, linfas e adultos) - Sobrevive fora do hospedeiro 24-36 horas e até 18 dias em condições favoráveis. - Tratamento tópico deve ser no máximo a cada 15 dias 4 - Fatores predisponentes: Animal muito jovem, problemas de imunossupressão; - Fica localizada na epiderme, cava galerias nas camadas superficiais e libera substâncias. - Pelo com resistência a tração Sinais clínicos Prurido intenso pela irritação mecânica e das substâncias tóxicas que o parasito libera, alopecia, descamação, eritema. Lesões: localizadas cabeça (focinho e borda da orelha), membros (face interna da coxa), lesões primárias: Eritema, pápula, escamas, lesões secundárias: pele seca, escoriações, crostas, infecção bacteriana. Diagnóstico • Histórico, sinais clínicos • Reflexo oto-podal (esfregar a orelha) – 75 a 90% é positivo, ocorre sempre em situações pruriginosas; • Raspado cutâneo profundo (poderia ser mais superficial) • Presença de ovos indicam falha de tratamento; Tratamento • Tratar os acometidos e os contactantes • Higienizar ou descartar fômites • Aparar os pelos • Xampu para remoção de escamas e crostas (deixar agir por 15min e enxaguar) - Queratolítico: peróxido de benzoila 2,5% e 5%, - Antisséptico (infecção secundária): Clorexidine gluconato (não é primeira escolha porque não é queratolitico, não é bom se tiver descamação), 0,5% a 2% ou peróxido de benzoíla Uso externo (Cuidado com os riscos de intoxicação) Não é indicado para animais com muitas lesões, úlceras. É normal que tenha mais coceira após a instituição do tratamento, pois à medida que os parasitos começam a morrer, liberam mais toxinas. 1. Amitraz (Triatox) banhos 2ml/L (500ppm) – 4ml/L (1:250ppm) a cada 1-2 semanas/3 – 4 tratamentos (Usar luvas, deixar 15min e enxaguar) 2. Outros: Pasta d’água com enxofre (20g de enxofre sublimado, pasta d’água q.s.p. 100ml), tetmosol, escabin 3. Fipronil pulverizar 3 ml / kg, aplicadas como bomba de pulverização para o corpo inteiro três vezes em intervalos de 2 semanas, ou 6 ml / kg aplicados como esponja em vez por semana durante 4-6 semanas. Uso interno 1. Ivermectina (Ivomec – uso não autorizado em cães e gatos, Revectin): 0,3 (0,2 – 0,4) mg/kg, SC ou VO a cada 2 semanas por 2 a 4 aplicações. Não usar em Collie, Border collie e Sheepdogs e em dirofilariose. 2. Selamectina (Revolution): 6mg/kg/via tópica/cada 30 dias/60 dias (2 aplicações) 3. Milbemicina (Interceptor): 0,75 mg/kg/ VO a cada 24h ou 2 mg/kg/VO a cada 1 semana/durante 3 semanas (3 aplicações) Prurido e reação de hipersensibilidade: 1. Prednisolona (Meticorten) – 0,5 mg/kg/ a cada 12h/ durante 1 semana 2. Anti-histamínico Infecção secundária: Antibióticos e antimicóticos. Também chamada de sarna folicular, demodiciose, demodicose - Provocada pelo Demodex sp 5 - Fica instalado na derme - Ciclo: 20-35 dias (ovo, larva hexápoda, ninfa octópoda e adultos). Sobrevive 37 dias fora do hospedeiro. O Demodex é habitante comensal normal da pele dos animais em pequena quantidade no folículo piloso e menos ainda em glândula sebáceas e sudoríparas. É um processo de caráter inflamatório, não contagioso, provocado pelo aumento do número de Demodex, acima do que é tolerado pelo sistema imune. É uma manifestação de uma disfunção do animal, tem que saber por que o animal não conseguiu controlar o número de Demodex que permitiu a multiplicação. É um sinal clínico de uma deficiência da imunidade celular do animal. Começa um processo de destruição do folículo piloso, pelo sai mais com facilidade É menos pruriginosa Pode ser: Localizada – no máximo 5 lesões no corpo - Normalmente animal jovem 3 a 6 meses – parasitismo, má nutrição, terapia com drogas imunossupressoras, estresse transitório (gravidez, estro e cirurgia) Máximo 5 lesões em qualquer parte do corpo com eritemas, descamação alopecia e hiperpigmentação, localizados comumente em face, região periorbital, focinho e lábios. Generalizada: Prognóstico reservado, -Juvenil 3 a 18 meses: Associada a predisposição hereditária- desordem genética. Provável deficiência de imunidade celular de linfócitos T específicos ao Demodex. - Adulto, cães com mais de 18 meses de idade: Associado a um caso subjacente de imunossupressão, como: Hiperadrenocorticismo endógeno ou iatrogênica, hipotireoidismo, terapia imunossupressora de drogas, diabetes mellitus, - Pododemodicose Lesões: Hiperpigmentação, crostas, eritema, inchaço, alopecia, bolhas Sinais clínicos Prurido, alopecia, eritema, pápulas, pústulas, descamação, foliculite e comedos. Casos mais severos observa-se crostas, furunculose, hiperpigmentação, edema, exsudato hemorrágico purulento, bolhas e fístulas, linfadenopatia, febre, depressão, anorexia: infecção bacteriana secundária. Otite externa ceruminosa é frequentemente vista acompanhando a demodiciose. D. cornei Corpo curto (ácaro da superfície), prurido D. injai Corpo comprido (ácaro folicular), excesso de óleo ao longo do dorso Gatos: Demodex cati/Demodex gatoi Menos frequente D. cati é semelhante em aparência a D. canis, reside nos folículos pilosos Associado a doença sistemica (FIV, FeLV, lupus eritematoso, diabetes mellitus), Diagnóstico • História – fatores predisponentes • Raspado: raspa até sangrar, retira um pouco dos pelos para expor o folículo, 6 aperta a pele para expulsar o ácaro. Positivo = +4 ácaros/campo (x100) • Biópsia em Sharpey Tratamento Fatores imunossupressivos ou causa subjacentes Tratar por 60 dias além do raspado negativo (3-8 meses) ou tratar até 3 raspados negativos no intervalo de 30 dias. Aparar os pelos Xampu para remoção de escamas, crostas e exposição dos folículos. Deixar agir por 15min e enxaguar Uso externo Amitraz (Triatox) banhos 2ml/L (500ppm) – 4ml/L (250ppm) cada 1 – 2 semanas Amitraz (Triatox) tópico 3ml em 30 ml de óleo mineral – demodécica localizada – Não enxaguar. Usar luvas na aplicação. Cuidado para o animal não lamber. Uso interno Ivermectina 0,3 – 0,6 mg/kg mcg/kg SC ou VO/ SID/ raspados negativos por 30 dias. Cuidado risco de intoxicação no tratamento diário. Iniciar com 0,05 mg/kg e aumentar 0,05 mg/dia gradativamente, até 0,6 (efeito adverso podem ocorrer na 10 semana, letargia, midríase e ataxia). Milbemicina 1-2 mg/kg (0,5-2mg/kg) VO/SID Doramectina (Dectomax) 0,6 mg/kg SC, 1x semana, efeitos colaterais semelhantes ao da ivermectina são pouco comuns. Prognóstico: 11 a 30% das demodicoses não se obtém a cura – banhos preventivos a cada 2-8 semanas Se precisar passar inseticida na região ocular, passa uma pomada no olho para proteger (epitezan) e depois passa o inseticida no lado de fora. Notoedres cati Cabeça do gato Muito contagiosa que acomete principalmente felinos jovens e gatos debilitados; Transmitida por contato direto; Sinais clínicos Eritema, descamação e prurido intenso com lesões autoinfringidas e alopecia, lesões crostosas secas que geralmente aparecem primeiro nas bordas do pavilhão auricular, espalhando rapidamente para orelha, cabeça, face e pescoço. A pele se torna mais espessa, liquenificadas, alopécica e com crostas exuberantes. Linfadenomegalia periférica é comum. Se não for tratada, as lesões podem se espalhar sobre outras áreas do corpo, pode ocorrer e a anorexia, caquexia e a morte. Diagnóstico - Histórico e característica de lesões - Raspado cutâneo: difícil detecção Tratamento Uso externo 1. Tricotomia e banhos (vide sarcópticas); 2. Amitraz (Triatox®) 125 – 250 ppm (2 ml/L) - banhos cada 1-2 semanas/ 3-4 tratamento Uso interno 1. Ivermectina (Ivomec®): 0,2- 0,3 mg/kg SC ou VO/ cd 15d /3 tratamentos. 2. Doramectina: 0,2–0,3 mg/kg SC dose única ou cd 7d por 2–3 tratamentos. 3. Selamectina (Revolution®): 6 mg/kg/via tópica/cd 30d./60 dias (2 aplic.) 4. Prednisolona (Meticorten®) – 0,5 mg/kg/BID/ 1 semana 7 Cheyletiella yaskuri/C. blakei “Caspa ambulante", zoonose com o ciclo: 35 dias. Sobrevive fora do hospedeiro de 10-30 dias; Sinais clínicos Mais comum é a descamação excessiva, especialmente ao longo da linha média dorsal das costas. O prurido pode ser leve ou grave. Lesão papular, erupções e crostas (gatos) ou lesões semelhantes a escabiose (cães) estão presentes. Diagnóstico • Histórico e exame físico Identificação do parasito: observar as escamas sobre papel escuro • Raspado cutâneo • Solução saturada de sacarose • Fita adesiva Tratamento Contactantes assintomáticos podem carrear o parasita - Devem ser tratados todos os sintomáticos e animais em contato (coelho, cães e gatos) 1x semana, durante 6 – 8 semanas Antiparasitário: piretroide, carbamato, organofosforado • Ivermectina: 0.2-0.3 mg/kg PO ou SC, cd 2- 3 semanas, por 3 tratamentos. • Fipronil spray 6 mL/kg aplicado no corpo inteiro, cd 2 semanas, por 2 tratamentos. • Selamectina: 6-15 mg/kg, tópico, mensamente, durante 3 meses. Ou cada 2 semanas por, 3 tratamentos. • Tratar o ambiente Ciclo: 20 - 28 dias (até 200 dias em condições favoráveis) Sinais clínicos Prurido, lambeduras, Cão: pápulas na base da cauda, área dorso lombar e abdômen; Gatos: dermatite miliar pescoço e região lombar Outros: anemia, Dipiylidium sp, hipersensibilidade, "hot-spot" Puliciose está relacionado com a quantidade de lesões e quantidade de pulgas DAPP: as vezes tem lesões significativas, quando procura pulga e o animal só tem uma Tratamento De acordo com o ambiente que o animal vive - Para o animal xampus (pouco efeito residual), coleiras (30 dias), talcos (7 dias): Organofosforados e piretrinas - Banhos: Deltametrina (Butox) 1ml/L • Fipronil – antagonista de GABA (Frontyline): Spray ou top spot. Efeito 60 – 90 dias • Imidaclopride: (Advantage®): top spot. Efeito: 30 dias. Cão e gato. • Permetrina (Pulvex®): top spot. Efeito: 30 dias - Cães; • Indoxacarbe (Activyl®): Gatos • Selamectina (Revolution®): 6 mg/kg/via tópica/cd 30d./60 dias (2 aplic.) • Reguladores de crescimento: luferunon - inibidor de quitina (Program®).VO • Nitenpyran (Capistar): sem efeito residual. VO 8 • Fluralaner (Bravector): 12 semanas contra pulga e carrapato - Cães • Afoxolaner (Nextguard): 4 semanas contra pulga e carrapato - Cães • Para ambiente: organosfosforados, piretrinas Tricodectes canis, Felicola subrostratus Ocorre em animais jovens e em presença de fatores predisponentes: falta de higiene, deficiência nutricional e fatores debilitantes. Ciclo 15-20 dias. Sinais clínicos Apresentam intenso prurido, alopecias e escoriações e seborréias e seca. Tratamento Xampu inseticidas: repetir de 7 -10 dias Fipronil - antogonista de GABA (Frontyline®): Spray ou top spot. Selamectina (Revolution®) 6 mg/kg/via tópica Rhipicephalus sanguineus Provoca danos local, anemia e é veículo de doenças (erliquiose, babesiose). Ciclo 2 meses a 3 anos, parte do ciclo no solo. Sinais clínicos Provoca nódulo eritematoso e processo inflamatório local. Avaliar orelha e espaço digitais. Tratamento Banhos com inseticidas Retirada mecânica: Aplicar durante 5 minutos éter ou acetona (cuidado no conduto auditivo) para obstruir condutos respiratórios e assim retirar o hipostoma. A não retirada promove uma reação inflamatória pela presença do corpo estranho Retirar com auxílio de uma pinça, colocar em pote com álcool para não perder os carrapatos. Fipronil: antagonista de GABA (Frontyline): Spray ou top spot. Efeito: 1 mês Selamectina (Revolution): 6mg/kg/via tópica Tratamento do ambiente Animais e regiões pré-dispostas a insetos: zona rural, proximidade de rios, etc. Dano local, anemia, veículo de doenças (leishmaniose) Sinais clínicos Mosquitos – picadas, sangue pisado, Moscas: miíases Berne: Dermatobia hominis, Bicheira: Cochliomia hominivoraxTratamento Tricotomia dos pelos, sedação do animal, retirada da larva e limpeza da ferida. Acometem regiões corneificadas: pelos, unhas e camadas superficiais da pele. Causada por fungos; 9 É uma zoonose – prevenir que a infecção contamine os tutores. Acomete animais jovens e idosos, imunossuprimidos, animais de pelos longos, gatos persas. Agentes mais comuns: Microsporum canis (mais comum em gatos) Microsporum gypsium (está no solo, ocorre quando o animal cava o solo contaminado), Tricophyton mentographytes (Avaliar contato direto ou indireto com roedores) A lâmpada de Wood só serve para Microsporum canis. Ficam na camada superficial da pele, nos pelos e unhas. Lesões • Acomete o folículo por isso o pelo cai ou fica quebrado • Causa hiperplasia epidérmica (inflamação, queda de pelo) e infiltração inflamatória • Invadem os folículos pilosos normais • Destruição parcial do folículo piloso • Perda de pelo • Formação de plug folicular e crostas Possuem uma enzima de invasão ectótrica, penetração da cutícula do pelo se multiplicam na haste pilosa, antraconídeos exterior do pedículo piloso, com hifas penetrando, que passam a se acumular em massas ou padrão de mosaico sobre o pelo. Transmissão A transmissão pode ser direta ou através de fômites. Os fungos vivem 24 a 36h fora do hospedeiro ou até 18 dias em condições normais Microsporum canis: zoofilico (animal - animal). Felinos jovens podem ser endêmicos e adultos assintomáticos. Fluorescência verde-amarelada na base do pelo na lâmpada de Wood. Trichophyton mentagraphytes: zoofílico. Secas escamosas difusas, resistentes ao tratamento. Unicomicose: Unhas secas deformadas e frágeis, inflamação ou ulceração na pele margem da unha. Sinais clínicos Depende da interação hospedeiro-fungo, resposta inflamatória e imune do animal • Prurido leve, ocasionalmente intensa. • Alopecia circular com presença de crostas e escamas • Região cefálica, membros, tórax e cervical • Lesões irregulares ou difusas com escalonamento variável • Pelos remanescentes podem estar quebrados Raspado é feito na periferia Onicodistrofia – unhas com crescimento exagerado Paroníquia em um ou mais dígitos Lesões mais crostosas com foliculite Kérions – nódulo alopécico exsudativo Muitos animais são assintomáticos ou com apenas algumas descamações e pelos quebrados. Mas podem transmitir. Diagnóstico Histórico, sinais clínicos Lâmpada de Wood – Microsporum canis • Ligar 5 min antes • Leitura em sala escura • Falso positivo: escamas + sebo Raspado cutâneo/tricograma – não dá diagnóstico conclusivo - Periferia e áreas adjacentes a lesão (microscópio – clarificar lâmina com KOH falso negativo) Cultura fúngica - conclusiva 10 Selecione os pelos sob a lâmpada de Wood Passar uma escova dental nova ou carpete forração autoclavado (patch) várias vezes sobre as lesões ou por todo corpo no caso dos assintomáticos Unhas – lixadas ou cortadas Tratamento Ambiente + paciente (interno e externo) + contactantes Uso externo Descontaminação ambiental com água sanitária (hipoclorito de sódio 5%); Higienizar ou descartar fômites; Tratar os acometidos e contactantes; Combinação do tratamento interno e externo Xampu para remoção das escamas, crostas e exposição dos folículos Xampu antimicóticos: cetoconazol 2% clorexidine 2%, miconazol 2% a cada 3 dias e secar bem Loções e cremes: iconazol nitraro (Dermolen) ou manipular: nitrato de miconazol 2%, creme Uso interno O tratamento tópico não chega na raiz do pelo Itraconazol: 5mg/kg SID PO Ocasionalmente, Prurido e reação de hipersensibilidade Gatos: semana alternadas, 3 a 4 ciclos (medicação para fungo pode causar hepatopatia) Cetoconazol 5mg/kg SID PO 3 a 4 semanas • Associar com dieta ácida melhora a absorção: suco de tomate • Efeito colateral: anorexia, hepatopatia, teratogênico. Evitar em gatos (anorexia) Terbinafina 30-40mg/kg SID Alilaminas inibe ergosterol fungistática/fungicida • Menos interações medicamentosas (liga- se fracamente ao citocromo p-450) • Efeitos colaterais: hepatotoxicidade, êmese, diarreia Griseofulvina 25-60mg/kg cada 12h vo Luferon – anticoncepcional de pulga Malassezia pachydermatis é uma levedura encontrada na pele de cães normais principalmente em ouvidos, perioral, perianal e dobras úmidas; O que provoca o excesso de Malassezia? Por algum motivo o animal não conseguiu controlar a quantidade de Malassezia da pele e ela se multiplicou. • Excesso de umidade: Altera a camada lipídica da pele, vai interromper a integridade do extrato córneo que é uma barreira natural de proteção da pele; • Doenças parasitárias, alérgicas: escoriações, aumento de umidade pelo excesso de lambedura e altera a camada lipídica da pele. • Endocrinopatias: hiperadrenocorticismo e hipotireoidismo – alteram a característica do sebo e a função do estrato córneo • Seborreia – excesso de oleosidade Sinais clínicos Prurido intenso, eritema difuso A pele pode estar oleosa ou seca, com descamação variável, escamas de amarela a cinza. Hiperpigmentação, alopecia traumática e liquenificação. Pode ocorrer pioderma secundário: pápula, pústulas, colerettes epidérmicos. 11 Isolada é relacionada a alergia Mordedura ou lambedura da pata Paroníquia (inflamação do leito ungueal) Coloração marrom avermelhada ou gorduroso ou inflamação de tecido mole Diagnóstico História e aspecto e lesões; Fatores subjacentes Visualização da levedura: coleta por fita adesiva, swab Mais de 5 leveduras em um aumento de 400x Tratamento Semelhante ao dermatófitos Doença mucocutânea provocada pela levedura do fungo Candida sp, habitante normal da nasofaringe, trato gastrointestinal e genitais. Pouco frequente em cães e gatos; Relacionada a uma causa secundária: trauma, umidade persistente, administração prolongada de corticoides, imunossupressão Sinais clinícos Comum em revestimentos mucosos e mucocutâneo: lábios, bochechas e superfície ventral da língua Aumento de volume. inchaços, erosões ou placas cinzas, branco acinzentadas, envolvidas por uma área de mucosa inflamada Diagnóstico História e aspecto da pele e lesões Citologia do exsudato: inflamação supurativa com numerosas leveduras Tratamento Tópico antifúngicos dependendo da região Uso interno Cetoconazol Itraconazole Fluconazole 5mg/kg Sporotrix schenkii Zoonose Presente em vegetação em decomposição Infecção ocorre através da introdução do fungo por espinhos, farpas, arranhões em brigas. Animal infectado transmite o fungo para humanos e outros animais em secreções de lesões – exsudato contem conídios em forma de charuto ou ovalados – principalmente gatos Diagnóstico Histórico de ferimento perfurante na área acometida; Citologia do exsudato corado: conídios em forma de charuto ou ovalados, não hifas Cultura do exsudato Biopsia: histopatologia - o fungo pode estar presente nas formas redonda e oval Tratamento Iodetos inorgânico: iodeto de potássio manipulado Cão - 40mg/kg, a cada 8-12h, durante no mínimo 60 dias e 30 dias após cura aparente Efeito colateral: iodismo Cão: pelagem ressecada, corrimento nasal ou ocular, vômitos, depressão interromper tratamento por 1 semana. Cetoconazol 12 Gatos: 5-10mg/kg cada 12h junto com a comida durante 30 dias após a cura aparente Itraconazol é primeira escolha pra gato Cão e gato: 5 – 10mg/kg a cada 12-24h junto com comida, durante no mínimo 60 dias após a cura aparente. Componente de defesa da pele: Forma física: Pelo, estrato córneo Química: ácidos graxos, sais, proteínas e imunoglobulinas; Microbiológica: microorganismos residentes, transitórios ou nômades. A maioria das infecções são causadas por microorganismosresidentes da pele como Staphylococcus intermedius. Fatores predisponentes: Prurido, fricção, trauma, queimaduras, congelamento, umidade excessiva, sujidades, seborreia, parasitas e fungos, alergias e doenças autoimunes, alguns casos são idiopáticos (primária) A lesão infectada atrai moscas que podem agravar o quadro com miíases e mais contaminação. A maioria das piodermites bacterianas são secundárias. Superficiais – quando acomete estrato córneo e epiderme. Exemplo: Dermatite úmida aguda, Dermatite de dobras (pioderma mucocutâneo), impetigo, foliculite superficial, piodermas superficiais. Profundas – atinge derme, folículo piloso e camadas mais profundas da pele. Exemplo: Piodermite generalizada, nasal, fistulas perianais, piodermites de calo, abcessos, pododermatite. Antibióticos sistêmicos – piodermites profundas ou superficiais extensas Diagnóstico Histórico e características das lesões Citologia: diferenciar de processos estéreis (auto-imune) Cultura: cuidado na interpretação Tratamento • Exclusão ou controle da causa desencadeante; • Aparar os pelos, realizar uma tricotomia ampla, • Lavas abundantemente com solução fisiológica removendo secreções e crostas. Repita a operação diversas vezes. Uso externo • Utilizar uma solução séptica (compressa e pedilúvio) • Peróxido de benzoila a 2,5% • Clorexidina gluconato 0,5 a 2% (shampoo base qsp 100ml) • PVP 1%, sabão neutro • Permaganato de potássio. Empregar em solução à 1/10000 a 1/40000 (1 comprimido de 0,1g em 1 a 4L de água) • Clorhexidine gluconato 2% - pomada alantol Uso interno Antibiótico sistêmico Amoxicilina/clavulanato 15-20 mg/kg v.o cada 8-12h Cefalexina (keflex) 25-30mg/kg vo a cada 8-12h Uso do corticoide interfere na resposta imunológica no combate da infecção. 13 Infecção bacteriana (Staphylococcus sp) envolvendo folículo piloso e epiderme adjacente, comum em cães e pouco frequente em gatos Acomete só o folículo – foliculite (pústulas inflamatórias com pelo saindo do centro) a causa são doenças que acometem o folículo como dermatofitose, demodicose. Causas • Manejo inadequado da pelagem • Parasitoses • Agentes irritantes • Alergias, seborreia ou fatores hormonais em cães jovens Características da lesão Distribuição focal, multifocal ou generalizada Prurido é variável, de nada a intenso Infecções bacterianas secundárias em doenças endócrinas podem causar prurido mimetizando alergia de pele Pápulas, pústulas, crostas, escamas e colaretes epidérmicos ou áreas circunscritas de eritema e alopecia podendo ter o centro pigmentado (lesão de alvo ou olho de boi) Dermatite piotraumática, eczema úmido ou hot spots Surgimento agudo e progressão rápida Quando aparece é causada por traumatismo por prurido, alergia, puliciose, sarna sarcóptica Cães com pelagem extensa são mais predispostos Lesões alopécicas, delimitadas, erosão superficial, exsudativas com exsudato proteináceo Acontece em dobras cutâneas por atrito, umidade e baixa ventilação Pregas faciais (braquicefálico), corpóreas (cães obesos e Sharpei), cauda em “saca-rolha” (bulldog, Boston terrier, pug) Vulvares (cadela obesas e castradas cedo – vulva infantil) Lesão – eritema, umidade, exsudação e odor desagradável Tratamento: cirúrgico e preventivo Infecção subcorneal comum caracterizada pela presença de pústulas não foliculares Principal agente é o Staphylococcus intermedius Cão: parasitismo, infecções virais, ambientes sujos ou má nutrição Gatos: excesso de banho dado pela mãe Adultos está correlacionada com doenças imunossupressoras – cinomose 14 Regiões de abdômen, gatos em pescoço e cabeça Acometem camadas mais profundas da pele e folículos pilosos Mais comuns em cães e raras em gatos Sinais clínicos • Lesões focais, multifocais ou generalizadas • Aumento dos linfonodos – linfadenopatia • Sepse: febre, anorexia e depressão • Todo corpo: queixo, ponte nasal, pontos de pressão (calos) e os pés Histopatologia pode auxiliar no diagnóstico diferencial de enfermidades autoimunes Proveniente da foliculite superficial e ocorre um agravamento Procurar causa primária: dermatofitose, demodicose e etc Pastor alemão: doença familial, excesso de linfócitos CD8 e deficiência de CD4 e CD21 Características da lesão • Rompimento folicular: furunculose • Tratos fistulosos: infecções em planos tissulares • Exsudato purulento Secundária a trauma ou picada de inseto Profunda dolorosa – pápulas, pústulas e furúnculos Diferencias – demodicose, dermatofitose, hipersensibilidade e doenças autoimunes Os calos podem desenvolver úlcera e fissuras que podem infeccionar Causas • Traumas, agente irritantes, fungos, parasitas (Demodex), alergias, autoimune • Psicológicas ou idiopáticas. Pode ocorrer em qualquer idade, sexo ou raça; • Predisposição cães macho de pelo curto principalmente membros torácicos Sinais clínicos Alopecia, eritema, edema, nódulos, fistulas, umidade, exsudato seroso, sero-sanguinolento, prurido/dor, claudicação, paroníquia e fibrose crônica Tratamento adjuvante específico Pedilúvio de 10 a 15min diário com uma solução de clorexidina 0,025%, solução de providente 0,4% ou sulfato de magnésio 30mg/L de água por 5 a 7 dias. Pode ser de difícil tratamento, comum resistência ao antibiótico, tratar mais de 2 semanas até remissão dos sintomas Lesões múltiplas erosivas e profundos tratos fistulosos 15 Região perianal e junção muco- cutânea Dor, tenesmo, constipação ou diarreia, sangramento retal, mal odor e lambidas e mordidas as lesões. Pastor alemão é predisposto com colite concomitante Tratamento Ciclosporina 2 – 5 mg/kg VO cada 24h (Neoral ou Atópica não use Sandimunne – alto usto Corticosteroides 2mg/kg vo cada 12h raramente efetivo Cetoconazole 2,5 a 5mg/kg/dia + ciclosporina 3 – 5mg/kg/dia(reduz o custo) Dieta hipoalergênica pode ajuda na terapia Cirurgia Processo infeccioso capsulado Causas: traumatismo por mordedura, perfuração contaminada Frequentemente em gatos machos inteiros de vida livre, principalmente em pescoço Sinais sistêmicos: febre, anorexia, apatia e adenopatia Aumento de volume delimitado, quente e doloroso, pode ser firme ou mais amolecido Tratamento Punção diagnóstica – conteúdo branco amarelado/avermelhado Acelerar maturação com compressas quentes para fluidificar o pus Quando maduro, lancetar em um ponto flutuante Drenagem de todo o conteúdo Lavagem com solução antisseptica – clorexidine ou iodopolvidine diluído Antibiótico amoxicilina 20mg/kg PO, SC, IM 8- 12h gatos Reação exagerada do sistema imune Resposta imune aguda geralmente após contato Pápulas localizadas ou generalizadas, formam placas, circundadas por eritema Normalmente resolve em 24 a 48h Associada a pruridos Caso raro – choque anafilático Angioedema: edema da camada profunda da derme ou da submucosa Pode haver dispneia devido ao angioedema laríngeos, faríngeo ou nasal Causas • Antígeno de contato, inalado, vacinação e anti-soros • Insetos: abelhas, vespas, mosquitos, moscas, formigas, aranha, lagartas • Plantas (como urtiga), reações transfusionais, calor ou frio, exercícios, estresse psicológico, vírus, bactérias, fungos e parasitas • Medicamentos penicilina, vitamina K, ampicilina, tetraciclina, ivermectina, moxidectina e doxorrubicina • Produtos químicos (ac carbólico, terebintina, dissulfeto d carbono ou óleo cru, alimentos e aditivos alimentares) Tratamento Glicocorticoides 16 Fosfato de dexametadona sódica 1-4mg/kg IV Succinato de metilprednisolona sódica 30mg/kg IV Succinato de predinisona sódica 10 a 25mg/kg IV Predinisona 0,5 – 1 mg/kg VO casos mai leves Antihistaminico – difenidramina 2mg/kg tidvo ou im 3 dias Choque anafilático Epinefrina 1/1000: 0,01 mg/kg de solução É pruriginosa; Cães: segunda desordem cutânea hipersensível mais comum em cães Eficácia dos parasiticidas mais recentes Idade média de início 1 a 3 anos, faixa de 3 meses a 6 anos Felinos: desconhecido, geralmente considerado inferior ao dos cães Idade média de inícios 1 a 5 anos Aspectos clínicos Histórico familiar de atopia – pode ser de origem genética, predisposição em algumas raças Aumento da incidência em pacientes que vivem em ambientes fechados – apartamentos, dentro de casa, Pode ser sazonal inicialmente 42 a 75%, torna-se não sazonal na maioria dos casos 75% Os sintomas pioram progressivamente com o tempo Infecções recorrente na pele ou no ouvido (bactérias ou leveduras) 33 – 68% dos pacientes vão possuir piodermites secundárias 12 a 23% enfermidades cutâneas seborreicas Patogênese da atopia Hipersensibilidade do tipo I, ocorre em indivíduos sensibilizados a antígenos ambientais (pólen, bolor, poeiras ambientais, ácaros, escamas), pode ser inalado ou pela pele Animais susceptíveis (disfunção de barreira ou desregulação imunológica que o tornam sensíveis) Exposição ao alérgeno principalmente por absorção percutânea e menos por exposição oral Reação de hipersensibilidade: liberação de mediadores inflamatórios como histamina, heparina, enzimas proteolíticas, leucotrienos, serotonina, citocinas, quimiocinas Isso vai desencadear reposta inflamatória: eritema, prurido, lesões secundárias Fatores pruritogênicos cumulativos (inseto, alimento, alérgenos ambientais, bactérias e antígenos de levedura); Diminui o limiar individual (disfunção de barreira adicional/hiper-reatividade imunológica) Levando a sintomas clínicos persistentes ou sintomas clínicos intermitentes Sinais clínicos Relacionados ao prurido ou desencadeados pelo prurido • Primário – eritema • Secundário – auto traumatismo, pelos quebrados, alopecias, crostas, 17 liquenificação, hiperpigmentação, oleosidade, seborreia seca • Localização: Face, patas, perineal ou axilar • Prurido no corpo todo • Conjuntivite e blefarite • Otite Áreas – espaço interdigital, áreas tarsais, lábios, focinho, periocular, axilas, • Dermatite miliar • Alopecia auto-induzida • Escoriação facial • prurido de cabeça e pescoço • Otite externa • Asma alérgica • Placa eosinofílica/granuloma Diagnóstico Não existe um teste para diagnóstico. É feito por exclusão. • Histórico, exame físico • Diferencial com outras enfermidades • Testes sorológico – dosagem de IgE – muito falso positivo • Testes cutâneos (TCID) Diagnóstico de D.A. canina baseado em critérios: • Idade de início < 3 anos • Principalmente dentro de casa • Prurido responsivo a corticosteroides • Infecções fúngicas crônicas ou recorrentes • Pés frontais afetados • Pina da orelha afetada • Margens pinnal não afetadas • Região lombossacra dorsal não é acometida • Sinais podem estar alterados se o animal possuir outras doenças Tratamento Eliminar a carga antigênica Exclusão do alérgeno, de tapetes, acessórios que possam reter alérgenos Melhorar a barreira cutânea Produtos de ceramidas, fitoesfingosina, óleo essencial ou ácido graxo essencial para unção punctiforme – melhoram a função da barreira da pele e reduzem a perda de água transepidérmica Ácidos graxos ajudam a melhorar a barreira cutânea – ômega 3 são ácidos alfa-linoleico, eicosapentaenoico (epa), docosahexaenoico (DHA) Allermyl glyco, hidrapet, Allerderm Anti-histamínico – resposta variada, menos efetivo que corticosteroides, pouco efeito adverso, pode agir sinergicamente com a administração de ácidos graxos Cão Hidroxizina 2,2mg/kg vo bid Clorfeniramina 0,4mg/kg Gatos Difeniramina 0,5mg/kg vo cada 12h glicocorticoides sistêmicos Prednisolona ou prednisona 0,5mg/kg/BID/5 a 10 dias Manutenção: dias alternados Cuidado com a retirada repentina da droga Infecção secundária: antibióticos, antimicóticos, inseticidas, etc. Ciclosporina: controle do prurido 60% a 75% dos cães atópicos Demora pra agir Cães 5mg/kg de vo a cada 24h Gatos 7,3mg/kg vo a cada 24h Inibidor de Janus Kinase (JAK) – oclacitinibe (aploquel) 18 Só usado em cães com mais de 1 ano de idade Desordem cutânea pruriginosa associada a reação de hipersensibilidade a material antigênico presente na dieta Patogênese – hipersensibilidade I, III, IV Predisposição: ocorre em qualquer idade Alérgenos mais comuns: carne bovina, laticínios, frango, trigo e cordeiro Gato – carne bovina, peixe e frango Corantes, aromatizantes e conservantes Maioria da dieta agressora é fornecida por mais de 2 anos Sinais clínicos Prurido não estacional (pode não responder a corticoterapia – não usar durante o teste) Lesões: não há patognomônicos Pápulas, pústulas, urticaria, eritema, escoriações, escamas, 10 – 15% sinais gastrintestinais: defecação, borborigmos, vomito Diagnóstico Diferencial: hipersensibilidade e de pulga e contato Dieta de eliminação: água mineral, dieta hipoalergênica durante 8 – 10 semanas, substancias não expostas e isenta de aditivos Dieta caseira cão: 1/3 proteína 2/3 carboidratos Dieta caseira gatos: ½ proteína e ½ carboidrato Proteína para nova dieta: canguru, cordeiro, peixe branco, coelho, veado, avestruz, vegetariano, aveia Teste de investigação com alimentos teste Introduzir cada item a dieta – 2 semanas Sinais até 10 dias Outros testes: Hemograma, teste de alergia não válido: sorológico ou intradérmico, histopatologia Tratamento Evitar alimentos agressores – raça hipoalergênica Glicocorticoides sistêmicos – até suprimir os sinais Balancear alimentação: suplementos vitamínicos, minerais e ácidos graxos Gatos -taurina – suco de ostras ½ SID Dermatite alérgica a picada de pulga (DAPP) – Hipersensibilidade a picada de pulgas Causa Salina da pulga – substância potencialmente antigênica (hapteno) Reações clinicas imediatas e retardadas Sinais clínicos Pápulas crostosas, prurido intenso (mordedura, mastigadora da cauda, lambedura), rara com animal com menos de 6 mês Mais frequente 3 a 6 anos Cães: pápulas, principalmente as secundarias ao prurido alopecia, liquenificação Local: lombo sacra-coxal, coxal, caudo-medial, abdominal ventral, flanco e pescoço Gatos: Lesões primária – pápulas eritematosas cobertas por uma pequena crosta castanho avermelhada – eczema miliar Cabeça e pescoço Animais severamente sensíveis – generalização das lesões 19 Efeitos secundários: Hot spot, piodermas, alopecia, seborreia Diagnóstico Exame físico – característica e distribuição das lesões Tratamento Controle de pulgas, anti-histamínicos, corticoides Patogênese Hipersensibilidade do tipo IV Antígenos (haptenos) formam ligações covalentes com proteínas cutâneas Aspectos clínicos Necessitam semana ou meses de contato para desencadear a alergia Raro em cães jovens 1% dos cães, raros em gatos Substâncias causadoras: produtos de limpeza, inseticidas, plantas e produtos químicos (por exemplo, fertilizantes, solventes) A resposta depende da concentração, potência e tempo de contato Sinais clínicos Sinais de dermatite – eritema, pápulas, placas, liquenificação, hiperpigmentação Áreas glabas, região de contato Diagnóstico diferencial – irritantes primários, atopia, hipersensibilidade alimentar, escabiose Diagnóstico Exposição provocante Impedir o acesso do agente suspeito 7 a 10 dias nova exposição – sinais 7 a 10 dias Teste de retalho – contato por 48h – testar antígenos na pele através de contato com a pele Histopatologia – não confirmativa Piodermite segunda ou enfermidade cutânea seborreia Tratamento Exclusão do alérgeno Corticoterapia- dose antinflamatória Outras hipersensibilidades: Medicamentosa, hormonal, carrapatos, parasitos intestinais, dirofilariose, bacterianas, fúngicas Processos auto imune vesículo-bolhoso • Pênfigo vulgar é o mais grave e menos comum • Pênfigo foliáceo mais comum • Pênfigo eritematoso Diagnóstico definitivo é feito histopatologia Complexo do pênfigo Histopatologicamente acantose intraepidérmica – anticorpos depositados nos espaços intracelulares causando separação das células da epiderme e arredondamento celular Imunologicamente – presença de um anticorpo anti-glicocalix dos queratinócitos Fatores desencadeantes: • Medicamentos (penicilina e fenilbutazona) • Luz • Transtornos emocionais • Acomete animais de meia idade a idosos Cães – vesículas bolhosas, erosiva e ulcerativa 20 90% em cavidade oral e junções muco cutâneas (lábio, narinas, pálpebras, prepúcio, vulva, anus) Gatos Desordens vesiculo- bolhosas da cavidade oral, narinas, lábios, filtro nasal Erosões são frágeis e transitórias – Nilkolsky positivo – vai passar o bastão de vidro atritando a pele e a tendencia é que forme pequenas vesículas Colerette epidérmico, prurido e dor variável, piodermite secundária Casos severos: anorexia, depressão ou febre Cães e gatos Dermatite vesiculo-bolhosa ou pustular Eritema, pústulas, exsudação, crostas, escamas, alopecia e erosões, marginalizados por colarete epidérmico Inicia-se na cabeça (face e orelhas) Patas, coxins plantares (hiperqueratose e fissura - claudicação) Lesões mucocutâneas e orais pouco comuns Multifocal e generalizado Ocasionalmente: linfadenopatia, edema, depressão e febre, mas é menos frequente que pênfigo vulgar Evolução de dias a semanas, prurido e dor variável, piodermite secundaria Dermatite pustular facial e auricular Eritema, exsudação, crostas, esmas, alopecia e erosão limitada a colaretes Prurido e dor variável Focinho despigmentado – lesão de nariz, pode piorar em dia quente Não apresenta lesões orais Diagnóstico Histopatológico – biopsia – Coletar vesículas, pústulas ou bolhas intactas Tratamento clinico Pênfigo vulgar – mais severo, fatal se não tratada Pênfigo foliáceo – severo, sem tratamento pode ser falta Pênfigo eritematoso benigna raramente sistêmica Tratamento Glicocorticoides sistêmicos Prednisona ou prednisolona 1 a 3 mg/kg via oral a cada 12h Imunossupressores Ciclofosfamida 50 mg Clorambucil 0,1mg/kg via oral Desordem auto-imune multissistêmica de cães e gatos Predisposição genética Desordem imunológica (defeito de supressão de linfócitos T e hiperatividade de linfócito B Infecção viral Modulação hormonal Modulação ultra violeta Aspectos clínicos variável e mutáveis 21 Poliartrite, febre, proteinúria, anemia Lesões cutâneas – seborreia, hiperqueratose, úlceras dos coxins plantares Diagnóstico sorológico anticorpos antinucleares Diagnóstico Biopsia – histopatológico Tratamento Imunussupressor Inflamação cutânea crônica caracterizada por um defeito na queratinização com crescente formação de escamas. Causas: excessivos engorduramentos da pele e pelos. Lípides de superfície (película protetora): Pele normal. Composição: esterol, ésteres graxos, triglicérides e colesterol - menos ácidos graxos Lípides de superfície (película protetora): Pele seborreica. Composição: esterol, menos ésteres graxos, triglicérides e colesterol - aumenta ácido graxos, aumenta quantidade de bactérias. Causa e patogênese • Diminuição do tempo da epidermopoiese: ciclo de renovação epidérmica mais rápida que cães normais • Excesso de queratinização; • Falta de coesão celular; Seborreia primária: idiopática (genética): deficiência metabólica relacionada aos lipídios endócrinos, alta frequência em Cocker e Springer spaniel, West highland, basset hound. Os sinais iniciam quando jovens agravando com a idade e em presença de doenças concomitantes. Seborreia secundária: Associada a outra dermatose. • Fatores endócrinos: tiroxina e andrógenos – aumenta produção de sebo, estrógenos e corticosteroides: diminui prod. de sebo • Fatores dietéticos: aumenta ingestão de gordura, má absorção, má digestão, deficiência de metabolismo. • Infecciosos: Piodermites, dermatofitoses, dermatite por Malasezzia, Leishmaniose • Alérgicas: Dermatite alérgica por insetos, Atopia, Hipersensibilidade alimentar, Dermatite de contato • Endócrino: Hipotiroidismo, hiperadrenocorticismo, desequilibrio de hormônio • Diabetes mellitus • Parasitárias: Demodicose, escabiose, Cheyletiellose, pediculose, Otodectes spp, • Nutricional: Dermatose responsiva a vitamina A, dermatose responsiva ao Zinco, desequilíbrio nutricional • Fatores ambientais ou de manejo • Imunomediada: Pênfigos foliáceo e eritematoso, Lúpus eritematoso discoide e sistêmico, reação cutânea a droga, adenite sebácea • Metabólica: Mal absorção/má digestão, dermatite necrolítica superficial • Neoplásica: Linfoma cutâneo Aspecto clínico • Seborreias seca: pele seca, descamação focal ou difusa, acúmulos de escamas não aderentes branco-acinzentada, pelagem seca e sem brilho. Dachshund, Dobberman • Seborreia oleosa: descamação focal ou difusa associada à excessiva, produção de lipídeos, material aglomerado de cor amarela-castanha, aderido a pele e pêlo, flocos odor oleoso, prurido variável. Cocker, Springer, Sharpei • Dermatite seborréica: Descamação e engorduramento, inflamação local e difusa, lesões circulares “olho de boi” – 22 alopecia, eritema, descamação epidérmica marginal, hiperpigmentação. Cocker e Springer Tratamento Causa primária xampus: queratolíticos: 2-7 dias (2-3 semanas), peróxido de benzoíla (de 2,0 a 3,5%), os alcatrões (de 0,5 a 4,0%) e o sulfeto de selênio (de 1 a 2,5%). Nos quadros de seborréia seca não desengordurantes: ácido lático (efeito hidratante), ácido salicílico (0,5 a 3,0%) enxofre (1 a 5,0%), ácido graxo insaturado: Omega 3 e ômega 6. Dieta lipídicas: cão – ac. linoléico, gato - linoleico e aracdônico Causa e patogênese Ambientes secos, lavagens ou polvilhamento de agentes químicos, parasitos, dieta def. de lipídeos, hipersensibilidade a medicamentos, LES, leucemia Aspecto clínico: Flocos e escamas Tratamento Semelhante no cão, não usar em gatos: selênio, alcatrão, benzoato de benzila, compostos quartenários ou fenólicos Enfermidade que responde ao tratamento com doses elevadas de vitamina A. É rara em cães, observado em Cocker Spaniel Americanos jovens (2 a 3 anos de idade). Característica de lesões: obstruções foliculares, as áreas focais de crostas e as placas hiperqueratóticas, região ventral e lateral do tórax e abdômen. Tratamento Vitamina A 600–1200 IU/kg PO SID administrar com dieta com gordura Causas Redução da capacidade de absorção de zinco do trato intestinal, uma dieta com baixa em concentração de zinco, antogonista mineral: impedem a absorção de zinco dos alimentos, dietas ricas em fitato [proteína vegetal], um cereal ou dieta à base de soja, suplementação excessiva de cálcio. Tratamento Metionina de zinco ou sulfato de zinco (2-3 mg / kg / dia de zinco elementar) PO administrado com alimentos Aspecto clínico Área alopécica, oval elevada, superfície dorsal da cauda: 2,5 a 5,5 cm do ânus Diagnóstico História, aspecto clínico, biopsia Tratamento: cirúrgico 23 Causa e patogênese Processo inflamatório cônico em queixo e lábios. Queratinização anormal do folículo e desenvolvimento de foliculite-furunculose Infecção bacteriana secundária Andrógenos circulante Trauma e predisposição racial são fatores mais importantes que hormônio Raças de pelo curto: Bulldog, Boxer, Dinamarqueses e Dobberman Aspecto clínico: Pápula,pústula, queixo, lábios Diagnóstico Diferenciar: Demodicose, dermatofitose, celulite juvenil Tratamento clínico Gel de peróxido de benzoila (5%) SID xampu de peróxido de benzoíla (2,5%) 2x semana Hábitos de higiene inadequados, seborreia, infecção viral, doença atópica e imunossupressão. Diferenciar: Edema de queixo sem acne, complexo granuloma eosinofílico, desordens foliculares e hiperplasia glandular. Pápulas, pústulas e comedos em queixo, lábios, dermatose marginal da orelha, placas de gorduras, pequena dimensão aderido a pele e pêlos na margem da orelha Tratamento: limpeza Crescente quantidade de tecido córneo nos coxins plantares Causa: comum animais mais velhos, cinomose, pênfigos e LES Sinais clínicos Alopecia simétrica e não pruriginosa, iniciada em pontos de pressão e locais de atrito. Associada a hiperpigmentação e seborréia (prurido). Pelos são facilmente retirados Sinais sistêmicos compatíveis: Hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing), taxa excessiva de glicocorticoides endógenos ou exógenos Sinais cutâneos e não cutâneos associados a deficiência do hormônio da tireóide Ausência de prurido Resultado de danos auto infligidos, evidência clínica de distúrbios psicológicos fatores envolvidos na etiopatogênese: predisposição racial: mais emocionais ou nervosas Gatos: siamese e abssínios cães: grande porte com espaço restrito Estilo de vida: estresse, isolamento ou aborrecimento, mudanças, predisposição individual Dermatite por lambedura de extremidades (granuloma por lambedura, nódulo prurítico acral) Aspecto clínico: alopecia, erosão nervos sensoriais (ciclo coceira lambedura), hiperplasia epidérmica e a fibrose dérmica –placa nodular Infecção secundária rara 24 Localização: lesão simples unilateral, área carpiana ou metacarpiana anterior, região radial, metatársica ou tibial inferior Drogas antidepressivas - inibidores da recaptação da seratonina: Clomipramida: 0,25 - 1,0 mg/kg cd 24hs. Efetividade: 80%. Cloridrato de amitriptilina (tryptanol, limbitrol): 1,0 - 2,0 mg/kg via oral cd 12 hs. Iniciar pela dosagem inferior por no mínimo 10 dias. 30% de efetividade Cloridrato de fluoxetina 1 mg/kg via oral cada 24h · Naltrexona: 2,2 mg/kg cd 12 a 24hs. Efetividade: 63% Hidrocordona:2,2 mg/kg cd 12 -24 hs. Efetividade: 50- 75% Clorfeniramina: 4,0-8,0 mg/ cão (0,2 - 0,4 mg/kg - dose antihistamínica) via oral cada 12h. Doxepina: 3 -5 mg/kg via oral cada 12h (máx. 150 mg/12h). Não usar estes remédios concomitantemente Inflamação epitélio do conduto auditivo externo, pode envolver porções da pina. Unilateral e bilateral Aguda e crônica Muito comum em cães, menos em gatos Causas primárias: quando o agente ou etiologia da infecção causa danos ou inflamação direta da pele do canal auditivo. • Corpo estranho; • Otodectes cynotis (50% otites em gatos 5-10% otites em cães) • Carrapatos • Alergias • Dermatite atópica. • Alergia alimentar • Demodex canis • Outros: Sarcoptes scabiei, Notoedres cati, Cheyletiella spp • Malassezias Predisposição Conformação da orelha: Orelha longa e pendulosa. Condutos auditivos estreitos. Pelos excessivos (pêlos nos condutos auditivos – restrição de circulação de ar) umidade excessiva Maceração do estrato córneo, estimula glândula Fatores iatrogênicos: Limpezas inadequadas do conduto, tratamento tópico ou sistêmico inadequado, traumatismo, obstrução do canal auditivo Pólipo, cisto, tumores Fatores de perpetuação São alterações na anatomia e fisiologia do ouvido que ocorrem em resposta à otite externa, eles ocorrem após a doença de orelha. Alterações no epitélio da orelha, canal auditivo (edema, estenose, proliferação), membrana timpânica (dilatada, rompida), glandular (hiperplasia sebácea), fibrose pericartilaginosa, calcificação, otite média, infecções secundárias (bacterianas, fúngicas) Sinais clínicos Meneios de cabeça, prurido, secreção alterada, odor fétido, edema e dor. Evidência de autotraumatismos (escoriações, hematoma aural, dermatite úmida aguda), Diagnóstico Citologia e Parasitológico otológico Utilizado na identificação de: • Otites bacteriana: nas quais é observada a presença de bactérias, tais como, cocos (Staphylococcus sp., Escherichia coli, e/ou Streptococcus sp.) e/ou bastonetes (Proteus sp. e Pseudomonas sp.); 25 • Otites fúngicas: nas quais observam-se leveduras (Malassezia sp. ou Candida sp.). • Otites parasitárias: nas quais pode-se observar ácaros do gênero Demodex sp e Otodectes cynotis. Cultura e antibiograma: Fundamental principalmente nas otites crônicas, este exame permite isolar e identificar a bactéria presente nas lesões cutâneas e testar sua sensibilidade para diferentes antibióticos, para que o antibiótico prescrito seja o mais eficaz para o agente identificado no paciente. Lavagem otológica: pacientes com otites crônicas e recidivantes de difícil tratamento, como as otites purulentas. Animal deve ser anestesiado para o procedimento, para evitar incômodo, dores e lesões provenientes de sua movimentação. Otoscopia: otite externa. Sempre examinar primeiro o ouvido menos afetado. Avaliar: inflamação, exsudato, estenose e proliferação. Muitas vezes requer a contenção química do paciente. Realizar a otoscopia antes e após a lavagem otológica. Tratamento prévio (4-7 dias) com glicocorticóides em otites graves. Achados na otoscopia: Eritema, espessamento do epitélio, proliferação nodular com estreitamento ou não do canal, ulceração do epitélio, presença de exsudatos, integridade de membrana timpânica, pólipos, neoplasias, corpos estranhos e parasitas Citologia: Identificação de agente primário e fatores perpetuantes. Avaliar a presença de leveduras, bactérias e leucócitos. Fazer a coleta antes de qualquer limpeza otológica ou tratamento. Otodectes Cães e gatos de todas as idades, meneios de cabeça, cerumen escuro e seco, gatos podem ser assintomáticos. Pode ser visto como uma mancha branca em conduto auditivo. Diagnóstico: evidência do ácaro no cerume Malassezia Causas: Malassezia pachydermatis levedura isolada no canal auditivo do cão externo de cães e gatos sadios. Aspectos clínicos: Excessiva produção de cerume ou umidade, fatores hormonais ou congênitos, prurido e meneios de cabeça. Diagnóstico Aspecto clínico: sinais de otite, coletar o exsudato c/ swab estéril – “esfregaço” – corar com azul de metileno. Microscopia: agrupado de células redondas, em gemulação, entremeadas com curtos fragmentos de hifas, cultura em Agar Sabourand Otites ceruminosas Ceruminolíticos: Cerumin gotas a cada 8 horas, utilizar também para a limpeza da orelha para terapia (3 dias antes). Pomadas com corticoides Otite parasitária Fipronil (frontyline); Selamectina (Revolution®), Imidacloprida e moxidectina (Advocate) a cada 30 dias. Ivermectina tópica 1:29. Easotic (Virbac), Hidrocortisona, Miconazol. Aurivet (Vetnil) BID, Gentamicina, Betametasona, Clortrimazol e Benzocaína, Panolog (Novartis), Nistatina, neomicina, Tiostrepton, triamcinolona, Otoguard (Cepav), Cetoconazol, tobramicina, dexametasona, Otocanis Max, Gentamicina, Betametasona, Clotrimazol, Otomax (MSD) (2x/d) Otites bacterianas Fluimucil 10% ampola ½ ampola a cada 8h, 3 dias, Biomotil TID 15 dias. Os glucocorticoides disponíveis para utilização tópica (do menos a mais potente) a 1%, triamcinolona a 0,015%, ou 0,1%, betametasona a 0,1%, acetonida de fluocinolona a 0,1%, fosforato de mometasona a 0,1%. Otite média Causa: Extensão da infecção do canal auditivo externo através da membrana timpânica, migração de microrganismos faríngeos através 26 do tubo auditivo. Origem no ouvido interno estende-se até o ouvidomédio, ou atinge o ouvido médio pela via hematogênica. Sinais clínicos: O nervo facial (nervo craniano VII) e nervos simpáticos atravessam a orelha média, paralisia do nervo facial (p. Ex., Queda da orelha, queda dos lábios, ptose, colapso da narina). A ceratite de exposição e ulceração da córnea podem se desenvolver. Com a paralisia facial, fístula ou lábio nasal pode desviar-se do lado afetado. Estes sinais ajudam a distinguir otite média de otite externa simples. Otite interna Ouvido interno: canais semicirculares, a cóclea e o nervo acústico, ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Sinais clínico: Desorientação, prejuízo da função do nervo vestibulococlear (nervo craniano VIII), perda auditiva, inclinação da cabeça, andar em círculo, inclinação ou queda em direção ao lado afetado, incoordenação geral ou nistagmo horizontal espontâneo (fase rápida para o lado afetado), infecção atinge o cérebro: leva a meningite, meningoencefalite ou abscessos. Impactação, infecção crônica, infecção aguda Causa e patogênese: predisposição em raças pequenas: Poodles, Chiuauas, Spaniel (seborréicos) Causas Inflamatória: paroníquia Bacteriana: paroníquia bacteriana Fungos: onicomicose (T. mentagrophytes) Traumas, pênfigo, lupus, insuficiência vascular → onicomadese (separação da “concha” de queratina dura) Aspecto clínico: inflamação e/ou infecção, onicomicose (T. mentagrophytes) – dermatofitose generalizada Diagnóstico Esfregaço corado do exsudato, raspado de pelo, cultura bacteriana ou fúngica, biopsia: suspeita de neoplasias. Tratamento Retirada da placa ungueal, específico ao agente. Difereciar: demodicose generalizada leucemia felina pênfigo lúpus eritematoso Conjuntivite crônica ou outras doenças oculares que possam acarretar distorção das pálpebras deverão também receber atenção. Entrópio: Inversão ou flexão interna Ectrópio: inversão ou flexão externa Hordéolo (terçol): infecção piogênica aguda e dolorosa de uma glândula sebácea palpebral. Aplicação de pomadas antibióticas, antibióticos sistêmicos, incisão Calázio: inflamação da glândula de uma glândula meiboniana. Aparece externamente na superfície cutânea da pálpebra como um nódulo indolor, e internamente na conjuntiva palpebral como nódulo amarelo menor. Blefarite: seborreica - pomadas com corticoide, micótica - griseofulvina sistêmico, parasitárias - proteger olho com pomada, cinomósica – relacionada a conjuntivite. Pomada com cloranfenicol. Doenças autoimunes (pênfigo vulgar)- envolve junção muco-cutânea, atopia – fricção dos olhos Triquíase- posição ou direção anormal dos cílios Distiquíase – em que são encontrados cílios aberrantes na pálpebra. 27 Hipertrofia da glândula nictitante – nódulo vermelho e brilhante ressaltando no ângulo medial. Hipertrofia da glândula nictitante: Nódulo vermelho e brilhante ressaltando no ângulo medial. Ocorre em animais jovens até 9 meses • Relacionada a dentes decíduos • Alteração no número de dentes (Pode interferir na localização dos dentes permanentes, acúmulo de comida) • Problemas de oclusão (Prognatismo) • Problemas de desenvolvimento oral A partir de 3 anos • Raças pequenas Gengivite: É a inflamação da gengiva reversível, que pode progredir para periodontite Hiperemia ao redor das margens dos dentes, margens gengivais inchadas, sangram após a aplicação de uma leve pressão, exsudato seroso ou purulento, sondagem demonstra nenhuma perda de inserção. Pode ser discreta, moderada ou grave Periodontite: É a inflamação mais profunda com perda de suporte dos dentes e danos permanentes. Hiperplasia e/ou retração gengival, inflamação gengival grave. Fisiopatogênia Primeiro tem o acúmulo de bactérias entre o dente e a gengiva por vários motivos (acúmulo de comida, defeitos de oclusão), a cronicidade resulta na alteração da flora, mudança na presença de bactérias cocos aeróbicos gram positivas e negativas para bactérias bastonestes gram negativas e anaeróbias que causam inflamação, destruição dos tecidos e perda do suporte periodontal. Sinais clínicos Halitose, disfagia, sialorreia, sangramentos periodontais. Inflamação periapical e periodontal Inchaço facial, bolsas periodontais, corrimento nasal, fistulas oronasais. Casos mais avançados: Dentes móveis, úlceras na mucosa bucal, hemorragia sulco gengival, fraturas mandibulares patológicas, migração de dente intranasal, osteomielite, manifestações oftalmológicas da doença periodontal por continuidade. Tratamento Tratar a progressão da gengivite; Terapia preventiva tópica antimicrobiana: clorexidina solução oral 0,12% (Periogard) Terapia antimicrobiana sistêmica: Amoxicilina, doxiciclina, metronidazol, amoxi-clavulanato, clindamicina, amoxi+espiramicina (Estomorgil), durante 4 a 6 semanas. Cirúrgico: em casos graves, antibióticos de largo espectro perioperatórios Profilático: Limpeza dos dentes preventiva Doença que requerem a extração dental: • Decíduos ou supranumerários • Dentes impactados e deformados • Dentes com má oclusão (outra opção ortodontia) • Erosões graves ou dentes podres (endodontia) • Dentes fraturados com exposição de pulpa; • Doença periodontal avançada; • Abcessos periapicais; 28 • Dentes doentes no local de fratura de mandíbula ou maxila; Acúmulo de saliva no tecido subcutâneos, causado por obstrução do ducto salivar Aumento de volume, macio, flutuante em geral indolor Pode estar em língua ou faringe. Podem apresentar disfagia, náusea e/ou dispneia. Diagnóstico Palpação e aspiração de saliva (fluido mucinoso transparente ou avermelhado) Tratamento Não é feito a drenagem do líquido Cirúrgica É um sinal clínico Úlceras orais Considerar causas imunossupressoras; Afecções que provocam estomatites: Trauma e Vírus de infecção respiratória superior felina Sinais clínicos: Saliva grossa, em fios, halitose, anorexia causada pela dor Diagnóstico: Exclusão: diagnóstico diferencial e biópsia Tratamento: Causa primária- Sintomático: clorexidina solução oral 0,12% (Periogard); Pomadas tópicas Inflamação local ou difusa, responsável pelo aparecimento de lesões do tipo úlcero- proliferativo na mucosa oral. As lesões correspondem a uma infiltração de linfócitos e plasmócitos. Pode envolver gengiva, mucosa bucal ou arco glossopalatino. Causa idiopática. Fatores predisponentes: • Estímulo inflamatório contínuo na gengiva (doença periodontal); • Antígenos virais (calicivirus, hepervirus, fiv, felv) • Bacterianos (Aumento de anaeróbios) • Imunitários (baixo IgA) • Alguns alimentos Sinais: Sialorreia Diagnóstico: Biopsia ou citologia aspirativa Tratamento: Tratamento periodontal completo Terapia antimicrobiana sistêmica: Metronidazol com espiramicina, amoxicilina com ácido clavulânico, a doxiciclina ou enrofloxacina. Suplementação de vitamina A, C e E Realizar uma limpeza dentária: Extração dos pré- molares e molares superiores e inferiores: melhora ou cura entre 80% dos casos Melanoma Na maioria é pigmentado 29 Quimioterapia pode auxiliar, usados cisplatina e carboplatina Carcinoma de células escamosas Epúlide Fibrossarcoma Tumores benignos Papilomatose: Resolve-se espontaneamente, embora algumas vezes seja necessária a ressecação cirúrgica se interferir na qualidade de vida do animal. Deve melhorar o sistema imunológico do animal. Consequência frequente: Pneumonias por aspiração. Principais causas: Desordens neuromusculares Miosite atrófica dos músculos mastigatórios Masseter e temporal Síndrome idiopática imunomediada que acomete músculos mastigatórios Sinais clínicos Músculos podem estar aumentados de volume e doloridos Atrofia de músculo – dificuldade de abrir a boca DiagnósticoAtrofia dos músculos mastigatórios e incapacidade de abrir a boca mesmo anestesiado Biopsia ou presença de anticorpos do tipo fibra 2M Tratamento Prednisolona 2,2mg/kg/dia Azatioprina 50mg/mg/dia Após controle reduzir para cada 48h Acalasia/Disfunção cricofaringeana É a incoordenação entre músculo cricofaringeano e a pausa do reflexo de deglutição. Produz uma obstrução do esfíncter cricofaringeano durante a deglutição. Causa é desconhecida, usualmente de origem congênita, raramente adquiridos Comum em animais jovens. Sinais clínicos Repetidas tentativas infrutíferas de engolir, engasgos, ânsia de vomito, cuspir a comida. Diagnóstico: Fluoroscopia com contraste durante deglutição Tratamento: Cirurgia – miotomia cricofaringeana Disfagia faringeana É a incapacidade fazer o bolo do alimento na base da língua e/ou impulsionar o bolo alimentar para o esôfago Causado por distúrbio de nervo periférico ou central, doenças de condução nervosa (botulismo, miastenia gravis) Diagnóstico Exame neurológico: principalmente nervos cranianos V (trigêmeo), VII (facial), IX (glossofaríngeo) e X (vago). Ocorrem quando a motilidade do esôfago é perturbada ou quando há impedimento a progressão da ingesta. Alteração na motilidade do esôfago, prejudica a evolução do alimento, aumenta o tempo de contato com a mucosa, piora esofagite e desordens de esfíncter, a lesão da mucosa é na camada muscular e pode ter cura ou fazer cicatriz e estenose esofágica. Causas: 30 • Ácido gástrico e outras substâncias caustica, ou traumatismo (corpo estranho) • A mucosa esofágica não apresenta a barreira mucosa-bicarbonato pré epitelial. Causas ácidas: • Vômitos frequentes (gastroenterites); • Refluxo gastroesofágico (hérnia de hiato e defeitos de esfíncter) • Ingestão de produto caustico • Produção aumentada do ácido clorídrico (gastrinoma) • Procedimentos anestésicos Causas não ácidas • Doxiciclina, gatos mais susceptíveis (dar água antes e após administrar o comprimido); • Dilatação esofágica com retenção de alimento, traumas e corpo estranho; • Objetos com pontas como ossos e anzóis Sinais clínicos • Regurgitação, de início súbito nos casos de CE e anorexia secundária a dor. • Obstruções completa: regurgitação de sólidos e líquidos, • Obstruções parciais podem permitir a passagem de líquidos para o estômago. • Pode comprometer as vias aéreas, pode ocorrer dispnéia aguda. • Perfuração esofágica: febre, anorexia e dispnéia, derrame pleural ou pneumotórax. Diagnóstico • Radiografia esofagograma: simples (CE, dilatações ou estreitamento) e contrastada (irregularidade da mucosa) • Endoscopia (esofagoscopia): mais sensitivo e específico. • Retirada de corpos estranhos rombos. Tratamento Tratar o fator predisponente: Agente pró cinético: esvazia o estômago e evita refluxo; Cisaprida (Cisapan): 0,25- 0,5mg/kg PO a cada 8h ou 12h. Metoclopramida (Plasil®): 0,25- 0,5mg/kg PO, IM ou IV (cuidado) a cada 8-24h. Dar 30-40 minutos antes de comer e antes de dormir. Controle da acidez gástrica Inibidores da secreção de ácido gástrico: Antagonistas de receptores de H2 Cimetidina (Tagamet): 5-1 0mg/kg PO, IM ou IV cada 6-8 h Ranitidina (Antac): 1-2mg/kg PO, IV cada 8-12 h (cães); 2,5mg/kg IV, ou 3,5mg/kg PO cd 12h (gato). Efeito procinético gástrico Nizatidina (Axid): 2,5- 5mg/kg cd 24 h PO (cão). Efeito procinético gástrico. Famotidina: 0,5mg/kg PO, IV cd 12-24h. Controle da acidez gástrica Inibidores da secreção de ácido gástrico Omeprazol (Losec®, omeprazol® 10, 20,30 mg): 0,7-1,5mg/kg PO cd 12-24 h (cão): demora de 2-5 dias para efeito. Difícil ministrar em animais com menos de 7 kg, cápsula de liberação lenta, não fracionar (Exceção Losec mups). Pantoprazol: 1mg/kg IV q24h (cão) Lanzoprazol: 1mg/kg IV (em pesquisa) Protetores e adsorventes Sulcralfato (Sucralfim): 25-50mg/kg a cada 6- 12h. Muito útil para prevenção, como anestesias prolongadas, Efeito adverso: constipação. Colocação de tubo de gastrotomia para alimentação Anti-inflamatório para prevenir cicatriz (duvidoso): Prednisolona: 1,2 mg/kg cd 12h 31 Ocorre uma má formação dos arcos aórticos (anastomoses que há nos primeiros estágios do embrião). Comprimir o esôfago extraluminal na altura do coração, Resulta em uma dilatação progressiva do esôfago (megaesôfago parcial secundário) na porção do esófago cranial a obstrução. Sinal clínico Início agudo de regurgitação após o desmame, na introdução dos alimentos sólidos. Esôfago proximal dilatado: alimentos podem ser mantidos por mais tempo antes de ocorrer a regurgitação. Tosse e dificuldade respiratória é comum e indica uma pneumonia por aspiração secundária Diagnóstico Imagem: Radiografia simples e contrastada. Evidencia de dilatação anterior ao estrangulamento (base coração) e ausência posterior a ele. Endoscopia (esofagoscopia) Tratamento: Cirúrgico Motilidade esofágica diminuída ou ausente que vai causar dilatação difusa de todo o esôfago. Origem: dietética, tóxica, peritonite; Congênita: origem desconhecida, sinais de regurgitação, inicia logo após o desmame, ocasionalmente, não ocorre até 2 a 6 meses após o desmame. Diferenciar de persistência de anel vascular. Prognóstico reservado: pneumonia por aspiração pode ser frequente. Adquirida: secundária a doenças que causam disfunção neuromuscular, doença primária, de causa desconhecida (megaesôfago idiopática). • Enfermidades neuromusculares, como disautonomia, miastenia gravis (focal ou generalizada), polirradiculoneurite, botulismo, polimiosite e polimiopatia, • Trauma ou neoplasia de tronco cerebral. • Intoxicação por chumbo, tálio ou organofosforados. Outras doenças implicadas: hipoadrenocorticismo, o metabolismo muscular de carboidratos prejudicado e depleção dos estoques de glicogênio muscular resultantes da deficiência de glicocorticoides e diminuição da atividade de catecolaminas, são implicados como causa; hipotireoidismo, com neuropatia periférica; lúpus eritematoso sistêmico. Sinais clínicos • Regurgitação, ocasionalmente o animal volta a comer o regurgitado, dificultando o diagnóstico. • Ptialismo, halitose e vômitos. • Tosse, secreção nasal e dispneia causada pela pneumonia por aspiração. • Normais ao exame físico, ou abaixo do peso a caquético. • Megaesôfago congênito: filhotes podem apresentar um inchaço cervical ventral perto da entrada torácica do esôfago provocada pela ingesta, evidente logo após o desmame. Diagnóstico Um exame cuidadoso deve ser realizado para a doença neuromuscular, como fraqueza muscular, dor ou déficits neurológicos Radiografia: Simples e contrastada. Presença de dilatação Esofagrama contrastado: suspeita de defeito de motilidade com ausência de dilatação. Eletromiografia: útil no diagnóstico diferencial de poliopatias, polimiosites, miastenia gravis e polineuropatias; Tratamento 32 Jejum hídrico Dieta com alto teor: Pequenas porções várias vezes ao dia, oferecido em posição vertical, manter o cão na posição vertical durante 5 –10 minutos após alimentação. Inicialmente, utilizar alimentos pastoso: Tentar alimento de várias consistências, alimentos líquidos tendem a fluir mais facilmente pela gravidade, entretanto os sólidos estimulam mais o peristaltismo e possivelmente, menos risco de aspiração. Drogas pro-cinéticas: Cisaprida, Metoclopramida Tratamento de esofagite: Tratar pneumonia por aspiração se necessário. Reação inflamatório do estômago. Úlceras no estômago: danos de ácido e pepsina supera a capacidade da mucosa de se proteger e substituir as células danificadas. Lesão da mucosa, erosão e hemorragia; formação de úlceras só é visto quando a camadamuscular é afetada. Causas Dietética: alimentos estragados, sensibilidade alimentar, Corpo estranho. Infecciosa: viral (parvovírus, hepatite infecciosa, coronavirus); Toxinas: produtos de limpeza, herbicidas, fertilizantes, destilados de petróleo, organofosforados, metais pesados e toxinas de plantas Bacteriano (Helicobacter spp); Parasitário: Physaloptera spp, Ollulanus spp. Drogas: antiinflamatórios não hormonais (AINEs), corticosteróides. (gastrite aguda ou crônica) Sinais clínicos Anorexia, crise aguda de vômito – alimento e bile Animal pode ou não apresentar doentes Diagnóstico Laboratorial: Hipocloremia, hipocalemia. Imagem: radiografia contrastado ou endoscopia. Tratamento De suporte projetado principalmente para evitar a desidratação. Controle dietético e suporte nutricional especial: Nada por via oral durante 24-48h. Jejum de alimentos e água são retidas durante 12 horas, e, em seguida, com água (ou água mais eletrólitos) é dada para os próximos 12 a 24 horas, dependendo do curso da doença. Após c-12h de controle do vomito iniciar quantidades de água fria. Alimento pastoso Nutrição parenteral Fluidoterapia: Ringer lactato ou cloreto de sódio 0,9% Considerar suplementação de potássio (mais de 24h de vômito). Valor potássio desconhecido 20 mEq KCl em 1L de salina 0.9% Antieméticos Derivados da Fenotiazina. Age no centro de vômito, zona quimiorreceptora de disparos e receptores periféricos. Apresenta grande segurança, porém é hipotensor e não deve ser aplicado antes da fluidoterapia. Clorpromazina (Amplictil®): 0,3-0,5mg/kg, IM, IV, ou SC cada 8 h Proclorperazine (ñBr): 0,1-0,5 mg/kg IM cada 8-12h Bloqueador dopaminérgico, antiemético e estimulante peristáltico. Inibe a zona de disparo 33 dos quimiorreceptores, o centro do vômito e aumenta o tônus e o peristaltismo gástrico Metoclopramida (Plasil®): 0,25- 0,5mg/kg PO, IM ou IV (cuidado) cada 8-24h. Infusão constate 1-2mg/kg/dia IV. Antagonistas dos receptores de seratonina Ondansetrona (Cloridrato de ondansentrona®, Nausedron®): 0.1-0.2mg/kg IV q 8-24 h Dolasetron (Anzemet®): 0.3-1. 0mg/kg SC, IV q 24 h Antagonista dos receptores da neurocinina 1 (NK1) Maropitant (Cerenia® - vet): 1mg/kg SC cada 24h ou 2mg/kg PO cada 24h (cão) Controle da acidez gástrica Neutralizadores: Hidróxido de Alumínio: 10-3 0mg/kg PO cada 6-8 h, Hidróxido de magnésio: 5-1 0ml PO q 4-6 h (cão); cada 8-12h (gatos) Inibidores da secreção de ácido gástrico: Antagonistas de receptores de H2 Cimetidina (Tagamet): 5-1 0mg/kg PO, IM ou IV cada 6-8 h Ranitidina (Antac): 1-2mg/kg PO, IV cada 8-12 h (cães); 2,5mg/kg IV, ou 3,5mg/kg PO cd 12h (gato). Efeito procinético gástrico. Nizatidina (Axid): 2,5- 5mg/kg cd 24 h PO (cão). Efeito procinético gástrico. Famotidina (Famotidina): 0,5mg/kg PO, IV cd 12-24h Inibidores da secreção de ácido gástrico: Inibidores de bomba de próton Omeprazol (Losec®, omeprazol®): 0,7- 1,5mg/kg PO cd 12-24 h (cão): demora de 2-5 dias para efeito Pantoprazol: 1mg/kg IV q24h (cão) Lanzoprazol: 1mg/kg IV (em pesquisa) Protetores e adsorventes: Sulcralfato (Sucralfim): 25-50mg/kg cd 6-12h. Muito útil para prevenção, como anestesias prolongadas, Efeito adverso: constipação. Análogos da prostaglandina: citoprotetores (aumento secreção bicarbonato e muco; melhora fluxo de sangue, diminui secreção ácida). Indicado para gastrites por AINEs Misoprostol (Cytotec): 0.15-0.25 mg/lb q8h PO, SQ ou 0.5-1 mg/lb q24h Endoscopia: significativo aumento no diagnóstico de gastrite crônica, Causas Alergia alimentar, terapia AINE crônica e infecções bacterianas, parasitárias ou fúngicas. São semelhantes aos de gastrite aguda. Sinais clínicos Episódios intermitentes de vômitos, às vezes com episódios agudos, que não respondem ao tratamento sintomático. Sinais inespecíficos: inapetência, anorexia, perda de peso, e dor abdominal. Hematêmese e melena ocorrer se gastrite erosiva ulcerativa ou neoplasia está presente. A diarreia é incomum, a menos que o paciente tenha a doença inflamatória intestinal. Diagnóstico • Laboratoriais: são inespecíficos e incluem anemia, leucocitose, eosinofilia e hipoproteinemia. • Radiografias ajudam a identificar corpos estranhos gástricos, porém somente a radiografia com contraste podem mostrar espessamento de parede gástrica, ulceração da mucosa, lesões de massa, ou evidência de retardo no esvaziamento gástrico • Ulltrassonografia e endoscopia • Biópsia cirúrgica 34 É uma bactéria espiroqueta, gram negativa e urease positiva. Pode ser encontrada em animais saudáveis ou com sinais de gastrite. Prevalência é alta em cães e gatos clinicamente normais, bem como em cães e gatos com sinais de gastrite. Cães: Helicobacter heilmannii, Helicobacter felis, Helicobacter bizzozeronii, e Helicobacter salomonis; Gatos: H. felis, H. heilmannii e H. pylori. Diagnóstico Histopatológica de biopsia Tratamento Combinação de metronidazol, omeprazol e um dos antibióticos, amoxicilina, eritromicina ou azitromicina. Durante 10 e 14 dias. Geralmente ocorre como parte da síndrome da doença inflamatória intestinal. Defeito na permeabilidade da barreira da mucosa gástrica => permitir a absorção anormal de antígenos luminais pela mucosa, iniciando uma resposta imune mediada. Possivelmente causada pela sensibilidade da dieta, danos droga induzida ou infecção Diagnóstico Achados clínicos, laboratoriais e radiográficos são inespecíficos, biópsia. Infiltrado linfocitário às vezes pode ser difícil de distinguir de linfoma gástrico, especialmente em biópsias endoscópicas. Tratamento Sintomático, mudança de proteína na dieta, terapia imunossupressora. Este nematoide com parte do ciclo em hospedeiros como besouros, baratas e grilo, gastrite aguda ou crônica, com vômito com ou sem bile que não responde a terapia. Fora o vomito os animais parecem saudáveis. Difícil encontrar os ovos no exame de fezes, o diagnóstico pode ser realizado com endoscopia. Tratamento Pomoato de pirantel dose única em cães e duas doses com intervalo de 21 dias em gato ivermectina 35 Parasita transmitido via material vomitado. Acomete principal sinal o vomito crônico: gatos saudáveis podem albergar o parasita. Diagnóstico Observação do parasita na lavagem gástrica ou análise do vômito. Tratamento: oxfendazole (10mg/kg, VO cd 12h por 5 dias) e febendazol, duas doses. Reação alérgica a prováveis antígenos alimentares Ulceração/ erosão gastrointestinal (Antiinflamatório não esteroidal (aspirina, fenilbutazona, ibuprofeno, naxopreno, pirocam)) Doença gástrica infiltrativa, Ptiose – fungo, Neoplasias: mastocitomas, gastrinomas Esvaziamento gástrico retardado: Obstrução mecânica da saída gástrica, distúrbios de motilidade gástrica funcional, combinação de ambos. Causas Obstrução mecânica de fluxo: corpos estranhos gástricos, hiperplasia da mucosa pilórica ou hipertrofia muscular, pólipos antrais, neoplasia, granuloma eosinofílica, ou granuloma fúngico. Neoplasia Duodenal ou abscesso, compressão externa sobre o piloro e de tumores intra- abdominais. Causas Distúrbios da motilidade: doença ulcerativa ou infiltrativa, desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia), doenças metabólicas (hipoadrenocorticismo, diabetes mellitus, uremia, hipergastrinemia), drogas (anticolinérgicos, agonistas β- adrenérgicos, opiáceos), peritonite. pós-operatório, especialmente após dilatação vólvulo gástrica ou lesão na coluna vertebral. Hipertrofia Muscular Benigna do Piloro (estenose Pilórica) Causa Vômito após ingestão, animais jovens: braquicefálicos e siameses, espessamento da mucosa- idiopática, sinais semelhantes aestenose pilórica, animais velhos de raça pequena, RX, endoscopia, biópsia Corpo estranho • Vômito agudo ou apenas anorexia • Cães filhotes Tratamento: Indução de vômito: Xilazina IV Dilatação vólvulo-gástrica Vômito não produtivo, dor e distensão abdominal, perfusão inadequada, taquicardia, pulso fraco, mucosas pálidas Hipomotilidade gástrica idiopática Motilidade deficiente em ausência de inflamação ou obstrução; Vômito algumas horas após ingestão Tratamento: Metoclorpramida, cisaprida, dieta c/ pouco gordura e + fibra Síndrome do vômito bilioso Refluxo gastroduodenal que ocorre quando o estômago dos cães fica vazio por longo período (uma noite) Tratamento: Alimentação, metoclorpramida, Sinais clínicos 36 Apatia, febre ou temperatura abaixo do normal, anorexia, vomito, diarreia com sangue, desidratação, ânsia a palpação Gatas gestantes: abortamento, reabsorção fetal, mumificação fetal, fetos vivos desenvolvem após nascimento, mas antes de 3 a 4 semanas hipoplasia cerebelar O aparecimento repentino de diarreia frequente com ou sem vômito. Podem apresentar febre, anorexia, desidratação e dor abdominal. Causas envolvidas: dietéticas, agentes infecciosos, viroses, bactérias, micótica, parasitas, tóxicas/ medicamentosas, intoxicação por chumbo, toxina de Staplylococcus, antibióticos, anti-inflamatórios não esteroides, digitálicos, anti-helmínticos, lactulose), processos obstrutivos. Outras causas gastrintestinais: idiopáticas, doenças inflamatórias, neoplasias. Outras causas sistêmicas: doença renal, hepática, pancreatite, hipoadrenocorticismo, diabetes mellitus em cetoacidose, peritonite, piometra. Diagnóstico Hemograma: Diferencial de enfermidade infecciosa Análise das fezes: Exame direto das Fezes, exame coproparasitológico, esfregaço corado das fezes, cultura das fezes. Exame de imagem: radiografia (US). Tratamento Controle dietético e suporte nutricional especial • Jejum hídrico e alimentar: 12-24h Dietas para suporte entérico Nutrição parenteral Fluidoterapia: Ringer lactato Considerar suplementação de potássio e glicose Antieméticos: Derivados da Fenotiazina. Age no centro de vômito, zona quimiorreceptora de disparos e receptores periféricos. Apresenta grande segurança, porém é hipotensor e não deve ser aplicado antes da fluidoterapia. Clorpromazina (Amplictil®): 0,3-0,5mg/kg,IM ,IV, ou SC cd 8h. Bloqueador dopaminérgico, antiemético e estimulante peristáltico. Inibe a zona de disparo dos quimiorreceptores, o centro do vômito e aumenta o tônus e o peristaltismo gástrico. Metoclopramida (Plasil®): 0,25- 0,5mg/kg PO, IM ou IV (cuidado) cd 8-24h. Infusão constate 1-2mg/kg/dia IV. Antagonistas dos receptores de seratonina, Ondansetrona (Cloridrato de ondansentrona®, Nausedron®): 0.1-0.2mg/kg IV q 8-24h, Dolasetron (Anzemet®): 0.3-1. 0mg/kg SC, IV q 24 h • Antagonista dos receptores da neurocinina 1 (NK1) • Maropitant (Cerenia® - vet): 1mg/kg SC cd 24h ou 2mg/kg PO cd 24h (cão) Controle da acidez gástrica Neutralizadores: Hidróxido de Alumínio: 10-3 0mg/kg PO cd 6-8 h • Hidróxido de magnésio: 5- 1 0ml PO q 4-6 h(dogs ); q 8-12h (gatos). Inibidores da secreção de acido gástrico: Antagonistas de receptores de H2, Cimetidina (Tagamet ) 5-1 0mg/k gPO ,IM ,o rIV q6-8h, Ranitidina (Antac ) 1-2mg/kg PO, IV q 8-12h (cães); 2,5mg/kg IV, ou 3,5mg/kg PO q 12h (gato), Nizatidine (Axid): 2,5- 5mg/kg q 24 h PO (cão), Famotidina (Famotidina): 0,5mg/kg PO, IV q 12-24h, Inibidores da secreção de acido gástrico: Inibidores de bomba de próton, Omeprazol (Losec®, omeprozol®): 0,7- 1,5mg/kg PO q 12-24 h (cães), Pantoprazol ( ) 1mg/kg IV q24h (cão) Modificadores de motilidade: deve ser administrada cuidadosamente, se a fonte de intoxicação é desconhecido, podem potencialmente piorar, retardando eliminação como em doença causada por enterotoxinas bacterianas 37 Drogas anticolinérgicas: Metilescopolamina (ñBr): 0,3-1,0mg/kg VO cd 8h (cão). Diciclomina (Bentil): 0.15. Opioides: Difenoxilato (Lomotil®): 0,05- 0,2mg/kg PO cd 8- l2h (cão), Loperamida (Imosec®): 0,1-0,2mg/kg, PO cd 8-12h (cão); 0,08 – 0,16mg/kg PO cd 12h (gatos) Drogas anti-inflamatórias e antissecretórias: diarreia mediada pela prostaglandina Subsalicilato de Bismuto (Pepto-Bismol®) 1ml/kg/dia ou cd 8-12 h (cão) por 1-2 dias Probioticos. A administração de bactérias vivas ou leveduras na alimentação com intenção de produzir efeito benéfico é chamada terapia probiotica. A admininistração de alguma substancia dietética (ex. fibras) para aumentar ou diminuir o número de bactérias específicas é chamado de terapia pré-biótica. • As bactérias mais comumente utilizadas usada nos tratamentos de animais são: Lactobacillus (Yakult), Bifidobacterium (activia) e Enterococcus. Levedura Saccharomyces boulardii (não é afetada por antibioticoterapia): Floratil 1 a 2 capsula bid po Tratamento Jejum dietético primeiras 24h. Jejum hídrico de 12h, após fornecer reposição eletrolítica oral. Se vômito controlado alimento de fácil digestão: Peito de frango e batata cozidos. Fluidoterapia. Há 2 tipos de Parvovirus canina • PVC1 que é pouco patogênico e ocasionalmente está associado a gastroenterite, pneumonites e miocardites em cães de 1 a 3 semanas de idade. PVC2 é responsável pela enterite clássica Sinais clínicos Depressão, anorexia, diarréia, vômito, sangramento gastrointestinal e invasão bacteriana, desidratação Diagnóstico Hemograma: 85% Leucopenia: 500- 2.000 leucócitos/uL, neutropenia, linfopenia. Avaliação bioquímica: hipoglicemia, azotemia pré-renal e aumento de bilirrubinas ou enzimas hepáticas RX abdominal/ US Presença de gás intestinal, fluido e íleo paralítico ELISA: Falso positivo 5-15 dias após vacinação com vírus vivo e falso negativo no início da enfermidade). Tratamento Fluidoterapia IV, Ringer lactato, suplementação de potássio e glicose 2,5%, antibioticoterapia ampicilina, cefalosporina. Cuidado com cães leucopênicos associar a um aminoglicosídeo. Fluorquinolonas: Efeito adversos em cartilagens de cães em desenvolvimento Antiémeticos, antagonistas de receptores de H2 e sucralfato, metoclorpramida 0,5 mg/kg/SC TID Dieta, jejum hídrico e alimentar (pode levar de 3-5 dias) • dieta leve após 18 a 24 horas do controle da êmese Prevenção: Isolamento por 2 a 4 semanas dos outros cães. Hipoclorito de sódio: (1:32) é um dos poucos desinfetantes que matam o vírus. Vacinação: início de 6 a 8 semanas (preferencialmente alta carga antigênica, evitar vacina com vírus vivo), fim 16 a 20 Semelhante ao cão Preferência em células de multiplicação rápida Manifestações clínicas: Apatia, Febre ou temperatura abaixo do normal, anorexia, vômit, 38 diarréia com sangue. Desidratação (PD), ânsia à palpação Gatas gestantes: Abortamento, reabsorção fetal, mumificação fetal, fetos vivos desenvolvem após nascimento mas antes de 3 a 4 semanas • hipoplasia cerebelar e/ou displasia retinal Diagnóstico Histórico – vacinação inadequada Leucopenia – neutropenia com ou sem linfopenia Diagnóstico conclusivo – microscopia eletrônica É uma gastroenterite aguda que pode ocorrer na maioria dos canídeos causada pelo coronavírus canino (CVC) Coronavirus invade e destrói as células maduras das vilosidades intestinais, as células a MO não são acometidas • Infecções duplas com parvovirus leva a alta mortalidade. Período de incubação de 1 a 4 dias. enterite com ou sem sangue Sinais clínicos Enterite com ou sem sangue, menos agressiva que a parvovirose, raramente leva a septicemia e morte. Cães de qualquer idade podem ser infectados. Os sinais geralmente duram 1 para 1 ½ semanas. Animais jovens podem morrer de desidratação ou desequilíbrio eletrolítico. DiagnósticoTratamento sintomático, vacina Pode ser inativado pela maioria dos detergentes e desinfetantes Cães infectados podem eliminar o víru intermitentemente por meses após recuperação clínica Pode estar associada a colite purulenta intensa, apatia severa, doença grave de IG ocasionalmente ruptura de cólon. Pode estar associada: ambiente contaminado, contato direto com animais infectados, ingestão de alimento infectadas. Salmonelose e campilobacteriose associados com a ingestão de produtos avícolas mal cozidos contaminados (aves e ovos). Possível uma infecção silenciosa decorrente de stress, dieta mudança, ou terapia imunossupressivas Citológico retal: Presença de um grande número de neutrófilos, indicação relativa para a cultura fecal, sugere Campylobacter spp., Salmonella spp., ou C. perfringens enterotoxina produção, Campylobacter jejuni (Vibrio sp);. Reservatório aves Mais comum acometer os animais jovens (menos de 6 meses que vive em canil), Sinais clínicos Diarreia mucoide com ou sem sangue, anorexia, febre. Auto limitante ou diarreia crônica Diagnóstico Cultura especial, exame citológico das fezes, porém difícil de ser visualizado (espiroqueta diminuta), PCR. Tratamento 39 Eritromicina (10-15 mg/kg PO TID); neomicina (20 mg/kg PO BID), tetraciclina e cloranfenicol. Durante 1 a 3 dias após remissão dos sintomas Contaminação: Animais ou alimentos contaminados (aves e ovos) Pode produzir diarreia aguda ou crônica, doença polissistêmica com febre e neutropenia, mal estar e anorexia. Seguido de vômito, dor abdominal e diarréia crônica. Histórico de caça de passarinhos. Diagnóstico: Cultura do sangue, fezes ou mucosa intestinal Tratamento Fluidoterapia, sulfa e trimetropim (15- 30mg/kg/BID/PO) ou cloranfenicol (27,5- 55mg/kg/ TID) ou enrofloxacino, desinfetantes com compostos fenolicos ou alvejantes Pertencem a flora intestinal normal de cães e gatos Diarréia aguda sanguinolenta ou diarréia crônica de IG (com ou sem muco e sangue) Diagnóstico em esfregaço de fezes Tratamento: Tilosina (20 –80 mg/kg BID), amoxicilina, cloranfenicol, clindamicina Strongyloides stercoralis Ingestão de ovos ou larvas móveis e penetração cutânea. Autoinfestação, grande carga parasitária Diarréia mucoide ou hemorrágica e apresentam-se sistemicamente doente. Exame de fezes direto ou por sedimentação Tratamento: fembendazol (5 dias), tiabendazol ou ivermectina Ingestão de ovos. Pode ocorrer fibrose hepática e lesões pulmonares graves por migração de forma imaturas. Formas adultas: ID Pelagem inadequada, ganho de peso insuficiente. Abdomen em barril. Quando invadem estômago posem ser vomitados. Se numerosos podem obstruir intestino ou ducto biliar Diagnóstico: Exame de fezes (flutuação) Tratamento: pirantel: çães (4, 6 e 8 semanas) e gatos (6, 8 e 10 semana) jovens. Febendazol (100mg/kg 3d) Ingestão de ovos ou colostro. Penetração cutânea, diarréia, fraqueza, anemia, perda de sangue e enterite hemorrágica • ID casos graves colon. Anemias em cães jovens s/pulgas sugere ancilostomídeos Achado dos ovos nas fezes. Anti-helminticos. Repetir em 21 dias. 40 Ingestão de ovos Localização: colon e ceco Inflamação moderada a graves, c/ sangramento e perda de proteína Hematoquezia, enteropatia com perda de proteína. Infestações intensas hiponatremia e hipercalemia Endoscopia, exame de fezes: fembendazol repetição após 3 meses Irritação anal, poucos sinais Ingestão de ovos de pulga ou piolho Exame de fezes flutuação Tratamento: controle do hospedeiro intermediário (pulga/piolho) praziquantel agentes mais comuns em cães e gatos são: • Giardia spp., Cryptosporidium spp., Isospora spp. e Pentatrichomonas. A giardíase e criptosporidiose mais comumente induzem diarréia do intestino delgado. Isospora spp. e P. hominis são mais comumente associados com diarreia mista ou intestino grosso. Contaminação frequente por água Sinais: Em ID e interfere na digestão. Diarréia discreta a grave. Fezes pastosas. sem sangue ou muco, sem sangue ou muco, persistente, intermitente ou auto-limitante Diagnóstico: exame de fezes (sulfato de zinco), elisa Tratamento: metronidazol (7 dias), furazolidona (5 dias), albendazol (3d cão-5d gato), febendazol (5d) As reações adversas a comida podem ser de origem: • Imunológica, como as alergias a comida (mediadas por IgE, não mediadas por IgE); • Não imunológicas que podem ser por intolerância alimentar (metabólica, farmacológica, idiossincrática, toxica) • Alergia alimentar causa problemas dermatológicos e gastrintestinais (SIBO ou Enteropatias Responsiva a antibióticos) É uma síndrome na qual ocorre um aumento na população de bactérias (>105 unidades de colônia/mL) em duodeno ou jejuno e uma (suposta) resposta inadequada do hospedeiro Causas relacionadas são: • Defeito anatômico (hipomotilidade, restrição parcial), • Presença de outra doença intestinal, 41 • Deficiência no sistema de defesa (hipocloridria, deficiência de IgA sérica) Qualquer bactéria pode estar presente: E.coli, enterococcus, e anaeróbios como Clotridium spp Provocam lesão do enterócito e diarreia e/ou perda de peso, podendo ocorrer vômito. Diagnóstico cultura quantitativa do fluido duodenal é difícil de se obter e de se interpretar. • A validade da aferição sérica de folato e cobalamina nessa doença é duvidosa. A citologia e histopatologia não é conclusiva. Histórico: resposta de pouca duração ao tratamento com antibióticos comuns. Tratamento Se a causa primária não é tratável. O objetivo é o controle e não a cura. Antibióticos: Tilosina: 10 -40 mg/kg cd 12h ou 25mg/kg cd 24h. Manter de 2-6 semanas após remissão dos sinais. Metronidazol: 15mg/kg cd 24h + enrofloxacina: 7mg/kg cd 24h, mínimo 2- 3 semanas de tratamento antes de considerar não efetivo. Dieta: alta qualidade e digestibilidade ou hipoalergéncia. Grupo de desordens intestinais de origem imunomediada que ocorre com mais frequência em animais mais de meia idade. Classificada de acordo com a região e o tipo de célula predominante na inflamação. Gatos: enterite linfocitica benigna (diferente do linfossarcoma intestinal), colite linfocítica plasmacitica e enterite eosinofilica (Sindrome hipereosinofilica). Cão: linfocitica plasmocítica e a colite linfocítica plasmocítica. Ocasionalmente, enterite eosinofílica (não tão frequente quanto suposto antes) Sinais Clínicos Vômito no início de ocorrência esporádica evoluindo com o tempo, perda de peso, em conjunto com normorexia ou polifagia no início do quadro e que pode evoluir com a diminuição gradativa do apetite a medida que a doença progride. As proteínas séricas podem estar diminuídas e a presença de vômitos é comum. Associado a colite, não se observa perda de peso ou comprometimento do estado geral e o apetite permanece normal. Diagnóstico Laboratorial: Aferição do inibidor alfa1 proteinase fecal, mensuração de cobalamina: redução. Ultrassonografia: Avalia espessamento intestinal. Ajuda a selecionar a região para a biopsia. Histopatológico: Através de endoscopia ou celiotomia. Diagnóstico conclusivo Tratamento como ferramenta diagnóstica – Kirk Antiparasitário: Febendazole 50mg/kg cd 24h VO 3- 5 dias Mudança da dieta: hipoalergenica (Dermatologia- Hipersensibilidade alimentar) ou de proteína hidrolisada durante 3-4 semanas • Antimicrobiano: Tilosina 10mg/kg cd 8h metronidazol 10mg/kg cd 12h durante 3- 4 semanas • Imunossupressor: predinisolona 1mg/kg cd 12h Introduzir gradativamente durante uma semana. É melhor aceita se dividida 4-5 vezes ao dia. Dieta de elevada digestibilidade: proteínas de alto valor biológico. Evitar: gluten, gordura. Pode suplementar ômega3, dieta de exclusão, dieta Rica em Fibras – prescrição em intestino grosso Anti-inflamatória e imunossupressora: Prednisolona ou prednisona: 1 mg/kg cd 12h VO. Reduzir gradativamente em caso de melhora. Empregado isolado ou conjugado com: 42 Cão: Azatioprina 2mg/kg cd 24h VO. Gato: Clorambucil 2-6mg/m2 cd 24h VO. Cobalamina para hipocobalamineia. 20 mcg/kg cd 7d, durante 4 semanas. Passar para cd 28d por 3 meses. Controle do tratamento: Dosagem de Proteìna- C reativa. Aumento presente com decréscimo após. Uma enfermidade funcional de animais ansiosos e de trabalho estressante, principalmente da raça pastor alemão. Sinais clínicos tendem a aparecer depois da separação com uma pessoa querida. A enfermidade só deve ser suspeitada após a exclusão de doença orgânica. Caracteriza-se por apresentar: diarreia de intestino grosso com excessiva quantidade de muco nas fezes, a presença de sangue é pouco frequente, raramente apresenta perda de peso. Achados da colonoscopia e biópsia normais. • Tratamento Dieta com suplementação de fibras. • Anticolinérgicos: diciclomina (Bentyl) 0.15mg/kg no máximo a cd 8h, quando necessário. Pode ser obstruções simples: Corpos estranhos, lesões de constricção, como hérnias encarceradas ou vólvulos, lesões de compressões como tumor, prolapso retal Diagnóstico Radiografias abdominais simples dificilmente permitem o diagnóstico de intussuscepção íleocólica porque ela normalmente causa acúmulo mínimo de gás. Enema contrastado de bário pode revelar defeito de preenchimento. Ultrassonografia: rápida e razoavelmente precisa no diagnóstico. O exame histopatológico ajuda no diagnóstico de parasitas, neoplasias e outras formações. Utiliza- se como amostra o segmento retirado na cirurgia. É importante buscar uma causa para a intussuscepção, como parasitas, massas ou enterites. O tratamento é cirúrgico com risco de recidivas no mesmo local. É a invaginação de um segmento intestinal (o intussuscepto) no interior do lúmen de segmento adjacente (o intussuscepiente). Pode ocorrer em qualquer parte do trato alimentar. intussuscepção íleocolica é a mais comum e depois é a jejunojejunal, que pode acarretar numa maior congestão de mucosa. Envolve, provavelmente, um peristaltismo incoordenado, onde a contração vigorada de um segmento causa a invaginação desse segmento no segmento flácido adjacente. Associada com enterites ativas (infecciosas/ parasitarias), principalmente em animais jovens (80% < 1 ano de idade) interrompe a motilidade normal • corpo estranho, neoplasias ou que passaram por procedimento cirúrgico intestinal. • a intussuscepção íleocólica pode ocorrer em animais com insuficiência renal, leptospirose, cirurgia intestinal anterior e outros problemas. Aguda: causa obstrução da luz intestinal e congestão da mucosa do intussuscepto, diarreia sanguinolenta escassa, vômito, dor abdominal e uma massa abdominal palpável no abdômen. Crônica: produz menos vômito, dor abdominal e hematoquezia, diarreia intratável e intermitente, tipicamente hipoalbuminêmicos como resultado da perda de proteína pela mucosa congesta. Diagnóstico presuntivo pode ser realizado pela palpação de um segmento de alça espessado e alongado, doenças infiltrativas podem produzir quadros semelhantes. 43 Intestinos torcem em torno da raiz do mesentério, causando o comprometimento vascular grave. Sinais: início agudo de náusea, ânsia de vômito, vômito, dor abdominal e depressão. Pode ocorrer diarreia sanguinolenta. A distensão abdominal não é tão evidente como nos casos de dilatação vólvulo gástrico. Diagnóstico radiográfico e tratamento cirúrgico. Animais idosos, acomete um segmento intestinal comprometendo o transito do alimento. Tumores mais comuns em: Gatos: linfossarcoma (linfoma alimentar), o adenocarcinoma e o mastocitomas Cães: adenocarcinoma e leiomioma. Sinais clínicos incluem: perda de peso, diarreia crônica, inapetência progressiva, melena, vomito, desconforto abdominal, efusão abdominal e anemia. Alças intestinais difusamente espessadas ou modulares, com ou sem linfoadenopatia mesentérica, podem ser palpáveis, dor abdominal pode indicar a perfuração intestinal. A hepatoesplenomegalia concomitante e a linfadenopatia generalizada são sugestivas de linfossarcoma multicêntrico. O diagnóstico de hérnias é de ocorrência comum em várias fases etárias dos animais. A umbilical em animais mais jovens, a perineal em machos idosos não castrados. Acarretarão problema se algum órgão entra no saco herniário e fica preso no local. Obstrução intestinal com encarcerada: vômito intensos, dor abdominal e depressão progressiva. Palpação da alça obstruída frequentemente causa dor intensa e ocasionalmente vomito. • exame físico: choque endotóxico. O diagnóstico é feito radiograficamente e o tratamento é cirúrgico. Ocorrência rara a estenose da alça pode ocorrer : como reação cicatricial após cirurgias como enterotomia ou enterectomia, aderências de segmentos de alça após procedimentos cirúrgicos em outros órgãos como uma OSH. Radiografia contrastada: diagnóstico de estenoses Tratamento e cirúrgico. Defecação ausente, pouco frequente ou difícil, com a retenção de fezes no interior do cólon e do reto. O cólon vai continuamente reabsorvendo água e a fezes vão se tornando cada vez mais seca e dura. Pode ser causada por: qualquer doença perineal ou perianal que cause dor (p.ex. fístulas perianal, hérnia perineal, saculite anal). Alterações anatômicas de dificultem o fluxo digestivo em intestino grosso (prostatites, dilatações de cólon, consolidações errôneas de fraturas pélvica, prolapso de reto: animais jovens, secundário a enterite ou colite – ciclo vicioso). Depressão, anorexia, aquezia. 44 Dieta inadequada: Baixa ingestão de água, inabilidade de passagem devido dieta pouco digerível (osso, pelo, papel). Comportamental: Estresse, caixa muito suja. Imobilidade prolongada. Defecação dolorosa. Processo obstrutivos extramurais: Aumento da próstata (hipertrofia, abcesso, tumor), estreitamento do canal pélvico (fratura antiga/ desnutrição), tumores • Intramurais: hernia Medicamentosa por diferentes mecanismos: Opioides, diuréticos, anti-histamínicos, agentes anticolinérgicos, sucralfato, hidróxido de alumínio, brometo de potássio, bloqueadores de canal de cálcio • Doenças que afetam o controle neuromuscular do cólon e do reto • hipotireoidismo, disautonomia e lesões da medula espinhal ou nervos pélvicos. Hipocalemia e hipercalcemia Sinais: Hematoquezia escassa, dor abdominal e massa palpável. Diarréia intratável e hipoalbuminemia Diagnóstico: Rx contrastado, US O cólon se torna extremamente dilatada e com hipomotilidade, usualmente de forma irreversível. • gatos de qualquer idade ou sexo, mais frequente em machos de meia idade. Sinais: tentativas improdutivas de defecar e podem apresentar dor. As fezes são secas e duras. Constipação prolongada: anorexia, letargia, perda de peso e vomito. No exame físico a compactação no colón. Limpeza de 2-4 dias. Tratamento Hidrate o animal, remoção das fezes, supositório retal: constipação pouco grave. Glicerina (laxante lubrificante): Sulfosuccinato de sódio (laxante emoliente), bysacordil (laxante estimulante), enema, remoção mecânica das fezes Laxantes: Hiperosmóticos, lactulose (Lactulona®): 0,5mg/ kg BID ou TID (cão), 5mL/ gato TID – dose dependente • Tratamento de pacientes crônicos • Estimulantes – estimula defecação, não amolece as fezes • Bisacodil: 5mg/ gato cd 24h – eficaz. Tratamento contínuo pode ocasionar lesão de neurônio entérico. • Emolientes: • Lubrificantes: constipação pouco grave • Óleo Mineral • Risco pneumonia por aspiração via oral. Melhor via retalIndicativos: Aumento abdominal (hepatomegalia e ascite), iciterícia Aumento que desloca o trato gastrointestinal que estimula o vago, hipertrofia unilateral provocada pela trombose do ramo principal da aorta Aumento da pressão hidrostática, diminuição da pressão oncótica, As células incham e comprometem a circulação, o sangue tem resistência para entrar no fígado e aumenta a pressão hidrostática sangue – interstício, fica mais fácil extravasamento de água Redução da proteína – falta de albumina para manter a água dentro do vaso Alteração da coloração das fezes – acólicas (pálidas) Coagulopatias 45 Obstrução completa do ducto biliar Mau prognostico - ascite, encefalopatia metabólica, desvio venoso Encefalopatia hepática Sinais de disfunção neurológica e mental desenvolvem-se em cães Desvio portossistêmico Fisiopatologia Congênito – presença de vasos embrionários anômalos, Adquirido: Nasce normal porém tem uma hipertensão no sistema porta que desencadeia desvios que não são funcionais, vasos voltam a ter luz e o sangue do sistema porta começa a misturar com a circulação sistêmica Hepatopatias agudas Período de evolução de menos de 2 semanas Ocorre uma perda maciça súbita da massa de hepatócitos previamente normais Lesão tóxica: ação direta ou distúrbios na homeostasia Causas: comprometimento vascular, agentes infecciosos, distúrbios sistêmicos que acometem o fígado (abcessos, amiloidose) Tratamento Nada por via oral, Fluidoterapia (solução de manutenção NaCk 0,5% em glicose 2,5%, repor K), enemas de lactulose Lipidose hepática - elevado catabolismo proteico - Sempre que o animal fica sem comer e perde peso Geralmente é uma causa secundária de diabetes mellitus, miocardiopatia, neoplasia, doença neurológica, pancreatite, PIF, doença renal crônica Hepatite crônica Pancreatite aguda Normalmente as enzimas estão guardadas de forma inativada, no momento certo se ativam, ocorre uma lesão pancreática e sofre autodigestão e ocorre translocação das bactérias, Causas: trauma, cirúrgico, isquemia, hiperlipoproteinemia, drogas, toxoplasmose, idiopática Sinais Anorexia, depressõa, dor abdominal (posição de prece), vômito agudo intenso e diarreia hemorrágica Diagnóstico Lipase e amilase Teste snap Ultrassom Tratamento Restaurar perfusão pancreática Aliviar a dor Jejum Moderada: fluido e dieta Severa: fluido, nada via oral > 5 dias Antieméticos – metoclopramida, cerenia Analgesia – morfina, butorfanol Antibiótico – cefotaxima, sulfa-trimetropim, enrofloxacina O pâncreas perdeu massa pancreática e não produz enzima Diagnostico 46 Aferição da TLI Tratamento Reposição de enzimas – pancreatina Suplementação vitamínica – tocoferol, vitamina K Diarreia persistente- metronidazol, tetraciclina Sinais clínicos Espirro, incômodo no focinho, secreção nasal, secreções oculares, lacrimejamento, respiração com a boca aberta, mau hálito, deformidade facial, assimetria. Causas Vírus, tumores, inflamatórios, alérgicas, fúngicos, pólipos, bactérias, congênitas, parasitas Afecções com manifestações nasais: • Doença periodontal • Defeitos de hemostasia – epistaxe • Doenças sistêmicas – cinomose • Outras afecções respiratórias Calicivirose, rinotraqueíte felina (herpesvirus felino tipo 1), Bordetella bronchiseptica, Chlamydophila felis. Vacina quádrupla – Calicivírus, Herpesvírus, panleucopenia e clamídia. Transmissão Período de incubação média 2 – 15 dias. Calicivirose: Replicação viral na mucosa nasal, faringe, tonsilas, conjuntiva e córneas. Duração 1- 2 semanas. Rinotraqueíte: Replicação viral: nasofaringe duração 2 – 4 semanas. Sinais clínicos Depressão, espirro, descarga nasal e ptialismo (mais intensa no Herpesvírus), conjuntivite (mais comum em Clamídia), ulceração oral (calicivirose), tosse (mais vista em Bordetella). Rinotraqueíte: ceratite ulcerativa aguda crônica, abortos. Calicivirose: estomatites, poliartrite, úlceras crostosas nas extremidades. Bordetella: tosse e linfadenopatia Clamídia: conjuntivite severa aguda ou crônica, linfadenopatia mandibular, Patogenia da Rinotraqueíte Gato susceptível tem contato com animal infectado e vai tender a desenvolver infecção aguda, em 2 a 3 semanas esse animal vai estar normal clinicamente, está latentemente infectado, mas não elimina o vírus. O vírus fica em latência no gânglio trigeminal (Difícil identificar o vírus nesse local), fica passível a reativações intermitentes por estresse e vai 47 causar eliminação do vírus 4 a 11 dias após o fator desencadeante, ficará um período eliminando o vírus e vai voltar ficar clinicamente normal. Não há métodos diagnósticos direto para verificar latência. Patogenia do Calicivírus Animal susceptível tem contato com animal infectado e desenvolve a doença, cura em 30 dias, mas vai eliminar o vírus. 50% dos gatos param de eliminar o vírus, 50% ainda vão eliminar mesmo 75 dias após o processo infeccioso, serão gatos normais, mas carreadores da doença. Esse gato pode eliminar o vírus e ser persistente intermitente (recidivas periódicas), ou ser um crônico persistente (secreções nasais) Diagnóstico Histórico, sinais clínicos, hemograma (neutrofilia com linfopenia discreta), isolamento do vírus por swabs de orofaringe ou conjuntival (IFA), PCR (mais sensível). Tratamento • Limpeza do muco seco: umedecer as crostas com uma gaze com solução fisiológica. • Suporte hídrico – eletrolítico (fluidoterapia); • Nebulização: 15 a 20min, BID (não utilizar acetilcisteína) • Suporte calórico • Descongestionante tópico infantil: oximetaxolina 0,025% (Afrin pediátrico) SID, máximo 3 dias. Efeito rebote: dose cada vez mais elevada para obter o resultado. • Fluidificantes: N-acetilcisteína ou a bromexina • Antibiótico: Iniciais - amoxicilina (22mg/kg BID ou TID), amoxicilina + clavulanato • L-lisina: 550mg/gato BID adicionado nos alimentos • Colírios oftálmicos: cloranfenicol oftálmico, tetraciclina, 3x ao dia por 2 semanas • Antivirais orais: Fanciclovir oral Prognóstico Calicivirose – portadores vacinados apresentam sintomatologia clínica mais amena, porém não previne a infecção ou a disseminação do vírus. Portadores podem disseminar o vírus e são responsáveis pela prevalência do patógeno na população felina. Massa de tecido inflamatório, conjuntivo fibroso e epitélio. Local: nasofaringe e orelha Causa desconhecida Defeito congênito decorrente de restos de arcos branquiais ou resposta a irritação de infecções virais crônicas. Mais comum em gatos. Crescimento pode estar em ouvido médio, sentido ouvido externo e pressiona a membrana timpânica. Sinais clínicos Nasofaringe: respiração ruidosa, espirro, dispneia, mudança de voz, disfagia. No canal da orelha: otite externa, meneios de cabeça, otite média ou interna, nistagmo. Síndrome de Horner: interrupção da via simpática cervical que se estende do hipotálamo ao olho. Sinais: prolapso da 3° pálpebra, ptose palpebral, anisocoria, enoftalmia Diagnóstico Exame físico Radiografia – identificar massa 48 Tomografia computadorizada Histopatologia: processo inflamatório Tratamento Cirúrgico: osteotomia ventral da bula, avulsão 50% recidiva e sequela síndrome de Horner Acomete cavidade nasal e seios nasais, é uma resposta de hipersensibilidade a antígenos ambientais ou alimentares. Cigarros, plantas, perfumes, produtos de limpeza, Caráter sazonal. Sinais clínicos Espirros, secreção mucosa a purulenta, diferenciar de atopia. Diagnóstico Opacidade na radiografia Análise da secreção: resposta eosinofílica Tratamento Retirar a causa Anti-histamínico Corticóide: prednisona 0,25mg/kg Colonização fúngica em cavidadenasal, seio frontal e plano nasal. Aspergilose (mais comum em cães), criptococose (gatos). Grande concentração de esporos e indivíduos imunossuprimido. Espirros, secreção nasal serosa a mucopurulenta Dor, destruição dos turbinados, aumento da densidade irregular em tecidos moles a destruição dos seios frontais e cavidade nasal, Diagnóstico Rinoscopia faz o diagnóstico através da visualização de placas fúngicas em mucosa nasal. Citologia e histologia: evidencia de aglomerados de hifas septadas. Cultura muitas vezes é negativa Tratamento Antifúngico: • Itraconazol 5 mg/kg BID ou 10mg/kg SID 60 a 90 dias. Hepatoxicidade • Clotrimazol tópico 1% lavagens duas vezes por dia por 2 semanas Debridamento cirúrgico Criptococose Sinais clínicos Rinite obstrutiva, secreção mucopurulenta, conjuntivite, crostas, Diagnóstico Citologia com a secreção nasal fresca corada com índia Ink levedura encapsulada, espessa, arredondada ou ovalada Cultura em ágar sabouraud Tratamento Fluconazol 50mg/gato BID 90 dias Itraconazol Pneumonyssoides caninum Parasita hematófago de cães Região nasal causal e seios frontais Transmissão: piolho e pulga Sinais clínicos 49 Espirros violentos, espirros reversos, coçar o focinho, epistaxe, secreção. Diagnóstico Rinoscopia Lavado nasal – ver o ácaro na microscopia Tratamento Ivermectina Bactérias que habitam a cavidade nasal normal, podem se multiplicar rapidamente quando algo interrompe defesa da mucosa normal. Causas secundárias: na ampla maioria dos casos uma complicação. Primária: Bordetella ocorre em gato Sinais clínicos Secreção nasal mucopurulenta Diagnóstico Radiografia não é específica; Cultura: difícil interpretação porque é da flora normal; Coleta com swabs estéril colhidas da área profunda da cavidade nasal; Crescimento de muitos organismos diferentes ou pequeno número de colônia provavelmente é a flora normal. Crescimento de muitas colônias de apenas um ou dois organismos pode representar infecção significativa. Tratamento Causa de base Antibioticoterapia: amoxicilina 22mg/kg a cada 8-12h Sulfadiazina + trimetropim 15mg/kg Duração: Infecções agudas com causa conhecida 7 – 14 dias; Infecções crônicas: prolongado. Não trocar ante de 7 dias de tratamento. Causa idiopática e de ocorrência comum Resposta inflamatória Infiltrado de linfócitos e plasmócitos Suspeitas: irritante ou alérgeno inalado, hipersensibilidade aos fungos comensais Jovens a meia idade, dólicocefálico ou mesocefálico de raças grandes ou Dachshund Sinais clínicos Secreções nasal mucosa mucopurulenta crônica e bilateral. Obstrução por excesso de muco ou edema de mucosa. Diagnóstico Secreção nasal: inflamação neutrofílica ou mista com bactérias. Rinites bacteriana secundárias. Tratamento Doxiciclina 3 a 5mg/kg a cada 12h associada a piroxicam 0,3mg/kg a cada 24h Cães refratários: itraconazol 5 mg/kg a cada 12h durante no mínimo 3-6 meses. Maioria são malignos Epiteliais: adenocarcinoma, carcinoma indiferenciado e carcinomaespinocelular, TVT 50 Mesenquimais: condroma (sarcomas), fibroma (sarcoma) e osteoma (sarcoma) Predisposição: cães mais velhos, dólicocefálicos e mesocefálicos, causa comum de corrimento nasal em dólicocefálicos idosos. Sinais clínicos Apesar da evolução ser usualmente lenta, o diagnóstico muitas vezes é tardio. Secreção serosa a mucosa, hemoptise, espirros, obstrução nasal, deformidade facial, palato duro e arcada dentária. Diagnóstico Imagem: radiografia, rinoscopia, presença de massa com aumento de tecido mole, destruição dos turbinados, osso facial e vômer Confirmatório: histopatológico Tratamento Radioterapia com ou sem cirurgia Distúrbios de laringe Não ocorre a abdução das cartilagens aritenoides Causa obstrução durante a inspiração, aumenta a frequência respiratória, mucosas das aritenoides inflamadas e edemaciada pela passagem forçada do ar e logo mais obstrução durante inspiração Pode ser unilateral ou bilateral Principalmente em cães mais velhos, raro em gatos. Cães sinais neurológicos sistêmicos Causas Congênita: Predisposição hereditária, Husky siberiano, Malamutes e Bull terrier. Adquirida: Lesão cervical, torácica, polineuropatia ou polimiopatia. Idiopática: labarador, Golden retrivers, Sinais clínicos Respiração ruidosa, mudança de latido, tosse leve engasgo, piora após exercício, excitação ou altas temperaturas, grave dificuldade respiratória, cianose e colapso, disfagia, fraqueza de membro, neuropatia periférica Diagnóstico Exame físico, neurológico, hemograma completo, radiografias da cervical e tórax Diagnóstico diferencial – avaliar esôfago Disfunção do esôfago progressiva + paralisia laríngea idiopática = polineuropatia progressiva Perfil bioquímico e função da tireoide: 30% hipotireoidismo em paralisia laríngea adquirida Suplementação da tireoide não resolve os sinais clínicos de paralisia da laringe Exame de laringe: visualização direta da laringe por laringoscopia (endoscopia oral ou transnasal), ultrassom (ecolaringografia), tomografia computadorizada. Falso positivo são comuns devido a influência do anestésico e sedativo sobre a função da laringe. Tratamento de emergência Oxigenoterapia, resfriamento para diminuir a temperatura e a frequência respiratória, minimizar o estresse do animal. Sedativos (acepromazina 0,02mg/kg) Traqueostomia temporária 51 Se for unilateral não é feito procedimento cirúrgico. Mudança ambiental redução de exercício diário. Bilateral: menos desconforto respiratório Narinas estenóticas – buracos do nariz muito pequenos. Prolongamento do palato mole alongado (espesso e flácido) Maior resistência na passagem do ar, maior esforço inspiratório, provocando um fluxo turbulento, aumento da pressão negativa durante inspiração, aversão de sáculos laríngeos e colapso de laringe). Sinais clínicos Respiração ruidosa, boca aberta, dispneia, intolerância ao exercício, cianose e sincope Agravamento: obesidade, exercício e altas temperaturas Ptialismo, engasgo, regurgitação e vômito Tratamento Minimizar fator estimulante Correção cirúrgica 3 a 4 meses de idade antes do aparecimento dos sintomas Traqueia, pulmões, brônquios, bronquíolos Principal sinal: Tosse (tosse na traqueia é mais alta). Sinais inespecíficos: Apatia, anorexia, febre e perda de peso, secreção nasal, ânsia de vômito, vômito mucoso após tosse Animal que tem secreção não pode prescrever antitussígeno. Animal com anemia não tem cianose pois não tem a hemoglobina ligada ao oxigênio para dar a coloração. Déficit de oxigênio; Síncope: por causa de distúrbio respiratório ou distúrbio de ritmo cardíaco. É uma inflamação do revestimento da traquéia Causas Primária: inalação de fumaça Secundária: Pode ter por latido prolongamento, colapso de traqueia, doenças cardíacas crônicas, doenças de orofaringe, alérgico. Sinais clínicos Tosse ressonante, pode finalizar com ânsia ou vômito, reflexo de tosse positivo, linfonodos aumentados. Diagnóstico Poucas alterações laboratoriais; Raio-x: pouco evidente porque a traqueia tem pouco tecido mole. Tratamento Retirar a causa, antitussígenos. 52 – Adenovírus tipo 2, Parainfluenza vírus, Bordetella bronchiseptica, Pseudomonas, Coronavírus respiratório canino. A maioria é não complicada e auto limitante e sem doença sistêmica. Alguns podem ser complicada e ter pneumonia bacteriana secundária: filhotes com menos de 6 meses, cães imunossuprimidos, animais com afecções respiratórias preexistentes (colapso de traqueia, paralisia de laringe ou síndrome do braquicefálico). Bordetella pode ter infecção cruzada cão e gato. Sinais clínicos Tosse súbita, intensae alta produtiva ou não. Diagnóstico Possibilidade de contato com animal infectado (2 semanas). Hemograma – usualmente é normal, alterado em casos severos leucocitose por neutrofilia com desvio a esquerda. Radiografia pulmonar: Suspeita de traqueobronquite complicada. Tratamento Traqueobronquite não complicada • Autolimitante em 2 semanas, repouso, evitar exercícios ou excitação, isolar o animal de outros animais inclusive gatos. • Tratar com antitussígenos: hidrocodona 0,25 mg/kg a cada 6-12h VO, butorfanol 0,055 mg/kg a cada 6- 12h SC, sulfato de codeína 0,5-2,0mg/kg a cada 12h VO, dextrometorfano 1-2 mg/kg a cada 6-8h VO. Traqueobronquite complicada • Antibióticos (Bordetella): Amoxicilina com clavulanato 20- 25mg/kg TID, doxiciclina 5-10mg/kg BID. Mínimo 10 dias, + 5dias após resolução dos sintomas. • Nebulização com gentamicina: 50mg em 3ml de água estéril, por 10 minutos a cada 12h por 3 dias. Estreitamento do lúmen traqueal Os anéis ficam frágeis ao longo dos anos, o animal inspira e a traqueia dobra então tem déficit de oxigênio. Raças toy e miniaturas de meia idade; Enfraquecimento dos anéis traqueais + fatores capazes de iniciar o estado de progressão dos sinais clínicos (substancias irritantes, bronquite, paralisia laríngea, obesidade, insuficiência cardíaca). • Traqueia cervical: durante a inspiração • Traqueia Intratorácica: expiração ou tosse Patogenia Falta de glicosaminoglicano e sulfato de condroetina, reduz a capacidade de reter água da traqueia, reduz a rigidez, amolece os anéis da cartilagem e a traqueia se alarga, fica flácida, tem achatamento dos anéis, estreitamento do lúmen. Sinais clínicos Tosse paroxística (crises de tosse), dispneia, edema traqueal. Diagnóstico Reflexo de tosse positivo, cianose e sincope Auscultação: estertores ou estridor, crepitação na inspiração ou expiração Radiografia: cervical e torácica 53 Tratamento Manejo adequado: prevenir a piora Controle dos sinais clínicos; Antitussígenos: hidrocodona, sulfato de codeína Glicocorticóide: Prednisona Broncodilatadores: Teofilina 10mg/kg a cada 12h Cirúrgico: Stent Emergência: melhorar a ventilação, reduzir edema de laringe e inflamação traqueal, minimizar o estresse do animal, controle de tosse: opioide agonista-antagonistas, usar acepram, usar butorfanol para tosse Enfermidade obstrutiva de inflamação e aumento de produção de muco Sinais clínicos Tosse, chiado, dispneia e espirro Patogenia Hiper-reação a um estímulo, vasoconstrição de musculatura lisa e produção de muco, estreitamento reversível da via aérea, parede fica espessada e diminui a passagem do ar. Broncoconstrição reversível que pode ficar crônico. Causas Agrava por spray, perfume, planta, pólen Evolução de 2 a 3 meses Tosse crônica Causa desconhecia Lesão irreversível por inflamação crônica, aumento na produção de muco, discreta constrição de musculatura lisa. Quadros avançados: Bronquiectasia, doença pulmonar obstrutiva crônica. Diagnóstico Sinais clínicos compatíveis: respiração de boca aberta, reflexo de tosse, aumento do esforço Exame de laboratório: Policitemia e 17 – 46% eosinofilia em asma Exames de imagem: radiografia não é específica, padrão bronquial ou bronquiointersticial, difícil diferenciar asma de bronquite Tratamento Asma e bronquite Oxigenioterapia, porém não pode fazer em animal taquipneico. Broncodilatador: terbutalina Dexametasona 2mg/kg Sulfato de salbutamol 1 borrifada/10-12 movimentos respiratórios Diagnóstico Eliminação dos agentes desencadeadores Resposta de hipersensibilidade a antígenos ambientais: alérgenos inalados ou alimentares. Sinais clínicos Tosse, dispneia, chiados Tratamento Remoção do alérgeno, corticosteroides, broncodilatador. 54 Fisiopatologia Processo inflamatório ao longo do tempo decorrente de insulto infeccioso, alérgenos, irritante ou toxinas inaladas. Inflamação por dano na mucosa, hipersecreção de muco, prejuízo no sistema muco ciliar. Alterações irreversíveis – fibrose Tosse constante. Sinais clínicos Tosse baixa, ruidosa, sem sinais sistêmicos, sibilos, crepitações, secreção Diagnóstico diferencial Colapso de traqueia, endocardiose de mitral, bronquite crônica. Diagnóstico Radiografia pulmonar: padrão bronquial com impressões intersticiais aumentadas Lavado bronquioalveolar Tratamento Cuidados com o manejo Corticoide Broncodilatador: aminofilina Cães jovens com menos de 1 ano Verme adulto vive na crina e no tronco bronquial principal Transmissão: Contato com a mãe Sinais clínicos Ruídos sibilantes inspiratórios, dispneia, tosse Diagnóstico Rx – nódulos Exame de fezes: raros Broncoscopia conclusivo Tratamento Ivermectina 0,4mg/kg A hidratação é importante para o sucesso terapêutico. Colonização de bactérias na via aérea ou no interstício pulmonar. Usualmente ocorrem como complicação de outras enfermidades. Causas As principais bactérias envolvidas são: Pasteurella, Klebsiella, E. coli, Pseudomonas, Staphylococcus, Streptococcus, Bordetella e anaeróbios em pneumonias aspirativas. Causas ambientais, anomalias congênitas (fenda palatina, discenesia ciliar), corpo estranho, digestório, infecciosa (cinomose, calicivírus, erliquiose), imune, neurolocomotor (distúrbios de disfagia – falsa via), nosocomial adquirida em ambiente hospitalar (intubação, anestesia prolongada), respiratória. Corpo estranho: Radiografia focal com padrão alveolar. Decorrente da aspiração de ácido gástrico e/ou alimentos. Causa inflamação química pelo pH e presença de corpo estranho e bactérias. Causas 55 Doença esofágica, vômitos refratários, convulsões, anestesia prolongada e paralisia de laringe. Sinais clínicos Regurgitação, tosse, taquipneia e dispneia, febre, letargia, hiporexia. Na auscultação: sibilo, crepitação, som abafado Diagnóstico Radiografia: Padrão intersticial, alveolar ou misto, presença de consolidação, lobos envolvidos craniais direito e esquerdo e medial direito. Cultura do material obtido na lavagem traqueal ou broncoalveolar. As bactérias mais comumente isoladas são as comensais encontradas na orofaringe. Lavado broncoalveolar Tratamento Desobstruir as vias aéreas, ovigenoterapia, nebulização (água estéril ou salina 0,9% durante 10-20min, 4-6x/dia) Antibiótico inicial Terapia física e tamponagem (descolar as secreções e ajudar na eliminação) Expectorantes (tosse produtiva): guaifenesina Mucoliticos: acetilcisteina (fluimucil) 10mg/kg/12h Não associar expectorante ou mucolíticos com antitussígenos. Influenza canina, cinomose, traqueobronquite, Calicivírus, peritonite infecciosa felina, FIV e FELV. Blastomicose, Histoplasmose e coccidiomicose A maioria são secundárias: metastáticas Tumores mamários e osteossarcomas. Hemoptise, síndrome paraneoplásica, tosse, dispneia, febre, apatia. Embolo sanguíneo que para em algum lugar do pulmão e o animal entra em dispneia aguda severa e imediata. Cardiopatas Pode ocorrer por ascite, coagulação intravascular disseminada Sem sinais do rx, hemogasometria. Tratamento Succinato sódico de prednisolona 10mg/kg Líquido no interstício e depois nos alvéolos 56 Para água fugir do vaso ou tem aumento da pressão hidrostática (força na parede do vaso) ou tem redução na pressão osmótica (baixa de proteínas). Se a pressão está elevada nos vasos, a água escapa. Pode aumentar quando dá muito fluido. Problemas cardíacos Hipoproteinemia (glomerulopatias, enteropatias) Obstrução linfática Alterar permeabilidade do vaso Lesões pulmonares Queimadura, choque elétrico Raio-x Usar diurético, broncodilatador Trauma (atropelamento) Ruptura de capilar e hemorragia alveolarPode ter pneumotórax (perfuração ou lesão celular tão severa que o próprio ar inspirado extravasa e cai na cavidade torácica) ou hemotórax Pulmão perde a complacência total Sinais clínicos Dispneia, dependendo do grau de comprometimento Diagnóstico Radiográfico: Padrão intersticial alveolar Insuficiência renal: Incapacidade de realizar as funções normais desencadeando em um desequilíbrio da homeostase do organismo. Injúria renal aguda: lesão antes de 75% de comprometimento do rim - Ocorre em dias ou semanas; - Ocorre rapidamente; - Lesões reversíveis; - Aumento de tamanho, dor Doença renal crônica: Meses a anos - Lesões irreversíveis; - Perda dos néfrons; - Diminui de tamanho - Pouca diferenciação cortico-medular - Sinais de calcificação - Dificuldade de filtração Marcadores precoces de doenças renais Provas de lesão renal Proteinúria (fatores inflamatórios, secreção) /microalbuminúria; GGT urinário; NAG urinário; Provas de função renal Filtração de função renal; Densidade urinária Dimetilarginina simétrico (SDMA -Idexx) 57 Cistatina C Causas envolvidas Injúria renal: tóxica (medicamentos, hemoglobina, mioglobina), isquemia (cardiopata, desidratação, vasoconstrição, hemorragias, hipertermia, hipotermia, queimadura, Policitemia, trombose vascular renal), glomerulopatia, nefrite Doença renal crônica: injúria renal aguda, glomerulopatias, Amiloidose, cisto renal, síndrome nefrotica Fatores de risco Idade avançada, desidratação, insuficiência hepatica e cardiocirculatórias, hiperadrenocorticismo, diabetes, septicemias, pacientes em terapias intensivas. PU e PD, densidade baixa, disorexia, apatia, vômito. Diagnóstico diferencial: gastrointestinais, hepatopatias, infecciosa, intoxicação, neurológica, corpo estranho Gastropatia urêmica: apatia, úlceras de língua Encefalopatia urêmica Creatinina e ureia Aumento da ureia e creatinina Pré-renal: desidratação; Pós-renal: Processos obstrutivos (cálculos, hematomas, neoplasias). – Acidose Baseado na redução dos valores do pH sanguíneo e concentração de bicarbonato. Patogênese multifatorial: habilidade limitada do rim em excretar íons de hidrogênio e regenerar de bicarbonato Vai estar predisposto a ter acidose metabólica Pode ter arritmias cardíacas Hipocalemia – queda do potássio, fraqueza muscular Hiperfosfatemia Anemia – falta de EPO, sangramento gastrointestinal Hiperparatiroidismo secundário renal: Redução do cálcio sérico e aumento do fosforo Libera o PTH Excreta fosforo, reabsorve o cálcio Diagnóstico IRA – cilindros DRC – raros cilindros Hemograma – normocítica normocrômica – deficiência na produção de hemácias Tratamento Fluidoterapia – ringer, glicose Antiemético Receptores de H+ Estimulantes de apetite Acidose metabólica – bicarbonato Hipocalemia 58 Hematúria, polaciúria, disúria, periúria (xixi em local errado). Predisposição Meia idade, macho castrado, obeso, indoor Fatores associados Caixa higiênica ou de difícil acesso; Redução de atividade; Doença ou confinamento; Redução de ingestão de água; Estresse; Causas Não obstrutiva • Cistite intersticial felina: devido a inflamação neurogênica vai causar lesão na camada de glicosaminoglicano que protege a mucosa, e a urina causa irritação na camada muscular que está desprotegida causando inflamação. Deve ter remissão espontânea em 7 dias. • Urolitíase • Defeitos anatômicos Bexiga pode estar normal ou diminuída, fácil de ser esvaziada por compressão, parede espessada Obstrutiva • Tampões urinários: proteínas, dietas com alto magnésio, alimentos secos, pouca ingestão de água, pH alto • Cistite idiopática • Urolitíase • Infecção + urolitíase Lambe muito a genitália, depressão, fraqueza, desequilíbrio hidro-eletrolítico, hipotermia, bradicardia. Diagnóstico Reduzir estresse – enriquecimento ambiental Dieta: alimentos úmidos, aumentar a ingestão de água Tratamento AINE’s – 3 a 5 dias Corticoide não funciona Analgésicos opioides: tramadol 4mg/kg BID 3 dias Antiespasmódico: oxibutinina 0,5 – 1 mg/animal Glicosaminoglicano: pentosan polisulfato 50mg/kg BID PO Antidepressivo - amitriptilina 5 – 12,5 mg, SID Tampão urinário Acepromazina 0,02 – 0,05mg/kg + butorfanol 0,2 – 0,4mg/kg Alfa 1 agonista: relaxamento da uretra e alivio da dor. É a colonização bacteriana da urina Fatores de risco de ITU Espécies, sexo (fêmea tem mais porque a uretra é mais curta), idade, comorbidades e anormalidades funcionais do trato urinário inferior Escherichia coli Prevalência A doença infecciosa mais comum em cães Gatos machos provavelmente mais acometidos Patogenia 59 Bactéria pode atingir áreas estéreis do trato urinário por via: ascendente, hematológica, linfógena e extensão de tecido adjacente Causa principal: microflora do trato genital ou intestinal Existe um mecanismo de defesa e se o animal desenvolve a infecção urinária deve saber por que as bactérias estão subindo Mecanismo de defesa alterado: • Barreiras anatômicas (presença de tônus aumentado na porção média da uretra e a junção vesículo-uretral, uretelio intacto). • Fluxo físico da urina (animais que urinam pouco). • Flora microbiológica (uso de antibiótico, atua por inibição competitiva microrganismos comensais, localizados: vulva, vagina, prepúcio e uretra proximal, nutrientes, ligação no endotélio nos sítios de ligação (evitando ser levado pelo fluxo), subprodutos tóxicos da flora normal). • Defesa química (Osmolalidade baixa, poliuria – diabetes, hipercortisolismo) • pH extremo, secreções prostáticas e vaginais são bactericidas lipocalin2 • Baixa de IgA, imunoglobulinas secretadas no muco Consequências Septicemias Discoespondilite Urolitíase (infecções urinárias favorecem a urolitíase porque altera o pH, fica muito alcalino pode formar cristais) Incontinência urinária Prostatite/infertilidade Pielonefrite Insuficiência renal Sinais clínicos 80% não tem sinal clínico Polaciúria (a parede da vesícula está inflamada ao passo que começa a encher, o animal vai urinar), disúria, hematúria ou urina com odor desagradável. Nas pielonefrites raramente tem febre ou dor renal. Mas presença de PU/PD. Exame físico: sensibilidade, presença de cálculos vesicais, espessamento de parede, avaliar próstata alterações no exame de urina: aumento do número de leucócitos, proteinúria, hematúria, bacteriúria, dependendo da bactéria vai alterar o pH (Proteus e Staphylococcus), Diagnóstico Cistocentese é melhor Odor fétido, densidade, pH Proteína (processo inflamatório, origem renal) Hematúria, piuria (3 leucócitos/campo - cistocentese) Urocultura, antibiograma Tratamento Avaliar o mecanismo de defesa e escolha do antibiótico fazer mais de uma vez ao dia por conta da excreção ITU simples (<3 episódios por cistite e uretrites) e não complicada: Amoxicilina, amoxicilina + clavulanato, trimetropim-sulfonamida (kcs) Tempo médio de tratamento 7 – 10 dias, urinálise controle ITU complicada Cultura e antibiograma (cistocentese) Pielonefrites ou prostatites (enrofloxacina, marbofloxacin, orbifloxacin, trimetropim), tempo médio de tratamento mínimo 3 – 4 semanas Recorrente: mais de 3 episódios por ano – relapsante (mesma bactéria em menos de 6 60 meses), reinfecção: diferente organismo (fatores do hospedeiro) Inervação autossômica e somática Autossômica: inervação parassimpática – nervo pélvico (S1 – S3) – vesícula urinária Autossômico – involuntária Somático – pensa Autossômico - involuntário Nervo pélvico (S1 – S3) • Vesícula urinária – propagação do estímulo pelo músculo detrusor (bexiga) – contração • Lesão acima de S1 e S3 o animal reserva urinae não contrai o músculo para eliminar a urina Nervo hipogástrico (L1 – L4) - Inervação simpática • Fibras alfa adrenérgicas: inerva uretra e o trígono (esfíncter interno uretral) – contração – favorece ao armazenamento. • Fibras beta adrenérgicas – vesícula urinária – relaxa a vesícula urinária – propagação do estímulo pelo músculo detrusor e favorece ao relaxamento e armazenamento da urina. Somática - voluntária Nervo pudendo (S1 – S3) • Age no esfíncter externo da uretra e mantem a contração • Relaxamento da musculatura pélvica e inicia a eliminação da urina L1 – L4 sai o nervo hipogástrico e inerva o músculo detrusor da bexiga e promove o relaxamento, também inerva o esfíncter interno promovendo a contração da uretra. O nervo pélvico realiza esvaziamento, no músculo detrusor realiza a contração da bexiga e pudendo relaxa a uretra. Fase de armazenamento Dominação simpática autossômica Voluntário: contração m.m. Estriada uretral Involuntário: reflexo espinhal – contração reflexa do esfíncter uretral (palpação, tosse, vômito). Fase de esvaziamento Aumento da pressão intramural – receptores na vesícula urinária Atividade parassimpática. • Neurogênicos: compressão ou degeneração da medula espinhal, nervos pudendo ou pélvico. - Lesões L5 ou abaixo de L5 - NMI Vesícula urinária de fácil compressão Hiporeflexia de esfíncter e mm. Detrusor - Lesões acima de L5 – NMS Reflexo aumentado Vesícula urinária de difícil compressão Esfíncter uretral com hiperexcitabilidade reflexa Bexiga reflexa aparece 5 a 10 dias após a lesão • Distensão excessiva – reduz tônus de detrusor • Dissinergia reflexa - Incongruência do músculo detrusor com o uretral 61 - Animal começa urinar bem, mas por algum motivo o esfíncter começa a fechar antes de terminar de esvaziar a vesícula. - A uretra fecha antes da vesícula urinária começar a comprimir • Distúrbios obstrutivos – cálculos, hiperplasia prostática. • Incontinência inflamatória (por urgência) • Redução de hormônio sexuais • Integridade do tônus do esfíncter externo - pós-castração porque a tonicidade do esfíncter uretral é perdida. • Anormalidades congênitas – uretér ectópico, estreitamento vaginais, persistência do úraco, fistula uretral, pseudo-hermafroditismo. • Incontinência responsiva a hormônio sexuais – piora quando o animal está relaxado. • Bexiga pélvica: incontinência, cães após castração • Urgência ou incontinência inflamatória: incapacidade de controlar a micção diante forte necessidade de urinar, reflexo de micção Relacionada com polaciúria, disúria, estranguria e hematúria. Diagnóstico Idade – idosos é mais frequente Histórico de trauma ou cirurgia – nervos Característica de micção e da urina; Exame físico: bexiga, próstata, vagina Exame neurológico: reflexo perineal – contração do esfíncter e abaixamento da cauda S1 – S3 normais. Exames complementares: urinálise para ver se tem infecção, raio x e teste farmacológico. Tratamento Neurônio motor superior (NMS) • Cateterismo 1 – 10 dias • Após isso compressão manual 3 vezes por dia (NMI e NMS); • Prevenir dermatites (assaduras) – vaselina, Hipoglós, bepantol • Nervos periféricos podem regenerar • Betanecol: parassimpatomimético (efeitos- salivação, vômito, diarreia e cólica) – comprime a vesícula urinária, mas a uretra tem que estar desobstruída Dissinergia reflexa • Fenoxibenzamina (relaxar o esfíncter uretral). - Se o fluxo urinário está fraco, mas contínuo: betanecol - Fluxo intermitente ou fino: Diazepam 2 – 5 mg/kg a cada 8h VO Exemplo: Animal durante a micção inicia jato forte, mas fica estrangulado e não urina mais tendo disuria, o veterinário prescreveu fenoxibenzamina e o animal teve fluxo fraco e continuo, qual o tratamento? Betanecol Incontinência responsiva a hormônios • Fenilpropalamina 1,5 – 2 mg/kg TID (aumentar o tônus do esfíncter uretral). • Reposição hormonal: Dietilestibestrol Distúrbios inflamatórios Brometo de propantelina 0,25 – 0,5 mg/kg BID ou TID VO Distúrbios congênitos: cirúrgico Supersaturado – propício para urolitíase 62 Meio fica mais instável pH altera Potencial para precipitação Tendencia de formar sólidos Maioria na vesícula e uretra Cristal de estruvita não precisa operar, dissolve com a dieta Oxalato de cálcio – cirurgia Formação de urólito • Alta concentração de sais de urina – ingerindo muito um tipo de coisa (minerais e proteínas) • Bebe pouca água • Tempo de estabilidade para formar as concreções • pH favorável (ácido – oxalato, alcalino - estruvita) para precipitação destes sais; • Um centro de nucleação ou núcleo (nidus) para ocorrer a cristalização; • Redução dos inibidores de cristalização (glicosaminoglicanos). • Substâncias que favorecem a adesão e cristalização dos sais: albumina, globulina, mucoproteína de Tamm- Horsfall, proteína hidroxiproline- deficiente • Baixa da reabsorção tubular: cálcio, cistina e ácido úrico • Aumento da produção em infecções bacterianas: íons de fosfato e amônio • Desidratação ou frequência de micção reduzida. Sinais clínicos Dependem: tipo, localização, do tamanho e do numero • Hematúria, polaciuria e disuria • Alteração do aspecto do odor na urina (ITU); • Sinais clínicos em processos obstrutivos trato urinário inferior (bexiga/uretra) • Disúria, polaciúria, tentativa infrutífera de micção, incontinência por excesso, alteração no jato urinário, lambedura da genital. • Processos obstrutivos • Sinais IRA: inquietação, depressão, vômitos, tensão abdominal e resistência a palpação abdominal Diagnóstico Função renal: animais obstruídos – insuficiência pós-renal Urinálise: variável pH da urina: estruvita – alcalina se urease-positiva UTI, Cistina: Ácido, Oxalato, urato, silicato: variável Cristais de cistina são anormais – outros cristais não diagnosticados. US: identificação e diagnóstico diferencial (neoplasias, hematomas) Radiografia: formato, número, densidade - Fosfato de cálcio é o mais radiopaco, depois oxalato de cálcio, silicato, estruvita, cistina, urato mais radiolucente (transparente) Analise das pedras: EUA Diagnóstico diferencial Coágulos sanguíneos, neoplasias, traumatismos, moléstias retroperitoniais Tratamento Animais obstruídos Em risco de morte, prioridade reestabelecer função renal e estabilizar o animal Cateterismo uretral Cistocentese – alívio da vesícula em caso do insucesso na cateterização 63 - Diminui a pressão e facilita a inserção do cateter - Melhora a filtração renal e conforto do animal - Cuidado com rupturas de vesícula Urohidropropulsão reversa (retrogada): - Anestesia e analgesia - cateterização - Obstrui a uretra com o dedo pelo reto para forçar a dilatação, depois tira o dedo e injeta mistura de lubrificante na uretra para empurrar os cálculos para bexiga Auxiliada por cateter - urólitos múltiplos e pequenos Terapia para insuficiência pré-renal fluido/diálise Animais sem obstrução Dietas de dissolução - Estruvita, urato e cistina podem ser dissolvidos Monitore o pH e o sedimento Manter 30 dias após completa dissolução Induzir ingestão de água e promover diurese: dietas úmidas, estimulo comportamental (bebedores, trocar água constantemente, recompensar quando ingere agua e fonte de agua) Induzir ingestão de água e promover diurese - Ingestão de cloreto de sódio - Manter densidade urinaria inferior a 1,025 Retirada cirúrgica – favorece formação de novos cálculos (incisão e sutura) Consequências Um urólito pode: se dissolver, crescer ou tornar inativo ou estável por anos Obstrução persistente em ambos os rins causam uremia Formas cristalinas – dihidratado, monohidratados Dietas mais ácidas; Cães com7 a 10 anos, machos, castrados, obesos Gatos: meia-idade a mais velhos Vida exclusiva em ambiente interno Fatores predisponentes Hipercalciúria • Pós-prandial aumento da absorção intestinal • Redução da reabsorção de cálcio em túbulos renais • Aumento de glicocorticoides • Uso de furosemida • Suplemento vitamínico e mineral • Dietas com muito cloreto de sódio • Linfoma ou hiperparatiroidismo. Hiperoxalúria: chocolate, amendoim, vitamina C Hipocitratúria: redução na excreção de citrato devido uma acidose metabólica Diagnóstico Urinálise: solúvel em pH > 6,5, precipita em pH inferior (ácido a neutro) Radiografia: densidade radiográfica 3 – radiopacidade próxima a do osso. Formas cristalinas: Monohidratados – tendem a ser lisos, redondos e múltiplos, porém gatos podem apresentar superfície irregular e forma de roseta. Di-hidratados – superfície rugosa e em forma de roseta e em número reduzido. Podem ser compostos de ambas formas cristalinas Tratamento 64 Remoção cirúrgica Dieta de prevenção: evitar suplementação de cálcio. Restrição de proteína Citrato de potássio 40 a 75mg/kg BID: persistência de pH <7 Diuréticos tiazinicos diminuem a excreção de cálcio Vitamina B6 Formado por magnésio, amônio e fósforo. Urina estéril: Pode ser provocado por dietas ricas em minerais e proteínas Alteração de pH por medicamentos ou dieta. Infecção urinária: bactérias produtoras de urease, como Staphylococcus e Proteus pode conter bactéria em seu interior: persistência da infecção. Bactéria formadora de urease, favorece a quebra da ureia em amônia e fosfato, a amônia lesiona a camada de glicosaminocliganos e a amônia também e quebrada em hidroxila e amônio. Diagnóstico O pH da urina estará entre neutro a alcalino. Na radiografia, o cálculo é radiopaco apresentará densidade radiográfica: 2,5 (1,0-3,0). Urólitos de estruvita encontrados na bexiga tendem a ser mais lisos, sem corte de arestas, ou facetada, ou piramidal. Urolitíase maiores do que 1 cm sugerem estruvita Tratamento Dieta de dissolução: Restrição de fósforo e magnésio: acidifica a urina pH< 6,5; Alimentos úmidos para aumentar a ingestão de água. Densidade urinaria < 1,020; Pequeno tamanho, superfície lisa e forma arredondada frequentemente relacionada com casos de obstrução uretral. Predisposição Reduzida taxa de conversão de ácido úrico em alantoína Excreção de ácido úrico de 10-60x maior que as outras raças. -Concentração de uricase hepática é normal, por isso suspeita-se de um defeito de transporte Redução na absorção tubular do ácido úrico Redução da concentração de glicosaminoglicanos (GAGs). - GAGs podem combinar com sais de urato (...) reduzindo cristalização. Outras raças relatadas: buldogue inglês, schanuzer miniatura, yorkshire e shitzu Insuficiência hepática - Disfunções portais, como desvio porto sistêmico - Outros: cirrose hepática, displasia microvascular - urato de amônio. 65 A causa mais comum de urato de xantina é a terapia com alopurinol, principalmente cães que recebem dietas ricas em purinas. Diagnóstico Exame de urina - pH: neutro a ácido Radiográfico: cálculo é radiolucente ou discretamente radiopaco, baixa densidade radiográfica: 1,0 (1,0-3,0). Ultrassonografia Urólitos são pequenos, lisos, redondos ou ovoides, e frequentemente, múltiplos. Ao corte, apresenta laminações concêntricas. Cor: Xantina - coloração amarelo, Urato - coloração marrom verdeado. Tratamento Urólitos de Urato Cães sem distúrbios portossistêmicos: Dieta de dissolução - Pobre em ptn e purina (U/D Hills) - Adicionar sal – Cuidado cardiopatas - Hepatopatas: K/D mais proteína - Alopurinol: Inibidor da xantina oxidase Hipoxantina- xantina - ácido úrico Dissolução: 10-15 mg/kg PO q12h Prevenção Dieta com baixa purina para reduzir risco de formação de urólito de xantina - Reação: vômito, erupções cutâneas, hepatite Alcalinização da urina: se necessário para manutenção do pH superior que 7,0 Citrato de potássio: 50 – 150 mg/ kg q12h Bicarbonato de sódio: 25 – 50 mg/ kg q12h Desordem hereditária: alteração na reabsorção da cistina no túbulo renal (metabolismo/ transporte) Cistinúria - predisposição a formação de urólitos Os primeiros sinais: animais adultos (3-6 anos) Predisposição Machos (90%) Diferentes raças Mastiff, Boiadeiro australiano, Dachshund, Buldogue, Chihuahua, etc. Diagnóstico Mais solúvel em pH urinário alcalino (7,0-7,5), portanto usualmente as concreções ocorrem em pH ácido Teste Colorimétrico do Cianeto Nitroprussiato. Em altas concentrações de cistina na urina. Cálculo é discretamente radiopaco apresentando baixa densidade radiográfica: 1,5 (1,0-3,0), sendo necessário contraste. Ultrassonografia: São ovoides, superfície lisa a irregular em cães e rugosa em gatos. Apresenta coloração amarela clara a marrom avermelhado. Tem tamanho variável, mas frequentemente são pequenos e múltiplos. Tratamento Dieta de dissolução: Fornecer dietas reduzidas em proteínas, principalmente metionina (precursora) e cloreto de sódio (sal) - favorece a formação de urina alcalina. Manter pH acima de 7,5 U/D Hills Promovem a diurese: alimentos úmidos, estimular ingestão de água 66 Drogas contendo thiol. Reage com a cistina e forma um composto mais solúvel N-(2- mercaptoropionyl) -glicina (2-MPG, Thiola®): 5-10mg/kg VO BID ou 10 a 30 mg /kg por dia Manter uma concentração de cistina urina abaixo de 200 mg / L. Efeitos adversos: agressão, miopatia, proteinúria, anemia, etc. D-penicilamina: 30 mg / kg / CD 12h É 50 X mais solúvel que a cistina na urina Mais eficaz em neutro a alcalino o pH da urina Citrato de potássio: caso pH da urina < 7. Evitar: bicarbonato de sódio Raro e de causa desconhecida Alimentos contento silicato, glúten de milho, casca de soja ou ácido salicílico Predisposição: Pastor alemão, Labrador e Golden Retriever Diagnóstico pH urinário: ácido a neutro Formato em espículas radiados. Podem ser múltiplos ou poucos. Densidade radiográfica: 2,5. Semelhante a estruvita. Diferenciar de estruvita e urato de amônio Tratamento Remoção cirúrgica Dieta de Prevenção Restrição de silicato e urina alcalina (U/D Hills) Adicionar Sal 0,5 – 1,0 g/d (1/8 a ¼ colher de chá) Melhorar a qualidade da dieta do animal Evitar ingestão proteínas de plantas: soja, glúten de milho e de terra Indução de poliúria com ingestão de NaCl: benefício duvidoso Adicionar Sal 0,5 – 1,0 g/d (1/8 a ¼ colher de chá) O controle do pH urinário não é reconhecido como tratamento. São incomuns puro em cães e gatos, encontrado como em pequena quantidade em outros urólitos, como de estruvita e oxalato de cálcio. Formas cristalinas Mais comuns: Hidroxiapatita e brusita (fosfato de cálcio hidrogénio di-hidratado) Menos comuns: Ortofosfato tricálcico (Whitlockite), e fosfato octacálcico. Distúrbios metabólicos: Hiperparatiroidismo primário, acidose tubular renal, dieta excessiva cálcio e fósforo e/ou acidificante. Diagnóstico São radiopacos, semelhante ao oxalato de cálcio. Hidroxiapatita: pH varia de normal a alcalino com tamanho pequeno e formato variável. Brusita: pH ácido e liso redondo ou piramidal. Tratamento Clínico: urohidropropulsão ou Técnica de Auxiliada por cateter Cirúrgico: Pode ser desnecessário para urólitos clinicamente inativos. 67 Urina altamente concentrada + hematúria pode favorecer a formação de coágulos sanguíneos. Coágulos sanguíneos mineralizadas pode permanecer inativo por longos períodos Dieta de prevenção com restrição de Ca e P (UD Hill´s). Aumentar ingestão de água e aumenta fluxo urinário.