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GENÉTICA INTRODUÇÃO Genética: determinação do sexo cromossômico (XY ou XX), que é estabelecida na fertilização. Gonádica: diferenciação das gônadas em testículos ou em ovários. Genitália interna e externa: diferenciação sexual secundária, que consiste na resposta de inúmeros tecidos aos hormônios produzidos pelas gônadas para completar o fenótipo sexual (pênis ou vagina). OBS.: Quem determina a formação dos genitais são os hormônios. (masculino = testosterona) e (feminino = estrogênio). OBS.: Até a sexta semana de gestação, a glândula é ambipotente, acabou de ser formada, ou seja, está indiferenciada. A partir dessas semanas ela irá começar receber estímulos dos cromossomos sexuais. CROMOSSMO Y Na meiose masculina, os cromossomos X e Y normalmente emparelham por segmentos nas extremidades do braço curto e passam por recombinação (crossing-over) nessa região. Esse segmento é na região pseudoautossômica (região homóloga do X e Y). Parte que não determina o sexo, já que são iguais. Porém, logo, a baixo está localizado o gene SRY, então, se o crossing-over tiver um erro na hora da recombinação, pode acabar afetando o gene determinador sexual, assim, causando a genital ambígua. Isso acontece no testículo, durante a meiose masculina, para a formação do espermatozoide. O homem terá uma DDS (distúrbio de desenvolvimento sexual). Gene SRY/TDF (sex region Y) = região determinante do sexo masculino. Principal gene para formação do sexo masculino, tem outros, mas ele é o mais importante, é o que começa. AMBIGUIDADE GENITAL Sempre que ofereça dificuldade para o médico atribuir o sexo a uma determinada criança, se caracteriza como genitália. É uma emergência médica. É fundamental um diagnóstico precoce, antes do estabelecimento da identidade sexual social e psicológica. OBS.: a criança não pode ser registrada até esclarecer o seu sexo. CROMOSSOMOS SEXUAIS Na espécie humana, o genótipo feminino é 44A + XX, e os masculino 44A + XY. As mulheres produzem apenas um tipo de gameta, todos com os cromossomos X. Os homens produzem dois tipos de gametas, cromossomo X e a outra metade cromossomo Y. OBS.: Por isso, os homens são heterogaméticos e as mulheres são homogaméticas. DETERMINAÇÃO SEXUAL Genética (cromossômica): Presença ou ausência do cromossomo (Y, XX ou XY). Fator Determinante Testicular (FDT) em Yp. SRY (região determinante do sexo no Y), Yp11.3 OUTROS GENES Outros genes relacionados à diferenciação sexual: DAX1 em Xq21 SOX9 em 17q WT1 em 11p13 DMRT1 em 9p24 DISTÚRBIOS DA DIFERENCIAÇÃO SEXUAL – DDS Conceito: Distúrbio da Determinação e/ou diferenciação sexual: • Sexo genético • Sexo gonodal • Sexo fenotípico Distúrbio da diferenciação: DDS ovotesticular DDS 46 XX DDS 46 XY Distúrbio da diferenciação genitália externa masculina: Hipospádia Defeitos congênitos do trato genital interno feminino. DDS OVOTESTICULAR Hermafroditismo verdadeiro Causas: aberrações estruturais do cromossomo Y Tecido ovarino e testículo na mesma gônada (ovotestis). Genitália ambígua 46XY sem o gene SRY (maioria dos casos) DDS 46 XY Pseudo-hermafroditismo masculino Gônadas: testículos (testosterona normal) Fenotipicamente mulheres Genitália externa feminilizada ou ambígua Síndrome de insensibilidade androgênica: Incidência: 1 em 20.000 Testículos: secretam andrógenos normalmente, falta de resposta do órgão alvo aos andrógenos. Defeito molecular: deleção completa ou mutação do gene receptor de andrógenos (AR- Xq12): falha na transcrição dos genes alvos da diferenciação da genitália masculina. DDS 46 XX Pseudo-hermafroditismo feminino Gônadas: ovários Genitália externa masculinizada ou ambígua Biossíntese do cortisol: superprodução de esteroides com atividade androgênica (deficiência da 21-alfa-hidroxilase): hiperplasia adrenal congênita. hiperplasia adrenal congênita: Mutação no gene CYP21A2 6p21.33, resultam na deficiência de uma enzima, 21-alfa- hidroxilase, que impede a síntese do hormônio cortisol. Produzido pelas suprarrenais. Desenvolvimento normal dos ovários, mas produção excessivas de andrógenos (testosterona), que a masculinização da genitália. Ocorre 1 em cada 17.000 OBS.: Azoospermia e oligopermia Infertilidade DIAGNÓSTICO DDS Exame físico: gônadas (localização, tamanho); falus (tamanho); meato uretral (posição). Exame de imagem: ultrassonografia abdominopélvica Exame de sangue e hormonais Exame do cariótipo e do sequenciamento OBS.: Equipe multidisciplinar: endocrinologia pediátrica, genética, cirurgia pediátrica, urologia/ginecologia, psicologia/psiquiatria, jurídico e assistente social.