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SMI II – PED ANOMALIAS GENITAIS 1 Anomalias genitais 1. FIMOSE · Incapacidade de retrair o prepúcio pela presença de um anel prepucial. A fisiológica vai impedir a retração, mas até certa idade. Se depois dela não for possível retrair o prepúcio vamos chamar de fimose. · Não confundir com aderências balano-prepuciais – principal diagnostico diferencial de fimose em crianças muito pequenas. Todas as crianças têm essa ‘cola’ da pele com a cabeça do pênis. Muitas vezes não consegue retrair o prepúcio por conta dela. Na fimose é possível ver o anel prepucial. · Após o nascimento existe a fimose fisiológica. · 90 % dos prepúcios se tornam retráteis com 3 anos – pode observar a criança e evita cirurgias precoces. · 1 % dos jovens após 17 anos apresentam fimose. · Congênita (primária) ou adquirida (secundária – principalmente quando começam a ter vários machucados no prepúcio, que vai cicatrizando e perde a mobilidade, por isso é contraindicada a retração forçada). · Diagnóstico clínico – verificar a presença do anel prepucial. 1.1 Tratamento · Postectomia ou circuncisão · Após 2-3 anos de idade · Antes se: postites de repetição (inflamações repetidas no prepúcio), PARAFIMOSE, ITU de repetição – questão de prova · Retração prepucial forçada deve ser evitada para evitar cicatriz e fimose secundária. · Tratamento clínico – facilita a movimentação da pele · Somente para fimose primária (em crianças muito novas) ou aderências balano-prepuciais · Cremes à base de betametasona com hialuronidase (postec): 2X dia 4 – 8 semanas; sucesso ~ 80%; recidiva em torno de 17% 1.2 Parafimose · Complicação da fimose – pele que retrai e não consegue levar. A microcirculação fica prejudicada, levando a formação de edema que impede retornar a pele. · Emergência – se for parafimose recente (30min), tenta fazer a manobra de redução (empurra a glande e puxa a pele para cobrir a glande novamente). Se não funcionar, faz um corte pequeno em cima do anel de fimose, o que vai facilitar a manobra de redução (postotomia). Se não conseguiu resolver com nenhuma dessas abordagens = postectomia. · Edema agudo · Isquemia e necrose prepucial · Tratamento: manobra de redução; postotomia; postectomia. 2. HIPOSPÁDIAS · Implantação do meato uretral fora de sua posição normal e na superfície ventral do pênis. O meato uretral externo se localiza na ponta da glande. Toda situação em que o meato estiver localizado na face ventral (desde o períneo até o escroto, transição da raiz do pênis com o escroto) · Difere de epispádia que é a implantação do meato uretral na face dorsal do pênis. · Ambos sexos: 1:125 meninos · Falha da fusão das lâminas uretrais · Falha ação da DHT · Sexo Masculino: distais = 80% (subcoronal é mais comum); proximais = 20% 2.1 Classificação · As distais (mais perto da ponta do pênis) são as mais comuns e menos graves 2.2 Hipospádias distais · Acompanha-se dos seguintes elementos: capuz dorsal (má distribuição da pele do prepúcio), corda ou chordee, curvatura peniana e estenose de meato. · Pode haver: prejuízo de micção, prejuízo de ejaculação e prejuízo da estética. 2.3 Tratamento cirúrgico · Por volta de 6 aos 18 meses de idade – leva o meato mais próximo da glande possível Hipospádias distais Hipospádias proximais · Técnicas de avanço uretral · Tubulização – Mathieu · Tubulização – On lay · Reparo com tecido de outro sítio (mucosa oral) · Reparo em 2 tempos 3. COMPLEXO EXTROFIA-EPISPÁDIA · Defeito de parede abdominal inferior 3.1 Epispádia · Implante anormal do meato uretral na face dorsal do pênis · Menos comum que a extrofia 3.2 Extrofia vesical · 1:30.000 – 1:50.000 · Abertura anormal da bexiga na parede abdominal por fechamento incompleto da parede inferior do abdome. · Sexos masculino e feminino · Masculino >> feminino 3.3 Complexo extrofia-epispádia – elementos · Exposição da parede posterior da bexiga na parede abdominal · Epispadia · Displasia de músculos do assoalho pélvico · Pênis curto ou clitoris bifurcado · Afastamento (diástase) do pube e rotação lateral dos acetábulos - Os ísquios estão afastados e o púbis não está unido, não tem a cintura púbica. 3.4 Tratamento cirúrgico A extrofia de bexiga requer um reparo cirúrgico que pode ser em um único tempo ou em estágios. As reconstruções objetivam conseguir os seguintes resultados: 1. Fechamento da bexiga e da parede abdominal, 2. Reconstrução da uretra, 3. Preservação do rim, 4. Preservação da função sexual, 5. Oferecer um aspecto estético satisfatório para a genitália, 6. Oferecer continência urinária. Há usualmente 3 estágios de reconstrução: · 1o estágio – Fechamento da bexiga e do abdome (24-48 horas de vida). · 2o estágio – Reparo da epispádia (2-3 anos de vida). · 3o estágio – Correção da incontinência urinária (4-5 anos de vida). · Imagem 1: o meato não está na ponta, está localizado na superfície ventral = hipospádia distal. · Imagem 2: complexo extrofia vesical-epispádia · Imagem 3: no meio do escroto tem uma abertura, que é uma hipospádia proximal.