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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE EDUCAÇÃO 
CURSO DE PEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
OS DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE NA ATUALIDADE 
 
 
 
 
 
Maria Janete Nogueira Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARTINS - RN 
2016 
Maria Janete Nogueira Silva 
 
 
 
 
 
 
 
OS DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE NA ATUALIDADE 
 
 
 
 
 
 
Artigo Científico apresentado ao Curso de 
Pedagogia, na modalidade à distância, do 
Centro de Educação, da Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte, como 
requisito parcial para obtenção do título 
de Licenciatura em Pedagogia, sob a 
orientação do professor Ms. Hélder 
Pacheco de Medeiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARTINS - RN 
2016 
OS DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE NA ATUALIDADE 
 
 
Por 
 
 
Maria Janete Nogueira Silva 
 
 
Artigo Científico apresentado ao Curso de 
Pedagogia, na modalidade à distância, do 
Centro de Educação, da Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte, como 
requisito parcial para obtenção do título 
de Licenciatura em Pedagogia. 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
____________________________________________________ 
Ms. Hélder Pacheco de Medeiros (Orientador) 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
 
_____________________________________________________ 
Profª. Antônia Costa de Andrade 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
 
______________________________________________________ 
Profª. Hiltnar Silva Muniz Rochael 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
4 
 
 
OS DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE NA ATUALIDADE 
 
SILVA, Maria Janete Nogueira
1
 
MEDEIROS, Helder Pacheco
2
 
 
RESUMO 
 
Uma reflexão atual sobre a prática docente traz a tona uma série de desafios que os 
professores precisam superar para promover uma educação de qualidade. O estudo 
realizado nesse artigo objetiva elencar e discutir os principais desafios impostos 
atualmente à prática docente, analisando quais desses desafios estão presentes no 
dia a dia dos professores dos anos iniciais de duas escolas do município de Martins, 
Rio Grande do Norte: o Centro Educacional Raimunda Barreto e a Escola Estadual 
Almino Afonso. Para desempenhá-lo, realizou-se uma revisão bibliográfica de 
estudos já realizados que abordam essa temática, elaborando assim um referencial 
teórico capaz de fundamentar o estudo realizar. Logo após realizou-se uma série de 
entrevistas com os cinco professores dos anos iniciais que lecionam nas escolas 
acima descritas. Os resultados alcançados mostram que os professores do 
município de Martins encontram desafios semelhantes aos encontrados pelos 
demais professores brasileiros: desvalorização da profissão, indisciplina dos alunos, 
superlotação das salas de aula, ausência da família na escola, dentre outros. Porém, 
tais professores buscam sempre estratégias para superar tais desafios e ofertar 
sempre a melhor educação possível para as crianças do município de Martins. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Docência. Educação. Desafios. 
 
ABSTRACT 
 
A current reflection on teaching practice brings up a series of challenges that 
teachers need to overcome in order to promote quality education. The study carried 
out in this article aims to present and discuss the main challenges currently faced by 
teachers, analyzing which of these challenges are present in the daily life of teachers 
from the initial years of two schools in the municipality of Martins, Rio Grande do 
Norte: Raimunda Educational Center Barreto and the Almino Afonso State School. 
To perform it, a bibliographical review of studies already carried out that approached 
this theme was carried out, thus elaborating a theoretical framework capable of 
supporting the study. Soon after a series of interviews with the five professors of the 
initial years that they taught in the schools described above were realized. The 
results show that teachers in the city of Martins find challenges similar to those found 
by other Brazilian teachers: devaluation of the profession, lack of discipline of 
students, overcrowding of classrooms, absence of family in school, among others. 
However, such teachers always seek strategies to overcome such challenges and 
always offer the best possible education for the children of the municipality of 
Martins. 
 
 
1
 Graduanda do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Email: 
janetecursopedagogia@hotmail.com 
2
 Mestre e Professor da Escola de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 
Professor Orientador do Curso de Pedagogia EAD – UFRN. E-mail: helder_pacheco@hotmail.com 
5 
 
 
KEYWORDS: Teaching. Education. Challenges. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Quando nos propomos a refletir sobre a função do docente na sociedade 
moderna, nos deparamos com inúmeros obstáculos impostos a sua prática 
pedagógica. O novo contexto educativo tem exigido do professor novas 
competências, habilidades e atitudes, especialmente nos anos iniciais da educação 
básica. 
Prado et al (2013) destaca que, nesse cenário, o docente necessita ir além, 
ultrapassando uma fundamentação técnica e fragmentada, para agir em situações 
novas e problemáticas, que conduzam as ações decisórias e a capacidade de 
iniciativa, através de uma postura flexível, permeada por uma visão sistêmica e 
estratégica. 
Essas novas situações representam desafios para a prática docente. Prova 
disso é que, no dia a dia do professor, surgem contratempos capazes de prejudicar 
a construção de conhecimentos, bem como o processo de ensino-aprendizagem. O 
espaço, o mobiliário, os materiais didáticos, a indisciplina dos alunos, a falta de 
planejamento e a ausência da família na escola são alguns dos fatores presentes 
nos atuais contextos escolares que criam desafios para os docentes. 
Diante desse cenário, realizou-se uma pesquisa com os professores dos anos 
iniciais de algumas escolas do município de Martins, Rio Grande do Norte, que se 
propôs a conhecer quais são os principais desafios enfrentados por eles ao 
desempenharem sua prática pedagógica. 
Discutir tais enfrentamentos se fez importante e necessário, tendo em vista o 
constante surgimento de novas situações problema para os docentes solucionarem 
e superarem. 
O objetivo principal desse estudo foi elencar e discutir os principais desafios 
impostos atualmente à prática docente, analisando quais desses desafios estão 
presentes no dia a dia dos professores dos anos iniciais de duas escolas do 
município de Martins, Rio Grande do Norte: o Centro Educacional Raimunda Barreto 
e a Escola Estadual Almino Afonso. 
Além do objetivo central, desejou-se ainda entender a visão dos professores 
no que se refere ao papel que a escola, a família e o governo exercem nesse 
6 
 
 
cenário dificultoso; entender como os professores buscam agir quando se deparam 
com alguma situação problemática; e traçar um paralelo entre a educação de hoje e 
a educação ofertada no passado. 
Para alcançar esse objetivo, foi realizado inicialmente um levantamento 
bibliográfico, analisando artigos, revistas, livros e periódicos que tratam sobre o tema 
escutado. Em seguida, foi realizada uma série de entrevistas com cinco professores, 
constante de questões que serão capazes de sanar as dúvidas apontadas nos 
objetivos gerais e específicos. 
Encerrada a pesquisa, os resultados foram capazes de responder a seguinte 
problemática: quais os principais desafios encontrados pelos professores de seres 
iniciais que atuam nas escolas do município de Martins/RN? 
 
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
O PAPEL DA ESCOLA NO CONTEXTO ATUAL 
 
 A sociedade pós-moderna trás por marcas avanços de todos os tipos. Seja na 
comunicação e na informática, seja nas transformações tecnológicas e científicas, o 
avanço tem chegado cada vez mais rápido, e assim sendo, tem exigido da 
sociedade uma capacidade muito maior de adaptação. Sendo a escola o centro de 
formaçãode tal sociedade, esse avanço não poderia deixar de afetar o seu 
cotidiano. De tal modo, é inquestionável o fato de que o papel da escola no contexto 
atual tem se modificado. 
 Oliveira et al (2006, p. 4) destaca que a atitude nesse novo contexto deve ser 
de intensificar cada vez mais os investimentos com educação “com o intuito de 
enfrentar os desafios e o avanço acelerado da ciência e da tecnologia, da 
mundialização, da economia, da transformação dos processos de produção, do 
consumismo e do relativismo moral.” 
 Em um ambiente de mudanças tão tangentes, como este pelo qual passamos, 
o objetivo da educação, e assim o sendo também das escolas, precisa ser 
repensado. Neste cenário crítico, as escolas precisam propor e dispor uma formação 
abrangente, capaz de compreender o ser humano em sua totalidade, envolvendo 
não só suas dimensões cognitivas, mas também suas dimensões físicas, sociais e 
econômicas. (LIBÂNEO, 2001) 
7 
 
 
 Há, porém, pensadores que defendem outra vertente. Veiga (2000) afirma 
que os problemas da educação – que refletem no dia a dia das escolas – são 
sociais, portanto ao invés de apenas propor mudanças para a educação em si, deve-
se buscar realizar mudanças na própria sociedade. 
 O fundamental, no entanto, é que independente da vertente abraçada, fato é 
que o objetivo da educação hoje necessita ser diferente. Não se pode mais pensar 
escolas ou educação básica do mesmo modo como se pensava antigamente. 
Quanto a esses objetivos, Libâneo (2001, p. 84) propõe a discussão alguns deles, 
vendo-os como fundamentais para a estruturação de uma nova educação básica. 
São eles: 
 
Preparação para o mundo do trabalho em que a escola se organize 
para atender às demandas econômicas de emprego; Formação para 
a cidadania crítica, formando um cidadão-trabalhador capaz de 
interferir criticamente na realidade para transformá-la; Preparação 
para a participação social fortalecendo os movimentos sociais com o 
objetivo de viabilizar o controle público não estatal sobre o Estado; 
Formação ética que explicita valores e atitudes por meio das 
atividades escolares, para uma formação quanto a exploração que se 
mantém o capitalismo contemporâneo. 
 
 Diante de tais objetivos, surge portanto a necessidade de uma nova escola, 
não podendo esta ser mais apenas um ambiente para transmissão de informações. 
É preciso que as escolas transformem-se em locais de análises de mundo, bem 
como de formação de críticas frente aos problemas da sociedade. É isso que o 
mundo atual exige da educação. 
 Considerando os professores como agentes que promovem essa educação, é 
preciso que eles mudem a sua prática. Essa mudança, infelizmente, tem aparentado 
ser o grande desafio atual para a docência. Sobre isso, analisaremos mais a fundo 
em seguida. 
 
DOCÊNCIA: O CONTEXTO IDEAL VERSUS A REALIDADE DO TRABALHO 
 
 A figura do professor sempre foi entendida como necessária. Ao professor, 
coube desde os mais remotos tempos a tarefa de garantir a emancipação pelo 
saber, transmitindo conhecimentos e criando ambientes propícios para a 
argumentação e para a criação de ideias. Sócrates, famoso pensador grego, 
8 
 
 
acreditava ser função do professor persuadir, seduzir as mentes mais jovens, 
criando neles uma fome de conhecimento capaz de fazer a sociedade progredir. 
 No contexto atual, Gauthier e Martineau (1999) ainda defendem a ideia de 
Sócrates. Para eles, o professor continua tendo como principal função persuadir o 
jovem, despertando nele o desejo de aprender. E essa persuasão vai além da 
técnica, sendo também um trabalho emocional. Cabe ao professor ouvir seu aluno, 
estimulá-lo a dialogar e a utilizar o seu raciocínio para construir o seu saber. É nesse 
ponto que a prática docente começa a encontrar dificuldades. 
 A prática docente sofreu influência durante a história. Uma dessas influências 
merece um destaque especial: o início da modernidade. Como é de saber comum, o 
período da modernidade foi marcado pelo surgimento das fábricas. Estas passaram 
a exigir uma prática de ensino mais especifica. Era necessário que, ao terminar os 
estudos, as pessoas possuíssem um currículo mínino, capaz de preparar os 
estudantes para o novo mercado de trabalho. (SAVIANI, 2006) 
 O autor acredita ter sido nesse período que a ênfase do ensino deixou de ser 
exclusivamente a aprendizagem e passou a ser o alcance de pontuações e de 
resultados. 
 De lá para cá, a prática docente tem se afastado cada dia mais do contexto 
de sedução defendido por Sócrates. Os professores têm encontrado grandes 
dificuldades em sala de aula. Em 1992, Corina Dotti apresentou um estudo que 
apontava uma triste realidade para a educação brasileira. Frente a essa realidade, a 
autora apontava a necessidade que a sociedade possui de encontrar, como saída, 
um culpado para tal situação. Dotti (1992, p. 24) diz que: 
 
De início, projeta-se a culpa sobre a família e o aluno. Mas não para 
por aí. A procura vai além, chegando a recair sobre o professor e a 
escola. Nossa categoria [de professores] passa por uma 
desvalorização. Para a sociedade, somos incompetentes, 
descompromissados. A culpa está em todos, menos no poder que 
gera toda essa situação. 
 
 É nesse ponto que a classe pedagoga se encontra atualmente. Os 
professores sentem-se desvalorizados, desrespeitados. A estrutura de governo não 
facilita a prática docente, e assim sendo, prejudica a educação do país. 
 Para Arroyo (2004), a teoria aprendida na faculdade não prepara os futuros 
professores para com o que realmente vão se deparar. Durante o curso, os 
9 
 
 
discentes não entram em contato com o real contexto das escolas. Assim sendo, ao 
ingressarem nas escolas, esses estudantes se sentem perdidos, pois as imagens 
que possuíam da educação e das escolas diferem em muito do que eles têm que 
lidar. 
 
A identidade profissional do professor 
 
 Comentado o contexto no qual a prática docente está inserida, vale comentar 
também o modo como está se dá atualmente a identidade profissional do professor. 
Vianna (1999, p. 52) afirma que: 
 
A identidade é um processo de construção histórica reajustada ao 
longo das diferentes etapas da vida e de acordo com o contexto no 
qual a pessoa atua. É uma construção que exige constantes 
negociações entre tempos diversos do sujeito e ambientes ou 
sistemas nos quais ele está inserido. 
 
 O modo como o professor se identifica depende do contexto no qual ele está 
inserido. As possibilidades, as problemáticas, os suportes e as obrigações definem a 
identidade profissional de um professor. Nesse sentido, Pimenta (2002, p.7) 
comenta que: 
 
A identidade profissional do professor se constrói a partir da 
significação social da profissão. Constrói-se também, pelo significado 
que cada professor, enquanto ator e autor, confere à atividade 
docente de situar-se no mundo, de sua história de vida, de suas 
representações, de seus saberes, de suas angústias e anseios, do 
sentido que tem em sua vida: o ser professor. Assim, como a partir 
de sua rede de relações com outros professores, nas escolas, nos 
sindicatos, e em outros agrupamentos. 
 
 Considerando então que a identidade do professor é construída através da 
significação social da profissão, podemos afirmar que a construção dessa identidade 
passa por momentos difíceis. 
 Prado et al (2013, p. 6) contextualizam a prática docente em um ambiente 
problemático. Dentre as dificuldades do cenário docente, destacam-se “as 
dificuldades na interação social com os grupos onde trabalha, a insatisfação com as 
condições de trabalho, a desvalorização social e os sentimentos de insegurança em 
relação à sua integridade física.” 
10 
 
 
 Unido a esse cenário estão as políticas públicas para a educação e o próprio 
posicionamento do Estado, que por meio de suas práticas acaba criando um cenário 
de incerteza para o professor. Sobre esse assunto, os autores continuam 
comentando:As reformas políticas educacionais implantadas pelo Estado 
elaboradas sem nenhuma participação dos professores cabendo a 
eles apenas executar, sem direito a refletir e discutir sobre relações 
que trarão conseqüências diretas para o seu trabalho vêm causando 
mudanças no cotidiano docente. O fazer do professor, sua autonomia 
e a identidade docente, que também está intimamente atrelada à 
instituição escolar, vêm sofrendo com essas decisões políticas da 
educação. 
 
 Embora se propague o contrário, o fato é que o contexto atual é de desafio. 
Atualmente, o professor atua mais como “ensinante” do que como educador. O 
professor vem perdendo espaço e respeito. Já não possui mais autonomia sobre sua 
sala de aula e convive diariamente com a sensação de “mãos atadas”, vendo muito 
pouco espaço de manobra. O desejo de inspirar já não é mais correspondido. A 
identidade profissional do professor está em crise. As pessoas não desejam mais 
serem professores. Ao contrário, se compadecem dos que desenvolvem essa árdua 
missão. (ARROYO, 2004) 
 
O ENSINO, O ALUNO E O TRABALHO DO PROFESSOR 
 
 A educação é um elemento fundamental para o ser humano, e a sua prática 
existe desde muito antes da sua formalização. Como exposto, o papel do educador 
remota de tempos antigos, do contexto grego. 
 Saviani (2013, p. 19) afirma que o papel do educador enquanto pedagogo 
está fundamentado na condução ao saber e à cultura. Nesse sentido, a escola 
passa a ser a instituição responsável por tal ensino e prática. Para o autor “cabe à 
escola a identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos 
indivíduos, concomitantemente à descoberta das formas mais adequadas para 
atingir este objetivo.” 
 As ideias de Saviani corroboram com o pensamento já expresso por Paro 
(1993). Em sua obra, o autor propaga que a prática pedagógica se expressa como 
ação, reflexão e transformação do sujeito que dela participa. Não é estática, mas sim 
11 
 
 
passível de mudança e adaptação. O autor quer dizer que a prática pedagógica tem 
o poder de se renovar diariamente, no contexto de sala de aula. Nesse sentido ele 
escreve: 
 
Nesse processo humano-social, a aula é momento privilegiado de 
transmissão/assimilação, em que algo permanecerá para além do ato 
de aprender. A transformação do aluno passa dessa forma pela sua 
condição não passiva e humana. Ele tem um papel no processo de 
produção pedagógico e dele participa na condição de produtor e co-
produtor. (PARO, 1993, p. 103) 
 
 Cabe destacar que essa troca de interação favorece tanto o aluno quanto o 
professor. O aluno serve para o professor de reflexo do contexto atual e assim 
sendo atua como elemento capaz de nortear o seu trabalho. A interação professor-
aluno permite que o professor aperfeiçoe sua prática, crescendo assim como 
profissional. E tal pensamento nunca foi tão atual. 
 Como mencionado, a realidade de sala de aula é um dos fatores que mais 
assusta o professor recém formado. A faculdade prepara os pedagogos para a 
teoria, mas a é no contexto de sala que aprendemos a prática. Ter, portanto, a 
capacidade de – lidando com o aluno, aprendendo com ele – criar um ambiente 
próprio e que, mesmo nas adversidades, é capaz de educar, é um dos desafios 
incumbidos aos professores da contemporaneidade. 
 Ressalta-se porém que a prática pedagógica composta somente de artifícios 
não é somente abstratos. Hagemeyer (2004, p. 73) destaca que: 
 
O ensino, como ofício, é um conjunto de tarefas técnico-didáticas, 
decorrentes do conhecimento científico e de relações humanas 
estruturadas de determinada maneira na escola. O planejamento 
individual e coletivo, o contato com pais, participação de comissões, 
reuniões, elaboração de relatórios e informes escritos etc. engendra 
um mosaico de atividades que, na vivência de cada profissional, se 
organiza e ganha significado. 
 
 Considera-se aqui que o professor, no exercício de seus atributos, é capaz de 
vivenciar ambos os aspectos, e que a sua prática docente será tão mais fácil quanto 
for o seu entendimento da importância de ambos os aspectos destacados. O 
professor precisa, para alcançar sucesso, dominar tanto a arte de ensinar quanto a 
de formar. Ser capaz de enxergar os aspectos intangíveis de seu dia a dia, mas 
12 
 
 
também de saber lidar com as técnicas necessárias para realizar de modo 
satisfatório o seu trabalho. 
 Baseado nesse contexto, Sacristán (1999, p. 48) escreveu: 
 
Esclarecer as finalidades assumidas para a escolarização e descobrir 
como são vivenciadas na prática docente é penetrar nas razões mais 
profundas da ação da educação formal institucional. Nada, nem o 
pensamento cientificista e sua especialização fragmentária, é mais 
importante do que a função para a qual acreditamos que as escolas 
existem, já que sua razão de ser tem a ver com um projeto cultural e 
político. Os professores são principalmente agentes culturais e suas 
posições, aquilo que desenvolvem e acreditam que devem difundir, 
são determinantes para suas práticas. 
 
 Esse comentário mostra que o entendimento da dualidade pedagógica não é 
recente, e portanto deve ser dominado para que o dia a dia do docente passe a 
enfrentar menos adversidades. 
 
EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E A PRÁTICA PEDAGÓGICA 
 
A educação, enquanto ciência social, baseia-se na relação homem/sociedade. 
Essa relação é sustentada pelo tripé família-escola-comunidade. Educar uma 
criança exige, portanto, o empenho de cada um desses pilares. 
A família é o ambiente onde todo o processo se inicia. É no núcleo familiar 
que a criança começa a aprender. Aprende a se comunicar, aprende a andar, 
começa a entender o que é certo e o que é errado. É dos pais a tarefa de preparar a 
criança para o ambiente externo, além da família. Cabe a eles ensiná-las sobre 
como se comportar, como lidar com as outras pessoas, como agir de acordo com o 
que outras pessoas lhe propõem. 
Depois do núcleo familiar, a criança é inserida no ambiente escolar, e neste a 
prática não é tão diferente assim. Os professores, iniciando o contato com tais 
crianças, são responsáveis por entendê-las, ver o modo como se portam e traçar 
assim um perfil da criança. Esse perfil permite que o professor compreenda em que 
nível aquela criança se encontra. Fato é que nem sempre os alunos são capazes de 
se desenvolver no mesmo nível. Nesse sentido, Santos (2011, p. 4) escreve: “É 
preciso compreender que a intervenção pedagógica deve estar associada ao 
13 
 
 
nivelamento apresentado por cada discente, a fim de promover não só a 
aprendizagem programática, mas o senso crítico dentro da ação formadora.” 
A dualidade aprendizagem programática e senso crítico é outro fator que deve 
ser compreendido pelas escolas e, assim sendo, pelos professores. Acontece que a 
escola, agindo como formadora do aprendizado das crianças, não deve se propor 
apenas a transferir conteúdos, mas também a preparar aquela criança, entendendo-
a como cidadã capaz, que necessita compreender o mundo que a cerca. Paulo 
Freire, famoso pensador da área pedagógica, sempre deixou claro esse 
pensamento. Em sua obra “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática 
educativa” (1996, p. 23) ele destaca: 
 
Ensinar, não é simplesmente transferir conteúdos pré-determinados, 
mas construir novos saberes necessários que representem um 
conjunto de princípios essenciais para a formação de conduta do 
indivíduo. É neste sentido que ensinar não é simplesmente transferir 
conhecimentos e conteúdos. É também ação pela qual um sujeito 
criado dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. 
 
O terceiro pilar que influencia a formação educativa de um indivíduo é o seu 
meio, ou seja, a sua comunidade. Nela, a educação é construída através das 
experiências vivenciadas. Assim o sendo, o processo de aprendizagem já não se 
dará através das correntes sociais que exprimem a construção do conhecimento, 
mas sim detudo aquilo que é constituído a partir das necessidades de 
sobrevivência. (SANTOS, 2011) 
Para obter sucesso, um professor precisa adequar a sua prática respeitando 
as influências de cada um desses pilares. Precisa compreender que a criança já 
possui conhecimentos prévios, adquiridos tanto no seio da família como no próprio 
dia a dia de comunidade, e tais conhecimentos fazem parte do seu mundo, e 
influenciam a sua capacidade de aprender. 
Para Santos (2011) a valorização desses elementos responsáveis por 
construir o saber da criança fora do ambiente escolar é fundamental. Ele acredita, no 
entanto, que tal valorização não está ocorrendo da maneira que deveria, e por isso a 
prática pedagógica tem enfraquecido. Ao ver do autor: 
 
A prática pedagógica atual não busca adequar a realidade do aluno 
com o que propõe à lógica do ensino. Neste sentido, todo esse 
processo de aprendizagem é atormentado por uma série de atributos 
14 
 
 
que desqualificam a prática docente dentro e fora da escola, a saber: 
à evasão, a repetência, as dificuldades de aprendizagem, a 
desmotivação, atitudes que enfraquecem a prática pedagógica e 
também a capacidade do professor de educar. 
 
 Esse é, portanto, mais um dos desafios enfrentados pelos docentes na 
atualidade. 
 
OS DESAFIOS DE SER PROFESSOR NA ATUALIDADE 
 
 A palavra que melhor define o contexto social atual é mudança. Nas ultimas 
décadas o mundo tem vivenciado constantes mudanças, seja no meio social, seja 
econômica ou culturalmente. Tais mudanças têm feito com que o mundo preste mais 
atenção na educação, afinal é ela o ambiente norteador de toda a sociedade. Prado 
et al (2013, p. 8) corrobora tal ideia ao afirmar que: 
 
O mundo todo tem prestado mais atenção na educação, 
especialmente a que se desenvolve nos sistemas escolares, 
submetendo-a a uma análise pública constante. [Desse modo] 
educar tem se tornado uma tarefa cada vez mais exigente e de 
enorme responsabilidade. Isso requer equilíbrio e coerência entre 
orientação formativa, procedimentos pedagógicos adaptados e 
expectativas dos implicados no processo: o professor e o aluno. 
 
Para adquirir esse equilíbrio, de modo a ofertar uma educação de qualidade 
capaz de suprir o que dela se espera é preciso que o professor reúna 
conhecimentos e competências que lhe sirvam de suporte. Tardif (2008) acredita 
que tais conhecimentos devem ser construídos ao longo do tempo, através das 
experiências vivenciadas pelos professores tanto no contexto profissional quanto no 
contexto pessoal. Tais experiências sofrem influência de diversas dimensões. Sob a 
ótica do autor, o saber docente se relaciona com a pessoa, com a sua identidade, 
com a sua experiência de vida, com a sua história profissional, com as suas relações 
com os alunos na sala de aula e com os outros. 
Considerando esse cenário, fica claro que não é possível falar em 
aprendizado sem considerar o professor, e considerar o professor significa 
considerar também todas as dificuldades e desafios enfrentados pelos mesmos no 
exercício de sua profissão. 
15 
 
 
Diversos autores têm pesquisado os desafios que a prática docente enfrenta 
nessa nova era contemporânea, e cada um deles aponta os próprios desafios que 
consideram como principais dificuldades enfrentadas pelos professores no contexto 
atual. 
Hagemeyer (2004) aponta três problemáticas que, ao seu ver, tem dificultado 
a prática docente dos professores. O primeiro se refere ao posicionamento dos 
governos, ao tratar sobre educação. Para ele a relação vertical adotada pelos 
órgãos oficiais educacionais ao propor reformas e novas propostas educacionais 
vêm dificultando as ações do professor, pois afasta-o das discussões próprias de 
suas funções. 
O segundo aspecto destacado pelo autor se refere relação professor - aluno. 
Para ele, essa nova era renovou o modo como se dá o acesso aos conteúdos. Hoje, 
a internet agiliza todo e qualquer processo de comunicação, e essa mudança atua 
diretamente sobre a personalidade dos alunos. Há uma pluralidade infinita de grupo, 
tribos, valores e maneiras, e nesse cenário o professor se encontra tencionado a 
rever toda a sua prática, a pensar em como redimensionar suas funções frente à 
validação de todas as formas de ser e estar na sociedade. 
Por fim, o autor destaca como desafio o que chama de “mal-estar docente”. 
Esse termo se refere ao conjunto de reações dos professores, como classe 
profissional, frente a uma mudança social desajustada, no sentido profissional. Esse 
desajuste possui fatores e primeira ordem, incidentes de maneira direta sobre a 
ação dos professores (por exemplo, imposições administrativas) provocando 
sentimentos negativos nos professores; e de segunda ordem, considerando as 
condições ambientais do contexto onde exerce a docência (falta de tempo, material 
adequado, excesso de alunos, condições salariais precárias), com ação direta sobre 
a motivação e desempenho na função. 
Ramos (2013) ao expressar seu ponto de vista, expõe que o principal desafio 
da prática docente é exatamente a falta de incentivo para que ela continue a existir. 
Para ele o cenário é de desvalorização. Segundo pesquisa realizada pelo mesmo, 
apenas 2% dos jovens desejam seguir carreira docente, e essa desmotivação em 
relação à profissão provoca um incontestável déficit de professores. A sociedade 
enxerga na profissão docente uma profissão mal remunerada, que oferece pouca 
oportunidade de crescimento, não possui um bom plano de carreira e não possui 
boas condições de trabalho. A de se considerar que tal cenário não faz da profissão 
16 
 
 
docente alvo de desejo. Isso reflete diretamente na desmotivação dos profissionais e 
em outro aspecto que também deve ser considerado: a superlotação das salas de 
aula. Faltam profissionais, mas não faltam alunos. É uma matemática que não bate. 
A esses desafios, Simas (2009) ainda acrescenta outros, comuns ao dia a dia 
de sala. Na lista dos grandes desafios a serem encarados hoje dentro da escola 
constam a indisciplina, as dificuldades de aprendizagem, os problemas psicológicos 
e comportamentais. Todos esses desafios são frutos de um problema maior: a 
formação pedagógica dos professores no Brasil não se preocupa em conciliar teoria 
e prática. 
A autora destaca que o currículo do curso de Pedagogia e das licenciaturas 
sofre algumas modificações de acordo com cada instituição, mas de maneira geral a 
carga horária dedicada a disciplinas como Psicologia da Educação e Fundamentos 
da Educação Especial é insuficiente para capacitar o professor para lidar com as 
dificuldades que aparecem em sala de aula. Assim sendo, os professores – ao se 
depararem com situações adversas em sala – não se sentem preparados. 
É comum para os professores encontrar crianças com dificuldade de 
aprendizagem e problemas psicológicos, mas os professores não são preparados 
para lidar com esses cenários durante a graduação. A pedagoga e especialista em 
formação de professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Verônica 
Branco, quando entrevistada por Simas afirmou acreditar que a falta de prática 
dentro de sala de aula durante a graduação é um fator fundamental que compromete 
o desempenho do professor depois de formado. Não estando preparado, qualquer 
cenário que fuja ao convencional se transforma em um grande desafio para o 
docente. 
Prado (2013, p. 8) sintetiza todo esse cenário ao realizar a seguinte 
afirmativa: 
 
Ao professor têm sido colocadas demandas de naturezas bastante 
distintas. Em se tratando do ponto de vista social ele tem tido que 
aprender a conviver mais intensamente com os interesses e 
pensamento dos alunos e pais no cotidiano escolar e a ter uma maior 
interação com a comunidade onde a escola está inserida. No campo 
institucional, ele tem sido solicitado a participar mais ativamente nas 
definições dos rumos pedagógicos e políticos da escola, a definir 
recortes adequadosno universo de conhecimentos a serem 
trabalhados em suas aulas, a elaborar e gerir projetos de trabalho. 
Quanto ao aspecto pessoal, tem sido chamado a tomar decisões de 
modo mais intenso sobre seu próprio percurso formador e 
17 
 
 
profissional, a romper paulatinamente com a cultura de isolamento 
profissional, a partir da ampliação da convivência com colegas em 
horários de discussões coletivas e nos trabalhos em projetos, a 
debater e reivindicar condições que permitam viabilizar a essência do 
próprio trabalho. 
 
 Entendendo, portanto, que os desafios são diversos, e percebidos de maneira 
diferente por cada cenário, vale estudar um cenário mais próximo, entendendo como 
esses desafios estão articulados num ambiente mais micro. 
 
METODOLOGIA 
 
O objetivo principal do estudo apresentado nesse artigo é elencar e discutir os 
principais desafios impostos atualmente à prática docente, analisando quais desses 
desafios estão presentes no dia a dia dos professores dos anos iniciais de duas 
escolas do município de Martins, Rio Grande do Norte: o Centro Educacional 
Raimunda Barreto e a Escola Estadual Almino Afonso. 
A pesquisa realizada para alcançá-lo apresenta um enfoque qualitativo, pois 
não reduz os processos e fenômenos à quantificação. Enquanto pesquisa 
qualitativa, manteve o foco nos aspectos subjetivos do objeto analisado, estudando 
as suas experiências pessoais. 
 Tais objetos foram os professores dos anos iniciais que atuam em escolas do 
município de Martins, estado do Rio Grande do Norte. Foram estudados cinco 
professores, selecionados de maneira não probabilísticas, seguindo o critério de 
conveniência e acessibilidade. Para Marôco (2011) essa técnica costuma ser 
adotada quando o pesquisador seleciona aleatoriamente indivíduos para compor um 
estudo. 
 Antes, porém, da realização das entrevistas que norteiam as análises e 
conclusões desse estudo, realizou-se uma revisão bibliográfica de estudos já 
realizados que abordam essa temática, elaborando assim um referencial teórico 
capaz de fundamentar o estudo. 
 
ANÁLISES E DISCUSSÕES 
 
A análise agora apresentada tomou por base uma série de entrevistas 
realizadas com professores de duas escolas do município de Martins, Rio Grande do 
18 
 
 
Norte: a Escola Estadual Almino Afonso e o Centro Educacional Raimunda Barreto. 
Ao todo, forma entrevistados cinco professores. 
 O perfil dos professores entrevistados se dá da seguinte forma: apenas um 
dos cinco entrevistados é do sexo masculino; apenas um dos entrevistados possui 
menos de quarenta anos de idade e apenas um deles não possui especialização. 
Dentre as especializações obtidas, duas são em Educação Infantil, uma em Mídias 
na Educação e uma em Psicopedagogia. Quatro dos professores entrevistados 
estão a, no mínimo, dez anos em sala de aula. 
 A fundamentação teórica desse estudo abordou diversas vezes a importância 
dos professores manterem sempre uma atualização de seus conhecimentos, por 
meio de um processo de formação continuada. A entrevista iniciou, portanto, 
buscando descobrir a opinião dos professores acerca dessa importância. Todos os 
professores concordam que é importante para a sua prática manter um processo de 
formação continuada. 
Um dos entrevistados destacou que é através da formação continuada que o 
professor consegue se aperfeiçoar e se preparar para enfrentar os desafios da sala 
de aula. Outro afirmou que: “No mundo cheio de avanços tecnológico e tantos 
recursos ao alcance de todos, é imprescindível que o professor tenha uma formação 
continuada, atualizando assim a sua prática. 
 Em seguida, perguntou-se aos professores se eles consideravam haver 
dificuldades para exercer a sua profissão. Todos afirmaram que sim. As dificuldades 
abordadas são bastante semelhantes àquelas apresentadas na fundamentação 
teórica desta pesquisa: superlotação das salas de aula, ter que lidar com turmas nas 
quais os alunos estão em diferentes níveis de aprendizagem, falta de valorização da 
profissão, o que impõe a necessidade de trabalhar mais para complementar a renda, 
falta de acompanhamento da família durante o desenvolvimento do aluno, falta de 
estrutura física e de suporte didático nas escolas, e até mesmo a falta de interesse 
dos próprios alunos que, embora ainda estejam na educação básica, já apresentam 
uma propensão a não gostar do ambiente escolar, apresentando um alto nível de 
indisciplina. 
 Considerando a experiência dos professores, pediu-se para que eles 
traçassem um paralelo, comentando se antigamente era mais fácil ser professor ou 
se mesmo naquela época os problemas eram os mesmos. O principal aspecto 
destacado pelos professores é a indisciplina. Para eles, o aluno de antigamente 
19 
 
 
tinha mais respeito pela figura do professor. E não só os alunos. Três dos cinco 
entrevistados destacaram que a presença da família se dava de forma mais firme no 
passado. 
De acordo com os entrevistados, o professor vive hoje quase como um refém 
do sistema, estando a serviço dos pais, dos alunos e até mesmo da própria escola. 
Os professores afirmaram que havia, sim, antigamente um déficit de recursos, mas 
que isso era compensado pelo interesse de aprender, que hoje se vê em menor 
escala por parte dos alunos. 
 Traçado o cenário introdutório, e detectado certos posicionamentos dos 
professores, questionou-se: “Como professor, quais são os principais desafios que 
você enfrenta?”. Foram obtidos diversos resultados, e considera-se oportuno 
elencar todos eles, a saber: 
 Indisciplina e falta de atenção por parte dos alunos; 
 Falta de material didático adequado para realizar aulas mais dinâmicas, com 
problemas inclusive no próprio livro didático, que dificilmente retrata a 
realidade do aluno; 
 Recursos tecnológicos precários, com internet de baixa qualidade, 
dificultando a realização de pesquisas; 
 Falta de um laboratório de ciências que possibilite a prática dos conteúdos 
científicos, bem como suas pesquisas; 
 Trabalhar a heterogeneidade e a inclusão em sala de aula; 
 Alfabetizar várias crianças ao mesmo tempo, estando cada uma delas em um 
nível diferentes, em salas de aulas superlotadas; 
 Lidar com a omissão das famílias quanto aos princípios básicos de educação 
dos filhos, principalmente daqueles que apresentam maior desinteresse pela 
escola; 
 Ter que trabalhar em mais de um turno, o que acaba sobrecarregando o 
professor 
Conforme percebido, os desafios encontrados pelos professores que 
lecionam no município de Martins são bastante semelhantes àqueles encontrados 
pelos professores de maneira geral, retratados no referencial teórico desse estudo. 
Trata-se de desafios estruturais, sociais e pedagógicos, que acabam por 
sobrecarregar e prejudicar a qualidade do ensino ofertado. 
20 
 
 
Frente a tais desafios, procurou-se saber quais as estratégias utilizadas pelos 
professores para enfrentá-los e buscar superá-los. As estratégias mais recorrentes 
foram o diálogo e a criatividade. Diálogo com a turma e com os pais, de modo a 
otimizar o rendimento dos alunos e fazê-los entender que o posicionamento deles na 
escola pode ser um fator determinante para o seu futuro. E criatividade para inovar, 
elaborando aulas que, mesmo com o déficit de recursos, se tornem atrativas para os 
alunos. 
Um ponto importante destacado na fundamentação desse estudo foi a 
qualidade do ensino. Os estudiosos afirmam que as dificuldades enfrentadas pelos 
profissionais docentes prejudicam de maneira severa o processo de ensino-
aprendizagem. Perguntou-se, então, aos professores se eles concordam com essa 
afirmativa. Um dos professores afirmou não concordar com esse pensamento. 
Segundo ele, um bom educador deve trabalhar apesar de todas as dificuldades, não 
deixando nunca de oferecer aos alunos os conhecimentos básicos que o educando 
merece absorver. Todos os demais, no entanto, acreditam que as dificuldades 
afetamsim o processo de ensino-aprendizagem. 
Para estes professores, tal prejuízo se reflete de diversas formas: quando o 
professor planeja uma aula e não encontra os recursos necessários para executá-la; 
quando o aluno não participa das aulas, inviabilizando assim o processo de ensino-
aprendizagem; por tais dificuldades afetarem diretamente e negativamente na 
execução das funções do professor; por não encontrar num cenário centralizado 
abertura para trabalhar o novo; dentre outros aspectos. 
Além das ações próprias dos professores, quis-se saber o que estes 
acreditam que a equipe de suporte da escola (diretor, coordenador e supervisor 
escolar) pode fazer para minimizar as dificuldades enfrentadas pelos docentes nas 
escolas. Um dos professores destacou que tal equipe passará a ajudar na 
superação dos desafios quando realmente interagir com a categoria, se propondo a 
mostrar soluções que colaborem para ao menos minimizar tais dificuldades, pois na 
maioria das vezes tal equipe prioriza tão somente as questões burocráticas da 
escola, esquecendo-se da parte pedagógica. 
Outro docente destacou algumas atitudes ou atividades que podem ser 
realizadas por tal equipe, auxiliando em muito o professor, a saber: apoio na 
realização de projetos ou atividades diferenciadas; ajuda no combate a indisciplina 
dos alunos, que pode se dá através de conversas com os alunos mais difíceis e com 
21 
 
 
os pais; promoção de momentos entre pais e mestres; incentivo e condução de 
reuniões pedagógicas que abordem a realidade da sala de aula e busque possíveis 
soluções. Tais atitudes, tida pela unanimidade como fundamentais, são 
indispensáveis para que o professor, e assim sendo a própria escola, obtenha 
resultados positivos. 
Destacado o papel da escola, enquanto equipe de suporte, na superação do 
cenário atual, partiu-se para outro viés igualmente importante: a família. Os 
entrevistados foram instigados a descrever como a família pode contribuir para 
minimizar as dificuldades enfrentadas pelos professores em sala de aula. É 
importante destacar aqui que, dentre as atitudes elencadas pelos professores, 
nenhum fugiu do perfeitamente possível. Na realidade, os professores não 
demandam dos pais nada mais do que a sua obrigação. 
Para os professores, os pais contribuiriam para o enfrentamento desses 
problemas: acompanhando a vida escolar do seu filho, participando desta 
ativamente, ajudando-o em casa, comparecendo às reuniões e dando suporte às 
atividades do professor; e educando os seus filhos para o convívio social, impondo a 
ele os limites necessários à boa convivência. Unindo essa exposição ao que já foi 
exposto na base teórica dessa pesquisa é possível deduzir que a família brasileira 
não tem cumprido com a sua obrigação no processo formador das crianças e 
adolescentes. 
Anteriormente, os professores afirmaram que era mais fácil conduzir a prática 
docente no tempo passado, pois os alunos tinham mais respeito pela figura do 
professor, bem como as famílias eram mais presentes nas escolas. Unificando essas 
duas afirmativas, é possível deduzir ainda que as atitudes de tais famílias têm 
afetado diretamente no dia a dia das escolas, bem como na vida dos professores 
que recebem a árdua missão de preparar os seus filhos para a vida adulta. 
Além da escola e da família, considerou-se oportuno saber como os 
professores vêem o posicionamento do governo frente à prática docente. 
Considerando que o governo se comunica com a escola através de seus 
documentos, questionou-se se os documentos nacionais (Lei de Diretrizes e Bases, 
Parâmetros Curriculares Nacionais, Diretrizes Curriculares Nacionais) são úteis para 
a prática pedagógica dos professores entrevistados. Todos afirmaram que sim, afinal 
tais documentos são norteadores de toda a prática pedagógica, de modo que todo o 
planejamento escolar é feito de acordo com as diretrizes educacionais vigentes. 
22 
 
 
Porém, os mesmos destacaram que embora os documentos nacionais sirvam 
como base, atualmente os mesmos retratam teorias muito distantes da realidade 
atual. Diante desse comentário, formulou-se a seguinte indagação: “Ao seu ver, o 
que precisa ser mudado para que os objetivos educacionais sejam alcançados?” 
Cada entrevistado apresentou uma mudança distinta. Unificados os 
resultados, constatou-se que os professores demandam mudanças: 
 Na valorização do professor; 
 No tratamento da educação como prioridade, possibilitando que ela atue 
realmente como protagonista na formação social; 
 No comportamento da família em dois aspectos: conscientizando-se que a 
função da escola é escolarizar a criança, e não educar, e desse modo 
passando a se fazer mais presente no dia a dia escolar dos filhos; 
 No comportamento da sociedade, passando a reconhecer o valor do 
professor; e 
 No sentido estrutural em si, ocasionando mudanças curriculares, físicas, de 
capacitação, de organização da turma, enfim, solucionando os contextos que 
prejudicam a prática docente atual. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 A pesquisa realizada apresentou resultados capazes de satisfazer todos os 
objetivos inicialmente traçados. 
Todos os professores analisados entendem o valor da formação continuada 
para a prática pedagógica. Tanto que de todos eles, apenas um não possui 
especialização. Os professores afirmaram que estar sempre atualizado é uma das 
estratégias que podem ajudá-los na superação dos desafios da profissão. 
Em relação a tais desafios, os apontamentos dos professores do município de 
Martins são semelhantes aqueles abordados pelos professores brasileiros de 
maneira geral. 
As principais dificuldades encontradas pelos professores na realização de sua 
prática são a superlotação das salas de aula, ter que lidar com turmas nas quais os 
alunos estão em diferentes níveis de aprendizagem, falta de valorização da 
profissão, o que impõe a necessidade de trabalhar mais para complementar a renda, 
23 
 
 
falta de acompanhamento da família durante o desenvolvimento do aluno, falta de 
estrutura física e de suporte didático nas escolas, e até mesmo a falta de interesse 
dos próprios alunos que, embora ainda estejam na educação básica, já apresentam 
uma propensão a não gostar do ambiente escolar, apresentando um alto nível de 
indisciplina. 
Porém os professores destacaram que tais dificuldades, embora tornem árduo 
o processo de ensino-aprendizado, não podem constituir motivo de desistência. Pelo 
contrário: todos eles foram capazes de apresentar estratégias utilizadas para 
superar esses desafios e ofertar uma educação de qualidade para os alunos. Dentre 
as estratégias apresentas, as mais recorrentes foram o diálogo e a criatividade. 
Quando questionados a cerca do papel que a escola pode desempenhar para 
ajudar no enfrentamento de tais dificuldades, os docentes destacaram algumas 
atitudes ou atividades que podem ser realizadas pela escola, auxiliando em muito o 
professor, a saber: apoio na realização de projetos ou atividades diferenciadas; 
ajuda no combate a indisciplina dos alunos, que pode se dá através de conversas 
com os alunos mais difíceis e com os pais; promoção de momentos entre pais e 
mestres; incentivo e condução de reuniões pedagógicas que abordem a realidade da 
sala de aula e busque possíveis soluções. 
Dos pais, os professores esperam contribuições mais simples, mas que 
infelizmente ainda não são frequentes: o acompanhando da vida escolar do seu filho 
e o fornecimento para eles de uma educação capaz de prepará-lo para o convívio 
social. Do governo, eles demandaram legislações que conduzam mais com a 
realidade dos alunos. 
A pesquisa contribuiu para o meio acadêmico ao passo que apresentou 
sugestões de estratégias as quais podem ser adotas por professores, escolas e 
pais, na tentativa de superar desafios semelhantes aos enfrentados pelos 
professores pesquisados. 
 O estudo apresentou limitações por ter entrevistadoapenas cinco 
professores. Sugere-se, então, para o futuro a realização de pesquisas que 
englobem um número maior de entrevistados, fornecendo assim um maior grau de 
confiabilidade para os resultados. 
 
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São Paulo: Papirus, 2000. 
 
 
26 
 
 
APÊNDICE I – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE EDUCAÇÃO 
CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA 
 
Pesquisa: Os Desafios da Prática Docente na Atualidade 
Aluna: Maria Janete Nogueira Silva 
Orientador: Hélder Pacheco de Medeiros 
 
QUESTIONÁRIO 
 
PÚBLICO ALVO: PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS 
NOME DO ENTREVISTADO: 
 
Prezado Professor (a) 
Gostaríamos de agradecer, desde já, a sua receptividade e valiosa colaboração para 
a realização da pesquisa que ajudará a compor um artigo científico referente ao 
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Pedagogia da EAD/UFRN, Pólo 
de Martins. Na construção do artigo serão abordados pontos referentes ao tema: Os 
Desafios da Prática Docente na Atualidade. 
 
1. PERFIL DO ENTREVISTADO 
Idade: ________ 
Escolaridade: 
( ) Ensino médio com magistério 
( ) Ensino superior completo. Especificar: ____________________________ 
( ) Especialização. Especificar: ____________________________ 
( ) Mestrado. Especificar: ____________________________ 
( ) Doutorado. Especificar: ____________________________ 
 
2. Você considera importante a formação continuada do professor? Justifique 
sua resposta. 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
3. Você considera haver dificuldades em exercer a profissão de ser professor? 
Quais? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
27 
 
 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
4. Se sim, Você acha que ser professor antigamente era mais fácil ou tinha as 
mesmas dificuldades dos dias atuais? Justifique 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
5. Como professor, quais são os principais desafios que você enfrenta? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
6. Quais as suas estratégias utilizadas para enfrentar os desafios em sala de 
aula? Consegue superá-los? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
7. Você considera que as dificuldades enfrentadas, pelos professores, no 
cotidiano escolar podem prejudicar oprocesso de ensino-aprendizagem em 
sala de aula? Justifique. 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
28 
 
 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
8. Você considera que o espaço escolar (mobiliário, estrutura, materiais 
didáticos, entre outros) são fatores desafiadores para a prática docente? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
9. Para você, como a equipe de suporte da escola (diretor, coordenador, 
supervisor escolar), podem contribuir para minimizar as dificuldades 
enfrentadas pelos professores em sala de aula? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
10. Para você, como a família pode contribuir para minimizar as dificuldades 
enfrentadas pelos professores em sala de aula? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
11. Os documentos nacionais (LDB, PCNS, DCNS) ajudam na sua prática 
pedagógica? Se sim, de que forma? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
29 
 
 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
12. Em sua opinião o que precisa mudar para os objetivos educacionais serem 
alcançados? 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

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