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Levantamento das necessidades e proposta de Programa de Educação Ambiental. Contexto: Já faz quatro meses que você está atuando como estagiário de Técnico em Meio Ambiente. Pensando nessa sua atuação, o seu gestor solicitou que você verificasse as necessidades de ações educativas em relação aos acontecimentos decorrentes de impactos ambientais no EaD Center. Para essa ação, você revisitou as informações vistas ao longo de sua atuação PEA EaD Center Mais Sustentável 1. Apresentação Tendo em vista o tema do trabalho a ser elaborado, é fundamental a busca do conceito, bem como a análise histórica do surgimento do EaD Center. O EaD Center é um empreendimento comercial fundado em 20 de janeiro de 1976, possuidor do CNPJ: CNPJ: 000000000-00, CNAE: 4120-4/00. Tem como objetivo colaborar na difusão e no aperfeiçoamento de estabelecimentos vinculados ao comércio de bens e serviços. A EaD Center está localizada no centro de Campinas – SP possuindo 1710,38m² de área total, oferecendo para empresas do comercio locação de doisnar espaços amplos e seis espaços menores com infraestrutura de qualidade, estacionamento, segurança e lazer. 2. Introdução A educação ambiental é fundamental para a construção do desenvolvimento social e integrador, fator primordial para uma sociedade sustentável. Nessa perspectiva, a educação ambiental tem como objetivo desenvolver um cidadão consciente do ambiente total e preocupado com os problemas associados a este ambiente. Sendo assim, a proposta visa: · Compartilhar conhecimentos, atitudes, motivações e as habilidades necessárias para trabalhar o individual e coletivo na busca de soluções para os problemas atuais e para os futuros; · Evitar os danos ambientais; · Propiciar condições para as pessoas se tornem informados e produtivos no mundo moderno; · Propiciar um ambiente enriquecedor com segurança e alegria as pessoas, no qual se sintam socialmente integradas. 3. Objetivos gerais do PEA A finalidade é abranger um público e colaboradores conscientes, e fazer com que clientes conheçam e adotem essa pratica, com isso torna a empresa ecologicamente correta beneficiando e trazendo qualidade de vida a ambos. A. Capacitação 1: TOQUE AMBIENTAL DA BELEZA: Como os resíduos são e devem ser destinados e descartados? Atitudes sustentáveis são ações que se tomam, de modo estruturar a sustentabilidade no salão de beleza. Portanto, é muito importante um PGR para a pratica sustentável dessa ação no ambiente, até porque, o convívio e a manipulação de produtos químicos fazem parte do cotidiano dos profissionais que atuam nesse segmento, os efluentes gerados no salão de beleza apresentam composição química bastante complexa, estando presente nos esmaltes, tintas, descolorantes, fixadores, solventes e etc. Além disso, ocorrendo a geração de agentes poluidores ( resíduos sólidos) como por exemplo: copos descartáveis, lixas, frasco de tintas e alisantes, embalagens plásticas e ( resíduos químicos), e que sem a devido descarte gera um impacto ambiental muito grande, poluindo o solo, danos as pessoas e danos aos bens materiais, contaminação química de efluentes na água e dano a flora, tudo isso contribui para uma escassez de recursos naturais. Objetivos específicos · Compromete-se com a melhoria continua e a prevenção e mitigação da poluição, reduzindo em 40% a disposição inadequada de resíduos, com objetivo de prevenir os impactos significativos ao meio ambiente Público Alvo · Público (Clientes), Fornecedores, Colaboradores e gestores do salão de beleza. Legislação Relacionada · Lei nº 12.595/2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reconhece o exercício das atividades profissionais de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador e também obriga que os profissionais destas áreas sigam as normas sanitárias, realizando a esterilização de materiais e utensílios utilizados no atendimento aos seus clientes; · Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências; · Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências; · Resolução ANVISA RDC nº 306 de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde; · Resolução CONAMA nº 358, de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências; · Resolução nº 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA - Dispõe sobre a necessidade de salões de beleza elaborarem e implantarem um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS; · A defesa dos recursos ambientais é também destacada na Lei nº 9.605/98, que prevê no Art. 33 a pena de um a três anos ou multa àqueles que, dentre outras atividades, emitirem efluentes que danifiquem a fauna ou a flora do ecossistema. A infração recebe penalidade ainda maior no Art. 54, que confere de um a cinco anos de reclusão aos responsáveis pelo “lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos”. Recursos necessários · Lixeiras e sacos específicos com identificação de cores diferentes. · Material informativo B. Capacitação 2: NADA SE PERDE, TUDO SE COZINHA: Quais são as classes de cada resíduo gerado em um restaurante? O ambiente da cozinha é extremamente importante em qualquer situação, para a relação saudável estabelecida na produção de alimentos orgânicos e o meio ambiente. O olhar socioambiental passou a fazer parte do sabor e da qualidade dos alimentos, mas para isso precisa-se conhecer as classes de cada resíduo e sua destinação correta, os restaurantes e cozinhas industriais, geram grande quantidade de resíduos sólidos, e de forma acentuada, o resíduo orgânico, sendo este passível de transformação e reaproveitamento em outros fins. Nota-se que não há devida separação por falta de conhecimento das classes desses resíduos, não sabendo a forma correta de descarte e sua utilização. Objetivos específicos · Estimular ações ecológicas de Educação Ambiental para cozinhas sustentáveis, examinando as práticas executadas na cozinha. Público Alvo · Público (Clientes), Fornecedores, colaboradores e gestores do Restaurante. Legislação Relacionada · A Lei Estadual nº 12.047 estabeleceu o Programa Estadual de Tratamento e Reciclagem de Óleos e Gorduras de Origem Vegetal ou Animal e Uso Culinário. · A Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81) aborda os aspectos necessários para a conservação da vida e do meio ambiente e tem como objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana; · A defesa dos recursos ambientais é também destacada na Lei nº 9.605/98, que prevê no Art. 33 a pena de um a três anos ou multa àqueles que, dentre outras atividades, emitirem efluentes que danifiquem a fauna ou a flora do ecossistema. A infração recebe penalidade ainda maior no Art. 54, que confere de um a cinco anos de reclusão aos responsáveis pelo “lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos”; · Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Recursos necessários · Cartilha de sugestões ecológicas · Coletores seletivos · Marketing verde · Informativos de conscientização · Sacos de lixo pretos (resíduos não recicláveis) e azuis (resíduos recicláveis) C. Capacitação 3: MEIO AMBIENTE NA FARMACIA GERA SAÚDE: Quais praticas que geram na saúde na farmácia? Os medicamentostem papel fundamental em nossa sociedade, dada sua importância no combate as enfermidades, como também prolongamento da vida humana. No entanto disponibilizados de maneira inadequada pode ser percursor de agravos a saúde. Sendo assim, se faz necessário pessoas capacitadas e orientadas sobre a causa que pode gerar um medicamento vencido ou descartado em um local errado, por estar presente agentes tóxicos e químicos. Portanto baseado no que foi observado no EaD Center, identificamos medicamentos vencidos sendo descartados em local inadequado de maneira errada. Objetivos específicos · Estabelecer um plano de segregação, controle e destinação final de resíduos de serviço a saúde gerados na farmácia. · Estabelecer rotinas para o correto acondicionamento dos mesmos, obedecendo às normas e às legislações vigentes. Público Alvo · Público (Clientes), Fornecedores, colaboradores e gestores do Restaurante. Legislação Relacionada · A ANVISA respalda-se na Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com a finalidade de preservar a saúde pública e proteger e melhorar a qualidade do meio ambiente. Essa lei também é integrante da Política Nacional do Meio Ambiente e articula-se com a Política Nacional de Educação Ambiental, regulada pela Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, com a Política Federal de Saneamento Básico, regulada pela Lei nº 11.445, de 2007, e com a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, que aborda o tratamento e à disposição final dos resíduos dos serviços de saúde; · Resolução RDC Nº. 222, de 28 de março de 2018 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (ANVISA) e na Resolução Nº. 358, de 29 de abril de 2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA); · Resolução RDC ANVISA Nº 222 de 28/03/18 em resíduos químicos - conforme Anexo I, resíduos infectantes, vidrarias de laboratório e perfuro cortantes; deve-se manter arquivados para disponibilização da fiscalização sanitária e ambiental, em meio físico ou digital por no mínimo cinco anos. · CONAMA nº 283/01, os resíduos de serviços de saúde (RSS) são aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de natureza médico assistencial humana ou animal, a saber; centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde; medicamentos e imunoterápicos vencido ou deteriorados; necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal; aqueles provenientes de barreiras sanitárias. Recursos necessários · Rótulos padrão de identificação; · Fita adesiva para colagem de rótulos; · Planilhas eletrônicas para registro; · Sacos de lixo pretos (resíduos não recicláveis) e azuis (resíduos recicláveis); · Sacos de lixo branco leitoso com simbologia específica para coleta e transporte dos resíduos infectantes; D. Capacitação 4: GERANDO SAÚDE NAS AÇÕES: Qual postura deve ter um profissional de saúde? As atividades desenvolvidas pelos profissionais de saúde podem causar danos ao meio ambiente e ao próximo, refletindo negativamente a imagem da organização perante a opinião pública. Nesse caso no laboratório de imagem e análises clínicas no EaD Center, foi observado uma postura o tanto quanto negativa de um profissional ( técnico de enfermagem), que não cumpriu com os requisitos da legislação da saúde, nesse sentido a negligencia do mesmo pode gerar um impacto negativo a vida da pessoa humana e o meio ambiente. Portanto, em busca da solução e desenvolvimento sustentável, será implementado (PGRSS), Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Objetivos específicos · Analisar o Gerenciamento dos resíduos químicos do laboratório de análises clinicas; · Constituir um modelo de gestão de resíduos químicos de forma a contribuir para uma possível melhoria nos processos de manejo e destinação final; · Verificar os procedimentos adotados pelo laboratório quanto ao programa de capacitação de sua equipe diante dos RSS. Público Alvo · Funcionários e gestão do laboratório. Legislação Relacionada · Resolução ANVISA nº 306 de 07/12/2004 - artigo 1º alínea II, o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde aponta e descreve as ações relativas ao seu manejo, no âmbito dos estabelecimentos prestadores de serviços de saúde, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final, bem como a proteção à saúde pública; · Resoluções da ANVISA nº 306/2004 e CONAMA nº 358/2005, os resíduos são classificados nos grupos A (potencialmente infectantes), B (químicos), C (radioativos), D (comuns) e E (perfurocortantes); · CONAMA nº 283/01, os resíduos de serviços de saúde (RSS) são aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de natureza médico assistencial humana ou animal, a saber; centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde; medicamentos e imunoterápicos vencido ou deteriorados; necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal; aqueles provenientes de barreiras sanitárias. Recursos necessários · Sacos brancos leitosos - resíduos infectantes; · Sacos pretos – resíduos comuns; · Caixas de material rígido – perfuro cortantes; · Equipamentos de Proteção Coletiva; · Equipamentos de Proteção Individual – EPI; · Procedimentos Operacionais Padrão – POP; · Manuais de biossegurança dos laboratórios clínicos. · E. Capacitação 5: LAVANDO COM SUSTENTABILIDADE: Quais impactos ambientais que suas atividades geram no ambiente? Para realização deste trabalho, foram feitas algumas visitas à organização estudada, para que a partir daí pudesse realizar uma analise descritiva, e mapeamento dos diversos estabelecimentos inseridos no EaD Center dentre eles a Lavanderia. Sendo assim foi verificado um vazamento de esgoto da lavanderia para rua, constatado o problema deve-se corrigir o problema, tendo em vista evitar transtornos ambientais e pessoais como Contaminação do lençol freático e humana, poluição da água e etc., cumprindo-se com a legislação vigente. Após uma análise, selecionamos os principais e mais críticos problemas encontrados na empresa para assim propor algumas soluções. Objetivos específicos · Analisar o processo de lavagem usado nas lavanderias de jeans, identificar a demanda de água e seu destino final; · Determinar os parâmetros físico-químicos das águas utilizadas e produzidas pela lavanderia; · Verificar o impacto ambiental da lavanderia. · estabelecer um modelo de gestão de riscos na lavanderia. Público Alvo · Público (Clientes), Fornecedores, colaboradores e gestores da lavanderia. Legislação Relacionada · Art. 225 da Constituição Federal: direito ao meio ambiente; · Recursos Hídricos (Lei 9.433 de 08/01/1997): institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Define a água como recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que pode ter usos múltiplos (consumo humano, produção de energia, transporte, lançamento de esgotos); · Lei de Crimes Ambientais nº. (9605): pena de prisão para os administradores de empresas e Responsáveis Técnicos que não observarem os padrões de cargas poluidoras; · Lei 9605 de 12 de fevereiro de 1998 do Ibama: os resíduos devem ter descarte específico feito por empresas capacitadas e credenciadas para essa prática. Recursos necessários · Lavadoras de desinfecção; · Balança - é o instrumento utilizado na lavanderia para determinar o peso da roupa e dos produtos de lavagem; · Secadora - possui também dois cilindros: um interno, giratório, que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás, e outro externo fixo; · Produtos de lavagem: detergentes; sabões; branqueadores ou alvejantes; acidulantes; amaciantes. · Mão de obra contratada e materiais para sanar com o vazamento de esgoto da lavanderia.