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Profª Enf. Patrícia Kelly DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS DOENÇA TRANSMISSÍVEL Doença ocasionada por um agente infeccioso específico, podendo ser transmitido de uma pessoa ou animal infectado. Século XVII - Teoria miasmática; Século XX - desenvolvimento de métodos de combate às doenças: vacinas e o conhecimento da transmissão das doenças. “Um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos” VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Clínica - Aborda a doença em nível individual. Epidemiologia - Aborda o processo saúde- doença em grupos de pessoas que podem variar de pequenos grupos até populações inteiras. TERMOS MAIS UTILIZADOS NA EPIDEMIOLOGIA: Distribuição - Variação de frequência das doenças em função das mudanças ambientais e populacionais ligadas ao tempo e espaço; Determinantes - Fatores físicos, biológicos, sociais, culturais e comportamentais que influenciam a saúde; Condições relacionadas à saúde - Doenças, causas de mortalidade, hábitos de vida (como tabagismo, dieta, atividades físicas), uso de serviços de saúde e de medicamentos; Morbidade - Conjunto de indivíduos que adquiriram doenças num determinado intervalo de tempo; Mortalidade - Conjunto de indivíduos que morreram num determinado intervalo de tempo; Prevenção - Medidas que impedem que indivíduos sadios adquiram doenças. SUSCETÍVEL - pessoa ou animal que pode ser penetrado por um patógeno. AGENTE - microrganismo capaz de produzir a infecção ou a doença infecciosa. AMBIENTE - onde se dá essa interação, considerando os ambientes físico, químico e biológico do suscetível e do agente, bem como os fatores culturais e socioeconômicos. Processos interativos com influência sobre o curso das doenças PERÍODO EPIDEMIOLÓGICO - quando se desenvolvem as pré-condições para a relação entre o suscetível e o ambiente; PATOLÓGICO - onde se dão as modificações do organismo relativas às mudanças bioquímicas, histológicas e fisiológicas próprias da doença. Notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória. Objetivo - coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das três esferas de governo, através de uma rede informatizada. SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO - SINAN É a comunicação obrigatória à autoridade de saúde sobre a ocorrência de suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública; Pode ser realizada por todos os profissionais da saúde ou responsáveis pelos estabelecimentos de saúde (públicos ou privados) ou qualquer cidadão; Divide-se em: notificação compulsória imediata (NCI) e notificação compulsória semanal (NCS). Notificação compulsória Notificação compulsória imediata (NCI) deve ser realizada em até 24 horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública. Notificação compulsória semanal (NCS) deve ser realizada em até 7 dias, a partir do conhecimento da ocorrência de doença ou agravo. MAGNITUDE - aplicável a doenças de elevada frequência, que afetam grandes contingentes populacionais e se traduzem por altas taxas de incidência, prevalência, mortalidade e anos potenciais de vida perdidos; Critérios para inclusão de doenças e de agravos para notificação compulsória INCIDÊNCIA - Número de novos casos de uma doença em uma determinada população, em um determinado período. PREVALÊNCIA - Número total de casos existentes de uma doença em uma determinada população, em um determinado período POTENCIAL DE DISSEMINAÇÃO - representado pelo elevado poder de transmissão da doença, através de vetores ou outras fontes de infecção, colocando em risco a saúde coletiva; VULNERABILIDADE - medida pela disponibilidade concreta de instrumentos específicos de prevenção e controle da doença, propiciando a atuação efetiva dos serviços de saúde sobre indivíduos e coletividades; TRANSCEDÊNCIA - expressa-se principalmente por: Severidade - altas taxas de letalidade, de hospitalização e de sequelas; Relevância social - valor imputado pela sociedade à ocorrência da doença e que se manifesta pela sensação de medo, de repulsa ou de indignação; Relevância econômica - prejuízos decorrentes de restrições comerciais, redução da força de trabalho, absenteísmo escolar, entre outros; COMPROMISSOS INTERNACIONAIS - relativos ao cumprimento de metas continentais ou mundiais de controle, de eliminação ou de erradicação de doenças, previstas em acordos firmados pelo governo brasileiro com organismos internacionais; OCORRÊNCIA DE EMERGÊNCIAS DE SAÚDE PÚBLICA, EPIDEMIAS E SURTOS - são situações que impõem notificação imediata de todos os eventos de saúde que impliquem risco de disseminação de doenças, com o objetivo de delimitar a área de ocorrência, elucidar o diagnóstico e deflagrar medidas de controle aplicáveis. Ficha Individual de Notificação (FIN) - é preenchida pelas unidades assistenciais para cada paciente na suspeita de problema de saúde de notificação compulsória ou de interesse nacional, estadual ou municipal. Deve ser encaminhada aos serviços responsáveis pela informação e/ou vigilância epidemiológica das Secretarias Municipais, que devem repassar semanalmente os arquivos para as Secretarias Estaduais de Saúde (SES). Caso não ocorra nenhuma suspeita de doença, as unidades precisam preencher o formulário de notificação negativa, que tem os mesmos prazos de entrega. Caso os municípios não alimentem o banco de dados do Sinan, por dois meses consecutivos, são suspensos os recursos do Piso de Assistência Básica - PAB. Ficha Individual de Investigação (FII) - roteiro de investigação, que possibilita a identificação da fonte de infecção e os mecanismos de transmissão da doença. Também constam a Planilha e o Boletim de acompanhamento de surtos e os Boletins de acompanhamento de Hanseníase e Tuberculose. Doença de notificação compulsória. Todos os casos precisam ser notificados na ficha de Notificação/Investigação, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Causada pela Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen); Deve‑se considerar casos de hanseníase quando o indivíduo apresentar um ou mais dos sinais cardinais. HANSENÍASE São considerados sinais cardinais: • Lesões ou áreas da pele que apresentam alterações da sensibilidade tátil, térmica ou dolorosa. • Espessamento de nervo periférico com alterações motoras sensitivas ou autonômicas. • Presença de bacilos M. leprae, sendo confirmada no exame de baciloscopia de esfregaço intradérmico ou na biópsia de pele. Predominantemente clínico e baseado nos dados epidemiológicos, através da entrevista e da realização de exame físico geral. Diagnóstico • Paucibacilar (PB): casos com até cinco lesões de pele. • Multibacilar (MB): casos com mais de cinco lesões de pele. A hanseníase possui quatro formas de apresentação clínica, que ocorrem de acordo com a resposta imune do hospedeiro. Forma indeterminada - forma inicial da doença e, na maioria dos casos, evolui para cura espontânea. Forma tuberculóide - Forma mais benigna: pessoas com alta resistência ao bacilo. Forma dimorfa - Forma intermediária, grande variedade de lesões cutâneas, que se apresenta como placa e nódulos eritematoso-acastanhado. Forma virchowiana - Mais grave, alto comprometimento de troncos nervosos de forma simétrica. Pode ocorrer acometimento da laringe e órgãos internos. Condutas do enfermeiro para avaliar a incapacidade física Hanseníase PB - durante 6 meses; Hanseníase MB - durante 12 meses. Doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. O agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis, cujo modode infecção ocorre a partir da inalação de bacilos expelidos por tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias. A doença atinge principalmente os pulmões, porém existem formas exclusivamente extrapulmonares e não são transmissíveis. TUBERCULOSE Febre baixa vespertina; Sudorese noturna; Fadiga; Emagrecimento; Tosse persistente seca ou produtiva Principais sintomas Necessário pelo menos duas amostras de escarro, uma na consulta e a segunda no dia seguinte, preferencialmente ao despertar. Exames laboratoriais Tratamento Até a próxima!