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Política Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora 
Introdução: 
Para entender melhor sobre a necessidade de políticas para a saúde do trabalhador, é importante 
compreender o contexto do trabalho na sociedade moderna. 
Atualmente, a situação de trabalho de muitos é precária, com trabalhos repetitivos, padronizados e 
pouco criativos, com a utilização de tecnologias cada vez mais complexas, exigindo constante 
atualização do trabalhador, além de demandar muito tempo. Tudo isso gera grande pressão em 
todos os trabalhadores, especialmente em um país em que o desemprego é um grande problema. 
Histórico: 
Medicina do trabalho: foi criada como especialidade médica, de abordagem clínica individual, na 
Inglaterra, no século XIX. 
Saúde ocupacional: foi criada na Europa pós-guerra, com foco na intervenção sobre o ambiente, 
buscando uma espécie de “higiene industrial”, com atuação multiprofissional. 
Saúde do trabalhador: foi criada na Europa, na década de 1970, buscando um campo 
interdisciplinar/intersetorial de compreensão do trabalho nos processos de determinação social da 
saúde. 
As diferenças entre esses 3 cenários são vistas na tabela abaixo: 
 
Principais Desafios para a Saúde do Trabalhador: 
Atualmente, os maiores desafios para a saúde dos trabalhadores envolve problemas de saúde 
ligados as novas tecnologias que surgem, assim como por conta de novas substâncias químicas e 
físicas (como certos produtos que podem ser problemáticos ou máquinas perigosas), também 
riscos à saúde por conta de biotecnologias. 
Pode-se dizer também, que o envelhecimento da população trabalhadora é outro grande desafio, 
além de grupos vulneráveis, como deficientes, migrantes e desempregados. 
Por fim, com o aumento populacional, a questão da mobilidade desses trabalhadores torna-se um 
grande desafio. 
A PNSTT: 
Foi criada com o objetivo de assegurar saúde para todos os trabalhadores brasileiros, como dito 
por seus principais artigos: 
“Art. 2º A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora tem como finalidade definir 
os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem observados pelas três esferas de gestão do 
Sistema Único de Saúde (SUS), para o desenvolvimento da atenção integral à saúde do 
trabalhador, com ênfase na vigilância, visando a promoção e a proteção da saúde dos 
trabalhadores e a redução da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos 
processos produtivos”. 
“Art. 3º Todos os trabalhadores, homens e mulheres, independentemente de sua localização, 
urbana ou rural, de sua forma de inserção no mercado de trabalho, formal ou informal, de seu 
vínculo empregatício, público ou privado, assalariado, autônomo, avulso, temporário, 
cooperativados, aprendiz, estagiário, doméstico, aposentado ou desempregados são sujeitos desta 
Política”. 
Principais Objetivos das PNSTT: 
Fortalecer a Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT) e a integração com os demais 
componentes da Vigilância em Saúde (incluindo análise de situação de saúde dos trabalhadores e 
a formação de intervenções). 
Garantir a integralidade, ou seja, inserir as ações de saúde do trabalhador em todas as instâncias 
da Rede de Atenção à Saúde do SUS. 
Incorporar a categoria “trabalho” como determinante do processo saúde-doença dos indivíduos e 
da coletividade, incluindo-a nas análises de situação de saúde e nas ações de promoção em saúde. 
Principais Estratégias da PNSTT: 
Articular e sistematizar as informações das demais bases de dados de interesse à saúde do 
trabalhador, em especial: 
Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), Sistema Único de Benefícios (SUB), Relação 
Anual de Informações Sociais (RAIS), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados 
(CAGED), Sistema Federal de Inspeção do Trabalho (SFIT), Troca de Informação em Saúde 
Suplementar (TISS) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), etc. 
Estabelecer a notificação compulsória e investigação obrigatória em todo território nacional dos 
acidentes de trabalho graves e com óbito e das intoxicações por agrotóxicos, considerando critérios 
de magnitude e gravidade. 
 
Estruturar a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) no contexto da 
Rede de Atenção à Saúde, através de mapeamento das atividades produtivas no país, identificação 
de possíveis doenças ou agravos relacionados ao trabalho etc. 
Fortalecer e ampliar a intersetorialidade, através de fiscalização conjunta onde houver condições 
insalubres, perigosas e degradantes de trabalho. 
 
 
 
RENAST: 
 
O RENAST propõe, junto a atenção básica primária em saúde: 
• Reconhecimento e mapeamento das atividades produtivas no território; 
• Reconhecimento e identificação da população trabalhadora e seu perfil sócio-ocupacional 
no território; 
• Reconhecimento e identificação dos potenciais riscos e impactos (perfil de 
morbimortalidade) à saúde dos trabalhadores, das comunidades e ao meio ambiente, 
advindos das atividades produtivas no território; 
• Identificação da rede de apoio social aos trabalhadores no território; 
• Suspeita e ou identificação da relação entre o trabalho e o problema de saúde apresentado 
pelo usuário, para fins de diagnóstico e notificação dos agravos relacionados ao trabalho; 
• Articulação com as equipes técnicas e os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador 
(CEREST) sempre que necessário, para a prestação de retaguarda técnica especializada, 
considerando seu papel no apoio matricial a toda rede SUS; 
• Incorporação de conteúdos de saúde do trabalhador nas estratégias de capacitação e de 
educação permanente para as equipes da atenção primária em saúde.

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