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Políticas públicas de atenção à saúde do 
trabalhador
Apresentação
As políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador são entendidas como ações assistenciais, 
promocionais e educacionais em saúde, de vigilância e prevenção de riscos e agravos, articuladas 
com a saúde do trabalhador, tendo essas uma vasta aplicabilidade no setor de saúde e comercial.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender sobre as políticas públicas de atenção à saúde 
do trabalhador, e seus benefícios à saúde, entendendo como colocá-las em prática.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador.•
Construir melhores estratégias de políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador e suas 
aplicabilidades.
•
Diferenciar as formas de riscos e agravos na saúde do trabalhador.•
Infográfico
Um acidente de trabalho ocorre quando um trabalhador sofre algum tipo de lesão, temporária ou 
permanente, durante seu trabalho ou em decorrência dele. Nesse sentido, a área de saúde do 
trabalhador é responsável por implementar medidas e ações que visam a garantir ambientes 
seguros e saudáveis e, assim, reduzir a morbimortalidade por esses eventos.
Neste Infográfico, você vai aprender sobre os diferentes tipos de acidentes de trabalho e as 
classificações consideradas pela Previdência Social, além de conhecer as principais recomendações 
para garantir ambientes seguros e saudáveis.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/c7003997-a6b7-437f-94a7-8b36d70a16ff/5deae422-1b26-466c-9a31-96b2caf3d053.png
Conteúdo do livro
O trabalho é condição inerente à subsistência humana e, portanto, é preciso conhecer os riscos e os 
principais agravos decorrentes dele. É no local de trabalho que as pessoas passam grande parte do 
dia, o que torna fundamental estabelecer políticas públicas focadas na saúde do trabalhador, 
visando a estabelecer ações e estratégias com foco na promoção da saúde e na prevenção de 
acidentes de trabalho e a assegurar locais de trabalho seguros e saudáveis.
No capítulo Políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, você vai aprender sobre a saúde do trabalhador e as estratégias pensadas para 
promover a saúde e prevenir os fatores de risco de acidentes de trabalho.
Boa leitura.
SAÚDE PÚBLICA
Ana Manuela Ordonez
Políticas públicas de atenção à 
saúde do trabalhador
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
� Identificar as políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador.
� Elaborar melhores estratégias de políticas públicas de atenção à
saúde do trabalhador e suas aplicabilidades.
� Diferenciar as formas de riscos e agravos na saúde do trabalhador.
Introdução
As políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador são compos-
tas por ações assistenciais, promocionais e educacionais em saúde, 
incluindo a vigilância e a prevenção de riscos e agravos. Tais ações 
estão diretamente relacionadas à motivação e à boa convivência da 
equipe no trabalho.
Neste capítulo, você vai aprender sobre as políticas públicas com 
foco na saúde do trabalhador e compreender as principais ações e 
estratégias para reduzir os fatores de risco presentes no ambiente la-
boral, buscando promover a saúde e prevenir o adoecimento.
Saúde do trabalhador
O termo Saúde do Trabalhador compreende as relações entre o trabalho e o 
processo saúde/doença. Trabalhador é toda pessoa que exerça uma atividade 
de trabalho, seja no mercado formal ou informal de trabalho, inclusive na 
forma de trabalho familiar e/ou doméstico. 
Nas últimas décadas, várias iniciativas da sociedade brasileira procu-
raram consolidar avanços nas políticas públicas de atenção integral em Saúde 
do Trabalhador (ST), incluindo ações de assistência, promoção, vigilância e 
prevenção dos agravos relacionados ao trabalho. 
Você deve considerar os diversos riscos ambientais e organizacionais aos 
quais os trabalhadores estão expostos, em função de sua inserção nos pro-
cessos de trabalho. Assim, as ações de saúde do trabalhador devem ser in-
cluídas formalmente na agenda da rede básica de atenção à saúde, pois ele 
está sujeito a um adoecimento específico que exige estratégias específicas de 
promoção, proteção e recuperação da saúde.
Problemas como depressão, ansiedade, síndrome de burnout, ou outras de ordem 
emocional, muitas vezes estão associados com questões de trabalho, como a carga 
horária excessiva, a pressão para obtenção de resultados, desentendimentos na área 
de trabalho e demais fatores. Assim, trabalhadores podem acabar desenvolvendo de-
sânimo prolongado no convívio de trabalho, ocasionando tristeza profunda e conse-
quente queda no rendimento profissional. 
Exemplo
De acordo com dados oficiais, ocorrem em todo o mundo acidentes e do-
enças originadas nos processos de trabalho, com significativo impacto para 
a saúde pública. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 
anualmente acontecem cerca de 270 milhões acidentes do trabalho no mundo; 
2 milhões deles são fatais. O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de 
acidentes fatais. 
Dados da Previdência Social do ano de 2010 quantificaram cerca de 720 mil 
acidentes, sendo que mais de 2.500 resultaram em mortes, 15 mil resultaram 
em afastamentos do trabalho por incapacidade permanente gerando um im-
pacto orçamentário, de cerca de R$11 bilhões para pagamento de auxílio-do-
ença e auxílio-acidente. 
Você deve observar que esses números representam apenas uma parte do 
total dos acidentes efetivamente ocorridos, por excluírem aqueles subnotifi-
cados e os acidentes sofridos por trabalhadores do setor informal. Além disso, 
você assiste ao aumento dos agravos e ao surgimento de novo perfil de mor-
bidade, em especial as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os problemas 
de saúde mental decorrentes da reestruturação da economia e da produção. 
Como parte integrante da saúde coletiva, a ST é um espaço interdisci-
plinar e pluri-institucional que apreende o trabalho como um dos principais 
determinantes sociais da saúde. Considerando a complexidade, o campo da 
ST preconiza um modo de agir integrador que inclui a promoção, a prevenção 
e a assistência. O trabalhador, individual e coletivo, é o sujeito de um processo 
de mudanças. 
A atenção à Saúde do Trabalhador contempla três níveis de atuação: 
Políticas públicas de alimentação e nutrição2
 � A vigilância: ações destinadas à definição dos perigos e dos riscos inerentes 
a um processo de trabalho e à consequente promoção de medidas que visam 
ao adequado controle dos perigos e riscos e de controle médico, assim como 
um programa que permita a coleta e a análise dos dados gerados; 
 � A assistência à saúde: incluindo serviços de acolhimento, atenção, con-
dutas clínicas e ocupacionais e um sistema de benefícios justo; 
 � A abordagem e a conduta apropriadas aos determinantes sociais, indivi-
duais ou de grupos, que impactam negativamente na saúde da maioria dos 
trabalhadores. 
Pela interdisciplinaridade da área e o amplo leque de ações, há necessi-
dade da interveniência de setores públicos distintos, representados pelo Tra-
balho, pela Saúde e pela Previdência, que deveriam atuar de forma conjunta 
e complementar.
A Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat) ocupa um papel central na 
intervenção sobre os fatores que podem ser determinantes à saúde dos traba-
lhadores e é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar 
situações que colocam em risco a saúde da população trabalhadora. Você ob-
serva que a atuação se articula em três dimensões: a promoção da saúde, a 
prevenção das enfermidades e acidentes e a atenção curativa. 
No campo da saúde do trabalhador, você tem o conceito de vigilância em 
saúde como eixo orientador, que deveabranger três níveis: as causas ou os de-
terminantes; os riscos ou a exposição; os danos ou as consequências. Essa con-
quista social está garantida na Constituição Federal de 1988 e consolidada pela 
Lei nº 8.080/90, que determina que tais ações devem ser desenvolvidas pelo 
Estado brasileiro, sendo consideradas também como competências do SUS. 
Saúde do trabalhador - quadro institucional
Ministério do Trabalho e Emprego (tem), Ministério da Previdência e Assis-
tência Social (MPAS), Ministério da Saúde/Sistema Único de Saúde (MS/SUS) 
e Ministério do Meio Ambiente (MMA): cada um desses setores tem suas es-
pecificidades, que se complementam, principalmente, quando da atuação no 
campo da Vigilância da Saúde. Recentemente, têm sido desenvolvidos esforços 
no sentido de articular e racionalizar a atuação desses distintos setores.
Em relação ao Conselho Nacional de Saúde, existe a Comissão Interins-
titucional de Saúde do Trabalhador (CIST), câmara técnica específica, cujo 
papel é assessorar o Conselho nas questões relativas à saúde dos trabalha-
Políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador 3
dores. A organização de câmaras técnicas nos moldes da CIST/CNS, ao nível 
de conselhos estaduais e municipais de Saúde, deve ser estimulada visando 
garantir, entre outras questões, o controle social.
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
O MTE tem as funções de realizar a inspeção e a fiscalização das condições 
e dos ambientes de trabalho em todo o território nacional. Essas atribuições 
estão fundamentadas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata 
das condições de Segurança e Medicina do Trabalho. Em nível estadual, o Mi-
nistério do Trabalho é representado pelas Delegacias Regionais do Trabalho e 
Emprego (DRTE), que possuem um setor responsável pela operacionalização 
da fiscalização dos ambientes de trabalho.
Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS)
Apesar das inúmeras mudanças em curso na Previdência Social, o Instituto 
Nacional do Seguro Social (INSS) ainda é o responsável pela perícia médica, 
reabilitação profissional e pagamento de benefícios. É bom você se lembrar 
de que só os trabalhadores assalariados, com carteira de trabalho assinada, 
inseridos no chamado mercado formal de trabalho, terão direito ao conjunto 
de benefícios acidentários garantidos pelo MPAS/INSS. 
Ao sofrer um acidente ou uma doença do trabalho, que gere incapacidade 
para a realização das atividades laborais, o trabalhador celetista, segurado 
do INSS, deverá ser afastado de suas funções, ficando “coberto” pela ins-
tituição durante todo o período necessário ao seu tratamento. Só deverá ser 
encaminhado à Perícia Médica do INSS quando o problema de saúde apre-
sentado necessitar de um afastamento por período superior a 15 (quinze dias). 
O pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento é de responsabilidade do 
empregador.
Para o INSS, o instrumento de notificação de acidente ou doença rela-
cionada ao trabalho é a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), que 
deverá ser emitida pela empresa até o primeiro dia útil seguinte ao do aci-
dente. Caso a empresa se negue a emitir a CAT, poderão fazê-lo o próprio 
acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que 
o assistiu ou qualquer autoridade pública., sem necessidade de obedecer aos 
prazos citados. A CAT deve ser sempre emitida, independentemente da gra-
Políticas públicas de alimentação e nutrição4
vidade do acidente ou doença, mesmo nas situações nas quais não se observa 
a necessidade de afastamento por período superior a 15 dias, para efeito de 
vigilância epidemiológica e sanitária. O trabalhador segurado que se afastou 
de suas funções devido a um acidente ou doença relacionada ao trabalho tem 
garantido, pelo prazo de um ano, a manutenção de seu contrato de trabalho 
na empresa.
O papel do Ministério da Saúde/Sistema Único de Saúde 
(MS/SUS)
A Lei Orgânica da Saúde (LOS, Lei n.º 8.080/90), que regulamentou o SUS e 
suas competências no campo da Saúde do Trabalhador, considera o trabalho 
como importante fator determinante/condicionante da saúde.
O artigo 6º da LOS determina que a realização das ações de saúde do tra-
balhador siga os princípios gerais do SUS e recomenda, especificamente, a as-
sistência ao trabalhador vítima de acidente de trabalho ou portador de doença 
profissional ou do trabalho; a realização de estudos, pesquisa, avaliação e 
controle dos riscos existentes no processo de trabalho; a informação ao traba-
lhador, sindicatos e empresas sobre riscos de acidentes bem como resultados 
de fiscalizações, avaliações ambientais, exames admissionais, periódicos e 
demissionais, respeitada a ética.
O mesmo artigo define a Saúde do Trabalhador como um conjunto de 
atividades de vigilância epidemiológica e sanitária para promover e proteger 
a saúde dos trabalhadores, assim como para recuperar e reabilitar a saúde 
dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições 
de trabalho.
O papel do Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Com base na Constituição Federal, o papel do Ministério do Meio Ambiente 
(MMA) envolve as necessidades de uso racional dos recursos naturais do pla-
neta. O MMA exerce um papel fundamental, dada a proporção continental 
de nosso país, sua enorme variedade climática, seu gigantesco patrimônio 
ambiental e a importante diversidade biológica.
Uma vez que a degradação ambiental está fortemente ligada a diversos 
fatores de ordem socioeconômica, como à ocupação urbana desordenada e, 
principalmente, aos modos poluidores dos processos produtivos, a área am-
Políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador 5
biental deve estabelecer articulações com setores da sociedade civil orga-
nizada e trabalhar em sintonia permanente com setores de governo, como 
saúde, educação e trabalho.
Política nacional de saúde do trabalhador e 
da trabalhadora
A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PSNT) foi 
instituída pela Portaria nº 1.823, de 23 de agosto de 2012, e tem como fi-
nalidade definir os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem obser-
vadas pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), para o 
desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador, com ênfase na 
vigilância, visando a promoção e a proteção da saúde dos trabalhadores e a 
redução da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e 
dos processos produtivos.
Esta política tem interfaces com diversas áreas e políticas públicas como 
previdência social, trabalho e emprego, educação, meio ambiente, agricultura, 
indústria, comércio, mineração, ciência e tecnologia, segurança pública, entre 
outras.
De acordo com essa Portaria, todos os trabalhadores, homens e mulheres, 
independentemente de sua localização, de sua forma de inserção no mercado 
de trabalho, de seu vínculo empregatício são sujeitos desta Política. A Polí-
tica Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora alinha-se com o 
conjunto de políticas de saúde no âmbito do SUS, considerando a transversa-
lidade das ações de saúde do trabalhador e o trabalho como um dos determi-
nantes do processo saúde-doença.
A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora deve con-
templar todos os trabalhadores priorizando, entretanto, pessoas e grupos em 
situação de maior vulnerabilidade, como aqueles inseridos em atividades ou 
em relações informais e precárias de trabalho, em atividades de maior risco 
para a saúde, submetidos a formas nocivas de discriminação, ou ao trabalho 
infantil, na perspectiva de superar desigualdades sociais e de saúde e de 
buscar a equidade na atenção.
Entre os objetivos da Política está fortalecer a Vigilância em Saúde do 
Trabalhador, com a identificação das atividades produtivas da população e 
das situações de risco à saúde; análise das necessidades, demandas e pro-
blemas de saúde dos trabalhadores; intervenção nos processos e ambientes de 
Políticas públicas de alimentação e nutrição6
trabalho; produçãode tecnologias de intervenção e monitoramento, e controle 
e avaliação da qualidade dos serviços e programas de saúde do trabalhador.
Para promover ambientes e processos de trabalhos saudáveis, a PNST prevê a 
adoção de parâmetros de proteção da saúde dos trabalhadores; além da iden-
tificação e erradicação de situações análogas ao trabalho escravo ou de tra-
balho infantil. Deve ser garantido também o acesso do trabalhador à rede de 
atenção à saúde do SUS, desde a atenção primária em saúde, passando pela 
atenção especializada, incluindo serviços de reabilitação; atenção pré-hospi-
talar, de urgência e emergência; rede de laboratórios e de serviços de apoio 
diagnóstico, e assistência farmacêutica.
O objetivo da PNST é reduzir acidentes e doenças relacionadas ao tra-
balho, promovendo ações de promoção, reabilitação e vigilância em saúde. 
Suas diretrizes compreendem a atenção integral à saúde, a articulações entre 
diferentes setores, a participação popular e o apoio ao desenvolvimento de 
estudos e capacitação em recursos humanos. 
A seguir, você encontra as diretrizes e as estratégias da PSNT!
São diretrizes da PNST: 
 � Diretriz 1 - fortalecimento da Vigilância em Saúde do Trabalhador e inte-
gração com os demais componentes da Vigilância em Saúde;
 � Diretriz 2 - promoção da saúde e de ambientes e processos de trabalho 
saudáveis; e
 � Diretriz 3 - garantia da integralidade na atenção à Saúde do Trabalhador.
São estratégias da PNST: 
 � Estratégia 1 - integração da Vigilância em Saúde do Trabalhador junto 
aos demais componentes da Vigilância em Saúde e com a Atenção Pri-
mária em Saúde;
 � Estratégia 2 - análise do perfil produtivo e da situação de Saúde dos Tra-
balhadores;
 � Estratégia 3 - estruturação da Rede de Atenção Integral à Saúde do Tra-
balhador (RENAST);
 � Estratégia 3.1 - Ações de Saúde do Trabalhador junto à Atenção Pri-
mária em Saúde (APS);
 � Estratégia 3.2 - Ações de Saúde do Trabalhador junto à Rede de Urgência 
e Emergência (pré-hospitalar e hospitalar);
 � Estratégia 3.3 - Ações de Saúde do Trabalhador junto aos Serviços de 
Especialidades;
Políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador 7
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Aten-
ção Básica. Saúde do trabalhador. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2002. (Cadernos de 
Atenção Básica, 5).
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 1.823, de 23 de agosto de 2012. Brasília, 
DF, 2012. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2016.
Leituras recomendadas
 � Estratégia 3.4 - Centros de Referência em Saúde do Trabalhador na 
Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST);
 � Estratégia 4 - fortalecimento e ampliação da articulação Intersetorial;
 � Estratégia 5 - estímulo à participação da comunidade, dos trabalhadores 
e do Controle Social;
 � Estratégia 6 - desenvolvimento e capacitação de recursos humanos;
 � Estratégia 7 - apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas; e
 � Estratégia 8 - garantia do financiamento das ações de Saúde do Trabalhador.
Criados a partir da Portaria Ministerial 1.679/2002, os Centros de Referência Especiali-
zada em Saúde do Trabalhador (CERESTs), juntamente com as áreas técnicas de Saúde 
do Trabalhador, nos âmbitos estaduais e municipais de saúde, têm o papel de prover 
retaguarda técnica especializada para o conjunto de ações e serviços da rede SUS. A 
finalidade é a de ampliar a rede nacional de atenção à saúde dos trabalhadores (RE-
NAST), integrando os serviços do SUS, voltados à assistência e a vigilância de modo a 
unificar os esforços na prevenção, controle e enfrentamento estratégico dos problemas 
de saúde coletiva como as mortes, acidentes e doenças relacionadas com o trabalho. 
Políticas públicas de alimentação e nutrição8
Dica do professor
As políticas públicas de atenção à saúde do trabalhador são parte do campo de relação trabalho-
saúde, pela delimitação de um profissional específico para a investigação e pela intervenção na 
relação entre o processo de trabalho e a saúde.
Neste vídeo da Dica do Professor, você vai conhecer melhor essa política, bem como as principais 
ações e estratégias que podem reduzir os agravos à saúde.
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https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/f2fc9d98a8e10c7fcf92f5dc624af8bf
Na prática
O papel da área de saúde do trabalhador no SUS, por meio dos Centros de Referência em Saúde do 
Trabalhador (Cerests), juntamente com as áreas técnicas, nos âmbitos estadual e municipal, é 
prover retaguarda técnica especializada para o conjunto de ações e serviços da rede SUS.
Neste Na Prática, você vai ver um exemplo prático de atendimento dos usuários no Cerest.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
A evolução da vigilância em saúde ambiental e saúde do 
trabalhador no Sistema Único de Saúde (SUS) – 2011-2021
O documento apresenta um resumo dos avanços e dos desafios para o fortalecimento da vigilância 
em saúde ambiental e da vigilância em saúde do trabalhador, além das oportunidades para garantir 
a universalidade, a equidade e a integralidade nos serviços e nas ações de saúde, em alinhamento 
com os princípios do SUS.
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Saúde do trabalhador: aspectos históricos, avanços e desafios 
no Sistema Único de Saúde
O artigo apresenta a trajetória institucional do campo da saúde do trabalhador no SUS com ênfase 
nos desafios do desenvolvimento de ações de vigilância em saúde do trabalhador.
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Promoção de ambientes de trabalho saudáveis e seguros na 
prevenção das doenças e agravos relacionados ao trabalho
O informe tem recomendações para a promoção de ambientes de trabalho saudáveis e seguros 
com foco na prevenção das doenças e agravos relacionados ao trabalho, incluindo os acidentes que 
acontecem com milhares de trabalhadores no Brasil e no mundo.
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/saude-do-trabalhador-1/a-evolucao-vigilancia-da-em-saude-ambiental-e-saude-do-trabalhador-no-sistema-unico-de-saude-sus-2011-2021/view
https://doi.org/10.1590/1413-81232018236.04922018
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https://renastonline.ensp.fiocruz.br/sites/default/files/arquivos/recursos/boletim_epidemiologico_svs_18_st.pdf

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