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ÍNDICE História dos surdos ...................................................................... 2, 3 A língua de Sinais…………………………………………………….3,4 Leis da Libras ............................................................................ 5, 6 Alfabeto Manual e número............................................................ 7,8 Parâmetros.................................... ........................................ 7, 9 Cumprimentos............................................................................. 10, 11 Dias da semana…………………................................................. 11,12 Calendário/Tempo.................................................................... 13, 14 Família/Pessoas ........................................................................ 15-18 Pronomes........................................................................................ 18-19 Antônimos ........................................................................................ 19-22 Animais .................................................................................... 23-26 Cores ................................................................................... 26 -27 Meios de Transporte ................................................................ 27 -28 Profissões ................................................................................ 28-29 Frutas......................................................................... . 30,31 Meios de Comunicação ........................................................... 31,32 Verbos I ................................................................................ .... 32-36 A História dos Surdos no Brasil e mundo Na Grécia Antiga os surdos sofriam A história dos surdos passa por uma mudança radical na antiga sociedade grega. Para os antigos gregos, as pessoas surdas eram tidas como incapazes de raciocinar e incompetentes. Dessa forma, os surdos não podiam ter qualquer espécie de direito, sendo muito discriminados pela sociedade como um todo. Nos casos mais extremos, as pessoas surdas chegavam a ser condenadas à morte. Entretanto, mesmo em meio a uma profunda discriminação, Sócrates, um dos mais notáveis filósofos gregos, no ano de 360 a.C afirmou ser aceitável que os surdos tivessem uma comunicação que utilizasse o corpo e as mãos. No Egito, os surdos eram visto como deuses A história dos surdos também têm importantes referências nos antigos egípcios. Nessa antiga sociedade, os surdos eram considerados como deuses. Ou seja, eles eram adorados e tinham por função realizar uma mediação entre os faraós e os deuses. Devido a essa posição de autoridade e prestígio, os surdos eram muito respeitados e até mesmo temidos pela sociedade. Surdos na Roma Antiga A antiga sociedade romana foi totalmente influenciada pela cultura grega. Por esse motivo, na Roma Antiga, as pessoas surdas eram vistas com os mesmos preconceitos existentes na Grécia Antiga. Quem apresentava deficiência auditiva era tido como imperfeito. Dessa forma, as pessoas surdas eram excluídas quase que totalmente do convívio social. A Igreja Católica e a história dos surdos Santo Agostinho (354 d.C – 430 d.C), um dos nomes de maior relevância na Igreja Católica, chegou a dizer que uma pessoa era surda pelo fato de os pais precisarem pagar pecados anteriormente cometidos. Entretanto, Santo Agostinho, assim como o filósofo grego Sócrates, defendia a ideia de que os surdos podiam se comunicar utilizando gestos. Nesse contexto, a comunicação por meio de gestos era considerada como um importante recurso para a salvação da alma. Em 700 d.C, John Beverly, um bispo inglês, foi a primeira pessoa a ensinar um surdo a se comunicar. Por essa razão, ele é lembrado como um dos pioneiros no processo de educação dos surdos. Por mais que o bispo Beverley seja considerado pioneiro na educação de pessoas com deficiência auditiva, o reconhecimento formal como primeiro professor para surdos foi dado a um monge beneditino chamado Pedro Ponce de León (1520-1584). O reconhecimento de Pedro Ponce foi obtido pelo fato de ele ter criado o alfabeto manual que ajudou as pessoas surdas a soletrar as palavras. Juan Pablo Bonet (1573-1633) seguiu o trabalho que começou por meio de Pedro Ponce. Bonet ensinava os surdos a lerem e falarem usando um método diferenciado, que era classificado como método oral. A história dos surdos no Brasil No nosso país, a história dos surdos teve seu início no período do segundo império, que era liderado por Dom Pedro II. O segundo império começou em 1840 e finalizou em 1889, devido à Proclamação da República. Devido a um convite de Dom Pedro II, em 1855, o conde e professor francês Eduard Huet veio de mudança para o Brasil. A missão desse professor era ensinar uma metodologia já adotada na França, e grande parte da Europa, para a educação das pessoas surdas. Em decorrência do brilhante trabalho de Huet, foi fundado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o Imperial Instituto Nacional de Surdos-Mudos. Essa fundação ocorreu no ano de 1857 e foi um dos grandes marcos para a história dos surdos brasileiros. Nos dias atuais, o instituto criado por Eduard Huet recebe o nome de Instituto Nacional de Educação dos Surdos – INES. Nos anos 70, o instituto já disponibilizava um tratamento adequado e diferenciado para bebês que apresentavam surdez. Na década de 80, o INES reforçou as pesquisas com relação à Libras – Língua Brasileira de Sinais. Além disso, esse instituto dedicou-se ainda mais a pesquisas e estudos sobre as metodologias e processos utilizados na educação de surdos. A partir dessas pesquisas, foi criado o primeiro curso em nível de especialização para professores que atuam na educação para surdos. O reconhecimento da Libras tornou-se uma realidade em 2002, com a lei nº 10.436. Essa foi uma das mais importantes conquistas da comunidade surda brasileira. Por meio deste reconhecimento, foram ampliados o ensino e a difusão da Língua Brasileira de Sinais. Nomes de destaque na história dos surdos – Alexandre Graham Bell: cientista e inventor que defendeu a oralização das pessoas surdas. – Jean Itarde: primeiro médico que se dedicou de maneira mais profunda à surdez. – Helen Keller: surda e cega aos 7 anos, a história de Helen é conhecida em todo o planeta. Ela foi escritora, conferencista e ativista social. – Thomas Braidwood: fundou uma escola para pessoas surdas na Europa. – Thomas Hapkins Gallaudet: importante educador que fundou uma escola para surdos nos Estados Unidos, em 1817. Gallaudet também foi determinante para a criação da Língua Gestual Americana. Além de aprender a história dos surdos, veja nossos outros temas de grande importância para as pessoas que apresentam deficiência auditiva. A Língua de sinais As línguas de sinais são naturais, pois surgiram do convívio entre as pessoas. Elas podem ser comparadas à complexidade e à expressividade da línguas orais, pois pode ser passada qualquer conceito, concreto ou abstrato, emocional ou racional, complexo ou simples por meio delas Trata-se de língua organizadas e não de simples junção de gestos. Por este motivo, por terem regras e serem totalmente estruturadas, são chamadas de LÍNGUAS. As línguas de sinais distinguem-se das línguas orais porque se utilizam de um meio visual-espacial e oral-auditivos, ou seja, na elaboração das línguas de sinais precisamos olhar os movimentos que o emissor realiza para entender sua mensagem. já na língua oral precisamos apenas ouvi-lo, sem necessariamente estar olhando para ele. Um exemplo é um casal de ouvintes que conversa mesmo quando um deles está na cozinha e outro na sala. Já nas línguas de sinais esta situação é impossível, pois precisamos estar ao alcance da visão para que o sinal seja notado e percebido pelo receptor. As línguas de sinais possuem mecanismos morfológicos, sintáticos e semânticos. O canal usado nas línguas de sinais(o espaço) pode contribuir muito para a produção de sinais que estejam mais em contato com a realidade do que puramente as palavras.O sinal de árvores na Língua Brasileira de Sinais é representado por uma das mãos sendo tronco e a outra as folhas, o que é muito mais significativo do que a palavra ÁRVORE. Como todas as outras, as línguas de sinais são vivas, pois estão em constante transformação com novos sinais, sendo introduzidos pela comunidade Surda de acordo com a sua necessidade. As línguas de sinais não são universais. Cada uma tem a sua própria estrutura gramatical e assim, como não temos uma língua oral única, também não temos apenas uma língua de sinais. A língua de sinais, assim como a língua oral, é a representação da cultura de um povo. Mesmo países com a mesma língua oral possuem línguas de sinais diferentes. Um exemplo é o caso de Brasil e Portugal, por mais que estes países possuam a mesma língua oral, possuem línguas de sinais diferentes, com características próprias. O contrário acontece com os Estados Unidos e o Canadá, que possuem a mesma língua oral e a mesma língua de sinais. A Língua Brasileira de Sinais A Língua Brasileiras de Sinais é a língua de sinais utilizada pelas pessoas Surdas que vivem no Brasil e tem como sigla a inicial das palavras, sendo também chamada de LIBRAS. A Língua Brasileira de Sinais, como descrito anteriormente, também é uma língua de modalidade gestual-visual. O que chamamos de palavras nas línguas de sinais, não podendo ser chamado de mímica, pois possui estas características. LEI DE LIBRAS LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Art. 2º Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. Art. 3º As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor. Art. 4ºO sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente. Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa. Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Presidente da República Paulo Renato Souza Ministro da Educação Alfabeto Manual O Alfabeto Manual é uma forma de representação da ortografia da língua oral, utilizado somente em situações específicas, como por exemplo, para soletrar o nome de pessoas, lugares ou palavras que ainda não têm um sinal conhecido. No geral, cada palavra possui seu próprio sinal em Libras, isso significa que a Libras vai muito além do alfabeto manual. Alfabeto Manual Números a)Cardinais Na representação dos sinais, os números cardinais embora tenham mesma configuração de mão, diferente dos ordinais. A partir do número Dez (10), não há mais diferença entre os cardinais. Cardinais Números cardinais: Usado para falar do número de telefone, número da sua casa, seu CPF, RG etc. Frase exemplo: Meu numero é 98654989 O número da minha casa é 76. b) Ordinais: Os números ordinais do PRIMEIRO até NONO têm a mesma forma do cardinais, o que é diferente é o movimento. Do PRIMEIRO até o QUARTO têm movimento. Do QUINTO até o NONO têm movimentos para os lados. Número Ordinais: usado para indicar posição lugar. Primeiro lugar, segundo lugar, terceiro lugar. Frase exemplo: Primeiro dia de aula. Ela chegou em segundo lugar na fila. c) Quantidade: Usa-se as mesmas configurações para os numerais ordinais, ou as configurações a seguir, sem movimentos. Quantidade: Usa-se para expressar quantidade de coisas. Frase exemplo: Comprei duas laranjas. Tenho três cachorros. PARÂMETROS DA LÍNGUA DE SINAIS A Libras tem sua estrutura gramatical organizada a partir de alguns paramentos que a formam nos diferentes níveis linguísticos. Da mesma forma que temos nas línguas orais pontos de articulações dos fonemas, também temos na língua de sinais pontos de articulações que são expressos por toques no corpo do usuário ou espaço no neutro. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros: 1- Configuração de mãos (CM) ; 2- Ponto de Articulação (PA); 3- Movimento (M); 4- Orientação ou Direcionalidade(O/D); 5- Expressão Facial e /ou corporal Configuração das Mãos (CM); são as formas nas quais as mãos são colocadas para execução do sinal. Pode ser representado por uma letra do alfabeto, dos números ou outras formas de colocar a mão no momento inicial. A configuração da mão é a representação de como estará a mão de dominância ( direita para os destros e esquerda para os canhotos) no momento inicial do sinal. Alguns sinais também podem ser representados pelas duas mãos. Configuração das Mãos (CM) Exemplos: Os APRENDER, LARANJA e ADORAR têm a mesma configuração de mão. Ponto de Articulação (PA); É o lugar onde incide a mão configurada para a execução do sinal. O ponto de Articulação pode ser parte do corpo ou sinal poderá ser realizado num espaço neutro vertical (ao lado do corpo) ou espaço neutro horizontal (na frente do corpo). Exemplo: Os sinais TRABALHAR, BRINCAR, CONSERTAR são feitos no espaço neutro e os sinais ESQUECER, APRENDER e PENSAR são feitos na testa. Movimento(M); Alguns sinais têm movimento, outros não, são sinais estáticos. Movimento é a deslocação da mão no espaço durante a execução do sinal. Os sinais citados acima tem movimento, com exceção de PENSAR que, como os sinais AJOELHAR, EM-PÉ, não tem movimento. Exemplos: Orientação ou Direcionalidade(O/D); É a direção que o sinal terá para ser executado. Em alguns sinais poderá não ocorrer. Os sinais podem ter uma direção e a inversão desta pode significar idéia de oposição, contrário ou concordância número-pessoal, como os sinais QUERER e QUERER-NÃO; IR e VIR. Exemplos: Expressão Facial e/ou corporal (EF/C); Muitos sinais necessitam de um complemento facial e até corporal para fazer com que sejam compreendidos. A expressão facial são as feições feitas pelo rosto para dar vida e entendimento ao sinal executados. Muitos sinais, além dos quatro parâmetros mencionados acima, em sua configuração tem como traço diferenciador também a expressão facial e/ou corporal, como os sinais ALEGRE e TRISTE. Há sinais feitos somente com a bochecha como LADRÃO, ATO-SEXUAL. Exemplos: Não presta – expressão facial de deprezo Cansar – expressão facial de cara de desânimo e inclinar a cabeça para frente