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Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
PROCESSOS NÃO CONVENCIONAIS 
DE USINAGEM
Aula 2
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Classificação dos processos de Usinagem:
1. Usinagem com Ferramenta de Geometria Definida
(arestas cortantes com formato e tamanho
conhecidos).
2. Usinagem com Ferramenta de Geometria Não
Definida (partículas abrasivas com formatos
aleatórios e compostas por arestas minúsculas de
corte).
3. Usinagem por Processos Não Convencionais.
INTRODUÇÃO
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
1. Usinagem com Ferramenta de Geometria Definida:
INTRODUÇÃO (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
2. Usinagem com Ferramenta de Geometria Não
Definida:
Tamborear
INTRODUÇÃO (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
• Os processos de usinagem convencionais usam o
contato físico entre a ferramenta e a peça para o
arrancamento de cavacos utilizando basicamente
dois mecanismos: o do cisalhamento e a abrasão.
• Apesar de todo o avanço tecnológico ocorrido nas
últimas décadas, esses processos têm sérias
limitações, com relação a novos materiais, formas
complexas, qualidade superficial e nano fabricação.
• Assim, motivou-se o desenvolvimento dos assim
chamados processos não convencionais de
usinagem.
INTRODUÇÃO (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Razões para o desenvolvimento dos processos não
convencionais de usinagem:
INTRODUÇÃO (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
“O termo usinagem não convencional refere-
se ao grupo de processos de usinagem, que
remove o material em excesso de uma peça
bruta através de várias técnicas que
envolvem energia mecânica, térmica, elétrica
ou química (ou combinações destas
energias). São chamados de processos de
usinagem, mas não usam uma ferramenta de
corte afiada como nos processos
convencionais.”
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Usinagem por Processos Não Convencionais:
• Remoção Térmica;
• Remoção Quimica;
• Remoção Eletroquimica;
• Remoção por Ultra-som;
• Remoção por jato d’água;
• Outros
INTRODUÇÃO (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
1. Mecânica - A energia mecânica utilizada é diferente daquela
utilizada nos processos convencionais, sem a ação de uma
ferramenta de corte. Ex: erosão da peça através de um fluxo em
alta velocidade de abrasivo.
2. Elétrica - Utilizam energia eletroquímica para remover o material.
3. Térmica - A energia térmica é utilizada para cortar ou moldar a
peça em uma área muito pequena da superfície da peça, por
fusão e/ou vaporização.
4. Química - Os produtos químicos aplicados removem de forma
seletiva partes do material da peça enquanto outras são protegidas
por uma máscara.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Processos NC – Energia Mecânica: 
• Usinagem por ultrassom 
• Corte por jato d’água 
• Corte por jato d’agua abrasivo 
• Usinagem por jato abrasivo 
• Usinagem por fluxo abrasivo 
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Usinagem por por Ultra-som:
• A remoção consiste na utilização de frequências ultrassônicas na
usinagem de materiais.
• Essa técnica tomou novo impulso a partir dos anos 80 devido ao
seu desempenho na usinagem de cerâmicas avançadas. Esses
materiais, devido às propriedades mecânicas como elevada
dureza e fragilidade, mostram-se muito difíceis de serem usinados
por técnicas convencionais de usinagem.
• O princípio do processo de usinagem por ultrassom baseia-se na
transformação de um sinal elétrico em vibrações mecânicas de
mesma frequência.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
• Utiliza uma ferramenta vibratória (em aços carbono ou aços
inoxidável) em baixa amplitude e alta frequência. As amplitudes
são de cerca de 0,075 mm (0,003 pol), e as frequências são de
aproximadamente 20.000 Hz.
• Abrasivos (materiais: nitreto de boro, carboneto de boro, óxido de
alumínio, carboneto de silício e diamante) contidos em uma
suspensão são movidos em alta velocidade contra a peça.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Princípio de funcionamento:
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Exemplo de material cortado por ultrassom:
• Qualquer material pode ser cortado por meio da usinagem por
ultrassom, porém a usinagem é mais efetiva em materiais com dureza
acima de 40 HRC.
• O processo de usinagem por ultrassom deve ser aplicado em
cavidades rasas em materiais duros e frágeis contendo área superficial
menor do que 1000 mm2 .
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Aplicações:
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Características da usinagem por ultrassom: 
• Usinagem mecânica por erosão 
• Não gera alterações na estrutura cristalina 
• Velocidade de usinagem baixa 
• Custo de implantação alto 
• Bom acabamento superficial 
• Aplicado para formas complexas, peças delicadas e micro 
usinagem.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Usinagem por jato d’água:
Este processo enquadra-se no grupo de remoção mecânica, onde a
força de impacto exercida por um jato de água em alta pressão na
superfície de contato do material supera a tensão de compressão
entre as moléculas, seccionando o mesmo com ou sem auxílio de
grãos abrasivos.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
• No jato de água pura, o fluxo
supersônico corrói o material.
• No jato de água abrasivo, o fluxo do
jato acelera as partículas abrasivas e
essas partículas, não a água,
corroem o material.
• Diâmetro do Bocal: 0,1 a 0,4 mm
• Pressão: aprox. 400 MPa
• Velocidade do jato: aprox. 900 m/s
• Velocidade de Avanço: de 5 mm/s
até mais de 500 mm/s.
• Materiais de usinagem (sem
partículas abrasivas):
plásticos, têxteis, materiais
compósitos, pisos cerâmicos,
carpetes, couro e papelão.
• Materiais de usinagem (com
partículas abrasivas): peças
Metálicas, Cerâmicas e
Compósitos.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Exemplo de usinagem com jato de água cortando
diferentes materiais:
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Exemplo de aplicação de jato d’água abrasivo:
• O jato de água abrasivo é centenas, se não milhares, de vezes mais poderoso que o jato
de água pura.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Vantagens:
• Capacidade de corte multidirecional
• Nenhum calor é produzido
• Cortes podem ser iniciados em qualquer lugar, sem a necessidade de pré-
furo.
• A peça é pouquíssimo molhada
• Não há deflexão no resto da peça
• A rebarba produzida é mínima
• A ferramenta não desgasta e consequentemente não necessita ser afiada
• O processo é ambientalmente seguro
• Os problemas de contaminação de poeira e eliminação de resíduos que
são frequentes em outros métodos de limpeza, não existem nesse
método.
• Pode haver mais de uma usinagem ocorrendo ao mesmo tempo na
mesma peça.
• A fixação do material é simples, o que reduz o tempo de ciclo e o custo.
• Retificação e polimento não são necessários
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Limitação: 
• Umalimitação do corte por jato d’água é que o processo não é
adequado para o corte de materiais frágeis (por exemplo, vidro)
devido a sua tendência a trincar durante o corte.
• Não é apropriado para produção em massa devido a elevados
requerimentos de manutenção.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Usinagem a jato abrasivo:
• Na usinagem a jato abrasivo (Abrasive Jet Machining – AJM) um
fluxo de grãos abrasivos de AI2O3 ou SiC carregados por um gás
ou ar de alta pressão e alta velocidade é focalizado na superfície
de trabalho.
• O material da peça é removido pela ação mecânica da abrasão
proveniente do impacto das partículas abrasivas em alta
velocidade.
• A aplicação melhor realizada pela usinagem AJM é a usinagem de
furos em materiais muito duros.
• É tipicamente usada para cortar, limpar, rebarbar, e cortar vidros,
cerâmicas, e metais duros (ferrosos e não ferrosos).
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Sistema de usinagem a jato abrasivo:
• Nesse sistema de usinagem, como mostrado na figura acima, é usado gás
(nitrogênio, CO2, ou ar) sob uma pressão de 2 a 8 Kg/cm2. Oxigênio nunca deve
ser usado, uma vez que pode causar uma reação química violenta com o cavaco
da peça ou com o abrasivo. Após a filtragem, o gás passa por uma câmara de
mistura que contem partículas abrasivas e vibra a 50 Hz. Da câmara de mistura,
o gás, junto com as partículas abrasivas (10-40 µm), passa através de um bocal
de carbeto de tungstênio de 0.45 mm de diâmetro, com velocidades de 150 a
300 m/s.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- vantagens da usinagem a jato abrasivo: 
• Devido ao processo ser “frio”, o processo pode ser usado com
sucesso na usinagem de materiais quebradiços e sensíveis a calor,
como vidro, quartzo, safira e cerâmicas.
• O processo pode ser usado para usinar superligas e materiais
refratários
• A usinagem não reativa com nenhum material de peça.
• Trocas de ferramenta não são requeridas
• Peças complicadas com cantos vivos podem ser usinadas
• Os materiais usinados não sofrem endurecimento
• Não é necessário um furo inicial, como no caso da eletroerosão a
fio
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- As principais limitações do processo se referem a :
• A taxa de remoção é lenta
• A dispersão do corte não pode ser evitada (baixa exatidão +/- 0,1
mm)
• O efeito de afunilamento pode ocorrer especialmente na furação
de metais
• O abrasivo pode se acumular na superfície de trabalho
• Sistemas de coleta dos grãos devem ser providenciados
• Materiais macios não podem ser usinados por esse processo
• Pó de sílica ocasiona riscos de saúde
• O ar do ambiente de usinagem deve ser filtrado de forma a
remover umidade e óleo
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Processos NC por Usinagem Eletroquímica : A energia
elétrica é usada em combinação com reações químicas para usinar
material condutor.
• Usinagem Eletroquímica – remove metal de uma peça por dissolução
anódica, com uma ferramenta-eletrodo bem próxima à peça,
entretanto, separada por um rápido fluxo de eletrólito.
• Rebarbação e Retificação Eletroquímica – adaptação da usinagem
eletroquímica para remover rebarbas ou para arredondar os cantos
pontiagudos de peças metálicas por dissolução anódica.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Usinagem eletroquímica:
• A energia elétrica é usada em combinação com reações químicas para usinar
material condutor.
• remove metal de uma peça por dissolução anódica, com uma ferramenta-
eletrodo bem próxima à peça, entretanto, separada por um rápido fluxo de
eletrólito.
• O material é retirado do anodo (polo 
positivo) e depositado sobre o catodo 
(polo negativo), na presença de um 
banho de eletrólito. 
• O banho de eletrólito flui rapidamente 
entre os dois polos para levar o produto 
da reação, de modo que ele não se 
deposite sobre a ferramenta. 
• Materiais de ferramenta: Cobre, Aço 
Inox e Latão. 
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
• Remoção eletroquímica:
Peça a usinar Peça já usinada
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Processos NC por Energia Térmica: Temperaturas localizadas
muito elevadas, o suficiente para remover o material por fusão ou
vaporização. Por isso, estes processos causam danos fisicos e
metalúrgicos para a superfície recém usinada da peça.
• Processos por Eletroerosão (EDM) e EDM a fio (Descargas Elétricas 
com fluido dielétrico) 
• Usinagem por Feixe de Elétrons 
• Usinagem a Laser
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Usinagem por eletroerosão:
• Processo de usinagem não convencional que utiliza energia
termelétrica na remoção de material em que a fusão e a vaporização do
material usinado formam os mecanismos principais.
• É um processo de usinagem por descargas elétricas para a geração de
orifícios, ranhuras e cavidades, geralmente de pequenas dimensões.
• A remoção de material é ocasionada por faíscas elétricas incidentes a
alta frequência.
• O perfil do eletrodo corresponde à contra forma do detalhe a ser obtido
na peça. Este processo aplica-se bem a materiais de elevada dureza e
baixa usinabilidade.
• Há dois processos básicos de eletroerosão a fio e por penetração.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Eletroerosão por penetração
Eletroerosão por fio
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Obs.: O fluido dielétrico fornece
isolamento contra descargas
prematuras, resfria a área
isolada, e remove os detritos
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Peça usinada por eletroerosão
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Nervuras em
cilindros de
laminação, para
a produção de
vergalhões para
a indústria de
construção civil,
usinados por
eletroerosão.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Sistema de usinagem por eletroerosão a fio
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Erosão a fio
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
• A maior vantagem que a eletroerosão representa para a usinagem moderna
é o quão versátil é para uso com metais, particularmente com os mais duros,
mais difíceis de usinar mecanicamente. Metais como carboneto de
tungstênio ou titânio podem ser facilmente usinados com EDM.
• Outra vantagem dessa técnica é a capacidade de produzir contornos
altamente precisos nas peças sem precisar rebarbar ou limpar a borda.
• Devido à natureza do processo de usinagem ser puramente baseado na
corrente elétrica, a técnica de eletroerosão pode fazer cortes longos em
profundidade que, de outra forma, seriam impossíveis. Projetos como
ranhuras ou nervuras são particularmente adequados para EDM.
• A usinagem por descarga elétrica pode ser feita após o tratamento térmico
de uma peça, o que significa que o processo não atrapalha a têmpera ou o
tratamento do metal, como a usinagem mecânica.
- Vantagens da EDM:
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
• A eletroerosão não é um método rápido, portanto não é ótimo para a
produção em escala.
• Também requer uma alta quantidade de energia elétrica, muitomais
elevada do que qualquer processo de usinagem mecânica.
- Desvantagens da EDM:
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Usinagem por feixe de elétrons:
• Processo baseado na energia termelétrica para remoção de
material.
• Para tanto, utiliza um feixe de elétrons a alta velocidade, que atua
no vácuo, provocando a vaporização do metal da peça-obra pelo
choque dos elétrons contra a superfície da peça-obra.
• O processo se aplica à confecção de pequenos orifícios e cavidades.
• Os componentes básicos, presentes em todas as máquinas de feixe
de elétrons, são: canhão emissor de elétrons, lentes de focalização
e sistema de ajuste de foco.
• Estes componentes estão alojados numa câmara de vácuo.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Usinagem a laser :
• Processo baseado na energia termelétrica para remoção de material em
que o metal é fundido e vaporizado por feixe colimado de luz
monocromática intensa chamada LASER (do inglês light amplification by
stimulated emission of radiation ).
• O sistema produz um feixe de luz concentrado, obtido por excitação dos
elétrons de determinados átomos, utilizando um veículo ativo que pode ser
um sólido (rubi) ou um gás (CO2 sob pressão).
• Este feixe de luz produz intensa energia na forma de calor).
• Este processo também se aplica a chapas finas de metal, madeira, plástico,
vidro e cerâmica, com um mínimo de desperdício e sem distorções.
• Ao utilizar o laser tem-se um corte de altíssimo nível de precisão, o que
permite realizar tarefas extremamente delicadas.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Usinagem a laser
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Vantagens:
• Não existe desgaste da ferramenta e quebra
• Furos podem ser posicionados com acurácia através de um
sistema laser óptico para o alinhamento
• Furos bem pequenos com um grande prolongamento podem ser
produzidos
• Uma grande variedade de materiais duros e difíceis de usinar
podem ser usinados
• A usinagem é extremamente rápida e tempos de setup são
economicamente viáveis
• Furos podem ser feitos em ângulos de entrada difíceis
• Devido à flexibilidade, o processo pode ser facilmente
automatizado
• O custo da operação é baixo
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- As principais limitações incluem:
• Alto custo do equipamento 
• Tapers são normalmente encontrados na furação direta 
• Um furo que não transpassa todo o material, que necessita de
profundidade precisa é difícil de ser usinado com um laser
• A grossura do material que pode ser usinado é restrita a 50 mm
• Materiais aderentes, que são encontrados principalmente no fim
dos furos necessitam ser removidos.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Processos NC por Usinagem Química: Na usinagem química
o material é removido por meio de um forte ataque químico.
• (Processos químicos: fresamento químico, estampagem química,
gravação química e usinagem por foto corrosão).
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Usinagem Química:
• A usinagem química é a dissolução química controlada do material
de uma peça pelo contato com um reagente forte.
• Revestimentos especiais chamados máscaras protegem áreas nas
quais o metal não deve ser removido.
• O processo é usado para produzir contornos e remover pouco
material de peça.
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Processo de Usinagem Química:
• Processos baseados na corrosão controlada de camadas do
material da peça.
• 1. Limpeza - Para poder remover uniformemente o material
• 2. Máscara – Aplicação de um revestimento protetor resistente ao
ataque químico (máscara) em certas partes da superfície da peça
• 3. Ataque - Remoção do material, a peça é imersa em um reagente
que quimicamente ataca as partes da superfície da peça que não
estão protegidas pela máscara
• 4. Retirada da máscara
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- O processo apresenta as seguintes vantagens:
• Redução de peso em peças de contorno complexo, as quais são difíceis de
serem usinadas por método convencionais
• Remoção simultânea de material em todas as superfícies, aumentando
produtividade
• Nenhuma rebarba é formada
• Tensões não são introduzidas na peça, o que minimiza distorções na
geometria e torna possível a usinagem de peças delicadas
• O custo capital do equipamento, usado na usinagem de componentes
grandes, é relativamente pequeno
• Mudanças de design podem ser implementadas rapidamente
• Exige menor preparo do operador
• Baixo custo de ferramentas
• Boa qualidade superficial em conjunto com a ausência de rebarbas
elimina a necessidade de operações de acabamento
• Várias peças com detalhes delicados podem ser usinadas ao mesmo
tempo
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- O processo de usinagem química apresenta as seguintes limitações:
• Apenas cortes rasos são praticáveis. Menos de 12.27 mm para folhas e 
placas, 3.83 mm em extrusões, e 6.39 mm em forjamentos. 
• Manuseio e disposição de produtos químicos podem ser problemático 
• Imperfeições superficiais são reproduzidas nas peças usinadas
• Superfícies metalúrgicas homogêneas são necessárias para obter os 
melhores resultados 
• Cortes profundos e estreitos são difíceis de reproduzir 
• Áreas soldadas frequentemente sofrem a ação do ataque a velocidades 
diferentes do metal base 
• Remoção de material em apenas um lado pode resultar em distorções 
consideráveis 
• A inexistência de tensões residuais nas superfícies quimicamente usinadas 
pode produzir resistência a fadiga desfavorável se comparado com 
processos que induzem tensões residuais de compressão. 
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
- Síntese – Processos Não Convencionais de Usinagem:
USINAGEM NÃO CONVENCIONAL (cont.)
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EXERCÍCIOS EM AULA (cont.)
1- Na usinagem por feixe de elétrons, os elétrons
acelerados possuem:
a) Energia térmica que se converte em energia cinética;
b) Energia cinética que se converte em energia térmica;
c) Energia elétrica que se converte em energia térmica;
d) Energia térmica que se converte em energia elétrica;
e) Energia mecânica que se converte em energia térmica.
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EXERCÍCIOS EM AULA (cont.)
1- Na usinagem por feixe de elétrons, os elétrons
acelerados possuem:
a) Energia térmica que se converte em energia cinética;
b) Energia cinética que se converte em energia térmica;
c) Energia elétrica que se converte em energia térmica;
d) Energia térmica que se converte em energia elétrica;
e) Energia mecânica que se converte em energia térmica.
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2- Sobre os processos de fabricação por usinagem não
convencional, assinale a alternativa correta.
A) No processo de eletroerosão o fluído utilizado é um eletrólito que tem
como finalidade fazer a lavagem das partículas erodidas e facilitar a
condutividade elétrica entre peça e eletrodo.
B) O corte por jato de água é utilizado apenas para materiais não metálicos
e de espessura muito finas.
C) Os principais motivos para o uso dos assim chamados processos nãoconvencionais de usinagem são: formas complexas, materiais de difícil
usinabilidade, miniaturização e obtenção de superfícies de qualidade.
D) A eletroerosão a fio é a mais indicada para fabricação de matrizes, e a
eletroerosão por penetração é indicada apenas para corte de materiais não
condutores.
E) O plasma e o laser são os únicos processos não convencionais que
utilizam energia térmica para cortar materiais. Os demais processos
utilizam energia química, eletroquímica e mecânica.
EXERCÍCIOS EM AULA (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
2- Sobre os processos de fabricação por usinagem não
convencional, assinale a alternativa correta.
A) No processo de eletroerosão o fluído utilizado é um eletrólito que tem
como finalidade fazer a lavagem das partículas erodidas e facilitar a
condutividade elétrica entre peça e eletrodo.
B) O corte por jato de água é utilizado apenas para materiais não metálicos
e de espessura muito finas.
C) Os principais motivos para o uso dos assim chamados processos não
convencionais de usinagem são: formas complexas, materiais de difícil
usinabilidade, miniaturização e obtenção de superfícies de qualidade.
D) A eletroerosão a fio é a mais indicada para fabricação de matrizes, e a
eletroerosão por penetração é indicada apenas para corte de materiais não
condutores.
E) O plasma e o laser são os únicos processos não convencionais que
utilizam energia térmica para cortar materiais. Os demais processos
utilizam energia química, eletroquímica e mecânica.
EXERCÍCIOS EM AULA (cont.)
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3- Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) :
a) ( ) O processo de usinagem química envolve a dissolução do
material, enquanto o processo de usinagem eletroquímica
funciona por transporte de material.
b) ( ) A energia do processo de usinagem química é gerada por uma
fonte externa.
c) ( ) Durante a usinagem eletroquímica, o eletrólito pode ter efeito
corrosivo sobre o material do recipiente de usinagem.
d) ( ) Na usinagem química não há necessidade de ferramenta
específica.
EXERCÍCIOS EM AULA (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
3- Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) :
a) (F) O processo de usinagem química envolve a dissolução do
material, enquanto o processo de usinagem eletroquímica
funciona por transporte de material.
b) (F) A energia do processo de usinagem química é gerada por uma
fonte externa.
c) (F) Durante a usinagem eletroquímica, o eletrólito pode ter efeito
corrosivo sobre o material do recipiente de usinagem.
d) (V) Na usinagem química não há necessidade de ferramenta
específica.
EXERCÍCIOS EM AULA (cont.)
Prof. José Milton de Freitas COMPLEMENTOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Considerando os processos não convencionais de fabricação por usinagem, analise as 
proposições a seguir.
1) Os processos de usinagem não convencionais utilizam-se de várias técnicas, que envolvem 
a energia mecânica, térmica, elétrica ou química (ou combinações dessas energias) para 
remoção de material. 2) Os processos de corte por jato de água podem utilizar água, com ou 
sem partículas abrasivas. Esses processos não são adequados para o corte de materiais 
frágeis, devido à tendência de formação de trincas. 3) No processo de eletroerosão, a 
remoção de material acontece devido a uma energia térmica. Neste processo, o fluido 
dielétrico é essencial, tanto para ionização do meio próximo à região do corte quanto para 
remoção das partículas geradas (diga-se um “cavaco”). 4) A usinagem por feixe de laser utiliza 
a energia da luz proveniente de um laser para remoção de material por meio de vaporização 
e ablação. Os tipos de laser utilizados são laser gasosos de dióxido de carbono ou de 
materiais cerâmicos.
Estão corretas:
Alternativas
A) 1, 2, 3 e 4.
B) 2 e 3, apenas.
C) 1, 2 e 3, apenas.
D) 1 e 4, apenas.
E) 1, 3 e 4, apenas.
QUESTÃO 4-
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Considerando os processos não convencionais de fabricação por usinagem, analise as 
proposições a seguir.
1) Os processos de usinagem não convencionais utilizam-se de várias técnicas, que envolvem 
a energia mecânica, térmica, elétrica ou química (ou combinações dessas energias) para 
remoção de material. 2) Os processos de corte por jato de água podem utilizar água, com ou 
sem partículas abrasivas. Esses processos não são adequados para o corte de materiais 
frágeis, devido à tendência de formação de trincas. 3) No processo de eletroerosão, a 
remoção de material acontece devido a uma energia térmica. Neste processo, o fluido 
dielétrico é essencial, tanto para ionização do meio próximo à região do corte quanto para 
remoção das partículas geradas (diga-se um “cavaco”). 4) A usinagem por feixe de laser utiliza 
a energia da luz proveniente de um laser para remoção de material por meio de vaporização 
e ablação. Os tipos de laser utilizados são laser gasosos de dióxido de carbono ou de 
materiais cerâmicos.
Estão corretas:
Alternativas
A) 1, 2, 3 e 4.
B) 2 e 3, apenas.
C) 1, 2 e 3, apenas.
D) 1 e 4, apenas.
E) 1, 3 e 4, apenas.
QUESTÃO 4-
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FIM
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