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1a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 O Código de Ética Profissional do Psicólogo dispõe sobre a responsabilidade social da atuação do(a) psicólogo(a). Segundo a normativa, esta ocorre através da: análise crítica e histórica da realidade política, econômica, social e cultural. eliminação de qualquer forma de negligência e discriminação. interpretação dos dados e da ação das instituições públicas e privadas. promoção da segurança e bem-estar da população em geral. atuação frente aos órgãos governamentais. Respondido em 12/04/2023 22:42:38 Explicação: O(A) psicólogo(a) primará sua atuação fundamentada na responsabilidade social, na análise crítica e histórica da realidade política, econômica, social e cultural. As demais alternativas, embora previstos no Código de Ética Profissional do Psicólogo, não guardam sinergia com a responsabilidade social, estando, assim, incorretas. 2a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 O Código de Processamento Disciplinar estabelece normas para regular o processo disciplinar do(a) Psicólogo(a) quando há notícia de uma possível infração. Marque a alternativa que, conforme as disposições do Código, indica quem pode realizar a denúncia. Conselho Regional de Psicologia. Conselho Federal de Psicologia. Integrantes do judiciário e executivo. Não há previsão no código para a indicação desta prática. Qualquer interessado. Respondido em 12/04/2023 22:43:40 Explicação: A infração disciplinar, segundo o Código de Processamento Disciplinar (previsto no site dos conselhos da classe), pode originar-se de qualquer pessoa interessada ou através da verificação de ofício por conselhos federais e regionais de Psicologia. Logo, os demais alternativas limitam a possibilidade de denúncia de infração, sendo incorretas. 3a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 Veja os dois trechos abaixo: Para Foucault (2002), a sexualidade é um elemento-chave no processo da modificação da psiquiatria alienista, voltada apenas às pessoas consideradas "loucas", para a subsequente, que abarca todo o corpo social, em meados da metade do século XIX. Em torno do conceito de "instinto", todos os seres humanos passam a ser psiquiatrizáveis, passando-se a se buscar em seu interior, seja qual for a "anormalidade", as causas de ordem sexual subjacentes. Passa a haver uma explosão do campo sintomatológico, tendo como referência os "desvios" sexuais. A patologização da sexualidade, porém, não é homogênea, nem atinge a todos os sujeitos igualmente. Gênero, raça, classe e geração são marcadores sociais da diferença importantes para entendermos essas especificidades (p. 51) Levando este cenário em consideração, e reiterando o posicionamento de 1990 da Organização Mundial da Saúde (OMS, 1990) de que a homossexualidade não é uma condição patológica (Macedo, 2018), o CFP publicou a Resolução no 001/1999, que determina que profissionais de Psicologia não podem desenvolver ou contribuir com ações que patologizem as homossexualidades, ou oferecer tratamentos de cura das homossexualidades (CFP, 1999). Tal Resolução tem funcionado como importante instrumento no combate a práticas violentas contra pessoas LGBTI+ no âmbito da Psicologia. A Resolução no 001/1999 do CFP estabelece um marco no debate sobre as terapias conversivas no Brasil. Ela mobilizou - e, com isso, visibilizou - uma série de movimentos e articulações entre Psicologia e religiões cristãs, e sua manutenção não tem sido feita sem confrontos. Em nosso país, a defesa da "legalidade" das terapias de reversão da orientação sexual dá-se a partir do fortalecimento de grupos religiosos fundamentalistas, que passaram a questionar juridicamente a Resolução. Observamos nas últimas décadas um crescente movimento de profissionais que se denominam "psicólogos cristãos" e que têm pautado o direito de oferecer terapias conversivas em suas clínicas e centros de tratamento (p. 57) (Fonte: GARCIA, Marcos Roberto Vieira; MATTOS, Amana Rocha. "Terapias de Conversão": Histórico da (Des) Patologização das Homossexualidades e Embates Jurídicos Contemporâneos. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 39, 2020.) Levando-se em consideração os trechos acima e discussão em torno da (des)patologização das sexualidades LGBTQIA+ que acontecem no âmbito do Conselho Federal de Psicologia, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I - É legítimo e assegurado, a partir dos princípios de liberdades individuais, que psicólogos se autonomeiem cristãos e pautem o direito de oferecer terapias conversivas em suas clínicas e centros de tratamento. PORQUE II - As reflexões acerca da história da patologização das sexualidades dissidentes mostram o quanto o saber científico contribuiu para esse processo de criação de pretensas normas padronizadas de sexualidade. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições falsas. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. Respondido em 12/04/2023 22:44:47 Explicação: Gabarito: A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. Justificativa: Os dois trechos referentes ao mesmo artigo apontam para um histórico secular de produção da ideia de que há uma sexualidade padrão em detrimento de outras expressões mais diversas da sexualidade. No entanto, como reforçado, sobretudo, no segundo trecho, é proibido, desde 1999, pelo Conselho Federal de Psicologia, a prática de "terapias de reversão" para sexualidades "dissidentes" como as LGBTQIA+. Ainda assim, há grupos religiosos atuais que têm tentado retomar esse debate por meio do argumento das "liberdades individuais", o que não faz nenhum sentido quando um profissional se assume psicólogo e se encontra sob o julgo de uma conduta ética que leva em consideração os Direitos Humanos e o respeito à dignidade humana. Psicólogos individuais não respondem por si sós, mas por uma comunidade que se posiciona sobre todos os elementos da vida social. Nesse caso, o posicionamento da Psicologia é laico e a favor de todas as formas de expressão da sexualidade humana. 4a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 Veja o trecho abaixo: Há um quarto genocídio/epistemicídio no século XVI que não é relatado com frequência na história dos três genocídios/epistemicídios já mencionados. Trata-se da conquista e do genocídio das mulheres que transmitiam, de geração para geração, o conhecimento indo-europeu nos territórios europeus. Essas mulheres dominavam conhecimentos xamânicos de tempos ancestrais. O conhecimento que acumulavam abrangia diferentes áreas, tais como astronomia, biologia, ética etc. Elas eram empoderadas por resguardarem um conhecimento ancestral e o seu principal papel dentro das comunidades era o de estabelecer formas comunais de organização da política e da economia. A perseguição dessas mulheres começou na Baixa Idade Média. Entretanto, intensificou-se nos séculos XVI e XVII, com o advento das estruturas "modernas, coloniais, capitalistas e patriarcais" de poder. Milhões de mulheres foram queimadas vivas, acusadas de bruxaria, ainda nos primórdios da Modernidade. Dadas as suas qualidades de autoridade e liderança, os ataques constituíram uma estratégia de consolidação do patriarcado centrado na cristandade, que também destruía formas autônomas e comunais de relação com a terra. A Inquisição foi a vanguarda dos ataques. A acusação era um ataque a milhares de mulheres, cuja autonomia, liderança e conhecimento ameaçavam o poder da aristocracia, que se tornava a classe capitalista transnacional tanto nas colônias quanto na agricultura europeia9. Silvia Federici (2004) defende que esta caça às bruxasse intensificou entre 1550 e 1660. A tese da autora é de que a caça às mulheres, em território europeu, relacionava-se à acumulação primitiva durante o início da expansão capitalista na formação de reserva de trabalho para o capitalismo global. Ela relacionou a escravização de africanos nas Américas e a caça de mulheres na Europa como dois lados da mesma moeda: a acumulação de capital, em escala global, com a necessidade de incorporar trabalho no processo de acumulação capitalista. Para atingir este objetivo, as instituições usaram métodos extremamente violentos. Ao contrário do que ocorreu com o epistemicídio contra as populações indígenas e muçulmanas, quando milhares de livros foram queimados, no caso do genocídio contra as mulheres indo-europeias não houve livros queimados, pois, a transmissão de conhecimento acontecia, de geração para geração, por meio da tradição oral. (p.41-42) (Fonte: GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, v. 31, p. 25-49, 2016.) Levando-se em consideração o texto acima, conclui-se que as mulheres indo-europeias foram queimadas como estratégia epistemicida porque: A lógica de acumulação do capital dos homens adotou uma postura de impedimento às mulheres a partir de critérios racionais muito pouco relacionados a questões religiosas. Já havia muita mão-de-obra disponível para acumulação do capital europeu e elas se tornaram dispensáveis. Eram consideradas existências frágeis que não colocavam nenhum risco à hegemonia do capital masculino. Os "livros" eram os corpos das mulheres e, de modo análogo ao que aconteceu com livros de alguns povos, elas foram queimadas vivas. Os homens com poder da época queriam expandir a autonomia dessas mulheres consideradas inteligentes. Respondido em 12/04/2023 22:47:34 Explicação: Gabarito: Os "livros" eram os corpos das mulheres e, de modo análogo ao que aconteceu com livros de alguns povos, elas foram queimadas vivas. Justificativa: A questão se trata, basicamente, de uma interpretação da metáfora que o texto apresenta em suas últimas linhas tendo em vista o cenário de epistemicídio adotado pelos homens capitalistas da Europa. Para impedir que outros grupos pudessem ascender e disputar o poder com o grupo masculino, burguês, branco e cristão; esses homens adotaram uma postura genocida/epistemicida com vários grupos sociais: mulçumanos-judeus, mulheres indo-europeias, indígenas e africanos, por exemplo. Como o saber das mulheres não era registrado em papel por meio da escrita, elas transmitiam seus saberes por meio da oralidade assim como vários povos tradicionais. Para eliminar, portanto, a potência desse conhecimento, era necessário queimar essas mulheres que eram verdadeiros livros com acúmulos de vários saberes que colocariam antagonismos, tensões e limites ao projeto capitalista-patriarcal-colonial. Pela via da oralidade essas mulheres dominavam formas autônomas e comunais de relação com a terra, conhecimentos xamânicos de tempos ancestrais, bem como propostas comunais de organização da política e da economia. Todos esses saberes eram um risco para a manutenção da hegemonia das estruturas "modernas, coloniais, capitalistas e patriarcais". 5a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 O escopo de atuação da Psicologia Hospitalar foi regulamentado pela Resolução N° 13/2007 do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Sobre o escopo de atuação da Psicologia Hospitalar, marque a alternativa correta. Promove intervenções direcionadas à relação médico/paciente, paciente/família e paciente/paciente. Se preocupa somente com o atendimento aos pacientes, sem considerar familiares e/ou responsáveis pelos pacientes. Não atende membros da comunidade dentro de sua área de atuação, membros da equipe médica, nem da equipe administrativa. A avaliação e acompanhamento emocional e psíquico dos pacientes que serão submetidos a procedimentos médicos é somente monitorada em paralelo. Toda a análise emocional do paciente é feita diretamente pelo médico com auxílio do Psicólogo. Respondido em 12/04/2023 22:53:17 Explicação: Psicólogo atua na compreensão de todo o processo, de todas as possíveis alterações emocionais e comportamentais. Serve ainda como facilitador nos processos de comunicação entre paciente-família, família-paciente, paciente-equipe, equipe-paciente, família-equipe e equipe-família. 6a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 (AOCP/2016 - adaptada) O trabalho forçado ou escravo muitas vezes se apresenta disfarçado de tratamento, não é raro encontrarmos em instituições asilares a obrigação do trabalho com o nome de "laborterapia". Suas características estão ligadas à disciplina, sujeição, coerção física e moral, combate à ociosidade e exploração da força de trabalho. Em relação à orientação diante da presença dessa violação, assinale a alternativa correta. Denúncia imediata em órgãos ligados aos Direitos Humanos, mas sem a necessidade de se recusar a trabalhar nessas instituições, uma vez que dentro dela a realidade violadora pode ser transformada pelo psicólogo. O psicólogo deve conversar com os responsáveis da instituição e esclarecer sobre os aspectos violadores presenciados. Recusa em compactuar com tais práticas, não aceitando empregos em instituições que utilizem esse tipo de prática. Primeiro o psicólogo deve ter certeza de que a prática corresponde à violação de Direitos Humanos, pois dependendo do caso a disciplina, sujeição, coerção física e moral podem estar ligadas realmente ao tratamento. Os profissionais da Psicologia não apenas devem se recusar a reconhecer práticas abusivas como se posicionar contra elas e denunciá-las no próprio Conselho e em outros órgãos como as defensorias públicas, as ouvidorias, o Ministério Público e, dependendo da gravidade da situação, até em delegacias de polícia. Respondido em 12/04/2023 22:48:09 Explicação: A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) nos mostra que tudo começa no entendimento de que devem ser asseguradas condições que evitem relações de trabalho análogas à escravidão que comprometem a saúde e bem-estar do trabalhador na mesma medida em que retira dele direitos humanos essenciais. O Artigo 4º do Código de Ética Profissional reforça esse entendimento e coloca o Psicólogo alerta sobre esta questão, dizendo que ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. Desta forma, a atuação em organizações exige sim que o profissional esteja sempre alerta e atento às queixas relacionadas ao trabalho de forma geral, reportando a quem de direito, situações que infrinjam as premissas básicas de condições de trabalho. 7a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 A seguinte queixa foi encaminhada ao Conselho Regional de Psicologia. Uma adolescente, atendida no setor de orientação vocacional, queixou-se de que o psicólogo influenciava pacientes a participar de cultos, relacionando acontecimentos à vontade de Deus; utilizava-se de mapa astral em suas orientações e realizava atendimento a diferentes pessoas de uma mesma família propiciando a troca de informações entre elas. Foi constatado o uso de mapas astrológicos em sessões de orientação vocacional como ferramenta complementar de análise. Verificou-se, ainda, que houve indução a convicções morais e religiosas e que foi realizado atendimento individual a diversos membros da família. Em sua defesa, o psicólogo negou ter abordado a questão religiosa e devassado o sigilo, destacando ser relativa à inviolabilidade, já que a atendida era menor de idade. Afirmou utilizar-se somente de instrumentos científicos e, eventualmente, da técnica de mapa astral para melhor compreender os pacientes e abreviar os processos psicoterápicos. Psi Jornal de Psicologia CRP SP, n. 168, mar./abr./2011.(Disponível em: http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/jornal_crp/168/frames/fr_processos_eticos.aspx .Acesso em: 21 Ago.2021) Com base na situação apresentada e tendo como referência o Código de Ética Profissional do Psicólogo, avalie as afirmações abaixo. I. A astrologia não é prática complementar da Psicologia e tampouco método científico; desse modo, não pode ser utilizada direta ou indiretamente no decorrer de um processo ou tratamento psicológico. II. O psicólogo tem o dever de respeitar o sigilo profissional, protegendo, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas; entretanto, na situação apresentada, a pessoa atendida era menor de idade, o que autoriza o psicólogo a repassar aos familiares as informações obtidas. III. Ao psicólogo é vedado induzir a convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas no exercício de suas funções profissionais; portanto, no caso relatado, o psicólogo infringiu o Código de Ética Profissional. É correto o que se afirma em: I, II e III. I e III, apenas. II e III, apenas. I, apenas. II, apenas. Respondido em 12/04/2023 22:49:05 Explicação: I O código de ética Profissional expressa em seu artigo 1º, (deveres do psicólogo), alínea c, que o psicólogo dentre outras obrigações, deve sempre utilizar "princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidos e fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional". Por óbvio, a utilização de ¿mapas astrológicos¿ não atende a nenhuma das possibilidades descritas, sendo vedado a utilização destas técnicas quando no exercício da profissão. II A justificada dada pelo psicólogo não se tem correlato com as diretrizes do código. Apesar de ser facultado ao psicólogo romper o sigilo e a confidencialidade das informações obtidas no exercício profissional quando se tratar de crianças e adolescente, o artigo 13º afirma que estas informações devem se restringir ao ¿estritamente essencial¿ a fim de promover ¿medidas em seu benefício¿. Da mesma forma, ao realizar ¿atendimento a diferentes pessoas de uma mesma família propiciando a troca de informações entre elas¿ o mesmo estaria em desacordo com o estabelecido no art. 2º (É vedado ao psicólogo), alínea c, pois ao estabelecer relações profissionais com familiares da adolescente atendida ele poderia interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado a atendida, qual seja, a orientação profissional. III Por fim, o código veda expressamente em seu art. 2º, alínea B, a indução de práticas religiosas, de qualquer matiz, pois ao se orientar pelos ideais expressos pelos direitos humanos universais, não cabe ao psicólogo induzir convicções religiosas, mas sim garantir o direito de escolher suas crenças e religiosidade a partir das convicções pessoais. 8a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, não cabe aos psicólogos e às psicólogas efetuarem qualquer tipo de parecer sobre a "periculosidade" das pessoas em cumprimento de pena privativa de liberdade e sua irresponsabilidade penal. Para Rauter (2007, p. 43) é totalmente contraditória a atuação do (a) psicólogo (a) no que se refere à elaboração de laudos e pareceres que "[...] vão no sentido ao contrário à ética profissional". De acordo com a mesma autora "[...] ao psicólogo é solicitado fazer previsões de comportamento através de laudos que instruem a concessão de benefícios e a progressão de regimes, exercendo uma espécie de futurologia científica sem qualquer respaldo teórico sério". Já Silva (2007, p. 106) coloca que o exame criminológico "é um dispositivo que viola, entre outros, o direito a intimidade e a personalidade" CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP n. 012/2011. Dispõe acerca do parecer técnico sobre a atuação do(a) psicólogo(a) no âmbito do sistema prisional e a suspensão da resolução CFP N. 012/2011. A resolução CFP n.12/2011, suspensa por decisão judicial, versava sobre a atuação dos psicólogos(as) no âmbito penitenciário vedando, entre outras providências, a "participação em procedimentos que envolvam as práticas de caráter punitivo e disciplinar, notadamente os de apuração de faltas disciplinares". Com bases nestas informações, analise as afirmativas a seguir. I O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade e da segurança social sempre que contribuir na elaboração de laudos que instruem a concessão de benefícios e a progressão de regimes de pessoas privadas encarceradas. II É dever do psicólogo promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades contribuindo para a eliminação de quaisquer formas de violência, crueldade e opressão III O psicólogo atuará com responsabilidade social sempre que contribuir com as demandas sociais relacionadas a segregação e correção de pessoas julgadas culpadas por seus crimes. A alternativa que está de acordo com os princípios emanados do Código de Ética da Psicologia é: I e III II e III somente II I e II somente I Respondido em 12/04/2023 22:50:49 Explicação: Conforme o texto inicial da questão, a elaboração de laudos e pareceres visam prever comportamentos, procedimentos nomeados como "exame criminológico", podendo ser caracterizadas como um procedimento punitivo e disciplinar. O Código de Ética, em seus Princípios Fundamentais - item III, afirma que é dever do Psicólogo promover a saúde atuando para a eliminação de quaisquer formas de violência, crueldade e opressão. Realizar laudos e pareceres como parte de procedimentos punitivo e disciplinares, portanto, não estaria de acordo com o que preconiza o Código. Por fim, na afirmativa III, a responsabilidade social quando se relaciona as demandas sociais supõem que o psicólogo analisará crítica e historicamente estas demandas, levando em conta as determinantes econômicas, políticas, sociais e culturais. Isso posto, não cabe ao psicólogo atuar em demandas que, em face de suas análises, podem ser compreendidas como violações dos direitos universais. 9a Questão Acerto: 0,0 / 1,0 Conforme as relações humanas em sociedade iam crescendo e tornavam-se mais complexas, surgiu-se a necessidade de estabelecer alguns valores fundamentais à vida humana em sociedade. Com base na Constituição Federal do Brasil (CF/88) assinale a alternativa correta sobre o princípio da dignidade da pessoa humana. O princípio da dignidade da pessoa humana pode ser entendido como a garantia das necessidades vitais de indivíduos específicos, sendo um dos pilares do Estado Democrático de Direito, sendo previsto no art. 1º, inciso II, da CF/88. O princípio da dignidade da pessoa humana não está expresso na CF/88. A dignidade da pessoa humana não se trata de um princípio ou de um fundamento porque não está expressa na CF/88. A CF/88 não engloba o fundamento que diz respeito à dignidade da pessoa humana, uma vez que o Brasil não é signatário da ONU ou é a favor de que sejam garantidas as necessidades vitais dos indivíduos. O princípio da dignidade da pessoa humana pode ser entendido como a garantia das necessidades vitais de cada indivíduo, sendo um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, previsto no art. 1º, inciso III, da CF/88. Respondido em 12/04/2023 22:52:00 Explicação: A dignidade da pessoa humana é um dos princípios que constam na nossa CF/88, mais especificamente, no art. 1º, inciso III. E este princípio pode ser entendido como a garantia das necessidades vitais de todas as pessoas e não de pessoas específicas. 10a Questão Acerto: 1,0 / 1,0 A história dos Direitos Humanos é, antes de tudo, fruto de um processo de lutas e conquistas que representam o progresso de uma sociedade. É fato que esse processo não ocorreu do dia para a noite, e mesmo nos dias atuais, ainda enfrenta muita resistência de grupos mais radicais. Diante disto, marque a alternativa que corresponde ao momento da história em que os direitos humanos passaram a ser visto commais atenção. Após a expansão do capitalismo e ascensão social dos EUA. Após as atrocidades das Guerras Mundiais. Com a OIT, e as três Conferências Mundiais sobre Direitos humanos. Com o nazismo. Após a Guerra Fria que matou milhares de pessoas. Respondido em 12/04/2023 22:52:38 Explicação: Com base na história, a proteção dos direitos humanos passou a ter maior atenção após as atrocidades das Guerras Mundiais, sobretudo da Segunda Guerra, passando a ser mais respeitada em função da crescente evolução do Direito Internacional e do Direito Interno dos Estados.