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Fatores para o sucesso da técnica endodôntica 
Indicações de tratamento para os casos de
insucesso em cada um deles 
Etapas da técnica do Retratamento 
 
ASPECTOS RADIOGRAFICOS DO
SUCESSO NO TRATAMENTO
ENDODONTICO 
·Obturação sem espaços vazios 
·Ligamento periodontal na
espessura normal
·Cortical apical íntegra
Na execução de um retratamento não
cirúrgico a remoção total do material
obturador do canal é desejável, de
modo a fazer uma correta
instrumentação e limpeza canalar até
ao foramen e a cumprir o principal
objetivo da terapia: o restabelecimento
dos tecidos periapicais
Qualidade da Obturação 
·Falta de densidade da obturação
= espaço para crescimento
bacteriano
·Quanto menor a densidade, maior
a probabilidade de insucesso
ASPECTOS CLINICOS DO SUCESSO
NO TRATAMENTO ENDODONTICO
·Dente Assintomático
·Não apresenta mobilidade, edema,
sem desconforto
·Dente reabilitado, exercendo as
funções normais 
 
Características do Insucesso
·Odontometria e preparo
incompleto
·Presença de degraus ou
perfuração
·Rarefação apical maior que
2mm
 
Sobreinstrumentação - 
·Raspa de dentina
infectada
 
Intervenção que visa remover uma
obturação do canal radicular
geralmente defeituosa seguida da
execução de uma nova terapia
endodôntica. Uma tentativa de
corrigir um tratamento
endodôntico realizado
inadequadamente.
 
Sobreobturação -
FRACASSO
·Presença de infecção
·Selamento Apical
insatisfatório
 
Selamento Coronário
Canais obturados expostos a
saliva:
·Solubilização do cimento
·Fratura, perda do material
selador temporário ou
restauração definitiva
 
Instrumentação e obturação no
CDC = 90 a 94% de sucesso 
 Instrumentação e obturação
aquém do CDC (2mm do ápice)
= 65 a 68% de sucesso
Sobreinstrumentação e
sobreobturação = 76% de
sucesso
 
Exposição do material
obturador à saliva 
· Microinfiltração
·Desenvolvimento de cárie
secundária ou recidivante
 
Técnicas Endodônticas
FATORES DE INSUCESSOS NO
TRATAMENTO ENDODONTICO:
 Acredita-se que a causa mais provável
do insucesso endodôntico seja a
sobrevivência de microrganismos no
terço apical do canal radicular, esses
microrganismos também podem estar em
áreas do canal normalmente inacessíveis
aos procedimentos de desinfecção tais
como istmos, reentrâncias e ramificações
do sistema de canais radiculares,
tornando a terapia endodôntica bem mais
dispendiosa.
MICROBIANOS:
·Infecção intrarradicular: infiltração
cervical, microbiota residual ou
resistente
·Permanência da microbiota por
iatrogenia endodôntica
·Permanência da microbiota resistente 
Infecção Extrarradicular: biofilme
bacteriano, colonizando o cemento
apical
·O biofilme apical leva a reabsorção
cementaria 
·Modificação da anatomia do ápice
radicular
·Formação de colônia de bactéria em
forma de biofilme
FATORES NÃO
MICROBIANOS:
·Trauma Oclusal
·Reação de corpo Estranho 
·Lesões periapicais
independentes das
infecções endodônticas
Radiografia inicial
Determinar o Ctex = CAD – 2 mm e CTG= CAD – 5 mm
Penetrar com a Gates Glidden número 2 e 3 calibradas no
CTG (não devemos usar a Gates Glidden 1 nos casos de
retratamento porque há grande chances de fratura do
instrumento)
Levar algumas gotas de solvente à câmara pulpar com
auxilio de uma pinça clinica
Entrar com um instrumento tipo K (CTex) de aço, fazendo
movimentos de rotação e avançar lentamente, em direção
apical.
Trocar de instrumento à medida que se aproxima do CTex
Quando chegar ao CTex, realizar a odontometria.
Determinar o Comprimento Real do Dente, fazer o
esvaziamento de todo o canal radicular (CTes = CRD) e
depois determinar o Comprimento de trabalho (CT=CRD-
1mm) e realizar o preparo apical com instrumentos de aço
ou níquel-titânio, utilizando uma solução de hipoclorito de
sódio.
Técnicas de retratamento
Técnica: Instrumentos manuais + solvente
·Limas tipo K
·Limas tipo H
·Solventes
·Brocas Gates Glidden – 2, 3 e 4, começando pelo CTG= -5 mm
Técnica:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
Técnica: Instrumentos automatizados – rotatórios
Esta é uma técnica rápida e eficiente na remoção do
material obturador. A velocidade utilizada é de 350 rpm,
entretanto, quanto maior a velocidade maior é a rapidez
com que se remove o material obturador, podendo ser
utilizada uma velocidade de até 2000 rpm.
·Profile – 90 | 60 | 45 | 40 | 35 (0.4)
·Protaper
·K3 …
Técnica:
1. Radiografia inicial
2. Determinar o Ctex = CAD – 2 mm
3. Calibrar o instrumento no CTex e penetrar, diminuir
conforme se aproxima do Ctex
4. Realizar a odontometria com o próprio instrumento.
5. Determinar o Comprimento Real do Dente, fazer o
esvaziamento de todo o canal radicular (CTes = CRD) e
após determinar o comprimento de trabalho (CT= CRD-
1mm). De acordo com o diâmetro ou a curvatura do
canal, deve-se diminuir o calibre dos instrumentos
rotatórios utilizados próximo ao ápice.
6. Encerrado a etapa manual, o preparo está concluído.
 
A radiografia pode aparecer com 2
situações distintas:
·Sem material obturador: proceder
normalmente a endodontia
·Com material obturador: diminuir o
calibre do instrumento e atingir o
comprimento determinado na
odontometria, evitando solventes
na região apical.
 
Clorofórmio- tóxico aos tecidos,
pode causar dor pós-tratamento.
Eucaliptol- tóxico, Xylol- tóxico,
Halotano- tóxico. esses 3 são
menos tóxicos que o clorofórmio.
Óleo de laranja- vai causar uma
lama dentinária mas não vai ser
tóxico, mais utilizado. Uma gota
por vez pois o poder de solvente
é muito forte.
TIPOS DE SOLVENTES: 
Conclusão do retratamento endodôntico:
Após a realização da remoção do material
obturador e do preparo do canal
radicular, é extremamente importante a
realização de uma irrigação com EDTA e
uma correta medicação intracanal.
Terminada esta fase, procede-se então a
nova obturação do canal radicular.