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Língua Portuguesa
LÍNGUA 
PORTUGUESA
1
Estrutura e formação de palavras
Estrutura e formação de 
palavras
1
Estrutura e formação de palavras
Palavras são formadas por elementos mórficos, também denomina-
dos morfemas, que podem ser definidos por unidades mínimas de ca-
ráter significativo. Esses elementos mórficos recebem denominações
diferentes, dependendo de qual sua função na formação das palavras,
podendo ser assim denominados: radical, afixos, desinências, vogais
temáticas ou vogais e consoantes de ligação.
Um radical, também chamado de raiz ou tema, é o elemento bási-
co da palavra, o que contém seu significado e que a partir dele é pos-
sível identificá-la. Como “livr - ”, “escol - ”, “cert -”.
Afixos são acréscimos, podendo vir antes (os prefixos) ou depois
(os sufixos. Os afixos modificam o significado dos radicais e também
da classe gramatical destes. Seguindo os exemplos anteriores pode-
mos dizer: “incertamente”, “escolarização”, “livreto”, ou também “in-
ternacional”,
Desinências são flexões do radical, ou seja, as flexões do verbo
em número, tempo e pessoa. Desinências nominais indicam o nome e
o número, utilizando-se das vogais “a” e “o” e o morfema “s”.
Vogal temática: Aparece entre o radical e uma desinência. As
vogais temáticas verbais definem a conjugação verbal. As vogais te-
máticas nominais atuam também como desinência de gênero.
Tema: É a junção do radical com uma vogal temática.
Vogal ou consoante de ligação: As vogais ou consoantes de li-
gação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para
facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra.
Temos um exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o -i-
entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros
exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, cha-
leira, tricota.
2
Estrutura e formação de palavras
Análise de morfemas
Avissássemos
aviss-á-sse-mos
aviss (radical)
á (vogal temática)
sse (desinência indicativa do modo e tempo verbal)
mos (desinência indicativa da pessoa e número verbal)
Separação de morfemas
Força
força (forç-a)
forçar (forç-a-r)
forçado (forç-a-do)
forcinha (forc-inh-a)
esforçar (es-forç-a-r)
esforçadamente (es-forç-a-da-mente)
Formação de palavras 
Existem diversos processos que possibilitam a formação de novas
palavras. Os dois processos principais são a derivação e a composição.
Existem vários tipos de derivação e composição:
• derivação prefixal;
• derivação sufixal;
• derivação parassintética;
3
Estrutura e formação de palavras
• derivação regressiva;
• derivação imprópria;
• composição por justaposição;
• composição por aglutinação.
Processos
de
formação
Caracterização Exemplos
Derivação
prefixal
Acrescenta-se um prefixo a
uma palavra já existente.
infiel (in- + fiel)
reaver (re- + haver)
antemão (ante- + mão)
Derivação
sufixal
Acrescenta-se um sufixo a
uma palavra já existente.
gentileza (gentil + -eza)
chatice (chato + -ice)
tapar (tapa + -ar)
Derivação
parassintétic
a
Acrescenta-se um sufixo e um
prefixo a uma palavra já 
existente.
envernizar
(en- + verniz + -izar)
apodrecer
(a- + podre + -ecer)
engordar
(en- + gordo + -ar)
Derivação
regressiva
Ocorre a redução da palavra
primitiva.
amparo (de amparar)
sobra (de sobrar)
choro (de chorar)
Derivação
imprópria
Não há alteração da palavra
primitiva. Há mudança de 
significado e de
classe gramatical.
jovem (de adjetivo para 
substantivo)
saber (de verbo para 
substantivo)
Composição
por 
aglutinação
Há alteração das palavras
formadoras, que se fundem.
aguardente
(água + ardente)
vinagre (vinho + acre)
dessarte (dessa + arte)
Composição Não há alteração das beija-flor
4
Estrutura e formação de palavras
Processos
de
formação
Caracterização Exemplos
por 
justaposição
palavras
formadoras, que apenas se 
juntam.
segunda-feira
paraquedas
5
Estrutura e formação de palavras
Outros processos de formação de palavras
Além da derivação e da composição, existem outros processos se-
cundários de formação de palavras:
• abreviação (vídeo, de videocassete)
• reduplicação (zum-zum)
• combinação (showmício, de show + comício)
• intensificação (culpabilizar, de culpar)
• hibridismo (monóculo, do grego mono + o latim oculus)
6
Estrutura e formação de palavras
Anotações: 
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7
Estrutura e formaçãode palavras
Exercícios
Exercício 1 
(UFSC) Aponte a alternativa cujas palavras são respectivamente 
formadas por justaposição, aglutinação e parassíntese:
a) varapau - girassol - enfaixar
b) pontapé - anoitecer - ajoelhar
c) maldizer - petróleo - embora
d) vaivém - pontiagudo - enfurece
e) penugem - plenilúnio - despedaça
Exercício 2
Indique quais das seguintes palavras da lista são formadas por 
derivação prefixal, derivação sufixal e derivação parassintética.
a) lealdade
b) folhagem
c) entristecer
d) sobre-humano
e) entardecer
f) desfazer
g) livraria
h) sobrenome
i) contra-ataque
8
Estrutura e formação de palavras
Gabarito
Exercício 1
Resposta: Alternativa D.
- Vaivém – Justaposição: ocorre quando dois radicais unem-se sem que 
as palavras sofram transformações.
- Pontiagudo – Aglutinação: ocorre quando dois radicais unem-se e um 
deles sofre alteração.
- Enfurece – Parassíntese: ocorre quando os dois morfemas (prefixo e 
sufixo) unem-se ao radical simultaneamente. Perceba que não existe a
palavra enfure, da mesma forma que não existe a palavra furece. 
Portanto, podemos afirmar que a anexação do prefixo e do sufixo 
ocorreu ao mesmo tempo.
Exercício 2
Resposta: 
Palavras formadas por derivação prefixal (ou prefixação), que 
são aquelas cujo prefixo é adicionado à palavra primitiva formando 
uma nova palavra:
d) sobre-humano (o prefixo sobre- foi adicionado à palavra primitiva 
“humano”)
f) desfazer (o prefixo des- foi adicionado à palavra primitiva “fazer”)
h) sobrenome (o prefixo sobre- foi adicionado à palavra primitiva 
“nome”)
i) contra-ataque (o prefixo contra- foi adicionado à palavra primitiva 
“ataque”)
9
Estrutura e formação de palavras
Palavras formadas por derivação sufixal (ou sufixação), que são 
aquelas cujo sufixo é adicionado à palavra primitiva formando uma 
nova palavra:
a) lealdade (o sufixo -dade foi adicionado à palavra primitiva “leal”)
b) folhagem (o sufixo -agem foi adicionado à palavra primitiva “folha”)
g) livraria (o sufixo -aria foi adicionado à palavra primitiva “livro”)
Palavras formadas por derivação parassintética (ou 
parassíntese), que são aquelas cujo prefixo e sufixo são adicionados 
à palavra primitiva, ao mesmo tempo, formando uma nova palavra:
c) entristecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de 
forma simultânea à palavra primitiva “triste”.)
e) entardecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de 
forma simultânea à palavra primitiva “tarde”.)
10
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Leitura, compreensão e 
interpretação de textos
1
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Compreensão e interpretação de texto são duas ações que estão
relacionadas, uma vez que quando se compreende corretamente um
texto e seu propósito comunicativo chegamos a determinadas conclu-
sões (interpretação).
A compreensão de um texto é a análise e decodificação do que
está realmente escrito, seja das frases ou das ideias presentes.
Já a interpretação de texto, está ligada às conclusões que pode-
mos chegar ao conectar as ideias do texto com a realidade. É o enten-
dimento subjetivo que o leitor teve sobre o texto.
É possível compreender um texto sem interpretá-lo, porém não
é possível interpretá-lo sem compreendê-lo.
Compreensão de texto
A compreensão de texto significa decodificá-lo para entender o que
foi dito. É a análise objetiva e a assimilação das palavras e ideias pre-
sentes no texto.
As expressões que geralmente se relacionam com a compreensão
são:
• Segundo o texto…
• De acordo com o autor…
• No texto…
• O texto informa que...
• O autor sugere…
2
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Interpretação de texto
A interpretação do texto é o que podemos concluir sobre ele, após
estabelecer conexões entre o que está escrito e a realidade. São as
conclusões que podemos tirar com base nas ideias do autor. Essa
análise ocorre de modo subjetivo e está relacionada com a dedução do
leitor.
Na interpretação de texto, as expressões geralmente utilizadas
são:
• Diante do que foi exposto, podemos concluir…
• Infere-se do texto que…
• O texto nos permite deduzir que…
• Conclui-se do texto que...
• O texto possibilita o entendimento de...
Item Compreensão Interpretação
Definição
Análise objetiva do 
conteúdo, compreendendo 
frases, ideias e dados 
presentes no texto.
A conclusão subjetiva do texto. É o que o leitor 
entende que o texto quis dizer.
Informação
As informações necessárias 
estão dispostas no texto.
A informação vai além do que está no texto, 
embora tenha uma relação direta com ele.
Análise
Objetiva. Ligada mais aos 
fatos.
Subjetiva. Pode estar relacionada a uma 
opinião.
 A Importância da Leitura 
Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de importância
fundamental para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas as-
seguram o desenvolvimento do intelecto e da imaginação e conduzem
à aquisição de conhecimentos.
3
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Quando lemos, existem várias conexões no cérebro que nos permi-
tem desenvolver nosso raciocínio. Além disso, por meio dessa ativida-
de, aprimoramos nosso senso crítico por meio da capacidade de inter-
pretar.
Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é
uma das chaves básicas da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar
códigos de linguagem, é preciso entender e interpretar essa leitura.
4
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Exercícios
1 - (Enem-2012)
O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de 
informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, 
a frase proferida recorre à:
a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede 
social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da 
população pobre e o espaço da população rica.
d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a 
rede caseira de descanso da família.
5
Figura 1: Fonte: www.ivancabral.com.
Leitura, compreensão e interpretação de textos
2. (Enem-2019)
Qual a diferença entre publicidade e propaganda?
Esses dois termos não são sinônimos, embora sejam usados 
indistintamente no Brasil. Propaganda é a atividade associada à 
divulgação de ideias (políticas, religiosas, partidárias etc.) para 
influenciar um comportamento. Alguns exemplos podem ilustrar, como
o famoso Tio Sam, criado para incentivar jovens a se alistar no 
exército dos EUA; ou imagens criadas para “demonizar” os judeus, 
espalhadas na Alemanha pelo regime nazista; ou um pôster 
promovendo o poderio militar da China comunista. No Brasil, um 
exemplo regular de propaganda são as campanhas políticas em 
período pré-eleitoral.
Já a publicidade, em sua essência, quer dizer tornar algo público. Com 
a Revolução Industrial, a publicidade ganhou um sentido mais 
comercial e passou a ser uma ferramenta de comunicação para 
convencer o público a consumir um produto, serviço ou marca. 
Anúncios para venda de carros, bebidas ou roupas são exemplos de 
publicidade. VASCONCELOS, Y. Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br.
A função sociocomunicativa desse texto é
a) ilustrar como uma famosa figura dos EUA foi criada para incentivar 
jovens a se alistar no exército.
b) explicar como é feita a publicidade na forma de anúncios para 
venda de carros, bebidas ou roupas.
c) convencer o público sobre a importância do consumo.
d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.
e) divulgar atividades associadas à disseminação de ideias.
6
Leitura, compreensão e interpretação de textos
Gabarito
1 - (Enem-2012)
Resposta correta: a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da ex-
pressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
Aquestão é um bom exemplo de compreensão e interpretação de texto visual.
O humor gerado pela charge advém da polissemia da palavra "rede", ou seja, dos
diferentes significados que ela carrega.
Na cultura indígena, a rede é um objeto utilizado para dormir. Já rede social, termo
que surgiu por meio do avanço da internet, representa espaços virtuais de intera -
ção entre grupos de pessoas ou de empresas.
Uma interpretação que podemos obter com a observação da charge é sobre a de-
sigualdade social que atinge muitas pessoas as quais não possuem condições fi -
nanceiras de ter acesso à internet.
2. (Enem-2019)
Resposta correta: d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.
Essa é uma questão de compreensão e interpretação de um texto escrito.
Depois da leitura atenta do texto, fica claro entender qual sua finalidade: esclare-
cer sobre dois conceitos que são utilizados como sinônimos pelo senso comum.
Assim, trata-se de um tipo de texto explicativo que utiliza alguns exemplos para
ilustrar os conceitos de publicidade e propaganda.
7
Novo acordo ortográfico
Novo acordo ortográfico
1
Novo acordo ortográfico
O Acordo Ortográfico é um tratado internacional que tem o objetivo
de unificar a escrita dos países falantes de português. Em vigor no
Brasil desde 2009, o seu uso passou a ser obrigatório a partir do dia
um de janeiro de 2016.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 veio substituir
o Formulário Ortográfico de 1943, definindo novas regras ortográficas
para a língua portuguesa, comumente chamadas de "nova ortografia"
ou "ortografia oficial".
Acentuação
Ditongos abertos oi e ei
Nas palavras paroxítonas, foi abolido o acento agudo nos ditongos
abertos oi e ei. Nas palavras oxítonas esses ditongos continuam acen-
tuados.
Ditongos oi e ei sem acento:
• ideia;
• europeia;
• jiboia;
Acentuação dos ditongos oo e ee
Nas palavras paroxítonas, foi abolido o acento circunflexo nos di-
tongos oo e ee.
Ditongos oo e ee sem acento:
• deem;
• leem;
• veem;
• voo;
2
Novo acordo ortográfico
• enjoo.
Acentuação da vogal i e u antes de ditongos
Nas palavras paroxítonas, foi abolido o acento agudo na vogal i e
na vogal u quando aparecem após ditongos.
Vogal i e u sem acento:
• baiuca;
• feiura.
Uso do trema
O trema foi abolido de todas as palavras portuguesas e aportugue-
sadas. Apenas deverá ser utilizado em palavras derivadas de nomes
próprios estrangeiros, como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de
Hübner).
Palavras sem trema:
• frequente;
• cinquenta;
• consequência;
• tranquilo;
• pinguim.
Acento diferencial
Foi abolido o acento diferencial de vários pares de palavras, cuja
distinção deverá ser feita pelo contexto em que ocorrem. Mantém-se
apenas os acentos diferenciais de pôr e por, pôde e pode.
Palavras sem acento diferencial:
3
Novo acordo ortográfico
para; pelo; pera; polo.
Acento diferencial facultativo
A utilização do acento na diferenciação entre a 1.ª pessoa do plural
do pretérito perfeito do indicativo e a 1.ª pessoa do plural do presente
do indicativo passou a ser facultativa. Em fôrma e forma a utilização
do acento diferencial também é facultativa.
Palavras com acento facultativo:
• demos e dêmos;
• cantamos e cantámos;
• estudamos e estudámos.
Dupla grafia
Está prevista a dupla grafia de diversas palavras, sendo correta a
utilização do acento circunflexo no Brasil e do acento agudo em Portu-
gal.
Palavras com dupla grafia:
• gênero e género;
• bebê e bebé;
• purê e puré;
• antônimo e antónimos;
• sinônimo e sinónimo.
4
Novo acordo ortográfico
Dois paradigmas de acentuação verbal
Estão previstos dois paradigmas de acentuação verbal, sendo cor-
reta a forma acentuada no Brasil e a forma não acentuada em Portu-
gal.
Palavras com dupla acentuação verbal:
• enxágue e enxague;
• averígue e averigue;
• delínquo e delinquo;
• apazígua e apazigua.
Acentuação verbal não alterada pelo acordo
Os verbos ter e vir mantêm acento agudo na 3.ª pessoa do singular
e acento circunflexo na 3.ª pessoa do plural. Os verbos derivados dos
verbos ter e vir mantêm acento agudo na 3. ª pessoa do singular e
com acento circunflexo na 3 ª pessoa do plural.
Palavras com acentuação verbal não alterada:
• ele tem e eles têm;
• ele vem e eles vêm.
• ele mantém e eles mantêm;
• ele contém e eles contêm.
Hífen
O atual acordo ortográfico trouxe diversas alterações às regras de
hifenização.
5
Novo acordo ortográfico
Hifenização nas palavras formadas por prefixação
O hífen é utilizado quando o prefixo termina com a mesma letra
que começa a segunda palavra ou quando a segunda palavra começa
com h. Nas restantes situações, o prefixo é escrito junto à segunda pa-
lavra. Quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa
com as consoantes r ou s, ocorre duplicação dessas consoantes.
Prefixação com hífen:
• micro-ondas;
• anti-inflamatório;
• contra-ataque;
• sobre-humano;
• supra-hepático.
Prefixação sem hífen:
• autoestima;
• contracheque;
• sobreaviso;
• antissocial;
• antirrugas.
Casos específicos: mal-estar, bem-humorado, recém-nascido, sub-
bibliotecário, sub-região, copiloto, cooperar, pré-fabricado, predetermi-
nar, circum-navegação, pan-americano, ex-diretor, vice-presidente,...
6
Novo acordo ortográfico
Hifenização nas palavras compostas
O hífen mantém-se nas palavras compostas por justaposição sem
elementos de ligação, cujos elementos formam uma unidade com sig-
nificado próprio. Contudo, foi abolido nas palavras compostas por jus-
taposição quando já não é significativa esta noção de composição.
Palavras compostas com hífen:
• segunda-feira;
• meio-dia;
• decreto-lei;
• ano-luz;
• guarda-chuva.
Palavras compostas sem hífen:
• paraquedas;
• paraquedista;
• paraquedismo.
Hifenização nas locuções
O hífen não será utilizado hífen nas locuções substantivas, adjeti-
vas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, salvo al-
gumas locuções consagradas pelo uso que, sendo exceções a esta re-
gra, mantêm o hífen. Também palavras que designam espécies botâni-
cas e zoológicas mantêm o hífen.
7
Novo acordo ortográfico
Locuções com hífen:
• cor-de-rosa;
• mais-que-perfeito;
• pé-de-meia;
• bem-me-quer;
• erva-doce;
Locuções sem hífen:
• fim de semana;
• dia a dia;
• à toa;
• sala de jantar;
• cão de guarda.
Hifenização na colocação pronominal
O hífen é utilizado na ênclise e na mesóclise, ligando o pronome
oblíquo átono ao verbo. Contudo, já não deverá ser utilizado nas for-
mas monossilábicas do verbo haver, quando conjugado com a preposi-
ção de.
Colocação pronominal com hífen:
• emprestou-me;
• ler-me-á;
• disse-te;
• vê-lo;
• abri-lo.
8
Novo acordo ortográfico
Colocação pronominal sem hífen:
• hei de;
• hás de;
• há de;
• hão de.
Maiúsculas e minúsculas
O atual acordo ortográfico trouxe algumas alterações ao uso da le-
tra maiúscula e da letra minúscula.
Uso de letra maiúscula
A letra maiúscula deverá ser utilizada em nomes próprios de pes-
soas, animais, lugares (cidades, países, continentes,...), acidentes geo-
gráficos, rios, instituições e entidades. Deverá também ser usada em
nomes de festas e festividades, em nomes astronômicos, em títulos de
periódicos e em siglas, símbolos ou abreviaturas. Nos nomes dos pon-
tos cardeais deverá ser usada apenas se empregues absolutamente,
indicando uma região.
Palavras com letra maiúscula:
• Tiago;
• Brasil;
• Marte;
• Amazonas;
• Cruz Vermelha;
• Carnaval;
9
Novo acordo ortográfico
• O Estado do São Paulo;
• ONU.
Uso de letra minúscula
A letra minúscula passou a ser utilizada nos nomes dos dias de se-
mana, meses e estações do ano, nos nomes dos pontos cardeais
(quando utilizados genericamente, indicando uma direção) e nas pala-
vras fulano, sicrano e beltrano.
Palavras com letras minúsculas:
• segunda-feira;
• outubro;
• primavera;
• sul;
• fulano.
Uso facultativo de maiúscula ou minúscula
O uso da letra maiúscula ou da letra minúscula é facultativoem tí-
tulos de livros (totalmente em maiúsculas ou apenas com maiúscula
inicial), em palavras de categorizações (rio, rua, igreja,…), em nomes
de áreas do saber, matérias e disciplinas, em versos que não iniciam o
período e em palavras ligadas a uma religião.
Palavras com maiúscula ou minúscula facultativa:
• Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas;
• Rio Amazonas ou rio Amazonas;
• Matemática ou matemática;
10
Novo acordo ortográfico
• São ou são.
Alfabeto
O atual acordo oficializou as letras k, w, y, anteriormente conside-
radas letras estrangeiras, como letras do alfabeto português, que pas-
sou a ser formado por vinte e seis letras:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
As letras k, y, w podem ser usadas em nomes próprios estrangeiros
de pessoas e seus derivados, em nomes próprios estrangeiros de luga-
res e seus derivados, em siglas, símbolos, unidades de medida e uni-
dades monetárias e em estrangeirismos de uso frequente.
Palavras com k, y, w:
• darwinismo;
• malawiano;
• download;
• software;
• playground;
• kart;
• km.
Consoantes mudas
Nas sequência consonânticas cc, cç, ct, pc, pç e pt interiores são
eliminadas a consoante c e a consoante p quando mudas, sendo man-
tidas quando pronunciadas.
11
Novo acordo ortográfico
Palavras sem c e p mudos:
• teto;
• ação;
• atividade;
• ótimo;
• batizar.
Palavras com c e p pronunciados:
• adepto;
• pacto;
• rapto;
• erupção;
• convicção.
Está previsto a utilização facultativa dessas duas consoantes em
diversas palavras, conforme a pronúncia culta da região, sendo retira-
das quando mudas e mantidas quando pronunciadas. O mesmo acon-
tece com outras consoantes (g, b, m).
Palavras com consoantes facultativos:
• fato e facto;
• concepção e conceção;
• recepção e receção;
• suntuoso e sumptuoso;
• indenizar e indemnizar.
12
Novo acordo ortográfico
Exercícios
Exercício 1
(EM PORTUGUÊS EM FOCO) Assim como a palavra “estreia”, o vocábulo
que perdeu o acento com o Novo Acordo Ortográfico foi:
a) serie.
b) trofeu.
c) papeis.
d) heroico.
Exercício 2
(EM PORTUGUÊS EM FOCO) De acordo com a ortografia na Língua 
Portuguesa, assinale a alternativa correta.
a) O plural de “cidadão” é “cidadões”.
b) “Tem” e “têm”, conjugações do verbo “ter”, indicam a mesma 
pessoa do discurso a quem se direcionam.
c) Os seguintes termos podem ser grafados das duas formas 
apresentadas: “quesitos/ quezitos” “mexer/mecher”.
d) A palavra a seguir pode apresentar as duas formas ortográficas: 
“auto estima” e “autoestima”.
e) A palavra “bônus” possui a mesma grafia, tanto no singular quanto 
no plural.
Exercício 3
(ADAPTADO DE SÓ PORTUGUÊS) Na frase “Ele gosta ama saltar de 
paraquedas ”, o uso da palavra em destaque está:
a) correto. b) errado. 
13
Novo acordo ortográfico
Gabarito
Exercício 1
Resposta: D. 
Os ditongos abertos -éi e -ói das paroxítonas perderam o acento. 
Portanto, não acentuamos mais palavras como heroico, jiboia, apoio 
(verbo apoiar conjugado na 1ª pessoa do presente do indicativo), 
plateia, estreia (em destaque no enunciado), colmeia, etc. 
Exercício 2
Resposta: E.
A. Incorreta. O plural de cidadão é cidadãos. 
B. Incorreta. Tem indica a 3ª pessoa do singular: Ele/Ela tem. Têm 
indica 3ª pessoa do plural: Eles/Elas têm.
C. Incorreta. Apenas as formas “quesito” e “mexer” são corretas. 
D. Com o Novo Acordo, autoestima perdeu o hífen. O primeiro 
elemento termina com uma vogal enquanto o segundo elemento 
começa com vogal diferente. As palavras ficam juntas, sem hífen. 
E. Correto. Bônus possui a mesma grafia, seja no singular ou no plural.
Exemplo: “Ganhamos o(s) bônus para aquela compra na internet.”
Exercício 3
Resposta: A. 
Com o Novo Acordo, as palavras compostas por justaposição que 
perderam a noção de composição, ou seja, já parecem uma coisa só, 
acabaram perdendo o hífen. Portanto, a forma “pára-quedas” passa a 
ser “paraquedas”.
14
Ortografia
Ortografia
1
Ortografia
Ortografia é a parte da gramática que se encarrega da forma cor-
reta de escrita das palavras da Língua Portuguesa.
Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Mor-
fologia e a Sintaxe são as partes que compõem a gramática.
Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras,
no que respeita à ortografia existem convenções entre os falantes de
uma mesma língua que visam unificar a sua ortografia oficial. Trata-se
dos acordos ortográficos.
O Alfabeto
A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que trans-
crevem os sons da linguagem. Na nossa cultura, esses sinais são as le-
tras, cujo conjunto é chamado de alfabeto.
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em
casos especiais: K, W e Y.
Emprego das letras K, W e Y
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio).
• Antropônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de
línguas estrangeiras: Kelly, Darwin, darwinismo.
• Topônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de lín-
guas estrangeiras: Kosovo, Kuwait, kuwaitiano.
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback,
hardware, hobby.
Uso do x e do ch
O x é utilizado nas seguintes situações:
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe.
2
Ortografia
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar.
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame.
Exceções:
• A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com ch.
• O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece com as
palavras que dele derivem: enchente, encharcar, enchido.
 Escreve-se com x: bexiga, bruxa, caxumba, elixir, faxina, graxa.
 Escreve-se com ch: bochecha, boliche, cachaça, chuchu, colcha.
Uso do h
O h é utilizado nas seguintes situações:
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh!
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem.
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-
homem.
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exce-
ção. O acidente geográfico "baía" é grafado sem h.
Uso do s e do z
O s é utilizado nas seguintes situações:
3
Ortografia
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam
grande quantidade, estado ou circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão:
marquês, francesa, poetisa.
• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram.
O z é utilizado nas seguintes situações:
• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjeti-
vos: magro - magreza, belo - beleza, grande - grandeza.
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar.
Escreve-se com s: alisar, análise, atrás, através.
Escreve-se com z: amizade, aprazível, desprezo, giz, rodízio.
Uso do g e do j
O g é utilizado nas seguintes situações:
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
presságio, régio, litígio, relógio, refúgio.
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem,
viagem.
O j é utilizado nas seguintes situações:
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.
4
Ortografia
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.
Observações:
• A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-
se com j: (Que) eles/elas viajem.
• Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é
substituído para j antes do a ou do o, de forma a que seja mantido o
mesmo som. Assim: afligir - aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir -
ajam, ajo.
• A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce
ou que vive é chamada de "mogiano". No entanto, a palavra "mojiano"
existe e, de acordo com o dicionário Michaelis significa "Relativo ou
pertencente à região que era servida pela antiga Estrada de Ferro Moji-
ana (de São Paulo a Minas Gerais)."Escreve-se com g: angélico, estrangeiro, gengibre.
Escreve-se com j: berinjela, gorjeta, jiboia.
Abaixo / A baixo
Abaixo
O termo "abaixo', escrito junto, faz referência a algo que esteja
numa posição inferior. Portanto, essa palavra é sinônima de "embai-
xo", "debaixo", "sob", "por baixo", etc.
Embora seja mais utilizada como advérbio de lugar, esse vocábulo
também é utilizado em situações que envolvem interjeições.
Exemplos:
Veja abaixo um exercício sobre o tema da aula.
Na lista de convocados, seu nome está abaixo do meu.
Nesse semestre suas notas estão abaixo da média da classe.
5
Ortografia
Fizemos um abaixo-assinado para retirar o professor da disciplina.
Obs: Note que o termo “abaixo-assinado” leva hífen quando se tra-
ta da petição que reúne diversas assinaturas.
Por outro lado, se ele está sendo usado para indicar a pessoa que
assina o documento é escrito sem o hífen:
Tomás Souza, abaixo assinado, foi o responsável por esse
abaixo-assinado.
Atenção!
Há muitos casos em que o termo “abaixo” acompanha o verbo “se-
guir”. A dúvida é se o verbo é escrito no singular ou plural.
Em todos os casos, o verbo concorda com o sujeito. Ou seja, se o
sujeito estiver no plural, o verbo também ficará no plural. Do contrário,
se ele estiver no singular, o verbo também será escrito no singular.
Exemplos:
Segue abaixo a foto do evento.
Segue abaixo a lista de formandos.
Seguem abaixo os documentos para matrícula.
Seguem abaixo os dados necessários para inscrição no curso.
A Baixo
A expressão “a baixo”, escrito separado, é sinônima de “de baixo”,
“para baixo” ou “até embaixo” e antônima de “do alto” ou “de cima”.
Esse termo é formado pela preposição “a” mais o adjetivo “baixo”.
Quando utilizado em contraposição as expressões antônimas, ele
desempenha o papel de locução adverbial, por exemplo: “de alto a
baixo” ou “de cima a baixo”.
6
Ortografia
Exemplos:
Quando entrei na loja, José me olhou de cima a baixo.
Naquela tarde, o gato rasgou a cortina de cima a baixo.
Temos que lavar as janelas do alto a baixo desse prédio.
Neusa observou o candidato de alto a baixo.
Roupas e calçados a baixo preço.
Obs: O termo “a baixo” não leva crase.
Onde / Aonde
Onde = ideia de permanência.
Aonde = ideia de movimento.
A palavra "onde" indica o lugar onde está ou em que se passa um
acontecimento. Está ligada a verbos que expressam permanência.
Exemplos:
Onde ela está?
Não sei onde começar a caminhada.
Onde está o dinheiro?
A palavra "aonde" indica movimento ou aproximação e está ligada
a verbos que expressam essa ideia.
Exemplo:
Aonde você quer ir?
Aonde vai com tamanha pressa?
7
Ortografia
Vamos aonde ele quiser ir.
Mas / Mais
Mais
A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso,
ela indica a soma ou o aumento da quantidade de algo.
Embora seja mais utilizada como advérbio de intensidade, depen-
dendo da função que exerce na frase, o “mais” pode ser substantivo,
preposição, pronome indefinido ou conjunção.
Exemplos:
Quero ir mais vezes para a Europa.
Hoje vivemos num mundo melhor e mais justo.
Dica: Uma maneira de saber se você está usando a palavra corre-
tamente é trocar pelo seu antônimo “menos”.
Mas
A palavra “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, con-
junção ou advérbio.
1. Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito.
Exemplo: Nem mas, nem meio mas, faça já seus deveres de casa.
2. Como conjunção adversativa, o “mas” é utilizado quando o lo-
cutor quer expor uma ideia contrária a que foi dita anteriormente.
Exemplo: Sou muito calmo, mas estou muito nervoso agora.
Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contu-
do, entretanto, contanto que, etc.
8
Ortografia
3. Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma
informação.
Exemplo: Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou
anos vendendo doces.
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Ortografia
Anotações: 
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Ortografia
Exercícios
Exercício 1 
(Cesgranrio) Para estar de acordo com a norma-padrão, a frase abaixo 
deve ser completada.
Esperamos que, daqui ____ alguns anos, não tenhamos de lidar ____ 
com os mesmos problemas que enfrentamos já ____ duas décadas no 
Brasil.
A sequência de palavras que completa as lacunas acima de acordo 
com a norma-padrão é:
a) a – mas – há
b) a – mais – a
c) a – mais – há
d) há – mas – há
e) há – mais – a
Exercício 2
(Fuvest) "A _____ de uma guerra nuclear provoca uma grande _____ na 
humanidade e a deixa _____ quanto ao futuro.". Assinale a alternativa 
em que todas as palavras estão grafadas corretamente.
a) espectativa - tensão - exitante
b) espectativa - tenção - hesitante
c) expectativa - tensão - hesitante
e) espectativa - tenção - exitante
11
Ortografia
Exercício 3 
(UFRJ) Na série abaixo há um erro de ortografia no emprego do "z". 
Assinale-o:
a) algoz
b) traz (verbo)
c) assaz
d) aniz
e) giz
Exercício 4 
“Pedi para ele não me__er na cai__a que estava fe__ada”.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é
a) ch; x; x
b) x; ch; ch
c) x; x; x
d) ch, ch, ch
e) x, x, ch
Exercício 5 
Complete com onde ou aonde.
A) _____está a educação das pessoas?
B) Espere! _____ você vai?
C) Vamos nos encontrar no local _____ eles escolherem.
D)Você sabe _____ estão os alunos?
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Ortografia
E xercício 6 
(Cesgranrio-2018) A palavra destacada está corretamente grafada de 
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
a) A existência de indivíduos com suas diferentes culturas faz com que
o mundo se torne muito complexo, mais essa convivência só se 
tornará possível se as diferenças forem respeitadas.
b) A superlotação das cidades prejudica a qualidade de vida, mais a 
busca por melhores oportunidades mantém o processo de migração 
rural para os centros urbanos.
c) A tecnologia nos torna muito dependentes porque precisamos dela 
em todos os momentos, mais ela tem proporcionado grandes 
conquistas para a humanidade.
d) As novas tecnologias de comunicação têm contribuído para a vida 
das pessoas de forma decisiva, mais precisamente nas relações 
interpessoais de carátervirtual.
e) As recentes discussões a respeito das desigualdades sociais 
revelam que ainda falta muito para serem eliminadas, mais é preciso 
enfrentar questões fundamentais.
13
Ortografia
Gabarito
Exercício 1
Resposta: Alternativa C: a – mais – há
Exercício 2
Resposta: Alternativa c) expectativa - tensão - hesitante
• "expectativa" escreve-se assim por causa da sua origem do latim 
- exspectatus.
• "tensão" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - 
tensione.
• "hesitante" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - 
haesitare.
Exercício 3
Resposta: Alternativa d) aniz
A palavra "anis" se escreve com s por causa da sua origem do latim - 
anisum.
Exercício 4
Resposta: 
Alternativa e) x, x, ch
Pedi para ele não mexer na caixa que estava fechada
mexer: depois da sílaba “me” utiliza-se o x.
caixa: depois de ditongos (vogal+semivogal) utiliza-se o x.
fechada: palavra derivada do verbo fechar.
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Ortografia
Exercício 5
Resposta: 
A) Onde
B) Aonde
C) onde
D)onde
Exercício 6
Resposta: Alternativa d) As novas tecnologias de comunicação têm 
contribuído para a vida das pessoas de forma decisiva, mais 
precisamente nas relações interpessoais de caráter virtual.
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Sintaxe
Sintaxe
1
Sintaxe
Sintaxe
Sintaxe é o conjunto das regras que determinam as diferentes possibilidades
de associação das palavras da língua para a formação de enunciados.
A Sintaxe é uma das partes da Gramática na qual são estudadas as disposi-
ções das palavras nas orações, nos períodos, bem como a relação lógica estabele-
cida entre elas.
Podemos considerar a Gramática como sendo o conjunto das regras que de-
terminam as diferentes possibilidades de associação das palavras de uma língua
para a formação de enunciados concretos. A Sintaxe própria de cada língua impe-
de que sejam realizadas combinações aleatórias entre as palavras.
Embora sejam bem distintas entre si, todas as línguas, além de possuírem um
léxico composto por milhares de palavras, possuem também um conjunto de re-
gras as quais determinam a forma como as palavras podem se relacionar para for-
mar enunciados concretos.
Sendo assim, a Sintaxe organiza a estrutura das unidades linguísticas, os sin-
tagmas, que se combinam em sentenças. Para que o falante de uma língua possa
interagir verbalmente com outros, ele organiza as sentenças linguísticas para que
possa transmitir um significado completo e, assim, ser compreendido.
O enunciado se encaixa em uma organização/estruturação específica prevista
na língua. Essa organização é sempre regulada pela Sintaxe, a qual define as se-
quências possíveis no interior dessas estruturas.
Funções sintáticas
Consiste na função específica de cada elemento na sentença ao se relacionar
com outros elementos que também compõem o enunciado.
Leia o exemplo:
 João vendeu um baú antigo ano passado.
- João: sujeito do verbo 'vender'.
- Um: adjunto adnominal.
- Um baú antigo: objeto direto de 'vendeu'.
2
Sintaxe
Relações sintáticas
Consiste nas relações estabelecidas entre as palavras que definem as estrutu-
ras possíveis na Sintaxe das línguas.
Leia o exemplo:
 João vendeu um baú antigo ano passado.
- João: agente da ação expressa pelo verbo 'vender';
- Ano passado: quando a ação foi realizada.
Para que possamos realizar a análise sintática dos enunciados da língua é ne-
cessário explicitar as estruturas, as relações e as funções dos elementos que os
constituem.
3
Sintaxe
Anotações: 
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Uso de substantivos, 
adjetivos, pronomes, 
preposições e conjunções
1
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Substantivos
Os substantivos classificam-se como termos cuja finalidade é no-
mear as diferentes entidades – pessoas, objetos, instituições, lugares,
animais, entre outros.
O substantivo é uma classe gramatical, logo é objeto de estudo da
morfologia. Entretanto, dentro da oração, ele possui função sintática. 
Toda classe gramatical é dividida entre palavras variáveis e invariá-
veis, o substantivo compõe as variáveis, as que podem flexionar-se. 
Flexionar é mudar, variar. 
No caso dos substantivos, essa variação será em relação ao gênero
(feminino e masculino), ao número (singular e plural) e ao grau (au-
mentativo e diminutivo).
Se sairmos da morfologia e passarmos para a sintaxe, mais preci-
samente para Concordância Nominal, é imprescindível que se aplique
essa informação, pois, assim, ficará fácil entender porque o artigo, o
numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo devem concordar com o
substantivo. Se ele é variável, logo os termos que se relacionam com
ele devem estar em concordância, ou seja, devem combinar.
Os substantivos podem ser:
Primitivos
Quando não são formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livro
Derivados
Formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livraria
 Simples
Nomes que possuem apenas uma palavra. Exemplo: Chuva
2
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Compostos
Nomes formados por duas palavras. Exemplo: Guarda-chuva
Concretos
Quando sua existência é independente, ou seja, não precisa de
algo ou de alguém para se manifestar. Exemplo: Mesa
Abstratos
Quando sua existência depende de algo ou de alguém. Exemplo:
Raiva
Coletivos
Quando indicam coleção, conjunto de seres, desde que pertençam
à mesma espécie. Exemplo: Fauna (animaisde uma região)
Comum
Quando não especificam, pelo contrário, generalizam. Exemplo:
menino.
Próprio
Quando especificam, quando particularizam. Exemplo: João.
 Adjetivos 
3
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
O adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos
substantivos, ou seja, ele indica suas qualidades e estados.
Essas palavras variam em gênero (feminino e masculino), número
(singular e plural) e grau (comparativo e superlativo).
Exemplos de adjetivos:
• garota bonita
• garotas bonitas
• criança obediente
• crianças obedientes
Os tipos de adjetivos
Adjetivo Simples - apresenta somente um radical. Exemplos: po-
bre, magro, triste, lindo, bonito.
Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical. Exemplos:
luso-brasileiro, superinteressante, amarelo-ouro.
Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos.
Exemplos: bom, alegre, puro, triste, notável.
Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou
verbos. Exemplos: articulado (verbo articular), visível (verbo ser), for-
moso (substantivo formosura), tristonho (substantivo triste).
Adjetivo Pátrio (ou adjetivo gentílico) - indica o local de origem
ou nacionalidade de uma pessoa. Exemplos: brasileiro, carioca, paulis-
ta, europeu, espanhol.
O gênero dos adjetivos
4
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Em relação aos gêneros (masculino e feminino), os adjetivos são
divididos em dois tipos:
Adjetivos Uniformes - apresentam uma forma para os dois gêne-
ros (feminino e masculino). Exemplo: menino feliz; menina feliz
Adjetivos Biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino
e feminino). Exemplo: homem carinhoso; mulher carinhosa.
O número dos adjetivos
Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando
com o número do substantivo a que se referem. Assim, a sua formação
se assemelha à dos substantivos.
Exemplos:
• Pessoa feliz - pessoas felizes
• Vale formoso - vales formosos
• Casa enorme - casas enormes
• Problema socioeconômico - problemas socioeconômicos
• Menina afro-brasileira - meninas afro-brasileiras
• Estudante mal-educado - estudantes mal-educados
O grau dos adjetivos
Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em dois tipos:
• Comparativo: utilizado para comparar qualidades.
• Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.
Grau comparativo
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Comparativo de Igualdade - O professor de matemática é tão
bom quanto o de geografia.
Comparativo de Superioridade - Marta é mais habilidosa do
que a Patrícia.
Comparativo de Inferioridade - João é menos feliz que Pablo.
Grau superlativo
 Superlativo Absoluto: refere-se a um substantivo somente,
sendo classificados em:
• Analítico - A moça é extremamente organizada.
• Sintético - Luiz é inteligentíssimo.
 Superlativo Relativo: refere-se a um conjunto, sendo classifi-
cados em:
• Superioridade - A menina é a mais inteligente da turma.
• Inferioridade - O garoto é o menos esperto da classe.
A locução adjetiva
A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que pos-
suem valor de adjetivo.
Exemplos:
 Amor de mãe - Amor maternal
 Doença de boca - doença bucal
 Pagamento do mês - pagamento mensal
 Férias do ano - férias anual
 Dia de chuva - dia chuvoso
6
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
O pronome adjetivo
Os pronomes adjetivos são aqueles em que o pronome exerce a
função de adjetivo. Surgem acompanhados do substantivo, modifi-
cando-os. Exemplos:
 Este livro é muito bom. (acompanha o substantivo livro)
 Aquela é a empresa onde ele trabalha. (acompanha o substanti-
vo empresa)
Pronomes
Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou
acompanham os substantivos.
De acordo com a função que exercem, eles são classificados em
sete tipos:
• Pronomes Pessoais
• Pronomes Possessivos
• Pronomes Demonstrativos
• Pronomes de Tratamento
• Pronomes Indefinidos
• Pronomes Relativos
• Pronomes Interrogativos
Exemplos:
1) Mariana apresentou um show esse final de semana. Ela é consi-
derada uma das melhores cantoras de música Gospel.
No exemplo acima, o pronome pessoal “Ela” substituiu o substanti-
vo próprio Mariana. Note que com o uso do pronome no período evi-
tou-se a repetição do nome.
2) Aquela bicicleta é da minha prima Júlia.
7
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Nesse exemplo, utilizamos dois pronomes: o pronome demonstrati-
vo “aquela” para indicar algo (no caso o bicicleta) e o pronome pos-
sessivo “minha” que transmite a ideia de posse.
1. Pronome Pessoal
Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discur-
so e são classificados em dois tipos:
1. Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujei-
to.
Exemplo: Eu gosto muito da Ana. (Quem gosta da Ana? Eu.)
2. Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substan-
tivos e complementam os verbos.
Exemplo: Está comigo seu caderno. (Com quem está o caderno?
Comigo. Note que para além de identificar quem tem o caderno, o pro-
nome auxilia o verbo “estar”.)
Pessoas
Verbais
Pronomes do
Caso Reto
Pronomes do
Caso Oblíquo
1ª pessoa do 
singular
eu me, mim, comigo
2ª pessoa do 
singular
tu, você te, ti, contigo
3ª pessoa do 
singular
ele, ela o, a, lhe, se, si, 
consigo
1ª pessoa do 
plural
nós nos, conosco
2ª pessoa do 
plural
vós, vocês vos, convosco
3ª pessoa do 
plural
eles, elas os, as, lhes, se, si, 
consigo.
Vale lembrar: os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las,
no, na, nos, nas” funcionam somente como objeto direto.
8
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
2. Pronome Possessivo
Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de
posse.
Exemplos:
 Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que per-
tence à 1ª pessoa do singular)
 O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto pos-
suído é o computador, que pertence à 1ª pessoa do singular)
 A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que
pertence à 3ª pessoa do singular)
 Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o traba-
lho, que pertence à 1ª pessoa do plural)
Pessoas Verbais Pronomes Possessivos
1ª pessoa do 
singular (eu)
meu, minha (singular); meus, 
minhas (plural)
2ª pessoa do 
singular (tu, você)
teu, tua (singular); teus, tuas 
(plural)
3ª pessoa do 
singular (ele/ela)
seu, sua (singular); seus, suas 
(plural)
1ª pessoa do plural 
(nós)
nosso, nossa (singular); nossos,
nossas (plural)
2ª pessoa do plural 
(vós, vocês)
vosso, vossa (singular); vossos,
vossas (plural)
3ª pessoa do plural 
(eles/elas)
seu, sua (singular); seus, suas 
(plural)
3. Pronome Demonstrativo
Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar a posi-
ção de algum elemento em relação à pessoa seja no discurso, no
tempo ou no espaço.
9
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Eles reúnem algumas palavras variáveis - em gênero (masculino e
feminino) e número (singular e plural) - e as invariáveis.
Os pronomes demonstrativos variáveis são aqueles flexiona-
dos (em número ou gênero), ou seja, são os que sofrem alterações na
sua forma. Por exemplo: esse, este, aquele, aquela, essa, esta.
Já os pronomes invariáveis são aqueles que não são flexionados,
ou seja, que nunca sofrem alterações. Por exemplo: isso, isto, aquilo.
Pronomes
Demonstrativos Singular Plural
Feminino
esta, essa, 
aquela estas, essas, aquelas
Masculino
este, esse, 
aquele estes, esses, aqueles
Exemplos:
• Essa camisa é muito linda.
• Aquelas bicicletas são boas.
• Este casaco é muito caro.
• Eu perdi aqueles bilhetes de cinema.
4. Pronome de Tratamento
Os pronomes de tratamento são termos respeitosos empregados
normalmente em situações formais. Mas, como toda regra tem exce-
ção, “você” é o único pronome de tratamentoutilizado em situações
informais.
Exemplos:
 Você deve seguir as regras impostas pelo governo.
 A senhora deixou o casaco cair na rua.
10
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
 Vossa Magnificência irá assinar os diplomas dos formandos.
 Vossa Santidade é muito querido, disse o sacerdote ao Papa.
Pronomes
de
Tratamento 
Abreviações Emprego
Você V./VV
Único pronome de tratamento utilizado 
em situações informais.
Senhor (es) e 
Senhora (s)
Sr, Sr.ª 
(singular) e 
Srs., Srª.s. 
(plural)
Tratamento formal e respeitoso usado 
para pessoas mais velhas.
Vossa 
Excelência V. Ex.ª/V. Ex.ªs
Usados para pessoas com alta 
autoridade, como por exemplo: 
Presidente da República, Senadores, 
Deputados, Embaixadores.
Vossa 
Magnificência
V. Mag.ª/V. 
Mag.ªs
Usados para os reitores das 
Universidades.
Vossa 
Senhoria V. S.ª/V. S.ªs
Empregado nas correspondências e 
textos escritos.
Vossa 
Majestade VM/VVMM Utilizado para Reis e Rainhas
Vossa Alteza
V.A.(singular) e
V.V.A. A. 
(plural)
Utilizado para príncipes, princesas, 
duques.
Vossa 
Santidade V.S. Utilizado para o Papa
Vossa 
Eminência V. Ex.ª/V. Em.ªs Usado para Cardeais.
Vossa 
Reverendíssi
ma
V. Rev.m.ª/V. 
Rev.m.ªs
Utilizado para sacerdotes e religiosos em
geral.
5. Pronome Indefinido
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Empregados na 3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica
que os pronomes indefinidos substituem ou acompanham o substanti-
vo de maneira vaga ou imprecisa.
Exemplos:
 Nenhum vestido serviu na Antônia. (o termo “nenhum” acom-
panha o substantivo “vestido” de maneira vaga, pois não sabemos de
que vestido se fala)
 Outras viagens virão. (o termo “outras” acompanha o substanti-
vo “viagens” sem especificar quais viagens serão)
 Alguém deve me explicar a matéria. (o termo “alguém” signifi-
ca “uma pessoa cuja identidade não é especificada ou definida” e, por-
tanto, substitui o substantivo da frase)
 Cada pessoa deve escolher seu caminho. (o termo “cada”
acompanha o substantivo da frase “pessoa” sem especificá-lo)
Classificação Pronomes Indefinidos 
Variáveis
algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, 
nenhuns, nenhumas, muito, muita, muitos, muitas, 
pouco, pouca, poucos, poucas, todo, toda, todos, todas, 
outro, outra, outros, outras, certo, certa, certos, certas, 
vário, vária, vários, várias, tanto, tanta, tantos, tantas, 
quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer, quaisquer, 
qual, quais, um, uma, uns, umas.
Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, 
cada.
6. Pronome Relativo
Os pronomes relativos se referem a um termo já dito anteriormente
na oração, evitando sua repetição. Esses termos podem ser palavras
variáveis e invariáveis: substantivo, adjetivo, pronome ou advérbio.
Exemplos:
 Os temas sobre os quais falamos são bastante complexos. (“os
quais” faz referência ao substantivo dito anteriormente “temas”)
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
 São plantas cuja raiz é muito profunda. (“cuja” aparece entre
dois substantivos “plantas” e “raiz” e faz referência àquele dito anteri-
ormente “plantas”)
 Daniel visitou o local onde nasceu seu avô. (“onde” faz referên-
cia ao substantivo “local”)
 Tive as férias que sonhava. (“que” faz referência ao substantivo
“férias”)
Classificação Pronomes Relativos
Variáveis 
o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, 
cujas, quanto, quanta, quantos, quantas.
Invariáveis quem, que, onde.
7. Pronome Interrogativo
Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis
empregadas para formular perguntas diretas e indiretas.
Exemplos:
 Quanto custa a entrada para o cinema? (oração interrogativa
direta)
 Informe quanto custa a entrada para o cinema. (oração interro-
gativa indireta)
 Quem estava com Maria na festa? (oração interrogativa direta)
 Ela queria saber o que teria acontecido com Lavínia. (oração in-
terrogativa indireta)
Classificação Pronomes Interrogativos
Variáveis qual, quais, quanto, quantos, 
quanta, quantas.
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Classificação Pronomes Interrogativos
Invariáveis quem, que.
Preposição 
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da ora-
ção numa relação de subordinação donde, geralmente, o segundo ter-
mo subordina o primeiro.
Tipos e Exemplos de Preposições
 Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.
 Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.
 Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui.
 Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa
uma estrada.
 Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer.
 Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o ma-
chado.
 Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.
Classificação das Preposições
As preposições podem ser divididas em dois grupos:
 Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam
como preposição, a saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde,
em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
 Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes
gramaticais que, em certas frases funcionam como preposição, a
14
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
saber: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante,
menos, salvo, segundo, visto etc.
Locuções Prepositivas
A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras
com o valor de preposição, sempre terminando por uma preposi-
ção, por exemplo:
• abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois
de, ao invés de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à
volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de,
etc.
Combinação, Contração e Crase
Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras pa-
lavras. Assim, quando na junção dos termos não houver perda de ele-
mentos fonéticos, teremos uma combinação, por exemplo:
 ao (a + o)
 aos (a + os)
 aonde (a + onde
Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra pala-
vra houver perda fonética, teremos a chamada contração, por exem-
plo:
 do (de + o)
 dum (de + um)
 desta (de + esta)
 no (em + o)
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
 neste (em + este)
 nisso (em + isso)
Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:
 à = contração da preposição a + o artigo a
 àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do prono-
me aquilo.
 Conjunção 
Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras
de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.
Exemplos:
Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)
Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)
Classificação das Conjunções
As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e su-
bordinativas.
Conjunções Coordenativas
As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas ora-
ções independentes. São divididas em cinco tipos:
1. Conjunções Aditivas
Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e,
nem, não só...mas também, não só...como também.
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Exemplo: Ana não fala nem ouve.
2. Conjunções Adversativas
Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos:
mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia.
Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor fute-
bol.
3. Conjunções Alternativas
Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora,
quer...quer, seja...seja.
Exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.
4. Conjunções Conclusivas
Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando
vem depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
Exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.5. Conjunções Explicativas
Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem
antes do verbo), porquanto, por conseguinte.
Exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Conjunções Subordinativas
As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependen-
tes uma da outra e são divididas em dez tipos:
1. Conjunções Integrantes
Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se.
Exemplo: Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.
2. Conjunções Causais
Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que,
porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que.
Exemplo: Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não
pude ir à aula.
3. Conjunções Comparativas
Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação:
que, do que, como.
Exemplo: Meu professor é mais inteligente do que o seu.
4. Conjunções Concessivas
Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao
da oração principal: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, pos-
to que, apesar de que, por mais que, por melhor que.
Exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo.
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
5. Conjunções Condicionais
Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição
para que o fato da oração principal se realize ou não: caso, contanto
que, salvo se, desde que, a não ser que.
Exemplo: Se não chover, irei à praia.
6. Conjunções Conformativas
Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância
de um fato com outro: segundo, como, conforme.
Exemplo: Cada um colhe conforme semeia.
7. Conjunções Consecutivas
Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o
efeito do que se declara na oração principal: que, de forma que, de
modo que, de maneira que.
Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.
8. Conjunções Temporais
Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que,
antes que, quando, assim que, sempre que.
Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos.
9. Conjunções Finais
Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim
de que, para que.
Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
10. Conjunções Proporcionais
Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simul-
taneidade: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais,
quanto menos, quanto menor, quanto melhor.
Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo.
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Anotações: 
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Exercícios
Exercício 1 
Qual das palavras destacadas abaixo não representa um substantivo 
abstrato:
a) A sua conquista se deve ao seu esforço.
b) A humildade é a sua principal característica.
c) A sua aprendizagem é bastante rápida.
d) As suas atitudes se baseiam na justiça.
e) Muitos idosos têm problemas de saúde.
Exercício 2
Os substantivos primitivos são palavras que não derivam de outras. De
acordo com isso, a alternativa abaixo que contempla um substantivo 
primitivo e um derivado é:
a) anel - papel
b) pedras - rochas
c) árvores - plantas
d) sapato - sapataria
e) profissão – carreira
Exercício 3 
(UFPR/2013)
Em qual dos casos o primeiro elemento do adjetivo composto não 
corresponde ao substantivo entre parênteses?
a) Indo-europeu (Índia)
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
b) Ítalo-brasileiro (Itália)
c) Luso-brasileiro (Portugal)
d) Sino-árabe (Sião)
e) Anglo-americano (Inglaterra)
Exercício 4
(CESGRANRIO)
Assinale a oração em que o termo cego(s) é um adjetivo:
a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem onde ir…
b) O cego de Ipanema representava naquele momento todas as 
alegorias da noite escura da alma…
c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.
d) Naquele instante era só um pobre cego.
e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.
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Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
Gabarito
Exercício 1
Alternativa correta: e) Muitos idosos têm problemas de saúde.
O substantivo abstrato são palavras que indicam qualidade, 
sentimento, estado, ação e conceito. Dos termos destacados acima, 
somente “idosos” não é um substantivo abstrato.
Exercício 2
Alternativa correta d) sapato - sapataria
O substantivo primitivo é aquele que não deriva de outras palavras 
como os substantivos derivados, que surgem de um substantivo 
primitivo por meio de um processo denominado "derivação" mediante 
o acréscimo de letras ou sílabas.
Assim, “sapato” é um substantivo primitivo que possui o mesmo 
radical de “sapataria” (-sapat). Logo, por meio do processo 
denominado derivação sufixal há o acréscimo de sufixo à palavra 
primitiva: sapat (radical) + aria (sufixo).
E xercício 3 
Alternativa correta: d) Sino-árabe (Sião)
a) ERRADA. “indo” é um elemento de formação de palavras compostas
cujo significado está relacionado à Índia ou aos indianos. Assim sendo, 
ele está relacionado ao substantivo “Índia”, entre parênteses.
b) ERRADA. “ítalo” é o mesmo que “italiano”. Logo, corresponde à 
palavra “Itália”, entre parênteses.
c) ERRADA. “luso” é o mesmo que “lusitano”, que significa 
“português”; indivíduo de naturalidade portuguesa. Dessa forma, 
corresponde à palavra “Portugal”, entre parênteses.
24
Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções
d) CORRETA. “sino” não é um elemento de formação de palavras 
compostas, trata-se de uma palavra que possui diferentes significados,
dentre eles o de instrumento que produz som.
A palavra “Sião” refere-se ao Monte Sião. O adjetivo gentílico de quem 
nasce no Monte Sião é Monte-Sionense.
Assim sendo, “sino” não corresponde ao substantivo entre parênteses.
e) ERRADA. “anglo” significa “indivíduo inglês”. Logo, corresponde ao 
substantivo “Inglaterra”,entre parênteses.
Exercício 4
Alternativa correta: e) … da Terra que é um globo cego girando no 
caos.
A alternativa e) é a única onde a classe gramatical da palavra “cego” é
adjetivo.
Na frase, “cego” está atribuindo uma característica ao substantivo 
“globo”.
Lembre-se de que um adjetivo atribui qualidade ou classificação a um 
substantivo.
Em todas as demais alternativas, o termo “cego(s)” tem função de 
substantivo, pois denomina um ou mais seres.
25
MATEMÁTICA
MATEMÁTICA
1
Frações
Frações
1
Frações
Na matemática, as frações correspondem a uma representação das
partes de um todo. Ela determina a divisão de partes iguais sendo que
cada parte é uma fração do inteiro.
Como exemplo podemos pensar numa pizza dividida em 8 partes
iguais, sendo que cada fatia corresponde a 1/8 (um oitavo) de seu to-
tal. Se eu como 3 fatias, posso dizer que comi 3/8 (três oitavos) da piz-
za.
Importante lembrar: nas frações, o termo superior é chamado de
numerador enquanto o termo inferior é chamado de denominador.
1 Numerador
2 Denominador
Tipos de Frações
Fração Própria
São frações em que o numerador é menor que o denominador, ou
seja, representa um número menor que um inteiro. Ex: 2/7
Fração Imprópria
São frações em que o numerador é maior, ou seja, representa um
número maior que o inteiro. Ex: 5/3
2
Frações
Fração Aparente
São frações em que o numerador é múltiplo ao denominador, ou
seja, representa um número inteiro escrito em forma de fração. Ex:
6/3= 2
Fração Mista
É constituída por uma parte inteira e uma fracionária representada
por números mistos. Ex: 1 2/6. (um inteiro e dois sextos)
Obs: Há outros tipos de frações, são elas: equivalente, irredutível,
unitária, egípcia, decimal, composta, contínua, algébrica.
Operações com Frações
Adição
Para somar frações é necessário identificar se os denominadores
são iguais ou diferentes. Se forem iguais, basta repetir o denominador
e somar os numeradores.
Contudo, se os denominadores são diferentes, antes de somar de-
vemos transformar as frações em frações equivalentes de mesmo de-
nominador.
Neste caso, calculamos o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) entre os
denominadores das frações que queremos somar, esse valor passa a
ser o novo denominador das frações.
Além disso, devemos dividir o MMC encontrado pelo denominador
e o resultado multiplicamos pelo numerador de cada fração. Esse valor
passa a ser o novo numerador.
Exemplos:
5
+
2
=
7
9 9 9
3
Frações
1
+
2
=
3.1 + 5.2
=
3 + 10
=
13
5 3 15 15 15
Subtração
Para subtrair frações temos que ter o mesmo cuidado que temos
na soma, ou seja, verificar se os denominadores são iguais. Se forem,
repetimos o denominador e subtraímos os numeradores.
Se forem diferentes, fazemos os mesmos procedimentos da soma,
para obter frações equivalentes de mesmo denominador, aí sim pode-
mos efetuar a subtração.
Exemplo:
5
+
2
=
7
9 9 9
Multiplicação
A multiplicação de frações é feita multiplicando os numeradores
entre si, bem como seus denominadores.
Exemplos:
4
Frações
Divisão
Na divisão entre duas frações, multiplica-se a primeira fração pelo
inverso da segunda, ou seja, inverte-se o numerador e o denominador
da segunda fração.
Exemplos:
Simplificação de fração 
A simplificação é uma operação que não muda o valor da fração,
mas altera o numerador e o denominador para que a fração seja escri-
ta de uma maneira mais simples. Isso deve ter feito dividindo os ter-
mos da fração por um mesmo número inteiro maior que 1.
Quando não é mais possível utilizar o mesmo número para realizar
essa operação, significa que a fração chegou à sua forma mais sim-
ples.
Por exemplo, 3/4 é uma fração reduzida, pois não há nenhum outro
número além de 1 capaz de dividir 3 e 4 ao mesmo tempo.
Agora observe a fração 2/4. Ela pode ser simplificada, dividindo o
numerador e o denominador por 2, e terá como resultado 1/2.
Simplificação de frações pela divisão contínua
Para realizar a simplificação basta dividir o numerador e o denomi-
nador pelo mesmo número natural, diferente de zero, até chegar a
uma fração que não mais seja divisível.
Vamos utilizar a fração 4/8 para demonstrar como simplificar.
5
Frações
Observe que realizando a divisão do numerador pelo denominador,
o mesmo resultado é encontrado em todas as frações.
Isso ocorre porque se tratam de frações equivalentes, ou seja, elas
são aparentemente diferentes, mas apresentam o mesmo resultado.
Veja a representação das frações na imagem a seguir:
Observe que a fração ½ não pode ser mais simplificada. Quando
isso ocorre a fração recebe o nome de fração irredutível. Outros
exemplos de frações totalmente reduzidas: 2/3, 5/7 e 9/10.
Simplificação de fração pelo MDC
O máximo divisor comum (MDC ou M.D.C) corresponde ao maior
número inteiro positivo capaz de dividir os números dados e fazer com
que o resto da divisão seja igual a zero.
Observe o cálculo do MDC dos termos da fração 8 sobre 24 (8/24)
através da fatoração.
6
Frações
Multiplicando os fatores comuns, encontramos que o número 8 é o
máximo divisor comum entre os números 8 e 24.
Portanto, o numerador e o denominador da fração podem ser divi-
didos por 8 para que a fração reduzida escrita seja de maneira mais
rápida.
7
Frações
Anotações: 
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8
Frações
Exercícios
Exercício 1 
Simplifique a fração 6
18
Exercício 2
As árvores de um parque estão dispostas de tal maneira que se 
construíssemos uma linha entre a primeira árvore (A) de um trecho e a
última árvore (B) conseguiríamos visualizar que elas estão situadas à 
mesma distância uma dasoutras.
De acordo com a imagem acima, que fração que representa a 
distância entre a primeira e a segunda árvore?
a) 1/6
b) 2/6
c) 1/5
d) 2/5
9
Frações
Gabarito
Exercício 1
Resposta correta: 
1
3
Simplificação pela divisão contínua:
Simplificação pelo MDC:
Exercício 2
Resposta correta: c) 1/5.
Uma fração corresponde à representação de algo que foi dividido em partes 
iguais.
Observe que, pela imagem, o espaço entre a primeira árvore e a última foi 
dividido em cinco partes. Portanto, este é o denominador da fração.
Já a distância entre a primeira e a segunda árvore é representada por apenas uma
das partes e, por isso, trata-se do numerador.
Sendo assim, a fração que representa o espaço entre a primeira e a segunda 
árvore é 1/5, pois entre os 5 trechos em que o percurso foi dividido as duas 
árvores estão situadas no primeiro.
10
Fundamentos de Estatística
Fundamentos de Estatística
1
Fundamentos de Estatística
A estatística é uma ciência exata que estuda a coleta, organização, análise e
registro de dados usando amostras.
Usado desde a antiguidade, quando eram registrados nascimentos e mortes,
é o principal método de pesquisa na tomada de decisões. Isso porque baseia suas
conclusões nas pesquisas realizadas.
Fases do método estatístico
Definição do problema: determinar como a recolha de dados pode solucio-
nar um problema
Planejamento: elaborar como fazer o levantamento dos dados
Coleta de dados: reunir dados após o planeamento do trabalho pretendido,
bem como definição da periodicidade da coleta (contínua, periódica, ocasional ou
indireta)
Correção dos dados coletados: conferir dados para afastar algum erro por
parte da pessoa que os coletou
Apuração dos dados: organização e contagem dos dados
Apresentação dos dados: montagem de suportes que demonstrem o resul-
tado da coleta dos dados (gráficos e tabelas)
Análise dos dados: exame detalhado e interpretação dos dados
Aliada à probabilidade, pode ser aplicada nas mais diversas áreas. São exem-
plos a análise dos dados sociais, econômicos e demográficos. É o que faz o IBGE -
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O IBGE é o órgão que fornece ao nosso país os dados necessários para a defi-
nição do modelo de planejamento mais adequado nas políticas públicas.
2
Fundamentos de Estatística
Anotações: 
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3
Juros Simples e Compostos
Juros Simples e Compostos
1
Juros Simples e Compostos
Juros simples e compostos
Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corri -
gir os valores envolvidos nas transações financeiras, isto é, a correção que se faz
ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante um período de tempo.
O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela operação e do pe-
ríodo que o dinheiro ficará emprestado ou aplicado. Quanto maior a taxa e o tem-
po, maior será este valor.
Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e considera apenas
o valor inicial. Nos juros compostos a correção é feita em cima de valores já
corrigidos.
Por isso, os juros compostos também são chamados de juros sobre juros, ou
seja, o valor é corrigido sobre um valor que já foi corrigido.
Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou empréstimo a correção
por juros compostos fará com que o valor final a ser recebido ou pago seja maior
que o valor obtido com juros simples.
A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo sistema de juros
compostos. Os juros simples se restringem as operações de curto período.
2
Juros Simples e Compostos
Juros Simples 
Juros simples é um acréscimo calculado sobre o valor inicial de um aplicação
financeira ou de uma compra feita a crédito, por exemplo.
O valor inicial de uma dívida, empréstimo ou investimento é chamado de ca-
pital. A esse valor é aplicada uma correção, chamada de taxa de juros, que é ex-
pressa em porcentagem.
Os juros são calculados considerando o período de tempo em que o capital fi -
cou aplicado ou emprestado.
Um cliente de uma loja pretende comprar uma televisão, que custa 1000 reais
à vista, em 5 parcelas iguais. Sabendo que a loja cobra uma taxa de juros de 6%
ao mês nas compras a prazo, qual o valor de cada parcela e o valor total que o cli -
ente irá pagar?
Quando compramos algo parcelado, os juros determinam o valor final que ire-
mos pagar. Assim, se compramos uma televisão a prazo iremos pagar um valor
corrigido pela taxa cobrada.
Ao parcelamos esse valor em cinco meses, se não houvesse juros, pagaríamos
200 reais por mês (1000 divididos por 5). Mas foi acrescido 6 % a esse valor, en-
tão temos:
Desta forma, teremos um acréscimo de R$ 12 ao mês, ou seja, cada prestação
será de R$ 212. Isso significa que, no final, pagaremos R$ 60 a mais do valor inici-
al. Logo, o valor total da televisão a prazo é de R$1060.
Como Calcular o Juros Simples
J = C . i . t
J: juros
C: capital
i: taxa de juros. Para substituir na fórmula, a taxa deverá estar escrita na for-
ma de número decimal. Para isso, basta dividir o valor dado por 100.
t: tempo. A taxa de juros e o tempo devem se referir à mesma unidade de
tempo.
3
Juros Simples e Compostos
Podemos ainda calcular o montante, que é o valor total recebido ou devido,
ao final do período de tempo. Esse valor é a soma dos juros com valor inicial (ca-
pital).
Sua fórmula será:
M = C + J → M = C + C . i . t
Da equação acima, temos, portanto, a expressão:
M = C . (1 + i . t)
Exercício:
1) Quanto rendeu a quantia de R$ 1200, aplicado a juros simples,com a taxa
de 2% ao mês, no final de 1 ano e 3 meses?
Resolução:
C = 1200
i = 2% ao mês = 0,02
t = 1 ano e 3 meses = 15 meses (tem que transformar em meses para ficar
na mesma unidade de tempo da taxa de juros.
J = C . i . t = 1200 . 0,02 . 15 = 360
Assim, o rendimento no final do período será de R$ 360.
4
Juros Simples e Compostos
Juros Compostos
Os Juros Compostos são calculados levando em conta a atualização do capital,
ou seja, o juro incide não apenas no valor inicial, mas também sobre os juros acu -
mulados (juros sobre juros).
Esse tipo de juros, chamado também de “capitalização acumulada”, é muito
utilizado nas transações comerciais e financeiras (sejam dívidas, empréstimos ou
investimentos).
Exemplo:
Uma aplicação de R$10.000, no regime de juros compostos, é feita por 3 me-
ses a juros de 10% ao mês. Qual o valor que será resgatado ao final do período?
Mês Juros Valor
1 10% de 10000 = 1000 10000 + 1000 = 11000
2 10% de 11000 = 1100 11000 + 1100 = 12100
3 10% de 12100 = 1210 12100 + 1210 = 13310
Note que o juro é calculado usando o valor já corrigido do mês anterior. As-
sim, ao final do período será resgatado o valor de R$13.310,00.
Para compreendermos melhor, é necessário conhecer alguns conceitos utiliza-
dos em matemática financeira. São eles:
Capital: valor inicial de uma dívida, empréstimo ou investimento.
Juros: valor obtido quando aplicamos a taxa sobre o capital.
Taxa de Juros: expressa em porcentagem (%) no período aplicado, que pode
ser dia, mês, bimestre, trimestre ou ano.
Montante: o capital acrescido dos juros, ou seja, Montante = Capital + Juros.
5
Juros Simples e Compostos
Como Calcular os Juros Compostos
Para calcular os juros compostos, utiliza-se a expressão:
M = C (1+i)t
M: montante
C: capital
i: taxa fixa
t: período de tempo
Para substituir na fórmula, a taxa deverá estar escrita na forma de número
decimal. Para isso, basta dividir o valor dado por 100. Além disso, a taxa de juros
e o tempo devem se referir à mesma unidade de tempo.
Se pretendemos calcular somente os juros, aplicamos a seguinte fórmula:
J = M - C
Exemplo:
1) Se um capital de R$500 é aplicado durante 4 meses no sistema de juros
compostos sob uma taxa mensal fixa que produz um montante de R$800, qual
será o valor da taxa mensal de juros?
C = 500
M = 800
t = 4
Aplicando na fórmula, temos: 
6
Juros Simples e Compostos
Uma vez que a taxa de juros é apresentada na forma de porcentagem, deve-
mos multiplicar o valor encontrado por 100. Assim, o valor da taxa mensal de ju-
ros será de 12,5 % ao mês.
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Juros Simples e Compostos
Anotações: 
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Juros Simples e Compostos
Exercícios
Exercício 1 
1) Lúcia emprestou 500 reais para sua amiga Márcia mediante uma taxa de 4% ao
mês, que por sua vez, se comprometeu em pagar a dívida num período de 3 
meses. Calcule o valor que Márcia no final pagará para a Lúcia.
Exercício 2
2) Enem-2011
Um jovem investidor precisa escolher qual investimento lhe trará maior retorno 
financeiro em um aplicação de R$ 500,00. Para isso, pesquisa o rendimento e o 
imposto a ser pago em dois investimentos: poupança e CDB (certificado de 
depósito bancário). As informações obtidas estão resumidas no quadro:
Rendimento Mensal (%) IR (imposto de renda)
Poupança 0,560 isento
CDB 0,876 4% (sobre o ganho)
Para o jovem investidor, ao final de um mês, a aplicação mais vantajosa é:
a) a poupança, pois totalizará um montante de R$ 502,80
b) a poupança, pois totalizará um montante de R$ 500,56
c) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,38
d) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,21
e) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 500,87
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Juros Simples e Compostos
Gabarito
Exercício 1
Primeiro temos que transformar a taxa de juros para número decimal, dividindo o 
valor dado por 100. Depois vamos calcular o valor da taxa de juros sobre o capital
(principal) durante o período de 1 mês:
Logo:
J = 0,04. 500 = 20
Portanto, o valor dos juros em 1 mês será de R$20.
Se a Márcia ficou de pagar sua dívida em 3 meses, basta calcular o valor dos juros
referentes a 1 mês pelo período, ou seja R$20 . 3 meses = R$60. No total, ela 
pagará um valor de R$560.
Outra maneira de calcular o valor total que Márcia pagará a amiga é aplicando a 
fórmula do montante (soma dos juros ao valor principal):
Logo,
M = C . (1 + i . t)
M = 500 . (1 + 0,04 . 3)
M = 500 . 1,12
M = R$560
10
Juros Simples e Compostos
Exercício 2
Para sabermos qual das alternativas é mais vantajosa para o jovem investidor, 
devemos calcular o rendimento que ele terá em ambos os casos:
Poupança:
Aplicação: R$500
Rendimento Mensal (%): 0,56
Isento de Imposto de Renda
Logo,
Primeiro dividir a taxa por 100, para transformar em número decimal, depois 
aplicar ao capital:
0,0056 * 500 = 2,8
Portanto, o ganho na poupança será de 2,8 + 500 = R$502,80
CDB (certificado de depósito bancário)
Aplicação: R$500
Rendimento Mensal (%): 0,876
Imposto de Renda: 4% sobre o ganho
Logo,
Transformando a taxa para para decimal encontramos 0,00876, aplicando ao 
capital:
0,00876 * 500= 4,38
Portanto, o ganho no CDB será de 4,38 + 500 = R$504,38
No entanto, não devemos esquecer de aplicar a taxa do imposto de renda (IR) 
sobre o valor encontrado:
4% de 4,38
0,04 * 4,38= 0,1752
11
Juros Simples e Compostos
Para encontrarmos o valor final, subtraímos esse valor no ganho acima:
4,38 - 0,1752 = 4,2048
Portanto,o saldo final do CDB será de R$504,2048 que é aproximadamente R$ 
504,21
Alternativa d: o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,21
12
Máximo Divisor Comum
Máximo Divisor Comum
1
Máximo Divisor Comum
O máximo divisor comum (MDC) corresponde ao maior número di-
visível entre dois ou mais números inteiros.
Os números divisores são aqueles que ocorrem quando o resto da
divisão é igual a zero. Por exemplo, o número 12 é divisível por 1, 2, 3,
4, 6 e 12. Se dividirmos esses números pelo 12 obteremos um resulta-
do exato, sem que haja um resto na divisão.
Quando um número tem apenas dois divisores, ou seja, ele é divisí-
vel somente por 1 e por ele mesmo, eles são chamados de números
primos.
Todo número natural possui divisores. O menor divisor de um nú-
mero será sempre o número 1. Por sua vez, o maior divisor de um nú-
mero é o próprio número.
O zero (0) não é divisor de nenhum número.
Propriedades do MDC
• Quando fatoramos dois ou mais números, o MDC deles é o 
produto dos fatores comuns a eles, por exemplo, o MDC de 12 e 
18 é 6;
• Quando temos dois números consecutivos entre si, podemos 
concluir que o MDC deles é 1, uma vez que eles serão sempre 
números primos entre si. Por exemplo: 25 e 26 (o maior número 
que divide ambos é o 1);
• Quando temos dois ou mais números e um deles é divisor dos 
outros, podemos concluir que ele é o MDC dos números, por 
exemplo, 3 e 6. (se 3 é divisor de 6, ele é o MDC de ambos)
Como calcular o MDC
Para calcular o máximo divisor comum (MDC) entre números, devemos
realizar a fatoração por meio da decomposição dos números indicados.
2
Máximo Divisor Comum
Para exemplificar, vamos calcular através da fatoração o MDC do 20 e 
24:
Para saber o MDC dos números, devemos olhar à direita da fatoração e
ver quais números dividiram simultaneamente os dois e multiplicá-los.
Pela fatoração podemos concluir que o 4 (2x2) é o maior número que 
divide ambos e, portanto, é o máximo divisor comum de 20 e 24.
Exemplo
1. Qual o MDC de 18 e 60?
Pela fatoração de ambos os números, temos:
Ao multiplicar os números que dividem ambos, temos que o MDC de 
18 e 60 é 6 (2 x 3).
3
Máximo Divisor Comum
Anotações: 
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Máximo Divisor Comum
Exercícios
Exercício 1 
(Vunesp) Em um colégio de São Paulo, há 120 alunos na 1.ª série do 
Ensino Médio, 144 na 2.ª e 60 na 3.ª. Na semana cultural, todos esses 
alunos serão organizados em equipes, com o mesmo número de 
elementos, sem que se misturem alunos de séries diferentes. O 
número máximo de alunos que pode haver em cada equipe é igual a:
a) 7
b) 10
c) 12
d) 28
e) 30
Exercício 2
(Enem-2015) Um arquiteto está reformando uma casa. De modo a 
contribuir com o meio ambiente, decide reaproveitar tábuas de 
madeira retiradas da casa. Ele dispõe de 40 tábuas de 540 cm, 30 de 
810 cm e 10 de 1 080 cm, todas de mesma largura e espessura. Ele 
pediu a um carpinteiro que cortasse as tábuas em peças de mesmo 
comprimento, sem deixar sobras, e de modo que as novas peças 
ficassem com o maior tamanho possível, mas de comprimento menor 
que 2 m.
Atendendo o pedido do arquiteto, o carpinteiro deverá produzir
a) 105 peças
b) 120 peças
c) 210 peças
d) 243 peças
e) 420 peças
5
Máximo Divisor Comum
Gabarito
Exercício 1
Resposta: Alternativa c
Exercício 2
Resposta: Alternativa e
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Média Aritmética Simples e Ponderada
Média Aritmética Simples e 
Ponderada
1
Média Aritmética Simples e Ponderada
A Média Aritmética de um conjunto de dados é obtida somando to-
dos os valores e dividindo o valor encontrado pelo número de dados
desse conjunto.
É muito utilizada em estatística como uma medida de tendência
central.
Pode ser simples, onde todos os valores possuem a mesma impor-
tância, ou ponderada, quando considera pesos diferentes aos dados.
Média Aritmética Simples
Esse tipo de média funciona de forma mais adequada quando os
valores são relativamente uniformes.
Por ser sensível aos dados, nem sempre fornece os resultados mais
adequados.
Isso porque todos os dados possuem a mesma importância (peso).
Fórmula
Ms: média aritmética simples
x1, x2, x3,...,xn: valores dos dados
n: número de dados
Exemplo:
Sabendo que as notas de um aluno foram: 8,2; 7,8; 10,0; 9,5; 6,7,
qual a média que ele obteve no curso?
2
Média Aritmética Simples e Ponderada
Média Aritmética Ponderada
A média aritmética ponderada é calculada multiplicando cada valor
do conjunto de dados pelo seu peso.
Depois, encontra-se a soma desses valores que será dividida pela 
soma dos pesos.
Onde,
Mp: Média aritmética ponderada
p1, p2,..., pn: pesos
x1, x2,...,xn: valores dos dados
Exemplo:
Considerando as notas e os respectivos pesos de cada uma delas, 
indique qual a média que o aluno obteve no curso.
Disciplina Nota Peso
Biologia 8,2 3
Filosofia 10,0 2
Física 9,5 4
Geografia 7,8 2
História 10,0 2
Língua 
Portuguesa 9,5 3
Matemática 6,7 4
3
Média Aritmética Simples e Ponderada
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Média Aritmética Simples e Ponderada
Anotações: 
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Mínimo Múltiplo Comum
Mínimo Múltiplo Comum
1
Mínimo Múltiplo Comum
O mínimo múltiplo comum (MMC) corresponde ao menor número inteiro positi-
vo, diferente de zero, que é múltiplo ao mesmo tempo de dois ou mais números.
Lembre-se que para encontrar os múltiplos de um número, basta multiplicar
esse número pela sequência dos números naturais.
Note que o zero (0) é múltiplo de todos os números naturais e que os múlti-
plos de um número são infinitos.
Para saber se um número é múltiplo de um outro, devemos descobrir se um é
divisível pelo outro.
Por exemplo, 25 é múltiplo de 5, pois ele é divisível por 5.
Obs: Além do MMC, temos o MDC que corresponde ao máximo divisor comum
entre dois números inteiros.
Como Calcular o MMC
O cálculo do MMC, pode ser feito, através da comparação da tabuada desses
números. Por exemplo, vamos descobrir o MMC de 2 e 3. Para isso, vamos compa-
rar a tabuada de 2 e 3:
Note que o menor múltiplo em comum é o número 6. Portanto, dizemos que o
6 é o mínimo múltiplo comum (MMC) de 2 e 3.
2
Mínimo Múltiplo Comum
Essa forma de encontrar o MMC é bem direta, mas quando temos números
maiores ou mais de dois números, não é muito prática.
Para essas situações, o melhor é usar o método da fatoração, ou seja, decom-
por os números em fatores primos. Acompanhe, no exemplo abaixo, como calcular
o MMC entre 12 e 45 usando esse método:
Observe que nesse processo vamos dividindo os elementos pelos números
primos, ou seja, aqueles números naturais divisíveis por 1 e por ele mesmo: 2, 3,
5, 7, 11, 17, 19...
No final, multiplicam-se os números primos que foram utilizados na fatoração
e encontramos o MMC.
Mínimo Múltiplo Comum e Frações
O mínimo múltiplo comum (MMC) é também muito utilizado em operações
com frações. Sabemos que para somar ou subtrair frações é necessário que os de-
nominadores sejam iguais.
Assim, calculamos o MMC entre os denominadores, e este passará a ser o
novo denominador das frações.
Vejamos abaixo um exemplo:
3
Mínimo Múltiplo Comum
Como os denominadores são diferentes, o primeiro passo é encontrar o MMC
entre 5 e 6. Fatorando, temos:
Agora que já sabemos que o MMC entre 5 e 6 é 30, podemos efetuar a soma,
fazendo as seguintes operações, conforme indicado no diagrama abaixo:
Propriedades do MMC
• Entre dois números primos, o MMC será o produto entre eles.
• Entre dois números em que o maior é divisível pelo menor, o MMC será o
maior deles.
• Ao multiplicar ou dividir dois números por um outro diferente de zero, o MMC
aparece multiplicado ou dividido por esse outro.
• Ao dividir o MMC de dois números pelo máximo divisor comum (MDC) entre
eles, o resultado obtido é igual ao produto de dois números primos entre si.
• Ao multiplicar o MMC de dois números pelo máximo divisor comum (MDC)
entre eles, o resultado obtido é o produto desses números.
4
Mínimo Múltiplo Comum
Exercícios
1. (Vunesp) Em uma floricultura, há menos de 65 botões de rosas e um funcio-
nário está encarregado de fazer ramalhetes, todos com a mesma quantidade de
botões. Ao iniciar o trabalho, esse funcionário percebeu que se colocasse em cada
ramalhete 3, 5 ou 12 botões de rosas, sempre sobrariam 2 botões. O número de
botões de rosas era:
a) 54
b) 56
c) 58
d) 60
e) 62
2. (Vunesp) Para dividir os números 36 e 54 por respectivos menores números
inteiros consecutivos de modo que se obtenham os mesmos quocientes em divi-
sões exatas, esses números só podem ser, respectivamente:
a) 6 e 7
b) 5 e 6
c) 4 e 5
d) 3 e 4
e) 2 e 3
5
Mínimo Múltiplo Comum
Gabarito
1) Alternativa e) 62
2) Alternativa e) 2 e 3
6
Mínimo Múltiplo Comum
Anotações: 
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Noções de geometria
Noções de geometria
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Noções de geometria
A geometria é a área da matemática que estuda as figuras geo-
métricas. As noções de geometria são divididas entre o estudo das fi-
guras bidimensionais, chamada de geometria plana, e das figuras tridi-
mensionais, que chamamos de geometria espacial.
As figuras bidimensionais são assim chamadas por possuírem duas
dimensões, ou seja, elas têm duas medidas a serem consideradas:
comprimento e largura, portanto, planas.
Já as figuras tridimensionais, além do comprimento e da largura,
também possuem altura. De modo geral, a geometria espacial estuda
o conceito de volume, que é a medida de capacidade dos sólidos geo-
métricos.
Formas Geométricas 
As figuras geométricas são elementos com formas, tamanhos e
dimensões no plano ou espaço. Por exemplo, o triângulo, o quadra-
do, a pirâmide e a esfera são figuras geométricas. Na matemática, es-
tes elementos são estudados no ramo da geometria. 
Formas Planas
São as que ao serem representadas ficam totalmente inseridas em
umúnico plano. Apresentam duas dimensões: comprimento e largura.
 
As formas planas podem ser classificadas em polígonos e não
polígonos.
2
Noções de geometria
Polígonos
São figuras planas fechadas delimitadas por segmentos de reta
que são os lados do polígono.
 
Os polígonos recebem nomes conforme o número de lados que
apresentam.
• 3 lados - Triângulo
• 4 lados - Quadrilátero
• 5 lados - Pentágono
• 6 lados - Hexágono
• 7 lados – Heptágono
• 8 lados – Octógono
• 9 lados – Eneágono
• 10 lados – Decágono
• 12 lados – Dodecágono
• 20 lados – Icoságono
Não polígonos
São formas geométricas não delimitadas totalmente por segmen-
tos de retas. Podem ser abertas ou fechadas.
 
Formas Não Planas
Para representar formas deste tipo é necessário mais de um plano.
São figuras com três dimensões: comprimento, altura e largura.
As formas não planas também são chamadas de sólidos geométri-
cos. Eles são classificados em poliedros e não poliedros.
3
Noções de geometria
Poliedros
São formados apenas por polígonos. Cada polígono representa uma
face do poliedro. A reta de interseção entre duas faces é chamada de
aresta. O ponto de interseção de várias arestas é chamado de vértice
do poliedro.
Não poliedros
Os não poliedros, também chamados de corpos redondos, apresen-
tam superfícies arredondadas.
Fractal
A palavra Fractal foi criada por Benoit Mandelbrot a partir da pala-
vra do latim fractus, que significa irregular ou quebrado.
4
Figura 1: Pirâmide, cubo e 
dodecaedro são exemplos de poliedros
Figura 2: Esfera, cone e cilindro são exemplos de 
corpos redondos
Noções de geometria
São formas geométricas em que cada parte da figura se assemelha
ao todo.
Associada a teoria do caos, a geometria fractal descreve as formas
irregulares e quase aleatórias de muitos dos padrões da natureza. Por
isso, também é chamada de geometria da natureza.
Os Fractais são formas geométricas de uma beleza incrível com pa-
drões que se repetem infinitamente, mesmo quando limitados a uma
área finita.
Perímetro
Perímetro é a medida do comprimento de um contorno de uma fi-
gura plana, ou seja, é a soma das medidas de todos lados de uma figu-
ra ou objeto.
O cálculo do perímetro de qualquer figura geométrica plana é feito
pela soma de seus lados.
Se tratarmos de um terreno retangular com dimensões laterais de
12m e 25m, somando a medida de seus lados temos que o perímetro
do terreno é igual a 74m (12m + 25m + 12m + 25m).
O perímetro de uma circunferência, por outro lado, exige outro tipo
de cálculo. É importante primeiro saber que uma circunferência repre-
senta um lugar geométrico onde todos os pontos estão a mesma dis-
tância de um centro.
O raio de uma circunferência mede a distância do centro a um pon-
to qualquer do seu contorno e seu diâmetro é formado por dois raios
que passam pelo seu centro.
O perímetro corresponde ao comprimento da circunferência. Se es-
ticarmos o contorno da circunferência como uma reta iremos perceber
que ela representa a medida de seu comprimento.
5
Noções de geometria
Para calcular o perímetro da figura utilizamos a fórmula: P = π (Pi)
x D. Onde D é a medida do diâmetro do círculo e corresponde a soma
de dois raios da circunferência.
O Pi é uma letra grega de 3 mil anos que representa uma constan-
te matemática. O seu valor infinito de 3,14159... é costumeiramente
simplificado apenas por 3,14.
Área
Área é a medida de uma dimensão determinada, ou seja, serve
para calcular uma superfície plana.
6
Noções de geometria
cada figura geométrica tem o seu próprio modo de calcular a área.
Assim, para descobrir a área de um quadrado devemos multiplicar o
lado vezes o lado, uma vez que todos os lados da figura possuem a
mesma medida.
Portanto: A = L x L = L²
Já para descobrir a área de uma região retangular devemos multi-
plicar a medida da base pela medida da altura. Assim: A = B x h
Ângulos
Ângulo é a região entre dois segmentos de retas que têm um mes-
mo ponto em comum. Ou seja, o ângulo é a medida da abertura entre
estes seguimentos. Eles podem ser medidos em graus ou radianos e
são classificados de acordo com sua medida:
7
Noções de geometria
Ângulo agudo é aquele com medida menor que 90° (0° < α <
90°).
Ângulo reto é aquele que tem medida igual a 90°.
Ângulo obtuso é aquele com medida maior que 90° (90° < α <
180°).
8
Noções de geometria
Ângulo raso tem medida igual a 0° ou 180°.
Ângulo Côncavo é aquele que tem medida entre 180° e 360°.
Ângulo completo ou de uma volta é aquele que possui medida
igual a 360°.
9
Noções de geometria
Ângulos complementares são aqueles que quando somados o
resultado é 90° (α+β=90).
Ângulos suplementares são aqueles que quando somados o re-
sultado é igual a 180° (α+β=180).
Ângulos replementares são aqueles que quando somados o
equivalente é igual a 360° (α+β=360).
10
Noções de geometria
Volume
O volume de um corpo é a quantidade de espaço ocupada por esse
corpo. O volume tem unidades de tamanho cúbicos (por exemplo, cm³,
m³, in³, etc.).
A medida de volume no sistema internacional de unidades (SI) é o
metro cúbico (m3). Sendo que 1 m3 corresponde ao espaço ocupado
por um cubo de 1 m de aresta. Neste caso, o volume é encontrado
multiplicando-se o comprimento, a largura e a altura do cubo.
Exemplo
Uma piscina possui as seguintes dimensões: 7 m de comprimento,
4 m de comprimento e 1,5 m de altura. Quantos litros de água serão
necessários para que a esta piscina fique completamente cheia?
Solução
Primeiro, precisamos calcular o valor do volume desta piscina. Para
isso, vamos multiplicar a área da base pela altura da piscina. Assim,
temos:
V = 7 . 4 . 1,5 = 42 m3
Agora que conhecemos seu volume, podemos utilizar as relações
para descobrir sua capacidade. Para isso, podemos fazer uma regra de
três.
1 Passo)
2 Passo) x = 42 . 1000 = 42 000
11
Noções de geometria
Portanto, a piscina ficará cheia quando estiver com 42 000 litros de
água.
Teorema de Pitágoras
O Teorema de Pitágoras relaciona o comprimento dos lados do tri-
ângulo retângulo. Essa figura geométrica é formada por um ângulo in-
terno de 90°, chamado de ângulo reto.
A soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao qua-
drado de sua hipotenusa.
Fórmula do teorema de Pitágoras
a2 = b2 + c2
a: hipotenusa
b: cateto
c: cateto
A hipotenusa é o maior lado de um triângulo retângulo e o lado
oposto ao ângulo reto. Os outros dois lados são os catetos. O ângulo
formado por esses dois lados tem medida igual a 90º (ângulo reto).
Identificamos ainda os catetos, de acordo com um ângulo de refe-
rência. Ou seja, o cateto poderá ser chamado de cateto adjacente ou
cateto oposto.
12
Noções de geometria
Quando o cateto está junto ao ângulo de referência, é chamado de
adjacente, por outro lado, se está contrário a este ângulo, é chamado
de oposto.
Exemplo 1: calcular a medida da hipotenusa
Se um triângulo retângulo apresenta 3 cm e 4 cm como medidas
dos catetos, qual a hipotenusa desse triângulo?
Portanto, os lados do triângulo retângulo são 3 cm, 4 cm e 5 cm.
13
Noções de geometria
Anotações: 
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14
Números naturais
Números naturais
1
Números naturais
Os Números Naturais N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12...} são números
inteiros positivos (não-negativos) que se agrupam num conjunto chamado de N,
composto de um número ilimitado de elementos. Se um número é inteiro e positi -
vo, podemos dizer que é um número natural.
Quando o zero não faz parte do conjunto, é representado com um asterisco ao
lado da letra N e, nesse caso, esse conjunto é denominado de Conjunto dos Núme -
ros Naturais Não-Nulos: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...}.
• Conjunto dos Números Naturais Pares = {0, 2, 4, 6, 8...}
• Conjunto dos Números Naturais Ímpares = {1, 3, 5, 7, 9...}
O conjunto de números naturais é infinito. Todos possuem um antecessor (nú-
mero anterior) e um sucessor (número posterior), exceto o número zero (0). Assim:
• o antecessor de 1 é 0 e seu sucessor é o 2;
• o antecessor de 2 é 1 e seu sucessor é o 3;
• o antecessor de 3 é 2 e seu sucessor é o 4;
• o antecessor de 4 é 3 e seu sucessor é o 5.
Cada elemento é igual ao número antecessor mais um, exceptuando-se o zero.
Assim, podemos notar que:
• o número 1 é igual ao anterior (0) + 1 = 1;
• o número 2 é igual ao anterior (1) + 1 = 2;
• o número 3 é igual ao anterior (2) + 1 = 3;
• o número 4 é igual ao anterior (3) + 1 = 4.
2
Números naturais
A função dos números naturais é contar e ordenar. Nesse sentido, vale lem -
brar que os homens, antes de inventarem os números, tinham muita dificuldade em
realizar a contagem e ordenação das coisas.
De acordo com a história, essa necessidade começou com a dificuldade apre -
sentada pelos pastores dos rebanhos em contarem suas ovelhas.
Assim, alguns povos antigos, desde os egípcios, babilônios, utilizaram diversos
métodos, desde acumular pedrinhas ou marcar as ovelhas.
Sucessor
O conjunto dos números naturais é formado apenas por números inteiros e
não contém números repetidos, por isso, é possível escolher, entre dois números
naturais distintos, aquele que é maior e aquele que é menor. Quando um número
natural x é maior do que um número natural y em uma unidade, dizemos que x é
sucessor de y. Assim:
x é sucessor de y se x + 1 = y
Se olharmos na lista dos números naturais, colocada em ordem crescente, o
sucessor de um número natural n é sempre o próximo número à sua direita. Logo:
O sucessor de 7 = 8
O sucessor de 20 = 21
etc.
Todo número natural possui sucessor, assim, o sucessor do zero é 1, o sucessor
de 1 é 2 …
3
Números naturais
Essa característica garante que, independentemente do número natural esco-
lhido, e por maior que ele seja, sempre existirá um número natural uma unidade
maior que ele. Portanto, o conjunto dos números naturais é infinito.
Antecessor
Quando um número natural x é menor que um número natural y em uma uni-
dade, dizemos que x é o antecessor de y. Assim:
x é antecessor de y se x – 1 = y
Olhando a lista de números naturais em ordem crescente, verificamos que o
antecessor de um número natural n é o número à sua esquerda. Logo:
O antecessor de 7 = 6
O antecessor de 20 = 19
etc.
Nem todo número natural possui antecessor. Na realidade, apenas o zero não
possui, pois ele é o primeiro número natural e também porque 0 – 1 = – 1, que não
é um número natural. Assim sendo, concluímos que o conjunto dos números natu -
rais é limitado.
É possível que um conjunto seja limitado e infinito ao mesmo tempo. O conjun -
to dos números naturais é limitado inferiormente pelo zero, mas ilimitado superi -
ormente e, por isso, é infinito.
Zero é um número natural? Sim e não. Incluir ou não o número 0 no conjunto N
dos números naturais é uma questão de preferência pessoal ou, mais objetivamen -
te, de convivência.
4
Números naturais
Anotações: 
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5
Números naturais
Exercícios
Exercício 1 
Marque apenas os números naturais dos números listados a seguir:
A) 0
B) 1
C) 2
D) 0,43
E) –1
F) – 0,59
G) 78.765
Exercício 2
(Concurso/Pref. de Itaboraí) O quociente entre dois números naturais é 10. 
Multiplicando-se o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, o quociente da 
nova divisão será:
a) 2
b) 5
c) 25
d) 50
e) 100
6
Números naturais
Gabarito
Exercício 1
O conjunto dos números naturais é constituído por números estritamente positivos que não 
possuem vírgula, logo os números naturais da lista são: 
B) 1
C) 2
G) 78.765
Exercício 2
Resposta: Alternativa e)
De acordo com o enunciado, o quociente (divisão) entre dois números naturais é 10. Como 
ainda não sabemos quais são esses números, vamos nomeá-los por m e n, então:
Agora, multiplicando o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, temos:
Realizando a divisão de fração e substituindo o valor de m, teremos:
7
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Operações com adição, 
subtração, multiplicação e 
divisão
1
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Na matemática existem quatro operações básicas que são funda-
mentais para o desenvolvimento de qualquer cálculo algébrico que re-
alizarmos. Estas operações são: A soma, a subtração, a multiplicação e
a divisão.
Com tais operações podemos desenvolver cálculos diversos e ex-
pressar, através destas, o raciocínio que queremos expor.
Adição “ + “
A adição é a operação matemática mais básica e pode ser feita
com qualquer tipo de número. Porém, em um primeiro momento, são
usados apenas números inteiros e maiores que zero. A seguir, discuti-
remos a técnica usada para calcular adições.
Técnica para realizar a adição
A soma deve ser feita por meio dos valores posicionais dos algaris-
mos de cada número, a começar pelas unidades. Primeiro, somamos
as unidades, depois, as dezenas, em seguida, as centenas e, assim,
prosseguimos até finalizar a adição. Observe a soma de 145 e 223 na
tabela a seguir:
Centena Dezena Unidade
1 4 5
2 2 3
Resultado 3 6 8
Assim, as somas dos valores posicionais são:
• Na coluna das unidades: 3 + 5 = 8;
• Na coluna das dezenas: 4 + 2 = 6;
• Na coluna das centenas: 1 + 2 = 3.
2
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Logo, o resultado dessa soma é 368, pois esse número é formado
por três centenas, seis dezenas e oito unidades.
O único caso especial da adição de números inteiros maiores que
zero é aquele em que o resultado da soma dos valores posicionais é
igual ou maior a dez. Observe um exemplo a seguir com essa situação.
Na adição 456 + 126, a soma dos algarismos das unidades será: 6
+ 6 = 12, que é maior que dez. Assim, obtemos um número formado
por uma dezena e duas unidades. Para resolver esse problema, basta
deslocar essa dezena para a coluna específica das dezenas. Quando
isso é feito, ela perde o zero, pois o que vale para essas colunas é o
valor posicional. Dessa forma, na coluna das dezenas, um equivale a
dez, dois, a 20, e assim por diante.
A adição do exemplo, portanto, será: da soma 6 + 6 = 12, coloca-
mos duas unidades no resultado e somamos uma dezena à coluna das
dezenas. Isso é sinalizado da seguinte maneira:
Depois disso, continua-se a adição normalmente. Mas lembre-se:
ao somar os algarismos da coluna das dezenas, deve-se adicionar a
dezena do resultado da soma das unidades.
Propriedades da adição
3
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Existem propriedades da adição que podem facilitar os cálculos e
ajudam a compreender melhor essa operação. São elas:
A adição é comutativa, ou seja: a + b = b + a. Isso quer dizer
que, na soma de dois números, tanto faz a ordem em que eles são so-
mados. Por exemplo: 10 + 20 = 20 + 10 = 30;
A adição é associativa, ou seja, (a + b) + c = a + (b + c). Isso
quer dizer que, na soma de três números, podemos escolher a ordem
de somas, ou seja, podemos escolher quais números serão somados
primeiro e, depois, somar o outro ao resultado obtido;
Existe um número chamado elemento neutro, que é o zero na
soma, com a seguinte propriedade: a + 0 = a. Em outras palavras, a
soma de um número com o elemento neutro é o próprio número;
Existe um número chamado elemento inverso, que é representa-
do por – a, com a seguinte propriedade: a + (– a) = 0. Essa opção é
válida apenas para somas envolvendo números negativos.
Exemplo – Joaquim foi ao shopping e comprou uma bermuda de
R$ 143,00, um boné de R$ 32,00 e um tênis de R$ 299,00. Quanto Joa-
quim gastou no total?
Solução: Colocamos os números desses valores em uma ordem
mais apropriada para a soma. Podemos fazer isso graças às duas pri-
meiras propriedades mencionadas acima na explicação.
Joaquim gastou R$ 474,00 em compras no shopping.
Subtração “ - “
Análoga à soma, a subtração de dois ou mais números se dá pela
retirada de unidades de um determinado número. Assumido nossa
4
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
análise para os números Reais, todos os valores possuem valores infe-
riores e valores superiores.
O símbolo “–“, na matemática, representa a retirada de uma deter-
minada quantidade de outra determinada quantidade. Sendo o símbo-
lo, então, responsável por subtrair quantias.
Exemplo:
7-6=1
10-8=2
3-3=0
Elemento neutro da subtração
Na operação de subtração, temos o zero (0) como elemento neu-
tro, uma vez que, sendo zero a representação do “nada”, um número
que subtraia nada resulta no próprio número.
Exemplo:
a-0=a
Propriedade comutativa
A subtração não possui propriedade comutativa, uma vez que um
valor n subtraído de um valor m, difere da subtração de m de um valor
n.
Exemplos:
Propriedade associativa
5
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
A subtração não possui propriedade associativa, de modo que :
Exemplo:
Multiplicação
A multiplicação é uma das operações matemáticas básicas. Ela é
uma evolução natural da adição, pois é definida de modo que repre-
sente a soma de determinado número de conjuntos que possuem a
mesma quantidade de elementos.
Por exemplo: é usual comprar muitos exemplares de um mesmo
produto em supermercados. Caso compre oito produtos que custem R$
2,00, o total a ser pago será de R$ 16,00, pois somamos o valor R$
2,00 oito vezes. Sendo assim:
2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 16
Essa soma pode ser representada pelo símbolo “x” ou “·”. No
exemplo anterior:
2x8 = 2·8 = 16
Dessa maneira, somamos oito conjuntos de 2 reais cada. Nesse
exemplo, os números 2 e 8 recebem o nome de fatores e essa opera-
ção deve ser lida da seguinte maneira: duas vezes oito é igual a de-
zesseis.
6
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Em outras palavras, multiplicação é uma maneira que facilita a
soma de números iguais. A imagem a seguir contém todos os resulta-
dos das multiplicações que envolvem os fatores de 1 a 10.
Algoritmo da multiplicação
Sabendo o resultado de multiplicações que envolvem apenas fato-
res menores ou iguais a 10, podemos definir um algoritmo que seja ca-
paz de realizar qualquer multiplicação. Esse algoritmo será descrito a
seguir a partir do exemplo seguinte: 25x482.
Primeiramente escreva os números a partir da casa das unidades,
alinhando-as.
4 8 2
X 2 5
O primeiro número a ser multiplicado é o da casa das unidades da
segunda linha. Ele deverá ser multiplicado por todo o primeiro número
partindo da casa das unidades. Nesse caso, 5x2 = 10. No algoritmo
acima, escreveremos:
1
7
Figura 1: Tabuada
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
4 8 2
X 2 5
0
Observe que o valor das unidades fica no resultado e o valor das
dezenas “sobe”. Agora é hora de multiplicar 5x8. Lembre-se de somar
a dezena que “subiu” ao resultado dessa multiplicação. Então, 5x8 =
40 e 40 + 1 = 41. Logo, teremos no algoritmo:
4 1
4 8 2
X 2 5
1 0
Por fim, multiplicaremos 5x4 = 20, que, somado a 4, resulta em 24.
Como não há mais para onde “subir”, esse resultado será colocado por
inteiro no local apropriado.
4 1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
Finalizadas as multiplicações referentes ao algarismo 5, iniciare-
mos as multiplicações referentesao algarismo 2. Repare que esse nú-
mero está na casa das dezenas, por isso, a primeira multiplicação
deve ser colocada também na casa das dezenas, logo abaixo de 2410.
Observe:
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
4
8
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Agora multiplique 2x8 = 16, deixe 6 e “suba” 1.
1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
6 4
Multiplique, por fim, 2x4 = 8 e some 1 ao resultado (8 + 1 = 9). No
algoritmo, teremos:
1
4 8 2
X 2 5
2 4 1 0
9 6 4
Para finalizar o cálculo, some os dois resultados encontrados:
4 8 2
X 2 5
+
2 4 1 0
9 6 4
1 2 0 5 0
Propriedades da multiplicação
Existem quatro propriedades da multiplicação e uma que envolve
multiplicação e adição. Confira:
9
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Comutatividade: A ordem dos fatores não altera o produto, isto é,
considere os números reais a e b, teremos:
a·b = b·a
Associatividade: A ordem em que três fatores são multiplicados é
irrelevante. Em outras palavras, considere a, b e c pertencentes aos
números reais, teremos:
(a·b)·c = a·(b·c)
Existência de elemento neutro: O número 1 não altera o resul-
tado de uma multiplicação quando é um fator. Assim:
1·a = a·1 = a
Existência de elemento inverso multiplicativo: Qualquer que
seja o número real, existe outro número real que, multiplicado por ele,
resulta em 1. Em outras palavras, considere a pertencente ao conjunto
dos números reais, existe 1/a tal que:
a·1/a = 1
Distributividade: O produto de um número real por uma soma é
igual à soma dos produtos das parcelas pelo número real, ou seja, con-
sidere a, b e c reais, teremos:
a(b + c) = a·b + a·c
Divisão
A divisão é uma das quatro operações básicas da matemática e é
inversa à multiplicação. A divisão de um número consiste em seu fraci-
onamento, na sua fragmentação, que pode ter como resultado um nú-
mero inteiro ou um número decimal.
Assim como as outras operações fundamentais da matemática, a
divisão também está muito presente em nosso cotidiano, por isso, é
essencial conhecer bem esse processo, a fim de adquirir prática e tor-
nar esse cálculo mais ágil.
10
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Elementos da divisão
Quando vamos dividir um número P por um número d, devemos bus-
car um número q que multiplicado por d seja igual a P. Cada um desses
elementos recebem um nome: P é chamado de dividendo, d é o divi-
sor e q o quociente.
Nem sempre é possível encontrar esse número q, em alguns casos, a
multiplicação de d por q apenas fica muito próxima de P. Nessas situa-
ções, a diferença de P pelo resultado da multiplicação de d por q é cha-
mado de resto e será denotado por r.
Exemplos
a) 28: 2 = 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão exata
b) 29: 2 ≠ 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão não exata, apresenta resto
= 1
Quando o resto não aparece, ou seja, quando r = 0, dizemos que o
número P é divisível por d. Caso contrário, P não é divisível por d.
Podemos afirmar que:
P = d ·q + r
Vejamos agora um método que facilita encontrar todos esses ele-
mentos: método da chave. Veja a figura abaixo:
Exemplo
Na divisão do número 25 por 5 temos:
O número 25 é o dividendo, o número 5 é o divisor, 5 é o quocien-
te, e zero é o resto da divisão. Note que para realizar a divisão é ne-
cessário encontrar um número que multiplicado por 5 seja igual a 25,
nesse caso, o número é o próprio 5.
11
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Veja também que podemos escrever o número 25 da seguinte ma-
neira:
25 = 5 · 5 + 0
Passo a passo da divisão
Para facilitar o processo de divisão, temos um algoritmo, isto é, te-
mos um passo a passo que pode facilitar. Para verificarmos esse pro-
cesso, vamos tomar a seguinte divisão 64: 4.
Primeiro passo: montar a operação utilizando o método da chave.
Segundo passo: tentar encontrar um número que multiplicado por
4 seja igual a 64. Como essa não é uma tarefa fácil, vamos tomar so-
mente o número 6 para dividir com o número 4, ou seja, o algarismo
da dezena. Assim, devemos determinar um número inteiro que multi-
plicado por 4 seja igual a 6 ou que chegue o mais próximo possível.
Veja:
Terceiro passo: prosseguir a divisão descendo o algarismo da uni-
dade, que não foi dividido, nesse caso, o 4. Veja:
O processo chega ao fim, quando obtemos que o resto é igual a 0.
Caso contrário, devemos continuar a divisão seguindo os mesmos pro-
cedimentos.
12
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Jogo de sinais na divisão
Na divisão de números inteiros, devemos ficar atentos quanto aos
sinais. Devemos lembrar-nos das propriedades dos números inteiros:
Sinal do primeiro nú-
mero
Sinal do segundo 
número
Sinal do resultado
+ + +
+ - -
- + -
- - +
Exemplos
a) (+ 55) : (+11) = +5
b) (+243) : (– 3) = – 81
Divisão com vírgula
Na divisão, há duas situações em que a vírgula pode aparecer: a
primeira é quando o quociente não é um número inteiro, e a segunda é
quando o dividendo e o divisor não são inteiros. Vejamos como resol-
ver cada um desses casos por meio de exemplos.
Divisão em que o quociente não é inteiro
Esse caso ocorre quando os números não são divisíveis, ou seja, o
resto da divisão é um número diferente de zero. Para realizar a divisão,
devemos seguir o mesmo passo a passo citado anteriormente.
Entretanto, quando o resto for um número que não pode mais ser
dividido, devemos acrescentar uma vírgula no quociente e um zero na
casa das unidades do resto. Veja:
A divisão entre o número 55 e 2 não é exata, pois 55 não é par, en-
tão, vamos realizar a divisão e encontrar o resultado seguindo o passo
a passo.
13
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Observe que o resto da divisão é diferente de zero e não é possível
dividi-lo pelo quociente. O segundo passo consiste em acrescentar
uma vírgula no quociente e um zero no resto na casa da unidade.
Então:
Veja que após acrescentar a vírgula e o número zero a operação de
divisão seguiu novamente o passo a passo.
14
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Divisão em que o dividendo e o divisor não são inteiros
Primeiro passo: eliminar a vírgula do dividendo e do divisor.
Para que isso possa ocorrer, deve-se andar a mesma quantidade
de casas decimais tanto no divisor quanto no dividendo. Isso é permiti-
do, pois a divisão nada mais é que uma fração em que o dividendo é o
numerador e o divisor é o denominador. Dessa forma, podemos multi-
plicar o dividendo e o divisor por potências de 10, que é o equivalente
a andar casas decimais.
Segundo passo: seguir o passo a passo apresentado anterior-
mente.
Exemplo:
Vamos dividir o número 0,05 por 0,2 seguindo o passo a passo.
Devemos andar 2 casas decimais para que a vírgula desapareça do
dividendo, logo devemos andar 2 casas decimais também no divisor,
ou seja, vamos multiplicar o divisor e o dividendo por 100.
0,05 ·100 = 5
0,2 ·100 = 20
Agora a divisão fica:
Para começar a fazer a divisão, devemos encontrar um número que
multiplicado por 20 seja igual a 5, porém esse número inteiro não exis-
te! Então, acrescentamos 0 e uma vírgula no quociente, 0 no dividen-
do e prosseguimos a divisão normalmente.
Lembrete: após o processo de colocar a vírgula no quociente, po-
demos colocar o número 0 na casa da unidade sempre que for neces-
sário.
15
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Anotações: 
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Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Exercícios
Exercício 1 
João vai fazer uma viagem de 521 quilômetros. Para fazer a viagem
com mais segurança, ele decidiu realizá-la em duas etapas. Quantos
quilômetros João viajará por dia?
Exercício 2
(VUNESP 2020)
Uma loja trabalha com produtos que são classificados em apenas três
tipos. Na tabela, constam os preços de venda de cada tipo do produto:
No último dia útil de funcionamento, foram vendidos produtos dos três 
tipos, sendo que, do total de unidades vendidas, 1/4 foi de produtos do
tipo A, 2/5 foi de produtos do tipo B, e o restante, de produtos do tipo 
C. Naquele dia, o preço médio unitário de venda dos produtos 
vendidos foi de:
(A) R$ 11,95.
(B) R$ 12,30.
(C) R$ 12,55.
(D) R$ 13,50.
(E) R$ 13,95.
17
Operações com adição, subtração, multiplicação e divisão
Gabarito
Exercício 1
O total da viagem é de 521 quilômetros e vai ser realizado em 2 dias, para
determinar a quantidade de quilômetros que será rodado por dia devemos dividir
esses números.
Portanto, João vai viajar 260,5 quilômetros por dia.
Exercício 2
Resposta: C )
Resolução:
1/4 de A ou 1/4 de 10,00 = 10,00/4 =2,50
2/5 de B ou 2/5 de 12,00 = 2/5 * 12,00 ou ( 2 * 12 )/5 = 24/5 = 4,80 
A + B = 1/4 + 2/5 = ( 5 + 8)/20 = 13/20
Restou para C > 20/20 - 13/20 = ( 20 - 13 )/20 = 7/20
Vendido 7/20 de C ou 7/20 de 15,00 = ( 15 * 7 )/20 =105/20 = 5,25
Somar as medias
A = 2,50
B =4,80
C =5,25
Total = 12,55
18
Porcentagem
Porcentagem
1
Porcentagem
Porcentagem, representada pelo símbolo %, é a divisão de
um número qualquer por 100. A expressão 25%, por exemplo, sig-
nifica que 25 partes de um todo foram divididas em 100 partes.
Há três formas de representar uma porcentagem: forma percen-
tual, forma fracionária e forma decimal. O cálculo do valor repre-
sentado por uma porcentagem geralmente é feito a partir de uma mul-
tiplicação de frações ou de números decimais, por isso o domínio das
quatro operações é fundamental para a compreensão de como calcular
corretamente uma porcentagem.
Forma percentual
A representação na forma percentual ocorre quando o número é
seguido do símbolo % (por cento).
Exemplos:
5%
0,1%
150%
Forma fracionária
Para realização de cálculos, uma das formas possíveis de represen-
tação de uma porcentagem é a forma fracionária, que pode ser uma
fração irredutível ou uma simples fração sobre o número 100.
Exemplo:
2
Porcentagem
Forma decimal
A forma decimal é uma possibilidade de representação também.
Para encontrá-la, é necessária a realização da divisão.
Exemplo:
A forma decimal de 25% é obtida pela divisão de 25 : 100 = 0,25.
Dica:
Lembrando que a nossa base é decimal, então, ao dividir por 100, 
basta andar com a vírgula duas casas para a esquerda.
Exemplos:
Forma percentual para a forma decimal:
30% = 0,30 = 0,3
5% = 0,05
152% = 1,52
Alguns exercícios pedem para fazermos o contrário, ou seja, 
transformar um número decimal em porcentagem. Para isso, basta 
andarmos com a vírgula duas casas para a direita (aumentando o 
número) e acrescentar o símbolo %.
Forma decimal para a forma percentual:
0,23 = 23%
0,111 = 11,1%
0,8 = 80%
1,74 = 174 %
3
Porcentagem
Porcentagem Razão Centesimal Número Decimal
1% 1/100 0,01
5% 5/100 0,05
10% 10/100 0,1
120% 120/100 1,2
Como Calcular a Porcentagem
Podemos utilizar diversas formas para calcular a porcentagem.
Abaixo apresentamos três formas distintas:
• regra de três
• transformação da porcentagem em fração com denominador igual
a 100
• transformação da porcentagem em número decimal
Devemos escolher a forma mais adequada de acordo com o proble-
ma que queremos resolver.
Exemplos:
1) Calcule 30% de 90
Para usar a regra de três no problema, vamos considerar que 90
corresponde ao todo, ou seja 100%. O valor que queremos encontrar
chamaremos de x. A regra de três será expressa como:
4
Porcentagem
Para resolver usando frações, primeiro temos que transformar a
porcentagem em uma fração com denominador igual a 100:
Podemos ainda transformar a porcentagem em número deci-
mal:
30% = 0,3
0,3 . 90 = 27
O resultado é o mesmo nas três formas, ou seja 30% de 90 corres-
ponde a 27.
5
Porcentagem
Anotações: 
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6
Porcentagem
Exercícios
Exercício 1 
Calcule os valores abaixo:
a) 6% de 100
b) 70% de 100
c) 30% de 50
d) 20 % de 60
e) 25% de 200
f) 7,5% de 400
g) 42% de 300
h) 10% de 62,5
i) 0,1% de 350
j) 0,5% de 6000
Exercício 2 
(ENEM-2013)
Para aumentar as vendas no início do ano, uma loja de departamentos 
remarcou os preços de seus produtos 20% abaixo do preço original. 
Quando chegam ao caixa, os clientes que possuem o cartão fidelidade 
da loja têm direito a um desconto adicional de 10% sobre o valor total 
de suas compras.
Um cliente deseja comprar um produto que custava R$50,00 antes da 
remarcação de preços. Ele não possui o cartão fidelidade da loja. Caso 
esse cliente possuísse o cartão fidelidade da loja, a economia adicional
que obteria ao efetuar a compra, em reais, seria de:
a) 15,00
7
Porcentagem
b) 14,00
c) 10,00
d) 5,00
e) 4,00
Exercício 3
Em uma sala de aula há 30 alunos, dos quais 40% são meninas. 
Quantas meninas têm na sala?
a) 10 meninas
b) 12 meninas
c) 15 meninas
d) 18 meninas
8
Porcentagem
Gabarito
Exercício 1
a) 6% de 100 = 6
b) 70% de 100 = 70
c) 30% de 50 = 15
d) 20 % de 60 = 12
e) 25% de 200 = 50
f) 7,5% de 400 = 30
g) 42% de 300 = 126
h) 10% de 62,5 = 6,25
i) 0,1% de 350 = 0,35
j) 0,5% de 6000 = 30
Exercício 2
Valor original do produto: R$50,00.
Preços possuem 20% de desconto.
Logo:
Aplicando o desconto no preço, temos:
50 . 0,2 = 10
O desconto inicial será de R$10,00. Calculando sobre o valor original 
do produto: R$50,00 – R$10,00 = R$40,00.
Se a pessoa tiver o cartão fidelidade, o desconto será ainda maior, ou 
seja, o cliente vai pagar R$40,00 com mais 10% de desconto. Assim,
9
Porcentagem
Aplicando o novo desconto:
40 . 0,1 = 4
Logo, o desconto da economia adicional para quem possui o cartão 
fidelidade será de mais R$4,00.
Alternativa e: 4,00
Exercício 3
Alternativa correta: b) 12 meninas.
Utilizando a regra de três encontramos a quantidade de meninas na 
sala.
Portanto, em uma sala de 30 alunos há 12 meninas.
10
Sistema de numeração decimal
Sistema de numeração 
decimal
1
Sistema de numeração decimal
O sistema de numeração decimal é de base 10, ou seja utiliza 10
algarismos (símbolos) diferentes para representar todos os números.
Formado pelos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, é um siste-
ma posicional, ou seja, a posição do algarismo no número modifica o
seu valor.
É o sistema de numeração que nós usamos. Ele foi concebido pelos
hindus e divulgado no ocidente pelos árabes, por isso, é também cha-
mado de "sistema de numeração indo-arábico".
Características
• Possui símbolos diferentes para representar quantidades de 1 a 9 
e um símbolo para representar a ausência de quantidade (zero).
• Como é um sistema posicional, mesmo tendo poucos símbolos, é 
possível representar todos os números.
• As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e recebem as 
seguintes denominações:
10 unidades = 1 dezena
10 dezenas = 1 centena
10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por diante
2
Figura 1: Evolução do sistema de numeração decimal
Sistema de numeração decimal
Ordens e Classes
No sistema de numeração decimal cada algarismo representa uma
ordem, começando da direita para a esquerda e a cada três ordens te-
mos uma classe.
Classe dos
Bilhões
Classe dos
Milhões
Classe dos
Milhares
Classe das
Unidades
Simples
12a
ordem
11a
ordem
10a
ordem
9a
ordem
8a
ordem
7a
ordem
6a
ordem
5a
ordem
4a
ordem
3a
ordem
2a
ordem
1a
ordem
Centena
s de 
Bilhão
Dezenas
de 
Bilhão
Unidade
s de 
Bilhão
Centena
s de 
Milhão
Dezenas
de 
Milhão
Unidade
s de 
Milhão
Centena
s de 
Milhar
Dezenas
de 
Milhar
Unidade
s de 
Milhar
Centena
s Dezenas
Unidade
s
• Classe das unidades simples: da 1ª ordem até a 3ª ordem
• Classe dos milhares: da 4ª ordem até a 6ª ordem
• Classe do milhão: da 7ª ordem até a 9ª ordem
• Classe do bilhão: da 10ª ordem até a 12ª ordem
Para fazer a leitura de números muito grandes, dividimos os alga-
rismos do número em classes (blocos de 3 ordens), colocando um pon-
to para separar as classes, começando da direita para a esquerda.
3
Sistema de numeração decimal
Exemplos
1) 57283
Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos da direita para a es-
querda e colocamos um ponto para separar o número: 57. 283.
No quadro acima vemos que 57 pertence a classe dos milhares e
283 a classe das unidades simples. Assim, o número será lido como:
cinquenta e sete mil, duzentos e oitenta e três.
2) 12839696
Separando os blocos de 3 algarismos temos: 12.839.696
O número então será lido como: doze milhões, oitocentos e
trinta e nove mil, seiscentos e noventa e seis.
4
Sistema de numeração decimal
Anotações: 
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5
Sistema de numeração decimal
Exercícios
Exercício 1 
Considere o número 643018 e responda:
a) Qual o nome da classe que pertence o algarismo 4?
b) Qual o algarismo ocupa a ordem da dezena?
c) Quantas unidades vale o algarismo 3?
Exercício 2
2) O Instituto Brasileirode Geografia e Estatística (IBGE) estima que o 
Brasil tenha, em 2017, 207 700 000 de habitantes. Escreva esse valor 
por extenso.
Exercício 3
Dado o número 137459072, indique:
a) Quantas unidades representam o algarismo 7 que está à esquerda 
do 4?
b) Quantas unidades representam o algarismo 7 que está à esquerda 
do 2?
6
Sistema de numeração decimal
Gabarito
Exercício 1
a) classe dos milhares
b) 1
c) 3.000 unidades
Exercício 2
Duzentos e sete milhões e setecentos mil habitantes.
Exercício 3
a) 7 000 000 unidades
b) 70 unidades
7
Unidades de medida e tempo
Unidades de medida e 
tempo
1
Unidades de medida e tempo
As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir dife-
rentes grandezas, tais como comprimento, capacidade, massa, tempo
e volume.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão
de cada grandeza. Baseado no sistema métrico decimal, o SI surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior
parte dos países.
Medidas de Comprimento
Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jar-
da, a polegada e o pé.
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente
ele é definido como o comprimento da distância percorrida pela luz no
vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segun-
do.
Os múltiplos e submúltiplos do metro são: quilômetro (km), hectô-
metro (hm), decâmetro (dam), decímetro (dm), centímetro (cm) e milí-
metro (mm).
Medidas de Capacidade
A unidade de medida de capacidade mais utilizada é o litro (l). São
ainda usadas o galão, o barril, o quarto, entre outras.
Os múltiplos e submúltiplos do litro são: quilolitro (kl), hectolitro
(hl), decalitro (dal), decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro (ml).
Medidas de Massa
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o qui-
lograma (kg). Um cilindro de platina e irídio é usado como o padrão
universal do quilograma.
2
Unidades de medida e tempo
As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), de-
cagrama (dag), grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligra-
ma (mg).
São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça
e a tonelada. Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.
Medidas de Volume
No SI a unidade de volume é o metro cúbico (m3). Os múltiplos e
submúltiplos do m3 são: quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico
(hm3), decâmetro cúbico (dam3), decímetro cúbico (dm3), centímetro
cúbico (cm3) e milímetro cúbico (mm3).
Podemos transformar uma medida de capacidade em volume, pois
os líquidos assumem a forma do recipiente que os contém. Para isso
usamos a seguinte relação:
1 l = 1 dm3
Tabela de conversão de Medidas
O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grande-
zas.
Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as
unidades de medidas bases das grandezas que queremos converter,
por exemplo:
• Capacidade: litro (l)
• Comprimento: metro (m)
• Massa: grama (g)
• Volume: metro cúbico (m3)
Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados
submúltiplos. Os prefixos deci, centi e mili correspondem respectiva-
mente à décima, centésima e milésima parte da unidade fundamental.
3
Unidades de medida e tempo
Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e qui-
lo correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade
fundamental.
Múltiplos
Medid
a
Base
Submúltiplos
quilo (k) hecto (h) deca 
(da)
deci (d) centi (c) mili (m)
quilolitro 
(kl)
hectolitro 
(hl)
decalitro 
(dal)
litro 
(l)
decilitro 
(dl)
centilitro 
(cl)
mililitro 
(ml)
quilômetr
o (km)
hectômetr
o (hm)
decâmetr
o (dam)
metro
(m)
decímetr
o (dm)
centímetr
o (cm)
milímetr
o (ml)
quilogram
a (kg)
hectogram
a (hg)
decagram
a (dag)
gram
a (g)
decigram
a (dg)
centigram
a (cg)
miligram
a (mg)
quilômetr
o cúbico 
(km3)
hectômetr
o cúbico 
(hm3)
decâmetr
o cúbico 
(dam3)
metro
cúbic
o (m3)
decímetr
o cúbico 
(dm3)
centímetr
o cúbico 
(cm3)
milímetr
o cúbico 
(mm3)
Exemplo:
1) Quantos mililitros correspondem 35 litros?
Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na
tabela das medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode ser
escrita como 35,0 litros. A virgula e o algarismo que está antes dela
devem ficar na casa da unidade de medida dada, que neste caso é o li-
tro.
kl hl dal l dl cl ml
3 5, 0
Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na
unidade pedida. A vírgula ficará sempre atrás do algarismos que
estiver na caixa da unidade pedida, que neste caso é o ml.
4
Unidades de medida e tempo
kl hl dal l dl cl ml
3 5 0 0 0,
Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.
Medidas de Tempo 
Existem diversas unidades de medida de tempo, por exemplo a
hora, o dia, o mês, o ano, o século. No sistema internacional de medi-
das a unidades de tempo é o segundo (s).
O segundo é definido como a duração de 9 192 631 770 períodos
da radiação correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos
do estado fundamental do átomo de césio 133.
Horas, Minutos e Segundos
Muitas vezes necessitamos transformar uma informação que está,
por exemplo, em minuto para segundos, ou em segundos para hora.
Para tal, devemos sempre lembrar que 1 hora tem 60 minutos e
que 1 minuto equivale a 60 segundos. Desta forma, 1 hora correspon-
de a 3600 segundos.
Assim, para mudar de hora para minuto devemos multiplicar por
60. Por exemplo, 3 horas equivalem a 180 minutos (3 . 60 = 180).
O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para
passar de uma unidade para outra.
Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior
que o segundo. Neste caso, usamos seus submúltiplos.
5
Unidades de medida e tempo
Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em déci-
mos, centésimos ou milésimos de segundos.
Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é
medido com precisão de centésimos de segundo.
Outras Unidades de Medidas de Tempo
O intervalo de tempo de uma rotação completa da terra equivale a
24h, que representa 1 dia.
O mês é o intervalo de tempo correspondente a determinado nú-
mero de dias. Os meses de abril, junho, setembro, novembro têm 30
dias.
Já os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e de-
zembro possuem 31 dias. O mês de fevereiro normalmente têm 28
dias. Contudo, de 4 em 4 anos ele têm 29 dias.
O ano é o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao
redor do Sol. Normalmente, 1 ano corresponde a 365 dias, no entanto,
de 4 em 4 anos o ano têm 366 dias (ano bissexto).
Na tabela abaixo relacionamos algumas dessas unidades:
6
Unidades de medida e tempo
Anotações: 
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7
Unidades de medida e tempo
Exercícios
Exercício 1 
Um aluno de Ensino Médio vai até o açougue, a pedido de seus pais, 
comprar 5 kg de carne para um churrasco em sua casa. Além da 
carne, ele compra 8 litros de refrigerante para oferecer aos 
convidados. Qual das alternativas a seguir possui os valores da 
quantidade de carne e de refrigerante, respectivamente, nas unidades 
tonelada (t) e mililitro (mL)?
a) 0,005 t e 0,008 mL
b) 5000 t e 0,008 mL
c) 0,005 t e 8000 mL
d) 5000 t e 8000 mL
e) 0,005 t e 0,8 mL
Exercício 2
Em um teste de aptidão em um concurso da Polícia Militar de um 
determinado estado, o candidato deve percorrer uma distância de 
2400 metros em um tempo de 12 minutos. Qual alternativa indica os 
valores de distância e tempo em km e hora, respectivamente?
a) 2,4 km e 2 h
b) 4,2 km e 0,2 h
c) 0,24 km e 0,2 h
d) 4,2 km e 2 h
e) 2,4 km e 0,2 h
8
Unidades de medida e tempo
Gabarito
Exercício 1
Resposta:
Letra c). O exercício fornece os valores 5 kg e 8L, de massa e volume,
respectivamente, e pede para que passemos essas unidades para 
tonelada e mililitro. Para isso, basta montar regras de três. Veja:
Para a massa:
Sabe-se que 1 tonelada equivale à quantidade de 1000 kg. Dessa 
forma, a regra de três utilizada para transformar 5 kg em t é:
1 t----------1000Kg
x--------- 5 Kg
1000.x = 1.5
1000x = 5
x = 5 
 1000
x = 0,005 t
Para o volume:
Sabe-se que 1 litro equivale à quantidade de 1000 mL. Dessa forma, a 
regra de três utilizada para transformar 8 litros em mL é:
1 L----------1000 mL
8 L--------- x
1.x = 8.1000
x = 8000 mL
9
Unidades de medida e tempo
Exercício 2
Transformação de metro para km
Para transformar 2400 metros em km, basta montar uma regra de três
utilizando a relação de que 1 km equivale a 1000 m:
1 Km.........1000 m
x......... 2400 m
1. 2400 = 1000.x
1000x = 2400
x = 2400
 1000
x = 2,4 Km
Transformação de minutos em horas
Basta montar uma regra de três utilizando o fato de que 1 hora 
equivale a 60 minutos:
1 hora.........60 minutos
x.........12 minutos
60.x = 1.12
60x = 12
x = 12
 60
x = 0,2 horas
10
CONHECIMENTOS 
ESPECÍFICOS
1
Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
Qualidade na prestação de 
serviços e no atendimento 
presencial , virtual e 
telefônico
1
Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
A respeito de medir a qualidade dos serviços, Miyashita (2007) descreve:
[...] é preciso compreender as diferenças entre produtos e serviços. Produtos
são físicos, tangíveis e produzidos, portanto, sua medição de qualidade pode ser
realizada por meio de testes internos e com uso de equipamentos. Já serviços são
atos intangíveis e prestados por pessoas a todo momento. O controle dos serviços
pode ser feito em testes internos, via avaliações no treinamento das pessoas, mas
esses resultados não são garantia de qualidade na hora da verdade. E nem garan-
tem que os serviços serão sempre prestados no mesmo nível planejado. Serviços,
mais do que produtos, sofrem muitas influências que afetam o padrão de qualida-
de: as pessoas, a cultura da empresa em relação aos clientes e o trato com funci -
onários, a liderança praticada por cada gestor da linha de frente e, lógico, os di -
versos perfis de clientes com suas opiniões e necessidades diferentes. (MIYASHI-
TA, 2007). 
Hoje, embora exista esse mecanismo técnico de controle de qualidade do ser-
viço, se ele for fornecido, um exemplo é um relógio, obtido por diversos órgãos,
para garantir que o funcionário realmente cumpra suas exigências. O tempo em
que são empregados para cumprir suas obrigações, mas muitas vezes esses apa-
relhos são danificados pelos próprios usuários, por isso não conseguem controlar
o horário de trabalho que fornecem, o que dificulta ainda mais a fiscalização. Além
disso, há danos a este tipo de equipamento devido a avarias causadas pelos se-
guintes motivos, nomeadamente a partir do momento em que o tempo de entrada
ou saída está fora do controlo, o estado paga as taxas do servidor na íntegra, e
muitas vezes o tempo que deveria ter sido concluído não é concluído, resultando
não só na qualidade insuficiente dos serviços prestados, mas também dos prejuí-
zos ao erário público.
No entanto, embora os funcionários registrem seus pontos durante o horário
de expediente, isso não significa necessariamente que eles tenham prestado ser-
viços ali, como já foi divulgado muitas vezes em relatórios envolvendo tais ques-
tões que os funcionários estão realmente na entrada Registre o ponto, saia do lo-
cal onde ele deveria prestar o serviço, e voltar ao ponto de registro novamente ao
final do dia, como se lá estivesse.
A qualidade é algo que muda de pessoa para pessoa, cada um tem a sua per-
cepção de qualidade acerca de um produto ou serviço. A qualidade é a capacida-
de de satisfazer uma necessidade ou desejo de alguém, logo o serviço com quali-
dade é aquele que deixa o cliente satisfeito. A qualidade nos serviços acontece
quando a organização tem capacidade de oferecer serviços superiores não só
para clientes, mas também para funcionários e proprietários, assim percebe-se
que a qualidade não envolve apenas clientes externos, mas todos que atuam na
empresa (CABRAL, 2006)
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Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
Outro mecanismo de verificação da prestação de serviços públicos é uma câ-
mara de segurança e um relógio que regista a hora. Muitas vezes, são danificados
pelo próprio servidor. Para não efetuar inspeções, é um mecanismo de monitoriza-
ção dos serviços prestados.
Para Aragão (2007), o conceito de serviços públicos é: serviços públicos são
as atividades de prestação de utilidades econômicas a indivíduos determinados,
colocadas pela Constituição ou pela Lei a cargo do Estado, com ou sem reserva de
titularidade, e por ele desempenhadas diretamente ou por seus delegatários, gra-
tuita ou remuneradamente, com vistas ao bem-estar da coletividade.
Devido a grande quantidade, os serviços públicos são classificados de diver-
sas maneiras, sendo que para Hely Lopes Meireles, são da seguinte forma:
a) Quanto à essencialidade:
- serviços públicos propriamente ditos;
- serviços de utilidade pública.
b) Quanto à adequação:
- serviços próprios do Estado;
- serviços impróprios do Estado.
c) Quanto à finalidade:
- serviços administrativos;
- serviços industriais.
d) Quanto aos destinatários:
- serviços gerais ou uti universi;
- serviços individuais ou uti singuli.
Os serviços públicos são fundamentais para organização da sociedade como
um todo, seja na saúde, segurança, educação, e demais áreas atendidas pelos
mesmos.
Sendo a sociedade dependente direta desta prestação de serviço, podemos
entender que de forma direta, precisamos que os meios de prestação de serviços
3
Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
sejam mais eficientes e eficazes, para tanto, seria necessário a conscientização de
uma forma geral dos servidores e da sociedade.
Segundo Deming (1999, p.5), na maioria das repartições públicas, não há um
mercado a ser buscado. Ao invés de conquistar um mercado, uma agência gover-
namental deveria prestar, de forma econômica, o serviço prescrito pela legislação
vigente. O objetivo deveria se destacar por serviço bem executado. No Brasil em
especial existem serviços básicos como segurança, saúde e educação,que por
parte do poder público não é dado a devida atenção, sempre com base no pilar da
fiscalização que é deficitária, esses serviços são essenciais para a organização da
sociedade, porém governo após governo, é feito muitas promessas para essas
áreas, mas em nada muda, e a população mais carente acaba tendo que aprender
a conviver com a falta desses serviços ou então com a má prestação dos mesmos.
Segundo Carvalho e Paladini (2012), a evolução da qualidade se deu através
de eras sendo estas: Inspeção, Controle Estatístico do Processo, Garantia da Quali-
dade e Gestão Total da Qualidade.
Por isso as pessoas gostarem daquilo que fazem é muito importante, pois
como a função é servir ao próximo, temos que estar dispostos a tratar como gos-
taríamos de ser tratados, o que muitas vezes no serviço público de uma maneira
geral, não acontece, pois de certa maneira, a legislação protege os servidores que
só podem ser demitidos por algo muito relevante, e mesmo assim, existem uma
série de medidas administrativas que são tomadas, ou seja, por pior que seja o
serviço prestado pelo servidor, o mesmo só deixará de exercer a função caso peça
desligamento ou exoneração do cargo, caso contrário o máximo que ocorre é o re -
manejamento para outro setor. Para Campos (1999) um serviço de qualidade é
aquele de atende as necessidades dos clientes de forma confiável, segura e aces -
sível em um tempo certo.
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Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
Qualidade no atendimento online e telefônico
Com tantas tarefas rotineiras, o cliente busca maneiras rápidas de resolver
suas demandas. E, a partir do momento em que a empresa tem boa presença onli -
ne, mais fácil é essa comunicação entre os dois canais.
Um dos princípios fundamentais para o atendimento online é a agilidade, por
isso não deixe o consumidor esperar por muito tempo e defina qual será o tempo
máximo de resposta para não quebrar expectativas.
Seja rápido ao dar respostas. O cliente que procura o chat tem emergên-
cia na resposta. Caso contrário ele enviaria um e-mail.
Seja ativo na conversa. Quem deve tomar iniciativa na conversa é você. O
cliente espera isso.
Faça perguntas específicas para identificar as necessidades do cliente.
Tire dúvidas de forma eficiente. Pergunte se o cliente entendeu e procure
ser didático. Só encaminhe proposta de venda após o cliente ter entendido tudo.
Tenha base de conhecimento para as perguntas frequentes. As respos-
tas salvas no banco de dados otimiza a qualidade e o tempo de atendimento.
Envie respostas curtas e rápidas. Escreva no máximo duas linhas para
cada resposta. Isso deixará o cliente com foco no chat.
Tenha um sistema com múltiplos canais de atendimento. Um sistema
de comunicação integrada facilita o trabalho dos operadores, unifica os dados e
mantém as informações do cliente em único lugar, facilitando a consulta e a res-
posta.
Princípios de um bom atendimento
Ter profissionalismo
Informalidades ao telefone costumam ser algo comum hoje em dia, mas os
agentes de uma empresa não podem lidar com o público da mesma forma que
conversam entre si. É importante transmitir uma imagem bem profissional duran-
te toda a conversa, sem perder o tom amigável.
Escolher a linguagem certa para entrar em contato, o momento adequado e
ter as soluções certas em mãos são cuidados fundamentais para atender às ex-
pectativas do público. Sem isso, será bem mais difícil reter clientes por mais tem-
po.
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Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
Minimizar ruídos
Os ruídos de fundo quando alguém fala ao telefone são comuns nas ligações
do dia a dia, mas eles devem ser sempre evitados durante o atendimento telefôni-
co. Como você já deve saber, esses barulhos atrapalham a conversa entre agente
e cliente, o que pode gerar outros problemas.
O mais comum é que isso torne as ligações mais longas e incômodas, tanto
para o cliente quanto para o agente. Isso inevitavelmente fará com que você per-
ca algumas vendas. Vale a pena investir em uma estrutura adequada para sua
área de atendimento, incluindo melhores microfones e isolamento acústico.
Atender no nome da empresa
Quando você entra em contato com um negócio, espera que alguém fale o
próprio nome, o nome da empresa e do setor de onde ela está falando, não que
simplesmente diga “alô”, certo? Além de ser uma linguagem nada profissional,
isso também pode levar alguém a acreditar que o número está incorreto.
Instrua cada um dos seus agentes a informar o próprio nome, setor e nome da
empresa sempre que atender o telefone. Pode parecer algo banal, mas faz uma
grande diferença na imagem que seu negócio cria.
Falar no ritmo certo
Por fim, mas não menos importante, é importante preparar seu time para fa-
lar na velocidade correta. Você provavelmente já passou pela situação de não en-
tender o que alguém está dizendo por causa do ritmo das sílabas, ou ficar impaci -
ente com alguém que fala muito devagar, não é?
É necessário evitar ambas as situações. E a melhor forma de fazer isso é trei -
nando seus agentes. Não há como mudar o ritmo em que uma pessoa fala sem
que ela faça um esforço para isso.
Atenda um cliente de cada vez
Um erro comum em muitos centros de atendimento é sobrecarregar a equipe
com mais chamadas do que podem dar conta. Essa atitude não só desgasta seu
time como também diminui consideravelmente a qualidade do atendimento em
ambas as ligações, algo muito ruim para a satisfação do seu cliente.
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Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
Sendo assim, estabeleça uma regra de que, antes de receber qualquer outra
chamada ou executar outras tarefas, o profissional deve encerrar o atendimento
atual. Esse cuidado ajudará a organizar melhor os processos dentro da sua equi-
pe, além de garantir a qualidade de atendimento ao cliente.
Retorne as ligações perdidas
Em muitos casos, pode ocorrer um problema no aparelho telefônico, na rede
ou mesmo erro humano que leva a uma ligação perdida. É importante que você
sempre rastreie e retorne tais ligações, pois elas ajudam bastante clientes que te-
nham dificuldades para entrar em contato com a empresa.
É verdade que, dependendo da situação, pode ser apenas um número discado
errado. Mas esse não costuma ser o caso. Cada retorno aumenta consideravel-
mente suas chances de fechar um negócio a mais.
Peça feedback
A opinião dos clientes é a melhor forma de avaliar o atendimento telefônico
da sua empresa. Por isso há tanta ênfase em pedir que o cliente deixe sua opinião
depois de um contato, independentemente de ele ter saído satisfeito ou não.
Estude seu desempenho
A opinião do público é importante, mas ela também deve ser comparada a ou-
tras informações para gerar uma análise mais consistente. Para isso servem esta-
tísticas e dados quantitativos, como o tempo de atendimento inteligente, índice
de clientes satisfeitos, frequência de solicitação de apoio, entre outros.
Com esses dados, você pode ter uma ideia mais clara e consistente do seu
desempenho. Além, é claro, de esclarecer certas oportunidades de aprimoramen-
to. Se um determinado agente apresenta alta taxa de insatisfação, então é sinal
de que você precisa intervir, entender melhor o que ele está fazendo de errado e
mostrar como ele pode corrigir suas atitudes e melhorar seu desempenho.
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Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
Referências bibliográficas
QUALIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO <https://jus.com.br/artigos/61356/quali-
dade-no-servico-publico>
Qualidade na prestação de serviços <https://siteantigo.portaleducacao.com.-
br/conteudo/artigos/administracao/qualidade-na-prestacao-de-servicos/45535>
Atendimento online: como garantir qualidade e eficiência <https://
harmo.me/blog/atendimento-online/>
7 dicas para melhorar a qualidade do atendimento online e estreitar o relacio-
namento com o cliente <http://www.brazip.com.br/sites/br/blog/2015/04/13/7-di-cas-para-melhorar-a-qualidade-do-atendimento-online-e-estreitar-o-relaciona-
mento-com-o-cliente/>
Atendimento telefônico: como fazer de maneira eficiente?<https://conteudo.-
movidesk.com/atendimento-telefonico/>
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Qualidade na prestação de serviços e no atendimento presencial , virtual e telefônico
Anotações: 
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Noções de Legislação e Constituição
Noções de Legislação e 
Constituição
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Noções de Legislação e Constituição
Princípios fundamentais
Princípios fundamentais são os valores que orientaram a elaboração do siste-
ma constitucional. Possuem as funções de estruturar o ordenamento jurídico, con-
ferir coerência e lógica ao sistema, nortear a interpretação normativa e subsidiar
as lacunas jurídicas.
 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de
Direito e tem como fundamentos:
I – a soberania;
II – a cidadania;
III – a dignidade da pessoa humana;
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V – o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de re-
presentantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Soberania: um atributo do Estado brasileiro, que significa que ele não se su-
bordina a nenhum outro, tanto na ordem internacional quanto na ordem interna.
Cidadania: demonstra o compromisso do legislador constituinte com o povo.
Busca-se que a participação popular nas decisões políticas do Estado seja cres-
cente, o que é garantido ao longo do texto constitucional por meio do voto, da ini -
ciativa popular das leis e de outros instrumentos.
Dignidade da pessoa humana: assegura ao ser humano um lugar central
para o Estado brasileiro. A proteção às pessoas passa a ser um fim para o Estado.
Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa: Por meio desses funda-
mentos, o constituinte reforça que o Estado é capitalista e que o trabalho é um
valor de nossa sociedade, merecendo até mesmo a posição de direito social (art.
6º, CF).
Pluralismo político: Garante a inclusão dos diferentes grupos sociais no pro-
cesso político nacional, outorgando aos cidadãos liberdade de convicção filosófica
e política. É uma proteção contra o autoritarismo de qualquer grupo que tente se
valer da posição dominante para reprimir aqueles que com ele discordarem.
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Noções de Legislação e Constituição
Tripartição dos poderes
José Afonso da Silva (2005, p. 110) discorre sobre a independência:
 “A independência dos poderes significa: (a) que a investidura e a permanên-
cia das pessoas num órgão do governo não dependem da confiança nem da von-
tade dos outros; (b) que, no exercício das atribuições que lhes sejam próprias, não
precisam os titulares consultar os outros nem necessitam de sua autorização; (c)
que, na organização dos respectivos serviços, cada um é livre, observadas apenas
as disposições constitucionais e legais; assim é que cabe ao Presidente da Repú-
blica prover e extinguir cargos públicos da Administração federal, bem como exo-
nerar ou demitir seus ocupantes, enquanto é da competência do Congresso Nacio-
nal ou dos Tribunais prover os cargos dos respectivos serviços administrativos,
exonerar ou demitir seus ocupantes; às Câmaras do Congresso e aos Tribunais
compete elaborar os respectivos regimentos internos, em que se consubstanciam
as regras de seu funcionamento, sua organização, direção e polícia, ao passo que
o Chefe do Executivo incumbe a organização da Administração Pública, estabele-
cer seus regimentos e regulamentos. Agora, a independência e autonomia do Po-
der Judiciário se tornaram ainda mais pronunciadas, pois passou para a sua com-
petência também a nomeação dos juízes e tomar outras providências referentes à
sua estrutura e funcionamento, inclusive em matéria orçamentária (arts. 95, 96, e
99).”
Quanto à harmonia, também ensina José Afonso da Silva (2005, p. 110):
“A harmonia entre os poderes verifica-se primeiramente pelas normas de cor-
tesia no trato recíproco e no respeito às prerrogativas e faculdades a que mutua-
mente todos têm direito. De outro lado, cabe assinalar que nem a divisão de fun-
ções entre os órgãos do poder nem a sua independência são absolutas. Há inter-
ferências, que visam ao estabelecimento de um sistema de freios e contrapesos,
à busca do equilíbrio necessário à realização do bem da coletividade e indispensá-
vel para evitar o arbítrio e o demando de um em detrimento do outro e especial -
mente dos governados.(SILVA, 2005, p. 110).”
Nas palavras de Alexandre de Moraes (2007, p. 388):
“Os órgãos exercentes das funções estatais, para serem independentes, con-
seguindo frear uns aos outros, com verdadeiros controles recíprocos, necessita-
vam de certas garantias e prerrogativas constitucionais. E tais garantias são invio-
láveis e impostergáveis, sob pena de ocorrer desequilíbrio entre eles e desestabi-
lização do governo. E, quando o desequilíbrio agiganta o Executivo, instala-se o
despotismo, a ditadura, desaguando no próprio arbítrio, como afirmava Montes-
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Noções de Legislação e Constituição
quieu ao analisar a necessidade da existência de imunidades e prerrogativas para
o bom exercício das funções do Estado.”
Cada autoridade estatal deve ter a mais baixa e mais alta independência, de
modo a não prejudicar a separação de poderes.
A interferência de uma única autoridade na esfera atribuídateoricamente
deve ser permitida apenas para prevenir abusos de poder, ou para permitir uma
real harmonia entre as autoridades, ou para garantir a liberdade e o pleno exercí -
cio de certas funções.
Da análise dos textos constitucionais brasileiros, podemos concluir que aque-
les que de fato não respeitaram o princípio da separação de poderes o desencade-
aram em tempos de ditadura. Em outras palavras, a Tríplice Divisão de Poder é o
princípio fundamental para a manutenção de um Estado Democrático.
As três funções estatais
Os três poderes, independentes e coesos entre si, são categorias dos poderes
políticos presentes na democracia de um país.
Poder Executivo
O Poder Executivo, como o próprio nome já pressupõe, é o poder destinado a
executar, fiscalizar e gerir as leis de um país.
No âmbito deste poder está a Presidência da República, Ministérios, Secretari-
as da Presidência, Órgãos da Administração Pública e os Conselhos de Políticas Pú-
blicas.
Sendo assim, essa escala do poder decide e propõe planos de ação de admi-
nistração e de fiscalização de diversos Programas (social, educação, cultura, saú-
de, infraestrutura) a fim de garantir qualidade e a eficácia dos mesmos.
No Brasil existe o sistema presidencialista e o Poder Executivo é exercido pelo
presidente da República em atividade. Ele é dividido em três partes: Federal – pre-
sidente do país; Estadual – governador de cada estado e Municipal – prefeito de
cada cidade.
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Noções de Legislação e Constituição
• Poder Executivo Federal – representado pelo presidente e vice-presidente da
República, que são eleitos em uma chapa única por meio do voto direto da popu-
lação nas eleições que acontecem a cada quatro anos. O presidente é responsável
pela escolha das pessoas que irão ocupar cargos importantes, ou seja, domínio
das altas escalas de poder dentro do sistema presidencialista. Além disso, ele as-
sume a administração federal, o controle das relações e negócios internacionais, e
de outras atividades de interesse nacional.
• Poder Executivo Estadual – representado pelo governador e vice-governador
de cada um dos 27 estados da União Federativa do Brasil. Esse cargo tem a dura -
ção de quatro anos e eles também são eleitos por meio do voto direto da popula-
ção. Os governadores são responsáveis pela execução da legislação própria do
seu respectivo Estado, que antes deve ser aprovada pela Assembleia Legislativa.
• Poder Executivo Municipal – representado pelo prefeito e vice-prefeito dos
mais de cinco mil municípios brasileiros, esses cargos também têm duração de
quatro anos e eleitos por meio do voto direto da população. Os prefeitos executam
e administram os serviços públicos, destinados aos cidadãos como saúde, educa-
ção, segurança, transporte e cultura. Para a Constituição, cada cidade do país tem
sua própria autonomia e organização.
Funções do Presidente da República do Brasil
O Poder Executivo é um dos três poderes da República do Brasil. Esse poder
em nível federal é exercitado pelo presidente da República, auxiliado pelos minis-
tros. O cargo máximo desse tipo de poder é o de presidente.
O presidente do Brasil é o chefe de Governo e de Estado ao mesmo tempo,
pois o país tem um sistema presidencialista. Como chefe de Governo cuida da ad-
ministração pública e como chefe de Estado representa o país perante os chefes
das outras nações.
Seguem algumas atribuições do presidente:
• Criar e anular cargos públicos;
• Criar e direcionar leis para serem votadas no Congresso – Câmara do Depu-
tados e Senado Federal;
• Definir os ministros do Supremo Tribunal Federal, diretores do Banco Cen-
tral, advogado-geral da União e procurador-geral da República. Os nomes preci -
sam ser aprovados pelos senadores;
• Emitir as medidas provisórias;
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Noções de Legislação e Constituição
• Escolher, nomear e demitir ministros;
• Executar atividades direcionadas à administração federal;
• Exercer a liderança das Forças Armadas – Aeronáutica, Exército e Marinha;
• Proclamar, indeferir e homologar as leis.
Quando um presidente da República é eleito, também se elege o vice, que faz
parte da mesma chapa eleitoral. São atribuições do vice-presidente comandar o
país em casos específicos, que podem ser temporários ou definitivos.
O vice assume de forma temporária quando o presidente precisa fazer uma vi-
agem ou entra de licença. Ele pode assumir o poder definitivamente quando ocor -
re casos de impeachment, renúncia ou morte.
Se ambos, presidente e vice-presidente não puderem assumir o cargo de co-
mando do país, existe uma linha sucessória determinada pela Constituição que
deve seguir a ordem: I – presidente da Câmara dos Deputados; II – presidente do
Senado Federal; III – presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Poder Legislativo
O Poder Legislativo é o poder que estabelece as Leis de um país. Ele é
composto pelo Congresso Nacional, ou seja, a Câmara de Deputados, o Sena-
do, Parlamentos, Assembleias, cuja atribuição central é de propor leis destina-
das a conduzir a vida do país e de seus cidadãos.
O Poder Legislativo, além de desempenhar o papel de elaboração das leis que
regerão a sociedade, também fiscaliza o Poder Executivo.
O poder legislativo pode atuar em três esferas: no Governo Federal, no Gover -
no Estadual ou Distrital e na Prefeitura.
O Poder Legislativo Municipal é representado pela Câmara de Vereadores e é
exercido pelos vereadores, que devem ter uma relação de proximidade com os
elementos de uma comunidade.
O Poder Legislativo Estadual é representado pela Assembleia ou Câmara Le-
gislativa, sendo exercido pelos deputados estaduais.
No caso do Poder Legislativo Federal, que é representado pelo Congresso Na-
cional, o poder é praticado pelos senadores e deputados federais.
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Noções de Legislação e Constituição
Poder Judiciário
O Poder Judiciário atua no campo do cumprimento das Leis. É o Poder res-
ponsável por julgar as causas conforme a constituição do Estado.
É composto por juízes, promotores de justiça, desembargadores, minis-
tros, representado por Tribunais, com destaque para o Supremo Tribunal Fe-
deral – STF.
Essencialmente, o Poder Judiciário tem a função de aplicar a lei, julgar e in-
terpretar os fatos e conflitos, cumprindo desta forma, a Constituição do Esta-
do.
Agentes Públicos e Agentes Políticos
O agente público é todo aquele que presta qualquer tipo de serviço ao Esta-
do, que exerce funções públicas, no sentido mais amplo possível dessa expressão,
significando qualquer atividade pública. A Lei de Improbidade Administrativa (Lei
nº 8.429/1992) conceitua agente público como “todo aquele que exerce, ainda
que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação,
contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo,
emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior”. Trata-se, pois,
de um gênero.
O agente político é aquele investido em seu cargo por meio de eleição, no-
meação ou designação, cuja competência advém da própria Constituição, como os
Chefes de Poder Executivo e membros do Poder Legislativo, Judiciário, Ministério
Público, Tribunais de Contas, Ministros de Estado e de Secretários nas Unidades da
Federação, os quais não se sujeitam ao processo administrativo disciplinar.
Servidores públicos são espécies de agentes administrativos ocupantes de
cargo de provimento efetivo ou cargo em comissão, regidos pela Lei nº
8.112/1990 e são passíveis de responsabilização administrativa, apurada median-
te processo administrativo disciplinar ou sindicância de rito punitivo. 
O empregado público, enquanto espécie de agente administrativo, pode ter
duas acepções: 
a) Ocupante de emprego público na administração direta, autarquias e funda-
ções, nos termos da Lei nº 9.962/2000, contratados sob o regime da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT). A rescisão desses contratos, em ato unilateral da admi-
nistração, deve ser precedida de procedimento administrativo, com garantias ao
empregado de participaçãona produção de provas, ampla defesa e julgamento
impessoal. 
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Noções de Legislação e Constituição
b) Ocupante de emprego público na administração indireta, nas empresas pú-
blicas, sociedades de economia mista e fundações públicas de direito privado.
Também são contratados sob o regime da CLT. 
O agente público contratado por tempo determinado é espécie de agente ad-
ministrativo, desempenha funções públicas desvinculadas de cargos ou de empre-
gos públicos, de forma precária e temporária, como os contratados por tempo de-
terminado para necessidade temporária de interesse público, desobrigados de
concurso público. Regulados pela Lei nº 8.745/1993, somente se sujeitam aos dis -
positivos da Lei nº 8.112/1990 que estão expressos na lei que regula sua contrata-
ção.
Administração Direta e Indireta
O principal objetivo da Administração Pública é o bem comum da comunidade
em áreas como saúde, educação, segurança e cultura, descrito na Constituição
Federal, ajustando-se aos projetos e às políticas governamentais. Dessa forma,
seu orçamento e a destinação de suas verbas estão de acordo com os objetivos
do Estado, passado, portanto, pela mão do administrador público.
Administração Direta
A administração direta refere-se a prestação de serviços públicos ligados dire-
tamente ao Estado e órgãos referentes ao poder federal, estadual e municipal. Fa-
zem parte desse tipo de gestão pública: a presidência da República, os ministérios
do Governo Federal e as secretarias dos Estados.
Administração Indireta
A administração indireta é descentralizada e está relacionada à criação de en-
tidades administrativas que possuem personalidade jurídica. Nesse modelo de
gestão pública, o Estado transmite a realização de determinadas funções para ou-
tras pessoas jurídicas que possuem autonomia administrativa e financeira, mas
não política. Como exemplos de empresas que fazem parte desse conceito, estão:
Banco do Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o Banco Central.
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Noções de Legislação e Constituição
As empresas da administração indireta são classificadas da seguinte for-
ma:
Autarquia: são as entidades administrativas autônomas que possuem leis es-
pecíficas e imunidade tributária, patrimônio, renda e serviços ligados aos seus
processos essenciais.
Fundação pública: de acordo com o art. 5º, IV do Decreto-Lei nº 200/67,
com redação dada pela Lei nº 7.596/87, fundação pública é a “personalidade ju -
rídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização le -
gislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por ór-
gãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio
próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por
recursos da União e de outras fontes.”.
Empresa pública: são pessoas jurídicas com capital público, que podem rea-
lizar atividades ou serviços públicos pertencentes à administração indireta;
Sociedade de economia mista: personalidade jurídica formada por capital
público e privado. O Estado tem a maior parte das ações, mas as empresas não
são conceituadas como públicas, mas como sociedade anônima.
Concessão e permissão
A Lei 8.987, art. 2º, apresenta as seguintes definições para a concessão de
serviço público “a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, me-
diante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de
empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco
e por prazo determinado”.
Já a permissão de serviço público é a “delegação a título precário, mediante
licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa
física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta
e risco”.
A concessão e a permissão serão sempre precedidas de licitação. A
modalidade de licitação aplicável às concessões de serviço públicos é a concor-
rência, já na permissão não há modalidade específica. 
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Noções de Legislação e Constituição
• Na concessão a celebração é com pessoa jurídica ou consórcio de em-
presas, e na permissão a celebração é com pessoa física ou jurídica,
mas não com o consórcio de empresas;
• Para a concessão não há precariedade, para permissão a delegação é a
título precário;
• Para a permissão a lei prevê a revogabilidade unilateral do contrato
pelo poder concedente e na concessão não é cabível revogação do con-
trato.
Improbidade administrativa
Improbidade administrativa é o ato ilegal ou contrário aos princípios básicos
da Administração Pública no Brasil, cometido por agente público, durante o exercí -
cio de função pública ou decorrente desta. Segundo Calil Simão, o ato de improbi -
dade qualificado como administrativo (ato de improbidade administrativa), é
aquele impregnado de desonestidade e deslealdade.
A Lei 8.429, sancionada em 2 de junho de 1992 pelo então presidente Fernan-
do Collor de Melo, prevê os atos característicos de improbidade administrativa. Al -
guns dos quais, elencados pela lei, são o dano ao erário, enriquecimento ilícito e
violação aos princípios administrativos. O dispositivo legal permite a punição de
um agente público condenado por improbidade administrativa tanto na esfera cí -
vel como esfera penal do Direito, definindo como administração pública, para este
fim, toda administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa
incorporada ao patrimônio público ou de entidade pública.
Sujeito ativo
A Lei 8.429, de 2 de junho de 1992, define agente público, no Brasil, como:
“aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por
eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investi -
dura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas
no artigo anterior”.
As entidades mencionadas referem-se a:
• administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território;
• empresa incorporada ao patrimônio público;
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Noções de Legislação e Constituição
• entidade para cuja criação ou custeio o erário participe com mais de
50% do patrimônio ou da receita anual. Caso a participação do erário
seja inferior a 50%, a sanção patrimonial limitar-se-á à repercussão do
ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Podem ser praticados por qualquer agente público, servidor ou não. Assim,
busca a lei punir não apenas o corrupto, como o corruptor.
É possível a responsabilização de qualquer pessoa, ainda que não seja consi-
derada agente público, quando induzir ou concorrer para a prática do ato de im-
probidade ou dele se beneficiar de forma direta ou indireta (pessoas físicas e ju -
rídicas).
A Lei Federal n.° 8429/92 trata dos atos de improbidade praticados por
qualquer agente público.
As disposições desta alcançam todas as pessoas qualificadas como agentes
públicos, na administração direta, indireta e fundacional, ainda que transitoria-
mente, com ou sem remuneração. E também as empresas incorporadas ao patri -
mônio público e as entidades para criação ou custeio o erário haja concorrido ou
concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual.
São abrangidos ainda aqueles que, mesmo não sendo agentes públicos, indu-
zam ou concorram para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficiem
sob qualquer forma, direta ou indiretamente. Neste sentido, são equiparados a
agentes públicos, ficando sujeitos às sanções previstas na Lei de Improbidade Ad-
ministrativa, os responsáveis e funcionários de pessoas jurídicas de direito privado
que recebam verbas públicas e promovam o seu desvio, apropriação, ou uso em
desconformidade com as finalidades para as quais se deu o repasse.
Os atos incrimináveis são aqueles que importam vantagem ilícita,ou que cau-
sam prejuízo ao erário, ou que decorram de concessão ou aplicação indevida de
benefício financeiro ou tributário, ou que atentam contra os princípios da adminis-
tração pública.
As penalidades envolvem ressarcimento do dano, indisponibilidade dos bens,
multa, perda do que foi obtido ilicitamente, perda da função pública, suspensão
dos direitos políticos (de 8 a 10 anos, conforme a hipótese) e proibição de contra-
tar com o poder público, em seu artigo 12. inciso I da lei 8.429/92.
A Lei 8429/92 estabelece quatro espécies de atos de improbidade:
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Noções de Legislação e Constituição
• os que importam enriquecimento ilícito (art. 9.º);
• os que causam lesão ao patrimônio público (art. 10);
• os que decorrem de concessão ou aplicação indevida de benefício fi-
nanceiro ou tributário (art. 10-A); e
• os que atentam contra os princípios da Administração Pública (art.11).
Muito embora tenham penalidades, os atos de improbidade administrativa
não são considerados "crimes". Há uma grande diferença entre ato de improbida-
de administrativa e crime, pois se sujeitam a juízos dotados de competências dis-
tintas - cível e criminal -, não havendo, quanto à improbidade, a previsão e aplica -
ção de penas restritivas de liberdade.
A lei não prevê punições de caráter penal, mas sim de natureza civil e políti-
ca, ou seja, incluem a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos,
multas e reparação do dano.
A Lei n.º 9.504/1997 - Lei das Eleições - define, em seu art. 73, condutas ve-
dadas aos agentes públicos nas eleições, sendo que a prática dessas condutas é
qualificada como atos de improbidade administrativa. Cuida-se de proteger a
igualdade das candidaturas e a lisura dos pleitos, mediante o afastamento de in-
terferências decorrentes do uso da máquina administrativa. A punição desses
atos, sob a égide da Lei de Improbidade Administrativa, em respeito à indepen-
dência das instâncias, não se dá pela Justiça Eleitoral e sim no juízo cível, ordinari -
amente competente para conhecer e julgar os atos de improbidade administrati -
va.
Devemos ter consciência de que a Legislação acima deriva da necessidade de
regulamentar a Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, a qual dispõe sobre o regi-
me jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações
públicas federais, também conhecida como Estatuto do Servidor público.
"Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:
 IV - improbidade administrativa;" 
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Noções de Legislação e Constituição
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Relações interpessoais e ética no serviço público
Relações interpessoais e 
ética no serviço público
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Relações interpessoais e ética no serviço público
Relacionamento interpessoal é um conceito do âmbito da sociolo-
gia e psicologia que significa uma relação entre duas ou mais pessoas.
Este tipo de relacionamento é marcado pelo contexto onde ele está in-
serido, podendo ser um contexto familiar, escolar, de trabalho ou de
comunidade.
O relacionamento interpessoal implica uma relação social, ou seja,
um conjunto de normas comportamentais que orientam as interações
entre membros de uma sociedade. O conceito de relação social, da
área da sociologia, foi estudado e desenvolvido por Max Weber.
O conteúdo de um relacionamento interpessoal pode ocorrer em
vários níveis e envolver diferentes sentimentos como o amor, compai-
xão, amizade e valores compartilhados.
Por outro lado, pode ser marcado por outras situações como lití-
gios, disputas, inimizades, ou outras formas de conflito interpessoal.
Os conflitos surgem de divergências e falhas de comunicação entre
dois ou mais indivíduos.
Comportamento Organizacional
Comportamento organizacional é o estudo de três fatores determi-
nantes do comportamento das organizações: indivíduos, grupos e es-
trutura.
Comportamento individual
O estudo do comportamento individual busca entender os objeti-
vos, interesses, competências, valores, motivações, percepções, atitu-
des e o nível de rendimento de um colaborador.
Além disso, também ajuda a compreender a forma como o colabo-
rador se adéqua à cultura da empresa e às regras, de modo a identifi-
car pontos que afetam a produtividade e a qualidade no trabalho.
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Relações interpessoais e ética no serviço público
Comportamento grupal
O foco do estudo está nas relações interpessoais e em como os co-
laboradores se comportam em conjunto. Fatores como comunicação,
tomada de decisão coletiva e convivência fazem parte dessa análise.
O estudo do comportamento grupal também busca entender a for-
ma como as equipes trabalham para atingir os objetivos da empresa,
como reagem às regras e como as divergências e conflitos são resolvi-
dos.
Quando o comportamento grupal propicia um ambiente de qualida-
de, as equipes obtêm mais sucesso em sua atuação conjunta, maior
motivação e satisfação com seu ambiente de trabalho.
Por meio do estudo do comportamento organizacional, é possível
perceber as potencialidades e fraquezas dos profissionais e, posterior-
mente, elaborar um plano de desenvolvimento.
Cabe à empresa construir uma cultura organizacional clara e trans-
parente, que reflita verdadeiramente seus valores e sua missão e que
ofereça um ambiente propício ao desenvolvimento de um comporta-
mento adequado.
Cultura organizacional
A cultura organizacional é a identidade corporativa, ou seja, um
conjunto de valores, crençase comportamentos compartilhados e efe-
tivamente praticados (não basta ficar apenas nos manuais). A cultura
cria diferenciais e até mesmo torna a empresa uma referência no se-
tor.
Ética profissional
Ética profissional é o conjunto de normas que formam a consciên-
cia do profissional e representam imperativos de sua conduta.
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Relações interpessoais e ética no serviço público
Ser ético é agir dentro dos padrões convencionais, é proceder bem,
é não prejudicar o próximo. Ser ético é cumprir os valores estabeleci-
dos pela sociedade em que se vive.
O indivíduo que tem ética profissional cumpre com todas as ativi-
dades de sua profissão, seguindo os princípios determinados pela soci-
edade e pelo seu grupo de trabalho.
Cada profissão tem o seu próprio código de ética, que pode variar
ligeiramente, graças a diferentes áreas de atuação.
No entanto, há elementos da ética profissional que são universais e
por isso aplicáveis a qualquer atividade profissional, como a honestida-
de, responsabilidade, competência etc.
Ética no serviço público
Os servidores públicos possuem um vínculo de trabalho profissional
com órgãos e entidades do governo. Dentro do setor público, todas as
atividades do governo afetam a vida de um país. Por isso, é necessário
que os servidores apliquem os valores éticos para que os cidadãos
possam acreditar na eficiência dos serviços públicos.
Existem normas de conduta que norteiam o comportamento do
servidor, dentre elas estão os códigos de ética. Assim, é missão deles
serem leais aos princípios éticos e as leis acima das vantagens finan-
ceiras do cargo e ou qualquer outro interesse particular.
As próprias leis possuem sanções e mecanismos que penalizam
servidores públicos que agem em desacordo com suas atividades, um
exemplo é a Lei de Improbidade Administrativa.
Os códigos de ética tanto o federal, estadual ou quanto os munici-
pais, são um conjunto de normas que dizem respeito à conduta dos
servidores dentro de seu serviço, além de penalidades a serem aplica-
das pelo não cumprimento dessas normas. Ambos possuem uma Co-
missão de Ética responsável por julgar os casos referentes à ética no
serviço público.
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Relações interpessoais e ética no serviço público
O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético
de sua conduta.
A moralidade da Administração Pública é clareada no Código Ética
Funcional, quando relata que aquela não deve se limitar somente com
a distinção ente o bem e o mal. O fim almejado deve ser sempre o
bem comum.
O agente público tem o dever de buscar o equilíbrio entre a legali-
dade e a finalidade na tentativa de proporcionar a consolidação da mo-
ralidade do ato administrativo praticado.
Os códigos informam os princípios e deveres dos servidores públi-
cos como decoro, zelo, dignidade, eficácia e honra, além de outras
qualidades do servidor, suas obrigações que visam o bem estar da po-
pulação, bem como as proibições e punições derivadas do serviço irre-
gular de suas funções, que relembram os princípios fundamentais da
administração pública.
Princípios Constitucionais: Art. 37, da Constituição Federal de 1988.
A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá
aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade
e eficiência.
Legalidade: também chamado de princípio do procedimento for-
mal, é a conformidade dos atos e fatos com a lei, na consecução do in-
teresse público. Só é permitido o que a Lei facultar.
Impessoalidade: na Administração Pública não há vontade pesso-
al, há apenas o condicionamento à norma legal. O Administrador Públi-
co age em defesa dos interesses públicos coletivos, e nunca em seu
interesse pessoal ou de apenas alguns a quem pretenda favorecer. As
relações da sociedade se dão com os órgãos, não com os servidores.
Moralidade: a moral administrativa exige a conformação do ato
não só com a Lei, mas também com o interesse coletivo, inseparável
da atividade administrativa, constituindo-se no pressuposto básico
para a validade dos atos administrativos. Não se trata de moral co-
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Relações interpessoais e ética no serviço público
mum, mas sim de uma moral jurídica. Ao legal, deve ser agregado o
honesto e o conveniente aos interesses sociais e coletivos.
Publicidade: é o princípio que se reconhece a obrigatoriedade da
transparência. Corresponde ao direito que tem os cidadãos de conhe-
cer os atos e ações do gestor público.
Eficiência: é o mais moderno princípio. Foi inserido através da
Emenda Constitucional nº 19/98. Consiste na imposição ao servidor
público de desenvolver suas funções com competência e eficiência e
não apenas dentro da legalidade, mas, também, apresentando resulta-
do positivo de suas ações no atendimento ao cidadão.
Além destes princípios a Administração Pública deve atuar tendo
em vista a eficácia, a racionalização, a presteza, a razoabilidade, a
economicidade, a Probidade Administrativa (este princípio é obrigató-
rio à ação do administrador público, vez que há normas éticas a acatar
e reverenciar, sob pena de o administrador ser incompatibilizado para
a função pública de que está investido).
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Relações interpessoais e ética no serviço público
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 Armazenagem e distribuição de materiais 
Armazenagem e 
distribuição de materiais
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 Armazenagem e distribuição de materiais 
O conceito de armazenagem se relaciona com o processo de guarda e movi-
mentação dos materiais em uma instalação, ao passo que estocagem está direta-
mente ligada a colocação dos materiais em um local dessa instalação.
A armazenagem de materiais representa um importante papel no processo lo-
gístico das empresas. Seu correto planejamento e controle apresentam conse-
quências benéficas na distribuição dos produtos e nos resultados da organização.
Nesse contexto, a rede de destruição deve ser adequadamente dimensionada
para atender a demanda, bem como apresentar, no mínimo, o nívelde serviço exi-
gido pelos consumidores.
As instalações de armazenagem podem assumir diferentes papeis dentro de
uma empresa. Por exemplo, ela pode ser a recepção e consolidação das mercado-
rias de diversos fornecedores para posterior envio a diversas lojas de uma rede de
lojas; ou podem ser receptoras dos produtos de uma fábrica para posterior distri -
buição a diversos clientes.
Basicamente, a armazenagem compreende quatro atividades básicas: recebi-
mento, estocagem, gestão de pedidos e expedição. As duas primeiras se relacio-
nam com a entrada de materiais, enquanto as duas seguintes fazem parte do pro-
cesso de saída de materiais. O local em que ocorre a armazenagem também pode
ser chamado de centro de distribuição ou apenas CD.
O recebimento de matérias é a fase inicial do processo de estocagem. Faz-se
uma conferência dos materiais em relação à nota fiscal e em relação ao pedido.
Não havendo divergência, o material é encaminhado para estocagem, e é feito o
crossdocking (Crossdocking é um processo de distribuição onde a mercadoria re -
cebida é redirecionada sem uma armazenagem prévia) e unitização de cargas.
A estocagem do produto envolve sua alocação ao seu ponto de guarda, que
pode ser definido por software, como o WMS (Warehouse Management System –
Sistema de Gerenciamento de Armazém).
A gestão de pedidos está diretamente ligada ao processo de saída de produ-
tos e se subdivide em processamento e separação:
O processamento envolve o recebimento de pedidos, a emissão de lista de se-
paração e a ordem para a separação de pedidos.
A separação de pedidos é feita assim que se recebe a lista de separação, faz-
se a emissão de etiquetas de identificação, e é feito a movimentação dos produ-
tos para a área de expedição.
Na fase de expedição ocorre o embarque e movimentação do produto ao cli -
ente. Faz-se necessário a conferência entre o pedido e a separação. A documenta-
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 Armazenagem e distribuição de materiais 
ção é emitida. São realizados programas de entrega (rotas e horários, seleção de
transportadora) e controle do embarque dos produtos.
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 Armazenagem e distribuição de materiais 
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Critérios de classificação de materiais
Critérios de classificação de
materiais
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Critérios de classificação de materiais
1.Por periculosidade 
 Materiais perigosos são aqueles que oferecem risco, em especial durante as
atividades de manuseio e transporte. Exemplos: explosivos, líquidos e sólidos in -
flamáveis, materiais radioativos, corrosivos, oxidantes, etc.
2.Por perecibilidade 
Trata-se de uma classificação que leva em conta o desaparecimento das pro-
priedades físico-químicas do material, são considerados perecíveis, já que estão
sujeitos à deterioração e à decomposição. Exemplos: gêneros alimentícios, vaci-
nas, materiais para testes laboratoriais, entre outros.
A utilização da classificação por perecimento permite as seguintes medidas:
• determinar lotes de compra mais racionais, em função do tempo de armaze-
nagem permitido;
• programar revisões periódicas para detectar falhas de estocagem a fim de
corrigi-las e baixar materiais sem condições de uso;
• selecionar adequadamente os locais de estocagem, usando técnicas ade-
quadas de manuseio e transporte de materiais, bem como transmitir orien-
tações aos funcionários envolvidos quanto aos cuidados a serem observa-
dos.
3.Por importância operacional – a classificação XYZ
Em Administração de Materiais, há o conceito de materiais críticos entendidos
como aqueles que são merecedores de atenção especial do gestor, por diversos
motivos sejam eles financeiros, operacionais, de segurança, entre outros.
A Classificação XYZ avalia o grau de criticidade ou de imprescindibilidade do
item de material nas atividades desempenhadas pela organização. As classes são
assim definidas, conforme Mendes e Castilho (2009):
• Classe X: Materiais de baixa criticidade, cuja falta não implica paralisações
da produção, nem riscos à segurança pessoal, ambiental e patrimonial.
• Classe Y: Materiais que apresentam grau de criticidade intermediário, poden-
do, ainda, ser substituídos por outros com relativa facilidade.
• Classe Z: Materiais de máxima criticidade, não podendo ser substituídos por
outros equivalentes em tempo hábil sem acarretar prejuízos significativos. A
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Critérios de classificação de materiais
falta desses materiais provoca a paralisação da produção, ou coloca em ris -
co as pessoas, o ambiente ou o patrimônio da empresa.
4. Por valor de demanda – a classificação ABC 
O método da curva ABC ou princípio de Pareto (ou, ainda, curva 80-20), é uma
ferramenta segundo a qual os itens de material em estoque são classificados de
acordo com sua importância, geralmente financeira. 
Porém, há possibilidade de adoção de outros critérios, como, por exemplo, im-
pacto na linha de produção, ou, itens mais requisitados pelos setores da organiza -
ção.
Classe A: itens de maior valor de demanda, em determinado período.
Classe B: itens de valor de demanda intermediário.
Classe C: itens de menor valor de demanda.
5.Material permanente versus material de consumo
É uma classificação contábil, referente à natureza de despesa, no âmbito do
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). De
modo geral, podemos traçar as seguintes definições:
Material de consumo: É aquele que, em razão de seu uso corrente, perde
normalmente sua identidadefísica e/ou tem sua utilização limitada a dois anos.
Material permanente: É aquele que, em razão de seu uso corrente, não per-
de sua identidade física, mesmo quando incorporado a outro bem, e/ou apresenta
uma durabilidade superior a dois anos.
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Critérios de classificação de materiais
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 Inventário de materiais 
Inventário de materiais
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 Inventário de materiais 
Inventário de estoque é uma listagem completa de todos os produtos armaze-
nados no estoque de uma empresa. Esse inventário identifica, classifica e deter-
mina o valor de cada produto.
Para que serve o inventário de estoque?
O inventário de estoque serve para certificar que o seu controle de estoque
está de fato correto. Ou seja, se a sua empresa realmente possui o estoque que
acredita possuir.
Dessa forma, caso sua indústria tenha comprado produtos e materiais em ex-
cesso ou caso tenham ocorrido extravios e perdas do estoque, o inventário verifi -
ca as informações e permite que sua equipe haja de forma eficaz para solucionar
o problema. 
Qual a importância do inventário de estoque?
O inventário de estoque traz diversos benefícios para a empresa, como por
exemplo:
• Melhoria na gestão de estoque
• Melhoria no atendimento ao cliente
• Melhoria na organização do estoque
• Redução de perdas
• Redução de desperdícios
• Redução de custos
• Auxílio para atender requisitos da legislação
Com o estoque inventariado regularmente, sua indústria consegue atender
melhor os pedidos de seus clientes, evitando atrasos e problemas com o estoque.
Além disso, seu estoque fica mais organizado, o que reduz perdas e desperdí-
cios. Assim, há uma redução geral dos custos deste setor tão importante em uma
indústria.
Para fechar, o inventário de estoque auxilia a sua indústria a entregar infor -
mações fiscais para o governo, evitando diferenças entre os dados.
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 Inventário de materiais 
Como fazer o inventário de estoque?
Para fazer um bom inventário de estoque você precisa seguir alguns passos
para evitar erros:
Passo 1: classificação de produtos
Para começar, sua indústria precisa definir classificações e então classificar
todos os produtos e materiais no estoque. O ideal é usar grupos e conjuntos para
otimizar a classificação do seu estoque.
Nessa etapa também é importante lembrar que o ideal é sua indústria possuir
um sistema de código de barras para facilitar a identificação e listagem dos itens
do estoque.
Passo 2: identificação da rotatividade do estoque
O próximo passo é definir qual a rotatividade do seu estoque ou o seu giro de
estoque. Ou seja, é preciso saber quando um estoque é utilizado e precisa ser re-
posto em um período determinado.
Estipule um intervalo em que o seu estoque precisa ser reposto e assim sua
equipe consegue trabalhar de forma muito mais assertiva. Desde a etapa de com-
pras, produção e até as vendas.
Passo 3: definição da periodicidade do inventário de estoque
Agora que a rotatividade do seu estoque está identificada e estipulada, é pre-
ciso fazer o mesmo para o seu inventário de estoque.
Ou seja, é preciso determinar de quanto em quanto tempo sua indústria irá
fazer a contagem de produtos no estoque.
O objetivo é melhorar a confiabilidade das informações, aumentar a seguran-
ça do seu estoque e evitar declarações com erros para o fisco.
Isso porque caso algum produto desapareça do seu estoque, você só precisa-
rá investigar até o período do último inventário. Além disso, sua indústria precisa
enviar informações para o governo e um inventário confiável pode ajudar enorme-
mente sua empresa.
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 Inventário de materiais 
Os três formatos mais comuns para essa periodicidade são: inventário de es-
toque rotativo, inventário de estoque periódico e inventário de estoque permanen-
te.
Como funciona o inventário de estoque rotativo:
Nessa modalidade o estoque tem seus itens contados em intervalos de perío-
dos pré-definidos, como por exemplo: diário, semanal, mensal, bimestral etc.
Cada empresa determina qual o melhor intervalo para sua realidade e aplica o
inventário de estoque no período.
Como funciona o inventário de estoque periódico:
Nessa modalidade de inventário de estoque, a empresa determina um período
final para o inventário.
O objetivo é atualizar o controle de estoque, corrigindo falhas e problemas,
para assim gerar demonstrativos financeiros mais confiáveis e detalhados.
Como funciona o inventário de estoque permanente:
Existe também o chamado inventário de estoque permanente, onde a empre-
sa faz o controle de forma automatizada.
Cada movimentação de entrada ou saída do estoque gera uma atualização no
status do produto.
Esse tipo de inventário de estoque não requer um período determinado, já
que ocorre continuamente.
Passo 4: definição detalhada de dias para o inventário de estoque
Além de determinar a periodicidade do inventário de estoque, é importante
definir quais serão os dias e até horários em que o inventário será feito.
O objetivo é garantir que o inventário seja feito mesmo que haja excesso de
demanda ou outros problemas, como feriados e troca de equipe.
Escolha dias e horários com pouco movimento e que tenham mais segurança
para realizar o inventário de estoque com segurança.
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 Inventário de materiais 
Passo 5: checagem com confirmação
O ideal é conferir cada contagem com pelo menos dois colaboradores. Dessa
forma se ambos chegarem ao mesmo número quer dizer que a contagem foi feita
com sucesso.
Isso é importante para eliminar qualquer possibilidadede falha humana no
processo do inventário.
Passo 6: verificação de dados com sistema de controle de estoque
Depois que concluir o seu inventário de estoque e possuir em mãos os dados
dos seus produtos e materiais, cruze as informações com o seu sistema de contro-
le de estoque.
Dessa forma você poderá identificar falhas no controle e manterá as informa-
ções de estoque atualizadas para sua equipe se planejar com segurança
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 Inventário de materiais 
Anotações: 
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Noções de administração
Noções de administração
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Noções de administração
A Administração é a ciência social que estuda e sistematiza as práticas usa-
das para administrar.
O termo "administração" significa direção, gerência. Ou seja, é o ato de admi-
nistrar ou gerir negócios, pessoas ou recursos, com o objetivo de alcançar metas
definidas.
É uma área do conhecimento fundamentada em um conjunto de princípios,
normas e funções elaboradas para disciplinar os fatores de produção, tendo em
vista o alcance de determinados fins como maximização de lucros ou adequada
prestação de serviços públicos.
Pressupõe a existência de uma instituição a ser gerida, ou seja, uma organiza-
ção constituída de pessoas e recursos que se relacionem num determinado ambi-
ente, orientadas para objetivos comuns.
Administração é frequentemente tomada como sinônimo de Administração de
Empresas. Porém, isto somente faz sentido se o termo empresa for considerado
como sinônimo de organização e legalização, que significa os esforços humanos
organizados, feitos em comum, com um fim específico, um objetivo. O adequado é
considerar a Administração de Empresas subárea da Administração, uma vez que
esta trata de organizações que podem ser públicas, sociedades de economia mis-
ta ou privadas, com ou sem fins lucrativos.
A necessidade de organizar os estabelecimentos nascidos com a Revolução
Industrial, ocorrida na Inglaterra em meados do Século XIX, levou profissionais de
outras áreas mais antigas, a exemplo da Engenharia, a buscar soluções específi-
cas para problemas que não existiam antes. Assim, a aplicação de métodos de
ciências diversas, para administrar estes empreendimentos, deu origem aos rudi-
mentos da Ciência da Administração.
Há autores que consideram a Administração uma área interdisciplinar do co-
nhecimento, uma vez que se utilizaria de métodos e saberes de diversas ciências,
como Contabilidade, Direito, Economia, Filosofia, Psicologia, Sociologia, etc.. Como
exemplo de dependência da Ciência da Administração, para funcionar de forma
empresarial, estão as Instituições de Direito Público ou Instituições de Direito Pri-
vado, criadas, respectivamente, para finalidades sociais ou fins lucrativos.
No Brasil, o Dia do Administrador é comemorado no dia 9 de setembro. O pa-
trono dos Administradores brasileiros é o Adm. Belmiro Siqueira. 
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Noções de administração
Conceito
Administrar é o processo de dirigir ações que utilizam recursos para atingir
objetivos. Embora seja importante em qualquer escala de aplicação de recursos, a
principal razão para o estudo da Administração é seu impacto sobre o desempe-
nho das organizações. É a forma como são administradas que torna as organiza-
ções mais ou menos capazes de utilizar corretamente seus recursos para atingir
os objetivos corretos.
Como elo entre os recursos e os objetivos de uma organização, cabe ao profis-
sional da Administração combinar os meios na proporção adequada, sendo, para
isso, necessário tomar decisões constantemente num contexto de restrições, pois,
nenhuma organização dispõe de todos os recursos e a capacidade de processa-
mento de informações do ser humano é limitada. Administrar envolve a elabora-
ção de planos, pareceres, relatórios, projetos, arbitragens e laudos, em que é exi-
gida a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de Administração.
Segundo John W. Riegel, "o êxito do desenvolvimento de executivos em uma
empresa é resultado, em grande parte, da atuação e da capacidade dos seus Ge-
rentes no seu papel de educadores. Cada superior assume este papel quando ele
procura orientar e facilitar os esforços dos seus subordinados para se desenvolve-
rem".
Teoria Geral da Administração
Também conhecida como TGA, a Teoria Geral da Administração é o conjunto
de conhecimentos a respeito das organizações e do processo de administrá-las,
sendo composta por princípios, proposições e técnicas em permanente elabora-
ção.
A Teoria Geral da Administração começou com a "ênfase nas tarefas", na Ad-
ministração Científica de Taylor. A seguir, a preocupação básica passou para a
"ênfase na estrutura" com a Teoria Clássica de Fayol, e com outros princípios
como o Fordismo de Henry Ford e a Teoria Burocrática de Max Weber, seguindo-se
mais tarde a Teoria Estruturalista.
A Relação Humanística surgiu com a "ênfase nas pessoas", por meio da Teoria
Comportamental e pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional (DO). A "ênfase
no ambiente" surgiu com a Teoria dos Sistemas, sendo completada pela Teoria da
Contingência. Esta, posteriormente, desenvolveu a "ênfase na tecnologia".
Cada uma dessas cinco variáveis - tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e
tecnologia - provocou a seu tempo uma diferente teoria administrativa, marcando
um gradativo passo no desenvolvimento da TGA. Cada teoria procurou privilegiar
3
Noções de administração
ou enfatizar uma dessas cinco variáveis, omitindo ou relegando a um plano secun-
dáriotodas as demais.
Divisão
As teorias da Administração podem ser divididas em várias correntes ou abor-
dagens. Dessa forma, representam uma maneira específica de encarar a tarefa e
as características do trabalho da Administração. 
• Abordagem Clássica da Administração
- Administração Científica (1903)
- Teoria Clássica da Administração (1916)
• Abordagem Humanística da Administração
- Teoria das Relações Humanas (1932)
• Abordagem Neoclássica da Administração
- Teoria Neoclássica da Administração (1954)
- Administração por Objetivos (APO)
• Abordagem Estruturalista da Administração
- Modelo Burocrático da Administração (1940)
- Teoria Estruturalista da Administração (1947)
• Abordagem Comportamental da Administração
- Teoria Comportamental na Administração (1957)
- Teoria do Desenvolvimento Organizacional (DO) (1962)
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Noções de administração
• Abordagem Sistêmica da Administração
- Princípios e Conceitos Sistêmicos (1951)
- Cibernética e Administração
- Teoria Matemática da Administração
- Teoria Geral de Sistemas
- Homem Funcional
• Abordagem Contingencial da Administração
- Teoria da Contingência
- Mapeamento Ambiental
- Desenho Organizacional
- Adocracia
- Homem Complexo
• Técnicas Modernas de Gestão
- Administração Participativa
- Administração Japonesa
- Administração Holística
- Benchmarking
- Downsizing
- Gerenciamento com Foco na Qualidade
- Learning Organization
- Modelo de Excelência em Gestão
- Reengenharia
- Readministração
- Terceirização
5
Noções de administração
Trabalho Administrativo
O trabalho administrativo é a aplicação do esforço físico e mental por um ge-
rente, com a finalidade de garantir os resultados por meios de outras pessoas,
seus gerenciados.
Em síntese, o Administrador é a ponte entre os meios (recursos financeiros,
tecnológicos e humanos) e os fins (objetivos).
A Administração se divide, modernamente, em cinco áreas: Finanças, Adminis-
trativo, Marketing, Vendas ou Produção,Logística e Recursos Humanos.
Administração Financeira: É a disciplina que trata dos assuntos relaciona-
dos à administração das finanças de empresas e organizações.
Marketing: "É o conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facili-
tar e consumar relações de troca”. (Phillip Kotler).
Produção: "Se refere a qualquer tipo de atividade destinada à fabricação,
elaboração ou obtenção de bens e serviços. No entanto, a produção é um proces-
so complexo que exige vários fatores que podem ser divididos em três grandes
grupos: a terra, o capital e o trabalho.
Logística: "A logística é o conjunto de atividades que tem por fim a coloca-
ção, com um custo mínimo, duma quantidade de produto no local e no momento
em que existe procura. A logística abarca, pois, todas as operações que condicio -
nam o movimento dos produtos, tais como: localização das fábricas e entrepostos,
abastecimentos, gestão física de produtos em curso de fabrico, embalagem, for -
mação e gestão de estoques, manutenção e preparação das encomendas, trans-
portes e circuitos de entregas."
Recursos Humanos: TOLEDO (1986) "o ramo de especialização da ciência
da Administração que desenvolve todas as ações que têm como objetivo a inte-
gração do trabalhador no contexto da organização e o aumento de sua produtivi -
dade".
Alguns doutrinadores modernos inserem, nessa divisão, a TI (Tecnologia da In-
formação) e a P&D (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação). Pelo fato de a Admi-
nistração ter diversas ciências como base, o Administrador disputa seu espaço
com profissionais de diferentes áreas. Em Finanças, disputa espaço com Econo-
mistas e Contadores; em Marketing, disputa espaço com Publicitários; em Produ-
ção, disputa espaço com Engenheiros; em Recursos Humanos, disputa espaço
com Psicólogos, etc..
Pode-se considerar um Executivo toda pessoa encarregada de uma organiza-
ção ou de uma de suas subunidades, incluindo-se no conceito Administradores de
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Noções de administração
empresas estatais e privadas, Administradores Públicos (como Prefeitos, Governa-
dores e Chefes de repartições públicas), bem como Administradores de organiza -
ções privadas sem fins lucrativos (como clubes e ONGs).
Funções Administrativas
As funções administrativas norteiam os objetivos do administrador em sua ro-
tina.
Atualmente, as principais funções administrativas são:
- Fixar objetivos (planejar);
- Analisar: conhecer os problemas;
- Solucionar problemas;
- Organizar e alocar recursos (recursos financeiros e tecnológicos e as pesso-
as);
- Comunicar, dirigir e motivar as pessoas (liderar);
- Negociar;
- Tomar as decisões (rápidas e precisas);
- Mensurar e avaliar (controlar).
O papel do Administrador
As funções do Administrador foram, num primeiro momento, delimitadas
como: planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar. No entanto, por ser
essa classificação bastante difundida, é comum encontrá-la em diversos livros e
até mesmo em jornais de forma condensada em quatro categorias, são elas:
Planejar: "definir o futuro da empresa, principalmente, suas metas, como se-
rão alcançadas e quais são seus propósitos e seus objetivos", ou como "método
que as pessoas e as organizações usam para administrar suas relações com o fu-
turo. É uma aplicação específica do processo decisório." O planejamento envolve a
determinação no presente do que se espera para o futuro da organização, envol -
vendo quais as decisões deverão ser tomadas, para que as metas e propósitos se-
jam alcançados. 
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Noções de administração
Organizar: pode-se constatar que […] se fosse possível sequenciar, diríamos
que depois de traçada(s) a(s) meta(s) organizacional(ais), é necessário que as ati -
vidades sejam adequadas às pessoas e aos recursos da organização, ou seja, che-
ga a hora de definir o que deve ser feito, por quem deve ser feito, como deve ser
feito, a quem a pessoa deve reportar-se, o que é preciso para a realização da tare -
fa. Logo, "organizar é o processo de dispor qualquer conjunto de recursos em uma
estrutura que facilite a realização de objetivos. O processo organizacional tem
como resultado o ordenamento das partes de um todo, ou a divisão de um todo
em partes ordenadas."
Dirigir (Liderar): envolve influenciar as pessoas para que trabalhem num
objetivo comum. "Meta(s) traçada(s), responsabilidades definidas, será preciso
neste momento uma competência essencial, qual seja, a de influenciar pessoas de
forma que os objetivos planejados sejam alcançados." A chave para tal, está na
utilização da sua afetividade, na sua interação com o meio ambiente que atua.
E por último Controlar, que "estando a organização devidamente planejada,
organizada e liderada, é preciso que haja um acompanhamento das atividades, a
fim de se garantir a execução do planejado e a correção de possíveis desvios".
Cada uma das características podem ser definidas separadamente, porém,
dentro da organização, são executadas em conjunto, ou seja, não podem ser tra -
balhados disjuntas. 
Campos de atuação da Administração
O campo de atuação do administrador é bastante amplo. Ele deve planejar,
organizar, dirigir e controlar as atividades de empresas, quer sejam públicas ou
privadas, e traçar estratégias e métodos de trabalho em diversas áreas (agroin-
dustrial, escolar, financeira, hospitalar, rural, etc.). Nas situações de crise, possui
importante papel, quando define onde será investido o dinheiro e de que forma
será equilibrada as finanças e a produção da empresa.
Segundo o Conselho Federal de Administração (CFA), a Administração apre-
senta os seguintes campos de atuação:
- Administração e Seleção de Pessoal/Recursos Humanos;
- Organização, Sistemas e Métodos (O&M);
- Orçamento;
- Empresário;
- Administração de Material/Logística;
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Noções de administração
- Administração Financeira;
- Administração Hospitalar / Saúde;
- Administração Hoteleira;
- Administração Mercadológica/Marketing;
- Administração de Produção;
- Relações Industriais/Benefícios/Segurança do Trabalho;- Campos considerados como Desdobramentos ou Conexos.
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Noções de administração
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Conceitos básicos de administração pública
Conceitos básicos de 
administração pública
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Conceitos básicos de administração pública
A administração pública é definida como o poder de gestão do país, incluindo
o poder de legislar e cobrar impostos, fiscalizar e regular por meio de suas insti -
tuições e outras instituições; sempre visa a serviços públicos eficazes. A adminis-
tração é definida por um arcabouço jurídico-sistêmico baseado na constituição,
leis e regulamentos. Originou-se na França no final do século 18, mas com o de -
senvolvimento do estado de direito, tornou-se um ramo autônomo do direito. Ba-
seia-se nos conceitos de serviço público, autoridade, poder público e particularida-
de da jurisdição.
Os princípios norteadores da administração pública e do próprio direito admi-
nistrativo foram os da separação das autoridades administrativas e judiciária; da
legalidade; da responsabilidade do poder público; e, decisões executórias dos atos
jurídicos, emitidos unilateralmente.
Um problema comum na administração pública é que as decisões executórias,
através das criadas autoridades administrativas (criadas através da separação
destas das autoridades judiciárias, o que foi um dos princípios norteadores dessa
atividade), frequentemente conferem privilégios à administração pública, contra-
pondo-se ao ideal de igualdade perante a lei. Essas prerrogativas e privilégios que
lhe são outorgadas, permitem-lhe assegurar a supremacia do interesse público so-
bre o particular. É importante, assim, que decorra da lei o fundamento para as de-
cisões administrativas. 
Gestor público
O gestor público tem como função gerir, administrar de forma ética, técnica e
transparente a coisa pública, seja esta órgãos, departamentos ou políticas públi-
cas visando o bem comum da comunidade a que se destina e em consonância
com as normas legais e administrativas vigentes. 
Modelos
Na Europa, existem basicamente quatro modelos de gestão da administração
pública, o modelo nórdico (Dinamarca, Finlândia, Suécia e Países Baixos), o mode-
lo anglo-saxão (Reino Unido e Irlanda), o modelo renano ou continental (Áustria,
Bélgica, França, Alemanha e Luxemburgo) e o modelo mediterrâneo (Grécia, Itália,
Portugal e Espanha).
Fora da Europa, países de colônia inglesa quase em sua totalidade adotam o
modelo anglo-saxão. Na América Latina a preferência é o modelo mediterrâneo, a
exemplo do Brasil. Na Ásia, especialmente no Japão e na Coreia do Sul adotam um
modelo semelhante ao renano e ao mediterrâneo.
2
Conceitos básicos de administração pública
Modelo mediterrâneo
O modelo mediterrâneo é mais focado no sistema de carreira, se caracteriza
pelo baixo status do funcionalismo, forte intervenção da política na administração
e níveis elevados de proteção ao emprego.
Modelo nórdico e anglo-saxão
O modelo nórdico e anglo-saxão são semelhantes com algumas diferenças, é
mais focado no sistema de emprego, adota o alto status do funcionalismo público,
baixa intervenção da política na administração, níveis elevados de empregabilida-
de e seguro-desemprego. Em relação aos níveis de emprego, os modelos nórdico e
anglo-saxão apresentam níveis elevados, sendo o nórdico melhor para a redução
das desigualdades. No caso nórdico, é adotada uma alta descentralização e inde-
pendência dos serviços (modelo de agência).
Modelo renano ou continental
O modelo renano apresenta um meio termo, adota elevado status do funcio-
nalismo público com alta interferência de sindicatos, que são considerados uma
categoria especial.
Regime jurídico-administrativo (estatutário) e regime contratual tra-
balhista.
Entre o pessoal da administração pública há diferenças importantes relativa-
mente ao direito pertinaz ao exercício da função, diferenças estas que variam em
razão do regime jurídico no qual se insere o agente público; chama-se regime es-
tatutário o do exercente de cargo público, e as bases deste regime são as mesmas
do regime jurídico-administrativo comum. O servidor público - denominação con-
cedida ao ocupante de cargo público, logo submetido a regime estatutário - se
distingue do empregado público, que, apesar de também ser espécie do gênero
agente público, é regido pela legislação contratual trabalhista (no Brasil, por
exemplo, o empregado público mantém suas relações jurídicas com base na Con-
solidação das Leis Trabalhistas (CLT) - daí o neologismo celetista); a tabela abaixo
mostra as principais diferenças entre referidos regimes: 
Regime jurídico-administrativo Regime contratual trabalhista 
Legislação estatutária Legislação de direito privado 
Ênfase na habilitação literária Ênfase na experiência profissional 
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Conceitos básicos de administração pública
Estabilidade Rotatividade (foco no contrato) 
Promoções reservadas Promoções abertas 
Remuneração por estatuto Remuneração por contrato (acordo 
coletivo) 
Progressão salarial Sem progressão salarial 
Foco na lealdade, nos procedimentos e 
na objetividade 
Foco nos resultados e no desempenho 
Seguridade específica Seguridade igual ao do setor privado 
Participação de sindicatos 
regulamentada 
Participação de sindicatos da mesma
forma do direito privado 
Quanto ao Brasil, o país adotou ao longo de sua história três modelos de ad-
ministração do Estado: o patrimonialista, em que não havia diferenciação entre os
bens públicos e privados; o burocrático, advindo da desorganizaçãodo Estado na
prestação dos serviços públicos, além da corrupção e do nepotismo; e por fim, o
modelo gerencial, fruto das mudanças da segunda metade do século XX. Esse mo-
delo, apesar de não ser estático, se encontra dessa maneira no Brasil, visto que a
influência do Direito Administrativo francês acaba por lhe conferir uma maior rigi -
dez organizacional. Contudo, o país também sofreu interferências norte-america-
nas, através do presidencialismo, o que imprimiu uma flexibilidade e politização
na Administração brasileira. 
 Apenas, com a Carta Magna de 1988 que a legislação tornou-se mais rígida
em relação à burocracia. A "reestruturação das bases do projeto brasileiro", para a
inovação do modelo administrativo, só veio com a implantação do "Plano Diretor
da Reforma do Aparelho do Estado" (PDRAE), em 1995. Essa mudança não despre-
zou as características dos antigos modelos, entretanto, seu avanço se garantiu
pela implementação de uma administração mais autônoma e responsável perante
a sociedade.
O modelo gerencial de administração pública ou simplesmente gerencialismo
é meio de implementação das políticas públicas previamente desenvolvidas e
aceitas pela organização. Neste modelo, a administração pública passa a enfatizar
a eficiência, a qualidade e a efetiva concretização do regime democrático, medi -
ante a participação mais intensa dos cidadãos.
A administração no Brasil aconteceu de três formas, sendo a primeira na épo-
ca do Império; a administração pública patrimonialista onde o Estado nomeava
pessoas de confiança e altos-oficiais para exercer cargos políticos. Esta fase é se-
guida, após a instalação da república, pelo nepotismo e grande corrupção no ser-
viço público, indo até a Constituição de 1934. Já na Era Vargas, houve a adminis-
tração pública burocrática, com a finalidade combater a corrupção e o nepotismo,
orientando-se pelos princípios da profissionalização, da ideia de carreira, da hie-
4
Conceitos básicos de administração pública
rarquia funcional, da impessoalidade, do formalismo, características do poder raci-
onal legal. Atualmente, há uma transição para a administração pública gerencial,
a qual busca a otimização e expansão dos serviços públicos, visando a redução
dos custos e o aumento da efetividade e eficiência dos serviços prestados aos ci -
dadãos.
Nos termos da Constituição brasileira de 1988, a administração pública deve
seguir os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efi-
ciência.
Aspectos objetivo e subjetivo
Para alguns doutrinadores brasileiros, a administração pública é conceituada
com base em dois aspectos: objetivo (também chamado material ou funcional) e
subjetivo (também chamado formal ou orgânico):
Sentido objetivo, material ou funcional (de atividade): a administração pú-
blica é a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve para a consecu-
ção dos interesses coletivos, sob regime jurídico de direito público. Neste sentido,
a administração pública compreende atividades de intervenção, de fomento, o
serviço público e o poder de polícia.
Sentido subjetivo, formal ou orgânico (de pessoa): a administração pública
é o conjunto de órgãos, pessoas jurídicas e agentes, aos quais a lei atribui o exer-
cício da função administrativa do Estado. Neste sentido, a administração pública
pode ser direta, quando composta pelos entes federados (União, Estados, Municí -
pios e DF), ou indireta, quando composta por entidades autárquicas, fundacionais,
sociedades de economia mista e empresas públicas.
O sentido subjetivo do termo foi o preferido do legislador brasileiro, como se
observa no Decreto-lei nº 200/67 e na Constituição de 1988.
Administração tributária
Administração tributária, enquanto saber vinculado ao conhecimento científi-
co de administração, é o negócio público associado à estruturação e articulação
de meios estatais em torno de processos que visam à obtenção de rendas em fa-
vor da esfera pública mediante a exploração econômica de bases tributárias que
sustentem os seus objetivos e propósitos.
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Conceitos básicos de administração pública
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 37,
incisos XVIII e XXII, estabelece que:
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de
suas áreas de competência e jurisdição, precedência (prioridade) sobre os demais
setores administrativos, na forma da lei;
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por
servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de
suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento
de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.
O Poder Constituinte, ciente da importância do tema, concedeu à administra-
ção tributária status constitucional, prevendo precedência administrativa, essenci -
alidade ao funcionamento do Estado e recursos prioritários para realização das
suas atividades. Cabe à administração tributária prover o Estado com os recursos
financeiros necessários ao funcionamento das instituições do três Poderes da Re-
pública, bem como à implementação das políticas públicas.
Encontra-se em discussão na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à
Constituição nº 186/2007 (PEC 186/2007). De acordo com essa PEC, lei comple-
mentar estabelecerá as normas gerais aplicáveis à Administração Tributária da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dispondo inclusive sobre
direitos, deveres, garantias e prerrogativas dos cargos de sua carreira específica.
Além disso, às Administrações Tributárias da União, dos Estados, do Distrito Fede-
ral e dos Municípios serão asseguradas autonomia administrativa, financeira e
funcional e as iniciativas de suas propostas orçamentárias dentro dos limites esta-
belecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 
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Conceitos básicos de administração pública
Referências/ Leitura recomendada
https://www.significados.com.br/administracao-publica/
https://brasilescola.uol.com.br/politica/administracao-publica.htm
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https://www.significados.com.br/administracao-publica/
https://brasilescola.uol.com.br/politica/administracao-publica.htm
Conceitos básicos de administração pública
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Funções da administração
Funções da administração
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Funções da administração
Existem 4 Funções Administrativas, chamadas de funções básicas do PODC
‘Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar’.
Elas fazem parte de um grande universo de ações, as quais o gestor deverá
tomar para manter a organização no rumo certo.
Planejar
Planejar quer dizer estabelecer os objetivos da empresa e por quais caminhos
ela percorrerá para atingir eles, afinal, nada deve ser decidido de improviso.
É preciso pensar, analisar a situação de forma que o seu planejamento será
baseado em dados reais com fontes confiáveis e bem estruturadas.
Analisando e planejando as suas ações, como questões internas da empresa,
levando em conta a real situação do mercado na hora de planejar.
Muito diferente da maioria das pessoas, o planejamento não abrange, apenas
intuição do administrador/gestor, sendo necessário realizar um estudo mais com-
pleto, colocando em pauta as suas projeções o máximo possível.
Logicamente um gestor experiente ou intuitivo terá uma melhor capacidade
de interpretar os dados.
Porém, é sempre importante trabalhar com base em estudos e não somente
com intuição para ter um melhor planejamento.
Organizar
É preciso organizar para colocar o planejamento em prática, somente com or-
ganização é preciso lidar melhor com os recursos da empresa.
De forma que é preciso definir de que maneira será o projeto, como será feito,
como distribuí-lo entre as sessões da sua empresa e os seus empregados, sendo
necessário ter uma espécie de jogo com a produtividade e eficiência.
Ser eficiente no sentido, por exemplo, de fazer o trabalho no menor tempo e
com o menor desperdício possível, sem prejudicar a qualidade de entrega.
De forma que, para isso o administrador precisa de uma ótima capacidade de
organização individual e coletiva.
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Funções da administração
Outra funcionalidade deverá ser a aplicação de uma visão sistêmica e um
bom conhecimento sobre os processos produtivos do setor da empresa, conside-
rando as suas características essenciais.
A organização pode ser conceituada como a construção estrutural de uma
empresa por meio de dois pontos de vista:
- Recursos: podendo ser o quadro de colaboradores, materiais e matérias-pri-
mas, sem esses é quase impossível executar os planos estabelecidos pela organi -
zação;
- Operações: seriam as atividades e tarefas que deverão ser executadas, de
acordo com a definição de autoridade e responsabilidade de cada um dentro da
empresa.
A organização é uma espécie de instrumento de operacionalização do planeja-
mento, que viabiliza a transformação dos planos em objetivos concretos.
Sendo um meio coordenar os seus recursos, como por exemplo, os recursos fi -
nanceiros, humanos ou materiais.
Dirigir
Dirigir é uma função administrativa que quer dizer liderar, sendo considerado
como a capacidade de mobilizar os recursos humanos para que os resultados de-
sejados sejam atingidos.
Não sendo somente uma ferramenta que atua como distribuidora de tarefas,
mas, de influenciar e motivar os funcionários da empresa de maneira positiva,
sendo um meio incentivador utilizado por administradores brilhantes.
Nessa função o administrador é um líder que irá atuar com uma destreza e in-
teligência emocional.
Sendo importante ter essa capacidade de perceber as emoções dos outros e
comunicar as da empresa.
Sendo uma questão de fazer o possível para manter os funcionários super mo-
tivados e satisfeitos, sem prejudicar as finanças da empresa.
É através dessa influência, que o administrador faz com que seus colaborado-
res atendam ao que foi planejado.
É um processo interpessoal, que deseja ativar pessoas por meio de instru-
ções, motivação, comunicação, liderança e coordenação dos trabalhos, a direção
é uma das funções administrativas mais importantes.
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Funções da administração
Controlar
Depois de planejar, organizar e dirigir as tarefas aos seus empregados, ter o
controle é uma espécie de garantia de que, na prática, o trabalho será bem execu-
tado e dará os resultados previstos.
Nessa função é criado os padrões de desempenho, medição do desempenho
atual.
A comparação entre o desempenho padrão e o atual e as possíveis ações cor-
retivas que visam redirecionar os esforços no caminho dos objetivos inicialmente
elaborados.
De forma que para administrar a sua empresa é preciso controlar a empresa
com uma excelente capacidade de análise, sendo fundamental se basear em nú-
meros.
Sendo importante pontuar que o uso de indicadores técnicos, proporcionará
melhores condições para uma avaliação fidedigna da situação da empresa, sendo
essencial que você preste atenção redobrada ao interpretar as planilhas.
Nessa fase será feito a verificação e avaliação do plano que já foi executado,
para que se possam ter correções.
O controle visa verificar se os objetivos foram alçados, a principal ideia do
controle é a ação corretiva e preventiva.
Há gestores que têm dificuldades em saber organizar a produção sofrendo
com o controle, pois, não sabem estabelecer e comparar parâmetros para saber
se está tudo certo.
É preciso que o gestor saiba lidar com o controle da empresa, sendo necessá-
rio buscar trabalhar com as suas capacidades, dando um foco em ações que pro-
venham de estabilidade.
O controle busca também o aprimoramento dessas funções, garantindo os pi -
lares da administração em perfeito equilíbrio, sendo importante investir em auto-
matização na gestão.
Uma forma mais eficaz de trabalhar com o controle da administração é adqui-
rir um software de gestão empresarial e fiscal para o negócio.
O que proporciona uma maior possibilidade de estruturação com um bom pla-
nejamento, garantindo segurança para o crescimento.
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Funções da administração
A Administração precisa das 4 Funções
Portanto, é preciso utilizar as quatro funções administrativas juntas para que
estas sejam eficientes.
Pois, junto à organização vem o planejamento, que ajuda na visão de futuro e
também nas ações a serem implementadas no seu negócio.
Bem como, o bom direcionamento e controle de todas as atividades e funções
da empresa, para que a sua administração seja mais produtiva e eficaz é funda-
mental utilizar das técnicas de maior sucesso.
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Funções da administração
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Administração financeira
Administração financeira
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Administração financeira
A administração financeira é a disciplina que trata dos assuntos relacionados
à administração das finanças de empresas e organizações. Trata-se de um ramo
privativo à Administração.
Deve-se compreender e entender o sentido e o significado de finanças, que
corresponde ao conjunto de recursos disponíveis circulantes em espécie que serão
usados em transações e negócios com transferência e circulação de dinheiro. Sen-
do que há necessidade de se analisar a fim de se ter exposto a real situação eco-
nômica dos fundos da empresa, com relação aos seus bens e direitos garantidos.
Analisando-se, verifica-se que as finanças fazem parte do cotidiano, no con-
trole dos recursos para compras e aquisições, tal como no gerenciamento e pró-
pria existência da empresa, nas suas respectivas áreas, seja no marketing, produ-
ção, contabilidade e, principalmente no planejamento de nível estratégico, geren-
cial e operacional em que se toma dados e informações financeiras para a tomada
de decisão na condução da empresa. 
Principais funções da administração financeira
Todas as ações da administração impactam a saúde financeira da companhia. 
Primeiramente, ampliar resultados, aumentando o patrimônio e o lucro da em-
presa;
- Administrar o capital de giro;
- Avaliar o fluxo de caixa;
- Efetuar cobranças, emitir boletos e notas fiscais (NF’s);
- Realizar o planejamento orçamentário;
- Analisar e negociar a captação dos recursos financeiros necessários, bem
como a aplicação dos recursos financeiros disponíveis;
- Analisar os resultados e planejar ações para melhorias.
Importância da administração financeira
Uma boa liquidez fornece condições básicas para o desenvolvimento das ativi-
dades, garantindo assim o bom funcionamento da empresa.
Em um mercado cada vez mais competitivo, as falhas são cada vez menos to-
leradas. Portanto, preços competitivos e inovação são palavras de ordem.
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Administração financeira
Nesse sentido, vale lembrar que é o setor administrativo financeiro quem as-
segura a expansão daquele local. Os novos investimentos advêm de uma boa saú-
de financeira. Afinal, uma empresa “em vermelho” não consegue adquirir equipa-
mentos, muito menos apostar em inovações que necessitam de certo valor em
caixa.
Funções Básicas e termos
Todas as atividades empresariais envolvem recursos e, portanto, devem ser
conduzidas para a obtenção de lucro.
As atividades do porte financeiro têm como base de estudo e análise dados
retirados do Balanço Patrimonial, mas principalmente do fluxo de caixa da empre-
sa já que daí, é que se percebe a quantia real de seu disponível circulante para fi-
nanciamentos e novas atividades. As funções típicas do administrador financeiro
são:
• Análise, planejamento e controle financeiro
Baseia-se em coordenar as atividades e avaliar a condição financeira da em-
presa, por meio de relatórios financeiros elaborados a partir dos dados contábeis
de resultado, analisar a capacidade de produção, tomar decisões estratégicas com
relação ao rumo total da empresa, buscar sempre alavancar suas operações, veri-
ficar não somente as contas de resultado por competência, mas a situação do flu-
xo de caixa desenvolver e implementar medidas e projetos com vistas ao cresci -
mento e fluxos de caixa adequados para se obter retorno financeiro tal como
oportunidade de aumento dos investimentos para o alcance das metas da empre-
sa.
• Tomada de decisões de investimento
Consiste na decisão da aplicação dos recursos financeiros em ativos correntes
(circulantes) e não correntes (ativo realizável a longo prazo e permanente), o ad-
ministrador financeiro estuda a situação na busca de níveis desejáveis de ativos
circulantes , também é ele quem determina quais ativos permanentes devem ser
adquiridos e quando os mesmos devem ser substituídos ou liquidados, busca sem-
pre o equilíbrio e níveis otimizados entre os ativos correntes e não-correntes, ob-
serva e decide quando investir, como e quanto, se valerá a pena adquirir um bem
ou direito, e sempre evita desperdícios e gastos desnecessários ou de riscos irre-
mediável, e ate mesmo a imobilização dos recursos correntes, com altíssimos gas-
tos com imóveis e bens que trarão pouco retorno positivo e muita depreciação no
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Administração financeira
seu valor, que impossibilitam o funcionamento do fenômeno imprescindível para a
empresa, o 'capital de giro'.
Como critérios de decisão de investimentos entre projetos mutuamente exclu-
sivos, pode haver conflito entre o VAL (Valor Atual Líquido) e a TIR (Taxa Interna
de Rendibilidade). Estes conflitos devem ser resolvidos usando o critério do VAL.
• Tomada de decisões de financiamentos
Diz respeito à captação de recursos diversos para o financiamento dos ativos
correntes e não correntes, no que tange a todas as atividades e operações da em-
presa; operações estas que necessitam de capital ou de qualquer outro tipo de re-
curso necessário para a execução de metas ou planos da empresa. Leva-se sem-
pre em conta a combinação dos financiamentos a curto e longo prazo com a es-
trutura de capital, ou seja, não se tomará emprestado mais do que a empresa é
capaz de pagar e de se responsabilizar, seja a curto ou a longo prazo. O adminis-
trador financeiro pesquisa fontes de financiamento confiáveis e viáveis, com ênfa-
se no equilíbrio entre juros, benefícios e formas de pagamento. É bem verdade
que muitas dessas decisões são feitas ante a necessidade (e até ao certo ponto,
ante ao desespero), mas independente da situação de emergência é necessária
uma análise e estudo profundo e minucioso dos prós e contras, a fim de se ter se -
gurança e respaldo para decisões como estas.
Os principais termos da administração contábil
•Ativos circulantes e não circulante: Os ativos circulantes são os bens da em-
presa que podem virar dinheiro no curto prazo.
Por outro lado, o ativo não circulante representa o contrário, são bens que irá
virar dinheiro num prazo maior que 12 meses.
•Passivos circulantes e não circulantes: Passivo circulante é um exigível à cur-
to prazo. Já o passivo não circulante, são as obrigaçõesda empresa no longo pra-
zo.
•Patrimônio líquido: O PL corresponde à riqueza de uma empresa, aquilo que
pertence aos acionistas. As contas do PL são:
capital social; reserva de lucros e capital; ação em tesouraria; ajustes de ava-
liação patrimonial; patrimônio líquido negativo, etc.
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Administração financeira
Ressalta-se também a relação: Ativos - Passivos = Patrimônio Líquido, sendo
matematicamente válido:
Ativos = Patrimônio líquido + Passivos, ou A = P + PL.
Destas três principais contas, ramificam-se as seguintes:
•Credito e cobrança: Análise de concessão de crédito aos clientes, e analisar
o recebimento de créditos concedidos.
•Caixa: Efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de cai -
xa.
•Contas a pagar e a receber: Controlar as contas a receber relativas a vendas
a prazo e contas a pagar relativas às compras à prazo, impostos e despesas ope-
racionais.
•Lucros acumulados: Resultado positivo da empresa, que enquanto não é dis -
tribuídos (para acionistas, shareholder, ou como dividendo) ou capitalizado, é con-
siderado como reserva de lucro.
•Prejuízos acumulados: Representa o saldo negativo registrado antes que seja
absorvido pelo lucro da companhia.
•Reserva de Lucro: A reserva de lucro é uma conta formada pelos lucros gera-
dos da companhia e que não foram distribuídos aos sócios e acionistas.
•Reserva de capital: Corresponde aos recursos ganhos (não por via de produ-
tos vendidos ou serviços que foram prestados) e a uma quantia que está no caixa
ou no ativo da empresa. 
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Noções de planejamento
Noções de planejamento
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Noções de planejamento
Planejamento é uma palavra que significa o ato ou efeito de planejar, criar um
plano para otimizar a alcance de um determinado objetivo. Esta palavra pode
abranger muitas áreas diferentes.
O planejamento consiste em uma importante tarefa de gestão e administra-
ção, que está relacionada com a preparação, organização e estruturação de um
determinado objetivo. É essencial na tomada de decisões e execução dessas mes-
mas tarefas. Posteriormente, o planejamento também a confirmação se as deci-
sões tomadas foram acertadas (feedback).
Um indivíduo que utiliza o planejamento como uma ferramenta no seu traba-
lho demonstra um interesse em prever e organizar ações e processos que vão
acontecer no futuro, aumentando a sua racionalidade e eficácia.
Planejamento Organizacional: é integrado, pois o mesmo envolve os níveis
hierárquicos do negócio interdependente de seu modelo organizacional, facilitan-
do e unificando as tomadas de decisão.
Planejamento Estratégico: como exemplo aqui, no que diz respeito ao
marketing o planejamento estratégico auxilia a empresa a reagir positivamente às
alterações do ambiente (interno e externo) e assim explorar de forma mais ade-
quada as oportunidades de mercado, por meio de um posicionamento de marke-
ting coerente. Ainda contempla as implantações de novas técnicas de administra-
ção e um conjunto de ações que objetivem atingir as metas em sintonia com a
missão da empresa.
Planejamento de Marketing: é um processo de intensos exercícios racio-
nais, coordenação de pessoas, recursos financeiros, comunicação, mix (marketing)
e materiais com o propósito central de atender e satisfazer as verdadeiras neces-
sidades e desejos dos consumidores. Em outras palavras, é ajudar o consumidor a
se sentir um pouco mais próximo, feliz e satisfeito e em consequência, gerar re-
sultados positivos para a empresa e seus clientes.
Planejamento de Comunicação: é um processo de nível tático derivado do
planejamento de marketing. Ele possui o método administrativo, organizado, sis -
têmico cujo objetivo é coordenar os objetivos, estratégias referentes às ações de
comunicação, como campanha de propaganda, promoção de vendas, relações pú-
blicas, assessoria de imprensa etc.
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Noções de planejamento
Planejamento de Campanha: é a forma de organizar as informações e es-
tratégias de maneira criativa e assim detectar e solucionar problemas. Outro as-
pecto que deve ser previsto nesse planejamento é a definição do público-alvo e
qual mensagem que será a ele dirigida, definindo ainda os meios pelos quais a
mensagem publicitária será transmitida, bem como definir como serão aferidos os
resultados alcançados.
Gestão Estratégica: O acompanhamento e a análise crítica do desempenho
é algo imprescindível, pois em função do resultado alcançado em relação a meta
estabelecida geram ações ou projetos para correção dos desvios, tendo sempre
como foco as metas estratégicas ou o desdobramento das mesmas. Outro ponto
importante na Gestão Estratégica é a análise dos rumos definidos, através da revi -
são das estratégias em função das constantes mudanças nos cenários externos e
internos. Todas as decisões tomadas após a análise crítica devem ser comunicado
a todos os níveis da organização.
Etapas para um planejamento estratégico de sucesso
Para que um planejamento seja bem-sucedido, ele precisa ser bem desenvol-
vido e detalhado, caso contrário, está fadado ao fracasso. Veja quais são os com-
ponentes básicos de um planejamento estratégico de sucesso:
1. Análise do Cenário
O planejamento passa pela análise dos cenários externo e interno. Nessa eta-
pa, deverão ser analisadas cuidadosamente todas as variáveis a favor e contra a
realização dos objetivos, mapeando os pontos fortes e, principalmente, as limita-
ções e ameaças, sejam elas internas ou externas. A análise do cenário é oprimei-
ro ponto do planejamento.
Você é feliz?
É nesse momento que a pessoa ou empresa precisa diagnosticar os proble-
mas que está enfrentando e, preferencialmente, as causas desses problemas.
Por exemplo: o diagnóstico do cenário atual confirma que João está endivida-
do porque seus gastos mensais estão superando suas receitas.
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Noções de planejamento
2. Definição de Objetivos
O segundo ponto são as projeções para o futuro, utilizando como base as in-
formações conseguidas na análise do cenário. Os objetivos devem ser tangíveis,
ou seja, quantificáveis ou constatáveis. Lembre-se que sem ter um destino a che-
gar, qualquer navio está à deriva.
O objetivo nada mais é do que a definição do estado desejável, ou seja, do
que se deve alcançar. É importante que esse objetivo seja realista e possa ser mo-
nitorado, isto é, ele precisa de indicadores de progresso. Por fim, ele precisa ter
um prazo definido.
Por exemplo: o objetivo de João é quitar suas dívidas e adotar hábitos finan-
ceiros mais saudáveis para evitar que o problema se repita futuramente. Isso deve
ser feito em até 12 meses.
3. Definição de estratégias
Quando você sabe onde está e para onde deverá navegar, fazer um mapa
torna-se bem mais fácil. Podemos entender o conceito de planejamento como um
trabalho de cartografia, que mapeia todos os pequenos pontos que deverão ser
realizados e possíveis desvios na rota para contornar qualquer problema.
Nesse caso, a materialização do planejamento não será um mapa, mas um
“programa de ações”. Esse documento contém um detalhamento de cada uma
das estratégias a serem executadas para que os objetivos possam ser alcançados.
Por exemplo: para alcançar seu objetivo, João deverá implementar as seguin-
tes estratégias:
1º de fevereiro: montar uma planilha financeira de receitas e despesas;
2 de fevereiro: cortar os itens supérfluos e procurar alternativas para reduzir
os gastos essenciais;
3 de fevereiro: avaliar a possibilidade de vender bens não essenciais para ob-
ter dinheiro;
5 de fevereiro: estabelecer meios de obter renda extra;
1º de março: renegociar suas dívidas, procurando obter juros menores;
1º de julho: quitar as dívidas;
A partir de agosto: economizar 10% de seu salário todo mês para que consiga
construir uma reserva financeira de emergência.
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Noções de planejamento
Referências bibliográficas
Significado de Planejamento <https://www.significados.com.br/
planejamento/>
O que é planejamento? <https://administradores.com.br/artigos/o-que-e-pla-
nejamento>
Noções de Planejamento e Gestão Estratégica <https://administradores.com.-
br/artigos/nocoes-de-planejamento-e-gestao-estrategica>
Conceito de Planejamento: O Que é e Como Funciona? <https://www.jrmcoa-
ching.com.br/blog/conceito-de-planejamento-o-que-e-e-como-funciona/>
Planejamento Estratégico: entenda como criar e gerenciar a estratégia da sua
organização! <https://www.euax.com.br/2019/01/planejamento-estrategico/>
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Noções de planejamento
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Correio Eletrônico
Correio Eletrônico
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Correio Eletrônico
O que é
O correio eletrônico ou e-mail é uma ferramenta usada para enviar
e receber mensagens de maneira instantânea através da Internet. É
um serviço gratuito onde é possível incluir fotografias ou arquivos de
todo tipo nas mensagens.
Para usá-lo você só precisa de um computador que possua conexão
com a internet e abrir ou criar uma conta de correio eletrônico.
Não é necessário que a pessoa para quem você for enviar a men-
sagens esteja conectada à internet no mesmo tempo que você, nem
você precisa estar conectado à internet o tempo todo para receber
mensagens.
Como funciona
O correio eletrônico é como uma caixa postal que você pede para
uma empresa de correspondência, só que neste caso você solicita para
uma empresa da Internet, como Google, Outlook ou Yahoo! Resumin-
do, abrir ou criar uma conta de correio eletrônico é pedir uma caixa
postal gratuita para você.
Na internet, sua caixa postal está junto a muitas outras, é algo pa-
recido com um enorme edifício cheio delas. Este edifício é chamado de
Servidor de Correio e é propriedade da empresa da Internet que você
escolhe para abrir a sua conta (Google, Outlook, Yahoo!, entre
outros ...)
Imagine que neste edifício, chamado “Servidor de Correio”, traba-
lham carteiros muito eficientes, que são encarregados de levar as
mensagens de caixa postal em caixa postal, de acordo com a direção
da pessoa para quem vai a mensagem. 
Por isto, o serviço de correspondência é quase instantâneo, não
tem custo e pode viajar ao redor do mundo.
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Correio Eletrônico
Caixa de Entrada
Todos os servidores de e-mail contam com um espaço para que
você possa ver as mensagens que chegam. Isto é chamado de Caixa
de Entrada e consiste em uma lista das mensagens que você recebeu
e onde você encontrará dados adicionais como o remetente da mensa-
gem, o título ou assunto da mensagem e a data de envio.
A diferença entre a Caixa de entrada de Gmail, Outlook! está na
maneira que você organiza e classifica suas mensagens.
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Correio Eletrônico
As ferramentas para administrar mensagens servem para manter o
seu e-mail organizado. Todos os serviços possuem as opções apresen-
tadas abaixo:
Spam ou Lixo Eletrônico: Utilize esta opção para identificar as
mensagens que você não quer voltar a receber e as envia para a lista
correspondente. 
Excluir: Para aquelas mensagensque você não precisa manter
guardada.
Mover para: Lhe dá a possibilidade de classificar e agrupar as
mensagens em algumas pastas existentes ou outra que você já tenha
criado previamente. Por exemplo, você pode criar uma pasta para
guardar as mensagens da sua família, outra para o trabalho e uma di-
ferente para os seus amigos.
Mais ações: Aqui você encontrará mais opções para organizar as
suas mensagens ou correios eletrônicos. 
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Correio Eletrônico
Enviar uma mensagem
1. Acesse sua conta de e-mail com seu usuário e senha.
2. Encontre o botão para escrever uma Nova Mensagem. Ele
pode estar como Escrever, Novo ou Escrever Mensagem. Isto de-
pende do seu provedor de correio eletrônico.
Agora que você acessou o Painel de Escrita, aprenda a usar cada
um dos campos que aparecem para enviar sua primeira mensagem de
forma correta.
Para ou Destinatários: Neste espaço escreva o endereço do cor-
reio eletrônico da pessoa para quem você deseja enviar a mensagem.
CC(com cópia): Aqui você pode escrever os endereços das pesso-
as que você enviará uma cópia da mensagem. Lembre-se de separá-
los com vírgula, se você for enviar para mais de uma pessoa.
CCO(com cópia oculta): Use este campo para escrever os ende-
reços das pessoas que também receberão a mensagem mas sem que
os demais saibam.
Um endereço de e-mail começa com o nome do usuário, seguido
pelo símbolo ( @ ) e o nome do provedor de e-mail onde foi criada a
conta por exemplo, jose123@gmail.com. 
Responder
Clicando, você responderá ao remetente da mensagem que você
acaba de ler. Você verá que na caixa Para automaticamente está es-
crito o e-mail do remetente da mensagem.
Adicionalmente, na caixa do Assunto, você verá o prefixo Re: ante-
cedendo o assunto com o qual inicialmente você recebeu a mensa-
gem. 
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Correio Eletrônico
Responder a todos
Este botão permite que você responda a mensagem tanto para o
remetente como para todas as pessoas a quem você copiou a mensa-
gem. Na caixa Para será incluído de forma automática o e-mail do re-
metente e na caixa CC, os e-mails das pessoas para quem foi copiada
a mensagem. O prefixo Re antecede o assunto inicial da mensagem,
também neste caso.
Encaminhar
Permite enviar para outras pessoas a mensagem que você rece-
beu. Neste caso, você deve escrever os e-mails de quem você quer
que receba a mensagem.
Na caixa Assunto você verá o prefixo Fwd que indica que a men-
sagem foi enviada previamente por outro remetente.
Anexar arquivos
Um arquivo anexo é um documento enviado junto com a sua men-
sagem. Imagine uma mensagem escrita numa folha com um clipe que
prende algumas fotos ou outros documentos. 
Uma vez que você termine de escrever sua mensagem, clique no
botão Anexar Arquivos(Gmail e Yahoo!) ou Inserir (Outlook).
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Correio Eletrônico
Abrirá uma janela que mostra os arquivos que você tem guardado
no seu computador. Procure aquele que você quer incluir na mensa-
gem e quando você encontrar o arquivo, clique sobre ele (suponhamos
que você queira anexar o arquivo “Currículo”).
Outra maneira muito prática de anexar arquivos, consiste em ar-
rastar o arquivo desejado, da pasta de origem até o espaço em branco
no seu painel de escrita.
Clique no botão Abrir que está localizado no canto inferior direito
desta janela. Você terá que esperar alguns segundos até que o seu ar-
quivo seja carregado. Assim que terminar de carregar você verá o ar-
quivo adicionado à sua mensagem.
Agora, envie sua mensagem de correio eletrônico com o arquivo
anexado, como você faria tradicionalmente, dando um clique no botão
Enviar. Você pode anexar mais de um documento a cada mensagem
repetindo o mesmo processo anterior.
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Exercícios
Exercício 1 
(FGV 2018)
Tito quer enviar um e-mail para um grupo de vinte pessoas, de modo 
que nenhum componente do grupo possa descobrir quem são os 
demais membros. Uma solução rápida e prática para isso é:
 A. cadastrar contatos fictícios com os e-mails de todos os 
destinatários;
 B. colocar toda a lista de destinatários como Cc;
 C. colocar toda a lista de destinatários como Cco;
 D. criptografar a lista de destinatários do e-mail;
 E. enviar um e-mail separado para cada destinatário.
Exercício 2
(VUNESP 2018)
Considere que um e-mail está sendo preparado para o envio. Para que 
este e-mail seja enviado pelo sistema de e-mail da Internet é 
obrigatório que exista
 A. um destinatário no campo Para e que este esteja cadastrado na 
lista de seus contatos.
 B. pelo menos uma letra no corpo do texto.
 C. pelo menos uma palavra no campo Assunto.
 D. um destinatário no campo Para diferente do seu e-mail, ou seja, o
remetente.
 E. pelo menos um destinatário ou no campo Para, ou Cc, ou Cco.
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Correio Eletrônico
Gabarito
Exercício 1
Resposta: C) colocar toda a lista de destinatários como Cco; 
Exercício 2
Resposta: E) pelo menos um destinatário ou no campo Para, ou
Cc, ou Cco. 
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
Conceito sobre processos 
de gestão de qualidade
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
A gestão da qualidade é uma ferramenta estratégica que promove uma visão
sistêmica de toda empresa e está alinhada a conceitos e práticas reconhecidos
mundialmente.
É a ação voltada para dirigir e controlar todos os processos organizacionais —
finanças, contabilidade, gestão de pessoal, gestão de dados, entre outros —, pos -
sibilitando a melhoria de produtos e serviços, buscando garantir a completa satis-
fação das necessidades ou a superação das expectativas dos clientes.
A importância da gestão da qualidade
A grande expansão da concorrência nos últimos tempos tem obrigado as orga-
nizações a se preocuparem com a qualidade de seus produtos e serviços, para re -
forçarem suas vantagens competitivas. Uma série de fatores afeta negativamente
— em termos de qualidade e produtividade — o desempenho e a competitividade
das empresas, tais como:
• capacitação deficiente de recursoshumanos;
• modelos gerenciais ultrapassados;
• tomada de decisões sem sustentação e cruzamento de dados e fatos;
• posturas e atitudes que não promovem a melhoria contínua.
Muitas dessas dificuldades podem ser reparadas com a implementação da
gestão da qualidade, que proporciona uma análise sistêmica e consegue identifi -
car pontos que necessitam de melhor desempenho.
Por meio dela, é possível otimizar os processos, estabelecendo um vínculo
maior com os clientes e, consequentemente, gerando fidelização. Nesse sentido, a
criação de valor para os consumidores é um dos principais fatores que garantem a
continuidade de qualquer empresa.
Princípios da gestão de qualidade
1. Abordagem de processo
Esse princípio da gestão de qualidade preza pelo bom gerenciamento dos pro-
cessos, mostrando-os como ferramentas eficazes de interação entre os departa-
mentos de uma empresa. Em outras palavras, trata-se da correta abordagem de
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
um trabalho que impacta diretamente o negócio, com base no estudo das entra-
das e saídas da organização.
Quando você tem controle sobre essa visão macro, fica mais fácil identificar e
contornar situações negativas, além de fixar metas dentro da realidade da empre-
sa. Sem esse conceito, muitos gestores trabalham em cima de decisões equivoca-
das, trazendo mais instabilidade do que segurança para o negócio.
2. Melhoria contínua
A qualificação dos serviços oferecidos só pode acontecer se houver uma visão
de melhoria contínua implementada na empresa. Porém, esse cuidado não deve
se resumir à compra de novas ferramentas e a uma estruturação em pontos isola-
dos: o segredo é se adaptar e crescer de maneira uniforme, ou seja, fixar o objeti -
vo para todos.
Aprimorar a performance dos gestores, impulsionar o desempenho dos funcio-
nários e qualificar o atendimento aos clientes compõem uma grande onda de pro-
gresso, que deve passar por todos os departamentos hierárquicos da empresa.
Seu ápice é a comunicação com o consumidor.
O resultado disso é um maior engajamento por parte de gestores e colabora-
dores. Há, ainda, uma presença mais forte da companhia no mercado — que se
torna mais competitiva a cada ano.
3. Abordagem factual
Como o nome pressupõe, estamos falando de decisões tomadas a partir de fa-
tos, números e informações confiáveis. Trata-se de um dos conceitos mais bási -
cos, que deve constar na cartilha de qualquer empresário ou gestor: trabalhar em
cima de análises lógicas. Esse princípio favorece a organização e a eficiência dos
processos, pois diminui a probabilidade de ações impulsivas e baseadas em achis-
mos.
A abordagem factual também tem grande importância na questão do gerenci-
amento de pessoal. Tomando decisões dentro de uma realidade lógica, o gestor
demonstra maior segurança aos colaboradores, deixando-os mais confiantes para
a execução de suas tarefas.
Porém, vale frisar que, no princípio, todo comando é baseado em uma análise
de dados seguros e processos bem definidos. Qualquer abordagem fora desse
contexto deixa de ser factual.
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
4. Envolvimento das pessoas
Nenhuma empresa consegue se solidificar e expandir seus negócios sem a
participação efetiva dos colaboradores. O envolvimento do pessoal é imprescindí-
vel para que os planejamentos sejam bem-sucedidos.
O conceito levantado neste princípio é justamente a necessidade de um tra-
balho diferenciado junto aos funcionários, capaz de extrair as melhores habilida-
des de cada um. Não se trata apenas de oferecer bons salários ou premiações: a
questão envolve práticas diárias, com o objetivo de transformar o clima organiza-
cional e facilitar a descoberta de pontos positivos ou a correção de falhas entre os
profissionais.
5. Liderança na gestão da qualidade de processos
Essa discussão ainda é comum em muitas empresas, mas deve ser uma ideia
clara para os gestores. Um líder e um chefe podem ocupar o mesmo cargo, mas
há grande diferença nos comportamentos e no impacto de cada um perante os co -
laboradores.
O profissional que se limita à figura de um chefe vai aplicar as ordens neces-
sárias, oferecer as ferramentas e esperar os resultados acontecerem. Um líder, no
mesmo cargo, fará tudo isso, mas comandará seus liderados pelo exemplo, cami-
nhará junto aos demais e será um motivador natural da equipe.
Além disso, o líder é proativo. Trata-se de quem sempre se mostra confiante e
disposto a fazer melhor a cada dia, inspirando o trabalho de todos na busca pelas
metas traçadas.
6. Abordagem sistêmica de gestão
A abordagem sistêmica de gestão é um complemento direto da “abordagem
de processo”, ou seja, um trabalho direcionado à integração das atividades de to-
dos os setores da empresa. Trata-se do conceito de que o processo de um depar-
tamento tem efeitos diretos e indiretos nos demais.
Nesse sentido, o gestor precisa identificá-los, a fim de promover uma melho-
ria geral e dinamizar a rotina de trabalho de todas as equipes. Isso deve envolver
todas as áreas, como:
atendimento, fornecedores e associados e parceiros.
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
Além disso, como explicado anteriormente, a estratégia é eficiente para iden-
tificar gargalos, evitar prejuízos e, consequentemente, aumentar os lucros.
7. Relação benéfica com os fornecedores
A ideia de que os fornecedores são descartáveis deve ser completamente des-
considerada. Uma empresa só é forte quando mantém um bom relacionamento
com seus parceiros. Por isso, uma gestão de qualidade passa diretamente pelo
tratamento oferecido a eles.
A relação deve ser de cumplicidade e benéfica para ambos os lados. Os bene-
fícios de uma postura que respeite essa filosofia são inúmeros, indo desde a van-
tagem competitiva e a redução de custos com melhores negociações até o desen-
volvimento de estratégias de marketing mais eficazes.
8. Foco no cliente
O cliente é o maior tesouro de uma empresa. Sem ele, nenhum negócio se
mantém sustentável por um longo período. Não há intermédios ou atalhos: o con-
sumidor sempre deve ser o foco principal. Sendo assim, não há como aplicar me-
lhorias sem atentar a quem consome seus produtos ou serviços. Aqui, o gestor
precisa entender as demandas e identificar as expectativas do consumidor peran-
te a empresa.
O mais importante é que deve existir uma predisposição para mudanças e
uma movimentação em prol da superação das expectativas. Não adianta apenas
conhecer o cliente — é preciso trabalhar de maneira a atender às suas necessida-
des.
Ferramentas para melhorar a gestão da qualidade
Diagrama de causa e efeito (ou Diagrama de Ishikawa)
Por meio dele é possível identificar causas principais de problemas, defeitos
ou problemas de não-conformidade nos processos internos do seu negócio. Ele é
bem simples de ser feito:
• faça uma descrição completa do problema;
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
• desenhe uma seta horizontal da esquerda para a direita, com um retângulo
na extremidade direita;
• escreva nele o problema;
• desenhe linhas diagonais na seta, tanto acima quanto abaixo;
• na primeira diagonal próxima do retângulo, escreva uma possível causa pri-
mária do problema;
• depois se pergunte “por que isso ocorre?” e anote a resposta na diagonal
anterior;
• vá fazendo isso até chegar a provável causa do problema.
5W1H
Esse método permite identificar uma série de elementos que envolvem os
processos por meio de uma série de perguntas objetivas, de acordo com as “WH
questions” da língua inglesa:
• What: o que será feito?
• How: como cada ação será realizada?
• Why: por que elas devem ser executadas?
• Where: onde serão executadas?
• When: quando cada uma delas será executada?
• Who: quem será responsável por elas?
Ciclo PDCA
Outra ferramenta de gestão de qualidade de processos importante é o ciclo
PDCA. Ele permite que você acompanhe as ações desde a fase de planejamento,
identifique o que pode estar ocorrendo de errado e preverações de correção, caso
seja necessário.
Ele também pode ser chamado de “Ciclo de Shewhart” ou “Ciclo de Deming”.
É um acrônimo para as seguintes fases:
Plan: estudar o processo e planejar sua execução;
Do: implementar o planejado;
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
Check: observar e monitorar se está tudo ocorrendo corretamente;
Act: agir de forma a corrigir os pontos fracos encontrados anteriormente.
Benefícios da gestão da qualidade
Melhor desempenho empresarial
O primeiro grande benefício que um sistema de gestão de qualidade proporci-
ona às organizações é alcançar os objetivos que foram definidos no seu planeja -
mento estratégico.
A sua implementação garante confiabilidade e estabilidade em relação às téc-
nicas, equipamentos e recursos utilizados pela companhia. Por meio de processos,
a integração e alinhamento de todas as atividades asseguram a produção e co-
mercialização de produtos e serviços de qualidade.
Satisfação do cliente
Quando a gestão da qualidade é devidamente implantada, significa que a cor-
poração está conseguindo satisfazer todas as necessidades do seu cliente, esta-
belecendo um relacionamento duradouro e aumentando sua confiança.
Com isso, a empresa realizará uma grande conquista, atraindo a atenção do
mercado e maximizando o seu potencial competitivo.
Consistência dos produtos
Além de garantir que o seu processo produtivo e comercial alcance o padrão
de excelência determinado, a gestão da qualidade garante que os recursos e o
tempo sejam utilizados pelos seus colaboradores com coerência, eficiência e efi -
cácia, gerando redução de custos e aumento dos lucros.
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
Implementação das melhores práticas
Como a implementação do sistema de gestão de qualidade segue padrões in-
ternacionalmente reconhecidos, isso assegura que a organização adotará as me-
lhores práticas do mercado.
Essas práticas permitem manter a consistência da produção com base no cro-
nograma predefinido. Dessa forma, sistemas, processos e produtos são continua-
mente melhorados por meio de técnicas modernas de industrialização, controle de
qualidade e uso de software ERP de gestão de projetos.
Produtividade
Com a melhor definição dos processos e responsabilidades de cada elemento
empresarial, a produtividade aumenta significativamente, o que permite produzir
produtos e serviços com menos custos e no menor tempo possível.
Além disso, com a otimização dos processos, preparados para evitar qualquer
tipo de inconformidades, o retrabalho e os desperdícios são praticamente elimina-
dos. O investimento em sistemas de gestão empresarial de qualidade também
contribui para a otimização da produtividade.
Aumento do desempenho financeiro
A gestão da qualidade influencia de maneira direta a gestão financeira, que
tem seu desempenho melhorado, trazendo resultados positivos. Ela promove um
melhor controle das despesas e o planejamento mais consistente do fluxo de cai-
xa, garantindo resultados imediatos sobre a liquidez corrente e a lucratividade da
empresa.
Melhoria da comunicação interna
O sucesso do sistema de gestão da qualidade passa pela melhoria da comuni-
cação interna, isto é, todos os níveis hierárquicos da companhia devem ser envol -
vidos no processo, para que não haja incompreensões e distorções nos requisitos
definidos pelo sistema.
Assim, fica mais fácil conseguir o comprometimento e empenho de todos os
colaboradores com os padrões estabelecidos, possibilitando ainda o desenvolvi -
mento pessoal de cada profissional.
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
ISO
ISO significa International Organization for Standardization (Organização Inter-
nacional de Normalização), seu objetivo é promover o desenvolvimento de nor-
mas, testes e certificação, com o intuito de encorajar o comércio de bens e servi-
ços. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um repre-
sentado por um organismo de normas, testes e certificação. Por exemplo o Ameri-
can National Standards Institute (ANSI) é o representante dos Estados Unidos na
ISO. O ANSI é uma organização de normas que apoia o desenvolvimento de nor -
mas consensuais nos Estados Unidos, no entanto não desenvolve em escreve es-
tas normas, mas providência estrutura e mecanismos a fim de que grupos indus-
triais ou de produtos se juntem para estabelecer um consenso e desenvolver uma
norma.
A ISO 9000 é uma série de cinco normas internacionais sobre o gerenciamen-
to e a garantia da qualidade, que compreende a ISO 9000, ISO 9001, ISO 9002,
ISO 9003 e ISO 9004. A ISO 9000 serve de roteiro para implementar a ISO 9001,
ISO 9002 ou a ISO 9003. Estas três normas da qualidade podem ser entendidas
pela diferença entre suas abrangências. A mais abrangente, a ISO 9001, incorpora
todos os 20 elementos de qualidade da norma da qualidade; a ISO 9002 possui 18
daqueles elementos e a ISO 9003 tem 12 elementos básicos.
ISO 9002:1994
A ISO 9002:1994 foi cancelada no ano 2000 e passou a integrar a ISO 9001.
Seu título era ‘Modelo para garantia da qualidade em produção, instalação e servi -
ços associados‘. E seu objetivo era ‘Esta Norma especifica requisitos de sistema
da qualidade para uso onde há necessidade de demonstrar capacidade do forne-
cedor para fornecer produtos conformes para um projeto estabelecido’.
A ISO 9002:1994 era basicamente uma ISO 9001 sem as partes de criação de
novos produtos. A ISO 9002 era mais apropriada para fábricas baseadas em pro -
cessos de manufatura bem estabelecidos, enquanto a ISO 9001 era mais indicada
para organizações com processos que envolviam atividades de pesquisa e desen-
volvimento.
ISO/TS 9002:2016
A ISO/TS 9002:2016, Diretrizes Oficiais para a Implementação da ISO
9001:2015, é uma especificação técnica que apresenta as diretrizes oficiais para a
aplicação dos requisitos da ISO 9001:2015 nas organizações.Por enquanto, ela
está disponível na ABNT apenas em inglês.
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
A ISO/TS 9002:2016 oferece uma linguagem menos teórica, utiliza exemplos
práticos e mostra como aplicar os requisitos da ISO 9001:2015 em diferentes tipos
de organizações. Seu objetivo é ‘fornecer orientação sobre a intenção dos requisi -
tos da ISO 9001: 2015, com exemplos de possíveis etapas que uma organização
pode tomar para atender aos requisitos. Ele não adiciona, subtrai ou modifica es -
ses requisitos. A ISO / TS 9002: 2016 não prescreve abordagens obrigatórias para
implementação, nem fornece qualquer método preferido de interpretação’.
ISO 14000
ISO 14000 é constituído por uma série de normas que determinam diretrizes
para garantir que determinada empresa (pública ou privada) pratique a gestão
ambiental. Estas normas são conhecidas pelo Sistema de Gestão Ambiental (SGA),
que é definido pela ISO (International Organization for Standardization).
O principal objetivo da ISO 14000 e de suas normas é garantir o equilíbrio e
proteção ambiental, prevenindo a poluição e os potenciais problemas que esta po-
deria trazer para a sociedade e economia.
Para que uma empresa garanta o seu Certificado ISO 14000, ela deve se com-
prometer com as leis previstas na legislação ambiental de seu país. Este certifica-
do simboliza que determinada empresa tem preocupação com a natureza e possui
responsabilidades com o meio ambiente. Atualmente, este tipo de perfil empresa -
rial colabora para a valorização dos produtos ou serviços da companhia e da mar-
ca.
Além de se comprometer em cumprir a legislação ambiental do país que per-
tence, a empresa deverá treinar seus funcionários para seguirem todas essas nor-
mas, identificando e procurando soluções para todos os prováveis problemas que
a empresa possa estar causando para o meio ambiente, diminuindo assim o seu
impacto ambiental.
Existe uma versão brasileira do conjunto de normas da ISO 14000, conhecida
por ABNT NBR ISO 14000.
Normas da ISO 14000
• ISO 14001: trata do Sistema de Gestão Ambiental (SGA).
• ISO 14004: trata do Sistemade Gestão Ambiental, sendo destinada ao uso
interno da Empresa.
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
• ISO 14010: são normas sobre as Auditorias Ambientais. São elas que asse-
guram credibilidade a todo processo de certificação ambiental.
• ISO 14031: são normas sobre Desempenho Ambiental.
• ISO 14020: são normas sobre Rotulagem Ambiental.
• ISO 14040: são normas sobre a Análise do Ciclo de Vida.
OHSAS 18001
A OHSAS 18001 consiste numa norma britânica para sistema de gestão de se-
gurança e saúde ocupacional (SSO). É uma ferramenta que fornece orientações
para uma organização poder implantar e avaliar-se em relação aos seus procedi -
mentos de segurança e saúde ocupacional.
OHSAS é uma sigla em inglês para Occupational Health and Safety Assess-
ment Series, cuja melhor tradução é Série de Avaliação de Segurança e Saúde
Ocupacional. O sistema de gestão proposto pela OHSAS pode ser integrado em
outros sistemas de gestão, mas o seu funcionamento é independente dos restan-
tes.
A norma OHSAS expõe requisitos mínimos para a adoção de um sistema de
gestão de SSO, onde se deve estudar os perigos e riscos da atividade aos quais os
executantes possam estar expostos.
O método consiste na elaboração de política de SSO e de objectivos relaciona-
dos com o comportamento que a entidade pretende ter com relação à SSO. Esse
comportamento será monitorizado pela própria entidade, por meio de planos de
ação, indicadores, metas e auditorias. Os critérios de desempenho e a abrangên-
cia são estipulados pela própria entidade, que deve definir qual o nível de detalhe
e exigência que deseja atingir na gestão de SSO.
As etapas do processo incluem (não exclusivamente):
• O desenvolvimento
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
• O planeamento, que inclui as sub- etapas de:
◦ identificação de perigos;
◦ avaliação dos riscos;
◦ determinação dos controles;
◦ apontamento dos requisitos legais;
• Implementação e operação
◦ definição dos recursos, atribuições das funções, responsabilidades, pres-
tação de contas e de autoridades;
◦ definição do quadro de competências, formação e consciencialização;
◦ comunicação (disseminação das informações), definição da participação e
consulta aos membros;
◦ definição da documentação necessária para inspeções e para execução
das ações de SSO;
◦ Preparação e resposta a emergências;
• Verificação e controle
◦ monitorização e medição do desempenho;
◦ avaliação do atendimento a requisitos legais (e outros);
◦ investigação (incidentes, não- conformidades, ações preventivas e corre-
tivas);
◦ controle de registos;
◦ auditorias interna;
• Análise crítica pela direção.
A implantação da OHSAS 18001 retrata a preocupação da entidade com a in-
tegridade física de seus membros. O envolvimento e participação dos membros no
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
processo de implantação deste sistema de gestão é, assim como outros sistemas,
de fundamental importância.
A OHSAS 18001 está a ser substituída pela ISO 45001, publicada em março de
2018 pela Organização Internacional para Padronização. As entidades que são cer-
tificadas pela OHSAS 18001 devem migrar para a ISO 45001 até março de 2021,
para manterem uma certificação reconhecida.
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Conceito sobre processos de gestão de qualidade
Referências/ Leitura recomendada:
<https://onclick.com.br/artigos/entenda-o-que-e-gestao-de-qualidade-e-quais-os-seus-
pilares/ >
<https://blog.acaoconsultoria.com/gestao-da-qualidade-de-processos/ >
<https://monografias.brasilescola.uol.com.br/administracao-financas/o-que-iso.htm >
<https://faq-iso9001.portaliso.com/o-que-e-iso-9002/ >
<http://www.intedya.pt/internacional/646/noticia-o-que-e-a-iso-9002.html >
<https://www.significados.com.br/iso-14000/ >
<https://qualyteam.com/pb/blog/o-que-e-iso-14000/ >
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https://onclick.com.br/artigos/entenda-o-que-e-gestao-de-qualidade-e-quais-os-seus-pilares/
https://onclick.com.br/artigos/entenda-o-que-e-gestao-de-qualidade-e-quais-os-seus-pilares/
https://qualyteam.com/pb/blog/o-que-e-iso-14000/
https://www.significados.com.br/iso-14000/
http://www.intedya.pt/internacional/646/noticia-o-que-e-a-iso-9002.html
https://faq-iso9001.portaliso.com/o-que-e-iso-9002/
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/administracao-financas/o-que-iso.htm
https://blog.acaoconsultoria.com/gestao-da-qualidade-de-processos/
Conceito sobre processos de gestão de qualidade
Anotações: 
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Ferramentas de gestão da qualidade
Gestão de processos
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Ferramentas de gestão da qualidade
Gestão de processos é um conjunto de práticas que têm o objetivo de buscar
o aperfeiçoamento contínuo dos processos organizacionais de uma empresa ou
instituição.
Para tanto, os gestores se propõem a identificar, desenvolver, documentar,
monitorar e controlar os processos da companhia.
E isso vale para a própria gestão de processos, que também é um processo,
ou seja, um conjunto de ações organizado e sistemático.
Aliás, para entendermos melhor o conceito, é fundamental pensarmos em
uma definição precisa do que são os processos organizacionais.
São conjuntos de atividades realizadas por pessoas ou equipamentos de uma
organização.
Essas atividades envolvem a transformação de insumos (entradas) para aten-
der a um objetivo específico, de alguma forma relacionado com os resultados da
empresa.
Entre os exemplos mais óbvios está o processo de produção de umaindústria,
em que o insumo principal é a matéria-prima, que é transformada no produto fi -
nal.
Na realidade, para que isso aconteça, geralmente, há dezenas de pequenos
processos que devem ser seguidos pelas máquinas e operadores.
Na área administrativa, também encontramos um conjunto de processos ori-
entando o trabalho dos colaboradores.
BPM
BPM é a sigla para business process management, que é basicamente o termo
equivalente à gestão de processos organizacionais na língua inglesa.
Quanto ao significado, não há diferença. Mas podemos dizer que o costume é
usar a sigla BPM em um contexto um pouco mais específico, referindo-se a um sis-
tema BPM.
Também chamado de BPMS (business process management system), é um
software que busca automatizar a gestão de processos.
Ou seja, uma solução tecnológica cujo objetivo é sistematizar e tornar mais
eficiente o gerenciamento dos processos de uma organização.
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Ferramentas de gestão da qualidade
Da mesma forma que um software é utilizado para facilitar esse conjunto de
atividades, outros processos também podem ser automatizados e otimizados com
a tecnologia.
Voltando ao exemplo das passagens aéreas, imagine que o trabalho de rece-
ber as solicitações e emitir os bilhetes fique a cargo de apenas uma pessoa, que
acumula outras atribuições.
Nesse caso, é razoável pensar que a execução do processo estaria sujeita a
erros ou à ineficiência.
Como a gestão de processos busca a melhoria, conforme destacamos no início
do texto, pode haver a adoção de um programa no qual o próprio colaborador pro-
cura pelas passagens e cadastra as informações.
Então, um gestor fica responsável por aprovar os pedidos e as passagens são
emitidas a partir do centro de contas selecionado.
É importante entender, porém, que a tecnologia não traz eficiência por si só.
Para que não se torne uma bagunça, o ideal é que haja algum grau de inte-
gração entre os softwares utilizados em diferentes processos.
No caso da compra das passagens, por exemplo, a informação deve constar
no software de gestão financeira.
A importância da gestão de processos
A importância da gestão de processos é fazer com que a empresa se enqua-
dre nas novas realidades impostas pelo mercado.
Antes disso, e talvez ainda mais importante, as práticas da gestão de proces-
sos ajudam a combater o desperdício.
Com o planejamento, design, monitoramento e aperfeiçoamento dos proces-
sos, a organização passa a aproveitar melhor seus recursos.
Principais características da Gestão de Processos
Modelação
A empresa deve ter abertura para o redesenho dos fluxos de trabalho e, por
consequência, dos processos.
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Ferramentas de gestão da qualidade
Isso demanda uma cultura organizacional de flexibilidade, para que a prática
de modificar um processo não se transforme em uma batalha, enfrentando a resis-
tência dos colaboradores.
Documentação
Os processos de uma organização precisam estar bem documentados, para
que não ocorram situações nas quais apenas determinado colaborador sabe como
fazer um conjunto de atividades.
Com tudo documentado, caso esse colaborador deixe a empresa ou troque de
função, o responsável a assumir seu lugar terá um norte.
Entrega de valor
Os processos existem para entregar algum tipo de valor à empresa, à marca,
ao produto ou serviço comercializado.
Se não está claro de que maneira essa entrega ocorre, pode ser um sinal de
que o processo deve ser repensado.
Monitoramento
Os gestores também precisam de números para entender se os processos es-
tão entregando o que se espera deles.
A dica é, ao desenhá-los, pensar em key performance indicators (KPIs) para
embasar a avaliação do desempenho.
Sistematização
Conforme já destacamos aqui, a gestão de processos é também um processo.
Isso quer dizer que esse conjunto de práticas deve ter as mesmas característi-
cas de que falamos aqui.
Etapas da Gestão de Processos
1. Planejamento
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Ferramentas de gestão da qualidade
Aqui, nasce o projeto, fase na qual é analisado o conjunto de atividades envol-
vidas, qual o objetivo do processo e sua relação com a estratégia da empresa.
2. Modelagem
A modelagem corresponde ao desenho dos fluxos de trabalho, ou seja, como
será a prática do processo que está sendo desenvolvido.
3. Simulação
É a fase em que as atividades definidas na etapa anterior são testadas.
Serve para averiguar como o que foi previsto se manifesta na prática e de que
forma os colaboradores respondem ao novo processo.
A etapa de simulação também é importante para colher insights que permi-
tam aperfeiçoar a solução que está sendo proposta.
4. Execução
A partir da experiência obtida na simulação, são feitos os ajustes necessários
e o processo passa a ser praticado.
5. Monitoramento
São colhidos dados de acordo com as métricas e KPIs definidos nas etapas de
planejamento e modelagem.
Essas informações são importantes para saber se os objetivos estabelecidos
são de fato alcançados.
6. Melhorias
Por fim, deve-se ter em mente que o mesmo trabalho de modelagem de um
novo processo pode se repetir no futuro.
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Ferramentas de gestão da qualidade
Benefícios da Gestão de Processos
• Melhor aproveitamento do tempo
Quando um processo é modelado ou aperfeiçoado, um dos principais pontos
planejados é como ter o mínimo desperdício de tempo.
Também são exploradas oportunidades de automação, para que os gestores e
colaboradores tenham mais tempo para realizar outras tarefas.
• Redução de custos
Aproveitar melhor o tempo disponível é, por si só, uma maneira de economi-
zar.
Mas a gestão de processos procura oportunidades de reduzir custos em fren-
tes diversas.
• Maior qualidade nos serviços e produtos
Um bom processo é aquele que resulta em um produto ou serviço de qualida-
de, que deve ser sempre o objetivo final da empresa.
• Qualifica a tomada de decisões
Como implica no monitoramento de métricas e indicadores, a gestão de pro-
cessos colabora para uma cultura organizacional na qual as decisões são tomadas
com base em dados.
• Retenção de talentos
Como os processos são amplamente conhecidos e mapeados, fica mais fácil
alocar os profissionais adequados a cada função, o que aumenta a satisfação e a
qualidade do trabalho dos colaboradores.
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Ferramentas de gestão da qualidade
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Estratégias de RH
Estratégias de RH
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Estratégias de RH
Estratégias de RH
As estratégias de recursos humanos têm como objetivo principal o desenvolvi-
mento dos profissionais com base no DNA da própria organização. Isso agrega
mais identidade, produtividade e economia na retenção e atração de talentos,
além de promover os resultados da empresa.
Para isso, é importante avaliar as melhores ações para a empresa como:
• focar na integração de colaboradores;
• trabalhar mais o desenvolvimento dos funcionários;
• fortalecer a comunicação interna da empresa;
• avaliar com base nos perfis de cada cargo;
• investir em novas tecnologias.
A transformação digital, o foco no elemento humano e as mudanças sociais
das últimas décadas expuseram um elemento que demorou a ser considerado
dentro das empresas: as estratégias de recursos humanos.
Tudo porque o setor ficou estigmatizado como um recurso de soluções buro-
cráticas dentro das organizações. Quando, na verdade, o setor de RH tem muito
mais a oferecer. Especialmente, no crescimento da empresa.
Conceito
Mais que um departamento pessoal cujas responsabilidades estão restritas ao
cumprimento dos direitos trabalhistas vigentes, o departamento de RH é uma
área multidisciplinar.
Isso envolve, portanto, uma série de questões que podem não estar sendo de-
vidamente exploradas na sua organização. Por exemplo: você sabia que os seus
especialistas de recursos humanos têm o potencial para aprimorar o setor de re-
crutamento e seleção com base no perfil da própria empresa?
Ou ainda, que por meio de avaliações de desempenho, o RH pode compor um
plano de carreira eficiente e capaz de reter os talentos — e ainda atrair profissio -
nais qualificados? Bons resultados com economia. Que empresa não estaria em
busca de índices tão positivos assim?
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Estratégias de RH
Para tanto, entenda que as estratégias de recursos humanos se resumem na
organização do departamento para que ele traduza os pilares institucionais da
empresa e, assim, oriente com precisão as ações de desenvolvimento interno e a
divulgação positiva da marca para o mercado.
Importância
Indicamos acima que a estratégia de recursos humanos acabará por aprimo-
rar seus talentos com um plano mais otimizado. A atração de novas pessoas e a
busca constante por empresas totalmente colaborativas são movidas pelos mes-
mos objetivos.
No geral, esse trabalho padronizado se descobra em:
• mais produtividade;
• menos absenteísmos e índices de turnover;
• mais motivação;
• mais engajamento;
• um clima organizacional harmônico;
• mais resultados para a empresa.
RH estratégico
Um RH estratégico consiste em articular e conhecer muito bem a missão e os
objetivos da empresa. Assim, o setor deve ter como foco os resultados, o valor do
negócio e os colaboradores. O departamento deve ir além das atividades e dos
processos, entendendo quais são as principais necessidades e como atingi-las de
forma equilibrada.
Isso contribui tanto para um cenário mais fluido de trabalho, como para uma
maior motivação por parte dos funcionários, o que traz, automaticamente, mais
satisfação e produtividade aos empregados. A escolha certa dos profissionais que
vão ocupar determinados cargos também é benéfica para a empresa, no que se
refere a treinamentos e dinâmicas especiais, evitando o desperdício de capital e
de tempo.
Portanto, o RH estratégico é responsável por promover o crescimento e a soli-
dez do negócio, que deve contar com pessoas competentes e motivadas. Ele ofe-
rece uma contribuição eficaz para toda a organização, uma vez que permite e au-
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Estratégias de RH
menta sua competitividade no mercado. Com isso, é possível administrar melhor
os recursos, tanto financeiros quanto materiais.
Como o RH estratégico atua em uma empresa
Entre os principais itens de consideração dos gestores do setor está o desen-
volvimento de novas estratégias de recursos humanos. Além de incluir as tarefas
com as quais os responsáveis por essa área já estavam acostumados, tem que
considerar fatores antigamente ignorados.
Responder às questões, dúvidas e problemas dos funcionários de uma empre-
sa continua sendo parte do trabalho do profissional de RH. Assim como a gestão
de pagamentos, promoções, benefícios corporativos e de disputas que possam
ocorrer no ambiente de trabalho.
No entanto, fatores que no passado eram considerados irrelevantes são os
que ganham cada vez mais espaço e consideração dentro das novas estratégias.
Eles abordam, acima de outros itens, a felicidade e a satisfação dos colaboradores
em relação a suas funções diárias.
Assim, para realizar a transição do RH tradicional para o estratégico na orga-
nização, é preciso promover ações que visam contribuir com a melhoria do plane-
jamento na empresa. Isso pode ser feito por meio da definição clara dos objetivos
da companhia e por avaliações de desempenho dos profissionais, entendendo se
existe a necessidade de investimentos no setor.
Além disso, o departamento deve transmitir aos colaboradores quais são os
valores que permeiam o trabalho, o que contribui para um maior alinhamento das
equipes e para a melhoria da rotina organizacional. O gestor deve considerar, ain-
da, o fit cultural do negócio e quais são as expectativas em relação a seus funcio -
nários.
Para isso, entenda, a seguir, quais são as principais atribuições do setor de
RH, levando em consideração uma visão mais estratégica do negócio.
Treinamento e desenvolvimento
A fim de contribuir para o crescimento profissional dos colaboradores, o ges-
tor de RH deve implementar bons programas de treinamento e desenvolvimento
para a equipe. Sendo assim, é possível aproveitar alguns meios de capacitação,
como as plataformas de cursos EAD e o mobile learning, promovendo, assim, o ge-
renciamento do tempo e dos recursos.
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Estratégias de RH
Recrutamento e seleção
O aprimoramento do processo de recrutamento e seleção também é outro
atributo do setor de RH, uma vez que ele consegue trabalhar alinhado às políticas
da empresa. O objetivo, portanto, é formar uma equipe que ofereça um alto de-
sempenho e, principalmente, para diminuir os índices de absenteísmo, sobretudo
devido ao fato de que a situação pode gerar prejuízos para a organização.
Avaliação de desempenho
Avaliar e realizar o gerenciamento sobre os níveis de desempenho dos funcio-
nários é mais uma das obrigações do gestor. Nesse sentido, pode-se utilizar um
software para acompanhar as metas, pois é por meio da tecnologia que consegue-
se verificar, de forma precisa, como anda a produtividade da equipe. Sem uma
base de dados segura, entretanto, torna-se praticamente impossível tomar deci -
sões de maneira estratégica.
Aprimoramento da comunicação interna
É importante criar um ambiente em que a comunicação seja aberta e, princi-
palmente, que as diferentes opiniões sejam levadas em consideração. Para chegar
a esse patamar, é preciso cultivar relacionamentos transparentes dentro da em-
presa e evitar certas barreiras que impedem a eficiência dos diálogos. Portanto, o
gestor deve levar, sempre que possível, as informações e os objetivos da organi -
zação de forma clara para todos os colaboradores.
Principais estratégias
O RH tem um papel cada vez mais estratégico nas organizações. Com a atua-ção correta, permite que o estabelecimento tenha todas as ferramentas necessá-
rias para se desenvolver e se destacar. Por isso, conhecer e aplicar boas estraté -
gias de RH é fundamental.
Graças a elas, é possível saber o que fazer para fortalecer a cultura organiza-
cional e estimular bons processos. Desde a contratação até a retenção de talen-
tos, a atuação do RH garante uma conquista ampliada de performance.
5
Estratégias de RH
1. Análise SWOT
Essa análise visa a identificar todas as forças, fraquezas, oportunidades e
ameaças do empreendimento. Em relação ao RH, o objetivo é encontrar o que fun-
ciona e o que deve ser trabalhado para chegar a conclusões melhores.
Pense no índice de rotatividade. Se ele está elevado, uma das fraquezas é a
perda de talentos para a concorrência e os altos custos com as substituições. Um
das falhas, portanto, pode estar no processo de recrutamento e seleção. Ao criar
um plano de ação sobre esse ponto, é possível melhorar o desempenho e garantir
maior retenção de talentos.
Essa ferramenta, portanto, serve para ajudar a identificar onde estão os pro-
blemas e as oportunidades e como cada um deve ser trabalhado de forma estra-
tégica.
2. Integração de colaboradores
Não adianta contratar as pessoas certas e deixá-las de fora da conquista de
resultados. É muito importante que os novos colaboradores sejam integrados des-
de o princípio.
Em primeiro lugar, isso é essencial para aumentar a produtividade. Quanto
mais eles entendem sobre as responsabilidades que possuem e como devem agir,
mais fácil se atinge as metas.
Também é uma etapa indispensável para garantir o bom trabalho em equipe e
um clima organizacional adequado. Isso aumenta a motivação e o engajamento —
o que leva a um reforço no crescimento do negócio.
3. Otimização da comunicação
Outra opção, entre as estratégias de RH, inclui a comunicação, em todos os
sentidos. É muito importante que líderes e gestores estejam aptos a fornecer
feedbacks e dar orientações valiosas. Isso melhora a capacidade de atuação do
time e, até mesmo, garante um nível maior de motivação.
No entanto, também é relevante que a comunicação aconteça no outro senti -
do. Os colaboradores devem ser capazes de expressar suas ideias e seus feed-
backs. Essa troca consistente implica em resultados muito melhores, de modo que
toda a empresa tem o seu crescimento favorecido.
6
Estratégias de RH
4. Avaliação de desempenho
Dentro do ambiente organizacional, o uso de indicadores de desempenho é
essencial. Essas ferramentas ajudam a medir quais são os resultados conquista-
dos e direcionam sobre qual é o melhor jeito de atuar.
Nesse sentido, as estratégias de RH não devem ignorar tal potencial. Por isso,
é muito importante realizar uma avaliação de desempenho frequente e bem estru-
turada.
A partir da verificação de performance de cada colaborador, é possível reco-
nhecer os melhores e orientar a todos sobre como alcançar novas metas. Isso sig-
nifica a possibilidade de ter mais produtividade e eficiência — elementos que au-
xiliam no crescimento empresarial.
5. Execução de treinamentos
A gestão correta de talentos é determinante para o bom desempenho. Afinal,
é o capital humano o grande diferencial do empreendimento, então ele deve ser
tratado de forma condizente.
Nesse sentido, é muito importante pensar no treinamento e na capacitação.
Além de preparar quem chega ao negócio, é indispensável buscar a melhoria con-
tínua das habilidades. Isso ajuda a gerar mais satisfação, a diminuir a rotatividade
e a conseguir melhores impactos.
E, para o crescimento geral da empresa, é algo positivo porque funciona como
um investimento. Com menos custos e maior produtividade, há a sustentação do
desenvolvimento.
6. Planejamento e execução de políticas salariais e de benefícios
Já que a retenção de talentos é tão importante para o crescimento, faz senti -
do que o RH tenha que se preocupar com aspectos referentes à remuneração e
suas políticas específicas. É necessário, por exemplo, criar propostas salariais con -
dizentes e atrativas. As pessoas têm que sentir que podem crescer e que recebem
algo justo — muitas vezes, melhor que a concorrência.
Também é interessante pensar na oferta de benefícios. Alguns não são obriga-
tórios, mas fazem com que a organização se destaque em relação às outras. Isso
favorece a fidelização dos colaboradores à proposta do negócio, o que permite a
consolidação de bases sólidas e propícias à expansão.
7
Estratégias de RH
7. Investimento na formação de novos líderes
Entre as estratégias de RH, a que também se destaca é a criação e o fortaleci-
mento das lideranças. Esses profissionais ocupam uma posição de destaque e ain-
da detêm um papel importante: o de motivar pessoas e conduzir a equipe ao su-
cesso.
É função do RH estar preparado para identificar esses talentos e reconhecer a
possibilidade de desenvolvê-los. Em muitos casos, as lideranças já estão na em-
presa e elas precisam ser preparadas para ocupar o cargo de gestão.
Ao setor, compete o monitoramento, a identificação de talentos e a criação de
novas oportunidades. Com o treinamento e a condução adequados, o negócio
cresce, estruturado em líderes produtivos e ligados ao empreendimento.
8. Busca por soluções tecnológicas
A tecnologia já faz parte da realidade de qualquer empresa que deseje cres-
cer e manter-se no mercado. Uma das estratégias de RH, portanto, é conseguir in-
corporar essas soluções ao setor e ao empreendimento.
Quando a área adota tais possibilidades, gera muito mais insights e atua de
forma otimizada. A automação permite obter produtividade e foco no que real-
mente importa. Ou seja, o time responsável pela gestão de recursos humanos
consegue, de fato, dar atenção para as questões referentes aos colaboradores.
Além disso, a experiência de implementação pode auxiliar o negócio a aplicar
sistemas parecidos em outras áreas, o que expande as vantagens.
9. Criação de bons relacionamentos
Um verdadeiro líder está ciente do valor de estabelecer uma relação positiva
com a empresa e com a equipe. O mesmo ocorre com um time de RH. Não é pos-
sível impulsionar sua empresa para o sucesso, se não sabe nada sobre ela, seus
cargos e seus funcionários, por exemplo.
Os colaboradores que sentem que seus líderes os tratam com confiança, res-
peito e apoio, tendem a ter um melhor desempenho e a trabalhar com iniciativa.
Se eles perceberem que são apenas mais um número na empresa, não terão um
relacionamento real com os gestores, que os incentive a trabalhar melhor.
O fato é que uma força de trabalho que realmente se sente positiva em rela-
ção a seus empregadores e gerentes de RH tem um desempenho melhor nas tare-
8
Estratégias de RH
fas atribuídas. Além disso, quebre os muros que separam as equipes, apostando
em ações de integração, como estratégias de gamificação.
Assim, haverá mais respeito, empatia entre colaboradores e compreensão so-
bre todo o fluxo de trabalho na empresa, e uma grande diminuição de erros nos
processos.
10. Transparência aos colaboradores
Ser transparente e implementar uma cultura de trabalho a ser seguida é uma
ótima estratégia de RH. Quando os colaboradores sabem que as regras e normas
são iguais para todos, isso aumenta a motivação e a inovação nos processos.
Quando você consegue se comunicar com eles de forma aberta e clara, isso
gera confiança e maximiza a produtividade geral da empresa. Lembre-se de que a
gestão de recursos humanos, atualmente, é considerada um dos principais pro-
cessos que impactam o crescimento do negócio.
É a ferramenta definitiva para permitir que os colaboradores sejam a melhor
versão deles, então, deixe sempre muito claro qual a cultura organizacional e suas
metas.
11. Avaliação baseada nos perfis de cada cargo
É muito importante, em avaliações de desempenho nas estratégias de recur-
sos humanos, verificar se a sua equipe de RH conhece minuciosamente todas as
demandas e exigências de cada cargo da empresa.
Dessa forma, as avaliaçõespoderão ser mais personalizadas e direcionadas
para o desenvolvimento individual de cada profissional para cada cargo específi-
co. Por não ser algo generalizado, não prejudica o desenvolvimento sustentável da
sua empresa.
12. Ajuda profissional
Além de todas as estratégias citadas acima, é muito importante contar com a
ajuda especializada de uma consultoria em RH, a fim de ter o melhor suporte para
diferentes ações e definição de estratégias para o RH da empresa. O auxílio de um
consultor de RH faz toda a diferença para otimizar o desempenho da organização.
9
Estratégias de RH
O consultor já inicia seu trabalho para beneficiar o crescimento da empresa,
logo na fase de analisar os colaboradores, além de integrá-los com os objetivos da
organização e aumentar seu engajamento.
O fato é que por mais que a empresa tenha excelentes profissionais em sua
equipe de RH, o consultor consegue ter uma visão mais ampla de vários cenários,
seus gargalos e suas possíveis soluções.
10
Estratégias de RH
Anotações: 
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11
Office 2016
Office 2016
1
Office 2016
MS Word 2016
O Microsoft Word 2016 é a parte de processamento de texto do pa-
cote de programas de produtividade do Microsoft Office recentemente
atualizado da Microsoft. Ele fornece vários novos recursos e melhorias
nos recursos existentes.
Barra de título 1 : exibe o nome de arquivo do documento que
está sendo editado e o nome do software que você está usando. Ele
também inclui a minimizar padrão, restauração, botões e fechar.
Ferramentas de acesso rápido 2 : comandos que costumam ser
usado, como Salvar, Desfazer, e Refazer estão localizados aqui. No fi-
nal da barra de ferramentas de acesso rápido é um menu suspenso
onde você pode adicionar outros comumente usados ou necessários
comumente comandos.
Guia de arquivo de 3 : clique neste botão para localizar coman-
dos que atuam no documento, em vez do conteúdo do documento,
como o novo, Abrir, Salvar como, Imprimir e Fechar.
2
Office 2016
A faixa de opções de 4 : comandos necessários para o seu traba-
lho estão localizados aqui. A aparência da faixa de opções será altera-
do dependendo do tamanho do seu monitor. O Word irá compactar a
faixa de opções alterando a organização dos controles para acomodar
monitores menores.
Janela de editar 5 : mostra o conteúdo do documento que você
está editando.
Barra de rolagem de 6 : permite a você alterar a posição de exi-
bição do documento que você está editando.
Barra de status de 7 : exibe informações sobre o documento que
você está editando.
Controle de slide de zoom de 8 : permite que você alterar as
configurações de zoom do documento que você está editando.
Abrir ou Salvar documento
No Word, você deve salvar seu documento para que você pode sair
do programa sem perder seu trabalho. Quando você salva o documen-
to, ele é armazenado como um arquivo no seu computador ou em um
local de rede. Posteriormente, você pode abrir o arquivo, alterá-lo e
imprimi-lo.
Para salvar um documento, faça o seguinte:
1) Clique no botão Salvar na barra de ferramentas de acesso
rápido. A janela Salvar como é exibida.
2) Escolha um local onde você deseja salvar o documento e in-
sira um nome de arquivo na caixa nome do arquivo. Para alterar o
nome do arquivo, digite um novo nome de arquivo.
3) Clique em Salvar.
Você pode abrir um documento do Word para continuar seu traba-
lho. Para abrir um documento, faça o seguinte:
3
Office 2016
1. Abra o Explorador de arquivos e clique em documentos. Uma lis-
ta dos documentos é exibida.
2. Se o documento que você deseja trabalhar estiver na lista, cli -
que no nome de arquivo para abrir o documento. Se o documento não
estiver na lista, navegue até o local onde você armazenou o arquivo e
clique duas vezes no arquivo. Aparece a tela de inicialização do Word
e, em seguida, o documento é exibido.
Dica: Você também pode abrir um documento a partir do Word cli-
cando na guia arquivo e, em seguida, clicando em Abrir. Para abrir um
documento que salvo recentemente, clique em recentes.
Editar e formatar texto
Antes de editar ou formatar texto, você deve primeiro selecionar o
texto. Siga as etapas abaixo para selecionar o texto.
1. Coloque o cursor no início do texto que você gostaria de editar
ou formatar e, em seguida, pressione o botão esquerdo do mouse.
2. Ao manter pressionado o botão esquerdo do mouse, movê-la
para a direita (chamada de "arrastar") para selecionar o texto. Uma
cor de plano de fundo é adicionada no local do texto selecionado para
indicar que o intervalo de seleção.
Você pode encontrar a maioria das ferramentas de formatação de
texto clicando na guia página inicial e, em seguida, escolhendo no gru-
po fonte.
4
Office 2016
1 esta é a guia página inicial.
2 este é o grupo fonte na guia página inicial.
3 este é o botão negrito. Consulte a tabela abaixo para os nomes e
funções de todos os botões no grupo fonte.
Botão Nome Função
 Fonte Altera a fonte.
 Tamanho da fonte Altera o tamanho do texto.
 Aumentar fonte Aumenta o tamanho do texto.
 Diminuir fonte Diminui o tamanho do texto.
 
Maiúsculas e 
Minúsculas
Altere todo o texto selecionado para
maiúsculas, minúsculas ou 
maiúsculas outras comuns.
 Imagem do Botão
Limpa todas a formatação do texto 
selecionado, deixando somente o 
texto sem formatação.
 Negrito
Faz com que o texto selecionado em
negrito.
 
Itálico Coloca em itálico o texto 
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Office 2016
Botão Nome Função
selecionado.
 Sublinhado
Desenha uma linha sob o texto 
selecionado. Clique na seta 
suspensa para selecionar o tipo de 
sublinhado.
 TachadoDesenha uma linha no meio do 
texto selecionado.
 Subscrito Cria caracteres subscritos.
 Sobrescrito Cria caracteres sobrescritos.
 Efeitos de Texto
Aplica um efeito visual ao texto 
selecionado, como sombra, brilho 
ou reflexo.
 Realce
Faz com que o texto pareça que ele 
foi marcado com uma caneta 
marca-texto.
 Cor da Fonte Altera a cor do texto.
Estilos
Estilos permitem formatar rapidamente os principais elementos em
seu documento, como títulos, títulos e legendas. Siga as etapas abaixo
para aplicar estilos ao texto no seu documento.
1. Selecione o texto que você deseja alterar.
2. Na guia início no grupo estilos, pause o ponteiro sobre qualquer
estilo para ver uma visualização ao vivo diretamente no seu documen-
to. Para ver a lista completa de estilos, clique na seta mais para abrir o
painel de estilos.
6
Office 2016
3. Para aplicar o estilo que é mais apropriado para o seu texto,
basta clicar nele.
Quando terminar de aplicar estilos para os elementos individuais, o
Word permite que você use um estilo definido para alterar a aparência
de todo o documento ao mesmo tempo.
1. Na guia Design, no grupo Formatação do documento, escolha
um dos conjuntos de estilo predefinido, como básica ou Casual. Pause
o ponteiro sobre qualquer estilo definido para ver uma visualização ao
vivo diretamente no seu documento. Para ver mais conjuntos de esti-
los predefinidos, clique na seta para baixo no lado direito do grupo de
Formatação do documento.
2. Para aplicar o conjunto de estilos que é mais apropriado para o
seu texto, basta clicar nele.
Espaçamento de linha
Com o Word, você pode alterar facilmente o espaçamento entre li-
nhas e parágrafos em seu documento.
1. Na guia Design, clique em Espaçamento entre parágrafos para
ver uma lista suspensa de opções de espaçamento de parágrafo. Pau-
se o ponteiro sobre qualquer estilo de espaçamento de parágrafo para
ver uma visualização ao vivo diretamente no seu documento.
2. Quando você encontrar a aparência desejada, clique nele.
Visualizar e imprimir
É fácil visualizar qual será a aparência do layout do seu documento
quando impresso sem realmente imprimir.
1. Clique na guia Arquivo.
2. Clique em Imprimir para ver uma visualização do seu docu-
mento.
7
Office 2016
3. Examine as configurações para quaisquer propriedades que
deseja alterar.
4. Quando as propriedades de sua impressora e documento
apareçam da maneira que você deseja que eles, clique em Imprimir.
Criar uma lista numerada ou com marcadores
Você pode adicionar com rapidez marcadores ou números a linhas
de texto existentes, ou o Word pode automaticamente criar listas à
medida que você digita.
Por padrão, se você iniciar um parágrafo com um asterisco ou um
número 1., o Word reconhecerá que você está tentando iniciar uma lis-
ta numerada ou com marcadores. Se não quiser que o texto se trans-
forme em uma lista, clique no botão Opções de Autocorreção que apa-
rece
Listas: um ou vários níveis
Crie uma lista de apenas um nível ou uma lista de vários níveis
para mostrar listas em uma lista.
Ao criar uma lista numerada ou com marcadores, você pode seguir
um destes procedimentos:
Usar a Biblioteca de Marcadores e a Biblioteca de Numeração con-
venientes – Use os formatos padrão de marcador e numeração para
listas, personalize listas ou selecione outros formatos na Biblioteca de
Marcadores e na Biblioteca de Numeração.
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Office 2016
Formatar marcadores ou números 
Para alterar a formatação dos marcadores ou números em uma lis-
ta, clique em qualquer marcador ou número para selecionar todos os
marcadores ou números na lista. Se você selecionar o texto, a forma-
tação do texto e as marcadores ou a numeração mudarão.
Escolha um novo formato de marcador ou numeração
1. Clique em um marcador ou número na lista que você deseja al-
terar.
Em uma lista de vários níveis, você pode alterar a formatação de um
nível por vez clicando em um marcador ou número nesse nível na lista.
2. Na guia Página Base, em Parágrafo, clique na seta ao lado de
Marcadores ou Numeração.
3. Clique no formato de marcador ou lista de numeração que você
deseja na Biblioteca de Marcador ou na Biblioteca de Numeração.
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Office 2016
Inserir uma tabela
Para inserir uma tabela básica, clique em Inserir > Tabela e mova
o cursor sobre a grade até realçar o número de colunas e linhas dese-
jado.
Para inserir uma tabela maior ou personalizar uma tabela, selecio-
ne Inserir > Tabela > Inserir Tabela.
Dicas: 
 Se você já tiver texto separado por guias, poderá convertê-lo rapi-
damente em uma tabela. Selecione Inserir > Tabela e selecione Con-
verter Texto em Tabela.
 Para desenhar sua própria tabela, selecione Inserir > Tabela> De-
senhar tabela.
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Office 2016
Inserir imagens
1- Siga um destes procedimentos:
• Selecione Inserir > imagens >este dispositivo para uma imagem
em seu computador.
• Selecione Inserir >imagens > imagens de ações para imagens
ou plano de fundo de alta qualidade.
• Selecione Inserir > imagens >Online para uma imagem na Web.
2- Selecione a imagem desejada e escolha Inserir.
Redimensionar ou mover imagens
Para redimensionar uma imagem, selecione-a e arraste uma das al-
ças de canto para redimensioná-la.
Para inserir uma quebra de texto em torno de uma imagem, seleci-
one a imagem e, em seguida, selecione uma opção de quebra de tex-
to.
Dica: Escolha uma opção diferente de 
Alinhado com o Texto para mover a 
imagem pela página; em seguida, 
selecione a imagem e arraste-a.
11
Office 2016
MS Excel 2016
Excel ou Microsoft Excel é um aplicativo de criação de planilhas
eletrônicas. Foi criado pela Microsoft em 1987 para computadores que
usam o sistema operacional da empresa antes já rodava no Mac
(1985).
O que é uma planilha eletrônica?
Planilha eletrônica, ou folha de cálculo, é um tipo de programa de
computador que utiliza tabelas para realização de cálculos ou apresen-
tação de dados. Cada tabela é formada por uma grade composta de li-
nhas e colunas. O nome eletrônica se deve à sua implementação por
meio de programas de computador. 
Uma planilha do Excel é dividida em colunas (identificadas por le-
tras) e linhas (identificadas por números). Exemplo: colunas "A", "B",
"C" e linhas "1", "2", "3".
Célula: é o ponto de intersecção destas linhas e colunas, e é o local
onde serão digitados os números, as fórmulas e os textos.
Cada célula possui um endereço, que a identifica dentro de uma
planilha, o qual é representado pela letra da coluna e o número da li-
nha à qual a célula pertence. Exemplo: o endereço da célula na coluna
C, linha 5 é C5. Quando precisamos referenciar um célula em uma fór-
mula, para que o seu valor seja usado na fórmula, usamos o endereço
desta célula.
Quando uma célula é selecionada, o endereço desta célula é exibi-
do na "Caixa de nome" no canto superior esquerdo da janela, logo
abaixo do menu "Arquivo", conforme ilustrado na seguinte imagem:
12
Office 2016
Criar uma pasta de trabalho no Excel
1. Abra o Excel.
2. Selecione Pasta de trabalho em branco
Ou pressione Ctrl+N.
Inserir dados 
Para inserir dados manualmente:
1. Escolha uma célula vazia, como A1, e digite o texto ou um nú-
mero.
2. Pressione Enter ou Tab para ir para a próxima célula.
Para preencher dados em uma série:
1. Digite o início da série em duas células, como Jan e Fev ou
2014 e 2015.
2. Selecione as duas células que contêm a série e arraste a alça
de preenchimento horizontalmente ou para baixo das célu-
las.
Diferença - Planilha x Pasta de Trabalho
Normalmente nós chamamos os arquivos de Excel de planilha. Este
é um conceito errado. Os arquivos são pastas de trabalho, e a pasta de
trabalho é um conjunto de planilhas.
quando você criar um arquivo do Excel, novo e em branco, utilizan-
do o modelo padrão, você estará criando 1 pasta de trabalho com 3
planilhas ("Plan 1", "Plan 2" e "Plan 3"), conforme ilustração abaixo.
13
Office 2016
Atalhos do Excel
F1 - Exibe o painel de Ajuda do Excel
F2 - Ativa a célula e colocao cursor no final do conteúdo
F3 - Exibe a caixa de diálogo "Colocar nome", caso tenham sido de-
finidos nomes na pasta de trabalho
F4 - Repete o último comando ou ação se possível
F5 - Exibe a caixa de diálogo "Ir para"
F6 - Alterna entre a planilha, a Faixa de Opções, o painel de tarefas
e os controles de zoom, ou inclui os painéis divididos ao alternar entre
painéis e a área da Faixa de Opções em uma planilha que foi dividida
F7 - Exibe a caixa de diálogo "Verificar ortografia"
F8 - Ativa ou desativa o "modo estendido"
F9 - Calcula todas as planilhas em todas as pastas de trabalho
abertas
F10 - Ativa e desativa as dicas de tecla
F11 - Cria um gráfico dos dados no intervalo atual em uma folha de
Gráfico separada
F12 - Exibe a caixa de diálogo "Salvar como"
CTRL+Menos (-) - Exibe a caixa de diálogo Excluir para excluir as
células selecionadas.
CTRL+; - Insere a data atual.
CTRL+` - Alterna entre a exibição dos valores da célula e a exibi-
ção de fórmulas na planilha.
CTRL+’ - Copia uma fórmula da célula que está acima da célula ati-
va para a célula ou a barra de fórmulas.
CTRL+1 - Exibe a caixa de diálogo Formatar Células.
CTRL+2 - Aplica ou remove formatação em negrito.
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Office 2016
CTRL+3 - Aplica ou remove formatação em itálico.
CTRL+4 - Aplica ou remove sublinhado.
CTRL+5 - Aplica ou remove tachado.
CTRL+6 - Alterna entre ocultar objetos, exibir objetos e exibir espa-
ços reservados para objetos.
CTRL+8 - Exibe ou oculta os símbolos de estrutura de tópicos.
CTRL+9 - Oculta as linhas selecionadas.
CTRL+0 - Oculta as colunas selecionadas.
CTRL+A - Seleciona a planilha inteira. Se a planilha contiver dados,
este comando seleciona a região atual. Pressionar CTRL+A novamente
seleciona a região atual e suas linhas de resumo. Pressionar CTRL+A
novamente seleciona a planilha inteira.
CTRL+SHIFT+A - Insere os nomes e os parênteses do argumento
quando o ponto de inserção está à direita de um nome de função em
uma fórmula.
CTRL+N - Aplica ou remove formatação em negrito.
CTRL+C - Copia as células selecionadas.
CTRL+C (seguido por outro CTRL+C) - exibe a Área de Transferên-
cia.
CTRL+D - Usa o comando Preencher Abaixo para copiar o conteúdo
e o formato da célula mais acima de um intervalo selecionado nas cé-
lulas abaixo.
CTRL+F - Exibe a caixa de diálogo Localizar e Substituir com a guia
Localizar selecionada.
SHIFT+F5 - Também exibe essa guia, enquanto SHIFT+F4 repete a
última ação de Localizar.
CTRL+SHIFT+F - Abre a caixa de diálogo Formatar Células com a
guia Fonte selecionada.
15
Office 2016
CTRL+G - Exibe a caixa de diálogo Ir para. (F5 também exibe essa
caixa de diálogo.)
CTRL+H - Exibe a caixa de diálogo Localizar e Substituir com a guia
Substituir selecionada.
CTRL+I - Aplica ou remove formatação em itálico.
CTRL+K - Exibe a caixa de diálogo Inserir Hiperlink para novos hi-
perlinks ou a caixa de diálogo Editar Hiperlink para os hiperlinks exis-
tentes que estão selecionados.
CTRL+N - Cria uma nova pasta de trabalho em branco
CTRL+O - Exibe a caixa de diálogo Abrir para abrir ou localizar um
arquivo.
CTRL+SHIFT+O - Seleciona todas as células que contêm comentá-
rios.
CTRL+P - Exibe a caixa de diálogo Imprimir.
CTRL+SHIFT+P - Abre a caixa de diálogo Formatar Células com a
guia Fonte selecionada.
CTRL+R - Usa o comando Preencher à Direita para copiar o conteú-
do e o formato da célula mais à esquerda de um intervalo selecionado
nas células à direita.
CTRL+B - Salva o arquivo ativo com seu nome de arquivo, local e
formato atual.
CTRL+T - Exibe a caixa de diálogo Criar Tabela.
CTRL+S - Aplica ou remove sublinhado.
CTRL+SHIFT+S - Alterna entre a expansão e a redução da barra de
fórmulas.
CTRL+V - Insere o conteúdo da Área de Transferência no ponto de
inserção e substitui qualquer seleção. Disponível somente depois de
ter recortado ou copiado um objeto, texto ou conteúdo de célula.
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Office 2016
CTRL+ALT+V - Exibe a caixa de diálogo Colar Especial, disponível
somente depois que você recortar ou copiar um objeto, textos ou con-
teúdo decélula em uma planilha ou em outro programa.
CTRL+W - Fecha a janela da pasta de trabalho selecionada.
CTRL+X - Recorta as células selecionadas.
CTRL+Y - Repete o último comando ou ação, se possível.
CTRL+Z - Usa o comando Desfazer para reverter o último comando
ou excluir a última entrada digitada.
CTRL+SHIFT+Z - Usa o comando Desfazer ou Refazer para reverter
ou restaurar a correção automática quando Marcas Inteligentes de Au-
toCorreção são exibidas.
CTRL+SHIFT+( - Exibe novamente as linhas ocultas dentro da sele-
ção.
CTRL+SHIFT+) - Exibe novamente as colunas ocultas dentro da se-
leção.
CTRL+SHIFT+& - Aplica o contorno às células selecionadas.
CTRL+SHIFT+_ - Remove o contorno das células selecionadas.
CTRL+SHIFT+~ - Aplica o formato de número Geral.
CTRL+SHIFT+$ - Aplica o formato Moeda com duas casas decimais
(números negativos entre parênteses)
CTRL+SHIFT+% - Aplica o formato Porcentagem sem casas deci-
mais.
CTRL+SHIFT+^ - Aplica o formato de número Exponencial com
duas casas decimais.
CTRL+SHIFT+# - Aplica o formato Data com dia, mês e ano.
CTRL+SHIFT+@ - Aplica o formato Hora com a hora e os minutos,
AM ou PM.
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Office 2016
CTRL+SHIFT+! - Aplica o formato Número com duas casas deci-
mais, separador de milhar e sinal de menos (-) para valores negativos.
CTRL+SHIFT+* - Seleciona a região atual em torno da célula ativa
(a área de dados circunscrita por linhas e colunas vazias).
CTRL+SHIFT+: - Insere a hora atual.
CTRL+SHIFT+" -Copia o valor da célula que está acima da célula
ativa para a célula ou a barra de fórmulas.
CTRL+SHIFT+Mais (+) - Exibe a caixa de diálogo Inserir para inserir
células em branco.
Guias, Grupos e Ferramentas no Excel
Primeiramente é preciso que você saiba que "Guia" são aqueles
conjuntos mais abrangentes. Ex: Página Inicial (Início dependendo da
versão do seu Excel), Inserir, Layout da Página, Fórmulas, Dados, Revi-
são e Exibição.
Já os grupos são aqueles conjuntos de ferramentas que estão den-
tro das "guias". Dentro dos grupos há ainda as ferramentas.
Guia Página Inicial 
Grupo Área de Transferência com as opções recortar, copiar, for-
matar pincel e menu dropdown da área de transferência.
Grupo Fonte com as opções de fontes, tamanho de fontes, aumen-
tar fonte, reduzir fonte, negrito, itálico, sublinhado, bordas, cor de
preenchimento, cor de fonte e menu dropdown de formatar células
fonte.
Grupo Alinhamento com as opções alinhar em cima, alinhar no
meio, alinhar embaixo, orientação, alinhar texto a esquerda, centrali-
zar, alinhar texto direita, diminuir recuo, aumentar recuo, quebrar tex-
to automaticamente, mesclar e centralizar e menu dropdown de for-
matar células alinhamento.
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Office 2016
Grupo Número com as opções formato de número, formato de nu-
mero de contabilização, estilo de porcentagem, separador de milhares,
aumentar casas decimais, diminuir casas decimais e menu dropdown
de formatar células número.
Grupo Estilo com as opções formatação condicional, formatar
como tabela e estilos de célula.
Grupo Células com as opções inserir, excluir formatar.
Grupo Edição com as opções autosoma, preencher, limpar, classi-
ficar e filtrar, localizar e selecionar.
Guia Inserir 
Grupo Tabelas com as opções tabela dinâmica e tabela.
Grupo Ilustrações com as opções imagens, clip-art, formas, smar-
tart e instantâneo.
Grupo Gráficos com as opções colunas, linhas, pizza, barras, área,
dispersão, outros gráficos e o menu dropdown para inserir gráficos.
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Figura 1: Guia página inicial
Office 2016
Grupo Minigráficos com as opções Linha, Coluna e Ganhos/Per-
das.
Grupo Filtro com a opção Segmentação de Dados.
Grupo Links com a opção hiperlink.
Grupo Texto com as opções caixa de texto, cabeçalho e rodapé,
Wordart, linha de assinatura e objeto.
Grupo Símbolos com as opções Equação e Símbolo.
Guia Layout da Página 
Grupo Temas com as opções temas, cores, fontes e efeitos.
Grupo ConfigurarPágina com as opções margens, orientação, 
tamanho, área de impressão, quebras, plano de fundo, imprimir títulos 
e o menu dropdown para configurar página.
Grupo Dimensionar para Ajustar com as opções largura, altura, 
escala e o menu dropdown para configurar página.
Grupo Opções de Planilha com as opções linhas de grade 
(exibir,imprimir), títulos(exibir, imprimir) e e o menu dropdown para 
configurar planilha.
Grupo Organizar com as opções avançar, recuar, painel de seleção, 
alinhar, agrupar e girar.
Guia Fórmulas 
Grupo Biblioteca de Funções com as opções inserir função, auto-
Soma, usadas recentemente, financeira, lógica, texto, data e hora,
pesquisa e referência, matemática e trigonometria e mais funções.
Grupo Nomes Definidos com as opções gerenciador de nomes,
definir nome, usar em fórmula e criar a partir da seleção.
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Office 2016
Grupo Auditoria de Fórmulas com as opções rastrear preceden-
tes, rastrear dependentes, remover setas, mostrar fórmulas, verifica-
ção de erros, avaliar fórmula e janela de inspeção.
Grupo Cálculo com as opções de calculo, calcular agora, calcular
planilha.
Guia Dados 
Grupo Obter Dados Externos com as opções do access, da web,
de texto, de outras fontes e conexões existentes.
Grupo Conexões com as opções atualizar tudo, conexões, proprie-
dades e editar links.
Grupo Classificar e Filtrar com as opções classificar de A a Z,
classificar de Z a A, classificar, filtro, limpar, reaplicar e avançado.
Grupo Ferramentas de Dados com as opções texto para colunas,
remover duplicatas, validação de dados, consolidar e teste de hipóte-
ses.
Grupo Estrutura de Tópicos com as opções agrupar, desagrupar,
subtotal, mostrar detalhe, ocultar detalhe e menu Dropdown para con-
figurações.
Guia Revisão
Grupo Revisão de Texto com as opções verificar ortografia, pes-
quisar e dicionários de sinônimos.
Grupo Idiomas com a opção traduzir.
Grupo Comentários com as opções novo comentário, excluir, an-
terior, próximo, mostra/ocultar comentário, mostrar todos os comentá-
rios, mostrar à tinta.
Grupo Alterações com as opções proteger planilhas, proteger pas-
ta de trabalho, compartilhar pasta de trabalho, proteger e comparti-
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Office 2016
lhar pasta de trabalho, permitir que os usuários editem intervalos e
controlar alterações.
Guia Exibição
Grupo Modos de Exibição de Pasta de Trabalho com as opções
normal, layout de pagina, visualização de quebra de pagina, modos de
exibição personalizados e tela inteira.
Grupo Mostrar com as opções régua, linhas de grade, barras de
fórmulas, títulos.
Grupo Zoom com as opções zoom, 100% e zoom na seleção.
Grupo Janela com as opções nova janela, organizar tudo, congelar
painéis, dividir, ocultar, reexibir, exibir lado a lado, rolagem sincroniza-
da, redefinir posição da janela, salvar espaço de trabalho e alternar ja-
nelas.
Grupo Macros com a opção Macros.
Operações matemáticas básicas no Excel
Em primeiro lugar começa a execução dos parênteses internos aos
externos, assim, esta seria a execução do caso abaixo:
Neste exemplo o resultado seria 8, de acordo com o passo a passo:
1º passo) 35 mais 4 = 39
2º passo) 39 menos 36 = 3
3º passo) 3 mais 5 = 8
22
Office 2016
Regra da ordem das operações
E se o seu cálculo tiver as 4 operações matemáticas ao mesmo
tempo? Qual delas será resolvida primeiro? De acordo com esta regra
o cálculo irá iniciar com a multiplicação ou divisão (caso aja as 2, se-
guirá a ordem esquerda para direita) e depois soma e subtração (igual-
mente esquerda-direita em caso de empate).
1º passo) 36 dividido por 3 = 12
2º passo) 4 vezes 2 = 8
3º passo) 12 mais 8 = 20
4º passo) 20 vezes 24 = 480
5º passo) 480 dividido por 2 = 240
6º passo) 240 mais 5 = 245
7º passo) 245 menos 3 = 242
Como você pode ver acima, primeiro respeitou-se os parênteses, e,
depois, respeitou-se as operações matemáticas. Quando houve confli-
to de operações matemáticas com a mesma importância, como logo
no primeiro parêntese, seguiu-se a ordem esquerda para a direita.
Soma 
Inicialmente é necessário que você saiba que a soma possui a sua
fórmula específica de uso. Sua sintaxe é bem intuitiva: =Soma(valores
ou intervalos a somar). Note no exemplo abaixo que você pode, inclu-
23
Office 2016
sive, misturar números "soltos" com referências a células e ou interva-
los.
Caso queira fazer uma conta sem a fórmula, o seu sinal gráfico
será, é claro, o " + ". Da mesma forma vale a mistura de números e re-
ferências.
Subtração 
A próxima operação básica é a subtração. Essa, diferentemente da 
anterior, não possui uma fórmula específica e tudo o que você terá de 
fazer para usá-la é colocar as células de referência ou números 
separados pelo seu símbolo, o hífen: " - ".
24
Office 2016
Multiplicação 
A multiplicação é a outra operação matemática básica que possui
uma função específica, é a =Mult(argumentos a serem multiplicados)
Como esperado, funciona da mesma forma que os demais, e caso
você não queira utilizar a fórmula pode optar pelo seu sinal que é o as-
terisco: " * ".
Divisão 
A divisão também não tem sua fórmula específica e seu sinal é a 
barra, " / ". Também se aplica a referências de células.
E para garantir que você não vai se atrapalhar, vamos relembrar
mais uma regrinha básica matemática: Qualquer divisão por 0 é im-
possível, portanto, se você tentar fazer isso vai receber como resulta-
do o #Div/0. Corrija esse detalhe e pronto.
25
Office 2016
Cuidado para não montar a seguinte conta, por exemplo:
=48 + A1:A3 ou então =58 / A1:A3.
Como você deve ter reparado nos exemplos acima, usar um inter-
valo como referência fora de uma fórmula irá gerar erro, ou apenas o
primeiro valor do intervalo será calculado.
Para você usar um intervalo como referência tem que primeiro apu-
rar o seu total. Faremos isso com a =Soma() que acabamos de apren-
der. Os exemplos citados agora há pouco de forma errada ficariam as-
sim de maneira correta: =48 + soma(A1:A3) ou então =58 /
soma(A1:A3).
Todas operações que acabamos de ver podem ser mescladas com
qualquer outra função numéricas do Excel, seja uma =Se(), =Maior(),
etc. Apenas atente aos parênteses.
Somase
Com o =Somase você poderá colocar um critério à fórmula. Por
exemplo, você pode efetuar a soma apenas dos valores pares.
26
Office 2016
No exemplo abaixo somamos somente os preços das calças. Seleci-
onamos o intervalo de células para analisar, depois entre aspas digita-
mos o texto que queremos encontrar, por último o preço que deve ser
somado caso encontre a palavra “Calça”.
Média
ou em inglês =AVERAGE()
A função MÉDIA faz nada mais do que a palavra diz: tira a média
de valores somados entre eles. A função MÉDIA mede a tendência cen-
tral, que corresponde à localização do centro de um grupo de números
numa distribuição estatística. O modo de funcionamento é igual à fun-
ção de SOMA anteriormente explicado. Um exemplo: =MÉDIA(núme-
ro1; [número2]; …).
27
Office 2016
Mínimo
ou em inglês =MIN()
Se o utilizador necessitar encontrar o número menor dentro de um
intervalo de células então a função MÍNIMO pode ajudar. Por exemplo,
se usarmos um intervalo de células com a fórmula =MÍNIMO(M3:M39)
será mostrado nesse campo o valor mais baixo encontrado em todo o
conjunto de células.
Máximo
ou em inglês =MAX()
Ao contrário da função MÍNIMO, a função MÁXIMO faz exatamente
o oposto, ou seja, quando aplicada a fórmula =MÁXIMO(M3:M39) ire-
mos obter o maior número contido num intervalo de células por nós
definido.
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Office 2016
Como criar um gráfico no Excel
Em primeiro lugar devemos inserir os dados como no exemplo
abaixo:
Agora vamos selecionar os dados que queremos no gráfico e nave-
gar até a guia "Inserir", que está localizada na faixa de tarefas do Ex-
cel. Repare que há o grupo Gráficos. É lá que vamos escolher se quere-
mos gráficos de pizza, barras, pontos, combinação, gráficos estatísti-
cos, etc.
Vamos clicar em gráficos recomendados para ver quais são as op-
ções mais indicadas parao tipo de dados que temos selecionados. E
sim, o Excel acerta quase sempre na sugestão. Veja que para os valo-
res monetários de minha planilha ele fez as seguintes opções:
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Office 2016
Clicando na primeira opção, "OK" e pronto. Repare que lá em cima,
quando estamos com o gráfico selecionado, o programa mostra infor-
mações pertinentes, como fundo, estilo das colunas, etc. em uma aba
chamada "Design".
30
Office 2016
MS Power Point 2016
O PowerPoint é um programa utilizado para criação e apresenta-
ções de Slides. Ao iniciarmos o programa nos deparamos com uma tela
semelhante a essa:
o lado direito da tela podemos escolher entre criarmos uma apre-
sentação em branco ou uma baseada nos diversos modelos disponí-
veis. No lado esquerdo da tela são listadas as últimas apresentações
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Office 2016
utilizadas (se existirem). Assim como no Word e Excel, podemos fixar
apresentações que utilizamos com frequência ou mesmo retirá-las da
lista (que foi a ação que realizei para deixar a lista vazia).Se desejar-
mos abrir uma apresentação existente, basta clicarmos no link que se
apresenta logo abaixo.
Vamos escolher Apresentação em Branco para verificarmos a tela
de trabalho do PowerPoint.
Assim como nos demais produtos do Microsoft Office, na parte su-
perior da tela temos as diversas abas, responsáveis pelas ações e ope-
rações que poderemos aplicar à nossa apresentação.
Logo abaixo temos a tela dividida em 2 áreas básicas. À esquerda
temos as miniaturas dos slides e à direita o slide selecionado.
Na parte inferior direita da tela temos alguns comandos e botões
que nos permitem alterar o layout da tela apresentada, incluindo ou
alterando suas funcionalidades.
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Office 2016
Anotações nos permite visualizar a área de anotações (muito útil
quando desejamos complementar as informações de um slide) sem
que essa informação fique visível durante a apresentação. Digamos
que é uma “cola amiga”.
Clicando em Comentários é apresentada a área de comentários,
bastante utilizada quando uma apresentação é criada/editada por mais
de um usuário. 
Seguindo na nossa barra de comandos, temos os três tipos possí-
veis de apresentação das informações:
•Normal: é o padrão do PowerPoint. Miniatura de slides à esquerda,
slides à direita, com a possibilidade de Anotações e Comentários.
•Classificação de slides: somente as miniaturas dos slides apare-
cem na tela. Tem por objetivo dar uma visão global da apresentação,
possibilitando a realocação dos slides (clica e arrasta para a nova posi-
ção).
•Modo de exibição de leitura: semelhante à apresentação dos sli-
des.
Após isso, temos o comando para iniciar a apresentação dos slides
(a partir do slide que estiver selecionado), o controle de zoom e, por
fim, um botão que ajusta o zoom do slide para a janela atual.
Quando iniciamos um novo arquivo do PowerPoint escolhendo
Apresentação em Branco, a tela se apresenta com um slide já criado,
em branco, aguardando a inserção de um título e subtítulo. Isso acon-
tece por conta do tipo de slide que o PowerPoint cria automaticamente
para ser o primeiro slide de uma apresentação. Você pode alterar esse
tipo de slide (chamamos Layout) se desejar.
Você poderá escolher qualquer um desses estilos para o slide atual
ou para qualquer outro slide de sua apresentação. Por hora vamos dei-
xar o layout como está, adicionando um Título e Subtítulo.
33
Office 2016
Aplicando layout ao slide
Na aba Página Inicial temos, no grupo Slides a opção Layout, que
nos possibilita alterar a forma como as informações são apresentadas
no slide, utilizando padrões pré-definidos.
São 9 tipos de layouts que poderão ser aplicados a um slide, possi-
bilitando maior conforto e produtividade, haja vista que os padrões fo-
ram pensados em layouts mais comumente utilizados como um slide
de título, título e conteúdo, dentre outros.
Existe um layout chamado Em branco que é utilizado para que
você possa formatar e colocar as informações da forma que desejar.
É importante dizer que, ao escolher determinado layout, podemos
modificá-lo, mas essa modificação após a aplicação, refletir-se-á so-
mente naquele slide onde ele foi inserido. Se, em outro slide, escolher-
mos o mesmo tipo de layout, ele será aplicado em sua forma padrão.
Inserindo um Slide
Para inserirmos um novo slide à nossa apresentação temos algu-
mas opções que podemos utilizar:
• Usar o atalho CTRL + M
• Clicar com o botão direito sobre o slide criado (ou sobre o slide
que será o anterior ao que queremos inserir) e escolher Novo slide…
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Office 2016
• Na Aba Inserir, utilizar a opção Novo Slide (essa opção está pre-
sente também na Aba Página Inicial).
Nas duas primeiras opções, o PowerPoint irá escolher um Layout
para o novo slide. Na última opção, a tela com os tipos de Layouts será
apresentada para que você escolha o layout que deseja. A escolha fei-
ta pelo PowerPoint vai se basear no slide atual. Se for um slide de títu-
lo e subtítulo, ele irá inserir um slide de Título e Conteúdo. Fora isso
ele sempre duplicará o layout do slide atual.
Para excluir um slide, basta selecioná-lo na área de miniaturas e
pressionar a tecla delete, ou clicar com o botão direito sobre a minia-
tura do slide e escolher Excluir Slide.
Inserindo Formas
O grupo Desenho é onde temos a possibilidade de inserir formas,
organizadas em diversos grupos. Perceba que na relação de formas
existe caixas de texto. Essas formas , assim como imagens e outros
elementos, são colocados na página utilizando-se camadas (layers).
Imagine uma camada como uma folha de papel transparente onde
você “cola” um objeto (por exemplo um círculo vermelho). Após isso,
sobreponha a essa folha outra folha transparente com um círculo ama-
relo colado nela. Ambos os círculos poderão estar visíveis (se não esti-
verem exatamente um sobre o outro), porém, o círculo vermelho pode-
rá ter parte dele oculta pelo círculo amarelo, haja vista que este está
“por cima”. 
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Office 2016
Em Ordenar Objetos podemos alterar essa ordem, trocando a or-
dem das camadas onde os objetos estão inseridos. Vale lembrar que,
por padrão, novos objetos ocupam uma nova camada acima das cama-
das existentes.
Além disso ainda podemos agrupar vários objetos, tornando-os
como se fossem um único objeto.
Com mais de um objeto selecionados, podemos alinhá-los tomando
uma referência (esquerda, direita, centro) tanto no sentido horizontal
como vertical.
Os objetos poderão ainda ser rotacionados e invertidos vertical ou
horizontalmente, se desejado. Após inserirmos uma forma, podemos
definir a cor do preenchimento dela, assim como a cor do contorno
que ela assumirá e estilos para essa forma.
Animações
Animações podem ser utilizadas nos elementos inseridos nos slides
(não são obrigatórias). Servem para dar plasticidade e um certo dina-
mismo à apresentação, não apresentando todo o conteúdo do slide de
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Office 2016
uma só vez. No exemplo acima, inserimos uma caixa de texto e esta-
mos visualizando a aba Animações, onde veremos as opções para
cada grupo.
Você pode estabelecer que a animação escolhida seja automatica-
mente executada para verificação de seus parâmetros ou de prefere
que ela seja executada somente ao pressionar o ícone correspondente.
É importante ressaltar que isso acontecerá nesse momento de escolha
e não durante a apresentação dos slides.
Os ajustes de início das animações durante a apresentação são re-
alizados em outro grupo de opções que não esse.
Nesse grupo você determina que tipo de animação seu elemento
realizará. Em Opções de Efeito, você terá opções extras que variam de
acordo com o efeito escolhido. A escolha da animação nessa situação
caracterizará uma animação de entrada para o elemento.
Transições de Slides
Aplicadas aos slides, as transições permitem que animações acon-
teçam quando um slide é apresentado. As configurações são feitas na
aba Transições. 
O grupo Visualizar funciona da mesma forma como apresentado
nas animações. Em Transições

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