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CENTRO UNIVERSITÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ – UNIDAVI CURSO DE DIREITO DIREITO PROCESSUAL CIVIL V PROFESSORA: FRANCIANE HASSE ACADÊMICA: Cintia Montibeller MATRÍCULA: 1023504 1 – quando cabem as ações de divisão e da demarcação de terras particulares? Conforme o art 569 do CPC inciso I, as ações de divisão e demarcação, ela é atribuída para o proprietário sendo assim o mesmo deverá obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios, dando assim os novos limites entre eles estabelecidos, ou de certa forma mostrando onde já estava os antigos que por n fatores foram apagados, já aos condômino a ação de divisão é de tal maneira para obrigar os demais consortes a estremar os quinhões. 2 – Há possibilidade de divisão e demarcação amigáveis? De acordo com o texto de apoio que foi entregue ao nosso uso pela professora, foi possível destacar que sim “... É preciso que haja concordância de todos os condôminos, não só quanto à divisão da coisa comum, mas quanto à forma pela qual ela deve realizar-se“ o mesmo texto se encontra na página 225. 3 – as ações de divisão e demarcação de terras possuem natureza dúplice? Há necessidade de reconvenção? Conforme deixa claro o livro de Marcus Vinicius Rios Gonçalves, Direito Processual Civil esquematizado, de 2021, edição 12ª. mais precisamente na página 993, podemos encontrar que essa ação possui caráter dúplice, pois é dado ao réu a autorização para que possa formular pedidos contra o autor sem reconvir. Sendo de natureza dúplice em geral não se tem necessidade de reconvenção, mas quando o réu criar pedido que tinha preenchido o artigo 343 do CPC, e que não seja os que estão presentes no 555, o réu terá direito de assim reconvir para a anulação ou rescisão do contrato. 4 – Quantas são as fases nas ações de divisão e demarcação de terras? Explique-as. São em duas fases as ações de divisão e demarcação sendo assim a primeira é de forma contenciosa, sendo assim o juiz irá decidir se o autor tem direito a divisão ou demarcação. Já a segunda somente poderá ocorrer se a sentença da primeira for de procedência, caso tenha início a segunda fase, será quando o juiz determinará, a necessidade de comparecimento de técnicos, as operações sendo assim essenciais para de maneira correta efetivar a decisão do juiz. 5 – qual o foro competente para ajuizar as ações de divisão e demarcação de terras? O foro competente para a ajuizamento da ação de demarcação (bem imóvel) compete ao artigo 47 do CPC, estabelecer onde o mesmo será realizado, sendo dessa maneira, entendemos que em regra será onde o imóvel está localizado, e se por a caso o imóvel estiver em duas comarca a competência passa de tal forma a serem tratado pelos artigos 59 e 60 do mesmo código já citado. 6 – fale sobre a legitimidade ativa e passiva das ações de divisão e da demarcação de terras particulares; justifique. Ainda: há a necessidade de outorga uxória/marital? E a citação, há a necessidade de citar o cônjuge? Existe formação de litisconsórcio necessário? Conforme deixa claro o livro de Marcus Vinicius Rios Gonçalves, Direito Processual Civil esquematizado, de 2021, edição 12ª. mais precisamente no topico 7.3.2.2 a legitimidade ativa quem pode alegá-lo é quem sofre o esbulho, ou foi turbado ou até mesmo ameaçado, já tendo o caso de morte é de competência dos herdeiros a quem será a posse de total direito, podendo também a ação ser feita pelo espólio caso não tenha sido realizado a divisão necessária, podendo ainda a ação ser feita por qualquer tipo de possuidor até mesmo sendo injusto. Já no próximo tópico do livro 7.3.2.3 é tratado sobre a Legitimidade passiva onde podemos extrair o conhecimento de é quem realizou o ato de esbulho, ameaça ou turbação, caso o mesmo ato, depois tenha sido transferido a posse, para um terceiro que atua de boa-fé, quem é considerado por vítima não tem o direito ajuizar a ação possessória. Se no caso ela for proprietária do imóvel, deverá ser realizada a ação reivindicatória contra o terceiro de boa-fé, mas, se o mesmo tiver apenas posse, ele não conseguirá reavê-la. Sendo assim somente o advogado da parte poderá entrar com a reparação de danos em face do esbulhador, caso o mesmo seja incapaz será realizado contra seus pais. 7 – Há possibilidade de cumulação das ações de divisão e demarcação de terras? Se positivo, como se processa a ação neste caso? Sim, há possibilidade de cumulação das ações conforme está estabelecido pelo artigo 570 do CPC, onde o mesmo deixa claro que é lícito tal atitude, conforme a lei traz: Art. 570. É lícita a cumulação dessas ações, caso em que deverá processar-se primeiramente a demarcação total ou parcial da coisa comum, citando-se os confinantes e os condôminos. 8 – Quais são os requisitos da petição inicial para a ação demarcatória? Além de ser obrigatório os requisitos do 319 do CPC, aqui já elencados, devemos lembrar que também é necessário a utilização do artigo 574: Na petição inicial, instruída com os títulos da propriedade, designar-se-á o imóvel pela situação e pela denominação, descrever-se-ão os limites por constituir, aviventar ou renovar e nomear-se-ão todos os confinantes da linha demarcanda. 9 – Existe mudança do rito quando o réu oferece sua resposta? Sim ou não? Sim, após ter dado o prazo da resposta do réu o rito se torna comum, sendo estabelecido pelo artigo 578 do CPC. 10 – o que determina a sentença na ação de demarcação? A determinação da sentença na ação de demarcação se dá pelo artigo 581 do CPC, sendo de tal maneira o mesmo expõe que a sentença após dada por procedente determinará assim a restituição da área que foi invadida, se caso for comprovado invasão do mesmo. 11 – como ocorre a fase da execução material da demarcação? Há necessidade de trânsito em julgado da decisão? A fase da execução material da demarcação ocorre quando se tem o trânsito em julgado da sentença: Art. 582. Transitada em julgado a sentença, o perito efetuará a demarcação e colocará os marcos necessários. 12 – Em que momento dá-se a sentença homologatória da demarcação? Qual o recurso cabível contra esta sentença e qual o efeito deste recurso? O momento em que se dá a sentença homologatória é assim que o juiz assina o auto proferindo a sentença, conforme consta no artigo 587 do CPC, mas não somente a assinatura pelo juiz e sim pelos peritos também. Já o recurso a ser utilizado nessa situação é o de Apelação, Artigo 1.012 do CPC, tendo assim recebido no efeito devolutivo. 13 – Quais são os requisitos da petição inicial para a ação divisória? Para ser respondida essa pergunta utilizamos o artigo 319, do CPC, sendo assim são: ao juízo que é dirigida, nome e qualificação da parte, contendo também os fatos e fundamentos, junto com o valor da causa, as provas necessárias tal, como se trata de procedimento especial não é necessário por se deseja a realização de audiência de conciliação. Deve ser incluído também os documentos da propriedade o título que que indique origem da comunhão e sua denominação, assim como, a situação, limites e características do imóvel, esclarecer se o condomínio É convencional, legal ou eventual. É importante lembrar que devem estar na mesma os requisitos do art. 588 do Código já mencionado, como as benfeitorias, a qualificação e especificação dos condôminos de imóveis com benfeitorias e culturas. 14 – Qual o prazo para a resposta do réu na ação de divisão de terras? Após as citações serem feitas o réu terá 15 dias para poder realizar a contestação de acordo com o artigo 577, do CPC. 15 – Existe mudança do rito quando o réu oferece sua resposta? Sim ou não? Sim, existe mudança de rito após a resposta do réu, antes da resposta o rito é especial a partir do momento que se tem a resposta passará para o rito comum, podemos ver na lei conforme elenca o artigo 578, do CPC de 2015. 16 – Como ocorre a fase da execução material da divisão? Há necessidade de trânsito em julgado da decisão? Podemos usar os artigos 590 e o 591 do CPC, onde é deixado claro que se faz necessária a nomeação dos peritos,sendo em seguida intimidados os condôminos para que eles possam apresentar dentro do prazo de 10 dias os títulos e assim fazer os pedidos com base dos seus quinhões. Após isso ocorrer tem o prazo de 15 dias para a inquirição das partes como traz o art. 592 do mesmo código, se caso não ocorra as impugnações, será assim determinado pelo juiz a divisão geodésica e caso ocorra impugnação o juiz terá o prazo de 10 dias proferirá uma decisão sobre os pedidos e os títulos que devam ser atendidos na formação dos quinhões. Assim, após feito o laudo pelos peritos, se tem o prazo de 15 dias as partes poder se manifestar. Para terminar, tendo a decisão do perito irá demarcar os quinhões, organizará assim o memorial descritivo e será lavrado o auto de divisão pelo escrivão, que ao fim contendo a assinatura do juiz e do perito responsável, sendo assim será proferida a sentença homologatória conforme traz o art. 597 do CPC. Os acadêmicos deverão analisar os julgados. Após análise, os acadêmicos deverão apresentar relatório de cada julgado, que deverá conter, no mínimo: relato dos fatos, síntese da decisão recorrida (sentença) e da decisão de segundo grau. Acórdão: Apelantes Deonir José Zamignan e Salete Zamigan e Apelados João Sinski e outros. Trata-se de Ação de de ação demarcatória e reivindicatória com demolitória e pedido liminar. Primeiramente, a Sentença foi de extinção, sendo que a petição inicial de tal maneira teve o , e diante da impossibilidade jurídica do pedido, sendo a área em litígio indivisível. Ingressaram com o presente recurso de Apelação, em que alegaram que a transmissão da propriedade que a mesma foi adquirida através de leilão já era permitida, entretanto foram impedidos de tomar posse a totalidade do imóvel e ressaltaram toda a insatisfação pela negativa de exercerem o direito à propriedade por conta da metragem mínima exigida. No voto a Desembargadora conheceu do recurso mas negou o provimento, que no mesmo sentido concordou com a resposta, a sentença em não ter os Apelantes direito de 50% de um imóvel, pois tal desmembramento é impossível, visto que o município possui lei municipal onde a metragem mínima deve ser de 360m2, sendo assim dá pra entender que a lei municipal não ofende o direito à propriedade e que estes estão em harmonia com o princípio da autonomia constitucional dos Municípios. Sentença nesse caso foi mantida mantida. Acórdão : Apelação interposta por Ilvo Luiz Sehn e outros contra os Apelados Gerta Waechter e outros. Trata-se de Ação divisória e demarcatória com pedido possessório. A Sentença foi julgada parcialmente procedente e determinou a demarcação dos imóveis das partes conforme perícia e laudo realizados, sendo observado a linha divisória já traçada. O motivo do ajuizamento foi relacionado a quantidade de terras que foram encontradas por medição realizada pelos Apelados, mostrando assim que por mais de 40 anos esteve tudo no mesmo lugar, não possuindo dúvidas sobre a demarcação. No julgamento os Desembargadores decidiram por reformular a Sentença, deixando claro que, os marcos não estão apagados, e as divisas continuam bem definidas, sendo improcedente os pedidos dos Apelantes. Acórdão: os apelantes Pedro Sousa da Cruz e Apelados Nereu Moreira Andrade . Inicialmente, as pessoas Pedro e Maria ingressaram com a ação para estabelecer a demarcação e a divisão de um terreno rural de 5 hectares a ser desmembrada de um terreno rural de 10 hectares, onde o Nereu diz que é de sua propriedade o terreno de 5 hectares. Tendo em vista, que a sentença foi de extinção por não ter o interesse de agir, o qual alegavam que tal ação era essencial para regularizar o imóvel no Registro de Imóveis, que não tinha registro da escritura pública, ainda quanto a Ação Demarcatória, o juiz entendeu que as demarcações não podem ser contestadas pois tal área foi incluída ali justamente pelos Apelados. As partes alegam que possuem interesse de agir, e que gostariam de ter a área adquirida regularizada. No voto entendeu-se que o recurso deveria ser conhecido, mas não provido. Apelação foi improvida pelos seguintes fundamentos: pelos mesmos fundamentos da Sentença e também outras não mencionadas como: mesmo que tenha a escritura pública de compra e venda, não trouxeram aos autos prova de que foi feito o registro dessa escritura na matrícula do imóvel, ou seja, a propriedade não foi transferida. Ressalta-se que com base no art. 589 do CPC somente cabe ao proprietário a ação demarcatório, o que não ocorre no caso, visto que apenas são possuidores. No caso tem-se uma ação que é necessário a citação dos demais extremantes (art. 570 do CPC, litisconsórcio passivo), o que não ocorreu. Ainda, é possível verificar que as extremas encontram-se bem demarcadas, e apenas falta um georreferenciamento do imóvel originário como todo. Em relação a ação de divisão, falta o interesse de agir aos autores, visto que, para tal ação pressupõe que o terreno esteja sem divisões, o que não ocorre, pois não há qualquer conflito quanto aos limites. Ainda no voto o Desembargador entendeu que as partes queriam na verdade burlar as exigências feitas pelo Ofício de Registro de Imóveis, uma vez que, não tinham dinheiro para custear o procedimento. A sentença foi mantida.