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Definição • Inflamação da glândula mamaria, de origem plurietiológica e multifatorial Importância • Prejuízos • Produção • Sanidade Obs.: na prática não ocorre; devido as perdas econômicas o leite é destinado a locais onde não possui inspeção Saúde publica • Veículo de toxinas Þ Toxinas bacterianas são altamente resistentes a altas temperaturas • Brucelose • Tuberculose • Listeriose • Leptospirose • Outras infecções Epidemiologia Classificação das mastites: Quanto a forma de manifestação • Clínica • Subclínica = ocorre mais • Para cada caso de mastite clínica, possuem 25 casos de mastite subclínica • Teste da caneca – para diagnósticar mastite clínica • Teste de WMT ou CMT = para diagnósticar mastite subclínica Teste CMT Quanto ao tipo de agente causador • Ambiental Þ Ocorre entre as ordenhas Þ Ex.: após a ordenha “esfregar” o teto no chão • Contagiosa Þ Ocorre no momento da ordenha Mastite CCS = contagem de células somáticas • Célula somática = responsáveis pela formação de tecidos e órgãos em organismos multicelulares Agentes ambientais Bacterianas • Escherichia coli • Enterobacter aerogenes • Klebsiella pneumoniae • Salmonella sp. • Pseudomonas aeruginosa • Nocardia sp. • Clostridium perfringens = Þ Associadas a mastites que alteram muito a glândula mamaria Þ Produção de toxinas Fungos ou algas Obs.: geralmente os animais estão condenados • Cândida albicans • Cryptococcus sp. • Aspergillus sp. • Prototheca sp. • Geptrichum spp. Contagiosa • Staphylococcus aureus Þ Pode causar mastite gangrenosa – putrefação do tecido morto • Streptococcus agalactae • Corynebacterium bovis • Mycoplasma sp. Mastite de verão = extremamente contagiosa • Associada a moscas Inspeção da glândula mamária Antibióticos menos resistentes para tratar mastite • Vancomicina • Norfloxacina • Enrofloxacina • Tetraciclina • Novobiocina • Cloranfenicol • Sulfa + trimetoprim • O ideal é fazer a análise do leite para ter um antibiograma e usar o antibiótico ideal Fatores de risco • Idade da vaca • Produção de leite • Estágio e número de lactações • Conformação do úbere e tetas • Dieta e estresse térmico • Instalações • Época do ano Patogenia • Infecção => lesão => reação inflamatória => alteração do pH do leite => descamação epitelial Diagnóstico Direto • Inspeção direta Þ Avaliação de inspeção Þ Conformidade dos tetos, presença de nódulos, ulceração, tamanho anormal, coloração Þ Características do leite (pus, aquoso, coloração etc.) Þ Limpeza do teto => descarte dos 2 ou 3 primeiros jatos de leite (na caneca para não contaminar o chão) => colocar no tubo e identificar (4º mamário, nome) => enviar para laboratório – cultivo em ágar sangue • Teste de caneca • Microbiológico Indireto • CMT Þ Utiliza-se detergente que reage com o leite • CCS Þ Pode haver contagem eletrônica Þ Caprinos e ovinos > 1.000.000 de células = alteração Þ Bovinos > 200.000 células = alteração • WMT – pouco utilizado Profilaxia Administração de antimicrobianos por via intramamária ou sistêmica • Mastite clínica • Tratamento vacas cheias Þ 1 = ordenha completa Þ 2 = aplicação do antimicrobiano (via intramamária) Þ 3 = 3 a 5 aplicações com intervalos de 8, 12 e 24h • Associar terapêutica sistêmica • Respeitar o período de carência Þ Intramamária Þ Parental • Tratamento vaca seca Þ 1 = ordenha completa Þ 2 = aplicação antimicrobiano (via intramamária) Þ 3 = 1 aplicação • Pré e pós dipping • Lugol ou Iodo a 0,5% 100ml no quarto mamário afetado por 2 dias seguidos – esse quarto mamário nunca mais vai dar leite • Identificar a frequência dos casos clínicos e subclínicos • Segregação e tratamento dos animais com mastite clínica • Desinfecção das ordenhadeiras • Linhas de ordenha