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SÉRIE
CONCURSO
LÍNGUA PORTUGUESA
INFORMÁTICA
ÉTICA
DIREITO CONSTITUCIONAL
DIREITO ADMINISTRATIVO
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Agência Nacional de Telecomunicações
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Publisher
APOSTILA ANATEL: Nível Médio – Técnico. Curitiba: Editora Sem Fronteiras, 2006.
Coleção Cadernos Digitais. Série Concurso. 595 p.
ISSN 1245-1001 (9111)
1. Apostila – Concurso – Anatel – Médio. 2. Cadernos Digitais – Série. I. Título.
CDD 341.3513
Ficha Catalográfica
FASCÍCULO PÁGINA
LÍNGUA PORTUGUESA 05
INFORMÁTICA 121
ÉTICA 165
DIREITO CONSTITUCIONAL 220
DIREITO ADMINISTRATIVO 342
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 454
Sumário
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO
FASCÍCULO
LÍNGUA
PORTUGUESA
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 5
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 6
LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO, INTERPRETAÇÃO E REESCRITURA DE TEXTOS
Compreender um fato é analisá-lo com todos os detalhes, com todas as conseqüências
relacionadas a esse fato, por exemplo quando ouvimos dizer que mais algumas pessoas foram
dispensadas do emprego, temos que compreender este fato, analisá-lo levando em conta a
situação econômica do país como um todo e não apenas olhar a situação daquela empresa
que dispensou os funcionários. compreenderemos, assim, as razões que levaram mais uma
empresa a demitir, analisaremos mais a fundo a questão para não ficarmos só com aquela
impressão de que “mandou embora porque é mau, pois há outras razões que, às vezes, não
aparecem.
Interpretar significa comentar, explicar algo. Podemos dizer que interpretar um fato é dar
a ele um valor, uma importância pessoal. Para mim, o fato do Flamengo estar fazendo uma
campanha desastrosa é muito triste, para outro torcedor, do Palmeiras, isto pode ser uma
alegria!
Mas, o que tem isso a ver com compreensão e interpretação de textos?
Compreendemos um texto, quando o analisamos por inteiro, quando o vemos por
completo. Interpretamos um texto, quando damos a ele um valor pessoal, um valor nosso. Por
exemplo, um fato ocorre numa rua, muitas pessoas presenciam-no, se o repórter entrevistar
cada uma das pessoas que viu o fato, terá histórias diferentes e todas verdadeiras, todas com
um valor pessoal diferente. Mas, como, então faremos a compreensão e a interpretação do
texto, se cada pessoa possui uma maneira pessoal de entender e interpretar os fatos?
A resposta não é simples. Apesar do texto possibilitar as variadas interpretações, ele
possui uma estrutura interna, um jeito próprio de ser que garante uma idéia principal, a do
autor, quando escreveu o texto.
O autor pensa em algo quando escreve o texto, nós, quando lemos o texto, podemos dar
a ele nosso valor, nossa interpretação pessoal ao texto, mas mesmo assim, ele ainda possuirá
uma idéia básica, cabe a nós também acharmos essa idéia.
Nas provas, é essa idéia que precisamos encontrar ao lermos o texto e ao responder as
questões de interpretação.
O primeiro passo para interpretar um texto, depois de lê-lo, é identificar qual o tipo de
texto que lemos.
Há três tipos de texto básicos:
a) Descrição
b) Narração
c) Dissertação
NARRAÇÃO: um texto é narrativo, quando ele conta um fato seja ele verdadeiro ou não
(real ou ficcional).
DESCRIÇÃO: um texto é uma descrição, quando caracteriza, fotografa, conta os
detalhes de alguém, de uma paisagem, de um animal, de um sentimento, etc.
DISSERTAÇÃO: um texto é uma dissertação, quando discute uma idéia, defende uma
proposta. Cada tipo de texto possui uma maneira específica de ser escrito, importante dizer
que na NARRAÇÃO, aparece o texto descritivo; nas provas não aparece o texto descritivo
sozinho, ele sempre vem incluído na história.
CADERNOS DIGITAIS
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ELEMENTOS BÁSICOS DA ESTRUTURA DO TEXTO NARRATIVO
NARRADOR: é aquele que conta a história para nós (que quando lemos somos leitores).
PERSONAGEM: é aquele ou aquela que vive a história; personagem pode ser pessoa, animal,
objeto, etc. Há a personagem protagonista, que é sempre do lado do bem; há a personagem
antagonista que é sempre personagem do mal.
ESPAÇO: o local onde acontece a história, pode ser um local que existe (real) ou não
(ficcional).
TEMPO: quando aconteceu a história, no passado, no presente ou no futuro.
O FATO: é o motivo que deu origem à história; a história toda começou, por causa do fato.
Vamos agora dar alguns exemplos de interpretacão de texto.
ALGUNS ELEMENTOS BÁSICOS DA DISSERTAÇÃO
INTRODUÇÃO: nela apresentamos nossa proposta (tese), a idéia que queremos defender.
DESENVOLVIMENTO: nele apresentamos nossas provas, para defendermos nossas idéias,
apresentamos exemplos, números, tudo que possa contribuir para defender nossa idéia.
CONCLUSÃO: aqui daremos um fecho para nossa idéia, diremos se é para agora, se nunca
poderá ser feita, apesar de ser uma boa idéia, etc.
Texto 1
O CARACOL E A PITANGA
MilIor Fernandes
Há dois dias o caracol galgava lentamente o tronco da pitangueira, subindo e parando,
parando e subindo. Quarenta e oito horas de esforço tranqüilo, de caminhar quase filosófico.
De repente, enquanto ele fazia mais um movimento para avançar, desceu pelo tronco,
apressadamente, no seu passo fustigado e ágil, uma formiga-maluca, dessas que vão e vêm
mais rápidas que coelho de desenho animado. Parou um instantinho, olhou zombeteira o
caracol e disse: “Volta, volta, velho! Que é que você vai fazer lá em cima? não é tempo de
pitanga.” “Vou indo, vou indo.” - respondeu calmamente o caracol.
— “Quando chegar lá em cima vai ser tempo de pitanga.”
(Texto retirado do livro Fábulas Fabulosas - Editora Nórdica Ltda.)
1) Quem são os personagens dessa história?
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................................................................................................................................................2) Diga quem é o protagonista e o antagonista.
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SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 8
3) A formiga-maluca é descrita de que maneira?
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4) O caracol é descrito de que maneira?
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5) A formiga, quando mandou o caracol voltar, teve qual intenção?
a) ser amável e fazer um favor ao caracol
b) ser sincera, apesar de ser maluca.
c) ser irônica, ridicularizando a lerdeza do caracol.
d) ser a primeira a chegar lá em baixo.
e) n.d.a.
6) Qual é o provérbio que melhor resume a história?
a) Segues a formiga se quiseres viver sem fadiga,
b) Com bom sol se estende o caracol.
c) A fruta proibida é a mais gostosa.
d) Caminho começado é meio caminho andado.
e) n.d.a.
Texto 2
CLARISSA
Clarissa desperta alegre e escreve em seu diário:
“Hoje é sábado de Aleluia. Vou ao baile do Recreio com Lia e Léa.
Sei que vou encontrar lá as mesmas pessoas de sempre, que a orquestra vai tocar as
mesmas músicas e que o Dr. Penteado vai me dizer as mesmas frases. Não faz mal. Ao menos
a gente se diverte um tiquinho. Eu já ando muito triste com essas coisas que acontecem aqui
em casa. Só se fala em dinheiro, negócios e coisas tristes. Todo mundo anda com cara de
condenado. Se continua nessa vida, acabo ficando velha depressa. Assim como a tia Zezé. Um
dia desses, estive reparando bem na carinha dela. Está toda enrugada, parece um mapa
hidrográfico que temos lá no colégio. Coitadinha!
— Não pode durar muito. Que Deus a conserve com saúde! Se ela morresse, então vinha mais
tristeza e tudo ficava pior. Já estou me desviando do assunto. Pois tia Zezé foi moça e bonita.
(Dizem, está claro que não vi). Um dia mamãe me mostrou um jornal do tempo antigo, todo
amarelado e roído de traça. Trazia uma noticia que falava na prendada Srta. Maria José de
Albuquerque, uma das flores mais lindas que enfeitam os jardins de Jacareacanga. Os moços
andavam ao redor dela. Houve um que lhe dedicou um livro de sonetos. Quando mamãe me
contou isso, fiz força para não rir na cara dela, porque tive a impressão perfeita de que os
sonetos de amor eram para esta tia Zezé e não para a tia Zezé jovem do século passado.
Fiquei pensando muito na velhice. Parece mentira que uma moça pode ser bonita, viva,
inspirar versos a poetas, ter apaixonados e depois o tempo passa e essa moça vai ficando
mais velha, mais velha, até virar passa de figo: enrugada, encurvada, de cabelos brancos, sem
dentes (que horror! sem dentes!). A vida é muito engraçada. Não, a vida é muito triste. Haverá
coisa mais terrível do que a gente ser velha e lembrar de que foi moça. Ser velha e ir olhar num
CADERNOS DIGITAIS
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espelho e ver dentro dele uma cara que é quase uma caveira? E quando vem a caduquice? A
gente anda resmungando pelos cantos, mascando fumo e se portando como criança de três
anos.
Só de escrever isso, já me sinto velha. Eu estou vendo a minha cara ali no espelho.
Graças a Deus ainda tenho dezesseis anos. Hoje o dia está muito alegre. Os passarinhos
cantam na paineira. E sábado de Aleluia e Jesus Cristo já ressuscitou. Não é pecado estar
alegre e cantar.
Ainda não fui tomar café e são nove horas. Tenho medo de descer, dar com a cara triste
de papai e ficar triste também.
Não! Preciso ir ao baile, dançar um pouco e continuar alegre. Amanhã a gente vira passa
de figo. Vamos aproveitar a vida.
1) O texto lido é:
a) narrativo
b) descritivo
c) dissertativo
d) um diálogo
e) n.d.a.
2) O texto lido faz parte de um diário. Diário é:
a) um livro de cabeceira.
b) um caderno onde são registrados assuntos sobre dinheiro e negócios.
c) um caderno ou álbum onde se registram fatos cotidianos da vida de uma pessoa.
d) um caderno onde se registram poemas dedicados pessoa.
e) n.d.a.
3) Na opinião de Clarissa, o baile daquele dia seria:
a) muito animado.
b) muito diferente dos outros.
c) muito monótono.
d) um pouco diferente dos outros.
e) n.d.a.
4) Os acontecimentos domésticos:
a) deixavam Clarissa muito alegre.
b) faziam Clarissa se sentir velha.
c) davam a Clarissa um ar de condenada.
d) deixavam Clarissa muito triste.
e) n.d.a.
5) Clarissa sentia:
a) que seu assunto tinha continuidade.
b) muita felicidade, pois sua família era alegre.
c) que a morte seria o melhor remédio para a tia Zezé.
d) muita pena da tia Zezé, pois ela estava muito velha.
e) n.d.a.
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6) O jornal visto por Clarissa:
a) trazia noticias sobre todos os assuntos da cidade.
b) enaltecia as flores e os jardins da cidade.
c) pertencia a velhos tempos, amarelecido e roído pelas traças.
d) falava sobre as prendas da Srta. Maria José de Albuquerque.
f) n.d.a.
7) Clarissa riu porque:
a) teve a impressão de que os sonetos eram de amor.
b) teve a impressão de que os sonetos eram para a tia Zezé velha e não para a tia
Zezé moça.
c) um moço lhe ofereceu um livro de sonetos.
d) os moços tentavam conquistar a tia Zezé.
e) n.d.a.
8) Segundo o texto, uma moça bonita pode:
a) ficar toda velha com o passar do tempo.
b) ficar de cabelos brancos, sem dentes e virar passa de figo.
c) ser igual à própria vida.
d) ser linda, inspiradora de poetas, viva, ter apaixonados, ficar velha, feia e desdentada.
e) n.d.a.
9) Para Clarissa, a vida é:
a) muito engraçada e não muito triste.
b) não muito engraçada e sim muito triste.
c) muito engraçada e muito triste ao mesmo tempo.
d) uma coisa terrível, com lembranças da mocidade.
e) n.d.a.
10) Ser velha, para Clarissa é:
a) olhar-se no espelho e ver caveiras.
b) olhar-se no espelho e ver dentro dele a caduquice chegando
c) olhar-se no espelho e ver uma velha caveira.
d) olhar-se no espelho e enxergar uma quase caveira.
e) n.d.a.
11) Clarissa se sentia velha em:
a) escrever fatos sobre a velhice.
b) pensar em andar mascando fumo, resmungando e se portando como criança de três
anos.
c) em ver seu rosto no espelho.
d) enxergar no espelho um rosto que era quase uma caveira.
e) n.d.a.
Texto 3
Não é nada fácil para a mãe que trabalha fora ouvir, na hora de sair, o filho chorar e pedir
para que não vá trabalhar. É um momento doloroso e traumático para a criança, que ocorre tão
logo ela comece a ter noção da mãe como indivíduo. Se for bem trabalhado, este sentimento
de culpa e perda que mãe e filho sentem tende a desaparecer com o tempo.
CADERNOS DIGITAIS
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Hoje em dia, trabalhar fora não é só uma opção, mas também uma necessidade na vida
da mulher moderna, que ajuda no orçamento familiar e busca sua realização na sociedade. É
importante que ela entenda seus papéis e seus limites no mundo moderno. Isso a ajuda a se
relacionar com seu filho sem culpa, o que é fundamental para a criança.
A presença da mãe é essencial para o bem-estar da criançae a separação momentânea é
sentida como uma perda pelo pequeno. O trabalho é o grande vilão para ele, pois limita o
tempo disponível da mãe e muitas vezes afeta a qualidade das horas passadas com a criança.
É comum a mulher chegar cansada e preocupada ao fim de um dia de trabalho. Mas a maneira
como vai lidar com esta situação e os sentimentos envolvidos é que vai definir a reação do filho
e adaptá-los melhor à realidade, inclusive tornando mais fácil para ele aceitar a pessoa com
quem vai ficar em casa ou a tia do colégio.
Revista “Pais e Filhos”
1) Este é um texto:
a) Narrativo
b) Descritivo
c) Dissertativo
d) Narrativo-descritivo
e) n.d.a.
2) O tema / o assunto do texto é:
a) O problema da mulher que trabalha fora, tendo filho /filhos.
b) O problema da mulher que não tem filho.
c) O problema da mulher desempregada.
d) O problema da mãe solteira.
e) n.d.a.
3) Por que para o autor trabalhar fora não é só uma opção?
a) Porque a mulher não quer mais ficar em casa.
b) Porque a mulher ajuda no orçamento e no sustento da casa.
c) Porque a mulher quer sair para ter mais amigos e amigas.
d) Porque o homem não gosta de mulher que só fica em casa.
e) n.d.a.
4) Por que o trabalho é visto como o grande vilão pelo filho?
a) Porque trabalhar é ruim.
b) Porque trabalhar faz com que a mãe chegue cansada.
o) Porque ele limita o tempo disponível da mãe.
d) Porque o filho fica com ciúmes.
e) n.d.a.
5) Qual a solução que o autor apresenta para o problema da mãe trabalhar fora?
a) Não trabalhar.
b) Trabalhar em casa, fazendo doces e salgados.
o) Não ter filhos.
d) Ter duas empregadas.
e) n.d.a.
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Respostas
Texto 1 – 1) O caracol e a formiga-maluca
2) Protagonista: caracol
Antagonista: formiga-maluca
3) Ágil, rápida e zombeteira
4) Tranqüilo, sábio e velho
5) c
Texto 2 – 1) a 4) d 7) b 10) d
2) c 5) d 8) d 11) a
3) c 6) c 9) b
Texto 3 – 1) c 2) a 3) b 4) c 5) e
Obs.: Não se esqueça de que as suas respostas devem ser retiradas do texto, daquilo quem
está escrito no texto.
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REESCRITURA DE TEXTOS, INCLUINDO DOMÍNIO DAS RELAÇÕES
MORFOSSINTÁTICAS, SEMÂNTICAS E DISCURSIVAS.
Para se entender melhor o domínio das relações, é preciso distinguir a língua em duas
situações: a de pensamento e a de comunicação, salientando que qualquer atividade
Iingüística está impregnada na visão do mundo que os usuários tem.
Existem dois momentos na gramática portuguesa: a gramática da palavra e a gramática
da frase.
A gramática das palavras se divide em dez classes, a gramática da frase tem relações
com critérios ora morfossintáticos, dividindo a oração em termos essenciais e acessórios; ora
sintáticos, tratando da transitividade direta e/ou indireta, considerando a unidade lingüística da
frase um pouco mais complexa que a da palavra.
A relação entre a Morfologia e a Sintaxe denomina-se Morfossintaxe, cabe a ela a análise
dos elementos formadores de palavras e das frases e das regras a que obedecem quando se
relacionam.
Veja, abaixo, a reunião dessas duas análises na oração: Elas são tão lindas.
Morfologia Sintaxe
Análise morfológica
(classes gramaticais)
Análise sintática
(função das palavras)
Elas - pronome pessoal
são - verbo
tão - advérbio
lindas - adjetivo
Elas - sujeito
são tão lindas -
predicado
tão - adjunto
adverbial lindas -
predicativo do sujeito
(Análise Sintática)
oração
sujeito predicado
núcleo v. de ligação adjunto adverbial pred. do sujeito
Elas são tão lindas.
pronome verbo advérbio adjetivo
(Análise Morfológica)
Através da semântica, estudamos as mudanças de significado sofridas pelas formas
lingüísticas através do tempo e do espaço.
As relações de significado entre as palavras constituem um poderoso instrumento de
organização dos textos. As palavras de significados opostos como “amor / ódio” ou “vida /
morte” são chamadas de antônimos; as palavras de significados próximos como “gostoso /
saboroso” ou “agradável / aprazível” são chamadas de sinônimas.
Todo texto, oral ou escrito, é produzido num determinado contexto que envolve aspectos
como quem está falando, com quem, por que, dando o sentido global do texto. E através desse
conjunto de fatores que formam a situação, a qual chamamos contexto discursivo.
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TIPOLOGIA TEXTUAL
NARRAÇÃO, DESCRIÇÃO E DISSERTAÇÃO
NARRAÇÃO: Desenvolvimento de ações. Tempo em andamento.
DESCRIÇÃO: Retrato através de palavras. Tempo estático.
DISSERTAÇÃO: Desenvolvimento de idéias. Temporais/Atemporais.
Texto
Em um cinema, um fugitivo corre desabaladamente por uma floresta fechada, fazendo zigue-zagues. Aqui
tropeça em uma raiz e cai, ali se desvia de um espinheiro, lá transpõe um paredão de pedras ciclópicas, em seguida
atravessa uma correnteza a fortes braçadas, mais adiante pula um regato e agora passa, em carreira vertiginosa, por
pequena aldeia, onde pessoas se encontram em atividades rotineiras.
Neste momento, o operador pára as máquinas e tem-se na tela o seguinte quadro: um homem (o fugitivo),
com ambos os pés no ar, as pernas abertas em larguíssima passada como quem corre, um menino com um cachorro
nos braços estendidos, o rosto contorcido pelo pranto, como quem oferece o animalzinho a uma senhora de olhar
severo que aponta uma flecha para algum ponto fora do enquadramento da tela; um rapaz troncudo puxa, por uma
corda, uma égua que se faz acompanhar de um potrinho tão inseguro quanto desajeitado; um pajé velho, acocorado
perto de uma choça, tira baforadas de um longo e primitivo cachimbo; uma velha gorda e suja dorme em uma já
bastante desfiada rede de embira fina, pendurada entre uma árvore seca, de galhos grossos e retorcidos e uma cabana
recém-construída, limpa, alta, de palhas de buriti muito bem amarradas...
Antes de exercitar com o texto, pense no seguinte:
Narrar é contar uma história. A Narração é uma seqüência de ações que se desenrolam na linha do tempo, umas
após outras. Toda ação pressupõe a existência de um personagem ou actante que a prática em determinado mo-
mento e em determinado lugar, por isso temos quatro dos seis componentes fundamentais de que um emissor ou
narrador se serve para criar um ato narrativo: personagem, ação, espaço e tempo em desenvolvimento. Os outros
dois componentes da narrativa são: narrador e enredo ou trama.
Descrever é pintar um quadro, retratar um objeto, um personagem, um ambiente. O ato descritivo difere do
narrativo, fundamentalmente, por não se preocupar com a seqüência das ações, com a sucessão dos momentos,
com o desenrolar do tempo. A descrição encara um ou vários objetos, um ou vários personagens, uma ou várias
ações, em um determinado momento, em um mesmo instante e em uma mesma fração da linha cronológica. É a
foto de um instante.
A descrição pode ser estática ou dinâmica.
• A descrição estática não envolve ação.
Exemplos: "Uma velha gorda e suja."
"Árvore seca de galhos grossos e retorcidos."
• A descrição dinâmica apresenta um conjunto de ações concomitantes, isto é, um conjunto de ações que
acontecemtodas ao mesmo tempo, como em uma fotografia. No texto, a partir do momento em que o operador
pára as máquinas projetoras, todas as ações que se vêem na tela estão ocorrendo simultaneamente, ou seja,
estão compondo uma descrição dinâmica. Descrição porque todas as ações acontecem ao mesmo tempo,
dinâmica porque inclui ações.
Dissertar diz respeito ao desenvolvimento de idéias, de juízos, de pensamentos.
Exemplos:
"As circunstâncias externas determinam rigidamente a natureza dos seres vivos, inclusive o homem..."
"Nem a vontade, nem a razão podem agir independentemente de seu condicionamento passado."
Nesses exemplos, tomados do historiador norte-americano Carlton Hayes, nota-se bem que o emissor
não está tentando fazer um retrato (descrição); também não procura contar uma história (narração); sua
preocupação se firma em desenvolver um raciocínio, elaborar um pensamento, dissertar.
Quase sempre os textos, quer literários, quer científicos, não se limitam a ser puramente descritivos,
narrativos ou dissertativos. Normalmente um texto é um complexo, uma composição, uma redação, onde se
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misturam aspectos descritivos com momentos narrativos e dissertativos e, para classificá-lo como narração,
descrição ou dissertação, procure observar qual o componente predominante.
Exercícios de fixação
Classifique os exercícios a seguir como predominantemente narrativos, descritivos ou dissertativos.
I. Macunaíma em São Paulo
Quando chegaram em São Paulo, ensacou um pouco do tesouro para comerem e barganhando o resto
na bolsa apurou perto de oitenta contos de réis. Maanape era feiticeiro. Oitenta contos não valia muito mas o herói
refletiu bem e falou pros manos:
- Paciência. A gente se arruma com isso mesmo, quem quer cavalo sem tacha anda de a-pé...
Com esses cobres é que Macunaíma viveu.
(ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. 15ª ed., São Paulo, Martins, 1968. p. 50.)
II. Subúrbio
O subúrbio de S. Geraldo, no ano de 192..., já misturava ao cheiro de estrebaria algum progresso.
Quanto mais fábricas se abriam nos arredores, mais o subúrbio se erguia em vida própria sem que os habitantes
pudessem dizer que a transformação os atingia. Os movimentos já se haviam congestionado e não se poderia
atravessar uma rua sem deixar-se de uma carroça que os cavalos vagarosos puxavam, enquanto um automóvel
impaciente buzinava lançando fumaça. Mesmo os crepúsculos eram agora enfumaçados e sanguinolentos. De
manhã, entre os caminhões que pediam passagem para a nova usina, transportando madeira e ferro, as cestas de
peixe se espalhavam pela calçada, vindas através da noite de centros maiores.
(LISPECTOR, Clarice. A cidade sitiada. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1982. p. 13.)
III. São Paulo
Que aconteceria, entretanto, se se conseguisse dar de repente a todos esses párias uma moradia
condigna, uma vida segundo padrões civilizados, à altura do que se ostenta nas grandes avenidas do centro, com
seu trânsito intenso, suas lojas de Primeiro Mundo e seus yuppies* esbaforidos na tarefa de ganhar dinheiro? Aí
está outro aspecto da tragédia, também lembrado por Severo Gomes. Explica-se: São Paulo é o maior foco de
migrações internas, sobretudo do Nordeste; no dia em que as chagas da miséria desaparecessem e a dignidade
da existência humana fosse restaurada em sua plenitude, seriam atraídas novas ondas migratórias, com maior
força imantadora. Assim, surgiriam logo, num círculo vicioso, outros focos de miséria.
(CASTRO, Moacir Werneck de. Alarma em São Paulo. Jornal do Brasil, 9 mar. 1991.)
IV.
A Declaração Universal dos Direitos. Humanos, aprovada em 1948 pela Assembléia-Geral das Nações
Unidas, manteve-se silente em relação aos direitos econômicos, sociais e culturais, o que era compreensível pelo
momento histórico de afirmação plena dos direitos individuais.
V.
"Depois do almoço, Leôncio montou a cavalo, percorreu as roças e cafezais, coisa que bem raras vezes
fazia, e ao descambar do Sol voltou para casa, jantou com o maior sossego e apetite, e depois foi para o salão,
onde, repoltreando-se em macio e fresco sofá, pôs-se a fumar tranqüilamente o seu havana."
VI.
"Os encantos da gentil cantora eram ainda realçados pela singeleza, e diremos quase pobreza do modesto
trajar. Um vestido de chita ordinária azulclara desenhava-lhe perfeitamente com encantadora simplicidade o porte
esbelto e a cintura delicada, e desdobrando-se-lhe em rodas amplas ondulações parecia uma nuvem, do seio da
qual se erguia a cantora como Vênus nascendo da espuma do mar, ou como um anjo surgindo dentre brumas
vaporosas."
VII.
"Só depois da chegada de Malvina, Isaura deu pela presença dos dois mancebos, que a certa distância a
contemplavam cochichando a respeito dela. Também pouco ouvia ela e nada compreendeu do rápido diálogo que
tivera lugar entre Malvina e seu marido. Apenas estes se retiraram ela também se levantou e ia sair, mas
Henrique, que ficara só, a deteve com um gesto."
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VIII.
"Bois truculentos e nédias novilhas deitadas pelo gramal ruminavam tranqüilamente à sombra de altos
troncos. As aves domésticas grazinavam em torno da casa, balavam as ovelhas, e mugiam algumas vacas, que
vinham por si mesmas procurando os currais; mas não se ouvia, nem se divisava voz nem figura humana. Parecia
que ali não se achava morador algum."
(GUIMARAES, Bernardo. A escrava Isaura. 17ª ed., São Paulo, Ática, 1991.)
IX.
A demissão é um dos momentos mais difíceis na carreira de um profissional. A perda do emprego
costuma gerar uma série de conflitos internos: mágoa, revolta, incerteza em relação ao futuro e dúvidas sobre sua
capacidade. Mesmo sendo uma possibilidade concreta na vida de qualquer profissional, somos quase sempre
pegos de surpresa pela notícia.
X.
Não basta a igualdade perante a lei. É preciso igual oportunidade. E igual oportunidade implica igual
condição. Porque, se as condições não são iguais, ninguém dirá que sejam iguais as oportunidades.
XI.
"A palavra nepotismo foi cunhada na Idade Média para designar o costume imperial dos antigos papas de
transformar sobrinhos e netos em funcionários da Igreja. Meio milênio depois, tais hábitos se multiplicaram na
administração pública brasileira. Investidos em seus mandatos, os deputados de Brasília chamam a família para
assessorá-los, como se fossem levar problemas domésticos, e não os da comunidade, para o plenário."
GABARITO
I – Narrativo
II – Descritivo
III - Dissertativo-Argumentativo
IV - Dissertativo
V – Narrativo
VI – Descritivo
VII – Narrativo
VIII – Descritivo
IX – Dissertativo
X – Dissertativo
XI - Dissertativo-Informativo
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 18
PARÁFRASE, PERÍFRASE, SÍNTESE E RESUMO
PARÁFRASE
Paráfrase é o comentário amplificativo de um texto ou a explicação desenvolvida de um texto.
O maior perigo que enfrenta quem explica um texto é a paráfrase. Vamos tomar como exemplo:
"Um gosto que hoje se alcança,
Amanhã já não o vejo;
Assim nos traz a mudança
De esperança em esperança
E de desejo em desejo.
Mas em vida tão escassa
Que esperança será forte?
Fraqueza da humana sorte,
Que, quanto na vida passa,
Está receitando a morte."
(Camões)
Eis aqui um tipo de paráfrase:
"Luís Vaz de Camões, o grande poeta luso, nos fala, nestes versos, da fugacidade dos bens, que hoje
alcançamos e amanhã perdemos; mesmo a esperança e os desejos são frágeis e a própria vida se esvai
rapidamente, caminhando para a morte. Tinha o poeta muita razão, pois, realmente, na vida, todos os gostos
terrenos se extinguem como um sopro: o homem, que sempre vive esperando e desejando alguma coisa, tem
constantemente a alma preocupada com o seu destino. Ora, mesmo que chegue a realizar seus sonhos, estes
não perduram ...”
Poderíamos, assim, continuarindefinidamente, dando voltas ao redor do texto, sem penetrar em seu
interior, sem saber o que é que realmente existe nele. Ou então, tendo em mente a forma em que o poema é
construído, poderíamos acrescentar umas observações vulgares:
" ... estes versos são muito bonitos; soam muito bem e elevam o espírito. Constituem uma décima."
Um exercício realizado assim não é uma explicação, é palavreado inútil. A paráfrase pode ser bela
quando realizada por um grande escritor ou por um bom orador.
Não devemos usar o texto como pretexto, ou seja, o comentário de um texto não deve servir de meio
para expormos certos conhecimentos que não iluminam ou esclarecem diretamente a passagem que
comentamos.
Para tornar isto claro, voltemos ao exemplo anterior. Se alguém tomasse a estrofe de Camões como
pretexto para mostrar seus conhecimentos histórico-literários poderia escrever, por exemplo, o seguinte:
"Estes versos são de Luís Vaz de Camões. Este poeta nasceu em Lisboa, em 1524. Supõe-se que
estudou em Coimbra, onde teria iniciado suas criações poéticas. Escreveu poesias líricas, peças de teatro e ‘Os
Lusíadas’, o imortal poema épico da raça lusitana..."
Quem assim procede perde-se num emaranhado de idéias secundárias, desprezando o essencial. Utiliza
o texto como pretexto, mas não o explica.
Para comentar ou explicar um texto não devemos deter-nos em dados acidentais, perdendo de vista o
que é mais importante.
Em resumo:
1°) explicar um texto não consiste em uma paráfrase do conteúdo, ou em elogios banais da estrutura.
2°) não consiste, também, num alarde de conhecimentos a propósito de uma passagem literária.
EXPLICAR E NÃO PARAFRASEAR
Embora não se trate de uma tarefa demasiado difícil, comentar um texto consiste em ir raciocinando,
passo a passo, sobre o porquê daquilo que o autor escreveu. Isto pode ser feito com maior ou menor
profundidade.
Podemos concluir que explicar um texto é ir dando conta, ao mesmo tempo, daquilo que um autor diz e
de como o diz.
Podemos acrescentar, ainda, que uma determinada passagem (ou texto) poderá ter explicações
(interpretações) diferentes, conforme a cultura, a sensibilidade e até mesmo a habilidade de quem as realizar.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 19
A interpretação de textos exige uma ordem, afim de que as observações não se misturem. As fases que
constituem o comentário obedecem, pois, à seguinte ordem:
1) LEITURA ATENTA DO TEXTO
A explicação inicia-se, logicamente, com a leitura atenta do texto, que nos levará à sua compreensão.
Para isto é preciso ler devagar e compreender todas as palavras.
Logo, esta fase requer o uso constante do dicionário, o que nos proporciona conhecimentos que serão
úteis em certas ocasiões, tais como provas e exames, quando já não será possível recorrer a nenhuma fonte de
consulta.
Ao consultar o dicionário, temos que ficar atentos aos vários sinônimos de uma palavra e verificar
somente a acepção que se adapta ao texto.
Observe:
"Cordeirinha linda / Como folga o povo
Porque vossa vinda /Lhe dá lume novo." (Anchieta)
Folgar = tornar largo; descansar; divertir-se; regozijar-se.
Qual destas acepções interessa ao texto, para que o entendamos? A resposta é regozijar-se.
2) LOCALIZAÇÃO DO TEXTO
Em primeiro lugar, devemos procurar saber se um determinado texto é independente ou fragmento.
Geralmente percebemos isto no primeiro contato com o texto.
Quando se tratar de um texto completo, devemos localizá-lo dentro da obra total do autor.
Quando se tratar de um fragmento, devemos localizá-lo dentro da obra total do autor e a que obra
pertence. Se não nos for dito se o texto está completo ou fragmentário, iremos considerá-lo como completo se
tiver sentido total.
3) DETERMINAÇÃO DO TEMA
O êxito da interpretação depende, em grande parte, do nosso acerto neste momento do exercício.
Procuremos fixar o conceito de tema. Isto exige atenção e reflexão. É a fase de importância capital, pois
dela depende o sucesso do trabalho, que é interpretar.
Consideremos, por exemplo, a seguinte passagem do romance "Vidas Secas", de Graciliano Ramos:
Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também
deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se finara e os moradores
tinham fugido.
Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a
porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o
terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento
da cerca do curral. Trepou-se no mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume
dos urubus. Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo
tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e não quis
acordá-los. Foi apanhar gravetos, trouxe do chiqueiro das cabras uma braçada de madeira meio roída pelo cupim,
arrancou toureiras de macambira, arrumou tudo para a fogueira.
Acreditamos que a noção de assunto é clara, pois seu uso é comum quando se faz referência ao
"assunto" de um filme ou de um romance. Um texto pequeno, como este fragmento de Graciliano Ramos, também
tem um assunto; poderíamos contá-lo da seguinte maneira:
"Fabiano estava no pátio de uma fazenda. Ao seu redor, só havia ruínas. Não havia ninguém, nem
mesmo dentro da casa. As plantas e os animais estavam mortos. Ele procurava um lugar para alojar a família.
Como a casa estava fechada, pensou em ficar por ali mesmo e resolveu acender uma fogueira."
Trata-se, como podemos verificar, de uma simples redução do citado trecho, de uma síntese daquilo que
o texto narra de maneira mais extensa. Mas, os detalhes mais importantes da narração permanecem.
Para chegarmos ao tema devemos tirar do assunto, que contamos acima, todos os detalhes e procurar a
intenção do autor ao escrever estes parágrafos.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 20
Evidentemente, a intenção de Graciliano Ramos foi descrever a inutilidade da ação do homem,
subjugado pelo flagelo implacável da seca. Este é o tema, célula germinal do fragmento. Para exprimir o tema,
Graciliano tomou elementos como Fabiano e sua família, a fazenda abandonada, as ossadas, etc., e deu forma
definitiva a tudo isto no texto.
O tema deve ter duas características importantes: clareza e brevidade. Se tivermos que usar muitas
palavras para definir o tema, é quase certo que estamos enganados e que não chegamos, ainda, a penetrar no
âmago do texto.
O núcleo fundamental do tema poderá, geralmente, ser expresso por meio de uma palavra abstrata,
acompanhada de complementos. No exemplo anterior, esse núcleo fundamental é a inutilidade (da ação do
homem, etc.).
O tema não deve possuir elementos supérfluos que façam parte do assunto. Quando o autor nos mostra
Fabiano procurando, inutilmente, entrar na casa para abrigar-se, está usando elementos do assunto para
demonstrar-nos a inutilidade da ação do homem, naquelas circunstâncias adversas.
A definição do tema será, pois, clara, precisa e breve (sem falta ou sobra de elementos).
A tarefa de fixar o tema exige bastante cuidado e atenção porque é essencial para a interpretação.
4) DETERMINAÇÃO DA ESTRUTURA
Um texto literário não é um caos. O autor, ao escrever, vai compondo. Compor é colocar as partes de
um todo de tal modo que possam constituir um conjunto.
Até o menor texto - aquele que nos dão para comentar, por exemplo -, possui uma composição ou
estrutura precisa.
Os elementos da estrutura são solidários: todas as partes de um texto se relacionam entre si. E isto por
uma razão muito simples: se, num determinado texto, o autor quis expressar um tema, todas as partes que
possamos achar como integrantes daquele fragmento, estão contribuindo, forçosamente, para expressar o tema e,
portanto, relacionam-se entre si.
Paraque se torne clara a explicação desta fase, fragmento é cada uma das partes que podemos
descobrir no texto.
Por outro lado, há textos tão breves e simples, que se torna difícil, ou mesmo impossível, definir sua
composição.
5) CONCLUSAO
A conclusão é um balanço de nossas observações; é, também, uma impressão pessoal.
Deve terminar com uma opinião sincera a respeito do texto: muitas vezes, nos textos que nos
apresentam, temos que elogiar, se assim exigir a sua qualidade. Outras vezes, porém, o sentido moral ou o tema
talvez não nos agradem, e devemos dizê-lo.
Não devemos, também, repetir opiniões alheias. Nunca devemos dizer: "... é um texto (ou passagem)
muito bonito"; ou: "tem muita musicalidade ...". Ainda: "... descreve muito bem e com muito bom gosto", etc.
Podemos, então, rematar a conclusão do exame do texto de Graciliano Ramos, da seguinte maneira:
"O autor atinge plenamente seus fins através da expressão elaborada, que se condensa, despindo-se de
acessórios inúteis, numa plena adequação ao tema. Sem sentimentalismo algum, toca a sensibilidade do leitor,
através do depoimento incisivo e trágico da condição sub-humana em que se acham aquelas criaturas, que
escapam de sua posição de meras personagens de uma obra de ficção para alçarem-se em protagonistas do
drama social e humano que se desenrola no Nordeste brasileiro”.
Em essência, este é o método de comentário de textos. É preciso que tudo o que foi exposto seja
compreendido e fixado para que se torne possível a perfeita assimilação das normas do método.
PERÍFRASE
É o rodeio de palavras ou a frase que substitui o nome comum do próprio. Na perífrase sempre se
destaca algum atributo do ser. Exemplos:
! Visitei a Cidade Maravilhosa. (= Rio de Janeiro)
! O astro rei brilha para todos. (= Sol)
! O Rei do Futebol será homenageado em Paris. (= Pelé)
SÍNTESE E RESUMO
1) O QUE É UM TEXTO LITERÁRIO
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 21
Um texto literário pode ser uma obra completa (um romance, um drama, um conto, um poema ... ), ou um
trecho de uma obra.
De modo geral, os textos dados para comentário e interpretação devem ser breves; por isso, salvo
quando se trata de uma poesia curta, costumam ser fragmentos de obras literárias mais extensas. Atualmente,
crônicas e artigos de jornais e revistas costumam ser tomados para estudo e explicação.
2) COMENTANDO UM TEXTO
Embora não se trate de uma tarefa demasiado difícil, comentar um texto consiste em ir raciocinando,
passo a passo, sobre o porquê daquilo que o autor escreveu. Isto pode ser feito com maior ou menor
profundidade. Temos que ir dando conta, ao mesmo tempo, daquilo que um autor diz e de como o diz.
O comentário de textos exige uma ordem, a fim de que as observações não se misturem; são fases que
obedecem à seguinte ordem:
a) LEITURA ATENTA DO TEXTO
A leitura atenta do texto, que nos levará à sua compreensão. Para isto é preciso ler devagar e
compreender todas as palavras; requer, portanto, o uso constante do dicionário, o que nos proporciona
conhecimentos que serão úteis em certas ocasiões, tais como provas e exames, quando já não será possível
recorrer a nenhuma fonte de consulta.
Ao consultar o dicionário, temos que ficar atentos aos vários sinônimos de uma palavra e verificar
somente a acepção que se adapta ao texto.
b) DETERMINAÇÃO DO TEMA
O êxito da interpretação depende, em grande parte, do nosso acerto neste momento do estudo.
Procuremos fixar o conceito de tema. Isto exige atenção e reflexão.
É a fase de importância capital, pois dela depende o sucesso do trabalho, que é interpretar.
O tema deve ter duas características importantes: clareza e brevidade. Se tivermos que usar muitas
palavras para definir o tema, é quase certo que estamos enganados e que não chegamos, ainda, a penetrar no
âmago do texto.
O núcleo fundamental do tema poderá, geralmente, ser expresso por meio de uma palavra abstrata,
acompanhada de complementos.
3) TEMA E ASSUNTO
Acreditamos que a noção de assunto é clara, pois seu uso é comum quando se faz referência ao
"assunto" de um filme ou de um romance.
Consideremos, por exemplo, a seguinte passagem do romance "Vidas Secas", de Graciliano Ramos:
"Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e
também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se finara e os
moradores tinham fugido.
Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçara
porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o
terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento
da cerca do curral. Trepou-se no mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume
dos urubus. Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo
tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e não quis
acorda-los. Foi apanhar gravetos, trouxe do chiqueiro das cabras uma braçada de madeira meio roída pelo cupim,
arrancou touceiras de macambira, arrumou tudo para a fogueira."
Um texto pequeno como o fragmento acima tem um assunto, que pode ser contado da seguinte maneira:
"Fabiano estava no pátio de uma fazenda. Ao seu redor, só havia ruínas. Não havia ninguém, nem
mesmo dentro da casa. As plantas e os animais estavam mortos. Ele procurava um lugar para alojar a família.
Como a casa estava fechada, pensou em ficar ali mesmo e acendeu uma fogueira."
Trata-se de uma simples redução do citado trecho, de uma síntese, um resumo daquilo que o texto
narra de maneira mais extensa. Mas, os detalhes mais importantes da narração permanecem.
Portanto, para chegarmos ao tema de um texto, devemos tirar do assunto todos os detalhes e procurar a
intenção do autor ao escrever. No segmento apresentado, a célula germinal (o tema) é a inutilidade da ação do
homem, subjugado pelo flagelo implacável da seca.
É uma definição clara, breve e precisa do tema, sem sobra ou falta de elementos.
Quando resumimos um texto, seja ele fragmentário ou completo, retiramos dele tudo o que é essencial
ao seu entendimento, "desprezando" aquilo que é supérfluo, para não ficarmos girando ao redor do texto e incidir
em paráfrase, que é um comentário amplificativo, ao contrário do resumo. Veja:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 22
A SANTA INÊS
Cordeirinha linda
Como folga o povo
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo!
Cordeirinha santa,
De lesu querida,
Vossa santa vinda
O diabo espanta.
Por isso vos canta,
Com prazer o povo,
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo.
Nossa culpa escura
Fugirá depressa,
Pois vossa cabeça
Vem com luz tão pura.
Vossa formosura
Honra é do povo,
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo.
Virginal cabeça
Pola fé cortada,
Com vossa chegada,
Já ninguém pereça.
Vinde mui depressa
Ajudar o povo,
Pois com vossa vinda
Lhe dais lume novo.
(Anchieta)
Se, numa prova, nos pedissem para explicar resumidamente o sentido destes versos, responderíamos:
"O poeta comunica-nos a alegria que todos sentem por causa da vinda da mártir Santa Inês, ou porque
necessitam do auxílio divino para manter a fé, segundo o ponto de vista do poeta catequista, ou porque é uma
ocasião festiva."
Como isto pudesse parecer insuficiente, acrescentaríamos alguns detalhes que justificassem as
afirmações:
“Mesmo falando da culpa do homem, do martírio de Santa Inês ou suplicando os benefícios da santa, o
sentimento preponderante é a alegria, pois a fé profunda traz a certeza de que os bens almejados serão obtidos.
O martírio é encarado como a causa da glorificação da Santa, cuja cabeça resplandecente simboliza as graças
que iluminam as almas”.
Para finalizar, devemos ter em mente que as provas em concurso são, na maioria das vezes, em forma
de testes; assim, escolha a alternativa que melhor resuma o texto. É claro que este resumodeve conter o tema.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 23
SIGNIFICAÇÃO LITERAL E CONTEXTUAL DE VOCÁBULOS
INTERPRETAÇÃO BASEADA NA SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
1) Se a palavra está sendo usada no seu verdadeiro significado (com o valor do dicionário), deve-se escolher a
alternativa que melhor se ADEQUA a essa significação. Por exemplo:
! Todos admiravam a sua figura eminente.
Indique, entre as alternativas a seguir, a que poderia substituir a palavra grifada sem alteração do sentido da
frase):
a) bonita
b) formosa
c) harmoniosa
d) coerente
e) distinta
A alternativa que melhor se adequa à questão é a letra e, pois eminente tem como sinônimos, no
dicionário, distinta, elevada, alta, superior.
2) Se a palavra está sendo usada fora do seu verdadeiro significado, deve-se escolher a alternativa que melhor se
ASSOCIA a essa significação. Por exemplo:
! Todos tinham conhecimento, no bairro, de que Joãozinho morria de amores por Mariazinha.
a) finava-se
b) matava-se
c) gostava
d) falecia
e) chorava
A resposta seria, naturalmente, a letra c, pois gostava é a palavra que se associa a morria de amores,
embora as letras a, b, c, d e e pudessem servir de sinônimos à expressão grifada.
SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE VOCÁBULOS
Mesmo quando a ênfase era dada à lingüística geral, que excluía os atos individuais da fala, já havia
estudiosos alertando para a importância do contexto.
Na prática, usa-se o contexto para:
- compreender palavras:
! pé de homem ! pé de café
- compreender sintagmas:
! boa cara (boa aparência) ! maleta cara (=de alto preço)
- compreender frases:
! Procuro a chave do carro.
! Procuro a chave da porta.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 24
PROCESSOS COESIVOS DE REFERÊNCIA
A coesão de um texto deve-se a uma série de elementos que permitem os encadeamentos lingüísticos, à
maneira como são ligados os elementos fonéticos, gramaticais, semânticos e discursivos do texto. Veja o
exemplo:
Cíntia foi ao cinema. Ela foi sozinha.
O emprego do pronome estabelece uma coesão, pois o sujeito já havia sido expresso.
Entre os elementos que permitem a coesão textual estão:
- o emprego adequado dos artigos, pronomes, conjunções, preposições;
- o emprego adequado dos tempos e modos;
- as construções por coordenação e subordinação;
- a presença do discurso direto, indireto ou indireto livre;
- o conjunto do vocabulário distribuído no texto (coesão semântica) etc.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 25
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO
PROCESSOS DE COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO
O período composto, que é aquele formado por mais de uma oração ligada por meio de conjunções ou
nexos oracionais, pode ser coordenado ou subordinado.
O que são conjunções ou nexos oracionais?
São vocábulos gramaticais que servem para relacionar duas orações ou dois termos que exercem a
mesma função dentro da mesma oração. Além disso, esses elementosgarantem a coesão e a coerência que têm
como objetivo manter o sentido do texto.
A COORDENAÇÃO NO PERÍODO COMPOSTO
No período composto por coordenação, as orações são independentes uma das outras entre si pelo
sentido. Entretanto, elas podem estar interligadas por conjunção coordenativa, ou não. Vejamos:
! O carro partiu, ganhou velocidade e sumiu na estrada.
sintático
denomi
daí sua
1) oraç
! Caiu
2) oraç
coorden
VALOR
Conjun
Aditiva
! Tom
! A mo
Advers
entreta
! Os o
! Não
Alterna
! Você
! Ou v
Conclu
verbo),
! Chov
! Você
Explica
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE C
A
Podemos obser
, independentes
nadas Orações C
Como já foi dito
classificação em
ões coordenada
, levantou, sumiu
Observação: As
sempre separa
ões coordenad
adas sindéticas
LÓGICO DAS C
ções coordenat
s - exprimem so
ei café e sai.
ça não fala nem
ativas - exprime
nto, no entanto,
perários da cons
fomos campeões
tivas - exprimem
fica ou vai cono
ocê vem conosco
sivas - exprimem
assim.
eu muito, portan
nos ajudou muit
tivas - exprimem
ONCURSO
B
var que esse período
, isto é, nenhuma
oordenadas.
, as orações coorde
:
s assindéticas: não
.
orações coordenad
das por vírgula.
as sindéticas: são
classificam-se de ac
ONJUNÇÕES
ivas
ma, adição de pensa
ouve.
m oposição, contras
etc.
trução civil trabalham
, todavia exibimos o
escolha de pensam
sco?
, ou fica em casa so
conclusão de pensa
to a colheita está gar
o; terá, pois, nossa g
razão, motivo: porq
APOSTILA A
C
é formado por três orações : A, B, C, as quais são, do ponto de vista
exerce função sintática em relação a outra, e por isso são
nadas podem ou não vir introduzidas por conjunções coordenativas;
são introduzidas por conjunções coordenativas.
as assindéticas, por não virem introduzidas por conjunção, devem ser
introduzidas por uma das conjunções coordenativas. As orações
ordo com a conjunção que as introduz.
mento: e (para afirmação), nem (para a negação).
te, compensação de pensamentos: mas, porém, todavia, contudo,
muito, mas ganham pouco.
melhor futebol.
entos: ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer, seja ... seja
zinho!
mento: portanto, logo, por isso, por conseguinte, pois (depois do
antida.
ratidão.
ue, que, pois (antes do verbo)
NATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 26
! Não chore, porque será pior.
! Ela ainda não chegou, pois o seu carro não está na garagem.
EXERCÍCIOS
1) Classifique as orações coordenadas grifadas, usando o código:
1. oração coordenada assindética
2. oração coordenada sindética aditiva
3. oração coordenada sindética adversativa
4. oração coordenada sindética alternativa
5. oração coordenada sindética explicativa
6. oração coordenada sindética conclusiva
( ) O lábio de Jandira emudeceu, mas o coração soluçou.
( ) Ou fique, ou saia, mas nunca volte.
( ) Levante-se, que é tarde.
( ) Ataliba saiu, todavia voltou rápido.
( ) Uns morrem, outros, porém, nascerão.
( ) Ele é rico, e não papa suas dívidas.
( ) Estudo muito, logo devo passar no concurso
( ) O adulador tem o mel na boca e o fel no coração.
( ) Não desanime, pois a vida é luta.
( ) Trabalha e estuda.
( ) O filho de Ataliba caiu da escada rolante, mas não se machucou.
( ) Cheguei, empurrei a porta, entrei.
( ) Os livros não só instruem, mas também educam.
( ) Não só estudo mas ainda trabalho na loja do Rubinho.
( ) A razão ordena, o coração pede.
( ) Não diga nada que ele poderá desconfiar de nós dois.
( ) O doente sofria muito, mas não se queixava.
( ) Fabiano desceu as escadas e foi ao curral das cabras.
( ) Trabalho muito, no entanto, não tenho dinheiro.
( ) Beduíno herdou uma casa e ganhou na loteria esportiva.
2) Ocorre oração aditiva em:
a) Não comprei somente os livros, mas também os outros materiais escolares.
b) Leve-lhes flores, que ela aniversaria hoje.
c) Há muito serviço, entretanto, ninguém trabalha.
d) Venceremos, ou perderemos o título.
e) Ele é rico, e não paga suas dívidas.
3) Ocorre oração coordenada adversativa em:
a) O cavalo estava cansado, pois arfava muito.
b) O mar é generoso, no entanto, às vezes, torna-se cruel.
c) Venha agora e não perderá sua vez.
d) Eu não sabia, nem pensava nisso.
e) Não só ganhei na loteria, mas também herdei uma fazenda.
4) Ocorre oração coordenada alternativa em:
a) As pessoas ora se mexiam, ora falavam.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 27
b) Não deves mentir, porque é pior.
c) Venha agora e não perderás sua vez.
d) Tens toda razão, contudo não deves afligir-se.
e) Não estudo nem trabalho.
5) Ocorre oração coordenada conclusiva em:
a) A ordem é absurda, no entanto ninguém protestou.
b) Os mestres não só ensinam, mas tambémeducam.
c) Ele falava e contava tudo ao diretor.
d) Ele é o seu pai, resta-lhe, pois, amparar-te neste momento.
e) Estudei, porém não passei no concurso.
6) Ocorre oração coordenada explicativa em:
a) Faça o concurso, que eu o apoiarei.
b) A força vence, mas não convence.
c) O acusado não é criminoso, logo será absolvido.
d) Não tinha experiência, mas boa vontade não lhe faltava.
e) Ele estudou, sabe, pois, a lição.
7) No período: Quando se trabalha e se tem esperança, a felicidade mora em nós, ocorre(m):
a) uma oração coordenada aditiva.
b) duas orações coordenadas aditivas.
c) três orações coordenadas, duas aditivas e uma assindética.
d) uma oração coordenada assindética.
e) n.d.a
8) No período: Peça-lhe que viva, que se case e que me esqueça, ocorre(m):
a) duas orações coordenadas, uma assindética e outra aditiva.
b) apenas uma oração coordenada.
c) três orações coordenadas assindéticas.
d) duas orações coordenadas assindéticas e uma aditiva.
e) três orações subordinadas coordenadas.
9) No período: Todos os médicos a quem contei as moléstias dele foram unânimes, em que a morte era certa e só
se admiravam de ter resistido a tanto tempo, ocorre(m):
a) uma oração coordenada aditiva
b) duas orações coordenadas aditivas
c) duas orações coordenadas, uma assindética e outra aditiva.
d) três orações coordenadas.
e) n.d.a
10) Classifique as orações coordenadas que seguem:
a) Gosto de dar carona, mas isso pode ser perigoso.
_______________________________
b) Não dou nem peço carona.
_______________________________
c) Não dou carona; logo, não corro perigo de ser assaltado.
_______________________________
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 28
d) Ou você me dá carona, ou você morre - disse o assaltante.
_______________________________
e) Não vou a Santos, porém, não vou ficar aqui também.
_______________________________
f) A vida na fazenda é boa, porque o ar é puro.
_______________________________
RESPOSTAS:
1) 3 / 4 / 5 / 3 / 3 / 3 / 6 / 2 / 5 / 2 / 3 / 1 / 2 / 2 / 1 / 5 / 3 / 2 / 3 / 2
2) a 3) b 4) a 5) d 6) a 7) e 8) e 9) e
10) a) Oração Coordenada Adversativa
b) Oração Coordenada Aditiva
c) Oração Coordenada Conclusiva
d) Oração Coordenada Alternativa
e) Oração Coordenada Adversativa
f) Oração Coordenada Explicativa
VALOR SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES
As funções sintáticas exercidas pelos vocábulos no período simples são desempenhadas pelas orações
no período composto por subordinação. Essas orações são introduzidas por conjunções específicas que assim as
caracterizam em relação à principal.
A SUBORDINAÇÃO NO PERÍODO COMPOSTO
As orações se relacionam dentro do período, podendo exercer funções sintáticas uma em relação às
outras (objeto direto, adjunto adverbial, adjunto adnominal, etc.). As conjunções que servem para ligar essas
orações dependentes uma da outra, no plano sintático, são as subordinativas.
Dependendo da função sintática que exercem, as orações subordinadas classificam-se em:
a) substantivas: exercem uma das seguintes funções sintáticas: sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo
do sujeito, complemento nominal ou aposto, funções próprias do substantivo.
b) adjetivas: exercem a função sintática de adjunto adnominal, função própria do adjetivo.
c) adverbiais: exercem a função sintática de adjunto adverbial, função própria do advérbio.
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
Vejamos os exemplos abaixo:
a) Espero sua chegada. ! chegada = núcleo
b) Espero que você chegue.
Em "a", temos um período simples, em que sua chegada exerce a função sintática de objeto direto, cujo
núcleo é o substantivo chegada.
Em "b", temos um período composto formado por duas orações - Espero e que você chegue. Observe
que a oração que você chegue está funcionando como objeto direto do verbo Espero.
A essa oração damos o nome de:
oração: porque possui verbo.
subordinada: porque está exercendo uma função sintática em relação a outra oração.
substantiva: porque exerce um das funções sintáticas próprias do substantivo.
objetiva direta: porque exerce a função sintática de objeto direto.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 29
De acordo com a função sintática que exercem, as orações subordinadas substantivas classificam-se em:
1) subjetivas: exercem a função sintática de sujeito do verbo da oração principal.
Oração
principal
oração subordinada
substantiva subjetiva
E necessário
Não se sabe
que todos voltem.
se o plano vai dar certo.
Pode-se observar que nesse tipo de oração, o verbo da oração principal estará sempre na terceira
pessoa do singular, e a oração principal não terá sujeito nela mesma, já que o sujeito dela é a oração
subordinada.
2) objetivas diretas: exercem a função sintática de objeto direto do verbo da oração principal.
Oração
principal
oração subordinada
substantiva objetiva direta
Desejo
Não sei
que ela volte rapidamente.
se vou voltar.
3) objetivas indiretas: exercem a função sintática de objeto indireto do verbo da oração principal.
Oração
principal
oração subordinada
substantiva objetiva indireta
Necessitávamos
Nunca duvide
de que trouxessem as provas.
do que ele é capaz.
4) predicativas: exercem a função sintática de predicativo do sujeito da oração principal.
Oração
principal
oração subordinada
substantiva predicativa
Minha alegria é
A verdade é
que voltem com a taça.
que ele não compareceu.
5) completivas nominais: exercem a função sintática de complemento nominal de um nome da oração principal.
Oração
principal
oração subordinada
substantiva completiva nominal
Tenho necessidade
Estou certo
de que todos se esforcem.
de que ela voltará.
6) apositivas: exercem a função de aposto de um nome da oração principal.
Oração
principal
oração subordinada
substantiva apositiva
Desejo uma coisa:
Espero somente isto:
que você me respeite.
que ninguém falte.
Observação: As orações subordinadas substantivas são normalmente introduzidas por uma das conjun-
ções integrantes: que e se. Nada impede, porém, que sejam introduzidas por outras palavras, conforme
abaixo:
Oração principal oração subordinada substantiva
Pergunta-se
Ignoramos
qual seria a solução.
quando eles chegaram.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 30
Não sei como resolver esse problema.
EXERCÍCIOS
1) Na frase: Suponho que nunca teria visto um macaco, a subordinada é:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva completiva nominal
c) substantiva predicativa
d) substantiva apositiva
e) substantiva subjetiva
2) Pode-se dizer que a tarefa crítica é puramente formal. Nesse enunciado, temos uma oração destacada que é:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva predicativa
c) substantiva subjetiva
d) substantiva objetiva predicativa
e) n.d.a
3) Se ele confessou não sei. A oração destacada é:
a) subordinada substantiva objetiva direta
b) subordinada substantiva objetiva indireta
c) subordinada substantiva subjetiva
d) subordinada substantiva predicativa e) n.d.a
4) No período: É sabido que a terra é oblongo-arredondada, temos:
a) oração substantiva objetiva direta e uma principal
b) uma oração substantiva subjetiva e uma principal
c) uma oração substantiva objetiva indireta e uma principal
d) uma oração substantiva predicativa e uma principal
e) n.d.a
5) Marque a opção com os nomes das orações grifadas: Digo que tens receio de que ele morra.
a) subjetiva e objetiva direta
b) objetiva indireta e objetiva direta
c) adjetiva restritiva e adjetiva explicativa
d) objetiva direta e completiva nominal
e) subjetiva e objetiva indireta
6) Aponte a opção com o nome da oração grifada: Cumpre que todos se esforcem.
a) objetivadireta
b) objetiva indireta
c) subjetiva
d) predicativa
e) completiva nominal
7) No período: Tive um movimento espontâneo: atireime em seus braços. A segunda oração é:
a) apositiva
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 31
b) predicativa
c) objetiva direta
d) completiva nominal
e) subjetiva
8) No período: D. Mariquinha mandou o aviso de que já estava na mesa a ceiazinha, a oração grifada é:
a) completiva nominal d) predicativa
b) objetiva indireta e) subjetiva
c) objetiva direta
9) Nos períodos: É bom que você venha; e Não esqueça que sua presença é importante; as orações grifadas são,
respectivamente:
a) predicativa e objetiva direta
b) subjetiva e objetiva direta
c) predicativa e objetiva indireta
d) subjetiva e subjetiva
e) completiva nominal e predicativa
10) Grife e classifique as orações subordinadas substantivas relacionando:
( 1 ) subjetiva
( 2 ) objetiva direta
( 3 ) objetiva indireta
( 4 ) completava nominal
( 5 ) predicativa
( 6 ) apositiva
1. ( ) É preciso que todos esteja atentos.
2. ( ) O governo acha que tudo vai bem.
3. ( ) Conta-se que já vivemos isso antes.
4. ( ) Não sei se ele teria razão.
5. ( ) Seria preciso que novos líderes surgissem.
6. ( ) Parece que ninguém tem a solução.
11) Identifique as orações subordinadas substantivas e coloque:
( a ) objetiva direta
( b ) objetiva indireta
( c ) predicativa
( d ) completiva nominal
( e ) subjetiva
( f ) apositiva
1. ( ) Eu tenho a impressão de que o samba vem aí.
2. ( ) "Até pensei em cantar na televisão."
3. ( ) Ela ignora quanto me custa seu abandono.
4. ( ) Esqueci-me de onde ela veio.
5. ( ) Exigiu que entrássemos na roda.
6. ( ) O psiquiatra diz que uma criança de dez anos sabe mais do que Galileu Galilei.
7. ( ) O senhor acredita que a criança percebe o mundo a sua volta?
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 32
12) Classifique as orações subordinadas substantivas de acordo com o código:
a) subjetiva
b) objetiva direta
c) objetiva indireta
d) predicativa
e) completiva nominal
f) apositiva
1. ( ) A verdade é que a alegria predominou entre os mendigos.
2. ( ) Sou favorável a que se realizem outros concursos.
3. ( ) Convém que se solucione o problema da mendicância.
4. ( ) O mendigo tinha consciência de que quase nada mudaria sua condição.
5. ( ) Não compreendo por que existe tanta miséria.
6. ( ) Só tenho um desejo: que haja uma vida melhor para todos.
7. ( ) A prefeitura não se opõe a que se organizem os mendigos.
8. ( ) Já me convenci de que há solução para a questão social.
RESPOSTAS
1) a 3) a 5) d 7) a 9) b
2) c 4) b 6) c 8) a
10) 1.1 3.1 5.2
2.2 4.2 6.1
11) 1. (d) 3. (a) 5. (a) 7. (a)
2. (b) 4. (b) 6. (a)
12) 1. a 3. a 5. b 7. c
2. e 4. e 6. f 8. c
ORAÇAO SUBORDINADA ADJETIVA
Esse tipo de oração não é introduzida por conjunções, mas por pronomes relativos: que, quanto, qual,
cujo etc. Vejamos os exemplos abaixo:
a) Premiaram os alunos estudiosos. ! estudiosos = adjunto adnominal
b) Premiaram os alunos que estudam. ! que estudam = oração subordinada adjetiva.
Em "a", temos uma única oração: trata-se, portanto, de um período simples, em que o termo em destaque
(um adjetivo) exerce a função sintática de adjunto adnominal.
Já em "b", temos um período composto, formado por duas orações (Premiaram os alunos e que
estudam). Verifique que, nesse caso, a função sintática de adjunto adnominal não é mais exercida por um
adjetivo, mas por uma oração.
A essa oração que exerce a função sintática de adjunto adnominal de um nome da oração principal
damos o nome de:
oração: porque possui um verbo.
subordinada: porque exerce uma função sintática em relação a outra oração, chamada principal.
adjetiva: porque exerce uma função sintática de adjunto adnominal, função própria do adjetivo.
Vamos a alguns exemplos:
CADERNOS DIGITAIS
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Oração principal oração subordinada adjetiva
Não vimos as pessoas
São assuntos
Eram atletas
Feliz o pai
Falaram tudo
que saíram.
aos quais nos dedicamos.
em quem confiávamos.
cujos filhos são ajuizados.
quanto queriam.
As orações subordinadas adjetivas classificam-se em:
a) RESTRITIVAS - São aquelas que delimitam a significação do nome a que se referem, particularizandoa. Na
fala, são entoadas sem pausa, na escrita, significa que não são separadas do termo a que se referem por vírgula.
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram. (Renato Russo).
b) EXPLICATIVAS - Explicam, isto é, realçam a significação do nome a que se referem, acrescentandolhe uma
característica que já lhe é própria. São marcadas na fala por forte pausa, o que, na escrita, significa que serão
separadas por vírgula.
Machado de Assis, que escreveu Dom Casmurro, fundou a Academia Brasileira de Letras.
EXERCÍCIOS
1) Transforme os termos grifados em orações adjetivas:
a) Ela tem um olhar fascinante.
b) Há insetos transmissores de doenças.
c) Aquele vendedor irritante me deixou nervosa.
d) A mãe preocupada saiu à procura da filha.
e) Aquela senhora simpática e alegre mora na casa ao lado.
a) ______________________________________
b) ______________________________________
c) ______________________________________
d) ______________________________________
e) ______________________________________
2) O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom (...). A oração
destacada é:
a) subordinada adjetiva explicativa
b) subordinada substantiva apositiva
c) subordinada substantiva completiva nominal
d) subordinada adjetiva restritiva
e) subordinada substantiva objetiva direta
3) Não compreendíamos a razão por que o ladrão não montava a cavalo. A oração destacada é:
a) subordinada adjetiva restritiva
b) subordinada adjetiva explicativa
c) subordinada adverbial causal
d) subordinada adverbial final
e) subordinada substantiva completiva nominal
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 34
4) Escreva E para as orações adjetivas Explicativas e R para as Restritivas:
1. ( ) A mãe, que era surda, estava na sala com ela.
2. ( ) Ela reparou nas roupas curiosas que as crianças usavam.
3. ( ) Ele próprio desculpou a irritação com que lhe falei.
4. ( ) É preciso gozarmos a vida, que é breve.
5. ( ) Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar.
6. ( ) Esse professor de quem falo era um homem magro e triste.
7. ( ) O instinto moral é a razão em botão, a qual se desenvolve com o tempo, experiência e reflexão.
8. ( ) O velho pajé, para quem são estas dádivas, as recebe com desdém.
9. ( ) Onde está a vela do saveiro que o mar engoliu?
10. ( ) Por que estará de implicância comigo, que nunca lhe pisei nos calos?
5) Distinga pronome relativo de conjunção subordinada integrante:
(1) pronome relativo: oração adjetiva
(2) conjunção integrante: oração substantiva
( ) Este é um mal que tem cura.
( ) Confesso que errei.
( ) Não sabemos o que querem.
( ) Não é justo que o magoes.
RESPOSTAS
1) a) Ela tem um olhar que fascina.
b) Há insetos que transmitem doenças.
c) Aquele vendedor que é irritante me deixou nervosa.
d) A mãe que estava preocupada saiu à procura da filha.
e) Aquela senhora que é simpática e alegre mora na casa ao lado.
2) d - 3) a
4) 1. E 3. R 5. R 7. E 9. R
2. R 4. E 6. R 8. E 10. E
5) (1) (2) (2) (1)
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL
Observemos os seguintes exemplos:
a) Chegamos cedo. ! cedo = adjunto adverbial.
b) Chegamos quando ainda era cedo. ! quando ainda era cedo = oração subordinada adverbial.
Em "a", temos uma única oração, portanto um período simples, em que o termo destacado, um advérbio,
exerce a função sintática de adjunto adverbial.
Jáem "b", temos duas orações (Chegamos e quando ainda era cedo). Trata-se, portanto, de um período
composto. Observe que, nesse exemplo, a função sintática de adjunto adverbial não é mais exercida por um
simples advérbio, mas por uma oração inteira. A essa oração que exerce a função de adjunto adverbial em
relação a uma outra oração, chamada principal, damos o nome de:
oração: porque apresenta verbo.
subordinada: porque exerce uma função sintática em relação a outra oração.
adverbial: porque exerce a função sintática de adjunto adverbial, função própria do advérbio.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 35
Observação: As orações subordinadas adverbiais são introduzidas pelas conjunções subordinativas,
exceto as integrantes, que, como foi visto, introduzem as orações subordinadas substantivas.
As orações subordinadas adverbiais são classificadas, de acordo com a circunstância que expressam,
conforme veremos abaixo.
VALOR LÓGICO DOS NEXOS ORACIONAIS
Conjunções subordinativas
causais - introduzem orações subordinadas que dão idéia de causa: porque, que, pois, visto que, já que,
uma vez que, como (em início de oração), etc.
! Não fui à aula porque choveu.
! Como fiquei doente, não pude ir à aula.
comparativas - introduzem orações subordinativas que dão idéia de comparação: que ou do que (após
mais, menos, maior, menor melhor, pior), como, etc. Minha escola sempre foi melhor que a sua.
! Essa mulher fala como papagaio.
concessivas - iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal, mas
não suficiente para anulá-lo: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais
que, por menor que, por maior que, por pior que, por melhor que, por pouco que, etc.
! Vou ao clube, embora esteja chovendo.
! Por pior que fosse o espetáculo, o público deveria aplaudi-lo.
condicionais - iniciam orações subordinativas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da
oração principal se realize ou não: se, caso, contanto que, salvo se, desde que (com verbo no subjuntivo), a
menos que, a não ser que, etc.
! Se não chover, irei ao clube.
! A menos que aconteça algum imprevisto, estarei aí amanhã.
conformativas - iniciam orações que exprimem acordo, concordância, conformidade de um fato com
outro: conforme, consoante, segundo, como, etc.
! Cada um colhe conforme semeia.
consecutivas - iniciam orações subordinadas que exprimem a conseqüência ou efeito do que se declara
na oração principal: que (após os termos reforçativos tão, tanto, tamanho, tal ou após as expressões adverbiais de
sorte, de modo, de maneira, de forma, com subentendimento do pronome tal), de sorte que, de modo que, de
maneira, de forma que (todas quatro com subentendimento do pronome tal).
! Ela gritou tanto, que ficou rouca.
! Todos chegamos exaustos, de modo que fomos cedo para a cama.
temporais - iniciam orações subordinadas que dão idéia de tempo: quando, logo que, depois que,
antes que, sempre que, desde que, até que, assim que, enquanto que, mal, etc.
! Quando as férias chegarem, viajaremos.
! Saímos assim que começou a chover.
proporcionais - iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à
proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto maior,
quanto melhor, quanto pior.
! Os funcionários recebiam à medida que saíam.
! Quanto mais trabalho, menos recebo.
finais - iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: para que, a fim de que.
! Vimos aqui para que eles ficassem sossegados.
! O professor trabalha a fim de que todos adquiram erudição.
O organograma apresentado a seguir simboliza a hierarquia constante na subordinação das orações em
relação à principal.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 36
EXERCÍCIOS
1) Classifique as orações subordinadas adverbiais grifadas, usando o código:
1. causal 6. consecutiva
2. temporal 7. proporcional
3. condicional 8. comparativa
4. concessiva 9. Conformativa
5. final
a) ( ) Se Roberto quiser, Liliane casará com ele.
b) ( ) Quando o filho de Ataliba foi atropelado, D. Mariquinha quase morreu.
c) ( ) Ananias foi solto porque não havia feito nada de delituoso.
d) ( ) Como estava cansado, Dr. Emanuel foi para casa mais cedo.
e) ( ) Embora Aristides esteia apaixonado por Clotildes, ela não lhe dá confiança.
f) ( ) Jeferson fez tudo conforme havia nos prometido.
g) ( ) Mais longe que a de Jesus, foi a agonia de Maria.
h) ( ) Assim que Arnaldo chegou, rumou-se para casa de Agnaldo.
i) ( ) À medida que íamos andando, aproximávamos da cidade.
j) ( ) Visto que estava cansado, Ari foi descansar.
I) ( ) Conforme havia prometido, ficarei hoje com você, Paula.
m) ( ) Jane insistiu tanto, que ele prometeu fazer o solene pedido.
n) ( ) Antônio estuda para que tenha no futuro uma vida melhor iunto de Ritinha.
o) ( ) Caso chegue à casa de Amaral primeiro, espere os demais colegas.
2) No período: Se ele pudesse, viria., a oração grifada classifica-se como:
a) subordinada adverbial condicional
b) subordinada adverbial temporal
c) subordinada adverbial concessiva
d) subordinada substantiva objetiva direta
e) coordenada sindética explicativa
3) No período "Bentinho estaria metido no seminário, para não mais se encontrar com Capitu”, a oração adverbial
grifada é:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 37
a) concessiva
b) final
c) comparativa
d) proporcional
e) consecutiva
4) No período: Visto que estivesse cansado, fiquei no escritório até mais tarde. A oração grifada é:
a) principal
b) subordinada adverbial causal
c) subordinada adverbial concessiva
d) subordinada adverbial temporal
e) n.d.a
5) As orações destacadas nos períodos compostos são subordinadas adverbiais. Coloque o número
correspondente à idéia que cada uma delas acrescenta à principal:
(1) tempo
(2) causa
(3) conseqüência
(4) condição
(5) finalidade
(6) proporção
( ) Vim aqui hoje para cumprimentá-lo pelo seu aniversário.
( ) Dei-lhe um sinal para que recolhesse as roupas estendidas.
( ) Se lêssemos os iornais todos os dias, seríamos bem informados.
( ) A vegetação rareava à medida que o trem avançava.
( ) Quando eu nasci, meu irmão tinha três anos.
( ) Visto que o bairro era longe, tomou o ônibus.
( ) Quando o professor viu a limpeza da sala, ficou surpreso.
( ) O povoado cresceu tanto que não o reconhecemos.
( ) Não pude participar do campeonato que fiquei gripado.
( ) Se vocês fizerem barulho, não sairão para o recreio.
6) Todas as orações adverbiais abaixo classificam-se como ______________: EXCETO:
a) Como a mente humana sempre busca proteção, nós criamos os deuses.
b) Como o autor enfatizou, há muitos ídolos que nos controlam.
c) Como a televisão ultrapassa suas funções, ela consegue manter seus assistentes atentos.
d) Como somos muito ligados à vaidade, o consumismo nos controla.
e) Como o automóvel é um ídolo esbelto e lépido, ele atrai crianças, jovens e adultos.
7) Todas as orações subordinadas abaixo são adverbiais, EXCETO:
a) Os operários não previam quando terminariam a construção da arca.
b) Se é a vontade de todos, devemos nos reunir em busca de uma solução.
c) Desenvolveremos um projeto arrojado para concorrer ao prêmio da academia.
d) Ao entardecer, o grupo se reunia defronte à chácara.
e) Como só levava livros em sua maleta, não corria perigo algum.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 38
RESPOSTAS
1) a) 3 d) 1 g) 8 j) 1 n) 5
b) 2 e) 4 h) 2 I) 9 o) 3
c) 1 f) 9 i) 7 m) 6
2) a
3) b
4) c
5) 5 / 5 / 4 / 6 / 1 / 2 / 1 / 3 / 2 / 4
6) causal / b
7) a
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 39
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS
MORFOLOGIA
O estudo das palavras, quanto asua espécie, quer dizer, a morfologia, leva em conta a natureza de cada
palavra: como se comporta, como se flexiona em gênero, número e grau. Em português, há dez categorias,
espécies de palavras, que chamamos de classe gramatical. Cada classe gramatical possui sua peculiaridade. As
classes são divididas em variáveis e invariáveis. São variáveis: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome,
verbo. As invariáveis são: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
SUBSTANTIVO
É a palavra que usamos para nomear os seres, os inanimados, os sentimentos, enfim, nomeia todos os
seres em geral. Os substantivos são classificados em:
a) COMUNS E PRÓPRIOS
Comuns são os substantivos que indicam todos os seres da mesma espécie.
Próprios são os substantivos que indicam exclusivamente um elemento da espécie.
Exemplos:
mãe, terra, água, respostas – comuns
João, França, Marta, Rex - próprios
b) CONCRETO E ABSTRATO
Concreto é aquele que se refere ao ser propriamente dito, ou seja, os nomes das pessoas, das ruas, das
cidades, etc.
Abstrato é aquele que se refere a qualidades (bravura, mediocridade); sentimentos (saudades, amor,
ódio); sensações (dor, fome); ações (defesa, resposta); estados (gravidez, maturidade).
Exemplos:
mulher, gato, Paulo – concretos
doença, vida, doçura - abstratos
c) PRIMITIVO E DERIVADO
Primitivo é aquele que dá origem a outras palavras da mesma família.
Derivado é aquele que foi gerado por outra palavra.
Exemplos:
Ferro, Terra, Novo- primitivos
ferreiro, subterrâneo, novidade - derivados
d) SIMPLES E COMPOSTO
Simples é aquele que possui apenas uma forma gráfica.
Composto é aquele que possui mais de uma forma gráfica.
Exemplos:
couve, alto, perna – simples
couve-flor, alto-falante, pernalonga - compostos
e) COLETIVO
Refere-se ao conjunto dos seres.
Exemplos:
bois - manada
ilhas - arquipélago
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 40
PRINCIPAIS COLETIVOS
abelhas ............................................... colméia
assembléia religiosa ........................... sínodo
astros ................................................. constelação
barcos ................................................ arriçada, frota
bois .................................................... armento, armentio
burros ................................................ burrama
cabelos .............................................. madeixa, chumaço
cabras ................................................ fato
cães ................................................... matilha
camelos ............................................. cáfila
caranguejos ....................................... mexoalha
cardeais ............................................. consistório, conclave
cebolas .............................................. réstia
cônegos ............................................. cabido
deputados .......................................... congresso, câmara
dogmas .............................................. doutrina
escritores ........................................... plêiade
espigas .............................................. atilho, ganela
feixes ................................................. farrucho, fascículo
gado .................................................. armentio
hinos ................................................. hinário
imigrantes ..............……………......... leva, colônia
irmãos ..............………………........... irmandade
javalis ..............………………............ encame
ladrões .........………………….......... quadrilha, caterva
leis .........................………………..... código
lobos ..............……………................ alcatéia
mapas ...................…………............ Atlas
montanhas ………………................. serra, cordilheira
ovelhas ..........……………................ chafardel
peixes .................……………........... cardume
porcos ...........…………....................vara
questões ............………………........ questionários
rãs ............……………….................. ranário
sábios ......……………...................... academia
sinos .............……………................. carrilhão
tolices ..............…………….............. acervo
trapos ................………………......... mancalho
tripas ....................………………...... maranho
uvas .....................…………….......... cachos
vacas .................……………............ manada
vadios .........………………................ cambada
Para classificarmos um substantivo devemos levar em conta a totalidade da sua classificação.
Exemplo: CASA: substantivo comum, concreto, primitivo, simples.
FLEXÃO NOMINAL
O substantivo pode flexionar-se em gênero, número e grau.
A flexão em gênero é a mudança de feminino para masculino nas palavras. Essa mudança ocorre pela
desinência de gênero a; por exemplo: gato /gata.
Contudo, há ainda outras formas de flexionarmos em gênero:
a) Terminações em: esa / isa / ina / essa / iz:
maestro - maestrina
ator – atriz
visconde – viscondessa
embaixador – embaixatriz
profeta – profetisa
* EMBAIXADORA é a mulher que exerce a função.
b) Os substantivos terminados em ão podem fazer o feminino em oa / ã / ona:
leão – leoa
cidadão – cidadã
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 41
solteirão - solteirona
Quando os substantivos flexionam-se em gênero, dizemos que são biformes; contudo, há substantivos
que não possuem flexão de gênero, são os substantivos uniformes. Os substantivos uniformes se classificam em:
a) Epicenos - Referem-se a nomes de animais, acrescidos dos termos macho / fêmea ou outros adjetivos que
façam o mesmo efeito.
Exemplos: cobra macho / fêmea
tatu macho / fêmea
b) Sobrecomuns - Referem-se a pessoas; são substantivos que possuem apenas um gênero.
Exemplos: a criança, a testemunha, o bebê.
c) Comum de dois gêneros - Referem-se a pessoas; são substantivos que apresentam uma única forma.
O artigo é que distinguirá o gênero.
Exemplos: o colega l a colega o cliente l a cliente
Alguns substantivos mudam sua significação ao mudarem de gênero; eis alguns mais importantes:
o baliza (soldado) a baliza (marco)
o cabeça (chefe) a cabeça (parte do corpo)
o capital (dinheiro) a capital (cidade)
o guia (pessoa) a guia (documento)
o rádio (aparelho) a rádio (estação receptora)
o coral (grupo / cor) a coral (cobra)
o lente (professor) a lente (vidro de aumento)
Alguns outros substantivos flexionados em gênero:
abade – abadessa herói - heroína
ajudante - ajudanta hóspede - hóspeda
alfaiate - modista imperador - imperatriz
aprendiz - aprendiza javali - gironda
bispo - episcopisa ladrão - ladra
capitari - tartaruga leão - leoa
cavalheiro - dama macharão - onça
caxaréu - baleia marechal - marechala
cônego - canonisa mocetão - mocetona
cônsul - consulesa monge - monja
cupim - arará mu - mula
czar - czarina papa - papisa
diácono - diaconisa pardal - pardoca, pardaloca
donzel - donzela peão - peã
elefante - elefoa presidente - presidenta
faisão - faisã réu - ré
gamo - corça senador - senatriz
genro - nora sultão - sultana
gigante - giganta valentão - valentona
guaiamu - pata-choca zangão – abelha
* senadora é a mulher que exerce a função.
Obs.: Eis alguns substantivos que muitos confundem seu gênero: o telefonema, a personagem, o diabete, o tapa,
o dó (pena), a omoplata, o suéter, o champanha, o lança-perfume, o eclipse.
Os substantivos são flexionados em número: singular e plural. O singular é marcado pela ausência do s
(desinência de número) e o plural, pela presença do s. Existem outras regras que norteiam a flexão de número.
1) O plural dos substantivos terminados em vogal ou ditongo forma-se pelo acréscimo de s ao singular.
Singular I Plural
abacaxi abacaxis
jê jês
álcali álcalis
jiló jilós
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 42
babalaô babalaôs
liceu liceus
boi bois
mão mãos
café cafés
órgão órgãos
degrau degraus
rei reis
grau graus
tiziu tizius
guaraná guaranás
troféu troféus
herói heróis
urubu urubus
Incluem-se nesta regra os substantivos terminados em vogal nasal. Como a nasalidade das vogais e, i, o
e u,em posição final, é representada graficamente por m e não se pode escrever ms, muda-se o m em n. Assim:
virgem faz no plural virgens, pudim faz pudins, tom faz tons, atum faz atuns.
2) Os substantivos terminados em ão formam o plural de três maneiras:
a) a maioria muda o ão em ões.
Singular I Plural
ação ações
ladrão ladrões
botão botões
lição lições
canção canções
procissão procissões
coração corações
reunião reuniões
eleição eleições
talão talões
fração frações
boqueirão boqueirões
Neste grupo se incluem todos os aumentativos:
Singular I Plural
amigalhão amigalhões
moleirão moleirões
bobalhão bobalhões
narigão narigões
casarão casarões
pobretão pobretões
chapelão chapelões
rapagão rapagões
dramalhão dramalhões
sabichão sabichões
espertalhão espertalhões
vagalhão vagalhões
b) um reduzido número muda o final ão em ães:
Singular I Plural
alemão alemães
charlatão charlatães
bastião bastiães
escrivão escrivães
cão cães
guardião guardiães
capelão capelães
pão pães
capitão capitães
sacristão sacristães
catalão catalães
tabelião tabeliães
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 43
c) um número pequeno de oxítonas e todas as paroxítonas simplesmente acrescentam um s à forma singular.
Singular I Plural
cidadão cidadãos
acórdão acórdãos
cortesão cortesãos
bênção bênçãos
cristão cristãos
gólfão gólfãos
desvão desvãos
órfão órfãos
irmão irmãos
órgão órgãos
pagão pagãos
sótão sótãos
Observações:
1ª) Neste grupo incluem-se os monossílabos tônicos chão, grão, mão e vôo, que fazem no plural chãos, grãos,
mãos e vôos.
2ª) Artesão, quando significa "artífice", faz no plural artesãos; no sentido de "adorno arquitetônico", o seu plural
pode ser artesãos ou artesões.
3ª) Para alguns substantivos finalizados em ão, não há ainda uma forma de plural definitivamente fixada, notando-
se, porém, na linguagem corrente, uma preferência sensível pela formação mais comum, em ões.
É o caso dos seguintes:
Singular I Plural
alãos alão - alões – alães
ermitão ermitãos- ermitões - ermitães
alazão alazões – alazães
hortelão hortelãos - hortelões
aldeãos aldeão - aldeões – aldeães
refrão refrões - refrãos
anão anãos – anões
rufião rufiães - rufiões
anciãos ancião – anciões – anciães
sultão sultões – sultãos - sultães
castelão castelãos – castelões
truão truães - truões
corrimão corrimãos – corrimões
verão verões - verãos
deão deães – deões
vilão vilãos - vilões
Observações:
1ª) Corrimão, como composto de mão, deveria apresentar apenas o plural corrimãos; a existência de corrimões
explica-se pelo esquecimento da formação original da palavra.
2ª) A lista destes plurais vacilantes poderia ser acrescida com formas como charlatões, cortesões, guardiões e
sacristãos, que coexistem com charlatães, cortesãos, guardiães e sacristães, as preferidas na língua culta.
3ª) Os substantivos terminados em r, z e n formam o plural pelo acréscimo de es ao singular.
Singular I Plural
abdômen abdômenes
feitor feitores
açúcar açúcares
líquen líquenes
cânon cânones
matiz matizes
cartaz cartazes
mulher mulheres
cruz cruzes
pilar pilares
dólmen dólmenes
vez vezes
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 44
Caráter faz no plural caracteres, com deslocamento do acento tônico e com permanência do c que
possuía de origem.
Também com deslocamento do acento é o plural dos substantivos espécimen, Júpiter e Lúcifer:
especímenes, Jupíteres e Lucíferes.
4) Os substantivos terminados em s, quando oxítonos, formam o plural acrescentando também es ao singular,
quando paroxítonos, são invariáveis:
Singular I Plural
o ananás os ananases
o atlas os atlas
o inglês os inglêses
o pires os pires
o revés os revóses
o lápis os lápis
o país os países
o oásis os oásis
o obus os obuses
o ônibus os ônibus
Observações:
1ª) O monossílabo cais é invariável. Cós é geralmente invariável, mas documenta-se também o plural coses.
2ª) Como os paroxítonos terminados em s, os poucos substantivos existentes finalizados em x, são invariáveis: o
tórax - os tórax, o ônix - os ônis.
5) Os substantivos terminados em al, el, ol e ul substituem no plural o I por is:
Singular I Plural
tribunal tribunais
pastel pasteis
nível níveis
anzol anzóis
álcool álcoois
paul pauis
Observação: Excetuam-se as palavras mal, real (moeda antiga), cônsul e seus derivados, que fazem, respectiva-
mente, males, réis, cônsules e por este, procônsules, vice-cônsules.
6) Os substantivos oxítonos terminados em il mudam o l em s:
Singular I Plural
barril barris
funil funis
7) Os substantivos paroxítonos terminados em il substituem essa terminação por eis:
Singular I Plural
fóssil fósseis
réptil répteis
Observação:
1a) A palavra projétil possui uma escrita variante: projetil; conseqüentemente, o plural poderá ser feito em projéteis
ou projetis.
2a) A palavra réptil pode ser escrita reptil, tendo o plural em reptis.
Para os substantivos compostos, há regras específicas:
1) As duas palavras irão para o plural quando:
a) Houver substantivo + substantivo
! tenente-coronel - tenentes-coronéis ; couve-flor - couves-flores
b) Houver substantivo + adjetivo
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 45
! amor-perfeito - amores-perfeitos ; obra-prima - obras-primas
c) Houver adjetivo + substantivo
! gentil-homem - gentis-homens ; boa-vida - boas-vidas
d) Houver numeral + substantivo
! primeira-fila - primeiras-filas segunda-feira - segundas-feiras
2) Somente a primeira palavra irá para o plural quando:
a) as duas palavras forem ligadas por preposição.
! leão-de-chácara - leões-de-chácara ; pé-de-moleque - pés-de-moleque
b) A segunda palavra limitar ou especificar a primeira, como se fosse um adjetivo.
! pombo-correio - pombos-correio ; navio-escola - navios-escola
3) Somente a segunda palavra irá para o plural quando:
a) As palavras forem ligadas sem o hífen
! passatempo - passatempos ; girassol - girassóis
b) Houver verbo + substantivo
! beija-flor - beija-flores ; quebra-mar - quebra-mares
c) Houver duas palavras repetidas
! reco-reco - reco-recos ; tico-tico - tico-ticos
d) A primeira palavra for invariável
! sempre-viva - sempre-vivas ; ex-aluno - ex-alunos
4) As duas palavras ficarão invariáveis quando:
a) Houver um verbo + advérbio
! o bota-fora - os bota-fora
b) Houver verbo + substantivo no plural
! o saca-rolhas - os saca-rolhas
O substantivo também flexiona-se em grau. Grau é a capacidade que o substantivo possui para indicar
palavras aumentativas, diminutivas e normais. Por exemplo: Rapaz está no grau normal; para indicarmos o
aumentativo, dizemos Rapagão; para indicarmos o diminutivo, dizemos Rapazinho.
O aumentativo e o diminutivo são feitos acrescentando-se sufixos ou através de certas expressões, tais
como: grande, pequeno, etc.
Quando fazemos o aumentativo / diminutivo com o auxílio dos sufixos, dizemos que é sintético; quando
fazemos com os adjetivos, dizemos que é analítico. Exemplos:
! A casa grande foi vendida. (aumentativo analítico)
! A casa pequena foi vendida. (diminutivo analítico)
! O casarão foi vendido. (aumentativo sintético)
! A casinha foi vendida. (diminutivo sintético)
Principais sufixos formadores do grau aumentativo sintético
- aça: barcaça, carcaça, mulheraça
- aço: calhamaço; animalaço
- alha: muralha; fornalha
- ão: homenzarrão; mocetão; rapagão; capeirão
- arra: bocarra; naviarra
- ázio: copázio; tirázio; balázio
- ona: solteirona; mulherona; mocetona; vacona
- orra: cabeçorra; sapatorra; beiçorra; manzorra
- uça: dentuça
- aréu: fogaréu; povaréu; folharéu
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 46
Principais sufixos formadores do grau diminutivo sintético
- acho: riacho; penacho; fogacho; rabicho
- ebre: casebre
- eco: livreco; boteco; jornaleco; baileco
- ejo: vilarejo; lugarejo; animalejo
- elho: rapazelho; antiguelho
- eto, eta: livreto; folheto; poemeto; maleta; saleta; Julieta; papeleta
- ico, ica: namorico; burrico; abanico
- im: espadim; flautim; selim; tamborim; fortim; espadachim
- inho, inha: livrinho;globulinho; cintinho; irmãozinho; partinha
- ola, olo: bandeirola; nucléolo; sacola; casinhola
- ito, ita: cabrito; mosquito; senhorita; Anita
Diminutivo Analítico:
! A criança habitava a pequena aldeia indígena.
! Pegaram as pequenas pedras do caminho.
Diminutivo Sintético:
! A criança habitava a aldeota indígena.
! Pegaram os pedriscos do caminho.
ALGUNS SUBSTANTIVOS CURIOSOS ...
casa - diminutivo - casucha
cavalo - diminutivo - cavalicoque
gema - diminutivo - gêmula
igreja - diminutivo - igrejola
questão - diminutivo - questiúncula
ramo - diminutivo - ramúsculo
rei - diminutivo - régulo
saco - diminutivo - saquitel
face - aumentativo - façoila
ladrão - aumentativo - ladravaz ou ladroaço
lobo - aumentativo - lobaz
poeta - aumentativo - poetastro
tiro - aumentativo - tirázio
EXERCÍCIOS
1) Dê o plural de:
a) cirurgião-dentista !
b) livre-pensador !
c) porta-retrato !
d) água-marinha !
e) grão-duque !
f) abaixo-assinado !
g) quinta-feira !
h) abelha-mestra !
i) alto-falante !
2) A palavra pavão forma o plural da mesma maneira que a palavra:
a) alemão d) procissão
b) cristão e) capelão
c) pagão
3) A alternativa em que todas as palavras têm o o aberto no plural é:
a) subornos, gostos e adornos
b) porcos, poros e esforços
c) miolos, acórdãos e ferrolhos
d) impostos, engodos e encostos
e) reforços, piolhos e esposos
4) Os .......................... e os ....................... são verdadeiras ..................................... da natureza.
a) amor-perfeitos / beija-flores / obras-primas
b) amores-perfeitos / beijas-flores / obra-primas
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 47
c) amores-perfeitos / beija-flores / obras-prima
d) amores-perfeitos / beija-flores / obras-primas
e) amor-perfeito / beija-flores / obra-primas
5) O plural de vice-presidente e tenente-coronel é:
a) vice-presidentes / tenente-coronéis
b) vices-presidentes / tenente-coronéis
c) vices-presidente / tenentes-coronel
d) vices-presidentes / tenentes-coronéis
e) vice-presidentes / tenentes-coronéis
6) Passando os substantivos em destaque na frase: "O indiozinho queria comprar botão e papel." para o
diminutivo plural, tem-se como resultado:
a) botãozinhos e papelzinhos
b) botõesinhos e papelzinhos
c) botãozinhos e papeizinhos
d) botõezinhos e papeizinhos
e) botõezinhos e papelzinhos
RESPOSTAS:
1) a) cirurgiões-dentistas ou cirurgiães-dentistas;
b) livres-pensadores;
c) porta-retratos;
d) águas-marinhas;
e) grão-duques;
f) abaixo-assinados;
g) quintas-feiras;
h) abelhas-mestras;
i) alto-falantes;
2) d - 4) d - 6) d
3) b - 5) e
ADJETIVO
(MORFOSSINTAXE - FLEXÃO NOMINAL)
Adjetivo é a palavra que qualifica o substantivo, indicando-lhe qualidade, característica ou origem.
O aluno moreno é brasileiro e muito inteligente.
1. CLASSIFICAÇÃO SEMÂNTICA
1. Restritivo
Não pode ser aplicado a todos os seres da mesma espécie.
! Aluno inteligente. Mulher sincera. Homem fiel. Cidade limpa.
2. Explicativo (sem restrição)
Pode ser aplicado a todos os seres da mesma espécie.
! Homem mortal. Água mole. Pedra dura. Animal irracional.
3. Uniforme (sem flexão de gênero)
! Aluno(a) gentil, inteligente e fiel.
4. Biforme (com flexão de gênero)
! Aluno(a) bonito(a), dedicado(a) e sincero(a).
2. CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL
1. Simples (um só radical): lindo, elegante, bom, verde, claro.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 48
2. Composto (mais de um radical): azul-claro, político-social.
3. Primitivo (original): fácil, nobre, afável, ruim, sério, ágil.
4. Derivado (de outro vocábulo): hospitalar, antiácido, feioso.
3. FLEXÃO DOS COMPOSTOS
Regra geral: só o último termo pode flexionar-se em gênero e número.
! Instrumentos médico-cirúrgicos
! Salas médico-cirúrgicas
! Traumas afetivo-emocionais.
Exceções:
1. Cores, indicadas com auxílio de substantivo, ficam invariáveis:
Vestido rosa ! Vestidos rosa.
Blusa gelo ! Blusas gelo.
Bandeira azul-turquesa ! Bandeiras azul-turquesa.
Terno cinza-chumbo ! Ternos cinza-chumbo.
2. Também ficam invariáveis: azul-marinho, azul-celeste.
3. Flexionam-se ambos os termos:
surdo-mudo > surda-muda > surdos-mudos > surdas-mudas.
4. GRAU DO ADJETIVO
1. COMPARATIVO
a) de igualdade (tão/tanto ... como/quanto)
! Os alunos eram tão dedicados como/quanto os mestres.
! Os alunos eram tão dedicados como/quanto inteligentes.
b) de inferioridade (menos ... que, menos ... do que)
! O salário era menos interessante que/do que o trabalho.
! O salário era menos interessante que/do que necessário.
c) de superioridade (mais ... que, mais ... do que)
! Português era mais fácil que/do que Matemática.
! Português era mais fácil que/do que complicado.
2. SUPERLATIVO
a) relativo de inferioridade (o menos ... de)
! Seu chute era o menos confiável do time.
b) relativo de superioridade (o mais ... de)
! O brasileiro tem sido o mais confiante dos sul-americanos.
c) absoluto analítico (com auxilio de outra palavra)
! Os concursos têm sido exageradamente difíceis.
d) absoluto sintético (com sufixos)
1) vernáculo (português + sufixo):
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 49
! Modelos magríssimos.
2) erudito (latim + sufixo):
! Modelos macérrimos.
Exemplos de adjetivos e seus respectivos superlativos eruditos:
amargo (amaríssimo), áspero (aspérrimo), célebre (celebérrimo), cristão (cristianíssimo), cruel
(crudelíssimo), doce (dulcíssimo), fiel (fidelíssimo), frio (frigidíssimo, humilde (humílimo), íntegro
(integérrimo), livre (libérrimo), magnífico (magnificentíssimo), miserável (miserabilíssimo), manso
(mansuetíssimo), magro (macérrimo), miúdo (minutíssimo), negro (nigérrimo), pobre (paupérrimo),
sagrado (sacratíssimo), senil (senílimo), tenro (teneríssimo), velho (vetérrimo).
Observação:
Usam-se as formas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno, quando se comparam qualidades do
mesmo ser:
! Aquele aluno é mais bom que inteligente. Esta sala é mais grande do que confortável.
EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Assinale (F) para Falso ou (V) para Verdadeiro:
1 . ( ) É erro imperdoável se expressar assim: "Jamais vi pessoa mais bem educada".
2. ( ) Dão-nos idéia de grau : "rei dos reis, livro dos livros, sábio entre os sábios".
3. ( ) A expressão "magérrimo" dá aparência de maior magreza que "muito magro"; no entanto ambas as
formas são superlativos corretos.
4. ( ) Não só dão idéia de superlativo como também são corretas as formas: "integérrimo, aspérrimo,
bacanérrimo".
5. ( ) Poucos autores escrevem poemas do gênero herói-cômicos.
6. ( ) Os cabelos castanhos-escuros emolduravam-lhe o semblante juvenil.
7. ( ) Vestidos vermelhos e amarelo-laranja foram os mais vendidos de todos.
8. ( ) As crianças surdas-mudas foram encaminhadas à clínica para tratamento.
9. ( ) Discutiu-se muito, na assembléia, a respeito de ciências político-sociais.
10. ( ) As sociedades lusas-brasileiras adquiriram novos livros.
Múltipla escolha
11. Assinale a opção em que se empregam adjetivos.
a) "Então é feriado, raciocina o escriturário."
b) "É, não é, e o dia se passou na dureza."
c) "Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor."
d) "Para que os restantes possam, na clama, produzir um bocadinho."
e) "Para afastar os servidores menos diligentes e os mais futebolísticos."
12. Dentre as frases seguintes, marque a que apresenta um nome no grau superlativo absoluto analítico. a) Esta
frase congregou em torno de João Pina a gente mais resoluta da vila.
b) Este fato é um documento altamente honroso para a sociedade do tempo.
c) Compreendeu que a sua perda era irremediável, se não desse um grande golpe.
d) Os cérebros bem organizados que ele acabava de curar eram tão desequilibrados como os outros.
e) D. Evarista, contentíssima com a glória do marido, vestira-se luxuosamente.
13. Marque a série em que há superlativo erradamente grafado:
a) dulcíssimo, magérrimo, mobilíssimo;
b) crudelíssimo, cristianíssimo, amaríssimo;
c) eficacíssimo, paupérrimo, beneficentíssimo;
d) terribilíssimo, incredibilíssimo, notabilíssimo;e) péssimo, gracílimo, ótimo.
14. Assinale a relação incorreta:
a) cor de marfim - ebúrnea;
b) paisagem onírica - do campo;
c) perfil de lobo - lupino;
d) encaixe axial - de eixo;
e) infecção ótica - do ouvido.
15. Assinale a opção em que o termo "cego" é um adjetivo.
a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem aonde ir...
b) O cego de Ipanema representava todas as alegorias da noite...
c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.
d) Naquele instante era só um pobre cego.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 50
e) ... da Terra que é um globo cego girando no caos.
GABARITO
1.F 4.F 7.V 10.F 13.A
2.V 5.F 8.V 11.E 14.B
3.F 6.F 9.V 12.B 15.E
ARTIGO
Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná-los, indicando, ao mesmo tempo,
gênero e número.
Dividem-se os artigos em: definidos: o, a, os, as e indefinidos: um, uma, uns, umas.
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular:
! Viajei com o médico.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, geral:
! Viajei com um médico.
OBSERVAÇÕES SOBRE O EMPREGO DO ARTIGO
1ª) Ambas as mãos.
Usa-se o artigo entre o numeral ambas e o substantivo.
! Ambas as mãos são perfeitas.
2ª) Estou em Paris / Estou na famosa Paris.
Não se usa artigo antes dos nomes de cidades, a menos que venham determinados por adjetivos ou locuções
adjetivas.
! Vim de Paris.
! Vim da luminosa Paris.
Mas com alguns nomes de cidades conservamos o artigo.
! O Rio de Janeiro, O Cairo, O Porto.
Obs.: Pode ou não ocorrer crase antes dos nomes de cidade, conforme venham ou não precedidos de artigo.
! Vou a Paris.
! Vou à Paris dos museus.
3ª) Toda cidade / toda a cidade.
Todo, toda designam qualquer, cada.
! Toda cidade pode concorrer (qualquer cidade).
Todo o, toda a designam totalidade, inteireza.
! Conheci toda a cidade (a cidade inteira).
No plural, usa-se todos os, todas as, exceto antes de numeral não seguido de substantivo.
Exemplos: Todas as cidades vieram.
Todos os cinco clubes disputarão o título.
Todos cinco são concorrentes.
4ª) Tua decisão / a tua decisão.
De maneira geral, é facultativo o uso do artigo antes dos possessivos.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 51
! Aplaudimos tua decisão.
! Aplaudimos a tua decisão.
Se o possessivo não vier seguido de substantivo explícito é obrigatória a ocorrência do artigo.
! Aplaudiram a tua decisão e não a minha.
5ª) Decisões as mais oportunas / as mais oportunas decisões.
No superlativo relativo, não se usa o artigo antes e depois do substantivo.
! Tomou decisões as mais oportunas.
! Tomou as decisões mais oportunas.
é errado: Tomou as decisões as mais oportunas.
6ª) Faz uns dez anos.
O artigo indefinido, posto antes de um numeral, designa quantidade aproximada.
! Faz uns dez anos que saí de lá.
7ª) Em um / num.
Os artigos definidos e indefinidos contraem-se com preposições:
de + o= do, de + a= da, etc.
As formas de + um e em + um podem-se usar contraídas (dum e num) ou separadas (de um, em um).
! Estava em uma cidade grande. Estava numa cidade grande.
EXERCÍCIOS
1) Procure e assinale a única alternativa em que há erro, quanto ao problema do emprego do artigo.
a) Nem todas as opiniões são valiosas.
b) Disse-me que conhece todo o Brasil.
c) Leu todos os dez romances do escritor.
d) Andou por todo Portugal.
e) Todas cinco, menos uma, estão corretas.
2) Nas frases que seguem, há um artigo (definido ou indefinido) grifado. Indique o seu valor, de acordo com o
código que segue:
1 - O artigo está especificando o substantivo.
2 - O artigo está generalizando o substantivo.
3 - O artigo está intensificando o substantivo.
4 - O artigo está designando a espécie toda do substantivo.
5 - O artigo está conferindo maior familiaridade ao substantivo.
6 - O artigo está designando quantidade aproximada.
a) ( ) Afinal, todos sabiam que o João não seria capaz disso.
b) ( ) Anchieta catequizou o índio brasileiro e lhe ensinou os rudimentos da fé católica.
c) ( ) Respondeu as perguntas com uma convicção, que não deixou dúvida em ninguém.
d) ( ) Não vamos discutir uma decisão qualquer, mas a decisão que desencadeou todos esses
acontecimentos.
e) ( ) Tomemos ao acaso um objeto do mundo físico e observemos a sua forma.
f) ( ) Durante uns cinco dias freqüentou minha casa, depois desapareceu.
3) Coloque o artigo nos espaços vazios conforme o termo subseqüente o aceite ou não. Quando necessário, faça
a contração da preposição com o artigo.
a) Afinal, estamos em .......................... Brasil ou em ...................... Portugal?
b) Viajamos para .............. Estados Unidos, fora isso nunca saímos de .............. casa.
c) Todos .............. casos estão sob controle.
d) Toda .............. família estrangeira que vem para o Brasil procura logo seus parentes.
e) Todos .............. vinte jogadores estão gripados.
f) Todos .............. quatro saíram.
RESPOSTAS:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 52
1) d
2) a) 5 c) 3 e) 2
b) 4 d) 1 f) 6
3) a) no; - c) os e) os
b) os; d) - f) -
NUMERAL
Numeral é uma palavra que exprime número de ordem, múltiplo ou fração.
Os numerais classificam-se em:
1º) Cardinais: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, treze, catorze, vinte, trinta, quarenta,
cinqüenta, cem, mil, milhão, bilhão.
2º) Ordinais: primeiro, segundo, terceiro, etc.
3º) Fracionários: meio, um terço, um quarto, um quinto, um sexto, um sétimo, um oitavo, um nono, um décimo,
treze avos, catorze avos, vinte avos, trinta avos, quarenta avos, cinqüenta avos, centésimo, milésimo, milionésimo,
bilionésimo.
4º) Multiplicativos: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, nônuplo, décuplo, cêntuplo.
Atenção para a grafia dos numerais cardinais:
16 – dezesseis
600 – seiscentos
50 – cinqüenta
60 – sessenta
17 – dezessete
13 – treze
14 – catorze ou quatorze
Atenção para a grafia dos seguintes numerais ordinais:
6º - sexto
400º - quadringentésimo
900º - nongentésimo
80º - octogésimo
11º - undécimo
600º - seiscentésimo
70º - septuagésimo
300º - trecentésimo
12º - duodécimo
500º - qüingentésimo
100º - centésimo
1.000º - milésimo
50º - qüinquagésimo
700º - setingentésimo
200º - ducentésimo
800º - octingentésimo
60º - sexagésimo
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1ª) Na designação de papas, reis, séculos, capítulos, tomos ou partes de obras, usam-se os ordinais para a série
de 1 a 10; daí em diante, usam-se os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 53
Exemplos: D. Pedro II (segundo), Luís XV (quinze), D. João VI (sexto), João XXIII (vinte e três), Pio X (décimo),
Capítulo XX (vinte).
2ª) Quando o substantivo vier depois do numeral, usam-se sempre os ordinais.
Exemplos: primeira parte, décimo quinto capítulo, vigésimo século.
3ª) Na numeração de artigos, leis, decretos, portarias e outros textos legais, usa-se o ordinal até 9 e daí em diante
o cardinal.
Exemplos: artigo 1° (primeiro), artigo 12 (doze).
4ª) Aos numerais que designam um conjunto determinado de seres dá-se o nome de numerais coletivos.
Exemplos: dúzia, centena.
5ª) A leitura e escrita por extenso dos cardinais compostos deve ser feita da seguinte forma:
a) Se houver dois ou três algarismos, coloca-se a conjunção e entre eles.
Exemplos: 94 = noventa e quatro ; 743 = setecentos e quarenta e três.
b) Se houver quatro algarismos, omite-se a conjunção e entre o primeiro algarismo e os demais (isto é,
entre o milhar e a centena). Exemplo: 2438 = dois mil quatrocentos e trinta e oito.
Obs.: Se a centena começar por zero, o emprego do e é obrigatório.
5062 = cinco mil e sessenta e dois.
Será também obrigatório o emprego do e se a centena terminar por zeros.
2300 = dois mil e trezentos.
c) Se Houver vários grupos de três algarismos, omite-se o e entre cada um dos grupos.
5 450 126 230 = cinco bilhões quatrocentos e cinqüentamilhões, cento e vinte e seis mil duzentos e trinta.
6ª) Formas variantes:
Alguns numerais admitem formas variantes como catorze / quatorze, bilhão / bilião.
Nota: As formas cincoenta (50) e hum (1) são erradas.
EXERCÍCIOS
1) O ordinal trecentésimo setuagésimo corresponde a:
a) 37 b) 360 c) 370
2) O ordinal nongentésimo qüinquagésimo corresponde a:
a) 95 b) 950 c) 9050
3) O ordinal qüingentésimo octogésimo corresponde a:
a) 58 b) 580 c) 588
4) O ordinal quadragésimo oitavo corresponde a:
a) 480 b) 448 c) 48
5) Em todas as frases abaixo, os numerais foram corretamente empregados, exceto em:
a) O artigo vinte e cinco deste código foi revogado.
b) Seu depoimento foi transcrito na página duzentos e vinte e dois.
c) Ainda não li o capitulo sétimo desta obra.
d) Este terremoto ocorreu no século dez antes de Cristo.
6) Assinale os itens em que a correspondência cardinal / ordinal está incorreta; em seguida, faça a devida
correção.
a) 907 = nongentésimo sétimo
b) 650 = seiscentésimo qüingentésimo
c) 84 = octingentésimo quadragésimo
d) 321 = trigésimo vigésimo primeiro
e) 750 = setingentésimo qüinquagésimo
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 54
RESPOSTAS:
1) c 2) b 3) b 4) c 5) d
6) b (seiscentésimo qüinquagésimo)
c) (octogésimo quarto)
d) (trecentésimo)
PRONOMES
Palavras que representam ou acompanham um substantivo.
a) Pronomes adjetivos - quando acompanham um substantivo:
! Meus amigos adoram esta casa.
b) Pronomes substantivos - quando representam um substantivo:
! Alguns se julgam melhores que outros.
1. PRONOMES PESSOAIS
EMPREGO E FORMAS DE TRATAMENTO
Designam as pessoas gramaticais:
Pronomes Pessoas Funções
eu - nós 1ª pessoa emissor - quem fala.
tu - vós 2ª pessoa receptor - com quem se fala.
ele - eles 3ª pessoa assunto - de quem se fala.
Classificação:
Retos Oblíquos
- sujeito - outras funções - observações
Eu me, mim, comigo
Tu te, ti, contigo
Ele se, si, o/a, lhe,
consigo
1. Os pronomes eu e tu são normalmente
pronomes retos.
Nós nos, conosco
Vós vos, convosco
Eles se, si, os/as, lhes,
consigo
2. Os demais pronomes: ele, nós, vós, eles -
serão oblíquos quando em outras funções sin-
táticas.
! Nós seremos os primeiros colocados.
- Sujeito > pronome reto.
! O diretor convidará todos eles.
- Objeto direto > pronome oblíquo.
Emprego dos pronomes pessoais
a. Para eu / para tu - Para mim / para ti
1) Para eu - para tu
Antes de infinitivos na função de sujeito:
! Recomende um livro para eu ler. > sujeito do verbo ler.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 55
2) Para mim - para ti
Sempre que não forem sujeito da oração:
! Traga um presente para mim. > objeto indireto.
! É fácil para mim trabalhar aqui. > complemento nominal.
b. Entre mim e ti
Os pronomes eu e tu não podem vir preposicionados.
! O namoro acabou, nada mais há entre mim e ti.
! Pesam suspeitas sobre você e mim.
c. Conosco / convosco - Com nós / com vós
1) Conosco ou convosco
Os pronomes nós e vós combinam-se com a preposição com.
! Os mestres ficaram satisfeitos conosco.
2) Com nós e com vós
Não haverá combinação se os pronomes vierem determinados por mesmos, próprios, outros, ambos e numerais
cardinais.
! A autora dedicou o trabalho a nós todos.
d. Consigo - contigo - com você(s)
1) Consigo
Pronome pessoal reflexivo (indica que a ação verbal se refere ao próprio sujeito).
! O rapazinho trazia consigo a marca da intolerância.
2) Contigo
Pronome não-reflexivo de 2ª pessoa do singular.
! Leva contigo tuas lembranças e segredos.
3) Com você(s)
Pronome não-reflexivo de 3ª pessoa.
! Espere um pouquinho: quero falar com você.
e. O pronome o, a, os, as (e suas transformações)
1) lo, Ia, los, Ias
- ênclise em formas verbais terminadas em R, S. Z:
estudar + o > estudar-lo > estudá-lo,
chamas + a > chamas-la > chama-Ia,
satisfez + os > satisfez-los > satisfê-los.
2) no, na, nos, nas
- ênclise em formas verbais terminadas em sons nasais:
dão + o > dão-no,
compõe + as > compõe-nas,
amam + a > amam-na,
vendem + os > vendem-nos.
3) combinações (O.I.+ O.D.)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 56
- os pronomes me, te, lhe, nos, vos, lhes (O.I.) combinam-se com o, a. os, as (O.D.), da seguinte forma:
me + o, a, os, as > mo, ma, mos, mas.
te + o, a, os, as > to, ta, tos, tas.
lhe + o, a, os, as > lho, lha, lhos, lhas.
nos + o, a, os, as > no-lo, no-la, no-los, no-las.
vos + o, a, os, as > vo-lo, vo-la, vo-los, vo-las.
lhes + o, a, os, as > lho, lha, lhos, lhas
! Não perdoará os crimes aos maus.
obj. direto obj. indireto
! Não lhos perdoará.
lhe (o.i.) + os (o.d.)
f. Função sintática dos pronomes oblíquos
1) o, a, os, as
- objeto direto
! Jamais o acompanharei nesta loucura.
- sujeito de verbos causativos (mandar, deixar, fazer) e sensitivos (ver, ouvir, sentir)
! Deixei-o sair em péssimas companhias.
2) lhe, lhes
- objeto indireto (pessoa)
! Não façam apenas o que lhes convém.
- adjunto adnominal ou objeto indireto de posse (valor de um possessivo)
! A flecha transpassou-lhe o coração.
- complemento nominal (acompanha verbo de ligação)
! Era-lhe impossível sorrir.
3) me, te, nos, vos
- objeto direto ou indireto
! Todos os súditos me obedeciam cegamente. (o.i.)
-> Os peregrinos me acompanhavam eufóricos. (o.d.)
- adjunto adnominal ou objeto indireto de posse.
! Capitu captou-me as intenções. (minhas)
- complemento nominal
! A vitória parecia-me impossível.
- sujeito (verbos sensitivos / causativos)
! Deixei-me cair a seus pés...
Pronomes de Tratamento
Referem-se às pessoas de modo cerimonioso ou oficial.
Pronomes Abreviaturas Autoridades
Vossa Excelência V. Exª. Governamentais
Vossa Magnificência V. Magª. Reitores
Vossa Alteza V. A. Príncipes, duques
Vossa Majestade V. M. Reis, imperadores
Vossa Reverendíssima V. Revma. Sacerdotes
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 57
Vossa Eminência V. Emª. Cardeais
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. Sª. As demais
Observação:
Vossa ______ - para falar com (2ª pes. gram. - o receptor)
Sua _____ - para falar de (3ª pes. gram. - o assunto)
EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Falso / Verdadeiro
1. ( ) Vou consigo ao teatro hoje à noite.
2. ( ) Esta pesquisa é para mim fazer logo.
3. ( ) Nada de sério houve entre eu e você.
4. ( ) Ela conversou demoradamente com nós.
5. ( ) Pára, estou falando contigo!
6. ( ) Colocaram uma questão para eu fazer.
7. ( ) Espero que me empreste os seus lápis.
8. ( ) Não quero brigas entre a turma e ti.
9. ( ) Este livro é para eu ler com calma.
10. ( ) Achas que seria fácil para mim vender o carro?
Múltipla escolha
11. Complete as lacunas com me, eu ou mim.
1. Não há desentendimentos entre vocês e _________.
2. O plano era para _______ desistir.
3. É triste para _______ aceitar isso.
4. Já houve discussões sobre você e _________ .
5. Deixem _________ explicar o que houve.
a) mim, eu, eu, eu, eu;
b) eu, eu, mim, mim, me;
c) mim, eu, mim, mim, eu;
d) mim, eu, mim, mim, me;
e) eu, mim, eu, mim, eu.
12. Assinale o item em que o pronome pessoal tem valor possessivo.
a) Enviei-lhe seu disco preferido.
b) Ninguém nos viu ontem à noite.
c) O policial surpreendeu o ladrão em sua casa.
d) Acariciei-lhe os cabelos com ternura.
e) Mande-lhe lembranças minhas.
13. Assinale a alternativa em que o pronome "lhe" pode ser adjunto adnominal.
a) ... anunciou-lhe: Amanhã partirei.
b) Ao traidor, não lhe perdoarei nunca.
c) A mãe apalpava-lhe o coração.
d) Comuniquei-lhe o fato pela manhã.
e) Sim, alguém lhe propôs o emprego.
14. De acordo com a práxis consagrada do uso dos pronomes de tratamento, assinale a alternativa correta.
a) Pela presente, enviamos a V Sª. a relação de seus débitos e solicitamos-lhe a gentileza de saldá-los com
urgência. (correspondência comercial)
b) Vossa Alteza Real, o Príncipe de Gales, virá ao Brasil para participar da ECO-92. (nota de jornal)
c) Sua Santidade pode ter a certeza de que sua presença entre nós é motivo de júbilo e, demístico fervor.
(discurso pronunciado em recepção diplomática ao Sumo Pontífice)
d) Solicito a V. Exª. dignar-vos aceitar as homenagens devidas, por justiça, a quem tanto engrandeceu a pátria.
(ofício dirigido a ministro do Supremo Tribunal)
15. Assinale a frase em que o pronome possessivo foi usado incorretamente.
a) Vossa Senhoria trouxe seu discurso e os documentos indeferidos?
b) Vossa Reverendíssima queira desculpar-me se interrompo vosso trabalho.
c) Voltando ao Vaticano, Sua Santidade falará a fiéis de várias nacionalidades.
d) Informamos que Vossa Excelência e seus auxiliares conseguiram muitas adesões.
e) Sua Excelência, o Sr. Ministro da Justiça, considerou a medida inconstitucional.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 58
GABARITO
1. F 4. F 7. V 10. V 13. C
2. F 5. V 8. V 11. D 14. A
3. F 6. V 9. V 12. D 15. B
2. PRONOMES POSSESSIVOS
Indicam "posse" e "possuidor", posicionam os seres em relação às pessoas gramaticais.
1ª pes. 2ª pes. 3ª pes. 1ª pes. pl. 2ª pes. pl.
meu(s) teu(s) seu(s) nosso(s) vosso(s)
minha(s) tua(s) sua(s) vossa(s) vossa(s)
Emprego dos possessivos
a. É erro a falta de correlação entre pronomes possessivos e pessoais:
teu(s), tua(s) > tu
seu(s), sua(s) > ele(s) / você(s)
! Se você vier à festa, traga o seu irmão.
! Se tu vieres à festa, traz o teu irmão.
b. O pronome seu quase sempre traz ambigüidade:
! Chegou Pedro, Maria e o seu filho.
De quem é o filho? de Pedro? de Maria? ou seu?
c. Constitui pleonasmo vicioso usar pronome possessivo referindo-se às partes do próprio corpo:
! Estou sentindo muita dor no meu joelho.
Poderia sentir dor no joelho de outra pessoa?
PRONOMES RELATIVOS
Substituem um termo comum a duas orações, estabelecendo uma relação de subordinação entre elas.
! Conheço o aluno. O aluno chegou atrasado.
Conheço o aluno que chegou atrasado
Pronomes relativos: que, quem, o qual, onde, quanto, como, cujo.
Emprego dos pronomes relativos:
Pronomes: Características e emprego
quem - refere-se a pessoas
- prep. “a” com V.T.D.
! Conheça a mulher a quem tanto amas.
que - refere-se a coisas ou pessoas
- antecedente mais próximo
! Você é a pessoa que sempre chega na hora.
! O estudo é o caminho que conduz ao sucesso.
! Aquela é a mãe da menina que venceu a prova.
qual - refere-se a coisas ou pessoas
- antecedente mais distante
! Aquela é a mãe da menina a qual é muito gentil.
onde - equivalente a “em que” ou “no qual”
- indica “lugar”
- “aonde” e “donde” (com verbos de movimento)
! Visitaremos a casa onde nasceu Bilac.
! Ela sabe aonde você quer chegar.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 59
quanto - após “tanto”, “todo” e “tudo”
! Não gaste num dia tudo quanto ganhas no mês.
como - antecedentes: maneira, modo, forma.
! Este é o modo como deves estudar gramática.
cujo - refere-se a um antecedente, mas concorda com o
conseqüente, indicando posse
- sempre é pronome adjetivo
- não admite artigo (antes ou depois)
! Há pessoas cuja inimizade nos honra.
Regência
Os pronomes relativos vêm precedidos das preposições exigidas pelos verbos das respectivas orações.
! Este é o filme / a que assistimos ontem.
! Repudio o ideal / pelo qual lutas.
PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Demonstram a posição dos seres no tempo e no espaço.
Emprego dos pronomes demonstrativos
este
isto
esse
isso
aquele
aquilo
a. Em relação às pessoas gramaticais:
- 1ª pes. (o emissor) lugar: aqui.
- 2ª pes. (o receptor) lugar: aí.
- 3ª pes. (o assunto) lugar: ali, lá.
X
X
X
! Veja estes livros aqui nesta mesa.
! Não é leve essa culpa que carregas.
! Os melhores cargos são aqueles que não alcançamos.
! Aquilo que vês lá em alto-mar é a salvação e a benção.
b. Em relação ao tempo da mensagem:
- o que será comunicado
- o que já foi comunicado
- o que foi comunicado há muito
X
X
X
! Sabemos apenas isto: nada somos.
! Estudar muito? Isso não me emociona ...
! O deputado não honrou aquilo que prometera.
c. Em relação ao tempo cronológico:
- o presente
- passado e futuro próximos
- passado e futuro distantes
X
X
X
! Este foi o século mais importante de todos.
! Uma noite dessas irei à tua casa em Goiânia.
! “Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos ... “
d. Localizando termos da oração:
- o último de uma série
- o primeiro de uma série
X
X
! Diálogo entre pais e filhos é difícil: estes não querem ouvir nada, e aqueles
querem falar muito.
São também pronomes demonstrativos
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 60
a) o, a, os, as
! Todos diziam o que queriam. (isso, aquilo)
! Conheço o idioma latino e o grego. (idioma)
b) tal
! Jamais fiz tal assertiva. (essa, aquela)
c) mesmo, próprio (com caráter reforçativo)
! As carpideiras mesmas choraram de verdade.
! Esta é a mesma questão que foi impugnada.
PRONOMES INDEFINIDOS
Referem-se a verbos e a substantivos, dando-lhes sentido vago ou quantidade indeterminada.
! Alguém virá procurá-lo mais tarde. (quem?)
! Muitos candidatos serão chamados. (quantos?)
Relação dos principais pronomes e locuções:
a) Pronomes indefinidos: algo, alguém, algum, bastante, cada, certo, mais, menos, muito, nada, ninguém,
nenhum, outro, outrem, pouco, quem, qualquer, quanto, tanto, tudo, todo, um, vários.
b) Locuções pronominais: cada um, cada qual, seja quem for, todo aquele que, qualquer um, quem quer que...
Observação
Alguns podem pertencer a mais de uma classe gramatical:
Vocábulos Pronome indefinido Advérbio de intensidade
Muito
Pouco
Mais
Menos
Bastante
Quando substituir ou
modificar substantivo
Quando acompanhar e um modificar:
- verbos
- adjetivos
- advérbios
! Os jogadores do Brasil têm muito preparo físico. (pronome)
! O preparador físico trabalhou muito com os atletas. (advérbio)
! O técnico convocou atletas muito competentes. (advérbio)
! A Seleção jogou muito bem na semifinal. (advérbio)
6. PRONOMES INTERROGATIVOS
Que, quem, qual e quanto, usados em frases interrogativas.
! Quem inventou a pinga?
! Que loucura é essa?
! Qual é o plano?
! Quantos candidatos foram aprovados?
Os interrogativos são usados em perguntas diretas e indiretas.
a. Pergunta direta: pronome no início da frase com ponto de interrogação.
! Quem foi o maior jogador de futebol do Brasil?
b. Pergunta indireta: pronome após verbos "dicendi", como, saber, responder, informar, indagar, ver, ignorar,
etc...
! Não sei quem fez tal acusação.
! Gostaria de saber qual é seu nome.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 61
Observação:
Outras palavras usadas em frase interrogativa, serão, com certeza, advérbios interrogativos.
! Quando começaram as provas? (adv. de tempo)
! Como tens vindo para o trabalho? (adv. de modo)
! Poderias dizer aonde queres ir? (adv. de lugar)
EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Falso / Verdadeiro
1. ( ) Qualquer problema o deixa abalado. Pronome indefinido adjetivo.
2. ( ) Todos foram responsáveis pelo sucesso. Pronome relativo substantivo.
3. ( ) Explique-me o que deve ser feito. Pronome demonstrativo.
4. ( ) Ela irá conosco ao desfile. Pronome pessoal reto.
5.( ) Todo concursando deve ser muito entusiasmado. Pronomes indefinidos.
6. ( ) Na cidade do México, os veículos com placas de final par circulam às segundas, quartas e sextas-feiras;
os automóveis que as placas têm final ímpar rodam às terças, quintas e sábados.
7. ( ) Contadas todas as horas onde ficam enredados no tráfego, os brasileiros perdem quatro dias a cada
ano; os americanos passam, no mínimo, dois meses por ano esperando o sinal abrir.
8. ( ) A proposta do secretário, com a qual, lamentavelmente, o prefeito não concorda, poderia solucionar os
graves problemas de congestionamento no tráfego da cidade.
9. ( ) Na reunião do conselho diretor, durante a qual foram discutidas questões fundamentais para a
reestruturação do anel viário da cidade, fechou-se um acordo com os políticos.
10. ( ) Tendo em vista a falta de soluções de longo prazo, os técnicos em engenharia de trânsito, cujos
trabalham para a prefeitura de São Paulo,estão apelando para operações de emergência.
Múltipla escolha
11. Assinale a frase em que não há pronome substantivo.
a) Você já fez seus trabalhos? E o meu?
b) Ele aparenta seus trinta anos.
c) Não conheço seus pais, nem ela os meus.
d) Este é o nosso material e não o teu.
e) Responda à minha carta.
12. Só em uma frase a palavra "muito" é pronome indefinido, assinale-a.
a) Há muito não a vejo.
b) Ele é muito calmo;
c) Trata-se de caso muito famoso.
d) Ele estivera passando muito mal.
e) Você é muito competente.
13. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase:
Ao comparar os diversos rios do mundo com o Amazonas, defendia com azedume e paixão a proeminência
________ sobre cada um __________.
a) desse - daquele; d) deste - desse;
b) daquele - destes; e) deste - desses.
c) deste - daqueles;
14. Assinale o item em que há erro no emprego do demonstrativo.
a) Paulo, que é isso que você leva?
b) "Amai vossos irmãos"! São essas as verdadeiras palavras de amor.
c) Dezessete de dezembro de 1980! Foi significativo para mim esse dia.
d) Pedro, esse livro que está com José é meu.
e) Não estou de acordo com aquelas palavras que José disse.
15. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases.
1. O lugar ______ moro é muito pobre.
2. Esse foi o livro ______ gostei mais.
3. A novela _______ enredo é fraco dá pouca audiência.
a) onde - que - cujo;
b) em que - de que - cujo o;
c) no qual - o qual - do qual o;
d) que - que - cujo o;
e) em que - de que - cujo.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 62
16. Aponte, nas séries abaixo, a construção errada que envolve pronome relativo.
a) Aquele livro ali já está vendido.
b) O filme a que assistimos é interessante.
c) Não foram poucas as pessoas que visitaste.
d) Esta foi a questão de que te esqueceste.
e) Ligando o rádio, ouvirás as canções que mais gostas.
17. Destaque a frase em que o pronome relativo e a regência foram usados corretamente.
a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.
b) Feliz o pai cujos os filhos são ajuizados.
c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna.
d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar o quadro.
e)Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude.
18. Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas abaixo.
1. Veja bem estes olhos ________ se tem ouvido falar.
2. Veja bem estes olhos ________ se dedicaram muitos versos.
3. Veja bem estes olhos _________ brilho fala o poeta.
4. Veja bem estes olhos _________ se extraem confissões e promessas.
a) de que, a que, cujo, dos quais;
b) que, que, sobre o qual, que;
c) sobre os quais, que, de que, de onde;
d) dos quais, aos quais, sobre cujo, dos quais;
e) em cujos quais, aos quais, sobre o, dos quais.
19. Em todos os itens estão destacados Pronomes, exceto em:
a) Certas notícias nos deixam tristes.
b) Alguma coisa terrível aconteceu.
c) Sabe o que aconteceu?
d) Quando chegaste a Brasília?
e) Um chora e outro ri.
20. Na frase: "Os que ficarem nesta sala saberão de algumas novidades."
Pronomes:
a) 1; b) 2; c) 3; d) 4; e) 5.
GABARITO
1. V 5. F 9. V 13. C 17. A
2. F 6. F 10. F 14. D 18. D
3. V 7. F 11. E 15. E 19. D
4. V 8. V 12. A 16. E 20. D
VERBO
Verbo é uma palavra que exprime ação, estado, fato ou fenômeno. Dentre as classes de palavras, o
verbo é a mais rica em flexões. Com efeito, o verbo possui diferentes flexões para indicar a pessoa do discurso, o
número, o tempo, o modo e a voz.
O verbo flexiona-se em número e pessoa:
Singular Plural
1a pessoa: eu penso nós pensamos
2a pessoa: tu pensas vós pensais
3a pessoa: ele pensa eles pensam
EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS
Tempo é a variação que indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo.
Os três tempos naturais são o Presente, o Pretérito (ou Passado) e o Futuro.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 63
O Presente designa um fato ocorrido no momento em que se fala; o Pretérito, antes do momento em
que se fala; e o Futuro, após o momento em que se fala.
! Leio uma revista instrutiva. (Presente)
! Li uma revista instrutiva. (Pretérito)
! Lerei uma revista instrutiva. (Futuro)
TEMPOS DO MODO INDICATIVO
1) Presente: estudo
2) Pretérito: Imperfeito: estudava
Perfeito: estudei
Mais-que-perfeito: estudara
3) Futuro: do Presente: estudarei
do Pretérito: estudaria
Dados os tempos do modo indicativo, veremos, em seguida, o emprego dos mesmos e sua correlação.
PRESENTE
O presente do indicativo emprega-se:
1) Para enunciar um fato atual:
! Cai a chuva.
! O céu está limpo.
2) Para indicar ações e estados permanentes:
! A terra gira em torno do próprio eixo.
! Deus é Pai!
3) Para expressar uma ação habitual do sujeito:
! Sou tímido.
! Como muito pouco.
4) Para dar vivacidade a fatos ocorridos no passado (presente histórico):
"A Avenida é o mar dos foliões. Serpentinas cortam o ar..., rolam das escadas, pendem das árvores e
dos fios..." (M. Rebelo)
5) Para marcar um fato futuro, mas próximo; neste caso, para impedir qualquer ambigüidade, se faz acompanhar
geralmente de um adjunto adverbial:
"Outro dia eu volto, talvez depois de amanhã...”`(A. Bessa Luís)
PRETÉRITO IMPERFEITO
A própria denominação deste tempo - Pretérito Imperfeito - ensina-nos o seu valor fundamental: o de
designar um fato passado, mas não concluído (imperfeito = não perfeito, inacabado). Podemos empregá-lo
assim:
1) Quando, pelo pensamento, nos transportamos a uma época passada e descrevemos o que então era
presente:
! O calor ia aumentando e o vento despenteava meu cabelo.
2) Pelo futuro do pretérito, para denotar um fato que seria conseqüência certa e imediata de outro, que não
ocorreu, ou não poderia ocorrer:
! Se eu não fosse mulher, ia também!
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 64
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO
1) O Pretérito Mais-Que-Perfeito indica uma ação que ocorreu antes de outra já passada:
! A conversa ficara tão tediosa, que o homem se desinteressou.
2) Na linguagem literária emprega-se, às vezes, o mais-que-perfeito em lugar:
a) do futuro do pretérito (simples ou composto):
"Um pouco mais de sol - e fora (= teria sido) brasa,
Um pouco mais de azul - e fora (= teria sido) além,
Para atingir ...
(Sá Carneiro)
b) do pretérito imperfeito do subjuntivo:
! Quem me dera! (= quem me desse)
! Prouvera a Deus! (= prouvesse a Deus)
FUTURO DO PRESENTE
1) O futuro do presente emprega-se para indicar fatos certos ou prováveis, posteriores ao momento em que se
fala:
! As aulas começarão depois de amanhã.
2) Como forma polida de presente:
! Não, não posso ser acusado. Dirá o senhor: mas o que aconteceu? E eu lhe direi. sei lá! (= digo)
3) Como expressão de uma súplica, desejo ou ordem; neste caso, o tom de voz pode atenuar ou reforçar o caráter
imperativo:
Honrarás pai e mãe!
"Lerás porém algum dia
Meus versos, d 'alma arrancados, ... "
(G. Dias)
FUTURO DO PRETÉRITO
1) O futuro do pretérito emprega-se para designar ações posteriores à época em que se fala:
! Depois de casado, ele se transformaria em um homem de bem.
2) Como forma polida de presente, em geral denotadora de desejo.
! Desejaríamos cumprimentar os noivos.
3) Em certas frases interrogativas e exclamativas, para denotar surpresa ou indignação:
! O nosso amor morreu... Quem o diria?
TEMPOS DO MODO SUBJUNTIVO
1) Presente: estude
2) Pretérito:
- Imperfeito: estudasse
- Perfeito: tenha (ou haja) estudado
- Mais-que-perfeito: tivesse (ou houvesse) estudado
3) Futuro:
- Simples: estudar
- Composto: tiver (ou houver) estudado
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 65
Quando nos servimos do modo indicativo, consideramos o fato expresso pelo verbo como real, certo,
seja no presente, seja no passado, seja no futuro.
Ao empregarmos o modo subjuntivo, encaramos a existência ou não existência do fato como uma coisa
incerta, duvidosa, eventual ou, mesmo, irreal. Observemos estas frases:
! Afirmo que ela estuda.(modo indicativo)
! Duvido que ela estude. (modo subjuntivo)
! Afirmei que ela estudava. (modo indicativo)
Duvidei que ela estudasse. (modo subjuntivo)
PRESENTE DO SUBJUNTIVO
Pode indicar um fato:
1) Presente:
! Não quer dizer que se conheçam os homens quando se duvida deles.
2) Futuro:
! "No dia em que não faça mais uma criança sorrir, vou vender abacaxi na feira." (A. Bessa Luís)
IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO
Pode ter o valor de:
1) Passado:
! Todos os domingos, chovesse ou fizesse sol, estava eu lá.
2) Futuro:
! Aos sábados, treinava o discurso destinado ao filho que chegasse primeiro.
3) Presente:
! Tivesses coração, terias tudo.
! Como imaginar alguém que não precisasse de nada? (= precise)
PERFEITO DO SUBJUNTIVO
Pode exprimir um fato:
1) Passado (supostamente concluído):
! Espero que você tenha encontrado aquele endereço.
2) Futuro (terminado em relação a outro futuro):
! Espero que ela tenha feito a lição quando eu voltar.
MAIS-QUE-PERFEITO DO SUBJUNTIVO
Pode indicar:
1) Uma ação anterior a outra passada.
! Esperei-a um pouco, até que tivesse terminado seu jantar.
2) Uma ação irreal no passado:
! Se a sorte os houvesse coroado com os seus favores, não lhes faltariam amigos.
FUTURO DO SUBJUNTIVO SIMPLES
Este tempo verbal marca a eventualidade no futuro e emprega-se em orações subordinadas:
! Se quiser, irei vê-lo.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 66
! Farei conforme mandares.
! Quando puder, venha ver-me.
FUTURO DO SUBJUNTIVO COMPOSTO
Indica um fato futuro como terminado em relação a outro fato futuro (dentro do sentido geral do modo
subjuntivo):
! D. Flor, não leia este livro; ou, se o houver lido até aqui, abandone o resto.
MODOS DO VERBO
Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato se realizar. São três:
1o) o Indicativo:
Exprime um fato certo, positivo: Vou hoje. Sairás cedo.
2°) o Imperativo:
Exprime ordem, proibição, conselho, pedido:
! Volte logo. Não fiquem aqui. Sede prudentes.
3°) o Subjuntivo:
Enuncia um fato possível, duvidoso, hipotético:
! É possível que chova. Se você trabalhasse...
Além desses três modos, existem as formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio, particípio), que
enunciam um fato de maneira vaga, imprecisa, impessoal.
1o) Infinitivo: plantar, vender, ferir.
2°) Gerúndio: plantando, vendendo, ferindo.
3°) Particípio: plantado, vendido, ferido.
Chamam-se formas nominais porque, sem embargo de sua significação verbal, podem desempenhar as
funções próprias dos nomes substantivos e adjetivos: o andar, água fervendo, tempo perdido.
O Infinitivo pode ser Pessoal ou Impessoal.
1o) Pessoal, quando tem sujeito:
! Para sermos vencedores é preciso lutar. (sujeito oculto nós)
2°) Impessoal, quando não tem sujeito:
! Ser ou não ser, eis a questão.
O infinitivo pessoal ora se apresenta flexionado, ora não flexionado:
Flexionado: andares, andarmos, andardes, andarem.
Não flexionado: andar eu, andar ele.
Quanto à voz, os verbos se classificam em:
1) Ativos: O sujeito faz a ação:
! O patrão chamou o empregado.
2) Passivos: O sujeito sofre a ação.
! O empregado foi chamado pelo patrão.
3) Reflexivos: O sujeito faz e recebe a ação.
! A criança feriu-se na gangorra.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 67
Verbos Auxiliares são os que se juntam a uma forma nominal de outro verbo para constituir os tempos
compostos e as locuções verbais: ter, haver, ser, estar.
! Tenho estudado muito esta semana.
! Jacinto havia chegado naquele momento.
! Somos castigados pelos nossos erros.
! O mecânico estava consertando o carro.
! O secretário vai anunciar os resultados.
Os verbos da língua portuguesa se agrupam em três conjugações, de conformidade com a terminação do
infinitivo:
1) Os da primeira conjugação terminam em - ar: cantar
2) Os da segunda conjugação terminam em - er: bater
3) Os da terceira conjugação terminam em - ir: partir.
Cada conjugação se caracteriza por uma vogal temática: A (1a conjugação), E (2a conjugação), I (3a
conjugação).
Observações:
- O verbo pôr (antigo poer) perdeu a vogal temática do infinitivo. É um verbo anômalo da segunda
conjugação.
- A nossa língua possui mais de 11 mil verbos, dos quais mais de 10 mil são da primeira conjugação.
Num verbo devemos distinguir o radical, que é a parte geralmente invariável e as desinências, que
variam para denotar os diversos acidentes gramaticais.
Radical Desinências Radical Desinências
cant-
bat-
part-
diz-
ar
er
ir
er
cant-
bat-
part-
diss-
o
Ias
Imos
eram
Há a desinência modo-temporal, indicando a que modo e tempo a flexão verbal pertence e há a
desinência número-pessoal indicando a que pessoa e número a flexão verbal pertence.
Ex.: canta – re – mos ! DNP
DMT
A DNP (desinência número-pessoal) indica que o verbo está na 1a pessoa do plural. A DMT (desinência
modo-temporal) indica que o verbo está no futuro do presente do indicativo.
Dividem-se os tempos em primitivos e derivados.
São tempos primitivos:
1) o Infinitivo Impessoal.
2) o Presente do Indicativo (1a e 2 a pessoa do singular e 2 a pessoa do plural).
3) o Pretérito Perfeito do Indicativo (3 a pessoa do plural).
FORMAÇÃO DO IMPERATIVO
O imperativo afirmativo deriva do presente do indicativo, da segunda pessoa do singular (tu) e da
segunda do plural (vós), mediante a supressão do s final; as demais pessoas (você, nós, vocês) são tomadas do
presente do subjuntivo.
O imperativo negativo não possui, em Português, formas especiais; suas pessoas são iguais às
correspondentes do presente do subjuntivo.
Atente para o seguinte quadro da formação do imperativo:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 68
Pessoas Indicativo ImperativoAfirmativo Subjuntivo
Imperativo
Negativo
Tu
Você
dizes ! (-s)
dize "
diga "
digas !
diga !
não digas
não diga
Nós
Vós
Vocês
dizeis ! (-s)
digamos "
dizei "
digam "
digamos !
digais !
digam !
não digamos
não digais
não digam
FORMAÇAO DOS TEMPOS COMPOSTOS
Eis como se formam os tempos compostos:
1) Os tempos compostos da voz ativa são formados pelos verbos auxiliares ter ou haver, seguidos do particípio do
verbo principal:
! Tenho falado.
! Haviam saído.
2) Os tempos compostos da voz passiva se formam com o concurso simultâneo dos auxiliares ter (ou haver) e ser,
seguidos do particípio do verbo principal:
! Tenho sido maltratado.
! Tinham (ou haviam) sido vistos no cinema.
Outro tipo de conjugação composta - também chamada conjugação perifrástica - são as locuções
verbais, constituídas de verbo auxiliar mais gerúndio ou infinitivo:
! Tenho de ir hoje.
! Hei de ir amanhã.
! Estava lendo o jornal.
Quanto à conjugação, dividem-se os verbos em:
1) Regulares: os que seguem um paradigma ou modelo comum de conjugação. Cantar, bater, partir, etc.
2) Irregulares: os que sofrem alterações no radical e nas terminações afastando-se do paradigma. Dar, ouvir, etc.
Entre os irregulares, destacam-se os anômalos, como o verbo pôr (sem vogal temática no infinitivo), ser
e ir (que apresentam radicais diferentes). São verbos que possuem profundas modificações em seus radicais.
3) Defectivos: os que não possuem a conjugação completa, não sendo usados em certos modos, tempos ou
pessoas: abolir, reaver, precaver, etc.
CONJUGAÇÃO DOS PRINCIPAIS VERBOS IRREGULARES
SER ESTAR TER HAVER
MODO INDICATIVO
PRESENTE
sou
és
é
somos
sois
são
estou
estás
está
estamos
estais
estão
tenho
tens
tem
temos
tendes
têm
hei
hás
há
havemos
haveis
hão
PRETÉRITO IMPERFEITO
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 69
era
eras
era
éramos
éreis
eram
estava
estavas
estava
estávamos
estáveis
estavam
tinha
tinhas
tinha
tínhamos
tínheis
tinham
havia
havias
havia
havíamos
havíeis
haviam
PRETÉRITO PERFEITO
fui
foste
foi
fomos
fostes
foram
estive
estiveste
esteve
estivemos
estivestes
estiveram
tive
tiveste
teve
tivemos
tivestes
tiveram
houve
houveste
houve
houvemos
houvestes
houveram
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenho sido
tens sido
tem sidotemos sido
tendes sido
têm sido
tenho estado
tens estado
tem estado
temos estado
tendes estado
têm estado
tenho tido
tens tido
tem tido
temos tido
tendes tido
têm tido
tenho havido
tens havido
tem havido
temos havido
tendes havido
têm havido
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO
fora
foras
fora
fôramos
fôreis
foram
estivera
estiveras
estivera
estivéramos
estivéreis
estiveram
tivera
tiveras
tivera
tivéramos
tivéreis
tiveram
houvera
houveras
houvera
houvéramos
houvéreis
houveram
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tinha sido
tinhas sido
tinha sido
tínhmos sido
tínheis sido
tinham sido
tinha estado
tinhas estado
tinha estado
tínhmos estado
tínheis estado
tinham estado
tinha tido
tinhas tido
tinha tido
tínhmos tido
tínheis tido
tinham tido
tinha havido
tinhas havido
tinha havido
tínhmos havido
tínheis havido
tinham havido
FUTURO DO PRESENTE
serei
serás
será
seremos
sereis
serão
estarei
estarás
estará
estaremos
estareis
estarão
terei
terás
terá
teremos
tereis
terão
haverei
haverás
haverá
haveremos
havereis
haverão
FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO
terei sido
terás sido
terá sido
teremos sido
tereis sido
terão sido
terei estado
terás estado
terá estado
teremos estado
tereis estado
terão estado
terei tido
terás tido
terá tido
teremos tido
tereis tido
terão tido
terei havido
terás havido
terá havido
teremos havido
tereis havido
terão havido
FUTURO DO PRETÉRITO
seria
serias
seria
seríamos
seríeis
seriam
estaria
estarias
estaria
estaríamos
estaríeis
estariam
teria
terias
teria
teríamos
teríeis
teriam
haveria
haverias
haveria
haveríamos
haveríeis
haveriam
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria sido
terias sido
teria sido
teríamos sido
teríeis sido
teriam sido
teria estado
terias estado
teria estado
teríamos estado
teríeis estado
teriam estado
teria tido
terias tido
teria tido
teríamos tido
teríeis tido
teriam tido
teria havido
terias havido
teria havido
teríamos havido
teríeis havido
teriam havido
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 70
MODO SUBJUNTIVO
PRESENTE
seja
sejas
seja
sejamos
sejais
sejam
esteja
estejas
esteja
estejamos
estejais
estejam
tenha
tenhas
tenha
tenhamos
tenhais
tenham
haja
hajas
haja
hajamos
hajais
hajam
PRETÉRITO IMPERFEITO
fosse
fosses
fosse
fôssemos
fôsseis
fossem
estivesse
estivesses
estivesse
estivéssemos
estivésseis
estivessem
tivesse
tivesses
tivesse
tivéssemos
tivésseis
tivessem
houvesse
houvesses
houvesse
houvéssemos
houvésseis
houvessem
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenha sido
tenhas sido
tenha sido
tenhamos sido
tenhais sido
tenham sido
tenha estado
tenhas estado
tenha estado
tenhamos estado
tenhais estado
tenham estado
tenha tido
tenhas tido
tenha tido
tenhamos tido
tenhais tido
tenham tido
tenha havido
tenhas havido
tenha havido
tenhamos havido
tenhais havido
tenham havido
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tivesse sido
tivesses sido
tivesse sido
tivéssemos sido
tivésseis sido
tivessem sido
tivesse estado
tivesses estado
tivesse estado
tivéssemos estado
tivésseis estado
tivessem estado
tivesse tido
tivesses tido
tivesse tido
tivéssemos tido
tivésseis tido
tivessem tido
tivesse havido
tivesses havido
tivesse havido
tivéssemos havido
tivésseis havido
tivessem havido
FUTURO
for
fores
for
formos
fordes
forem
estiver
estiveres
estiver
estivermos
estiverdes
estiverem
tiver
tiveres
tiver
tivermos
tiverdes
tiverem
houver
houveres
houver
houvermos
houverdes
houverem
FUTURO COMPOSTO
tiver sido
tiveres sido
tiver sido
tivermos sido
tiverdes sido
tiverem sido
tiver estado
tiveres estado
tiver estado
tivermos estado
tiverdes estado
tiverem estado
tiver tido
tiveres tido
tiver tido
tivermos tido
tiverdes tido
tiverem tido
tiver havido
tiveres havido
tiver havido
tivermos havido
tiverdes havido
tiverem havido
MODO IMPERATIVO
AFIRMATIVO
sê tu
seja você
sejamos nós
sede vós
sejam vocês
está tu
esteja você
estejamos nós
estai vós
estejam vocês
tem tu
tenha você
tenhamos nós
tende vós
tenham vocês
tu
você
nós
vós
vocês
NEGATIVO
não sejas tu
não seja você
não sejamos nós
não sejais vós
não sejam vocês
não estejas tu
não esteja você
não estejamos nós
não estejais vós
não estejam vocês
não tenhas tu
não tenha você
não tenhamos nós
não tenhais vós
não tenham vocês
não hajas tu
não haja você
não hajamos nós
não hajais vós
não hajam vocês
FORMAS NOMINAIS
INFINITIVO IMPESSOAL
PRESENTE
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 71
ser estar ter haver
PRETÉRITO
ter sido ter estado ter tido ter havido
INFINITIVO PESSOAL
PRESENTE
ser
seres
ser
sermos
serdes
serem
estar
estares
estar
estarmos
estardes
estarem
ter
teres
ter
termos
terdes
terem
haver
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem
PRETÉRITO
ter sido
teres sido
ter sido
termos sido
terdes sido
terem sido
ter estado
teres estado
ter estado
termos estado
terdes estado
terem estado
ter tido
teres tido
ter tido
termos tido
terdes tido
terem tido
ter havido
teres havido
ter havido
termos havido
terdes havido
terem havido
GERÚNDIO
PRESENTE
sendo estando tendo havendo
PRETÉRITO
tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido
PARTICÍPIO
sido estado tido havido
CONJUGAÇÃO DOS VERBOS REGULARES - PARADIGMAS
1a CONJUGAÇÃO – AR 2a CONJUGAÇÃO – ER 3a CONJUGAÇÃO – IR
cantar bater partir
MODO INDICATIVO
PRESENTE
canto
cantas
canta
cantamos
cantais
cantam
bato
bates
bate
batemos
bateis
batam
parto
partes
parte
partimos
partis
partem
PRETÉRITO IMPERFEITO
cantava
cantavas
cantava
cantávamos
cantáveis
cantavam
batia
batias
batia
batíamos
batíeis
batiam
partia
partias
partia
partíamos
partíeis
partiam
PRETÉRITO PERFEITO
cantei
cantaste
cantou
cantamos
cantastes
cantaram
bati
bateste
bateu
batemos
batestes
bateram
parti
partiste
partiu
partimos
partistes
partiram
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 72
tenho cantado
tens cantado
tem cantado
temos cantado
tendes cantado
têm cantado
tenho batido
tens batido
tem batido
temos batido
tendes batido
têm batido
tenho partido
tens partido
tem partido
temos partido
tendes partido
têm partido
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO
cantara
cantaras
cantara
cantáramos
cantáreis
cantaram
batera
bateras
batera
batêramos
batêreis
bateram
partira
partiras
partira
partíramos
partíreis
partiram
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tinha cantado
tinhas cantado
tinha cantado
tínhamos cantado
tínheis cantado
tinham cantado
tinha batido
tinhas batido
tinha batido
tínhamos batido
tínheis batido
tinham batido
tinha partido
tinhas partido
tinha partido
tínhamos partido
tínheis partido
tinham partido
FUTURO DO PRESENTE
cantarei
cantarás
cantará
cantaremos
cantareis
cantarão
baterei
baterás
baterá
bateremos
batereis
baterão
partirei
partirás
partirá
partiremos
partireis
partirão
FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO
terei cantado
terás cantado
terá cantado
teremos cantado
tereis cantado
terão cantado
terei batido
terás batido
terá batido
teremos batido
tereis batido
terão batido
terei partido
terás partido
terá partido
teremos partido
tereis partido
terão partido
FUTURO DO PRETÉRITO
cantaria
cantarias
cantaria
cantaríamos
cantaríeis
cantariam
bateria
baterías
bateria
bateríamos
bateríeis
bateriam
partiria
partirias
partiria
partiríamos
partiríeis
partiriam
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria cantado
terias cantado
teria cantado
teríamos cantado
teríeis cantado
teriam cantado
teria batido
terias batido
teria batido
teríamos batido
teríeis batido
teriam batido
teria partido
terias partido
teria partido
teríamos partido
teríeis partido
teriam partido
MODO SUBJUNTIVO
PRESENTE
cante
cantes
cante
cantemos
canteis
cantem
bata
batas
bata
batamos
batais
batam
parta
partas
parta
partamos
partais
partam
PRETÉRITO IMPERFEITO
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 73
cantasse
cantasses
cantasse
cantássemos
cantásseis
cantassem
batesse
batesses
batesse
batêssemos
batêsseis
batessem
partisse
partisses
partisse
partíssemos
partísseis
partissem
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenha cantado
tenhas cantado
tenha cantadotenhamos cantado
tenhais cantado
tenham cantado
tenha batido
tenhas batido
tenha batido
tenhamos batido
tenhais batido
tenham batido
tenha partido
tenhas partido
tenha partido
tenhamos partido
tenhais partido
tenham partido
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tivesse cantado
tivesses cantado
tivesse cantado
tivéssemos cantado
tivésseis cantado
tivessem cantado
tivesse batido
tivesses batido
tivesse batido
tivéssemos batido
tivésseis batido
tivessem batido
tivesse partido
tivesses partido
tivesse partido
tivéssemos partido
tivésseis partido
tivessem partido
FUTURO
cantar
cantares
cantar
cantarmos
cantardes
cantarem
bater
bateres
bater
batermos
baterdes
baterem
partir
partires
partir
partirmos
partirdes
partirem
FUTURO COMPOSTO
tiver cantado
tiveres cantado
tiver cantado
tivermos cantado
tiverdes cantado
tiverem cantado
tiver batido
tiveres batido
tiver batido
tivermos batido
tiverdes batido
tiverem batido
tiver partido
tiveres partido
tiver partido
tivermos partido
tiverdes partido
tiverem partido
MODO IMPERATIVO
AFIRMATIVO
canta tu
cante você
cantemos nós
cantai vós
cantem vocês
bate tu
bata você
batamos nós
batei vós
batam vocês
parte tu
parta você
partamos nós
parti vós
partam vocês
NEGATIVO
não cantes tu
não cante você
não cantemos nós
não canteis vós
não cantem vocês
não batas tu
não bata você
não batamos nós
não batais vós
não batam vocês
não partas tu
não parta você
não partamos nós
não partais vós
não partam vocês
FORMAS NOMINAIS
INFINITIVO
PRESENTE IMPESSOAL
cantar bater partir
PRESENTE PESSOAL
cantar
cantares
cantar
cantarmos
cantardes
cantarem
bater
bateres
bater
batermos
baterdes
baterem
partir
partires
partir
partirmos
partirdes
partirem
PRETÉRITO IMPESSOAL
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 74
ter cantado ter batido ter partido
PRETÉRITO PESSOAL
ter cantado
teres cantado
ter cantado
termos cantado
terdes cantado
terem cantado
ter batido
teres batido
ter batido
termos batido
terdes batido
terem batido
ter partido
teres partido
ter partido
termos partido
terdes partido
terem partido
GERÚNDIO
PRESENTE
cantando batendo partindo
PRETÉRITO
tendo cantado tendo batido tendo partido
PARTICÍPIO
cantado batido partido
CONJUGAÇÃO DOS PRINCIPAIS VERBOS IRREGULARES
dar, aguar, magoar, resfolegar, nomear, copiar, odiar, abster-se, caber, crer, dizer, escrever, fazer, ler, perder,
poder, pôr, querer, saber, trazer, valer, ver, abolir, cair, cobrir, falir, mentir, frigir, ir, ouvir, pedir, rir, vir.
Obs.: Os tempos ou modos que não constem desta lista deverão ser conjugados seguindo-se o paradigma da
conjugação a que pertençam.
DAR
Indicativo Presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão. Pretérito Imperfeito: dava, davas, dava, dávamos, dáveis,
davam. Pretérito Perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram. Pretérito Mais-Que-Perfeito: dera, deras,
dera, déramos, déreis, deram. Futuro do Presente: darei, darás, dará, daremos, dareis, darão. Futuro do
Pretérito: daria, darias, daria, daríamos, daríeis, dariam. Imperativo Afirmativo: dá, dê, demos, dai, dêem.
Subjuntivo Presente: dê, dês, dê, demos, deis, dêem. Pretérito Imperfeito: desse, desses, desse, déssemos,
désseis, dessem. Futuro: der, deres, der, dermos, derdes, derem. Infinitivo Presente Impessoal: dar. Infinitivo
Presente Pessoal: dar, dares, dar, darmos, dardes, darem. Gerúndio: dando. Particípio: dado.
AGUAR
Indicativo Presente: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam. Pretérito Perfeito: agüei, aguaste, aguou,
etc. Subjuntivo Presente: ágüe, ágües, ágüe, agüemos, agüeis, ágüem, etc. Verbo regular nos demais tempos.
Assim se conjugam desaguar, enxaguar e minguar.
MAGOAR
Indicativo Presente: magôo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam. Subjuntivo Presente: magoe,
magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem. etc. Verbo regular nos demais tempos. Assim se conjugam os
verbos em oar: abençoar, doar, abotoar, soar, voar, etc.
RESFOLEGAR
Indicativo Presente: resfólego, resfolegas, resfolega, resfolegamos, resfolegais, resfolegam. Imperfeito:
resfolegava, resfolegavas, etc. Pretérito Perfeito: resfoleguei, etc. Subjuntivo Presente: resfólegue, resfolegues,
resfólegue, resfoleguemos, resfolegueis, resfóleguem, etc.
NOMEAR
Indicativo Presente: nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam. Pretérito Imperfeito: nomeava,
nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam. Pretérito Perfeito: nomeei, nomeaste, nomeou,
nomeamos, nomeastes, nomearam. Subjuntivo Presente: nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis,
nomeiem. Imperativo Afirmativo: nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem, etc. Assim se conjugam:
apear, atear, cear, folhear, frear, passear, gear, bloquear, granjear, hastear, lisonjear, semear, arrear, recrear,
estrear, etc.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 75
COPIAR
Indicativo Presente: copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam. Pretérito Perfeito: copiei, copiaste, copiou,
etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: copiara, copiaras, etc. Subjuntivo Presente: copie, copies, copie, copiemos,
copieis, copiem. Imperativo Afirmativo: copia, copie, copiemos, copiai, copiem, etc.
ODIAR
Indicativo Presente: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam. Pretérito Imperfeito: odiava, odiavas,
odiava, etc. Pretérito Perfeito: odiei, odiaste, odiou, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: odiara, odiaras, odiara,
odiáramos, odiáreis, odiaram. Subjuntivo Presente: odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem. Imperativo
Afirmativo: odeia, odeie, odiemos, odiai, odeiem, etc.
ABSTER-SE
Indicativo Presente: abstenho-me, absténs-te, abstémse, abstemo-nos, abstendes-vos, abstêm-se. Pretérito
Imperfeito: abstinha-me, etc. Pretérito Perfeito: abstiveme, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: abstivera-me, etc.
Futuro do Presente: abster-me-ei, etc. Futuro do Pretérito: abster-me-ia, etc. Imperativo Afirmativo: abstém-
te, abstenha-se, abstenhamo-nos, abstende-vos, abstenham-se. Subjuntivo Presente: que me abstenha, etc.
Pretérito Imperfeito: se me abstivesse, etc. Futuro: se me abstiver. Gerúndio: abstendo-se. Particípio: abstido.
CABER
Indicativo Presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem. Pretérito Perfeito: coube, coubeste, coube,
coubemos, coubestes, couberam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam. Subjuntivo Presente: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam. Pretérito
Imperfeito: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem. Futuro: couber, couberes,
couber, coubermos, couberdes, couberem. Gerúndio: cabendo. Particípio: cabido. Não tem imperativo.
CRER
Indicativo Presente: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem. Pretérito Imperfeito: cria, crias, cria, criamos,
crieis, criam. Pretérito Perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram. Imperativo: crê, creia, creiamos,
crede, creiam. Subjuntivo Presente: creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam. Pretérito Imperfeito: cresse,
cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem. Futuro: crer, creres, etc. Gerúndio: crendo. Particípio: crido.
Assim se conjugam descrer, ler e seus compostos reler e tresler.
DIZER
Indicativo Presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizei, dizem. Pretérito Imperfeito: dizia, dizias, etc. Pretérito
Perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram. Pretérito Mais-que-Perfeito: dissera, disseras,
etc. Futuro do Presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão. Futuro do Pretérito: diria, dirias, diria, diríamos,
diríeis, diriam. Imperativo Afirmativo: dize, diga, digamos, digais, digam. Pretérito Imperfeito: dissesse,
dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem. Futuro: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes,
disserem. Infinitivo Impessoal: dizer. Infinitivo Pessoal: dizer, dizeres, dizer, etc. Gerúndio: dizendo.
Particípio: dito.
Seguem este paradigma os compostos bendizer, condizer, contradizer, desdizer, entredizer, maldizer, predizer,
redizer.
ESCREVER
Escrever e seus compostos descrever, inscrever, prescrever, proscrever,reescrever, sobrescrever, subscrever,
são irregulares apenas no particípio: escrito, descrito, inscrito, prescrito, proscrito, reescrito, sobrescrito, subscrito.
As outras conjugações seguem o paradigma de 22 conjugação regular.
FAZER
Indicativo Presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem. Pretérito Perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos,
fizestes, fizeram. Pretérito Mais-que-Perfeito: fizera, fizeras, etc. Futuro do Presente: farei, farás, fará, faremos,
fareis, farão. Futuro do Pretérito: faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam. Imperativo Afirmativo: faze, faça,
façamos, fazei, façam. Subjuntivo Presente: faça, faças, faça, façamos, façais, façam. Pretérito Imperfeito:
fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem. Futuro: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.
Infinitivo Impessoal: fazer. Infinitivo Pessoal: fazer, fazeres, etc. Gerúndio: fazendo. Particípio: feito.
Como fazer, conjugam-se os seus compostos: afazer-se, desfazer, refazer, perfazer, satisfazer, etc.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 76
PERDER
Indicativo Presente: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem. Subjuntivo Presente: perca, percas,
perca, percamos, percais, percam.
Regular nos demais tempos e modos.
PODER
Indicativo Presente: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem. Pretérito Imperfeito: podia, podias, podia,
podíamos, podíeis, podiam. Pretérito Perfeito: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam. Pretérito
Mais-Que-Perfeito: pudera, puderas, etc. Imperativo: não existe. Subjuntivo Presente: possa, possas, possa,
possamos, possais, possam. Pretérito Imperfeito: pudesse, pudesses, etc. Futuro: puder, puderes, puder,
pudermos, puderdes, puderem. Infinitivo Impessoal: Poder. Infinitivo Pessoal: poder, poderes, poder,
podermos, poderdes, poderem. Gerúndio: podendo. Particípio: podido.
PÔR
Indicativo Presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem. Pretérito Imperfeito: punha, punhas, punha,
púnhamos, púnheis, punham. Pretérito Perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram. Pretérito Mais
-Que-Perfeito: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram. Futuro do Presente: porei, porás, porá,
poremos, poreis, porão. Futuro do Pretérito: poria, porias, poria, poríamos, poríeis, poriam. Imperativo
Afirmativo: põe, ponha, ponhamos, ponde, ponham. Subjuntivo Presente: ponha, ponhas, ponha, ponhamos,
ponhais, ponham. Pretérito Imperfeito: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem.
Futuro: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. Infinitivo Pessoal: pôr, pores, pôr, pormos,
pordes, porem. Infinitivo Impessoal: pôr. Gerúndio: pondo. Particípio: posto.
QUERER
Indicativo Presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem. Pretérito Imperfeito: queria, querias,
queria, queríamos, queríeis, queriam. Pretérito Perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram. Futuro do Presente:
quererei, quererás, quererá, quereremos, querereis, quererão. Futuro do Pretérito: quereria, quererias, etc.
Imperativo Afirmativo: quer tu, queira você, queiramos nós, querei vós, queiram vocês. Imperativo Negativo:
não queiras, não queira, não queiramos, não queirais, não queiram. Subjuntivo Presente: queira, queiras, queira,
queiramos, queirais, queiram. Imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem.
Futuro: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem. Gerúndio: querendo. Particípio: querido. Os
compostos benquerer e malquerer, além do particípio regular, benquerido e malquerido, têm outro, irregular:
benquisto e malquisto, usados como adjetivos.
SABER
Indicativo Presente: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem. Pretérito Perfeito: soube, soubeste, soube,
soubemos, soubestes, souberam. Pretérito Mais-QuePerfeito: soubera, souberas, soubera, etc. Subjuntivo
Presente: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam. Pretérito Imperfeito: soubesse, soubesses, etc.
Futuro: souber, souberes, souber, etc. Imperativo Afirmativo: sabe, saiba, saibamos, sabei, saibam. Regular
nos demais.
TRAZER
Indicativo Presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem. Pretérito Imperfeito: trazia, trazias, etc.
Pretérito Perfeito: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram. Pretérito Mais-Que-Perfeito:
trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram. Futuro do Presente: trarei, trarás, trará,
traremos, trareis, trarão. Futuro do Pretérito: traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam. Imperativo
Afirmativo: traze, traga, tragamos, trazei, tragam. Subjuntivo Presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais,
tragam. Pretérito Imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem. Futuro:
trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem. Infinitivo Pessoal: trazer, trazeres, trazer,
trazermos, trazerdes, trazerem. Gerúndio: trazendo. Particípio: trazido.
VALER
Indicativo Presente: valho, vales, vale, valemos, valeis, valem. Subjuntivo Presente: valha, valhas, valha,
valhamos, valhais, valham. Imperativo Afirmativo: vale, valha, valhamos, valei, valham. Nos outros tempos é
regular. Assim se conjugam equivaler e desvaler.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 77
VER
Indicativo Presente: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem. Pretérito Perfeito: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram. Imperativo Afirmativo: vê, veja, vejamos,
vede, vejam. Subjuntivo Presente: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam. Pretérito Imperfeito: visse, visses,
visse, víssemos, vísseis, vissem. Futuro: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. Gerúndio: vendo. Particípio: visto.
Como ver, se conjugam: antever, entrever, prever, rever.
ABOLIR (Defectivo)
Indicativo Presente: não possui a 1a pessoa do singular, aboles, abole, abolimos, abolis, abolem. Imperativo
Afirmativo: abole, aboli. Subjuntivo Presente: não existe. Defectivo nas formas em que ao L do radical seguiria
A ou O, o que ocorre apenas no Indicativo Presente e derivados.
CAIR
Indicativo Presente: caio, cais, cai, caímos, caís, caem. Subjuntivo Presente: caia, caias, caia, caiamos, caiais,
caiam. Imperativo Afirmativo: cai, caia, caiamos, caí, caiam. Regular nos demais.
Seguem este modelo os verbos em -air: decair, recair, sair, sobressair, trair, distrair, abstrair, detrair, subtrair, etc.
COBRIR
Indicativo Presente: cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem. Subjuntivo Presente: cubra, cubras, cubra,
cubramos, cubrais, cubram. Imperativo Afirmativo: cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram. Particípio: coberto.
Note: o ! u na primeira pessoa do singular do Indicativo Presente e em todas as pessoas do Subjuntivo Presente.
Assim se conjugam: dormir, embolir, tossir, descobrir, encobrir. Os três primeiros porém, têm o particípio regular.
Abrir, entreabrir e reabrir seguem cobrir no particípio: aberto, entreaberto, reaberto.
FALIR
Indicativo Presente: (não possui as outras pessoas) falimos, falis. Pretérito Imperfeito: falia, falias, falia, etc.
Pretérito Perfeito: fali, faliste, faliu, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: falira, faliras, falira, etc. Particípio: falido.
Verbo regular defectivo. Usa-se apenas nas formas em que ao L segue o I. Não possui Presente do Subjuntivo e
Imperativo Negativo. Seguem falir: aguerrir, empedernir, espavorir, remir, etc.
MENTIR
Indicativo Presente: minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem. Subjuntivo Presente: minta, mintas,
minta, mintamos, mintais, mintam. Imperativo Afirmativo: mente, minta, mintamos, menti, mintam. Regular no
resto da conjugação. Como no verbo ferir, a vogal E muda em I na primeira pessoa do Indicativo Presente e em
todo o Subjuntivo Presente, mas, por ser nasal, conserva o timbre fechado na segunda e terceira pessoa do
singular e terceira do plural do Presente do Indicativo. Seguem estemodelo: desmentir, sentir, consentir, ressentir,
pressentir.
FRIGIR
Indicativo Presente: frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem. Subjuntivo Presente: frija, frijas, frija, etc.
Imperativo Afirmativo: frege, frija, frijamos, frigi, frijam. Particípio: frito. Regular no resto da conjugação.
IR
Indicativo Presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão. Pretérito Imperfeito: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam. Pretérito
Perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram. Pretérito Mais-Que-Perfeito: fora, foras, fora, etc. Futuro do
Presente: Irei, irás, irá, etc. Futuro do Pretérito: iria, irias, iria, etc. Imperativo Afirmativo: vai, vá, vamos, ide,
vão. Subjuntivo Presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão. Pretérito Imperfeito: fosse, fosses, fosse, etc.
Futuro: for, fores, for, formos, fordes, forem. Gerúndio: indo. Infinitivo Pessoal: ir, ires, ir, irmos, irdes, irem.
Particípio: ido.
OUVIR
Indicativo Presente: ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem. Imperativo Afirmativo: ouve, ouça, ouçamos,
ouvi, ouçam. Subjuntivo Presente: ouça, ouças, ouça, etc. Particípio: ouvido. Regular no resto da conjugação.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 78
PEDIR
Indicativo Presente: peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem. Imperativo Afirmativo: pede, peça, peçamos,
pedi, peçam. Subjuntivo Presente: peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam. Regular no resto da
conjugação. Conjugam-se assim: despedir, expedir, impedir, desimpedir, medir.
RIR
Indicativo Presente: rio, ris, ri, rimos, rides, riem. Pretérito Perfeito: ri, riste, riu, rimos, ristes, riram. Imperativo
Afirmativo: ri, ria, riamos, ride, riam. Subjuntivo Presente: ria, rias, ria, riamos, riais, riam. Imperfeito: risse,
risses, risse, etc. Particípio: rido.
VIR
Indicativo Presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm. Pretérito Imperfeito: vinha, vinhas, vinha,
vínhamos, vínheis, vinham. Pretérito Perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram. Pretérito Mais-Que-
Perfeito: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram. Futuro do Presente: virei, virás, virá, etc. Futuro do
Pretérito: viria, virias, viria, etc. Imperativo Afirmativo: vem, venha, venhamos, vinde, venham. Subjuntivo
Presente: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham. Pretérito Imperfeito: viesse, viesses, viesse,
viéssemos, viésseis, viessem. Futuro: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem. Infinitivo Pessoal: vir, vires, vir,
virmos, virdes, virem. Gerúndio: vindo. Particípio: vindo. Por este, se conjugam: advir, convir, intervir, provir,
sobrevir, avir-se, desavir-se. Desavindo, além do particípio, é adjetivo: casais desavindos.
VERBOS DERIVADOS DE TER, HAVER, PÔR, VER E VIR
VERBOS DERIVADOS DE TER
O verbo ter já foi conjugado. Por ele se conjugam: abster-se, ater-se, conter, deter, entreter, manter,
obter, reter, suster.
CONTER
Indicativo Presente: contenho, conténs, contém, contemos, contendes, contêm. Pretérito Perfeito: contive,
contiveste, conteve, contivemos, contivestes, contiveram. Pretérito Imperfeito: continha, continhas, continha,
contínhamos, contínheis, continham. Pretérito Mais-Que-Perfeito: contivera, contiveras, contivera, contivéramos,
contivéreis, contiveram. Futuro do Presente: conterei, conterás, conterá, conteremos, contereis, conterão. Futuro
do Pretérito: conteria, conterias, conteria, conteríamos, conteríeis, conteriam. Imperativo Afirmativo: contém tu,
contenha você, contenhamos nós, contende vós, contenham vocês. Imperativo Negativo: não contenhas tu, não
contenha você, não contenhamos nós, não contenhais vós, não contenham vocês. Subjuntivo Presente:
contenha, contenhas, contenha, contenhamos, contenhais, contenham. Pretérito Imperfeito: contivesse,
contivesses, contivesse, contivéssemos, contivésseis, contivessem. Futuro: contiver, contiveres, contiver,
contivermos, contiverdes, contiverem. Gerúndio: contendo. Particípio: contido. Infinitivo Pessoal: conter,
conteres, conter, contermos, conterdes, conterem. Infinitivo Impessoal: conter.
VERBOS DERIVADOS DE HAVER
Por este verbo, conjuga-se o reaver, que é um verbo defectivo, mas possui apenas as formas em que há
a letra v. Não tem presente do subjuntivo e, portanto, nem imperativo negativo.
REAVER (Defectivo)
Indicativo Presente: (não possui as outras pessoas) reavemos, reaveis. Pretérito Perfeito: reouve, reouveste,
reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram. Pretérito Imperfeito: reavia, reavias, reavia, reavíamos, reavíeis,
reaviam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, reouveram.
Futuro do Presente: reaverei, reaverás, reaverá, reaveremos, reavereis, reaverão. Futuro do Pretérito: reaveria,
reaverias, reaveria, reaveríamos, reaveríeis, reaveriam. Imperfeito Subjuntivo: reouvesse, reouvesses,
reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem. Futuro do Subjuntivo: reouver, reouveres, reouver,
reouvermos, reouverdes, reouverem. Gerúndio: reavendo. Particípio: reavido. Infinitivo Pessoal: reaver,
reaveres, reaver, reavermos, reaverdes, reaverem. Infinitivo Impessoal: reaver.
VERBOS DERIVADOS DE PÕR
O verbo pôr não tem Z em nenhum de seus tempos. Não se escreve, portanto, puz, puzesse, etc. Por ele
se conjugam os compostos: antepor, opor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, entrepor,
expor, impor, indispor, interpor, justapor, pospor, propor, predispor, pressupor, recompor, repor, sobrepor,
superpor, supor, transpor.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 79
DEPOR
Indicativo Presente: deponho, depões, depõe, depomos, depondes, depõem. Pretérito Perfeito: depus,
depuseste, depôs, depusemos, depusestes, depuseram. Pretérito Imperfeito: depunha, depunhas, depunha,
depúnhamos, depúnheis, depunham. Futuro do Presente: deporei, deporás, deporá, deporemos, deporeis,
deporão. Futuro do Pretérito: deporia, deporias, deporia, deporíamos, deporíeis, deporiam. Subjuntivo
Presente: deponha, deponhas, deponha, deponhamos, deponhais, deponham. Subjuntivo Imperfeito:
depusesse,depusesses, depusesse, depuséssemos, depusésseis, depusessem. Futuro do Subjuntivo: depuser,
depuseres, depuser, depusermos, depuserdes, depuserem. Gerúndio: depondo. Particípio: deposto. Infinitivo
Pessoal: depor, depores, depor, depormos, depordes, deporem. Infinitivo Impessoal: depor.
VERBOS DERIVADOS DE VER
Por este, conjugam-se os compostos: antever, entrever, prever, rever, mas não prover. Também não se
conjuga pelo modelo de ver, o verbo precaver, que dele não é composto.
ANTEVER
Indicativo Presente: antevejo, antevês, antevê, antevemos, antevedes, antevêem. Pretérito Perfeito: antevi,
anteviste, anteviu, antevimos, antevistes, anteviram. Pretérito Imperfeito: antevia, antevias, antevia, antevíamos,
antevíeis, anteviam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: antevira, anteviras, antevira, antevíramos, antevíreis,
anteviram. Futuro do Presente: anteverei, anteverás, anteverá, anteveremos, antevereis, anteverão. Futuro do
Pretérito: anteveria, anteverias, anteveria, anteveríamos, anteveríeis, anteveriam. Subjuntivo Presente:
anteveja, antevejas, anteveja, antevejamos, antevejais, antevejam. Imperfeito do Subjuntivo: antevisse,
antevisses, antevisse, antevíssemos, antevísseis, antevissem. Futuro do Subjuntivo: antevir, antevires, antevir,
antevirmos, antevirdes, antevirem. Gerúndio: antevendo. Particípio: antevisto. Infinitivo Impessoal: antever.
Infinitivo Pessoal: antever, anteveres, antever, antevermos, anteverdes, anteverem.
VERBOS DERIVADOS DE VIR
As pessoas menos cultas manifestam a tendência para dizer viemos em vez de vimos, na primeira
pessoa do plural do indicativo presente. Observe-se que o gerúndio e o particípio são iguais (vindo). Por vir se
conjugam advir, contravir, convir, intervir, provir, reconvir, sobrevir, avir-se, desavir-se, desconvir.
INTERVIR
Indicativo Presente: intervenho, intervéns, intervém, intervimos, intervindes, intervêm. Pretérito Perfeito: intervi,
intervieste, interveio, interviemos, interviestes, intervieram. Pretérito Mais-Que-Perfeito: interviera,intervieras,
interviera, interviéramos, interviéreis, intervieram. Futuro do Presente: intervirei, intervirás, intervirá, interviremos,
intervireis, intervirão. Futuro do Pretérito: interviria, intervirias, interviria, interviríamos, interviríeis, interviriam.
Subjuntivo Presente: intervenha, intervenhas, intervenha, intervenhamos, intervenhais, intervenham. Imperfeito:
interviesse, interviesses, interviesse, interviéssemos, interviésseis, interviessem. Futuro: intervier, intervieres,
intervier, interviermos, intervierdes, intervierem. Gerúndio: intervindo. Particípio: intervindo. Infinitivo Pessoal:
intervir, intervires, intervir, intervirmos, intervirdes, intervirem. Infinitivo Impessoal: intervir.
Obs.: Prover é composto de ver em alguns tempos e por ele se conjuga, salvo no pretérito perfeito, no mais-que-
perfeito, no imperfeito do subjuntivo e no particípio. O e da sílaba ver é sempre fechado. Por ele se conjuga
desprover. Não confundir com provir.
Indicativo Presente: provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem. Pretérito Perfeito: provi, proveste,
proveu, provemos, provestes, proveram. Pretérito Imperfeito: provia, provias, provia, províamos, províeis,
proviam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: provera, proveras, provera, provêramos, provêreis, proveram. Futuro do
Presente: proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão. Futuro do Pretérito: proveria, proverias,
proveria, proveríamos, proveríeis, proveriam. Subjuntivo Presente: proveja, provejas, proveja, provejamos,
provejais, provejam. Imperfeito: provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem. Futuro:
prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem. Gerúndio: provendo. Particípio: provido. Infinitivo
Impessoal: prover. Infinitivo Pessoal: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem.
PRECAVER (Defectivo)
Não sendo composto de ver, por este não se conjuga, sendo pois altamente errôneas as formas
precavejo, precaves, precavê, etc., que por vezes se lêem e se ouvem. Tampouco é composto de vir, sendo
igualmente errôneas as formas precavenha, precavéns, precavám, etc., com que claudicam até pessoas bastante
cultas. O verbo é defectivo: só se usa nas formas arrizotônicas, mas nas formas em que se usa, é regular.
Presente Indicativo: precavemos, precaveis. Pretérito Imperfeito: precavia, precavias, precavia, precavíamos,
precavíeis, precaviam. Pretérito Perfeito: precavi, precaveste, precaveu, precavemos, precavestes, precaveram.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: precavera, precaveras, precavera, precavêramos, precavêreis, precaveram. Futuro
do Presente: precaverei, precaverás, precaverá, precaveremos, precavereis, precaverão. Futuro do Pretérito:
precaveria, precaverias, precaveria, precaveríamos, precaveríeis, precaveriam. Subjuntivo Presente: Não há.
Imperfeito: precavesse, precavesses, precavesse, precavêssemos, precavêsseis, precavessem. Futuro:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 80
precaver, precaveres, precaver, precavermos, precaverdes, precaverem. Gerúndio: precavendo. Particípio:
precavido. Infinitivo Impessoal: precaver. Infinitivo Pessoal: precaver, precaveres, precaver, precavermos,
precaverdes, precaverem.
VOZES DO VERBO
Voz do verbo é a forma que este toma para indicar que a ação verbal é praticada ou sofrida pelo sujeito.
Três são as vozes dos verbos: a ativa, a passiva e a reflexiva.
Um verbo está na voz ativa quando o sujeito é agente, isto é, faz a ação expressa pelo verbo. Ex.: O
caçador abateu a ave.
Um verbo está na voz passiva quando o sujeito é paciente, isto é, sofre, recebe ou desfruta, a ação
expressa pelo verbo. Ex.: A ave foi abatida pelo caçador.
Obs.: Só verbos transitivos podem ser usados na voz passiva.
FORMAÇAO DA VOZ PASSIVA
A voz passiva, mais freqüentemente, é formada:
1) Pelo verbo auxiliar ser seguido do particípio do verbo principal (passiva analítica).
Ex.: O homem é afligido pelas doenças.
Na passiva analítica, o verbo pode vir acompanhado pelo agente da passiva. Menos freqüentemente,
pode-se exprimir a passiva analítica com outros verbos auxiliares.
Ex.: A aldeia estava isolada pelas águas. (agente da passiva)
2) Com o pronome apassivador se associado a um verbo ativo da terceira pessoa (passiva pronominal).
Ex.: Regam-se as plantas.
Organizou-se o campeonato.
(sujeito paciente)
(pronome apassivador ou partícula apassivadora)
VOZ REFLEXIVA
Na voz reflexiva o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente: faz uma ação cujos efeitos ele mesmo
sofre.
Ex.: O caçador feriu-se.
A menina penteou-se.
O verbo reflexivo é conjugado com os pronomes reflexivos me, te, se, nos, vos, se. Estes pronomes são
reflexivos quando se lhes podem acrescentar: a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo, a nós mesmos, etc.,
respectivamente.
Ex.: Consideras-te aprovado? (a ti mesmo)
pronome reflexivo
Uma variante da voz reflexiva é a que denota reciprocidade, ação mútua ou correspondida. Os verbos
desta voz, por alguns chamados recíprocos, usam-se geralmente, no plural e podem ser reforçados pelas
expressões um ao outro, reciprocamente, mutuamente.
Ex.: Amam-se como irmãos.
Os pretendentes insultaram-se. (Pronome reflexivo recíproco)
CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 81
Ex.: Gutenberg inventou a imprensa. ! A imprensa foi inventada por Gutenberg.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o
verbo ativo revestirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.
Ex.: Os calores intensos provocam as chuvas. ! As chuvas são provocadas pelos calores intensos.
Eu o acompanharei. ! Ele será acompanhado por mim.
Obs.: Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente da passiva.
Ex.: Prejudicaram-me. ! Fui prejudicado.
CONJUGAÇÃO DE UM VERBO NA VOZ PASSIVA ANALÍTICA: VERBO GUIAR
Indicativo Presente: sou guiado, és guiado, é guiado, somos guiados, sois guiados, são guiados. Pretérito
Imperfeito: era guiado, eras guiado, era guiado, éramos guiados, éreis guiados, eram guiados. Pretérito Perfeito
Simples: fui guiado, foste guiado, foi guiado, fomos guiados, fostes guiados, foram guiados. Pretérito Perfeito
Composto: tenho sido guiado, tens sido guiado, tem sido guiado, temos sido guiados, tendes sido guiados, têm
sido guiados. Pretérito Mais-Que-Perfeito: fora guiado, foras guiado, fora guiado, fôramos guiados, fôreis
guiados, foram guiados. Pretérito Mais-QuePerfeito Composto: tinha sido guiado, tinhas sido guiado, tinha sido
guiado, tínhamos sido guiados, tínheis sido guiados, tinham sido guiados. Futuro do Presente Simples: serei
guiado, serás guiado, será guiado, seremos guiados, sereis guiados, serão guiados. Futuro do Presente
Composto: terei sido guiado, terás sido guiado, terá sido guiado, teremos sido guiados, tereis sido guiados, terão
sido guiados. Futuro do Pretérito Simples: seria guiado, serias guiado, seria guiado, seríamos guiados, seríeis
guiados, seriam guiados. Futuro do Pretérito Composto: teria sido guiado, terias sido guiado, teria sido guiado,
teríamos sido guiados, teríeis sido guiados, teriam sido guiados. Imperativo Afirmativo: sê guiado, seja guiado,
sejamos guiados, sede guiados, sejam guiados. Imperativo Negativo: não sejas guiado, não seja guiado, não
sejamos guiados, não sejais guiadas, não sejam guiados. Pretérito Imperfeito: fosse guiado, fosses guiado,
fosse guiado, fôssemos guiados, fôsseis guiados, fôssem guiados. Pretérito Perfeito: tenha sido guiado, tenhas
sido guiado, tenha sido guiado, tenhamos sido guiados, tenhais sido guiados, tenham sido guiados. Pretérito
Mais-Que-Perfeito: tivesse sido guiado, tivesses sido guiado, tivesse sido guiado, tivéssemos sido guiados,
tivésseis sido guiados, tivessem sido guiados. Futuro Simples: for guiado, fores guiado, for guiado, formos
guiados, fordes guiados, forem guiados. Futuro Composto: tiver sido guiado,tiveres sido guiado, tiver sido
guiado, tivermos sido guiados, tiverdes sido guiados, tiverem sido guiados. Infinitivo Impessoal Presente: ser
guiado. Infinitivo Impessoal Pretérito: ter sido guiado. Infinitivo Pessoal Presente: ser guiado, seres guiado,
ser guiado, sermos guiados, serdes guiados, serem guiados. Infinitivo Pessoal Pretérito: ter sido guiado, teres
sido guiado, ter sido guiado, termos sido guiados, terdes sido guiados, terem sido guiados. Gerúndio Presente:
sendo guiado. Gerúndio Pretérito: tendo sido guiado. Particípio: guiado.
CONJUGAÇÃO DOS VERBOS PRONOMINAIS: VERBO LEMBRAR-SE
Indicativo Presente: lembro-me, lembras-te, lembra-se, lembramo-nos, lembrai-vos, lembram-se. Pretérito
Imperfeito: lembrava-me, lembravas-te, lembrava-se, lembrávamo-nos, lembráveis-vos, lembravam-se. Pretérito
Perfeito Simples: lembrei-me, lembraste-te, lembrou-se, etc. Pretérito Perfeito Composto: tenho-me lembrado,
tens-te lembrado, tem-se lembrado, temonos lembrado, tendes-vos lembrado, têm-se lembrado. Pretérito Mais-
Que-Perfeito Simples: lembrara-me, lembraras-te, lembrara-se, lembráramo-nos, lembráreis-vos, lembraram-se.
Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto: tinha-me lembrado, tinhas-te lembrado, tinha-se lembrado, tínhamo-nos
lembrado, tínheis-vos lembrado, tinham-se lembrado. Futuro do Presente Simples: lembrar-me-ei, lembrar-te-ás,
lembrar-se-á, lembrar-nosemos, lembrar-vos-eis, lembrar-se-ão. Futuro do Presente Composto: ter-me-ei
lembrado, ter-te-ás lembrado, ter-se-á lembrado, ter-nos-emos lembrado, ter-vos-eis lembrado, ter-se-ão
lembrado. Futuro do Pretérito Simples: lembrar-me-ia, lembrar-te-ias, lembrar-se-ia, lembrar-nos-íamos,
lembrar-vos-íeis, lembrar-se-iam. Futuro do Pretérito Composto: ter-meia lembrado, ter-te-ias lembrado, ter-se-
ia lembrado, ternos-íamos lembrado, ter-vos-íeis lembrado, ter-se-iam lembrado. Subjuntivo Presente: lembre-
me, lembres-te, lembre-se, lembremo-nos, lembreis-vos, lembrem-se. Pretérito Imperfeito: lembrasse-me,
lembrasses-te, lembrasse-se, lembrássemo-nos, lembrásseis-vos, lembrassem-se. Pretérito Perfeito: nesse
tempo não se usam pronomes oblíquos pospostos, mas antepostos ao verbo: que me tenha lembrado, que te
tenhas lembrado, que se tenha lembrado, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: tivesse-me lembrado, tivesses-te
lembrado, tivessese lembrado, tivéssemo-nos lembrado, tivésseis-vos lembrado, tivessem-se lembrado. Futuro
Simples: neste tempo, os pronomes oblíquos são antepostos ao verbo: se me lembrar, se te lembrares, se se
lembrar, etc. Futuro Composto: neste tempo os pronomes oblíquos são antepostos ao verbo: se me tiver
lembrado, se te tiveres lembrado, se se tiver lembrado, etc. Imperativo Afirmativo: lembra-te, lembra-se,
lembremo-nos, lembrai-vos, lembrem-se. Imperativo Negativo: não te lembres, não se lembre, não nos
lembremos, etc. Infinitivo Presente Impessoal: ter-me lembrado. Infinitivo Presente Pessoal: lembrar-me,
lembrares-te, lembrar-se, lembrarmo-nos, lembrardes-vos, lembraremse. Infinitivo Pretérito Pessoal: ter-me
lembrado, tereste lembrado, ter-se lembrado, termo-nos lembrado, terdes-vos lembrado, terem-se lembrado.
Infinitivo Pretérito Impessoal: ter-se lembrado. Gerúndio Presente: lembrando-se. Gerúndio Pretérito: tendo-
se lembrado. Particípio: não admite a forma pronominal.
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SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 82
VERBOS ANÔMALOS
São chamados de anômalos os verbos que apresentam mais de um radical em sua conjugação. Em
português, são anômalos os verbos ser, ir, pôr e vir, cujas conjugações já vimos.
VERBOS DEFECTIVOS
Verbos defectivos são os que não possuem a conjugação completa por não serem usados em certos
modos, tempos ou pessoas. A defectividade verbal verifica-se principalmente em formas que, por serem
antieufônicas (exemplos: abolir, primeira pessoa do singular do Indicativo Presente) ou homofônicas (exemplo:
soer, primeira pessoa do singular do Presente do Indicativo), não foram vivificadas pelo uso. Há, porém, casos de
verbos defectivos que não se explicam por nenhuma razão de ordem fonética, mas pelo simples desuso. Registra-
se maior incidência de defectividade verbal na terceira conjugação e em formas rizotõnicas.
Os verbos defectivos podem ser distribuídos em quatro grupos:
1o) Os que não têm as formas em que ao radical seguem "A" ou "O", o que ocorre apenas no Presente do
Indicativo e do Subjuntivo e no Imperativo. O verbo abolir serve de exemplo:
ImperativoIndicativo
Presente
Subjuntivo
Presente Afirmativo Negativo
……..
aboles
abole
abolimos
abolis
abolem
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
abole
……..
……..
aboli
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
Pertencem a este grupo, entre outros, aturdir, brandir, carpir, colorir, delir, demolir, exaurir, explodir,
fremir, haurir, delinqüir, extorquir, puir, ruir, retorquir, latir, urgir, tinir, nascer.
Obs.: Em escritores modernos aparecem, no entanto, alguns desses verbos, na primeira pessoa do Presente do
Indicativo, como explodo, lato, etc.
2°) Os que só se usam nas formas em que ao radical segue "I", ou seja, nas formas arrizotônicas.
A defectividade desses verbos, como nos do primeiro grupo, só se verifica no Presente do Indicativo e do
Subjuntivo e no Imperativo. Sirva de exemplo, o verbo falir.
ImperativoIndicativo
Presente
Subjuntivo
Presente Afirmativo Negativo
……..
……..
……..
falimos
falis
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
fali
……..
……..
……..
……..
……..
……..
……..
Seguem este paradigma: aguerrir, embair, empedernir, remir, transir, etc. Pertencem também a este
grupo os verbos adequar e precaver-se, pois só possuem as formas arrizotônicas.
Obs.: Rizotônicos são os vocábulos cujo acento tônico incide no radical. Aqueles, pelo contrário, que têm o
acento tônico depois do radical, se dizem arrizotônicos.
3°) Verbos, que pela sua significação, não podem ter Imperativo (acontecer, poder e caber) ou que, por exprimir
ação recíproca (entrechocar-se, entreolhar-se) se usam exclusivamente nas três pessoas do plural.
4°) Os três seguintes, já estudados, que apresentam particularidades especiais: reaver, prazer e soer.
Verbos que exprimem fenômenos meteorológicos, como chover, ventar, trovejar, etc. a rigor não são
defectivos, uma vez que, em sentido figurado, podem ser usados em todas as pessoas.
As formas inexistentes dos verbos defectivos são compensadas:
a) com as de um verbo sinônimo: eu recupero, tu recuperas, etc. (para reaver); eu redimo, tu redimes, ele redime,
eles redimem (para remir); eu me previno ou me acautelo, etc. (para precaver);
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 83
b) com construções perifrásticas: estou demolindo, estou colorindo, vou à falência; embora o cachorro comece a
latir, etc.
VERBOS ABUNDANTES
Verbos abundantes são os que apresentam duas ou mais formas em certos tempos, modos ou pessoas:
comprazi-me e comprouve-me, apiedo-me e apiado-me, elegido e eleito.
Estas variantes verbais são mais comuns no particípio, havendo numerosos verbos, geralmente
transitivos, que, ao lado do particípio regular em "ado" ou "ido", possuem outro, irregular, às vezes, proveniente
do particípio latino. Eis alguns desses verbos:
absolver:
aceitar:
acender:
anexar:
assentar:
benzer:
confundir:
despertar:
dispersar:
absolvido, absolto
aceitado, aceito
acendido, aceso
anexado, anexo
assentado, assente
benzido, bento
contundido, contuso
despertado, desperto
dispersado, disperso
entregar:
eleger:
erigir:
expelir:
expulsar:
expressar:
exprimir:
extinguir:
frigir:
ganhar:
incorrer:
imprimir:
incluir:
inserir:
isentar:
limpar:
matar:
morrer:
nascer:
entregado, entregue
elegido, eleito
erigido, ereto
expelido, expulso
expulsado, expulso
expressado, expresso
exprimido, expresso
extinguido, extinto
frigido, frito
ganhado, ganho
incorrido, incurso
imprimido, impresso
incluído, incluso
inderido, inserto
isentado, isento
limpado, limpo
matado, morto
morrido, morto
nascido, nato
As formas regulares usam-se, via de regra, com os auxiliares ter e haver(voz ativa) e as irregulares com
os auxiliares ser e estar (voz passiva). Exemplos:
Foi temeridade haver aceitado o convite.
O convite foi aceito pelo professor.
O caçador tinha soltado os cães.
Os cães não seriam soltos pelo caçador.
O pescador teria salvado o náufrago.
O náufrago (estaria ou seria) salvo.
Esta regra, no entanto, não é seguida rigorosamente, havendo numerosas formas irregulares que se
usam tanto na voz ativa como na passiva, e algumas formas regulares também são empregadas na voz passiva.
Exemplos:
Tinha aceitado ou aceito o convite.
O convite foi aceito.
Tinha acendido ou aceso as velas.
As velas eram acesas ou acendidas.
Tinham elegido ou eleito os candidatos.
Os candidatos são ou estão eleitos.
As formas irregulares, sem dúvida por serem mais breves, gozam de franca preferência, na língua atual e
algumas, tanto se impuseram, que acabaram por suplantar as concorrentes. É o caso de ganho e pago, que vêm
tornando obsoletos os particípios ganhado e pagado. Assim também se explicam as formas pasmo e empregue,
por pasmado e empregado, indevidamente condenadas por alguns autores, mas de largo uso na língua falada e
escrita.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 84
VERBOS IMPESSOAIS
Sabemos o que vem a ser sujeito; pois bem, um verbo se diz impessoal quando a ação não faz referência
a nenhum sujeito especificado, a nenhuma causa determinada.
Se, por um lado, há verbos como escrever, ler, abrir, quebrar, que sempre apresentam a ação em relação
com uma causa produtora, com uma pessoa gramatical - chamando-se por isso, verbos pessoais - por outro lado
há certos verbos como chover, trovejar, ventar, nevar, relampejar, anoitecer e outros, cuja ação não é atribuída a
nenhum sujeito, constituindo estes verbos a classe dos verbos impessoais.
Exemplos: "Chovia torrencialmente."
"Ventou muito durante a noite."
Obs.: Nessas orações acima, não há quem pratique a ação dos verbos destacados.
Dos verbos impessoais, há os que são essencialmente impessoais e os que são acidentalmente
impessoais.
IMPESSOAIS ESSENCIAIS
Um verbo se diz impessoal essencial quando, no seu sentido verdadeiro e usual, não atribui a ação a
nenhuma causa verdadeira, isto é, a nenhum sujeito.
Os verbos que indicam fenômenos da natureza inorgânica ou fenômenos meteorológicos, ou seja, os que
indicam fenômenos da atmosfera, pertencem à classe dos impessoais essenciais.
Exemplos: "Chove hoje. "
“Anoitecia quando ele chegou."
"Ontem trovejou."
São orações em que os verbos (chove, anoitecia, trovejou) são impessoais essenciais, pois nesse
sentido são comumente usados sem atribuir a ação de chover, de anoitecer, de trovejar a nenhum sujeito. Todos
esses verbos só se conjugam na 3a pessoa do singular.
Obs.: Tais verbos podem deixar de ser impessoais uma vez que se lhes dê um sujeito que se apresente ao
espírito como causa da ação por eles expressa; se dissermos: "Os céus chovem", "As nuvens trovejam", "O dia
amanheceu nublado" - passamos a empregar esses verbos pessoalmente, pois estamos a eles atribuindo um
sujeito (os céus, as nuvens, o dia).
Ainda um segundo processo existe de tornar pessoal um verbo impessoal: empregá-lo em sentido
figurado, comparado. Exemplos:
"Os canhões trovejam."
“A vida já nos anoitece."
"As baionetas relampagueavam."
“Amanhecemos alegres.
(Estávamos alegres quando amanheceu.)
Os verbos dessas orações estão empregados comparativamente, isto é, em sentido que não lhes é
próprio, em sentido figurado, comparado.
IMPESSOAIS ACIDENTAIS
Ao lado dos verbos impessoais essenciais há os impessoais acidentais; assim se denominam os verbos
que, em sua significação natural, isto é, como comumente são usados, têm sempre o respectivo sujeito, mas que,
em determinados casos, ou seja, acidentalmente, tornam-se impessoais.
Se no parágrafo anterior o verbo era de natureza impessoal e só eventualmente se tornava pessoal,
agora temos o caso contrário.
São verbos impessoais:
1o) HAVER
sendo, portanto, usado invariavelmente na 3a pessoa do singular, quando significa:
Existir:
"Sofria sem que houvesse motivos."
"Há plantas carnívoras."
"Havia rosas em todo o canto. "
Acontecer, Suceder:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 85
"Houve casos difíceis. " "Não haja desavenças entre vós."
Decorrer, Fazer:
"Há meses que não o vejo. "
"Haverá nove dias que ele nos visitou."
"Havia já duas semanas que não trabalhava."
Realizar-se:
"Houve festas e jogos."
Obs.: O verbo haver transmite a sua impessoalidade aos verbos que com ele formam locução, os quais, por isso,
permanecem invariáveis na 3a pessoa do singular:
Vai haver eleições e não "Vão haver."
Locução verbal
Deve haver homens na sala e não “Devem haver."
Locução verbal
2°) FAZER, SER E ESTAR (com referência a tempo)
Faz dois anos que me formei.
Hoje fez muito calor.
Era no mês de maio.
Abria a janela, se estava calor.
Obs.: Estes verbos também passam a sua impessoalidade para os seus auxiliares na locução verbal.
"Vai fazer cinco anos que ele morreu. "
locução verbal
e não "vão fazer... "
pois o verbo fazer é nesse sentido, impessoal ("Faz cinco anos").
EXERCÍCIOS
1) Se você ........................... no próximo domingo e .................... de tempo .................. assistir a final do
campeonato.
a) vir / dispor / vá
b) vir / dispuser / vai
c) vier / dispor / vá
d) vier / dispuser / vá
e) vier / dispor / vai
2) Ele ............... que lhe ............... muitas dificuldades, mas enfim ............... a verba para a pesquisa.
a) receara / opusessem / obtera
b) receara / opusessem / obtivera
c) receiara / opossem / obtivera
d) receiara / oposessem / obtera
e) receara / opossem / obtera
3) A segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo precaver é:
a) precavias
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 86
b) precavieste
c) precaveste
d) precaviste
e) n. d. a.
4) Assinale a alternativa que se encaixe no período seguinte: "Se você ....................... e o seu irmão ....................,
quem sabe você ............... o dinheiro.”
a) requeresse / interviesse / reouvesse
b) requisesse / intervisse / reavesse
c) requeresse / intervisse / reavesse
d) requeresse / interviesse / reavesse
e) requisesse / intervisse / reouvesse
5) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: "Quando ............... mais
aperfeiçoado, o computador certa mente ............... um eficiente meio de controle de toda a vida social."
a) estivesse / será d) estivesse / era
b) estiver / seria e) estiver / será
c) esteja / era
6) Quando ........................ todos os documentos, ............... um requerimento e ............... a chamada de seu nome.
a) obtiver / redija / aguarda
b) obteres / rediges / aguardes
c) obtiveres / redige / aguarda
d) obter / redija / aguarde
e) obtiver / redija / aguarde
7) Ele ............... numa questão difícil de ser resolvida e ............... seus bens graças ao bom senso.
a) interviu / reouve d) interveio / reouve
b) interveio / rehaveu e) interviu / rehouve
c) interviu / reaveu
8) Em que frase a forma verbal não está flexionada corretamente?
a) Eu águo as flores que a sua mãe planta.
b) Ninguém creu no que ela declarou.
c) Se pores tudo em ordem, ficarei satisfeito.
d) Foi aos gritos que ela interveio na discussão.
e) Eu môo o grão, você depois faz o pão.
9) Indique a frase onde houver uma forma verbal incorreta.
a) Os vegetais clorofilados sintetizam seu próprio alimento.
b) Se ela vir de carro, chame-me.
c) Lembramos-lhes que o eucalipto é uma excelente planta para o reflorestamento.
d) Há rumores de que pode haver novo racionamento de gasolina.
e) n.d.a.
RESPOSTAS
1) d 4) a 7) d
2) b 5) e 8) c
3) c 6) e 9) b
ADVÉRBIO
É uma palavra que modifica (que se refere) a um verbo, a um adjetivo, a um outro advérbio.
A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescenta uma circunstância. Só os de intensidade é
que podem também modificar adjetivos e advérbios.
! Moramuito longe. (muito = modifica o advérbio longe).
! Sairei cedo para alcançar os excursionistas (cedo = modifica o verbo sairei).
! Eram exercícios bem difíceis (bem = modifica o adjetivo difíceis).
CLASSIFICAÇÃO DOS ADVÉRBIOS
1º) De Afirmação: sim, certamente, deveras, realmente, incontestavelmente, efetivamente.
2º) De Dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, provavelmente, decerto, certo.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 87
3º) De Intensidade: muito, mui, pouco, assaz, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo,
completamente, profundamente, demasiadamente, excessivamente, demais, nada, ligeiramente, levemente, quão,
quanto, bem, mas, quase, apenas, como.
4º) De Lugar: abaixo, acima, acolá, cá, lá, aqui, ali, aí, além, algures, aquém, alhures, nenhures, atrás, fora, afora,
dentro, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte, aonde, donde, detrás.
5º) De Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, melhor, pior, aliás, calmamente,
livremente, propositadamente, selvagemente, e quase todos os advérbios terminados em "mente".
6º) De Negação: não, absolutamente.
7º) De Tempo: agora, hoje, amanhã, depois, ontem, anteontem, já, sempre, amiúde, nunca, jamais, ainda, logo,
antes, cedo, tarde, ora, afinal, outrora, então, breve, aqui, nisto, aí, entrementes, brevemente, imediatamente,
raramente, finalmente, comumente, presentemente, etc.
Há ainda advérbios interrogativos: onde? aonde? quando? como? por quê?: Onde estão eles? Quando
sairão? Como viajaram? Por que não telefonaram?
LOCUÇÕES ADVERBIAIS
São duas ou mais palavras com função de advérbio: às tontas, às claras, às pressas, às ocultas, à toa, de vez
em quando, de quando em quando, de propósito, às vezes, ao acaso, ao léu, de repente, de chofre, a olhos vistos,
de cor, de improviso, em breve, por atacado, em cima, por trás, para trás, de perto, sem dúvida, passo a passo,
etc.
PREPOSIÇÃO
Preposição é a palavra que liga um termo a outro:
! Casa de pedra;
! livro de Paulo;
! falou com ele.
Dividem-se as preposições em essenciais (as que sempre foram preposições) e acidentais (palavras de
outras classes gramaticais que, às vezes, funcionam como preposição).
1º) Preposições Essenciais: a, ante, após, até, com, de, dês, desde, para, per, perante, por, sem, sob, sobre,
trás. Exemplos:
! Fumava cigarro após cigarro.
! Está vestida de branco.
2º) Preposições Acidentais: conforme, consoante, segundo, durante, mediante, visto, como, etc. Exemplos:
! Os heróis tiveram como prêmio uma coroa de louros.
! Vovô dormiu durante a viagem.
LOCUÇÕES PREPOSITIVAS
São expressões com a função das preposições. Em geral são formadas de advérbio (ou locução
adverbial) + preposição: abaixo de, acima de, por trás de, em frente de, junto a, perto de, longe de, depois de,
antes de, através de, embaixo de, em cima de, em face de, etc.
Exemplo: Passamos através de mata cerrada.
COMBINAÇÕES E CONTRAÇÕES
As preposições a, de, em, per e para, unem-se com outras palavras, formando um só vocábulo. Há
combinação quando a preposição se une sem perda de fonema; se a preposição sofre queda de fonema, haverá
contração.
A preposição combina-se com os artigos, pronomes demonstrativos e com advérbios.
As preposições a, de, em, per contraem-se com os artigos, e, algumas delas, com certos pronomes e
advérbios.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 88
a + a = à
a + as = às
a + aquele = àquele
a + aquela = àquela
a + aquilo = àquilo
de + o = do
de + ele = dele
de + este = deste
de + isto = disto
de + aqui = daqui
em + esse = nesse
em + o = no
em + um = num
em + aquele = naquele
per + o = pelo
INTERJEIÇÃO
Interjeição é a palavra que exprime um estado emotivo. As interjeições são um recurso da linguagem
afetiva e emocional. Podem exprimir e registrar os mais variados sentimentos.
Classificam-se em:
1) de dor: ai! ui! ai de mim!
2) de desejo: oxalá! tomara!
3) de alegria: ah! oh! eh! viva!
4) de animação: eia! coragem! avante! upa! força! vamos!
5) de aplauso: bem! bravo! apoiado!
6) de aversão: ih! chi! irra! ora bolas!
7) de apelo: ó!. alô! psit! psiu!
8) de silêncio: psiu! silêncio!
9) de repetição: bis!
10 de saudação: alô! olá! salve! bom dia!
11) de advertência: cuidado! devagar! atenção!
12) de indignação: fora! morra!
LOCUÇÃO INTERJETIVA
É uma expressão formada de mais de uma palavra, com valor de interjeição: Meu Deus! Muito bem! Ai de
mim! Ora bolas! Valha-me Deus! Quem me dera!
As interjeições são proferidas em tom de voz especial e, dependendo desta circunstância, a mesma
interjeição pode expressar sentimentos diversos.
EXERCÍCIOS
1) Assinale a alternativa em que ocorre combinação de uma preposição com um pronome demonstrativo.
a) Estou na mesma situação.
b) Neste momento, encerramos nossas transmissões.
c) Daqui não saio.
d) Ando só pela vida.
e) Acordei num lugar estranho.
2) Assinale a alternativa em que a análise morfológica das palavras grifadas está incorreta.
a) Os candidatos começaram a escrever. = advérbio
b) Eu a vi ontem. = pronome pessoal do caso oblíquo.
c) Veja o que você fez! = pronome demonstrativo.
d) O inspetor acaba de chegar. = artigo definido
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 89
e) Não sei se cursarei Biblioteconomia ou Economia Doméstica. = conjunção alternativa.
3) Assinale a resposta correspondente à alternativa que complete corretamente os espaços em branco.
"Detesto os ............... que não sabem conter o seu ............... “
a) mau-humorados / mau-humor
b) maus-humorados / mau-humor
c) mal-humorados / mal-humor
d) mal-humorados / mau-humor
e) mau-humorados / mal-humor
4) Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa.
Os vocábulos grifados são, respectivamente:
a) pronome pessoal oblíquo, preposição, artigo.
b) artigo, preposição, pronome pessoal oblíquo.
c) artigo, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo.
d) artigo, preposição, pronome demonstrativo.
e) preposição, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo.
5) O policial recebeu o ladrão a bala. Foi necessário apenas um disparo; o assaltante recebeu a bala na cabeça e
morreu na hora.
No texto, os vocábulos grifados são respectivamente:
a) preposição e artigo
b) preposição e preposição
c) artigo e artigo
d) artigo e preposição
e) artigo e pronome indefinido
6) "Na verdade falava pouco. Admirava as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir
algumas..."
Assinale a opção incorreta.
a) pouco = pronome indefinido.
b) compridas = adjetivo biforme.
c) e = conjunção coordenativa.
d) da = combinação de preposição mais artigo.
e) algumas = pronome indefinido.
RESPOSTAS:
1) b 3) d 5) a
2) a 4) b 6) a
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 90
ESTRUTURA, FORMAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DAS PALAVRAS
A ESTRUTURA DAS PALAVRAS
Quando estudamos a estrutura das palavras, conhecemos intimamente as várias partes que formam um
todo acabado e repleto de significado.
Conhecer a estrutura de uma palavra não é só saber decompô-la. É saber, também, como compor uma
nova palavra; realizar um trabalho criativo e dinâmico com a língua.
Veja, por exemplo, a palavra menininhas. Podemos separá-la em quatro unidades significativas:
menin / inh / a / s
a) menin - é a unidade que fornece o significado da palavra; é a base da palavra chamada de radical. Com o
radical podemos formar uma família de palavras. Por exemplo: meninão, meninada, menino, etc.;
b) -inh - é a unidade que indica o grau diminutivo;
c) -a - é a unidade que indica o gênero (feminino);
d) -s - é a unidade que indica o número (plural).
Essas unidades significativas que constituem as palavras os morfemas.
Podemos perceber duas espécies de morfemas:
a) aqueles que têm significação objetiva e que indicam a significação da palavra. Referem-se ao conjunto de
palavras de uma língua.
b) aqueles que têm significação apenas em relação ao sistema gramatical da língua. Indicam, no caso da língua
portuguesa,o gênero, o número, a pessoa, o modo, o tempo. São os chamados morfemas gramaticais.
OS ELEMENTOS MÓRFICOS
1) Radical - É a forma mínima que indica o sentido básico da palavra, ou seja, seu significado. É a parte invariável
da palavra. Exemplos:
gat - o, gat - a, gat - inho etc.
2) Afixos - São elementos colocados antes (prefixos) ou depois (sufixos) dos radicais. Exemplos:
infeliz - felizmente
prefixo sufixo
3) Vogal Temática e Tema - É o elemento que, juntado ao radical, possibilita a ligação entre este e a desinência.
O radical acrescido da vogal temática recebe a denominação de tema. Exemplo: vender. O radical é vend- (pode
formar vendido, venda, vendável, etc.); a desinência é -r. Entretanto, na língua portuguesa, é impossível a
ligação vend- + -r. É necessário mais um elemento, no caso, a vogal temática. Dessa forma, temos:
vend- (radical)
vende- (tema, isto é, radical mais vogal temática)
vender (tema mais desinência)
4) Desinências - são elementos colocados no final das palavras para indicar certos aspectos gramaticais.
Dividem-se em:
a) desinências nominais: indicam o gênero e o número de nomes (substantivos, adjetivos, pronomes, numerais).
Por exemplo:
alun – o
alun – a
alun – o – s
alun – a – s
b) desinências verbais: indicam as flexões de verbos em número, pessoa, modo, tempo. Por exemplo:
cant - á - sse – mos
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 91
cant - (radical)
- á - (vogal temática)
- sse - (desinência de modo subjuntivo e de tempo perfeito)
- mos (desinência de primeira pessoa e de número plural)
5) Vogais e consoantes de ligação - são vogais ou consoantes colocadas entre dois morfemas apenas para
facilitar a pronúncia. Exemplos:
pe / z / inho, paris / i / ense.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Há, basicamente, dois processos para a formação de palavras: a derivação e a composição.
DERIVAÇÃO
É o processo de estruturação de urna palavra, tendo como base uma outra já existente.
A formação de palavras por derivação pode ocorrer de várias formas:
- por prefixação - quando se antepõe um prefixo ao radical: rever, compor, infeliz, subnutrido.
- por sufixação - quando se acrescenta um sufixo ao radicar felizmente, unhada, gritaria, vendedor.
- por derivação parassintética - quando são acrescidos ao radical um prefixo e um sufixo: infelizmente,
anoitecer, desnorteado.
- por derivação imprópria - quando uma palavra é empregada em classe gramatical diferente da habitual.
Exemplos:
Só aceito um sim como resposta.
advérbio convertido em substantivo
Fale baixo, por favor!
adjetivo convertido em advérbio
- por derivação regressiva - quando a terminação de um verbo é substituída pelas desinências: -a, -e ou -o,
dando origem a um substantivo:
buscar ! busca;
ajudar ! ajuda;
combater ! combate, etc.
COMPOSIÇÃO
É o processo de estruturação de uma palavra pela reunião de outras já existentes.
A formação de palavras por composição pode ocorrer de duas formas:
- por justaposição - quando se unem duas ou mais palavras sem modificar suas estruturas: segunda-feira,
passatempo, amor-perfeito, etc.
- por aglutinação - quando se unem duas ou mais palavras, modificando suas estruturas: aguardente (água +
ardente); vinagre (vinho + acre); pernalta (perna + alta); planalto (plano + alto), etc.
OUTROS PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Além dos dois principais processos de formação de palavras (derivação e composição), temos outros que
produziram muitas outras palavras. Entre esses processos, destacamos:
1 - Abreviação - consiste na redução de uma palavra:
cine (forma reduzida de cinema)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 92
moto (motocicleta)
foto (fotografia)
2 - Sigla - é um caso especial de abreviatura, onde se forma a partir das iniciais das palavras:
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil);
PT (Partido dos Trabalhadores);
SP (São Paulo), etc.
3 - Onomatopéia - É a reprodução de som por meio de uma palavra: tique-taque, pingue-pongue, miau, pocotó,
etc.
EXERCÍCIOS
1) Associe as palavras ao seu processo de formação:
1 - Derivação por prefixação
2 - Derivação por sufixação
3 - Derivação parassintética
4 - Derivação imprópria
5 - Derivação regressiva
( ) trabalho
( ) amoroso
( ) desamor
( ) o porquê
( ) esfriar
( ) amadurecer
2) Identifique o processo de composição das palavras abaixo, escrevendo CJ para composição por justaposição e
CA para composição por aglutinação.
( ) televisão
( ) sexta-feira
( ) pernilongo
( ) embora
( ) fidalgo
( ) vaivém
3) Relacione os processos de formação de palavras abaixo com as palavras dadas:
1 - abreviação ( ) ONU
2 - sigla ( ) Zôo
3 - onomatopéia ( ) bem-te-vi
( ) metrô
( ) IBGE
RESPOSTAS
1) ( 5 ) trabalho ( 4 ) o porquê
( 2 ) amoroso ( 3 ) esfriar
( 1 ) desamor ( 3 ) amadurecer
2) ( CJ ) televisão ( CA ) embora
( CJ ) sexta-feira ( CA ) fidalgo
( CA) pernilongo ( CJ ) vaivém
3) ( 2 ) ONU ( 1 ) metrô
( 1 ) Zôo ( 2 ) IBGE
( 3 ) bem-te-vi
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 93
ORTOGRAFIA OFICIAL
REGRAS PRÃTICAS PARA O EMPREGO DE LETRAS
1. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /Z/
a) Dependendo da sílaba inicial da palavra, pode ser representado pelas letras z, x, s:
Sílaba inicial a > usa-se z - azar, azia, azedo, azorrague, azêmola ...
Exceções: Ásia, asa, asilo, asinino.
Sílaba inicial e > usa-se x - exame, exemplo, exímio, êxodo, exumar ...
Exceções: esôfago, esotérico, (há também exotérico)
Sílaba inicial i > usa-se s - isento, isolado, Isabel, Isaura, Isidoro ...
Silaba inicial o > usa-se s - hosana, Osório, Osíris, Oséias...
Exceção: ozônio
Sílaba inicial u > usa-se s - usar, usina, usura, usufruto ...
b) No segmento final da palavra (sílaba ou sufixo), pode ser representado pelas letras z e s:
1) letra z - se o fonema /z/ não vier entre vogais:
az, oz - (adj. oxítonos) audaz, loquaz, veloz, atroz ...
iz, uz - (pal. oxítonas) cicatriz, matriz, cuscuz, mastruz ...
Exceções: anis, abatis, obus.
ez, eza - (subst. abstratos) maciez, embriaguez, avareza ...
2) letra s - se o fonema /z/ vier entre vogais:
asa - casa, brasa ...
ase - frase, crase ...
aso - vaso, caso ...
Exceções: gaze, prazo.
ês(a) - camponês, marquesa ...
ese - tese, catequese ...
esia - maresia, burguesia ...
eso - ileso, obeso, indefeso ...
isa - poetisa, pesquisa ...
Exceções: baliza, coriza, ojeriza.
ise - valise, análise, hemoptise ...
Exceção: deslize.
iso – aviso, liso, riso, siso ...
Exceções: guizo, granizo.
oso(a) - gostoso, jeitoso, meloso ...
Exceção: gozo.
ose – hipnose, sacarose, apoteose ...
uso(a) - fuso, musa, medusa ...
Exceção: cafuzo(a).
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 94
c) Verbos:
Terminação izar - derivados de nomes sem "s" na última sílaba:
! utilizar, avalizar, dinamizar, centralizar ...
- cognatos (derivados com mesmo radical) com sufixo "ismo":
! (batismo) batizar - (catecismo) catequizar ...
Terminação isar - derivados de nomes com "s" na última sílaba:
! avisar, analisar, pesquisar, alisar, bisar ...
Verbos pôr e querer - com "s" em todas as flexões:
! pus, pusesse, pusera, quis, quisesse, quisera ...
d) Nas derivações sufixais:
letra z - se não houver "s” na última sílaba da palavra primitiva:
! marzinho, canzarrão, balázio, bambuzal, pobrezinho ...
letra s - se houver "s" na última sílaba da palavra primitiva:
! japonesinho, braseiro, parafusinho, camiseiro, extasiado...
e) Depois de ditongos:
letra s - lousa, coisa, aplauso, clausura, maisena, Creusa ...
2. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /X/
Emprego da letra X
a) depois das sílabas iniciais:
me - mexerico, mexicano, mexer ...
Exceção: mecha
Ia – laxante ...
li – lixa ...
lu – lixo ...
gra – graxa ...
bru – bruxa ...
en - enxame, enxoval, enxurrada ...
Exceção: enchova.
Observação: Quando en for prefixo, prevalece a grafia da palavra primitiva:
! encharcar, enchapelar, encher, enxadrista...
b) depois de ditongos:
! caixa, ameixa, frouxo, queixo ...Exceção: recauchutar.
3. OUTROS CASOS DE ORTOGRAFIA
1. Letra g
Palavras terminadas em:
ágio - presságio
égio – privilégio
ígio – vestígio
ógio – relógio
úgio – refúgio
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 95
agem – viagem
ege – herege
igem – vertigem
oge – paragoge
ugem – penugem
Exceções: pajem, lajem, lambujem.
2. Letra c (ç)
a) nos sufixos:
! barcaça, viração, cansaço, bonança, roliço.
b) depois de ditongos:
! louça, foice, beiço, afeição.
c) cognatas com "t":
! exceto > exceção - isento > isenção.
d) derivações do verbo "ter":
! deter > detenção, obter > obtenção.
3. Letra s / ss
Nas derivações, a partir das terminações verbais:
ender pretender > pretensão;
ascender > ascensão.
ergir imergir > imersão;
submergir > submersão.
erter inverter > inversão;
perverter > perversão.
pelir repelir > repulsa;
compelir > compulsão.
correr discorrer > discurso;
percorrer > percurso.
ceder ceder > cessão;
conceder > concessão.
gredir agredir > agressão;
regredir > regresso.
primir exprimir > expressão;
comprimir > compressa.
tir permitir > permissão;
discutir > discussão.
EXERCíCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Falso / verdadeiro
Todas as palavras estão corretas:
1. ( ) ananás, loquaz, vorás, lilaz;
2. ( ) freguês, pequenez, duquesa, rijeza;
3. ( ) encapusado, cuscus, pirezinho, atroz;
4. ( ) azia, asilado, azinhavre, azedo;
5. ( ) guiso, aviso. riso, graniso;
6. ( ) extaziar, gase, ojeriza, deslisar;
7. ( ) valize, deslize, varize, garnizé;
8. ( ) batizar, catequizar, balizar, bisar;
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 96
9. ( ) papisa, balásio, ginásio, episcopisa;
10. ( ) maisena, deslizar, revezar, pequinês;
11. ( ) azoto, ozônio, atrasado, esotérico;
12. ( ) Izabel, Neuza, Souza, Isidoro;
13. ( ) passoca, ajiota, cafuso, enchurrada;
14. ( ) albatroz, permição, interceção, puz;
15. ( ) logista, gerimum, gibóia, pajem;
16. ( ) retrós, algoz, atroz, ilhós;
17. ( ) pretencioso, êxodo, baliza, aziago;
18. ( ) embaixatriz, sacerdotisa, coriza, az;
19. ( ) enxarcado, enxotar, enxova, enxido;
20. ( ) discussão, aversão, ajeitar, gorjear;
21. ( ) sarjeta, pajem, monje, argila;
22. ( ) tigela, rijeza, rabugento, gesto;
23. ( ) ascenção, obscessão, massiço, sucinto;
24. ( ) pixe, flexa, xispa, xucro;
25. ( ) cachumba, esguixo, lagarticha, toxa.
Múltipla escolha
26. Assinale a opção onde há erro no emprego do dígrafo sc:
a) aquiescer; d) florescer;
b) suscinto; e) intumescer.
c) consciência;
27. Assinale o vocábulo cuja lacuna não deve ser preenchida com "i":
a) pr___vilégio; d) cum___eira;
b) corr___mão; e) cas___mira.
c) d___senteria;
28. Assinale a série em que todas as palavras estão corretamente grafadas:
a) sarjeta -- babaçu - praxe - repousar;
b) caramanchão - mixto - caos - biquíni;
c) ultrage - discução - mochila - flexa;
d) enxerto - represa - sossobrar - barbárie;
e) acesso - assessoria - ascenção - silvícola.
29. Aponte a opção de grafia incorreta.
a) usina - buzina;
b) ombridade - ombro;
c) úmido - humilde;
d) erva - herbívoro;
e) néscio - cônscio.
30. Aponte a alternativa com incorreção.
a) Há necessidade de fiscalizar bem as provas.
b) A obsessão é prejudicial ao discernimento.
c) A pessoa obscecada nada enxerga.
d) Exceto Paulo, todos participaram da organização.
e) Súbito um rebuliço: a confusão era total.
GABARITO
1.F 7.F 13.F 19.F 25.F
2.V 8.V 14.F 20.V 26.B
3.F 9.F 15.F 21.F 27.D
4.V 10.V 16.V 22.V 28.A
5.F 11.V 17.F 23.F 29.B
6.F 12.F 18.V 24.F 30.C
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 97
PONTUAÇÃO
A VíRGULA
É o sinal que indica pequena pausa na leitura. Separa termos de uma oração e certas orações no período.
A VÍRGULA SEPARANDO TERMOS DA ORAÇÃO
a) Termos coordenados, isto é, de mesma função sintática.
! Era um rapagão corado, forte, risonho.
! A terra, o mar, o céu, tudo glorifica Deus.
Observação:
Normalmente não se separam termos unidos por e, nem e ou.
! Possuía lavouras de trigo, arroz e linho.
! Não aprecia cinema, teatro nem circo.
! Os mendigos pediam dinheiro ou comida.
b) Vocativo, aposto, predicativo, palavras repetidas.
! Brasília, Capital da República, foi fundada em 1960.
! Senhor, eu queria saber quem foi o poeta que inventou o beijo.
! Lentos e tristes, os retirantes iam passando pela caatinga.
! As paredes do hospital eram brancas, brancas.
c) Termos explicativos, retificativos, conclusivos, enfáticos...
! Quer dizer que você, então, não voltou mais.
! Elas, aliás, não saíam de casa.
! Pois sim, faça como quiser.
! Em suma, a pontuação é um problema.
! Portanto, usa-se a vírgula nas expressões denotativas.
d) Termos antepostos (e repetidos pleonasticamente).
! Essas palavras, eu não as disse jamais.
! Aos poderosos, nada lhes devo.
e) Conjunções adversativas e conclusivas deslocadas.
! O sinal estava fechado; os carros, porém, não pararam.
! Já lhe comprei balas, sorvete; convém, pois, ficar calado agora.
f) Adjunto adverbial anteposto ao verbo.
! Com mais de setenta anos, andava a pé.
! Os convidados, depois de algum tempo, chegaram ao clube.
Observação:
Adjunto adverbial de pequeno corpo costuma dispensar a vírgula.
! Amanhã(,) o Presidente viajará.
Quando usada, serve para dar ênfase.
g) Datas (Local e data - número e data, em documentos)
! Brasília, 5 de junho de 1994.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 98
! O Decreto n° 5.765, de 18 de dezembro de 1971.
h) Zeugma (supressão do verbo constante da oração anterior)
! O pensamento é triste; o amor, insuficiente,
i) Depois do "sim" e do "não", usados nas respostas.
! Não, porque fui embora mais cedo.
! Sim, passaremos no concurso.
A VÍRGULA SEPARANDO ORAÇÕES NO PERIODO
a) Orações coordenadas assindéticas.
! O tempo não pára, não apita na curva, não espera ninguém.
b) Orações coordenadas sindéticas
! Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
! Não solte balões, porque causam incêndio.
! O mal é irremediável, portanto conforma-te.
Exceção: As aditivas com a conjunção "e".
! O agricultor colheu o trigo e vendeu-o ao Banco do Brasil.
Observação:
Usa-se vírgula com a conjunção "e":
(1) Orações coordenadas aditivas com sujeitos diferentes:
! Afinal vieram outros cuidados, e não pensei mais nisso.
! O concurso foi difícil, e a prova não correspondeu ao programa.
(2) Orações coordenadas adversativas (e=mas)
! Morava no Brasil, e votava na Espanha.
(3) Quando se quiser enfatizar o último termo de uma série coordenada
! Deitou-se tarde, custou-lhe dormir, pensou muito nela, e sonhou.
(4) No polissíndeto (facultativa)
! Os dias passavam, e as águas, e os versos, e com eles ia passando a vida.
c) Orações subordinadas adverbiais antepostas ou intercaladas.
! Embora estivesse muito cansado, compareci à reunião.
! Quando chegar o verão, iremos ao Sul.
! As viúvas inconsoláveis, quando são jovens, sempre são consoladas.
Observações:
Com orações adverbiais pospostas, só é recomendável usar vírgula:
(1) Se a oração principal for muito extensa;
! O ar poluído corrói a saúde do povo, embora não se perceba a curto prazo.
(2) Se a oração principal vier seguida de outra qualquer.
! Os alunos declararam ao diretor que estavam satisfeitos, quando o curso acabou.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 99
d) Orações substantivas antepostas.
! Que venham todos, é preciso: estou saudoso.
e) Orações interferentes.
! A História, disse Cícero, é a grande mestra da vida.
f) Orações adjetivas explicativas.
! O Sol, que é uma estrela, aquece a Terra.
g) Orações reduzidas equivalentes a adverbiais.
! Terminada a aula, todos saíram felizes.
h) Idéias paralelas dos provérbios.
! Casa de ferreiro, espeto de pau.
! Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.
O PONTO-E-VÍRGULA
Assinala pausa maior que a vírgula e menor que o ponto.
Usa-se o ponto-e-vírgula nos seguintes casos:
a. separando os itens de uma enumeração;
A gramática normativa trata dos seguintes assuntos:
1) fonética;
2) morfologia;
3) sintaxe;4) estilística.
b. separando as partes principais de um período, cujas secundárias já foram separadas por vírgula;
! Na volta da escola, alguns brincavam; outros, no entanto, vinham sérios; quando chegamos. todos riam.
c. separando orações coordenadas com a conjunção deslocada;
! A aula já terminou; vocês, porém, não devem sair.
d. separando orações coordenadas (adversativas) assindéticas.
! Há muitos modos de acertar, há um só de errar.
OS DOIS-PONTOS
Assinalam uma pausa para indicar que a frase não foi concluída, isto é, há algo a se acrescentar.
Usam-se dois-pontos nos seguintes casos:
1. introduzindo citação ou transcrição;
! Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros, e anda nua".
2. introduzindo enumeração;
! Os meios legítimos de adquirir fortuna são três: ordem, trabalho e sorte.
3. em oração explicativa com a conjunção subentendida;
! Você fez tudo errado: gritou quando não devia e calou quando não podia.
4. com oração apositiva.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 100
! Disse-me algo horrível: que ia casar.
EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Falso / verdadeiro
1. ( ) Possuía lavouras, de trigo, linho, arroz e soja.
2. ( ) Bem-vindo sejas aos campos dos tabajaras, senhores da aldeia.
3. ( ) O aluno enlouquecido queria decorar todas as regras.
4. ( ) Ganhamos pouco; devemos portanto economizar.
5. ( ) O dinheiro, nós o trazíamos preso ao corpo.
6. ( ) Amanhã de manhã o Presidente viajará para a Bósnia.
7. ( ) A mocinha sorriu, piscou os olhinhos e entrou, mas não gostou do que viu.
8. ( ) A noite não acabava, e a insônia a encompridou mais ainda.
9. ( ) Embora estivesse agitado resolveu calmamente o problema.
10. ( ) A riqueza que é flor belíssima causa luto e tristeza.
11. ( ) Convinha a todos, que você partisse.
12. ( ) Uns diziam que se matou; outros que fora para Goiás.
13. ( ) No congresso, serão analisados os seguintes temas:
a) maior participação da comunidade,
b) descentralização econômico-cultural,
c) eleição de dirigentes comunitários,
d) cessão de lotes às famílias carentes.
14.( ) Duas coisas lhe davam superioridade, o saber e o prestígio.
15. ( ) A casa não caíra do céu por descuido fora construída pelo major.
Múltipla escolha
16. "... chega a ser desejável o não-comparecimento de 90 por cento dos funcionários, para que os restantes
possam, na calma, produzir um bocadinho." A mesma justificativa para o emprego das vírgulas em "na calma"
pode ser usada em:
a) "João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim."
b) "... assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é de domínio público, estuda as..."
c) "Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores."
d) "João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo..."
17. As opções a seguir apresentam um parágrafo de "O Povo Brasileiro" pontuado de diferentes maneiras.
Assinale aquela cuja pontuação está correta.
a) Somos povos novos ainda na luta para nos fazermos a nós mesmos como um gênero humano novo, que nunca
existiu antes. Tarefa muito mais difícil e penosa, mas também muito mais bela e desafiante.
b) Somos povos novos, ainda na luta para nos fazermos, a nós mesmos como um gênero humano - novo, que
nunca existiu antes. Tarefa muito mais difícil e penosa-mas também muito mais bela e desafiante.
c) Somos povos novos. Ainda na luta para nos fazermos a nós mesmos, como um gênero humano novo que
nunca existiu antes, tarefa muito mais difícil e penosa. Mas também muito mais bela e desafiante!
d) Somos povos novos ainda; na luta para nos fazermos a nós mesmos, como um gênero humano novo que
nunca existiu antes, tarefa muito mais difícil e penosa; mas também muito mais bela e desafiante.
e) Somos povos; novos ainda na luta para nos fazermos a nós, mesmos. Como um gênero humano novo, que
nunca existiu antes, tarefa muito mais difícil. Penosa, mas também muito mais bela e desafiante.
18. Pode-se atribuir o emprego de dois-pontos, em "Um poeta é sempre irmão do vento e da água: deixa seu ritmo
por onde passa." (Discurso, Cecília Meireles), à intenção de anunciar:
a) uma citação;
b) uma explicação;
c) um esclarecimento;
d) um vocativo;
e) uma separação, em um período, de orações com a mesma natureza.
19. No trecho "Temos de cobrar dos deputados e senadores as leis necessárias para punir esses assassinos. Das
autoridade do trânsito, fiscalização e multas vigorosas para quem desobedece às leis e à sinalização. E da justiça
, rapidez e dureza com os infratores." (Nicole Puzzi, Veja 1280, ano 26, n° 12) empregam-se as vírgulas para:
a) separar termos coordenados;
b) separar as orações adjetivas;
c) isolar orações intercaladas;
d) isolar adjuntos adverbiais;
e) indicar a supressão do verbo.
20. Assinale o segmento pontuado com correção.
a) Para solucionar os problemas, é preciso, antes, ter vontade de fazê-lo.
b) Para solucionar os problemas é preciso antes, ter vontade de fazê-lo.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 101
c) Para solucionar os problemas é preciso antes ter vontade de fazê-lo.
d) Para solucionar os problemas, é preciso, antes ter vontade de fazê-lo.
e) Para solucionar os problemas, é preciso antes, ter vontade de fazê-lo.
21. Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
a) Não se justifica que o ilustre autor, querendo valorizar a nobre missão de ensinar, atribua aos professores um
salário mínimo profissional de tão pouca expressão.
b) Não se justifica, que o ilustre autor, querendo valorizar a nobre missão de ensinar; atribua aos professores um
salário mínimo profissional, de tão pouca expressão.
c) Não se justifica que, o ilustre autor, querendo valorizar a nobre missão de ensinar, atribua aos professores um
salário mínimo profissional de tão pouca expressão.
d) Não se justifica que o ilustre autor querendo, valorizar a nobre missão de ensinar atribua, aos professores, um
salário mínimo profissional, de tão pouca expressão.
22. Marque o item em que o uso incorreto da vírgula prejudica a coesão frasal.
a) No ano passado, 35.000 turistas estrangeiros escolheram a Amazônia com roteiro de férias e injetaram no
complexo turístico da região 90 milhões de dólares.
b) O filão turístico da Amazônia foi impulsionado por um estrangeiro, o suíço naturalizado brasileiro Heinz Gerth.
c) Em 1984, ele inaugurou o hotel Amazon Lodge, uma casa rústica flutuante, com capacidade para dezoito
pessoas, situado no Lago Juma, 80 quilômetros ao sul de Manaus.
d) A Transamazon, organiza as excursões e recepciona os turistas estrangeiros no Aeroporto Eduardo Gomes.
e) Com o sucesso de seu primeiro empreendimento, o suíço construiu em 1986 um hotel de porte maior, às
margens do Lago Poraquequara, a 30 quilômetros de Manaus.
23. Marque o item em que o uso do ponto-e-vírgula quebra a estrutura sintática da frase.
a) É preciso observar que; para estar em forma é necessário adotar hábitos alimentares equilibrados; de acordo
com o nível de atividades física e metabólica do organismo.
b) A atividade aeróbica traz muitos benefícios ao corpo humano; é recomendável, contudo, conversar com o
médico antes de iniciar qualquer esporte.
c) O ciclismo é um bom exercício aeróbico para o sistema cardiovascular; a natação exercita todo o corpo o vôlei
proporciona bom condicionamento aeróbico.
d) Um pedaço de chocolate do tamanho de uma caixa de fósforos tem 150 calorias; um pouco de manteiga igual a
uma tampinha de garrafa tem 25 calorias.
c) Para entrar em forma, é preciso empenho: de um lado praticar esportes com freqüência; do outro, ajustar a
alimentação ao metabolismo e às atividades.
24. Indique a opção em que há erro de pontuação.
a) É regra velha creio eu, que só se faz bem o que se faz com amor.
b) Tem ar de velha, tão justa e vulgar parece.
c) Daí a perfeição dos trabalhos domésticos. São como dormir ou transpirar.
d) Não lhes tiro com isto o mérito; por maior que seja a necessidade, não é menor a virtude.
e) Também eu fiz o meu trabalho com amor- e ouvi dos meus superiores só elogios.
25. Marque a alternativa em que a vírgula indica anteposição da oração adverbial à oração principal.
a) Os pandeiros e os atabaques, já não há quem os toque.
b) É necessário ter calma, pois não há perigo iminente.
c) Em todas as suas atitudes, notava-se grande determinação.
d) Que ambos já não se amavam, os pais já sabiam.
e) Ao ver-se sozinha, começou a temer por seu destino.
26. "Durante muitos anos o TUCA o Teatro da Universidade Católica foi em São Paulo o templo da música
brasileira."
No período acima, corretamente pontuado, há:
a) 1 vírgula; d) 4 vírgulas;
b) 2 vírgulas; e) 5 vírgulas. c) 3 vírgulas;
27. Examine as construções abaixo e marque, com relação à colocação de vírgulas, a alternativa correta.
I - Os candidatos, ansiosos, aguardavam o concurso.
II - Ansiosos, os candidatos aguardavam o concurso.
III - Os candidatos aguardavam, ansiosos, o concurso.
IV - Os candidatos aguardavam ansiosos, o concurso.
a) somente as frases I e II estão certas.
b) somente a frase IV está errada.
c) somente as frases I e III estão certas.
d) somente as frases II e III estão certas.
e) todas as frases estão corretamente pontuadas.
28. Considere a frase abaixo (retirada do J. B. de 13/10/95, sem pontuação)
Ela tem, de acordo com as regras de uso da vírgula, a seguinte pontuação correta.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 102
a) O presidente descobriu, que tinha aliados, virou a agenda de cabeça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.
b) O presidente, descobriu que tinha aliados, virou a agenda de cabeça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.
c) O presidente descobriu que tinha aliados, virou a agenda de cabeça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.
d) O presidente descobriu que tinha aliados virou a agenda de cabaça para baixo, e partiu para a reforma
administrativa.
e) O presidente descobriu que tinha aliados, virou a agenda, de cabaça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.
29. A respeito da pontuação do texto, assinale a proposição incorreta.
“Abaixo do Equador (onde não existe pecado), a fusão da tradição européia com a batucada africana libertou o
carnaval na plenitude. Em nenhum lugar, ele adquiriu a dimensão que alcançou no Brasil: durante quatro dias, o
país fica fechado para balanço. Ou melhor, fica aberto só para balançar, e se entrega ao espetáculo que seduz e
deslumbra os estrangeiros.”
a) O emprego cumulativo de parêntese e vírgula (em 1) está correto.
b) Poder-se-ia substituir os parênteses (em 1) por travessão duplo.
c) O emprego de dois-pontos (em 2) justifica-se por anunciarem eles um esclarecimento ou explicação.
d) O ponto (em 3) pode ser substituído por vírgula, sem desrespeitar as regras de pontuação.
e) A vírgula antes da conjunção (em 4) justifica-se pelo fato de as orações terem sujeitos diferentes.
30. Assinale o texto corretamente pontuado.
a) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu trazendo pela
mão, uma menina de quatro anos.
b) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu, trazendo pela
mão, uma menina de quatro anos.
c) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem chapéu, trazendo pela
mão uma menina de quatro anos.
d) Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu, trazendo pela
mão uma menina de quatro anos.
e) Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu trazendo, pela
mão, uma menina, de quatro anos.
GABARITO
1. F 7. V 13. F 19. E 25. E
2. V 8. V 14. F 20. A 26. E
3. F 9. F 15. F 21. A 27. B
4. F 10. F 16. D 22. D 28. C
5. V 11. F 17. A 23. A 29. E
6. F 12. F 18. B 24. A 30. C
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 103
CONCORDÂNCIA NOMINAL
FLEXAO NOMINAL: PRLAVRAS VARIÁVEIS E INVARIAVEIS
Os adjuntos adnominais, isto é, artigos, pronomes, numerais e adjetivos, concordam em gênero e número
com o nome a que se referem.
! As nossas duas principais cidades já estão
art. pron. num. adi. subst.
superpovoadas.
O predicativo também concorda com o nome a que se refere.
! A ciência sem consciência é desastrosa.
sujeito predic.
! O advogado considerou indiscutíveis os direitos da herdeira.
predic. objeto direto
PRINCIPAIS CASOS DE CONCORDÃNCIA
1. UM ADJETIVO COM MAIS DE UM SUBSTANTIVO
a) Adjetivo posposto:
1) concorda com o mais próximo em gênero e número.
! Os concursandos passam por problemas e provas complicadas.
masc. fem. fem. plural
2) vai para o plural no gênero predominante (em caso de gêneros diferentes, predomina o masculino).
! Os concursandos passam por problemas e provas complicados.
masc. fem. masc. plural
b) Adjetivo anteposto:
1) o adjunto adnominal concorda apenas com o mais próximo.
! O cavalheiro oferecera-lhe perfumadas rosas e lírios.
adj. adn.
2) o predicativo vai para o plural no gênero predominante.
! O vencedor considerou satisfatórios a nota e o prêmio.
predic.
Observação:
Segundo alguns autores, o predicativo anteposto pode também concordar com o núcleo mais próximo.
! É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. (Cegalla)
predic.
! Mantenha acesas as lâmpadas e os lampiões. (Sacconi)
predic.
! Estava deserta a vila, a casa e o templo. (Savioli)
predic.
2. OUTROS CASOS DE CONCORDÂNCIA
a) Mesmo
Concorda com o nome a que se refere.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 104
! As mulheres mesmas exigiram igualdade.
! Elas querem os mesmos direitos e quase as mesmas obrigações.
Observação:
Invariável, quando se referir a verbos ou denotar inclusão.
! As mulheres exigiram mesmo igualdade de direitos.
! Mesmo as mulheres querem tirar vantagem de sua condição.
b) Bastante
Concorda com o nome a que se refere.
! O estudo gera bastantes ansiedades e poucas certezas.
Observação:
Invariável, quando se referir a verbos, adjetivos ou advérbios.
! Não a procuramos bastante para encontrá-la.
! Todos parecem bastante ansiosos.
! O ancião, na noite anterior, passara bastante mal.
c) Meio
Concorda com o substantivo a que se refere (indicando fração).
! Não serei homem de meias palavras.
Observação:
Invariável, quando advérbio (referindo-se a adjetivos).
! A funcionária sentiu-se meio envergonhada com a situação.
d) Leso
Concorda em gênero e número com o 2° vocábulo do composto.
! Seu comportamento revela desvios de lesos-caracteres.
e) Quite
Concorda com o nome a que se refere.
! Os eleitores ficaram quites com suas obrigações cívicas.
! Só fará prova o aluno quite com a tesouraria do colégio.
f) Só
Adjetivo (só = sozinho), concorda com o nome a que se refere.
! Merecem elogios os meninos que se fazem por si sós.
Denotando circunstância adverbial (só = somente), invariável.
! Só os deuses são imortais.
Observação:
A locução a sós é invariável.
Nesses casos, nada melhor que uma conversa a sós.
g) Anexo, incluso, separado
Concordam com o nome a que se referem.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 105
! Anexas à carta seguirão as duplicatas correspondentes.
! Remeteremos inclusos os autos pertinentes ao inquérito.
! Seguem, separadas, as cópias das notas fiscais.
Observação:
As locuções em anexo e em separado são invariáveis.
! Em anexo, seguirão as duplicatas correspondentes.
! Seguem, em separado, as cópias das notas fiscais.
h) Possível
Concorda com o nome a que se refere.
! Já fizemos todas as tentativas possíveis.
No singular, com as expressões superlativas o mais, o menos, o melhor, o pior.
! Mantenha os alunos o mais ocupados possível.
No plural, com essas expressões no plural: os / as mais, os / as menos, os / as melhores, os / as piores.! Na Suíça, fabricam-se os melhores relógios possíveis.
Observação:
A expressão (o) quanto possível é invariável.
! Gosto de cervejas tão geladas (o) quanto possível.
i) É bom, é proibido, é necessário, etc.
Ficarão invariáveis tais expressões e outras equivalentes quando o substantivo a que se referem,
estiver sendo usado em sentido geral, isto é, não determinado por artigo ou pronome.
! É necessário paciência para aturar suas maluquices.
! Mulher é talhado para secretária.
Observação:
Com determinante a concordância será obrigatória.
! Aquela mulher é talhada para secretária.
! Nenhuma bebida é boa como a água.
j) Um e outro, um ou outro, nem um nem outro
Quando seguidas de substantivo e/ou adjetivo terão a seguinte sintaxe: substantivo no singular e
adjetivo no plural.
! Nem um nem outro político demagogos votaram a emenda.
subst. adj.
l) Menos, alerta, pseudo, salvo
São invariáveis.
! Os policiais estão alerta, embora haja menos greves hoje.
! Salvo as enfermeiras, todas as demais são suspeitas.
! No Brasil, temos pseudopoetas e pseudo-romancistas.
m) A olhos vistos
Na linguagem contemporânea, invariável.
! A menina emagrecia a olhos vistos.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 106
Observação:
Em linguagem já arcaica, o particípio "visto" concorda com o sujeito (aquilo que se vê).
! A menina emagrecia a olhos vista.
n) Tal qual
Em função predicativa, concordam com os respectivos sujeitos.
! Os jogadores do Flamengo são tais qual o
suj.
próprio time.
suj.
EXERCÌCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Falso/verdadeiro
1. ( ) Nas noites frias, usava meias e casaco grossos.
2.( ) Víamos os carneiros e o roseiral floridos.
3.( ) O juiz declarou inocentes o réu e sua cúmplice.
4.( ) Ofereci-lhe perfumados rosas e lírios.
5.( ) Os alunos mesmo pediram repetição da aula.
6.( ) Tivemos bastante cuidados na viagem.
7.( ) Crimes de lesos-patriotismos não são comuns.
8.( ) Há vinte anos, já estava quite de suas obrigações.
9.( ) Admiro-os: são rapazes que se fizeram por si só.
10.( ) Anexas à carta, seguirão as listas de preço.
11. ( ) Conheci escritores o mais brilhantes possíveis.
12.( ) Mulher é talhado para secretária.
13.( ) Um e outro político demagogo votou a emenda.
14.( ) Todos ficarão alertas, embora haja menos greves.
15.( ) Os torcedores do Flamengo são tais qual o time.
Múltipla escolha
16. Considerando o período: "Reincidente, terá sua carteira permanentemente cassada na terceira vez.", assinale
a opção que se apresenta de acordo com a norma culta do Português.
a) Reincidentes, terão sua carteira permanentemente cassada nas terceiras vezes.
b) Reincidentes, terão suas carteiras permanentementes cassadas na terceira vez.
c) Reincidente, terão suas carteiras permanentemente cassadas na terceira vez.
d) Reincidentes, terão suas carteiras permanentemente cassadas na terceira vez.
17. Assinale a opção correta quanto à concordância.
a) Garantiu-lhe que pode ser dispensado, nestes casos, apresentação da carteira de habilitação de motorista.
b) Enviou-lhe anexas aos depoimentos das testemunhas a fotocópia da multa que ela mesma havia amassado
durante a discussão.
c) Apreciava encantado as tranqüilas montanhas e bosques, esquecendo-se até de que é proibido a
ultrapassagem pela direita.
d) Mostrou-lhe que estava quites com os impostos e as taxas relativos ao veículo, mas não conseguiu evitar que
lhe fosse imputado a multa pela infração cometida.
18. Assinale a opção sem erro de concordância.
a) Já estão incluso no processo as investigações a respeito das manifestações lingüísticas das abelhas.
b) Não há nenhuma probabilidade de aprofundar as pesquisas sobre comunicação dos chimpanzés.
c) Foi desnecessária discussão sobre a possibilidade da existência de uma comunicação lingüística animal.
d) É perigoso a afirmação a respeito da emissão fônica dos vertebrados como um conjunto de símbolos
lingüísticos.
e) Muito obrigado, disse-me ajuíza sorridente.
19. Aponte a opção cuja seqüência preenche corretamente as lacunas deste período.
"Muito ___________, disse ela. Vocês procederam __________ considerando meu ponto de vista e minha
argumentação ___________ .”
a) obrigado - certos - sensata.
b) obrigada - certo - sensatos.
c) obrigada - certos - sensata.
d) obrigada - certos - sensatos.
e) obrigado - certo - sensatos.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 107
20. Considerando as transformações dos períodos:
1. Não é certo que o diretor viaje.
- Não é certa a viagem do diretor.
2. É necessário que todos participem.
- É necessária a participação de todos.
3. É ótimo que V. Sa. colabore.
- É ótima a vossa colaboração.
4. É justo que todos ajudem.
- É justo a ajuda de todos.
Estão corretas:
a) 1,2e3 d) 2e3
b) 3e4 e) 1 e4
c) 1 e 2
21. Todos os períodos abaixo estão corretos. Existem, porém, dentre eles alguns que admitem outra forma de
concordância, correta também. Indique a alternativa que abrange estes períodos.
1. Eram agastamentos e ameaças fingidos.
2. Pai e mãe extremosos não pouparam sacrifícios para educar os filhos.
3. Tinha por ele alta admiração e respeito.
4. Leu atentamente os poemas camoniano e virgiliano.
5. Vivia em tranqüilos bosques e montanhas.
a) 1,2 e 3 d) 1,2e5
b) 1,2 e 4 e) 3 e 5
c) 2, 3 e 5
22. Tendo em vista as normas de concordância, assinale a opção em que a lacuna só pode ser preenchida por um
dos termos colocados entre parênteses.
a) Cabelo e pupila _____________ . ( negros/negra)
b) Cabeça e corpo _____________ . (monstruoso/ monstruosos)
c) Calma e serenidade _____________. (invejável/invejáveis)
d) Dentes e garras _____________ . (afiados/afiadas)
e) Tronco e galhos _____________ . (seco/secos)
23. Escolha a opção que completa corretamente as lacunas do período abaixo.
"Queremos bem ____________ nossa opinião e nos sos argumentos, deixando _________, sem possibilidade de
outras interpretações, as palavras que expressam."
a) clara - escritas - as;
b) claro - escrito - o;
c) claros - escrito - o;
d) claros - escritas - os;
e) claros - escritos - os.
24. Marque a alternativa na qual só uma das concordâncias nominais é correta.
a) Uma e outra questão examinadas.
Uma e outra questão examinada.
b) V. Exa é esperada, Sra Ministra.
V. Exa é esperado, Sr. Ministro.
c) A primeira e a segunda sessão.
A primeira e a segunda sessões.
d) Proposta e projeto aceitos.
Proposta e projeto aceito.
25. A concordância nominal está correta.
a) Permitam-me que as deixe só.
b) Tenho o réu e seu comparsa como mentiroso.
c) Os cargos exigem conhecimento das línguas inglesas e alemãs.
d) Por pior que sejam as conseqüências, estas são as únicas tentativas possíveis no momento.
26. Indique a alternativa com a concordância feita incorretamente.
a) Sempre digo que não estamos só.
b) É meio-dia e meia, disse o locutor.
c) A convidada chegou com sapatos e bolsa escuros.
d) Choveu no escritório embora a janela só estivesse meio aberta.
e) Durante meu curso de Direito, pude adquirir bastantes conhecimentos.
27. Assinale a alternativa errada quanto à concordância.
a) Gostava de usar roupas meio desbotadas.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 108
b) Resolvemos questões as mais difíceis possível.
c) Estejam alerta, pois os ladrões são perigosos.
d) Todos foram aprovados, salvo João e Maria.
e) Ela mesma datilografou o requerimento.
28. "Os privilégios e interesses ilegítimos estão arraigados."
Das seguintes alterações da frase, aquela em que a concordância nominal está em desacordo com a norma culta
é:
a) Estão arraigadas as vantagens e os privilégios ilegítimos.
b) Os privilégios e as vantagens ilegítimas estão arraigados.
c) Estão arraigadas a vantagem e o privilégio ilegítimos.
d) A vantagem e o privilégio ilegítimo estão arraigados.
e) O privilégio e a vantagem ilegítima estão arraigados.
GABARITO
1.V 7.V 13.F 19.B 25.D
2.F 8.V 14.F 20.C 26.A
3.V 9.F 15.V 21.B 27.B
4.F 10.V 16.D 22.E 28.C
5.F 11.F 17.A 23.D
6.F 12.V 18.B 24.A
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIECONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 109
REGÉNCIA VERBAL E NOMINAL
Regula a complementação verbal ou nominal e suas preposições.
REGÊNCIA VERBAL
É a maneira de o verbo relacionar-se com seus complementos.
VERBOS COM MAIS DE UM SIGNIFICADO
Agradar (v.t.d. - fazer agrados, carinhos).
! Não agrade os meninos com doces.
! Não os agrade com doces.
Agradar a (v.t.i. - ser agradável, satisfazer)
Desagradar a
! O resultado não agradou aos cocursandos.
! O resultado não lhes agradou.
Aspirar (v.t.d. - sorver, respirar).
! Como é gostoso aspirar seu perfume.
! Como é gostoso aspirá-lo.
! Há máquinas que aspiram o pó.
! Há máquinas que o aspiram.
Aspirar a (v.t.i. - pretender, almejar).
! Quem não aspira a uma vida saudável?
! Quem não aspira a ela.
Observação:
O pronome lhe será usado quando o objeto indireto for palavra que indique pessoa; caso contrário, usar-se-á o
pronome ele com a respectiva preposição.
Assistir (a) - (v.t.d. ou v.t.i.) - dar assistência.
! O Governo assiste as populações carentes.
! O Governo assiste-as.
! O Governo assiste às populações carentes.
! O Governo assiste a elas.
Observação:
Se ocorrer ambigüidade, deve ser usado apenas como v.t.d.
! A enfermeira assistiu ao transplante. (viu ou deu assistência?)
! A enfermeira assistiu o transplante.
Assistir a (v.t.i. - ver, estar presente; ou caber, ter direitos, deveres)
! Queremos assistir ao jogo.
! Queremos assistir a ele.
! Esse direito só assistia ao Presidente.
! Esse direito só lhe assistia.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 110
Assistir em (v.i. - morar, residir).
! D. Pedro assistia em Petrópolis. (a. adv. lugar)
Atender (v.t.d. - deferir um pedido, conceder algo).
! Deus atenderá nossas súplicas.
! Deus as atenderá.
Atender (a) (v.t.d. ou v.t.i. - dar atenção - complemento "pessoa")
! O professor atende os / aos alunos.
! O professor atende-os / lhes.
Observação:
Alguns gramáticos dão preferência ao uso do pronome "o".
Atender a (v.t.i. - dar atenção - complemento "coisa")
! Por favor, atenda ao telefone.
! Atenda a ele.
Chamar (v.t.d. - convidar, convocar, atrair)
! Chamei meus amigos e pedi discrição.
! Chamei-os e pedi discrição.
! Aquele fato chamou a atenção da polícia.
Chamar por (v.t.i. - invocar, chamamento veemente).
! O Negrinho chamou por sua madrinha, a Virgem.
! Chamou por ela.
Chamar a (v.t.d.i. - repreender).
! Chamei à atenção os alunos.
! Chamei-os à atenção.
Chamar (a) (v.t.d. ou v.t.i. + predicativo - tachar, considerar).
! Chamaram o aluno inteligente.
o.d. predic. o.d.
! Chamaram-no inteligente.
o.d. predic. o.d.
! Chamaram o aluno de inteligente.
o. d. predic. o.d.
! Chamaram-no de inteligente.
o.d. predic. o.d.
! Chamaram ao aluno, inteligente.
o. i. predic. o.i.
! Chamaram-lhe inteligente.
o.i. predic. o.i.
! Chamaram ao aluno de inteligente.
o.i. predic. o.i.
! Chamaram-lhe de inteligente.
o. i. predic. o.i.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 111
Comparecer a (v.t.i. - complemento "atividade").
! Os magistrados não compareceram ao júri.
Comparecer a (em)- (v.i. - complemento "lugar').
! Os concursandos compareceram ao / no local na hora prevista.
Constar - (v.i. - dizer-se, passar por certo).
! Consta que Cristo.fez maravilhosos portentos.
Constar de (v.t.i. - ser composto ou formado, constituir-se).
! Esta obra consta de dois volumes.
Constar em (v.i. - estar registrado, escrito).
! Algumas palavras nem constam no dicionário.
Custar (v.t.d.i. - acarretar).
! O remorso custava lágrimas ao pecador.
! O remorso custou-lhas.
Custar a (v.t.i. - ser custoso, difícil, demorado).
! Custa aos alunos entender tais assuntos.
o i. sujeito
Observação:
Como se pode ver, o objeto indireto é pessoa e o sujeito, oracional; devendo, portanto, evitar-se:
! Os alunos custaram a entender tais assuntos.
Deparar (com) (v.t.d. ou v.t.i. - dar com, encontrar).
! Quando deparou (com) o erro, procurou corrigi-lo imediatamente.
Deparar a (v.t.d.i. - fazer aparecer, apresentar).
! Nem a ciência deparava solução ao mistério.
Deparar-se a (v.t.i. pronominal - apresentarse, oferecer-se, surgir).
! Uma nova situação deparou-se aos alunos.
Implicar (v.t.d. - acarretar).
! Contratação de pessoal implica despesas.
Implicar com (v.t.i. - ter implicância).
! Não sei por que implicas com as crianças.
Implicar em (v.t.d.i. - envolver).
! Cacilda implicara o namorado em crimes.
Implicar-se em (v.t.i. pronominal -envolver-se).
! Implicou-.se em conspirações.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 112
Lembrar (v.t.d. - não esquecer).
! Não lembramos de datas de aniversários.
Lembrar-se de (v.t.i. pronominal - não se esquecer de).
! Lembre-se dos fatos marcantes da vida.
Lembrar a (v.t.d.i. - advertir, recordar).
! Lembramos aos presentes a necessidade do convite.
Lembrar a (v.t.i. - vir à lembrança).
! Lembrou a todos aquele fato inusitado.
o.i. sujeito
Observação:
Essa é construção clássica que tem como sujeito o ser lembrado.
Esquecer, recordar e admirar apresentam idêntica regência.
Precisar (v.t.d. - indicar com exatidão).
! O guarda não precisou o local da infração.
! O guarda não o precisou.
Precisar de (v.t.i.) (ter necessidade, carecer).
! Quem não precisa de dinheiro?
! Quem não precisa dele?
Observação:
Alguns autores clássicos o empregaram como v.t.d. - porém, na linguagem atual, esse procedimento não tem mais
trâmites.
Proceder (v. i. - comportar-se, provir, ter fundamento).
! Vivia com austeridade, e procedia como rei.
! Os retirantes procediam de longínquas terras.
! Infelizmente, seu pleito não procede.
Proceder a (v.t.i. - realizar, fazer).
! A polícia procederá ao inquérito.
! A polícia procederá a ele.
Querer (v.t.d. - desejar).
! Quero sucesso imediato.
! Quero-o.
Querer a (v.t.i. - amar, estimar, bem-querer).
! Quero muito a meus pais.
! Quero-lhes muito.
Responder (v.t.d. - exprimindo a resposta).
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 113
! O homem respondeu qualquer coisa ininteligível.
Responder a (v.t.i. e v.t.d.i. - dizer em resposta).
! Todos deveriam responder ao questionário.
! Os alunos responderam ao professor que não tinham estudado.
Visar (v.t.d. - apor visto, apontar para).
! Não te esqueças de visar teu passaporte.
! Não te esqueças de visa-lo.
! Apontou o arcabuz, mas não visava o alvo.
! Não o visava.
Visar a (v.t.i. - pretender, almejar, ter em vista).
! Os políticos visam apenas aos seus interesses.
! Visam apenas a eles.
Observações:
a) Seguido de infinitivo, pode a preposição ficar subentendida.
! O pequenino visava conquistar a simpatia de todos.
b) Apesar de exemplos clássicos como transitivo direto, não se recomenda tal procedimento na linguagem
hodierna.
VERBOS COM PROBLEMAS (decorrentes do linguagem coloquial)
Chegar (v. i. - exige as preposições a ou de)
! Amanhã chegaremos cedo ao colégio.
! Elas chegavam de Taguatinga e iam a Sobradinho.
Observação:
O erro comum é o uso da preposição em em vez de a.
! Quando cheguei em Brasília. (incorreto)
Ir (v. i. - exige as preposições a ou para).
! Nessas férias, iremos a Fortaleza. (ida e retorno).
! Fui transferido, estou indo para o Canadá. (ida e permanência)
Observação:
O erro comum é usar a preposição em.
! Com licença, preciso ir no banheiro. (incorreto)
Namorar (v.t.d.)
! Paula namorava todos os rapazes da rua.
Observação:
O erro comum é usar-se com a preposição com.
! Raimunda só foi feliz namorando com Ricardo. (incorreto)
Obedecer - desobedecer (v.t.i. - exigem a preposição a).
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 114
! Seria bom obedeceres aos teus estímulos.
! Não desobedeças ao teu pai.
Observação:
O erro comum tem sido usá-los como transitivos diretos.
! Pedrinho, não desobedeças teu pai! (incorreto)
Pagar - perdoar (v.t.d.i. - o.d. "coisa", o.i."pessoa").
! Já paguei a prestação ao cobrador.
Observação:
O erro comum é a construção com objeto direto "pessoa".
! Amanhã pagaremos os funcionários. (incorreto)
Preferir (v.t.d.i. )
! Há indivíduos que preferem o sucesso fácil ao triunfo meritório.
Observação:
O erro comum é o uso redundante de "reforços" (antes, mais, muito mais, mil vezes, etc) e de "comparativos"
(que ou do que).
! Prefiro mil vezes um inimigo do que um falso amigo. (incorreto)
Residir (v. i. - exige a preposição em).
! Ela reside na Avenida das Nações.
Observações:
Têm a mesma regência os verbos morar, situar-se, estabelecer-se e os adjetivos derivados sito, residente,
morador, estabelecido.
! Ela reside na SQN 315, estabeleceu-se na QNG, sito na casa 10.
O erro comum é usar-se a preposição a.
! Todos estarão tio local determinado, sito a SCLN 314. (incorreto)
Simpatizar - antipatizar (v.t.i. - exigem a preposição com).
! Alguns não simpatizavam com o treinador.
Observação:
O erro comum é usá-lo como verbo pronominal, reflexivo.
! Nunca me simpatizei com modas. (incorreto)
TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS
Aconselhar, autorizar, avisar, comunicar, certificar, cientificar, dissuadir, ensinar, incumbir, in-
formar, lembrar, notificar, participar, etc.
Alguns desses verbos admitem alternância, isto é, objeto direto e indireto de "coisa" ou "pessoa", indi-
ferentemente.
Informei o fato aos alunos. ou
o.d. o. i.
Informei os alunos do fato.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 115
o.d. o. i.
Observação:
O erro comum, com esses verbos, é a construção em que aparecem dois objetos diretos ou dois indiretos, isto é,
por excesso ou omissão de preposição.
Avisei-os que a prova fora transferida. (incorreto)
o.d. o.d. > dois objetos diretos
Avisei-os de que a prova fora transferida. (correto)
o.d. o. i.
Avisei-lhe de que a prova fora transferida. (incorreto)
o.i. o.i. > dois objetos indiretos
Avisei-lhe que a prova fora transferida. (correto)
o.i. o.d.
REGÊNCIA NOMINAL
É a relação de subordinação entre o nome e seus complementos, devidamente estabelecida por
intermédio das preposições correspondentes.
Acostumado (a, com)
Estava acostumado a / com qualquer coisa.
Afável (a, com, para com)
Parecia afável a / com / para com todos.
Afeiçoado (a, por)
Afeiçoado aos estudos. Afeiçoado pela vizinha.
Aflito (com, por)
Aflito com a notícia. Aflito por não ter notícia.
Amizade (a, por, com)
Amizade à / pela / com a irmã mais velha.
Analogia (com, entre)
Não há analogia com / entre os fatos históricos.
Apaixonado (de, por)
Era um apaixonado das / pelas flores.
Apto (a, para)
Estava apto ao / para o desempenho das funções.
Ávido (de, por)
Um homem ávido de / por novidades.
Constituído (de, por)
Um grupo constituído de / por várias turmas.
Contemporâneo (a, de)
Um estilo contemporâneo ao / do Modernismo.
Devoto (a, de)
Um aluno devoto às / das artes.
Falho (de, em)
Um político falho de / em caráter.
Imbuído (de, em)
Imbuído de / em vaidades.
Incompatível (com)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 116
A verdade é incompatível com a realidade.
Passível (de)
O projeto é passível de modificações.
Propenso (a, para)
Sejam propensos ao / para o bem.
Residente (em)
Os residentes na Capital.
Vizinho (a, de)
Um prédio vizinho ao / do meu.
EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Falso / verdadeiro
1. ( ) Só para agradar meu filho, fui assistir um jogo do Flamengo.
2. ( ) O árbitro, aspirando à simpatia da torcida, preferiu marcar pênalti do que simples falta.
3. ( ) A emoção ansiava ao goleiro, que esperava proceder uma bela defesa.
4. ( ) Os torcedores visavam o árbitro e chamavam-lhe ladrão: não se simpatizavam com ele.
5. ( ) Meu filho também custava a perdoar o árbitro.
6. ( ) Todos que compareceram no jogo deparam um espetáculo degradante.
7. ( ) Está na hora da falta ser cobrada e isso implica em grande concentração.
8. ( ) Não lembro mais do nome de quem chutou: esqueceu-me o nome dele.
9. ( ) Sei que namorou com a bola, beijou-lhe, pois a queria como a uma noiva.
10. ( ) O goleiro avisou ao árbitro de que estava pronto, mostrando-lhe aonde ficaria.
Múltipla escolha
11. Assinale a opção correta quanto à regência verbal.
a) Eu não lhe vi avançar o sinal, mas assisti o seu desrespeito ao pedestre, conduzindo o veículo, em alta
velocidade, pelo acostamento.
b) Não lhe conheço bem para afirmar que ele tem o hábito de namorar com a vítima dentro do automóvel.
c) Informou-lhe que as medidas de prevenção de acidentes no trânsito não implicavam custo adicional para a
administração.
d) O agente de trânsito tentava explicar ao motorista de que não visava o agravamento da punição e, sim, que
queria ajudar-lhe.
12. Com relação à regência verbal, assinale a opção correta.
a) O datilógrafo deve conhecer a todas as possibilidades da máquina de escrever.
b) Aconselho-o uma leitura atenta ao manual.
c) Alguns itens podem parecê-lo mais importante.
d) As margens do papel protegem à margem escrita.
e) Cabe ao datilógrafo o estabelecimento das medidas da margem.
13. Assinale a frase que apresenta regência nominal incorreta.
a) O tabagismo é prejudicial à saúde.
b) Estava inclinado em aceitar o convite.
c) Sempre foi muito tolerante com o irmão.
d) É lamentável sentir desprezo por alguém.
e) Em referência ao assunto, prefiro nada dizer.
14. Quanto à regência verbal, escreva (1) nas corretas e (2) nas incorretas.
( ) Logo que chegou, eu o ajudei como pude.
( ) Preferia remar do que voar de asa delta.
( ) Naquela época, eu não visava o cargo de diretor.
( ) Sem esperar, deparei com ela bem perto de mim.
( ) Nós tentamos convencê-lo que tudo era imaginação.
A seqüência correta dos números nos parênteses é
a) 1, 1, 1, 2, 2 d) 1, 2, 2, 1, 2
b) 2, 2, 2, 1, 1 e) 1, 2, 1, 2, 1
c) 2, 1, 1, 2, 1
15. Indique o trecho em que há erro de regência.
a) "Os rebeldes sem causa já haviam tomado de assalto as telas do cinema muito antes que a primeira guitarra
roqueira fosse plugada na tomada." (VEJA/95)
b) "A exemplo das grandes sagas empresariais, ‘Um Sonho de Liberdade' prega a supremacia da perseverança
sobre a adversidade, da paciência sobre a brutalidade, da frieza sobre o instinto." (VEJA, 15/3/95)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 117
c) "Para lembrar o assassinato de Zumbi, muitos estarão somente dançando e tocando tambor - o que somente
acontecerá em reforço aos estereótipos atiçados sobre seus descendentes." (Folha de S. Paulo, 26/3/95)
d) "Art. 3. São direitos de cada condômino: reclamar à Administração, exclusivamente por escrito, todas e
quaisquer irregularidades que observe, ou que esteja sendo vítima."
e) "4.1 - Este contrato é irrevogável e irretratável. Desejando o assinante cancelá-lo, deverá remeter à editora
cópia xerográfica da face preenchida deste documento, acompanhada de carta explicativa dos motivos do
cancelamento."
16. Aponte o trecho correto quanto à regência.
a) Quando se desativa uma linha de trem, estão-se isolando muitas localidades que perderão o único meio de
transporte que dispõem.
b) Em muitas cidades pequenas, no interior do País, prevalece a idéia, a qual se desconfia que o próprio Prefeito
seja adepto, de que o trem é meio de transporte obsoleto.
c) Como é interesse do País de que o preço do frete diminua, são urgentes e imprescindíveis os investimentos em
nosso sistema ferroviário.
d) A partir dos anos 50, o baixo custo do petróleo justificou a opção do transporte de carga por rodovias, às quais
foram ganhando cada vez mais preferência.
e) No Brasil, dadas suas dimensões continentais, deve-se dar preferência às ferrovias para a movimentação de
cargas.
17. Marque o item incorreto quanto à regência verbal.
a) Os cavalos criados no turfe moram onde um pangaré não mete o focinho.
b) O clima dos centros de treinamento desses animais equivale ao da Suíça.
c) O ar puro é um trunfo,porque há cavalos hemorrágicos que tendem a sangrar no pulmão depois de um esforço.
d) O criador desse animal prefere dedicar seu tempo a ele que entregá-lo a um treinador qualquer.
e) Nos hotéis cinco estrelas eqüinos, o trato responde aos anseios desses animais.
18. Marque a alternativa com sentença incorreta.
a) Os cheques que ele visava eram de outra agência.
b) Os prêmios a que todos aspiravam não mais serão concedidos.
c) O contrato apresentava várias cláusulas de que desconfiávamos.
d) Os programas a cuja elaboração assistira foram muito comentados.
e) As propostas que o advogado se refere não explicam as condições.
19. Assinale a opção que contém erro, segundo os padrões formais da língua portuguesa.
a) Algumas idéias vinham ao encontro das reivindicações dos funcionários, contentando-os, outras não.
b) Todos aspiravam a uma promoção funcional, entretanto poucos se dedicavam àquele trabalho, por ser
desgastante.
c) Continuaram em silêncio, enquanto o relator procedia à leitura do texto final.
d) No momento este Departamento não pode prescindir de seus serviços devido ao grande volume de trabalho.
e) Informamos a V. Sa. sobre os prazos de entrega das novas propostas, às quais devem ser respondidas com
urgência.
20. De acordo com a norma culta, há erro de regência do termo destacado em:
a) Meu apartamento é contíguo ao do meu irmão.
b) O candidato julgou estar apto a fazer um bom exame.
c) A sociedade não pode ficar imune a essas solicitações.
d) A tolerância, mesmo exagerada, é preferível do que o ódio.
e) A Justiça do Trabalho é que julga os dissídios entre trabalhadores e patrões.
21. Assinale a alternativa incorreta.
a) Chamei-lhe incompetente, pois jamais soube compreender-me.
b) O Presidente assiste cm Brasília desde que foi eleito.
c) Os alunos custarão muito para entender as exceções da ortografia.
d) No sertão as pessoas são mais saudáveis porque podem aspirar o ar puro, sem qualquer tipo de poluição.
e) Sempre hei de querer-lhe como se fosse minha própria irmãzinha.
22. Aponte, entre as alternativas abaixo, aquela que relaciona os elementos que preenchem corretamente as
lacunas do texto abaixo.
"A ida dos meninos _____ casa da fazenda fez _____ que o velho, sempre intolerante _____ crianças e fiel
______ seu costume de assustá-las, persistisse ______ busca _____ um plano para pô-las ____ fuga."
a) à – com – com – a – na – de – em;
b) para – a – às – em – na – a – na;
c) na – em – das – do – com – por – de;
d) a – em – de – de – com a – para – com;
e) à – com – nas – à – com – por – em.
23. Assinale a alternativa que completa corretamente.
O jogo _______ me referi foi ganho pelo Brasil.
O escritor ______ livro acabei de ler encontra-se em Curitiba.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 118
O certificado ______ o diretor visou será entregue aos alunos hoje.
O documento ______ precisava ainda não foi visado pelo diretor.
O professor informou os alunos ______ a prova fora adiada.
a) a que – cujo o – a que – de que – de que;
b) que – cujo – que – que – que;
c) a que – cujo o – que – de que – de que;
d) que – cujo – que – de que – que;
e) a que – cujo – que – de que – de que.
24. Assinale a alternativa que contém as respostas corretas.
I - Visando apenas suas próprias conveniências, prejudicou toda a coletividade.
II - Por orgulho, preferiu abandonar a empresa a ter que se valer de empréstimos do Governo.
III - Embora fosse humilde, sempre aspirou a posições de destaque na empresa.
IV - Adormeceu tranqüilamente, aspirando o aroma doce das flores da campina.
a) II-III-IV b) I-II-III c) I-III-IV
d) Todos os períodos estão corretos. e) Todos os períodos contêm erros.
25. Assinale a frase com erro de regência verbal.
a) Na oportunidade, encaminho a V. Sa. a documentação exigida.
h) Consultaram o diretor sobre as próximas reuniões do conselho.
c) Portanto, cientifico-lhe de que houve engano de data e horário.
d) Solicitamos-lhe reformulação da grade horária referente à próxima semana.
e) Os policiais, à paisana, procederam à renovação do cadastro dos ocupantes da favela.
26. Escolha a opção que completa corretamente as lacunas do período.
Ele anseia _______ visitá-la porque _______ estima ______ muito e deseja que ela ______ perdoe ______
erros.
a) em – lhe – o – os d) por – a – lhe – os
b) de – lhe – o – aos e) por - lhe - lhe – aos
c) para – a – lhe – aos
27. Assinale a opção cuja lacuna não pode ser preenchida pela preposição entre parênteses.
a) Uma grande mulher, __________ cuja figura os velhos se comoviam. (com)
b) Uma grande mulher, _______ cuja figura já nos referimos antes. (a)
c) Uma grande mulher, _________ cuja figura havia um ar de decadência. (em)
d) Uma grande mulher, _______ cuja figura todos estiveram apaixonados. (por)
e) Uma grande mulher, _______ cuja figura as crianças se assustavam. (de)
28. Aponte a opção em que a substituição da preposição (entre parênteses) contraria os preceitos gramaticais da
norma culta.
a) Contribuição decisiva à (para) solução do problema.
b) Verdades incômodas relacionadas com (a) a situação da leitura.
c) Fugir a (de) novas oportunidades.
d) Embora não tenha para (a) apoiar-me estatísticas oficiais.
e) Verificam-se problemas oriundos de (em) causas gerais.
29. Considerando os períodos abaixo, escolha a alternativa que os analisa corretamente.
I - Vicente desviou-se do assunto, que não o agradava muito.
II - D. Pedro abdicou a coroa na pessoa de sua filha D. Maria da Glória.
III - Na Academia teria um lugar de direito, se o aspirasse realmente.
IV - Nós o chamávamos tiozinho e brincávamos com ele como um boneco.
a) Corretas: I e II d) Corretas: I e III
b) Corretas: II e III e) Corretas: II e IV
c) Corretas: III e IV
30. Aponte a alternativa que apresenta incorreção de regência.
a) Apenas lhe informaram que os bens de Domingos haviam sido confiscados.
b) O ministro informou ao povo sobre a situação financeira do país.
c) Tive uma suspeita e preferi dizê-la a guardá-la.
d) Depois, convidou-os a procederem à nomeação do secretário.
e) Quem sabe se aquele homem não havia particularmente visado à sua fortuna, aos bens que lhe constituíam
quantioso dote?
GABARITO
1. F 7. F 13. B 19. E 25. C
2. F 8. F 14. D 20. D 26. D
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 119
3. F 9. F 15. D 21. C 27. E
4. F 10. F 16. E 22. A 28. E
5. F 11. C 17. D 23. E 29. E
6. F 12. E 18. E 24. A 30. B
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 120
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO
FASCÍCULO
INFORMÁTICA
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 121
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 122
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Informática é a ciência que estuda os meios de armazenamento, transmissão e processamento das
informações, tendo como seu maior propulsor e concretizador, um equipamento eletrônico chamado
computador.
Computador é o nome dado a um dispositivo eletrônico que armazena, processa (processar = calcular)
e recupera informações, quase como um liquidificador (que armazena as frutas e legumes, processa-os e
recupera, como resultado, o suco desejado).
A história dos computadores eletrônicos remonta do meio da segunda grande guerra, quando o exército
americano construiu o ENIAC, um computador que ocupava cerca de um terço da área do Maracanã, e possuía
18.000 válvulas (apesar dos exageros, este “trambolho” tinha poder de cálculo equivalente à sua calculadora de
bolso).
Naquela época, os principais componentes do computador ENIAC eram as válvulas (são pequenas
“lâmpadas”) que tratavam a eletricidade de forma “inteligente” para que ela realizasse os procedimentos
desejados.
Mais tarde, na década de 50, foi inventado o sucessorda válvula, o transistor, um pequeno
componente semicondutor de silício, bem menor que a válvula, e muito mais versátil.
Com o passar dos anos, os transistores foram sendo miniaturizados a tal ponto que, começaram a ser
impressos diversos deles em pastilhas únicas, para ocupar menos espaço. Essas pastilhas semicondutoras são
chamadas de chips, ou circuitos integrados.
Hoje em dia, existem chips que equivalem a milhões de transistores, são circuitos integrados muito
densos, um “mapa” de um deles é mais complicado que uma foto aérea da cidade de São Paulo (e olha que São
Paulo é a maior cidade da América Latina!).
Verifique na imagem abaixo uma comparação entre os transistores e os chips.
Atualmente, todos os equipamentos eletrônicos, inclusive os computadores, são formados por inúmeros
chips, cada um com uma função definida, esses chips são soldados (colados com solda) em uma estrutura de
plástico com alguns caminhos condutores, essas estruturas são denominadas placas de circuitos, ou somente
placas.
HARDWARE – PARTE FÍSICA DO COMPUTADOR
Que bicho é esse? Você pode se perguntar quando vislumbra um computador, não se preocupe, se
trata apenas de mais um eletrodoméstico das famílias do novo milênio. O computador pode ser divido de forma
didática, como apresentamos a seguir:
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 123
Gabinete: É a parte mais importante do computador, podemos dizer que o gabinete é o computador
propriamente dito. Dentro dele, há vários componentes que fazem o processamento da informação. Mas atenção,
NÃO CHAME DO GABINETE DE CPU, pois são coisas diferentes (algumas pessoas, inclusive técnicos costumam
chamar o gabinete de CPU porque esta – a CPU – está dentro do gabinete).
Monitor: É a tela que nos mostra as respostas que o computador nos dá. É um periférico de saída (pois a
informação sai do computador para o usuário).
Teclado: conjunto de teclas que permite que operemos o computador através de comandos digitados. É um
periférico de entrada.
Mouse: Através dele, controlamos uma setinha que aponta para os itens na nossa tela. Também é um
periférico de entrada.
SIM, MAS, E DENTRO DO GABINETE?
Dentro do gabinete são encontrados os componentes que formam o computador propriamente dito, como as
memórias, o processador e o disco rígido, todos eles estão direta ou indiretamente ligados à placa mãe.
Placa Mãe: É uma grande placa de circuitos onde são encaixados os outros componentes, a Placa mãe recebe
o processador, as memórias, os conectores de teclado, mouse e impressora, e muito mais (veja figura abaixo).
Microprocessador: É o chip mais importante do computador, cabendo a ele o processamento de todas as
informações que passam pelo computador. Ele reconhece quando alguma tecla foi pressionada, quando o mouse foi
movido, quando um som está sendo executado e tudo mais... Devido a sua importância, consideramos o processador
como o “cérebro do computador” e vamos estudá-lo com mais detalhamento.
Memória RAM: É um conjunto de chips que acumulam as informações enquanto estão sendo processadas, é
mais ou menos assim: O QUE ESTIVER SENDO APRESENTADO NO MONITOR ESTÁ ARMAZENADO, NESTE
Monitor
Mouse
Teclado
Gabinete
Slots PCI para o encaixe de
placas adicionais (vídeo,
modem, rede, etc.) Slots para o encaixe do
Microprocessador
Slots para o encaixe da
memória RAM
Saídas PS2 (para Teclado e
mouse), USB, Serial, etc.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 124
Monitor de Vídeo
MOMENTO, NA RAM. Toda e qualquer informação que estiver sendo processada, todo e qualquer programa que
esteja sendo executado está na memória RAM. A memória RAM é vendida na forma de pequenas placas chamadas
“pentes”.
RAM significa Memória de Acesso Aleatório, ou seja, o computador altera seu conteúdo constantemente,
sem permissão da mesma, o que é realmente necessário. Como a memória RAM é alimentada eletricamente, seu
conteúdo é esvaziado quando desligamos o computador. Sem chance de recuperação, ou seja, é um conteúdo
volátil.
Memória cache : É uma memória que está entre o processador e a RAM, para fazer com que o acesso à RAM
seja mais veloz. A Memória Cache normalmente é formada por circuitos dentro do processador, para que sua
velocidade seja ainda maior. Uma vez acessada uma informação, ela não precisará ser acessada mais uma vez na
RAM, o computador vai buscá-la na Cache, pois já estará lá.
Disco Rígido: também conhecido como winchester ou HD, é um dispositivo de armazenamento magnético
na forma de discos sobrepostos. É no Disco Rígido que as informações são gravadas de forma permanente, para que
possamos acessá-las posteriormente. As informações gravadas nos discos rígidos (ou nos disquetes) são chamadas
arquivos.
Barramento: também conhecido como BUS é o nome dado ao conjunto de vias que fazem a informação
viajar dentro do computador. O BUS liga o processador aos periféricos e às placas externas que se encaixam na placa
mãe.
Slots: São “fendas” na placa mãe que permitem o encaixe de outras placas, como as de vídeo, som, rede,
etc. Veremos, a seguir, mais detalhadamente os Slots, os barramentos e suas características.
Podemos observar na figura seguinte, o formato dos discos rígidos e da memória RAM, assim como, um
pequeno exemplo de microprocessador, e um esquema do funcionamento deles:
Microprocessador Disco Rígido (aberto) Pentes de memória RAM
Placa Mãe (e seus componentes)
Explicando o diagrama acima: A informação é inserida no computador através de um dispositivo de entrada,
que pode ser um teclado, um mouse, um scanner ou uma câmera, entre outros. Esta informação segue direto para o
processador, que reconhece a informação e a guarda na memória RAM, para só então depois disso, jogá-la no monitor
(se este for o caso). Caso o usuário deseje gravar a informação permanentemente, ela será jogada numa unidade de
disco à escolha do mesmo (como mostrado na figura com o HD). Este diagrama serve para qualquer tipo de
Processador
Memória RAM
Disco Rígido (HD)
Dispositivos de entrada (Teclado ou Mouse)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 125
informação, até mesmo as teclas que você pressiona enquanto digita uma carta no computador, ou o momento em
que grava sua voz pelo microfone.
BITS E BYTES – COMO O COMPUTADOR ENTENDE AS COISAS
Toda informação inserida no computador passa pelo Microprocessador e é jogada na memória RAM para ser
utilizada enquanto seu micro trabalha. Essa informação é armazenada não em sua forma legível (por nós), mas é
armazenada na forma de 0 (zero) e 1 (um). Essa linguagem é chamada linguagem binária ou digital.
Na verdade, se pudéssemos entrar no computador e ver seu funcionamento, não haveria letras A, nem B,
nem C, nem números, dentro do computador existe apenas ELETRICIDADE, e esta pode assumir apenas dois
estados: LIGADO e DESLIGADO (convencionou-se que 0 representa desligado e 1 representa ligado).
Cada caractere tem um código binário associado a ele. Vamos supor que a letra A seja 01000001, nenhum
outro caractere terá o mesmo código. Este código de caracteres é formado pela união de 8 “zeros” e “uns”. Cada 0 e
1 é chamado de BIT, e o conjunto de oito deles é chamado BYTE. Um BYTE consegue armazenar apenas um
CARACTERE (letras, números, símbolos, pontuação, espaço em branco e outros caracteres especiais).
A linguagem binária foi convencionada em um código criado por cientistas americanos e aceito em todo o
mundo, esse código mundial que diz que um determinado byte significa um determinado caractere é chamado Código
ASCII. O Código ASCII, por usar “palavras” de 8 bits, permite a existência de 256 caracteres em sua tabela (256 =
28).
CPU E PERIFÉRICOS – DANDO NOMES AOS BOIS
Didaticamente, podemos definir os componentes físicosdo computador como divididos em duas categorias: A
CPU (Unidade Central de Processamento) e os PERIFÉRICOS.
Muitos usuários erroneamente chamam o gabinete de CPU, mas o correto é dizer que a CPU está dentro do
gabinete, mais precisamente, DENTRO DO PROCESSADOR. A CPU é uma unidade de controle central de todos os
processos do computador, e está localizada dentro do microprocessador. Tudo o mais que não for CPU, é considerado
periférico (“o que está na PERIFERIA”, ao redor, ajudando a CPU a funcionar).
Periféricos de Entrada: São aqueles que fazem a informação entrar na CPU, ou seja, tem “mão única” do
usuário para a CPU. São eles: Teclado, Mouse, Câmera, Microfone, Scanner, etc.
Periféricos de Saída: São os dispositivos que permitem que a informação saia da CPU para o usuário.
Exemplos: Monitor, impressora, Caixas de Som, Plotter, Data Show (Projetor), entre outros.
Periféricos mistos (Entrada e Saída): São periféricos de “mão dupla”, ora a informação entra na CPU, ora
ela sai. Podemos citar: Disquete, Disco Rígido, Modem, Placa de Rede, e as Memórias (RAM e CACHE). Nestes
dispositivos, a CPU tem o direito de LER (entrada) e GRAVAR (saída).
Para explicar mais precisamente sobre alguns periféricos, acompanhe a listagem abaixo:
Modem: É um periférico que permite a conexão com outro computador através de uma Rede Dial-up
(conexão telefônica) para, por exemplo, permitir o acesso à Internet.
Scanner: Periférico que captura imagens e as coloca na tela, é assim que colocamos as fotos para serem
alteradas no computador.
Plotter: Impressora de grade porte, que serve para imprimir plantas baixas em projetos de engenharia e
arquitetura.
Placa de Rede: Permite que o computador se conecte a uma rede local (LAN) através de cabos específicos,
chamados cabos de rede.
Placa de Som: Permite que o computador emita som estéreo pelas caixinhas de som.
Placa de Vídeo: Realiza a comunicação entre processador e monitor, sem esse periférico, o computador não
conseguiria desenhar na tela do monitor, ou seja, não seria possível trabalhar.
Atualmente, os micros vendidos nas maiorias das lojas do país apresentam todos os periféricos básicos já
inseridos na Placa Mãe, são os chamados Micros com “Tudo ON BOARD”, ou seja: Placa de Som, Placa de Rede, Placa
de Vídeo, Fax/Modem vêm todos já dentro da placa mãe. Esses micros são fáceis de instalar e mais baratos, mas a
qualidade dos produtos colocados nas placas mãe deve ser bem escolhida pelos que fabricam e comercializam os
produtos. Além do mais, essas placas normalmente vêm de fábrica com poucos Slots (lacunas para encaixar outras
placas), o que limita muito as possibilidades de Upgrade (melhoria no computador, como aumento de recursos,
velocidade, etc...).
UNIDADES DE MEDIDA DO COMPUTADOR
Em um computador, existem vários componentes, e eles podem ter unidades de medida independentes de
outros componentes, é como se o computador fosse um BOLO, em que cada ingrediente tem sua quantidade correta
para fazê-lo funcionar. E, da mesma forma como num bolo, quanto MAIOR a quantidade de ingredientes, MAIOR é o
bolo e, conseqüentemente, MAIS CARO. Acompanhe na listagem abaixo os vários componentes e suas respectivas
unidades de medida:
Componente Unidade Mede Valor Padrão
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 126
(hoje em dia)
Microprocessador MHz (MegaHertz) A Velocidade de processamento do
computador
De 400 a 1700
Disquete MB (MegaBytes) Capacidade de armazenamento de
informação
1,38 MB
Disco Rígido GB (GigaBytes) Capacidade de armazenamento de
informação
De 20 a 80 GB
Memória RAM MB (MegaBytes) Capacidade de armazenamento de
informação
De 64 a 512 MB
Fax/Modem
Kbps
(KiloBits por Segundo)
Velocidade de transmissão e recepção
de dados através do Modem (Internet)
56 Kbps
Impressora DPI (Pontos por Polegada) Qualidade de impressão De 300 a 1200 DPI
CD MB (MegaBytes) Capacidade de armazenamento de
informação
650 a 700 MB
Leitor de CD X (=150 Kbps) Taxa de transferência da unidade de
leitura de CD-ROM
50X
DVD GB (Gigabytes) Capacidade de armazenamento de
informação
No mínimo 4,6 GB
Como podemos ver, existem Kilos, Megas e Gigas demais, que podem até nos confundir, por causa disso,
vamos estudá-los para que não sejam mais um mistério:
Quando algum valor é muito grande, usamos prefixos nas palavras para indicar seu valor multiplicado, por
exemplo: 100 Kg são 100 Kilogramas ou 100 mil gramas, ou seja, Kilo significa MIL VEZES. Verifique a tabela
abaixo:
1K = 1 Kilo = 1.000 vezes
1M = 1 Mega = 1.000.000 de vezes
1G = 1 Giga = 1.000.000.000 de vezes
MAS ATENÇÃO! à Pelo fato de a linguagem binária, utilizada no computador, ser matematicamente baseada
no número 2, 1 Kilo, no mundo dos Bits e Bytes, não é exatamente 1000 vezes, mas 1024 vezes, bem como os
outros valores: 1 Mega são exatamente 1024 x 1024 vezes e 1 Giga equivale a 1024 x 1024 x 1024 vezes. Ainda
não precisamos passar da ordem dos Giga, mas depois dela vem a ordem dos Tera, dos Peta , dos Exa, etc...
BARRAMENTOS DA PLACA-MÃE (TIPOS E VALORES)
Como já foi dito antes, as placas-mãe dos computadores possuem “fendas” em suas estruturas que
possibilitam o encaixe de outras placas. Essas fendas são chamadas slots e, na verdade, são apenas as terminações
de vários tipos de barramentos (BUS). Resolvi, então, listá-los na tabela abaixo por idade (o barramento ISA é mais
antigo e está caindo em desuso e o Slot AGP é o caçula da família):
Nome do Slot Transfere Simultaneamente Usado Normalmente em
ISA 16 bits Modems, Placas de som, etc.
PCI 32 bits Modems, Placas de som, placas de rede, placas de vídeo, demais
periféricos...
AGP 32 bits Placas de vídeo (inclusive 3D)
SCSI 8 e 16 bits Discos Rígidos, CD-ROM, unidades de fita
O barramento SCSI (lê-se ISCÂSI) não é comum aos computadores atuais, ou seja, não vêm junto com a
placa-mãe, portanto, é necessário possuir uma placa externa que controle os componentes SCSI para que estes
funcionem, esta placa é chamada Placa Controladora SCSI. O SCSI é um barramento concorrente do IDE e muito mais
rápido que este. Uma das características técnicas do barramento SCSI é permitir a conexão de até 15 equipamentos
em série.
O barramento AGP (Porta de Gráficos Acelerada) é comum nos computadores mais novos e permite a conexão
das novas placas de vídeo (especialmente as placas de vídeo com característica 3D).
CONEXÃO COM PERIFÉRICOS EXTERNOS
Os periféricos externos, como impressoras e scanners, ligam-se à placa mãe do mesmo jeito que os internos o
fazem, através de interfaces (pontes de comunicação, seriam quase sinônimos de barramentos) entre os dois. Abaixo
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 127
segue a listagem que apresenta os mais comuns tipos de interfaces de comunicação e suas utilizações quanto ao tipo
de periférico a ser conectado:
Interface Normalmente usado em Características
Paralela Impressoras / Scanners /
Unidades de HD, CD externas
Transferência de vários bits simultâneos
Serial Mouses / Joysticks / Câmeras Transferência de um bit por vez (em série)
USB (Universal Serial
Bus)
Impressoras / Scanners /
Monitores / Unidades Externas
/ mouses / joysticks / teclados
Permite a conexão de até 127 equipamentos em série (em
apenas uma conexão traseira do micro).
O barramento USB (mais novo de todos) está sendo largamente utilizado na indústria para a construção de
novos equipamentos, como impressoras, scanners, monitores, etc. Além de ser possível a conexão de até 127
equipamentos em série, pode-se comprar o que chamamos de HUB USB (um equipamento que funciona como um “T”
(Benjamin) para unir vários equipamentos numa única porta de conexão). Apesar de ser um barramento SERIAL, a
proposta do USB é substituir os barramentos Seriais e paralelos existentes.
CONFIGURAÇÃO DE UM COMPUTADOR
Quando vemos em um jornal ou revistaum anúncio de computador para vender, nos deparamos com uma
série de informações conturbadas e que podem gerar uma verdadeira confusão em nossas cabeças (a menos que você
tenha lido esta apostila e entendido tudo que ela quis mostrar até agora). A configuração de um computador é, nada
mais, nada menos que a “receita” do computador, ou seja, a listagem dos equipamentos que o formam. É necessário
conhecer todos os equipamentos e suas capacidades para avaliar se um computador é mais potente, e
conseqüentemente mais caro, que outro.
Listo abaixo algumas configurações de computadores para avaliarmos todas as possibilidades apresentadas
em concursos:
1) PENTIUM III 800 MHz ; 128MB RAM; 20GB HD; CD 52X; Modem 56K; Vídeo 8MB; Monitor 15"
2) ATHLON 1 GHz; 64MB RAM; 20GB HD; CD 52X; Modem 56K; Vídeo 3D 32MB; Monitor 17"
3) CELERON 700 MHz ; 64MB; 30GB HD; CDRW 8x4x32x; Placa ISDN; Vídeo 8MB; Placa Ethernet 10/100;
Monitor 15"
Vamos às explicações:
1) Onde aparece PENTIUM III 800 MHz, ATHLON 1 GHz e CELERON 700 MHZ, estamos falando do Processador do
computador em questão. Por exemplo, PENTIUM é o modelo dele (do processador) e 800 MHZ é o Clock do mesmo
(clock é sinônimo de freqüência do processador). Ou seja, no caso do computador da configuração 1, o processador
que está dentro dele é um chip do modelo PENTIUM III cuja freqüência de trabalho é de 800 Mhz.
Esses 800 MHz significam 800 milhões de Hertz (1 Hertz é a repetição de um determinado acontecimento
uma vez por segundo). Essa unidade é chamada freqüência (repetição, ciclo). Portanto, um processador de 800 MHz é
um processador que possui um pequeno cristal que oscila (pisca) cerca de 800 milhões de vezes por segundo,
imprimindo-lhe a velocidade que ele apresenta. Portanto, quanto maior o CLOCK (freqüência) do processador, maior
será a velocidade do computador.
Verifique abaixo uma pequena listagem dos processadores mais comuns hoje em dia, que podem ser citados
em concursos públicos (esta tabela apresenta os modelos de alguns processadores, além da empresa fabricante e
algumas explicações). Lembre-se: Processadores em uma mesma linha são “equivalentes”, ou seja, são da mesma
“geração”:
Empresa Fabricante
INTEL AMD
Observações importantes
PENTIUM II K6 II Processadores ainda comuns no mercado embora já sejam
considerados, hoje (metade de 2002) como meio “atrasados”.
CELERON DURON
Processadores “populares”, ou seja, com um poder de
processamento inferior aos seus “parentes”, estes processadores
são usados em computadores de usuários menos experientes e
que não exigem muito de suas máquinas (para quem, por
exemplo, usa apenas a Internet, o Word e o Excel)
PENTIUM III ATHLON
Processadores mais comercializados atualmente, estes
processadores são muito robustos e tem um excelente poder de
processamento.
PENTIUM IV ATHLON XP Processadores mais potentes atualmente, “top de linha”.
Algumas observações sobre os processadores do mercado: Em concursos públicos, raramente veremos
comparações entre Processadores concorrentes (como por exemplo, comparar o PENTIUM III com o ATHLON seria
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 128
criar uma questão difícil de responder, portanto, se evita isso). Mas é possível comparar o PENTIUM III com o
CELERON (o primeiro é superior ao segundo), para saber a “ordem” dos mais “fortes”, analise a tabela, ela começa
dos mais “fracos” para os mais robustos.
2) Na mesma configuração acima, onde aparece 128MB e 64MB, estas são as quantidades de memória RAM dos
computadores acima citados. Quando mais memória RAM, mais “livre” será executado o trabalho no seu computador,
tornando-o um pouco mais rápido. (existem vários tipos de memória RAM, como SDRAM, DRAM, EDO RAM, RAMBUS,
etc... mas esse nível de conhecimento, como as diferenças entre elas não são cobradas em concursos).
3) 20GB e 30GB, apresentados nas configurações anteriores, apontam as capacidades de armazenamento dos HDs
(Discos Rígidos daquelas máquinas). Um Disco Rígido maior não afeta, de maneira substancial, a velocidade de um
computador, mas sim, permite que se possa armazenar mais dados de forma permanente.
4) As unidades de CD dos dois primeiros micros são leitoras e trabalham com uma taxa de transferência de 50X (50
vezes 150Kbps). Já a unidade de CD do terceiro computador é uma unidade que permite a gravação de CDs (Gravador
de CD) e suas velocidades são: 8X para Gravar um CD, 4X para Regravar um CD, 32X para ler um CD.
5) Modem 56Kbps é a placa de Modem, que permite a comunicação de dados através de uma linha telefônica
convencional. O terceiro micro apresenta uma Placa ISDN, que é um dispositivo que permite a comunicação através de
uma linha telefônica DIGITAL (cujo sistema é chamado de ISDN).
6) Placa de vídeo é o nome dado ao equipamento que recebe os dados do processador e os “desenha” no monitor.
Dois dos computadores citados acima usam uma placa de vídeo com 8MB de capacidade de memória (chamada
memória de vídeo). O computador do meio usa uma placa de vídeo aceleradora (ideal para programas e jogos que
usam recursos de 3D) com 32MB de memória de vídeo.
7) O Monitor é apenas o equipamento que apresenta os dados para o usuário, ele não influencia na velocidade do
computador, o monitor só afeta o preço da máquina. Portanto, um monitor de 17” (17 polegadas – tamanho da
diagonal do monitor) não é mais “rápido” que um de 15”.
8) O terceiro computador da listagem ainda apresenta uma Placa Ethernet 10/100, que é uma placa de rede. Permite
que o computador se conecte a outros através de uma rede local (usando cabos específicos, chamados Cabos de
Rede).
APÊNDICE – HARDWARE
Alguns assuntos que eu esqueci de inserir nas versões anteriores das apostilas serão, finalmente, adicionadas
a um material meu. São apenas explicações sobre alguns termos técnicos muito comuns na área de Hardware:
TIPOS DE CD (COMPACT DISK)
CD-ROM: É o CD que já vem de fábrica com as informações gravadas, seja um CD de jogo, ou de programa, ou até
mesmo um CD de música. Estes discos não podem ser modificados, portanto seu conteúdo vai permanecer sempre o
mesmo, mesmo quando inseridos em equipamentos que permitam a gravação em CDs.
CD-R: São os CDs vendidos nas lojas como “CD Virgem”. Estes CDs possuem uma “capa” de resina que permite que
sejam gravados uma única vez. CDs desse tipo não podem ser regravados, pois a película de resina é queimada
durante sua gravação. CD-R é a sigla para CD Gravável.
CD-RW: São os CDs que podem ser gravados diversas vezes. Um CD-RW pode ser gravado e, quando necessário, ser
apagado para ser gravado novamente. CD-RW significa CD Regravável.
Obs: Os CDs R e RW só podem ser gravados em equipamentos que permitam tal operação, esses equipamentos são
conhecidos genericamente como Gravadores de CD.
TIPOS DE IMPRESSORAS
Impressora Matricial: é uma impressora que utiliza uma matriz (conjunto) de agulhas que pressionam uma fita de
tinta contra o papel. Essa é a única impressora atual que imprime por contato (tocando no papel), portanto ela
permite a impressão de várias vias carbonadas (papel carbono).
Impressora Jato de Tinta: é uma impressora que imprime utilizando-se de cartuchos cheios de tinta que “cospem”
tinta no papel. Não há contato físico da cabeça de impressão com o papel.
Impressora Laser: Utiliza um canhão que dispara um feixe de laser num rolo imerso em pó que serve de tinta (este
pó chama-se toner). A parte impressa no rolo se “prende” ao papel, por meio de processos químicos. Neste tipo de
impressão também não há contato da cabeça de impressão com o papel.
Plotter ou Plotadora: Nome dado às impressoras de grande porte (que são usadas para imprimir plantas baixas de
apartamentos e casas em engenharia e arquitetura). Essas impressoras têm uma área lateral muito grande, o que
permite a impressão de páginas muito largas, ideais para as plantas nas quais são impressas. Atualmente já existem
plottersque imprimem como as impressoras Jato de Tinta.
SOFTWARE – A “ALMA” DA INFORMÁTICA
Nosso computador é um equipamento físico completo, cheio de partes interligadas que formam um conjunto
harmônico e funcional e, por isso, não necessita de mais nada, certo?
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 129
Errado! A “máquina” em si está completa, mas não tem “alma”, está funcionando como um corpo morto, que
não possui conteúdo vivo para fazer ele funcionar. De que adianta ter um corpo se não sentimos, pensamos,
lembramos, imaginamos, calculamos? Da mesma forma como nesta analogia espiritualista, o nosso computador
funciona.
Todas as partes físicas do computador são chamadas de Hardware, mas que não funcionam se não
estiverem associados a um Software (toda a parte lógica, gravada nos discos, que faz o computador funcionar).
Software é todo e qualquer conjunto de instruções (ordens) que o computador executa. Seja um programa
para fazer cálculos de engenharia, até um simples calendário que apresenta as datas na tela do computador.
ARQUIVOS E PASTAS – A ORGANIZAÇÃO LÓGICA DOS DISCOS
Todo e qualquer software ou informação gravada em nosso computador será guardada em uma unidade de
disco, que vimos anteriormente (HD, disquete, CD, Zip, etc..). Essas informações só podem ser gravadas de uma
forma: elas são transformadas em arquivos.
Não se preocupe: Arquivo é apenas a nomenclatura que usamos para definir Informação Gravada. Quando
digitamos um texto ou quando desenhamos uma figura no computador, o programa (software) responsável pela
operação nos dá o direito de gravar a informação com a qual estamos trabalhando e, após a gravação, ela é
transformada em um arquivo e colocada em algum lugar em nossos discos. Essa é a operação que chamamos de
salvar um arquivo.
Está bem! OK! Até aqui, nenhum problema, não é? Mas, em que lugar exatamente esse arquivo é
gravado nos discos?
No momento da gravação, ou seja, após solicitarmos o comando salvar, o computador nos pede duas
informações para prosseguir com o salvamento: O nome do arquivo e a pasta (diretório) onde ele será salvo.
Pasta é o nome que damos a certas “gavetas” no disco. Pastas são estruturas que dividem o disco em várias
partes de tamanhos variados, como cômodos em uma casa. Uma pasta pode conter arquivos e outras pastas. As
pastas são comumente chamadas de Diretórios, nome que possuíam antes.
Lembre-se bem: Pastas são “gavetas”, arquivos são “documentos”. Portanto, nunca vai haver um
arquivo que tem uma pasta dentro. As pastas guardam os arquivos e não o contrário!
Os arquivos e as pastas devem ter um nome. O nome é dado no momento da criação. A Regra para
nomenclatura de arquivos e pastas varia para cada Sistema Operacional. No Windows, que vamos estudar neste
material, os nomes podem conter até 256 caracteres (letras, números, espaço em branco, símbolos), com exceção
destes / \ | > < * ? : “ que são reservados pelo Windows.
Os arquivos são gravados nas unidades de disco, e ficam lá até que sejam apagados. Quando solicitamos
trabalhar com um arquivo anteriormente gravado (esse processo chama-se abrir o arquivo), o arquivo permanece no
disco e uma cópia de suas informações é jogada na memória RAM para que possamos editá-lo. Ao abrir um arquivo,
pode-se alterá-lo indiscriminadamente, mas as alterações só terão efeito definitivo se o salvarmos novamente. Quando
salvamos um arquivo pela segunda vez em diante, ele não nos solicitará mais um nome e um local, isso só acontece
na primeira gravação.
SISTEMA OPERACIONAL
Todo computador precisa, além das partes físicas, de programas que façam essa parte física funcionar
corretamente. Existem vários programas para várias funções, como digitar textos, desenhar, calcular, fazer mapa
astral, e muitas outras...
Para poder utilizar os programas que têm função definida (como os citados acima), é necessário que o
computador tenha um programa chamado Sistema Operacional. O SO (abreviação que vamos usar a partir de agora
para substituir Sistema Operacional) é o primeiro programa a “acordar” no computador quando este é ligado, ou seja,
quando ligamos o computador, o SO é automaticamente iniciado, fazendo com que o usuário possa dar seus
comandos ao computador.
Entre as atribuições do SO, estão: o reconhecimento dos comandos do usuário, o controle do processamento
do computador, o gerenciamento da memória, etc. Resumindo, quem controla todos os processos do computador é o
sistema operacional, sem ele o computador não funcionaria.
Existem diversos tipos e versões de Sistemas Operacionais no mundo, entre eles podemos citar, para
conhecimento: Windows, Linux, Unix, Netware, Windows NT e 2000, OS 2, MacOS, entre outros. O Sistema
operacional que vamos estudar, por ser o mais difundido entre os computadores pessoais e por ser cobrado nos
concursos é o Windows (Millenium Edition ou 2000).
PROCESSO DE INICIALIZAÇÃO DO COMPUTADOR (BOOT)
No momento em que ligamos o computador, um chip chamado BIOS (Sistema Básico de Entrada e Saída)
acorda. A função dele é apenas ligar o resto do computador, fazer um diagnóstico dos componentes existentes, e por
fim, chamar o SO para o trabalho.
O BIOS é um tipo de memória ROM (Memória Somente para Leitura). Isso significa que todo o conteúdo do
BIOS já foi, na fábrica, gravado neste chip e não pode ser mais alterado. Uma memória do tipo ROM só pode ser lida,
utilizada, mas seu conteúdo não pode ser alterado pelos usuários. Um programa gravado em uma memória ROM é
chamado de Firmware.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 130
Logo que o sistema operacional é “requisitado” pela BIOS, ela deixa de funcionar (volta a dormir) e ele
é carregado de onde estava gravado para a memória RAM. O SO não foge à regra do mundo da informática, ele
só pode ser gravado em alguma unidade de disco, na forma de arquivos. Só para se ter uma idéia, o sistema
Windows 98 ocupa cerca de 120 MB de informação.
Onde o Sistema Operacional tem que estar gravado para que possa, toda vez que ligarmos o micro, ser
carregado para a RAM?
Se a resposta foi Disco Rígido, está absolutamente certo, a única unidade de disco que está 100%
disponível para utilização é o HD (Sigla para Hard Disk – Disco Rígido). Pois o disquete nem sempre está dentro
do DRIVE (“garagem” onde ele é colocado para ser usado).
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 131
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 132
O SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS
O sistema operacional Windows é um programa fabricado para Computadores PC (o formato de computadores
mais comum) pela Microsoft, uma empresa americana, comandada por Bill Gates (aquele homem bem pobrezinho...).
Segue abaixo uma “cronologia” dos sistemas operacionais fabricados pela Microsoft (mais cobrados em Concursos):
Sistemas operacionais “caseiros” Sistemas operacionais Corporativos
Windows 95 Windows NT
Windows 98
Windows ME Windows 2000
Windows XP Home Edition (25/10/2001) Windows XP Professional (25/10/2001)
O Windows possui algumas características que devemos levar em conta para o concurso, pois é quase certo
que se toque neste assunto:
O Windows é Gráfico: Significa que ele é baseado em imagens, e não em textos, os comandos não são
dados pelo teclado, decorando-se palavras chaves e linguagens de comando, como era feito na época do DOS,
utilizamos o mouse para “clicar” nos locais que desejamos.
O Windows é multitarefa preemptiva: Ser Multitarefa significa que ele possui a capacidade de executar
várias tarefas ao mesmo tempo, graças a uma utilização inteligente dos recursos do Microprocessador. Por exemplo, é
possível mandarum documento imprimir enquanto se altera um outro, o que não era possível no MS-DOS. A
característica “preemptiva” significa que as operações não acontecem exatamente ao mesmo tempo, mas cada
programa requisita seu direito de executar uma tarefa, cabendo ao Windows decidir se autoriza ou não. Ou seja, o
windows gerencia o tempo de utilização do processador, dividindo-o, inteligentemente, entre os programas.
O Windows é 32 bits: Significa que o Windows se comunica com os barramentos e a placa mãe enviando e
recebendo 32 bits de dados por vez. O DOS (antecessor do Windows) era um Sistema Operacional de 16 bits.
O Windows é Plug n’ Play: Este termo em inglês significa Conecte e Use, e designa uma “filosofia” criada
há alguns anos por várias empresas da área de informática (tanto hardware como software). Ela visa criar
equipamentos e programas que sejam tão fáceis de instalar quanto qualquer eletrodoméstico.
Abaixo segue uma cópia da tela inicial do Windows, aproveito para destacar os componentes mais comuns
deste ambiente, que chamamos de área de trabalho ou desktop:
1) Botão Iniciar: Parte mais importante do Windows, através dele conseguimos iniciar qualquer aplicação presente
no nosso computador, como os programas para texto, cálculos, desenhos, internet, etc.
2) Barra de tarefas: É a barra cinza (normalmente) onde o Botão Iniciar fica localizado, ela permite fácil acesso aos
programas que estiverem em execução no nosso computador, criando para cada um, um botão. Note no exemplo
dois botões, um para a janela do meu Computador e outro para o documento Concurso Polícia Federal.
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CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 133
3) Ícones: São pequenas imagens que se localizam no desktop, representam sempre algo em seu computador. Os
ícones são a “alma” da teoria do Windows, todos os arquivos e pastas, bem como unidades de disco ou qualquer
coisa em nosso micro ganham um ícone, esta e a razão pela qual o Windows é GRÁFICO.
4) Área de notificação: Pequena área localizada na Barra de Tarefas, na parte oposta ao Botão Iniciar, ela guarda o
relógio (fácil acesso para visualização e alteração do horário) e também guarda os ícones de certas aplicações que
estão sendo executadas em segundo plano (ou seja, sem a intervenção do usuário e sem atrapalhar o mesmo)
como o ANTIVIRUS, por exemplo. A maioria dos programas que são executados quando o Windows inicia, ficam
com seu ícone aqui.
5) Janela: Janelas são áreas retangulares que se abrem mostrando certos conteúdos, no caso anterior, a janela que
está aberta é a do Meu Computador, nós abrimos uma janela quando executamos (com dois cliques) um ícone.
Na verdade, ícones e janelas são a mesma coisa, apenas representam um objeto, seja ele uma pasta, um arquivo
ou uma unidade de disco. Ícone é a representação mínima, apenas mostra que o objeto existe, Janela é a
máxima, mostra também o conteúdo do objeto em questão.
Apresentamos abaixo os componentes da janela:
1) Barra de título: É a barra horizontal que apresenta o nome da janela. Para mover a janela, clicamos aqui e
arrastamo-la. Um duplo clique nesta barra maximiza ou restaura uma janela.
2) Ícone de Controle: Apresenta as funções mais comuns da janela em forma de menu, basta clicar aqui. Atenção:
um duplo clique neste ícone, significa fechar a janela.
3) Botões de Comando: é o conjunto de botões formados, normalmente, por Minimizar (o sinal de menos),
Maximizar (o ícone do quadrado) e Fechar (o X), há também o botão restaurar, que substitui o Maximizar quando
a janela já se encontra maximizada.
4) Bordas da Janela: Rodeiam a janela completamente, se passarmos o mouse por este componente, o ponteiro se
transformará em uma seta dupla (↔) na direção do movimento, para dimensionarmos a janela.
5) Barra de Status: Área da parte inferior da janela que apresenta informações referentes ao estado atual da
janela, como quantidade de objetos presentes, o tamanho, em bytes, de um arquivo selecionado, entre outras
coisas... PRESTE BEM ATENÇÃO À BARRA DE STATUS DAS JANELAS APRESENTADAS NOS CONCURSOS,
ELAS APRESENTAM VÁRIAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES!
A grande maioria das janelas (inclusive os aplicativos como
Word e Excel) apresenta estes componentes, o que permite -nos não
cita-los nas próximas vezes em que aparecerem nesta apostila.
Quando clicamos no botão iniciar, o menu de mesmo nome
(MENU INICIAR) aparece, e suas opções se tornam disponíveis.
Podemos verificar a existência de opções com setinhas pretas e opções
sem as mesmas: As que possuem setinha, são subdivididas, e não
necessitam que se clique nelas, apenas que se coloque o mouse para
que se abram. Já as opções sem setinha, são executadas ao clique no
mouse. Abaixo estão pequenas descrições das opções contidas no
menu iniciar:
Programas: Reúne os ícones dos atalhos para todos os programas
instalados no seu computador, Os ícones podem estar diretamente
dentro da opção PROGRAMAS, ou dentro de um dos grupos que o
subdividem (exemplo: Acessórios, que contém outras opções).
Documentos: Será apresentada uma listagem dos últimos 15
documentos que foram trabalhados no computador. Os ícones
existentes aqui não são os ícones dos verdadeiros documentos, mas
sim, atalhos para eles.
1 2 3
4
5
Podemos verificar
que o micro
mostrado nesta
tela possui 3
unidades de disco
rígido (C:, D:, E:)
Aqui, podemos ver
a unidade de
disquete (A:), e a
unidade de CD (F:).
O ícone da unidade
de CD está deste
jeito porque está
inserido um CD de
áudio (música)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 134
Configurações: Apresenta opções referentes aos ajustes do computador, é dentro desta opção que encontramos o
Painel de Controle, que é a grande central de controle do Windows.
Localizar: Perdeu um arquivo que não sabe onde salvou? Quer encontrá-lo ou encontrar um computador na rede?
Esta opção nos dá todos os subsídios para encontrar qualquer informação em nosso micro (mas se ela existir, lógico).
Executar: Quer executar um programa que não possua um ícone definido ou um atalho no menu Programas? Solicite
a opção Executar e digite aqui o nome para encontrar o arquivo que deseja executar. Por exemplo, queremos executar
um arquivo chamado SETUP.EXE que está localizado na unidade D: (CD-ROM), devemos digitar D:\SETUP.EXE e o
Windows o executará... Para instalar novos programas na máquina, normalmente utilizamos este procedimento.
Desligar: Para se desligar o computador com o Windows não se deve “meter o dedão” no botão da força, não. Deve-
se solicitar ao Sistema Operacional que esteja preparado para desligar, vindo nesta opção e confirmando o
procedimento. Somente após a confirmação do Sistema Operacional, com a mensagem: SEU COMPUTADOR JÁ
PODE SER DESLIGADO COM SEGURANÇA é que podemos prosseguir com o desligamento do mesmo da energia.
APLICATIVOS QUE ACOMPANHAM O WINDOWS
O Sistema operacional Windows traz consigo uma série de aplicativos interessantes, que valem a pena ser
estudados, principalmente por serem muito exigidos em concursos. O primeiro programa a ser estudado é o Windows
Explorer, responsável pelo gerenciamento do conteúdo dos discos, bem como de suas pastas e arquivos.
Windows Explorer é o programa que acompanha o windows e tem por função gerenciar os objetos gravados
nas unidades de disco, ou seja, todo e qualquer arquivo que esteja gravado em seu computador e toda pasta que
exista nele pode ser vista pelo Windows Explorer. Dotado de uma interface fácil e intuitiva, pode-se aprender a usá-lo
muito facilmente, segue abaixo uma “foto” do Windows Explorer.
No lado esquerdo, vê-se um painel, com todas as pastas do computador, organizado na forma de “árvore”,
com a hierarquia bem definida, vê-se, por exemplo, que a pasta arquivos de programas está dentro da Unidade C:
(ícone do disco, com o nome João). No painel direito (o maior) vê-se o conteúdo da pasta queestiver selecionada, no
caso, a pasta Meus Documentos. Para acessar o Windows Explorer, acione Iniciar / Programas / Windows Explorer.
Copiando um Arquivo: Para copiar um arquivo, selecione-o no painel do conteúdo e arraste -o para a pasta
de destino com a tecla CTRL pressionada. Você verá que o mouse será substituído por uma seta com um sinal de +
(adição) durante o arrasto. Depois do processo, haverá duas cópias do arquivo, uma na pasta de origem e outra na
pasta de destino.
Movendo um Arquivo: De maneira análoga à anterior, clique e arraste o arquivo desejado, mas pressione a
tecla SHIFT, o arquivo deixará o local de origem e ficará no local de destino.
Nas duas maneiras apresentadas acima para copiar ou mover arquivos, é necessário o pressionamento das
teclas citadas, correto? Não! (você pode arrastar o arquivo desejado sem pressionar nenhuma tecla). Mas... (preste
atenção a isso)
ARRASTAR UM ARQUIVO ENTRE UNIDADES DIFERENTES: Significa Copiar o arquivo
ARRASTAR UM ARQUIVO ENTRE PASTAS DA MESMA UNIDADE: Significa Mover o arquivo
Painel do conteúdo
Painel das pastas
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 135
Ainda podemos utilizar, para mover e copiar arquivos e pastas, três comandos presentes no Windows
Explorer:
Menu / Comando - Tecla de atalho Ferramenta Função
Menu Editar / Comando Recortar
Tecla de Atalho: CTRL+X
Inicia o processo para MOVER um ou mais
arquivos selecionados. Basta selecionar
o(s) arquivo(s) e então acionar este
comando.
Menu Editar / Comando Copiar
Tecla de Atalho: CTRL+C
Inicia o processo para COPIAR um ou mais
arquivos selecionados. É acionado da
mesma maneira que o comando
Recortar.
Menu Editar / Comando Colar
Tecla de Atalho: CTRL+V
Finaliza os processos iniciados pelos
comandos anteriores. Ou seja, para um
MOVER ou COPIAR arquivos é necessário
acionar o comando inicial, e,
posteriormente, acionar o comando
COLAR.
OBS: Esses três comandos funcionam em conjunto, ou seja, o comando COPIAR não irá, efetivamente, realizar nada
se você não acionar o comando COLAR. Da mesma forma, só se executa o comando de MOVER um arquivo se você
acionar RECORTAR e depois, na pasta certa, acionar o comando COLAR.
Ou seja, para que você memorize bem, e não caia em armadilhas das provas, a seqüência é a seguinte:
1) Selecione o objeto que se deseja mover ou copiar;
2) Acione o comando Recortar ou o comando Copiar (dependendo do seu objetivo);
3) Selecione o local de destino (ou seja, o diretório para onde o objeto – ou cópia – vai);
4) Finalmente, acione o comando Colar.
Excluindo um Arquivo: Também existe um “passo a passo” de como excluir um arquivo ou uma pasta. Siga-
o corretamente para não escorregar nas questões mais “fingidas”. São apenas 3 passos:
1) Selecione o objeto desejado (ou, no caso, indesejado, não é?);
2) Acione o comando para a exclusão (existem 4 maneiras de acioná-lo):
a. Acionar Arquivo / Excluir;
b. Clicar no botão Excluir (mostrado ao lado);
c. Pressionar a tecla DELETE, no teclado;
d. Clicar com o botão direito e acionar Excluir, no menu que se apresenta.
3) Confirme a exclusão (o Windows perguntará se você realmente tem certeza).
Caso o arquivo excluído esteja numa unidade de Disco Rígido, o arquivo na verdade não será apagado, ele
será movido para uma pasta especial chamada LIXEIRA. A lixeira é uma pasta que guarda os arquivos que tentamos
apagar dos nossos discos rígidos. Esses arquivos ficam na lixeira até que nós os apaguemos de lá. Uma vez dentro da
lixeira, o arquivo pode ser recuperado para sua pasta de origem, ou pode ser apagado definitivamente (não tendo
mais volta).
Se o arquivo estiver dentro de uma unidade removível (disquete, por exemplo), o arquivo não tem direito de
ir para a lixeira, portanto, se apagado, não tem mais volta, é definitivo.
Renomeando um Arquivo: Para mudar o nome de um arquivo ou de uma pasta, siga os passos:
1) Selecione o objeto desejado (como se fosse necessário dizer);
2) Acione o comando que permitirá a inserção do novo nome (existem 4 maneiras)
a. Acionar Arquivo / Renomear;
b. Clicar no nome do objeto (apenas no nome, não no ícone em si);
c. Pressionar F2 no teclado;
d. Acionar a opção Renomear no menu resultante do botão direito do mouse.
3) Digite o novo nome do objeto;
4) Confirme a operação (ou pressionando ENTER, ou clicando com o mouse em qualquer local da janela);
Criando uma pasta: para criar uma pasta com o Windows Explorer, selecione o local onde a pasta será
criada, depois selecione, no menu ARQUIVO, a opção NOVO / PASTA.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 136
RETIRANDO INFORMAÇÕES DO WINDOWS EXPLORER (ASSUNTO IMPORTANTE)
Ainda na tela do explorer, podemos verificar se uma pasta possui subpastas, basta
que ela se apresente, na árvore com um sinal de MAIS ou com um sinal de MENOS
em sua ramificação. Caso a pasta não apresente estes sinais, ela não possui pastas
dentro dela (podendo possuir arquivos). Veja que as pastas Meus Documentos,
Inteligência, Iw e João possuem sinais, e, portanto, possuem pastas dentro.
Apostilas e Flas não possuem subpastas, mas não podemos afirmar que elas estão
vazias, pois pode haver arquivos dentro das mesmas. Podemos verificar ainda que a
pasta Flas é subpasta da pasta João.
Painel de Controle é o programa que
acompanha o Windows e permite ajustar
todas as configurações do sistema
operacional, desde ajustar a hora do
computador, até coisas mais técnicas
como ajustar o endereço virtual das
interrupções utilizadas pela porta do
MOUSE (nem sei o que é isso, apenas
gostei do tom “dramático” que imprimiu
ao texto).
O painel de controle é, na verdade, uma
janela que possui vários ícones, e cada
um desses ícones é responsável por um
ajuste diferente no Windows (ver figura):
Adicionar novo Hardware: Permite
instalar com facilidade novos dispositivos
no nosso computador, utiliza-se da
praticidade do Plug n’ Play (visto antes).
Endereço: Mostra o nome da pasta
que se está explorando (visualizando)
neste momento. Esta é a primeira
informação que você precisa
localizar no concurso.
Aqui podemos verificar a quantidade
de arquivos e pastas (chamados de
objetos genericamente), presentes na
pasta que se está explorando.
Aqui estão a quantidade de
Bytes ocupados pelos arquivos
desta pasta e o espaço livre no
disco em questão.
Este ícone informa se os dados estão em nossa máquina (meu
computador), em outro computador na rede (ambiente de rede)
ou em outro computador na Internet (zona da Internet).
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 137
Adicionar e Remover programas: é a maneira mais segura de se desinstalar ou instalar programas do nosso
computador. Há pessoas que, quando não querem mais um programa, acham que é o suficiente excluí-los do disco
rígido – ledo engano. Deve-se desinstalá-los, e a maneira mais segura é por aqui. Nesta opção também podemos
instalar/remover componentes do Windows e criar um Disco de Inicialização (Disquete que contém os
arquivos necessários para a inicialização de um computador, também chamado DISCO DE BOOT).
Configurações Regionais: Ajusta algumas configurações da região onde o Windows se localiza. Como tipo da
moeda, símbolo da mesma, número de casas decimais utilizadas, formato da data e da hora, entre outras...
Data/Hora: Permite alterar o relógio e o calendário internos do computador, bem como informá-lo se este deve ou
não entrar em horário de verão automático.
Mouse: Ajusta configurações referentes ao Ponteiro do computador, sua velocidade, se ele tem rastro ou não, se o
duplo clique será rápido ou mais lento, pode-se até escolher um formato diferente para o dito cujo.
Teclado: permite ajustar as configurações do teclado, como a velocidade de repetição das teclas, o idioma utilizado e
o LAYOUT (disposição) das teclas.
Vídeo: permitealterar as configurações da exibição do Windows, como as cores dos componentes do Sistema, o papel
de parede, a proteção de tela e até a qualidade da imagem, e configurações mais técnicas a respeito da placa de vídeo
e do monitor.
Impressoras: guarda uma listagem de todas as impressoras instaladas no micro, pode-se adicionar novas, excluir as
existentes, configurá-las, decidir quem vai ser a impressora padrão e até mesmo cancelar documentos que estejam
esperando na fila para serem impressos.
Opções de Internet: Permite o acesso às configurações da Internet no computador, esta janela pode ser acessada
dentro do programa Internet Explorer, no menu Ferramentas.
Os demais ícones do painel de controle têm suas funções bem definidas, mas não cabe aqui estudá-los, e
alguns dos ícones apresentados a figura acima não existem apenas no Windows, eles são colocados lá quando se
instala outro programa, como é o caso do ícone Real Player G2, entre outros...
Menu Localizar é um sistema
de busca interessante do Windows.
Quando não sabemos onde um
determinado arquivo está ou que nome
ele tem, ou por qualquer razão, de
ordem etílica ou não, perdemos algum
arquivo ou pasta, podemos encontrá-lo
com este poderoso aliado. O Menu
Localizar recebe outro nome nas
versões mais novas do Windows, ele
passou a se chamar Menu
PESQUISAR.
A ferramenta Localizar permite
encontrar um arquivo por alguns
critérios: Nome do Arquivo, Data da
última Modificação do arquivo, Data da Criação, Data do último acesso, Tipo do Arquivo, Texto inserido no mesmo e
até mesmo tamanho (em Bytes) do arquivo.
No exemplo acima, podemos ver a tela do localizar em ação: o usuário está solicitando localizar um arquivo
(do qual não lembra o nome), mas que lembra que, dentro do arquivo, existe o texto: “Querido Fernando Henrique”.
Ferramentas de Sistema é o nome de uma pasta que contém um conjunto de utilitários do windows
localizados em INICIAR / PROGRAMAS / ACESSÓRIOS. Neste grupo podemos encontrar:
Scandisk: Varre os discos magnéticos (Disquetes e HDs) em busca de erros lógicos ou físicos em setores. Se
existir um erro lógico que possa ser corrigido, o Scandisk o faz, mas se existe um erro físico, ou mesmo um lógico que
não possa ser corrigido, o Scandisk marca o setor como defeituoso, para que o Sistema Operacional não mais grave
nada neste setor.
Desfragmentador: Como o nome já diz, ele reagrupa os fragmentos de arquivos gravados no disco, unindo-
os em linha para que eles possam ser lidos com mais rapidez pelo sistema de leitura do disco rígido. Quando um
arquivo é gravado no disco, ele utiliza normalmente vários setores, e estes setores nem sempre estão muito próximos,
forçando o disco a girar várias vezes para poder ler o arquivo. O desfragmentador corrige isso, juntando os setores de
um mesmo arquivo para que o disco não precise girar várias vezes.
ACESSÓRIOS DO WINDOWS
Os acessórios são pequenos aplicativos com funções bem práticas ao usuário e que acompanham o Windows
em sua instalação padrão. Os acessórios do Windows são:
Calculadora: Pequeno aplicativo que simula uma máquina calculadora em dois formatos, a calculadora
padrão (básica) e a calculadora científica. A Calculadora do Windows não apresenta formato de Calculadora Financeira
e não pode salvar (não possui o comando SALVAR).
WordPad: pequeno processador de textos que acompanha o Windows, pode ser considerado como um “Word
mais fraquinho”, ou seja, sem todos os recursos. Quando salvamos um arquivo no WordPad, este assume a extensão
.DOC (a mesma dos arquivos do Word), mas o formato é de um arquivo do Word 6.0.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 138
Paint: Programinha para pintar imagens Bitmap (formadas por pequenos quadradinhos). Os arquivos
gerados pelo Paint tem extensão .BMP. No Windows, pode-se usar figuras do tipo BMP (GIF e JPG também)
para servir de papel de parede (figura que fica enfeitando o segundo plano do DESKTOP).
Bloco de Notas (NotePad): é um editor de texto, ou seja, um programa que apenas edita arquivos
de texto simples, sem formatação, sem enfeites. Quando salvamos arquivos do Bloco de Notas, sua extensão é
.TXT. Os arquivo feitos no NotePad não aceitam Negrito, Itálico, Cor da letra, ou seja: nenhuma formatação!
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 139
APLICATIVOS – PROGRAMAS ÚTEIS
Não existiria nenhuma função no computador se este não possuísse programas que pudéssemos usar na vida
profissional, estes programas que têm funções definidas para nosso uso são chamados de APLICATIVOS.
Os aplicativos estão divididos (acho que de forma didática) em várias categorias, como: Processadores de
texto, Planilhas, Bancos de Dados, Linguagens de Programação, Jogos, Ilustradores gráficos, Animadores, Programas
de Comunicação e assim vai...
Abaixo estão listados alguns dos mais comuns programas:
Processadores de Texto: Microsoft Word, Word Perfect, Carta, etc...
Planilha de Cálculos: Microsoft Excel, Quattro Pro, Lotus 123, etc...
Bancos de Dados: Microsoft Access, Paradox, SQL, Oracle, dBase, etc...
Programação: Microsoft Visual Basic, Delphi, Clipper, C++, Java, etc...
Jogos: Uma infinidade...
Gráficos: Corel Draw, Adobe Illustrator, Macromedia Freehand, etc...
Animação: Macromedia Flash, Macromedia Director, etc...
MICROSOFT WORD 2000 – PROCESSADOR DE TEXTOS
Quando o negócio é texto
(cartas, memorandos, ofícios, livros,
apostilas), o programa que precisamos
é um processador de textos. O mais
famoso, e cheio de recursos,
processador de textos do mundo é o
Microsoft Word. Fabricado pela
mesma empresa que fabrica o
Windows, este programa já teve
várias versões, e se encontra
atualmente na versão XP.
Para executar o Word deve-se
clicar no seu ícone, presente no menu
PROGRAMAS, a partir do Botão INICIAR
Quando executamos o Word, o
programa aparece com um documento
vazio:
Componentes da tela do Word:
1) Barra de Menus: Contém todos os comandos utilizados no Word listados em sua forma de texto. Em cada
menu daqueles (Arquivo, Editar, Exibir, etc...) existem várias outras opções. No menu ARQUIVO, por
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CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 140
exemplo, existem as opções SALVAR, ABRIR, NOVO, IMPRIMIR, SAIR, CONFIGURAR PÁGINA, etc. Para
acessar um menu sem usar o Mouse, basta pressionar a tecla correspondente à letra sublinhada enquanto
segura a tecla ALT (no teclado). Por exemplo, para acessar o Menu Arquivo sem usar o mouse, deve-se
pressionar ALT+A.
2) Barras de Ferramentas: São coleções de botões que executam comandos do programa. Os comandos
contidos nestas barras não são novos, são os mesmo comandos existentes nas barras de menu, apenas são
mais rápidos de acessar. Cada linha horizontal cheia de botões é uma barra de ferramentas, temos lá em
cima as barras Padrão e Formatação, e na parte inferior da tela, a barra Desenho.
3) Página de trabalho: É a parte do Word onde nós digitamos nosso texto, é bem parecida com uma página
mesmo, e suas dimensões são idênticas às de uma página normal (dependendo do tamanho que se tenha
escolhido no menu Arquivo, na opção configurar página). Quando a página chega ao fim, o Word
automaticamente cria uma nova página e a apresenta na tela (mostrado a seguir):
4) Barras de rolagem: Existem duas: horizontal (localizada na parte inferior da tela) e vertical (localizada na
parte direita da mesma). Servem para “rolar” a visualização do documento. Por exemplo, estamos digitando a
página 16 e queremos voltar para ver o conteúdo da página 10, é só clicar e arrastar a barra vertical para
voltar lá.
5) Barra de Satus: Apresenta as informações pertinentes ao documento naquele instante, como página atual,
linha e coluna onde o cursor está, entre outrasinformações.
ESTUDO DOS COMANDOS DO WORD (Importante)
No Word, podemos executar os comandos de várias maneiras, seja pelo Menu, seja por um botão em alguma
barra de ferramentas, ou por teclado (teclas de atalho):
Comando O que faz Menu Atalho Botão
Novo
Solicita um documento novo, em branco para
trabalharmos. Uma página nova nos será dada para
que comecemos novo trabalho.
Arquivo CTRL+O
Salvar
Grava o trabalho que estamos realizando em alguma
unidade de disco, transformando-o num arquivo. Se
for a primeira vez que salvamos, o Word nos pedirá
nome do arquivo e a pasta onde vamos salvar.
Arquivo CTRL+B
Abrir
Abre um arquivo previamente gravado. Por exemplo,
se ontem salvamos um arquivo e o queremos reaver
hoje, é só abrí-lo para trabalhar novamente.
Arquivo CTRL+A
Imprimir
Permite mandar para a impressora o conteúdo do
documento em questão. Tanto o comando Imprimir
quanto o comando Novo têm diferenças de acordo
com o modo que se executou o comando (botão /
menu).
Arquivo CTRL+P
Visualizar
Impressão
Permite que vejamos o documento do Word em várias
páginas e exatamente como vai ser impresso. Por
exemplo, se a página foi mal configurada, podemos
ver se alguma parte do documento vai ser cortada.
Arquivo
Configurar
Página
Permite ajustar algumas informações sobre a página
que vai ser impressa, como tamanho, margens,
layout, etc.
Arquivo
Fechar
Fecha o documento que estiver ativo no momento, se
o documento não foi salvo imediatamente antes do
comando fechar, o Word perguntará se deseja fazê-
lo.
Arquivo
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 141
Sair
Sai do MS WORD, se existir algum documento ainda
ativo que não foi salvo imediatamente antes do
comando, o Word vai perguntar se deseja fazê-lo.
Arquivo ALT+F4
Desfazer
Desfaz qualquer comando realizado pelo usuário em
matéria de alteração de conteúdo no documento (ele
não desfaz o salvar, por exemplo). Se você fizer
alguma “besteira” no seu documento, DESFAÇA!
Editar CTRL+Z
Refazer
Se você desfez demais, e acabou por desfazer uma
ação que não queria, pode usar o comando Refazer.
Atenção: O comando Refazer só estará disponível se o
último comando realizado foi o desfazer.
Editar
Recortar
Envia o objeto selecionado para a Área de
Transferência (área especial do Windows), retirando-o
do local onde estava.
Editar CTRL+X
Copiar
Muito semelhante ao Recortar, este comando manda
uma cópia do objeto selecionado para a Área de
transferência (mantendo o original)
Editar CTRL+C
Colar
Coloca, no local onde o cursor estiver, o conteúdo da
Área de transferência (que foi previamente copiado
ou recortado).
Editar CTRL+V
Selecionar
Tudo
Seleciona todos os objetos do documento ativo, ou
seja, se quisermos aplicar um efeito ao texto inteiro
de um documento, a opção ideal é utilizar este
comando.
Editar CTRL+T
Negrito
Aplica o efeito de negrito ao texto que estiver
selecionado. Se o texto selecionado já estiver em
negrito, a utilização do comando o retira.
Formatar Fonte CTRL+N
Itálico
Aplica o efeito de itálico ao texto selecionado. A
mesma regra aplicada a negrito é usada para este
comando.
Formatar Fonte CTRL+I
Sublinhado
Aplica uma Sublinha no texto selecionado. Mesma
regra dos dois anteriores Formatar Fonte CTRL+S
Alinhar à
Esquerda
Alinha o parágrafo à esquerda, sem ajustar o
alinhamento das palavras na margem direita, veja se
o desenho do botão não indica isso.
Formatar
Parágrafo
Centralizar
Este comando centraliza o parágrafo, é muito
utilizado em títulos, mas torna um texto de muitas
linha com cara de “poesia”
Formatar
Parágrafo
Alinhar à
Direita
Alinha o texto do parágrafo apenas à margem direita
do documento, deixando a margem esquerda
completamente desorganizada.
Formatar
Parágrafo
Justificar
Ajusta o texto do parágrafo selecionado à esquerda
da página, mas também organiza a margem direita,
formando um “bloco” de texto. Substitui e muito bem,
o comando Alinhar à esquerda.
Formatar
Parágrafo
CTRL+J
Numeração
Cria listas numeradas, cada ENTER que se dá para
criar um novo parágrafo vai incrementar
automaticamente em um número a listagem. Ideal
para questões de provas ou exercícios.
Formatar
Marcadores
Cria uma lista não numerada, que usa símbolos
(como setinhas, bolinhas, etc.) para marcar os novos
itens.
Formatar
Aumentar
Recuo
Aumenta a distância entre a margem esquerda da
página e o início do texto do parágrafo.
Formatar
Parágrafo
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 142
Diminuir Recuo
Realiza a operação inversa ao comando anterior,
aproximando o início do parágrafo da margem
esquerda da página.
Formatar
Parágrafo
Inserir Tabela
Insere uma tabela (como esta) no local onde o cursor
estiver. O Word vai então, solicitar o número de
linhas e colunas da mesma.
Tabela
Colunas
Ajusta o texto de um parágrafo para que o mesmo
fique apresentado em duas colunas, como em um
jornal.
Formatar
Cor da Fonte Altera as cores das letras do Texto. Quando nos
referimos às letras, o termo usado no Word é FONTE.
Formatar Fonte
Realce
Utiliza uma cor ao redor de um determinado texto
selecionado, como se fosse um “marcador de textos”.
Utiliza também cores bem chamativas...
Bordas
Cria uma borda ao redor de qualquer texto, esteja ele
dentro de uma tabela ou não, pode-se escolher vários
tipos de borda, inclusive suas cores.
Formatar
Exibir / Ocultar
¶
Exibe os caracteres que não são impressos, como
espaços, ENTER´s, Quebras de linha e de colunas,
todos estes “comandos” na verdade são caracteres
invisíveis.
Ortografia e
Gramática
Comando para localizar erros de ortografia no
documento.
Ferramentas F7
Inserir
Hyperlink
Transforma o texto selecionado em um vínculo
dinâmico com um recurso qualquer, que pode ser um
arquivo, um site da internet ou um endereço de E-
mail
Inserir
Pincel Copia formatos de áreas do texto para aplica-lo a
outras áreas
Tabelas e
Bordas
Exibe / Oculta a barra de ferramentas Tabelas e
Bordas
Correio
Eletrônico
Permite enviar o documento atual para um
destinatário de E-mail, apresentando, para isso, uma
barra de endereços semelhante à do programa de E-
mail
Arquivo / Enviar
para
Obs: Nem todos os comandos do Word apresentados na tabela acima estão com suas teclas de atalho
descritas, resolvi listar apenas as teclas de atalho mais cobradas em concursos (para melhor direcionar o
estudo e evitar que seus neurônios queimem de tanto memorizar!!)
OBSERVAÇÕES SOBRE ALGUNS COMANDOS DO WORD (Casca de Banana)
Existem alguns comandos do Word que apresentam diferenças entre as maneiras como são executados. Um
claro exemplo é o comando IMPRIMIR: Se clicarmos no botão na barra de ferramentas, o documento ativo é
automaticamente impresso em uma única cópia de todas as páginas. Porém, se nós clicarmos em ARQUIVO /
IMPRIMIR ou solicitarmos CTRL+P, uma janela se abrirá para que configuremos alguns ajustes na impressão, como:
páginas a serem impressas, número de cópias, Qualidade de Impressão, entre outros.
Outro exemplo interessante é o comando NOVO, que se for executado o botão ou CTRL+O, abrir-se-á
automaticamente uma página em branco nova para trabalharmos. Se escolhermos ARQUIVO / NOVO, será
apresentada uma tela que permite escolher entre modelos de documentos existentes no WORD, como Jornais,
Currículos, Memorandos, Documentos em Branco, etc.
MOVIMENTAÇÃO E SELEÇÃO DE TEXTO (Importante)
Mais do que simplesmente memorizar alguns comandos do programa Word, para responder questões práticas
(como as do CESPE/UnB), precisamos conhecer as técnicas para movimentação do cursor e seleção de texto num
documento deste programa.
Mover o cursor (oficialmente conhecidocomo “Ponto de Inserção”, que é aquela barrinha fina que fica
piscando, esperando pelas coisas que vamos digitar...) requer apenas o conhecimento em algumas teclas do
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 143
computador. Acompanhe, a partir da figura abaixo, uma explicação fácil sobre as várias teclas de que seu computador
dispõe para mover o cursor:
Na figura acima visualizamos um texto do Word com dois parágrafos visíveis na tela, também podemos
observar que o Cursor (ou Ponto de Inserção) está localizado entre as letras “a” e “m” da palavra “amplamente”,
na segunda linha do primeiro parágrafo (não se preocupe em localizá-lo, a própria questão apontará sua localização).
1) Para mover o cursor usando o mouse: Apenas clique no local onde deseja que o cursor esteja.
2) Para mover o cursor usando o teclado: Há várias teclas e combinações de teclas que trazem este resultado.
Conheça-as a seguir:
A(s) tecla(s)... ...quando pressionada(s)... ... e quando pressionada(s) junto com a
tecla CTRL
ß. e à. Saltam um caractere na direção em que apontam
(esquerda e direita)
Saltam para o início da palavra que estiver
na direção em que apontam.
á. e â. Saltam uma linha (acima ou abaixo
respectivamente)
Saltam para o início do parágrafo (acima ou
abaixo, respectivamente)
HOME Posiciona o cursor no início da linha atual (ou seja,
da linha onde o cursor já se encontra)
Posiciona o cursor no início do texto (ou
seja, antes de tudo que já foi digitado)
END Posiciona o cursor no final da linha atual (ou seja,
da linha onde o cursor já se encontra)
Posiciona o cursor no final do texto (ou seja,
depois de tudo o que foi digitado)
PAGE UP Rola a página para cima Posiciona o cursor no início da página que
estiver acima da posição atual do cursor
PAGE DOWN Rola a página para baixo Posiciona o cursor no início da página que
estiver abaixo da posição atual do cursor
(próxima página)
DELETE Apaga um caractere à direita do cursor
BACKSPACE Apaga um caractere à esquerda do cursor
ENTER Quebra um parágrafo, ou seja, informa ao
programa que não queremos mais usar este
parágrafo e sim, desejamos escrever em um
próximo parágrafo de texto.
Quebra uma página, informando ao
programa que este passe a escrever na
próxima página.
Note que o Cursor (Ponto
de Inserção) está aqui.
Esta é a margem esquerda
(ela é importante na hora de
estudarmos seleção)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 144
3) Para selecionar um trecho de texto com o teclado: basta movimentar o cursor (como mostrado na tabela
acima) com a tecla SHIFT pressionada. Por exemplo, se o usuário segurar a tecla SHIFT e pressionar a tecla HOME
(SHIFT+HOME), o Word irá selecionar desde a posição atual do cursor até o início da linha atual (usando a
característica da tecla HOME de saltar ao início da linha). Lembre-se que a função do movimento permanece a mesma,
só vai acrescentar o fato de se estar selecionando (porque o SHIFT está pressionado).
4) Para selecionar um trecho de texto com o mouse: há algumas maneiras de selecionar um texto com o mouse,
entre elas podemos destacar as seguintes.
O que? Onde? Para que?
Duplo clique Em qualquer lugar do texto Selecionar a palavra
Triplo clique Em qualquer lugar do texto Selecionar o parágrafo
Clique simples Na margem esquerda da página Selecionar a linha
Duplo clique Na margem esquerda da página Selecionar o parágrafo
Triplo clique Na margem esquerda da página Selecionar todo o texto
Ainda podemos selecionar todo o texto do documento através do comando SELECIONAR TUDO, no menu
EDITAR. O comando equivalente pode ser executado através da combinação de teclas CTRL+T.
ALGUMAS OPERAÇÕES COMUNS NO WORD
Cabeçalho e Rodapé: Está vendo estas áreas que ficam em cima e embaixo das páginas desta apostila? São
chamados Cabeçalho e Rodapé. Têm por função repetir-se em todo o documento para não ser necessário escrever
uma mesma informação em todas elas (pensou que eu fui “besta” fazendo uma por uma?!?).
Para acessar este comando, vá ao menu EXIBIR, e selecione a opção CABEÇALHO E RODAPÉ. As duas áreas
se abrirão e será possível digitar nelas da mesma maneira como se digita em qualquer parte da página.
Números automáticos de página: Na parte inferior, temos numeração automática de páginas, conseguida a
partir de INSERIR / NÚMEROS DE PÁGINAS. Escolhemos se o número vai aparecer no cabeçalho ou no rodapé (como é
o caso) e se ele estará à esquerda, à direita ou centralizado (como aqui).
Ferramentas para localização: Os comandos EDITAR / LOCALIZAR (CTRL+L) e EDITAR / SUBSTITUIR
(CTRL+U) são utilizados, respectivamente, para localizar palavras ou expressões no documento e substituir palavras
ou expressões neste.
Como exemplo, imagine que temos uma carta ao Presidente do Sindicato dos embaladores de Cuscuz e Bolo
de Goma de Casa Amarela no intuito de vender uma máquina de embalar novinha! Depois do documento todo pronto,
descobrimos que não são embaladores de Cuscuz, e sim, Pipoca. Basta ir ao comando LOCALIZAR (se quisermos achar
as palavras Cuscuz) ou SUBSTITUIR e informar que queremos trocar Cuscuz por Pipoca.
Se informarmos Substituir Tudo, o Word irá trocar todas as palavras “Cuscuz” por “Pipoca”.
MODOS DE EXIBIÇÃO DO WORD
Podemos ver o Word de várias maneiras, alterando o seu modo de exibição. Esta alteração da forma de ver o
programa não afetará o documento impresso, pois apenas mudará a forma como a área de tr abalho do Word se
apresenta, os modos possíveis são:
Normal: Apresenta a tela do Word toda branca, sem margens do papel e sem mostrar duas páginas quando
passamos de uma para outra, em vez disso, apenas apresenta uma linha tracejada para informar que a página chegou
ao fim.
Layout de Impressão: Apresenta o Word como se fosse uma página (como temos visto até agora nesta
apostila). É o modo mais interessante de se trabalhar, apresenta o documento exatamente como ele vai ser impresso
(com margens, cabeçalhos, rodapés, numeração de página, etc. que os outros modos não apresentam).
Layout da Web: Permite visualizar o documento do Word como se ele fosse uma Home Page (sim, no Word
podemos construir páginas para a INTERNET). Este modo de visualização só é interessante quando o documento tem
como objetivo a INTERNET, se o documento for para qualquer outra finalidade, este modo de visualização não serve.
Estrutura de Tópicos: Altera o modo de visualização do Word para que mostre apenas os tópicos (títulos),
não apresentando o “grosso” do conteúdo. É perfeito para Livros, Apostilas, ou documentações muito extensas, pode-
se “navegar” pelo documento, achar o tópico que se quer alterar e ler seu conteúdo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O WORD
Com este tópico, terminamos o estudo do Word exigido nos concursos e vestibulares de questões teóricas,
este programa é muito complexo e muito extenso, não seria possível abordá-lo em um material (e tempo) tão
escasso.
Espero que este documento ajude você não somente a fazer uma boa prova no concurso (objetivo principal),
mas também ajude a usar o Word mais facilmente e aproveitando todos os recursos.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 145
PLANILHAS ELETRÔNICAS
Cálculos, cálculos, cálculos...
Nossa vida está repleta de matemática. Necessitamos constantemente calcular contas, valores a receber e a
pagar (a segunda sempre é mais freqüente). Para nos auxiliar nesta cansativa tarefa, fazemos uso de programas que
gerenciam planilhas de cálculos (o mais comum e poderoso é, sem dúvida, o Microsoft Excel). Esses programas podem
calcular para nós (desde que construamos a estrutura desses cálculos), podem comparar dados e desenhar gráficos,
infelizmente ainda não aprenderam a pagar as contas...
MICROSOFT EXCEL
A Microsoft não ficou de fora na briga dos programas de Planilha, o Excel é o mais fácil e poderoso programa
de cálculosque existe. A “cara” do Excel está apresentada a seguir, bem como, as explicações mais básicas de seus
componentes:
1) Barras de Menus e Barras de Ferramentas: Têm as mesmas funções no Word, os comandos dos menus
Arquivo e Editar são basicamente os mesmos, algumas ferramentas também (pode comparar com a foto da
tela do Word). Todos os comandos do Excel estão aqui.
2) Barra de Fórmulas: O que se escreve em qualquer parte do Excel, é apresentado ao mesmo tempo nesta
barra em branco (que só está em branco porque não há nada escrito). Se em algum lugar do Excel existir um
valor numérico obtido por uma fórmula, esta barra mostrará a fórmula que estiver por trás do número.
3) Barra de Endereço: Apresenta o endereço da célula onde nos encontramos naquele momento. O endereço
pode ser o padrão do Excel, como F79, ou podemos renomeá-lo, por exemplo, para TOTAL, ou qualquer outra
coisa.
4) Área de trabalho do Excel: A área de trabalho do Excel tem algumas particularidades que devemos
compreender: O Excel não se parece com uma página (ele não tem essa preocupação, como o Word tem). Ele
é formado por 256 colunas (da A até a IV) e 65536 linhas (numeradas). O encontro de uma linha com uma
coluna forma uma célula, que é o local onde escrevemos os dados no Excel. Por exemplo, O encontro da
coluna B com a linha 4 forma a célula denominada B4. O encontro da coluna GF com a linha 7845 forma a
célula GF7845. Para escrever numa célula basta Clicar nela e começar a digitar, se confirmarmos com ENTER,
o conteúdo fica na célula, se cancelarmos com ESC, o conteúdo não chega a entrar na célula.
5) Guias das planilhas: O Arquivo do Excel é chamado PASTA DE TRABALHO, isso significa que quando você
salva um documento no excel, este é chamado de Pasta de Trabalho. Um arquivo do Excel pode possuir
várias planilhas (pense nas planilhas como “páginas” das pastas de trabalho). Cada planilha possui 256
colunas e 65536 linhas independentes das outras planilhas. Inicialmente o Excel possui 3 planilhas, que
podem ser renomeadas (dando dois cliques na guia da planilha) e podemos também acrescentar mais
planilhas (Menu Inserir / Planilha). Podemos excluir uma planilha que não desejemos mais no Menu Editar,
opção Excluir Planilha.
6) Barras de rolagem: Como não é possível colocar todas as 256 colunas e 65536 linhas numa tela só,
podemos utilizar as barras de rolagem para visualizar as partes da planilha que porventura estiverem sendo
escondidas.
CONHECIMENTO DOS PRINCIPAIS RECURSOS DO EXCEL
É possível realizar uma série de operações com o Excel, ele nos permite construir verdadeiros “programas”
para calcular aquilo que desejarmos. Para esse fim, o excel conta com uma série de comandos, dos quais alguns são
inteiramente idênticos aos do Word, inclusive com suas teclas de atalho (Como Salvar, Imprimir, Novo, Copiar, Colar,
etc...). Para digitar no Excel, usamos as células, como vemos a seguir:
1
2 3
4
6
5
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 146
Note que cada informação foi digitada em uma célula diferente, inclusive o título, que, por ser muito maior
que a largura da célula, se estendeu pelas células adjacentes (mas foi digitado somente na célula A1). A Célula C11 é
chamada de Célula Ativa, pois o cursor (borda mais grossa) está apontando para ela neste momento.
Basicamente, toda informação digitada no Excel pode ser interpretada de 3 formas: Ou é um texto, ou um
número, ou um cálculo. Em suma, quando digitamos algo no Excel, o programa lê o que foi digitado, no momento em
que confirmamos a célula, e verifica se o que foi digitado é um texto, ou um número ou um cálculo. Não existe
nenhuma outra maneira de interpretação da informação por parte do Excel, somente essas três.
Seguem abaixo os critérios para que o excel interprete as informações:
Texto: Contendo letras, espaços, sem que seja número ou cálculo, o excel interpreta como se fosse texto,
exemplo: Av. Bernardo Vieira de Melo, 123
Número: quando possuir apenas caracteres numéricos, ou pontos ou vírgulas em posições corretas, é
entendido como número, exemplo: 123 ou 1.300,00
Cálculo: Toda vez que começamos a célula com o sinal de = (igual), + (mais), – (menos) ou @(arroba) o
excel tende a interpretar como cálculo, exemplo: =A10+(A11*10%)
NOTA: Quando iniciamos uma célula com os sinais de + (mais), – (menos) e @ (arroba), o próprio Excel se encarrega
de colocar o sinal de = (igual) antes da expressão.
FÓRMULAS E FUNÇÕES NO EXCEL – COMO AUTOMATIZÁ-LO
No Excel podemos fazer uso de cálculos para que o próprio programe calcule por nós, existem basicamente
dois tipos de cálculos: As fórmulas e as funções, ambas devem ser escritas com o sinal de = (igual) precedendo-as
para serem entendidas como cálculos.
Preste atenção à tela abaixo, verifique que as células em negrito são respostas aos dados inseridos em cima:
Pode-se ver que a célula ativa (no caso, E11) está apresentando o valor 160, mas seu verdadeiro conteúdo
está sendo mostrado na Barra de Fórmulas (=E4+E5), que é a fórmula que Soma o valor que está a célula E4 com o
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 147
valor da E5. Ou seja, quando preenchemos uma célula com um cálculo, este implica no aparecimento do resultado,
mas a fórmula ainda pode ser vista com a ajuda da Barra de Fórmulas.
Não é comum construir fórmulas deste tipo: =12+140, pois esta fórmula está somando dois valores fixos,
portanto, seu resultado sempre será fixo (152, no caso). A maneira mais usada (e ideal) de se utilizar cálculos é
usando referências de outras células (como no caso anterior, que se falou em E4 e E5).
Portanto, os cálculos no Excel, sejam fórmulas ou funções (que iremos ver posteriormente), são utilizados
para automatizar a planilha de cálculos, desde que se utilize referência de outras células, onde estão localizados os
dados a serem calculados.
Fórmulas são os cálculos no Excel que parecem com expressões matemáticas, e que utilizam apenas
operadores matemáticos e referências de células ou valores. Em suma, quando o cálculo possuir apenas números e
sinais matemáticos, é uma fórmula. Exemplos de fórmulas: =E1+12 =C1*C2 =A1*(3-B1)/(2-F40) =A1+A2
=J17*2%-E1*3%
O uso dos parênteses tem a mesma função no Excel que possui na matemática, que é forçar a resolver uma
determinada parte do cálculo antes de outra que teria maior prioridade. Sabemos que a multiplicação e a divisão têm
maior prioridade que a adição e a subtração, e que, numa expressão, elas seriam resolvidas primeiro. Mas se
possuirmos parênteses, a história pode tomar rumos diferentes, verifique os exemplos abaixo:
2+4*2 = 2+8 = 10 (Multiplicação realizada primeiramente, pois tem prioridade)
(2+4)*2 = 6*2 = 12 (Adição realizada primeiro, por causa dos parênteses)
Como escrever equações complexas com o Excel? Não se preocupe, isso é só um problema de “tradução”, que
seria apenas a mudança do modo de escrita conhecido por todos que entendem matemática para o modo que o excel
entende, veja abaixo:
18 – [20 X (3+1) – 2] =(18-(20*(3+1)-2)) / ((2-1)*7)
(2-1) X 7
Como pode ver, para separar numerador de denominador, foi necessário usar não somente o símbolo de
divisão (a barra / ), mas também os parênteses para definir bem quem seria dividido e quem seria o divisor. Foi por
isso que cercamos completamente o numerador com um par de parênteses e fizemos o mesmo com o denominador.
Operadores matemáticos usados nas fórmulas:
Operação Matemática Excel
Adição A+B =A+B
Subtração A-B =A-B
Multiplicação AxB =A*B
Divisão A:B =A/B
Potenciação AB =A^B
Funções são comandos que existem somente no Excel, para executarmos equações matemáticas complexas,
ou equações de comparação, referência, condição, contagem, e até mesmo, operações com texto.
Existem 227 funções diferentes, para as mais diferentes áreas de utilização de cálculos, como engenharia,
matemática gerale financeira, trigonometria, geometria, estatística, contabilidade, e funções gerais como as que
trabalham exclusivamente com hora e data, com texto e com referências condicionais.
Basicamente qualquer função do Excel pode ser escrita com a seguinte Sintaxe:
=NOME_DA_FUNÇÃO (ARGUMENTOS)
Onde NOME_DA_FUNÇÃO é o nome da mesma (cada função tem o seu) e os ARGUMENTOS são
informações que fazer a função trabalhar corretamente. Algumas funções solicitam um argumento, outras podem
solicitar vários argumentos, outras funções simplesmente requerem os parênteses vazios. Se alguma função necessita
de mais de um argumento, eles vêm separados por ; (ponto e vírgula) dentro dos parênteses. Se, no lugar do ;,
aparecer um sinal de : (dois pontos), significa que estamos apontando para um intervalo de células (ou seja, C4;C20
é lido como C4 e C20 e a expressão C4:C20 é lido C4 até C20, incluindo tudo o que estiver no meio delas).
Abaixo uma listagem das mais usadas funções do programa, com suas explicações e, é claro, os exemplos de
como utilizá-las. Cabe aqui apenas um lembrete, não existem funções para realizar todos os tipos de cálculos,
portanto, se for necessário criar um cálculo específico (como a média ponderada de uma determinada faculdade),
deve-se utilizar fórmulas, não funções.
LISTAGEM DAS FUNÇÕES MAIS USADAS NO EXCEL
Nome da Função Serve para Sintaxe / Exemplo
SOMA Somar as células que forem citadas
dentro dos parênteses
=SOMA(Células)
=SOMA(A4:A10)
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 148
MÉDIA Realiza a operação de Média Aritmética
nas células descritas como argumento
=MÉDIA(Células)
=MÉDIA(C1;C2;C3)
MÁXIMO
Retorna como resposta o maior valor
numérico que encontrar nas células do
argumento
=MÁXIMO(Células)
=MÁXIMO(A8:A20)
MÍNIMO Retorna o menor valor dentro das
células do argumento citado
=MÍNIMO(Células)
=MÍNIMO(D1:D230)
CONT.SE
Conta quantas vezes aparece o critério
citado, dentro do intervalo de células
citado.
=CONT.SE(Intervalo.;Critério)
=CONT.SE(F1:F11;”João”)
SE
Realiza uma avaliação comparativa
entre dois valores (células) e retorna
uma das duas respostas definidas em
seus argumentos
=SE(Teste;ValorV;ValorF)
=SE(A1<7;”Reprovado”;“Aprovado”)
SOMASE
Realiza uma soma condicional de um
determinado intervalo de células
baseado em um critério existente em
outro intervalo paralelo.
=SOMASE(Int_Crit;Critério;Int_Valores)
=SOMASE(A1:A200;”Cheque”;F1:F200)
AGORA Mostra a Data e a Hora atuais =AGORA( )
HOJE Mostra a Data Atual =HOJE( )
Ainda há muitas funções que podem ser úteis para os mais variados tipos de profissionais, como contadores,
engenheiros, professores, ou qualquer um que queira trabalhar com o Excel como sua ferramenta de trabalho.
COPIANDO FÓRMULAS E FUNÇÕES
No excel, cada fórmula, deve ser usada para um determinado cálculo, observe na tela que se segue que
temos 6 alunos e conseqüentemente 6 médias serão calculadas, mas apenas construímos uma delas (a do primeiro
aluno).
Se quisermos que as outras crianças tenham médias automaticamente calculadas, devemos construir as
outras funções também (uma para cada aluno, ou seja, uma para cada linha).
Não se preocupe com a quantidade de fórmulas que você vai ter de digitar, na verdade, com o recurso da
ALÇA DE PREENCHIMENTO, o excel construirá as outras fórmulas baseadas no formato da original.
Como funciona? Verifique na figura ao lado, com a média já
pronta que a Célula Ativa possui um quadradinho preto em sua
extremidade inferior direita. Ele aparece em todas as células que
selecionamos e se chama Alça de
Preenchimento. Depois que
construir a fórmula que deseja
copiar, arraste -a por essa Alça até
atingir a linha desejada (ou coluna,
pois podemos arrastar lateralmente
também).
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 149
O interessante desta estória é que, a segunda fórmula (que no caso da figura é a média de SICLANO) não
pode ter o mesmo conteúdo da primeira, afinal =MÉDIA(B4:E4) é pra ser somente a de FULANO. Mas o Excel atualiza
a cópia das fórmulas, pois as referências são relativas, então, na segunda linha teremos MÉDIA(B5:E5) e abaixo
MÉDIA(B6:E6) e assim por diante. Como podemos ver na figura ao lado (já com as fórmulas prontas).
Esse recurso de copiar fórmulas não é possível somente com o uso da Alça de Preenchimento, também
podemos realiza-lo com Copiar (CTL+C) e colar (CTRL+V), ou arrastando o conteúdo da célula com o CTRL
pressionado (que significa COPIAR).
ATENÇÃO: Se usar CTRL+X (recortar) para depois colar, a fórmula presente na célula não se alterará, ou
seja, continuará apontando para as referências para as quais estava apontando antes, isso serve para arrastar o
conteúdo da célula sem o CTRL também.
ATENÇÃO 2: Se quiser Fixar uma referência antes de copiar uma fórmula, para que ela não seja atualizada
com o movimento, basta colocar $ (cifrão) antes da componente que deseja fixar (ou seja, se quer fixar a coluna da
célula A4, escreva $A4, se quer fixar a linha, escreva A$4, se quer fixar Coluna e linha, escreva $A$4)
Por exemplo, se copiarmos a fórmula =B4+C4 para duas linhas abaixo, ela vai se tornar =B6+C6, mas se a
escrevermos =B4+C$4, ao copiarmos para duas linhas abaixo, ela se tornará =B6+C$4 (espero que tenha entendido
que o 4 não variou por conta do cifrão).
NOTA: se a Alça de Preenchimento for usada em palavras, elas se repetem, a menos que as palavras existam
num conjunto de listas (seqüências) que o Excel possui. Por exemplo, se você digitar SEG e arrastar a alça, o Excel
criará TER, QUA, QUI, etc... O mesmo acontece com Textos seguidos de números ALUNO1, ALUNO2, etc...
ERROS #
Algumas vezes cometemos erros de construção da fórmula, não pela sintaxe da mesma, mas por erros nas
referências das células utilizadas. O Excel às vezes nos retorna mensagens de erro, normalmente precedidas pelo sinal
de # (sustenido).
As mensagens de erro # mais comuns estão listadas abaixo:
#VALOR!: Este erro é apresentado quando criamos uma fórmula que aponta para uma referência que possui
TEXTO. Esse erro não é apresentado quando utilizamos uma função, apenas quando foi utilizada uma fórmula.
#NOME!: Este erro ocorre quando digitamos errado no nome de uma função.
# DIV/0!: O Excel apresenta este erro quando, em algum momento do trabalho, enviamos uma solicitação
para que ele use 0 (zero) como divisor em alguma fórmula.
# REF!: este erro ocorre quando a referência de célula não existe na planilha.
LISTAGEM DAS FERRAMENTAS E COMANDOS PRÓPRIOS DO EXCEL
O Excel possui uma série de comandos parecidos como Word, mas possui ferramentas exclusivas, e as irei
mostrar agora, desejando que você as assimile bem, pois podem ser cobradas no Concurso.
Formatar Células: O
Menu Formatar possui uma
opção chamada Células, que
também pode ser acessada
pelo atalho CTRL+1, nesta
opção podemos alterar toda
e qualquer configuração no
que diz respeito ao formato
das células do Excel, como
cores, tipos de letra, bordas,
formato dos números,
alinhamento do texto e até
mesmo se a célula pode ser
travada ou não. Na próxima
página segue uma imagem
da tela de Formatação de
Células, e suas várias
“orelhas” de opções.
As outras páginas desta tela, como fonte e Bordas, têm suas funções definidas, e o nome já diz tudo. Como
este comando do Excel é muito extenso e importante, estudemo-lo com mais detalhamento:
Número
Ajusta o formato dos números de uma célula, como o número de casas decimais, os símbolos
decimais e de milhar, os separadores de hora e data, o formato do úmero negativo, o formato
dos valores de moeda, e muitos outros ajustes.
Alinhamento
Ajusta a forma como o texto se comporta na célula, se está à direita ou à esquerda, no centro
(tanto horizontal como vertical), e até mesmo se o texto ficará inclinado ou não. Há também
como fazer o texto estar em duas linhas na mesma célula.Fonte Ajusta a formatação das letras da planilha.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 150
Borda Altera o formato das bordas que cercam uma célula, é possível alterar estilos, largura, cor e
qualquer outra configuração.
Padrões Altera as cores de fundo das células, que podem não ser brancas.
Proteção
Informa se a célula pode ser ou não alterada quando travamos a planilha. Se marcarmos que a
célula está travada, no momento em que protegemos a planilha, ela não poderá ser mais
alterada, apenas pela pessoa que possua a senha para desprotegê-la.
Outros comandos do Microsoft Excel serão mostrados a seguir para conhecimento e “decoreba” mesmo.
Comando Para Menu Ferramenta
Autosoma
Soma automaticamente os valores contidos em
determinadas células
Colar Função
Realiza um auxílio à construção de funções. Pode-se
construir desde as mais simples funções, até as mais
complexas.
INSERIR / FUNÇÃO
Classificar
Essas duas ferramentas classificam os valores de uma
determinada coluna de células nas ordens crescente e
decrescente respectivamente
DADOS /
CLASSIFICAR
Estilo de Moeda Formata a célula para que qualquer número escrito
nela tenha o formato da moeda corrente no país
FORMATAR /
CÉLULA
Estilo de
Porcentagem
Formata a célula para que qualquer número escrito
nela tenha o formato de Percentual
FORMATAR /
CÉLULA
Separador de
Milhares
Formata a célula para que quaisquer números escritos
nela apresentem o número de casas decimais padrão
do país, e também mostre os pontos que separam os
milhares (no caso do Brasil)
FORMATAR /
CÉLULA
Aumentar /
Diminuir casas
decimais
Aumenta ou diminui as casas decimais de um
determinado número, cada clique numa das
ferramentas implica em alteração em uma casa
decimal.
FORMATAR /
CÉLULA
Assistente de
Gráfico
Apresenta uma tela que auxilia, passo a passo, na
construção de gráficos com os dados existentes na
planilha.
INSERIR / GRÁFICO
Auto Filtro Permite escolher entre os dados que serão vistos
numa listagem.
DADOS / FILTRAR
EXPLICANDO MELHOR ALGUNS DESTES COMANDOS
O valor 1000 seria 1.000,00 se formatado com Separador de Milhares
O valor 200 seria R$ 200,00 se formatado com Estilo de Moeda
O valor 10 seria 1000% se formatado com Estilo de Porcentagem
O valor 12,00 seria 12,000 se aumentássemos as suas casas decimais e seria 12,0 se as diminuíssemos.
Autosoma sendo mostrada na figura seguinte
AUTOSOMA
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 151
De uma lista completa, que mostra tudo, pode-se tirar apenas as informações que se quer, utilizando um auto
filtro com este, no qual solicito apenas os dados de João.
Construir um gráfico é uma operação muito fácil, basta escolher os dados que farão parte do gráfico (para
isso, selecionamos as células) e então solicitar a ajuda do assistente de gráfico (ferramenta vista anteriormente).
Gráfico construído com o auxílio da ferramenta
Assistente de Gráfico. Bastou escolher os dados (no
caso, os nomes e valores da eleição) e mandar criar o gráfico.
Após visualizar como a planilha será impressa,
pode-se constatar que ela se encontra pronta para a
impressão ou que faltam alguns ajustes, no segundo
caso, utilizamos a Caixa de Diálogo Configurar Página
(Menu Arquivo / Configurar Página) ou clicando no botão
Configurar..., localizado na barra de Ferramentas da
janela acima. Ao selecionar a opção de configuração da
página, chegaremos à tela ao lado.
Nesta tela podemos alterar as configurações de
orientação da página, ajustar o percentual da impressão
(por exemplo, pode-se imprimir em 50% do tamanho
original). É possível escolher o tamanho do papel, a
qualidade de impressão.
Ain
da é
possível
configurar o
Cabeçalho e rodapé do documento a ser impresso (no Word fazíamos isso
dentro da própria área de edição do documento, mas no Excel, só
podemos configurar esses recursos na tela de configuração da página).
DICA: O cabeçalho e rodapé do Excel NÃO permitem alteração de cor da
fonte, sempre serão impressos em preto.
Ainda na tela de configuração de página pode-se escolher a
qualidade do documento impresso (se vai ser apenas rascunho ou
definitivo) se as linhas de grade serão impressas ou se os cabeçalhos de
linha e coluna sairão no papel. Ainda é possível ajustar as margens da
página e a posição da planilha em relação à página.
Quando todas as configurações estiverem realizadas, permitindo
a impressão, deve-se proceder com o comando Imprimir, no menu Arquivo. A execução deste comando apresenta a
caixa de diálogo ao lado:
Bastante parecida com a caixa de diálogo apresentada no Word, é possível através dela escolher o número de
cópias e qual o intervalo das páginas que serão impressas, bem como a impressora de destino entre outras opções.
AUTO FILTRO
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 152
REDES DE COMPUTADORES – NOÇÕES BÁSICAS
CONCEITO DE REDES DE COMPUTADORES
Redes de computadores são estruturas físicas (equipamentos) e lógicas (programas, protocolos) que
permitem que dois ou mais computadores possam compartilhar suas informações entre si.
Imagine um computador sozinho, sem estar conectado a nenhum outro computador: Esta máquina só
terá acesso às suas informações (presentes em seu Disco Rígido) ou às informações que porventura venham a
ele através de disquetes e Cds.
Quando um computador está conectado a uma rede de computadores, ele pode ter acesso às
informações que chegam a ele e às informações presentes nos outros computadores ligados a ele na mesma
rede, o que permite um número muito maior de informações possíveis para acesso através daquele
computador.
CLASSIFICAÇÃO DAS REDES QUANTO À EXTENSÃO FÍSICA
As redes de computadores podem ser classificadas como:
LAN (REDE LOCAL): Uma rede que liga computadores próximos (normalmente em um mesmo prédio ou, no
máximo, entre prédios próximos) e podem ser ligados por cabos apropriados (chamados cabos de rede). Ex:
Redes de computadores das empresas em geral.
WAN (REDE EXTENSA): Redes que se estendem além das proximidades físicas dos computadores. Como, por
exemplo, redes ligadas por conexão telefônica, por satélite, ondas de rádio, etc. (Ex: A Internet, as redes dos
bancos internacionais, como o CITYBANK).
EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA A CONEXÃO EM REDE
Para conectar os computadores em uma rede, é necessário, além da estrutura física de conexão (como
cabos, fios, antenas, linhas telefônicas, etc.), que cada computador possua o equipamento correto que o fará se
conectar ao meio de transmissão.
O equipamento que os computadores precisam possuir para se conectarem a uma rede local (LAN) é a
Placa de Rede, cujas velocidades padrão são 10Mbps e 100Mbps (Megabits por segundo).
Ainda nas redes locais, muitas vezes há a necessidade do uso de um equipamento chamado HUB (lê-se
“Râbi”), que na verdade é um ponto de convergência dos cabos provenientes dos computadores e que
permitem que estes possam estar conectados. O Hub não é um computador, é apenas uma pequena caixinha
onde todos os cabos de rede, provenientes dos computadores, serão encaixados para que a conexão física
aconteça.
Quando a rede é maior e não se restringe apenas a um prédio, ou seja, quando não se trata apenas de
uma LAN, são usados outros equipamentos diferentes, como Switchs e Roteadores, que funcionam de forma
semelhante a um HUB, ou seja, com a função de fazer convergir as conexões físicas, mas com algumas
características técnicas (como velocidade e quantidade de conexões simultâneas) diferentes dos primos mais
“fraquinhos” (HUBS).
INTERNET – A MAIOR REDE DE COMPUTADORES DO MUNDO
UM PEQUENO HISTÓRICO
Em 1969, “segundo reza a lenda”, foi criada uma conexão, através de um cabo, entre dois grandes
centros de Informática, leia-se dois quartéis militaresamericanos. Estava consumada a primeira “rede” de
computadores. Uma rede é, simplesmente, uma conexão física e lógica entre computadores no intuito de
poderem “trocar informações”.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 153
Essa rede foi crescendo, tomando de assalto as centrais de informática de Universidades e Centros de
Pesquisa do País até formar o que eles batizaram de ARPANET, uma rede militar e de pesquisa que atingia a maioria
das Escolas e quartéis da terra do Tio Sam.
Nesta época, o acesso a essa rede era limitado aos professores, alguns alunos e líderes militares, cada um
com seus limites bem definidos. Só que alguns rebeldes (alunos, funcionários, soldados, o que quer que fossem),
acabaram por se tornar conhecedores muito bons do sistema e sabiam burlar a segurança digital e ter acesso a
informações antes proibidas a eles, inclusive passariam a acessar de casa, de seus pequenos computadores TK85,
CP200 e outras maquininhas que hoje não parecem tão poderosas... Esses “espertinhos” viriam a se tornar o que
chamamos hoje de Hackers (termo que, na verdade, significa fuçador).
E a rede cresceu, se tornou popular, comercial (o que, por Deus, tendo nascido na “Capital do Capitalismo
Selvagem”, não se tornaria comercial, não é?) além de divertida, variada e, por muitas vezes, perigosa. Internet
(Rede Internacional) é, de longe, a maior de todas as redes de computadores do mundo, chegando ao patamar de 300
milhões de usuários atualmente.
A INTERNET HOJE
A Internet apresenta-nos uma série de serviços, como uma grande loja de departamentos, que tem de tudo
para vender. Podemos usar a Rede somente para comunicação, com nosso endereço de E-mail (daqui a pouco, será
mais usado que o correio tradicional, se já não é), podemos apenas buscar uma informação sobre um determinado
assunto e até mesmo comprar sem sair de casa. Ah! Tem mais: Assistir filmes e desenhos animados, paquerar,
vender, tirar extratos bancários, fazer transferências, pagar o cartão de crédito, jogar uma partidinha de xadrez com o
sobrinho do Kasparov na Rússia, marcar hora no dentista, etc...
A Internet está fisicamente estruturada de forma “quase” centralizada. Explicando: não há um “computador
central” na rede, não há um “cérebro” que a controle, mas existe uma conexão de banda muito larga (altíssima
velocidade) que interliga vários centros de informática e telecomunicações de várias empresas, esta “rodovia” é
chamada Backbone (mais ou menos como “Coluna vertebral”). Veja na figura seguinte uma representação bastante
simplificada da estrutura física da Internet, e imagine que cada um de nós está na ponta das linhas mais externas...
Em cinza podemos ver o Backbone, interligação entre grandes (grandes mesmo) empresas em todo o mundo
(os quadrados), e os meios pelos quais elas transferem informações entre si (pela necessidade de grande tráfego,
normalmente usam satélites, fibra ótica, microondas e outras coisas que nem temos coragem de imaginar).
As bolinhas brancas são as empresas que chamamos de provedores, elas “compram” o acesso à rede e o
revendem, como cambistas em um jogo de futebol, ainda existe certa velocidade entre os provedores menores e os do
Backbone.
Nós, meros usuários, estamos na ponta das linhas que saem dos provedores, normalmente conectados pela
linha telefônica. Mas hoje em dia existem novos sistemas, acessíveis a grande parte da população internauta do
mundo, para realizar um acesso mais rápido, como ondas de rádio, sub-redes em condomínios, discagem mais veloz,
etc.
O mais interessante sobre a internet é o fato de o usuário A, residente no Brasil (em nosso esquema acima),
fazer parte da mesma rede que o amigo nipônico B. E, por isso, teoricamente, eles possuem acesso às mesmas
informações, e podem, desde que usando programas adequados, se comunicar via correspondência (E-mail) ou em
tempo real em um bate-papo (Chat) que literalmente atravessa o mundo em segundos.
SERVIDORES (SISTEMAS QUE MANTÊM A REDE FUNCIONANDO)
A Internet é a maior rede de computadores do mundo (por sinal, todos já sabem disso), e nos oferece vários
serviços para que tiremos proveito de seu uso. Mas o que são “serviços”?
Imagine uma loja que oferece um serviço de entrega em domicílio. Esta loja dispõe de um, ou mais,
funcionário para realizar este serviço, entregando a mercadoria na casa do cliente. A loja oferece o serviço, o cliente
usa o serviço e o funcionário realiza o serviço. É simples, não?
A
.br .pt .uk .jp
B
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 154
E na Internet, imagine um provedor (empresa que “dá” acesso à Rede) que oferece, além do serviço de
acesso (que está inerente à sua função como empresa), oferece o serviço de E-mail, atribuindo ao usuário uma caixa
postal para envio e recebimento de mensagens eletrônicas. Já temos, para fins de comparação, quem oferece e quem
usa, mas quem realiza o serviço?
A resposta é: Um Servidor. Servidor é o nome dado a um computador que “serve” a outros computadores,
que “trabalha” realizando serviços em tempo integral (normalmente), que está inteira ou parcialmente dedicado à
realização de uma determinada tarefa (manter aquele dado serviço funcionando). Neste computador está sendo
executada uma aplicação servidora, ou seja, um programa que tem por função “realizar” as tarefas solicitadas pelos
computadores dos usuários. Na maioria das vezes, o servidor nem dispões de teclado ou monitor para acesso ao seu
console, está simplesmente funcionando sem a presença de um usuário em frente a ele.
Uma empresa pode ter diversos servidores: um somente para e-mail interno, outro somente para e-mail
externo, outro para manter os sites acessíveis, outro servidor para manter arquivos disponíveis para cópia, outro
ainda para possibilitar o “bate-papo” em tempo real. Em suma, para cada serviço que uma rede oferece, podemos ter
um servidor dedicado a ele.
Todos os servidores têm seu endereço próprio, assim como cada computador ligado à Rede. Esse endereço é
dado por um conjunto de 4 números, e é chamado de endereço IP, convencionado a partir das regras que formam o
Protocolo TCP/IP, usado na Internet (veremos adiante).
CLIENTES
Programas “clientes” são aqueles que solicitam algo aos servidores (leia-se aqui como os computadores que
possuem as aplicações servidoras). Tomemos um exemplo: para que o serviço de Correio Eletrônico seja
perfeitamente realizado, deve haver uma aplicação servidora funcionando corretamente, e os usuários devem ter uma
aplicação cliente que sirva para solicitar o serviço e entender a resposta proveniente do servidor.
Quando um e-mail é recebido, ele não chega diretamente ao nosso computador, ou ao nosso programa
cliente. Qualquer mensagem que recebemos fica, até que as solicitemos, no servidor. Quando enviamos uma
mensagem, ela fica em nossa máquina até o momento em que requisitamos seu envio (que também passa pela
“autorização” do servidor).
Esta comunicação funciona mais ou menos como descrita abaixo:
As linhas curvas identificam processos que são executados com nossa requisição, ou seja, envio e
recebimento de mensagens de/para nosso computador. A comunicação entre servidores acontece alheia à nossa
vontade.
Os Servidores só se comunicam entre si e com os clientes porque conseguem identificar o endereço IP
(novamente) de cada um.
Resumindo, a Internet é uma grande rede Cliente-Servidor, onde a comunicação é requisitada por clientes
(programas que os usuários utilizam) e mantida/realizada por aplicações servidoras, dedicadas ao objetivo de
completá-la. Isso funciona para qualquer serviço, não somente para o serviço de Correio Eletrônico.
TCP/IP – PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO DA INTERNET
Já imaginou se um Árabe, viajando ao Brasil, se depara com a mulher mais linda do mundo, que, sem que ele
soubesse, acabara de chegar de sua terra natal, a Moldávia(Onde fica a Moldávia?). Na tentativa de iniciar uma
conversa com ela, ele esquece que não fala uma palavra de português (pois imagina que ela é brasileira). O que ele
fez? Qual é, caro leitor, o mais provável desfecho para a cena, sabendo-se que eles se conheceram e casaram? Vale
salientar que eles conheciam apenas uma língua estrangeira além das línguas próprias.
Se você respondeu que eles conversaram em Inglês, está certo, ou pelo menos, mais próximo do que
poderia ter acontecido. Pois o inglês é, atualmente, a língua “universal”.
OK! Esta pequena estória serve para ilustrar o funcionamento de uma rede de computadores, que, apesar de
diferenças enormes entre seus participantes (computadores com diferentes sistemas operacionais, línguas,
velocidades, capacidades de memória) conseguem se comunicar entre si com extrema perfeição.
Toda rede de computadores tem sua comunicação dependente de um protocolo, ou de vários. Protocolo é o
nome dado a um conjunto de regras que os computadores devem seguir para que a comunicação entre eles
permaneça estável e funcional. Resumindo, computadores diferentes, numa mesma rede, só se entendem se falarem
a mesma língua (o protocolo).
Servidores
Cliente Cliente
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SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 155
Para a Internet, foi criado um protocolo chamado TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol)
que tem como característica principal o fato de que cada computador ligado à Rede deve possuir um endereço,
chamado endereço IP, distinto dos outros.
O Endereço IP é formado por 4 números, que variam de 0 a 255, separados por pontos, como no exemplo:
203.12.3.124 ou em 2.255.255.0 ou até 17.15.1.203. Acho que já deu pra entender.
Dois computadores não podem ter, ao mesmo tempo, o mesmo endereço IP, isso acarretaria problemas no
recebimento de qualquer tipo de informações. Para certificar-se que não haverá dois computadores com o mesmo
endereço IP na Internet – que é muito vasta – foi desenvolvido um sistema de atribuição automática desse endereço.
Quando um computador se conecta na Internet, através de um provedor, este recebe o endereço IP de um
servidor localizado na empresa que provê seu acesso. Este servidor não vai atribuir aquele endereço IP a nenhum
outro computador que se conectar enquanto este ainda permanecer on-line. Após a saída (desconexão) do
computador, o endereço IP poderá ser atribuído a qualquer outro computador.
Nas redes internas, em empresas, normalmente os endereços IP são fixos, ou seja, cada máquina já traz
consigo seu endereço, cabe ao administrador da rede projeta-la para evitar conflitos com outras máquinas.
O protocolo TCP/IP não é apenas um protocolo, é um conjunto deles, para que as diversas “faces” da
comunicação entre computadores sejam realizadas, podemos citar alguns dos protocolos que formam esta complexa
“língua”:
TCP (Protocolo de Controle de Transmissão): Protocolo responsável pelo “empacotamento” dos dados na
origem para possibilitar sua transmissão e pelo “desempacotamento” dos dados no local de chegada dos dados.
IP (Protocolo da Internet): Responsável pelo endereçamento dos locais (estações) da rede (os números IP
que cada um deles possui enquanto estão na rede).
POP (Protocolo de Agência de Correio): Responsável pelo recebimento das mensagens de Correio
Eletrônico.
SMTP (Protocolo de Transferência de Correio Simples): Responsável pelo Envio das mensagens de
Correio Eletrônico.
HTTP (Protocolo de Transferência de Hiper Texto): Responsável pela transferência de Hiper Texto, que
possibilita a leitura das páginas da Internet pelos nossos Browsers (programas navegadores).
FTP (Protocolo de Transferência de Arquivos): Responsável pela Transferência de arquivos pelas
estações da rede.
NOMENCLATURAS DA REDE (URL)
No nosso imenso mundo “real”, dispomos de várias informações para localização física, identificação pessoal,
entre outros... E no “mundo virtual”, como achar informações sem ter que recorrer aos endereços IP, que denotariam
um esforço sobre-humano para decorar alguns? Como elas estão dispostas, organizadas já que se localizam,
fisicamente, gravadas em computadores pelo mundo?
A internet é um conjunto imenso de informações textuais, auditivas, visuais e interativas, armazenadas em
computadores, interligadas entre si. Uma informação, qualquer que seja o seu tipo (endereço de e-mail, website,
servidor de FTP, newsgroups – termos que conheceremos a seguir), pode ser encontrada através de uma URL
(Uniform Resource Locator). Uma (ou um) URL é um endereço que aponta para um determinado recurso, seja uma
imagem, um computador, um usuário, uma página de notícias, etc. Assim como Avenida João Freire, 123 – Apt.
1201 – Recife – PE pode nos apontar a localização de alguma informação dentro de um escopo físico, a URL é
suficiente para nos orientar dentro da Internet por completo.
Exemplo: joaoantonio@informatica.hotlink.com.br é uma URL que localiza uma caixa de correio
eletrônico para onde podem ser enviadas mensagens. Já http://www.macromedia.com.br é uma URL que aponta
para o website da Macromedia (empresa americana especializada em programas para a Web). Todos os endereços
usados para a comunicação na Internet são chamados de URL. Uma URL está diretamente associada a um endereço
IP, ou seja, qualquer endereço da Internet (URL) é, na verdade, uma forma mais amigável de achar um computador
xxx.xxx.xxx.xxx qualquer.
O principal componente de qualquer URL é o que chamamos de domínio (domain), que identifica o tipo da
empresa/pessoa a que pertence esta URL. Vamos tomar como exemplo, o domínio telelista.com.br que identifica um
endereço brasileiro (.br), comercial (.com), cujo nome é telelista . Isso não significa que a empresa proprietária do
domínio se chama Telelista.
Baseando-se neste domínio, pode haver muita coisa, como Sites (seria, por exemplo,
http://www.telelista.com.br), endereços de E-mail para os usuários da empresa, como em
diretor@telelista.com.br, jdarruda@telelista.com.br, contato@telelista.com.br, entre outros, servidores para
FTP (transferência de arquivos) como ftp.telelista.com.br, e muito mais.
Por padrão, os endereços de domínios e suas URLs derivadas são escritos em minúsculas (para evitar
confusões). O que não exclui a possibilidade de haver algum endereço com uma ou mais letras maiúsculas.
SERVIÇOS QUE A INTERNET OFERECE
A Internet é um paraíso que nos oferece facilidades e mordomias antes imaginadas somente pela cabeça dos
magos da ficção científica escrita ou audiovisual.
CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 156
Podemos destacar alguns dos serviços, oferecidos pelas empresas especializadas em Internet, para o perfeito
uso da Grande Rede. Entre eles, o “xodó”, e filho mais velho é o correio eletrônico (E-mail).
A) E-MAIL (CORREIO ELETRÔNICO)
O E-mail é o sistema que permite que cada usuário da Rede possua uma “caixa-postal”, um espaço reservado
em algum computador para receber mensagens eletrônicas enviadas por outros usuários que também possuem suas
próprias caixas. Cada caixa postal é localizada por uma URL única no mundo.
O formato da URL da caixa postal segue uma convenção determinada há muito (na verdade, bem próximo à
própria criação da Internet): usuário@domínio define a sintaxe de uma URL de caixa postal de correio eletrônico na
Internet.
O símbolo @ (chamado de “arroba” no Brasil), tem seu verdadeiro nome americano de “at” que significa
“em”, então na verdade, o endereço de qualquer correio eletrônico significa “usuário em domínio” ou, traduzindo
menos literalmente, “usuário nesse domínio”. Por exemplo: joaoantonio@informatica.hotlink.com.br significa
que sou o usuário joaoantonio pertencente ao domínio informatica.hotlink.com.br.
Os programas clientes de Correio Eletrônico mais conhecidos são: Outlook Express, Internet Mail, Eudora,
Netscape Messenger, Notes, etc.
Umprograma cliente qualquer deve ser perfeitamente configurado para poder receber e enviar as
mensagens. Devemos indicar-lhe a URL ou o IP dos servidores POP e SMTP. POP significa Post Office Protocol e
identifica o servidor que recebe as mensagens que nos enviam. SMTP, ou Simple Mail Transfer Protocol identifica o
servidor que envia nossas mensagens para fora. Essas informações variam em cada provedor.
No nosso caso, o programa que será utilizado no curso é o OUTLOOK EXPRESS, da Microsoft.
É importante saber que para se utilizar o Outlook Express para buscar e enviar mensagens eletrônicas, deve-
se primeiro dispor de uma caixa postal em algum provedor, sem a caixa postal, o Outlook não poderá enviar
mensagens e também não terá de onde recebê-las.
Para acessar o Microsoft Outlook, clique no botão INICIAR, vá à opção PROGRAMAS e acione o ícone
OUTLOOK EXPRESS. Conheça alguns componentes do programa:
1) Painel das pastas: Possui algumas pastas (compartimentos) onde podemos guardar as mensagens
recebidas, caso queiramos criar uma pasta, como por exemplo, a pasta AMIGOS, para guardar os e-mails
recebidos por pessoas mais próximas, basta acionar ARQUIVO / NOVA PASTA. Algumas pastas são especiais,
como a caixa de entrada que guarda os e-mails recém recebidos. Explicações mais detalhadas a seguir.
2) Painel das mensagens: Mostra uma listagem das mensagens presentes na pasta selecionada (no caso da
foto, a Caixa de Entrada possui seis mensagens). Quando a mensagem está selecionada, seu conteúdo
aparece no painel do conteúdo. Quando uma mensagem apresenta um CLIP (ícone) significa que esta
mensagem trouxe um arquivo anexado (atachado). No caso das mensagens da foto, além das mensagens
propriamente ditas, recebi arquivos, que posso desanexar e abrir normalmente em algum aplicativo.
3) Painel do Conteúdo: Mostra o conteúdo escrito na mensagem selecionada. O botão grande do CLIP na
extremidade superior direita serve para ver os arquivos anexos, ou mesmo, desanexá-los.
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4) Painel dos Contatos: Apresenta uma lista das pessoas que estão cadastradas no seu livro de endereços (um
banco de dados que contém as informações das pessoas com quem você troca mensagens)
O Outlook Express apresenta algumas pastas especiais, que o acompanham desde a instalação (outras podem
ser criadas com o decorrer do uso). Essas pastas especiais são:
Caixa de Entrada: Nesta pasta ficam as mensagens que recebemos. Inbox em inglês.
Caixa de Saída (Outbox): Quando escrevemos novas mensagens, e clicamos em Enviar, as mensagens não
são imediatamente enviadas ao provedor, elas ficam guardadas na Caixa de Saída até que eu mande definitivamente
enviá-las. Isso é um recurso muito útil, pois podemos escrever várias mensagens, para vários destinatários diferentes
enquanto nosso micro estiver desligado da INTERNET, depois é só conectá -lo à rede e enviar todas as mensagens
(economia de dinheiro, pela conta telefônica).
Itens Enviados (Sent): Guarda cópias das mensagens que já foram definitivamente enviadas, isso garante
que tenhamos uma cópia de tudo o que mandamos, para conferência posterior.
Itens Excluídos (Trash): é a famosa LIXEIRA. Quando tentamos apagar alguma mensagem, esta vai para a
lixeira do programa, e de lá poderá ser expurgada definitivamente.
A barra de ferramentas do programa é muito simples de entender, vamos a ela:
NOVO MEMO (NOVA MENSAGEM): Abre a janela para criação de uma nova mensagem e posterior envio.
RESPONDER AO REMETENTE: Clique neste botão caso queira responder ao Remetente da mensagem selecionada no
painel das mensagens.
RESPONDER A TODOS: Clique neste botão para responder a todas as pessoas que receberam a mensagem a ser
respondida (caso o remetente a tenha mandado para mais alguém além de você)
ENCAMINHAR: Reenvia uma mensagem de correio para um outro destinatário
IMPRIMIR: Imprime a mensagem selecionada
EXCLUIR: Envia a mensagem selecionada para a pasta ITENS EXCLUÍDOS. Caso a pasta já seja esta, a mensagem é
apagada definitivamente.
ENVIAR/RECEBER: Envia todas as mensagens que estiverem na Caixa de Saída e solicita o recebimento de todas as
mensagens que estiverem na caixa postal no servidor.
ENDEREÇOS: Apresenta uma listagem dos endereços que estão cadastrados no seu Livro de Endereços (um pequeno
programa que guarda num banco de dados os seus amigos organizadamente)
Para enviar uma mensagem para alguém que não esteja em sua lista de contatos, execute um clique no botão
NOVO MEMO, na tela principal do Outlook. Caso o destinatário da mensagem esteja em sua lista de contatos, basta
acionar um duplo clique no nome correspondente na listagem, de qualquer maneira, a tela apresentada será como na
figura da página anterior.
O campo DE: mostra a conta de correio que você está usando para enviar (o outlook pode gerenciar várias
contas de correio). Digite o endereço eletrônico do destinatário no campo PARA: Se quiser que outra(s) pessoa(s)
receba(m) a mesma mensagem, escreva seu(s) endereço(s) no campo CC:.
No campo ASSUNTO: informe, de
maneira breve, sobre o que a mensagem se
trata, e, por fim, no grande campo branco,
digite o corpo de sua mensagem. Regras de
etiqueta em cartas comerciais / formais são
perfeitamente aceitas no mundo Virtual!
Caso deseje enviar um arquivo
anexado à mensagem de correio, Clique no
botão ANEXAR (o botão do Clip, na barra de
ferramentas). Os arquivos anexados fazem o
e-mail ser enviado e recebido mais
lentamente, devido ao “peso” em bytes do
arquivo, portanto avalie bem se o arquivo
está com o tamanho mínimo possível, e, se
puder, compacte -o.
Quando receber um arquivo
anexado em alguma mensagem, avalie duas
coisas: Quem mandou? Por que mandou?
Lembre-se que a INTERNET é o maior canal
de proliferação de vírus de computador do
planeta, e você só poderá ser infectado por algum se executar um arquivo infectado, portanto, se executar um arquivo
CADERNOS DIGITAIS
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que tenha recebido por E-mail. Remetentes desconhecidos são desconfiáveis: NUNCA ABRA UM ARQUIVO
ANEXADO DE UMA PESSOA QUE NÃO CONHECE.
B) WWW (WORLD WIDE WEB)
Chegamos ao ponto mais rentável da Grande Rede, interesse de todos os que realizam este treinamento.
Conheça um pouco das definições da WWW, a “teia mundial”:
A WWW é um sistema criado no início da década de 90 que permite a estadia de um documento em um
determinado local (identificado por uma URL única) para que todos possam acessá-lo. Funciona mais ou menos como
a Televisão, em que basta sintonizar um canal e ter acesso imediato às informações nele contidas.
No início da Web, era possível colocar documentos com conteúdo apenas de texto, com o passar do tempo, a
linguagem de criação destes documentos (HTML) e os programas clientes para vê-los (os Browsers) foram se tornando
mais cheios de recursos, como a possibilidade de apresentar figuras, sons, interatividades (links e formulários) e
animações (que chamamos, generalizadamente, de multimídia).
Os documentos existentes na WWW são chamados de “páginas”, esses documentos na verdade são arquivos
construídos com uma linguagem chamada HTML (Hyper Text Markup Language, ou linguagem de marcação de
hipertexto). Um conjunto destas páginas, dentro de um escopo definido, é chamado de site (ou Website). Um exemplo
simples é o seguinte:
http://www.cajuina.com.br é a URL que aponta para o diretório onde estão guardados os arquivos do
suposto site desta hipotética empresa. Esses vários arquivos (um site não é formado apenas por um arquivo), são
documentos HTML, figuras GIF ou JPG, animações em Flash, ou outro programa, etc.
Para que um usuário da rede possa ver um site, ele deve possuir um programa Cliente para a Web, esse tipo
de programa é chamado Browser (literalmente “folheador” ou mais conhecido como “navegador”). Os dois mais
conhecidos navegadoresno mercado são o Internet Explorer, da Microsoft, e o Netscape Navigator.
Para acessar um endereço qualquer, basta digitá-lo na barra de endereços do Browser e pressionar ENTER.
Verifique abaixo o detalhe da barra de endereço do Internet Explorer apontando para a URL do site da Coca Cola.
Os botões apresentados na parte superior da tela do Browser são muito úteis durante uma navegação um
pouco mais demorada:
VOLTAR: Faz com que o Browser volte à página que estava sendo visualizada antes da atual.
AVANÇAR: Caso se tenha voltado demais, pode-se avançar para uma página à frente.
PARAR: Se a página estiver demorando muito para ser carregada e suas informações ainda não estiverem sendo
mostradas (consumindo completamente a paciência) pode-se clicar neste botão para solicitar ao Browser que não a
carregue mais.
ATUALIZAR: Botão que solicita ao Browser uma nova carga da página, caso a mesma tenha sido interrompida por
algum motivo.
PÁGINA INICIAL: Faz o Browser voltar à página que estiver configurada como página inicial em suas configurações.
IMPRIMIR: Imprime a página que estiver sendo visualizada (embora seja mais interessante acionar o comando
ARQUIVO / IMPRIMIR).
Um recurso muito utilizado pela WWW e que foi copiado pelos programas mais novos (como WORD, EXCEL,
etc.) é o HYPERLINK (área na página onde o mouse vira uma “mãozinha”). Link ou Hyperlink é uma ligação entre
duas informações, quando clicamos em um link (como o da coca-cola, acima) somos imediatamente transportados
para o determinado endereço e passamos a ver aquela informação pelo nosso Browser.
É isso que faz da WWW uma rede interligada, cada página tem um ou mais links, que ligam a outras páginas
com mais links, formando uma rede de informações que levaria “a vida toda e mais seis meses” para ser vista por
completo...
Na WWW encontramos vários tipos de assuntos, como Futebol, Medicina, Empresas prestadoras de serviço, e
até compras On-Line (o chamado E-Commerce, ou comércio eletrônico). Podemos comprar sem sair de casa, é só
entrar numa página que venda alguma coisa, clicar para escolher o que se quer comprar, digitar o número do cartão
de crédito, preencher um formulário com os dados pessoais e: PRONTO, é esperar a encomenda chegar (pode-se
comprar até do exterior).
Se você não sabe qual o endereço que contém aquela informação que você procura, pode iniciar sua jornada
num SITE DE BUSCA (Página que ajuda você a procurar por assuntos):
www.cade.com.br www.altavista.com.br
www.yahoo.com www.google.com.br
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www.radix.com.br www.ondeir.com.br
A seguir são apresentadas duas páginas na Internet, a da Celpe e a do Conselho Estadual de Defesa dos
Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA, verifique a diferença no conteúdo das duas:
C) FTP (TRANSFERÊNCIA DE ARQUIVOS)
Estar conectado a uma rede é muito vantajoso e nos traz uma série de possibilidades, como
compartilhamento de arquivos e até mesmo de dispositivos físicos (impressoras e modems) com outras máquinas. Mas
para copiar arquivos de uma localidade remota para o nosso micro e vice versa, nós nos utilizamos, direta ou
indiretamente, de um recurso chamado FTP (File Transfer Protocol).
O FTP é um protocolo que permite a cópia de arquivos entre servidores/estações, muito popularizado em
servidores UNIX (Sistema operacional mutiusuário mais comum entre os servidores da Internet). Além de copiar,
podemos renomear, excluir ou alterar os atributos de um arquivo que não está em nosso computador, desde que
tenhamos privilégios administrativos sobre ele (isso fica definido no servidor).
Quando copiamos um arquivo de um servidor remoto para o nosso computador, estamos realizando um
procedimento comumente chamado de download, mas quando executamos a operação em sentido inverso, ou seja,
copiando do nosso computador para uma máquina remota, estamos realizando um upload.
D) CHAT – BATE PAPO PELO COMPUTADOR
Existe uma série de programinhas para comunicação em tempo real (ou seja, eu escrevo, você lê), esses
programas são chamados de Sistemas de CHAT (Bate Papo). O mais conhecido hoje em dia é, sem dúvida, o IRC
(Internet Relay Chat). Os usuários entram no programa (o mais famoso é o mIRC), executam uma conexão a um
servidor de IRC (que normalmente está em um provedor) e entram em salas para conversar, essas “salas” são
chamadas de CANAIS.
Não existe somente o sistema de IRC para Bate Papo, atualmente está sendo muito usado um programa
criado pela Mirabilis, uma empresa Israelense, chamado ICQ (um trocadilho com a expressão em inglês para: “EU
VEJO VOCÊ”). Este programa permite que você cadastre outras pessoas que o usem para que toda vez que elas se
conectarem à INTERNET, você as veja, e vice versa, vocês podem trocar palavras, mensagens, ou mesmo enviar
arquivos um para o outro.
COMO ME CONECTAR À INTERNET?
A conexão mais comum é feita pela linha telefônica, para tal,
nos cadastramos em um PROVEDOR (empresa que vende acesso à
INTERNET) e recebemos um LOGIN (nome de usuário para identificação
na hora da conexão) e uma SENHA (para a certeza de que somos nós
na hora da conexão).
Utilizamos um recurso do Windows, chamado ACESSO À REDE
DIAL UP, que se localiza no MEU COMPUTADOR. Neste programa, nós
criamos um ícone de discagem, para que o meu micro consiga discar
para um outro telefone e acessar uma rede qualquer (que pode ser a
INTERNET ou mesmo a rede da sua empresa). A seguir temos a imagem
da REDE DIAL UP, e os ícones de conexão existentes, bem como o ícone
de criação de discagens.
Dentro do ícone acesso à rede Dial Up, podemos acionar
qualquer ícone de conexão telefônica (que já esteja criado) ou criar nosso próprio ícone para conectar a algum
servidor. É preciso ter as seguintes informações para criar um ícone desses: Telefone para o qual meu computador vai
discar e Endereço IP do computador que irá atender a ligação, login e senha do usuário. No exemplo a seguir, o
telefone é o da HOTlink (3229-8000), seu endereço IP é 200.249.243.1 e o login do usuário é joaoa.
Pode-se ver que existem dois ícones na REDE DIAL UP, o ícone de conexão com a HOTlink (Provedor de
Internet) e o ícone Fazer nova Conexão, para criar um outro ícone para conexão. Atenção, os ícones presentes nesta
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janela servem somente para executar uma conexão pelo telefone
com outros computadores, cada ícone significa uma conexão
diferente.
Para se conectar à INTERNET, o ícone do provedor já deve
existir, basta então, executá-lo (com duplo clique), a janela que se
abrirá é a seguinte à
Notem que o Nome do usuário, também chamado de
LOGIN, está presente, a senha também é requisitada (aparece
com forma de asteriscos, para não ser vista). Se marcarmos a
opção SALVAR SENHA, a senha já vai estar presente na janela
quando a abrirmos, se ela estiver desmarcada (no caso acima)
deveremos colocar a senha sempre que a janela abrir. Clicamos,
então, em CONECTAR e o computador faz o resto:
Ele disca para o número do telefone citado na janela,
entra em comunicação com o SERVIDOR que irá responder, identifica-se como o usuário com aquele login e aquela
senha, e se tudo estiver certo, você passará a estar ligado na INTERNET. A janela de conexão muda para as seguintes,
em ordem:
A tela da conexão à rede pelo DIAL UP em três momentos diferentes, todos após a solicitação de conexão
efetuada na tela anterior. Após estas janelas, estaremos conectados à REDE pelo Telefone, e nossa linha estará
ocupada para quem tentar ligar para nós. O preço da tarifa telefônica gasta em internet é o mesmo de uma ligação
local, afinal, seu computador está se comunicando com outro telefone em Recife mesmo.
SISTEMAS DE CONEXÃO FÍSICA COM A INTERNET
A grande maioria das pessoas que utilizam a Internet, conectam-se através da linha telefônica, ou seja,
fazendo