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Síntese proteíca 1 🧬 Síntese proteíca Transporte do núcleo para o citoplasma Os RNAsm adequadamente processados são transportados através dos complesxos do poro nuclear, para isso um receptor de transporte nuclear específico deve ser ligado ao RNAm (isso ocorre simultaneamente à clivagem e poliadenização 3’). Após ajudar a mover a molécula de RNA através do complexo do poro nuclear, o receptor se dissocia do mRNA, penetra novamente no nucleo, e é utilizado para exportar uma nova molécula de RNAm. Processamento do RNAr Montagem das unidades ribossomais (RNAr + proteina) O nucleolo é a região onde ocorre o processamento do rRNAs e sua oganizaçãi sob a forma de subunidades ribossômicas. Diferente de muitas das principais organelas da célua, o nucleoo não está delimitado por membrana, ele é um enorde agregadp de macromoléculas, incluindo os próprios genes do rRNA, percursores dos rRNAs, rRNAs maduro, enzimas de processamento de rRNAs, snoRNPs, um grande conjunto de fatores de associação (incluindo ATPases, GTPases, proteínas-cinase e RNA-helicases), proteínas ribossômicas e ribossomos parcialmente formados. Síntese proteíca 2 Tradução As proteínas são sintetizadas dos moldes de mRNA, além disso todo RNAm são lidos na direção 5’→ 3’ e as cadeias polipeptidicas são sintetizadas da extremidade amina para a carboxila terminal. Cda aminoácido é especificado por três bases (um códon) no RNAm de acordo com um código genético. Características do código genético. As regras pelas quais a sequência de nucleotídeo de um gene, passando por uma molécula intermediária de RNAm, é traduzida na sequência de aminoácido é chamada de codigo genético. A sequência de nucleotídeos em uma molécula de RNAm é lida em grupos consecutivos de três. Sendo assim, como o RNA é composto 4 nucleotídeos diferentes por combinação 4x4x4 da 64 nucleotídeo diferentes, mas há 20 aminoácido, logo, há triplete que nuca serão usados, ou alguns aminoácidos são especificados por mais de um triplete. Cada grupo de três nucleotídeo consecutivos sobre o RNA é denominado códon e cada códon especifica um aminoácido. No processo Síntese proteíca 3 de tradução de uma sequência nucleotídica em uma sequência de aminoácidos, a sequências nucleotídica é lida da extremidade 5’ para a 3’ em grupos consecutivos de 3 nucleotídeo. Uma sequência de RNA pode ser traduzida em 3 fases de leitura, mas apenas uma delas sintetiza a proteína correta. O papel do RNAt na síntese proteíca O RNAt são moléculas adaptadoras composta por 80 nocleotídeo. Ele possui uma estrutura semelhante a folha de trevo, uma vez que há complementariedade do pareamento de bases entre seguimentos do RNAt formando regiões de dupla-hélice deixando essa molécula com esse aspecto. 💡 Essa estrutura é submetida a enovelamentos adicionais para formar uma estrutura compacta em forma de L mantidas por ligações de hidrogênio adicionais entre diferentes regiões da molécula. O anticódon está presente em uma das extremidades não pareadas do RNAt, alça anticódon, ele é um conjunto de 3 nucleotídeo consecutivos que pareiam com o códon complementar presente no RNAm. Além disso, nessa estrutura, na extremidade 3’, possui um sítio onde o aminoácido que corresponde aquele códon é ligado ao transportador. Assim, o RNAt tem como função transportar os aminoácidos para os códons do RNAm, uma vez que possui na sua estrutura o anticódon que correste a uma sequência consecutiva de 3 nucleotídeo, a qual reconhece o códon e se liga a ele, além disso na sua outra extremidade 3’ possui um sítio, no qual se liga o aminoácido correspondente ao códon para sintetizar a proteína. Síntese proteíca 4 A importância das aminoacil sintetases para a síntese proteica. O reconhecimento e a ligação ao aminoácido correto dependem de enzimas denominadas aminoacil sintetases, elas têm como função ligar covalentemente cada aminoácido ao seu conjunto apropriado de molécula de RNAt, ligando a sua extremidade 3’ onde há o sítio de ligação do aminoácido. No processo de aminoacilação, ativação do aminoácido, Inicialmente, ele é ativado por meio da ligação do seu grupo carboxila diretamente a um AMP, formando um um aminoácido adenilado. Para isso, há a hidrólise do ATP, o qual doa o AMP que vai se ligar ao aminoácido. O grupo carboxila do aminoácido ligado ao AMP é transferido para uma hidroxila presente no açúcar na extremidade 3’ do RNAt, formando o aminoacil-tRNA. Essa reação produz uma ligação de alta energia entre o RNAt e o aminoácido. O anticódon presente no RNAt se liga ao codon no RNAm e, logo, o aminoácido é selecionado por seu códon. Síntese proteíca 5 💡 Essa reação produz uma ligação de alta energia entre o RNAt acregado e o aminoácido, sendo que a energia dessa ligação é posteriormente usada para ligar o aminoácido covalentemente à cadeia polipeptídica crescente. Síntese proteíca 6 💡 Fidelidade do processo de aminoacilação A aminoasi sintetase seleciona o aminoácido correto, uma vez que o aminoácido correto tem alta afinidade pela fenda do sítio da sua sintetase, sendo os aminoácidos maiores excluidos do sítio ativo. A sintetase faz isso forçando, quando o RNAt se liga, o aminoácido para o seu sitío de edição, como ele possui alta afinidade pelas dimesões exatas do aminoácido correto, se o aminoácido for o errado ele é removido por hidrólise. Os ribossomos procarióticos e eucarióticos, além da ação catalítica do RNAr na reação da peptidil transferase. A sintese proteica é realizada nos ribossomos, o qual é composto por proteínas e diversas moléculas de RNAs ribossômico. Os ribossomos de procariontes e os de eucariontes possuem estruturas semelhantes, sendo que os ribossomos são usualmente designados de acordo com suas taxas de sedimentação: 70’s para os ribossomos bacteriano e 80s para os ribossomos eucarióticos. Os ribossomos de ambos são compostos por duas subunidaes distintas diferindo em detalhes apenas, mas com a mesma funcionalidade. Síntese proteíca 7 A subunidade menor fornece uma região sobre a qual os RNAt’s são pareado de forma eficiente aos códons do RNAm e uma subunidade maior realiza a atividdae peptidil-transferase que catalisa a formação das ligações peptídicas que unem os aminoácidos formando a cadeia polipeptídica. Essa formação da ligação peptídica acontece entre o grupo carboxila na extremidade de uma cadeia polipeptídica em crescimento e um grupo amino livre do novo aminoácido. Durante o processo de adição de novos aminoácido a extremidade carboxila permanece ligada ao transportador que havia colocado o ultimo aminoácido, por meio de uma ligação covalente formando o peptidil-RNAt (cadeia crescente + ultimo RNAt), essa ligação é desfeita quando um novo aminoácido transportado por um RNAt é adionado. 💡 Os aminoácidos são adicionadoa à extremidade C-terminal da cadeia polipetídica crescente. Síntese proteíca 8 💡 Etapas da síntese poteíca. Iniciação O início da tradução entre células procarióticas e eucarióticas. A tradução é dividida em três etapas a iniciação, alongamento e terminação. Tanto em procariotos como em eucariotos, o primeiro passo do estágio de iniciação é a ligação de um iniciador específico de RNAt metionil e do RNAm à subunidade ribossomal pequena. A subunidade maior, então, liga o complexo, formando um ribossomo funcional, no qual o alongamento da cadeia polipeptídica prossegue. Sinais de iniciação procaiontes X eucariontes Síntese proteíca 9 Sinais que identificam os códons de iniciação são diferentes em céulas procarióticas e eucarióticas. Os códons de iniciação no RNAm das bactérias são procedidos de uma sequência específica chamada de Shide-Delgarmo, a qual alinha o RNAm no ribossomo para a tradução pelo pareamento de bases com uma sequência complementar próxima ao 3’ terminal do RNAr16s. Isso vai fazer com que os ribossomos bacterianos iniciem a tradução não somente na extremidade 5’ de um RNA’m, mas também nos sítios de iniciaçãointernos de mensagens policistrônicas. Por sua vez em eucariotos, os ribossomos reconhecem a maioria dos RNAs mensageiros eucarióticos pela ligação ao cap 7-metilguanosina em sua extremidade 5’. Os ribossomos, entaõ, procuram a partir do cap 5’ um códon de iniciação AUG. Inicio da tradução do RNAm em bactérias O primeiro passo da tradução em bactérias é a ligação dos três fatores de iniciação (IF-1, IF-2 e IF-3) à subunidade ribossomal 30S. Então, o mRNA e o tRNA N- formilmetionil iniciador unem-se ao complexo, com IF-2 (que é ligado a GTP) reconhecendo especificamente o tRNA iniciador. O IF-3 é, então, liberado, permitindo que uma subunidade ribossomal 50S associe-se ao complexo. Essa associação desencadeia a hidrólise do GTP ligado ao IF-2, que leva à liberação de IF-1 e IF-2 (ligado a GDP). O resultado é a formação de um complexo de iniciação 70S (com mRNA e tRNA iniciador ligados ao ribossomo) que está pronto para começar a formação da ligação peptídica durante o estágio de alongamento da tradução. Síntese proteíca 10 Inicio da tradução em eucariotos A iniciação em eucariotos é mais complexa e requer no mínimo dez proteínas (cada uma consistindo em múltiplas cadeias polipeptídicas), que são designadas eIFs (fatores eucarióticos de iniciação). Os fatores eIF-1, eIF-1A, eIF-3 e eIF-5 ligam-se à subuni- dade ribossomal 40S e ao eIF-2 (em um complexo com GTP) associado com o tRNA metionil iniciador . O mRNA é reconhecido e levado ao ribossomo pelo grupo de fatores elF-4. O cap na extremidade 5' do mRNA é reconhecido pelo eIF- 4E. Outro fator, eIF-4G, liga-se ao eIF-4E e a uma proteína PABP (proteína de ligação ao poli-A) associada com a cauda de poli-A na extremidade 3' do mRNA. Os fatores de iniciação eucarióticos, desta forma, reconhecem tanto a extremidade 5' como a 3' dos RNAs mensageiros, sendo responsáveis pelo efeito estimulatório da poliadenilação na tradução. Os fatores de iniciação eIF-4E e elF-4G, em associação com eIF-4A e eIF-4B, então, levam o mRNA à subunidade ribossomal 405, com eIF- 4G interagindo com elF-3. Assim, a subunidade ribossomal 40S, em associação com o tRNA metionil e eIFs ligados, percorre o mRNA até identificar o códon de iniciação AUG. Quando o códon AUG é alcançado, o eIF-5 desencadeia a hidrólise do GTP ligado ao eIF-2. Os fatores de iniciação (incluindo eIF-2 ligado a GDP) são, então, liberados, e uma subunidade 60S une-se à subunidade 40S para formar o complexo de iniciação 80S de células eucarióticas. Síntese proteíca 11 Alongamento Alongamento da cadeia polipeptidica O primeiro passo no alongamento é a ligação do próximo tRNA aminoacil ao sítil A pelo pareamento do segundo códon do RNAm. O tRNA aminoacil é acompanhado até o ribossomo por um fator de longamento (EF-Tu em procariontes e eEF-1alfa em eucariontes), que está complexado ao GTP. A inserção correta de um rRNA aminoacil desencadeia uma mdança de conformação que induz a hidrólise do GTP ligado ao EF-Tu e a liberação do fator de alongamento ligado ao GDP. Depois disso, uma ligação peptídica é formada entre o RNAt metionil iniciador no dítio P e o segundo RNA aminoacil no sítiio A. 💡 Essa reação é catalizada pela subunidade grande. O proximo passo é a translocação que requer outro fator de alongamento e é agora acoplado à hidrólise do GTP. Durante a translocação, o ribossomo move-se três nucleotídeos sobre o mRNA, posicionando o próximo códon em um sítio A vazio. Esse passo transloca o tRNA peptidil do sítio A para o sítio P e o tRNA descarregado do sítio P para o sítio E. O ribossomo é, então, deixado com um tRNA peptidil ligado ao sítio P e com um sítio A vazio. A ligação de um tRNA aminoacil novo ao sítio A, assim, induz a liberação do tRNA descarregado do sítio E, deixando Síntese proteíca 12 o ribossomo pronto para a inserção do próximo aminoácido na cadeia polipeptídica em formação. 💡 Slide da professora Término Término da tradução. O alongamento da cadeia polipeptídica continua até que um códon de parada (UAA, UAG ou UGA) seja translocado no sítio A do ribossomo. As células não contém RNAs transportadores com anticodons complementares a esses si-nais de terminação; ao invés de tRNAs, elas têm fatores de liberação que reconhecem os sinais e terminam a síntese protéica. Ou seja, os Fatores de liberação reconhecem sinais e terminam a síntese proteíca Síntese proteíca 13 Síntese proteíca 14 💡 Funcionalidade dos polirribossomos As moléculas de mRNA que estão sendo traduzidas são, consequentemente e de modo geral, encontradas sob a forma de polirribossomos (também conhecidos como polissomos), grandes arranjos citoplasmáticos compostos por vários ribossomos separados por cerca de 80 nucleotídeos sobre uma única molécula de mRNA. Essas iniciações múltiplas permitem que a célula produza muito mais moléculas de proteína em um determinado espaço de tempo do que seria possível se cada proteína tivesse que completar o processo antes que a próxima o iniciasse. Síntese proteíca 15 💡 Tanto as bactérias quanto os eucariotos utilizam polissomos, e ambos empregam estratégias adicionais para acelerar a taxa de síntese proteica. Tendo em vista que o mRNA bacteriano não necessita de processamento e que ele está acessível aos ribossomos simultaneamente à sua produção, os ribossomos podem ligar-se à extremidade livre de uma molécula de mRNA bacteriano e iniciar sua tradução antes mesmo que a transcrição desse RNA esteja finalizada, seguindo bastante próximos da RNA-polimerase conforme ela se move sobre o DNA. Em eucariotos, as extremidades 5’ e 3’ do mRNA interagem; portanto, assim que um ribossomo se dissocia, suas duas subunidades estão em uma posição ótima para reiniciar a tradução sobre a mesma molécula de mRNA. Ação de antibióticos como inibidores da síntese proteica.