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GESTALT-TERAPIA
APONTAMENTOS,
REFLEXÕES E
POSSIBILIDADES 
 MARCOS LUCENA
PSICÓLOGO
CRP 02\23111
 ATENDIMENTO ONLINE 
CONTATOS
F. 81 99913 73338
@marcoslucenapsi
e-mail:
fonsecalucenapsi@gmail.
com
UM "POUCO\TODO"DE MIM 
 SOU MARCOS LUCENA, PSICÓLOGO. NASCI NA CIDADE DE OROBÓ-PE. ESTOU MORANDO NO JANGA-PAULISTA-PE. FILHO DE JOÃO
LUCENA E MARIA SERAFIM. NETO DE LOURDES E ADALGIZA, VIVAS, E VICENTE E FRANCISCO, FALECIDOS. SOU ANTIPROIBICIONISTA,
DEMOCRÁTICO, PROGRESSISTA, EVOLUCIONISTA, ANTIFASCISTA, ANTIMANICOMIAL, ANTICAPACITISTA, FEMINISTA EM PROCESSO.
NORTEIO MINHA VIDA E PRÁTICA EM FILÓSOFOS DA DESCONSTRUÇÃO: NIETZSCHE, HUSSERL, SARTRE, LEVINAS, VATTIMO E DERRIDA;
NA LITERATURA: DOSTOIÉVSKI, KHARLIL GIBRAN, MACHADOS DE ASSIS, ARIANO SUASSUNA, JOÃO CABRAL DE MELO NETO, FERNANDO
PESSOA, MÁRIO DE ANDRADE, CLARICE LISPECTO, ADÉLIA PRADO E BRÁULIO BESSA. GOSTO DE LUIZ GONZAGA, ZÉ RAMALHO, SEU
JORGE, CHARLIE BROWN JR., DETONAUTAS, NATIRUTS, CATEDRAL, TEATRO MÁGICO, DJAVAN, MILTON NASCIMENTO, GONZAGUINHA,
RENATO RUSSO, BELCHIOR, RAUL SEIXAS, EMICIDA, TRIBO DA PERIFERIA, MC DÖR, VANDERLEE E KERL SMITH. MOVIMENTO VOLTAIRE:
"POSSO DISCORDAR DE VOCÊ, MAS VOU ATÉ A MORTE COM VOCÊ, DEFENDENDO O SEU DIREITO DE DIZER O QUE DIZ"; PAULO COELHO:
"NÃO PRECISO DESTRUIR O CAMINHO DO OUTRO PARA DIZER QUE O MEU É O 'CERTO'"; CHARLIE BROWN JR.: "SÓ O AMOR COSNTRÓI
PONTES INDESTRUTÍVEIS". SOU GESTALT-TERAPEUTA"; CAETANO VELESO: "CADA UM SABE E A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É"; PERLS:
" EU FAÇO AS MINHAS COISAS E VOCÊ FAZ AS SUAS. NÃO ESTOU, AQUI, PARA CORRESPONDER AS SUAS EXPECTATIVAS E NEM VOCÊ AS
MINHAS...SE A GENTE SE ENCONTRAR, SERÁ LINDO, SE NÃO, NÃO TEMOS A FEZER. CONSENTIR A PROPRIA MORTE E RENASCER NÃO É
FÁCIL. VOCÊ SE DECEPCIONOU SOZINHO, IGNORANDO O DIREITO DAS PESSOAS SEREM O QUE SÃO. O PRIMEIRO E ÚLTIMO PROBLEMA
DA PESSOA É INTEGRAR-SE INTERNAMENTE E AINDA ASSIM, SER ACEITO PELA SOCIEDADE"; MOVIMENTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA:
"NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS". 
 Fritz Perls
 "Fundador" da Gestalt Terapia
• Nasceu em 8 de julho
de 1893 em um gueto
judeu nos arredores
de Berlim. Médico alemão interessado em
princípio em neurologia e depois em
psiquiatria. Por conta disto se
aproximou da Psicanálise, tendo se
tornado psicanalista. Antes de se
decidir pela medicina, havia
considerado a possibilidade de se
tornar ator. De temperamento irrequieto,
intempestivo e muito criativo, foi
desenvolvendo a sua visão de
psicanálise, tendo em curto espaço
de tempo conseguido muitas
inimizades e, por fim, sua expulsão
da Sociedade de Psicanálise.
Nesta época foi analisando de
Wilhelm Reich.
� Chegou a ter um encontro com
Freud, a partir do qual rompeu
definitivamente com a Psicanálise.
� Por ser judeu, imigrou em 1936 para
a Johanesburgo, na África do Sul,
com sua esposa Lore, onde fundou
um Instituto de Psicanálise.Em 1942,
escreveu o livro “Ego,
Fome e Agressão”. Neste livro Fritz
lança uma importante discordância
teórica com relação à psicanálise: a
idéia de que a base da agressão e do
sadismo está na fase oral e não na
fase anal do desenvolvimento
infantil. Também neste livro lança
alguns conceitos básicos do que
seria, mais tarde, a Gestalt Terapia.
 Em 1946 imigrou para os Estados
Unidos,
tendo se fixado em New York.
Dedicou-se a desenvolver a Gestalt
Terapia como uma nova
abordagem de
psicoterapia, a partir da influência
de
certos dissidentes da Psicanálise,
como W.
Reich, da Psicologia Organísmica,
de
Goldstein e das concepções
fenomenológicas da psicologia da
gestalt,
do existencialismo e de suas
experiências
no meio teatral.
 Nesta época encontrou seu grande
parceiro, Paul Goodman, com quem
em 1951 publicou em co-autoria com
Ralph Hefferline o livro “Gestalt
Therapy - Excitement and Growth in
Human Personality”, a primeira
aparição pública do termo Gestalt
Terapia.
� Até a sua morte em 1970, Fritz
Perls, sua esposa Lore e Paul
Goodman, além de outros autores
que paulatinamente foram se
juntando a eles, constituiram a
Gestalt Terapia a partir de fontes
como a Psicologia da Gestalt,
Fenomenologia, Existencialismo,
Teoria Organísmica de Goldstein,
Teoria de Campo de Lewin, Holismo
de Smuts, Psicodrama de Moreno,
Reich, Buber e, por fim, a filosofia
oriental.
 Kurt Goldstein
� Neuropsiquiatra (1926)- Frankfurt.
� Um dos expoentes da teoria
organísmica, uma das principais
influências exercidas sobre Perls e,
por extensão, sobre a Gestalt
Terapia.
Kurt Goldstein
� Idéia central na Gestalt Terapia de se
considerar o indivíduo como um todo, uma
entidade biopsicossocioespiritual.
� Os processos básicos, em termos de
dinâmica específica de comportamento,
segundo Goldstein, são :
1) Processo de equalização ou centragem do
organismo;
2) Auto-realização;
3) Pôr-se em acordo com o meio ambiente.
Psicanálise
� Pode-se dizer que a Gestalt Terapia é, de
certa forma, filha da psicanálise.
� Fritz Perls e sua mulher, Laura, eram
psicanalistas quando lançaram as bases da
Gestalt Terapia.
� As influências da Psicanálise sobre a
Gestalt Terapia são um dos pontos mais
debatidos no interior da abordagem
gestáltica, havendo mesmo teóricos que
dizem que ela se dá muito mais pelo que
não fazer que pelo que fazer em um
trabalho psicoterapêutico. 
Jung
� Com relação ao trabalho com os sonhos,
há influência de Jung, que via os sonhos
mais como expressões pessoais criativas
do que como disfarces inconscientes de
experiências problemáticas ou apenas
motivadas por realizações de desejos.
� Resultado da influência: Em Gestalt
Terapia, os sonhos são entendidos
também em termos de situações
inacabadas que clamam por satisfação e
finalização.
Teoria da Aprendizagem da
Gestalt
� Este conceito (situação inacabada)
nos leva a outra influência recebida
pela Gestalt Terapia: a teoria da
aprendizagem da Gestalt,
desenvolvida por Wertheimer, Köhler
e Koffka, na Alemanha dos anos
vinte. Influência tão marcante que
acabou por determinar o nome da
teoria que Perls criaria.
Teoria da Aprendizagem da
Gestalt
� A fundamentação básica da
Psicologia da Gestalt é a de que a
percepção depende da totalidade das
condições estimulantes, ou seja,
depende do campo total (indivíduomeio), depende de características do
estímulo e da organização
neurológica e perceptiva da pessoa.
Alfred Adler
� Vem de Adler a influência para que,
em Gestalt Terapia, acredita-se “que
o homem cria a si mesmo”.
� A maior energia para a realização
deste esforço prometeico provém de
sua consciência e da aceitação de si
mesmo tal qual é.” (Ribeiro, 1985, p.
21)
Alfred Adler
� Cujas concepções “do estilo de vida
e do eu criador apoiaram a
participação única e ativa de cada
indivíduo que - no curso de sua
evolução pessoal - entalha a sua
natureza específica.” (...)
� Relembrou aos psicoterapeutas a
importância da superfície da
existência 
Alfred Adler
� Para a Gestalt Terapia, a
superfície da existência é o plano
do foco preordenado, a própria
essência do homem psicológico.
� É nesta superfície que existe a
consciência, dando à vida sua
orientação e significado.
Otto Rank
� Orientação humanista - a primeira luta
humana é aquela pela individuação
pessoal, o que se tornou também uma das
preocupações centrais da Gestalt Terapia.
� Esta luta se dá através dos esforços que a
pessoa faz para integrar seus medos
polares de separação e de união, ou seja,
a eterna luta humana entre autonomia e
heteronomia. Se nos separamos demais,
corremos o risco da perda da relação com
o outro; se nos unimos demais, o risco é o
da perda da individuação.
Add a little bitBuber
� Acredita que a civilização moderna,
ao não valorizar os aspectos
relacionais da vida, ampliou o espaço
para o narcisismo e para o
isolamento do ser humano. Cardella
(2002, p. 36 e ss) 
Buber
� Ao valorizar o aspecto relacional da
existência humana, a Gestalt Terapia
se mostra com uma atitude
terapêutica e uma visão de ser
humano fundamentada na
abordagem dialógica, a qual valoriza
o ‘entre’, “o verdadeiro lugar e o
berço do que aconteceentre os
homens.” (Buber, cit. em Hycner,
1997, p. 29) of body text
Filosofia Existencial
� Principalmente através de Heidegger,
Martin Buber, Binswanger, Rollo May e
Merleau-Ponty.
� O ser humano como um ser em relação é
uma das contribuições que o movimento
existencialista do pós-guerra trouxe à
Gestalt Terapia.
� Outras contribuições dos existencialistas:
experiência; autenticidade; confrontação;
ação viva e presente.
Outras Influências
� Friedlander - aproveita o conceito
de indiferença criativa e a maneira
de ver as polaridades, ou seja, o
aspecto da qualidade polar da vida
humana: a polaridade da
personalidade é um dos pilares da
Gestalt Terapia
� Jan Smuts - importantes reflexões
sobre o holismo.
"A existência precede à
essência". "O importante
não é o que fizeram com
você, mas o que você faz
com o que fizeram com
você, é o que importa."
"você é condenado a ser
livre." (Sartre). 
Outras Influências
� Reich – O corpo, os gestos, o olhar, a
entonação da voz, passam a fazer parte
da terapia. Além disto, há uma
preocupação não só com a estrutura da
fala, mas também com a forma da fala.
� Moreno – Psicodrama - com o conceito
de que é mais provável fazer-se
descobertas participando-se de uma
experiência do que falando sobre ela.
Outras Influências
� Zen-budismo – 1962 aprende no
Japão alguns conceitos:
1. permitir o fluir da experiência, ou seja,
seguir o fluxo de awareness;
2. a aceitação do que se é;
3. a possibilidade de se aprender a lidar
com o vazio, o qual é fértil de
possibilidades, uma vez que, não raro, é
o momento que precede o ato criativo
TEORIA
�Uma teoria em constante
construção.
�Faz parte da 3ª força da
psicologia.
� O ser humano é um ser em relação.
� Totalidade e integração.
� Ser humano como uma unidade
indivíduo-meio. Abordagem dialética
� Unidade de presente, passado e
futuro.
� Auto-regulação
TEORIA – Conceitos Básicos
� Gestalt-terapia: teoria de processos.
� Visão situacional
� Personalidade como um conjunto de
funções.
� Resistência
� Singularidade
� Responsabilidade
TEORIA
� Idéia de criatividade
� Desejos e necessidades X Figura e
fundo
� Organização das experiências
� Ajustamento criativo
� Defesa
� Awareness
� Awareness organísmica
� Awareness criativa
Teoria
 Saúde X Doença
� Saúde: “fluxo contínuo e energizado de
awareness e formação perceptual de
figura-fundo , onde através de fronteiras
permeáveis e flexíveis o indivíduo interage
criativamente com seu meio ambiente ,
desenvolvendo recursos novos para
responder às dominâncias que se lhe
afigurem e usando suas funções de
contato para poder avaliar e
apropriadamente estabelecer contatos
enriquecedores e interrompê-los quando
tóxicos e intoleráveis. Saúde seria a
prevalência e relativa constância deste
tipo de funcionamento“ (Ciornai)
Doença: “funcionamento não saudável
caracterizado por interrupções, inibições e
obstruções destes processos, com a
conseqüente formação de figuras fracas,
desvitalizadas, mal definidas , nebulosas,
confusas à percepção, que ao não se
completarem vão dificultando
progressivamente as possibilidades de
contatos criativos , vitalizados e
vitalizantes com o presente” (Ciornai)
TEORIA
� “Doença ou patologia seria então a
recorrência crônica deste tipo de
funcionamento, com a conseqüente
cristalização das dificuldades do
indivíduo e empobrecimento de seus
contatos com o mundo”. (Ciornai)
 Nos anos 60 fomos profundamente influenciados
pelas idéias de Carl Rogers, um homem que
falava na primeira pessoa do singular,
privilegiando o vivido.
� Na década de setenta, e uma vez mais na década
de oitenta, Rogers e colegas que com ele
trabalhavam, em particular John Wood e Maureen
Miller, estiveram no Brasil, realizando palestras,
entrevistas e workshops, residenciais, e não
residenciais, com grandes grupos de
participantes.
Gestalt Terapia no Brasil
� Simultaneamente, Walter Ribeiro, que participava
desse grupo em São Paulo, inicia em Brasília em
1977 um pequeno grupo de 3 pessoas para
veicular a Gestalt; esse grupo em 1978 se amplia
e então se cria o primeiro grupo de formação,
tarefa em que é auxiliado por Maureen Miller,
terapeuta gestáltica de origem rogeriana,
residente em San Diego, Califórnia.
� Começavam a se esboçar grupos em diversos
estados e alguns com Centro de Estudos
organizados.
Gestalt Terapia no Brasil
Gestalt T
Em 1981, Thérèse Tellegen, Lilian Frazão, Abel
Guedes e Jaen Clark Juliano fundaram o Centro
de Estudos de Gestalt de São Paulo.
� A Gestalterapia constituiu-se intensamente, no
Brasil, como uma opção forte no âmbito das
psicologias e psicoterapias fenomenológico
existenciais.
� Foi publicado no Brasil os textos básicos de Perls,
o livro Gestalt-Therapy do Perls, Hefferline e
Goodman, texto difícil de ser metabolizado.
� Depois o Ego, Hunger and Agression, o
primeiro livro escrito pelo casal Perls, na Africa do
Sul em 1942 
Gestalt Terapia no Brasil
� Em 1984 a Thérèse publica Gestalt e
Grupos: uma perspectiva sistêmica, o
primeiro livro brasileiro de Gestalt.
� Em 1985 Jorge Ponciano Ribeiro publica o
Gestalt-Terapia: Refazendo um caminho.
� 1987 veio a São Paulo, para um Grupo de
Estudos Avançados, o Gary Yontef, um dos
maiores teorisadores da Gestalt-Terapia
atual, com uma sólida formação em
Fenomenologia e Existencialismo.
� No segundo semestre de 1990, o
nordeste se fez presente,
organizando sua reunião regional.
� III o Encontro Nacional de GestaltTerapia foi organizado pelo grupo de
Brasilia em 1991.
Gestalt
No segundo semestre de 1990,
o
nordeste se fez presente,
organizando sua reunião
regional.
� III o Encontro Nacional de
GestaltTerapia foi organizado
pelo grupo de
Brasilia em 1991.
Gestalt Terapia no Brasil
Gestalt Terapia no Brasil
� institutos que trabalham e
difundem
a Gestalt Terapia no Brasil :
� Instituto de Gestalt Terapia,
no Rio
de Janeiro ;
� Instituto Gestal de São Paulo
;
� Centro de Estudos de
Gestalt-Terapia
de Brasília (CEGEST)
Prática e Metodologia da
Gestalt Terapia
� É uma terapia que permite ao terapeuta
inventar e/ou utilizar-se com liberdade e
criatividade de técnicas e experimentos
provindos de diversas origens ,desde que
não se perca de vista os princípios
epistêmicos fenomenológicos que
caracterizam a abordagem gestáltica , os
objetivos terapêuticos delineados , e a
visão gestáltica de processo humano,o que
inclui a compreensão de como se dão
processos e distúrbios de contato ,
percepção e awareness .
O terapeuta gestáltico pode
trabalhar com os experimentos de
contato e awareness que se fizeram
conhecidos nos trabalhos de Fritz
Perls e outros gestaltistas da época ,
ou inventar outros . � Pode trabalhar com:
1. sonhos. 2. visualizações 3. fantasias. 
4. mitos. 5. contos
6. Dramatizações. 
7. exercícios de relaxamento e
sensibilização corporal
8. atividades expressivas tais como
dança, desenho, modelagem,
poesia, experimentos de dinâmica
grupal, de meditação. 9. ou com nada disto.
A Gestalt Terapia , não se caracteriza
por técnicas específicas, mas sim por
sua postura na relação terapêutica ,
por sua postura na eventual utilização
de técnicas e experimentos, e na sua
compreensão dos objetivos do
trabalho terapêutico. 
 � A relação da Gestalt Terapia com
criatividade se dá em três
instâncias:
1. concepção existencial de ser
humano,
2. na sua concepção de saúde e
funcionamento saudável,
3. e na sua metodologia.
Semântica geral trabalhada
psicoterapicamente:
� - O trabalho psicoterápico da Gestalt Terapia focaliza aquilo
que está aqui e agora, acessível ao cliente; aquilo sobre o
qual ele pode entrar em contato e se responsabilizar em
cuidar sozinho – contando com o apoio do terapeuta.
� - Nesse contato as fronteiras se dão de dentro do universo
do cliente para fora (parte de seu mundo conhecido) na
direção que ele quiser, de acordo com seu interesse.
� - Estabelecimento de confiança – não somente pelo
terapeuta e pelo trabalho terapêutico, mas
primordialmente, em si mesmo.
� - Partindo sempre de onde está, o clienteadquire o
conhecimento sobre o processo – dessa forma não é
tratado pelo terapeuta como alguém que não tem
capacidade para entender o que está acontecendo.
� -O que o terapeuta compartilha é do próprio mundo do
cliente – com seus pontos de vista, linguagem, crenças,...;
valorizando seus recursos, seus aspectos saudáveis para
ampliar seu campo vivencial e vir a recontextualizar suas
situações inacabadas.
 A gestalt Terapia tem uma visão especial quando
considera a relação com o ser humano que a procura para
o trabalho terapêutico.
� - Para a Gestalt Terapia, a pessoa não é um meio para
atingir algo: para expressar o quanto à terapia é boa, ou
envaidecer o ego do terapeuta.
� - Na GT, a pessoa é o fim, é o que almejamos e para onde
colocamos nossa atenção – Martin Buber (1878/1965)
chamou de relação “eu/tu”.
� - Em contrapartida vem o “eu/isso” que transforma o outro
ser humano em um meio - instrumento para alcançar algo.
� - Para o gestalt-terapeuta Yontef tem que se ressaltar a
necessidade de inclusão para uma melhor qualidade do
contato eu/tu – inclusão é exatamente não se deter ao
significado das palavras para quem escuta, mas procurar,
para além das palavras, compreender o outro como o
outro, tentando ver o mundo com os olhos deste
A pessoa do terapeuta na Relação Psicoterápica
A implicação do terapeuta no processo psicoterápico
� - A relação terapeuta e cliente vão além
do ato de observar e ser observado – o
terapeuta faz a relação na medida em que
é atingido por ela.
� - O encontro tem que permitir plena
comunicação das partes envolvidas –
transcende a dicotomia
observador/observado.
� - Universos do eu/tu que se aproximam e
se comunicam, compartilhando o que o
contexto mostra como importante para o
desenvolvimento psicoterápico.
 A qualidade da relação psicoterápica
acontece
quando tanto o cliente quanto o terapeuta
atinge
a presença e a participação – desde que tal
participação contemple a prioridade da
relação
que se estabelece: que esta possa servir ao
indivíduo que procura terapia, para que ele
alcance de maneira autônoma, sua satisfação,
seu reequilíbrio organísmico.
� - O terapeuta consegue descrever? O
terapeuta
tem condições de enxergar o óbvio? Para um
bom
andamento do trabalho psicoterápico isso é
necessário.
Para a Psicanálise freudiana, um ato falho como este no
atendimento 3 poderia gerar uma interpretação que
apontasse uma fantasia de ter a mãe como esposa – a
questão é que poderia sim até haver um desejo deste,
ainda inconsciente, mas ir diretamente para este ponto
seria uma viagem puramente verbal.
� - Nesse caso, a pessoa poderia “entender” a partir de
uma
interpretação de seu ato falho que ele realmente “deve ter”
um sentimento, uma fantasia com sua mãe, gerando daí o
ato falho.
� - Recebendo essa interpretação psicanalítica, a pessoa
não
percebe como foi o caminho – como foi que se chegou até
essa conclusão. Além disso, o “efeito terapêutico da
interpretação por si só não pode ser suficiente”. (Reich,
1982)
- Dessa forma, a pessoa não aprende a lidar com
os
problemas por si só – a lidar com seus sentimentos
já que
não são compartilhadas com a pessoa informações
necessárias para que ela mesma chegue até estes
sentimentos futuramente, sozinha.
� - Na gestalt terapia, exatamente por lidar com o
momento
presente, todas as informações necessárias para
se trilhar
este caminho (da pessoa até a possibilidade de
contato
com seus conflitos) estão disponíveis.
� - A pessoa vai caminhando de acordo com sua
própria
medida, dentro do seu próprio ritmo e alcançando
a
segurança necessária para sua auto- reflexão
posterior e
obtenção de sua autonomia holística, ou seja,
autônima
sobre seus sentimentos, seus pensamentos, sua
emoções.
Distinção entre a Psicologia da Gestalt e a
Gestalt- Terapia
� A Gestalt Terapia se preocupa com o
campo clínico, com as técnicas de trabalho
e estudos que visam dar ao homem as
condições necessárias para seu próprio
crescimento.
� A Psicologia da Gestalt, foi um campo de
pesquisa que trouxe uma série de novas
perspectivas para entender a maneira com
a qual o homem se relaciona com o
mundo.
VISÃO DE MUNDO: conceito de mundo e pessoa funciona como uma gestalt, como uma relação
figura e fundo, uma configuração a partir da qual, dependendo do aqui agora do sujeito pensante, ele
parte ou do mundo ou da pessoa para constituir a ideia sobre ele próprio e/ou sobre o mundo. O
conceito de mundo, portanto não esta pronto em si, como algo fixo, é algo fluido, dinâmico, mutável e
varia de acordo com a mente teórica de quem observa e sofre sua influencia. VISÃO DE HUMANO: 
 Cada ser humano é único e tenta o compreender como um todo, uma unidade indivisível, não há
separação entre o sentir, o pensar e o agir, sua mente, seu corpo e suas manifestações são parte de
um todo, ou seja, são formas diferentes de expressão daquele ser humano e estão portanto
integrados e contribuído para a configuração desse todo. Assim se algo muda em qualquer uma das
suas partes, seja um aspecto emocional, mental, físico ou espiritual, o todo é reconfigurado, surge
uma nova organização uma nova gestalt. Conclui-se, assim, que A GT vê o HUMANO como um todo
para a GT não significa que vamos perceber a cada momento todas as características desse homem “
ao mesmo tempo”, mas que para cada característica que se apresenta e se revela existe uma serie de
outras com as quais ela possui relações e que estão momentaneamente no segundo plano, cabe
ressaltar nesse ponto que a relação entre figura e fundo é fluida e dinâmica, isto é aquilo que emerge
com figura num dado momento tende a partir da reorganização do campo voltar a ser fundo, para
que uma nova figura posso emergir assim por diante.
A GT não precisaria de uma teoria de desenvolvimento uma vez que seus pressupostos não
abarcam uma teoria baseada em estágios sequenciais de caráter universal e que, entre outras
razões, procurar uma teoria do desenvolvimento para GT estaria muito mais ligado a uma crença
de que qualquer abordagem consistente de ser humano, deve ser uma teoria de desenvolvimento.
A GT traz no bojo na sua teoria uma critica a estas concepções de desenvolvimento que reduzem,
determinam e naturalizam os seres humanos. Quanto à personalidade, a GT foi descrita por Perls
como uma terapia existencial, ele insistia que algum individuo, somente pode ser compreendido
através da descrição realizada de maneira direta pela sua própria pessoa, ou seja, um humano só
pode ser compreendido se for interpretado por si mesmo. Tal teoria ofereceu uma visão ampla a
respeito de diversos campos sociais, de modo que busca uma compreensão cada vez mais
adequada das inúmeras relações entre o homem, o planeta, os objetos e a natureza como se tudo
fosse parte de um único jogo. Na GT, o terapeuta é apenas um facilitador e não um condicionador
do comportamento psicológico de seus clientes, assim como Sócrates por meio da dialética busca
fazer com que o seu ouvinte conheça a si mesmo, assim, procede a GT. O terapeuta trabalha na
perspectiva de que o seu consulente compreenda a si e se conscientize descobrindo assim seus
pontos "fortes" e os seus pontos "fracos", a partir daí o seu bem-estar podem ser garantidos,
inclusive o seu crescimento espiritual e psicológico.
QUANDO DIZEMOS QUE EMPREGAMOS A FENOMENOLOGIA COMO MÉTODOS ESTAMOS
DIZENDO:1. Que vemos a realidade, a observamos com atenção, a descrevemos fielmente e
a explicamos de modo cuidadoso (a interpretamos no sentido lato do termo). Estes são os
momentos do encontro.2. Que trabalhamos o aqui e agora. Estamos atentos á
temporalidade e á espacialidade na qual a pessoa se movimenta e que se revela na vida
como na terapia. A totalidade ocorre no aqui e agora. Só se tem acesso real á pessoa
quando se tem acesso á sua totalidade possível .
MÉTODOS E TÉCNICAS. Que trazemos para o aqui e agora as emoções e sentimentos
vividos pelos clientes ,porque uma das finalidades da psicoterapia é a recuperação do
emocional é reexperienciarpassado e futuro com a força da energia do presente.4. Que
estamos atentos á pessoa como um todo : ao verbal e ao não-verbal ,estamos atento a um
perfume , ao balançar espontâneo e despercebido dos pés,ao estilo da roupa. As mudanças
físicas, como um corte de cabelo, o cortar uma barba de longos anos. Tudo no ser humano
é fecundado de significados. Não é o sintoma que está em terapia, é a pessoa como um
todo.
 Que evitamos interpretações, porque trabalhamos com o sentido imediato das coisas
trazido pelo cliente, que deve sempre ser acreditado, mesmo quando as aparências
parecem dizer o contrario. A interpretação pode envolver juízos de valor.6. Que
entendemos que o sintoma é apenas a ponta do iceberg e, por isso , trabalhamos
prioritariamente com os processos que os mantém , mais do que com eles em si mesmos.
O sintoma implica desvio de uma energia que originalmente era saudável. Não podemos
não ver o sintoma, mas não podemos ficar parado ali. O sintoma é o lugar onde o trem
descarrilou, o lugar de chegada e mais além. Que aceitamos e trabalhamos a experiência
imediata do sujeito porque a consciência nunca é consciência do nada, ela é sempre
consciência do nada,ela e sempre cônscia de alguma coisa , e por mais tênues que sejam
os sinais ,é sempre uma pista que o corpo dá. Que os experimentos são uma riqueza
imensa e podem ser de grande valia, quando realizados cuidadosamente. Gestalt-terapia
,como diz Joseph Zinker, é permissão para criar. Que o psicoterapeuta esta incluído na
totalidade da relação cliente-mundo, e que sua experiência pessoal e imediata, vivida na
sua relação com o cliente, não pertence a ele, e sim, a relação. Esta experiência pode e, as
vezes,deve ser co-dividida com o cliente. Que estes pressupostos se aplicam não apenas a
parte clínica da Gestalt, mas a uma abordagem mais geral da Gestalt, no que diz respeito
as instituições.
Pode-se inferir que a psicoterapia visa autonomia
do consulente, o psicoterapeuta age como um
facilitador como um processo de auto
conhecimento e conscientização. O método é
descritivo e não explicativo, ou seja, procura
investigar o que está acontecendo e como esta
acontecendo, focalizando naquilo que o
consulente manifesta no momento, no aqui e
agora. A partir do presente muda-se o futuro e a
percepção do passado.
 ONDE PODE ATUAR O PSICÓLOGO 
QUE SEGUE A ABORDAGEM DA
GESTALT-TERAPIA? ONDE PODE
ATUAR A PSICOLOGIA. QUAL O
PÚBLICO ALVO? SER HUMANO:
INDIVIDUAL, CASAL, FAMILIAR E
GRUPAL.
Bibliografia
COREY, Gerald et alli. TÉCNICAS DE GRUPO. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1983.
YONTEF, Gary M. - PROCESSO, DIÁLOGO E AWARENESS ,
São Paulo:Summus, 1998
OAKLANDER, Violet.DESCOBRINDO CRIANÇAS. São Paulo: Summus Editorial, 1980.
PERLS, Frederick - GESTALT TERAPIA EXPLICADA. São Paulo: Summus. 1977.
RIBEIRO, J. P. - O CICLO DO CONTATO , São Paulo:
Summus, 1997
RIBEIRO, J. P. - CONCEITO DE MUNDO E DE PESSOA EM GESTALT-TERAPIA: revisando um caminho- São Paulo
:Summus, 2011
RIBEIRO, J. P. GESTALT-TERAPIA: Refazendo um caminho. São Paulo: Summus Editorial, 1985.
Rodrigues,Hugo, E. – INTRODUÇÃO À GESTALT
TERAPIA. Petrópolis –RJ:Editora Vozes, 2000.
 CIORNAI, Selma - Relação Entre Criatividade e Saúde na
Gestalt Terapia, disponível em
http://www.profala.com/artpsico40.htm
� http://www.gestaltsp.com.br
� http://www.igt.psc.br
� http://www.cegest.org.br

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