Prévia do material em texto
GESTALT-TERAPIA APONTAMENTOS, REFLEXÕES E POSSIBILIDADES MARCOS LUCENA PSICÓLOGO CRP 02\23111 ATENDIMENTO ONLINE CONTATOS F. 81 99913 73338 @marcoslucenapsi e-mail: fonsecalucenapsi@gmail. com UM "POUCO\TODO"DE MIM SOU MARCOS LUCENA, PSICÓLOGO. NASCI NA CIDADE DE OROBÓ-PE. ESTOU MORANDO NO JANGA-PAULISTA-PE. FILHO DE JOÃO LUCENA E MARIA SERAFIM. NETO DE LOURDES E ADALGIZA, VIVAS, E VICENTE E FRANCISCO, FALECIDOS. SOU ANTIPROIBICIONISTA, DEMOCRÁTICO, PROGRESSISTA, EVOLUCIONISTA, ANTIFASCISTA, ANTIMANICOMIAL, ANTICAPACITISTA, FEMINISTA EM PROCESSO. NORTEIO MINHA VIDA E PRÁTICA EM FILÓSOFOS DA DESCONSTRUÇÃO: NIETZSCHE, HUSSERL, SARTRE, LEVINAS, VATTIMO E DERRIDA; NA LITERATURA: DOSTOIÉVSKI, KHARLIL GIBRAN, MACHADOS DE ASSIS, ARIANO SUASSUNA, JOÃO CABRAL DE MELO NETO, FERNANDO PESSOA, MÁRIO DE ANDRADE, CLARICE LISPECTO, ADÉLIA PRADO E BRÁULIO BESSA. GOSTO DE LUIZ GONZAGA, ZÉ RAMALHO, SEU JORGE, CHARLIE BROWN JR., DETONAUTAS, NATIRUTS, CATEDRAL, TEATRO MÁGICO, DJAVAN, MILTON NASCIMENTO, GONZAGUINHA, RENATO RUSSO, BELCHIOR, RAUL SEIXAS, EMICIDA, TRIBO DA PERIFERIA, MC DÖR, VANDERLEE E KERL SMITH. MOVIMENTO VOLTAIRE: "POSSO DISCORDAR DE VOCÊ, MAS VOU ATÉ A MORTE COM VOCÊ, DEFENDENDO O SEU DIREITO DE DIZER O QUE DIZ"; PAULO COELHO: "NÃO PRECISO DESTRUIR O CAMINHO DO OUTRO PARA DIZER QUE O MEU É O 'CERTO'"; CHARLIE BROWN JR.: "SÓ O AMOR COSNTRÓI PONTES INDESTRUTÍVEIS". SOU GESTALT-TERAPEUTA"; CAETANO VELESO: "CADA UM SABE E A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É"; PERLS: " EU FAÇO AS MINHAS COISAS E VOCÊ FAZ AS SUAS. NÃO ESTOU, AQUI, PARA CORRESPONDER AS SUAS EXPECTATIVAS E NEM VOCÊ AS MINHAS...SE A GENTE SE ENCONTRAR, SERÁ LINDO, SE NÃO, NÃO TEMOS A FEZER. CONSENTIR A PROPRIA MORTE E RENASCER NÃO É FÁCIL. VOCÊ SE DECEPCIONOU SOZINHO, IGNORANDO O DIREITO DAS PESSOAS SEREM O QUE SÃO. O PRIMEIRO E ÚLTIMO PROBLEMA DA PESSOA É INTEGRAR-SE INTERNAMENTE E AINDA ASSIM, SER ACEITO PELA SOCIEDADE"; MOVIMENTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA: "NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS". Fritz Perls "Fundador" da Gestalt Terapia • Nasceu em 8 de julho de 1893 em um gueto judeu nos arredores de Berlim. Médico alemão interessado em princípio em neurologia e depois em psiquiatria. Por conta disto se aproximou da Psicanálise, tendo se tornado psicanalista. Antes de se decidir pela medicina, havia considerado a possibilidade de se tornar ator. De temperamento irrequieto, intempestivo e muito criativo, foi desenvolvendo a sua visão de psicanálise, tendo em curto espaço de tempo conseguido muitas inimizades e, por fim, sua expulsão da Sociedade de Psicanálise. Nesta época foi analisando de Wilhelm Reich. � Chegou a ter um encontro com Freud, a partir do qual rompeu definitivamente com a Psicanálise. � Por ser judeu, imigrou em 1936 para a Johanesburgo, na África do Sul, com sua esposa Lore, onde fundou um Instituto de Psicanálise.Em 1942, escreveu o livro “Ego, Fome e Agressão”. Neste livro Fritz lança uma importante discordância teórica com relação à psicanálise: a idéia de que a base da agressão e do sadismo está na fase oral e não na fase anal do desenvolvimento infantil. Também neste livro lança alguns conceitos básicos do que seria, mais tarde, a Gestalt Terapia. Em 1946 imigrou para os Estados Unidos, tendo se fixado em New York. Dedicou-se a desenvolver a Gestalt Terapia como uma nova abordagem de psicoterapia, a partir da influência de certos dissidentes da Psicanálise, como W. Reich, da Psicologia Organísmica, de Goldstein e das concepções fenomenológicas da psicologia da gestalt, do existencialismo e de suas experiências no meio teatral. Nesta época encontrou seu grande parceiro, Paul Goodman, com quem em 1951 publicou em co-autoria com Ralph Hefferline o livro “Gestalt Therapy - Excitement and Growth in Human Personality”, a primeira aparição pública do termo Gestalt Terapia. � Até a sua morte em 1970, Fritz Perls, sua esposa Lore e Paul Goodman, além de outros autores que paulatinamente foram se juntando a eles, constituiram a Gestalt Terapia a partir de fontes como a Psicologia da Gestalt, Fenomenologia, Existencialismo, Teoria Organísmica de Goldstein, Teoria de Campo de Lewin, Holismo de Smuts, Psicodrama de Moreno, Reich, Buber e, por fim, a filosofia oriental. Kurt Goldstein � Neuropsiquiatra (1926)- Frankfurt. � Um dos expoentes da teoria organísmica, uma das principais influências exercidas sobre Perls e, por extensão, sobre a Gestalt Terapia. Kurt Goldstein � Idéia central na Gestalt Terapia de se considerar o indivíduo como um todo, uma entidade biopsicossocioespiritual. � Os processos básicos, em termos de dinâmica específica de comportamento, segundo Goldstein, são : 1) Processo de equalização ou centragem do organismo; 2) Auto-realização; 3) Pôr-se em acordo com o meio ambiente. Psicanálise � Pode-se dizer que a Gestalt Terapia é, de certa forma, filha da psicanálise. � Fritz Perls e sua mulher, Laura, eram psicanalistas quando lançaram as bases da Gestalt Terapia. � As influências da Psicanálise sobre a Gestalt Terapia são um dos pontos mais debatidos no interior da abordagem gestáltica, havendo mesmo teóricos que dizem que ela se dá muito mais pelo que não fazer que pelo que fazer em um trabalho psicoterapêutico. Jung � Com relação ao trabalho com os sonhos, há influência de Jung, que via os sonhos mais como expressões pessoais criativas do que como disfarces inconscientes de experiências problemáticas ou apenas motivadas por realizações de desejos. � Resultado da influência: Em Gestalt Terapia, os sonhos são entendidos também em termos de situações inacabadas que clamam por satisfação e finalização. Teoria da Aprendizagem da Gestalt � Este conceito (situação inacabada) nos leva a outra influência recebida pela Gestalt Terapia: a teoria da aprendizagem da Gestalt, desenvolvida por Wertheimer, Köhler e Koffka, na Alemanha dos anos vinte. Influência tão marcante que acabou por determinar o nome da teoria que Perls criaria. Teoria da Aprendizagem da Gestalt � A fundamentação básica da Psicologia da Gestalt é a de que a percepção depende da totalidade das condições estimulantes, ou seja, depende do campo total (indivíduomeio), depende de características do estímulo e da organização neurológica e perceptiva da pessoa. Alfred Adler � Vem de Adler a influência para que, em Gestalt Terapia, acredita-se “que o homem cria a si mesmo”. � A maior energia para a realização deste esforço prometeico provém de sua consciência e da aceitação de si mesmo tal qual é.” (Ribeiro, 1985, p. 21) Alfred Adler � Cujas concepções “do estilo de vida e do eu criador apoiaram a participação única e ativa de cada indivíduo que - no curso de sua evolução pessoal - entalha a sua natureza específica.” (...) � Relembrou aos psicoterapeutas a importância da superfície da existência Alfred Adler � Para a Gestalt Terapia, a superfície da existência é o plano do foco preordenado, a própria essência do homem psicológico. � É nesta superfície que existe a consciência, dando à vida sua orientação e significado. Otto Rank � Orientação humanista - a primeira luta humana é aquela pela individuação pessoal, o que se tornou também uma das preocupações centrais da Gestalt Terapia. � Esta luta se dá através dos esforços que a pessoa faz para integrar seus medos polares de separação e de união, ou seja, a eterna luta humana entre autonomia e heteronomia. Se nos separamos demais, corremos o risco da perda da relação com o outro; se nos unimos demais, o risco é o da perda da individuação. Add a little bitBuber � Acredita que a civilização moderna, ao não valorizar os aspectos relacionais da vida, ampliou o espaço para o narcisismo e para o isolamento do ser humano. Cardella (2002, p. 36 e ss) Buber � Ao valorizar o aspecto relacional da existência humana, a Gestalt Terapia se mostra com uma atitude terapêutica e uma visão de ser humano fundamentada na abordagem dialógica, a qual valoriza o ‘entre’, “o verdadeiro lugar e o berço do que aconteceentre os homens.” (Buber, cit. em Hycner, 1997, p. 29) of body text Filosofia Existencial � Principalmente através de Heidegger, Martin Buber, Binswanger, Rollo May e Merleau-Ponty. � O ser humano como um ser em relação é uma das contribuições que o movimento existencialista do pós-guerra trouxe à Gestalt Terapia. � Outras contribuições dos existencialistas: experiência; autenticidade; confrontação; ação viva e presente. Outras Influências � Friedlander - aproveita o conceito de indiferença criativa e a maneira de ver as polaridades, ou seja, o aspecto da qualidade polar da vida humana: a polaridade da personalidade é um dos pilares da Gestalt Terapia � Jan Smuts - importantes reflexões sobre o holismo. "A existência precede à essência". "O importante não é o que fizeram com você, mas o que você faz com o que fizeram com você, é o que importa." "você é condenado a ser livre." (Sartre). Outras Influências � Reich – O corpo, os gestos, o olhar, a entonação da voz, passam a fazer parte da terapia. Além disto, há uma preocupação não só com a estrutura da fala, mas também com a forma da fala. � Moreno – Psicodrama - com o conceito de que é mais provável fazer-se descobertas participando-se de uma experiência do que falando sobre ela. Outras Influências � Zen-budismo – 1962 aprende no Japão alguns conceitos: 1. permitir o fluir da experiência, ou seja, seguir o fluxo de awareness; 2. a aceitação do que se é; 3. a possibilidade de se aprender a lidar com o vazio, o qual é fértil de possibilidades, uma vez que, não raro, é o momento que precede o ato criativo TEORIA �Uma teoria em constante construção. �Faz parte da 3ª força da psicologia. � O ser humano é um ser em relação. � Totalidade e integração. � Ser humano como uma unidade indivíduo-meio. Abordagem dialética � Unidade de presente, passado e futuro. � Auto-regulação TEORIA – Conceitos Básicos � Gestalt-terapia: teoria de processos. � Visão situacional � Personalidade como um conjunto de funções. � Resistência � Singularidade � Responsabilidade TEORIA � Idéia de criatividade � Desejos e necessidades X Figura e fundo � Organização das experiências � Ajustamento criativo � Defesa � Awareness � Awareness organísmica � Awareness criativa Teoria Saúde X Doença � Saúde: “fluxo contínuo e energizado de awareness e formação perceptual de figura-fundo , onde através de fronteiras permeáveis e flexíveis o indivíduo interage criativamente com seu meio ambiente , desenvolvendo recursos novos para responder às dominâncias que se lhe afigurem e usando suas funções de contato para poder avaliar e apropriadamente estabelecer contatos enriquecedores e interrompê-los quando tóxicos e intoleráveis. Saúde seria a prevalência e relativa constância deste tipo de funcionamento“ (Ciornai) Doença: “funcionamento não saudável caracterizado por interrupções, inibições e obstruções destes processos, com a conseqüente formação de figuras fracas, desvitalizadas, mal definidas , nebulosas, confusas à percepção, que ao não se completarem vão dificultando progressivamente as possibilidades de contatos criativos , vitalizados e vitalizantes com o presente” (Ciornai) TEORIA � “Doença ou patologia seria então a recorrência crônica deste tipo de funcionamento, com a conseqüente cristalização das dificuldades do indivíduo e empobrecimento de seus contatos com o mundo”. (Ciornai) Nos anos 60 fomos profundamente influenciados pelas idéias de Carl Rogers, um homem que falava na primeira pessoa do singular, privilegiando o vivido. � Na década de setenta, e uma vez mais na década de oitenta, Rogers e colegas que com ele trabalhavam, em particular John Wood e Maureen Miller, estiveram no Brasil, realizando palestras, entrevistas e workshops, residenciais, e não residenciais, com grandes grupos de participantes. Gestalt Terapia no Brasil � Simultaneamente, Walter Ribeiro, que participava desse grupo em São Paulo, inicia em Brasília em 1977 um pequeno grupo de 3 pessoas para veicular a Gestalt; esse grupo em 1978 se amplia e então se cria o primeiro grupo de formação, tarefa em que é auxiliado por Maureen Miller, terapeuta gestáltica de origem rogeriana, residente em San Diego, Califórnia. � Começavam a se esboçar grupos em diversos estados e alguns com Centro de Estudos organizados. Gestalt Terapia no Brasil Gestalt T Em 1981, Thérèse Tellegen, Lilian Frazão, Abel Guedes e Jaen Clark Juliano fundaram o Centro de Estudos de Gestalt de São Paulo. � A Gestalterapia constituiu-se intensamente, no Brasil, como uma opção forte no âmbito das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais. � Foi publicado no Brasil os textos básicos de Perls, o livro Gestalt-Therapy do Perls, Hefferline e Goodman, texto difícil de ser metabolizado. � Depois o Ego, Hunger and Agression, o primeiro livro escrito pelo casal Perls, na Africa do Sul em 1942 Gestalt Terapia no Brasil � Em 1984 a Thérèse publica Gestalt e Grupos: uma perspectiva sistêmica, o primeiro livro brasileiro de Gestalt. � Em 1985 Jorge Ponciano Ribeiro publica o Gestalt-Terapia: Refazendo um caminho. � 1987 veio a São Paulo, para um Grupo de Estudos Avançados, o Gary Yontef, um dos maiores teorisadores da Gestalt-Terapia atual, com uma sólida formação em Fenomenologia e Existencialismo. � No segundo semestre de 1990, o nordeste se fez presente, organizando sua reunião regional. � III o Encontro Nacional de GestaltTerapia foi organizado pelo grupo de Brasilia em 1991. Gestalt No segundo semestre de 1990, o nordeste se fez presente, organizando sua reunião regional. � III o Encontro Nacional de GestaltTerapia foi organizado pelo grupo de Brasilia em 1991. Gestalt Terapia no Brasil Gestalt Terapia no Brasil � institutos que trabalham e difundem a Gestalt Terapia no Brasil : � Instituto de Gestalt Terapia, no Rio de Janeiro ; � Instituto Gestal de São Paulo ; � Centro de Estudos de Gestalt-Terapia de Brasília (CEGEST) Prática e Metodologia da Gestalt Terapia � É uma terapia que permite ao terapeuta inventar e/ou utilizar-se com liberdade e criatividade de técnicas e experimentos provindos de diversas origens ,desde que não se perca de vista os princípios epistêmicos fenomenológicos que caracterizam a abordagem gestáltica , os objetivos terapêuticos delineados , e a visão gestáltica de processo humano,o que inclui a compreensão de como se dão processos e distúrbios de contato , percepção e awareness . O terapeuta gestáltico pode trabalhar com os experimentos de contato e awareness que se fizeram conhecidos nos trabalhos de Fritz Perls e outros gestaltistas da época , ou inventar outros . � Pode trabalhar com: 1. sonhos. 2. visualizações 3. fantasias. 4. mitos. 5. contos 6. Dramatizações. 7. exercícios de relaxamento e sensibilização corporal 8. atividades expressivas tais como dança, desenho, modelagem, poesia, experimentos de dinâmica grupal, de meditação. 9. ou com nada disto. A Gestalt Terapia , não se caracteriza por técnicas específicas, mas sim por sua postura na relação terapêutica , por sua postura na eventual utilização de técnicas e experimentos, e na sua compreensão dos objetivos do trabalho terapêutico. � A relação da Gestalt Terapia com criatividade se dá em três instâncias: 1. concepção existencial de ser humano, 2. na sua concepção de saúde e funcionamento saudável, 3. e na sua metodologia. Semântica geral trabalhada psicoterapicamente: � - O trabalho psicoterápico da Gestalt Terapia focaliza aquilo que está aqui e agora, acessível ao cliente; aquilo sobre o qual ele pode entrar em contato e se responsabilizar em cuidar sozinho – contando com o apoio do terapeuta. � - Nesse contato as fronteiras se dão de dentro do universo do cliente para fora (parte de seu mundo conhecido) na direção que ele quiser, de acordo com seu interesse. � - Estabelecimento de confiança – não somente pelo terapeuta e pelo trabalho terapêutico, mas primordialmente, em si mesmo. � - Partindo sempre de onde está, o clienteadquire o conhecimento sobre o processo – dessa forma não é tratado pelo terapeuta como alguém que não tem capacidade para entender o que está acontecendo. � -O que o terapeuta compartilha é do próprio mundo do cliente – com seus pontos de vista, linguagem, crenças,...; valorizando seus recursos, seus aspectos saudáveis para ampliar seu campo vivencial e vir a recontextualizar suas situações inacabadas. A gestalt Terapia tem uma visão especial quando considera a relação com o ser humano que a procura para o trabalho terapêutico. � - Para a Gestalt Terapia, a pessoa não é um meio para atingir algo: para expressar o quanto à terapia é boa, ou envaidecer o ego do terapeuta. � - Na GT, a pessoa é o fim, é o que almejamos e para onde colocamos nossa atenção – Martin Buber (1878/1965) chamou de relação “eu/tu”. � - Em contrapartida vem o “eu/isso” que transforma o outro ser humano em um meio - instrumento para alcançar algo. � - Para o gestalt-terapeuta Yontef tem que se ressaltar a necessidade de inclusão para uma melhor qualidade do contato eu/tu – inclusão é exatamente não se deter ao significado das palavras para quem escuta, mas procurar, para além das palavras, compreender o outro como o outro, tentando ver o mundo com os olhos deste A pessoa do terapeuta na Relação Psicoterápica A implicação do terapeuta no processo psicoterápico � - A relação terapeuta e cliente vão além do ato de observar e ser observado – o terapeuta faz a relação na medida em que é atingido por ela. � - O encontro tem que permitir plena comunicação das partes envolvidas – transcende a dicotomia observador/observado. � - Universos do eu/tu que se aproximam e se comunicam, compartilhando o que o contexto mostra como importante para o desenvolvimento psicoterápico. A qualidade da relação psicoterápica acontece quando tanto o cliente quanto o terapeuta atinge a presença e a participação – desde que tal participação contemple a prioridade da relação que se estabelece: que esta possa servir ao indivíduo que procura terapia, para que ele alcance de maneira autônoma, sua satisfação, seu reequilíbrio organísmico. � - O terapeuta consegue descrever? O terapeuta tem condições de enxergar o óbvio? Para um bom andamento do trabalho psicoterápico isso é necessário. Para a Psicanálise freudiana, um ato falho como este no atendimento 3 poderia gerar uma interpretação que apontasse uma fantasia de ter a mãe como esposa – a questão é que poderia sim até haver um desejo deste, ainda inconsciente, mas ir diretamente para este ponto seria uma viagem puramente verbal. � - Nesse caso, a pessoa poderia “entender” a partir de uma interpretação de seu ato falho que ele realmente “deve ter” um sentimento, uma fantasia com sua mãe, gerando daí o ato falho. � - Recebendo essa interpretação psicanalítica, a pessoa não percebe como foi o caminho – como foi que se chegou até essa conclusão. Além disso, o “efeito terapêutico da interpretação por si só não pode ser suficiente”. (Reich, 1982) - Dessa forma, a pessoa não aprende a lidar com os problemas por si só – a lidar com seus sentimentos já que não são compartilhadas com a pessoa informações necessárias para que ela mesma chegue até estes sentimentos futuramente, sozinha. � - Na gestalt terapia, exatamente por lidar com o momento presente, todas as informações necessárias para se trilhar este caminho (da pessoa até a possibilidade de contato com seus conflitos) estão disponíveis. � - A pessoa vai caminhando de acordo com sua própria medida, dentro do seu próprio ritmo e alcançando a segurança necessária para sua auto- reflexão posterior e obtenção de sua autonomia holística, ou seja, autônima sobre seus sentimentos, seus pensamentos, sua emoções. Distinção entre a Psicologia da Gestalt e a Gestalt- Terapia � A Gestalt Terapia se preocupa com o campo clínico, com as técnicas de trabalho e estudos que visam dar ao homem as condições necessárias para seu próprio crescimento. � A Psicologia da Gestalt, foi um campo de pesquisa que trouxe uma série de novas perspectivas para entender a maneira com a qual o homem se relaciona com o mundo. VISÃO DE MUNDO: conceito de mundo e pessoa funciona como uma gestalt, como uma relação figura e fundo, uma configuração a partir da qual, dependendo do aqui agora do sujeito pensante, ele parte ou do mundo ou da pessoa para constituir a ideia sobre ele próprio e/ou sobre o mundo. O conceito de mundo, portanto não esta pronto em si, como algo fixo, é algo fluido, dinâmico, mutável e varia de acordo com a mente teórica de quem observa e sofre sua influencia. VISÃO DE HUMANO: Cada ser humano é único e tenta o compreender como um todo, uma unidade indivisível, não há separação entre o sentir, o pensar e o agir, sua mente, seu corpo e suas manifestações são parte de um todo, ou seja, são formas diferentes de expressão daquele ser humano e estão portanto integrados e contribuído para a configuração desse todo. Assim se algo muda em qualquer uma das suas partes, seja um aspecto emocional, mental, físico ou espiritual, o todo é reconfigurado, surge uma nova organização uma nova gestalt. Conclui-se, assim, que A GT vê o HUMANO como um todo para a GT não significa que vamos perceber a cada momento todas as características desse homem “ ao mesmo tempo”, mas que para cada característica que se apresenta e se revela existe uma serie de outras com as quais ela possui relações e que estão momentaneamente no segundo plano, cabe ressaltar nesse ponto que a relação entre figura e fundo é fluida e dinâmica, isto é aquilo que emerge com figura num dado momento tende a partir da reorganização do campo voltar a ser fundo, para que uma nova figura posso emergir assim por diante. A GT não precisaria de uma teoria de desenvolvimento uma vez que seus pressupostos não abarcam uma teoria baseada em estágios sequenciais de caráter universal e que, entre outras razões, procurar uma teoria do desenvolvimento para GT estaria muito mais ligado a uma crença de que qualquer abordagem consistente de ser humano, deve ser uma teoria de desenvolvimento. A GT traz no bojo na sua teoria uma critica a estas concepções de desenvolvimento que reduzem, determinam e naturalizam os seres humanos. Quanto à personalidade, a GT foi descrita por Perls como uma terapia existencial, ele insistia que algum individuo, somente pode ser compreendido através da descrição realizada de maneira direta pela sua própria pessoa, ou seja, um humano só pode ser compreendido se for interpretado por si mesmo. Tal teoria ofereceu uma visão ampla a respeito de diversos campos sociais, de modo que busca uma compreensão cada vez mais adequada das inúmeras relações entre o homem, o planeta, os objetos e a natureza como se tudo fosse parte de um único jogo. Na GT, o terapeuta é apenas um facilitador e não um condicionador do comportamento psicológico de seus clientes, assim como Sócrates por meio da dialética busca fazer com que o seu ouvinte conheça a si mesmo, assim, procede a GT. O terapeuta trabalha na perspectiva de que o seu consulente compreenda a si e se conscientize descobrindo assim seus pontos "fortes" e os seus pontos "fracos", a partir daí o seu bem-estar podem ser garantidos, inclusive o seu crescimento espiritual e psicológico. QUANDO DIZEMOS QUE EMPREGAMOS A FENOMENOLOGIA COMO MÉTODOS ESTAMOS DIZENDO:1. Que vemos a realidade, a observamos com atenção, a descrevemos fielmente e a explicamos de modo cuidadoso (a interpretamos no sentido lato do termo). Estes são os momentos do encontro.2. Que trabalhamos o aqui e agora. Estamos atentos á temporalidade e á espacialidade na qual a pessoa se movimenta e que se revela na vida como na terapia. A totalidade ocorre no aqui e agora. Só se tem acesso real á pessoa quando se tem acesso á sua totalidade possível . MÉTODOS E TÉCNICAS. Que trazemos para o aqui e agora as emoções e sentimentos vividos pelos clientes ,porque uma das finalidades da psicoterapia é a recuperação do emocional é reexperienciarpassado e futuro com a força da energia do presente.4. Que estamos atentos á pessoa como um todo : ao verbal e ao não-verbal ,estamos atento a um perfume , ao balançar espontâneo e despercebido dos pés,ao estilo da roupa. As mudanças físicas, como um corte de cabelo, o cortar uma barba de longos anos. Tudo no ser humano é fecundado de significados. Não é o sintoma que está em terapia, é a pessoa como um todo. Que evitamos interpretações, porque trabalhamos com o sentido imediato das coisas trazido pelo cliente, que deve sempre ser acreditado, mesmo quando as aparências parecem dizer o contrario. A interpretação pode envolver juízos de valor.6. Que entendemos que o sintoma é apenas a ponta do iceberg e, por isso , trabalhamos prioritariamente com os processos que os mantém , mais do que com eles em si mesmos. O sintoma implica desvio de uma energia que originalmente era saudável. Não podemos não ver o sintoma, mas não podemos ficar parado ali. O sintoma é o lugar onde o trem descarrilou, o lugar de chegada e mais além. Que aceitamos e trabalhamos a experiência imediata do sujeito porque a consciência nunca é consciência do nada, ela é sempre consciência do nada,ela e sempre cônscia de alguma coisa , e por mais tênues que sejam os sinais ,é sempre uma pista que o corpo dá. Que os experimentos são uma riqueza imensa e podem ser de grande valia, quando realizados cuidadosamente. Gestalt-terapia ,como diz Joseph Zinker, é permissão para criar. Que o psicoterapeuta esta incluído na totalidade da relação cliente-mundo, e que sua experiência pessoal e imediata, vivida na sua relação com o cliente, não pertence a ele, e sim, a relação. Esta experiência pode e, as vezes,deve ser co-dividida com o cliente. Que estes pressupostos se aplicam não apenas a parte clínica da Gestalt, mas a uma abordagem mais geral da Gestalt, no que diz respeito as instituições. Pode-se inferir que a psicoterapia visa autonomia do consulente, o psicoterapeuta age como um facilitador como um processo de auto conhecimento e conscientização. O método é descritivo e não explicativo, ou seja, procura investigar o que está acontecendo e como esta acontecendo, focalizando naquilo que o consulente manifesta no momento, no aqui e agora. A partir do presente muda-se o futuro e a percepção do passado. ONDE PODE ATUAR O PSICÓLOGO QUE SEGUE A ABORDAGEM DA GESTALT-TERAPIA? ONDE PODE ATUAR A PSICOLOGIA. QUAL O PÚBLICO ALVO? SER HUMANO: INDIVIDUAL, CASAL, FAMILIAR E GRUPAL. Bibliografia COREY, Gerald et alli. TÉCNICAS DE GRUPO. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1983. YONTEF, Gary M. - PROCESSO, DIÁLOGO E AWARENESS , São Paulo:Summus, 1998 OAKLANDER, Violet.DESCOBRINDO CRIANÇAS. São Paulo: Summus Editorial, 1980. PERLS, Frederick - GESTALT TERAPIA EXPLICADA. São Paulo: Summus. 1977. RIBEIRO, J. P. - O CICLO DO CONTATO , São Paulo: Summus, 1997 RIBEIRO, J. P. - CONCEITO DE MUNDO E DE PESSOA EM GESTALT-TERAPIA: revisando um caminho- São Paulo :Summus, 2011 RIBEIRO, J. P. GESTALT-TERAPIA: Refazendo um caminho. São Paulo: Summus Editorial, 1985. Rodrigues,Hugo, E. – INTRODUÇÃO À GESTALT TERAPIA. Petrópolis –RJ:Editora Vozes, 2000. CIORNAI, Selma - Relação Entre Criatividade e Saúde na Gestalt Terapia, disponível em http://www.profala.com/artpsico40.htm � http://www.gestaltsp.com.br � http://www.igt.psc.br � http://www.cegest.org.br