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Enunciado: A nefropatia diabética é a causa mais comum de doença renal
crônica e de síndrome nefrótica. Quais outras patologias, além da nefropatia
diabética, são consideradas causas secundárias de Síndrome Nefrótica? E as
causas primárias de síndrome nefrótica, quais são os três padrões principais?
Conforme a literatura, a nefropatia diabética é uma complicação da diabetes que
pode gerar inúmeros prejuízos a vida do indivíduo, bem como a mortalidade.
A nefropatia diabética constitui atualmente uma das principais causas da
maior morbidade e mortalidade em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1
(DM1), sendo a principal causa de doença renal terminal no mundo
ocidental. É a principal causa de insuficiência renal crônica nos países
desenvolvidos,
MORAIS (2009, P.134)
A síndrome nefrótica pode ser secundária a inúmeras doenças sistêmicas,
entre elas temos: doenças de depósito como a amiloidose, causas metabólicas:
nefropatía diabética, doenças autoimunes: lúpus, infecções: bacterianas ou virais,
drogas, tumores hematopoiéticos.
ja no que se trata das lesões primárias os tres padroes principais sao:
doenças de lesão minima: 70-90% dos casos de síndrome nefrótica na
infância. Geralmente tem um bom prognóstico. Pode ser associada a alergias;
Hodgkin; AINEs. Tem alta frequência de remissões com corticoides (prednisona) –
Recidivas em 70-75% dos casos, porém diminuem as chances na puberdade. Além
disso você faz a análise do sedimento urinário e observa que é acelular (não faz
anuria, nem oligúria...é um caso brando). O tratamento é corticoide (prednisona
oral).
glomerulopatias membranosa: é a principal causa de síndrome nefrótica em
idosos. Secundária a malignidade (EX: paciente com tumor sólido ele tem uma
maior chance), infecção ou distúrbios reumáticos (LES, AR). Avaliação histológica:
espessamento uniforme da membrana basal Imunofluorescência: depósitos
granulosos difuso de IgG e C3 Tratar a clínica - Hipertensão, Edema e Dislipidemia
+ IECA Tratar (se primário ou evoluiu para proteinúria persistente):
corticoide/imunossupressão
Glomeruloesclerose segmentar e focal: é a mais temida, geralmente
acompanhada de história familiar e leva a perda de função renal. Ocorre lesões
cicatrizes glomerulares segmentares. Normalmente atinge mais os glomérulos da
junção corticomedular → por isso não adianta fazer biópsia renal apenas no tecido
superficial. GESF primária: tratar com inibidores do sistema renina – angiotensina
aldosterona – inibidores da ECA GESF secundária: tratar a causa subjacente – ex:
paciente com HIV as vezes pode ter GESF
correlação teórico prática
como identificar uma síndrome nefrótica na pratica:
É uma síndrome clínico-laboratorial caracterizada por uma disfunção da
permeabilidade glomerular à filtração das proteínas levando o paciente a
apresentar proteinúria maciça (> 3,5 g em 24h) com tendência a edema, a
hipoalbuminemia e hipercolesterolemia/hiperlipidemia. A hematúria nesse paciente
é mínima aqui. Manifestações clínicas: Pode ter ascite, fácies edemaciadas,
edema de pálpebras, derrame pleural, pode ter derrame pericárdico.
Os principais sintomas apresentados pelo paciente são: edema em membros
inferiores, edema facial e periorbitário ( fácies renais), ascite acompanhada de dor
abdominal, perda de apetite, astenia, proteinúria, alterações urinárias como
hematuria ou urina turva.
deve-se ficar atento a esses pacientes, pois apresentam perda de antitrombina
III, por isso tem um risco maior de trombose.
Referências bibliográficas
1. DE MORAES, Carlos Alberto; COLICIGNO, Paulo Roberto C.; SACCHETTI,
Julio Cesar Lemes. Nefropatia diabética. Ensaios e Ciência: Ciências
Biológicas, Agrárias e da Saúde, v. 13, n. 1, p. 133-143, 2009.
2. MURUSSI, Marcia et al. Detecção precoce da nefropatia diabética. Arquivos
Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 52, p. 442-451, 2008.
3. BOUÇA, B.; BOGALHO, A. P.; AGAPITO, A. Nefropatia Diabética. Revista
Portuguesa de Diabetes, v. 16, n. 2, p. 80-89, 2021.

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