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BIOSSEGURANÇA NO AMBIENTE DE ESTÉTICA Abordando aspectos relacionados ao planejamento e a organização do trabalho, a planta física, ao pessoal envolvido, a existência e ao uso de equipamentos de proteção individual e coletiva, a ergonomia aos treinamentos, entre outros. E necessário aos profissionais conhecer os fatores de risco presentes nas salas de procedimento e saber prevenir ou minimizar possíveis acidentes e a incidência de doenças. Levando-se em conta o uso de vestimentas adequadas a cada tipo de função, como por exemplo aventais, sapatos fechados e de salto baixo, calças compridas e EPIs tais como; máscaras, toucas, luvas, óculos de proteção. Tem-se que levar em conta ainda o manuseio seguro de equipamentos, produtos químicos, produtos tóxicos e o descarte adequado de lixos contaminados e materiais perfuro-cortantes. Na área da estética e cosmética, diversos riscos potenciais podem ser identificados e classificados no decorrer do desenvolvimento das mais variadas atividades. Por exemplo, o uso prolongado de secador de cabelos pelo profissional da beleza pode constituir-se em risco físico (calor, ruído), ergonômico (posição inadequada, movimentos repetitivos), biológicos (exposição a fluidos orgânicos e secreções) e químicos (exposição a produtos e compostos químicos pela via cutânea e respiratória. A higiene e a ordem são elementos decisivos no controle de infecções cruzadas (termo utilizado para referir-se à transferência de micro-organismo de uma pessoa ou objeto para outra, resultando necessariamente em uma infecção) além de possuírem particular importância para a sensação de bem-estar, segurança e conforto dos profissionais e clientes de um estabelecimento de beleza. FICA A DICA: Nas sessões de manicure e pedicure leve o seu material e em demais procedimento observe, questione o profissional quanto a sua formação e quanto aos cuidados com a higiene na aplicação de técnicas. Seja exigente! Com saúde não se brinca! http://siaibib01.univali.br/pdf/Anali%20Aparecida%20In%C3%A1cio,%20Daniele%20Holdorf.pdf https://cesmac.edu.br/admin/wp-content/uploads/2018/10/MANUAL-BIOSSEGURANCA-FISIOTERAPIA.pdf https://cesmac.edu.br/admin/wp-content/uploads/2015/09/Manual-de-Biosseguran%C3%A7a-do-Curso-de-Fisioterapia-2015.pdf Biossegurança na Estética Biossegurança, segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é a “condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente”, ou seja, são as medidas que podemos (e devemos) utilizar em nossa rotina diária buscando a proteção da saúde tanto pela prevenção ou controle quanto pela redução ou erradicação de agentes maléficos ao meio e organismos vivos. Imaginou sua importância dentro de nossa rotina diária de trabalho? O assunto possui tanto significado, que a ANVISA possui regulações para controle e fiscalização dos serviços relacionados à saúde. As ditas resoluções têm como objetivo central proporcionar ambientes seguros nos serviços relacionados à saúde como clínicas e consultórios de estética, assim como salões de beleza. O melhor entendimento das normas vigentes para estes estabelecimentos é necessário para planejamento do espaço de atendimento, reduzindo custos de reparo para adequações do ambiente e tempo de ociosidade dos recintos durante as adaptações. Atender às resoluções é também preventivo contra possíveis denúncias de irregularidades e demonstra o respeito ao cliente pela projeção de uma estrutura permissiva à biossegurança. Não obstante do conhecimento de todos os que atuam na área da estética e beleza, o uso dos EPIs (equipamento de proteção individual) são obrigatórios pela proteção que produzem sobre o profissional, afastando a possibilidade de transmissão da hepatite B e C, HIV, infecções e reações alérgicas, por exemplo. As toucas, máscaras e luvas descartáveis (e realmente devem ser descartáveis!), protegem profissional e cliente do contato com fios de cabelo, doenças transmissíveis por inalação ou contato com secreção, sangue ou exsudato, contato com agentes físicos ou químicos como cortes ou ácidos, respectivamente. Complementando a biossegurança nas áreas da beleza e estética, o uso do jaleco deve ser contínuo durante os procedimentos (e somente para este fim, não se estendendo aos ambientes externos como rua e restaurantes). Este item protege o indivíduo contra os riscos físicos, químicos e biológicos, além de complementar a paramentação ideal da profissional. É essencial o conhecimento da legislação sanitária vigente para que, ao seguir as boas práticas, o profissional possa garantir a sua e a saúde do próximo, um cuidado tão peculiar quanto ético! Sucesso a todos!!! https://unifasc.edu.br/wp-content/uploads/2019/05/Riscos-ocupacionais-e-biosseguran%C3%BEa-Thayn%C3%9F.pdf