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Prévia do material em texto

Contabilidade 
Agropecuária
Professor Ivã da Cruz de Araújo
Diretor Geral 
Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino e Pós-graduação
Daniel de Lima
Diretor Administrativo 
Eduardo Santini
Coordenador NEAD - Núcleo
de Educação a Distância
Jorge Van Dal
Coordenador do Núcleo de Pesquisa
Victor Biazon
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Projeto Gráfico e Editoração
André Oliveira Vaz
Revisão Textual
Kauê Berto
Web Designer
Thiago Azenha
UNIFATECIE Unidade 1
Rua Getúlio Vargas, 333,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 2
Rua Candido Berthier
Fortes, 2177, Centro
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 3
Rua Pernambuco, 1.169,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 4
BR-376 , km 102, 
Saída para Nova Londrina
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
www.fatecie.edu.br
As imagens utilizadas neste 
livro foram obtidas a partir
do site ShutterStock
FICHA CATALOGRÁFICA
FACULDADE DE TECNOLOGIA E 
CIÊNCIAS DO NORTE DO PARANÁ. 
Núcleo de Educação a Distância;
ARAÚJO, Ivã da Cruz de.
Contabilidade Agropecuária. Ivã. da Cruz de Araújo.
Paranavaí - PR.: Fatecie, 2020. 70 p.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária
Zineide Pereira dos Santos.
AUTOR
Professor Ivã da Cruz de Araújo
●	 Especialista em Gestão de Pessoas (Faculdade de Tecnologia de Curitiba – 
FATEC).
●	 Bacharel em Ciências Contábeis (UNESPAR). 
●	 Bacharel em Administração (UNIBF).
●	 Professor Conteudista EAD (Faculdade de Tecnologia e Ciência do Norte do 
Paraná - Unifatecie).
●	 Professor de Graduação nos cursos de Ciências Contábeis e Administração 
(Unifatecie).
●	 Membro do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Ciências Contábeis 
(Unifatecie).
●	 Atuou como Professor na Faculdade UNIBF nos cursos de Ciências Contábeis, 
Administração e Marketing.
●	 Atuou Professor conteudista no EAD da Uningá; 
●	 Atuou como Elaborador de questões para o Grupo Kroton.
●	 Sócio	na	empresa	Instituto	de	Qualificação	Profissional	(IQP).
●	 Possui experiência na área de Administração, com ênfase em Ciências Contá-
beis, atuando principalmente nos seguintes temas: custos, métodos de custeio 
por comportamento, encargos, produção e rotatividade.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5935171746600396
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Seja muito bem-vindo(a)!
Prezado(a) aluno(a), é com grande prazer que convido você a descobrir nesta 
disciplina uma Contabilidade Linda, como gosto de chamá-la e sou apaixonado.
Como você já deve saber, a Ciência Contábil é uma ciência vasta, podendo ser 
aplicada em todos os tipos de entidades. A partir de agora vamos caminhar juntos pela 
disciplina de Contabilidade Agropecuária e descobrir um mundo contábil voltado para o 
agronegócio.
Na Unidade I você aprenderá o conceito de agronegócio e as características das 
propriedades e empresas rurais, ampliando seu conhecimento para que, na Unidade II, 
possa entender como funcionam as culturas temporárias e culturas permanentes. Em se-
guida, ainda na Unidade II, trataremos dos redutores do ativo não circulante: depreciação, 
exaustão e amortização.
Na Unidade III você verá que a pecuária possui características peculiares e conhe-
cerá os sistemas de produção e reprodução, tipos de pastoreio, atividade de cria, recria 
e engorda do gado, a divisão dos rebanhos em categorias, forma de contabilização dos 
custos e apuração do resultado.
Para	finalizar,	na	Unidade	IV	você	verá	um	modelo	básico	de	plano	de	contas	apli-
cado às empresas rurais e aprenderá sobre o Imposto Territorial Urbano (ITR). 
Fica aqui o meu convite para que você amplie seus conhecimentos contábeis e 
cresça	pessoal	e	profissionalmente	utilizando	esta	ciência	fantástica.	
Muito obrigado e bom estudo!
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 6
Conceitos Básicos do Agronegócio
UNIDADE II ................................................................................................... 22
Contabilidade Agrícola
UNIDADE III .................................................................................................. 44
Contabilidade Pecuária
UNIDADE IV .................................................................................................. 69
Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
6
Plano de Estudo:
•	Conceitos	e	Definições	de	Agronegócio.
• Caracterização de propriedades e empresas rurais.
Objetivos de Aprendizagem:
• Conceituar e contextualizar o agronegócio no Brasil.
• Compreender os tipos de propriedades e empresas rurais.
• Estabelecer a importância do agronegócio e sua relação com a Ciência Contábil.
UNIDADE I
Conceitos Básicos do Agronegócio
Professor Ivã da Cruz de Araújo
7UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
INTRODUÇÃO
Olá!
Essa unidade foi planejada e preparada cuidadosamente para que você conhe-
ça	 os	 principais	 conceitos	 e	 definições	 da	Ciência	Contábil	 no	 campo	da	Contabilidade	
Agrícola. Você verá também as principais características das propriedades e empresas 
rurais, assunto de grande relevância para a compreensão desta área fantástica da Ciência 
Contábil.	Ressalto	que	conhecer	 tais	conceitos	e	definições	preparará	você	para	que	os	
conteúdos	seguintes,	abordados	nas	demais	unidades	desta	obra,	fiquem	mais	claros	e	
sejam melhores compreendidos. Não deixe ler com atenção e se aprofundar no assunto.
Boa leitura e bons estudos!
8UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE AGRONEGÓCIO
O agronegócio é a expressão criada para representar a fusão da agricultura e/ou 
agropecuária e o negócio.
Figura 1 - O Agronegócio
Fonte: o autor.
 
O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo e tem no agronegócio 
um importante setor da economia com grande participação no Produto Interno Bruto (PIB)
O clima no país favorece a produção de alimentos e, aliado a isso, o investimento 
em novas tecnologias faz do setor um grande mercado lucrativo. Conhecer esse mercado e 
como a contabilidade é aplicada ao setor é de suma importância para você, futuro contador.
1.1 A Contabilidade de Agronegócio
A Ciência Contábil, como você já deve saber, é composta por diversos campos de 
estudo, como:
●	 Contabilidade comercial;
●	 Contabilidade de Custos;
9UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
●	 Contabilidade tributária;
●	 Auditoria;
●	 Perícia Contábil;
●	 Contabilidade Gerencial;
●	 Contabilidade de Agronegócio.
Como você pode notar a Contabilidade estudada de forma genérica possui diversas 
nomenclaturas, dentre elas a contabilidade de Agronegócio, se o campo de estudo forem 
as	empresas	rurais.	Pode-se	ainda	encontrar	denominações	ainda	mais	específicas	como:
●	 Contabilidade Agrícola;
●	 Contabilidade da Pecuária;
●	 Contabilidade da Zootécnica;
●	 Contabilidade Agroindustrial.
Talvez você viva em uma região cuja atividade rural não seja tão explorada como 
em algumas regiões do Brasil, porém conhecer estas atividades, bem como as empresas 
que as praticam funcionam, permitirá a você, além entender a contabilização no agronegó-
cio, compreender a ligação da área rural com a economia do País. 
Convido você a ler com atenção os tópicos a seguir e conhecer os principais con-
ceitos ligados à Contabilidade de Agronegócio.
10UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
2 CARACTERIZAÇÃO DE PROPRIEDADES E EMPRESAS RURAIS
As empresas rurais são aquelas que exploram o cultivo da terra, criação de animais 
e/ou a transformação de produtos agrícolas. Nesse momento você já deve ter entendido 
que	uma	empresa	rural	explora	a	capacidade	produtiva	do	solo	a	fim	de	satisfazer	neces-
sidade humanas.
Conforme Crepaldi (2012, p. 1), “a agricultura representa toda a atividade de explo-
ração	da	terra,	seja	ela	o	cultivo	de	lavouras	e	florestas	ou	com	a	criação	de	animais,	com	
vistas à obtenção de produtos que venham a satisfazer as necessidades humanas”.
As empresas rurais dividem-se em trêsgrandes campos de atividade:
●	 Atividade Agrícola;
●	 Atividade Zootécnica;
●	 Atividade Agroindustrial.
2.1 Atividade Agrícola
Trata-se	da	exploração	do	 solo	 com	a	 finalidade	de	plantio	e	produção	vegetal.	
Segundo Crepaldi (2012), a atividade agrícola está relacionada à produção vegetal, sendo 
dividida em dois grandes grupos: cultura hortícola e forrageira e a arboricultura.
11UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
A cultura hortícola e forrageira relaciona-se:
●	 aos cereais, como feijão, soja, arroz e milho;
●	 às hortaliças, como verduras, pimentão, tomate;
●	 aos tubérculos, como batata, cenoura e mandioca;
●	 às	fibras,	como	o	algodão,	forragens		e	flores.
Já ao campo da arboricultura relaciona-se:
●	 o	florestamento;
●	 os pomares;
●	 os vinhedos;
2.2 Atividade Zootécnica 
Trata-se da criação de animais para serviços de lavoura, consumo doméstico ou 
para	fins	industriais	e/ou	comerciais.	Alguns	exemplos:
●	 Avicultura (criação de aves);
●	 Cunicultura (criação de coelhos);
●	 Pecuária (criação de gado);
●	 Piscicultura (criação de peixes);
●	 Apicultura (criação de abelhas);
●	 Entre outros pequenos animais.
 
Aqui, vale ressaltar que o Brasil possui grande participação na pecuária mundial, 
sendo que o país possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo. Crepaldi (2017, p.3) 
diz que “Pecuária é a arte de criar e tratar o gado”.
2.3 Atividade Agroindustrial
Já parou para pensar que muitos dos alimentos que você consome precisam de 
vários processos e procedimentos até chegarem à sua casa, para, então, irem para sua 
mesa? Veja o exemplo do café, antes de chegar a sua mesa, passa por vários processos, 
dentre eles a colheita, secagem, torra, moagem e preparo. Esse	processo	de	beneficiamen-
to ou transformação denomina-se atividade agroindustrial.
12UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
A	atividade	agroindustrial,	portanto,	tem	como	sua	principal	função	o	beneficiamen-
to ou a transformação de produtos agrícolas (arroz, soja, café) e transformação zootécnica 
(mel e laticínios), como, por exemplo:
●	 Transformação do produto agrícola a conserva de frutas, a moagem de trigo e 
de milho, a debulha de milho, a moagem de cana-de-açúcar para produção de 
açúcar mascavo, melado e rapadura, a moagem de grão, transformando-o em 
farinha ou farelo.
●	 Transformação de produtos zootécnicos como laticínios (queijo, manteiga e re-
queijão), casulos de seda, mel acondicionado em embalagem de apresentação, 
produção de adubos orgânicos, sucos de frutas acondicionados em embalagens.
●	 No	caso	de	produtos	florestais:	produção	de	carvão	vegetal,	produção	de	lenha	
etc.
2.4 Atividades não Consideradas como Rural
A Instrução Normativa RFB nº 1.700, de 14 de março de 2017, em seu artigo 150 
especifica	as	atividades	não	consideradas	rurais:
I - a industrialização de produtos, tais como bebidas alcoólicas em geral, 
óleos	essenciais,	arroz	beneficiado	em	máquinas	industriais	e	fabricação	de	
vinho com uvas ou frutas;
II - a comercialização de produtos rurais de terceiros e a compra e venda de 
rebanho com permanência em poder da pessoa jurídica rural em prazo infe-
rior	a	52	(cinquenta	e	dois)	dias,	quando	em	regime	de	confinamento,	ou	138	
(cento e trinta e oito) dias, nos demais casos;
III	-	o	beneficiamento	ou	a	industrialização	de	pescado	in	natura;
IV - o ganho auferido pela pessoa jurídica rural proprietária de rebanho, entre-
gue, mediante contrato por escrito, à outra parte contratante (simples possui-
dora	do	rebanho)	para	o	fim	específico	de	procriação,	ainda	que	o	rendimento	
seja predeterminado em número de animais;
V - as receitas provenientes do aluguel ou arrendamento de máquinas, equi-
pamentos agrícolas e pastagens, e da prestação de serviços em geral, inclu-
sive a de transporte de produtos de terceiros;
VI - as receitas decorrentes da venda de recursos minerais extraídos de pro-
priedade rural, tais como metal nobre, pedras preciosas, areia, aterro e pe-
dreiras;
VII	-	as	receitas	financeiras	de	aplicações	de	recursos	no	período	compreen-
dido entre 2 (dois) ciclos de produção;
VIII - os valores dos prêmios ganhos a qualquer título pelos animais que par-
ticiparem em concursos, competições, feiras e exposições;
IX - os prêmios recebidos de entidades promotoras de competições hípicas 
pelos	proprietários,	criadores	e	profissionais	do	turfe;
X - as receitas oriundas da exploração do turismo rural e de hotel fazenda.
13UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
2.5 Ciclo Operacional
O ciclo operacional compreende o período da compra do estoque até a venda 
das mercadorias e produtos. Segundo Oliveira e Oliveira (2017, p. 45), no agronegócio “a 
maioria das atividades tem duração menor que um ano. Contudo é comum na atividade 
rural ciclos operacionais maiores que esse espaço de tempo como na pecuária de corte, 
produção	de	búfalos,	plantação	de	eucalipto	e	florestamentos	em	geral”.
Oliveira, G., e Oliveira, G.,	(2017,	p.	46)	afirmam	que:
O conceito de ciclo operacional pressupõe a quantidade de tempo decorrido 
e	não	datas	iniciais	e	finais.	Portanto,	contas	do	ativo	que	se	transformam	em	
caixa	dentro	de	n	meses/anos	do	ciclo	operacional	são	classificadas	como	
circulante.	Quando	se	afirma	que	as	contas	do	ativo	circulante	são	aquelas	
que se transformam em caixa dentro do exercício social subsequente, tem-se 
como premissa que o balanço é encerrado no “último dia do ciclo operacio-
nal” e que exercício subsequente terá exatamente a quantidade de tempo 
deste ciclo. (OLIVEIRA, D; OLIVEIRA G, 2017, p. 46).
2.6 Ano Agrícola x Exercício Social
O exercício social é o período em que as empresas encerram suas demonstrações 
contábeis. A maioria das empresas comerciais, industriais ou de serviços encerra seu exer-
cício social anualmente em 31 de dezembro. Aí surge a dúvida: quando é o término do exer-
cício social das empresas rurais? Coincide com o ano civil, como nas demais empresas?
De forma geral, as empresas optam pelo mês de dezembro considerando redução 
ou interrupção das atividades, o que também facilita o inventário de mercadorias. No caso 
das	empresas	rurais,	o	Ano	Agrícola	é	influenciado	por	variáveis	peculiares	ao	tipo	de	ati-
vidade explorada, fugindo à regra geral há pouco mencionada, seguida pelas empresas 
comerciais, industriais e de serviços.
Nas empresas com atividades agrícolas, o exercício social segue o Ano Agrícola, ou 
seja, o período em que se planta, colhe e comercializa a safra. Nas empresas com atividade 
de pecuária, o nascimento do bezerro encerra o Exercício Social. Crepaldi (2017) sugere 
que, neste caso, o bezerro é como se fosse o fruto na atividade agrícola. Há empresas, 
por exemplo, que planejam o nascimento dos bezerros para um determinado mês, quando, 
portanto, encerram seu Exercício Social.
14UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
Numa	empresa	rural	com	mais	de	uma	atividade,	a	dificuldade	aumenta	e	geral-
mente considera-se a atividade com maior representatividade na receita. Veja um exemplo:
Quadro 1 - Exemplo de determinação do exercício social na atividade Rural
Fonte: o autor.
Considerando o produto de maior receita, a empresa encerrará suas demonstra-
ções contábeis em outubro (31/10), data em que a Laranja, sua atividade com maior receita, 
encerra seu ciclo operacional (compra até a venda).
Porém	nem	tudo	são	flores	e	a	empresa	rural	tem	um	outro	problema	para	resolver.	
Ela	precisa	cumprir	obrigações	fiscais,	o	que	a	obriga	a	elaborar	demonstrações	contábeis	
coincidentes com o ano civil (01/01 a 31/12). Dessa forma, a empresa rural precisa cumprir 
a	legislação	fiscal	e,	para	fins	gerenciais,	elaborar	um	balanço	com	base	no	ano	agrícola.	
2.7 Forma Jurídica: PF x PJ
Assim como em outras atividades na área rural, é possível exercer as atividades 
como pessoa física ou como pessoa jurídica. A pessoa física é a pessoa natural, ou seja, 
ser humano cuja vida termina com o falecimento. As pessoas jurídicas são pessoas cons-
tituídaspor	lei	para	uma	finalidade	específica	e	com	personalidade	distinta	daquela	que	a	
constituiu.	Elas	geralmente	denominam-se	empresas	e	podem	ter	fins	lucrativos	ou	não.
Empresas	com	fins	lucrativos:	
●	 Empresas comerciais;
●	 Indústrias;
●	 Prestadoras de serviços.
Empresas	sem	fins	lucrativos:	
●	 Cooperativas;
●	 Empresas com cunho religioso;
●	 Associação	filantrópica;
15UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
●	 Associação de pais e mestres;
●	 Associação de produtores;
●	 Associação de Moradores;
●	 Demais associações
Marion	(2017	p.	7)	afirma	que:
No Brasil prevalece a exploração na forma de pessoa física, por ser menos 
onerosa que a de pessoa jurídica, além de proporcionar mais vantagens de 
ordem	fiscal	principalmente	em	relação	a	pequenas	atividades.	As	pessoas	
físicas	tidas	como	pequeno	e	médio	produtores	rurais	não	precisam	para	fins	
de imposto de renda, fazer escrituração regular em livros contábeis e podem 
utilizar	apenas	um	livro	caixa	e	efetuar	a	escrituração	simplificada.	Todavia,	
as pessoas físicas tidas como grande produtor rural serão equiparadas às 
pessoas	 jurídicas	para	fins	contábeis	devendo	 fazer	a	escrituração	 regular	
por	 intermédio	 de	 profissional	 contábil	 qualificado,	 utilizando	 como	base	 o	
método das partidas dobradas (lançamento a débito e a crédito simultanea-
mente). (MARION, 2017, p. 7).
Veja que, por uma questão lógica e prática, muitos produtores optam pela atividade 
como pessoa física. Vale lembrar que esta opção é para os empresários rurais de pequeno 
e médio porte. Tal conceito é determinado com base na receita do produtor, cujo montante 
é	fixado	pela	legislação	do	imposto	de	renda.
O	Código	Civil	define	como	empresário	aquele	que	exerce	profissionalmente	ativi-
dade econômica organizada, o produtor rural, desta forma, também pode ser chamado de 
empresário conforme as seguintes formas jurídicas:
●	 Autônomo: será assim chamado o produtor sem registro na Junta Comercial.
●	 Empresário Individual: se inscrito na Junta Comercial, o que não é obrigatório.
●	 Sociedade Empresária: Sociedade Limitada ou Sociedade por Ações, inscrita 
na Junta Comercial.
2.8 Tipos de Investimento e Associações
De	acordo	com	Marion	(2017),	na	agropecuária	é	possível	identificar	dois	tipos	de	
investimentos: Capital Fundiário e Capital de Exercício.
Capital Fundiário é aquele que cuja possibilidade de retirar da terra não existe, 
como,	por	exemplo:	terra,	edificações	cultura	permanente,	pastos	etc.	Capital	de	Exercício	
é o instrumento essencial para que o negócio funcione. Podem não se destinar à venda 
(permanentes)	 ou	 serem	 recursos	 financeiros	 que	 serão	 transformados	 em	 dinheiro	 ou	
16UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
consumidos a curto prazo. Exemplos: tratores, equipamentos, animais de trabalho, gado 
para reprodução etc.
Desses dois tipos de investimentos surgem formas de associações, como:
●	 Arrendamento: quando o proprietário aluga seu terreno (capital fundiário) para 
uma outra pessoa exercer atividade de exploração agrícola, pecuária ou agroin-
dustrial.
●	 Comodato: quando o proprietário cede suas terras para outra pessoa exercer 
atividades rurais sem receber nada em troca por isso.
●	 Condomínio: copropriedade cujos proprietários compartilham dos resultados 
das atividades lá exercidas. Entende-se como resultado lucros e prejuízos.
2.9 Ativo Biológico
Sabe-se que o ativo representa o conjunto de bens e direitos de uma entidade. 
Ele se divide em Ativo Circulante e Não Circulante, sendo este último dividido em quatro 
subgrupos: 
●	 Realizável a longo prazo;
●	 Imobilizado;
●	 Investimentos;
●	 Intangível.
Quero apresentar a você, no último tópico deste conteúdo, o conceito de Ativo 
Biológico, que você provavelmente não viu em outras disciplinas. O comitê de pronuncia-
mento	contábil,	em	seu	pronunciamento	de	nº	29,	definiu	o	Ativo	Biológico	como	animal	e/
ou planta vivos. 
O quadro a seguir apresenta exemplos destes ativos, os produtos agrícolas oriun-
dos destes ativos biológicos, bem como os produtos resultantes do processamento após a 
colheita.
17UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
Quadro 2 - Ativos Biológicos
Fonte: Comitê de Pronunciamentos Contábeis (2009).
SAIBA MAIS
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis, em seu pronunciamento CPC29, traz alguns 
conceitos interessantes e que precisam de atenção.
Produção agrícola é o produto colhido de ativo biológico da entidade. Ativo biológico 
é um animal e/ou uma planta vivos. Transformação biológica compreende o processo 
de crescimento, degeneração, produção e procriação que causa mudança qualitativa e 
quantitativa no ativo biológico. Despesas de venda são despesas incrementais direta-
mente	atribuíveis	à	venda	de	ativo,	exceto	despesas	financeiras	e	tributos	sobre	o	lucro.	
Grupo de ativos biológicos é um conjunto de animais ou plantas vivos semelhantes. 
Colheita é a extração do produto de ativo biológico ou a cessação da vida desse ativo 
biológico.
Fonte: Comitê de Pronunciamentos Contábeis (2009).
REFLITA 
A contabilidade no Brasil é reconhecida como ferramenta gerencial ou simplesmente 
uma	mera	formalidade	exigida	pelo	fisco?
Fonte: o autor.
18UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No	final	desta	unidade	quero	relembrá-lo(a)	que	você	viu	que	a	Contabilidade	de	
Agronegócio possui critérios e procedimentos muito peculiares às atividades rurais. O 
exercício social, que dita o tempo em que as demonstrações contábeis são elaboradas, 
precisa	de	atenção	especial	quando	se	trata	de	uma	empresa	rural,	devido	às	dificuldades	
em combinar exercício social com ano agrícola, principalmente nas empresas com mais de 
um tipo de atividade econômica.
Agora que você já conhece os tipos de atividades, as formas como o empresário 
pode	exercer	sua	atividade	rural,	bem	como	as	parcerias	que	ele	pode	firmar	ao	utilizar	o	
capital de exercício e/ou seu capital fundiário, está preparado(a) para novos conteúdos que 
aprofundarão seus conhecimentos contábeis em Contabilidade de Agronegócio.
Vale lembrar sobre a amplitude de informações que a Ciência Contábil acumula e 
deixar claro que as normas devem ser consultadas sempre que necessário.
Até a próxima unidade!
19UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
LEITURA COMPLEMENTAR
No Brasil a agricultura familiar tem grande participação na produção de alimentos. 
O artigo a seguir apresenta informações sobre esta prática. Não deixe ler!
Agricultura Familiar
Agricultura Familiar é a principal responsável pela produção dos alimentos que 
são disponibilizados para o consumo da população brasileira. É constituída de pequenos 
produtores rurais, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, sil-
vicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. O setor se destaca pela produção de 
milho, raiz de mandioca, pecuária leiteira, gado de corte, ovinos, caprinos, olerícolas, feijão, 
cana, arroz, suínos, aves, café, trigo, mamona, fruticulturas e hortaliças.
Na agricultura familiar a gestão da propriedade é compartilhada pela família e 
a atividade produtiva agropecuária é a principal fonte geradora de renda. Além disso, o 
agricultor familiar tem uma relação particular com a terra, seu local de trabalho e moradia. 
A diversidade produtiva também é uma característica marcante desse setor, pois muitas 
vezes alia a produção de subsistência a uma produção destinada ao mercado.
A	Lei	11.326,	de	24	de	julho	de	2006,	define	as	diretrizes	para	formulação	da	Política	
Nacional	da	Agricultura	Familiar	e	os	critérios	para	identificação	desse	público.	Conforme	
a legislação, é considerado agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que 
pratica	atividades	no	meio	rural,	possui	área	de	até	quatro	módulos	fiscais,	mão	de	obra	
da própria família, renda familiar vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do 
estabelecimento ou empreendimento pela própria família. 
O Censo Agropecuáriode 2017, levantamento feito em mais de 5 milhões de pro-
priedades rurais de todo o Brasil, aponta que 77% dos estabelecimentos agrícolas do país 
foram	classificados	como	da	agricultura	familiar.	Em	extensão	de	área,	a	agricultura	familiar	
ocupava no período da pesquisa 80,9 milhões de hectares, o que representa 23% da área 
total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros.
De acordo com o levantamento, a agricultura familiar empregava mais de 10 milhões 
de pessoas em setembro de 2017, o que representa 67% do total de pessoas ocupadas 
na agropecuária. A agricultura familiar também foi responsável por 23% do valor total da 
produção dos estabelecimentos agropecuários.
Conforme	 o	 censo,	 os	 agricultores	 familiares	 têm	 participação	 significativa	 na	
produção dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros. Nas culturas permanentes, 
o segmento responde por 48% do valor da produção de café e banana; nas culturas tem-
porárias, são responsáveis por 80% do valor de produção da mandioca, 69% do abacaxi e 
42% da produção do feijão.
Fonte: Brasil (2019).
20UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Contabilidade Rural. Uma abordagem Decisorial
Autor: Sergio Aparecido Crepaldi
Editora: Atlas
Sinopse: Essa obra é destinada ao ensino da Contabilidade Rural. 
Para atender a esse propósito, reúne pelo menos as características 
básicas: é didática, no sentido de tornar facilmente assimiláveis 
os fundamentos teóricos e as bases operacionais dos processos 
descritos, dentro de uma abordagem atual, prática e objetiva. 
Inicialmente, mostra que a Contabilidade Rural tem a responsa-
bilidade de fornecer informações que possibilitam o planejamento 
e controle de futuras operações. Evidencia que para cada tipo de 
exploração de atividade rural é preciso um sistema adequado de 
custos, que, após coletados todos os dados necessários para cada 
tipo de custo, são levados para os controles de produção. Traz os 
cuidados que devem ser tomados nos registros de custos para 
não distorcer os dados que irão servir de subsídios à tomada de 
decisões	e	análise	da	eficiência	das	atividades.	
Em resumo, o conteúdo desta obra é o seguinte: Agricultura - ne-
gócio, contratos rurais; Administração Rural Moderna - conceito, 
estrutura da organização; Controle Gerencial; Importância da 
Contabilidade	Rural	 -	 finalidades;	Operacionalização	 contábil	 na	
empresa rural - custos, despesas, fases das culturas; Gastos 
Pré-operacionais e Tratamento Contábil na Exploração Agrope-
cuária	-	aspectos	fiscais;	Depreciação,	Exaustão	e	Amortização	na	
Agropecuária; Cálculo do custo de Produção na Empresa Rural; 
Planejamento Contábil na Empresa Rural; Contabilidade da Pe-
cuária - método de custo, custo histórico; Custos e Resultados na 
Avicultura;	Fluxo	de	Caixa	e	Análise	Econômico-financeira	na	Ativi-
dade Rural; Análise das Demonstrações Financeiras; A Informática 
na Agropecuária.
Livro-texto para a disciplina CONTABILIDADE RURAL/CONTA-
BILIDADE AGROPECUÁRIA/CONTABILIDADE AGRÍCOLA do 
curso de graduação em Ciências Contábeis e Engenharia Agro-
nômica. Por seu cunho atual, prático e objetivo, é recomendado 
como manual de consulta para administradores e engenheiros 
agrônomos bem como para empresários rurais, e principalmente 
para os contadores envolvidos no processo de contabilização das 
atividades agrícolas e pecuárias.
21UNIDADE I Conceitos Básicos do Agronegócio
FILME/VÍDEO 
Título: Interestelar
Ano: 2014
Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas 
naturais,	 um	grupo	de	astronautas	 recebe	a	missão	de	 verificar	
possíveis planetas para receberem a população mundial, possibili-
tando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) 
é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que 
pode	nunca	mais	ver	os	filhos.	Ao	lado	de	Brand	(Anne	Hathaway),	
Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em 
busca	de	uma	nova	casa.	Com	o	passar	dos	anos,	sua	filha	Murph	
(Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada 
para também tentar salvar a população do planeta.
22
Plano de Estudo:
●	 Culturas Temporárias e Culturas Permanentes.
●	 Depreciação: Conceito, Métodos, Cálculo e Contabilização.
●	 Amortização: Conceito, Métodos, Cálculo e Contabilização.
●	 Exaustão: Conceito, Métodos, Cálculo e Contabilização.
●	 Contabilização e Apuração do Resultado: CPC 29.
Objetivos de Aprendizagem:
●	 Conceituar os tipos de culturas.
●	 Compreender os conceitos, métodos, cálculo e contabilização de depreciação, 
amortização e exaustão.
●	 Apresentar a forma de contabilização e apuração do resultado das culturas 
temporárias e permanentes.
UNIDADE II
Contabilidade Agrícola
Professor Ivã da Cruz de Araújo
23UNIDADE II Contabilidade Agrícola
INTRODUÇÃO
Olá!
Essa unidade foi elaborada para você compreender os tipos de culturas existentes. 
Após entender as particularidades contábeis que cada cultura exige você verá os conceitos, 
métodos e a contabilização de depreciação, amortização e exaustão, itens importantíssi-
mos	e	que	exigem	atenção	especial.	Por	fim,	será	apresentada	a	forma	de	contabilização	
e apuração do resultado com base no pronunciamento do Comitê De Pronunciamentos 
Contábeis (CPC 29). 
Vale lembrar que na unidade anterior você aprendeu conceitos importantes do 
agronegócio,	principalmente	a	definição	de	Ano	Agrícola	e	Exercício	Social	e	já	está	prepa-
rado(a) para seguir se aprofundando em contabilidade de agronegócio.
Boa leitura e bons estudos.
24UNIDADE II Contabilidade Agrícola
1 CULTURAS TEMPORÁRIAS E CULTURAS PERMANENTES
O tipo de cultura existente na propriedade dita os procedimentos contábeis a serem 
seguidos. Com relação à Contabilidade Agrícola temos dois tipos de cultura:
●	 Cultura Temporária;
●	 Cultura Permanente.
1.1 Cultura Temporária
A cultura temporária é basicamente aquela em que, após a colheita, o replantio é 
necessário. Nesse tipo de cultura o período entre o plantio e a colheita é curto ou médio, 
geralmente inferior a um ano.
Marion (2017, p. 17) diz que culturas temporárias são “aquelas sujeitas ao replantio 
após a colheita. Normalmente, o período de vida é curto. Após a colheita, são arrancadas 
do solo para que seja realizado novo plantio”. Exemplos:
●	 Soja;
●	 Arroz;
●	 Feijão;
●	 Milho;
●	 Abacaxi;
●	 Cana-de-açúcar;
●	 Mandioca;
●	 Legumes.
25UNIDADE II Contabilidade Agrícola
Quanto a contabilização, Crepaldi (2012, p. 109) apresenta características deste 
tipo de cultura:
Os custos na cultura temporária serão contabilizados em uma conta do Ativo 
Circulante com o título de Culturas Temporárias. Esses custos podem ser: 
sementes, fertilizantes, defensivos, mão de obra etc. acumulados até o tér-
mino da colheita. Após o término da colheita, o saldo da conta de Culturas 
Temporárias será transferido para a conta de Produtos Agrícolas, na qual 
serão somados posteriormente à colheita os custos para deixar o produto à 
disposição para venda. Ao ser vendido o produto, transfere-se o valor corres-
pondente ao volume vendido de Produtos Agrícolas para a conta de Custos 
de Produtos Vendidos, sendo assim, possível calcular o resultado apurando-
-se o lucro bruto. (CREPALDI, 2012, p. 109).
Note que a separação de custos e despesas se faz necessária e segue o mesmo 
esquema utilizado nas indústrias quanto ao custo ligado ao processo produtivo, e os gastos 
sendo	classificados	como	despesas	assim	que	o	produto	estiver	pronto	para	venda.	No	
caso	da	cultura	temporária,	os	gastos	serão	classificados	como	Custos	da	Cultura	até	a	
colheita.	Assim	que	o	produto	estiver	disponível	para	venda,	os	gastos	serão	classificados	
como despesas.
Marion (2017, p. 17) sugere a utilização da conta Cultura em Formação para apro-
priar os custos da cultura:
Esses produtos são contabilizados no Ativo Circulante, como se fossem um 
“Estoque em andamento” numa indústria. Dessa forma, todos os custos serão 
acumulados	numa	subconta	com	o	títuloespecífico	da	Cultura	em	Formação	
(arroz, ou trigo, ou, alho ou cebola, ou...) da conta “Culturas Temporárias”. Os 
custos que compõem essa rubrica são: sementes, fertilizantes, mudas, de-
marcações, mão de obra, encargos, energia elétrica, encargos sociais, com-
bustível,	seguro,	serviços	profissionais,	inseticidas,	depreciação	de	tratores	e	
outros imobilizados da cultura em apreço. (MARION, 2017, p. 17).
1.2 Cultura Permanente
A Cultura Permanente, segundo Crepaldi (2012), é aquela que não é sujeita ao 
replantio após a colheita, já que permite mais de uma colheita ou produção e possui vida 
útil acima de ano. Geralmente é atribuído o período mínimo de quatro anos para a cultura 
permanente. Exemplos:
●	 Café;
●	 Laranja;
●	 Seringueira;
●	 Limão;
●	 Cana-de-açúcar;
●	 Silvicultura	(essências	florestais,	plantações	arbóreas);
●	 Frutas arbóreas (maçã, pera, jaca, uva, jabuticaba, goiaba).
26UNIDADE II Contabilidade Agrícola
Com relação aos custos, Marion (2017, p. 20) apresenta as particularidades de tipo 
de cultura:
No caso da cultura permanente, os custos necessários para a formação da 
cultura serão considerados no Ativo Não Circulante – Imobilizado. Os princi-
pais custos são: adubação, formicidas, forragem fungicidas, herbicidas, mão-
-de-obra, encargos sociais, manutenção, arrendamento de equipamentos e 
terras, seguro de cultura, preparo do solo, serviços de terceiros, sementes, 
mudas, irrigação, produtos químicos, depreciação de equipamentos utiliza-
dos na cultura etc. (MARION, 2017, p. 20).
Como	já	mencionado,	a	Cultura	Permanente	deve	figurar	o	Ativo	Não	Circulante	
– Imobilizado, visto que sofrerá depreciação ou exaustão para apropriação destes custos 
para a colheita do ano. Dessa forma, todos os gastos utilizados para formação da Cultura 
Permanente devem ser lançados na Cultura Permanente em Formação (Imobilizado), e 
dentro	dessa	conta	utilizar	subcontas	para	especificar	o	tipo	de	cultura:	guaraná,	café	etc.	
Perceba que aqui a formação é da Cultura Permanente e não da colheita.
A partir do momento em que a Cultura estiver formada, transfere-se o saldo da conta 
Cultura Permanente em Formação para a conta Cultura Permanente Formada. Doravante, 
os gastos serão acumulados para apuração do resultado da primeira produção/colheita e 
não serão mais registrados no Ativo Não Circulante – Imobilizado.
Sendo assim, os gastos, tais como mão de obra, encargos sociais, produtos quí-
micos, custos com irrigação, entre outros utilizados na Formação da colheita serão acu-
mulados na conta Colheita em Andamento do Ativo Circulante. Vale reforçar que aqui se 
acrescenta o custo com depreciação ou exaustão da Cultura Permanente Formada. Fique 
tranquilo(a) que nos próximos tópicos a depreciação a exaustão serão melhor explicadas.
Após a colheita cria-se a conta Produtos Agrícolas, também do Ativo Circulante, 
que receberá o saldo da Conta Colheita em Andamento, bem como os gastos necessários 
para deixar o produto pronto para venda, como, por exemplo, o acondicionamento dos 
produtos em embalagens. Conforme o produto for sendo vendido, transfere-se o valor da 
Conta Produtos Agrícolas para a conta Custo dos Produtos Vendidos, que será utilizada 
para a apuração do resultado da colheita.
27UNIDADE II Contabilidade Agrícola
2 DEPRECIAÇÃO: CONCEITO, MÉTODOS, CÁLCULO E CONTABILIZAÇÃO
2.1 Conceito de Depreciação
Os bens utilizados nas atividades e na manutenção da empresa rural, que servirão 
por vários ciclos operacionais, devem ser depreciados para que a redução do valor corres-
pondente seja incorporada aos custos dos produtos. Esses bens estarão registrados no 
Ativo Não Circulante Imobilizado ou Intangível.
A lei 6.404/76 – Lei das Sociedades por Ações – em seu art. 183, conforme redação 
dada pela lei 11.941/2009, obriga que a diminuição do valor dos elementos dos ativos 
imobilizados e intangível seja registrada na conta “depreciação, quando corresponder à 
perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda 
de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência”.
O quadro a seguir apresenta alguns detalhes sobre depreciação, amortização e 
exaustão, estes serão abordados nos tópicos seguintes.
Quadro 1 - Terminologias e Aplicação de Redução do Imobilizado e Intangível
TERMINOLOGIA APLICAÇÃO EXEMPLOS
Depreciação Bens Corpóreos
Equipamentos, Máquinas, veículos, 
Cultura Permanente
Exaustão Recursos Naturais Exauríveis Reservas Florestais, Petrolíferas
Amortização Bens Intangíveis Marcas e Patentes, Contratos
Fonte: o autor.
28UNIDADE II Contabilidade Agrícola
2.2 Métodos, Cálculos e Contabilização
Há várias maneiras de calcular a depreciação, porém algumas são pouco utilizadas. 
2.2.1 Método linear ou método de linha reta
Nesse método utilizam-se taxas anuais com base na vida útil do bem, considerando 
que ele fornecerá benefícios iguais em cada período. 
 Por exemplo:
Imagine uma empresa que adquiriu um bem com vida útil de 4 anos por 400.000,00 
e não possui valor residual.
Taxa: 100% = 25% ao ano. 
 4 anos
Depreciação 400.000,00 x 25% = 100.000,00 ao ano
Ou então:
Cota de Depreciação: 400.000,00 = 100.000,00 ao ano.
 4 anos
O	valor	residual	é	o	valor	que	o	bem	está	valendo	ao	final	dos	4	anos	de	utilização.	
Caso o bem tenha o valor residual, basta reduzir do total e aplicar a taxa de depreciação 
apenas na diferença.
O	Comitê	de	Pronunciamento	Contábeis,	em	seu	pronunciamento	CPC	27,	define	
valor residual de um ativo como “o valor estimado que a entidade obteria com a venda 
do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e 
condição	esperadas	para	o	fim	de	sua	vida	útil”.
Exemplo:
Custo do Bem – Valor Residual = valor depreciável
2.2.2 Método da soma dos dígitos dos anos
Conforme Crepaldi (2012, p. 133),
Este é um método de depreciação acelerada que leva em consideração não 
apenas a obsolescência, mas também o incremento de utilização de um ativo 
no início. No início da vida de um ativo, o consumo é provavelmente maior 
do que o consumo em outra época. Isso é atribuível a menor quantidade de 
avarias	e	menos	necessidade	de	manutenção.	Quando	o	ativo	ficar	mais	ve-
lho, a probabilidade de menor utilização é maior e os custos de manutenção 
maiores, o que resulta em o ativo tornar-se menos produtivo com o passar 
29UNIDADE II Contabilidade Agrícola
do tempo. Assim, esses fatores fornecem a base para maiores débitos de 
depreciação quando o ativo é novo e menor nos últimos anos. (CREPALDI, 
2012, p. 133).
Exemplo: Imagine uma empresa que adquiriu um bem com vida útil de 5 anos por 
R$ 90.000,00 e não possui valor residual.
Como são 5 anos: 1+2+3+4+5 = 15
Quadro 2 - Cálculo Depreciação 
Ano Fator
Valor do 
Bem Quota
1º 5/15 x R$ 90.000 = R$ 30.000,00
2º 4/15 x R$ 90.000 = R$ 24.000,00 
3º 3/15 x R$ 90.000 =R$ 18.000,00 
4º 2/15 x R$ 90.000 = R$ 12.000,00 
5º 1/15 x R$ 90.000 = R$ 6.000,00 
Fonte: o autor.
2.2.3 Unidades produzidas e método das horas trabalhadas
Nesse método considera-se a vida útil do bem em horas ou em capacidade produtiva.
Considere uma máquina adquirida por R$ 200.000,00, possuindo vida útil com 
uma capacidade produtiva estimada em 1.000.000 de unidades. Sabendo-se que produzirá 
200.000 unidades por ano, calcule a depreciação de cada ano. A máquina tem estimativa 
de operar 20.000 horas, utilizada na razão de 4.000 horas por ano. Não considere valor 
residual.
Em função da capacidade produtiva:
Valor do bem: R$ 200.000,00
Produção total estimada: 1.000.000 unidades
Depreciação por unidade produzida: R$ 200.000/1.000.000 = R$ 0,20 por unidade
Quota anual: 200.000 unidades x R$ 0,20 = R$ 40.000,00
Em função das horas estimadas:
Valor do Bem: R$ 200.000,00
Horas estimadas: 20.000
Depreciação por hora = R$ 200.000 / 20.000 = R$ 10,00
Depreciação anual = R$ 10,00 x 4.000 = R$ 40.000,00
30UNIDADE II ContabilidadeAgrícola
2.2.4 Contabilização da depreciação
Para registrar os valores de depreciação apurados, utilizam-se as contas Deprecia-
ção (Custo ou Despesa) e Depreciação Acumulada (Ativo Não Circulante – Conta Redutora):
D – Depreciação (Conta de Resultado)
C – Depreciação Acumulada (Redutora do Ativo)
Balanço Patrimonial
Ativo Não Circulante
Bens Depreciáveis R$ 400.000,00
(-) Depreciação Acumulada (R$ 100.000,00)
31UNIDADE II Contabilidade Agrícola
3 AMORTIZAÇÃO: CONCEITO, MÉTODOS, CÁLCULO E CONTABILIZAÇÃO
3.1 Conceitos, Métodos e Cálculo
A amortização deve ser aplicada na recuperação de capital aplicado na aquisição 
de	contratos.	Dessa	forma,	como	afirma	Marion	(2017),	a	amortização	ocorre	para	os	casos	
de aquisição de direitos sobre empreendimentos de propriedade de terceiros. 
O autor cita como exemplo os casos de aquisição de direitos de extração de madeira 
de	floresta	pertencente	a	terceiros	ou	de	exploração	de	pomar	alheio	por	prazo	determina-
do,	por	preço	pré-fixado.	A	exceção,	prevista	na	legislação	brasileira,	é	que	se	a	floresta	
pertencer a terceiros, mas for explorada em função de contrato por prazo indeterminado, 
caracterizam-se as quotas de exaustão e não de amortização. 
A principal diferença entre depreciação e amortização é que essa é aplicada sobre 
bens físicos e de propriedade da empresa rural, enquanto esta é aplicada sobre direitos 
com prazo limitados.
Exemplo:
Considere uma empresa que adquire o direito de explorar um pomar de goiabas por 
4 anos pelo valor de R$ 40.000,00.
40.000,00 = 10.000 
 4 anos
32UNIDADE II Contabilidade Agrícola
Exemplo de Bens Amortizáveis:
Benfeitorias em bens de terceiros com cláusula de ressarcimento que devem ser 
registradas	no	Ativo	Imobilizado.	Direitos	classificados	no	Ativo	Intangível:
●	 Concessões públicas: estradas, ferrovias, telefonias;
●	 Direitos autorais;
●	 Direitos de uso de marca;
●	 Contratos	de	exploração	de	florestas	de	terceiros.
3.2 Contabilização da amortização
Para registrar a amortização:
D – Amortização (Conta de Resultado)
C – Amortização Acumulada (Redutora do Ativo)
33UNIDADE II Contabilidade Agrícola
4 EXAUSTÃO: CONCEITO, MÉTODOS, CÁLCULO E CONTABILIZAÇÃO
4.1 Conceito, Métodos e Cálculos
Exaurir quer dizer esgotar, portanto a exaustão está relacionada com a perda de va-
lor dos bens e direitos do Ativo pela exploração, sendo ela a extração ou o aproveitamento. 
Crepaldi	(2012)	afirma	que	na	exaustão	a	empresa	registra,	anualmente,	a	diminui-
ção	gradativa	do	valor	de	aquisição	do	bem	(jazida,	lavra	ou	reserva	florestal),	em	função	
da quantidade extraída, avaliados pelo custo de aquisição corrigido na conta Exaustão 
Acumulada.
É válido lembrar que Recursos Florestais próprios de frutos sofrem depreciação, já 
as	florestas	de	terceiros	para	corte	ou	de	fruto	sofrem	amortização,	porque,	neste	caso,	o	
que	se	amortiza	é	o	contrato	(direito	de	uso),	e	florestas	próprias	de	corte	sofrem	exaustão,	
uma vez que serão esgotadas.
Bens exauríveis são Recursos Minerais e Recursos Florestais. A quota anual de 
exaustão	é	definida	com	base	no	tipo	de	recurso.
34UNIDADE II Contabilidade Agrícola
4.1.1. Recursos minerais
Considera-se o prazo de exploração previsto ou através da divisão da extração 
anual pela capacidade.
Exemplo:
Calcule o prazo de exploração de uma jazida (local com itens de exploração mine-
ral) adquirida por R$ 1.200.000, com mais R$ 800.000,00 gastos para viabilizar o início da 
exploração, que será de 40 anos.
 100% = 2,5% ao ano
40anos
2.000.000 x 2,5% = 50.000
 
ou
Total a exaurir: 1.200.000 + 800.000 = 2.000.000
2.000.000 = 50.000,00
 40 anos
4.1.2. Recursos florestais
De acordo com o art. 328 do RIR/99, poderá ser computada, como custo ou en-
cargo, em cada período, a importância correspondente à diminuição do valor de recursos 
florestais	resultante	de	sua	exploração.	
O	 cálculo	 para	 floresta	 plantada	 será,	 portanto,	 através	 da	 capacidade	 total,	 ou	
seja, número de árvores extraídas dividido pelo número de árvores existentes no início do 
período de apuração. 
 Número de árvores extraídas no período = taxa de exaustão
Número de árvores existentes no período
Para	florestas	naturais,	o	cálculo	será	pelo	percentual	entre	os	recursos	florestais	
extraídos	no	período	e	o	 volume	dos	 recursos	 florestais	 existentes	no	 início	 do	mesmo	
período.
35UNIDADE II Contabilidade Agrícola
 Área explorada no período = taxa de exaustão
 Área total dos recursos do período
4.2 Contabilização da Exaustão
Para contabilizar a exaustão, utiliza-se uma conta de resultado e uma conta redu-
tora do ativo:
D – Exaustão (CR)
C – Exaustão Acumulada (redutora do Ativo)
36UNIDADE II Contabilidade Agrícola
5 CONTABILIZAÇÃO E APURAÇÃO DO RESULTADO: CPC 29
5.1 Esquema de Contabilização da Cultura Temporária
Figura 1 - Esquema de Contabilização - Cultura Temporária
Fonte: o autor.
Note	que	a	conta	Cultura	Temporária	absorve	todos	os	gastos	até	o	final:	a	colheita.	
Quando, então, o saldo desta conta será transferido para a conta Produtos Agrícolas que 
receberá os custos que ocorrerem após a colheita, mas que são necessários para que o 
37UNIDADE II Contabilidade Agrícola
produto	fique	pronto	para	venda,	como,	por	exemplo,	gastos	com	o	acondicionamento	dos	
produtos colhidos. 
Após	 o	 produto	 estar	 pronto	 para	 venda,	 os	 gastos	 passam	 a	 ser	 classificados	
como	despesas.	Estas,	por	sua	vez,	irão	para	contas	específicas	que	posteriormente	serão	
encerradas para apuração do resultado exercício.
5.1.1 Lançamentos contábeis na cultura temporária
Pela formação da colheita
D – Cultura Temporária (arroz, soja etc.) - Ativo Circulante
C – Caixa, Fornecedores, depreciação acumulada
Pela colheita (Produtos Colhidos)
D – Produtos Agrícolas (Ativo Circulante)
C – Cultura Temporária (Ativo Circulante)
Pela Venda
D – Caixa, Bancos, Clientes (Ativo Circulante)
C – Venda de Produtos Agrícolas (Conta de Resultado) 
Pela Apuração do Resultado
D – Custo dos Produtos Vendidos (Conta de Resultado)
C – Produtos Agrícolas (Ativo Circulante)
5.1.2 Lançamentos contábeis na cultura permanente
Os lançamentos contábeis na cultura permanente são: 
1º - Formação da Cultura: registram-se os gastos com a formação da Cultura Per-
manente na Conta Cultura Permanente em Formação (Ativo Não Circulante - ANC)
D – Cultura Permanente em Formação (ANC)
C – Caixa, Fornecedores etc. (Ativo Circulante - AC)
2º - Término da Formação: transferem-se os gastos da conta Cultura Permanente 
em Formação para Conta Cultura Permanente Formada, também do Ativo Não Circulante.
38UNIDADE II Contabilidade Agrícola
D – Cultura Permanente Formada (ANC)
C – Cultura Permanente em Formação (ANC)
3º - Período de Formação do Produto: cria-se a Conta Colheita em Formação (Ativo 
Circulante).
D – Colheita em Formação (Ativo Circulante - AC)
C – Caixa, Fornecedores, Depreciação Acumulado
 
4º - Término da Colheita: após o término da colheita transfere-se o saldo da Conta 
Colheita em Formação para a Conta Produtos Agrícolas (Ativo Circulante).
D – Produtos Agrícolas (AC)
C – Colheita em Formação
 
5º - Venda dos Produtos.
D – Caixa, Clientes etc.
C – Venda de Produtos Agrícolas – café, laranja
6º - Apuração do Resultado
D – Custo dos Produtos vendidos (Conta de Resultado)
C – Produtos Agrícolas (AC)
 
Vale	 reforçar	que	gastos	que	acrescentam	vida	útil	 à	 cultura	ou	que	beneficiam	
mais de uma safra devem ser imobilizados para serem depreciados. No caso de empresas 
com mais de uma atividade os custos indiretos devem ser rateados.
39UNIDADE II Contabilidade Agrícola
SAIBA MAIS
No caso da Cultura Permanente há produtos que não passam pelo estágio de cultura 
em formação para cultura formada, uma vez que, no momento de considerar a cultura 
como formada ela é ceifada como ocorre geralmente com as culturas de cana-de-açú-
car, palmito, eucalipto, pinho entre outras que são cortadas parabrotarem novamente. 
Fonte: Marion (2017, p. 20).
REFLITA 
Você acha que a cultura permanente dá mais trabalho para sua contabilização ao ponto 
de	justificar	o	desinteresse	por	parte	do	empresário	rural	nesta	área	da	Ciência	Contá-
bil?
Fonte: o autor.
40UNIDADE II Contabilidade Agrícola
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a), nesta unidade vimos os tipos de Cultura, conhecendo as 
característica da Cultura Temporária e da Cultura Permanente. Você pôde ver que ambas 
possuem	procedimentos	contábeis	diferentes	e	que	exigem	cuidados	específicos	para	que	
a	contabilidade	rural	exerça	sua	função	gerencial	e	fiscal.	Com	relação	aos	bens	e	direitos	
registrados no Ativo Não Circulante, Imobilizado e Intangível aprendeu que as reduções 
podem ocorrer através de depreciação, amortização e exaustão, bem como os conceitos, 
métodos e forma de contabilização de cada um destes itens.
A partir de agora você está preparado(a) para seguir se aprofundando na contabi-
lidade rural. Convido você a seguir em frente e conhecer, na Unidade III deste material, a 
Contabilidade da Pecuária.
41UNIDADE II Contabilidade Agrícola
LEITURA COMPLEMENTAR
Veja a seguir a estimativa de vida útil de alguns equipamentos, implementos e 
construções rurais:
●	 Paredes de tijolos, coberta de telha: duração de 25 anos e taxa de depreciação 
de 4% ao ano.
●	 Parede de madeira, cobertura de telha: duração de 15 anos e taxa de depreciação 
de 6,7%.
●	 Cercas de arames: duração de 10 anos e taxa de depreciação 10% ao ano.
●	 Cerca elétrica: duração de 10 anos e taxa de depreciação 10% ao ano.
●	 Tratores de roda: duração de 10 anos e taxa de depreciação 10% ao ano.
●	 Adubadeira: duração de 8 anos e taxa de depreciação 12,5% ao ano.
●	 Café: duração de 20 anos e taxa de depreciação 5% ao ano.
●	 Banana: duração de 08 anos e taxa de depreciação 12,5% ao ano.
●	 Laranja: duração de 15 anos e taxa de depreciação 6,67% ao ano.
Fonte: Marion e Segatti (2012).
42UNIDADE II Contabilidade Agrícola
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Contabilidade Rural
Autor: José Carlos Marion
Editora: Atlas
Sinopse: Este texto, utilizando-se de uma abordagem atual, práti-
ca	e	objetiva,	vem	preencher	uma	lacuna	na	bibliografia	de	Conta-
bilidade Rural no Brasil, e atender a necessidade de um texto com 
conteúdo	programático	adequado	ao	ensino	e	à	prática	profissio-
nal. Em primeiro lugar, trata da Contabilidade Agrícola, em que são 
destacadas as diferenças básicas na contabilização das culturas 
temporárias e permanentes, bem como é analisado o tratamento 
contábil que deve ser dado ao desmatamento e preparo do solo 
para o cultivo. Um dos pontos altos aqui abordados é o tratamento 
da depreciação na agropecuária. Além disso, o autor introduz um 
plano de contas para empresas agrícolas e faz comentários sobre 
o funcionamento das principais contas. Em segundo lugar, discorre 
sobre a Contabilidade de Pecuária e trata pormenorizadamente do 
método de custo, do custo na pecuária, bem como do método do 
valor de mercado. Em terceiro lugar, trata do Imposto de Renda 
aplicado à atividade rural. 
Em resumo, o conteúdo deste livro é o seguinte: conceitos bási-
cos da atividade rural: agrícola, zootécnica e agroindustrial; ano 
agrícola X exercício social; forma jurídica de exploração na agro-
pecuária;	fluxo	contábil	na	atividade	agrícola:	culturas	temporárias,	
permanentes, correção monetária; novos projetos agropecuários 
e gastos com melhorias; depreciação na agropecuária; casos de 
exaustão	e	amortização;	planificação	contábil	e	operacionalização	
do plano de contas; inventário periódico e permanente; sistema 
auxiliar	 de	 contas;	 contabilidade	 da	 pecuária;	 classificação	 do	
gado no balanço patrimonial; métodos do custo X método a valor 
de mercado; Imposto de Renda - pessoa jurídica. 
Livro-texto para a disciplina CONTABILIDADE RURAL/CON-
TABILIDADE AGROPECUÁRIA/CONTABILIDADE AGRÍCOLA 
do curso de graduação em Ciências Contábeis. Pela atualidade 
dos assuntos tratados, é recomendado como manual de consulta 
para contadores, envolvidos na contabilização e preparação da 
documentação	 para	 o	 Imposto	 de	Renda,	 e	 outros	 profissionais	
que exercem atividades agropecuárias.
43UNIDADE II Contabilidade Agrícola
FILME/VÍDEO 
Título: Cavalo de Guerra
Ano: 2012
Sinopse: Ted Narracot (Peter Mullan) é um camponês destemido 
e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, 
batalha	junto	com	a	esposa	Rose	(Emily	Watson)	e	o	filho	Albert	
(Jeremy Irvine) para sobreviver numa fazenda alugada, proprieda-
de de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da 
arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba 
comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas 
suas	terras.	O	que	ele	não	sabia	era	que	seu	filho	estabeleceria	
com o animal uma conexão jamais imaginada. Batizado de Joey 
pelo jovem, os dois começam seus treinamentos e desenvolvem 
aptidões. Mas a 1ª Guerra Mundial chegou e a cavalaria britânica 
o leva embora, sem que Albert possa se alistar por não ter idade 
suficiente.	Já	nos	campos	de	batalha	e	durante	anos,	Joey	mostra	
toda a sua força e determinação, passando por diversas situações 
de perigo e donos diferentes, mas o destino reservava para ele um 
final	surpreendente.
44
Plano de Estudo:
●	 Sistemas de Produção;
●	 Pastagem;
●	 Tipos de Pastoreio;
●	 Alimentação Suplementar;
●	 Reprodução;
●	 Especialização das Propriedades Pecuárias;
●	 Divisão do Rebanho em Categorias;
●	 Cálculo do Custo do Bezerro;
●	 Contabilização e Apuração do Resultado: CPC 29.
Objetivos de Aprendizagem:
●	 Conceituar Pecuária;
●	 Compreender a pastagem, tipos de pastoreio, alimentação suplementar;
●	 Conhecer processos como reprodução, Divisão dos Rebanhos;
●	 Aprender a calcular o custo do bezerro;
●	 Entender a contabilização e apuração do resultado.
UNIDADE III
Contabilidade Pecuária
Professor Ivã da Cruz de Araújo
45UNIDADE III Contabilidade Pecuária
INTRODUÇÃO
Olá!
Na unidade anterior você conheceu a Contabilidade Rural voltada para agricultura, 
agora é hora conhecer como utilizar esta área da ciência contábil ligada à pecuária. Essa 
unidade foi elaborada para que você entenda a pecuária e seus processos, tais como a 
produção, a reprodução, os custos do bezerro e a apuração do resultado. Conhecer estes 
processos, bem como entender como a contabilidade trabalha com a pecuária, ampliará 
seus conhecimentos contábeis enriquecendo ainda mais sua formação acadêmica e pro-
fissional.
Boa leitura e bons estudos.
46UNIDADE III Contabilidade Pecuária
1 SISTEMAS DE PRODUÇÃO
Ao ouvir a palavra gado você, se não trabalha nesta área, provavelmente deve 
associar a boi ou vacas. Porém gado são animais criados em campo para serviços de 
lavoura,	consumo		e	para	fins	industriais	e/ou	comerciais,	tais	como:
●	 Bovinos: bois, vacas;
●	 Caprinos: bodes, cabras; 
●	 Equinos: cavalos, asnos, zebras, pôneis; 
●	 Ovinos: carneiros, ovelhas;
●	 Muares: burros, mula;
●	 Bubalinos: búfalos.
Marion e Segatti (2012) referem-se à pecuária como a arte de criar gado. Explicam 
que os bovinos,	também	chamados	Gado	Vacum,	servem	às	seguintes	finalidades:	traba-
lho, reprodução, corte e leite. Utilizaremos neste material os bovinos como exemplo. 
Os sistemas de reprodução do bovino são divididos em:
●	 Extensivo;
●	 Semi-intensivo;
●	 Intensivo.
47UNIDADE III Contabilidade Pecuária
1.1 Sistemas de Reprodução Extensivo
O	sistema	de	reprodução	extensivo	caracteriza-se	por	processos	mais	simplifica-
dos, em que a Unidade Animal (UA) por hectare (ha) é menor. 
Para Marion e Segatti (2012 p. 6), nesse sistema de reprodução
Geralmente os animais são mantidos em pastos nativos ou cultivados na de-
pendência exclusiva dos recursos naturais. Este sistema caracteriza-se por 
baixa lotação variando de 0,4 a 0,8 UA/ha/Ano, em áreas contíguas sem 
planejamento adequado de lotação e disponibilidade de forragens. O ma-
nejo	sanitário	baseia-se	simplesmente	em	calendáriosoficiais	e	vacinação	
da região em está inserida a propriedade. O manejo zootécnico é ausente 
ou pouco presente, não se preocupando com o suprimento de forragem no 
período adverso do ano(seca). É um sistema utilizado ainda em áreas re-
cém-desbravadas, onde a produção de forrageira exerce forte pressão sobre 
recursos naturais. (MARION; SEGATTI, 2012, p. 6).
1.2 Sistema de Reprodução Semi-Intensivo
Com relação ao Sistema de Reprodução Semi-intensivo, Marion e Segatti (2012) 
explicam que a falta de inviabilidade técnica e econômica do sistema extensivo, devido a 
degradação das forrageiras ou pastagens, obriga o pecuarista que pretende manter-se na 
atividade a implantar forrageiras que sofrem pastoreio racional através de subdivisões das 
pastagens, levando a uma maior capacidade de suporte por unidade área, chegando até a 
4,0 UA/ha/ano. 
Nesse sistema as pastagens/forrageiras recebem normalmente corretivos de solo 
(calcário), adubação química. Além de um manejo mais adequado do rebanho, exige vaci-
nas obrigatórias entre outros processos, como vermifugação, mineralização e acompanha-
mento zootécnico do rebanho.
1.3 Sistema de Reprodução Intensivo
Esse sistema, devido ao aumento da população e redução da área útil, com o intuito 
de obter maior produtividade e rentabilidade aliadas à tecnologia, exige maiores cuidados.
Marion e Segatti (2012, p. 7) explicam que este sistema consiste
Na	formação	de	pastagens	artificiais	adequadamente	adubadas	e	até	irriga-
das, com forrageiras adequadas à região, propiciando a divisão dos pastos 
para o estabelecimento do rodízio (permite repouso e recuperação das pas-
tagens). Na melhoria tanto das condições de alimentação (arraçoamento, sal, 
minerais	etc.),	associando	pasto	+	suplementação,	ou	pasto	+confinamento,	
como da ordem higiênico-sanitária, o que foi possível pela redução da dis-
tância entre o curral e o rebanho. Na introdução de novas raças produtivas, 
adequadas à região, em substituição aos gados nativos. (MARION; SEGAT-
TI, p. 7).
48UNIDADE III Contabilidade Pecuária
2 PASTAGEM
A pastagem é o local onde o animal pasta e come ervas não ceifadas. Divide-se 
em:
●	 Pastagem natural;
●	 Pastagem	artificial.
2.1 Pastagem Natural
Também denominado pasto nativo, a pastagem natural é aquela cuja área não 
foi cultivada, mas é possível o aproveitando do potencial da natureza e geralmente não 
apresenta problemas com erosão. São exemplos de pastagens naturais: 
●	 Campos;
●	 Capins Naturais.
2.2 Pastagem Artificial
São áreas cultivadas que exigem preparo do solo para que sirvam para criação 
de	 animais.	As	 principais	 forrageiras	 utilizadas	 nos	 pastos	 artificiais	 são	 as	 gramíneas,	
leguminosas e cactáceas.
49UNIDADE III Contabilidade Pecuária
3 TIPOS DE PASTOREIO
O pastoreio é a forma como o pecuarista controla a utilização do pasto, inclusive 
planejando número de cabeças por hectare. Basicamente há dois tipos de pastoreio: o 
rotativo, que funciona como sistemas de rodízio, e o pastoreio contínuo.
● Pastoreio Rotativo: nesse tipo de pastoreio é feito um rodízio para manter o 
pasto em repouso para que ele se recupere e seja, posteriormente, aproveitado 
com qualidade nutricional. Divide-se a área em partes menores para que o 
rodízio destas áreas seja implantando.
● Pastoreio Contínuo: esse tipo de pastoreio consiste em deixar o gado no mes-
mo pasto permanentemente.
Em ambos os tipos de pastoreios, geralmente, há um controle para separar os ani-
mais em lotes de acordo com suas categorias, como, por exemplo, vacas de cria, animais 
para engorda etc.
50UNIDADE III Contabilidade Pecuária
4 ALIMENTAÇÃO SUPLEMENTAR
Basicamente, o objetivo da alimentação suplementar é fornecer para o gado nu-
trientes necessários para seu crescimento saudável. Esses nutrientes, tais como proteínas, 
minerais, vitaminas e carboidratos, melhoram a produtividade dos bovinos durante o perío-
do de seca.
No período de seca as pastagens crescem com baixos índices nutricionais, o que 
requer suplementação para não prejudicar a qualidade do gado.
Conhecer as melhores estratégias para manter, com menor custo possível, uma 
boa alimentação para gados de corte e de leite é extremamente necessário para o empre-
sário rural. Este, por sua vez, deve procurar informação especializada e tomar medidas que 
melhor se enquadrem em sua propriedade e produção, principalmente por haver diversas 
variáveis	que	 influenciam	em	cada	caso,	como,	por	exemplo,	a	diferença	de	climas	nas	
regiões do país.
51UNIDADE III Contabilidade Pecuária
5 REPRODUÇÃO
Parte fundamental também na pecuária, a reprodução consiste em multiplicar a es-
pécie através de manipulação planejada. Buscar conhecimento para aprimorar técnicas de 
reprodução deve ser uma constante do empresário rural, que deve sempre buscar melhorar 
a qualidade e rendimento das próximas gerações.
5.1 Métodos de Reprodução
De acordo com Marion e Segatti (2012), os métodos de reprodução mais encontra-
dos são:
●	 Seleção: trata-se do acasalamento de bovinos escolhidos dentro do plantel, 
considerando suas características raciais, produtividade etc., visando a melho-
ria da qualidade nas gerações vindouras.
●	 Consanguinidade: tendo como objetivo o aprimoramento de uma raça, faz-se o 
acasalamento	de	animais	com	alto	grau	de	parentesco,	como	pai-netas,	filho-
-mãe etc.
●	 Cruzamento: reprodução entre animais da mesma espécie, porém de raças 
diferentes.
5.2 Formas de Reprodução
Há três formas utilizadas para reprodução, sendo a monta natural livre a mais utili-
zada.	Crepaldi	(2012,	p.	231)	afirma	que	há	três	formas:
52UNIDADE III Contabilidade Pecuária
A Monta Natural Livre é mais a usada; nela, o reprodutor permanece o tempo 
todo com as vacas. Neste caso, a perda de cio é menor pelo fato de o próprio 
macho	identificar	as	fêmeas	(vacas	e	novilhas)	nesta	fase.	A	relação	de	touro/
vaca é menor (um touro para 20 a 25 vacas) pelo possível desgaste ocasio-
nado por sucessivas montas numa vaca em cio; por este motivo são pouco 
utilizados animais de alto valor genético nesse tipo de manejo.
[...]
Monta	Natural	controlada	ou	inseminação	artificial	é	o	sistema	em	que	a	vaca	
observada em cio é levada ao reprodutor ou inseminada. As vantagens deste 
tipo de manejo são de poder-se anotar corretamente as datas da cobertura 
ou	inseminação	artificial,	possibilitar	maior	controle	de	infecções	relacionadas	
à reprodução, de melhor aproveitamento de um bom reprodutor, graças ao 
aumento	 da	 relação	 touro/vaca.	 Como	 desvantagens,	 verifica-se	 a	 neces-
sidade	de	mais	 e	melhor	mão	de	obra	 e	 perda	de	 cios	 por	 deficiência	 na	
observação deste cio.
[...]
A monta natural parcialmente controlada é o sistema em que o reprodutor 
permanece junto com as vacas certo período do dia. É também um sistema 
de manejo que se aplica a gado de leite, uma vez que por ocasião das or-
denhas, pela manhã e à tarde, o reprodutor é então colocado junto com as 
vacas.	Facilita	a	identificação	de	cios	feita	pelo	próprio	reprodutor	e	não	per-
mite seu desgaste, uma vez que, após uma ou duas montas, a vaca em cio é 
separada do reprodutor. (CREPALDI, 2012, p. 231).
53UNIDADE III Contabilidade Pecuária
6 ESPECIALIZAÇÃO DAS PROPRIEDADES PECUÁRIAS
A especialização das atividades pecuárias possui três fases principais que são 
executadas individualmente ou em combinações.
●	 Cria;
●	 Recria;
●	 Engorda.
A cria é a produção principal, o bezerro é vendido após o desmame. Geralmente 
a matriz produz um bezerro por ano e o desmame ocorre num período igual ou inferior a 
12 meses. A recria consiste em, após desmamar o bezerro (entre 13 a 23 meses), produzir 
e vender o novilho magro para engorda. A engorda é a atividade que, a partir do novilho 
magro, produz o novilho gordo para venda.
54UNIDADE III Contabilidade Pecuária
7 DIVISÃO DO REBANHO EM CATEGORIAS
A divisão do rebanho segue critérios como idade, peso e sexo e facilita a forma 
como o rebanho deve sermanejado, bem como interfere no controle da pastagem.
7.1 Classificação por Idade
O rebanho é dividido em: 
●	 Bezerro;
●	 Novilha: antes da primeira parição;
●	 Vaca – Matriz: após a primeira parição;
●	 Novilho: estágio do desmame;
●	 Boi: bovino adulto castrado;
●	 Garrote: macho inteiro não castrado;
●	 Touro: reprodutor.
7.2 Classificação Contábil do Gado
O	Parecer	Normativo	nº	57/76	do	Fisco	indica	a	classificação	a	ser	utilizada	para	o	
Ativo Imobilizado:
Podemos considerar como integrante do ativo imobilizado as contas a seguir 
indicadas, tendo em vista o disposto no art. 241 - RIR/75, Decreto 76.186/75, 
verbis: “Integram o ativo imobilizado, para os efeitos de correção monetária, 
os bens que se destinem à exploração do objeto social ou à manutenção das 
atividades da pessoa jurídica.”
55UNIDADE III Contabilidade Pecuária
2.1.1. Gado Reprodutor, indicativa de touros puros de origem, touros puros 
de cruza, vacas puras de cruza, vacas puras de origem e plantel destinados 
à	inseminação	artificial;
2.1.2. Gado de Renda, representando bovinos, suínos, ovinos e equinos que 
a empresa explora para a produção de bens que constituem objeto de suas 
atividades;
2.1.3. Animais de Trabalho, compreendendo equinos, bovinos, muares, asini-
nos destinados a trabalhos agrícolas, sela e transporte.
Quanto	ao	Ativo	Circulante,	o	parecer	diz	que	devem	ser	classificados	neste	grupo	
animais pequenos destinados à revenda ou para consumo e gados. Exemplos: 
●	 Aves;
●	 Gado bovino;
●	 Suínos;
●	 Ovinos;
●	 Caprinos;
●	 Coelhos;
●	 Peixes.
Vale	 reforçar	 que	na	pecuária	 o	 período	de	 curto	 e	 longo	prazo	é	 definido	 com	
base no ciclo operacional da atividade. Desta forma, e seguindo a Lei 6.404/76 (Lei das 
Sociedades Anônimas), o curto prazo leva em média três a quatro anos.
Para evitar o trânsito entre Ativo Circulante e Ativo Não Circulante desnecessariamente 
deve-se	confirmar	a	real	capacidade	de	reprodução	do	animal	para,	só	então,	reclassificá-lo	
como	imobilizado.	Até	esta	confirmação	este	permanece	no	Estoque	-		Ativo	Circulante.
56UNIDADE III Contabilidade Pecuária
8 CÁLCULO DO CUSTO DO BEZERRO
Como você já sabe controlar os custos de qualquer empresa, qualquer processo ou 
atividade é de suma importância. Na pecuária esse controle também se faz necessário, o 
que exige planejamento e muito controle.
O	método	de	custo	é	definido	por	Crepaldi	(2012)	como	o	método	que	considera,	
para efeito de registro, os valores de aquisição ou de produção. Já o método de valor de 
mercado considera o preço de mercado do plantel, reconhecendo-o sempre que houver 
ganho econômico, uma vez por ano, considerando que o rebanho cresce naturalmente. 
Para	fins	didáticos,	no	próximo	tópico	você	verá	como	contabilizar	pelo	método	de	
custo, porém não deixe de ler nos livros sugeridos o método de contabilização pelo método 
de mercado.
Os principais Custos do Rebanho em Formação são:
●	 Salários e encargos sociais;
●	 Manutenção e conservação;
●	 Combustíveis;
●	 Energia Elétrica;
●	 Seguros;
●	 Depreciação de Instalações;
●	 Depreciação e exaustão de pastos bem como de outros ativos;
●	 Serviços	profissionais;
57UNIDADE III Contabilidade Pecuária
●	 Fretes;
●	 Peças de Reposição;
●	 Manutenção de cercas;
●	 Depreciação de matrizes;
●	 Depreciação de reprodutores;
●	 Materiais de inseminação;
●	 13º Salário;
●	 Férias.
Cabe	à	Contabilidade	avaliar	os	gastos	e	classificá-los	como	custos	ou	despesas.	
Um bom plano de contas é de suma importância para auxiliar na contabilização desses 
gastos. Os gastos com administração da empresa (fazenda) podem ser, por exemplo, lan-
çados	como	despesas,	já	os	custos	podem	ser	diretos,	quando	de	fácil	identificação	com	o	
produto, ou indiretos, quando houver a necessidade de rateio (divisão dos custos indiretos 
entre os produtos).
A empresa pode ainda adotar a departamentalização e dividir as contas em depar-
tamentos de serviços que acumularia os gastos com Assistência Técnica e Almoxarifado e 
Departamento Produtivo para, por exemplo, os processos de cria, recria e engorda.
Marion	(2017)	afirma	que	o	método	de	custo	assemelha-se	ao	mesmo	aplicado	à	
empresa industrial, sendo que todo o custo da formação do rebanho é acumulado ao plantel 
e registrado no Estoque - Ativo Circulante (Ativo Biológico). Quando o estoque for vendido 
ocorrerá a baixa, debitando-se o Custo do Gado Vendido.
Crepaldi (2017) menciona o Sistema de Custeio por Absorção como método de 
apropriação dos custos, que segue quatro passos:
a) Separação	dos	gastos	do	período	e	classificação	em	custos	e	despesas.
b) Classificação	dos	Custos	em	diretos	e	indiretos.
c) Apropriação dos custos diretos aos produtos.
d) Ratear e apropriar os custos indiretos à produção.
A importância de separar custos e despesas é que as despesas irão diretamente 
para o resultado (Demonstração do Resultado do Exercício), enquanto os custos serão 
apropriados aos estoques. No próximo tópico você verá a contabilização deste processo e 
ficará	ainda	mais	claro	porque	classificar	os	gastos	em	custos	e	despesas	é	tão	importante.
58UNIDADE III Contabilidade Pecuária
9 CONTABILIZAÇÃO E APURAÇÃO DO RESULTADO: CPC 29
Prezado(a) aluno(a), como você sabe a Ciência Contábil tem como principal obje-
tivo fornecer informações para tomada de decisão, estudando e controlando o patrimônio 
das entidades. Na empresa rural, os processos, embora um pouco diferentes, utilizam os 
mesmos princípios contábeis aplicados nas empresas comerciais e industriais.
9.1 Contabilização pelo Método de Custo
Como você viu no tópico anterior, esse método consiste em acumular os custos de 
formação do rebanho na conta Estoque – Ativo Biológico – Ativo Circulante, que, por oca-
sião das vendas, é baixado e levado ao resultado como Custo do Gado Vendido, apurando 
o lucro no momento da venda.
Considere uma empresa que no ano X1 apurou os seguintes fatos:
a) Nascimento de 12 bezerros: 6 machos e 6 fêmeas;
b) A empresa possui reprodutores no valor de R$ 4.800,00 e matrizes de R$ 
4.000,00.
c) Custo com rebanho no período no valor de R$ 12.000,00, sendo:
●	 Salário dos Vaqueiros de R$ 5.000,00;
●	 Rações de R$ 3.000,00;
●	 Manutenções de R$ 2.000,00;
59UNIDADE III Contabilidade Pecuária
●	 Depreciação de Matrizes e Reprodutores de R$ 1.000,00.
●	 Exaustão de pastagens no valor de R$ 1.000,00.
Considere	que	esses	custos	já	estão	registrados	em	contas	específicas	e	que	falta	
apenas serem transferidos para a formação do rebanho.
Teríamos então:
Pela Formação do Rebanho:
D – Custo do Rebanho em Formação (AC) R$ 12.000,00
C – Salário dos Vaqueiros R$ 5.000,00
C – Rações R$ 3.000,00
C – Manutenções R$ 2.000,00
C – Depreciação de Matrizes e Reprodutores R$ 1.000,00
C – Combustíveis R$ 1.000,00
D – Bezerros de 0 a 8 meses (AC)
C – Custo do Rebanho em Formação R$ 6.000,00 (AC)
D – Bezerras de 0 a 8 meses (AC)
C – Custo do Rebanho em Formação R$ 6.000,00 (AC)
 Note que o custo unitário do bezerro seria de 
R$ 12.000,00 / 12 = R$ 1.000,00.
60UNIDADE III Contabilidade Pecuária
No Balanço Patrimonial teríamos:
Quadro 1 - Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial
Ativo 31/12/x0 31/12/x1
Ativo Circulante 
Ativo Biológico 
Bezerro de 0 a 8 meses 0 6.000,00
Bezerra de 0 a 8 meses 0 6.000,00
 
Ativo Não Circulante 
Imobilizado (Ativos Biológicos) 
Reprodutores 4.800,00 4.800,00
(-) Depreciação Acumulada (600,00)
Matrizes 4.000,00 4.000,00
(-) Depreciação Acumulada (400,00)
 
Total de Ativos Biológicos 8800 19.800,00
Fonte: o autor.
Essa mesma empresa no ano X2 apresentou os seguintes fatos:
a) Nascimento de mais 12 bezerros: 6 machos e 6 fêmeas;
b) Custo com rebanho no período no valor de R$ 24.600,00, sendo:
●	 Salário dos Vaqueirosde R$ 8.600,00;
●	 Rações de R$ 8.000,00;
●	 Manutenções de R$ 4.000,00;
●	 Depreciação de Matrizes e Reprodutores de R$ 1.000,00.
●	 Combustíveis no valor de R$ 3.000,00.
A contabilização dos custos seria igual, porém teríamos um custo unitário calculado 
considerando novos bezerros:
R$ 24.600,00 / 24 bezerros = R$ 1.025,00
Agora temos dois processos que precisam de atenção:
A conta Custos do Rebanho em Formação estará com Saldo de R$ 24.600,00.
O Saldo das Contas de Bezerros de 0 a 8 meses e Bezerras de 0 a 8 meses será 
transferido para contas Novilhos de 9 a 18 meses e Novilhas de 9 a 18 meses
61UNIDADE III Contabilidade Pecuária
C – Bezerras de 0 a 8 meses
D – Novilhos de 9 a 18 meses ........... R$ 12.000,00
C – Bezerras de 0 a 8 meses
D – Novilhos de 9 a 18 meses ....... R$ 12.000,00
Temos, então, o Custo do ano X2 e o nascimento de mais 12 bezerros que precisam 
ser contabilizados. É preciso, portanto, apropriar o custo unitário de 1.025 por cabeça para 
os bezerros que já são novilhos e também apropriar os custos para os bezerros nascidos 
em X2. 
Referente X1: 12 cabeças de R$ 1.000,00 cada + (12 x 1.025) = 24.300,00
Referente X2: 12 cabeças x R$ 1.025,00 = 12.300,00
Total do Rebanho: 36.600,00
Quadro 2 - Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial
Ativo 31/12/x0 31/12/x1 31/12/x2
Ativo Circulante 
Ativo Biológico 
Bezerro de 0 a 8 meses 0 R$ 6.000,00 R$ 12.150,00
Bezerras de 0 a 8 meses 0 R$ 6.000,00 R$ 12.150,00
Novilhos de 9 a 18 meses 0 R$ 6.150,00
Novilhos de 9 a 18 meses 0 R$ 6.150,00
 
Ativo Não Circulante 
Imobilizado (Ativos Biológicos) 
Reprodutores R$ 4.800,00 R$ 4.800,00 R$ 4.800,00
(-) Depreciação Acumulada - R$ 600,00 (R$ 1.200,00)
Matrizes R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 R$ 4.000,00
(-) Depreciação Acumulada - R$ 400,00 (R$ 800,00)
 
Total de Ativos Biológicos 8800 R$ 19.800,00 R$ 43.400,00
Fonte: o autor.
E assim sucessivamente.
62UNIDADE III Contabilidade Pecuária
9.2 Contabilização da Morte de Bezerros
Considere ainda o exemplo citado no tópico 9.1, porém no ano X3. 
●	 nasceram 20 bezerros, sendo metade machos e metade fêmeas.
●	 morreram 10 bezerros, no início de X3, referente ao lote de bezerros de 0 a 8 
meses.
●	 o	custo	do	rebanho	em	X3	ficou	em	R$	40.000,00.
Para	fins	de	avaliação,	o	custo	unitário	dos	bezerros	de	0	a	8	meses	no	início	de	
X3 é R$ 1.025,00. O custo dos bezerros mortos totaliza R$ 10.250,00 e será tratado como 
perda do período (irá direto para o Resultado).
Veja como o custo deve ser calculado:
Ref x1: 12 cabeças
Ref x2: 12 cabeças
Ref x2: (10 mortes)
Ref x3: 20 cabeças
Total: 34 cabeças que receberão custos.
R$ 40.000,00/34 cabeças = R$ 1.176,47 (custo unitário a ser apropriado ao rebanho 
vivo).
Referente X1: 12 cabeças de R$2.025,00 cada + (12 x 1.176,47) = R$ 38.417,64
Referente X2: 2 cabeças x R$ 1.025,00 + (2x 1.176,48) = R$ 4.402,96
Referente X3: 20 cabeças x R$ 1.176,47 = R$ 23.529,40
Total do Rebanho: R$ 66.350,00
9.3 Resultado
Considere um rebanho com custo unitário de R$ 14.000,00 e com preço de venda 
da cabeça por R$ 20.000,00. A empresa vendeu um boi.
D – Caixa
C – Venda de gado ..... R$ 20.000.00
D – Custo do Gado Vendido
C – Bovinos para Corte (Estoque – Ativo Circulante) .... R$ 14.000,00
63UNIDADE III Contabilidade Pecuária
Quadro 3 - DRE
Demonstração do Resultado do Exercício
Receita Bruta R$ 20.000,00 
(-) Custo do Gado Vendido (R$ 14.000,00) 
Lucro Bruto R$ 6.000,00 
Fonte: o autor.
9.4 Rebanho Transferido para o Imobilizado
Quando o touro e/ou a vaca forem transferidos como reprodutores, devem sair do 
Ativo Circulante e serem registrados no Ativo Não Circulante – Imobilizado. Nesse caso 
começarão a sofrer depreciação. Os reprodutores são depreciados em oito anos e as ma-
trizes, em dez.
SAIBA MAIS
Veja	a	seguir	as	principais	forrageiras	utilizada	nos	pastos	artificiais:
●	 Gramineas: capim, clonião, mombaça, tanzânia, brachiaria, capim, pangola, tifton, 
coast cross entre outros.
●	 Leguminosas: alfafa, soja perene, siratro, guandu, leucena, aracleis, amendoim for-
rageiro.
●	 Cactáceas: palma, mandacaru, xiquexique.
●	 Outras: mandioca, batata-doce, cana-de-açúcar, silagem de milho etc.
Fonte: Marion e Segati (2012).
 
REFLITA 
Você acha que o consumo de carne bovina causa problemas ao meio ambiente?
Fonte: o autor.
64UNIDADE III Contabilidade Pecuária
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a)	aluno(a),	chegamos	ao	final	de	mais	uma	unidade	capítulo	desta	fasci-
nante busca por conhecimento em contabilidade rural. Nesta unidade você pôde conhecer 
como funciona a pecuária e seus processos, entender as formas de reprodução dos ani-
mais na pecuária, bem como entender como a contabilidade registra estas informações. A 
partir de agora, depois de conhecer a forma como os custos são calculados, bem como o 
resultado é apurado, você está pronto(a) para seguir adiante e se aprofundar ainda mais 
neste ramo da contabilidade.
65UNIDADE III Contabilidade Pecuária
LEITURA COMPLEMENTAR
A empresa rural pode expandir seus negócios incluindo atividade complementa-
res que podem acrescentar resultado interessantes em seus negócios. O artigo a seguir 
apresenta informações sobre o manejo de desejos animais e sua utilização para melhoria 
econômica da empresa.
Tecnologias a serviço da sustentabilidade e rentabilidade da produção pecuária. 
Manejo de dejetos animais ajuda na mitigação dos Gases do Efeito Estufa (GEE) e 
melhora a economia da propriedade rural
 Sustentabilidade e produtividade são os principais objetivos da atividade pecuária 
moderna.	Pesquisas	científicas	e	o	compartilhamento	de	experiências	tem	levado	produto-
res do País a adotar métodos e técnicas que aumentam a produção, diminuem a emissão 
de Gases do Efeito Estufa (GEE) e ainda geram economia para as propriedades, principal-
mente pelo recolhimento de dejetos para a geração de energia elétrica. 
O estudo promovido pelo Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração 
de valor na produção intensiva de carne e leite”, como parte do Plano de Agricultura de Bai-
xa Emissão de Carbono (Plano ABC), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária 
e Abastecimento com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura 
(IICA), sublinhou pelo menos três métodos para que se aproveite os dejetos em função da 
sustentabilidade da propriedade. 
A primeira sugestão do estudo são os biodigestores, que a partir dos dejetos pro-
duzem o biogás, rico em CH4 e com alto potencial de combustão. O biocombustível, como 
também é chamado, pode abastecer redes elétricas e a sua produção reduz a emissão do 
poluente CH 4 na atmosfera. 
Os biodigestores são equipamentos que permitem a degradação da biomassa 
residual sem que ocorra qualquer tipo de contato com o ar. A digestão anaeróbica propor-
ciona condições para que sejam multiplicadas alguns tipos de bactérias que aceleram a 
degradação dos dejetos.
	 “Esse	método	representa	uma	das	 formas	mais	eficazes	para	o	 tratamento	dos	
efluentes	da	produção	bovina	confinada.	E	tem	ainda	como	vantagem	o	fato	de	reduzir	odo-
66UNIDADE III Contabilidade Pecuária
res e agentes patogênicos que poderiam ser transmitidos pelo dejeto”, explica o consultor 
do Projeto e médico-veterinário, Fabiano Coser. 
Ainda segundo o consultor, o biogás produzido nos biodigestores pode seguir di-
ferentes rotas de aproveitamento. O uso direto do biogás na geração de energia térmica 
pode representar uma alternativa econômica para, por exemplo, a secagem de grãos, o 
aquecimento de ambientes (principalmente na avicultura e suinocultura), o aquecimento 
da água para o banho ou para lavagem das instalações, e tambémno fogão doméstico ou 
industrial.	No	entanto,	a	rota	menos	sustentável	é	a	queima	via	flare,	que	contribui	para	a	
mitigação do aquecimento global, mas não gera valor econômico direto. 
Segundo determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), é legal 
gerar a própria energia elétrica e fornecer o excedente para a rede de sua localidade. A 
concessionária permite a micro e minigeração distribuídas de energia elétrica a partir de 
fontes	renováveis	ou	cogeração	qualificada.	Assim,	os	produtores	podem	aliar	economia	
financeira,	com	a	consciência	ambiental	e	a	autossustentabilidade.	
Separação de dejetos 
Antes de depositar os dejetos em qualquer sistema, no entanto, é preciso fazer a 
separação	física	para	garantir	eficiência	no	processo	de	decomposição	e	até	a	vida	útil	do	
mecanismo.	A	separação	de	fases	permite	que	o	processo	de	degradação	dos	efluentes	se	
torne	mais	eficiente,	com	mais	produção	de	biogás,	por	exemplo,	o	que	vai	aumentar	a	pro-
dução de energia, mais rápido, com menor tempo de retenção hidráulica e mais econômico, 
já que necessita de biodigestores com menor tamanho para um mesmo número de animais. 
No tratamento de dejetos de bovinos por meio de digestão anaeróbia, a etapa de separação 
dos dejetos é imprescindível para o bom funcionamento do sistema. 
Compostagem 
A segunda tecnologia destacada pelo documento é a compostagem dos dejetos. 
Trata-se da decomposição biológica aeróbia controlada da matéria orgânica que vai resultar 
em um produto estável semelhante ao húmus. 
Os benefícios e vantagens da compostagem dos dejetos incluem redução da matéria 
seca, geralmente entre 50% e 75%, reduções do volume de dejetos de até 85%, transporte 
mais fácil e barato do composto gerado em comparação aos dejetos brutos, formação de 
um produto estável que pode ser utilizado como adubo, a diminuição de odores, moscas e 
patógenos e o processo simples que não necessita de alta tecnologia. 
67UNIDADE III Contabilidade Pecuária
“A	automação	do	processo	de	tratamento	dos	efluentes	da	bovinocultura	acelera	o	
processo, diminuindo consideravelmente o tempo de estabilização do material, ou seja, o 
composto	fica	pronto	mais	rapidamente.	O	controle	da	temperatura	e	do	teor	de	oxigênio	do	
material, com revolvimento diário do composto, garante adequada oxigenação no interior 
das leiras”, esclarece Coser. 
A compostagem mecanizada detém vantagens muito similares às do sistema de 
compostagem via compost barn, pois permite o constante revolvimento do material e me-
lhor controle sobre o processo.
 Bi fertilizantes 
O terceiro ponto levantado no material divulgado como técnica para reduzir o vo-
lume de dejetos e aumentar a produtividade e mitigar os GEE, é o uso dos biofertilizantes, 
que são obtidos durante o processamento dos dejetos nos biodigestores e nos sistemas de 
compostagem	ou	compostagem	mecanizada.	“Quando	finalizado	o	processo	de	composta-
gem, seja ele mecanizado ou não, a substância produzida já estará pronta para ser utilizada 
na propriedade como fertilizante orgânico para lavouras ou pastagens”, informa Cleandro 
Pazinato Dias, consultor do Projeto e médico-veterinário. O biofertilizante resultante irá 
reduzir os custos com adubos comprados. “Além disso, poderá ser vendido, tornando-se 
uma outra fonte de renda para o produtor”, reforça Dias. 
O biofertilizante apresenta alta qualidade para uso agrícola, sua matéria orgânica 
contém teor reduzido de carbono (em decorrência de sua perda na forma de CH4 e CO 2) e 
alto teor de fósforo. Outra vantagem é que apresenta maior grau de absorção de nutrientes 
pelo solo devido ao seu avançado grau de decomposição. 
Fonte: Brasil (2018). 
68UNIDADE III Contabilidade Pecuária
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Contabilidade da Pecuária
Autor: José Carlos Marion e Sonia Segatti
Editora: Atlas
Sinopse: Este livro uniformiza os procedimentos contábeis em 
relação às operações efetuadas pelas empresas pecuárias, consi-
derando alguns princípios de contabilidade, de grande relevância 
para a Contabilidade da Pecuária, bem como para as disposições 
do Imposto sobre a Renda que lhe são pertinentes. Propõe um 
modelo contábil atual, demonstrando a situação real das empresas 
para os usuários da Contabilidade, sem ferir princípios contábeis e 
fiscais,	e	apresenta	um	Plano	de	Contas	com	as	particularidades	
das operações realizadas pelas empresas pecuárias. O texto con-
juga três variáveis: fazer com que os relatórios contábeis sejam 
úteis para as tomadas de decisão, desenvolver o processo con-
tábil alicerçado na moderna teoria da Contabilidade e considerar 
as	disposições	fiscais	relativas	à	pecuária.	São	propostos	também	
dois modelos de apuração de custos, considerando a correção 
monetária dos custos históricos; bezerros a nascer; custo do 
bezerro nascido; depreciação do touro, matriz e pastagens; custo 
do gado no momento da venda; custo do gado morto ou desa-
parecido	etc.	Os	aspectos	fiscais	são	ressaltados	e	comentados.	
Foram pesquisadas, por exemplo, as vantagens da constituição de 
uma atividade agropecuária na forma de pessoa física em relação 
à pessoa jurídica, e desenvolvidos exemplos de tributação em 
ambas as formas de apuração (pessoa física e jurídica). Modelos 
de coleta de dados são sugeridos, bem como mapas de planeja-
mento do rebanho em relação à pastagem e de movimentação do 
rebanho nas diversas categorias. 
Obra recomendada para a disciplina CONTABILIDADE AGROPE-
CUÁRIA dos cursos de Ciências Contábeis. Manual de consulta 
para	profissionais	que	exercem	atividades	pecuárias.
FILME/VÍDEO 
Título: Cowspiracy
Ano: 2014
Sinopse: A pecuária pode ser considerada uma das indústrias 
mais destrutivas do planeta. Ela é responsável pela emissão de 
mais gases que causam o efeito estufa do que a indústria de 
transportes e gera intensa destruição dos recursos naturais do 
solo. O documentário mostra a descoberta das verdades sobre a 
pecuária e o medo das organizações ambientais em falar sobre o 
assunto.
69
Plano de Estudo:
●	 Planejamento na Atividade Rural;
●	 Controles para a geração da informa-
ção;
●	 Fato Gerador do ITR;
●	 Imóvel Rural Imune;
●	 Contribuinte do Imposto Territorial 
Rural;
●	 Responsável pelo Crédito Tributário;
●	 Domicílio Tributário;
●	 Declaração do Imposto sobre Pro-
priedade Territorial Rural;
●	 Distribuição da Área do Imóvel Rural;
●	 Distribuição da Área não utilizada na 
Atividade Rural;
●	 Cálculo do Valor da Terra Nua;
●	 Característica	 Específica	 da	 DITR	
para a Atividade Pecuária;
●	 Apuração e Contabilização do Impos-
to Territorial Rural.
UNIDADE IV
Contabilidade Gerencial e Declaração 
do Imposto Territorial Rural
Professor Ivã da Cruz de Araújo
Objetivos de Aprendizagem:
●	 Entender a importância do planejamento rural;
●	 Compreender formas de controles e geração de informações para tomada de decisão;
●	 Compreender as formas de tributação e suas particularidades rurais.
70UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
INTRODUÇÃO
Olá!
Nas unidades anteriores você conheceu as particularidades das culturas tempo-
rárias e permanentes. Já entendeu que contabilidade na pecuária possui procedimentos 
peculiares e que exigem conhecimento contábil de diversas áreas, entre elas a contabili-
dade comercial e a contabilidade de custos. Agora, nesta unidade, você aprenderá sobre o 
planejamento e a tributação aplicados à contabilidade de agronegócio.
Por	fim	aprenderá	que	contabilidade	de	agronegócio	pode	e	deve	ajudar	os	empre-
sários	rurais	com	informações	importantes,	seguras,	confiáveis	e	tempestivas	para	tomada	
de decisão.
 Boa leitura e bons estudos!
71UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
1 PLANEJAMENTO NA ATIVIDADE RURAL
Quando se fala em planejamento na atividade rural, além dos controles já conhe-
cidos e também abordados em outras áreas da contabilidade é preciso saber que um bom 
planejamento requer informaçõestempestivas e seguras. Conhecer a propriedade e o 
produto a ser desenvolvido é extremamente importante para que bons resultados sejam 
alcançados, porém há vários outros itens que precisam ser analisados:
●	 Definir	objetivos	bem	definidos,	como,	por	exemplo,	aumentar	a	produtividade;
●	 Conhecer as informações contábeis da empresa;
●	 Estabelecer metas para custos e despesas;
●	 Conhecer o calendário de cada atividade da empresa;
●	 O solo é um dos componentes mais importantes para o meio de produção rural. 
É a base do processo produtivo, necessitando, portanto, de cuidados especiais;
●	 O uso de insumos agrícolas sem desperdícios;
●	 Um bom controle de estoque;
●	 Medidas para controle de pragas;
●	 Utilizar a tecnologia;
●	 Atualize seu planejamento sempre que necessário.
Como você vê, muitos itens precisam ser analisados para que um planejamento 
seja realizado, aumentando, assim, a produtividade, qualidade e, consequentemente, os 
resultados da empresa.
72UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
2 CONTROLES PARA A GERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Ter	informações	seguras	e	confiáveis	facilita	a	tomada	de	decisão,	aplicar	a	con-
tabilidade gerencial na empresa rural permite controles mais efetivos, bem como fornece 
informações importantes para empresário. Conhecer itens como margem de contribuição e 
ponto de equilíbrio do produto favorece a criação de metas e objetivos mais claros.
A	margem	de	contribuição	é	o	que	sobra	das	vendas	para	pagar	os	gastos	fixos,	
portanto,	através	desta	informação	é	possível,	por	exemplo,	identificar	o	produto	que	mais	
contribui para empresa gerar bons resultados e conhecer, desta forma, qual produto deve 
ter	sua	produção	e	vendas	intensificados.
O ponto de equilíbrio apresenta a partir de que momento a empresa passa a gerar 
lucro, dando perspectivas dos resultados, antes mesmo das demonstrações contábeis 
estarem disponíveis.
Vale lembrar que na ciência contábil um bom plano de contas permite registros que 
fornecerão informações detalhadas para a empresa. Na empresa rural, embora o plano de 
contas	tenha	a	mesma	finalidade	que	nas	empresas	industriais	ou	comerciais,	ele	possui	
características peculiares devido às atividades exercidas. 
2.1 Plano de Contas
A seguir um modelo de plano de contas com as principais particularidades exigidas 
para atividades rurais. Vale deixar claro que muitas contas comuns não foram incluídas, 
visto que o objetivo aqui e demonstrar um exemplo para empresas rurais.
73UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
Quadro 1 - Ativo Circulante
ATIVO CIRCULANTE
1. Disponibilidades 6.1.4. Novilhas de 13 a 24 meses
1.1. Caixa Geral 6.2. Rebanho bovino para corte
1.2. Bancos c/ Movimento 6.2.1. Gado de engorda
2. Clientes 6.2.2. Touros descartados
2.1. Duplicatas a Receber 6.2.3. Matrizes descartadas
3. Créditos Diversos 6.3. Rebanho bovino em trânsito
3.1. Títulos a Receber 6.3.1. Reses em trânsito
3.2. Empréstimos a Receber 6.3.2.	Reses	a	classificar
3.3. Adiantamentos 6.3.3. Reses em pastagens de terceiros
3.3.1. Adiantamento de Salários 6.3.4.	Reses	em	confinamento
4. Impostos e Contribuições a Recuperar 6.4. Rebanho de equinos
4.1. ICMS a Recuperar 6.5. Rebanho de ovinos
5. Aplicações Financeiras 7. Estoques
5.1.	Certificados	de	Depósitos	Bancários 7.1. Estoques de produtos agrícolas
6. Rebanhos 7.1.1. Arroz
6.1. Rebanho bovino em formação 7.1.2. Soja
6.1.1. Bezerros de 0 a 12 meses 7.2. Estoques de sementes
6.1.2. Bezerras de 0 a 12 meses 7.3. Almoxarifado
6.1.3. Novilhos de 13 a 24 meses 7.4. Insumos para a pecuária
Fonte: o autor.
Quadro 2 - Ativo Não Circulante
ATIVO NÃO CIRCULANTE
1. Realizável a Longo Prazo 3.4. Bens Móveis
1.1. Títulos da Dívida Agrária 3.4.1. Caminhões
 2. Investimentos 3.4.2. Tratores e Retroescavadeira
2.1. Empresas Controladas 3.4.3. Móveis e utensílios
2.2. Empresas Coligadas 3.5. Rebanhos
3. Imobilizado 3.5.1. Reprodutores
3.1. Terras 3.5.2. Gado
3.1.1. Terras da Granja - Fazenda 3.6. Matrizes
2. Pastagens 3.6.1. Gado
3.	Edificações	da	produção	pastoril 3.6. Semoventes de Produção
3.1. Mangueiras 3.6.1. Gado leiteiro
3.1.1. Balança 3.7. Depreciação e exaustão
3.1.2. Currais 3.7.1. (-) Depreciação acumulada
3.1.3.	Confinamentos 3.7.2. (-) Exaustão acumulada
3.2.	Edificações	da	produção	agrícola 4. Intangível
3.2.1. Silos e Secadores 4.1. Fundo de Comércio Adquirido
3.2.2. Depósitos 4.2. Bens Incorpóreos
3.3. Construções residenciais 4.2.1. Marcas e Patentes
3.3.1. Residência sede 4.2.2. (-) Amortização Acumulada
3.3.2. Residência de funcionários
Fonte: o autor.
https://www.contabeis.com.br/tributario/icms/
74UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
Quadro 3 - Passivo e PL
PASSIVO NÃO CIRCULANTE
1. Empréstimos e Financiamentos
2. Patrimônio Líquido
2.1. Capital Social
3. Resultados Acumulados
3.1. Lucros a Destinar (Conta Transitória)
3.2. (-) Prejuízos Acumulados
3.3. Resultado Parcial do Exercício
Fonte: o autor.
Quadro 4 - Receitas
RECEITAS
1. Receita de Vendas 4.1. Variações Monetárias Ativas
1.1. Pecuária e outros animais 5. Variações Cambiais Ativas
1.1.1. Venda de gado 5.1. Empréstimos
1.2. Produtos pecuários 6. Outras Receitas Financeiras
1.3. Produtos agrícolas 6.1. Juros de Aplicações Financeiras
1.3.1. Arroz 6.2. Aluguéis e Arrendamentos
1.3.2. Soja 6.3. Parcerias agrícolas
2. Deduções da Receita Bruta 6.4. Serviços veterinários prestados
2.1. Vendas Canceladas 7. Reversão de Provisões
2.2. Devolução de Produtos 8. Contas de Apuração
2.3. Devolução de Mercadorias 8.1. Exercício agrícola
3. Impostos e Contribuições s/ Vendas 8.2. Exercício pastoril
3.1. ICMS 8.3. Exercício
4. Receitas Financeiras 8.4. Lucro do Exercício
Fonte: o autor.
Quadro 5 - Custos e Despesas
CUSTOS DESPESAS
1. Custos de rebanhos 4.3 Outros
1.1. Custo do rebanho bovino 3.1. Despesas de Pessoal
1.1.1. Aquisição de gado 3.1..1. Ordenados, Salários e Comissões
1.1.2. Transporte 3.1..2. Férias
1.1.3. Mão-de-obra na aquisição e marcação 4. Despesas c/ Fretes
1.1.4. Alimentação 4.1. Combustíveis
1.2. Custo do rebanho equino 4.2. Manutenção de Veículos
1.2.1. Aquisição 53. Outras Despesas
1.2.2. Transporte 5.1. Depreciações e Amortizações
1.2.3. Mão-de-obra na aquisição e marcação 6.4. Tributos e Contribuições Federais
1.2.4. Alimentação 6.5. Tributos e Contribuições Estaduais
2. Custos de culturas agrícolas 6.6. Tributos e Contribuições Municipais
https://www.contabeis.com.br/economia/juros/
75UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
2.1. Custo da cultura de arroz 6.7. Multas Fiscais
2.1.1. Sementes 6.8. Juros s/ Tributos e Contribuições
2.1.2. Adubos e defensivos 7. Materiais e Suprimentos
2.1.3. Mão-de-obra de plantio 8.1. Material de Escritório
2.1.4. Transporte plantio e colheita 9. Despesas Financeiras
2.1.5. Mão-de-obra de colheita 9.1. Juros Passivos
2.1.6. Irrigação 9.2. Despesas Bancárias 
3. Variações por perdas
10. Provisões p/ Perdas e Ajustes de Ati-
vos
3.1. Variações nos rebanhos 11. Baixas do Ativo Não Circulante
3.1.1. Norte de gado bovino 11.1. Baixas de Investimentos
3.3. Variações nas culturas 11.2. Baixas do Imobilizado
3.3.1. Perdas na cultura de arroz 12. Contas de Apuração
3.3.2. Perdas na cultura de soja 12.1. Exercício agrícola
4. Outros custos 12.2. Exercício pastoril
4.1. Depreciações 12.3. Exercício avícola
4.2. Manutenção de máquinas e equipamen-
tos 12.4. Prejuízo do Exercício
Fonte: o autor.
https://www.contabeis.com.br/economia/juros/
https://www.contabeis.com.br/economia/juros/
https://www.contabeis.com.br/economia/juros/
76UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
3 FATO GERADOR DO ITR
O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é um imposto federal confor-
me a Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, art. 1º; Decreto nº 4.382, de 19 de setembro 
de 2002; Regulamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (RITR/2002), art.1º; Instrução Normativa (IN) SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002, art. 1º. 
Tem como fato gerador, conforme a legislação mencionada, a propriedade, o do-
mínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, 
em 1º de janeiro de cada ano.
77UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
4 IMÓVEL RURAL IMUNE
Antes	de	verificar	os	casos	de	imunidade	ao	ITR	você	precisa	saber	a	diferença	en-
tre empresa imune e isenta. A imunidade é determinada pela Constituição Federal, que não 
permite a tributação do que estiver relacionado. A isenção ocorre através de leis ordinárias. 
Enquanto na imunidade o fato gerador não ocorre, na isenção há o fato gerador, porém o 
ente competente dispensa a cobrança do tributo.
De acordo com Instrução Normativa (IN) SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002, 
imóvel imune, ou seja, que não está sujeito ao recolhimento de ITR, é:
I - a pequena gleba rural, desde que o proprietário, titular do domínio útil ou 
possuidor a qualquer título a explore só ou com sua família, e não possua 
outro imóvel;
II - os imóveis rurais pertencentes à União, aos Estados, ao Distrito Federal 
e aos Municípios;
III - os imóveis rurais pertencentes às autarquias e às fundações instituídas 
e	mantidas	 pelo	Poder	Público,	 desde	que	 vinculados	 às	 suas	 finalidades	
essenciais ou às delas decorrentes; e
IV - os imóveis rurais das instituições de educação e de assistência social, 
sem	fins	lucrativos,	desde	que	vinculados	às	suas	finalidades	essenciais.
§ 1º Pequena gleba rural é o imóvel com área igual ou inferior a:
I - cem hectares, se localizado em município compreendido na Amazônia 
Ocidental ou no Pantanal mato-grossense e sul-mato-grossense;
II - cinquenta hectares, se localizado em município compreendido no Polígo-
no das Secas ou na Amazônia Oriental;
III - trinta hectares, se localizado em qualquer outro município.
§ 2º As regiões e os municípios a que se refere o § 1º estão relacionados no 
Anexo I a esta Instrução Normativa.
§ 3º Sujeita-se à incidência do imposto a pequena gleba rural que tenha área 
explorada por contrato de arrendamento, comodato ou parceria.
§ 4º Para o gozo da imunidade, as instituições mencionadas no inciso IV do 
caput devem prestar os serviços para os quais houverem sido instituídas e 
78UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
os colocar a disposição da população em geral, em caráter complementar às 
atividades	do	Estado,	sem	fins	lucrativos,	e	atender	aos	seguintes	requisitos:
I - não distribuir qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a 
qualquer título;
II - aplicar integralmente, no País, seus recursos na manutenção e desenvol-
vimento dos seus objetivos institucionais;
III - não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços pres-
tados;
IV - manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros re-
vestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão;
V - conservar em boa guarda e ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da 
data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas recei-
tas e a efetivação de suas despesas, bem assim a realização de quaisquer 
outros	atos	ou	operações	que	venham	a	modificar	sua	situação	patrimonial;
VI - apresentar, anualmente, declaração de rendimentos, em conformidade 
com o disposto em ato da Secretaria da Receita Federal (SRF);
VII - assegurar a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda 
às condições para o gozo da imunidade, no caso de incorporação, fusão, 
cisão ou encerramento de suas atividades, ou a órgão público; e
VIII	-	outros	requisitos,	estabelecidos	em	lei	específica,	relacionados	com	o	
funcionamento das entidades a que se refere este parágrafo.
A lei menciona ainda a isenção dos impostos para:
I	-	o	imóvel	rural	compreendido	em	programa	oficial	de	reforma	agrária,	ca-
racterizado pelas autoridades competentes como assentamento, que, cumu-
lativamente, atenda aos seguintes requisitos:
a) seja explorado por associação ou cooperativa de produção;
b) a fração ideal por família assentada não ultrapasse os limites da pequena 
gleba	rural,	fixados	no	§	1º	do	art.	2º;	e
c) o assentado não possua outro imóvel;
II - o conjunto de imóveis rurais de um mesmo proprietário, titular do domínio 
útil ou possuidor a qualquer título, cuja área total em cada região observe 
o	respectivo	 limite	da	pequena	gleba,	fixado	no	§	1º	do	art.	2º,	desde	que,	
cumulativamente, o proprietário, o titular do domínio útil ou o possuidor a 
qualquer título:
a) o explore só ou com sua família, admitida ajuda eventual de terceiros; e
b) não possua imóvel urbano.
§ 1º Sujeitam-se ao pagamento do ITR os imóveis rurais que tenham áreas 
exploradas por contrato de arrendamento, comodato ou parceria.
§ 2º Entende-se por ajuda eventual de terceiros o trabalho, remunerado ou 
não, de natureza eventual ou temporária, realizado nas épocas de maiores 
serviços.
§	3º	Para	fins	do	disposto	no	inciso	II	do	caput,	deve	ser	considerado	o	soma-
tório das áreas dos imóveis rurais por região em que se localizem, o qual não 
poderá suplantar o limite da pequena gleba rural da respectiva região.
79UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
5 CONTRIBUINTE DO IMPOSTO TERRITORIAL RURAL
O contribuinte do ITR é o proprietário do imóvel rural, o titular ou possuidor a qual-
quer título. Enquadra-se aqui, portanto, o usufrutuário por ocupação autorizada ou não pelo 
poder público. 
Não se enquadra como contribuinte do ITR o arrendatário, comodatário ou parceiro 
de imóvel rural explorado devido a contratos de arrendamento, comodato ou parceria.
80UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
6 RESPONSÁVEL PELO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
A Instrução Normativa (IN) SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002 cita como 
responsável pelo crédito tributário:
O sucessor, a qualquer título, nos termos dos arts. 128 a 133 da Lei nº 5.172, 
de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), exceto nos 
casos de:
I - aquisição de imóvel rural pelo Poder Público, pelas suas autarquias e fun-
dações, e pelas entidades privadas imunes;
II - desapropriação de imóvel rural por necessidade ou utilidade pública ou 
interesse	social,	 inclusive	para	fins	de	 reforma	agrária,	seja	ela	promovida	
pelo Poder Público ou por pessoa jurídica de direito privado delegatária ou 
concessionária de serviço público.
81UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
7 DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO
O domicílio tributário do contribuinte é o município de localização do imóvel, sendo 
vedada a eleição de qualquer outro.
No caso de imóvel rural com área em mais de um município deve-se considerar 
domicílio tributário aquele onde está a sede da propriedade. Caso não exista, considerar 
aquele onde está a maior parte da área da propriedade.
82UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
8 DECLARAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL
A cada ano o sujeito passivo deve apresentar, conforme modelo aprovado pela 
Receita Federal, a Declaração do Imposto Sobre Propriedade Territorial Rural (DITR) para 
cada imóvel. Enquadra-se aqui o contribuinte isento ou imune.
83UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
9 DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA DO IMÓVEL RURAL
Conforme Instrução Normativa (IN) SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002, con-
sidera-se área rural utilizada pela atividade rural a parte da área aproveitável do imóvel que 
no ano anterior tenha:
Art. 17. Área efetivamente utilizada pela atividade rural é a porção da área 
aproveitável do imóvel rural que, observado o disposto nos arts. 23 a 29, te-
nha, no ano anterior ao de ocorrência do fato gerador do ITR:
I - sido plantada com produtos vegetais;
II - servido de pastagem, nativa ou plantada, observados, quando aplicáveis, 
os índices de lotação por zonade pecuária a que refere o art. 24;
III - sido objeto de exploração extrativa, observados, quando aplicáveis, os 
índices de rendimento por produto a que refere o art. 26 e a legislação am-
biental;
IV - servido para a exploração de atividade granjeira ou aquícola;
V - sido objeto de implantação de projeto técnico, nos termos do art. 7º da Lei 
nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993.
Art. 18. Observado o disposto nos arts. 23 a 29, considera-se utilizada pela 
atividade rural a porção da área aproveitável do imóvel rural que, no ano an-
terior ao de ocorrência do fato gerador do ITR:
I - esteja comprovadamente situada em área de ocorrência de calamidade 
pública decretada pelo Poder Público local e reconhecida pelo Governo fede-
ral, da qual tenha resultado frustração de safras ou destruição de pastagens;
II	-	tenha	sido	oficialmente	destinada	à	execução	de	atividades	de	pesquisa	e	
experimentação que objetivem o avanço tecnológico da agricultura;
III - tenha permanecido em descanso para a recuperação do solo, desde que 
por recomendação técnica expressa, constante de laudo técnico;
IV - tenha sido ocupada com pastagens ainda em formação, às quais não se 
aplicam os índices de lotação por zona de pecuária a que se refere o art. 24.
§	1º	Para	fins	do	disposto	no	inciso	I,	o	estado	de	calamidade	pública	deverá	
ter sido decretado no ano anterior ao de ocorrência do fato gerador do ITR.
§ 2º A área destinada a descanso para a recuperação do solo deverá ser 
passível	de	comprovação	em	procedimento	fiscal.
84UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
Caso ainda não declarado pelo alienante, o adquirente deve informar na declara-
ção a efetiva utilização da área adquirida no ano anterior ao de ocorrência do fato gerador. 
Entende-se como alienante aquele que transferiu o domínio ou a propriedade. 
9.1 Área Tributável
Conforme Instrução Normativa (IN) SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002, con-
sidera-se área tributável: 
Art. 9º Área tributável é a área total do imóvel rural, excluídas as áreas:
I - de preservação permanente;
II - de reserva legal;
III - de reserva particular do patrimônio natural;
IV	-	sob	regime	de	servidão	florestal	ou	ambiental;
V - de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declara-
das mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem 
as restrições de uso previstas para as áreas de preservação permanente e 
de reserva legal;
VI - Comprovadamente imprestáveis para a atividade rural, declaradas de 
interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual.
VII	-	cobertas	por	florestas	nativas,	primárias	ou	secundárias	em	estágio	mé-
dio ou avançado de regeneração;
	VIII	-	alagadas	para	fins	de	constituição	de	reservatório	de	usinas	hidrelétri-
cas autorizada pelo poder público
85UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
10 DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA NÃO UTILIZADA NA ATIVIDADE RURAL
Conforme Instrução Normativa (IN) SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002, con-
sidera-se área rural não utilizada aquela que:
Art.30. Corresponde ao somatório das parcelas da área aproveitável do imó-
vel que, no ano anterior ao de ocorrência do fato gerador do ITR, não tenham 
sido	objeto	de	qualquer	exploração	ou	tenham	sido	utilizadas	para	fins	diver-
sos da atividade rural, tais como:
I - áreas ocupadas por benfeitorias não abrangidas pelo disposto no art. 16;
II - áreas ocupadas por jazidas ou minas, exploradas ou não;
III - áreas imprestáveis para a atividade rural, não declaradas de interesse 
ecológico por ato do órgão competente;
IV - a área correspondente à diferença entre as áreas declaradas como servi-
das de pastagem e as áreas consideradas como servidas de pastagem para 
fins	de	cálculo	do	grau	de	utilização	do	imóvel	rural,	observado	o	disposto	nos	
arts. 24 e 25;
V - a área correspondente à diferença entre as áreas declaradas de explora-
ção	extrativa	e	as	áreas	consideradas	como	de	exploração	extrativa	para	fins	
de cálculo do grau de utilização do imóvel rural, observado o disposto nos 
arts. 26 e 27.
86UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
11 CÁLCULO DO VALOR DA TERRA NUA
A base de cálculo do ITR é o valor da terra nua tributável. Valor de terra nua é o 
valor	de	mercado	do	solo	bem	como	sua	superfície,	incluindo-se	florestas	naturais,	matas	
nativas e pastagens naturais
Exclui-se do valor da terra nua as construções, suas benfeitorias, culturas perma-
nentes	e	temporárias,	pastagens	cultivadas	e	florestas	plantadas.
87UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
12 CARACTERÍSTICA ESPECÍFICA DA DITR PARA A ATIVIDADE PECUÁRIA
 12.1 Índice de Lotação por Zona de Pecuária
Na pecuária há de considerar o índice de lotação por zona de pecuária que mede 
se a quantidade de animais por hectare está condizente com a capacidade de alimentação 
da área, ou seja, é número mínimo de cabeças que precisam ser mantidas no pasto, mede, 
portanto,	a	eficiência	na	exploração	da	atividade.
88UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
13 APURAÇÃO E CONTABILIZAÇÃO DO IMPOSTO TERRITORIAL RURAL
13.1 Apuração do ITR
A base de cálculo do ITR é o valor de Terra Nua tributável (VTNt). Tal valor é obtido 
pela multiplicação do VTNt pela alíquota correspondente, considerando a área total e o 
grau de utilização. O grau de utilização é a relação percentual entre área efetivamente 
utilizada e área aproveitável do imóvel rural.
VTNt = Área tributável x VTN
 Área Total
Grau de Utilização = Área Utilizada na Atividade Rural 
 Área Aproveitável
Cálculo do ITR = VTNt x Alíquota
89UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
13.2 Alíquota do ITR 
Quadro 6 - Alíquotas do ITR
AREA TOTAL DO IMÓVEL 
(em hectares)
GRAU DE UTILIZAÇÃO (%)
Até 30
Maior que 
30 até 50
Maior que 
50 até 65
Maior que 
65 até 80
Maior que 
80
Até 50 1,00 0,70 0,40 0,20 0,03
Maior que 50 até 200 2,00 1,40 0,80 0,40 0,07
Maior que 200 até 500 3,30 2,30 1,30 0,60 0,10
Maior que 500 até 1000 4,70 3,30 1,90 0,85 0,15
Maior que 1000 até 5000 8,60 6,00 3,40 1,60 0,30
Acima de 5000 20,00 12,00 6,40 3,00 0,45
Fonte: Brasil (2014).
13.3 Exemplo de Cálculo do ITR 
Considere uma empresa rural que tenha: 
●	 Área total de 250 hectares;
●	 Área tributável de 200 hectares;
●	 Área Aproveitável de 180 hectares;
●	 Área utilizada na Atividade Rural de 150 hectares;
●	 Valor da Terra Nua: R$ 1.500.000,00.
VTNt = Área tributável x VTN
 Área Total
VTNt = 200 x 1.500.000,00= 1.200.000,00
 250
Grau de Utilização = Área Utilizada na Atividade Rural
 Área Aproveitável
Grau de Utilização = 150 x 100 = 83,33%
 180
Como o grau de utilização é de mais de 80% e a área total é de 250 hectares, a 
alíquota, conforme tabela, será de 0,10.
ITR = VTNt x Alíquota
ITR = 1.200.000,00 x 0,10 = R$ 1.200,00
90UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
13.4 Contabilização do ITR 
Utiliza-se uma conta para registrar a obrigação e outra para registrar a despesa.
D - Imposto Territorial Rural (Conta de Resultado)
C - ITR a recolher (Obrigação – Passivo Circulante)
SAIBA MAIS
QUAL A DIFERENÇA ENTRE PROPRIEDADE E POSSE?
Propriedade é o imóvel rural com registro em cartório. Há dois tipos de posse: a posse 
a justo título quando a pessoa tem um documento que pode ser levado a registro ou 
posse por simples ocupação quando o documento não tem validade para ser registrado 
no cartório de registro de imóveis.
Fonte: Brasil (s.d.).
REFLITA 
Você acha justo a cobrança de Imposto Territorial Urbano (ITR)?
Fonte: o autor.
91UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro(a)aluno(a),	 	chegamos	ao	fim	da	última	unidade	deste	material.	Nele	você	
aprendeu que o plano de contas utilizado para empresas rurais segue o mesmo modelo 
de planos de contas utilizados em empresa comerciais e industriais, porém com contas 
diferentes e necessárias para registrar as atividades rurais. Viu também como funciona a 
distribuição de terras, bem como pode aprender sobre o Imposto Territorial Urbano (ITR), 
conhecendo	suas	características	e	exigências	cobradas	pelo	fisco.
A partir de agora você já conhece as principais características da Contabilidade 
Agropecuária, porém há muito ainda a aprender. Por isso, continue se aprofundando neste 
universo	contábil	e	seja	um(a)	excelente	profissional.
92UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
LEITURA COMPLEMENTAR
O artigo a seguir apresenta informações sobre a agricultura familiar ligada ao 
cooperativismo. Entenda mais sobre esse assunto e aumente seu conhecimento sobre as 
empresas rurais.
A Nova Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo
A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) foi criada em 2 de 
janeiro de 2019, pelo Decreto n° 9.667, com a transferência das competências da Se-
cretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), até então 
da Casa Civil da Presidência da República, para o Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento (Mapa).
Em sua estrutura organizacional estão o Departamento de Assistência Técnica e 
Extensão Rural (Dater), o Departamento de Cooperativismo e Acesso a Mercados (Decam), 
o Departamento de Estruturação Produtiva (DEP) e o Departamento de Gestão do Crédito 
Fundiário (DGCF).
Cabe ao órgão formular as diretrizes de ação governamental para a agricultura 
familiar, o pequeno e médio produtor rural e o cooperativismo, além de planejar, fomentar, 
orientar, coordenar, supervisionar e avaliar, no âmbito do Mapa, atividades relacionadas 
com assistência técnica e extensão rural, cooperativismo e associativismo, agroextrativis-
mo e infraestrutura para área rural. 
A SAF tem o compromisso de implementar ações com foco no fortalecimento do 
agricultor familiar e do cooperativismo, na promoção do desenvolvimento sustentável, na 
garantia da segurança alimentar e na geração de emprego e renda no meio rural.
Uma novidade é a incorporação da temática da agricultura urbana e periurbana 
(AUP), que trata da produção de alimentos em áreas ociosas da cidade ou de seu entorno, 
por meio de hortas comunitárias, escolares e medicinais. A SAF trabalha na articulação e no 
diálogo entre diversos parceiros para a estruturação da Política Nacional de Agricultura Ur-
bana e Periurbana (PNAUP). O objetivo é promover essa prática nos municípios brasileiros, 
de forma a ampliar a oferta de alimentos de qualidade e mais baratos, visando à segurança 
alimentar e nutricional, em especial junto aos grupos de maior vulnerabilidade social, à 
geração de renda e o encurtamento das cadeias de produção, distribuição e consumo.
Fonte: Brasil (2019).
93UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Contabilidade Rural
Autor: Deyvison de Lima Oliveira e Gessy Dhein Oliveira
Editora: Juruá
Sinopse: A presente obra tem por objetivo discutir os procedimen-
tos para a mensuração de ativos biológicos e produtos agrícolas 
pelo método a valor justo. Visa atender, principalmente, a gradua-
ção em Ciências Contábeis e Administração. Dado o processo 
de convergência do Brasil às normas contábeis internacionais, a 
discussão de procedimentos para elaboração de demonstrações 
contábeis nas atividades agrícola e zootécnica com base no valor 
justo é tema ainda não abordado nas principais obras de Contabi-
lidade Rural e Contabilidade do Agronegócio no Brasil.
Com a edição do CPC 29, o ativo biológico e o produto agrícola 
passam a ser avaliados pelo valor justo menos despesa de ven-
da, em lugar do custo histórico de formação ou aquisição. Pelo 
pronunciamento, o que era regra (mensuração pelo custo) agora 
passa a ser exceção, sendo a mensuração pelo valor justo menos 
despesa de venda a regra atual para aqueles ativos.
Acompanham a obra exercícios práticos que contribuem para a 
fixação	dos	conteúdos	exigidos	pelos	currículos	das	instituições	de	
ensino,	bem	como	elucidam	e	exemplificam	pontos	das	normativas	
contábeis	específicas	–	a	exemplo	do	CPC	29.	Na	mesma	linha,	
o manual do professor (com respostas dos exercícios) facilita a 
escolha de atividades a serem aplicadas em sala, em trabalhos 
avaliativos etc., tendo em vista o grande número de exercícios dis-
poníveis.	Por	fim,	os	modelos	de	prova	facilitam	e	reduzem	o	tem-
po utilizado pelos professores em cada etapa da(s) disciplina(s), 
considerando que o manual apresenta inclusive as respostas das 
provas.
Além dos cursos de graduação e especialização em Ciências 
Contábeis e Administração, a obra também se aplica aos cursos 
das áreas de Engenharia (de Produção, Florestal, Agronômica, 
Ambiental, da Pesca etc.), Comércio Exterior, Agronegócio, dentre 
outros.	No	campo	profissional,	a	obra	é	referência	para	contadores	
em empresas de contabilidade, contadores autônomos e contado-
res internos nas empresas rurais (fazendas etc.) e/ou agroindus-
triais.
94UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
FILME/VÍDEO 
Título: O Contador
Ano: 2016
Sinopse:	Desde	criança,	Christian	Wolff	(Ben	Affleck)	sofre	com	
ruídos altos e problemas de sensibilidade devido ao autismo. 
Apesar da oferta de ir para uma clínica voltada para crianças es-
peciais, seu pai insiste que ele permaneça morando em casa, de 
forma a se habituar ao mundo que o rodeia. Ao crescer, Christian 
se torna um contador extremamente dedicado, graças à facilidade 
que tem com números, mas antissocial. A partir de um escritório de 
contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a tra-
balhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas 
do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da 
Living Robotics, criada e gerenciada por Lamar Blackburn (John 
Lithgow),	Wolff	logo	descobre	uma	fraude	de	dezenas	de	milhões	
de dólares, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho 
Dana Cummings (Anna Kendrick).
95UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
REFERÊNCIAS
BRASIL. Cadastro Rural. 190 – Qual a alíquota utilizada para cálculo do ITR? 2014. Disponível 
em: http://www.cadastrorural.gov.br/perguntas-frequentes/itr/calculo-do-imposto/190-2014-qual-a-
-aliquota-utilizada-para-calculo-do-itr. Acesso em: 24 fev. 2020.
BRASIL. Cadastro Rural. Perguntas Frequentes. Disponível em: http://www.cadastrorural.gov.br/
perguntas-frequentes/itr/calculo-do-imposto/@@perguntas_frequentes_tema_view. Acesso em: 24 
fev. 2020.
BRASIL. Decreto º 3.000, de 26 de março de 1999. RIR/99 - Regulamenta a tributação, fiscaliza-
ção, arrecadação e administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. 
Disponível em: http://www.normaslegais.com.br/legislacao/tributario/decreto3000.htm. Acesso em: 
13 abri. 2020.
BRASIL. Instrução normativa RFB nº 1700, de 14 de março de 2017. Dispõe sobre a deter-
minação e o pagamento do imposto sobre a renda e da contribuição social sobre o lucro líquido 
das pessoas jurídicas e disciplina o tratamento tributário da Contribuição para o PIS/Pasep e da 
Cofins	no	que	se	 refere	às	alterações	 introduzidas	pela	Lei	nº	12.973,	de	13	de	maio	de	2014.	
Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idA-
to=81268#1706802. Acesso em: 13 fev. 2020.
BRASIL. Instrução normativa SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002. Dispõe sobre normas de 
tributação relativas ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e dá outras providências. 2002. 
Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idA-
to=81268#1706802.Acesso em: 13 fev. 2020.
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002.	Institui	o	Código	Civil.	Diário	Oficial	da	União:	
seção 1, Brasília, DF, ano 139, n. 8, p. 1-74, 11 jan. 2002.
BRASIL. Lei. nº 6.4040, de 15 d novembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. Dis-
ponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 17 abr.2020.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A nova Secretaria de Agricultura 
Familiar e Cooperativismo. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/
agricultura-familiar/secretaria-de-agricultura-familiar-e-cooperativismo. Acesso em: 24 fev. 2020. 
BRASIL. Ministério da Agricultura. Agricultura Familiar. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/
agricultura/pt-br/assuntos/agricultura-familiar/agricultura-familiar-1. Acesso em: 13 fev. 2020.
BRASIL. Ministério Da Agricultura. Tecnologia a serviço da sustentabilidade e rentabilidade da 
produção pecuária. 2018. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustenta-
bilidade/plano-abc/projeto-pecuaria-abc/arquivos/46-tecnologias-a-servico-da-sustentabilidade-e-
-rentabilidade-da-producao-pecuaria.pdf/view. Acesso em: 16 mar. 2020.
BRASIL. Parecer Normativo CST nº 57 de 30 de julho de 1976. Para apuração dos resultados 
anuais o rebanho existente na data do balanço deverá ser inventariado ao preço corrente do mer-
cado ou pelo preço real de custo quando a organização contábil da empresa tenha condições 
de evidenciá-lo. 1976 Disponível em: https://www.normasbrasil.com.br/norma/parecer-normati-
vo-57-1976_92376.html. Acesso em: 23 fev. 2020.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento técnico CPC 29. Ativo Bio-
lógico e Produto Agrícola. 2009. Disponível em: http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/324_
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/324_CPC_29_rev%2014.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/324_CPC_29_rev%2014.pdf
96UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento técnico CPC 27. Ativo Imo-
bilizado. 2009. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/
Pronunciamento?Id=58. Acesso em: 12 fev. 2020.
CREPALDI, S. A. Contabilidade Rural: Uma Abordagem Decisorial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
MARION, J. C. Contabilidade Rural. 14. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
MARION, J. C.; SEGATTI, S. Contabilidade Rural. 10. ed. São Paulo. Atlas, 2012.
OLIVEIRA, D. de L.; OLIVEIRA, G. D. Contabilidade Rural: Uma Abordagem do Agronegócio Den-
tro da Porteira. 3. ed. Curitiba: Juruá, 2017.
97UNIDADE IV Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural
CONCLUSÃO
Prezado(a) aluno(a),
Chegamos	ao	fim	da	Disciplina	de	Contabilidade	Agropecuária.	Neste	material	bus-
quei apresentar para você informações importantes referentes à Ciência Contábil quando 
aplicada à atividade rural.
Na Unidade I você pode ver o conceito de agronegócio e as características das pro-
priedades e empresas rurais, assunto importantíssimo e de muita relevância para introduzir 
as unidades seguintes.
Na Unidade II você foi convidado a conhecer os tipos de culturas existentes nas 
empresas rurais entendendo seu ciclo operacional e suas particularidades contábeis. Nesta 
unidade também você aprendeu os conceitos, métodos, cálculos e a forma de contabiliza-
ção de depreciação, amortização e exaustão.
A pecuária foi apresentada na Unidade III, em que você conheceu os sistemas de 
produção, tipos de pastoreio, formas de reprodução, atividade de cria, recria e engorda 
do gado, bem como a divisão dos rebanhos em categorias e forma de contabilização dos 
custos e apuração do resultado.
Para	finalizar,	na	Unidade	IV	você	conheceu	um	modelo	básico	de	plano	de	contas	
e entendeu as características do Imposto Territorial Urbano (ITR).
Como último recado, quero dizer a você que a Ciência Contábil é uma ciência vasta 
e	que	requer	muito	estudo.	Mesmo	quando	aplicada	em	áreas	especificas,	como	a	Contabi-
lidade Agropecuária, é importante manter a busca constante por conhecimento, sobretudo 
por ser praticamente impossível abordar todas as suas particularidades em apenas uma 
obra.
A partir de agora você está pronto para seguir adiante se aprofundando de forma 
crítica	e	profissional	nesta	Ciência	que	é	fantástica.	
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado.
	UNIDADE I
	Conceitos Básicos do Agronegócio
	UNIDADE II
	Contabilidade Agrícola
	UNIDADE III
	Contabilidade Pecuária
	UNIDADE IV
	Contabilidade Gerencial e Declaração do Imposto Territorial Rural

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