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GLANDULAS ENDÓCRINAS- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO GLÂNDULAS ENDÓCRINAS O sistema endócrino é composto de glândulas que sintetizam e secretam produtos, chamados hormônios, diretamente no sangue, e não através de um duto. Os hormônios são transportados por todo o corpo, onde influenciam apenas as células que possuem receptores para esse hormônio. Os hormônios podem ser: Proteínas/peptídeos (por exemplo, insulina, hormônio do crescimento); Derivados lipídicos - derivados do colesterol ou ácidos graxos ( por exemplo , esteróides, eicosanóides) Derivados de aminoácidos - derivados de tirosina ou triptofano ( por exemplo , epinefrina, melatonina, hormônios da tireoide) OS EFEITOS HORMONAIS SÃO DESCRITOS COMO: Endócrino - liberado no sangue e atua a longas distâncias Parácrina - difunde-se a uma curta distância através dos fluidos teciduais para as células próximas Autócrino - age na mesma célula que produziu o hormônio; As glândulas endócrinas são altamente vascularizadas e muitas vezes contêm capilares fenestrados para facilitar a difusão de hormônios no sangue. PITUITÁRIA A hipófise é freqüentemente chamada de "glândula mestra" do corpo porque produz hormônios que regulam outras glândulas endócrinas, bem como, têm efeitos diretos nos tecidos-alvo. . A glândula pituitária é composta por lobos anterior e posterior. PITUITÁRIA ANTERIOR- CONTÉM TRÊS DIVISÕES; PARS DISTALIS - compreende a maior parte do lobo anterior ( 75%) e contém cinco tipos de células endócrinas. Cromófilos- mancha com H&E e secreta hormônios. Acidófilos- tingir vermelho rosado com H&E. GLANDULAS ENDÓCRINAS- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO Somatotróficos - hormônio do crescimento (GH). Mammotrophs (Lactotrophs) - prolactina. Basófilos- tingir roxo-azulado com H&E. Corticotróficos - ACTH. Tireotrofos - TSH. Gonadotróficos - FSH e LH. Cromófobos- mancha mal com H&E e não secreta hormônios. Capilares sinusoidais- extensa rede que recebe hormônios de acidófilos e basófilos. PARS TUBERALIS - não mostrado. PARS INTERMEDIA- remanescente fino (<2%) na interface entre os lobos anterior e posterior que contém numerosos cistos cheios de colóides (proteínas) (cistos de Rathke). PITUITÁRIA POSTERIOR- axônios do hipotálamo que liberam hormônios nos capilares da pars nervosa. Pituicitos - a maioria dos núcleos pertence a células gliais. corpos de arenque - dilatações de axônios preenchidos por vesículas de neuro-secreção. GLANDULAS ENDÓCRINAS- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO ADENO- HIPÓFISE ---- PARS DISTALIS GLANDULAS ENDÓCRINAS- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO PARS INTERMEDIA ADENO-HIPÓFISE – PARS INTERMEDIARIA A pars intermedia estimula a pigmentação da pele (acelera a síntese natural de melanina) e a síntese de hormônios esteróides pelas glândulas adrenal e gonadal. Células fracamente basófilas Pars Intermedia - remanescente fino (<2%) na interface entre os lobos anterior e posterior que contém numerosos cistos preenchidos com coloide (proteína) (cistos de Rathk) PARS TUBERALIS Pars tuberalis é uma extensão da adenohipofise ao longo do infundíbulo, semelhante a um pedículo. -É uma região altamente vascularizada, contem veias do sistema porta hipotalâmico hipofisário. -As células parenquimatosas dispostas em pequenos cordões ao longo dos vasos. -Presença de cistos/folículos revestidos de células cuboides. -Pouca funcionalidade endócrina http://www.histologyguide.com/slide-view/MH-149-pituitary/13-slide-1.html?x=20856&y=15446&z=1.5&page=1 http://www.histologyguide.com/slide-view/MH-149-pituitary/13-slide-1.html?x=20856&y=15446&z=1.5&page=1 GLANDULAS ENDÓCRINAS- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO PARS NERVOSA NEURO-HIPÓFISE – PARS NERVOSA Pituicitos: (células de sustentação (seta curta) – semelhantes aos astrócitos do S.N.C.) Fibras nervosas: (seta longa)-(axônios amielínicos de células nervosas secretoras) ABAIXO: As neurosecreções são armazenadas em grânulos conhecidas como Corpos de Hering; GLANDULAS ENDÓCRINAS- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO OVÁRIO E TESTICULO ESTRUTURA HISTOLÓGICA DO OVÁRIO ZONA CORTICAL • Epitélio simples cúbico • Túnica Albugínea (tec conjuntivo denso) • Folículos (diferentes estágios de desenvolvimento) ZONA MEDULAR • Tecido conjuntivo frouxo e ampla rede vascular CLASSIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO FOLICULAR (OVOGÊNESE) OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO FOLÍCULOS PRIMORDIAIS Ovócito primário envolvido por única camada de células foliculares pavimentosas Localização: Zona cortical próximos à túnica albugínea • Crescimento mitótico, estímulo hipofisário (FSH) • Única camada epit. cúbico (FOLÍCULO PRIMÁRIO UNILAMINAR) Poliferação celular (cels foliculares) - epitélio estratificado = CÉLULAS DA GRANULOSA FOLÍCULO PRIMÁRIO MULTILAMINAR OU FOLÍCULO PRÉ ANTRAL Formação da ZONA PELÚCIDA (substância Amorfa) 1- Folículo primordial, 2- Folículo primário unilaminar, 3- Folículo primário multilaminar; FOLÍCULOS SECUNDÁRIOS OU ANTRAIS Aumenta tamanho e número das células foliculares LOCALIZAÇÃO: zona cortical mais profunda -Acúmulo de líquido folicular e formação do ANTRO FOLICULAR CORONA RADIATA CIRCUDANDO O OVULO- Seta branca ANTRO FOLICULAR- Seta laranja OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO Modificação do estroma em volta dos folículos para formar as TECAS FOLICULARES – Células mais volumosas com núcleos esféricos: TECA INTERNA. – Células alongadas e fusiformes: TECA EXTERNA. Células foliculares ou granulosas – verde Teca interna – azul escuro Teca externa – azul claro ESTRUTURAS DO FOLÍCULO SECUNDÁRIO OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO • Ovócito • Células da granulosa • Zona pelúcida • Membrana basal • Antro • Teca interna • Teca externa • Cumulus oophorus FOLÍCULO PRÉ- OVULATÓRIO, MADURO OU DE GRAAF Máximo estágio de desenvolvimento Maior cavidade folicular Camada da granulosa mais delgada Tecas Mais espessas Os demais folículos, pertencentes ao grupo que estava crescendo com certa sincronia, entram em atresia. FOLÍCULOS ATRÉSICOS OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO OVULAÇÃO CORPO LÚTEO Cél. granulosa-luteínicas e teca- luteínicasSecreção de progesterona e estrógeno; Sem gravidez: corpo lúteo de menstruação Dura 10-12 dias ↓ progesterona → descamação da mucosa uterina. Restos fagocitados por macrófagos Fibroblastos: cicatriz de TC (Corpo albicans) Com gravidez: corpo lúteo de gravidez Mantido pelo HCG (gonadotrofina coriônica) Produção de progesterona: mucosa uterina Dura de 4-5 meses → Corpo albicans OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO TESTÍCULOS TUBULOS SEMINIFEROS E INTERSTÍCIO TÚBULOS SEMINÍFEROS - 250 a 1000 por testículo - Epitélio germinativo = epitélio seminífero (estratificado): • CÉLULAS DE SERTOLI (sustentação e nutrição) • Linhagem espermatogênica OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO Entre os túbulos = tecido intersticial com CÉLULAS de LEYDIG SETA BRANCA: CELULAS MIOIDES LINHAGEM ESPERMATOGÊNICA Células dispostas em camadas que mostram sua diferenciação sequencial da camada basal até a luz do túbulo seminífero TÚBULO SEMINÍFERO: - Compartimento basal - Compartimentoadluminal OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO Células de Sertoli: funções - Suporte, proteção e nutrição aos espermatozoides em desenvolvimento - Fagocitose - Secreção: estradiol (a partir da conversão da testosterona), inibina (inibe síntese e secreção de FSH), ativina (peptídeo semelhante ao GnRH), proteína de ligação ao androgênio (ABP); A testosterona produzida pelas células de Leydig é essencial para o desenvolvimento e a manutenção da espermatogênese e das características masculinas; CÉLULA de LEYDIG:Células grandes, núcleo redondo, grande nucléolo; ESPERMATOGÔNIAS CÉLULAS PROGENITORAS Tipo A = Escura = núcleo ovoide fortemente corado Tipo A = Clara = núcleo ovóide fracamente corado OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO Tipo B (originadas pelas Tipo A (claras) = células mais claras, núcleos esféricos, nucléolo central; ESPERMATÓCITOS PRIMÁRIOS Maiores células germinativas, presente nas camadas médias, contorno esférico, núcleo grande; ESPERMATÓCITOS SECUNDÁRIOS Células menores que os primários Raramente vistos em preparados histológicos de rotina ESPERMÁTIDE ESPERMATOZÓIDE ESPERMIOGÊNESE Espermátides, através de modificações morfológicas e funcionais, transformam-se em ESPERMATOZÓIDES; PLACENTA E CORDÃO UMBILICAL-HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO- THAIS M. SOUTO PLACENTA E CORDÃO UMBILICAL → A placenta vai ser estabelecida na camada funcional do endométrio; → Assim que o blastocisto se liga nas células epiteliais começa a ocorrer uma reação decidual que é quando os fibroblastos se hipertrofiam, ficam maiores e sob ação de estrógeno e progesterona mudam sua forma e função (adquirem características de células epiteliais - BARREIRA) → Os vasos sanguíneos sofrem vasodilatação, aumentando a irrigação sanguínea da região → No 6º/7º dia o embrioblasto já está implantado, as células do blastocisto começaram a proliferar formando o sinciciotrofoblasto; → Reação decidual secundaria: na lâmina própria; MMP´s: enzimas que degradam as proteínas da matriz extracelular (principalmente o colágeno), abrindo espaço para o blastocisto adentrar a lâmina; TIMP´s: para que o blastocisto não penetre mais do que o necessário, as TIMP´s vao inibir as MMP´s; CELULAS DECIDUAS: são os fibroblastos modificados, fazem uma barreira para que o blastócito não adentre mais do que pode. A morte dessas células gera glicogênio e lipídios que mantem o blastocisto nutrido antes que a placenta se estabeleça PLACENTA Órgão materno-fetal Formada por sinciciotrofoblasto +citotrofoblasto +células decíduas; decídua basal: região de formação da placenta. Porção fetal: se origina de parte do saco coriônico (córion viloso) Porção materna: se origina do endométrio (decídua basal) - Placenta e cordão umbilical: sist. de transporte de substâncias entre mãe e feto (Circulação uteroplacentária) Local básico para troca de nutrientes e gases entre mãe e filho Excretas e CO2 do sangue fetal passam p/ o sangue materno. PLACENTA E CORDÃO UMBILICAL-HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO- THAIS M. SOUTO DECÍDUA Consiste na parte do endométrio – a camada funcional – em uma mulher grávida. Separa-se do resto do útero após o parto Regiões: Basal (forma o componente materno da placenta) Capsular Parietal; FUNÇÕES DA PLACENTA - Metabolismo (síntese de glicogênio, colesterol e ácidos graxos) - Transporte*: Gases, nutrientes, produtos de excreção, hormônios, anticorpos maternos - Secreção endócrina*: HCG; tireotropina coriônica; corticotropina coriônica; estrógenos; progesterona; somatomamotropina coriônica humana; Manutenção da gestação e Desenvolvimento fetal normal. PLACENTA E CORDÃO UMBILICAL-HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO- THAIS M. SOUTO CORDÃO UMBILICAL Geléia de Wharton - os vasos sanguíneos são incorporados dentro de uma matriz de tecido conjuntivo mucoso embrionário, rico em ácido hialurônico e sulfato de condroitina, que ajuda a manter os vasos abertos e o fluxo continuo. Corte transversal de um cordão umbilical maduro (humano); a superfície é revestida pelo epitélio amniótico simples, e incluídas em seu tecido conjuntivo mucoso sem fibras (geléia de Wharton) são vistas as duas artérias umbilicais e uma veia, fortemente contraídas após o parto. Neste preparado não aparecem os restos do ducto alantóide. Coloração: azan. Aumento 10 X Cordão Umbilical: permite a comunicação entre o feto e a placenta. Desenvolve-se a partir do saco amniótico, vesícula vitelínica e alantoide, sendo formado ao redor da 5ª semana, substituindo como fonte de nutrientes para o feto. GELEIA DE WHARTON: Tecido conjuntivo especial mucoso com predomínio de substancia fundamental amorfa (SFA); PLACENTA E CORDÃO UMBILICAL-HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO- THAIS M. SOUTO OVÁRIO E TESTICULO- HISTOLOGIA- CONCEPÇÃO THAIS M. SOUTO