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2 INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo método de equivalência patrimonial - MEP Participações permanentes em outras empresas. Ocorre quando uma Entidade investidora adquire ações (sociedade anônima) ou quotas (sociedade limitada), com o objetivo de permanecer com esses investimentos no longo prazo, não tendo a intenção de fazer especulação. INVESTIMENTOS PERMANENTES Participações permanentes em outras empresas são aquisições societárias em que a empresa adquire sem ter a intenção de se desfazer no curto prazo (intenção de permanência), com o objetivo de manter relações condizentes com o objeto social, financeira, controle administrativo, ou ainda, para se beneficiar-se de incentivos fiscais. (Brasil, Lei 6.404/76). INVESTIMENTOS PERMANENTES • Método de custo • Método de Equivalência Patrimonial AVALIAÇÃO DO INVESTIMENTO 5 Conceito de equivalência patrimonial: No MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL os resultados (positivos ou negativos) gerados, ou quaisquer variações ocorridas no patrimônio líquido da investida, devem ser reconhecidos pela investidora no momento em que forem apurados, independente de serem ou não distribuídos. Já no MÉTODO DE CUSTOS os resultados gerados (dividendos), só são reconhecidos no momento em que são distribuídos. INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP 6 Reconhecimento inicial de investimentos avaliados pelo MEP: No momento da aquisição, o investimento é reconhecido pelo custo (valor patrimonial) e, posteriormente, é ajustado em função das alterações verificadas nos ativos líquidos da investida. A sistemática adotada pelo MEP contempla o fato econômico (Regime de Competência), que é a geração dos resultados, e não a formalidade de sua distribuição (Regime de Caixa). INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP 7 Aplicação do MEP: O cálculo dar-se-á mediante aplicação do percentual total de participação, (que a investidora possui no capital social da investida), sobre o Patrimônio Líquido das empresas na qual a investidora tenha investimentos. INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP 8 Participação Societária no MEP: Representa uma parcela significativa de investimento sobre o capital da investida, a qual poderá ser em forma de coligação, controle (comum ou compartilhado). INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP 9 INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP Classificação quanto a participação • Participação direta • Participação indireta 10 Participação direta Ocorre quando uma empresa investidora adquire de outra, denominada investida, ações ou quotas do capital social sem a intermediação de outras empresas. INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP 11 Participação direta A D B C 20% 40% 60% INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP 12 Participação indireta Ocorre quando uma empresa investidora adquire de outra, denominada investida, ações ou quotas do capital social através da participação em outra investidora. INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP 13 Participação indireta A D B C E 80% 70% 60% 40% 20% 30% Participação indireta de A em E 32% + 21% + 12% = 65% INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP 14 INVESTIMENTOS PERMANENTES Lei Societária – art. 248 Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; INVESTIMENTOS PERMANENTES Classificação dos investimentos que devem ser avaliados pelo MEP Investimentos avaliados pelo MEP de acordo com a Lei 6.404/76: • Investimento em coligada • Investimento em controlada • Sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. Investimentos avaliados pelo MEP de acordo com o CPC 18(R2) • Investimento em coligada • Investimento em controlada • Empreendimento controlado em conjunto (Joint Venture) 15 16 INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP Empresas coligadas São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa na administração da investida. (art. 243, 1° - Lei nº 11.941/09 e CPC 18 (R2)). Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la (art. 243, 4°) 17 INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP - Empresas coligadas Considera-se evidência de influência significativa na administração da coligada, quando: • Presume-se quando a investidora for titular de 20% ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la (art. 243,5°). • A investidora fornecer assistência ou informações técnicas essenciais para as atividades da investida; • Quando há o intercâmbio de diretores ou gerentes da investidora com sua investida; 18 Considera-se evidência de influência significativa na administração da coligada, quando: • A investidora possuir participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras distribuições; • A investidora possuir representação no conselho de administração ou na diretoria da investida; INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP - Empresas coligadas 19 Considera-se evidência de influência significativa na administração da coligada, quando: • A investidora poder eleger ou destituir pelo menos um dos administradores da investida; • A investida tiver significativa dependência tecnológica e/ou econômica de sua investidora; • A investidora receber com afinco permanente da investida, informações contábeis detalhadas, bem como de planos de investimentos; INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP - Empresas coligadas 20 Considera-se evidência de influência significativa na administração da coligada, quando: • Há o uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos entre a investidora e sua investida. Obs.: A entidade perde a influência significativa sobre a investida quando ela perde o poder de participar nas decisões sobre as políticas financeiras e operacionais daquela investida. INVESTIMENTOS PERMANENTES MEP - Empresas coligadas 21 INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP Exemplo de empresas coligadas • A empresa A possui 20% das ações ordinárias e 25% das ações preferenciais da empresa B; • A empresa C possui 18% das ações ordinárias e 10% das preferenciais da empresa D, as duas tem em comum o gerente financeiro; • A empresa E possui 15% das ações ordinárias e 30% das preferenciais da empresa F. A investidora possui representação na diretoria da investida; 22 INVESTIMENTOS PERMANENTES Avaliados pelo MEP Empresas controladas São aquelas em que a investidora detém, direta ou indiretamente, a maioria do capital social votante da investida de forma que lhe seja assegurado de modo permanente, o poder de eleger a maioria dos administradores e a preponderância nas decisões sobre políticas financeiras e operacionais da investida. CONTABILIZAÇÃO MÉTODO DO CUSTO DE AQUISIÇÃO Exemplo Prático: Em março de 20x0, uma determinada empresa adquiriu a participação em outra empresa no valor de R$2.610,00, que representa 9% do capital votante da investida. Algum tempo depois a investida pagou dividendos à investidora no valor de R$80,00. Na aquisição DB - ParticipaçõesPermanentes em outras sociedades (ANC) CR - Banco conta movimento (AC) 2.610,00 No recebimento dos dividendos DB - Banco (AC) CR – Outras Receitas (Resultado) 80,00 Exemplo Prático Em abril de 20x0, uma determinada empresa adquiriu a participação em outras empresas conforme demonstrativo abaixo, sendo que em todas as participações à investidora possuía mais de 20% do capital votante das investidas. CONTABILIZAÇÃO MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Ao final do exercício o Patrimônio Líquido das investidas eram: Algum tempo depois as investidas efetuaram o pagamento de dividendos a investidora nos valores de: Empresa A $1.320,00 Cálculo da Equivalência Patrimonial: CONTABILIZAÇÃO Na aquisição em A DB - Participações Permanentes em outras sociedades (ANC) CR - Banco conta movimento (AC) 8.200,00 Na aquisição em B DB - Participações Permanentes em outras sociedades (ANC) CR - Banco conta movimento (AC) 6.400,00 Cálculo da Equivalência Patrimonial: CONTABILIZAÇÃO No reconhecimento pelo MEP no final do período DB - Participações Permanentes em outras sociedades (ANC) CR – Ganho MEP (Resultado) 3.300,00 No reconhecimento PELO MEP no final do período DB - Perda MEP (Resultado) CR - Participações Permanentes em outras sociedades (ANC) 550,00 CONTABILIZAÇÃO Pagamento de dividendos DB – Banco (AC) CR - Participações Permanentes em outras sociedades (ANC) 1.320,00 Algum tempo depois as investidas efetuaram o pagamento de dividendos a investidora nos valores de: Empresa A $1.320,00 EXERCÍCIO 1. (CFC/Consulplan/2020) A Sociedade Empresária “A” Controladora das Sociedades “B” e de “C” sobre as quais mantém influência e controles recebeu das controladas informações acerca dos resultados líquidos apurados pelas mesmas em 30/12/2016, sendo, respectivamente, R$ 650.000,00 de “B” e, R$ 428.000,00 de “C”, para serem refletidos no Balanço Patrimonial de “A” em 31/12/2016. Considere que a participação de “A” no capital votante das controladas é de 20% em “B” e 25% em “C”, e que o valor inicial dos investimentos registrados na Controladora é de R$ 160.000,00 em “B” e R$ 125.000,00 em “C”. Aplicando-se o MEP – Método de Equivalência Patrimonial em ambas as investidas, o valor contábil final que será registrado no Balanço Patrimonial da Controladora “A” em 31/12/2016 será de: Alternativas a) “B” R$ 290.000,00 e “C” R$ 428.000,00. b) “B” R$ 130.000,00 e “C” R$ 107.000,00. c) “B” R$ 650.000,00 e “C” R$ 428.000,00. d) “B” R$ 290.000,00 e “C” R$ 232.000,00. Alternativas: 2. (SEFAZ/FGV/2021-Adaptada) A Cia. A apresentava, em 02/01/X1, o balanço patrimonial a seguir. A Cia. A tem o controle compartilhado da Cia. B com a Cia. X e utiliza o método da equivalência patrimonial para avaliação do investimento. É definido que a Cia. A não tem responsabilidade pelos passivos de suas empresas investidas e não efetua pagamentos em nome delas. Em X1, a Cia. B apurou prejuízo de R$100.000. Assinale a opção que indica o tratamento contábil da Cia. A em relação ao investimento na Cia. B, em 31/12/X1, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 18 - Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto. a) D- Despesa de Equivalência Patrimonial - R$ 50.000; C- Investimentos - R$ 50.000. b) D- Despesa de Equivalência Patrimonial - R$ 50.000; C- Provisão para passivo a descoberto - R$ 50.000. c) D- Despesa de Equivalência Patrimonial - R$ 100.000; C- Provisão para passivo a descoberto - R$ 100.000. d) D- Despesa de Equivalência Patrimonial - R$ 100.000; C- Provisão para contingências - R$ 100.000. e) D- Despesa de Equivalência Patrimonial - R$ 100.000; C- Investimentos - R$ 50.000; C- Provisão para passivo a descoberto - R$ 50.000. RIOS, Ricardo Pereira. Contabilidade avançada. 2. Ed. São Paulo, Atlas, 2020. Livro digital. Disponível em: [Minha Biblioteca]. Acesso em: 06 jul. 2022. MARTINS, E. et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades: de acordo com as normas internacionais e do CPC. São Paulo: Atlas, 3. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Livro digital. Disponível em: [Minha Biblioteca]. Acesso em: 06 jul. 2022. VICECONTI, P. Contabilidade Básica. 18. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Livro digital. Disponível em: [Minha Biblioteca]. Acesso em: 06 jul. 2022. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS BONS ESTUDOS