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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ 
CENTRO DE TECNOLOGIA 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ESTRUTURAL E CONSTRUÇÃO CIVIL 
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MATEUS TEIXEIRA HERCULANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRODUTIVIDADE EM ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS: 
ANÁLISE COMPARATIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fortaleza - Ceará 
2010
i 
 
MATEUS TEIXEIRA HERCULANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRODUTIVIDADE EM ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS: 
ANÁLISE COMPARATIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monografia apresentada à disciplina de Projeto 
de Graduação do curso de Engenharia Civil da 
Universidade Federal do Ceará como parte dos 
requisitos para obtenção do grau de Engenheiro 
Civil. 
 
Orientador: Prof. Alexandre Araújo Bertini 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FORTALEZA 
2010 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H464p Herculano, Mateus Teixeira 
 Produtividade em alvenaria de vedação de blocos cerâmicos: análise 
comparativa / Mateus Teixeira Herculano. – Fortaleza, 2010. 
 52 f. il.; color. enc. 
 
 Orientador: Prof. Dr. Alexandre Araújo Bertini 
 Monografia (graduação) - Universidade Federal do Ceará, Centro de 
Tecnologia, Depto. de Engenharia Estrutural e Construção Civil, Fortaleza, 
2010. 
 
 1. Alvenaria 2. Vedação (Tecnologia) I. Bertini, Alexandre Araújo 
(orient.) II. Universidade Federal do Ceará – Graduação em Engenharia 
Civil. III. Título 
 
 
 CDD 620 
ii 
 
 
iii 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao meu pai, José Herculano, 
um exemplo a se seguir. 
iv 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 
 
A Deus, por ter me guiado sempre no caminho certo. 
Ao meu pai, por ter sido uma referência de homem tanto como pai, como 
engenheiro civil e por ter me dado forças para sempre seguir com meus objetivos. 
A minha mãe, por todos os dias que me mandava estudar e me levou até onde 
estou agora, além do carinho e amor que me deu. 
Aos meus irmãos, pelos momentos de diversão e companheirismo que trazem a 
minha vida. 
A minha namorada, Lídia da Paz, pelos momentos de compreensão durante a 
execução deste trabalho. 
Aos meus amigos, Ronaldo de Freitas, Wedla Godinho e Isabel Soares, por me 
trazerem descontração. 
Aos meus colegas e amigos da faculdade, Luter Caio, Fernando Vecchio, Renato 
Gadêlha e Stephanie Mikaela, por partilharem comigo sua amizade. 
Ao vôlei, pelo prazer proporcionado durante toda a minha vida escolar. 
Finalmente agradeço ao meu orientador Prof. Alexandre Araújo Bertini, aos 
engenheiros Reymard Sávio e José Márcio pela contribuição na elaboração deste trabalho. 
 
OBRIGADO! 
 
v 
 
RESUMO 
 
 
 
 
O serviço de elevação de alvenaria de vedação em blocos cerâmicos é o foco deste estudo de 
análise comparativa entre obras. O tema foi escolhido devido à preocupação com a alta 
variedade da produtividade da mão-de-obra encontrada em obras de construção civil na 
cidade de Fortaleza-CE, e que influencia diretamente no sucesso das empresas no mercado. 
Este trabalho tem como objetivo analisar o serviço de elevação de alvenaria de vedação de 
três empreendimentos residenciais na cidade de Fortaleza-CE. Nesta perspectiva, um estudo 
de caso com visitas em obras na cidade de Fortaleza-CE foi realizado para a obtenção de 
dados em relação à índices de produtividade no serviço e elevação de alvenaria de vedação e 
então uma análise comparativa afim de encontrar o melhor procedimento construtivo entre 
obras estudadas, mostrando enfim que a fiscalização sistemática do serviço é um fator 
essencial para aumentar a eficiência da mão-de-obra. 
 
 
Palavras-chave: alvenaria de vedação, blocos cerâmicos, produtividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vi 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
 
Figura 2.1 – Processo de transformação na construção civil ...................................................... 7 
Figura 2.2 – Processo de transformação dos esforços para alvenaria de vedação...................... 7 
Figura 2.3 – Detalhe de equipamentos e etapa da elevação de alvenaria ................................. 12 
Figura 2.4 – Planta simples....................................................................................................... 16 
Figura 2.5 – Planta complexa ................................................................................................... 16 
Figura 2.6 – Colher de pedreiro meia cana ............................................................................... 17 
Figura 2.7 – Colher de pedreiro ................................................................................................ 17 
Figura 4.1 – Armazenamento de materiais antecipadamente na obra 1 ................................... 23 
Figura 4.2 – Alvenarias de vedação e estrutural da obra 2 ....................................................... 26 
Figura 4.3 – Tipos de tijolos utilizados (cerâmico e maciço) nos pavimentos tipo da obra 3 . 29 
 
Gráfico 4.1 – Gráfico das R.U.P.’s diárias, cumulativas e média da obra 1 ............................ 24 
Gráfico 4.2 – Gráfico das R.U.P.’s diárias, cumulativas e média da obra 2 ............................ 27 
Gráfico 4.3 – Gráfico das R.U.P.’s diárias, cumulativas e média da obra 3 ............................ 30 
 
 
 
 
 
vii 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
 
 
 
Tabela P.1 – Tabela padrão ...................................................................................................... 21 
Tabela A.2 – Dados coletado da obra 1 .................................................................................... 39 
Tabela A.3 – Dados coletado da obra 2 .................................................................................... 40 
Tabela A.4 – Dados coletado da obra 3 .................................................................................... 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
viii 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
 
 
PIB Produto Interno Bruto 
SINAPI Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil 
SEINFRA Secretaria da Infraestrutura 
CNI Confederação Nacional da Indústria 
R.U.P. Razão Unitária De Produção 
R.U.P.d Razão Unitária De Produção Diária 
R.U.P.cum Razão Unitária De Produção Cumulativa 
EPI Equipamento de Proteção Individual 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ix 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 1 
1.1 Problemática ................................................................................................................ 1 
1.2 Justificativa .................................................................................................................. 3 
1.3 Objetivos ...................................................................................................................... 4 
1.3.1 Objetivo geral ..................................................................................................... 4 
1.3.2 Objetivos específicos .......................................................................................... 4 
1.4 Estrutura do trabalho .................................................................................................... 5 
2 REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................................... 6 
2.1 Produtividade ...............................................................................................................6 
2.1.1 Conceito .............................................................................................................. 6 
2.1.2 Gestão do serviço de alvenaria ........................................................................... 7 
2.1.3 Estudo da produtividade ..................................................................................... 8 
2.2 Mão-de-obra ................................................................................................................. 9 
2.3 Capacitação de mão-de-obra ...................................................................................... 10 
2.4 Alvenaria de vedação de blocos cerâmicos ............................................................... 11 
2.5 Acompanhamento e fiscalização................................................................................ 12 
2.6 Uniformização dos dados ........................................................................................... 13 
2.7 Fatores influenciadores da produtividade .................................................................. 15 
3 METODOLOGIA ............................................................................................................. 19 
3.1 Seleção das obras ....................................................................................................... 19 
3.2 Técnica da coleta ....................................................................................................... 19 
3.3 Tratamento e análise dos dados. ................................................................................ 20 
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ................................................. 22 
4.1 Estudo de Caso 1 ........................................................................................................ 22 
4.1.1 Descrição da obra ............................................................................................. 22 
4.1.2 Descrição do serviço de alvenaria .................................................................... 23 
4.1.3 Resultados ......................................................................................................... 24 
4.2 Estudo de Caso 2 ........................................................................................................ 25 
4.2.1 Descrição da Obra ............................................................................................ 26 
x 
 
4.2.2 Descrição do serviço de alvenaria .................................................................... 27 
4.2.3 Resultados ......................................................................................................... 27 
4.3 Estudo de Caso 3 ........................................................................................................ 28 
4.3.1 Descrição da obra ............................................................................................. 28 
4.3.2 Descrição do serviço de alvenaria .................................................................... 29 
4.3.3 Resultados ......................................................................................................... 30 
4.4 Análise geral dos resultados ...................................................................................... 31 
5 CONCLUSÃO .................................................................................................................. 33 
5.1 Sugestões para futuros trabalhos ................................................................................ 33 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 35 
APÉNDICE A – Tabela de R.U.P.d e R.U.P.cum da obra 1 .................................................... 39 
APÉNDICE B – Tabela de R.U.P.d e R.U.P.cum da obra 2 .................................................... 40 
APÉNDICE C – Tabela de R.U.P.d e R.U.P.cum da obra 3 .................................................... 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Do ponto de vista econômico, a indústria da construção civil sempre assumiu 
papel preponderante no desenvolvimento nacional. Essa importância econômica é 
representada por sua participação no Produto Interno Bruto (PIB). Conforme Coêlho (2003), a 
construção civil concorre com um percentual aproximadamente igual 16% no total das 
indústrias. Este setor está em constante crescimento, com a criação de novas empresas, 
originando assim um acentuado aumento da competitividade no mercado. 
De acordo com Coêlho (2003) este fato tem levado as empresas construtoras a 
uma agilização mais eficaz, quanto ao modo de gerenciamento em seus canteiros de obras, 
como forma de alcançar uma redução de perdas e um diferencial competitivo na função 
produção. 
O bom desempenho de uma empresa está associado à eficiência produtiva. A 
busca por maior eficiência é considerada por Bornia (1995) como uma das principais 
preocupações da empresa moderna, uma vez que o mercado não se encontra disposto a 
absorver as suas ineficiências. 
Conforme Coêlho (2003), a melhoria da qualidade dos serviços e produtos tem 
sido uma das alternativas utilizadas pelas empresas, procurando uma resposta a esta 
competitividade. 
 
1.1 Problemática 
 
A sobrevivência de uma empresa no mercado depende de uma somatória de 
fatores, tais como: produtividade e qualidade da mão-de-obra, da qualidade do seu produto e o 
cumprimento de prazos. Dentre estes fatores destacam-se os problemas geralmente 
recorrentes do prazo de entrega dos serviços, causados por projetos mal detalhados, 
incompatibilização entre projetos complementares, programação físico-financeira incorreta, 
solicitações de mudanças após o início dos serviços, despreparo da mão-de-obra e falhas na 
execução. 
Assim como para Bornia (1995), Sabbatini (1991) cita que a eficiência nos 
processos produtivos deve ser uma meta a ser atingida pelas empresas, a fim de assegurar a 
lucratividade, garantindo sua permanência no mercado. 
Segundo Mori et al (2001), quando o foco é recursos humanos, a sua forma de 
controle mais difundida na construção civil é a medida de produtividade do trabalho. Além de 
2 
 
 
fornecer informações para a elaboração do planejamento financeiro do empreendimento e da 
programação físico-financeira, a quantificação da produtividade do trabalho apresenta-se 
como uma ferramenta imprescindível para melhoria do processo, auxiliando as decisões 
gerenciais e facilitando a detecção de gargalos. 
Há alguns anos vem-se estudando métodos para aumentar a produtividade, no 
intuito de diminuir os atrasos na execução de serviços, levando a um pequeno progresso em 
relação a outros tipos de indústria que cresceram em até 200% enquanto a construção civil 
alcançou apenas cerca de 40% (SOUZA, 2006). 
Para Carraro et al (1998), a gestão eficaz dos recursos físicos envolvidos na 
construção civil, especialmente a mão-de-obra, está entre os principais desafios que esta 
indústria enfrentará no terceiro milênio. Entre estes parâmetros, o da má produtividade 
merece destaque, uma vez que os gestores das obras não costumam ter conhecimento sobre a 
quantidade de mão-de-obra necessária que se despende para produzir determinado serviço, 
resultando assim nos poucos ou ausentes parâmetros para se basearem em atitudes corretivas 
de eventuais problemas. 
Segundo Oliveira et al (1993) apud Coêlho (2003), “é essencial para a gestão de 
qualidade que haja uma mensuração da produtividade de uma empresa da construção civil, 
visto que são dados importantes para os gerenciadores tomarem decisões, bem como ações de 
melhoria da qualidade e produtividade da construtora”. 
A mão-de-obra, por ser um dos recursos mais utilizados nas obras de construção, 
passa a ter uma grande importância quando se fala em produtividade e qualidade final. 
Conforme Marder (2001), dos serviços de mão-de-obra mais solicitados,o serviço 
de vedações verticais em alvenaria representa entre 6% e 10% do custo total da construção de 
edifícios habitacionais e comerciais e pode chegar até a 17% em prédios populares. Dos 
custos totais deste serviço, cerca de 50% é representada pela mão-de-obra, por isso deve 
existir uma preocupação com o desempenho do trabalho. 
A capacitação e treinamento da mão de obra, o layout do canteiro, a antecipação 
de problemas construtivos, a compra programada de materiais a serem aplicados, a busca pela 
eficiência na gestão dos trabalhos e fornecimentos são providências cruciais para elevar a 
produtividade da mão-de-obra. 
 
 
 
3 
 
 
1.2 Justificativa 
 
Segundo Picchi (1993), a indústria da construção civil sempre apresentou um 
atraso, quando comparada a outros ramos de indústria como, por exemplo, a indústria metal 
mecânica e a indústria têxtil, em se falando de gerenciamento, em particular, à racionalização 
e incremento de produtividade dos processos produtivos. Porém estudos mais avançados 
foram feitos de algumas décadas para os tempos atuais. 
Os estudos realizados em relação à melhoria dos resultados na indústria da 
construção civil, mais especificamente no sub-setor edificação, chegaram a um grande 
avanço, contudo, eles geralmente são pontuais e geralmente direcionados à inserção de novos 
materiais no mercado como o uso do gesso, painéis de vedação pré-fabricados de concreto, 
distanciadores plásticos, e outros. 
Estes estudos não mostram com clareza parâmetros ou índices que possam ser 
utilizados de uma maneira geral como tabelas de insumos. A insuficiência de dados além dos 
parâmetros publicados em tabelas oficiais como os sistemas da Secretaria da Infraestrutura 
(SEINFRA), do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil 
(SINAPI) e tabela PINI nos remetem à necessidade de estudos mais determinantes. 
De acordo com Coêlho (2003), o empenho pela qualidade obriga os sistemas 
organizacionais de produção a se capacitarem com modelos de execução otimizadores, 
identificando desde o princípio os desperdícios de esforços, através da correta prática de um 
determinado serviço. 
Dias (1992) ressalta que a mão-de-obra na construção civil possui um peso 
considerável no orçamento de uma obra, representando entre 25 a 40% do custo do produto 
final. Fazendo assim que o insumo seja o mais utilizado na construção, sendo justificável a 
necessidade de que haja mais investimentos na área. 
Embora a elevação de alvenaria seja um serviço realizado há milhares de anos, 
Araújo et al (2000) diz ser identificável que ainda existam grandes variações na produtividade 
da mão-de-obra responsável por este serviço. Diferentes desempenhos são encontrados ao se 
comparar obras distintas, carecendo-se de um melhor entendimento quanto ao 
estabelecimento da produtividade em cada diferente situação possível. 
O autor Souza (2000), acredita que a mensuração da produtividade da mão-de-obra 
seja uma tarefa de extrema relevância, servindo de base para todas as discussões sobre a 
melhoria da construção. Acredita, ainda, que tais indicadores possam suprir um problema 
4 
 
 
bastante significativo nos atuais sistemas de certificação de empresas, qual seja a falta de 
avaliação do desempenho das mesmas. 
Neste sentido, a problemática do serviço de mão-de-obra deve ser estudada no 
canteiro de obras, observando-se todos os fatores que possam influenciar direta ou 
indiretamente na produtividade. 
Assim, se faz indispensável que estudos em campo para efeito de comparação de 
obras em Fortaleza sejam realizados para se encontrar uma solução em se falando de 
produtividade da mão-de-obra no serviço de elevação da alvenaria de vedação de blocos 
cerâmicos. Este estudo tem como direcionamento a determinação dos fatores que influenciam 
positiva e negativamente o serviço pesquisado. 
O trabalho de elevação de alvenaria de vedação com blocos cerâmicos em obras 
de concreto armado será o objeto de estudo do trabalho sendo focada a produtividade da mão-
de-obra. 
 
1.3 Objetivos 
 
São apresentados a seguir os objetivos abordando tanto a temática geral do 
trabalho como as específicas do universo do tema. 
 
1.3.1 Objetivo geral 
 
Analisar o serviço de elevação de alvenaria de vedação de três empreendimentos 
residenciais na cidade de Fortaleza-CE. 
 
1.3.2 Objetivos específicos 
 
Para que o objetivo principal do trabalho seja atingido faz-se necessário que as 
etapas abaixo sejam efetuadas: 
 
a) iniciar um banco de dados de três obras visitadas em relação a valores de 
produtividade da mão-de-obra no serviço de alvenaria para uso acadêmico; 
b) identificar os fatores que podem influenciar nos índices de produtividade encontrados; 
c) analisar comparativamente as obras em relação a seus índices de produtividade e 
fatores influenciadores. 
5 
 
 
1.4 Estrutura do trabalho 
 
O trabalho está dividido em seis capítulos e anexos que são apresentados seguindo 
o seguinte roteiro: 
O primeiro capítulo é a introdução, que trata da contextualização do problema, a 
justificativa para a escolha do tema, a caracterização do objeto de estudo e os objetivos geral e 
específicos. 
Na segunda parte do trabalho são mostrados em um referencial teórico, 
explicações e conceitos de alguns autores sobre serviço de alvenaria de vedação, o conceito de 
produtividade e a importância de seu estudo, a gestão do serviço de alvenaria, uma breve 
explanação sobre a mão-de-obra, o acompanhamento e fiscalização de serviços, a capacitação 
da mão-de-obra, o indicador utilizado para o estudo em questão, além de serem destacados 
alguns fatores que pode influenciar na produtividade do serviço. 
O terceiro capítulo enfoca a metodologia utilizada na apropriação dos dados, além 
de demonstrar como foi realizado o tratamento dos dados. 
Na quarta parte do trabalho são descritas características gerais das obras 
escolhidas para o presente estudo e citados os resultados obtidos pela coleta e tratamento dos 
dados. 
No capítulo quinto são apresentadas análises a partir dos gráficos e tabelas 
gerados dos dados que foram coletados em campo. 
O último capítulo aborda as considerações finais do estudo e aponta a obra de 
melhores resultados, os fatores mais determinantes e recomendações para novos trabalhos 
acerca do tema. 
Por fim, apêndices exibem as tabelas criadas e usadas para a coleta dos dados. 
6 
 
 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
No capítulo a seguir apresentaremos explanações e considerações sobre tópicos 
importantes que cercam o tema do trabalho para que o seu entendimento seja completo. A 
produtividade que se deve estudar, assim como seu conceito e gestão do serviço de elevação 
de alvenaria, a mão-de-obra empregada, o acompanhamento dos serviços, o treinamento que é 
dado à mão-de-obra e também a alvenaria, parte do objeto de estudo, uma uniformização dos 
dados que serão coletados e analisados, além dos fatores que supostamente influenciam no 
referido serviço. 
 
2.1 Produtividade 
 
Em se falando de produtividade deve ser citada uma definição para que se possa 
ter um breve conhecimento do conteúdo. Após este conceito uma explanação da gestão em 
relação ao serviço de elevação de alvenaria é feita para que se direcione ainda mais o tema do 
trabalho. Logo após esta explanação foi feita um estudo acerca da importância do estudo da 
produtividade. 
 
2.1.1 Conceito 
 
A produtividade é a relação entre o resultado útil de um processo produtivo e a 
utilização dos fatores de produção, ou seja, a quantidade de produto por unidade de fator 
produtivo, geralmente o fator trabalho (GOMES, 2009). 
Kellogg (1981) apud Souza (2006) considera a produtividade relacionada à 
construção civil como uma relação entre o produto gerado por cada homem em um tempo de 
uma hora. Esta definição pode ser transformada para um modo mais geral, sendo uma nova 
definição, a relação entre as saídase as entradas de um processo produtivo. 
Como demonstra a Figura 2.1, logo abaixo, estas entradas, na construção civil, são 
os materiais, os equipamentos e a mão-de-obra, onde com um processo produtivo são 
transformadas em saídas que por sua vez seria o produto final da construção, a obra (SOUZA, 
2006). 
 
7 
 
 
 
Figura 2.1 – Processo de transformação na construção civil 
(FONTE: CARRARO, 1998) 
 
Com a ajuda da figura acima, pode-se encontrar uma modificação, mais próxima a 
realidade do trabalho como mostrada na Figura 2.2 em relação à produtividade da mão-de-
obra no serviço de elevação de alvenaria de vedação. 
 
 
Figura 2.2 – Processo de transformação dos esforços para alvenaria de vedação 
(FONTE: CARRARO, 1998) 
 
 
2.1.2 Gestão do serviço de alvenaria 
 
Souza (2006) diz ser arriscado tomar decisões com base em mitos, em que 
gestores têm obsessão por dizer que a baixa produtividade no serviço de elevação de alvenaria 
é devido à indolência da mão-de-obra. Na verdade se deve ter um estudo para saber se o 
problema seria na própria hierarquia superior da obra, nos projetos e nos fornecedores de 
materiais, sendo mais fácil colocar a culpa nos operários da base da hierarquia. 
Um fato citado por Souza (2006) em que em uma obra visitada por ele, localizada 
na periferia de São Paulo, foi mal gerenciada, levou a uma péssima produtividade do serviço 
de elevação de alvenaria de vedação gerando um gasto na ordem de quase 200% na mão-de-
obra, em relação a outras obras da construção formal. 
Araújo (2000) constata ainda que elevar valores pagos aos operários não se 
traduzirá em um incremento proporcional de produtividade, apenas aumentará os custos desse 
recurso, podendo inviabilizar empreendimentos. Uma das saídas adotadas diz respeito ao 
8 
 
 
investimento na melhoria da gestão da mão-de-obra, visando melhorias na produtividade para, 
assim, reverter possíveis ganhos aos trabalhadores. 
Heineck e Ferreira (1994) alegam que uma medida de organização da gestão de 
uma empresa para se chegar à qualidade da produtividade é a avaliação do consumo de mão-
de-obra nas atividades do canteiro. 
Esta avaliação do consumo de mão-de-obra pode trazer benefícios como 
mencionados por Carraro (1998) apud Araújo (2000): 
a) previsão do consumo da mão-de-obra; 
b) previsão da duração dos serviços; 
c) avaliação e comparação dos resultados; 
d) desenvolvimento/aperfeiçoamento de métodos construtivos. 
As diferentes maneiras de medição da produtividade vêm trazendo resultados 
comparativos errados, até em grande escala. Por exemplo, se um operário está levantando 
uma alvenaria de vedação em um empreendimento usando juntas verticais precisará de mais 
tempo para que termine o serviço em relação a outro operário que está levantando alvenaria 
sem as mesmas juntas. Outro exemplo mais comum é o uso de equipamentos mais 
sofisticados, como mesa para apoio dos tijolos e da argamassa, na altura ideal para que haja 
mais velocidade no serviço. 
Estas e outras diferenças não devem ser omitidas na hora de se medir a 
produtividade em diferentes obras. 
 
2.1.3 Estudo da produtividade 
 
Para Lordsleem et al (1999), o sub-setor é caracterizado, ainda hoje, por um 
elevado índice de desperdícios seja de recursos materiais, humanos, energéticos, financeiros 
ou temporais. Na construção civil, mais especificamente no caso de mão-de-obra, este 
desperdício pode chegar a 30% do custo total da edificação. 
Como afirma Sabbatini (1983) apud Lordslemm et al (1999), o desperdício de 
recursos é conceituado como uma produtividade destacadamente inferior, quando comparada 
à de outros segmentos industriais. 
De acordo com Carraro et al (1998), entre problemas crônicos existentes na 
construção civil, a má produtividade merece destaque, uma vez que os gestores das obras não 
costumam ter conhecimento sobre a quantidade de mão-de-obra que se demanda para 
9 
 
 
produzir determinado serviço, e conseqüentemente, não possuem parâmetros para buscarem 
atitudes corretivas caso seja verificado algum problema. 
Neste sentido, Póvoas et al (1999) cita que o estudo da produtividade oferece 
condições para melhorar a execução dos serviços, seja induzindo a racionalização da mão-de-
obra, dos materiais e dos equipamentos, como na organização do canteiro e na estrutura 
organizacional adotada. 
Dentro de um período de tempo, medidas de produtividade podem ser usadas para 
se comparar as performances dos serviços da empresa. Como a produtividade é uma medida 
relativa, para que seja significativamente útil, deve ser comparada a algo. Isso permite a medir 
a melhoria da produtividade, ou mesmo impactos de introdução de novos processos, 
equipamentos ou similares motivadores dos trabalhadores (SABBATINI, 1991). 
 
2.2 Mão-de-obra 
 
A mão-de-obra da construção civil apresenta peculiaridades distintas dos outros 
setores econômicos e industriais segundo um levantamento realizado pelo Serviço Social da 
Indústria – SESI, no ano de 1991 (MARDER, 2001), tais como: 
a) Na construção civil a população trabalhadora é de predominância masculina (98,56%). 
Isto é explicado pelas próprias características do processo produtivo que se utiliza da 
força física para a realização de tarefas; 
b) Já com relação à idade, há uma concentração maior de trabalhadores nas faixas etárias 
de 19 a 25 anos (26,86%) e 26 a 35 anos (30,78%); 
c) Em relação à distribuição dos entrevistados conforme o estado civil, 62% dos 
operários é casado. Com o fato de a maioria ser casado, conclui-se que muitos 
possuem dependentes e responsabilidades decorrentes de uma família. 
Ainda segundo Marder (2001), uma grande rotatividade é gerada no setor da 
construção, e pode ser atribuída às relações de trabalho empreendidas. Vários são os fatores 
que contribuem para elevar este índice: 
a) o processo de seleção – favorecendo a necessidade do momento pode nem haver 
seleção; 
b) o nível de integração do trabalhador nas unidades produtivas; 
c) treinamento – realizado em poucas empresas; 
d) salários – geralmente muito baixos; 
e) condições de trabalho nos canteiros – a existência ou não de EPI’s; 
10 
 
 
f) o relacionamento entre supervisores e operários – muito pouca ou não existe. 
Esta alta rotatividade pode trazer prejuízos para a empresa e uma instabilidade 
social para os trabalhadores. 
Outra característica negativa da mão-de-obra do setor, segundo Oliveira (1197) é 
o alto índice de absenteísmo, sendo que os dados da pesquisa revelam que 50% das faltas 
ocorrem por motivo de saúde, sendo que 8,5% dessas recaem sobre doenças profissionais e 
6,75% por queixas de fraqueza e cansaço. Alguns fatores que contribuem com absenteísmo 
são: o quadro de carência agudo apresentado pela mão-de-obra, cujas condições de vida 
predispõem a diversas doenças; as precárias condições de trabalho existentes na maioria dos 
canteiros de obra, aumentando a probabilidade de riscos ocupacionais e o baixo nível 
tecnológico, que leva a adoção de técnicas de produção rudimentares, aumentando os riscos 
de acidentes e a fadiga decorrente do esforço físico necessário para a execução das tarefas 
 
2.3 Capacitação de mão-de-obra 
 
A falta de qualificação profissional foi apontada como o principal problema para 
as empresas da área de construção civil, segundo pesquisa divulgada em julho de 2010 pela 
Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, a pouca 
qualificação é preocupação para 62% das empresas (DIÁRIO POPULAR, 2010). 
Mutti (1995) apud Campos Filho (2004) fala que o motivo da produtividade no 
setor da construção habitacional estar abaixo da média e seu custo ainda muito alto é, entre 
outros fatores, o da falta de mão-de-obra capacitada. Além disso, o mercado exige cada vez 
mais organização e agilidade em qualquer tipo de serviço, onde quem é mais treinado pode ter 
uma oportunidade melhor de crescimento. 
Segundo Holandaet al (2003) apud Campos Filho (2004) o treinamento da mão-
de-obra é pouco incentivado pelas empresas, por causa do alto investimento inicial e devido a 
elas não pensarem no futuro que isso lhes traria, assim como a carência de programas 
adequados ao mesmo. Em decorrência disto, boa parte da mão-de-obra na construção civil 
ainda é desqualificada e formada por pessoas sem conhecimento suficiente para compreender 
as etapas de execução dos novos processos construtivos, os quais requerem conhecimento da 
representação gráfica e o domínio de um saber-fazer, relativo ao processo de trabalho, que 
envolve habilidade no exercício das atividades e sua interferência decisiva na definição de 
como executar as tarefas. 
11 
 
 
Uma pesquisa realizada por Souza et al (2004) na qual houve a capacitação da 
mão-de-obra em três subempreiteiras, obteve resultados positivos em relação à mesma, 
incluindo os citados a seguir: 
a) conscientização dos operários frente à segurança do trabalho; 
b) limpeza do local após os serviços; 
c) delegação das responsabilidades; 
d) maior produtividade em diversos serviços. 
Para Aragão (2009), os trabalhadores precisam compreender que buscando uma 
melhor qualificação poderão ampliar as oportunidades de trabalho, alargando, também, as 
possibilidades de uma melhor remuneração, o que leva a melhorias na qualidade de vida. 
 
2.4 Alvenaria de vedação de blocos cerâmicos 
 
Segundo Rodrigues (2010) a alvenaria é o conjunto de elementos da construção 
civil, resultantes da união de blocos justapostos unidos com argamassa, ou não, destinados a 
suportar principalmente esforços de compressão ou simplesmente a vedação de uma área. 
A alvenaria de vedação é definida por muitos autores como a alvenaria que não é 
dimensionada para resistir às ações além do peso próprio. Esta vedação vertical protege o 
edifício de agentes externos como chuvas e ventos, além de dividir ambientes internos 
promovendo segurança e conforto dentro de um sistema estruturado. Este processo de 
fechamento de vãos de paredes é utilizado na maioria das edificações (THOMAZ, 2001). 
Conforme Lima (2006) as alvenarias podem ter tamanhos variados, a partir da 
quantidade de furos ou mesmo suas espessuras, 4, 6, 8 e 10 furos, ou espessuras de 8 cm, 10 
cm, 15 cm e até 20 cm, entre outras. Elas podem ser revestidas com algum tipo de proteção ou 
mesmo ficarem aparentes. 
A partir de uma pesquisa realizada por Lima (2006) ficou evidente que o tijolo 
cerâmico vazado é o mais utilizado atualmente nos canteiros de obra na cidade de Fortaleza-
CE sendo ele de domínio público há muitos anos. Este tipo de tijolo possui uma densidade 
média de 1300 kg/m³ sendo assentado com mão-de-obra convencional. Suas faces passam por 
vitrificação fazendo com que a argamassa tenha melhor aderência. Possuem variação 
volumétrica baixa ao absorver e expelir água e fácil manuseio, mas tem como inconveniente a 
necessidade de quebra do material. Um metro quadrado deste elemento deve ser feito com 25 
unidades de um tijolo. 
12 
 
 
De acordo com Souza (2006), o operário que trabalha no serviço de elevação de 
alvenaria de vedação precisa completar as seguintes etapas para gerar o seu produto de 
maneira mais correta e conforme o projeto de arquitetura: 
a) iniciar o serviço pelos cantos destacando a primeira fiada depois de colocado em 
posição o escantilhão; 
b) subir então a alvenaria pelos cantos sempre com o uso do prumo de pedreiro para o 
alinhamento vertical; 
c) nivelar com o uso de uma linha de nylon esticada entre os dois cantos já levantados, 
para que se tenha um bom alinhamento horizontal como mostrado na Figura 2.3; 
d) com a argamassa, o tijolo é assentado com sua face rente à linha, sempre batendo com 
a colher de pedreiro para que se faça o alinhamento final; 
e) após mais ou menos 1,50m de alvenaria, pode-se incluir andaimes para que se 
continue a elevação em um segundo plano (nível mais alto). 
 
Figura 2.3 – Detalhe de equipamentos e etapa da elevação de alvenaria 
(FONTE: JCMUG, 2010) 
 
 
2.5 Acompanhamento e fiscalização 
 
A fiscalização é a forma de atuação pela qual são alocados recursos humanos e 
materiais com o objetivo de avaliar a gestão dos recursos públicos. Esse processo consiste 
basicamente em capturar dados e informações, analisar, produzir um diagnostico e formar um 
juízo de valor (TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, 2010). 
A fiscalização aqui explicitada não é aquela na qual o agente de órgão público 
verifica se o andamento da obra está de acordo com os projetos, especificações e orçamento 
contratado, e sim o acompanhamento e avaliação do serviço de mão-de-obra, de forma a sanar 
irregularidades e obstáculos. 
Não apenas o engenheiro da obra deve fazer o papel de fiscal dos serviços. O 
mestre de obras ou estagiários devidamente capacitados, são capazes de antever problemas na 
execução dos serviços e indicar soluções ou procedimentos mais eficazes. 
13 
 
 
Para Soares et al (2001) a busca da qualidade, durante a etapa da fiscalização de 
obras, implica na necessidade de identificar e eliminar as possíveis falhas no processo 
construtivo. Muitas falhas de execução não são detectadas pela equipe de fiscalização, assim, 
restam as opções de reparo do fato gerador de improdutividade e desperdícios ou conviver 
com o erro, que afeta diretamente a qualidade do produto. 
Ainda para Soares et al (2001) estes responsáveis pela fiscalização do andamento 
correto do serviço devem dispor previamente de conhecimento das definições originárias das 
fases de projeto, especificações, orçamentos e cronogramas físico-financeiros de execução 
dos objetos licitados e contratados. Deve-se impor a hipótese de que etapas anteriores ao 
processo de fiscalização foram desenvolvidas baseadas em critérios de qualidade. 
Segundo Franco (2001), o responsável comanda a produção, determina a melhor 
forma de organizar o trabalho, fiscaliza e impede demoras. Aos operários resta a execução da 
obra. É função do responsável pela fiscalização, observar de forma sistemática e contínua: 
a) Instalação do canteiro, distribuição de materiais e equipamentos; 
b) Locação da obra; 
c) Composição das equipes de trabalho; 
d) A correta elevação das alvenarias e locação das esquadrias; 
e) O comprometimento dos componentes das equipes; 
f) O estoque regular de materiais e equipamentos necessários ao serviço. 
A fiscalização e acompanhamento dos trabalhos permitem a detecção antecipada e 
resolução de problemas da obra, trazendo benefícios em relação ao prazo e custo do 
empreendimento. 
Conforme Monteiro (2010) “Se a fiscalização, seja em obras públicas ou privadas, 
não for eficiente, haverá problemas não só com os custos dos empreendimentos, mas também 
com os resultados obtidos”. 
 
2.6 Uniformização dos dados 
 
Uma análise detalhada comparando resultados entre índices de produtividade 
encontrados deve ser feita com bastante atenção. Estes dados devem ser tratados em algum 
método já conhecido para este tipo de pesquisa. A uniformização dos resultados deve ser feita 
para que seja entendida por diversos setores da construção civil, principalmente os ligados 
diretamente na gestão no canteiro de obra. 
14 
 
 
Esta uniformização seria a transformação em uma unidade chamada R.U.P. 
(Razão Unitária de Produção) utilizada por Souza (2006), sendo uma dos mais comuns e 
fáceis de utilizar. Contudo faz-se necessário um bom conhecimento da sua fórmula e 
exatamente o que ela pede, para que não se compare R.U.P’s de diferentes produtividades em 
relação a equipamentos diferenciais nem condições diferentes para o cálculo. 
Conforme apresentado anteriormente na Figura 2.2, a R.U.P. representa a razão 
entre o esforço humano em homens x hora e a quantidade mensurável de serviço gerado por 
este esforço, segundo a Equação 2.1: 
 
QShHPUR /.... = (2.1) 
 
Este valor encontrado é medido em Hh/m2 ou homens-hora por metroquadrado. 
Souza (2006) ressalta a importância da existência de regras para as mensurações 
como: uma definição de que- cargos os operários estão sendo avaliados; a quantificação das 
horas de trabalho; e a quantidade de serviço realizado. Outro fator também seria a definição 
do período de tempo para as mensurações. 
Souza (2006) explica que em relação à escolha dos homens trabalhadores (mão-
de-obra), existem as categorias que serão feitas com restrições para que não haja um 
distanciamento muito grande durante os estudos entre obras a serem comparadas: 
a) nível hierárquico – Oficial e ajudante; 
b) especialização – Qual sua função na equipe; 
c) serviço realizado – Será a alvenaria de vedação; 
d) processos – De transporte, de movimentação, e processamento final; 
e) organização – Como será feita a organização da equipe. 
Em se tratando das horas de trabalho, serão contadas apenas aquelas nas quais os 
operários estão disponíveis, excluindo assim as horas em que eles não estão em canteiro de 
obra, e não descontando períodos onde o motivo do não andamento do serviço seja causado 
por outros fatores que não a mão-de-obra, como exemplo a falta de materiais. Deve-se anotar 
a entrada e a saída do operário e o tempo de paralisação do mesmo, assim como fatores 
inconvenientes como a falta de equipamentos e materiais ou até dificuldades da realização do 
serviço, para que seja explicada uma suposta variação de produtividade. 
A quantificação do serviço para o trabalho em questão será feita com a medição 
da área levantada em metros quadrados da alvenaria, não computando a área de vãos. 
O período para se medir o andamento do serviço é bastante importante, pois se 
deve ter noção de que, se medindo semanalmente, pode ter ocorrido uma paralisação do 
15 
 
 
serviço por um dia completo, enquanto em outra obra o mesmo não ocorreu. Então esta etapa 
deve ser bem escolhida e observada para que se minimizem possíveis erros. 
Marder (2001) cita a existência de dois tipos de R.U.P calculadas em períodos 
diferentes. A R.U.P.d que é calculada a cada dia de trabalho, e a R.U.P.cum calculada a partir 
dos valores de homem-hora e quantidades de serviços relativos ao período que vai do 
primeiro dia em que se estudou a produtividade até o dia em questão. A R.U.P. diária é a 
maneira mais comum e precisa de se comparar resultados em obra, pois nela serão anotados 
os efeitos influenciadores dos serviços diariamente. Já a R.U.P. cumulativa demonstra 
tendências em longo prazo de desempenho de serviço, amenizando efeitos causados pelos dias 
anormais em relação à execução do serviço. 
Marder (2001) também discorre que, diferentemente dos valores diários, que 
apresentam situações pontuais, os valores cumulativos apresentam uma tendência da obra e 
demonstram a ocorrência de problemas administrativos e gerenciais, evidenciados pela baixa 
produtividade apresentada. 
 
2.7 Fatores influenciadores da produtividade 
 
A produtividade do serviço de alvenaria de vedação pode ser facilmente 
encontrada com diferentes valores, em obras semelhantes. Esta variedade pode ser grande, 
mas é sempre influenciada por alguns fatores que contribuem na formação, movimentação e 
comercialização do produto final. Estes fatores podem ser facilmente divididos em categorias 
como: 
 
a) características do produto: 
Segundo Oliveira (1991) o efeito de repetição e aprendizagem, conhecido também 
como treinamento em uma tarefa, conduzem a um melhor desempenho, ou seja, aumento da 
produtividade. Entre as razões que explicam este efeito, podem ser citadas: familiarização do 
trabalho; melhoria na coordenação das equipes e equipamentos; desenvolvimento de melhores 
métodos de execução, entre outros. 
Para Araújo et al. (2000), a caracterização geométrica das alvenarias, a partir da 
planta baixa pode ser também um fator decisivo na produtividade do serviço. Paredes lineares, 
como na Figura 2.4, em geral, são executadas com maior velocidade e ganhos de 
produtividade em relação a paredes não lineares ou com mais ligações como na Figura 2.5. 
16 
 
 
 
Figura 2.4 – Planta simples 
(FONTE: PLANTASEPROJETOSDECASAS, 2010) 
 
 
 
Figura 2.5 – Planta complexa 
(FONTE: PLANTASEPROJETOSDECASAS, 2010) 
 
b) materiais e componentes: 
De acordo com Marchioro et al (2004) uma densidade variável na mesma obra 
dos bloco cerâmico pode vir a trazer uma menor produtividade, por causa da lentidão 
decorrente do transporte e seu assentamento na parede a ser executada. 
 
17 
 
 
c) equipamentos e ferramentas: 
Para Araújo et al (2000), equipamentos mais sofisticados como mesa para 
alvenaria no nível do levantamento ou mesmo colher de pedreiro meia cana (Figura 2.6) em 
substituição a colher convencional (Figura 2.7) facilitam no aumento da velocidade de 
execução do serviço. 
 
 
Figura 2.6 – Colher de pedreiro meia cana 
(FONTE: SCANMETAL, 2010) 
 
 
Figura 2.7 – Colher de pedreiro 
(FONTE: USINAFORTALEZA, 2010) 
 
 
 
18 
 
 
d) mão-de-obra: 
A composição da equipe é importante para que haja uma melhor utilização do 
tempo e esforços de todos os trabalhadores envolvidos no serviço. Por exemplo, utilizar o 
dobro de operários para execução de uma parede não quer dizer que a velocidade ira dobrar 
(SANTOS et al., 2006). Outro fator é a da quantidade de serventes em relação à de operários, 
onde a quantidade daqueles devem ser menor que destes. 
 
e) organização da produção: 
Marchiori et al (2004) também comenta que a existência ou não de um projeto de 
alvenaria e de procedimentos pode chegar a resultados diferentes em relação à produtividade 
de alvenaria de vedação. 
Segundo Brandli (2001) apud Marder (2001) o layout do canteiro de obra 
influencia também na produtividade do serviço a ser executado. Uma correta distribuição dos 
vários equipamentos e setores de armazenamento e produção no canteiro além de seus 
dimensionamentos em tamanhos e quantidades, otimiza a produção com ganho de tempo, 
limpeza, velocidade na execução de serviços e sua qualidade, sem que haja um aumento de 
custo considerável. 
 
19 
 
 
3 METODOLOGIA 
 
Aqui são explicitadas considerações para a efetivação do trabalho e os passos da 
metodologia. 
O tipo de pesquisa utilizado foi a de levantamento de dados a partir de obras de 
empreendimentos residenciais. A técnica de coleta de dados foi a partir de observação do 
serviço de elevação da alvenaria dos serviços de e preenchimento de tabelas de R.U.P.d e 
R.U.P.cum. A pesquisa que deu origem a este trabalho é de natureza quantitativa, embora 
dados qualitativos também tenham sido utilizados para que os resultados fossem 
complementados. A estratégia de pesquisa utilizada foi o estudo de caso. 
 
3.1 Seleção das obras 
 
A seleção das obras foi segundo a conveniência do pesquisador e teve os seguintes 
critérios: 
a) empreendimento residencial; 
b) localização em Fortaleza-CE; 
c) com estrutura reticulada em concreto armado em execução; 
d) serviço de elevação da alvenaria de vedação sendo realizado nos pavimentos. 
 
3.2 Técnica da coleta 
 
A cada obra visitada foi previamente solicitado a autorização do engenheiro 
responsável para que o pesquisador tivesse livre acesso ao canteiro de obras, bem como 
disponibilidade para a coleta dos dados necessários para o trabalho. 
Foi obtida, com o engenheiro responsável, a planta baixa virtual do pavimento 
tipo. Na mesma ocasião foi observado e anotado em um caderno o pavimento onde teria inicio 
a coleta. O pavimento escolhido necessariamente deveria ter o serviço de elevação da 
alvenaria não iniciado para facilitar as mensurações futuras. 
A planta baixa virtual foi tratada, de forma a deixar visível apenas a alvenaria e as 
esquadrias. Foram impressas várias cópias do material para futuras coletas com data em 
aberto para anotação dos dias da apropriação. 
Inicialmente foi previsto um número de trinta (30) visitas para cada obra, porémpara cada obra foi obtido um número diferente de visitas dependendo da disponibilidade de 
20 
 
 
tempo do pesquisador. Para a obra 1 foram realizadas 30 visitas, já para a obra 2 foram 
realizadas 25 visitas e para a obra 3 um total de 22 visitas. E cada visita com uma média de 
duas horas de duração. 
Foi estipulado um horário em que diariamente foram cumpridas visitas e 
quantificações obtidas com a utilização de trenas e contagem de fiadas elevadas, incluindo a 
fiada da marcação, e então anotados os resultados nas plantas impressas e datadas. Foram 
multiplicadas as quantidades de fiadas com os comprimentos das paredes para se encontradar 
as áreas executadas no período. 
Para apropriação dos termos “H” e “h” da Equação 2.1 foi obtida a folha de ponto 
com o mestre de obras. Através dela foi anotada a quantidade de operários e as horas 
trabalhadas para a realização do serviço no dia sendo calculada com a multiplicação do termo 
“H” com o termo “h”. 
Foi considerado para o termo “H“, ou quantidade de operários, somente a equipe 
de produção oficial, neste caso, os pedreiros. 
Já para o termo “h” da Equação 2.1 foram consideradas as horas trabalhadas pelos 
operários e as horas não trabalhadas nas quais eles estavam disponíveis para o serviço. 
O registro de ocorrências foi realizado com observações e questionamentos dos 
operários e do mestre de obras acerca de supostos obstáculos para a realização do serviço em 
questão. 
Para fins desse trabalho foi considerado que as informações obtidas com o mestre 
de obras são suficientemente precisas e confiáveis para a coleta das informações sobre 
homens-hora utilizados no serviço de cada obra. 
 
3.3 Tratamento e análise dos dados. 
 
Para o iniciar o tratamento das informações apropriadas foi desenvolvido com o 
auxilio do programa Excel uma planilha virtual padrão (Tabela P.1) que seria usada para se 
anotar as entradas de dados, assim como automaticamente (por meio de fórmulas nas células) 
obter as saída de dados, que seriam a R.U.P.d e também a R.U.P.cum. A tabela padrão é 
exposta a seguir: 
 
 
 
 
 
21 
 
 
Tabela P.1 – Tabela padrão 
 
Produtividade (m²) 
 Hh Qs R.U.P.d R.U.P.cum OBS: 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
 
 
Hh = Hora homem Qs = Quantidade de serviço (m²) 
 
De posse dos dados coletados de cada obra o preenchimento da planilha foi 
iniciado, obtendo assim automaticamente na coluna de saída R.U.P. da tabela o índice 
procurado a partir da fórmula Hh/Qs na célula em destaque. 
Assim, com as tabelas devidamente preenchidas a criação de gráficos que exibiam 
a curva R.U.P. além da reta R.U.P. média para cada obra, evidenciando os picos formados 
pelos fatores influenciadores observados. 
A partir das curvas encontradas nos gráfico gerados pelo programa Excel foram 
realizadas interpretações juntamente com os fatores influenciadores encontrados, ligando-os 
para que se então se tenha resultados em relação aos índices de produtividade de cada obra. 
Então estes índices foram comparados, tanto em relação a R.U.P. média como 
para o desvio padrão alem de serem feitas comparações a cerca de fatores influenciadores no 
intuito de encontrar a melhor obra a partir dos dados apropriados. 
 
22 
 
 
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 
 
Uma breve descrição das obras foi realizada para melhor visualização e analise 
das mesmas. Descrição esta acerca de pontos importantes como tipo de edificação e áreas 
construídas totais e de alvenaria; tipos de blocos empregados; equipamentos utilizados; 
transportes verticais e horizontais; armazenamento de materiais; composição da equipe, entre 
outros. 
Citar características de cada obra se faz importante, pois podem também ajudar 
em uma analise feita posteriormente. 
Uma demonstração dos resultados encontrados após o tratamento de tabelas e 
gráficos gerados pelas planilhas eletrônicas, a partir dos dados coletados, é realizada neste 
capítulo a fim de que seja feita uma consideração final acerca do tema estudado. 
 
4.1 Estudo de Caso 1 
 
A Obra 1 será explicitada em termos de descrição do empreendimento, 
características a cerca do serviço de alvenaria e analise dos resultados. 
 
4.1.1 Descrição da obra 
 
Uma edificação residencial com 18 pavimentos mais dois subsolos. Estava ainda 
em fase de execução da estrutura que por sua vez era reticulada em concreto armado e a 
alvenaria de vedação em elevação. A obra possui um total de área construída de 15.833 m² 
com área de alvenaria por pavimento de 510 m². 
Uma grande variação de tamanhos de blocos cerâmicos na obra foi encontrada. 
Havia blocos de (08x20x20)cm (usados nas duas primeiras fiadas), (10x10x20)cm, 
(10x20x20)cm e também de (14x20x20)cm (usados para fechamento da escada e elevador). 
A cada pavimento se encontrava uma betoneira pequena (120 L) onde um 
servente encarregado do andar a operava. A argamassa industrializada utilizada na betoneira 
do pavimento foi utilizada para fiadas a partir do terceiro bloco, enquanto uma argamassa 
feita no térreo e transportada pelo elevador foi utilizada nas duas primeiras fiadas e no 
encunhamento. 
23 
 
 
O transporte vertical dos materiais como tijolo, argamassa e vergas era realizado 
com o auxilio de um elevador único para todo o edifício, já o transporte horizontal, com 
carrinhos de mão. 
Os blocos cerâmicos, assim como os sacos de argamassa industrializada, eram 
entregues a obra em paletes pequenos armazenados primeiramente no pavimento térreo. 
Os materiais gerais (areia, cimento, aço, brita) foram armazenados no piso térreo, 
após sua construção, pois era um local coberto e com bastante ventilação, além de oferecer 
bastante espaço para o movimento dos operários. Os materiais foram transportados até o local 
de uso antecipadamente, como mostra a Figura 4.1. Se a equipe de alvenaria estava no 
pavimento nº 7 os pavimentos nº 8 e nº 9 já estariam sendo carregados com os blocos e os 
sacos para argamassa industrial. 
Os equipamentos utilizados para a execução do serviço de elevação da alvenaria 
pelos pedreiros foram: prumo, nível, trena de 5 metros, escantilhão, mangueira de nível, 
colher de pedreiro, linha nylon, andaimes, planta baixa plastificada do pavimento tipo e 
equipamentos de proteção individuais (EPI’s). 
As equipes de elevação de alvenaria eram constituídas por seis pedreiros e três 
serventes por pavimento. 
 
Figura 4.1 – Armazenamento de materiais antecipadamente na obra 1 
(FONTE: AUTOR) 
 
4.1.2 Descrição do serviço de alvenaria 
 
A empresa contratada para construir a obra 1 possui um sistema de otimização 
para a execução da elevação da alvenaria que é chamado de pacotes de atividades. Esses 
24 
 
 
pacotes de atividade foram gerados a partir de dados anteriormente coletados em obras 
concluídas em relação à produtividade da mão-de-obra e seus equipamentos. 
O pacote de atividades da execução da alvenaria na obra de um pavimento foi 
projetado para ser concluído em 13 dias contando com outras atividades além da marcação e 
elevação da alvenaria, sendo a etapa da fixação realizada posteriormente. Este pacote era 
supervisionado eventualmente por um encarregado do serviço. Com o pacote completo o 
pagamento era realizado. 
Esta equipe do serviço de alvenaria de vedação se dividia ainda para realizar os 
serviços de fôrma e concretagem de pilaretes e vigotas das varandas do pavimento, instalação 
de eletrodutos e caixas elétricas, limpeza do local e eventualmente ajudavam na concretagem 
das lajes. 
O serviço de limpeza era realizado à medida que a elevação estivesse sendo 
concluída, sendo o entulho das alvenarias e materiais carregados até a abertura de um 
elevador por onde seriam jogados. Um container de lixo estava estacionado no pavimento do 
subsolo que seria transportado para dar fim ao entulho.4.1.3 Resultados 
 
Observando o Gráfico 4.1 gerado a partir Tabela A.2 encontrou-se R.U.P. média 
de 1,56 Hh/m2 com um desvio padrão de 0,89 Hh/m2. Encontraram-se também picos de 4,75 
Hh/m2 e 4,00 Hh/m2 na curva. A curva da R.U.P.cum se encontra bem abaixo da reta 
formada pela R.U.P. média. 
 
Gráfico 4.1 – Gráfico das R.U.P.’s diárias, cumulativas e média da obra 1 
25 
 
 
A R.U.P.cum bem abaixo da R.U.P. média mostra como seria o caminho da 
produtividade sem interrupções, demonstrando uma grande diferença entre os índice 
evidenciando problemas em demasia para o serviço de elevação de alvenaria de vedação. 
Uma análise a partir dos os resultados da obra 1 pode explicar os picos, tanto 
como por fatores naturais, o falecimento de um operário (onde a obra parou em luto por um 
dia e em ritmo menos produtivo nos dias seguintes, quando se notou que os operários 
trabalharam com menor motivação) e devido à quebra do elevador de carga. 
Algumas observações acerca do serviço de execução realizado nesta obra podem 
ser feitas mostrando-se assim fatores que, de alguma forma, influenciaram na variação da 
produtividade: 
a) as vergas na obra eram transportadas para o pavimento apenas no dia em que seriam 
usados, porém em alguns dias o transporte vertical foi parado para manutenção, 
atrasando o envio destes materiais e da argamassa preparada no pavimento térreo 
resultando em pequenos atrasos na obra e congestionamentos do elevador; 
b) a comunicação entre os pavimentos e os encarregados da obra era feita por 
radiotransmissores com a intenção de agilizar os transportes e fornecimento de 
materiais e resolver problemas mais facilmente, mas muitas vezes verificou-se a não 
utilização do aparelho por parte dos operários, perdendo-se assim totalmente a sua 
funcionalidade; 
c) erro na leitura da planta baixa do pavimento tipo, fato que ocorreu duas vezes, 
alterando a localização de esquadrias, com perda de tempo para a demolição das 
prumadas executadas, retirada de vergas e nova execução conforme projeto; 
d) o número de andaimes foi insuficiente para atender concomitantemente a todas as 
equipes e, como conseqüência, alguns trabalhadores temporariamente executaram 
outras tarefas como limpeza do local e retirada de entulhos; 
e) a execução de passagens e instalação de caixas elétricas e eletrodutos pela equipe de 
elevação da alvenaria pode ter demandado um tempo considerável talvez pelo fato de 
não ter existido nenhum treinamento para este serviço. 
 
4.2 Estudo de Caso 2 
 
Para a obra 2 serão feitas também uma breve descrição do empreendimento, do 
serviço de alvenaria ali encontrado e resultados a cerca dos índices coletados e tratados. 
 
26 
 
 
4.2.1 Descrição da Obra 
 
A obra é uma edificação residencial, com estrutura em concreto armado e possui 
18 pavimentos mais coberta. Cada pavimento se constituía de quatro apartamentos. A área 
total construída da edificação era de 6.600 m² sendo cada pavimento com 301 m² de alvenaria. 
O bloco cerâmico utilizado foi de (09x19x19)cm, e também blocos de concreto de 
(19x9x39)cm para o fechamento de escadas e elevador, funcionando ainda como 
contraventamento da estrutura, como mostra a Figura 4.2. 
Toda a argamassa de assentamento utilizada na obra para o serviço de elevação da 
alvenaria foi misturada no térreo e então transportada quando necessário. 
O transporte vertical dos tijolos e vergas (feitas in loco no térreo) era realizado 
com elevador (guincho de carga) além da argamassa com o auxilio de jericas que por sua vez 
também eram utilizados como transporte horizontal. 
Os blocos cerâmicos e outros materiais eram entregues a obra e estocados 
manualmente. 
A armazenagem dos materiais encontrados na obra, como o tijolo cerâmico, era 
feito no piso térreo para então ser transportado para o pavimento onde deveria ser executada a 
alvenaria pelo elevador de carga. 
Para a realização do serviço de alvenaria de vedação foram utilizados os seguintes 
equipamentos: Prumo de nível, trena de 5 metros, escantilhão, mangueira de nível, colher de 
pedreiro, linha de nylon, andaimes, planta baixa do pavimento tipo e EPI’s. 
A equipe direta era formada por dois pedreiros e um servente, sendo o serviço 
realizado por apartamento. 
 
Figura 4.2 – Alvenarias de vedação e estrutural da obra 2 
(FONTE: AUTOR) 
27 
 
 
4.2.2 Descrição do serviço de alvenaria 
 
Para a obra 2 não existiam pacotes de atividades com período de término por 
andar por equipe nem mesmo um banco de dados de índices de produtividade da mão-de-obra 
na alvenaria de vedação, possuindo apenas o cálculo da produção do pedreiro por apartamento 
sendo assim feito o pagamento quinzenal. Da mesma maneira que a obra 1 a etapa do 
encunhamento foi realizado posteriormente. 
A equipe trabalhava quase que estritamente para a elevação de alvenaria de 
vedação do pavimento, com exceção de alguns dias em que foram deslocados para realizar 
outras atividades na obra. 
O resíduo dos materiais era disposto em vários setores por pavimento para então 
serem carregados e transportados com o auxilio das jericas até o nível térreo e posteriormente, 
novamente lançados no caminhão basculante para transporte final. 
A equipe era supervisionada pelo mestre de obras que era sempre solicitado 
quando era observado algum problema como falta de materiais ou mesmo erros na elevação 
da alvenaria. 
 
4.2.3 Resultados 
 
No que se refere à análise da segunda obra, com o auxilio da Tabela A.3, o 
Gráfico 4.2, logo abaixo, mostrou um resultado da média da R.U.P. de 1,41 Hh/m2 com 
desvio padrão de 0,71 Hh/m2, existindo picos de 3,48 Hh/m2, 2,82 Hh/m2 e 2,46 Hh/m2. 
Para a R.U.P.cum, ainda há uma variação considerada em relação a R.U.P. média. 
 
Gráfico 4.2 – Gráfico das R.U.P.’s diárias, cumulativas e média da obra 2 
28 
 
 
No Gráfico 4.2 a curva da R.U.P.cum abaixo da R.U.P. média resultando na 
existência de problemas considerados na situação em que o serviço se encontrava. 
Na obra 2 os picos foram observados quando o mestre de obras deslocou a equipe 
para o pavimento térreo, para execução de outros serviços. 
Verificou-se a inexistência de qualquer fiscalização presente no local, quer por 
estagiário ou técnico em edificações. 
Para esta obra algumas observações podem ser discorridas: 
a) deslocamentos de equipes de produção de alvenaria para execução de outros serviços, 
como remanejamento de materiais, auxilio na concretagem de lajes e verificações de 
compatibilização do projeto de arquitetura com o executado; 
b) a insuficiência no fornecimento de água na obra, causou interrupção na produção de 
argamassas e provocou novo atraso na execução do serviço; 
c) paralisação do elevador de materiais para conserto do motor, ocasionou 
desabastecimento de tijolos e argamassas nos pavimentos, gerando acúmulo de 
materiais a serem elevado aos pavimentos com sobrecarga do equipamento. 
 
4.3 Estudo de Caso 3 
 
Da mesma forma, par a obra 3, será feita uma descrição do empreendimento e do 
serviço de alvenaria, além de citados os resultados. 
 
 
4.3.1 Descrição da obra 
 
A obra é de um edifício residencial de 21 pavimentos mais um subsolo e pilotis. 
Estava em fase de construção da estrutura do pavimento 18º, porém já elevando a alvenaria 
nos pavimentos 13º, 14 ºe 15º. 
A edificação possuía uma área total construída de 7.520 m² sendo 264 m² de área 
de alvenaria de vedação por apartamento. 
Os blocos cerâmicos eram utilizados exclusivamente para a vedação dos 
pavimentos e eram de (09x19x19)cm. Já na escada e caixa do elevador, foram utilizados 
blocos de concreto de (19x19x39)cm para uso como contraventamento, assim como tijolos 
maciços para a vedação de shafts (Figura 4.3). 
29 
 
 
O transporte horizontal dos tijolos e argamassa no local era feito com jericas e 
carros-de-mão. O transporte vertical, por sua vez, era realizado por um elevador de carga e de 
pessoas. 
Os blocos cerâmicoseram entregues na obra em paletes grandes e então 
estocados. 
A armazenagem dos materiais situava-se no térreo, tanto de blocos cerâmicos 
quanto dos materiais para a argamassa. Quando era solicitado o serviço para o pavimento, 
estes materiais iam aos poucos sendo transportados à medida que fossem necessários, devido 
às dimensões reduzidas e o pouco espaço para a armazenagem local. Uma betoneira no 
pavimento térreo misturava as argamassas que eram então colocadas em jericas, e 
transportadas pelo elevador até o pavimento em que seriam utilizadas. 
O serviço de alvenaria nesta obra foi feito com o auxilio de alguns equipamentos 
como: Prumo de nível, trena de 5 metros, escantilhão, mangueira de nível, colher de pedreiro, 
linha de nylon, andaimes, planta baixa do pavimento tipo e EPI’s. 
A equipe do serviço de alvenaria de vedação era composta por dois pedreiros e 
um servente por apartamento. 
 
Figura 4.3 – Tipos de tijolos utilizados (cerâmico e maciço) nos pavimentos tipo da obra 3 
(FONTE: AUTOR) 
 
4.3.2 Descrição do serviço de alvenaria 
 
A empresa construtora da obra 3 possuía um banco de dados em relação ao 
serviço de mão-de-obra da alvenaria de vedação, porém um pequeno número de edificações 
foi analisado. Novamente foi visto que o serviço de fixação para finalização da alvenaria de 
30 
 
 
vedação era realizado posteriormente, sendo considerados apenas os serviços de marcação e 
de elevação das paredes da obra estudada. 
Toda a equipe de alvenaria de vedação era encarregada de fazer a limpeza do 
local. Estes operários eram responsáveis ainda do corte das aberturas e instalação dos 
eletrodutos e caixas elétricas nas alvenarias. 
Como na obra 2 a limpeza dos pavimentos era feita com o ajuntamento dos 
materiais inservíveis, para então serem carregados até o elevador por jericas e carros-de-mão 
onde seriam transportados até o pavimento térreo e então lançados no caminhão o 
desembarque final. 
Os funcionários, principalmente os pedreiros, recebiam instruções do engenheiro 
de como se comportar em seu trabalho em relação à organização, limpeza do local, o 
transporte de materiais, entre outros fins, para que o tempo de ocupação fosse bem 
aproveitado. 
A equipe executora da alvenaria de vedação era constantemente supervisionada 
pelo mestre de obras e estagiário, sendo eles os responsáveis pelo suprimento de materiais ou 
mesmo informações acerca de outras necessidades do serviço. 
 
4.3.3 Resultados 
 
A obra 3 demonstra uma R.U.P. média de 1,15 Hh/m2 e desvio padrão de 0,28 
Hh/m2, bastante baixo, demonstrando maior constância de produtividade. Apresentou apenas 
um pico no Gráfico 4.3 de 2,15 Hh/m2 calculada com a ajuda da Tabela A.4. Em relação a 
R.U.P. cum pode-se observar que está bem próxima a R.U.P. média. 
 
Gráfico 4.3 – Gráfico das R.U.P.’s diárias, cumulativas e média da obra 3 
31 
 
 
No que se refere ao Gráfico 4.3, que mostra a R.U.P.cum bastante próxima a 
curva da R.U.P média pode-se concluir que os problemas que existiram no serviço de 
elevação de alvenaria de vedação não foram suficientemente relevantes, ou foram resolvidos 
de maneira rápida e efetiva. 
Os picos do Gráfico 4.3 referente à obra 3 foram gerados após um curto circuito 
na rede elétrica e quebra da betoneira. 
A partir de informações obtidas com o mestre de obras e estagiário foi constatado 
que nesta última obra os operários eram mais bem selecionados na contratação. Estes eram 
expostos antes do inicio do serviço às possíveis dificuldades que poderiam enfrentar, além de 
uma apresentação do projeto. Um encarregado (estagiário), além do mestre de obras, se 
deslocava regularmente entre os pavimentos, verificando se o serviço estava sendo feito 
corretamente e a necessidade de fornecimento de material. Pelos dados mostrados no Gráfico 
4.3, é fácil notar que os funcionários da obra obtiveram uma boa produtividade, não havendo 
grande variação entre os dias coletados. 
Interferências que merecem ser citadas e que influenciaram na produtividade 
foram: 
a) rotatividade na equipe, ocasionadas por faltas provocadas por doença, ou solicitações 
de ausência temporárias, bem como problemas familiares de operários da equipe 
quando no caso um filho de um empregado foi acidentado; 
b) problemas na rede elétrica da obra por curto circuito, com falta parcial de energia no 
canteiro; 
c) quebra da betoneira de produção das argamassas, obrigando a mistura manual dos 
componentes. 
 
4.4 Análise geral dos resultados 
 
Alguns fatores são exclusivos de cada obra pesquisada, como por exemplo: o 
falecimento de um operário na obra 1, que fez com que o serviço atrasasse bastante; já na obra 
2 a falta de água para a mistura de argamassa obrigou a interrupção do serviço por demasiado 
tempo; fatores como saúde física e problemas familiares foram detectados apenas na obra 3. 
Estes inconvenientes provocam um aumento de R.U.P. em cada obra, tanto gerados pelos 
operários como também pela organização, planejamento e gestão do canteiro de obra. 
Tecnologias construtivas ou mesmo desenvolvimento de modos alternativos, 
foram encontrados em todas as obras como, por exemplo, o radiotransmissor utilizado na obra 
32 
 
 
1, os reservatórios de água nos pavimentos da obra 2 e mesmo a capacitação de operários 
substitutos feita na obra 3, não foram suficientes para que a obra se desenvolvesse da melhor 
maneira em todos os dias. 
Uma analise em relação as R.U.P.’s médias dos gráficos demonstra que a obra 3 
obteve melhores resultados. Além do fato de a R.U.P. cumulativa ser mais próxima da R.U.P. 
média na obra 3. Este resultado pode ser causado por uma diferença encontrada nas obras em 
se tratando de fiscalização e acompanhamento dos serviços. A obra 3, de mais baixa (ou 
melhor) R.U.P. pode ter obtido o melhor desempenho durante a pesquisa devido a uma 
fiscalização sistemática do serviço de elevação de alvenaria, levando a uma melhor e mais 
constante execução da alvenaria. Uma explanação prévia feita pelo engenheiro para os 
encarregados (mestre de obras e estagiário local) deste serviço em questão foi realizada, para 
evitar descontinuidades causadas por desconhecimento do projeto, dúvidas ou demolições 
desnecessárias, bem como falhas na produção por desperdício ou desabastecimento de 
material. 
33 
 
 
 
5 CONCLUSÃO 
 
A realização deste trabalho permitiu analisar a produtividade da mão-de-obra no 
serviço de alvenaria de vedação de três obras, levando-se em conta os fatores que podem ter 
influenciado nos índices encontrados. A partir dos dados apropriados e posterior analise 
realizada, observou-se que a obra 3 apresentou melhor R.U.P. média. 
Diante do exposto, conclui-se que não há grandes diferenças entre os índices de 
R.U.P. das obras visitadas, entretanto a variação ocorre, o que pode levar à mudanças nos 
resultados finais dos empreendimentos quando se avaliam os tópicos prazo da obra e custo 
final. Estes resultados são decisivos para um bom desempenho e afirmação em um mercado 
tão competitivo quanto a construção civil no Ceará e mesmo no Brasil. 
 Verificou-se que uma fiscalização atenta e em sintonia com os encarregados da 
obra, é um fator estratégico para a obtenção de melhores resultados. 
Constatou-se que fosse abastecimento realizado sempre que necessário de 
materiais nas frentes de serviço é fundamental para garantir um bom desempenho das equipes, 
juntamente ao planejamento das novas frentes de trabalho. 
A pesquisa demonstra a necessidade de uma política de treinamento da mão-de-
obra, inclusive da fiscalização, incentivos para a qualificação dos operários e finalmente a 
necessidade de uma fiscalização sistemática dos trabalhos realizados para identificação e 
correção de problemas de forma a evitar o retrabalho ou recorrências. 
 
5.1 Sugestões para futuros trabalhos 
 
Concluindo, fica o desejo de que esta monografia tenha contribuído para a 
comunidade acadêmica,motivando outros estudos que possam completar informações aqui 
mencionadas, assim como valorizar a área da construção civil. 
Com o que foi visto e analisado acima, sugere-se para novos trabalhos: 
a) aplicar a metodologia mostrada em outros canteiros de modo a se obter um universo 
maior de comparação para avaliação da produtividade; 
b) ampliar o banco de dados acerca dos índices de produtividade das obras em Fortaleza; 
c) analisar mais criteriosamente os fatores influenciadores mais determinantes; 
34 
 
 
d) aplicação desta metodologia em obras da mesma empresa, descobrindo assim mais 
divergências entre métodos, processos e equipamentos influenciadores de variações 
dos índices de produtividade. 
 
35 
 
 
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39 
 
 
 APÉNDICE A – Tabela de R.U.P.d e R.U.P.cum da obra 1 
 
Tabela A.2 – Dados coletado da obra 1 
 
produtividade (m2) 
 Hh Qs R.U.P.d R.U.P.cum OBS: 
1 48 35,40 1,36 1,36 
2 32 35,00 0,91 1,14 
3 40 41,70 0,96 1,07 
4 40 26,48 1,51 1,15 Assentamento de vergas nas aberturas das janelas 
5 32 36,38 0,88 1,10 
6 40 62,80 0,64 0,98 
7 32 29,40 1,09 0,99 
8 32 22,00 1,45 1,02 
 9 40 25,05 1,60 1,07 Equipe instalando eletrodutos e caixas 
10 40 29,76 1,34 1,09 
 11 32 26,14 1,22 1,10 
12 40 8,42 4,75 1,18 Elevador em manutenção 
13 48 26,00 1,85 1,23 Forma e concretagem de vigotas (por parte da equipe) 
14 48 38,00 1,26 1,23 
15 48 59,98 0,80 1,18 
16 48 33,05 1,45 1,20 
 17 48 52,93 0,91 1,17 
18 48 42,11 1,14 1,17 
19 48 26,99 1,78 1,19 Assentamento de vergas nas aberturas das janelas 
20 48 28,42 1,69 1,21 Equipe instalando eletrodutos e caixas 
21 48 29,68 1,62 1,23 
22 48 25,33 1,89 1,25 
23 24 6,00 4,00 1,27 Falecimento de um operário 
24 40 14,00 2,86 1,30 Equipe instalando eletrodutos e caixas 
25 48 40,91 1,17 1,30 
26 48 60,91 0,79 1,26 
27 16 10,38 1,54 1,26 Forma e concretagem de vigotas (por parte da equipe) 
28 40 35,65 1,12 1,26 
29 32 16,95 1,89 1,27 Limpeza do local por pedreiro e servente 
30 32 23,62 1,35 1,27 
 
 
Hh = Hora homem 
 
Qs = quantidade de serviço (m²) 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 APÉNDICE B – Tabela de R.U.P.d e R.U.P.cum da obra 2 
 
 
Tabela A.3 – Dados coletado da obra 2 
 
produtividade (m2) 
 Hh Qs R.U.P.d R.U.P.cum OBS: 
1 16 19,18 0,83 0,83 
2 16 10,20 1,57 1,09 
 3 16 18,65 0,86 1,00 
4 16 15,70 1,02 1,00 
5 16 25,63 0,62 0,90 
6 16 10,20 1,57 0,96 
7 16 8,50 1,88 1,04 
8 16 6,50 2,46 1,12 A equipe auxiliou em outras atividades da obra 
9 16 4,60 3,48 1,21 Falta de água para mistura de argamassa 
10 16 15,60 1,03 1,19 
11 16 17,50 0,91 1,16 
12 16 16,80 0,95 1,14 
13 16 10,70 1,50 1,16 
14 16 12,50 1,28 1,17 
15 16 18,65 0,86 1,14 
16 16 20,40 0,78 1,11 
17 16 13,00 1,23 1,11 
18 16 5,68 2,82 1,15 A equipe auxiliou em outras atividades da obra 
19 16 10,00 1,60 1,17 
20 16 16,40 0,98 1,16 
21 16 18,00 0,89 1,14 
22 16 14,32 1,12 1,14 
23 16 13,10 1,22 1,14 
24 16 12,00 1,33 1,15 
25 16 6,50 2,46 1,18 Transporte dos materiais feito pelos oficiais 
 
 
Hh = Hora homem Qs = quantidade de serviço (m²) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
APÉNDICE C – Tabela de R.U.P.d e R.U.P.cum da obra 3 
 
 
 
Tabela A.4 – Dados coletado da obra 3 
 
produtividade (m2) 
 Hh Qs R.U.P.d R.U.P.cum OBS: 
1 16 16,54 0,97 0,97 
2 16 13,50 1,19 1,07 
3 16 11,50 1,39 1,16 Problemas familiares de um membro da equipe 
4 16 13,67 1,17 1,16 
5 16 15,00 1,07 1,14 
6 16 14,59 1,10 1,13 
7 16 11,23 1,42 1,17 Falta de um oficial da equipe 
8 16 14,56 1,10 1,16 
9 16 15,65 1,02 1,14 
10 16 12,65 1,26 1,15 
11 16 16,48 0,97 1,13 
12 16 15,36 1,04 1,12 
13 16 12,98 1,23 1,13 
14 16 15,98 1,00 1,12 
15 16 14,68 1,09 1,12 
16 16 15,77 1,01 1,11 
17 16 10,56 1,52 1,13 Falta de energia no canteiro 
18 16 18,56 0,86 1,11 
19 16 7,44 2,15 1,14 Quebra da betoneira 
20 16 16,48 0,97 1,13 
21 16 17,86 0,90 1,12 
22 16 18,60 0,86 1,10 
 
 
 
 
Hh = Hora homem Qs = quantidade de serviço (m²)

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