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Conceitos básicos de mensuração da produção e produtividade

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15/05/2020 Versão para impressão
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Logística
Conceitos básicos de mensuração da
produção e produtividade
Devido à abertura do mercado, com a possibilidade de negociar com
outros países, hoje as empresas sentem-se pressionadas a se tornarem
mais competitivas. Esta, na verdade, tornou-se uma necessidade para que
sobrevivam. Para tanto, é importante que alguns conceitos sejam
entendidos e implementados por elas.
A eficiência produtiva não está restrita somente a empresas que atuam
com manufatura. O termo pode ser estendido para qualquer segmento em
que se transformem inputs entradas em outputs saídas.
Neste material, abordaremos a importância da programação da
produção, no sentido de atender às metas estipuladas e com foco nas
operações. Quais são os controles e as práticas de monitoramento
necessários para realizar os processos? Por que são importantes práticas
de manutenção preventiva com foco nos conceitos que envolvem a
mensuração da produção e da produtividade? Para responder a essas e a
outras perguntas, leia atentamente este material.
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Produção e produtividade
A produção mede os resultados do que foi produzido em
determinado período. Essas informações são a base para o
setor de planejamento e de controle da produção definir o que
produzir, quanto produzir, onde produzir, como produzir, quando
produzir, o que será necessário e quem produzirá. Elas é que
permitem saber, portanto, quais recursos serão necessários.
Por outro lado, quando se fala em produtividade, trata-se da
capacidade da empresa de produzir mais em menos tempo
utilizando somente os recursos necessários para tal.
Neste sentido, quando se busca reduzir o uso de recursos,
como materiais, mão de obra, máquinas, equipamentos, entre
outros, o objetivo é reduzir custos. Apenas assim será possível
conquistar novas frentes de mercado e expandir os negócios.
Para melhor entender, observe um comparativo entre produção
e produtividade (figura 1).
Produção Produtividade
É uma medida de resultado. É medida pelodesempenho.
Considera o volume de bens
produzidos.
É medida pela velocidade
de produção.
Reflete a capacidade da
empresa de produzir bens.
É medida pela eficiência
de produção.
Segue uma meta de
planejamento.
Segue uma meta de
aperfeiçoamento.
Resulta do dimensionamento
e do aparelhamento.
Resulta da padronização e
da especialização.
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Figura 1 – Produção versus produtividade
Entretanto, para que a produção busque suas metas com
eficiência, utilizando da melhor maneira seus recursos, é
preciso planejar e controlar a produção por meio da área de
PCP.
Conceitos básicos da produção e da produtividade
foram estudados em unidades curriculares
anteriores, como a UC 9, por exemplo. Nesta etapa,
trataremos da relação desses conceitos com a
operação nas empresas.
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Planejamento e controle da produção
A gestão adequada da área de planejamento e de controle da
produção (PCP) tem início com a escolha da matéria-prima e
termina com o produto acabado (que pode tanto ser um produto
mesmo como um serviço).
Conforme Chiavenato (2008), planejar a produção a partir da
previsão de vendas é vital para o sucesso da empresa. As bases
dela são o que a empresa precisa produzir e a sua capacidade.
Com esses dois pontos como fundamento, a área de planejamento
da produção realiza a programação da utilização de máquinas e
equipamentos, da matéria-prima e da mão de obra.
Com a utilização e a gestão adequada dos recursos, os resultados
tendem a ser compatíveis com a capacidade de produção e a
previsão de vendas, e evitam-se desperdícios.
A área de PCP necessita de informações de outras áreas, bem
como de ferramentas adequadas. Vamos entender melhor essa
dinâmica.
As principais fases da área de PCP são: projeto de produção,
controle da produção e planejamento da produção.
Nesta fase, planejam-se as operações, e define-se o funcionamento
da produção. Portanto, definem-se os parâmetros da área de PCP.
O que é definido no projeto sofre poucas alterações com o tempo,
exceto se houver aquisição de novas máquinas, ampliação de área,
mudança de leiaute, criação de novas células, inclusão de novas
tecnologias, entre outras situações.
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Esta fase é vital para o sucesso da organização, pois envolve a
previsão de vendas aliada à capacidade de produção. O
responsável pelas atividades faz a programação das máquinas, da
matéria-prima e da mão de obra necessárias, sempre atento aos
estoques existentes.
Dependendo do porte da empresa, esta fase é realizada por meio
de sistemas interligados ou integrados. Isso gera mais segurança,
pois os dados tendem a ser mais assertivos, e, como
consequência, evitam-se desperdícios.
Esta pode ser considerada uma das funções administrativas mais
importantes, pois envolve medições e correção de desempenho.
Sendo bem gerida, ela assegura que os objetivos organizacionais
sejam atingidos. Cabe aos responsáveis pelo controle verificar se
tudo é realizado conforme o planejado.
Nesta fase, a tendência é de que exista um aperfeiçoamento
gradativo no processo produtivo, pois as atividades repetir-se-ão.
Se houver falhas, deverão ser corrigidas; e os envolvidos deverão
ser treinados dentro do processo correto.
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Como se mede a produtividade?
Mensurar significa determinar o tamanho de algo de acordo
com uma escala de referência, como a escala métrica, que
permite a mensuração em metros. Aquilo que se pode medir é
mensurável; e o que não se pode mensurar, imensurável.
É de suma importância haver alguns parâmetros para medir o
que está sendo produzido. Normalmente, usam-se os
indicadores de produtividade, que são ferramentas de medição
que buscam a melhoria e a eficiência dos processos, além de
otimizar o desempenho dos funcionários.
Basicamente, é uma comparação entre o que foi produzido e
os recursos disponíveis. Para tanto, torna-se necessário que se
definam parâmetros mínimos de eficiência. Tais parâmetros são
definidos pelos gestores que administram essas áreas. Com os
parâmetros definidos, o que ficar abaixo dos padrões
necessitará de ajustes. Consequentemente, planos de ações
deverão ser traçados e postos em prática.
Para definir indicadores de produtividade, são necessárias
quatro etapas. Elas envolvem:
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1. Padrão a ser avaliado
2. Resultado que será obtido
realizando determinado processo
3. Análise do resultado obtido
4. Comparação do padrão com o
resultado obtido
Os indicadores têm várias aplicabilidades, como avaliar toda a
empresa, processos, equipes, entre outros. Para definir
indicadores, é preciso ter uma meta e, com isso, propor um
cálculo.
Imagine que você desempenha o papel de gestor de uma
indústria farmacêutica. Tomemos como exemplo um único
produto, como creme dental.
Para definirmos um indicador, podemos estabelecer metas por
unidades produzidas por hora, dia, semana ou mês.
Saindo do âmbito da indústria e seguindo para a área de
serviços, podemos definir prazos para que as atividades sejam
realizadas. Este pode ser um bom indicador.
Há muitos exemplos. Cabe reforçar que definir uma meta
depende de alguns fatores, como porte da empresa e
segmento em que atua. Qualquer que seja o método adotado,
será fundamental que o objetivo maior esteja vinculado à
otimização de recursos, os quais, geralmente, estão atrelados
ao tempo e à mão de obra.
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Figura 2 – A produtividade é a chave do negócio
Fonte: <http://www.falamart.com.br/quer-aumentar-
produtividade-no-trabalho-vem-com-o-fala-mart/&ht;.
No momento em que buscamos atingir resultados, tornamo-nos
mais eficientes. A busca da eficácia será o próximo assunto
deste material.
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Eficiência e eficácia têm o mesmo significado?
Sobre eficiênciae eficácia, Chiavenato (1994, p. 70) reforça:
À medida que o administrador se preocupa em fazer
corretamente as coisas, ele está se voltando para a
eficiência (melhor utilização dos recursos disponíveis).
Porém, quando ele utiliza estes instrumentos fornecidos
por aqueles que executam para avaliar o alcance dos
resultados, isto é, para verificar se as coisas bem-feitas
são as que realmente deveriam ser feitas, então ele
está se voltando para a eficácia (alcance dos objetivos
através dos recursos disponíveis).
Eficiência e eficácia têm significados diferentes, apesar de muitas
pessoas não saberem disso. Ter eficiência significa fazer bem as
coisas, utilizando adequadamente todos os recursos disponíveis. A
eficácia está relacionada com a obtenção dos resultados esperados
pela eficiência.
Eficiência
Significa executar o que foi proposto de forma organizada
e planejada. Os gestores ou líderes deverão utilizar a
capacidade de conduzir as pessoas em direção aos
objetivos organizacionais.
Eficácia
Significa utilizar todos os recursos da melhor maneira
possível, para que se atinja a meta estipulada.
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Portanto, os significados são diferentes, mas, para que os objetivos
sejam atingidos, uma coisa depende da outra. As medições se
tornam então necessárias, sendo os indicadores uma medida que
se aplica aos processos para verificar se a empresa está na direção
certa ou não.
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Como definir os indicadores?
Para que os resultados sejam atingidos, são necessários
indicadores de desempenho corretos e adequados. Para que eles
possam ser definidos, será preciso estudar as reais necessidades
das organizações, sempre com um alinhamento às metas.
Vamos conhecer alguns passos para escolha de indicadores.
Observe:
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Objetivo
Tudo se inicia com o planejamento. Portanto, é preciso
saber o que se quer medir e o que é importante, terá valor
e gerará retorno para a empresa.
Justificativa
É preciso buscar um motivo para medir. Qual será a
justificativa para se criar determinado indicador? Que
ganhos a empresa terá com isso? Pode-se, por exemplo,
definir que avaliar o desempenho dos funcionários é
importante porque, com isso, haverá a possibilidade de
corrigir falhas no processo de produção ou no
atendimento aos clientes.
Ambiente
Os indicadores selecionados deverão estar alinhados às
características internas e externas da organização. Para
tanto, é preciso realizar um estudo de todas as áreas para
selecionar os indicadores que realmente terão impacto
direto no alcance dos objetivos organizacionais.
Meta
É o resultado que a empresa deseja obter em um
determinado processo e em determinada área. Para que
tenha os efeitos esperados, deve estar alinhada à missão,
à visão e aos valores da organização.
Cada empresa deverá definir os seus indicadores conforme seu
porte, segmento de atuação, entre outros. Nesta etapa de
definições, um bom caminho será fazer benchmarking em
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empresas de mesma segmentação e porte similar, para, então,
adaptar à sua realidade.
Alguns exemplos de indicadores:
Clique ou toque para acessar o conteúdo.
Resultados junto a clientes e mercado
O objetivo deste indicador é mensurar o posicionamento e a
satisfação junto aos clientes e ao mercado. Com isso, é
possível investigar o que demandam e atender às suas
expectativas.
Para aplicabilidade do indicador, podem-se levar em
consideração reclamações, devoluções de mercadorias,
número de clientes ativos, nível de satisfação, imagem da
empresa junto ao mercado, entre outros fatores.
Com relação ao mercado, pode-se medir o impacto da
empresa junto ao seu público-alvo por meio de premiações,
pela quantidade de itens lançados por mês ou ano, pelos
principais concorrentes e pelos diferenciais.
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Resultados relativos ao capital intelectual
Tudo o que estiver voltado para as pessoas gera impacto direto
na satisfação dos clientes. Por isso, é importante avaliar o
desempenho individual e coletivo na empresa, realizar
levantamentos para descobrir os motivos por que os
funcionários faltam, se atrasam, não atingem metas, não
participam de treinamentos e sofrem acidentes de trabalho,
entre outras coisas. Tudo isso interfere no sucesso da
organização e gera a necessidade de constantes avaliações,
medições e correções.
Figura 2 – Ciclo de avaliação, medição e correção
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Resultados relativos a fornecedores
As empresas dependem do mercado e da concorrência para se
tornarem melhores, mas os fornecedores são vitais no sentido
de melhorar a qualidade do que será produzido.
O fornecedor pode ser um dos principais parceiros de uma
organização, desde que cumpra prazos e que forneça matéria-
prima de qualidade. Com relação aos fornecedores, podem-se
medir a qualidade da matéria-prima ou de produtos fornecidos,
os serviços prestados, o cumprimento de prazos, os custos dos
insumos, entre outros.
Resultados relativos à responsabilidade
social e ambiental
As empresas exercem um papel social junto às comunidades
em que atuam. Para conquistar o respeito dos consumidores,
elas devem então avaliar o seu impacto no que se refere à
poluição, a recursos doados e a horas dedicadas a ações
sociais e a projetos sociais com que se envolva etc. É
importante também medir a logística reversa, ou seja, a
preocupação com o descarte correto de vasilhames, por
exemplo.
Existe um movimento global no que se refere à
sustentabilidade. Empresas engajadas são mais admiradas por
consumidores, pela comunidade e pelos próprios funcionários.
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Resultados relativos a processos
organizacionais
A empresa poderá medir os processos de todas as suas áreas.
Com relação à produção, por exemplo, ela pode medir a
produtividade (quanto do que é determinado ou planejado é
produzido). O cumprimento de prazos estará diretamente
ligado ao cumprimento de contratos, à capacidade de
execução das atividades, à existência de gargalos, entre outros
fatores.
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Como é possível elaborar na prática os indicadores no
contexto das operações logísticas?
São vários os indicadores que podemos encontrar ou mesmo
estabelecer no ambiente organizacional. Eles estão
diretamente relacionados com as exigências singulares de
cada organização.
Como profissional técnico da área de logística, você poderá
avaliar, no seu ambiente de trabalho, o modo como os
indicadores são utilizados ou como podem ser aplicados para
medir corretamente a realização dos processos internos. Por
isso, é importante manter-se sempre atualizado sobre a
temática dos indicadores de produtividade.
Entretanto, ainda é preciso pensar na questão da produtividade
na operação. A produtividade não é apenas a grande força
motriz das empresas, ela é relevante para analisar a sua
capacidade competitiva.
E o que se pode afirmar a respeito de indicadores voltados à
operação? No contexto da logística, é uma vantagem para a
empresa conseguir estabelecer e implantar os conceitos de
avaliação de desempenho no ambiente organizacional,
incluindo a operação, e não apenas a produção. Para que isso
aconteça efetivamente, as organizações precisam reunir
informações de diferentes áreas, ou seja, compreender que
funcionam sistematicamente, com partes que são
interdependentes e que impactam os resultados gerais. Ou
seja, o resultado de uma área não permanece isolado nela: ele
interferirá diretamente em outras.
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Quando percebida como sistêmica, a organização precisa
analisar diferentes aspectos, como: leiaute de produção, gestão
da produção, gestão da demanda, planejamento da
manufatura, logística integrada (movimento interno e externo
de abastecimento), gestão do fluxo de materiais entre as
unidades, gestãodo conhecimento (capacitação dos recursos
humanos, quando necessário), sistemas de movimentação,
entre outros.
Então, uma questão surge: como é possível construir, na
prática, esses indicadores no contexto das operações
logísticas?
É possível organizar as informações com o uso de algumas
tabelas. Vamos apresentar apenas uma sugestão que pode ser
utilizada pelas empresas, sempre lembrando que, de acordo
com as necessidades de cada uma delas, as informações
podem ser adaptadas.
A figura 3 apresenta uma tabela com os indicadores do sistema
de produção enxuto de fábricas de máquinas agrícolas. Veja:
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Indicador Definição Fórmula
Índice de
entrega ao
cliente-
fornecedor
O objetivo é
acompanhar a
capacidade da empresa
(atraso) de entregar
peças ao cliente-
fornecedor (operação
terceirizada).
Número de
pedidos
entregues –
número de
pedidos
solicitados
Índice de
atrasos do
cliente-
fornecedor
O objetivo é
acompanhar o cliente-
fornecedor que atrasa o
abastecimento de
componentes.
Dias de atraso
do fornecedor
Itens
comerciais
que faltam na
linha de
produção
O objetivo é medir a
eficiência do sistema de
controle da produção.
Número de
itens
comerciais em
atraso na
linha de
produção
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Causas das
paradas na
linha de
produção
O objetivo é identificar
os itens que faltaram na
linha de produção.
Descrição da
causa de cada
parada
(interrupção)
na produção
Avaliação do
lead time total
de montagem
O objetivo é medir a
evolução do lead time
total de montagem de
máquinas em
comparação com o lead
time anterior à
implantação do sistema
de produção enxuta.
Lead time
anterior de
montagem de
máquinas e
lead time atual
de montagem
de máquinas
Movimentação
na montagem
final
Visa a avaliar a redução
da movimentação de
peças e de operários na
montagem final com a
implantação do projeto
enxuto.
Movimentação
do momento e
movimentação
anterior do
projeto
Giro de
estoque
O objetivo é avaliar a
eficiência da compra de
inventários em relação
à sua utilização.
Compra de
materiais –
quantidade no
estoque
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Utilização de
horas
disponíveis de
mão de obra
O objetivo é comparar a
quantidade mensal de
horas disponíveis de
mão de obra com a
quantidade de horas
necessárias para
montar as máquinas.
Horas
disponíveis no
mês – horas
necessárias
para a
montagem de
máquinas no
mês
Avaliação da
quantidade de
componentes
carregados
por dia
O objetivo é comparar o
número de peças
expedidas diariamente
com uma meta
estipulada.
Número de
componentes
expedidos por
dia
Quantidade
de produtos
montados
acima do
tempo pitch
O objetivo é avaliar a
eficiência das equipes
de montagem final em
cumprir o tempo
estabelecido pelo pitch
(tempo necessário para
completar um contêiner
de produtos em uma
área da produção).
Número de
produtos
montados
dentro do
tempo pitch
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Eficiência do
setor “gargalo”
O objetivo é medir a
eficiência diária do setor
que restringe o ritmo de
produção diariamente.
Produtos
acabados –
programação
da produção
diária
Atendimento
de cartões
O objetivo é comparar o
número de cartões
atendidos com o
número de cartões
vermelhos.
Contagem de
cada um dos
tipos de
cartões
Quantidade
de itens no
vermelho
versus milk
run
O objetivo é medir a
eficiência do novo
sistema milk run
implantado.
Número de
cartões no
vermelho do
milk run e
número total
de cartões no
vermelho
Figura 3 – Indicadores do sistema de produção enxuto de uma
fábrica de máquinas agrícolas 
Fonte: SANCHEZ e PEREZ, 2001; STANDARD e DAVIS, 1999;
In. CARDOZA e CARPINETTI, 2005.
Na tabela, os indicadores podem ser divididos em estratégicos
(no sentido de verificar a aplicação de um projeto) e
operacionais (que ainda devem ser mais bem desenvolvidos
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pelas empresas). Estes últimos são muito relevantes para
indicar o controle e também mensurar a eficiência e eficácia
dos processos realizados na empresa.
Pense na sua futura prática como técnico em logística. Como
ela poderá ser avaliada pelos indicadores? Pois bem, é assim
que nos destacamos como profissionais diferenciados no
mercado, pois conseguimos perceber na prática o que a teoria
nos evidencia.
Portanto, podemos concluir que os indicadores precisam ser
construídos e compartilhados nas organizações, pois servem
para evidenciar o controle da operação. Auxiliam inclusive no
controle da execução dos processos logísticos. Neste ponto,
estamos falando de desempenho.
Uma palavra precisa acompanhar você a partir deste momento:
mensurar. Cada elemento que compõe a cadeia logística
influencia na coordenação e na integração de todas as
atividades, impactando diretamente os resultados. Então,
lembre-se de que o controle da cadeia de suprimentos depende
das estratégias que são traçadas a partir dos indicadores de
desempenho, sejam eles de produção ou de operação.
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Monitorar, controlar e direcionar
Com os indicadores estabelecidos, podemos monitorar, controlar e
direcionar as operações logísticas.
Monitorar
Observam-se as medidas de desempenho do sistema
logístico de forma a compartilhar com gerentes e cliente.
Lembre-se de que bons resultados devem ser
compartilhados para ampliar a fidelidade do cliente. Da
mesma maneira, os resultados que não são exatamente
positivos devem ser monitorados para que tenham
evolução.
Controlar
É preciso gerenciar continuamente o desempenho das
operações e dos processos com o objetivo de aperfeiçoar
tanto a operação quanto a produção.
Direcionar
Quando os indicadores não são satisfatórios, é possível
modificar processos para incentivar a operação. Assim,
podem-se atingir níveis mais elevados de produção e de
produtividade.
Você pode perceber que todas as informações estão centradas em
monitorar o desempenho logístico para manter a eficiência e a
eficácia das operações logísticas. Padrões são estabelecidos pela
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organização e então monitorados pelos indicadores.
Posteriormente, e de forma cíclica, eles modificam processos e
operações; novamente são monitorados e controlados; e, por fim,
direcionam a novas mudanças.
Lembre-se de que a competitividade exige de todas as
organizações formas de avaliação de desempenho como objetivo
para buscar continuamente serviços diferenciados, eficazes e com
custo reduzido. Isso permite conquistar e fidelizar clientes.
Procure ampliar os seus conhecimentos e suas leituras sobre essa
temática.

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