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SAÚDE COLETIVA 
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Prof:. Rodrigo Pimenta
POLÍTICA NACIONAL DA ATENÇÃO BÁSICA (PNAB)
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), instituída pela Portaria de nº 2.436 de 21 de 
setembro de 2017, regulamenta a implantação e a operacionalização, na esfera do Sistema Único de 
Saúde (SUS), da Atenção Básica, na de Rede de Atenção à Saúde (RAS).A PNAB é resultado da 
reforma sanitária brasileira que visa exercer o direito social, universal e integral à saúde, garantido 
pela Constituição Federal de 1988 e regulamentada pelas leis orgânicas do SUS.
Trata-se, portanto, de uma estratégia que visa consolidar o Sistema Único de Saúde justamente 
para atingir os seus princípios doutrinários, a integralidade da assistência, a equidade e a 
universalidade.
E para isso acontecer, é preciso que esteja presente uma política que garanta a implantação e a 
operacionalização de equipamentos de atenção básica territorializada, organizada no território, 
estrategicamente, pois ao conhecer os problemas de saúde da sua população, é possível oferecer o 
atendimento necessário.
O que é a APS?
Para definirmos o que é a Atenção Básica, é preciso falarmos qual é a importância do tratamento do 
usuário pela atenção básica.Embora a Atenção Básica dê o entendimento de um serviço pequeno e sem 
recurso para algumas pessoas, a PNAB vem para dizer que a Atenção Básica apresenta uma elevada 
complexidade e tecnologia de baixa densidade.
Elevada complexidade, pois exige um elevado conhecimento para exercê-la. É preciso, por exemplo, 
que o médico tenha conhecimento aprofundado de todas as áreas do saber da medicina, pois o paciente 
somente será encaminhado para a especialidade, seja ela de ginecologia ou pediatria, após a realização 
de algumas tentativas de tratamento.
Por sua vez, quando falamos em tecnologia de baixa densidade, falamos que a assistência na atenção 
básica não é realizada com uma elevada tecnologia industrial. Isso torna o tratamento muito mais barato 
para o SUS, quando comparado com a tecnologia utilizada na Atenção Secundária e Terciária (hospitais).
Por sua vez, quando falamos em tecnologia de baixa densidade, falamos que a assistência na atenção 
básica não é realizada com uma elevada tecnologia industrial. Isso torna o tratamento muito mais barato 
para o SUS, quando comparado com a tecnologia utilizada na Atenção Secundária e Terciária (hospitais).
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES
PRINCÍPIOS:
● Universalidade: É a garantia de atenção à saúde, por parte do sistema, a 
todo e qualquer cidadão (“A saúde é direito de todos e dever do Estado” – 
Art. 196 da Constituição Federal de 1988). Com a universalidade, o indivíduo 
passa a ter direito de acesso a todos os serviços públicos de saúde, assim 
como aqueles contratados pelo poder público de saúde, independente de 
sexo, raça, renda, ocupação ou outras características sociais ou pessoais. 
Saúde é direito de cidadania e dever do Governo: Municipal, Estadual e 
Federal.
● EQUIDADE: O objetivo da equidade é diminuir desigualdades. Mas isso não 
significa que a equidade seja sinônima de igualdade. Apesar de todos terem 
direito aos serviços, as pessoas não são iguais e por isso têm necessidades 
diferentes. Então, equidade é a garantia a todas as pessoas, em igualdade 
de condições, ao acesso às ações e serviços dos diferentes níveis de 
complexidade do sistema
O que determinará as ações será a prioridade epidemiológica e não o 
favorecimento, investindo mais onde a carência é maior. Sendo assim, todos 
terão as mesmas condições de acesso, more o cidadão onde morar, sem 
privilégios e sem barreiras. Todo cidadão é igual perante o SUS e será 
atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode 
oferecer para todos.
● INTEGRALIDADE: As ações de promoção, proteção e reabilitação da saúde não 
podem ser fracionadas, sendo assim, os serviços de saúde devem reconhecer na 
prática que: se cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade, 
as ações de promoção, proteção e reabilitação da saúde também não podem ser 
compartimentalizadas, assim como as unidades prestadoras de serviço, com seus 
diversos graus de complexidade, configuram um sistema capaz de prestar 
assistência integral.
Ao mesmo tempo, o princípio da integralidade pressupõe a articulação da saúde 
com outras políticas públicas, como forma de assegurar uma atuação intersetorial 
entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida 
dos indivíduos.
Para organizar o SUS a partir dos princípios doutrinários apresentados e 
considerando-se a ideia de seguridade social e relevância pública existem algumas 
diretrizes que orientam o processo. Na verdade, trata-se de formas de concretizar o 
SUS na prática.
DIRETRIZES:
● Regionalização e Hierarquização: dos pontos de atenção da RAS, tendo a 
Atenção Básica como ponto de comunicação entre esses. Considera-se 
regiões de saúde como um recorte espacial estratégico para fins de 
planejamento, organização e gestão de redes de ações e serviços de saúde 
em determinada localidade, e a hierarquização como forma de organização 
de pontos de atenção da RAS entre si, com fluxos e referências 
estabelecidos.
● Territorialização e Adstrição: de forma a permitir o planejamento, a 
programação descentralizada e o desenvolvimento de ações setoriais e 
intersetoriais com foco em um território específico, com impacto na situação, 
nos condicionantes e determinantes da saúde das pessoas e coletividades 
que constituem aquele espaço e estão, portanto, adstritos a ele. Para efeitos 
desta portaria, considera se Território a unidade geográfica única, de 
construção descentralizada do SUS na execução das ações estratégicas 
destinadas à vigilância, promoção, prevenção, proteção e recuperação da 
saúde. Os Territórios são destinados para dinamizar a ação em saúde 
pública, o estudo social, econômico, epidemiológico, assistencial, cultural e 
identitário, possibilitando uma ampla visão de cada unidade geográfica e 
subsidiando a atuação na Atenção Básica, de forma que atendam a 
necessidade da população adscrita e ou as populações específicas.
● Resolutividade: reforça a importância da Atenção Básica ser resolutiva, 
utilizando e articulando diferentes tecnologias de cuidado individual e 
coletivo, por meio de uma clínica ampliada capaz de construir vínculos 
positivos e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, centrada na 
pessoa, na perspectiva de ampliação dos graus de autonomia dos indivíduos 
e grupos sociais. Deve ser capaz de resolver a grande maioria dos 
problemas de saúde da população, coordenando o cuidado do usuário em 
outros pontos da RAS, quando necessário.
● Participação da comunidade: estimular a participação das pessoas, a 
orientação comunitária das ações de saúde na Atenção Básica e a 
competência cultural no cuidado, como forma de ampliar sua autonomia e 
capacidade na construção do cuidado à sua saúde e das pessoas e 
coletividades do território. Considerando ainda o enfrentamento dos 
determinantes e condicionantes de saúde, através de articulação e 
integração das ações intersetoriais na organização e orientação dos serviços 
de saúde, a partir de lógicas mais centradas nas pessoas e no exercício do 
controle social.
● Longitudinalidade do cuidado: pressupõe a continuidade da relação de 
cuidado, com construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e 
usuários ao longo do tempo e de modo permanente e consistente, 
acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros elementos 
na vida das pessoas , evitando a perda de referências e diminuindo os riscos 
de iatrogenia que são decorrentes do desconhecimento das histórias de vida 
e da falta de coordenação do cuidado.
Promoção da Saúde
A promoção da saúde se refere às ações sobre os condicionantes e 
determinantes sociais da saúde, dirigidas a impactar favoravelmente a qualidade 
de vida. Assim, para melhorar as condições de saúde de uma população, são 
necessáriasmudanças profundas dos padrões econômicos no interior dessas 
sociedades e intensificação de políticas sociais, que são eminentemente políticas 
públicas. Ou seja, para que uma sociedade conquiste saúde para todos os seus 
integrantes, é necessária ação intersetorial e políticas públicas saudáveis.
A Promoção à Saúde consiste em uma estratégia de articulação transversal na 
qual um conjunto de intervenções individuais, coletivas e ambientais é 
responsável pela atuação intersetorial sobre os determinantes sociais da saúde, 
sendo as ações de promoção à saúde voltadas para a redução da vulnerabilidade 
e das desigualdades e o empoderamento social para fomentar um 
indivíduo/comunidade ativo sobre a produção de sua saúde
Financiamento da APS
O financiamento da Atenção primária à Saúde (APS) é calculado com base em 4 
componentes: Capitação ponderada; Pagamento por desempenho; 
Incentivo financeiro com base em critério populacional e Incentivos para 
ações estratégicas. Cada um desses componentes foi pensado para ampliar o 
acesso das pessoas aos serviços da APS e promover o vínculo entre população e 
equipe, com base em mecanismos que induzem à responsabilização dos 
gestores e dos profissionais pelas pessoas assistidas.
Capitação ponderada
A capitação ponderada é uma forma de repasse financeiro da Atenção Primária às prefeituras a 
ao Distrito Federal, cujo modelo de remuneração é calculado com base no número de pessoas 
cadastradas. O cadastro deve ser feito pelas equipes de Saúde da Família - eSF, equipes de 
Atenção Primária – eAP, equipes de Saúde da Família Ribeirinha – eSFR, equipes de 
Consultório na Rua – eCR ou equipes de Atenção Primária Prisional - eAPP.
O componente ‘Capitação Ponderada’ considera fatores de ajuste como a vulnerabilidade 
socioeconômica, o perfil de idade e a classificação rural-urbana do município, de acordo com o 
IBGE.
Por meio desse cadastro é possível estimar o quantitativo da população que poderá fazer uso 
dos serviços prestados pela equipe e Unidade Básica de Saúde (UBS)/Unidade de Saúde da 
Família (USF), o que oferece subsídios ao planejamento das equipes na oferta de serviços e o 
acompanhamento dos indivíduos, famílias e comunidades.
Pagamento por Desempenho
O pagamento por desempenho é um dos componentes que fazem parte da transferência 
mensal aos municípios. Nesse componente, a definição do valor a ser transferido 
depende dos resultados alcançados no conjunto de indicadores monitorados e avaliados 
no trabalho das equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária (eSF/eAP).
Os atributos da APS são fortalecidos pelo Pagamento por Desempenho do Programa 
Previne Brasil, o que induz o aprimoramento dos processos de trabalho e a qualificação 
dos resultados em saúde, além de otimizar aspectos como periodicidade e método da 
avaliação. Exemplo disso é que, por meio do monitoramento desses indicadores, podem 
ser avaliados os acessos, a qualidade e a resolutividade dos serviços prestados pelas 
eSF/eAP, fornecendo subsídios para medidas de aprimoramento das ações e dando 
mais transparência aos investimentos na área da saúde para a sociedade.
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/nota_tecnica_12.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/nota_tecnica_12.pdf
Indicadores Previne Brasil para o ano de 2022:
I. Proporção de gestantes com pelo menos 6 (seis) consultas pré-natal realizadas, 
sendo a 1ª até a 20ª semana de gestação. 
II. Proporção de gestantes com realização de exames para sífilis e HIV. 
III. Proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado. 
IV. Cobertura de exame citopatológico. 
V. Cobertura vacinal de poliomielite inativada e de pentavalente. 
VI. Percentual de pessoas hipertensas com pressão arterial aferida em cada 
semestre. 
VII. Percentual de diabéticos com solicitação de hemoglobina glicada.
Incentivo financeiro com base em critério populacional
O componente Incentivo financeiro com base em critério populacional faz 
parte da apuração do valor de referência para o financiamento da APS. O valor do 
incentivo per capita é definido pelo Ministério da Saúde anualmente e publicado 
em portaria. O aporte estabelecido por município e Distrito Federal leva em conta 
estimativa populacional mais recente divulgada pelo IBGE.
PREFAPS
Componentes do Programa
O recurso financeiro do PREFAPS é destinado exclusivamente à APS e possui três componentes:
I - Componente Sustentabilidade da Atenção Primária à Saúde;
O Componente Sustentabilidade consiste no repasse de recursos financeiros calculados com base no 
número de equipes de Saúde da Família (eSF), Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família (eSB/SF), 
Consultório na Rua (CnaR), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Polos de Academia da Saúde 
(PAS)
II - Componente Expansão da Estratégia Saúde da Família;
Componente Expansão é destinado aos municípios que implantarem novas equipes eSF, eSB/SF, CnaR, 
NASF e PAS.
III - Componente Desempenho da Atenção Primária à Saúde.
Componente Desempenho tem como objetivo qualificar as ações desenvolvidas pela APS por meio do 
monitoramento e avaliação de indicadores estratégicos, vinculando repasses ao cumprimento de metas.
INDICADORES DO PREFAPS
 ATRIBUIÇÕES DOS MEMBROS DAS EQUIPES DE 
ATENÇÃO BÁSICA
1. Participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação 
da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos e 
vulnerabilidades; 
2. Manter atualizado o cadastramento das famílias e dos indivíduos no sistema 
de informação indicado pelo gestor municipal
3. Realizar ações de atenção à saúde conforme a necessidade de saúde da 
população local,
4. Participar das atividades de educação permanente;
5. Realizar trabalho interdisciplinar e em equipe, integrando áreas técnicas e 
profissionais de diferentes formações;
6. Praticar cuidado familiar e dirigido a coletividades e grupos sociais que visa a 
propor intervenções que influenciem os processos de saúde-doença
Das atribuições específicas
Enfermeiro:
- Realizar atenção à saúde aos indivíduos e famílias cadastradas nas equipes e, 
quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários
- Realizar consulta de enfermagem, procedimentos, atividades em grupo e conforme 
protocolos ou outras normativas técnicas. Solicitar exames complementares, 
prescrever medicações e encaminhar, quando necessário, usuários a outros 
serviços;
- Planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS em conjunto com 
os outros membros da equipe;
- Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado 
funcionamento da UBS
- Contribuir, participar e realizar atividades de educação permanente da equipe de 
enfermagem e outros membros da equipe.
Técnico de Enfermagem:
- Participar das atividades de atenção realizando procedimentos 
regulamentados no exercício de sua profissão na UBS e, quando indicado ou 
necessário, no domicílio
- Realizar atividades programadas e de atenção à demanda espontânea;
- Realizar ações de educação em saúde à população adstrita, conforme 
planejamento da equipe;
- Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado 
funcionamento da UBS; 
- Contribuir, participar e realizar atividades de educação permanente.
Médico:
- Realizar atenção à saúde aos indivíduos sob sua responsabilidade;
- Realizar consultas clínicas, pequenos procedimentos cirúrgicos, atividades 
em grupo na UBS.
- Realizar atividades programadas e de atenção à demanda espontânea
- Encaminhar, quando necessário, usuários a outros pontos de atenção,
- Contribuir, realizar e participar das atividades de educação permanente de 
todos os membros da equipe
- Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado 
funcionamento da USB. 
Agente Comunitário de Saúde:
- Trabalhar com adscrição de famílias em base geográfica definida, a 
microárea;
- Cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastrosatualizados
- Orientar as famílias quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis;
- Realizar atividades programadas e de atenção à demanda espontânea;
- Acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob 
sua responsabilidade
- Desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a 
população adscrita à UBS,
- Desenvolver atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e 
agravos e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares
- Estar em contato permanente com as famílias, desenvolvendo ações 
educativas, visando à promoção da saúde, à prevenção das doenças
Exercícios 
1. Descreva resumidamente os princípios que regem a APS.
2. Descreva resumidamente as diretrizes que regem a APS.
3. Qual o objetivo da PROMOÇÃO DA SAÚDE?
4. Cite as metas pactuadas do Previne Brasil.
5. Cite os indicadores que as ESF precisam alcançar pelo do PREFAPS.
6. Descreva 3 funções que o técnico de enfermagem pode realizar para que as 
metas e indicadores do PREVINE BRASIL e PREFAPS possam ser 
alcançadas.

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