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Resposta Integrada a Refeição Fisiologia Gastrointestinal Fase Cefálica É a ativação do trato GI em prontidão para refeição. Estímulos sensitivos, olfatórios, visuais e auditivos, incluem antecipação da alimentação que ajudam a ativar o TGI, estimulando a secreção. Aumento do fluxo parassimpático excitatório neural para o intestino, estímulos sensoriais como o cheiro, estimulam os nervos sensoriais a ativarem o fluxo parassimpático para o tronco cerebral. (sistema límbico, córtex e hipotálamo também estão envolvidos) A resposta pode ser positiva ou negativa, a antecipação da comida e o estado psicológico de uma pessoa pode alterar a resposta cognitiva a refeição. A via final é comum: Ativação do núcleo motor do vago → fibras eferentes → TGI + Fluxo Parassimpático= + secreção salivar +secreção do acido gástrico +secreção enzimática do pâncreas; Contração da bexiga e relaxamento do esfíncter de Oddi-entre o ducto comum da bile e o duodeno. Melhora a capacidade do TGI em receber e digerir o alimento que chega A resposta salivar é media pelo nervo glossofaríngeo-9° As outras respostas são mediadas pelo nervo vago Fase Oral A comida esta em contato com a superfície do TGI Há estímulos adicionais gerados da boca, ambos mecânicos e químicos (sabor) As respostas pela presença da comida na boca são idênticas as iniciadas na fase cefálica, a via eferente é a mesma. Quebra mecânica dos alimentos e inicio da digestão A mistura e divisão do alimento se da pela ajuda da enzima amilase salivar e lipase lingual A glicoproteína mucina lubrifica o alimento para mastigação e deglutição Só são absorvidos alguns fármacos e álcool, a absorção dos outros é mínima. Propriedades da secreção Agua: gerar um ambiente aquoso, facilitar ação das enzimas Eletrólitos: gerar gradientes osmóticos, direcionam o movimento da agua. Proteinas: Enzimas que catalisam a quebra de macronutrientes Hormônios Saliva Função: Quebra do alimento; Formação do bolo para deglutição; Inicio da digestão de amidos e lipídios; Facilitação do sabor; Produção de estimulo intraluminal para o estomago; Regulação da ingestão de alimentos e comportamento da ingestão; Limpeza da boca e ação antibacteriana seletiva; Neutralização dos conteúdos gástricos do refluxo; Crescimento da mucosa e proteção do restante do TGI; Ajuda na fala. Amilase salivar: inicia a digestão do amido, mas não é essencial Lipase lingual: digestão lipídica Mucina: facilita o transporte do bolo Lisozima: ação na parede celular bacteriana Glândulas Salivares: parotida, submandibulas e sublingual. Glândulas menores também são encontradas na língua, nos lábios e no palato. Principais Componentes: NA+, K+, HCO³-,CA++, MG++, CL-. Fluoretos também são encontrados Secreção Primária Produzidas pelas células acinares Isotônica → parecida com o plasma Canais tipo voltagem de Ca → abrem canais de cloreto → puxa água e sódio para o ambiente ductal Saem por transporte paracelular: Passagem através dos epitélios via junções celulares Secreção Secundária As células do ducto excreto e estriado modificam a secreção primária Sódio → trocado por hidrogênio → trocado por potássio Cloreto → trocado por bicarbonato Resultado → hipotônica e alcalina O que aumenta? Aumenta o fluxo sanguíneo para as glândulas e a síntese e secreção de seus produtos Amenta a síntese e secreção de produtos Melhora as atividades de transporte Estimula o metabolismo glandular e seu crescimento Deglutição Inicialmente pode ser voluntária, mas em seguida fica totalmente sob o controle do reflexo da deglutição. Reflexo da deglutição: seguencia rigidamente ordenada de eventos, que levam o aliemento da boca->faringe->estômago. Inibe a respiração e impede a entrada de alimentos na traqueia durante a deglutição. Ativado pela via aferente → receptores de estiramento na faringe → centro da deglutição no bulbo → musculatura da faringe/esôfago pelos nervos cranianos e neurônios vagais. O REFLEXO DE DEGLUTIÇÃO desencadeia um movimento peristáltico (onda primária) que se propaga ao longo do esôfago. FASE FARÍNGEA: Impele bolo alimentar da boca, através da faringe, para o esôfago. Elevação do palato mole em direção à nasofaringe Fechamento das cordas vocais e da epiglote Inibição da respiração e propulsão do bolo alimentar por onda peristáltica iniciada na orofaringe impulsiona o alimento através do esfíncter esofágico superior EES aberto e depois da passagem do bolo alimentar uma ação reflexa faz com que o esfíncter se contraia. FASE ESOFÁGICA Impele bolo alimentar ao longo do esôfago até o estômago A onda peristáltica continua a deslocar o bolo alimentar até o esfíncter esofágico inferior, relaxando- o e permitindo a entrada do bolo alimentar no estômago. O EEI protege as vias a aéreas e o esôfago das secreções gástricas acida. FASE GÁSTRICA Quando o alimento está no estômago Estômago Reservatório temporário para o alimento Secreção de pepsinogênio Secreção de Ác clorídrico: conversão de pepsinogênio em pepsina → importante para a o início da digestão dos aminoácidos Secreção de fator intrínseco: importante na absorção de B12, única função essencial à vida no estômago Secreção de muco e bicarbonato Promoção de atividade motora para misturar o alimento Divisão funcional do estomago Cárdia • Células secretoras de muco e bicarbonato; Prevenção de DRGE (doença do refluxo gastroesofágico); Regulação das eructações (arrotos) Fundo/meio/corpo • Produção das secreções gástricas: ác. Clorídricos, fator intrínseco, pepsinogênio, lipase; Reservatório; Força tônica para o esvaziamento Piloro/antro • Secreção de muco e bicarbonato; Motilidade; Esvaziamento gástrico Também é dividido em parte proximal e distal Criptas gástricas • Local onde as glândulas lançam suas secreções; Correspondem a boa parte da mucosa gástrica Glândulas oxíntica/parietal • Células mucosas: secreção de muco • Células epiteliais: secreção de bicarbonato • Células oxínticas/parietais: secreção de ác.Clorídrico e fator intrínseco • Células pépticas/principais: secreção de pepsinogênio • Células D: secreção de somatostatina • Células semelhantes a células enterocromafins (ECL): secreção de histamina • Células G: secreção de gastrina ➢ Colo → mucosas e parietais ➢ Base → parietais e principais ➢ Toda a glândula → enterocromafins Suco gástrico Mistura das secreções das células da superfície epitelial e as secreções das glândulas gástricas. Componente mais importante é o H+, secreção feita pela mucosa parietal, vai converter o pepsinogenio inativo em pepsinas. Iniciam a digestão proteica no estomago. Cloreto (células parietais) → em associação com hidrogênio forma o ác clorídrico Potássio → maior que no plasma Secreção de bicarbonato e muco, para proteger a mucosa gástrica Componentes orgânicos Pepsinogênio → células principais. Quanto mais acido o pH, mais rápido será a conversão · Não são essenciais, pode ser substituído pelas proteases pancreáticas; · Inativas no pH neutro duodenal Fator intrínseco → células parietais → estimulada pela gastrina histamina e ACh · Vai se ligar à B12 e possibilitar sua absorção no íleo terminal; · Gastrectomia, uso crônico de IBPs (inibidores de bomba de prótons), anemia perniciosa pode alterar essa função. · Vitamina B12 → essencial para a síntese de DNA → anemia megaloblástica Componentes inorgânicos Depende da intensidade de secreção +Intensidade +Concentração de ions H+ e –Na+ A célula parietal Água e gás carbônico entram por difusão, e se juntam e formam H2CO3 (anidrase carbônica) H2CO3 se desassocia em H+ + HCO3- H+ é trocado por K+ pela bomba de H-K-ATPase (onde agem os IBPs-omeprazol; refluxo e ulceras gástricas. Dificulta a saída do H+ para o lúmen) HCO3- trocado na membrana basolateral pelo cloreto que vai ser secretado por canais iônicos Cl- e o H+ secretados, juntam-se e formam o ác clorídrico A célula parietal não libera HCl sozinha, tem ajuda da gastrina, histamina e ACh, que atuam através do AMPc e estimulam a secreção glandular Células parietais e mucosas Garantem a proteção do estômago contra ele mesmo Secreção de NaCle K+ Mucinas: fazem a proteção para o conteúdo ácido. Secretado intensamente no estômago em repouso; estimulada pela ACh; se temos o rompimento dessa camada → formação de úlceras HCO3: Fica retido no muco viscoso que recobre o estômago AINEs (anti-inflamatórios não esteroides): inibem a COX-1 e as prostaglandinas Estimulam a produção de mucina e bicarbonato → diminui essa camada protetiva Regulação da secreção Gástrica Estimulante mais forte é feito pelo nervo vago, que secreta H+ Fibras eferentes extrínseca->neurônios intrínsecos->células parietais; células ECL(enterocromafim, neuroendócrina)-> mediador parácrino histamina->células endócrinas-> hormônio gastrina. Fase gástrica, + estimulação da secreção gástrica A presença do alimento no estomago é detectada e ativa os reflexo vagovagais A resposta feed forward usa as vias endócrinas, neurais e parácrinas. Neural: Alimento no estômago → distensão e estiramento → terminações aferentes → vias vagais → liberação de ACh → receptores muscarínicos → secreção de tudão. Endócrino: Mesmo esquema → + estímulos das células G → gastrina → corrente sanguínea → estimula cel parietais a secretar mais hidrogênio e atuação nas celulas ECL (enterocromafins) → secreção de histamina (faz a liberação de HCl de duas formas; nas celulas parietais e pela histamina). AcetilColina (ACh) também ajuda → estimula a célula parietal e as células ECL As vias endócrinas incluem a liberação do hormônio gastrina (que tmb sai do estômago) na corrente sanguínea, que estimula a secreção gástrica (HCl), e a liberação de somatostatina, que inibe a secreção gástrica. Inibição Ph < 3 → células D → produção de somatostina → inibição da gastrina (cel G) → inibição da estimulação parietal e das células ECL que secretam histamina. Hormônios gastrintestinais • GASTRINA→ Estimula a secreção gástrica ácida; • COLECISTOCININA (CCK) → Secreção de enzimas pancreáticas e contração da vesícula biliar; • PEPTÍDEO INTESTINAL VASOATIVO (VIP) → Eliminação de água e íons, aumenta a motilidade intestinal • PEPTÍDEO INIBITÓRIO GÁSTRICO (GIP) → Inibe a secreção de HCl pelo estômago • GLP-1 → Induz à saciedade e retarda o esvaziamento gástrico ➢ Medicamentos para emagrecer, faz com que o GLP-1 fique mais tempo na corrente, e reduz a fome. Mais usado em diabetes (estímulo a secreção de insulina e inibe a produção do glucagon) • MOTILINA → Aumenta a motilidade intestinal; • PEPTÍDEO YY → Inibe a ingestão alimentar; • SUBSTÂNCIA P → Aumenta a motilidade intestinal • SOMATOSTATINA → Inibição localizada de outras células enteroendócrinas. ✓ Clinicando • As úlceras gástricas e duodenais ocorrem como resultado de falha no balanceamento entre os mecanismos protetores da mucosa e os fatores agressivos que a podem romper. • Fatores que amplificam os efeitos nocivos do H+ sobre o estômago/duodeno, incluem a pepsina, o bacilo Helicobacter pylori, anti-inflamatórios não esteroides, álcool, o fumo e a cafeína. Digestão no estômago Carboidratos Amilase gástrica: a amilase pancreática dá conta Lipídeos Emulsificação dos lipídeos pela lipase gástrica: a lipase pancreática dá conta Proteínas Pepsina: hidrolisa ligações peptídicas. Também não é essencial Motilidade Gastrointestinal Refere-se à contração e relaxamento das paredes e dos esfíncteres do trato gastrointestinal (TGI). Mistura: Segmentação Peristalse: Propulsão Mistura o alimento com secreções Reduz o tamanho das partículas dos alimentos Impele o alimento ao longo do TGI Há dois tipos básicos de contração da musculatura lisa gastrintestinal Contração fásica: contração e relaxamento periódicos Contração tônica: contração mantida e sustentada Tipo básico de movimento do TGI Contração Peristáltica Anel de contração que se move e propele o material ao longo do trato GI Envolve contrações e relaxamento das duas camadas musculares mediados por eventos neuronais. Ocorre na faringe, esôfago, no antro gástrico e nos intestinos delgado e grosso. Permitem a mistura do conteúdo luminal com secreções do trato gastrointestinal e aumento das superfícies mucosas onde ocorre a absorção. *Pancreatite e Peritonites: A máxima ou ausência de atividade contrátil no Ileo causa irritação do peritônio. Motilidade Gástrica Estômago é melhor nisso do que na digestão Proximal EEI que permite a entrada do alimento e o início da motilidade Liberação de gás: arroto Manutenção do tônus impede o refluxo do conteúdo estomacal para o esôfago Maior função de reservatório Na forma do esvaziamento → força motriz importante - tônus - pressão intragástrica= esvaziamento gástrico lento ou retardo É necessário o esvaziamento gástrico nesse momento Distal • Mistura dos conteúdos e na impulsão para o piloro em direção ao duodeno (esfíncter muscular localizado onde o estômago se une à primeira parte do intestino delgado (duodeno). • Camadas musculares mais espessas: Fortes contrações fásicas As contrações lentas iniciam no meio do estomago e sem movem em direção ao piloro. Pós refeição essas contrações variam Fase gástrica: piloro fechado e contrações para mistura Após, as contrações antrais servem para esvaziar o conteúdo estomacal Reflexo do vômito Peristaltismo inverso • Relaxamento do piloro • Inspiração forçada par aumentar a pressão abdominal • Relaxamento do esfíncter esofagiano inferior • Expulsão do conteúdo gástrico Ânsia de vômito → esfíncter esofagiano superior contraído