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O Avivamento que Precisamos Hoje-Silas Malafaia

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Prévia do material em texto

Lançamento:
http://gospel-book.blogspot.com
http://gospel-book.blogspot.com/
Copyright 2003 por Editora Central Gospel
GERÊNCIA EDITORIAL E DE PRODUÇÃO
Jefferson Magno Costa
PESQUISA, ESTRUTURAÇÃO E COPIDESQUE
Jefferson Magno Costa 
Patrícia Nunan
REVISÃO FINAL
Patrícia Nunan Patrícia Calhau
CAPA
Munhoz
DIAGRAMAÇÃO
Marcos Henrique Barboza
IMPRESSÃO E ACABAMENTO
Esdeva
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
O avivamento que precisamos hoje / Silas Malafaia
Rio de Janeiro: 2003
ISBN: 85-89811-12-3
1. Bíblia - Vida Cristã I. Título II.
As citações bíblicas utilizadas neste livro foram extraídas da Versão Almeida Revista e 
Corrigida (ARC), salvo indicação específica, e visam incentivar a leitura das Sagradas 
Escrituras.
É proibida a reprodução total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios 
(mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos etc), a não ser em citações breves, 
com indicação da fonte bibliográfica.
Este livro está de acordo com as mudanças propostas pelo novo Acordo Ortográfico, 
que entrou em vigor a partir de janeiro de 2009.
1a edição: 2003
2a edição: Dezembro de 2009
Editora Central Gospel Ltda.
Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara Cep: 22.713-001 Rio de Janeiro- RJ 
TEL: (21)2187-7000 www.editoracentralgospel.com
http://www.editoracentralgospel.com/
Sumário
Apresentação
Capítulo 1 — A importância do avivamento
Renovação espiritual, uma necessidade constante
O maior avivamento
Capítulo 2 — Condições para o avivamento genuíno 
1. Ter o desejo de ser avivado
2. Ser obediente ao Senhor
3. Permitir um avivamento autêntico
4. Buscar o avivamento
Com unidade
Com oração e súplicas
Com perseverança
5. Estar aberto às mudanças promovidas por Deus
Capítulo 3 — Características de quem está cheio do Espírito Santo 
1. Semelhança com Cristo
2. Temor a Deus
3. Generosidade e desapego aos bens materiais
4. Preocupação em anunciar a Palavra de Deus
5. Uso dos dons e da autoridade espiritual
Capítulo 4 — Comunhão e avivamento
Princípios fundamentais para uma profunda comunhão
Princípio número 1: a comunicação
Princípio número 2: a disposição para ajudar o outro
Princípio número 3: a promoção da paz
Princípio número 4: a cooperação
Princípio número 5: a aceitação do outro
Princípio número 6: a convivência com os irmãos 
Princípio número 7: o exercício do perdão
Princípio número 8: a doação
APRESENTAÇÃO
Avivar é tornar algo ou alguém mais vivo, animado, desperto, ativo. Logo, 
avivamento, o ato ou o efeito de avivar, implica um novo ânimo, disposição 
e energia para atividades fora do comum ou além da nossa capacidade 
atual.
Em termos espirituais, o avivamento implica um derramamento de poder 
do Espírito Santo sobre o cristão obediente, a fim de que este se sinta 
alegre, forte, animado e capacitado a desempenhar bem sua função no 
corpo de Cristo e a cumprir a missão que lhe foi designada, sendo tudo 
aquilo que Deus projetou para ele ser e um canal de bênçãos e motivação 
para outros.
Assim, um dos mais profundos e genuínos anseios do cristão sincero e 
biblicamente embasado diz respeito a ser cheio do Espírito de Deus e a 
fazer a diferença nesta terra, em vez de entregar-se à mesmice ou 
mediocridade. É por isto que o cristão avivado jamais sairá deste mundo 
sem realizar algo grande para o Reino de Deus, deixando uma marca 
espiritual profunda e estremecendo as hostes infernais com o poder de 
Deus.
O Senhor está pronto a enviar um avivamento à Sua Igreja, trazendo 
salvação, libertação, cura, milagres. Mas todo avivamento começa com 
cada um de nós, que fazemos parte do Corpo de Cristo, quando desejamos 
e buscamos isso com todo o nosso coração. É isso que a Palavra de Deus 
diz em Deuteronômio 4.29: Buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, 
quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.
Assim, neste livro vamos falar sobre a importância do avivamento, ver as 
condições para que ele aconteça, destacar algumas características de quem 
está cheio do Espírito Santo e comentar oito princípios para promover uma 
comunhão mais profunda com Deus e o avivamento.
Boa leitura!
CAPÍTULO 1
A IMPORTÂNCIA DO AVIVAMENTO
Despertamento, renovação, vigor, ânimo são palavras que vêm à 
mente quando pensamos em avivamento. Mas por que Deus 
precisa avivar-nos se já temos em nós o Espírito, que nos foi dado 
quando cremos e confessamos Jesus como nosso Salvador e 
Senhor?
Pelo menos por três motivos.
Primeiro, porque lodos nós precisamos crescer na graça e no 
conhecimento de Jesus Cristo até alcançarmos a estatura de varão 
perfeito.
Segundo, porque, no meio da caminhada cristã, após lutas, 
problemas e adversidades, podemos ficar cansados e abatidos. 
Então, precisamos clamar a Deus como fez o profeta Habacuque: 
Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos (He 3.2), a fim de 
não começarmos a abrir mão de nossa fé em Cristo, não darmos 
lugar à nossa carne e aos padrões mundanos, bem como 
vencermos as astutas ciladas do diabo.
Terceiro, porque Jesus breve virá. A qualquer momento a 
trombeta soará, e a Igreja será arrebatada para encontrar-se com o 
Senhor. Precisamos buscar a renovação espiritual para subirmos 
com os salvos, como fizeram as virgens prudentes, na parábola 
contada por Jesus em Mateus 25.
Renovação espiritual, uma necessidade constante
A renovação espiritual é uma necessidade urgente de todo cristão 
que deseja manter-se em pé diante de Deus, aparar as arestas da 
sua vida, não esfriar na fé e vencer os constantes desafios que 
surgem durante a nossa jornada nesta terra pelo poder do Senhor.
Desde o Antigo Testamento, vemos Deus agindo na vida de Seu 
povo e trazendo avivamento, para quebrar cativeiros, trazer cura, 
restauração e comunhão com Ele. E isso que observamos na 
história de Israel em momentos-chave, como quando Deus ungia 
líderes para guiar e orientar Seu povo, e chamá-lo ao 
arrependimento (ver Nm 11.16,17, 24-30; Dt 34.9; Jz 3.10; 6.34; 
1 Sm 10.6,10-13; 1 Rs 18; Ed 1.5).
A diferença é que, na época veterotestamentária, o Espírito Santo 
ungia pessoas ou grupos específicos (juízes, reis e profetas), e 
trazia o avivamento a Seu povo por intermédio deles, mas a partir 
do Pentecostes que se sucedeu à morte, ressurreição e ascensão de 
Jesus, o Espírito Santo veio sobre todos os cristãos reunidos no 
cenáculo, sobre a multidão para a qual o apóstolo Pedro pregou 
(At 2.1 -4; 4.31), e sobre todos aqueles que crêem em Cristo como 
um selo, uma garantia da salvação e um revestimento de poder (2 
Co 1.22; Ef 1.14), em cumprimento à promessa de Deus em 
Ezequiel 11.19,20 e Joel 2.28-30.
O maior avivamento
Nos capítulos 2 e 4 de Atos, está registrado o maior avivamento 
de todos os tempos. O derramar do Espírito Santo na Igreja 
primitiva, que permitiu que ela evangelizasse lodo o mundo 
antigo.
Alente para o relato de Lucas em Atos 2.1-6, 14-19, 21,33:
Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no 
mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um 
vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que 
estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, 
como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E 
todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em 
outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que 
falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões 
religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, 
correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, 
porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e 
disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, 
seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homensnão estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira 
hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos 
últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito 
derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas 
filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos 
velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei 
sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e 
profetizarão; e farei aparecer prodígios em cima no céu e sinais 
em baixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça [...] e 
acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será 
salvo.
De sorte que, [sendo Jesus] exaltado pela destra de Deus e tendo 
recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que 
vós agora vedes e ouvis.
Qual foi o resultado desse avivamento? Comunhão, unidade e 
ousadia para anunciar o evangelho com graça, poder e muitos 
sinais de que Deus estava no meio de Seu povo salvando e 
operando milagres. É isso que está subentendido em Atos 2.42-
44, 46,47 e 4.31-33:
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no 
partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e 
muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos, todos os 
que criam estavam juntos e tinham tudo em comum |...| E, 
perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão 
em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, 
louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os 
dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de 
salvar.
E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; 
e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com 
ousadia a palavra de Deus, e era um o coração e a alma da 
multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma que 
possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. 
E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da 
ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante 
graça.
Avivamento é fundamental para cada cristão e para a Igreja. Sem 
vida, comunhão, graça e poder não há como ser uma testemunha 
de Cristo e levar outros ao conhecimento da verdade! Busquemos, 
pois, o avivamento espiritual, para a glória de Deus!
CAPÍTULO 2
CONDIÇÕES PARA O AVIVAMENTO GENUÍNO
Até agora nos conscientizamos da importância do avivamento. 
Mas quais são as condições para que Deus avive um filho Seu e 
Sua Igreja como um todo? São pelo menos cinco: ter o desejo de 
ser avivado, ser obediente ao Senhor, permitir que Deus trabalhe 
como Ele quiser para produzir um avivamento autêntico, buscar o 
avivamento por meio da oração, do jejum, e estar aberto às 
mudanças que o Senhor irá fazer em sua vida.
1. Ter o desejo de ser avivado
Em primeiro lugar, o avivamento não pode acontecer quando, no 
coração do povo de Deus, não existe o desejo, a vontade de 
participar de um despertamento espiritual e voltar ao propósito 
inicial de Deus para Sua Igreja.
E como se sabe que uma pessoa tem vontade de alguma coisa? 
Por suas atitudes. Apenas afirmar que deseja um avivamento não 
basta. É preciso caminhar em direção ao que se deseja, tendo 
atitudes concretas. E isso que percebemos na exortação de Jesus à 
Igreja em Éfeso:
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as 
primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu 
lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
Apocalipse 2.5
2. Ser obediente ao Senhor
Em segundo lugar, o avivamento real só pode ocorrer na vida 
daqueles que se submetem a Jesus Cristo. Essa é uma atitude 
concreta para ser avivado. Não há avivamento genuíno sem 
obediência a Cristo.
Em Lucas 24.49, o Senhor instruiu Seus discípulos: Ficai, porém, 
na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. 
Se eles não tivessem obedecido à orientação de Jesus, não teriam 
recebido aquele derramamento do Espírito, registrado em Atos 2.
3. Permitir um avivamento autêntico
Em terceiro lugar, é necessário um avivamento genuíno, 
produzido por Deus, e não mero barulho ou imitação do que Deus 
está realizando em outras nações por meio da Igreja, por mais 
admirável que isto nos pareça.
O Espírito Santo não trabalha sempre da mesma forma. A Bíblia 
fala de multiforme graça, e não de uniforme graça. Nosso Senhor 
é um Deus de coisas novas. Ele utiliza métodos novos.
Se quisermos um avivamento verdadeiro, a Igreja no Brasil 
precisa aprender a ouvir a voz do Senhor e obedecer. O que o 
Senhor deseja para nós, como Igreja, neste país é específico. 
Devemos descobrir e nos enquadrarmos nas condições que Ele 
estabeleceu, para que haja o avivamento.
Além disso, o avivamento começa de dentro pra fora, e não de 
fora para dentro. Começa dentro do coração de cada cristão que se 
quebranta e dispõe-se para o Senhor. Logo, não adianta fazer 
barulho, falar em línguas estranhas e rodopiar nos cultos, se esse 
"mover" não for produzido realmente pelo Espírito Santo e se não 
vier acompanhado de quebrantamento, santificação, temor a 
Deus, graça e alvos específicos, estabelecidos por Cristo, o 
Cabeça da Igreja.
4. Buscar o avivamento
Em quarto lugar, o avivamento só acontece como resultado de 
uma constante e intensa busca. Buscar é uma ação em prol de um 
objetivo. E como se deve buscar o avivamento?
Em Atos 1.14, vemos que as pessoas que obedeceram à ordem de 
Jesus em Lucas 24.49 (sobre ficar em Jerusalém até que fossem 
revestidas de poder) perseveraram unânimes em oração e 
súplicas!
Destacamos aqui três coisas: 1) a unanimidade, unidade da Igreja; 
2) a oração e as súplicas; 3) a perseverança. Vejamos as 
implicações disso.
Com unidade
Em Efésios 4.4-6, Paulo observou que há um só corpo e um só 
Espírito [...]; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só 
Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em lodos. 
A Igreja é o Corpo de Cristo, um organismo vivo onde todos os 
membros trabalham de acordo com a orientação da Cabeça, Jesus, 
em prol daquilo que Ele estabeleceu como missão para esse 
Corpo: promover a edificação de cada cristão e anunciar o 
evangelho aos que ainda não fazem parte desse edifício espiritual, 
a fim de que tenham a oportunidade de reconhecer Jesus como o 
Filho de Deus, Salvador e Senhor, possam ser salvos, fazer parte 
da Igreja e ter a vida eterna (ver Ef 4.12,16; 1 Pe 2.9).
Contudo, não há unidade quando, em uma igreja, o pastor-
presidente quer uma coisa, e o superintendente de EBD, os 
dirigentes de congregação, os obreiros e/ou a líder do 
departamento feminino querem outra, divergindo entre si e não 
chegando a um consenso. Como esperar um avivamento se a 
igreja está dividida?
Se queremos uma renovação espiritual e poder para mudar nossa 
vida e impactar a de outros, devemos buscar a unidade de amor e 
de propósito.
Com oração e súplicas
Como os irmãos da Igreja primitiva buscaram ao Senhor? 
perseveravam unânimes nas orações e súplicas (At 1.14).
Orar é falar com Deus, contar-lhe os nossos problemas, aflições, 
anseios, e ouvir o que Ele tem a dizer. Deus tem muitas maneiras 
de falar comigo e com você. Mas nós só temos uma maneira de 
falar com Deus: orando.
Você sabe o que é suplicar? É pedir de maneira humilde e 
insistente; implorar, rogar encarecidamente que Deus atenda ao 
nosso pedido. Era isso que os primeiros cristãos faziam, bem 
como os crentes do Antigo Testamento. Quando alguém tinha 
uma necessidade veemente e precisava de uma resposta urgente 
da parte de Deus, rasgava suas vestes, vestia-se de pano de saco e 
colocava cinzas sobre a cabeça, para demonstrar contrição, 
humildade e dependência de Deus (ver Js 7.6; 1Rs 21.27; 2Rs 
19.1; Jó 1.20).Você pensa que contrição era uma exigência apenas da antiga 
aliança? Então atente para a recomendação em 1 Pedro 5.6: 
Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a 
seu tempo, vos exalte.
A despeito de saberem disso, muitos cristãos não querem separar 
um tempo para ler a Palavra de Deus e meditar sobre ela, 
tampouco orar e suplicar Àquele que os criou. Não querem dobrar 
os joelhos, colocar a cara no pó e clamar a Deus. Querem poder, 
mas sem terem de esforçar-se para buscar ao Senhor.
Alguns só oram quando estão prestes a dormir: "Senhor, eu te 
agradeço pelo dia de hoje. Dá-me uma noite de paz, um sono 
tranqüilo e reparador... e... ah, não esqueça de avivar o Teu povo, 
em nome de Jesus, amém". Orando desta forma, o máximo que 
alguém irá conseguir será um adormecimento, e não um 
avivamento.
O cristão que ora conhece a voz do Senhor, tem comunhão com 
Deus, direção e resposta. Ele não anda sem rumo por aí, temeroso 
pelas lutas, porque sabe quem é Deus e como Ele age a seu favor. 
Mas quem não ora normalmente é morno na fé e vive às voltas 
com lutas e mais lutas, sem quase nenhuma perspectiva de vitória.
A oração é uma arma espiritual importantíssima! Ela foi o 
segredo do sucesso de muitos heróis da fé. Por isso, Satanás está 
sempre trabalhando para que não oremos, ou que oremos de 
maneira incorreta e ineficiente. Afinal, cristão que ora é 
abençoado; o que não ora é derrotado. Cristão que ora é renovado; 
o que não ora não é morno.
O avivamento está tardando? Você se sente pequeno, fraco e 
insignificante diante das lutas? Só há uma maneira de buscar 
fortalecimento para sua fé sentir-se crescendo em estatura 
espiritual: ore, suplique a Deus por sua causa. Separe um tempo 
para falar com o Senhor e ouvi-lo. Humilhe-se diante dele, e Ele, 
ao Seu tempo, vai exaltá-lo.
Com perseverança
Além de orar, quem está buscando um avivamento deve caminhar 
apoiado em duas colunas: a fé e a perseverança.
Em Mateus 21.22, Jesus ensinou que tudo o que pedirmos em 
oração, crendo, receberemos. E, em Mateus 7.7, Ele instruiu Seus 
discípulos a perseverar:
Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. 
Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que 
bate, se abre.
O apóstolo Paulo também ensinou: Alegrai-vos na esperança, 
sede pacientes na tribulação, perseverai em oração (Rm 12.12). Se 
ele falou isto é porque a nossa tendência é fazer exatamente o 
oposto nessas três situações: ficarmos tristes enquanto esperamos 
o cumprimento das bênçãos em nossa vida, sermos impacientes 
na tribulação e interrompermos as nossas orações.
Em Efésios 6.18, aprendemos que a oração deve ser constante; se 
a oração deve ser constante, quem ora deve ser perseverante. Essa 
idéia é reforçada em 1 Tessalonicenses 5.17 — Orai sem cessar 
— e em Colossenses 4.2 — Perseverai em oração, velando nela 
com ação de graças.
Começar qualquer coisa pode ser fácil, mas dar continuidade ao 
que se começou pode ser muito difícil, porque exige constância, 
fé e esforço da nossa parte em meio às lutas, dificuldades e 
incredulidade alheia.
É por causa da inconstância que existem pessoas que chegam para 
o pastor e dizem: 'Vou começar um trabalho aqui na igreja. Vou 
organizar uma equipe de evangelismo e sair por aí, 
evangelizando. O senhor me abençoa?". O pastor responde: "Sim, 
abençôo. De que mais você precisa?". Então, todos os recursos 
são disponibilizados para o grupo; contudo, três meses depois, o 
trabalho é paralisado porque a maioria desanimou ante as 
dificuldades.
Mas não devemos agir assim. Nosso trabalho é comparado ao do 
agricultor, que com fé, perseverança e esperança trabalha 
arduamente para arar, semear e irrigar a terra, mesmo não 
colhendo de imediato os frutos do seu trabalho, visto que cada 
semente tem o seu tempo de maturação.
Devemos esforçar-nos e manter-nos perseverantes até que Deus 
faça aquilo que Ele deseja por nosso intermédio. Temos de 
manter-nos fiéis a Deus, ao trabalho que começamos para Ele e 
aos alvos estabelecidos, sabendo que Deus não tem prazer 
naqueles que recuam, e sim naqueles que avançam crendo que Ele 
lhes dará a vitória (Hb 10.38).
5. Estar aberto às mudanças promovidas por Deus
Em último lugar, para que haja avivamento, algo deve mudar, a 
começar pelo nosso interior, pela nossa maneira de pensar, sentir, 
desejar e agir.
Em Atos 4.31, está escrito: E, tendo eles orado, moveu-se o lugar 
em que estavam reunidos. Mover é deslocar algo do lugar em que 
está, provocando mudança. Quando aqueles primeiros cristãos 
reunidos no cenáculo oraram, o lugar foi abalado com a presença 
de Deus, que se manifestou de modo tremendo, enchendo-os de 
poder e marcando a vida deles de tal forma que nunca mais foram 
os mesmos, pois passaram a testemunhar sobre Cristo como 
nunca antes.
O avivamento nos leva a sair da mesmice espiritual em que 
vivemos, da estagnação a que estamos habituados. Então, o nosso 
culto a Deus não é mais um mero ritual ou uma rotina religiosa. É 
uma celebração ao Deus vivo e verdadeiro que ' está em nosso 
meio, que nos ama e move-se a nosso favor, reagindo 
favoravelmente à nossa busca por Ele. Foi isso que Ele prometeu 
em Jeremias 29.13,14: E buscar-me-eis e me achareis quando me 
buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o 
Senhor.
Você está acostumado a fazer sempre a mesma coisa na sua 
igreja? Dirige um grupo de estudo, um departamento ou coral? Dá 
aulas na escola dominical ou costuma fazer visitas aos novos 
convertidos? Glória a Deus por isso! Mas tenho uma notícia para 
você: Deus quer movimentar a sua vida, quer usá-lo em novas 
áreas.
Quando o avivamento vier, Deus vai mudar o seu ser e levá-lo a 
desfrutar de coisas novas. Quando Deus despertar Sua Igreja 
nesses últimos tempos que antecedem a volta de Cristo, Ele vai 
"sacudir" muitos cristãos que estão tendo uma vida aquém do que 
deveriam, acomodados à sua repetitiva rotina, sem poder, sem 
milagre. Ele vai levá-los a superar barreiras impostas por 
tradições religiosas, legalismo, crises; vai promover a união do 
Corpo de Cristo e levá-lo a anunciar o evangelho como nunca, no 
poder, na graça na autoridade nome de Jesus e testificando pelo 
Espírito Santo. Muitas pessoas vão converter-se e ser tratadas pela 
Igreja do Senhor. Elas também vão crescer na graça e no 
conhecimento de Cristo, ser cristãs maduras e dar muitos frutos, 
para a glória de Deus!
Isto é avivamento, despertamento! É a ação do Espírito Santo, a 
qual tem a ver com movimento, mudança. O avivamento de que 
precisamos para os dias de hoje é este! Esteja preparado!
Nutra o desejo de ser renovado espiritualmente. Busque o 
avivamento com fé. Ore, fale com Deus: "Senhor, o que queres 
mudar em mim? O que precisa ser movido ou removido em meu 
ser? Onde queres usar-me? O que queres que eu faça para ti?" 
Seja obediente ao Senhor, permitindo que Ele trabalhe como 
quiser, para produzir um avivamento autêntico em você, na sua 
igreja, e esteja aberto às mudanças que o Senhor irá efetuar para 
melhor em sua vida.
Deus quer mover-nos. Quer levar-nos à maturidade espiritual e à 
realização de muitas coisas em Seu nome. Ele deseja usar-nos de 
maneira diferente, especial. Quer arrancar-nos da mesmice.
Quando o avivamento vier, nunca mais seremos os mesmos! Será 
um tempo de comunhão, adoração, alegria, milagres, crescimento 
da Igreja e expansão do Reino de Deus aqui na terra. Então, 
certamente diremos: Grandes coisas fez o Senhor por nós, e, por 
isso, estamos alegres (Sl 126.3).
Você é um cristão avivado? O Espírito Santo tem tido 
proeminência em sua vida? No capítulo seguinte, veremos quais 
as características de quem está avivado.
CAPÍTULO 3
CARACTERÍSTICASDE QUEM ESTÁ 
CHEIO DO ESPÍRITO SANTO
Para que o avivamento aconteça, os cristãos têm de ser cheios do 
Espírito Santo.
Como sabemos que uma pessoa é cheia do Espírito? Por ela falar 
mais línguas estranhas ou profetizar mais do que as outras? Não. 
Estas são algumas das evidências, mas não as únicas. E podem ser 
forjadas. Mas há outros indicadoras mais seguros, como a 
manifestação do fruto do Espírito — o amor, a alegria, a paz, a 
paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o 
domínio próprio (Gl 5.22,23 NTLH) — na vida da pessoa e a 
exibição das seguintes características: semelhança com Cristo, 
temor a Deus, generosidade e desapego aos bens materiais, 
preocupação em anunciar a Palavra a outros, o uso dos dons e da 
autoridade espiritual. Vejamos mais especificamente cada um 
desses quesitos.
1. Semelhança com Cristo
A pessoa cheia do Espírito Santo manifesta um profundo desejo 
de ser semelhante a Cristo no que tange ao Seu caráter e às Suas 
obras.
Foi por causa da sua semelhança com Cristo que os do Caminho 
(At 9.2 ara), como eram conhecidos os primeiros seguidores do 
Senhor, foram chamados pela primeira vez cristãos, que significa 
pequenos cristos, em Antioquia (At 11.26). Eles foram designados 
assim porque se pareciam com Cristo; imitavam Seu modo de ser, 
de falar e de agir.
Uma pessoa cheia do Espírito Santo tem desejo de imitar o seu 
Salvador. Foi isso que Paulo fez e ensinou; daí ele ter 
recomendado: Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo 
(1 Co 11.1). Em outras palavras, o apóstolo estava dizendo: 
"Podem imitar a mim, pois eu sou parecido com Cristo!"
Paulo reforçou essa idéia em Filipenses 4.9, quando exortou: O 
que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em 
mim, isso fazei. E preciso muita convicção de que sua vida está 
pautada na vida de Cristo para recomendar tal coisa! Contudo, 
lamentavelmente, o que vemos hoje é muita gente, inclusive que 
se diz cristã, querendo imitar artistas e celebridades, que não têm 
nada a acrescentar, em vez de imitar Cristo, que foi um modelo 
para todos nós de humildade, verdade, amor, altruísmo, justiça, 
nobreza de caráter, misericórdia, bondade, humanidade.
Já uma pessoa cheia do Espírito Santo quer e consegue imitar seu 
Senhor e Salvador: Jesus Cristo. A Ele, a glória!
2. Temor a Deus
Outra marca na vida de uma pessoa cheia do Espírito Santo é o 
temor a Deus. Por isso, ela se esforça para não pecar e batalha 
para não desagradar e ofender Aquele que a amou primeiro, 
salvou e deu-lhe uma nova vida. E quando, involuntariamente, 
peca, ela fica triste, arrepende-se, pede perdão e muda seu 
comportamento.
Essa pessoa realmente demonstra ter temor a Deus. Mas quem 
erra e fica tentando apresentar desculpas para o seu pecado 
demonstra que, no fundo, não se quebrantou nem arrependeu-se, 
quer apenas se autojustificar, em vez de receber a justificação que 
vem pelo sangue de Cristo, que nos purifica de todo o pecado.
Logo, temer a Deus não é ter medo de um Deus vingativo e 
iracundo, que deseja acabar com alguém ao primeiro erro deste. 
Temer a Deus é reconhecer a soberania e a grandeza do Senhor e 
ser submisso a Ele, sabendo que o justo Juiz nos está vendo o 
tempo todo e, um dia, vamos prestar-lhe contas por nossas 
palavras, pensamentos, ações ou omissões (Hb 4.13).
A pessoa que teme a Deus introjeta em seu ser marcas do caráter 
de Deus, que passam a fazer parte do seu caráter, da sua história e 
da sua vida. E por isso que, no Salmo 112.4b, está escrito que o 
homem que teme a Deus é piedoso, misericordioso e justo.
E sabe qual é o resultado prático na vida de quem teme a Deus? A 
sua descendência será abençoada e poderosa na terra (SI 112.2); 
fazenda e riquezas haverá na sua casa (v. 3); em meio às trevas, 
ele verá nascer a luz (v. 4); disporá as suas coisas com juízo (v. 
5); não temerá os maus rumores (v. 7); nunca será abalado (v. 6); 
a sua força se exaltará em glória (v.9) e ficará em memória eterna 
(v. 6).
3. Generosidade e desapego aos bens materiais
Outra característica da pessoa cheia do Espírito Santo é a 
generosidade, a liberalidade e o desapego aos bens materiais. Isso 
ocorre porque ela valoriza mais o espiritual e eterno do que o 
material e transitório. Assim, ela busca o Reino de Deus e Sua 
justiça em primeiro lugar, atentando para o que Jesus ensinou em 
Mateus 6.25,31-33:
Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de 
comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, 
pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o 
mantimento, e o corpo mais do que a vestimenta? Não andeis, 
pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou 
com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios 
procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais 
de todas essas coisas; mas buscai primeiro o Reino de Deus, e, a 
sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
Hoje, porém, há pessoas dentro das igrejas que só faltam pedir a 
Jesus para Ele não voltar agora porque elas têm tanta ganância, 
amam tanto o dinheiro, estão tão presas às coisas terrenas que só 
usam sua fé em Deus para tentar obter bens materiais. E há outras 
que acham que o Senhor não as ama porque não lhes deu a casa, o 
cargo, o salário ou o cônjuge que sonhavam. As pessoas de ambos 
os grupos não amam nem servem ao Deus verdadeiro; servem a 
um deus materialista, a Mamon. Parece que nunca leram o que 
Paulo disse em 1Coríntios 15.19: Se esperamos em Cristo só 
nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
Que evangelho está sendo anunciado por aí? Um evangelho de 
negociatas, de toma lá dá cá, que só reivindica coisas materiais; 
um evangelho de “Venha para Jesus para conseguir um bom 
casamento, um carro novo, uma casa própria, uma cura"? Sei que 
Jesus pode dar tudo isso àqueles que o seguem, mas essa não é a 
essência das boas-novas de salvação que Ele pregou. Não foi por 
coisas corruptíveis que Jesus morreu naquela cruz em nosso lugar. 
Foi para nos assegurar perdão, paz, comunhão com Deus e vida 
eterna.
Precisamos de um avivamento que leve as pessoas a imitar Cristo, 
a temer a Deus e a ser desapegadas dos bens materiais. Mais do 
que nunca, precisamos de um avivamento, a fim de que voltemos 
ao primeiro amor e o espiritual seja priorizado. Então, 
exclamaremos como o salmista:
Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a 
minha alma por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do 
Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?
Salmo 42.1,2
Então, teremos fome e sede de Deus, e Ele se manifestará a nós 
poderosamente.
Uma pessoa cheia do Espírito Santo está preparada para o 
sobrenatural de Deus se manifestar na vida dela. Precisamos de 
um avivamento, para que as pessoas sejam cheias do Espírito 
santo!
4. Preocupação em anunciar a Palavra de Deus
Além de ser semelhante a Cristo, de temer a Deus e priorizar as 
coisas espirituais e eternas, uma, pessoa avivada sente desejo de 
compartilhar com outras a Palavra de Deus. É isso que vemos em 
Atos 4. Após os cristãos serem revestidos do poder do Espírito 
Santo, no Dia de Pentecostes, eles anunciavam com ousadia a 
palavra de Deus (v. 31).
O avivamento traz fé e coragem para a proclamação do evangelho 
de maneira convicta e inequívoca. Contudo, muitos que se 
mostram "fervorosos" dentro da igreja, quando estão fora, em seu 
trabalho, em sua escola, em seus afazeres diários, sequer se 
identificam como cristãos ou falam de Jesus. Têm medo de 
assumir suas crenças e ser menosprezados, ou não compartilham 
o evangelho com ninguém porque eles mesmos têm dúvida 
quanto à verdade.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como 
crerão naquele de quem não ouviram? E comoouvirão, se não há 
quem pregue? (Rm 10.14) E como convencer outro de que o 
estilo de vida cristão é o melhor, quando se vive de modo 
conflitante com aquilo em que se afirma crer? Quem crê em Deus 
lhe obedece. Vive e morre por essa verdade, em vez de esconder-
se ou esquivar-se!
Estamos precisando de um avivamento, para que os cristãos 
acordem para a realidade e percam o medo, a vergonha e a 
incredulidade, e anunciem o evangelho com graça, ousadia e 
poder, deixando de ser omissos. Afinal, enquanto muitos cristãos 
estão preocupados apenas consigo mesmos, milhares de pessoas 
estão bem perto, desesperadas, doridas, precisando de uma 
palavra de conforto, alívio, esperança, salvação. Mas eles não 
estão nem aí para isso. São indiferentes ao seu próximo e ao apelo 
de Cristo.
Nunca foi tão fácil pregar o evangelho! A violência, a 
desagregação familiar, as drogas, o desemprego, a corrupção, a 
fome, os desastres naturais, tudo isso nos concede oportunidades 
para falarmos de Jesus, de Seu amor e de Seu plano de salvação. 
O cristão deve lançar a semente do evangelho e deixar o Espírito 
Santo trabalhar. Precisamos de um avivamento para não 
perdermos nenhuma oportunidade que passa na nossa frente!
Certa vez eu estava retornando da igreja para casa quando dois 
pneus do meu carro estouraram. Eram 23 horas. Eu só tinha um 
estepe. A 100 metros dali, havia um posto, mas já estava fechado. 
Tinha um vigia, e eu lhe perguntei: "amigo, posso deixar meu 
carro aqui no posto? Amanhã, volto para buscar".
O vigia concordou. Em seguida, fui para o outro lado da rua, 
pensando: "Senhor, sei que esses dois pneus não furaram a toa. 
Será que tu queres me usar para falar com algum taxista? Se for 
isso, que a pessoa pare para mim espontaneamente".
Fiquei parado. Às 23h20min, passou um táxi livre, mas não 
parou. Eu também não fiz sinal. Tornei a orar: "Senhor, não sei 
como vai ser, mas o táxi terá de parar aqui". Passou o segundo 
táxi, e também não parou. Depois de 35 minutos, veio outro táxi, 
que parou dois metros à minha frente. Desceu um casal. Eu dei 
um passo adiante, e disse: "amigo, estou precisando ir para casa. 
Dois pneus do meu carro furaram... já é tarde. Vou deixar o carro 
no posto, e amanhã voltarei para consertar os pneus". O motorista 
disse: "pode entrar".
Assim que eu entrei no veículo, disse: "amigo, sou um pastor, e 
quando os pneus do meu carro furaram, eu sabia que Deus me 
usaria para falar de Jesus para alguém. Eu pedi ao Senhor que Ele 
fizesse o carro dessa pessoa parar perto de mim. Você foi o único 
táxi que parou. Isso significa que Deus quer tratar com você".
A essa altura da conversa, o motorista já se derramava em 
lágrimas. Há 20 anos, ele se desviara dos caminhos do Senhor, ao 
envolver-se com drogas. Enquanto nos aproximávamos de minha 
casa, continuei pregando para ele e depois orei com ele dentro do 
carro.
Um ano depois, uma casa de recuperação de usuários de drogas 
no Rio de Janeiro levou um grupo de recuperados à minha igreja, 
para louvar a Deus. De repente, um deles, bem-arrumado e 
sorridente, começou a fazer sinal de que queria falar comigo 
depois. Assim que o culto terminou, ele me deu um abraço e, 
chorando, disse que era o motorista de táxi aquém eu tinha falado 
de Jesus na noite em que os pneus de meu carro haviam furado, 
que o Espírito Santo o havia tocado para ele voltar aos caminhos 
do Senhor, e Jesus o libertara das drogas, restaurando sua vida.
O evangelho é a verdade e o poder de Deus para mudar vidas! 
Precisamos de um avivamento, para termos compaixão pelos 
perdidos, pregando a tempo e fora de tempo para eles, a fim de 
que o Senhor resgate aqueles que estão indo para o inferno. Essa é 
a missão da Igreja: cumprir o ide de Jesus!
5. Uso dos dons e da autoridade espiritual
Em Atos 4.33 está escrito:
E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da 
ressurreição do Senhor Jesus, e em todo; eles havia abundante 
graça.
Precisamos de um avivamento, para que todo cristão tenha a 
certeza de que pode, em nome de Jesus, orar, dar testemunho de 
sua fé e liberar palavras para abençoar outros. Não é necessário 
nenhum outro intermediário, além de Jesus, para alguém se 
achegar a Deus e ser ouvido por Ele.
O Senhor não conta só com o testemunho, a oração e o 
evangelismo feitos por pastores e outros líderes na igreja. Ele 
conta com você também, onde você mora, estuda, trabalha. Deus 
deseja dar-lhe poder, graça, dons, talentos e autoridade, para você 
testemunhar sobre Cristo e para que, ao liberar uma palavra com 
base na Palavra de Deus e na sua experiência com o Senhor, o 
Espírito Santo a confirme, trazendo quebrantamento, cura, 
libertação, salvação a quem estiver ouvindo você.
Se foi lavado e remido pelo sangue do Cordeiro, se é obediente a 
Deus e à Sua Palavra, você tem o Espírito Santo, e Ele lhe 
concede discernimento, graça e autoridade para falar e agir como 
um representante de Jesus nesta terra. Jesus revelou aos Seus 
discípulos: Eis que vos dou poder par pisar serpentes, e 
escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum 
(Lc 10.19).
Foi crendo nessa realidade espiritual que duas adolescentes da 
igreja do Pr. Marco António Peixoto, durante um evangelismo na 
noite de Réveillon, na praia de Copacabana, repreenderam o 
demônio de uma mulher possessa, dando um testemunho 
tremendo do poder de Deus à multidão que ouvia as previsões da 
capetada. Quando o demônio se debateu, alegando ter sido 
amarrado, uma das jovens cristãs explicou: "Olha, pessoal, quem 
amarrou esse demônio foi o Senhor Jesus, e Ele tem todo o poder 
para libertar, curar e dar uma vida nova a vocês. Só Ele conhece o 
futuro de cada um aqui. Entregue sua vida a Ele.”
Que belo testemunho de Cristo!
Senhor Jesus, mande um avivamento para a Sua Igreja, a fim de 
que possamos dar um testemunho poderoso e impactante como 
esse, sempre que tivermos uma oportunidade! Gere em nós o 
desejo de sermos avivados, de orarmos e buscarmos o avivamento 
genuíno. Dê-nos fé, perseverança e graça para continuarmos 
insistindo até recebermos renovação espiritual. Faça uma 
mudança radical em nós. Encha-nos do Seu Espírito, de amor, 
ousadia e autoridade para anunciarmos o evangelho ao nosso 
próximo! Conceda-nos dons espirituais, para edificarmos a Igreja 
e promovermos a salvação dos que convivem conosco, bem como 
unidade como Corpo de Cristo. Assim Seu nome será glorificado, 
e o Seu Reino expandido aqui na terra!
No capítulo seguinte, falaremos sobre a importância da comunhão 
e unidade do Corpo de Cristo, bem como os princípios 
fundamentais para essa realidade, que promove o avivamento e 
muitos milagres.
CAPÍTULO 4
COMUNHÃO E AVIVAMENTO
Em Atos 4.32-35, está escrito:
E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e 
ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, 
mas todas as coisas lhes eram comuns [...] e em todos eles havia 
abundante graça [...] Não havia, pois, entro eles necessitado 
algum [...] E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que 
cada um tinha.
Era um o coração e a alma da multidão dos que criam em Jesus. 
Havia uma profunda comunhão, amor e confiança entre os 
primeiros cristãos; conseqüentemente, havia graça e uma 
tremenda unção de Deus, pois, como é dito no Salmo 133.1a,3b, 
quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união [...] 
porque ali o SENHOR, ordena a bênção e a vida para sempre.
A união faz a força. A Igreja de Jesus Cristo, como um corpo 
espiritual que trabalha por uma finalidade comum, precisa de 
membros bem ajustados e de coesão em relação às suas metas e 
aos seus objetivos. Não basta pregar sobre a verdade; é preciso 
vivenciá-la.E por isso que precisamos de um avivamento: para que haja uma 
profunda comunhão na igreja, o Senhor Jesus se manifeste 
poderosamente em nosso meio, e as pessoas reconheçam que o 
evangelho é maravilhoso e prático; é perfeitamente possível viver 
à luz dele. Mas não falo de uma comunhão superficial, de reunir-
se num mesmo lugar e prestar um culto a Deus, ou de mera 
concordância com as idéias alheias. Refiro-me à comunhão 
profunda, à qual Paulo aludiu em Colossenses 3.12-16:
Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de 
entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, 
mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros e 
perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra 
outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. 
E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da 
perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados 
em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A 
palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a 
sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com 
salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com 
graça em vosso coração.
Por que Paulo usou a palavra entranhas? Porque entranha fala de 
profundidade; é uma coisa que está escondida e bem arraigada, 
enraizada, sendo difícil de arrancar. Se estivermos revestidos, ou 
seja, duplamente vestidos, de entranhas de misericórdia, de 
benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, o Espírito 
Santo dominará nosso ser, e nossa comunhão com nosso irmão na 
fé não será algo superficial; portanto, não poderá ser abalada por 
qualquer lapso humano ou desentendimento.
Para que haja comunhão profunda e unidade na igreja, cada 
cristão precisa estar revestido de entranhas de misericórdia, de 
benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, para suportar 
e perdoar o outro, promovendo o crescimento e a edificação do 
Corpo de Cristo.
Ainda existem muitos cristãos imaturos e superficiais, que dizem: 
"não falo com aquele irmão porque ele não me deu a paz do 
Senhor", ou se opõem ao outro porque o acham metido, 
antipático, e saem falando mal dele para todo mundo. Isso é 
cristianismo?
Às vezes, aquela pessoa que alguém imagina ser antipática está 
vivenciando um problema sério e, em vez de aproximar-se dela 
para ver se pode ajudá-la, dar-lhe uma palavra de ânimo, consolo, 
o cristão imaturo já sai julgando-a, condenando-a e aplicando a 
pena. Mas Jesus não nos constituiu juízes uns dos outros. Antes, 
fomos chamados a crucificar nossas paixões, a corrigir nosso 
olhar, que só vê o que está ao alcance dos nossos olhos e nos 
interessa, a amar, porque o amor é o vínculo da perfeição (Gl 
5.24; Cl 3.14). Como lembrou Paulo, nós que somos fortes 
devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós 
mesmos (Rm 15.1).
Tendo em vista a importância da comunhão para a saúde 
espiritual e a obra de Deus por intermédio do Corpo de Cristo, 
vamos analisar a seguir alguns princípios que devem ser 
observados por quem quer usufruir de uma profunda comunhão 
com seu irmão na fé; entre os quais a comunicação, a disposição 
para ajudar o outro, a promoção da paz, a cooperação, a aceitação 
do outro, a convivência com os irmãos, o exercício do perdão, e a 
doação.
Princípios fundamentais para uma profunda comunhão
Princípio número 1: a comunicação
Se você quer usufruir de uma profunda comunhão com o seu 
irmão, fale com ele, converse. Estabeleça com ele um canal de 
comunicação. É por meio da fala, dos gestos e das nossas atitudes 
que nos comunicamos com Deus e com o nosso próximo, 
construímos e mantemos relacionamentos.
Comunicar o quê?Em Efésios 4.25 e Colossenses 3.9,10, somos 
instados a rejeitar a mentira e a falar a verdade sempre.
Fale a verdade, seja sincero e simples, como recomendou Jesus 
em Mateus 5.37: Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, 
porque o que passa disso é de procedência maligna. Contudo, seja 
amável com a pessoa como gostaria que ela fosse com você, e 
espere para falar na hora certa, no momento oportuno e adequado, 
quando ela poderá ouvi-lo com calma.
Não constranja ninguém, falando de qualquer modo e na frente de 
todo mundo. Como ensina a Palavra de Deus, como é preciosa a 
palavra dita a seu tempo (Pv 25.11).
A verdade é para edificar o outro, e não para destruí-lo. Portanto, 
essa arma espiritual que liberta não deve ser empunhada com 
arrogância, desprezo pelo outro; antes, deve ser usada com amor 
(leia Tg 3). 
Além disso, crie o hábito de falar sobre coisas boas, conforme nos 
ensinou Paulo em Efésios 4.29: Não saia da vossa boca nenhuma 
palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, 
para que dê graças aos que a ouvem.
Princípio número 2: a disposição para ajudar o outro
A comunicação é o primeiro princípio para cultivarmos uma 
comunhão profunda com nossos irmãos, e o segundo princípio é a 
disposição para ajudar o nosso próximo.
Ajudar é auxiliar, prestar socorro, servir, mas também suportar o 
outro, facilitando para ele relacionar-se conosco. Fazemos isso 
quando aplacamos a nossa ira e crucificamos as nossas vontades 
mesquinhas em prol do outro, quando somos altruístas e quando 
suportamos as fraquezas dos fracos e não agradamos a nós 
mesmos (Rm 15.1).
Existe até pastor que diz só querer cristãos fortes e maduros na 
igreja dele. Isso é besteira! O fraco precisa ficar perto do forte 
para ser fortalecido. O imaturo precisa conviver com o maduro na 
fé para crescer também. A comunhão profunda promove isso. É 
deste tipo de ajuda que todos nós precisamos. Ninguém é perfeito 
nem autossuficiente. Ninguém se basta. Somos membros uns dos 
outros (Rm 12.5). Somos um corpo e, para que não haja divisão 
no corpo, cada membro deve ter igual cuidado uns dos outros (v. 
25).
Princípio número 3: a promoção da paz
A Palavra de Deus nos recomenda: Se for possível, quando estiver 
em vós, tende paz com todos os homens (Rm 12.18). Em outras 
palavras, naquilo que depender de nós, devemos ter paz com 
todos. Se o outro não quiser, é problema dele.
A paz é a condição para que o amor e o diálogo fluam, 
promovendo a comunhão entre os membros do Corpo de Cristo. 
Deus já nos perdoou, permitindo que estejamos em paz com Ele e 
com nós mesmos, a fim de relacionar-nos melhor uns com os 
outros. E o Senhor nos deu o ministério da reconciliação (2 Co 
5.18), e não o da confusão! Devemos promover a paz, a 
reconciliação das pessoas umas com as outras e com Deus, e o 
amor. Afinal, Jesus deixou bem claro, em João 13.35, que a marca 
dos Seus discípulos seria o amor. O amor não faz mal ao próximo; 
de sorte que o cumprimento da lei é o amor (Rm 13.10). Jesus é o 
Príncipe da paz. Como Seus embaixadores, sejamos, pois, 
promotores da paz!
Princípio número 4: a cooperação
Somos cooperadores de Deus (Rm 3.9), cooperamos com Ele, 
para que a obra de salvação seja operada em nós e em outros. 
Cooperar é colaborar com o outro em prol de um objetivo 
comum; é ajudar ou facilitar o trabalho de outrem sem a pretensão 
de receber os méritos.
Jesus tinha muitos homens e mulheres como Seus discípulos e 
cooperadores. Os apóstolos também. Paulo, em Romanos 16, 
chega a citar uma lista de 32 cooperadores de seu ministério, fora 
os nomes que ele cita em outras cartas. Isto assinala que ninguém 
faz nada sozinho. Precisamos uns dos outros e de uma profunda 
comunhão e amizade que nascem da cooperação. A Igreja precisa 
da cooperação dos cristãos.
Peça a Deus para ser avivado e para usar melhor seus dons e 
talentos, cooperando com Ele para a divulgação do evangelho e a 
salvação de muitas almas. Você se sentirá muito feliz com isso e 
integrado à família de Deus.Princípio número 5: a aceitação do outro
A Bíblia nos revela que a sabedoria e a graça de Deus são 
multiformes (Ef 3.10; 1 Pe 4.10), ou seja, manifestam-se de 
muitas formas. E por isso que existe uma infinidade de 
ecossistemas; de cores, odores; de minerais, animais, vegetais; de 
seres humanos; de dons, talentos e habilidades.
Apesar de corras características comuns a certas espécies o 
grupos, o Senhor não criou coisas em série. Ele criou indivíduos, 
verdadeiras obras de arte da engenharia divina. Não existem 
pessoas iguais, por mais parecidas que elas sejam fisicamente e 
por mais afinidades que tenham. Somos indivíduos, seres únicos, 
subjetivos. Daí a exortação de Pedro: Cada um administre aos 
outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da 
multiforme graça de Deus (1 Pe 4.10).
A despeito de sabermos isso, em nosso meio, há muita dificuldade 
de aceitar as diferenças entre as pessoas. A maioria quer que todo 
o mundo seja igual a ela.
Sabe por que existem pessoas que desejam a uniformização? 
Porque têm medo da diferença.
Não querem enxergar as qualidades do outro, que as obrigam a 
reconhecer as suas próprias limitações, inabilidades e carências, 
seus medos e fracassos. Afinal, elas teriam de ceder, mudar, fazer 
concessões, exercer o perdão e a misericórdia, para se 
relacionarem com outras.
Se você é um cristão e quer crescer em graça e conhecimento até 
a estatura de Cristo, tem de amadurecer na fé e ser mais flexível 
no trato com seu próximo. Precisa aprender a ouvir antes de falar. 
Não pode impor suas idéias e seus projetos sem considerar a 
vontade e o momento do outro. Todo mundo tem dons, talentos; 
algo com que pode contribuir para o todo.
Se você quer ser ouvido, aprenda a ouvir. Mesmo que tenha uma 
opinião diferente, respeite a do outro. Você precisa aceitá-lo como 
ele é, para também ser aceito e trabalhar com ele em prol de algo 
maior.
Como pode haver unidade, comunhão, sem aceitação?
Princípio número 6: a convivência com os irmãos
Outro princípio que você precisa observar para usufruir de uma 
profunda comunhão com seus irmãos é conviver com eles.
Em Atos 2.46, está escrito que os primeiros cristãos, antes do 
derramamento do Espírito Santo, perseveravam juntos no templo 
e no partir do pão em casa. Os primeiros cristãos estavam unidos 
espiritual e socialmente. A última parte do versículo 33 de Atos 4 
diz: E em todos eles havia abundante graça. Esse é um dos 
resultados de uma comunhão profunda com nossos irmãos em 
Cristo!
Você costuma reunir-se como Igreja para cultuar Deus ou 
simplesmente falar sobre o que Ele tem feito na sua vida? Qual 
foi a última vez que bateu um papo com um amigo cristão, ou 
convidou um irmão para almoçar ou jantar na sua casa?
Alguns cristãos têm mais amizade com incrédulos do que com os 
irmãos. Vivem saindo juntos; é jantar para cá, festa para lá. Mas a 
Palavra de Deus nos ensina:
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que 
sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a 
luz com as trevas?
2 Coríntios 6.14
Outros cristãos não têm amizade com ninguém e, na luta pela 
sobrevivência, trabalham tanto que acabam se esquecendo de 
viver. Como poderão ter comunhão com Deus, se não têm 
comunhão com os irmãos? Como vão crescer em conhecimento e 
graça, se não interagem com outras pessoas que estão sendo 
tratadas pelo Senhor?
Precisamos imitar os cristãos primitivos, cultivando uma 
convivência saudável e pacífica com nossos irmãos. Então, o 
Senhor se manifestará em nosso meio, operando em nós o Seu 
querer e o Seu efetuar!
Princípio número 7: o exercício do perdão
Também precisamos de um avivamento para que os cristãos 
possam abundar em conhecimento e graça. Sabe o que é graça? É 
um favor imerecido; implica amar mesmo sem ser amado. Amar o 
outro não porque este nos ama, mas por causa do amor de Deus 
que está em nós.
Esse era o tipo de amor que Paulo sentia pelos irmãos de Corinto, 
mesmo por aqueles que não o entendiam e o criticavam. É o que 
entrevemos na declaração dele em 2 Coríntios 12.15: Ainda que, 
amando-vos cada vez mais, seja menos amado.
Na prática, é esse amor gracioso de Deus, o amor ágape, que nos 
permite perdoar o nosso próximo quantas vezes forem 
necessárias, não importando a gravidade da ofensa.
Não me refiro a perdoar apenas quem nos destratou num 
momento de crise, quem falou mal de nós porque não nos 
compreendeu, estava chateado ou com inveja, quem não pagou o 
que nos devia. Há certos tipos de perdão que são bem mais 
difíceis de liberar. Não é fácil perdoar o assassino de um filho 
nosso, um cônjuge que nos traiu, um pai que nos violentou 
emocional e/ou fisicamente. Nesses casos, só estando repleto da 
graça de Deus. Mas, mesmo assim, o Senhor requer isso de nós. 
Esta é a condição para também sermos perdoados e restaurados 
por Ele.
No Pai-Nosso, a oração-modelo, Jesus pediu: [Pai,] perdoa-nos as 
nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores 
(Mt 6.12). E ensinou: 5e, porém, não perdoamos aos homens as 
suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas 
ofensas.
Sabe por que, até na igreja, há muita gente com câncer, depressão, 
insônia, problemas nervosos e doenças psicoemocionais? Porque 
não quer liberar perdão para o pai ou a mãe que a maltratou na 
infância, para o amigo, o sócio ou o cônjuge que a traiu. Prefere 
alimentar o rancor e deixar a raiz de amargura contaminar todo o 
seu ser, em vez de clamar a Deus, pedir ajuda do Espírito Santo 
para perdoar quem a ofendeu, a fim de ser liberta e curada para a 
glória do Senhor.
Não é fácil perdoar. Somos nós quem sentimos a dor, a 
humilhação de uma ofensa. Mas, se Jesus foi capaz de morrer em 
nosso lugar, levar sobre si as nossas ofensas e nossos pecados, e 
interceder por nós na cruz, dizendo: "Pai, perdoe-os, porque eles 
não sabem o que fazem", quem somos nós para nos recusar a 
perdoar quem nos magoou e ofendeu?
Perdoar não é o mesmo que dar um tapinha nas costas de quem 
nos feriu e dizer que não foi nada. É assumir que doeu, mas que 
estamos dispostos a superar a dor, a mágoa, a humilhação, e a dar 
a outra face, outra oportunidade1 de a pessoa se relacionar 
conosco de forma diferente.
O perdão é composto de dois elementos: um, natural, que depende 
da nossa escolha; e outro, sobrenatural, que é da competência 
divina — o milagre da cura pela ofensa que sofremos ou que 
causamos a outrem.
Quando esses dois elementos, a vontade humana de perdoar e o 
poder divino, unem-se, há perdão e cura da alma, das emoções; as 
feridas são cicatrizadas, o inconsciente fica sarado, e o nosso 
amor-próprio é recuperado. Somos libertos de todo sentimento de 
amargura, ficamos aliviados, e podemos seguir em frente e ser 
tudo o que Deus projetou para nós.
Há momentos em que só conseguiremos perdoar se fizermos 
como Jesus fez: se renunciarmos a nós mesmos, suportarmos a 
dor, crucificarmos o nosso eu e pedirmos a Deus que faça a 
vontade dele, e não a nossa. Não é fácil. Sempre haverá 
resistência para liberar o perdão. Será preciso esvaziar a alma da 
amargura, da tristeza, e encher-se do Espírito Santo para perdoar. 
Mas Ele nos ajudará, e venceremos, independente das 
circunstâncias, quer quem nos ofendeu nos ame e peça-nos 
perdão, quer não.
Além disso, quando perdoamos, espiritualmente nos tornamos 
mais parecidos com Cristo; emocionalmente nos tornamos mais 
equilibrados e maduros, trabalhando melhor nossos 
relacionamentos com nós mesmos e com nosso próximo; 
fisicamente, evitamos muitas doenças, e financeiramente 
prosperamos, pois só então nossa oferta é aceita por Deus (Mt 
5.23).
Princípio número 8: adoação
A Palavra de Deus ordena: Amai-vos ardentemente uns aos 
outros, com um coração puro
 (1 Pe 1.22). Não amemos de palavra, nem de língua, mas por 
obra e em verdade (1 Jo 3.18).
Dizermos que amamos alguém é fácil, mas demonstrarmos isso 
com atitudes concretas é o que realmente evidencia nosso amor. 
Deus provou o Seu amor para conosco ao dar o Seu único Filho 
em resgate da humanidade. Dar é uma prova de amor, porque 
quem ama não busca os seus interesses (1 Co 13.5), não é egoísta; 
é generoso e altruísta; quem ama se vê como uma pessoa 
favorecida por Deus, cheia da graça, apta a doar-se ao outro e 
compartilhar os recursos que tem para ajudar o outro que está em 
necessidade.
E por isso que Tiago (1.27) afirma que a religião pura e imaculada 
para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas 
tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.
A despeito de saber disso, alguns cristãos ainda se esquivam de 
ajudar quando um irmão, que há dez anos serve ao Senhor na 
mesma igreja em que eles e é uma pessoa íntegra, trabalhadora, 
um dia se aproxima e confidencia: "irmão, ajude-me. Estou 
nervoso, pois estou desempregado e vão cortar a minha luz, 
porque a conta está atrasada e não tenho como pagá-la''.
Talvez não lhes seja possível pagar integralmente a conta, mas 
podem contribuir com R$10,00 ou R$20,00, para ajudar o irmão 
necessitado. Contudo, dizem apenas que vão orar por ele.
Isso é cristianismo? Não. Cristo nos ensinou e nos deu o Seu 
Espírito, a fim de que tenhamos compaixão uns dos outros, assim 
como Deus teve misericórdia de nós e, em vez de condenar-nos, 
salvou-nos, enviando Seu único Filho para morrer em nosso lugar.
O que é compaixão? E simpatia para com a tragédia pessoal de 
outrem, acompanhada do desejo de amenizá-la de alguma forma; 
implica colocar-nos no lugar do outro, sentir com o outro a su.i 
dor e movei nos para ajudá-lo, como gostaríamos que fizessem 
conosco.
Precisamos de um avivamento para que tenhamos compaixão uns 
dos outros e doemos um pouco mais de nosso tempo, de nossa 
compreensão, de nosso serviço, de nossos bens materiais em prol 
daqueles que estão em condições piores que nós.
Precisamos ter compaixão tanto de nossos irmãos como das almas 
perdidas. Precisamos manifestar a graça de Deus, para amarmos 
mesmo sem sermos amados, perdoarmos o outro quantas vezes 
forem necessárias, independente do tipo de ofensa, termos 
compaixão e doarmos até o que nos faz falta para abençoar 
alguém mais necessitado que nós. Foi isso que os cristãos da 
Macedônia fizeram para com os irmãos de Jerusalém, merecendo 
o elogio de Paulo. Atente para o relato em 2 Coríntios 8.1-5:
Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às 
igrejas da Macedônia; como, em muita prova de tribulação, 
houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza 
superabundou em riquezas da sua generosidade. Porque, 
segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do 
seu poder, deram voluntariamente, pedindo-nos com muitos 
rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para 
com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, 
mas também a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e 
depois a nós, pela vontade de Deus.
Os cristãos pobres da Macedônia ajudaram os mais pobres da 
Judéia. Isto é graça! Isto é avivamento! Mais do que dar dinheiro 
à obra de Deus, é doar-se. Apesar de saberem disso, muitos estão 
dando migalhas de oferta, e dizendo que amam a Deus e a obra 
evangelística.
Para que estamos querendo um avivamento? Apenas para falar 
língua estranha, rodopiar na igreja, fazer barulho e aparentar ser 
mais espiritual do que outros? O avivamento deve ser, em 
primeiro lugar, para que os propósitos de Deus para a minha e a 
sua vida e por meio delas sejam plenamente atingidos.
Oração por um avivamento
"Ô Deus, sopra o Teu vento vivificador sobre a Tua Igreja, para 
que tenhamos o desejo de ser avivados, de crescer na graça e no 
conhecimento de Cristo, de ser semelhantes a Ele. Espírito Santo, 
ajuda nos a orar, a buscar o avivamento genuíno e a ser 
obedientes a Ti e ao Teu chamado. Dá-nos dons, talentos, 
autoridade espiritual e disposição para pregar a Palavra, cooperar 
uns com os outros, promover a paz, o perdão, para doar mais de 
nós mesmos e usar os recursos materiais que Tu nos deste para 
ajudar o nosso próximo e abençoar a Tua obra. Que possamos 
viver o evangelho em que afirmamos crer. Concede-nos poder 
para vencermos o mal, o pecado, as adversidades, e para 
testemunharmos de Ti e do Teu glorioso amor. Em nome de 
Jesus, amém!"

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