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Apostila de Anatomia Osteo MIo - Parte de Osteologia

Resumo de anatomia musculoesquelética: define músculos (agonistas, antagonistas, sinergistas), tipos de contração e tônus, fáscias/aponeuroses, termos de movimentos articulares (abdução, adução, rotação, flexão/extensão, pronação/supinação, dorsiflexão/plantiflexão, circundução), ossos compacto/esponjoso e vitamina D.

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✓ MÚSCULOS SINERGISTAS: Contraem em conjunto para auxiliar a ação do agonista e auxiliar também 
estabilizar o movimento. 
✓ MÚSCULOS AGONISTAS: Principais responsáveis pelo movimento. 
✓ MÚSCULOS ANTAGONISTAS: Contração oposta ao agonista (a gravidade pode atuar também como 
antagonista). 
✓ CONTRAÇÃO ISOTÔNICA: Concêntrica (encurtamento) e Excêntrica (alongamento). 
✓ CONTRAÇÃO ISOMÉTRICA: Contração muscular sem movimento articular aparente (estático). 
✓ TÔNUS MUSCULAR: é definido como uma propriedade na qual o músculo mantém um estado 
constante ou estável de contrações parciais. Algumas células musculares, em determinados músculos, 
sempre se contraem enquanto outras células musculares estão em repouso. Depois, as que estão 
em repouso se contraem, enquanto as que estavam contraindo entram em repouso. Isso nos per- 
mite, por exemplo, manter a postura corporal por longos períodos sem mostrar qualquer evidência 
de cansaço. Tal fato acontece porque o estímulo nervoso se alterna entre os vários grupos de células 
musculares e, assim, permite que todas elas tenham períodos de descanso. O tônus faz com que o 
músculo esquelético mostre certo grau de firmeza, já ́ que eles mantêm uma tração estável e leve 
nos ossos anexados a ele. 
✓ Fáscias e Aponeuroses: São tecidos conjuntivos que envolvem todo o Sistema Muscular. Apresentam-
se como lâminas achatadas, revestindo e separando os músculos entre si. 
- Servem de origem e inserção aos músculos; 
- Constituem bainhas fibrosas para os tendões; 
- Servem de vias de orientação para os vasos sanguíneos e nervos; 
- Permitem o deslizamento de uma estrutura sobre a outra, evitando ou diminuindo o atrito; 
- Durante a contração muscular, proporcionam um meio elástico, evitando a estase sanguínea. 
✓ Abdução (ABD): movimento para longe de um ponto de referência central. 
✓ Adução (AD): movimento em direção a um ponto de referência central; o oposto de abdução. 
✓ Rotação lateral (ROT LAT): giro de um osso ou de um membro em volta do seu eixo longitudinal 
lateral ou para longe da linha mediana. 
✓ Rotação medial (ROT MED): oposto da rotação lateral; girando medialmente em direção à linha 
mediana. 
✓ Flexão (FLEX): frequentemente um movimento que diminui o ângulo da articulação. 
✓ Extensão (EXT): frequentemente um movimento que aumenta o ângulo da articulação; o oposto de 
flexão. 
✓ Elevação (ELEV): erguendo superiormente, como ao encolher seus ombros. 
✓ Depressão (DEPR): um movimento de uma parte do corpo inferiormente. 
✓ Flexão (FLEX) e extensão (EXT) da coluna vertebral (como se refere à coluna vertebral, a flexão 
diminui o ângulo entre os corpos vertebrais, e a extensão aumenta este ângulo) 
✓ Pronação (PRON): rotação do rádio sobre a ulna no antebraço que muda a palma da mão para a 
posição posterior (em posição anatômica) ou para a posição inferior (se a mão estiver para frente 
com a palma para cima). 
✓ Supinação (SUP): oposto de pronação; muda a palma da mão para a posição anterior ou superior. 
✓ Circundução (CIRC): movimento no espaço que circunscreve um círculo ou um cone ao redor de 
uma articulação (é ilustrada a circundução do membro inferior na articulação do quadril). 
✓ Dorsiflexão (DFLEX): erguendo o pé na articulação do tarso (semelhante à extensão do carpo, mas 
no tarso ela é referenciada mais como uma dorsiflexão que como uma extensão). 
✓ Plantiflexão (PFLEX): um movimento de abaixar ou de rebaixamento do pé no tarso (semelhante à 
flexão do carpo). 
✓ Eversão (EV): movimento da planta do pé lateralmente. 
✓ Inversão (INV): movimento da planta do pé medialmente. 
✓ Retrusão (RETR): deslocamento posterior de uma parte do corpo sem uma modificação no 
movimento angular. 
✓ Protrusão (PROTR): deslocamento anterior de uma parte do corpo sem uma modificação no 
movimento angular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OSSO COMPACTO/ CORTICAL: Contém 80% do esqueleto humano. São encontrados geralmente nas 
camadas externas dos ossos (por exemplo nas diáfises), são eles que dão uma estrutura mais rígida para 
o esqueleto. O tecido ósseo compacto fornece proteção e suporte e resiste ao estresse produzido pelo 
peso e pelo movimento. 
OSSO ESPONJOSO/ TRABECULAR: Constituem os 20% do esqueleto. Tem aspecto de esponja e é 
encontrado no interior dos ossos. Tem função de manutenção da força, elasticidade do esqueleto, confere 
leveza ao osso, o que reduz o peso total do osso, de modo que ele se move mais prontamente quando 
tracionado por um músculo esquelético, além de alojar a medula óssea.. O tecido ósseo esponjoso compõe 
a maior parte do tecido ósseo dos ossos curtos, planos e irregulares. Além disso, forma a maioria das 
epífises dos ossos longos e a margem estreita em tomo da cavidade medular da diáfise dos ossos longos. 
 
OBS: A vitamina D auxilia na absorção do cálcio e fósforo do intestino delgado para o sangue. 
 
OSSOS LONGOS: Apresentam o comprimento consideravelmente maior que a espessura 
e a largura. Apresenta estruturas como: 
- Epífise: São as extremidades dos ossos, e são divididas em proximal e distal. 
- Diáfise: São os corpos dos ossos. 
- Cavidade Medular: local onde se encontra a medula óssea. 
- Lâmina Epifisial: Localizada entre a epífise e a diáfise, é responsável pelo crescimento 
linear do osso. 
- Periósteo: Camada de tecido conjuntivo, que recobre a face externa do osso. 
Responsável pela nutrição e crescimento em aposição do osso, é capaz de depositar 
cartilagem ou matriz óssea (principalmente para consolidação de fraturas). 
OSSOS PLANOS: Apresentam comprimento e largura equivalentes. 
Geralmente esses ossos tem função de proteção e fixação de vários 
músculos devido a sua ampla superfície. 
Ex: Ossos do crânio, esterno, escápula, quadril. 
 
OSSOS CURTOS: Apresentam equivalência das três dimensões, atuam 
para a força e solidez do carpo. 
Ex: Ossos do carpo e tarso. 
OSSOS IRREGULARES: Possuem morfologia complexa que não encontra 
correspondência em formas geométricas 
conhecidas. 
Ex: Vértebras. 
 
OSSOS SESAMÓIDES: Se desenvolvem em alguns tendões e são 
encontrados em lugares onde os tendões cruzam as extremidades dos 
ossos longos nos membros. Estes ossos protegem contra o desgaste tecidual 
excessivo e muitas vezes modificam o ângulo dos tendões em suas passagens até 
suas inserções. 
Ex: Patela 
 
OSSOS PNEUMÁTICOS: Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável 
revestidos de mucosa e contudo ar. Formam os seios paranasais. 
Ex: Seios Frontais, Etmoidais e Maxilares. 
 
 
A matriz extracelular é composta por aproximadamente 25% de água, 25% de fibras colágenas e 50% 
de sais minerais cristalizados. Embora a resistência do osso dependa dos sais minerais inorgânicos 
cristalizados, a flexibilidade do osso depende de suas fibras colágenas. Assim como barras de aço que 
reforçam o concreto armado, as fibras colágenas e outras moléculas orgânicas proporcionam resistência 
à tração, que é a resistência à distensão ou à ruptura do osso. No tecido ósseo, estão presentes quatro 
tipos principais de células: células osteoprogenitoras (mesenquimais), osteoblastos, osteócitos e 
osteoclastos: 
Células osteoprogenitoras: são células-tronco não especializadas derivadas do mesênquima, o tecido do qual 
quase todos os tecidos conectivos são formados. São as únicas células ósseas que sofrem divisão celular; 
as células resultantes se desenvolvem em osteoblastos. As células osteoprogenitoras são encontradas ao 
longo da parte interna do periósteo, no endósteo e nos canais dentro do osso que contêm vasos sanguíneos. 
Osteoblastos são células formadoras de osso. Sintetizam e secretam fibras colágenas e outros componentes 
orgânicos necessários para formar a matriz extracelular do tecido ósseo. À medida que os osteoblastos são 
recobertos com matriz extracelular, ficam presos em suas secreçõese se transformam em osteócitos. 
Osteócitos, células ósseas maduras, são as principais células do tecido ósseo e mantêm seu metabolismo 
diário, como a troca de nutrientes e de resíduos com o sangue. Como os osteoblastos, os osteócitos não 
sofrem divisão celular. 
Osteoclastos são células enormes, derivadas da fusão de até 50 monócitos (um tipo de leucócito), e estão 
concentradas no endósteo. Liberam enzimas e ácidos lisossômicos potentes que digerem os componentes 
proteico e mineral da matriz extracelular óssea. Essa decomposição da matriz extracelular óssea, 
denominada reabsorção, é parte do desenvolvimento, do crescimento, da manutenção e do reparo normais 
do osso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O crânio é subdividido em duas partes o Neurocrânio e o Viscerocrânio. O Neurocrânio é a caixa 
óssea do encéfalo, das meninges e partes proximais dos nervos cranianos, é formado por 8 ossos (dois 
ossos pares e quatro ímpares). Já o Viscerocrânio forma a parte anterior do crânio, consiste em ossos 
que formam a boca (maxila e mandíbula), nariz (cavidade nasal) e as cavidades orbitais, é formado por 14 
ossos, sendo seis pares e dois ímpares. 
 
Neurocrânio 
Frontal ( 1 ) 
Occipital ( 1 ) 
Esfenoide ( 1 ) 
Etmoide ( 1 ) 
Temporal ( 2 ) 
Parietal ( 2 ) 
 
 
Viscerocrânio 
Mandíbula ( 1 ) 
Vômer ( 1 ) 
Zigomático ( 2 ) 
Maxila ( 2 ) 
Palatino ( 2 ) 
Nasal ( 2 ) 
Lacrimal ( 2 ) 
Conchas Nasais Inferiores ( 2 ) 
 
O 
Ptério: É um ponto craniométrico localizado na fossa temporal, tem formato de H e é a junção da asa 
maior do esfenoide, parte escamosa do temporal, frontal e parietal.. 
Astério: Tem formato de estrela, localizado na junção de três suturas: lambdóidea, parietomastóidea e 
occipitomastóidea. 
Násio: Ponto de encontro entre as suturas nasofrontal e internasal. 
Ínio: Ponto mais proeminente da protuberância occipital externa.. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Crânio: 
✓ Frontal 
✓ Parietal 
✓ Temporal 
✓ Occipital 
✓ Esfenoide 
✓ Etmoide 
 
- Face 
✓ Lacrimal 
✓ Nasal 
✓ Zigomático 
✓ Vômer 
✓ Maxila 
✓ Palatino 
✓ Mandíbula
 
 
 
 
 
 
Forame Jugular: Veia jugular interna, Nn. Vago, Glossofaríngeo e Acessório. 
Canal Carótico: A. carótida interna e Nn. Simpáticos. 
Forame Lacerado: Ramo da A. faríngea ascendente e A. Carótida Interna. 
Forame Mentual: N. Mentual e vasos. 
Forame Oval: N. Mandibular do N. Trigêmeo. 
Forame Redondo: N. Maxilar do N. Trigêmeo. 
Forame Espinhoso: Vasos Meníngeos. Médios. 
Forame Estilomastóideo: N. Facial e A. Estilomastóidea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
-Base Interna 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A coluna vertebral é composta por 33 vértebras, sendo: 
✓ 7 cervicais 
✓ 12 torácicas 
✓ 5 lombares 
✓ 3 a 5 sacrais (fundidas) 
✓ 4 a 5 coccígeas (fundidas) 
Tem função de: 
✓ Sustentar a cabeça e MMSS embora permita liberdade de movimento. 
✓ Capacidade de bipedalismo. 
✓ Fornece sustentação aos músculos, costelas e órgãos viscerais. 
✓ Proteger a medula espinhal e dar passagem aos nervos espinhais. 
 
- Corpo Vertebral: Confere resistência a coluna vertebral e sustenta o peso do corpo. 
- Incisuras vertebrais: Elas em conjunto com os discos intervertebrais formam os forames intervertebrais, 
nele estão localizados os gânglios sensitivos espinais 9raíz posteriores) e dele emergem os Nn. Espinais. 
- Processos espinhosos: Constituem fixações para os ligg. e músculos que atuam sobre a coluna. 
- Arco vertebral: Em seu interior está a medula espinal e as raízes dos Nn. Espinais. O arco é formado 
por dois pedículos e duas lâminas que se unem na linha mediana e formam o processo espinhoso. 
- Processos Articulares: determinam e delimitam quais os movimentos permitidos entre as vértebras de 
cada região. Ajudam a manter as vértebras adjacentes alinhadas, evitando deslizamentos anteriores de 
uma vértebra sobre a outra. 
 
OBS: O tamanho das vértebras aumenta conforme seus segmentos descem, já que as vértebras têm 
que suportar cada vez mais peso corporal. Elas atingem seus maior tamanho imediatamente acima do 
Sácro, que transfere seu peso para o Cíngulo dos MMII. Por meio das articulações Sacroíliacas. 
- Apenas 24 vértebras são móveis, além do Sácro e Cóccix. 
As curvaturas mantem papel funcional importante: aumentam a força e mantem o equilíbrio da 
parte superior do corpo e torna possível a permanência na posição bipedal. 
 Uma criança nasce com as duas curvaturas primárias, só desenvolve as curvaturas secundárias 
até que começa a sentar verticalmente e andar. 
 São côncavas ANTERIORMENTE, são as curvaturas primárias que se desenvolvem durante o 
período fetal em relação a posição fetal (fletida). A cifose sacral nos homens é diferente das mulheres, 
a cifose é reduzida para que haja menor protusão do cóccix para a abertura inferior da pelve. 
 São côncavas POSTERIORMENTE, são as curvaturas secundárias que resultam da extensão a 
partir da posição fetal fletida. A lordose cervical torna-se evidente quando o lactente começa a tentar 
erguer a cabeça 9por volta dos 3 meses), e se consolida na época de sentar e do engatinhar, já que ele 
estende a cabeça para olhar para frente. Já a lordose lombar fica evidente nos esforços do bebê ao 
tentar ficar de pé, essa curvatura é mais acentuada nas mulheres. 
 
✓ Cervicais (Lordose): Curvatura primária 
✓ Torácicas (Cifose): Curvatura secundária 
✓ Lombares (Lordose): Curvatura primária 
✓ Sacrais e Coccígeas (Cifose) : Curvatura 
secundária 
 
 
 
Características: 
✓ Presença de forame transversário (por onde passam vasos e nervos). 
✓ Menores vértebras. 
✓ Processo espinhoso bífido (área de forte fixação do ligamento nucal). 
✓ O processo espinhoso da C7 é proeminente e não bífido. 
✓ Forame vertebral triangular. 
✓ Processo articular superior voltado dorsalmente 
As faces articulares são oblíquas (relativamente horizontais), isso somando com a espessura relativa dos 
discos intervertebrais e a pequena massa corporal adjacente fazem dessa região a que tem maior ADM. 
Flexão e extensão livres, +/- flexão lateral e rotação limitada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características: 
✓ Maiores quando comparadas as cervicais, o tamanho das vértebras aumenta gradativamente. 
✓ Forame vertebral oval. 
✓ O processo espinhoso é longo e inclinado obliquamente para baixo. 
✓ Possui as fóveas que são áreas de articulação com as costelas. 
 
As faces articulares têm orientação quase coronal (vertical0 sendo voltadas posteriormente e ligeiramente 
para lateral. Seu corpo vertebral tem formato de coração. As faces articulares associadas com a fixação 
da caixa torácica e processos espinhosos superpostos delimitam a flexão, extensão e flexão lateral, nessa 
região é permitida maior rotação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características: 
✓ Corpos e processos espinhosos espessos. 
✓ Forame vertebral triangular. 
✓ Processos articulares superiores voltados medialmente. 
✓ Processos articulares inferiores voltados lateralmente. 
Possui as faces articulares quase verticais, sendo as mais superiores voltadas mais posteriormente e as 
inferiores medialmente. Processos transversos longos e delgados enquanto seus processos espinhosos 
são curtos e espessos (formato de machadinha). A L5 é a maior de todas as vértebras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Sacro é uma forte base para o cíngulo do membro inferior. Consiste entre 3 a 5 vértebras que 
se fundem totalmenteaté os 26 anos de idade. O Cóccix possui 4 a 5 vértebras fundidas, e ambos 
formam a curvatura primária da coluna (cifose). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A caixa torácica, flexível e de formato cônico, é formada de: vértebras torácicas, 12 pares de 
costelas, cartilagens costais e o esterno. É responsável por recobrir e proteger as vísceras torácica além 
de estar envolvido com a mecânica respiratória. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
✓ São ligadas posteriormente as vértebras torácicas. 
✓ Anteriormente os sete primeiros pares são ligados diretamente ao esterno através das cartilagens 
costais. 
✓ São denominadas: 
- 7 pares verdadeiras (articulam-se diretamente com o osso esterno). 
- 3 pares falsas (não se prendem diretamente ao esterno). 
- 2 pares flutuantes (não se prendem ao esterno). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A caixa torácica é uma estrutura osteocartilaginosa que inclui, as 12 vértebras torácicas, 12 pares de 
costelas e suas cartilagens costais, além dos discos intervertebrais. Ela proporciona fixação para os músculos 
do pescoço, abdome, dorso e respiração, sustenta e dá fixação para os MMSS, além de resistir às 
pressões negativas internas (subatmosféricas) geradas pela inspiração e retração elástica dos pulmões. 
Resiste também contra forças externas protegendo os órgãos internos torácicos e abdominais (a maioria 
deles cheia de ar e líquido). 
✓ Possui apenas uma fixação anterior ao esqueleto axial no esterno (através da articulação 
Esternoclavicular). 
✓ Possui maior amplitude de movimento (principalmente por ausência de fixação posterior ao esqueleto 
axial). 
✓ É estruturalmente delicado, e não suporta peso. 
✓ A principal função é proporcionar área de inserção para os músculos que movem a articulação do 
cotovelo e ombro. 
✓ Composto pela Clavícula e a Escápula. 
 
 Em formato de “S” conecta o membro superior ao esqueleto axial e mantém a articulação do ombro 
distante do tronco para permitir ampla liberdade de movimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A escápula, um osso plano, grande, triangular situado no lado posterior da caixa torácica, se 
superpõe da segunda à sétima costela. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As estruturas que formam o esqueleto do antebraço são a ulna no lado medial e o rádio no lado 
lateral. A ulna está mais firmemente conectada ao úmero do que o rádio. O rádio, contudo, contribui mais 
significativamente para a articulação do punho do que a ulna. Os processos estiloides da ulna e do rádio 
proporcionam estabilidade lateral e medial para a articulação do punho. 
 
 
 
 
 
A Ulna é o osso mais longo do antebraço, e é 
responsável por sua estabilização. 
Tuberosidade da Ulna: local de fixação do 
tendão do M. Braquial. 
OBS: A Ulna não chega até a articulação 
Radiocarpal (punho) portanto não participa dela. 
Membrana interóssea: Sua fibras tem trajeto 
oblíquo, seguindo do rádio até a ulna. Suas fibras 
e de tecido fibroso fazem com que as forças 
recebidas pelo rádio por meio das mãos sejam 
transmitidas a ulna e depois para o úmero. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É formado pelos dois ossos do quadril, unidos anteriormente pela sínfise púbica e ligados 
posteriormente ao sacro. A junção destes ossos do quadril com o sacro e cóccix forma a PELVE.. Os 
três ossos são unidos por cartilagem hialina em forma de “Y” centralizada no acetábulo, começam a se 
fundir por volta dos 15 a 17 anos e a fusão acaba em torno dos 20 a 25 anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O osso do quadril é formado pela junção de 3 ossos: Ílio, Ísquio e Púbis. 
- ÍLIO: Forma a maior parte do quadril e contribui para formar a parte SUPERIOR do acetábulo. 
- ÍSQUIO: Forma a parte POSTEROINFERIOR. 
- PÚBIS: Forma a parte ANTEROMEDIAL do quadril. 
 
 
Funções do Cíngulo do Membro Inferior 
✓ Suporta e protege as vísceras inferiores. 
✓ Suporta e sustenta os membros inferiores. 
 
É o osso mais longo, mais pesado e mais forte do corpo. O corpo do fêmur apresenta uma curva 
ligeiramente medial para trazer a articulação do joelho em linha com o plano de gravidade do corpo. O 
grau de curvatura é maior na mulher por causa da pelve mais larga. 
O Fêmur compreende por cerca de 25% do tamanho do indivíduo. 
- Trocanter Menor: Fixação tendínea para o M. Iliopsoas. 
- Trocanter Maior: Fixação e alavanca para músculos abdutores e rotadores da coxa. 
- Linha Intertrocantérica: local de fixação do ligamento Ilíofemoral. 
 
 
O eixo da cabeça e do colo do fêmur juntamente com o eixo do corpo do fêmur formam um 
ângulo de inclinação que em pessoas adultas mede cerca de 126º (varia de 115 a 140º). 
Vários fatores como idade, sexo, desenvolvimento do fêmur, processos patológicos podem causar 
alteração nesse ângulo de inclinação. 
Quando o ângulo é REDUZIDO o distúrbio é denominado Coxa Vara, o termo “vara” ou “varo” 
descreve qualquer osso ou articulação de um membro que tenha sofrido deformação que causa desvio 
distal do elemento em direção a linha mediana. A coxa vara causa leve encurtamento do MI e limita a 
abdução passiva do quadril. 
Ao contrário o termo ‘Valgo” ou “valga” 
descreve um osso ou articulação em um 
membro cuja deformação afasta distalmente 
o elemento da linha mediana. Sendo então, 
quando há um AUMENTO do ângulo de 
inclinação temos um Coxa Valga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A tíbia é o maior osso da perna, e o segundo maior do corpo. 
- Tubérculos intercondilares: são os locais de fixação dos meniscos e dos principais ligamentos do joelho. 
Estes tubérculos se encaixam na face intercondilar do fêmur. 
A fíbula não tem função de sustentação de peso, sua principal função é a de fixação muscular, é a 
inserção distal de um músculo e inserção proximal de 8 músculos. 
A patela é o maior osso sesamóide do corpo, tem formato triangular e posicionado na face anterior 
do fêmur (distalmente). Sua superfície óssea é capaz de resistir ao atrito que ocorre quando o joelho é 
fletido e estendido, desenvolve-se em resposta a tensão no tendão do músculo quadríceps femoral. A 
patela é um exemplo de polia, ela proporciona uma alavanca suplementar para o M. quadríceps femoral, 
sem ela esse músculo teria que fazer mais força para elevar a perna. 
Estes sistemas de polia evitam o desgaste tecidual e proporcionam economia de energia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É um dos problemas mais comuns que os corredores experimentam. Durante a flexão e a 
extensão normais do joelho, a patela se move (desliza) superior e inferiormente no sulco entre os côndilos 
femorais. Na síndrome do estresse patelofemoral, o deslizamento normal não ocorre; em vez disso, a 
patela se move lateral, superior e inferiormente, e o aumento da pressão na articulação provoca dor ou 
hipersensibilidade em torno da patela ou sob ela. A dor normalmente ocorre após a pessoa ter se sentado 
por algum tempo, especialmente após o exercício. 
A dor é agravada ao se agachar ou descer escadas. Uma causa do joelho do corredor é a prática 
constante de caminhada, corrida ou passeio a passos rápidos no mesmo lado da rua. Como as ruas 
possuemuma inclinação nas laterais, o joelho que está mais próximo ao centro da rua suporta estresses 
mecânicos maiores, pois não é completamente estendido durante o passo largo. Outros fatores 
predisponentes incluem corrida em ladeiras, corrida de longas distâncias e uma deformidade anatômica 
chamada joelho valgo 
 
O pé contém 26 ossos, dispostos no tarso, metatarso e falanges. Possuem características 
específicas a fim de suportar o peso do corpo, proporcionar força de alavanca e mobilidade durante a 
marcha. 
O pé é formado por 7 tarsos, 5 metatarsos e 14 falanges. Ele é subdivido em: 
- RETROPÉ: Calcâneo e Tálus. 
- MEDIOPÉ: Cubóide, Navicular e os Cuneiformes. 
- ANTEPÉ: Metatarsos e Falanges. 
Tálus: Recebe o peso do corpo (por meio da Tíbia) e transmite parte para o calcâneo e parte para a 
porção anterior. 
Calcâneo: Transmite o peso vindo do Tálus para o solo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O sistema esquelético é caracterizado com único tecido rígido do corpo humano, sendo, desta 
forma, o grande responsável pesa sustentação e estruturação corporal. Quando falamos de lesões 
traumáticas e ortopédicas do sistema esquelético, estamos então nos referindo as diferentes possibilidades 
de fratura. Porém, a primeira coisa que precisamos entender é a definição de fratura. “fratura é o nome 
que se dá a perda de continuidade óssea” 
Desta forma, podemos classificar as fraturas, inicialmente, em dois grandes grupos, sendo: 
• Fratura fechada: correspondem as fraturas onde não há lesão epitelial e, desta forma, não há 
exposição de tecidos internos. Independente da gravidade e do prognóstico da fratura fechada, a grande 
vantagem da mesma é o menor risco de infecção por não haver acesso e consequentemente 
contaminação 
• Fratura aberta ou exposta: diferente do que se pensa inicialmente, nas fraturas abertas ou 
expostas não há necessidade de fragmentos ósseos estarem expostos, mas sim, de haver lesão epitelial 
e consequentemente, comunicação entre os meios externo e interno, o que propicia o aparecimento de 
quadros infecciosos. Desta forma, o tratamento das fraturas abertas sempre vai ser cirúrgico e 
acompanhado de antibioticoterapia para reduzir o risco de desenvolvimento de processo infeccioso. 
 
Como vimos acima, as fraturas, que correspondem as lesões ósseas, podem ser classificadas em 
abertas ou fechadas dependendo da comunicação ou não entre os meios interno e externo. Porém, as 
fraturas ainda podem ser classificadas de acordo com o traço de fratura, ou seja, com a forma como 
acontece a separação entre as extremidades ósseas. Assim, de acordo com o traço de fratura, as mesmas 
podem ser classificadas em: 
• Fratura transversal: São aquelas que apresentam o traço de fratura transversal à diáfise óssea, 
normalmente causadas por trauma direto ao osso. 
• Fratura oblíqua: São aquelas que apresentam traço obliquo ao sentido do osso. Assim como as 
transversais, são normalmente causadas por trauma direto, porem em sentido oblíquo ao osso lesionado. 
• Fratura em espiral: As fraturas em espiral apresentam sentido oblíquo ao osso, porém, 
diferentemente das fraturas oblíquas, as fraturas em espiral são causadas normalmente por trauma indireto 
ocasionando a torção do osso e consequente fratura por torção. É considerada uma fratura de pior 
prognóstico pois normalmente está associada a lesão de tecidos moles devido à grande formação de 
espículas ósseas cortantes. 
• Fratura cominutiva: As fraturas cominutivas são aquelas que acontecem normalmente por trauma 
direto em grande área óssea, ocorrendo um esmagamento do osso e fratura em múltiplos segmentos. 
Trata-se de uma fratura de difícil consolidação, normalmente associada a perda de massa óssea e seu 
tratamento, muitas vezes, requer a utilização de fixador externo. 
• Fratura segmentar: Caracterizada por ser uma fratura em segmento, ou seja, aquela em que há 
dois traços separando ou isolando um dos segmentos ósseos. 
• Fratura em avulsão: É caracterizada por ser uma fratura causada pelo avulsionamento 
(arrancamento) de uma extremidade por um tendão ou ligamento ali inserido e que sofre grande tensão. 
• Fratura impactada: Nessa fratura, apesar de formação de traço, não há descontinuidade óssea. 
Normalmente causada por traumas de menor intensidade, no mesmo sentido do osso (perpendiculares) 
e que levam a lesão do periósteo e uma fratura por estresse ósseo. O tipo mais comum de fratura 
impactada ou fratura por estresse é a periostite, também conhecida como canelite. 
• Fratura compactada ou com deformidade: As fraturas impactadas normalmente são causadas 
por queda de grandes alturas, onde o osso sofre grande impacto em sentido perpendicular e, durante a 
fratura, um fragmento ósseo se funde ao outro, gerando deformidade e perda de comprimento ósseo. 
• Fratura em galho verde: Trata-se da fratura típica das crianças e adolescentes em fase de 
crescimento, quando o osso ainda não é completamente rígido e, desta forma, ainda possui bastante 
cartilagem. Assim como um galho verde, nesta fratura há deformação óssea sem a separação dos 
fragmentos, como se o osso literalmente dobrasse. Desta forma, o tratamento e sempre conservador 
com imobilização e o prognóstico muito bom. 
OBS: Redução de fratura é a fixação das extremidades que sofreram fratura (encostar), esta fixação 
é feita com placas e parafusos. Nos casos de fratura exposta são feitas também administrações de 
antibióticos.

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