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✓ MÚSCULOS SINERGISTAS: Contraem em conjunto para auxiliar a ação do agonista e auxiliar também estabilizar o movimento. ✓ MÚSCULOS AGONISTAS: Principais responsáveis pelo movimento. ✓ MÚSCULOS ANTAGONISTAS: Contração oposta ao agonista (a gravidade pode atuar também como antagonista). ✓ CONTRAÇÃO ISOTÔNICA: Concêntrica (encurtamento) e Excêntrica (alongamento). ✓ CONTRAÇÃO ISOMÉTRICA: Contração muscular sem movimento articular aparente (estático). ✓ TÔNUS MUSCULAR: é definido como uma propriedade na qual o músculo mantém um estado constante ou estável de contrações parciais. Algumas células musculares, em determinados músculos, sempre se contraem enquanto outras células musculares estão em repouso. Depois, as que estão em repouso se contraem, enquanto as que estavam contraindo entram em repouso. Isso nos per- mite, por exemplo, manter a postura corporal por longos períodos sem mostrar qualquer evidência de cansaço. Tal fato acontece porque o estímulo nervoso se alterna entre os vários grupos de células musculares e, assim, permite que todas elas tenham períodos de descanso. O tônus faz com que o músculo esquelético mostre certo grau de firmeza, já ́ que eles mantêm uma tração estável e leve nos ossos anexados a ele. ✓ Fáscias e Aponeuroses: São tecidos conjuntivos que envolvem todo o Sistema Muscular. Apresentam- se como lâminas achatadas, revestindo e separando os músculos entre si. - Servem de origem e inserção aos músculos; - Constituem bainhas fibrosas para os tendões; - Servem de vias de orientação para os vasos sanguíneos e nervos; - Permitem o deslizamento de uma estrutura sobre a outra, evitando ou diminuindo o atrito; - Durante a contração muscular, proporcionam um meio elástico, evitando a estase sanguínea. ✓ Abdução (ABD): movimento para longe de um ponto de referência central. ✓ Adução (AD): movimento em direção a um ponto de referência central; o oposto de abdução. ✓ Rotação lateral (ROT LAT): giro de um osso ou de um membro em volta do seu eixo longitudinal lateral ou para longe da linha mediana. ✓ Rotação medial (ROT MED): oposto da rotação lateral; girando medialmente em direção à linha mediana. ✓ Flexão (FLEX): frequentemente um movimento que diminui o ângulo da articulação. ✓ Extensão (EXT): frequentemente um movimento que aumenta o ângulo da articulação; o oposto de flexão. ✓ Elevação (ELEV): erguendo superiormente, como ao encolher seus ombros. ✓ Depressão (DEPR): um movimento de uma parte do corpo inferiormente. ✓ Flexão (FLEX) e extensão (EXT) da coluna vertebral (como se refere à coluna vertebral, a flexão diminui o ângulo entre os corpos vertebrais, e a extensão aumenta este ângulo) ✓ Pronação (PRON): rotação do rádio sobre a ulna no antebraço que muda a palma da mão para a posição posterior (em posição anatômica) ou para a posição inferior (se a mão estiver para frente com a palma para cima). ✓ Supinação (SUP): oposto de pronação; muda a palma da mão para a posição anterior ou superior. ✓ Circundução (CIRC): movimento no espaço que circunscreve um círculo ou um cone ao redor de uma articulação (é ilustrada a circundução do membro inferior na articulação do quadril). ✓ Dorsiflexão (DFLEX): erguendo o pé na articulação do tarso (semelhante à extensão do carpo, mas no tarso ela é referenciada mais como uma dorsiflexão que como uma extensão). ✓ Plantiflexão (PFLEX): um movimento de abaixar ou de rebaixamento do pé no tarso (semelhante à flexão do carpo). ✓ Eversão (EV): movimento da planta do pé lateralmente. ✓ Inversão (INV): movimento da planta do pé medialmente. ✓ Retrusão (RETR): deslocamento posterior de uma parte do corpo sem uma modificação no movimento angular. ✓ Protrusão (PROTR): deslocamento anterior de uma parte do corpo sem uma modificação no movimento angular. OSSO COMPACTO/ CORTICAL: Contém 80% do esqueleto humano. São encontrados geralmente nas camadas externas dos ossos (por exemplo nas diáfises), são eles que dão uma estrutura mais rígida para o esqueleto. O tecido ósseo compacto fornece proteção e suporte e resiste ao estresse produzido pelo peso e pelo movimento. OSSO ESPONJOSO/ TRABECULAR: Constituem os 20% do esqueleto. Tem aspecto de esponja e é encontrado no interior dos ossos. Tem função de manutenção da força, elasticidade do esqueleto, confere leveza ao osso, o que reduz o peso total do osso, de modo que ele se move mais prontamente quando tracionado por um músculo esquelético, além de alojar a medula óssea.. O tecido ósseo esponjoso compõe a maior parte do tecido ósseo dos ossos curtos, planos e irregulares. Além disso, forma a maioria das epífises dos ossos longos e a margem estreita em tomo da cavidade medular da diáfise dos ossos longos. OBS: A vitamina D auxilia na absorção do cálcio e fósforo do intestino delgado para o sangue. OSSOS LONGOS: Apresentam o comprimento consideravelmente maior que a espessura e a largura. Apresenta estruturas como: - Epífise: São as extremidades dos ossos, e são divididas em proximal e distal. - Diáfise: São os corpos dos ossos. - Cavidade Medular: local onde se encontra a medula óssea. - Lâmina Epifisial: Localizada entre a epífise e a diáfise, é responsável pelo crescimento linear do osso. - Periósteo: Camada de tecido conjuntivo, que recobre a face externa do osso. Responsável pela nutrição e crescimento em aposição do osso, é capaz de depositar cartilagem ou matriz óssea (principalmente para consolidação de fraturas). OSSOS PLANOS: Apresentam comprimento e largura equivalentes. Geralmente esses ossos tem função de proteção e fixação de vários músculos devido a sua ampla superfície. Ex: Ossos do crânio, esterno, escápula, quadril. OSSOS CURTOS: Apresentam equivalência das três dimensões, atuam para a força e solidez do carpo. Ex: Ossos do carpo e tarso. OSSOS IRREGULARES: Possuem morfologia complexa que não encontra correspondência em formas geométricas conhecidas. Ex: Vértebras. OSSOS SESAMÓIDES: Se desenvolvem em alguns tendões e são encontrados em lugares onde os tendões cruzam as extremidades dos ossos longos nos membros. Estes ossos protegem contra o desgaste tecidual excessivo e muitas vezes modificam o ângulo dos tendões em suas passagens até suas inserções. Ex: Patela OSSOS PNEUMÁTICOS: Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável revestidos de mucosa e contudo ar. Formam os seios paranasais. Ex: Seios Frontais, Etmoidais e Maxilares. A matriz extracelular é composta por aproximadamente 25% de água, 25% de fibras colágenas e 50% de sais minerais cristalizados. Embora a resistência do osso dependa dos sais minerais inorgânicos cristalizados, a flexibilidade do osso depende de suas fibras colágenas. Assim como barras de aço que reforçam o concreto armado, as fibras colágenas e outras moléculas orgânicas proporcionam resistência à tração, que é a resistência à distensão ou à ruptura do osso. No tecido ósseo, estão presentes quatro tipos principais de células: células osteoprogenitoras (mesenquimais), osteoblastos, osteócitos e osteoclastos: Células osteoprogenitoras: são células-tronco não especializadas derivadas do mesênquima, o tecido do qual quase todos os tecidos conectivos são formados. São as únicas células ósseas que sofrem divisão celular; as células resultantes se desenvolvem em osteoblastos. As células osteoprogenitoras são encontradas ao longo da parte interna do periósteo, no endósteo e nos canais dentro do osso que contêm vasos sanguíneos. Osteoblastos são células formadoras de osso. Sintetizam e secretam fibras colágenas e outros componentes orgânicos necessários para formar a matriz extracelular do tecido ósseo. À medida que os osteoblastos são recobertos com matriz extracelular, ficam presos em suas secreçõese se transformam em osteócitos. Osteócitos, células ósseas maduras, são as principais células do tecido ósseo e mantêm seu metabolismo diário, como a troca de nutrientes e de resíduos com o sangue. Como os osteoblastos, os osteócitos não sofrem divisão celular. Osteoclastos são células enormes, derivadas da fusão de até 50 monócitos (um tipo de leucócito), e estão concentradas no endósteo. Liberam enzimas e ácidos lisossômicos potentes que digerem os componentes proteico e mineral da matriz extracelular óssea. Essa decomposição da matriz extracelular óssea, denominada reabsorção, é parte do desenvolvimento, do crescimento, da manutenção e do reparo normais do osso. O crânio é subdividido em duas partes o Neurocrânio e o Viscerocrânio. O Neurocrânio é a caixa óssea do encéfalo, das meninges e partes proximais dos nervos cranianos, é formado por 8 ossos (dois ossos pares e quatro ímpares). Já o Viscerocrânio forma a parte anterior do crânio, consiste em ossos que formam a boca (maxila e mandíbula), nariz (cavidade nasal) e as cavidades orbitais, é formado por 14 ossos, sendo seis pares e dois ímpares. Neurocrânio Frontal ( 1 ) Occipital ( 1 ) Esfenoide ( 1 ) Etmoide ( 1 ) Temporal ( 2 ) Parietal ( 2 ) Viscerocrânio Mandíbula ( 1 ) Vômer ( 1 ) Zigomático ( 2 ) Maxila ( 2 ) Palatino ( 2 ) Nasal ( 2 ) Lacrimal ( 2 ) Conchas Nasais Inferiores ( 2 ) O Ptério: É um ponto craniométrico localizado na fossa temporal, tem formato de H e é a junção da asa maior do esfenoide, parte escamosa do temporal, frontal e parietal.. Astério: Tem formato de estrela, localizado na junção de três suturas: lambdóidea, parietomastóidea e occipitomastóidea. Násio: Ponto de encontro entre as suturas nasofrontal e internasal. Ínio: Ponto mais proeminente da protuberância occipital externa.. - Crânio: ✓ Frontal ✓ Parietal ✓ Temporal ✓ Occipital ✓ Esfenoide ✓ Etmoide - Face ✓ Lacrimal ✓ Nasal ✓ Zigomático ✓ Vômer ✓ Maxila ✓ Palatino ✓ Mandíbula Forame Jugular: Veia jugular interna, Nn. Vago, Glossofaríngeo e Acessório. Canal Carótico: A. carótida interna e Nn. Simpáticos. Forame Lacerado: Ramo da A. faríngea ascendente e A. Carótida Interna. Forame Mentual: N. Mentual e vasos. Forame Oval: N. Mandibular do N. Trigêmeo. Forame Redondo: N. Maxilar do N. Trigêmeo. Forame Espinhoso: Vasos Meníngeos. Médios. Forame Estilomastóideo: N. Facial e A. Estilomastóidea. -Base Interna A coluna vertebral é composta por 33 vértebras, sendo: ✓ 7 cervicais ✓ 12 torácicas ✓ 5 lombares ✓ 3 a 5 sacrais (fundidas) ✓ 4 a 5 coccígeas (fundidas) Tem função de: ✓ Sustentar a cabeça e MMSS embora permita liberdade de movimento. ✓ Capacidade de bipedalismo. ✓ Fornece sustentação aos músculos, costelas e órgãos viscerais. ✓ Proteger a medula espinhal e dar passagem aos nervos espinhais. - Corpo Vertebral: Confere resistência a coluna vertebral e sustenta o peso do corpo. - Incisuras vertebrais: Elas em conjunto com os discos intervertebrais formam os forames intervertebrais, nele estão localizados os gânglios sensitivos espinais 9raíz posteriores) e dele emergem os Nn. Espinais. - Processos espinhosos: Constituem fixações para os ligg. e músculos que atuam sobre a coluna. - Arco vertebral: Em seu interior está a medula espinal e as raízes dos Nn. Espinais. O arco é formado por dois pedículos e duas lâminas que se unem na linha mediana e formam o processo espinhoso. - Processos Articulares: determinam e delimitam quais os movimentos permitidos entre as vértebras de cada região. Ajudam a manter as vértebras adjacentes alinhadas, evitando deslizamentos anteriores de uma vértebra sobre a outra. OBS: O tamanho das vértebras aumenta conforme seus segmentos descem, já que as vértebras têm que suportar cada vez mais peso corporal. Elas atingem seus maior tamanho imediatamente acima do Sácro, que transfere seu peso para o Cíngulo dos MMII. Por meio das articulações Sacroíliacas. - Apenas 24 vértebras são móveis, além do Sácro e Cóccix. As curvaturas mantem papel funcional importante: aumentam a força e mantem o equilíbrio da parte superior do corpo e torna possível a permanência na posição bipedal. Uma criança nasce com as duas curvaturas primárias, só desenvolve as curvaturas secundárias até que começa a sentar verticalmente e andar. São côncavas ANTERIORMENTE, são as curvaturas primárias que se desenvolvem durante o período fetal em relação a posição fetal (fletida). A cifose sacral nos homens é diferente das mulheres, a cifose é reduzida para que haja menor protusão do cóccix para a abertura inferior da pelve. São côncavas POSTERIORMENTE, são as curvaturas secundárias que resultam da extensão a partir da posição fetal fletida. A lordose cervical torna-se evidente quando o lactente começa a tentar erguer a cabeça 9por volta dos 3 meses), e se consolida na época de sentar e do engatinhar, já que ele estende a cabeça para olhar para frente. Já a lordose lombar fica evidente nos esforços do bebê ao tentar ficar de pé, essa curvatura é mais acentuada nas mulheres. ✓ Cervicais (Lordose): Curvatura primária ✓ Torácicas (Cifose): Curvatura secundária ✓ Lombares (Lordose): Curvatura primária ✓ Sacrais e Coccígeas (Cifose) : Curvatura secundária Características: ✓ Presença de forame transversário (por onde passam vasos e nervos). ✓ Menores vértebras. ✓ Processo espinhoso bífido (área de forte fixação do ligamento nucal). ✓ O processo espinhoso da C7 é proeminente e não bífido. ✓ Forame vertebral triangular. ✓ Processo articular superior voltado dorsalmente As faces articulares são oblíquas (relativamente horizontais), isso somando com a espessura relativa dos discos intervertebrais e a pequena massa corporal adjacente fazem dessa região a que tem maior ADM. Flexão e extensão livres, +/- flexão lateral e rotação limitada. Características: ✓ Maiores quando comparadas as cervicais, o tamanho das vértebras aumenta gradativamente. ✓ Forame vertebral oval. ✓ O processo espinhoso é longo e inclinado obliquamente para baixo. ✓ Possui as fóveas que são áreas de articulação com as costelas. As faces articulares têm orientação quase coronal (vertical0 sendo voltadas posteriormente e ligeiramente para lateral. Seu corpo vertebral tem formato de coração. As faces articulares associadas com a fixação da caixa torácica e processos espinhosos superpostos delimitam a flexão, extensão e flexão lateral, nessa região é permitida maior rotação. Características: ✓ Corpos e processos espinhosos espessos. ✓ Forame vertebral triangular. ✓ Processos articulares superiores voltados medialmente. ✓ Processos articulares inferiores voltados lateralmente. Possui as faces articulares quase verticais, sendo as mais superiores voltadas mais posteriormente e as inferiores medialmente. Processos transversos longos e delgados enquanto seus processos espinhosos são curtos e espessos (formato de machadinha). A L5 é a maior de todas as vértebras. O Sacro é uma forte base para o cíngulo do membro inferior. Consiste entre 3 a 5 vértebras que se fundem totalmenteaté os 26 anos de idade. O Cóccix possui 4 a 5 vértebras fundidas, e ambos formam a curvatura primária da coluna (cifose). A caixa torácica, flexível e de formato cônico, é formada de: vértebras torácicas, 12 pares de costelas, cartilagens costais e o esterno. É responsável por recobrir e proteger as vísceras torácica além de estar envolvido com a mecânica respiratória. ✓ São ligadas posteriormente as vértebras torácicas. ✓ Anteriormente os sete primeiros pares são ligados diretamente ao esterno através das cartilagens costais. ✓ São denominadas: - 7 pares verdadeiras (articulam-se diretamente com o osso esterno). - 3 pares falsas (não se prendem diretamente ao esterno). - 2 pares flutuantes (não se prendem ao esterno). A caixa torácica é uma estrutura osteocartilaginosa que inclui, as 12 vértebras torácicas, 12 pares de costelas e suas cartilagens costais, além dos discos intervertebrais. Ela proporciona fixação para os músculos do pescoço, abdome, dorso e respiração, sustenta e dá fixação para os MMSS, além de resistir às pressões negativas internas (subatmosféricas) geradas pela inspiração e retração elástica dos pulmões. Resiste também contra forças externas protegendo os órgãos internos torácicos e abdominais (a maioria deles cheia de ar e líquido). ✓ Possui apenas uma fixação anterior ao esqueleto axial no esterno (através da articulação Esternoclavicular). ✓ Possui maior amplitude de movimento (principalmente por ausência de fixação posterior ao esqueleto axial). ✓ É estruturalmente delicado, e não suporta peso. ✓ A principal função é proporcionar área de inserção para os músculos que movem a articulação do cotovelo e ombro. ✓ Composto pela Clavícula e a Escápula. Em formato de “S” conecta o membro superior ao esqueleto axial e mantém a articulação do ombro distante do tronco para permitir ampla liberdade de movimentos. A escápula, um osso plano, grande, triangular situado no lado posterior da caixa torácica, se superpõe da segunda à sétima costela. As estruturas que formam o esqueleto do antebraço são a ulna no lado medial e o rádio no lado lateral. A ulna está mais firmemente conectada ao úmero do que o rádio. O rádio, contudo, contribui mais significativamente para a articulação do punho do que a ulna. Os processos estiloides da ulna e do rádio proporcionam estabilidade lateral e medial para a articulação do punho. A Ulna é o osso mais longo do antebraço, e é responsável por sua estabilização. Tuberosidade da Ulna: local de fixação do tendão do M. Braquial. OBS: A Ulna não chega até a articulação Radiocarpal (punho) portanto não participa dela. Membrana interóssea: Sua fibras tem trajeto oblíquo, seguindo do rádio até a ulna. Suas fibras e de tecido fibroso fazem com que as forças recebidas pelo rádio por meio das mãos sejam transmitidas a ulna e depois para o úmero. É formado pelos dois ossos do quadril, unidos anteriormente pela sínfise púbica e ligados posteriormente ao sacro. A junção destes ossos do quadril com o sacro e cóccix forma a PELVE.. Os três ossos são unidos por cartilagem hialina em forma de “Y” centralizada no acetábulo, começam a se fundir por volta dos 15 a 17 anos e a fusão acaba em torno dos 20 a 25 anos. O osso do quadril é formado pela junção de 3 ossos: Ílio, Ísquio e Púbis. - ÍLIO: Forma a maior parte do quadril e contribui para formar a parte SUPERIOR do acetábulo. - ÍSQUIO: Forma a parte POSTEROINFERIOR. - PÚBIS: Forma a parte ANTEROMEDIAL do quadril. Funções do Cíngulo do Membro Inferior ✓ Suporta e protege as vísceras inferiores. ✓ Suporta e sustenta os membros inferiores. É o osso mais longo, mais pesado e mais forte do corpo. O corpo do fêmur apresenta uma curva ligeiramente medial para trazer a articulação do joelho em linha com o plano de gravidade do corpo. O grau de curvatura é maior na mulher por causa da pelve mais larga. O Fêmur compreende por cerca de 25% do tamanho do indivíduo. - Trocanter Menor: Fixação tendínea para o M. Iliopsoas. - Trocanter Maior: Fixação e alavanca para músculos abdutores e rotadores da coxa. - Linha Intertrocantérica: local de fixação do ligamento Ilíofemoral. O eixo da cabeça e do colo do fêmur juntamente com o eixo do corpo do fêmur formam um ângulo de inclinação que em pessoas adultas mede cerca de 126º (varia de 115 a 140º). Vários fatores como idade, sexo, desenvolvimento do fêmur, processos patológicos podem causar alteração nesse ângulo de inclinação. Quando o ângulo é REDUZIDO o distúrbio é denominado Coxa Vara, o termo “vara” ou “varo” descreve qualquer osso ou articulação de um membro que tenha sofrido deformação que causa desvio distal do elemento em direção a linha mediana. A coxa vara causa leve encurtamento do MI e limita a abdução passiva do quadril. Ao contrário o termo ‘Valgo” ou “valga” descreve um osso ou articulação em um membro cuja deformação afasta distalmente o elemento da linha mediana. Sendo então, quando há um AUMENTO do ângulo de inclinação temos um Coxa Valga. A tíbia é o maior osso da perna, e o segundo maior do corpo. - Tubérculos intercondilares: são os locais de fixação dos meniscos e dos principais ligamentos do joelho. Estes tubérculos se encaixam na face intercondilar do fêmur. A fíbula não tem função de sustentação de peso, sua principal função é a de fixação muscular, é a inserção distal de um músculo e inserção proximal de 8 músculos. A patela é o maior osso sesamóide do corpo, tem formato triangular e posicionado na face anterior do fêmur (distalmente). Sua superfície óssea é capaz de resistir ao atrito que ocorre quando o joelho é fletido e estendido, desenvolve-se em resposta a tensão no tendão do músculo quadríceps femoral. A patela é um exemplo de polia, ela proporciona uma alavanca suplementar para o M. quadríceps femoral, sem ela esse músculo teria que fazer mais força para elevar a perna. Estes sistemas de polia evitam o desgaste tecidual e proporcionam economia de energia. É um dos problemas mais comuns que os corredores experimentam. Durante a flexão e a extensão normais do joelho, a patela se move (desliza) superior e inferiormente no sulco entre os côndilos femorais. Na síndrome do estresse patelofemoral, o deslizamento normal não ocorre; em vez disso, a patela se move lateral, superior e inferiormente, e o aumento da pressão na articulação provoca dor ou hipersensibilidade em torno da patela ou sob ela. A dor normalmente ocorre após a pessoa ter se sentado por algum tempo, especialmente após o exercício. A dor é agravada ao se agachar ou descer escadas. Uma causa do joelho do corredor é a prática constante de caminhada, corrida ou passeio a passos rápidos no mesmo lado da rua. Como as ruas possuemuma inclinação nas laterais, o joelho que está mais próximo ao centro da rua suporta estresses mecânicos maiores, pois não é completamente estendido durante o passo largo. Outros fatores predisponentes incluem corrida em ladeiras, corrida de longas distâncias e uma deformidade anatômica chamada joelho valgo O pé contém 26 ossos, dispostos no tarso, metatarso e falanges. Possuem características específicas a fim de suportar o peso do corpo, proporcionar força de alavanca e mobilidade durante a marcha. O pé é formado por 7 tarsos, 5 metatarsos e 14 falanges. Ele é subdivido em: - RETROPÉ: Calcâneo e Tálus. - MEDIOPÉ: Cubóide, Navicular e os Cuneiformes. - ANTEPÉ: Metatarsos e Falanges. Tálus: Recebe o peso do corpo (por meio da Tíbia) e transmite parte para o calcâneo e parte para a porção anterior. Calcâneo: Transmite o peso vindo do Tálus para o solo. O sistema esquelético é caracterizado com único tecido rígido do corpo humano, sendo, desta forma, o grande responsável pesa sustentação e estruturação corporal. Quando falamos de lesões traumáticas e ortopédicas do sistema esquelético, estamos então nos referindo as diferentes possibilidades de fratura. Porém, a primeira coisa que precisamos entender é a definição de fratura. “fratura é o nome que se dá a perda de continuidade óssea” Desta forma, podemos classificar as fraturas, inicialmente, em dois grandes grupos, sendo: • Fratura fechada: correspondem as fraturas onde não há lesão epitelial e, desta forma, não há exposição de tecidos internos. Independente da gravidade e do prognóstico da fratura fechada, a grande vantagem da mesma é o menor risco de infecção por não haver acesso e consequentemente contaminação • Fratura aberta ou exposta: diferente do que se pensa inicialmente, nas fraturas abertas ou expostas não há necessidade de fragmentos ósseos estarem expostos, mas sim, de haver lesão epitelial e consequentemente, comunicação entre os meios externo e interno, o que propicia o aparecimento de quadros infecciosos. Desta forma, o tratamento das fraturas abertas sempre vai ser cirúrgico e acompanhado de antibioticoterapia para reduzir o risco de desenvolvimento de processo infeccioso. Como vimos acima, as fraturas, que correspondem as lesões ósseas, podem ser classificadas em abertas ou fechadas dependendo da comunicação ou não entre os meios interno e externo. Porém, as fraturas ainda podem ser classificadas de acordo com o traço de fratura, ou seja, com a forma como acontece a separação entre as extremidades ósseas. Assim, de acordo com o traço de fratura, as mesmas podem ser classificadas em: • Fratura transversal: São aquelas que apresentam o traço de fratura transversal à diáfise óssea, normalmente causadas por trauma direto ao osso. • Fratura oblíqua: São aquelas que apresentam traço obliquo ao sentido do osso. Assim como as transversais, são normalmente causadas por trauma direto, porem em sentido oblíquo ao osso lesionado. • Fratura em espiral: As fraturas em espiral apresentam sentido oblíquo ao osso, porém, diferentemente das fraturas oblíquas, as fraturas em espiral são causadas normalmente por trauma indireto ocasionando a torção do osso e consequente fratura por torção. É considerada uma fratura de pior prognóstico pois normalmente está associada a lesão de tecidos moles devido à grande formação de espículas ósseas cortantes. • Fratura cominutiva: As fraturas cominutivas são aquelas que acontecem normalmente por trauma direto em grande área óssea, ocorrendo um esmagamento do osso e fratura em múltiplos segmentos. Trata-se de uma fratura de difícil consolidação, normalmente associada a perda de massa óssea e seu tratamento, muitas vezes, requer a utilização de fixador externo. • Fratura segmentar: Caracterizada por ser uma fratura em segmento, ou seja, aquela em que há dois traços separando ou isolando um dos segmentos ósseos. • Fratura em avulsão: É caracterizada por ser uma fratura causada pelo avulsionamento (arrancamento) de uma extremidade por um tendão ou ligamento ali inserido e que sofre grande tensão. • Fratura impactada: Nessa fratura, apesar de formação de traço, não há descontinuidade óssea. Normalmente causada por traumas de menor intensidade, no mesmo sentido do osso (perpendiculares) e que levam a lesão do periósteo e uma fratura por estresse ósseo. O tipo mais comum de fratura impactada ou fratura por estresse é a periostite, também conhecida como canelite. • Fratura compactada ou com deformidade: As fraturas impactadas normalmente são causadas por queda de grandes alturas, onde o osso sofre grande impacto em sentido perpendicular e, durante a fratura, um fragmento ósseo se funde ao outro, gerando deformidade e perda de comprimento ósseo. • Fratura em galho verde: Trata-se da fratura típica das crianças e adolescentes em fase de crescimento, quando o osso ainda não é completamente rígido e, desta forma, ainda possui bastante cartilagem. Assim como um galho verde, nesta fratura há deformação óssea sem a separação dos fragmentos, como se o osso literalmente dobrasse. Desta forma, o tratamento e sempre conservador com imobilização e o prognóstico muito bom. OBS: Redução de fratura é a fixação das extremidades que sofreram fratura (encostar), esta fixação é feita com placas e parafusos. Nos casos de fratura exposta são feitas também administrações de antibióticos.