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INSTITUTO FEDERAL
Maranhão CERTEC
AMBIENTACAO PARA 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
Para ajudá-lo na organização dos seus estudos preencha o quadro a seguir
estabelecendo suas metas e pontuando suas notas.
DISCIPLINA: 
PERÍODO DE VIGÊNCIA: 
ATIVIDADE Data para realização Status 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MINHAS NOTAS 
ATIVIDADES VIRTUAIS NOTA ATIVIDADES PRESENCIAIS NOTA 
 
 
 
 
 
Seja diligente e perseverante no desenvolvimento de sua educação. Caso você encontre 
dificuldades, não deixe de entrar em contato com a equipe do curso por meio do ambiente virtual. 
Estaremos a postos para assessorá-lo no que for necessário.
Desejamos sucesso nos estudos e alertamos para o fato de que o bom êxito dependerá muito da 
dedicação, comprometimento e empenho.
Equipe UAB/Ifma
O QUE É A EAD?
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Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
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Meta
Apresentar os principais conceitos de Educação a 
Distância.
Objetivos
Ao final dessa aula, você deverá ser capaz de:
1. distinguir os principais elementos que caracterizam a 
Educação a Distância;
2. elaborar um novo conceito para Educação a Distância.
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Iniciando a aula...
Neste exato momento, você está iniciando o estudo da primeira aula de 
uma disciplina de um curso a distância. Provavelmente você deve ter realizado 
a maior parte de seus estudos na modalidade presencial, não é mesmo? E 
agora, por que escolheu um curso a distância? Escreva nas linhas a seguir os 
motivos pelos quais você optou por um curso a distância:
GLOBALIZAÇÃO 
Processo de integração 
econômica, social, 
cultural e política entre 
os países causado 
pelo barateamento dos 
meios de transporte e 
comunicação no final do 
século XX.
Provavelmente você respondeu que optou pela modalidade a distância 
porque não tem um horário compatível com um curso presencial e/ou porque 
não poderia se deslocar até uma escola que ofereça tal curso. Portanto, 
podemos dizer que, comparada ao ensino presencial, a modalidade a distância 
é mais flexível, pois não “prende” o aluno a horários e locais determinados pela 
instituição. 
Outra resposta possível seria que a oferta do curso que você queria era 
somente na modalidade a distância. Talvez você já tenha reparado que, nos 
últimos anos, houve um aumento da oferta de cursos a distância. A rápida 
difusão da Educação a Distância (EAD) é conseqüência do desenvolvimento 
tecnológico e da explosão informacional que o mundo (decorrente do processo 
de GLOBALIZAÇÃO) viveu nos últimos anos. Mas onde será que tudo começou?
Fonte: www.sxc.hu
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Você tem idéia de quando surgiu 
a Educação a Distância?
Os primeiros registros sobre Educação a Distância são de cursos por 
correspondência, viabilizados pela impressão em escala e que permitiam 
a educação de um contingente cada vez maior de pessoas. A invenção 
da PRENSA DE TIPOS MÓVEIS, juntamente com um sistema de correio postal, 
possibilitou a difusão de informações. Já no século XVIII, o jornal A Gazeta de 
Boston publicava a oferta de cursos de TAQUIGRAFIA, por aulas impressas que 
seriam recebidas em casa.
A PRENSA DE TIPOS 
MÓVEIS foi criada por 
Gutenberg, no século 
XV, e era usada para 
produção de livros. 
A partir do século 
XVIII, passou a ser 
usada para 
imprimir jornais.
TAQUIGRAFIA 
Arte de escrever tão 
depressa quanto 
se fala, por meio de 
sinais e abreviaturas. 
Também é chamada 
de estenografia.
Figura 1.1: Os primeiros cursos a distância foram por correspondência. 
Fonte: w
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Desde então, diversas iniciativas foram surgindo, espalhadas pelo mundo. 
Berlim (Alemanha), Boston e Chicago (Estados Unidos), Valência (Espanha), 
Vitória (Austrália), Paris (França) e Londres (Inglaterra) são alguns exemplos 
de cidades que iniciaram atividades de ensino por correspondência e, 
posteriormente, por outras mídias.
Figura 1.2: A EAD se disseminou por várias partes do mundo.
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Conceitos de EAD
Devido a sua grande difusão, muito se escreveu sobre EAD. Por isso 
mesmo, encontramos uma diversidade de definições para o termo. Certamente, 
você poderá encontrar definições diferentes das que vamos apresentar aqui, 
no decorrer de suas leituras e pesquisas. Mas uma coisa é certa. Todas 
as definições encontradas têm muito em comum no que diz respeito aos 
seguintes aspectos: 
– a distância física entre professor e aluno;
– a forma de estudo;
– o uso de tecnologias de informação e comunicação (TICs) para promover 
a interação.
E no Brasil, quando surgiu a EAD?
No cenário nacional, a Educação a Distância começou a aparecer 
por volta de 1934, com o Instituto Monitor, que oferecia cursos 
profissionalizantes por correspondência. 
SAIBA MAIS
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Para que você possa perceber a diversidade de conceitos de EAD, 
selecionamos alguns, contemplando os diferentes autores e seu tempo. 
Para Michael Moore e Greg Kearley (1996), Educação a Distância é o 
APRENDIZADO PLANEJADO que ocorre normalmente em um lugar diferente do local 
do ensino, exigindo:
– técnicas especiais de criação do curso e de instrução; 
– comunicação por meio de várias tecnologias;
– disposições organizacionais e administrativas especiais.
Os autores apontam cinco características essenciais para definir Educação 
a Distância:
1. Separação física e geográfica entre estudante e professor.
2. Planejamento e preparação dos materiais de aprendizado por uma 
organização educacional.
3. No processo de ensino e aprendizagem, os suportes que viabilizam 
e incentivam a autonomia dos alunos são importantes para encorajar a 
interação entre eles e contribuir para a aprendizagem.
4. O aprendizado é planejado, e não acidental.
5. A comunicação acontece por meio de tecnologias e mídias diversas. 
De acordo com Otto Peters (1973), citado por Nunes em 1992, a Educação 
a Distância é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e 
atitudes, aplicando os princípios organizacionais e a divisão do trabalho. O 
uso extensivo de meios de comunicação possibilita instruir um grande número 
de estudantes ao mesmo tempo. É uma forma industrializada de ensinar 
e aprender. Esse autor destaca os seguintes elementos na definição de 
Educação a Distância:
1. A presença do professor ou do tutor se dá de maneira virtual em quase 
todo o processo, especialmente quando os recursos de comunicação 
utilizados são mídias que dependem de conexão com a Internet.
2. O estudo acontece de forma individualizada e independente pelo aluno.
3. Deve haver um sistema que viabilize e incentive a autonomia dos 
estudantes durante o processo de aprendizagem.
4. O uso de várias tecnologias que permitem a mediação entre os envolvidos 
no processo de ensino aprendizagem.
5. Estabelecimento de diálogo entre professor e aluno, mesmo a distância.
No APRENDIZADO 
PLANEJADO, o aluno é 
estimulado, por meio 
do material didático, 
ao desenvolvimento 
contínuo dos seus 
estudos. Ele recebe 
orientações que o 
auxiliam na utilização 
das informações 
abordadas pelo 
material didático, de 
uma forma organizada 
e com indicações dos 
procedimentos a serem 
tomados por ele ao 
longo do curso.
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As seguintes características para a definição de Educação a Distância são 
apontadas por Keegan (1996):
1. A separação física entre professor e aluno durante quase todo o 
processo educativo.
2. A separação do aluno de um grupo de aprendizado. 
3. A participação de uma organização educacional, contendo plane-
jamento, sistematização, plano, projeto e organização dirigida.
4. O uso de várias tecnologias e mídias para a distribuição do conteúdo do 
curso.
5. A comunicação é de “mão dupla”, ou seja, permite que o aluno também 
possa iniciar um diálogo com o professor.
6. Tem encontros ocasionais presenciais com objetivos didáticos e de 
socialização.
Já para Moran (2002):
1. A Educação a Distância é o processo de ensino-aprendizagem mediado 
por tecnologias, no qual professores e estudantes estão separados 
espacial e/ou temporalmente. 
2. É ensino-aprendizagem quando professores e estudantes não estão 
normalmente juntos fisicamente, mas podem estar conectados e interligados 
por tecnologias, principalmente as TELEMÁTICAS, como a Internet. TELEMÁTICA
Conjunto de serviços 
informáticos fornecidos 
através de uma rede 
de telecomunicações, 
na qual se associam 
meios de informática 
e de telecomunicação. 
Também é chamada 
de teleinformática. 
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Craig Jewell
Marcelo Terraza
Fonte: www.sxc.hu
Figura 1.3: Também podem ser utilizados o telefone, o correio, o vídeo, a televisão, o CD-
ROM, o fax, o rádio e tecnologias semelhantes. 
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3. Na expressão “ensino a distância”, a ênfase é dada ao papel do professor 
(como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra “educação”, 
que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões, segundo Moran, 
seja perfeitamente adequada.
Segundo a Legislação Brasileira (1998), no Decreto nº 2.494, a Educação 
a Distância caracteriza-se como modalidade educacional na qual a mediação 
dos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios 
e tecnologias de informação e comunicação. Estudantes e professores 
desenvolvem atividades educativas em lugares ou tempos diversos. 
Landim (1997), citado por Pimentel (2006), analisou 21 definições de EAD 
formuladas por diferentes autores no mundo todo entre os anos de 1967 e 1994 
e apontou as características comuns, com os percentuais de incidência de cada 
uma, como mostra a tabela a seguir:
TABELA 1.1: Características conceituais comuns ao conceito de EAD
Características Incidência em %
Separação professor-estudante. 95
Meios técnicos ou diferentes mídias (vídeo, material 
impresso, filmes, sons, simulações e outros).
80
Organização no planejamento e preparação dos 
materiais que serão disponibilizados aos alunos.
62
Aprendizagem independente de professor, 
ou seja, o aluno é estimulado a construir o 
conhecimento por si mesmo, a partir de suas 
práticas e reflexões, podendo se tornar ator e 
autor de seu aprendizado.
62
COMUNICAÇÃO BIDIRECIONAL 35
Comunicação massiva: um curso é produzido e 
facilmente utilizado por um grande número de 
alunos, com o mínimo de gastos.
38
Recursos técnicos de comunicação professor-
aluno e aluno-aluno por meio de correio, rádio, 
TV, telefone, fax, hipermídia interativa e Internet.
30
Educação corporativa, ou seja, as empresas 
promovem treinamento para seus funcionários.
15
Fonte: Adaptado de Pimentel, 2006.
Na COMUNICAÇÃO 
BIDIRECIONAL, o 
aluno assume uma 
postura ativa, de 
participação, apesar 
da distância. Ele 
busca estabelecer 
diálogos com seus 
colegas de curso e 
com seu professor ou 
tutor. Esse processo 
de comunicação 
bidirecional deverá 
ser favorecido por 
meio de tecnologias 
de comunicação 
planejadas para 
cada curso.
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Como você viu até aqui, existem diferentes conceitos para EAD e cada um 
corresponde a um contexto histórico. Para cada modelo educacional proposto 
em sua época, uma nova tecnologia foi sendo implementada para promover a 
interação e a mediação entre os envolvidos.
1. Marque as opções que estão relacionadas aos elementos carac-
terizadores da Educação a Distância:
( ) Separação física e geográfica entre aluno e professor.
( ) Predomínio de atividades expositivas.
( ) O professor atende os alunos em horários fixos e na sala de aula.
( ) O ritmo de aprendizado é determinado pelo estudante.
( ) Processo de ensino-aprendizagem centrado no professor.
( ) Processo de ensino-aprendizagem centrado no estudante.
2. Considerando as definições de Educação a Distância de acordo 
com diferentes autores, qual delas pode ser considerada incorreta? 
(Leia com atenção.)
( ) É o processo de ensino-aprendizagem quando professores e estu-
dantes não estão normalmente juntos fisicamente, mas podem estar 
conectados, interligados por tecnologias.
( ) Educação/Ensino a Distância é um método racional de partilhar 
conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão 
do trabalho e de princípios organizacionais.
( ) Em EAD, se reconhece a capacidade do estudante para construir 
seu conhecimento e ser ator e autor de suas práticas e reflexões.
( ) Em EAD, os estudantes não estão fisicamente no mesmo lugar, 
mas devem, necessariamente, participar todos ao mesmo tempo das 
atividades.
( ) Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-
aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente 
organizados e apresentados em diferentes suportes de informação. São 
utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diferentes 
meios de comunicação.
ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1
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Saiba mais sobre EAD visitando os sites a seguir:
http://www.eca.usp.br/prof/moran/textosEAD.htm 
http://www.escolanet.com.br/ 
http://www.eps.ufsc.br/disserta98/roser/index.htm
http://www.abed.org.br/antiga/htdocs/paper_visem/thelma_
rosane_de_souza.htm
http://www.eps.ufsc.br/disserta99/denia/cap4.htm 
http://www.techne.com.br/artigos/Uso_TI.pdf 
http://penta2.ufrgs.br/edu/videoconferencia/dulcecruz.htm 
http://www.edutec.net/Tecnologia%20e%20Educacao/edconc.ht
m#Ensino%20a%20Distância
E nossa sugestão de leitura:
Fonte: http://www.traca.com.br/seb
oslivrosusados.cgi?mod=LV70854
&origem=resultadodetalhada
(LITWIN, E. O que é a Educação 
a Distância? In: Educação 
a distância: Temas para o 
debate de uma nova agenda 
educativa. Porto Alegre: 
ArtMed Editora, p.13-22, 
2001) 
E nossa sugestão de leitura:
Fonte: http://www.traca.com.br/seb
oslivrosusados.cgi?mod=LV70854
&origem=resultadodetalhada
O que é a Educação 
debate de uma nova agenda 
MULTIMÍDIA
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Você deverá criar um novo conceito para EAD a partir das leituras 
feitas até aqui. Se precisar, volte a ler o texto que foi sugerido! 
O conceito deverá contemplar os principais elementos que 
caracterizam a EAD.
• A rápida difusão da Educação a Distância (EAD) é conseqüência do 
desenvolvimento tecnológico e da explosão informacional do mundo 
globalizado.
• Os primeiros registros sobre Educação a Distância são de cursos 
por correspondência, viabilizados pela impressão em escala, 
permitindo a educação de um contingente cada vez maior de 
pessoas. 
• Diversas iniciativas de EAD foram surgindo, espalhadas pelo mundo. 
Berlim (Alemanha), Boston e Chicago
(Estados Unidos), Valência 
(Espanha), Vitória (Austrália), Paris (França) e Londres (Inglaterra) 
são alguns exemplos de cidades que iniciaram atividades de ensino 
por correspondência e, posteriormente, por outras mídias.
• Com a grande difusão da EAD, muito se escreveu sobre essa 
modalidade de ensino, o que permitiu uma diversidade de definições 
para o termo. 
• Nas definições de EAD, alguns aspectos são comuns: distância 
física entre professor e aluno; forma de estudo; uso de tecnologias 
de informação; e comunicação (TICs) para promover a interação.
ATIVIDADE 2 – ATENDE AO OBJETIVO 2
RESUMINDO...
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Atividade 1
1) Nesse exercício, o importante é você perceber que os elementos 
que caracterizam a EAD diferem daqueles que caracterizam o ensino 
presencial. Como você viu, alguns elementos se repetem em diferentes 
conceitos de EAD. Portanto, as opções corretas devem ser: Separação 
física e geográfica entre aluno e professor; O ritmo de aprendizado 
é determinado pelo estudante; Processo de ensino-aprendizagem 
centrado no estudante. As demais opções são características do 
ensino presencial.
2) Enumeramos alguns conceitos onde é possível encontrar alguma 
informação que não é pertinente à EAD. Se você marcou como alternativa 
errada a afirmação: Em EAD os estudantes não estão fisicamente no 
mesmo lugar, mas devem, necessariamente, participar todos ao mesmo 
tempo das atividades, acertou! Essa é uma característica interessante 
da EAD. Não importa o tempo e o espaço, cada aluno terá sempre 
autonomia para definir seu melhor horário e local de estudo para a 
realização das tarefas. Não necessariamente todos os alunos deverão 
estar em um mesmo local ou tempo para a troca de informações ou 
realização de tarefas. 
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES
Informações sobre a próxima aula 
Na Aula 2, vamos nos encontrar para falar sobre a evolução histórica da 
EAD.
Você terá uma idéia de como se deu a evolução da EAD no mundo como 
um todo, inclusive no Brasil. 
Você deve ter ficado curioso para saber quando surgiu a terminologia 
Educação a Distância e onde tudo começou...
Na próxima aula, você saberá...
Até lá!
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Referências bibliográficas
ARAUJO, S. T; MALTEZ, G. L. Retrospectiva histórica da educação a distância 
Disponível em : http://www.colegioafonsopena.com.br/Informativos/Profes-
sores/ProfClaudio/EAD/Retrospectiva_Hist/retrospectiva_hist.htm
ARETIO, L. G. Para uma definição de educação a distância. Tecnologia 
Educacional, Rio de Janeiro, v. 16, n.° 78-79, p. 56-61, set./dez., 1987. 
CHAVES, E. O. Conceitos básicos de tecnologias na educação e ensino a 
distância, 1999. Disponível no site http://www.edutec.net/Tecnologia%20e2
0%Educacao/ednoc.htm 
CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: 
SENAC. Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: 
Editora Senac Nacional, 2005. CD-ROM DE CARVALHO, G. e 
BOTELHO, F. Educação a Distância: um estudo sobre as expectativas 
dos alunos em relação ao uso do meio impresso ou eletrônico, 2000.
Disponível em: <http://www.intelecto.net/EAD/glaucia1.htm>.
DUCASTEL, P. A motivational framework for web-based instruction, 1996. 
Disponível em: <http://www.nova.edu/~duchaste/motivati.html>.
KAHLE, D. Computer mediated communication in distance education‚ an 
annotades bibliography, 1998. Disponível em:<http://www.mit.edu:801/afs/
athena.mit.edu/user/d/j/djkahle/www/hgse/cmcbiblio.htl> 
Atividade 2
Caso você tenha criado um conceito para EAD que não contemple os 
principais elementos que caracterizam essa modalidade de ensino, estude 
novamente o conteúdo e tente, mais uma vez, criar um novo conceito. 
Na Tabela 1.1 e no conceito de Otto Peters são descritos os principais 
elementos que caracterizam a EAD. A leitura do artigo “Das tradições à 
virtualidade” do livro de Edith Litwin, O que é a Educação a Distância? 
(indicado durante a leitura desta aula), também irá auxiliá-lo nesse exercício. 
Boa leitura!
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LITWIN, Edith. Educação a Distância: temas para o debate de uma nova 
agenda educativa. Porto Alegre: ArtMed, 2001. 110p.
MORAN. Página do Prof. Moran: http://www.eca.usp.br/prof/moran/
textosEAD.htm, 2002.
NUNES, I. B. Noções de educação a distância. 1992. Disponível em: <http:
//www.ibase.org.br/~ined/ivoniol.html>. Acesso em: 25 jan. 2008. 
PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis : SEAD/UFSC, 2006. 
144p.
Noções de Educação a Distância. In: Educação a Distância. Brasília: INED/
UnB, 4/5 dez/93-abr/94.
 EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
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Meta
Apresentar a evolução da EAD, relacionando-a com as 
principais tecnologias utilizadas. 
Objetivo
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
1. identificar as gerações de evolução da EAD baseadas nas 
tecnologias utilizadas.
Fonte: www.sxc.hu
Fonte: www.sxc.hu
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Iniciando a aula... 
Como vimos na aula passada, nos últimos anos houve um aumento de 
ofertas de cursos na modalidade a distância e também dos estudos sobre 
EAD. Agora você vai ver em detalhes como a EAD começou. 
Nesta aula, faremos uma retrospectiva da história da EAD, relacionando 
sua evolução ao desenvolvimento de tecnologias. Vamos perceber que a 
EAD não é tão recente como muita gente imagina, uma vez que há relatos 
dessa modalidade de ensino em sua forma embrionária e empírica desde o 
século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das 
atenções pedagógicas. 
A EAD surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões 
de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento 
de ensino presencial e vem evoluindo, ao longo do tempo, com as tecnologias 
disponíveis, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade. 
Evolução histórica da EAD
Se voltarmos no tempo, poderemos encontrar indícios de educação aplicada 
a distância, nas EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO, ou quando da invenção da Imprensa 
no século XV, em que os livros impressos eram lidos e transmitidos aos 
alunos. No entanto, a difusão da EAD só ocorreu, de fato, nos séculos XIX e XX, 
em vários países europeus, como Suécia, França, Espanha, Inglaterra e também 
nos Estados Unidos. No Brasil, porém, são pouco precisos os registros sobre a 
existência de ensino a distância, mas há relatos de experiências de um curso 
profissionalizante de datilografia por correspondência no Rio de Janeiro, 
na segunda metade do século XIX.
Sendo assim, apresentaremos de forma sucinta, como se 
deu a evolução da EAD no mundo como um todo, inclusive 
no Brasil. 
Fonte: www.sxc.hu
EPÍSTOLAS DE 
SÃO PAULO
Conjunto de cartas do 
apóstolo Paulo reunidas 
no Novo Testamento. 
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Uma retrospectiva histórica...
“A Educação a Distância (EAD), também chamada de Teleducação, em 
sua forma embrionária e EMPÍRICA é conhecida desde o século XIX, mas 
somente nas últimas décadas assumiu status que a coloca no cume das 
atenções pedagógicas de um número cada vez maior de países.
Já na Grécia antiga e, depois, em Roma, (Cartas de Platão e Epístolas de 
São Paulo) existia uma rede de comunicação que permitia o desenvolvimento 
significativo da correspondência.” (PICONEZ, 2003,
p. 2)
EMPÍRICA
Que é dado pela 
experiência, sem 
comprovação científica. 
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Figura 2.1: O Parthenon é o mais conhecido dos edifícios remanescentes da Grécia Antiga.
Fonte: www.sxc.hu
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Figura 2.2: O Coliseu, símbolo do Império Romano.
“Um primeiro marco da educação a distância foi o anúncio publicado 
na Gazeta de Boston, no dia 20 de março de 1728, pelo professor de 
taquigrafia Cauleb Phillips: 
‘Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em 
sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como 
as pessoas que vivem em Boston.’
Em 1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por 
correspondência e na Inglaterra, em 1840, Isaac Pitman sintetiza os 
princípios da taquigrafia em cartões postais que trocava com seus alunos.” 
(PICONEZ, 2003, p. 2 e 3) 
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Fonte: www.sxc.hu
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“Em 1856, em Berlim, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundam 
a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. 
Posteriormente, em 1873, em Boston, Anna Eliot Ticknor cria a Society 
to Encourage Study at Home. Em 1891, Thomas J. Foster, em Scarnton 
(Pennsylvania) inicia o International Correspondence Institute com um curso 
sobre medidas de segurança no trabalho de mineração.
No segundo terço do Século XX, as instituições passam a utilizar os recursos 
do rádio e da televisão para a difusão de programas educacionais, agregando 
como suporte e apoio materiais impressos encaminhados via Correios. O 
rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, 
tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação 
a distância do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, entre outros.
(...)
A partir das décadas de 60 e 70, a educação a distância, embora 
mantendo os materiais escritos como base, passa a incorporar articulada 
e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e 
televisão, o videotexto, o computador e mais recentemente, a tecnologia de 
multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim como, mecanismos 
de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (HIPERTEXTOS, 
diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com 
feedback imediato (programas tutoriais informatizados) etc.” (PICONEZ, 
2003, p. 3 e 4) 
HIPERTEXTO
Sistema de organização 
da informação, no qual 
certas palavras de um 
documento estão ligadas 
a outros documentos, 
exibindo o texto quando 
a palavra é selecionada. 
Permite ao utilizador 
procurar e encontrar itens 
relacionados e circular entre 
eles facilmente. Exemplos: 
páginas na internet.
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Figura 2.3: O correio foi uma importante ferramenta para o surgimento da EAD.
Fonte: www.sxc.hu
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Cronologia do desenvolvimento de algumas ações em EAD 
no mundo
1829, Suécia: Instituto Liber Hermodes (150.000 usuários).
1840, Reino Unido: Faculdades Sir Isaac Pitman – primeira escola 
por correspondência na Europa.
1898, Suécia: Instituto Hermond – curso de línguas por 
correspondência.
1922, União Soviética: Ensino por correspondência (350.000 
usuários).
1938, Canadá: Fundação do Conselho Internacional para Educação 
por Correspondência.
1946, África do Sul: Unisa – Universidade da África do Sul 
– primeiros cursos superiores em educação a distância.
1967, Alemanha: Fundação do Instituto Alemão para Estudos a 
Distância. 
1968, Noruega: Fundação da Associação Norueguesa de 
Educação a Distância (reorganizada em 1984).
1969, Reino Unido: fundação da Universidade Aberta (200 mil 
alunos).
1972, Espanha: Fundação da Universidade Nacional de Educação 
a Distância (110 mil alunos).
1974, Canadá: Reconstituição da Universidade de Athabasca.
1982, Irlanda: Implantação do Centro Nacional de Educação a 
Distância.
1988, Portugal: fundação da Universidade Aberta. 
1990: Implantação da Rede Européia de Educação a Distância, 
baseada na declaração de Budapeste.
1991, Relatório da Comissão sobre Educação Aberta e a Distância 
na Comunidade Européia.
(Adaptado de CORRÊA, Juliane. “O cenário atual da educação a distância”. In: 
SENAC. Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora 
Senac Nacional, 2005. CD-ROM). 
Disponível em: http://www.unifebe.edu.br/02_ead/fund_teorica_EAD_Unifebe_
13mar2006.pdf 
Acessado em: 16/6/2008.
SAIBA MAIS...
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29EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA
Podemos considerar como 
evolução tecnológica todo e 
qualquer recurso tecnológico 
que em determinado 
momento foi considerado 
uma inovação. Na EAD, 
podemos exemplificar com 
algumas “tecnologias” vistas, 
na época da sua “aparição”, 
como inovações: o quadro, 
negro, a caneta, o caderno, 
o livro... posteriormente a 
TV, o rádio, o fax e, mais 
recentemente o computador, 
a internet etc. 
Podemos afirmar, assim, que a EAD vem sendo largamente difundida pelo 
mundo todo, graças à EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA.
A evolução tecnológica e a EAD
O desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e 
da informação provocou mudanças na evolução da EAD. Essa evolução 
tecnológica da qual a EAD faz parte pode ser dividida em fases cronológicas. 
• A primeira ocorreu até a década de 1960; foi chamada de geração textual e 
utilizava somente textos impressos enviados pelos Correios. 
• A segunda ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980; foi chamada 
de geração analógica e utilizou como suporte em textos impressos 
complementados por RECURSOS TECNOLÓGICOS AUDIOVISUAIS. 
• A terceira, e atual, é a geração digital; utiliza o suporte de recursos tecnológicos 
modernos, tais como as tecnologias de informação e comunicação e de fácil 
acesso às grandes redes de computadores, bem como à internet.
A EAD e o tipo de tecnologia utilizada: 
independente ou dependente
Como a EAD possui uma longa história, é possível agrupá-la em gerações, de 
acordo com os recursos tecnológicos utilizados em cada uma delas. As formas de 
ensinar e estudar a distância foram se modificando ao longo dessas gerações, e 
as tecnologias educacionais usadas podem ser divididas em dois tipos: 
– Independentes, quando não dependem de recursos elétricos ou 
eletrônicos para sua utilização e/ou produção. 
RECURSOS TECNOLÓGICOS 
AUDIOVISUAIS
Todo e qualquer recurso de 
imagem e sons utilizados 
na educação para ajudar no 
entendimento de um assunto, 
fixar a aprendizagem, motivar, 
estimular a participação em 
atividades etc. Podemos citar, 
como exemplos, o quadro-
de-giz, a voz da pessoa que 
está ministrando uma aula, 
gravuras ou ilustrações, 
maquetes, televisão 
educativa, retroprojetor, 
fitas cassete CD-Rom e 
computador.
Visite os sites das universidades e veja o que elas estão oferecendo 
na modalidade EAD:
http://www.ufv.br/; https://www2.cead.ufv.br/cead/;
http://www.ufsc.br/; http://www.ufpr.br/portal/; http://www.ufrgs.br/
ufrgs/; http://www.portal.ufba.br/; http://www.unb.br/; 
SAIBA MAIS...
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Sanja Gjenero
Figura 2.4: Material impresso, livros e apostilas 
são exemplos de tecnologias independentes.Fonte: www.sxc.hu
– Dependentes, quando dependem de um ou de vários recursos elétricos 
ou eletrônicos para serem produzidas e/ou utilizadas,
como por exemplos: 
vídeos, filmes, internet, chat, fórum, e-mails, texto eletrônico.
Figura 2.5: O computador é uma tecnologia dependente da energia elétrica e do tipo de comunicação. 
Se a comunicação for síncrona, como no exemplo da figura com o chat, depende da internet.
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Fonte: https://www2.cead.ufv.br/sistemas/pvanet/Chat/chat_exibe_chat.php?cod=10631
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Gerações de EAD
O desenvolvimento da EAD pode ser dividido em cinco gerações, de 
acordo com as tecnologias utilizadas:
Gerações de EAD
Característica
Tecnologia 
e mídia 
utilizadas
Objetivos 
pedagógicos
Métodos 
pedagógicos
1ª geração –
1880
Imprensa e 
Correios.
Atingir alunos 
desfavorecidos 
socialmente, 
especialmente as 
mulheres.
Guias de estudo, 
auto-avaliação, 
material entregue nas 
residências.
2ª geração –
1921
Difusão de rádio 
e TV.
Apresentação de 
informações aos 
alunos, a distância.
Programas 
teletransmitidos e 
pacotes didáticos 
(todo o material 
referente ao curso 
é entregue ao aluno 
pelos correios ou 
pessoalmente). 
3ª geração –
1970
Universidades 
Abertas. 
Oferecer ensino de 
qualidade com custo 
reduzido para alunos 
não universitários.
Orientação face a 
face, quando ocorrem 
encontros presenciais.
4ª geração –
1980
Teleconferências 
por áudio, vídeo 
e computador.
Direcionado a 
pessoas que 
aprendem sozinhas, 
geralmente 
estudando em casa.
Interação em tempo 
real de aluno com 
aluno e instrutores a 
distância.
5ª geração –
2000
Aulas virtuais 
baseadas no 
computador e 
na internet.
Alunos planejam, 
organizam e 
implementam seus 
estudos por si 
mesmos.
Métodos 
CONSTRUTIVISTAS de 
aprendizado em 
colaboração.
O uso combinado desses dois tipos de tecnologias educacionais em cursos de 
EAD é interessante, porque assegura maior possibilidade de atingir os diferentes 
tipos de público. No caso do Brasil, um país com dimensões continentais, é 
imprescindível que sejam utilizados os vários tipos de tecnologias, para assegurar 
o acesso de maior número possível de pessoas aos cursos de EAD.
CONSTRUTIVISTA
Relativo ou pertencente 
ao construtivismo, 
uma das correntes 
teóricas em educação, 
empenhada em explicar 
como a inteligência 
humana se desenvolve, 
partindo do princípio de 
que o desenvolvimento 
da inteligência é 
determinado pelas 
ações mútuas entre o 
indivíduo e o meio.
continua...
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...continuação
Gerações de EAD
Característica
Formas de 
comunicação
Tutoria Interatividade
1ª geração –
1880
Correios e 
correspondência.
Instrução por 
correspondência.
Aluno/material didático escrito.
2ª geração –
1921
Rádio, TV e outros 
recursos didáticos, 
como: caderno 
didático, apostilas, fita 
K-7. 
Atendimento 
esporádico, 
dependendo de 
contatos telefônicos, 
quando possível. 
Pouca ou nenhuma interação 
professor/aluno.
3ª geração –
1970
Integração 
áudio e vídeo e 
correspondência.
Suporte e orientação 
ao aluno. Discussão 
em grupo de 
estudo local e uso 
de laboratórios da 
universidade nas 
férias.
Guia de estudo 
impresso, orientação por 
correspondência, transmissão 
por rádio e TV, AUDIOTEIPES 
gravados, conferências por 
telefone, kits para experiências 
em casa e biblioteca local.
4ª geração –
1980
Recepção de lições 
veiculadas por 
rádio ou televisão e 
audioconferência
ATENDIMENTO 
SÍNCRONO e 
ASSÍNCRONO, 
dependendo de 
contatos eletrônicos.
Comunicação síncrona e 
assíncrona com o tutor, 
professor e colegas.
5ª geração –
2000
Síncrona e assíncrona.
Atendimento regular 
por um tutor, em 
determinado local e 
horário.
Interação em tempo real ou 
não, com o professor do curso 
e com os colegas de curso.
Fonte: Adaptado de MOORE, M.; KEARSLEY, G. 1996. 
ATENDIMENTO ASSÍNCRONO
Permite o debate de temas, 
com a inclusão de opiniões 
em qualquer tempo, não sendo 
necessário que os alunos estejam 
conectados simultaneamente, 
como na comunicação síncrona. 
Como exemplo, podemos citar 
correspondência, e-mail, aulas 
gravadas etc.
AUDIOTEIPE 
Fita cassete.
ATENDIMENTO SÍNCRONO
Aquele que permite a 
comunicação entre duas 
ou mais pessoas em tempo 
real. Neste caso, as pessoas 
precisam estar conectadas 
de alguma forma. Exemplos: 
no chat, no telefone, na 
videoconferência.
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A EAD se desenvolveu ao longo do tempo, e sua evolução pode 
ser caracterizada por diferentes gerações. Você seria capaz de 
ordenar, de 1 a 5, as gerações de EAD, conforme elas foram 
surgindo? 
( ) Universidades Abertas. 
( ) Aulas virtuais baseadas no computador e na internet.
( ) Imprensa e Correios.
( ) Teleconferências por áudio, vídeo e computador.
( ) Difusão de rádio e TV.
ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1
Conclusão
É importante você levar em consideração que, em cursos na modali-
dade a distância, de nada adianta utilizar uma inovação tecnológica atual, 
por si só. É preciso selecionar os meios mais apropriados para deter-
minada situação de ensino-aprendizagem, considerando os objetivos 
pedagógicos e didáticos previamente definidos, bem como as carac-
terísticas da clientela e a acessibilidade aos meios. É fundamental que 
alunos, professores, tutores estejam integrados e “próximos”, para que haja 
facilitação no processo de ensino-aprendizagem. Para isso, alguns fatores 
devem ser levados em consideração: o público-alvo do curso em EAD; a 
tecnologia utilizada para levar a informação; o grau de interação entre alunos, 
professores e tutores; as mediações pedagógicas. Se você fez uma reflexão, 
levando em conta esses fatores, está no caminho certo... é necessário 
considerar o sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem, a 
escolha e o uso didático que será dado a cada tecnologia utilizada e se 
o principal ator do processo, o aluno, terá acesso à tecnologia que será 
empregada no curso.
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• Há relatos de que as Epístolas de São Paulo podiam ser consideradas, 
no passado, uma forma de aplicação da educação a distância.
• A difusão da EAD só ocorreu, de fato, nos séculos XIX e XX, em 
vários países europeus, como Suécia, França, Espanha, Inglaterra e 
também nos Estados Unidos. 
• No Brasil, são pouco precisos os registros sobre a existência de 
ensino a distância, mas há relatos de experiências de um curso 
profissionalizante de datilografia por correspondência no Rio de 
Janeiro, na segunda metade do século XIX.
• A evolução tecnológica da qual a EAD faz parte pode ser dividida 
em fases cronológicas. A primeira, na década de 1960, foi chamada 
de geração textual e utilizou somente textos impressos enviados 
pelos correios; a segunda ocorreu entre as décadas de 1960 e 
1980 e foi chamada de geração analógica, utilizando como suporte 
textos impressos complementados por recursos tecnológicos 
audiovisuais; a terceira e, atual, é a geração digital, que utiliza o 
suporte de recursos tecnológicos modernos, tais como as tec-
nologias de informação e comunicação e de fácil acesso às grandes 
redes de computadores, bem como à internet.
• As formas de ensinar e estudar a distância foram se modificando 
ao longo dessas gerações, e as tecnologias educacionais usadas 
podem ser divididas em independentes (muito utilizadas na primeira 
geração de EAD) e dependentes.
RESUMINDO...
Informações sobre a
próxima aula
Na Aula 3, vamos nos encontrar para continuarmos a falar sobre a evolução 
histórica da EAD, só que, desta vez, vamos focar a evolução da EAD no Brasil, 
especificamente. Até lá!
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( 3 ) Universidades Abertas. 
( 5 ) Aulas virtuais baseadas no computador e na internet.
( 1 ) Imprensa e Correios.
( 4 ) Teleconferências por áudio, vídeo e computador.
( 2 ) Difusão de rádio e TV.
RESPOSTA DA ATIVIDADE
Referências bibliográficas
CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: SENAC. Curso de 
especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2005. 
CD-ROM). Disponível em: <http://www.unifebe.edu.br/02_ead/fund_teorica_
EAD_Unifebe_13mar2006.pdf> Acesso em: 16 jun. 2008.
MOORE, M. G.; KEARSLEY, Greg. Distance education: a systems view. 
Belmont: Wadsworth Publishing Company, 1996. Tradução, 2005. 
NUNES, I. B. Noções de educação a distância. Revista Educação a Distância, 
Brasília,. v. 4/5, dez.1993-abr. 1994: p. 7-25. Disponível em: <http://www.rau-
tu.unicamp.br/nou-rau/ead/document/?view=3>. Acesso em: 23 jun. 2008
PICONEZ, S. C. B. Introdução à Educação a Distância: os novos desafios da 
virtualidade. Portal do Núcleo de Estudos de Eja e Formação de Professores. 
2003. Disponível em: <http://www.nea.fe.usp.br/sigepe/informacoes/upload/
Introdução%20a%20EaD.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2008
PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006.
ROSINI, A.M. As novas tecnologias da Informação e a educação a distância. 
São Paulo: Thomson Learning, 2007.
VALENTE, José Armando. Por quê o computador na educação? Disponível em: 
<http://www.nied.unicamp.br/publicacoes/separatas/Sep2.pdf>. Acesso em: 23 
jun. 2008
HISTÓRICO DA EAD 
NO BRASIL
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Silvane Guimarães Silva Gomes
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Fonte: www.sxc.hu
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Meta
Apresentar a história da EAD no Brasil e sua legislação.
Objetivo
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
1. identificar os principais marcos da EAD no Brasil.
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Introdução
Na aula passada, apresentamos de forma sucinta um histórico geral da 
EAD no mundo. Percebemos que, ao longo dos anos, a EAD evoluiu, podendo 
ser caracterizada de acordo com os recursos tecnológicos utilizados, sendo 
possível diferenciar gerações. Nesta aula, faremos uma retrospectiva na história 
da EAD no Brasil. Podemos observar que, a cada ano, há um crescimento na 
oferta de cursos tanto em escolas públicas quanto nas particulares. Só para se 
ter uma idéia, a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) aponta 
que no ano de 2007 mais de 2 milhões de brasileiros fizeram algum curso a 
distância, nas mais diferentes áreas do conhecimento. 
Você deve estar se perguntando: Será que fazendo esse curso também 
estou incluso na estatística de crescimento da EAD? A resposta é sim. Com 
certeza, você irá colher bons resultados pela sua escolha. 
Histórico da EAD no Brasil
Fonte: www.sxc.hu
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Desde a fundação do Instituto Rádio-Monitor, em 1939, e, depois, do Instituto 
Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências de educação a distância 
foram iniciadas, algumas com sucesso. Muitas experiências de EAD no Brasil 
ganharam impulso no início do século XXI, com as TICS.
Algumas das primeiras experiências de EAD ainda podem ser vistas hoje em 
dia. Como exemplo, podemos citar o Telecurso Segundo Grau e o Telecurso 
2000, cursos de EAD via televisão. 
TICS
Sigla para Tecnologias 
de Informação e 
Comunicação. Exemplos 
dessas tecnologias são: 
televisão, rádio, telefone, 
celular, computador 
conectado à internet. 
Figura 3.1: Esta é uma sala de vídeo que pode ser utilizada por quem faz cursos a 
distância via TV. 
Fonte: www.sxc.hu
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Nosso governo criou leis e estabeleceu normas para a legalização 
da EAD em 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Visite o 
portal do MEC em http://portal.mec.gov.br/seed/ e leia sobre as 
políticas e os programas em EAD que estão sendo implementados 
no Brasil.
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Fonte: www.sxc.hu
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No Brasil, tudo começou com o rádio e os correios 
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Figura 3.2: Na foto, vemos um modelo de rádio 
antigo e um novo, demonstrando a evolução 
desta tecnologia. 
É importante lembrar que foi por meio do rádio que programas 
educativos contribuíram de forma signifi cativa na produção do conhe-
cimento para milhares de pessoas no mundo todo e no Brasil. O 
responsável por esse feito no Brasil foi EDGARD ROQUETTE PINTO, da 
Academia Brasileira de Ciências, que criou a pioneira Rádio Socie-
dade do Rio de Janeiro, com o intuito de difundir a educação em 
meados de 1923. Já nessa época os anúncios dos cursos a distância 
convidavam o cidadão a participar de um curso técnico em suas horas 
de folga, no aconchego da sua casa. 
Alguns anos depois, em 1936, Roquette Pinto doou a Rádio So-
ciedade do Rio de Janeiro ao Governo Brasileiro, passando a ser 
denominada Rádio MEC.
EDGARD ROQUETTE PINTO
Foi o fundador da radiodifusão 
brasileira. Formou-se em medicina, 
mas trocou logo a prática médica 
pela pesquisa científi ca. Destacou-
se nas pesquisas antropológicas 
estudando sítios arqueológicos. 
Foi considerado um brilhante 
intelectual na sua época. 
Se você fi cou interessado em 
saber mais sobre a vida desse 
grande pesquisador, acesse:
http://www.academia.org.br/abl/
cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid
=196&sid=198
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E a pergunta que fazemos para você neste momento é: Você consegue 
se imaginar fazendo um curso técnico via rádio? Escreva, nas linhas a seguir, 
o que vem à sua mente. Seria fácil ou difícil acompanhar um curso via rádio? 
Quais dúvidas ou curiosidades surgem na sua cabeça neste momento? 
Curso por correspondência
No Brasil, o primeiro curso por correspondência aconteceu 
em meados de 1939, quando o imigrante húngaro Nicolás 
Goldberger fundou o Instituto Rádio Técnico Monitor, em São 
Paulo. Naquela época, as apostilas de curso eram enviadas pelo 
correio juntamente com os materiais necessários para que o 
cursista pudesse colocar em prática os ensinamentos da apostila. 
Um exemplo seria um curso de técnico em montagem de rádio. 
Além da apostila, as ferramentas e as peças para a montagem 
de um rádio eram enviadas pelo correio para o aluno. Já naquela 
ocasião, a soma de duas tecnologias era utilizada para a EAD: o 
correio e o rádio. Essa forma de ensinar já acontecia na Europa 
e nos Estados Unidos.
O Instituto Universal Brasileiro, 
que surgiu em 1941, continua 
atuando até hoje, oferecendo 
mais de 30 cursos técnicos 
que vão desde corte e costura 
a técnico em eletrônica, todos 
por correspondência.
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Fonte:
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Fonte: www.sxc.hu
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O uso da TV para fins educativos
O primeiro curso de EAD pela televisão foi ao ar em 1961, pela TV Rio. 
Tratava-se de um curso de alfabetização de adultos na TV, com a participação 
da professora
Alfredina de Paiva e Souza. A partir de 1967, o governo militar 
criou o Centro Brasileiro de TV Educativa, que produziu centenas de programas 
educativos a distância. A televisão foi um marco da EAD nos anos 80 no Brasil, 
especialmente com os telecursos de primeiro e segundo graus, que foram 
transmitidos em mais de 40 emissoras. 
Em 1996, surgiu o Telecurso 2000, um programa educacional a distância 
dirigido a jovens e adultos que pretendiam cursar os Ensinos Fundamental e 
médio. Para saber mais, acesse: http://www.telecurso2000.org.br/telecurso/
index.html#/main.jsp?lumPageId=1D6530765D5644709741AEAA3622D3BC
A televisão contribuiu para o aumento do oferecimento de cursos na mo-
dalidade a distância. A possibilidade da transmissão de imagem e som por 
meio da tecnologia da TV foi, sem dúvida, uma inovação na área educacional. 
Em um passado não tão distante, em meados dos anos 90, com a difusão da 
informática, surgiram novas possibilidades de se fazer EAD; a partir daí, ela 
tem evoluído para outros níveis de ensino antes não explorados, chegando 
inclusive às universidades. 
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Fonte: www.sxc.hu
Figura 3.3: A TV, como já citamos anteriormente, é uma das TICs utilizadas pela EAD.
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A Legislação Brasileira de EAD 
Um importante momento para a EAD no Brasil foi a criação, em 1996, 
da Secretaria de Educação a Distancia (SEED). Entre as responsabilidades 
dessa secretaria, está a de atuar como agente de inovação dos processos 
de ensino e aprendizagem na EAD. Também em 1996, as bases legais para 
a modalidade EAD foram consolidadas pela última reforma educacional 
brasileira, a Lei de Diretrizes e Bases. A Lei n° 9.394/96 oficializou a EAD 
no país como modalidade válida e equivalente para todos os níveis de ensino 
(fundamental, médio, superior e pós-graduação). A partir daí, as experiências 
brasileiras em EAD já somam um grande número.
Quer saber mais sobre a Lei nº 9.394/96? 
Acesse o site a seguir para lê-la na íntegra:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/
l9394.htm
MULTIMÍDIA
Entre os muitos artigos que compõem a Lei n° 9.394/96, está o artigo 80, que 
trata da EAD:
“O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas 
de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação 
continuada.” (BRASIL, 1996)
Em 2005, um grupo de especialistas do Ministério da Educação criou a regu-
lamentação do artigo 80 da LDB, determinando os procedimentos que devem ser 
adotados pelas instituições para obter o credenciamento do MEC para a oferta de 
cursos a distância.
Para ver a regulamentação do artigo 80 da Lei 
nº 9.394/96, acesse http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/
D5622.htm
MULTIMÍDIA
Fonte: www.planalto.gov.br/
ccivil_03/LEIS/l9394.htm
Fonte: www.planalto.gov.br/
ccivil_03/LEIS/l9394.htm
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A partir de 2005, as universidades, faculdades e os centros tecnológicos 
podem oferecer até 20% da carga horária total de qualquer um de seus cursos 
presenciais na modalidade a distância, desde que o referido curso seja reconhecido 
pelo MEC.
Em 2007 mais um passo importante foi dado para a democratização do 
acesso ao ensino técnico público, por meio da modalidade de educação a 
distância. Objetivando levar cursos técnicos a regiões distantes das instituições 
de ensino e para a periferia das grandes cidades brasileiras, incentivando os 
jovens a concluírem o Ensino Médio, foi criado o projeto e-Tec Brasil, do qual 
você faz parte.
Fonte: http://etecbrasil.mec.gov.br/
Saiba mais sobre EAD visitando os sites:
http://portal.mec.gov.br/seed/
http://portal.mec.gov.br
http://www.abed.org.br/
http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html
http://www.widesoft.com.br/corporate/educacao/
http://www.ufba.br/~pretto/pesquisas/cnpq_pq2004/
politicas_publicas_tic.htm
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Para visualizar melhor o histórico da EAD no Brasil, leia o boxe a seguir.
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Apresentação cronológica da evolução da EAD no Brasil 
• 1923/1925 – criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
• 1941 – início do Instituto Universal Brasileiro – cursos por correspon-
dência, cursos técnicos para formação profissional básica.
• 1970 – criação do Projeto Minerva, programa de rádio elaborado pelo 
governo federal com a finalidade de educar pessoas adultas. Era transmitido 
por rádio em cadeia nacional.
• 1991 – a Fundação Roquete Pinto cria o Programa Um Salto para o Futuro, 
para a formação continuada de professores do Ensino Fundamental.
• 1995 – o Programa TV Escola é criado pela Secretaria de Educação a 
Distância do Ministério da Educação (SEED/MEC). 
• 1997 – a SEED/MEC desenvolve o PROINFO, Programa Nacional de 
Informática na Educação.
• 2000 – as primeiras universidades são credenciadas pelo MEC para 
oferecerem cursos a distância.
• 2000 – criação da UNIREDE – Rede de Educação Superior a Dis-
tância, consórcio que reúne 68 instituições públicas do Brasil.
• 2002 – criação do Projeto Veredas, para a formação de professores 
das séries iniciais em nível superior, pela Secretaria Estadual de Edu-
cação de Minas Gerais.
• 2005 – criação da Universidade Aberta do Brasil, programa do 
Ministério da Educação. A UAB é formada por instituições públicas de 
ensino superior, que se comprometem a levar ensino superior público 
de qualidade aos municípios brasileiros.
• 2006 – participação das Instituições de Ensino Federais (IEFs) no 
projeto-piloto da Universidade Aberta do Brasil.
• 2008 – lançamento do Projeto e-Tec Brasil/Programa Escola Técnica 
Aberta do Brasil, parte da política de expansão da educação profissio-
nalizante, por meio da articulação da Secretaria de Educação a Distância 
(SEED) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. 
SAIBA MAIS...
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Identifi que, na linha do tempo, os principais marcos da EAD no Brasil:
ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1
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• As experiências de EAD no Brasil ganharam impulso no início do século 
XXI com as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). 
• Desde a fundação do Instituto Rádio-Monitor, em 1939, e depois 
do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências de 
educação a distância foram iniciadas, e algumas delas ainda podem 
ser vistas hoje em dia, como, por exemplo, o Telecurso Segundo 
Grau e o Telecurso 2000, cursos de EAD via televisão. 
• A partir da oficialização da EAD no país como modalidade válida 
e equivalente para todos os níveis de ensino (fundamental, médio, 
superior e pós-graduação), as experiências brasileiras em EAD já 
somam grande número. 
• Um importante momento para a EAD no Brasil foi a criação, em 
1996, da Secretaria de Educação a Distancia (SEED). Entre as 
responsabilidades dessa secretaria, está a de atuar como agente 
de inovação dos processos de ensino e aprendizagem na EAD. 
RESUMINDO...
Informação sobre a próxima aula 
Na Aula 4, você vai estudar as Políticas Públicas em EAD. Até lá!
1923: Criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro
1941: Surgimento do Instituto Universal Brasileiro
1961: Primeiro curso pela TV Rio
1967: Criação do Centro Brasileiro de TV Educativa
1996: Surgimento do Telecurso 2000
1996: Consolidação da Lei nº 9.394/96 e da SEED
2005: Regulamentação
do artigo 80 da LDB 
2007: Criação do Projeto e-Tec Brasil
RESPOSTA DA ATIVIDADE
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Referências bibliográficas
AZEVEDO, Wilson. Panorama atual da EAD no Brasil. Disponível em: <http://www. 
revistaconecta.com/conectados/wilson_seminario.htm>. Acesso em: 24 jun. 2008.
BRASIL. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes 
e bases da educação nacional. Diário Oficial (da) República Federativa do 
Brasil. Brasília, 21 de dezembro de 1996, Seção 1. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm>. Acesso em: 26 set. 2008.
CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: SENAC. Curso 
de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 
2005. 
LANDIN, M. M. P. F. Educação a distância: algumas considerações. Rio de 
Janeiro, 1999.
LITWIN, Edith (Org.). Educação a distância: temas para o debate de uma nova 
agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.
PIMENTEL, Nara. O ensino a distância na formação de professores. Revista Pers-
pectiva, Florianópolis, n. 24, p. 93-128, 1995.
ROSINI, Alessandro Marco. As novas tecnologias da informação e a educação 
a distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007.
POLÍTICAS PÚBLICAS 
EM EAD NO BRASIL
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Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
Fonte: www.sxc.hu
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Meta
Apresentar as políticas públicas de EAD no Brasil. 
Objetivo
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
1. identificar aspectos da política pública brasileira 
para EAD.
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Introdução 
Na aula passada, você estudou como a EAD iniciou no Brasil. Deve ter 
percebido que o crescimento da EAD deveu-se também às políticas públicas 
voltadas para EAD. Nesta aula, verá quais são essas POLÍTICAS PÚBLICAS. 
Uma coisa é certa: nos últimos anos houve um esforço do Poder Público 
incentivando o desenvolvimento de programas na área educacional e muito 
especificamente da educação a distância.
Como já foi relatado na nossa primeira aula, o processo de globalização 
tem provocado mudanças nas relações econômicas e sociais no mundo todo, 
e no Brasil não poderia ser diferente. A globalização e o rápido avanço das 
inovações tecnológicas, especialmente aquelas voltadas para a informação, 
têm revelado um cenário mundial cada vez mais competitivo. A sociedade 
como um todo passou à constante busca por atualização e aperfeiçoamento 
nas diversas áreas do conhecimento. Devido a todas essas mudanças, são 
necessárias as transformações:
– na organização do trabalho;
– na produção;
– nos mecanismos de relacionamento social;
– no acesso à informação. 
Tudo isso passa pelas questões políticas do país, ou seja, sempre depen-
derá de decisões políticas e políticas públicas. 
Só para lembrar, uma decisão política é a escolha entre várias propostas. 
É um planejamento do que será colocado em prática. Já a política pública, que 
engloba também a decisão política, refere-se à prática. 
Na tentativa de se construir um Brasil menos desigual e excludente, muitos 
programas de governo foram criados com o propósito de ampliar o acesso à 
educação em todos os níveis. Ações nesse sentido já foram relatadas na aula 
anterior, lembra? 
Você seria capaz, neste momento, de relatar pelo menos duas propostas de 
ações governamentais que já foram criadas objetivando a democratização do 
ensino? Se precisar, recorra às informações da aula anterior, mas não deixe de 
escrever nas linhas a seguir o que você conseguir lembrar.
POLÍTICAS PÚBLICAS
Orientações para a tomada 
de decisões em assuntos 
públicos, políticos ou 
coletivos, como educação, 
lazer, arte, saúde, 
habitação etc.
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Políticas públicas no Brasil voltadas para a EAD
Para colocar em prática as ações e as políticas em EAD, existe, no Ministério 
da Educação (MEC), a Secretaria de Educação a Distância (SEED). Vários 
programas são coordenados por essa secretaria, objetivando a educação de 
qualidade e a ampliação do acesso à educação e aos materiais didáticos com 
menores custos.
Os avanços tecnológicos no sistema educacional têm incentivado o poder 
público a desenvolver políticas públicas voltadas para programas de educação 
a distância. Isso pelo fato de que as tecnologias criam novas condições de 
produção e recepção de conhecimentos em que a presença física do professor 
pode ser dispensável.
Se adequadamente aplicadas, as políticas públicas voltadas para a EAD 
vão contribuir, por exemplo, para:
– a expansão do ensino em todos os níveis (fundamental, médio e superior); 
– a inclusão social (por meio do acesso, da permanência e da qualidade da 
aprendizagem para a população menos favorecida economicamente);
– a qualificação de professores por meio de programas de aperfeiçoamento;
– a oferta de ensino de qualidade em todos os cantos do país.
Exemplos de políticas públicas atuais voltadas para a EAD no Brasil são:
– o programa de ampliação da oferta do ensino superior gratuito e de 
qualidade no Brasil;
– o Programa de Formação Inicial para Professores do Ensino Fundamental 
e Médio, o PRÓ-LICENCIATURA, que é um curso do MEC destinado a 
professores que não possuem a habilitação mínima legalmente exigida, mas 
encontram-se lecionando no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio;
Fonte: www.sxc.hu
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– projetos envolvendo a produção de conteúdos educacionais digitais multi-
mídia nas áreas de Matemática, Língua Portuguesa, Física, Química e Biologia 
do Ensino Médio e incentivando o uso de novas tecnologias nas escolas; 
Ficou interessado por esses projetos? Para saber mais, acesse 
http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/Editais/edital_
mct_seed.pdf. 
MULTIMÍDIA
– o Projeto Universidade Aberta do Brasil – UAB, objetivando expandir a 
oferta de educação superior a distância;
MÍDIAS ELETRÔNICAS
Meios de comunicação 
que necessitam de 
recursos eletrônicos 
para que o usuário tenha 
acesso aos conteúdos (de 
vídeo ou áudio, gravados 
ou transmitidos em 
tempo real). São mídias 
eletrônicas: a televisão, 
o rádio, o telefone, o 
computador 
e o videogame. 
– em 2007, o Projeto Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil), com o 
objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico público por meio de 
uma rede nacional de escolas de ensino profissionalizante na modalidade 
a distância. 
Fonte: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=com_content&task=view&id=247
– o Curso-piloto de Administração a Distância da UAB em parceria com o 
MEC-SEED, Banco do Brasil e instituições federais e estaduais de ensino 
superior; 
– o Proinfo, que promove o uso pedagógico das diversas MÍDIAS ELETRÔNICAS 
nas escolas públicas de todo o Brasil, equipando-as com tecnologias 
da informação e capacitando professores para fazer uso adequado dos 
recursos nas aulas; 
Fonte: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=com_content&task=view&id=247
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Fonte: http://etecbrasil.mec.gov.br/
Mais informações sobre os projetos citados podem ser encontradas no Portal do 
MEC, em:
Fonte: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=com_content&task=view&id=247
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Em 1990, o Brasil assumiu o compromisso de garantir a educação para todos, partindo 
do princípio de que é um direito essencial e deve ser estendido à população, sem 
distinção de ideologias, credo, raça ou cor. Esse compromisso foi firmado na Declaração 
do Brasil para a Cúpula Mundial da Educação de Dacar, no Senegal. Trechos importantes 
dessa declaração serão aqui transcritos para você tomar conhecimento do compromisso 
do governo brasileiro com a educação:
Este Foro Mundial de Educação realiza-se numa ocasião especialmente 
significativa para o Brasil, que acaba de celebrar 500 anos do seu descobrimento. 
O transcurso desta data histórica se dá num contexto institucional de 
estabilidade política, de retomada do crescimento econômico e de consolidação 
da democracia, conquistas recentes da sociedade brasileira. Este ambiente 
propicia condições muito favoráveis para um debate profundo sobre a nossa 
herança colonial e escravocrata, raiz das desigualdades sociais e econômicas 
ainda presentes na realidade do nosso País (CASTRO, 2000). 
O destaque reafirma a preocupação inicial desta aula com a exclusão social, que tem 
raízes profundas e que ainda permanecem na nossa sociedade como um todo. 
Vivemos hoje em um mundo globalizado e interdependente, mas dominado 
por uma lógica perversa que incentiva a competitividade. Neste contexto, o 
acesso ao conhecimento torna-se cada vez mais determinante para o destino 
das nações e dos indivíduos. A educação é, portanto, uma questão-chave para o 
desenvolvimento sustentável e eqüitativo.
As profundas e históricas desigualdades sociais geradas pelo processo de 
desenvolvimento brasileiro explicam, em grande medida, o atraso educacional 
de décadas e a baixa escolaridade média da nossa população... De fato, os 
progressos educacionais realizados pelo Brasil na segunda metade da década 
de 90 foram notáveis. Mesmo assim, esses avanços não foram suficientes para 
satisfazer adequadamente as demandas existentes, até porque as exigências da 
sociedade mudaram, acompanhando as transformações tecnológicas.
Para você ter acesso à Declaração do Brasil para a Cúpula Mundial da Educação de 
Dacar, no Senegal, na íntegra, acesse o endereço: http://www.inep.gov.br/imprensa/
noticias/outras/news00_13.htm
SAIBA MAIS...
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Com relação às políticas públicas de EAD, assinale a alternativa 
incorreta:
( ) A globalização e, conseqüentemente, os avanços tecnológicos 
levaram o poder público brasileiro a desenvolver políticas públicas voltadas 
para o oferecimento de programas de educação a distância. 
( ) A UAB, assim como o e-Tec Brasil, visa oferecer educação a 
distância de nível técnico.
( ) O PRÓ-LICENCIATURA é um programa voltado para a formação inicial 
de professores dos Ensinos Fundamental e Médio.
ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1
• Um dos fatores importantes para o crescimento da EAD no Brasil 
são as políticas públicas voltadas para a EAD. 
• Nossa sociedade, hoje, é a da informação, que exige nova forma 
de organização social, e se fazem necessárias transformações 
na organização do trabalho, na produção, nos mecanismos de 
relacionamento social, no acesso à informação. Tudo isso passa 
pelas questões políticas do país, ou seja, vai sempre depender de 
decisões políticas e de políticas públicas. 
• Os avanços tecnológicos no sistema educacional têm incentivado 
o poder público a desenvolver políticas públicas voltadas para o 
desenvolvimento de programas de educação a distância. 
• Para institucionalizar as ações e as políticas em EAD, foi criada, no 
Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Educação a Distância 
(SEED), responsável pela coordenação de vários programas de 
políticas públicas objetivando a educação de qualidade, a ampliação e 
a democratização do acesso à educação.
RESUMINDO...
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Referências bibliográficas
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Mundial da Educação. Fórum Mundial de Educação. Dacar, Senegal. Abr. 
2000. Disponível em: <http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/
news00_13.htm>. Acesso em: 13 out. 2008.
CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: SENAC. 
Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac 
Nacional, 2005. 
GRUPO TELEFÔNICA NO BRASIL. A sociedade da informação no Brasil.: 
presente e perspectivas. Disponível em: <http://www.telefonica.com.br/
sociedadedainformacao/pdf/informes/brasil_2002/completo.pdf>. Acesso 
em: 3 out. 2008.
GUARESCHI, N. M. et al. Práticas psicológicas nas políticas públicas: um 
debate sobre a temática da violência. Revista Psicologia Política, v. 5, n. 9, 
2005.
LANDIN, M. M. P. F. Educação a distância: algumas considerações. Rio de 
Janeiro: [s.n.], 1999.
LITWIN, Edith (Org.). Educação a distância: temas para o debate de uma nova 
agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.
PIMENTEL, Nara. O ensino a distância na formação de professores. Revista 
Perspectiva, Florianópolis, n. 24, 1995.
SCHWARTZMAN Simon. Bases do autoritarismo Brasileiro. 3. ed. rev. Ampl. 
Campus, 1988. Disponível em: <http://www.schwartzman.org.br/simon/
bases/bases.htm>. Acesso em: 3 out. 2008.
(X) A UAB, assim como o e-Tec Brasil, visa oferecer educação a distância 
de nível técnico. (A UAB oferece curso de nível superior.)
RESPOSTA DA ATIVIDADE
Informação sobre a próxima aula 
Na próxima aula, vamos falar sobre planejamento e organização dos sistemas 
de EAD. Até lá!
PLANEJAMENTO E 
ORGANIZAÇÃO DE 
SISTEMAS DE EAD
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Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
Fonte: www.sxc.hu
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Meta
Apresentar as bases para o planejamento e a organização 
dos sistemas de EAD. 
Objetivo
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
1. identificar os aspectos que devem ser considerados no 
planejamento e na organização de um sistema de EAD.
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Introdução 
Na aula passada, falamos sobre a importância das políticas públicas 
voltadas para a Educação a Distância. Falamos um pouco, também, sobre as 
ações governamentais objetivando oferecer boa educação para todos no Brasil. 
Nesta aula, você vai saber como é importante planejar e organizar um sistema 
de EAD para a instituição que irá implementar essa modalidade de ensino. 
O ensino na modalidade a distância também precisa de PROJETO PEDAGÓGICO, 
levando em consideração as necessidades específicas de cada curso. Alguns 
aspectos importantes, que serão falados ao longo desta aula, devem ser 
considerados na organização de um curso. 
As bases de implantação da EAD – O PDI e o PP
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) é o elemento primordial 
para a implantação da educação, seja na modalidade presencial ou a distância, 
pois é ele que define os princípios da instituição no que se refere às suas 
ações de educação.
Na elaboração de um Projeto Pedagógico (PP), que faz parte do PDI, é 
necessário considerar os seguintes aspectos, que vão compor a estrutura 
operacional do sistema de EAD:
− identificação das necessidades específicas do curso; 
− definição dos objetivos a alcançar;
− seleção e organização dos conteúdos; 
− elaboração dos materiais didáticos; 
− definição dos sistemas de comunicação; 
−
definição da infra-estrutura de suporte;
− orientação e tutoria; 
− organização das condições de aprendizagem, tanto por parte do 
professor quanto do estudante; 
− gestão pedagógica, tecnológica e administrativa; 
− avaliação da aprendizagem;
− custos. 
 
PROJETO PEDAGÓGICO 
(PP)
Um instrumento de 
referência para o 
desenvolvimento de um 
programa de ensino que 
será a base das práticas 
dos profissionais de uma 
instituição de ensino. 
A construção do projeto 
pedagógico se dá de 
forma participativa e 
contextualizada, ou seja, 
depende do curso e do 
público ao qual o projeto 
será destinado. 
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O Projeto Pedagógico 
O Projeto Pedagógico foi instituído pela Lei no. 9.394/96 
da LDB, embora sua obrigatoriedade seja explicitada mais 
claramente na legislação do Conselho Estadual de Educação 
(CEE) pela Deliberação 07/2000. Essa deliberação é sobre a 
autorização para funcionamento e reconhecimento de cursos 
e habilitações novos, oferecidos por Instituições de Ensino 
Superior (IES). De acordo com o disposto no art. 4º, o PP de 
um curso deve conter:
− perfil do profissional a ser formado; 
− objetivos gerais e específicos do curso; 
− descrição do Currículo Pleno, que será oferecido com o 
ementário das disciplinas, das atividades e a bibliografia 
básica; 
− número de vagas iniciais e turno de funcionamento; 
− relação dos docentes e especificação da composição por 
níveis;
− acervo da biblioteca;
− apresentação de instalações, equipamentos, laboratórios.
SAIBA MAIS...
Fonte: www.sxc.hu
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SISTEMA DE EAD
Conjunto de componentes 
que fazem parte da estrutura 
operacional da EAD. Cada 
instituição tem o seu sistema, 
mas em geral os sistemas de 
EAD abrangem:
− o desenvolvimento do curso; 
− a produção do material 
didático; 
− a definição do sistema de 
avaliação; 
− os mecanismos de 
distribuição das disciplinas; 
− os mecanismos de apoio à 
aprendizagem do aluno; 
− os serviços de 
comunicação com o aluno e 
com a tutoria; 
− as estruturas física, 
tecnológica e de pessoal.
Fonte: www.sxc.hu
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Planejar o SISTEMA DE EAD
A EAD é uma modalidade educativa que vai além do simples oferecimento de 
informações, seja por meio de material impresso, seja pelas “PÁGINAS” atraentes 
de um AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM. Não basta criar condições de acesso à 
informação, é preciso que os conteúdos da disciplina ou do curso como um todo 
sejam bem elaborados, de maneira que seja possível desenvolver interações dos 
alunos com os conteúdos para a construção do aprendizado. 
PÁGINAS
Quando folheamos um livro, um 
caderno ou uma apostila, cada folha 
de papel que compõe o material 
é uma página. Da mesma forma, 
quando acessamos a internet, o que 
nos é mostrado imediatamente é 
uma página contendo informações.
AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM (AVA)
Sistemas de computadores disponíveis na internet que dão 
suporte a atividades de ensino e aprendizagem mediadas 
pelas TICs. Permitem articular palavras, sons e imagens. 
Os conteúdos a serem desenvolvidos no AVA devem ser 
organizados de maneira a viabilizar ao aluno a construção de 
sua autonomia no processo de aprendizagem. 
A figura é a página de acesso a um ambiente virtual de 
aprendizagem, o PVANet, desenvolvido na Universidade 
Federal de Viçosa/MG para cursos na modalidade a distância.
Fonte: www2.cead.ufv.br/sistemas/pvanet/geral/login.php
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O planejamento do sistema de EAD pode iniciar com uma proposta 
pedagógica bem elaborada, com definição clara:
− dos objetivos; 
− do público-alvo;
− dos mecanismos de avaliação;
− dos demais aspectos envolvidos, como produção de material didático, 
tutoria, secretaria, que são fundamentais para o bom andamento de 
qualquer curso na modalidade a distância. 
O curso deve ser estruturado a partir das necessidades do aluno. Um bom 
planejamento educacional em EAD consegue fazer a ponte entre a teoria e a 
prática. Nada melhor do que fazer o diagnóstico da realidade do público-alvo 
do curso para:
− selecionar e organizar os conteúdos de aprendizagem; 
− escolher os meios e as atividades mais adequadas; 
− definir como avaliar o ensino. 
Bem, você já deve ter percebido que planejamento e organização são 
fundamentais para um curso na modalidade a distância, não é mesmo? Então, 
veja, a seguir, como podemos colocar isso em prática. 
Formas de planejar e organizar 
um sistema de EAD
O resultado do Congresso Internacional de Educação a Distância no 
Ensino Superior, que aconteceu no Rio Grande do Sul, no ano de 2005, 
foi a elaboração de um material que pode ajudar os profissionais da EAD na 
elaboração do planejamento e da organização dos sistemas de EAD.
Articulação entre áreas: comunicação e educação
As práticas educativas em EAD demandam processos comunicativos. Para 
isso, as tecnologias de informação e comunicação favorecem esse processo, 
mas não são por si só educativas. Dependem da prática pedagógica, e tanto o 
professor quanto o aluno precisam saber utilizar as TICs para que o ensino e a 
aprendizagem aconteçam na prática educativa.
É muito importante que o professor tenha a capacidade de humanizar a 
relação com seus alunos, independentemente da tecnologia que está sendo 
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adotada. Essa humanização acontece com a interação/comunicação do 
professor com os alunos, por meio de recursos tecnológicos usados para 
a transmissão do conhecimento, motivando a aprendizagem e evitando a 
sensação de isolamento. 
Motivação dos envolvidos na implantação da EAD
Um desafio para o gestor e para toda a equipe de trabalho (coordenadores, 
professores e tutores) é o uso de TECNOLOGIAS MULTIMÍDIAS. Toda a equipe 
deverá estar motivada a fazer uso das tecnologias na sua prática educativa, 
desenvolvendo a atitude crítica quanto ao seu uso, pois o valor da tecnologia 
não está em si mesmo, mas depende do uso que o professor vai fazer dela. 
TECNOLOGIAS MULTIMÍDIAS
Integram textos, áudios, 
vídeos e imagens. Exemplos 
de multimídias: alguns tipos 
de AVAs, que agregam 
um pouco de cada mídia, 
como vídeos, textos, 
imagens e áudio; sites 
como o YouTube (de 
compartilhamento de vídeos 
na internet), que permitem 
que qualquer pessoa no 
mundo possa assisti-los. 
Figura 5.1: O gestor e a sua equipe devem trabalhar em conjunto para realizar um bom trabalho em EAD.
Fonte: www.sxc.hu
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Figura 5.2: O computador deve 
ser adequadamente utilizado, visando à 
educação de qualidade. 
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Fonte: www.sxc.hu
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Aprimoramento da comunicação entre 
os envolvidos no sistema (professores e alunos)
Democratização de saberes: os conhecimentos devem ser compartilhados 
entre professores e alunos. Essa troca só é possível se a comunicação entre 
os envolvidos estiver acontecendo de maneira adequada. 
Figura 5.3: Quando o processo de comunicação flui, é possível democratizar os saberes.
Em relação ao planejamento e à organização de um sistema de 
EAD, marque V para as afirmativas
verdadeiras e F para as falsas.
( ) Somente para cursos presenciais é necessário elaborar uma 
proposta pedagógica de curso, uma vez que as práticas educacionais 
podem ser avaliadas no cotidiano da instituição.
( ) Assim como na modalidade presencial, a definição clara dos 
objetivos, do público-alvo e dos mecanismos de avaliação é fundamental 
para o bom andamento de um curso a distância.
ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1
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67( ) O Projeto Pedagógico é o instrumento de referência somente 
dos cursos presenciais. 
( ) Na construção do Projeto Pedagógico, quanto menos pessoas 
envolvidas, melhor a qualidade dele.
( ) O bom planejamento educacional para cursos na modalidade a 
distância é aquele que consegue aliar a teoria à prática. 
( ) Para cursos a distância não é necessário fazer diagnóstico da 
realidade dos alunos porque a característica dessa modalidade é o 
público heterogêneo. 
• É muito importante planejar e organizar um sistema de EAD e 
desenvolver o Projeto Pedagógico levando em consideração as 
necessidades de cada curso.
• O PDI define a missão, os objetivos e os princípios da instituição no 
que se refere às suas ações de educação.
• O Projeto Pedagógico foi instituído pela Lei no. 9.394/96 da Lei de 
Diretrizes e Bases (LDB).
• Não basta criar condições de acesso à informação, é preciso 
conhecimento sobre o tema que será oferecido no curso. Fazer um 
diagnóstico da realidade para selecionar e organizar os conteúdos 
de aprendizagem, escolher os meios e as atividades mais 
adequadas e definir como avaliar o ensino são fundamentais para o 
bom planejamento.
• Existem formas de planejar e organizar um sistema de EAD que 
levam em consideração vários aspectos, dentre eles o processo de 
comunicação entre professor e aluno, as habilidades no uso das 
tecnologias multimídias e a democratização de saberes. 
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Informação sobre a próxima aula 
Na próxima aula, vamos apresentar os componentes necessários ao 
planejamento e à organização de sistemas de EAD, aluno, conteúdo e 
professor/tutor. Até lá!
(F) Cursos a distância também precisam de proposta pedagógica. 
(V) Assim como na modalidade presencial, a definição clara dos 
objetivos, do público-alvo e dos mecanismos de avaliação é fundamental 
para o bom andamento de um curso a distância.
(F) Cursos a distância também precisam de Projeto Pedagógico. 
(F) O Projeto Pedagógico deve ser construído em conjunto com a 
equipe da escola.
(V) O bom planejamento educacional para cursos na modalidade a 
distância é aquele que consegue aliar a teoria à prática. 
(F) Para o oferecimento de cursos de EAD, é necessário o diagnóstico 
da realidade dos alunos para selecionar e organizar os conteúdos de 
aprendizagem, mesmo se o público for muito heterogêneo.
RESPOSTAS DA ATIVIDADE
Referências bibliográficas
COSCARELLI, Carla Viana (Org.). Novas tecnologias, novos textos, novas formas 
de pensar. 2.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006. 144p.
PRETI, Oreste (Org.). Educação a distância: construindo significados. Cuiabá: 
NEAD/IE – UFMT; Brasília: Plano, 2000.
ROSINI, A. M. As novas tecnologias da informação e a educação a distância. São 
Paulo: Thomson Learning, 2007.
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VALENTE, José Armando. Por que o computador na educação? Disponível 
em: <http://www.nied.unicamp.br/publicacoes/separatas/Sep2.pdf>. Acesso em: 
VEIGA, Ilma Passos (Org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção 
possível. 17.ed. Campinas, SP: Papirus, 2004.
OS ELEMENTOS DOS 
SISTEMAS DE EAD 
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Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
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Fonte: www.sxc.hu
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Meta
Apresentar os componentes necessários ao 
planejamento e à organização de sistemas de EAD. 
Objetivo
Ao final do estudo desta aula, você deverá ser capaz de:
1. identificar entradas e saídas possíveis em um sistema 
de EAD.
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Introdução 
Na aula passada, falamos sobre a importância de planejar e organizar 
um sistema de EAD para qualquer instituição que vai trabalhar com essa 
modalidade de ensino. O planejamento e a organização de um sistema de EAD 
necessitam de referenciais pedagógicos, que devem levar em consideração as 
necessidades de cada curso. 
Nesta aula, vamos continuar falando sobre planejamento e organização 
de um sistema de EAD. Vamos mostrar que um sistema de EAD apresenta 
três elementos principais: o conteúdo, o aluno e o professor. É sobre esses 
elementos importantes que falaremos ao longo da aula.
Elementos e características principais da EAD
São três os elementos principais da EAD: os aprendizes (alunos), o 
conteúdo e o professor. Vejamos cada um deles:
Os aprendizes (alunos)
Alunos de cursos a distância têm a possibilidade de estar em locais distintos, 
ou seja, geograficamente dispersos uns dos outros e da instituição que oferece o 
curso. O lugar que o aluno escolhe para estudar o material do curso e promover 
o seu aprendizado é diferente de aluno para aluno (Figura 6.1). Cada local
exerce impacto sobre a eficácia 
do controle da instituição no seu 
sistema de EAD. Lembremos que 
esse ambiente de aprendizagem 
pode ser o local de trabalho, a casa,
 uma sala de aula, um hotel... e, por 
que não, um avião? 
Figura 6.1: Os alunos devem ser o foco da EAD.
Fonte: www.sxc.hu
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Lembramos, ainda, que para a EAD acontecer não há limites de espaço 
geográfico. O importante para esse aluno são as possibilidades de escolha 
para realizar os estudos, pois, no caso da EAD, é o aluno quem determina o 
seu melhor horário e o local preferido onde poderá estudar à vontade. Nesse 
caso, se quisermos que os estudantes adotem uma postura de aprendizagem 
ativa, é necessário ajudá-los a desenvolver sua consciência sobre o aprender, 
uma vez que tal postura irá influenciar o aprendizado de cada um em relação 
ao outro durante o curso. 
E como os professores podem ajudar esses alunos que estudam sozinhos?
Os professores podem ajudar quando elaboram o conteúdo do curso de tal 
forma que os alunos sejam capazes de realizar seus estudos e não se sintam 
sozinhos e perdidos. Independentemente da tecnologia que vai ser utilizada 
para apresentar o conteúdo do curso para o aluno, seja computador, rádio, TV 
ou material impresso, o conteúdo precisa ser apresentado de tal forma que o 
aluno perceba que o professor está dialogando com ele. 
Uma maneira de promover esse diálogo, por exemplo, é quando o professor, 
ao longo da aula, introduz questionamentos que levem o aprendiz a refletir 
sobre determinado conceito, a buscar solução para determinado problema ou 
quando propõe atividades que façam o aluno utilizar as informações abordadas 
naquela aula. 
O material didático para EAD deve favorecer a aprendizagem e 
necessariamente deve ser auto-explicativo; motivador, incentivando e 
estimulando o estudo; e variado, para ser adequado aos diversos ESTILOS DE 
APRENDIZAGEM. Os cursos de EAD devem favorecer a igualdade entre alunos 
com estilos diferentes de aprendizagem.
Portanto, eles podem refletir sobre 
o que estão lendo, decidir o que perguntar ou comentar em um fórum de 
discussão, realizar as atividades, tudo isso respeitando o seu próprio tempo. 
No entanto, para que a aprendizagem de fato aconteça são necessários a 
autodisciplina do aluno e o acompanhamento dos professores.
ESTILOS DE 
APRENDIZAGEM
Classificações de 
como os estudantes 
aprendem. Cada 
indivíduo apresenta o 
seu estilo: sensorial ou 
intuitivo, visual ou verbal, 
indutivo ou dedutivo, 
ativo ou reflexivo e 
seqüencial ou global. 
É necessário abordar 
todos os estilos em 
qualquer processo de 
ensino-aprendizagem. 
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O conteúdo
Figura 6.2: O conteúdo a ser ensinado também é essencial na EAD. 
O conteúdo do curso deverá estar bem estruturado em materiais para 
leitura. O material de estudo deverá conter, além do conteúdo do curso, 
atividades para os alunos. O conteúdo pode estar em materiais impressos, 
na internet, na forma de áudio ou vídeo. Os materiais do curso precisam ser 
elaborados pelos professores (que determinam o conteúdo) com especialistas 
que saibam como fazer o melhor uso de cada MÍDIA disponível. O professor 
em EAD não trabalha sozinho, desenvolvendo isoladamente o curso. Para 
desenvolver um curso de qualidade é melhor que cada responsabilidade 
seja assumida por especialistas capacitados para cada função específica. 
É necessária uma equipe composta de pelo menos três profissionais:
– aquele que conhece e propõe o conteúdo (professores conteudistas ou 
especialistas da educação);
– quem conhece a mídia (técnicos em designer, produção, imagens; 
programadores; redatores; especialistas no uso e gerenciamento das 
plataformas ou ambientes de aprendizagem);
– o que conhece a metodologia da EAD (professores, profissionais da 
educação especializados em EAD).
O conteúdo para EAD deve ser interativo, isto é, permitir ao aluno um papel 
ativo, participativo, proporcionando-lhe a construção do seu aprendizado com 
níveis de sensibilização diferenciados; deve apresentar praticidade, isto é, 
possibilitar ao aluno encontrar com facilidade as informações necessárias ao 
estudo; deve facilitar o estudo de forma autônoma, isto é, permitir que o aprendiz 
tenha acesso livre ao material das aulas; por fim, deve ser consistente, isto é, 
apresentar-se coerente com as metas propostas para o curso.
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an
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 G
je
ne
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MÍDIA
O meio pelo qual 
a informação é 
apresentada para o 
público-alvo, como, por 
exemplo, livro, internet, 
televisão, CD, DVD 
e rádio. 
Fonte: www.sxc.hu
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O professor
O professor é quem conhece e vai determinar o que ensinar. Isso quer dizer 
que é ele quem planeja quais são os conteúdos que devem ser ensinados no 
curso (Figura 6.3). Para tanto, ele deverá escrever sua aula com base em seus 
conhecimentos, sempre fazendo vasta pesquisa bibliográfica sobre o assunto 
e buscando apresentar o panorama mais atual sobre a área em que atua. 
O material didático deve ser formulado de forma que possibilite a interação do 
aluno com os saberes ensinados. Isso quer dizer que o texto deve estar escrito 
de forma clara e estimulante para que o aluno tenha compreensão rápida do 
conteúdo que está sendo abordado.
Fonte: www.sxc.hu
Figura 6.3: O professor é um dos três elementos essenciais da EAD.
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Subsistemas em um sistema de Educação a 
Distância – interdependência entre os elementos
Os elementos que foram apresentados nesta aula – elaboração de 
conteúdos, tecnologias de comunicação, interação, aluno, professor, formas 
de apresentação do curso – são subsistemas essenciais em toda organização 
de EAD e devem manter a interdependência entre si. Na prática, quanto mais 
integrados estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD.
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A escolha da tecnologia ou da combinação de tecnologias deve ser 
determinada por três itens: pelo conteúdo a ser ensinado, a quem deve ser 
ensinado e onde acontecerá o ensino. 
A mídia que será utilizada para instrução durante o curso depende do 
conteúdo, da tecnologia para disponibilizar o conteúdo, do tipo de interação 
que se deseja durante todo o curso e do ambiente (local) que o aluno utiliza 
para o aprendizado. Exemplo: se a tecnologia utilizada for a impressa, então o 
texto será a mídia empregada no curso, podendo assumir várias formas: livros 
didáticos, manuais, guias de estudos, apostilas.
Vale a pena você saber sobre as inter-relações entre os componentes de 
um sistema de EAD!
O ideal é que a instituição que vai oferecer cursos a distância adote uma 
técnica comum na modelagem de sistemas, que é considerar as ENTRADAS e 
SAÍDAS. Essa técnica permite examinar as inter-relações entre os componentes 
do sistema. Fatores considerados como entradas afetam de alguma maneira a 
variável de saída. Por exemplo, as características dos alunos afetam diversas 
variáveis de saída, e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem 
uma fusão de muitos dos fatores de entrada. 
ENTRADAS 
Podem ser consideradas 
o início de um sistema 
de EAD. São elas: 
• Características do 
aluno: Adulto? Já 
está no mercado de 
trabalho? Sabe como 
estudar a distância? 
Tem autodisciplina?
• Experiência dos 
professores em 
EAD: Professores 
conteudistas; 
especialistas em 
educação.
• Qualidade das 
aptidões para 
elaboração do curso: 
Competência e 
habilidade das pessoas 
envolvidas.
• Qualidade da produção 
do curso: Estruturar 
o conhecimento em 
materiais e atividades 
para os alunos.
• Tecnologia escolhida 
para o curso: Impressa, 
áudio, vídeo, tecnologias 
da internet.
• Acessibilidade dos 
serviços de apoio. 
• Freqüência e 
qualidade dos dados 
de avaliação: como e 
com que freqüência o 
curso é avaliado? De 
que forma os alunos são 
avaliados?
• Investimento 
financeiro: custos 
para o aluno e para a 
instituição.
SAÍDAS 
Podem ser consideradas os resultados. São elas: 
• Índices de satisfação do aluno: permanência no curso do início ao fim.
• Resultados apresentados pelos alunos: indicador de intervenções e correções de falhas.
• Índice de finalização do curso: aprovações e reprovações.
• Número total de matrículas: demandas, corpo discente.
• Avaliações de qualidade: expansão de acesso e melhorias de qualidade no ensino.
• Resultados de certificação: certificados ou diplomas.
• Mensalidades escolares e outras receitas: renda obtida pelo curso.
• Reputação e rotatividade de professores e colaboradores: estrutura administrativa, 
corpo docente. 
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EAD, hoje, significa que mais pessoas estão obtendo acesso com maior 
facilidade e com melhores recursos para a aprendizagem do que no passado. 
À medida que a EAD for se ampliando, pessoas anteriormente consideradas 
em desvantagem, como alunos de áreas rurais ou regiões no interior das 
cidades, poderão fazer os mesmos cursos nas mesmas instituições que 
aqueles alunos considerados privilegiados. 
Os cursos poderão ser acessados sempre que o aluno desejar e no seu 
ritmo próprio, a partir de qualquer lugar. Além disso, esses cursos permitem 
muitas novas oportunidades de aprendizado para um número maior de 
pessoas.
Alguns critérios básicos que devem ser observados em um projeto de 
curso na modalidade a distância são:
• Facilidade de acesso.
• Clareza: a linguagem, a estrutura da informação e a apresentação visual 
devem prover uma orientação explícita.
• Eficiência: o foco deve ser colocado no aprendizado do conteúdo.
• Consistência: deve haver identidade visual do material educacional, com 
as funções apresentadas de modo uniforme.
• Flexibilidade: a estrutura do material deve ser adaptável às mudanças e 
aos diferentes públicos.
De que forma o aluno entra em contato com o material didático em EAD?
O aluno de EAD entra em contato com o material didático por meio de 
alguma tecnologia. Existem muitos recursos tecnológicos que possibilitam 
a comunicação entre os três componentes básicos dos quais estamos 
falando. Atualmente, a tecnologia mais comentada em sistemas de ensino na 
modalidade a distância é a do computador com seu navegador conectado à 
internet. Outras tecnologias e mídias podem e devem ser utilizadas, associando 
as tecnologias em diferentes mídias: material impresso, material gravado e 
ambientes de aprendizagem via computador com internet. 
É importante saber que nenhuma tecnologia isoladamente é a melhor 
solução para a veiculação de todo tipo de informação contida no curso, a 
todos os participantes, em todos os lugares. É sempre desejável ter pelo 
menos uma tecnologia usando mídia impressa ou gravada para a transmissão 
do conteúdo e outra compatível com a interação entre alunos e professor. 
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Exemplo: se o curso for disponibilizado em um ambiente de aprendizado 
pela internet, é importante que todo o material também esteja em forma 
impressa para atender aos alunos que não têm a possibilidade de se conectar 
durante todo o curso. Com o material impresso o aluno não fica dependendo 
somente da internet, podendo acessar o conteúdo quando e onde quiser.
Com relação às entradas e saídas de um sistema de EAD, marque 
E para as Entradas e S para as Saídas: 
( ) Índices de satisfação do aluno.
( ) Resultados apresentados pelos alunos.
( ) Experiência do professor/tutor em EAD.
( ) Qualidade das aptidões para a elaboração do curso.
( ) Qualidade da produção do curso.
( ) Tecnologia escolhida para o curso.
( ) Freqüência e qualidade dos dados de avaliação.
( ) Número total de matrículas.
( ) Avaliações de qualidade.
( ) Resultados de certificação.
ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1
• Nesta aula, vimos que existem três elementos principais da EAD: 
o professor/tutor, o conteúdo e os aprendizes (alunos).
• O professor pode interagir com os alunos do curso por meio do 
material impresso, à medida que utiliza materiais preparados para 
essa finalidade. Dessa forma, vai transmitir o conhecimento que 
possui de maneira que os alunos tenham uma boa compreensão 
do conteúdo. 
RESUMINDO...
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Informações sobre a próxima aula
Na próxima aula, apresentaremos as Tecnologias de Informação e 
Comunicação mais utilizadas em EAD (TICs).
Até lá!
• O conteúdo do curso deverá estar bem estruturado em materiais 
para leitura e atividades para os alunos, ou seja, trata-se do curso. 
Os materiais precisam ser elaborados por especialistas que saibam 
como fazer o melhor uso de cada tecnologia disponível. O conteúdo 
pode estar em materiais impressos, na internet, na forma de áudio 
ou vídeo.
• Alunos de cursos a distância apresentam a característica de estar 
em locais distintos, ou seja, geograficamente dispersos. O lugar que 
o aluno escolhe para estudar o material do curso e promover o seu 
aprendizado é diferente de aluno para aluno.
• Os elementos que constituem um curso de EAD, como a elaboração 
de conteúdos, tecnologias de comunicação, interação, aluno, 
professor, formas de apresentação do curso, são subsistemas 
essenciais em toda organização de EAD e devem manter uma 
interdependência entre si. Na prática, quanto mais integrados 
estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD. 
• As características dos alunos afetam diversas variáveis de saída, 
e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem uma 
fusão de vários fatores de entrada. 
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Referências bibliográficas
COSCARELLI, Carla Viana (Org.). Novas tecnologias, novos textos, novas 
formas de pensar. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
MOORE, M. G.; KEARSLEY, Greg. Distance education: a systems view. 
Belmont, Wis: Wadsworth Publishing Company, 1996. 290 p. 
MORAN, J. M. Interferências dos meios de comunicação no nosso 
conhecimento. Revista Brasileira de Comunicação. São Paulo, v. 17, n. 2, 
jul./dez. 1994. Disponível em:: <http://www.eca.usp.br/prof/moran>. Acesso 
em: 08 jan. 2009.
PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006. 
144p.
PRETI, Oreste (Org.). Educação a distância: construindo significados. Cuiabá: 
NEAD/IE/UFMT; Brasília: Plano Editora, 2000.
ROSINI, A. M. As novas tecnologias da informação e a educação a distância. 
São Paulo: Thomson Learning, 2007.
Atividade 1
(S) Índices de satisfação do aluno.
(S) Resultados apresentados pelos alunos.
(E) Experiência do professor/tutor em EAD.
(E) Qualidade das aptidões para elaboração do curso.
(E) Qualidade da produção do curso.
(E) Tecnologia escolhida para o curso.
(E) Freqüência e qualidade dos dados de avaliação.
(S) Número total de matrículas.
(S) Avaliações de qualidade.
(S) Resultados de certificação.
RESPOSTA DA ATIVIDADE
TECNOLOGIAS DE 
INFORMAÇÃO E 
COMUNICAÇÃO 
EM EAD (TICS)
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Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
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85
Meta
Apresentar usos de Tecnologias de Informação e 
Comunicação em EAD.
Objetivos
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
1. identificar as principais tecnologias envolvidas em EAD;
2. identificar as formas de comunicação que podem ser 
utilizadas em EAD.
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85Introdução 
Na aula passada, vimos que um sistema de EAD deve apresentar, 
na prática, três elementos principais: o aluno, o conteúdo e o pro-
fessor. E também que a comunicação entre esses elementos deverá 
ocorrer por intermédio de alguma tecnologia. Existem muitos recursos 
tecnológicos que possibilitam a comunicação num sistema EAD, mas, 
atualmente, a tecnologia mais comentada em sistemas de ensino 
na modalidade a distância é a do computador com seu navegador 
conectado à internet. Outras tecnologias e mídias podem e devem ser 
utilizadas, associadas às tecnologias em diferentes mídias: material 
impresso, material gravado e ambiente de aprendizagem. É sobre as 
tecnologias da informação e da comunicação (TICs) nos sistemas de 
EAD que falaremos ao longo desta aula.
A comunicação entre os indivíduos
Você já parou para pensar qual a forma que você usa para se 
comunicar com as pessoas? Existe diferença na sua forma de comu-
nicação com uma pessoa que está próxima a você, por exemplo dentro 
da sua casa e aquela que está distante? E quando a pessoa está na 
mesma cidade, só que em bairro diferente? E quando está em uma 
cidade distante ou mesmo em um país distante? Pense um pouco e 
escreva, nas linhas a seguir, as formas de comunicação que você usaria 
para se comunicar nas diferentes condições sugeridas:
Fonte: www.sxc.hu
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87Provavelmente, você respondeu que usaria a forma oral ou a escrita, 
dependendo da distância em que a pessoa com a qual você irá se 
comunicar se encontra, não é mesmo? Talvez você usasse o telefone 
para que a sua voz pudesse chegar à outra pessoa. Poderia usar um fax, 
uma carta, um e-mail, para se comunicar por meio da fala escrita. Bem, 
em qualquer uma das situações o que importa é que você precisaria 
utilizar alguma tecnologia para promover a comunicação com a pessoa 
do seu interesse quando ela não estivesse tão próxima de você.
Lembra da nossa primeira aula, quando falamos que nos últimos anos 
houve um aumento da oferta de cursos a distância? Se for a distância, a 
comunicação tem que acontecer de alguma forma, não é mesmo? Com 
o crescimento dos recursos digitais, a capacidade de armazenamento 
das informações pode ser muito ampliada e, com isso, a informação 
pode ser acessada em diferentes espaços e tempos, estando sempre 
disponível. Essa realidade é muito importante para a EAD, uma vez que 
a comunicação deve se fazer presente entre todos os envolvidos nessa 
modalidade, e por isso todos os envolvidos precisam conhecer um 
pouco a respeito das tecnologias de comunicação e informação (TIC) 
que são utilizadas nos sistemas de EAD. 
Podemos afirmar que a oralidade (ou a fala) é a primeira forma 
de comunicação. Antes da escrita, os indivíduos se comunicavam 
utilizando estratégias de codificação das mensagens para reter 
as informações e transmiti-las de pessoa a pessoa. Com o 
desenvolvimento do alfabeto e da escrita, a fala passou a ser 
registrada, ou seja, o que você acaba de ler está registrado na 
escrita. Nesse momento, você pode perceber que existe a separação 
da mensagem do seu contexto de origem e do sujeito produtor do 
discurso. Então, a memória do sujeito produtor do discurso passou a 
ser armazenada em documentos (livros, apostilas, textos, artigos etc.). 
Dessa forma, a mensagem pode circular atingindo outros contextos e 
outros sujeitos, como está acontecendo agora no seu curso de EAD.
SAIBA MAIS...
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A comunicação e o ato educativo
Muitos pesquisadores afirmam que só há ato educativo quando há 
o ato comunicativo. Na prática educativa, o ato comunicativo se torna 
ainda mais relevante quando se trata da EAD. Por isso, é importante 
adequar as estratégias comunicativas unidirecionais e bidirecionais 
Não podemos deixar de falar que a sociedade de hoje, considerada 
“sociedade da informação”, se caracteriza pelo desenvolvimento do 
processamento e velocidade de transmissão das informações. Mas 
isso não significa, necessariamente, que toda a informação que circula 
pelos mais diversos meios seja transformada imediatamente em 
conhecimento. A produção do conhecimento implica um processo de 
ensino, que consiste em comunicação de informações, de conhecimentos. 
Ou seja, implica também um processo de aprendizagem, que consiste na 
apropriação das informações, conhecimentos, habilidades e atitudes, por 
parte de quem recebe a informação. 
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Fonte: www.sxc.hu
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Fonte: www.sxc.hu
para a EAD. Se a comunicação será mediada somente por meio 
dos conteúdos, teremos uma comunicação unidirecional, via material 
impresso. Mas quando a comunicação é mediada prevendo a relação 
professor/aluno e aluno/aluno, teremos comunicação bidirecional, que 
pode ser via chat, e-mail, telefone, videoconferência e outros. 
Por isso, a escolha do meio mais adequado a cada situação num 
sistema de EAD deve priorizar a interação bilateral, ou seja, de mão 
dupla, pois não basta colocar materiais instrucionais à disposição do 
aluno; é necessário oferecer assistência, acompanhamento e suporte 
para facilitar a comunicação entre os envolvidos no sistema, sejam 
alunos, professores e secretaria do curso.
Algumas perguntas podem ser feitas quando pensamos em 
tecnologias e mídias que serão usadas na EAD. Vejamos:
• Quais as características das diferentes TICs que podem ser 
usadas na EAD?
• Quais as melhores tecnologias de comunicação e mídias para 
uma determinada disciplina, curso ou grupo de alunos?
• De que maneira as tecnologias e mídias podem ser combinadas 
para se obter eficiência máxima na sua utilização?
Na EAD, as TICs podem ser adotadas com o objetivo de facilitar 
o processo de ensino-aprendizagem, seja para construir o material 
educativo seja para estimular a colaboração e interação entre os 
participantes de um curso, facilitando a construção coletiva de 
conhecimentos.
As principais tecnologias utilizadas em EAD 
• Mídia impressa: texto impresso, 
caderno de estudos, jornais e 
boletins, notas de aulas, livros 
didáticos, apostilas etc.
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89• Mídia sob a forma de áudio e vídeo: fitas gravadas, CD-ROM e 
outros.
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• Rádio e televisão: programas ao vivo e gravados:
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Com o surgimento da internet tornou-
se possível uma nova forma de disse-
minação por vídeo, denominada vídeo 
transmissível, ou seja, vídeo no formato 
digital que permite que as pessoas 
façam DOWNLOAD na forma compacta, 
direto de um servidor da WEB. 
• Tecnologia de telecomunicação interativa, que pode ser via 
áudio, audiografia (agrega imagens visuais ao áudio), vídeo e 
computador.
• Audioconferência: os participantes são conectados por linhas 
telefônicas.
• Audiográfico: tecnologia que agrega imagens visuais, o áudio e 
também é transmitida por linhas telefônicas. 
• Videoconferência: permite a transmissão nos dois sentidos 
de imagens televisivas via satélite ou a cabo. Outros tipos 
DOWNLOAD
Em português, 
poderíamos traduzir 
como “descarregar” 
ou “baixar”. Quando 
“pegamos” um texto 
ou um vídeo na 
internet, estamos 
fazendo uma 
transferência 
de dados de 
um computador 
remoto para um 
computador local. 
Estamos fazendo 
um download do 
arquivo. O inverso 
do download é o 
upload (carregar 
em Português), que 
é quando enviamos 
algum arquivo. Essa 
prática é considerada 
um dos principais 
usos de arquivos 
nas redes de 
computadores, como 
a internet, e um fator 
importante no atual 
crescimento de uso 
da EAD.
Fonte: www.sxc.hu
Fonte: www.sxc.hu
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Fonte: www.sxc.hu
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91de equipamento, como monitores de televisão, gravadores/
aparelhos de videocassete, microfone, câmeras e computadores 
também são usados.
• Aprendizado com o uso do computador: programas de estudo 
autogerenciado que o aluno usa sozinho no computador. O pro-
grama educacional pode ser disponibilizado em CD-ROM ou 
conectado à internet para ter acesso ao hipertexto (conteúdo, 
página ou texto de internet) e hipermídia (permite ao usuário a 
interatividade de acesso pelas “ligações” existentes no conteúdo 
ou página ou documentos da internet). 
Ambientes educativos virtuais
Muitas plataformas ou ambientes educativos foram criados para pro-
mover o aprendizado com o uso do computador conectado à internet. Es-
ses ambientes favorecem o acesso às tecnologias educacionais. Como 
exemplos de plataformas ou ambientes de aprendizagem, citamos:
PVANet: ambiente virtual de
aprendizagem, desenvolvido na Uni-
versidade Federal de Viçosa/MG para cursos na modalidade a distância. 
Esse ambiente permite criar, manter e administrar cursos baseados na 
internet. Para saber mais, acesse: https://www2.cead.ufv.br/sistemas/
pvanet/geral/login.php
AulaNet: ambiente desenvolvido em julho de 1997, pelo Laboratório 
de Engenharia de Software do Departamento de Informática da PUC-
Rio. Esse ambiente permite criar, manter e administrar cursos baseados 
na internet. Para saber mais, acesse: http://www.aulanet.com.br/
ProInfo: ambiente desenvolvido na década de 1990, pelo Programa 
Nacional de Informática na Educação do MEC. Seu objetivo inicial 
era auxiliar a formação continuada de professores; atualmente esse 
ambiente está disponível para outros projetos vinculados ao MEC. Para 
saber mais, acesse: http://www.educacaodigital.kit.net/abertura.htm
TelEduc: ambiente desenvolvido por pesquisadores do Núcleo 
de Informática Aplicada à Educação da UNICAMP. Seu objetivo era a 
produção, participação e administração de cursos na internet. Hoje em 
dia essa plataforma de ensino é livre, para uso de qualquer instituição 
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91de ensino para cursos na modalidade a distância. Para saber mais, 
acesse: http://hera.nied.unicamp.br/~teleduc
Moodle: ambiente desenvolvido na década de 1990, pela Curtin 
University of Tecnology, na Austrália. Possui ferramentas que permitem 
a criação e integração de conteúdos. Na versão em português, é muito 
utilizado para projetos educacionais a distância, inclusive pelo MEC. 
Para saber mais, acesse: http://docs.moodle.org/pt/Hist%C3%B3ria_
do_Moodle e http://moodle.universidadevirtual.br/
Se você ficou curioso para saber mais sobre ambientes de apren-
dizagem virtual, acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambiente_virtual_
de_aprendizagem#Os_Ambientes_Virtuais_de_Aprendizagem
SAIBA MAIS...
Ferramentas de comunicação e gerenciamento
Cada plataforma e/ou ambiente possui características próprias, 
mas, no geral, todos eles apresentam ferramentas para promover a 
comunicação em tempo real (síncrona) ou não (assíncrona), que podem 
ser denominadas conforme cada ambiente virtual de aprendizagem. 
Uma ferramenta de comunicação assíncrona permite a interação dos 
participantes sem que estes estejam necessariamente conectados ao 
mesmo tempo. Já a comunicação síncrona permite a comunicação de 
forma mais interativa e dinâmica. 
Dentre as ferramentas de comunicação e gerenciamento encon-
tradas nas plataformas e/ou ambientes de ensino em EAD, pode-
mos citar:
• Correio eletrônico ou e-mail: esta é uma das ferramentas de 
comunicação assíncrona muito utilizada em cursos a distân-
cia. E, como tal, permite a interação dos participantes sem a 
necessidade de estarem conectados ao mesmo tempo. Indicado 
para enviar e receber arquivos anexados às mensagens, 
esclarecer dúvidas, dar sugestões etc.
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93• Chat ou bate-papo: é uma ferramenta que permite a comunicação 
em tempo real, ou seja, de forma síncrona. Com essa ferramenta, 
é possível que o professor e os alunos encontrem-se virtualmente 
para esclarecimentos de dúvidas e grupos de alunos encontrem-se 
para debater sobre trabalhos em equipes. Para que o sistema 
funcione, porém, é indispensável que os participantes do chat 
estejam conectados simultaneamente no ambiente virtual do curso.
• Fórum: esta é uma das ferramentas de comunicação assíncrona 
muito utilizada em cursos de EAD no desenvolvimento de 
debates. Permite o debate de temas com a inclusão de opiniões 
em qualquer tempo. Não é necessário que todos os participantes 
estejam conectados ao mesmo instante para interagir, como na 
comunicação síncrona. O fórum é organizado de acordo com 
a postagem dos assuntos, mantendo a relação entre o tópico 
lançado, respostas e respostas das respostas.
• Mural: é uma ferramenta que pode ser utilizada pelo professor 
e alunos para colocar avisos, informações de interesse coletivo 
da turma, registros de aulas práticas, resultados e notas de 
atividades etc. A comunicação através dessa ferramenta 
pode acontecer em qualquer tempo, não sendo necessário os 
participantes estarem conectados ao mesmo tempo.
• Perguntas e Respostas/FAQ: é uma ferramenta utilizada para 
facilitar o envio de dúvidas pelos alunos, ao mesmo tempo em 
que permite que o professor envie respostas às perguntas mais 
freqüentes. Propicia economia de tempo para o estudante, 
já que ele pode consultar essa ferramenta para verificar se 
já existe uma resposta para sua dúvida disponibilizada no 
ambiente virtual da aula. 
• Relatórios: os relatórios gerados a partir dos fóruns de discussão 
são ferramentas de gerenciamento. Essa ferramenta geralmente 
apresenta informações que auxiliam o acompanhamento do 
estudante pelo professor, assim como o auto-acompanhamento 
por parte do estudante. Os relatórios apresentam informações 
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93relativas ao histórico de acesso ao ambiente de aprendizagem 
pelos estudantes, bem como notas, freqüência de acesso, 
histórico dos artigos lidos e mensagens postadas para o fórum e 
correio, participação em sessões de chat e mapas de interação 
entre os professores e estudantes.
• Avaliação on-line: ferramenta de gerenciamento/comunicação. 
Essa ferramenta envolve as avaliações que devem ser feitas 
pelos estudantes e os recursos on-line para que o professor 
corrija as avaliações. Do mesmo modo, fornece informações a 
respeito das notas, o registro das avaliações que foram feitas 
pelos estudantes, tempo gasto para resposta etc.
Recomenda-se, no entanto, para os cursos de EAD, a utilização de 
mais de uma tecnologia e várias mídias para promover a comunicação e 
disponibilizar os conteúdos do curso. O objetivo maior é atingir todos os 
estudantes, não excluindo aqueles que porventura tenham dificuldades 
de acesso às tecnologias de comunicação e informação mais recentes, 
como, por exemplo, internet e o computador.
Leia o artigo “Produção do conhecimento em EAD: um elo entre profes-
sor, curso e estudante”, que trata do assunto desta aula, no endereço: 
http://www.cinform.ufba.br/v_anais/artigos/mariacarolinasantos.html
SAIBA MAIS...
1. Compare o desempenho de um curso a distância que oferece o seu 
conteúdo por meio de computadores com outro que utiliza somente a 
mídia impressa para oferecer o seu conteúdo. O que você identifica 
como pontos fortes e pontos fracos em cada uma dessas duas formas 
de aprendizagem? 
ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 E 2
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2. Relacione cada ferramenta de comunicação utilizada em ambientes de 
aprendizagem com sua respectiva característica.
(1) Fórum
(2) Perguntas e Respostas
(3) Relatórios
(4) Chat
(5) E-mail
( ) Essa ferramenta geralmente apre-
senta informações que auxiliam o acom-
panhamento do estudante pelo profes-
sor, assim como o auto-acompanhamento 
por parte do estudante.
( ) Ferramenta de comunicação assín-
crona, muito utilizada no desenvolvimen-
to de debates.
( ) Indicado para enviar e receber arqui-
vos anexados a mensagens, esclarecer 
dúvidas, dar sugestões etc.
( ) Auxilia no envio de dúvidas pelos 
alunos e ao mesmo tempo permite ao 
professor enviar respostas às
perguntas 
mais freqüentes. 
( ) É uma ferramenta recomendada 
para o uso na realização de debates 
síncronos, reuniões privadas, seção 
de tirar dúvidas e confraternização dos 
participantes.
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Informações sobre a próxima aula
Na próxima aula, apresentaremos a contribuição do computador e da 
Web ao sistema de EAD como a tecnologia mais comentada e utilizada 
para este sistema, aplicando recursos computacionais como internet, 
recursos gráficos, interatividade, ambientes de aprendizagem etc.
E aí, ficou curioso para saber mais sobre esse assunto? A gente se 
vê na próxima aula. Até lá!
Os elementos que constituem um curso EAD, como a elaboração 
de conteúdos, tecnologias de comunicação, interação aluno-
professor, formas de apresentação do curso etc. são subsistemas 
essenciais em toda organização de EAD e devem manter uma 
interdependência entre eles. Na prática, quanto mais integrados 
estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD.
Num curso de EAD, as características dos alunos afetam 
diversas variáveis de saídas e os índices de finalização do 
curso pelos alunos constituem uma função de vários fatores de 
entrada. Ou seja, a EAD é, ao mesmo tempo, causa e resultado 
de mudanças significativas em nossa compreensão do próprio 
significado de educação. 
RESUMINDO...
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1. É importante destacarmos que, em EAD, qualquer das duas 
mídias utilizadas para o processo de ensino-aprendizagem, tanto o 
computador quanto o material impresso, deverá ser preparada de tal modo 
que o processo de ensino-aprendizado seja de fato o principal objetivo. 
E, para alcançar os pontos positivos de ambas, ao escolher a mídia, é 
necessário identificar quais são as necessidades e possibilidades da 
realidade do público envolvido, isto é, quais tecnologias e mídias as 
pessoas que estarão envolvidas no curso já utilizam ou dominam ou 
às quais têm acesso. Importante mesmo é saber que podemos utilizar 
mais de uma tecnologia e várias mídias para promover a comunicação 
e disponibilizar os conteúdos de um curso. O objetivo maior é atingir 
todos os estudantes, não excluindo aqueles que porventura tenham 
dificuldades de acesso às tecnologias de comunicação e informação 
mais recentes, como, por exemplo, a internet.
Você poderia ter destacado como pontos positivos para o uso do 
material impresso que:
• Ainda é a forma mais usada e razoavelmente barata, além do que é 
facilmente aceito pelos leitores.
• Possibilita o acesso em qualquer lugar e hora, sem necessitar de 
qualquer equipamento.
• Dependendo do formato do conteúdo, é possível percorrê-lo 
de forma não-linear, ou seja, passar de uma informação à outra 
conforme a nossa vontade.
• Permite que o aluno determine seu ritmo de estudo ou leitura, além 
do que permite fazer marcações e o aluno pode retornar aos pontos 
que não ficaram totalmente claros quantas vezes lhe convier.
• O aluno pode, a qualquer momento, fazer revisão do conteúdo se 
surgir alguma dúvida, bastando voltar a ler o material impresso.
• Possibilita maior democratização das informações, já que é um meio 
que pode alcançar todas as camadas sociais.
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES
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Você poderia ter destacado como pontos negativos para o uso do 
material impresso:
• A dificuldade para propor novas dinâmicas na apresentação do 
conteúdo, quanto à impossibilidade de inserir sons, imagens com 
movimentos, simulações etc.
Como pontos positivos para o uso do material didático transmitido via 
internet, podemos citar:
• Permite uma nova dinâmica na apresentação do conteúdo, com 
a possibilidade de inserir sons, imagens com movimentos, simu-
lações etc.
• Permite maior socialização das idéias e atividades em grupo e de 
forma mais rápida.
• Promove a interação entre os envolvidos no curso, por meio de 
ferramentas específicas.
• Possibilita, dentro de um mesmo conteúdo, a interatividade de 
acesso pelas “ligações” existentes dentro dele.
Como pontos negativos para o uso do material didático transmitido via 
internet, podemos citar:
• Para ter acesso ao material, é necessário ter um computador 
disponível e acesso à internet.
• Falta de domínio para uso do computador e da internet.
2.
(3) Essa ferramenta geralmente apresenta informações que auxiliam 
o acompanhamento do estudante pelo professor, assim como o auto-
acompanhamento por parte do estudante.
(1) Ferramenta de comunicação assíncrona, muito utilizada no desen-
volvimento de debates.
(5) Indicado para enviar e receber arquivos anexados a mensagens, 
esclarecer dúvidas, dar sugestões etc.
(2) Auxilia no envio de dúvidas pelos alunos e ao mesmo tempo permite 
ao professor enviar respostas às perguntas mais freqüentes. 
(4) É uma ferramenta recomendada para o uso na realização de debates 
síncronos, reuniões privadas, seção de tirar dúvidas e confraternização 
dos participantes.
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98 Referências bibliográficas
COSCARELLI, Carla Viana, org. Novas tecnologias, novos textos, 
novas formas de pensar. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
CORRÊA, Juliane. Educação a distância: orientações metodológicas. 
Porto Alegre: Artmed, 2007.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34. 1999. 264p.
MARQUÉS, P., FERRÉS, J. Nuevas tecnologías de la información 
aplicadas a la educación. Barcelona: Praxis, 1996.
MILL, Daniel. Estudos sobre processos de trabalho em educação a 
distância mediada por tecnologias da informação e da comunicação. 
Belo Horizonte: UFMG/FAE, 2002. 193f. Dissertação (Mestrado em 
Educação) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de 
Educação, 2002.
NISKIER, Arnaldo. Tecnologia educacional: uma visão política. 
Petrópolis: Vozes. 1993. 182p.
PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 
2006. 144p.
PRETI, Oreste , Org. Educação a distância: construindo significados. 
Cuiabá: NEAD/IE/UFMT; Brasília: Plano Editora, 2000.
ROSINI, A.M. As novas tecnologias da informação e a educação a 
distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007.
APOIO DO COMPUTADOR 
E DA WEB À ATIVIDADE 
EDUCATIVA
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Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
Fonte: www.sxc.hu
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Meta
Apresentar a contribuição do computador e da Web para 
a EAD. 
Objetivo
Após o estudo desta aula, você deverá ser capaz de:
1. identificar as vantagens do computador e da internet 
em EAD.
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Introdução
Na aula passada, falamos sobre os diferentes recursos tecnológicos que 
possibilitam a comunicação em EAD e chamamos a sua atenção para o fato 
de que atualmente a tecnologia mais comentada é a do computador com seu 
navegador conectado à INTERNET. Esse ambiente de aprendizagem específico 
bem planejado estimula o aluno a explorar o material didático disponibilizado e 
a interagir com o professor e com os demais colegas de curso. É sobre esse 
recurso muito utilizado na EAD que falaremos ao longo dessa aula.
Tecnologia que promove a comunicação
Pare e pense! Desde os tempos mais remotos os homens se comunicam 
de alguma forma. Será que no tempo das cavernas já existia algum tipo
de 
tecnologia para facilitar o processo de comunicação? De que forma as 
pessoas tinham acesso às informações das outras? Agora, imagine-se dentro 
de uma caverna com algumas pinturas rupestres! 
INTERNET 
“O nome Internet vem de 
internetworking (ligação 
entre redes). Embora seja 
geralmente pensada como 
sendo uma rede, a Internet 
na verdade é o conjunto de 
todas as redes e gateways 
que usam protocolos TCP/IP. 
Note-se que a Internet é o 
conjunto de meios físicos 
(linhas digitais de alta 
capacidade, computadores, 
roteadores etc.) e programas 
(protocolo TCP/IP) usados 
para o transporte de 
informação”
 (LÉVY, 2000, apud 
SCOLANZI; LOOSE, 2007).
Figura 8.1: Essas pinturas rupestres estão em Serranópolis – GO.
Fonte: http://www.chapadaodoceu.go.gov.br/folhaSP_Serranopolis-pinturas%20rupest
res3.jpg
Fonte: http://www.chapadaodoceu.go.gov.br/folhaSP_
Serranopolis-pinturas%20rupestres1.jpg
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As pinturas rupestres seriam, então, uma forma de comunicação entre os 
homens das cavernas? O que foi utilizado para realizar as pinturas? Concorda 
que a tecnologia foi a parede da própria caverna e a tinta extraída de algum 
vegetal ou argila? 
Nos dias atuais, podemos dizer que o quadro, o giz, o caderno, a caneta, o 
lápis e a tinta possibilitam a comunicação, assim como o homem pré-histórico 
utilizava a parede da caverna e a tinta de plantas e argila para se comunicar. 
A tecnologia da comunicação mudou. E assim, de tempos em tempos, 
as tecnologias vão se aprimorando e vão sendo consideradas “novas” em 
seu tempo. 
Figura 8.2: Da pintura nas cavernas até 
os tempos de hoje muita coisa mudou 
no mundo.
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Segundo Belloni, a educação é e sempre foi um processo complexo, 
que utiliza a mediação de algum tipo de meio de comunicação como 
complemento ou apoio à ação do professor em sua interação pessoal e 
direta com os estudantes (GOMES; MENDES, 2002). 
No ensino presencial fica até mais fácil entender esse processo, já que o 
professor é o principal, e muitas vezes o único, a promover a comunicação 
por meio da sua fala. O professor e seus alunos estão ali, em um mesmo 
tempo e espaço. A sala de aula no ensino presencial pode ser considerada 
uma “tecnologia”, da mesma forma que o quadro de giz, o livro ou qualquer 
outro material que seja utilizado como ferramenta pedagógica para realizar a 
mediação entre o professor e o aluno.
Fonte: www.sxc.hu
Figura 8.3: Em uma sala de aula presencial, professor e aluno interagem no mesmo tempo 
e espaço.
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Já na EAD, a comunicação deverá ser mediada por um recurso que 
possibilite que a informação de uma pessoa chegue à outra, seja de forma oral 
(utilizando-se de tecnologias como o rádio, a TV e videoconferência) ou escrita 
(impresso, HIPERTEXTO). A interação entre professor e aluno é indireta e tem de 
ser mediada por alguma tecnologia que permita a comunicação. Mas, afinal, 
para que serve a mediação no ensino presencial ou a distância? A mediação 
facilita a “entrega” da informação e possibilita a construção do conhecimento. 
Ela pode se dar na relação presencial ou não. 
HIPERTEXTO 
Uma forma de organizar a 
informação, na qual algumas 
palavras de um documento estão 
ligadas a outros documentos, 
exibindo o texto quando a palavra 
em destaque é selecionada.
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O aprendizado com o apoio do computador
Se o computador, com todos os seus recursos, incluindo a internet, for 
adequadamente utilizado para o processo de ensino-aprendizagem nos 
sistemas de EAD, o aluno terá condições favoráveis para uma interação ativa 
com os conteúdos disponíveis. Para isso, é necessário que as ferramentas 
utilizadas sejam motivadoras e facilitadoras da aprendizagem de forma perma-
nente e autônoma. As ferramentas devem provocar no aluno a vontade de 
estudar, pesquisar, colaborar, refletir, interagir com os colegas, mesmo que 
a distância.
Um computador conectado à internet é considerado um meio de relevantes 
possibilidades pedagógicas. O computador com acesso à internet pode 
ser utilizado para a promoção de atividades colaborativas e cooperativas, 
utilizando-se das ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona dos 
ambientes criados com essa finalidade. Como já foi falado em aulas anteriores, 
síncrona é a comunicação que acontece ao mesmo tempo e assíncrona é a 
que não acontece ao mesmo tempo. 
O que tem se destacado nas iniciativas de aprendizagem mediadas por 
computador é a chamada APRENDIZAGEM COLABORATIVA. Podemos dizer que 
essa é uma estratégia que permite uma mudança positiva nas relações entre 
alunos e professores. Uma atividade colaborativa requer o envolvimento 
e o compromisso mútuo dos participantes, que, juntos, em um esforço 
coordenado, atuam para a resolução de um problema.
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Fonte: www
.sxc.hu
APRENDIZAGEM COLABORATIVA 
Pode ser entendida como um 
processo no qual os membros 
de um grupo ajudam-se uns aos 
outros para atingir um objetivo 
comum. Os estudantes formam 
pequenas equipes depois de 
receber as orientações do 
professor. Dentro de cada equipe, 
os estudantes trocam experiências 
e informações e trabalham 
em uma tarefa onde todos os 
membros aprendem através do 
compartilhamento de saberes.
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Quando os alunos interagem e trabalham colaborativamente constroem 
conhecimento de modo mais significativo, desenvolvendo habilidades espe-
cíficas, deixando de ser dependentes para serem interdependentes. Porém, 
existem, ainda, limitações para muitos alunos da EAD, como a falta de acesso 
à internet. Por essa razão, é aconselhável que os cursos de EAD utilizem uma 
combinação de tecnologias e mídias e não só uma única tecnologia ou mídia, 
para que seja possível atingir a todos os alunos.
As escolas norte-americanas podem ser citadas como exemplo de utilização do 
computador nas atividades educativas. Segundo Lima (2001),
na década de 70, as escolas norte-americanas utilizavam predominantemente giz 
e quadro-negro e, em número reduzido, começavam a utilizar o computador na 
educação. Na década de 80, cerca de 53% das escolas já utilizam computadores. 
Nos anos 90, porém, com a proliferação dos microcomputadores, este passou 
a ser utilizado em grande escala, por meio de softwares educacionais tutoriais, 
exercício e prática, simulação, jogos e enciclopédias animadas, na maioria dos 
países (DITTZ, 2004).
SAIBA MAIS...
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Fonte: www.sxc.hu
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Nunca é demais lembrar que a aprendizagem com o apoio do computador 
requer mudanças de comportamento tanto do professor quanto do aluno. 
O papel do educador do século XXI será fundamental, pois a ele cabe a 
tarefa de refletir sobre suas práticas pedagógicas. Será crucial a mudança 
de comportamento do educador, uma vez que o seu papel na EAD não será 
apenas o de informar ou formar, mas também, e, sobretudo, o de incentivar 
os alunos a obter uma aprendizagem mais participativa. Afinal, o processo 
de ensino-aprendizagem na EAD deverá estar pautado em uma nova forma
de 
pensar e fazer educação. 
O importante 
nos cursos de EAD é oferecer 
aos alunos condições de 
tecnologias apropriadas para 
o desenvolvimento das experiências 
interativas e também favorecer 
as relações interpessoais para 
as atividades. 
Que tal visitar um projeto de EAD? Como sugestão há o site
http://aprendiz.uol.com.br/homepage.mmp
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Nesta atividade, vamos apresentar algumas imagens que representam a utilização de 
material didático digital (no computador).
ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1
material didático digital (no computador).
Nesta atividade, vamos apresentar algumas imagens que representam a utilização de 
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Analise as imagens e relacione-as com os conteúdos das aulas que você viu até aqui. 
A partir daí, enumere pelo menos três razões para o uso do material digital na educação 
a distância, principalmente quanto às seguintes questões: 
Você considera que a aprendizagem mediada por computador torna o aprendizado mais 
acessível para as minorias culturais? E quanto aos desempregados? E os portadores de 
necessidades especiais?
• A educação é considerada um processo complexo, que utiliza a 
mediação de algum tipo de meio de comunicação como apoio à 
ação do professor em sua interação pessoal e direta com seus 
alunos. 
• Um computador conectado à internet é considerado um meio de 
relevantes possibilidades pedagógicas. 
• Na EAD, a comunicação deverá ser mediada por um recurso 
que possibilite que a informação de uma pessoa chegue à outra. 
A interação entre professor e aluno é indireta, por meio do uso 
de alguma tecnologia que permita a comunicação, tornando essa 
modalidade de educação bem mais dependente da mediatização do 
que a educação presencial.
• Nunca é demais lembrar que a aprendizagem com o apoio do 
computador requer mudanças de comportamento tanto do pro-
fessor quanto do aluno. 
RESUMINDO...
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109• É necessário que os estudantes sejam treinados para o uso da 
tecnologia e que haja suporte técnico permanente. Uma das 
demandas de trabalho de um curso on-line reside na importância de 
apoio para o professor nas questões técnicas. 
Esta atividade mostra a importância das imagens para a comunicação 
textual e visual. Analisando as imagens, provavelmente você conseguiu 
encontrar mais do que as três razões propostas. Se isso aconteceu, 
parabéns!
Algumas razões são listadas a seguir, mas você pode ter pensado em 
coisas diferentes destas. Nesse caso, converse com seu tutor para 
esclarecer suas dúvidas.
Razões para a utilização de material didático digital:
1. Permite uma nova dinâmica na apresentação do conteúdo, incluindo 
aí a possibilidade de sons, imagens com movimentos, simulações.
2. Permite a socialização das idéias e atividades em grupo de forma 
mais rápida.
3. Permite a construção do conhecimento por meio da troca de 
informações entre professor e aluno de forma síncrona e assíncrona.
4. Promove a interação entre os envolvidos no curso, por meio de 
ferramentas específicas.
5. Possibilita o acesso para outros textos ou links.
6. Possibilita a inclusão social e digital.
7. Oferece treinamentos e cursos de capacitação específicos para 
facilitar a inserção no mercado de trabalho.
RESPOSTAS DA ATIVIDADE
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Informações sobre a próxima aula
Na Aula 9, vamos falar sobre Teoria e Prática do Sistema de Acom-
panhamento em EAD. Vamos perceber que diversos fatores tornam um curso 
na modalidade a distância diferente de um curso tradicional. Até lá!
Referências bibliográficas
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Diagnóstico para implantação do Núcleo de Inteligência Competitiva no 
Estado de Santa Catarina utilizando a Rede Catarinense de Tecnologia como 
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Anais... São Paulo, 2000.
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SCOLANZI, Vinícius Barbosa; LOOSE, Patrícia Irina. A responsabilidade 
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http://escola.previdencia.gov.br/img/tutor_sp.jpg
TEORIA E PRÁTICA DO 
SISTEMA DE 
ACOMPANHAMENTO 
EM EAD
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Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
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Meta
Apresentar a importância do acompanhamento na EAD. 
Objetivo
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
1. Distinguir as principais funções do aluno, do professor 
e do tutor no sistema de EAD.
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115Introdução
Na aula passada, falamos sobre o aprendizado com o apoio do computador
conectado à internet, utilizando ambientes de aprendizagem. Vimos que 
o uso desse recurso pode estimular o aluno a explorar o material didático 
disponibilizado no ambiente virtual e a interagir com o professor e com os 
demais colegas de curso. Vimos, também, que existem diferentes recursos 
tecnológicos que possibilitam a comunicação em um sistema de EAD. No 
entanto, são necessários meios para auxiliar a adaptação do aluno na utilização 
desses recursos tecnológicos, principalmente para ajudá-lo na solução de 
problemas. É sobre isso que vamos tratar ao longo desta aula: como auxiliar o 
aluno em EAD.
Aprendizagem a distância
Pense um pouco sobre as aulas que você já estudou até aqui.
Fonte: www.sxc.hu
Figura 9.1: A aluna da foto está estudando uma aula 
de seu curso a distância.
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117Nos momentos de dúvidas, como você se comportou? Leu mais de 
uma vez o material e tentou sanar suas dúvidas? Ficou cansado, fechou o 
material e foi ver outras coisas? Ou desejou que um professor estivesse 
ali perto para esclarecer suas dúvidas?
Sou capaz de responder sem hesitar que você provavelmente pensou 
na possibilidade de estar com um professor por perto para ajudá-lo, não 
é mesmo? 
Eu não adivinhei, apenas pensei no óbvio. Muito simples! Estamos 
acostumados e fomos moldados desde nossos primeiros anos de escola 
a ter o professor à nossa frente para tirar nossas dúvidas. Só que na 
EAD a metodologia é outra! Lembra que a principal característica dessa 
modalidade de ensino é justamente a distância física existente entre o 
aluno e o professor e os demais colegas de curso?
Fonte: www.sxc.hu
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Fonte: www.sxc.hu
Figura 9.2: Na imagem, a professora escreve a aula antes de a aluna estudá-la, cada uma em sua própria casa. 
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aluno e o professor e os demais colegas de curso?
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117Por isso, muitos cursos utilizam diferentes meios para auxiliar a adaptação 
do aluno à modalidade a distância e, principalmente, para ajudá-lo na solução 
de problemas.
Você pode estar se perguntando: de que forma se dá esse auxílio no curso 
que eu faço? O material impresso que eu tenho em mãos me proporciona a 
solução de minhas dúvidas? 
Vamos começar com uma atividade:
Escreva pelo menos três coisas que até o presente momento do curso 
levaram você a precisar de ajuda. Pode ser referente a essa disciplina ou a 
qualquer uma das outras que você está fazendo:
1. _________________________________________________________
2. _________________________________________________________
3. _________________________________________________________
Se as aulas do seu curso não fossem elaboradas em um formato por meio 
do qual você se sentisse realmente em uma aula e também que soubesse 
que há um professor do outro lado do material preocupado em ensinar-lhe o 
conteúdo, provavelmente você teria muito mais dúvidas.
Mas a nossa preocupação, enquanto preparamos a aula impressa, é 
justamente “ir” junto com ela. Justamente para poder acompanhar você, dar 
as explicações que achamos que você precisa, enxergar você, mesmo que 
distante. Por isso, “conversamos” com você durante as aulas. Você deve 
ter percebido isso durante a leitura das aulas, por meio das explicações nos 
boxes, nas atividades, nos questionamentos, nos exemplos, nas imagens, na 
disposição do conteúdo em tópicos etc. 
Apesar de todo esse cuidado, por vezes o aluno necessita, além da aula 
impressa, de um outro apoio aos seus estudos. Precisa de alguém que o 
oriente, que o ajude a esclarecer suas dúvidas, que o incentive e estimule, que 
o acompanhe durante o seu processo de aprendizagem.
Para suprir essa necessidade, o aluno pode contar em muitos cursos de 
EAD com o acompanhamento da tutoria.
E o que é a tutoria? Como acontece esse acompanhamento? É sobre isso 
que vamos conversar agora.
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119Teoria e Prática do Sistema de Acompanhamento 
em EAD 
A tutoria é o método mais utilizado na EAD para dar apoio ao aluno, e é 
de grande importância na avaliação dos alunos e do curso. Na tutoria, alguns 
profissionais de áreas específicas atuam no acompanhamento e na avaliação 
dos alunos. Por isso, usamos o termo Sistema de Acompanhamento. Esses 
profissionais são chamados tutores. Tutor é o profissional que:
• atua como mediador da aprendizagem;
• planeja os passos da aprendizagem para a apropriação dos conteúdos 
das disciplinas, aconselhando e orientando os alunos quanto aos 
métodos de estudo;
• ajuda a montar o percurso da formação acadêmica do aluno;
• favorece a comunicação entre aluno e professor, entre aluno e instituição, 
entre aluno e aluno;
• organiza os grupos de trabalho (ou estudo), incentivando a aprendizagem 
colaborativa; 
• promove e acompanha as interações entre os alunos e o material 
didático; 
• responde às questões individuais e/ou coletivas.
O professor continua existindo e é ele quem determina e escreve o 
conteúdo que será estudado pelo aluno. Não podemos nos esquecer de que 
o professor também exerce a função de orientação. Existem cursos de EAD 
em que o mesmo professor que escreveu o conteúdo vai atuar como tutor, 
nesse caso denominado professor-tutor.
O tutor atuará juntamente com o professor no processo de acompanhamento 
dos alunos. O professor e o tutor terão pela frente muitos desafios, e um deles 
é demonstrar empatia e capacidade para entender seus alunos.
Os alunos precisam ser orientados e incentivados para que se envolvam 
ativamente no conteúdo das aulas, nas atividades etc. Nesse caso, quando o 
curso é bem elaborado, oferecerá ao tutor muitas oportunidades para envolver 
os alunos em debates, na elaboração das tarefas e, por fim, na construção do 
conhecimento.
A tutoria em EAD diz respeito à orientação acadêmica, ao acompanhamento 
pedagógico e à avaliação contínua da aprendizagem dos alunos.
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119Por que é tão importante o apoio tutorial na EAD?
A modalidade de ensino a distância gera, para muitos alunos, certa 
insegurança, pois a relação face a face entre professor e aluno não é contínua. 
Os procedimentos a serem tomados no decorrer do curso, especialmente 
quanto a quem recorrer na hora de tirar dúvidas, podem gerar nos alunos 
um sentimento de isolamento. Portanto, o papel do tutor é de fundamental 
importância, uma vez que o aluno vai perceber que o tutor está do “outro lado” 
pronto para orientá-lo, estimulá-lo e não deixar que ele se sinta abandonado. 
O contato do tutor com o aluno e a eficiência de suas orientações podem 
resolver esse problema.
Em muitos cursos a distância, o aluno pode contar com o tutor, que 
acompanhará o seu progresso e o auxiliará em suas dificuldades. O apoio 
do tutor em todo o decorrer do curso será muito importante para o sucesso 
de cada aluno. O trabalho do tutor é também de grande importância para 
a coordenação do curso. Com a tutoria, é possível a obtenção de dados e 
questões para a melhoria do processo ensino-aprendizagem, a identificação 
de problemas individuais e coletivos e uma maior agilidade na solução de 
problemas, com maior implicação da equipe de ensino.
A tutoria é necessária para orientar, dirigir e supervisionar o ensino-
aprendizagem. Ao estabelecer o contato com o aluno, o tutor comple-
menta sua tarefa docente transmitida através do material didático, 
dos grupos de discussão, listas, correio-eletrônico, chats e de outros 
mecanismos de comunicação. Assim, torna-se possível traçar um perfil 
completo do aluno: por via do trabalho que ele desenvolve, do seu 
interesse pelo curso e da aplicação do conhecimento pós-curso. O apoio 
tutorial realiza, portanto, a intercomunicação dos elementos (professor-
tutor-aluno) que intervêm no sistema e os reúne em uma função tríplice: 
orientação, docência e avaliação (MACHADO; MACHADO, 2004).
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121Funções do aluno, professor 
e tutor no sistema EAD 
O aluno
Fonte: www.sxc.hu
O aluno que opta por fazer um curso a distância deve atender a alguns 
requisitos básicos visando o bom aproveitamento durante o curso:
• Antes de se matricular num curso a distância, buscar informações sobre 
o seu funcionamento.
• “Ter tempo para se dedicar aos estudos e saber se precisa ou não 
fazer atividades presenciais, bem como se terá condições econômicas 
e físicas para ir até o local, no caso de todas as atividades não serem 
a distância.
• Aproveitar ao máximo suas próprias capacidades intelectuais.
• Buscar toda a ajuda necessária para conseguir o aprendizado.
• Apontar os objetivos que se propõe a alcançar durante o curso com 
realismo e clareza.
• Descobrir os procedimentos mais IDÔNEOS para realizar as tarefas de 
estudo.
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Aquilo que está apto, 
adequado para alguma coisa.
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121• Dominar os conceitos e os dados básicos para a ampliação dos 
conhecimentos posteriores.
• Organizar as idéias, coerentemente, para conseguir uma melhor assimi-
lação e posterior aplicação na prática” (GUEDES, 2007).
• Buscar local e horário adequados para o estudo, sem interferências que 
possam desviar a atenção e concentração.
• Estabelecer contato com os colegas de curso para troca de experiências, 
realização de atividades etc.
• Realizar todas as atividades propostas durante o curso.
• Realizar as avaliações e avaliar seus próprios erros e acertos.
• Procurar compreender os materiais do curso por meio de discussões e 
explicações com colegas, tutor e professor, se for o caso.
• Buscar esclarecimento para dúvidas sobre os conteúdos do curso 
quando necessário.
O professor 
Fonte: www.sxc.hu
O professor é o responsável pela elaboração do conteúdo do curso. 
Ao pensar o conteúdo do curso, ele não pode ignorar os diferentes contextos 
de atuação dos alunos que vão fazer tal curso. Por isso, o preparo de um 
conteúdo para uma aula, seja ela presencial ou a distância, deve ser pensado 
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123de forma a atender os diferentes contextos vividos pelos alunos. Para isso, o 
professor deve estar apto para fazer uso das tecnologias disponíveis que podem 
auxiliá-lo na elaboração das aulas, seja para o ensino presencial ou a distância.
Algumas das funções do professor no atual contexto educativo da EAD são:
• Elaborar o conteúdo do curso.
• Supervisionar os projetos individuais e em grupo.
• Dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre o progresso do aluno.
• Manter os registros dos alunos.
• Ajudar os alunos a gerenciar seu estudo.
• Motivar os alunos.
• Responder ou encaminhar questões administrativas.
• Responder ou encaminhar questões técnicas.
• Responder ou encaminhar questões de aconselhamento.
• Representar os alunos perante a administração do curso.
• Avaliar a eficácia do curso.
O tutor 
Fonte: www.sxc.hu
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123Para exercer a tutoria são necessárias habilidades e competências inerentes 
a essa função, tais como: capacidade para motivar o aluno para o estudo, 
facilitar a compreensão de conteúdos, esclarecer dúvidas, ter bom conhecimento 
das TICs e saber utilizá-las. A atividade de tutoria é um conjunto de ações 
educativas que:
• favorecem a habilidade de trabalhar em grupo;
• promovem a cooperação entre os alunos;
• estimulam a interação entre os grupos, com o objetivo de incentivar os 
alunos a enfrentarem as dificuldades presentes nessa modalidade de 
ensino; 
• possibilitam a obtenção de crescimento intelectual e a autonomia dos 
alunos;
• incentivam o respeito a objetivos comuns.
“Nota-se que o tutor tem uma atuação bastante diversificada, atuando 
algumas vezes como assessor, orientador e muitas outras como professor, 
animador, facilitador da aprendizagem” (FERREIRA; GARRIDO, 2005). 
Dependendo do projeto pedagógico do curso, muitas funções que são 
desempenhadas pelo professor (aquele que define qual conteúdo vai ser 
desenvolvido durante o curso) são também desempenhadas pelo tutor. Outras 
vezes ficam somente a cargo do tutor.
O tutor deve planejar de forma sistemática e personalizada o atendimento 
a cada cursista, preparar os encontros individuais, as reuniões de grupo, 
promover a orientação a distância, supervisionar a prática pedagógica 
dos cursistas, além de ajudá-los a superar as dificuldades de redação 
do memorial, produção da monografia e incentivar a permanência dos 
cursistas até a conclusão do curso (FERREIRA; GARRIDO, 2005).
Algumas das funções do tutor no atual contexto educativo da EAD são:
• “(...) orientar os alunos na familiarização com o ambiente virtual de 
ensino-aprendizagem e quanto às regras, diretrizes e aos padrões do 
curso” (GUEDES, 2007);
• Identificar as dificuldades dos alunos e ajudar a saná-las.
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125• Estabelecer contato com os alunos desanimados, com atividades 
pendentes e reprovados, proporcionando sugestões particulares sobre 
as dificuldades apresentadas.
• Elaborar relatório sobre as dificuldades surgidas durante o curso.
• Corrigir as avaliações e comentar sobre erros e acertos como incentivo 
para o aluno.
• Ajudar os alunos a compreenderem os materiais do curso por meio das 
discussões e explicações.
• Responder às questões sobre a instituição ou encaminhá-las a quem 
souber responder.
• Orientar os grupos de estudo.
• Saber lidar com os portadores de necessidades especiais que estejam 
fazendo o curso, facilitando seu aprendizado.
• Disponibilizar telefone, e-mail e todos os meios de comunicação que 
facilitem o contato entre tutor e aluno.
• Acompanhar trabalhos práticos e projetos.
• Avaliar o progresso dos estudantes.
• Fornecer feedback (resposta, informação) aos coordenadores sobre os 
materiais dos cursos e as dificuldades dos estudantes.
• Manter o foco da discussão quando necessário.
• Esclarecer dúvidas dos materiais de curso quando necessário.
• Mostrar interesse pela melhoria do processo ensino-aprendizagem.
• Estar disponível para o contato com o aluno: o tutor deve ter, de fato, a 
disponibilidade e facilitar ao aluno ser encontrado quando necessário.
• Manter um contato regular com os alunos durante todo o curso.
• Incentivar os alunos a desenvolverem sistematicamente a sua auto-
avaliação.
• “Desenvolver e promover a comunicação dentro do grupo.
• Incentivar e reconhecer
as contribuições dos alunos.
• Demonstrar interesse pelo desenvolvimento de cada aluno e do grupo 
como um todo” (CEDEM, 2007).
• Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, orientando na 
resolução de questões que possam impedir o respectivo progresso dos 
alunos no curso.
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Saiba mais visitando estes sites:
http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html 
http://www.widesoft.com.br/corporate/educacao/ 
http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm
?UserActiveTemplate=4abed&infoid=119&sid=121
http://www.centrodesaber.com.br 
Temos, também, uma sugestão de leitura:
O artigo “Acompanhamento do Aprendizado em Educação a 
Distância com Uso de Data Mining”. Você pode acessar o artigo 
no seguinte endereço:
old.freedrive.com/public/8356/Clei2001.pdf
MULTIMÍDIA
Identifique as funções do aluno, do professor e do tutor, colocando A 
quando a função for do aluno, P do professor e T do tutor. Algumas 
funções podem ser de responsabilidade tanto do tutor quanto do 
professor, nesse caso coloque P/T.
( ) Ajudar os alunos a gerenciar seu estudo.
( ) Demonstrar interesse pelo desenvolvimento de cada aluno e do 
grupo como um todo. 
( ) Elaborar o conteúdo do curso.
( ) Explorar o conteúdo das aulas e, se possível, buscar informações 
complementares em outras fontes.
( ) Estabelecer contato com os alunos desanimados, com atividades 
pendentes e reprovados, proporcionando sugestões particulares 
sobre as dificuldades apresentadas.
( ) Avaliar a eficácia do curso.
( ) Avaliar o progresso dos estudantes.
( ) Incentivar os alunos a desenvolverem sistematicamente a sua auto-
avaliação.
ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1
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( ) Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, orientando na 
resolução de questões que possam impedir o progresso do aluno 
no curso.
( ) Inteirar-se a respeito do material necessário durante o curso. 
( ) Dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre o progresso do 
aluno.
( ) Buscar local e horário adequados para o estudo, sem interferências 
que possam desviar a atenção e concentração.
( ) Responder ou encaminhar questões administrativas.
( ) Ter clareza dos objetivos que se propõe a alcançar durante o curso.
( ) Motivar os alunos.
( ) Realizar todas as atividades propostas durante o curso.
• Ao preparar um material didático impresso, o professor deve se 
preocupar com o comportamento do aluno ao “receber” a aula. 
É importante que o professor “vá junto” com a aula, para poder 
acompanhar o aluno, dar as explicações e enxergar esse aluno 
mesmo que distante. Para isso, muitas estratégias são utilizadas 
no momento em que se prepara uma aula impressa.
• Em muitos cursos de EAD é preciso suprir a ausência física 
do professor por intermédio de uma tecnologia que promova a 
comunicação síncrona ou assíncrona e também de uma tutoria.
• Em muitos cursos a distância, o aluno pode contar com o 
tutor, que acompanhará o seu progresso e o auxiliará em suas 
dificuldades. O apoio do tutor em todo o decorrer do curso será 
muito importante para o sucesso de cada aluno.
• Durante todo o curso, tanto o aluno quanto o professor e o tutor 
deverão desempenhar algumas funções que são primordiais 
para o bom andamento do curso.
RESUMINDO...
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(T) Ajudar os alunos a gerenciar seu estudo.
(T) Demonstrar interesse pelo desenvolvimento de cada aluno e do 
grupo como um todo.
(P) Elaborar o conteúdo do curso.
(A) Explorar o conteúdo das aulas e, se possível, buscar informações 
complementares em outras fontes.
(T) Estabelecer contato com os alunos desanimados, com atividades 
pendentes e reprovados, proporcionando sugestões particulares 
sobre as dificuldades apresentadas.
(P) Avaliar a eficácia do curso.
(P/T) Avaliar o progresso dos estudantes.
(P) Incentivar os alunos a desenvolverem sistematicamente a sua 
auto-avaliação.
(P/T) Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, orientando 
na resolução de questões que possam impedir o progresso do 
aluno no curso.
(A) Inteirar-se a respeito do material necessário durante o curso. 
(P) Dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre o progresso 
do aluno.
(A) Buscar local e horário adequados para o estudo, sem interferências 
que possam desviar a atenção e concentração.
(P) Responder ou encaminhar questões administrativas.
(A) Ter clareza dos objetivos que se propõe a alcançar durante o curso.
(P/T) Motivar os alunos.
(A) Realizar todas as atividades propostas durante o curso.
RESPOSTA DA ATIVIDADE
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129Informações sobre a próxima aula 
Na Aula 10, vamos falar sobre a Avaliação da aprendizagem em EAD. 
A avaliação da aprendizagem é certamente um dos aspectos mais polêmicos 
quando se trata de EAD. O processo de avaliação da aprendizagem em EAD, 
embora possa ser trabalhado em princípios semelhantes aos da educação 
presencial, exige tratamento e considerações especiais. Como será que se dá 
esse processo? Está curioso para saber como você será avaliado até o final 
do curso? Então, aguarde até a próxima aula. Até lá!
Referências bibliográficas
APARICI, R. Mitos de la educación a distancia y de las nuevas tecnologías. 
In: MARTÍN RODRÍGUEZ, E. et. al. La educación a distancia en tiempos de 
cambio: nuevas generaciones vejos conflitos. Madrid: De la Torre, 1999. p. 
177-192.
ARREDONDO, S. C.; GONZÁLES, J. A T. Acción tutorial em los Centros 
Educativos: formacion y práctica. Madrid: Faster, 1998.
CEDEM. Manual do tutor. São Paulo: USP, 2007. Disponível em: <http://
www.fm.usp.br/tutores/manual.php>. Acesso em: 15 jan. 2009.
CORRÊA, Juliane. Educação a distância: orientações metodológicas. Porto 
Alegre: Artmed, 2007.
COSCARELLI, Carla Viana, org. Novas tecnologias, novos textos, novas 
formas de pensar. 2.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. 
FERREIRA, Zeila Miranda; GARRIDO, Elsa. Caminhos e descaminhos do tutor 
na formação superior de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental. 
In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 12., 
2005, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ABED, 2005. Disponível em: <http:
//www.abed.org.br/congresso2005/por/pdf/021tcf5.pdf>. Acesso em: 15 
jan. 2009.
FERREIRA, M.M.S.; REZENDE. R.S.R. O trabalho de tutoria assumido pelo 
Programa de Educação a Distância da Universidade de Uberaba: um relato de 
experiência. 2003. Disponível em: <http://www.abed.org.br/seminario2003/
texto19.htm>. Acesso em: 16 fev. 2009.
GUEDES, Gildásio. Contextualizando Educação A Distância (EaD). Piauí: 
UAPI, 2007. Disponível em: <http://www.ufpi.br/uapi/conteudo/disciplinas/
ead/download/capitulo2_contexto_ead.doc>. Acesso em: 15 jan. 2009.
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129LAASER, W. Manual de criação e elaboração de materiais para educação a 
distância. Brasília: CEAD; Editora Universidade de Brasília, 1997. 
LITWIN, Edith. Educação a Distância: temas para o debate de uma nova 
agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.
MAGGIO, Mariana. O tutor na educação a distância. Porto Alegre: Artmed,
2002.
NEDER, M. L. C. A formação do professor a distância: diversidade como base 
conceitual. 1999. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Minas Gerais, 
Belo Horizonte, 1999.
MACHADO, Liliana Dias; MACHADO, Elian de Castro. O Papel da Tutoria em 
Ambientes de EAD. CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A 
DISTÂNCIA, 11., 2004, Salvador. Anais... Salvador: ABED, 2004. Disponível 
em: <http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/022-TC-A2.htm>. Acesso 
em: 15 jan. 2009.
PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis : SEAD/UFSC, 2006. 
144p.
PRIETO, D.; GUTIERREZ, F. A mediação pedagógica: educação a distância 
alternativa. Campinas : Papirus. 1991.
PRINCE, M.; Felder, R. M. Inductive teaching and learning methods: definition, 
comparison, and research bases. Journal of Engineering Education, v. 95, n. 
2, p. 123–38, April, 2006. 
TAVARES, Kátia Cristina do Amaral. Discutindo a formação do professor on-
line: de listas de habilidades docentes ao desenvolvimento da reflexão crítica. 
<http://www.educarecursosonline.pro.br/artigos/reflex.htm>.
AVALIAÇÃO DA 
APRENDIZAGEM
 10
Silvane Guimarães Silva Gomes
e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância
Fonte: www.sxc.hu
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Meta
Apresentar a importância da avaliação em EAD, bem como 
algumas formas possíveis de realizá-la. 
Objetivos
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
1. reconhecer a importância da avaliação, especialmente em 
um curso a distância;
2. identificar as etapas anteriores à elaboração de 
avaliações em EAD; 
3. reconhecer instrumentos avaliativos em EAD. 
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133Necessidade de monitorar o processo de ensino-
aprendizagem
O que ensinamos está mesmo ficando claro? O que oferecemos, em termos 
de ferramentas para favorecer a aprendizagem, está mesmo sendo eficaz?
Essas são perguntas que os profissionais de qualquer sistema educacional de 
qualidade se fazem com freqüência. Várias estratégias são pensadas, desenvolvidas 
e implementadas com um único propósito: favorecer a aprendizagem do aluno.
Como parte dessas estratégias, na aula passada, você viu a importância 
dos recursos tecnológicos que possibilitam a comunicação em um sistema de 
EAD. Viu que, mesmo que os materiais didáticos de qualquer curso de EAD 
sejam oferecidos utilizando recursos tecnológicos, são necessários meios 
para auxiliar a adaptação do aluno e, principalmente, para ajudá-lo na solução 
de problemas. 
Depois de todo o esforço para dar suporte a uma aprendizagem efetiva, 
é necessário algum instrumento que nos possibilite monitorar todo esse 
processo, concorda? É aqui que entra a avaliação, tema sobre o qual vamos 
falar ao longo desta aula. 
Avaliação – uma questão polêmica! 
Ok, você está inscrito em um curso técnico a distância. Imagino que você já 
tenha se perguntado de que forma serão as avaliações neste curso a distância. 
Pois bem! Para começarmos, gostaria de que você registrasse, no espaço a 
seguir, como acha que será avaliado nas diferentes disciplinas do seu curso? 
Fonte: www.sxc.hu
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135Provavelmente, você já deve ter recebido informações sobre como será a 
estrutura do curso a distância no qual está inscrito, assim como os tipos de 
avaliações, em que datas elas acontecerão etc. No entanto, imagino que se eu 
fizesse essa pergunta há alguns meses, você teria dificuldades para achar as 
respostas. Isso porque estamos acostumados, desde nosso primeiro ano de 
escola presencial, a fazer avaliações ao final de cada conteúdo das diferentes 
disciplinas no sistema presencial de ensino. Provas escritas e, com freqüência, 
recheadas de questões elaboradas de forma a não exigir análise e raciocínio 
por parte do aluno, mas sim memorização, “decoreba”. E, na modalidade 
de educação a distância, isso é diferente? As provas devem ser escritas, 
presenciais, mesmo que as aulas não o sejam?
Figura 10.1: Avaliação – necessária e polêmica. 
Fonte: www.sxc.hu
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Na verdade, a avaliação da aprendizagem tem sido um dos aspectos mais 
polêmicos quando se trata de EAD. Para muitos educadores, é importante 
que a avaliação seja feita presencialmente. Isso para evitar fraudes; afinal, 
já que o aluno não conta com a presença física do professor, quem poderia 
garantir que uma avaliação feita longe dos olhos atentos desse professor está 
realmente sendo feita pelo aluno matriculado no curso? 
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135Por conta dessa questão, o Ministério da Educação solicita, de diversas 
instituições que oferecem cursos a distância, que haja avaliações presenciais, 
como acontece nos cursos presenciais. No entanto, embora o processo de 
avaliação da aprendizagem em EAD possa ser semelhante aos da educação 
presencial, podemos lançar mão dos recursos tecnológicos para propiciar ao 
aluno o desenvolvimento da autonomia crítica frente a situações práticas que lhe 
são apresentadas. Por essa razão, é necessário oferecer, dentre outros elementos, 
métodos de avaliação ao longo do curso que permitam que o aluno possa 
desenvolver a sua capacidade de análise. Isso lhe possibilitará ter confiança na 
realização de atividades e avaliações, inclusive nas avaliações presenciais.
Tipos de avaliação
Alguns pesquisadores apontam três tipos importantes de avaliação:
Avaliação Diagnóstica: Esse tipo de avaliação permite ao 
professor verificar os conhecimentos prévios dos alunos sobre 
o assunto da aula, bem como identificar possíveis dificuldades 
de aprendizagem. 
Avaliação Formativa: Esse tipo de avaliação pode acontecer 
periodicamente durante o curso. Serve para analisar o processo de 
aprendizagem de cada aluno, identificando possíveis dificuldades, 
e, a partir daí, orientar o aluno sobre o que ele aprendeu e o que 
ainda precisa aprender sobre determinado conteúdo. 
Avaliação Somativa: Permite verificar o nível de aprendizado que 
o aluno alcançou, por meio da atribuição de notas. A atribuição 
de notas favorece a comparação de resultados obtidos entre os 
alunos, permitindo fazer uma classificação dos alunos por notas, 
ao final do curso. 
SAIBA MAIS...
Portanto, é importante que os educadores pensem com cuidado em que 
se baseará a avaliação que vão propor. Sobre isso conversaremos um pouco 
na próxima seção.
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Avaliação é um tema complexo, polêmico e amplo. Para nos 
focarmos no ponto-chave de nossa disciplina, a partir de agora 
abordaremos apenas estratégias de avaliação da aprendizagem 
voltadas para alunos de cursos a distância. 
ATENÇÃO!
I. Pedro está terminando o Ensino Médio. Ele costuma estudar às 
vésperas das provas, assim como a maioria de seus colegas de turma. 
Um belo dia, um de seus professores resolveu que não daria uma 
avaliação formal, contrariando o estatuto da escola. Pedro, portanto, não 
estudou aquela matéria e terminou a escola sem saber tal conteúdo.
O caso que acabei de narrar não deve ser surpresa para você. É 
comum que os alunos sejam motivados para o estudo pela prova, pelo 
teste,
por um trabalho. 
PERGUNTA: Levando isso em consideração, a avaliação lhe parece 
importante para a aprendizagem?
( ) Sim ( ) Não
II. Aí Pedro resolveu se inscrever em um curso a distância, por achar 
que não faria provas nem trabalhos. Ele leu, em um edital, que receberia 
um diploma igual ao dos alunos do curso presencial. Concluiu que seria 
ótimo fazer um curso sem avaliações, ou com avaliações que seu irmão 
mais velho poderia ajudá-lo a fazer em casa.
PERGUNTAS: 
a. Pedindo para que o irmão faça suas avaliações, Pedro tem, na sua 
opinião, direito a um certificado de conclusão de um curso?
( ) Sim ( ) Não
ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1
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b. Imagine que diversas avaliações fossem propostas constantemente 
ao longo do curso de Pedro, como fóruns ou participação em atividades 
práticas e apresentação de trabalhos, por exemplo. Neste caso, ele 
teria a mesma facilidade de “enganar” o sistema?
( ) Provavelmente sim ( ) Provavelmente não
c. Você reconhece a importância da avaliação continuada em um 
sistema educacional a distância? 
( ) Sim ( ) Não
d. Analisando a situação de Pedro, você reconhece a importância da 
avaliação presencial na EAD?
( ) Sim ( ) Não
Bases da Avaliação da Aprendizagem em EAD
Aulas, dinâmicas, atividades práticas e todo tipo de estratégia que possibilite 
ao aluno aprender melhor são bem-vindas, seguidas, é claro, de um processo de 
avaliação que revele se essas estratégias estão sendo bem-sucedidas. A avali-
ação, portanto, é uma das etapas que compõem os processos educacionais.
Para estruturá-la, é necessário levar em consideração tudo aquilo que foi 
oferecido ao aluno para, a partir disso, elaborar essa avaliação. Mas o que é 
esse “tudo”?
Objetivos de aprendizagem
Em uma aula, por exemplo, você encontra, logo no início, os objetivos de 
aprendizagem. Você já parou para pensar o que eles significam?
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Os objetivos listados no início de uma aula são os pontos do conteúdo que 
o professor que a escreveu elegeu como principais. Eles são um excelente 
norteador para seu estudo, não só porque sinalizam o que é mais importante 
numa aula, mas porque mostram também o que o professor pode cobrar em 
uma prova ou trabalho.
Assim, antes de tudo, numa avaliação é importante saber se os objetivos 
propostos nas aulas estão sendo alcançados por você. Isso pode ser feito ao 
longo de todo o processo (de toda aula ou de toda disciplina) por meio de 
diferentes atividades:
• no material didático;
• na plataforma ou ambiente virtual de aprendizagem;
• no pólo (local indicado para os encontros presenciais nos cursos a 
distância). 
Com isso, quando o aluno chega à avaliação presencial, sente segurança 
para responder às perguntas propostas. Dessa forma, a avaliação não fica 
restrita somente ao final de cada unidade de ensino, mas passa a fazer parte 
do processo de ensino-aprendizagem.
Figura 10.2: Os objetivos de aprendizagem de uma aula são seu alvo – aquilo que você 
deve acertar, alcançar.
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Fonte: www.sxc.hu
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O processo de aprendizagem
A teoria sobre tipos de avaliação nos diz que uma 
possibilidade de avaliação é avaliar o processo de 
aprendizagem, e não só o resultado final, numa prova, 
por exemplo. É importante avaliar o quanto o aluno se 
esforçou, o quanto o aluno caminhou do ponto em que 
ele estava ao ponto a que chegou. Mas como fazer isso? 
A que devemos estar atentos para avaliar um processo, 
e não só um resultado final?
Aspectos que devem e podem ser levados em 
consideração no processo de avaliação da aprendizagem 
são: 
• a pesquisa realizada durante a realização de uma 
atividade – e não apenas a atividade pronta, entregue 
ao professor; 
• a criatividade e organização na elaboração dos 
trabalhos; 
Figura 10.3: As atividades oferecidas ao longo do seu processo de estudo 
(de aprendizagem) são etapas que proporcionam mais chances de sucesso 
nas avaliações. 
Figura 10.4: Avaliar o processo vivenciado pelo 
aluno, o caminho que ele percorreu, é importante.
Fonte: www.sxc.hu
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141• a facilidade com que o aluno faz conexões e relações entre temas diferentes, 
autores e diferentes áreas de conhecimento.
Agora que você já sabe “a que” deve estar atento, falta saber como, dado 
que a modalidade de educação é a distância. 
Por exemplo, imagine que um professor proponha o desenvolvimento 
de um projeto, uma pesquisa sobre temas de interesse ou próximos à vida 
desse aluno. O uso de ferramentas como fórum ou chat para cursos que 
utilizam ambientes virtuais educativos pode servir de guia no desenvolvimento 
de projetos, desde que bem conduzidos e orientados pelo professor. Além 
de auxiliar os alunos, o uso dessas ferramentas possibilita que o professor 
monitore o andamento dos alunos no desenvolvimento do projeto.
Avaliação além do aluno
É comum vermos a avaliação colocada como algo que se refere apenas ao 
aluno. No entanto, a avaliação deve ser muito mais completa e contemplar o 
aluno e o curso como um todo. Ou seja, o processo de avaliação não deve estar 
concentrado somente no aluno, mas deve se estender ao sistema como um todo 
– essas são as avaliações institucionais. 
Isso é importante porque a aprendizagem sofre influência de diversos 
fatores. Material disponível no prazo, impressão de qualidade, textos claros, 
propostas de atividades contextualizadas, tudo isso influencia a aprendizagem 
dos alunos. 
Portanto, o projeto de curso, os conteúdos, a metodologia, os professores 
e os tutores precisam também ser avaliados, tanto quanto os alunos.
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Fonte: www.sxc.hu
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141O seu material didático também deve ser avaliado. Isso porque, como já 
falamos em aulas anteriores, os alunos de cursos a distância têm características 
diferenciadas dos alunos de cursos presenciais. A dedicação aos estudos 
deve ser maior, em função da não-presença física do professor. 
Mas o que o material didático tem a ver com isso? Tudo! Os conteúdos e 
módulos de um curso em EAD devem ser estruturados de forma a facilitar a 
aprendizagem de um aluno que não está diante do professor. Para isso, algumas 
características didáticas são importantes. Elas podem estar relacionadas com 
os seguintes aspectos:
• Conteúdos – seleção adequada dos conteúdos, contextualizados à 
realidade do aprendiz e às necessidades dele no curso que está fazendo. 
• Motivação do aluno – o conteúdo deve provocar e manter o interesse do 
aluno, durante todo o curso. Isso pode ser feito por meio de uma linguagem 
mais leve, em tom de conversa e usando imagens, por exemplo.
• Relação com outros conhecimentos – o processo de aprendizagem deve 
ser significativo para o aluno. A apresentação do conteúdo deve levar em 
consideração saberes que o aluno detém a partir da sua experiência de vida.
• Objetivos – em cada aula, o aluno deverá ter conhecimento de quais são:
• os pontos principais do conteúdo;
• o que o professor espera que ele saiba depois do estudo da aula/
disciplina;
• o que pode ser cobrado em uma avaliação.
• Métodos – a didática a ser adotada está coerente com o tipo de curso? 
Cursos técnicos, por exemplo, precisam de uma carga de aula prática
maior do que, em geral, precisam os cursos de graduação. 
• Conexão com outros conteúdos e mídias – o material deve ser rico em 
sugestões e indicações de:
• sites;
• livros;
• uso de animações, simulações;
• vídeos. 
Isso possibilita que o aluno expanda seu conhecimento para além do 
material didático; a partir da busca desses novos conteúdos e recursos, o 
aluno enriquece sua aprendizagem e desenvolve sua autonomia.
• Atividades – exercícios propostos, com respostas automáticas ou estudos 
de caso, baseados em problemas ou projetos, colaborativos, individuais 
etc. 
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143Agora que você aprendeu o que deve ser levado em consideração em uma 
avaliação, pense um pouco: você acha que só uma prova ou um teste dão conta 
de avaliar tudo o que comentamos? Claro que não, não é? Pois, a seguir, você 
verá um pouco sobre objetos que podem ser utilizados para realizar avaliações. 
Mas, antes disso, faça a Atividade 2.
Até agora você já viu que o processo de avaliação em EAD não é tão 
simples assim. Muitas coisas devem ser levadas em consideração pelo 
professor na busca por atingir a avaliação do aluno e pelo próprio aluno. 
Mas quais são esses pontos que devem ser considerados?
A seguir são apresentadas três situações. Seu papel é identificar, 
baseado no que você já estudou até aqui, a que ponto discutido na 
última seção cada situação se refere.
1. Telma, coordenadora de uma disciplina a distância, propõe com 
frequência fóruns de discussão para ver o que seus alunos comentam 
sobre um determinado assunto. Freqüentemente, ela observa que eles 
começam postando algumas informações erradas, mas que vão se 
corrigindo ao longo do semestre. Ela leva esse fato em consideração 
na hora de dar a nota final: 
__________________________________________________ 
2. O planejamento dos cursos do e-Tec Brasil prevê a necessidade 
de realizar a seleção dos tutores que irão trabalhar em cada curso. No 
entanto, mesmo fazendo uma seleção cuidadosa, é importante saber a 
opinião dos alunos sobre essa escolha, assim como sobre o material 
didático impresso e outros itens: 
__________________________________________________
3. Marcos, como um aluno dedicado e bastante preocupado com seus 
resultados no curso em que está inscrito, procura sempre seguir as 
recomendações oferecidas no material didático e na plataforma, pois 
sabe que isso o ajudará a saber se estará bem preparado para as 
avaliações presenciais: 
__________________________________________________
ATIVIDADE 2 – ATENDE AO OBJETIVO 2
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143Formas de avaliar 
As avaliações podem ser realizadas por meio de alguns instrumentos, tais 
como:
auto-avaliação;
teste objetivo;
exercícios;
monografia;
estudo dirigido;
projeto;
prova presencial ou supervisionada, dependendo da característica de 
cada curso. 
Fonte: www.sxc.hu
Figura 10.6: Existem diversos tipos de avaliação – cabe ao professor 
decidir qual utilizar!
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Veja, a seguir, um pouco mais de detalhes sobre cada tipo de avaliação:
Auto-avaliação – O aluno realiza a auto-avaliação com o objetivo de avaliar 
até que ponto ele avançou a sua aprendizagem em determinado assunto de uma 
aula, bem como outros fatores que podem interferir no seu “rendimento”, tanto 
positiva quanto negativamente.
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145 Testes objetivos – No ambiente de aprendizagem é possível que o 
sistema processe as respostas automaticamente. Nesse caso, o trabalho 
do professor é apenas cadastrar as respostas corretas para a atividade, no 
ambiente do curso.
Estudo dirigido – Pode ser utilizado para avaliar se os alunos são capazes 
de expor seus conhecimentos após estudar um determinado assunto.
Provas presenciais ou supervisionadas – As avaliações presenciais em 
sistema de EAD são obrigatórias, de acordo com a legislação vigente. Podem 
ser utilizadas para verificar o nível de preparo do aluno presencialmente para 
responder sobre determinado conteúdo exposto ao longo do curso. 
A data, o local e a hora para aplicação da prova presencial são pré-
definidos; essas avaliações acontecem sob a supervisão de professores, 
tutores ou coordenadores do curso. O fato de a avaliação ser presencial é 
uma garantia de que o aluno matriculado no curso é quem, na verdade, está 
realizando a prova, demonstrando até que ponto as atividades realizadas a 
distância foram realmente fruto do esforço pessoal de cada aluno. 
Dependendo do tipo de curso, outras formas de avaliações podem ser 
necessárias, como: 
• provas práticas em oficinas;
• demonstrações em laboratórios; 
• estudos de casos. 
Essas podem ocorrer nos pólos presenciais ou, dependendo das aulas 
práticas, podem ser bem detalhadas no material impresso, com a descrição de 
como fazer a prática passo a passo, com ilustrações. 
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Fonte: www.sxc.hu
Figura 10.7: A avaliação pode conjugar provas 
presenciais, atividades práticas, apresentação 
de trabalhos, dentre outros.
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Preencha a cruzadinha com os instrumentos de avaliação que 
identificar nas situações descritas a seguir:
1. Em uma disciplina de seu curso, Rômulo recebeu notas por 
apresentar trabalhos, fazer uma prova e praticar um procedimento no 
laboratório do seu pólo. 
2. Renata desenvolveu um projeto em grupo com seus colegas de 
curso. Todas as decisões do projeto foram desenvolvidas no ambiente 
de aprendizagem, em fóruns de discussão que o tutor criou para esse 
fim. Esse tutor entrava de período em período, para acompanhar o 
progresso dos alunos nas etapas que deveriam ser cumpridas em 
determinados prazos. 
3. Isabel teve uma discussão com um colega, que faz um curso 
presencial em outra instituição. Esse colega dizia que o curso a 
distância que ela cursa é “moleza”. Isabel contra-argumentou dizendo 
que não, pois o MEC solicitava um determinado tipo de avaliação para 
poder certificar os alunos que concluíssem o curso. 
4. Maria teve que entregar ao seu tutor um questionário preenchido; 
nesse questionário, ela dizia o quanto achava que tinha aprendido na 
disciplina e o que poderia ter feito para aprender mais. 
5. Marcelo se fez um desafio: se acertasse mais de 70% das questões 
de uma avaliação on-line poderia não estudar Matemática no final de 
semana. 
ATIVIDADE 3 – ATENDE AO OBJETIVO 3
Dependendo do tipo de avaliação a ser “aplicado”, as ferramentas do 
ambiente virtual de aprendizagem podem ser muito funcionais para auxiliar os 
professores. Veja a seguir.
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• A avaliação da aprendizagem tem sido um dos aspectos mais 
polêmicos quando se trata de EAD. Isso porque para muitos 
educadores é importante que a avaliação seja feita presencialmente, 
atendendo à Legislação vigente. 
• A avaliação faz parte do processo de ensino-aprendizagem e, não 
necessariamente, deve ser realizada somente ao final de cada 
unidade de ensino, mas ao longo de todo o processo por diferentes 
atividades. Deve contemplar o aluno e o curso como um todo. Ou 
seja, o processo de avaliação
não deve estar concentrado apenas 
no aluno, mas deve se estender ao sistema como um todo.
RESUMINDO...
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Informação sobre a próxima aula
Como está o cenário da EAD atualmente? De que forma as tecnologias de 
informação e comunicação têm influenciado nesse cenário? A próxima aula 
será sobre o cenário atual da EAD no Brasil. Até lá! 
• As avaliações podem ser realizadas por meio de auto-avaliação, 
teste objetivo, exercícios, monografia, estudo dirigido, projeto, prova 
presencial ou supervisionada, dependendo da característica de 
cada curso. 
• Os conteúdos e módulos de um curso em EAD devem apresentar 
características próprias didaticamente organizadas, para motivar e 
facilitar o processo de ensino-aprendizagem. 
• Se durante o curso está prevista a utilização de ambiente de 
aprendizagem, diversas atividades podem ser propostas pelos 
professores e desenvolvidas pelos alunos por meio das ferramentas 
do ambiente. Dependendo do tipo de ambiente, algumas 
ferramentas disponibilizam para o professor diferentes mecanismos 
para o processo de avaliação.
Atividade 1
I. ( x ) Sim.
II. a. ( x ) Não. 
 b. ( x ) Provavelmente não. 
 c. ( x ) Sim. 
 d. ( x ) Sim.
Atividade 2
1. Processo de aprendizagem.
2. Avaliação institucional.
3. Objetivos de aprendizagem.
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES 
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Atividade 3
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Leituras recomendadas
Aqui você poderá conferir mais sobre a avaliação da aprendizagem em 
educação a distância. Slides, de autoria da pesquisadora Dr. Stella C. S. 
Porto - UMUC (IC/UFF): 
http://www.abed.org.br/congresso2002/minicursos/08/congresso/frame.htm
E sobre ambientes educativos você poderá acessar os seguintes endereços:
http://www.webeduc.mec.gov.br/educacionais.phper - Portais educativos
http://www.webeduc.mec.gov.br/educacionais.php
http://www.proativa.vdl.ufc.br/oa/oa.php - Grupos de pesquisa interativa
http://www.escolanet.com.br/links/links_abert.html - Instituições de Educação 
a Distância no Brasil
http://www.webeduc.mec.gov.br/ - O Portal de Conteúdos educacionais do 
MEC 
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150 E nossa sugestão de leitura:
Avaliação em Ambientes de Aprendizagem Colaborativa Apoiada por 
Computador. Autores: João Vitor Vilas Boas de Freitas e Julio Eduardo da 
Silva Conceição
http://www.frb.br/ciente/2006.1/BSI/BSI.FREITAS.etal.F2.pdf 
Referências bibliográficas
CORRÊA, Juliane. Planejar e avaliar em programas de educação a distância. 
In: SENAC. Curso de especialização a distância: E-Book. Rio de Janeiro: 
Editora Senac Nacional, 2005. CD-ROM.
FREITAS, João Vitor V. B.; CONCEIÇÃO, Julio Eduardo da Silva. Avaliação 
em Ambientes de Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador. 
[S.l.: s.n], [s.d]. Disponível em: <http://www.frb.br/ciente/2006.1/BSI/
BSI.FREITAS.etal.F2.pdf >
LAASER, W. Manual de criação e elaboração de materiais para educação a 
distância. Brasília: CEAD: Editora Universidade de Brasília, 1997. 
MORAN, J.M. O que aprendi sobre avaliação em cursos semi-presenciais. 
In: SILVA, Marco; SANTOS, Edméa (Orgs). Avaliação da Aprendizagem em 
Educação Online. São Paulo: Loyola, 2006.
NEDER, M. L. Avaliação na educação a distância: significações para definição 
de percursos. [S.l.: s.n.], [s.d.] Disponível em: <http://www.nead.ufmt.br/
documentos/AVALIArtf.rtf >
NISKIER, A. Tecnologia educacional: uma visão política. Petrópolis, RJ: Vozes, 
1993. 
NUNES, I. B. Noções de educação a distância. [s.l.: s.d], 1992. Disponível em: 
<http://www.ibase.org.br/~ined/ivoniol.html>
PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD: UFSC, 2006. 
144p.
PRIETO, D.; GUTIERREZ, F. A mediação pedagógica: educação a distância 
alternativa. Campinas: Papirus. 1991.
SOUZA, T. R. P. A avaliação como prática pedagógica. In: CONGRESSO 
INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 8., 2001, Brasília. 
Anais … Brasília: ABED, 2001. Disponível em: <http://www.abed.org.br/
congresso2001/trabalhos.htm.>
INSTITUTO FEDERAL
Maranhão CERTEC
	capa_.pdf
	ambientação e informatica basica.pdf
	Aula_01
	Aula_02
	Aula_03
	Aula_04
	Aula_05
	Aula_06
	Aula_07
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	Aula_09
	Aula_10
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