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INSTITUTO FEDERAL Maranhão CERTEC AMBIENTACAO PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Para ajudá-lo na organização dos seus estudos preencha o quadro a seguir estabelecendo suas metas e pontuando suas notas. DISCIPLINA: PERÍODO DE VIGÊNCIA: ATIVIDADE Data para realização Status MINHAS NOTAS ATIVIDADES VIRTUAIS NOTA ATIVIDADES PRESENCIAIS NOTA Seja diligente e perseverante no desenvolvimento de sua educação. Caso você encontre dificuldades, não deixe de entrar em contato com a equipe do curso por meio do ambiente virtual. Estaremos a postos para assessorá-lo no que for necessário. Desejamos sucesso nos estudos e alertamos para o fato de que o bom êxito dependerá muito da dedicação, comprometimento e empenho. Equipe UAB/Ifma O QUE É A EAD? 1 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 7 Meta Apresentar os principais conceitos de Educação a Distância. Objetivos Ao final dessa aula, você deverá ser capaz de: 1. distinguir os principais elementos que caracterizam a Educação a Distância; 2. elaborar um novo conceito para Educação a Distância. A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 7 Iniciando a aula... Neste exato momento, você está iniciando o estudo da primeira aula de uma disciplina de um curso a distância. Provavelmente você deve ter realizado a maior parte de seus estudos na modalidade presencial, não é mesmo? E agora, por que escolheu um curso a distância? Escreva nas linhas a seguir os motivos pelos quais você optou por um curso a distância: GLOBALIZAÇÃO Processo de integração econômica, social, cultural e política entre os países causado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação no final do século XX. Provavelmente você respondeu que optou pela modalidade a distância porque não tem um horário compatível com um curso presencial e/ou porque não poderia se deslocar até uma escola que ofereça tal curso. Portanto, podemos dizer que, comparada ao ensino presencial, a modalidade a distância é mais flexível, pois não “prende” o aluno a horários e locais determinados pela instituição. Outra resposta possível seria que a oferta do curso que você queria era somente na modalidade a distância. Talvez você já tenha reparado que, nos últimos anos, houve um aumento da oferta de cursos a distância. A rápida difusão da Educação a Distância (EAD) é conseqüência do desenvolvimento tecnológico e da explosão informacional que o mundo (decorrente do processo de GLOBALIZAÇÃO) viveu nos últimos anos. Mas onde será que tudo começou? Fonte: www.sxc.hu A da m C ie si el sk i e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 8 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 9 Você tem idéia de quando surgiu a Educação a Distância? Os primeiros registros sobre Educação a Distância são de cursos por correspondência, viabilizados pela impressão em escala e que permitiam a educação de um contingente cada vez maior de pessoas. A invenção da PRENSA DE TIPOS MÓVEIS, juntamente com um sistema de correio postal, possibilitou a difusão de informações. Já no século XVIII, o jornal A Gazeta de Boston publicava a oferta de cursos de TAQUIGRAFIA, por aulas impressas que seriam recebidas em casa. A PRENSA DE TIPOS MÓVEIS foi criada por Gutenberg, no século XV, e era usada para produção de livros. A partir do século XVIII, passou a ser usada para imprimir jornais. TAQUIGRAFIA Arte de escrever tão depressa quanto se fala, por meio de sinais e abreviaturas. Também é chamada de estenografia. Figura 1.1: Os primeiros cursos a distância foram por correspondência. Fonte: w ww.sxc .hu Sophie e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 8 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 9 Desde então, diversas iniciativas foram surgindo, espalhadas pelo mundo. Berlim (Alemanha), Boston e Chicago (Estados Unidos), Valência (Espanha), Vitória (Austrália), Paris (França) e Londres (Inglaterra) são alguns exemplos de cidades que iniciaram atividades de ensino por correspondência e, posteriormente, por outras mídias. Figura 1.2: A EAD se disseminou por várias partes do mundo. Fo nt e: w w w .s xc .h u S an ja G je ne ro e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 10 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 11 Conceitos de EAD Devido a sua grande difusão, muito se escreveu sobre EAD. Por isso mesmo, encontramos uma diversidade de definições para o termo. Certamente, você poderá encontrar definições diferentes das que vamos apresentar aqui, no decorrer de suas leituras e pesquisas. Mas uma coisa é certa. Todas as definições encontradas têm muito em comum no que diz respeito aos seguintes aspectos: – a distância física entre professor e aluno; – a forma de estudo; – o uso de tecnologias de informação e comunicação (TICs) para promover a interação. E no Brasil, quando surgiu a EAD? No cenário nacional, a Educação a Distância começou a aparecer por volta de 1934, com o Instituto Monitor, que oferecia cursos profissionalizantes por correspondência. SAIBA MAIS Fo nt e: w w w .s xc .h u A fo ns o Li m a e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 10 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 11 Para que você possa perceber a diversidade de conceitos de EAD, selecionamos alguns, contemplando os diferentes autores e seu tempo. Para Michael Moore e Greg Kearley (1996), Educação a Distância é o APRENDIZADO PLANEJADO que ocorre normalmente em um lugar diferente do local do ensino, exigindo: – técnicas especiais de criação do curso e de instrução; – comunicação por meio de várias tecnologias; – disposições organizacionais e administrativas especiais. Os autores apontam cinco características essenciais para definir Educação a Distância: 1. Separação física e geográfica entre estudante e professor. 2. Planejamento e preparação dos materiais de aprendizado por uma organização educacional. 3. No processo de ensino e aprendizagem, os suportes que viabilizam e incentivam a autonomia dos alunos são importantes para encorajar a interação entre eles e contribuir para a aprendizagem. 4. O aprendizado é planejado, e não acidental. 5. A comunicação acontece por meio de tecnologias e mídias diversas. De acordo com Otto Peters (1973), citado por Nunes em 1992, a Educação a Distância é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, aplicando os princípios organizacionais e a divisão do trabalho. O uso extensivo de meios de comunicação possibilita instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo. É uma forma industrializada de ensinar e aprender. Esse autor destaca os seguintes elementos na definição de Educação a Distância: 1. A presença do professor ou do tutor se dá de maneira virtual em quase todo o processo, especialmente quando os recursos de comunicação utilizados são mídias que dependem de conexão com a Internet. 2. O estudo acontece de forma individualizada e independente pelo aluno. 3. Deve haver um sistema que viabilize e incentive a autonomia dos estudantes durante o processo de aprendizagem. 4. O uso de várias tecnologias que permitem a mediação entre os envolvidos no processo de ensino aprendizagem. 5. Estabelecimento de diálogo entre professor e aluno, mesmo a distância. No APRENDIZADO PLANEJADO, o aluno é estimulado, por meio do material didático, ao desenvolvimento contínuo dos seus estudos. Ele recebe orientações que o auxiliam na utilização das informações abordadas pelo material didático, de uma forma organizada e com indicações dos procedimentos a serem tomados por ele ao longo do curso. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 12 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 13 As seguintes características para a definição de Educação a Distância são apontadas por Keegan (1996): 1. A separação física entre professor e aluno durante quase todo o processo educativo. 2. A separação do aluno de um grupo de aprendizado. 3. A participação de uma organização educacional, contendo plane- jamento, sistematização, plano, projeto e organização dirigida. 4. O uso de várias tecnologias e mídias para a distribuição do conteúdo do curso. 5. A comunicação é de “mão dupla”, ou seja, permite que o aluno também possa iniciar um diálogo com o professor. 6. Tem encontros ocasionais presenciais com objetivos didáticos e de socialização. Já para Moran (2002): 1. A Educação a Distância é o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias, no qual professores e estudantes estão separados espacial e/ou temporalmente. 2. É ensino-aprendizagem quando professores e estudantes não estão normalmente juntos fisicamente, mas podem estar conectados e interligados por tecnologias, principalmente as TELEMÁTICAS, como a Internet. TELEMÁTICA Conjunto de serviços informáticos fornecidos através de uma rede de telecomunicações, na qual se associam meios de informática e de telecomunicação. Também é chamada de teleinformática. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 12 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 13 Ra tne sh B ha tt Lu dm ill a R os si Craig Jewell Marcelo Terraza Fonte: www.sxc.hu Figura 1.3: Também podem ser utilizados o telefone, o correio, o vídeo, a televisão, o CD- ROM, o fax, o rádio e tecnologias semelhantes. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 14 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 15 3. Na expressão “ensino a distância”, a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra “educação”, que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões, segundo Moran, seja perfeitamente adequada. Segundo a Legislação Brasileira (1998), no Decreto nº 2.494, a Educação a Distância caracteriza-se como modalidade educacional na qual a mediação dos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação. Estudantes e professores desenvolvem atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Landim (1997), citado por Pimentel (2006), analisou 21 definições de EAD formuladas por diferentes autores no mundo todo entre os anos de 1967 e 1994 e apontou as características comuns, com os percentuais de incidência de cada uma, como mostra a tabela a seguir: TABELA 1.1: Características conceituais comuns ao conceito de EAD Características Incidência em % Separação professor-estudante. 95 Meios técnicos ou diferentes mídias (vídeo, material impresso, filmes, sons, simulações e outros). 80 Organização no planejamento e preparação dos materiais que serão disponibilizados aos alunos. 62 Aprendizagem independente de professor, ou seja, o aluno é estimulado a construir o conhecimento por si mesmo, a partir de suas práticas e reflexões, podendo se tornar ator e autor de seu aprendizado. 62 COMUNICAÇÃO BIDIRECIONAL 35 Comunicação massiva: um curso é produzido e facilmente utilizado por um grande número de alunos, com o mínimo de gastos. 38 Recursos técnicos de comunicação professor- aluno e aluno-aluno por meio de correio, rádio, TV, telefone, fax, hipermídia interativa e Internet. 30 Educação corporativa, ou seja, as empresas promovem treinamento para seus funcionários. 15 Fonte: Adaptado de Pimentel, 2006. Na COMUNICAÇÃO BIDIRECIONAL, o aluno assume uma postura ativa, de participação, apesar da distância. Ele busca estabelecer diálogos com seus colegas de curso e com seu professor ou tutor. Esse processo de comunicação bidirecional deverá ser favorecido por meio de tecnologias de comunicação planejadas para cada curso. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 14 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 15 Como você viu até aqui, existem diferentes conceitos para EAD e cada um corresponde a um contexto histórico. Para cada modelo educacional proposto em sua época, uma nova tecnologia foi sendo implementada para promover a interação e a mediação entre os envolvidos. 1. Marque as opções que estão relacionadas aos elementos carac- terizadores da Educação a Distância: ( ) Separação física e geográfica entre aluno e professor. ( ) Predomínio de atividades expositivas. ( ) O professor atende os alunos em horários fixos e na sala de aula. ( ) O ritmo de aprendizado é determinado pelo estudante. ( ) Processo de ensino-aprendizagem centrado no professor. ( ) Processo de ensino-aprendizagem centrado no estudante. 2. Considerando as definições de Educação a Distância de acordo com diferentes autores, qual delas pode ser considerada incorreta? (Leia com atenção.) ( ) É o processo de ensino-aprendizagem quando professores e estu- dantes não estão normalmente juntos fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias. ( ) Educação/Ensino a Distância é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais. ( ) Em EAD, se reconhece a capacidade do estudante para construir seu conhecimento e ser ator e autor de suas práticas e reflexões. ( ) Em EAD, os estudantes não estão fisicamente no mesmo lugar, mas devem, necessariamente, participar todos ao mesmo tempo das atividades. ( ) Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a auto- aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados e apresentados em diferentes suportes de informação. São utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diferentes meios de comunicação. ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 16 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 17 Saiba mais sobre EAD visitando os sites a seguir: http://www.eca.usp.br/prof/moran/textosEAD.htm http://www.escolanet.com.br/ http://www.eps.ufsc.br/disserta98/roser/index.htm http://www.abed.org.br/antiga/htdocs/paper_visem/thelma_ rosane_de_souza.htm http://www.eps.ufsc.br/disserta99/denia/cap4.htm http://www.techne.com.br/artigos/Uso_TI.pdf http://penta2.ufrgs.br/edu/videoconferencia/dulcecruz.htm http://www.edutec.net/Tecnologia%20e%20Educacao/edconc.ht m#Ensino%20a%20Distância E nossa sugestão de leitura: Fonte: http://www.traca.com.br/seb oslivrosusados.cgi?mod=LV70854 &origem=resultadodetalhada (LITWIN, E. O que é a Educação a Distância? In: Educação a distância: Temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: ArtMed Editora, p.13-22, 2001) E nossa sugestão de leitura: Fonte: http://www.traca.com.br/seb oslivrosusados.cgi?mod=LV70854 &origem=resultadodetalhada O que é a Educação debate de uma nova agenda MULTIMÍDIA e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 16 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 17 Você deverá criar um novo conceito para EAD a partir das leituras feitas até aqui. Se precisar, volte a ler o texto que foi sugerido! O conceito deverá contemplar os principais elementos que caracterizam a EAD. • A rápida difusão da Educação a Distância (EAD) é conseqüência do desenvolvimento tecnológico e da explosão informacional do mundo globalizado. • Os primeiros registros sobre Educação a Distância são de cursos por correspondência, viabilizados pela impressão em escala, permitindo a educação de um contingente cada vez maior de pessoas. • Diversas iniciativas de EAD foram surgindo, espalhadas pelo mundo. Berlim (Alemanha), Boston e Chicago (Estados Unidos), Valência (Espanha), Vitória (Austrália), Paris (França) e Londres (Inglaterra) são alguns exemplos de cidades que iniciaram atividades de ensino por correspondência e, posteriormente, por outras mídias. • Com a grande difusão da EAD, muito se escreveu sobre essa modalidade de ensino, o que permitiu uma diversidade de definições para o termo. • Nas definições de EAD, alguns aspectos são comuns: distância física entre professor e aluno; forma de estudo; uso de tecnologias de informação; e comunicação (TICs) para promover a interação. ATIVIDADE 2 – ATENDE AO OBJETIVO 2 RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 18 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 19 Atividade 1 1) Nesse exercício, o importante é você perceber que os elementos que caracterizam a EAD diferem daqueles que caracterizam o ensino presencial. Como você viu, alguns elementos se repetem em diferentes conceitos de EAD. Portanto, as opções corretas devem ser: Separação física e geográfica entre aluno e professor; O ritmo de aprendizado é determinado pelo estudante; Processo de ensino-aprendizagem centrado no estudante. As demais opções são características do ensino presencial. 2) Enumeramos alguns conceitos onde é possível encontrar alguma informação que não é pertinente à EAD. Se você marcou como alternativa errada a afirmação: Em EAD os estudantes não estão fisicamente no mesmo lugar, mas devem, necessariamente, participar todos ao mesmo tempo das atividades, acertou! Essa é uma característica interessante da EAD. Não importa o tempo e o espaço, cada aluno terá sempre autonomia para definir seu melhor horário e local de estudo para a realização das tarefas. Não necessariamente todos os alunos deverão estar em um mesmo local ou tempo para a troca de informações ou realização de tarefas. RESPOSTAS DAS ATIVIDADES Informações sobre a próxima aula Na Aula 2, vamos nos encontrar para falar sobre a evolução histórica da EAD. Você terá uma idéia de como se deu a evolução da EAD no mundo como um todo, inclusive no Brasil. Você deve ter ficado curioso para saber quando surgiu a terminologia Educação a Distância e onde tudo começou... Na próxima aula, você saberá... Até lá! e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 18 A U LA 1 – O q ue é a E A D ? 19 Referências bibliográficas ARAUJO, S. T; MALTEZ, G. L. Retrospectiva histórica da educação a distância Disponível em : http://www.colegioafonsopena.com.br/Informativos/Profes- sores/ProfClaudio/EAD/Retrospectiva_Hist/retrospectiva_hist.htm ARETIO, L. G. Para uma definição de educação a distância. Tecnologia Educacional, Rio de Janeiro, v. 16, n.° 78-79, p. 56-61, set./dez., 1987. CHAVES, E. O. Conceitos básicos de tecnologias na educação e ensino a distância, 1999. Disponível no site http://www.edutec.net/Tecnologia%20e2 0%Educacao/ednoc.htm CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: SENAC. Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2005. CD-ROM DE CARVALHO, G. e BOTELHO, F. Educação a Distância: um estudo sobre as expectativas dos alunos em relação ao uso do meio impresso ou eletrônico, 2000. Disponível em: <http://www.intelecto.net/EAD/glaucia1.htm>. DUCASTEL, P. A motivational framework for web-based instruction, 1996. Disponível em: <http://www.nova.edu/~duchaste/motivati.html>. KAHLE, D. Computer mediated communication in distance education‚ an annotades bibliography, 1998. Disponível em:<http://www.mit.edu:801/afs/ athena.mit.edu/user/d/j/djkahle/www/hgse/cmcbiblio.htl> Atividade 2 Caso você tenha criado um conceito para EAD que não contemple os principais elementos que caracterizam essa modalidade de ensino, estude novamente o conteúdo e tente, mais uma vez, criar um novo conceito. Na Tabela 1.1 e no conceito de Otto Peters são descritos os principais elementos que caracterizam a EAD. A leitura do artigo “Das tradições à virtualidade” do livro de Edith Litwin, O que é a Educação a Distância? (indicado durante a leitura desta aula), também irá auxiliá-lo nesse exercício. Boa leitura! e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 20 LITWIN, Edith. Educação a Distância: temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: ArtMed, 2001. 110p. MORAN. Página do Prof. Moran: http://www.eca.usp.br/prof/moran/ textosEAD.htm, 2002. NUNES, I. B. Noções de educação a distância. 1992. Disponível em: <http: //www.ibase.org.br/~ined/ivoniol.html>. Acesso em: 25 jan. 2008. PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis : SEAD/UFSC, 2006. 144p. Noções de Educação a Distância. In: Educação a Distância. Brasília: INED/ UnB, 4/5 dez/93-abr/94. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EAD 2 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 23 Meta Apresentar a evolução da EAD, relacionando-a com as principais tecnologias utilizadas. Objetivo Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. identificar as gerações de evolução da EAD baseadas nas tecnologias utilizadas. Fonte: www.sxc.hu Fonte: www.sxc.hu Font e: w ww.s xc.hu Tr in e de F lo rie Foto: Laura00 G ok ha n O ku r A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 23 Iniciando a aula... Como vimos na aula passada, nos últimos anos houve um aumento de ofertas de cursos na modalidade a distância e também dos estudos sobre EAD. Agora você vai ver em detalhes como a EAD começou. Nesta aula, faremos uma retrospectiva da história da EAD, relacionando sua evolução ao desenvolvimento de tecnologias. Vamos perceber que a EAD não é tão recente como muita gente imagina, uma vez que há relatos dessa modalidade de ensino em sua forma embrionária e empírica desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. A EAD surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial e vem evoluindo, ao longo do tempo, com as tecnologias disponíveis, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade. Evolução histórica da EAD Se voltarmos no tempo, poderemos encontrar indícios de educação aplicada a distância, nas EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO, ou quando da invenção da Imprensa no século XV, em que os livros impressos eram lidos e transmitidos aos alunos. No entanto, a difusão da EAD só ocorreu, de fato, nos séculos XIX e XX, em vários países europeus, como Suécia, França, Espanha, Inglaterra e também nos Estados Unidos. No Brasil, porém, são pouco precisos os registros sobre a existência de ensino a distância, mas há relatos de experiências de um curso profissionalizante de datilografia por correspondência no Rio de Janeiro, na segunda metade do século XIX. Sendo assim, apresentaremos de forma sucinta, como se deu a evolução da EAD no mundo como um todo, inclusive no Brasil. Fonte: www.sxc.hu EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO Conjunto de cartas do apóstolo Paulo reunidas no Novo Testamento. R ob er t A ic hi ng er e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 24 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 25 Uma retrospectiva histórica... “A Educação a Distância (EAD), também chamada de Teleducação, em sua forma embrionária e EMPÍRICA é conhecida desde o século XIX, mas somente nas últimas décadas assumiu status que a coloca no cume das atenções pedagógicas de um número cada vez maior de países. Já na Grécia antiga e, depois, em Roma, (Cartas de Platão e Epístolas de São Paulo) existia uma rede de comunicação que permitia o desenvolvimento significativo da correspondência.” (PICONEZ, 2003, p. 2) EMPÍRICA Que é dado pela experiência, sem comprovação científica. K on st an tin os D af al ia s Figura 2.1: O Parthenon é o mais conhecido dos edifícios remanescentes da Grécia Antiga. Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 24 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 25 Figura 2.2: O Coliseu, símbolo do Império Romano. “Um primeiro marco da educação a distância foi o anúncio publicado na Gazeta de Boston, no dia 20 de março de 1728, pelo professor de taquigrafia Cauleb Phillips: ‘Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como as pessoas que vivem em Boston.’ Em 1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por correspondência e na Inglaterra, em 1840, Isaac Pitman sintetiza os princípios da taquigrafia em cartões postais que trocava com seus alunos.” (PICONEZ, 2003, p. 2 e 3) Fr an ci sc o G om ez F lo re s Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 26 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 27 “Em 1856, em Berlim, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundam a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. Posteriormente, em 1873, em Boston, Anna Eliot Ticknor cria a Society to Encourage Study at Home. Em 1891, Thomas J. Foster, em Scarnton (Pennsylvania) inicia o International Correspondence Institute com um curso sobre medidas de segurança no trabalho de mineração. No segundo terço do Século XX, as instituições passam a utilizar os recursos do rádio e da televisão para a difusão de programas educacionais, agregando como suporte e apoio materiais impressos encaminhados via Correios. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, entre outros. (...) A partir das décadas de 60 e 70, a educação a distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passa a incorporar articulada e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o videotexto, o computador e mais recentemente, a tecnologia de multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim como, mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (HIPERTEXTOS, diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato (programas tutoriais informatizados) etc.” (PICONEZ, 2003, p. 3 e 4) HIPERTEXTO Sistema de organização da informação, no qual certas palavras de um documento estão ligadas a outros documentos, exibindo o texto quando a palavra é selecionada. Permite ao utilizador procurar e encontrar itens relacionados e circular entre eles facilmente. Exemplos: páginas na internet. B S K Figura 2.3: O correio foi uma importante ferramenta para o surgimento da EAD. Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 26 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 27 Cronologia do desenvolvimento de algumas ações em EAD no mundo 1829, Suécia: Instituto Liber Hermodes (150.000 usuários). 1840, Reino Unido: Faculdades Sir Isaac Pitman – primeira escola por correspondência na Europa. 1898, Suécia: Instituto Hermond – curso de línguas por correspondência. 1922, União Soviética: Ensino por correspondência (350.000 usuários). 1938, Canadá: Fundação do Conselho Internacional para Educação por Correspondência. 1946, África do Sul: Unisa – Universidade da África do Sul – primeiros cursos superiores em educação a distância. 1967, Alemanha: Fundação do Instituto Alemão para Estudos a Distância. 1968, Noruega: Fundação da Associação Norueguesa de Educação a Distância (reorganizada em 1984). 1969, Reino Unido: fundação da Universidade Aberta (200 mil alunos). 1972, Espanha: Fundação da Universidade Nacional de Educação a Distância (110 mil alunos). 1974, Canadá: Reconstituição da Universidade de Athabasca. 1982, Irlanda: Implantação do Centro Nacional de Educação a Distância. 1988, Portugal: fundação da Universidade Aberta. 1990: Implantação da Rede Européia de Educação a Distância, baseada na declaração de Budapeste. 1991, Relatório da Comissão sobre Educação Aberta e a Distância na Comunidade Européia. (Adaptado de CORRÊA, Juliane. “O cenário atual da educação a distância”. In: SENAC. Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2005. CD-ROM). Disponível em: http://www.unifebe.edu.br/02_ead/fund_teorica_EAD_Unifebe_ 13mar2006.pdf Acessado em: 16/6/2008. SAIBA MAIS... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 28 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 29EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA Podemos considerar como evolução tecnológica todo e qualquer recurso tecnológico que em determinado momento foi considerado uma inovação. Na EAD, podemos exemplificar com algumas “tecnologias” vistas, na época da sua “aparição”, como inovações: o quadro, negro, a caneta, o caderno, o livro... posteriormente a TV, o rádio, o fax e, mais recentemente o computador, a internet etc. Podemos afirmar, assim, que a EAD vem sendo largamente difundida pelo mundo todo, graças à EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA. A evolução tecnológica e a EAD O desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação provocou mudanças na evolução da EAD. Essa evolução tecnológica da qual a EAD faz parte pode ser dividida em fases cronológicas. • A primeira ocorreu até a década de 1960; foi chamada de geração textual e utilizava somente textos impressos enviados pelos Correios. • A segunda ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980; foi chamada de geração analógica e utilizou como suporte em textos impressos complementados por RECURSOS TECNOLÓGICOS AUDIOVISUAIS. • A terceira, e atual, é a geração digital; utiliza o suporte de recursos tecnológicos modernos, tais como as tecnologias de informação e comunicação e de fácil acesso às grandes redes de computadores, bem como à internet. A EAD e o tipo de tecnologia utilizada: independente ou dependente Como a EAD possui uma longa história, é possível agrupá-la em gerações, de acordo com os recursos tecnológicos utilizados em cada uma delas. As formas de ensinar e estudar a distância foram se modificando ao longo dessas gerações, e as tecnologias educacionais usadas podem ser divididas em dois tipos: – Independentes, quando não dependem de recursos elétricos ou eletrônicos para sua utilização e/ou produção. RECURSOS TECNOLÓGICOS AUDIOVISUAIS Todo e qualquer recurso de imagem e sons utilizados na educação para ajudar no entendimento de um assunto, fixar a aprendizagem, motivar, estimular a participação em atividades etc. Podemos citar, como exemplos, o quadro- de-giz, a voz da pessoa que está ministrando uma aula, gravuras ou ilustrações, maquetes, televisão educativa, retroprojetor, fitas cassete CD-Rom e computador. Visite os sites das universidades e veja o que elas estão oferecendo na modalidade EAD: http://www.ufv.br/; https://www2.cead.ufv.br/cead/; http://www.ufsc.br/; http://www.ufpr.br/portal/; http://www.ufrgs.br/ ufrgs/; http://www.portal.ufba.br/; http://www.unb.br/; SAIBA MAIS... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 28 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 29 Sanja Gjenero Figura 2.4: Material impresso, livros e apostilas são exemplos de tecnologias independentes.Fonte: www.sxc.hu – Dependentes, quando dependem de um ou de vários recursos elétricos ou eletrônicos para serem produzidas e/ou utilizadas, como por exemplos: vídeos, filmes, internet, chat, fórum, e-mails, texto eletrônico. Figura 2.5: O computador é uma tecnologia dependente da energia elétrica e do tipo de comunicação. Se a comunicação for síncrona, como no exemplo da figura com o chat, depende da internet. Fo to : E qu ip e de d es en vo lv im en to d e am bi en te e du ca tiv o da C E A D /U FV Fonte: https://www2.cead.ufv.br/sistemas/pvanet/Chat/chat_exibe_chat.php?cod=10631 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 30 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 31 Gerações de EAD O desenvolvimento da EAD pode ser dividido em cinco gerações, de acordo com as tecnologias utilizadas: Gerações de EAD Característica Tecnologia e mídia utilizadas Objetivos pedagógicos Métodos pedagógicos 1ª geração – 1880 Imprensa e Correios. Atingir alunos desfavorecidos socialmente, especialmente as mulheres. Guias de estudo, auto-avaliação, material entregue nas residências. 2ª geração – 1921 Difusão de rádio e TV. Apresentação de informações aos alunos, a distância. Programas teletransmitidos e pacotes didáticos (todo o material referente ao curso é entregue ao aluno pelos correios ou pessoalmente). 3ª geração – 1970 Universidades Abertas. Oferecer ensino de qualidade com custo reduzido para alunos não universitários. Orientação face a face, quando ocorrem encontros presenciais. 4ª geração – 1980 Teleconferências por áudio, vídeo e computador. Direcionado a pessoas que aprendem sozinhas, geralmente estudando em casa. Interação em tempo real de aluno com aluno e instrutores a distância. 5ª geração – 2000 Aulas virtuais baseadas no computador e na internet. Alunos planejam, organizam e implementam seus estudos por si mesmos. Métodos CONSTRUTIVISTAS de aprendizado em colaboração. O uso combinado desses dois tipos de tecnologias educacionais em cursos de EAD é interessante, porque assegura maior possibilidade de atingir os diferentes tipos de público. No caso do Brasil, um país com dimensões continentais, é imprescindível que sejam utilizados os vários tipos de tecnologias, para assegurar o acesso de maior número possível de pessoas aos cursos de EAD. CONSTRUTIVISTA Relativo ou pertencente ao construtivismo, uma das correntes teóricas em educação, empenhada em explicar como a inteligência humana se desenvolve, partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. continua... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 30 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 31 ...continuação Gerações de EAD Característica Formas de comunicação Tutoria Interatividade 1ª geração – 1880 Correios e correspondência. Instrução por correspondência. Aluno/material didático escrito. 2ª geração – 1921 Rádio, TV e outros recursos didáticos, como: caderno didático, apostilas, fita K-7. Atendimento esporádico, dependendo de contatos telefônicos, quando possível. Pouca ou nenhuma interação professor/aluno. 3ª geração – 1970 Integração áudio e vídeo e correspondência. Suporte e orientação ao aluno. Discussão em grupo de estudo local e uso de laboratórios da universidade nas férias. Guia de estudo impresso, orientação por correspondência, transmissão por rádio e TV, AUDIOTEIPES gravados, conferências por telefone, kits para experiências em casa e biblioteca local. 4ª geração – 1980 Recepção de lições veiculadas por rádio ou televisão e audioconferência ATENDIMENTO SÍNCRONO e ASSÍNCRONO, dependendo de contatos eletrônicos. Comunicação síncrona e assíncrona com o tutor, professor e colegas. 5ª geração – 2000 Síncrona e assíncrona. Atendimento regular por um tutor, em determinado local e horário. Interação em tempo real ou não, com o professor do curso e com os colegas de curso. Fonte: Adaptado de MOORE, M.; KEARSLEY, G. 1996. ATENDIMENTO ASSÍNCRONO Permite o debate de temas, com a inclusão de opiniões em qualquer tempo, não sendo necessário que os alunos estejam conectados simultaneamente, como na comunicação síncrona. Como exemplo, podemos citar correspondência, e-mail, aulas gravadas etc. AUDIOTEIPE Fita cassete. ATENDIMENTO SÍNCRONO Aquele que permite a comunicação entre duas ou mais pessoas em tempo real. Neste caso, as pessoas precisam estar conectadas de alguma forma. Exemplos: no chat, no telefone, na videoconferência. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 32 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 33 A EAD se desenvolveu ao longo do tempo, e sua evolução pode ser caracterizada por diferentes gerações. Você seria capaz de ordenar, de 1 a 5, as gerações de EAD, conforme elas foram surgindo? ( ) Universidades Abertas. ( ) Aulas virtuais baseadas no computador e na internet. ( ) Imprensa e Correios. ( ) Teleconferências por áudio, vídeo e computador. ( ) Difusão de rádio e TV. ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 Conclusão É importante você levar em consideração que, em cursos na modali- dade a distância, de nada adianta utilizar uma inovação tecnológica atual, por si só. É preciso selecionar os meios mais apropriados para deter- minada situação de ensino-aprendizagem, considerando os objetivos pedagógicos e didáticos previamente definidos, bem como as carac- terísticas da clientela e a acessibilidade aos meios. É fundamental que alunos, professores, tutores estejam integrados e “próximos”, para que haja facilitação no processo de ensino-aprendizagem. Para isso, alguns fatores devem ser levados em consideração: o público-alvo do curso em EAD; a tecnologia utilizada para levar a informação; o grau de interação entre alunos, professores e tutores; as mediações pedagógicas. Se você fez uma reflexão, levando em conta esses fatores, está no caminho certo... é necessário considerar o sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem, a escolha e o uso didático que será dado a cada tecnologia utilizada e se o principal ator do processo, o aluno, terá acesso à tecnologia que será empregada no curso. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 32 A U LA 2 – E vo lu çã o hi st ór ic a da E A D 33 • Há relatos de que as Epístolas de São Paulo podiam ser consideradas, no passado, uma forma de aplicação da educação a distância. • A difusão da EAD só ocorreu, de fato, nos séculos XIX e XX, em vários países europeus, como Suécia, França, Espanha, Inglaterra e também nos Estados Unidos. • No Brasil, são pouco precisos os registros sobre a existência de ensino a distância, mas há relatos de experiências de um curso profissionalizante de datilografia por correspondência no Rio de Janeiro, na segunda metade do século XIX. • A evolução tecnológica da qual a EAD faz parte pode ser dividida em fases cronológicas. A primeira, na década de 1960, foi chamada de geração textual e utilizou somente textos impressos enviados pelos correios; a segunda ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980 e foi chamada de geração analógica, utilizando como suporte textos impressos complementados por recursos tecnológicos audiovisuais; a terceira e, atual, é a geração digital, que utiliza o suporte de recursos tecnológicos modernos, tais como as tec- nologias de informação e comunicação e de fácil acesso às grandes redes de computadores, bem como à internet. • As formas de ensinar e estudar a distância foram se modificando ao longo dessas gerações, e as tecnologias educacionais usadas podem ser divididas em independentes (muito utilizadas na primeira geração de EAD) e dependentes. RESUMINDO... Informações sobre a próxima aula Na Aula 3, vamos nos encontrar para continuarmos a falar sobre a evolução histórica da EAD, só que, desta vez, vamos focar a evolução da EAD no Brasil, especificamente. Até lá! e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 34 ( 3 ) Universidades Abertas. ( 5 ) Aulas virtuais baseadas no computador e na internet. ( 1 ) Imprensa e Correios. ( 4 ) Teleconferências por áudio, vídeo e computador. ( 2 ) Difusão de rádio e TV. RESPOSTA DA ATIVIDADE Referências bibliográficas CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: SENAC. Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2005. CD-ROM). Disponível em: <http://www.unifebe.edu.br/02_ead/fund_teorica_ EAD_Unifebe_13mar2006.pdf> Acesso em: 16 jun. 2008. MOORE, M. G.; KEARSLEY, Greg. Distance education: a systems view. Belmont: Wadsworth Publishing Company, 1996. Tradução, 2005. NUNES, I. B. Noções de educação a distância. Revista Educação a Distância, Brasília,. v. 4/5, dez.1993-abr. 1994: p. 7-25. Disponível em: <http://www.rau- tu.unicamp.br/nou-rau/ead/document/?view=3>. Acesso em: 23 jun. 2008 PICONEZ, S. C. B. Introdução à Educação a Distância: os novos desafios da virtualidade. Portal do Núcleo de Estudos de Eja e Formação de Professores. 2003. Disponível em: <http://www.nea.fe.usp.br/sigepe/informacoes/upload/ Introdução%20a%20EaD.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2008 PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006. ROSINI, A.M. As novas tecnologias da Informação e a educação a distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007. VALENTE, José Armando. Por quê o computador na educação? Disponível em: <http://www.nied.unicamp.br/publicacoes/separatas/Sep2.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2008 HISTÓRICO DA EAD NO BRASIL 3 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância H B er en ds Fonte: www.sxc.hu B ra no H ud ak A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 37 Meta Apresentar a história da EAD no Brasil e sua legislação. Objetivo Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. identificar os principais marcos da EAD no Brasil. A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 37 Introdução Na aula passada, apresentamos de forma sucinta um histórico geral da EAD no mundo. Percebemos que, ao longo dos anos, a EAD evoluiu, podendo ser caracterizada de acordo com os recursos tecnológicos utilizados, sendo possível diferenciar gerações. Nesta aula, faremos uma retrospectiva na história da EAD no Brasil. Podemos observar que, a cada ano, há um crescimento na oferta de cursos tanto em escolas públicas quanto nas particulares. Só para se ter uma idéia, a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) aponta que no ano de 2007 mais de 2 milhões de brasileiros fizeram algum curso a distância, nas mais diferentes áreas do conhecimento. Você deve estar se perguntando: Será que fazendo esse curso também estou incluso na estatística de crescimento da EAD? A resposta é sim. Com certeza, você irá colher bons resultados pela sua escolha. Histórico da EAD no Brasil Fonte: www.sxc.hu Fo to : c re at iv e da w e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 38 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 39 Desde a fundação do Instituto Rádio-Monitor, em 1939, e, depois, do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências de educação a distância foram iniciadas, algumas com sucesso. Muitas experiências de EAD no Brasil ganharam impulso no início do século XXI, com as TICS. Algumas das primeiras experiências de EAD ainda podem ser vistas hoje em dia. Como exemplo, podemos citar o Telecurso Segundo Grau e o Telecurso 2000, cursos de EAD via televisão. TICS Sigla para Tecnologias de Informação e Comunicação. Exemplos dessas tecnologias são: televisão, rádio, telefone, celular, computador conectado à internet. Figura 3.1: Esta é uma sala de vídeo que pode ser utilizada por quem faz cursos a distância via TV. Fonte: www.sxc.hu K ar en A nd re w s Nosso governo criou leis e estabeleceu normas para a legalização da EAD em 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Visite o portal do MEC em http://portal.mec.gov.br/seed/ e leia sobre as políticas e os programas em EAD que estão sendo implementados no Brasil. MULTIMÍDIA e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 38 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 39 Fonte: www.sxc.hu A fo ns o Li m a No Brasil, tudo começou com o rádio e os correios A nt on io J im én ez A lo ns o Figura 3.2: Na foto, vemos um modelo de rádio antigo e um novo, demonstrando a evolução desta tecnologia. É importante lembrar que foi por meio do rádio que programas educativos contribuíram de forma signifi cativa na produção do conhe- cimento para milhares de pessoas no mundo todo e no Brasil. O responsável por esse feito no Brasil foi EDGARD ROQUETTE PINTO, da Academia Brasileira de Ciências, que criou a pioneira Rádio Socie- dade do Rio de Janeiro, com o intuito de difundir a educação em meados de 1923. Já nessa época os anúncios dos cursos a distância convidavam o cidadão a participar de um curso técnico em suas horas de folga, no aconchego da sua casa. Alguns anos depois, em 1936, Roquette Pinto doou a Rádio So- ciedade do Rio de Janeiro ao Governo Brasileiro, passando a ser denominada Rádio MEC. EDGARD ROQUETTE PINTO Foi o fundador da radiodifusão brasileira. Formou-se em medicina, mas trocou logo a prática médica pela pesquisa científi ca. Destacou- se nas pesquisas antropológicas estudando sítios arqueológicos. Foi considerado um brilhante intelectual na sua época. Se você fi cou interessado em saber mais sobre a vida desse grande pesquisador, acesse: http://www.academia.org.br/abl/ cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid =196&sid=198 A f A f A A nt on io J im én ez A lo ns o e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 40 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 41 E a pergunta que fazemos para você neste momento é: Você consegue se imaginar fazendo um curso técnico via rádio? Escreva, nas linhas a seguir, o que vem à sua mente. Seria fácil ou difícil acompanhar um curso via rádio? Quais dúvidas ou curiosidades surgem na sua cabeça neste momento? Curso por correspondência No Brasil, o primeiro curso por correspondência aconteceu em meados de 1939, quando o imigrante húngaro Nicolás Goldberger fundou o Instituto Rádio Técnico Monitor, em São Paulo. Naquela época, as apostilas de curso eram enviadas pelo correio juntamente com os materiais necessários para que o cursista pudesse colocar em prática os ensinamentos da apostila. Um exemplo seria um curso de técnico em montagem de rádio. Além da apostila, as ferramentas e as peças para a montagem de um rádio eram enviadas pelo correio para o aluno. Já naquela ocasião, a soma de duas tecnologias era utilizada para a EAD: o correio e o rádio. Essa forma de ensinar já acontecia na Europa e nos Estados Unidos. O Instituto Universal Brasileiro, que surgiu em 1941, continua atuando até hoje, oferecendo mais de 30 cursos técnicos que vão desde corte e costura a técnico em eletrônica, todos por correspondência. SAIBA MAIS... D or ot a K as zc zy sz yn Fonte: www. sxc.hu Fonte: www.sxc.hu A da m C ie si el sk i e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 40 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 41 O uso da TV para fins educativos O primeiro curso de EAD pela televisão foi ao ar em 1961, pela TV Rio. Tratava-se de um curso de alfabetização de adultos na TV, com a participação da professora Alfredina de Paiva e Souza. A partir de 1967, o governo militar criou o Centro Brasileiro de TV Educativa, que produziu centenas de programas educativos a distância. A televisão foi um marco da EAD nos anos 80 no Brasil, especialmente com os telecursos de primeiro e segundo graus, que foram transmitidos em mais de 40 emissoras. Em 1996, surgiu o Telecurso 2000, um programa educacional a distância dirigido a jovens e adultos que pretendiam cursar os Ensinos Fundamental e médio. Para saber mais, acesse: http://www.telecurso2000.org.br/telecurso/ index.html#/main.jsp?lumPageId=1D6530765D5644709741AEAA3622D3BC A televisão contribuiu para o aumento do oferecimento de cursos na mo- dalidade a distância. A possibilidade da transmissão de imagem e som por meio da tecnologia da TV foi, sem dúvida, uma inovação na área educacional. Em um passado não tão distante, em meados dos anos 90, com a difusão da informática, surgiram novas possibilidades de se fazer EAD; a partir daí, ela tem evoluído para outros níveis de ensino antes não explorados, chegando inclusive às universidades. C ra ig J ew el l Fonte: www.sxc.hu Figura 3.3: A TV, como já citamos anteriormente, é uma das TICs utilizadas pela EAD. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 42 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 43 A Legislação Brasileira de EAD Um importante momento para a EAD no Brasil foi a criação, em 1996, da Secretaria de Educação a Distancia (SEED). Entre as responsabilidades dessa secretaria, está a de atuar como agente de inovação dos processos de ensino e aprendizagem na EAD. Também em 1996, as bases legais para a modalidade EAD foram consolidadas pela última reforma educacional brasileira, a Lei de Diretrizes e Bases. A Lei n° 9.394/96 oficializou a EAD no país como modalidade válida e equivalente para todos os níveis de ensino (fundamental, médio, superior e pós-graduação). A partir daí, as experiências brasileiras em EAD já somam um grande número. Quer saber mais sobre a Lei nº 9.394/96? Acesse o site a seguir para lê-la na íntegra: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/ l9394.htm MULTIMÍDIA Entre os muitos artigos que compõem a Lei n° 9.394/96, está o artigo 80, que trata da EAD: “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada.” (BRASIL, 1996) Em 2005, um grupo de especialistas do Ministério da Educação criou a regu- lamentação do artigo 80 da LDB, determinando os procedimentos que devem ser adotados pelas instituições para obter o credenciamento do MEC para a oferta de cursos a distância. Para ver a regulamentação do artigo 80 da Lei nº 9.394/96, acesse http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/ D5622.htm MULTIMÍDIA Fonte: www.planalto.gov.br/ ccivil_03/LEIS/l9394.htm Fonte: www.planalto.gov.br/ ccivil_03/LEIS/l9394.htm e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 42 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 43 A partir de 2005, as universidades, faculdades e os centros tecnológicos podem oferecer até 20% da carga horária total de qualquer um de seus cursos presenciais na modalidade a distância, desde que o referido curso seja reconhecido pelo MEC. Em 2007 mais um passo importante foi dado para a democratização do acesso ao ensino técnico público, por meio da modalidade de educação a distância. Objetivando levar cursos técnicos a regiões distantes das instituições de ensino e para a periferia das grandes cidades brasileiras, incentivando os jovens a concluírem o Ensino Médio, foi criado o projeto e-Tec Brasil, do qual você faz parte. Fonte: http://etecbrasil.mec.gov.br/ Saiba mais sobre EAD visitando os sites: http://portal.mec.gov.br/seed/ http://portal.mec.gov.br http://www.abed.org.br/ http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html http://www.widesoft.com.br/corporate/educacao/ http://www.ufba.br/~pretto/pesquisas/cnpq_pq2004/ politicas_publicas_tic.htm MULTIMÍDIA Para visualizar melhor o histórico da EAD no Brasil, leia o boxe a seguir. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 44 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 45 Apresentação cronológica da evolução da EAD no Brasil • 1923/1925 – criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. • 1941 – início do Instituto Universal Brasileiro – cursos por correspon- dência, cursos técnicos para formação profissional básica. • 1970 – criação do Projeto Minerva, programa de rádio elaborado pelo governo federal com a finalidade de educar pessoas adultas. Era transmitido por rádio em cadeia nacional. • 1991 – a Fundação Roquete Pinto cria o Programa Um Salto para o Futuro, para a formação continuada de professores do Ensino Fundamental. • 1995 – o Programa TV Escola é criado pela Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (SEED/MEC). • 1997 – a SEED/MEC desenvolve o PROINFO, Programa Nacional de Informática na Educação. • 2000 – as primeiras universidades são credenciadas pelo MEC para oferecerem cursos a distância. • 2000 – criação da UNIREDE – Rede de Educação Superior a Dis- tância, consórcio que reúne 68 instituições públicas do Brasil. • 2002 – criação do Projeto Veredas, para a formação de professores das séries iniciais em nível superior, pela Secretaria Estadual de Edu- cação de Minas Gerais. • 2005 – criação da Universidade Aberta do Brasil, programa do Ministério da Educação. A UAB é formada por instituições públicas de ensino superior, que se comprometem a levar ensino superior público de qualidade aos municípios brasileiros. • 2006 – participação das Instituições de Ensino Federais (IEFs) no projeto-piloto da Universidade Aberta do Brasil. • 2008 – lançamento do Projeto e-Tec Brasil/Programa Escola Técnica Aberta do Brasil, parte da política de expansão da educação profissio- nalizante, por meio da articulação da Secretaria de Educação a Distância (SEED) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. SAIBA MAIS... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 44 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 45 Identifi que, na linha do tempo, os principais marcos da EAD no Brasil: ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 46 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 47 • As experiências de EAD no Brasil ganharam impulso no início do século XXI com as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). • Desde a fundação do Instituto Rádio-Monitor, em 1939, e depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências de educação a distância foram iniciadas, e algumas delas ainda podem ser vistas hoje em dia, como, por exemplo, o Telecurso Segundo Grau e o Telecurso 2000, cursos de EAD via televisão. • A partir da oficialização da EAD no país como modalidade válida e equivalente para todos os níveis de ensino (fundamental, médio, superior e pós-graduação), as experiências brasileiras em EAD já somam grande número. • Um importante momento para a EAD no Brasil foi a criação, em 1996, da Secretaria de Educação a Distancia (SEED). Entre as responsabilidades dessa secretaria, está a de atuar como agente de inovação dos processos de ensino e aprendizagem na EAD. RESUMINDO... Informação sobre a próxima aula Na Aula 4, você vai estudar as Políticas Públicas em EAD. Até lá! 1923: Criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro 1941: Surgimento do Instituto Universal Brasileiro 1961: Primeiro curso pela TV Rio 1967: Criação do Centro Brasileiro de TV Educativa 1996: Surgimento do Telecurso 2000 1996: Consolidação da Lei nº 9.394/96 e da SEED 2005: Regulamentação do artigo 80 da LDB 2007: Criação do Projeto e-Tec Brasil RESPOSTA DA ATIVIDADE e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 46 A U LA 3 – H is tó ric o da E A D n o B ra si l 47 Referências bibliográficas AZEVEDO, Wilson. Panorama atual da EAD no Brasil. Disponível em: <http://www. revistaconecta.com/conectados/wilson_seminario.htm>. Acesso em: 24 jun. 2008. BRASIL. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial (da) República Federativa do Brasil. Brasília, 21 de dezembro de 1996, Seção 1. Disponível em: <http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm>. Acesso em: 26 set. 2008. CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: SENAC. Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2005. LANDIN, M. M. P. F. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro, 1999. LITWIN, Edith (Org.). Educação a distância: temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001. PIMENTEL, Nara. O ensino a distância na formação de professores. Revista Pers- pectiva, Florianópolis, n. 24, p. 93-128, 1995. ROSINI, Alessandro Marco. As novas tecnologias da informação e a educação a distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007. POLÍTICAS PÚBLICAS EM EAD NO BRASIL 4 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância Fonte: www.sxc.hu Vicky S G ab rie lla F ab br i Julia F reem an- Wo olp er t A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 51 Meta Apresentar as políticas públicas de EAD no Brasil. Objetivo Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. identificar aspectos da política pública brasileira para EAD. A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 51 Introdução Na aula passada, você estudou como a EAD iniciou no Brasil. Deve ter percebido que o crescimento da EAD deveu-se também às políticas públicas voltadas para EAD. Nesta aula, verá quais são essas POLÍTICAS PÚBLICAS. Uma coisa é certa: nos últimos anos houve um esforço do Poder Público incentivando o desenvolvimento de programas na área educacional e muito especificamente da educação a distância. Como já foi relatado na nossa primeira aula, o processo de globalização tem provocado mudanças nas relações econômicas e sociais no mundo todo, e no Brasil não poderia ser diferente. A globalização e o rápido avanço das inovações tecnológicas, especialmente aquelas voltadas para a informação, têm revelado um cenário mundial cada vez mais competitivo. A sociedade como um todo passou à constante busca por atualização e aperfeiçoamento nas diversas áreas do conhecimento. Devido a todas essas mudanças, são necessárias as transformações: – na organização do trabalho; – na produção; – nos mecanismos de relacionamento social; – no acesso à informação. Tudo isso passa pelas questões políticas do país, ou seja, sempre depen- derá de decisões políticas e políticas públicas. Só para lembrar, uma decisão política é a escolha entre várias propostas. É um planejamento do que será colocado em prática. Já a política pública, que engloba também a decisão política, refere-se à prática. Na tentativa de se construir um Brasil menos desigual e excludente, muitos programas de governo foram criados com o propósito de ampliar o acesso à educação em todos os níveis. Ações nesse sentido já foram relatadas na aula anterior, lembra? Você seria capaz, neste momento, de relatar pelo menos duas propostas de ações governamentais que já foram criadas objetivando a democratização do ensino? Se precisar, recorra às informações da aula anterior, mas não deixe de escrever nas linhas a seguir o que você conseguir lembrar. POLÍTICAS PÚBLICAS Orientações para a tomada de decisões em assuntos públicos, políticos ou coletivos, como educação, lazer, arte, saúde, habitação etc. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 52 A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 53 Políticas públicas no Brasil voltadas para a EAD Para colocar em prática as ações e as políticas em EAD, existe, no Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Educação a Distância (SEED). Vários programas são coordenados por essa secretaria, objetivando a educação de qualidade e a ampliação do acesso à educação e aos materiais didáticos com menores custos. Os avanços tecnológicos no sistema educacional têm incentivado o poder público a desenvolver políticas públicas voltadas para programas de educação a distância. Isso pelo fato de que as tecnologias criam novas condições de produção e recepção de conhecimentos em que a presença física do professor pode ser dispensável. Se adequadamente aplicadas, as políticas públicas voltadas para a EAD vão contribuir, por exemplo, para: – a expansão do ensino em todos os níveis (fundamental, médio e superior); – a inclusão social (por meio do acesso, da permanência e da qualidade da aprendizagem para a população menos favorecida economicamente); – a qualificação de professores por meio de programas de aperfeiçoamento; – a oferta de ensino de qualidade em todos os cantos do país. Exemplos de políticas públicas atuais voltadas para a EAD no Brasil são: – o programa de ampliação da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil; – o Programa de Formação Inicial para Professores do Ensino Fundamental e Médio, o PRÓ-LICENCIATURA, que é um curso do MEC destinado a professores que não possuem a habilitação mínima legalmente exigida, mas encontram-se lecionando no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio; Fonte: www.sxc.hu A da m C ie si el sk i e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 52 A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 53 – projetos envolvendo a produção de conteúdos educacionais digitais multi- mídia nas áreas de Matemática, Língua Portuguesa, Física, Química e Biologia do Ensino Médio e incentivando o uso de novas tecnologias nas escolas; Ficou interessado por esses projetos? Para saber mais, acesse http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/Editais/edital_ mct_seed.pdf. MULTIMÍDIA – o Projeto Universidade Aberta do Brasil – UAB, objetivando expandir a oferta de educação superior a distância; MÍDIAS ELETRÔNICAS Meios de comunicação que necessitam de recursos eletrônicos para que o usuário tenha acesso aos conteúdos (de vídeo ou áudio, gravados ou transmitidos em tempo real). São mídias eletrônicas: a televisão, o rádio, o telefone, o computador e o videogame. – em 2007, o Projeto Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil), com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico público por meio de uma rede nacional de escolas de ensino profissionalizante na modalidade a distância. Fonte: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=com_content&task=view&id=247 – o Curso-piloto de Administração a Distância da UAB em parceria com o MEC-SEED, Banco do Brasil e instituições federais e estaduais de ensino superior; – o Proinfo, que promove o uso pedagógico das diversas MÍDIAS ELETRÔNICAS nas escolas públicas de todo o Brasil, equipando-as com tecnologias da informação e capacitando professores para fazer uso adequado dos recursos nas aulas; Fonte: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=com_content&task=view&id=247 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 54 A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 55 Fonte: http://etecbrasil.mec.gov.br/ Mais informações sobre os projetos citados podem ser encontradas no Portal do MEC, em: Fonte: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=com_content&task=view&id=247 MULTIMÍDIA e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 54 A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 55 Em 1990, o Brasil assumiu o compromisso de garantir a educação para todos, partindo do princípio de que é um direito essencial e deve ser estendido à população, sem distinção de ideologias, credo, raça ou cor. Esse compromisso foi firmado na Declaração do Brasil para a Cúpula Mundial da Educação de Dacar, no Senegal. Trechos importantes dessa declaração serão aqui transcritos para você tomar conhecimento do compromisso do governo brasileiro com a educação: Este Foro Mundial de Educação realiza-se numa ocasião especialmente significativa para o Brasil, que acaba de celebrar 500 anos do seu descobrimento. O transcurso desta data histórica se dá num contexto institucional de estabilidade política, de retomada do crescimento econômico e de consolidação da democracia, conquistas recentes da sociedade brasileira. Este ambiente propicia condições muito favoráveis para um debate profundo sobre a nossa herança colonial e escravocrata, raiz das desigualdades sociais e econômicas ainda presentes na realidade do nosso País (CASTRO, 2000). O destaque reafirma a preocupação inicial desta aula com a exclusão social, que tem raízes profundas e que ainda permanecem na nossa sociedade como um todo. Vivemos hoje em um mundo globalizado e interdependente, mas dominado por uma lógica perversa que incentiva a competitividade. Neste contexto, o acesso ao conhecimento torna-se cada vez mais determinante para o destino das nações e dos indivíduos. A educação é, portanto, uma questão-chave para o desenvolvimento sustentável e eqüitativo. As profundas e históricas desigualdades sociais geradas pelo processo de desenvolvimento brasileiro explicam, em grande medida, o atraso educacional de décadas e a baixa escolaridade média da nossa população... De fato, os progressos educacionais realizados pelo Brasil na segunda metade da década de 90 foram notáveis. Mesmo assim, esses avanços não foram suficientes para satisfazer adequadamente as demandas existentes, até porque as exigências da sociedade mudaram, acompanhando as transformações tecnológicas. Para você ter acesso à Declaração do Brasil para a Cúpula Mundial da Educação de Dacar, no Senegal, na íntegra, acesse o endereço: http://www.inep.gov.br/imprensa/ noticias/outras/news00_13.htm SAIBA MAIS... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 56 A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 57 Com relação às políticas públicas de EAD, assinale a alternativa incorreta: ( ) A globalização e, conseqüentemente, os avanços tecnológicos levaram o poder público brasileiro a desenvolver políticas públicas voltadas para o oferecimento de programas de educação a distância. ( ) A UAB, assim como o e-Tec Brasil, visa oferecer educação a distância de nível técnico. ( ) O PRÓ-LICENCIATURA é um programa voltado para a formação inicial de professores dos Ensinos Fundamental e Médio. ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 • Um dos fatores importantes para o crescimento da EAD no Brasil são as políticas públicas voltadas para a EAD. • Nossa sociedade, hoje, é a da informação, que exige nova forma de organização social, e se fazem necessárias transformações na organização do trabalho, na produção, nos mecanismos de relacionamento social, no acesso à informação. Tudo isso passa pelas questões políticas do país, ou seja, vai sempre depender de decisões políticas e de políticas públicas. • Os avanços tecnológicos no sistema educacional têm incentivado o poder público a desenvolver políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de programas de educação a distância. • Para institucionalizar as ações e as políticas em EAD, foi criada, no Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Educação a Distância (SEED), responsável pela coordenação de vários programas de políticas públicas objetivando a educação de qualidade, a ampliação e a democratização do acesso à educação. RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 56 A U LA 4 – P ol íti ca s pú bl ic as e m E A D n o B ra si l 57 Referências bibliográficas CASTRO, Maria Helena Guimarães de. Declaração do Brasil para a Cúpula Mundial da Educação. Fórum Mundial de Educação. Dacar, Senegal. Abr. 2000. Disponível em: <http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/ news00_13.htm>. Acesso em: 13 out. 2008. CORRÊA, Juliane. O cenário atual da educação a distância. In: SENAC. Curso de especialização a distância. E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2005. GRUPO TELEFÔNICA NO BRASIL. A sociedade da informação no Brasil.: presente e perspectivas. Disponível em: <http://www.telefonica.com.br/ sociedadedainformacao/pdf/informes/brasil_2002/completo.pdf>. Acesso em: 3 out. 2008. GUARESCHI, N. M. et al. Práticas psicológicas nas políticas públicas: um debate sobre a temática da violência. Revista Psicologia Política, v. 5, n. 9, 2005. LANDIN, M. M. P. F. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro: [s.n.], 1999. LITWIN, Edith (Org.). Educação a distância: temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001. PIMENTEL, Nara. O ensino a distância na formação de professores. Revista Perspectiva, Florianópolis, n. 24, 1995. SCHWARTZMAN Simon. Bases do autoritarismo Brasileiro. 3. ed. rev. Ampl. Campus, 1988. Disponível em: <http://www.schwartzman.org.br/simon/ bases/bases.htm>. Acesso em: 3 out. 2008. (X) A UAB, assim como o e-Tec Brasil, visa oferecer educação a distância de nível técnico. (A UAB oferece curso de nível superior.) RESPOSTA DA ATIVIDADE Informação sobre a próxima aula Na próxima aula, vamos falar sobre planejamento e organização dos sistemas de EAD. Até lá! PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE SISTEMAS DE EAD 5 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância Fonte: www.sxc.hu G ok ha n O ku r A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 61 Meta Apresentar as bases para o planejamento e a organização dos sistemas de EAD. Objetivo Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. identificar os aspectos que devem ser considerados no planejamento e na organização de um sistema de EAD. A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 61 Introdução Na aula passada, falamos sobre a importância das políticas públicas voltadas para a Educação a Distância. Falamos um pouco, também, sobre as ações governamentais objetivando oferecer boa educação para todos no Brasil. Nesta aula, você vai saber como é importante planejar e organizar um sistema de EAD para a instituição que irá implementar essa modalidade de ensino. O ensino na modalidade a distância também precisa de PROJETO PEDAGÓGICO, levando em consideração as necessidades específicas de cada curso. Alguns aspectos importantes, que serão falados ao longo desta aula, devem ser considerados na organização de um curso. As bases de implantação da EAD – O PDI e o PP O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) é o elemento primordial para a implantação da educação, seja na modalidade presencial ou a distância, pois é ele que define os princípios da instituição no que se refere às suas ações de educação. Na elaboração de um Projeto Pedagógico (PP), que faz parte do PDI, é necessário considerar os seguintes aspectos, que vão compor a estrutura operacional do sistema de EAD: − identificação das necessidades específicas do curso; − definição dos objetivos a alcançar; − seleção e organização dos conteúdos; − elaboração dos materiais didáticos; − definição dos sistemas de comunicação; − definição da infra-estrutura de suporte; − orientação e tutoria; − organização das condições de aprendizagem, tanto por parte do professor quanto do estudante; − gestão pedagógica, tecnológica e administrativa; − avaliação da aprendizagem; − custos. PROJETO PEDAGÓGICO (PP) Um instrumento de referência para o desenvolvimento de um programa de ensino que será a base das práticas dos profissionais de uma instituição de ensino. A construção do projeto pedagógico se dá de forma participativa e contextualizada, ou seja, depende do curso e do público ao qual o projeto será destinado. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 62 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 63 O Projeto Pedagógico O Projeto Pedagógico foi instituído pela Lei no. 9.394/96 da LDB, embora sua obrigatoriedade seja explicitada mais claramente na legislação do Conselho Estadual de Educação (CEE) pela Deliberação 07/2000. Essa deliberação é sobre a autorização para funcionamento e reconhecimento de cursos e habilitações novos, oferecidos por Instituições de Ensino Superior (IES). De acordo com o disposto no art. 4º, o PP de um curso deve conter: − perfil do profissional a ser formado; − objetivos gerais e específicos do curso; − descrição do Currículo Pleno, que será oferecido com o ementário das disciplinas, das atividades e a bibliografia básica; − número de vagas iniciais e turno de funcionamento; − relação dos docentes e especificação da composição por níveis; − acervo da biblioteca; − apresentação de instalações, equipamentos, laboratórios. SAIBA MAIS... Fonte: www.sxc.hu H ol ge r D ie te ric h e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 62 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 63 SISTEMA DE EAD Conjunto de componentes que fazem parte da estrutura operacional da EAD. Cada instituição tem o seu sistema, mas em geral os sistemas de EAD abrangem: − o desenvolvimento do curso; − a produção do material didático; − a definição do sistema de avaliação; − os mecanismos de distribuição das disciplinas; − os mecanismos de apoio à aprendizagem do aluno; − os serviços de comunicação com o aluno e com a tutoria; − as estruturas física, tecnológica e de pessoal. Fonte: www.sxc.hu N in a B ris ki Planejar o SISTEMA DE EAD A EAD é uma modalidade educativa que vai além do simples oferecimento de informações, seja por meio de material impresso, seja pelas “PÁGINAS” atraentes de um AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM. Não basta criar condições de acesso à informação, é preciso que os conteúdos da disciplina ou do curso como um todo sejam bem elaborados, de maneira que seja possível desenvolver interações dos alunos com os conteúdos para a construção do aprendizado. PÁGINAS Quando folheamos um livro, um caderno ou uma apostila, cada folha de papel que compõe o material é uma página. Da mesma forma, quando acessamos a internet, o que nos é mostrado imediatamente é uma página contendo informações. AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM (AVA) Sistemas de computadores disponíveis na internet que dão suporte a atividades de ensino e aprendizagem mediadas pelas TICs. Permitem articular palavras, sons e imagens. Os conteúdos a serem desenvolvidos no AVA devem ser organizados de maneira a viabilizar ao aluno a construção de sua autonomia no processo de aprendizagem. A figura é a página de acesso a um ambiente virtual de aprendizagem, o PVANet, desenvolvido na Universidade Federal de Viçosa/MG para cursos na modalidade a distância. Fonte: www2.cead.ufv.br/sistemas/pvanet/geral/login.php e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 64 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 65 O planejamento do sistema de EAD pode iniciar com uma proposta pedagógica bem elaborada, com definição clara: − dos objetivos; − do público-alvo; − dos mecanismos de avaliação; − dos demais aspectos envolvidos, como produção de material didático, tutoria, secretaria, que são fundamentais para o bom andamento de qualquer curso na modalidade a distância. O curso deve ser estruturado a partir das necessidades do aluno. Um bom planejamento educacional em EAD consegue fazer a ponte entre a teoria e a prática. Nada melhor do que fazer o diagnóstico da realidade do público-alvo do curso para: − selecionar e organizar os conteúdos de aprendizagem; − escolher os meios e as atividades mais adequadas; − definir como avaliar o ensino. Bem, você já deve ter percebido que planejamento e organização são fundamentais para um curso na modalidade a distância, não é mesmo? Então, veja, a seguir, como podemos colocar isso em prática. Formas de planejar e organizar um sistema de EAD O resultado do Congresso Internacional de Educação a Distância no Ensino Superior, que aconteceu no Rio Grande do Sul, no ano de 2005, foi a elaboração de um material que pode ajudar os profissionais da EAD na elaboração do planejamento e da organização dos sistemas de EAD. Articulação entre áreas: comunicação e educação As práticas educativas em EAD demandam processos comunicativos. Para isso, as tecnologias de informação e comunicação favorecem esse processo, mas não são por si só educativas. Dependem da prática pedagógica, e tanto o professor quanto o aluno precisam saber utilizar as TICs para que o ensino e a aprendizagem aconteçam na prática educativa. É muito importante que o professor tenha a capacidade de humanizar a relação com seus alunos, independentemente da tecnologia que está sendo e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 64 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 65 adotada. Essa humanização acontece com a interação/comunicação do professor com os alunos, por meio de recursos tecnológicos usados para a transmissão do conhecimento, motivando a aprendizagem e evitando a sensação de isolamento. Motivação dos envolvidos na implantação da EAD Um desafio para o gestor e para toda a equipe de trabalho (coordenadores, professores e tutores) é o uso de TECNOLOGIAS MULTIMÍDIAS. Toda a equipe deverá estar motivada a fazer uso das tecnologias na sua prática educativa, desenvolvendo a atitude crítica quanto ao seu uso, pois o valor da tecnologia não está em si mesmo, mas depende do uso que o professor vai fazer dela. TECNOLOGIAS MULTIMÍDIAS Integram textos, áudios, vídeos e imagens. Exemplos de multimídias: alguns tipos de AVAs, que agregam um pouco de cada mídia, como vídeos, textos, imagens e áudio; sites como o YouTube (de compartilhamento de vídeos na internet), que permitem que qualquer pessoa no mundo possa assisti-los. Figura 5.1: O gestor e a sua equipe devem trabalhar em conjunto para realizar um bom trabalho em EAD. Fonte: www.sxc.hu C ar l D w ye r Figura 5.2: O computador deve ser adequadamente utilizado, visando à educação de qualidade. E m re N ac ig il Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 66 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 67 Aprimoramento da comunicação entre os envolvidos no sistema (professores e alunos) Democratização de saberes: os conhecimentos devem ser compartilhados entre professores e alunos. Essa troca só é possível se a comunicação entre os envolvidos estiver acontecendo de maneira adequada. Figura 5.3: Quando o processo de comunicação flui, é possível democratizar os saberes. Em relação ao planejamento e à organização de um sistema de EAD, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Somente para cursos presenciais é necessário elaborar uma proposta pedagógica de curso, uma vez que as práticas educacionais podem ser avaliadas no cotidiano da instituição. ( ) Assim como na modalidade presencial, a definição clara dos objetivos, do público-alvo e dos mecanismos de avaliação é fundamental para o bom andamento de um curso a distância. ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 66 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 67( ) O Projeto Pedagógico é o instrumento de referência somente dos cursos presenciais. ( ) Na construção do Projeto Pedagógico, quanto menos pessoas envolvidas, melhor a qualidade dele. ( ) O bom planejamento educacional para cursos na modalidade a distância é aquele que consegue aliar a teoria à prática. ( ) Para cursos a distância não é necessário fazer diagnóstico da realidade dos alunos porque a característica dessa modalidade é o público heterogêneo. • É muito importante planejar e organizar um sistema de EAD e desenvolver o Projeto Pedagógico levando em consideração as necessidades de cada curso. • O PDI define a missão, os objetivos e os princípios da instituição no que se refere às suas ações de educação. • O Projeto Pedagógico foi instituído pela Lei no. 9.394/96 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). • Não basta criar condições de acesso à informação, é preciso conhecimento sobre o tema que será oferecido no curso. Fazer um diagnóstico da realidade para selecionar e organizar os conteúdos de aprendizagem, escolher os meios e as atividades mais adequadas e definir como avaliar o ensino são fundamentais para o bom planejamento. • Existem formas de planejar e organizar um sistema de EAD que levam em consideração vários aspectos, dentre eles o processo de comunicação entre professor e aluno, as habilidades no uso das tecnologias multimídias e a democratização de saberes. RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 68 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 69 Informação sobre a próxima aula Na próxima aula, vamos apresentar os componentes necessários ao planejamento e à organização de sistemas de EAD, aluno, conteúdo e professor/tutor. Até lá! (F) Cursos a distância também precisam de proposta pedagógica. (V) Assim como na modalidade presencial, a definição clara dos objetivos, do público-alvo e dos mecanismos de avaliação é fundamental para o bom andamento de um curso a distância. (F) Cursos a distância também precisam de Projeto Pedagógico. (F) O Projeto Pedagógico deve ser construído em conjunto com a equipe da escola. (V) O bom planejamento educacional para cursos na modalidade a distância é aquele que consegue aliar a teoria à prática. (F) Para o oferecimento de cursos de EAD, é necessário o diagnóstico da realidade dos alunos para selecionar e organizar os conteúdos de aprendizagem, mesmo se o público for muito heterogêneo. RESPOSTAS DA ATIVIDADE Referências bibliográficas COSCARELLI, Carla Viana (Org.). Novas tecnologias, novos textos, novas formas de pensar. 2.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006. 144p. PRETI, Oreste (Org.). Educação a distância: construindo significados. Cuiabá: NEAD/IE – UFMT; Brasília: Plano, 2000. ROSINI, A. M. As novas tecnologias da informação e a educação a distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 68 A U LA 5 – P la ne ja m en to e o rg an iz aç ão d e si st em as d e E A D 69 VALENTE, José Armando. Por que o computador na educação? Disponível em: <http://www.nied.unicamp.br/publicacoes/separatas/Sep2.pdf>. Acesso em: VEIGA, Ilma Passos (Org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. 17.ed. Campinas, SP: Papirus, 2004. OS ELEMENTOS DOS SISTEMAS DE EAD 6 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância S an ja G je ne ro Fonte: www.sxc.hu S te ve W oo ds A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 73 Meta Apresentar os componentes necessários ao planejamento e à organização de sistemas de EAD. Objetivo Ao final do estudo desta aula, você deverá ser capaz de: 1. identificar entradas e saídas possíveis em um sistema de EAD. A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 73 Introdução Na aula passada, falamos sobre a importância de planejar e organizar um sistema de EAD para qualquer instituição que vai trabalhar com essa modalidade de ensino. O planejamento e a organização de um sistema de EAD necessitam de referenciais pedagógicos, que devem levar em consideração as necessidades de cada curso. Nesta aula, vamos continuar falando sobre planejamento e organização de um sistema de EAD. Vamos mostrar que um sistema de EAD apresenta três elementos principais: o conteúdo, o aluno e o professor. É sobre esses elementos importantes que falaremos ao longo da aula. Elementos e características principais da EAD São três os elementos principais da EAD: os aprendizes (alunos), o conteúdo e o professor. Vejamos cada um deles: Os aprendizes (alunos) Alunos de cursos a distância têm a possibilidade de estar em locais distintos, ou seja, geograficamente dispersos uns dos outros e da instituição que oferece o curso. O lugar que o aluno escolhe para estudar o material do curso e promover o seu aprendizado é diferente de aluno para aluno (Figura 6.1). Cada local exerce impacto sobre a eficácia do controle da instituição no seu sistema de EAD. Lembremos que esse ambiente de aprendizagem pode ser o local de trabalho, a casa, uma sala de aula, um hotel... e, por que não, um avião? Figura 6.1: Os alunos devem ser o foco da EAD. Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 74 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 75 Lembramos, ainda, que para a EAD acontecer não há limites de espaço geográfico. O importante para esse aluno são as possibilidades de escolha para realizar os estudos, pois, no caso da EAD, é o aluno quem determina o seu melhor horário e o local preferido onde poderá estudar à vontade. Nesse caso, se quisermos que os estudantes adotem uma postura de aprendizagem ativa, é necessário ajudá-los a desenvolver sua consciência sobre o aprender, uma vez que tal postura irá influenciar o aprendizado de cada um em relação ao outro durante o curso. E como os professores podem ajudar esses alunos que estudam sozinhos? Os professores podem ajudar quando elaboram o conteúdo do curso de tal forma que os alunos sejam capazes de realizar seus estudos e não se sintam sozinhos e perdidos. Independentemente da tecnologia que vai ser utilizada para apresentar o conteúdo do curso para o aluno, seja computador, rádio, TV ou material impresso, o conteúdo precisa ser apresentado de tal forma que o aluno perceba que o professor está dialogando com ele. Uma maneira de promover esse diálogo, por exemplo, é quando o professor, ao longo da aula, introduz questionamentos que levem o aprendiz a refletir sobre determinado conceito, a buscar solução para determinado problema ou quando propõe atividades que façam o aluno utilizar as informações abordadas naquela aula. O material didático para EAD deve favorecer a aprendizagem e necessariamente deve ser auto-explicativo; motivador, incentivando e estimulando o estudo; e variado, para ser adequado aos diversos ESTILOS DE APRENDIZAGEM. Os cursos de EAD devem favorecer a igualdade entre alunos com estilos diferentes de aprendizagem. Portanto, eles podem refletir sobre o que estão lendo, decidir o que perguntar ou comentar em um fórum de discussão, realizar as atividades, tudo isso respeitando o seu próprio tempo. No entanto, para que a aprendizagem de fato aconteça são necessários a autodisciplina do aluno e o acompanhamento dos professores. ESTILOS DE APRENDIZAGEM Classificações de como os estudantes aprendem. Cada indivíduo apresenta o seu estilo: sensorial ou intuitivo, visual ou verbal, indutivo ou dedutivo, ativo ou reflexivo e seqüencial ou global. É necessário abordar todos os estilos em qualquer processo de ensino-aprendizagem. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 74 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 75 O conteúdo Figura 6.2: O conteúdo a ser ensinado também é essencial na EAD. O conteúdo do curso deverá estar bem estruturado em materiais para leitura. O material de estudo deverá conter, além do conteúdo do curso, atividades para os alunos. O conteúdo pode estar em materiais impressos, na internet, na forma de áudio ou vídeo. Os materiais do curso precisam ser elaborados pelos professores (que determinam o conteúdo) com especialistas que saibam como fazer o melhor uso de cada MÍDIA disponível. O professor em EAD não trabalha sozinho, desenvolvendo isoladamente o curso. Para desenvolver um curso de qualidade é melhor que cada responsabilidade seja assumida por especialistas capacitados para cada função específica. É necessária uma equipe composta de pelo menos três profissionais: – aquele que conhece e propõe o conteúdo (professores conteudistas ou especialistas da educação); – quem conhece a mídia (técnicos em designer, produção, imagens; programadores; redatores; especialistas no uso e gerenciamento das plataformas ou ambientes de aprendizagem); – o que conhece a metodologia da EAD (professores, profissionais da educação especializados em EAD). O conteúdo para EAD deve ser interativo, isto é, permitir ao aluno um papel ativo, participativo, proporcionando-lhe a construção do seu aprendizado com níveis de sensibilização diferenciados; deve apresentar praticidade, isto é, possibilitar ao aluno encontrar com facilidade as informações necessárias ao estudo; deve facilitar o estudo de forma autônoma, isto é, permitir que o aprendiz tenha acesso livre ao material das aulas; por fim, deve ser consistente, isto é, apresentar-se coerente com as metas propostas para o curso. S an ja G je ne ro MÍDIA O meio pelo qual a informação é apresentada para o público-alvo, como, por exemplo, livro, internet, televisão, CD, DVD e rádio. Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 76 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 77 O professor O professor é quem conhece e vai determinar o que ensinar. Isso quer dizer que é ele quem planeja quais são os conteúdos que devem ser ensinados no curso (Figura 6.3). Para tanto, ele deverá escrever sua aula com base em seus conhecimentos, sempre fazendo vasta pesquisa bibliográfica sobre o assunto e buscando apresentar o panorama mais atual sobre a área em que atua. O material didático deve ser formulado de forma que possibilite a interação do aluno com os saberes ensinados. Isso quer dizer que o texto deve estar escrito de forma clara e estimulante para que o aluno tenha compreensão rápida do conteúdo que está sendo abordado. Fonte: www.sxc.hu Figura 6.3: O professor é um dos três elementos essenciais da EAD. H ar ris on K ee ly Subsistemas em um sistema de Educação a Distância – interdependência entre os elementos Os elementos que foram apresentados nesta aula – elaboração de conteúdos, tecnologias de comunicação, interação, aluno, professor, formas de apresentação do curso – são subsistemas essenciais em toda organização de EAD e devem manter a interdependência entre si. Na prática, quanto mais integrados estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 76 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 77 A escolha da tecnologia ou da combinação de tecnologias deve ser determinada por três itens: pelo conteúdo a ser ensinado, a quem deve ser ensinado e onde acontecerá o ensino. A mídia que será utilizada para instrução durante o curso depende do conteúdo, da tecnologia para disponibilizar o conteúdo, do tipo de interação que se deseja durante todo o curso e do ambiente (local) que o aluno utiliza para o aprendizado. Exemplo: se a tecnologia utilizada for a impressa, então o texto será a mídia empregada no curso, podendo assumir várias formas: livros didáticos, manuais, guias de estudos, apostilas. Vale a pena você saber sobre as inter-relações entre os componentes de um sistema de EAD! O ideal é que a instituição que vai oferecer cursos a distância adote uma técnica comum na modelagem de sistemas, que é considerar as ENTRADAS e SAÍDAS. Essa técnica permite examinar as inter-relações entre os componentes do sistema. Fatores considerados como entradas afetam de alguma maneira a variável de saída. Por exemplo, as características dos alunos afetam diversas variáveis de saída, e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem uma fusão de muitos dos fatores de entrada. ENTRADAS Podem ser consideradas o início de um sistema de EAD. São elas: • Características do aluno: Adulto? Já está no mercado de trabalho? Sabe como estudar a distância? Tem autodisciplina? • Experiência dos professores em EAD: Professores conteudistas; especialistas em educação. • Qualidade das aptidões para elaboração do curso: Competência e habilidade das pessoas envolvidas. • Qualidade da produção do curso: Estruturar o conhecimento em materiais e atividades para os alunos. • Tecnologia escolhida para o curso: Impressa, áudio, vídeo, tecnologias da internet. • Acessibilidade dos serviços de apoio. • Freqüência e qualidade dos dados de avaliação: como e com que freqüência o curso é avaliado? De que forma os alunos são avaliados? • Investimento financeiro: custos para o aluno e para a instituição. SAÍDAS Podem ser consideradas os resultados. São elas: • Índices de satisfação do aluno: permanência no curso do início ao fim. • Resultados apresentados pelos alunos: indicador de intervenções e correções de falhas. • Índice de finalização do curso: aprovações e reprovações. • Número total de matrículas: demandas, corpo discente. • Avaliações de qualidade: expansão de acesso e melhorias de qualidade no ensino. • Resultados de certificação: certificados ou diplomas. • Mensalidades escolares e outras receitas: renda obtida pelo curso. • Reputação e rotatividade de professores e colaboradores: estrutura administrativa, corpo docente. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 78 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 79 EAD, hoje, significa que mais pessoas estão obtendo acesso com maior facilidade e com melhores recursos para a aprendizagem do que no passado. À medida que a EAD for se ampliando, pessoas anteriormente consideradas em desvantagem, como alunos de áreas rurais ou regiões no interior das cidades, poderão fazer os mesmos cursos nas mesmas instituições que aqueles alunos considerados privilegiados. Os cursos poderão ser acessados sempre que o aluno desejar e no seu ritmo próprio, a partir de qualquer lugar. Além disso, esses cursos permitem muitas novas oportunidades de aprendizado para um número maior de pessoas. Alguns critérios básicos que devem ser observados em um projeto de curso na modalidade a distância são: • Facilidade de acesso. • Clareza: a linguagem, a estrutura da informação e a apresentação visual devem prover uma orientação explícita. • Eficiência: o foco deve ser colocado no aprendizado do conteúdo. • Consistência: deve haver identidade visual do material educacional, com as funções apresentadas de modo uniforme. • Flexibilidade: a estrutura do material deve ser adaptável às mudanças e aos diferentes públicos. De que forma o aluno entra em contato com o material didático em EAD? O aluno de EAD entra em contato com o material didático por meio de alguma tecnologia. Existem muitos recursos tecnológicos que possibilitam a comunicação entre os três componentes básicos dos quais estamos falando. Atualmente, a tecnologia mais comentada em sistemas de ensino na modalidade a distância é a do computador com seu navegador conectado à internet. Outras tecnologias e mídias podem e devem ser utilizadas, associando as tecnologias em diferentes mídias: material impresso, material gravado e ambientes de aprendizagem via computador com internet. É importante saber que nenhuma tecnologia isoladamente é a melhor solução para a veiculação de todo tipo de informação contida no curso, a todos os participantes, em todos os lugares. É sempre desejável ter pelo menos uma tecnologia usando mídia impressa ou gravada para a transmissão do conteúdo e outra compatível com a interação entre alunos e professor. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 78 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 79 Exemplo: se o curso for disponibilizado em um ambiente de aprendizado pela internet, é importante que todo o material também esteja em forma impressa para atender aos alunos que não têm a possibilidade de se conectar durante todo o curso. Com o material impresso o aluno não fica dependendo somente da internet, podendo acessar o conteúdo quando e onde quiser. Com relação às entradas e saídas de um sistema de EAD, marque E para as Entradas e S para as Saídas: ( ) Índices de satisfação do aluno. ( ) Resultados apresentados pelos alunos. ( ) Experiência do professor/tutor em EAD. ( ) Qualidade das aptidões para a elaboração do curso. ( ) Qualidade da produção do curso. ( ) Tecnologia escolhida para o curso. ( ) Freqüência e qualidade dos dados de avaliação. ( ) Número total de matrículas. ( ) Avaliações de qualidade. ( ) Resultados de certificação. ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1 • Nesta aula, vimos que existem três elementos principais da EAD: o professor/tutor, o conteúdo e os aprendizes (alunos). • O professor pode interagir com os alunos do curso por meio do material impresso, à medida que utiliza materiais preparados para essa finalidade. Dessa forma, vai transmitir o conhecimento que possui de maneira que os alunos tenham uma boa compreensão do conteúdo. RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 80 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 81 Informações sobre a próxima aula Na próxima aula, apresentaremos as Tecnologias de Informação e Comunicação mais utilizadas em EAD (TICs). Até lá! • O conteúdo do curso deverá estar bem estruturado em materiais para leitura e atividades para os alunos, ou seja, trata-se do curso. Os materiais precisam ser elaborados por especialistas que saibam como fazer o melhor uso de cada tecnologia disponível. O conteúdo pode estar em materiais impressos, na internet, na forma de áudio ou vídeo. • Alunos de cursos a distância apresentam a característica de estar em locais distintos, ou seja, geograficamente dispersos. O lugar que o aluno escolhe para estudar o material do curso e promover o seu aprendizado é diferente de aluno para aluno. • Os elementos que constituem um curso de EAD, como a elaboração de conteúdos, tecnologias de comunicação, interação, aluno, professor, formas de apresentação do curso, são subsistemas essenciais em toda organização de EAD e devem manter uma interdependência entre si. Na prática, quanto mais integrados estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD. • As características dos alunos afetam diversas variáveis de saída, e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem uma fusão de vários fatores de entrada. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 80 A U LA 6 – O s el em en to s do s si st em as d e E A D 81 Referências bibliográficas COSCARELLI, Carla Viana (Org.). Novas tecnologias, novos textos, novas formas de pensar. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. MOORE, M. G.; KEARSLEY, Greg. Distance education: a systems view. Belmont, Wis: Wadsworth Publishing Company, 1996. 290 p. MORAN, J. M. Interferências dos meios de comunicação no nosso conhecimento. Revista Brasileira de Comunicação. São Paulo, v. 17, n. 2, jul./dez. 1994. Disponível em:: <http://www.eca.usp.br/prof/moran>. Acesso em: 08 jan. 2009. PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006. 144p. PRETI, Oreste (Org.). Educação a distância: construindo significados. Cuiabá: NEAD/IE/UFMT; Brasília: Plano Editora, 2000. ROSINI, A. M. As novas tecnologias da informação e a educação a distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007. Atividade 1 (S) Índices de satisfação do aluno. (S) Resultados apresentados pelos alunos. (E) Experiência do professor/tutor em EAD. (E) Qualidade das aptidões para elaboração do curso. (E) Qualidade da produção do curso. (E) Tecnologia escolhida para o curso. (E) Freqüência e qualidade dos dados de avaliação. (S) Número total de matrículas. (S) Avaliações de qualidade. (S) Resultados de certificação. RESPOSTA DA ATIVIDADE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM EAD (TICS) 7 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 85 Meta Apresentar usos de Tecnologias de Informação e Comunicação em EAD. Objetivos Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. identificar as principais tecnologias envolvidas em EAD; 2. identificar as formas de comunicação que podem ser utilizadas em EAD. A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 85Introdução Na aula passada, vimos que um sistema de EAD deve apresentar, na prática, três elementos principais: o aluno, o conteúdo e o pro- fessor. E também que a comunicação entre esses elementos deverá ocorrer por intermédio de alguma tecnologia. Existem muitos recursos tecnológicos que possibilitam a comunicação num sistema EAD, mas, atualmente, a tecnologia mais comentada em sistemas de ensino na modalidade a distância é a do computador com seu navegador conectado à internet. Outras tecnologias e mídias podem e devem ser utilizadas, associadas às tecnologias em diferentes mídias: material impresso, material gravado e ambiente de aprendizagem. É sobre as tecnologias da informação e da comunicação (TICs) nos sistemas de EAD que falaremos ao longo desta aula. A comunicação entre os indivíduos Você já parou para pensar qual a forma que você usa para se comunicar com as pessoas? Existe diferença na sua forma de comu- nicação com uma pessoa que está próxima a você, por exemplo dentro da sua casa e aquela que está distante? E quando a pessoa está na mesma cidade, só que em bairro diferente? E quando está em uma cidade distante ou mesmo em um país distante? Pense um pouco e escreva, nas linhas a seguir, as formas de comunicação que você usaria para se comunicar nas diferentes condições sugeridas: Fonte: www.sxc.hu A da m C ie si el sk i e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 86 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 87Provavelmente, você respondeu que usaria a forma oral ou a escrita, dependendo da distância em que a pessoa com a qual você irá se comunicar se encontra, não é mesmo? Talvez você usasse o telefone para que a sua voz pudesse chegar à outra pessoa. Poderia usar um fax, uma carta, um e-mail, para se comunicar por meio da fala escrita. Bem, em qualquer uma das situações o que importa é que você precisaria utilizar alguma tecnologia para promover a comunicação com a pessoa do seu interesse quando ela não estivesse tão próxima de você. Lembra da nossa primeira aula, quando falamos que nos últimos anos houve um aumento da oferta de cursos a distância? Se for a distância, a comunicação tem que acontecer de alguma forma, não é mesmo? Com o crescimento dos recursos digitais, a capacidade de armazenamento das informações pode ser muito ampliada e, com isso, a informação pode ser acessada em diferentes espaços e tempos, estando sempre disponível. Essa realidade é muito importante para a EAD, uma vez que a comunicação deve se fazer presente entre todos os envolvidos nessa modalidade, e por isso todos os envolvidos precisam conhecer um pouco a respeito das tecnologias de comunicação e informação (TIC) que são utilizadas nos sistemas de EAD. Podemos afirmar que a oralidade (ou a fala) é a primeira forma de comunicação. Antes da escrita, os indivíduos se comunicavam utilizando estratégias de codificação das mensagens para reter as informações e transmiti-las de pessoa a pessoa. Com o desenvolvimento do alfabeto e da escrita, a fala passou a ser registrada, ou seja, o que você acaba de ler está registrado na escrita. Nesse momento, você pode perceber que existe a separação da mensagem do seu contexto de origem e do sujeito produtor do discurso. Então, a memória do sujeito produtor do discurso passou a ser armazenada em documentos (livros, apostilas, textos, artigos etc.). Dessa forma, a mensagem pode circular atingindo outros contextos e outros sujeitos, como está acontecendo agora no seu curso de EAD. SAIBA MAIS... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 86 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 87 A comunicação e o ato educativo Muitos pesquisadores afirmam que só há ato educativo quando há o ato comunicativo. Na prática educativa, o ato comunicativo se torna ainda mais relevante quando se trata da EAD. Por isso, é importante adequar as estratégias comunicativas unidirecionais e bidirecionais Não podemos deixar de falar que a sociedade de hoje, considerada “sociedade da informação”, se caracteriza pelo desenvolvimento do processamento e velocidade de transmissão das informações. Mas isso não significa, necessariamente, que toda a informação que circula pelos mais diversos meios seja transformada imediatamente em conhecimento. A produção do conhecimento implica um processo de ensino, que consiste em comunicação de informações, de conhecimentos. Ou seja, implica também um processo de aprendizagem, que consiste na apropriação das informações, conhecimentos, habilidades e atitudes, por parte de quem recebe a informação. C ie le ke Fonte: www.sxc.hu W ei rd vi s al es ia 17 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 88 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 89 Lu si Fonte: www.sxc.hu para a EAD. Se a comunicação será mediada somente por meio dos conteúdos, teremos uma comunicação unidirecional, via material impresso. Mas quando a comunicação é mediada prevendo a relação professor/aluno e aluno/aluno, teremos comunicação bidirecional, que pode ser via chat, e-mail, telefone, videoconferência e outros. Por isso, a escolha do meio mais adequado a cada situação num sistema de EAD deve priorizar a interação bilateral, ou seja, de mão dupla, pois não basta colocar materiais instrucionais à disposição do aluno; é necessário oferecer assistência, acompanhamento e suporte para facilitar a comunicação entre os envolvidos no sistema, sejam alunos, professores e secretaria do curso. Algumas perguntas podem ser feitas quando pensamos em tecnologias e mídias que serão usadas na EAD. Vejamos: • Quais as características das diferentes TICs que podem ser usadas na EAD? • Quais as melhores tecnologias de comunicação e mídias para uma determinada disciplina, curso ou grupo de alunos? • De que maneira as tecnologias e mídias podem ser combinadas para se obter eficiência máxima na sua utilização? Na EAD, as TICs podem ser adotadas com o objetivo de facilitar o processo de ensino-aprendizagem, seja para construir o material educativo seja para estimular a colaboração e interação entre os participantes de um curso, facilitando a construção coletiva de conhecimentos. As principais tecnologias utilizadas em EAD • Mídia impressa: texto impresso, caderno de estudos, jornais e boletins, notas de aulas, livros didáticos, apostilas etc. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 88 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 89• Mídia sob a forma de áudio e vídeo: fitas gravadas, CD-ROM e outros. Is ks • Rádio e televisão: programas ao vivo e gravados: C ra ig PJ Com o surgimento da internet tornou- se possível uma nova forma de disse- minação por vídeo, denominada vídeo transmissível, ou seja, vídeo no formato digital que permite que as pessoas façam DOWNLOAD na forma compacta, direto de um servidor da WEB. • Tecnologia de telecomunicação interativa, que pode ser via áudio, audiografia (agrega imagens visuais ao áudio), vídeo e computador. • Audioconferência: os participantes são conectados por linhas telefônicas. • Audiográfico: tecnologia que agrega imagens visuais, o áudio e também é transmitida por linhas telefônicas. • Videoconferência: permite a transmissão nos dois sentidos de imagens televisivas via satélite ou a cabo. Outros tipos DOWNLOAD Em português, poderíamos traduzir como “descarregar” ou “baixar”. Quando “pegamos” um texto ou um vídeo na internet, estamos fazendo uma transferência de dados de um computador remoto para um computador local. Estamos fazendo um download do arquivo. O inverso do download é o upload (carregar em Português), que é quando enviamos algum arquivo. Essa prática é considerada um dos principais usos de arquivos nas redes de computadores, como a internet, e um fator importante no atual crescimento de uso da EAD. Fonte: www.sxc.hu Fonte: www.sxc.hu Ilc o Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 90 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 91de equipamento, como monitores de televisão, gravadores/ aparelhos de videocassete, microfone, câmeras e computadores também são usados. • Aprendizado com o uso do computador: programas de estudo autogerenciado que o aluno usa sozinho no computador. O pro- grama educacional pode ser disponibilizado em CD-ROM ou conectado à internet para ter acesso ao hipertexto (conteúdo, página ou texto de internet) e hipermídia (permite ao usuário a interatividade de acesso pelas “ligações” existentes no conteúdo ou página ou documentos da internet). Ambientes educativos virtuais Muitas plataformas ou ambientes educativos foram criados para pro- mover o aprendizado com o uso do computador conectado à internet. Es- ses ambientes favorecem o acesso às tecnologias educacionais. Como exemplos de plataformas ou ambientes de aprendizagem, citamos: PVANet: ambiente virtual de aprendizagem, desenvolvido na Uni- versidade Federal de Viçosa/MG para cursos na modalidade a distância. Esse ambiente permite criar, manter e administrar cursos baseados na internet. Para saber mais, acesse: https://www2.cead.ufv.br/sistemas/ pvanet/geral/login.php AulaNet: ambiente desenvolvido em julho de 1997, pelo Laboratório de Engenharia de Software do Departamento de Informática da PUC- Rio. Esse ambiente permite criar, manter e administrar cursos baseados na internet. Para saber mais, acesse: http://www.aulanet.com.br/ ProInfo: ambiente desenvolvido na década de 1990, pelo Programa Nacional de Informática na Educação do MEC. Seu objetivo inicial era auxiliar a formação continuada de professores; atualmente esse ambiente está disponível para outros projetos vinculados ao MEC. Para saber mais, acesse: http://www.educacaodigital.kit.net/abertura.htm TelEduc: ambiente desenvolvido por pesquisadores do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da UNICAMP. Seu objetivo era a produção, participação e administração de cursos na internet. Hoje em dia essa plataforma de ensino é livre, para uso de qualquer instituição e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 90 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 91de ensino para cursos na modalidade a distância. Para saber mais, acesse: http://hera.nied.unicamp.br/~teleduc Moodle: ambiente desenvolvido na década de 1990, pela Curtin University of Tecnology, na Austrália. Possui ferramentas que permitem a criação e integração de conteúdos. Na versão em português, é muito utilizado para projetos educacionais a distância, inclusive pelo MEC. Para saber mais, acesse: http://docs.moodle.org/pt/Hist%C3%B3ria_ do_Moodle e http://moodle.universidadevirtual.br/ Se você ficou curioso para saber mais sobre ambientes de apren- dizagem virtual, acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambiente_virtual_ de_aprendizagem#Os_Ambientes_Virtuais_de_Aprendizagem SAIBA MAIS... Ferramentas de comunicação e gerenciamento Cada plataforma e/ou ambiente possui características próprias, mas, no geral, todos eles apresentam ferramentas para promover a comunicação em tempo real (síncrona) ou não (assíncrona), que podem ser denominadas conforme cada ambiente virtual de aprendizagem. Uma ferramenta de comunicação assíncrona permite a interação dos participantes sem que estes estejam necessariamente conectados ao mesmo tempo. Já a comunicação síncrona permite a comunicação de forma mais interativa e dinâmica. Dentre as ferramentas de comunicação e gerenciamento encon- tradas nas plataformas e/ou ambientes de ensino em EAD, pode- mos citar: • Correio eletrônico ou e-mail: esta é uma das ferramentas de comunicação assíncrona muito utilizada em cursos a distân- cia. E, como tal, permite a interação dos participantes sem a necessidade de estarem conectados ao mesmo tempo. Indicado para enviar e receber arquivos anexados às mensagens, esclarecer dúvidas, dar sugestões etc. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 92 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 93• Chat ou bate-papo: é uma ferramenta que permite a comunicação em tempo real, ou seja, de forma síncrona. Com essa ferramenta, é possível que o professor e os alunos encontrem-se virtualmente para esclarecimentos de dúvidas e grupos de alunos encontrem-se para debater sobre trabalhos em equipes. Para que o sistema funcione, porém, é indispensável que os participantes do chat estejam conectados simultaneamente no ambiente virtual do curso. • Fórum: esta é uma das ferramentas de comunicação assíncrona muito utilizada em cursos de EAD no desenvolvimento de debates. Permite o debate de temas com a inclusão de opiniões em qualquer tempo. Não é necessário que todos os participantes estejam conectados ao mesmo instante para interagir, como na comunicação síncrona. O fórum é organizado de acordo com a postagem dos assuntos, mantendo a relação entre o tópico lançado, respostas e respostas das respostas. • Mural: é uma ferramenta que pode ser utilizada pelo professor e alunos para colocar avisos, informações de interesse coletivo da turma, registros de aulas práticas, resultados e notas de atividades etc. A comunicação através dessa ferramenta pode acontecer em qualquer tempo, não sendo necessário os participantes estarem conectados ao mesmo tempo. • Perguntas e Respostas/FAQ: é uma ferramenta utilizada para facilitar o envio de dúvidas pelos alunos, ao mesmo tempo em que permite que o professor envie respostas às perguntas mais freqüentes. Propicia economia de tempo para o estudante, já que ele pode consultar essa ferramenta para verificar se já existe uma resposta para sua dúvida disponibilizada no ambiente virtual da aula. • Relatórios: os relatórios gerados a partir dos fóruns de discussão são ferramentas de gerenciamento. Essa ferramenta geralmente apresenta informações que auxiliam o acompanhamento do estudante pelo professor, assim como o auto-acompanhamento por parte do estudante. Os relatórios apresentam informações e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 92 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 93relativas ao histórico de acesso ao ambiente de aprendizagem pelos estudantes, bem como notas, freqüência de acesso, histórico dos artigos lidos e mensagens postadas para o fórum e correio, participação em sessões de chat e mapas de interação entre os professores e estudantes. • Avaliação on-line: ferramenta de gerenciamento/comunicação. Essa ferramenta envolve as avaliações que devem ser feitas pelos estudantes e os recursos on-line para que o professor corrija as avaliações. Do mesmo modo, fornece informações a respeito das notas, o registro das avaliações que foram feitas pelos estudantes, tempo gasto para resposta etc. Recomenda-se, no entanto, para os cursos de EAD, a utilização de mais de uma tecnologia e várias mídias para promover a comunicação e disponibilizar os conteúdos do curso. O objetivo maior é atingir todos os estudantes, não excluindo aqueles que porventura tenham dificuldades de acesso às tecnologias de comunicação e informação mais recentes, como, por exemplo, internet e o computador. Leia o artigo “Produção do conhecimento em EAD: um elo entre profes- sor, curso e estudante”, que trata do assunto desta aula, no endereço: http://www.cinform.ufba.br/v_anais/artigos/mariacarolinasantos.html SAIBA MAIS... 1. Compare o desempenho de um curso a distância que oferece o seu conteúdo por meio de computadores com outro que utiliza somente a mídia impressa para oferecer o seu conteúdo. O que você identifica como pontos fortes e pontos fracos em cada uma dessas duas formas de aprendizagem? ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 E 2 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 94 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 95 2. Relacione cada ferramenta de comunicação utilizada em ambientes de aprendizagem com sua respectiva característica. (1) Fórum (2) Perguntas e Respostas (3) Relatórios (4) Chat (5) E-mail ( ) Essa ferramenta geralmente apre- senta informações que auxiliam o acom- panhamento do estudante pelo profes- sor, assim como o auto-acompanhamento por parte do estudante. ( ) Ferramenta de comunicação assín- crona, muito utilizada no desenvolvimen- to de debates. ( ) Indicado para enviar e receber arqui- vos anexados a mensagens, esclarecer dúvidas, dar sugestões etc. ( ) Auxilia no envio de dúvidas pelos alunos e ao mesmo tempo permite ao professor enviar respostas às perguntas mais freqüentes. ( ) É uma ferramenta recomendada para o uso na realização de debates síncronos, reuniões privadas, seção de tirar dúvidas e confraternização dos participantes. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 94 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 95 Informações sobre a próxima aula Na próxima aula, apresentaremos a contribuição do computador e da Web ao sistema de EAD como a tecnologia mais comentada e utilizada para este sistema, aplicando recursos computacionais como internet, recursos gráficos, interatividade, ambientes de aprendizagem etc. E aí, ficou curioso para saber mais sobre esse assunto? A gente se vê na próxima aula. Até lá! Os elementos que constituem um curso EAD, como a elaboração de conteúdos, tecnologias de comunicação, interação aluno- professor, formas de apresentação do curso etc. são subsistemas essenciais em toda organização de EAD e devem manter uma interdependência entre eles. Na prática, quanto mais integrados estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD. Num curso de EAD, as características dos alunos afetam diversas variáveis de saídas e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem uma função de vários fatores de entrada. Ou seja, a EAD é, ao mesmo tempo, causa e resultado de mudanças significativas em nossa compreensão do próprio significado de educação. RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 96 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 97 1. É importante destacarmos que, em EAD, qualquer das duas mídias utilizadas para o processo de ensino-aprendizagem, tanto o computador quanto o material impresso, deverá ser preparada de tal modo que o processo de ensino-aprendizado seja de fato o principal objetivo. E, para alcançar os pontos positivos de ambas, ao escolher a mídia, é necessário identificar quais são as necessidades e possibilidades da realidade do público envolvido, isto é, quais tecnologias e mídias as pessoas que estarão envolvidas no curso já utilizam ou dominam ou às quais têm acesso. Importante mesmo é saber que podemos utilizar mais de uma tecnologia e várias mídias para promover a comunicação e disponibilizar os conteúdos de um curso. O objetivo maior é atingir todos os estudantes, não excluindo aqueles que porventura tenham dificuldades de acesso às tecnologias de comunicação e informação mais recentes, como, por exemplo, a internet. Você poderia ter destacado como pontos positivos para o uso do material impresso que: • Ainda é a forma mais usada e razoavelmente barata, além do que é facilmente aceito pelos leitores. • Possibilita o acesso em qualquer lugar e hora, sem necessitar de qualquer equipamento. • Dependendo do formato do conteúdo, é possível percorrê-lo de forma não-linear, ou seja, passar de uma informação à outra conforme a nossa vontade. • Permite que o aluno determine seu ritmo de estudo ou leitura, além do que permite fazer marcações e o aluno pode retornar aos pontos que não ficaram totalmente claros quantas vezes lhe convier. • O aluno pode, a qualquer momento, fazer revisão do conteúdo se surgir alguma dúvida, bastando voltar a ler o material impresso. • Possibilita maior democratização das informações, já que é um meio que pode alcançar todas as camadas sociais. RESPOSTAS DAS ATIVIDADES e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 96 A U LA 7 – T ec no lo gi as d e In fo rm aç ão e C om un ic aç ão e m E A D (T IC s) 97 Você poderia ter destacado como pontos negativos para o uso do material impresso: • A dificuldade para propor novas dinâmicas na apresentação do conteúdo, quanto à impossibilidade de inserir sons, imagens com movimentos, simulações etc. Como pontos positivos para o uso do material didático transmitido via internet, podemos citar: • Permite uma nova dinâmica na apresentação do conteúdo, com a possibilidade de inserir sons, imagens com movimentos, simu- lações etc. • Permite maior socialização das idéias e atividades em grupo e de forma mais rápida. • Promove a interação entre os envolvidos no curso, por meio de ferramentas específicas. • Possibilita, dentro de um mesmo conteúdo, a interatividade de acesso pelas “ligações” existentes dentro dele. Como pontos negativos para o uso do material didático transmitido via internet, podemos citar: • Para ter acesso ao material, é necessário ter um computador disponível e acesso à internet. • Falta de domínio para uso do computador e da internet. 2. (3) Essa ferramenta geralmente apresenta informações que auxiliam o acompanhamento do estudante pelo professor, assim como o auto- acompanhamento por parte do estudante. (1) Ferramenta de comunicação assíncrona, muito utilizada no desen- volvimento de debates. (5) Indicado para enviar e receber arquivos anexados a mensagens, esclarecer dúvidas, dar sugestões etc. (2) Auxilia no envio de dúvidas pelos alunos e ao mesmo tempo permite ao professor enviar respostas às perguntas mais freqüentes. (4) É uma ferramenta recomendada para o uso na realização de debates síncronos, reuniões privadas, seção de tirar dúvidas e confraternização dos participantes. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 98 Referências bibliográficas COSCARELLI, Carla Viana, org. Novas tecnologias, novos textos, novas formas de pensar. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. CORRÊA, Juliane. Educação a distância: orientações metodológicas. Porto Alegre: Artmed, 2007. LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34. 1999. 264p. MARQUÉS, P., FERRÉS, J. Nuevas tecnologías de la información aplicadas a la educación. Barcelona: Praxis, 1996. MILL, Daniel. Estudos sobre processos de trabalho em educação a distância mediada por tecnologias da informação e da comunicação. Belo Horizonte: UFMG/FAE, 2002. 193f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Educação, 2002. NISKIER, Arnaldo. Tecnologia educacional: uma visão política. Petrópolis: Vozes. 1993. 182p. PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006. 144p. PRETI, Oreste , Org. Educação a distância: construindo significados. Cuiabá: NEAD/IE/UFMT; Brasília: Plano Editora, 2000. ROSINI, A.M. As novas tecnologias da informação e a educação a distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007. APOIO DO COMPUTADOR E DA WEB À ATIVIDADE EDUCATIVA 8 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância Fonte: www.sxc.hu S an ja G je ne ro A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 101 Meta Apresentar a contribuição do computador e da Web para a EAD. Objetivo Após o estudo desta aula, você deverá ser capaz de: 1. identificar as vantagens do computador e da internet em EAD. A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 101 Introdução Na aula passada, falamos sobre os diferentes recursos tecnológicos que possibilitam a comunicação em EAD e chamamos a sua atenção para o fato de que atualmente a tecnologia mais comentada é a do computador com seu navegador conectado à INTERNET. Esse ambiente de aprendizagem específico bem planejado estimula o aluno a explorar o material didático disponibilizado e a interagir com o professor e com os demais colegas de curso. É sobre esse recurso muito utilizado na EAD que falaremos ao longo dessa aula. Tecnologia que promove a comunicação Pare e pense! Desde os tempos mais remotos os homens se comunicam de alguma forma. Será que no tempo das cavernas já existia algum tipo de tecnologia para facilitar o processo de comunicação? De que forma as pessoas tinham acesso às informações das outras? Agora, imagine-se dentro de uma caverna com algumas pinturas rupestres! INTERNET “O nome Internet vem de internetworking (ligação entre redes). Embora seja geralmente pensada como sendo uma rede, a Internet na verdade é o conjunto de todas as redes e gateways que usam protocolos TCP/IP. Note-se que a Internet é o conjunto de meios físicos (linhas digitais de alta capacidade, computadores, roteadores etc.) e programas (protocolo TCP/IP) usados para o transporte de informação” (LÉVY, 2000, apud SCOLANZI; LOOSE, 2007). Figura 8.1: Essas pinturas rupestres estão em Serranópolis – GO. Fonte: http://www.chapadaodoceu.go.gov.br/folhaSP_Serranopolis-pinturas%20rupest res3.jpg Fonte: http://www.chapadaodoceu.go.gov.br/folhaSP_ Serranopolis-pinturas%20rupestres1.jpg e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 102 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 103 As pinturas rupestres seriam, então, uma forma de comunicação entre os homens das cavernas? O que foi utilizado para realizar as pinturas? Concorda que a tecnologia foi a parede da própria caverna e a tinta extraída de algum vegetal ou argila? Nos dias atuais, podemos dizer que o quadro, o giz, o caderno, a caneta, o lápis e a tinta possibilitam a comunicação, assim como o homem pré-histórico utilizava a parede da caverna e a tinta de plantas e argila para se comunicar. A tecnologia da comunicação mudou. E assim, de tempos em tempos, as tecnologias vão se aprimorando e vão sendo consideradas “novas” em seu tempo. Figura 8.2: Da pintura nas cavernas até os tempos de hoje muita coisa mudou no mundo. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 102 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 103 Segundo Belloni, a educação é e sempre foi um processo complexo, que utiliza a mediação de algum tipo de meio de comunicação como complemento ou apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com os estudantes (GOMES; MENDES, 2002). No ensino presencial fica até mais fácil entender esse processo, já que o professor é o principal, e muitas vezes o único, a promover a comunicação por meio da sua fala. O professor e seus alunos estão ali, em um mesmo tempo e espaço. A sala de aula no ensino presencial pode ser considerada uma “tecnologia”, da mesma forma que o quadro de giz, o livro ou qualquer outro material que seja utilizado como ferramenta pedagógica para realizar a mediação entre o professor e o aluno. Fonte: www.sxc.hu Figura 8.3: Em uma sala de aula presencial, professor e aluno interagem no mesmo tempo e espaço. Ti m & A nn et te Já na EAD, a comunicação deverá ser mediada por um recurso que possibilite que a informação de uma pessoa chegue à outra, seja de forma oral (utilizando-se de tecnologias como o rádio, a TV e videoconferência) ou escrita (impresso, HIPERTEXTO). A interação entre professor e aluno é indireta e tem de ser mediada por alguma tecnologia que permita a comunicação. Mas, afinal, para que serve a mediação no ensino presencial ou a distância? A mediação facilita a “entrega” da informação e possibilita a construção do conhecimento. Ela pode se dar na relação presencial ou não. HIPERTEXTO Uma forma de organizar a informação, na qual algumas palavras de um documento estão ligadas a outros documentos, exibindo o texto quando a palavra em destaque é selecionada. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 104 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 105 O aprendizado com o apoio do computador Se o computador, com todos os seus recursos, incluindo a internet, for adequadamente utilizado para o processo de ensino-aprendizagem nos sistemas de EAD, o aluno terá condições favoráveis para uma interação ativa com os conteúdos disponíveis. Para isso, é necessário que as ferramentas utilizadas sejam motivadoras e facilitadoras da aprendizagem de forma perma- nente e autônoma. As ferramentas devem provocar no aluno a vontade de estudar, pesquisar, colaborar, refletir, interagir com os colegas, mesmo que a distância. Um computador conectado à internet é considerado um meio de relevantes possibilidades pedagógicas. O computador com acesso à internet pode ser utilizado para a promoção de atividades colaborativas e cooperativas, utilizando-se das ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona dos ambientes criados com essa finalidade. Como já foi falado em aulas anteriores, síncrona é a comunicação que acontece ao mesmo tempo e assíncrona é a que não acontece ao mesmo tempo. O que tem se destacado nas iniciativas de aprendizagem mediadas por computador é a chamada APRENDIZAGEM COLABORATIVA. Podemos dizer que essa é uma estratégia que permite uma mudança positiva nas relações entre alunos e professores. Uma atividade colaborativa requer o envolvimento e o compromisso mútuo dos participantes, que, juntos, em um esforço coordenado, atuam para a resolução de um problema. M an u M . Fonte: www .sxc.hu APRENDIZAGEM COLABORATIVA Pode ser entendida como um processo no qual os membros de um grupo ajudam-se uns aos outros para atingir um objetivo comum. Os estudantes formam pequenas equipes depois de receber as orientações do professor. Dentro de cada equipe, os estudantes trocam experiências e informações e trabalham em uma tarefa onde todos os membros aprendem através do compartilhamento de saberes. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 104 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 105 Quando os alunos interagem e trabalham colaborativamente constroem conhecimento de modo mais significativo, desenvolvendo habilidades espe- cíficas, deixando de ser dependentes para serem interdependentes. Porém, existem, ainda, limitações para muitos alunos da EAD, como a falta de acesso à internet. Por essa razão, é aconselhável que os cursos de EAD utilizem uma combinação de tecnologias e mídias e não só uma única tecnologia ou mídia, para que seja possível atingir a todos os alunos. As escolas norte-americanas podem ser citadas como exemplo de utilização do computador nas atividades educativas. Segundo Lima (2001), na década de 70, as escolas norte-americanas utilizavam predominantemente giz e quadro-negro e, em número reduzido, começavam a utilizar o computador na educação. Na década de 80, cerca de 53% das escolas já utilizam computadores. Nos anos 90, porém, com a proliferação dos microcomputadores, este passou a ser utilizado em grande escala, por meio de softwares educacionais tutoriais, exercício e prática, simulação, jogos e enciclopédias animadas, na maioria dos países (DITTZ, 2004). SAIBA MAIS... Vi ck y S . Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 106 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 107 Nunca é demais lembrar que a aprendizagem com o apoio do computador requer mudanças de comportamento tanto do professor quanto do aluno. O papel do educador do século XXI será fundamental, pois a ele cabe a tarefa de refletir sobre suas práticas pedagógicas. Será crucial a mudança de comportamento do educador, uma vez que o seu papel na EAD não será apenas o de informar ou formar, mas também, e, sobretudo, o de incentivar os alunos a obter uma aprendizagem mais participativa. Afinal, o processo de ensino-aprendizagem na EAD deverá estar pautado em uma nova forma de pensar e fazer educação. O importante nos cursos de EAD é oferecer aos alunos condições de tecnologias apropriadas para o desenvolvimento das experiências interativas e também favorecer as relações interpessoais para as atividades. Que tal visitar um projeto de EAD? Como sugestão há o site http://aprendiz.uol.com.br/homepage.mmp SAIBA MAIS... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 106 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 107 Nesta atividade, vamos apresentar algumas imagens que representam a utilização de material didático digital (no computador). ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 material didático digital (no computador). Nesta atividade, vamos apresentar algumas imagens que representam a utilização de e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 108 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 109 Analise as imagens e relacione-as com os conteúdos das aulas que você viu até aqui. A partir daí, enumere pelo menos três razões para o uso do material digital na educação a distância, principalmente quanto às seguintes questões: Você considera que a aprendizagem mediada por computador torna o aprendizado mais acessível para as minorias culturais? E quanto aos desempregados? E os portadores de necessidades especiais? • A educação é considerada um processo complexo, que utiliza a mediação de algum tipo de meio de comunicação como apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com seus alunos. • Um computador conectado à internet é considerado um meio de relevantes possibilidades pedagógicas. • Na EAD, a comunicação deverá ser mediada por um recurso que possibilite que a informação de uma pessoa chegue à outra. A interação entre professor e aluno é indireta, por meio do uso de alguma tecnologia que permita a comunicação, tornando essa modalidade de educação bem mais dependente da mediatização do que a educação presencial. • Nunca é demais lembrar que a aprendizagem com o apoio do computador requer mudanças de comportamento tanto do pro- fessor quanto do aluno. RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 108 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 109• É necessário que os estudantes sejam treinados para o uso da tecnologia e que haja suporte técnico permanente. Uma das demandas de trabalho de um curso on-line reside na importância de apoio para o professor nas questões técnicas. Esta atividade mostra a importância das imagens para a comunicação textual e visual. Analisando as imagens, provavelmente você conseguiu encontrar mais do que as três razões propostas. Se isso aconteceu, parabéns! Algumas razões são listadas a seguir, mas você pode ter pensado em coisas diferentes destas. Nesse caso, converse com seu tutor para esclarecer suas dúvidas. Razões para a utilização de material didático digital: 1. Permite uma nova dinâmica na apresentação do conteúdo, incluindo aí a possibilidade de sons, imagens com movimentos, simulações. 2. Permite a socialização das idéias e atividades em grupo de forma mais rápida. 3. Permite a construção do conhecimento por meio da troca de informações entre professor e aluno de forma síncrona e assíncrona. 4. Promove a interação entre os envolvidos no curso, por meio de ferramentas específicas. 5. Possibilita o acesso para outros textos ou links. 6. Possibilita a inclusão social e digital. 7. Oferece treinamentos e cursos de capacitação específicos para facilitar a inserção no mercado de trabalho. RESPOSTAS DA ATIVIDADE e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 110 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 111 Informações sobre a próxima aula Na Aula 9, vamos falar sobre Teoria e Prática do Sistema de Acom- panhamento em EAD. Vamos perceber que diversos fatores tornam um curso na modalidade a distância diferente de um curso tradicional. Até lá! Referências bibliográficas BLATTMANN, Ursula; RODRIGUES, Rosângela Schwarz; MEDINA, Jovane. Diagnóstico para implantação do Núcleo de Inteligência Competitiva no Estado de Santa Catarina utilizando a Rede Catarinense de Tecnologia como estrutura de apoio. Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. 1998. Disponível em: <http: //www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/NICartigo.html#1>. Acesso em 13 jan. 2009. COSCARELLI, Carla Viana, org. Novas tecnologias, novos textos, novas formas de pensar. 2.ed. Belo Horizonte: autêntica, 2003. CORRÊA, Juliane. Educação a distância: orientações metodológicas. Porto Alegre: Artmed, 2007. DITTZ, Christian Teixeira. Novas tecnologias de informação e comunicação no ensino-aprendizagem de conforto luminoso em arquitetura e urbanismo. Campinas: Unicamp, 2004. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Faculdade de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Campinas. Disponível em: <http://libdigi.unicamp.br/document/?down=vtls000384487>. Acesso em 13 jan. 2009. GOMES, Pericles Varella e MENDES, Siomara Age. Direitos autorais nos cursos a distância via internet. CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 9., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: BED, 2002. 15 p. Disponível em: <http://www.abed.org.br/congresso2002/ trabalhos/texto53.htm>. Acesso em 12 jan. 2009. LAASER, W. Manual de criação e elaboração de materiais para educação a distância. Brasília: CEAD; Ed. UnB, 1997. LOYOLLA, Waldomiro; PRATES, Maurício. Metodologia de Educação a Distância Mediada por Computador (EDMC): resultados de sua aplicação em diversos níveis educacionais no biênio 1998-2000. CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 8., 2000, São Paulo. Anais... São Paulo, 2000. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 110 A U LA 8 – A po io d o co m pu ta do r e d a W eb à a tiv id ad e ed uc at iv a 111 MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica.12.ed. Campinas: Papirus, 2006, p. 12-17. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/tendencias.htm>. Acesso em: 13 jan. 2009. PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2006. 144p. PRIETO, D.; GUTIERREZ, F. A mediação pedagógica: educação a distância alternativa. Campinas: Papirus. 1991. PRINCE, M.; Felder, R. M. Inductive teaching and learning methods: definition, comparison, and research bases. Journal of Engineering Education, v. 95, n. 2, p. 123–38, April, 2006. ROSINI, A.M. As novas tecnologias da informação e a educação a distância. São Paulo: Thomson Learning, 2007. SCOLANZI, Vinícius Barbosa; LOOSE, Patrícia Irina. A responsabilidade civil das empresas de comércio eletrônico. Revista de Humanidades e Ciências Sociais Aplicadas, ano 2, n. 2, nov. 2007. Disponível em: <http://www. faeso.edu.br/horusjr/artigos/ano2/Artigo08.pdf>. Acesso em: 12 jan. 2009. http://escola.previdencia.gov.br/img/tutor_sp.jpg TEORIA E PRÁTICA DO SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO EM EAD 9 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 115 Meta Apresentar a importância do acompanhamento na EAD. Objetivo Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. Distinguir as principais funções do aluno, do professor e do tutor no sistema de EAD. A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 115Introdução Na aula passada, falamos sobre o aprendizado com o apoio do computador conectado à internet, utilizando ambientes de aprendizagem. Vimos que o uso desse recurso pode estimular o aluno a explorar o material didático disponibilizado no ambiente virtual e a interagir com o professor e com os demais colegas de curso. Vimos, também, que existem diferentes recursos tecnológicos que possibilitam a comunicação em um sistema de EAD. No entanto, são necessários meios para auxiliar a adaptação do aluno na utilização desses recursos tecnológicos, principalmente para ajudá-lo na solução de problemas. É sobre isso que vamos tratar ao longo desta aula: como auxiliar o aluno em EAD. Aprendizagem a distância Pense um pouco sobre as aulas que você já estudou até aqui. Fonte: www.sxc.hu Figura 9.1: A aluna da foto está estudando uma aula de seu curso a distância. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 116 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 117Nos momentos de dúvidas, como você se comportou? Leu mais de uma vez o material e tentou sanar suas dúvidas? Ficou cansado, fechou o material e foi ver outras coisas? Ou desejou que um professor estivesse ali perto para esclarecer suas dúvidas? Sou capaz de responder sem hesitar que você provavelmente pensou na possibilidade de estar com um professor por perto para ajudá-lo, não é mesmo? Eu não adivinhei, apenas pensei no óbvio. Muito simples! Estamos acostumados e fomos moldados desde nossos primeiros anos de escola a ter o professor à nossa frente para tirar nossas dúvidas. Só que na EAD a metodologia é outra! Lembra que a principal característica dessa modalidade de ensino é justamente a distância física existente entre o aluno e o professor e os demais colegas de curso? Fonte: www.sxc.hu M aa rt en U ile nb ro ek Fonte: www.sxc.hu Figura 9.2: Na imagem, a professora escreve a aula antes de a aluna estudá-la, cada uma em sua própria casa. S an ja G je ne ro aluno e o professor e os demais colegas de curso? E lv is S an ta na e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 116 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 117Por isso, muitos cursos utilizam diferentes meios para auxiliar a adaptação do aluno à modalidade a distância e, principalmente, para ajudá-lo na solução de problemas. Você pode estar se perguntando: de que forma se dá esse auxílio no curso que eu faço? O material impresso que eu tenho em mãos me proporciona a solução de minhas dúvidas? Vamos começar com uma atividade: Escreva pelo menos três coisas que até o presente momento do curso levaram você a precisar de ajuda. Pode ser referente a essa disciplina ou a qualquer uma das outras que você está fazendo: 1. _________________________________________________________ 2. _________________________________________________________ 3. _________________________________________________________ Se as aulas do seu curso não fossem elaboradas em um formato por meio do qual você se sentisse realmente em uma aula e também que soubesse que há um professor do outro lado do material preocupado em ensinar-lhe o conteúdo, provavelmente você teria muito mais dúvidas. Mas a nossa preocupação, enquanto preparamos a aula impressa, é justamente “ir” junto com ela. Justamente para poder acompanhar você, dar as explicações que achamos que você precisa, enxergar você, mesmo que distante. Por isso, “conversamos” com você durante as aulas. Você deve ter percebido isso durante a leitura das aulas, por meio das explicações nos boxes, nas atividades, nos questionamentos, nos exemplos, nas imagens, na disposição do conteúdo em tópicos etc. Apesar de todo esse cuidado, por vezes o aluno necessita, além da aula impressa, de um outro apoio aos seus estudos. Precisa de alguém que o oriente, que o ajude a esclarecer suas dúvidas, que o incentive e estimule, que o acompanhe durante o seu processo de aprendizagem. Para suprir essa necessidade, o aluno pode contar em muitos cursos de EAD com o acompanhamento da tutoria. E o que é a tutoria? Como acontece esse acompanhamento? É sobre isso que vamos conversar agora. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 118 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 119Teoria e Prática do Sistema de Acompanhamento em EAD A tutoria é o método mais utilizado na EAD para dar apoio ao aluno, e é de grande importância na avaliação dos alunos e do curso. Na tutoria, alguns profissionais de áreas específicas atuam no acompanhamento e na avaliação dos alunos. Por isso, usamos o termo Sistema de Acompanhamento. Esses profissionais são chamados tutores. Tutor é o profissional que: • atua como mediador da aprendizagem; • planeja os passos da aprendizagem para a apropriação dos conteúdos das disciplinas, aconselhando e orientando os alunos quanto aos métodos de estudo; • ajuda a montar o percurso da formação acadêmica do aluno; • favorece a comunicação entre aluno e professor, entre aluno e instituição, entre aluno e aluno; • organiza os grupos de trabalho (ou estudo), incentivando a aprendizagem colaborativa; • promove e acompanha as interações entre os alunos e o material didático; • responde às questões individuais e/ou coletivas. O professor continua existindo e é ele quem determina e escreve o conteúdo que será estudado pelo aluno. Não podemos nos esquecer de que o professor também exerce a função de orientação. Existem cursos de EAD em que o mesmo professor que escreveu o conteúdo vai atuar como tutor, nesse caso denominado professor-tutor. O tutor atuará juntamente com o professor no processo de acompanhamento dos alunos. O professor e o tutor terão pela frente muitos desafios, e um deles é demonstrar empatia e capacidade para entender seus alunos. Os alunos precisam ser orientados e incentivados para que se envolvam ativamente no conteúdo das aulas, nas atividades etc. Nesse caso, quando o curso é bem elaborado, oferecerá ao tutor muitas oportunidades para envolver os alunos em debates, na elaboração das tarefas e, por fim, na construção do conhecimento. A tutoria em EAD diz respeito à orientação acadêmica, ao acompanhamento pedagógico e à avaliação contínua da aprendizagem dos alunos. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 118 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 119Por que é tão importante o apoio tutorial na EAD? A modalidade de ensino a distância gera, para muitos alunos, certa insegurança, pois a relação face a face entre professor e aluno não é contínua. Os procedimentos a serem tomados no decorrer do curso, especialmente quanto a quem recorrer na hora de tirar dúvidas, podem gerar nos alunos um sentimento de isolamento. Portanto, o papel do tutor é de fundamental importância, uma vez que o aluno vai perceber que o tutor está do “outro lado” pronto para orientá-lo, estimulá-lo e não deixar que ele se sinta abandonado. O contato do tutor com o aluno e a eficiência de suas orientações podem resolver esse problema. Em muitos cursos a distância, o aluno pode contar com o tutor, que acompanhará o seu progresso e o auxiliará em suas dificuldades. O apoio do tutor em todo o decorrer do curso será muito importante para o sucesso de cada aluno. O trabalho do tutor é também de grande importância para a coordenação do curso. Com a tutoria, é possível a obtenção de dados e questões para a melhoria do processo ensino-aprendizagem, a identificação de problemas individuais e coletivos e uma maior agilidade na solução de problemas, com maior implicação da equipe de ensino. A tutoria é necessária para orientar, dirigir e supervisionar o ensino- aprendizagem. Ao estabelecer o contato com o aluno, o tutor comple- menta sua tarefa docente transmitida através do material didático, dos grupos de discussão, listas, correio-eletrônico, chats e de outros mecanismos de comunicação. Assim, torna-se possível traçar um perfil completo do aluno: por via do trabalho que ele desenvolve, do seu interesse pelo curso e da aplicação do conhecimento pós-curso. O apoio tutorial realiza, portanto, a intercomunicação dos elementos (professor- tutor-aluno) que intervêm no sistema e os reúne em uma função tríplice: orientação, docência e avaliação (MACHADO; MACHADO, 2004). e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 120 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 121Funções do aluno, professor e tutor no sistema EAD O aluno Fonte: www.sxc.hu O aluno que opta por fazer um curso a distância deve atender a alguns requisitos básicos visando o bom aproveitamento durante o curso: • Antes de se matricular num curso a distância, buscar informações sobre o seu funcionamento. • “Ter tempo para se dedicar aos estudos e saber se precisa ou não fazer atividades presenciais, bem como se terá condições econômicas e físicas para ir até o local, no caso de todas as atividades não serem a distância. • Aproveitar ao máximo suas próprias capacidades intelectuais. • Buscar toda a ajuda necessária para conseguir o aprendizado. • Apontar os objetivos que se propõe a alcançar durante o curso com realismo e clareza. • Descobrir os procedimentos mais IDÔNEOS para realizar as tarefas de estudo. S an ja G je ne ro IDÔNEO Aquilo que está apto, adequado para alguma coisa. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 120 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 121• Dominar os conceitos e os dados básicos para a ampliação dos conhecimentos posteriores. • Organizar as idéias, coerentemente, para conseguir uma melhor assimi- lação e posterior aplicação na prática” (GUEDES, 2007). • Buscar local e horário adequados para o estudo, sem interferências que possam desviar a atenção e concentração. • Estabelecer contato com os colegas de curso para troca de experiências, realização de atividades etc. • Realizar todas as atividades propostas durante o curso. • Realizar as avaliações e avaliar seus próprios erros e acertos. • Procurar compreender os materiais do curso por meio de discussões e explicações com colegas, tutor e professor, se for o caso. • Buscar esclarecimento para dúvidas sobre os conteúdos do curso quando necessário. O professor Fonte: www.sxc.hu O professor é o responsável pela elaboração do conteúdo do curso. Ao pensar o conteúdo do curso, ele não pode ignorar os diferentes contextos de atuação dos alunos que vão fazer tal curso. Por isso, o preparo de um conteúdo para uma aula, seja ela presencial ou a distância, deve ser pensado B az il R au ba ch e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 122 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 123de forma a atender os diferentes contextos vividos pelos alunos. Para isso, o professor deve estar apto para fazer uso das tecnologias disponíveis que podem auxiliá-lo na elaboração das aulas, seja para o ensino presencial ou a distância. Algumas das funções do professor no atual contexto educativo da EAD são: • Elaborar o conteúdo do curso. • Supervisionar os projetos individuais e em grupo. • Dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre o progresso do aluno. • Manter os registros dos alunos. • Ajudar os alunos a gerenciar seu estudo. • Motivar os alunos. • Responder ou encaminhar questões administrativas. • Responder ou encaminhar questões técnicas. • Responder ou encaminhar questões de aconselhamento. • Representar os alunos perante a administração do curso. • Avaliar a eficácia do curso. O tutor Fonte: www.sxc.hu B en E hm ke e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 122 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 123Para exercer a tutoria são necessárias habilidades e competências inerentes a essa função, tais como: capacidade para motivar o aluno para o estudo, facilitar a compreensão de conteúdos, esclarecer dúvidas, ter bom conhecimento das TICs e saber utilizá-las. A atividade de tutoria é um conjunto de ações educativas que: • favorecem a habilidade de trabalhar em grupo; • promovem a cooperação entre os alunos; • estimulam a interação entre os grupos, com o objetivo de incentivar os alunos a enfrentarem as dificuldades presentes nessa modalidade de ensino; • possibilitam a obtenção de crescimento intelectual e a autonomia dos alunos; • incentivam o respeito a objetivos comuns. “Nota-se que o tutor tem uma atuação bastante diversificada, atuando algumas vezes como assessor, orientador e muitas outras como professor, animador, facilitador da aprendizagem” (FERREIRA; GARRIDO, 2005). Dependendo do projeto pedagógico do curso, muitas funções que são desempenhadas pelo professor (aquele que define qual conteúdo vai ser desenvolvido durante o curso) são também desempenhadas pelo tutor. Outras vezes ficam somente a cargo do tutor. O tutor deve planejar de forma sistemática e personalizada o atendimento a cada cursista, preparar os encontros individuais, as reuniões de grupo, promover a orientação a distância, supervisionar a prática pedagógica dos cursistas, além de ajudá-los a superar as dificuldades de redação do memorial, produção da monografia e incentivar a permanência dos cursistas até a conclusão do curso (FERREIRA; GARRIDO, 2005). Algumas das funções do tutor no atual contexto educativo da EAD são: • “(...) orientar os alunos na familiarização com o ambiente virtual de ensino-aprendizagem e quanto às regras, diretrizes e aos padrões do curso” (GUEDES, 2007); • Identificar as dificuldades dos alunos e ajudar a saná-las. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 124 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 125• Estabelecer contato com os alunos desanimados, com atividades pendentes e reprovados, proporcionando sugestões particulares sobre as dificuldades apresentadas. • Elaborar relatório sobre as dificuldades surgidas durante o curso. • Corrigir as avaliações e comentar sobre erros e acertos como incentivo para o aluno. • Ajudar os alunos a compreenderem os materiais do curso por meio das discussões e explicações. • Responder às questões sobre a instituição ou encaminhá-las a quem souber responder. • Orientar os grupos de estudo. • Saber lidar com os portadores de necessidades especiais que estejam fazendo o curso, facilitando seu aprendizado. • Disponibilizar telefone, e-mail e todos os meios de comunicação que facilitem o contato entre tutor e aluno. • Acompanhar trabalhos práticos e projetos. • Avaliar o progresso dos estudantes. • Fornecer feedback (resposta, informação) aos coordenadores sobre os materiais dos cursos e as dificuldades dos estudantes. • Manter o foco da discussão quando necessário. • Esclarecer dúvidas dos materiais de curso quando necessário. • Mostrar interesse pela melhoria do processo ensino-aprendizagem. • Estar disponível para o contato com o aluno: o tutor deve ter, de fato, a disponibilidade e facilitar ao aluno ser encontrado quando necessário. • Manter um contato regular com os alunos durante todo o curso. • Incentivar os alunos a desenvolverem sistematicamente a sua auto- avaliação. • “Desenvolver e promover a comunicação dentro do grupo. • Incentivar e reconhecer as contribuições dos alunos. • Demonstrar interesse pelo desenvolvimento de cada aluno e do grupo como um todo” (CEDEM, 2007). • Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, orientando na resolução de questões que possam impedir o respectivo progresso dos alunos no curso. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 124 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 125 Saiba mais visitando estes sites: http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/estrcy1.html http://www.widesoft.com.br/corporate/educacao/ http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm ?UserActiveTemplate=4abed&infoid=119&sid=121 http://www.centrodesaber.com.br Temos, também, uma sugestão de leitura: O artigo “Acompanhamento do Aprendizado em Educação a Distância com Uso de Data Mining”. Você pode acessar o artigo no seguinte endereço: old.freedrive.com/public/8356/Clei2001.pdf MULTIMÍDIA Identifique as funções do aluno, do professor e do tutor, colocando A quando a função for do aluno, P do professor e T do tutor. Algumas funções podem ser de responsabilidade tanto do tutor quanto do professor, nesse caso coloque P/T. ( ) Ajudar os alunos a gerenciar seu estudo. ( ) Demonstrar interesse pelo desenvolvimento de cada aluno e do grupo como um todo. ( ) Elaborar o conteúdo do curso. ( ) Explorar o conteúdo das aulas e, se possível, buscar informações complementares em outras fontes. ( ) Estabelecer contato com os alunos desanimados, com atividades pendentes e reprovados, proporcionando sugestões particulares sobre as dificuldades apresentadas. ( ) Avaliar a eficácia do curso. ( ) Avaliar o progresso dos estudantes. ( ) Incentivar os alunos a desenvolverem sistematicamente a sua auto- avaliação. ATIVIDADE – ATENDE AO OBJETIVO 1 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 126 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 127 ( ) Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, orientando na resolução de questões que possam impedir o progresso do aluno no curso. ( ) Inteirar-se a respeito do material necessário durante o curso. ( ) Dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre o progresso do aluno. ( ) Buscar local e horário adequados para o estudo, sem interferências que possam desviar a atenção e concentração. ( ) Responder ou encaminhar questões administrativas. ( ) Ter clareza dos objetivos que se propõe a alcançar durante o curso. ( ) Motivar os alunos. ( ) Realizar todas as atividades propostas durante o curso. • Ao preparar um material didático impresso, o professor deve se preocupar com o comportamento do aluno ao “receber” a aula. É importante que o professor “vá junto” com a aula, para poder acompanhar o aluno, dar as explicações e enxergar esse aluno mesmo que distante. Para isso, muitas estratégias são utilizadas no momento em que se prepara uma aula impressa. • Em muitos cursos de EAD é preciso suprir a ausência física do professor por intermédio de uma tecnologia que promova a comunicação síncrona ou assíncrona e também de uma tutoria. • Em muitos cursos a distância, o aluno pode contar com o tutor, que acompanhará o seu progresso e o auxiliará em suas dificuldades. O apoio do tutor em todo o decorrer do curso será muito importante para o sucesso de cada aluno. • Durante todo o curso, tanto o aluno quanto o professor e o tutor deverão desempenhar algumas funções que são primordiais para o bom andamento do curso. RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 126 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 127 (T) Ajudar os alunos a gerenciar seu estudo. (T) Demonstrar interesse pelo desenvolvimento de cada aluno e do grupo como um todo. (P) Elaborar o conteúdo do curso. (A) Explorar o conteúdo das aulas e, se possível, buscar informações complementares em outras fontes. (T) Estabelecer contato com os alunos desanimados, com atividades pendentes e reprovados, proporcionando sugestões particulares sobre as dificuldades apresentadas. (P) Avaliar a eficácia do curso. (P/T) Avaliar o progresso dos estudantes. (P) Incentivar os alunos a desenvolverem sistematicamente a sua auto-avaliação. (P/T) Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, orientando na resolução de questões que possam impedir o progresso do aluno no curso. (A) Inteirar-se a respeito do material necessário durante o curso. (P) Dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre o progresso do aluno. (A) Buscar local e horário adequados para o estudo, sem interferências que possam desviar a atenção e concentração. (P) Responder ou encaminhar questões administrativas. (A) Ter clareza dos objetivos que se propõe a alcançar durante o curso. (P/T) Motivar os alunos. (A) Realizar todas as atividades propostas durante o curso. RESPOSTA DA ATIVIDADE e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 128 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 129Informações sobre a próxima aula Na Aula 10, vamos falar sobre a Avaliação da aprendizagem em EAD. A avaliação da aprendizagem é certamente um dos aspectos mais polêmicos quando se trata de EAD. O processo de avaliação da aprendizagem em EAD, embora possa ser trabalhado em princípios semelhantes aos da educação presencial, exige tratamento e considerações especiais. Como será que se dá esse processo? Está curioso para saber como você será avaliado até o final do curso? Então, aguarde até a próxima aula. Até lá! Referências bibliográficas APARICI, R. Mitos de la educación a distancia y de las nuevas tecnologías. In: MARTÍN RODRÍGUEZ, E. et. al. La educación a distancia en tiempos de cambio: nuevas generaciones vejos conflitos. Madrid: De la Torre, 1999. p. 177-192. ARREDONDO, S. C.; GONZÁLES, J. A T. Acción tutorial em los Centros Educativos: formacion y práctica. Madrid: Faster, 1998. CEDEM. Manual do tutor. São Paulo: USP, 2007. Disponível em: <http:// www.fm.usp.br/tutores/manual.php>. Acesso em: 15 jan. 2009. CORRÊA, Juliane. Educação a distância: orientações metodológicas. Porto Alegre: Artmed, 2007. COSCARELLI, Carla Viana, org. Novas tecnologias, novos textos, novas formas de pensar. 2.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. FERREIRA, Zeila Miranda; GARRIDO, Elsa. Caminhos e descaminhos do tutor na formação superior de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 12., 2005, Florianópolis. Anais... Florianópolis: ABED, 2005. Disponível em: <http: //www.abed.org.br/congresso2005/por/pdf/021tcf5.pdf>. Acesso em: 15 jan. 2009. FERREIRA, M.M.S.; REZENDE. R.S.R. O trabalho de tutoria assumido pelo Programa de Educação a Distância da Universidade de Uberaba: um relato de experiência. 2003. Disponível em: <http://www.abed.org.br/seminario2003/ texto19.htm>. Acesso em: 16 fev. 2009. GUEDES, Gildásio. Contextualizando Educação A Distância (EaD). Piauí: UAPI, 2007. Disponível em: <http://www.ufpi.br/uapi/conteudo/disciplinas/ ead/download/capitulo2_contexto_ead.doc>. Acesso em: 15 jan. 2009. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 128 A U LA 9 – T eo ria e P rá tic a do S is te m a de A co m pa nh am en to e m E A D 129LAASER, W. Manual de criação e elaboração de materiais para educação a distância. Brasília: CEAD; Editora Universidade de Brasília, 1997. LITWIN, Edith. Educação a Distância: temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001. MAGGIO, Mariana. O tutor na educação a distância. Porto Alegre: Artmed, 2002. NEDER, M. L. C. A formação do professor a distância: diversidade como base conceitual. 1999. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1999. MACHADO, Liliana Dias; MACHADO, Elian de Castro. O Papel da Tutoria em Ambientes de EAD. CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 11., 2004, Salvador. Anais... Salvador: ABED, 2004. Disponível em: <http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/022-TC-A2.htm>. Acesso em: 15 jan. 2009. PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis : SEAD/UFSC, 2006. 144p. PRIETO, D.; GUTIERREZ, F. A mediação pedagógica: educação a distância alternativa. Campinas : Papirus. 1991. PRINCE, M.; Felder, R. M. Inductive teaching and learning methods: definition, comparison, and research bases. Journal of Engineering Education, v. 95, n. 2, p. 123–38, April, 2006. TAVARES, Kátia Cristina do Amaral. Discutindo a formação do professor on- line: de listas de habilidades docentes ao desenvolvimento da reflexão crítica. <http://www.educarecursosonline.pro.br/artigos/reflex.htm>. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 10 Silvane Guimarães Silva Gomes e-Tec Brasil – Tópicos em Educação a Distância Fonte: www.sxc.hu R od rig o G al in do Svi len M us hk at ov A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 133 Meta Apresentar a importância da avaliação em EAD, bem como algumas formas possíveis de realizá-la. Objetivos Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 1. reconhecer a importância da avaliação, especialmente em um curso a distância; 2. identificar as etapas anteriores à elaboração de avaliações em EAD; 3. reconhecer instrumentos avaliativos em EAD. A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 133Necessidade de monitorar o processo de ensino- aprendizagem O que ensinamos está mesmo ficando claro? O que oferecemos, em termos de ferramentas para favorecer a aprendizagem, está mesmo sendo eficaz? Essas são perguntas que os profissionais de qualquer sistema educacional de qualidade se fazem com freqüência. Várias estratégias são pensadas, desenvolvidas e implementadas com um único propósito: favorecer a aprendizagem do aluno. Como parte dessas estratégias, na aula passada, você viu a importância dos recursos tecnológicos que possibilitam a comunicação em um sistema de EAD. Viu que, mesmo que os materiais didáticos de qualquer curso de EAD sejam oferecidos utilizando recursos tecnológicos, são necessários meios para auxiliar a adaptação do aluno e, principalmente, para ajudá-lo na solução de problemas. Depois de todo o esforço para dar suporte a uma aprendizagem efetiva, é necessário algum instrumento que nos possibilite monitorar todo esse processo, concorda? É aqui que entra a avaliação, tema sobre o qual vamos falar ao longo desta aula. Avaliação – uma questão polêmica! Ok, você está inscrito em um curso técnico a distância. Imagino que você já tenha se perguntado de que forma serão as avaliações neste curso a distância. Pois bem! Para começarmos, gostaria de que você registrasse, no espaço a seguir, como acha que será avaliado nas diferentes disciplinas do seu curso? Fonte: www.sxc.hu A da m C ie si el sk i ___________________________________ ___________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________ e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 134 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 135Provavelmente, você já deve ter recebido informações sobre como será a estrutura do curso a distância no qual está inscrito, assim como os tipos de avaliações, em que datas elas acontecerão etc. No entanto, imagino que se eu fizesse essa pergunta há alguns meses, você teria dificuldades para achar as respostas. Isso porque estamos acostumados, desde nosso primeiro ano de escola presencial, a fazer avaliações ao final de cada conteúdo das diferentes disciplinas no sistema presencial de ensino. Provas escritas e, com freqüência, recheadas de questões elaboradas de forma a não exigir análise e raciocínio por parte do aluno, mas sim memorização, “decoreba”. E, na modalidade de educação a distância, isso é diferente? As provas devem ser escritas, presenciais, mesmo que as aulas não o sejam? Figura 10.1: Avaliação – necessária e polêmica. Fonte: www.sxc.hu R od rig o G al in do Na verdade, a avaliação da aprendizagem tem sido um dos aspectos mais polêmicos quando se trata de EAD. Para muitos educadores, é importante que a avaliação seja feita presencialmente. Isso para evitar fraudes; afinal, já que o aluno não conta com a presença física do professor, quem poderia garantir que uma avaliação feita longe dos olhos atentos desse professor está realmente sendo feita pelo aluno matriculado no curso? e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 134 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 135Por conta dessa questão, o Ministério da Educação solicita, de diversas instituições que oferecem cursos a distância, que haja avaliações presenciais, como acontece nos cursos presenciais. No entanto, embora o processo de avaliação da aprendizagem em EAD possa ser semelhante aos da educação presencial, podemos lançar mão dos recursos tecnológicos para propiciar ao aluno o desenvolvimento da autonomia crítica frente a situações práticas que lhe são apresentadas. Por essa razão, é necessário oferecer, dentre outros elementos, métodos de avaliação ao longo do curso que permitam que o aluno possa desenvolver a sua capacidade de análise. Isso lhe possibilitará ter confiança na realização de atividades e avaliações, inclusive nas avaliações presenciais. Tipos de avaliação Alguns pesquisadores apontam três tipos importantes de avaliação: Avaliação Diagnóstica: Esse tipo de avaliação permite ao professor verificar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto da aula, bem como identificar possíveis dificuldades de aprendizagem. Avaliação Formativa: Esse tipo de avaliação pode acontecer periodicamente durante o curso. Serve para analisar o processo de aprendizagem de cada aluno, identificando possíveis dificuldades, e, a partir daí, orientar o aluno sobre o que ele aprendeu e o que ainda precisa aprender sobre determinado conteúdo. Avaliação Somativa: Permite verificar o nível de aprendizado que o aluno alcançou, por meio da atribuição de notas. A atribuição de notas favorece a comparação de resultados obtidos entre os alunos, permitindo fazer uma classificação dos alunos por notas, ao final do curso. SAIBA MAIS... Portanto, é importante que os educadores pensem com cuidado em que se baseará a avaliação que vão propor. Sobre isso conversaremos um pouco na próxima seção. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 136 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 137 Avaliação é um tema complexo, polêmico e amplo. Para nos focarmos no ponto-chave de nossa disciplina, a partir de agora abordaremos apenas estratégias de avaliação da aprendizagem voltadas para alunos de cursos a distância. ATENÇÃO! I. Pedro está terminando o Ensino Médio. Ele costuma estudar às vésperas das provas, assim como a maioria de seus colegas de turma. Um belo dia, um de seus professores resolveu que não daria uma avaliação formal, contrariando o estatuto da escola. Pedro, portanto, não estudou aquela matéria e terminou a escola sem saber tal conteúdo. O caso que acabei de narrar não deve ser surpresa para você. É comum que os alunos sejam motivados para o estudo pela prova, pelo teste, por um trabalho. PERGUNTA: Levando isso em consideração, a avaliação lhe parece importante para a aprendizagem? ( ) Sim ( ) Não II. Aí Pedro resolveu se inscrever em um curso a distância, por achar que não faria provas nem trabalhos. Ele leu, em um edital, que receberia um diploma igual ao dos alunos do curso presencial. Concluiu que seria ótimo fazer um curso sem avaliações, ou com avaliações que seu irmão mais velho poderia ajudá-lo a fazer em casa. PERGUNTAS: a. Pedindo para que o irmão faça suas avaliações, Pedro tem, na sua opinião, direito a um certificado de conclusão de um curso? ( ) Sim ( ) Não ATIVIDADE 1 – ATENDE AO OBJETIVO 1 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 136 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 137 b. Imagine que diversas avaliações fossem propostas constantemente ao longo do curso de Pedro, como fóruns ou participação em atividades práticas e apresentação de trabalhos, por exemplo. Neste caso, ele teria a mesma facilidade de “enganar” o sistema? ( ) Provavelmente sim ( ) Provavelmente não c. Você reconhece a importância da avaliação continuada em um sistema educacional a distância? ( ) Sim ( ) Não d. Analisando a situação de Pedro, você reconhece a importância da avaliação presencial na EAD? ( ) Sim ( ) Não Bases da Avaliação da Aprendizagem em EAD Aulas, dinâmicas, atividades práticas e todo tipo de estratégia que possibilite ao aluno aprender melhor são bem-vindas, seguidas, é claro, de um processo de avaliação que revele se essas estratégias estão sendo bem-sucedidas. A avali- ação, portanto, é uma das etapas que compõem os processos educacionais. Para estruturá-la, é necessário levar em consideração tudo aquilo que foi oferecido ao aluno para, a partir disso, elaborar essa avaliação. Mas o que é esse “tudo”? Objetivos de aprendizagem Em uma aula, por exemplo, você encontra, logo no início, os objetivos de aprendizagem. Você já parou para pensar o que eles significam? e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 138 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 139 Os objetivos listados no início de uma aula são os pontos do conteúdo que o professor que a escreveu elegeu como principais. Eles são um excelente norteador para seu estudo, não só porque sinalizam o que é mais importante numa aula, mas porque mostram também o que o professor pode cobrar em uma prova ou trabalho. Assim, antes de tudo, numa avaliação é importante saber se os objetivos propostos nas aulas estão sendo alcançados por você. Isso pode ser feito ao longo de todo o processo (de toda aula ou de toda disciplina) por meio de diferentes atividades: • no material didático; • na plataforma ou ambiente virtual de aprendizagem; • no pólo (local indicado para os encontros presenciais nos cursos a distância). Com isso, quando o aluno chega à avaliação presencial, sente segurança para responder às perguntas propostas. Dessa forma, a avaliação não fica restrita somente ao final de cada unidade de ensino, mas passa a fazer parte do processo de ensino-aprendizagem. Figura 10.2: Os objetivos de aprendizagem de uma aula são seu alvo – aquilo que você deve acertar, alcançar. S ac hi n G ho dk e Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 138 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 139 O processo de aprendizagem A teoria sobre tipos de avaliação nos diz que uma possibilidade de avaliação é avaliar o processo de aprendizagem, e não só o resultado final, numa prova, por exemplo. É importante avaliar o quanto o aluno se esforçou, o quanto o aluno caminhou do ponto em que ele estava ao ponto a que chegou. Mas como fazer isso? A que devemos estar atentos para avaliar um processo, e não só um resultado final? Aspectos que devem e podem ser levados em consideração no processo de avaliação da aprendizagem são: • a pesquisa realizada durante a realização de uma atividade – e não apenas a atividade pronta, entregue ao professor; • a criatividade e organização na elaboração dos trabalhos; Figura 10.3: As atividades oferecidas ao longo do seu processo de estudo (de aprendizagem) são etapas que proporcionam mais chances de sucesso nas avaliações. Figura 10.4: Avaliar o processo vivenciado pelo aluno, o caminho que ele percorreu, é importante. Fonte: www.sxc.hu D an i S im m on ds e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 140 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 141• a facilidade com que o aluno faz conexões e relações entre temas diferentes, autores e diferentes áreas de conhecimento. Agora que você já sabe “a que” deve estar atento, falta saber como, dado que a modalidade de educação é a distância. Por exemplo, imagine que um professor proponha o desenvolvimento de um projeto, uma pesquisa sobre temas de interesse ou próximos à vida desse aluno. O uso de ferramentas como fórum ou chat para cursos que utilizam ambientes virtuais educativos pode servir de guia no desenvolvimento de projetos, desde que bem conduzidos e orientados pelo professor. Além de auxiliar os alunos, o uso dessas ferramentas possibilita que o professor monitore o andamento dos alunos no desenvolvimento do projeto. Avaliação além do aluno É comum vermos a avaliação colocada como algo que se refere apenas ao aluno. No entanto, a avaliação deve ser muito mais completa e contemplar o aluno e o curso como um todo. Ou seja, o processo de avaliação não deve estar concentrado somente no aluno, mas deve se estender ao sistema como um todo – essas são as avaliações institucionais. Isso é importante porque a aprendizagem sofre influência de diversos fatores. Material disponível no prazo, impressão de qualidade, textos claros, propostas de atividades contextualizadas, tudo isso influencia a aprendizagem dos alunos. Portanto, o projeto de curso, os conteúdos, a metodologia, os professores e os tutores precisam também ser avaliados, tanto quanto os alunos. D ai n H ub le y Fonte: www.sxc.hu e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 140 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 141O seu material didático também deve ser avaliado. Isso porque, como já falamos em aulas anteriores, os alunos de cursos a distância têm características diferenciadas dos alunos de cursos presenciais. A dedicação aos estudos deve ser maior, em função da não-presença física do professor. Mas o que o material didático tem a ver com isso? Tudo! Os conteúdos e módulos de um curso em EAD devem ser estruturados de forma a facilitar a aprendizagem de um aluno que não está diante do professor. Para isso, algumas características didáticas são importantes. Elas podem estar relacionadas com os seguintes aspectos: • Conteúdos – seleção adequada dos conteúdos, contextualizados à realidade do aprendiz e às necessidades dele no curso que está fazendo. • Motivação do aluno – o conteúdo deve provocar e manter o interesse do aluno, durante todo o curso. Isso pode ser feito por meio de uma linguagem mais leve, em tom de conversa e usando imagens, por exemplo. • Relação com outros conhecimentos – o processo de aprendizagem deve ser significativo para o aluno. A apresentação do conteúdo deve levar em consideração saberes que o aluno detém a partir da sua experiência de vida. • Objetivos – em cada aula, o aluno deverá ter conhecimento de quais são: • os pontos principais do conteúdo; • o que o professor espera que ele saiba depois do estudo da aula/ disciplina; • o que pode ser cobrado em uma avaliação. • Métodos – a didática a ser adotada está coerente com o tipo de curso? Cursos técnicos, por exemplo, precisam de uma carga de aula prática maior do que, em geral, precisam os cursos de graduação. • Conexão com outros conteúdos e mídias – o material deve ser rico em sugestões e indicações de: • sites; • livros; • uso de animações, simulações; • vídeos. Isso possibilita que o aluno expanda seu conhecimento para além do material didático; a partir da busca desses novos conteúdos e recursos, o aluno enriquece sua aprendizagem e desenvolve sua autonomia. • Atividades – exercícios propostos, com respostas automáticas ou estudos de caso, baseados em problemas ou projetos, colaborativos, individuais etc. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 142 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 143Agora que você aprendeu o que deve ser levado em consideração em uma avaliação, pense um pouco: você acha que só uma prova ou um teste dão conta de avaliar tudo o que comentamos? Claro que não, não é? Pois, a seguir, você verá um pouco sobre objetos que podem ser utilizados para realizar avaliações. Mas, antes disso, faça a Atividade 2. Até agora você já viu que o processo de avaliação em EAD não é tão simples assim. Muitas coisas devem ser levadas em consideração pelo professor na busca por atingir a avaliação do aluno e pelo próprio aluno. Mas quais são esses pontos que devem ser considerados? A seguir são apresentadas três situações. Seu papel é identificar, baseado no que você já estudou até aqui, a que ponto discutido na última seção cada situação se refere. 1. Telma, coordenadora de uma disciplina a distância, propõe com frequência fóruns de discussão para ver o que seus alunos comentam sobre um determinado assunto. Freqüentemente, ela observa que eles começam postando algumas informações erradas, mas que vão se corrigindo ao longo do semestre. Ela leva esse fato em consideração na hora de dar a nota final: __________________________________________________ 2. O planejamento dos cursos do e-Tec Brasil prevê a necessidade de realizar a seleção dos tutores que irão trabalhar em cada curso. No entanto, mesmo fazendo uma seleção cuidadosa, é importante saber a opinião dos alunos sobre essa escolha, assim como sobre o material didático impresso e outros itens: __________________________________________________ 3. Marcos, como um aluno dedicado e bastante preocupado com seus resultados no curso em que está inscrito, procura sempre seguir as recomendações oferecidas no material didático e na plataforma, pois sabe que isso o ajudará a saber se estará bem preparado para as avaliações presenciais: __________________________________________________ ATIVIDADE 2 – ATENDE AO OBJETIVO 2 e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 142 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 143Formas de avaliar As avaliações podem ser realizadas por meio de alguns instrumentos, tais como: auto-avaliação; teste objetivo; exercícios; monografia; estudo dirigido; projeto; prova presencial ou supervisionada, dependendo da característica de cada curso. Fonte: www.sxc.hu Figura 10.6: Existem diversos tipos de avaliação – cabe ao professor decidir qual utilizar! C lin to n C ar do zo Veja, a seguir, um pouco mais de detalhes sobre cada tipo de avaliação: Auto-avaliação – O aluno realiza a auto-avaliação com o objetivo de avaliar até que ponto ele avançou a sua aprendizagem em determinado assunto de uma aula, bem como outros fatores que podem interferir no seu “rendimento”, tanto positiva quanto negativamente. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 144 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 145 Testes objetivos – No ambiente de aprendizagem é possível que o sistema processe as respostas automaticamente. Nesse caso, o trabalho do professor é apenas cadastrar as respostas corretas para a atividade, no ambiente do curso. Estudo dirigido – Pode ser utilizado para avaliar se os alunos são capazes de expor seus conhecimentos após estudar um determinado assunto. Provas presenciais ou supervisionadas – As avaliações presenciais em sistema de EAD são obrigatórias, de acordo com a legislação vigente. Podem ser utilizadas para verificar o nível de preparo do aluno presencialmente para responder sobre determinado conteúdo exposto ao longo do curso. A data, o local e a hora para aplicação da prova presencial são pré- definidos; essas avaliações acontecem sob a supervisão de professores, tutores ou coordenadores do curso. O fato de a avaliação ser presencial é uma garantia de que o aluno matriculado no curso é quem, na verdade, está realizando a prova, demonstrando até que ponto as atividades realizadas a distância foram realmente fruto do esforço pessoal de cada aluno. Dependendo do tipo de curso, outras formas de avaliações podem ser necessárias, como: • provas práticas em oficinas; • demonstrações em laboratórios; • estudos de casos. Essas podem ocorrer nos pólos presenciais ou, dependendo das aulas práticas, podem ser bem detalhadas no material impresso, com a descrição de como fazer a prática passo a passo, com ilustrações. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 144 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 145 A ng el ic a C . A na L ab at e Ti m & A nn et te Le ve nt S ad ık K üç ük da ba n Fonte: www.sxc.hu Figura 10.7: A avaliação pode conjugar provas presenciais, atividades práticas, apresentação de trabalhos, dentre outros. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 146 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 147 Preencha a cruzadinha com os instrumentos de avaliação que identificar nas situações descritas a seguir: 1. Em uma disciplina de seu curso, Rômulo recebeu notas por apresentar trabalhos, fazer uma prova e praticar um procedimento no laboratório do seu pólo. 2. Renata desenvolveu um projeto em grupo com seus colegas de curso. Todas as decisões do projeto foram desenvolvidas no ambiente de aprendizagem, em fóruns de discussão que o tutor criou para esse fim. Esse tutor entrava de período em período, para acompanhar o progresso dos alunos nas etapas que deveriam ser cumpridas em determinados prazos. 3. Isabel teve uma discussão com um colega, que faz um curso presencial em outra instituição. Esse colega dizia que o curso a distância que ela cursa é “moleza”. Isabel contra-argumentou dizendo que não, pois o MEC solicitava um determinado tipo de avaliação para poder certificar os alunos que concluíssem o curso. 4. Maria teve que entregar ao seu tutor um questionário preenchido; nesse questionário, ela dizia o quanto achava que tinha aprendido na disciplina e o que poderia ter feito para aprender mais. 5. Marcelo se fez um desafio: se acertasse mais de 70% das questões de uma avaliação on-line poderia não estudar Matemática no final de semana. ATIVIDADE 3 – ATENDE AO OBJETIVO 3 Dependendo do tipo de avaliação a ser “aplicado”, as ferramentas do ambiente virtual de aprendizagem podem ser muito funcionais para auxiliar os professores. Veja a seguir. e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 146 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 147 1 2 3 4 5 • A avaliação da aprendizagem tem sido um dos aspectos mais polêmicos quando se trata de EAD. Isso porque para muitos educadores é importante que a avaliação seja feita presencialmente, atendendo à Legislação vigente. • A avaliação faz parte do processo de ensino-aprendizagem e, não necessariamente, deve ser realizada somente ao final de cada unidade de ensino, mas ao longo de todo o processo por diferentes atividades. Deve contemplar o aluno e o curso como um todo. Ou seja, o processo de avaliação não deve estar concentrado apenas no aluno, mas deve se estender ao sistema como um todo. RESUMINDO... e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 148 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 149 Informação sobre a próxima aula Como está o cenário da EAD atualmente? De que forma as tecnologias de informação e comunicação têm influenciado nesse cenário? A próxima aula será sobre o cenário atual da EAD no Brasil. Até lá! • As avaliações podem ser realizadas por meio de auto-avaliação, teste objetivo, exercícios, monografia, estudo dirigido, projeto, prova presencial ou supervisionada, dependendo da característica de cada curso. • Os conteúdos e módulos de um curso em EAD devem apresentar características próprias didaticamente organizadas, para motivar e facilitar o processo de ensino-aprendizagem. • Se durante o curso está prevista a utilização de ambiente de aprendizagem, diversas atividades podem ser propostas pelos professores e desenvolvidas pelos alunos por meio das ferramentas do ambiente. Dependendo do tipo de ambiente, algumas ferramentas disponibilizam para o professor diferentes mecanismos para o processo de avaliação. Atividade 1 I. ( x ) Sim. II. a. ( x ) Não. b. ( x ) Provavelmente não. c. ( x ) Sim. d. ( x ) Sim. Atividade 2 1. Processo de aprendizagem. 2. Avaliação institucional. 3. Objetivos de aprendizagem. RESPOSTAS DAS ATIVIDADES e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 148 A U LA 1 0 – A va lia çã o da a pr en di za ge m 149 Atividade 3 1 A V 2 A P L 3 P R O V A P R E S E N C I A L O A J Ç E Ã 4 A U T O - A V A L I A Ç Ã O O M S I S 5 T E S T E O B J E T I V O A Leituras recomendadas Aqui você poderá conferir mais sobre a avaliação da aprendizagem em educação a distância. Slides, de autoria da pesquisadora Dr. Stella C. S. Porto - UMUC (IC/UFF): http://www.abed.org.br/congresso2002/minicursos/08/congresso/frame.htm E sobre ambientes educativos você poderá acessar os seguintes endereços: http://www.webeduc.mec.gov.br/educacionais.phper - Portais educativos http://www.webeduc.mec.gov.br/educacionais.php http://www.proativa.vdl.ufc.br/oa/oa.php - Grupos de pesquisa interativa http://www.escolanet.com.br/links/links_abert.html - Instituições de Educação a Distância no Brasil http://www.webeduc.mec.gov.br/ - O Portal de Conteúdos educacionais do MEC e- Te c B ra si l – T óp ic os e m E du ca çã o a D is tâ nc ia 150 E nossa sugestão de leitura: Avaliação em Ambientes de Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador. Autores: João Vitor Vilas Boas de Freitas e Julio Eduardo da Silva Conceição http://www.frb.br/ciente/2006.1/BSI/BSI.FREITAS.etal.F2.pdf Referências bibliográficas CORRÊA, Juliane. Planejar e avaliar em programas de educação a distância. In: SENAC. Curso de especialização a distância: E-Book. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2005. CD-ROM. FREITAS, João Vitor V. B.; CONCEIÇÃO, Julio Eduardo da Silva. Avaliação em Ambientes de Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador. [S.l.: s.n], [s.d]. Disponível em: <http://www.frb.br/ciente/2006.1/BSI/ BSI.FREITAS.etal.F2.pdf > LAASER, W. Manual de criação e elaboração de materiais para educação a distância. Brasília: CEAD: Editora Universidade de Brasília, 1997. MORAN, J.M. O que aprendi sobre avaliação em cursos semi-presenciais. In: SILVA, Marco; SANTOS, Edméa (Orgs). Avaliação da Aprendizagem em Educação Online. São Paulo: Loyola, 2006. NEDER, M. L. Avaliação na educação a distância: significações para definição de percursos. [S.l.: s.n.], [s.d.] Disponível em: <http://www.nead.ufmt.br/ documentos/AVALIArtf.rtf > NISKIER, A. Tecnologia educacional: uma visão política. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993. NUNES, I. B. Noções de educação a distância. [s.l.: s.d], 1992. Disponível em: <http://www.ibase.org.br/~ined/ivoniol.html> PIMENTEL, N. M. Educação a distância. Florianópolis: SEAD: UFSC, 2006. 144p. PRIETO, D.; GUTIERREZ, F. A mediação pedagógica: educação a distância alternativa. Campinas: Papirus. 1991. SOUZA, T. R. P. A avaliação como prática pedagógica. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 8., 2001, Brasília. Anais … Brasília: ABED, 2001. Disponível em: <http://www.abed.org.br/ congresso2001/trabalhos.htm.> INSTITUTO FEDERAL Maranhão CERTEC capa_.pdf ambientação e informatica basica.pdf Aula_01 Aula_02 Aula_03 Aula_04 Aula_05 Aula_06 Aula_07 Aula_08 Aula_09 Aula_10 Informatica_basica_ETEC_miolo capa_