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Prévia do material em texto

Acionamentos 
Elétricos
ACESSE AQUI O SEU LIVRO 
NA VERSÃO DIGITAL!
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3409
FICHA CATALOGRÁFICA
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. 
Núcleo de Educação a Distância. BARROS, Taiser Tadeu Teixeira.
Acionamentos Elétricos. 
Taiser Tadeu Teixeira Barros.
 
Maringá - PR.: Unicesumar, 2021. 
232 p.
“Graduação - EaD”. 
1. Acionamentos 2. Elétricos 3. Energia. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 621.38 
CIP - NBR 12899 - AACR/2
ISBN 978-65-5615-167-0
Impresso por: 
Bibliotecário: João Vivaldo de Souza CRB- 9-1679 Fotos: Shutterstock
Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar
Diretoria de Design Educacional
Equipe Produção de Materiais
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 Jd. Aclimação - Cep 87050-900 | Maringá - Paraná
www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff, James Prestes, Tiago Stachon Diretoria de Design Educacional 
Débora Leite Diretoria de Graduação e Pós-graduação Kátia Coelho Diretoria de Permanência Leonardo 
Spaine Head de Produção de Conteúdos Celso Luiz Braga de Souza Filho Gerência de Produção de Conteúdo 
Diogo Ribeiro Garcia Gerência de Projetos Especiais Daniel Fuverki Hey Supervisão do Núcleo de Produção 
de Materiais Nádila Toledo Supervisão Operacional de Ensino Luiz Arthur Sanglard
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de 
Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de 
EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi
DIREÇÃO UNICESUMAR
EXPEDIENTE
BOAS-VINDAS
Reitor 
Wilson de Matos Silva
Neste mundo globalizado e dinâmico, 
nós trabalhamos com princípios éticos 
e profissionalismo, não somente para 
oferecer educação de qualidade, mas 
também, acima de tudo, gerar a conversão 
integral das pessoas ao conhecimento. 
Baseamo-nos em quatro pilares: 
intelectual, profissional, emocional e 
espiritual.
Assim, iniciamos a Unicesumar em 1990, 
com dois cursos de graduação e 180 
alunos. Hoje, temos mais de 100 mil 
estudantes espalhados em todo o Brasil, 
nos quatro campi presenciais (Maringá, 
Londrina, Curitiba e Ponta Grossa) e em 
mais de 500 polos de educação a distância 
espalhados por todos os estados do Brasil 
e, também, no exterior, com dezenas de 
cursos de graduação e pós-graduação. Por 
ano, produzimos e revisamos 500 livros e 
distribuímos mais de 500 mil exemplares. 
Somos reconhecidos pelo MEC como uma 
instituição de excelência, com IGC 4 por 
sete anos consecutivos e estamos entre os 
10 maiores grupos educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos 
educadores soluções inteligentes para as 
necessidades de todos. Para continuar 
relevante, a instituição de educação 
precisa ter, pelo menos, três virtudes: 
inovação, coragem e compromisso com a 
qualidade.Por isso, desenvolvemos para 
os cursos híbridos, metodologias ativas, 
as quais visam reunir o melhor do ensino 
presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão,
que é promover a educação de qualidade
nas diferentes áreas do conhecimento,
formando profissionais cidadãos
que contribuam para o desenvolvimento
de uma sociedade justa e solidária.
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Olá, estimados(as) alunos(as)! Meu nome é 
Taiser e ingressei na Engenharia pois sem-
pre fui muito curioso e gostava muito de 
robôs! Comecei a trabalhar com robótica 
quando fiz meu mestrado e, atualmente, te-
nho uma empresa de robótica educacional. 
Sigo meus estudos fazendo meu doutora-
do! Comecei a dar aulas em um cursinho de 
Inglês, enquanto atuava como engenheiro 
na indústria e, alguns anos depois, surgiu a 
oportunidade de dar aulas em uma escola 
técnica. Já atuei como professor universitá-
rio e acredito que devo seguir na docência, 
pois gosto muito. Ainda estou em contato 
com a indústria, área em que, eventualmen-
te, presto consultoria na área da automação. 
Saindo do mundo profissional, gosto de 
jogar xadrez, principalmente com meu fi-
lho. Pratico artes marciais, tendo passado 
pelo Karatê, Tae Kwon Do, Capoeira, Muai 
Thay e Jiu Jitsu. Curto rock, desde clássi-
cos como Beatles ao heavy metal do Iron 
Maiden! Sou gaúcho e não posso deixar 
de falar que sou um excelente assador de 
churrasco! Além das atividades que citei 
anteriormente, não posso deixar de citar 
a que mais gosto, que é ficar com minha 
família, minha esposa Fabiane e meus fi-
lhos Alice e Matheus! 
Espero que aproveitem o material que pro-
duzimos para vocês sobre Acionamentos 
Elétricos. Utilizei exemplos práticos que 
serão muito úteis para vocês! Um forte 
abraço e bons estudos! Deixo disponível 
também o link do meu curriculum lattes 
para que possam conhecer melhor minha 
formação e experiência: http://lattes.cnpq.
br/4244800535900925
Aqui você pode 
conhecer um 
pouco mais sobre 
mim, além das 
informações do 
meu currículo.
MEU CURRÍCULO
MINHA HISTÓRIA
http://lattes.cnpq.br/4244800535900925
REALIDADE AUMENTADA: sempre que encontrar esse ícone, esteja conectado 
à internet e inicie o aplicativo Unicesumar Experience. Aproxime seu dispositivo 
móvel da página indicada e veja os recursos em Realidade Aumentada. Explore as 
ferramentas do App para saber das possibilidades de interação de cada objeto.
PODCAST: professores especialistas e convidados, ampliando as discussões 
sobre os temas.
PÍLULA DE APRENDIZAGEM: uma dose extra de conhecimento é sempre 
bem-vinda. Posicionando seu leitor de QRCode sobre o código, você terá 
acesso aos vídeos que complementam o assunto discutido.
PENSANDO JUNTOS: ao longo do livro, você será convidado(a) a refletir, questionar 
e transformar. Aproveite este momento!
EXPLORANDO IDEIAS: com este elemento, você terá a oportunidade de explorar 
termos e palavras-chave do assunto discutido, de forma mais objetiva.
EU INDICO: enquanto estuda, você pode acessar conteúdos online que ampliaram a 
discussão sobre os assuntos de maneira interativa usando a tecnologia a seu favor.
Quando identificar o ícone de QR-CODE, utilize o aplicativo Unicesumar 
Experience para ter acesso aos conteúdos online. O download do 
aplicativo está disponível nas plataformas: Google Play App Store
IMERSÃO
RECURSOS DE 
APRENDIZAGEM
CAMINHOS DE
9
57
31
87
7
Energia: gerando, 
convertendo e 
distribuindo
ACIONAMENTOS ELÉTRICOS
Projetos Elétricos 
Residenciais e 
Industriais
Noções de Instalações 
Elétricas Residenciais 
e Industriais 
Máquinas Elétricas: 
Motores de Indução 
Monofásicos e Trifásicos, 
Dimensionamento 
de Motores, Fator 
de Potência 
1
3
2
4
PROVOCAÇÕES INICIAIS
APRENDIZAGEM
CAMINHOS DE
157
111
203
137
179
Chaves de partida 
por contator (direta, 
estrela-triângulo, 
compensadora)
Dispositivos de 
Proteção e Comando
Introdução à Lógica de 
Comandos com CLP
Acionamentos 
Elétricos: lógica básica 
de Comandos
Soft Starters e Inversores 
de Frequência
7
5
9
6
8
INICIAIS
PROVOCAÇÕES
Os acionamentos elétricos englobam uma ampla gama de aplicações, desde residenciais, prediais e 
industriais. Em nossa residência, possuímos chaves eletromecânicas simples (os interruptores), que nos 
permitem acionar/desacionar nossos pontos de iluminação.
Os interruptores, assim como aqueles que possuímos em nossas residências, são utilizados também no 
ambiente industrial, porém com uma capacidade superior de condução de corrente, sendo denominados 
botoeiras ou botões industriais, mas a lógica de funcionamento deles é a mesma.
Ainda, uma comparação sobre os equipamentos que possuímos em nossa residência em relação ao que 
existe na indústria pode ser realizada com o motor elétrico – o princípio de funcionamento do motor 
elétrico do nosso liquidificador é o mesmo de um motor que aciona uma esteira industrial. Claro que em 
proporções físicas diferentes e com redes elétricas de alimentação diferentes, mas ambos com a mesmafunção final: gerar torque que pode ser utilizado como movimento mecânico.
Seja para acionar o motor de nosso liquidificador, seja o motor industrial, precisamos de um dispositivo. 
Nesse contexto, encontramos os acionamentos elétricos, que é uma área em que discutimos sobre dis-
positivos elétricos/eletrônicos e como são acionados.
Assim, em nossas unidades de estudos, estaremos compreendendo desde o funcionamento de um motor 
até a estrutura de um acionamento para ligar este mesmo motor. Ainda, ampliando nosso conhecimento, 
teremos uma noção de como desenvolver lógicas de acionamentos, tanto elétricos como aqueles reali-
zados utilizando controladores lógicos programáveis.
ACIONAMENTOS ELÉTRICOS
1
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Energia: gerando, 
convertendo e 
distribuindo
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Nesta unidade, discutiremos o conceito de energia – mais especificamente 
a energia elétrica –, verificando como ela é gerada e distribuída. Além disso, 
abordaremos a conversão eletromecânica de energia, associada aos dispo-
sitivos elétricos bastante utilizados na indústria, como o motor e o gerador 
elétrico. Esses conceitos permitem uma série de conclusões sobre como a 
energia elétrica se encaixa em nosso dia a dia e como ela é de fundamental 
importância para nosso modo de vida.
10
UNICESUMAR
Quando você ouve a palavra energia, o que vem 
à sua mente? Energia é vida, ela nos rodeia e 
permite que tudo funcione. Inclusive nós, seres 
humanos, precisamos de energia para nossas 
funções vitais. Quais as formas de energia você 
conhece? Onde utilizamos a energia? Especi-
ficamente em relação à energia elétrica, quais 
são os dispositivos que utilizamos, os quais são 
alimentados com energia elétrica?
Quando acionamos o interruptor instalado 
na parede de um cômodo de nossa residência, 
iluminando-o, talvez não paramos para pensar, 
mas estamos protagonizando o papel de um 
operador de um processo, no qual um circui-
to da instalação elétrica de nossa residência 
será energizado e, posteriormente, permitirá 
a transformação da energia da forma elétrica 
para a forma luminosa. Todo esse processo vai 
ocorrer em frações de segundo. 
Ainda, quando giramos a chave na ignição 
de nossos automóveis, também iniciamos um 
processo no qual a energia proveniente da com-
bustão que ocorre no motor seja transformada 
em energia mecânica (mais especificamente 
torque), capaz de movimentar o veículo.
E, assim como esses dois processos citados 
anteriormente, poderíamos trazer diversos ou-
tros, relacionados à transformação dos tipos de 
energia e das diferentes formas que utilizamos 
a energia em nosso cotidiano.
O homem aprendeu a dominar a energia 
com o passar dos anos e com a evolução das ci-
vilizações. Um exemplo extremamente simples 
para compreender como a energia pode ser uti-
lizada a favor do ser humano é um dispositivo 
que, durante muitos anos, foi utilizado para 
medir o tempo. Este dispositivo é a ampulheta. 
Observe a figura 1: 
Descrição da Imagem: objeto de madeira com 2 discos separados 
por 3 peças cilíndricas, e, no interior destas, há duas câmaras de 
vidro unidas por uma seção bem reduzida, por onde escoa areia 
de uma câmara para a outra.
Figura 1 – Ampulheta 
Qual a relação da ampulheta com energia? Quan-
do a ampulheta é colocada em ação, a areia fica 
armazenada na parte superior, sendo que, neste 
momento, a energia associada com o volume de 
areia apresenta-se na forma de energia potencial 
(mesma forma de energia que o volume de água 
em uma barragem apresenta). 
Quando a areia começa a escoar dentro da 
ampulheta, a energia apresenta-se na forma de 
energia cinética (que é a energia associada ao mo-
vimento). O período necessário para que o volu-
me de areia troque de compartimento pode ser 
associado com determinado intervalo de tempo. 
11
UNIDADE 1
Vou indicar um vídeo, no qual você pode se basear para fazer seu 
experimento.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Ao montar a ampulheta e refle-
tir sobre o seu funcionamento, 
pense também sobre a relação 
com outro dispositivo comum 
que utilizamos em nosso coti-
diano: a bateria elétrica. Nosso 
smartphone não funciona sem 
bateria, a qual precisa ser car-
regada quase que diariamente. 
Da mesma forma, se nosso au-
tomóvel estiver com a bateria 
descarregada, não vamos con-
seguir efetuar a partida. 
A bateria é um dispositivo que, similarmente à ampulheta, é capaz 
de armazenar energia; porém, a bateria armazena energia elétrica. Uma 
sugestão de analogia da ampulheta com a bateria é pensar nos grãos 
de areia como sendo os elétrons. Na bateria, basicamente há a presença 
de dois terminais: o terminal positivo (Anodo) e o terminal negativo 
(Catodo), separados entre si por uma estrutura composta por diferentes 
camadas de materiais (como exemplo Al e Cu) e diferente composição 
química, que permite a troca de cargas entre placas. 
Essa troca de cargas, mais especificamente dos elétrons, configura-se 
na corrente elétrica disponibilizada pela bateria. Quando as cargas estão 
totalmente “separadas”, a bateria está carregada, disponibilizando deter-
minada diferença de potencial (d.d.p) entre seus terminais, ou, de outra 
forma, temos tensão elétrica disponível entre os terminais da bateria. 
Para entender melhor esse processo, sugiro uma atividade prática. Vamos desenvolver uma ampulheta 
simples, utilizando, por exemplo, duas garrafas pet e areia? Faça este pequeno experimento e utilize a energia 
para produzir um dispositivo que foi utilizado pela humanidade durante vários anos para medir o tempo.
https://www.youtube.com/watch?v=Th7jZLrX3mA
12
UNICESUMAR
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Achou um vídeo legal? Vou te ajudar e indicar um também.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Busque na internet por um vídeo ou texto que explique o funcionamento da bateria elétrica e tente 
descrever em seu Diário de Bordo como ela funciona, comparando-a com a ampulheta. Pode também 
esboçar um esquema de funcionamento da bateria e comparar com a ampulheta. 
https://youtu.be/qkVpHwjQNk4
13
UNIDADE 1
A energia elétrica é estudada 
pelo homem já há alguns sécu-
los, sendo um dos primórdios 
dos estudos da eletricidade atri-
buído ao filósofo grego Tales 
de Mileto. A eletricidade está 
associada diretamente com os 
efeitos produzidos pela troca de 
cargas elétricas nos diferentes 
materiais. Podemos produzir 
energia elétrica (neste caso, es-
tática) quando penteamos nosso 
cabelo, assim como representado 
na Figura 2: se aproximarmos o 
pente de pequenos pedaços de 
papel, eles serão atraídos devido 
à interação de cargas elétricas.
Ainda, quantos de nós já 
sentimos o efeito de uma des-
carga eletrostática ao tocar em 
uma maçaneta metálica, ou até 
mesmo em outra pessoa? Esse 
também um efeito associado 
com a eletricidade estática. 
Os componentes eletrônicos 
mais sensíveis devem ser ma-
nuseados com a utilização de 
pulseiras antiestáticas, evitando 
que, ao entrarmos em contato 
com eles, nossa estática seja des-
carregada nesses componentes, 
causando danos permanentes.
Alguns experimentos com 
eletricidade ficaram famosos 
na história, como a lendária 
experiência de empinar uma 
pipa durante uma tempesta-
de, conduzido por Benjamin 
Franklin, no século XVIII. Há 
controvérsias sobre esse fato – 
da forma como é relatado, po-
Experimento de eletricidade estática simples
com pente de cabelo. 
Descrição da Imagem: pessoa penteando o cabelo e, posteriormente, aproximando o 
pente de pequenos pedaços de papel, os quais são atraídos pelo pente. 
Descrição da Imagem: homem encosta na maçaneta de uma porta de onde saem pe-
quenos raios.
Figura 2 – Efeito de eletrostática quando penteamos o cabelo 
14
UNICESUMAR
deria ter sido fatal! Talvez não 
tenha sido realizado exatamente 
da forma como o conhecemos.
Outro experimento bastan-
te famoso é a gaiola de Faraday, 
que foi conduzido por Michael 
Faraday, no século XIX. Faraday 
comprovou que o campo elétri-
co no interior deuma estrutura 
metálica fechada é nulo. 
O próprio Faraday efetuou 
os testes do seu experimento 
permanecendo no interior da 
gaiola, enquanto a estrutura 
recebia descargas elétricas. O 
princípio da gaiola de Faraday, 
ou da blindagem eletrostática, 
é muito utilizada na proteção 
de interferências elétricas. In-
clusive, um dos métodos de projetos de sistemas contra descargas 
atmosféricas é conhecido como método de Faraday (assim como 
existe também o método Franklin). 
Sabia que você pode testar o princípio da gaiola de Faraday utilizando 
dois celulares e papel alumínio, ou algum invólucro metálico totalmente 
fechado? No caso do papel alumínio, basta enrolar completamente o 
celular, sem deixar nenhuma abertura. O celular deve permanecer ligado, 
porém ao utilizar outro aparelho para ligar para o que está enrolado no 
papel, não haverá recepção da chamada, uma vez que não haverá como o 
sinal chegar ao celular enrolado, que estará em um ponto de campo nulo.
Outros cientistas seguiram os estudos em eletricidade, como o caso 
de Charles Augustin de Coulomb (1736-1806), o qual observou os 
efeitos de atração e repulsão de cargas elétricas. Um dos seus estudos 
mais aprofundados sobre o movimento destas cargas, especificamente 
dos elétrons, permitiu a um de seus contemporâneos, André Marie 
Ampére (1775-1836), postular o conceito de corrente elétrica. Ao 
verificar que era necessária uma “pressão” para causar a corrente elé-
trica, o Conde Alessandro Volta (1745-1794) postulou o conceito da 
diferença de potencial (d.d.p) ou tensão elétrica como conhecemos!
Descrição da Imagem: A imagem mostra duas meninas no interior de uma gaiola metálica retangular que recebe descargas elétricas. Foi 
chamada de Jaula de Faraday e demonstrada no Fiesta Hall na Feira de San Mateo, Califórnia, Estados Unidos, em 2011. 
Figura 3: Gaiola de Faraday
15
UNIDADE 1
Já parou para pensar em como a energia 
elétrica é gerada e de que forma ela está 
disponível na tomada elétrica que temos 
em nossa residência?
REALIDADE
AUMENTADA
As grandezas elétricas Corrente e Tensão, com 
as unidades de medida respectivas de Ampére e 
Volts, estão diretamente associadas com a energia 
elétrica, da mesma forma que a potência elétrica 
que é medida em Watts.
Figura 4 – Experimento sobre indução magnética 
Descrição da Imagem: três círculos que representam 3 medi-
dores de tensão elétrica, dispostos na vertical, cada um com a 
representação de uma bobina elétrica ao lado direito, mostrando 
um ímã retangular entrando na primeira bobina superior e saindo 
na última bobina inferior. A geração de energia elétrica pode ser explicada 
com um experimento (representado na Figura 
3), em que uma bobina com um número de es-
piras N é introduzida em uma região na qual 
há variação de fluxo magnético; desta forma 
haverá a produção de uma tensão induzida nos 
terminais desta bobina. 
A Lei de Faraday para a indução Eletromag-
nética descreve matematicamente este efeito, con-
forme equação 1:
e N d
dt
� �
f
 [1]
onde:
e = tensão induzida na bobina [Volt], 
d dtf / = variação do fluxo magnético f [Weber].
Esta equação indica que, quanto maior o número 
de espiras da bobina, maior a tensão induzida, da 
mesma forma que um aumento no fluxo mag-
nético aumenta a tensão. Esta tensão induzida é 
conhecida também como F.E.M – Força Eletro 
Motriz. Ainda, a análise da Figura 4 mostra que, 
16
UNICESUMAR
dal, a qual pode ter seus níveis ajustados por transformadores e, 
posteriormente, distribuída através de linhas de transmissão, as 
quais, conectadas, constituem o sistema elétrico que permite o for-
necimento de energia elétrica da maneira como conhecemos, che-
gando até nossas residências, assim como representado na Figura 5: 
Figura 5 – Sistema de geração hidrelétrica e distribuição de energia 
Descrição da Imagem: blocos cinzas representando a estrutura de uma barragem por 
onde passam tubos representando água. Ainda há blocos representando árvores e estrutu-
ras formato de letras T representando torres, nas quais há fios conectados, transportando 
energia elétrica.
Quer ver alguns exemplos sobre transformadores utilizados 
na distribuição de energia no perímetro urbano/rural? Neste 
vídeo, falo um pouco sobre isso e mostro como eles funcionam. 
Acesse e confira! 
dependendo do sentido de va-
riação do fluxo, neste caso re-
presentado pela aproximação 
ou afastamento do ímã, há a ge-
ração de uma tensão positiva ou 
negativa. Esse efeito é descrito 
pela Lei de Lenz, a qual estabe-
lece que o efeito induzido na 
bobina sempre se manifesta 
de forma a se opor à causa 
que lhe produz. 
A energia elétrica de nos-
sa residência é gerada por 
um equipamento conhecido 
como gerador ou alternador, o 
qual é constituído basicamen-
te por duas partes principais: 
o estator (em que ficam os 
enrolamentos ou bobinas) e 
um rotor (formado por polos 
magnéticos alternados). Este 
tipo de gerador é semelhante 
aos que equipam as unidades 
geradoras nas usinas hidrelé-
tricas, sendo acoplados às tur-
binas e nos geradores eólicos.
A tensão elétrica gerada nas 
usinas hidrelétricas constitui-se 
em uma tensão alternada senoi-
https://vimeo.com/475341927/faa6baac85
17
UNIDADE 1
Para um aprofundamento na teoria da Lei de Faraday e da Lei de Lenz, 
indico a leitura do capítulo 12 do livro Introdução à Análise de Circuitos, Boy-
lestad (2019). Este livro é uma referência clássica sobre a Teoria de Circuitos.
Um conceito extremamente importante associado à geração de energia é o de conversão eletromecâ-
nica. No caso do gerador elétrico e do motor elétrico, este conceito pode ser explicado associado aos 
efeitos que produzem os movimentos em cada equipamento. Por exemplo: no gerador da hidrelétrica, 
quem produz o movimento é o deslocamento do volume de água que colide com as pás da turbina 
acoplada ao gerador, ou seja, temos um movimento mecânico (de entrada), que aciona o gerador, o 
qual, consequentemente, produz energia elétrica (que é a saída do sistema).
A mesma analogia pode ser utilizada para o motor elétrico, porém, com as fontes de energia elétrica e 
de movimento mecânico em pontos diferentes. Em outras palavras, no motor elétrico, a energia elétrica 
é a entrada do sistema e a saída é a rotação do eixo do motor, movimento mecânico que fornece torque.
Neste ciclo de aprendizagem, estamos construin-
do nossos conhecimentos sobre a energia elétri-
ca. E não poderia deixar de compartilhar minha 
admiração por cientistas da área. Neste podcast, 
que preparei para vocês, vou falar de dois grandes 
nomes da eletricidade: Thomas Alva Edison e Ni-
kola Tesla, os quais, no final do século XIX, foram 
os protagonistas da chamada Guerra das Correntes.
A aplicação da Lei de Faraday permitiu o de-
senvolvimento de dispositivos eletromagnéticos 
fundamentais utilizados em nosso dia a dia. Três 
exemplos clássicos desses tipos de dispositivos são: 
(1) o gerador elétrico, mencionado anteriormente, 
o qual fornece a tensão elétrica alternada que uti-
lizamos para alimentar nossos utensílios elétricos, 
lâmpadas, chuveiros, dentre outros; (2) o transfor-
mador elétrico, capaz de elevar ou rebaixar o valor 
da tensão elétrica fornecida; e (3) o motor elétrico. 
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3435
18
UNICESUMAR
A Figura 6 traz a representação de um transformador, composto por um núcleo com material ferro 
magnético e dois enrolamentos (bobinas) comumente designados primário e secundário. O primário 
refere-se ao enrolamento que recebe uma tensão de alimentação, e o secundário, o enrolamento conectado 
à carga. Por exemplo: em equipamentos mais antigos, que não utilizavam fontes chaveadas, dependendo 
da tensão da rede elétrica e do equipamento, costumava-se utilizar um transformador rebaixado para 
conectar equipamentos 127 Volts (comumente referenciado como 110 Volts) na rede 220 Volts.
Figura 6 – Transformador elétrico
Vamos considerar agora o exemplo no qual deseja-se transformar de 127 V para 220 V.Neste caso, seria 
necessário alimentar o transformador da Figura 6 com os 127 V no lado esquerdo (menor números de 
espiras) – o primário do transformador – e a carga 220 V no lado direito (maior número de espiras) 
do transformador, sendo, neste exemplo, o secundário. 
Podemos utilizar a Lei de Faraday, descrita pela equação [1], para explicar o comportamento do 
transformador. Considerando para o primário do transformador:
e N d
dt1 1
� �
f
 [2]
E para o secundário do transformador:
e N d
dt2 2
� �
f
 [3]
O fluxo magnético deve ser o mesmo nas duas bobinas do transformador; sendo assim, podemos isolar 
a variação do fluxo em cada uma das equações [2] e [3], obtendo as equações [4] e [5]:
� �
d
dt
e
N
f 1
1
 [4]
� �
d
dt
e
N
f 2
2
 [5]
U
t
U
t
Descrição da Imagem: retângulo com uma seção vazada em seu interior, sendo que, em cada lado, há um conjunto de fios enrolados. 4 
voltas de fio do lado esquerdo e 8 voltas de fio do lado direito.
19
UNIDADE 1
E, agora, igualando as equações [4] e [5], obtemos:
e
N
e
N
1
1
2
2
= [6]
E, rearranjando a equação [6] em função da tensão de saída (tensão do secundário), obtemos:
e N
N
e2 2
1
1= [7]
A equação [7] indica que a tensão de saída – ou, neste caso, a tensão do secundário do transforma-
dor – é uma função da relação do número de espiras do secundário em relação ao primário, ou seja, a 
relação de transformação em um transformador é uma função da relação entre o número de espiras. 
Assim, conforme exemplo desenvolvido, se o número de espiras do secundário for o dobro em relação 
ao número de espiras do primário, temos que:
N
N
2
1
2= [8]
E, consequentemente, a tensão de saída será o dobro do valor da tensão de entrada. Claro que todo esse 
raciocínio desenvolvido considera o transformador como sendo ideal, isto é, sem perdas significativas, 
sendo que, nos casos práticos, em vez de encontrarmos valores exatos, como 127 Volts de entrada, 
estaremos trabalhando com variações na alimentação. 
Da mesma forma, a tensão de saída não será exatamente o dobro da tensão de entrada, seja 
porque a relação de espiras não é exatamente o dobro, seja porque haverá perdas no transformador. 
Apesar de os transformadores serem máquinas elétricas de elevada eficiência, chegando a valores 
próximos a 99%, sempre existem perdas associadas. Tais perdas ocorrem devido ao efeito Joule, 
histerese, correntes parasitas, dentre outros. 
O conceito de eficiência citado nesse caso serve para diversas áreas de estudo e relaciona a entrada 
com a saída de um sistema. Exemplificando para um transformador, dizer que ele possui uma eficiência 
de 99% significa que, após a transformação da potência de entrada para a potência de saída, o valor de 
saída será 0,99 vezes o valor de entrada.
Então, se a potência de entrada deste transformador for de 1500 Watts, sabemos que, na saída vamos 
obter uma potência de 1485 Watts. A equação [9] representa o cálculo da eficiência h� � dada em 
termos da entrada e saída do sistema:
h =
Saída
Entrada
 [9]
20
UNICESUMAR
O transformador é um componente vital do sistema de distribuição de energia elétrica, estando pre-
sente, por exemplo, nas subestações, as quais recebem tensões elevadas, como o setor de tensão alter-
nada de Furnas, o qual trabalha com tensão de transmissão de 765 kV das linhas de transmissão e as 
adequam para serem distribuídas nas zonas urbanas (ITAIPU BINACIONAL, [2020]). Ao trabalhar, 
como exemplo, com tensões de 13,8 kV – sendo que esta tensão ainda é elevada para consumo predial/
residencial – é rebaixada novamente para 380 Volts (trifásico) que, então, é conduzida geralmente a 
quatro fios (três fases e um condutor neutro) para as unidades consumidoras. 
Um fator importante que deve ser considerado é a relação existente entre a potência e a energia. A 
energia é a potência dissipada com relação ao tempo. Mais especificamente, para calcularmos a gran-
deza energia, temos que:
W P t= . [10]
Descrição da Imagem: elemento metálico retangular com três torres cilíndricas na parte superior, conectadas com cabos elétricos.
O livro Instalações Elétricas, de autoria de Hélio Creder, é uma boa referência 
para aprofundar os conceitos teóricos básicos de eletricidade e traz uma 
visão ampla sobre a aplicação de componentes, como o transformador 
elétrico e dispositivos usuais utilizados em instalações elétricas prediais, 
residenciais e industriais.
21
UNIDADE 1
Os artigos de Moreira Júnior et al. (2019) e Gal-
biatti-Silveira (2018) trazem análises sobre sus-
tentabilidade e diversificação da matriz ener-
gética, sendo trabalhos atuais relacionados ao 
tema da geração e consumo sustentável de 
energia elétrica. O artigo científico é um ma-
terial diferenciado de leitura, que oportuniza 
o contato com a escrita científica e com informações atualizadas das mais diversas áreas de 
estudo.Moreira Junior et al. (2019). Galbiatti-Silveira (2018). 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Onde a energia (W ) será calculada em função da potência elétrica ( P ) dissipada/consumida e de seu 
tempo ( t ) de utilização. Essa equação pode ser aplicada, por exemplo, para calcular o nosso consumo de 
energia elétrica residencial, observando que a unidade usual utilizada no consumo de energia elétrica é o 
quilowatt-hora. Um exemplo clássico para exercitarmos estes conceitos é estimar qual o custo em termos de 
energia elétrica de um bom banho. Para respondermos a esta pergunta, vamos estabelecer alguns parâmetros:
Tempo de banho estimado: 15 minutos, ou ¼ de hora
Potência do chuveiro elétrico: 5000 Watts, ou 5 kWatts
Valor do kWh: R$ 0,665
Assim, temos que W = 5000 * 0,25 = 1250 Wh ou 1,25 kWh e o custo do banho seria de 1,25 * 0,665 = 
R$0,83. Porém devemos lembrar que este valor será multiplicado por no mínimo 30, dentro de um mês, 
que é o período de medição da concessionária. E obtemos assim 30 * 0,83 = R$ 24,94. Isto para uma pessoa!
Agora, se pensarmos em um caso com uma família com quatro integrantes, nosso valor calculado 
passa para R$ 99,75. E, se duas pessoas, pelo menos, tomarem um banho mais demorado (digamos 20 
minutos), teremos uma boa porcentagem do consumo mensal da tarifa de energia elétrica relaciona-
da ao uso do chuveiro elétrico! Enfim, deve-se considerar que uma carga como o chuveiro elétrico é 
extremamente representativa no consumo mensal de uma residência.
Para saber o valor da tarifa consulte em
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-70122019000200475&lng=en&nrm=iso
http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1692-25302018000100123&lng=en&nrm=iso
https://www.aneel.gov.br/tarifa-branca
22
UNICESUMAR
Assim como o conceito de ener-
gia elétrica, o conceito de potên-
cia elétrica é fundamental para a 
área da eletricidade. A potência 
elétrica está diretamente rela-
cionada às grandezas da tensão 
elétrica e da corrente elétrica, 
sendo a relação entre elas esta-
belecidas pela equação [11]:
P V I= . [11]
Ou seja, a potência elétrica ( P) 
dada em Watts é obtida pela 
multiplicação da tensão elétrica 
(V ) pela corrente elétrica ( I ). 
Ainda, utilizando a primeira Lei 
de Ohm, apresentada na equa-
ção [11], podemos deduzir ou-
tras duas formulações para a 
potência elétrica, como segue:
V R I= . [12]
e substituindo [11] em [10], 
obtemos:
P R I I= . .
E, consequentemente, temos que:
P R I= . 2 [13]
Ainda, se isolarmos a corrente 
elétrica na equação [11] e subs-
tituirmos em [10] temos que:
P V V
R
= .
A
W V
E, consequentemente, temos que:
P V
R
=
2
 [14]
Assim, podemos calcular a potência elétrica em função das três gran-
dezas elétricas: tensão, corrente e resistência, utilizando as equações 
[11], [13] e [14], observando que estas formulações são utilizadas para 
o caso da corrente contínua; o caso de corrente alternada será estudadonas próximas unidades. Para relacionar tais conceitos, vamos realizar 
um cálculo tomando como base o circuito representado na Figura 7.
Figura 7 – Circuito elétrico. Descrição da imagem: linhas conectadas em formato 
retangular, com um trecho destas linhas desconectado, representando uma chave, 
duas placas paralelas, uma maior e outra menor, representando uma fonte de tensão 
e linhas em zigue-zague, representando um resistor. Há também três círculos com 
letras no interior, sendo a letra W representando um Wattímetro, a letra A repre-
sentando um amperímetro e a letra V representando um Voltímetro.
Digamos que o valor da fonte de tensão contínua representada seja 
de 12V, e que o valor da resistência elétrica seja de 10Ω. Com esses 
dados, solicita-se calcular a potência dissipada pelo resistor e qual 
o consumo de energia deste circuito durante 10 horas de operação.
Inicialmente, para calcularmos a potência dissipada pelo resistor, 
podemos utilizar a equação [14], uma vez que, diretamente no circui-
to, conhecemos a queda de tensão sobre o resistor, que é, neste caso, 
igual ao valor da fonte, pois associa-se em paralelo com ela. Como 
conhecemos também o valor da resistência, podemos calcular:
P V
R
Watts= = =
2 212
10
14 4, 
23
UNIDADE 1
E, consequentemente, a ener-
gia consumida em 10 horas de 
operação do circuito seria de W 
= 14,4/1000 * 10 = 0,144 kWh. 
Ainda, é possível obter outros 
dados do circuito, por exem-
plo, a corrente que circula por 
ele. Para isso, podemos utilizar 
a equação [11], isolando a cor-
rente elétrica:
I P
V
A= = =14 4
12
1 2, , 
Assim, utilizando os três instru-
mentos representados na Figura 
7, sendo estes o Voltímetro (V), o 
Amperímetro (A) e o Wattímetro 
(W), poderíamos obter a medição 
respectivamente da queda de ten-
são elétrica sobre o resistor, bem 
como a corrente que passa por ele 
e a sua potência dissipada.
Você, como futuro(a) enge-
nheiro(a), poderá atuar tanto em 
uma concessionária de energia 
como ser responsável por pro-
jetos de geração e distribuição, 
ou ainda projetando máquinas 
elétricas como o transformador. 
É possível também atuar na ma-
nutenção destes sistemas. Uma 
vez compreendida a forma como 
o gerador elétrico e o transfor-
mador funcionam, o funciona-
mento do motor elétrico é mui-
to similar. O funcionamento do 
motor elétrico será estudado 
com maior detalhamento na 
próxima unidade.
24
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
As fórmulas apresentadas nesta unidade são simples, porém extremamente 
usuais e nos auxiliam em diversas subáreas da eletricidade. Recomendo a você, 
caro(a) aluno(a), compreender estas formulações e como aplicá-las, pois serão 
úteis no seu dia a dia.
I corrente
Lei de Ohm
R r
es
ist
ên
ci
a
P
po
tê
nc
ia
UVE tensão
Descrição da Imagem: círculo contendo formulações referentes à potência, tensão, corrente e resistência elétrica.
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M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas para criar mapas mentais e 
diagramas similares. Uma delas é a ferramenta gratuita https://www.goconqr.com/. 
Também recomendo a ferramenta https://app.diagrams.net/. 
Vamos verificar agora quais são os principais itens que discutimos nesta unida-
de e de que forma se relacionam. Como sugestão a você, estimado(a) aluno(a), 
propomos a criação de um mapa mental/diagrama que identifique os principais 
conceitos, tópicos, formulações e demais itens discutidos na unidade. Apresento, 
a seguir, uma proposta no formato de um diagrama, no qual reuni os itens que 
considero principais ao longo da unidade. Você pode utilizar este exemplo como 
base para criar sua proposta!
Energia Elétrica
Grandezas
elétricas
Resistência [Ohm]
Corrente [Ampére]
Potência [Watts] 
Energia [kWh]
Tensão [Volts]
Máquinas
Elétricas
Gerador
Motor
Transformador
Conversão
Eletromecânica
Leis/Equações/Formulações
apresentadas
Lei de Lenz
Lei de Ohm
E�ciência
Lei de Faraday
para a indução
Eletromagnética
Entrada: Energia Mecânica
Saída: Energia Elétrica
Entrada: Energia Elétrica
Saída: Energia Mecânica
Entrada: Energia Elétrica
Saída: Energia Elétrica
https://www.goconqr.com/
https://app.diagrams.net/
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
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1. Descreva com suas palavras a Lei de Faraday para a indução eletromagnética.
2. Calcular a eficiência de um transformador elevador que recebe uma energia de entrada de 1500 
Wh e fornece para a carga 1425 Wh.
3. A tensão elétrica de alimentação em uma residência é de 220 V. Sabendo que um determinado 
equipamento que opera com tensão elétrica de 55 V foi alimentado com a utilização de um trans-
formador elétrico que possui 600 espiras no enrolamento primário, pergunta-se: qual o número 
estimado de espiras do enrolamento secundário deste transformador para que o equipamento 
funcione corretamente?
4. O quadro a seguir representa as principais cargas instaladas em uma residência onde vive um 
casal. Os tempos de utilização diários são tempos estimados.
Quadro 1 - potência x tempo de utilização
Item Potência (Watts) Tempo de utilização diário
Ar-condicionado 7000 btu 900 4 horas
Chuveiro elétrico 3800 54 minutos
Forno micro-ondas 1500 30 minutos
Geladeira 190 20 horas
Iluminação da residência 1300 2 horas 
Fonte: o autor.
Qual será o valor pago pela energia elétrica para o consumo calculado em 30 dias com o valor 
do kWh fixado em R$ 0,68? Como sugestão para solucionar esta questão, você pode utilizar uma 
planilha eletrônica (Excel, Google sheets) de sua preferência para montar o cálculo.
5. A Lei de Lenz explica o efeito da f.c.e.m (força contra eletro motriz). Faça uma pesquisa sobre 
este termo associado com os indutores e verifique qual seus efeitos.
6. Transformadores monofásicos usados em ambientes rurais utilizam o sistema chamado MRT 
– Monofilar com Retorno por Terra. Descreva brevemente este sistema, utilizando até três pará-
grafos de texto (máximo de 10 linhas). Observação: recomenda-se a leitura do artigo de Ribeiro 
et al. (2020) para um aprofundamento no assunto.
C
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R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
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27
1. Um conjunto de bobinas, quando imerso em um campo magnético variável, apresentará tensão elétrica 
em seus terminais, sendo esta tensão produzida pelo efeito de indução. 
2. O aluno deve relacionar o conceito de eficiência, que relaciona a entrada com a saída do sistema e, então, 
efetuar o cálculo que, neste caso, será de 1450 Wh / 1500 Wh = 0.95 ou 95% de eficiência do transformador.
3. Pode-se solucionar esta questão com a utilização da equação [6], efetuando-se o isolamento do número 
de espiras do enrolamento secundário:
N N e
e2
1 2
1
=
.
 
E, substituindo os valores propostos, obtém-se:
N2
600 55
220
150= =.
Ou seja, o transformador possui 150 espiras no enrolamento secundário.
4. O aluno poderá desenvolver a planilha conforme modelo proposto:
Quadro 2 - Cálculo de consumo de eletricidade
Item Potência (Watts)
Tempo de utilização 
diário tempo (horas) Consumo (kWh)
Ar-condicionado 
7000 btu 900 4 horas 4 3.6
Chuveiro elétrico 3800 54 minutos 0.9 3.42
Forno micro-ondas 1500 30 minutos 0.5 0.75
Geladeira 190 20 horas 20 3.8
Iluminação da
residência 1300 2 horas 2 2.6
total diário 14.17
total mensal 425.1
valor pago R$ 289.07 
Fonte: o autor
Calculando o consumo diário com o uso da equação [10] e, posteriormente, multiplicando o valor obtido 
por 30 para calcular o consumo mensal. E, para calcular o valor a ser pago, basta multiplicar o consumo 
mensal pelo valor do kWh especificado.
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5. A força contra eletro motriz surge quando um elemento indutivo é alimentado eletricamente. 
No caso do indutor, este vai se opor ao efeito de corrente que surge no circuito em que está in-
serido. Quando a chave do circuito (1) for fechada, o indutor é alimentado e gera uma oposição 
à passagem de corrente elétrica, sendo este um efeito transitório. Já quando a chave é aberta 
(2), o indutor se opõe ao efeito de reduçãode corrente, gerando uma tensão residual em seus 
terminais, que se soma com a tensão da fonte e fica disponibilizada nos terminais da chave. 
Figura 1 - Circuito com indutor em corrente contínua
+
-
+ -
Corrente (A)
(1)
(2)
+
-
+-
Descrição da Imagem: cdois retângulos com linhas espiraladas representando um indutor, duas barras paralelas uma maior e uma menor 
com símbolos de positivo e negativo representando uma fonte de tensão, e os números 1 e 2 nas laterais representando dois circuitos, em 
que, no primeiro, há uma barra reta, representando uma chave fechada, e, no segundo, a barra está deslocada, representando uma chave 
aberta / Fonte: o autor.
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Este pulso possui tensões significativas, uma vez que a tensão originada nos terminais do indutor é propor-
cional à taxa de variação da corrente ou, matematicamente falando, proporcional à derivada da corrente 
no indutor:
v L di
dt
=
Onde v é a tensão nos terminais do indutor, L a indutância e di dt/ é a derivada da corrente. Então, em 
um circuito onde o indutor possui 50 mH de indutância, e onde circula uma corrente de 200 mA, ao abrir a 
chave do circuito, temos um tempo extremamente pequeno de abertura da chave. Se este tempo for, por 
exemplo, de 1 micro segundo, vamos ter uma tensão gerada de:
v L di
dt
V� � � �
�
��
�
�50 10
200 10
1 10
100003
3
6. 
Este efeito ocorre similarmente nas bobinas de contatores e relés, sendo que a fcem basicamente gera um 
pulso que se propaga no sistema elétrico onde o componente está instalado. Esses tipos de pulsos podem 
danificar componentes eletrônicos mais sensíveis, prejudicando, por exemplo, o funcionamento de con-
troladores. Para evitar este tipo de pulso, podem-se utilizar filtros, como um diodo “roda livre” em circuitos 
de corrente contínua e snubbers em circuitos de corrente alternada.
6. No sistema MRT é realizada a distribuição de energia elétrica utilizando um único condutor fase. Neste caso, 
o papel do condutor neutro é realizado por uma haste aterrada. Dentre as vantagens da utilização deste 
sistema, destaca-se a redução de custos, já que o sistema monofásico é mais simples de ser instalado e 
exige menor número de componentes em relação ao trifásico. 
Deve-se lembrar, porém, que este sistema – por utilizar a terra como meio de retorno – exige que o sistema 
de aterramento seja criteriosamente avaliado, uma vez que depende de sua efetividade para a proteção 
dos usuários destes sistemas.
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ÊN
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S
30
ANEEL. Agência Nacional de Energia Elétrica. Tarifa Branca. 16 jan. 2020. Disponível em: https://www.aneel.
gov.br/tarifa-branca. Acesso em: 13 out. 2020.
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
BOYLESTAD, R. L. Introdução à Análise de Circuitos. 13. ed. [S. l.]: Pearson, 2019.
GALBIATTI-SILVEIRA, P. Energia e mudanças climáticas: impactos socioambientais das hidrelétricas e diversifi-
cação da matriz energética brasileira. Opinión Jurídica,  Medellín ,  v. 17, n. 33, p. 123-147,  jan./jun.,  2018. Disponível 
em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1692-25302018000100123&lng=en&nrm=iso. 
Acesso em: 13  out.  2020. 
MOREIRA JUNIOR, O. et al. Sustentabilidade em edifício residencial no município de Dourados, MS. Intera-
ções (Campo Grande), Campo Grande, v. 20, n. 2, p. 475-486, jun., 2019. Disponível em: http://www.scielo.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-70122019000200475&lng=en&nrm=iso. Acesso em:  13 out. 2020.
RIBEIRO, F. S.; PAZZINI, L. H. A.; KURAHASSI, L. F. et al. O método dos elementos finitos na análise do ater-
ramento do sistema monofilar com retorno por terra. In: ENCONTRO DE ENERGIA NO MEIO RURAL, 3., 
2000, Campinas. Anais [...]. Campinas: Unicamp, 2003. Disponível em: http://www.proceedings.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=MSC0000000022000000200027&lng=en&nrm=abn. Acesso em: 13 out. 2020.
ITAIPU BINACIONAL. Integração ao sistema brasileiro. [2020]. Disponível em: https://www.itaipu.gov.br/
energia/integracao-ao-sistema-brasileiro. Acesso em: 8 out. 2020
2
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Noções de Instalações 
Elétricas Residenciais 
e Industriais 
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Nesta unidade, discutiremos acerca dos conceitos relativos às instalações 
elétricas, tanto as instalações Residenciais (Prediais) como as Industriais. 
Veremos como funcionam as redes elétricas urbanas e quais os valores de 
tensão padronizados de distribuição. Vamos verificar também como são 
dimensionados os condutores elétricos (fios e cabos) utilizados nas redes.
32
UNICESUMAR
Você sabe a função de cada um dos pinos disponíveis na tomada elétrica residencial? Com certeza já 
deve ter escutado termos como “fase”, “neutro” e “terra” em algum momento, mas saberia explicar o que 
estes termos significam em uma instalação elétrica? 
Quando utilizamos a energia elétrica em nossa residência, seja para iluminação, seja para alimentar um 
eletrodoméstico, estamos conectados em um sistema muito grande: o sistema de distribuição de energia 
elétrica (sistema elétrico), do qual somos clientes, ou – falando em termos técnicos – consumidores. 
Em uma visão macro, podemos imaginar o sistema elétrico como um núcleo, por meio do 
qual saem ramificações, em cujas pontas estão nossas residências, prédios e indústrias, que 
consomem a energia elétrica gerada. 
E para cada uma dessas possíveis ramificações, há uma análise para ser realizada quando se trata da ins-
talação elétrica. Por exemplo: uma residência alimentada com tensão monofásica vai estar conectada ao 
sistema por dois condutores, sendo que, entre eles, haverá uma determinada diferença de potencial (tensão 
elétrica). Essa diferença de potencial é que vai alimentar eletricamente a iluminação, eletrodomésticos e 
demais cargas da residência. Tanto na visão macro, com relação ao sistema de distribuição, como na visão da 
unidade consumidora, existem teorias e particularidades que nós, como engenheiros, precisamos conhecer.
A alimentação de uma rede elétrica residencial, predial e/ou industrial deve ser feita seguindo 
determinados padrões técnicos. Estes padrões são estabelecidos em documentos normativos for-
necidos pelas concessionárias de energia seguindo normas da ABNT (Associação Brasileira de 
Normas Técnicas) e regulamentações da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). 
Assim, para que possamos, por exemplo, conectar uma residência (unidade consumidora) à 
rede pública de energia elétrica, precisamos seguir um padrão de entrada.
A Figura 1 mostra um exemplo do padrão de entrada solicitado pela CPFL Energia – uma 
empresa distribuidora de energia elétrica que atende os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, 
Paraná e Minas Gerais. Na figura, é possível observar o desenho técnico representando o modelo 
de poste utilizado e uma foto de uma instalação real.
Descrição da Imagem: diferentes blocos representando uma usina de geração de energia, conectados em estruturas com cabos represen-
tando torres de transmissão, que estão conectados em uma estrutura maior, representando uma residência.
33
UNIDADE 2
Figura 1 – Padrão de entrada.
Fonte: adaptada do Documento GED-13 (2020). 
E a entrada de energia da sua residência, estimado(a) aluno(a)? Qual é o padrão? Quantos fios chegam 
até o poste? O medidor de energia é analógico ou digital? Faça este exercício: tente visualizar o ponto 
de entrega de energia de sua residência e identificar quais são suas características principais. 
A Figura 2 apresenta uma foto da entrada de energia de minha residência, mostrando o poste 
e o medidor. Observe que sou atendido em baixa tensão, com 3 condutores, sendo 2 condutores 
fase e 1 condutor neutro. O medidor de energia é um modelo antigo e analógico. No detalhe (1) 
da figura, destacado em vermelho, pode-se verificar três fios que chegam trançados ao poste, 
sendo fixados no isolador superior. 
Estes três fios são dois condutores fase e um condutor neutro. No detalhe(2) da figura, destacado 
em amarelo, é possível observar o medidor de energia utilizado. Ele traz algumas informações gravadas 
no próprio painel, como a capacidade de corrente máxima suportada (120 A), mostra que o modelo 
é para medição de duas fases (220 V) e que a conexão é realizada com 3 fios. 
Ao observar o ponto de conexão de sua residência com a rede de energia elétrica, você começa a 
conhecer como uma unidade consumidora se conecta em uma rede elétrica maior. Neste momento, já 
é possível verificar um conceito fundamental associado à tensão elétrica: a tensão elétrica é a mesma 
para elementos associados em paralelo.
E nossas residências, em uma visão macro, são cargas associadas em paralelo com a rede elétrica, pois 
todas as residências que estão conectadas na rede possuem a mesma tensão. Tanto é que a tensão elétrica 
Descrição da Imagem: estrutura de concreto alongada no sentido vertical com um instrumento de medição aproximadamente na metade 
da estrutura.
7,50
2,33
0,40
0,20
7,50
0,26
0,17
34
UNICESUMAR
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IÁ
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IO
 D
E 
B
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R
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Descrição da Imagem: estrutura vertical com fios conectados na parte superior com uma 
porção da figura mostrando um equipamento com diversos números gravados que repre-
sentam informações de um medidor de energia.
disponível na tomada elétrica da 
sua casa é a mesma tensão elétri-
ca fornecida na tomada elétrica 
da sua vizinhança!
Vamos ver como é isso na 
prática? Fotografe o medidor de 
energia e o poste da sua residência, 
e analise quantos condutores são 
conectados. Quais as informações 
contidas no corpo do medidor? 
Você sabe qual a concessionária 
de energia que atende à sua re-
sidência? Você já observou com 
atenção a sua fatura de energia 
elétrica? Existem informações re-
lacionadas entre a tarifa e o tipo de 
conexão com a rede elétrica? Faça 
um relato sobre estas observações.
Figura 2 – Entrada de Energia / Fonte: o autor.
35
UNIDADE 2
Qual a relação entre estes valores de tensão? Porque fa-
lamos 220V, se o valor máximo da tensão é aproximada-
mente 311 Volts?
A energia elétrica fornecida aos 
consumidores pelas concessio-
nárias é gerada e transmitida 
na forma alternada. Associada 
à corrente/tensão alternada, é 
fundamental conhecermos a 
forma de onda senoidal, sendo 
que a corrente, tensão e potência 
elétrica possuem esse formato. 
E, consequentemente, po-
demos conhecer o comporta-
mento das grandezas elétricas 
fazendo uma analogia com a 
descrição matemática da se-
noide. A Figura 3 apresenta os 
principais elementos da tensão 
elétrica senoidal.
Podemos observar que há 
uma variação do valor de tensão 
de um valor mínimo �� �Vp até 
um valor máximo Vp� � , onde 
Vp� � representa a tensão de 
pico da onda senoidal. Outro 
valor representado é o valor de 
pico a pico Vpp� � , que corres-
ponde ao valor total entre os 
valores mínimo e máximo. 
A equação [1] representa a 
onda senoidal matematicamente:
v t V sen tp( ) ( )w w= [1]
indicando que o valor de tensão 
instantânea v é dado em função 
da frequência angular e do tem-
po. No caso de redes monofásicas 
220 Volts, a tensão de pico da se-
noide atinge aproximadamente 
311,13 Volts, porém quando fa-
lamos no valor da tensão sempre 
utilizamos 220V!
Descrição da Imagem: linhas que representam uma onda senoidal, com pontos máximos 
e mínimos representados pelas letras Vp que indicam os maiores e menores valores.
-
0
0
90 180 270 360
Vp
Vp
0,707Vp
V
V VP PP
RMS
A relação entre os valores de tensão citados passa pelo conceito de 
tensão eficaz ou tensão RMS (Root Mean Square – valor médio qua-
drático), que é a tensão alternada capaz de produzir o mesmo efeito 
que uma tensão contínua equivalente em um elemento resistivo. 
Matematicamente, a relação entre a tensão de pico e a tensão 
RMS é dada por:
v
V
VRMS
p
p= =2
0 707, [2]
Sobre a característica senoidal da tensão elétrica, ela se caracteriza 
como uma onda periódica. A relação entre frequência e período é 
dada pela equação [3]:
f
T
=
1
 [3]
Figura 3 – Tensão elétrica senoidal / Fonte: o autor.
36
UNICESUMAR
No Brasil, trabalhamos com uma 
frequência de 60Hz nas redes 
elétricas; consequentemente, te-
mos 60 variações (ocorrência de 
semiciclo positivo e negativo da 
senoide) completas por segundo. 
Ou, em termos do período, uma 
variação completa a cada 16,67 ms.
Os sistemas elétricos são dis-
tribuídos em sua grande maioria 
na configuração com 4 conduto-
res, sendo 3 condutores fase e um 
condutor neutro. Recomenda-se, 
também, que exista a presença 
do condutor de proteção, comu-
mente conhecido como condu-
tor terra. A Figura 4 mostra um 
poste com 4 condutores com 
uma ramificação de entrada.
Vamos nomear cada um dos 
condutores conectados ao poste 
como R, S e T (representando 
os 3 condutores fase e N para 
o condutor neutro). Para uma 
rede elétrica trifásica 380V, as 
medidas de tensão apresentadas 
estão conforme a Figura 5.
Conforme a figura, podemos 
observar que a medida de ten-
são entre qualquer uma das fa-
ses é de 380 V (RMS); já quando 
O equacionamento matemático que explica a relação dada na equação 2 
passa por cálculo integral e foge ao escopo desta unidade. Indico a leitura 
da seção sobre valor eficaz do livro Instalações Elétricas, de Hélio Creder 
(2016), para um maior aprofundamento sobre o conceito.
Descrição da Imagem: estrutura vertical onde estão conectados 4 cabos elétricos.
Descrição da Imagem: estrutura vertical onde estão conectados 4 cabos elétricos.
Figura 4 - Poste com 4 condutores 
Figura 5 - Medidas de tensão em uma rede elétrica trifásica / Fonte: o autor
R
S
T
N
380 V
380 V
380 V
220 V
medimos uma fase em relação ao neutro, vamos obter 220 V. Para 
instalações residenciais e prediais, em que as cargas instaladas são 
na maioria monofásicas, serão utilizados circuitos monofásicos, com 
um condutor fase e um condutor neutro. Em instalações industriais, 
vão existir cargas monofásicas e trifásicas, como motores. E, neste 
caso, serão utilizados circuitos monofásicos e trifásicos. 
37
UNIDADE 2
Descrição da Imagem: homem carregando ferramentas e executando atividades de ma-
nutenção e instalação elétrica.
Figura 5 - Atividades de manutenção e instalação elétrica
A tensão de fornecimento e quantidade de condutores conecta-
dos ao consumidor é determinada por parâmetros da concessio-
nária de energia. Os parâmetros da CPFL no Rio Grande do Sul 
(conforme documento GED 13) para fornecimento de energia 
são os seguintes (na sua região haverá variações conforme regras 
da concessionária local):
a) Sistema Monofásico - Dois Fios (Fase e Neutro): aplicado 
à instalação com carga instalada até 12 kW para tensão de 
fornecimento 127/220 V e até 15 kW para tensão de forne-
cimento 220/380 V. 
b) Bifásico - Três Fios (Duas Fases e Neutro): aplicado à insta-
lação com carga instalada acima de 12 kW até 25 kW para 
tensão de fornecimento 127/220 V e acima de 15 kW até 25 
kW, para tensão de fornecimento 220/380 V. 
c) Trifásico - Quatro Fios (Três Fases e Neutro): aplicado à 
instalação com carga instalada acima de 25 até 75 kW para 
tensão de fornecimento 127/220 V, e acima de 25 até 75 
kW para tensão de fornecimento 220/380 V.
Caro(a) aluno(a), convido você 
a ver um vídeo em que mostro 
a medição de tensão entre fases 
e entre fase e neutro em uma 
instalação residencial atendida 
por 3 condutores. 
Uma vez que conhecemos 
a estrutura de uma rede de 
alimentação e suas tensões de 
fornecimento, podemos dire-
cionar nossa atenção para as 
cargas que serão instaladas/
conectadas na rede elétrica. 
Vamos focar nossa atenção no 
projeto de instalações elétricas.
A Norma Brasileira NBR 5410 
(ABNT, 2004) é um documento 
referente às instalações elétricas de 
baixa tensão, sendo fundamental 
segui-la para projetar correta-
mente uma instalação elétrica. 
Esta norma serve tanto para guiar 
projetos no contexto predial/resi-
dencial como industrial. 
Para introduzir a forma 
como projetamos uma instala-ção, adotaremos inicialmente as 
recomendações da norma com 
relação à previsão de carga: 
pontos de iluminação e toma-
das. Com relação à iluminação, 
deve-se destacar que existem 
https://vimeo.com/475345031/9eab5024f3
38
UNICESUMAR
projetos específicos, geralmente utilizando o chamado método dos lúmens, para garantir índices de 
iluminância necessários a cada tipo de atividade. Por exemplo, é diferente a forma como precisamos 
iluminar uma cozinha e um sala de leitura. Para este tipo específico de projeto, deve-se seguir também 
as orientações da norma NBR/ISO 8995: iluminação em ambientes de trabalho (ABNT, 2013).
Conforme item 9.5.2.1.1 da norma NBR 5410, deve-se prever pelo menos um ponto de luz fixo 
no teto, comandado por interruptor. Com relação à carga de iluminação, a norma, no seu item 
9.5.2.1.2, traz que:
 “
a) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2 deve ser prevista uma carga mí-
nima de 100 VA;
b) em cômodo ou dependências com área superior a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima de 
100 VA para os primeiros 6 m2, acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros (ABNT, 
2004, p. 183).
Exemplificando: para uma sala-cozinha com área de 16 m2, teríamos uma divisão de área de 
6 m2 + 4 m2 + 4 m2 + 2 m2. Assim, a potência necessária, conforme solicitado em norma, seria de: 
100 VA + 60 VA + 60 VA, observando que a última fração de área foi de 2 m2 não atingindo os 4 m2 
inteiros. Observe que a previsão de cargas utiliza a unidade VA (Volt-Ampére), que referencia a potência 
aparente dos equipamentos (ao contrário da potência ativa dada em Watts). 
Com relação ao número de pontos de tomadas, conforme item 9.5.2.2.1 da norma NBR 5410, temos 
que deve ser determinado em função da destinação do local e dos equipamentos elétricos utilizados, 
observando-se os seguintes critérios:
 “
a) em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, próximo ao lavatório;
b) em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de serviço, lavanderias e locais 
análogos, deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, 
sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no 
mesmo ponto ou em pontos distintos;
c) em varandas, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada;
d) em salas e dormitórios devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou 
fração, de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível;
e) em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação devem ser previstos pelo menos: um 
ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 2,25 m2. Um ponto de 
tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m2 e igual ou inferior a 6 m2. Um ponto 
de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área do cômodo ou dependência for superior 
a 6 m2, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível (ABNT, 2004, p. 183).
Com relação à potência dos pontos de tomadas, esta é função dos equipamentos que estes pontos pode-
rão alimentar. O item 9.5.2.2.2 da norma estabelece os seguintes valores mínimos (ABNT, 2004, p. 184):
39
UNIDADE 2
 “
a) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, 
no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, 
considerando-se cada um desses ambientes separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto 
desses ambientes for superior a seis pontos, admite-se que o critério de atribuição de potências seja 
de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, 
sempre considerando cada um dos ambientes separadamente;
b) nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada. 
Vamos verificar um exemplo de dimensionamento de pontos de tomada. Considerando que tenhamos 
em uma residência, uma cozinha com dimensões de 2,55 m x 2,88 m e um quarto com dimensões de 
2,55 m x 4 m. Qual o número mínimo de tomadas necessário para cada um destes ambientes?
Para a cozinha temos conforme item 9.5.2.2.1 (b) da NBR 5410 que deve ser previsto no mínimo 
um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro. Assim, o perímetro é de 2,55 m + 2,88 
m + 2,55 m + 2,88 m = 10,86 m. Então teremos 10,86 m/3,5 m = 3,1 e, consequentemente, dimensio-
naremos 4 tomadas para a cozinha.
Em relação ao quarto, conforme item 9.5.2.2.1 (e) da NBR 5410, deve ser previsto, no mínimo, um 
ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, já que o quarto possui uma área de 10,2 m2. 
O perímetro do quarto é de 2,55 m + 4 m + 2,55 m + 4 m = 13,1 m e, consequentemente, o número de 
tomadas necessário será de 13,1 m / 5 m = 2,62 tomadas e, assim, adotaremos 3 tomadas.
Como um segundo exemplo, podemos dimensionar a potência dos pontos de tomada calculados, 
conforme o item 9.5.2.2.2 da norma NBR 5410, sendo que, para a cozinha, como temos 4 tomadas, 
teríamos 3 com potência de 600 VA e uma com 100 VA. E, para o quarto, as 3 tomadas teriam uma 
potência de 100 VA cada.
Ainda sobre a potência das 
tomadas, é fundamental conhe-
cer sua classificação, conforme 
sua utilização. A norma cita to-
madas residenciais e industriais, 
sendo que, especificamente para 
as tomadas residenciais (pre-
diais), podemos classificá-las 
em (a) Tomadas de Uso Geral 
(TUGs) e (b) Tomadas de Uso 
Específico (TUEs). 
As TUGs suportam cor-
rente de até 10 Ampères e as 
TUEs correntes acima de 10 
A. Fisicamente é possível di-
ferenciá-las pelo diâmetro dos 
seus furos (4 mm para TUGs 
e 4,8 mm para TUEs).
Descrição da Imagem: medição de tensão elétrica em uma tomada utilizando multiteste, 
com a indicação de tensão de 235 V.
40
UNICESUMAR
Para você futuro(a) engenheiro(a) que pretende atuar na área das instalações elétricas, ou 
até mesmo para aprofundar seus conhecimentos na área, indico uma leitura pelo menos 
parcial da norma NBR 5410. 
A leitura de uma norma técnica possui algumas características particulares. Trazendo minha 
experiência na área da Engenharia, por diversas vezes precisei realizar a leitura de normas, 
para projetar, dar uma consultoria e até mesmo para atuar como perito. 
Na primeira vez que fazemos a leitura da norma, obtemos uma visão geral, processo pelo 
qual conhecemos todos (ou grande parte) dos itens que a norma abrange. Posteriormente, 
já é possível realizar leituras parciais buscando especificidades, já que, teoricamente, temos 
uma ideia de tudo que é apresentado no documento. Acesse o site da ABNT e confira:
https://www.abntcatalogo.com.br/
As tomadas comuns que temos em casa são TUGs, nas quais conectamos equipamentos e eletrodomésticos de 
pequena potência, como o televisor, um modem ou carregamos nossos portáteis. Já as TUEs são utilizadas com 
equipamentos de maior potência, assim como uma máquina de secar roupas e o forno micro-ondas.
É importante observar que pontos de alimentação elétrica utilizados para aquecimento de água (chuveiro, 
torneira elétrica) não devem utilizar tomadas. Estes equipamentos devem ser conectados diretamente ao 
circuito respectivo, assim como indica o item 9.5.2.3 da norma NBR 5410.
Uma vez definidos os pontos de iluminação e tomadas, devemos dimensionar a seção dos condutores 
que estarão conectados nestes circuitos. A norma NBR 5410 traz seis critérios técnicos para a realização do 
dimensionamento dos condutores, sendo eles: 
• A proteção contra choques elétricos por seccionamento (5.1.2.2.4).
• A proteção contra sobrecargas (5.3.4 e 6.3.4.2).
• A proteção contra curtos-circuitos e solicitações térmicas (5.3.5 e 6.3.4.3).
• A capacidade de condução de corrente dos condutores (6.2.5).
• As seções mínimas dos condutores (6.2.6.1.1).
• Os limites de queda de tensão (6.2.7).
Para facilitar a compreensão do dimensionamento dos condutores, vamos focar no critério de capacidade 
de condução de corrente. Observando que, conforme a norma,a capacidade de condução de corrente 
dos condutores de um circuito deve ser igual ou superior à corrente de projeto do circuito. 
Com o intuito de exemplificar os conceitos estudados até este momento, vamos criar um projeto 
exemplo prevendo 3 circuitos: 
a) de iluminação com 280 VA de potência;
b) de TUGs com 300 VA de potência; 
c) de TUE que vai alimentar uma torneira elétrica com 3300 Watts de potência. 
41
UNIDADE 2
Ainda, a tensão de alimentação dos circuitos é de 
220 V. Vamos determinar a corrente de projeto 
de cada circuito. Utilizando a equação [4], que 
expressa a potência de um circuito monofásico:
P V I� � �. .cos � [4]
Onde cos �� � representa o fator de potência do 
circuito, que por definição é o cosseno do ângu-
lo entre a tensão e a corrente. Para circuitos pu-
ramente resistivos (como o da torneira elétrica) 
temos cos �� � �1 . 
O fator de potência será discutido mais de-
talhadamente na Unidade 4. Para simplificar 
nossa análise, vamos considerar que efeitos 
indutivos são mínimos nos circuitos de ilu-
minação utilizados, bem como todas as cargas 
previstas para as TUGs. 
E, consequentemente, vamos considerar 
cos �� � �1. Para calcular a corrente dos circuitos, 
isolamos a corrente na equação [4], obtendo [5]:
I P
V
= [5]
E calculando a corrente para nosso circuito de 
iluminação, obtemos:
I P
V
VA
V
A= = =280
220
1 27 
 
 , 
Para o circuito das TUGs:
I P
V
VA
V
A= = =300
220
1 36 
 
 ,
E para o circuito da torneira elétrica:
I P
V
W
V
A� � �3300
220
15 
 
 
A Tabela 1 traz um resumo dos cálculos:
Circuito Iluminação TUGs
TUE 
(Torneira 
Elétrica)
Tensão 220 V
Potência 280 VA 300 VA 3000 W
Corrente 
de Projeto 1,27 A 1,36 A 15 A
Tabela 1 – Cálculos de corrente do projeto / Fonte: o autor.
A corrente de projeto (designada como IB na 
norma) que calculamos para cada circuito pre-
cisa agora ser corrigida utilizando os fatores 
de correção, conforme Tabelas 2 e 3, que tra-
zem, respectivamente, os fatores de correção 
de temperatura (FCT) e fator de correção por 
agrupamento (FCA). 
A correção de temperatura ajusta os cálcu-
los considerando temperaturas diferentes de 
30°C, enquanto a correção por agrupamento 
ajusta os cálculos considerando o número de 
condutores carregados, ocupando o mesmo 
meio de condução.
Temperatura °C
Isolação
PVC EPR ou 10LPE
Ambiente
10 1,22 1,15
15 1,17 1,12
20 1,12 1,08
25 1,06 1,04
35 0,94 0,96
40 0,87 0,91
Tabela 2 - Fatores de correção de temperatura 
Fonte: adaptada da Tabela 40 da NBR 5410 (ABNT, 2004).
42
UNICESUMAR
A Tabela 2 trouxe os fatores de correção de temperatura, e a Tabela 3 traz os fatores de correção devido 
ao agrupamento dos condutores.
Ref.
Forma de agru-
pamento dos 
condutores 
Número de circuitos ou de cabos multipolares Tabela 
dos mé-
todos de 
referência
1 2 3 4 5 6 7 8 9 a 11 12 a 15 16 a 19 ≥ 20
1
Em feixe: ao ar 
livre ou sobre 
superfície; 
embutidos; em 
conduto fechado
1,00 0,80 0,70 0,65 0,60 0,57 0,54 0,52 0,50 0,45 0,41 0,38
36 a 39
(métodos
A a F)
2
Camada única 
sobre parede, 
piso, ou em ban-
deja não perfura-
da ou prateleira
1,00 0,85 0,79 0,75 0,73 0,72 0,72 0,71 0,70 0,70 36 e 37
(método C)
3
Camada única 
no teto
0,95 0,81 0,72 0,68 0,66 0,64 0,63 0,62 0,61 0,61
4
Camada única 
em bandeja 
perfurada
1,00 0,88 0,82 0,77 0,75 0,73 0,73 0,72 0,72 0,72 38 e 39
(métodos 
E e F)5
Camada única 
sobre leito, su-
porte etc.
1,00 0,87 0,82 0,80 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 0,78
Tabela 3 - Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados 
Fonte: adaptada da Tabela 42 da NBR 5410 (ABNT, 2004).
A corrente de projeto corrigida é calculada utilizando a equação [6]:
�IB
IB'
FCT.FCA
 [6]
Vamos supor, então, que os três circuitos do nosso exemplo estarão instalados em uma condição com 
temperatura ambiente de 40ºC e que serão todos circuitos monofásicos, com dois condutores carre-
gados (fase e neutro) em instalação com eletrodutos (conduto fechado). 
Ainda, estes três circuitos estarão agrupados em um mesmo eletroduto e todos os condutores utilizados 
possuem isolação em PVC. Conforme Tabela 2, teremos um FCT de 0,87 e, conforme Tabela 3, um FCA de 0,7. 
Assim, nossa corrente de projeto corrigida será:
a) Para o circuito de iluminação: I
A AB
' ,
, . ,
,= =
1 27
0 87 0 7
2 08 
b) Para o circuito das TUGs: I A AB
' ,
, . ,
,= =
1 36
0 87 0 7
2 23 
c) Para o circuito da torneira elétrica: I
A AB
'
, . ,
,= =
15
0 87 0 7
24 63 
43
UNIDADE 2
Com estes valores de corrente, podemos verificar, na Tabela 5, qual a seção dos condutores que suporta 
a corrente do circuito. 
Método de 
instalação 
número
Esquema ilustrativo Descrição Método de referência
3
Condutores isolados ou cabos unipolares 
em eletroduto aparente de seção circular 
sobre parede ou espaçado desta menos de 
0,3 vez o diâmetro do eletroduto
B1
Tabela 4 - Método de Referência B1 / Fonte: adaptada da Tabela 33 da NBR 5410 (ABNT, 2004).
Com relação aos métodos de instalação referenciados na Tabela 5, vamos supor que nossos circuitos 
foram instalados conforme o método de referência B1, explicado na Tabela 4.
Seções nominais mm2 Métodos de referência indicados na Tabela 33
A1 A2 B1 B2 C D
Número de condutores carregados
2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11) (12) (13)
Cobre
0,5 7 7 7 7 9 8 9 8 10 9 12 10
0,75 9 9 9 9 11 10 11 10 13 11 15 12
1 11 10 11 10 14 12 13 12 15 14 18 15
1,5 14,5 13,5 14 13 17,5 15,5 16,5 15 19,5 17,5 22 18
2,5 19,5 18 18,5 17,5 24 21 23 20 27 24 29 24
4 26 24 25 23 32 28 30 27 36 32 38 31
6 34 31 32 29 41 36 38 34 46 41 47 39
Tabela 5 - Capacidades de condução de corrente / Fonte: adaptada da Tabela 36 da NBR 5410 (ABNT, 2004).
O número de condutores carregados referenciado na Tabela 5 está descrito na Tabela 6, sendo que, 
no caso dos nossos circuitos, vamos prever que eles pertencem ao caso monofásico a três condutores 
(condutor fase, condutor neutro e condutor de proteção ou terra). 
E, consequentemente, teremos dois condutores carregados.
Esquema de condutores vivos do circuito Número de condutores carregados a ser adotado
Monofásico a dois condutores 2
Monofásico a três condutores 2
Duas fases sem neutro 2
Duas fases com neutro 3
Trifásico sem neutro 3
Trifásico com neutro 3 ou 4
Tabela 6 - Número de condutores carregados a ser considerado, em função do tipo de circuito.
Fonte: adaptada da Tabela 46 da NBR 5410 (ABNT, 2004).
Descrição da Imagem: explicação sobre um dos métodos de referência de condutores.
44
UNICESUMAR
Conforme a Tabela 6, verificamos que, para os circuitos de iluminação e TUGs, para os quais calcula-
mos correntes de projeto corrigidas de 2,08 A e 2,23 A, podemos adotar um condutor com 0,5 mm2 
de seção, que para o método B1 com 2 condutores carregados suporta uma corrente de 9 A. 
Para o circuito da torneira elétrica com uma corrente corrigida de 24,63 A, podemos adotar um 
condutor com 4,0 mm2 de seção, que para o método B1 com 2 condutores carregados suporta uma 
corrente de 32 A.
Com as seções dos condutores definidas, devemos agora verificar se estas seções atendem às seções 
mínimas para condutores previstos na norma conforme valores especificados na Tabela 7.
Tipo de linha Utilização do circuito
Seção mínima do 
condutor mm2 - 
material
Instalações fixas
em geral
Condutores e
cabos isolados
Circuitos de iluminação
1,5 Cu 
16 Al
Circuitos de força2)
2,5 Cu 
16 Al
Circuitos de sinalização e circui-
tos de controle 0,5 Cu
3)
Condutores nus
Circuitos de força
10 Cu 
16 Al
Circuitos de sinalização e circui-
tos de controle 4 Cu
Linhas flexíveis com cabos isolados
Para um equipamento específico Como especificado na norma do equipamento
Para qualquer outra aplicação 0,75 Cu4)
Circuitos a extrabaixa tensão 
para aplicações especiais 0,75 Cu
1) Seções mínimas ditadas por razões mecânicas.
2) Os circuitos de tomadas de corrente são considerados circuitos de força.
3) Em circuitos de sinalização e controle destinados a equipamentoseletrônicos é admitida uma 
seção mínima de 0,1 mm2.
4) Em cabos multipolares flexíveis contendo sete ou mais veias é admitida uma seção mínima de 0,1 
mm2.
Tabela 7 - Seção mínima de condutores1) / Fonte: adaptada da Tabela 47 da NBR 5410.
Verificamos, conforme Tabela 7, que a seção mínima para circuitos de iluminação é de 1,5 mm2 e para 
circuitos de força com condutores isolados, que é o caso do nosso circuito das TUGs, a seção mínima 
estabelecida é de 2,5 mm2. 
Sendo assim, teremos que adotar estas seções para nosso circuito de iluminação e nosso circuito 
das TUGs. Já para o circuito da torneira elétrica, a seção calculada já atende ao item.
Estas seções calculadas são para os condutores fase do circuito e, dessa forma, é necessário estabe-
lecer as seções dos condutores neutro e de proteção. 
45
UNIDADE 2
A seção do condutor neutro pode ser estabelecida 
com base na Tabela 8.
Seção dos conduto-
res de fase mm2
Seção reduzida do 
condutor neutro 
mm2
S ≤ 25 S
35 25
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185
Tabela 8 - Seção reduzida do condutor neutro 
Fonte: adaptada da Tabela 48 da NBR 5410 (ABNT, 2004). 
Conforme podemos verificar na Tabela 7, para todas as 
seções inferiores a 25 mm2 do condutor fase, teremos 
a mesma seção para o condutor neutro. Como todas 
as seções dos circuitos que calculamos são inferiores a 
25 mm2, vamos adotar a mesma seção dos condutores 
fase de cada circuito para o condutor neutro. 
Ainda, temos que verificar a seção do condutor 
de proteção, conforme apresentado na Tabela 9.
Seção dos conduto-
res de fase mm2
Seção reduzida do 
condutor de prote-
ção correspondente 
mm2
S ≤ 16 S
16 < S ≤ 35 16
S > 35 S/2
Tabela 9 - Seção mínima do condutor de proteção
Fonte: adaptada da Tabela 58 da NBR 5410 (ABNT, 2004).
Conforme podemos verificar na Tabela 9, para 
todas as seções inferiores a 16 mm2 do condutor 
fase, teremos a mesma seção para o condutor de 
proteção. Então, como todas as seções dos cir-
cuitos que calculamos são inferiores a 25 mm2, 
vamos adotar a mesma seção dos condutores fase 
de cada circuito para o condutor de proteção. 
Podemos, agora, acrescentar na Tabela 1 as 
informações da corrente de projeto corrigida e 
seção calculada para os condutores fase, neutro e 
de proteção dos circuitos. 
Descrição da Imagem: planta baixa predial com ferramentas e componentes elétricos dispostos sobre a planta.
Figura 6 - Planta baixa predial com ferramentas e componentes elétricos
46
UNICESUMAR
Estas modificações estão apresentadas na Tabela 10:
CIRCUITO Iluminação TUGs TUE (Torneira Elétrica)
Tensão 220V
Potência 280 VA 300 VA 3300 W
Corrente de Projeto 1,27 A 1,36 A 15 A
Corrente de Projeto 
Corrigida 2,08 A 2,23 A 24,63 A
Seção do condutor fase 2,5 mm2 2,5 mm2 4 mm2
Seção do condutor 
neutro 2,5 mm
2 2,5 mm2 4 mm2
Seção do condutor de 
proteção 2,5 mm
2 2,5 mm2 4 mm2
Tabela 10 - Valores calculados para o projeto exemplo
Fonte: o autor
O projeto exemplo que utilizamos até aqui focou em um projeto residencial/predial. Vamos veri-
ficar agora um segundo exemplo, que trata do dimensionamento de um circuito para alimentar 
um motor elétrico trifásico.
Suponha que este motor é utilizado para movimentar uma esteira que faz parte de um processo de 
automação. Seguiremos o mesmo procedimento de cálculo utilizado nos circuitos residenciais, sendo 
que, inicialmente, verificamos a potência do equipamento. 
Vamos supor que utilizaremos um motor de 4 polos com 4 CV de potência. Assim, para calcularmos 
a corrente por fase para este motor, podemos utilizar a definição de potência para um motor trifásico, 
conforme equação [7]:
P V Ielétrica � � �3. . .cos � [7]
Ainda, temos que considerar a relação entre a potência elétrica absorvida da rede pelo motor em 
relação à potência útil (mecânica) fornecida por ele. Esta relação expressa o rendimento do motor. 
Temos, conforme a equação [8], que:
h =
P
P
útil
elétrica
 [8]
Podemos definir a relação expressa em [8] na forma da equação [9]:
h%
* ( )
* * *cos
�
� �
736
3
P CV
V I �
 [9]
A potência de nosso motor do exemplo 4 CV é sua potência útil. Considerando que ele possui um 
rendimento de 85%, sua potência elétrica, que será absorvida da rede, é:
P P Welétrica útil= = =h
4 736
0 85
3463 5*
.
. 
47
UNIDADE 2
E, isolando a corrente na equação [7], obtemos:
I A= =3463 5
3 380 0 8
6 58.
* * ,
, 
Este cálculo foi demonstrado para conhecimento, uma vez que estas informações sobre motores elé-
tricos são disponíveis em catálogos de fabricantes, assim como apresentado na Figura 6.
Potência
Carcaça
Conjugado
Nominal
(kgfm)
Corrente 
com Rotor
Bloqueado
Ip/In
Conjugado 
de Partida 
Cp/Cn
Conjugado 
Máximo 
Cmáx/Cn
Momen-
to de 
Inércia J 
(kgm2)
Tempo 
Máximo com 
rotor blo-
queado (s)
KW HP Quente Frio
3 4 L100L 1,67 9,1 4 4 0,00964 15 33
Para obter os valores da corrente nominal (In) em outras tensões, utilizar os seguintes fatores de 
multiplicação:
- In em 440 V para In em 380 V multiplicar por 1,158
- In em 440 V para In em 220 V multiplicar por 2
Continuação da tabela
Massa
(Kg)
Nível 
médio de 
pressão 
sonora 
dB(A)
Fator de 
serviço
RPM
% de Carga
Tensão 
(V)
Corrente
Nominal
In (A)
Rendimento Fator de Potência
50 75 100 50 75 100
39 54 1,25 1745 87,4 88,5 89,5 0,57 0,69 0,77 440 5,71
Figura 6 - Catálogo de motores elétricos / Fonte: adaptada de Weg (2020). 
Na Figura 6, podemos observar que está em destaque a linha correspondente ao motor com 4 HP de 
potência, sendo que 1 HP (Horse Power) é outra unidade usual de potência e equivale a 746 Watts. 
Ainda, valor de corrente indicado no catálogo refere-se a uma tensão de alimentação de 440 V, sendo 
que, para obter a corrente equivalente para 380 V, multiplicamos o valor por 1,158. Então, temos que 
a corrente para o motor de 4 HP é de 6,61 A (5,71 A * 1,158). 
Comparando o valor que calculamos (6,58 A) com o valor apresentado no catálogo (6,61 A), ob-
temos uma pequena diferença atribuível aos arredondamentos utilizados. Sabendo a corrente elétrica 
que será consumida por fase no motor, podemos aplicar os fatores de correção. 
Vamos supor que nosso circuito de alimentação do motor está junto com outros três circuitos em 
uma bandeja não perfurada. A Tabela 11 demonstra que o método de referência utilizado é o C (ban-
deja não perfurada); assim, conforme Tabela 3, teremos um FCA = 0,75.
Descrição da Imagem: tabela com informações referentes a motores elétricos trifásicos.
48
UNICESUMAR
Método de instalação 
número Esquema ilustrativo Descrição Método de referência
12
Cabos unipolares ou 
cabo multipolar em 
bandeja não-perfurada, 
perfilado ou prateleira
C
Tabela 11 – Método de Referência C / Fonte: adaptado da Tabela 33 da NBR 5410 (ABNT, 2004).
Descrição da Imagem: explicação sobre um dos métodos de referência de condutores.
A primeira etapa no projeto de uma instalação é o dimensionamento de suas cargas. Basica-
mente, dimensionamos a quantidade de pontos de iluminação em função da área dos diferentes 
ambientes e a quantidade dos pontos de tomadas em função da área e do perímetro. Ainda, 
dimensionamos a seção dos condutores elétricos em função da potência (corrente) dos equi-
pamentos previstos para os circuitos, prevendo também os cálculos de correção necessários.
Descrição da Imagem: caixa de conexão de um motor trifásico 
mostrando os 3 condutores fase e o condutor de proteção.
Com relação ao fator de correção de tempera-
tura, vamos supor que o circuito do motor está 
instalado em um ambiente industrial refrigera-
do que gera temperatura próxima dos 20°C e os 
condutores utilizados possuem isolação em EPR. 
Então, conforme Tabela 2, teremos um FCT = 
1,08. Utilizando a equação [6], podemos calcular 
a corrente de projeto corrigida para o motor:
I I
FCT FCA
AB B
'
.
,
, * ,
,= = =
6 58
1 08 0 75
8 12 
Considerando que o circuito de alimentação do 
motor corresponde a um circuito trifásico sem 
neutro, composto, assim, portrês condutores fase 
e um condutor de proteção, teremos três conduto-
res carregados (Tabela 5) e, conforme a Tabela 4, 
é possível adotar um condutor com 0,5 mm2 de 
seção que suporta uma corrente de 9 A. 
Observa-se, porém, que a seção mínima per-
mitida para o circuito do motor (que é um circuito 
de força – Tabela 6) é de 2,5 mm2. Consequente-
mente, adotaremos a seção de 2,5 mm2 para os 
três condutores fase e para o condutor de proteção.
Figura 7 - Caixa de conexão de motor trifásico
49
UNIDADE 2
Neste ciclo de aprendizagem, estamos conhecendo 
conceitos relativos às instalações elétricas, tanto no 
contexto residencial/predial como no industrial. E 
considero fundamental trazer para vocês minha 
visão profissional sobre a atuação do profissional 
técnico na área das instalações elétricas. 
Neste podcast, vou relatar para vocês sobre os 
momentos em que atuei na área e diversas situações 
que presenciei, diretamente relacionadas com o pro-
jeto e execução de instalações elétricas. 
O conhecimento da estrutura das redes elétri-
cas e da tensão de fornecimento permite projetar-
mos nossas cargas conforme tensão e capacidade 
da rede. Ainda, é fundamental conhecermos as 
normas aplicáveis, como também a NBR 5410, 
pois assim iremos projetar de forma alinhada com 
as normas, garantindo, consequentemente, o cor-
reto funcionamento e segurança das instalações.
Você conseguiria relacionar mentalmente a 
seção de um condutor com uma faixa de corrente 
que ele suporta?
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3436
50
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Vamos verificar agora quais são os principais itens que discutimos nesta unidade 
e de que forma se relacionam. 
Como sugestão a você, estimado(a) aluno(a), propomos a criação de um mapa 
mental/diagrama que identifique os principais conceitos, tópicos, formulações e 
demais itens discutidos na unidade. 
Apresento, a seguir, uma proposta no formato de fluxograma, a qual representa 
as etapas principais que discutimos. Você pode utilizar este exemplo como base 
para criar sua proposta!
Figura 8 - Fluxograma das etapas / Fonte: o autor
S
S
S
N
N
NCircuitos de�nidos?
Início: dimensionamento
cargas
Dimensionar em
função da área
Dimensionar em função
da área e do perímetro
Pontos de
iluminação
dimensionados?
Pontos de
tomadas
dimensionados?
Calcular carrentes
de projeto
Aplicar fatores
de correção
Seção dos
condutores
TUGs e TUEs
De�nir por função: iluminação,
tomadas, cargas especí�cas
(chuveiro, motores ...)
51
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
52
Para responder às questões, vamos tomar como base a planta baixa representada na Figura 
a seguir:
Figura - Planta Baixa, dimensões em metros 
Fonte: o autor
Todos os circuitos estarão instalados em condição de temperatura ambiente 40ºC. Circuitos mo-
nofásicos com dois condutores (PVC) carregados (fase e neutro) com instalação em eletrodutos 
(conduto fechado). 
Método de instalação (referência B1). Tensão de alimentação 220 V. Todos os circuitos conduzidos 
em um único eletroduto.
Descrição da Imagem: planta baixa residencial com 4 ambientes.
quarto
banheiro
sala
cozinha
4,93
2,
55
3,
31
3,30
2,
60
2,60
2,50
5,14
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
53
1. Dimensione os pontos de iluminação em função da área dos ambientes seguindo as recomen-
dações da NBR 5410.
2. Dimensione os pontos de tomada em função da área dos ambientes seguindo as recomendações 
da NBR 5410.
3. Faça a distribuição de circuitos, conforme cargas já dimensionadas, sendo o circuito 1 de ilumi-
nação, circuito 2 de TUGs e um circuito 3 para o chuveiro (potência de 5000 Watts).
4. Calcule as correntes de projeto de cada circuito. 
5. Calcule as correntes de projeto corrigidas de cada circuito. 
6. Determine a seção dos condutores de cada circuito.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
54
Para as questões 1 e 2, vamos utilizar os cálculos apresentados no quadro abaixo:
Área (m2) Perímetro (m)
Sala 2.60 5.14 13.36 15.48
Quarto 2.55 4.93 12.57 14.96
Cozinha 3.30 3.31 10.92 13.22
Banheiro 2.60 2.50 6.50 10.20
Quadro - Área e perímetro dos cômodos
Fonte: o autor
1. Com base nas áreas de cada ambiente, verificamos agora o número mínimo de pontos de iluminação, 
observando que todas as áreas são superiores a 6 m2. Então, deve ser prevista uma carga mínima de 100 
VA para os primeiros 6 m2, acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros.
Sala: 100 VA + 60 VA; Quarto: 100 VA + 60 VA; Cozinha: 100 VA + 60 VA; Banheiro: 100 VA.
Totalizando assim 580 VA de potência para o circuito de iluminação.
2. Com base nas áreas e perímetros de cada ambiente, verificamos agora o número mínimo de pontos de 
tomadas, sendo que, para o quarto e sala, devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada para 
cada 5 m, ou fração de perímetro. 
Então, adotamos para o quarto 3 tomadas de 100 VA e, para a sala, 4 tomadas de 100 VA. O banheiro se 
classifica conforme o item 9.5.2.2.1 (b) – para um ponto de tomada a cada 3,5 m ou fração de perímetro. 
Então, teremos 3 tomadas, sendo estas de 600 VA cada (conforme item 9.5.2.2.2). Da mesma forma, para 
a cozinha teremos 4 tomadas, sendo três delas de 600 VA e uma de 100 VA. 
Assim, o total de potência para o circuito de TUGs é de 4400 VA. Por mais que seja recomendado distribuir 
esta potência em mais de um circuito, neste exemplo vamos utilizar um circuito único.
3. Circuito 1 - iluminação: 580 VA; circuito 2 - TUGs: 4400 VA; e circuito 3 - chuveiro: 5000 Watts.
4. Correntes de projeto: utilizando a equação [5], calculamos as correntes de projeto de cada circuito. Circuito 
1 - iluminação: 2,64 A; circuito 2 - TUGs: 20 A; e circuito 3 - chuveiro: 22,73 A.
5. As correntes de projeto corrigidas serão calculadas utilizando a equação [6], sendo que, para a tempera-
tura ambiente de 40°C e condutores com isolação de PCV, teremos um FCT = 0,87. Como temos 3 circuitos 
utilizando o método de referência B1, teremos o FCA = 0,70. 
Assim, a corrente corrigida para cada um dos circuitos será Circuito 1 - iluminação: 3,28 A; circuito 2 - TUGs: 
24,86 A; e circuito 3 - chuveiros: 28,25 A.
6. Utilizando a Tabela 5, com o método B1 e 2 condutores carregados, é possível adotar as seguintes seções 
de condutores para cada circuito:
Circuito 1 - iluminação: 0,5 mm2; circuito 2 - TUGs: 4 mm2; e circuito 3 - chuveiro: 4 mm2. Verificando a 
seção mínima permitida para cada tipo de circuito, conforme Tabela 7, temos que adotar 1,5 mm2 para o 
circuito de iluminação. 
Ainda conforme Tabelas 8 e 9, utilizaremos condutores de neutro e proteção com seção de 1,5 mm2 para 
o circuito de iluminação e com seção de 4 mm2 para os circuitos das TUGs e do chuveiro.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
55
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5410: instalações elétricas de baixa 
tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR/ISO 8995: iluminação de ambientes 
de trabalho. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
CPFL ENERGIA. GED 13: Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição. Campinas: CPFL, 2020. 
Disponível em: http://sites.cpfl.com.br/documentos-tecnicos/GED-13.pdf. Acesso em: 14 out. 2020.
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
WEG. Motor Elétrico Trifásico W22 - Catálogo Técnico Mercado Brasil. Código 50023622, revisão 36, 
mar. 2020. Jaguará do Sul: WEG, 2020. Disponível em: https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h94/
h69/WEG-w22-motor-eletrico-trifasico-50023622-brochure-portuguese-web.pdf. Acesso em: 16 out. 2020.
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h94/h69/WEG-w22-motor-eletrico-trifasico-50023622-brochure-portuguese-web.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h94/h69/WEG-w22-motor-eletrico-trifasico-50023622-brochure-portuguese-web.pdf
56
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
3
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Projetos Elétricos 
Residenciais e 
Industriais
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Nesta unidade, discutiremos sobre os projetos das instalações elétri-
casresidenciais (prediais) e industriais. Vamos utilizar um Software de 
projetos elétricos e conhecer a simbologia utilizada. Será importante 
também retomar alguns itens sobre dimensionamento de condutores 
estudados na Unidade 2 e serão verificados os procedimentos para o 
dimensionamento de eletrodutos.
58
UNICESUMAR
O conhecimento sobre os componen-
tes utilizados nas instalações elétricas 
serve como base para utilizar tais 
componentes em projetos de insta-
lações industriais e residenciais. Você 
já parou para pensar como represen-
tamos os componentes utilizados nas 
instalações elétricas? Todos os dias 
utilizamos interruptores, tomadas e 
pontos de iluminação, mas quais os 
símbolos utilizados para estes com-
ponentes elétricos em um projeto? 
Em nosso dia a dia, depara-
mo-nos a todo o momento com 
elementos elétricos, como os in-
terruptores, que são dispositivos 
utilizados para interromper a ali-
mentação de um circuito de ilumi-
nação. Também utilizamos rotinei-
ramente as tomadas elétricas para 
conectar equipamentos. 
Como esses dispositivos estão 
distribuídos e conectados entre si em 
nossas residências, prédios e instala-
ções? Seria como as de um shopping 
center ou de um mercado? Como se 
determina a posição onde um inter-
ruptor ou uma tomada serão instala-
dos para atender da melhor forma o 
usuário do ambiente?
Todos esses detalhes passam 
pelo projeto de uma instalação 
elétrica, sendo muito importante 
também a execução da instalação 
de maneira fiel ao que foi projetado. 
Assim, o projeto elétrico é o docu-
mento que vai guiar a localização 
dos pontos de iluminação, tomadas, 
cabeamento estruturado e sistema 
de proteção contra descargas at-
mosféricas (SPDA) dentre outros.
59
UNIDADE 3
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Por ser um documento com uma série de itens muito importantes de uma instalação, ele precisa 
ser efetuado por pessoal técnico qualificado, como é o caso dos profissionais da engenharia.
Pegue papel e caneta e vamos dar um passeio pela sua casa. Anote essas perguntas e vá registrando 
as respostas uma a uma. Você já observou a instalação elétrica de sua residência com atenção? Quan-
tos pontos de iluminação existem? Os interruptores são simples, duplos, do tipo paralelo (hotel) ou 
automatizados? O número de tomadas está em conformidade com os itens da norma NBR 5410?
Verifique quantos pontos de tomadas e de iluminação estão disponíveis. Ainda, as tomadas (TUGs) são 
todas de 10 A, ou existem as tomadas (TUEs) de 20 A para os equipamentos que necessitam desse tipo?
Seu chuveiro tem um circuito próprio, com uma conexão direta, ou foi realizada uma conexão com 
algum padrão aleatório? Os condicionadores de ar possuem circuitos únicos? Talvez você nunca tenha 
se preocupado com estes detalhes, mas agora que estamos conhecendo mais a fundo os projetos de 
instalações elétricas, é fundamental que possamos ter um olhar mais crítico.
Utilize o espaço abaixo e faça um pequeno esboço à mão, indicando onde estão localizados, nos 
cômodos de sua residência, os pontos de iluminação, interruptores e tomadas, com as principais 
cargas instaladas. Conseguiu enxergar quais as cargas que você tem instalado na sua residência? 
Verificou que cada ponto de iluminação tem um interruptor para acionamento? Pense como isso 
seria representado em um projeto e quais símbolos você teria que utilizar para fazer esse projeto. 
60
UNICESUMAR
Os projetos elétricos utilizam a planta baixa da obra para prever onde serão instalados os pontos de 
iluminação, tomadas, trajeto de eletrodutos e posicionamento dos centros de distribuição, dentre outros.
A utilização da planta baixa vai garantir também que não ocorram superposições entre um eletro-
duto com uma tubulação de água ou que seja prevista a instalação onde existe uma abertura.
Por mais que nos cursos de engenharia, nós, engenheiros, aprendemos desenho técnico, inclu-
sive com algumas técnicas utilizando desenho à mão livre, os projetos são todos realizados com a 
utilização de softwares (CAE – Computer Aided Design, ou Desenho Assistido por Computador) 
que garantem agilidade e redução de erros de projeto.
Na área dos projetos elétricos, existem diversos softwares, como é o caso do AutoCad®, o qual é 
muito utilizado principalmente por profissionais da arquitetura, possuindo um módulo específico 
para projetos elétricos. A Figura 1 mostra uma tela do software AutoCad®.
 Figura 1 - Tela do Software Autocad / Fonte: Autodesk ([2020], on-line).
Outros softwares, como o Solid Works®, também possuem módulos para desenho elétrico, sendo 
voltados principalmente para o segmento industrial, em que são desenhados quadros de comando 
com bibliotecas e recursos disponíveis para calcular a quantidade de condutores utilizados e realizar 
identificação automática de circuitos. 
É fundamental citar que estes softwares exigem determinado tempo para que o usuário compreen-
da seu funcionamento e conheça o básico de comandos e componentes disponíveis. Com o objetivo 
de habituar você, estimado(a) aluno(a), com um software de projetos, será proposto nesta unidade a 
utilização do software WOCA®, da empresa OCALEV. Este software obviamente não possui todos os 
recursos de um software profissional, mas é extremamente intuitivo e de fácil utilização, permitindo 
uma boa ideia sobre a instalação elétrica proposta e seguindo a norma NBR 5410. 
61
UNIDADE 3
Antes de avaliarmos o software em especifico, é fundamental conhecermos os principais itens da 
simbologia utilizada em um projeto elétrico. A norma NBR 5444 (ABNT, 1989) traz uma proposta 
de simbologia que é utilizada na maioria dos softwares relacionados à área de projetos elétricos. Na 
Figura 2 estão listados alguns dos símbolos mais utilizados nos projetos elétricos residenciais/prediais.
a
a b
a b
c
a
a
a
a
a
a
a
-4-
-4-
-4-
-4-
-4-
-4-
-3-
-3-
-5-
300VA
300VA
300VA
4x20W
4x20W
4x20W
a
2x100W
2x100W
2x60W
Condutor de fase no interior do
eletroduto
Condutor neutro no interior
do eltroduto
Condutor de retorno no interior
do eletroduto
Condutor terra no interior
do eletroduto
Quadro geral de luz e força
aparente
Quadro geral de luz e força
embutido
Interruptor de uma seção
Interruptor de duas seções
Interruptor de três sessões
Interruptor paralelo ou
Tree-Way
Interruptor intermediário ou
Four-Way
Ponto de luz incandescente no
teto. Indicar o nº de lâmpadas
e a potência em watts
Ponto de luz incandescente na
parede (arandela)
Ponto de luz incandescente no
teto (embutido)
Ponto de luz �uorescente no
teto (indicad o nº de lâmpadas
e na legenda o tipo de partida
e reator)
Ponto de luz �uorescente na
parede
Ponto de luz �uorescente no
teto (embutido)
Tomada de luz na parede, baixo
(300 mm do piso acabado)
Tomada de luz a meio a altura
(1.300 mm do piso acabado)
Tomada de luz alta (2.000 mm
do piso acabado)
Figura 2 - Simbologia gráfica para instalações elétricas prediais / Fonte: adaptada da norma NBR 5444 (ABNT, 1989).
Além da simbologia, alguns tipos 
de diagramas são comuns quando 
projetamos instalações elétricas 
– podemos falar dos diagramas 
unifilar, multifilar e funcional. O 
diagrama unifilar é o que tem a 
maior utilização e é desenhado 
com relação à planta baixa (ar-
quitetônica) da obra, indicando 
onde estão localizadas as cargas 
elétricas e qual os percursos dos 
condutores de cada circuito.
A simbologia, tanto nos projetos elétricos quanto nos dia-
gramas de circuitos eletrônicos e nos diagramas de quadros 
de comandos, é fundamental para sistematizar a criação 
dos projetos. Assim, conhecer a simbologia é imprescindível 
para profissionais da engenharia, pois permite que eles 
possam interpretar uma planta ou diagrama de comando 
e tomar decisões, por exemplo, sobre o posicionamento de 
um equipamento em uma linha de produção ou dos pontos 
onde serão instalados sensores de automação predial.
62
UNICESUMAR
Na Figura 3 é apresentado um 
diagrama unifilar referente à 
instalação de um quarto, em 
que épossível verificar a pre-
sença de dois circuitos.
Analisando a Figura 3, po-
demos observar que existem 
dois circuitos presentes nesse 
trecho da instalação: o circuito 
1 de iluminação e o circuito 2 
de tomadas. Os dois circuitos 
saem do Quadro Geral de Luz 
e Força (QDLF) e são distribuí-
dos por meio de eletrodutos. 
O circuito 1 sai do QDLF (de-
talhe 1) com dois condutores, 
sendo um condutor fase e um 
condutor neutro, indo até o 
ponto de iluminação (locali-
zado no teto), no qual existe fi-
sicamente uma caixa de passa-
gem. Neste ponto, o condutor 
neutro do circuito é conectado 
ao soquete da lâmpada. A par-
tir deste ponto, o circuito (de-
talhe 2) vai até o interruptor “a” 
somente com o condutor fase e 
um condutor de retorno volta 
até o ponto de iluminação, fi-
nalizando o circuito.
O circuito 2 de tomadas se 
origina no QDLF com 3 con-
dutores, sendo um condutor 
fase, um condutor neutro e um 
condutor (terra) de proteção, 
com estes condutores alimen-
tando todas as tomadas do 
ambiente (detalhe 3).
quarto
detalhe 3
detalhe 2
detalhe 1
2
2
2
2
a
1a
1.5
1.5
2
1 a
160
1
Figura 3 - Circuitos elétricos de iluminação e tomadas de um quarto, represen-
tados em diagrama unifilar / Fonte: o autor.
Figura 4 - Diagrama funcional de um circuito com interruptores paralelos ou 
three way / Fonte: o autor.
uni�liar
160
1 a
1 a
1
a
a
a
1.5
1.5
Condutor Fase
Condutor Neutro
Outro diagrama utilizado em projetos de instalações elétricas é o 
diagrama funcional, o qual traz informações sobre o funcionamento 
de um determinado circuito. Na Figura 4, apresenta-se o diagrama 
funcional de um interruptor paralelo ou three way, também conhe-
cido como interruptor hotel. Foi adicionado também na figura o 
esquema unifilar, para melhor compreensão. 
63
UNIDADE 3
Conforme a Figura 4, temos 2 
interruptores paralelos, cada 
um deles com 3 conexões. O 
condutor neutro do circuito é 
conectado diretamente na lâm-
pada, e o condutor fase é conec-
tado no parafuso central de um 
dos interruptores. 
Saindo do interruptor em 
que o condutor fase foi conec-
tado, saem dois condutores de 
retorno que vão ser conduzidos 
até o segundo interruptor, e des-
te vai sair um terceiro condutor 
de retorno, que vai até a lâmpa-
da, finalizando, assim, o circuito.
Os interruptores paralelos são 
utilizados quando se faz necessá-
rio ligar/desligar a iluminação em 
pontos diferentes, como em uma 
escadaria, por exemplo, onde o 
usuário pode ligar a iluminação 
no andar térreo e desligar no an-
dar superior e vice-versa. 
Esses interruptores costu-
mam ser chamados de inter-
ruptores hotel, pois eram utili-
zados em corredores de hotéis, 
permitindo que os hóspedes 
acionassem a iluminação dos 
corredores em um interruptor 
na porta dos seus quartos ou 
nas extremidades do corredor. 
Assim, nas extremidades dos 
corredores estavam instalados 
interruptores three way e em 
cada porta havia um interruptor 
intermediário ou four way. O in-
terruptor four way está esquema-
tizado na Figura 5.
Condutor Fase
Condutor Neutro
uni�liar
160
1 a
1 a
1
a
a
a
1.5
1.5
a
a
Figura 5 - Diagrama funcional de um circuito com interruptores paralelos e 
interruptor intermediário / Fonte: o autor.
No circuito da Figura 5, temos três interruptores, sendo dois 
interruptores paralelos e um interruptor intermediário. O con-
dutor neutro do circuito é conectado diretamente na lâmpada, 
e o condutor fase é conectado no parafuso central de um dos 
interruptores paralelos. 
Saindo do interruptor onde o condutor fase foi conectado, saem 
dois condutores de retorno, que serão conduzidos até o interruptor 
intermediário, e deste interruptor vão sair dois outros condutores 
de retorno, que seguem até o outro interruptor intermediário. Para 
completar o circuito, sairá do segundo interruptor paralelo um 
condutor de retorno que vai até a lâmpada.
O terceiro tipo de diagrama que pode ser encontrado em projetos 
de instalações elétricas é o diagrama multifilar, o qual detalha todas 
as conexões do projeto elétrico. Sua utilização não é comum em 
projetos residenciais/prediais devido à complexidade de representar 
todas as conexões. 
O diagrama multifilar é mais utilizado para representar 
componentes de instalações industriais como nos esquemas 
de partidas de motores e painéis elétricos. Vamos utilizar o 
diagrama multifilar quando discutirmos sobre comandos elé-
tricos para partidas de motores.
64
UNICESUMAR
Veja uma explicação sobre interruptores paralelos e intermediário. 
O vídeo demonstra como realizar a conexão dos condutores nos 
interruptores e no ponto de iluminação.
Para acessar, use seu leitor de QR Code. 
Por mais que circuitos utilizando interruptores paralelos e intermediários sejam muito comuns 
ainda na maior parte das instalações residenciais, estes dispositivos cada vez mais vão se tor-
nando obsoletos. Com a tendência de automatizar processos, mais e mais produtos automati-
zados são disponibilizados no mercado e começam a ser disponibilizados por preços acessíveis.
Por exemplo, na área da automação residencial, existem interruptores que se conectam por 
meio de uma rede wi-fi ou por bluetooth com uma placa de controle central que aciona as 
cargas de iluminação. Estes interruptores permitem uma economia com condutores elétricos; 
assim, dependendo da dimensão do projeto, a relação custo benefício pode se tornar viável. 
Nosso papel como profissionais da engenharia é estar preparados(as) para oferecer ao cliente as 
melhores oportunidades disponíveis em termos de projetos e equipamentos. É fundamental observar 
aqui que mesmo com novos produtos chegando ao mercado, a teoria que estamos aprendendo sobre 
interpretação de simbologia se mantém atual. Isso porque a interpretação de simbologia nos permite 
conhecer a essência do projeto e, mesmo em casos onde nos deparamos com diferentes simbologias, 
temos a capacidade de associar os novos símbolos com novos equipamentos e funcionalidades.
https://youtu.be/mLNS3Jp9nDA
65
UNIDADE 3
Acesse o vídeo em que mostro 
a utilização do software Woca 
para desenvolver o projeto elé-
trico exemplo da unidade.
Uma vez que foram apresentados a simbologia dos compo-
nentes elétricos e alguns circuitos básicos utilizados nos projetos 
de instalações elétricas residenciais/prediais, vamos analisar 
um exemplo criado no software Woca. Este software pode ser 
acessado on-line no endereço https://woca.ocalev.com.br/
 Ao criar um cadastro no site, o usuário pode utilizar todas as 
funcionalidades do software gratuitamente por 5 dias. Após cadastrar, 
o usuário pode criar um novo projeto, selecionando qual a concessio-
nária de energia – neste caso, utilizarei a CPFL RGE. Você, aluno(a), 
pode selecionar a concessionária de sua região, ou, na ausência desta, 
selecionar a que possui a tensão de alimentação compatível.
A Figura 6 mostra a tela inicial de projeto. É válido mencionar 
que há um tutorial com 10 passos para orientar o usuário na utili-
zação do software.
Figura 6 - Tela inicial de um projeto no software Woca / Fonte: o autor.
Uma vez que a utilização do software é intuitiva, vamos focar nosso exemplo nas características elé-
tricas do projeto. A planta baixa proposta na Figura 7 será utilizada para posicionamento dos pontos 
de iluminação e tomadas.
https://woca.ocalev.com.br/
https://vimeo.com/475345071/7ed84c50ae
66
UNICESUMAR
Para permitir que os condu-
tores elétricos sejam distri-
buidos na planta, é necessário 
adicionar o quadro de energia 
(QDLF), que pode ser posi-
cionado automaticamente e 
depois realocado na planta. Va-
mos criar circuitos de ilumina-
ção acionados por interrupto-
res three way (paralelo) e four 
way (intermediário), pois eles 
permitem um bom exercício de 
interpretação de passagem de 
condutores dos circuitos.
Propõe-se, então, colocar 
no quarto um ponto de ilu-
minação acionado por dois 
interruptores paralelos e na 
sala dois pontos de ilumina-
ção acionados por dois inter-
ruptores paralelose um inter-
ruptor intermediário.
A Figura 8 traz os pontos de 
iluminação, os interruptores e o 
quadro de energia já localizados 
na planta baixa, bem como os 
eletrodutos conectando todos 
estes elementos. 
Utilizando a funcionalidade 
de lançamento automático da 
fiação oferecida no software, 
obtemos o resultado apresen-
tado na Figura 9.
sala
quarto
cozinha
banheiro
5.003.00
6.00 2.00
3.
00
3.
00
3.
00
3.
00
sala
cozinha
banheiro
5.003.00
6.00 2.00
3.
00
3.
00
3.
00
3.
00
b b
b
a
a
150
b1
150
b1
150
b1
quarto
Figura 7 - Planta baixa utilizada para desenvolvimento do exemplo.
Fonte: o autor.
Figura 8 - Planta baixa com os pontos de iluminação, quadro de energia, eletro-
dutos e interruptores / Fonte: o autor.
67
UNIDADE 3
Pode-se observar, conforme apresentado na Figura 9, que o circuito 
1 de iluminação é derivado do quadro de energia, sendo conduzido 
para o quarto e para a sala. Em ambas as derivações, o circuito de 
iluminação possui um condutor fase e um condutor neutro. 
No circuito do quarto, o neutro vai até o ponto de iluminação 
e o condutor fase segue até um dos interruptores paralelos, sendo 
que deste interruptor saem dois condutores de retorno, que seguem 
até o outro interruptor e, por fim, deste segundo interruptor sai o 
condutor de retorno, que vai até a lâmpada, para fechar o circuito.
Os dois interruptores paralelos do circuito de iluminação do 
quarto foram denominados interruptores “a” e fazem parte do circui-
to “1”, que é um circuito de iluminação. Ainda, a denominação dos 
interruptores e a numeração do circuito são informadas no ponto 
de iluminação, indicando qual ou quais interruptor(es) acionam 
determinado ponto de iluminação.
No circuito de iluminação da sala, que também faz parte do 
circuito 1 de iluminação, pode-se observar o condutor neutro che-
gando nos dois pontos de iluminação, assim como o condutor fase, 
que vai até o primeiro interruptor paralelo “b”, de onde saem dois 
condutores de retorno, que seguem até o interruptor intermediário. 
Figura 9 - Planta baixa com os pontos de iluminação, quadro de energia, eletro-
dutos e interruptores e lançamento da fiação / Fonte: o autor.
sala
cozinha
banheiro
5.003.00
6.00 2.00
3.
00
3.
00
3.
00
3.
00
b b
b
a
a
150
b1
150
b1
150
b1
quarto
a
b
b
b
b
a1
1
1.5
1.5
1.5
1.5
1.5
1
1
1
Do interruptor intermediá-
rio saem dois condutores de re-
torno, que seguem até o segun-
do interruptor paralelo e deste 
sai um retorno que segue até as 
lâmpadas fechando o circuito.
O ponto de iluminação re-
presentado na planta baixa cor-
responde a uma caixa de luz que 
pode ser encaixada na alvenaria. 
A Figura 10 mostra uma caixa 
de luz octogonal de 3 x 3” com 
pré-furações para encaixa dos 
eletrodutos.
Figura 10 - Caixa de luz 3 x 3” 
Fonte: o autor.
Uma boa prática no projeto 
consiste em não utilizar mais 
que 4 encaixes de eletroduto 
em uma mesma caixa de pas-
sagem, nem cruzar eletrodutos, 
porque isso, durante a execução 
da obra, pode amassar os ele-
trodutos e, consequentemente, 
dificultar a passagem dos con-
dutores elétricos.
68
UNICESUMAR
Para completar a ilumina-
ção dos demais cômodos, fo-
ram adicionados um ponto de 
iluminação no teto e uma aran-
dela no banheiro comandados 
cada um por interruptores 
simples. E, na cozinha, foram 
adicionados dois pontos de ilu-
minação comandados por um 
interruptor duplo, conforme 
apresentado na Figura 11.
Pode ser observado também 
na Figura 11 que foi utilizado um 
segundo circuito de iluminação 
(circuito 2). Como a planta baixa 
representa uma casa com uma 
carga de iluminação “pequena”, 
seria possível colocar todos os 
pontos de iluminação no mesmo 
circuito, porém uma boa prática 
de projeto é fazer uma divisão 
de circuitos de mesma função, 
pois em uma possível manuten-
ção não seria necessário desligar 
toda a iluminação de uma só vez.
Com a iluminação concluí-
da, podemos agora distribuir os 
pontos de tomadas. Para isso, 
foi utilizada a funcionalidade 
de posicionamento automático 
de cargas disponibilizado pelo 
software, porém essa função 
somente distribuiu o número 
mínimo de tomadas com base 
no critério 9.5.2.2.1 da norma 
NBR 5410 (ABNT, 2004). 
Além das tomadas distri-
buídas pelo software, adicionei 
também as seguintes previsões 
de carga: dois pontos de ar-con-
sala
cozinha
banheiro
5.003.00
6.00 2.00
3.
00
3.
00
3.
00
3.
00
b b
b
a
a
150
b1
150
b1
150
b1
quarto
a
b
b
b
b
a1
1
1.5
1.5
1.5
1.5
1.5
1
1
1
100
e1
150
d2
150
c2
1.5
1.5
1.5
1
1
1
e
dc
1.5
1.5
1.5
1.5
1
f 20VA
2
2
2
e
f
d
c d
-1 -f
Figura 11 - Pontos de iluminação do projeto / Fonte: o autor.
dicionado (quarto e sala), um ponto de chuveiro e um ponto de 
torneira elétrica (o software não disponibiliza previsão de tomada, 
então utilizei uma de chuveiro com potência similar) com cada um 
destes pontos alimentado por circuitos individuais.
Outro detalhe é que na distribuição feita pelo software, os pontos 
de tomada previstos ficaram todos em um mesmo circuito. Fiz uma 
redistribuição destes pontos colocando todas as TUGs de menor po-
tência no circuito 3 e as TUGs de 600 VA no circuito 4. A Figura 12 
mostra o circuito completo, com os pontos de tomadas já indicados.
Conforme a Figura 12, podemos observar que o software efe-
tuou o dimensionamento da seção dos condutores de cada circuito. 
Assim, os circuitos 1 e 2 que são de iluminação possuem seção para 
os condutores fase e neutro de 1,5 mm2, com esta seção também 
sendo adotada para o retorno dos circuitos.
O circuito 3 de TUGS tem seção de 2,5 mm2, observando que 
esta seção não é anotada por ser o padrão. Os circuitos das tomadas 
de 600 VA possuem seção de 4 mm2 da mesma forma que os demais 
circuitos foram dimensionados conforme carga prevista.
Uma vez que todas as cargas estão dimensionadas e os circuitos 
estão projetados, podemos agora verificar qual a seção do condutor 
de alimentação do QDLF. Para isso, vamos primeiramente verificar 
quais os valores do fator de demanda para os circuitos. 
69
UNIDADE 3
Os fatores de demanda que serão utilizados neste projeto foram adotados conforme o documento 
GED 13 da concessionária CPFL – RGE do RS. Vamos aplicar o fator de demanda para os circuitos 
de (Tabela 3 do GED) iluminação/tomadas (TUGs até 600 VA) que possuem carga total de 5370 VA 
e, para simplificação do projeto, vamos considerar que esta potência será relacionada com cargas de 
comportamento resistivo predominante, podendo, assim, considerar 5370 Watts de potência instala-
da. E para essa potência, o fator de demanda é de 0,45 e, consequentemente, teremos uma potência 
demandada de 5370 Watts * 0,45 = 2416,5 Watts.
Figura 12 - Projeto elétrico com pontos de iluminação e tomadas / Fonte: o autor.
7 8
87
7
7
6
6
-4-
-4-
600VA
600VA
600VA
600VA
600VA
-4-
600VA -4-
-4-
2440VA
Torneira
Chuveiro
5300VA
8
sala
cozinha
banheiro
b b
b
a
a
150
b1
150
b1
150
b1
quarto
a
b
b
b
a1
1
1.5
1.5
1.5
1.5
1
100
e1
150
d2
150
c2
1
1
1
e
dc
1.5
1.5
1
f 20VA
2
e
f
c d
-1 -f
2 3 4 5
4
4
1.5
1.5
3 4
1 4
444
4 4
4
2 3 4 5d
4
4
4
-4
3 5
3 5
4
4
4
4
4 41.5
4
4
1.5
1.5
3
3
3
3
-3-
-3-
-3-
-3-
3
1
1
-7-
-3-
-5-
-3-
3
3
3
3
3
b
3 -3-
1.5
1.5
1.5
-8-
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
-3-
4
4 4 4
4
4
4
3
Ar 10kBTU
1522VA
Ar 7,1kBTU
979VA -6-
-3-
O fator de demanda faz uma previsão da utilização das cargas elétricas instaladas. Por exem-
plo: em uma residência com 10 pontos de iluminação e 20 tomadas nem todas estarão sendo 
utilizadas ao mesmo tempo. Da mesma forma que para um prédio com 40 apartamentos, nem 
todos vão utilizar os chuveiros ao mesmo tempo. 
Desta forma, as concessionárias de energia fornecem os valores do fator de demanda que vai ser 
utilizado para evitar que os condutores dos circuitos de iluminação sejam sobredimensionados.
70
UNICESUMAR
Para o restante dos circuitos, temos o caso dos doiscircuitos de aquecimento de água (chuveiro e 
torneira) e dos aparelhos de ar-condicionado, sendo que, conforme Tabelas 4 e 9 do GED – porém 
para até dois circuitos –, temos o fator de demanda igual a 1 para estes circuitos. 
Após aplicar os fatores de demanda, obtemos uma potência total demandada de 12756,5 W ou 
12,8 KW e com uma tensão de alimentação de 220 V, obtemos uma corrente demandada de 57,98 A. 
Se considerarmos que os condutores de alimnetação do QDLF serão instalados conforme método 
C de instalação (Tabela 33 da NBR 5410) e que temos 2 condutores carregados no circuito, podemos 
adotar um condutor fase de 16 mm2 de seção e, consequentemente, teremos a mesma seção para os 
condutores neutro e de proteção.
Com os condutores dimensionados, seguimos com o dimensionamento dos eletrodutos conforme 
as premissas do item 6.2.11.1.6 da NBR 5410, que indica qual a taxa de ocupação do eletroduto. A taxa 
de ocupação permite que os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade do interior 
do eletroduto, sendo calculada pelo quociente entre a soma das áreas das seções transversais dos 
condutores previstos e com base no diâmetro externo e a área útil da seção transversal do eletroduto.
A taxa de ocupação não deve ser superior a 53% no caso de um condutor, 31% no caso de dois con-
dutores e 40% no caso de três ou mais condutores, com o caso mais comum que ocorre nas instalações 
residenciais e prediais, sendo a passagem de 3 ou mais condutores.
Outra recomendação prática referenciada no item 6.2.11.1.6 é com relação ao comprimento má-
ximo dos trechos de eletrodutos, em que trechos contínuos (retilíneos), sem interposição de caixas ou 
equipamentos, não devem exceder 15 m de comprimento para linhas internas às edificações e 30 m 
para as linhas em áreas externas às edificações. 
Para o caso de trechos incluindo curvas, o limite de 15 m e o de 30 m devem ser reduzidos em 3 
m para cada curva de 90°. Seguir estas recomendações evita que exista dificuldade de passar os con-
dutores pela tubulação. 
Para calcular a taxa de ocupação, vamos utilizar dois quadros de informações. O Quadro 1 traz 
as seções nominais e áreas internas dos eletrodutos. O Quadro 2 traz as seções dos condutores e área 
total que ocupam.
Seção nominal do 
Eletroduto
Diâmetro Externo do 
Eletroduto - DE
Área Interna total do 
Eletroduto
40% de ocupação da 
Área Interna
½” 20 mm 176,81 mm² 70,72 mm²
¾” 25 mm 295,59 mm² 118,24 mm²
1” 32 mm 514,72 mm² 205,89 mm²
Quadro 1 - Seção nominal e áreas referentes aos eletrodutos / Fonte: adaptado de OCALEV (2020, on-line).
No Quadro 1, foi utilizada somente a taxa de ocupação de 40% por ser a situação mais comum que 
ocorre nas instalações, inclusive o único trecho que não possui o mínimo de 3 condutores é a conexão 
entre o interruptor “e” e o ponto de iluminação de teto no banheiro.
71
UNIDADE 3
Cabos com isolamento de PVC, 450/750 V, 70°C
Seção Nominal
(mm²)
Diâmetro do 
Condutor (mm)
Espessura da 
Isolação (mm)
Diâmetro Exter-
no (mm)
Área total (con-
dutor + isolação)
1,5 1,5 0,7 2,9 6,60 mm²
2,5 2,0 0,8 3,4 9,08 mm²
4,0 2,4 0,8 4,0 12,57 mm²
6,0 2,9 0,8 4,5 15,90 mm²
10,0 3,9 1,0 5,9 27,34 mm²
16,0 5,0 1,0 7,0 38,48 mm²
25,0 6,5 1,2 8,8 60,82 mm²
Quadro 2 - Seção nominal e áreas referentes aos condutores / Fonte: adaptado de OCALEV (2020, on-line). 
Utilizando as informações dos Quadros 1 e 2, vamos agora dimensionar a seção dos eletrodutos de 
alguns trechos da instalação de nosso projeto exemplo. Iniciaremos com um exemplo simples e de 
fácil compreensão, dimensionando o trecho de eletroduto que vai desde o interruptor intermediário 
“b” da sala até a tomada do condicionador de ar de 10000 BTUs. 
Neste trecho, temos 3 condutores com seção 2,5 mm2 e, consultando o Quadro 2, temos que a 
área ocupada para um condutor de 2,5 mm2 é de 9,08 mm2. Assim, teríamos uma ocupação de área 
de 3 x 9,08 mm2 = 27,24 mm2 e, conforme Quadro 1, verifica-se que o eletroduto de ½” comporta 
uma ocupação de até 70,72 mm².
Como segundo exemplo, vamos dimensionar o eletroduto que sai do quadro de energia e vai até o 
ponto de iluminação da sala, onde temos os seguintes circuitos: 
1 – Iluminação, condutores fase e neutro com seção de 1,5 mm2.
3 – Tomadas (TUG), condutores fase e neutro com seção de 2,5 mm2.
4 – Tomadas (TUG), condutores fase e neutro com seção de 4,0 mm2.
7 – Tomadas (Ar), condutores fase e neutro com seção de 2,5 mm2.
8 – Tomadas (Chuveiro), condutores fase, neutro e terra com seção de 4,0 mm2.
Com relação ao número de condutores, temos 2 condutores de 1,5 mm2, 4 condutores de 2,5 mm2, 2 
condutores de 4,0 mm2 e 3 condutores de 6,0 mm2. Utilizando os valores apresentados no Quadro 2, 
vamos calcular a área total ocupada pelos condutores: 2 x 6,60 mm² + 4 x 9,08 mm² + 5 x 12,57 mm² 
= 112.37 mm² e, conforme o Quadro 1, verificamos que seria necessário utilizar o eletroduto de ¾”. 
Para dimensionar os eletrodutos para o restante dos trechos do circuito do exemplo, basta seguir 
o procedimento utilizado. Em alguns casos práticos, mesmo que o projeto indique um eletroduto de 
uma seção menor, digamos ½” pode acontecer de se adotar um eletroduto de maior seção como por 
exemplo ¾” pois a compra deste material foi viável economicamente.
72
UNICESUMAR
Uma vez definidos os pontos de iluminação e tomadas, devemos dimensionar a seção dos condutores que 
estarão conectados nestes circuitos. A norma NBR 5410 traz seis critérios técnicos para a realização do 
dimensionamento dos condutores, sendo eles: 
• A proteção contra choques elétricos por seccionamento (5.1.2.2.4).
• A proteção contra sobrecargas (5.3.4 e 6.3.4.2).
• A proteção contra curtos-circuitos e solicitações térmicas (5.3.5 e 6.3.4.3).
O enfoque desta unidade foi no projeto elétrico das instalações elétricas residenciais/prediais, particular-
mente na distribuição de circuitos e dimensionamento de eletrodutos. Outro item de muita importância 
neste tipo de projeto é relativo à segurança das instalações, tanto a segurança patrimonial como das 
pessoas que ocupam estas instalações. 
Neste podcast, vou trazer uma discussão sobre a segurança nas instalações elétricas no contexto 
dos projetos, execução e utilização das instalações. 
Conforme o projeto que foi apresentado na Figura 12, utilizou-se somente uma representação 
de condutor de proteção (terra) para cada trecho. A utilização de um único condutor de proteção 
para mais de um circuito é permitida conforme estabelece o item 6.4.3.1.5 da norma NBR 5410. 
Um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos, desde que esteja instalado 
no mesmo conduto que os respectivos condutores de fase e sua seção seja dimensionada 
conforme as seguintes opções: a) calculada de acordo com 6.4.3.1.2, para a mais severa cor-
rente de falta presumida e o mais longo tempo de atuação do dispositivo de seccionamento 
automático verificados nesses circuitos; ou b) selecionada conforme a tabela 58, com base 
na maior seção de condutor de fase desses circuitos.
A empresa Ocalev, que desenvolve o software WOCA, utilizado para 
criar o exemplo que estudamos, desenvolveu um material sobre o 
dimensionamento de eletrodutos, já focando em seções nominais 
de eletrodutos utilizados comercialmente e que pode ajudar na com-
preensão do assunto.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
https://drive.google.com/file/d/1k1XrfDQvSlJ7ja9VMeqLymrXf1E3mVo0/view?usp=sharing
73
UNIDADE 3
Dispositivos de proteção
Assim como os pontos de iluminação, tomadas e condutores presentes nas instalações elétricas, outros 
dispositivos que são fundamentais são os dispositivos de proteção. A norma NBR 5410 traz nos seus 
itens 5.3.4 e 5.3.5 as orientações para dimensionamento de dispositivos de proteção contra correntes 
de sobrecarga e dispositivos de proteção contra correntes de curto-circuito, respectivamente.
No item 5.3.4.1 da norma, orienta-se sobre a coordenação dos dispositivos em relação aos condutores 
utilizados. Para que a proteção contra sobrecargasdos condutores fique assegurada, as características 
de atuação do dispositivo destinado a provê-la devem ser tais que: IB ≤ In ≤ Iz e I2 ≤ 1,45 Iz. 
Onde IB é a corrente de projeto do circuito, Iz é a capacidade de condução de corrente dos con-
dutores, In é a corrente nominal do dispositivo de proteção e I2 é a corrente convencional de atuação, 
para disjuntores, ou corrente convencional de fusão, para fusíveis. 
O critério I2 ≤ 1,45 Iz vai garantir que o disjuntor não irá atuar para valores de corrente que sejam 
menores ou iguais aos valores da corrente corrigida, com a corrente de abertura do disjuntor sendo 
menor do que a corrente suportada pelo fio/cabo.
Os fusíveis são dispositivos que possuem uma maior aplicação em circuitos industrias; logo, vamos 
concentrar nossa atenção com referência aos disjuntores e aos dispositivos diferencias residuais (DRs), 
em que os disjuntores são utilizados para proteção dos circuitos com relação às sobrecargas e curto 
circuitos e os DRs são utilizados para proteção contra contatos diretos e indiretos (proteção contra 
choques elétricos) e também na proteção contra incêndios.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3437
74
UNICESUMAR
Disjuntores
Os disjuntores são dispositivos que protegem os cabos e condutores de uma instalação elétrica contra 
sobrecargas e curtos-circuitos, tendo, assim, a denominação de disjuntores Termomagnéticos, em que 
o efeito de sobrecarga é atuado pela proteção térmica e o efeito da corrente de curto circuito é atuado 
pela proteção magnética. Utilizaremos como referência o catálogo de mini disjuntores Siemens, pre-
vendo que nossa instalação utilizada no exemplo pode atingir até 3kA de corrente. Desse modo, os 
modelos de disjuntores do catálogo em específico que serão utilizados são os da linha 5SL1, que são 
dimensionados e projetados conforme orientações da norma NBR NM 60898. 
A Figura 13 mostra os valores apresentados no catálogo para a linha de disjuntores referenciados.
É fundamental observar que esta linha traz disjuntores com curva 
de proteção B e C. As curvas de proteção indicam para quais tipos 
de cargas cada disjuntor é dimensionado. Nos casos das curvas B 
e C, elas atendem respectivamente: (B) cargas com características 
predominantemente resistivas, como lâmpadas incandescentes, 
chuveiros, torneiras e aquecedores elétricos, além dos circuitos de 
tomadas de uso geral; e (C) cargas de natureza indutiva que apre-
sentam picos de corrente no momento de ligação, como micro-on-
das, ar-condicionado e motobombas. Tipicamente, uma instalação 
residencial utiliza disjuntores das curvas B e C.
Tomando como base os critérios estabelecidos na norma e uti-
lizando as informações dos circuitos que projetamos, podemos di-
mensionar os disjuntores de proteção para cada um destes circuitos, 
assim como apresentado no Quadro 3.
Figura 13 - Linha de disjuntores 5SL1 
Siemens / Fonte: Siemens (2018, p. 8).
75
UNIDADE 3
Circuito Seção (mm²)
Tensão 
(V)
Potência 
(VA)
Potência 
Demandada 
(VA)
Corrente
 (Ib)
Agrupa-
mento de 
circuitos
FCA Ib'
1 1.5 220 570 256.5 2.59 5 0.6 4.32
2 1.5 220 300 135 1.36 4 0.7 2.1
3 2.5 220 900 405 4.09 5 0.6 6.82
4 4 220 3600 1620 16.36 5 0.6 27.3
5 2.5 220 2440 2440 11.09 4 0.7 17.1
6 2.5 220 978 978 4.45 3 0.7 6.35
7 2.5 220 1522 1522 6.92 5 0.6 11.5
8 6 220 3500 3500 15.91 5 0.6 26.5
0 16 220 10857 49.35
Continuação da tabela
Descrição Condutores carregados
Capacidade de 
condução de cor-
rente dos condu-
tores método de 
referência C (A)
Corrente 
nominal do 
Disjuntor In
Curva I2 = 1,45*In I2 ≤ 1,45 Iz
Iluminação 2 19.5 4 B 5.8 28.3
Iluminação 2 19.5 2 B 2.9 28.3
Tomadas 2 27 6 B 8.7 39.2
Tomadas 2 36 20 B 29.0 52.2
Torneira 2 27 16 B 23.2 39.2
Ar 
7,1kBTU
2 27 6 C 8.7 39.2
Ar 
10kBTU
2 27 10 C 14.5 39.2
Chuveiro 2 46 20 B 29.0 66.7
Alimentador 2 85 63 C 91.4 123.3
Quadro 3 - Dimensionamento de disjuntores para o projeto exemplo / Fonte: o autor
O catálogo de disjuntores Siemens da linha 5SL1 está disponível em 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
https://assets.new.siemens.com/siemens/assets/api/uuid:fcde51c5-5a34-4778-a2e4-346e85b9450a/version:1558372812/catalogo-minidisjuntores-set18-alta.pdf
76
UNICESUMAR
Exemplificando o procedimento de cálculo para os itens do Quadro 3, vamos verificar o dimensio-
namento do disjuntor do circuito 1. A corrente de projeto para o circuito é de 2,59 A e a capacidade 
de condução de corrente do condutor adotado para a fase do circuito é de 19,5 A. Assim, conforme o 
primeiro critério do item 5.3.4.1, temos que:
IB ≤ In ≤ Iz, então 2,59 A ≤ In ≤ 19,5 A, ou seja, a corrente nominal do disjuntor deverá estar na 
faixa de corrente entre 2,59 A e 19,5 A. Logo, o primeiro valor no catálogo que atende a este requisito 
é 4,0 A. Ainda, temos que verificar o critério da corrente convencional de atuação do disjuntor: I2 ≤ 
1,45 Iz. Então, como escolhemos o disjuntor com corrente nominal de 4 A, teremos que I2 = 1,45 * 4 
A e, assim, I2 = 5,8 A. Com relação ao critério, temos 5,8 A ≤ 1,45 * 19,5 ou 5,8 A ≤ 28,3 A, logo, este 
critério também foi atendido.
É importante observar que, para o dimensionamento do disjuntor do circuito alimentador, a po-
tência utilizada no cálculo foi a demandada. O circuito alimentador é o que vai conectar o quadro de 
energia (QDLF) ao ponto de alimentação fornecido pela concessionária. 
Como o projeto exemplo previsto consistiu em uma instalação residencial de pequeno porte, não 
foi realizado nenhum cálculo para compensar queda de tensão, pois geralmente a queda de tensão 
somente é considerada para comprimentos de cabos maiores que 15 metros. 
O circuito alimentador foi previsto como sendo monofásico, seguindo as indicações do documento GED 
13, o qual estabelece no item 5.6.1 que para uma carga instalada de até 15 kW, com tensão de fornecimento 
220/380 V, a entrega de energia será realizada por um circuito monofásico a dois Fios (Fase e Neutro).
Dispositivos DR
Os dispositivos DR são previstos obrigatoriamente em instalações elétricas conforme o item 5.1.3.2.2 
da norma NBR 5410, prevendo que devem ser instalados:
• Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro.
• Nos circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação.
• Nos circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar
• equipamentos no exterior.
• Nos circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, 
copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas 
em uso normal ou sujeitas a lavagens.
• Nos circuitos que, em edificações não residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em 
cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas 
molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens.
77
UNIDADE 3
Vamos adotar a utilização dos DRs em todos os circuitos do projeto montados à jusante, observando 
que a corrente nominal destes dispositivos deve ser maior ou igual à corrente de projeto do circuito, e 
que a corrente nominal dos DRs deve ser maior ou igual à corrente nominal do disjuntor. 
As correntes nominais selecionadas para os DRs de cada circuito estão apresentadas no Quadro 4.
Circuito
Corrente
 (Ib)
Agrupamento 
de circuitos Descrição
Condutores 
carregados
Corrente 
nominal do 
Disjuntor In
Curva
DR
30 mA
1 2.59 5 Iluminação 2 4 B 16 A
2 1.36 4 Iluminação 2 2 B 16 A
3 4.09 5 Tomadas 2 6 B 16 A
4 16.36 5 Tomadas 2 20 B 25 A
5 11.09 4 Torneira 2 16 B 16 A
6 4.45 3 Ar 7,1kBTU 2 6 C 16 A
7 6.92 5 Ar 10kBTU 2 10 C 16 A
8 15.91 5 Chuveiro 2 20 B 25 A
Quadro 4 - Dimensionamento dos DRs / Fonte: o autor.
Definidos os disjuntores e os DRs, podemos esquematizar um diagrama unifilar da instalação, de-
monstrando o caminho desde o circuito alimentador até cada um dos circuitos terminais, assim como 
representado na Figura 14.
Dispositivos de proteção contra surtos (DPS)Outro dispositivo de proteção recomendado para as instalações elétricas são os DPSs, os quais são 
equipamentos capazes de detectar sobretensões transitórias na rede elétrica e desviar as correntes de 
surto oriundas de descargas atmosféricas, chaveamentos nas redes elétricas e durante o momento que 
equipamentos de grande potência são logados/desligados, como motores de elevadores em prédios.
Como referência de modelos comerciais de DRs, utilizaremos os com-
ponentes da linha 5SV da Siemens, conforme catálogo:
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
https://assets.new.siemens.com/siemens/assets/api/uuid:1b21f502-c9f7-4136-bb73-e8d58d6f3c42/version:1558371500/catalogodr-junho2017.pdf
78
UNICESUMAR
Basicamente, o DPS é conectado entre um condutor fase e ao condutor terra ou barramento de 
aterramento, sendo que o item 6.3.5.2.2 da norma NBR 5410 traz as orientações sobre como instalar 
estes dispositivos. 
A Figura 14 mostra os esquemas de conexão dos DPS no ponto de entrada da linha de energia ou 
no quadro de distribuição principal da edificação, conforme apresentado na norma.
Figura 14 - Esquemas de conexão dos DPSs / Fonte: NBR 5410 (ABNT, 2004, p. 131).
NÃO
NÃO
SIM
SIM
ESQUEMA DE CONEXÃO ESQUEMA DE CONEXÃO 2 ESQUEMA DE CONEXÃO 3
Os DPS devem ser ligados:
- a cada condutor de fase,
de um lado, e
- ao BEP ou à barra PE do
quadro, de outro (ver nota a)
Os DPS devem ser ligados:
DPS DPS DPS
BEP
PE
L1
L2
L3
DPS DPS DPS
PE
L1
L2
L3
PE
barra PE
DPS DPS DPS
BEP ou
barra PE
PEN
L1
L2
L3
DPS DPS DPS
PE
L1
L2
L3
PEN
BEP ou
barra PE
N
DPS DPS DPS DPS
BEP ou
barra PE
N
L1
L2
L3
DPS DPS DPS
L1
L2
L3
BEP ou
barra PE
N
DPS
A linha
elétrica de energia 
que chega à 
edi�cação inclui 
neutro?
O neutro
será aterrado no
barramento de equipoten-
cialização principal da
edi�cação?(BEP,
ver 6.4.2.1)
Dois
esquemas de
conxão são possíveis.
- a cada condutor de fase, de 
um lado, e
- ao BEP ou à barra PE do 
quadro, de outro (ver nota 
b)e ainda:
- ao condutor neutro, de um 
lado, e
- ao BEP ou à barra PE do 
quadro, de outro (ver nota a)
- a cada condutor de 
fase, de um lado, e
- ao condutor neutro, de 
outro e ainda:
- ao condutor neutro, de 
um lado, e- ao BEP ou à 
barra PE do quadro, de 
outro (ver nota a)
Os DPS devem ser ligados:
79
UNIDADE 3
Sistema de aterramento e de Prote-
ção contra descargas atmosféricas 
(SPDA)
O sistema de aterramento de uma instalação tem a função principal 
de garantir a segurança dos usuários da instalação, sendo que sua 
efetividade tende a evitar maiores danos ao ser humano devido aos 
acidentes conhecidos como choques elétricos.
Um sistema de aterramento eficiente garante, por exemplo, que 
a carcaça de um equipamento ao ficar energizada, porém estando 
aterrada, apresente um caminho de condução de corrente com 
menor resistência elétrica em relação ao corpo humano. 
Assim, caso existisse o contato de uma pessoa com o equipa-
mento, ela sofreria ainda o choque, porém com uma intensidade 
inferior em relação ao caso onde não exista o aterramento.
Os esquemas de aterramento que podem ser utilizados em uma 
instalação elétrica estão previstos no item 4.2.2.2 da norma NBR 
5410, sendo fundamental que, independentemente do esquema 
escolhido, seja garantida a equipotencialização do sistema. 
Basicamente, o projeto do aterramento consiste em prever a uti-
lização de um ou mais eletrodos de aterramento conectados entre 
si, de forma a criar um sistema equipotencializado. 
As concessionárias de energia solicitam que exista uma haste 
de aterramento, em que será conectado o condutor neutro de ali-
mentação no ponto de entrega, sendo permitido que o condutor de 
proteção da unidade consumidora seja conectado a este. 
Em conjunto com a norma NBR 5410, a norma NBR 5419 
(ABNT, 2001) também traz algumas determinações sobre o ater-
ramento, tendo como foco os itens referentes ao sistema de proteção 
contra descargas atmosféricas. Os componentes de um sistema de 
SPDA são os captores, os quais são os elementos que, primeira-
mente, entram em contato com o raio. 
Os condutores de descida fazem a condução da descarga 
atmosférica, desde o captor até o sistema de aterramento, o 
qual também é um componente do SPDA. Os eletrodos de 
aterramento garantem o contato com a terra, onde haverá a 
dispersão da descarga atmosférica. 
E os componentes naturais 
da instalação, assim como a 
fundação metálica da obra, são 
utilizados geralmente como ele-
trodos de aterramento.
Basicamente, o projeto do 
SPDA consiste na utilização de 
um dos três métodos de projeto: 
• Método Franklin: com-
posto por um captor 
instalado em uma torre 
e conectado ao sistema 
de aterramento por meio 
dos condutores de des-
cida. O captor gera um 
determinado ângulo de 
proteção na estrutura.
80
UNICESUMAR
• Método Gaiola de Faraday: constituído por um sistema de 
captores que estão conectados em uma malha de cabos de 
cobre nu interligados de forma a englobar o volume da es-
trutura que protege, assim como ocorre na gaiola de Faraday, 
em que o interior fica isolado das descargas.
• Método Eletrogeométrico: prevê um volume de proteção es-
férico, sendo utilizado para proteger estruturas geralmente 
com formato arquitetônico em um padrão que dificultaria a 
utilização dos demais métodos. 
Todos estes conhecimentos sobre instalações elétricas permitem que 
nós, engenheiros(as), possamos projetar, interpretar uma planta de uma 
instalação elétrica ou ainda – o 
que é menos comum – podemos 
executar uma instalação elétrica. 
Os conhecimentos de ins-
talações elétricas reforçam 
algumas teorias importantes 
que aprendemos no decorrer 
do curso da Engenharia, prin-
cipalmente os conhecimentos 
básicos, como da Lei de Ohm, 
uma vez que trabalhamos di-
retamente com cálculos envol-
vendo corrente e potência. 
Ainda, a distribuição de cir-
cuitos conforme a potência da 
instalação e o dimensionamento 
de condutores conforme capa-
cidade de condução de corrente 
trazem uma capacidade analítica 
fundamental a uma grande gama 
de projetos, assim como é o caso 
dos projetos de automação.
A área de projetos e execu-
ção de instalações elétricas jun-
to com a construção civil são 
nichos de mercado que empre-
gam muitos profissionais da en-
genharia, da mesma forma que 
permitem que eles se lancem na 
aventura do empreendedorismo.
Uma demonstração do funcionamento do método eletrogeométrico 
está disponível em 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
https://youtu.be/1M-vDbjwlw0
81
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Vamos verificar agora quais são os principais itens que discutimos nesta unidade e 
de que forma se relacionam. Como sugestão a você, estimado(a) aluno(a), proponho 
a criação de um diagrama unifilar único, representando os principais componentes 
da instalação elétrica projetada. Apresento a seguir uma proposta em que coloquei 
os dispositivos de proteção e condutores com a descrição de cada circuito.
Figura 15 - Quadro de distribuição de luz e força / Fonte: o autor. 
16 A
Legenda
QDLF
DR
DR
DR
DR
DR
DR
DR
DR
DR
Alimentador
Reserva de
carga
Disjuntor
Dispositivo DR
Ponto de aterramento
Condutores fase, neutro e terra
4A 16 A
16 A
16 A
16 A
16 A
25A
25A20A
20A
16A
2A
6A
6A
10A
63A16mm2
1,5mm2
1,5mm2
2,5mm2
2,5mm2
2,5mm2
2,5mm2
6mm2
4mm2
Circuito 1 - Ilumin.
Circuito 2 - Ilumin.
Circuito 3 - TUGs
Circuito 4 - TUGs
Circuito 5 - Torneira
Circuito 6 - Ar 7100
Circuito 7 - Ar 10000
Circuito 8 - Chuveiro
16 A
25 A
82
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Observem que, além dos circuitos previstos no projeto, adicionei duas “reservas de 
carga”, que seriam duas posições no quadro para futuras ampliações da instalação. 
Assim, temos 8 disjuntores e 8 DRs no quadro, sendo necessário no mínimo 18 
posições no quadro de energia, considerando também as duas reservas de carga. 
Desta forma, poderia ser adquirido um quadro de distribuição padrão 18/24.
Uma demonstração do funcionamento do método 
eletrogeométrico está disponívelem 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
https://youtu.be/1M-vDbjwlw0
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
83
As questões propostas serão baseadas no circuito do projeto elétrico completo desenvolvido:
Figura 16 - Projeto Completo / Fonte: o autor
1. Verifique se a potência de iluminação prevista para o quarto foi dimensionada em conformidade 
com a norma NBR 5410.
2. Verifique se o número de tomadas previsto para o quarto foi dimensionado em conformidade 
com a norma NBR 5410.
3. Verifique se a potência de iluminação prevista para a sala foi dimensionada em conformidade com 
a norma NBR 5410. Os pontos de iluminação poderiam ter sido dimensionados de outra forma?
4. Verifique se o número de tomadas previsto para a cozinha foi dimensionado em conformidade 
com a norma NBR 5410.
5. Verificar se a seção dos condutores do circuito 4 foi dimensionada em conformidade com a norma 
NBR 5410, prevendo que a instalação vai estar submetida a uma temperatura média de 30°C e 
que o método de referência da instalação foi o C.
6. Dimensionar a seção do eletroduto para o circuito alimentador.
7 8
87
7
7
6
6
-4-
-4-
600VA
600VA
600VA
600VA
600VA
-4-
600VA -4-
-4-
2440VA
Torneira
Chuveiro
5300VA
8
sala
cozinha
banheiro
b b
b
a
a
150
b1
150
b1
150
b1
quarto
a
b
b
b
a1
1
1.5
1.5
1.5
1.5
1
100
e1
150
d2
150
c2
1
1
1
e
dc
1.5
1.5
1
f 20VA
2
e
f
c d
-1 -f
2 3 4 5
4
4
1.5
1.5
3 4
1 4
444
4 4
4
2 3 4 5d
4
4
4
-4
3 5
3 5
4
4
4
4
4 41.5
4
4
1.5
1.5
3
3
3
3
-3-
-3-
-3-
-3-
3
1
1
-7-
-3-
-5-
-3-
3
3
3
3
3
b
3 -3-
1.5
1.5
1.5
-8-
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
-3-
4
4 4 4
4
4
4
3
Ar 10kBTU
1522VA
Ar 7,1kBTU
979VA -6-
-3-
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
84
1. Conforme a Figura 7, temos que as dimensões do quarto são de 3 m x 3 m. Assim, temos uma 
área de 9 m2, sendo necessário uma potência mínima de iluminação de 100 VA. Uma vez que foi 
utilizada uma potência de 150 VA, o dimensionamento atende ao projeto.
2. Para dormitórios, devem ser previstos, pelo menos, um ponto de tomada para cada 5 m. Assim, 
como o perímetro do quarto é de 12 metros, seriam necessários 3 pontos de tomadas.
3. As dimensões da sala, conforme a Figura 7, são de 6 m x 3 m; assim, temos uma área de 18 m2, 
sendo necessário 100 VA para os primeiros 6 m2 e mais 3 x 60 VA para os 3 aumentos inteiros 
de 4 m2. Então, a potência mínima necessária para a iluminação seria de 280 VA. Como foram 
previstos 300 VA de potência, o projeto foi atendido corretamente. 
Os pontos de iluminação poderiam ter sido distribuídos, por exemplo, em 3 pontos de 100 VA, 
ou até mesmo, se fosse desejado uma potência maior de iluminação, poderiam ser utilizados 4 
pontos de 150 VA, uma vez que a norma solicita uma potência mínima de instalação.
4. A cozinha possui um perímetro de 16 m. Sendo assim, dividimos este valor por 3,5 m, obtendo 
4,57 e verificando que o número mínimo de tomadas a ser adotado era de 5. Ainda, destas 5 
tomadas, 3 precisavam ser de 600 VA e as excedentes de 100 VA, sendo que estas condições 
foram atendidas para o projeto. Observação: as tomadas que não possuem a potência destacada 
geradas no woca correspondem a tomadas de 100 VA.
5. O circuito 4 é composto por 6 tomadas de 600 VA, totalizando uma potência de 3600 VA. Assim, 
a corrente de projeto é de 3600 VA/220 V = 16,36 A. Como a temperatura média da instalação é 
de 30 °C, o fator de correção de temperatura é 1 e, consequentemente, vamos utilizar somente 
o fator de correção de agrupamento, que, neste caso, deve considerar o pior trecho onde este 
circuito está agrupado, com o trecho desde o quadro de energia até o primeiro ponto de ilumi-
nação da sala, agrupando 5 circuitos. 
Assim, conforme Tabela 42 da norma NBR 5410, o fator de correção por agrupamento é de 0,6 
e, consequentemente, teremos uma corrente corrigida de 16,36 A/0,6 = 27,27 A. Com este valor, 
podemos utilizar a Tabela 36 da norma e verificar que o condutor de 4,0 mm2 de seção suporta 
uma corrente de até 36 A para dois condutores carregados, sendo a seção a ser adotada.
6. O circuito alimentador possui 3 condutores com seção nominal de 16 mm2, os quais ocupam 
uma área de 38,48 mm². Multiplicando este valor pelo número de condutores, teremos uma 
área total ocupada de 3 x 38,48 mm² = 115,44 mm2, podendo ser utilizado um eletroduto de ¾”.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
85
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5410: instalações elétricas de baixa 
tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5419: proteção de estruturas contra 
descargas atmosféricas. Rio de Janeiro: ABNT, 2001.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5444: símbolos gráficos para instalações 
elétricas prediais. Rio de Janeiro: ABNT, 1989.
AUTODESK. AutoCAD Electrical. [San Rafael]: Autodesk, 2020. Disponível em: https://damassets.autodesk.
net/content/dam/autodesk/www/products/autocad/fy21/toolsets/autocad-electrical/images/autocad-electri-
cal-toolset-large-1920x1050.jpg. Acesso em: 20 out. 2010.
CPFL ENERGIA. GED 13: Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição. Campinas: CPFL, 2020. Dis-
ponível em: http://sites.cpfl.com.br/documentos-tecnicos/GED-13.pdf. Acesso em: 14 out. 2020.
CREDER, H. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
OCALEV. Dimensionamento de eletrodutos: aprenda a dimensionar eletrodutos em 3 passos! Versão 1.0. 
2020. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1k1XrfDQvSlJ7ja9VMeqLymrXf1E3mVo0/view. Acesso 
em: 22 out. 2020. 
SIEMENS. Minidisjuntores 5SL, 5SY e 5SP: a proteção adequada para cada tipo de projeto. São Paulo: Sie-
mens, 2018. 
https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/products/autocad/fy21/toolsets/autocad-electrical/images/autocad-electrical-toolset-large-1920x1050.jpg
https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/products/autocad/fy21/toolsets/autocad-electrical/images/autocad-electrical-toolset-large-1920x1050.jpg
https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/products/autocad/fy21/toolsets/autocad-electrical/images/autocad-electrical-toolset-large-1920x1050.jpg
86
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
4
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Máquinas Elétricas: 
Motores de Indução 
Monofásicos e Trifásicos, 
Dimensionamento de 
Motores, Fator de Potência 
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Oportunidades de aprendizagem: nesta unidade, discutiremos sobre os 
motores elétricos de indução monofásicos e trifásicos, que são dispositivos 
largamente empregados em ambientes industriais. Vamos verificar suas 
principais características elétricas, como a corrente de partida e suas curvas 
características, como a curva do torque.
88
UNICESUMAR
Desde a primeira unidade de nossos estudos, o 
motor elétrico tem sido referenciado como uma 
carga que é amplamente utilizada, tanto em apli-
cações residenciais quanto industriais. Agora, 
vamos supor que você já atue como engenhei-
ro(a) – como definiria qual motor elétrico seria 
utilizado em determinado projeto ou aplicação? 
Saberia determinar qual o motor a ser utilizado 
e quais suas especificações?
Você já pensou que diversos equipamentos 
que temos em nossas casas possuem motores 
elétricos? Por exemplo, a máquina de lavar rou-
pas possui um motor responsável por girar o 
tambor das roupas e centrifugá-las. 
E como esse motor foi dimensionado? Qual 
o seu tamanho? Como podemos saber se esse 
motor conseguirá movimentar as roupas 
dentro da máquina? Tais tipos de perguntas 
ajudam os técnicos e engenheiros na hora de 
projetar um equipamento e dimensionar um 
motor para uma determinada aplicação.
Para compreender a importância do motor 
elétrico, vamos verificar onde este dispositivo é 
utilizado em nosso dia a dia – e nem estou falando 
dos casos industriais, mas aí mesmo, em sua casa! 
Pare por alguns minutos e faça uma lista de 
todos os equipamentos que utilizam motor elé-
trico na sua residência. Vale qualquer modelo, 
até mesmoaquele motor que faz o carrinho de 
brinquedo se movimentar!
E então, quais foram os motores que você iden-
tificou? Bom, para ajudar você, vou falar dos dis-
positivos que identifiquei em minha residência e 
que utilizam motores elétricos: o exaustor que uti-
lizo em minha cozinha, o ventilador, a máquina de 
lavar roupas, o portão da garagem, a motobomba 
da piscina, o condicionador de ar, o aspirador de 
pó, a furadeira elétrica e o forno de micro-ondas! 
89
UNIDADE 4
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Todos estes equipamentos que citei utilizam 
motores monofásicos de corrente alternada. E 
você, identificou os motores que possui?
Uma vez que você tenha identificado os mo-
tores que utiliza no seu dia a dia, vou propor uma 
atividade reflexiva para situar você, estimado(a) 
aluno(a), sobre quão fundamental o motor elétri-
co é para o nosso modo de vida atual. 
Sugiro que você crie um pequeno exemplo, 
no qual vai citar uma atividade que é realizada 
utilizando um motor elétrico e que seria extre-
mamente trabalhosa sem sua utilização. 
Para ajudar em seu raciocínio, vou trazer um 
primeiro exemplo: o sistema de distribuição de 
água potável. Nossa água potável distribuída em 
nossas cidades fica armazenada, geralmente, 
em um reservatório natural, a partir do qual a 
água é bombeada para um reservatório em um 
ponto elevado, para distribuição por gravidade, 
depois de ter sido tratada.
Toda a movimentação do volume de água, 
quando não acontece por gravidade, é reali-
zada por motobombas, que são acionadas por 
motores elétricos!
Agora, vamos imaginar o que aconteceria se 
não possuíssemos os motores para acionar as 
motobombas! Só poderíamos ter distribuição 
de água por gravidade ou por movimentação 
humana ou animal!
90
UNICESUMAR
Uma definição simples para o motor elétrico pode ser encontrada 
em Mamede Filho (2016, p. 409): “o motor elétrico é uma máquina 
que transforma energia elétrica em energia mecânica de utilização”. 
Ou seja, alimentamos o motor elétrico fornecendo a energia neces-
sária a ele e obtemos energia mecânica disponível na ponta do eixo.
Mais especificamente, podemos definir o motor elétrico como 
um dispositivo que absorve energia elétrica e fornece energia me-
cânica disponibilizada na ponta do eixo como torque.
Torque/Conjugado: o torque é uma grandeza vetorial que pos-
sui módulo e sentido, sendo necessário para o seu cálculo considerar 
o vetor força aplicado, o ponto em que este vetor força é aplicado 
(dado por um vetor de posição) e o ângulo entre estes dois vetores 
(HALLIDAY; RESNICK; JEARL, 2016). 
O torque pode ser denominado também como binário, momen-
to ou conjugado, com o termo conjugado sendo o mais empregado 
quando nos referenciamos aos motores elétricos. 
A Figura 1 traz uma situação típica que demonstra o torque, quan-
do estamos apertando ou afrouxando um parafuso com uma chave. 
Figura 1 - Torque produzido com uma chave 
A Figura 1 demonstrou uma situação típica para todos aqueles 
que já trocaram um pneu do carro ou precisaram desmontar um 
equipamento fixado por parafusos. A “força resultante” na ponta 
da chave é o torque, e quanto maior for o comprimento do cabo 
da chave, mais fácil será para afrouxar ou apertar o parafuso. Isso 
 O torque é um momento de
força que é uma força rotacional
TORQUE FORÇA
COMPRIMENTO
Torque T = F (Força) x C (Comprimento)
porque o comprimento do cabo 
vai permitir aplicarmos nosso 
vetor força a uma maior distân-
cia da ponta da chave e, assim, 
aumentar o torque resultante. 
Então, temos que o torque é 
o produto da força aplicada pela 
distância de aplicação desta for-
ça, e suas unidades usuais são 
o Newton x metro (Nm) ou o 
Quilograma Força x metro 
(kgfm). Vamos definir o conju-
gado (torque) matematicamen-
te com a seguinte equação:
C F d= . [1]
Onde C é o conjugado [Nm] ou 
[kgfm], F é o valor da força aplica-
da [N] ou [kgf] e d é a distância de 
aplicação da força [m]. A relação 
entre o Newton [N] e o kilograma 
força [kgf] é: 1 kgf ≈ 9,80665 N e 
1 N ≈ 0,10197 kgf. Para facilitar 
os cálculos costuma-se adotar 1 
kgf = 10N e 1N = 0,1 kgf.
Potência: já estudamos o 
conceito de potência (elétrica) 
em nossa primeira unidade de 
estudos, porém é fundamen-
tal retomarmos este conceito, 
uma vez que quando discuti-
mos sobre os motores elétricos, 
devemos considerar a potência 
elétrica e a potência mecânica 
relacionada ao motor.
É fundamental compreender 
que a potência elétrica é a potência 
que o motor consome durante o 
seu funcionamento, já a potência 
mecânica é o que o motor fornece! 
91
UNIDADE 4
O exemplo apresentado a 
seguir foi adaptado de WEG 
(2020a) e traz uma relação en-
tre potência elétrica, mecânica 
e conjugado.
Exemplo: observando a Fi-
gura 2, temos um dispositivo 
rotacional formado por um ci-
lindro que movimenta um bal-
de (que exerce uma força peso 
de 20 N) através da aplicação de 
uma força F em uma manivela. 
A dimensão do cilindro pode 
ser calculada com base no raio r 
e o ponto de aplicação da força 
na manivela está a uma distância 
d do eixo central do cilindro.
Inicialmente, vamos calcular o conjugado exercido pelo balde na superfície do cilindro, sabendo que 
o raio do cilindro é de 10 cm (0,1 m). Assim, temos que:
C F d N m Nmbalde = = =. . ,20 0 1 2
Ou seja, o conjugado gerado pelo balde na superfície do cilindro é de 2Nm. Logo, para equilibrar o 
sistema, precisamos de um conjugado de mesmo valor, exercido através da manivela. 
Se a manivela estiver a uma distância de 10 cm do centro do cilindro, vamos precisar então exercer 
uma força de 20N nela para equilibrar a carga, com o conjugado exercido pela manivela dado por:
C F d N m Nmmanivela = = =. . ,20 0 1 2
Já se aumentarmos a distância da manivela ao eixo central do cilindro para 20 cm, seria necessário 
aplicar somente 10N de força, com o conjugado exercido pela manivela dado por:
C F d N m Nmmanivela = = =. . ,10 0 2 2
Ainda, podemos calcular a potência mecânica necessária para movimentar o balde, em que a potência 
é definida pela taxa de variação do trabalho realizado (HALLIDAY; RESNICK; JEARL, 2016):
P dW
dt
= [2]
20 N
F
dr
Figura 2 - Balde movimentado por um sistema com cilindro e manivela
Fonte: Weg (2020a, p. 7).
92
UNICESUMAR
com W se referindo ao trabalho realizado para movimentar o balde, e a potência indicando quão rá-
pido este trabalho pode ser realizado. Por exemplo, se o balde fosse movimentado verticalmente por 
30 metros, o trabalho realizado seria de:
W F d N m Nm Joules= = = =. .20 30 600 600
E a potência mecânica (dada em Watts) pode ser calculada por:
P F d
tm
=
.
 [3]
Supondo que precisássemos movimentar o balde pelos 30 m em um tempo de 2 segundos, seria ne-
cessária uma potência de:
P Nm
s
Wattsm = =
600
2
300
A unidade usual de potência mecânica é o CV (cavalo vapor) e 1 CV = 736 Watts = 0,736 KWatts. 
Alguns catálogos utilizam também o HP (Horse Power = 746 W). 
Assim, se dividirmos 300W/736, obtemos aproximadamente 0,41 CV, ou se dividirmos 300W/746, 
obtemos aproximadamente 0,4 HP, sendo o valor comercial mais próximo acima do calculado 0,5 CV/
HP, ou seja, seria necessário um motor de ½ CV/HP para movimentar o balde no tempo determinado.
Para sabermos qual ou quais os valores comercias disponibilizados pelos fabricantes, utilizamos os 
catálogos técnicos de produtos. A Figura 3 apresenta os dados técnicos para motores de indução mo-
nofásicos com 4 polos e que operam em uma frequência nominal de 60 Hz.
Como vamos determinar qual a potência do motor e saber qual o valor que os fabricantes 
disponibilizam? No caso do exemplo sobre o balde, vimos que o valor solicitado de potência 
foi de 0,41 CV!
93
UNIDADE 4
Os fatores de conversão das unidades de 
potência Mecânica (CV ou HP) para unida-
de de potência elétrica são amplamente 
utilizados. Ao conhecê-los, alguns cálcu-
los associados com a teoria de motores 
se tornam triviais! Então 1 CV = 736 W 
= 0,736 kW e 1 HP = 746 W = 0,746 kW.
Potência
CarcaçaConjugado
Nominal
(kg
Corrente
com Rotor
Bloqueado
Ip/In
Conjurado
de Partida
Cp/Cn
Conjugado
Máximo
Cmáx/Cn
Momento
de Inércia J
(kgm2)
Tempo máximo com
rotor bloqueado (s) Massa
(kg)
Nível médio
de pressão
sonora dB(A)
Fator de
Serviço RPM Rendimento Fator de Potência
% Carga
220 V
Corrente
Nominal
In (A)
Dimensão L
(mm)
Quente Frio
0,07
0,07
0,07
0,09
0,09
0,09
0,12
0,12
0,12
0,18
0,18
0,18
0,25
0,25
0,25
0,37
0,37
kW HP
0,1
0,1
0,1
0,12
0,12
0,12
0,16
0,16
0,16
0,25
0,25
0,25
0,33
0,33
0,33
0,5
0,5
2,5
2,5
2,5
2,5
2,5
2,5
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
3,3
3,3
3,3
3,5
3,5
0,6
0,6
0,6
0,6
0,6
0,6
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
1,75
1,75
1,75
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,5
1,5
42
42
42
35
35
35
31
31
31
24
24
24
22
22
22
29
29
19
19
19
16
16
16
14
14
14
11
11
11
10
10
10
13
13
3,1
3,1
3,1
3,3
3,3
3,3
3,8
3,8
3,8
4,4
4,4
4,4
5,3
5,3
5,3
6,3
6,3
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
0,0002
0,0002
0,0002
0,0003
0,0003
0,0003
0,0003
0,0003
0,0003
0,0004
0,0004
0,0004
0,0006
0,0006
0,0006
0,0007
0,0007
0,040
0,040
0,040
0,052
0,052
0,052
0,069
0,069
0,069
0,104
0,104
0,104
0,143
0,143
0,143
0,215
0,215
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
W63
W71
1705
1705
1705
1689
1689
1689
1692
1692
1692
1693
1693
1693
1698
1698
1698
1679
1679
25,0
25,0
25,0
27,5
27,5
27,5
34,0
34,0
34,0
36,5
36,5
36,5
41,0
41,0
41,0
54,0
54,0
35,5
35,5
35,5
38,0
38,0
38,0
44,0
44,0
44,0
48,5
48,5
48,5
53,5
53,5
53,5
65,0
65,0
45,0
45,0
45,0
47,5
47,5
47,5
53,5
53,5
53,5
57,0
57,0
57,0
61,0
61,0
61,0
70,5
70,5
0,95
0,95
0,95
0,92
0,92
0,92
0,86
0,86
0,86
0,85
0,85
0,85
0,91
0,91
0,91
0,91
0,91
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
0,92
0,92
0,92
0,93
0,93
0,93
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
0,97
0,97
0,97
0,96
0,96
0,96
0,95
0,95
0,95
0,95
0,95
0,95
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
100 50 100757550
0,729
0,729
0,729
0,897
0,897
0,897
1,07
1,07
1,07
1,51
1,51
1,51
1,94
1,94
1,94
2,48
2,48
207,5
219,5
226,5
207,5
219,5
226,5
207,5
219,5
226,5
207,5
219,5
226,5
227,5
239,5
246,5
239,5
246,5
Potência
Carcaça
Conjugado
Nominal
(kg
Corrente
com Rotor
Bloqueado
Ip/In
Conjurado
de Partida
Cp/Cn
Conjugado
Máximo
Cmáx/Cn
Momento
de Inércia J
(kgm2)
Tempo máximo com
rotor bloqueado (s) Massa
(kg)
Nível médio
de pressão
sonora dB(A)
Fator de
Serviço RPM Rendimento Fator de Potência
% Carga
220 V
Corrente
Nominal
In (A)
Dimensão L
(mm)
Quente Frio
0,07
0,07
0,07
0,09
0,09
0,09
0,12
0,12
0,12
0,18
0,18
0,18
0,25
0,25
0,25
0,37
0,37
kW HP
0,1
0,1
0,1
0,12
0,12
0,12
0,16
0,16
0,16
0,25
0,25
0,25
0,33
0,33
0,33
0,5
0,5
2,5
2,5
2,5
2,5
2,5
2,5
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
3,3
3,3
3,3
3,5
3,5
0,6
0,6
0,6
0,6
0,6
0,6
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
1,75
1,75
1,75
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,5
1,5
42
42
42
35
35
35
31
31
31
24
24
24
22
22
22
29
29
19
19
19
16
16
16
14
14
14
11
11
11
10
10
10
13
13
3,1
3,1
3,1
3,3
3,3
3,3
3,8
3,8
3,8
4,4
4,4
4,4
5,3
5,3
5,3
6,3
6,3
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
50
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
1,15
0,0002
0,0002
0,0002
0,0003
0,0003
0,0003
0,0003
0,0003
0,0003
0,0004
0,0004
0,0004
0,0006
0,0006
0,0006
0,0007
0,0007
0,040
0,040
0,040
0,052
0,052
0,052
0,069
0,069
0,069
0,104
0,104
0,104
0,143
0,143
0,143
0,215
0,215
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
IEC56
W63
W71
W63
W71
1705
1705
1705
1689
1689
1689
1692
1692
1692
1693
1693
1693
1698
1698
1698
1679
1679
25,0
25,0
25,0
27,5
27,5
27,5
34,0
34,0
34,0
36,5
36,5
36,5
41,0
41,0
41,0
54,0
54,0
35,5
35,5
35,5
38,0
38,0
38,0
44,0
44,0
44,0
48,5
48,5
48,5
53,5
53,5
53,5
65,0
65,0
45,0
45,0
45,0
47,5
47,5
47,5
53,5
53,5
53,5
57,0
57,0
57,0
61,0
61,0
61,0
70,5
70,5
0,95
0,95
0,95
0,92
0,92
0,92
0,86
0,86
0,86
0,85
0,85
0,85
0,91
0,91
0,91
0,91
0,91
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
0,92
0,92
0,92
0,93
0,93
0,93
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
0,97
0,97
0,97
0,96
0,96
0,96
0,95
0,95
0,95
0,95
0,95
0,95
0,96
0,96
0,96
0,96
0,96
100 50 100757550
0,729
0,729
0,729
0,897
0,897
0,897
1,07
1,07
1,07
1,51
1,51
1,51
1,94
1,94
1,94
2,48
2,48
207,5
219,5
226,5
207,5
219,5
226,5
207,5
219,5
226,5
207,5
219,5
226,5
227,5
239,5
246,5
239,5
246,5
Podemos observar que as primeiras duas colunas 
trazem respectivamente os valores disponíveis de 
potência, em HP e em kW. Para o caso da potência 
solicitada no exemplo do balde, precisamos de 0,4 
HP, porém os valores disponíveis no catálogo são 
0,33 HP (que está abaixo do necessário) e 0,5 HP 
que foi, consequentemente, a potência escolhida.
Figura 3 - Motores elétricos monofásicos de indução, 4 polos 60 Hz
Fonte: Catálogo dos motores da linha WEG W12 (2020b, p. 16).
C
on
tin
ua
çã
o 
da
 ta
be
la
94
UNICESUMAR
Nesta unidade, trago para vocês uma discussão sobre a utilização dos catálogos técnicos de fabricantes 
e sobre os valores comerciais disponíveis apresentados por eles, enfatizando os motores elétricos. 
Ainda, vamos conversar sobre como podemos adaptar nossas necessidades de projeto aos valores 
que os fabricantes oferecem.
Velocidade Síncrona: como observado na Figura 3, os dados de catálogo apresentados se referiam 
a motores com 4 polos. O número de polos de um motor está diretamente relacionado com a sua 
velocidade de rotação nominal, ou velocidade síncrona (dada em rotações por minuto – RPM), que 
pode ser calculada por:
n f
ps
=
60.
 [4]
Onde p se refere ao número de par de polos do motor e f é a frequência da rede de alimentação. O 
Quadro 1 indica a velocidade síncrona para motores com 2, 4, 6 e 8 polos que operam em 60 Hz.
N° de polos Frequência (Hz) Velocidade Síncrona (RPM)
2
60
3600
4 1800
6 1200
8 900
Quadro 1 - Velocidades nominais para motores de 2,4, 6 e 8 polos / Fonte: o autor. 
Se verificarmos na Figura 3 a coluna RPM do catálogo, obteremos uma velocidade de 1679 RPM 
para o motor de 0,5 HP que escolhemos. Esta diferença de velocidade em relação aos 1800 RPM da 
velocidade síncrona se devem ao escorregamento do motor.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3438
95
UNIDADE 4
Escorregamento: o escorregamento de um motor de indução se refere à diferença da velocidade 
de giro assíncrona (n) do rotor em relação à velocidade síncrona (ns) do rotor. 
O escorregamento (s) pode ser calculado por:
s n n
n
s
s
�
�
 [5]
Assim, para o caso do motor de 0,5 HP, com 4 polos que especificamos, temos um escorregamento de:
s � � �1800 1679
1800
0 0672, 
É comum expressar o escorregamento em um percentual da velocidade síncrona; assim, para o exemplo, 
o escorregamento do motor seria de 6,72%.
Rendimento: já tratamos sobre o rendimento quando discutimos sobre os transformadores na 
Unidade 1, com o rendimento expressando a relação entre a entrada e a saída de um sistema:
h =
Saída
Entrada
No caso do motor elétrico, sua saída se refere à energia mecânica oferecida na ponta do eixo e a entrada 
se refere à energia elétrica consumida da rede elétrica. 
Assim, no exemplo do motor de 0,5 HP que escolhemos, se considerarmos o seu rendimento para 
100% de carga, obtemos no catálogo 70,5%.
Este valor indicou que, para fornecer o equivalente aos 0,5 HP = 373 W de potência mecânicana 
ponta do eixo, o motor vai consumir da rede elétrica 373/0,75 = 497,3 W de potência. 
Com este exemplo, podemos verificar também que o ideal é trabalharmos com o motor sempre 
próximo ao limite de sua carga, pois para reduzirmos a porcentagem de carga aplicada, teremos um 
rendimento ainda inferior.
O rendimento (%) pode ser definido em função da potência mecânica útil na ponta do eixo e da 
potência elétrica consumida pelo motor como:
d) Para motores monofásicos:
h(%)
. ( )
. .cos
.
. ( )
. .cos
.� � �
P
P
P HP
V I
P CV
V I
m
e
m m746 100 736 100
� �
 [6]
e) Para motores trifásicos:
h(%)
. ( )
. . .cos
.
. ( )
. . .cos
.� � �
P
P
P HP
V I
P CV
V I
m
e
m m746
3
100 736
3
10
� �
00 [7]
O termo cos φ que aparece na formulação se refere ao fator de potência e os denominadores das equa-
ções [6] e [7] correspondem à potência elétrica consumida pelo motor.
96
UNICESUMAR
A teoria sobre o fator de potência é ampla e muito utilizada no ambien-
te industrial, sendo uma boa referência sobre aplicações os catálogos 
de fabricantes, assim como o catálogo técnico de capacitores para 
correção do fator de potência da SIEMENS:
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Fator de potência: é definido como o cosseno 
do ângulo de defasagem da tensão em relação à 
corrente (CREDER, 2016). Este ângulo será zero 
para o caso de cargas resistivas puras (como a 
resistência de um chuveiro elétrico), porém nas 
cargas indutivas e cargas capacitivas, o fator de 
potência estará atrasado ou adiantado.
O fator de potência descreve matematicamente 
as perdas que ocorrem nas magnetizações dos 
elementos indutivos e na carga dos elementos 
capacitivos, e que consomem energia que, con-
sequentemente, não é transformada em trabalho, 
ou seja, é desperdiçada. 
Entretanto esta energia, conhecida como ener-
gia reativa, ocupa as redes de distribuição de ener-
gia da mesma forma que a energia ativa, que é a 
energia realmente aproveitada para gerar trabalho. 
Assim, a presença de energia reativa deve ser a 
menor possível em um sistema.
Os três tipos de energia considerados na teoria 
do fator de potência são: 
• A potência ativa (P): potência que efetiva-
mente é consumida pela carga para gerar 
trabalho ou dissipada na forma de calor, 
sendo a sua unidade de consumo o Watt.
• A potência reativa (Q): potência que é 
necessária para magnetizar os elementos 
indutivos e carregar os elementos capaci-
tivos, e que consequentemente não é uti-
lizada para gerar trabalho. Sua unidade é 
o Volt – Ampére reativo VAr.
• A potência aparente (S): potência dada pela 
soma das potências ativa e reativa, sendo 
esta uma soma vetorial. Sua unidade é o 
Volt – Ampére VA.
https://assets.new.siemens.com/siemens/assets/api/uuid:f86fb77b-68fc-4155-bfa9-87f7d0cc7586/catalogo-cfp-2016-pt.pdf
97
UNIDADE 4
Graficamente, o fator de potência pode ser expli-
cado com as relações trigonométricas no triân-
gulo retângulo:
O cosseno do ângulo j é definido como o fator 
de potência, sendo o caso ideal quando obtemos 
cos j j � �� �1 0º , ou seja, o caso onde não 
há presença de potência reativa e que ocorreria 
somente para cargas resistivas puras. 
Os circuitos industriais, porém, utilizam cargas 
como os motores que apresentam componentes pre-
dominantemente indutivos como os motores e que 
reduzem o fator de potência, sendo necessário fazer 
sua correção, empregando-se bancos de capacitores.
Características nominais dos motores: os 
motores elétricos possuem uma série de carac-
terísticas que precisam ser conhecidas quando 
precisamos dimensioná-los para uma aplicação. 
Dentre elas, podemos citar: a tensão nominal 
de alimentação, velocidade nominal, tempo de 
aceleração, regime de serviço e dados mecânicos 
(associados com a carcaça do motor).
As principais características são apresentadas na 
chamada placa de identificação do motor, que é 
uma placa metálica fixada na carcaça e que auxilia na 
identificação, por exemplo, de sua tensão de alimen-
tação e da forma de conectar as bobinas do motor. 
A Figura 4 traz o formato de uma placa de 
identificação destacando as principais informa-
ções técnicas apresentadas.
Figura 4 - Placa de identificação de um motor elétrico de indução trifásico / Fonte: adaptado de Weg (2011).
98
UNICESUMAR
REALIDADE
AUMENTADA
Assim como apresentado na Fi-
gura 4, verificamos que se trata 
de um motor trifásico, do fabri-
cante WEG, com uma potência 
de 15 CV. Ainda, os seguintes 
itens foram apresentados: 
Tensão Nominal: é fun-
damental conhecer a tensão 
disponível na rede elétrica que 
vai alimentar o motor que esta-
mos dimensionando, para que, 
assim, possamos determinar sua 
tensão nominal. Além disso, é 
fundamental saber se vamos es-
pecificar um motor para uma 
rede monofásica ou trifásica. 
Consideremos em nossos es-
tudos as tensões monofásicas 127 
V e 220 V e as tensões trifásicas de 
220 V e 380 V. No Brasil, porém, 
existem outras tensões padroni-
zadas, como 254 V e 440 V, assim 
como pode ser verificado no site 
da Agência Nacional de Energia 
Elétrica (2016, on-line). 
Para o caso dos motores monofásicos, basta saber a tensão da 
rede para especificar a tensão do motor. Para os motores trifásicos, 
é importante saber se eles utilizarão o sistema de partida estrela 
triângulo (este sistema será discutido detalhadamente mais à frente), 
para especificar as tensões do motor.
Os motores trifásicos – mais comumente utilizados no ambiente 
industrial – possuem 6 “pontas” para conexão, ou seja, seis cabos 
disponíveis, provenientes de cada um dos três enrolamentos (por ser 
trifásico) das três bobinas de campo do estator. As 3 bobinas podem 
ser conectadas em estrela (Y), que sempre corresponde à maior tensão 
disponível no enrolamento ou triângulo/delta (Δ), o qual corresponde 
à menor tensão disponível no enrolamento. 
A Figura 5 mostra as características das conexões estrela (Y) e 
triângulo/delta (Δ).
Figura 5 - Conexões triângulo/delta (Δ)
e estrela (Y) / Fonte: o autor. 
Conexão Estrela
Y
T
V
S
R
VFase
Linha
Conexão Triângulo/Delta
Δ
VLinha
T
S
R
VFase
99
UNIDADE 4
Cada uma das fases do sistema trifásico está representada pelas 
letras R, S e T. Os termos tensão de linha (Vlinha) e tensão de fase 
(Vfase) se referem, respectivamente, à tensão que alimenta as bobinas 
e à queda de tensão em cada uma das bobinas.
A principal característica da conexão triângulo/delta (Δ) é que 
a tensão de fase (aplicada na bobina) é a mesma tensão de linha, 
uma vez que estão conectadas em paralelo. E assim:
V Vfase linha= [8]
Para a conexão estrela (Y), a tensão de linha é aplicada sobre duas 
bobinas, e a queda de tensão em cada bobina é a resultante vetorial 
considerando a defasagem de 120° do sistema trifásico. E assim:
V Vfase linha= 3
 [9]
Exemplificando, para um sistema trifásico 380 V, teremos a 
tensão de linha de 380 V e, consequentemente, se alimentar-
mos um motor com conexão em estrela (Y), a tensão de fase 
em cada bobina será de
V V Vfase � �
380
3
220 
Assim, no caso de utilizar um motor com tensão nominal de placa 
220/380 V (tensões Δ/Y), seria necessário obrigatoriamente realizar 
a conexão Y em suas bobinas. 
A indicação de como as bobinas devem ser conectadas para 
cada tensão de alimentação está presente na placa de identi-
ficação, assim como os valores de corrente referente a cada 
tensão de alimentação.
Todas as conexões elétricas dos motores elétricos são rea-
lizadas na chamada caixa de ligação do motor, que é um com-
partimento específico para acessar os cabos do motor, sendo 
que, em motores pequenos de menor potência, somente os 
cabos ficam disponíveis. 
Em motores maiores com potência elevada, são disponibiliza-
dos terminais para a conexão elétrica.
Acesse e assista ao vídeo que 
produzi especialmente para 
você, estudante, com a de-
monstração da conexão elétri-
ca de um motor monofásico 
com inversão do sentido de 
giro e interpretação dos dados 
de placa do motor e de um mo-
torelétrico trifásico.
Fator de serviço: é um fa-
tor que, aplicado à potência 
nominal, indicará a capacidade 
de sobrecarga contínua a qual 
o motor pode ser submetido. 
Por exemplo, um motor de 1 
CV, com um fator de serviço 
de 1.15 poderia trabalhar con-
tinuamente fornecendo uma 
potência de 1,15 CV.
Modelo da carcaça: é um 
dado mecânico fundamental, 
pois traz todas as dimensões 
mecânicas do motor que são 
necessárias para prever, por 
exemplo, como será feita sua 
instalação em um equipamento. 
https://vimeo.com/475345074/4fb6e6f2d4
100
UNICESUMAR
No exemplo da Figura 4, a carcaça do motor era a 132 M/L, que pode ser verificada conforme catálogo 
técnico (WEG, 2020a): 
Figura 6 - Dimensões mecânicas do motor / Fonte: WEG (2020a, p. 51).
A placa de identificação traz a informação da massa do motor e quais os modelos de rolamentos utilizados.
Fator Ip/In: este fator indica em quantas vezes a corrente de partida é superior à corrente nominal 
do motor. Os motores de indução de gaiola (mais comumente empregados na indústria), no momento 
de sua partida, apresentam um pico de consumo de corrente, que pode ser extremamente danoso ao 
sistema de alimentação, sendo necessário a utilização de um sistema de partida, dependendo da potên-
cia do motor. Por exemplo, para o motor da placa de identificação da Figura 4, sua corrente nominal 
em 380 V é de 21,8 A e seu IP/IN é de 8,3 – ou seja, teríamos neste caso uma corrente de partida de 
aproximadamente 180 A.
Classe de isolamento: refere-se à temperatura máxima a que o material isolante utilizado nas 
bobinas pode ser submetido mantendo suas propriedades. 
Esta informação é extremamente importante, pois basta um pequeno ponto de aquecimento que 
ultrapasse este limite para que o isolamento seja deteriorado, gerando, por exemplo, um curto circuito 
no enrolamento do estator e comprometendo o funcionamento do motor.
Categoria de conjugado: os motores devem apresentar características específicas de conjugado com 
relação à velocidade e corrente de partida, com categorias definidas na norma NBR 17094 (ABNT, 2018). 
132 M 132 216 178 89 12 38k6 80
H
D
A
2E
B
2F
C
BA
K
H
E
N-W
D
U
ABNT
/ IEC
NEMA
A
2E
K
H B
2F
C
BA
E
N-W
H D
D U
101
UNIDADE 4
Dentre estas categorias, temos: categoria N, 
com conjugado de partida e corrente normal com 
baixo escorregamento, presente na maioria dos 
motores comerciais utilizados em cargas como 
bombas, máquinas operatrizes e ventiladores. 
A categoria H, com conjugado de partida alto, 
corrente de partida normal e baixo escorrega-
mento, para cargas que exigem maior conjugado 
de partida, como transportadores e britadores.
A categoria D, com conjugado de partida alto, 
corrente de partida normal e alto escorregamento, 
usados em prensas excêntricas e similares, em que 
a carga apresenta picos periódicos. 
A curva característica de conjugado de um 
motor elétrico está apresentada na figura abaixo:
Basicamente, o conjugado vai implicar se o motor consegue ou não realizar o acionamento de determi-
nada carga! Um cálculo referente ao dimensionamento de motores é o cálculo do tempo de aceleração 
do motor, que vai indicar se ele consegue ou não acionar uma carga dentro das condições de estabilidade 
térmica. O tempo de aceleração deve ser inferior ao tempo de rotor bloqueado.
Como exemplo, vamos dimensionar um motor para acionar uma carga com as seguintes características:
• Conjugado nominal = 1,25 Nm;
• Conjugado resistente médio (Crméd) = 0,8 Nm;
• Momento de inércia (Jce) = 0,00072 Kgm
2;
• Rotação especificada = 3470 RPM;
• Conexão com a rede elétrica: monofásica 220 V ou trifásica 380 V.
A potência necessária para acionar esta carga pode ser calculada pela equação:
P kW C Nm n RPM( ) ( )* ( )=
9555
 [10]
E com os valores do exemplo, temos que a potência necessária será de:
P kW= =1 25 3470
9555
0 454, * , 
Vamos adotar para este exemplo um motor monofásico de 2 polos, que possui velocidade síncrona de 
3600 RPM, sendo a velocidade aproximada para atender aos dados da carga. 
E, consultando o catálogo de motores monofásicos (WEG, 2020b), verificamos que a primeira 
potência disponível acima do valor necessário é de 0,55 kW. 
Conjugao de rotor
bloqueado Cp
Conjugado mínimo
Conjugado nominal Cn
Rotação
Rotação nominal ( N )n
Co
nj
ug
ad
o 
%
Escorregamento
( s )
Conjugado
máximo( C )max
ns
Figura 7 - Curva de conjugado / Fonte: WEG (2011a, p. 25).
102
UNICESUMAR
O cálculo do tempo de aceleração apresentado utilizou o procedimento 
considerando os conjugados médios do motor e da carga. Uma abor-
dagem que utiliza o cálculo por intervalos pode ser verificada no livro 
Instalações Elétricas Industriais, de João Mamede Filho (2017).
Agora, vamos proceder com o cálculo do tempo de aceleração, dado por:
t rps J J
C Ca
m ce
mméd rméd
�
�
�
�
�
�
�
�
�2. . .p [11]
Onde Jm é o momento de inércia do motor e Cmméd é o conjugado médio de aceleração do motor, ainda, 
a velocidade na equação 11 é dada em rps (rotações por segundo). O cálculo do Cmméd é dado por:
C
C
C
C
C
Cmméd
p
n
máx
n
n� �
�
�
�
�
�
�0 45 9 81, . . . , [12]
Onde Cn é o conjugado nominal do motor, Cp/Cn o conjugado de partida do motor e Cmáx/Cn o conju-
gado máximo do motor, sendo todos dados de catálogo. E para o motor selecionado Cn = 0,156 kgfm, 
Cp/Cn = 0,35 e Cmáx/Cn = 1,5. E, assim, 
 C Nmmméd � �� � �0 45 0 35 1 5 0 156 9 81 1 27, . , , . , . , , 
E podemos, então, proceder com o cálculo do tempo de aceleração, lembrando de converter a rotação 
prevista da carga de rpm para rps: 3470 RPM/60 = 57,83 rps. Ainda, o momento de inércia do motor 
dado no catálogo é de 0,0003 kgm2.
t sa �
�
�
�
�
�
�
�
� �2 57 83
0 0003 0 00072
1 27 0 8
0 788. . , . , ,
, ,
,p
Ou seja, o tempo de aceleração do motor será de menos de 1 segundo, e, comparando este valor com o 
tempo de rotor bloqueado do motor dado em catálogo, que é de 6 segundos (a frio), podemos concluir 
que o motor selecionado atende ao dimensionamento de carga solicitada.
Potência
Carcaça
Conjugado
Nominal
(kg
Corrente
com Rotor
Bloqueado
Ip/In
Conjurado
de Partida
Cp/Cn
Conjugado
Máximo
Cmáx/Cn
Momento
de Inércia J
(kgm2)
Tempo máximo com
rotor bloqueado (s) Massa
(kg)
Nível médio
de pressão
sonora dB(A)
Fator de
Serviço RPM Rendimento Fator de Potência
% Carga
220 V
Corrente
Nominal
In (A)
Dimensão L
(mm)
Quente Frio
0,55
kW HP
0,75 4,0 0,35 1,5 136 5,5 60 1,150,00030,156W71 3425 54,0 65,0 70,0 0,96 0,97 0,98
100 50 100757550
3,64 246,5
103
UNIDADE 4
Grau de proteção: referenciado como grau de proteção IP, indica a proteção dos equipamentos elé-
tricos com relação a objetos sólidos (1° dígito) e com relação à água (2° dígito). 
Por exemplo, um motor com grau de proteção IP66 está totalmente protegido contra entrada de 
poeira e jatos potentes de água.
Grau de proteção IP
1° algarismo Significado 2° algarismo Significado
0 Sem proteção 0 Sem proteção
1 Proteção contra objetos sólidos maiores que 50 mm 1
Proteção contra gotejamento vertical
2 Proteção contra objetos sólidos maiores que 12 mm 2
Proteção contra gotejamento de 
água com inclinação até 15°
3 Proteção contra objetos sólidos maiores que 2,5 mm 3
Proteção contra aspersão de água
4 Proteção contra objetos sólidos maiores que 1 mm 4
Proteção contra projeções de água
5 Proteção contra poeira 5 Proteção contra jatos de água
6 Proteção total contra poeira 6 Proteção contra jatos potentes
7
Proteção contra os efeitos da
imersão temporária
8 Proteção contra os efeitos da imer-são contínua
Quadro 2: Grau de Proteção IP / Fonte - o autor.
Regime de serviço: refere-se à regularidade com 
que uma determinada carga é aplicada ao motor. 
Se o ligamos e aplicamos uma carga constante, 
temos um comportamento de aquecimento, que 
será diferente daquele que irá ocorrer se ficarmos 
ligando e desligando-o constantemente, pois, des-
se modo, o motor poderá sobreaquecer, já que os 
intervalos de desligamento talvez não permitamque ele resfrie o suficiente. 
Um regime de serviço muito comum em car-
gas industriais é o S1, que é o regime de serviço 
contínuo, cuja carga é aplicada ao motor que fica 
ligado durante um tempo suficiente para atingir 
seu equilíbrio térmico. 
Os regimes de serviço padronizados vão de S1 a 
S10, sendo que os casos que não se classificam nestes 
regimes padronizados são considerados especiais e 
exigem um estudo por parte do fabricante para deter-
minar o dimensionamento necessário para o motor.
Todas as características técnicas apresentadas são 
comuns para os motores monofásicos e trifásicos, sen-
do o principal fator de escolha entre esses dois tipos de 
motores fatores relacionados com o custo, manutenção 
e disponibilidade de itens necessários à instalação.
Os motores monofásicos são mais caros que os 
trifásicos para uma mesma faixa de potência. Ainda, 
aqueles precisam de um capacitor para o campo auxi-
liar de partida. Os motores de indução trifásicos, além 
de possuírem um custo inferior, são extremamente 
robustos, gerando baixa manutenção e, por isso, são 
os mais empregados em ambientes industriais. 
Os motores monofásicos, em contrapartida, são 
disponibilizados em baixas potências – geralmente 
em uma faixa inferior aos 10 CV, a não ser em casos 
mais específicos. São mais empregados na chamada 
“linha branca”, que engloba os eletrodomésticos, 
motores de condicionadores de ar, motobombas 
para aplicações residenciais, dentre outros. 
104
UNICESUMAR
O foco de estudo desta unidade foram os motores elétricos de corrente alternada, porém a gama 
de modelos de motores elétricos é muito mais ampla, incluindo, por exemplo, os motores de corrente 
contínua e motores de passo. 
A Figura 7 traz um diagrama referente aos diferentes tipos de motores elétricos.
Figura 7 - Tipos de motores elétricos / Fonte: adaptada de WEG (2020a, p. 6).
MOTOR CA
UNIVERSAL
MOTOR CC
TRIFÁSICO
EXCITAÇÃO
SÉRIE
EXCITAÇÃO
INDEPENDENTE
EXCITAÇÃO
COMPUND
ÍMÃS
PERMANENTE
EXCITAÇÃO
PARALELA
LINEAR
MONOFÁSICO
ASSÍNCRONO
SÍNCRONO
ASSÍNCRONO
SÍNCRONO
GAIOLA DE
ESQUILO
ROTOR
BOBINADO
SPLIT-PHASE
CAPACITADOR
DE PARTIDA
CAPACITADOR
PERMANENTE
POLOS
SOMBREADOS
CAPACITADOR
DOIS VALORES
REPULSÃO
RELUTÂNCIA
ÍMÃS
PERMANENTES
INDUÇÃO
ÍMÃS
PERMANENTES
DE GAIOLA
ROTOR
BOBINADO
ÍMÃS
PERMANENTES
RELUTÂNCIA
POLOS LISOS
POLOS
SALIENTES
105
UNIDADE 4
Todas as informações técnicas discutidas nesta 
unidade permitem especificar o motor para uma 
determinada aplicação. Geralmente, especificar 
o motor é uma tarefa trivial dentro da área elé-
trica, pois os fabricantes de motores fornecem 
catálogos técnicos com todas as informações ne-
cessárias, principalmente para cargas conhecidas 
e padronizadas, como sistemas transportadores, 
elevadores e eletrodomésticos. 
Então, em posse dos dados mecânicos da car-
ga que será acionada, e conhecendo as principais 
características da aplicação, como a tensão da 
rede de alimentação, o regime de serviço, e velo-
cidade nominal de rotação que será necessária, 
basta relacionar as informações com os dados de 
catálogo e teremos o modelo recomendado pelo 
fabricante para a aplicação. 
Obviamente, entretanto, algumas aplicações 
em específico fogem dos valores padronizados e 
exigem dos engenheiros e projetistas um maior 
esforço para especificar a aplicação. Ainda, co-
nhecer todos os parâmetros básicos de um motor 
elétrico e suas curvas características permitem 
ao engenheiro propor soluções mais otimizadas. 
Por exemplo, um bom conhecimento das ca-
racterísticas mecânicas do motor elétrico pode 
garantir que pequenos erros de especificação não 
ocorram, assim como especificar um motor com 
uma carcaça em que a posição dos pés do motor 
dificulta a manutenção do equipamento.
106
M
A
P
A
 M
E
N
TA
L
Proponho criarmos nessa unidade uma forma visual de reunirmos todas as carac-
terísticas discutidas sobre os motores elétricos! A seguir, trago minha sugestão para 
que vocês, alunos e alunas, possam realizar uma comparação, em que reuni as 
seguintes características sobre o motor elétrico: conjugado, categorias do conjuga-
do, tempo de aceleração, potência, tensão nominal, corrente nominal, fator de 
potência, conexão em estrela e triângulo, fator I Ip n/ rendimento, fator de serviço, 
regime de serviço, classe de isolamento, velocidade nominal, escorregamento, tipo 
da carcaça e grau de proteção IP.
Figura 8 - Exemplo de motor elétrico / Fonte: o autor 
Carcaça
Grau IP
Conjugado
Potência
Velocidade (RPM)
Categorias D, H e N
Tempo de Aceleração
Tensão/Corrente/cos φ
Conecção Y/Δ
Fator Ip/In
Rendimento
Fator de serviço
Regime de serviço
classe de isolamento
Escorregamento (s)
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
107
1. Para um determinado motor, a velocidade nominal obtida no catálogo técnico foi de 1693 RPM. 
Com base nestes dados, o engenheiro responsável pelo projeto de uma máquina precisou 
determinar qual valor de escorregamento para este motor? Quantos polos este motor possui?
2. Qual a potência mecânica (em CV) entregue na ponta do eixo de um motor elétrico trifásico de 
indução com os seguintes dados de catálogo: tensão de alimentação = 220 V, corrente consumida 
= 21,8 A, fator de potência = 0,73 e rendimento = 91%. 
3. Com relação ao fator de potência, ele indica as relações entre os tipos de potência presentes em 
um sistema elétrico, sendo que a relação entre estas potências e o valor resultante do fator de 
potência são fundamentais para garantir o funcionamento adequado do sistema. 
Quais os tipos de potência discutidos nesta teoria?
O fabricante de um equipamento industrial solicitou a visita de um profissional técnico para uma 
consultoria sobre um motor que estava disponível em seu estoque. 
Tomando como base a placa de identificação do motor, o técnico respondeu às dúvidas do cliente, 
apresentadas nas questões (4), (5) e (6):
Figura 9 - Placa de identificação do motor / Fonte: adaptado de WEG (2020a).
4. Sendo a potência mecânica necessária para acionamento da carga de 1,12 CV em regime contínuo 
de operação, este motor pode ser utilizado?
5. A máquina em que o motor vai ser aplicado fica em um ambiente onde ocorre bastante con-
densação de umidade, causando gotejamento de água sobre ela. Sendo assim, este motor pode 
ser utilizado somente com a proteção da sua carcaça ou precisaria de uma proteção adicional?
6. Qual o consumo de energia elétrica deste motor, sabendo que ele será alimentado em 380 V?
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
108
1. A velocidade síncrona mais próxima de 1693 é de 1800 RPM, correspondendo a um motor com 4 polos e 
utilizando a equação [5] obtemos um escorregamento de 0,0594 ou 5,94%
s n n
n
s
s
�
�
�
�
�
1800 1693
1800
0 0594, 
2. Conforme equação [7], podemos utilizar os termos do denominador para calcular a potência elétrica consumida pelo motor:
P V I W kWe � � � �3 3 220 21 8 0 73 6064 05 6 06. . .cos . . , . , , ,� 
Para obter a potência mecânica, multiplicamos a potência elétrica pelo rendimento, obtendo 5,52 kW, e para converter este 
valor para CV, dividimos por 736, obtendo 7,5 CV.
3. Os três tipos de potência considerados na teoria do fator de potência são a potência ativa (P [W]), que é convertida em tra-
balho; a potência reativa (Q[VAr]), utilizada para energizar elementos indutivos e capacitivos; e a potência aparente (S [VA]), 
que representa o total de potência presente no sistema e dada pela soma vetorial das potências ativa e reativa.
4. Uma vez que a potência nominal do motor é de 1 CV e este possui um fator de serviço de 1,15 ele pode atender continuamente 
a uma solicitação de carga de 1,15 CV, atendendo à necessidade do cliente.
5. Uma vez que o grau de proteção do motor é IP55, este estaria protegido contra jatos de água, permitindo que seja instalado 
na máquina sem a necessidade de proteção adicional.
6. Como a placa não trouxe o rendimento, podemos calcular a energia elétrica consumida por:
P V I kWe � � �3 3 380 1 660 83 0 91. . .cos . . , . , ,� 
Calculando agora o rendimento deste motor, obtemos aproximadamente 83%, sendo este um valor bem próximo aos valores 
de catálogo. Em termos práticos, este cálculo seria uma aproximação, já que não consideramos nenhum efeito associado à 
utilização do fator de serviço.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
109
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 17094-1: Máquinas elétricas girantes. 
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https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h32/hc5/WEG-motores-eletricos-guia-de-especificacao-50032749-brochure-portuguese-web.pdf
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https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h2e/h40/WEG-W12-motor-eletrico-monofasico-e-trifasico-50084475-brochure-portuguese-web.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h2e/h40/WEG-W12-motor-eletrico-monofasico-e-trifasico-50084475-brochure-portuguese-web.pdf
https://bucket-gw-cni-static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/uploads/arquivos/Motor_eletrico.pdf
https://bucket-gw-cni-static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/uploads/arquivos/Motor_eletrico.pdf
110
M
E
U
 E
SP
A
Ç
O
5
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Dispositivos de 
Proteção e Comando
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Nesta unidade, vamos conhecer os principais dispositivos de proteção e 
comando utilizados em ambientes industriais, como os botões de comando 
(ou botoeiras), os relés térmicos, contatores e fusíveis.
O conhecimento destes componentes, assim como da simbologia associa-
da a eles, é a base para a compreensão do funcionamento dos comandos 
elétricos industriais.
112
UNICESUMAR
Em sua casa, com certeza existem muitos equi-
pamentos elétricos, como liquidificador, micro-
-ondas, geladeira, entre outros. A maioria de nós, 
entretanto, nunca pensa em como eles funcionam 
por dentro, não é mesmo? Que botões existem 
lá dentro? O que faz disparar o funcionamento 
do condicionador de ar? Que peças fazem o as-
pirador de pó funcionar? Proporcionalmente, as 
indústrias também possuem inúmeras máquinas 
que contêm muitos componentes elétricos. Você, 
como futuro profissional de engenharia elétri-
ca, deve se fazer perguntas também proporcio-
nalmente mais elaboradas, claro. Já parou para 
pensar, quando um processo industrial ou uma 
máquina estão em funcionamento, qual a função 
dos componentes elétricos que compõem cada 
comando e como cada um destes funciona? 
É muito provável que você, ao utilizar um equi-
pamento em sua residência, deparou-se com uma 
situação em que ele deixou de funcionar. E, ao 
levá-lo para a assistência técnica, tomou conheci-
mento que foi apenas um fusível que havia “quei-
mado”! Ainda, uma situação comum que muitos 
já vivenciaram é a de estar tomando banho e, re-
pentinamente, o disjuntor “cai” (desarma). Estes 
são dois exemplos relativos à atuação de disposi-
tivos de proteção que temos em nossos equipa-
mentos residenciais: os fusíveis e os disjuntores. 
Da mesma forma, nos ambientes industriais, 
existem diversos dispositivos de proteção como os 
fusíveis, utilizados para garantir, por exemplo, que 
um motor não tenha um de seus enrolamentos 
deteriorado por uma corrente de curto circuito, 
e dispositivos de comando, como botões que per-
mitem iniciar/pausar/parar um processo.
Mesmo para aqueles que nunca estiveram em 
um ambiente industrial, diversos processos e equi-
pamentos que utilizamos em nosso dia a dia pos-
suem dispositivos similares aos empregados nos 
ambientes industriais e utilizados para proteção e 
comando de equipamentos. Vou apresentar duas 
situações comuns do cotidiano que são bastante 
similares com as de um ambiente industrial. A pri-
meira delas é a utilização de um elevador, no qual 
os comandos para solicitar seu posicionamento 
em determinado andar são realizados por botões 
ou por uma IHM (interface homem máquina – 
display touch, por exemplo). 
E a segunda situação é a abertura de uma porta 
automática geralmente utilizada em lojas e merca-
dos, que utilizam um sensor que detecta alguém 
nas proximidades abrindo a porta e fechando a 
mesma quando a detecção é finalizada. 
Botões similares aos do elevador (ou da IHM) 
são utilizados nas indústrias para comandos de 
liga e desliga de uma máquina, e os sensores per-
mitem, por exemplo, saber se uma determinada 
peça está ou não em uma esteira de um processo.
Um simples botão do tipo liga-desliga, assim 
como os interruptores que aprendemos a uti-
lizar quando discutimos os circuitos de ilumi-
nação prediais, podem ser utilizados para gerar 
lógicas de comando funcionais.
Como uma proposta de raciocínio, vamos ima-
ginar que temos dois interruptores que foram as-
sociados em série com uma lâmpada. Como seria 
o funcionamento deste circuito? A Figura 1 traz 
um esboço do circuito proposto.
Figura 1 - Circuito com interruptores e lâmpada
Fonte: o autorRede de
Alimentação
Interruptor 1 Interruptor 2
Lâmpada
113
UNIDADE 5
Podemos observar na Figura 1 que este é um circuito muito similar 
ao circuito com interruptor simples que já discutimos anteriormente. 
Agora, porém, o nosso circuito possui dois interruptores que estão 
associados em série e desta associação se dará seu funcionamento.
A lógica de funcionamento está representada no Quadro 1.
Estado do interruptor 1 Estado do interruptor 2 Estado da lâmpada
Aberto (desligado) Aberto (desligado) Desligada
Aberto (desligado) Fechado (ligado) Desligada
Fechado (ligado) Aberto (desligado) Desligada
Fechado (ligado) Fechado (ligado) Ligada
Quadro 1 - Funcionamento do circuito / Fonte: o autor
Conforme lógica apresentada no Quadro 1, a lâmpada só vai li-
gar quando os dois interruptores estiverem fechados. Tal lógica de 
funcionamento, que nesse circuito foi implementada eletricamente, 
pode ser utilizada em diversas outras áreas, como na eletrônica 
digital, programação e automação industrial.
Na eletrônica digital, por exemplo, esta lógica correspondente ao 
funcionamento da porta lógica “E” (AND), representada na Figura 2.
Figura 2 - Porta lógica AND / Fonte: o autor.
AND
A
B
X
A B X
0 0 0
010
1 0 0
111
114
UNICESUMAR
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Se fizermos uma analogia com 
o circuito da Figura 1, os in-
terruptores correspondem aos 
sinais A e B e a lâmpada ao si-
nal X. Os “zeros” representam 
os interruptores abertos e a 
lâmpada desligada, enquanto 
os números “um” represen-
tam interruptores fechados e 
a lâmpada ligada. 
As portas lógicas são uma 
implementação dos estudos de 
George Boole, os quais foram 
implementados inicialmen-
te por Claude Shannon, que na década de 30 demonstrou que 
circuitos elétricos utilizando álgebra booleana podiam resolver 
qualquer problema lógico. 
Convido você, aluno(a), a pesquisar agora sobre a porta lógica 
“ou” (OR) e verificar como ela poderia ser implementada com 
interruptores simples e uma lâmpada. Recomendo como biblio-
grafia a leitura de Tocci (2019). Uma compreensão básica sobre 
as funções lógicas que podem ser implementadas eletricamente 
contribui muito na compreensão da função de vários dispositivos 
de comando industriais. 
Agora que você já experimentou o conceito de duas lógicas 
básicas amplamente utilizadas na elétrica, na programação, su-
giro que você anote no diário de bordo qual a relação que você 
achou nessas lógicas e o que diferencia uma da outra. 
115
UNIDADE 5
Nossa unidade se refere a dois campos principais 
de estudo: os dispositivos de comando, como as 
botoeiras e os contatores, e os dispositivos de pro-
teção, como os fusíveis e relés térmicos.
Vamos começar pelos dispositivos de co-
mando. Um dispositivo de comando é utilizado 
para gerar uma informação para um processo. 
Especificamente nos comandos elétricos, os ele-
mentos mais comumente utilizados em proces-
sos simples são os botões (ou botoeiras), sensores 
como as chaves (micros) final de curso e os con-
tatos dos elementos de manobra como os relés 
e os contatores. Cada um destes elementos será 
apresentado a seguir.
Botões industriais ou botoeiras: são elemen-
tos de dois estados (LAMB, 2015), utilizados, por 
exemplo, para ligar/desligar um motor elétrico. A 
Figura 3 traz um modelo de botão de comando 
industrial, também referenciado como botoeira
Figura 3 – Botão de comando industrial
Fonte: Schmersal ([2020], p. 25).
Em relação aos dois estados possíveis, um botão 
de comando pode estar aberto ou fechado, assim 
como o interruptor. O estado normal de um botão 
também depende do tipo de contato que utiliza, 
podendo ser contato normalmente (ou normal) 
aberto e contato normalmente (ou normal) fecha-
do – Contato NA e Contato NF, respectivamente. 
Diversos fabricantes costumam utilizar a notação 
em inglês: NO – Normally Open (NA) e NC – 
Normally Closed (NF).
A Figura 4 mostra os símbolos dos contatos 
tipo NA e NF para botões de comando, especi-
ficamente para botões do tipo pulsantes, ou seja, 
que retornam para a posição inicial após seu acio-
namento, ao contrário dos botões retentivos, que 
permanecem em uma posição após acionados. 
Mesmo que a antiga norma que regia esta sim-
bologia (NBR 5280) tenha sido descontinuada 
em 2011, a grande maioria do material didático 
existente e dos programas de simulação ainda 
utilizam símbolos similares.
Figura 4 - Botões de comando pulsantes do tipo NA e NF
Fonte: autor.
Para organizar os diagramas elétricos e torná-los 
interpretáveis, os símbolos acompanham também 
uma terminação numérica. Para contatos de bo-
tões e de elementos de comando como contato-
res, os contatos do tipo NA possuem terminação 
numérica 3 – 4 e os contatos do tipo NF possuem 
terminação 1 – 2. 
Por isso, o botão NA da Figura 4 tem a nume-
ração 13 – 14, sendo que o número inicial 1 é um 
digito sequencial, ou seja, o primeiro contato NA 
do botão é o 13 – 14; se ele utilizar outro contato 
NA, será o 23 – 24 e, assim, sucessivamente.
Claro que, em algumas situações, você poderá 
se deparar com um diagrama de comando em 
que aparece um botão com a terminação 63 – 64, 
por exemplo. Isso porque ele foi numerado com 
alguma lógica em particular ou porque faz parte 
1214
13 11
116
UNICESUMAR
de um diagrama maior. O fundamental, porém, é conhecer a sua 
terminação, a qual está diretamente relacionada com sua função 
no comando (NA ou NF).
Ao declarar um botão como NA, significa que ele estará aberto 
quando não houver seu acionamento manual. Assim, quando o 
botão for acionado, ele vai passar para o estado fechado, retornando 
ao estado NA quando não existir mais a causa de acionamento (no 
caso de um botão de pulso) ou quando ele for desativado (no caso 
de um botão retentivo).
Relés (de comando): são dispositivos utilizados para realizar 
o chaveamento de um circuito por meios elétricos (LAMB, 2015). 
Os relés possuem diversas funções, dentre elas a de implementar 
lógicas por meio de seus contatos, ou ainda serem empregados 
como elementos de acoplamento para proteção de equipamentos.
Para compreender a função de um relé em um circuito de lógica 
de contatos, bem como compreender sua função de dispositivo de 
acoplamento, vamos analisar a Figura 5.
Figura 5 - Utilização de relés / Fonte: autor.
Primeiramente, observa-se que os dois relés, RL1 e RL2, estão com 
suas bobinas conectadas na fonte de tensão (contínua) de 12 V por 
meio de duas chaves liga-desliga (A e B). Ou seja, quando as chaves 
são acionadas, os relés são energizados e comutam (comutar = 
trocar a posição dos contatos) seus contatos. Observa-se também 
que os contatos dos relés estão conectados em série, realizando 
o fechamento do circuito da fonte de alimentação alternada de 
220 V com a lâmpada.
Agora, quando a chave A for acionada, o contato do RL1 irá 
comutar e quando a chave B for acionada, o contato do RL2 irá 
A B
RL1 RL2
12Vdc
12V 12V
220Vac
+
-
comutar, implementando uma 
lógica AND para acionamento 
da lâmpada. E, assim, os relés fo-
ram utilizados para implemen-
tação de uma lógica por meio 
da utilização de seus contatos.
Com relação à função de 
acoplamento, os relés são acio-
nados por uma tensão de 12 V 
de uma fonte de tensão contí-
nua, porém acionam uma carga 
em 220 V alternados. Este tipo 
de solução é amplamente utili-
zado em aplicações industriais, 
por exemplo, quando relés de 
acoplamento são instalados na 
saída de controladores, para evi-
tar que as saídas possam ser da-
nificadas ao acionar as bobinas 
de contatores ou outras cargas. 
A Figura 6 traz um mode-
lo de relé de acoplamento do 
fabricante Phoenix Contact 
(PHOENIX, [2020]).
Figura 6 - Relés de acoplamento
Fonte: Phoenix Contact ([2020], on-line).
117
UNIDADE 5
REALIDADE
AUMENTADA
Os relés basicamente podem ser eletromecânicos (o acionamento dos 
contatos ocorre por meio da energização de uma bobina que atrai os 
contatos por geração de um campo eletromagnético) ou de estado 
sólido (quando o elemento de comutaçãoé do tipo semicondutor). 
A Figura 7 traz um relé eletromecânico, no qual é possível 
observar a bobina e a estrutura de contatos.
Figura 7 - Relé eletromecânico. 
E, na Figura 8, é apresentado um relé de estado sólido.
Figura 8 - Relé de estado sólido. 
Os relés eletromecânicos, em 
comparação aos de estado só-
lido, são mais lentos e possuem 
menor vida útil, porém pos-
suem custo inferior e são mais 
simples para serem acionados. 
Já os relés de estado sólido 
precisam de alguns itens adicio-
nais, como dissipadores de calor 
e drivers de acionamento, mas 
oferecem velocidades de comu-
tação muito superiores. 
118
UNICESUMAR
Geralmente um relé eletromecânico é utilizado para acionamentos em que ele será comutado e 
permanecerá neste estado durante longos períodos, com recomendações de fabricantes para que não 
sejam acionados em frequências superiores a 2 Hz.
Em contrapartida, os relés de estado sólido podem ser utilizados em aplicações que necessitem de 
acionamento em frequência, como é o caso da modulação por largura de pulso (PWM).
Contatores: os contatores são dispositivos de manobra e comando com funcionamento igual ao 
dos relés, porém apresentam modelos com capacidade de condução de corrente muito superior ao 
dos relés. Na literatura técnica, é comum encontrarmos também as grafias contactores e contatoras.
Os contatores possuem basicamente dois grupos de utilização: os contatores auxiliares e os con-
tatores de força ou de potência. Os contatores auxiliares são utilizados para aplicações que exigem 
pequena capacidade de condução de corrente, como circuitos de comando e os contatores de potência 
são utilizados para o acionamento de cargas, como os motores elétricos. 
Na Figura 9 apresenta-se um modelo de contator auxiliar do fabricante WEG (WEG, 2020).
Figura 9 - Contator auxiliar / Fonte: Weg ([2020], on-line). 
Conforme pode ser observado na Figura 9, o contator auxiliar possui um conjunto com 4 contatos 
do tipo NO (NA), assim, todos possuem a terminação 3 – 4. O primeiro par é numerado 13 – 14 se-
guindo sequencialmente até o último para 43 – 44. Ainda, a identificação A1 – A2 indica as conexões 
da bobina, a qual é para alimentação em corrente contínua, justificando a indicação do sinal positivo 
(A1+) e negativo (A1-). 
Diferentes modelos são disponibilizados pelos fabricantes, como contatores auxiliares com 2 contatos 
NA e 2 contatos NF e alguns que disponibilizam número maior de contatos auxiliares como 8 ou mais. 
Este modelo de contator é dimensionado para uma corrente nominal de até 10 A por contato tra-
balhando com uma tensão ≤ 440 V. 
E, na Figura 10, é apresentado um contator de potência que suporta uma corrente nominal de até 
800 A operando com uma tensão ≤ 440 V. 
119
UNIDADE 5
É possível observar que o corpo dos contatos principais (de força) que vão conduzir a corrente 
de até 800 A são constituídos por barras metálicas. E, na lateral da contatora, são disponibilizados 
contatos auxiliares.
Figura 10 - Contator de potência / Fonte: Weg ([2020], on-line). 
Trago para vocês um vídeo no 
qual mostro a estrutura de um 
contator auxiliar, indicando 
seus elementos principais: bo-
bina, grupo de contatos e identi-
ficações dos contatos e bobinas.
O dimensionamento de relés 
e contatores basicamente utiliza 
como dados a tensão de traba-
lho da carga e corrente da carga. 
A seguir, vamos verificar como 
dimensionar um contator.
O primeiro item que deve ser verificado quando do emprego 
de um contator é a sua categoria de utilização. As categorias de 
utilização são normatizadas e divididas conforme o tipo de tensão 
aplicado: contínua ou alternada. Para corrente alternada, são defi-
nidas as categorias AC1, AC2, AC3 e AC4, e para corrente contínua 
são definidos os regimes DC1, DC3 e DC5.
AC1: Se aplica a aparelhos com fator de potência maior 0,95. Nesta 
situação, a corrente elétrica do fechamento e da abertura do contator 
se iguala com a corrente nominal da carga, pois não há transitórios.
AC2: utilizada para sistemas de frenagem em contracorrente e 
para acionamentos a impulsos em motores de anéis. Ao fechar, o 
contator gera uma corrente próxima a 2,5 vezes a corrente nominal 
do motor. Na abertura, ele deve ser capaz de abrir a corrente nominal 
do motor com tensão próxima à da rede.
AC3: utilizada para interrupção em regime de motores de indução de 
gaiola, com o contator devendo suportar a corrente de partida do motor 
que gira em torno de 5 a 7 vezes a corrente nominal no fechamento. E 
na abertura interrompendo a corrente nominal do motor sob tensão 
de, aproximadamente, 20% da tensão nominal da rede. Exemplo de 
utilização são os elevadores, escadas rolantes, correias transportadoras, 
compressores de todos os tipos, bombas, misturadores e climatizadores. 
É o regime de utilização mais comum para motores de indução.
https://vimeo.com/475345084/675bc11e88
120
UNICESUMAR
Uma explicação sobre algumas das categorias de empregos dos 
contatores em corrente alternada é disponibilizada no vídeo https://
youtu.be/ooyZbRKPfeA. E a referência completa sobre as categorias 
de emprego pode ser encontrada no texto da norma IEC 947.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
AC4: classe utilizada com sistemas de frenagem 
por contracorrente e sistemas de partida por im-
pulsos em motores do tipo gaiola ou com anéis. O 
contator vai fechar com um pico de corrente de 5 
a 7 vezes a corrente nominal do motor. E vai abrir 
interrompendo uma corrente de mesma magni-
tude e tensão proporcional à velocidade do motor. 
A tensão na abertura pode ser igual à tensão da 
rede, configurando um desligamento severo que 
exige muito do contator. Exemplo de utilização são 
as máquinas de impressão, trefiladeiras, levan-
tamento de cargas e aplicações de metalurgia.
DC1: se aplica a todos os aparelhos utilizados 
em corrente contínua com uma constante de tem-
po menor ou igual a 1ms, sendo geralmente cargas 
pouco indutivas ou não indutivas.
DC3: partida e frenagem por contracorrente 
(frenagem dinâmica) e acionamento por impul-
sos de motores shunt e motores com excitação 
independente partindo em operação contínua 
ou intermitente. No fechamento, o contator deve 
suportar uma corrente próxima de 2,5 vezes a 
nominal do motor, e na abertura uma corrente 
de 2,5 vezes a corrente de partida do motor com 
tensão próxima da nominal, fato que torna o des-
ligamento muito difícil.
DC5: partida e frenagem por contracorrente 
e acionamento por impulsos dos motores tipo 
excitação série. O contator fecha com pico de 
corrente de até 2,5 vezes a nominal do motor e 
abre interrompendo essa mesma corrente com 
tensão inversamente proporcional à velocidade 
do motor, configurando um desligamento severo. 
Para efeitos práticos, vamos considerar em 
nossas unidades de estudo que o regime dos acio-
namentos será o AC3. 
Conhecidos os regimes de serviço, verificaremos qual a corrente a ser dimensionada para o contator. 
Como exemplo, vamos dimensionar um contator para acionar um motor trifásico conectado em 380 
V de 1/2 HP, 2 polos, 60 Hz e com uma corrente nominal de 0,98 A.
A corrente mínima do contator pode ser calculada adicionando-se 10% ao valor da corrente nominal 
do motor, conforme equação [1]:
I Icontator n=1 1, [1]
Neste caso, a corrente mínima necessária para o contator seria de 1,1 x 0,98 A = 1,078 A. E, uma vez 
definido o valor de corrente necessário, é possível selecionar um contator de determinado fabricante. 
https://youtu.be/ooyZbRKPfeA
121
UNIDADE 5
Por exemplo, o fabricante Schneider Electric 
fornece uma linha de contatores com correntes 
nominais variando de 9 A até 150 A em regime 
AC3 e de 20 A até 200 A em regime AC1 (SCH-
NEIDER ELECTRIC, 2020). Assim, para a corren-
te calculada no exemplo (1,078 A), utilizaríamos 
o modelo de 9A do fabricante, sendo o código do 
contator selecionado LC1D09P7. 
É importante conhecer também outras 
características do contator, como qual o con-
junto de contatos auxiliares que ele oferece.No caso do modelo LC1D09P7 (Figura 11), este 
possui 1 contato NA e 1 contato NF. 
Figura 11 - Contator da Schneider Electric modelo 
LC1D09P7 / Fonte: Schneider Electric ([2020], on-line). 
Conforme apresentado na Figura 11, é possível 
observar no corpo do contator a presença dos 3 
contatos principais (contatos de força/potência): 
1L1 – 2T1, 3L2 – 4T2 e 5L3 – 6T3; do contato 
auxiliar NO (NA) 13 – 14; do contato auxiliar NC 
(NF) 21 – 22 e das conexões de bobina A1 – A2.
Ainda, se for necessário adicionar mais conta-
tos auxiliares ao modelo LC1D09P7, poderá ser 
adquirido um bloco auxiliar frontal. O fabricante 
disponibiliza o bloco LADN22 (Figura 12), que 
possui encaixe frontal ao corpo do contator com 
um conjunto de 4 contatos auxiliares sendo 2 con-
tatos NO (NA) e 2 contatos NC (NF).
Figura 12 - Bloco Auxiliar Schneider Electric modelo 
LADN22 / Fonte: Schneider Electric ([2020], on-line).
Sinalizadores: os sinalizadores são elementos que 
fornecem uma informação visual de um processo. 
Desde o advento da utilização das IHMs (Interfaces 
Homem Máquina), a utilização dos sinalizadores 
foi reduzida, porém ainda se configura como uma 
alternativa eficiente e com custo inferior. 
Por exemplo, para sinalizar a partida de um 
motor elétrico, podemos utilizar um sinaliza-
dor (também referenciado na literatura como 
sinaleiro) verde indicando que o motor está 
acionado e um sinaleiro vermelho indicando 
que o motor foi desenergizado.
Os sinalizadores são fornecidos em diversos 
modelos, sendo os mais comuns os sinalizadores 
de 22 mm de diâmetro com lâmpadas incandes-
centes ou com LED. Na Figura 13 são apresenta-
dos sinalizadores LED de 22 mm do fabricante 
Metaltex (METALTEX, 2020).
122
UNICESUMAR
Figura 13 - Sinalizadores LED 22 mm da Metaltex / Fonte: 
Metaltex ([2020], on-line). 
Outro item de sinalização bastante utilizado são 
as torres de sinalização que possuem uma ou mais 
cores de sinalizadores no corpo da torre, podendo 
utilizar sinalizadores sonoros também em alguns 
modelos. Na Figura 14 é apresentada um modelo 
de torre de sinalização (PHOENIX, 2020).
Figura 14 - Torre de sinalização da Phoenix Contact / Fonte: 
Phoenix Contact ([2020], on-line). 
Temporizadores: são elementos que comutam 
um conjunto de contatos com base em um atra-
so (LAMB, 2015). Podem ser pneumáticos, me-
cânicos eletromecânicos e eletrônicos, sendo as 
versões atuais mais comuns utilizadas na indús-
tria implementadas eletronicamente. Dentre as 
funções de temporização disponíveis nos tem-
porizadores, temos a função de retardo na ener-
gização (on – delay), retardo na desenergização 
(off – delay) e pulso.
A função de retardo na energização se confi-
gura quando, ao ser energizada a bobina do tem-
porizador, este inicia a temporização programada 
e, após esse tempo, os contatos do temporizador 
são comutados. Se a qualquer momento a bobina 
do temporizador for desenergizada, os contatos 
retornam ao estado inicial.
A função de retardo na desenergização se 
configura quando, ao ser energizada a bobina do 
temporizador, seus contatos são comutados e, ao 
retirar o sinal da bobina, inicia-se o processo de 
temporização. Ao final do tempo programada, os 
contatos retornam ao estado inicial. Se a qualquer 
momento a bobina do temporizador for energiza-
da os contatos do mesmo são comutados.
E a função de pulso se configura quando ao 
ser energizada a bobina do temporizador seus 
contatos são comutados e ao mesmo tempo se 
inicia a temporização. Ao final da temporização, 
mesmo que se mantenha a bobina energizada, os 
contatos retornam ao estado inicial, sendo ne-
cessário outro pulso na entrada do temporizador 
para iniciar o processo.
Outras funções, como a temporização cíclica 
e de temporização para partida do tipo estrela-
-triângulo, são disponíveis comercialmente. 
Na Figura 15, é apresentado um temporizador 
(eletrônico/digital) multifunções do fabricante 
COEL, o qual possui 10 funções programáveis, 
dentre elas as três funções apresentadas anterior-
mente (retardos na energização, desenergização e 
pulso) (COEL, 2020).
123
UNIDADE 5
Figura 15 - Temporizador multifunções BWM da COEL / 
Fonte: COEL ([2020], on-line).
Sensores: são elementos que detectam determina-
do fenômeno físico e fornecem um sinal elétrico 
como resposta. Podem ser do tipo discreto quando 
fornecem um sinal digital (on/off) em sua saída ou 
do tipo analógico quando fornecem um sinal com 
variação dentro de uma faixa (LAMB, 2015).
Como exemplo de sensores discretos, pode-
mos citar os sensores indutivos e capacitivos que 
detectam a presença de objetos, acionando suas 
saídas quando um objeto for detectado. Os sen-
sores indutivos detectam objetos metálicos (fer-
rosos) e os capacitivos detectam qualquer tipo de 
material. A Figura 16 traz um modelo de sensor 
indutivo modelo SIEN da Festo.
Figura 16 - Sensor indutivo SIEN da Festo / Fonte: Festo 
([2020], on-line).
Já como sensores analógicos, podemos citar os 
sensores de temperatura, pressão e vazão, que for-
necem em sua saída sinais em corrente ou tensão 
proporcionais a uma faixa de valores medida. Na 
Figura 17, é apresentado o sensor de pressão SPAU 
da Festo, que detecta a pressão em um range de-
terminado e aciona suas saídas quando a pressão 
atinge um valor programado pelo usuário.
Figura 17 - Sensor de pressão SPAU da Festo
Fonte: Festo ([2020], on-line).
Ainda, outro modelo de sensor muito utilizado 
nos comandos elétricos são os chamados “finais de 
curso”, os quais correspondem a elementos simi-
lares a botões de comando que são instalados em 
posições específicas para detectar, por exemplo, se 
um atuador atingiu determinada posição.
São disponíveis em versões eletromecânicas e 
eletrônicas. Uma aplicação comum de um final de 
curso é na detecção do posicionamento de atua-
dores pneumáticos/hidráulicos. Por exemplo, no 
circuito apresentado na Figura 18, os sensores 
finais de curso identificados como “a0” e “a1” de-
tectam, respectivamente, quando o atuador está 
recuado ou avançado.
124
UNICESUMAR
Figura 18 - Circuito eletropneumático / Fonte: autor.
Um modelo de sensor final de curso eletromecânico da Metaltex 
está apresentado na Figura 19. Estes sensores são disponibilizados 
em diferentes configurações: com alavanca curta, alavanca longa, 
alavanca com rolete, dentre outros. É comum se referenciar a estes 
sensores como chave final de curso e micro final de curso.
Figura 19 - Final de curso / Fonte: Metaltex ([2020], on-line).
A+ 1 3
2
a0 a1 Dispositivos de 
proteção
Os dispositivos de proteção 
garantem, por exemplo, que o 
valor de corrente máximo per-
mitido para um componente 
não seja ultrapassado. Assim, 
por exemplo, os fusíveis limitam 
correntes “rápidas” de curto cir-
cuito e os elementos térmicos 
(bimetálicos) limitam correntes 
de sobrecarga. Entre os princi-
pais componentes de proteção 
utilizados, citam-se os fusíveis, 
os relés térmicos (ou de sobre-
carga) e os disjuntores. 
Fusíveis: são dispositivos 
de proteção que derretem 
quando uma corrente exces-
siva fluir através deles (LAMB, 
2015). São instalados em série 
com o circuito ou ramo do cir-
cuito que se quer proteger. Os 
fabricantes disponibilizam uma 
série de formatos de fusíveis. 
No ambiente industrial, os mo-
delos mais comuns utilizados 
são os fusíveis do tipo diametral 
(Diazed) e os fusíveis NH.
125
UNIDADE 5
Na Figura 20 é apresentado 
um fusível do tipo Diazed, sen-
do o elemento fusível montado 
dentro de um corpo de cerâ-
mica. Além do elemento fusí-
vel, é necessário utilizar outros 
elementos como base, parafuso 
de ajuste e tampa de proteção.
Figura 20 - Fusível do tipo Diazed.
Fonte: Siemens ([2020], on-line).
Na Figura 21, é apresentada a montagem típica com todos os ele-
mentos necessários para um fusível do tipo Diazed.
Figura 21 - Elementos para montagem de um fusível Diazed 
Fonte: Siemens ([2020], on-line). 
Os fusíveis do tipo NH são ins-
talados por encaixe em bases 
típicas, conforme apresentadona 
Figura 22.
Figura 22 – Fusível NH.
Os fusíveis industriais possuem 
duas classificações principais: 
(1) os fusíveis com retardo, uti-
lizados para permitir a partida 
de motores, em que o valor ins-
tantâneo na partida do motor 
devido ao fator Ip/In atinge 
valores de pico que poderiam 
causar a ação do fusível. 
E (2) os fusíveis do tipo 
ultrarrápidos, que são uti-
lizados para a proteção de 
equipamentos com elemen-
tos semicondutores, como os 
inversores de frequência. 
O tipo de atuação dos fu-
síveis é identificado com duas 
letras, a primeira letra indica 
a faixa de interrupção de so-
brecorrente, onde “g” indica 
atuação para sobrecarga e cur-
to-circuito e “a” indica atuação 
apenas para curto-circuito. 
A segunda letra indica a 
categoria de utilização, refe-
renciando-se ao tipo de equi-
pamento que o fusível vai 
proteger, onde “L/G” indica 
proteção de cabos e uso geral, 
“M” indica proteção para mo-
tores e “R” indica a proteção de 
circuitos com semicondutores. 
Assim, por exemplo, os fusíveis 
“gL/gG” são fusíveis utilizados 
para proteção de cabos e uso 
geral atuando em casos de so-
brecarga e curto circuito.
126
UNICESUMAR
Para dimensionamos o fusível para uma aplicação de partida de motores, vamos utilizar uma curva 
disponibilizada em um catálogo de fabricante. Escolheremos o mesmo motor do exemplo de dimensio-
namento do contator: motor trifásico conectado em 380 V de 1/2 HP, 2 polos, 60 Hz e com uma corrente 
nominal de 0,98A e fator de serviço de 1,25. Acrescentando que ele possui um fator Ip/In de 5,7 e que este 
motor será acionado por partida direta com um tempo de partida de 5 segundos, vamos dimensionar um 
fusível de uso geral NH, utilizando os dados disponíveis no catálogo de fusíveis da WEG (WEG, 2017).
A corrente de partida que vai passar pelo fusível será de 0,98 x 5,7 = 5,6 A, e o fusível deve supor-
tá-la por 5 segundos, que é o tempo de partida do motor. Assim como exemplificado na Figura 23, 
marcamos no eixo horizontal a corrente de 5,6 A e no eixo vertical o tempo de partida de 5 segundos. 
O ponto que foi marcado ficou abaixo da curva de 4 A e, assim, o valor dimensionado para o fusível 
é 4 A. Deve-se observar que, como o motor utilizado é trifásico, são necessários 3 fusíveis no circuito, 
ou seja, um fusível por fase.
Figura 23 - Fusível NH, curva do tempo de fusão x Corrente / Fonte: Weg (2017, on-line).
Outro critério que deve ser observado é que o valor do fusível dimensionado deve ter um valor pelo 
menos 20% superior ao do motor que estiver protegendo, conforme equação [2]: 
I Ifusível n≥1 2, [2]
Como a corrente nominal do motor utilizado no exemplo é de 0,98 A, seria necessário um fusível com 
corrente nominal de pelo menos 1,176 A, critério atendido já que foi dimensionado um fusível de 4 A.
5,6
127
UNIDADE 5
Nesta unidade, trago para vocês um bate papo sobre comandos elétricos e como é a comercialização 
em uma empresa de automação. Convidei para a conversa um de meus ex-alunos, que se formou como 
técnico em mecatrônica e, posteriormente, em engenharia elétrica. Atualmente, ele é supervisor em 
uma empresa de automação.
Relés térmicos: são designados também como relés de sobrecarga e protegem os motores contra 
correntes de sobrecarga ou falhas de fase. As correntes de sobrecarga têm valores que podem variar 
desde uma pequena porcentagem do valor nominal até algumas vezes este mesmo valor. Podem se 
originar, por exemplo, devido a sobretensões na rede ou devido a um aumento de carga no eixo do 
motor, o qual não foi previsto no dimensionamento.
Para dimensionar o relé térmico, vamos utilizar o seguinte critério: se o fator de serviço do motor 
for < 1,15, a corrente de ajuste do relé térmico deve ser de 1,15 vezes a corrente nominal do motor. E 
se o fator de serviço do motor for ≥ 1,15, a corrente de ajuste do relé térmico deve ser de = 1,25 vezes 
a corrente nominal do motor. 
Para nosso exemplo, em que a corrente nomi-
nal do motor é de 0,98 A e o fator de serviço é de 
1,25, teremos a corrente de ajuste do relé térmico 
dimensionada para 1,25 * 0,98 = 1,225 A.
Agora, é importante salientar que o relé térmi-
co precisa ter encaixe mecânico com o contator 
que será utilizado no projeto; assim, como utili-
zamos um contator do fabricante Schneider Elec-
tric no exemplo de dimensionamento, precisamos 
utilizar um relé térmico do mesmo fabricante. 
Consultando o catálogo técnico do fabri-
cante (SCHNEIDER, 2012), verificamos que 
o modelo a ser utilizado é o de código LRD06, 
que possui faixa de ajuste de 1 a 1,7 A e está 
apresentado na Figura 24.
Figura 24 - Relé térmico modelo LRD06 da Schneider Elec-
tric / Fonte: Schneider Electric ([2020], on-line).
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3439
128
UNICESUMAR
O critério que correlaciona o dimensionamento do 
fusível com o contator/relé térmico é a chamada 
coordenação, ou seja, verificar se o fusível dimen-
sionado atende ao fusível máximo permitido para 
cada componente. No caso do modelo de contator 
selecionado (LC1D09P7), o fusível máximo que 
pode ser utilizado é de 25 A e, para o relé térmico 
(LRD06), o fusível máximo que pode ser utilizado 
é de 4 A. E, assim, como o fusível dimensionado foi 
o de 4 A, a coordenação foi atendida.
Disjuntor motor: é um dispositivo que 
apresenta uma solução completa composta por 
proteção magnética (curto circuito) e proteção 
de sobrecarga (térmica). O disjuntor motor pode 
ser instalado diretamente com o contator, sendo 
que algumas soluções aplicam uma combinação 
do disjuntor com o relé térmico. 
O dimensionamento do disjuntor motor é 
simples, necessitando somente ter uma faixa de 
corrente igual ou superior à corrente nominal do 
motor que está sendo protegido. No exemplo que 
utilizamos, a corrente do motor de 0,98 A leva 
à seleção do modelo GV2ME05 (SCHNEIDER, 
2012), que possui faixa de ajuste de 0,63 A a 1 A 
e está representado na Figura 25.
Figura 25 - Disjuntor motor GV2ME05 da Schneider Elec-
tric / Fonte: Schneider Electric ([2020], on-line).
De uma maneira simples, como podemos explicar 
a diferença funcional entre o fusível e o relé tér-
mico? O fusível atua na proteção contra correntes 
de alta intensidade e de curta duração, como as 
correntes de curto circuito. Já os relés térmicos 
atuam na proteção de correntes com valores um 
pouco maiores do que o valor nominal dos dis-
positivos e que perduram por intervalos relativa-
mente maiores de tempo.
Todas estas informações referentes aos dispo-
sitivos de comando e proteção permitem que 
o engenheiro no seu dia a dia consiga dimen-
sionar corretamente os dispositivos para apli-
cações industriais.
Mais especificamente no caso dos comandos 
elétricos, nos quais há uma grande quantidade 
de componentes, conhecer o funcionamento de 
cada um destes componentes e saber como di-
mensioná-los, habilita os profissionais técnicos 
na condução de projetos, instalação e manutenção 
de comandos elétricos.
Os componentes de comando e de pro-
teção que atuam diretamente com base 
no valor da corrente nominal da carga, 
mais especificamente dos motores elé-
tricos, precisam ser dimensionados com 
base na corrente nominal do motor. As-
sim como foi o caso do dimensionamen-
to do contator, fusível, relé térmico e do 
disjuntor motor.
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Nesta unidade, proponho a você, aluno(a), criar um resumo sobre os componentes 
de comando e de proteção que discutimos no decorrer da unidade e, a seguir, trago 
minha proposta de implementação, em que relacionei cada elemento discutido com 
um símbolo para ser utilizado em diagramas de comando.
Figura 26 - Elementos de comando e proteção com simbologia. Fonte: autor.
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Vamos focar nossos exercícios na fixação dos principais conceitos relativos ao dimensionamento 
dos dispositivos de comando e proteção. Para os exercícios propostos a seguir, vamostrabalhar 
com um motor com os seguintes dados:
Motor trifásico com potência de 5 HP, alimentado em 220 V com corrente nominal de 14,1 A, IV 
polos, fator Ip/In de 8,3 com fator de serviço de 1,25 operando em regime AC3.
Vamos utilizar como referência o catálogo de contatores e relés térmicos do fabricante WEG 
(2020), disponível no link a seguir: https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h85/ha8/WEG-
contatores-e-reles-de-sobrecarga-termico-panorama-geral-50040226-pt.pdf.
1. Dimensionar um contator para o acionamento do motor, com conexão direta na rede elétrica.
2. Dimensionar o relé térmico, com encaixe mecânico apropriado ao contator dimensionado e com 
faixa de ajuste apropriada para proteção do motor.
3. Dimensionar o fusível para a aplicação, sabendo que o tempo de partida do motor é de 5 segundos.
4. Verificar se o fusível dimensionado atende o fusível máximo que pode ser utilizado com o con-
tator e com o relé térmico.
5. Dimensionar um disjuntor motor para a aplicação. Utilizar o catálogo de disjuntores do fabricante 
WEG (2020): https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h1b/h43/WEG-disjuntores-motores-
-linha-mpw-50009822-catalogo-portugues-br-dc.pdf
6. Para o contator auxiliar representado abaixo, qual a numeração dos contatos?
A2
A1 NO NONC NC
NO NONC NC
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h85/ha8/WEG-contatores-e-reles-de-sobrecarga-termico-panorama-geral-50040226-pt.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h85/ha8/WEG-contatores-e-reles-de-sobrecarga-termico-panorama-geral-50040226-pt.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h1b/h43/WEG-disjuntores-motores-linha-mpw-50009822-catalogo-portugues-br-dc.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h1b/h43/WEG-disjuntores-motores-linha-mpw-50009822-catalogo-portugues-br-dc.pdf
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1. O dimensionamento do contator para o acionamento do motor pode ser efetuado com a utilização da 
equação [1]:
I Acontator = =1 1 14 1 15 51, * , , 
E, assim, conforme apresentado no catálogo, podemos utilizar uma contatora modelo CWC016 ou CWB18 
que atendem à faixa de corrente. Vou adotar o modelo CWB18 por se uma solução mais robusta.
2. Neste caso, o fator de serviço do motor for é maior que 1,15, e a corrente de ajuste do relé térmico vai 
ser de = 1,25 vezes a corrente nominal do motor, ou seja, 1,25 * 14,1 = 17,625. Conforme catálogo técnico, 
escolhemos um relé modelo RW27-2D com faixa de ajuste de 15 a 23 A.
3. Utilizando as curvas da Figura 23 dimensionamos os fusíveis, marcando no eixo horizontal o valor de 8,3 
* 14,1 = 117,03 A e no eixo vertical 5, observando que as escalas dos eixos são logarítmicas e o valor de 
corrente é marcado aproximadamente:
Fonte: Weg (2017, p. 26).
Conforme pode ser observado, o valor dimensionado para o fusível ficou entre as curvas de 25 e 35 A, e 
assim adotamos o valor superior de 35 A.
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133
4. Conforme dados fornecidos no catálogo do fabricante o fusível máximo para o contator CWB18 é de 35 A 
e para o relé RW27-2D na faixa selecionada é de 50 A. E, assim, o fusível de 35 A dimensionado atende à 
coordenação entre os componentes.
5. O dimensionamento do disjuntor motor toma como base a corrente nominal do motor protegido assim, a 
corrente nominal do motor sendo de 14,1 A, podemos selecionar o Disjuntor-Motor Termomagnético MPW18 
com Proteção Contra Sobrecarga e Curto-Circuito, e faixa de ajuste de 10 a 16 A, código MPW18-3-U016.
6. Verificamos na sequência que temos um contato aberto, dois contatos fechados e um contato aberto. 
Assim vamos numerar cada contato aberto com terminação 3-4 e cada contato fechado com terminação 
1-2, ainda, vamos seguir uma numeração sequencial começando em 1 e indo até 4.
A2
A1 NO NONC NC
NO NONC NC
13 21 31 43
14 22 32 44
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
134
COEL. Temporizador multifunções. Disponível em: https://www.coel.com.br/wp-content/uploads/2016/10/
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https://www.metaltex.com.br/assets/img/produtos/fm1.jpg
https://www.metaltex.com.br/assets/img/produtos/l20-ar-grupo_20191206172009NuZaA0zInx.png
https://www.metaltex.com.br/assets/img/produtos/l20-ar-grupo_20191206172009NuZaA0zInx.png
https://dam-mdc.phoenixcontact.com/image/156443151564/15ca013ef3d625088044d58179448e59/-S672x672-C621x621%2C899%2C44-S672x672-FPNG
https://dam-mdc.phoenixcontact.com/image/156443151564/15ca013ef3d625088044d58179448e59/-S672x672-C621x621%2C899%2C44-S672x672-FPNG
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https://www.phoenixcontact.com/assets/images_ed/global/web_content/pic_con_a_0062934_int.jpg
https://www.phoenixcontact.com/assets/images_ed/global/web_content/pic_con_a_0062934_int.jpg
https://www.schmersal.com.br/fileadmin/download/global/br/catalogos_pt/botoes_e_sinaleiros.pdf
https://www.schmersal.com.br/fileadmin/download/global/br/catalogos_pt/botoes_e_sinaleiros.pdf
https://www.se.com/br/pt/product/LADN22/contato-auxiliar-instantaneo-frontal-2na%2B2nf-contator/
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https://download.schneider-electric.com/files?p_Doc_Ref=PB108334&p_File_Type=rendition_1500_jpg
https://download.schneider-electric.com/files?p_Doc_Ref=PB108334&p_File_Type=rendition_1500_jpg
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
135
SCHNEIDER ELECTRIC. Guia essencial TeSys para proteção e controle de motores. São Paulo: [s. n.], 
2012. Disponível em: https://download.schneider-electric.com/files?p_enDocType=Catalog&p_File_Name=-
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ha3/WEG-fusiveis-ar-e-gl-gg-50009817-catalogo-pt.pdf. Acesso em: 29 out.2020
TOCCI, R. J. Sistema Digitais: princípios e aplicações. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2019.
https://download.schneider-electric.com/files?p_Doc_Ref=PB108236&p_File_Type=rendition_1500_jpg
https://download.schneider-electric.com/files?p_Doc_Ref=PB108236&p_File_Type=rendition_1500_jpg
https://assets.new.siemens.com/siemens/assets/api/uuid:f86a0520-1851-4bd5-8ef1-f8b18b195995/width:640/quality:high/nova-abertura-fusiveis.jpg
https://assets.new.siemens.com/siemens/assets/api/uuid:f86a0520-1851-4bd5-8ef1-f8b18b195995/width:640/quality:high/nova-abertura-fusiveis.jpg
https://assets.new.siemens.com/siemens/assets/api/uuid:f86a0520-1851-4bd5-8ef1-f8b18b195995/width:640/quality:high/nova-abertura-fusiveis.jpg
https://static.weg.net/medias/images/h3a/h7f/WDC_Contator_CWM800z_1200Wx1200H.jpg
https://static.weg.net/medias/images/h3a/h7f/WDC_Contator_CWM800z_1200Wx1200H.jpg
https://static.weg.net/medias/images/h67/h30/WDC_Contator_CWCA0z_1200Wx1200H.jpg
https://static.weg.net/medias/images/h67/h30/WDC_Contator_CWCA0z_1200Wx1200H.jpg
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h1b/h43/WEG-disjuntores-motores-linha-mpw-50009822-catalogo-portugues-br-dc.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h1b/h43/WEG-disjuntores-motores-linha-mpw-50009822-catalogo-portugues-br-dc.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/hf3/ha3/WEG-fusiveis-ar-e-gl-gg-50009817-catalogo-pt.pdf
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/hf3/ha3/WEG-fusiveis-ar-e-gl-gg-50009817-catalogo-pt.pdf
136
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
6
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Acionamentos 
Elétricos: lógica 
básica de Comandos
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Nesta unidade, vamos verificar algumas lógicas básicas amplamente utili-
zadas em acionamentos elétricos. Estas lógicas podem ser implementadas 
tanto em circuitos de comandos puramente elétricos quanto em circuitos 
eletropneumáticos. Podem também ser utilizados como analogia no desen-
volvimento de lógicas, utilizando controladores lógicos programáveis (CLPs).
138
UNICESUMAR
Até este momento de nosso curso, conhecemos uma série de teorias no campo da eletricidade e diversos 
componentes elétricos/eletrônicos que são utilizados no contexto residencial/comercial/industrial. Agora, já 
pensando como um profissional da área, você, estudante, poderá aprofundar os conceitos relativos à lógica de 
comandos. Entretanto, especificamente no contexto industrial, você consegue imaginar como vamos “conectar” 
os diferentes componentes para criar aplicações de maior complexidade, assim como são os comandos elétricos?
Você sabia que quando utiliza uma escada rolante ou um elevador, ambos são acionados por 
um motor elétrico, que, consequentemente, precisa de um acionamento elétrico para sua correta 
energização? Então, mesmo antes de estudar este tópico sobre comandos elétricos, você já os uti-
lizou, provavelmente sem saber da importância que possuem em nosso cotidiano.
Um dos equipamentos que é acionado por comando elétrico é a correia transportadora, que pode ter 
um comando simples tanto para ligar quanto para desligar o equipamento, o que poderá ser feito por 
meio botões ou realizar monitoramento por controladores e dispositivos de segurança. Para conhecermos 
melhor este equipamento e como ele funciona, vamos assistir o vídeo https://youtu.be/1ZENB4wfiG8.
Depois de assistir ao vídeo, vamos pensar um pouco sobre o que você viu e refletir sobre as seguintes 
questões: Qual a relação entre o equipamento correia transportadora e os comandos elétricos? Você conse-
guiu identificar a presença de um motor elétrico nas correias transportadoras? Como eles são acionados? 
Faça uma anotação em seu diário de bordo explicando como um motor que aciona uma correia 
transportadora é acionado.
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
https://youtu.be/1ZENB4wfiG8
139
UNIDADE 6
Nesta unidade, vamos discutir 
sobre algumas lógicas básicas, 
utilizadas em comandos elétri-
cos. Estas lógicas servem tanto 
para um comando puramente 
elétrico ou para comandos de 
eletropneumática, por exemplo.
As duas lógicas básicas que 
vamos utilizar são a retenção 
elétrica, também conhecida 
como “selo”, e o intertravamen-
to elétrico. A retenção elétrica 
permite que a bobina (de um 
relé ou de um contator) per-
maneça energizada por meio 
da utilização dos contatos au-
xiliares que estão no corpo do 
próprio dispositivo (relé ou 
contator). A Figura 1 mostra 
um circuito típico de retenção. 
Figura 1 - Circuito de retenção 
Fonte: autor.
No circuito da Figura 1, temos 
a presença de dois dispositivos 
principais: o botão de coman-
do ou botoeira “B1” e o contator 
“K1”. O botão B1 é do tipo pul-
B1
K1
A1
A2
1414
K1
1313
sante e NA como indica sua terminação 3 – 4. Assim, a função do 
botão B1 é energizar a bobina do contator K1 quando for acionado.
Entretanto, quando o botão B1 não estiver mais sendo acionado, 
a bobina do contator seria desenergizada. E, por isso, é utilizado 
em paralelo com o botão B1 um contato NA (terminação 3 – 4) 
do contator K1. Assim, quando a bobina de K1 é energizada, seu 
contato NA comuta, fechando um caminho para que o sinal elétrico 
seja fornecido à própria bobina.
E, consequentemente, a bobina vai permanecer energizada ou 
“retida” por meio da ação do seu contato NA, que “sela” o contator.
A Figura 2 traz o diagrama elétrico associado com as conexões 
correspondentes no corpo do contator e no botão de comando.
Figura 2 - Circuito de retenção com demonstração da conexão nos elementos 
de comando / Fonte: autor.
K1
A1
A2
B1
14
13
K1
14
13
140
UNICESUMAR
Como podemos modificar o diagrama da 
Figura 3 para evitar que, acionando simul-
taneamente os botões B1 e B2, somente 
K1 ou K2 seja acionada?
A retenção elétrica será utilizada 
posteriormente quando desen-
volvermos o digrama de uma 
partida direta de motores. Ainda, 
ela pode ser utilizada como lógi-
ca básica para desenvolver outras 
lógicas de maior complexidade.
Outra lógica amplamente 
utilizada em comandos elétri-
cos é o intertravamento, que 
se refere a um esquema de co-
mando em que duas situações 
não podem ocorrer simulta-
neamente. Por exemplo, va-
mos supor que há uma esteira 
acionada pelo motor “M1”, que 
é comandado pelo diagrama 
apresentado na Figura 3.
Conforme o diagrama da Figura 3, vamos interpretar queo contator K1 vai acionar o motor elétrico 
no sentido de giro horário, e o contator K2 vai acionar o motor elétrico no sentido anti-horário. O 
diagrama de força (ou potência) correspondente está apresentado na Figura 4.
Na Figura 4, podemos observar que o motor 
utilizado é trifásico, e que as conexões de saída nos 
contatores realizam a inversão entre duas fases, o que 
provoca a inversão do sentido de giro de um motor 
trifásico. Outro detalhe importante é que, caso os 
contatores K1 e K2 forem energizadas simultanea-
mente, haverá um curto circuito entre as fases “L1” 
e “L2”. E, assim, precisamos recorrer à utilização do 
intertravamento elétrico para garantir que somente 
um contator ou o outro irá ser acionado.
B1
K1
A1
A2
1414
K1
1313 13 13
B2
K1
A1
A2
1414
K2
K1
3
M
M1
-X
U1 V1 W1 PE
2 4 6
K2
2
1 3 5
64
1 3 5
L1
L2
L3
PE
Figura 4 – Diagrama de potência correspondente ao Cir-
cuito de comando da Figura 3 / Fonte: autor.
Figura 3 - Circuito de comando com dois acionamentos. Fonte: autor.
141
UNIDADE 6
Vamos utilizar contatos auxiliares do tipo NF para 
impedir o acionamento dos contatores da seguin-
te forma: um contato NF de K1 vai impedir que 
K2 possa ser acionada quando K1 já tiver sido 
acionada. E para K1 não ser acionada se K2 estiver 
acionada, utilizamos um contato NF de K2. Esta 
lógica está implementada na Figura 5.
Conforme apresentado na Figura 5, podemos 
observar que, ao acionar o contator K1, o seu con-
tato NF vai abrir, impedindo assim que K2 possa 
ser acionado. Da mesma forma, se acionarmos K2, 
o contato NF de K2 vai comutar impedindo que 
K1 possa ser energizado.
Um segundo exemplo sobre intertravamento está apresentado na Figura 6, na qual os contatores K1, 
K2 e K3 só podem ser acionados nesta ordem.
Figura 6 - Acionamento em “cascata” dos contatores K1, K2 e K3. Fonte: autor.
B1
K1
A1
A2
1414
K1
1313 13 13
B2
1414
K2
11
12
K2
K1K2
A1
A2
11
12
Figura 5 - Diagrama de comando da figura 3 com o inter-
travamento implementado. Fonte: autor.
A retenção ocorre sempre que utilizamos um “pulso” para realizar um acionamento, e o 
componente acionado consegue se manter acionado mesmo após o pulso. Já o intertrava-
mento ocorre sempre que um acionamento foi “impedido” ou permitiu que um segundo 
acionamento ocorresse.
B1
K1
A1
A2
1414
K1
1313 13 13
B2
1414
K2
11
12
K2
K1 K2
A1
A2
13
14
B2
1414
K2
K3
A1
A2
13
14
13 13
142
UNICESUMAR
O circuito da Figura 6 apresentou uma botoeira do tipo NF junto ao circuito de intertravamen-
to. Qual a função desta botoeira no circuito? O que vai acontecer quando ela for acionada?
Na Figura 6, podemos verificar que, se tentarmos energizar o contator K2 por meio do botão B2 antes 
de acionar K1, o acionamento não irá ocorrer, pois antes da bobina de K2, há um contato NA de K1. 
Da mesma forma, se tentarmos acionar K3 antes de acionar K2 e K1, o acionamento não irá ocorrer. 
E, dessa forma, obrigatoriamente a sequência de acionamento entre os 3 contatores é K1 – K2 – K3. 
Se o botão B0 for pressionado K1 será desenergizada e, consequentemente, seu contato NA retorna ao 
estado aberto desenergizando K2, que vai desenergizar K3.
Este tipo de acionamento é utilizado, por exemplo, para garantir que diferentes etapas de um processo 
só possam ser acionadas em uma determinada sequência. Na Figura 7, estão representadas 3 esteiras, 
em que a esteira 1 na parte superior recebe material do silo 1 e vai depositar material na esteira 2 logo 
abaixo dela, e a esteira 2 deposita material na esteira 3 que deposita material no silo 2. 
Figura 7 - Processo industrial com transporte por esteiras / Fonte: autor.
2
1
3
SILO 1
SILO 2
143
UNIDADE 6
Desta forma, é importante que exista entre essas 3 esteiras um acionamento em cascata, que acione as 
esteiras na ordem: esteira 3 – esteira 2 – esteira 1. Pois se a esteira 3 parar de operar por algum motivo, 
e as esteiras 1 e 2 permanecerem acionadas, o material depositado na esteira 3 vai começar a acumular 
e transbordar.
Da mesma forma, se a esteira 2 parar de funcionar, a esteira 1 precisa parar, para evitar que o material 
depositado na esteira 2 comece a transbordar. E este fluxo de processo pode ser projetado utilizando 
o intertravamento elétrico dos componentes de acionamento dos motores das esteiras seguindo a 
lógica necessária ao processo. Observa-se, também, que se a esteira 1 parar de funcionar, as esteiras 2 
e 3 podem continuar em funcionamento, sem problemas no processo.
Assim, o esquema proposto na Figura 6 poderia ser utilizado para o acionamento das esteiras, com 
o motor da esteira 3 sendo acionada por K1, o motor da esteira 2 sendo acionada por K2 e o motor da 
esteira 1 sendo acionada por K3. Ainda, é possível adicionar outros dois botões que permitam desligar 
individualmente cada acionamento de contator.
Neste podcast trago para vocês um panorama sobre a aplicação 
das lógicas de comando, tanto no contexto dos comandos elétricos 
como em um contexto geral, indicando que a lógica elétrica pode 
ser utilizada em outros contextos, como a programação de Contro-
ladores Lógicos Programáveis e na eletrônica digital.
Para expandir a análise sobre lógica de comandos, vamos introduzir 
temporizações em nossos exemplos. Assim, desejamos acionar um 
motor (conectado pelo contator K1) através de um pulso em um 
botão de comando, com o motor permanecendo energizado por 5 
segundos sendo desligado automaticamente pelo comando após 
este tempo. A proposta de implementação para este circuito está 
apresentada na Figura 8.
Conforme podemos observar na Figura 8, quando acionamos 
B1 o contator K1 é acionado e retido, com a energização simultânea 
da bobina do temporizador T1, que possui a função de retardo na 
energização e deve ser configurado para temporizar por 5 segundos.
Assim, passados 5 segundos da energização da bobina de T1, 
o contato NF (15-16) comuta, desligando o caminho elétrico de 
retenção da bobina de K1 e, consequentemente, desligando auto-
maticamente o circuito.
B1
K1
A1
A2
14
K1
1313
A1
A2
T1
14
T1
16
15
Figura 8 - Acionamento temporizado.
Fonte: autor.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3440
144
UNICESUMAR
Nesta unidade, trago para vocês um experimento utilizando um 
contator e montando um pequeno comando no qual o contator é 
energizado por meio de um contato NF do próprio contator. Vocês 
irão verificar no vídeo o efeito deste comando, que é uma brinca-
deira didática conhecida como “metralhadora elétrica”.
As lógicas desenvolvidas ele-
tricamente, como no caso dos 
comandos elétricos industriais, 
podem ser implementadas tam-
bém em outros áreas do conhe-
cimento, assim como é o caso da 
eletrônica digital, programação 
de Controladores Lógicos Pro-
gramáveis e programação de 
computadores com linguagens 
de alto nível como JAVA e C.
Para relacionar as lógicas 
elétricas com a eletrônica digi-
tal, vamos utilizar o conceito de 
tabela verdade, que é uma forma 
de mostrar como a saída de um 
circuito lógico depende de suas 
entradas (TOCCI, 2019). Assim, 
para uma porta AND temos a 
seguinte tabela verdade:
A B S
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1
Tabela 1 - tabela verdade da porta 
AND / Fonte: autor.
Esta tabela indica que, para as 
duas estradas A e B, a saída S só 
será acionada quando A e B es-
tiverem acionadas. Eletricamen-
te podemos interpretar a lógica 
AND como a associação série dos 
elementos de entrada. O circuito 
representado na Figura 9 im-
plementa eletricamente a lógica 
AND, com a função das entradas 
sendo realizadas pelas botoeiras 
“A” e “B” e a saída do sistema im-
plementada na bobina “S”.
Conforme lógica AND, va-
mos considerar que a chave não 
acionada representa zero e chave 
acionada representa “1”. Assim a 
saída do sistema seria “1” quando as chaves “A” e “B” forem pressionadas 
simultaneamente e consequentemente a bobina “S” será energizada.
Assim como a lógica AND, todas as lógicas básicas podem ser im-
plementadas eletricamente, assimcomo a OR a NOT a NAND, dentre 
outras. Relacionar estas lógicas com um circuito elétrico permite ao 
projetista expandir sua capacidade de projetar lógicas de comando.
Como exemplo, vamos analisar um projeto de comando e trans-
formá-lo em uma tabela verdade. Vamos supor que temos um motor 
“M” que deve ser acionado sempre que os botões de comando “B1” 
e “B2” forem acionados simultaneamente ou, ainda, quando o final 
de curso F1 for acionado. A tabela verdade abaixo traz todas as 
possibilidades de acionamento para o motor “M”:
13
A1
A2
14
13
14
A
B
S
Figura 9 - Lógica AND implementada 
eletricamente / Fonte: autor.
https://vimeo.com/475345129/c97403a81c
145
UNIDADE 6
F1 B2 B1 M
0 0 0 0
0 0 1 0
0 1 0 0
0 1 1 1
1 0 0 1
1 0 1 1
1 1 0 1
1 1 1 1
Tabela 2 - Tabela verdade para o motor “M” / Fonte: autor.
Conforme podemos analisar na tabela, sempre que o final de curso 
está acionado o motor também está acionado. Já quando o final de 
curso não está acionado, a lógica depende somente dos botões, que 
atuam conforme a lógica AND.
A interpretação da tabela mostra que o motor estará acionado se 
(B1 AND B2) OR F1 estiverem acionados. Ou seja, o acionamento 
do motor depende de uma associação série dos botões, e esta asso-
ciação série vai estar em paralelo com o final de curso. O circuito 
que realiza esta lógica está representado na Figura 10, observando 
que, neste caso, a bobina foi nomeada como “M”, indicando que ela 
seria responsável por energizar o motor.
Figura 10 - Implementação elétrica da lógica (B1 AND B2) OR F1. Fonte: autor.
13
A1
A2
14
13
14
B2
M
13
14
B1
F1
Uma aplicação cotidiana que 
pode ser implementada por um 
comando elétrico é o controle 
de abertura e fechamento de um 
portão de garagem, ou similar-
mente de uma porta automática. 
Claro que estes dispositivos por 
questões de custo e praticidade 
atualmente são comercializados 
em formato de placas eletrôni-
cas dedicadas.
A título didático, porém, va-
mos criar um circuito totalmente 
elétrico para desempenhar esta 
função. O nosso controle de por-
tão será realizado utilizando dois 
botões de comando: B1 para co-
mandas a abertura e B2 para co-
mandar o fechamento do portão. 
Serão utilizados também duas 
chaves de fim de curso: FCA – 
para indicar que o portão está 
aberto e FCF - para indicar que 
o portão está fechado. 
146
UNICESUMAR
A teoria sobre pneumática e eletropneumática é um tópico que pode 
exigir um maior aprofundamento caso o profissional técnico atue nes-
ta área. Para aqueles que se interessarem por se aprofundar neste 
tópico recomendo a leitura do livro Automação pneumática: projeto, 
dimensionamento e análise de circuitos do autor, Arivelto Bustamante 
Fialho. (FIALHO, 2011). 
Ainda, serão utilizados um temporizador de retardo na ener-
gização e um botão com retenção para habilitar ou desabilitar o 
comando temporizado para fechamento do portão. O circuito de 
comando proposto está apresentado na Figura 11.
Figura 11 - Comando elétrico para abertura e fechamento de um portão.
Fonte: autor.
Conforme podemos observar na Figura 11, o botão B1, ao ser acio-
nado, permite a energização de KA que deve energizar o motor no 
sentido de giro para abrir o portão. KA permanece retido até o mo-
mento em que o portão atingir a posição que indica sua abertura, e 
neste instante o FCA (NF) desliga o comando.
Ao mesmo tempo, o FCA (NA) vai fechar, e se a chave A/M (Au-
tomático/Manual) que habilita/desabilita o comando automático do 
portão estiver acionada, a bobina do temporizados será energizada. 
Após o tempo programado, será gerado um pulso que vai energizar KF, 
que vai energizar o motor conectado de forma a fechar o portão. Este 
13
A1
A2
14
B1
13 13 67 13 13
14
12
11
KA
FCA
A1
A2
14
B2
12
11
KF
FCF
68
T0 KF
14
FCA
14
13
14
A1
A2
T0
A/M
comando permanece energizado 
até o momento em que o portão 
fecha, quando FCF desliga o co-
mando. Ainda, o fechamento do 
portão pode ser realizado ma-
nualmente através de B2, se o 
portão estiver configurado para 
trabalhar no modo manual!
Os comandos elétricos não 
servem somente para acio-
namento de motores, sendo 
bastante utilizados também 
em outras áreas da automação 
como é o caso de acionamentos 
eletropneumáticos.
No caso de acionamentos 
eletropneumáticos, os coman-
dos elétricos projetados vão 
garantir por exemplo que a 
sequência de acionamento dos 
atuadores pneumáticos seja 
atendida. Como exemplo, va-
mos trazer uma situação em 
que um atuador pneumático de 
simples ação e com retorno por 
mola precisa ser acionado por 
um botão de comando. 
147
UNIDADE 6
Quando o botão de comando for acionado, o atuador deve avançar, permanecer na posição por 
3 segundos e recuar automaticamente após este tempo. A sequência pneumática seria descrita 
como A+ para o avanço e A- para retorno do atuador (neste caso nomeado como atuador “A”). Este 
acionamento é típico de máquinas industrias, em que o atuador pode direcionar um componente 
em uma esteira ou prensá-lo. Os atuadores pneumáticos são acionados fisicamente por meio de ar 
comprimido, direcionado por válvulas pneumáticas/eletropneumáticas. As válvulas são dispositi-
vos que ao receberem um impulso pneumático, mecânico ou elétrico permitem a passagem do ar 
comprimido para acionar os atuadores (FIALHO, 2011). 
O comando para efetuar a sequência de acionamento proposta para o atuador está representado 
na Figura 12.
Figura 12 - Comando elétrico para acionamento eletropneumático / Fonte: autor.
Conforme pode ser observado na figura, quando o botão B1 for pressionado, K1 vai energizar e reter, ao 
mesmo tempo que a solenoide da eletroválvula que comanda A+ é energizada. Assim, o atuador avança 
e o sensor magnético a1 é ativado energizando a bobina do temporizador e dando início a temporização.
Ao final do tempo programado, o temporizador comuta seu contato NF que interrompe a retenção 
desligando o circuito e o atuador retorna à posição inicial por efeito de mola.
Todas as lógicas de comando apresentadas nesta unidade são amplamente utilizadas em projetos 
de comandos elétricos utilizados na indústria, como as partidas de motores elétricos, utilizadas em 
comandos de talhas, pontes rolantes, correias transportadoras. 
Você, como futuro(a) engenheiro(a), poderá, ainda, utilizar as lógicas discutidas nesta unidade como 
base para projetar outros acionamentos, utilizando-os com Controladores Lógicos Programáveis para 
resolver problemas de automação industrial.
A1
A2
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B1
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K1
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A1
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A1
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13 13 1a1
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A+
A+
A
1 3
2
50%
50%
a0 a1
148
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Nesta unidade, discutimos sobre comandos elétricos, focando em duas lógicas 
básicas chamadas retenção ou selo e o intertravamento. Sugiro que você, estudan-
te, faça uma anotação sobre estas duas lógicas para gravá-las. Abaixo trago uma 
pequena sugestão no formato de um quadro resumo.
Figura 13 - Resumo das principais lógicas de comando 
Fonte: o autor
Lógica
Retenção
Exemplo Função
Intertravamento
Retenção +
Intertravamento
Permite que um único pulso
acione uma bobina, que vai
permanecer retida por meio
de um contato NA que
pertence ao dispositivo ( relé
ou contator) da próproa 
bobina.
Permite que duas ou mais
bobinas não possam ser
acionadas simultaneamente,
ou que um acionamento
dependa de um outro
acionamento anterior.
A união destas duas lógicas
básicas permite o desenvol-
imento de de comandos
elétricos de maior complexi-
dade que implementam
lógicas mais elaboradas.
B1
K1
A1
A2
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K1
1313 13 13
B2
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11
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K1
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A1
A2
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1313
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T0
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K3
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M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
150
1. Os comandos elétricos possuem duas lógicas básicas que são utilizadas: a retenção e o intertra-
vamento. Qual sua compreensão sobreestes termos? Como são utilizados?
2. Com relação ao circuito apresentado abaixo, é correto afirmar que a função da chave final de 
curso é desligar o comando após ele ter sido ativado pelo botão B1?
Figura 14 - Circuito de intertravamento 
Fonte: o autor 
3. No circuito apresentado abaixo, o contator K1 aciona um motor trifásico no sentido horário, 
enquanto o contator K2 aciona este mesmo motor no sentido anti-horário. O contator K1 é acio-
nado por meio do botão B1 e o contator K2 é acionado quando o sensor indutivo SI1 detectar 
um objeto. Qual modificação pode ser realizada neste circuito para evitar que K1 e K2 sejam 
acionados simultaneamente, causando um curto entre fases no acionamento do motor? 
Figura 15 - Circuito de intertravamento / Fonte: o autor 
A1
A2
B1
13
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K1
FC
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K2
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24
A
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O
R
A
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 C
O
M
 V
O
C
Ê
151
4. No circuito que foi apresentado na Atividade 3, qual modificação é necessária para permitir que 
o operador possa desligar manualmente o comando a qualquer momento?
5. Uma empresa precisa acionar 3 motores: M1, M2 e M3 e a seguinte lógica precisa ser seguida: o 
motor M2 só pode ser acionado se M1 estiver acionado, e o motor M3 liga automaticamente 3 
segundos após M2 ter sido acionado. Ainda, cada motor pode ser desligado individualmente sem 
depender de qualquer intertravamento com os outros motores. Os motores partem diretamente 
e são acionados pelos contatores K1, K2 e K3. Você, como engenheiro do projeto, foi designado 
para desenvolver uma proposta de comando elétrico para implementar esta lógica.
6. Você é o responsável técnico por criar o comando para uma máquina de estampagem, que fun-
ciona com dois atuadores pneumático X e Y. O atuador X prensa a peça no molde e o atuador Y 
faz a estampagem na peça fixada. Desta forma, é necessário que exista um botão de comando 
que quando for acionado realize o ciclo X+Y+Y-X-. Os dois atuadores são de simples ação com 
retorno por mola. Uma representação do equipamento está na figura abaixo:
Figura 16 - Dispositivo com atuadores pneumáticos / Fonte: o autor
X+
X
1 3
2
50%
50%
x0 x1
Y+ Y
1
3
2
50%
50%
y0
y1
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
152
1. A retenção elétrica se refere a um comando que permite que uma bobina permaneça energizada através 
da utilização dos contatos auxiliares que estão no corpo do próprio dispositivo a que pertence a bobina. 
É utilizada quando há a necessidade de gerar um sinal como um pulso de um botão, que vai ser momen-
tâneo, e garantir que o elemento energizado permaneça energizado.
Já os intertravamentos são estruturas criadas com contatos auxiliares que habilitam ou não o acionamento 
de bobinas. São utilizados por exemplo para evitar que duas bobinas possam ser acionadas simultanea-
mente para evitar um curto entre fases.
2. Não, pois a chave final de curso não está no caminho que vai interromper a retenção elétrica. Seria neces-
sário modificar a posição do final de curso se fosse desejado que ele desligasse o comando, assim como 
apresentado na figura abaixo:
Figura 17 - Circuito de intertravamento com a chave final de curso deslocado / Fonte: o autor. 
3. A forma mais simples de evitar o acionamento simultâneo de duas ou mais bobinas é utilizando o conceito 
de intertravamento elétrico, que, para o caso deste circuito, pode ser implementado utilizando contatos 
do tipo normal fechado de cada uma das bobinas no caminho de energização da bobina contrária, assim 
como representado na figura a seguir:
Figura 18 - Circuito com intertravamento implementado / Fonte: o autor.
A1
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K1
FC
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R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
153
4. Atividade 4 – Basta adicionar um botão do tipo NF no ramo de energização do circuito. Na proposta repre-
sentada na figura abaixo quando o botão B0 for acionado, todo o circuito será desenergizado.
Figura 19 - Circuito de intertravamento com botoeira para desenergização / Fonte: o autor.
5. O comando elétrico proposto está representado na figura abaixo:
Figura 20 - Circuito de acionamento sequencial de motores / Fonte: o autor.
A bobina de K1 (que energiza M1) é acionada diretamente pela ação do botão B1. Já a bobina de K2 só será 
energizada se K1 estiver energizada, devido à presença do contato NA de K1 antes da bobina de K2. E, quando 
K2 é energizada, a bobina do temporizador T0 é energizada simultaneamente, e após 3 segundos K3 será 
energizada. Qualquer um dos motores pode ser desligado pelo acionamento dos botões B01, B02 e B03. 
A1
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K1
K1
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13 13 131SI1
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K1
11
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A1
A2
B1
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K1
K1
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B01
12
11
13 13
A1
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K2
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B02
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11
13 13
K2 T0
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A1
A2
B9
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K1
K3
68
B03
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11
67 13
C
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A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
154
6. O comando elétrico proposto está representado na figura abaixo:
Figura 21 - Comando eletropneumático para acionamento da máquina de estampagem / Fonte: o autor.
É possível verificar no comando proposto que ao acionarmos o botão B1, a bobina K1 energiza e retém o 
circuito ao mesmo tempo que a solenoide X+ é acionada. Quando o atuador X avança, seu sensor magné-
tico x1 é ativado, energizando o solenoide Y+, que aciona o sensor y1 ao avançar. Assim, o contator K2 é 
acionado e, consequentemente, o solenoide Y+ é desenergizado, retornando por mola e dando condição 
para que seu sensor y0 possa acionar K3 que desenergiza K1 e, consequentemente, desenergiza também 
o solenoide X+. Assim, o atuador X recuar por mola e encerra desliga o comando com o sensor x0 dese-
nergizando K2 e K3.
A1
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B1
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13
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K1
K3
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X+ Y+
x1 1
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y1 1
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A1
1
2
A2
y0
K3
13
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
155
FIALHO, A. B. Automação pneumática: projeto, dimensionamento e análise de circuitos. 7. ed. São Paulo: 
Érica, 2011.
TOCCI, R. J. Sistema Digitais: princípios e aplicações. Tradução de Jorge Ritter. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2019.
156
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
7
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Chaves de partida por 
contator (direta, estrela-
triângulo, compensadora)
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
Nesta unidade, vamos utilizar as lógicas que aprendemos para criação de 
comandos elétricos na partida de motores.
Os motores elétricos trifásicos de indução apresentam valores consideráveis 
de corrente durante sua partida e precisam utilizar um método de partida 
para reduzir esta corrente. 
Dentre os métodos disponíveis, estaremos conhecendo a partida direta, a 
partida estrela triângulo e a partida compensadora.
158
UNICESUMAR
Na unidade passada, estudamos 
uma série de lógicas de coman-
do e a forma de empregá-las em 
comandos elétricos industriais. 
E como vamos utilizar essas 
lógicas para criar comandos 
funcionais que servem para o 
acionamento de cargas, como 
os motores elétricos de indu-
ção? Você consegue relacionar 
a teoria dos comandos com as 
especificações dos motores?
Qualquer equipamento que 
utilize um motor elétrico vai 
apresentar um pico de consu-
mo durante sua partida, seja a 
sua máquina de lavar roupas, 
seja o portão da sua garagem, 
e esse efeito é maior para uma 
maior potência do motor. 
Desta forma, como o am-
biente industrial utiliza mo-
tores de potências elevadas, é 
necessário utilizar métodos de 
partida para os motores.
Uma analogia simples que 
podemos utilizar para com-
preender o que acontece du-
rante a partida do motor elétri-
co é observar a partida de um 
automóvel. Se monitorarmos a 
tensão da bateria, que fica na 
faixa dos 12,5 V, ela tem uma 
queda de tensão, chegando 
em valores próximos de 10,5 
V durante a partida do motor. 
Se você possuir um multiteste, 
pode fazer esta medição. 
159
UNIDADE 7
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
O procedimento desta mediçãoé apesentado neste vídeo: https://
www.youtube.com/watch?v=kpthzVUkFZA. A queda de tensão apre-
sentada pela bateria ocorre porque, no momento da ignição, a ba-
teria precisa fornecer a energia necessária para o motor de partida, 
da mesma forma que um motor industrial de alta potência solicita 
energia da rede de alimentação.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Qual a semelhança entre a queda de tensão que ocorre na bateria automotiva e o que ocorre na rede 
de alimentação de uma indústria quando partimos um motor elétrico de grande potência? 
Faça uma anotação em seu diário de bordo explicando como um motor elétrico afeta a rede de 
alimentação durante sua partida!
https://www.youtube.com/watch?v=kpthzVUkFZA
160
UNICESUMAR
Maiores detalhes sobre cada um dos tipos de partida recomendados 
para cada uma das faixas de potência pode ser verificado na Tabela 13 
(p. 80) do documento GED – 13: http://sites.cpfl.com.br/documentos-
tecnicos/GED-13.pdf. 
Recomendo também que você verifique qual a concessionária de 
energia de sua região para saber quais são os parâmetros utilizados 
com relação à partida de motores elétricos industriais.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Os motores elétricos representam uma grande parcela das cargas elétricas industriais, sendo estimado 
que são responsáveis por 70 a 80% do consumo de energia elétrica das indústrias (FRANCHI, 2008).
Dada a grande quantidade de motores presentes em uma indústria, é importante que a forma 
como são acionados e os efeitos destes acionamentos sejam monitorados. Assim, um consumo mais 
eficiente de energia pode ser obtido.
O ideal para um motor elétrico trifásico com rotor de gaiola é que sua partida seja direta, por meio de 
contatores, porque, dessa forma, ele pode consumir toda a potência necessária para vencer a inércia mecânica. 
Entretanto, os motores de potência elevada geram picos de corrente na rede que, consequentemente, 
vão causar uma elevada queda de tensão na rede de alimentação, causando interferência nos demais 
equipamentos alimentados pela mesma rede.
O pico de corrente gerado pelo motor pode ser previsto utilizando o fator Ip/In, assim, exemplifi-
cando para um motor de 10 HP, 2 polos, trifásico, alimentado em 220 V, a corrente nominal é de 25 A 
e o fator Ip/In é 7,2. Ou seja, a corrente de partida deste motor será de 25 x 7,2 = 180 A. 
Ainda, devido ao pico de corrente apresentado, os cabos e contatores deverão ser capazes de suportar 
a corrente de partida e, assim, os dispositivos da chave de partida precisam ser sobredimensionados, 
acarretando em elevados custos de instalação. 
As concessionárias de energia, para garantir que o sistema de alimentação elétrica não seja afetado 
pela partida direta dos motores, definem critérios que exigem que os motores utilizem um determinado 
sistema de partida em função da potência do motor. 
Como exemplo, o documento GED-13 da CPFL indica que os motores com potência inferior a 5 
CV em 127/220 V e a 7,5C V em 220/380 V podem utilizar o sistema de partida direta. Já na faixa até 
25 CV devem ser utilizados os sistemas de partida indireta manual: estrela-triângulo, série-paralelo, 
compensadora ou com resistência/reatância de partida. 
Ou ainda, para potências até 50 CV, devem ser utilizados os sistemas de partida indireta au-
tomática: estrela-triângulo, série-paralelo, compensadora, com resistência/reatância de partida, 
soft-starter ou inversor de frequência. 
http://sites.cpfl.com.br/documentos-tecnicos/GED-13.pdf
161
UNIDADE 7
Sistema de partida direta: carac-
teriza-se por conectar o motor di-
retamente na rede de alimentação, 
utilizando uma chave manual ou 
por meio de um contator coman-
dado eletricamente. A partida di-
reta se configura como o método 
de partida de motores mais sim-
ples (MAMEDE FILHO, 2017). 
Sempre que possível deve ser 
o sistema de partida utilizado, 
pois proporciona ao motor toda 
a potência de que ele necessita. 
Entretanto, à medida que a potên-
cia aumenta, os picos de corrente 
acabam inviabilizando sua utili-
zação. Na Figura 1 é apresentado 
um modelo de chave manual tri-
fásica do tipo “LIGA/DESLIGA”.
Figura 1 - Chave elétrica trifásica sim-
ples de sobrepor
Fonte: Lombard ([2020], on-line)1.
Este tipo de chave manual reali-
za uma conexão do motor com 
a rede, quando a chave muda de 
posição por ação manual (neste 
caso, um operador muda a ala-
vanca da chave de posição). 
Ainda é uma solução empregada em muitas empresas de pequeno 
porte, por ser simples e com baixo índice de manutenção. Este tipo de 
chave, porém, não pode ser desarmado automaticamente e, do ponto 
de vista de segurança, representa um risco.
Vamos imaginar que um operador aciona uma serra de bancada 
com este tipo de chave, e que a serra estava em operação normal 
quando desligou devido à uma queda no fornecimento de energia. 
Se o operador não realizar o desligamento da chave, quando 
a energia voltar a serra irá voltar a funcionar, o que poderia 
causar um acidente de trabalho.
Desta forma, utilizar uma partida direta com comando elétrico 
apresenta a vantagem do comando se desligar automaticamente no 
caso de uma queda de energia ou se um dispositivo de proteção atuar. 
Os diagramas de comando e de potência/força de uma partida 
direta estão representados na Figura 2.
Figura 2 - Diagramas de comando e de potência/força de uma partida direta / 
Fonte: autor.
É possível observar no diagrama de comando que é utilizada a lógica 
de retenção e que adicionalmente há um botão NF para desligar o 
comando. Ainda, o comando pode ser desligado com a abertura do 
fusível ou do contato NF (95 – 96) do relé térmico (FT).
No diagrama de potência, é possível observar que o motor foi co-
nectado em triângulo (fases conectadas nos terminais 1-2-3 e terminais 
4-5-6 em curto). Assim, se considerarmos que a rede é trifásica 380 V, 
+
F0
1
2
95
96
11
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13
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13
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K1
K1
I
A1
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COMANDO POTÊNCIA/FORÇA
FT
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2
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3
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5
5
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6
2 4 6
2 4 6
PE
L3
L2
L1
F 123
K1
FT
-M
M
3
4 5 6
1 2 3 PE
162
UNICESUMAR
o motor necessitaria de um enrolamento 220/380 V 
(Δ - Y) ou 380/660 V, por exemplo, para permitir sua 
conexão direta com a rede disponibilizada. 
Esta proposta com fusíveis e relé de sobrecar-
ga é bastante usual, representando uma solução 
que, geralmente, tem um custo inferior à solução 
com disjuntor motor.
Uma segunda proposta de circuito de comando 
para a partida direta está apresentada na Figura 3. Esta 
proposta utiliza um disjuntor motor termomagnético, 
o qual incorpora a proteção térmica (protegendo o 
motor no caso de uma sobrecarga) e proteção mag-
nética (protegendo no caso de um curto-circuito).
Figura 3 - Diagramas de comando e de potência/força de 
uma partida direta com proteção por disjuntor motor / 
Fonte: o autor.
Conforme diagrama da Figura 3, a única alteração 
com relação ao diagrama apresentado na Figura 2 é 
que a proteção do motor agora é realizada pelo disjun-
tor motor em substituição aos fusíveis e ao relé térmico. 
Dessa forma apresentada na Figura 3, porém, 
o circuito de comando só possui a proteção por 
fusível e, assim, se o disjuntor motor atuar por 
efeito de sobrecarga ou de curto circuito, o con-
tator permanecerá energizada.
O ideal é utilizar no circuito de comando um 
contato auxiliar (NA) acoplado ao disjuntor mo-
tor e, caso ele atue, o circuito será desligado, assim 
como representado na Figura 4.
Figura 4 - Diagrama da Figura 3 com contato NA do dis-
juntor motor agregado ao comando Fonte: autor.
Os blocos auxiliares utilizados nos disjuntores 
motores podem ser acoplados na lateral ou na 
parte superior do disjuntor. Na Figura 5, apresen-
ta-se um bloco que pode ser acoplado na parte 
superior do disjuntor.
Figura 5 - Bloco auxiliar para disjuntor motor / Fonte: Tra-
montina ([2020], on-line)2.
+
F0
1
2
11
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13
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13
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K1
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1 3 5
2 4 6
2 4 6
1 2 3
PE
L3
L2
L1
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Q1
M
3
4 5 6
PE
> > >
+
F01
2
11
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13
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13
14
14
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I
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A2
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1 3 5
1 3 5
2 4 6
2 4 6
1 2 3
PE
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L2
L1
K1
Q1
M
3
4 5 6
PE
> > >
163
UNIDADE 7
As chaves de partida são tipos de comandos elétricos amplamente empregados na indústria e, dessa 
forma, é comum que os fabricantes as forneçam como sendo um produto integrado, com todos os 
componentes necessários para sua instalação. 
Outra variação da partida direta é a partida direta com reversão, que é um comando em que podemos 
partir o motor elétrico trifásico em ambos os sentidos de giro. 
Para inverter o sentido de giro de um motor elétrico trifásico, basta realizar a inversão das fases de 
alimentação em quaisquer duas fases do motor. A Tabela 1 mostra um exemplo, no qual a primeira 
conexão supõe que o sentido de giro do motor é o horário, e os demais seguem a lógica da inversão. 
Fases Sentido de giro
R S T horário
R T S anti-horário
S R T anti-horário
S T R horário
T R S horário
T S R anti-horário
Tabela 1 - Inversão do sentido de giro para motores trifásicos de indução / Fonte: o autor.
Para conhecer alguns modelos de partidas disponibilizadas, reco-
mendo verificar o catálogo de partidas WEG (https://static.weg.net/
medias/downloadcenter/h97/h5e/WEG-guia-de-selecao-de-partidas-
-50037327-manual-portugues-br.pdf), que vai trazer a partida direta 
nos formatos apresentados anteriormente e utilizando também outros 
recursos como relés inteligentes. Outros modelos de partida também 
são apresentados, como a partida estrela triângulo e compensadora. 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
Já verificamos na unidade anterior o procedimento para inverter o sentido de giro de um 
motor elétrico trifásico. Você está lembrado?
https://static.weg.net/medias/downloadcenter/h97/h5e/WEG-guia-de-selecao-de-partidas-50037327-manual-portugues-br.pdf
164
UNICESUMAR
É importante observar que essa inversão de fases pode ser realizada tanto para o motor conectado em 
estrela (Y) como para o motor conectado em triângulo (Δ). 
A Tabela 2 mostra duas conexões possíveis, observando que, para um motor de 6 pontas, a conexão triân-
gulo/delta é realizada unindo-se os terminais 1-6, 2-4 e 3-5 com cada uma das fases conectadas em uma destas 
uniões e para a conexão estrela, são unidos os terminais 4-5-6 e as fases são conectadas nos terminais 1, 2 e 3.
Tabela 2 - Inversão do sentido do giro em conexões estrela (Y) e triângulo (Δ) / Fonte: o autor.
Ainda com relação à inversão do sentido de giro, os motores monofásicos possuem uma dinâmica de 
inversão diferente, possuindo conexões específicas para a inversão. 
A Tabela 3 traz um exemplo de conexão comum para motores monofásicos alimentados em dupla 
tensão (127 V/220 V), com o esquema de conexão para cada tensão e inversão do sentido de giro.
Tabela 3 - Inversão do sentido do giro para motores de indução monofásicos / Fonte: o autor.
Tipo de conexão
EstrelaSequênciadas fases
RST
SRT
Sentido
de giro
Horário
Anti-horário
Delta
R
S
T
4-5-6
3
2
1
S
R
T
4-5-6
3
2
1
R
S
T
1-6 2-4
3-5
S
R
T
1-6 2-4
3-5
Tensão de 
alimentação
110 Volts
220 Volts
Sentido de giro
Horário Anti-horário
L1 N
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3
2
2
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4
5
L1
1
5
6
L1 N
1 3 2 4
5 6
L1 L2
1 3 2 4
5 66
165
UNIDADE 7
Uma vez discutida a forma de como inverter o sentido de giro dos motores, vamos verificar o comando 
elétrico para efetuar a partida direta com reversão. A Figura 6 traz os esquemas de comando e de força/
potência utilizando como elemento de proteção o disjuntor motor termomagnético.
Figura 6 - Partida direta com reversão / Fonte: autor.
Conforme Figura 6, podemos observar que neste 
comando são disponibilizados dois botões B1 e 
B2, com cada um deles habilitando um contator 
que vai energizar o motor de forma a gerar o giro 
no sentido horário ou anti-horário. 
O botão B0 permite desligar o comando para 
qualquer sentido de giro acionado e, adicional-
mente, há um intertravamento elétrico entre os 
contatores K1 e K2 para evitar um curto entre 
fases caso os dois sentidos sejam acionados si-
multaneamente.
Convém observar que os fabricantes disponibi-
lizam para a partida direta com reversão, dois con-
tatores acopladas em um mesmo bloco, possuindo 
intertravamento mecânico. Um modelo com con-
tatores integrados mecanicamente do fabricante 
Schneider Electric está apresentado na Figura 7. 
Figura 7 – Bloco de contatores com intertravamento mecâ-
nico / Fonte: Schneider Electric ([2020], on-line)3.
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UNICESUMAR
Neste podcast trago para vocês uma discussão sobre a análise de 
viabilidade de utilização de partidas utilizando contatores em re-
lação a utilizar outros componentes de automação. Analisando a 
relação custo benefício e a possibilidade de integrar estas partidas 
em contextos tecnológicos assim como o da indústria 4.0.
O dimensionamento da partida direta é simples, bastando di-
mensionar cada um dos componentes, tanto de proteção quanto de 
comando e potência: fusíveis, contatores, relés e disjuntores.
Sistema de partida estrela-triângulo ou Y-Δ: nesta partida os 
termos estrela e triângulo se referem diretamente ao tipo de ligação 
realizado nos enrolamentos do motor. Como indicado no nome da 
partida, o motor inicialmente é conectado em estrela e posteriror-
mente ao atingir a velocidade apropriada é conectado em triângulo.
Ao partir em estrela, o conjugado e a corrente de partida são 
reduzidos a 1/3 dos valores nominais e assim o motor só poderá 
acionar cargas que solicitem um conjugado inferior ao conjugado 
da ligação em estrela (LAMB, 2015). 
Com o baixo conjugado de partida, o sistema Y-Δ é mais ade-
quado para cargas que partem em vazio. Exemplos de cargas que 
utilizam a partida estrela-triângulo são as bombas hidráulicas, 
prensas, esteiras e ventiladores.
A partida Y-Δ consiste em 
energizar o motor conectado em 
estrela, manter esta conexão por 
um tempo suficiente para que 
o motor acelere pelo menos até 
90% da velocidade nominal e en-
tão comutá-lo para a conexão Δ.
Para utilizar um motor com 
este sistema de partida, é funda-
mental que a tensão de fecha-
mento Δ do motor seja corres-
pondente à tensão nominal da 
rede de alimentação. 
Por exemplo, no caso de uma 
rede de alimentação trifásica 
220 V, será necessário utilizar 
um motor com enrolamento 
220/380 V (Δ/Y), ou seja, parti-
mos o motor em estrela com o 
enrolamento configurado para 
receber uma tensão de 380 V, 
porém alimentado em 220 V. 
A utilização deste tipo de bloco com intertravamento mecânico conforme apresentado na Figura 
7 aumenta ainda mais a segurança da partida direta no sentido de evitar um possível acionamento 
simultâneo dos contatores, o que causaria um curto circuito entre as fases de alimentação.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3441
167
UNIDADE 7
Assim, esta redução de tensão vai garantir a redução da corrente de partida. Após o motor atingir 
a velocidade necessária, comutamos para triângulo, em que ele estará configurado para receber 220 V 
de alimentação e conectado em 220 V.
Da mesma forma, vamos supor a instalação de um motor em uma rede trifásica 380 V. Assim, será 
necessário utilizar um motor com enrolamento 380/660 V (Δ/Y). Com este motor, vamos garantir 
que, ao comutarmos para Δ, o motor estará configurado para receber 380 V e alimentado em 380 V.
A Figura 8 traz o esquema de comando de uma partida estrela triângulo, utilizando como compo-
nentes de proteção fusíveis e relé térmico. 
Figura 8 - Partida estrela - triângulo / Fonte: o autor.
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É importante observar que o esquema de comando proposto na 
Figura 8 utiliza um temporizador com um par de contatos, que são 
comutados entre si com um delay de 100 ms. Este atraso de tempo 
evita a possibilidade de existência de um curto circuito durante a 
comutação de estrela para triângulo.
Este tipo de temporizador com este atraso de 100 ms e contatos 
duplos é um modelo específico conhecido como temporizador 
estrela-triângulo. Um modelo de temporizador estrela-triângulo 
comercializado pela empresa Digimec está representado na Figura 9. 
Figura 9 - Temporizador estrela - triân-
gulo / Fonte: Digimec ([2020], on-line)4.
168
UNICESUMAR
Nesta unidade, vamos verificar uma ferramenta on-line disponi-
bilizada pelo fabricante WEG para o dimensionamento dos com-
ponentes de chaves de partida. 
A vantagem em utilizar uma dessas ferramentas do ponto de 
vista didático é poder verificar se dimensionamos corretamente os 
componentes de uma partida e do ponto de vista prático/profissio-
nal agilizar a escolha de componentes em um projeto.
Assim como no caso da partida direta, o dimensionamento da 
partida estrela-triângulo é simples, bastando dimensionar os compo-
nentes de proteção, potência e comando conforme corrente solicitada.
Partida Compensadora ou Compensada: nesta partida, 
utiliza-se um autotransformador com derivações (taps) normal-
mente de 65% e 80% (são comuns também os taps de 50% e 90%), 
sendo utilizada em partidas de motores de alta potência sob car-
ga empregados em britadores, calandras, compressores, grandes 
ventiladores, laminadores, bombas e correias transportadoras 
(MAMEDE FILHO, 2017).
A ideia é partir o motor com a tensão reduzida fornecida 
pelo autotransformador e, depois que o motor atingir a velo-
cidade necessária, pelo menos 80% da velocidade nominal, 
alimentar o motor diretamente com a tensão da rede (RODRI-
GUES; RÊGO SEGUNDO, 2015). 
A corrente de partida é reduzida por um fator proporcional 
ao quadrado do fator de redução do tap de derivação, assim, por 
exemplo, para taps de 65% e 80% os fatores de redução na corrente 
de partida seriam, respectivamente, de 0,652 = 0,42 e 0,802 = 0,64.
A Figura 10 traz o esquema de comando de uma partida compensa-
dora, utilizando como componentes de proteção fusíveis e relé térmico. 
https://vimeo.com/475345131/c6ca6044b0
169
UNIDADE 7
No comando da Figura 10, ao acionar B1, K1 faz 
o fechamento do transformador e K3 alimenta o 
transformador que, consequentemente, alimenta 
o motor com a tensão do tap selecionado. 
Após a temporização, K1 e K3 são desenergi-
zados e K2 alimenta o motor diretamente com a 
tensão da rede de alimentação.
Na partida compensadora, o motor fica ener-
gizado durante toda a partida, reduzindo, assim, 
os picos de corrente entre comutações. 
O dimensionamento da partida compensadora 
tem como ponto crítico o autotransformador. Ele 
deve ser dimensionado conforme o número de 
partidas por hora previsto para o equipamento, 
pois o autotransformador aquece durante a par-
tida e, se não for respeitado o tempo mínimo para 
que se resfrie, poderá ser danificado.
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Figura 10 - Partida compensadora / Fonte: o autor.
É comum que o autotransformador venha equi-
pado com um termistor instalado em seu enrola-
mento, e este termistor é utilizado como um item no 
comando da partida, impedindo que ela seja aciona-
da, caso o autotransformador esteja sobreaquecido.
O conhecimento dos sistemas de partidas uti-
lizando contatores permite ao engenheiro deci-
dir qual o melhor método a ser empregado para 
cada tipo de carga, podendo decidir por soluções 
simples, como as partidas com contatores, ou por 
soluções mais completas, como é o caso da utiliza-
ção de soft starters e/ou inversores de frequência. 
Uma vez que os motores correspondem à 
maioria das cargas elétricas instaladas industrial-
mente, as chaves de partida e demais componentes 
de partidas de motores circuitos são amplamente 
utilizados em quadros de comandos industriais.
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Nesta unidade, discutimos sobre os tipos de partidas de motores com contatores. 
Sugiro que vocês criem um quadro resumo com as características principais de 
cada chave apresentada.
Trago para vocês um exemplo com algumas características que selecionei no texto 
da unidade, conforme Quadro 1. 
Tipo de partida Tipo de carga acionada Redução na corrente de partida
DIRETA
Qualquer tipo de 
carga, sendo a melhor 
partida para o mo-
tor, porém limitada à 
determinada faixa de 
potência conforme 
concessionárias de 
energia.
Não há redução, o motor vai 
atingir um pico de corrente 
determinado pelo fator Ip/In 
especificado.
ESTRELA-TRIÂNGULO
Equipamentos que 
partem em vazio, prati-
camente sem carga 
assim como os ventila-
dores axiais.
A corrente é reduzida a 1/3 
do seu valor nominal.
COMPENSADORA
Equipamentos com 
cargas consideradas 
"pesadas" assim como 
os britadores.
A corrente é reduzida confor-
me o quadrado do fator de 
redução do tap de derivação 
utilizado. Como exemplo, 
para uma tap de 80% temos 
uma redução de 0,64 na cor-
rente de partida.
Quadro 1 - Características das chaves de partida com contatores
Fonte: o autor.
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1. Faça uma modificação no comando da partida direta com reversão apresentada na Figura 6, 
de forma que a reversão possa ser efetuada pelo acionamento de qualquer um dos botões de 
comando B1 ou B2 instantaneamente. 
Ou seja, se o motor estiver girando no sentido acionado por B1, e B2 for acionado, o motor troca 
imediatamente de sentido (e vice-versa) sem a necessidade de desligar o comando por B0. E B0 
continua com a função de desligar o comando.
2. Para realizar a inversão do sentido de giro do motor, assim como proposto na atividade 1, é 
necessário que a aplicação do motor permita esta ação e que o motor suporte este tipo de ciclo 
de trabalho. 
Geralmente em aplicações em que há uma carga com grande inércia acoplada ao motor, é ne-
cessário que ele primeiramente pare totalmente seu movimento, para que possa ser acionado 
no sentido de giro inverso. 
Sua tarefa agora é projetar um comando de partida direta com reversão que só permita ao co-
mando inverter o sentido de giro do motor após 5 segundos do seu desligamento.
3. Um engenheiro recém-formado efetuou a instalação de uma partida Y- Δ em uma rede trifásica 
380 V e utilizou um motor com enrolamento 220/380 V (Δ/Y). 
Ele relatou que o motor partiu normalmente, porém, após o tempo programado para a comu-
tação, o motor queimou. Qual a explicação para o motor ter queimado?
4. Para o comando proposto para a partida estrela-triângulo conforme apresentado na Figura 8, 
foi utilizado um temporizador específico do tipo estrela-triângulo. 
Em determinados casos, quando este tipo de temporizador não está disponível, é comum a 
utilização de um temporizador do tipo retardo na energização. Faça uma proposta de comando 
para a partida estrela-triângulo, utilizando o temporizador do tipo retardo na energização. 
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5. Um engenheiro foi contratado para prestar consultoria em uma empresa em que estava instalada 
uma partida do tipo estrela-triângulo em um motor de 50 CV acionando um britador. 
O cliente explicou ao engenheiro que, mesmo com a instalação da chave de partida, ele estava 
pagando valores referentes aos picos de consumo do motor. 
O engenheiro fez algumas medições na chave e verificou que o motor de 4 polos estava partindo 
em estrela e comutando para triângulo quando atingia aproximadamente 500 RPM de velocidade. 
Por que mesmo com a chavede partida instalada, o motor apresentava picos de corrente 
na partida?
6. Uma empresa efetuou algumas modificações em sua linha de fabricação e precisou substituir o 
motor de acionamento de uma correia transportadora. 
O engenheiro responsável pelo projeto verificou que a correia transportadora utilizava um motor 
trifásico de indução de 5 CV, o qual era acionado por uma chave estrela triângulo. Entretanto, 
ela não estava funcional, conforme relato dos operadores.
Assim, o engenheiro verificou junto à concessionária de energia que motores até 10 CV pode-
riam partir diretamente na empresa, já que ela possuía uma subestação própria e, dessa forma, 
indicou a substituição da chave estrela-triângulo por uma de partida direta. Qual seu parecer 
técnico sobre a decisão do engenheiro?
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1. Para modificar o comando da partida direta com reversão de forma a permitir que que possamos acionar 
um dos sentidos de giro imediatamente, podemos utilizar uma solução simples, adicionando contatos do 
tipo NF nas botoeiras de acionamento e instalar estes contatos no caminho de acionamento da bobina a 
ser desligada, conforme apresentado na Figura a1. 
Assim, por exemplo, se K1 estiver acionada e pulsarmos B2, K1 é desenergizada e imediatamente K2 é energizado.
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Figura a1 - Proposta de solução para a atividade 1 / Fonte: o autor.
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2. Para garantir que o motor só possa ser acionado após 5 segundos do seu desligamento, utilizamos um 
temporizador (retardo na energização) no comando, assim como apresentado na Figura a2. 
O temporizador será acionado sempre que uma das botoeiras de comando B1 ou B2 for acionada, e so-
mente após sua temporização é que o contator auxiliar K4 vai liberar a energização de K1 ou K2. 
Ainda, sempre que este comando for desligado, será necessário aguardar pelo menos 5 segundo para que 
um dos sentidos de giro do motor seja acionado.
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Figura a2 - Proposta de solução para a atividade 2 / Fonte: o autor.
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3. Devemos lembrar que a tensão Δ do motor utilizado na partida Y – Δ deve coincidir com a tensão da rede 
de alimentação. 
Assim, como o motor utilizado possuía um enrolamento 220/380 V (Δ/Y), ele partiu configurado em Y, po-
dendo receber 380 V e alimentado em 380 V, ou seja, partindo diretamente. 
E, ao comutar para a configuração Δ, ele podia receber 220 V, sendo alimentado com 380 V da rede de 
alimentação e, consequentemente, seu enrolamento queimou por sobretensão.
4. A proposta do comando para a partida estrela-triângulo utilizando o temporizador com retardo na ener-
gização está apresentada na Figura a3.
Figura a3 - Proposta de solução para a atividade 4 / Fonte: o autor.
Conforme podemos verificar no comando proposto, o temporizador de retardo na energização utilizado 
possui um contato reversível 15-16 (NF)-18(NA). Assim, utilizamos o contato NF para energizar K3 e K1 du-
rante a partida em estrela e, ao comutar, o temporizador desenergiza K3 e energiza K2 pelo contato 18 (NA). 
Importante observar que se mantém o intertravamento entre K2 e K3 para evitar o curto circuito entre fases.
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5. Primeiramente, um britador é um equipamento que possui uma inércia grande, sendo assim, considera-se 
que deve utilizar uma partida que possa partir com carga, assim como a compensadora.
Desta forma, a chave de partida estrela-triângulo não seria a mais recomendada. Tanto é que, pela medi-
ção realizada pelo engenheiro, foi verificado que o motor de 4 polos que possui uma velocidade próxima 
dos 1800 RPM (desconsiderando o escorregamento) precisaria comutar para triângulo quando atingisse 
no mínimo 90% de sua velocidade nominal ( algo na faixa dos 1600 RPM), porém estava comutando com 
apenas 500 RPM.
Assim, quando o motor comutava para triângulo, a sua inércia de partida era praticamente a mesma ini-
cial, o que leva o motor a consumir uma corrente de partida similar à da partida direta. Seria necessário 
substituir o sistema estrela-triângulo por uma chave compensadora.
6. A decisão do engenheiro foi correta, pois o motor poderia partir direto em conformidade com as regras da conces-
sionária local. E para o motor o sistema de partida direta é o mais indicado sempre que for possível sua utilização. 
Ainda em termos de custo, esta partida é a que exige menos componentes e, consequentemente, exige 
menor valor investido. No caso do exemplo, como já existia uma partida estrela-triângulo, é possível que 
alguns componentes pudessem ser reaproveitados para montagem da partida direta.
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177
MAMEDE FILHO, J. Instalações Elétricas. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2017.
FRANCHI, C. M. Acionamentos Elétricos. 4. ed. São Paulo: Érica, 2008.
CPFL ENERGIA. GED 13: Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição. Campinas: CPFL, 2020. Dis-
ponível em: http://sites.cpfl.com.br/documentos-tecnicos/GED-13.pdf. Acesso em: 31 out. 2020.
LAMB, F. Automação Industrial na Prática. Nova Iorque: Mc Graw Hill: 2015.
RODRIGUES, C. L. C.; RÊGO SEGUNDO, A. K. Eletrônica de Potência e Acionamentos Elétricos. Rede 
e-tec Brasil. Ouro Preto: Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Ouro Preto, 2015.
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1Em: http://lombard.com.br/produtos/chaves-eletricas/. Acesso em: 31 out. 2020.
2Em:https://assets.tramontina.com.br/upload/tramon/imagens/ELT/58015451PNM001G.png. Acesso em: 31 
out. 2020. 
3Em: https://dimensional.vteximg.com.br/arquivos/ids/160345-1000-1000/001.0682.02.pn-
g?v=636960248133970000. Acesso em 31 out. 2020.
4Em: http://www.digimec.com.br/_img/_paginas/_gallery/b360c874a3cd61adeed5f594dbd06964.gif. Acesso 
em 31 out. 2020.
http://lombard.com.br/produtos/chaves-eletricas/
https://assets.tramontina.com.br/upload/tramon/imagens/ELT/58015451PNM001G.png
https://dimensional.vteximg.com.br/arquivos/ids/160345-1000-1000/001.0682.02.png?v=636960248133970000
https://dimensional.vteximg.com.br/arquivos/ids/160345-1000-1000/001.0682.02.png?v=636960248133970000
http://www.digimec.com.br/_img/_paginas/_gallery/b360c874a3cd61adeed5f594dbd06964.gif
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OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Soft Starters e 
Inversores de 
Frequência
nesta unidade, vamos conhecer dois equipamentos amplamente utilizados 
na indústria para realizar a partida de motores elétricos: os inversores de 
frequência e as chaves soft starters. Esses dois equipamentos são uma evo-
lução dos sistemas de partidas a contator utilizados na indústria, permitindo 
um controle mais preciso no momento da partida, controlando grandezas 
como a tensão, a corrente e a frequência do motor.
As soft starters são utilizadas especificamente para partir e frenar os moto-
res elétricos. Já os inversores, além de partir e frenar os motores, permitem 
também controlar a frequência de operação.
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
180
UNICESUMAR
Como aceleramos o nosso carro e, consequentemente, controlamos 
sua velocidade? Para os veículos que utilizam motores a combustão, 
o acelerador atua de forma a injetar mais combustível no sistema e 
as explosões internas do motor aumentam. E, para os equipamen-
tos que utilizam um motor elétrico, como podemos acelerá-lo e 
desacelerá-lo e, assim, controlar sua velocidade? 
Você já experimentou o controle de velocidade em motores 
elétricos em diversas situações, mesmo que não tenha percebido. 
Por exemplo, quando utiliza uma escada rolanteou uma esteira 
rolante, ela apresenta uma velocidade praticamente constante. Isso 
acontece porque um sistema de controle de velocidade do motor 
elétrico está em ação.
Um experimento simples que nos permite sentir fisicamente o 
efeito do controle de velocidade em motores elétricos é a utilização 
de um elevador. Logo após indicarmos qual o andar para o qual 
iremos nos deslocar, o controle do elevador aciona o motor elétrico 
que o movimenta. 
O elevador parte desde uma velocidade zero até uma velocidade 
calculada para ser a mais efetiva, dependendo de quantos andares 
ele irá se deslocar. 
Quando o elevador inicia seu movimento, é possível perceber 
que ele está acelerando, pois nosso corpo percebe um tipo de “força” 
atuando, lembrando que Sir Isaac Newton formulou este efeito com 
sua segunda lei (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2016) F = m.a 
(Força = massa multiplicado pela aceleração). 
Após alguns segundos, parece que o elevador já não está mais se 
movendo, isso porque ele já não está mais acelerando e, consequen-
temente, com uma velocidade constante e aceleração zero, a força 
que estava atuando sobre nosso corpo agora tem módulo nulo. Só 
iremos perceber novamente o efeito da força quando o elevador 
começar a desacelerar quando for parar no andar desejado.
Então, quando você estiver dentro de um elevador, faça esta 
experimentação de sentir a força imposta ao seu corpo quando o 
elevador estiver acelerando e desacelerando.
Ainda, é possível perceber que, após os primeiros instantes, quan-
do o elevador acelerou, a força que sentimos atuando em nosso 
corpo desaparece. Este fato é devido ao elevador não estar mais 
acelerando, pois atingiu uma velocidade constante.
181
UNIDADE 8
Então, se você analisou os efeitos físicos ao utilizar o elevador, você conseguiu relacionar o que 
acontece com um equipamento que está sendo acionado por um motor elétrico com variação de 
velocidade. E, consequentemente, utilizou um equipamento como o inversor de frequência indus-
trial, responsável por gerar os sinais elétricos que comandam o motor que está acoplado ao aparato 
mecânico que movimentou o elevador. Anote no diário de bordo abaixo suas principais impressões 
sobre essa experiência. 
D
IÁ
R
IO
 D
E 
B
O
R
D
O
Nas chaves de partida estrela-triângulo e compensadora, conforme estudamos na unidade passada, 
há um efeito de redução da corrente de partida no motor acionado. O motor permanece, porém, 
brevemente com uma velocidade reduzida e, em seguida, acaba por atingir sua velocidade nominal.
Quando utilizamos chaves de partida eletrônicas, assim como é o caso das soft starters e dos in-
versores de frequência, o motor pode ser acelerado/desacelerado no caso de utilização da soft starter 
e, ainda, ter sua velocidade de rotação controlada, no caso da utilização do inversor de frequência.
182
UNICESUMAR
Para compreender o funcionamento das chaves de partida eletrônicas, como as soft starters e os 
inversores de frequência, é fundamental que tenhamos uma noção sobre os dispositivos semicondu-
tores que são utilizados nestas chaves.
As chaves eletrônicas de partida utilizam dispositivos semicondutores com 4 camadas (pnpn ou 
npnp), conhecidos como tiristores (AHMED, 2000), que incluem diversos dispositivos, dentre eles o 
SCR (silicon controlled rectifier) ou retificador controlado de silício.
O SCR é um dos dispositivos pnpn de maior interesse para a eletrônica de potência e, dentre suas 
principais aplicações, estão as chaves estáticas, inversores e controle de motores (BOYLESTAD, 2013). 
O termo “chave estática” traz a referência ao fato de que tais dispositivos não possuem partes mó-
veis, ao contrário de um contator, que é uma chave eletromecânica e, como já discutimos em unidades 
anteriores, possui elementos móveis. 
Como vantagem da utilização de uma chave estática, pode-se citar que elas não geram faiscamento 
ou desgaste mecânico de contatos. As chaves estáticas permitem ou não a passagem de corrente através 
de um efeito de condução gerado no substrato semicondutor.
Os SCRs, assim como outros tiristores − como os TRIACS e os IGBTs − são utilizados para chavear 
cargas, e a sequência de chaveamento utilizada, bem como a estrutura do circuito, permitem criar 
determinadas formas de onda na carga.
Na Figura 1 está apresentada uma estrutura típica de um inversor de fonte de tensão, o qual, através 
do chaveamento coordenado dos SCRs, converte a tensão contínua das fontes em uma tensão quadrada 
alternada para alimentar a carga.
Figura 1 - Estrutura básica de um inversor de tensão 
Fonte: adaptada de Ahmed (2001, p. 356).
A partir de estruturas simples, como a apresentada no circuito da Figura 1, é possível criar circuitos mais 
complexos que utilizam técnicas como a modulação por largura de pulso (Pulse Width Modulation – 
PWM) para criar controles precisos, assim como os utilizados em equipamentos como os inversores 
de frequência (ou conversores) de frequência utilizados no controle de motores.
Soft-Starter: utilizam uma ponte de tiristores (SCRs) configurados em antiparalelo, como represen-
tado na Figura 2, controlando a tensão da rede com um circuito de potência constituído por 6 SCRs 
(WEGb, 2005). 
E
E
R
SRC1
SRC2
D1
D2
– +vO
183
UNIDADE 8
O funcionamento da soft-starter considera que a variação do ân-
gulo de disparo dos SCRs faz com que a tensão aplicada ao motor 
possa ser variada e, consequentemente, possa ser variada também 
a corrente entregue ao motor.
No dia a dia dos técnicos e engenheiros, boa parte dos conceitos 
técnicos relacionados à utilização de equipamentos como os soft 
starters e inversores de frequência, são aprendidos na prática ins-
talando e “comissionando” estes equipamentos.
Figura 2 - SCRs configurados em an-
tiparalelo 
Fonte: adaptada de WEGb (2005).
O termo “comissionar” indica que o equipamento está re-
cebendo a sua primeira programação, ou uma programa-
ção mínima, que vai permitir colocar o equipamento ou o 
processo em que ele está inserido em operação.
Inclusive, muitos manuais de fabricante utilizam o termo 
“comissionamento rápido”, o qual se refere ao fato de que, 
com um conjunto mínimo de parâmetros configurados, o 
equipamento já pode ser operado.
Para propiciar uma maior compreensão dos termos técnicos referentes aos soft-startes e aos inversores, 
serão utilizados manuais de fabricantes indicando quais os parâmetros são utilizados em cada situação 
técnica específica.
Com relação ao soft-starter será utilizado o manual do fabricante Schneider Electric referente ao 
modelo Altistart 22. 
Mesmo que diferentes fabricantes possuam algumas funções e características exclusivas em seus 
equipamentos, há um conjunto de parâmetros comuns que são apresentados na maior parte das soft 
starters disponibilizadas comercialmente. Dentre estes parâmetros, podemos citar:
• Rampa de tensão na aceleração: esta rampa é gerada pela variação do ângulo de disparo 
dos tiristores, a qual gera uma variação gradual que cresce continuamente até atingir a tensão 
nominal de alimentação do equipamento. 
184
UNICESUMAR
No Altistart, o parâmetro disponibilizado para o usuário se chama Tempo de aceleração (ACC). Uma 
representação deste parâmetro está na Figura 3.
Figura 3 – Parâmetro “ACC” – tempo de aceleração para o soft starter Altistart 22 
Fonte: Schneider Eletric (2010, p. 51).
Conforme apresentado na Figura 3, o parâmetro tempo de aceleração pode ser programada desde 1 
até 60 segundos, e o valor padrão que já vem programado de fábrica é de 10 segundos. 
É importante compreender que o valor determinado no parâmetro dependerá de outros fatores, 
como inércia da carga conectada ao motor e variações de valores da rede de alimentação. Por exem-
plo: em uma determinada situação, o parâmetro de tempo de aceleração pode ter sido programado 
para 5 segundos, mas, fisicamente, o motor atingiu sua velocidade máxima após 5 segundos e 300 
milissegundos.
• Rampa de tensão na desaceleração: com esta rampa, a soft-startervai reduzindo a tensão de 
saída até um valor mínimo, conforme o tempo programado no parâmetro. 
Com a redução da tensão aplicada ao motor, este perde conjugado e, consequentemente, ocorre 
um aumento do escorregamento. E com o aumento do escorregamento, o motor perde velocidade, 
reduzindo também a velocidade da carga.
Se o motor perde velocidade, a carga acionada também perde velocidade, até o momento em que 
vai parar. A rampa de tensão na desaceleração é um recurso fundamental nas soft-starters, pois permite 
que cargas mecânicas, como as bombas centrífugas, possam ser desativadas sem que ocorram efeitos 
indesejados, como é o caso do golpe de aríete. 
No Altistart, o parâmetro disponibilizado para o usuário se chama Tempo de desaceleração “dEC”. 
Uma representação deste parâmetro está na Figura 4.
Tempo de aceleração R/W 1..60s 10s
Determina o tempo de subido em rampa de tensão do motor, se 
Determina o tempo de subida em rampa de conjugado do motor, se 
for ajustado em OFF. 
for ajustado em ON.
Comando de Run
Tempo(s)
1-60s
100%
0
185
UNIDADE 8
Figura 4 – Parâmetro “ACC” – tempo de aceleração para o soft starter Altistart 22. 
Fonte: Schneider Eletric (2010, p. 51).
Conforme apresentado na Figura 4, o parâmetro tempo de desaceleração pode ser programada desde 
1 até 60 segundos e o valor padrão que já vem programado de fábrica é “livre” (free), ou seja, neste caso, 
nenhum tipo de controle é aplicado ao motor, permitindo que, após ser desligado, ele ainda fique em 
movimento até parar conforme inércia da carga.
É fundamental compreender que existe uma relação complexa entre a maioria dos parâmetros 
disponíveis nos soft starters e inversores. Assim, por exemplo, no modelo Altistart, além dos tempos 
de aceleração e desaceleração, há parâmetros complementares, como o de fim da desaceleração “EdC”, 
que é um fator de 0 a 10, o qual vai influenciar na forma como a rampa de tensão de desaceleração é 
terminada, assim como representado na Figura 5.
Figura 5 – Parâmetro “EdC” – fim da desaceleração para o soft starter Altistart 22 
Fonte: Schneider Eletric (2010, p. 51).
Tempo de desaceleração R/W Livre, 1..60s
Determina o tempo de descida em rampa de tensão do motor, se for ajustado em OFF. 
Determina o tempo de descida em rampa de conjugado do motor, se for ajustado em ON. 
Tempo de desaceleração 
Desaceleração por inércia 
Run
Tempo(s)
0-60s
100%
%
0
Fim da desaceleração R/W 00..10
Limite para alterar o modo de parada por inércia ao �nal da desaceleração.
Desaceleração suave irá terminar quando o conjugado estimado cair abaixo do valor
Nota: está inativo quando = . Neste caso, não é utilizado e não é relevante. 
.
Inércia(s)
Tempo(s)
= 0
Tensão do motor
Inércia= 10
Tensão do motor
Tempo(s)
186
UNICESUMAR
Este parâmetro ainda depende de outra combinação de parâmetros, como do tipo de conexão (parâ-
metro “DltA”) que, ao ser configurado “dLt”, automaticamente desabilita o fim da desaceleração “EdC”.
Você deve ter percebido que há uma série de parâmetros disponíveis em um equipamento 
como a soft-starter e que não é um a tarefa muito simples conhecer todos estes parâmetros 
e compreender o significado de cada um deles! 
Então, como é que isso ocorre na prática? É um exercício realmente “prático”, ou seja, é ne-
cessário fazer uma boa leitura do manual do equipamento, ter uma boa compreensão da 
aplicação que será realizada e ir testando os diferentes parâmetros que são necessários para 
cada tipo de aplicação.
Resumidamente com relação aos soft-starters, eles são dispositivos empregados em aplicações nas 
quais não há necessidade de se variar a velocidade dos motores, apenas parti-los. 
Desta forma, é possível inferir que o soft-starter se comporta de forma similar a uma partida a 
contator, assim como a estrela-triângulo e a compensadora, no sentido de que serve exclusivamente 
para a partida do motor.
Obviamente, a soft-starter traz uma série de melhorias em relação a uma partida a contator, como 
a capacidade de partir o motor de forma suave, pará-lo desta mesma forma e, ainda, agregar funções 
de proteção e monitoramento de grandezas, como a corrente consumida pelo motor.
Claro que por ser um dispositivo semicondutor e, consequentemente, agregar funções e exigir um 
maior número de componentes uma partida soft-starter, vai apresentar em relação a uma partida a 
contator para a mesma potência um valor agregado maior, sendo sempre necessário avaliar a relação 
custo benefício da aplicação para escolher entre uma ou outra opção.
Dentre os recursos oferecidos pelas partidas soft-starters, destaca-se também a existência dos 
chamados contatores de by-pass, os quais “desligam” os tiristores após a partida do motor, evitando 
desgaste prematuro destes componentes e reduzindo o consumo de energia da chave.
Com relação ao esquema de conexão do soft-starter, cada fabricante vai trazer uma recomendação 
conforme seu equipamento. Na Figura 6 está apresentada uma proposta de conexão para a soft-starter 
Altistart.
187
UNIDADE 8
Figura 6 – Proposta de conexão da soft starter Altistart 22
Fonte: Schneider Eletric (2010, p. 37).
Conforme apresentado na Figu-
ra 6, temos um esquema de par-
tida a 3 fios, em que as duas cha-
ves S3 e S4 são utilizadas para 
o comando de habilitação da 
soft-starter e S2 aciona o conta-
tor de potência de alimentação 
principal. Deve ser observado 
que, para cada esquema de liga-
ção proposto, a conexão elétrica 
utilizada precisa ter uma corres-
pondência na parametrização 
da chave.
Assim, para garantir o fun-
cionamento desta conexão elé-
trica que foi proposta, seria ne-
cessário, por exemplo, informar 
que a entrada “L2” da soft-star-
ter teria a função de “START”, 
item que pode ser informado no parâmetro “LI2” do dispositivo, assim como mencionado no manual.
Observação: assim como já citei em unidades anteriores, recomendo dentro de sua possibilidade 
de tempo, que faça uma leitura, mesmo que superficial, nos manuais indicados, para ter uma noção 
prévia de como um destes equipamentos de automação é planejado para ser parametrizado e instalado.
Nesta unidade, vou conversar um pouco com vocês justamente 
sobre a importância de utilizar um manual do fabricante para nos 
ajudar na compreensão do funcionamento de equipamentos como 
a soft-starter e o inversor de frequência. 
Relatarei para vocês a forma como utilizei estes equipamentos no 
início de minha jornada profissional e trarei algumas dicas valiosas 
que poderão auxiliar vocês quando precisarem comissionar uma 
chave de partida.
Inversores de Frequência: são circuitos estáticos que realizam 
a conversão de uma potência contínua em uma potência alternada 
com determinado nível de tensão/corrente com esta tensão, tendo 
uma forma periódica aproximadamente senoidal (AHMED, 2000).
O termo inversor de frequência, dependendo do contexto, pode 
se referir a dois tipos de equipamentos: (a) aqueles que convertem 
um sinal CC para CA, como nos casos dos inversores utilizados 
em sistemas fotovoltaicos para converter a tensão CC gerada nos 
painéis em tensão CA, a fim de ser injetada na rede elétrica; e (b) 
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3442
188
UNICESUMAR
os inversores “industriais”, utilizados para variar a velocidade dos motores elétricos de indução; estes 
inversores industriais também são denominados conversores de frequência. 
Observem que, nesta unidade, estamos discutindo especificamente sobre os conversores de fre-
quência, os quais são comumente denominados inversores de frequência (que será o termo utilizado 
no restante do material). 
Um inversor de frequência industrial possui uma topologia relativamente simples, em que existe 
um circuito retificador de entrada, seguido por um filtro e, posterirormente, pela seção “inversora”, que 
realmente converte a tensão retificada novamente em alternada para alimentar o motor (FRANCHI, 
2008). A Figura 7 traz uma representação em blocos de um inversor.
Figura 7 – Diagrama de blocosde um inversor de frequência industrial
Fonte: WEGa (2005, p. 51).
A etapa de retificação é realizada por diodos retificadores que realizam uma retificação em onda 
completa. A seguir, há uma etapa de filtragem onde o principal componente utilizado é um (ou mais) 
capacitor com capacidade de tensão conforme especificações do equipamento. E, por último, há a 
etapa de inversão da tensão para alimentar o motor.
Na etapa de inversão, os componentes principais utilizados são os IGBTS (Insulated-gate bipolar 
transistor- transistor bipolar de porta isolada), os quais são dispositivos semicondutores da família 
dos transistores que mesclam as características de possuir uma baixa queda de tensão, assim como 
os BJTs, com excelentes características de chaveamento dos MOSFETs (AHMED, 2000). A Figura 8 
mostra alguns modelos de IGBTs com diferentes encapsulamentos.
Barramento DC
Re
de
 d
e 
al
im
en
ta
çã
o 
Te
ns
ão
 e
 fr
eq
uê
nc
ia
 fi
xa
s
Retificador Filtro Inversor 
Unidade de Controle Microprocessada
A
lim
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m
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or
 
Te
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ia
 v
ar
iá
ve
l
189
UNIDADE 8
Figura 8 - IGBTs.
Os IGBTs são os responsáveis pelo chaveamento que vai transformar a tensão contínua em tensão 
alternada. A tensão alternada gerada é trifásica com defasagem de 120° entre fases. 
Há um sistema microprocessado responsável pelo controle dos IGBTs que garante, através da mu-
dança da frequência de chaveamento, que exista variação na frequência da tensão gerada.
O chaveamento do IGBTs é controlado com a técnica de PWM, que basicamente permite amostrar 
uma onda senoidal de referência e “reconstrui-la” na saída do inversor. 
A onda reconstruída pode ter a frequência variando com uma resolução de até centésimos de Hertz.
Nesta unidade, trago para vocês um vídeo no qual mostro a estru-
tura física de um inversor de frequência, identificando as partes 
principais do equipamento: IHM, conexões de potência e comando 
e tiristores. 
Tipos de inversores de frequência: com relação aos tipos de in-
versores de frequência industriais disponíveis no mercado, temos os 
inversores com controle do tipo escalar e inversores com controle 
do tipo vetorial.
O controle escalar utiliza a técnica de controle de V/F constante, 
ou seja, mantém uma relação constante entre a tensão de alimen-
tação e a frequência fornecida ao motor, mantendo constante o 
torque desenvolvido pelo motor independentemente da velocidade 
em que estiver atuando. 
https://vimeo.com/475345148/ac3d28b515
190
UNICESUMAR
A formulação básica para explicar matematicamente o controle escalar está nas equações [1] e [2].
X f LL = 2. . .p [1]
I V
R XL
�
�2 2
 [2]
A equação [1] é referente à reatância indutiva XL do enrolamento do motor. A corrente que circula no 
motor se comporta conforme equação [2], sendo dependente do valor de tensão aplicado, resistência 
e reatância indutiva do enrolamento do motor.
Na faixa de frequência acima dos 30 Hz, o valor da resistência pode ser desconsiderado frente à rea-
tância indutiva e assim a corrente será proporcional à tensão de alimentação, à indutância e à frequência. 
Como a indutância L é uma constante do motor, resta controlar a tensão e a frequência (WEGa, 2005). 
Assim, para variar a velocidade do motor, deve-se variar a frequência da tensão de alimentação 
(estratégia de controle “V/F constante”) proporcionalmente com a variação da frequência, obtendo-se 
no estator uma corrente constante da ordem da corrente nominal do motor. A estratégia V/F constante 
está representada na Figura 9.
Figura 9 - Estratégia V/f constante. 
Fonte: WEGa (2005, p. 56).
Conforme apresentado na Figura 9, a tensão fornecida ao motor só pode aumentar até o valor da 
rede de alimentação (380 V) que é atingido em 60 Hz e mesmo com o aumento da frequência e, com 
a tensão não podendo mais aumentar, o motor começa a perder torque. 
A região acima dos 60 Hz é conhecida como região de enfraquecimento de campo. Ainda, dentro 
do controle escalar, para frequências inferiores a 30 Hz o valor de resistência do enrolamento não 
pode mais ser desconsiderado e é necessário utilizar uma estratégia de controle conhecida como 
compensação I x R. 
Co
rr
en
te
Te
ns
ão
20 Hz
In
In
In
40 Hz 60 Hz 80 Hz
Frequência
380 v
254 v
127 v
191
UNIDADE 8
O controle escalar entrega uma precisão de até 0,5% da rotação nominal para sistemas sem variação 
de carga, e de 3% a 5% com variação de carga de 0 a 100 % do torque nominal. 
Inversores que possuem controle escalar são utilizados com motores de indução convencionais 
sem sistema de realimentação de velocidade em malha fechada e sua faixa de variação de velocidade é 
pequena, da ordem de 1:10 (Ex: 6 a 60 Hz) e, com estas características, são mais utilizados em sistemas 
que não requerem alto desempenho.
O outro tipo de controle utilizado nos inversores de frequência é o controle vetorial, que recebe 
este nome pelo fato de que seus processadores de alto desempenho calculam em tempo real a soma 
vetorial de duas componentes de corrente do motor: (a) corrente de magnetização e (b) corrente 
produtora de torque. 
A solução gerada pelo cálculo dos processadores precisa de valores de parâmetros, como o da re-
sistência do estator, indutância do estator e indutância de magnetização.
O controle vetorial geralmente exige que seja instalado no motor um encoder (tacogerador) que 
vai fornecer informação de velocidade do motor, permitindo um controle em malha fechada, que gera, 
consequentemente, maior precisão do acionamento em geral.
Este sistema permite o controle da velocidade e torque do motor, sendo a regulação de velocidade 
na faixa de 0,01% e regulação do torque na faixa de 5% dos valores nominais. 
Ou seja, com estes valores, é possível concluir que o controle vetorial possui uma dinâmica bem 
mais precisa que o controle vetorial, e logicamente representa equipamentos que possuem um maior 
valor agregado tendo um valor comercial maior.
Existe uma técnica de controle vetorial sem a utilização dos sensores, assim denominada sensorless, 
que é superior em desempenho ao controle escalar, porém não atinge os mesmos resultados que o con-
trole em malha fechada. A Tabela 1 apresenta uma comparação entre alguns parâmetros apresentados 
pelas três técnicas de controle de inversores de frequência.
Tipo de Controle
Parâmetro: Escalar Vetorial
Realimentação 
por encoder
Sensorless
Regulação de velocidade 0.5% sem variação de carga 
3% a 5% com variação de carga
0.01% 0.3%
Regulação de torque Não 5% 5%
Faixa de variação de velocidade 1:10 1:1000 1:100
Torque de partida Não 200% máx. 150%
Torque máximo (não contínuo) Não 200% 150%
Tabela 1 – Comparação de desempenhe entre estratégias de controle dos inversores de frequência industriais 
Fonte: o autor.
192
UNICESUMAR
Assim como apresentado, com relação à chave de partida soft-starter, os inversores de frequência 
possuem parâmetros básicos disponíveis nos equipamentos comercializados pela grande maioria dos 
fabricantes. 
Em relação ao soft-starter, o inversor de frequência industrial possui uma quantidade de parâmetros 
disponíveis bastante superior, dado o fato de que o inversor além de partir, parar e proteger o motor, 
também permite que exista um controle da velocidade de operação do motor e, assim, disponibiliza 
parâmetros adicionais que permitem realizar tal controle.
Para conhecer alguns dos parâmetros disponibilizados em um inversor 
de frequência, vamos utilizar como referência o manual técnico do 
inversor CFW100 do fabricante WEG. 
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
A escolha por este modelo justifica-se pois o menu de parâmetros dos inversores WEG traz uma 
sequência mais simples de ser compreendida por iniciantes quando comparado com outros fabri-
cantes que utilizam menus em “árvore” e que exigem um pouco mais de experiencia do usuário para 
compreender a sistemática de utilização.
Assim como a maioria dos manuais de inversores, o manual do CFW100 éum documento técnico 
denso e com muitas informações técnicas disponibilizadas, e, novamente, assim como já foi recomenda-
do em unidades anteriores com relação a outros documentos como as normas, deixo a recomendação 
para que vocês dediquem um tempo para ler com calma, mesmo que parcialmente este manual ou 
outro manual de inversor.
Esta leitura possibilitará que vocês tenham a compreensão sobre o volume de informações neste 
tipo de documento técnico e que percebam a necessidade de ter uma boa noção da teoria de funciona-
mento do equipamento para que consigam associar os parâmetros disponíveis com o funcionamento 
desejando do equipamento em determinada aplicação.
193
UNIDADE 8
Para aqueles que nunca operaram um inversor de frequência, o equipamento aparenta ser complexo 
em um primeiro momento, porém, utilizando poucos parâmetros já é possível pelo menos acionar um 
motor sem carga. A sequência a seguir é uma sugestão que pode ser utilizada para qualquer modelo 
de inversor de qualquer fabricante:
1. Sempre comece fazendo uma leitura das instruções de segurança do equipamento, mesmo 
que você já seja um usuário experiente!
2. Independentemente do modo de operação do equipamento, seja ele local (no equipamento) ou 
remoto (via barramento de comunicação ou comandos remotos), conhecer a IHM do inversor 
vai facilitar a sua operação.
3. Busque os parâmetros básicos necessários para comissionar uma aplicação: parâmetros re-
ferentes aos dados do motor utilizado e rede de alimentação; parâmetros que determinam o 
modo de operação (remoto ou local) e parâmetros mínimos para movimentar o motor (rampa 
de aceleração/desaceleração e referência de frequência).
Com relação à operação da IHM, o manual do CFW100 traz uma descrição específica de como ope-
rá-la, com a função dos botões e visualização dos parâmetros. A Figura 10 traz uma representação da 
IHM com a descrição da função de cada uma das teclas.
Figura 10 – IHM do inversor CFW100. 
Fonte: adaptado de Weg (2005a).
Para operar a IHM, ela pode estar no modo de inicialização ou no modo de parametrização; neste 
último, é possível acessar um parâmetro (nível 1) por sua numeração e posteriormente (nível 2) al-
terar o valor do parâmetro selecionado. O Quadro 1 traz uma representação de como realizar estas 
operações descritas.
Aumenta (incrementa) 
a frequência, número 
do parâmetro ou valor 
do parâmetro
Diminui (decrementa) 
a frequência, número 
do parâmetro ou valor 
do parâmetro
Seleciona (comuta) 
display entre número do 
parâmetro e seu valor 
(posição/conteúdo)
Habilita/Desabilita o 
inversor via rampa de 
aceleração/desaceleração 
(partida/parada, conforme 
P229). Reseta o inversor 
após a ocorrência de falhas 
194
UNICESUMAR
Quadro 1 – Operação na IHM do inversor CFW100 
Fonte: adaptado de Weg (2005b).
Com relação aos parâmetros que se relacionam com as características de placa do motor, é importante 
configurá-los para que o inversor “conheça” sua carga a ser acionada. 
Principalmente com relação ao modelo CFW100 que estamos utilizando como exemplo, ele precisa 
definir os dados do motor para garantir a precisão do modo de controle vetorial.
Alguns dos parâmetros relacionados aos dados do motor são:
P399 – Rendimento do Motor: faixa de valor 50,0 a 99,9%, com valor padrão de fábrica de 67,0%;
P400 – Tensão nominal do motor: faixa de valor 0 a 240V, com valor padrão de fábrica de 220 (230)V. 
Observação: para compreender a complexidade da relação entre os parâmetros, podemos verificar, 
por exemplo, que este parâmetro P400 pode ter o seu valor padrão modificado através do parâmetro 
P296 o qual define os valores conforme a Tabela 2.
P296 P145 (Hz) P400 (V) 
0 Reservado Reservado 
1
50,0 TBD
60,0 TBD
2
50,0 230
60,0 220
Tabela 2 - Operação na IHM do inversor CFW100 
Fonte: adaptado de Weg (2005a).
Modo Inicialização 
Modo Parametrização 
É o estado inicial HMI após a energização com sucesso (sem ocorrência 
de falhas, alarmes ou subtensão).
Pressione a tecla para ir ao nível 1 do modo parametrização – seleção 
de parâmetros. Ao pressionar qualquer outra tecla, também comuta-se 
para o modo parametrização. 
Este é o primeiro nível do modo parametrização. O número do parâmetro 
é exibido no mostrador principal. 
Use as teclas e para encontrar o parâmetro desejado. 
Pressione a tecla para ir ao nível 2 do modo parametrização – alteração 
do conteúdo dos parâmetros.
Nível 1:
O coteúdo do parâmetro é exibido no mostrador principal.
Use as teclas e para ajustar o novo valor no parâmetro selecionado. 
Pressione a tecla confirmar a modificação (salvar o novo valor). 
Depois de confirmada a modificação, a HMI retorna para o nível 1 do 
modo parametrização.
Nível 2:
Monitoração 
Parametrização
Nível 1
Parametrização
Nível 2
195
UNIDADE 8
P401 – Corrente nominal do motor: faixa de valor 0,0 a 10,0 A, com valor padrão de fábrica de 1,4 A;
P402 – Rotação nominal do motor: faixa de valor 0 a 9999 RPM, com valor padrão de fábrica de 
1720 RPM.
P403 – Frequência nominal do motor: faixa de valor 0 a 300 Hz com valor padrão de fábrica de 60 Hz.
P404 – Potência nominal do motor: faixa de valores: 0 = 0,16 HP (0,12 kW); 1 = 0,25 HP (0,19 
kW); 2 = 0,33 HP (0,25 kW); 3 = 0,50 HP (0,37 kW); 4 = 0,75 HP (0,55 kW); 5 = 1 HP (0,75 kW); com 
valor padrão de fábrica 2.
Observar que nos parâmetros P401 a P403 o usuário vai informar o valor desejado no parâmetro 
escolhendo o valor dentro da faixa especificada. Já no parâmetro P404 o usuário escolhe um único 
dígito (0 a 5 no caso) que define o parâmetro.
Para operar o inversor, é fundamental verificar o acesso aos parâmetros que é configurado no pa-
râmetro P000, que vem liberado (1) como padrão de fábrica, mas pode ser bloqueado inclusive com 
a possibilidade de aplicação de senha. 
Para verificar, por exemplo, a frequência de saída atual que alimenta o motor, podemos utilizar 
o parâmetro de visualização P005. Este parâmetro não possui um valor padrão, ou seja, como é um 
parâmetro de visualização não pode ser programado.
Para um modo simples de operação pela própria IHM, o usuário poderia utilizar o parâmetro P220 
que se refere à seleção da fonte local e selecionar “0” para modo sempre local. E, posterirormente, utilizar 
o parâmetro P221 para indicar qual a fonte de referência para a frequência que será aplicada no motor. 
Caso este parâmetro seja configurado para “0”, a referência de frequência será dada pelas teclas da IHM. 
Com relação a parâmetros básicos para operação do inversor, os parâmetros P100 e P101 configuram 
respectivamente o tempo de aceleração e o tempo de desaceleração do motor, ambos parametrizáveis 
na faixa de 0,1 a 999,9s e valores padrão de 5,0 segundos e 10,0 segundos. 
Ainda, ao modificar por exemplo a frequência de saída aplicada ao motor através da utilização 
das teclas da IHM, é possível definir valores mínimos e máximos de frequência que serão aplicados. 
Para isso, deve-se utilizar os parâmetros P133 e P134 que definem respectivamente as referências 
de frequência mínima e máxima.
Enfim, poderíamos aqui passar por todos os parâmetros disponibilizados para o inversor em 
questão e ainda assim seria necessário um bom tempo de estudo para conhecer e compreender todos 
estes parâmetros. 
A lição fundamental que deve ser tomada nesta unidade, com relação à forma como trabalhar com 
os soft starters e com os inversores, é incialmente ter uma noção sobre o funcionamento do equipa-
mento e qual sua aplicação. 
Depois, utilizando o manual do equipamento, conhecer seus parâmetros básicos e a forma como 
precisam ser relacionados e valores para operação, tendo a ciência de que cada aplicação em particular 
possui características únicas que utilizam diferentes parâmetros.
Um exemplo rápido que mostra a particularidade de cada aplicação pode ser dado: supondo que 
um cliente em determinada aplicação solicitou que a velocidade do motor pudesse ser selecionada 
utilizando 2 botões,quando o botão 1 for acionado o motor opera a 20 Hz e quando o botão 2 for 
acionado o motor opera a 30 Hz.
196
UNICESUMAR
Se recorrermos aos parâmetros que já foram explicados, verifi-
camos que nenhum deles fala sobre escolher velocidade utilizando 
botões. Para resolver esta questão, precisaríamos ler o manual do 
inversor para compreender que este tipo de aplicação é conhecida 
como multispeed, e que precisa utilizar as chamadas entradas di-
gitais do inversor.
As entradas digitais recebem sinais “digitais” (neste caso podemos 
trabalhar com +24V como nível 1) e através da lógica selecionada 
permitem que o inversor seja controlado. No caso da opção mul-
tispeed, seria necessário primeiramente mudar o parâmetro P221 
para “8” indicando que a referência local seria multispeed.
Posteriormente, seria necessário definir duas entradas digitais 
para que cada uma delas fosse associada a um dos botões de co-
mando definindo qual a frequência associada quando cada um 
deles fosse acionado.
Isto poderia ser feito utilizando os parâmetros P263 e P264 
responsáveis por definir respectivamente a função das entradas 
digitais DI1 e DI2 e parametrizar cada uma delas para “13” indi-
cando modo multispeed.
Ainda, seria necessário configurar os parâmetros P124 e P125 
para definir qual o valor de frequências para as referências multis-
peed 1 e 2 respectivamente.
O conhecimento dos princípios de funcionamento e operação 
das chaves soft starters e dos inversores de frequência industriais 
é fundamental para o engenheiro que atua ou pretende atuar no 
campo da automação industrial. 
Estes equipamentos garantem agilidade nos processos de au-
tomação, agregando valor, principalmente por aumentarem o de-
sempenho e eficiência na utilização e acionamento dos motores 
elétricos de indução. 
Nos últimos anos, com a redução no custo de comercialização 
dos componentes semicondutores, a viabilidade econômica em 
instalar uma chave de partida eletrônica aumentou e, consequen-
temente, aumentou também a demanda por profissionais capazes 
de projetar sistemas que utilizam estes equipamentos e que estão 
capacitados a instalar e dar manutenção a eles.
Você, como futuro(a) engenheiro(a), precisa conhecer os prin-
cípios básicos de funcionamento destes equipamentos para poder 
recomendá-los em um projeto, analisar a viabilidade econômica ou 
até mesmo parametrizar/comissionar estes equipamentos a campo 
em uma aplicação.
197
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Nesta unidade, sugiro para você criar uma referência sobre os parâmetros que 
foram discutidos sobre o inversor de frequência. A seguir, trago uma sugestão 
em que coloquei o número e descrição de cada parâmetro apresentado sobre o 
inversor CFW100.
Parâmetro
P000
P005
P100
P101
P124
P125
P133
P134
P220
P221
P263
P264
P399
P400
P401
P402
P403
P404
 Descrição
Acesso aos parâmetros
Visualização 
Tempo Aceleração
Tempo Desaceleração
Ref. 1 Multispeed
Ref. 2 Multispeed
Frequência Mínima
Frequência Máxima
Seleção de fonte local/remoto
Seleção da referência local
Função da Entrada DI1
Função da Entrada DI2
Rendimento do Motor
Tensão nominal do motor
Corrente nominal do motor
Rotação nominal do motor
Frequência nominal do motor
Potência nominal do motor
Quadro 2 - Descrição dos parâmetros discutidos na unidade
Fonte: o autor.
Um dado interessante sobre este quadro é que aqui temos 18 parâmetros, de um 
total de 959 disponíveis para o inversor. Então, se considerarmos que todos estes 
parâmetros são funcionais, nesta unidade discutimos sobre aproximadamente 2% 
dos parâmetros disponíveis no manual, apenas.
Isto, porém, é um dado apenas demonstrativo sobre o quanto é necessário trabalhar 
com um mesmo equipamento para dominar a totalidade de funções disponíveis. 
Mesmo que seja um técnico que trabalhe diretamente com um equipamento des-
ses, ele não deve conhecer a totalidade dos parâmetros, já que, como explicado 
anteriormente, a utilização de alguns parâmetros em especifico somente se faz 
necessária em aplicações particulares. 
Outro detalhe importante sobre os inversores é que, geralmente, modelos diferentes 
de um mesmo fabricante acabam por disponibilizar menus de parametrização muito 
similares, então, se você conhece um modelo de um determinado fabricante, é prová-
vel que consiga utilizar os mesmos parâmetros para outros modelos de equipamento.
198
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
199
1. Nesta unidade discutimos sobre chaves de partida eletrônicas. Com base nos conceitos apresen-
tados, em que tipo de situação/aplicação é viável empregar uma partida utilizando uma chave 
do tipo soft-starter? 
2. Uma noção fundamental muito importante para um engenheiro é sobre o princípio de funciona-
mento de equipamentos. Do ponto de vista do funcionamento, qual a principal diferença entre 
um soft-starter e um inversor de frequência industrial? 
3. Conforme discutido sobre os soft starters e os inversores industriais, eles utilizam dispositivos 
semicondutores específicos para seu funcionamento. Qual o dispositivo semicondutor base 
utilizado respectivamente nos soft starters e nos inversores industriais para acionar os motores 
de indução?
4. O conhecimento de cada um dos parâmetros disponíveis tanto nos soft starters como nos inver-
sores é a base para a utilização correta destes equipamentos em aplicações industriais. Explique 
qual a função do parâmetro Rampa de tensão na aceleração disponível no soft-starter.
5. Diferentes técnicas de controle são utilizadas nos equipamentos para gerar os efeitos físicos 
característicos de cada aplicação. O que significa PWM e qual sua aplicação?
6. Tanto os soft starters como os inversores de frequência são equipamentos com uma eletrônica 
embarcada complexa aliada a diferentes técnicas de controle. Com relação aos inversores de 
frequência, quais as técnicas de controle disponíveis para serem utilizadas nestes equipamentos?
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
200
1. A soft-starter é uma chave eletrônica de partida utilizada exclusivamente para partir e parar motores de 
indução. Possuindo um desempenho superior às chaves de partida a contatores, porém sendo aplicada 
somente em situações em que não há a necessidade de variar a velocidade do motor. 
2. Ambos os equipamentos funcionam por meio do controle de dispositivos de potência semicondutores. 
Porém, o soft-starter realiza o chaveamento de SCRs de forma a fornecer ao motor rampas de tensão que 
são utilizadas para partir e frenar o motor. Ainda, o soft-starter após a partida do motor pode “desligar” 
seus tiristores. 
Já os inversores de frequência industriais controlam o chaveamento de IGBTs que permitem partir, frenar e 
controlar a velocidade de operação dos motores de indução, permanecendo ativos durante todo o processo. 
3. Os soft starters utilizam como dispositivos de chaveamento os SCRs que, ao terem o seu ângulo de disparo 
modificado, fazem com que a tensão aplicada ao motor possa ser variada e, consequentemente, possa ser 
variada também a corrente entregue ao motor.
Já os inversores de frequência utilizam como dispositivos base os IGBTs, que acionados por meio de PWM 
permitem modificar a frequência da tensão alternada entregue ao motor.
4. este parâmetro vai indicar o tempo previsto para que o motor recebe uma tensão desde 0V (motor des-
ligado) até o valor de tensão nominal de alimentação fornecido pela rede elétrica. A rampa é gerada pela 
variação do ângulo de disparo dos tiristores, que geram uma variação gradual que cresce continuamente 
até atingir a tensão nominal de alimentação do equipamento. 
5. PWM vem do inglês “Pulse Width Modulation” ou modulação por largura de pulso. É uma técnica utilizada 
para controle de dispositivos inclusive de automação e é utilizada no circuito de controle dos inversores 
de frequência para modular o chaveamento dos IGBTs e permitir a geração de ondas com diferentes 
frequências. 
6. os inversores de frequência industriais utilizam duas técnicasprincipais de controle: a escalar e a vetorial. 
O controle escalar se caracteriza por ser mais simples e, consequentemente, entregar uma regulação de 
velocidade e de torque com uma precisão mais baixa, na ordem de 3 a 5% da velocidade nominal quando 
ocorre a aplicação de carga no motor. Já o controle vetorial é mais preciso, porém para entregar uma 
maior precisão exige a utilização de sensoriamento em malha fechada, caracterizando aplicações de maior 
complexidade técnica e de maior valor agregado.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
201
SCHNEIDER ELETRIC. Altistart 22. Conversores de Partida e Parada Progressivas. Manual do Usuário. 2010. 
Disponível em: https://www.se.com/ww/resources/sites/SCHNEIDER_ELECTRIC/content/live/FAQS/279000/
FA279311/pt_BR/ATS22-Manual%20do%20Usuario-BR-25OCT10.pdf. Acesso em: 3 out. de 2020. 
AHMED, A. Eletrônica de Potência. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2000.
BOYLESTAD, R. Dispositivos Eletrônicos e Teoria de Circuitos. 11.ed. São Paulo: Editora Pearson, 
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FRANCHI, C. M. Acionamentos Elétricos. 4. ed. São Paulo: Érica, 2008.
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WEG, 2005a.
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2016. 
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https://www.se.com/ww/resources/sites/SCHNEIDER_ELECTRIC/content/live/FAQS/279000/FA279311/pt_BR/ATS22-Manual%20do%20Usuario-BR-25OCT10.pdf
202
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
9
OPORTUNIDADES
DE APRENDIZAGEM
Introdução à Lógica de 
Comandos com CLP
Nesta unidade, conheceremos o Controlador Lógico Programável (CLP) e 
como este equipamento permite uma ampliação nas possibilidades de criar 
processos e máquinas automatizadas.
Para compreender os conceitos discutidos sobre a utilização do CLP, vamos 
criar analogias entre os comandos elétricos que discutimos nas unidades 
de estudo anteriores, recriando as lógicas de comando no CLP. 
Para tornar esta unidade mais próxima de uma atuação profissional, pro-
ponho a utilização do ambiente de programação Codesys, que traz acesso a 
todas as linguagens de programação disponíveis na IEC 61131 e que permite 
criarmos simulações que facilitarão a compressão das lógicas propostas. 
Me.Taiser Tadeu Teixeira Barros
204
UNICESUMAR
Muitos processos industriais ainda são manuais, ou seja, dependem 
da presença de um operador humano interagindo com os equipa-
mentos. E nos processos automatizados? Quem os controla, se não 
há a necessidade de um humano nessa interação? 
Já discutimos em unidades anteriores sobre o funcionamento 
de um elevador e a relação, por exemplo, entre seu movimento e 
o acionamento de um motor elétrico. Mas como o elevador “sabe” 
para qual andar deve se deslocar quando acionamos um botão ou 
digitamos o andar que desejamos?
Da mesma forma, vamos explorar como pequenas automações 
do nosso dia a dia são programadas. Também é preciso pensar 
em como os softwares que utilizamos em nossos computadores e 
smartphones são interpretados e de que forma. 
Se você pesquisar sobre o funcionamento de qualquer sistema 
automatizado, seja ele industrial, comercial ou doméstico, todos 
dependem de processadores, os quais são dispositivos capazes de 
interpretar comandos que constituem o que conhecemos como 
programas. 
Pense em alguns programas que você utiliza no seu dia a dia 
– pode ser programas utilizados no seu notebook, tablet ou smart-
phone. Vou trazer como exemplo um aplicativo que todos possivel-
mente conheçam: Uber. O Uber conecta um usuário, utilizando as 
informações de localização do GPS do smartphone conectando-o 
com o smartphone do motorista.
Assim, é possível traçar uma rota para fazer com que o motorista 
chegue até o usuário que será conduzido até um determinado desti-
no. Tente estabelecer o seguinte paralelo: você conseguiu notar que, 
de uma forma macro, podemos comparar o processo de utilização 
do Uber, com a utilização do elevador? O elevador vem até nossa 
posição atual e nos transporta para uma outra posição espacial, e o 
Uber, por sua vez, faz a mesma função de uma forma similar.
Mas qual a relação entre elevador, Uber e um processo industrial? 
Escreva no seu diário de bordo de que forma você considera que 
estes elementos estão conectados entre si. 
Depois que você escrever, faça uma comparação com a proposta 
que trago a seguir, na qual relaciono estes elementos de uma forma 
mais técnica.
205
UNIDADE 9
Tanto um elevador, o aplicativo Uber e um processo industrial são automações de tarefas de nosso 
cotidiano. O elevador e a utilização do Uber são aplicações específicas de mobilidade. Já os processos 
industriais resolvem tarefas diversas, como a fabricação de uma matéria-prima ou produção de um 
produto como um componente automotivo. 
E todas estas tarefas dependem de elementos capazes de interpretar comandos agrupados em es-
truturas que conhecemos como programas.
D
IÁ
R
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 D
E 
B
O
R
D
O
Ainda utilizando o exemplo sobre comparar o elevador com o Uber e com um processo industrial, 
é importante observar que em cada um desses processos, podemos identificar a presença de um pro-
cessador (ou microcontrolador, dependendo do caso). 
Mais especificamente, o processador de cada um dos processos citados possui uma estrutura conhe-
cida como UCP (Unidade Central de Processamento) ou CPU (do inglês Central Processing Unity) 
que é responsável por controlar a operação do computador e realizar suas funções de processamento 
de dados (STALLINGS, 2010).
206
UNICESUMAR
Para cada processo de nosso dia a dia, há um equipamento que possui uma CPU capaz de processar 
dados. Especificamente nos ambientes industriais, um dos equipamentos utilizados para realizar con-
troles é o Controlador Lógico Programável (CLP ou PLC do inglês Programmable Logic Controller), 
que, assim como os demais equipamentos citados anteriormente, conta com uma CPU. 
Os controladores lógicos programáveis representam uma das tecnologias de controle de processos 
industriais mais amplamente utilizada (PETRUZELLA, 2014).
Basicamente, um Controlador Lógico Programável é um dispositivo que possui um conjunto de 
entradas e saídas que pode ser programado de forma a acionar suas saídas conforme estado das en-
tradas e da lógica de programação utilizada. 
Para Lamb (2015), o CLP é essencialmente um computador digital que serve para controlar um 
processo eletromecânico. Outra definição é apresentada por Petruzella (2014), o qual afirma que o 
CLP é um computador digital utilizado no controle de máquinas e, diferentemente de um computador 
pessoal, o CLP foi projetado para funcionar em um ambiente industrial.
Uma representação macro da estrutura de um CLP está apresentada na figura a seguir.
Figura 1 - Estrutura macro do CLP 
Fonte: o autor.
Conforme Figura 1, o CLP possui um conjunto de entradas, as quais podem ser geradas por sinais 
discretos provenientes de botoeiras e sensores – por exemplo (no caso de entradas digitais) ou um 
sinal de tensão (0 – 10 V) proveniente de um sensor de temperatura (no caso de um sinal analógico).
Outro conjunto é constituído pelas saídas, que também podem ser discretas, como no caso de acio-
namento de bobinas de relés e de sinalizadores, ou ainda analógicas, em tensão ou corrente, acionando 
um servo drive por exemplo. 
Quem realiza a “conexão” entre as entradas e saídas é a CPU, que faz a leitura das entradas, interpreta 
a lógica programada e atualiza as saídas. Toda vez que este processo de (1) leitura das entradas -> (2) 
interpretação da lógica -> (3) atualização das saídas é realizado, ocorre um ciclo de scan no CLP. 
Quanto maior a capacidade de processamento do CLP, mais rapidamente ocorre o ciclo de scan, 
ou, definindo de maneira complementar, menor o tempo em que o ciclode scan ocorre. 
Uma representação com maiores detalhes proposta por Petruzella (2014) referente à estrutura do 
CLP está apresentada na figura a seguir.
207
UNIDADE 9
Figura 2 - Estrutura do CLP em detalhes 
Fonte: Petruzella (2014, p. 4).
O nome “Controlador Lógico Programável” referencia exatamente a forma como este equipamento 
funciona: o usuário programa a lógica a ser implementada na máquina ou processo e o CLP controla 
esta máquina ou processo obedecendo à lógica que foi programada.
O CLP surgiu como uma alternativa aos quadros de comando a relés utilizados na indústria auto-
motiva, trazendo um processo mais dinâmico ao permitir que a lógica de controle fosse programada 
(criada via um software) frente à necessidade de praticamente desmontar e montar novamente uma 
lógica implementada “fisicamente” através de conexões elétricas com condutores que conectavam 
muitas vezes um grande número de relés.
A programação dos CLPs é realizada utilizando um ambiente específico de cada fabricante, e para 
garantir a existência de compatibilidade dentre estes ambientes com relação ao tipo de linguagem de 
programação utilizado, a norma IEC 61131 na sua terceira parte, trata especificamente das linguagens 
de programação para CLPs (JOHN; TIEGELKAMP, 2010).
São disponibilizadas 5 linguagens para programação dos CLPs: 
• ST (Structured Text): Texto Estruturado.
• IL (Instruction List): Lista de Instruções.
• LD (LADDER).
• FBD (Function Block Diagram): Diagrama de blocos.
• SFC (Sequential Function Chart): Diagrama de Fluxo, conhecido também como Grafcet. 
As linguagens ST e IL são textuais com instruções na forma de texto, assim como as linguagens de 
programação para computadores (como Java, C, Python etc.). As linguagens LD e FBD são gráficas, 
sendo representadas por símbolos, e a linguagem SFC possui características gráficas, podendo receber 
também partes com programações textuais.
208
UNICESUMAR
Nesta unidade de estudos, estaremos adotando a utilização da linguagem LADDER, devido à sua 
semelhança com os diagramas elétricos. A linguagem ladder é uma das linguagens de programação de 
CLPs mais populares e foi criada especificamente para este fim, utilizando símbolos gráficos de fácil 
compreensão aos familiarizados com o controle lógico a relé (PETRUZELLA, 2014). 
A palavra ladder significa escada em inglês e faz uma referência ao fato de que o diagrama gráfico 
tem o formato de uma escada, sendo as laterais da escada representadas pelos barramentos de ali-
mentação e os degraus pelos elementos (contato e bobinas, por exemplo). A figura a seguir traz uma 
representação de um diagrama ladder e a referência ao formato de “escada”.
Figura 3 - Estrutura de um diagrama ladder 
Fonte: o autor.
Nesta unidade, vou conversar com vocês sobre o CLP, trazendo um 
pouco do histórico, sua importância para o contexto da automação 
industrial e como foi minha experiência com este equipamento 
atuando profissionalmente.
Se realizarmos a comparação direta entre um diagrama elétrico e 
o diagrama ladder, podemos verificar que o diagrama ladder pode 
ser obtido pela “rotação” do diagrama elétrico em 90º no sentido 
anti-horário. 
Como exemplo, na Figura 4, temos no lado esquerdo (1) um 
diagrama elétrico, o qual foi rotacionado 90º no sentido anti-horário 
(2), e um diagrama ladder equivalente foi criado (3). É importante 
observar que os barramentos que energizam os diagramas elétricos 
(positivo + e negativo -) estão na posição horizontal no diagrama 
elétrico e, consequentemente, ficam na posição vertical no diagrama 
ladder. 
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3443
209
UNIDADE 9
Ainda, no diagrama ladder (3) apresentado, na Figura 4, observa-se que, após a bobina, não há a 
representação do ramo negativo. Isso varia entre os diferentes ambientes fornecidos pelos fabricantes. 
Na figura em questão, foi utilizado uma imagem retirada do ambiente Codesys, que será utilizado para 
gerar os exemplos discutidos nesta unidade de estudos.
13
A1
A2
14
13
14
B1
B0
12
11
K1
K1
13
A
1
A
2
14
13 14
B1B0
1211
K1
K1
B1B0 K1
K1
1 2
3
Figura 4 - Equivalência entre diagrama elétrico e diagrama ladder
Fonte: o autor.
Conforme apresentado na Figura 4, é possível verificar que a conversão entre o diagrama elétrico e 
o diagrama ladder é muito intuitiva, sendo necessário apenas uma compreensão sobre os símbolos 
utilizados em cada tipo de diagrama. 
Na Tabela 1, apresenta-se uma equivalência entre alguns dos símbolos elétricos comumente utiliza-
dos e sua equivalência ladder. Destacaram-se, na tabela, os três elementos base dos diagramas elétricos: 
contatos/botões NA e NF e bobina/solenoide.
210
UNICESUMAR
Símbolo Elétrico Símbolo Ladder
Botoeira/Contato NA
Botoeira/Contato NF
Bobina/Solenoide
Tabela 1 - Equivalência entre símbolos elétricos e símbolos utilizados no diagrama ladder 
Fonte: o autor.
Qual a vantagem de utilizar o CLP em vez do comando elétrico? O CLP traz, além do controle 
programável, a possibilidade de monitoração via barramentos industrias, entregando dados 
mais precisos do processo e possibilitando, ainda, a comunicação com outros recursos como 
os softwares supervisórios.
Bom, uma vez que já conhecemos os elementos básicos utilizados no diagrama ladder (contatos NA e 
NF e bobina), vamos começar a desenvolver nossos comandos elétricos, agregando o CLP como um 
dispositivo. 
211
UNIDADE 9
Como já citado anteriormente, a relação entre um diagrama elétrico e um diagrama ladder é direta e, 
de uma forma simplificada, basta substituirmos cada elemento do diagrama elétrico por seu equivalente 
em ladder (claro que este procedimento também acompanha as modificações de hardware necessárias).
Nosso primeiro exemplo funcional será a criação de uma partida direta comandada pelo CLP. Na 
Figura 5, resgatamos o nosso diagrama da partida direta (comando e potência) utilizado na Unidade 7. 
Figura 5 - Diagramas de comando e de potência/força de uma partida direta 
Fonte: autor.
O esquema de potência apresentado na Figura 5 permanecerá inalterado, sendo que as modificações 
serão realizadas somente com relação ao esquema de comando, que, agora, possui como elemento 
também o CLP. Estas modificações foram realizadas e estão apresentadas na figura a seguir.
13
14
13
14
B1
F0
K1
COMANDO POTÊNCIA/FORÇA
FT
B0
12
11
96
95
2
1
A1
A2
K1
4 5 6
3
M
-M
1 2 3 PE
2 4 6
531
FT
K1
2 4 6
1 3 5
2 4 6
531
F 123
L1
L2
L3
PE
212
UNICESUMAR
Figura 6 - Diagrama de comando de uma partida direta
Fonte: o autor.
Com relação ao diagrama apresentado na Figura 6, inicialmente vamos verificar as questões relativas 
às conexões físicas, que chamaremos de hardware, em que podemos observar a presença das duas 
botoeiras B0 e B1, do contato NF do relé térmico e da bobina de K1, todas conectadas no CLP.
O CLP representado é um modelo didático, no qual foram utilizadas três conexões de entradas re-
presentas por I0, I1 e I2 e uma conexão de saída representada por Q0. É comum nos CLPs a utilização 
da letra I para representar as entradas físicas e Q para representar as saídas físicas. 
Nas conexões de entrada, foi representado o terminal “COM”, utilizado para conexão do negativo da 
alimentação; assim, o terminal COM garante que o CLP irá detectar a diferença de potencial de 24 V 
aplicada nas entradas. Sem a conexão deste terminal, as entradas ficam “flutuando” (alta impedância), 
não gerando nível lógico 1 quando recebem 24 V.
Outra conexão fundamental é a do terminal comum da saída M+, o qual fornece alimentação para 
as saídas; assim, no exemplo da Figura 6, as saídas iriam chavear os 24 V da alimentação.
Por que não foi utilizado o contato NA de K1 na Figura 8? Como será realizada a retenção do 
comando? 
213
UNIDADE 9
Uma vez definido o hardware, de nossa partida direta, vamos agora ao software, ou seja, vamos pro-
gramar a da partida direta lógica em nosso CLP. O diagrama ladder desenvolvido está representado 
na figura a seguir.Figura 7 - Lógica de comando da partida direta implementada em linguagem ladder 
Fonte: o autor.
Na Figura 7, podemos observar inicialmente que foram utilizadas as referências das entradas e saídas 
do CLP, e acrescentei a referência do elemento físico correspondente abaixo dos contatos e bobina, 
para facilitar a compreensão. O contato aberto de I0 (B0) está recebendo sinal fisicamente na entrada 
I0, pois a botoeira B0 é do tipo NF e, assim, este contato está acionado no programa. Na sequência, o 
contato NA associado com a entrada I1 (B1), ao receber sinal na entrada, irá fechar, conduzindo sinal 
até o contato de I2 (FT) que está fechado, pois o que traz sinal até a entrada física é o contato fechado 
do relé térmico. Ou seja, ao acionarmos a botoeira B1, no diagrama ladder, a bobina Q0 (K1) será 
energizada, acionando a saída Q0 do CLP que, consequentemente, vai acionar K1.
E, se observarmos o diagrama ladder, é possível responder à questão sobre a retenção, que é agora 
realizada via software, pelo contato NA de Q0 em paralelo com o I1. Este contato de Q0 fecha quando 
a bobina Q0 é energizada.
Para desligar o comando, se acionarmos fisicamente B0, será retirado o sinal da entrada do CLP 
e, consequentemente, o contato de I1 no diagrama ladder será desenergizado da mesma forma que a 
bobina Q0. 
Ainda, se o contato físico do relé térmico abrir, o contato de I2 no diagrama ladder abrirá desener-
gizando Q0 e desligando o comando.
214
UNICESUMAR
Nesta unidade, trago para vocês uma rápida introdução ao uso 
do software Codesys, o qual nos auxiliará na compreensão dos 
diagramas ladder apresentados e servir como ambiente de progra-
mação de CLPs. O Codesys permite criar programas com todas as 
linguagens especificadas pela norma IEC 61131 e tem uma versão 
gratuita que pode ser utilizada para estudar e conhecer melhor o 
funcionamento de um CLP. 
Obviamente, a utilização de um CLP somente em uma partida 
direta não é viável do ponto de vista econômico, e os exemplos que 
seguem são didáticos para demonstrar como implementar alguns 
comandos a contator em diagrama ladder.
A utilização do CLP se torna viável para acionamentos com um 
número maior de saídas e onde a lógica implementada comece a 
ficar trabalhosa de implementar somente com contatores e relés. 
Ou, ainda, em aplicações que exijam algum tipo de comunicação 
que necessite do CLP como um elemento.
Seguindo com o desenvolvimento dos diagramas elétricos uti-
lizando a linguagem ladder, vamos criar o diagrama ladder da par-
tida direta com reversão retomando o diagrama desta partida na 
Figura 8.
Figura 8 - Partida direta com reversão 
Fonte: autor.
1414
B1
F0
K1
12
11
2
1
A1
A2
K1
4 5 6
3
M
1 2 3 PE
2 4 6
2 4 6
531
L1
L2
L3
PE
> > >
K1
2 4 6
1 3 5 1 3 5
K2
Q1
14
B2
K1
A1
A2
K2
12
11
K2
1313
14
13 13
11
12
K2
Q1
13
14
B0
https://vimeo.com/475345186/c4c0da4e4c
215
UNIDADE 9
Da mesma forma que para a partida direta, a conversão para o diagrama ladder é intuitiva e rápida. 
Vamos iniciar com a análise do hardware necessário, representado na figura a seguir. 
Figura 9 - Lógica de comando da partida direta com reversão implementada em linguagem ladder 
Fonte: o autor.
Conforme podemos observar na Figura 9, foram adicionados o botão B2 conectado na entrada I2 
e a bobina K2 conectada na saída Q1 do CLP. O digrama ladder desenvolvido está representado na 
Figura 10.
Figura 10 - Lógica de comando da partida direta com reversão implementada em linguagem ladder 
Fonte: o autor.
216
UNICESUMAR
No diagrama apresentado na Figura 10, é possível observar que 
agora foram implementadas duas linhas de programa, cada uma 
implementando o acionamento de uma das bobinas dos contatores 
K1 e K2. Foram repetidos os contatos de I0 e I3, utilizados para 
desligar o comando e indicar acionamento do relé térmico. Ainda, 
é possível observar a implementação do intertravamento pela uti-
lização dos contatos NF de Q1 e Q0 nos caminhos de energização 
das bobinas Q0 e Q1, respectivamente.
Uma vez que já temos uma noção de como implementamos 
a lógica desenvolvida em um comando com contatores em um 
CLP utilizando linguagem ladder, vamos introduzir mais alguns 
elementos úteis, começando pelos temporizadores. A norma IEC 
61131 traz a padronização de três tipos de temporizadores (JOHN; 
TIEGELKAMP, 2010), que os fabricantes devem disponibilizar em 
seus ambientes de programação: TON (Retardo na energização), 
TOF (Retardo na desenergização) e TP (Temporizador de pulso).
O temporizador do tipo TON, ao receber um sinal em sua en-
trada IN, temporiza pelo tempo especificado PT (Preset Time) e, 
após transcorrido este tempo, aciona a saída Q. Caso seja retirado 
o sinal de IN, o temporizador zera a contagem de tempo e desliga 
a saída, caso ela tenha sido acionada. 
O temporizador do tipo TOF, ao receber um sinal em sua entrada 
IN, aciona a saída Q, e quando o sinal for retirado de IN, temporiza 
pelo tempo especificado PT (Preset Time) e, após transcorrido este 
tempo, a saída Q é desligada. Caso seja colocado sinal em IN antes 
do desligamento da saída, o temporizador reinicia a contagem de 
tempo mantendo Q acionada.
E o temporizador TP, ao receber um sinal em IN, aciona a saída Q 
e a mantém acionada pelo tempo especificado em PT, desligando-a 
independentemente se IN for mantido energizado, precisando que 
ele seja desenergizado e energizado novamente (receba um pulso) 
para reiniciar a contagem.
Um item muito importante da padronização que a norma traz 
é que todos os elementos do diagrama ladder são muito similares, 
independentemente do fabricante do CLP, fato que auxilia na com-
preensão por parte do programador. 
217
UNIDADE 9
A Tabela 2 mostra três representações de um temporizador do tipo TON. Estão representados os 
símbolos conforme estabelecidos pela norma IEC 61131, conforme disponibilizado pelo fabricante 
SCHNEIDER ELECTRIC no ambiente de programação SoMachine e conforme disponibilizado pelo 
fabricante SIEMENS no ambiente de programação TIA Portal. 
É fundamental observar que os elementos principais, como a entrada de energização do temporiza-
dor (IN) e a saída do temporizador (Q) são posicionados e identificados de forma similar, o que permite 
a um programador que migra entre diferentes ambientes de programação de diferentes fabricantes se 
adaptar rapidamente e iniciar a programação em um novo ambiente com poucas horas de treinamento.
Símbolo 
Conforme 
IEC 61131
Símbolo Disponibilizado 
no Ambiente SoMachine 
(Schneider Electric)
Símbolo Disponibilizado 
no Ambiente TIA Portal 
(Siemens)
TON
IN Q
PT ET
TON
IN Q
PT
ET
Time
IN Q
TEMPORIZADOR
TIM0
%TM0
Tipo: TON
TB: 1 min
Prede�nido: 0
TON
IN Q
PT ET
TON
IN Q
PT
ET
Time
IN Q
TEMPORIZADOR
TIM0
%TM0
Tipo: TON
TB: 1 min
Prede�nido: 0
TON
IN Q
PT ET
TON
IN Q
PT
ET
Time
IN Q
TEMPORIZADOR
TIM0
%TM0
Tipo: TON
TB: 1 min
Prede�nido: 0
Tabela 2 - Blocos de temporizador do tipo TON conforme norma IEC 61131 e ambientes de programação dos fabricantes 
Schneider Electric e Siemens 
Fonte: o autor.
Vamos utilizar agora o temporizador TON em uma aplicação: modificaremos a nossa partida direta 
apresentada na Figura 9, de forma a criar uma aplicação com acionamento temporizado. É importante 
observar que o diagrama do hardware apresentado na Figura 8 não será modificado, pois vamos apenas 
alterar o software, ou seja, o diagrama ladder.
 A proposta a ser implementada é um acionamento temporizado, em que iremos pulsar B1 e a saída 
Q0 será acionada pelo tempo programado no temporizador. Neste caso foi utilizado 5 segundos. A 
implementação desta proposta está apresentada na Figura 11.
Figura 11 - Lógica de comando de um acionamento temporizado implementado em linguagem ladder 
Fonte: o autor.
218
UNICESUMAR
No diagrama ladder representado na Figura 11, o funcionamento é muito similar ao da partida direta, 
porém, agora, no momento em que a bobina Q0 é acionada, ela energiza a entrada do temporizadordo tipo TON, que está programado para atuar em 5 segundos. 
Assim, a bobina Q0 permanece acionada durante este tempo, e quando o temporizador energiza 
sua saída, a bobina auxiliar (AUX) é energizada e, consequentemente, o contato fechado de AUX que 
está localizado ante de Q0 abre, desenergizando Q0 e desligando a retenção do circuito que vai desligar.
É importante observar que a bobina “AUX” não representa uma saída do CLP, ou seja, é um elemento 
de memória que só existe dentro do programa e que permite ampliar as possibilidades de lógicas de 
comando implementadas. 
Neste caso, a memória denominada AUX, corresponde a uma bobina, que utiliza 1 bit de memória 
do CLP. Porém a memória do CLP possui diversos tipos, como o tipo BOOL (1 bit), BYTE (8 bits) e 
WORD (16 bits), dentre outros. 
Entretanto, nesta unidade, em que estamos introduzindo a programação de CLPs, o tipo BOOL (1 
bit) é suficiente para compreender os exemplos, já que estamos trabalhando basicamente com contatos 
e bobinas que são todos elementos que utilizam apenas 1 bit de memória.
Figura ilustrativa. CLP modular OMRON / Fonte: https://integrador.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2017/08/cs1g.jp
O exemplo da Figura 11 já traz uma situação em que é mais fácil de compreender a relação custo be-
nefício da utilização do CLP no comando. Neste caso, o temporizador que teria que ser um elemento 
montado junto com os contatores, agora é um elemento interno ao CLP, pertencendo à logica de pro-
gramação, assim como aconteceu com o contato de retenção da partida direta. Ou seja, o custo deste 
temporizador é subtraído do comando, viabilizando (em alguns casos) a aquisição do CLP. 
Outra utilização do temporizador facilmente implementada com o CLP é a partida em sequência 
temporizada de motores ou em “cascata”: vamos supor que temos três motores de 5 CV cada que pre-
cisam ser acionados. Eles são acionados de forma direta, pois na rede local a concessionária permite 
o acionamento direto para motores de até 7,5 CV. 
Se acionarmos, porém, os três motores simultaneamente o pico de corrente na rede será considerável 
e, desta forma, vamos partir os motores com um intervalo de tempo de 3 segundos entre cada partida. 
219
UNIDADE 9
A Figura 12 traz uma proposta de implementação para o acionamento temporizado dos três motores 
com relação ao hardware. Foi representado na figura somente o esquema de comando, onde B0 é o botão 
utilizado para desligar os motores e B1 realiza o acionamento do comando, onde K1 será energizado 
incialmente, seguido após 3 segundos pelo acionamento de K2 e mais três segundos após este, pelo 
acionamento de K3, K1, K2 e K3 são os contatores da partida direta dos três motores M1, M2 e M3.
Pode ser observado também a presença dos contatos dos três reles térmicos de cada um dos motores 
nas entradas do CLP, indicando caso exista sobrecarga em qualquer um dos motores.
Figura 12 - Esquema de comando para o acionamento temporizado em sequência de três motores 
Fonte: o autor.
Uma vez definido o hardware do esquema de comando com CLP, podemos desenvolver nosso software, 
programando a lógica de comando com a linguagem ladder, apresentada na Figura 13.
220
UNICESUMAR
Figura 13 - Diagrama ladder para o comando do acionamento temporizado em sequência de três motores. Fonte: o autor.
Conforme apresentado na Figura 13, podemos observar que o acionamento da entrada I1 (acionada 
por B1) vai ligar a saída Q0. Neste caso, foi utilizada uma bobina do tipo SET (S), a qual realiza uma 
retenção automática na memória do CLP, sendo desligada por um comando do tipo RESET (R).
Após Q0 ser acionada, um contato dela energiza o temporizador TON_0, que após três segundos 
seta a saída Q1, que energiza o temporizador TON_1, o qual após três segundos seta a saída Q2. Assim 
as saídas Q0, Q1 e Q2, ao serem acionadas, fazem o acionamento correspondente das bobinas K1, K2 
e K3 responsáveis por acionar (potência) os motores na sequência desejada.
Com relação ao desligamento, foi previsto que o botão B0 (que aciona a entrada I0 do CLP) ao ser 
acionado deve efetuar o desligamento de todos os motores, e assim um contato fechado (lembrando 
que o botão B0 é do tipo NF) de I0 aciona as bobinas RESET das três saídas Q0, Q1 e Q2, o que, con-
sequentemente, desligaria K1, K2 e K3.
Ainda, pode ser observado que, em paralelo com I0, estão I2, I3 e I4, que são acionadas pelos con-
tatos NF dos relés térmicos de cada motor. Neste caso, foi proposta a lógica de que, se qualquer um 
dos motores indicar sobrecarga, todos os demais também serão desligados.
/
IN
PT
Q
ET
TON
TON_0
Q0I1
Q0
T ‡ 3S
S
S
Q1
IN
PT
Q
ET
TON
TON_0
Q1
T ‡ 3S
S
Q2
R
Q0
R
Q1
R
Q2
/
/
/
/
I0
I2
I3
I4
221
UNIDADE 9
Neste caso, as entradas I0, I2, I3 e I4 associadas em paralelo implementam uma lógica OR (OU), 
assim, se I0 ou I2 ou I3 ou I4 forem acionadas as saídas serão resetadas.
Para compreender o funcionamento dos ambientes de programação 
de CLPs, é fundamental instalá-los e tentar reproduzir exemplos sim-
ples, para conhecer como as ferramentas de programação são utiliza-
das e onde os elementos do digrama ladder e das outras linguagens 
padronizadas pela IEC ficam localizadas nos ambientes.
Ainda, muitos dos ambientes disponibilizados permitem simular os 
programas criados. Recomendo a instalação de um ambiente e uma 
breve familiarização para que vocês tenham este contato com estas ferramentas de progra-
mação. 
O ambiente CODESYS, no qual desenvolvi os diagramas exemplo disponibilizados nesta uni-
dade, está disponível para download no link.
É um excelente ponto de partida para iniciar na programação de CLPs, até mesmo porque 
este ambiente é gratuito e permite simular os programas criados juntos com elementos 
como botões e sinalizadores disponibilizados em uma aba que funciona como um pequeno 
sistema supervisório.
Para acessar, use seu leitor de QR Code.
O CLP é um componente essencial na automação industrial. Ele é um dos principais componentes de 
controle utilizado no “chão de fábrica”, sendo utilizado para conexão de sensores, atuadores e outros 
dispositivos como IHMs, relés inteligentes, servo acionamentos, drives etc.
Ainda, o CLP pode ser utilizado em substituição aos comandos elétricos que utilizam somente 
relés e contatores, agregando tecnologia aos sistemas e expandindo, por exemplo, a capacidade de co-
municação e monitoramento além de flexibilizar a modificação da lógica de controle implementada.
Dentre os conhecimentos que compõem o “canivete suíço” dos técnicos e engenheiros, dominar a 
programação dos CLPs é fundamental, tanto para atuar diretamente com a programação quanto para 
ter uma visão macro de um processo de automação onde os CLPs são componentes base.
Se você estiver participando de um projeto que utiliza um CLP, mesmo não sendo o programador 
do projeto, conhecer a linguagem que está sendo utilizada permitirá que você consiga trocar infor-
mações técnicas com os outros membros do time de uma forma mais efetiva. 
Imagine que você é o responsável por parametrizar os demais componentes de automação do projeto 
(inversores e soft starters) que vão se comunicar com o CLP via barramento de comunicação (modbus 
por exemplo). Ao conhecer a linguagem de programação do CLP, será muito mais fácil de compreen-
der os parâmetros que estão sendo utilizados para comunicação e o formato que os mesmos utilizam. 
222
M
A
P
A
 M
EN
TA
L
Nesta unidade, foram apresentados alguns conceitos básicos sobre a programação 
de CLPs utilizando elementos da linguagem ladder. Obviamente, os ambientes de 
programação disponíveis possuem muito mais elementos e funcionalidades dispo-
níveis, sendo que, neste caso, focamos nos elementos básicos que nos permitiram 
implementar lógicas similares aquelas desenvolvidas com comandos totalmente 
elétricos utilizando somente contatores.
Trago abaixo uma pequena referência com os elementos ladder que foram apresen-
tados nesta unidade, comparando-os com sua simbologia elétricacorrespondente. 
Rebusquei os símbolos apresentados na Tabela 1 e acrescentei o símbolo do tem-
porizador com retardo na energização. Indico que vocês realizem uma comparação 
similar para fixar principalmente a simbologia utilizada em cada caso.
Símbolo Elétrico Símbolo Ladder
Botoeira/Contato 
NA
TON
IN Q
PT ET
A1
A2
TON
IN Q
PT ET
A1
A2
Botoeira/Contato NF
TON
IN Q
PT ET
A1
A2 TON
IN Q
PT ET
A1
A2
Bobina/Solenóide
TON
IN Q
PT ET
A1
A2
TON
IN Q
PT ET
A1
A2
Temporizador TON
TON
IN Q
PT ET
A1
A2
TON
IN Q
PT ET
A1
A2
Figura 14 - Correspondência entre símbolos elétricos e ladder 
Fonte: o autor.
223
M
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P
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 M
EN
TA
L
A
G
O
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A
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 C
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224
1. Para garantir uma padronização entre os fabricantes de CLPs e reduzir o tempo necessário de 
treinamento para os programadores, foram definidas linguagens de programação que apresen-
tassem características similares em qualquer ambiente de desenvolvimento de qualquer fabri-
cante normatizado. Quais são estas linguagens de programação padronizadas pela IEC 61131?
2. Quais são os tipos de temporizadores padronizados pela norma IEC 61131 que devem ser dis-
ponibilizados nos ambientes de programação dos fabricantes de CLP? Qual é o funcionamento 
esperado de cada um dos tipos destes temporizadores?
3. Das cinco linguagens padronizadas pela norma IEC 61131, utilizamos nesta unidade a linguagem 
ladder. Por que esta linguagem tem a denominação de ladder e por que é geralmente a linguagem 
preferencial utilizada na área de elétrica/automação?
4. O comando apresentado na Figura A4 é utilizado para acionar uma partida estrela triângulo utili-
zando um temporizador do tipo retardo na energização. Crie o diagrama ladder correspondente 
a este diagrama, considerando que os botões B0 e B1 estarão conectados respectivamente nas 
entradas I0 e I1 do CLP. Da mesma forma, as bobinas K1, K2 e K3 estarão conectadas nas saídas 
Q0, Q1 e Q2 do CLP. Não é necessário utilizar o contato do relé térmico nesta lógica. 
Figura A4 - Comando de uma partida estrela-triângulo utilizando temporizador do tipo retardo na energização 
Fonte: o autor.
A
G
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225
5. O diagrama de comando representado na Figura A5 realiza a inversão do sentido de giro do 
motor, só permitindo ao comando inverter o sentido de giro do motor após 5 segundos do seu 
desligamento. Sua tarefa é implementar esta lógica utilizando a linguagem ladder. 
Observação: considerar que B0 (NF) está conectado na entrada I0 do CLP, B1 está conectado na 
entrada I1 e B2 está conectado na entrada I2. K1 e K2 são acionados, respectivamente, pelas 
saídas Q0 e Q1 do CLP. 
Observar, ainda, que K3 e K4 são bobinas auxiliares e consequentemente na lógica ladder serão 
implementadas com memórias. Não é necessário utilizar o contato de disjuntor motor (Q1) na 
lógica ladder.
Figura A5 - Inversão do sentido de giro temporizada 
Fonte: o autor.
A
G
O
R
A
 É
 C
O
M
 V
O
C
Ê
226
6. Nas unidades anteriores, as lógicas digitais básicas (AND) e (OR) foram citadas diversas vezes, 
consistindo em ferramentas bastante úteis que podem ser utilizadas em diagramas elétricos para 
ajudar na implementação de lógicas elétricas mais complexas. Como estas duas lógicas podem 
ser implementadas, utilizando somente contatos e bobinas em um diagrama ladder?
Considere as tabelas verdade da lógica AND e OR para a resolução desta atividade:
A B S
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1
Tabela verdade da porta AND. Fonte: autor.
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1
Tabela verdade da porta OR. Fonte: autor.
C
O
N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
227
1. Atividade 1 – A norma IEC 61131, na sua terceira parte, traz a indicação das cinco linguagens padronizadas 
para a programação de CLPs, sendo estas linguagens: ST e IL consideradas linguagens textuais, LADDER e 
FBD consideradas linguagens gráficas (ou diagramas) e a linguagem SFC (Grafcet) que é conceitualmente 
uma linguagem gráfica, mas que apresenta também alguns elementos textuais.
2. Atividade 2 – Conforme indicado na norma IEC 61131, os ambientes de programação de CLPs devem dis-
ponibilizar os temporizadores do tipo TON, TOF e TP.
O temporizador TON ao receber sinal na entrada IN, temporiza pelo tempo especificado PT e, após trans-
corrido este tempo, aciona a saída Q, que será desligada instantaneamente caso seja retirado o sinal da 
entrada IN, momento em que o temporizador zera a contagem de tempo.
O temporizador TOF, ao receber sinal na entrada IN, aciona a saída Q, iniciando sua temporização quando 
o sinal for retirado da mesma entrada. Na sequência, ele temporiza pelo tempo especificado PT e, após 
transcorrido este tempo, a saída Q é desligada. Caso IN seja novamente energizada antes do desligamento 
da saída, o temporizador reinicia a contagem de tempo mantendo Q acionada.
O temporizador TP, ao receber sinal na entrada IN, aciona a saída Q e a mantém acionada pelo tempo 
especificado em PT, desligando-a independentemente se IN for mantido energizado. Será necessário que 
um novo pulso seja gerado na entrada IN para que sua saída seja novamente acionada.
3. O nome ladder vem da palavra em inglês que significa escada e, neste caso, o diagrama criado traz um for-
mato similar ao de uma escada. A linguagem ladder é geralmente utilizada na área de elétrica/automação 
porque traz uma grande similaridade com os diagramas elétricos de relés e contatores, fato que facilita a 
compreensão por pessoas com formação nesta área.
C
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FI
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A
 S
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S 
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ES
P
O
ST
A
S
228
4. A transição do diagrama elétrico para o diagrama ladder é trivial, sendo importante observar a relação 
entre as identificações do diagrama elétrico com relação as identificações no diagrama ladder. 
Neste caso, é fundamental a compreensão principalmente com relação à forma como é referenciada a 
saída do temporizador no diagrama ladder. O nome dado ao temporizador foi TON_0 e, assim, sua saída 
é referenciada como TON_0.Q. As demais identificações foram inseridas no formato de comentários no 
diagrama ladder proposto apresentado na Figura A4R.
T ‡ 5S
Q0
I1I0 Q0
B0 = I0, B1 = I1, K1 = Q0, K2 = Q1, K3 = Q2
Q0I0
PT
IN
ET
TON_0
TON
Q
/
Q2I0
/
Q0 TON_0.Q Q1
I0 Q0
TON_0.Q
/
I0
/
Q0 Q2 Q1
TON_0.Q é a referência para a saída do temporizador.
Figura A4R - Proposta de lógica de comando em linguagem ladder para uma partida estrela-triângulo utilizando um 
temporizador do tipo retardo na energização (TON) 
Fonte: o autor.
5. A resolução desta atividade é simples se considerarmos que basta realizar uma correspondência entre 
o diagrama elétrico e o diagrama ladder, sendo fundamental que as referências aos elementos em cada 
diagrama sejam compreendidas para que o programador não realize confusão. 
Assim, conforme proposta de solução apresentada na Figura A5R, foram criados comentários indicando 
a correspondência entre os elementos do diagrama elétrico e do diagrama ladder, como, por exemplo, a 
indicação de que a bobina auxiliar K4 do diagrama elétrico foi nomeada como AUX2 no diagrama ladder.
C
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A
 S
U
A
S 
R
ES
P
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229
Figura A5R - Inversão do sentido de giro temporizada implementada em linguagem ladder 
Fonte: o autor.
6. Para solucionar esta atividade vamos inicialmente considerar que as entradas das tabelas-verdade vão ser 
entradas físicas do CLP e a saída da tabela será uma saída do CLP, assim temos:
A B S
I1 I0 Q0
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1
Tabela verdade da porta AND. Fonte: autor.
A B S
I1 I0 Q0
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1
Tabela verdade da porta OR. Fonte: autor.
O circuito físico para implementar estas lógicas está apresentado na Figura A6R1. Assim, quando as chaves 
A e B forem acionadas, respectivamente acionando as entradas I1 e I0, podemos verificar o resultado da 
lógica programada no sinalizador S conectado na saída Q0 do CLP.
IN
PT
Q
ET
TON
TON_0
AUX1
T ‡ 5S
/
/
I0 I1
AUX1
I2
TON_0.Q
AUX1
AUX2
Q1AUX2Q0
Q1
I2I0
Q0
I1I0 Q1 AUX2 Q0
B0= I0, B1 = I1, K1 =Q0, K2 =Q1, K4 = AUX2
B2 = I2,
K3 = AUX1, TON_0.Q é a referência para a saída do termporizador, sendo equivalente ao contato aberto de T1 no diagrama elétrico.
C
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N
FI
R
A
 S
U
A
S 
R
ES
P
O
ST
A
S
230
Figura A6R1 - Circuito com CLP para implementar lógicas AND e OR
 Fonte: o autor.
Com relação ao diagrama ladder implementado para cada uma das lógicas, temos na Figura A6R2 a im-
plementação da lógica AND, que consiste em uma associação série das entradas acionando a saída Q0. 
E, na Figura A6R3, a implementação da lógica OR, que consiste em uma associação paralela das entradas 
acionando a saída Q0.
14 14
S
Q0
CLP
M+
COM I0 I1
AB
13 13
Q0I1I0
Lógica AND
Q0
I1
I0
Lógica OR
Figura A6R2 - Lógica AND implementada em linguagem ladder 
Fonte: o autor.
Figura A6R3 - Lógica OR implementada em linguagem ladder 
Fonte: o autor.
R
EF
ER
ÊN
C
IA
S
231
JOHN, K.-H.; TIEGELKAMP, M. IEC 61131-3: Programming Industrial Automation Systems. 2. ed. 
Springer: 2010.
LAMB, F. Automação Industrial na Prática. Nova Iorque: Mc Graw Hill, 2015.
PETRUZELLA, F. Controladores Lógicos Programáveis. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
STALLINGS, W. Arquitetura e Organização de Computadores. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall, 2010.
232
M
EU
 E
SP
A
Ç
O
	_Hlk38464658
	Energia: gerando, convertendo e distribuindo
	Noções de Instalações Elétricas Residenciais e Industriais 
	Projetos Elétricos Residenciais e Industriais
	Máquinas Elétricas: Motores de Indução Monofásicos e Trifásicos, Dimensionamento de Motores, Fator de Potência 
	Dispositivos de Proteção e Comando
	Acionamentos Elétricos: lógica básica de Comandos
	Chaves de partida por contator (direta, estrela-triângulo, compensadora)
	Soft Starters e Inversores de Frequência
	Introdução à Lógica de Comandos com CLP
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