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FLÚOR – USO INTERNO
-Ingestão frequente e sem interrupções.
O tempo de maturação pré-eruptiva do dente permanente é maior que o do dente decíduo. Dessa forma, a concentração de flúor nos dentes permanentes é sempre maior que nos decíduos.
Flúor na Dentina e Cemento essas duas partes têm mais flúor do que o esmalte devido ao fato de serem mais porosas. AO contrário do esmalte, essas partes não realizam trocas iônicas com o meio, eles mantém seu metabolismo ativo por toda vida ativa do dente, acumulando, assim, maior quantidade de flúor.
Flúor na Saliva pequena quantidade, 1% do flúor ingerido. Ainda que pequena, é de grande importância para melhoria da qualidade do esmalte e diminuição da atividade cariogênica.
Flúor no leite materno 0,02 – 0,05ppm. O flúor secretado pelo leite materno não tem aproveitamento significativo.
Excreção do Flúor
As principais vias de excreção são: urina, fezes, suor e saliva. 
A principal via é a urinária. 10% são excretados pelas fezes. A excreção pelo suor é mínima e esporádico, e na saliva, boa parte é reaproveitada. Em gestantes, a retenção do flúor é grande.
EFEITOS TÓXICOS DO FLÚOR
Até 8ppm – fluorose dentária grave.
A toxicidade pode ser aguda ou crônica. Aguda quando acontece ingestão de altas doses de flúor de uma única vez ou várias vezes em pequenos intervalos. Crônica quando a ingestão de doses de flúor além dos limites tolerados, por um período longo.
Intoxicação Aguda
Dose Certamente Letal (DCL) 32-64mg F/Kg
Dose Seguramente Tolerada (DST) 9-16mg F/Kg
Dose Provavelmente Tóxica (DPT) 5 mg F/Kg
Náuseas e Vômitos é muito comum após a aplicação de flúor em gel. Os sintomas que ocorrem mais rapidamente são dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, excesso de salivação. O efeito da intoxicação aguda é extremamente perigoso nas primeiras 4 horas.
Intoxicação Crônica
Indivíduos expostos a altas doses por períodos prolongados, normalmente aqueles que trabalham em indústrias nas quais se manipulam o flúor.
Quando se ingere mais de 8ppm de flúor por muitos anos, podem ocorrer sintomas de fluorose no esqueleto: densidade óssea aumenta lentamente, as articulações diminuem a mobilidade e tornam-se doloridas. Os tendões, ligamentos e músculos de inserção podem ser calcificados.
A toxicidade crônica ligada ao uso de flúor na cavidade bucal tem como único efeito conhecido, a fluorose dentária.
Efeito do flúor na forma do dente diminuição de cúspides e fissuras menos profundas, tendo como consequência, menos probabilidade de cárie dentária.
Flúor no sal de cozinha 200-300 mg F/Kg quantidade satisfatória como método cariostático. Algumas considerações: nos primeiros anos de vida a criança ingere pouca quantidade de sal, além disso, cada pessoa ingere uma quantidade de sal (hábitos familiares).
FLUOROSE DENTÁRIA
Essas alterações consistiam na presença de finas linhas esbranquiçadas, até a total destruição do esmalte, muitas vezes associadas à presença de manchas escuras que comprometiam a estética.
Fluorose esquelética ingestão de flúor acima de 5,6ppm. Dores articulares, musculares e lombares, podendo evoluir para limitação de movimentos, principalmente da coluna vertebral. Radiograficamente observa-se um aumento da densidade óssea, calcificação dos movimentos e membrana interósseas.
A fluorose dentária é uma alteração do esmalte, que ocorre durante o período de formação do dente, em consequência da ingestão de flúor acima dos níveis aceitáveis e por tempo prolongado. As manifestações dependerão da quantidade de flúor ingerido, tempo de exposição e idade do indivíduo.
Características Clínicas:
O esmalte fluorótico é composto por uma superfície hipomineralizada. 
Aspectos importantes: bilateralidade e simetria.
As formas mais suaves aparecem como estrias ou linhas brancas horizontais. Em alguns casos, as pontas de cúspides dos dentes posteriores, bodas incisivas de dentes anteriores e cristas marginais podem apresentar manchas brancas opacas, denominadas “coberturas de neve”.
Tanto a dentição decídua quanto a permanente podem ser afetadas pela fluorose dentária.
Classificação:
-Normal: esmalte com translucidez usual, superfície lisa e polida.
-Questionável: esmalte com pequena diferença em relação à translucidez normal. Usada quando a classificação normal não se justifica.
-Muito Leve: áreas esbranquiçadas opacas, pequenas manchas espalhadas irregularmente pelo dente, não envolve mais de 25% do dente, opacidade clara na ponta das cúspides.
-Leve: opacidade mais extensa, porém não acomete 50% do dente.
-Moderada: todo esmalte dental afetado, as faces sujeitas ao atrito mostram-se desgastadas. Há manchas acastanhadas ou amareladas.
-Grave: hipoplasia generalizada, podendo afetar o formato do dente. Presença de depressões no esmalte com manchas acastanhadas generalizadas.
Dentifrícios- 1.100-1.500ppm de flúor. Quanto maior o consumo do produto, maior o risco de fluorose em crianças.
Colutórios – 202,5-247,5ppm, não devem ser utilizados em crianças menores de 6 anos.