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137
tes biológicos. Os desinfetantes podem ser corrosivos, 
inflamáveis,	 tóxicos	 ou	 carcinogênicos.	 Considerando	
suas características, depois da seleção do desinfetante 
mais bem indicado ao uso necessário, avaliar os riscos 
envolvidos na utilização do desinfetante químico e ado-
tar medidas de controle.
4.7 Seleção, treinamento e 
motivação pessoal
A	captação	de	mão	de	obra	é	um	desafio	cons-
tante para as empresas. Por captação entenda-se en-
contrar no mercado de trabalho mão de obra especia-
lizada,	com	conhecimentos	técnicos	específicos	para	o	
cargo a ser preenchido.
Outros aspectos importantes aliados à especializa-
ção são o grau de aceitação do trabalho em equipe, a 
distinção da importância da disciplina e aplicação das 
normas e diretrizes da empresa, comprometimento 
com a segurança individual e do grupo e com o cresci-
mento da organização em geral. 
As	empresas	bem	estruturadas	mantêm	profissio-
nais de Recursos Humanos apoiados por políticas bem 
definidas	de	contratação	de	mão	de	obra	com	salários	
atraentes acrescidos de pacotes de benefícios atrativos. 
Não	basta,	 contudo,o	profissional	 demonstrar	 talento	
nas habilidades do seu campo de atuação, se não houver 
desenvoltura e comprometimento com as políticas de 
segurança, imagem da organização, políticas sociais e 
meio ambiente.
138
Na	busca	do	profissional	que	preencha	estes	requi-
sitos, a Segurança do Trabalho tem fundamental impor-
tância numa empresa. Para o estabelecimento de diag-
nóstico empresarial relativo à Segurança do Trabalho, 
devem ser incorporados recursos como aplicação de 
técnicas de Análises de Riscos, estudos de casos, utilizar 
acidentes ou incidentes, como “cases” a serem investi-
gados e estudados, buscando as causas raízes para elimi-
nação de ocorrência de eventos semelhantes. Os resul-
tados	obtidos	devem	fornecer	informações	suficientes	
que propiciem treinamento e capacitação de mão de 
obra, baseados em sistemas de melhoria contínua, or-
dens de serviços fundamentadas e testadas na prática.
Uma possível estratégia para a obtenção do diag-
nóstico é a realização de levantamento de dados com 
grupos	de	 colaboradores,	para	 a	 identificação	das	ne-
cessidades de aprendizagem e desenvolvimento pro-
fissional	que	podem	ser	 supridas	por	meio	de	cursos,	
palestras,	treinamentos	com	foco	na	capacitação	profis-
sional ou aprimoramento educacional através de bolsas 
de estudos e estágios.
Cumprindo o objetivo de ser a Segurança do Tra-
balho prática constante na empresa, adotada por todos, 
independentemente de sua função ou nível hierárqui-
co na estrutura organizacional, a Integração de Novos 
Colaboradores causa impacto positivo no funcionário 
recém contratado.
Após a admissão, o novo colaborador deve ser in-
tegrado à equipe através de programas de inserção no 
grupo que ofereçam informações sobre a empresa, sua 
139
importância no cenário nacional e internacional, produ-
tos e serviços produzidos, sua estrutura organizacional, 
o funcionamento do setor onde irá atuar sendo apre-
sentado,	inclusive,	o	fluxograma	das	tarefas	que	devem	
ser executadas, apresentação dos prédios ou ambientes 
de	trabalho	que	compõem	a	empresa	com	identificação	
de áreas destinadas a refeitório, vestiários, sanitários, 
departamento de Recursos Humanos e outros setores 
os quais o funcionário deverá conhecer, além da apre-
sentação detalhada do setor onde o trabalhador de-
senvolverá	 sua	 atividade	profissional.	Além	disso,	por	
ocasião da Integração de Novos Colaboradores, devem 
ser apresentadas as políticas existentes na empresa, sua 
Missão e Visão, Programas de Segurança do Trabalho, 
Certificações	obtidas,	Planos	de	Emergência	e	de	Con-
tingência, se houver, e demais programas ou medidas 
relacionados à Segurança que contribuam e garantem a 
promoção da saúde e segurança do trabalhador e pre-
vinam acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. 
Outro aspecto importante reside na fase em que 
o colaborador está recém contratado. Dependendo da 
atividade a ser desenvolvida, o mesmo deverá ser mo-
nitorado	e	acompanhado	por	profissional	experiente	e	
comprometido com a política de segurança da empresa, 
até que possa ser considerado apto para atuar de forma 
autônoma. Esta medida possibilitará que o trabalhador 
conheça todas as políticas, exigências e medidas de con-
trole adotadas pela empresa. 
Todas estas iniciativas agregam ganho adicional ao 
novo colaborador, que se sentirá incentivado a desenvol-
140
ver	atitudes	comprometidas	com	a	filosofia	da	empresa.	
Quanto às questões comportamentais, psicólogos 
analisam a atitude do indivíduo, pois esta relaciona-se 
ao seu comportamento, que é considerado como con-
junto de ações ou reações da pessoa ao ambiente no 
qual está inserido. 
Se o trabalhador transgredir voluntariamente uma 
norma existente e aceita, diz-se que trata-se de falha 
consciente. Se a norma transgredida for relativa à se-
gurança do trabalho, certamente esta pessoa estará ex-
posta a riscos diferentes ou maiores que se estivesse 
cumprindo as exigências de segurança já estabelecidas. 
As falhas conscientes devem ser tratadas de modo a 
valorizar o comportamento seguro. Algumas orientações 
podem contribuir favoravelmente à adoção do compor-
tamento seguro, como: que as ações práticas demonstrem 
o conteúdo existente no discurso, que os padrões a serem 
adotados sejam viáveis e possam ser demonstrados, que 
sejam	definidas	as	responsabilidades	dos	vários	envolvi-
dos na realização de uma determinada tarefa, projetos 
de máquinas, equipamentos, ocupação de ambientes de 
trabalho que eliminem o comportamento não seguro, 
entre outros. Como recurso adicional, o reconhecimento 
do comportamento seguro por parte do superior hierár-
quico pode contribuir para a adoção do comportamento 
seguro permanentemente.
Para Geller (2001), psicólogo americano, autor de 
livros relacionados à Psicologia do Trabalho,as mudan-
ças comportamentais exigem intervenções que compo-
nham um plano de ação integrado. O plano deve ser 
141
composto por etapas de observação do comportamen-
to, feedback ao trabalhador de modo que este sinta-se 
confortável diante desta prática, avaliação dos fatores 
ambientais que possam interferir no comportamento 
do indivíduo, recompensas como elemento ativador de 
comportamento seguro e maior interação com o indi-
víduo ou grupo, para que estes venham a validar pro-
cedimentos de segurança, melhorar sua aceitabilidade, 
eficiência	e	eficácia.	
O	profissional	da	Segurança	do	Trabalho	deve	ter	
sempre em mente que as ações, medidas de controle e 
procedimentos serão sempre desenvolvidos para garan-
tir a integridade do trabalhador, que é um ser holístico.
4.8 Produtividade
Qualquer atividade econômica num regime capita-
lista de produção de bens e serviços tem como objetivo 
a obtenção de dividendos na forma de receita e lucro.
A interrupção do processo produtivo de forma 
involuntária, em virtude da ocorrência de acidentes, in-
cidentes, desastres pode comprometer a existência de 
uma empresa, quer na forma de passivos trabalhistas, 
ambientais, sociais e de imagem da empresa.
A Engenharia de Segurança desempenha papel 
estratégico ao adotar medidas de controle que man-
tenham a estabilidade e a coerência da produtividade 
de forma responsável e sustentável. As atribuições do 
Engenheiro de Segurança do Trabalho, estabelecidas 
142
pela Resolução n.° 437, de 27 de novembro de 1999, 
demonstram como o cumprimento de suas atribuições 
garante a produtividade nas empresas dos mais varia-
dos ramos de atividade, além de atender às exigências 
legais. A prevenção de riscos nas atividades de trabalho, 
visando preservar a saúde e integridade do trabalhador 
e a proteção do trabalhador, no que diz respeito à segu-
rança do trabalho, considerando, inclusive, a higiene do 
trabalho traduz em linhas gerais a responsabilidade do 
Engenheiro de Segurança. O cumprimento de suas atri-
buições vai resultar em medidas de controle que, preve-
nindo acidentes,contribuirão para o funcionamento da 
empresa cumprindo as metas de produção, desempe-
nho, contratos. 
4.9 controle de perdas
A	investigação	para	que	sejam	identificadas	as	cau-
sas de um determinado acidente acabam mostrando 
que, muito frequentemente, as perdas produzidas por 
acidente são resultado de uma sequência de causas e 
efeitos, produzindo tanto danos materiais, como às pes-
soas e ao porcesso produtivo. 
Entre os vários estudos desenvolvidos no campo 
da segurança do trabalho, vamos abordar a teoria de 
Heinrich. Esta teoria, formulada em 1930 pelo enge-
nheiro	americano	H.W.	Heinrich,	definiu	que	o	acidente	
e, consequentemente, a lesão são causados por algum 
acontecimento anterior ao acidente e envolvendo o ho-
143
mem.	Assim,	sua	teoria	afirma	que	todo	acidente	é	cau-
sado, nunca acontecendo por acaso. A teoria apresenta 
o não preparo do homem para o desenvolvimento de 
sua atividade de trabalho que, ao cometer atos insegu-
ros, provoca o acidente, comprometendo a segurança 
do trabalhador. Portanto, os atos inseguros e as con-
dições inseguras constituem o fator principal de causa 
dos acidentes.
Para apresentar sua teoria, Heinrich utilizou o re-
curso de atribuir a cinco pedras de domínó a denomi-
nação de cada fator relacionado ao acidente, sendo eles: 
a Personalidade, as Falhas Humanas, as Causas do Aci-
dente que são o ato e a condição insegura, o Acidente e 
as Lesões. Para os fatores mencionados, Heinrich infe-
riu que a Personalidade corresponde a um conjunto de 
características positivas e negativas do trabalhador, de 
qualidades e defeitos, que constituem sua personalida-
de,	que	é	formada	por	reflexos	do	meio	social,	do	meio	
familiar e da contribuição genética. Considerou que as 
Falhas Humanas ocorrem em virtude das característi-
cas de personalidade do trabalhador, resultando em aci-
dente do trabalho. Atribuiu as Causas do Acidente ato 
inseguro e à condição insegura. Assim, considerou que 
o Acidente ocorre em virtude da presença de ato ou 
atos	 inseguros	ou	de	condições	 inseguras.	E,	por	fim,	
demonstrou que as Lesões podem ocorrer como resul-
tado de acidentes, embora existam acidentes sem serem 
produzidas lesões. 
Voltando à apresentação da Teoria de Heinrich 
demonstrada	 pelas	 pedras	 do	 dominó,	 esta	 configu-
144
ra-se da seguinte maneira: tomando as cinco peças e 
dispondo-as lado a lado, da esquerda para a direita, 
obedecendo-se a ordem Personalidade, Falhas Huma-
nas, Causas do Acidente, Acidente e Lesão, se a pedra 
Personalidade cair, derrubará as demais. Neste caso, a 
pedra Personalidade cai porque características negati-
vas da personalidade do trabalhador ocasionam Falhas 
Humanas, propiciando o Ato Inseguro que, resultando 
num Acidente, provoca a ocorrência de Lesões. Este 
exemplo	demonstra	os	reflexos	de	um	fator	relaciona-
do	ao	acidente	nos	demais.	Assim,	se	forem	modifica-
dos os fatores relacionados ao acidente, a pedra corres-
pondente a este fator não cai, nem derruba as demais. 
Vamos imaginar que sejam implantadas tantas medidas 
quanto possível que coíbam o Ato Inseguro, que cor-
responde à terceira pedra. Se o Ato Inseguro não ocor-
re, sua pedra correpondente não cai nem derruba as 
demais, ou seja não ocorre o Acidente nem as Lesões. 
Se, por algum motivo, o Ato Inseguro ocorrer, como 
resultado, teremos a ocorrência do Acidente e conse-
quentes Lesões. Desta forma, agindo num determina-
do fator relacionado ao acidente de modo que este não 
se manifeste, sua pedra de dominó correspondente na 
sequência não cai, as demais não são derrubadas, e as 
consequências dos acidentes não são produzidas.
Subsidiando sua teoria, Heinrich efetuou estudos 
que compuseram a obra “Industrial Accident Preven-
tion”, de 1930, na qual foi apresentado o conceito de 
acidentes com danos à propriedade. Nestes estudos 
foi	 identificada	 a	 seguinte	 proporção:	 1:29:300,	 que	
145
corresponde a uma lesão incapacitante, para 29 lesões 
leves para 300 acidentes sem lesão. Esta proporção foi 
apresentada em forma de pirâmide, originando a Pirâ-
mide de Heinrich.
Entre 1959 e 1966, os estudos de Heinrich foram 
atualizados pelo engenheiro Frank E, Bird Jr. por meio 
de análise de acidentes ocorridos na Siderúrgica Lu-
ckens Steel. Foi encontrada a proporção de 1:100:500 
que corresponde a uma lesão icapacitante para 100 le-
sões leves para 500 acidentes com danos à propriedade. 
Este trabalho foi divulgado na obra “Damage Control”. 
Bird ainda ampliou seu estudo analisando acidentes que 
ocorreram	em	outras	297	empresas	identificando	a	pro-
porção de 1:10:30:600, que corresponde a uma lesão 
grave ou incapacitante para 10 lesões leves, para 30 aci-
dentes com danos à propriedade para 600 incidentes.
Considerando a proporção apresenta por Bird, 
é	 possível	 verificar	 que	 para	 uma	 lesão	 incapacitante,	
ocorreram outros acidentes com menores consequên-
cias ou gravidade, que são os com lesão leve, com danos 
à	propriedade	e	os	 incidentes.	Não	afirmamos	que	os	
acidentes cujas lesões foram leves ou aqueles que só 
apresentaram danos à propriedade não são importantes 
ou que não devam ser desconsiderados. Podemos, iden-
tificando	 suas	 causas,	 inferir	 que	 outros	 acidentes	 da	
mesma natureza poderão ocorrer se houver uma com-
binação tal de fatores que contribuam para o acidente.
Como	 profissionais	 com	 a	 atuação	 na	 prevenção	
de	acidentes,	devemos	nos	dedicar	a	identificar	possíveis	
fatores, situações, condições de trabalho que possam re-
146
sultar em acidente. Assim, devemos incorporar alguns 
conceitos para melhor entender o Controle de Perdas.
- Considerando o conceito prevencionista de acidente, 
este	é	definido	como	ocorrência	não	programada,	estra-
nha ao andamento normal do trabalho, que pode resultar 
em danos físicos e/ou funcionais, ou morte do trabalha-
dor e/ou danos materiais e econômicos à empresa;
- Condição Potencial de Perda é corresponde às condi-
ções não planejadas que podem, sob determinadas cir-
cunstâncias, provocar acidente, incidente;
- Incidente corresponde ao evento indesejado que pro-
voca	perdas	materiais	e	financeiras;
- Quase acidente corresponde a um acontecimento não 
desejado que poderia ter resultado em dano pessoal, ao 
processo, à propriedade e ao meio ambiente; 
- Perda Real equivale ao resultado de um acidente cuja 
manifestação pode ser lesão ou morte, danos materiais, 
às	 edificações,	 às	 instalações,	 ao	 processo	 produtivo,	
por exemplo;
- Perda Potencial corresponde àquela que, dependendo 
das condições, poderia resultar em perda real. 
Um Programa de Prevenção de Perdas implica em 
gerenciamento para garantir a proteção dos recursos 
humanos,	materiais	e	financeiros,	utilizando	a	identifi-
cação, avaliação, eliminação, redução ou controle dos 
riscos,	 ou	 ainda	 o	financiamento	 dos	 riscos	 remanes-
centes. Assim, num Programa de Prevenção de Perdas, 
a falta de controle que corresponde à falha administra-
147
tiva, causas básicas que são consideradas as reais cau-
sas da perda em questão e as causas imediatas, aquelas 
decorrentes de atos e condições inseguras são fatores 
que, se combinados sob determinadas circunstâncias, 
provocarão o acidente. 
O	Programa	de	Controle	de	Perdas	define	os	ele-
mentos que podem se relacionar originando as causas 
dos incidentes e as consequentes perdas. São eles: as 
pessoas, equipamentos, materiais e ambiente de traba-
lho. Estes devem ser estudados para que se conheça a 
respeito de cada um, para que sejam criados meios de 
inibir sua contribuição para o acidente ou incidente. 
Um programa de Controle de Perdas bem estrutu-
rado deve ser previsto com os seguintes itens:
•	Comprometimento	da	Alta	Gerência	(Diretoria,	Acio-
nistas, Gerências);
•	Investimentos	em	projetos	de	segurança;
•	Treinamento	para	capacitação	de	mão	de	obra;
•	Investigação	e	análise	de	ocorrências;
•	Enaltecimento	das	responsabilidades	individuais	e	do	
grupo;
•	 Manutenção	 e	 divulgação	 de	 dados	 estatísticos	 de	
eventos;
•	Planos	de	açõescom	metas	e	prazos	por	ordem	de	
prioridade;
•	Normas	e	procedimentos	escritos	e	praticáveis;
•	Auditorias	de	Segurança	e	divulgação	de	desempenho;
•	Implantação	de	sistema	integrado	de	Segurança,	Qua-
lidade, Meio Ambiente e Responsabilidade Social.
148
Nesta	etapa,	vamos	verificar	 seu	aprendizado	 re-
lativo aos vários tópicos apresentados. Consulte seus 
apontamentos, o texto e as normas regulamentadoras 
para responder as questões.
1) Um empregado que trabalha numa empresa de presta-
ção de serviços de limpeza em condomínios residenciais 
e jardinagem vai direto de sua residência para a contra-
tante para efetuar a limpeza do condomínio que engloba 
varrição do hall dos apartamentos, das escadas e gara-
gens. Se ele não se direciona à matriz de sua empresa 
diariamente, como poderá conhecer as exigência de se-
gurança do trabalho que deve cumprir?
2) Um restaurante tem em suas instalações prediais 
uma câmara de resfriamento e outra de congelamento 
para a guarda das matérias-primas utilizadas na con-
fecção dos pratos solicitados pelos clientes. Como as 
matérias-primas são guardadas e organizadas apenas 
uma vez por semana, quando chegam ao estabeleci-
mento e são retiradas numa única vez, logo de manhã, 
para o preparo das refeições, o empregador determi-
nou que um casaco para proteger os trabalhadores 
que	entram	nestas	câmaras	é	suficiente,	pois,	o	servi-
ço, embora realizado por vários funcionários, nunca 
ocorre de modo que mais de uma pessoa adentre as 
câmaras. Esta solução, visando menor investimento na 
aquisição do equipamento de proteção individual, está 
Exercícios propostos
149
de acordo com as exigências relacionadas à Segurança 
do	Trabalho?	Justifique	sua	resposta.
3) A Análise Ergonômica do Trabalho deve realizar a 
identificação	 dos	 agentes	 ergonômicos	 existentes	 nas	
situações de trabalho, documentar o levantamento des-
tas informações e compor documentos registrando-os. 
Esta	afirmação	está	em	conformidade	com	o	estabele-
cido	na	NR17.	Justifique.
4) Questões comportamentais têm sido frequentemen-
te relacionadas com causas importantes e determinan-
tes na ocorrência de acidentes. Um programa de segu-
rança deve estabelecer mecanismos de controle, tendo 
como princípio:
a) Estabelecer com clareza, padrões realistas e demons-
tráveis na prática;
b) Estabelecer prioridades, buscando congruência entre 
o discurso e a prática;
c) Estabelecer responsabilidades e consequências ime-
diatas certas e positivas para o comportamento. 
d) Projetar equipamentos e instalações que eliminem a 
prática de comportamentos não seguros;
e) Todas as medidas anteriores estão corretas.
5) O uso de equipamentos de proteção individual deve 
ser	considerado,	não	como	a	solução	definitiva	de	con-
trole de acidentes e doenças, mas sim como alternativa 
adicional e válida na busca de melhores condições de 
trabalho, objetivando a proteção do trabalhador e com-
150
plementar aos sistemas de proteção de caráter coletivo. 
Com base nesta abordagem, quais etapas de análise de-
vem	ser	adotadas	pelo	profissional	de	segurança	para	a	
seleção e implantação dos EPIs?
151
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BRASIL. Constituição (1988). Constituição da Repúbli-
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sília: MTE, SIT. 2002. 
BRASIL. Lei n° 6514, de 22 de dezembro de 1977 — 
Altera o Capítulo V do Titulo II da Consolidação das 
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BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria 
n° 25, de 29 de dezembro de 1994. Aprova o texto da 
Norma Regulamentadora n.° 9 (Riscos Ambientais) e 
altera as NR 5 e 16. 
BRASIL. Portaria MTB n° 3.214, de 8 de junho de 1978 
— Aprova as Normas Regulamentadoras — NR — do 
Capítulo V, Título II da Consolidação das Leis do Tra-
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152
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TAPREV. Anuário Estatístico da Previdência Social/
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Trabalho comentada – São Paulo: LTr, 2006. 
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lo: Editora Senac. São Paulo, 1996.
154
Gabarito
Capítulo 1
1) Não, porque o dimensionamento do SESMT é vin-
culado à gradação de risco da atividade principal e ao 
número total de empregados no estabelecimento, con-
forme NR4 – item 4.2.
2) São eles: Médico do Trabalho, Engenheiro de Segu-
rança do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho, 
Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do 
Trabalho.
O dimensionamento do SESMT é vinculado à gradação 
de risco da atividade principal e ao número total de em-
pregados no estabelecimento, obedecendo ao disposto 
no Quadro II da referida NR, abaixo apresentado.
155
156
3)	Cabe	à	CIPA	identificar	os	riscos	do	processo	de	tra-
balho e elaborar o mapa de riscos, com a participação do 
maior número de trabalhadores, com assessoria do SES-
MT, onde houver. Esta é uma das atribuições da CIPA.
4) A Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977, que altera 
o capítulo V - Da Segurança e da Medicina do Trabalho, 
do Título II da CLT e a Portaria n.º 3.214, de 8 de junho 
de 1978, que aprova as Normas Regulamentadoras,
5) A empresa deverá designar um responsável pelo 
cumprimento dos objetivos da NR5, podendo ser ado-
tados mecanismos de participação dos empregados, 
através de negociação coletiva.
1)	 Profissional	 com	 graduação	 em	 engenharia	 ou	 ar-
quitetura com curso de especialização em nível de pós-
-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho.
2) O empregador tem a responsabilidade de apresentar 
aos seus empregados os riscos a que estão expostos e 
quais medidas de controle são adotadas na empresa. Os 
profissionais	 do	 SESMT	 devem	 reconhecer	 os	 riscos	
existentes no ambiente de trabalho e propor medidas 
para que estes sejam reduzidos ou eliminados. 
3) Atendendo exigências de segurança do trabalho são 
equipamentos destinados ao exercício da atividade de 
Capítulo 2
157
Capítulo 3
trabalho. Assim, estes produtos devem apresentar ca-
racterísticas de proteção para que as pessoas que os 
manuseiem não se envolvam em acidentes ou desenvol-
vam doenças.
4)	Os	 agentes	 de	 risco	 já	 estão	 identificados,	 ruído	 e	
calor,devendo ser avaliados quantitativamente e, se ti-
verem ultrapassado o nível de ação, medidas de con-
trole devem ser desenvolvidas. Por serem agentes que 
compõem os riscos físicos, estes serão incluídos no 
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, 
estabelecido pela NR9. 
5) Sim, deverão ser desenvolvidas medidas de contro-
le para eliminação do risco ou redução do risco. É de 
responsabilidade	da	empresa	identificar	os	riscos	a	que	
o trabalhador está exposto, desenvolver medidas de 
controle para estes e informar aos trabalhadores, tanto 
quanto aos riscos como às medidas de controle desen-
volvidas pela empresa.
1) Produção: 
230 func. X 8 horas/dia x 22 dias/mês x 12 meses= 485.760
Administrativo: 
30 func. X 8 horas/dia x 22 dias/mês x 12 meses= 63.360
10 func. X 6 horas/dia x 22 dias/mês x 12 meses= 15.840
Expedição: 
30 func. X 8 horas/dia x 22 dias/mês x 12 meses= 63.360
158
Total do ano :
628320 horas-homem de exposição ao risco.
2) 
H (1.semestre) = 550 x 8 x 22 x 6 meses=580.800
H (2.semestre) = (550 x 8 x 22 x 6) + 38.000=618.800
Taxa frequência 1. 
Semestre = (4 x 1000000) / 580.800 = 6,89
Taxa frequência 2. 
Semestre = (4 x 1000000) / 618.800 = 6,46
Não considerar o acidente “atropelamento quando re-
tornava para casa, após expediente”, por ser acidente 
de trajeto. 
3) Taxa gravidade 1. Semestre:
((30 + 8 + 8 + 30)x 1000000)/ 580.800 = 131
Taxa gravidade 2. Semestre:
((10 + 300 + 14 + 10) x 1000000/ 618.800 = 540
Não considerar os dias perdidos do acidente de trajeto; 
considerar 300 dias debitados para amputação da falan-
ge distal do polegar
4) Taxa de freqüência = (8 x 1000000)/ 1199600 = 6,67
 Taxa de gravidade = (410 x 1000000)/1199600 = 342
5) Taxa de gravidade = 
((10 + 8 + 600) 1000000)/82000 = 7537
159
1) Todas as exigências relativas à Segurança do Traba-
lho, conhecer os riscos e saber quais medidas de con-
trole a empresa estabelece são apresentadas ao empre-
gado por orientações, treinamentos promovidos pelo 
SESMT ou pelo empregador e pela Ordem de Serviço, 
em conformidade com NR1.
2) Não, porque os diferentes funcionários devem ter 
cada um seu equipamento de proteção individual, con-
forme NR5. 
3) Sim, pois estas etapas comporão a Análise Ergonô-
mica do Trabalho, além do fato que toda orientação 
apresentada ao empregador deve ser documentada. 
4) Alternativa correta: e
5) As etapas são as seguintes:
•	Revisão	e	análise	de	tarefas;	
•	Análises	de	riscos,	Análise	de	acidentes	/	incidentes;
•	Sistemas	coletivos	de	proteção	existentes;
•	Eficiência	dos	sistemas	coletivos.
Capítulo 4
160
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
ACGIH - American Conference of Governmental In-
dustrial Higyenists
AEPS 2012 - Anuário Estatístico da Previdência Social 2012 
AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros 
CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho
CBS - Cabine de Segurança Biológica
CEE – Comunidade Européia
CID	-	Classificação	Internacional	de	Doenças	
CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CIPAMIN – Comissão Interna de Prevenção de Aci-
dentes na Mineração
CIPAT - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes 
do Trabalho Rural 
CONFEA - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia 
Glossário
161
CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear
CPATP – Comissão de Prevenção de Acidentes no Tra-
balho Portuário
CLT – Consolidação das Leis do Trabalho
EPC – Equipamento de proteção coletiva
EPI – Equipamento de proteção individual
FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produ-
tos Químicos 
Fundacentro – Fundação Jorge Duprat e Figueiredo
GSSTB - Grupo de Segurança e Saúde no Trabalho a 
Bordo das Embarcações 
INSS - Instituto Nacional do Seguro Social
MTE – Ministério do Trabalho e Emprego
MSDS - Material Safety Data Sheet 
NIOSH - National Institute for Occupational Safety 
and Health
NTEP - Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário 
162
NR – Norma Regulamentadora
OSHA – Occupational Safety and Health Administration
OHSAS - Occupational Health and Safety Assessment 
Specification
PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional
PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos
PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de 
Segurança e em Medicina do Trabalho
SESSTP - Serviço Especializado em Segurança e Saúde 
do Trabalhador Portuário 
SESTR - Serviço Especializado em Segurança e Saúde 
no Trabalho Rural 
SIPAT - Semana Interna de Prevenção Acidentes do 
Trabalho

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