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PROJETO DE INTERVEVENÇÃO - CURRICULAR II - CME

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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
INSTITUTO DA SAÚDE
CURSO DE ENFERMAGEM
ORIENTAÇÕES PARA PROFISSIONAIS E ESTAGIÁRIOS INICIANTES
CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE
PASSO FUNDO
DISCENTE: NATALINE ROBERTA CARVALHO DAL’MASO
DOCENTE: FERNANDA CEOLIN TELÓ E LENIR Mª BARUFFI
SUPERVISORA E ENFERMEIRA: BRUNA FERNANDES
PASSO FUNDO
2022
1
APRESENTAÇÃO
O processamento de Produtos para Saúde PPS na unidade de saúde é uma atividade
complexa com o objetivo principal de evitar eventos adversos associados ao uso desses
produtos. No Brasil, em 2019, devido às falhas durante o processamento de PPS, ocorreram
2.128 casos de infecções pós-cirúrgicas relacionados à contaminação de instrumentais por
micobactérias de crescimento rápido (BRASIL, 2008; BRASIL, 2009a). (CME), local
destinado ao processamento e reprocessamento de PPS, tem por missão prover PPS
processados a todos os serviços assistenciais e de diagnóstico. Ainda que não preste cuidado
direto ao paciente, o CME desenvolve um serviço essencial que garante a quantidade e a
qualidade de produtos e materiais necessários para uma assistência segura (APECIH, 2010;
SOBECC, 2017). O processamento de PPS é uma atividade que exige qualificação técnica e
treinamento constante por parte dos profissionais, principalmente diante das recorrentes
incorporações de novas tecnologias e da complexidade dos novos produtos (APECIH, 2010;
EVANGELISTA, 2014). Assim sendo, faz-se necessário o estabelecimento de padronização
no processamento de PPS, de forma a garantir a segurança, funcionalidade e eficiência da
assistência à saúde. A construção de protocolos de processamento deve garantir a qualidade
do resultado e de todas as etapas do processo, assegurando que os PPSs processados tenham
desempenho e segurança compatível com a sua finalidade (ANVISA, 2006). O presente
manual foi iniciado pela graduanda de enfermagem da Universidade de Passo Fundo no
Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF) e revisado pela professora mestre Lenir Maria
Baruffi, professora mestre Fernanda Ceolin Teló e pela enfermeira especialista em Central de
Material Esterilizado, Centro cirúrgico e Recuperação Bruna Fernandes, com o objetivo de
preparar os funcionários e estudantes para um melhor conhecimento da CME.
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INTRODUÇÃO
O Centro de Material Esterilizado (CME) é o local de processamento e
reprocessamento de PPS e tem como missão fornecer PPS processados para todos os serviços
assistenciais e diagnósticos. Embora não preste atendimento direto ao paciente, o CME
desenvolveu um serviço essencial para garantir a quantidade e a qualidade dos produtos e
materiais necessários para um cuidado seguro.(APECIH, 2010; SOBECC, 2017). O
processamento de PPS é uma atividade que exige qualificação técnica e treinamento constante
por parte dos profissionais, principalmente diante das recorrentes incorporações de novas
tecnologias e da complexidade dos novos produtos (APECIH, 2010; EVANGELISTA, 2014).
Assim sendo, faz-se necessário o estabelecimento de padronização no processamento de PPS,
de forma a garantir a segurança, funcionalidade e eficiência da assistência à saúde. A
construção de protocolos de processamento deve garantir a qualidade do resultado e de todas
as etapas do processo, assegurando que os PPSs processados tenham desempenho e segurança
compatível com a sua finalidade (ANVISA, 2006).
Este instrumento de pesquisa destina-se a todos os estudantes de enfermagem,
acadêmicos e técnicos. Sua elaboração está pautada na necessidade de padronizar e
estabelecer procedimentos referentes ao processamento de produtos para saúde (PPS) no
HCPF. Além de subsidiar os profissionais de saúde incumbidos de integrar conhecimentos
para melhorar o desempenho e melhorar a qualidade dos serviços prestados, este manual
também deve ser um material de orientação técnica para a obtenção dos insumos/materiais
necessários ao processamento. No Centro de Materiais e Esterilização (CME)
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ASPECTOS GERAIS
EQUIPE CME
As equipes de trabalho dos Centros de Material e Esterilização são tradicionalmente
compostas por enfermeiros e técnicos/auxiliares de enfermagem. Logo, recomenda-se que o
responsável técnico (RT) do CME seja um enfermeiro, uma vez que ele possui vasta aptidão
técnica e familiaridade com os processos laborais, e pela composição da equipe de trabalho,
enfermeiros e técnicos/auxiliares de enfermagem. A exigência de um responsável técnico visa
atender a RDC nº 15/2012 da ANVISA.
Compete ao responsável técnico:
● Coordenar todas as atividades relacionadas ao processamento de PPS;
● Avaliar as etapas dos processos de trabalho para fins de qualificação da empresa
processadora, quando existir terceirização do processamento;
● Definir o prazo para recebimento pelo CME dos PPS que necessitem de
processamento antes de sua utilização e que não pertençam aos serviços de saúde;
● Participar do processo de capacitação, educação continuada e avaliação do
desempenho dos profissionais que atuam no CME;
● Propor os indicadores de controle de qualidade do processamento dos produtos sob sua
responsabilidade;
● Contribuir com as ações de programas de prevenção e controle de eventos adversos em
serviços de saúde, incluindo o controle de infecção;
● Participar do dimensionamento de pessoal e da definição da qualificação dos
profissionais para atuação no CME;
● Orientar as unidades usuárias dos produtos para saúde processados pelo CME, quanto,
ao transporte e armazenamento destes produtos;
● Avaliar a empresa terceirizada segundo os critérios estabelecidos pelo Comitê de
Processamento de Produtos para Saúde.
As atividades do enfermeiro no CME também são regulamentadas pelo Conselho
Federal de Enfermagem, por meio da Resolução COFEN nº 424/2012:
● Planejar, coordenar, executar, supervisionar e avaliar todas as etapas relacionadas ao
processamento de produtos para saúde, sendo elas: recepção, limpeza, secagem,
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avaliação da integridade e da funcionalidade, preparo, desinfecção ou esterilização,
armazenamento e distribuição para as unidades consumidoras;
● Participar da elaboração de Protocolo Operacional Padrão (POP) para as etapas do
processamento de produtos para saúde, com base em referencial científico atualizado e
normatização pertinente. Os Protocolos devem ser amplamente divulgados e estar
disponíveis para consulta;
● Participar da elaboração de sistema de registro (manual ou informatizado), da
execução, monitoramento e controle das etapas de limpeza e desinfecção ou
esterilização, bem como da manutenção e monitoramento dos equipamentos em uso no
CME;
● Propor e utilizar indicadores de controle de qualidade do processamento de produtos
para saúde, sob sua responsabilidade;
● Avaliar a qualidade dos produtos fornecidos por empresa processadora terceirizada,
quando for o caso, de acordo com critérios preestabelecidos;
● Acompanhar e documentar, sistematicamente, as visitas técnicas de qualificação da
operação e do desempenho de equipamentos do CME, ou da empresa processadora de
produtos para saúde;
● Definir critérios de utilização de materiais que não pertençam ao serviço de saúde, tais
como: prazo de entrada no CME, antes da utilização; necessidade, ou não, de
reprocessamento, entre outros;
● Participar das ações de prevenção e controle de eventos adversos no serviço de saúde,
incluindo o controle de infecção;
● Garantir a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), de acordo com o
ambiente de trabalho do CME, ou da empresa processadora de produtos para saúde;
● Participar do dimensionamento de pessoal e da definição da qualificação necessária
aos profissionais para atuação no CME, ou na empresa processadora de produtos para
saúde;
● Promover capacitação, educação permanente e avaliação de desempenho dos
profissionais que atuam no CME, ou na empresa processadora de produtos para saúde;
● Orientar e supervisionar as unidades usuárias dos produtos para saúde, quanto ao
transporte e armazenamentodos mesmos;
● Elaborar termo de referência, ou emitir parecer técnico relativo à aquisição de
produtos para saúde, equipamentos e insumos a serem utilizados no CME, ou na
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empresa processadora de produtos para saúde;
● Atualizar-se continuamente, sobre as inovações tecnológicas relacionadas ao
processamento de produtos para saúde.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL NA CENTRAL DE MATERIAL E
ESTERILIZAÇÃO (EPI)
Equipamento de Proteção Individual é todo dispositivo de uso individual, destinado a
proteger a saúde e a integridade física do trabalhador (BRASIL, 2008). É dever do servidor da
CME:
Segundo a RDC Nº 15 de 15 de março de 2012 da ANVISA, no artº 30, diz que o
trabalhador do CME e da empresa processadora deve utilizar vestimenta privativa, touca e
calçado fechado em todas as áreas técnicas e restritas.
Na área do expurgo, deverão ser utilizados:
● Aventais de manga longa para lavagem de PPS;
● Aventais plásticos impermeáveis para proteção anterior do corpo contra a umidade e
fluidos orgânicos;
● Luvas de borracha antiderrapantes, de preferência de cano longo – utilizar sempre que
houver possibilidade de contato com sangue, secreções e excreções;
● Luvas de procedimento não estéreis – utilizá-las na secagem dos PPS já limpos;
● Luvas térmicas de cano longo na área de esterilização e lavadoras termodesinfectoras;
● Protetor auricular – quando houver manuseio da pistola de ar comprimido e outros
equipamentos que produzirem ruídos excessivos;
● Preferencialmente protetor facial, na ausência podem ser usados óculos de ampla visão
e máscara cirúrgica, conforme avaliação da chefia local. Utilizar quando houver
possibilidade de respingos e para a limpeza manual de PPS;
● Botas impermeáveis de cano longo: para proteção dos pés em locais úmidos e com
grande quantidade de material infectante.
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DINÂMICA E FLUXO DO CME
A área física do CME deve garantir o fluxo contínuo unidirecional do PPS e evitar cruzar
material sujo com material limpo e higienizado, assim como material profissional, para que
evitar que profissionais de áreas sujas circulam por áreas limpas, e vice-versa, sem os devidos
cuidados PPS utilizado pelas unidades consumidoras nas atividades de enfermagem e
Fornecidos por lavanderias e armazéns devem ser encaminhados ao CME, siga o fluxo
unidirecional.
ETAPAS DO PROCESSAMENTO DOS PPS
PRÉ-LIMPEZA
A pré-limpeza tem por objetivo remover a sujidade visível em PPS imediatamente
após o seu uso (BRASIL, 2012). Esta etapa se faz necessária porque, na maioria dos serviços,
estes instrumentais não podem ser processados logo após o uso, devido ao excesso de
materiais que se acumulam após os procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transportá-los
até às CME. Consiste na aplicação de medidas voltadas para evitar o ressecamento da sujidade
e contaminantes, facilitando sua remoção posterior, aumentando a qualidade do processo de
limpeza e prevenindo a formação de biofilme. (RUTALA; WEBER, 2008; BRITISH
COLUMBIA, 2011; AAMI, 2011; AORN, 2013).
O transporte de grande quantidade de PPS pode ser realizado utilizando-se carrinhos
ou contêineres de transporte, de forma que estes produtos não fiquem expostos ao ambiente
(AORN, 2013). Devem ainda ser utilizados fluxos que não permitam o cruzamento com
materiais processados ou áreas de prestação de assistência ao paciente, evitando a
contaminação cruzada (BRITISH COLUMBIA, 2011). Estes instrumentais devem ser
acondicionados em recipientes resistentes à perfuração, prevenindo o vazamento de líquidos e
reduzindo o risco de injúria e de exposição a agentes infecciosos pelos profissionais, além de
danos aos instrumentais (BRITISH COLUMBIA, 2011; AORN, 2013).
PREPZYME FW
Detergente enzimático multienzimático umectante, em forma de gel, para pré-limpeza
e transporte de instrumental, que promove a retenção da umidade e inicia a degradação da
carga orgânica. Mantém os instrumentais úmidos por tempo prolongado, retendo a umidade e
evitando que áreas fiquem ressecadas pH neutro.
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● Não corrosivo.
● Não danifica instrumentais e endoscópios.
● Não irritante, dérmica e ocular.
Foto google, 2022
Foto google, 2022
CONCEITO DE LIMPEZA
Consiste no processo de remoção de sujidades orgânicas e inorgânicas visíveis
aderidas nas superfícies, fendas, serrilhas, articulações e lúmens de artigos
médico-hospitalares, utilizando detergentes e água. Tem como objetivos: a) remover os
resíduos (químicos, proteínas, sangue, endotoxinas) e outros fragmentos orgânicos que podem
aderir nos artigos; b) reduzir o número de micro-organismos (redução de carga microbiana),
de forma a tornar o produto apto para desinfecção ou esterilização. Pode ser alcançada por
meio de atividade manual (fricção com escovas adequadas e enxágue com água sob pressão) e
por método automatizado, utilizando-se lavadoras ultrassônicas e termodesinfectoras
(APECIH, 2010; ANVISA, 2012, AORN, 2013).
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Se um artigo não está limpo, ele não pode ser esterilizado ou desinfetado.
A limpeza é uma etapa essencial para o processamento de produtos para saúde e uma
falha nesta etapa prejudica as demais, incluindo a fase de esterilização, uma vez que a
presença de matéria orgânica interfere na atividade germicida, sendo uma barreira física que
protege os micro-organismos contra o ataque dos agentes microbicidas. Quanto mais limpo
estiver um artigo, menores as chances de haver falhas na esterilização e menores as chances
de haver contaminação de pacientes através dos instrumentais (APECIH, 2010; WHO, 2014;
EVANGELISTA, 2014). A limpeza eficiente pode diminuir a carga microbiana dos PPS em
até 99%, devido a retirada dos micro-organismos ao remover o substrato onde se sustentavam
para sobreviverem.
Seleção de Insumos, Equipamentos e Produtos para Limpeza
Detergente é qualquer produto que limpa e que remove a sujeira. Em geral, são
compostos por agentes surfactantes que diminuem a tensão superficial da água, favorecendo a
remoção da sujidade. Em CME, podem ser utilizados detergentes com ou sem enzimas,
detergentes alcalinos ou ácidos, desde que estejam regularizados junto à ANVISA.
Os detergentes enzimáticos são constituídos por enzimas que favorecem a quebra da
matéria orgânica. São proteínas que atuam como catalisadores nas reações bioquímicas. As
enzimas possuem a função de atuar sobre sangue, gordura, muco, saliva, proteínas em geral,
gerando um substrato mais fácil de ser extraído pelos agentes de limpeza, proporcionando
mais efetiva a ação dos mesmos.
ATOMIC 70
Atomic 70 é um desinfetante de alto nível com ação antimicrobiana, cujo princípio
ativo é o Hipoclorito, estabilizado a 4%. Destina-se a área da saúde e ao reprocessamento
manual ou automatizado de artigos semi críticos: termossensíveis, materiais de assistência
ventilatória, nebulizadores, umidificadores, inaladores, circuitos respiratórios, endoscópios,
entre outros.
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Modo de uso e benefícios
Para a utilização adequada do Atomic 70, é necessário o uso de Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs), como luvas, óculos de proteção, máscara, avental ou jaleco. Outro
procedimento importante é adicionar 5 ml do produto da Dioxide para cada 1 litro de água.
O período para o desinfetante apresentar resultados é de cerca de 15 minutos. A
recomendação é que o produto seja aplicado nas superfícies a cada 24 horas, para manter os
locais livres de vírus e bactérias.
O nível de concentração da solução pode ser monitorado através das fitas medidoras Atomic
70. Lembrando que é muito importante ficar atento à dose utilizada e ao tempo de contato
mínimo para o Atomic 70 agir de maneira eficiente.
Foto google, 2022 Foto google, 2022
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CISA ZYMES
Detergente enzimático com completo ativo de enzimas, limpeza de instrumentais cirúrgicos
hospitalares, odontológicos e endoscópios de fibra ótica flexível. Composto por cinco
enzimas, o detergente enzimático Cisa Zymes remove com eficácia os resíduos de proteínas,
gorduras,amido, celulose e derivados. Utilizado em termodesinfectoras ou na limpeza manual
de instrumentais, com eficácia comprovada nos dois procedimentos.
Com 5 enzimas:
● Savinase – Protease: age na quebra de Hemoglobina
● Liquanase – Protease: age na quebra em fibrinas
● Amilase – Carboidrase: quebra de amido e glicogênio
● Lipase – Gordura: quebra de lipídios
● Celulase – Carboidrase: quebra fibras de celulose e da matriz polimérica formadora do
biofilme
Diluição de 2 ml/litro de água para limpeza manual e automática.
Foto google, 2022
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ENDOZIME XTREME POWER XP 4 LITROS
Multienzimático de Ação Universal Para uso em lavadoras de endoscópios
termodesinfectoras, lavadoras ultrassônicas e limpeza manual. Produto super concentrado com
a performance da Ruhof comprovando que a fórmula multienzimática é a última geração na
limpeza de artigos médicos-odonto-hospitalares. Esta combinação única confere ao Endozime
Xtreme Power uma habilidade superior na velocidade da remoção da matéria orgânica.
Intensificando com APA (Ação Proteolítica Avançada) que aumenta consideravelmente a
atividade enzimática, o Endozime Xtreme Power penetra nos locais de mais difícil acesso dos
artigos (canulados ou não),degradando os contaminantes por contato. O Endozime Xtreme
Power possui enzimas altamente específicas, capazes de acelerar os processos de liquefação e
solubilização, facilitando a ligação enzimática ao sítio de ação para a superior eficácia do
produto.
● Detergente Enzimático 4 Enzimas Protease, Amilase, Carboidrase e Lipase.
● Não Irritante Dérmico e Ocular;
● Ph Neutro;
● Não Corrosivo;
● Não faz espuma;
● Não deixa resíduo.
● Diluição: Manual 1ml/L Automático:1ml/L
Foto google, 2022
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DELYME
Limpeza Interna de Termodesinfectadoras
O uso regular de DELYME promove a remoção de crostas e depósitos minerais da
parte interna de termodesinfectadoras e equipamentos em aço inox. Previne acúmulo de
resíduos provenientes da água, fezes, urina e etc, mantendo as lavadoras e/ou equipamentos
livres de detritos prejudiciais ao seu perfeito desempenho. O uso semanal ou mais frequente
manterá sua lavadora e/ou equipamento sem manchas e com superfície brilhante.
● Utilização : 4 ml / 1L para cada litro de água
● Fazer ciclo no mínimo 10 minutos com água na temperatura 45ºC
● Enxaguar a câmara com água no mínimo 10 minutos.
Foto google, 2022
PREMIX CONCENTRADO - LUBRIFICANTE
Premix Concentrado é uma emulsão lubrificante, inibidora de corrosão, destinada a
prevenção de ferrugem, manchas e enrijecimento do instrumental cirúrgico, desenvolvido para
uso em qualquer lavadora automática bem como para uso manual. É um produto não oleoso,
não pegajoso, atóxico e sem silicone.
Foto google, 2022
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PREMIX SLIP - LUBRIFICANTE
Premix-Slip é uma emulsão levemente alcalina destinada a prevenção da corrosão,
ferrugem, manchas e enrijecimento do instrumento cirúrgico. É um produto não oleoso, não
pegajoso, atóxico e sem silicone. Premix-Slip reduz o custo com a reparação e a reposição dos
instrumentos.
Foto google, 2022
ALCALINO 2X CONCENTRADOS
Linha de detergentes 2 vezes mais concentrados que os detergentes tradicionais,
oferece fórmula fácil de enxaguar que proporciona limpeza eficaz e proteção ao instrumental
para limpeza manual e automatizada.
2x – Alcalino Detergente alcalino, 2 vezes mais
concentrado, alcalino e seguro. Elimina a
necessidade de enxagues extras ou
neutralizantes.
Foto google, 2022
Uso: Imersão, pré-limpeza, limpeza manual e automatizada
Diluição: 1ml por litro de água
Características:
Contém 2 enzimas (Protease e Subtilisina)
pH neutro, baixa espessura
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SURGISTAIN
Surgistain é uma solução revitalizadora, levemente ácida, congênere aos detergentes
antiferruginosos, empregado para remover manchas e oxidação de instrumental cirúrgico em
aço inox. O instrumental deve ser imerso em solução por 30- 40 minutos. Recomenda-se um
programa de rotina inicial, aplicando-se duas (2 vezes) por semana para resgatar o estado
padrão dos instrumentos e um regime de aplicação quinzenal preventivo e conservador. Desta
forma, articulações e mecanismos de engate trancados serão liberados e manchas de oxidação
e placas minerais serão eliminadas.
SURFANIOS
Detergente Desinfetante concentrado para limpeza e desinfecção de superfícies
hospitalares, pisos e paredes, equipamentos e artigos médicos não críticos; a base de cloreto
de didecildimetilamônio; ação bactericida: acinetobacter baumannii, vre, mrsa, e.coli,
fungicida: candida albicans, candida auris; virucida: hiv-1, bvdv (hep.b), prv (hep. c),
rotavírus, laudos que comprovem eficácia.
Foto Google:2022
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Limpeza Manual
Utilizada para produtos delicados, complexos ou que não podem ser processados por
métodos automatizados ou na ausência destes (BRASIL, 2012; SOBECC, 2013).
Combina a fricção, escovação e imersão em soluções de limpeza.
Necessário a preparação de um recipiente contendo a solução composta por água e
detergente, respeitando-se a concentração e temperatura indicados pelo fabricante, com um
volume suficiente para que os instrumentais sejam totalmente submersos.
Para imersão de materiais em solução detergente, deve-se desmontar os instrumentais
complexos até o limite possível. O excesso de água nestes instrumentais previamente à
imersão pode acarretar a diluição e diminuição da efetividade da solução
Foto Google:2022
Foto própria autora, 2022
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Lavadora ultrassônica:
As lavadoras ultrassônicas são usadas para auxiliar no processo de limpeza após a
remoção da sujidade grosseira dos artigos por método manual. Ela produz ondas sonoras
inaudíveis, que requerem um meio líquido para serem transmitidas de forma eficiente.
Usualmente utiliza-se algum tipo de detergente neutro é acrescentado à água, para que as
ondas sonoras sejam transmitidas de forma eficiente. De tal modo, as ondas de alta energia
geram cavidades microscópicas (bolhas) que aumentam e posteriormente se estouram. Como
produto desse fenômeno, ocorre o surgimento de vácuos que criam áreas localizadas de
sucção que aspiram os resíduos aderidos na superfície dos artigos que são então liberados e
removidos. Esse mecanismo é denominado de cavitação.
Importante: A lavadora não ligará o ultrassom enquanto a água não atingir a
temperatura programada. A lavadora ligará o ultrassom automaticamente no fim do processo
de aquecimento e permanecerá ligada pelo tempo programado anteriormente. Não levantar a
tampa da lavadora, manipular e/ou acrescentar artigos dentro do cesto uma vez que o ciclo já
iniciou, a fim de garantir a qualidade e segurança do processo e do profissional.
Google fotos: (Ultrassônica,) 2022
Sonocheck - Teste para lavadora Ultrasônica
● A limpeza ultra-sônica é muito importante para auxiliar no processamento de
instrumentais cirúrgicos.
● O medidor de limpeza Sonocheck, monitora o nível de energia ultra-sônica, teste
pronto uso com resultado imediato, mudança de cor verde para amarela e fácil
avaliação, em conformidade com a norma EM ISO 15883.
● A mudança de verde para amarelo indica que em um determinado ciclo a frequência
empregada atingiu níveis capazes de realizar a limpeza.
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Funcionamento
O teste SonoCheck indica o nível de potência das ondas suficiente para o fenômeno de
cavitação através da mudança de cor de verde para amarelo provocada por uma reação
química despoletada pela cavitação. Este tipo de reação química onde cloro ou ácido
clorídrico é libertado de uma molécula orgânica é geralmente referido como o dosímetro para
a cavitação.
Foto google, 2022 Foto google, 2022
Benefícios da utilização de SonoCheck
● Demonstra que o equipamento de lavagem por ultrassons está a funcionar
corretamente;
● Ajuda a incrementar o desempenho do equipamento e dos profissionais;
● Assegura a segurança dos doentes e dos profissionais;
● Ajuda a prevenir as Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS);● Complementa protocolos de reprocessamento existentes;
● Rastreabilidade - evidência de “due diligence”;
● Proporciona dados objetivos.
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Indicador de Limpeza para Lavadoras Ultrassônicas (Canulados)
O Tosi LumCheck é um teste desafio para verificação da eficácia do processo de
lavadoras termodesinfectoras e lavadoras ultra sônicas na limpeza de instrumentais canulados,
normatizado para corresponder aos resultados previstos na ISO 15883.
O teste é composto de uma lâmina de aço inox impregnada de substância simuladora
de sujidade, com frações de proteína bovina purificada e padronizada. Como desafio para a
limpeza da lâmina de inox, o teste deve ser utilizado dentro de um tubo metálico (aparato)
específico para esse fim, que simula adequadamente instrumentais canulados e deve possuir
encaixe para conexão rápida, tipo luer lock. Ao final do ciclo de limpeza, se o equipamento e
todas as variáveis estiverem de acordo, é esperado que a lâmina de inox saia totalmente limpa.
Google fotos,2022 Google fotos,2022
Google fotos,2022
Google fotos,2022
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Indicador de limpeza para lavadoras ultrassônicas CDWA3
Os indicadores CDWA-3 Chemdye consistem em uma tira de 70 x 30mm com uma
mistura de componentes naturais coloridos especialmente combinados (proteínas, hidratos de
carbono, ácidos graxos e corantes). O teste de sujidade do indicador não é tóxico, dissolve-se
com a maioria dos agentes de limpeza, é removido juntamente com o fluído de lavagem, e
detecta todos os fatores que afetam o resultado do processo de lavagem. Podem ser usados
para o controle de processos de rotina de limpeza e para permitir o monitoramento da eficácia
das lavadoras automáticas com diferentes configurações de lavagem. (RDC 15, 2012).
Foto google, 2022 Foto google, 2022
Especificações
Os indicadores CDWA-3 têm um espaço para o registro de informação e são colocados
dentro de um suporte especial CDWAHU que pode ou não ser fixado numa bandeja. O
desenho do suporte fornece um desafio realista da limpeza profunda das áreas mais
inacessíveis ao processo de lavagem/desinfecção, fornecem características de limpeza
constantes em comparação com o uso de testes baseados somente em amostras naturais cujas
propriedades de adesão e polaridade podem mudar durante o período de armazenamento. O
sistema CDWA-3 apresenta também alta confiabilidade para revelar deficiências no processo
de limpeza.
Foto google, 2022
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Lavadora termodesinfectadora
Indicada na limpeza de instrumentais cirúrgicos cuja formatação seja menos complexa
e, em artigos de assistência respiratória realizando até mesmo pasteurização;
Respeitar a organização dos materiais nas cestas segundo o peso e corte (estes últimos
devem ser colocados por cima); não superlotar os cestos para que todos os materiais sejam
expostos à ação dos jatos; realizar testes para avaliação do processo de limpeza lavadora (ex:
sangue artificial).
As lavadoras termodesinfectoras incorporam na lavagem o processo de desinfecção
térmica de alto nível, por meio da ação de calor úmido, mantido sobre uma superfície. Retiram
a sujidade pela ação de força do spray de água e de solução detergente com baixa produção de
espuma, aplicados por meio de bicos ou braços rotativos.
Limpeza é realizada por meio da pulverização com detergente em parte do ciclo
programado para a remoção da sujidade restante. O processo químico e mecânico quebra e
solta a contaminação aderida à superfície do instrumental. O detergente empregado deve ser
adequado para a utilização em lavadoras desinfectadoras, evitando a degradação do
instrumental.
Foto tirada pela própria autora (Cisa). Foto tirada pela própria autora (STERIS).
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O Teste Verify All Clean Indicador e o Suporte STF Load Check são indicados para serem
usados dentro de cada cesto ou bandeja para verificar a eficácia da limpeza nas lavadoras
desinfectadoras. A completa remoção do Soil Test impregnado na tira plástica avalia a
qualidade do desempenho da limpeza. A fórmula do Soil Test contém duas fontes de Proteína,
Lipídeos e Polissacarídeos. Imita as provas de sujidade descritas nas normas EN 15883, BS
2745 e HTM 2030.
Foto google, 2022
Foto google, 2022
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Conclusão
No início do estágio me senti perdida pois não sabia a quantidade de detergentes
enzimáticos e alcalinos, produtos e tipos de lavagem de material que são complexos e
necessita nesses três tipos de lavagem: manual, mecânica e limpeza automatizada, esse
processo é primordial a realização das etapas correta desde o recebimento do material até a
entrega do material limpo na área de preparo, conforme as normativas e RDC a qual rege a
CME do HCPF, RDC 15. Assim, foi pensando em construir um portfólio para facilitar e
orientar a equipe da enfermagem, novos funcionários e acadêmicos de enfermagem facilitando
sua adaptação no setor.
Acredito que desta forma conseguirão se adaptar ao setor com mais segurança e
domínio. O material elaborado com fotos e conceitos acredito que será um manual de primeiro
contato para os iniciantes se sentirem mais seguros e facilitara muito o conhecimento desta
área.
Lembro que este portfólio não está finalizado, poderá ser complementado e
enriquecido por outros acadêmicos de enfermagem que virão a fazer o estágio nesse setor,
ficando sob a responsabilidade da enfermeira gestora do CME do Hospital de Clínicas de
Passo Fundo.
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Referência Bibliográficas
Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RESOLUÇÃO - RDC Nº
15, DE 15 DE MARÇO DE 2012. republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em
reunião realizada em 13 de março de 2012, adota a seguinte Resolução da Diretoria
Colegiada pelo diretor presidente. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html. Acesso
em: 10 out. 2022
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 35, de 16 de agosto
de 2010. Dispões sobre o Regulamento Técnico para produtos com ação antimicrobiana
utilizados em artigos críticos e semicríticos. Diário Oficial da União, Brasília, DF:
ANVISA, 2010.
BORINI, Júlio Cesar. PROTOCOLO DE VERIFICAÇÃO DO PROCESSO DE
ESTERILIZAÇÃO POR VAPOR DE FORMALDEÍDO. 2016. Número total de folhas, 85.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Biomédica) - Universidade Tecnológica Federal do
Paraná. Curitiba, 2016.
EVANGELISTA, Síntia de Souza. Limpeza manual x limpeza automatizada: uma análise de
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SOBECC (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO
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Produtos para a Saúde. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017.

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