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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU
CURSO DE GRADUAÇÃO DE BIOMEDICINA
Ana Cecília F. Coutinho
Andréa Luiza Neves da Silva
Gleicyane de Freitas Queiroz
Letícia Martins de Lima Cavalcanti
Lyvia de Lima Pereira
Maria Clara Melo dos Santos
Maria Eduarda Oliveira
Maria Luiza Ângelo pimenta machado
Ozanir cosme de Oliveira
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA DA DISCIPLINA DE CITOLOGIA, HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA
Recife
2022
SUMÁRIO
1.Aula prática de citologia (02/09)
1.1.Introdução...………………………………………………………. 03
1.2.Metodologia…………………………………………………. 05
1.3.Resultados……………...…………………. 06
1.4.Conclusão....………………………………. 07
1.5.Referências………..………………………. 08
2.Aula prática de citologia (09/09)
2.1.Introdução…………………………………………………………. 09
2.2.Metodologia…………………………………………………………… 10
2.3.Resultados ……………………………………………………….. 12
2.4.Conclusão …………………………………………………………………. 13
2.5.Referências……………………………………………. 14
3.Aula prática de citologia (16/09)
3.1.Introdução……………………………………………………. 15
3.2.Metodologia………………………………………………………….. 16
3.3.Resultados.…………………………………………………… 17
3.4.Conclusão……………………………………………………….. 18
3.5.Referências……………………………………………. 19
4.Aula prática de citologia (23/09)
4.1.Introdução……………………………………………………………. 20
4.2.Metodologia…………………………………………………. 21
4.3.Resultados ……………………………………………………. 22
4.4.Conclusão……………………………………………………. 23 
4.5.Referências……………………………………………. 24
5.Aula prática de citologia (30/09)
5.1.Introdução……………………………………………………. 25
5.2.Metodologia………………………………………….. 26
5.3.Resultados.…………………………………………………………. 27
5.4.Conclusão ……………………………………………………….. 28
5.5.Referências…………………………………………… 29
1.1.INTRODUÇÃO
Segundo os alemães Matthias Schleiden e Theodor Schwann, todo ser vivo é formado por células. Que são componentes estruturais e funcionais de todos os seres vivos. Elas transportam informações gênicas e são capazes de promover atividades metabólicas, além de participar da divisão celular e da reprodução. As células podem ser classificadas de acordo com seu número, como as células unicelulares que retratam o corpo composto por uma única célula. Como por exemplo, as bactérias, protozoários, algas unicelulares e leveduras. Por conseguinte, as células pluricelulares são corpos formados por várias células que podem estar interligados em tecidos, tendo como exemplo animais e plantas. (SANTOS, 2022)
Sendo assim, são divididos em dois grandes: eucariontes e procariontes. As células eucariontes se diferenciam pelo fato de possuírem em seu interior compartimentos delimitados por membranas, conhecidos como organelas. As células eucarióticas possuem a estrutura mais completa com núcleo verdadeiro onde há presença de DNA, envoltório nuclear que protege o material genético, nucléolos e presença de organelas membranosas. (JUNQUEIRA. CARNEIRO, 2018)
Em seguimento, as células procarióticas não possuem a estrutura complexa, não tem núcleo ou organelas, não possui ligação com a membrana. E, devido a isto seu material genético fica solto no citoplasma, em sua maioria são representados em seres unicelulares. Além do mais, as células eucariotas subdividem-se em duas, células vegetais que possuem em sua estrutura cloroplastos, parede celular e um grande vacúolo central, já nas células animais não tem cloroplastos e sem parede celular, e vários vacúolos pequenos. (DE ROBERTIS, 2014)
Nas células vegetais e animais há presenças de organelas, são compartimentos da célula e cada um tem seu papel importante, a mitocôndria, por exemplo, é responsável pela respiração celular. Além dela há a existência de outras organelas essenciais para o funcionamento da célula, entre eles: o complexo de golgiense que realiza a secreção de substâncias, modificação, armazenamento e distribuição de substâncias produzidas no retículo endoplasmático. O retículo endoplasmático agranular ou liso estar relacionado com diversos processos, tais como metabolismo de carboidratos, síntese de lipídeos e desintoxicação. (JUNQUEIRA. CARNEIRO, 2018)
Em continuidade, o retículo endoplasmático granuloso ou rugoso é responsável pela síntese de proteínas e adição de carboidratos a glicoproteínas. Os lisossomos fazem parte da digestão intracelular, já os ribossomos participam da síntese de proteínas. Os vacúolos possuem diferentes funções, entre elas os vacúolos alimentares, contráteis e o central. Os peroxissomos oxidam substratos orgânicos, e o cloroplasto ocorre na célula vegetal, local onde acontece a fotossíntese. ( AMABIS, 2016)
“Nesses compartimentos se formam microambientes intracelulares, o que aumenta muito o rendimento das atividades celulares.” (JUNQUEIRA. CARNEIRO, 2018, p.106)
1.2.METODOLOGIA
Foi utilizado no laboratório de citologia, histologia e embriologia do bloco D, sala 203 do Centro Universitário Maurício de Nassau, no dia 02 de setembro, o método de pesquisa explicativa, com a finalidade de analisar manuseamento do microscópio óptico para estudo das células, identificando suas partes e funções. Para isso, foi necessário usa de lâminas e lamínulas, folha de jornal e revista, tesoura, conta-gotas, cebola, swab nasal.
Iniciando o processo; foi levantado o tubo do microscópio utilizando o parafuso macrométrico e ajustando o revólver, colocando a objetiva de menor aumento em paralelo com o tubo e a ocular.
Após inicialização foi feito o preparo do material e focalização da imagem; foi usado um pequeno pedaço recortado de jornal que continha uma letra (p). Nosso material (jornal) foi colocado sob uma lâmina juntamente com uma gota de água, o ângulo foi ajustado para 45° graus de maneira a cobrir o material para ser observado. A lâmina sobre a platina foi conciliada nas presilhas, logo em seguida foi movida no intuito de centralizar a letra (p). Usando o parafuso macrométrico para olhar por fora, o tubo foi colocado para baixo de maneira a quase encostar a objetiva na lâmina. Observando pelo ocular o parafuso foi movido micrométrico. Após a realização de todo esse processo, foi feito o desenho de como a imagem é através do microscópio, a diferença é notória, no microscópio ela é repleta de detalhes e filamentos que antes não era possível ser percebida.
Pelo microscópio, é possível observar a lâmina sendo movida para direita e esquerda pelo o ocular e logo é perceptível a presença da parede celular, retirada da celulose do jornal. Também foi medido o aumento; girando o revólver e encaixando a objetiva de aumento médio, o campo de visão ficou menor e percebeu-se maior quantidade de luz. Foi notado os números inscritos na ocular e nas objetivas. Sabendo que a ampliação pode ser determinada pela multiplicação entre os valores da ocular e da objetiva utilizada, foi pressuposto que as probabilidades de aumento no nosso microscópio seria de 4x, 10x, 40x.
 Foi feita outra observação de imagem agora com outros materiais, uma célula vegetal e uma animal. Com a epiderme do catáfilo da cebola foi feita uma observação de imagem, juntamente com uma gota de azul metileno. O mesmo procedimento/processo que foi utilizado no jornal foi usado nessa observação, mas com a presença do corante azul metileno em contato com o material (cebola) na lâmina. Podemos observar a presença majestosa da parede celular, com suas células agrupadas, e seus núcleos aparentes como um ponto mais escuro no centrode cada uma, em destaques com tons de azul por conta do corante.
Após essa avaliação outo tipo de célula foi coletada. A animal, com o auxílio de um swab nasal foi feita a retirada da mucosa encontrada na parte interna da boca, que seria o material de experimento. Após a coleta foi depositado o material que está na swab nasal na lâmina juntamente com o corante azul de metileno e pôr fim a lamínula por cima. Portanto, pode-se ver a célula animal, que vaga no cloroplasto dentro da membrana.
1.4.CONCLUSÃO
A partir dos experimentos realizados, foi possível ter uma maior compreensão sobre as funções das partes do microscópio óptico. Tal como da importância desse utensílio para o meio acadêmico, ao ampliar o conhecimento científico. A análise do jornal com a letra “P” possibilitou um conhecimento mais profundo sobre o material dele e a visualização de celulose. As células vegetais, especificamente da cebola, possuem diferenças entre si. São caracterizadas pelos formatos irregulares (circular ou cilíndrico) e levemente achatados. Além disso, os núcleos não estão posicionados de maneira uniforme nessas unidades funcionais, em alguns casos estão descentralizados dentro da célula. Por fim, as células animais, pouco espessasse diversas bactérias foram vistas, permitindo maior estudo.
1.3.RESULTADOS
1.5.REFERÊNCIAS
AMABIS, M.J, Biologia Moderna. 1° Edição. Editora Moderna, 299 páginas. 2016.
DE ROBERTIS, Biologia Celular e Molecular. 16° Edição. Editora Guanabara Koogan, 474 páginas. 2014.
JUNQUEIRA, L.C. CARNEIRO, J. Histologia Básica. 13° Edição. Editora Guanabara Koogan, 1832 páginas. 2018.
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "O que é célula?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e-celula.htm. Acesso em 12 de setembro de 2022.
2.1.INTRODUÇÃO
A membrana plasmática, ou plasmalema é o componente mais externo da célula, é a estrutura celular que estabelece o limite entre o meio intracelular e o ambiente extracelular. A composição do líquido dos meios intra e extracelulares são diferentes, e é função da membrana a manutenção da constância do meio intracelular. (JUNQUEIRA. CARNEIRO, 2018)
Por mais que exista esse limite entre os meios, as moléculas interagem entre si. A membrana plasmática possui diversas proteínas que se ligam tanto a moléculas localizadas no citoplasma como a macromoléculas extracelulares. Entre essas ligações, existe troca entre os dois sentidos, entre o citoplasma e o meio extracelular. (JUNQUEIRA. CARNEIRO, 2018)
Na estrutura da membrana plasmática, as membranas celulares são constituídas principalmente por lipídeos e proteínas. A bicamada lipídica que constitui as membranas celulares, podem ser agrupadas em fosfolipídios e o colesterol. As moléculas proteicas são divididas em dois grupos: proteínas periféricas e integrais. (DE ROBERTIS, 2014)  
As proteínas periféricas são ligações fracas da membrana e podem ser retiradas com facilidade por meio de soluções salinas, essas proteínas se ancoram de diversas maneiras na bicamada lipídica: por interação com porções hidrofóbicas da membrana, por ligações covalentes ou por diversos tipos de âncoras. (AMABIS, 2016). 
Por conseguinte, as proteínas integrais são fortemente ligadas a moléculas da membrana e só podem ser extraídas por tratamentos drásticos, como por exemplo, detergentes. 
As proteínas que conseguem atravessar a bicamada totalmente são chamadas de proteínas transmembrana, que dentre elas podem ser classificadas mais duas, as proteínas de passagem única e proteínas de passagem múltipla. (Junqueira & Carneiro, 2018, p.112).
Na constituição das Biomembranas, sabe-se que só é possível a visualização do microscópio eletrônico. Pelo MET (microscópio eletrônico de transmissão) é identificado como uma estrutura trilaminar, formada por duas lâminas densas que delimitam uma lâmina pálida central. A imagem obtida pelo MET é denominada membrana unitária ou unidade de membrana (U.M). O mosaico fluido é uma correlação da imagem produzida com o modelo molecular da membrana plasmática, formulado por Singer e Nicholson, em 1970, e está associado a todas as membranas. (AMABIS, 2016).
2.2.METODOLOGIA
Foi analisado no laboratório de Citologia, Histologia e Embriologia do bloco D do Centro Universitário Mauricio de Nassau, sala 203, no dia 09 de setembro de 2022, a observação da membrana plasmática e suas estruturas.
A análise em aumentos crescentes do microscópio óptico ocorre com as objetivas 4x, 10x, 40x e 100x, é necessário esquematizar o material observado nos quatros aumentos do microscópio óptico. No aumento 100x é observado as estruturas de membranas. Sendo visto a estrutura do duodeno, que compõe o intestino delgado (órgão do trato digestório) em lâminas prontas, possível analisar vários tecidos presentes, como o tecido epitelial, conjuntivo e muscular.
Nas especializações de membrana plasmática existem superfícies específicas, entre elas a superfície baso-lateral da célula onde há junções celulares que se divide em dois: junções célula-célula e junções célula-matriz extracelular; e as interdigitações. Além da superfície apical da célula, onde existe a presença das microvilosidades (estruturas imóveis e que possuem a função de absorção) e dos estereocílios, que se localizam no epidídimo (estruturas fixas que armazenam espermatozoides), já os cílios são estruturas moveis e pequenas, e os flagelos são grandes e servem para locomoção. Por fim, a superfície basal da célula onde há a invaginação basal. 
Foi possível serem analisados em ângulos diferentes, por causa de seu corte, por exemplo, no corte horizontal ou transversal conseguiu-se ver melhor a estrutura por dentro, e seus compostos tecidos. No corte obliquo, na diagonal, analisou-se a estrutura mais superficial, sendo visto melhor as microvilosidades. 
2.4.CONCLUSÃO
As estruturas microscópicas da membrana plasmática e as especializações das células foram vistam pelas quatro objetivas. O duodeno, que compõe o intestino delgado (órgão do trato digestório), foi visualizado no microscópio, apresentando microvilosidades presentes no tecido epitelial. As extensões da membrana plasmática, também foram visualizadas, assim como a superfície da célula apical. Essas expansões servem para aumentar a absorção de nutrientes, ampliando a superfície de contato.
2.5.REFERÊNCIAS
AMABIS, M.J, Biologia Moderna. 1° Edição. Editora Moderna, 299 páginas. 2016.
DE ROBERTIS, Biologia Celular e Molecular. 16° Edição. Editora Guanabara Koogan, 474 páginas. 2014.
JUNQUEIRA, L.C. CARNEIRO, J. Histologia Básica. 13° Edição. Editora Guanabara Koogan, 1832 páginas. 2018.
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Teoria celular"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/teoria-celular.htm. Acesso em 13 de setembro de 2022.
3.1 INTRODUÇÃO
A divisão celular é responsável por reparar os tecidos celulares, seja para crescimento ou para continuação da espécie, auxilia na regeneração celular e na renovação do tecido. Esse processo ocorre tanto em seres unicelulares como em seres pluricelulares por meio da mitose, meiose ou fissão binária. Na divisão que ocorre através da mitose a célula mãe dará origem a duas células filhas idênticas, entretanto, na repartição por meiose a célula mãe irá formar quatro células filhas com metade do seu material cromossômico. Seres como bactérias e cianofíceas se dividem por fissão binária. Na mitose, o núcleo passa por uma série de mudanças complexas. (DE ROBERTIS,2014)
Entre as mais importantes está o desaparecimento do envoltório nuclear e maior condensação das fibras de cromatina, que são convertidas em cromossomos detectáveis. No núcleo interfásico, os cromossomos não podem ser individualizados, pois, nessa etapa do ciclo celular, as fibras de cromatina estão mais esticadas. Embora a mitose varie em aspectos mínimos de uns organismos para os outros, é basicamente na maior parte das células eucariotas.(JUNQUEIRA, CARNEIRO 2008).
A fase M (de Mitose) quando comparada à intérfase, ocorre em um curto período. Com isso, as alterações retratadas desta etapa são mais intensas, caracterizada como a duplicação do material genético a fim de que haja uma divisão igualitária entre duas células, levando a uma e regeneração quase completa da organização celular. ( AMABIS, 2016).
A mitose pode ser dividida em quatro fases distintas: a prófase, a etapa mais longa da mitose, onde ocorre a fragmentação da carioteca, formação das fibras do fuso e a espiralização dos cromossomos; a metáfase, momento em que os cromossomos estarão no meio da célula posicionados um embaixo do outro, no qual acontece a formação de placa metafásica e os cromossomos ficam bem espiralizados; a anáfase, realiza-se a separação das cromátides irmãs; e a telófase, é a fase onde os cromossomos começam a se desenrolar, os nucléolos reaparecem, a carioteca inicia sua reorganização e os centrossomos já estão em seu local definitivo nas células-filhas. A mitose será finalizada com a citocinese, a divisão citoplasmática. (JUBILUT, 2018). 
Independentemente desta divisão em fases, todos os processos retratados são constantes e que sempre a mitose é igualitária, assim sendo, mantém a mesma quantidade de DNA das células-mães e das células-filhas. (JUBILUT, 2018).
3.2 METODOLOGIA 
 Foi analisado no laboratório de Citologia, Histologia e Embriologia do bloco D do Centro Universitário Mauricio de Nassau, sala 203, no dia 16 de setembro de 2022 o estudo ápice da raiz da cebola.
 Na imagem formada, é possível identificar estruturas em divisão celular, na maioria das células consistem em quatro passos distintos do ciclo celular: o crescimento celular, a replicação do DNA, a distribuição dos cromossomos duplicados às células-filhas e a divisão celular.
 Ao analisar detalhadamente o material, foi possível identificar estruturas como a interfase, quando o material está todo condensado, não é possível ver feixes de luz por eles. Na prófase, nota-se a fragmentação, na metáfase começa a se preparar para a separação; na anáfase já é possível ver os cromossomos separados em extremidades para poder acontecer o próximo processo, a telófase, que surge uma parede entre as novas células.
3.3 RESULTADOS 
3.4 CONCLUSÃO 
A partir das imagens visualizadas no microscópio óptico, foi possível observar várias células eucariontes da cebola em mitose, cada uma encontrada em determinada fase. As fases eram: prófase, metáfase, anáfase ou telófase. Além disso, o estudo possibilitou maior domínio de conhecimento sobre essa divisão celular, para identificar as etapas mitóticas, e diferenciá-las entre si.
3.5 REFERÊNCIAS 
AMABIS, M.J, Biologia Moderna. 1° Edição. Editora Moderna, 299 páginas. 2016.
DE ROBERTIS, Biologia Celular e Molecular. 16° Edição. Editora Guanabara Koogan, 474 páginas. 2014.
JUBILUT, Paulo Jubilut. Ciclo Celular: Mitose. Youtube, 4 de abril, 2018.
JUNQUEIRA, L.C. CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11° Edição. Editora Guanabara Koogan, 520 páginas. 2008.
4.1 INTRODUÇÃO:
O tecido epitelial desempenha funções de: proteção, absorção, secreção e excreção. Formado por células justapostas, entre as quais se encontra pouca substância extracelular. Como suas células não possuem vasos sanguíneos, os nutrientes são recebidos através do tecido conjuntivo subjacente. Além de ser responsável pela formação das glândulas. Sua origem pode ser a partir do ectoderma, mesoderma ou endoderma. (JUNQUEIRA, 2008).
O revestimento é uma das funções do tecido epitelial. Ele cobre a superfície do corpo, protegendo-o. Reveste os tratos digestório, respiratório e urogenital, as cavidades corporais e os vasos sanguíneos e linfáticos. O epitélio realiza ainda absorção, como nos intestinos, excreção, como nos túbulos renais, e secreção, como nas glândulas. Tipos especiais de epitélios desempenham função sensorial, como o dos órgãos sensoriais, e função germinativa, como o epitélio dos testículos. (MONTANARI.T, 2016, p.37)
 Epitélio Simples: são formados por uma única camada de células; Epitélio Estratificado: possuem mais de uma camada de células; Epitélio Pseudo-Estratificado: são formados por uma única camada de células, mas possui células com alturas diferentes, dando a impressão de ser estratificado. (JACOB, 1990)
O epitélio simples pavimentoso, pela sua pequena espessura, facilita a passagem de substâncias e gases. Além da proteção de superfícies úmidas, os epitélios simples cúbico e colunar, incluindo o pseudoestratificado, pela grande quantidade de organelas e presença de especializações da superfície, realizam absorção, secreção ou transporte de íons. No epitélio estratificado pavimentoso, as células variam na sua forma conforme a sua localização. A camada basal possui um grande número de células, resultante da divisão mitótica, o que faz com que as pressões nas superfícies laterais sejam maiores e as células sejam colunares. Quando as células vão para as camadas superiores, as pressões são igualmente exercidas sobre elas, e a forma é poliédrica. Por estarem afastadas da fonte de nutrição, que consiste nos vasos sanguíneos do tecido conjuntivo subjacente, as células das camadas superficiais são achatadas e relativamente inertes do ponto de vista metabólico. (MONTANARI, 2016)
No epitélio simples, o epitélio pseudoestratificado nas células apóiam-se na lâmina basal, mas possuem diferentes tamanhos: células baixas, que são as basais, e células mais altas, colunares. Os núcleos estão, portanto, em diferentes alturas, lembrando o epitélio estratificado. Epitélio pseudoestratificado colunar com estereocílios é encontrado no trato reprodutor masculino, como, por exemplo, no epidídimo, e epitélio pseudoestratificado colunar ciliado com células caliciformes é encontrado nas vias respiratórias, como na traqueia. Há ainda o epitélio de transição, que era geralmente considerado estratificado, mas cortes semifinos (0,5 a 1mm de espessura) e a microscopia eletrônica demonstraram a continuidade das células com a lâmina basal. Portanto, é um epitélio pseudoestratificado. (JUNQUEIRA, 2018)
Os epitélios de revestimento são classificados a partir do formato das células. Estas células podem ser pavimentosas (as células são mais largas do que altas, com um núcleo oval), prismáticas (são mais altas do que largas, o núcleo é alongado tendo uma forma oval longa) ou cúbicas (exibem uma largura e altura semelhante, o núcleo é grande, redondo e central). (JUNQUEIRA, 2008). 
Além do mais, há a presença do epitélio glandular, que são glândulas invaginadas, que se especializam para sintetizar e secretar determinados compostos especiais. O tecido parenquimatoso, funcional em distinção ao tecido de sustentação, são constituídos por células especiais da glândula. As glândulas podem ser divididas em exócrinas (com ducto excretores), e endócrina (sem ductos). As glândulas exócrinas transportam as substancias de secreção até a superfície e podem ser divididas em vários tipos de glândulas. Nas simples ou simples ramificadas, como as glândulas sudoríparas, sebácea e a maioria do trato alimentar, possuem ductos simples ou ramificado. As glândulas compostas têm vários lóbulos e um sistema complexo de ductos ramificados, encontrados no pâncreas, glândulas mamárias e as salivares maiores. (JACOB 1990) 
4.2 METODOLOGIA
 Foi analisado no laboratório de Citologia, Histologia e Embriologia do bloco D do Centro Universitário Mauricio de Nassau, sala 203, no dia 21 de setembro de 2022 o estudo das células eucariontes dos animais, analisando seus tecidos (estruturas e classificações).
A lâmina de amostra, artéria de grande calibre, foi possível visualizar em sua estrutura o tecido epitelial pavimentoso simples, onde se tem uma única camada de células finas achatadas, e revertem as cavidades internas. Além delas, é visível também o tecido conjuntivo.Na lâmina de amostra dois, a imagem retrata um tecido epitelial glandular (sebáceo), que é de característica exócrina pois mantém sua conexão como epitélio e formam células transportadoras de secreção glandular para a superfície do corpo ou para o interior de um órgão cavitário. 
4.3 RESULTADOS
4.4 CONCLUSÃO 
A partir do que foi verificado em laboratório, concluiu-se que, na análise epitelial das células eucariontes de animais, foi possível obter-se a estrutura e classificação das mesmas. O estudo resultou na amostra de estruturas de tecido epitelial pavimentoso simples, assim como a de tecidos conjuntivos e tecidos de características exócrinas, sendo o tecido epitelial glandular o qual foi visto. Tais visualizações foram possíveis por meio da utilização de lâminas e lamínulas, corante azul de metileno e o microscópio, para melhor visualização do que foi proposto em aula. Dessa forma, o estudo possibilitou maior domínio de reconhecimento de organizações estruturais e identificação das classificações das células eucarióticas de natureza animal.
4.5 REFERÊNCIAS 
JACOB, S. W, Anatomia e Fisiologia Humana. 5° Edição. Editora Guanabara Koogan, 580 páginas, 1990.
JUNQUEIRA, L.C. CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11° Edição. Editora Guanabara Koogan, 520 páginas. 2008.
JUNQUEIRA, L.C. CARNEIRO, J. Histologia Básica. 13° Edição. Editora Guanabara Koogan, 1832 páginas. 2018.
MONTANARI, T., Histologia (textos, atlas e roteiro de aulas práticas). 3° Edição. Editora Guanabara Koogan, 231 páginas. 2016.
5.1 INTRODUÇÃO
Os tecidos conjuntivos estabelecem e participam na manutenção da forma do corpo. Também desempenham função estrutural, e uma grande variedade de moléculas do tecido conjuntivo possuem importantes papéis biológicos, como, por exemplo, o de ser importante reserva para muitos fatores de crescimento que controlam a proliferação e a diferenciação celular. A variedade de tipos de tecidos conjuntivos no organismo se deve à grande diversidade na composição e à proporção relativa de seus três componentes (células, fibras e substância fundamental) nos vários locais do organismo. (JUNQUEIRA, 2008)
Os tecidos conjuntivos são variados e estão por todo o organismo, como por exemplo, a derme, os tendões, as cartilagens, e os ossos. Tem diversas funções como por exemplo, de união, de preenchimento de espaços, de suporte e de defesa. O tecido conjuntivo é composto de células e de elementos intercelulares. Os elementos intercelulares são constituídos por fibras de natureza proteica e por uma matriz amorfa. (MOREIRA, 2015)
 Tecido conjuntivo propriamente dito esse tipo de tecido existe em todos os órgãos, exerce funções de união com outros tecidos, de protecção e suporte.
Existem diferentes tipos de tecido conjuntivo propriamente dito mas todos eles apresentam os mesmos componentes: células e substância intersticial com fibras. Tecido conjuntivo especializado adiposo possui grande quantidade de células especializadas, os adipócitos, que acumulam grande quantidade de lípidos triglicéridos. Reserva de energia, sendo também um isolador térmico dos organismos. (MOREIRA, 2015)
 Tecido conjuntivo especializado esquelético
Tem funções de suporte, são mais rígidos que os outros tecidos. As diferenças nas funções dos tecidos esqueléticos estão relacionadas com a natureza e as proporções da substância intersticial e das fibras. Tecido conjuntivo especializado sanguíneo
O sangue é um tecido constituído por diferentes tipos de células em suspensão num líquido, o plasma. Os elementos celulares do sangue são: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas sanguíneas. (MOREIRA, 2015)
No tecido conjuntivo há células que constantemente sintetizam, secretam, modificam e degradam a matriz extracelular e as mesmas contestam ao contato com a matriz na regulamentação do metabolismo, proliferação e mobilidade celulares. As células existentes nos tecidos conjuntivos são compostos pelos: fibroblastos/ fibrócitos, macrófagos, mastócitos, plasmócitos, leucócitos, adipócitos e também podem ser encontradas células mesenquimais. (STANDRING, 2010)
Os fibroblastos são as células principais no envolvimento da cicatrização e essencialmente têm como a função da manutenção da integridade do tecido conjuntivo, pela síntese dos componentes da matriz extracelular, possuem muitas organelas, pois tem uma grande síntese proteica: fibras colágenas e reticulares, elastina, glicosaminoglicanos, proteoglicanos e proteínas multiadesivas.
Os fibrócitos são menores que os fibroblastos e tendem a um aspecto fusiforme, exibem poucos prolongamentos citoplasmáticos tendo o núcleo achatado, mais escuro e mais alongado do que o fibroblasto, também há perca de organelas. (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 2017)
Os macrófagos são células de defesa do organismo que atuam no sistema imunológico, possuem morfologias variáveis, sendo uma célula gigante com muitos núcleos, além disso, são responsáveis por fagocitose e secreção. Esta célula origina-se de monócitos. (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 2008)
Os mastócitos atuam nas respostas imunes, inflamação, reação alérgica e expulsão de parasita. A estrutura desta célula é oval, núcleo central com grânulos com glicosaminoglicanos, histaminas e proteases neutras no citoplasma. Esta célula possuem duas populações: mastócito do conjuntivo que é rico em heparina (anticoagulante) e ocorre na pele e cavidade peritoneal; e mastócito de mucosa que contém condroetim sulfato e ocorre na mucosa intestinal e nos pulmões. Origem na medula óssea. (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 2008)
Os plasmócitos são a produção de imunoglobina. Possuem uma forma oval, núcleo esférico e excêntrico, com cromatina dispersa no núcleo, tendo a presença de retículo endoplasmático rugoso. A principal função desta célula é a síntese de anticorpos e é constantemente encontrado na mucosa do intestino. Origina-se do linfócito B. (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 2008)
Os leucócitos conhecidos também como glóbulos brancos, são elementos normais dos tecidos conjuntivos e que, quando estão no sangue, têm forma esférica. São produzidos na medula óssea vermelha ou em tecidos linfoides e protegem o organismo contra infecções. Os leucócitos podem ser classificados em granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e agranulócitos (linfócitos e monócitos). (STANDRING, 2010)
Os adipócitos são numerosas no tecido adiposo, capacitados em armazenar gorduras na forma de triglicerídeos. Podem ocorrer, isoladamente ou em grupos, em muitos tecidos, mas não em todos. Estas células têm forma oval ou esférica e, em grupo, forma poligonal. (STANDRING, 2010)
5.2 METODOLOGIA 
Foi analisado no laboratório de Citologia, Histologia e Embriologia do bloco D do Centro Universitário Mauricio de Nassau, sala 203, no dia 30 de setembro de 2022 o estudo das células eucariontes dos animais, analisando seus tecidos conjuntivos (estruturas e classificações). 
Os materiais usados para visualização das células foram: lâminas,lamínulas e o microscópio.
As lâminas observadas foram a do cordão umbilical,a palmar e a da língua .
Na lâmina do cordão umbilical foi possível analisar um tecido conjuntivo especial de mucose e seus espaçamentos , foi identificar também a mucose revestindo o tecido sanguíneo .
Na lâmina palmar possibilitou a visualização de um tecido conjuntivo frouxo, da sua queratina e do seu epitélio de revestimento pavimentoso.
Na lâmina da língua observou-se uma camada do tecido conjuntivo e as fibras musculares estriadas.
5.4 CONCLUSÃO
A partir do que foi verificado em laboratório, podemos concluir que, na análise das lâminas compostas por tecidos conjuntivos do cordão umbilical, lábio e palmar, foi possível obtermos a estrutura e classificação das mesmas. O estudo resultou na amostra de estruturas de tecido conjuntivo, o qual é composto de uma grande quantidade de matriz extracelular, célulase fibras. Nos permitiu distinguir os tipos de tecidos conjuntivos, através da observação microscópica, sendo eles: conjuntivo propriamente dito, conjuntivo frouxo ou conjuntivo denso. Tais visualizações foram possíveis por meio da utilização de lâminas e lamínulas e o microscópio, para melhor visualização do que foi proposto em aula. Dessa forma, o estudo possibilitou maior domínio de reconhecimento de organizações estruturais, identificação e classificação das células de tecido conjuntivo.
5.5 REFERÊNCIAS 
JUNQUEIRA, L.C. CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11° Edição. Editora Guanabara Koogan, 520 páginas. 2008.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 13º Edição: Guanabara Koogan, 2017. 330p.
MOREIRA, Catarina. Tecido Conjuntivo. Revista de Ciência Elementar, Faculdade de ciências da Universidade de Lisboa, volume 3, número 1, março, 2015.
STANDRING, S. Gray’s anatomia. Seção 1 – Células, tecidos e sistemas. 40ª edição: Elsevier, 2010.

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