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Estomatite Vesicular: Importância: acomete várias espécies, sendo elas bovinos, caprinos, equídeos, mamíferos silvestres e suínos. Trata- se de uma zoonose, é diagnóstico diferencial para febre aftosa. Tem impacto econômico na produção leiteira em regiões de clima quente (causam lesões na glândula mamária). No Brasil o primeiro caso registrado em equinos no estado de Alagoas. Levando em consideração as características, o vírus é semelhante ao vírus da raiva. Etiologia: Levando em consideração as características, o vírus é semelhante ao vírus da raiva. Família Rhabdoviridae, ordem mononegavirales, gênero: vesiculovirus, os sorotipos são: indiana (indiana 1, a indiana 2 e 3 tem no Brasil), New Jersey e outros. Tem a forma de um projétil (parecido com o da raiva), é um RNA de fita simples- codifica 5 proteínas, tem nucleocapsídeo (fosfoproteína) com simetria helicoidal e uma camada lipoproteica (tem envelope, logo é um vírus pouco resistente). Sensibilidade: hipoclorito de sódio 1%, etanol a 70%, glutaraldeído a 2%, carbonato de sódio a 2%, hidróxido de sódio a 4%, desinfetantes iodóforos a 2%, formaldeído, dióxido de cloro; luz UV, calor de 56° por 30 minutos. Epidemiologia: a transmissão pode ocorrer de forma direta através do contato com animais doentes e de forma indireta através dos fômites: alimentos, água, teteiras contaminadas; e através de vetores que são os insetos. Não é um vírus resistente, logo tem que ter o contato imediato para ocorre a infecção. Possuem a morbidade geralmente baixa (10 a 15%) e mortalidade rara (poucos animais infectados). É uma doença mais prevalente no hemisfério ocidental, é endêmica na Bolívia, Equador e Peru; tem ocorrência confirmada em diversos Estados do Brasil. A OIE parou de dá importância para Estomatite Vesicular em 2014, visto que comparada a Febre Aftosa é uma doença autolimitada. A ocorrência é maior em bovinos, logo é importante fazer o diagnóstico diferencial para Febre Aftosa. Patogenia: o período de incubação é de 1 a 3 dias; curso de 6 a 8 dias e a cura ocorre de 7 a 10 dias após a infecção. Curso curto- muito semelhante a Febre Aftosa, a diferença é o número de animais afetados. O vírus da Febre aftosa infecta mucosa integra, o vírus da estomatite vesicular infecta uma lesão prévia (cavalos sempre tem lesões na boca devido ao arreio); ocorre a infecção, as células que vão ser infectadas são os queratinócitos; faz o ciclo lítico assim como o vírus da febre aftosa também faz; tem uma vesiculação local com destruição de células epiteliais e edema intersticial e logo em seguida começa a regeneração. Sinais clínicos: apresentação de vesículas na língua, lábios; salivação excessiva, anorexia, lesões na região da coroa do casco, lesões nas tetas, mastite, claudicação. Mesmo sinal da febre aftosa, mas afeta os equinos e tem diferenças epidemiológicas. Em humanos apresenta febre, calafrios, cefaleia, dores musculares, náuseas e vômitos, faringite e perda de peso. Diagnóstico: pode ser clínico (sinais clínicos, lembrando que pode ser aftosa), epidemiológico (ocorrência em determinado local e a transmissão), laboratorial (através da Soroneutralização, ELISA, PCR e RTPCR). Pouco animal afetado e um quadro leve- estomatite vesicular. ➔ Coleta de amostras: líquido da vesícula – colher com seringa e colocar em recipiente fechado hermeticamente (tubo com rosca); secreções- colher com auxílio de Swab- submergir com meio conservante (MEM); tecido (biópsias, fragmentos de lesão) conservar em meio MEM ou líquido de Vallée. Prevenção e controle: Prevenção: ➔ Restringir a movimentação de animais na propriedade ➔ Quarentena para os doentes ➔ Controlar população de insetos vetores, com a eliminação ou redução dos criadouros Controle: ➔ Focos dever ser imediatamente notificados ao SVO ➔ Animais doentes devem ficar isolados ➔ Atendimento ao foco (suspeita, investigação, confirmação)