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Psicoterapias em Grupo
INTERVENÇÕES EM CRISE
Psicoterapias em Grupo
O interesse pela psicoterapia de grupo ocorreu principalmente na década de 1940, fruto da alta demanda gerada por condições psiquiátricas durante a Segunda Guerra Mundial, quando os profissionais eram escassos e a necessidade de tratamento se tornava cada vez maior. 
O formato de grupo oferece um ambiente no qual podem ocorrer interações entre o terapeuta e o paciente e entre os próprios integrantes do grupo. 
Breve histórico
A literatura atribui ao médico Joseph Henry Pratt a constituição da prática de terapia de grupo. 
Em 1905, Pratt trabalhava no ambulatório do Massachusetts General Hospital, em Boston, onde iniciou o programa de assistência a pacientes com diagnóstico de tuberculose. 
Pratt observou que a interação entre os pacientes enquanto aguardavam suas consultas na sala de espera propiciava melhora no ânimo e na adesão aos medicamentos.
Com base nessas observações, organizou um programa de tratamento em grupo, com cerca de 20 participantes, que se reuniam de 1 a 2 vezes por semana. 
Breve histórico
Entre as décadas de 1910 e 1930, houve contribuições importantes, como, por exemplo, a de Jacob Levy Moreno, que criou a expressão “psicoterapia de grupo”. 
Moreno utilizava encenações e enredos por meio da representação de papéis (psicodrama) com o objetivo de resolver uma situação-problema, desenvolver a conscientização dos conflitos e estimular a expressão espontânea. 
Breve histórico
Nos anos de 1920, Sigmund Freud publicou o livro Psicologia de grupo e a análise do ego, dirigindo sua atenção para a psicologia coletiva.
Freud salientou o papel do líder como essencial para a compreensão do processo grupal.
Breve histórico
Na década seguinte, em 1933, Kurt Lewin, um psicólogo social, pesquisou as relações entre vida grupal e liderança. 
O enfoque foi na “dinâmica de grupo”, tratando fenômenos grupais a partir da teoria da Gestalt ou totalidade. 
Lewin foi quem primeiro estudou o grupo como um sistema de identidade própria e com fenômenos que são peculiares e regem seu funcionamento.
Breve histórico
Na década de 1960, o psiquiatra Enrique Pichon Rivière desenvolveu uma nova abordagem que resultou nos chamados grupos operativos. 
Para ele, o grupo é um conjunto restrito de pessoas, as quais, ligadas por constantes de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, propõem-se, explícita ou implicitamente, a realizar uma tarefa que constitui sua finalidade.
Breve histórico
Décadas de 1960 e 1970 – forte expansão das terapias de grupo. Atendimentos de pacientes psiquiátricos e de diversas outras condições.
Ao final da década de 1970 – a TCC em grupo foi obtendo destaque.
Nas décadas seguintes, as terapias em grupo se consolidaram com o aumento das pesquisas e da divulgação de resultados de sua eficácia em revistas científicas.
Fatores terapêuticos de grupo
As terapias em grupo utilizam técnicas específicas de acordo com os diferentes modelos de psicoterapia e de fatores terapêuticos comuns a todas elas. 
Define-se como fator terapêutico aqueles elementos da terapia que colaboram para melhorar a condição do paciente, advindo tanto das ações do terapeuta quanto das ações dos integrantes do grupo ou do próprio paciente.
formação de grupos
Os grupos psicoterapêuticos visam melhorar alguma situação psicopatológica dos indivíduos, tanto da saúde física como da psicossocial. 
A formação de um grupo varia de acordo os objetivos e a finalidade, embora existam características gerais em comum. 
Para que os benefícios da terapia em grupo ocorram de fato, é necessário planejamento em relação à estrutura do grupo e das sessões.
Independentemente da orientação teórica, todo grupo deve ter um conjunto de regras e combinações para nortear a atividade proposta .
formação de grupos
O enquadramento ou setting é a soma de todos os procedimentos que organizam, normatizam e possibilitam o funcionamento do grupo. 
Resulta de uma conjunção de regras, atitudes e combinações, como local das reuniões, periodicidade (reunião semanal ou quinzenal) e tempo de duração de cada sessão. 
formação de grupos
Em relação ao número de participantes, pode ser desde um pequeno grupo com três componentes ou um grupo numeroso com dezenas de pessoas. 
Cabe salientar que os integrantes de um grupo se reúnem em torno de uma tarefa e um objetivo em comum. 
Assim, o número de participantes não pode exceder o limite que interfira nas comunicações entre os membros, tanto em qualidade (visual e auditiva) quanto em quantidade (todos devem ter oportunidade de falar no espaço de tempo da sessão).
formação de grupos
Outro aspecto relevante é definir se o grupo será fechado (uma vez composto, não entra mais ninguém) ou aberto (sempre há vaga, podem ser admitidos novos membros). 
A duração de permanência de cada indivíduo no grupo pode ser limitada, com tempo previsto para o término do grupo, ou ilimitada, no caso de grupos abertos.
formação de grupos
Em relação ao papel do terapeuta, é essencial o embasamento teórico sobre os fundamentos da terapia de grupo e das técnicas específicas que serão utilizadas. 
Porém, o terapeuta é mais que um especialista que aplica técnicas: a cordialidade e a empatia também exercem influência na motivação e na adesão de cada participante ao tratamento proposto. 
O terapeuta modela a participação e a colaboração ativa, gerando respostas adaptativas. 
O terapeuta também auxilia no estabelecimento de uma atmosfera tolerante com as diferenças individuais e encoraja os participantes a falar abertamente.
formação de grupos
Determinadas situações figuram como contraindicações gerais para participação em grupos psicoterapêuticos; entre as mais frequentes, estão: ideações suicidas ativas, psicoses atuais, transtornos da personalidade graves e déficits cognitivos que demandem atenção exclusiva. 
Certos pacientes não se enquadram na estrutura grupal devido aos traços de personalidade, podendo transformar-se em um elemento desagregador do grupo.
Muitas vezes, é por falha na seleção que ocorrem as desistências precoces. 
Cabe salientar que o abandono do tratamento por um participante repercute em todo o grupo, podendo interferir no bom andamento das próximas sessões.

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