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ASSISTÊNCIA NA PARADA 
CARDIORRESPIRATÓRIA EM 
AMBIENTE HOSPITALAR
P R O F. L U C I A N A S O A R E S C O S TA 
P R O F ª F L A V I A C A R N A Ú B A 
P R O FA G I S E L E H I R A N O 
 Diretr izes de 2020 da 
American Heart Association 
(AHA) para Ressuscitação 
Cardiopulmonar (RCP) e 
Atendimento Cardiovascular 
de Emergência (ACE)
Conceitos
 PCR: Interrupção da atividade mecânica do coração 
caracterizada por perda da consciência, apneia e 
ausência de pulso carotídeo. 
 
 Ressuscitação cardiopulmonar (RCP): série de ações 
coordenadas de salvamento que aumentam a chance de 
sobrevivência após uma PCR.
Apesar dos avanços recentes, menos de 40% dos 
adultos recebem RCP iniciada por leigos e menos de 
12% têm um DEA aplicado antes da chegada do 
SME. 
Objetivo
 American Heart Association (AHA) para 
Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e 
Atendimento Cardiovascular de Emergência 
(ACE). 
 Recomendações de Tratamento considerando 
a eficácia, a facilidade de ensino e aplicação e 
fatores dos sistemas locais. 
Pontos 
de 
Atenção
Suporte Básico de 
Vida e Suporte 
Avançado de Vida
Ênfase permanente 
em RCP de alta 
qualidade.
As cadeias de sobrevivência da AHA para PCRIH e PCREH 
para adultos. 
Cadeia de Sobrevivência de ACE Adulto da 
AHA
Os elos são: 
 Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do 
serviço de emergência/urgência 
 RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas 
 Rápida desfibrilação 
 Suporte avançado de vida eficaz 
 Cuidados pós-PCR integrados 
 Reabilitação
Suporte Básico de Vida
SBV – Profissionais de Saúde
 Socorristas treinados são encorajados a executar 
simultaneamente algumas etapas (respiração e pulso), na 
tentativa de reduzir o tempo até a primeira compressão 
torácica. 
 Ênfase na RCP de alta qualidade, com uma freqüência de 
100 a 120/min, com profundidade de pelo menos 5 cm 
(não superior a 6 cm), com retorno total da parede do 
tórax. 
 Pacientes com via aérea avançada: 1 ventilação a cada 6 
segundos (10 vent/min).
Neumar RW, et al. 2015
• Frequência de 
100 a 120 por 
minuto
Compressão 
Rápida
• Profundidade de 
compressão 
mínima de 5 cm
Compressão 
Forte • Minimizar as 
interrupções das 
compressões 
torácicas 
• Evitar excesso de 
ventilações
Sem Parar
RCP DE ALTA QUALIDADE 
Hazinski MF, et al.2015
Pontos de Atenção
 Relação compressão-ventilação de 30:2 para um único 
socorrista de adultos. 
 Via aérea avançada colocada, 
◦ compressões torácicas continuas (mínima de 100/minuto) 
 As ventilações de resgate 
◦ Uma ventilação a cada 6 ou 8 segundos 
◦ (cerca de 8 a 10 ventilações por minuto).
Suporte Básico de Vida
Suporte Básico de Vida
 Cadeia de Sobrevivência de ACE Adulto: 
1. Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do serviço de 
emergência/urgência 
2. RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas 
3. Rápida desfibrilação 
4. Suporte Avançado de Vida eficaz 
5. Cuidados pós-PCR integrados 
6. Recuperação
Como as vítimas de PCR podem apresentar: 
 Curto período: 
◦ convulsão ou 
◦ gasp agônico,
Não responsivo, sem 
respiração ou com 
respiração anormal (gasping)
Não há movimentação 
no tórax
Acione o serviço de 
Emergência
192
 Serviço Médico de Emergência 192/193 com DEA 
 Equipe e Carro de emergência com desfibrilador manual 
(código Azul)
SEQUÊNCIA DO ATENDIMENTO DE 
EMERGÊNCIA
C- A- B
Controle do tempo: Contar de 1001 a 1006
C - Circulação
 O profissional de saúde não deve levar mais do que 10 segundos verificando o 
pulso
Enquanto o DEA ou o desfibrilador não 
estiverem disponível faça compressão
C - Circulação
 Inicia compressão torácica ou 
 Aplique o DEA ou desfibrilador manual se disponível e pronto para uso
Freqüência de compressão:mínimo de 100/ minuto 
Relação Ventilação de 30: 2 
O esterno adulto deve ser comprimido, no mínimo, 2 polegadas (5 cm). 
Permitir retorno total entre as compressões 
Alternar as pessoas que aplicam as compressões a cada 2 minutos ou se houver 
cansaço 
Minimizar as interrupções das compressões torácicas 
Limitar as interrupções em10 segundos
C - Circulação
 Ênfase em RCP de alta qualidade 
◦ freqüência 
◦ profundidade de compressão torácicas adequadas, 
◦ permitir retorno total do tórax entre as compressões, 
◦ Evitar ventilação excessiva.
Compressão Torácica
Importante: 
Nos pacientes acamados o profissional para realizar compressão cardíaca 
efetiva deve ter os ombros sob o esterno do paciente. 
Utilizar: 
Estrados, escadas 
Ajoelhe-se sobre a cama 
Assim que possível, coloque a tábua do carrinho de emergência sob o 
tórax do paciente
Retorno total do tórax entre as CTE
Compressão torácica externa: 
Aumento da pressão intratorácica. 
Que promove o 
esvaziamento (coração e pulmão). 
Descompressão: 
Diminuição da pressão torácica 
Reenchimento (coração e pulmão).
Compressões Torácicas 
Externas 
 
 
Compressões Torácicas 
Externas
Dispositivo para RCP
A – Vias Aéreas
 Ao Término das compressões 
 Abrir vias aéreas e iniciar ventilação
Abertura de via aérea
A – Vias Aéreas
 Equipamento adjuntos: cânula orofaríngea - guedel
B - Ventilação
 Dispositivos via aérea não invasiva
B - Ventilação
 Dispositivos via aérea não invasiva
Ventilação bolsa-válvula -máscara 
POSICIONAMENTO CORRETO DO AMBU
Desfibrilação 
 Desfibrilação: aplicação de uma corrente elétrica em 
um paciente, através de um desfibrilador para reverter 
um quadro de fibrilação ventricular ou taquicardia 
ventricular sem pulso
USO DO DEA 
• Desfibrilação Externa Automática - DEA
85% das mortes súbitas são decorrentes de FV/TV 
Terapia Elétrica
 Consideração do uso de DEAs/DAEs em hospitais 
 Os DEAs/DAEs, agora, podem ser usados em bebês, se não 
houver um desfibrilador manual disponível 
 Choque primeiro versus RCP primeiro em PCR 
 Formas de onda bifásicas e monofásicas 
 Desfibrilação externa com desfibrilador cardioversor 
implantado
Terapia Elétrica
 Consideração do uso de DEAs/DAEs em hospitais 
 Podem ser utilizado no ambiente hospitalar como forma de facilitar a 
desfibrilação precoce (meta de administração de choques em ≤ 3 
minutos do colapso), 
◦ Áreas cujo pessoal não esteja capacitado para reconhecer ritmos 
◦ Onde o uso de desfibriladores não seja frequente
Terapia Elétrica
 Formas de onda bifásicas e monofásicas: 
◦ Choques com forma de onda bifásica em configurações de 
energia comparáveis ou inferiores a choques monofásicos 
de 200J tem êxito equivalente ou maior para o 
encerramento da FV
Terapia Elétrica
 Desfibrilação externa com desfibrilador cardioversor 
implantado: 
◦ As posições anteroposterior e anterolateral são, 
aceitas em pacientes com marca-passos/pacemakers 
e desfibriladores implantados. 
◦ Evitar colocar as pás ou pás manuais diretamente 
sobre o dispositivo implantado
Suporte Básico de Vida
 Desfibrilação: 
oAusência de pulso, chegada do DEA 
oVerificar se o ritmo é chocável 
oAdministrar choque 
oIniciar RCP imediatamente após cada choque (2 min) 
oApós 2 min de RCP – checar pulso novamente
DEA
Utilize assim que disponível!!!
 SUPORTE BÁSICO DE VIDA
 Algoritmo Simplificado: 
oAdulto 
oLeigos
DIFERENÇA ENTRE 
CARDIOVERSÃO E 
DESFIBRILAÇÃO
Desfibrilação: uso terapêutico da eletricidade 
não sincronizada para despolarizar o 
miocárdio, de modo que podem ocorrer 
c o n t ra ç õ e s c o o r d e n a d a s . O t e r m o 
desfibrilação é comumente aplicado a uma 
tentativa de terminar um ritmo não efetivo 
(por exemplo, fibrilação ventricular [FV] ou 
taquicardia ventricular [TV] sem pulso). 
Cardioversão: aplicação de eletricidade de 
forma sincronizada para terminar um ritmo 
ainda viável (por exemplo, TV com pulso, 
taquicardias supraventriculares, incluindo 
arritmias atriais) para permitir o reinício de 
um ritmo sinusal normal. 
SUPORTE 
AVANÇADO 
DE VIDA
Suporte Avançado de Vida
 A – via aérea: 
oA via aérea está patente/pérvia? 
oUma via aérea avançada é indicada? 
oO corretoposicionamento do dispositivo de via aérea foi 
confirmado? 
oO tubo está fixado e o posicionamento é reconfirmado com 
frequência? 
Máscara laríngea 
RESOLUÇÃO COFEN 641/2020
 Art. 1º É privativo do Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a utilização dos 
Dispositivos Extraglóticos (DEG) para acesso à via aérea, exclusivamente, em situação 
de iminente risco de morte. 
 Art. 2º Compete ao Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a averiguação 
quanto ao correto posicionamento e as técnicas de manutenção das pressões internas 
dos manguitos e/ou balonetes dos DEGs e tubos traqueais, a instilação de líquidos 
(soro fisiológico ou água destilada), e o esvaziamento controlado, conforme protocolo 
institucional, para os pacientes submetidos ao transporte em aeronaves de asa fixa e/
ou rotativa. 
 Art. 3º É privativo do Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a utilização da 
pinça Magill com auxílio de laringoscopia para a retirada de corpo estranho, quando da 
OVACE em pacientes inconscientes, após insucesso nas tentativas de desobstrução 
pela técnica de Heimlich. 
 Art. 4º É de responsabilidade do Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a 
execução da cricotireoidostomia por punção na obstrução completa da via aérea por 
OVACE ou edema das estruturas orofaríngeas, quando os demais procedimentos 
previstos para esta situação não forem efetivos. 
 Art. 5º Para a execução dos procedimentos constantes nos artigos supracitados, o 
Enfermeiro deve estar devidamente capacitado, por meio de curso presencial com 
conteúdo que inclua teoria e prática simulada.
TUBO ENDOTRAQUEAL
Suporte Avançado de Vida
 B – Respiração: 
oA ventilação e a oxigenação estão adequadas? 
oA capnografia e a saturação de O2 estão sendo monitoradas? 
◦ PCR – administrar oxigênio a 100%. 
◦ Manter a saturação de oxigênio ≥ 94%. 
◦ Evitar ventilação excessiva. 
Suporte Avançado de Vida
 C - Circulação 
 Qual é o ritmo cardíaco? → desfibrilação 
 As compressões torácicas são eficazes? 
 Há presença de retorno da circulação espontânea? 
 Foi estabelecido acesso EV/intraosseo? 
 São necessárias medicações para ritmo ou pressão arterial? 
 O paciente necessita de volume para a ressuscitação? 
 Identificação do ritmo 
 FV/TV.
Uso do Desfibrilador Manual
 Ligar o aparelho. 
 Selecionar o nível de energia: 
◦ 360 J – onda monofásica 
◦ 200 J – onda bifásica 
 Aplicar o material condutor (gel) nas pás. 
 Posicionar as pás. 
 Avaliar o ritmo apresentado na tela do aparelho.
Uso do Desfibrilador Manual
Uso do Desfibrilador Manual
◦ Avisar a equipe no momento de acionar a carga do aparelho. 
◦ Antes de disparar o choque, certificar-se de que todos estão 
afastados. 
◦ Aplicar força nas pás (13kg) no momento da aplicação do 
choque. 
◦ Apertar os dois botões de descarga, simultaneamente, para 
disparar o choque. 
◦ Reiniciar a RCP imediatamente pelas compressões. 
◦ Após 2min (5 ciclos de RCP), verificar o ritmo. 
◦ Se FV/TV, repetir o choque seguindo os passos acima.
Uso do Desfibrilador Manual
Suporte Avançado de Vida
 Algoritmo SAV: 
oQualidade da RCP 
oRitmo desfibrilável 
oAcesso venoso 
oVia aérea avançada 
oDrogas 
oTratar a causa
Administração EV: 
oAdministre o medicamento em bolus; 
oAplique com um bolus de 20 ml de SF 0,9%; 
oEleve a extremidade acima do nível do coração por 10 a 20 
segundos. 
O acesso IV é preferível em relação ao acesso IO:  É 
aconselhável para os profissionais tentarem, primeiro, estabelecer o 
acesso IV para administração de medicamento em PCR.
O acesso IO pode ser considerado se as tentativas para acesso IV 
não forem bem-sucedidas ou não forem viáveis.
Medicações 
 Vasopressor (otimiza o DC e a PA): 
◦ Indicação: todos os ritmos de PCR; 
◦Epinefrina - 1mg EV – repetir a cada 3 a 5 
minutos 
Administração precoce de epinefrina: Com relação à 
marcação do tempo, para PCR com um ritmo não 
chocável, é aceitável administrar a epinefrina assim que 
for possível.
Medicações 
 FV /TV sem pulso refratárias: 
◦ Amiodarona – bolus de 300mg EV, segunda dose 
- 150mg EV 
◦ Lidocaína – 1 a 1,5mg/kg EV . Após 5 a 10 
minutos: 0,5 a 0,75mg/kg EV (dose máxima 
3mg/kg)
D – Diagnóstico diferencial 
5 Hs 5Ts
Hipovolemia Tensão no tórax (pneumotórax)
Hipóxia Tamponamento cardíaco
Hidrogênio íon (acidose) Toxinas
Hipo/hipercalemia Trombose pulmonar
Hipotermia Trombose coronária
Cuidados pós-
PCR 
 FASE DE ESTABILIZAÇÃO INICIAL 
•Manejo de via aérea 
•C o n t r o l e d e p a r â m e t r o s 
respiratórios (manter SpO2 92- 
98%) 
•Contro le dos parâmetros 
h e m o d i n â m i co s ( m a nte r 
P A S > 9 0 m m H g o u 
PAM>65mmHg) – volume; 
drogas vasoativas 
Cuidados pós-
PCR 
 MANEJO CONTÍNUO 
•Intervenções cardíacas de 
urgência (angioplastia?) 
•Controle direcionado de 
temperatura ( paciente 
arresponsivo: manter 
temp 32 a 36º por 24hs)
Algoritmo de 
cuidados pós-PCR 
para adultos. 
 Pacientes vítimas de PCR com reanimação bem sucedida, 
suas famílias e cuidadores necessitam de assistência. Nesta 
última atualização, foi dada uma importância maior ao apoio 
psicológico e físico aos sobreviventes e às pessoas que o 
cercam.
 É recomendada uma avaliação estruturada para transtornos 
de ansiedade e depressão em pacientes e familiares. 
Pacientes sobreviventes muitas vezes enfrentarão problemas 
físicos, neurológicos, cognitivos, emocionais ou sociais, que 
nem sempre estão evidentes após a alta hospitalar!
RECUPERAÇÃO
Exercício 
 Na saída de seu Plantão no estacionamento, um Sr idoso apresenta um 
quadro de síncope na sua frente. Uma rápida avaliação: o idoso não 
responde e ausência de pulso carotídeo. 
 O que você faz (SBV)? 
 Na sala de emergência. O ritmo encontrado foi:
Leitura
 American Heart Association. Atualização das diretrizes de RPC e ACE 
2020. 
 RESOLUÇÃO COFEN Nº 641/2020. Utilização de Dispositivos 
Extraglóticos (DEG) e outros procedimentos para acesso à via aérea, por 
Enfermeiros, nas situações de urgência e emergência, nos ambientes 
intra e pré-hospitalares. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/
resolucao-cofen-no-641-2020_80392.html

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