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MERITÍSSIMO JUÍZO DA ${informacao_generica}ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE ${processo_cidade}
${cliente_nomecompleto}, já devidamente qualificada nos autos do processo em epígrafe, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por meio de seus procuradores, dizer e requerer o que segue:
Em face do indeferimento administrativo do pedido de prorrogação do auxílio-doença, auferido entre ${data_generica} e ${data_generica} (NB 31/${informacao_generica}), a Requerente ajuizou a presente ação, postulando a reversão da decisão administrativa na esfera judicial. Ao longo da instrução processual foi realizada a perícia judicial, com laudos juntados nos Eventos ${informacao_generica} e ${informacao_generica} do presente feito.
A Avaliação elaborada pelo Perito constatou que a paciente possui quadro definitivo e irreversível de neurite óptica (CID-10 H46), atrofia óptica (CID-10 H47.2) e cegueira em um olho (CID-10 H54.4).
Em razão das supracitadas doenças, atestou o D. Perito que a Demandante se encontra incapaz para o trabalho, de forma permanente para a sua atividade habitual (cozinheira), desde ${data_generica}. E NECESSITANDO DE PROTESE.
Assim, resta plenamente configurada a incapacidade que permite o restabelecimento do benefício de AUXÍLIO-DOENÇA.
No que tange ao prazo de eventual recuperação laborativa, o Perito informou não ser possível a recuperação para a mesma atividade profissional, mas sim para outras que venha a aprender, que não exijam visão binocular, mediante processo de reabilitação profissional. Veja-se:
${informacao_generica}
Considerando a necessidade de que a Autora aprenda um novo ofício, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região entende que, em casos assim, não é possível a aplicação da alta programada.
Isso porque apesar da nova redação do art. 60 da Lei nº 8.213/1991[1], “o benefício de auxílio-doença deve ser concedido até sua efetiva [...] reabilitação”, não sendo “possível estabelecer um prazo para cessação do benefício quando há clara impossibilidade de um prognóstico seguro acerca da total reabilitação da parte autora para o exercício de suas atividades”. Veja-se:
PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. INCAPACIDADE LABORATIVA TOTAL E TEMPORÁRIA. TERMO FINAL DO BENEFÍCIO. REABILITAÇÃO PROFISSIONAL OU RECUPERAÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA. ALTA PROGRAMADA. IMPOSSIBILIDADE. 1. No texto da Lei nº 8.213/91, a expressão "reabilitação profissional" diz respeito exclusivamente a um conjunto de medidas tendentes a propiciar que o segurado tenha condições de desempenhar alguma atividade laboral compatível com a limitação laboral parcial e definitiva da qual seja portador. Diante disso, se a perícia médica judicial reconheu a existência de incapacidade total e temporária do autor ao trabalho, o benefício de auxílio-doença deve ser concedido até sua efetiva recuperação ou reabilitação, dissipando-se, assim, quaisquer dúvidas interpretativas. 2. Tratando-se de benefício concedido após o advento da Medida Provisória n. 739, vigente a partir de 07-07-2016, que alterou, dentre outros, o art. 60 da Lei n. 8.213/91, não é possível o estabelecimento de um prazo para cessação do benefício quando há clara impossibilidade de um prognóstico seguro acerca da total reabilitação da parte autora para o exercício de suas atividades (TRF4 5024717-22.2017.4.04.9999, TURMA REGIONAL SUPLEMENTAR DE SC, Relator CELSO KIPPER, juntado aos autos em 27/10/2017, sem grifos no original)
Assim, o benefício de auxílio-doença deve ser mantido até que haja a efetiva reabilitação da Segurada para o desempenho de outra atividade profissional, sem o estabelecimento de uma data para cessação de benefício, tendo em vista a impossibilidade de prever quando ocorrerá a efetiva reabilitação.
Todavia, caso assim, não se entenda, em caráter subsidiário requer-se o restabelecimento do auxílio-doença pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses, sendo este o prazo minimamente razoável para que a Segurada consiga aprender e desempenhar satisfatoriamente uma profissão diferente da que habitualmente exercia, adaptando-se ao uso de um olho só.
Saliente-se que, no que se refere à satisfação dos outros critérios inerentes ao benefício pretendido, o Perito, no quesito de número X, elaborado pela Autora, afirmou que, em ${data_generica} (data de cessação do benefício pelo INSS), a Pericianda estava incapaz para a sua atividade profissional.
Logo, quando a Demandante teve seu benefício indevidamente cessado pelo INSS, persistia incapaz ao trabalho, motivo pelo qual fica comprovado o equívoco administrativo, carecendo ser condenado o réu a restabelecer o auxílio-doença à Autora desde a indevida DCB (${data_generica}), eis que evidente a continuidade do estado incapacitante até os dias de hoje.
Assim, também carência e qualidade de segurada, na data a partir da qual deve ser restabelecido o benefício, são matérias incontroversas.
AQUI VC INCLUI ESTA SITUAÇÃO DA PROTESE.
PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. PERDA AUDITIVA BILATERAL SEVERA. INCAPACIDADE. COMPROVAÇÃO. FORNECIMENTO DE PRÓTESE. OBRIGAÇÃO DO INSS. AUXÍLIO-DOENÇA. CONCESSÃO.
1. Comprovada a condição de segurada da demandante, bem como sua incapacidade para o exercício das atividades laborativas habituais, em face de perda auditiva bilateral severa, é cabível a concessão de auxílio-doença até que o INSS forneça a prótese auditiva ou a reabilite para atividade compatível, cujo marco inicial remonta à DER formulada em 29/07/2013.
(TRF4, AC 5001789-86.2018.4.04.7107, SEXTA TURMA, Relatora TAÍS SCHILLING FERRAZ, juntado aos autos em 11/02/2021)
DOS PEDIDOS:
Por todo o narrado, requer a V. Exª.:
A) Que seja julgada a PROCEDÊNCIA do pedido exordial, determinando que o INSS restabeleça o auxílio-doença à parte Autora, inclusive pagando-lhe as parcelas vencidas desde a indevida DCB, devendo persistir o benefício até que a Sra. ${cliente_sobrenome} esteja devidamente reabilitada para o exercício de outra atividade profissional ou, subsidiariamente, pelo prazo mínimo de 12 meses, com fulcro no art. 60 da Lei nº 8.213/1991.
B) QUE O INSS SEJA CONDENADO A FORNECER A PROTESE xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx;
Nesses Termos,
Pede Deferimento.
${processo_cidade}, ${processo_hoje}.
${advogado_assinatura}