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ALFA
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ALFA 6
Matemática
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Benedicto AGUIAR Filho
ROBERTO Miguel El Jamal
Física
HARLEY Sato
Luís Ricardo ARRUDA de Andrade
Marcelo Rodrigues (PLAY)
Ronaldo CARRILHO
THALES Trigo
Química
Antonio LEMBO
Carlos Eduardo Lavor (CAÊ)
CELSO Lopes de Souza
GERALDO Camargo de Carvalho
João USBERCO
ROBSON Groto
Biologia
ARMÊNIO Uzunian
HEITOR Willrich Santiago
JOÃO CARLOS R. Coelho
Nelson CALDINI Junior
NELSON Henrique Carvalho de Castro
RENATO Corrêa Filho
SEZAR Sasson
Língua Portuguesa
EDUARDO Antonio Lopes
Eduardo CalBUCCI
Fernando MARCÍLIO Lopes Couto
Francisco PLATÃO Savioli
HENRIQUE Santos Braga
MAURÍCIO Soares da Silva Filho
Paulo César de CARVALHO
PAULO Giovani de Oliveira
Sérgio de Lima PAGANIM
História
GIANpaolo Dorigo
José Carlos Pires de MOURA
RENAN Garcia Miranda
Geograf a
HELIO Carlos Garcia
MARCELO Ribeiro de Carvalho
MÁRCIO Castelan
PABLO López Silva
Paulo Roberto MORAES
Vagner AUGUSTO da Silva
Valdinei A. da Silva AXÉ
Língua Inglesa
PATRÍCIA Helena Costa Senne dos Santos
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Vice-presidência: Mário Ghio Júnior
Direção: Tania Fontolan
Coordenação pedagógica: Luís Ricardo Arruda de Andrade
Conselho editorial: Carlos Roberto Piatto, Daniel Augusto Ferraz Leite,
Eliane Vilela, Helena Serebrinic, Lidiane Vivaldini Olo,
Luís Ricardo Arruda de Andrade, Mário Ghio Júnior, Marcelo Mirabelli,
Marcus Bruno Moura Fahel, Marisa Sodero, Ricardo Leite,
Tania Fontolan
Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo
Gerência editorial: Bárbara M. de Souza Alves
Edição: Alessandra Naomi Oskata (coord. Biologia, Física, Matemática e Química),
Camila Amaral Souza (coord. Língua Inglesa),
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Jorge P. Martins Filho (Geografa), Pamela Guimarães (Biologia)
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Edilson Moura, Letícia Pieroni, Tatiane Godoy, Tayra Alfonso,
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Coordenação de produção: Paula P. O. C. Kusznir (coord.),
Daniela Carvalho
Supervisão de arte e produção: Ricardo de Gan Braga
Edição de arte: Daniel Hisashi Aoki
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Fernando Afonso do Carmo, Flávio Gomes Duarte, Kleber de Messas
Iconografa: Fabiana Manna da Silva (coord.),
Douglas Cometti (colaboração), Ellen Finta, Luiz Botter (colaboração),
Marcella Doratioto, Tamires Castillo, Fernando Vivaldini (colaboração)
Licenças e autorizações: Edson Carnevale
Ilustrações: Casa de Tipos, Ingeborg Asbach, Luiz Moura,
Odirley Lobo, Paulo Manzi
Cartografa: Eric Fuzii
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Vishnevskiy Vasily/Shutterstock
Projeto gráfco de miolo: Daniel Hisashi Aoki
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Ensino Médio: Livro integrado – Coleção Alfa – São Paulo:
Sistemas de Ensino Abril Educação S. A., 2014
Vários autores.
1. Ensino Médio 2. Apostila-caderno (Ensino Médio)
99–4425 CDD–373.19
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado: Ensino Médio 373.19
2015
ISBN 978 85 7598 706-6 (AL)
Código da obra 850120615
1ª edição
1ª impressão
Impressão e acabamento
Uma publicação
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GEOGRAFIA
GEOGRAFIA DO BRASIL 195
GEOGRAFIA GERAL 211
LÍNGUA PORTUGUESA
GRAMÁTICA 153
LITERATURA 169
LÍNGUA INGLESA 229
HISTÓRIA
HISTÓRIA DO BRASIL 177
HISTÓRIA GERAL 189
FÍSICA
SETOR A 35
SETOR B 45
SETOR C 57
BIOLOGIA
SETOR A 99
SETOR B 109
SETOR C 127
MATEMÁTICA
SETOR A 5
SETOR B 13
SETOR C 19
QUÍMICA
SETOR A 69
SETOR B 77
SETOR C 87
ÍNDICE
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ALFA 6 Matemática – Setor 1101 5
MATEMáTICA
setor 1101
Prof.: ___________________________________
aula 45 ............. AD ............. TM .............TC ............. 06
aula 46 ............. AD ............. TM .............TC ............. 06
aula 47 ............. AD ............. TM .............TC ............. 08
aula 48 ............. AD ............. TM .............TC ............. 09
aula 49 ............. AD ............. TM .............TC ............. 11
aula 50 ............. AD ............. TM .............TC ............. 12
setor A
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6 Matemática – Setor 1101 ALFA 6
AulAs 45 e 46
lOGARITMOs E EXPONENCIAIs:
CREsCIMENTO POPulACIONAl
Em estudos quantitativos sobre (de)crescimentos
de populações, lida-se frequentemente com funções da
forma q(t) 5 a ? bt, em que a e b, b 1, são constantes
positivas. A variável t é o tempo decorrido a partir do
instante inicial da observação. Note que, em todos os
casos, q(0) 5 a; assim, temos q(t) 5 q(0) ? bt.
O ponto (0, a) é a intersecção do gráfico com o eixo das
ordenadas. Em relação à base b, vamos destacar 2 casos.
Com b . 1, temos uma função crescente.
(base b maior que 1: q(t) cresce cada vez mais)
t
P(0, a)
q(t) 5 a ? bt
(b . 1)
q
P é o intervalo de tempo (Δt) em que a quantidade
q(t) é dobrada: P é chamado de tempo de duplicação
(doubling time).
Com 0 , b , 1, temos uma função decrescente.
P
(0, a)
q(t) � a � bt
(0 � b � 1)
t
q
(base b entre 0 e 1: q(t) decresce cada vez menos)
P é o intervalo de tempo (Δt) em que a quantidade
q(t) é reduzida à metade: P é chamado de meia-vida
(half-life).
Nestes estudos, surge quase sempre uma cons-
tante cujo valor é aproximadamente 2,71828. Essa
constante é um número irracional e normalmente
simbolizado pela letra “e”, em homenagem ao mate-
mático Leonhard Euler (1707-1783). Os logaritmos
na base e têm um papel fundamental na Matemáti-
ca; são chamados de logaritmos naturais ou loga-
ritmos neperianos, em homenagem ao matemático
John Napier (1550-1617). O logaritmo de x na base e,
log
e
x, é usualmente indicado por ln x. Como exem-
plos, temos: ln 1 5 0, ln e 5 1 e ln e 5 0,5.
EXERCíCIOs
1 (Enem) A duração do efeito de alguns fármacos
está relacionada à sua meia-vida, tempo neces-
sário para que a quantidade original do fármaco
no organismo se reduza à metade. A cada inter-
valo de tempo correspondente a uma meia-vida,
a quantidade de fármaco existente no organismo
no final do intervalo é igual a 50% da quantidade
no início desse intervalo.
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
0 1 2 3 4
Nœmero de meias-vidas
%
d
e
f
‡
rm
a
c
o
n
o
o
rg
a
n
is
m
o
5 6 7
O gráfico acima representa, de forma genérica, o que
acontece com a quantidade de fármaco no organismo
humano ao longo do tempo.
F. D. Fuchs e Cher l. Wannma. Farmacologia Clínica. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1992, p. 40.
A meia-vida do antibiótico amoxicilina é de 1 hora.
Assim, se uma dose desse antibiótico for injetada
às 12h em um paciente, o percentual dessa dose
que restará em seu organismo às 13h30min será
aproximadamente de:
a) 10%
b) 15%
c)25%
d) 35%
e) 50%
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ALFA 6 Matemática – Setor 1101 7
2 Numa experiência de laboratório de certa cultura de E. coli, sob condições especiais, constatou-se que o
número de bactérias, t horas após o início do estudo, era igual a N(t) = 4 000 ? 22,5t, com 0 < t < 3. Pede-se:
a) com que número de bactérias o estudo começou?
b) quantas bactérias havia 1 hora após o início do estudo?
c) após quantos minutos a população chegou a 8 000?
d) após quantos minutos a população chegou a 10 000?
(dado: 2 1,41 e log 2 0,30)
ORIENTAçãO dE EsTudO
AulA 45
Fa•a os exerc’cios 41 e 42, sŽrie 1.
AulA 46
Fa•a os exerc’cios 48 e 49, sŽrie 1.
Livro 1 — Unidade III
Caderno de Exercícios 2 — Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Fa•a os exerc’cios 50 a 55, sŽrie 1.
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8 Matem‡tica Ð Setor 1101 ALFA 6
Veremos, agora, algumas definições e Teoremas
exclusivamente relativos aos números inteiros.
1 Definições
d ? k 5 m
m é um múltiplo de d
d é um fator de m
Def. 1: d é um fator de m ⇔ existe k, tal que
d ? k 5 m.
Obs.: Nessas condições, se d 0, dizemos, tam-
bém, que d é um divisor de m.
Def. 2: m é um múltiplo de d ⇔ d é um fator
de m.
Def. 3: m é um número par ⇔ m é um múltiplo
de 2.
Def. 4: m é um número ímpar ⇔ m não é um
número par.
Def. 5: m é um número primo ⇔ m possui 4 e
apenas 4 divisores distintos: 1, m, 21 e 2m.
Def. 6: m é um número composto ⇔ m não é
um número primo e m Ó {21, 0, 1}.
2 Teoremas
Teorema 1: Existem infinitos números primos.
Teorema 2 (Teorema Fundamental da Aritmé-
tica): Todo número composto pode ser expresso de
modo único na forma p1
1α ? p2
2α ? ... ? pn
nα , em que
os expoentes α
1
, α
2
, ..., α
n
são inteiros positivos e as
bases p
1
, p
2
, ..., p
n
são números primos positivos, com
p
1
, p
2
, ... , p
n
.
EXERCíCIOs
1 Sendo a e b números inteiros, classifique como
V (verdadeira) ou F (falsa) cada uma das seguintes
proposições.
a) ( ) 6 é um múltiplo de 3.
b) ( ) 6 é um número par.
c) ( ) 0 é número par.
d) ( ) Se a e b são números pares, então a 1 b
é um número par.
e) ( ) Se a 1 b é um número par, então a e b são
números pares.
f) ( ) Se a ? b é um número primo, então |a| 5 1
ou |b| 5 1.
g) ( ) Se a ? b é um número primo, então a ou b
é um número primo.
2 Quantos são os pares (x, y) de números inteiros,
tais que y2 5 x2 1 13?
AulA 47 TEORIA dOs NúMEROs: dIVIsOREs, MúlTIPlOs E NúMEROs PRIMOs
Faça os exercícios 1 a 4, série 2.
Livro 1 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Leia os itens 1 a 7, cap. 4 do Livro-texto.
Faça os exercícios 5 e 6, série 2.
ORIENTAçãO dE EsTudO
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ALFA 6 Matemática – Setor 1101 9
Os conceitos a seguir referem-se exclusivamente aos números inteiros.
Exemplo:
Consideremos os números inteiros dados por a 5 60 e b 5 2252.
Nas suas formas fatoradas, temos a 5 22 ? 31 ? 51 e b 5 222 ? 32 ? 71.
Os fatores positivos que a e b têm em comum são: 1, 2, 3, 22, 2 ? 3 e 22 ? 3.
O maior fator comum, ou o maior divisor comum, ou m‡ximo divisor comum de a e b é 22 ? 31, ou seja,
12; escrevemos: mdc(60, 2252) 5 12
O número 15 120 (5 60 ? 252) é um múltiplo comum de a e b. É claro que existem infinitos números
positivos que são múltiplos comuns de a e b. O menor deles é seu mínimo múltiplo comum. Temos
mmc(60, 2252) 5 22 ? 32 ? 51 ? 71 = 1 260.
Sendo d = mdc(a, b) e m 5 mmc(a, b) temos:
d 5 22 ? 31 e m 5 22 ? 32 ? 51 ? 71 ⇒ d ? m 5 24 ? 33 ? 51 ? 71.
a 5 22 ? 31 ? 51 e b 5 222 ? 32 ? 71 ⇒ |a ? b| 5 24 ? 33 ? 51 ? 71.
Temos, assim, um resultado importante: d ? m 5 |a ? b|
1 Definições
Def. 7: O m‡ximo divisor comum de a e b (não nulos) é o maior dos divisores positivos que eles têm em
comum. Notação: mdc(a, b)
Def. 8: a e b são números primos entre si se, e somente se, mdc(a, b) 5 1.
Def. 9: O mínimo múltiplo comum de a e b (não nulos) é o menor dos múltiplos positivos que eles têm
em comum. Notação: mmc(a, b)
2 Teoremas
Teorema 3: Se d 5 mdc(a, b) e m 5 mmc(a, b), então d ? m 5 |a ? b|.
Teorema 4: A todo par (m, d), com d 0, corresponde um único par
(q, r), tais que sejam verificadas as condições:
m d
r q
m 5 d ? q 1 r
0 < r , |d|
Nessas condições, dizemos que m é o dividendo, d é o divisor, q é o
quociente e r é o resto na divisão euclidiana de m por d.
EXERCíCIO
Dona Maria, do lar, tem um grande problema: ela pretende cobrir completamente uma área retangular de
84 cm por 60 cm (da sua penteadeira) com peças quadradas.
O problema dela é: como fazer isso utilizando o menor número de peças possíveis?
Por sua vez, a Madame Marie, que é uma cientista, tem o seguinte problema: de uma série infinita de funções,
ela selecionou duas, dadas por v
1
(t) 5 2 ? sen π ϕt
42 1
1( ) e v2(t) 5 3 ? sen π ϕt30 21( ) , e seus gráficos.
AulA 48 TEORIA dOs NúMEROs: MdC E MMC
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10 Matem‡tica Ð Setor 1101 ALFA 6
t
v
v
1
v
2
1
0
2
3
Máximos
simultâneos
84
60
23
22
21
Ela estava analisando dois fenômenos cíclicos de
períodos T
1
5 84 µs e T
2
5 60 µs, considerando
importante o instante t 5 0, pela simultaneidade
dos valores máximos de v
1
e v
2
. Na verdade, há
infinitos instantes em que v
1
e v
2
assumem simul-
taneamente seus valores máximos. O problema da
Madame Marie é determinar o próximo instante.
Obtenha:
a) o número mínimo necessário de peças qua-
dradas que Dona Maria usará, dado que elas
podem ser de tamanhos diferentes.
b) o número mínimo necessário de peças qua-
dradas que Dona Maria usará, dado que elas
devem ser todas do mesmo tamanho.
c) o próximo instante em que a Madame Marie
poderá observar as mesmas condições de v
1
e
v
2
que no instante t 5 0.
ORIENTAçãO dE EsTudO
Faça os exercícios 21 e 22, série 2.
Livro 1 — Unidade II
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Leia os itens 8 a 12, cap. 4 do Livro-texto.
Faça os exercícios 23 a 27, série 2.
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ALFA 6 Matemática – Setor 1101 11
AulA 49 POlINÔMIOs E EquAçõEs POlINOMIAIs: CONCEITOs básICOs
Um polinômio na variável x é uma expressão que
pode ser escrita na forma:
a
n
xn 1 a
n 2 1
xn 2 1 1 a
n 2 2
xn2 2 1 … 1 a
0
Com n, n 2 1, n 2 2, …, naturais, onde x é uma
variável complexa, a
n
, a
n 2 1
, a
n 2 2
, …, a
0
são constantes
complexas ditas coeficientes e, se a
n
0, a
n
é denomi-
nado coeficiente dominante.
1 VaLor nUmÉriCo
Chama-se valor numérico de polinômio P(x) para
x 5 α ao número que se obtém quando substitui x por
α; indica-se por P(α).
Nota: P(1) é igual à soma dos coeficientes de P(x).
P(0) é igual ao termo independente a
0
.
2 raiZ (oU Zero)
Um número α é denominado raiz (ou zero) de um
polinômio P(x) se, e somente se, P(α) = 0.
3 PoLinÔmio nULo
Um polinômio é chamado nulo se, e somente se,
todos os seus coeficientes são iguais a zero.
4 GraU De Um PoLinÔmio
Chama-se grau de um polinômio P(x) não nulo,
e indica-se por G
p
, ao expoente da variável, do termo
com o coeficiente dominante de P(x).
5 PoLinÔmios iDÊnTiCos
Dois polinômios de mesmo grau são idênticos se,
e somente se, possuem os coeficientes de mesma po-
tência de x iguais.
EXERCíCIOs
1 Dado o polinômio P(x) 5 ax2 2 6x 1 c, determine
as constantes a e c sabendo que P(1) 5 3 e que 2 é
um zero de P(x).
2 Discuta em função da constante a o grau do poli-
nômio P(x) = (a2 2 1)x3 1 (a 2 1)x2 1 3x 1 2.
3 Obtenha as constantes m e n de modo que se
tenha:
m
x 11
+ n
x 22
5 4x 5
x 1( ) x 2( )
, x 21 e x 2.
ORIENTAçãO dE EsTudO
Leia os itens 1 a 6 e 7 (exceto divis‹o), cap. 5 do
Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 9 e 10, sŽrie 5.
Livro 1 — Unidade IV
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa ComplementarFa•a os exerc’cios 1 a 8, sŽrie 5.
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12 Matemática – Setor 1101 ALFA 6
P(x) D(x)
Q(x)
R(x)
dividendo divisor
quociente
resto
Sendo P(x) um polinômio qualquer e D(x) um po-
linômio não nulo, existe um único par de polinômios
Q(x) e R(x), tais que P(x) ≡ D(x) ? Q(x) 1 R(x), sendo
que R(x) ou é um polinômio nulo ou é um polinômio
de grau menor que o de D(x); “o dividendo é idêntico
ao produto do divisor pelo quociente mais o resto”.
Exemplo:
Na divisão de 2x4 1 x3 1 5x2 1 7x 1 3 por x2, o
quociente é 2x2 1 x 1 5 e o resto é 7x 1 3, pois temos:
2x4 1 x3 1 5x2 1 7x 1 3 ≡ x2(2x2 1 x 1 5) 1 7x 1 3
Note que o grau do resto é menor que o grau do
divisor.
Com R(x) ≡ 0, temos P(x) ≡ D(x) ? Q(x) e, somente
nesse caso, dizemos que P(x) é divisível por D(x).
Exemplo:
x2 2 9 é divisível por x − 3, pois temos a identidade
x2 2 9 5 (x 2 3)(x 1 3). Na divisão de x2 2 9, o resto é
nulo e, assim, dizemos que x2 2 9 é divisível por x 2 3.
EXERCÍCIOS
1 Obtenha o quociente e o resto da divisão do po-
linômio x5 2 x4 1 x3 1 8x 2 2 por x2 1 2x 1 2.
AULA 50 POLINÔMIOS E EQUAÇÕES POLINOMIAIS: DIVISÃO
2 a) Efetue a divisão de x4 2 5x2 1 10x 2 6 por
x2 1 2x 2 3.
b) Resolva em C: x4 5 5x2 2 10x 1 6
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
Leia o item 7 (método da chave), cap. 5 do
Livro-texto.
Faça o exercício 11, série 5.
Livro 1 — Unidade IV
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Faça os exercícios 12 a 20, série 5.
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ALFA 6 Matemática – Setor 1102 13
MateMÁtiCa
setor 1102
setor B
Prof.: ______________________________________
aula 23 .............. AD h..............TM h.............. TC h.............. 14
aula 24 .............. AD h..............TM h.............. TC h.............. 16
aula 25 .............. AD h..............TM h.............. TC h.............. 18
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14 Matemática – Setor 1102 ALFA 6
auLa 23 PerMutaçÕes siMPLes
1 INTRODUÇÃO
Consideremos os números naturais de 3 algarismos distintos formados com os algarismos 1, 2 e 3:
123 213 312
132 231 321{
Observe que temos 6 ordenações possíveis. Nessas 6 sequências de 3 elementos distintos, a única diferença
entre quaisquer duas delas é a ordem de seus elementos.
Esses arranjos simples de 3 elementos tomados 3 a 3 são as permutações simples de 3 elementos.
O número de permutações simples dos 3 elementos é indicado por P
3
, assim:
P
3
5 A
3,
3
5 3 ∙ 2 ∙ 1 5 3! 5 6
2 DEFINIÇÃO
Permutações simples de n elementos são os arranjos simples dos n elementos tomados n a n.
Neste caso, os agrupamentos diferem somente pela ordem de seus elementos.
Indicando o número de permutações simples de n elementos por P
n
, temos:
P
n
5 A
n, n
π P
n
5
2
n!
(n n)!
π P
n
5 n!
0!
π P
n
5 n!
exerCíCiOs
1 Considere as letras da palavra UNIVERSO.
a) Quantos anagramas podemos formar?
b) Quantos anagramas começam por R?
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ALFA 6 Matemática – Setor 1102 15
c) Quantos anagramas começam por vogal?
d) Quantos anagramas começam por vogal e ter-
minam por consoante?
e) Em quantos anagramas as letras U, N e I estão
juntas e nessa ordem?
f) Em quantos anagramas as letras U, N e I estão
juntas?
2 Têm-se 10 livros, todos diferentes, sendo: 5 de Ma-
temática, 3 de Física e 2 de Química. De quantos
modos pode-se dispô-los sobre uma prateleira,
de modo que os livros da mesma disciplina per-
maneçam juntos?
a) 1 440
b) 4 320
c) 10!
d) 8 640
e) n.d.a.
OrientaçãO de estudO
Leia o item 4 e os exemplos 5 e 6, cap. 10 do
Livro-texto.
Faça os exercícios 15 a 18, série 7.
Livro 1 Ñ Unidade IV
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima
tarefa Complementar
Faça os exercícios 19 a 24, série 7.
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16 Matemática – Setor 1102 ALFA 6
1 IN TRODUÇÃO
Considere os anagramas que conseguimos formar utilizando as letras da palavra ARMA:
Colocando R antes de M, temos 6 anagramas:
R M — — R — M — R — — M — R M — — R — M — — R M
Colocando M antes de R, temos mais 6 anagramas:
M R — — M — R — M — — R — M R — — M — R — — M R
Observe que o anagrama está praticamente pronto após encaixarmos a letra R e a letra M, pois, após isso,
basta preenchermos os espaços restantes com a letra A.
Podemos dizer: “temos 4 possibilidades para encaixar a letra R, 3 possibilidades para encaixar a letra M e
1 possibilidade para encaixar as duas letras A”, então:
4 3 1 5 12 ou, ainda, 4 3 2!
2!
4!
2!
12
Portanto, há 12 possibilidades de anagramas que podem ser formados com as letras da palavra ARMA.
2 DEFINIÇÃO
Dados n elementos dos quais:
elementos são iguais a a
1
;
elementos são iguais a a
2
;
elementos são iguais a a
r
.
Com ... 5 n, e indicando por Pn
( , , ..., )α β γ o número de permutações dos n elementos, temos:
α β γ
α β γ
P =α βP =γP = n!
! !α β! !α β ! ! α β α β! ! ... !γ!γn
( ,α β( ,P =( ,P =α βP =( ,α β( ,P =P =,P =P =...,P =)P =)P =
exerCíCiOs
1 Considere as letras da palavra SESSENTA.
a) Quantos anagramas podemos formar?
auLa 24 PerMutaçÕes COM aLGuns eLeMentOs iGuais
013a018_1102_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 16 6/23/14 10:14 AM
ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1102 17
b) Quantos anagramas come•am por E?
2 Uma palavra tem sete letras, sendo que uma das letras comparece n vezes e as outras comparecem sem
repeti•‹o. Sabendo que o nœmero de anagramas que se obtŽm permutando as letras dessas palavras Ž 210,
o valor de n Ž:
a) 5
b) 4
c) 7
d) 6
e) 3
OrientaçãO de estudO
Leia o item 5 e os exemplos 7 e 8, cap. 10 do
Livro-texto.
Faça os exercícios 30 a 33, série 7.
Livro 1 Ñ Unidade IV
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
Faça os exercícios 34 a 37, série 7.
013a018_1102_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 17 6/23/14 10:14 AM
18 Matem‡tica Ð Setor 1102 ALFA 6
Nesta aula resolveremos algumas aplicações mais complexas envolvendo o conteúdo de permutações com
alguns elementos iguais.
exerCíCiOs
1
Quantos anagramas da palavra AMIDO possuem as vogais em ordem alfabética (não necessariamente juntas)?
2
A figura a seguir representa parte do mapa de uma cidade onde estão assinaladas as casas de Antônio (A)
e de Betina (B), e um possível caminho que Antônio percorre para chegar à casa de Betina. Qual o número
total de caminhos distintos que Antônio poderá percorrer, caminhando somente para norte ou leste, para ir
à casa de Betina?
B
A
N
L
auLa 25 PerMutaçÕes COM aLGuns eLeMentOs iGuais (exerCíCiOs)
OrientaçãO de estudO
Faça os exercícios 38 a 40, série 7.
Livro 1 Ñ Unidade IV
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
Faça os exercícios 41 e 42, série 7.
013a018_1102_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 18 6/23/14 10:14 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1103 19
mAtemáticA
setor 1103
Prof.: ___________________________________
aula 45 ............. AD ............. TM .............TC ............. 20
aula 46 ............. AD ............. TM .............TC ............. 23
aula 47 ............. AD ............. TM .............TC ............. 26
aula 48 ............. AD ............. TM .............TC ............. 28
aula 49 ............. AD ............. TM .............TC ............. 30
aula 50 ............. AD ............. TM .............TC ............. 32
setor c
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 19 6/23/14 10:16 AM
20 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
AULA 45 áreA de Um triÂNgULo
Consideremos, em um sistema cartesiano xOy, um
triângulo de vértices A(x
A
, y
A
), B(x
B
, y
B
) e C(x
C
, y
C
).
y
0 x
B
A
C
A área S desse triângulo é dada por:
S 1
2
|D|
em que:
D
x y 1
x y 1
x y 1
A A
B B
C C
5
exercícios1 A ‡rea do tri‰ngulo de vŽrtices A(0, 21), B(2, 4) e
C(3, 5) Ž:
a) 3 d) 23
2
b) 23 e) 5
c) 3
2
2 (Fuvest-SP) A reta de equa•‹o 2x 1 12y 2 3 5 0
forma com os eixos coordenados um tri‰ngulo cuja
‡rea Ž:
a) 1
3
d) 3
8
b) 1
4
e) 3
16
c) 1
15
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ALFA 6 Matemática – Setor 1103 21
3 Calcule a área do quadrilátero ABCD da figura a seguir.
1
20 3 7 10
A
B
CD
6
y
x
orieNtAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Faça os exercícios 47, 48 e 50 a 53, série 1.
Livro 3 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
Leia os itens 3.3 e 4, cap. 13 do
Livro-texto.
Faça os exercícios 54 a 60, série 1.
Leia o texto da Atividade extra a seguir.
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 21 6/23/14 10:16 AM
22 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
Fórmula para o cálculo da área de um triângulo
Seja o triângulo ABC de vértices A(x
A
, y
A
), B(x
B
, y
B
) e C(x
C
, y
C
), em que x
B
xC.
y
0 x
B
H
A
C
A área S desse triângulo é dada por:
5 ? ?S 1
2
BC AH
Cálculo de BC (distância entre B e C):
5 2 1 2BC (x x ) (y y )C B
2
C B
2
Cálculo de AH (distância de A até a reta
s ruu
BC):
Equação de
s ruu
BC:
5
2
2
m
y y
x xBC
C B
C B
Tomando o ponto B(x
B
, y
B
):
2 5
2
2
? 2y y
y y
x x
(x x )B
C B
C B
B
Ou seja:
(y
B
– y
C
) ? x 1 (x
C
– x
B
) ? y 1 y
C
x
B
– x
C
y
B
5 0
Então:
5
2 ? 1 2 ? 1 2 2
2 1 2
AH
|(y y ) x (x x ) y y x x y |
(y y ) (x x )
B C A C B A C B C B
B C
2
C B
2
Logo, a área S é:
5 ? ?S 1
2
BC AH
Ou ainda:
5 ? 2 ? 1 2 ? 1 2S 1
2
|(y y ) x (x x ) y y x x y |B C A C B A C B C B
que pode ser escrita na seguinte forma:
5 ?S 1
2
x y 1
x y 1
x y 1
A A
B B
C C
Ou:
5 ?S 1
2
|D|
Se x
B
5 x
C
, a fórmula continua válida.
Observações:
1. Se D 5 0, os pontos A, B e C são colineares.
2. Para calcularmos a área de um polígono, basta decompô-lo em triângulos, tomando o cuidado, pri-
meiramente, de analisar se o polígono é convexo ou não convexo para sabermos se as áreas devem ser
somadas ou subtraídas.
AtiVidAde extrA
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ALFA 6 Matemática – Setor 1103 23
1 Introdução
Nesta aula, vamos aprender como se resolvem, no plano cartesiano, inequa•›es do tipo x . x
0
(ou x , x
0
), em
que x
0
Ž um nœmero real dado, e inequa•›es do tipo y . mx 1 q (ou y , mx 1 q), em que m e q s‹o nœmeros
reais dados.
2 Inequação do tIpo x . x
0
(ou x , x
0
)
Resolver no plano cartesiano a inequa•‹o x . x
0
Ž determinar o conjunto de pontos (x, y) que t•m abscissa
maior que x
0
.
No plano cartesiano, x 5 x
0
Ž a equa•‹o da reta r perpendicular ao eixo das abscissas no ponto (x
0
, 0), e todos
os pontos dessa reta t•m abscissa x
0
. Portanto, todos os pontos que t•m abscissa x, com x . x
0
, est‹o situados ˆ
direita da reta r.
Analogamente, os pontos (x, y), em que x , x
0
, est‹o situados ˆ esquerda da reta r.
Assim, temos as representa•›es gr‡ficas:
a) x . x
0
b) x , x
0
y
r
x x
y
r
00 x
0
x
0
3 Inequação do tIpo y . mx 1 q (ou y , mx 1 q)
Resolver no plano cartesiano a inequa•‹o y . mx 1 q Ž determinar o conjunto de pontos (x, y) que satisfazem ˆ de-
sigualdade y . mx 1 q.
No plano cartesiano, y 5 mx 1 q Ž a equa•‹o reduzida de uma reta r. Se um ponto P dessa reta tem abscissa
x
0
, sua ordenada y
0
Ž tal que y
0
5 mx
0
1 q.
Assim, os pontos (x
0
, y), em que y . mx
0
1 q, s‹o aqueles de abscissa x
0
, tais que y . y
0
, ou seja, pontos de
abscissa x
0
e que est‹o acima do ponto P.
Portanto, variando-se x
0
, os pontos que satisfazem y . mx 1 q s‹o todos aqueles que est‹o acima da reta r.
Analogamente, os pontos (x, y), em que y , mx 1 q, est‹o situados abaixo da reta r.
Assim, temos as representa•›es gr‡ficas:
a) y . mx
0
1 q b) y , mx 1 q
y
r
r
x x
y
00
AULA 46
posições reLAtiVAs eNtre poNto e retA:
represeNtAção gráficA
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 23 6/23/14 10:16 AM
24 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
exercício resolvido
Represente graficamente o sistema:
x y 0
x 2 0
2
2
<
<{
Resolução
A solução gráfica de um sistema de inequações é
a região do plano cartesiano cujos pontos satisfa-
zem simultaneamente às inequações do sistema,
então:
Da primeira inequação: x 2 y < 0 ⇒ y > x
y
1
10
y 5 x
x
Da segunda inequação: x 2 2 < 0 ⇒ x < 2
y
0 2
x 5 2
x
A representação gráfica do sistema é a região que
satisfaz as duas inequações simultaneamente, ou
seja:
y
1
10 2 x
exercícios
1 Represente no plano cartesiano cada inequação:
a) x 2 3 > 0
y
x0
b) 2x – 6 , 0
y
x0
c) 2y – 4 . 0
x0
y
d) y > 0
y
x0
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ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1103 25
e) y , −x 1 3
y
x0
f) x – 2y – 6 < 0
y
x0
2 Calcule a área da região determinada pelas inequações x > 0, y > 0, y < 4 e x 2 y 2 1 < 0.
orieNtAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Faça os exercícios 60 a 64, série 1.
Livro 2 — Unidade II
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
Leia o item 4, cap. 5 do Livro-texto.
Faça os exercícios 65 a 70, série 1.
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 25 6/23/14 10:16 AM
26 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
1 CIrCunFerênCIa
Circunfer•ncia é o lugar geométrico dos pon-
tos de um plano que equidistam de um ponto fixo
desse plano.
O ponto fixo é chamado centro da circunferên-
cia, e a distância dos pontos da circunferência a ele é
chamado de raio.
P
r
Circunferência
C
C representa o centro da circunferência;
r representa o raio da circunferência;
P representa um ponto da circunferência.
2 no plano CartesIano
Seja λ uma circunferência de centro C(a, b) e raio r.
Seja, ainda, P(x, y) um ponto genérico dessa circun-
ferência.
0
b
λ
a
r
C(a, b)
P(x, y)
y
x
Como a distância do ponto P(x, y) ao centro C(a, b)
é r, temos:
(x a) (y b) r2 22 1 2 5
Elevando ao quadrado ambos os membros, obtemos:
(x 2 a)2 1 (y 2 b)2 5 r2
Essa igualdade é chamada equa•‹o reduzida da
circunfer•ncia de centro C(a, b) e raio r.
AULA 47 circUNferÊNciA: eQUAção redUZidA
Exemplos:
1. A equação reduzida da circunferência de centro
C(1, –2) e raio 4 é:
(x 2 1)2 1 [y 2 (22)]2 5 42, ou seja,
(x 2 1)2 1 (y 1 2)2 5 16.
2. A equação da circunferência com centro na origem
(0, 0) e raio 1 é:
(x 2 0)2 1 (y 2 0)2 5 12, ou seja, x2 1 y2 5 1.
Observa•›es:
I. Esta circunferência n‹o passa pela origem; ela
tem o centro na origem.
x
y
0
II. Circunferências ditas conc•ntricas são aquelas
que têm o mesmo centro.
C
III. Di‰metro de uma circunferência é uma cor-
da que passa pelo centro dessa circunferência.
O centro é o ponto médio de um diâmetro.
C
r
B
A
r
AB é um diâmetro;
C é o ponto médio de AB.
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 26 6/23/14 10:16 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1103 27
exercícios
1 Dê a equação reduzida da circunferência de cen-
tro C e raio r em cada um dos casos a seguir:
a) C(4, 1) e r 5 3
b) C(2, 0) e r 5 5
c) C(21, 1) e r 5 1
2
d) C(0, 0) e r 5 2
2
2 Dê o centro C e o raio r de cada circunferência:
a) (x 2 2)2 1 (y 2 4)2 5 9
b) x2 1 (y 2 5)2 5 7
c) x2 1 y2 5 1
4
3 Escreva a equação reduzida da circunferência que
tem centro no ponto C(1, 1) e que passa pelo pon-
to P(4, 5).
orieNtAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 2.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima
tarefa complementar
Leia os itens 1 e 2, cap. 4 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 6 a 10, sŽrie 2.
Leia o texto da Atividade extra a seguir.
distância de um ponto a uma circunferência
I. Seja P um ponto exterior a uma circunferência
λ de centro C e raio r.
P
d 5 PC 2 r
d
r
C
λ
II. Se P é interior a λ, temos:
r
P
d 5 r 2 PC
d C
λ
Por exemplo, considere a circunferência λ de
equação x2 1 y2 5 4. Vamos calcular a distância
do ponto P(3, 4) atéλ.
Da equação x2 1 y2 5 4, obtemos:
C(0, 0) e r 5 2
d
C(0, 0)
2
P(3, 4)
λ
PC = 2 1 2(3 0) (4 0)2 2 = 5
Logo: d = 5 – 2 = 3
AtiVidAde extrA
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28 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
Seja λ a circunferência de centro C(a, b) e raio r.
0
b
λ
a
r
C
y
x
Como vimos, sua equação reduzida é: (x 2 a)2 1 (y 2 b)2 5 r2
Desenvolvendo essa equação, temos:
x2 2 2ax 1 a2 1 y2 2 2by 1 b2 5 r2
Ordenando convenientemente os termos, obtemos:
x2 1 y2 2 2ax 2 2by 1 a2 1 b2 2 r2 5 0
Esta é a equa•‹o normal da circunfer•ncia de centro C(a, b) e raio r.
exercícios resolvidos
1. Dada a equação reduzida (x 1 2)2 1 (y 2 3)2 5 1 de uma circunferência, obtenha sua equação normal.
Resolu•‹o
Desenvolvendo, temos:
x2 1 4x 1 4 1 y2 2 6y 1 9 5 1
Ordenando os termos:
x2 1 y2 1 4x 2 6y 1 12 5 0, que é a equa•‹o normal.
Observa•‹o:
A passagem da equação reduzida para a equação normal se faz de modo simples. Contudo, se quisermos
passar da equação normal para a reduzida, precisaremos fazer a volta, ou seja, “remontar” os trinômios
quadrados perfeitos que foram desenvolvidos.
2. Dada a equação normal x2 1 y2 1 4x 2 6y 1 12 5 0, obtenha a equação reduzida.
Resolu•‹o
Vamos “remontar” os trinômios quadrados perfeitos:
Temos: x2 1 4x 1 1 y2 2 6y 1 5 212
Agora, procedemos da seguinte maneira:
Dividimos o coeficiente de x por 2 e elevamos ao quadrado:
4
2
5 2 ⇒ 22 5 4
Dividimos o coeficiente de y por 2 e elevamos ao quadrado:
26
2
= 23 ⇒ (23)2 5 9
Voltando à equação, devemos completar os quadrados e, para que a igualdade se mantenha, devemos
adicionar esses termos no segundo membro. Assim, temos:
x2 1 4x 1 4 1 y2 2 6y 1 9 5 212 1 4 1 9 ∴ (x + 2)2 1 (y 2 3)2 5 1
(x 1 2)2 (y 2 3)2 1
Logo, o centro é C(22, 3) e o raio é 1.
AULA 48 circUNferÊNciA: eQUAção NormAL
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ALFA 6 Matemática – Setor 1103 29
3. Considere a equação x2 1 y2 2 2x 1 8y 2 m 5 0,
em que m é um parâmetro real.
Dê os valores de m para que essa equação repre-
sente uma circunferência.
Resolução
Temos:
x2 2 2x 1 1 y2 1 8y 1 5 m
x2 2 2x 1 1 1 y2 1 8y 1 16 5 m 1 1 1 16
(x 2 1)2 1 (y 1 4)2 5 m 1 17
Como r2 5 m 1 17, devemos ter:
m 1 17 . 0 ∴ m . 217
Resposta: m . 217
exercícios
1 Obtenha o centro C e o raio r de cada circunfe-
rência:
a) x2 + y2 + 2x – 8y + 8 = 0
b) 4x2 1 4y2 2 24x 1 8 5 0
2 Verifique se a equação x2 1 y2 1 4x 1 6y 1 14 5 0
representa uma circunferência.
tarefa complementar
tarefa mínima
orieNtAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Faça os exercícios 16 a 19, série 2.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
Leia o item 3, cap. 4 do Livro-texto.
Faça os exercícios 21 a 24, série 2.
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 29 6/23/14 10:16 AM
30 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
AULA 49 retA e circUNferÊNciA: posições reLAtiVAs
Uma reta a, em rela•‹o a uma circunferência λ,
pode ocupar uma das três posi•›es a seguir:
secante à circunferência
d , r
AM 5 MB
CM ⊥ a
A
B
a
d
M
rC
λ
tangente à circunferência
d 5 r
CT ⊥ a
a
d
T
r
C
λ
exterior à circunferência
d . r
a
T
d
rC
λ
Para obtermos os pontos de intersecção de
uma reta tangente ou secante a uma circunferên-
cia, podemos resolver o sistema formado por suas
equa•›es.
exercício resolvido
D• a equa•‹o da reta t paralela ˆ reta
(s) x 1 y 1 10 5 0 e tangente ˆ circunfer•ncia (λ)
(x 2 3)2 1 y2 5 2.
Resolução
C (3, 0)
(x 2 3)2 1 y2 5 2 ∴
r 25
C (3, 0)
s
t
2
Uma reta t paralela ˆ s Ž da forma:
x 1 y 1 k 5 0
Devemos ter:
d 2C, t 5
3 1 0 1 k
1
2
1 1
2
2
| 3 1 k | 5 2
3 1 k 5 22 ∴ k 5 25
3 1 k 5 2 ∴ k 5 21
Logo, (t) x 1 y 2 1 5 0 ou (t) x 1 y 2 5 5 0.
exercícios
1 Considere a reta (r) x 2 y 1 1 5 0 e a circunfer•ncia
(λ) x2 1 y2 5 5.
a) Obtenha os pontos de intersec•‹o de r e λ.
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 30 6/23/14 10:16 AM
ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1103 31
b) Calcule o comprimento da corda que a reta r
determina em λ.
P (1, 2)
r
Q (22, 21)
λ
2 Dê a equação da circunferência que tem centro no
ponto C(2, 3) e é tangente à reta (t) y 5 2x 1 7.
3 Dê a equação da reta t que tangencia a circunfe-
rência λ no ponto P em cada caso:
a) (λ) (x 2 3)2 1 (y 2 1)2 5 5 e P(5, 2)
b) (λ) (x 2 1)2 1 (y 2 1)2 5 1 e P(2, 1)
tarefa mínima
tarefa complementar
orieNtAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Faça os exercícios 29 a 35, série 2.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
Leia o item 4, cap. 4 do Livro-texto.
Faça os exercícios 36 a 43, série 2.
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 31 6/23/14 10:16 AM
32 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
posIções relatIvas entre um ponto e uma CIrCunFerênCIa
Seja (λ) (x 2 a)2 1 (y 2 b)2 5 R2 a equa•‹o de uma circunfer•ncia de centro C(a, b) e raio R.
Se P(x
0
, y
0
) Ž um ponto cuja dist‰ncia ao centro C de λ Ž d, teremos:
I. d 5 R: o ponto P pertence a λ.
d
λ
P
C
Nesse caso:
(x
0
2 a)2 1 (y
0
2 b)2 5 R2
II. d , R: o ponto P Ž interior a λ.
d
λ
P
C
Nesse caso:
(x
0
2 a)2 1 (y
0
2 b)2 , R2
III. d . R: o ponto P Ž exterior a λ.
d
λ
P
C
Nesse caso:
(x
0
2 a)2 1 (y
0
2 b)2 . R2
AULA 50 poNto e circUNferÊNciA: posições reLAtiVAs
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 32 6/23/14 10:16 AM
ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1103 33
exercícios
1 Classifique como V (verdadeira) ou F (falsa) as
afirmações sobre a posição do ponto P(3, −2) em
relação à circunferência (λ) x2 + y2 – x + y = 0.
a) ( ) P pertence a λ.
b) ( ) P é interior a λ.
c) ( ) P é exterior a λ.
2 Calcule a área da região do plano cartesiano cujos
pontos (x, y) satisfazem o sistema, em cada caso:
a)
x y 16 0
x y 9 0
2 2
2 2
1 2
1 2
b)
x y 4 0
x y 16 02 2
1 2
1 2
orieNtAção de estUdo
Leia o resumo da aula.
Faça os exerc’cios 46 a 49, sŽrie 2.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exercícios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
Leia o cap’tulo 6 do Livro-texto.
Faça os exerc’cios 50 a 53, sŽrie 2.
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34 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
ANotAções
019a034_1103_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 34 6/23/14 10:16 AM
ALFA 6 Física – Setor 1201 35
FíSICA
Setor 1201
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 36
aula 46 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 36
aula 47 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 39
aula 48 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 41
aula 49 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 42
aula 50 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 43
Setor A
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 35 6/23/14 10:17 AM
36 F’sica Ð Setor 1201 ALFA 6
AULAS 45 e 46 TEOREMA DOS SISTEMAS ISOLADOS E APLICAÇÕES
1 ConCeitos iniCiais
Sistema de corpos é um conjunto de corpos.
Interessa-nos apenas estudar um sistema de corpos
em que haja ação mútua entre esses corpos e que eles
não apresentem massas muito diferentes.
Força interna (F
int
) a um sistema de corpos é
qualquer força trocada entre corpos do sistema.
Força externa (F
ext
) a um sistema de corpos é
qualquer força trocada entre um corpo do sistema e
outro não pertencente ao sistema.
Quantidade de movimento de um sistema de
corpos é a soma (vetorial) das quantidades de movi-
mento de cada um dos corpos pertencentes ao sistema.
Em símbolos:
Q
sist
5 DQ
corpos
Energia cinética de um sistema de corpos é a
soma das energias cinéticas de cada um dos corpos
pertencentes ao sistema. Em símbolos:
ε
c sist
5 Dε
c corpos
Sistema isolado é um sistema de corpos no qual
a soma das forças externas é nula. Em símbolos:
DF
ext
5 0
2 enunCiado do teorema dos
sistemas isolados
Há dois modos de enunciareste teorema:
1. A quantidade de movimento de um sistema
isolado é constante.
2. Forças internas não alteram a quantidade de
movimento de um sistema.
Em símbolos:
ΣF
ext
5 0 ⇔ Q
sist
5 constante
ExERCíCIOS
1 Dois patinadores, de massas 60 kg e 80 kg, respec-
tivamente, deslizam sobre um plano horizontal sem
atrito com velocidade 10 m/s. Subitamente, o de
massa 60 kg empurra o outro, que tem sua veloci-
dade aumentada até atingir 13 m/s, quando, então,
os patinadores perdem o contato. Nesse instante,
a velocidade do patinador de massa 60 kg será:
a) 14 m/s
b) 4,0 m/s
c) 6,0 m/s
d) 3,0 m/s
e) nula
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 36 6/23/14 10:17 AM
ALFA 6 Física – Setor 1201 37
2 Dois corpos, A e B, de massa M
A
5 2 kg e M
B
5 5 kg, estão em repouso e apoiados sobre uma superfície
plana, horizontal, sem atrito. Entre os corpos, há uma mola comprimida e que não está presa aos corpos.
Inicialmente, a mola é impedida de se distender por um fio que liga os corpos.
A
Fio
B
Quando o fio é cortado, os corpos são acelerados pela mola. No instante em que o corpo A se destaca da
mola, sua velocidade é 10 m/s. Pede-se, para esse instante:
a) a velocidade do corpo B;
b) esboçar o gráfico da velocidade em função do tempo para os dois corpos;
c) a velocidade relativa de separação entre os corpos;
d) a energia cinética inicial do sistema;
e) a energia cinética final do sistema;
f) a energia potencial elástica armazenada inicialmente na mola.
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 37 6/23/14 10:17 AM
38 Física – Setor 1201 ALFA 6
3 O conjunto formado por um vagão e uma esfera de massa m se movimenta a uma velocidade V
0
horizontal
para a direita. No vagão, está instalado um dispositivo capaz de lançar a esfera horizontalmente no sentido
contrário a V
0
. A massa do vagão, incluindo o dispositivo de lançamento, é M. Subitamente, a esfera é lançada
de modo a ter velocidade U em relação ao vagão, exatamente no instante em que perde o contato com o
vagão.
Desprezando eventuais atritos, pede-se:
a) esboçar o gráfico da velocidade em função do tempo tanto do vagão quanto da esfera, mostrando a
situação imediatamente antes e depois do lançamento;
b) determinar o acréscimo de velocidade sofrido pelo vagão devido ao lançamento da esfera;
c) determinar a velocidade da esfera imediatamente depois de perder o contato com o vagão.
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
AULA 45
Leia os itens 10 e 12, cap. 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 3, 5, 6 e 7, série 2.
AULA 46
Faça os exercícios 8 a 12, série 2.
Livro 1 — Unidade IV
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 46
Faça os exercícios 13 a 18, série 2.
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 38 6/23/14 10:17 AM
ALFA 6 Física – Setor 1201 39
AULA 47 ExPLOSÕES
Numa explosão, geralmente as forças internas são muito maiores que as externas – portanto, elas podem ser
desprezadas.
No caso do explosivo ter massa desprezível, ele funciona apenas como elemento transmissor de força.
Logo, de um modo geral:
Explosão ⇒ Sistema isolado
ExERCíCIOS
1 Uma bomba, inicialmente em repouso, explode em tr•s partes iguais. Assinale a alternativa na qual est‹o
mais bem representadas as velocidades de cada fragmento imediatamente ap—s a explos‹o.
a)
V
V
V
b) V
V
45¼
V
c) V
V
V
d) V V
V
e) V V
V
120¼120¼
120¼
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 39 6/23/14 10:17 AM
40 Física – Setor 1201 ALFA 6
2 (Fuvest-SP) Núcleos atômicos instáveis, existentes na natureza e denominados isótopos radioativos, emi-
tem radiação espontaneamente. Tal é o caso do carbono 14 (14C), um emissor de partículas beta (β–). Neste
processo, o núcleo de carbono 14 deixa de existir e se transforma em um núcleo de nitrogênio (14N) com a
emissão de um antineutrino n e uma partícula β2:
14C → 14N 1 β2 1 n
Os vetores quantidade de movimento das partículas, em uma mesma escala, resultantes do decaimento
beta de um núcleo de 14C em repouso, poderiam ser mais bem representados, no plano do papel, pela
figura:
a) b2
n
14N
b)
b2
14N
n
c)
b2
14N
n
d)
b2
14N
n
e)
b2
14N
n
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
Leia o item 19, cap. 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 23 a 26, série 2.
Livro 1 — Unidade IV
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Faça os exercícios 27 a 30, série 2.
AnOTAÇÕES
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 40 6/23/14 10:17 AM
ALFA 6 F’sica Ð Setor 1201 41
Se, em dada dire•‹o, a soma das for•as externas a um sistema de corpos Ž nula, a quantidade de movimento
nessa dire•‹o Ž constante.
Em símbolos:
(ΣF
ext
)
x
5 0 ⇒ (Q
sist
)
x
5 constante
ExERCíCIO
(Fuvest-SP) Um cachorro de massa 20 kg está inicialmente em repouso sobre uma prancha de 80 kg. A
prancha está em repouso sobre um solo horizontal sem atrito. Num dado instante, o cachorro começa
a se movimentar num dado sentido com velocidade 1 m/s em relação à prancha.
Determine:
a) a velocidade do cachorro em relação ao solo;
b) a velocidade da prancha em relação ao solo.
M
1
M
1
M
2
M
2
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
Fa•a os exerc’cios 34 a 38, série 2.
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Fa•a os exerc’cios 40 a 43, série 2.
AULA 48 SISTEMA ISOLADO EM DADA DIREÇãO
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 41 6/23/14 10:17 AM
42 Física Ð Setor 1201 ALFA 6
AULA 49 CHOQUES FROnTAIS
1 introduÇÃo
Em um choque entre dois corpos A e B, há uma
aproximação, uma interação rápida e, em seguida, uma
separação.
Tratando-se de uma interação rápida, as forças tro-
cadas pelos corpos apresentam grandes intensidades
e, por isso, as forças externas podem ser desprezadas.
Portanto, de um modo geral:
Choque (colisão) ⇒ Sistema isolado
2 CHoQues Frontais
São os que ocorrem sem mudança de direção.
3 CoeFiCiente de restituiÇÃo
5
2
e
V' V'
V V2V V
B AV'B A
A BV VA BV V
4 tiPos de CH oQues Frontais
Perfeitamente elástico (ou com restituição total)
Velocidade de afastamento 5 velocidade de apro-
ximação ⇒ e 5 1
V
afast
5 V
aprox
⇒ e 5 1
Parcialmente elástico
Velocidade de afastamento velocidade de apro-
ximação ⇒ 0 e 1
V
afast
V
aprox
⇒ 0 e 1
inelástico ou anelástico ou plástico
(sem restituição)
A velocidade de afastamento é nula ⇒ e = 0
V
afast
5 0 ⇒ e 5 0
5 diaGrama VeloCidade 3 temPo em
um CHoQue Frontal
V
A
V
B
V'
B
V'
A
V
afast
V
t
V
aprox
Duração do choque
ExERCíCIO
Uma esfera A de massa m que se movimenta em
uma superfície lisa e horizontal com velocidade V
A
choca-se frontalmente (sem mudança de direção)
com outra esfera B, idêntica a ela, que se encontra
em repouso. Sabendo que o choque é perfeita-
mente elástico, determine as velocidades V’
A
e V’
B
das esferas após a colisão.
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
Leia os itens 1 a 8, cap. 2 do Livro-texto.
Faça os exercícios 50 e 57, série 2.
Livro 1 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Faça os exercícios 52, 53 e 59 a 61, série 2.
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 42 6/23/14 10:17 AM
ALFA 6 Física – Setor 1201 43
AULA 50 COnCEITO DE PRESSãO EM UM POnTO DE UM LíQUIDO EM EQUILíBRIO. TEOREMA DE STEVIn
1 ConCeitos iniCiais
A hidrostática estuda o líquido em repouso em
relação ao recipiente que o contém. O recipiente,
por sua vez, deve estar em repouso ou em movi-
mento retilíneo uniforme em relação à Terra.
Os fluidos (líquidos ou gases) em equilíbrio só
trocam forças normais.
A transmissão da força nos fluidos se dá em to-
das as direções e todos os sentidos.
F
1
F
2
F
3
F
4
L’quido
ou
g‡s
F
2 PressÃo em um Ponto de um
lÍQuido em eQuilÍBrio
Considere uma porção cilíndrica de um líquido
em equilíbrio contida no próprio líquido em equilíbrio.
Esta porção se mantém em equilíbrio pela ação de
forças normais exercidas pelo resto do líquido. Em par-
ticular pela ação de uma força F, que é perpendicular
à superfíciede área A.
Sendo A a área da base do cilindro, define-se pres-
são (pM) no ponto M (centro da base) pelo quociente:
5p F
A
M
FA
MM
F
1
F
2
A
1
A
2
É possível demonstrar (e o faremos no momento
oportuno) que o quociente F
A
depende da profundi-
dade do ponto escolhido dessa área (ponto M) e não
depende da área escolhida. Assim:
5 55 5 5p F
A
F
A
F
AM
1
1
2F2F
2
5 ...
A unidade de pressão no SI é N
m2
5 Pa (pascal).
Como F é a intensidade da força, então a pressão
é uma grandeza escalar.
3 teorema de steVin
Este teorema nos possibilita calcular a pressão
em um ponto qualquer de um líquido em equilíbrio.
Acompanhe:
1a situação
Pontos na mesma horizontal, no mesmo líquido,
em equilíbrio, têm a mesma pressão.
pA 5 pB
A B
2a situação
Pressão em um ponto do líquido de profundidade h:
pabs 5 psup 1 phidr
pabs 5 psup 1 d ? g ? h
A
p
sup
h
em que:
pabs: pressão absoluta
psup: pressão na superfície
d ? g ? h 5 phidr: pressão hidrostática (d: densidade;
g: aceleração da gravidade; h: profundidade ou altura)
As unidades envolvidas neste teorema são as se-
guintes:
A expressão pabs 5 psup 1 phidr pode ser usada
com qualquer unidade de pressão.
Na expressão p 5 psup 1 dgh, empregaremos d
em kg/m3, g em m/s2, h em m e p em Pa.
A altura de um líquido é também unidade de
pressão; logo, a pressão hidrostática de uma
altura h de um líquido X vale h. Exemplos: a
pressão hidrostática de uma coluna de mercú-
rio de altura 200 mm é 200 mm de mercúrio
(200 mmHg); a pressão hidrostática de uma
coluna de água de 15 m de altura é 15 mca
(leia “15 metros de coluna de água”).
Sabendo a pressão da coluna de um líquido de
altura h0 é 1 atm, a pressão hidrostática de uma
coluna de altura h deste mesmo líquido vale
( )hh0 atm. No caso da água, h0 < 10 m e, no
caso do mercúrio, h
0 5 760 mm.
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 43 6/23/14 10:17 AM
44 F’sica Ð Setor 1201 ALFA 6
ExERCíCIO
Um lago tem profundidade 20 m. Sabendo-se que a pressão atmosférica local é 105 Pa e que a densidade
da água é 1 g/cm3, pede-se:
a) determinar a pressão em um ponto de profundidade 4 m;
b) determinar a pressão no fundo do lago;
c) construir o gráfico da pressão em função da profundidade.
p (Pa)
1,0 ? 105
2,0 ? 105
3,0 ? 105
0
Profundidade h (m)
2 64 108 1412 1816 20
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
Leia os itens 1 a 7, cap. 4 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 19 a 21, sŽrie 1.
Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 2.
Livro 1 — Unidade IV
Caderno de Exercícios 2 — Unidade III
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Fa•a os exerc’cios 28 e 29, sŽrie 1.
Fa•a os exerc’cios 6 a 8, sŽrie 2.
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ALFA 6 Física – Setor 1202 45
física
setor 1202
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ...............46
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ...............46
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ...............49
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ...............49
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ...............52
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ...............52
setor b
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 45 6/23/14 10:17 AM
46 Física – Setor 1202 ALFA 6
1 trabalho da força elétrica
No campo de uma carga puntiforme fixa Q, consideremos dois pontos, A e B, distantes respectivamente
r
A
e r
B
de Q.
Q q
r
B
r
A
A B
O trabalho da força elétrica, ao se deslocar uma carga de prova q de A para B, pode ser calculado como segue:
τ
A B
F
A B
k
Q ? q
r
k
Q ? q
r→
5 ? 2 ?
A expressão será válida ainda que os pontos não estejam alinhados com a carga Q, pois a força elétrica é
conservativa, e seu trabalho não depende da trajetória.
Q
A
B
r
A
r
B
2 energia Potencial elétrica
Para um sistema formado por uma carga fixa Q e uma carga de prova q, ocupando um ponto A, distante r
A
da carga fixa, temos a energia potencial elétrica associada, que pode ser calculada por:
ε
pA
A
k
Q ? q
r
5 ?
3 Potencial elétrico
A expressão ε
pA
A
k
Q ? q
r
5 ? pode ser reescrita como εpA
A
Q
r
5 q ? k ? , em que o potencial elétrico do ponto
A no campo da carga fixa Q é dado por:
V k
Q
rA
V k
A
V k
A
r
A
5 ?V k5 ?V k
No SI, a unidade de potencial elétrico é o volt (V).
auLas 45 e 46 trabaLho da força ELétrica E potEnciaL ELétrico
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 46 6/23/14 10:17 AM
ALFA 6 Física – Setor 1202 47
ExErcícios
1 (Ufes – Adaptada) Uma partícula de carga elétrica q, positiva, é abandonada a uma distância d de outra
partícula cuja carga elétrica é Q, positiva, e que está fixa em um ponto. Considere as partículas apenas sob
interação elétrica, no vácuo, onde a constante da lei de Coulomb vale k
0
. Qual será o trabalho da força elé-
trica sobre a partícula de carga q, entre o abandono e o instante em que a distância entre as partículas for
igual a 4d?
2 (Unicamp-SP) Considere uma molécula diatômica iônica. Um átomo tem carga q 5 1,6 ? 10219 C, e o outro tem
carga oposta. A distância interatômica de equilíbrio é 2,0 ? 10210 m. No Sistema Internacional,
1
4
0
π ε
é igual
a 9,0 ? 109. Na distância de equilíbrio, a força de atração entre as cargas é anulada por outras forças internas
da molécula. Pede-se:
a) a resultante das forças internas que anula a força de atração entre as cargas;
b) considerando que, para distâncias interatômicas maiores que a distância de equilíbrio, as outras forças
internas são desprezíveis, determine a energia necessária para separar completamente as duas cargas,
isto é, para dissociar a molécula em dois íons.
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 47 6/23/14 10:17 AM
48 Física – Setor 1202 ALFA 6
oriEntação dE Estudo
auLa 45
Leia os itens 1 e 2, cap. 3 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 1 a 3, sŽrie 3.
auLa 46
Leia os itens 3 a 5, cap. 3 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 12 a 14, sŽrie 3.
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1 — Unidade VII
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 45
Fa•a os exerc’cios 4 a 7, sŽrie 3.
auLa 46
Fa•a os exerc’cios 16 e 17, sŽrie 3.
3 (Ufla-MG) O diagrama potencial elétrico versus distância de uma carga elétrica puntiforme Q no vácuo é mostrado
a seguir. Considere a constante eletrostática do vácuo igual a 9,0 ? 109 unidades do SI.
V (volt)
r (cm)3
30
Pode-se afirmar que o valor de Q é:
a) 13,0 ? 10212 C b) 10,1 ? 10212 C c) 13,0 ? 1029 C d) 10,1 ? 1029 C e) 23,0 ? 10212 C
4 (Mack-SP) Na determinação do valor de uma carga elétrica puntiforme, observamos que, em determinado ponto
do campo elétrico por ela gerado, o potencial elétrico é de 18 kV e a intensidade do vetor campo elétrico é
9,0 kN/C. Se o meio é o vácuo (k
0
5 9 ? 109 N ? m2/C2), o valor dessa carga é:
a) 4,0 mC b) 3,0 mC c) 2,0 mC d) 1,0 mC e) 0,5 mC
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 49
1 Potencial elétrico em um Ponto
devido a várias cargas fixas
No campo de várias cargas puntiformes fixas Q
1
,
Q
2
, ..., Q
n
, consideremos o ponto A distante r
1
, r
2
, ...,
r
n
, respectivamente, de Q
1
, Q
2
, ..., Q
n
.
r
1
Q
1
Q
2
Q
n
r
2
r
n
q
A
O potencial elétrico em A, devido ao sistema de
cargas, é a soma algébrica dos potenciais que cada car-
ga puntiforme fixa estabelece no ponto.
V k
Q
r
k
Q
r
... k
Q
A
1
1
2
2
n
5 ? 1 ? 1 1 ?
rr
n
2 trabalho da força elétrica
em função da diferença de
Potencial elétrico (ddp)
O potencial elétrico pode ser utilizado como au-
xiliar no cálculo do trabalho das forças elétricas no
deslocamento de uma carga de prova q de A para B.
5 2
τ εε
A B
F
pA pB→
e τ
A B A B
q V V
→ ( )5 ? 2
F
em que V
A
2 V
B
representa a diferença de po-
tencial (ddp) entre os pontos A e B.
ExErcícios
1 Em qual das alternativas o vetor campo elŽtrico e
o potencialelŽtrico s‹o nulos, simultaneamente,
no centro do quadrado?
a) 1q
1q
1q
1q
auLas 47 e 48 trabaLho, EnErgia potEnciaL E potEnciaL no caMpo dE várias cargas
b) 2q
2q
2q
2q
c) 1q
2q
1q
2q
d) 1q
2q
2q
1q
e) 1q
2q
1q
1q
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 49 6/23/14 10:17 AM
50 Física – Setor 1202 ALFA 6
2 (Ufal) Duas cargas puntiformes, Q
1
5 3,0 mC e Q
2
5 212 mC, estão fixas nos pontos A e B, no vácuo, separadas
de 9,0 cm e isoladas de outras cargas.
Q
1
� 3,0 µC Q
2
� �12,0 µCM
9,0 cm BA
Considerando a constante eletrostática k 5 9,0 ? 109 N ? m2/C2 e tomando o referencial no infinito, determine
o potencial elétrico no ponto M, médio de AB.
3 (UfPE) Duas cargas elétricas puntiformes, de mesmo módulo Q e sinais opostos, são fixadas à distância de
3,0 cm entre si. Determine o potencial elétrico no ponto A, em volts, considerando que o potencial no ponto
B é 60 volts.
BA
1Q �Q
1,0 cm 1,0 cm
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 50 6/23/14 10:17 AM
ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 51
4 (UfU-MG) Considere duas partículas, com cargas Q
1
5 1 ? 1029 C e Q
2
5 21 ? 1029 C, localizadas em um plano,
conforme figura a seguir.
Q
1
Q
2 A B
Cada quadrícula da figura possui lado igual a 1 cm. Considere k 5 9 ? 109 N ? m2 ? C22.
a) Calcule o potencial eletrostático nos pontos A e B, devido a Q
1
e Q
2
.
b) Se uma terceira partícula, Q
3
, com carga igual a 2 ? 1029 C é deslocada de A para B, calcule o trabalho total
realizado pela força elétrica sobre a partícula em tal deslocamento.
oriEntação dE Estudo
auLa 47
Leia o item 6, cap. 3 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 18 a 20, sŽrie 3.
auLa 48
Leia o item 7, cap. 3 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 24 e 25, sŽrie 3.
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1 — Unidade VII
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 47
Fa•a os exerc’cios 21 a 23, sŽrie 3.
auLa 48
Fa•a os exerc’cios 26 a 28, sŽrie 3.
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 51 6/23/14 10:17 AM
52 Física – Setor 1202 ALFA 6
análise do camPo uniforme
A
V
A dAB
V
B
B
q
F
elŽtr.
→
E
→
No deslocamento da carga q, do ponto A ao B, o trabalho da for•a elŽtrica pode ser calculado como segue:
t
F
A→B 5 F ? d
AB
|t
F
A→B| 5 |q| ? E ? d
AB
t
F
A→B 5 q ? V VA B2( )
|t
F
A→B| 5 |q| ? U
AB
e
Assim, encontramos a seguinte rela•‹o v‡lida num campo elŽtrico uniforme:
E ? d
AB
5 U
AB
Note que, no SI, alŽm do newton por coulomb (N/C), o volt por metro (V/m) Ž unidade de campo elŽtrico.
ExErcícios
1 (Unifesp) A presen•a de ’ons na atmosfera Ž respons‡vel pela exist•ncia de um campo elŽtrico dirigido e
apontado para a Terra. Pr—ximo ao solo, longe de concentra•›es urbanas, num dia claro e limpo, o campo
elŽtrico Ž uniforme e perpendicular ao solo horizontal e sua intensidade Ž de 120 V/m. A figura mostra as
linhas de campo e dois pontos dessa regi‹o, M e N.
1,20 m
N
M
E
→
O ponto M est‡ a 1,20 m do solo, e N est‡ no solo. A diferen•a de potencial entre os pontos M e N Ž:
a) 100 V
b) 120 V
c) 125 V
d) 134 V
e) 144 V
auLas 49 e 50
caMpo ELétrico uniforME
E MoviMEnto dE cargas
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 52 6/23/14 10:18 AM
ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 53
2 (Cesgranrio-RJ) A figura a seguir representa as linhas de um campo elétrico uniforme.
16 cm
B
3 cm
A
A ddp entre os pontos A e B vale 24 volts. Assim, a intensidade desse campo elétrico, em volt/metro, vale:
a) 60
b) 80
c) 120
d) 150
e) 200
3 (UfRJ) A figura mostra, num certo instante, algumas linhas do campo elétrico (indicadas por linhas con-
tínuas) e algumas superfícies equipotenciais (indicadas por linhas tracejadas) geradas pelo peixe elétrico
eigenmannia virescens. A diferença de potencial entre os pontos A e B é V
A
2 V
B
5 4,0 ? 1025 V.
A
B
D C
Suponha que a distância entre os pontos C e D seja 5,0 ? 1023 m e que o campo elétrico seja uniforme ao
longo da linha que liga esses pontos.
Calcule o módulo do campo elétrico entre os pontos C e D.
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 53 6/23/14 10:18 AM
54 F’sica Ð Setor 1202 ALFA 6
4 (UfRGS-RS) Entre 1909 e 1916, o físico norte-americano Robert Milikan (1868-1953) realizou inúmeras re-
petições de seu famoso experimento da “gota de óleo”, a fim de determinar o valor da carga do elétron.
O experimento, levado a efeito no interior de uma câmara a vácuo, consiste em contrabalançar o peso de
uma gotícula eletrizada de óleo pela aplicação de um campo elétrico uniforme, de modo que a gotícula se
movimente com velocidade constante.
O valor obtido por Milikan para a carga eletrônica foi de aproximadamente 1,6 ? 10219 C.
Suponha que, numa repetição desse experimento, uma determinada gotícula de óleo tenha um excesso de
cinco elétrons, e que seu peso seja de 4,0 ? 10215 N. Nessas circunstâncias, para que a referida gotícula se mo-
vimente com velocidade constante, a intensidade do campo elétrico aplicado deve ser de aproximadamente:
a) 5,0 ? 102 V/m
b) 2,5 ? 103 V/m
c) 5,0 ? 103 V/m
d) 2,5 ? 104 V/m
e) 5,0 ? 104 V/m
5 (Vunesp) Os elétrons de um feixe de um tubo de TV são emitidos por um filamento de tungstênio dentro de
um compartimento com baixíssima pressão. Esses elétrons, com carga e 5 1,6 ? 10219 C, são acelerados por
um campo elétrico existente entre uma grade plana e uma placa, separadas por uma distância L 5 12,0 cm
e polarizadas com uma diferença de potencial U 5 15 kV. Passam então por um orifício da placa e atingem
a tela do tubo. A figura ilustra esse dispositivo.
Grade
e
L
Placa
Considerando que a velocidade inicial dos elétrons é nula, calcule:
a) o campo elétrico entre a grade e a placa, considerando que ele seja uniforme;
b) a energia cinética de cada elétron, em joules, quando passa pelo orifício.
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 55
6 (Mack-SP)
9,0 mm9,0 mm
B CA
1q
E
→
Entre as placas de um condensador tem-se o campo elŽtrico uniforme, de intensidade 1,0 ? 105 V/m, ilustrado
na figura, e as a•›es gravitacionais s‹o desprezadas. Um corpœsculo eletrizado, de massa m 5 1,0 ? 1023 g
e carga q 5 12 mC, Ž abandonado do repouso no ponto B. Ap—s um intervalo de ___ , o corpœsculo passa
pelo ponto ____ , com velocidade ____ .
A alternativa que contŽm as informa•›es corretas para o preenchimento das lacunas na ordem de leitura Ž:
a) 3,0 ? 1024 s; C; 60 m/s.
b) 3,0 ? 1024 s; A; 60 m/s.
c) 3,0 ? 1023 s; C; 60 m/s.
d) 3,0 ? 1023 s; A; 60 m/s.
e) 4,2 ? 1024 s; C; 85 m/s.
oriEntação dE Estudo
auLa 49
Leia os itens 8 e 9, cap. 3 do Livro-texto.
Faça os exerc’cios 1 a 3, série 1.
auLa 50
Faça os exerc’cios 8 a 10, série 1.
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade V
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 49
Faça os exerc’cios 4 a 6, série 1.
auLa 50
Faça os exerc’cios 11 a 13, série 1.
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56 F’sica Ð Setor 1202 ALFA 6
anotaçÕEs
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ALFA 6 Física – Setor 1203 57
FísiCa
setor 1203
Prof.: ____________________________________
aula 23 ............... AD h ...............TM h .............TC h .......... 58
aula 24 ............... AD h ...............TM h .............TC h .......... 61
aula 25 ............... AD h ...............TM h .............TC h .......... 66
setor C
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 57 6/23/14 10:23 AM
58 Física – Setor 1203 ALFA 6
auLa 23 eQuaçãO FundaMentaL da OnduLatÓria
velOcidAde de prOpAgAçãO de UmA OndA
F
A C
B D
E
λ
λ
2
λ
5 55 5 ?
l
lV
T
f
Observações:
1. Na refração de uma onda, a velocidade e o comprimento de onda são alterados. Quanto à frequência, esta
permanece inalterada.
2. A frequência e o período de uma ond a são características da fonte de abalos.
exerCíCiOs
1 A figura abaixo mostra o perfil de uma onda mecânica gerada pela fonte F. Sabe-se que o ponto A leva
2 segundos para percorrer a distância entre a posição de máxima elongaçãoaté sua posição de equilíbrio.
x (cm)
y (mm)
242
2
22
4 6 8 10 12 14 16 18 20 220
F A
Com base nessas informações, determine:
a) a amplitude dessa onda;
b) o comprimento de onda dessa onda;
c) a frequência dessa onda;
d) a velocidade de propagação dessa onda.
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1203 59
2 Um turista, sobre um rochedo próximo ao mar,
observou que a menor distância entre duas boias
consecutivas que oscilavam em fase era de 12 m.
A seguir, fixando seu olhar em um ponto do mar,
notou que, em 50 s, 21 cristas passaram por esse
ponto, incluindo a que passava no instante em que
começou a marcar o tempo e a que passava quan-
do terminou de contar.
Nessas circunstâncias, determine:
a) o comprimento de onda (l);
b) a frequência (f).
3 (UFG-GO) O princípio de funcionamento do forno
micro-ondas é a excitação ressonante das vibrações
das moléculas de água contidas nos alimentos. Para
evitar a fuga de radiação através da porta de vidro,
os fabricantes de fornos micro-ondas colocam na
parte interna do vidro uma grade metálica. Uma
condição para que uma onda eletromagnética seja
especularmente refletida é que seu comprimento
de onda seja maior que o tamanho das irregulari-
dades da superfície refletora. Considerando-se
que a frequência de vibração da molécula de água
é aproximadamente 2,40 GHz e que o espaçamento
da grade é da ordem de 1,0% do comprimento de
onda da micro-onda usada, conclui-se que o espa-
çamento em mm é:
Dados: velocidade das ondas eletromagnéticas no
interior do micro-ondas: 3,00 ? 108 m/s.
a) 0,80
b) 1,25
c) 8
d) 80
e) 125
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60 Física – Setor 1203 ALFA 6
4 Leia o texto a seguir.
A diferença entre eco e reverberação
Ao sermos atingidos por uma onda sonora, o sistema auditivo – formado pelo ouvido* externo, médio e interno –
amplifica essa vibração. No ouvido interno, ela é transformada em impulsos elétricos e é enviada ao cérebro por meio
do nervo auditivo.
Ocorre que a sensação provocada por um impulso sonoro, como um grito, não desaparece imediatamente no sistema
auditivo. Ela perdura ainda durante um curto intervalo de tempo, cerca de um décimo de segundo (0,1 s). Essa caracte-
rística é denominada de remanescência auditiva e é responsável por entendermos a diferença entre eco e reverberação.
Considere uma pessoa que ouve dois sons provenientes de uma mesma fonte sonora. O primeiro som a atinge direta-
mente, e o segundo a alcança após ser refletido em uma barreira, como uma parede. A reverberação ocorre quando o obser-
vador recebe o segundo som (refletido) antes que termine a remanescência do primeiro, ocasionando o prolongamento e o
aumento da sensação auditiva. A reverberação é comum em ambientes amplos e com superfícies lisas. É fácil observar que,
quando conversamos em um apartamento vazio, ocorre uma superposição dos sons, o que pode atrapalhar o entendimento.
A presença de móveis, tapetes e cortinas absorve a energia transportada pelas ondas sonoras e diminui a reverberação.
O eco, por sua vez, ocorre quando os dois sons (direto e refletido) são percebidos distintamente, pois, quando o som
refletido atinge o observador, a remanescência do primeiro já se extinguiu. Dessa forma, o intervalo de tempo entre a
chegada do som direto e do refletido é superior a 0,1 s.
[...]
RODRIGUES, Tarso Paulo. Folha de S.Paulo Ð Fovest, 26 ago. 2004.
Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo2608200406.htm>.
Acesso em: 8 maio 2014.
* Nota do editor: De acordo com a (nova) Terminologia Anatômica-2001, usa-se orelha externa, média e interna.
Suponha que uma pessoa bata a palma da mão e ouça o eco produzido por um anteparo à sua frente. De
acordo com o texto, assinale a opção que indica uma possível distância entre a pessoa e o anteparo.
Dado: velocidade do som 5 340 m/s
a) 20 m
b) 15 m
c) 12 m
d) 8 m
e) 6 m
OrientaçãO de estudO
Faça os exercícios 12 a 16, série 2.
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade VII
tarefa Mínima tarefa Complementar
Faça os exercícios 8 a 11, série 2.
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 60 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 F’sica Ð Setor 1203 61
1 O mOdelO
Campo elétrico
Campo magnético
E
→
B
→
λ
Distância
Propagação
2 O espectrO
101
M
ic
ro
-o
n
d
a
s
O
n
d
a
s
c
u
rt
a
s
d
e
r
á
d
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R
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A
M
T
V
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F
M
In
fr
a
v
e
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e
lh
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v
io
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R
a
io
s
X
R
a
io
s
γ
O
n
d
a
s
l
o
n
g
a
s
d
e
r
á
d
io
L
U
Z
102 103 104 105 106 107 108 109 1010 1011 1012 1013 1014 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1021 1022 1023
Energia
f (Hz)
λλλ
3 A velOcidAde
No vácuo, todas as radiações eletromagnéticas propagam-se com a mesma velocidade, cujo valor aproximado é:
c 5 300 000 km/s 5 3 ? 108 m/s
Nos demais meios, a velocidade da onda eletromagnética depende:
1. das características do meio (substância, densidade, …).
2. da frequência da onda (por exemplo, para o vidro: V
verm
≠ V
azul
).
auLa 24 a Onda eLetrOMaGnÉtiCa
exerCíCiO
Sobre as ondas eletromagnéticas são feitas as
afirmações:
I. Ondas eletromagnéticas são ondas transver-
sais que se propagam no vácuo com velocidade
constante c 5 3,0 ? 108 m/s.
II. São exemplos de ondas eletromagnéticas mui-
to frequentes no cotidiano: infravermelho, mi-
cro-ondas, raios X e o som emitido pelo rádio.
III. As micro-ondas geradas são ondas de mesma
natureza que a luz, mas de menor frequência.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
OrientaçãO de estudO
Leia o resumo de aula.
Faça os exercícios 1 a 4, série 3.
Caderno de Exercícios 2 — Unidade VII
tarefa Mínima
tarefa Complementar
Leia o texto “A onda eletromagnética” na Atividade
extra a seguir.
Faça os exercícios 5, 6 e 8, série 3.
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62 Física – Setor 1203 ALFA 6
A OndA eletrOmAgnéticA
1. Um pouco de história
Durante o século XVII, havia duas teorias que procuravam explicar a natureza da luz. Uma delas
(teoria corpuscular), defendida por Isaac Newton (1643-1727), postulava que a luz era constituída de
um fluxo de partículas que se deslocavam no espaço vazio. Por meio desse modelo, Newton tentou
explicar (com algum sucesso) os fenômenos da refração e da reflexão. A segunda (teoria ondulatória),
com origem nas ideias de René Descartes (1596-1650), sedimentada e aperfeiçoada por trabalhos do
holandês Christiaan Huygens (1629-1695), defendia a ideia que a luz era uma perturbação de natureza
ondulatória, regida pelas leis que regulam os fenômenos ondulatórios.
Há grandes diferenças entre essas teorias, e uma merece destaque. Resumidamente, segundo os
defensores da teoria corpuscular associada à luz, as partículas seriam aceleradas no interior dos meios
materiais. Dessa forma, a velocidade da luz no interior do vidro seria maior que a velocidade da luz no
ar. Para os defensores da teoria ondulatória, acontecia exatamente o contrário: a luz se propagaria mais
lentamente no interior dos meios mais densos.
Naquela época, a comunidade científica não dispunha de tecnologia suficiente para elaborar expe-
rimentos que pudessem contrapor essas ideias. Assim, durante o século XVIII, devido ao prestígio de
Newton, a maioria dos cientistas referendou a teoria corpuscular da luz. Todavia, com o aperfeiçoa-
mento dos aparelhos ópticos e de novas técnicas de medições, foi possível analisar com precisão alguns
experimentos ópticos que indicavam o comportamento ondulatório da luz. É o caso, por exemplo, da
interferência e da difração da luz (estudaremos esses fenômenos nas próximas aulas). Para esses fenô-
menos, a teoria de partículas de Newton não se aplicava de forma satisfatória.
2. na ciência, o experimento é crucial
Durante o século XIX, com o avanço da tecnologia e com o avanço nas teorias da eletricidade e do
magnetismo, começaram a surgir novas ideias associadasà luz.
A seguir, destacamos os experimentos mais significativos relacionados a fenômenos ondulatórios
e a fenômenos eletromagnéticos:
Em 1801, o britânico Thomas Young (1773-1829) realizou um experimento de interferência luminosa,
fazendo um feixe de luz atravessar duas fendas vizinhas. Young ponderou que as observações experi-
mentais só poderiam ser explicadas se fosse assumido a teoria ondulatória à propagação luminosa.
Em 1819, o francês Augustin Fresnel (1788-1827) elaborou métodos matemáticos, com base na
teoria ondulatória, que permitiram determinar com precisão resultados quantitativos a respeito
da difração e da interferência da luz – mais um ponto a favor da teoria ondulatória da luz.
Em 1820, o dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) descobriu que correntes elétricas
poderiam gerar campos magnéticos. Foram as primeiras evidências do fenômeno da interdepen-
dência dos campos elétricos e magnéticos.
Em 1831, o britânico Michael Faraday (1791-1867) e o americano Joseph Henry (1797-1878), sem que
um soubesse do trabalho do outro, realizaram experimentos que mostravam que a corrente elétrica
poderia ser produzida a partir de um ímã em movimento próximo às espiras de uma bobina. Além de
complementar o experimento de Oersted, este foi o marco na história das eletrificações das cidades.
Em 1850, o francês Léon Foucault (1819-1868) realizou um experimento que concluía que a
velocidade da luz na água é inferior à velocidade da luz no ar – um duro golpe contra a teoria
corpuscular da luz.
Por volta de 1860, o britânico James Clerk Maxwell (1831-1879) deu a forma final à teoria moder-
na do eletromagnetismo, apresentando a interdependência dos campos elétricos e magnéticos.
Segundo esse modelo, a variação de campos elétricos induz o aparecimento de campos magné-
ticos variáveis. Em outras palavras, correntes elétricas alternadas criam perturbações que trans-
ferem energia de um ponto a outro do espaço. Por meio de suas equações, Maxwell previu que
as perturbações eletromagnéticas se propagavam com velocidade aproximada de 300 000 km/s.
Ao determinar outras propriedades dessas ondas, Maxwell verificou que elas correspondiam às
características já conhecidas da luz.
atividade extra
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 62 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 Física – Setor 1203 63
Em 1883, o alem‹o Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894) realizou experimentos que mostraram
como produzir ondas eletromagnŽticas e como controlar suas frequ•ncias. Essas experi•ncias
permitiram demonstrar a exist•ncia de radia•‹o eletromagnŽtica, tal como previsto teoricamente
por Maxwell.
3. A geração de onda eletromagnética
Sabemos que o campo elŽtrico em uma regi‹o Ž gerado pela presen•a de uma carga elŽtrica. Dessa
maneira, caso essa carga elŽtrica oscile, o respectivo campo elŽtrico tambŽm oscilar‡; ou seja, Ž poss’vel
obter um campo elŽtrico que varia com o tempo.
Segundo a teoria proposta por Maxwell, quando um campo elŽtrico Ž vari‡vel no tempo, surge um
campo magnŽtico que, por sua vez, tambŽm varia no tempo. Em contrapartida, o campo magnŽtico
vari‡vel gera um campo elŽtrico vari‡vel, e esse novo campo elŽtrico vai criar outro campo magnŽtico,
e assim sucessivamente.
Uma vez que os experimentos mostraram que esse campo eletromagnŽtico est‡ sujeito a fen™me-
nos como reflex‹o, difra•‹o e refra•‹o, concluiu-se que ele se propaga na forma de uma perturba•‹o
ondulat—ria.
Resumindo, cargas elŽtricas em movimento geram a onda eletromagnŽtica. Como consequ•ncia,
todo corpo, por estar acima de 0 (zero) kelvin, Ž um emissor de ondas eletromagnŽticas, devido ˆs vi-
bra•›es at™micas e moleculares.
Sabemos que quanto maior a temperatura do corpo, maior Ž o estado de agita•‹o de suas part’culas,
sejam elas at™micas ou moleculares. Portanto, quanto maior a temperatura do corpo, maior a frequ•ncia
das ondas eletromagnŽticas por ele emitidas.
4. O modelo da onda eletromagnética
O modelo utilizado atŽ hoje para representar a onda eletromagnŽtica que se propaga em dada dire•‹o
Ž a exist•ncia de duas ondas transversais e perpendiculares entre si: uma representando a oscila•‹o do
campo elŽtrico e outra representando a oscila•‹o do campo magnŽtico.
Os vetores representativos dos campos elŽtricos e magnŽticos s‹o perpendiculares ˆ dire•‹o de
propaga•‹o da onda.
Propagação
E
→
B
→
V
→
5. O modelo de fótons
No in’cio do sŽculo XX, o modelo da onda eletromagnŽtica n‹o foi capaz de elucidar alguns dos resultados
obtidos em novos experimentos.
A partir dos trabalhos de Max Planck (1858-1947), Albert Einstein (1879-1955) e Albert Compton
(1892-1962), foi proposto um novo modelo para as radia•›es eletromagnŽticas. Segundo esse modelo,
a radia•‹o eletromagnŽtica consiste em um feixe de ÒpacotesÓ de energia. Cada um desses pacotes Ž
denominado fóton e Ž indivis’vel (n‹o existe 0,5 f—ton). Por simplicidade, imagina-se cada f—ton como
uma part’cula, mas sem massa. A quantidade de energia (E) de um f—ton Ž diretamente proporcional
ˆ frequ•ncia (f) da radia•‹o. Em s’mbolos, E 5 h ? f, em que h Ž denominada constante de Planck e
vale 6,63 ? 10234 J ? s. Portanto, quanto maior a frequ•ncia da radia•‹o eletromagnŽtica, maior a energia
dos f—tons que a constitui.
Em nosso estudo, estamos interessados apenas no modelo ondulat—rio aplicado ˆ radia•‹o eletro-
magnŽtica.
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64 F’sica Ð Setor 1203 ALFA 6
6. O espectro eletromagnético
As ondas eletromagnéticas recebem diferentes denominações dependendo de sua faixa de frequência.
Observe este esquema.
101
Micro-ondas
V
e
rm
e
lh
o
A
la
ra
n
ja
d
o
A
m
a
re
lo
V
e
rd
e
A
zu
l
A
n
il
V
io
le
ta
TV
AUMENTO DA ENERGIA
Ondas
curtas
de
rádio
Ondas
de
rádio
AM
Ondas
de
rádio
FM
Infraver-
melho
Ultra-
violeta
Raios X Raios γOndas longas
de rádio
102 103 104 105 106 107 108 109 1010 1011 1012 1013 10
14 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1021
f (Hz)
λ
Radar
Visível
As ondas de rádio e as micro-ondas
Com frequências até 109 Hz, as ondas de rádio são geradas por circuitos eletrônicos e utilizadas nos
sistemas de transmissão de rádio de televisão. As estações de rádio AM (amplitude modulada) utilizam
ondas na faixa de 5,3 ? 105 Hz a 1,6 ? 106 Hz. Já as estações de FM (frequência modulada) fazem uso
de ondas eletromagnéticas entre 8,8 ? 107 Hz a 1,08 ? 108 Hz para suas transmissões. As ligações de
telefone e as transmissões de TV por satélites são feitas com micro-ondas, que possuem frequência
entre 109 e 3 ? 1011 Hz. Somente as oscilações moleculares e atômicas podem produzir ondas com fre-
quências acima de micro-ondas.
A radiação infravermelha
A região do infravermelho estende-se dos 3 ? 1011 Hz até aproximadamente 4 ? 1014 Hz. Os corpos
com temperaturas próximas àquelas experimentadas em nosso cotidiano, como o corpo humano, por
exemplo, emitem radiações infravermelhas de forma abundante. Os controles remotos de aparelho de
televisão empregam essa faixa do espectro eletromagnético.
Devido ao seu poder de aquecimento moderado, as radiações infravermelhas podem ser utilizadas
em tratamentos fisioterápicos.
A luz visível
A radiação visível (luz) apresenta frequências que variam aproximadamente de 4 ? 1014 Hz (vermelho)
até 7,5 ? 1014 Hz (violeta). Cada cor do espectro visível apresenta sua frequência característica. A luz
branca proveniente do Sol consiste em uma mistura de ondas cujas frequências variam no intervalo citado.
radiação ultravioleta
A região do ultravioleta estende-se dos 8 ? 1014 Hz até aproximadamente 3 ? 1016 Hz. Grande par-
te das ondas que compõem a radiação solar é constituída por ultravioleta. Todavia, sua maior parte
é absorvida nas camadas altas de nossa atmosfera – em especial, nas camadas de ozônio. A radiação
ultravioleta e os raios X enviados pelo Sol interagem com os átomos e as moléculas presentes na alta
atmosfera produzindo grande quantidade de íons e elétrons livres (em torno de 1011 por m3). Por essemotivo, essa região da atmosfera, situada aproximadamente a 80 km de altura é denominada ionosfera.
Todas as radiações com frequências acima do visível são denominadas radiações ionizantes.
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 64 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 F’sica Ð Setor 1203 65
raios X
Os raios X, com faixa aproximada de frequência entre 3 ? 1016 Hz e 3 ? 1019 Hz, foram descobertos
em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Röntgen (1845-1923).
Um dos mecanismos para a produção de raios X consiste na colisão de elétrons acelerados contra um alvo
metálico, em condições especiais.
raios gama
A região dos raios gama estende-se desde os 5 ? 1019 Hz até valores superiores a 1023 Hz.
Por causa de suas altas frequências, as radiações gama são as mais energéticas e com menor com-
primento de onda. Por esse motivo, a radiação gama possui elevado poder de penetração, podendo até
atravessar a Terra de um lado ao outro. Devido à alta energia dos fótons associados à radiação gama,
ela pode ser empregada na destruição de células cancerígenas.
Os raios gama são produzidos pela desintegração do núcleo de substâncias radioativas. Na radiação
cósmica, também se detecta a presença de raios gama, que é tema de especial interesse na astrofísica.
7. A velocidade das ondas eletromagnéticas
Desde os primeiros relatos gregos, passando por toda a Idade Média e o período renascentista,
acreditava-se que a velocidade da luz era infinita. Descartes e Joahannes Kepler (1571-1630), entre ou-
tros, partilhavam dessa ideia. Somente com o advento de instrumentos ópticos, como a luneta (utilizada
pela primeira vez por volta de 1610) e o relógio de pêndulo (que permitiu aferições de intervalos de
tempo inferiores a 1 s, em 1657), foi possível observar com precisão a movimentação de alguns planetas
e seus satélites.
O astrônomo dinamarquês Olaf Römer (1644-1710) publicou, em 1676, um trabalho a respeito dos
eclipses dos satélites de Júpiter. Resumidamente, havia uma defasagem entre os horários previstos na
teoria para a ocorrência de certos eclipses e o horário exato de observação (cerca de 10 minutos). Römer
creditou essa defasagem à velocidade. Somente em 1849, o físico francês Hippolyte Fizeau (1819-1896)
desenvolveu um arranjo experimental simples, a partir do qual foi determinado o valor de 315 000 km/s
para a velocidade da luz. Um dos méritos desse experimento é que ele poderia ser reproduzido com
certa facilidade em outras localidades, permitindo aos outros cientistas a verificação dos resultados.
Com o avanço tecnológico, novos experimentos foram propostos com a finalidade de se determinar
a velocidade de propagação da luz. Em 1887, Albert Michelson (1852 -1931) e Edward Morley (1838-
-1923) realizaram um experimento que, entre outros resultados, apontou o valor 299 792,458 km/s para
a velocidade da luz no vácuo.
Atualmente, sabe-se que todas as ondas eletromagnéticas, no vácuo, se propagam com a mesma velo-
cidade. Por conveniência, aproxima-se esse valor para 300 000 km/s ou 3 ? 105 km/s ou ainda 3 ? 108 m/s.
Para os demais meios materiais, a velocidade das ondas eletromagnéticas depende da refringência
do meio que, por sua vez, depende da frequência da radiação. Por exemplo, a velocidade da luz amarela
no interior de um tipo de vidro, chamado flint, é de aproximadamente 185 000 km/s; no interior do
diamante, essa mesma radiação se propaga com velocidade aproximada de 124 000 km/s.
Para um vidro comum, a velocidade de propagação da radiação violeta em seu interior é aproximadamente
de 195 000 km/s, enquanto a radiação vermelha se propaga com velocidade aproximada de 200 000 km/s.
Resumindo, excetuando o vácuo, a velocidade de propagação da onda eletromagnética depende das
características do meio e da frequência da radiação.
anOtaçÕes
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 65 6/23/14 10:23 AM
66 F’sica Ð Setor 1203 ALFA 6
1 representAçãO de OndAs em meiOs bidimensiOnAis
Fonte pontual Fonte reta
Frente de onda
Vale
Raio de onda
F
Crista
F
auLa 25 Os FenÔMenOs OnduLatÓriOs
2 Os FenômenOs OndUlAtóriOs
difração
Na difração, apenas a forma da onda é alterada. Desde que o meio de
propagação seja o mesmo, os valores da frequência e do comprimento de onda
permanecem inalterados.
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 66 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 Física – Setor 1203 67
refração
Meio A
Meio B
r
i
λ
A
λ
B
sen i
sen r
V
V
AVA
BVBV
A
B
5 55 5
A
5 5
l
l
reflexão
F
Barreira
plana
F'
polarização
Planos de
oscila•‹o
Filtro
polarizador
Dire•‹o de
propaga•‹o
Plano de
oscila•‹o
Somente as ondas transversais podem ser polari-
zadas.
exerCíCiOs
1 A figura a seguir representa a vista superior de
um tanque de água que possui duas regiões, I
e II, que apresentam profundidades diferentes.
Ondas retilíneas e paralelas são produzidas na
superfície da água de um tanque. O segmento
PQ representa a fronteira de separação entre
as duas regiões. Embora a frente de onda seja
única, observam-se três sistemas de ondas na
vizinhança da descontinuidade, com frentes de
ondas cujos raios são paralelos respectivamen-
te às direções OM, ON e OS (veja figura).
P Q
S
NM
O I
II
Assinale certo (C) ou errado (E) nas afirmações a
seguir.
I. ( ) As ondas são geradas na região II.
II. ( ) O meio I é mais refringente que o meio II.
III. ( ) O comprimento de onda na região I é menor
que o comprimento de onda na região II.
IV. ( ) O fenômeno da reflexão total pode ocorrer
no interior do meio II.
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 67 6/23/14 10:23 AM
68 Física – Setor 1203 ALFA 6
2 (Vunesp) Uma onda plana de frequência f 5 20 Hz, propagando-se com velocidade V
1
5 340 m/s no meio 1,
refrata-se ao incidir na superfície de separação entre o meio 1 e o meio 2, como indicado na figura.
30º
45º
Meio 1
Meio 2
Sabendo-se que as frentes de onda plana incidente e refratada formam, com a superfície de separação,
ângulos de 30º e 45º respectivamente, determine:
a) a velocidade V
2
da onda refratada no meio 2;
b) o comprimento de onda l
2
da onda refratada no meio 2.
OrientaçãO de estudO
Leia o item 8, cap. 2 do Livro-texto.
Fa•a os exercícios 9 a 11, sŽrie 3.
Livro 3 Ñ Unidade III
Caderno de Exercícios 2 Ñ Unidade VII
tarefa Mínima tarefa Complementar
Fa•a os exercícios 15, 17, 18 e 25, sŽrie 3.
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 68 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 Química – Setor 1301 69
qUíMicA
setor 1301
Prof.: _____________________________________
aula 24 ............. AD h ............. tM h .............tC h ............. 70
aula 25 ............. AD h ............. tM h .............tC h ............. 73
setor A
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 69 6/23/14 10:44 AM
70 Química – Setor 1301 ALFA 6
AULA 24 OxidAçãO de ALqUenOs
1 OxidaçãO branda
KMnO
4
diluído a frio (reativo de Bayer).
[0]
branda
C Ñ C
Ñ
Ñ
Ñ
Ñ
Ñ Ñ C Ñ C Ñ
Ñ Ñ
Ñ Ñ
OH OH
2 OzOnólise
R — C C — R
—— ——
O O
H
2
O
2
R
— —
H
H
2
O
Zn
— —
R — C — C — R—
H R
O
3
1 1 1
Aldeído Cetona
3 OxidaçãO enérgica
KMnO
4
ou K
2
Cr
2
O
7
em meio ácido concentrado.
R — C C — R
—— ——
O O
R
— —
OH
[0]
enérgica
— —
R — C — C — R—
H R
1
Ácido Cetona
exercíciOs
1 Complete as reações:
a)
H
2
O
Zn
O
3
H
3
C — CH
2
— C — C — CH
3
—
— —
H CH
3
1
2-metilpent-2-eno
b)
H
2
O
Zn
O
3
H
3
C — C — CH
2
—
—
H
1
Propeno
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 70 6/23/14 10:44 AM
ALFA 6 Química – Setor 1301 71
2 Escreva as fórmulas estruturais dos produtos da ozonólise seguida de hidrólise do composto cuja estrutura
é representada a seguir:
3 Complete as reações:
a)
[0]
enérgica
H
3
C — C — C — CH
2
— CH
3
—
— —
H CH
3
3-metilpent-2-eno
b)
[0]
enérgica
H
3
C — CH
2
— CH — CH
2
—
But-1-eno
4 Qual é a fórmula e o nome oficial do alqueno que ao ser oxidado energicamente produz acetona, gás car-
bônico e água?
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 71 6/23/1410:44 AM
72 Química – Setor 1301 ALFA 6
5 (Cesgranrio-RJ) A combustão completa de 1 mol de um alceno X produz 4 mols de CO
2
, além de água. A
mesma quantidade desse alceno, quando oxidada energicamente (presença de KMnO
4
em meio ácido),
produz 2 mols de um mesmo ácido carboxílico. A estrutura plana desse alceno é:
a) CH
3
Ñ CH
2
Ñ CH
2
Ñ CH Ñ CH Ñ CH
2
Ñ CH
2
Ñ CH
3
Ñ
b) CH
3
— CH
2
— C — C — CH
2
— CH
3
—
—
CH
3
—
CH
3
c)
C — C—
—
— —
—
CH
3
CH
3
H
3
C
H
3
C
d) H
3
C — CH — CH — CH
3
—
e)
C — C—
—
— —
—
CH
3
CH
3
H
H
OrientAçãO de estUdO
Livro 2 — Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
Faça os exercícios 17, 18, 23 e 24, série 23. Leia o capítulo 8 do Livro-texto.
Faça os exercícios 19, 20, 25 e 26, série 23.
AnOtAçÕes
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 72 6/23/14 10:44 AM
ALFA 6 Química – Setor 1301 73
— C —
OH
—
—
1 ÁlcOOis mais cOmuns
H
3
C OH Metanol, álcool metílico, álcool da madeira.
Obtenção:
C(s) 1 H
2
O(v)
D
CO(g) 1 H
2
(g)
Gás d’água
(CO 1 H
2
) 1 H
2
Pt
cat. H3C — OH
H
3
C CH
2
OH Etanol, álcool etílico, álcool comum.
Obtenção:
C
12
H
22
O
11
invertase
H
2
O C6H12O6 1 C6H12O6
C
6
H
12
O
6
zimase
2 C
2
H
5
OH 1 2 CO
2
2 PrOPriedades físicas
OH
OH
OH
Aumento
da cadeia
Aumenta
a
temperatura
de
ebuli•‹o
Diminui a
solubilidade
em ‡gua
3 ligações de hidrOgêniO
—
—
H
O
O
—
—
H
HH
R — O — H
AULA 25 ÁLcOOis
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 73 6/23/14 10:44 AM
74 Química – Setor 1301 ALFA 6
exercíciOs
1 Indique a ordem crescente de solubilidade em água e ponto de ebulição dos álcoois:
H
3
C — CH
2
— CH
2
— OH
HO — CH
2
— CH
2
— CH
2
— OH
H
3
C — CH
2
— CH
2
— CH
2
— OH
A
B
C
2 (Fuvest-SP) O gráfico a seguir apresenta a solubilidade em água, a 25 °C, de álcoois primários de cadeia linear,
contendo apenas um grupo —OH no extremo da cadeia não ramificada. Metanol, etanol e 1-propanol são
solúveis em água em quaisquer proporções.
4
6,3
2,2
0,59
0,17 0,054 0,014 0,0037
5 6 7 8 9 10
0
1
2
3
4
5
6
7
S
o
lu
b
il
id
a
d
e
(g
d
e
á
lc
o
o
l/
1
0
0
g
d
e
á
g
u
a
)
Número de átomos de carbono na molécula do álcool
a) Analise o gráfico e explique a tendência observada.
Um químico recebeu 50 mL de uma solução de 1-dodecanol (C
12
H
25
OH) em etanol. A essa solução, adi-
cionou 450 mL de água, agitou a mistura e a deixou em repouso por alguns minutos.
Esse experimento foi realizado a 15 °C.
b) Descreva o que o químico observou ao final da sequência de operações do experimento.
Dados: 1-dodecanol é insolúvel em soluções diluídas de etanol em água (<10% em volume).
Ponto de fusão do 1-dodecanol 5 24 °C.
A densidade do 1-dodecanol é menor do que a de soluções diluídas de etanol em água.
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 74 6/23/14 10:44 AM
ALFA 6 Química – Setor 1301 75
3 (Enem) Os acidentes de trânsito, no Brasil, em sua maior parte são causados por erro do motorista. Em boa
parte deles, o motivo é o fato de dirigir após o consumo de bebida alcoólica. A ingestão de uma lata de
cerveja provoca uma concentração de aproximadamente 0,3 g/L de álcool no sangue.
A tabela abaixo mostra os efeitos sobre o corpo humano provocados por bebidas alcoólicas em função de
níveis de concentração de álcool no sangue:
Concentra•‹o de ‡lcool no
sangue (g/L)
Efeitos
0,1 – 0,5 Sem influência aparente, ainda que com alterações clínicas
0,3 – 1,2 Euforia suave, sociabilidade acentuada e queda da atenção
0,9 – 2,5
Excitação, perda de julgamento crítico, queda da
sensibilidade e das reações motoras
1,8 – 3,0 Confusão mental e perda da coordenação motora
2,7 – 4,0 Estupor, apatia, vômitos e desequilíbrio ao andar
3,5 – 5,0 Coma e morte possível
Fonte: Pesquisa Fapesp no 57, set. 2000.
Uma pessoa que tenha tomado três latas de cerveja provavelmente apresenta:
a) queda de atenção, de sensibilidade e das reações motoras.
b) aparente normalidade, mas com alterações clínicas.
c) confusão mental e falta de coordenação motora.
d) disfunção digestiva e desequilíbrio ao andar.
e) estupor e risco de parada respiratória.
4 (ITA-SP) Bebidas alcoólicas são aquelas que contêm álcool etílico numa quantidade tolerada para consumo
humano e muitas delas são fermentadas.
As bebidas fermentadas podem ser destiladas ou não. Indique a alternativa que contém uma bebida desti-
lada e uma não destilada.
a) Cachaça e vodka.
b) Cerveja e vinho.
c) Cachaça e conhaque.
d) Uísque e cerveja.
e) Vodka e conhaque.
OrientAçãO de estUdO
Livro 2 — Unidade II
Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
Faça os exercícios 1 a 4, série 24. Leia os itens relacionados às propriedades do
metanol e do etanol, cap. 9 do Livro-texto.
Faça os exercícios 5 a 8, série 24.
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 75 6/23/14 10:44 AM
76 Química Ð Setor 1301 ALFA 6
AnOtAçÕes
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 76 6/23/14 10:44 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 77
QUíMicA
setor 1302
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ...............78
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ...............78
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ...............80
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ...............80
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ...............83
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ...............83
setor B
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 77 6/23/14 10:45 AM
78 Química – Setor 1302 ALFA 6
Diluição: Adição de solvente.
A quantidade de soluto permanece constante.
A concentração diminui.
ExErcícios
1 Sabe-se que a água do mar e a água destilada não são potáveis, mas a mistura delas pode ser. Para cada
litro de água do mar, de concentração 35 g/L de sais, qual volume de água potável de concentração 0,7 g/L
pode ser obtida com adição de água destilada?
2 Vegetais podem fornecer substâncias de ação específica (princípios ativos) para medicamentos e cosméticos.
Calcule a concentração final em mol/L de um produto obtido pela diluição de 1 cm3 de um princípio ativo a
0,5 mol/L, com água suficiente para 200 cm3 de medicamento final.
AULAs 45 e 46 DiLUição DE soLUçõEs
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 78 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 79
3 Misturas de soluções de solutos diferentes e que não reagem entre si podem ser entendidas como uma
diluição de cada soluto.
Considere a mistura de 100 cm3 de solução aquosa de NaCl a 0,5 g/L, com 400 cm3 de solução aquosa de
açúcar a 1 g/L. Qual a concentração final de cada soluto?
4 Soluções de etilenoglicol são utilizadas como aditivos de líquidos de radiadores de carros. Qual a relação
V
V
final
inicial
para que uma solução de concentração 1,6 mol/L de etilenoglicol seja diluída para 0,2 mol/L?
5 Leia o texto:
“A retirada do solvente provoca efeitos opostos aos da diluição. Mas em ambas as situações, a quantidade
de soluto permanece constante. Evaporando o solvente, o volume da solução diminui e a concentração
aumenta. Os químicos costumam dizer que irão concentrar a solução.”
Um químico precisa concentrar 500 cm3 de solução aquosa de NaOH a 12 g/L. Para isso, aqueceu a solução
e verificou a evaporação de 100 cm3. Qual a concentração final?
Tarefa Mínima
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1
Tarefa complementar
AULA 45
Leia o capítulo 1 do Livro-texto.
Faça os exercícios 49 a 50, série 11.
AULA 46
Faça os exercícios 51 e 52, série 11.
AULA 46
Faça os exercícios 53 a 56, série 11.
oriEnTAção DE EsTUDo
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 79 6/23/14 10:45 AM
80 Química – Setor 1302 ALFA 6
Titular uma solução significa determinar sua concentração,
em geral na unidade mol/L.
A titulação clássica de laboratório envolvedois aparelhos: bu-
reta e erlenmeyer.
A bureta é um tubo graduado acoplado a uma torneira. Conterá
uma solução de concentração conhecida (titulante).
No erlenmeyer coloca-se a solução de concentração desconhe-
cida (titulado).
A torneira é aberta e o titulante é gotejado no erlenmeyer até
que uma reação química se complete. Isso será apontado por um
indicador. Nesse momento (ponto de equivalência) a torneira
será fechada e anota-se o volume consumido.
O cálculo da concentração será feito em função da equação
química do processo.
AULAs 47 e 48 TiTULAção DE soLUçõEs
Bureta
Erlenmeyer
ExErcícios
1 A figura mostra um esquema de uma an‡lise química na qual 50 cm3 de solu•‹o de NaOH foram titulados
com 25 cm3 de solu•‹o de HCl a 0,1 mol/L. Qual Ž a concentra•‹o de hidr—xido de s—dio da solu•‹o inicial?
NaCl 1 H
2
O
Volume
de HCl
consumido
HCl
Início Fim
NaOH
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 80 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 81
2 A figura abaixo mostra os momentos inicial e final da titulação de 20 cm3 de solução aquosa de H
2
SO
4
com
10 cm3 de solução 0,8 mol/L de NaOH. Qual é a concentração de ácido sulfúrico na solução inicial?
H
2
SO
4
(aq)
Volume gasto 5 10 mL
V 5 20 mL
µ 5 ? Ponto final
Indicador – fenolftaleína
(cor rosa)
Indicador – fenolftaleína
(incolor)
NaOH
0,8 mol/L
3 Para determinar a concentração em mol/L de uma solução concentrada de ácido nítrico, colheu-se 5 cm3 da
solução e diluiu-se até 50 cm3. A titulação dessa solução consumiu 20 cm3 de solução de NaOH de concen-
tração 1,0 mol/L. Calcule a concentração inicial do ácido.
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 81 6/23/14 10:45 AM
82 Química – Setor 1302 ALFA 6
4 A determinação da concentração (em gramas por litro) de uma solução de ácido sulfúrico para baterias de
chumbo foi feita partindo-se de uma titulação:
I. recolheu-se 10 cm3 e diluiu-se até 50 cm3;
II. essa solução foi titulada com 100 cm3 de solução de NaOH 1,0 mol/L.
Qual o resultado da análise?
Dado: Massa molar do ácido 5 98 g/mol
Tarefa Mínima
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 1
Tarefa complementar
AULA 47
Faça os exercícios 61 e 65, série 11.
AULA 48
Faça o exercício 64, série 11.
AULA 48
Faça os exercícios 62, 63, 66 e 67, série 11.
oriEnTAção DE EsTUDo
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 82 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 83
1 Número de oxidação
Nœmero de oxida•‹o (Nox): Carga que o ‡tomo teria se suas liga•›es na molŽcula fossem i™nicas.
Quebra heterolítica: Quebra da liga•‹o covalente doando o par eletr™nico para o ‡tomo mais eletronegativo.
Ordem pr‡tica de eletronegatividade: F . O . N . Cl . Br . I . S . C . P . H . maioria dos metais
Regras pr‡ticas de determina•‹o de Nox:
I. Em subst‰ncias simples, cada ‡tomo ter‡ Nox 5 zero.
II. Para íons monoat™micos ⇒ Nox 5 carga do íon.
III. Nox do hidrog•nio em compostos 5 11.
Exce•‹o: hidretos met‡licos (H 5 21).
IV. Nox do oxig•nio em compostos 5 22.
Exce•›es: per—xidos (O 5 21); super—xidos O
1
2
� �( ) .
V. Em espŽcies poliat™micas: soma algŽbrica de Nox = carga total da espŽcie.
VI. Alguns metais com Nox constantes em seus compostos: Al (13); Zn (12); Ag (11).
ExErcícios
Consulte a tabela periódica quando necessário.
1 Observe os modelos e resolva:
Modelo Determine o Nox de cada ‡tomo
I. KCl
[K1][Cl2]
Íon potássio: Nox 5 11
Íon cloreto: Nox 5 21
a) Fe
2
O
3
[Fe31]
2
[O22]
3
Íon ferro III: Nox 5
Íon óxido: Nox 5
b) NaH
[Na1] [H2]
Íons sódio: Nox 5
Íon hidreto: Nox 5
II. HCl ⇒ cloro é mais eletronegativo.
H Cl
Átomo de hidrogênio: Nox = +1
Átomo de cloro: Nox = –1
c) H
2
O ⇒
Átomo de hidrogênio: Nox =
Átomo de oxigênio: Nox =
2 Utilize as regras práticas e determine o Nox de cada átomo.
Cu1
Nox 5
Cu21
Nox =
Cu0 ou Cu
Nox 5
S22
Nox 5
S0 ou S
Nox 5
AULAs 49 e 50 núMEro DE oxiDAção, oxiDAção E rEDUção
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 83 6/23/14 10:45 AM
84 Química – Setor 1302 ALFA 6
3 Observe os modelos e resolva:
H
2
s o
4
Nox de cada
‡tomo
11 x 22
Totais 12 x 28
Carga da fórmula 5 zero
Soma dos Nox 5 zero
12 1 x 1(28) 5 0
x 5 16
P o
4
32
Nox de cada
‡tomo
x 22
Totais x 28
Carga da fórmula 5 23
Soma dos Nox 5 23
x 1 (28) 5 23
x 5 15
n o
3
2
Nox de cada
‡tomo
Totais
H
4
P
2
o
7
Nox de cada
‡tomo
Totais
cr
2
o
7
22
Nox de cada
‡tomo
Totais
H
2
o
2
Nox de cada
‡tomo
Totais
2 oxidação e redução
Oxidação: Aumento do Nox de um átomo de uma espécie química. Perda de elétrons.
Redução: Diminuição do Nox. Ganho de elétrons.
Oxirredução: Oxidação e redução são fenômenos sempre associados um ao outro. É uma transferência de
elétrons. Não há redução sem oxidação e vice-versa.
Agente oxidante (ou apenas oxidante): Oxida outra espécie. Sofre redução. Recebe elétrons.
Agente redutor (ou apenas redutor): Reduz outra espécie. Sofre oxidação. Doa elétrons.
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 84 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 85
ExErcícios
4 As representações abaixo indicam apenas a oxi-
dação ou a redução, sem preocupação com ba-
lanceamento. Em cada exemplo, indique se o rea-
gente é oxidante ou redutor. Coloque também as
quantidades de elétrons envolvidos: recebidos (à
esquerda) ou perdidos (à direita).
a) Cu2+ → Cu
b) SO3
22 → SO
4
22
c) NO
2
→ NO
d) SO
2
→ SO
3
e) NO2
2 → NO3
2
f) Fe31 → Fe21
5 Nas equações abaixo (ainda não balanceadas),
indique os agentes oxidante e redutor, quando
possível:
a) Cu21 1 Al → Cu 1 Al31
b) H1 1 OH2 → H
2
O
oriEnTAção DE EsTUDos
AULA 49
Leia o capítulo 7 do Livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 3, série 19.
AULA 50
Faça os exercícios 15 a 17, série 19.
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2
Tarefa Mínima
Tarefa complementar
AULA 49
Faça os exercícios 4 a 6, 13 e 14, série 19.
AULA 50
Faça os exercícios 18 a 21, série 19.
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86 Qu’mica Ð Setor 1302 ALFA 6
AnoTAçõEs
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 86 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1303 87
qUíMicA
setor 1303
Prof.: ___________________________________
aula 45 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 88
aula 46 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 90
aula 47 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 90
aula 48 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
aula 49 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
aula 50 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
aula 51 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
setor c
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 87 6/23/14 10:46 AM
88 Química – Setor 1303 ALFA 6
AULA 45 infLUênciA dA concentrAção dos reAgentes e Lei de veLocidAde dA reAção
1 InfluêncIa da concentração dos reagentes
Aumento da
concentração
dos reagentes
Aumento da velo-
cidade de reação
Aumento do número de
moléculas dos reagentes
por unidade de volume
Aumento do número de
colisões entre as moléculas
dos reagentes
⇒ ⇒ ⇒
2 a leI de velocIdade da reação
Numa reação, segundo a equação geral a A 1 b B c C 1 d D, tem-se:
v 5 k[A]m[B]n (Equação de velocidade de reação)
sendo:
v 5 velocidade de reação numa dada temperatura;
k 5 constante de velocidade de reação, na referida temperatura;
[A] 5 concentração em mol/L de A;
[B] 5 concentração em mol/L de B;
m e n são experimentalmente determinados.
Existem reações que ocorrem numa única etapa; são chamadas rea•›es elementares. Nesses casos, os
valores m e n são os próprios coeficientes dos reagentes na equação da reação.
Sendo a reação elementar: v 5 k[A]a[B]b
A grande maioria das reações ocorre em várias etapas, e, nesses casos, a etapa lenta é a etapa determinante
da velocidade de reação. Em outras palavras, os valores de m e n são os coeficientesdos reagentes na equação da
etapa lenta da reação.
exercícios
1 Escreva as equações das velocidades das reações seguintes, supondo que elas sejam elementares.
a) N
2
(g) 1 3 H
2
(g) → 2 NH
3
(g)
b) 2 NH
3
(g) → N
2
(g) 1 3 H
2
(g)
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 88 6/23/14 10:46 AM
ALFA 6 Química – Setor 1303 89
orientAção de estUdo
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
Leia os itens "Influ•ncia da concentra•‹o dos
reagentes na velocidade de rea•‹o" atŽ "Influ•ncia
da press‹o na velocidade de rea•‹o", cap. 3 do
Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 20, 26, 27, 29 e 30, sŽrie 16.
Fa•a os exerc’cios 25, 31, 32, 43 e 51, sŽrie 16.
2 O estudo cinético da reação 4 HBr(g) 1 O
2
(g) → 2 H
2
O(g) 1 2 Br
2
revelou que ela ocorre de acordo com o
mecanismo a seguir:
HBr 1 O
2
→ HBrO
2
(etapa lenta)
HBrO
2
1 HBr → 2 HBrO (etapa rápida)
HBrO 1 HBr → H
2
O 1 Br
2
(etapa rápida)
Escreva a equação (ou lei) de velocidade dessa reação.
A equação de velocidade permite prever o que ocorrerá com a velocidade da reação quando se alteram as
concentrações dos reagentes. O que ocorrerá com a velocidade dessa reação ao se triplicar simultaneamente as
concentrações do HBr e do O
2
?
3 A tabela a seguir mostra os dados da análise cinética obtida para a reação química representada pela equação:
1 A(g) 1 2 B(g) → 2 C(g)
[A]
mol/L
[B]
mol/L
velocidade
de reação mol/L ? s
Experimento I 0,5 0,5 0,015
Experimento II 1,0 0,5 0,060
Experimento III 1,0 1,0 0,120
Qual a equação da velocidade dessa reação?
AnotAçÕes
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90 Química – Setor 1303 ALFA 6
1 InfluêncIa da superfícIe de contato de um reagente sólIdo
Quanto maior a superfície de contato de um reagente s—lido, maior ser‡ o nœmero de colis›es entre ele e a
outra subst‰ncia participante da rea•‹o e, portanto, maior ser‡ a velocidade dessa rea•‹o.
Zn(s) 1 2 HCl (aq)
v
1 ZnCl
2
(aq) 1 H
2
(aq)
P— 1 mol/L
Zn(s) 1 2 HCl (aq)
v
2 ZnCl
2
(aq) 1 H
2
(aq)
L‰mina 1 mol/L
v
1
... v
2
(nas mesmas condi•›es)
2 InfluêncIa do catalIsador
Catalisador Ž uma subst‰ncia que abaixa a energia de ativa•‹o de uma rea•‹o e, consequentemente,
aumenta sua velocidade.
Catálise Ž toda rea•‹o na qual toma parte um catalisador.
Catálise homogênea Ž aquela na qual os reagentes e o catalisador constituem uma œnica fase.
Catálise heterogênea Ž aquela na qual os reagentes e o catalisador constituem um sistema polif‡sico.
Exemplo:
SO2 2
NO (g)
3(g) +
1
2
O (g) SO (g)2
Sistema mmonof‡sico
Cat‡lise homog•nea
SO2 2
Pt(s) ou
V O (s) 3
(g) + 1
2
O (g) SO (g
2 5
))
Sistema polifásico
Cat‡lise heterog•nea
Nos casos de cat‡lise heterog•nea, a a•‹o do catalisador Ž de superfície. As molŽculas dos reagentes s‹o
adsorvidas na superfície do catalisador, o que enfraquece as liga•›es em suas molŽculas e, com isso, facilita a
forma•‹o do complexo ativado, diminuindo, assim, a energia de ativa•‹o.
Nos casos de cat‡lise heterog•nea, quanto maior for a dispers‹o do catalisador, maior ser‡ a sua superfície e,
por isso, maior ser‡ a sua a•‹o catalítica.
Nos casos de cat‡lise homog•nea, o catalisador possibilita que a rea•‹o se realize por um novo caminho
(mecanismo) no qual a energia de ativa•‹o Ž menor.
A B AB Catálise homogêneaC1
E
n
ta
lp
ia
E
n
ta
lp
ia
AC � B
A � B � C
AB � C
A � B
Sem catalisador
AB
A � B AB A � B � C AC � B
AC � B
A � B
C
Com catalisador
AB
AB � C
(�)
AULAs 46 e 47
fAtores qUe ALterAM A veLocidAde
dAs reAçÕes: sUperfície de contAto
e cAtALisAdor
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 90 6/23/14 10:46 AM
ALFA 6 Química – Setor 1303 91
Observações:
I. Autocatálise: É o caso de catálise na qual o catalisador é um dos produtos da reação.
Exemplo: O NO(g) é autocatalisador da reação de cobre com ácido nítrico diluído:
3 Cu(s) 1 8 HNO3(aq) 3 Cu(NO3)2(aq) 1 2 NO(g) 1 4 H2O(l)
II. Inibidor ou veneno do catalisador: É uma substância que diminui ou até destrói a ação do catalisador.
Exemplo: O ferro é catalisador na reação de síntese do NH3. Quantidades mínimas de arsênio destroem
a ação catalítica do ferro nessa reação. Pode-se dizer que o arsênio é um inibidor ou um veneno do catalisador.
N2(g) 1 3 H2(g)
Fe 2 NH3(g)
(As) é um inibidor ou veneno do catalisador (Fe).
exercícios
1 (Fuvest-SP) Ferro na forma de palha de aço (por exemplo, Bombril) enferruja mais rapidamente do que na
forma de um prego. Por quê?
2 (Fuvest-SP) Um medicamento efervescente é comercializado sob a forma de comprimidos ou em pó. Mostre em
um gráfico a variação, no decorrer do tempo, dos volumes de gás produzidos ao se proceder a dissolução de 1 g
de cada uma das apresentações em volumes iguais de água. Justifique.
3 Considere o diagrama de entalpia a seguir, que representa uma reação realizada na presença e na ausência
do seu catalisador.
E
n
e
rg
ia
(
k
c
a
l)
40
30
20
10
0
I
II
�10
�20
A � B
C � D
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 91 6/23/14 10:46 AM
92 Química – Setor 1303 ALFA 6
a) Qual caminho (I ou II) representa a reaç‹o ca-
talisada?
b) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o
direta sem catalisador?
c) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o
direta com o catalisador?
d) Qual o abaixamento da energia de ativaç‹o da
reaç‹o direta provocado pelo catalisador?
e) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o
inversa sem catalisador?
f) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o
inversa com o catalisador?
g) Qual o abaixamento da energia de ativaç‹o da
reaç‹o inversa provocado pelo catalisador?
h) Quando um catalisador atua numa reaç‹o atua
tambŽm na reaç‹o no sentido contr‡rio.
Certo Errado
i) Um catalisador abaixa igualmente a energia de
ativaç‹o da reaç‹o direta e da reaç‹o inversa
(no sentido oposto).
Certo Errado
4 Classifique as reações de cat‡lise seguintes em
homog•nea ou heterog•nea.
a) 4 NH
3
(g) 1 5 O
2
(g) Pt(s) 4 NO(g) 1 6 H
2
O(g)
b) CO(g) 1 3 H
2
(g) Ni(s) CH
4
(g) 1 H
2
O(g)
c) C
12
H
22
O
11
(aq) 1 H
2
O(l) H
1(aq) C
6
H
12
O
6
(aq) 1
1 C
6
H
12
O
6
(aq)
d) 2 H
2
O
2
(aq) NaOH(aq) 2 H
2
O(l) 1 O
2
(g)
Cat‡lises homog•neas:
Cat‡lises heterog•neas:
5 (Unicamp-SP) Observe os diagramas 1 e 2 repre-
sentativos de uma mesma reaç‹o qu’mica.
Tempo
C
o
n
c
e
n
tr
a
•
‹
o
d
o
s
p
ro
d
u
to
s
A
B
Coordenada da rea•‹o
E
n
e
rg
ia
D
C
Diagrama 1 Diagrama 2
Para cada curva do diagrama 1 h‡ uma curva corres-
pondente no diagrama 2. Quais curvas representam
a reaç‹o na presença de um catalisador? Explique.
tarefa complementar
Livro 2 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima
orientAção de estUdo
AULA 46
Leia os itens "Influ•ncia da superf’cie do reagente
s—lido na velocidade de reaç‹o" atŽ "Catalisador de
autom—vel", cap. 3 do Livro-texto.
Faça os exerc’cios 21 a 23, sŽrie 16.
AULA 47
Faça os exerc’cios 33, 34, 39, 40 e 42, sŽrie 16.
AULA 46
Faça os exerc’cios 35, 41, 44, 47 e 56, sŽrie 16.
AULA 47
Faça os exerc’cios 36 a 38, 46 e 49, sŽrie 16.
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ALFA 6 Química – Setor 1303 93
1 as reações reversíveIs
Reações químicas reversíveis são aquelas que podem ocorrer tanto no sentido direto (da esquerda para direita)
quanto no inverso (direita para esquerda).
Uma reação reversível estará num estado de equilíbrio químico quando a velocidade da reação direta for igual
à da reação inversa.
Para a equação geral a seguir, que representa uma reação reversível, tem-se:
a A 1 b B
v
v
1
2
� ⇀��
↽ ��� c C 1 d D
v
1
5 k
1
? [A]a ? [B]b
v
2
5 k
2
? [C]c ? [D]d
[A] e [B] diminuem com o decorrer do tempo ⇒ v
1
diminui com o decorrer do tempo.
[C] e [D] aumentam com o decorrer do tempo ⇒ v
2
aumenta com o decorrer do tempo.
Depois de certo tempo ⇒ v
1
5 v
2
⇒ O sistema atinge o equilíbrio.
Tempo
v
1
v
2
Tempo gasto para o sistema
atingiro equilíbrio
V
e
lo
c
id
a
d
e
d
e
r
e
a
ç
ã
o
Equil’brio qu’mico é o estado da reação reversível em
que as velocidades das reações direta e inversa se igualam.
A partir desse instante, as concentrações de todos os participantes deixam de variar com o tempo.
Veja situações possíveis:
Tempo
[C], [D]
[A], [B]
t
eq
C
o
n
c
e
n
tr
a
ç
ã
o
m
o
l/
L
I
AULAs 48 a 51
eqUiLíBrios qUíMicos – A constAnte
de eqUiLíBrio expressA eM terMos dAs
concentrAçÕes: Kc
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 93 6/23/14 10:46 AM
94 Química Ð Setor 1303 ALFA 6
No caso I, quando o sistema atinge o estado de equilíbrio, há maior concentração de produtos (C e D) do
que reagentes (A e B).
Tempo
[C], [D]
[A], [B]
t
eq
C
o
n
c
e
n
tr
a
ç
ã
o
m
o
l/
L
II
No caso II, quando se atinge o estado de equilíbrio, há maior concentração de reagentes do que de produtos.
Tempo
[A], [B], [C], [D]
t
eq
C
o
n
c
e
n
tr
a
•
‹
o
m
o
l/
L
III
Nesse último caso (III), por coincidência, as concentrações de produtos e reagentes são iguais no estado de
equilíbrio.
2 a constante de equIlíbrIo em termos das concentrações (Kc)
Para a reação representada pela equação anterior, no estado de equilíbrio tem-se:
v
1
5 v
2
⇒ k
1
[A] [B]a b 5 k
2
[ ] [ ]C Dc d ⇒
k
k
[C] [D]
[A] [B]
1
2
c d
a b5
⇒ Kc
[C] [D]
[A] [B]
c d
a b
5
Kc 5 constante de equilíbrio (expressa em concentrações).
3 o grau de equIlíbrIo (α)
Outra grandeza associada ao estado de equilíbrio é chamada de grau de equilíbrio (α). O grau de equilíbrio
é a relação entre a quantidade de reagente que foi consumida até se estabelecer o equilíbrio e sua quantidade
inicialmente colocada para reagir.
Grau de equilíbrio 5 Número de mols do reagente consumido
Número de mools inicial do reagente
exercícios
1 Escreva a express‹o da constante de equilíbrio para as rea•›es representadas pelas equa•›es a seguir:
a) 1 N
2
O
4
(g) 2 NO
2
(g)
b) CaCO
3
(s) CaO(s) 1 CO
2
(g)
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 94 6/23/14 10:46 AM
ALFA 6 Qu’mica Ð Setor 1303 95
2 Sobre as reações reversíveis em equilíbrio, julgue as afirmações abaixo:
I. ( ) Reações reversíveis atingem o estado de equilíbrio quando as concentrações dos produtos se igualam
com as dos reagentes.
II. ( ) Reações reversíveis atingem o estado de equilíbrio quando as velocidades das reações direta e inversa
se igualam.
III. ( ) A partir do momento que a reação estiver em equilíbrio, as concentrações dos produtos e dos rea-
gentes não irão mais variar com tempo, porém não necessariamente terão o mesmo valor.
3 (ITA-SP – Adaptada) Veja as reações abaixo, seguidas das respectivas constantes de equilíbrio.
1) CH
3
COOH(aq) H1(aq) 1 CH
3
COO–(aq); Kc 5 1,8 ? 1025
2) CdS(s) Cd21(aq) 1 S22(aq); Kc 5 7,1 ? 10228
3) H1(aq) 1 HS2(aq) H
2
S(aq); Kc 5 1,0 ? 107
4) 2 HI(g) H
2
(g) 1 I
2
(g); Kc 5 9,0
5) CoO(s) 1 H
2
(g) Co(s) 1 H
2
O(g); Kc 5 67
Assinale aquela que, uma vez atingido o equilíbrio a partir das quantidades estequiométricas dos reagentes,
está mais deslocada:
a) para a direita.
b) para a esquerda.
4 Considere a equação química a seguir que representa uma reação reversível:
A
2
1 3 B
2
2 AB
3
Quando essa reação atinge o estado de equilíbrio, as concentrações de A
2
, B
2
e AB
3
são, respectivamente,
2 mol/L, 1 mol/L e 6 mol/L. Calcule o valor da constante de equilíbrio dessa reação expressa em termos das
concentrações – Kc.
5 (Fuvest-SP) N
2
O
4
e NO
2
, gases poluentes do ar, encontram-se em equilíbrio, como indicado:
N
2
O
4
2 NO
2
Em uma experiência, nas condições ambientes, introduziu-se 1,50 mol de N
2
O
4
em um reator de 2,0 litros.
Estabelecido o equilíbrio, a concentração de NO
2
foi de 0,060 mol/L. Qual o valor da constante Kc, em termos
de concentração, desse equilíbrio?
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 95 6/23/14 10:46 AM
96 Química – Setor 1303 ALFA 6
6 (Unicamp-SP) Em um recipiente de 1,0 dm3 introduz-se 0,10 mol de butano gasoso que, em presença de um
catalisador, isomeriza-se em isobutano:
butano(g) isobutano(g)
A constante desse equilíbrio é de 2,5 nas condições do experimento. Qual a concentração em mol/dm3 do
isobutano no equilíbrio?
7 3,0 mol de ácido acético são adicionados a 3,0 mol de álcool etílico, na temperatura constante de 25 °C. Esta-
belecido o equilíbrio, verifica-se a formação de 2,0 mol de acetato de etila. Calcular o Kc do equilíbrio, a 25 °C.
CH COOH C H OH3 2 5
Ácido acético Álcool et
— 1
íílico
CH COO C H H O3 2 5 2
Acetato de etila Água
— — 1
ou
1 (ácido) 1 1 (álcool) 1 (éster) 1 1 H
2
O
8 O gráfico abaixo representa a variação das concentrações dos reagentes e produtos de uma reação
a A 1 b B c C 1 d D
em função do tempo.
t
A
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
A
D
D
B
B
CC
C
o
n
c
e
n
tr
a
•
‹
o
m
o
l/
L
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 96 6/23/14 10:46 AM
ALFA 6 Qu’mica Ð Setor 1303 97
a) Escreva a equa•‹o dessa rea•‹o balanceada com os menores coeficientes inteiros.
b) Calcule sua constante de equil’brio.
9 Tem-se 3 copos, A, B e C, nos quais foram adicionadas as subst‰ncias e suas quantidades em mol, indicadas
na tabela seguinte.
Copo CH
3
COOH C
2
H
5
OH CH
3
COOC
2
H
5
H
2
O
A 4 1 4 5
B 2,5 2 5 3
C 1 2,5 2 5
Como ir‹o variar as concentra•›es (aumenta, diminui, n‹o se altera) de cada subst‰ncia, em cada copo, a
partir do instante em que as respectivas subst‰ncias forem misturadas, atŽ ser estabelecido o equil’brio em
cada copo?
Dado: CH
3
COOH 1 C
2
H
5
OH CH
3
COOC
2
H
5
1 H
2
O
Kc 5 4
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 97 6/23/14 10:46 AM
98 Química – Setor 1303 ALFA 6
10 Considere as equa•›es qu’micas abaixo seguidas das respectivas constantes de equil’brio:
I. 1 A
2
1 1 B
2
2 AB K
I
5 0,2
II. 2 AB 1 B
2
2 AB
2
K
II
5 1 000
III. 1 A
2
1 1 B
2
2 AB
2
K
III
5 ?
Considerando que as rea•›es I e II est‹o ocorrendo simultaneamente num mesmo frasco, pergunta-se:
a) Como se obtŽm a equa•‹o qu’mica III a partir de I e II?
b) Como se obtŽm K
III
a partir de K
I
e K
II
?
orientAção de estUdo
Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2
tarefa Mínima
AULA 48
Leia os itens "Conceito de equil’brio qu’mico" atŽ
"Constante de equil’brio em sistemas heterog•-
nios", cap. 4 do Livro-texto.
Fa•a os exerc’cios 1 e 2, sŽrie 17.
AULA 49
Fa•a os exerc’cios 3 a 5, sŽrie 17.
AULA 50
Fa•a os exerc’cios 6 e 12, sŽrie 17.
AULA 51
Fa•a os exerc’cios 15, 17 e 19, sŽrie 17.
tarefa complementar
AULA 48
Fa•a os exerc’cios 14, 25 e 47, sŽrie 17.
AULA 49
Fa•a os exerc’cios 10, 13 e 16, sŽrie 17.
AULA 50
Fa•a os exerc’cios 7, 11 e 58, sŽrie 17.
AULA 51
Fa•a os exerc’cios 18, 22 a 24, sŽrie 17.
AnotAçÕes
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ALFA 6 Biologia – Setor 1401 99
BioLoGia
setor 1401
Prof.: ____________________________________
aula 23 .............AD h .............TM h .............TC h .............100
aula 24 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 103
aula 25 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 103
setor a
099a108_1401_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 99 6/23/14 10:47 AM
100 Biologia Ð Setor 1401 ALFA 6
auLa 23 nutrição orGÂnica E inorGÂnica
1 introduÇÃo
O que é: O papel da folha e da raiz na sobrevivência de um vegetal.
Importância: Absorção de água e de nutrientes minerais pela raiz e a execução de fotossíntese pela folha
são mecanismos adaptativos indispensáveis à conquista do meio terrestre pelos vegetais.
tópicos
Integração raiz/folha.
Raiz e nutrição inorgânica.
Macronutrientes e micronutrientes essenciais.
Hidroponia.
Folha: nutrição orgânica – Parênquimas paliçádico e lacunoso.
2 integraÇÃo raiZ e FolHa
3 raiZ e nutriÇÃo inorgÂnica
Pelo
absorvente
Espaço
com ar
Fio
de água
Pelo
Fio
de água
Fio
absorventeabsorvente
Pelo
absorvente
de água
com ar
Espaço
com ar
PeloPeloPeloabsorvente
Pelo
absorventeabsorvente
Espaço
K1
K1
K1
K1
K1
K1
Ca21
Ca21
Ca21
Ca21
Ca21
Epiderme
da raiz
D
E
S
IG
N
U
A
/S
H
U
TT
E
R
TO
C
K
Oxigênio
Dióxido de
carbono
Minerais
Energia
luminosa
Água
Água
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ALFA 6 Biologia – Setor 1401 101
4 Macro e Micronutrientes: aMbos essenciais
Carbono,
hidrogênio
e oxigênio
Outros
“Macronutrientes”
3,5%
Micronutrientes: utilizados em pequena quantidade.
C HOP KN S Ca Fe Mg B Mn
MicroMacro
Cu Zn Cl Mo
Macronutrientes: utilizados em grande quantidade.
5 PaPel de alguns Macronutrientes
Elemento Papel
Nitrog•nio (N) Constituinte de prote’nas e ‡cidos nucleicos.
F—sforo (P) Constituinte de ‡cidos nucleicos e ATP.
Pot‡ssio (K) Papel osm—tico (abertura e fechamento estom‡tico).
MagnŽsio (Mg) Constituinte de molŽcula de clorofila.
Enxofre (S) Constituinte de importantes amino‡cidos.
C‡lcio (Ca) Constituinte das lamelas mŽdias.
6 HidroPonia: cultivo de vegetais eM água
S
U
T
IC
H
A
K
Y
A
C
H
IA
N
G
K
H
A
M
/S
H
U
T
T
E
R
S
T
O
C
K
099a108_1401_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 101 6/23/14 10:47 AM
102 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
7 FolHa: nutriÇÃo orgÂnica
Nervura
Epiderme
superior
Epiderme
inferior
Parênquimas
Parênquima
paliçádico
Parênquima
lacunoso
Mesóflo
Epiderme
superior
Cutícula
Epiderme
inferior
Xilema
Floema
Bainha
do feixe
Fenda
estomática
Estômato
Nervura
com vasos
A fotossíntese ocorre nos parênquimas paliçádico e lacunoso.
oriEntação dE Estudo
Leia os itens 100, 102 e 99, cap. 11 do Livro-texto.
Faça os exercícios 7 e 13, série 4.
Livro 4 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade III
tarefa Mínima tarefa complementar
Leia os itens 98 e 103, cap. 11 do Livro-texto.
Faça os exercícios 14 e 21, série 4.
099a108_1401_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 102 6/23/14 10:47 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1401 103
Célula estomática
ou guarda
Cloroplasto
Ostíolo
Parede interna
reforçada
Câmara
estomática
1 introduÇÃo
O que é: Os estômatos são “válvulas” reguladoras das trocas gasosas e da transpiração vegetal.
Importância: A compreensão da estrutura dos estômatos e do seu mecanismo de abertura e fecha-
mento, assim como o entendimento do papel dos íons potássio no mecanismo de abertura e fechamento dos
estômatos.
tópicos
Estrutura do estômato.
Mecanismo de abertura e fechamento do estômato.
Papel do potássio na abertura e no fechamento do estômato.
Trocas gasosas e transpiração.
Curvas de transpiração e de absorção de água.
Curva do fechamento do estômato.
2 estrutura do estôMato
auLas 24 e 25 EstÔMatos, trocas Gasosas E transPiração
Esquema tridimensional de um est™mato.
099a108_1401_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 103 6/23/14 10:47 AM
104 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
4 Fatores que atuaM na abertura e no FecHaMento dos estôMatos
Abre
H
2
OH
2
O
K1K1
CŽlulas-guardas
Estômato
Fecha
H
2
OH
2
O
K1K1
CŽlulas-guardas
H
2
O
K1
H
2
O
K1
H
2
O
K1
H
2
O
K1
3 Microestrutura do estôMato
Quando as cŽlulas-guardas
a)
b)
c)
Quando as cŽlulas-guardas
d)
e)
f)
Eletromicrografia de est™mato, mostrando duas cŽlulas-guardas de
epiderme foliar.
L
A
T
IN
S
T
O
C
K
/S
C
IE
N
C
E
P
H
O
T
O
L
IB
R
A
R
Y
/S
P
L
D
C
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ALFA 6 Biologia – Setor 1401 105
5 trocas gasosas, FotossÍntese e transPiraÇÃo
Transpiração
cuticular
Cutícula
Parênquima
lacunoso
Cutícula
Parênquima
paliçádico
Epiderme
superior Xilema
Epiderme
inferior
Vapor
de água
Transpiração
estomática
Poro
estomático
Célula-
-guarda
CO
2
Transpiração
cuticular
6 andaMento diário da transPiraÇÃo e da absorÇÃo de água
Horas
mL de água
6 12 18 24
Água transpirada
Água absorvida
7 curva de FecHaMento estoMático
Diferença
de massa
Intervalo entre as pesagens
Variação da perda de massa de uma folha
ao longo do tempo.
O ponto indicado pela seta corresponde ao momento em que ocorreu o fechamento completo dos estômatos. A
partir desse momento, a perda de água na transpiração se torna muito reduzida e constante, ocorrendo apenas pela
cutícula. Quando a diferença de massa é zero, significa que toda a água foi perdida e obtem-se a massa seca da folha.
099a108_1401_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 105 6/23/14 10:47 AM
106 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
ExErcícios
1 (UEL-PR Ð Adaptada) A figura a seguir Ž uma fotomicrografia de est™mato de Tradescantia spp., em vista
frontal:
AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia dos organismos. V. 2. São Paulo: Moderna. 2004. p. 232. Adaptado.
Os est™matos s‹o respons‡veis pela regula•‹o das trocas gasosas e pela transpira•‹o nos vegetais.
A concentra•‹o de CO
2
, a umidade relativa do ar, a luminosidade e a temperatura atmosfŽrica s‹o fa-
tores ambientais que influenciam no controle do mecanismo de abertura e fechamento dos est™matos.
Com base na figura, no texto e nos conhecimentos sobre o processo de abertura e fechamento de est™ma-
tos, assinale a alternativa que explica corretamente as raz›es fisiol—gicas pelas quais a luz influencia neste
processo.
a) Na aus•ncia de luz, as cŽlulas-guardas recebem ’ons Na+, perdem ‡gua para o ambiente por osmose,
tornam-se murchas e, como consequ•ncia, o ost’olo se fecha.
b) Na presen•a de luz, as cŽlulas-guardas eliminam ’ons K+, perdem ‡gua para o ambiente por osmose,
tornam-se fl‡cidas e, como consequ•ncia, o ost’olo se fecha.
c) Na aus•ncia de luz, as cŽlulas-guardas eliminam ’ons Na+, absorvem ‡gua por osmose, tornam-se tœrgidas e,
como consequ•ncia, o ost’olo se abre.
d) Na presen•a de luz, as cŽlulas-guardas recebem ’ons K+, absorvem ‡gua por osmose, tornam-se tœrgidas e,
como consequ•ncia, o ost’olo se abre.
e) Na presen•a de luz, as cŽlulas-guardas recebem ’ons Na+, perdem ‡gua para o ambiente por osmose,
tornam-se fl‡cidas e, como consequ•ncia, o ost’olo se abre.
2 (Unifesp-SP) Um professor deseja fazer a demonstra•‹o da abertura dos est™matos de uma planta mantida em
condi•›es controladas de luz, concentra•‹o de g‡s carb™nico e suprimento h’drico. Para que os est™matos
se abram, o professor deve:
a) fornecer luz, aumentar a concentra•‹o de CO
2
circundante e manter o solo ligeiramente seco.
b) fornecer luz, aumentar a concentra•‹o de CO
2
circundante e baixar a umidade do ar ao redor.
c) fornecer luz, diminuir a concentra•‹o de CO
2
circundante e adicionar ‡gua ao solo.
d) apagar a luz, diminuir a concentra•‹o de CO
2
circundante e adicionar ‡gua ao solo.
e) apagar a luz, certificar-se de que a concentra•‹o de CO
2
circundante esteja normal e aumentar a umidade
do ar ao redor.
U
E
L
-P
R
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1401 107
3 A conquista do meio terrestre pelas plantas dependeu, entre outros fatores, da capacidade de obter, trans-
portar e armazenar água em seus organismos e reduzir sua perda para o ambiente. Dentre os fenômenos
fisiológicos mais importantes no reino vegetal, podem ser citados: a transpiração – perda de vapor para
a atmosfera – e a absorção de água pelo sistema radicular – que repõe as perdas hídricas e é utilizada em
vários processos metabólicos. O gráfico a seguir foi obtido a partir da observação desses dois fenômenos
em uma planta em laboratório.
Q
u
a
n
ti
d
a
d
e
r
e
la
ti
v
a
d
e
‡
g
u
a
(g
ra
m
a
s
p
o
r
c
a
d
a
2
h
)
0
10
20
30
6 h 18 h
Transpira•‹o
Absor•‹o
de ‡gua
a) Nota-se a existência de um atraso da curva de absorção de água em relação à de transpiração até apro-
ximadamente às 18 horas. Explique a razão pela qual, após as 18 horas, a curva de absorção de água
apresenta valores maiores do que a de transpiração.
b) Cite duas adaptações morfológicas presentes nas plantas que contribuem para a diminuição da perda de
água para a atmosfera terrestre.
oriEntação dE Estudo
auLa 24
Leia os itens 106 a 109, cap. 12 do Livro-texto.Faça os exercícios 1 e 2, série 5.
auLa 25
Leia os itens 110 a 113, cap. 12 do Livro-texto.
Faça os exercícios 3 e 4, série 5.
Livro 4 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade III
tarefa Mínima tarefa complementar
auLas 24 e 25
Leia os itens 104, 105 e 114, cap. 12 do Livro-
-texto.
Faça os exercícios 5 a 7 e 9, série 5.
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108 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
anotaçÕEs
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 109
BIOLOGIA
setor 1402
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 110
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 110
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 116
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 116
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 121
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 121
setor B
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110 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
AULAs 45 e 46 INTRODUÇÃO À GENÉTICA
1 Tópicos
Os fatores mendelianos e sua rela•‹o com a GenŽtica Moderna.
Os conceitos utilizados em GenŽtica.
A heran•a sem domin‰ncia e a codomin‰ncia.
A no•‹o de alelos mœltiplos.
2 os Trabalhos de Mendel e a genéTica Moderna
Ao analisar os resultados obtidos a partir de v‡rios cruzamentos entre plantas de ervilha, Gregor Mendel
(1822-1884) estabeleceu os princ’pios da transmiss‹o heredit‡ria dos caracteres dos seres vivos, dando in’cio a
uma nova ‡rea do conhecimento que mais tarde seria denominada GenŽtica.
Mendel percebeu que muitos caracteres das ervilhas, como a cor e a forma das sementes, a altura da planta
ou a posi•‹o das flores, eram determinados pelo que ele chamou de fatores, que eram passados de uma gera•‹o
a outra pela reprodu•‹o sexuada. Tais fatores heredit‡rios s‹o hoje conhecidos como genes. Mendel concluiu,
pelos resultados dos cruzamentos – sem conhecer os cromossomos e nem a meiose –, que cada caracter’stica Ž
condicionada por dois exemplares (ou dois alelos) de um fator e que apenas um desses alelos está presente
em cada gameta. Esta conclus‹o Ž hoje conhecida como a Primeira Lei de Mendel.
Sabemos hoje que um gene, de modo geral, corresponde a um segmento de DNA capaz de produzir uma
prote’na; esta, por sua vez, influi sobre a manifesta•‹o da caracter’stica estudada. Muitas vezes, essa prote’na Ž
uma enzima que catalisar‡ uma rea•‹o envolvida na manifesta•‹o daquele car‡ter.
Cromossomo DNA
Gene 1
Gene 2
Genes
Os cromossomos são constituídos por DNA e, por sua vez, determinados trechos da molécula de DNA constituem os genes.
3 croMossoMos hoMólogos, alelos e locus gênico
Na heran•a de tipo mais simples, um car‡ter Ž determinado por um œnico gene (heran•a monog•nica
ou monofatorial). Nesse caso, o indiv’duo apresenta, em cada uma de suas cŽlulas, dois exemplares (alelos)
daquele gene, provenientes de cada um dos seus genitores. Uma vez que as cŽlulas diploides apresentam
pares de cromossomos homólogos, o par de alelos de um mesmo gene ocupa o mesmo locus gênico
nesses cromossomos.
109a126_1402_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 110 6/23/14 10:48 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1402 111
Alelos do gene
Locus do gene
Cromossomos homólogos
Cromossomos homólogos apresentam a mesma morfologia, uma vez que seus genes estão colocados na mesma sequência. Assim,
em uma célula diploide, para cada locus gênico há um par de alelos.
Por meio da meiose, somente um dos cromossomos homólogos de cada par vai ao gameta; assim, cada proge-
nitor transmite para a descendência apenas um dos alelos do par cromossônico, o que confirma as conclusões
de Mendel.
4 oUTros conceiTos iMporTanTes eM genéTica
Observe os cruzamentos abaixo, dos quais iremos derivar outros conceitos importantes para a compreensão
da Genética.
Gametas
P Lisas 3 Rugosas
R r
F
1
F
2
Lisas
3
3/4 Lisas
1/4 Rugosas
G
am
et
as
G
am
etasR R
r r
RR
Rr Rr
rr
RR
Rr Rr
rr
R 5 alelo para semente lisa
r 5 alelo para semente rugosa
Lisas
Nos casos mais simples de herança monogênica, como acima, há apenas dois alelos possíveis na população,
com dominância de um deles sobre o outro. O alelo R sempre condiciona o aspecto liso (esteja ele em dose única,
Rr, ou em dose dupla, RR) e por isso é dominante. O alelo r é dito recessivo pois, para condicionar o aspecto
rugoso, precisa estar em dose dupla (rr). Conforme veremos mais adiante, nem sempre ocorre dominância entre
os alelos de um mesmo gene.
Em P (geração parental) Mendel cruzou ervilhas de
sementes lisas puras (portadoras de dois alelos R)
com rugosas puras (dois alelos r). Em F
1
(primeira
geração filial), as ervilhas são lisas e têm os dois tipos
de alelos (Rr). Em F
2
(resultado da autofecundação dos
indivíduos F
1
), nascem 3
4
de plantas com sementes
lisas (RR ou Rr) e 1
4
de sementes rugosas (rr).
109a126_1402_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 111 6/23/14 10:48 AM
112 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
Quando nos referimos ao resultado da ação gênica sobre o organismo, estamos falando do fen—tipo do in-
divíduo. Por exemplo:
Planta com sementes amarelas;
Cobaia de pelos escuros;
Indivíduo albino.
Quando falamos dos alelos que um indivíduo possui para um ou mais genes estudados, estamos nos refe-
rindo ao seu gen—tipo; por exemplo: RR, Rr ou rr são os genótipos das plantas que aparecem nos cruzamentos
analisados anteriormente.
R
Homozigoto HomozigotoHeterozigoto
R R r r r
Indiv’duos homozigotos possuem dois alelos iguais para certa caracter’stica: no cruzamento que vimos antes, as plantas RR e rr s‹o
homozigotas, enquanto heterozigotos possuem alelos diferentes, como as plantas Rr.
5 herança seM doMinÂncia e codoMinÂncia
a herança sem dominância ou herança intermediária
Exemplo cl‡ssico de heran•a sem
domin‰ncia na flor-de-maravilha
(Mirabilis jalapa). Plantas de flor
vermelha s‹o cruzadas com plantas
de flor branca (gera•‹o parental, P).
Todos os descendentes da primeira
gera•‹o (F
1
) t•m flor rosa. Assim, no
heterozigoto, os fen—tipos originais
dos pais n‹o mais aparecem. Em F
2
,
nascem plantas de flores vermelha,
rosa e branca, na propor•‹o de 1:2:1.
Repare que esta propor•‹o deriva da
propor•‹o mendeliana cl‡ssica de 3:1.
Vermelha
(VV)
Vermelha
(VV)
Branca
(BB)
Branca
(BB)
Rosa
(VB)
Rosa
(VB)
Rosa
(VB)
F
1
F
2
P
1 2 1
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 113
a codominância
Um bom exemplo de codomin‰ncia Ž a cor da
pelagem do gado da ra•a Shorthorn. Nesses animais,
h‡ um alelo para pelagem vermelha (R) e outro para
pelagem branca (RÕ). Os heterozigotos produzem
tanto pelos vermelhos como pelos brancos, em dife-
rentes ‡reas do corpo, e seu tipo Ž chamado ruão.
Neste caso, ambos os alelos atuam, e o heterozigoto
exibe, parcialmente, tanto o fen—tipo do pai como
o da m‹e.
Shorthorn vermelho.
Shorthorn ru‹o.
Shorthorn branco.
Veja os resultados do cruzamento abaixo:
Vermelho
(RR)
Vermelho
1 RR
Branco
(R'R')
Branco
1 R'R'
Ruão
(RR')
Ruão
2 RR'
3
P
F
1
F
2
a diferença entre a herança sem dominância e
a codominância
Os dois processos s‹o id•nticos quanto ˆs pro-
por•›es genot’picas obtidas nos cruzamentos. No
entanto, nos casos de herança sem dominância,
o fen—tipo dos heterozigotos representa uma espŽcie
de ÒmisturaÓ dos fen—tipos dos pais. J‡ nos casos de
codominância, ao contr‡rio, os fen—tipos de ambos
os pais ainda podem ser reconhecidos no fen—tipo
dos heterozigotos.
6 UMa variação da herança
Mendeliana: os alelos MúlTiplos
Uma caracter’stica pode apresentar, na popula-
ção, mais de dois tipos de alelos. Fala-se, nesse caso,
em alelos múltiplos. Note, no entanto,que ainda
assim cada indivíduo continua possuindo, em cada
uma de suas cŽlulas, apenas dois alelos (um de ori-
gem paterna e o outro, de origem materna). Veja a
figura abaixo:
A
Alelos mœltiplos
Gen—tipos poss’veis:
A'
A' AÔ A' A'
a
a a aaA A A A
Ao conjunto dos diferentes genes alelos existentes na
popula•‹o, combinados dois a dois, e que ocupam os mesmos
locais (loci ) nos cromossomos homólogos, chamamos de alelos
mœltiplos.
K
e
n
n
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114 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
ExERCÍCIOs
1 Imagine um cruzamento entre um casal de cobaias
de pelo escuro, que tenha resultado em v‡rios
descendentes de pelo escuro e um descendente
de pelo claro.
a) Qual dos dois fen—tipos, pelo claro ou pelo es-
curo, Ž condicionado por um alelo dominante?
Como voc• chegou a esta conclus‹o?
b) Utilize a letra C para indicar o alelo para pelo
escuro, e c o alelo para pelo claro e responda:
Qual Ž o gen—tipo do macho e da f•mea uti-
lizados no cruzamento?
Quais podem ser os gen—tipos dos descen-
dentes de pelo escuro?
Qual Ž o gen—tipo do descendente de pelo
claro?
Quais indiv’duos citados s‹o homozigotos e
quais s‹o heterozigotos?
c) Vamos imaginar que, num outro cruzamento se-
melhante, nasceram 12 filhotes. Destes, quantos
voc• esperaria, teoricamente, que tivessem pelo
escuro e quantos que apresentassem pelo claro?
Demonstre como voc• chegou ˆ sua resposta.
d) Em fun•‹o de suas conclus›es atŽ este momen-
to, responda ̂ quest‹o: que tipos de cruzamen-
tos, quanto aos gen—tipos dos pais, podem ori-
ginar cobaias de pelo claro?
e) Justifique, em termo citol—gicos, o motivo que
faz com que cada cobaia transmita apenas um
dos alelos para o cor do pelo, no gameta que
ela produz.
4
4
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 115
2 No diagrama abaixo, qual dos três esquemas representaria um caso de herança com dominância? E um caso
de codominância? E um caso de herança sem dominância? Para cada caso, escreva o possível genótipo dos
indivíduos. Assuma que os pais são homozigotos.
3
3
3
I
II
III
3 Imagine uma espécie hipotética de peixes ornamentais, da qual existem três variedades: uma de escamas ver-
melhas (homozigota), outra de escamas azuis (também homozigota), e uma terceira com escamas de duas cores,
azuis e vermelhas (heterozigotas). Trata-se de uma herança monogênica, condicionada por um gene com duas
variedades de alelos.
Sabendo que a variedade bicolor é mais valiosa comercialmente, que tipo de cruzamento um criador de peixes
deveria favorecer, para obter mais lucro?
a) Peixes bicolores entre si.
b) Peixes bicolores com peixes de escamas azuis.
c) Peixes bicolores com peixes de escamas vermelhas.
d) Peixes de escamas azuis com peixes de escamas vermelhas.
e) Peixes de escamas vermelhas entre si.
Compare os conceitos apresentados sobre a herança sem dominância e sobre a codominância discutidos no
item 122 do capítulo 1, da Unidade II do Livro-texto 2, com aqueles trabalhados nestas aulas. Que diferenças
você nota?
ATIVIDADE ExTRA
ORIENTAÇÃO DE EsTUDO
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade IV
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 45
leia os itens 106 a 111, 115 e 117,
cap. 1 do livro-texto.
Faça os exercícios 1, 2, 3 e 5, série 1.
AULA 46
leia o item 112, cap. 1 do livro-texto.
Faça os exercícios 7, 8, 10 e 11, série 1.
AULA 45
leia os itens 104, 105, 113, 116 e 122,
cap. 1 do livro-texto.
Faça os exercícios 6 e 9, série 1.
AULA 46
leia o item 125, cap. 1 do livro-texto.
Faça a atividade extra.
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116 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
AULAs 47 e 48 As GENEALOGIAs E As PROBABILIDADEs
1 Tópicos
Probabilidades: importante ferramenta em GenŽtica.
Genealogias: a descri•‹o gr‡fica da transmiss‹o de uma caracter’stica.
Os genes letais.
Pleiotropia: um gene condicionando v‡rios caracteres.
2 Trabalhando coM probabilidades
o conceito
A probabilidade Ž um valor numŽrico que expressa a chance de ocorrer determinado evento aleat—rio (que
depende do acaso). Em termos matem‡ticos, Ž definida como o nœmero de eventos favor‡veis dividido pelo
nœmero de eventos igualmente poss’veis. Assim, por exemplo, dado um indiv’duo heterozigoto (Aa), a proba-
bilidade de que um de seus gametas contenha o alelo A Ž de 1
2
ou 0,5 ou, ainda, 50%.
a probabilidade de ocorrência de dois eventos mutuamente exclusivos (regra do oU)
ƒ obtida pela soma das probabilidades isoladas. No lan•amento de um dado, qual Ž a probabilidade
de aparecer o 1 ou o 4 ou o 5? Est‡ claro que o aparecimento de cada uma dessas faces exclui o apareci-
mento das demais; por isso, os tr•s eventos citados s‹o mutuamente exclusivos. O c‡lculo, neste caso, ser‡:
P (face 1) 1 P (face 4) 1 P (face 5) 5 1
6
1 1
6
+ 1
6
5 3
6
5 1
2
. De certa forma, a Regra do OU equivale a
contar os eventos favor‡veis, e dividi-los pelo total de eventos poss’veis.
a probabilidade de ocorrência de dois eventos simultâneos e independentes (regra do e)
ƒ obtida pelo produto das probabilidades isoladas. Considere um casal no qual ambos s‹o heterozigotos para
albinismo (Aa). Qual Ž a probabilidade de nascer uma crian•a normal E do sexo masculino? A resposta Ž dada pelo
produto da probabilidade dos eventos: Òcrian•a normalÓ 3
4( ) 3 Òsexo masculinoÓ
1
2( ), e Ž igual a
3
8( ).
a probabilidade condicional
Permite calcular a probabilidade de um evento aleat—rio sobre o qual j‡ existe uma informa•‹o parcial.
Suponha, por exemplo, um casal no qual a m‹e e o pai de uma crian•a s‹o, ambos, heterozigotos para albinismo,
e seu filho Ž normal quanto ˆ pigmenta•‹o da pele. Qual Ž a probabilidade de este menino ser heterozigoto para
esse car‡ter, como seus pais?
Os poss’veis encontros gamŽticos referentes ao gen—tipo da crian•a s‹o: AA, Aa, Aa e aa. No entanto, j‡ temos
a informa•‹o de que a crian•a n‹o nasceu albina e, portanto, a resposta correta Ž 2
3
, e n‹o 2
4
. Isso porque,
elimina-se do espa•o amostral o gen—tipo aa e, consequentemente, sobram tr•s eventos igualmente poss’veis (AA,
Aa e Aa), dois dos quais s‹o favor‡veis ao que se pede.
3 as genealogias: represenTação gráfica da herança
Quando se trabalha com casos de heran•a em fam’lias, que envolvem muitos indiv’duos, Ž œtil o uso de
genealogias ou heredogramas, que d‹o uma vis‹o global de como a caracter’stica estudada Ž transmitida nos
indiv’duos envolvidos.
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1402 117
Principais s’mbolos usados nas genealogias
a) ou Machos ou f•meas sem a caracter’stica estudada.
b) ou Machos ou f•meas com a caracter’stica
estudada.
c) O tra•o horizontal significa forma•‹o de casal.
d) 1 2I
3 4 5 6II
Essa representa•‹o mostra irmandade.
As f•meas 3 e 4 e os machos 5 e 6 (gera•‹o II)
s‹o irm‹os, filhos dos indiv’duos 1 e 2 (gera•‹o I).
e) Um tra•o duplo unindo o casal representa
casamento consangu’neo, ou seja, os c™njuges
s‹o parentes pr—ximos.
f)
Indiv’duos de sexo ignorado.
Os quadrados representam indiv’duos do sexo masculino e os c’rculos, os do sexo feminino.
4 genes leTais
H‡ genes cujo efeito, quando se manifesta, é o de provocar a morte de seu portador na fase embrion‡ria. Ge-
ralmente são descobertos pelo fato de os resultados dos cruzamentos se afastarem dos casos cl‡ssicos da Primeira
Lei de Mendel. Veja a figura abaixo.
Amarelo (Aa)
Amarelo (Aa)(AA) Amarelo (Aa) Aguti (aa)
Amarelo (Aa)
(AA)
Em alguns camundongos, o pelo pode ser amarelo ou aguti (amarronzado). Camundongos amarelos cru-
zados entre si sempre originam, na descendência, camundongos amarelos e aguti,na proporção de 2:1. Isso
significa que o alelo para amarelo (A) é dominante sobre o alelo para aguti (a); e, em segundo lugar, que os
camundongos amarelos são sempre heterozigotos (Aa). A proporção 2:1, ao invés da esperada proporção de 3:1,
confirma que os camundongos AA morrem no est‡gio embrion‡rio. Assim, o alelo A, em dose œnica, condiciona
a cor amarela; em dose dupla, é letal, não permitindo a sobrevivência do embrião.
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118 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
5 a pleioTropia: UM gene
condiciona vários caracTeres
Esta Ž uma varia•‹o da heran•a mendeliana sim-
ples, na qual um gene, por meio de um par de alelos,
condiciona uma caracter’stica. No entanto, h‡ muitos
casos em que um mesmo gene Ž respons‡vel por mais
de uma caracter’stica ao mesmo tempo: este fen™meno
Ž a pleiotropia.
Gene A
Caráter 1
Caráter 2
Caráter 3
Caráter 4
Nos casos de pleiotropia, um único locus gênico pode
condicionar várias características.
Um exemplo conhecido desse fen™meno Ž a ane-
mia falciforme, em que determinado gene produz uma
hemoglobina an™mala que leva, por sua vez, ̂ produ•‹o
de hem‡cias em forma de foice. Pessoas atingidas pela
anemia falciforme apresentam v‡rios tipos de proble-
mas, como: aglutina•‹o das hem‡cias, suprimento de-
ficiente de sangue no corpo, fraqueza, anemia, insufi-
ci•ncia card’aca, reumatismo, pneumonia, entre outros
problemas. Assim, o efeito desse gene Ž pleiotrópico.
Veja, ainda, o exemplo dos genes letais nos ca-
mundongos. O alelo A condiciona a cor amarela. No
entanto, em dose dupla, Ž letal, n‹o permitindo a so-
breviv•ncia do embri‹o. Assim, esse alelo tem efeito
pleiotrópico, j‡ que, alŽm de condicionar a cor do
pelo, interfere na sobreviv•ncia do animal.
ExERCÍCIOs
1 (Fuvest-SP) A fenilcetonúria é uma doença que tem
herança autossômica recessiva. Considere a prole
de um casal de heterozigóticos quanto à mutação
que causa a doença.
a) Qual é a probabilidade de o genótipo da pri-
meira criança ser igual do de seus genitores?
4 4 4 4
4 2
b) Qual a probabilidade de as duas primeiras
crianças apresentarem fenilcetonúria?
c) Se as duas primeiras crianças forem meninos
que têm a doença, qual é a probabilidade de
uma terceira criança ser uma menina saudável?
d) Se a primeira criança for clinicamente normal,
qual é a probabilidade de ela não possuir a mu-
tação que causa a fenilcetonúria?
2 Na espécie humana, o lóbulo da orelha pode ser
“preso” ou “solto”. Esta característica parece ser
condicionada por um par de alelos, o que obede-
ce à Primeira Lei de Mendel. A genealogia abaixo
mostra uma herança dessa característica em uma
família na qual os indivíduos cujos símbolos estão
preenchidos em negrito têm o lóbulo preso e os
demais o têm solto. Examine a genealogia, e res-
ponda às questões.
3 4
8 109
11 1312
1 2
5 76
4 4
4 4
3
4
4 4 16
2 4
8
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 119
a) Qual dos dois caracteres, lóbulo preso ou lóbu-
lo solto, é condicionado por um alelo dominan-
te? Justifique sua resposta.
b) Agora, use “A” para designar o alelo dominan-
te, e “a” para o alelo recessivo. Escreva os ge-
nótipos abaixo de cada um dos indivíduos.
c) Quais dos indivíduos da genealogia são, obri-
gatoriamente, heterozigotos?
d) Quais dos indivíduos são, obrigatoriamente,
homozigotos?
e) Quais são os indivíduos, nesta genealogia, para
os quais não se pode determinar o genótipo com
segurança absoluta? Justifique sua resposta.
f) Se o indivíduo 6 se casasse com uma mulher de
mesmo genótipo que o de sua mãe, qual seria
a probabilidade de nascer uma menina com o
lóbulo da orelha colado?
g) Ainda sobre o caso do item anterior, qual seria a
probabilidade de nascer uma menina com o ló-
bulo colado OU um menino com o lóbulo solto?
h) Qual é a probabilidade de os indivíduos 12 e 13
serem ambos homozigotos?
3 Na genealogia abaixo indivíduos com queratose,
uma anomalia da pele, estão representados em
preto, e as pessoas normais, em branco. O casal
em questão planeja ter mais quatro crianças.
a) Utilizando “A” e “a” para os alelos dominante
e recessivo, preencha a genealogia acima com
os genótipos dos envolvidos.
b) Calcule a probabilidade de as quatro próximas
crianças do casal serem todas normais.
2
2
2 2 4
( )2( )2( ) ( )2( )2( ) 4 2
3
3
3 3 9
4
4 4 4 4 256
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120 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
4 (Medicina Santo Amaro-SP Ð Adaptada) Feita a
an‡lise geneal—gica de uma fam’lia, relativamen-
te ˆ ocorr•ncia de uma determinada anomalia,
obteve-se o quadro abaixo. Nele os indiv’duos
afetados aparecem assinalados em negro, en-
quanto os normais aparecem em branco. Assi-
nale, entre as alternativas, a œnica afirma•‹o ab-
solutamente correta que se pode fazer a partir
dos dados obtidos.
1 2
3 4 5 6
7 98 10 12 1311
a) A anomalia Ž recessiva em rela•‹o ̂ normalidade.
b) Segundo os dados, n‹o podemos decidir sobre
a domin‰ncia ou a recessividade da anomalia.
c) O indiv’duo 1 Ž heterozigoto.
d) O indiv’duo 3 Ž portador de um alelo para a
anomalia.
e) Do casamento do indiv’duo 9 com 11 n‹o po-
dem resultar filhos an™malos.
5 Em determinada espŽcie de ave, os indiv’duos po-
dem apresentar penas brancas e penas azuis. Um
criador observou que aves de penas azuis, quan-
do cruzadas entre si, sempre resultavam em uma
descend•ncia exclusiva de aves de penas azuis.
Quando cruzava aves de penas azuis com aves de
penas brancas, eram sempre obtidos descenden-
tes de penas azuis e de penas brancas, em uma
propor•‹o mais ou menos igual. Por outro lado,
aves de penas brancas cruzadas entre si resulta-
vam sempre em aves de penas brancas e de pe-
nas azuis. Admitindo que a cor das penas, nessa
espŽcie, depende de um par de alelos, responda
ˆs perguntas a seguir:
a) em fun•‹o dos dados apresentados, quais se-
riam os poss’veis gen—tipos das aves de penas
azuis e das aves de penas brancas? Justifique
sua resposta.
b) voc• poderia apresentar alguma hip—tese que
sustentasse sua resposta ao item a?
c) de que maneira voc• testaria essa hip—tese?
ORIENTAÇÃO DE EsTUDO
AULA 47
leia os itens 126 a 129, cap. 2 do livro-texto.
Faça os exercícios 4, 14, 15 e 17, série 1.
AULA 48
leia os itens 120, 121 e 124, cap. 1 do livro-texto.
Faça os exercícios 19, 21, 22 e 23, série 1.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade IV
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 47
leia o item 119, do cap. 1, e o 130, cap. 2 do livro-
-texto.
Faça os exercícios 16, 18 e 20, série 1.
AULA 48
Faça os exercícios 24 e 25, série 1.
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1402 121
AULAs 49 e 50 A DETERMINAÇÃO GENÉTICA DOs GRUPOs sANGUÍNEOs HUMANOs
1 Tópicos
Os grupos do sistema ABO.
O fator Rh e a eritroblastose fetal.
Os grupos MN.
2 o sisTeMa abo
Na espŽcie humana, os indiv’duos podem diferir quanto a subst‰ncias (ant’genos) que existem na superf’cie de
suas hem‡cias. No caso do sistema ABO, por exemplo, conhecem-se tr•s subst‰ncias diferentes que determinam
os grupos sangu’neos, conforme apresentado na figura a seguir.
Fuc
Glu
Acetil-
-Gluc
Ant’geno O
CeramidaCeramida
Acetil-
-Gluc
GalNAc
Ant’geno A
Estrutura dos ant’genos dos grupos
Acetil-
-Gluc
Gal
Gal
Gal
Gal
GalGal
Gal
Ant’geno B
Fuc Fuc
Glu Glu
Ceramida
Fuc 5 Fucose
Gal 5 Galactose
Acetil-Gluc 5 Acetil glucosamina
Glu 5 Glucose
GalNAc 5 Acetil galactosamina
Estrutura dos ant’genos dos grupos sangu’neos A, B e O.
Os ant’genos do sistema ABO s‹o glicolip’dios que ficam na superf’cie da hem‡cia, compostos por uma
pequena cadeia de a•œcares ligados a lip’dios (ceramidas) da membrana. Nota-se que tanto o ant’geno O (ou
H) como o A e o B t•m os mesmos cinco a•œcares b‡sicos; no entanto, na extremidade do ant’geno A h‡ um
a•œcar suplementar, a acetilgalactosamina(GalNAc) e na extremidade do ant’geno B, o a•œcar suplementar
Ž uma galactose (Gal).
Antígeno OAntígenos A e BAntígeno BAntígeno A
Tipo sanguíneo A Tipo sanguíneo B Tipo sanguíneo AB Tipo sanguíneo O
Representa•‹o esquem‡tica das hem‡cias dos diferentes grupos sangu’neos, com
os ant’genos aderidos ˆ membrana celular.
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122 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
As substâncias A e B determinam os grupos sanguíneos. Lembre-se do conceito de antígeno: substância es-
tranha a um organismo, que pode desencadear a produção de anticorpos. Repare que a substância A é antígeno
(ou aglutinogênio) somente para indivíduos do grupo B e do grupo O; A substância B é antígeno para indivíduos
A e O; para pessoas AB, nem a substância A nem a substância B são antígenos, enquanto para o grupo O tanto
as substâncias A como B são antígenos.
a genética do sistema abo
Uma série de três alelos que ocupa um único locus (alelos múltiplos) controla a transmissão dos grupos do
sistema ABO. São eles IA, IB e i. IA e IB são codominantes, mas ambos são dominantes em relação ao alelo i.
Grupo A
IA IA
Grupo A Grupo AB Grupo B Grupo B Grupo O
Codomin‰ncia
Alelo IB
Alelo IA
Alelo i - Recessivo
IA i IA IB IB IB IB i i i
Grupo sangu’neo Porcentagem*
O 47,10
A 36,99
B 12,30
AB 3,60
* Estas frequências retratam de forma bastante fiel as outras regiões
do Brasil.
O
AB B
A
Brasileiros
Frequ•ncia dos grupos do sistema ABO em mulheres doadoras, numa cidade de MT
A
BAB
O
A
B
AB
O
A
B
O
A
O
A
B
AB
O
A
B
AB
O
Ingleses Asi‡ticos do Sudeste
da çsia (Laos)
Indianos
Africanos (Zimb‡bue) Nativos americanos Abor’genes australianos
Frequ•ncia dos grupos do sistema ABO em algumas regi›es do mundo.
S
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1402 123
como são determinados os grupos sanguíneos do sistema abo
o
a
B
aB
Grupo Anti-A Anti-B
N‹o aglutina
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Aglutina
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S
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C
K
Para determinar os tipos sangu’neos do sistema ABO, basta misturar, em uma l‰mina de vidro, o sangue
de grupo desconhecido com cada um de dois anticorpos (aglutininas) anti-A e anti-B, que reagir‹o, respecti-
vamente, com os ant’genos (aglutinog•nios) A e B. O resultado da rea•‹o entre eles, como o nome indica, ser‡
a aglutina•‹o das hem‡cias que t•m o ant’geno na sua superf’cie. Na figura acima, observe o primeiro caso,
por exemplo: o sangue n‹o sofreu aglutina•‹o com anti-A nem com anti-B; isso demonstra que ele n‹o possui
os ant’genos (aglutinog•nios) A nem B. Conclui-se, portanto, que se trata de sangue O.
as transfusões de sangue
Nas transfus›es de sangue entre pessoas de grupos diferentes, pode ocorrer aglutina•‹o das hem‡cias doa-
das, em uma rea•‹o do tipo ant’geno-anticorpo, o que pode gerar o risco de problemas circulat—rios sŽrios. Isto
ocorre caso exista na hem‡cia certo aglutinog•nio, e ao mesmo tempo aglutinina correspondente
no plasma do receptor.
Em fun•‹o deste fato, as transfus›es que podem ser realizadas sem risco est‹o listadas na tabela e no dia-
grama abaixo.
O
AB
O
AB
A BA B
Grupo
sanguíneo
Pode doar sangue,
de forma segura,
a pessoas do(s) grupo(s)
A A e AB
B B e AB
AB AB
O A, B, AB e O
Esquema das transfus›es poss’veis no sistema ABO.
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124 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
3 o faTor rh e a eriTroblasTose feTal
A express‹o Òfator RhÓ inicialmente foi usada para denominar um grupo de subst‰ncias encontradas no
sangue de macacos Rhesus. Posteriormente, essas subst‰ncias tambŽm foram encontradas na membrana
das hem‡cias de alguns indiv’duos das popula•›es humanas, mais frequentemente uma delas, o ant’geno
D. As pessoas que t•m o fator Rh s‹o chamadas de Rh1 (Rh positivo), e as que n‹o o possuem, de Rh2
(Rh negativo).
Embora a heran•a do fator Rh seja bastante complexa, em termos genŽticos, usualmente, ela Ž apresen-
tada como se se tratasse de um œnico gene com um par de alelos com domin‰ncia (R e r). Nesse modelo,
pessoas Rh1 s‹o aquelas que apresentam os gen—tipos RR ou Rr, e pessoas Rh2 apresentam gen—tipo rr.
Indiv’duos com sangue Rh1 podem receber transfus›es de sangue Rh2 de forma segura Ð contanto que
haja compatibilidade no sistema ABO. O caso inverso, no entanto, n‹o Ž vi‡vel: um indiv’duo Rh2 que recebe
sangue Rh1 ir‡ produzir anticorpos anti-Rh, que, em transfus›es subsequentes, podem levar ˆ aglutina•‹o
de suas hem‡cias.
a) Uma pequena quantidade de
hem‡cias Rh1 do feto passam
para o sangue materno pela placenta.
Hem‡cias maternas Rh2
Hem‡cias feto Rh1
Anticorpos Anti-Rh
Hem—lise: destrui•‹o das hem‡cias Rh1 do feto
Vaso sangu’neo
materno Placenta
b) A m‹e produz anticorpos
anti-Rh em resposta ˆs
hem‡cias Rh1.
c) Os anticorpos anti-Rh atravessam
a placenta, entram na circula•‹o do
feto e destroem suas hem‡cias
(eritroblastose fetal).
A eritroblastose fetal Ž um tipo de anemia do recŽm-nascido, que ocorre exclusivamente em crian•as Rh1,
cuja m‹e seja Rh2. Normalmente, se d‡ a partir da segunda gravidez de crian•a Rh1, quando a m‹e j‡ foi sensi-
bilizada pelo primeiro filho Rh1, j‡ tendo produzido anti-Rh. Por fim, o anti-Rh ultrapassa a barreira placent‡ria
do segundo filho atacando suas hem‡cias.
4 os grUpos Mn
AlŽm dos ant’genos do sistema ABO e Rh, foram descobertas outras subst‰ncias na membrana das
hem‡cias humanas. Duas delas, os ant’genos m e n, constituem o que chamamos de sistema MN. Os indi-
v’duos que t•m nas suas hem‡cias o ant’geno m pertencem ao grupo M; os que t•m o ant’geno n pertencem
ao grupo N e os que t•m tanto o ant’geno m como o ant’geno n pertencem ao grupo MN. A genŽtica desse
sistema Ž controlada por um par de alelos LM e LN, que s‹o codominantes, de forma semelhante aos alelos
IA e IB do sistema ABO.
Conhecem-se mais de vinte outros grupos sangu’neos na espŽcie humana, que s‹o œteis principalmente ˆ
Medicina legal, quando se realizam testes para exclus‹o de paternidade.
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 125
ExERCÍCIOs
1 Um senhor, de tipo sanguíneo A, filho de pais AB, tem com sua esposa um filho do tipo A, o qual tem uma
filha do tipo O. A esposa do senhor é filha de pai e mãe do tipo B, com avós paternos AB e A e avós maternos
do tipo AB, ambos.
Senhor Esposa
a) Inicialmente, transcreva na genealogia todas as informações do enunciado relativas aos fenótipos de todos
os indivíduos.
b) Descubra, agora os gen—tipos de todos os envolvidos, e preencha a genealogia com essas informações.
c) A esposa do senhor adoece e necessita com urgência de várias transfusões de sangue. Quais são as pes-
soas da família que poderiam doar-lhe sangue, sem os riscos causados pela incompatibilidade?
d) A neta do senhor se casa com um rapaz de mesmo genótipo de seu avô. Qual é a probabilidade de que
o casal tenha uma criança de sexo feminino e doadora universal em relação ao sistema ABO?
2 (Fuvest-SP) Um homem do grupo sanguíneo AB é casado com uma mulher cujos avós paternos e maternos
pertencem ao grupo sanguíneo O. Esse casal poderá ter apenas descendentes:
a) do grupo O.
b) do grupo AB.
c) dos grupos AB e O.
d) dos grupos A e B.
e) dos grupos A, B e AB.
3 (Vunesp)Em um acidente de carro, três jovens sofreram graves ferimentos e foram levados a um hospital,
onde foi constatada a necessidade de transfusão de sangue devido a forte hemorragia nos três aciden-
tados. O hospital possuía em seu estoque 1 litro de sangue do tipo AB, 4 litros do tipo B, 6 litros do tipo
A e 10 litros do tipo O. Ao se fazer a tipagem sanguínea dos jovens, verificou-se que o sangue de Carlos
era do tipo O, o de Roberto do tipo AB e o de Marcos do tipo A. Considerando apenas o sistema ABO, os
jovens para os quais havia maior e menor disponibilidade de sangue em estoque eram, respectivamente,
a) Carlos e Marcos.
b) Marcos e Roberto.
c) Marcos e Carlos.
d) Roberto e Carlos.
e) Roberto e Marcos.
4 (UFC-CE) Leia o texto a seguir.
Estudante descobre n‹o ser filha dos pais em aula de GenŽtica
Uma aula sobre genŽtica tumultuou a vida de uma fam’lia que vive em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Uma
estudante descobriu que n‹o poderia ser filha natural dos pais. Miriam Anderson cresceu acreditando que Holmes e
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126 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
Elisa eram os seus pais. Na adolescência, durante uma aula de Genética, ela entendeu que o tipo sanguíneo dos pais
era incompatível com o dela.
Jornal Hoje. Rede Globo, 29 set. 2008.
Considerando que o tipo sanguíneo de Miriam seja O, Rh2, assinale a alternativa que apresenta o prov‡vel
tipo sanguíneo do casal que confirmaria o drama descrito na reportagem, ou seja, que Holmes e Elisa não
poderiam ter gerado Miriam.
a) Pai: AB, Rh1 e mãe: O, Rh2.
b) Pai: A, Rh1 e mãe: B, Rh1.
c) Pai: B, Rh2 e mãe: B, Rh2.
d) Pai: O, Rh2 e mãe: A, Rh1.
e) Pai: B, Rh1 e mãe: A, Rh1.
Para a questão abaixo, considere que a expressão Òdoador universalÓ refere-se a pessoas de grupo O e Rh2.
5 (Mack-SP) Uma mulher pertencente ao tipo sanguíneo A, Rh2, casa-se com um homem pertencente ao tipo
B, Rh1, que nasceu com eritroblastose fetal. O casal tem uma filha pertencente ao tipo O e que tambŽm
nasceu com eritroblastose fetal. Se essa menina se casar com um homem com o mesmo gen—tipo do pai
dela, a probabilidade de ter uma criança doadora universal Ž de:
a) 1
8
b) 1
4
c) 1
2
d) 1
6
e) 3
4
6 (Ufpel-RS) Tr•s irmãos (João, JosŽ e Maria) realizaram um exame de sangue em laborat—rio para identificar os
seus tipos sanguíneos, com o objetivo de verificar a possibilidade de doarem sangue ao pai, que necessitaria
de uma transfusão ap—s uma cirurgia. Um deles (João) ficou surpreso ao descobrir seu tipo sanguíneo Ð O Ð
e achou que não era filho biol—gico do casal que o criou. Seu pai e o irmão apresentam sangue do tipo A e
sua mãe e a irmã apresentam sangue do tipo B. Todos são RH1.
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre a herança dos tipos sanguíneos, Ž correto afirmar que:
a) João não pode ser filho biol—gico do casal, pois de acordo com a herança genŽtica possível do tipo
sanguíneo, os filhos somente poderiam apresentar sangues dos tipos A, B e AB. Dos filhos biol—gicos,
somente JosŽ pode doar sangue ao pai, pois as hem‡cias de seu sangue apresentam aglutinog•nio A.
b) João pode ser filho biol—gico do casal, desde que pelo menos um dos pais seja heterozigoto e apresente o
alelo respons‡vel pela presença de aglutininas anti-A e anti-B no plasma. O pai não pode receber sangue
de Maria, pois seu sangue apresenta aglutinina anti-B.
c) João não pode ser filho biol—gico do casal, assim como seus dois irmãos, pois de acordo com a herança
genŽtica possível do tipo sanguíneo, os filhos somente poderiam apresentar sangues dos tipos AB. O pai
pode receber sangue de João e JosŽ, pois o sangue dele apresenta aglutinina anti-A, assim como o de
seus filhos.
d) Se Maria engravidar de um homem com o mesmo gen—tipo para o tipo sanguíneo de seu irmão João,
existe a probabilidade de 100% de seu filho ter sangue do tipo B. PorŽm, se ela engravidar de um homem
com o mesmo gen—tipo para o tipo sanguíneo de seu irmão JosŽ, existe a probabilidade de 50% de seu
filho ter sangue do tipo AB, 25% do tipo A e 25% do tipo B.
e) João pode ser filho biol—gico do casal, desde que ambos os pais sejam heterozigotos e apresentem o
alelo respons‡vel pela aus•ncia de aglutinog•nio. João pode doar sangue para seu pai, pois as hem‡cias
do seu sangue não apresentam aglutinog•nios.
ORIENTAÇÃO DE EsTUDO
AULA 49
leia os itens 134 a 136, do cap. 3 do livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 4, série 2.
AULA 50
leia os itens 138 a 140 e 142, do cap. 3 do livro-
-texto.
Faça os exercícios 5 a 8, série 2.
Livro 2 Ñ Unidade II
Caderno de Exercícios 2 Ñ Unidade IV
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 49
leia o item 137, do cap. 3 do livro-texto.
Faça os exercícios 9 a 12, série 2.
AULA 50
leia o item 141, cap. 3 do livro-texto.
Faça os exercícios 13 a 15, série 2.
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 125
BioLogiA
setor 1403
Prof.: ____________________________________
aula 39 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 126
aula 40 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 126
aula 41 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 132
aula 42 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 132
aula 43 .............aD h .............Tm h .............TC h .............143
aula 44 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 151
setor c
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126 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
AULAs 39 e 40 FisioLogiA do sistemA cArdiovAscULAr i
1 Introdução
O que é: O sistema responsável pelo transporte de substâncias pelo corpo.
Importância: Os animais pluricelulares mais complexos possuem grande número de células distantes da
superfície corporal, impedindo a absorção de alimentos, as trocas gasosas e a eliminação de excretas diretamente
ao meio ambiente. Os sistemas de transporte conseguem distribuir as substâncias obtidas das superfícies respi-
ratórias e digestivas para todas as células presentes no organismo, além de retirar dos tecidos as excretas tóxicas
que devem ser eliminados do corpo.
tópicos
Distribuição de substâncias pelo corpo do animal.
Tipos de sistema circulatório e tipos de circulação nos vertebrados.
Órgãos do sistema cardiovascular.
Retorno venoso.
2 A dIstrIbuIção de substâncIAs pelo corpo
Distribuição de partículas de alimento e gases por difusão em uma esponja (A); distribuição de partículas de alimentos no interior de
uma hidra e de uma planária através da cavidade gastrovascular (B e C); representação do corpo de um nematelminto mostrando a
difusão de alimentos do tubo digestório para o líquido do pseudoceloma (D); circulação fechada em anelídeos (E); circulação aberta
em artrópodes, na qual a hemolinfa distribui substâncias, exceto gases, pelo corpo do animal (F); e circulação fechada em vertebrados
e a distribuição de substâncias realizada pelo sangue (G).
Ânus
Tubo digestórioPseudoceloma
Boca
Ósculo
Entrada de
água pelos
poros
Boca
Faringe
Cavidade
gastrovascular
Tentáculos
Boca
Cavidade
gastrovascular
Circulação
dorsal
5 corações Circulação
ventral
Vaso sanguíneo
dorsal contrátil (coração)
(A) (B)
(D)
(E)
(F)
(G)
(C)
Capilares das
brânquias
Veia
Capilares dos
órgãos e músculos
Coração
Artéria
in
G
E
B
o
r
G
A
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B
A
C
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h
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E
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 127
3 tIpos de sIstemA cIrculAtórIo e tIpos de cIrculAção nos vertebrAdos
Quanto ao percurso
do sangue
Quanto à mistura ou à
separação dos sangues
arterial e venoso
Sistema circulatório
Aberto ou lacunar
Fechado
Simples
Dupla
Incompleta
Completa
Tipos de circulação
Aberto ou fechado
No sistema circulatório aberto ou lacunoso, a hemolinfa sai do interior dos vasos e banha diretamente os teci-
dos, sendo, posteriormente,recolhida ao coração. Já no sistema circulatório fechado, o sangue não sai do interior
dos vasos sanguíneos e as trocas de substâncias entre ele e os tecidos ocorrem através das paredes dos capilares.
Sistema circulatório
aberto
Sistema circulatório
fechado
Coração
Hemolinfa
Coração
Capilares no interior
de cada órgão
simples ou duplo
No sistema circulatório simples, o sangue passa pelo coração apenas uma vez a cada ciclo, enquanto no duplo,
o sangue passa pelo coração duas vezes a cada ciclo.
Circulação
dorsal
Vaso sanguíneo
dorsal contrátil (coração)
5 corações Circulação
ventral
Circulação
pulmonar
Capilares
pulmonaresCapilares das
brânquias
Artéria
Sistema circulatório duploSistema circulatório simples
Capilares
sistêmicos
Capilares
sistêmicos
Circulação
sistêmica
Circulação
branquial
Circulação
sistêmica
Artéria
Veia
Veia
Ventrículo
Átrio
Coração
A cor vermelha representa o sangue arterial
(rico em O
2
) e a cor azul, o sangue venoso
(pobre em O
2
). Os peixes apresentam
sistema circulatório simples, enquanto os
demais vertebrados apresentam sistema
circulatório duplo.
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128 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
Incompleto ou completo
No sistema circulat—rio incompleto, h‡ mistura de sangue arterial e venoso. Ocorre nos anf’bios e na maioria
dos répteis. Porém, no sistema circulat—rio completo, o sangue venoso n‹o se mistura com o arterial, processo
t’pico dos peixes, aves e mam’feros.
4 órgãos do sIstemA cArdIovAsculAr
Além do cora•‹o, os vasos sangu’neos fazem parte do sistema cardiovascular. Veja a seguir os tipos de vasos
presentes no sistema circulat—rio dos vertebrados e suas caracter’sticas.
Artérias:
S‹o vasos pelos quais o sangue parte do cora•‹o.
Possuem parede muscular espessa, adaptada ˆ alta press‹o causada pelos batimentos card’acos.
Ramificam-se em arter’olas e estas em capilares arteriais.
veias:
S‹o vasos pelos quais o sangue chega ao cora•‹o.
Possuem parede muscular mais fina que a das artérias, t•m press‹o baixa e constante.
S‹o dotadas de v‡lvulas que impedem o fluxo do sangue em sentido contr‡rio.
S‹o formadas pela reuni‹o de v•nulas, as quais, por sua vez, s‹o constitu’das pela reuni‹o de capilares
venosos.
capilares:
S‹o os vasos mais finos, que fazem a conex‹o entre as arter’olas e as v•nulas.
Possuem parede constitu’da por apenas uma camada de células achatadas (endotélio), o que permite as
trocas de ‡gua e diversos solutos entre o sangue e os tecidos adjacentes, além da sa’da de gl—bulos brancos
por entre as células endoteliais.
Endotélio
(camada
interna)
Endotélio
Endotélio
Músculo liso
(camada
intermediária)
Músculo
liso
Tecido
conjuntivo
Arteríola
Artéria Veia
Vênula
Válvula
Coração Coração
Capilar
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 129
5 retorno venoso: As válvulAs dAs veIAs
O retorno venoso depende, entre outros fatores, da press‹o externa sobre as veias decorrente da contra•‹o
da musculatura esquelética, que ajuda a impulsionar o sangue em dire•‹o ao cora•‹o. As v‡lvulas impedem o
refluxo do sangue no interior desses vasos.
exercícios
1 (UEm-PR) Escreva nos parênteses a soma dos itens corretos.
Todas as células de um animal precisam receber substâncias nutrientes e gás oxigênio (O
2
). O transporte
dessas e de outras substâncias pelo corpo do animal ocorre de diversas maneiras. Sobre isso, assinale a(s)
alternativa(s) correta(s).
(01) A distribuição de substâncias pelo corpo, de célula a célula, conhecida como difusão, é um processo lento,
sendo o único mecanismo de transporte em animais pequenos, como poríferos, cnidários e platelmintos.
(02) Nos nematoides e turbelários, o gás oxigênio absorvido pela superfície do corpo e os nutrientes assimi-
lados pela parede do tubo digestório difundem-se para o líquido do celoma, atingindo todas as partes
do corpo.
(04) Os artrópodos têm sistema circulatório aberto, e em seus vasos flui um líquido chamado hemolinfa.
(08) Em um animal com sistema circulatório fechado, o sangue circula a partir do coração para artérias, ca-
pilares, veias, hemoceles e coração.
(16) A distribuição de nutrientes e de gás oxigênio no corpo de uma minhoca é feita pelo sangue.
Soma: .
2 Preencha as lacunas:
O sistema circulatório surge no filo dos .
O sistema circulatório aberto ou lacunoso é encontrado nos .
O sistema circulatório fechado é encontrado nos
.
B
l
A
m
B
/s
h
u
t
t
E
r
s
t
o
C
k
mmúsculo da úsculo da
panturrilha contraídopanturrilha contraído
oo músculo músculo
da panturrilha da panturrilha
age como age como
uma bomba uma bomba
para as veias para as veias
profundas da profundas da
pernaperna
Válvulas Válvulas
previnem o previnem o
retorno do retorno do
sanguesangue
oo fluxo fluxo
sanguíneo é sanguíneo é
causado pela causado pela
contração contração
muscularmuscular
Válvula Válvula
abertaaberta
Válvulas Válvulas
fechadafechada
mmúsculo da úsculo da
panturrilha relaxadapanturrilha relaxada
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130 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
3 (PUC-mG – Adaptada) O esquema a seguir mostra a estrutura dos diferentes componentes de um sistema
circulatório animal.
EndotŽlio
EndotŽlio
EndotŽlio
Mœsculo liso
Mœsculo
liso
Tecido conjuntivo
Tecido
conjuntivo
Arteríola
ArtŽria Veia
V•nula
Válvula
Capilar
Membrana
basal
Observando o esquema e de acordo com seus conhecimentos, assinale a afirmativa INCORRETA.
a) O esquema representa um sistema circulatório fechado.
b) A diferença na espessura da camada muscular observada nesses vasos não tem importância funcional.
c) As válvulas são importantes para direcionar o fluxo sanguíneo para o coração.
d) A pressão sanguínea é reduzida drasticamente na rede capilar.
4 Através de qual dos tipos de vasos sanguíneos apresentados na questão anterior ocorrem as trocas de
substâncias com os tecidos? Justifique sua resposta.
5 (Fuvest-SP) As figuras a seguir ilustram um experimento realizado por William Harvey, cientista inglês do
século XVII, que desvendou aspectos importantes da circulação sanguínea humana. Harvey colocou um tor-
niquete no braço de uma pessoa, o que fez certos vasos sanguíneos tornarem-se salientes e com pequenas
protuberâncias globosas (Fig. 1). Ele pressionou um vaso em um ponto próximo a uma protuberância e des-
lizou o dedo em direção à mão (de O para H na Fig. 2) de modo a espremer o sangue. O vaso permaneceu
vazio de sangue entre O e H, enquanto a pressão sobre esse último ponto foi mantida.
F
u
V
E
s
t
-s
P
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 131
a) Que tipo de vasos sanguíneos está mostrado nos desenhos do experimento de Harvey? Por que eles se
tornaram salientes com a colocação do torniquete?
b) Por que o vaso permaneceu vazio, entre a protuberância O e o ponto H, enquanto a pressão sobre esse
último ponto foi mantida?
6 (Uerj) O sistema circulatório humano apresenta características estruturais específicas para suportar a grande
pressão do sangue bombeado pelo coração, no caso das artérias, bem como para manter a velocidade do
fluxo em direção ao coração, mesmo sob baixa pressão, no caso das veias. Observe no gráfico as principais
variações nesse sistema.
Grandes
artŽrias
Pequenas
artŽrias
Arter’olas Capilares V•nulas Veias
Sangue
Press‹o (mmHg)
Velocidade (cm/s)
Indique duas características da composição da parede das artérias que possibilitam a passagem do sangue
sob grande pressão. Indique, também, dois fatores que possibilitam a passagem do sangue pelas veias em
velocidade quase tão alta quanto a verificada nas artérias.
orientAção de estUdo
AULA 39
leia os itens 42 a 44 e 53, cap. 3 do livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 3, série 2.
AULA 40
Faça os exercícios 4 a 7, série 2.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ UnidadeI
tarefa mínima tarefa complementar
AULAs 39 e 40
Faça os exercícios 8 a 12, série 2.
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132 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
1 tópIcos
Tipos de coração.
Tipos de circulação nos vertebrados.
2 cIrculAção nos vertebrAdos
Os vertebrados t•m sistema circulatório fechado formado por:
Coração.
Vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares.
Sangue.
3 tIpos de corAção
coração bicavitário (1 A 1 1 v) de peixes, e tricavitário (2 A 1 1 v) de anfíbios e de répteis
Os coraç›es dos vertebrados apresentam átrios e ventrículos. Observe abaixo as principais diferenças entre
peixes, anfíbios e répteis.
Aorta dorsal
Corpo
Brânquias
Seio venoso
Átrio
Aorta
ventral
Ventrículo
Cone
arterial
Aorta
dorsal
Pulmão
esquerdo
Seio
venoso
Átrio
direito
Ventrículo
Ventrículo
Septo incompleto
no ventrículo
Cone
arterial
Aorta
dorsal
Pulmão
esquerdo
Seio
venoso
Átrio
direito
Átrio
esquerdo
Átrio
esquerdo
AULAs 41 e 42 FisioLogiA do sistemA cArdiovAscULAr ii
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 133
Os peixes têm coração bicavitário, com um átrio (A), que recebe o sangue venoso proveniente do corpo, e um
ventrículo (V), de onde o sangue é impulsionado para as brânquias (“coração venoso”). O coração dos anfíbios e
da maioria dos répteis é tricavitário. Apresenta dois átrios e um ventrículo. O átrio direito (AD) recebe sangue
venoso que vem do corpo e o átrio esquerdo (AE), sangue arterial proveniente dos pulmões. O ventrículo único
recebe sangue dos dois átrios e o envia para o corpo e para os pulmões.
coração tetracavitário (2 A 1 2 v) de mamíferos e aves
Veia cava superior
Ventrículo direitoVeia cava inferior
Artéria aorta
Ventrículo
esquerdo
Valva
atrioventricular
esquerda
Valva do tronco
pulmonar
Veias
pulmonares
Átrio esquerdo
Artéria pulmonar
Valva
atrioventricular
direita
Átrio
direito
Veias pulmonares
Artéria
pulmonar
direita
Veias
pulmonares
direitas
Artéria coronária
Átrio direito
Artéria aorta
Artéria
pulmonar
esquerda
Veias
pulmonares
esquerdas
Veia
coronária
Ventrículo
esquerdo
Veia cava superior
Artéria aorta
Ventrículo
direito
Veia cava
inferior
tronco pulmonar
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D
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Vistas ventrais do cora•‹o tetracavitário de um mam’fero, em corte.
os grandes vasos e as valvas
Nas figuras a seguir, é possível observar as quatro cavidades cardíacas. Observe que o lado direito, que recebe
sangue venoso do corpo, é totalmente separado do lado esquerdo, que recebe sangue arterial dos pulmões. Ob-
serve também as valvas átrio-ventriculares, tricúspide e mitral, e as valvas dos grandes vasos, aórtica e do tronco
pulmonar. Note que a artéria aorta está ligada ao ventrículo esquerdo, a artéria pulmonar ao ventrículo direito,
as veias cavas ao átrio direito e as veias pulmonares ao átrio esquerdo.
Vista ventral do cora•‹o
tetracavitário de um mam’fero.
li
G
h
ts
P
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in
G
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C
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134 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
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A
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A
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A
E
D
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4 tIpos de cIrculAção nos vertebrAdos
peixes: circulação simples e completa
B
râ
n
q
u
ia
s Corpo
CA
V
A SV
Sangue arterial
Sangue venoso
Esquema da circulação simples e completa nos peixes. O coração bicavitário desses animais é denominado “coração venoso” por
causa do sangue que passa por ele.
Artéria aorta
mamíferosaves
Artéria aorta
curvatura da aorta em aves e em mamíferos
O coração das aves é idêntico ao dos mamíferos. A diferença entre os sistemas circulatórios é a curvatura da
artéria aorta (crossa) ao sair do coração. Nas aves ela se curva para a direita e nos mamíferos, para a esquerda.
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 135
Anf’bios: circula•‹o dupla e incompleta
Na circulação sanguínea em anfíbios e em répteis, o sangue que vem do corpo passa pelo coração a caminho
dos pulmões. Após a hematose, o sangue arterializado retorna ao coração, onde ocorre mistura de sangue arterial
e venoso, para depois seguir para o corpo novamente.
Sangue arterial
Sangue venoso
Sangue misto
Veias
ArtŽrias
1 3 3
2 2 4
CorpoCoração
Pele
Pulmões
1
2
2
3
3
4
Para a
cabeça
Para a
cabeça
ArtŽria pulmocut‰nea
Aorta
esquerda
Veia
cut‰nea
Veia
pulmonar
Aorta
direita
Aorta
dorsal
Veia cava
Pulmão
Pele
Para o
tronco
CA
V
SV
AD
AE
ArtŽria pulmonar
ArtŽria cut‰nea
P
u
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ã
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136 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
répteis: circulação dupla e incompleta
Sangue arterial
Sangue venoso
Sangue misto
Veias
ArtŽrias
1 3
2 4
Pulm›es
Coração
Corpo
1
4
32
Pulmão
V
AD AE
Aorta
esquerda
Aorta
dorsal
Para o
tronco
Veia
pulmonar
Veia cava
Pulmão
Aorta
direita
Para a
cabeça
ArtŽria pulmonar
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 137
mamíferos e aves: circulação dupla e completa
O coração dos mamíferos e das aves é tetracavitário. A circulação é dupla – com pequena circulação ou circu-
lação pulmonar e grande circulação ou circulação sistêmica – e completa (sem mistura de sangue venoso e arterial).
Sangue arterial
Sangue venoso
Veias
Artérias
1 3
2 4
AD
AE
VE
VD
Artéria
aorta
Corpo
Veia cava
Artéria pulmonar
Coração
Pulm›es
Corpo
2
3
4
1
P
u
lm
ã
o
Válvula
bicúspide
(mitral)
Veia
pulmonar
Válvula
tricúspide
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138 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
exercícios
1 (Fuvest-SP) O esquema a seguir representa o sistema circulatório de um grupo animal. Indique de que ani-
mal pode ser o sistema representado e em qual das regiões indicadas pelos algarismos romanos existe alta
concentração de gás oxigênio e alta concentração de gás carbônico no sangue.
Grupo animal
Alta concentração de gás
oxigênio
Alta concentração de gás
carbônico
a) Peixe II I
b) Peixe I II
c) Anfíbio I II
d) Réptil I II
e) Réptil II I
2 (Vunesp) Leia.
Quando abrirem meu coração
Vão achar sinalização
De mão e contramão.
Millôr Fernandes. Veja, 4 abr. 2012.
No contexto da Biologia, os versos de millôr Fernandes, falecido em 2012, podem ser usados para ilustrar, de
maneira poética, as características de um sistema circulatório em que os sangues arterial e venoso seguem
fluxos distintos, sem se misturarem.
Nessas condições, o protagonista desses versos poderia ser
a) uma ave ou um peixe.
b) um réptil ou um mamífero.
c) um mamífero ou uma ave.
d) um peixe ou um réptil.
e) um réptil ou uma ave.
3 (Unifesp) Entre os vertebrados, a conquista da endotermia (homeotermia) representou, para os grupos que
a possuem, um passo evolutivo decisivo para a conquista de ambientes antes restritivos para os demais
grupos.
a) Preencha a tabela com as características dos grupos apontados quanto ao número de câmaras (cavidades)
do coração.
Anfíbios (adultos)
Répteis não
crocodilianos
Aves Mamíferos
Número de
câmaras do
coração
F
u
V
E
s
t
-s
P
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 139
b) Explique sucintamente como o nœmero de c‰maras do coração e a endotermia podem estar correlacionados.
4 (Fuvest-SP) Nos mam’feros, o tamanho do coração Ž proporcional ao tamanho do corpo e corresponde a
aproximadamente 0,6% da massa corporal.
O gr‡fico abaixo mostra a relação entre a frequ•ncia card’aca e a massa corporal de v‡rios mam’feros.
1000
Massa corporal (g)
B
a
ti
m
e
n
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c
a
rd
ía
c
o
s
/m
in
10
101 106
O quadro abaixo traz uma relação de mam’feros e o resultado da pesagem de indiv’duos adultos.
Animal Massa corporal (g)
Cu’ca 30
Sagui 276
Gamb‡ 1 420
Bugio 5180
Capivara 37 300
Fauna silvestre – Secretaria Municipaldo Verde e
do Meio Ambiente, SP, 2007.
Considerando esse conjunto de informaç›es, analise as afirmaç›es seguintes:
I. No intervalo de um minuto, a cu’ca tem mais batimentos card’acos do que a capivara.
II. A frequ•ncia card’aca do gamb‡ Ž maior do que a do bugio e menor do que a do sagui.
III. Animais com coração maior t•m frequ•ncia card’aca maior.
Est‡ correto apenas o que se afirma em:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
Baseado em Schmidt – Nielsen, K. 1999. Fisiologia Animal.
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140 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
5 (Fuvest-SP) O esquema a seguir mostra um coração
humano em corte. O gráfico mostra a variação da
pressão sanguínea no ventrículo esquerdo durante
um ciclo cardíaco, que dura cerca de 0,7 segundo.
a) Em qual das etapas do ciclo cardíaco, indicadas
pelas letras de A a O, ocorre o fechamento das
valvas atrioventriculares?
b) Os ventrículos direito e esquerdo possuem vo-
lume interno similar e ejetam o mesmo volume
de sangue a cada contração. No entanto, a pa-
rede ventricular esquerda é cerca de 4 vezes
mais espessa do que a direita. Como se explica
essa diferença em função do trabalho realizado
pelos ventrículos?
6 (UEL-PR) Analise a figura a seguir.
ASTRAND, P. O. et al. Tratado de fisiologia do trabalho: bases fisiológicas
do aminoácido. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 126.
Com base na figura e nos conhecimentos sobre o
tema, considere as afirmativas a seguir.
I. O ciclo cardíaco é uma sequência completa de
sístoles e diástoles das câmaras do coração.
O início do ciclo é marcado pela diástole dos
átrios, que bombeiam sangue para o interior
dos ventrículos, que estão em sístoles.
II. A circulação é organizada de tal modo que o
lado direito do coração bombeia sangue para
os pulmões, fenômeno chamado de circulação
pulmonar, e o lado esquerdo bombeia sangue
para o resto do corpo, fenômeno chamado de
circulação sistêmica.
III. O coração propriamente dito consiste em qua-
tro câmaras: dois átrios e dois ventrículos. Os
átrios estão separados dos ventrículos pelas
valvas mitral e tricúspide que impedem o re-
fluxo do sangue para os átrios quando os ven-
trículos se contraem. O refluxo de sangue da
artéria pulmonar e da aorta para os ventrículos
é impedido pelas valvas pulmonar e aórtica.
IV. Os principais tipos de vasos sanguíneos são as
artérias, as arteríolas, os capilares, as vênulas
e as veias, os quais são constituídos por três
camadas: a túnica íntima, a túnica média e a
túnica adventícia. Esses vasos sanguíneos são
inervados por fibras nervosas parassimpáticas.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
b) Somente as afirmativas II e III são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
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orientAção de estUdo
AULA 41
leia os itens 45 a 52, cap.3 do livro-texto.
Faça os exercícios 15, 16 e 29, série 2.
Faça os exercícios 1 e 2 da Atividade extra.
AULA 42
Faça o exercício 17, série 2.
Faça os exercícios 3 e 4 da Atividade extra.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
AULAs 41 e 42
Faça os exercícios 19, 31 e 25, série 2.
Faça o exercício 5 da Atividade extra.
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 141
AtividAde extrA
1 (Uerj) Num contraste radiológico, uma substância opaca ao raio X foi injetada por via venosa no braço
de um paciente submetido a uma radiografia dos rins.
Essa substância, logo após a injeção e antes de atingir os rins, passa pela seguinte sequência de estru-
turas anatômicas:
a) pulmões – átrio cardíaco direito – ventrículo cardíaco direito – átrio cardíaco esquerdo – ventrículo
cardíaco esquerdo.
b) átrio cardíaco direito – ventrículo cardíaco direito – pulmões – átrio cardíaco esquerdo – ventrículo
cardíaco esquerdo.
c) pulmões – átrio cardíaco esquerdo – ventrículo cardíaco esquerdo – átrio cardíaco direito – ventrículo
cardíaco direito.
d) átrio cardíaco esquerdo – ventrículo cardíaco esquerdo – pulmões – átrio cardíaco direito – ventrículo
cardíaco direito.
2 (Fuvest-SP) Em uma pessoa jovem e com boa saúde, quando ocorre a sístole (contração) dos ventrí-
culos, as grandes artérias (1) e a pressão sanguínea em seu interior atinge, em média, cerca de (2).
Qual das alternativas a seguir contém os termos que substituem corretamente os números 1 e 2 entre
parênteses?
a) contraem-se; 120 mmHg
b) contraem-se; 80 mmHg
c) relaxam-se; 120 mmHg
d) relaxam-se; 80 mmHg
e) não se alteram; 120 mmHg
3 (UFmG) Os sistemas circulatórios das diferentes classes de vertebrados assumem padrões bem carac-
terísticos. Assim sendo, funcionalmente, as modificações estruturais do coração garantiram a eficiência
do sistema cardiorrespiratório em diferentes animais.
Analise, nestes gráficos, a variação da pressão na circulação sistêmica e na pulmonar em mamíferos e
em anfíbios:
100
Artéria aorta Veia cava
Anfíbio
Mamífero
Pressão na circula•ão
sistêmica
m
m
H
g
100
Artéria pulmonarVeia pulmonar
Anfíbio
Mamífero
Pressão na circula•ão
pulmonar
m
m
H
g
Com base nas informações contidas nesses gráficos e em outros conhecimentos sobre o assunto, faça
o que se pede.
a) Explique, do ponto de vista morfofuncional, as diferenças observadas entre a pressão na circulação
sistêmica e na pulmonar dos mamíferos.
b) Considerando apenas os anfíbios, justifique a semelhança entre os valores da pressão na circulação
sistêmica quando comparados aos valores da pressão na circulação pulmonar.
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142 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
4 (Vunesp) Observe a sequ•ncia:
Ciclostomados
Peixes
Anf’bios
RŽpteis
Aves Mam’feros
Baseando-se no sentido das setas que representam um processo evolutivo dos vertebrados, cite um
aspecto evolutivo:
a) referente ˆ respira•‹o dos rŽpteis, em rela•‹o aos anf’bios;
b) referente ˆ circula•‹o das aves e dos mam’feros, em rela•‹o aos rŽpteis.
5 (Unicamp-SP) A press‹o parcial do g‡s O
2
(pO
2
) e a do g‡s CO
2
(pCO
2
) foram medidas em duas amostras
(I e II) de sangue colhidas simultaneamente de um homem normal. A amostra I teve pO
2
5 104 mmHg e
pCO
2
5 40 mmHg, enquanto a amostra II teve pO
2
5 40 mmHg e pCO
2
5 45 mmHg. Em rela•‹o ao caso
em an‡lise, Ž correto afirmar que:
a) A amostra I corresponde a sangue arterial, que pode ter sido obtido da artŽria pulmonar, que cede
O
2
para as cŽlulas corporais com baixa concentra•‹o desse g‡s.
b) A amostra II corresponde a sangue venoso, que pode ter sido obtido das veias pulmonares, que levam
sangue do pulm‹o ao cora•‹o.
c) A amostra II pode ter sido obtida de uma artŽria pulmonar, que leva sangue do cora•‹o ao pulm‹o,
onde a pO
2
do ar Ž menor que a do sangue que chega a esse —rg‹o.
d) A amostra I pode ter sido obtida das veias pulmonares, que chegam ao cora•‹o trazendo sangue
oxigenado, que ser‡ usado para irrigar o pr—prio cora•‹o e outros —rg‹os.
AnotAçÕes
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 143
1 Introdução
O que é: Tecido líquido responsável pelo transporte de substâncias no sistema cardiovascular.
Import‰ncia: Transporta materiais no organismo, como gases respiratórios, nutrientes, excretas, hormônios,
proteínas estruturais, anticorpos, etc. Regula a distribuição de calor, o equilíbrio ácido-básico e osmótico dos
tecidos, além de transportar células de defesa e corpúsculos para coagulação.
tópicos
Composição do sangue: plasma e elementos figurados ou diferenciados.
Produção dos elementos diferenciados.
Elementos diferenciados do sangue: origem, forma, quantidade e função.
Transporte de gases respiratórios.
Monóxido de carbono (CO) e hemoglobina.
Coagulação sanguínea.
Plasma e soro.Sangue, linfa, vasos e gânglios linfáticos.
2 cArActerÍstIcAs
Formado de uma parte sólida constituída de células e fragmentos celulares e de uma parte líquida, o plasma.
Lembre-se de que o sangue é um tecido no qual a substância ou matriz extracelular (plasma) corresponde a sua
maior parte, e, consequentemente, pode ser considerado um tecido conjuntivo.
A maioria das substâncias transportadas pelo sangue está dissolvida no plasma.
A porção sólida do sangue corresponde aos elementos figurados ou diferenciados: hemácias, leucócitos e
plaquetas.
Plaquetas
Leucócitos
Plasma
Transporta células
e substâncias
dissolvidas
Hem‡cias
Carregam oxigênio
para as células
Plaquetas
Atuam na coagulação
do sangue, evitando
hemorragias
Gl—bulos brancos
Trabalham na defesa
do organismo
Hem‡cias
Elementos fgurados
Plasma
Observe que os elementos figurados estão em suspensão no plasma, com o predomínio das hemácias. Isso explica o
aspecto macroscópico homogêneo e vermelho do sangue.
AULA 43 sAngUe
125a158_1403_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 143 5/30/14 9:37 AM
144 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
composição do sangue
Apesar do seu aspecto macroscópico homogêneo, o sangue é formado por uma parte amorfa líquida, o plasma,
e uma parte sólida, os elementos diferenciados ou figurados.
Plasma: formado principalmente por água (mais de 90%), proteínas (albuminas, imunoglobulinas ou anti-
corpos, proteínas responsáveis pela coagulação, etc.), nutrientes absorvidos no intestino, gases (principal-
mente N
2
e CO
2
), excretas (principalmente ureia e amônia), hormônios e outras substâncias.
Elementos diferenciados ou figurados do sangue: correspondem a células – como as hemácias (glóbulos
vermelhos ou eritrócitos) e os leucócitos (glóbulos brancos) – ou a fragmentos de células – plaquetas
(trombócitos) –, todos em suspensão no plasma.
O sangue, tratado com anticoagulante e centrifugado, separa-se em camadas. O
sobrenadante, translœcido e amarelado, corresponde ao plasma, a camada inferior
vermelha Ž constituída por hem‡cias e a camada intermedi‡ria, por plaquetas e leuc—citos.
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ElEmEntos do sanguE
Plaquetas
Leuc—citos
Elementos figurados
Plaquetas
leucócitos
hemácias
Hemácias
Plasma (55%)
leucócitos
e plaquetas
(<1%)
hemácias
(45%)
neutrófilos
(50-70%)
Basófilos
(<1%)
Eosinófilos
(2-4%)
linfócitos
(20-30%)
monócitos
(2-8%)
Imagem das cŽlulas sanguíneas ao microsc—pio
—ptico feita a partir do espalhamento de
uma gota de sangue sobre uma lâmina de
vidro (esfrega•o). Depois da colora•ão, os
elementos figurados podem ser identificados.
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 145
3 produção dos elementos dIferencIAdos
No indiv’duo adulto, todos os elementos figurados s‹o continuamente produzidos na medula óssea vermelha,
que corresponde ao tecido hematopoiético ou hemocitopoiético (do grego hematos: sangue e poese: produ•‹o).
Observe que a partir da célula-mãe pluripotente (célula-tronco sanguínea) formam-se os elementos figurados.
4 elementos fIgurAdos do sAngue: orIgem, formA, QuAntIdAde e função
Hemácias Leucócitos Plaquetas
Função
Transporte de gases
respiratórios (O
2
e 27% do CO
2
)
Defesa
Neutrófilos: fagocitária
Linfócitos: imunitária
Coagulação do sangue
Origem e produção medula óssea vermelha medula óssea vermelha medula óssea vermelha
Características
morfológicas
Discoidais e anucleadas nos
mamíferos
Neutrófilos: grandes, sem
forma definida, com núcleo
lobado e granulações no
citoplasma
Linfócitos: esféricos, com
núcleo grande e
arredondado
Corpúsculos isolados de
forma ovoide ou
agregados originados
de fragmentos
citoplasmáticos de
células grandes
(megacariócitos) da
medula óssea
Características
especiais
Contêm grande quantidade de
hemoglobina (proteína
transportadora de gases
respiratórios)
Neutrófilo: mobilidade e
diapedese
Ricas em tromboplastina
Quantidade normal
nos seres humanos*
3,9 a 5,5 milhões/mm3 sangue
4,1 a 6 milhões/mm3 sangue
6 a 10 000/mm3 sangue
200 a 400 000/mm3
sangue
Variação
Idade, sexo, altitude,
estados patológicos
Infecções
Outros estados patológicos
Estados patológicos
* Com base em: JUNQUEIRA, L. C; CARNEIRO, J. Histologia básica. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan. 2004. p. 229.
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medula
óssea
vermelha
Células-tronco
hematopoiéticas
hemácias
Glóbulos
brancos
Plaquetas
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146 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
5 trAnsporte de gAses respIrAtórIos
transporte de oxigênio (o
2
)
Dissolvido no plasma (0,3 cm3/100 cm3 de plasma 5 1,5%).
Combinado com a hemoglobina (19,7 cm3/100 cm3 de plasma 5 98,5%).
Hb � O
2
(Hemoglobina) (Oxiemoglobina)
HbO
2
Pulm›es
Tecidos
transporte de dióxido de carbono (co
2
)
Dissolvido no plasma (9%).
Combinado com a hemoglobina (27%).
Hb � CO
2
(Hemoglobina) (Carboemoglobina)
HbCO
2
Pulm›es
Tecidos
Sob forma de HCO
3
2 no plasma (64%).
CO
2
� H
2
O H� � HCO�
3
H
2
CO
3
Anidrase carb™nica
Pulm›es
Tecidos
O CO
2
presente nas cŽlulas dos tecidos se difunde para as hem‡cias, onde reage com ‡gua, formando o ‡cido
carb™nico, que, por sua vez, se dissocia formando H1 1 HCO
3
2. Os ’ons H1 se prendem ˆ hemoglobina (efeito
tamp‹o), enquanto o HCO
3
2 difunde-se para o plasma sangu’neo. Quando chega aos pulm›es, a rea•‹o se inverte,
gerando novamente g‡s carb™nico, que passa do sangue para os pulm›es.
monóxido de carbono (co) e hemoglobina
Hb � CO
Carboxiemoglobina
HbCO
Rea•‹o: CO 3 hemoglobina
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HemogLobina
molécula de hemoglobina
(o átomo de ferro dos
grupos heme é o ponto de
ligação do oxigênio)
Grupo heme
molécula de
oxigênio
hemácias
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 147
6 coAgulAção sAnguÍneA
Vitamina K
(para produção
de proteínas
de coagulação)
Fígado
Protrombina Trombina
Trombina
Tromboplastina 1 cálcio
Rompimento de
plaquetas ou de
tecidos lesados
Fibrinogênio Fibrina
Co‡gulo
Etapas da formação da fibrina na coagulação do sangue.
7 plAsmA e soro
Soro
Co‡gulo
Sangue
Se o sangue Ž removido do sistema circulat—rio e colocado num recipiente sem nenhum tipo de tratamento,
ele coagula. Do co‡gulo se separa o soro sangu’neo, com tonalidade amarelo-claro. O soro contŽm praticamente
todos os componentes do plasma, exceto o fibrinog•nio, que se encontra no co‡gulo sob a forma de fibrina.
8 sAngue, lInfA, vAsos e gânglIos lInfátIcos
Na extremidade arterial dos capilares nos tecidos, a press‹o arterial promove a sa’da de uma parte do plasma
para o espa•o intercelular, trata-se do fluido intersticial (ou intercelular ou tissular). Esse l’quido banha os
tecidos e dele as cŽlulas retiram oxig•nio e nutrientes, liberando suas excretas metab—licas, como o g‡s carb™nico e a
am™nia. Uma parte desse flu’do retorna aos capilares na sua termina•‹o venosa devido ̂ press‹o coloidosm—tica,
que corresponde ˆ press‹o osm—tica resultante, principalmente, das prote’nas do plasma. O excesso, remanescente
desse fluido nos tecidos, Ž drenado para os vasos linf‡ticos e, uma vez dentro deles, passa a ser chamado de linfa.
Os vasos linf‡ticos conduzem a linfa ˆ veia pr—xima ao cora•‹o. Assim, esse l’quido Ž reincorporado ao san-
gue. Ao longo da rede linf‡tica encontram-se os g‰nglios linf‡ticos (ou nodos linf‡ticos ou linfonodos), que
s‹o pequenos —rg‹os dentro dos quais a linfa circula. Ent‹o, ela Ž filtrada e part’culas como bactŽrias e res’duos
celulares s‹o eliminadas por cŽlulas de defesa (macr—fagos e linf—citos). Quando ocorre algum evento patol—gico
nos locais pr—ximos a essas estruturas,elas podem aumentar de tamanho. Nesses casos, elas s‹o popularmente
chamadas de Ò’nguasÓ.
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148 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
Representa•‹o esquem‡tica do sistema linf‡tico. Observe, no destaque, os g‰nglios linf‡ticos e o mecanismo de forma•‹o da linfa nos tecidos.
exercícios
1 (Cesgranrio-RJ) Um tŽcnico, ao colher o sangue de uma pessoa, preparar um esfrega•o e observ‡-lo ao
microsc—pio, constatou algumas coisas. Observe a figura a seguir.
O tecido sangu’neo Ž de grande import‰ncia na defesa do organismo, pois certos tipos de cŽlulas podem
sair dos capilares e destruir os agentes invasores. Nas op•›es a seguir, marque, respectivamente, o nome
de cŽlula, o mecanismo de sa’da do vaso e a destrui•‹o do invasor.
a) Leuc—cito, diapedese e fagocitose.
b) Leuc—cito, fagocitose e diapedese.
c) Hem‡cia, diapedese e fagocitose.
d) Plaqueta, fagocitose e diapedese.
e) Plaqueta, diapedese e fagocitose.
Sistema linf‡tico
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Veia
Artéria
llinfonodoinfonodo
Porção arterialPorção arterial
Vasos linfáticosVasos linfáticos
Fluido intersticialFluido intersticial
Porção venosaPorção venosa
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 149
2 (Enem) Um paciente deu entrada em um pronto-socorro apresentando os seguintes sintomas: cansaço, di-
ficuldade em respirar e sangramento nasal. O médico solicitou um hemograma ao paciente para definir um
diagnóstico. Os resultados estão dispostos na tabela:
Constituinte Nœmero normal Paciente
Glóbulos
vermelhos
4,8 milhões/mm3 4 milhões/mm3
Glóbulos
brancos
(5 000-10 000)/mm3 9 000/mm3
Plaquetas (250 000-400 000)/mm3 200 000/mm3
Relacionando os sintomas apresentados pelo paciente com os resultados de seu hemograma, constata-se que
a) o sangramento nasal é devido à baixa quantidade de plaquetas, que são responsáveis pela coagulação
sanguínea.
b) o cansaço ocorreu em função da quantidade de glóbulos brancos, que são responsáveis pela coagulação
sanguínea.
c) a dificuldade respiratória ocorreu da baixa quantidade de glóbulos vermelhos, que são responsáveis pela
defesa imunológica.
d) o sangramento nasal é decorrente da baixa quantidade de glóbulos brancos, que são responsáveis pelo
transporte de gases no sangue.
e) a dificuldade respiratória ocorreu pela quantidade de plaquetas, que são responsáveis pelo transporte
de oxigênio no sangue.
3 (mack-SP) Temos, a seguir, células do mesmo tecido.
a
b
Sobre estas células e seu tecido, é ERRADO afirmar que:
a) a célula “b” é um leucócito, cuja função principal é a defesa do organismo.
b) são células do tecido sanguíneo e são produzidas em órgãos como o fígado e o baço.
c) a célula “a” é uma hemácia, que apresenta pigmento respiratório, principal responsável pelo transporte
de oxigênio.
d) a anemia e a hemofilia são doenças caracterizadas por alterações no funcionamento desse tecido.
e) a linfa é um tecido semelhante, com funções principais de transporte de lipídios e defesa, porém não
apresenta a célula “a”.
orientAção de estUdo
Faça os exercícios 32, 27 e 34, série 2.
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
leia o texto da Atividade extra.
Faça os exercícios 35 a 37, série 2.
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150 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
curvas de saturação da hemoglobina pelo oxigênio
As curvas de saturação da hemoglobina pelo oxigênio refletem a quantidade de O
2
que se liga à hemo-
globina (Hb) em diferentes pressões parciais de oxigênio. A saturação da hemoglobina varia de acordo com
a concentração desse gás.
Observe no gráfico abaixo que quanto maior a pressão parcial (abscissa) de oxigênio, maior a saturação
da hemoglobina (ordenada).
100
80
60
40
20
Pulmões
0
0 20 40 60 80 100
Sangue
PO2
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H
b
c
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O
2
(mmHg)
Se a concentração de O
2
é alta, maior é a tendência desse gás de se ligar à hemoglobina. Note que nos
pulmões a saturação é de 100%. Ao contrário, em concentrações mais baixas de O
2
essa tendência diminui.
Ou seja, quanto menor a concentração de O
2
, maior sua dissociação da hemoglobina.
Curvas que apareçam à esquerda da mostrada no gráfico indicam maior afinidade da hemoglobina pelo
oxigênio, enquanto curvas à direita dela demostram menor afinidade. A afinidade da hemoglobina pelo oxi-
gênio pode variar de acordo com a espécie, a idade, o pH, a concentração de CO
2
(pressão parcial de CO
2
) e
a temperatura, entre outros fatores.
Por exemplo, em animais homeotermos nos quais a necessidade de oxigênio pelos tecidos é maior, a afini-
dade da hemoglobina pelo gás é menor, sendo mais facilmente liberado para os tecidos. Nos animais que vivem
em maior altitude, onde o ar é mais rarefeito, a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio é maior, havendo melhor
captação desse gás pelos pulmões. Nos mamíferos placentários, a hemoglobina fetal (Hbf) tem maior afinidade
pelo oxigênio do que a hemoglobina do adulto, pois, nas relações materno-fetais que ocorrem através da placen-
ta, a hemoglobina fetal “arranca” o oxigênio da hemoglobina materna (de outro modo, o feto não sobreviveria).
mecanismos fisiológicos de adaptação às variações da pressão parcial de oxigênio no ambiente
Quando os seres humanos se deslocam para um lugar de maior altitude, há uma diminuição da quantidade
de oxigênio disponível (ar mais rarefeito). Num primeiro momento, essa diminuição na oferta de oxigênio
causa aumento da frequência cardíaca. No médio prazo, ocorre um aumento da produção de hemácias pela
medula óssea, levando o organismo a aumentar a captação de oxigênio.
AtividAde extrA
AnotAçÕes
125a158_1403_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 150 5/30/14 9:37 AM
ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 151
1 Introdução
O que s‹o: Mecanismos de eliminação de excretas e osmorregulação dos corpos dos animais.
Import‰ncia: As células produzem excretas durante as reações metabólicas. Muitas delas são tóxicas e po-
dem trazer prejuízo ao bom funcionamento do organismo, caso sejam encontradas em concentrações maiores do
que a tolerável. É o caso das excretas nitrogenadas. Além disso, há a manutenção da constância do meio interno,
principalmente do equilíbrio hidrossalino (homeostase).
tópicos
Tipos de excretas nitrogenadas: resíduos nitrogenados da degradação dos compostos orgânicos nitrogena-
dos, como as proteínas e os ácidos nucleicos.
Excretas excrementos: excretas são resíduos do metabolismo celular (catabolismo) e, na maioria dos
animais, são eliminadas na urina. Excrementos são resíduos alimentares eliminados na forma de fezes.
Excreção e homeostase.
Mecanismos de excreção nos filos animais.
2 tIpos prIncIpAIs de excretAs nItrogenAdAs
AULA 44 FisioLogiA dA excreção i
NH
3
CO
2
H
2
O Grupos Ñ NH
2
Carboidratos Gorduras Proteínas çcidos nucleicos
O Ñ C Ñ
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2
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2
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C Ñ OÑ
Am™nia
AmoniotŽlicos
Invertebrados aquáticos e
peixes —sseos de água doce.
UreotŽlicos
Mamíferos, anfíbios adultos
e peixes cartilaginosos.
UricotŽlicos
RŽpteis, aves e insetos.
Ureia çcido œrico
Aumento da toxidade e maior perda de água
Maior gasto de energia para sintetizar
Excre•‹o nitrogenada.
As principais excretas
s‹o formadas a partir da
desamina•‹o de prote’nas
e ‡cidos nucleicos.
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152 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
3 excreção e HomeostAse
O funcionamentoadequado do organismo dos seres vivos depende de uma composição relativamente cons-
tante e bem-definida dos seus fluidos corporais que, geralmente, diferem daqueles do meio ambiente.
Além das adaptações ao meio terrestre, já analisadas em aulas anteriores, os casos mais importantes de os-
morregulação são dos protozoários de água doce, dos peixes ósseos de água doce, dos peixes ósseos marinhos e
dos peixes cartilaginosos marinhos.
protozoários de água doce: vacúolo pulsátil ou contrátil
Nas imagens acima, observa-se a ação dos vacœolos contráteis na eliminação do
excesso de fluidos da cŽlula de um paramŽcio.
peixes ósseos de água doce: absorção ativa de sais minerais
Peixes —sseos de água doce ganham muita água por osmose e excretam uma urina muito diluída.
Absorção de água
pelas brânquias
Absorção de água
e sais pela comida
Vacúolo contraindo para
expulsar o fluido
Vacúolo cheio de fluido
Absorção de sais
pelas brânquias
urina diluída
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 153
peixes óss eos marinhos: eliminação ativa de sais minerais
H
3
C — O —
H
3
C
N
—
—
—
H
3
C
Nos peixes —sseos marinhos, a excreta nitro-
genada Ž o TMO (—xido de trimetilamina), que
Ž pouco t—xico e permite a elimina•‹o de urina
com pouca ‡gua.Problema: perda de água por osmose.
Os peixes ósseos marinhos são hipot™nicos em relação ao meio ambiente. Os peixes cartilaginosos se mant•m ligeiramente
hipert™nicos em relação ˆ água do mar devido ˆ alta concentração de ureia nos seus líquidos corporais (uremia fisiológica).
peixes cartilaginosos: uremia fisiológica
Ganho de água
e sais minerais
do alimento e da
ingestão de água
do mar
Água e sais
minerais ingeridos
através da dieta
Água
Eliminação de sais
pelas brânquias
urina concentrada
urina ligeiramente hipotônica.
sais minerais concentrados
pela glândula retal são
eliminados pela urina
Perda de água
pelas brânquias
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154 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
4 mecAnIsmos de excreção nos fIlos AnImAIs
células-flama (platelmintos) e nefrídios (anelídeos)
núcleo
Citoplasma
Flagelos
líquido com
excretas
tubo
excretor
Detalhe da
célula-flama
Poro excretor
tubo excretor
nefróstoma
Poro excretor
rede de capilares
As cŽlulas-flama est‹o presentes nos platelmintos.
Os nefr’dios s‹o estruturas t’picas dos anel’deos.
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 155
Túbulos de malpighi.
túbulos de malpighi (insetos), glândulas verdes (crustáceos)
e glândulas coxais (aracnídeos)
Entre os artr—podes, os insetos apresentam tœbulos de Malpighi, os crust‡ceos t•m gl‰ndulas verdes ou
antenais e em muitos aracn’deos, alŽm de tœbulos de Malpighi, ocorrem as gl‰ndulas coxais, que s‹o hom—-
logas ˆs gl‰ndulas verdes.
Excretas
Glândula coxal
Excretas do sangue
Glândula antenária
Poro excretor
túbulo de malpighi
Excretas
reabsorção de água
e sais
túbulos de malpighi
intestino
Glândulas verdes.
Glândulas coxais.
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156 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
exercícios
1 (UFRRJ) Observe a tabela adiante, na qual estão
representados, pelas letras X e Y, dois tipos de
excretas nitrogenadas:
Caracter’sticas X Y
Toxicidade Alta Baixa
Solubilidade Alta muito baixa
Difusão através
de membranas
Alta Baixa
Podemos dizer que X e Y são, respectivamente:
a) ácido úrico e amônia.
b) ácido úrico e ureia.
c) ureia e amônia.
d) amônia e ácido úrico.
e) ureia e ácido úrico.
2 (UFRGS-RS) A figura abaixo mostra dois peixes
identificados pelos números 1 e 2 que apresen-
tam adaptações fisiológicas para sobreviver em
diferentes ambientes. As setas indicam o fluxo de
sais e de água em cada peixe.
Considere as seguintes afirmações, sobre carac-
terísticas desses peixes.
I. O peixe 1 é hipertônico em relação ao ambiente.
II. O peixe 1 capta sais por transporte ativo.
III. O peixe 2 perde água para o meio por osmose.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
3 (Uerj) Como consequência dos mecanismos que
regulam a pressão osmótica dos peixes marinhos,
os peixes ósseos precisam beber água do mar,
enquanto os cartilaginosos não.
O gráfico a seguir mostra a osmolaridade do plas-
ma sanguíneo de peixes marinhos, em relação à
da água do mar.
1 2 3 4
ç
gu
a
do
m
ar
O
sm
ol
ar
id
ad
e
A coluna do gráfico que representa a osmolarida-
de do plasma dos elasmobrânquios e a substância
orgânica importante para a manutenção da pres-
são osmótica nesses animais estão indicadas em:
a) 1 – ácido úrico.
b) 2 – glicina.
c) 3 – glicose.
d) 4 – ureia.
4 (Fuvest-SP) A degradação dos aminoácidos in-
geridos na alimentação gera como subproduto a
amônia. Nos mamíferos, a amônia é transformada
em ureia. Esse processo ocorre:
a) no pâncreas.
b) no fígado.
c) nos rins.
d) na bexiga urinária.
e) no baço.
5 (UFV-mG) Em relação ao equilíbrio osmótico dos
protozoários de água doce, é correto afirmar que:
a) perdem água por osmose, pois apresentam o
meio interno menos concentrado que o meio
externo, sendo o excesso de água obtido dos
vacúolos digestivos.
b) perdem água por osmose, pois apresentam
o meio interno mais concentrado que o meio
externo, sendo a água obtida pelos vacúolos
contráteis.
c) ganham água por osmose, pois apresentam
o meio interno mais concentrado que o meio
externo, sendo o excesso de água eliminado
pelos vacúolos contráteis.
d) ganham água por osmose, pois apresentam
o meio interno mais concentrado que o meio
externo, sendo o excesso de água usado pelos
vacúolos digestivos.
6 (PUC-PR) Excreção é um processo de remoção de
substâncias tóxicas ou inúteis do interior dos or-
ganismos, realizado por estruturas especializadas.
u
F
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G
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-r
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 157
Analise os 5 exemplos, verificando se há correspondência entre o animal e a estrutura excretora.
Animal Estrutura para excre•‹o
I. gafanhoto Túbulo de malpighi
II. planária Célula-flama
III. esquilo Rim
IV. minhoca Nefrídio
V. hidra Vacúolo contrátil
Estão corretas:
a) apenas II, III e IV.
b) apenas III, IV e V.
c) apenas I, II, III e IV.
d) apenas II, III, IV e V.
e) apenas I, II e III.
orientAção de estUdo
Faça os exercícios 1 a 4, série 3.
Livro 3
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
leia os itens 83 a 86, cap. 4 do livro-texto.
Faça os exercícios 14 a 17, série 3.
AnotAçÕes
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158 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
AnotAçÕes
125a158_1403_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 158 5/30/14 9:37 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 127
BioLogia
setor 1403
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 128
aula 46 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 128
aula 47 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 132
aula 48 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 132
aula 49 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 145
aula 50 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 145
setor c
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 127 6/23/14 10:49 AM
128 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
auLas 45 e 46 FisioLogia da ExcrEção ii
1 tÓpicos:
Sistema urinário humano.
Rins e néfrons.
Funcionamento dosnéfrons.
2 sistema uRinÁRio Humano
No homem, assim como nos mamíferos em geral, a ureia é produzida no fígado, a partir da amônia, e é a
principal excreta nitrogenada na urina.
1. Nas células, os aminoácidos são quebrados
em moléculas simples, produzindo amônia.
2. No fígado, a amônia é combinada com
CO
2
na produção de ureia.
3. Nos rins, a ureia e outros resíduos solúveis
em água são eliminados na urina.
3. Nos
Ureia
NH
2
— C — NH
2
O
— —
Amônia
(NH
3
)
Urina
Transporte
no sangue
Transporte
no sangue
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A amônia produzida pelas células do corpo é
transformada em ureia no fígado. Ao filtrarem o sangue,
os rins retiram e eliminam a ureia nele presente.
Veia cava inferior
artéria aorta
artéria renal
rim
Veia renal
ureter
Bexiga urinária
uretra
Sistema urinário feminino.
Observe que o sangue levado
aos rins vem da artéria aorta,
que origina as artérias renais.
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 129
3 Rins e néfRons
Cálice renal
Córtex renal
Veia renal
Ureter
Túbulo
coletor
Alça de Henle
Cápsula
glomerular
Arteríola eferente
Glomérulo renal
Arteríola aferente
Túbulo
contorcido proximal
Capilares
sanguíneos
Túbulo
contorcido distal
Néfron
Cálice renal
Medula renal
Pirâmide renal
Medula renal
Córtex renal
Pelve renal
Artéria renal
Rim em corte. Observe ˆ esquerda as duas regi›es, c—rtex e medula renal. A urina formada
nas pir‰mides renais desemboca nos c‡lices renais que a conduzem ˆ pelve renal e ent‹o ao
ureter. Detalhe do nŽfron abaixo.
funcionamento do néfron
Horm™nio
antidiurŽtico
(ADH)
Tœbulo
contorcido
distal
Tœbulo
contorcido
proximal
C—rtex
Arter’ola aferente
Arter’ola eferente
C‡psula
glomerular
Filtrado
glomerular
GlomŽrulo
Medula
Horm™nio
antidiurŽtico
(ADH)
çgua
çgua
çgua
çguaçgua
Sais
Glicose
Amino‡cidos
Sais
K1
H1
Urina
Al•a de Henle
NŽfron em detalhe. Observe os locais onde h‡ absor•‹o de ‡gua, sais minerais, glicose,
amino‡cidos, excre•‹o ativa de ’ons H1 e onde age o horm™nio antidiurŽtico (ADH).
A
B
C
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130 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
ExErcícios
1 (Uerj) Em um experimento em que se mediu a concentração de glicose no sangue, no filtrado glomerular e
na urina de um mesmo paciente, os seguintes resultados foram encontrados:
Líquido biológico
Concentração de glicose
(mg/dL)
Sangue 140
Filtrado glomerular 120
Urina 0,12
Esses resultados mostram que as células epiteliais dos túbulos renais do paciente estavam reabsorvendo a
glicose pelo mecanismo denominado:
a) difusão passiva.
b) transporte ativo.
c) difusão facilitada.
d) transporte osmótico.
2 (UEL-PR) A figura abaixo representa a estrutura renal de um néfron de mamífero. Os números indicam os
processos básicos que ocorrem para a formação da urina.
Assinale a alternativa que contém a ordem sequencial dos números correspondentes aos processos
indicados.
a) 1 – reabsorção passiva de água; 2 – secreção ativa de íons H1 e K1; 3 – reabsorção ativa de sais e glicose;
4 – filtração.
b) 1 – filtração; 2 – reabsorção ativa de sais e glicose; 3 – reabsorção passiva de água; 4 – secreção ativa de
íons H1 e K1.
c) 1 – filtração; 2 – reabsorção passiva de água; 3 – secreção ativa de íons H1 e K1; 4 – reabsorção ativa de
sais e glicose.
d) 1 – reabsorção passiva de água; 2 – reabsorção ativa de sais e glicose; 3 – filtração; 4 – secreção ativa de
íons H1 e K1.
e) 1 – reabsorção ativa de sais e glicose; 2 – filtração; 3 – reabsorção ativa de água; 4 – secreção ativa de íons
H1 e K1.
(Adaptado de: SILVA JÚNIOR, C. da; SASSON, S.
Biologia. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 350)
u
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sangue
urina
sangue
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ALFA 6 Biologia – Setor 1403 131
3 (PUC-SP) A baixa liberação do hormônio antidiurético pela I provoca uma diminuição da reabsor-
ção de água nos II e, consequentemente, eliminação de III volume de urina. No trecho
acima, as lacunas I, II e III podem ser preenchidas correta e, respectivamente, por
a) hipófise, túbulos renais e grande.
b) hipófise, túbulos renais e pequeno.
c) tireoide, néfrons e grande.
d) tireoide, néfrons e pequeno.
e) suprarrenal, néfrons e grande.
4 (FCC-SP) Qual das alternativas a seguir completa corretamente a seguinte frase: “O sangue que vai do in-
testino ao fígado contém do que o sangue que vai do fígado para o coração”.
F’gado
Veia
porta
Veia
cava
Para o cora•‹o
Esquema de apoio para resolu•‹o do teste
Do cora•‹o
Intestino
ArtŽria
aorta
a) mais ureia e menos glicose.
b) mais glicose e menos ureia.
c) mais ureia e mais glicose.
d) menos ureia e menos glicose.
e) a mesma quantidade de ureia e glicose.
oriEntação dE Estudo
auLa 45
leia os itens 70 a 74 e 76, cap. 4 do livro-texto.
Faça os exercícios 2 e 11, série 3.
auLa 46
leia os itens 79 a 83, cap. 4 do livro-texto.
Faça os exercícios 5 a 7, série 3.
Livro 3
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
auLas 45 e 46
Faça os exercícios 9, 10 e 15.
anotaçÕEs
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 131 6/23/14 10:49 AM
132 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
1 intRodução
O que é: Principal sistema de controle e coordenação dos processos vitais dos animais.
Importância: Mantém os sistemas fisiológicos em funcionamento, percebe e interpreta os estímulos do
ambiente, controla os movimentos do corpo e é responsável pela memória e pelo raciocínio.
tópicos
Tecido nervoso.
O neurônio.
Impulso nervoso.
Bainha de mielina.
Sinapse.
Tipos de neurônio.
Sistema nervoso.
2 tecido neRvoso
O tecido nervoso é formado por dois tipos de células: os neurônios e as células gliais, também chamadas
neuroglia. Os neurônios são células muito especializadas, capazes de gerar e conduzir impulsos elétricos, cha-
mados impulsos nervosos. Por meio desses impulsos, os neurônios realizam as funções relacionadas ao sistema
nervoso, como pensar, memorizar, sentir, controlar os movimentos musculares, etc. As células gliais sustentam,
protegem e nutrem os neurônios. Nos vertebrados, algumas dessas células produzem uma substância chamada
mielina, que acelera a transmissão do impulso nervoso nos neurônios.
Célula de defesa
Célula glial responsável pelo
transporte de substâncias do
capilar para o neurônioNeurônio
Célula glial responsável
pela produção de mielina
Capilar sanguíneo
Prolongamento do
neurônio mielinizado
Estrato
mielínico
Esquema que representa as células do tecido nervoso.
Note que, além do neurônio, existem células de nutrição, de defesa e de produção de mielina, que constituem
a neuróglia. A mielina é um lipídio que aumenta a velocidade do impulso nervoso. O neurônio apresenta, ainda,
prolongamentos que podem ou não estar envoltos por mielina.
partes do neurônio
Os neurônios possuem uma região chamada corpo celular, onde se encontram o núcleo e outras organelas.
Do corpo celular partem diversas ramificações, os dendritos, e uma longa projeção, o axônio, que pode estar
envolto por células gliais ricas em mielina. No neurônio o impulso nervoso segue sempre o mesmo sentido, dos
dendritos para o corpo celular, e desse para o axônio.
auLas 47 e 48 FisioLogia do sistEMa nErvoso i
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 132 6/23/14 10:50 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 133
3 impulso neRvoso
Como vimos, o impulso nervoso percorre o neur™nio sempre no mesmo sentido: dendrito, corpo celular
e ax™nio.
O est’mulo para gerar o impulso nervoso em um neur™nio pode ser elŽtrico, f’sico ou qu’mico, e deve ter uma
intensidade m’nima, denominada limiar de excitação. Quando o est’mulo tem intensidade abaixo do limiar,
n‹o ocorre o impulso nervoso. No entanto, quando o limiar Ž atingido ou superado, o impulso Ž gerado, com
intensidade m‡xima (ÒLei do tudo ou nadaÓ).
Oimpulso nervoso apresenta sempre a mesma natureza, o mesmo sentido e a mesma intensidade.
Dentrito
Organelas citoplasmáticas
Axônio
Neurilema
Estrato mielínico formada
pela neurilema
AxônioAxônioAxônio
Corpo celular
Mitocôndria
Terminações
do axônio
Núcleo
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S
c
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/G
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t
y
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M
a
G
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S
A
C
B
Neur™nio padr‹o (a). Detalhe de corpo celular (b). Neur™nio visualizado com aux’lio de
microsc—pio eletr™nico (c).
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 133 6/23/14 10:50 AM
134 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
4 foRmação e pRopagação do impulso neRvoso
A geração e a propagação do impulso nervoso dependem dos seguintes fatores:
Polarização: a membrana do neurônio em repouso (quando não está conduzindo impulsos) é positiva exter-
namente e negativa internamente. Isso ocorre por causa da bomba de Na1/K1 que, com gasto de energia,
lança três íons Na1 no espaço extracelular a cada dois íons K1 que ela envia para o interior da célula.
Fluido
extracelular Na1 Citoplasma
Na1 C,2
Na1
Na1
C,2
1 1 11 1 1 1 1 1
1 1 11 1 1 1 1
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11
1
1
1
1
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22
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1
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1
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1
2
1
2
K1 K1
Org2Org2
2
2
2
2
2
2
22
2
2
1
1
11
1
1
1
1
1
Desse modo, há um predomínio de cargas positivas (Na1) em relação às cargas negativas (Cl2) do lado de fora
da membrana. Do lado de dentro predominam as cargas negativas (Org2), principalmente os ânions proteicos,
em relação às cargas positivas (K1).
Potencial de repouso: é a diferença de potencial elétrico entre a face externa e a face interna da membrana
plasmática do neurônio em repouso (polarizada). Ou seja, além da diferença de potencial elétrico (potencial de
repouso), há uma diferença de concentração iônica (Na1 e K1) entre os meios separados pela membrana.
Potencial de ação: é a diferença de potencial elétrico entre a face interna e a face externa da membrana
plasmática despolarizada do neurônio.
Despolarização: quando atingida por estímulos com intensidade adequada (igual ou maior que o limiar
de excitação), a permeabilidade da membrana do neurônio altera-se, permitindo a entrada de uma grande
quantidade de íons Na1, tornando-se positiva internamente e negativa externamente nesse local. Fala-se
que a membrana está despolarizada.
Impulso nervoso: a partir do local do estímulo, a despolarização da membrana do neurônio se propaga
no sentido dos dendritos para o axônio, o que constitui o impulso nervoso.
Repolarização: à medida que ocorre a passagem do impulso nervoso, a membrana do neurônio se repola-
riza e recupera o estado de repouso (“positiva fora e negativa dentro”), cessando a transmissão do impulso.
O impulso nervoso é uma “onda” de despolarização que percorre a membrana do neurônio.
2
2
Polarização de repouso
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2
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22
2
2
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2
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2
2
22
2
2
22222222222222222
Estímulo
Voltímetro
Invers‹o de
Polaridade
(Potencial de a•‹o)
Invers‹o de
Polaridade
(A•‹o)
Repolariza•‹o
(Potencial de repouso)
Propaga•‹o do impulso
nervoso. O voltímetro
registra a diferen•a de
potencial entre as faces
externa e interna da
membrana plasm‡tica
na situa•‹o de repouso
e durante a passagem
do impulso nervoso.
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 134 6/23/14 10:50 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 135
Observe o Potencial de Membrana de um neur™nio (mV) variando em fun•‹o do tempo (milisegundos) em
situa•‹o de repouso (potencial de repouso) e durante a passagem do impulso nervoso (potencial de a•‹o).
12
0
Eletrodo
1 111
1 111
1 11 11
1 11 111
2 222
2 222
2 222 2 22 2221 111
2 222 2 22 221 111
290
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7
0
135
Milissegundos
M
il
iv
o
lt
s
Potencial de
ação
Potencial de ação típico registrado pelo método
mostrado no painel superior da fgura.
D
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s
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o
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o
R
e
p
o
la
riza
ç
ã
o
Repouso
O gr‡fico mostra os valores da diferen•a de potencial
(em milivolts) entre meio externo e meio interno
durante o impulso nervoso.
propriedades do impulso nervoso para uma fibra isolada
Limiar de excita•‹o: Ž a intensidade m’nima necess‡ria do est’mulo para desencadear a forma•‹o
do impulso nervoso.
Resposta Òtudo ou nadaÓ: est’mulos com intensidade abaixo do limiar de excita•‹o n‹o desencadeiam
impulso nervoso (ÒnadaÓ). Est’mulos com intensidade igual ou acima do limiar de excita•‹o geram impul-
sos nervosos que apresentam sempre a mesma intensidade, como pode ser observado no gr‡fico a seguir
em que I
1
, I
2
, I
3
, I
4
e I
5
representam a intensidade do est’mulo, e a linha acima indica a ocorr•ncia do
impulso nervoso e a magnitude do potencial de a•‹o.
I
3
I
4
I
2
I
5
I
1
Note que a intensidade dos est’mulos Ž crescente: I
1
n‹o atingiu o limiar de excita•‹o e n‹o houve forma•‹o
de impulso nervoso (ÒnadaÓ). Em I
2
, o est’mulo atingiu o limiar de excita•‹o e em I
3
, I
4
e I
5
, os est’mulos ul-
trapassaram o limiar de excita•‹o em valores crescentes. No entanto, a magnitude do potencial de a•‹o se
manteve constante (ÒtudoÓ) a partir de I
2
.
Frequ•ncia dos impulsos: vimos que os est’mulos com intensidade acima do limiar de excita•‹o n‹o
alteram a magnitude dos impulsos.
No entanto, a experi•ncia comum mostra que a nossa sensa•‹o dos est’mulos dolorosos, tŽrmicos, de tato, entre
outros, variam em intensidade. Isso ocorre porque as sensa•›es s‹o interpreta•›es feitas pelo cŽrebro.
Embora tenhamos a impress‹o de sentir o est’mulo no local em que Ž aplicado, Ž na ‡rea sensorial do cŽrebro
correspondente ao local do est’mulo que a sensa•‹o se concretiza.
F
o
n
t
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:
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t
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127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 135 6/23/14 10:50 AM
136 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
S‹o complexas as maneiras como a intensidade das sensa•›es variam, mas uma das formas como isso ocorre
est‡ representada na ilustra•‹o a seguir:
Receptores sensoriais
Neur™nio sensorial
Medula espinhal
CŽrebroDor
Estímulo doloroso
Vias ascendentes
ou sensoriais
Vias descendentes
ou motoras
0,2 s
tempo (s)
In
te
n
s
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3
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I
2
e
I
1
Dor
Dor
Dor
Note, em (a), que um estímulo doloroso aplicado na mão desencadeia um impulso nervoso que se propaga até a região cerebral
responsável pelas sensaç›es dolorosas do local estimulado. As sensaç›es variam em função da intensidade do estímulo (b), porque
as respostas elétricas de uma fibra nervosa a estímulos de intensidade crescente (I
1
, I
2
, I
3
), geram maior nœmero de impulsos em
determinado período (0,2 s). Embora a magnitude de cada estímulo continue sendo a mesma, quanto maior o nœmero de impulsos no
mesmo intervalo de tempo (0,2 s), maior é a sensação da dor.
5 estRato mielínico
O estrato miel’nico envolve os prolongamentos do neur™nio. Sua fun•‹o Ž acelerar a passagem do impulso
nervoso. Essa estrutura Ž formada por cŽlulas de sustenta•‹o do tecido nervoso que nos neur™nios perifŽricos s‹o
denominadas neurolemas (nos —rg‹os centrais do sistema nervoso, essas cŽlulas s‹o chamadas oligodendróci-
tos). Essas cŽlulas enrolam-se ao redor dos prolongamentos dos neur™nios formando camadas conc•ntricas nas
quais predomina a mielina, subst‰ncia de natureza lip’dica que atua como isolante e contribui para aumentar a
velocidade de transmiss‹o dos impulsos nervosos.O estrato miel’nico apresenta interrup•›es (nós neurofibrosos ou nódulos de Ranvier) que corres-
pondem ao espa•o entre as cŽlulas que formam o estrato miel’nico. Esses n—s s‹o os œnicos locais onde
se pode verificar a despolariza•‹o da membrana durante a propaga•‹o de um impulso nervoso. Por isso,
dizemos que a propaga•‹o do impulso nervoso em neur™nios mielinizados se d‡ Òaos saltosÓ, o que aumenta
a sua velocidade.
Assim, fibras nervosas mielinizadas s‹o capazes de conduzir impulsos com velocidade muito maior do que
fibras n‹o mielinizadas. AlŽm disso, o estrato auxilia a regenera•‹o dos prolongamentos de neur™nios lesados, a
exemplo do que ocorre quando se reimplanta um membro amputado.
Nos casos em que ocorre a deteriora•‹o do estrato miel’nico, como em algumas doen•as degenerativas (Mal
de Alzheimer), h‡ uma interfer•ncia na propaga•‹o do impulso nervoso, que pode resultar sintomas como perda
de coordena•‹o, tremores e paralisias.
A
B
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 136 6/23/14 10:51 AM
ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 137
Dendritos
Axônio
Núcleo
Corpo
celular
Estrato
mielínico
Axônio
Nódulos
de Ranvier
Neurilema
Ramifcações
do axônio
Núcleo da neurilema ou neurolema
(antiga célula de Schwann)
Estrato mielínico. Observe no detalhe a formação das camadas de mielina ao redor de um axônio.
Neurônio não mielinizado
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Neurônio mielinizado
Nó neurofbroso ou nódulo de Ranvier
Célula de Schwann
Esquema que compara um neurônio não mielinizado e um neurônio mielinizado. Sem mielina, a
condução do impulso nervoso se dá como uma “onda” ao longo de toda a membrana (condução
contínua). Nos neurônios mielinizados ocorre a propagação “saltatória” (condução descontínua), ou
seja, a despolarização “salta” de um nó neurofibroso para o outro.
6 sinapse
O impulso nervoso se propaga de um neur™nio para outro por meio das sinapses. Quando um impulso atinge
as extremidades de um ax™nio (neur™nio prŽ-sin‡ptico), ves’culas, presentes nessa regi‹o, liberam neurotrans-
missores (mediadores qu’micos) na fenda sin‡ptica. Os neurotransmissores ligam-se a receptores localizados
nos dendritos do outro neur™nio (p—s-sin‡ptico), no qual desencadeia novos potenciais de a•‹o, transmitindo o
impulso nervoso. Alguns exemplos de neurotransmissores s‹o a acetilcolina e a noradrenalina.
Como somente as termina•›es do ax™nio liberam neurotransmissores, a sinapse atua como uma Òv‡l-
vulaÓ funcional, permitindo a transmiss‹o do impulso apenas num œnico sentido (do ax™nio para a cŽlula
p—s-sin‡ptica).
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 137 6/23/14 10:51 AM
138 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
Terminação
do axônio
Vesícula
sináptica
Fenda
sináptica
Canais de
permeabilidade
Aberto
Fechado
Mólecula
receptora
Membrana
pré-sináptica
Membrana
pós-sináptica
Móleculas do
neurotransmissor
Dendritos
Corpo
celular
Axônio
Ramifcação
do axônio
Na1
Na1
Na1
Dendrito
Esquema da sinapse.
7 tipos de neuRônios
Quanto ao aspecto funcional, os neur™nios podem ser classificados em:
Sensitivos, sensoriais ou aferentes: levam informa•›es dos receptores sensitivos localizados, por exem-
plo, nos —rg‹os do sentido, para o sistema nervoso central (SNC).
Motores, efetuadores ou eferentes: conduzem o impulso nervoso do SNC para os —rg‹os efetores (gl‰n-
dulas e mœsculos).
Associativos ou de associa•‹o: localizados no SNC, integram as informa•›es recebidas pelos neur™nios
sensitivos e as respostas motoras realizadas pelos neur™nios motores.
Neur™nio sensitivo
Neur™nio motor
Neur™nio
associativo
(integra•‹o)
c
g
c
g
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cia
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o
o)
Tipos de neur™nios.
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 138 6/23/14 10:51 AM
ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 139
8 sistema neRvoso
Sistema nervoso é um conjunto de órgãos que participam da coordenação do corpo animal, por meio de
impulsos nervosos. A imensa variedade de comportamentos e de funcionamento do corpo reflete os diferentes
níveis de complexidade desse sistema entre os animais.
Nos cnidários é possível observar uma rede difusa de neurônios que, embora seja apenas um tecido, consagrou-
-se pelo uso, dizer que esses animais têm sistema nervoso difuso. Nos invertebrados com simetria bilateral, há
maior complexidade devido à presença de órgãos denominados gânglios nervosos na região da cabeça, caracteri-
zando certa centralização do controle nervoso. Os gânglios nervosos correspondem a aglomerados de neurônios
que, nesses animais, frequentemente estão aos pares. Em geral, um par de gânglios é maior do que os demais e
exercem função centralizadora, sendo denominados g‰nglios cerebroides.
Nos vertebrados, a maioria dos neurônios concentra-se no encéfalo e na medula espinal, locais em que
ocorre a interpretação dos estímulos e a elaboração de respostas. O encéfalo e a medula constituem o sistema
nervoso central (SNC). As conexões do SNC com as estruturas corporais sensoriais e efetuadoras ocorre através
do sistema nervoso periférico (SNP).
A enorme variação quanto às atividades comportamentais e às capacidades fisiológicas observadas entre os
diferentes tipos de vertebrados corresponde também a uma enorme variação quanto à complexidade dos seus
respectivos sistemas nervosos, refletindo essa diversidade.
G‰nglio cerebroide G‰nglios
segmentares
G‰nglio cerebroide
Anelídeos
Artrópodes
G‰nglios
cerebroides
Platelmintos
Cord›es nervosos
longitudinais
(sistema nervoso em
Òescada de cordaÓ)
Rede difusa
de neurônios
Cnidários
(a) Rede nervosa difusa de
neurônios em cnidários.
(b) Nos platelmintos ocorre
cefalização com a presença de dois
gânglios cerebroides anteriores e
dois cordões nervosos longitudinais
de cada lado do corpo que ocupam
uma posição ventral. Esses cordões
estão ligados por numerosas
conexões transversais como numa
“escada de corda”. (c) e (d)
Os anelídeos e os artrópodes são
animais segmentados e apresentam,
além dos gânglios cerebroides, uma
cadeia de gânglios segmentares em
posição ventral (Sistema Nervoso
Ganglionar Ventral).
A B
D
C
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 139 6/23/14 10:51 AM
140 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
(a) Nos cordados, como o anfioxo acima, o sistema nervoso Ž dorsal. (b) Nos vertebrados, o sistema nervoso dorsal se organiza em
sistema nervoso central e sistema nervoso perifŽrico.
ExErcícios
1 (FGV-SP) O tecido nervoso do ser humano Ž composto por bilh›es de cŽlulas, desempenhando diversas
fun•›es, entre elas a condu•‹o do impulso nervoso.
A figura ilustra uma organiza•‹o sequencial de neur™nios nos quais a sinapse Ž qu’mica, e mediada por
neurotransmissores.
Tal organiza•‹o Ž fundamental, pois o percurso celular de um impulso nervoso, neste caso, Ž
a) unidirecional em todos os neur™nios, e tambŽm em suas termina•›es.
b) bidirecional em todos os neur™nios, e tambŽm em suas termina•›es.
c) revers’vel na maioria dos neur™nios, n‹o o sendo em suas termina•›es.
d) unidirecional, dependendo de seu est’mulo inicial em suas termina•›es.
e) bidirecional, dependendo de seu est’mulo inicial em suas termina•›es.
Sistema nervoso
central (SnC)
encéfalo
Medula espinal
Sistema nervoso
periférico (SnP)
nervos
cranianos
Glânglios
nervosos
nervos
espinais
notocorda
Sistema nervoso
dorsal
B
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Sinapse
axônio
núcleo
dendrito
nucléolo
axônio
corpo
celular
nódulo de
ranvier
célula de
Schwann
Bainha de mielina
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 140 6/23/1410:51 AM
ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 141
2 (PUC-SP Ð Adaptada) Os esquemas abaixo mostram, de forma simplificada, a condu•‹o do impulso nervoso:
(1) Neurônio
em repouso
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
(2) Neurônio
despolarizado
(3) Neurônio
repolarizado
� � � � � � � � � �
� � � � � � � � � � � � � � � � � � � �
Sabe-se que no neur™nio em repouso h‡ grande quantidade de ’ons s—dio no meio externo e de pot‡ssio no
meio interno (1). No momento em que o impulso nervoso se propaga (2) ocorre altera•‹o na permeabilidade
da membrana, com intensa entrada de Na1 e discreta sa’da de K1, o que leva o meio interno a ficar Òpositi-
voÓ e o meio externo a ficar ÒnegativoÓ. Ap—s a passagem do impulso (3), normaliza-se a permeabilidade da
membrana e a situa•‹o inicial Ž retomada.
Assinale a alternativa INCORRETA com rela•‹o ao mecanismo acima descrito:
a) esse mecanismo depende do processo de respira•‹o celular para se realizar.
b) nesse mecanismo est‡ envolvido movimento de entrada e de sa’da de ’ons do neur™nio.
c) nesse mecanismo constata-se a exist•ncia de transporte ativo de ’ons.
d) nesse mecanismo constata-se invers‹o do estado elŽtrico da membrana do neur™nio.
e) esse mecanismo n‹o depende de consumo de ATP (energia) para se realizar.
3 (FMTM-MG)
Potencial de ação
Terminação
axonalVesícula
sináptica
Neurotransmissor
Dendrito
Fenda sináptica
Receptor
A ilustra•‹o refere-se ˆ:
a) chegada de um impulso nervoso a uma placa motora.
b) forma•‹o de um impulso nervoso a partir de um est’mulo elŽtrico.
c) despolariza•‹o da membrana de um neur™nio durante a passagem do impulso nervoso.
d) transmiss‹o de impulso nervoso entre dois neur™nios a partir da termina•‹o axonal em dire•‹o ao dendrito.
e) transmiss‹o do impulso nervoso entre dois neur™nios a partir do dendrito em dire•‹o ̂ termina•‹o axonal.
4 (UFSJ-MG) Observe o esquema abaixo.
1 2
3
6
A
B
C
4
5
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 141 6/23/14 10:51 AM
142 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
As letras A, B e C referem-se ˆ cŽlula inteira, e os nœmeros de 1 a 6 referem-se a partes espec’ficas de cada
cŽlula nervosa representada em um impulso nervoso. De acordo com o esquema, Ž correto afirmar que
a) os nœmeros 3 e 6 s‹o, respectivamente, dendrito e ax™nio.
b) est‹o representados pelas letras A, B e C um neur™nio sensitivo, um neur™nio associativo e um neur™nio
motor, respectivamente.
c) os nœmeros 4 e 5 representam ax™nios.
d) o sentido do impulso nervoso pode ser tanto do corpo celular para o ax™nio quanto do ax™nio para o
corpo celular, dependendo do tipo de neur™nio.
5 (UFT-TO) Os esquemas a seguir representam padr›es de sistema nervoso de um animal de simetria radial e
de um de simetria bilateral. Sobre o padr‹o de sistema nervoso nesses animais Ž correto afirmar:
a) A simetria dos cnid‡rios est‡ associada ao sistema nervoso difuso e concentra•‹o neuronal.
b) A simetria nos platelmintos est‡ associada ao sistema nervoso difuso e concentra•‹o neuronal.
c) Nos cnid‡rios a simetria est‡ associada ao sistema nervoso difuso e nos platelmintos ao sistema nervoso
ventral e cefaliza•‹o.
d) Nos cnid‡rios a simetria est‡ associada ao sistema nervoso ventral e nos platelmintos ao sistema nervoso
difuso e cefaliza•‹o.
e) N‹o h‡ rela•‹o entre simetria e padr‹o de sistema nervoso nos animais invertebrados.
oriEntação dE Estudo
auLa 47
leia os itens 2 a 5 de aula.
Faça os exercícios 1, 2, 6, 7, 9 e 11, série 4.
auLa 48
leia os itens 7 e 8 de aula.
Faça os exercícios 3, 4, 5, 8, e 10, série 4.
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 47
Faça os exercícios 12, 13 e 15, série 4.
auLa 48
leia o texto e faça os exercícios da atividade
extra.
anotaçÕEs
u
F
t
-t
o
células
nervosas
Gânglios cerebrais
cordão
nervoso
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 143
Tecido nervoso, fibras nervosas e neurônio
O tecido nervoso é formado basicamente por dois tipos de células, os neur™nios e as células gliais.
As células gliais sustentam os neur™nios e realizam outras fun•›es importantes, como a forma•‹o do
estrato miel’nico.
No tecido nervoso, a quantidade de subst‰ncia extracelular é muito reduzida e s‹o as células gliais
que fornecem as condi•›es estruturais e o microambiente adequado para o funcionamento dos neur™nios.
As células gliais s‹o os oligodendrócitos, os astrócitos, as micróglias, as neurolemas e as células
ependimárias.
Capilar sangu’neo
Astr—cito
CŽlulas ependim‡rias
L’quor preenchendo
os ventr’culos
cerebrais ou o canal
de medula nervosa
Micr—glia
Ax™nio
Oligodendr—citos
Neur™nios
Oligodendrócitos: apresentam proje•›es que envolvem os prolongamentos de neur™nios, cujas
membranas plasm‡ticas s‹o ricas em mielina e exercem no SNC a mesma fun•‹o que as neuro-
lemas realizam no SNP, ou seja, formam estrato miel’nico e aumentam a velocidade do impulso
nervoso.
Astrócitos: células que apresentam grande nœmero de prolongamentos citoplasm‡ticos ligados aos
neur™nios e aos capilares sangu’neos. Essas células estabelecem uma ponte nutritiva entre os capi-
lares e os neur™nios, ou seja, todas as subst‰ncias vindas do sangue para os neur™nios passam pelos
astr—citos. Além disso, essas células d‹o sustenta•‹o f’sica ao tecido nervoso e est‹o envolvidas na
recupera•‹o de les›es.
Micróglias: macr—fagos modificados que fagocitam detritos e res’duos celulares no tecido nervoso.
Apresentam poucos prolongamentos que s‹o muito ramificados.
Células ependimárias: revestem as cavidades do encéfalo (ventr’culos) e o canal da medula. Parti-
cipam da produ•‹o e da reabsor•‹o do l’quido cerebroespinal (l’quor). Em alguns locais apresentam
c’lios, facilitando a movimenta•‹o do l’quor.
atividadE Extra
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144 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
(UFPB) As cŽlulas que comp›em o sistema nervoso s‹o os neur™nios e os gli—citos (antes denominados
neur—glia), as primeiras unidades de recep•‹o e transmiss‹o de est’mulos. O termo Ògli—citosÓ Ž uma
denomina•‹o conjunta de cŽlulas que atuam de v‡rias formas no sistema nervoso. Nesse sentido, observe
a figura a seguir, que representa cŽlulas do tecido nervoso.
Neur™nio
Corpo celular
do neur™nio
Nœcleo do
neur™nio
Estrato
miel’nico
Estrato
miel’nico
Dentritos
Ax™nio
Ax™nio
Nœcleo
Termina•›es
ax™nicas
(1)
(3)
(2)
O texto a seguir contŽm lacunas que devem ser preenchidas por termos relacionados ˆs estruturas nume-
radas na figura. CŽlulas que atuam na fagocitose interna ao tecido nervoso s‹o denominadas _________.
CŽlulas que potencializam a transmiss‹o de impulso envolvem os ax™nios. Ax™nios internos ao sistema
nervoso central t•m um envolt—rio miel’nico produzido por cŽlulas denominadas _________. Ax™nios
que est‹o no sistema nervoso perifŽrico t•m envolt—rio miel’nico produzido por cŽlulas denominadas
_________.
As lacunas s‹o preenchidas corretamente por:
a) (1) Granul—citos, (2) Micr—glias e (3) Astr—citos.
b) (1) Astr—citos, (2) Oligodendr—citos e (3) Granul—citos.
c) (1) Micr—glias, (2) Oligodendr—citos e (3) Oligodendr—citos especiais ou cŽlulas de Schwann.
d) (1) Astr—citos, (2) Oligodendr—citos especiais ou cŽlulas de Schwann e (3) Linf—citos.
e) (1) Micr—glias, (2) Linf—citos e (3) Oligodendr—citos especiais ou cŽlulas de Schwann.
(1)
(2)
(3)
anotaçÕEs
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 145
1 intRodução
tópicos
Divisão anat™mica e funcional do sistema nervoso humano.
Anatomia e função dos —rgãos do sistema nervoso: classificação anat™mica e funcional dos —rgãos do sistema
nervoso humano.
Subst‰ncia branca e subst‰ncia cinzenta: diferença e localização.
Proteç›es do sistema nervoso central: cr‰nio, coluna vertebral, meninges e l’quor.
Ato reflexo simples: bases anat™micas e import‰ncia funcional.
Sistema nervoso aut™nomo: suas divis›es ecaracter’sticas funcionais.
2 classificação
EncŽfalo
Medula
espinal
Sistema
nervoso
CŽrebro
Cerebelo
Bulbo
Nervos
G‰nglios nervosos
Divisão
anat™mica
Sistema
nervoso
central
Sistema
nervoso
perifŽrico
Divisão
funcional
Sistema
nervoso
somático
Sistema
nervoso
aut™nomo
Simpático
Parassimpático
3 paRte centRal
A parte central do sistema nervoso (ou sistema nervoso central) consiste de encéfalo, composto por —rgãos
como cérebro, cerebelo e bulbo, e medula espinal. Esses —rgãos, especialmente os localizados no encŽfalo,
são respons‡veis pela associação entre percepção de est’mulos e elaboração de respostas.
auLas 49 e 50 FisioLogia do sistEMa nErvoso ii
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146 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
CŽrebro
Cerebelo
Bulbo
Encéfalo
Medula espinal
O encéfalo
é composto pelo
cŽrebro, cerebelo
e bulbo.
O cérebro é
o principal órgão
associativo do
sistema nervoso
central. O cerebelo
está mais
diretamente
relacionado ao
equilibrio e à
postura e o bulbo,
ao controle das
funções
vegetativas.
Pensamento
Movimento voluntário
Linguagem
Julgamento
Percepção
Movimento
Equilíbrio
Postura
Respiração
Ritmo dos batimentos
cardíacos
Pressão arterial
O esquema mostra os —rg‹os da parte central do sistema nervoso.
4 paRte peRiféRica
A parte perifŽrica do sistema nervoso (ou sistema nervoso perifŽrico) Ž composta de nervos e de g‰nglios
nervosos. Os nervos s‹o formados por um conjunto de neurofibras (ax™nios e dendritos).
Os g‰nglios nervosos s‹o dilata•›es situadas nos nervos que cont•m corpos celulares. (O g‰nglio nervoso
Ž a œnica estrutura fora do sistema nervoso central em que s‹o encontrados corpos celulares de neur™nios.)
G‰nglio
nervoso
Estrato
miel’nico
Ax™nio
Vasos
sangu’neos
tipos de nervos
Os nervos podem ser classificados de acordo com os tipos de neur™nios dos quais s‹o formados.
Nervo sensitivo: possui apenas neurofibras de neur™nios sensitivos.
Nervo motor: possui apenas neurofibras de neur™nios motores.
Nervo misto: possui neurofibras de neur™nios sensitivos e motores.
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ALFA 6 Biologia – Setor 1403 147
Do ponto de vista anat™mico, os nervos podem ser classificados de acordo com a regi‹o do SNC a que se
ligam. Os nervos cranianos s‹o aqueles ligados ao encŽfalo. Eles recebem informa•›es dos —rg‹os do sentido e
comandam alguns mœsculos. Os nervos raquidianos ou medulares s‹o ligados ˆ medula espinal, eles trazem
e levam informa•›es de diversas partes do corpo. Os nervos relacionados aos —rg‹os vitais formam o sistema
nervoso aut™nomo, que ser‡ estudado mais adiante.
CŽrebro
Nervos cervicais (8 pares)
Nervos cranianos
Medula espinal
Nervos lombares (5 pares)
Nervos sacrais (5 pares)
Nervo coccial (1 par)
Nervos tor‡cicos (12 pares)
5 as pRoteçÕes da paRte centRal do sistema neRvoso
O sistema nervoso central Ž protegido pelas meninges e pelos ossos do cr‰nio e da coluna vertebral.
as meninges
S‹o tr•s as membranas que envolvem o encŽfalo e a medula espinal. A mais interna, fazendo limite com esses
—rg‹os, Ž a pia-m‡ter; a intermedi‡ria, a aracnoide; e a mais externa, em contato direto com os ossos do cr‰nio e
da coluna vertebral (vŽrtebras), Ž a dura-m‡ter.
Entre a pia-m‡ter e a aracnoide, est‡ o l’quido cerebroespinal ou cefalorraquidiano ou l’quor, que nutre e
protege o encŽfalo e a medula espinal.
Osso do cr‰nio
Dura-m‡ter
Dura-m‡ter
Aracnoide Meninges
L’quido
cerebroespinal
Pia-m‡ter
Aracnoide
Pia-m‡ter
L’quido
cerebrospinal
CŽrebro
Medula
espinal
CŽrebro
Cerebelo
Vaso sangu’neo
L’quido
cerebroespinal
VŽrtebra
Osso do
cr‰nio
Meninges
As meninges envolvem tanto o encéfalo quanto a medula espinal. Entre a pia-m‡ter e a aracnoide encontra-se o líquido cerebroespinal.
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148 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
os ossos
O encéfalo é protegido pelos ossos do cr‰nio e a medula espinal, pelos ossos da coluna vertebral, as vértebras.
7 vŽrtebras
cervicais
12 vŽrtebras
tor‡cicais
Coluna
vertebral
5 vŽrtebras
lombares
Sacro
Osso do
quadril
C—ccix
Cr‰nio
Mand’bula
Maxila
Osso nasal
Discos
intervertebrais
Observe a proteção óssea do sistema nervoso central pelo
crânio e pela coluna vertebral.
6 suBstÂncia BRanca e suBstÂncia cinZenta
As partes do SNC em que estão localizados os prolongamentos mielinizados dos neurônios t•m aspecto es-
branquiçado e constituem a subst‰ncia branca. A subst‰ncia cinzenta corresponde ˆs regi›es do SNC formadas
principalmente pelos corpos celulares e dendritos dos neurônios (não mielinizados).
Plano frontal
Plano
transversal
Substância cinzenta
Substância branca
Corte frontal do cérebro
Corte transversal
da medula espinal
Na medula espinal e no bulbo, a substância cinzenta está localizada na parte interna e a substância branca encontra-se na parte externa.
Ao contrário, no encéfalo (exceto o bulbo), a substância cinzenta constitui a parte externa e a substância branca, a parte interna.
7 ato RefleXo
Ato reflexo é o tipo mais simples de resposta a um estímulo, pois não há participação do encéfalo. Eles são
muito rápidos já que envolvem um caminho neuronal curto, chamado ato reflexo. Neurônios sensitivos levam ˆ
medula a informação onde ocorre uma ou duas sinapses e dela saem neurônios motores responsáveis pela resposta
(geralmente muscular).
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ALFA 6 Biologia – Setor 1403 149
A imagem abaixo esquematiza um corte transversal da medula. Ela est‡ situada no canal medular, que por sua
vez est‡ localizado no interior da coluna vertebral (—ssea). De cada lado da medula saem pares de nervos espinais,
eles apresentam duas liga•›es com a medula, a raiz dorsal e a raiz ventral. Pela raiz dorsal ou posterior chegam
ax™nios de neur™nios sensitivos. Note que h‡ uma expans‹o na raiz dorsal, o g‰nglio dorsal. J‡ na raiz ventral ou
anterior h‡ os ax™nios dos neur™nios motores, que levam o impulso nervoso aos —rg‹os efetores.
Raiz do nervo espinal
Raiz ventral
G‰nglio dorsalRaiz
dorsal
Medula
espinal
Subst‰ncia
branca
Subst‰ncia
cinzenta
Meninges
o arco reflexo
Estímulo
Direção do
impulso
nervoso
Receptores
na pele
Dendrito do
neurônio
sensitivo
Gânglio
dorsal
Neurônio
sensitivo
Raiz
dorsal Neurônio associativo
Raiz vental
Neurônio
motor
Medula espinal
Axônio do
neurônio motor
Estímulo chega ao órgão
efetuador (mœsculo)
Esquema de um arco reflexo. O neur™nio associativo (encontrado na subst‰ncia cinzenta da
medula espinal) pode n‹o estar presente em um arco reflexo mais simples, como o reflexo patelar.
8 divisão autônoma do sistema neRvoso
O sistema nervoso aut™nomo (SNA) Ž dividido em simp‡tico e parassimp‡tico.
O neurotransmissor do SNA simp‡tico Ž a adrenalina, enquanto o do parassimp‡tico Ž a acetilcolina. Esses
neurotransmissores apresentam efeito antag™nico sobre os —rg‹os. Assim, se o simp‡tico acelera os batimentos
card’acos, o parassimp‡tico desacelera. O simp‡tico Ž ativado quando o animal entra em estado de alerta ou em
situa•‹o de perigo. J‡ a a•‹o do parassimp‡tico, provoca um estado geral de relaxamento.
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150 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
Parassimpático Simpático
Estimula
o fuxo
salivar
e lacrimal
Contrai os
brônquios
Retarda os
batimentos
cardíacos
Estimula a
liberação
de bile
Estimula o
peristaltismo
e a secreção
Estimula
o peristaltismo
Contrai a
bexiga
Dilata a
pupila
Inibe o
fuxo salivar
Dilata os
brônquios
Acelera os
batimentos
cardíacos
Estimula a
conversão
do glicogênio
em glicose
Inibe o
peristaltismo
e a secreção
Estimula a
secreção
de adrenalina
e noradrenalina
Inibe o
peristaltismo
Inibe a
contração
da bexiga
Cadeia ganglionar
do simpático
Contrai
a pupila
Esquema que comparaos dois tipos de resposta da divis‹o aut™noma do sistema nervoso, a parassimp‡tica e a
simp‡tica, em v‡rios —rg‹os do corpo.
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 151
ExErcícios
1 (Fuvest-SP) A figura representa um arco reflexo: o
calor da chama de uma vela provoca a retração do
braço e o afastamento da mão da fonte de calor.
Imagine duas situações: em A seria seccionada a
raiz dorsal do nervo e em B, a raiz ventral.
Considere as seguintes possibilidades relaciona-
das à transmissão dos impulsos nervosos neste
arco reflexo:
I – A pessoa sente a queimadura, mas não afasta
a mão da fonte de calor.
II – A pessoa não sente a queimadura e não afasta
a mão da fonte de calor.
III – A pessoa não sente a queimadura, mas afasta
a mão da fonte de calor.
Indique quais dessas possibilidades aconteceriam
na situação A e na situação B, respectivamente,
a) A – I; B – II.
b) A – I; B – III.
c) A – II; B – I.
d) A – II; B – III.
e) A – III; B – II.
2 (UFRN) Um dos benefícios do uso da radiação é o
tratamento de tumores com raios gama. Um ho-
mem em tratamento com radioterapia, para com-
bater um tumor no sistema nervoso, apresentava
paralisia em um dos lados do corpo (hemiplegia).
Essa paralisia ocorreu porque o tumor provavel-
mente havia afetado:
a) os nervos do sistema simpático.
b) um dos hemisférios cerebrais.
c) os nervos do sistema parassimpático.
d) a porção lombar da medula espinal.
3 (UFF-RJ) Um beijo estimula eventos fisiológicos
importantes de origem involuntária como a vaso-
dilatação. O sistema nervoso autônomo consiste
em duas divisões que diferem anatômica e fisio-
logicamente: o simpático e o parassimpático.
O beijo registrado por fotografia térmica infraver-
melha – técnica que capta as variações de calor e
as traduz em distintas cores. O vermelho indica as
áreas quentes (onde há mais sangue circulando).
O azul, zonas frias.
O sistema simpático, no caso do beijo, será res-
ponsável pela
a) contração da pupila, redução dos batimentos
cardíacos e produção de noradrenalina.
b) contração da pupila, redução dos batimentos
cardíacos e produção de acetilcolina.
c) dilatação da pupila, redução dos batimentos
cardíacos e produção de acetilcolina e noradre-
nalina.
d) contração da pupila, aceleração dos batimen-
tos cardíacos e produção de adrenalina e nora-
drenalina.
e) dilatação da pupila, aceleração dos batimentos
cardíacos e produção de adrenalina e noradre-
nalina.
Veja, 24 maio 2006.
u
F
F
-r
J
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 151 6/23/14 10:52 AM
152 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
4 (Fameca-SP) O sistema nervoso humano Ž dividido anatomicamente em sistema nervoso central (SNC) e
sistema nervoso perifŽrico (SNP), e os neur™nios s‹o as unidades morfol—gica e fisiol—gica desse sistema.
Sobre esse sistema, pode-se afirmar que
a) o SNC Ž formado pelo encŽfalo e pela medula espinal. No encŽfalo, existem —rg‹os como o cerebelo e o
bulbo raquidiano que coordenam a respira•‹o, a fome, o balan•o h’drico, a temperatura corporal, entre
outras fun•›es.
b) o SNP Ž formado por nervos cranianos, nervos espinais e g‰nglios. Os nervos s‹o formados pela reuni‹o
de v‡rios prolongamentos dos neur™nios e conduzem impulsos nervosos para diversas regi›es do corpo.
Os nervos cranianos partem do encŽfalo, e os espinais partem da medula espinal.
c) quando ocorre um est’mulo, ocorre a entrada de ’ons pot‡ssio no neur™nio e inicia-se a propaga•‹o do
impulso nervoso, processo conhecido como polariza•‹o. Logo em seguida, os ’ons s—dio s‹o eliminados
para que o potencial de repouso seja reestabelecido.
d) a subst‰ncia branca, encontrada na regi‹o perifŽrica do cŽrebro, Ž rica em corpos celulares de neur™nios
que s‹o respons‡veis pelas atividades neurol—gicas mais importantes, como racioc’nio, aprendizagem e
coordena•‹o motora.
e) o SNP, em termos funcionais, pode ser considerado como sensorial ou motor. A parte motora pode ser
dividida em SNP som‡tico, que coordena atividades involunt‡rias, e o SNP aut™nomo, que controla as
atividades volunt‡rias, como andar, falar e escrever.
5 (Fuvest-SP) Diferencie um neur™nio de um nervo.
oriEntação dE Estudo
auLa 49
leia os itens 108 a 116, cap. 5 do livro-texto.
Faça os exercícios 18, 20, 23, 25 e 29, série 4.
auLa 50
leia os itens 117 a 126, cap. 5 do livro-texto.
Faça os exercícios 27, 28, 32 e 33, série 4.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
auLas 49 e 50
Faça os exercícios 22 e 30, série 4.
anotaçÕEs
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 152 6/23/14 10:52 AM
ALFA 6 Gramática – Setor 1501 153
LíNGUA
PORTUGUESA
Setor 1501
Prof.: ____________________________________
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 154
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 157
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 159
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 162
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h .............164
aula 51 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 166
Gramática
153a168_1501_LINGUA PORTUGUESA_CA6_ROSA.indd 153 6/23/14 11:11 AM
154 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
AULA 46 SINTAXE DE REGÊNCIA I: REGÊNCIA E SENTIDO
Regência é o mecanismo que regula as ligações entre um verbo ou um nome e seus complementos.
a) Regência verbal: quando o termo regente é um verbo. Exemplo:
Isto pertence a todos.
termo regente = verbo termo regido
b) Regência nominal: quando o termo regente é um nome. Exemplo:
Tenho opinião semelhante à sua.
termo regente 5 nome termo regido
Principais verbos em que há relação entre regência e sentido:
Verbo Sentido Regência Exemplo
1. Aspirar
sorver o ar transitivo direto Aspiramos ar poluído nesta cidade.
almejar, ter
aspiração por
transitivo indireto, com a
preposição a
Todos aspiravam ao mesmo cargo.
2. Assistir
presenciar, ver
transitivo indireto, com a
preposição a
O espectador assistiu ao jogo.
caber, competir, ser
da competência de
transitivo indireto, com a
preposição a
Não assiste à portaria do condomínio
receber móveis ou valores em
dinheiro.
ajudar, socorrer,
auxiliar
transitivo direto O médico assistiu o doente.
morar, residir
exige um complemento de lugar
precedido da preposição em
O caboclo assiste no interior.
3. Agradar/
desagradar
acariciar, fazer
agrado em
transitivo direto
Agradou o cão com leves toques de
mão.
satisfazer, causar
prazer
transitivo indireto, com a
preposição a
O atraso do artista não agradou ao
público.
4. Agradecer manifestar gratidão
transitivo indireto com a
preposição a, quando o objeto é
pessoa
Os noivos agradeceram aos
convidados.
transitivo direto quando o objeto
é nome de coisa
Os noivos agradeceram os brindes.
5. Chamar
convocar transitivo direto O sino chama os cristãos.
designar,
denominar,
qualificar
transitivo direto ou in direto:
vem acompa nhado de
predicativo do objeto (com ou
sem a preposição de)
Chamaram o mestre de herói.
Chamaram ao mestre de herói.
Chamaram o mestre herói.
Chamaram ao mestre herói.
153a168_1501_LINGUA PORTUGUESA_CA6_ROSA.indd 154 6/23/14 11:11 AM
ALFA 6 Gramática – Setor 1501 155
Verbo Sentido Regência Exemplo
6. Depor
destituir de cargo
ou poder, exonerar
transitivo direto
O parlamento legalmente depôs o
presidente.
realizar uma
revelação, exposição
transitivo indireto, com a
preposição a
O suspeito depôs ao delegado de
plantão.
7. Pagar/perdoar
reembolsar,
remunerar/
absolver, inocentar
transitivo indireto quando o
objeto é pessoa
Ele pagou aos empregados.
Deus perdoa ao pecador.
transitivo direto quando o
objeto é nome de coisa
Ele pagou o salário.
Deus perdoa o pecador.
8. Querer
desejar transitivo direto Não queremos o livro.
estimar, gostar de
transitivo indireto, com a
preposiçãoa
Quero muito aos amigos.
9. Visar
passar visto transitivo direto O gerente visou os cheques.
apontar arma/mirar transitivo direto
O atirador visou o disco lançado no
céu.
objetivar, ter em
vista
transitivo indireto, com a
preposição a
Não visamos ao cargo.
Observação: Os verbos aspirar (no sentido de almejar), assistir (no sentido de presenciar) e visar (no
sentido de ter em vista), apesar de transitivos indiretos, na norma culta escrita não aceitam os pronomes
oblíquos átonos lhe, lhes como complemento. Aceitam apenas as formas tônicas a ele, a ela, a eles, a
elas. Exemplo:
A Medicina continua uma profissão cobiçada. Muitos candidatos ainda aspiram a ela.
EXERCíCIOS
1 Assinale a alternativa em que a regência verbal está em DESACORDO com a norma culta escrita.
a) Pela TV, o pai assistiu ao desabamento da casa e ao desespero da família.
b) Não há advogados dispostos a assistir gratuitamente os detentos carentes.
c) Pela nova lei, assiste aos detentos o direito de receber suas mulheres no cárcere.
d) A contragosto, assistiu em São Paulo durante os cinco anos do curso superior.
e) A União não perdoará os governadores dos estados: terão de pagar os cofres públicos já.
2 Assinale a alternativa em que a regência verbal está INCORRETA.
a) Junto com a poeira da sala, a empregada aspirou um brinco de diamante.
b) Poucos são os que, hoje em dia, aspiram ao magistério.
c) Atiradores de elite visavam os dois sequestradores que tomaram o avião.
d) Os atletas deverão comparecer à Embaixada, dia 6, para visar os passaportes.
e) Felizmente, ainda existem no mundo pessoas que visam o bem da coletividade.
3 Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal das frases a seguir.
a) A aniversariante agradeceu-os pelos presentes que recebera.
b) Em seu discurso de despedida, o papa agradeceu os fiéis pela acolhida.
c) O ministro do STF chamou o colega de irresponsável.
d) Por pressão da imprensa, o acusado depôs a delegada antes de ser preso.
e) Queira sempre o melhor; prefira mais os críticos que os bajuladores.
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156 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
4 Leia o trecho que segue.
No zoológico, aviso na jaula de um gorila:
O gorila é dócil, mas não tente agradá-lo porque isso pode não lhe agradar.
Sabe-se que, como complemento do verbo em norma culta, o pronome o só pode ser objeto direto; na
mesma função, o lhe só pode ser objeto indireto.
a) Pode-se dizer que o emprego desses pronomes está correto no trecho transcrito?
b) Justifique sua resposta.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Leia os itens 1 a 6, 9, 13 e 16, cap. 13.
Faça os exercícios 1 a 5, série 29.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Faça os exercícios 6 a 10, série 29.
ANOTAçÕES
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ALFA 6 Gram‡tica Ð Setor 1501 157
Principais verbos que apresentam diferença entre a regência da norma culta e a do uso popular.
Verbo Sentido Regência Exemplo
1. Chegar/ir
alcan•ar uma meta,
concluir um trajeto, uma
caminhada
exigem a preposi•ão a antes
do adjunto adverbial (local a
que se destina a a•ão)
Todos chegaram ao local cedo.
Meus amigos iriam ˆ festa no
carro; eu iria na moto.
2. Custar ser custoso, ser difícil
transitivo indireto com a
preposi•ão a: a pessoa Ž
objeto indireto. O sujeito Ž
nome de coisa ou uma
ora•ão
Custou ao homem explicar a
situa•ão.
3. Desculpar-se
pedir desculpas a alguŽm
em razão de algo
adjunto adverbial com
preposi•ão por
Senhores consumidores,
desculpem-nos pelo transtorno.
4. Esquecer/
lembrar
quando não Ž pronominal transitivo direto
Esquecemos os fatos de ontem.
Eu lembro os dias passados.
quando Ž pronominal
transitivo indireto, com a
preposi•ão de
Eu me esqueci dos fatos de
ontem.
Eu me lembro dos dias passados.
5. Implicar
ter como consequ•ncia,
acarretar, originar
transitivo direto
Os novos investimentos
governamentais implicaram
aumento de impostos.
6. Informar,
avisar, notificar,
previnir
transmitir uma
informa•ão para alguŽm
transitivos diretos e
indiretos:
a) a pessoa como objeto
direto e a coisa como
objeto indireto
b) a pessoa como objeto
indireto e a coisa como
objeto direto
a) Informo os alunos do
problema.
b) Informo aos alunos o
problema.
7. Obedecer/
desobedecer
acatar ordem/desacatar
ordem
transitivos indiretos com a
preposi•ão a
a) Não obede•as a este
comando.
b) Não desobede•a ao
regulamento.
8. Preferir apreciar mais
transitivo direto e indireto
(o objeto indireto sempre
com a preposi•ão a)
Prefiro teatro a cinema.
9. Simpatizar
ter afei•ão, afinidade,
inclina•ão
não Ž pronominal, mas
transitivo indireto com a
preposi•ão com
O grupo de antigos funcion‡rios
não simpatizou com o novato
espalhafatoso.
EXERCíCIOS
1 Nas frases que seguem, a reg•ncia verbal est‡ de acordo com a língua popular. Transcreva-as, fazendo as
altera•›es adequadas à língua culta escrita.
a) Quando os jogadores chegaram no aeroporto, foram direto no posto da Polícia Federal.
b) Os alunos custaram a entender os complexos c‡lculos matem‡ticos.
AULA 47 SINTAXE DE REGÊNCIA II: REGÊNCIA E NORMA
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158 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
c) Gostar’amos de pedir aos vizinhos que desculpassem o nosso barulho excessivo.
d) NinguŽm esquece do primeiro amor.
e) Ele n‹o lembra nem do pr—prio nome.
f) A descoberta de petr—leo no prŽ-sal implicou em aumento dos investimentos da Petrobras.
g) Desobedecendo as ordens da pol’cia, os manifestantes avan•aram, obedecendo o seu l’der.
h) O pol•mico astro internacional simpatizou-se com o Brasil e estendeu sua perman•ncia por aqui.
2 ÒQuero antes um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube.Ó
Permute quero por prefiro e reescreva o trecho, fazendo as adapta•›es adequadas ˆ norma culta da l’ngua.
3 Para resolver esta quest‹o, lembre-se de que os verbos informar, prevenir e avisar t•m a mesma reg•ncia.
Assinale a alternativa em que a reg•ncia de um deles NÌO est‡ de acordo com a norma culta escrita.
a) Um grande painel no est‡dio informava os torcedores sobre os resultados dos demais jogos.
b) Nas ditaduras s‹o comuns os alcaguetes, delatores que informam tudo ao governo.
c) A queda das folhas informa ao campon•s a chegada do outono.
d) Chegam not’cias prevenindo os brasileiros do risco de uma epidemia de gripe.
e) Tr•s tiros avisaram-lhe da chegada da pol’cia ao morro.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Leia os itens 7, 8, 10 a 12, 14, 15, 17 e 18, cap. 13.
Faça os exercícios 11 a 15, série 29.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Faça os exercícios 16 a 20, série 29.
ANOTAçÕES
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ALFA 6 Gramática Ð Setor 1501 159
1 VERBOS DE REGæNCIAS DIFERENTES
Não se pode dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes.
Não se diz: Os condôminos leram e concordaram com o novo regulamento.
Diga-se: Os condôminos leram o novo regulamento e concordaram com ele. Ou
Os condôminos leram o novo regulamento, com o qual concordaram.
Observação: ƒ útil conhecer essa prescrição e segui-la, embora já se registrem exemplos contrários na pr—-
pria língua-padrão.
2 REGæNCIA DOS PRONOMES RELATIVOS
Quando o pronome relativo (que, a qual, onde, quem) funciona como complemento verbal, a preposição
que o antecede é comandada pelo verbo que vem à direita. Exemplo:
Minha mãe é a pessoa [ que eu mais admiro.
de que eu mais gosto.
em que eu mais confio.
a que eu mais obedeço.
de que eu mais desconfio.
3 OUTROS PRONOMES RELATIVOS
O pronome relativo onde s— deve ser usado quando seu antecedente designar espaço (ou lugar).
Brasília é uma cidade onde tudo remete ao poder.
antecedente
O pronome relativo quem s— deve ser usado quando seu antecedente for humano.O presidente da República é a última pessoa a quem devemos recorrer.
antecedente
O pronome relativo cujo:
é usado para não repetir um nome da oração principal que, na oração adjetiva, viria precedido da preposi-
ção de (do, da, dos, das), associado a um substantivo.
Exemplo:
Cortaram uma árvore. As raízes da árvore estavam prejudicando o muro.
vem sempre anteposto ao nome a que se associa.
entra em concord‰ncia com o nome a que se associa e não com o seu antecedente.
oração adjetiva
Cortaram uma árvore cujas raízes estavam prejudicando o muro.
antecedente
equivale a
da árvore
AULA 48
SINTAXE DE REGÊNCIA III: COMPLEMENTOS DE
VERBOS DE REGÊNCIAS DIFERENTES.
PRONOME RELATIVO
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160 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
EXERCíCIOS
1 (ESPM-SP) Embora de ocorrência frequente no cotidiano, a gramática normativa não aceita o uso do mesmo
complemento para verbos com regências diferentes. Esse tipo de transgressão só NÃO ocorre na frase:
a) Pode-se concordar ou discordar, até radicalmente, de toda a política externa brasileira. (Clóvis Rossi)
b) Educador é todo aquele que confere e convive com esses conhecimentos. (J. Carlos de Sousa)
c) Vi e gostei muito do filme O jardineiro fiel cujo diretor é um brasileiro.
d) A sociedade brasileira quer a paz, anseia por ela e a ela aspira.
e) Interessei-me e desinteressei-me pelo assunto quase que simultaneamente.
2 Preencha o espaço em branco com o pronome relativo que, cujo ou onde, precedido ou não da preposição
exigida pelo verbo ou pelo nome que o está regendo.
A propaganda cria sonhos
em que muitos acreditam.
de que poucos desconfiam.
a que em geral não se faz oposição.
que o povo aceita como realidade.
O povo vota em candidatos
um ano depois não se lembra mais.
um amigo disse que vai votar.
conhece apenas pela propaganda.
dá alguma importância.
antecedentes desconhece.
espera um dia poder contar.
visão de mundo concorda.
projeto de governo discutiu.
O desenvolvimento chega a eletricidade vai.
3 (ITA-SP – Adaptada) Leia com atenção a seguinte frase de um letreiro publicitário.
Esta é a escola que os pais confiam.
a) Identifique a preposição exigida pelo verbo e refaça a construção, obedecendo à norma gramatical.
b) Justifique a correção.
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 161
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Leia os itens 19 a 22, cap. 13.
Faça os exercícios 21 a 25, série 29.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Faça os exercícios 26 a 30, série 29.
ANOTAçÕES
c) A direção da escola poderia justificar o erro argumentando que ele não traz prejuízo algum: afinal todos
entendem o que a frase quer dizer com ou sem a preposição em. Você concorda com esse argumento?
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162 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 6
1 REGRA GERAL
Ocorrer‡ crase do a se convergirem as duas se-
guintes condiç›es:
a) se o termo regente exigir a preposição a.
b) se o termo regido aceitar o artigo feminino a (as).
Dirigiu-se a a cidade.
preposição artigo
ˆ
2 VERBOS DE REGÊNCIA ESPECIAL
J‡ estudados na aula de regência, alguns verbos
reclamam atenção especial quando ocorrem diante de
femininos.
Exemplo: Todos assistiram ao espet‡culo de
pé./Todos assistiram ˆ apresentação de pé.
Os motoristas obedeceram ao sinal vermelho./
Os motoristas obedeceram ˆ ordem do guarda.
Os filhos querem aos parentes idosos./Os filhos
querem ˆs tias anciãs.
3 SUBSTANTIVO FEMININO ELÍPTICO
Ocorrer‡ crase quando a preposição a se fundir
ao a pronome demonstrativo, anafórico, empregado
para evitar a repetição do substantivo feminino que
ele retoma.
Exemplo: As modernas técnicas de construção
civil são muito superiores ˆs (tŽcnicas) empregadas
na segunda metade do século XX.
4 EXPRESSÃO À MODA DE
Na expressão ˆ moda de, mesmo que a palavra
moda venha apagada, ocorrer‡ crase.
Exemplo: J‡ não se usa mais aquele imenso cha-
péu ˆ (moda de) Napoleão Bonaparte.
5 CASOS EM qUE NUNCA OCORRE CRASE
a) Antes de substantivo masculino.
Exemplo: Andei a pŽ.
b) Antes de verbo.
Exemplo: Estou apto a discutir.
c) Antes de artigo indefinido.
Exemplo: Entreguei a uma mulher estranha o
recado.
d) Antes de pronomes em geral.
Exemplo: Não me referia a ela.
AULA 49 CRASE I: NOçãO GERAL E NORMA
Se o pronome aceitar artigo, ocorrer‡ crase.
Exemplo: Fiz alusão ˆ mesma história.
e) Antes de pronome de tratamento.
Exemplo: Dirigiu-se a V. Sa. com aspereza.
Exce•›es: senhora, senhorita e dona.
Exemplo: Dirigiu-se ˆ senhora com aspereza.
f) Quando a preposição a (sem o s de plural) pre-
cede um nome plural.
Exemplo: Não falo a pessoas estranhas.
Nesse caso, a presença do s de plural seria sinal de
que ocorreu artigo, portanto, haver‡ crase.
Exemplo: Não falo ˆs pessoas estranhas.
6 EXPRESSÕES INDICADORAS DE TEMPO
E DISTÂNCIA
a) Ocorre crase na indicação exata do nœmero das
horas.
Exemplo: Chegaremos ˆs dez horas.
b) Não ocorre crase em express›es que indicam
tempo futuro, como em daqui a pouco, daqui
a um ano, daqui a tr•s dias.
Exemplo: Estamos a uma semana do fim da novela.
c) Não ocorre crase em express›es que indicam tem-
po passado, como em h‡ pouco, h‡ tr•s dias,
tr•s dias atr‡s, h‡ uma hora, uma hora atr‡s.
Exemplo: Os grevistas estão com os braços cru-
zados h‡ 45 dias.
d) Na indicação de minutos e segundos, não ocor-
re crase por se tratar de substantivos masculinos.
Exemplo: Volto daqui a dois minutos.
e) Na indicação de dist‰ncias (cent’metros, me-
tros, quil™metros, etc.), não ocorre crase, por
se tratar de substantivos masculinos.
Exemplo: Obst‡culo a 500 metros.
EXERCíCIOS
1 Transcreva o texto a seguir assinalando com acento
grave (`) o a, quando houver crase.
Mesmo sem ser favor‡vel a tese da repressão des-
vairada, não se pode fugir a imposição de que cabe ao
governo e a força policial a responsabilidade de conter
a onda de violência que est‡ levando o p‰nico a popula-
ção e criando um clima de tensão que chega a paranoia.
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 163
2 Certos verbos, por apresentarem reg•ncias espe-
ciais, podem oferecer alguma dificuldade para o
uso do acento agudo indicador da crase. Levando
em consideração a reg•ncia em norma culta dos
verbos a seguir, assinale a alternativa em que a
crase est‡ EQUIVOCADAMENTE empregada.
a) V‡rios eram os vereadores que aspiravam ˆ ca-
deira de presidente da C‰mara Municipal.
b) Para crescer ordenadamente, as cidades preci-
sam obedecer ̂ s normas de ocupação racional
do espaço.
c) A ação da pol’cia visava inicialmente ˆ conten-
ção de ‰nimos mais exaltados de alguns mani-
festantes.
d) O discurso do prefeito tinha a n’tida finalidade
de agradar ˆs classes mais pobres.
e) O secret‡rio de governo foi ao r‡dio informar
ˆ população sobre a necessidade de raciona-
mento de ‡gua.
3 H‡ casos em que, embora o substantivo feminino
esteja apagado ˆ direita do a, ainda assim ocor-
rer‡ crase. Com base nesse coment‡rio, assinale
a alternativa em que o acento grave foi INCORRE-
TAMENTE empregado.
a) A preparação do churrasco no Brasil não Ž igual
ˆ do Uruguai.
b) Costumam dizer que a seleção da Argentina Ž
compar‡vel ˆ do Brasil.
c) As especialidades do badalado restaurante são
o frango ˆ passarinho e o polvo ˆ provençal.
d) O superesportivo carro ingl•s McLaren P1 tem
performance superior a dos carros de F—rmula 1.
e) O melhor do bang-bang ˆ italiana ser‡ exibido
no fim de semana pela TV por assinatura.
4 Os enunciados que seguem cont•m express›es
destacadas que devem ser levadas em considera-
ção para a avalição da crase. Preencha os espaços
vazios com a (preposição) ou ˆ (fusão da preposi-
ção e do artigo feminino).
a) Com juros altos, comprar prazoŽ
mau neg—cio.
b) J‡ circulam pela capital paulista v‡rios ™nibus
movidos biodiesel.
c) De susto, as pernas recusaram-se
correr.
d) Minhas primeiras palavras são de agradecimen-
to Vossa Excel•ncia e se-
nhora sua esposa.
e) A culpa não cabe ela, mas
pr—pria pessoa que est‡ fazendo a acusação.
f) A estatal foi vendida uma das maio-
res companhias telef™nicas da Europa.
g) O primeiro jogo foi dedicado todas
as pessoas que trabalharam na construção do
est‡dio.
5 Nas frases abaixo, h‡ express›es indicadoras das
noç›es de tempo e dist‰ncia. Assinale V (verda-
deiro) ou F (falso) quanto ˆ crase.
a) ( ) Ës 20h30min o restaurante abre as portas
e s— fecha ap—s as 4h da madrugada.
b) ( ) Daqui a 2 dias ter‡ in’cio o hor‡rio de verão
em 10 estados e no Distrito Federal.
c) ( ) Devido ao tr‰nsito, s— conseguimos chegar
ao teatro ˆ 3 minutos do in’cio da peça.
d) ( ) Há pouco tempo, nem se falava em polui-
ção do ar; daqui a pouco, mal poderemos
respirar.
e) ( ) A cidade de Campinas fica ˆ aproximada-
mente 100 km da capital.
f) ( ) A placa informa que o retorno para São
Paulo fica ˆ 500 metros daqui.
g) ( ) Quando o avião est‡ a 12 mil pŽs (3 600 m),
o paraquedista pula, num salto-padrão.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Leia os itens 1 a 6, 9 a 11 e 20, cap. 14.
Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 30.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
Fa•a os exerc’cios 6 a 10, sŽrie 30.
ANOTAçÕES
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164 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 6
1 PARALELISMOS
a) Não ocorre crase nas expressões formadas de palavras repetidas.
Exemplos: Estamos cara a cara.
Uma a uma, as pessoas eram revistadas na entrada do espetáculo.
b) Em expressões paralelísticas, ocorrerá crase se o primeiro termo vier precedido de artigo.
Exemplos: A exposição acontece das 10h às 16h.
A exposição acontece de 20 de abril a 28 de junho.
2 NOMES DE LUGARES
a) Não ocorre crase antes dos nomes de cidade.
Exemplo: Fiz uma viagem a Roma.
b) Se o nome da cidade vier determinado, ocorrerá a crase.
Exemplo: Fiz uma viagem à Roma antiga.
3 CASOS FACULTATIVOS DE CRASE
a) Antes de nomes próprios femininos.
Exemplo: Não te refiras a (à) Maria Clara.
b) Antes dos pronomes possessivos femininos.
Exemplo: Não te dirijas a (à) tua gente.
4 FUSÕES ESPECIAIS
a) Sempre que o termo regente exigir a preposição a e vier seguido dos pronomes demonstrativos aquele,
aquela, aqueles, aquelas, aquilo haverá crase da preposição a com o a inicial desses pronomes.
Exemplos: Referia-me àquele caso.
Dirigiu-se àqueles senhores.
b) Antes dos pronomes relativos quem ou cuja não ocorre crase.
Exemplos: Vieram pessoas a quem demos o convite.
É um homem a cuja ordem ninguém se submete.
c) Com os relativos a qual/as quais, pode ou não ocorrer crase. Artifício: quando o correlato masculino for
ao qual/aos quais, com o feminino se dá a crase.
Exemplos: Moro no país ao qual você fez referência./Moro na terra à qual você fez referência.
São amigos aos quais devo obrigação./São amigas às quais devo obrigação.
EXERCíCIOS
1 Entre as frases a seguir, assinale aquela que DESRESPEITA as normas de crase.
a) Os dois potros mantiveram-se corpo a corpo de ponta a ponta.
b) Para marcar seu gol de placa, o atacante dominou a bola de gol a gol, sem dificuldades.
c) Dois a dois, os agentes do Programa Saœde da Fam’lia percorrem os bairros de 2a ˆ 6a feira.
d) Durante a semana, a bilheteria do Teatro Municipal funciona das 10h ˆs 19h.
e) Em resposta ao questionário do hotel, os turistas informaram que preferem o litoral ˆ montanha.
2 Complete os espa•os vazios a seguir com a ou ˆ.
a) Depois da visita ao Brasil, o papa deu entrevista no avi‹o com destino Roma.
b) Os integrantes do antigo grupo de samba retornaram Lapa para relembrar os velhos tempos.
c) A roda-gigante, de onde Ž poss’vel ver o Champs ElysŽes e o Louvre, está de volta Paris.
d) A presidente confirmou sua ida Londres para a reuni‹o do G20.
e) O ministro da saœde fez men•‹o Pernambuco, mas nenhuma alus‹o Amaz™nia ou
Roraima.
f) O guia tur’stico dá muito destaque Viena, mas pouco decantada Veneza.
g) De S‹o Paulo Bras’lia s‹o cerca de 1 000 km de dist‰ncia percorrendo estradas.
AULA 50 CRASE II: NOçãO GERAL E NORMA
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 165
3 Leia o enunciado que segue:
Romeu e Julieta, Abelardo e Heloísa são duas histórias trágicas do amor proibido de personagens que seguiram
amando até morte. Coube Heloísa o convento; Julieta, o sepulcro; suas
famílias dor.
Os espaços vazios estão preenchidos ERRONEAMENTE apenas numa das alternativas que seguem.
a) a; à; à; a; a
b) à; a; a; à; à
c) a; a; a; às; a
d) à; à; a; a; a
e) à; à; à; às; a
4 Nos enunciados a seguir, há pronomes diante dos quais pode ou não ocorrer crase. Complete adequada-
mente os espaços vazios com um dos termos que vêm entre parênteses.
a) Afinal chegamos ponto em que não é mais possível recuar. (aquele, ˆquele)
b) Faça o bem, não olhe quem. (a, ˆ)
c) Não adianta uma autoridade cuja voz ninguém dá ouvidos. (a, ˆ)
d) É sempre mais caro o produto de uma confecção o mercado da badalação dá importância.
(a qual, ˆ qual)
e) A moda é uma atividade econômica gera muitos empregos diretos e indiretos. (a qual,
ˆ qual)
ORIENTAçãO DE ESTUDO
Leia os itens 7, 8, 13 a 19, cap. 14.
Fa•a os exerc’cios 11 a 15, sŽrie 30.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Fa•a os exerc’cios 16 a 20, sŽrie 30.
ANOTAçÕES
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166 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 6
1 EXPRESSÕES ADVERBIAIS FEMININAS
Exemplos: Chegou à tarde. (Diferente de Chegou a tarde.)
Foi colocada à porta. (Diferente de Foi colocada a porta.)
2 LOCUÇÕES PREPOSITIVAS E CONJUNTIVAS
Exemplos: Estamos à beira do caos.
À medida que chega o inverno, aumenta a polui•‹o.
3 CRASE E INTERFERÊNCIA NO SIGNIFICADO
I. Ela queria mais ˆ sogra do que ˆ m‹e. (H‡ raz›es para a m‹e ter ciœmes da sogra.)
II. Ela queria mais ̂ sogra do que a m‹e. (M‹e e filha t•m apre•o pela sogra, mas em intensidades diferentes.)
EXERCíCIOS
1 Complete os espa•os vazios com a(s) ou à(s):
a) O embaixador recebeu a todos portas da embaixada.
b) Comerciantes fecharam portas com medo de quebra-quebra.
c) N‹o valia a pena comprar na suposta liquida•‹o, vista ou prazo.
d) Quem pagou pelo apartamento de luxo comprou tambŽm vista que ele permite da cidade.
e) vezes Ž perdendo que se ganha, quando o assunto Ž o amor.
f) Pagam-se impostos em todas vezes que se consomem bens ou servi•os.
g) Todas as recepcionistas estavam disposi•‹o dos clientes no estande de vendas.
h) O professor, por causa das conversas paralelas, alterou disposi•‹o das carteiras na classe.
2 Nas alternativas que seguem, a presen•a ou a aus•ncia do acento grave indica diferen•a de sentido entre as
duas frases transcritas. Apenas numa das alternativas NÌO h‡ altera•‹o significativa de sentido. Assinale-a.
a) O cirurgi‹o vai passar a noite no hospital.
O cirurgi‹o vai passar ˆ noite no hospital.
b) O oficial de justi•a bateu a porta da casa.
O oficial de justi•a bateu ˆ porta da casa.
c) Para passar fŽrias prefiro a praia ˆ montanha.
Para passar fŽrias prefiro ˆ praia a montanha.
d) J‡ s‹o dez horas: vamos sair daqui a uma hora.
J‡ s‹o dez horas: vamos sair daqui ˆ uma hora.
e) Nenhum governo faz cr’ticas ˆ sua administra•‹o.
Nenhum governo faz cr’ticas a sua administra•‹o.
3 Observe os dois enunciados que seguem:
I. ƒ gosto seu dar nomes a pessoas, a bichos e a coisas, diferentes dos nomes costumeiros.
II. ƒ gosto seu dar nomes ˆs pessoas, aos bichos e ˆs coisas, diferentes dos nomes costumeiros.
a) Ambos s‹o corretos?
b) Ambos t•m o mesmo sentido? Explique sua resposta.
AULA 51
CRASE III: INTERFERÊNCIA NO SENTIDO
DA FRASE
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 167
4 (Insper-SP – Adaptada) Da leitura da tira Ž poss’vel depreender que:
a) Considerando a reg•ncia do verbo ÒcombaterÓ, pode-se constatar que, na verdade, n‹o faz sentido usar
o acento indicador de crase sobre o a que precede sombra.
b) Há, na œltima fala, a clara inten•‹o de apresentar um jogo de palavras, que n‹o faz sentindo algum.
c) N‹o ocorrerá crase apenas se o verbo ÒcombaterÓ for empregado como intransitivo, ou seja, se ele n‹o
exigir complemento verbal.
d) Haverá crase se a sombra representar o lugar em que se dará o combate, isto Ž, se exercer a fun•‹o de
adjunto adverbial.
e) A œltima fala Ž uma explica•‹o de que, nesse caso, a crase Ž facultativa, preservando-se o mesmo sentido.
ANOTAçÕES
Leia o item 12, cap. 14.
Faça os exercícios 21 a 25, série 30.
Livro-texto 1 — Gramática
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Faça os exercícios 26 a 30, série 30.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
IN
S
P
E
R
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168 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
ANOTAçÕES
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 169
línGuA
portuGuesA
setor 1502
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 170
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 170
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
literatura
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170 Literatura – Setor 1502 ALFA 6
AulAs 45 e 46 ModernisMo BrAsileiro – 1o teMpo
Literatura modernista
Características
Oposição ao academicismo
Versos livres e brancos
Linguagem coloquial
Tematização do cotidiano
Preocupação social
Valorização do humor
Desprezo pela norma culta
Liberdade de expressão
Principais autores
mário de andrade
Pauliceia desvairada (1922)
Reafirmação de princípios modernistas
Recusa de regras de composição
Macunaíma (1930)
Rapsódia: apropriação de narrativas orais/tradi-
cionais/cultas
Anti-herói: “o herói sem nenhum caráter”
Lira paulistana (1945)
Intimismo
Arte de compromisso social
oswald de andrade
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Catálogo da
Exposição Modernista
de 1922, de autoria
de Di Cavalcanti.
manifestos
Manifesto da poesia pau-brasil (1924): valoriza-
ção da cultura popular
Manifesto antropófago (1928): aproveitamento
crítico da cultura estrangeira
Poesia
Estilo telegráfico: poder de síntese (poema-pílu-
la, poema-piada)
Paródias: cronistas do século XVI e românticos
romances
Enredo fragmentário
Crítica à vida burguesa
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 171
manuel Bandeira
Início da carreira: postura melancólica
Libertinagem (1930)
Adesão ao Modernismo
Antilirismo: combate à pieguice sentimental
temas fundamentais
Sociedade: interesse pela miséria
Amor: ternura e desejo
Morte: convivência, proximidade
Infância: felicidade perdida
Pasárgada: fuga para a realidade
exercícios
1 Leia o trecho a seguir.
Macunaíma seguiu caminho. Légua e meia adiante
estava um macaco mono comendo coquinho baguaçu.
Pegava no coquinho, botava no vão das pernas junto
com uma pedra, apertava e juque! a fruta quebrava.
[...]
Quebrou de escondido outro coquinho, fingindo
que era um dos toaliquiçus deu pra Macunaíma comer.
Macunaíma gostou bem.
— É bom mesmo, tio! Tem mais?
— Agora se acabou mas si o meu era gostoso que
fará os vosso! Come eles, sobrinho!
— O herói teve medo:
— Não dói não?
— Qual, si até é agradável!...
O herói agarrou num paralelepípedo. O macaco
mono rindo por dentro inda falou pra ele:
— Você tem mesmo coragem, sobrinho?
— Boni-t-ó-tó macaxeira mocotó! o herói exclamou
empafioso. Firmou bem o paralelepípedo e juque! nos
toaliquiçus. Caiu morto.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma. São Paulo: Martins, 1973.
Glossário
Toaliqui•us: testículos.
O trecho anterior pertence ao romance Macunaíma,
de Mário de Andrade. Levando em conta o conhe-
cimento da obra, assinale a alternativa correta a seu
respeito.
a) O diálogo entre Macunaíma e o macaco mono
evidencia a relação harmoniosa que Macunaí-
ma mantinha com os bichos da floresta.
b) O episódio transcrito evidencia o traço funda-
mental da personalidade do herói: a inocência e
a incapacidade de compreender ou fazer o mal.
c) A falta de inocência de Macunaíma contribui
para construir a imagem do brasileiro como in-
divíduo esperto e aproveitador.
d) Macunaíma oscila entre a inocência e a esper-
teza, o que contribui para torná-lo uma perso-
nagem desprovida de características fixas.
e) A dificuldade de comunicação com os animais
mostra a definitiva ligação de Macunaíma com
seu universo de origem: a cidade grande e movi-
mentada.
TexTos para a quesTão 2
TexTo I
Vou-me embora
Vou-me embora, vou-me embora
Vou-me embora pra Belém
Vou colher cravos e rosas
Volto a semana que vem
[...]
Vou-me embora paz na terra
Paz na terra repartida
Uns têm terra, muita terra
Outros nem pra uma dormida
Não tenho onde cair morto
Fiz gorar a inteligência
Vou reentrar no meu povo
Reprincipiar minha ciência
[...]
Mário de Andrade
TexTo II
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
[...]
Manuel Bandeira
2 (Ibmec-RJ) Expressões e palavras assumem dife-
rentes significados dependendo do contexto em
que são utilizadas. A expressão “Vou-me embora”
assume, nos textos I e II, os seguintes sentidos de
busca, respectivamente:
a) da independência financeira e da liberdade
condicional.
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172 Literatura – Setor 1502 ALFA 6
b) da express‹o nacionalista e do para’so perdido.
c) do conhecimento da p‡tria e da independ•ncia
financeira.
d) do conhecimento do povo e da liberdade de
express‹o lingu’stica.
e) da felicidade e do conhecimento da cultura po-
pular.
TexTos para as quesTões 3 a 5
TexTo I
erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
ANDRADE, Oswald de. Poesias reunidas.
TexTo II
[...]
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi carnaval. O
índio vestido de Senador do Império [...]. Ou figurando nas
óperas de Alencar cheio de bons sentimentos.
[...]
Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria [...];
[...]
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu
[...].
ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago.
Levando em conta a leitura do poema Òerro de
portugu•sÓ (texto I) e dos fragmentos do Mani-
festo antropófago texto II), responda ˆs quest›es
a seguir.
3 (Unicamp-SP) O que exprime o quarto verso do
poema?
4 (Unicamp-SP) Que rela•‹o os tr•s œltimos versos
estabelecem com os tr•s primeiros?
orientAção de estudo
AulA 45
leia os itens “apresentação” até “Juízos de valor
sobre o Brasil”, cap. 13.
Faça o exercício 32, série 9.
AulA 46
leia o item “Mário de andrade”, cap. 13.
Faça os exercícios 33 a 36, série 9.
Livro-texto 3 — Literatura II
Caderno de Exercício 2 — Unidade III
tarefa Mínima
tarefa complementar
AulA 45
leia o item “oswald de andrade”, cap. 13.
Faça os exercícios 37 a 41, série 9.
AulA 46
leia o item “Manuel Bandeira”, cap. 13.
Faça os exercícios42 a 44, série 9.
5 (Unicamp-SP) Que rela•‹o o poema, como um
todo, estabelece com as ideias presentes nos
fragmentos do manifesto?
AnotAçÕes
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 173
Coordenadas históricas
Golpe do Estado Novo (1937)
Crescimento do nazifascismo na Europa
espaço da ação
Trapiche: esconderijo
Ruas de Salvador: liberdade e persegui•ão policial
os capitães
Pedro Bala: de menino de rua a líder oper‡rio
João Grande: forte, obediente
Professor: artista
AulAs 47 a 50 cApitães dA AreiA (JorGe AMAdo)
Sem-Pernas: amargo, agressivo
Gato: sedutor
Pirulito: religioso
Boa-Vida: malandro
Volta-Seca: sertanejo
Dora: valente e amorosa
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No romance Capit‹es
da areia, publicado em
1937, Jorge Amado
abor-da a problemática
da delinquência infantil,
uma realidade ainda
presente nas ruas
brasileiras do século XXI.
os adultos
Agentes da repressão:
Ð policiais
Ð beatas
Cumplicidade com os Capitães:
Ð Padre José Pedro: Igreja progressista
Ð João de Adão: líder oper‡rio
Ð DonÕAninha: mãe de santo
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174 Literatura Ð Setor 1502 ALFA 6
temas
Religiosidade: sincretismo
Sexualidade: tra•o naturalista
Conscientiza•‹o pol’tica: caminho para a revolu•‹o
Cr’tica ao preconceito social
Inf‰ncia perdida
2 (PUC-SP – Adaptada)
Todos reconheceram os direitos de Pedro Bala
ˆ chefia, e foi dessa Žpoca que a cidade come•ou a
ouvir falar nos Capit‹es da Areia, crian•as abando-
nadas que viviam do furto. Nunca ninguŽm soube o
nœmero exato de meninos que assim viviam. Eram
bem uns cem e destes mais de quarenta dormiam
nas ru’nas do velho trapiche.
O trecho anterior é do romance Capitães da areia
que, escrito em 1937, se inscreve entre os “roman-
ces proletários” de Jorge Amado. Considerando-o
como um todo, é correto afirmar que:
a) destaca e exalta o tema da infância abandona-
da e delinquente, incentivada pelos interesses
da imprensa local e admitida pelas autoridades
policiais, caracterizando um cotidiano de ações
marginais capazes de transtornar a sociedade
baiana da época.
b) consubstancia o percurso de aprendizagem do
herói que supera a condição de origem e eleva
o protagonista ao plano histórico do confronto
social e político.
c) a mãe de santo e o padre progressista, perso-
nagens do romance, ainda que pudessem re-
presentar a convergência sincrética de forças
protetoras e elementos capazes de minimizar
a orfandade dos Capitães, nada conseguem
porque não têm influência sobre o bando.
d) a prisão e a tortura de Pedro Bala no reforma-
tório, confinado no cubículo escuro da cafua,
apenas intensificam seu instinto de violência e
a necessidade de vingança contra a socieda-
de, mas não trazem nenhuma contribuição ao
processo de conscientização política pelo qual
passa a personagem.
e) Pedro Bala, líder dos Capitães, ao final, vê-se
derrotado no intento de realizar seu sonho de
transformação social e é literalmente abando-
nado pelos demais porque Volta-Seca junta-se
ao bando de Lampião, Professor vai ser artista
na capital, Pirulito ingressa na vida religiosa,
Boa-Vida torna-se sambista e o Gato adere à
marginalidade em Ilhéus.
3 Leia o texto a seguir.
Grita, xinga nomes. NinguŽm o atende, ninguŽm
o v•, ninguŽm o ouve. Assim deve ser o inferno. Piru-
lito tem raz‹o de ter medo do inferno. ƒ por demais
terr’vel. Sofrer sede e escurid‹o. [...] Seu pai morrera
para mudar o destino dos doqueiros. Quando ele sair
ser‡ doqueiro tambŽm, lutar pela liberdade, pelo sol,
por ‡gua e de comer para todos. Cospe um cuspo
grosso. A sede aperta sua garganta. Pirulito quer ser
padre para fugir daquele inferno.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. S‹o Paulo:
Companhia das Letras, 2009.
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exercícios
1 (Fuvest-SP)
Inimigo da riqueza e do trabalho, amigo das festas,
da mœsica, do corpo das cabrochas. Malandro. Arma-
dor de fuzu•s. Jogador de capoeira navalhista, ladr‹o
quando se fizer preciso.
AMADO, Jorge. Capitães da areia.
O tipo cujo perfil se traça, em linhas gerais, neste
excerto, aparece em romances como Memórias
de um sargento de milícias, O cortiço, além de
Capitães da areia. Essa recorrência indica que:
a) certas estruturas e tipos sociais originários do
período colonial foram repostos durante mui-
to tempo nos processos de transformação da
sociedade brasileira.
b) o atraso relativo das regiões Norte e Nordeste
atraiu para elas a migração de tipos sociais que
o progresso expulsara do Sul/Sudeste.
c) os romancistas brasileiros, embora críticos da
sociedade, militaram com patriotismo na defe-
sa de nossas personagens mais típicas e mais
queridas.
d) certas ideologias exóticas influenciaram nega-
tivamente os romancistas brasileiros, fazendo-
-os representar, em suas obras, tipos sociais já
extintos quando elas foram escritas.
e) a criança abandonada, personagem central dos
três livros, torna-se, na idade adulta, um ele-
mento nocivo à sociedade dos homens de bem.
O carrossel que aparece em uma das cenas do romance é um
símbolo da inocência perdida.
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 175
O trecho anterior integra o romance Capitães
da areia, de Jorge Amado. Descreve a situação de
Pedro Bala, preso no reformatório, confinado
num cubículo escuro, com fome, sede e humilha-
ção de não poder ficar de pé. A propósito deste
trecho, pode-se afirmar que:
a) simboliza, na narrativa, a descida aos infernos
da história romanesca. Na dor dessa prova defi-
nitiva, o herói retempera o seu amor à liberdade
com nova disposição para a luta social.
b) a palavra “inferno”, repetida no texto, é apenas
um desabafo do protagonista e não projeta ne-
nhuma analogia com a situação geral das crian-
ças e da sociedade.
c) o estilo quase telegráfico do texto quebra o
ritmo da narrativa e impede a possibilidade de
criação e de efeitos estéticos.
d) desprovido de recursos estilísticos, limita-se a
informar a situação do protagonista, mediante
a utilização de uma linguagem objetiva e direta,
marcadamente referencial.
e) dá a chave para compreender o mundo interior
do personagem, aflorado no texto pelo intenso
uso do discurso direto.
TexTo para as quesTões 4 e 5
Agora [Pedro Bala] comanda uma brigada de cho-
que formada pelos Capitães da Areia. O destino deles
mudou, agora é diverso. Intervêm em comícios, em gre-
ves, em lutas obreiras. O destino deles é outro. A luta
mudou seus destinos.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2008. p. 268.
4 (Unicamp-SP) Explique a mudança pela qual os Ca-
pitães da Areia passaram e o que a tornou possível.
5 (Unicamp-SP) Que relação se pode estabelecer
entre esse desfecho e a tendência política do ro-
mance de Jorge Amado?
TexTo para as quesTões 6 e 7
Leia o trecho a seguir, do capítulo “As Luzes do
Carrossel”, de Capitães da areia.
O sertanejo trepou no carrossel, deu corda na pia-
nola e começou a música de uma valsa antiga. O rosto
sombrio de Volta-Seca se abria num sorriso. Espiava a
pianola, espiava os meninos envoltos em alegria. Escu-
tavam religiosamente aquela música que saía do bojo do
carrossel na magia da noite da cidade da Bahia só para
os ouvidos aventureiros e pobres dos Capitães da Areia.
Todos estavam silenciosos. Um operário que vinha pela
rua, vendo a aglomeração de meninos na praça, veio para
o lado deles. E ficou também parado, escutando a velha
música. Então a luz da lua se estendeu sobre todos, as
estrelas brilharam ainda mais no céu, o mar ficou de todo
manso (talvez que Iemanjá tivessevindo também ouvir
a música) e a cidade era como que um grande carrossel
onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia.
Nesse momento de música eles sentiram-se donos da
cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmãos
porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e
agora tinham o carinho e conforto da música. Volta-Seca
não pensava com certeza em Lampião nesse momento.
Pedro Bala não pensava em ser um dia o chefe de todos
os malandros da cidade. O Sem-Pernas em se jogar no
mar, onde os sonhos são todos belos. Porque a música
saía do bojo do velho carrossel só para eles e para o operá-
rio que parara. E era uma valsa velha e triste, já esquecida
por todos os homens da cidade.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2008.
6 (Unicamp-SP) De que modo esse capítulo esta-
belece um contraste com os demais do romance?
Quais são os elementos desse contraste?
7 (Unicamp-SP) Qual a relação de tal contraste com
o tema do livro?
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176 Literatura – Setor 1502 ALFA 6
TexTo para as quesTões 8 e 9
Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holand•s. Nas largas
costas negras e mesti•as brilhavam gotas de suor. Os pesco•os musculosos iam curvados sob os fardos. E os guindastes
rodavam ruidosamente. Um dia iria fazer uma greve como seu pai... Lutar pelo direito... Um dia um homem assim como
João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua hist—ria, como contavam a de seu pai. Seus olhos
tinham um intenso brilho na noite recŽm-chegada.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2008. p. 88.
8 (Unicamp-SP) Que consequências a descoberta de sua verdadeira origem tem para a personagem de Pedro
Bala?
9 (Unicamp-SP) Em que medida o trecho anterior pode definir o contexto literário em que foi escrito o romance
de Jorge Amado?
orientAção de estudo
AulA 47
leia os itens “apresentação” até “adultos amigos”,
cap. 5.
AulA 48
leia o itens “episódios e peripécias” até “desenlaces”,
cap. 5.
AulA 49
leia os itens “neorrealismo regionalista” até “espaço”,
cap. 5.
AulA 50
leia os itens “tempo” até “Conclusão”, cap. 5.
Livro-texto — Literatura Fuvest/Unicamp
tarefa Mínima tarefa complementar
AulA 47
Faça os exercícios 1 a 3 do livro-texto.
AulA 48
Faça os exercícios 4 e 5 do livro-texto.
AulA 49
Faça os exercícios 6 a 8 do livro-texto.
AulA 50
Faça os exercícios 9 e 10 do livro-texto.
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História
do Brasil
HIstÓRIA
setor 1601
Prof.: ___________________________________
aula 26 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 178
aula 27 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 178
aula 28 .............AD h .............TM h .............TC h .............183
aula 29 .............AD h .............TM h .............TC h .............183
aula 30 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 186
aula 31 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 186
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178 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
AULAs 26 e 27
A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1889-1930):
O DOMÍNIO DAs OLIGARQUIAs (1894-1909);
PRIMEIROs ABALOs DO REGIME OLIGÁRQUICO
(1909-1919)
1 O dOmíniO das Oligarquias (1894-1909)
a presidência de rodrigues alves (1902-1906)
Rodrigues Alves manteve as linhas gerais da política econômico-financeira de Campos Sales, atenuando,
porém, a rigidez do controle monetário.
Esse fato, bem como as rendas provenientes do surto da borracha, fizeram com que a economia, durante
seu governo, voltasse a crescer.
Durante seu mandato, o Acre foi incorporado ao Brasil (1903) e ocorreu no Rio de Janeiro a Revolta da
Vacina (1904).
O mais importante acontecimento do período, no entanto, foi a crise do café, causada pelo excesso de
produção, o que gerou uma queda no preço do produto.
Para enfrentar a crise, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro assinaram o Convênio de Taubaté (1906),
que visava proteger a cafeicultura.
Como Rodrigues Alves se opôs ao Convênio, a proteção federal à cafeicultura só foi iniciada no ano seguin-
te, pelo novo presidente, Afonso Pena.
Participação da borracha sobre
o total das exportações
1861–1870 3,1%
1871–1880 5,5%
1881–1890 8,0%
1891–1900 15,0%
1901–1910 28,2%
FONTE: História geral da civilização brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: Difel, 1977. v. 8.
a presidência de afonso Pena (1906-1909)
Afonso Pena era um típico representante dos cafeicultores paulistas e mineiros.
Por isso, transferiu para o governo federal a tarefa de realizar a política de valorização do café, que havia
sido iniciada pelos governos estaduais de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (Convênio de Taubaté).
Para obter os recursos financeiros necessários à valorização foi criada a Caixa de Conversão e negociados
empréstimos externos.
Com a morte de Afonso Pena (1909), o vice-presidente Nilo Peçanha assumiu o governo e completou o
mandato presidencial.
a presidência de nilo Peçanha (1909-1910)
O vice-presidente Nilo Peçanha completou o mandato de Afonso Pena, tendo exercido a presidência por
pouco mais de um ano.
Durante seu governo, ocorreu a primeira quebra da política do café com leite, tendo São Paulo apoiado a
candidatura presidencial de Rui Barbosa e Minas Gerais, a de Hermes da Fonseca.
A Campanha Civilista, realizada por Rui Barbosa, gerou a primeira eleição competitiva da República Oli-
gárquica, que terminou com a vitória de Hermes da Fonseca, apoiado pelo governo federal.
As eleições presidenciais de 1910, com São Paulo e Minas Gerais apoiando candidatos diferentes, foi o
primeiro abalo importante do sistema oligárquico de poder político.
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ALFA 6 História do Brasil – Setor 1601 179
2 PrimeirOs abalOs dO regime OligárquicO (1909-1919)
a presidência de Hermes da Fonseca (1910-1914)
A partir da Campanha Civilista, o sistema oligárquico de poder começou a apresentar os primeiros sinais
de desgaste.
O que ocorria é que o sistema baseado na política dos governadores e no “café com leite” começava a se
mostrar incapaz de acomodar os interesses de todas as facções oligárquicas.
Isso provocou choques políticos – e também luta armada – entre grupos oligárquicos, que se estenderam ao
longo das presidências de Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás e Delfim Moreira, marcando os primeiros
abalos do regime oligárquico.
A presidência de Hermes da Fonseca foi uma das mais agitadas da República Velha, caracterizando-se por
crises políticas violentas e por dificuldades financeiras.
As principais causas dessa situação foram:
1. a dificuldade para recompor a política do café com leite, que havia sido rompida na época da eleição de
Hermes;
2. a disputa pelo controle do governo federal, ocorrida entre o grupo político do senador Pinheiro Machado
e militares ligados a Hermes da Fonseca;
3. a política das salvações;
4. a ocorrência de revoltas armadas, como a da Chibata e a dos Fuzileiros, em 1910.
PONtO DE vIstA
A valorização do café e suas consequências
Texto 1
O plano de defesa elaborado pelos cafeicultores fora bem concebido. No entanto, deixava em aberto um lado
do problema. Mantendo-se firmes os pre•os, era evidente que os lucros se mantinham elevados. E tambŽm era
—bvio que os neg—cios do cafŽ continuariam atrativos para os capitais que nele se formavam. Em outras palavras, os
investimentos nesse setor se manteriam em n’vel elevado, pressionando cada vez mais sobre a oferta. Dessa forma, a
redu•‹o artificial da oferta, com a estocagem dos excedentes de cafŽ, ocasionava a expans‹o dessa mesma oferta [...].
Esse problema foi percebido na Žpoca. Entretanto, n‹o era f‡cil contorn‡-lo. Asolu•‹o, aparentemente, estaria
em evitar que a capacidade produtiva continuasse crescendo, como efeito da estabilidade dos pre•os a um n’vel
elevado. As medidas tomadas nesse sentido foram, porŽm, infrut’feras. Teria sido necess‡rio que se oferecessem
ao empres‡rio outras oportunidades, igualmente lucrativas, de aplica•‹o dos recursos que estavam afluindo con-
tinuamente a suas m‹os sob a forma de lucros. [...] Dessa forma, o mecanismo de defesa da economia cafeeira
era, em œltima inst‰ncia, um processo de transfer•ncia, para o futuro, da solu•‹o de um problema que se tornaria
cada vez mais grave.
FURTADO, C. Forma•‹o econ™mica do Brasil. 34. ed.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Adaptado.
Texto 2
Essa interpreta•‹o [da industrializa•‹o no Brasil entre 1900 e 1930] estabelece uma rela•‹o direta entre o
desempenho do setor exportador e o desenvolvimento industrial [...]. O desenvolvimento industrial, de acordo
com esse enfoque, n‹o est‡ limitado ˆ produ•‹o de bens de consumo e sim a um processo mais abrangente.
O que se observa, para o per’odo anterior ˆ crise de 1929, Ž um avan•o industrial correlato ˆ expans‹o das
exporta•›es. Ao promover o crescimento da renda interna, o cafŽ teria criado um mercado para manufaturas.
Ao promover o desenvolvimento das ferrovias e o investimento em infraestrutura, teria ampliado a extens‹o
desse mercado. Ao desenvolver o comŽrcio de exporta•‹o e importa•‹o, teria contribu’do para a cria•‹o de
um sistema de distribui•‹o de produtos manufaturados. Por fim, a exporta•‹o de cafŽ supria recursos em
moeda estrangeira para importa•‹o de insumos e bens de capital para o setor industrial. [...]
PIRES, M. C. Economia brasileira: da colônia ao governo Lula.
São Paulo: Saraiva, 2010. p. 43.
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180 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
ExERCÍCIO
(Insper-SP)
O Congresso Nacional, como único competente,
é quem pode, no Brasil, dizer, afinal, se o território
acreano é brasileiro ou boliviano, ou litigioso. Para
nós, é brasileiro.
O Estado de São Paulo, 9 de maio de 1902.
O trecho acima, escrito em 1902, refere-se ao:
a) Crescimento da extração do látex, que aumen-
tou a presença de brasileiros nas fronteiras com
a Bolívia, gerando uma disputa pelo território
do Acre.
AtIvIDADE ExtRA
Texto 1
A borracha na Amaz™nia: ascens‹o e queda
Conhecida pelos índios já antes da chegada dos colonizadores, a borracha foi utilizada na Amazônia desde
o período colonial, mas sua importância econômica era mínima. A primeira vez que o produto apareceu em
nossos registros de exportação foi em 1827, com uma quantidade muito pequena: 31 toneladas.
Com a descoberta do processo de vulcanização da borracha, por Charles Goodyear em 1839, que a tornou
mais resistente e quase insensível às variações de temperatura, o produto foi se tornando uma matéria-prima
cada vez mais usada pelas indústrias na Europa e nos Estados Unidos, fazendo com que o preço da borracha
aumentasse consideravelmente.
Durante toda a segunda metade do século XIX, o Brasil foi o principal fornecedor do mercado europeu e
norte-americano, e as exportações dispararam, passando de 1 500 toneladas, em 1850, para 24 000 toneladas
em 1900.
Esse aumento da produção, acompanhado pelo aumento dos preços, fez com que, na Amazônia, todo
o interesse se concentrasse na exploração da borracha, praticamente desaparecendo as atividades agrope-
cuárias. Manaus e Belém tiveram um extraordinário crescimento, repletas de belíssimos palacetes e de
prédios públicos magníficos. Os seringalistas (donos dos seringais) fizeram enormes fortunas, o mesmo
b) Processo de expansão territorial boliviana
que, após a conquista de parte do litoral chi-
leno, avançava sobre a Amazônia brasileira.
c) Projeto do governo monárquico brasileiro
que, por meio do embaixador Rio Branco, al-
mejava uma saída para o Oceano Pacífico.
d) Aumento das frentes agrícolas brasileiras,
com destaque para a exploração de soja,
acarretando problemas ambientais em terri-
tório boliviano.
e) Avanço de grupos rebeldes bolivianos que,
em busca de metais, principalmente de esta-
nho, invadiam o território brasileiro.
ORIENtAçãO DE EstUDO
AULA 26
Leia o item 1 do resumo das aulas.
Faça os exercícios 58 e 59, série 10 e 1, 4 e 5,
série 11.
AULA 27
Leia o item 2 do resumo das aulas.
Faça os exercícios 10, 11, 13 e 14, série 11.
Livro 3
Caderno de Exercícios 1 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
AULA 26
Leia os capítulos 38 a 40 do Livro-texto. Analise
com atenção o mapa sobre a incorporação do Acre
e tenha cuidado especial com o item 29.
Faça os exercícios 62 e 70, série 10 e 7 a 9, série 11.
Leia o texto 1 da Atividade extra.
AULA 27
Leia a Introdução da Unidade XII e o capítulo 41 do
Livro-texto. Tenha cuidado especial com os itens 1,
4, 9 e 11.
Faça os exercícios 15 a 17, série 11.
Leia o texto 2 da Atividade extra.
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ALFA 6 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 181
acontecendo com os elementos ligados ao transporte e à comercialização da borracha. Já os trabalhadores,
os seringueiros – a maior parte deles migrantes nordestinos, pois a Amazônia não tinha população sufi-
ciente para fornecer toda a mão de obra necessária – permaneceram na miséria, vivendo num sistema de
quase escravidão.
A riqueza da borracha porém, não durou muito. A partir de 1900, passamos a enfrentar a concorrência
da borracha produzida nas colônias inglesas e holandesas da Ásia, onde as seringueiras – cujas mudas, por
sinal, haviam sido levadas do Brasil – eram plantadas de forma racional e os produtores contavam com todo
o apoio financeiro e logístico das metrópoles.
O resultado dessa concorrência é que o Brasil foi praticamente expulso do mercado mundial de borracha.
Em 1900, nós havíamos exportado 24 000 toneladas e, a Ásia, apenas 4 toneladas. Em 1920, nossa exportação
havia caído para 10 000, e a deles, subido para 300 000.
Sobre essa expulsão, vale a pena reproduzir o que disseram as historiadoras Maria Prado e Maria Capelato,
mostrando que a concorrência asiática não foi a única responsável pela ruína da Amazônia:
Os produtos primários sempre estiveram sujeitos às oscilações do mercado mundial, ao risco de concorrentes,
à baixa de preços, etc. Não apenas o Brasil esteve submetido a essa situação, mas toda sociedade periférica – por-
tanto, também a Ásia – sempre dependeu das sociedades capitalistas centrais, recebendo estímulos, respondendo
às necessidades solicitadas ou perdendo posições duramente conquistadas, quando condições adversas assim o
determinavam. Os seringais na Ásia passaram a ocupar um lugar muito secundário, quando, depois da Segunda
Guerra Mundial, preferiu-se a borracha sintética à natural.
No caso específico da borracha brasileira, sua ruína se explica não apenas pelo mecanismo do sistema em
que se insere, mas também por fatores internos. Os representantes políticos da Amazônia nunca conseguiram
consolidar uma política de defesa da borracha. Além disso, os lucros auferidos na região foram canalizados para
o consumo, não concorrendo para a transformação das condições existentes.
PRADO, Maria L. C.; CAPELATO, Maria H. Rolim. In: História geral da civilização brasileira. Rio de Janeiro:
Bertrand, 1996. v. 8, Livro Segundo, cap. III. p. 307.
Texto 2
Cangaceiros e coronŽis
No livro História do cangaço*, a socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz faz, a certa altura, a seguinte
pergunta: “Quem foram realmente os cangaceiros? Simples bandidos? Ou bandidos defensores dos pobres,
que roubavam os ricos para dividir com os necessitados?”
Se essa pergunta fosse feita na época em que o cangaço era ativo no sertão nordestino – as quatro primei-
ras décadas do século XX – a resposta na maioria dos casos seria: bandidos, seguida de qualificações nada
elogiosas, tais como assassinos, perversos, desgraçados,cruéis, sanguinários.
Curiosamente, a visão do cangaceiro como uma espécie de Robin Hood moderno, um justiceiro social que
defendia o sertanejo contra os abusos dos coronéis, surgiu na década de 1940, quando o cangaço já deixara
de existir (o último grande cangaceiro, Lampião, foi morto pela polícia em 1938).
Essa visão heroica do cangaceiro tem sido contestada nos últimos anos, já que a documentação e as in-
formações disponíveis – inclusive depoimentos de ex-cangaceiros – indicam que eles eram realmente cruéis
e sanguinários, tanto com os ricos quanto com os pobres.
Isso então nos leva a duas outras perguntas.
Primeira: por que os sertanejos ingressavam no cangaço? Ou seja, por que um jovem de 19 anos chamado Virguli-
no Ferreira da Silva, tornou-se o cangaceiro Lampião? Segunda pergunta: qual a relação entre coronéis e cangaceiros?
Quase todos os cangaceiros que chegaram a ser entrevistados afirmaram ter entrado no cangaço por
intrigas da polícia, ou por ofensas contra sua família ou por serem expulsos de suas terras por coronéis. No
entanto, esses, e praticamente todos que entraram no cangaço acabaram transformando o banditismo serta-
nejo num meio de vida, para sobreviver numa sociedade em que predominava a miséria. Havia, portanto, na
origem do cangaço um forte componente socioeconômico.
Quanto às relações de poder entre coronéis e cangaceiros, duas hipóteses opostas se apresentam: uma, a
de que estes eram controlados e protegidos pelos coronéis, agindo como instrumento da dominação dos lati-
fundiários; outra, que os cangaceiros lutavam contra os poderosos fazendeiros, protegendo os sertanejos pobres.
Os estudos mais recentes apontam para uma terceira hipótese, em que o relacionamento entre as duas partes
não é colocado nem em termos de oposição nem de subordinação, mas sim de complementação. Os cangaceiros
precisavam dos coronéis, os únicos que poderiam lhes fornecer armas e munições. Já os latifundiários precisavam
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182 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
dos cangaceiros por pragmatismo – em certas épocas os bandidos foram mais poderosos do que a polícia – ou
para se defender contra inimigos políticos, ou para atacar tais inimigos.
Em resumo, cangaço e coronelismo se completavam, num tipo de relacionamento que não ocasionava
subordinação exclusiva para nenhuma das partes. Essa complementaridade, aliada ao caráter nômade dos
bandos de cangaceiros e à quase ausência do poder público no sertão é que permitiram a sobrevivência de
grupos como o de Lampião por mais de 20 anos. E entre as causas do declínio e do desaparecimento do
cangaço, no final da década de 1930, a mais determinante foi justamente a maior e mais eficiente presença
do governo federal no sertão, durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945).
A sistemática penetração de tropas federais no sertão, na década de 1930, foi fundamental para a
extinção do cangaço. As polícias militares dos estados nordestinos eram pequenas, mal equipadas e
muitas vezes causavam mais medo aos habitantes do sertão do que os próprios cangaceiros. Em 1931,
o governador de Pernambuco, Lima Cavalcanti, apresentou um plano de reorganização das polícias es-
taduais da região que incluía um pagamento diário aos soldados, “para que estes não precisem saquear
para viver, como Lampião”.**
*QUEIROZ, Maria I. P. de. História do cangaço. 4. ed. São Paulo: Global, 1991. p. 64-68.
**FAUSTO, B. (Org.). História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difel, 1977. v. 8. p. 136.
ANOtAçÕEs
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ALFA 6 História do Brasil – Setor 1601 183
1 a Presidência de Wenceslau brás (1914-1918)
Wenceslau, mineiro, foi eleito de acordo com a política do café com leite.
Durante seu governo, ocorreu a Guerra do Contestado, na fronteira do Paraná com Santa Catarina, na qual
milhares e milhares de sertanejos foram massacrados por tropas estaduais e do Exército.
Simultaneamente à presidência de Wenceslau Brás, eclodiu a Primeira Guerra Mundial, cujo principal
efeito para o Brasil foi a ocorrência de um surto industrial de proporções razoavelmente amplas.
Ainda durante seu governo, verificaram-se várias lutas estaduais de caráter coronelístico e a primeira greve
geral do País, ocorrida em São Paulo, em 1917.
Guerra do Contestado (1912-1916)
OCEANO
ATLåNTICO
SÌO PAULO
PARANç
SANTA
CATARINA
RIO GRANDE
DO SUL
ARGENTINA
PARAGUAI
Curitiba
Tr•s Barras
Florian—polis
Curitibanos
Ca•ador
Uni‹o da Vit—ria
N
68
km
0
Territ—rio do Contestado
Sede da Lumber (Tr•s Barras-SC)
Ferrovia S‹o Paulo-Porto Alegre (Brazil Railway)
Faixa de 30 km de largura, cedida pelo governo ˆ Brazil Railway
Reduto (povoa•›es) dos revoltosos
FONTEs: CARVALHO, L. P. M. (Org.) O Exército na História do Brasil. Rio de Janeiro/ Salvador:
Biblioteca do Exército Editora/ F. E. Odebrecht, 1998; JOFFILY, B.
Atlas histórico Brasil 500 anos. São Paulo: Editora Três, 1998. Adaptado.
AULAs 28 e 29
A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1889-1930): PRIMEIROs
ABALOs DO REGIME OLIGÁRQUICO (1909-1919);
O DECLÍNIO DAs OLIGARQUIAs (1919-1930)
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184 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
2 nOvas FOrças sOciOecOnômicas e
POlíticas
O crescimento do setor industrial
Durante a República Oligárquica, as atividades
econômicas ligadas ao mercado interno – par-
ticularmente a indústria – tiveram um razoável
desenvolvimento.
Ocorreram naquela época vários surtos in-
dustriais, os quais, embora interrompidos
por diversas crises, fizeram com que o setor
industrial crescesse de maneira lenta, porém
constante.
Assim, quando se encerrou a República Oli-
gárquica, em 1930, embora o setor agroexpor-
tador ainda fosse o carro-chefe da economia,
o valor da produção voltada para o mercado
interno já superava o da produção destinada à
exportação.
O crescimento das atividades ligadas ao merca-
do interno ocasionou o surgimento – ou o for-
talecimento – dos setores sociais a elas ligados,
tais como a burguesia, o operariado e a classe
média.
O tenentismo
Desde o final da década de 1901-1910, desen-
volveu-se, entre os oficiais jovens do Exército,
um movimento pela modernização das Forças
Armadas. Como o governo não atendeu a essas
reivindicações, o movimento, chamado Tenen-
tismo, foi lentamente adquirindo caráter políti-
co, de contestação ao regime oligárquico.
Após a Primeira Guerra Mundial, o Tenentismo
participou de uma série de revoltas armadas, que
se estenderam durante toda a década de 1920.
Apesar de sua pouca consistência ideológica
e de sua desorganização, o Tenentismo teve
importante participação na derrubada das oli-
garquias.
a dissidência oligárquica
A política dos governadores e a supremacia de
São Paulo e Minas Gerais levaram ao surgimen-
to de uma dissidência oligárquica.
Ao longo dos anos 1920, as oligarquias dissiden-
tes passaram a contestar o monopólio do poder
exercido pelos cafeicultores.
Os efeitos da crise econômica de 1929 e da crise
política ocasionada pelas eleições presidenciais
de 1930 levaram a dissidência e os tenentistas a
se unirem e derrubarem a República Oligárqui-
ca, por meio da Revolução de 1930.
3 a Presidência de ePitáciO PessOa
(1919-1922)
Eleito em 1918, Rodrigues Alves morreu sem
tomar posse, sendo provisoriamente substituído
pelo vice-presidente Delfim Moreira.
Ocorreu, então, a segunda quebra da política do
café com leite, pois São Paulo e Minas Gerais
não chegaram a um acordo para indicar candi-
dato pertencente a um dos dois estados.
Para evitar um choque mais grave, as oligar-
quias paulista e mineira indicaram um candi-
dato neutro: Epitácio Pessoa, que, sendo de um
estado pequeno e pobre – a Paraíba – não tinha
força política própria e dependeria do apoio de
São Paulo e Minas para poder governar.
Nessa época, já começara a lenta, porém cons-
tante, desagregaçãodo sistema político monta-
do pelas oligarquias.
Na presidência de Epitácio Pessoa, tal declínio
ainda foi disfarçado pelas inúmeras obras pú-
blicas, realizadas principalmente com recursos
fornecidos por empréstimos externos.
Mas no final de seu governo, quando seu su-
cessor Artur Bernardes já estava eleito, ocorreu
a rebelião dos “18 do forte”, a primeira revolta
armada tenentista.
Desse momento em diante, o sistema oligárqui-
co passava a enfrentar crescente oposição civil
e militar.
PONtO DE vIstA
O impulso industrial – com suas consequên-
cias sociais e políticas – ocasionado pela Primeira
Guerra Mundial foi muito significativo, pois cer-
ca de 6 000 novas empresas manufatureiras foram
criadas no Brasil entre 1915 e 1919.
A tabela a seguir permite visualizar o que
aconteceu:
Ano
Custo de
vida
salários
valor da produção
industrial*
1914 100 100 100
1915 108 100 119
1916 116 101 140
1917 128 107 197
1918 144 117 171
1919 148 123 209
1920 163 146 188
* O valor da produção industrial já está corrigido pela inflação.
FONTE: SIMONSEN, R. C. Evolução industrial do Brasil. São Paulo:
Companhia Editora Nacional; Edusp, 1973. p. 23-26.
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ALFA 6 História do Brasil – Setor 1601 185
ƒ claro, no entanto, que nem tudo eram maravilhas.
O texto a seguir, de Heitor F. Lima, resume bem as limitações da indœstria naquela época:
Contudo, apesar dêste progresso verificado, nosso parque industrial padecia ainda de graves insuficiências,
A primeira é a excessiva concentração geográfica, pois, sôbre um total de 13 569 estabelecimentos existentes no
país em 1920, 4 157 localizavam-se em São Paulo e 1 541 na [cidade do Rio de Janeiro] [...].
Disso decorria um afastamento muito grande dos centros produtores das várias zonas de consumo, requerendo
transportes dispendiosos, o que encarecia os produtos. Os benefícios da economia capitalista, dessa forma, só muito
fracamente atingiam as várias regiões do país. Uma segunda característica residia na predominância absoluta
dos bens de consumo, como atividades têxteis, bebidas, fumo, calçados, chapéus, conservas, velas, etc. A terceira
deficiência a assinalar refere-se ao pêso muito grande das atividades artesanais, sôbre as fábricas, pròpriamente
ditas. Nessas condições, se excluirmos os estabelecimentos têxteis, os frigoríficos e algumas fábricas de bebidas
e calçados, o grosso da produção se fazia em padarias, alfaiatarias, confeitarias, olarias, carpintarias, ferrarias,
vidrarias, etc., ou seja, em pequenas oficinas e por meio de artífices especializados. Achavamo-nos naquela eta-
pa que um autor alemão qualifica de processo quantitativo, ou produção de alimentos e tecidos, à diferença do
processo qualitativo, com produção de ferro, de metal, de maquinarias.
LIMA, Heitor F. História político-econômica e industrial do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973. p. 330.
ExERCÍCIO
(UFPR – Adaptada) As transforma•›es na estrutura econ™mica, pol’tica e social do Brasil entre o final do sŽculo
XIX e o in’cio do XX provocaram uma sŽrie de manifesta•›es de resist•ncia no campo. Entre elas podemos
citar os episódios da Revolta dos MŸcker (1874), de Canudos (1893-1897) e do Contestado (1912-1916). Sobre
esses levantes, Ž correto afirmar (assinale V para verdadeiro e F para falso):
( ) Os movimentos de Canudos e do Contestado pregavam a volta do regime mon‡rquico, pois representa-
vam os interesses conservadores das oligarquias insatisfeitas com a Repœblica e com o fim da escravid‹o.
( ) Uma das mais ricas e conhecidas descri•›es sobre o episódio de Canudos foi escrita por Euclides da
Cunha, na obra Os Sertões, publicada em 1902.
( ) O movimento do Contestado tinha como um de seus motivos a disputa de terras entre os estados de
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
( ) Embora esses movimentos n‹o tenham colocado efetivamente em perigo a ordem constitu’da, todos
foram violentamente perseguidos e sufocados pelas for•as legais do governo.
( ) O car‡ter messi‰nico presente em alguns desses movimentos pode ser explicado por certo distancia-
mento entre Igreja e popula•›es carentes, com o consequente predom’nio de uma religiosidade popular.
( ) Contribuiu para a eclos‹o desses movimentos a situa•‹o de exclus‹o e marginalidade das popula•›es
pobres que viviam no interior do pa’s e nos sert›es, dada a inefici•ncia da atua•‹o do poder pœblico
nessas regi›es.
ORIENtAçãO DE EstUDO
AULA 28
Leia o item 1 do resumo das aulas.
Faça os exercícios 18, 20, 22, 23 e 25, série 11.
AULA 29
Leia os itens 2 e 3 do resumo das aulas.
Faça os exercícios 34, 38, 41, 42 e 45, série 11.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
AULA 28
Leia o capítulo 42 do Livro-texto. Tenha cuidado
especial com os itens 15, 17 e 18.
Faça os exercícios 27, 29 e 31 a 33, série 11.
AULA 29
Leia a introdução da Unidade XIII e os capítulos 43
a 45 do Livro-texto.
Faça os exercícios 48, 50, 51, 54 e 55, série 11.
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186 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 ALFA 6
1 a rePública Oligárquica cHega aO Fim
a presidência de artur bernardes (1922-1926)
A presidência de Artur Bernardes foi a mais agitada e violenta da República Oligárquica.
A oposição a seu governo foi tão grande que Bernardes governou quase todo o tempo sob estado de sítio.
Nesse período, ocorreram mais três revoltas armadas realizadas pelos tenentistas:
1. A Revolta Paulista (1924);
2. A Coluna Rio-grandense (1924);
3. A Coluna Prestes (1925-1927).
Mesmo assim, Bernardes conseguiu completar seu mandato e, dentro da política do café com leite, elegeu
o paulista Washington Luís como seu sucessor.
a presidência de Washington luís (1926-1930)
Durante a presidência de Washington Luís, houve uma redução da violência política, permitindo ao gover-
no suspender o estado de sítio.
As duas principais preocupações do novo presidente foram os transportes e a realização de uma reforma
monetária, que pretendia introduzir o padrão-ouro no Brasil.
No entanto, os efeitos da crise econômica mundial, em 1929, fazendo o preço do café cair violentamente,
atingiram a economia brasileira e as finanças governamentais de forma drástica.
Nesse quadro de crise, Washington Luís rompeu a política do café com leite e indicou outro paulista, Júlio
Prestes, como candidato à sucessão presidencial.
A junção da crise econômica com a crise política criou uma conjuntura extremamente grave, levando as
oligarquias dissidentes e os tenentistas a se unirem e a deflagrarem a Revolução de 1930, que encerrou a
República Oligárquica.
2 a era vargas e O PrOcessO de industrializaçãO
a defesa do setor cafeeiro
Como resultado da Crise de 1929, a exportação brasileira reduziu-se à metade, desorganizando o sistema
agrário-exportador no qual se baseava nossa economia.
Diante dessa situação, o governo Vargas, recém-empossado, adotou uma política de defesa do setor cafeei-
ro, baseada em dois elementos fundamentais:
a) o governo comprava o excedente de produção dos cafeicultores;
b) o governo destruía esse excedente, através da queima.
Desse modo, equilibrava-se a oferta e a procura do café, evitando que os preços do produto caíssem ainda mais.
Ao pôr em prática tal política, o governo acabou por defender não apenas a cafeicultura, mas também toda
a economia nacional. Isso porque, sendo a cafeicultura o principal setor da nossa economia, qualquer abalo
sofrido pelo café era imediatamente transferido para o restante da economia, através do efeito multiplicador.
A eficiente defesa do setor cafeeiro impediu que a crise se alastrasse e, já em 1933, a economia brasileira
recomeçava a crescer.
O processo de industrialização
A política de defesa da economia, adotada pelo governo Vargas, permitiu que o mercado consumidor interno
recuperasse rapidamente seu poder de compra, inclusive de produtosindustrializados.
Ocorre, porém, que tais produtos eram em grande parte importados e nossa capacidade de importação
estava seriamente reduzida, devido à queda das exportações.
AULAs 30 e 31
A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1889-1930):
O DECLÍNIO DAs OLIGARQUIAs (1919-1930);
A ERA vARGAs (1930-1945):
O PROCEssO DE INDUstRIALIZAçãO
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ALFA 6 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 187
Nessas circunstâncias deveria ocorrer um grave processo inflacionário, pois a procura de produtos
industrializados seria maior do que a oferta; mas, evitou-se a inflação, graças ao fato de que o par-
que industrial brasileiro trabalhava com capacidade ociosa, podendo, assim, ampliar sua produção e
atender ao consumo.
Mesmo alguns anos depois, quando o aumento da produção já havia eliminado a capacidade ociosa,
foi possível manter o crescimento industrial, graças principalmente a três fatores:
a) o crescimento dos lucros animou os industriais a reinvestirem em suas empresas, ampliando-as e
modernizando-as;
b) a falência de milhares de fábricas nos Estados Unidos (devido à Crise de 1929) permitiu aos nos-
sos industriais a importação de máquinas e equipamentos quase novos a preços excepcionalmente
baixos;
c) o governo federal incentivou e protegeu a indústria nacional.
Iniciou-se, assim, um rápido processo de industrialização por substituição de importações, que
transformou o setor industrial no carro-chefe da economia brasileira.
PONtO DE vIstA
A maioria dos pensadores que interpretou 1930 no per’odo imediatamente posterior ao movimento fez
uma reflexão pol’tica. Eles estavam apoiando ou criticando os revolucion‡rios, suas alian•as, assim como
o desenrolar dos acontecimentos. [...]
A pol’tica da Primeira Repœblica tinha seu jogo marcado pelo peso das oligarquias estaduais. E foi com
este modelo que os autores analisaram o movimento de 1930. Os estados, ou seja, as oligarquias que os re-
presentavam, as figuras que compunham a dire•ão dos partidos republicanos estaduais, foram os principais
objetos das vers›es da Žpoca.
Os defensores da Alian•a Liberal apresentavam-na como um movimento civil, baseado na coliga•ão
de tr•s estados liberais, sem quaisquer conota•›es regionalistas. A campanha aliancista e o movimento
de 1930 seriam decorr•ncia do sistema pol’tico da Repœblica Velha. Esses autores criticavam sobretudo a
hipertrofia do Poder Executivo, a fraude eleitoral e o esquema de escolha de candidatos. [...] A Alian•a era
apresentada sob um ‰ngulo regenerador, onde predominava a ideia de corrigir o sistema pol’tico, renovar
os costumes, restaurar as pr‡ticas da democracia, fazer, enfim, com que o regime republicano voltasse ˆs
suas origens. Os aliancistas se apresentavam como liberais e era com este ide‡rio que pretendiam salvar
a Repœblica.
Os defensores da situa•ão, ao contr‡rio, criticavam os homens da Alian•a, esses Òpretensos liberaisÓ, e
relembravam epis—dios passados em que a conduta desses pol’ticos ficava distante da nova face que apresen-
tavam. Atacavam sobretudo a figura de Artur Bernardes e sua alian•a com Ant™nio Carlos e Getœlio Vargas.
Por outro lado, reconheciam o direito de Washington Lu’s, como presidente e como paulista, de escolher seu
sucessor. A predomin‰ncia paulista na pol’tica nacional e a Òpol’tica dos governadoresÓ seriam naturais na
medida em que teriam resultado da evolu•ão diferenciada das unidades da Federa•ão.
O estado de São Paulo era apresentado como portador do direito ˆ hegemonia pol’tica, que lhe era
conferido por seu alto grau de civiliza•ão. Uma questão central no p—s-1930 foi, ali‡s, a de considerar ou
não a revolu•ão como uma guerra movida contra os paulistas. [...]
OLIVEIRA, L. L. de. In: ABREU, A. A. de. Et al. Dicion‡rio hist—rico-biogr‡fico brasileiro. 2. ed.
Rio de Janeiro: FGV, 2001. v. 5. p. 5 002.
ExERCÍCIO
(UFRGS-RS) A respeito dos antecedentes da denominada Revolução de 1930, é correto afirmar que:
I. o governador Getœlio Vargas, no Rio Grande do Sul, manteve o apoio ao governo federal, embora estivesse
envolvido nas articulaç›es pol’ticas que levaram ˆ criação da Aliança Liberal.
II. existia na pol’tica nacional uma tradição de rotatividade na ocupação dos cargos do Executivo federal, o
que permitia a representação de todas as regi›es do pa’s, sem favorecimento dos estados mais fortes,
como São Paulo ou Minas Gerais.
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188 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 ALFA 6
III. o assassinato do político paraibano João Pessoa foi o fato catalisador que precipitou as articulações dos
golpistas, visando à deposição do presidente Washington Luís.
Quais estão corretas?
a) Apenas II.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
ORIENtAçãO DE EstUDO
AULA 30
Leia o item 1 do resumo das aulas.
Fa•a os exerc’cios 56, 58, 60, 61 e 63, sŽrie 11.
AULA 31
Leia o item 2 do resumo das aulas.
Fa•a os exerc’cios 3 a 5 e 7, sŽrie 12.
Livro 3
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
AULA 30
Leia os cap’tulos 46 e 47 do Livro-texto. Tenha cui-
dado especial com os itens 24 e 30 a 32.
Fa•a os exerc’cios 67 a 71, sŽrie 11.
AULA 31
Leia o item 1 da parte 4 e o item 2 da Unidade XIV
do Livro-texto.
Leia o cap’tulo 48 do Livro-texto. Tenha cuidado es-
pecial com os itens 6 e 9.
Verifique se os conceitos econ™micos envolvidos
no assunto desta aula ficaram claros para voc•.
Fa•a os exerc’cios 9 e 11 a 13, sŽrie 12.
ANOtAçÕEs
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História
Geral
HistÓriA
setor 1602
Prof.: ___________________________________
aula 42 .............AD h .............TM h .............TC h .............190
aula 43 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 192
aula 44 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 192
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190 Hist—ria Geral Ð Setor 1602 ALFA 6
1 Origens
Desequilíbrio na economia norte-americana após a Primeira Guerra Mundial.
Especulação/ superprodução/ liberalismo.
2 A quedA dA BOlsA de nOvA YOrk
24 de outubro: a “quinta-feira negra”.
3 A grAnde depressãO
Nos Estados Unidos: falências/ desemprego/ deflação.
A internacionalização da crise.
4 O New Deal dO presidente FrAnklin d. rOOsevelt
Intervencionismo/ keynesianismo.
AULA 42 crise de 1929
ponto de vistA
Vítimas da enchente do Kentucky durante a Grande Depressão, em 1937. Ao fundo, propaganda exalta
“O mais alto padrão de vida do mundo”.
O que acontecia, como muitas vezes acontece nos booms de mercados livres, era que, com os salários ficando
para trás, os lucros cresceram desproporcionalmente, e os prósperos obtiveram uma fatia maior do bolo nacional. Mas
como a demanda da massa não poderia acompanhar a produtividade em rápido crescimento do sistema industrial
de Henry Ford, o resultado foi superprodução e especulação. Isso, por sua vez, provocou o colapso.
HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 104.
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ALFA 6 História Geral – Setor 1602 191
exercícios
1 (Enem)
A depressão econômica gerada pela Crise de 1929 teve no presidente americano Franklin Roosevelt (1933-1945) um
de seus vencedores. New Deal foi o nome dado à série de projetos federais implantados nos Estados Unidos para recuperar
o país, a partir da intensificação da prática da intervenção e do planejamento estatal da economia. Juntamente com outros
programas de ajuda social, o New Deal ajudou a minimizar os efeitos da depressão a partir de 1933. Esses projetos federais
geraram milhões de empregos para os necessitados, embora parte da força de trabalho norte-americana continuasse desem-
pregada em 1940. Aentrada do país na Segunda Guerra Mundial, no entanto, provocou a queda das taxas de desemprego,
e fez crescer radicalmente a produção industrial. No final da guerra, o desemprego tinha sido drasticamente reduzido.
EDSFORD, R. America’s response to the Great Depression. Blackwell Publishers, 2000. Tradução adaptada.
A partir do texto, conclui-se que:
a) o fundamento da política de recuperação do país foi a ingerência do Estado, em ampla escala, na economia.
b) a crise de 1929 foi solucionada por Roosevelt, que criou medidas econômicas para diminuir a produção e
o consumo.
c) os programas de ajuda social implantados na administração de Roosevelt foram ineficazes no combate à
crise econômica.
d) o desenvolvimento da indústria bélica incentivou o intervencionismo de Roosevelt e gerou uma corrida
armamentista.
e) a intervenção de Roosevelt coincidiu com o início da Segunda Guerra Mundial e foi bem sucedida,
apoiando-se em suas necessidades.
2 (Vunesp) Observe a imagem, cena do personagem Carlitos no filme Tempos modernos, de 1936.
Tempos modernos, de Charles Chaplin, representa a situação econômica e social dos Estados Unidos da
América dos anos trinta do século passado. No filme, as aventuras de Carlitos transcorrem numa sociedade:
a) capitalista em desenvolvimento e conflagrada pelos movimentos operários de destruição das máquinas.
b) globalizada, em que o poder financeiro tornava desnecessário o uso das máquinas na produção de mer-
cadorias.
c) imperialista e mecanizada, que aplicava os lucros adquiridos na exploração dos países pobres em benefício
dos operários americanos.
d) abalada pelo desemprego e caracterizada pela submissão do trabalho humano ao movimento das máquinas.
e) pós-capitalista, na qual o emprego da máquina libertava o homem da opressão do trabalho industrial.
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orientAção de estUdo
faça os exercícios 1, 2, 8 e 9, série 17.
Livro 4
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa Mínima tarefa complementar
leia os itens 1 a 3, cap. 25 do livro-texto.
faça os exercícios 6, 7, 10 e 12, série 17.
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192 História Geral – Setor 1602 ALFA 6
ponto de vistA
Leia o texto abaixo sobre o naciona-
lismo fascista:
O fascismo, como o nacionalismo,
perseguia a conexão do passado com o
presente, oferecendo aos indivíduos a
oportunidade de se empenharem num
projeto comum para o futuro de sua na-
ção, uma entidade a que eles perten-
ciam e que os transcendia. Integrando
o proletariado à comunidade nacional,
o fascismo consegue apagar a identifi-
cação, efetuada pela democracia, da
nação com a burguesia. [...] A nação,
como entidade complexa, baseada na
ligação com um território determinado,
passado histórico, valores e culturas co-
muns, mostrava uma vez mais a força da
consciência comum de seus habitantes
e sua vontade de decidir o destino po-
lítico comum. A nação revela-se o foco
primordial da lealdade.
GUIBERNAU, Montserrat. Nacionalismos: o Estado
nacional e o nacionalismo no sŽculo XX.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
1 itÁliA e FAsCisMO
Origens
It‡lia ap—s a Primeira Guerra Mundial:
Ð Crise econ™mica e pol’tica.
O Partido Fascista de Benito Mussolini:
Ð Ascens‹o: Marcha Sobre Roma (1922).
O estado fascista: totalitarismo
Ideologia:
Ð Autoritarismo;
Ð Nacionalismo;
Ð Anticomunismo;
Ð Militarismo;
Ð Irracionalismo;
Ð Corporativismo.
AULAs 43 e 44 nAzifAscisMo
2 AleMAnHA e nAZisMO
Alemanha após a primeira guerra Mundial
A Repœblica de Weimar (1919-1933):
Ð Tens‹o pol’tica e crise econ™mica: a hiperin-
fla•‹o de 1923.
partido nacional-socialista dos
trabalhadores Alemães (nazista)
Adolf Hitler e o Mein Kampf.
Ascens‹o: vit—rias eleitorais ap—s a Crise de
1929.
O estado nazista: totalitarismo
Terceiro Reich:
Ð Expans‹o econ™mica;
Ð Rearmamento e denœncia ao Tratado de Ver-
salhes.
O pintor alemão George Grosz (1893-1959) foi um dos mais destacados
representantes do expressionismo alemão e, em sua obra, foi
extremamente crítico em relação à República de Weimar. No quadro
acima, intitulado O eclipse do sol, políticos sem cabeça são dominados
por um general, que, por sua vez, ouve as instruções de um burguês.
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ALFA 6 História Geral – Setor 1602 193
exercícios
1 (Mack-SP)
[...] No afã de provar que tudo é possível, os regimes totalitários descobriram, sem o saber, que existem crimes que os
homens não podem punir nem perdoar. Ao tornar-se possível, o impossível passou a ser o mal absoluto, impunível e imper-
doável, que já não podia ser compreendido nem explicado pelos motivos malignos do egoísmo, da ganância e da cobiça [...].
Hannah Arendt
De acordo com o texto, os regimes totalitários que emergiram entre as décadas de 1920 e 1930 do século
XX tinham algumas características comuns. Portanto, é correto afirmar que:
a) eram regimes ditatoriais, presentes tanto em sociedades capitalistas quanto em regimes socialistas, em-
penhados em destruir qualquer segmento social que pudesse ameaçar sua liderança.
b) eram regimes que utilizavam a violência, apoiados em uma ideologia política por meio da qual buscavam
alcançar uma sociedade racionalista, humanista e igualitária.
c) em todos os países onde ocorreu o totalitarismo, houve a sistemática divulgação da verdade, mesmo com
a censura aos meios de comunicação e a pregação de um nacionalismo exaltado.
d) a ideologia totalitária forja, por meio da educação e do controle dos meios de comunicação, “verdades
absolutas” como o desejo de expansão dos pensamentos revolucionários de esquerda.
e) as características desses regimes totalitários são a adoção de uma ideologia oficial, do pluripartidarismo,
de veículos de coerção das massas, que seriam manobradas pelos partidos e pela violência policial.
2 (Insper-SP)
Quando pensamos em Weimar [na República de Weimar], pensamos em modernismo em arte, literatura e pen-
samento; pensamos em rebelião, dos filhos com os pais, dos dadaístas contra a arte, berlinenses contra os musculosos
filisteus, libertinos contra moralistas retrógrados; pensamos em A ópera dos três vinténs, O gabinete do Dr. Caligari,
A montanha mágica, Bauhaus, Marlene Dietrich. E pensamos, acima de tudo, nos exilados que exportaram a cultura
de Weimar para todo o Mundo.
GAY, Peter. A cultura de Weimar. São Paulo: Paz e Terra, 1978.
Podemos relacionar o trecho “os exilados que exportaram a cultura de Weimar para todo o Mundo” com:
a) o final da Grande Guerra em 1918, quando a Alemanha, obrigada a assinar o Tratado de Versalhes, caiu numa
forte crise política e econômica.
b) a quebra da bolsa de Nova York em 1929, que afetou a Alemanha, em melhores condições econômicas nesse
momento, e levou-a ao colapso.
c) o início da Primeira Guerra Mundial em 1914, quando a Alemanha e a Áustria-Hungria declararam guerra
à Rússia e à França.
d) a ascensão do nazismo em 1933, que trouxe consigo a suspensão dos direitos civis e a gradativa margi-
nalização dos judeus.
e) ao início da Segunda Guerra Mundial em 1939, quando a Alemanha realizou a Blitzkrieg (guerra-relâmpago)
sobre a Polônia, anunciando o desejo de um império alemão.
orientAção de estUdo
AULA 43
faça os exercícios 14, 15 e 17, série 17.
AULA 44
faça os exercícios 18, 19, 26 e 28, série 17.
Livro 4
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 43
leia os itens 1 e 2, cap. 26 do livro-texto.
faça os exercícios 16, 20, 21 e 24, série 17.
AULA 44
leia o item 3, cap. 26 do livro-texto.
faça os exercícios 27, 30, 31, 36 e 39, série 17.
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194 Hist—ria Geral Ð Setor 1602 ALFA 6
AnotAçÕes
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 195
geogrAfiA
setor 1701
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 196
aula 46 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 196
aula 47 .............AD h .............tM h .............tC h .............202
aula 48 .............AD h .............tM h .............tC h .............202
aula 49 .............AD h .............tM h .............tC h .............206
aula 50 .............AD h .............tM h .............tC h .............206
geografia
do brasil
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196 Geografia do Brasil – Setor 1701 ALFA 6
AULAs 45 e 46 biogeogrAfiA mUndiAL e os domínios morfocLimáticos brAsiLeiros
1 os biomas terrestres
Biogeografia é o ramo de conhecimento científico que estuda a distribuição dos seres vivos no espaço e atra-
vés do tempo. Assim, estuda-se a disposição da vida com base em sua dinâmica na escala espacial e temporal na
Terra. Os fatores naturais, como clima, relevo, solo e água, são determinantes na distribuição da flora e da fauna
na superfície do planeta.
Os biomas constituem-se em grandes extensões territoriais envolvidas por um tipo específico de cobertura
vegetal que representa certa homogeneidade de fisionomia, como a Floresta Amazônica, ou as savanas do conti-
nente africano ou, ainda, a Floresta de Coníferas, entre outros.
Essa homogeneidade, entretanto, é relativa, pois dependendo do nível de análise percebe-se que há nessa
aparente igualdade de fisionomia significativas diferenças de espécies vegetais e animais, maior ou menor con-
centração de uma ou de outra espécie.
As intervenções promovidas pelas atividades econômicas das sociedades humanas são, na atualidade, o fa-
tor de maior transformação das comunidades ecológicas, ao converter biomas em terras agrícolas, pastagens ou
florestas cultivadas.
distribuição dos biomas no planeta
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
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1 825
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Tundra
Taiga
Pradarias
Floresta decídua
Vegetação mediterrânea
Deserto e regiões semiáridas
Savana
Floresta tropical
Vegetação de alta montanha
2 bioma das florestas
Os biomas florestais apresentam maior diversidade fisionômica e suas variações estão na dependência dos
gradientes de umidade e temperatura. Constituem a reserva genética mais importante da Terra. Vamos conhecer
a sua diversidade:
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 197
floresta tropical úmida
Essas florestas desenvolveram-se na zona intertropical, preferencialmente em relevos com terras baixas,
temperaturas elevadas e abundância de chuva. Nelas prevalece grande diversidade biológica, tanto vegetal como
animal, tendo maior volume de biomassa por quilômetro quadrado.
São florestas perenifólias, ou seja, possuem folhagem persistente durante todo o ano, trocando permanente-
mente suas folhas. Apresentam maiores ou menores estratos internos (árvores menores), dependendo da maior
ou menor penetração de luz solar.
distribuição das florestas tropicais
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
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3 390
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Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/rainforest.htm>.
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
Vegetação da Floresta Amazônica localizada no
norte do Brasil.
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florestas tropicais estacionais ou decíduas
Essas florestas ocorrem em ambientes de clima quente e úmido, que têm um período seco, em torno de
três a cinco meses, quando ocorre déficit hídrico e o solo ressecado não disponibiliza água para as plantas em
quantidade suficiente.
As florestas tropicais semidecíduas perdem parcialmente as folhas na estação seca, durante um período
aproximado de três meses. A Floresta Tropical Atlântica, ou Mata Atlântica, no leste e sudeste do Brasil e nos
relevos de planalto, enquadram-se nesse tipo.
florestas espinhosas
Correspondem às matas baixas, densas, de árvores finas e espinhosas, que ocorrem em regiões quentes, com
índices pluviométricos muito baixos, mas que não chegam a ser classificadas como ambientes desérticos.
A mata seca, ou Caatinga, do clima semiárido do Nordeste brasileiro é um significativo exemplo dessa forma-
ção. É uma vegetação que durante a longa estação seca perde totalmente as folhas e passa do verde exuberante
da estação chuvosa para a cor cinza ou cinza-claro durante o período de estiagem.
florestas esclerófilas
Constituem as matas de clima temperado com verões quentes e chuvas concentradas no inverno. A vegetação
apresenta folhas esclerificadas, ou seja, grossas, sendo o eucalipto um dos principais exemplos.
As florestas de eucaliptos são encontradas na Austrália, onde já se identificou mais de setecentas espécies.
O Chaparral, que ocorre no México e na Califórnia, também se enquadra nesse tipo de vegetação, assim como
os maquis e garrigues da vegetação mediterrânea, presentes na Europa.
floresta subtropical chuvosa
Ocorrem nas montanhas da China, Japão, sudeste dos Estados Unidos e terras de planaltos da América do
Sul. São florestas perenifólias e incluem espécies esclerificadas.
floresta temperada decídua
São encontradas nos climas temperados da Europa Ocidental e nordeste dos Estados Unidos. Suas árvores
de grande porte, como carvalho e nogueira, perdem as folhas no outono. São muito exploradas pela indústria
madeireira. A atividade agrícola e o crescimento das cidades produzem riscos para a sua conservação.
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198 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
distribuição das florestas temperadas
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
êNDICO
Equador
Tr—pico de Capric—rnio
Tr—pico de
C‰ncer
Círculo Polar çrticoCírculo Polar çrtico
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3 390
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T’pica vegeta•‹o das florestas temperadas
encontradas principalmente na Europa ocidental.
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Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/deciduous_forest.htm>.
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
floresta boreal de Coníferas ou taiga
As matas de Coníferas ocorrem acima da latitude de 45° e são constituídas predominantemente por pinheiros.
São ainda perenifólias e aciculifoliadas, ou seja, possuem folhas em forma de agulha. As árvores com mais de 40
metros de altura apresentam grande homogeneidade fisionômica.
Esse tipo de floresta tem ocorrência muito extensa na América do Norte, no norte da Europa e na Rússia.
Grande parte desse bioma foi totalmente transformado pela ação humana, principalmente, devido à exploração
da indústria de móveis e madeireira, porém, ainda se encontram grandes extensões nativas no Canadá e na Rússia,
particularmente na região da Sibéria. Essa floresta é também conhecida no território russo por Taiga siberiana.
distribuição da floresta de coníferas ou taiga
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
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3 390
km
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Floresta de Con’feras localizada no Parque Nacional
de Denali, Alasca, Estados Unidos.
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Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/taiga.htm>.
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
3 bioma das savanasA vegetação de Savana ocorre em 20% das terras do planeta, sendo encontrada na América do Sul, Austrália
e África. Do ponto de vista climático, tal bioma está associado a um clima quente com duas estações distintas:
uma seca, de 4 a 6 meses, e outra chuvosa, de grande intensidade. Essas condições influenciam diretamente a
fisionomia e as espécies vegetais.
A característica marcante das paisagens desse tipo de vegetação é a presença de árvores baixas, tortuosas,
de casca espessa e folhas duras.
No Brasil, essa vegetação é conhecida como Cerrado e ocupa os planaltos do centro do país.
4 bioma de Campos
Esse bioma é muito extenso nos climas temperado e subtropical, ocorrendo com frequência nas grandes
extensões de terras planas da América do Norte, Europa Oriental e nas terras baixas da América do Sul, conhe-
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 199
cidas também como Pampas. Desenvolvem-se em condições climáticas de ambientes frios, com duas estações
distintas: verão e inverno.
São áreas muito utilizadas para cultivo e pastagens, sobretudo em função das condições favoráveis de relevo
que facilitam as práticas da agricultura mecanizada.
5 bioma da tundra
É uma vegetação das áreas próximas ao Círculo Polar Ártico, que se desenvolvem no período de verão sobre
os solos permanentemente gelados, conhecidos como permafrost. Composto basicamente de musgos, liquens e
pequenas plantas herbáceas esparsas, crescem em terras baixas e alagadiças no verão, fixando-se sobre uma ca-
mada pouco espessa de solo não congelado. No inverno essa vegetação desaparece sob a cobertura de gelo e neve.
distribuição da tundra
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
êNDICO
Equador
Tr—pico de Capric—rnio
Tr—pico de
C‰ncer
C’rculo Polar çrticoC’rculo Polar çrtico
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km
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Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/tundra.htm>.
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
Vegetação de Tundra em Grande Bacia de Nevada,
Estados Unidos.
6 bioma de deserto
Nos desertos, face o elevado déficit hídrico em função da baixa precipitação, praticamente não se vê o de-
senvolvimento de cobertura vegetal contínua. Há muitas espécies vegetais adaptadas à pouca disponibilidade de
água, sendo geralmente de pequeno porte, com folhagem reduzida.
Em áreas restritas ocorrem concentrações de espécies vegetais arbóreas, sobretudo palmeiras, em relevos
baixos onde se acumula no subsolo um pouco de água que permite o desenvolvimento dos oásis.
Os desertos ocorrem, especialmente, ao longo das áreas dos trópicos de Câncer e Capricórnio, onde prevale-
cem os chamados centros de alta pressão atmosférica. São encontrados na África (Saara e Namíbia), na América
do Norte (Colorado e Novo México), na Ásia (Gobi), no Oriente Médio (Árabia, Iraque, Afeganistão), no centro-
-sul da Austrália e na América do Sul (Atacama).
distribuição dos desertos
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
N
3 390
km
0
Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/desert.htm>.
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.Dunas localizadas em Marrocos, típicas do deserto do Saara.
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200 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
7 domínios morfoClimátiCos do brasil
domínios morfoclimáticos brasileiros
Equador
Tr—pico de Capric—rnio
OCEANO
ATLåNTICO
Amazônico (terras baixas
forestadas equatoriais)
Cerrado (chapadões tropicais
interiores com cerrados e
forestas-galerias)
Mares de Morros (áreas
mamelonares tropical-
-atlânticas forestadas)
Caatingas (depressões
intermontanas e
interplanálticas semiáridas)
Araucárias (planaltos
subtropicais com araucárias)
Pradarias (coxilhas subtropicais
com pradarias mistas)
Faixas de transição
N
388
km
0
Fonte: AB’SÁBer’, A. n. Domínios morfoclimáticos e províncias fitogeográficas do Brasil.
Revista Orientação. São Paulo: ig-uSP, 1970. p. 16-17.
exercícios
1 (Unicamp-SP) O mapa abaixo mostra a distribui•‹o global do fluxo de carbono. As regi›es indicadas pelos
nœmeros I, II e III s‹o, respectivamente, regi›es de alta, mŽdia e baixa absor•‹o de carbono.
III III
I
I
II
II
N
4 092
km
0
Considerando-se as referidas regi›es, pode-se afirmar que os respectivos tipos de vegeta•‹o predominante s‹o:
a) I Ð Floresta Tropical; II Ð Savana; III Ð Tundra e Taiga.
b) I Ð Floresta Amaz™nica; II Ð Planta•›es; III Ð Floresta Temperada.
c) I Ð Floresta Tropical; II Ð Deserto; III Ð Floresta Temperada.
d) I Ð Floresta Temperada; II Ð Savana; III Ð Tundra e Taiga.
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 201
orientAção de estUdo
AULA 45
Leia os itens 1 a 6 da Apostila.
AULA 46
Leia os itens 1 e 2, cap. 17 do Livro-texto.
Livro 1 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 45
Faça os exercícios 7 a 9, série 13.
AULA 46
Faça os exercícios de 12 a 14, série 13.
2 (Mack-SP)
No mapa estão destacadas regiões:
a) onde há a ocorrência de climas muito úmidos, com
influências das monções.
b) de grandes concentrações populacionais.
c) com as principais áreas de vegetação adaptada a am-
bientes secos.
d) das mais importantes áreas de criação de bovinos no
mundo.
e) onde se localizam as maiores jazidas de ferro e de
manganês no mundo.
3 (UFRGS-RS) Observe os perfis de solo 1, 2 e 3, caracte-
rísticos de três dos domínios morfoclimáticos existentes
no Brasil.
Eles são, respectivamente, representações esquemáti-
cas de solos dos domínios morfoclimáticos:
a) amazônico, da Caatinga e dos Mares de Morro.
b) amazônico, dos Mares de Morro e do Cerrado.
c) da Caatinga, do Cerrado e amazônico.
d) do Cerrado, da Caatinga e amazônico.
e) do Cerrado, amazônico e da Caatinga.
4 (UFG-GO) Os domínios morfoclimáticos propostos por
Aziz Ab’Sáber (1967), representam uma visão de síntese
do território brasileiro que se baseia, principalmente, na
integração entre características do relevo, do clima e da cobertura vegetal. Considerando-se os Mares de
Morros, que se estendem ao longo de uma faixa norte-sul no extremo leste do território brasileiro:
a) cite o tipo de vegetação que predominava originalmente nesse domínio morfoclimático.
b) indique uma característica marcante da formação do relevo nesse domínio.
c) explique como esse domínio foi afetado no processo histórico de ocupação do território brasileiro.
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
êNDICO
Equador
Tr—pico de
Capric—rnio
Tr—pico de
C‰ncer
C’rculo Polar çrticoC’rculo Polar çrtico
N
4 315
km
0
0 m
Perfl 1 Perfl 2
30 m
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Matéria
orgânica
Rocha
alterada
Rocha
não alterada
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202 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
1 CaraCterístiCas da indústria brasileira
Natureza
Indústrias
de bens
de produção
Indústrias
de bens
de consumo
Mercado
consumidor
Pessoas empregadas na indústria
Tr—pico de Capric—rnio
Equador
OCEANO
ATLåNTICO
RR
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Número de pessoas
2 000 000
20 000
100 000
500 000
Abaixo de
20 000 pessoas
N
415
km
0
Fonte: SimieLLi, m. e. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2009. Adaptado.
Principais setores industriais do brasil (2009)
Indœstria Receita (milh›es de reais) Participa•‹o (em %)
Alimentos e bebidas 262 377 17,8
Produtos químicos 199 984 12,1
Veículos 152587 10,4
Combustíveis 148 904 10,1
Produtos metalúrgicos básicos 116 178 8,0
Máquinas e equipamentos 78 013 5,3
Extração de minerais metálicos 57 270 4,0
Produtos de plástico e borracha 51 328 3,5
Eletrônicos 45 848 3,1
Outros 377 281 25,7
Total 1 467 770 100,0
Fonte: iBge, 2009. Adaptado.
AULAs 47 e 48 A indUstriALiZAção brAsiLeirA
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 203
fábricas de automotores no brasil
OCEANO
ATLÂNTICO
20° S
50° O
N
230
km
0
Fiat
Ford
General Motors
International
Agrale
DaimlerChrysler
Honda
Mercedes-Benz
Mitsubishi
Navistar
Peugeot/Citro‘n
Renault
Scania
Toyota
Volkwagen
Volvo
Fonte: Anfavea. Anuário estatístico da indústria Automobilística Brasileira, 2003. São Paulo: Anfavea, 2003.
Disponível em: <www.anfavea.com.br>. Acesso em: 15 jul. 2005.
exercícios
1 (UEL-PR) A partir dos anos de 1930, o Brasil intensificou seu processo de industrialização e, assim, a indústria
superou a agropecuária em termos de participação no PIB. Até os anos de 1980, o Estado atuou de forma
decisiva nesse processo.
Com base nos conhecimentos sobre a participação do Estado no processo industrialização brasileira entre
1930 e 1980, é correto afirmar que o Estado brasileiro:
a) investiu na chamada indústria de base, construiu infraestrutura nos setores de energia, transporte e co-
municação e foi responsável pela criação da legislação trabalhista.
b) priorizou o transporte ferroviário, estatizou as empresas do setor de bens de consumo, adotou legislação
trabalhista mais rígida em relação àquela que vigorou Vargas.
c) estatizou a indústria de bens de consumo duráveis, privatizou as empresas estatais de geração e distri-
buição de energia elétrica, petróleo e gás natural e revogou a legislação trabalhista do período Vargas.
d) incentivou, por meio de privatizações, investimentos no setor de infraestrutura de transportes, tais como
estradas e hidrovias, e abriu o mercado interno à importação reduzindo barreiras alfandegárias.
e) abriu, por meio de parcerias, o mercado interno ao investimento especulativo estrangeiro nas áreas de se-
guridade social, telecomunicações e finanças, facilitando a remessa de recursos financeiros para o exterior.
2 (PUC-RJ)
[...] Liberalismo, o Neo, bateu ̂ porta da quitinete onde morava o Estado M’nimo e sua numerosa fam’lia. O Estado
M’nimo Ð diga-se de passagem Ð j‡ fora o m‡ximo no passado, requisitado por todos, vivia confortavelmente em uma
cobertura duplex no edif’cio Keynes. A partir dos anos 1980, seu prest’gio come•ou a declinar diante da campanha
orquestrada pelo Liberalismo que avan•ou no seu patrim™nio e privatizou suas empresas sob o pretexto de que ele, Es-
tado, n‹o entendia nada de economia, cobrava altos impostos e impedia a maximiza•‹o dos seus lucros. Empobrecendo,
o Estado teve que se mudar para um apartamento menor e depois para outro menor ainda e hoje vive em uma modesta
unidade no conjunto habitacional Milton Friedmam. [...]
NOVAES, Carlos Eduardo. Liberalismo e Estado M’nimo. Jornal do Brasil. 1o mar. 2009.
195a210_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA6_ROSA.indd 203 6/23/14 11:19 AM
204 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
A opção que apresenta exemplos, no Brasil, que confirmam a explicação contida no trecho da crônica é:
a) privatização de bancos, aumento das barreiras alfandegárias, aplicação dos Planos Quinquenais.
b) desestatização de empresas, desregulamentação da economia, criação de agências reguladoras.
c) redução da concentração do poder administrativo federal, redução das taxas de juros, criação dos Órgãos
de Planejamento Regional.
d) ampliação da esfera de atuação das secretarias de governo, reforma fiscal, implementação de Programas
de Desenvolvimento Nacional.
e) nacionalização de empresas, redução das tarifas alfandegárias, implementação dos Programas Nacionais
de Desenvolvimento.
3 (UFSM-RS) Leia o texto:
Os tecnopolos est‹o para o capitalismo da Terceira Revolu•‹o Industrial como as regi›es carboníferas estavam para
a primeira, ou as jazidas petrolíferas para a segunda. Constituem os pontos de interconex‹o dos fluxos mundiais de
conhecimento e informa•›es, sendo interligados por uma densa rede de telecomunica•›es e computadores. S‹o tambŽm
os centros irradiadores das inova•›es tecnológicas.
MOREIRA. C.; SENE, E. de. Geografia para o ensino médio: geografia geral e do Brasil. S‹o Paulo: Scipione, 2006.
Sobre a ocorrência de tecnopolos no Brasil, é correto afirmar:
a) Muitas universidades brasileiras, por serem importantes indutores de instalação de indústrias de alta
tecnologia, hoje se responsabilizam pela constituição de tecnopolos na região do Centro-Oeste.
b) O surgimento dos tecnopolos no Brasil conta com o incentivo de recursos urbanos situados em cidades
de porte médio, fornecendo infraestrutura e subsidiando parte da pesquisa.
c) Os tecnopolos do Brasil, embora muito aquém dos Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul,
estão instalados no estado de São Paulo.
d) O fluxo de investimentos estrangeiros no país dirigidos para o estado da Bahia e Maranhão é responsável
pelo desenvolvimento de um centro industrial de alta tecnologia nesses estados.
e) A presença da Zona Franca de Manaus permitiu a formação do primeiro e mais importante tecnopolo
nacional.
4 (Fuvest-SP)
Pessoas empregadas na indústria
Tr—pico de Capric—rnio
Equador
OCEANO
ATLåNTICO
RR
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Número de pessoas
2 000 000
20 000
100 000
500 000
Abaixo de
20 000 pessoas
N
415
km
0
Fonte: SimieLLi, m. e. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2006. Adaptado.
195a210_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA6_ROSA.indd 204 6/23/14 11:19 AM
ALFA 6 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 205
Com base no mapa anterior e em seus conhecimentos:
a) identifique o tipo de indústria predominante na região Nordeste, considerando sua capacidade geradora
de emprego.
b) caracterize o parque industrial da região Sudeste. Considere, na sua análise, a presença da indústria de
ponta de alta tecnologia nessa região e sua capacidade geradora de emprego.
orientAção de estUdo
AULA 47
Leia os itens 1, 2, 3 e 5, cap. 27 do Livro-texto.
AULA 48
Leia os itens 4 e 6, cap. 27 do Livro-texto.
Livro 1 — Unidade I
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 47
Faça os exercícios 1 a 3, série 14.
AULA 48
Faça os exercícios 10, 12 e 13, série 14.
AnotAçÕes
195a210_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA6_ROSA.indd 205 6/23/14 11:19 AM
206 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
1 a indústria no brasil
número de indústrias conforme
a região do brasil (2008)
Fonte: iBge. cadastro central de empresas, 2008. Adaptado.
Norte
3,5%
Centro-Oeste
7,1%
Sudeste
50,5%
Nordeste
15,6%
Sul
23,3%
Porcentagem de indústrias nas
capitais de estado e no interior
Fonte: iBge. cadastro central de empresas, 2008. Adaptado.
No interior
75,4%
Nas capitais
24,6%
Principais tributos brasileiros
Nome Sigla Incidência Esfera de governo
Imposto de Renda da
Pessoa F’sica
IRPF
Sobre a renda anual do indiv’duo,
ap—s descontos
Federal
Imposto de Renda da
Pessoa Jur’dica
IRPJ Sobre o lucro anual de empresas Federal
Contribui•‹o ao Instituto
Nacional de Seguridade
Social
INSS Sobre o sal‡rio do trabalhador Federal
Imposto Predial e
Territorial Urbano
IPTU
Anualmente sobre o valor venal
dos im—veis
Municipal
Imposto sobre
Propriedade de Ve’culos
Automotores
IPVA
Anualmente sobre o valor venal
do ve’culo
Estadual
Imposto sobre
Opera•›es Financeiras
IOF
Sobre investimentos em t’tulos,
emprŽstimos e crŽditos, seguros
e c‰mbio
Federal
Imposto sobre Circula•‹o
de Mercadorias e
Servi•os
ICMS
Sobre produtos em geral,
transportes interestaduais e
telecomunica•›es
Estadual
Imposto sobre Produtos
Industrializados
IPI
Sobre produtos de indœstrias de
transforma•‹oe de bens de
consumo
Federal
Imposto sobre Servi•os
de Qualquer Natureza
ISS (ou ISQN)
Sobre o valor de servi•os
prestados
Municipal
Contribui•‹o Social sobre
o Lucro L’quido
CSSL Sobre o lucro anual de empresas Federal
Sal‡rio Educa•‹o
Pago por empresas sobre sal‡rio
dos funcion‡rios
Federal
Sistema Ò5Ó (Sesc, Sesi,
Senai, Senac, Sebrae, etc.)
Pago por empresas sobre sal‡rio
dos funcion‡rios
Federal
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AULAs 49 e 50 A desconcentrAção indUstriAL no brAsiL
195a210_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA6_ROSA.indd 206 6/23/14 11:19 AM
ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 207
2 a distribuiÇÃo espaCial da indústria
áreas industriais do brasil
Equador
Tr—pico de
Capric—rnio
Boa Vista
Macapá
BelŽm
São Lu’s
Teresina
Fortaleza
Natal
João
Pessoa
Recife
Macei—
Aracaju
Salvador
Palmas
Manaus
Porto Velho
Rio Branco
Cuiabá
Goi‰nia Bras’lia
Campo
Grande
Belo
Horizonte
Vit—ria
Rio
de JaneiroSão
Paulo
Curitiba
Florian—polis
Porto Alegre
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Produtos aliment’cios, qu’micos e
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327
km
0
Maior concentração industrial
Outras concentraç›es industriais
Indœstria de transforma•‹o
Bens de produ•‹o (Indœstria de base)
Siderœrgica, metalœrgica, material
elŽtrico, telecomunicaç›es, etc.
Bens intermedi‡rios
Equipamentos (ferramentas), máquinas
(mec‰nica), cimento, etc.
Bens de consumo (Indœstria leve)
Alimentar, t•xtil, bebida, vestuário e
calçado, mobiliário, autom—vel, etc.
Indœstria extrativa
Produtos minerais, madeira e
borracha (seringueira)
Pesca industrial
Indœstria da constru•‹o
Aeron‡utica, aeroespacial,
n‡utica e bŽlica
Constru•‹o pesada
HidrelŽtrica, aeroportos, tœneis, etc.
Constru•‹o civil
(não representável nesta escala)
Casas e edif’cios residenciais,
comerciais e de serviços
Exporta•›es
Principais eixos de exporta•‹o
OCEANO
ATLåNTICO
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estado de são Paulo: eixos de industrialização
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4Itapetininga
Itapeva
Votorantim
Sorocaba Itu
Mairinque
S. JosŽ
dos Campos
Jundia’
Americana
Paul’nia
Campinas
Piracicaba
Rio Claro
Limeira
S‹o Carlos
Araraquara
Ribeir‹o Preto
Franca
Itupeva
Bebedouro Orl‰ndia
S‹o JosŽ
do Rio Preto
Mirassol
Monte Apraz’vel
Pereira Barreto
Ara•atuba
Presidente Epit‡cio
Presidente
Prudente
Mar’lia
Bauru
Ourinhos
MG
PR
MS
RJ
Registro
OCEANO
ATLåNTICO
Santos
Assis
N
94
km
0
Elevada concentra•‹o industrial
Eixo do Sistema Anchieta-Imigrantes
Eixo da via Presidente Dutra
Eixo do Sistema Bandeirantes-
-Anhanguera-Washington Lu’s
Eixo da via Presidente Castelo Branco
Principais dire•›es
Rodovia
Via Anhanguera
Via Washington Lu’s
1
2
3
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208 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
exercícios
1 (Fuvest-SP)
A metr—pole se transforma num ritmo intenso. A
mudan•a mais evidente refere-se ao deslocamento de
indœstrias da cidade de S‹o Paulo [para outras cida-
des paulistas ou outros estados], uma tend•ncia que
presenciamos no processo produtivo Ð como condi•‹o
de competitividade Ð que obriga as empresas a se mo-
dernizarem.
CARLOS, A. F. A. São Paulo: do capital industrial
ao capital financeiro, 2004. Adaptado.
Com base no texto acima e em seus conhecimen-
tos, considere as afirmações:
I. Um dos fatores que explica o deslocamento de
indústrias da capital paulista é o seu trânsito
congestionado, que aumenta o tempo e os cus-
tos da circulação de mercadorias.
II. O deslocamento de indústrias da capital pau-
lista tem acarretado transformações no merca-
do de trabalho, como a diminuição relativa do
emprego industrial na cidade.
III. O deslocamento de indústrias da cidade de
São Paulo decorre, entre outros fatores, do alto
grau de organização e da forte atuação dos sin-
dicatos de trabalhadores nessa cidade.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
região sul: indústria
C
C
Cu
C
C
C
C
Santana
do Livramento
Uruguaiana Ros‡rio
do Sul
Santa Maria
Cachoeira
do Sul
Ca•apava
do Sul
S‹o Jer™nimo
Camaqu‹
Porto Alegre
Novo
Hamburgo
Taquera
Caxias
do Sul
Bento
Gon•alves
Lajeado
GaribaldiSanta Cruz
do Sul Rio Pardo
Ven‰ncio
Aires
Itaœba
Panambi
Santa Rosa
Passo Fundo
Erechim
Horizontina
Chapec— Joa•aba
Concordia
Lages
Sider—polis
Urussunga
Criciœma
Florian—polis
Brusque
Blumenau
Itaja’
Jaragu‡
do Sul
Joinville
S‹o JosŽ dos Pinhais
Curitiba
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Ponta Grossa
Tel•maco
Borba
Foz da
Areia
Salto
SantiagoSalto
Os—rio
Cascavel
Campo Mour‹o
Umuarama
Maring‡
Apucarana
CornŽlio
Proc—pio
Xavantes
Paranava’
OCEANO
ATLåNTICO
Capivara
Pelotas
Rio Grande
BagŽ
N
140
km
0
Indœstria de transforma•‹o
Naval
Automotores
Material elŽtrico
Mec‰nica
Petroqu’mica
Qu’mica
Siderurgia
Cimento
Papel e papel‹o
T•xtil, vestu‡rio
e couros
Alimentar
Fumo
Bebidas
Indœstria extrativa
MinŽrio de
ferro (Fe)
Cobre (Cu)
Carv‹o (C)
Usina hidrelŽtrica
Polo tecnol—gico
região nordeste: indústria
Pb
Cr
Cr
W
S
Itapetinga
Ilhéus
Salvador
Camaçari
Feira de Santana
Santo Amaro
Aracaju
Sobradinho
Recife
Maceió
Fortaleza
Natal
São Luís
Imperatriz
Boquiva
OCEANO
ATLåNTICO
Campo Formoso
Senhor do Bonfm
Estância
Moxotó
Itaparica
Paulo
Afonso
Currais Novos
Mossoró
Campina Grande
João
Pessoa
Teresina
Bacabal
Boa Esperança
Pesqueira
Xingó
Material elétrico
Mecânica
Petroquímica
Química
Siderurgia
Cimento
Papel e papelão
Têxtil
Alimentar
Borracha
Cromo (Cr)
Tungstênio (W)
Chumbo (Pb)
Sal (S)
Petróleo
Usina hidrelétrica
N
219
km
0
região centro-oeste: indústria
Corumb‡ de Goi‡s
Inhumas
Cachoeira Dourada
Fe
Corumb‡
Cuiab‡
Casca
Mn Campo Grande
Aquidauana
Dourados
Porto Primavera
Jupi‡
Ilha Solteira
S‹o Sim‹o
Itumbiara
Emborca•‹o
Rio Verde Goi‰nia
An‡polis
Bras’lia
Mn
Indœstria de transforma•‹o
Qu’mica
Cimento
T•xtil, vestu‡rio e couros
Alimentar
Indœstria extrativa
MinŽrio de ferro (Fe)
Mangan•s (Mn)
HidrelŽtrica
N
229
km
0
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 209
2 (Vunesp)
Seis estados disputam f‡brica da BMW no pa’s
Seis estados disputam a f‡brica da BMW no Brasil, ap—s a matriz da montadora anunciar em mar•o de 2011, na
Alemanha, que considera instalar uma unidade na AmŽrica do Sul. S‹o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernam-
buco e Bahia discutem com a empresa a possibilidade de conceder incentivos fiscais para sediar o novo empreendi-
mento. O sexto estado seria da regi‹o centraldo pa’s. O presidente da companhia no Brasil, Jšrg Henning Dornbusch,
confirma o interesse e que h‡ negocia•›es em curso, mas n‹o revela de que regi›es do pa’s as propostas come•am a
chegar. ÒExiste interesse dos estados, mas n‹o h‡ uma proposta fechada. O que est‡ sendo feito Ž um mapeamento
para avaliar o mercado n‹o s— no Brasil, mas em outros pa’ses. O MŽxico Ž um forte concorrente, apesar de o Brasil
ser o maior mercado da AmŽrica do Sul em termos de relev‰nciaÓ, afirma o executivo.
Dispon’vel em: <www.folha.com.br>. Acesso em: 12 maio 2011. Adaptado.
Explique no que consiste a chamada Òguerra fiscalÓ ou Òguerra dos lugaresÓ e cite um efeito positivo e outro
negativo resultantes da disputa entre os estados do país para a atração de empresas.
3 (Unifesp) A descentralização industrial verificada nos œltimos anos no Brasil gerou novos polos automobilís-
ticos no país, como em:
a) Ribeirão Preto, SP, graças ˆ presença de universidades que realizam pesquisas tecnológicas.
b) Catalão, GO, devido ˆ presença de indœstrias metalœrgicas e ˆ isenção fiscal aos investidores.
c) Crato, CE, com o objetivo de exportar ao mercado europeu, aproveitando a liberação de impostos.
d) Vitória, ES, o que facilitou o transporte dos veículos pelo oceano, uma vez que seu porto foi modernizado.
e) Belém, PA, transformando a cidade em uma zona de produção para exportação no Brasil.
4 (Fatec-SP) Recentemente tem-se dado grande destaque ˆ instalação de v‡rias indœstrias no nordeste brasi-
leiro, muitas das quais de capital estrangeiro: indœstrias de bens de consumo (vestu‡rio e calçados) no Cear‡,
montadoras de veículos na Bahia, indœstrias variadas que criam algumas centenas de empregos diretos e
possibilitam muitos outros empregos indiretos.
Essa prefer•ncia do capital externo pelo nordeste brasileiro deve-se, entre outros motivos:
a) ao fim das políticas de incentivos fiscais instituídas na época da Sudene e ˆ densa rede rodoferrovi‡ria da
região.
b) ˆ redução das diferenças regionais, graças ao processo de democratização do Estado e ˆ exist•ncia de
sindicatos de trabalhadores fortes e atuantes.
c) ˆ exist•ncia de mecanismos de atração, como isenção de impostos, subsídios e incentivos fiscais, e ˆ
presença de mão de obra abundante e pouco organizada do ponto de vista sindical.
d) ao atual momento econ™mico, que tem possibilitado a volta maciça dos migrantes nordestinos, com novos
h‡bitos de consumo, e ˆ presença de ambulantes matérias-primas.
e) ao novo papel do Estado, cada vez mais distanciado do mercado, e ̂ melhoria generalizada da qualidade
da mão de obra nordestina.
orientAção de estUdo
AULA 49
Leia os itens 7 e 8, cap. 27 do Livro-texto.
AULA 50
Leia o item 9, cap. 27 do Livro-texto.
Livro 1 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 49
Faça os exercícios 19 a 21, série 14.
AULA 50
Faça os exercícios 24 a 27, série 14.
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210 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
AnotAçÕes
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ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 211
GeoGRAfiA
Setor 1702
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 212
aula 46 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 212
aula 47 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 219
aula 48 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 219
aula 49 .............AD h .............tM h .............tC h .............223
aula 50 .............AD h .............tM h .............tC h .............223
Geografia
Geral
211a228_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA6_ROSA.indd 211 6/23/14 11:20 AM
212 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 6
AULAS 45 e 46 DeSAfioS AmbientAiS Do SécULo XXi
1 A Ação humAnA e As mudAnçAs AmbientAis
Rio de Janeiro (RJ)
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Paisagem do Rio de Janeiro em foto de 1889.
Paisagem do Rio de Janeiro em foto de 2013.
Em 1889 havia poucos sinais de ação humana na paisagem carioca. Pouco mais de um século
depois, em 2013, a imagem da cidade revela a intensa transformação do espaço geográfico, com o esta-
belecimento de uma urbanização intensa em áreas ambientalmente mais sensíveis, como as vertentes
inclinadas dos morros e as margens de lagoas e rios.
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ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 213
2 os desAfios AmbientAis pArA o século XXi
Problemas ambientais causados pela ação antrópica
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Equador
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
Desertifcação provocada
pelo ser humano
Desmatamento em áreas
tropicais
Florestas tropicais
Águas fortemente poluídas
Águas parcialmente poluídas
Áreas afetadas por chuva ácida
Áreas potencialmente afetadas
por chuva ácida
N
2 138
km
0
Uma porção bastante significativa da superfície terrestre já sofre com algum tipo de problema ambiental (desertificação,
desmatamento, poluição marinha e chuva ácida, entre outros), e a tendência é que essa situação se agrave em um futuro próximo.
Pegada ecológica no mundo
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Equador
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
10,1 a 11
Pegada ecológica
(hectares/habitantes)
9,1 a 10
8,1 a 9
7,1 a 8
6,1 a 7
5,1 a 6
4,1 a 5
3,1 a 4
2,1 a 3
1,1 a 2
0,1 a 1
Sem dados
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2 260
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214 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 6
3 construindo um futuro
Índice de pobreza multidimensional
O gráfico acima revela uma relação direta entre o nível de pobreza e o nœmero de mortes por causas ambientais.
A destruição da natureza diminui a qualidade de vida das pessoas, gerando impactos na saœde e em outras
dimens›es do bem-estar.
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Índice
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
0
Morte por causas ambientais (por milhão de pessoas)
1 000 2 000 3 000 4 000 5 000
Moçambique
Comores
Camarões
Chade
Libéria
Etiópia
Mali
Somália
Ruanda
Angola
Serra Leoa
Níger
Gana
China
Tadjiquistão
4 o desAfio dA sustentAbilidAde
Segundo o Programa das Na•›es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), ag•ncia da ONU respons‡vel
por promover a conserva•ão do meio ambiente e o desenvolvimento sustent‡vel, precisaremos enfrentar
pelo menos 21 desafios ambientais neste sŽculo:
1. Engenharia genŽtica
2. Excessiva explora•ão dos aqu’feros h’dricos
3. Explora•ão dos recursos marinhos
4. Efeito El Niño
5. Degrada•ão das zonas costeiras
6. Perda da biodiversidade
7. Desperd’cio de recursos naturais
8. Aumento do n’vel dos oceanos
9. Escassez de ‡gua
10. Emissão de gases pelas indœstrias
11. Polui•ão das ‡guas
12. Redu•ão da camada de oz™nio
13. Pobreza
14. Mudan•as clim‡ticas
15. Polui•ão do ar
16. Consumo de energia
17. Polui•ão do solo
18. Polui•ão dos mares
19. Desmatamento e desertifica•ão
20. Aumento da popula•ão
21. Emissão de gases dos ve’culos
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ALFA 6 Geografia Geral Ð Setor 1702 215
eXeRcÍcioS
1 (Ufal)
Os padr›es dominantes de produ•‹o e consumo est‹o causando devasta•‹o ambiental, redu•‹o dos recursos e
uma massiva extin•‹o de espŽcies. Comunidades est‹o sendo arruinadas. Os benef’cios do desenvolvimento n‹o est‹o
sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres est‡ aumentando. A injusti•a, a pobreza, a ignor‰ncia e
os conflitos violentos t•m aumentado e s‹o causa de grande sofrimento.
O crescimento sem precedentes da popula•‹o humana tem sobrecarregado os sistemas ecol—gico e social. As bases
da seguran•a global est‹o amea•adas. Essas tend•ncias s‹o perigosas, mas n‹o inevit‡veis.
Extra’do do pre‰mbulo da Carta da Terra.
A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o tema, é incORRetO afirmar que:
a) os problemas do meio ambiente são bastante antigos, mas apenas nas últimas décadas teve início uma
consciência mundial da gravidade desses problemas.
b) os processos de transformações agrícolas modificaram consideravelmente os inúmeros ecossistemas do
planeta terra, os quais tiveram de ser adaptados ao cultivo e à criação de animais.
c) mais da metade da população da terra habita áreas urbanas; a cidade passou a ser, então, a expressão
mais forte da alteração do espaço natural.
d) a Revolução industrial não promoveu a produção em massa, como era esperado, mas acarretou a substi-
tuição de fontes de energia renováveis e limpas pelo carvão mineral e depois pelo petróleo.
e) o atual padrão de crescimento econômico exige dos sistemas naturais algo muito além de suas capaci-
dades de sustentação.
alimento ‡gua
renda
educa•‹o
resid•ncia
voz ativa
empregos
energia
equidade
social
igualdade
de g•nero
saœde
BASE SOCIAL
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Desenvolvimento econ™mico incl
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de
O esquema acima relaciona os aspectos sociais e ambientais da sustentabilidade. Para que o desenvolvimento
seja considerado sustentável, é preciso que atenda às demandas sociais sem ultrapassar a capacidade dos
ecossistemas em repor os recursos renováveis e absorver os rejeitos produzidos.
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216 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 6
2 (Fuvest-SP) Sempre deixamos marcas no meio ambiente. Para medir essas marcas, William Rees propôs
um(a) indicador/estimativa chamado (a) de “Pegada ecológica”. Segundo a Organização WWF:
Esse índice calcula a superfície exigida para sustentar um gênero de vida específico. Mostra até que ponto a nossa
forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer e renovar seus recursos naturais e também de
absorver os resíduos que geramos.
Disponível em: <www.wwf.org.br>. Acesso em: 17 ago. 2009. Adaptado.
Assim, por exemplo, países de alto consumo e grande produção de lixo, bem como países mais industriali-
zados e com alta emissão de cO
2
, apresentam maior Pegada ecológica. Assinale a anamorfose que melhor
representa a atual Pegada ecológica dos diferentes países.
nota: considere apenas os tamanhos e as deformações dos países, que são proporcionais à informação
representada.
a)
b)
c)
FONTES: Disponível em: <www.worldmapper.org>. Acesso em: 17 ago. 2009.
Le Monde Diplomatique, 2009. Adaptado.
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ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 217
d)
e)
3 (Vunesp) Observe a charge.
cite quatro problemas ambientais gerados pela forma urbana de viver representada na charge.
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218 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 6
4 (UFG-GO) Leia o trecho a seguir:
O modo de organização das sociedades, que retrata sua configuração cultural, é que comanda as interferências do
homem sobre o seu ambiente. A busca de alternativas aos processos produtivos atuais e ao modo de consumir passa
obrigatoriamente pela mudança dos hábitos culturais e de organização social.
QUEIROZ NETO, José P. Mudanças globais e um novo mapa do mundo. In: SOUZA, M. A. A. de. et al. (Orgs.).
O novo mapa do mundo.Natureza e sociedade hoje: uma leitura geográfica. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 109.
essa mudança de que fala o autor pode ser identificada atualmente na:
a) política econômica internacional que visa estabelecer o controle da extração e do consumo do preço do
petróleo, enquanto recurso natural não renovável.
b) política agrícola dos países que regulamentaram a pesquisa, a produção e o consumo de alimentos trans-
gênicos.
c) política científica que objetiva desenvolver fontes de energia renováveis e alternativas para o modelo
industrial contemporâneo.
d) política demográfica que visa ao controle de natalidade como forma de erradicar a fome e a pobreza no
mundo.
e) política de desenvolvimento sustentável que objetiva redimensionar a crise ambiental provocada pelo
modo de produção vigente.
oRientAção De eStUDo
AULA 45
leia os itens 1 a 5, cap. 2 do livro-texto.
AULA 46
leia os itens 6 a 11, cap. 2 do livro-texto.
Livro 3 — Unidade II
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 45
Faça os exercícios 1 a 3, série 13.
AULA 46
Faça os exercícios 4 a 6, série 13.
AnotAçÕeS
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ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 219
AULAS 47 e 48 GeoPoLÍticA AmbientAL
1 os trAtAdos e os protocolos AmbientAis internAcionAis
imagens de satélite mostrando o estado da camada de ozônio nos meses de outubro entre 1980 e 1991. A
grande redução do ozônio sobre o hemisfério Sul do planeta no fim da década de 1980 motivou a adoção
das medidas drásticas previstas no Protocolo de Montreal.
imagem de satélite da nasa mostrando as queimadas pelo planeta.
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211a228_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA6_ROSA.indd 219 6/23/14 11:20 AM
220 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 6
4% Queima de gasolina
e diesel
28% Cria•‹o de
ruminantes
11% Campos de arroz
inundados
15% Queima de g‡s natural
8% Queima de carv‹o
1% Produ•‹o de petr—leo
13% Aterros e lix›es
4% Esterco
10% Esgoto
1% Postos de gasolina
5% Queima de material
vegetal
Cerca de 60% do metano lan•ado na atmosfera
Ž fruto de atividades humanas.
S‹o elas:
Atividades poluidoras
Fonte: revista ƒpoca, 16 out. 2006. adaptado.
Ano tratados, convenções, Protocolos
1975 convenção sobre Zonas Úmidas de importância internacional
1975
convenção internacional sobre comércio internacional de espécies e Flora e Fauna Selvagens em
Perigo de extinção
1983 convenção sobre a conservação de espécies Migradoras da Fauna Selvagem
1983 convenção sobre Poluição transfronteiriça de Longo Alcance
1987 nosso Futuro comum
1988 convenção de Viena para a Proteção da camada de Ozônio
1989 Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a camada de Ozônio
1992
convenção da Basileia sobre o controle de Movimentos transfronteiriços de Resíduos Perigosos e
seu Depósito
1992 Agenda 21
1994 convenção da Diversidade Biológica
1994 convenção sobre Mudanças climáticas
1996 convenção de combate à Desertificação
2003 Protocolo de cartagena sobre Biossegurança
2005 Protocolo de Quioto
2012 Rio+20 e o compromisso genérico com desenvolvimento sustentável
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ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 221
eXeRcÍcioS
1 (PUc-RS) Há