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6
ALFA
ALFA_6_Rosa_CAPA_e_4CAPA.indd 1 13/04/15 15:50
ALFA_6_Rosa_CAPA_e_4CAPA.indd 2 13/04/15 15:51
ALFA 6
Matemática
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Benedicto AGUIAR Filho
ROBERTO Miguel El Jamal
Física
HARLEY Sato
Luís Ricardo ARRUDA de Andrade
Marcelo Rodrigues (PLAY)
Ronaldo CARRILHO
THALES Trigo
Química
Antonio LEMBO
Carlos Eduardo Lavor (CAÊ)
CELSO Lopes de Souza
GERALDO Camargo de Carvalho
João USBERCO
ROBSON Groto
Biologia
ARMÊNIO Uzunian 
HEITOR Willrich Santiago
JOÃO CARLOS R. Coelho
Nelson CALDINI Junior
NELSON Henrique Carvalho de Castro
RENATO Corrêa Filho
SEZAR Sasson
Língua Portuguesa
EDUARDO Antonio Lopes
Eduardo CalBUCCI
Fernando MARCÍLIO Lopes Couto
Francisco PLATÃO Savioli
HENRIQUE Santos Braga
MAURÍCIO Soares da Silva Filho
Paulo César de CARVALHO
PAULO Giovani de Oliveira
Sérgio de Lima PAGANIM
História
GIANpaolo Dorigo
José Carlos Pires de MOURA
RENAN Garcia Miranda
Geograf a
HELIO Carlos Garcia
MARCELO Ribeiro de Carvalho
MÁRCIO Castelan
PABLO López Silva
Paulo Roberto MORAES
Vagner AUGUSTO da Silva
Valdinei A. da Silva AXÉ
Língua Inglesa
PATRÍCIA Helena Costa Senne dos Santos
001a004_1101_Iniciais_CA6_ROSA.indd 1 6/23/14 10:11 AM
Vice-presidência: Mário Ghio Júnior
Direção: Tania Fontolan
Coordenação pedagógica: Luís Ricardo Arruda de Andrade
Conselho editorial: Carlos Roberto Piatto, Daniel Augusto Ferraz Leite, 
Eliane Vilela, Helena Serebrinic, Lidiane Vivaldini Olo, 
Luís Ricardo Arruda de Andrade, Mário Ghio Júnior, Marcelo Mirabelli, 
Marcus Bruno Moura Fahel, Marisa Sodero, Ricardo Leite, 
Tania Fontolan
Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo
Gerência editorial: Bárbara M. de Souza Alves
Edição: Alessandra Naomi Oskata (coord. Biologia, Física, Matemática e Química), 
Camila Amaral Souza (coord. Língua Inglesa), 
Cláudia P. Winterstein (coord. História e Geografa), 
Hosana Zotelli dos Santos (coord. Língua Portuguesa), 
Aline Moojen Pedreira (Física), Carolina Domeniche Romagna (Química), 
Carla Rafaela Monteiro (História), Letícia Figueiredo (Língua Portuguesa), 
Moisés Negromonte (Geografa), Tadeu Nestor Neto (Matemática), 
Tatiana Leite Nunes (Biologia)
Assistência editorial: Elena Judensnaider (História e Geografa), 
Cristiane Schlecht (Língua Inglesa), Gustavo Beolchi (Biologia), 
Helder Lange Tiso (Língua Portuguesa), Isabella Semaan (Matemática), 
João Cavalheiro Valentin Junior (Língua Portuguesa), 
Jorge P. Martins Filho (Geografa), Pamela Guimarães (Biologia)
Revisão: Adriana Gabriel Cerello (coord.), Danielle Modesto, 
Edilson Moura, Letícia Pieroni, Tatiane Godoy, Tayra Alfonso, 
Thaise Rodrigues, Vanessa Lucena
Coordenação de produção: Paula P. O. C. Kusznir (coord.), 
Daniela Carvalho
Supervisão de arte e produção: Ricardo de Gan Braga
Edição de arte: Daniel Hisashi Aoki
Diagramação: Antonio Cesar Decarli, Claudio Alves dos Santos, 
Fernando Afonso do Carmo, Flávio Gomes Duarte, Kleber de Messas
Iconografa: Fabiana Manna da Silva (coord.), 
Douglas Cometti (colaboração), Ellen Finta, Luiz Botter (colaboração), 
Marcella Doratioto, Tamires Castillo, Fernando Vivaldini (colaboração)
Licenças e autorizações: Edson Carnevale
Ilustrações: Casa de Tipos, Ingeborg Asbach, Luiz Moura, 
Odirley Lobo, Paulo Manzi
Cartografa: Eric Fuzii
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Vishnevskiy Vasily/Shutterstock
Projeto gráfco de miolo: Daniel Hisashi Aoki
Editoração eletrônica: Casa de Tipos
 
Todos os direitos reservados por Sistemas de Ensino Abril Educação S.A.
Rua Gibraltar, 368 – Santo Amaro
CEP: 04755-070 – São Paulo – SP
(0xx11) 3273-6000
© Sistemas de Ensino Abril Educação S.A.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Ensino Médio: Livro integrado – Coleção Alfa – São Paulo: 
Sistemas de Ensino Abril Educação S. A., 2014
 
 Vários autores.
 
 1. Ensino Médio 2. Apostila-caderno (Ensino Médio)
 
99–4425 CDD–373.19
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado: Ensino Médio 373.19
2015
ISBN 978 85 7598 706-6 (AL)
Código da obra 850120615 
1ª edição
1ª impressão
Impressão e acabamento
Uma publicação
001a004_1101_Iniciais_CA6_ROSA.indd 2 13/04/15 15:54
GEOGRAFIA
GEOGRAFIA DO BRASIL 195
GEOGRAFIA GERAL 211
LÍNGUA PORTUGUESA
GRAMÁTICA 153
LITERATURA 169
LÍNGUA INGLESA 229
HISTÓRIA
HISTÓRIA DO BRASIL 177
HISTÓRIA GERAL 189
FÍSICA
SETOR A 35
SETOR B 45
SETOR C 57
BIOLOGIA
SETOR A 99
SETOR B 109
SETOR C 127
MATEMÁTICA
SETOR A 5
SETOR B 13
SETOR C 19
QUÍMICA
SETOR A 69
SETOR B 77
SETOR C 87
ÍNDICE
001a004_1101_Iniciais_CA6_ROSA.indd 3 6/23/14 10:11 AM
001a004_1101_Iniciais_CA6_ROSA.indd 4 6/23/14 10:11 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1101 5
MATEMáTICA
setor 1101
Prof.: ___________________________________
aula 45 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 06
aula 46 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 06
aula 47 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 08
aula 48 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 09
aula 49 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 11
aula 50 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 12
setor A
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 5 6/23/14 10:13 AM
6 Matemática – Setor 1101 ALFA 6
AulAs 45 e 46
lOGARITMOs E EXPONENCIAIs: 
CREsCIMENTO POPulACIONAl
Em estudos quantitativos sobre (de)crescimentos 
de populações, lida-se frequentemente com funções da 
forma q(t) 5 a ? bt, em que a e b, b  1, são constantes 
positivas. A variável t é o tempo decorrido a partir do 
instante inicial da observação. Note que, em todos os 
casos, q(0) 5 a; assim, temos q(t) 5 q(0) ? bt. 
O ponto (0, a) é a intersecção do gráfico com o eixo das 
ordenadas. Em relação à base b, vamos destacar 2 casos.
 Com b . 1, temos uma função crescente.
(base b maior que 1: q(t) cresce cada vez mais)
t
P(0, a)
q(t) 5 a ? bt
(b . 1)
q
P é o intervalo de tempo (Δt) em que a quantidade 
q(t) é dobrada: P é chamado de tempo de duplicação 
(doubling time).
 Com 0 , b , 1, temos uma função decrescente.
P
(0, a)
q(t) � a � bt
(0 � b � 1)
t
q
(base b entre 0 e 1: q(t) decresce cada vez menos)
P é o intervalo de tempo (Δt) em que a quantidade 
q(t) é reduzida à metade: P é chamado de meia-vida 
(half-life).
Nestes estudos, surge quase sempre uma cons-
tante cujo valor é aproximadamente 2,71828. Essa 
constante é um número irracional e normalmente 
simbolizado pela letra “e”, em homenagem ao mate-
mático Leonhard Euler (1707-1783). Os logaritmos 
na base e têm um papel fundamental na Matemáti-
ca; são chamados de logaritmos naturais ou loga-
ritmos neperianos, em homenagem ao matemático 
John Napier (1550-1617). O logaritmo de x na base e, 
log
e
 x, é usualmente indicado por ln x. Como exem-
plos, temos: ln 1 5 0, ln e 5 1 e ln e 5 0,5.
EXERCíCIOs
1 (Enem) A duração do efeito de alguns fármacos 
está relacionada à sua meia-vida, tempo neces-
sário para que a quantidade original do fármaco 
no organismo se reduza à metade. A cada inter-
valo de tempo correspondente a uma meia-vida, 
a quantidade de fármaco existente no organismo 
no final do intervalo é igual a 50% da quantidade 
no início desse intervalo.
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
0 1 2 3 4
Nœmero de meias-vidas
%
 d
e
 f
‡
rm
a
c
o
 n
o
 o
rg
a
n
is
m
o
5 6 7
O gráfico acima representa, de forma genérica, o que 
acontece com a quantidade de fármaco no organismo 
humano ao longo do tempo.
F. D. Fuchs e Cher l. Wannma. Farmacologia Clínica. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 1992, p. 40.
A meia-vida do antibiótico amoxicilina é de 1 hora. 
Assim, se uma dose desse antibiótico for injetada 
às 12h em um paciente, o percentual dessa dose 
que restará em seu organismo às 13h30min será 
aproximadamente de:
a) 10%
b) 15%
c)25%
d) 35%
e) 50%
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 6 6/23/14 10:13 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1101 7
2 Numa experiência de laboratório de certa cultura de E. coli, sob condições especiais, constatou-se que o 
número de bactérias, t horas após o início do estudo, era igual a N(t) = 4 000 ? 22,5t, com 0 < t < 3. Pede-se:
a) com que número de bactérias o estudo começou?
b) quantas bactérias havia 1 hora após o início do estudo?
c) após quantos minutos a população chegou a 8 000?
d) após quantos minutos a população chegou a 10 000?
(dado: 2  1,41 e log 2  0,30)
ORIENTAçãO dE EsTudO
AulA 45
 Fa•a os exerc’cios 41 e 42, sŽrie 1.
AulA 46
 Fa•a os exerc’cios 48 e 49, sŽrie 1.
 Livro 1 — Unidade III
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Fa•a os exerc’cios 50 a 55, sŽrie 1.
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 7 6/23/14 10:13 AM
8 Matem‡tica Ð Setor 1101 ALFA 6
Veremos, agora, algumas definições e Teoremas 
exclusivamente relativos aos números inteiros.
1 Definições
d ? k 5 m
m é um múltiplo de d
d é um fator de m
Def. 1: d é um fator de m ⇔ existe k, tal que 
d ? k 5 m.
Obs.: Nessas condições, se d  0, dizemos, tam-
bém, que d é um divisor de m.
Def. 2: m é um múltiplo de d ⇔ d é um fator 
de m.
Def. 3: m é um número par ⇔ m é um múltiplo 
de 2.
Def. 4: m é um número ímpar ⇔ m não é um 
número par.
Def. 5: m é um número primo ⇔ m possui 4 e 
apenas 4 divisores distintos: 1, m, 21 e 2m.
Def. 6: m é um número composto ⇔ m não é 
um número primo e m Ó {21, 0, 1}.
2 Teoremas
Teorema 1: Existem infinitos números primos.
Teorema 2 (Teorema Fundamental da Aritmé-
tica): Todo número composto pode ser expresso de 
modo único na forma p1
1α ? p2
2α ? ... ? pn
nα , em que 
os expoentes α
1
, α
2
, ..., α
n
 são inteiros positivos e as 
bases p
1
, p
2
, ..., p
n
 são números primos positivos, com 
p
1
 , p
2
 , ... , p
n
.
EXERCíCIOs
1 Sendo a e b números inteiros, classifique como 
V (verdadeira) ou F (falsa) cada uma das seguintes 
proposições.
a) ( ) 6 é um múltiplo de 3.
b) ( ) 6 é um número par.
c) ( ) 0 é número par.
d) ( ) Se a e b são números pares, então a 1 b 
é um número par.
e) ( ) Se a 1 b é um número par, então a e b são 
números pares.
f) ( ) Se a ? b é um número primo, então |a| 5 1 
ou |b| 5 1.
g) ( ) Se a ? b é um número primo, então a ou b 
é um número primo.
2 Quantos são os pares (x, y) de números inteiros, 
tais que y2 5 x2 1 13?
AulA 47 TEORIA dOs NúMEROs: dIVIsOREs, MúlTIPlOs E NúMEROs PRIMOs
 Faça os exercícios 1 a 4, série 2.
 Livro 1 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
 Leia os itens 1 a 7, cap. 4 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 5 e 6, série 2.
ORIENTAçãO dE EsTudO
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 8 6/23/14 10:13 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1101 9
Os conceitos a seguir referem-se exclusivamente aos números inteiros.
Exemplo:
Consideremos os números inteiros dados por a 5 60 e b 5 2252.
Nas suas formas fatoradas, temos a 5 22 ? 31 ? 51 e b 5 222 ? 32 ? 71.
Os fatores positivos que a e b têm em comum são: 1, 2, 3, 22, 2 ? 3 e 22 ? 3.
O maior fator comum, ou o maior divisor comum, ou m‡ximo divisor comum de a e b é 22 ? 31, ou seja, 
12; escrevemos: mdc(60, 2252) 5 12
O número 15 120 (5 60 ? 252) é um múltiplo comum de a e b. É claro que existem infinitos números 
positivos que são múltiplos comuns de a e b. O menor deles é seu mínimo múltiplo comum. Temos 
mmc(60, 2252) 5 22 ? 32 ? 51 ? 71 = 1 260.
Sendo d = mdc(a, b) e m 5 mmc(a, b) temos:
d 5 22 ? 31 e m 5 22 ? 32 ? 51 ? 71 ⇒ d ? m 5 24 ? 33 ? 51 ? 71.
a 5 22 ? 31 ? 51 e b 5 222 ? 32 ? 71 ⇒ |a ? b| 5 24 ? 33 ? 51 ? 71.
Temos, assim, um resultado importante: d ? m 5 |a ? b|
1 Definições
Def. 7: O m‡ximo divisor comum de a e b (não nulos) é o maior dos divisores positivos que eles têm em 
comum. Notação: mdc(a, b)
Def. 8: a e b são números primos entre si se, e somente se, mdc(a, b) 5 1.
Def. 9: O mínimo múltiplo comum de a e b (não nulos) é o menor dos múltiplos positivos que eles têm 
em comum. Notação: mmc(a, b)
2 Teoremas
Teorema 3: Se d 5 mdc(a, b) e m 5 mmc(a, b), então d ? m 5 |a ? b|.
Teorema 4: A todo par (m, d), com d  0, corresponde um único par 
(q, r), tais que sejam verificadas as condições:
m d
r q
 m 5 d ? q 1 r
 0 < r , |d|
Nessas condições, dizemos que m é o dividendo, d é o divisor, q é o 
quociente e r é o resto na divisão euclidiana de m por d.
EXERCíCIO
 Dona Maria, do lar, tem um grande problema: ela pretende cobrir completamente uma área retangular de 
84 cm por 60 cm (da sua penteadeira) com peças quadradas. 
O problema dela é: como fazer isso utilizando o menor número de peças possíveis?
Por sua vez, a Madame Marie, que é uma cientista, tem o seguinte problema: de uma série infinita de funções, 
ela selecionou duas, dadas por v
1
(t) 5 2 ? sen π ϕt
42 1
1( ) e v2(t) 5 3 ? sen π ϕt30 21( ) , e seus gráficos.
AulA 48 TEORIA dOs NúMEROs: MdC E MMC
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 9 6/23/14 10:13 AM
10 Matem‡tica Ð Setor 1101 ALFA 6
t
v
v
1
v
2
1
0
2
3
Máximos
simultâneos
84
60
23
22
21
Ela estava analisando dois fenômenos cíclicos de 
períodos T
1
 5 84 µs e T
2
 5 60 µs, considerando 
importante o instante t 5 0, pela simultaneidade 
dos valores máximos de v
1
 e v
2
. Na verdade, há 
infinitos instantes em que v
1
 e v
2
 assumem simul-
taneamente seus valores máximos. O problema da 
Madame Marie é determinar o próximo instante.
Obtenha:
a) o número mínimo necessário de peças qua-
dradas que Dona Maria usará, dado que elas 
podem ser de tamanhos diferentes.
b) o número mínimo necessário de peças qua-
dradas que Dona Maria usará, dado que elas 
devem ser todas do mesmo tamanho.
c) o próximo instante em que a Madame Marie 
poderá observar as mesmas condições de v
1
 e 
v
2
 que no instante t 5 0.
ORIENTAçãO dE EsTudO
 Faça os exercícios 21 e 22, série 2.
 Livro 1 — Unidade II
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
 Leia os itens 8 a 12, cap. 4 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 23 a 27, série 2.
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 10 6/23/14 10:13 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1101 11
AulA 49 POlINÔMIOs E EquAçõEs POlINOMIAIs: CONCEITOs básICOs
Um polinômio na variável x é uma expressão que 
pode ser escrita na forma:
a
n
xn 1 a
n 2 1
xn 2 1 1 a
n 2 2
xn2 2 1 … 1 a
0
Com n, n 2 1, n 2 2, …, naturais, onde x é uma 
variável complexa, a
n
, a
n 2 1
, a
n 2 2
, …, a
0
 são constantes 
complexas ditas coeficientes e, se a
n
  0, a
n
 é denomi-
nado coeficiente dominante.
1 VaLor nUmÉriCo
Chama-se valor numérico de polinômio P(x) para 
x 5 α ao número que se obtém quando substitui x por 
α; indica-se por P(α).
Nota: P(1) é igual à soma dos coeficientes de P(x). 
P(0) é igual ao termo independente a
0
.
2 raiZ (oU Zero)
Um número α é denominado raiz (ou zero) de um 
polinômio P(x) se, e somente se, P(α) = 0.
3 PoLinÔmio nULo
Um polinômio é chamado nulo se, e somente se, 
todos os seus coeficientes são iguais a zero.
4 GraU De Um PoLinÔmio
Chama-se grau de um polinômio P(x) não nulo, 
e indica-se por G
p
, ao expoente da variável, do termo 
com o coeficiente dominante de P(x).
5 PoLinÔmios iDÊnTiCos
Dois polinômios de mesmo grau são idênticos se, 
e somente se, possuem os coeficientes de mesma po-
tência de x iguais.
EXERCíCIOs
1 Dado o polinômio P(x) 5 ax2 2 6x 1 c, determine 
as constantes a e c sabendo que P(1) 5 3 e que 2 é 
um zero de P(x).
2 Discuta em função da constante a o grau do poli-
nômio P(x) = (a2 2 1)x3 1 (a 2 1)x2 1 3x 1 2.
3 Obtenha as constantes m e n de modo que se 
tenha:
m
x 11
 + n
x 22
 5 4x 5
x 1( ) x 2( )
, x  21 e x  2.
ORIENTAçãO dE EsTudO
 Leia os itens 1 a 6 e 7 (exceto divis‹o), cap. 5 do 
Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 9 e 10, sŽrie 5.
 Livro 1 — Unidade IV
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa ComplementarFa•a os exerc’cios 1 a 8, sŽrie 5.
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 11 6/23/14 10:13 AM
12 Matemática – Setor 1101 ALFA 6
P(x) D(x)
Q(x)
R(x)
dividendo divisor
quociente
resto
Sendo P(x) um polinômio qualquer e D(x) um po-
linômio não nulo, existe um único par de polinômios 
Q(x) e R(x), tais que P(x) ≡ D(x) ? Q(x) 1 R(x), sendo 
que R(x) ou é um polinômio nulo ou é um polinômio 
de grau menor que o de D(x); “o dividendo é idêntico 
ao produto do divisor pelo quociente mais o resto”.
Exemplo:
Na divisão de 2x4 1 x3 1 5x2 1 7x 1 3 por x2, o 
quociente é 2x2 1 x 1 5 e o resto é 7x 1 3, pois temos:
2x4 1 x3 1 5x2 1 7x 1 3 ≡ x2(2x2 1 x 1 5) 1 7x 1 3
Note que o grau do resto é menor que o grau do 
divisor.
Com R(x) ≡ 0, temos P(x) ≡ D(x) ? Q(x) e, somente 
nesse caso, dizemos que P(x) é divisível por D(x).
Exemplo:
x2 2 9 é divisível por x − 3, pois temos a identidade 
x2 2 9 5 (x 2 3)(x 1 3). Na divisão de x2 2 9, o resto é 
nulo e, assim, dizemos que x2 2 9 é divisível por x 2 3.
EXERCÍCIOS
1 Obtenha o quociente e o resto da divisão do po-
linômio x5 2 x4 1 x3 1 8x 2 2 por x2 1 2x 1 2.
AULA 50 POLINÔMIOS E EQUAÇÕES POLINOMIAIS: DIVISÃO
2 a) Efetue a divisão de x4 2 5x2 1 10x 2 6 por 
x2 1 2x 2 3.
 
b) Resolva em C: x4 5 5x2 2 10x 1 6
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
 Leia o item 7 (método da chave), cap. 5 do 
Livro-texto.
 Faça o exercício 11, série 5.
 Livro 1 — Unidade IV
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
 Faça os exercícios 12 a 20, série 5.
005a012_1101_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 12 13/04/15 15:56
ALFA 6 Matemática – Setor 1102 13
MateMÁtiCa
setor 1102
setor B
Prof.: ______________________________________
aula 23 .............. AD h..............TM h.............. TC h.............. 14
aula 24 .............. AD h..............TM h.............. TC h.............. 16
aula 25 .............. AD h..............TM h.............. TC h.............. 18
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14 Matemática – Setor 1102 ALFA 6
auLa 23 PerMutaçÕes siMPLes
1 INTRODUÇÃO
Consideremos os números naturais de 3 algarismos distintos formados com os algarismos 1, 2 e 3:
123 213 312
132 231 321{
Observe que temos 6 ordenações possíveis. Nessas 6 sequências de 3 elementos distintos, a única diferença 
entre quaisquer duas delas é a ordem de seus elementos.
Esses arranjos simples de 3 elementos tomados 3 a 3 são as permutações simples de 3 elementos.
O número de permutações simples dos 3 elementos é indicado por P
3
, assim:
P
3
 5 A
3,
 
3
 5 3 ∙ 2 ∙ 1 5 3! 5 6
2 DEFINIÇÃO
Permutações simples de n elementos são os arranjos simples dos n elementos tomados n a n.
Neste caso, os agrupamentos diferem somente pela ordem de seus elementos.
Indicando o número de permutações simples de n elementos por P
n
, temos:
P
n
 5 A
n, n
 π P
n
 5 
2
n!
(n n)!
 π P
n
 5 n!
0!
 π P
n
 5 n!
exerCíCiOs
1 Considere as letras da palavra UNIVERSO.
a) Quantos anagramas podemos formar?
b) Quantos anagramas começam por R?
013a018_1102_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 14 6/23/14 10:14 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1102 15
c) Quantos anagramas começam por vogal?
d) Quantos anagramas começam por vogal e ter-
minam por consoante?
e) Em quantos anagramas as letras U, N e I estão 
juntas e nessa ordem?
f) Em quantos anagramas as letras U, N e I estão 
juntas?
2 Têm-se 10 livros, todos diferentes, sendo: 5 de Ma-
temática, 3 de Física e 2 de Química. De quantos 
modos pode-se dispô-los sobre uma prateleira, 
de modo que os livros da mesma disciplina per-
maneçam juntos?
a) 1 440
b) 4 320
c) 10!
d) 8 640
e) n.d.a.
OrientaçãO de estudO
 Leia o item 4 e os exemplos 5 e 6, cap. 10 do 
Livro-texto.
 Faça os exercícios 15 a 18, série 7.
 Livro 1 Ñ Unidade IV
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima
tarefa Complementar
 Faça os exercícios 19 a 24, série 7.
013a018_1102_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 15 6/23/14 10:14 AM
16 Matemática – Setor 1102 ALFA 6
1 IN TRODUÇÃO
Considere os anagramas que conseguimos formar utilizando as letras da palavra ARMA:
 Colocando R antes de M, temos 6 anagramas:
 R M — — R — M — R — — M — R M — — R — M — — R M
 Colocando M antes de R, temos mais 6 anagramas:
 M R — — M — R — M — — R — M R — — M — R — — M R
Observe que o anagrama está praticamente pronto após encaixarmos a letra R e a letra M, pois, após isso, 
basta preenchermos os espaços restantes com a letra A.
Podemos dizer: “temos 4 possibilidades para encaixar a letra R, 3 possibilidades para encaixar a letra M e 
1 possibilidade para encaixar as duas letras A”, então:
4  3  1 5 12 ou, ainda, 4 3 2!
2!
4!
2!
12
Portanto, há 12 possibilidades de anagramas que podem ser formados com as letras da palavra ARMA.
2 DEFINIÇÃO
Dados n elementos dos quais:
  elementos são iguais a a
1
;
  elementos são iguais a a
2
;
 
  elementos são iguais a a
r
. 
Com     ...   5 n, e indicando por Pn
( , , ..., )α β γ o número de permutações dos n elementos, temos:
α β γ
α β γ
  
P =α βP =γP = n!
! !α β! !α β ! ! α β α β! !  ... !γ!γn
( ,α β( ,P =( ,P =α βP =( ,α β( ,P =P =,P =P =...,P =)P =)P =
exerCíCiOs
1 Considere as letras da palavra SESSENTA.
a) Quantos anagramas podemos formar?
auLa 24 PerMutaçÕes COM aLGuns eLeMentOs iGuais
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ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1102 17
b) Quantos anagramas come•am por E?
2 Uma palavra tem sete letras, sendo que uma das letras comparece n vezes e as outras comparecem sem 
repeti•‹o. Sabendo que o nœmero de anagramas que se obtŽm permutando as letras dessas palavras Ž 210, 
o valor de n Ž:
a) 5
b) 4
c) 7
d) 6
e) 3
OrientaçãO de estudO
 Leia o item 5 e os exemplos 7 e 8, cap. 10 do 
Livro-texto.
 Faça os exercícios 30 a 33, série 7.
 Livro 1 Ñ Unidade IV
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
 Faça os exercícios 34 a 37, série 7.
013a018_1102_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 17 6/23/14 10:14 AM
18 Matem‡tica Ð Setor 1102 ALFA 6
Nesta aula resolveremos algumas aplicações mais complexas envolvendo o conteúdo de permutações com 
alguns elementos iguais.
exerCíCiOs
1
 Quantos anagramas da palavra AMIDO possuem as vogais em ordem alfabética (não necessariamente juntas)?
2
 A figura a seguir representa parte do mapa de uma cidade onde estão assinaladas as casas de Antônio (A) 
e de Betina (B), e um possível caminho que Antônio percorre para chegar à casa de Betina. Qual o número 
total de caminhos distintos que Antônio poderá percorrer, caminhando somente para norte ou leste, para ir 
à casa de Betina?
B
A
N
L
auLa 25 PerMutaçÕes COM aLGuns eLeMentOs iGuais (exerCíCiOs)
OrientaçãO de estudO
 Faça os exercícios 38 a 40, série 7.
 Livro 1 Ñ Unidade IV
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
 Faça os exercícios 41 e 42, série 7.
013a018_1102_MATEMATICA_CA6_ROSA.indd 18 6/23/14 10:14 AM
ALFA 6 Matemática – Setor 1103 19
mAtemáticA
setor 1103
Prof.: ___________________________________
aula 45 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 20
aula 46 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 23
aula 47 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 26
aula 48 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 28
aula 49 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 30
aula 50 ............. AD  ............. TM  .............TC  ............. 32
setor c
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20 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
AULA 45 áreA de Um triÂNgULo
Consideremos, em um sistema cartesiano xOy, um 
triângulo de vértices A(x
A
, y
A
), B(x
B
, y
B
) e C(x
C
, y
C
).
y
0 x
B
A
C
A área S desse triângulo é dada por:
S 1
2
|D|
em que:
D
x y 1
x y 1
x y 1
A A
B B
C C
5
exercícios1 A ‡rea do tri‰ngulo de vŽrtices A(0, 21), B(2, 4) e 
C(3, 5) Ž:
a) 3 d) 23
2
b) 23 e) 5
c) 3
2
2 (Fuvest-SP) A reta de equa•‹o 2x 1 12y 2 3 5 0 
forma com os eixos coordenados um tri‰ngulo cuja 
‡rea Ž:
a) 1
3
 d) 3
8
b) 1
4 
e) 3
16
c) 1
15
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ALFA 6 Matemática – Setor 1103 21
3 Calcule a área do quadrilátero ABCD da figura a seguir.
1
20 3 7 10
A
B
CD
6
y
x
orieNtAção de estUdo
 Leia o resumo da aula.
 Faça os exercícios 47, 48 e 50 a 53, série 1.
 Livro 3 — Unidade I
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
 Leia os itens 3.3 e 4, cap. 13 do 
Livro-texto.
 Faça os exercícios 54 a 60, série 1.
 Leia o texto da Atividade extra a seguir.
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22 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
Fórmula para o cálculo da área de um triângulo
Seja o triângulo ABC de vértices A(x
A
, y
A
), B(x
B
, y
B
) e C(x
C
, y
C
), em que x
B
  xC.
y
0 x
B
H
A
C
A área S desse triângulo é dada por:
5 ? ?S 1
2
BC AH
Cálculo de BC (distância entre B e C):
5 2 1 2BC (x x ) (y y )C B
2
C B
2
Cálculo de AH (distância de A até a reta 
s ruu
BC):
Equação de 
s ruu
BC:
5
2
2
m
y y
x xBC
C B
C B
Tomando o ponto B(x
B
, y
B
):
2 5
2
2
? 2y y
y y
x x
(x x )B
C B
C B
B
Ou seja:
(y
B
 – y
C
) ? x 1 (x
C
 – x
B
) ? y 1 y
C
x
B
 – x
C
y
B
 5 0
Então:
5
2 ? 1 2 ? 1 2 2
2 1 2
AH
|(y y ) x (x x ) y y x x y |
(y y ) (x x )
B C A C B A C B C B
B C
2
C B
2
Logo, a área S é:
5 ? ?S 1
2
BC AH
Ou ainda:
5 ? 2 ? 1 2 ? 1 2S 1
2
|(y y ) x (x x ) y y x x y |B C A C B A C B C B
que pode ser escrita na seguinte forma:
5 ?S 1
2
x y 1
x y 1
x y 1
A A
B B
C C
Ou:
5 ?S 1
2
|D|
Se x
B
 5 x
C
, a fórmula continua válida.
Observações:
1. Se D 5 0, os pontos A, B e C são colineares.
2. Para calcularmos a área de um polígono, basta decompô-lo em triângulos, tomando o cuidado, pri-
meiramente, de analisar se o polígono é convexo ou não convexo para sabermos se as áreas devem ser 
somadas ou subtraídas.
AtiVidAde extrA
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ALFA 6 Matemática – Setor 1103 23
1 Introdução
Nesta aula, vamos aprender como se resolvem, no plano cartesiano, inequa•›es do tipo x . x
0
 (ou x , x
0
), em 
que x
0
 Ž um nœmero real dado, e inequa•›es do tipo y . mx 1 q (ou y , mx 1 q), em que m e q s‹o nœmeros 
reais dados.
2 Inequação do tIpo x . x
0
 (ou x , x
0
)
Resolver no plano cartesiano a inequa•‹o x . x
0
 Ž determinar o conjunto de pontos (x, y) que t•m abscissa 
maior que x
0
.
No plano cartesiano, x 5 x
0
 Ž a equa•‹o da reta r perpendicular ao eixo das abscissas no ponto (x
0
, 0), e todos 
os pontos dessa reta t•m abscissa x
0
. Portanto, todos os pontos que t•m abscissa x, com x . x
0
, est‹o situados ˆ 
direita da reta r.
Analogamente, os pontos (x, y), em que x , x
0
, est‹o situados ˆ esquerda da reta r.
Assim, temos as representa•›es gr‡ficas:
 a) x . x
0
 b) x , x
0
y
r
x x
y
r
00 x
0
x
0
3 Inequação do tIpo y . mx 1 q (ou y , mx 1 q)
Resolver no plano cartesiano a inequa•‹o y . mx 1 q Ž determinar o conjunto de pontos (x, y) que satisfazem ˆ de-
sigualdade y . mx 1 q.
No plano cartesiano, y 5 mx 1 q Ž a equa•‹o reduzida de uma reta r. Se um ponto P dessa reta tem abscissa 
x
0
, sua ordenada y
0
 Ž tal que y
0
 5 mx
0
 1 q.
Assim, os pontos (x
0
, y), em que y . mx
0
 1 q, s‹o aqueles de abscissa x
0
, tais que y . y
0
, ou seja, pontos de 
abscissa x
0
 e que est‹o acima do ponto P.
Portanto, variando-se x
0
, os pontos que satisfazem y . mx 1 q s‹o todos aqueles que est‹o acima da reta r.
Analogamente, os pontos (x, y), em que y , mx 1 q, est‹o situados abaixo da reta r.
Assim, temos as representa•›es gr‡ficas:
 a) y . mx
0
 1 q b) y , mx 1 q
y
r
r
x x
y
00
AULA 46
posições reLAtiVAs eNtre poNto e retA:
represeNtAção gráficA
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24 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
exercício resolvido
Represente graficamente o sistema:
x y 0
x 2 0
2
2
<
<{
Resolução
A solução gráfica de um sistema de inequações é 
a região do plano cartesiano cujos pontos satisfa-
zem simultaneamente às inequações do sistema, 
então:
Da primeira inequação: x 2 y < 0 ⇒ y > x
y
1
10
y 5 x
x
Da segunda inequação: x 2 2 < 0 ⇒ x < 2
y
0 2
x 5 2
x
A representação gráfica do sistema é a região que 
satisfaz as duas inequações simultaneamente, ou 
seja:
y
1
10 2 x
exercícios
1 Represente no plano cartesiano cada inequação:
a) x 2 3 > 0
y
x0
b) 2x – 6 , 0
y
x0
c) 2y – 4 . 0
x0
y
d) y > 0
y
x0
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ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1103 25
e) y , −x 1 3
y
x0
f) x – 2y – 6 < 0
y
x0
2 Calcule a área da região determinada pelas inequações x > 0, y > 0, y < 4 e x 2 y 2 1 < 0.
orieNtAção de estUdo
 Leia o resumo da aula.
 Faça os exercícios 60 a 64, série 1.
 Livro 2 — Unidade II
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
 Leia o item 4, cap. 5 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 65 a 70, série 1.
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26 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
1 CIrCunFerênCIa
Circunfer•ncia é o lugar geométrico dos pon-
tos de um plano que equidistam de um ponto fixo 
desse plano.
O ponto fixo é chamado centro da circunferên-
cia, e a distância dos pontos da circunferência a ele é 
chamado de raio.
P
r
Circunferência
C
 C representa o centro da circunferência;
 r representa o raio da circunferência;
 P representa um ponto da circunferência.
2 no plano CartesIano
Seja λ uma circunferência de centro C(a, b) e raio r. 
Seja, ainda, P(x, y) um ponto genérico dessa circun-
ferência.
0
b
λ
a
r
C(a, b)
P(x, y)
y
x
Como a distância do ponto P(x, y) ao centro C(a, b) 
é r, temos:
(x a) (y b) r2 22 1 2 5
Elevando ao quadrado ambos os membros, obtemos:
(x 2 a)2 1 (y 2 b)2 5 r2
Essa igualdade é chamada equa•‹o reduzida da 
circunfer•ncia de centro C(a, b) e raio r.
AULA 47 circUNferÊNciA: eQUAção redUZidA
Exemplos:
1. A equação reduzida da circunferência de centro 
C(1, –2) e raio 4 é:
 (x 2 1)2 1 [y 2 (22)]2 5 42, ou seja, 
(x 2 1)2 1 (y 1 2)2 5 16.
2. A equação da circunferência com centro na origem 
(0, 0) e raio 1 é:
(x 2 0)2 1 (y 2 0)2 5 12, ou seja, x2 1 y2 5 1.
Observa•›es:
 I. Esta circunferência n‹o passa pela origem; ela 
tem o centro na origem.
x
y
0
 II. Circunferências ditas conc•ntricas são aquelas 
que têm o mesmo centro.
C
 III. Di‰metro de uma circunferência é uma cor-
da que passa pelo centro dessa circunferência. 
O centro é o ponto médio de um diâmetro.
C
r
B
A
r
 AB é um diâmetro;
 C é o ponto médio de AB.
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ALFA 6 Matemática – Setor 1103 27
exercícios
1 Dê a equação reduzida da circunferência de cen-
tro C e raio r em cada um dos casos a seguir:
a) C(4, 1) e r 5 3
b) C(2, 0) e r 5 5
c) C(21, 1) e r 5 1
2
d) C(0, 0) e r 5 2
2
2 Dê o centro C e o raio r de cada circunferência:
a) (x 2 2)2 1 (y 2 4)2 5 9
b) x2 1 (y 2 5)2 5 7
c) x2 1 y2 5 1
4
3 Escreva a equação reduzida da circunferência que 
tem centro no ponto C(1, 1) e que passa pelo pon-
to P(4, 5).
orieNtAção de estUdo
 Leia o resumo da aula.
 Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 2.
 Livro 2 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima
tarefa complementar
 Leia os itens 1 e 2, cap. 4 do Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 6 a 10, sŽrie 2.
 Leia o texto da Atividade extra a seguir.
distância de um ponto a uma circunferência 
 I. Seja P um ponto exterior a uma circunferência 
λ de centro C e raio r.
P
d 5 PC 2 r
d
r
C
λ
 II. Se P é interior a λ, temos:
r
P
d 5 r 2 PC
d C
λ
Por exemplo, considere a circunferência λ de 
equação x2 1 y2 5 4. Vamos calcular a distância 
do ponto P(3, 4) atéλ.
Da equação x2 1 y2 5 4, obtemos:
C(0, 0) e r 5 2
d
C(0, 0)
2
P(3, 4)
λ
PC = 2 1 2(3 0) (4 0)2 2 = 5
Logo: d = 5 – 2 = 3
AtiVidAde extrA
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28 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
Seja λ a circunferência de centro C(a, b) e raio r.
0
b
λ
a
r
C
y
x
Como vimos, sua equação reduzida é: (x 2 a)2 1 (y 2 b)2 5 r2
Desenvolvendo essa equação, temos:
x2 2 2ax 1 a2 1 y2 2 2by 1 b2 5 r2
Ordenando convenientemente os termos, obtemos:
x2 1 y2 2 2ax 2 2by 1 a2 1 b2 2 r2 5 0
Esta é a equa•‹o normal da circunfer•ncia de centro C(a, b) e raio r.
exercícios resolvidos
1. Dada a equação reduzida (x 1 2)2 1 (y 2 3)2 5 1 de uma circunferência, obtenha sua equação normal.
Resolu•‹o
Desenvolvendo, temos:
x2 1 4x 1 4 1 y2 2 6y 1 9 5 1
Ordenando os termos:
x2 1 y2 1 4x 2 6y 1 12 5 0, que é a equa•‹o normal.
Observa•‹o:
A passagem da equação reduzida para a equação normal se faz de modo simples. Contudo, se quisermos 
passar da equação normal para a reduzida, precisaremos fazer a volta, ou seja, “remontar” os trinômios 
quadrados perfeitos que foram desenvolvidos.
2. Dada a equação normal x2 1 y2 1 4x 2 6y 1 12 5 0, obtenha a equação reduzida.
Resolu•‹o
Vamos “remontar” os trinômios quadrados perfeitos:
Temos: x2 1 4x 1 1 y2 2 6y 1 5 212
Agora, procedemos da seguinte maneira:
 Dividimos o coeficiente de x por 2 e elevamos ao quadrado:
4
2
 5 2 ⇒ 22 5 4
 Dividimos o coeficiente de y por 2 e elevamos ao quadrado:
26
2
 = 23 ⇒ (23)2 5 9
Voltando à equação, devemos completar os quadrados e, para que a igualdade se mantenha, devemos 
adicionar esses termos no segundo membro. Assim, temos:
x2 1 4x 1 4 1 y2 2 6y 1 9 5 212 1 4 1 9 ∴ (x + 2)2 1 (y 2 3)2 5 1
(x 1 2)2 (y 2 3)2 1
Logo, o centro é C(22, 3) e o raio é 1.
AULA 48 circUNferÊNciA: eQUAção NormAL
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ALFA 6 Matemática – Setor 1103 29
3. Considere a equação x2 1 y2 2 2x 1 8y 2 m 5 0, 
em que m é um parâmetro real.
Dê os valores de m para que essa equação repre-
sente uma circunferência.
Resolução
Temos:
x2 2 2x 1 1 y2 1 8y 1 5 m
x2 2 2x 1 1 1 y2 1 8y 1 16 5 m 1 1 1 16
(x 2 1)2 1 (y 1 4)2 5 m 1 17
Como r2 5 m 1 17, devemos ter:
m 1 17 . 0 ∴ m . 217
Resposta: m . 217
exercícios
1 Obtenha o centro C e o raio r de cada circunfe-
rência:
a) x2 + y2 + 2x – 8y + 8 = 0
b) 4x2 1 4y2 2 24x 1 8 5 0
2 Verifique se a equação x2 1 y2 1 4x 1 6y 1 14 5 0 
representa uma circunferência.
tarefa complementar
tarefa mínima
orieNtAção de estUdo
 Leia o resumo da aula.
 Faça os exercícios 16 a 19, série 2.
 Livro 2 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
 Leia o item 3, cap. 4 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 21 a 24, série 2.
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30 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
AULA 49 retA e circUNferÊNciA: posições reLAtiVAs
Uma reta a, em rela•‹o a uma circunferência λ, 
pode ocupar uma das três posi•›es a seguir:
secante à circunferência 
d , r
AM 5 MB
CM ⊥ a
A
B
a
d
M
rC
λ
tangente à circunferência 
d 5 r
CT ⊥ a
a
d
T
r
C
λ
exterior à circunferência 
d . r
a
T
d
rC
λ
Para obtermos os pontos de intersecção de 
uma reta tangente ou secante a uma circunferên-
cia, podemos resolver o sistema formado por suas 
equa•›es.
exercício resolvido
D• a equa•‹o da reta t paralela ˆ reta 
(s) x 1 y 1 10 5 0 e tangente ˆ circunfer•ncia (λ) 
(x 2 3)2 1 y2 5 2.
Resolução
C (3, 0)
(x 2 3)2 1 y2 5 2 ∴
r 25
C (3, 0)
s
t
2
Uma reta t paralela ˆ s Ž da forma:
x 1 y 1 k 5 0
Devemos ter:
d 2C, t 5
3 1 0 1 k
1
2
 1 1
2
 
2
| 3 1 k | 5 2
3 1 k 5 22 ∴ k 5 25
3 1 k 5 2 ∴ k 5 21
Logo, (t) x 1 y 2 1 5 0 ou (t) x 1 y 2 5 5 0.
exercícios
1 Considere a reta (r) x 2 y 1 1 5 0 e a circunfer•ncia 
(λ) x2 1 y2 5 5.
a) Obtenha os pontos de intersec•‹o de r e λ.
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ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1103 31
b) Calcule o comprimento da corda que a reta r 
determina em λ.
P (1, 2)
r
Q (22, 21)
λ
2 Dê a equação da circunferência que tem centro no 
ponto C(2, 3) e é tangente à reta (t) y 5 2x 1 7.
3 Dê a equação da reta t que tangencia a circunfe-
rência λ no ponto P em cada caso:
a) (λ) (x 2 3)2 1 (y 2 1)2 5 5 e P(5, 2)
b) (λ) (x 2 1)2 1 (y 2 1)2 5 1 e P(2, 1)
tarefa mínima
tarefa complementar
orieNtAção de estUdo
 Leia o resumo da aula.
 Faça os exercícios 29 a 35, série 2.
 Livro 2 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
 Leia o item 4, cap. 4 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 36 a 43, série 2.
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32 Matem‡tica Ð Setor 1103 ALFA 6
posIções relatIvas entre um ponto e uma CIrCunFerênCIa
Seja (λ) (x 2 a)2 1 (y 2 b)2 5 R2 a equa•‹o de uma circunfer•ncia de centro C(a, b) e raio R.
Se P(x
0
, y
0
) Ž um ponto cuja dist‰ncia ao centro C de λ Ž d, teremos:
 I. d 5 R: o ponto P pertence a λ.
d
λ
P
C
 Nesse caso:
(x
0
 2 a)2 1 (y
0
 2 b)2 5 R2
 II. d , R: o ponto P Ž interior a λ.
d
λ
P
C
 Nesse caso:
(x
0
 2 a)2 1 (y
0
 2 b)2 , R2
 III. d . R: o ponto P Ž exterior a λ.
d
λ
P
C
 Nesse caso:
(x
0
 2 a)2 1 (y
0
 2 b)2 . R2
AULA 50 poNto e circUNferÊNciA: posições reLAtiVAs
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ALFA 6 Matem‡tica Ð Setor 1103 33
exercícios
1 Classifique como V (verdadeira) ou F (falsa) as 
afirmações sobre a posição do ponto P(3, −2) em 
relação à circunferência (λ) x2 + y2 – x + y = 0. 
a) ( ) P pertence a λ.
b) ( ) P é interior a λ.
c) ( ) P é exterior a λ.
2 Calcule a área da região do plano cartesiano cujos 
pontos (x, y) satisfazem o sistema, em cada caso:
a) 
x y 16 0
x y 9 0
2 2
2 2
1 2
1 2





b) 
x y 4 0
x y 16 02 2
1 2
1 2





orieNtAção de estUdo
 Leia o resumo da aula.
 Faça os exerc’cios 46 a 49, sŽrie 2.
 Livro 2 Ñ Unidade II
 Caderno de Exercícios 2 Ñ Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
 Leia o cap’tulo 6 do Livro-texto.
 Faça os exerc’cios 50 a 53, sŽrie 2.
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34 Matemática – Setor 1103 ALFA 6
ANotAções
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ALFA 6 Física – Setor 1201 35
FíSICA
Setor 1201
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 36
aula 46 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 36
aula 47 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 39
aula 48 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 41
aula 49 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 42
aula 50 .............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 43
Setor A
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36 F’sica Ð Setor 1201 ALFA 6
AULAS 45 e 46 TEOREMA DOS SISTEMAS ISOLADOS E APLICAÇÕES 
1 ConCeitos iniCiais 
Sistema de corpos é um conjunto de corpos. 
Interessa-nos apenas estudar um sistema de corpos 
em que haja ação mútua entre esses corpos e que eles 
não apresentem massas muito diferentes. 
Força interna (F
int
) a um sistema de corpos é 
qualquer força trocada entre corpos do sistema.
Força externa (F
ext
) a um sistema de corpos é 
qualquer força trocada entre um corpo do sistema e 
outro não pertencente ao sistema.
Quantidade de movimento de um sistema de 
corpos é a soma (vetorial) das quantidades de movi-
mento de cada um dos corpos pertencentes ao sistema. 
Em símbolos:
Q
sist
 5 DQ
corpos
Energia cinética de um sistema de corpos é a 
soma das energias cinéticas de cada um dos corpos 
pertencentes ao sistema. Em símbolos:
ε
c sist
 5 Dε
c corpos
Sistema isolado é um sistema de corpos no qual 
a soma das forças externas é nula. Em símbolos:
DF
ext
 5 0
2 enunCiado do teorema dos 
sistemas isolados
Há dois modos de enunciareste teorema:
1. A quantidade de movimento de um sistema 
isolado é constante.
2. Forças internas não alteram a quantidade de 
movimento de um sistema.
Em símbolos:
ΣF
ext
 5 0 ⇔ Q
sist
 5 constante
ExERCíCIOS
1 Dois patinadores, de massas 60 kg e 80 kg, respec-
tivamente, deslizam sobre um plano horizontal sem 
atrito com velocidade 10 m/s. Subitamente, o de 
massa 60 kg empurra o outro, que tem sua veloci-
dade aumentada até atingir 13 m/s, quando, então, 
os patinadores perdem o contato. Nesse instante, 
a velocidade do patinador de massa 60 kg será:
a) 14 m/s
b) 4,0 m/s
c) 6,0 m/s
d) 3,0 m/s
e) nula
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ALFA 6 Física – Setor 1201 37
2 Dois corpos, A e B, de massa M
A
 5 2 kg e M
B
 5 5 kg, estão em repouso e apoiados sobre uma superfície 
plana, horizontal, sem atrito. Entre os corpos, há uma mola comprimida e que não está presa aos corpos. 
Inicialmente, a mola é impedida de se distender por um fio que liga os corpos.
A
Fio
B
Quando o fio é cortado, os corpos são acelerados pela mola. No instante em que o corpo A se destaca da 
mola, sua velocidade é 10 m/s. Pede-se, para esse instante:
a) a velocidade do corpo B;
b) esboçar o gráfico da velocidade em função do tempo para os dois corpos;
c) a velocidade relativa de separação entre os corpos;
d) a energia cinética inicial do sistema;
e) a energia cinética final do sistema;
f) a energia potencial elástica armazenada inicialmente na mola.
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38 Física – Setor 1201 ALFA 6
3 O conjunto formado por um vagão e uma esfera de massa m se movimenta a uma velocidade V
0
 horizontal 
para a direita. No vagão, está instalado um dispositivo capaz de lançar a esfera horizontalmente no sentido 
contrário a V
0
. A massa do vagão, incluindo o dispositivo de lançamento, é M. Subitamente, a esfera é lançada 
de modo a ter velocidade U em relação ao vagão, exatamente no instante em que perde o contato com o 
vagão. 
Desprezando eventuais atritos, pede-se:
a) esboçar o gráfico da velocidade em função do tempo tanto do vagão quanto da esfera, mostrando a 
situação imediatamente antes e depois do lançamento;
b) determinar o acréscimo de velocidade sofrido pelo vagão devido ao lançamento da esfera;
c) determinar a velocidade da esfera imediatamente depois de perder o contato com o vagão.
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
AULA 45
 Leia os itens 10 e 12, cap. 1 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 3, 5, 6 e 7, série 2.
AULA 46
 Faça os exercícios 8 a 12, série 2.
 Livro 1 — Unidade IV
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 46
 Faça os exercícios 13 a 18, série 2.
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ALFA 6 Física – Setor 1201 39
AULA 47 ExPLOSÕES
Numa explosão, geralmente as forças internas são muito maiores que as externas – portanto, elas podem ser 
desprezadas. 
No caso do explosivo ter massa desprezível, ele funciona apenas como elemento transmissor de força.
Logo, de um modo geral:
Explosão ⇒ Sistema isolado
ExERCíCIOS
1 Uma bomba, inicialmente em repouso, explode em tr•s partes iguais. Assinale a alternativa na qual est‹o 
mais bem representadas as velocidades de cada fragmento imediatamente ap—s a explos‹o.
a) 
V
V
V
b) V
V
45¼
V
c) V
V
V
d) V V
V
e) V V
V
120¼120¼
120¼
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40 Física – Setor 1201 ALFA 6
2 (Fuvest-SP) Núcleos atômicos instáveis, existentes na natureza e denominados isótopos radioativos, emi-
tem radiação espontaneamente. Tal é o caso do carbono 14 (14C), um emissor de partículas beta (β–). Neste 
processo, o núcleo de carbono 14 deixa de existir e se transforma em um núcleo de nitrogênio (14N) com a 
emissão de um antineutrino n e uma partícula β2:
14C → 14N 1 β2 1 n
Os vetores quantidade de movimento das partículas, em uma mesma escala, resultantes do decaimento 
beta de um núcleo de 14C em repouso, poderiam ser mais bem representados, no plano do papel, pela 
figura:
a) b2
n
14N
b) 
b2
14N
n
 
c) 
b2
14N
n
d) 
b2
14N
n
e) 
b2
14N
n
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
 Leia o item 19, cap. 1 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 23 a 26, série 2.
 Livro 1 — Unidade IV
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade II 
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Faça os exercícios 27 a 30, série 2.
AnOTAÇÕES
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1201 41
Se, em dada dire•‹o, a soma das for•as externas a um sistema de corpos Ž nula, a quantidade de movimento 
nessa dire•‹o Ž constante. 
Em símbolos:
(ΣF
ext
)
x
 5 0 ⇒ (Q
sist
)
x
 5 constante
ExERCíCIO
(Fuvest-SP) Um cachorro de massa 20 kg está inicialmente em repouso sobre uma prancha de 80 kg. A 
prancha está em repouso sobre um solo horizontal sem atrito. Num dado instante, o cachorro começa 
a se movimentar num dado sentido com velocidade 1 m/s em relação à prancha. 
Determine:
a) a velocidade do cachorro em relação ao solo;
b) a velocidade da prancha em relação ao solo.
M
1
M
1
M
2
M
2
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
 Fa•a os exerc’cios 34 a 38, série 2.
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Fa•a os exerc’cios 40 a 43, série 2.
AULA 48 SISTEMA ISOLADO EM DADA DIREÇãO
035a044_1201_FISICA_CA6_ROSA.indd 41 6/23/14 10:17 AM
42 Física Ð Setor 1201 ALFA 6
AULA 49 CHOQUES FROnTAIS
1 introduÇÃo
Em um choque entre dois corpos A e B, há uma 
aproximação, uma interação rápida e, em seguida, uma 
separação. 
Tratando-se de uma interação rápida, as forças tro-
cadas pelos corpos apresentam grandes intensidades 
e, por isso, as forças externas podem ser desprezadas. 
Portanto, de um modo geral:
Choque (colisão) ⇒ Sistema isolado
2 CHoQues Frontais
São os que ocorrem sem mudança de direção.
3 CoeFiCiente de restituiÇÃo 
5
2
e
V' V'
V V2V V
B AV'B A
A BV VA BV V
4 tiPos de CH oQues Frontais
Perfeitamente elástico (ou com restituição total)
Velocidade de afastamento 5 velocidade de apro-
ximação ⇒ e 5 1
V
afast
 5 V
aprox
 ⇒ e 5 1
Parcialmente elástico
Velocidade de afastamento  velocidade de apro-
ximação ⇒ 0  e  1
V
afast
  V
aprox
 ⇒ 0  e  1
inelástico ou anelástico ou plástico 
(sem restituição)
A velocidade de afastamento é nula ⇒ e = 0
V
afast
 5 0 ⇒ e 5 0
5 diaGrama VeloCidade 3 temPo em 
um CHoQue Frontal
V
A
V
B
V'
B
V'
A
V
afast
V
t
V
aprox
Duração do choque
ExERCíCIO
Uma esfera A de massa m que se movimenta em 
uma superfície lisa e horizontal com velocidade V
A
 
choca-se frontalmente (sem mudança de direção) 
com outra esfera B, idêntica a ela, que se encontra 
em repouso. Sabendo que o choque é perfeita-
mente elástico, determine as velocidades V’
A
 e V’
B
 
das esferas após a colisão.
 
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
 Leia os itens 1 a 8, cap. 2 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 50 e 57, série 2.
 Livro 1 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade II
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
 Faça os exercícios 52, 53 e 59 a 61, série 2.
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ALFA 6 Física – Setor 1201 43
AULA 50 COnCEITO DE PRESSãO EM UM POnTO DE UM LíQUIDO EM EQUILíBRIO. TEOREMA DE STEVIn 
1 ConCeitos iniCiais
 A hidrostática estuda o líquido em repouso em 
relação ao recipiente que o contém. O recipiente, 
por sua vez, deve estar em repouso ou em movi-
mento retilíneo uniforme em relação à Terra.
 Os fluidos (líquidos ou gases) em equilíbrio só 
trocam forças normais.
 A transmissão da força nos fluidos se dá em to-
das as direções e todos os sentidos.
F
1
F
2
F
3
F
4
L’quido
ou
g‡s
F
2 PressÃo em um Ponto de um 
lÍQuido em eQuilÍBrio
Considere uma porção cilíndrica de um líquido 
em equilíbrio contida no próprio líquido em equilíbrio. 
Esta porção se mantém em equilíbrio pela ação de 
forças normais exercidas pelo resto do líquido. Em par-
ticular pela ação de uma força F, que é perpendicular 
à superfíciede área A. 
Sendo A a área da base do cilindro, define-se pres-
são (pM) no ponto M (centro da base) pelo quociente:
5p F
A
M
FA
MM
F
1
F
2
A
1
A
2
É possível demonstrar (e o faremos no momento 
oportuno) que o quociente F
A
 depende da profundi-
dade do ponto escolhido dessa área (ponto M) e não 
depende da área escolhida. Assim:
5 55 5 5p F
A
F
A
F
AM
1
1
2F2F
2
5 ...
A unidade de pressão no SI é N
m2
 5 Pa (pascal).
Como F é a intensidade da força, então a pressão 
é uma grandeza escalar.
3 teorema de steVin
Este teorema nos possibilita calcular a pressão 
em um ponto qualquer de um líquido em equilíbrio. 
Acompanhe:
1a situação
Pontos na mesma horizontal, no mesmo líquido, 
em equilíbrio, têm a mesma pressão.
pA 5 pB
A B
2a situação
Pressão em um ponto do líquido de profundidade h:
pabs 5 psup 1 phidr
pabs 5 psup 1 d ? g ? h
A
p
sup
h
em que:
pabs: pressão absoluta
psup: pressão na superfície
d ? g ? h 5 phidr: pressão hidrostática (d: densidade; 
g: aceleração da gravidade; h: profundidade ou altura)
As unidades envolvidas neste teorema são as se-
guintes:
 A expressão pabs 5 psup 1 phidr pode ser usada 
com qualquer unidade de pressão. 
 Na expressão p 5 psup 1 dgh, empregaremos d 
em kg/m3, g em m/s2, h em m e p em Pa.
 A altura de um líquido é também unidade de 
pressão; logo, a pressão hidrostática de uma 
altura h de um líquido X vale h. Exemplos: a 
pressão hidrostática de uma coluna de mercú-
rio de altura 200 mm é 200 mm de mercúrio 
(200 mmHg); a pressão hidrostática de uma 
coluna de água de 15 m de altura é 15 mca 
(leia “15 metros de coluna de água”).
 Sabendo a pressão da coluna de um líquido de 
altura h0 é 1 atm, a pressão hidrostática de uma 
coluna de altura h deste mesmo líquido vale 
( )hh0 atm. No caso da água, h0 <  10 m e, no 
caso do mercúrio, h
0 5 760 mm.
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44 F’sica Ð Setor 1201 ALFA 6
ExERCíCIO
Um lago tem profundidade 20 m. Sabendo-se que a pressão atmosférica local é 105 Pa e que a densidade 
da água é 1 g/cm3, pede-se:
a) determinar a pressão em um ponto de profundidade 4 m;
b) determinar a pressão no fundo do lago;
c) construir o gráfico da pressão em função da profundidade.
p (Pa)
1,0 ? 105
2,0 ? 105
3,0 ? 105
0
Profundidade h (m) 
2 64 108 1412 1816 20
ORIEnTAÇãO DE ESTUDO
 Leia os itens 1 a 7, cap. 4 do Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 19 a 21, sŽrie 1.
 Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 2.
 Livro 1 — Unidade IV
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade III
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Fa•a os exerc’cios 28 e 29, sŽrie 1.
 Fa•a os exerc’cios 6 a 8, sŽrie 2.
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ALFA 6 Física – Setor 1202 45
física
setor 1202
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ...............46
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ...............46
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ...............49
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ...............49
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ...............52
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ...............52
setor b
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46 Física – Setor 1202 ALFA 6
1 trabalho da força elétrica
No campo de uma carga puntiforme fixa Q, consideremos dois pontos, A e B, distantes respectivamente 
r
A
 e r
B
 de Q.
Q q
r
B
r
A
A B
O trabalho da força elétrica, ao se deslocar uma carga de prova q de A para B, pode ser calculado como segue:
τ
A B
F
A B
k
Q ? q
r
k
Q ? q
r→
5 ? 2 ?
A expressão será válida ainda que os pontos não estejam alinhados com a carga Q, pois a força elétrica é 
conservativa, e seu trabalho não depende da trajetória.
Q
A
B
r
A
r
B
2 energia Potencial elétrica
Para um sistema formado por uma carga fixa Q e uma carga de prova q, ocupando um ponto A, distante r
A
 
da carga fixa, temos a energia potencial elétrica associada, que pode ser calculada por:
ε
pA
A
k
Q ? q
r
5 ?
3 Potencial elétrico
A expressão ε
pA
A
k
Q ? q
r
5 ? pode ser reescrita como εpA
A
Q
r
5 q ? k ? , em que o potencial elétrico do ponto 
A no campo da carga fixa Q é dado por:
V k
Q
rA
V k
A
V k
A
r
A
5 ?V k5 ?V k
No SI, a unidade de potencial elétrico é o volt (V).
auLas 45 e 46 trabaLho da força ELétrica E potEnciaL ELétrico
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ALFA 6 Física – Setor 1202 47
ExErcícios
1 (Ufes – Adaptada) Uma partícula de carga elétrica q, positiva, é abandonada a uma distância d de outra 
partícula cuja carga elétrica é Q, positiva, e que está fixa em um ponto. Considere as partículas apenas sob 
interação elétrica, no vácuo, onde a constante da lei de Coulomb vale k
0
. Qual será o trabalho da força elé-
trica sobre a partícula de carga q, entre o abandono e o instante em que a distância entre as partículas for 
igual a 4d?
2 (Unicamp-SP) Considere uma molécula diatômica iônica. Um átomo tem carga q 5 1,6 ? 10219 C, e o outro tem 
carga oposta. A distância interatômica de equilíbrio é 2,0 ? 10210 m. No Sistema Internacional, 
1
4
0
π ε
 é igual 
a 9,0 ? 109. Na distância de equilíbrio, a força de atração entre as cargas é anulada por outras forças internas 
da molécula. Pede-se:
a) a resultante das forças internas que anula a força de atração entre as cargas;
b) considerando que, para distâncias interatômicas maiores que a distância de equilíbrio, as outras forças 
internas são desprezíveis, determine a energia necessária para separar completamente as duas cargas, 
isto é, para dissociar a molécula em dois íons. 
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48 Física – Setor 1202 ALFA 6
oriEntação dE Estudo
auLa 45
 Leia os itens 1 e 2, cap. 3 do Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 1 a 3, sŽrie 3.
auLa 46
 Leia os itens 3 a 5, cap. 3 do Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 12 a 14, sŽrie 3.
 Livro 2 — Unidade I 
Caderno de Exercícios 1 — Unidade VII
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 45
 Fa•a os exerc’cios 4 a 7, sŽrie 3.
auLa 46
 Fa•a os exerc’cios 16 e 17, sŽrie 3.
3 (Ufla-MG) O diagrama potencial elétrico versus distância de uma carga elétrica puntiforme Q no vácuo é mostrado 
a seguir. Considere a constante eletrostática do vácuo igual a 9,0 ? 109 unidades do SI.
V (volt)
r (cm)3
30
Pode-se afirmar que o valor de Q é:
a) 13,0 ? 10212 C b) 10,1 ? 10212 C c) 13,0 ? 1029 C d) 10,1 ? 1029 C e) 23,0 ? 10212 C
4 (Mack-SP) Na determinação do valor de uma carga elétrica puntiforme, observamos que, em determinado ponto 
do campo elétrico por ela gerado, o potencial elétrico é de 18 kV e a intensidade do vetor campo elétrico é 
9,0 kN/C. Se o meio é o vácuo (k
0
 5 9 ? 109 N ? m2/C2), o valor dessa carga é:
a) 4,0 mC b) 3,0 mC c) 2,0 mC d) 1,0 mC e) 0,5 mC
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 49
1 Potencial elétrico em um Ponto 
devido a várias cargas fixas
No campo de várias cargas puntiformes fixas Q
1
, 
Q
2
, ..., Q
n
, consideremos o ponto A distante r
1
, r
2
, ..., 
r
n
, respectivamente, de Q
1
, Q
2
, ..., Q
n
.
r
1
Q
1
Q
2
Q
n
r
2
r
n
q
A
O potencial elétrico em A, devido ao sistema de 
cargas, é a soma algébrica dos potenciais que cada car-
ga puntiforme fixa estabelece no ponto.
V   k
Q
r
k
Q
r
... k
Q
A
1
1
2
2
n
5 ? 1 ? 1 1 ?
rr
n
2 trabalho da força elétrica 
em função da diferença de 
Potencial elétrico (ddp)
O potencial elétrico pode ser utilizado como au-
xiliar no cálculo do trabalho das forças elétricas no 
deslocamento de uma carga de prova q de A para B.
5 2
τ εε
A B
F
pA pB→
 e τ
A B A B
q  V V
→ ( )5 ? 2
F
em que V
A
 2 V
B
 representa a diferença de po-
tencial (ddp) entre os pontos A e B.
ExErcícios
1 Em qual das alternativas o vetor campo elŽtrico e 
o potencialelŽtrico s‹o nulos, simultaneamente, 
no centro do quadrado?
a) 1q
1q
1q
1q
auLas 47 e 48 trabaLho, EnErgia potEnciaL E potEnciaL no caMpo dE várias cargas
b) 2q
2q
2q
2q
c) 1q
2q
1q
2q
d) 1q
2q
2q
1q
e) 1q
2q
1q
1q
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50 Física – Setor 1202 ALFA 6
2 (Ufal) Duas cargas puntiformes, Q
1
 5 3,0 mC e Q
2
 5 212 mC, estão fixas nos pontos A e B, no vácuo, separadas 
de 9,0 cm e isoladas de outras cargas.
Q
1 
� 3,0 µC Q
2 
� �12,0 µCM
9,0 cm BA
Considerando a constante eletrostática k 5 9,0 ? 109 N ? m2/C2 e tomando o referencial no infinito, determine 
o potencial elétrico no ponto M, médio de AB.
3 (UfPE) Duas cargas elétricas puntiformes, de mesmo módulo Q e sinais opostos, são fixadas à distância de 
3,0 cm entre si. Determine o potencial elétrico no ponto A, em volts, considerando que o potencial no ponto 
B é 60 volts.
BA
1Q �Q
1,0 cm 1,0 cm
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 51
4 (UfU-MG) Considere duas partículas, com cargas Q
1
 5 1 ? 1029 C e Q
2
 5 21 ? 1029 C, localizadas em um plano, 
conforme figura a seguir.
Q
1
Q
2 A B
Cada quadrícula da figura possui lado igual a 1 cm. Considere k 5 9 ? 109 N ? m2 ? C22.
a) Calcule o potencial eletrostático nos pontos A e B, devido a Q
1
 e Q
2
.
b) Se uma terceira partícula, Q
3
, com carga igual a 2 ? 1029 C é deslocada de A para B, calcule o trabalho total 
realizado pela força elétrica sobre a partícula em tal deslocamento.
oriEntação dE Estudo
auLa 47
 Leia o item 6, cap. 3 do Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 18 a 20, sŽrie 3.
auLa 48
 Leia o item 7, cap. 3 do Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 24 e 25, sŽrie 3.
 Livro 2 — Unidade I
 Caderno de Exercícios 1 — Unidade VII
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 47
 Fa•a os exerc’cios 21 a 23, sŽrie 3.
auLa 48
 Fa•a os exerc’cios 26 a 28, sŽrie 3.
045a056_1202_FISICA_CA6_ROSA.indd 51 6/23/14 10:17 AM
52 Física – Setor 1202 ALFA 6
análise do camPo uniforme
A
V
A dAB
V
B
B
q
F
elŽtr.
→
E
→
No deslocamento da carga q, do ponto A ao B, o trabalho da for•a elŽtrica pode ser calculado como segue: 
t
F
A→B 5 F ? d
AB
|t
F
A→B| 5 |q| ? E ? d
AB
t
F
A→B 5 q ? V VA B2( )
|t
F
A→B| 5 |q| ? U
AB
e
Assim, encontramos a seguinte rela•‹o v‡lida num campo elŽtrico uniforme:
E ? d
AB
 5 U
AB
Note que, no SI, alŽm do newton por coulomb (N/C), o volt por metro (V/m) Ž unidade de campo elŽtrico. 
ExErcícios
1 (Unifesp) A presen•a de ’ons na atmosfera Ž respons‡vel pela exist•ncia de um campo elŽtrico dirigido e 
apontado para a Terra. Pr—ximo ao solo, longe de concentra•›es urbanas, num dia claro e limpo, o campo 
elŽtrico Ž uniforme e perpendicular ao solo horizontal e sua intensidade Ž de 120 V/m. A figura mostra as 
linhas de campo e dois pontos dessa regi‹o, M e N.
1,20 m
N
M
E
→
O ponto M est‡ a 1,20 m do solo, e N est‡ no solo. A diferen•a de potencial entre os pontos M e N Ž: 
a) 100 V
b) 120 V
c) 125 V
d) 134 V
e) 144 V
auLas 49 e 50
caMpo ELétrico uniforME 
E MoviMEnto dE cargas
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 53
2 (Cesgranrio-RJ) A figura a seguir representa as linhas de um campo elétrico uniforme.
16 cm
B
3 cm
A
A ddp entre os pontos A e B vale 24 volts. Assim, a intensidade desse campo elétrico, em volt/metro, vale: 
a) 60
b) 80
c) 120 
d) 150 
e) 200 
3 (UfRJ) A figura mostra, num certo instante, algumas linhas do campo elétrico (indicadas por linhas con-
tínuas) e algumas superfícies equipotenciais (indicadas por linhas tracejadas) geradas pelo peixe elétrico 
eigenmannia virescens. A diferença de potencial entre os pontos A e B é V
A
 2 V
B
 5 4,0 ? 1025 V.
A
B
D C
Suponha que a distância entre os pontos C e D seja 5,0 ? 1023 m e que o campo elétrico seja uniforme ao 
longo da linha que liga esses pontos. 
Calcule o módulo do campo elétrico entre os pontos C e D. 
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54 F’sica Ð Setor 1202 ALFA 6
4 (UfRGS-RS) Entre 1909 e 1916, o físico norte-americano Robert Milikan (1868-1953) realizou inúmeras re-
petições de seu famoso experimento da “gota de óleo”, a fim de determinar o valor da carga do elétron. 
O experimento, levado a efeito no interior de uma câmara a vácuo, consiste em contrabalançar o peso de 
uma gotícula eletrizada de óleo pela aplicação de um campo elétrico uniforme, de modo que a gotícula se 
movimente com velocidade constante.
O valor obtido por Milikan para a carga eletrônica foi de aproximadamente 1,6 ? 10219 C.
Suponha que, numa repetição desse experimento, uma determinada gotícula de óleo tenha um excesso de 
cinco elétrons, e que seu peso seja de 4,0 ? 10215 N. Nessas circunstâncias, para que a referida gotícula se mo-
vimente com velocidade constante, a intensidade do campo elétrico aplicado deve ser de aproximadamente:
a) 5,0 ? 102 V/m 
b) 2,5 ? 103 V/m 
c) 5,0 ? 103 V/m 
d) 2,5 ? 104 V/m 
e) 5,0 ? 104 V/m 
5 (Vunesp) Os elétrons de um feixe de um tubo de TV são emitidos por um filamento de tungstênio dentro de 
um compartimento com baixíssima pressão. Esses elétrons, com carga e 5 1,6 ? 10219 C, são acelerados por 
um campo elétrico existente entre uma grade plana e uma placa, separadas por uma distância L 5 12,0 cm 
e polarizadas com uma diferença de potencial U 5 15 kV. Passam então por um orifício da placa e atingem 
a tela do tubo. A figura ilustra esse dispositivo.
Grade
e
L
Placa
Considerando que a velocidade inicial dos elétrons é nula, calcule:
a) o campo elétrico entre a grade e a placa, considerando que ele seja uniforme;
b) a energia cinética de cada elétron, em joules, quando passa pelo orifício.
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1202 55
6 (Mack-SP) 
9,0 mm9,0 mm
B CA
1q
E
→
Entre as placas de um condensador tem-se o campo elŽtrico uniforme, de intensidade 1,0 ? 105 V/m, ilustrado 
na figura, e as a•›es gravitacionais s‹o desprezadas. Um corpœsculo eletrizado, de massa m 5 1,0 ? 1023 g 
e carga q 5 12 mC, Ž abandonado do repouso no ponto B. Ap—s um intervalo de ___ , o corpœsculo passa 
pelo ponto ____ , com velocidade ____ .
A alternativa que contŽm as informa•›es corretas para o preenchimento das lacunas na ordem de leitura Ž: 
a) 3,0 ? 1024 s; C; 60 m/s. 
b) 3,0 ? 1024 s; A; 60 m/s. 
c) 3,0 ? 1023 s; C; 60 m/s. 
d) 3,0 ? 1023 s; A; 60 m/s. 
e) 4,2 ? 1024 s; C; 85 m/s. 
oriEntação dE Estudo
auLa 49
 Leia os itens 8 e 9, cap. 3 do Livro-texto.
 Faça os exerc’cios 1 a 3, série 1.
auLa 50
 Faça os exerc’cios 8 a 10, série 1.
 Livro 2 Ñ Unidade I
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade V
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 49
 Faça os exerc’cios 4 a 6, série 1.
auLa 50
 Faça os exerc’cios 11 a 13, série 1.
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56 F’sica Ð Setor 1202 ALFA 6
anotaçÕEs
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ALFA 6 Física – Setor 1203 57
FísiCa
setor 1203
Prof.: ____________________________________
aula 23 ............... AD h ...............TM h .............TC h .......... 58
aula 24 ............... AD h ...............TM h .............TC h .......... 61
aula 25 ............... AD h ...............TM h .............TC h .......... 66
setor C
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 57 6/23/14 10:23 AM
58 Física – Setor 1203 ALFA 6
auLa 23 eQuaçãO FundaMentaL da OnduLatÓria
velOcidAde de prOpAgAçãO de UmA OndA
F
A C
B D
E
λ
λ
2
λ
5 55 5 ?
l
lV
T
f
Observações:
1. Na refração de uma onda, a velocidade e o comprimento de onda são alterados. Quanto à frequência, esta 
permanece inalterada.
2. A frequência e o período de uma ond a são características da fonte de abalos.
exerCíCiOs
1 A figura abaixo mostra o perfil de uma onda mecânica gerada pela fonte F. Sabe-se que o ponto A leva 
2 segundos para percorrer a distância entre a posição de máxima elongaçãoaté sua posição de equilíbrio.
x (cm)
y (mm)
242
2
22
4 6 8 10 12 14 16 18 20 220
F A
Com base nessas informações, determine: 
a) a amplitude dessa onda; 
b) o comprimento de onda dessa onda; 
c) a frequência dessa onda; 
d) a velocidade de propagação dessa onda.
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1203 59
2 Um turista, sobre um rochedo próximo ao mar, 
observou que a menor distância entre duas boias 
consecutivas que oscilavam em fase era de 12 m. 
A seguir, fixando seu olhar em um ponto do mar, 
notou que, em 50 s, 21 cristas passaram por esse 
ponto, incluindo a que passava no instante em que 
começou a marcar o tempo e a que passava quan-
do terminou de contar. 
Nessas circunstâncias, determine:
a) o comprimento de onda (l);
b) a frequência (f).
3 (UFG-GO) O princípio de funcionamento do forno 
micro-ondas é a excitação ressonante das vibrações 
das moléculas de água contidas nos alimentos. Para 
evitar a fuga de radiação através da porta de vidro, 
os fabricantes de fornos micro-ondas colocam na 
parte interna do vidro uma grade metálica. Uma 
condição para que uma onda eletromagnética seja 
especularmente refletida é que seu comprimento 
de onda seja maior que o tamanho das irregulari-
dades da superfície refletora. Considerando-se 
que a frequência de vibração da molécula de água 
é aproximadamente 2,40 GHz e que o espaçamento 
da grade é da ordem de 1,0% do comprimento de 
onda da micro-onda usada, conclui-se que o espa-
çamento em mm é:
Dados: velocidade das ondas eletromagnéticas no 
interior do micro-ondas: 3,00 ? 108 m/s.
a) 0,80
b) 1,25
c) 8
d) 80
e) 125
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60 Física – Setor 1203 ALFA 6
4 Leia o texto a seguir.
A diferença entre eco e reverberação
Ao sermos atingidos por uma onda sonora, o sistema auditivo – formado pelo ouvido* externo, médio e interno – 
amplifica essa vibração. No ouvido interno, ela é transformada em impulsos elétricos e é enviada ao cérebro por meio 
do nervo auditivo.
Ocorre que a sensação provocada por um impulso sonoro, como um grito, não desaparece imediatamente no sistema 
auditivo. Ela perdura ainda durante um curto intervalo de tempo, cerca de um décimo de segundo (0,1 s). Essa caracte-
rística é denominada de remanescência auditiva e é responsável por entendermos a diferença entre eco e reverberação.
Considere uma pessoa que ouve dois sons provenientes de uma mesma fonte sonora. O primeiro som a atinge direta-
mente, e o segundo a alcança após ser refletido em uma barreira, como uma parede. A reverberação ocorre quando o obser-
vador recebe o segundo som (refletido) antes que termine a remanescência do primeiro, ocasionando o prolongamento e o 
aumento da sensação auditiva. A reverberação é comum em ambientes amplos e com superfícies lisas. É fácil observar que, 
quando conversamos em um apartamento vazio, ocorre uma superposição dos sons, o que pode atrapalhar o entendimento. 
A presença de móveis, tapetes e cortinas absorve a energia transportada pelas ondas sonoras e diminui a reverberação.
O eco, por sua vez, ocorre quando os dois sons (direto e refletido) são percebidos distintamente, pois, quando o som 
refletido atinge o observador, a remanescência do primeiro já se extinguiu. Dessa forma, o intervalo de tempo entre a 
chegada do som direto e do refletido é superior a 0,1 s.
[...]
RODRIGUES, Tarso Paulo. Folha de S.Paulo Ð Fovest, 26 ago. 2004. 
Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo2608200406.htm>. 
Acesso em: 8 maio 2014.
* Nota do editor: De acordo com a (nova) Terminologia Anatômica-2001, usa-se orelha externa, média e interna.
Suponha que uma pessoa bata a palma da mão e ouça o eco produzido por um anteparo à sua frente. De 
acordo com o texto, assinale a opção que indica uma possível distância entre a pessoa e o anteparo. 
Dado: velocidade do som 5 340 m/s
a) 20 m
b) 15 m
c) 12 m
d) 8 m
e) 6 m
OrientaçãO de estudO
 Faça os exercícios 12 a 16, série 2.
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade VII
tarefa Mínima tarefa Complementar
 Faça os exercícios 8 a 11, série 2.
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 60 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 F’sica Ð Setor 1203 61
1 O mOdelO
Campo elétrico
Campo magnético
E
→
B
→
λ
Distância
Propagação
2 O espectrO
101
M
ic
ro
-o
n
d
a
s
O
n
d
a
s
 c
u
rt
a
s
d
e
 r
á
d
io
R
á
d
io
 A
M
T
V
 e
 F
M
In
fr
a
v
e
rm
e
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U
lt
ra
v
io
le
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R
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io
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 X
R
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io
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 γ
O
n
d
a
s
 l
o
n
g
a
s
d
e
 r
á
d
io
L
U
Z
102 103 104 105 106 107 108 109 1010 1011 1012 1013 1014 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1021 1022 1023
Energia 
f (Hz)
λλλ
3 A velOcidAde
 No vácuo, todas as radiações eletromagnéticas propagam-se com a mesma velocidade, cujo valor aproximado é: 
c 5 300 000 km/s 5 3 ? 108 m/s
 Nos demais meios, a velocidade da onda eletromagnética depende:
1. das características do meio (substância, densidade, …).
2. da frequência da onda (por exemplo, para o vidro: V
verm
 ≠ V
azul
).
auLa 24 a Onda eLetrOMaGnÉtiCa
exerCíCiO
Sobre as ondas eletromagnéticas são feitas as 
afirmações:
 I. Ondas eletromagnéticas são ondas transver-
sais que se propagam no vácuo com velocidade 
constante c 5 3,0 ? 108 m/s.
 II. São exemplos de ondas eletromagnéticas mui-
to frequentes no cotidiano: infravermelho, mi-
cro-ondas, raios X e o som emitido pelo rádio.
 III. As micro-ondas geradas são ondas de mesma 
natureza que a luz, mas de menor frequência.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
OrientaçãO de estudO
 Leia o resumo de aula.
 Faça os exercícios 1 a 4, série 3.
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade VII
tarefa Mínima
tarefa Complementar
 Leia o texto “A onda eletromagnética” na Atividade 
extra a seguir.
 Faça os exercícios 5, 6 e 8, série 3.
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62 Física – Setor 1203 ALFA 6
A OndA eletrOmAgnéticA
1. Um pouco de história
Durante o século XVII, havia duas teorias que procuravam explicar a natureza da luz. Uma delas 
(teoria corpuscular), defendida por Isaac Newton (1643-1727), postulava que a luz era constituída de 
um fluxo de partículas que se deslocavam no espaço vazio. Por meio desse modelo, Newton tentou 
explicar (com algum sucesso) os fenômenos da refração e da reflexão. A segunda (teoria ondulatória), 
com origem nas ideias de René Descartes (1596-1650), sedimentada e aperfeiçoada por trabalhos do 
holandês Christiaan Huygens (1629-1695), defendia a ideia que a luz era uma perturbação de natureza 
ondulatória, regida pelas leis que regulam os fenômenos ondulatórios.
Há grandes diferenças entre essas teorias, e uma merece destaque. Resumidamente, segundo os 
defensores da teoria corpuscular associada à luz, as partículas seriam aceleradas no interior dos meios 
materiais. Dessa forma, a velocidade da luz no interior do vidro seria maior que a velocidade da luz no 
ar. Para os defensores da teoria ondulatória, acontecia exatamente o contrário: a luz se propagaria mais 
lentamente no interior dos meios mais densos. 
Naquela época, a comunidade científica não dispunha de tecnologia suficiente para elaborar expe-
rimentos que pudessem contrapor essas ideias. Assim, durante o século XVIII, devido ao prestígio de 
Newton, a maioria dos cientistas referendou a teoria corpuscular da luz. Todavia, com o aperfeiçoa-
mento dos aparelhos ópticos e de novas técnicas de medições, foi possível analisar com precisão alguns 
experimentos ópticos que indicavam o comportamento ondulatório da luz. É o caso, por exemplo, da 
interferência e da difração da luz (estudaremos esses fenômenos nas próximas aulas). Para esses fenô-
menos, a teoria de partículas de Newton não se aplicava de forma satisfatória.
2. na ciência, o experimento é crucial
Durante o século XIX, com o avanço da tecnologia e com o avanço nas teorias da eletricidade e do 
magnetismo, começaram a surgir novas ideias associadasà luz. 
A seguir, destacamos os experimentos mais significativos relacionados a fenômenos ondulatórios 
e a fenômenos eletromagnéticos:
 Em 1801, o britânico Thomas Young (1773-1829) realizou um experimento de interferência luminosa, 
fazendo um feixe de luz atravessar duas fendas vizinhas. Young ponderou que as observações experi-
mentais só poderiam ser explicadas se fosse assumido a teoria ondulatória à propagação luminosa.
 Em 1819, o francês Augustin Fresnel (1788-1827) elaborou métodos matemáticos, com base na 
teoria ondulatória, que permitiram determinar com precisão resultados quantitativos a respeito 
da difração e da interferência da luz – mais um ponto a favor da teoria ondulatória da luz.
 Em 1820, o dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) descobriu que correntes elétricas 
poderiam gerar campos magnéticos. Foram as primeiras evidências do fenômeno da interdepen-
dência dos campos elétricos e magnéticos.
 Em 1831, o britânico Michael Faraday (1791-1867) e o americano Joseph Henry (1797-1878), sem que 
um soubesse do trabalho do outro, realizaram experimentos que mostravam que a corrente elétrica 
poderia ser produzida a partir de um ímã em movimento próximo às espiras de uma bobina. Além de 
complementar o experimento de Oersted, este foi o marco na história das eletrificações das cidades.
 Em 1850, o francês Léon Foucault (1819-1868) realizou um experimento que concluía que a 
velocidade da luz na água é inferior à velocidade da luz no ar – um duro golpe contra a teoria 
corpuscular da luz.
 Por volta de 1860, o britânico James Clerk Maxwell (1831-1879) deu a forma final à teoria moder-
na do eletromagnetismo, apresentando a interdependência dos campos elétricos e magnéticos. 
Segundo esse modelo, a variação de campos elétricos induz o aparecimento de campos magné-
ticos variáveis. Em outras palavras, correntes elétricas alternadas criam perturbações que trans-
ferem energia de um ponto a outro do espaço. Por meio de suas equações, Maxwell previu que 
as perturbações eletromagnéticas se propagavam com velocidade aproximada de 300 000 km/s. 
Ao determinar outras propriedades dessas ondas, Maxwell verificou que elas correspondiam às 
características já conhecidas da luz.
atividade extra
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 62 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 Física – Setor 1203 63
 Em 1883, o alem‹o Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894) realizou experimentos que mostraram 
como produzir ondas eletromagnŽticas e como controlar suas frequ•ncias. Essas experi•ncias 
permitiram demonstrar a exist•ncia de radia•‹o eletromagnŽtica, tal como previsto teoricamente 
por Maxwell.
3. A geração de onda eletromagnética
Sabemos que o campo elŽtrico em uma regi‹o Ž gerado pela presen•a de uma carga elŽtrica. Dessa 
maneira, caso essa carga elŽtrica oscile, o respectivo campo elŽtrico tambŽm oscilar‡; ou seja, Ž poss’vel 
obter um campo elŽtrico que varia com o tempo.
Segundo a teoria proposta por Maxwell, quando um campo elŽtrico Ž vari‡vel no tempo, surge um 
campo magnŽtico que, por sua vez, tambŽm varia no tempo. Em contrapartida, o campo magnŽtico 
vari‡vel gera um campo elŽtrico vari‡vel, e esse novo campo elŽtrico vai criar outro campo magnŽtico, 
e assim sucessivamente.
Uma vez que os experimentos mostraram que esse campo eletromagnŽtico est‡ sujeito a fen™me-
nos como reflex‹o, difra•‹o e refra•‹o, concluiu-se que ele se propaga na forma de uma perturba•‹o 
ondulat—ria.
Resumindo, cargas elŽtricas em movimento geram a onda eletromagnŽtica. Como consequ•ncia, 
todo corpo, por estar acima de 0 (zero) kelvin, Ž um emissor de ondas eletromagnŽticas, devido ˆs vi-
bra•›es at™micas e moleculares.
Sabemos que quanto maior a temperatura do corpo, maior Ž o estado de agita•‹o de suas part’culas, 
sejam elas at™micas ou moleculares. Portanto, quanto maior a temperatura do corpo, maior a frequ•ncia 
das ondas eletromagnŽticas por ele emitidas.
4. O modelo da onda eletromagnética
O modelo utilizado atŽ hoje para representar a onda eletromagnŽtica que se propaga em dada dire•‹o 
Ž a exist•ncia de duas ondas transversais e perpendiculares entre si: uma representando a oscila•‹o do 
campo elŽtrico e outra representando a oscila•‹o do campo magnŽtico.
Os vetores representativos dos campos elŽtricos e magnŽticos s‹o perpendiculares ˆ dire•‹o de 
propaga•‹o da onda.
Propagação
E
→
B
→
V
→
5. O modelo de fótons
No in’cio do sŽculo XX, o modelo da onda eletromagnŽtica n‹o foi capaz de elucidar alguns dos resultados 
obtidos em novos experimentos.
A partir dos trabalhos de Max Planck (1858-1947), Albert Einstein (1879-1955) e Albert Compton 
(1892-1962), foi proposto um novo modelo para as radia•›es eletromagnŽticas. Segundo esse modelo, 
a radia•‹o eletromagnŽtica consiste em um feixe de ÒpacotesÓ de energia. Cada um desses pacotes Ž 
denominado fóton e Ž indivis’vel (n‹o existe 0,5 f—ton). Por simplicidade, imagina-se cada f—ton como 
uma part’cula, mas sem massa. A quantidade de energia (E) de um f—ton Ž diretamente proporcional 
ˆ frequ•ncia (f) da radia•‹o. Em s’mbolos, E 5 h ? f, em que h Ž denominada constante de Planck e 
vale 6,63 ? 10234 J ? s. Portanto, quanto maior a frequ•ncia da radia•‹o eletromagnŽtica, maior a energia 
dos f—tons que a constitui.
Em nosso estudo, estamos interessados apenas no modelo ondulat—rio aplicado ˆ radia•‹o eletro-
magnŽtica.
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64 F’sica Ð Setor 1203 ALFA 6
6. O espectro eletromagnético
As ondas eletromagnéticas recebem diferentes denominações dependendo de sua faixa de frequência.
Observe este esquema.
101
Micro-ondas
V
e
rm
e
lh
o
A
la
ra
n
ja
d
o
A
m
a
re
lo
V
e
rd
e
A
zu
l
A
n
il
V
io
le
ta
TV
AUMENTO DA ENERGIA
Ondas
curtas
de
rádio
Ondas
de
rádio
AM
Ondas
de
rádio
FM
Infraver-
melho
Ultra-
violeta
Raios X Raios γOndas longas
de rádio
102 103 104 105 106 107 108 109 1010 1011 1012 1013 10
14 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1021
f (Hz)
λ
Radar
Visível
As ondas de rádio e as micro-ondas
Com frequências até 109 Hz, as ondas de rádio são geradas por circuitos eletrônicos e utilizadas nos 
sistemas de transmissão de rádio de televisão. As estações de rádio AM (amplitude modulada) utilizam 
ondas na faixa de 5,3 ? 105 Hz a 1,6 ? 106 Hz. Já as estações de FM (frequência modulada) fazem uso 
de ondas eletromagnéticas entre 8,8 ? 107 Hz a 1,08 ? 108 Hz para suas transmissões. As ligações de 
telefone e as transmissões de TV por satélites são feitas com micro-ondas, que possuem frequência 
entre 109 e 3 ? 1011 Hz. Somente as oscilações moleculares e atômicas podem produzir ondas com fre-
quências acima de micro-ondas.
A radiação infravermelha
A região do infravermelho estende-se dos 3 ? 1011 Hz até aproximadamente 4 ? 1014 Hz. Os corpos 
com temperaturas próximas àquelas experimentadas em nosso cotidiano, como o corpo humano, por 
exemplo, emitem radiações infravermelhas de forma abundante. Os controles remotos de aparelho de 
televisão empregam essa faixa do espectro eletromagnético.
Devido ao seu poder de aquecimento moderado, as radiações infravermelhas podem ser utilizadas 
em tratamentos fisioterápicos.
A luz visível
A radiação visível (luz) apresenta frequências que variam aproximadamente de 4 ? 1014 Hz (vermelho) 
até 7,5 ? 1014 Hz (violeta). Cada cor do espectro visível apresenta sua frequência característica. A luz 
branca proveniente do Sol consiste em uma mistura de ondas cujas frequências variam no intervalo citado.
radiação ultravioleta
A região do ultravioleta estende-se dos 8 ? 1014 Hz até aproximadamente 3 ? 1016 Hz. Grande par-
te das ondas que compõem a radiação solar é constituída por ultravioleta. Todavia, sua maior parte 
é absorvida nas camadas altas de nossa atmosfera – em especial, nas camadas de ozônio. A radiação 
ultravioleta e os raios X enviados pelo Sol interagem com os átomos e as moléculas presentes na alta 
atmosfera produzindo grande quantidade de íons e elétrons livres (em torno de 1011 por m3). Por essemotivo, essa região da atmosfera, situada aproximadamente a 80 km de altura é denominada ionosfera.
Todas as radiações com frequências acima do visível são denominadas radiações ionizantes.
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ALFA 6 F’sica Ð Setor 1203 65
raios X
Os raios X, com faixa aproximada de frequência entre 3 ? 1016 Hz e 3 ? 1019 Hz, foram descobertos 
em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Röntgen (1845-1923).
Um dos mecanismos para a produção de raios X consiste na colisão de elétrons acelerados contra um alvo 
metálico, em condições especiais.
raios gama
A região dos raios gama estende-se desde os 5 ? 1019 Hz até valores superiores a 1023 Hz.
Por causa de suas altas frequências, as radiações gama são as mais energéticas e com menor com-
primento de onda. Por esse motivo, a radiação gama possui elevado poder de penetração, podendo até 
atravessar a Terra de um lado ao outro. Devido à alta energia dos fótons associados à radiação gama, 
ela pode ser empregada na destruição de células cancerígenas. 
Os raios gama são produzidos pela desintegração do núcleo de substâncias radioativas. Na radiação 
cósmica, também se detecta a presença de raios gama, que é tema de especial interesse na astrofísica.
7. A velocidade das ondas eletromagnéticas
Desde os primeiros relatos gregos, passando por toda a Idade Média e o período renascentista, 
acreditava-se que a velocidade da luz era infinita. Descartes e Joahannes Kepler (1571-1630), entre ou-
tros, partilhavam dessa ideia. Somente com o advento de instrumentos ópticos, como a luneta (utilizada 
pela primeira vez por volta de 1610) e o relógio de pêndulo (que permitiu aferições de intervalos de 
tempo inferiores a 1 s, em 1657), foi possível observar com precisão a movimentação de alguns planetas 
e seus satélites. 
O astrônomo dinamarquês Olaf Römer (1644-1710) publicou, em 1676, um trabalho a respeito dos 
eclipses dos satélites de Júpiter. Resumidamente, havia uma defasagem entre os horários previstos na 
teoria para a ocorrência de certos eclipses e o horário exato de observação (cerca de 10 minutos). Römer 
creditou essa defasagem à velocidade. Somente em 1849, o físico francês Hippolyte Fizeau (1819-1896) 
desenvolveu um arranjo experimental simples, a partir do qual foi determinado o valor de 315 000 km/s 
para a velocidade da luz. Um dos méritos desse experimento é que ele poderia ser reproduzido com 
certa facilidade em outras localidades, permitindo aos outros cientistas a verificação dos resultados.
Com o avanço tecnológico, novos experimentos foram propostos com a finalidade de se determinar 
a velocidade de propagação da luz. Em 1887, Albert Michelson (1852 -1931) e Edward Morley (1838-
-1923) realizaram um experimento que, entre outros resultados, apontou o valor 299 792,458 km/s para 
a velocidade da luz no vácuo.
Atualmente, sabe-se que todas as ondas eletromagnéticas, no vácuo, se propagam com a mesma velo-
cidade. Por conveniência, aproxima-se esse valor para 300 000 km/s ou 3 ? 105 km/s ou ainda 3 ? 108 m/s.
Para os demais meios materiais, a velocidade das ondas eletromagnéticas depende da refringência 
do meio que, por sua vez, depende da frequência da radiação. Por exemplo, a velocidade da luz amarela 
no interior de um tipo de vidro, chamado flint, é de aproximadamente 185 000 km/s; no interior do 
diamante, essa mesma radiação se propaga com velocidade aproximada de 124 000 km/s.
Para um vidro comum, a velocidade de propagação da radiação violeta em seu interior é aproximadamente 
de 195 000 km/s, enquanto a radiação vermelha se propaga com velocidade aproximada de 200 000 km/s.
Resumindo, excetuando o vácuo, a velocidade de propagação da onda eletromagnética depende das 
características do meio e da frequência da radiação.
anOtaçÕes
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66 F’sica Ð Setor 1203 ALFA 6
1 representAçãO de OndAs em meiOs bidimensiOnAis
Fonte pontual Fonte reta
Frente de onda
Vale
Raio de onda
F
Crista
F
auLa 25 Os FenÔMenOs OnduLatÓriOs 
2 Os FenômenOs OndUlAtóriOs
difração
Na difração, apenas a forma da onda é alterada. Desde que o meio de 
propagação seja o mesmo, os valores da frequência e do comprimento de onda 
permanecem inalterados.
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ALFA 6 Física – Setor 1203 67
refração
Meio A
Meio B
r
i
λ
A
λ
B
sen i
sen r
V
V
AVA
BVBV
A
B
5 55 5
A
5 5
l
l
reflexão
F
Barreira
plana
F'
polarização
Planos de
oscila•‹o
Filtro
polarizador
Dire•‹o de
propaga•‹o
Plano de
oscila•‹o
Somente as ondas transversais podem ser polari-
zadas.
exerCíCiOs
1 A figura a seguir representa a vista superior de 
um tanque de água que possui duas regiões, I 
e II, que apresentam profundidades diferentes. 
Ondas retilíneas e paralelas são produzidas na 
superfície da água de um tanque. O segmento 
PQ representa a fronteira de separação entre 
as duas regiões. Embora a frente de onda seja 
única, observam-se três sistemas de ondas na 
vizinhança da descontinuidade, com frentes de 
ondas cujos raios são paralelos respectivamen-
te às direções OM, ON e OS (veja figura).
P Q
S
NM
O I
II
Assinale certo (C) ou errado (E) nas afirmações a 
seguir.
 I. ( ) As ondas são geradas na região II.
 II. ( ) O meio I é mais refringente que o meio II.
 III. ( ) O comprimento de onda na região I é menor 
que o comprimento de onda na região II.
 IV. ( ) O fenômeno da reflexão total pode ocorrer 
no interior do meio II.
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68 Física – Setor 1203 ALFA 6
2 (Vunesp) Uma onda plana de frequência f 5 20 Hz, propagando-se com velocidade V
1
 5 340 m/s no meio 1, 
refrata-se ao incidir na superfície de separação entre o meio 1 e o meio 2, como indicado na figura.
30º
45º
Meio 1
Meio 2
Sabendo-se que as frentes de onda plana incidente e refratada formam, com a superfície de separação, 
ângulos de 30º e 45º respectivamente, determine:
a) a velocidade V
2
 da onda refratada no meio 2;
b) o comprimento de onda l
2
 da onda refratada no meio 2.
OrientaçãO de estudO
 Leia o item 8, cap. 2 do Livro-texto.
 Fa•a os exercícios 9 a 11, sŽrie 3.
 Livro 3 Ñ Unidade III 
Caderno de Exercícios 2 Ñ Unidade VII
tarefa Mínima tarefa Complementar
 Fa•a os exercícios 15, 17, 18 e 25, sŽrie 3.
057a068_1203_FISICA_CA6_ROSA.indd 68 6/23/14 10:23 AM
ALFA 6 Química – Setor 1301 69
qUíMicA
setor 1301
Prof.: _____________________________________
aula 24 ............. AD h ............. tM h .............tC h ............. 70
aula 25 ............. AD h ............. tM h .............tC h ............. 73
setor A
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 69 6/23/14 10:44 AM
70 Química – Setor 1301 ALFA 6
AULA 24 OxidAçãO de ALqUenOs
1 OxidaçãO branda
KMnO
4
 diluído a frio (reativo de Bayer).
[0]
branda
 C Ñ C 
Ñ
Ñ
Ñ
Ñ
Ñ Ñ C Ñ C Ñ 
Ñ Ñ
Ñ Ñ
OH OH
2 OzOnólise
R — C C — R 
—— ——
O O
H
2
O
2
R
— —
H
H
2
O
Zn
— —
R — C — C — R—
H R
O
3
1 1 1
Aldeído Cetona
3 OxidaçãO enérgica
KMnO
4
 ou K
2
Cr
2
O
7
 em meio ácido concentrado.
R — C C — R 
—— ——
O O
R
— —
OH
[0]
enérgica
— —
R — C — C — R—
H R
1
Ácido Cetona
exercíciOs
1 Complete as reações:
a) 
H
2
O
Zn
O
3
H
3
C — CH
2
 — C — C — CH
3
—
— —
H CH
3
1
2-metilpent-2-eno
b) 
H
2
O
Zn
O
3
H
3
C — C — CH
2
—
—
H
1
Propeno
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 70 6/23/14 10:44 AM
ALFA 6 Química – Setor 1301 71
2 Escreva as fórmulas estruturais dos produtos da ozonólise seguida de hidrólise do composto cuja estrutura 
é representada a seguir:
3 Complete as reações:
a) 
[0]
enérgica
H
3
C — C — C — CH
2 
— CH
3
—
— —
H CH
3
3-metilpent-2-eno
b) 
[0]
enérgica
H
3
C — CH
2
 — CH — CH
2
—
But-1-eno
4 Qual é a fórmula e o nome oficial do alqueno que ao ser oxidado energicamente produz acetona, gás car-
bônico e água?
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 71 6/23/1410:44 AM
72 Química – Setor 1301 ALFA 6
5 (Cesgranrio-RJ) A combustão completa de 1 mol de um alceno X produz 4 mols de CO
2
, além de água. A 
mesma quantidade desse alceno, quando oxidada energicamente (presença de KMnO
4
 em meio ácido), 
produz 2 mols de um mesmo ácido carboxílico. A estrutura plana desse alceno é: 
a) CH
3
 Ñ CH
2
 Ñ CH
2
 Ñ CH Ñ CH Ñ CH
2
 Ñ CH
2
 Ñ CH
3
Ñ
b) CH
3
 — CH
2
 — C — C — CH
2
 — CH
3
—
—
CH
3
—
CH
3
c) 
C — C—
—
— —
—
CH
3
CH
3
H
3
C
H
3
C
d) H
3
C — CH — CH — CH
3
—
e) 
C — C—
—
— —
—
CH
3
CH
3
H
H
 
OrientAçãO de estUdO
 Livro 2 — Unidade II 
Caderno de Exerc’cios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
 Faça os exercícios 17, 18, 23 e 24, série 23. Leia o capítulo 8 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 19, 20, 25 e 26, série 23.
AnOtAçÕes
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ALFA 6 Química – Setor 1301 73
— C —
OH
—
—
1 ÁlcOOis mais cOmuns
H
3
C OH Metanol, álcool metílico, álcool da madeira.
Obtenção:
C(s) 1 H
2
O(v) 
D
 CO(g) 1 H
2
(g)
Gás d’água
(CO 1 H
2
) 1 H
2 
Pt
cat. H3C — OH
H
3
C CH
2
OH Etanol, álcool etílico, álcool comum.
Obtenção:
C
12
H
22
O
11 
invertase
H
2
O C6H12O6 1 C6H12O6
C
6
H
12
O
6 
zimase
 
 2 C
2
H
5
OH 1 2 CO
2
2 PrOPriedades físicas
OH
OH
OH
Aumento
da cadeia
Aumenta
a
temperatura
de
ebuli•‹o
Diminui a
solubilidade
em ‡gua
3 ligações de hidrOgêniO
—
—
H
O
O
—
—
H
HH
R — O — H
AULA 25 ÁLcOOis
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 73 6/23/14 10:44 AM
74 Química – Setor 1301 ALFA 6
exercíciOs
1 Indique a ordem crescente de solubilidade em água e ponto de ebulição dos álcoois:
H
3
C — CH
2
 — CH
2
 — OH
HO — CH
2
 — CH
2
 — CH
2
 — OH
H
3
C — CH
2
 — CH
2
 — CH
2
 — OH
A
B
C
2 (Fuvest-SP) O gráfico a seguir apresenta a solubilidade em água, a 25 °C, de álcoois primários de cadeia linear, 
contendo apenas um grupo —OH no extremo da cadeia não ramificada. Metanol, etanol e 1-propanol são 
solúveis em água em quaisquer proporções.
4
6,3
2,2
0,59
0,17 0,054 0,014 0,0037
5 6 7 8 9 10
0
1
2
3
4
5
6
7
S
o
lu
b
il
id
a
d
e
(g
 d
e
 á
lc
o
o
l/
1
0
0
 g
 d
e
 á
g
u
a
)
Número de átomos de carbono na molécula do álcool
a) Analise o gráfico e explique a tendência observada.
Um químico recebeu 50 mL de uma solução de 1-dodecanol (C
12
H
25
OH) em etanol. A essa solução, adi-
cionou 450 mL de água, agitou a mistura e a deixou em repouso por alguns minutos.
Esse experimento foi realizado a 15 °C.
b) Descreva o que o químico observou ao final da sequência de operações do experimento.
Dados: 1-dodecanol é insolúvel em soluções diluídas de etanol em água (<10% em volume).
Ponto de fusão do 1-dodecanol 5 24 °C.
A densidade do 1-dodecanol é menor do que a de soluções diluídas de etanol em água.
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 74 6/23/14 10:44 AM
ALFA 6 Química – Setor 1301 75
3 (Enem) Os acidentes de trânsito, no Brasil, em sua maior parte são causados por erro do motorista. Em boa 
parte deles, o motivo é o fato de dirigir após o consumo de bebida alcoólica. A ingestão de uma lata de 
cerveja provoca uma concentração de aproximadamente 0,3 g/L de álcool no sangue.
A tabela abaixo mostra os efeitos sobre o corpo humano provocados por bebidas alcoólicas em função de 
níveis de concentração de álcool no sangue:
Concentra•‹o de ‡lcool no 
sangue (g/L)
Efeitos
0,1 – 0,5 Sem influência aparente, ainda que com alterações clínicas
0,3 – 1,2 Euforia suave, sociabilidade acentuada e queda da atenção
0,9 – 2,5
Excitação, perda de julgamento crítico, queda da 
sensibilidade e das reações motoras
1,8 – 3,0 Confusão mental e perda da coordenação motora
2,7 – 4,0 Estupor, apatia, vômitos e desequilíbrio ao andar
3,5 – 5,0 Coma e morte possível
Fonte: Pesquisa Fapesp no 57, set. 2000.
Uma pessoa que tenha tomado três latas de cerveja provavelmente apresenta:
a) queda de atenção, de sensibilidade e das reações motoras.
b) aparente normalidade, mas com alterações clínicas.
c) confusão mental e falta de coordenação motora.
d) disfunção digestiva e desequilíbrio ao andar.
e) estupor e risco de parada respiratória.
4 (ITA-SP) Bebidas alcoólicas são aquelas que contêm álcool etílico numa quantidade tolerada para consumo 
humano e muitas delas são fermentadas.
As bebidas fermentadas podem ser destiladas ou não. Indique a alternativa que contém uma bebida desti-
lada e uma não destilada. 
a) Cachaça e vodka.
b) Cerveja e vinho.
c) Cachaça e conhaque.
d) Uísque e cerveja.
e) Vodka e conhaque.
OrientAçãO de estUdO
 Livro 2 — Unidade II 
Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
 Faça os exercícios 1 a 4, série 24. Leia os itens relacionados às propriedades do 
metanol e do etanol, cap. 9 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 5 a 8, série 24.
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76 Química Ð Setor 1301 ALFA 6
AnOtAçÕes
069a076_1301_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 76 6/23/14 10:44 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 77
QUíMicA
setor 1302
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ...............78
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ...............78
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ...............80
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ...............80
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ...............83
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ...............83
setor B
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 77 6/23/14 10:45 AM
78 Química – Setor 1302 ALFA 6
Diluição: Adição de solvente. 
A quantidade de soluto permanece constante. 
A concentração diminui.
ExErcícios
1 Sabe-se que a água do mar e a água destilada não são potáveis, mas a mistura delas pode ser. Para cada 
litro de água do mar, de concentração 35 g/L de sais, qual volume de água potável de concentração 0,7 g/L 
pode ser obtida com adição de água destilada?
2 Vegetais podem fornecer substâncias de ação específica (princípios ativos) para medicamentos e cosméticos. 
Calcule a concentração final em mol/L de um produto obtido pela diluição de 1 cm3 de um princípio ativo a 
0,5 mol/L, com água suficiente para 200 cm3 de medicamento final.
AULAs 45 e 46 DiLUição DE soLUçõEs
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 78 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 79
3 Misturas de soluções de solutos diferentes e que não reagem entre si podem ser entendidas como uma 
diluição de cada soluto.
Considere a mistura de 100 cm3 de solução aquosa de NaCl a 0,5 g/L, com 400 cm3 de solução aquosa de 
açúcar a 1 g/L. Qual a concentração final de cada soluto?
4 Soluções de etilenoglicol são utilizadas como aditivos de líquidos de radiadores de carros. Qual a relação 
V
V
final
inicial
 para que uma solução de concentração 1,6 mol/L de etilenoglicol seja diluída para 0,2 mol/L?
5 Leia o texto:
“A retirada do solvente provoca efeitos opostos aos da diluição. Mas em ambas as situações, a quantidade 
de soluto permanece constante. Evaporando o solvente, o volume da solução diminui e a concentração 
aumenta. Os químicos costumam dizer que irão concentrar a solução.”
Um químico precisa concentrar 500 cm3 de solução aquosa de NaOH a 12 g/L. Para isso, aqueceu a solução 
e verificou a evaporação de 100 cm3. Qual a concentração final?
Tarefa Mínima
 Livro 2 — Unidade I 
Caderno de Exercícios 1
Tarefa complementar
AULA 45
 Leia o capítulo 1 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 49 a 50, série 11.
AULA 46
 Faça os exercícios 51 e 52, série 11.
AULA 46
 Faça os exercícios 53 a 56, série 11.
oriEnTAção DE EsTUDo
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 79 6/23/14 10:45 AM
80 Química – Setor 1302 ALFA 6
Titular uma solução significa determinar sua concentração, 
em geral na unidade mol/L.
A titulação clássica de laboratório envolvedois aparelhos: bu-
reta e erlenmeyer.
A bureta é um tubo graduado acoplado a uma torneira. Conterá 
uma solução de concentração conhecida (titulante).
No erlenmeyer coloca-se a solução de concentração desconhe-
cida (titulado).
A torneira é aberta e o titulante é gotejado no erlenmeyer até 
que uma reação química se complete. Isso será apontado por um 
indicador. Nesse momento (ponto de equivalência) a torneira 
será fechada e anota-se o volume consumido.
O cálculo da concentração será feito em função da equação 
química do processo.
AULAs 47 e 48 TiTULAção DE soLUçõEs 
Bureta
Erlenmeyer
ExErcícios
1 A figura mostra um esquema de uma an‡lise química na qual 50 cm3 de solu•‹o de NaOH foram titulados 
com 25 cm3 de solu•‹o de HCl a 0,1 mol/L. Qual Ž a concentra•‹o de hidr—xido de s—dio da solu•‹o inicial?
NaCl 1 H
2
O
Volume
de HCl
consumido
HCl
Início Fim
NaOH
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 80 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 81
2 A figura abaixo mostra os momentos inicial e final da titulação de 20 cm3 de solução aquosa de H
2
SO
4
 com 
10 cm3 de solução 0,8 mol/L de NaOH. Qual é a concentração de ácido sulfúrico na solução inicial?
H
2
SO
4
(aq)
Volume gasto 5 10 mL
V 5 20 mL
µ 5 ? Ponto final
Indicador – fenolftaleína
(cor rosa)
Indicador – fenolftaleína
(incolor)
NaOH
0,8 mol/L
3 Para determinar a concentração em mol/L de uma solução concentrada de ácido nítrico, colheu-se 5 cm3 da 
solução e diluiu-se até 50 cm3. A titulação dessa solução consumiu 20 cm3 de solução de NaOH de concen-
tração 1,0 mol/L. Calcule a concentração inicial do ácido.
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 81 6/23/14 10:45 AM
82 Química – Setor 1302 ALFA 6
4 A determinação da concentração (em gramas por litro) de uma solução de ácido sulfúrico para baterias de 
chumbo foi feita partindo-se de uma titulação:
I. recolheu-se 10 cm3 e diluiu-se até 50 cm3;
II. essa solução foi titulada com 100 cm3 de solução de NaOH 1,0 mol/L.
Qual o resultado da análise?
Dado: Massa molar do ácido 5 98 g/mol
Tarefa Mínima
 Livro 2 — Unidade I 
Caderno de Exercícios 1
Tarefa complementar
AULA 47
 Faça os exercícios 61 e 65, série 11.
AULA 48
 Faça o exercício 64, série 11.
AULA 48
 Faça os exercícios 62, 63, 66 e 67, série 11.
oriEnTAção DE EsTUDo
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 82 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1302 83
1 Número de oxidação
Nœmero de oxida•‹o (Nox): Carga que o ‡tomo teria se suas liga•›es na molŽcula fossem i™nicas.
Quebra heterolítica: Quebra da liga•‹o covalente doando o par eletr™nico para o ‡tomo mais eletronegativo.
Ordem pr‡tica de eletronegatividade: F . O . N . Cl . Br . I . S . C . P . H . maioria dos metais
Regras pr‡ticas de determina•‹o de Nox:
I. Em subst‰ncias simples, cada ‡tomo ter‡ Nox 5 zero.
II. Para íons monoat™micos ⇒ Nox 5 carga do íon.
III. Nox do hidrog•nio em compostos 5 11.
Exce•‹o: hidretos met‡licos (H 5 21).
IV. Nox do oxig•nio em compostos 5 22.
Exce•›es: per—xidos (O 5 21); super—xidos O
1
2
� �( ) .
V. Em espŽcies poliat™micas: soma algŽbrica de Nox = carga total da espŽcie.
VI. Alguns metais com Nox constantes em seus compostos: Al (13); Zn (12); Ag (11).
ExErcícios
Consulte a tabela periódica quando necessário. 
1 Observe os modelos e resolva:
Modelo Determine o Nox de cada ‡tomo
 I. KCl
[K1][Cl2]
Íon potássio: Nox 5 11
Íon cloreto: Nox 5 21
a) Fe
2
O
3
[Fe31]
2
 [O22]
3
Íon ferro III: Nox 5 
Íon óxido: Nox 5 
b) NaH
[Na1] [H2] 
Íons sódio: Nox 5 
Íon hidreto: Nox 5 
 II. HCl ⇒ cloro é mais eletronegativo.
H Cl
Átomo de hidrogênio: Nox = +1
Átomo de cloro: Nox = –1
c) H
2
O ⇒ 
Átomo de hidrogênio: Nox = 
Átomo de oxigênio: Nox = 
2 Utilize as regras práticas e determine o Nox de cada átomo.
Cu1
Nox 5 
Cu21
Nox = 
Cu0 ou Cu
Nox 5 
S22
Nox 5 
S0 ou S
Nox 5 
AULAs 49 e 50 núMEro DE oxiDAção, oxiDAção E rEDUção
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 83 6/23/14 10:45 AM
84 Química – Setor 1302 ALFA 6
3 Observe os modelos e resolva:
H
2
s o
4
Nox de cada 
‡tomo
11 x 22
Totais 12 x 28
Carga da fórmula 5 zero
Soma dos Nox 5 zero
12 1 x 1(28) 5 0
x 5 16 
P o
4
32
Nox de cada 
‡tomo
x 22
Totais x 28
Carga da fórmula 5 23
Soma dos Nox 5 23
x 1 (28) 5 23
x 5 15
n o
3
2
Nox de cada 
‡tomo
Totais
H
4
P
2
o
7
Nox de cada 
‡tomo
Totais
cr
2
o
7
22
Nox de cada 
‡tomo
Totais
 
H
2
o
2
Nox de cada 
‡tomo
Totais
2 oxidação e redução
Oxidação: Aumento do Nox de um átomo de uma espécie química. Perda de elétrons.
Redução: Diminuição do Nox. Ganho de elétrons.
Oxirredução: Oxidação e redução são fenômenos sempre associados um ao outro. É uma transferência de 
elétrons. Não há redução sem oxidação e vice-versa.
Agente oxidante (ou apenas oxidante): Oxida outra espécie. Sofre redução. Recebe elétrons.
Agente redutor (ou apenas redutor): Reduz outra espécie. Sofre oxidação. Doa elétrons.
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ALFA 6 Química – Setor 1302 85
ExErcícios
4 As representações abaixo indicam apenas a oxi-
dação ou a redução, sem preocupação com ba-
lanceamento. Em cada exemplo, indique se o rea- 
gente é oxidante ou redutor. Coloque também as 
quantidades de elétrons envolvidos: recebidos (à 
esquerda) ou perdidos (à direita).
a) Cu2+ → Cu 
b) SO3
22 → SO
4
22
c) NO
2
 → NO
d) SO
2
 → SO
3
e) NO2
2 → NO3
2
f) Fe31 → Fe21
5 Nas equações abaixo (ainda não balanceadas), 
indique os agentes oxidante e redutor, quando 
possível:
a) Cu21 1 Al → Cu 1 Al31
b) H1 1 OH2 → H
2
O
oriEnTAção DE EsTUDos
AULA 49
 Leia o capítulo 7 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 1 a 3, série 19.
AULA 50
 Faça os exercícios 15 a 17, série 19.
 Livro 2 Ñ Unidade I 
Caderno de Exerc’cios 2
Tarefa Mínima
Tarefa complementar
AULA 49
 Faça os exercícios 4 a 6, 13 e 14, série 19.
AULA 50
 Faça os exercícios 18 a 21, série 19.
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86 Qu’mica Ð Setor 1302 ALFA 6
AnoTAçõEs
077a086_1302_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 86 6/23/14 10:45 AM
ALFA 6 Química – Setor 1303 87
qUíMicA
setor 1303
Prof.: ___________________________________
aula 45 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 88
aula 46 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 90
aula 47 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 90
aula 48 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
aula 49 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
aula 50 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
aula 51 ............. AD h ............. TM h .............TC h ............. 93
setor c
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 87 6/23/14 10:46 AM
88 Química – Setor 1303 ALFA 6
AULA 45 infLUênciA dA concentrAção dos reAgentes e Lei de veLocidAde dA reAção
1 InfluêncIa da concentração dos reagentes
Aumento da 
concentração 
dos reagentes
Aumento da velo-
cidade de reação
Aumento do número de 
moléculas dos reagentes 
por unidade de volume
Aumento do número de 
colisões entre as moléculas 
dos reagentes
⇒ ⇒ ⇒
2 a leI de velocIdade da reação
Numa reação, segundo a equação geral a A 1 b B c C 1 d D, tem-se:
v 5 k[A]m[B]n (Equação de velocidade de reação)
sendo:
v 5 velocidade de reação numa dada temperatura;
k 5 constante de velocidade de reação, na referida temperatura;
[A] 5 concentração em mol/L de A;
[B] 5 concentração em mol/L de B;
m e n são experimentalmente determinados.
Existem reações que ocorrem numa única etapa; são chamadas rea•›es elementares. Nesses casos, os 
valores m e n são os próprios coeficientes dos reagentes na equação da reação.
Sendo a reação elementar: v 5 k[A]a[B]b
A grande maioria das reações ocorre em várias etapas, e, nesses casos, a etapa lenta é a etapa determinante 
da velocidade de reação. Em outras palavras, os valores de m e n são os coeficientesdos reagentes na equação da 
etapa lenta da reação.
exercícios
1 Escreva as equações das velocidades das reações seguintes, supondo que elas sejam elementares.
a) N
2
(g) 1 3 H
2
(g) → 2 NH
3
(g)
b) 2 NH
3
(g) → N
2
(g) 1 3 H
2
(g)
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 88 6/23/14 10:46 AM
ALFA 6 Química – Setor 1303 89
orientAção de estUdo
 Livro 2 — Unidade I
 Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima tarefa complementar
 Leia os itens "Influ•ncia da concentra•‹o dos 
reagentes na velocidade de rea•‹o" atŽ "Influ•ncia 
da press‹o na velocidade de rea•‹o", cap. 3 do 
Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 20, 26, 27, 29 e 30, sŽrie 16.
 Fa•a os exerc’cios 25, 31, 32, 43 e 51, sŽrie 16.
2 O estudo cinético da reação 4 HBr(g) 1 O
2
(g) → 2 H
2
O(g) 1 2 Br
2
 revelou que ela ocorre de acordo com o 
mecanismo a seguir:
HBr 1 O
2
→ HBrO
2
(etapa lenta)
HBrO
2
 1 HBr → 2 HBrO (etapa rápida)
HBrO 1 HBr → H
2
O 1 Br
2
(etapa rápida)
Escreva a equação (ou lei) de velocidade dessa reação.
A equação de velocidade permite prever o que ocorrerá com a velocidade da reação quando se alteram as 
concentrações dos reagentes. O que ocorrerá com a velocidade dessa reação ao se triplicar simultaneamente as 
concentrações do HBr e do O
2
?
3 A tabela a seguir mostra os dados da análise cinética obtida para a reação química representada pela equação:
1 A(g) 1 2 B(g) → 2 C(g)
[A]
mol/L
[B]
mol/L
velocidade 
de reação mol/L ? s
Experimento I 0,5 0,5 0,015
Experimento II 1,0 0,5 0,060
Experimento III 1,0 1,0 0,120
Qual a equação da velocidade dessa reação?
AnotAçÕes
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 89 6/23/14 10:46 AM
90 Química – Setor 1303 ALFA 6
1 InfluêncIa da superfícIe de contato de um reagente sólIdo
Quanto maior a superfície de contato de um reagente s—lido, maior ser‡ o nœmero de colis›es entre ele e a 
outra subst‰ncia participante da rea•‹o e, portanto, maior ser‡ a velocidade dessa rea•‹o.
Zn(s) 1 2 HCl (aq) 
v
1 ZnCl
2
(aq) 1 H
2
(aq)
 P— 1 mol/L
Zn(s) 1 2 HCl (aq) 
v
2 ZnCl
2
(aq) 1 H
2
(aq)
 L‰mina 1 mol/L
v
1
 ... v
2
 (nas mesmas condi•›es)
2 InfluêncIa do catalIsador
Catalisador Ž uma subst‰ncia que abaixa a energia de ativa•‹o de uma rea•‹o e, consequentemente, 
aumenta sua velocidade.
Catálise Ž toda rea•‹o na qual toma parte um catalisador.
Catálise homogênea Ž aquela na qual os reagentes e o catalisador constituem uma œnica fase.
Catálise heterogênea Ž aquela na qual os reagentes e o catalisador constituem um sistema polif‡sico. 
Exemplo:
SO2 2
NO (g)
3(g) +
1
2
O (g) SO (g)2
Sistema mmonof‡sico
 Cat‡lise homog•nea
SO2 2
Pt(s) ou
V O (s) 3
(g) + 1
2
O (g) SO (g
2 5
))
Sistema polifásico
 Cat‡lise heterog•nea
Nos casos de cat‡lise heterog•nea, a a•‹o do catalisador Ž de superfície. As molŽculas dos reagentes s‹o 
adsorvidas na superfície do catalisador, o que enfraquece as liga•›es em suas molŽculas e, com isso, facilita a 
forma•‹o do complexo ativado, diminuindo, assim, a energia de ativa•‹o.
Nos casos de cat‡lise heterog•nea, quanto maior for a dispers‹o do catalisador, maior ser‡ a sua superfície e, 
por isso, maior ser‡ a sua a•‹o catalítica.
Nos casos de cat‡lise homog•nea, o catalisador possibilita que a rea•‹o se realize por um novo caminho 
(mecanismo) no qual a energia de ativa•‹o Ž menor.
A B AB Catálise homogêneaC1
E
n
ta
lp
ia
E
n
ta
lp
ia
AC � B
A � B � C
AB � C
 A � B
 Sem catalisador
 AB
 A � B AB A � B � C AC � B
 AC � B
 A � B
C
Com catalisador
 AB
 AB � C
 (�)
AULAs 46 e 47
fAtores qUe ALterAM A veLocidAde 
dAs reAçÕes: sUperfície de contAto 
e cAtALisAdor
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 90 6/23/14 10:46 AM
ALFA 6 Química – Setor 1303 91
Observações:
I. Autocatálise: É o caso de catálise na qual o catalisador é um dos produtos da reação.
Exemplo: O NO(g) é autocatalisador da reação de cobre com ácido nítrico diluído:
3 Cu(s) 1 8 HNO3(aq) 3 Cu(NO3)2(aq) 1 2 NO(g) 1 4 H2O(l)
II. Inibidor ou veneno do catalisador: É uma substância que diminui ou até destrói a ação do catalisador.
Exemplo: O ferro é catalisador na reação de síntese do NH3. Quantidades mínimas de arsênio destroem 
a ação catalítica do ferro nessa reação. Pode-se dizer que o arsênio é um inibidor ou um veneno do catalisador.
N2(g) 1 3 H2(g) 
Fe 2 NH3(g)
(As) é um inibidor ou veneno do catalisador (Fe).
exercícios
1 (Fuvest-SP) Ferro na forma de palha de aço (por exemplo, Bombril) enferruja mais rapidamente do que na 
forma de um prego. Por quê?
2 (Fuvest-SP) Um medicamento efervescente é comercializado sob a forma de comprimidos ou em pó. Mostre em 
um gráfico a variação, no decorrer do tempo, dos volumes de gás produzidos ao se proceder a dissolução de 1 g 
de cada uma das apresentações em volumes iguais de água. Justifique.
3 Considere o diagrama de entalpia a seguir, que representa uma reação realizada na presença e na ausência 
do seu catalisador.
E
n
e
rg
ia
 (
k
c
a
l)
40
30
20
10
0
I
II
�10
�20
 A � B
C � D
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 91 6/23/14 10:46 AM
92 Química – Setor 1303 ALFA 6
a) Qual caminho (I ou II) representa a reaç‹o ca-
talisada?
b) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o 
direta sem catalisador?
c) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o 
direta com o catalisador?
d) Qual o abaixamento da energia de ativaç‹o da 
reaç‹o direta provocado pelo catalisador?
e) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o 
inversa sem catalisador?
f) Qual o valor da energia de ativaç‹o da reaç‹o 
inversa com o catalisador?
g) Qual o abaixamento da energia de ativaç‹o da 
reaç‹o inversa provocado pelo catalisador?
h) Quando um catalisador atua numa reaç‹o atua 
tambŽm na reaç‹o no sentido contr‡rio.
 Certo Errado
i) Um catalisador abaixa igualmente a energia de 
ativaç‹o da reaç‹o direta e da reaç‹o inversa 
(no sentido oposto).
 Certo Errado
4 Classifique as reações de cat‡lise seguintes em 
homog•nea ou heterog•nea.
a) 4 NH
3
(g) 1 5 O
2
(g) Pt(s) 4 NO(g) 1 6 H
2
O(g)
b) CO(g) 1 3 H
2
(g) Ni(s) CH
4
(g) 1 H
2
O(g)
c) C
12
H
22
O
11
(aq) 1 H
2
O(l) H
1(aq) C
6
H
12
O
6
(aq) 1 
1 C
6
H
12
O
6
(aq)
d) 2 H
2
O
2
(aq) NaOH(aq) 2 H
2
O(l) 1 O
2
(g)
Cat‡lises homog•neas: 
Cat‡lises heterog•neas: 
5 (Unicamp-SP) Observe os diagramas 1 e 2 repre-
sentativos de uma mesma reaç‹o qu’mica.
Tempo
C
o
n
c
e
n
tr
a
•
‹
o
d
o
s
 p
ro
d
u
to
s
A
B
Coordenada da rea•‹o
E
n
e
rg
ia
D
C
Diagrama 1 Diagrama 2
Para cada curva do diagrama 1 h‡ uma curva corres-
pondente no diagrama 2. Quais curvas representam 
a reaç‹o na presença de um catalisador? Explique.
tarefa complementar
 Livro 2 — Unidade I 
Caderno de Exercícios 2
tarefa Mínima
orientAção de estUdo
AULA 46
 Leia os itens "Influ•ncia da superf’cie do reagente 
s—lido na velocidade de reaç‹o" atŽ "Catalisador de 
autom—vel", cap. 3 do Livro-texto.
 Faça os exerc’cios 21 a 23, sŽrie 16.
AULA 47
 Faça os exerc’cios 33, 34, 39, 40 e 42, sŽrie 16.
AULA 46
 Faça os exerc’cios 35, 41, 44, 47 e 56, sŽrie 16.
AULA 47
 Faça os exerc’cios 36 a 38, 46 e 49, sŽrie 16.
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 92 6/23/14 10:46 AM
ALFA 6 Química – Setor 1303 93
1 as reações reversíveIs
Reações químicas reversíveis são aquelas que podem ocorrer tanto no sentido direto (da esquerda para direita) 
quanto no inverso (direita para esquerda).
Uma reação reversível estará num estado de equilíbrio químico quando a velocidade da reação direta for igual 
à da reação inversa.
Para a equação geral a seguir, que representa uma reação reversível, tem-se:
a A 1 b B 
v
v
1
2
� ⇀��
↽ ��� c C 1 d D
v
1
 5 k
1 
? [A]a ? [B]b
v
2
 5 k
2
 ? [C]c ? [D]d
[A] e [B] diminuem com o decorrer do tempo ⇒ v
1
 diminui com o decorrer do tempo.
[C] e [D] aumentam com o decorrer do tempo ⇒ v
2
 aumenta com o decorrer do tempo.
Depois de certo tempo ⇒ v
1
 5 v
2
 ⇒ O sistema atinge o equilíbrio.
Tempo
v
1
v
2
Tempo gasto para o sistema
atingiro equilíbrio
V
e
lo
c
id
a
d
e
 d
e
 r
e
a
ç
ã
o
Equil’brio qu’mico é o estado da reação reversível em 
que as velocidades das reações direta e inversa se igualam.
A partir desse instante, as concentrações de todos os participantes deixam de variar com o tempo.
Veja situações possíveis:
Tempo
[C], [D]
[A], [B]
t
eq
C
o
n
c
e
n
tr
a
ç
ã
o
 m
o
l/
L
I
AULAs 48 a 51
eqUiLíBrios qUíMicos – A constAnte 
de eqUiLíBrio expressA eM terMos dAs 
concentrAçÕes: Kc
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 93 6/23/14 10:46 AM
94 Química Ð Setor 1303 ALFA 6
No caso I, quando o sistema atinge o estado de equilíbrio, há maior concentração de produtos (C e D) do 
que reagentes (A e B).
Tempo
[C], [D]
[A], [B]
t
eq
C
o
n
c
e
n
tr
a
ç
ã
o
 m
o
l/
L
II
No caso II, quando se atinge o estado de equilíbrio, há maior concentração de reagentes do que de produtos.
Tempo
[A], [B], [C], [D]
t
eq
C
o
n
c
e
n
tr
a
•
‹
o
 m
o
l/
L
III
Nesse último caso (III), por coincidência, as concentrações de produtos e reagentes são iguais no estado de 
equilíbrio. 
2 a constante de equIlíbrIo em termos das concentrações (Kc)
Para a reação representada pela equação anterior, no estado de equilíbrio tem-se:
v
1
 5 v
2
 ⇒ k
1
 [A] [B]a b 5 k
2
 [ ] [ ]C Dc d ⇒ 
k
k
[C] [D]
[A] [B]
1
2
c d
a b5
 ⇒ Kc
[C] [D]
[A] [B]
c d
a b
5
Kc 5 constante de equilíbrio (expressa em concentrações).
3 o grau de equIlíbrIo (α)
Outra grandeza associada ao estado de equilíbrio é chamada de grau de equilíbrio (α). O grau de equilíbrio 
é a relação entre a quantidade de reagente que foi consumida até se estabelecer o equilíbrio e sua quantidade 
inicialmente colocada para reagir.
Grau de equilíbrio 5 Número de mols do reagente consumido
Número de mools inicial do reagente
exercícios
1 Escreva a express‹o da constante de equilíbrio para as rea•›es representadas pelas equa•›es a seguir:
a) 1 N
2
O
4
(g) 2 NO
2
(g)
b) CaCO
3
(s) CaO(s) 1 CO
2
(g)
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ALFA 6 Qu’mica Ð Setor 1303 95
2 Sobre as reações reversíveis em equilíbrio, julgue as afirmações abaixo:
 I. (   ) Reações reversíveis atingem o estado de equilíbrio quando as concentrações dos produtos se igualam 
com as dos reagentes.
 II. (   ) Reações reversíveis atingem o estado de equilíbrio quando as velocidades das reações direta e inversa 
se igualam.
 III. (   ) A partir do momento que a reação estiver em equilíbrio, as concentrações dos produtos e dos rea-
gentes não irão mais variar com tempo, porém não necessariamente terão o mesmo valor.
3 (ITA-SP – Adaptada) Veja as reações abaixo, seguidas das respectivas constantes de equilíbrio.
1) CH
3
COOH(aq) H1(aq) 1 CH
3
COO–(aq); Kc 5 1,8 ? 1025
2) CdS(s) Cd21(aq) 1 S22(aq); Kc 5 7,1 ? 10228
3) H1(aq) 1 HS2(aq) H
2
S(aq); Kc 5 1,0 ? 107
4) 2 HI(g) H
2
(g) 1 I
2
(g); Kc 5 9,0
5) CoO(s) 1 H
2
(g) Co(s) 1 H
2
O(g); Kc 5 67
Assinale aquela que, uma vez atingido o equilíbrio a partir das quantidades estequiométricas dos reagentes, 
está mais deslocada:
a) para a direita. 
b) para a esquerda. 
4 Considere a equação química a seguir que representa uma reação reversível:
A
2
 1 3 B
2
 2 AB
3
Quando essa reação atinge o estado de equilíbrio, as concentrações de A
2
, B
2
 e AB
3
 são, respectivamente, 
2 mol/L, 1 mol/L e 6 mol/L. Calcule o valor da constante de equilíbrio dessa reação expressa em termos das 
concentrações – Kc.
5 (Fuvest-SP) N
2
O
4
 e NO
2
, gases poluentes do ar, encontram-se em equilíbrio, como indicado:
N
2
O
4
 2 NO
2
Em uma experiência, nas condições ambientes, introduziu-se 1,50 mol de N
2
O
4
 em um reator de 2,0 litros. 
Estabelecido o equilíbrio, a concentração de NO
2
 foi de 0,060 mol/L. Qual o valor da constante Kc, em termos 
de concentração, desse equilíbrio?
087a098_1303_QUIMICA_CA6_ROSA.indd 95 6/23/14 10:46 AM
96 Química – Setor 1303 ALFA 6
6 (Unicamp-SP) Em um recipiente de 1,0 dm3 introduz-se 0,10 mol de butano gasoso que, em presença de um 
catalisador, isomeriza-se em isobutano:
butano(g) isobutano(g)
A constante desse equilíbrio é de 2,5 nas condições do experimento. Qual a concentração em mol/dm3 do 
isobutano no equilíbrio?
7 3,0 mol de ácido acético são adicionados a 3,0 mol de álcool etílico, na temperatura constante de 25 °C. Esta-
belecido o equilíbrio, verifica-se a formação de 2,0 mol de acetato de etila. Calcular o Kc do equilíbrio, a 25 °C.
CH COOH C H OH3 2 5
Ácido acético Álcool et
— 1
íílico
 CH COO C H H O3 2 5 2
Acetato de etila Água
— — 1
ou
1 (ácido) 1 1 (álcool) 1 (éster) 1 1 H
2
O
8 O gráfico abaixo representa a variação das concentrações dos reagentes e produtos de uma reação
a A 1 b B c C 1 d D
em função do tempo.
t
A
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
A
D
D
B
B
CC
C
o
n
c
e
n
tr
a
•
‹
o
 m
o
l/
L
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ALFA 6 Qu’mica Ð Setor 1303 97
a) Escreva a equa•‹o dessa rea•‹o balanceada com os menores coeficientes inteiros.
b) Calcule sua constante de equil’brio.
9 Tem-se 3 copos, A, B e C, nos quais foram adicionadas as subst‰ncias e suas quantidades em mol, indicadas 
na tabela seguinte.
Copo CH
3
COOH C
2
H
5
OH CH
3
COOC
2
H
5
H
2
O
A 4 1 4 5
B 2,5 2 5 3
C 1 2,5 2 5
Como ir‹o variar as concentra•›es (aumenta, diminui, n‹o se altera) de cada subst‰ncia, em cada copo, a 
partir do instante em que as respectivas subst‰ncias forem misturadas, atŽ ser estabelecido o equil’brio em 
cada copo?
Dado: CH
3
COOH 1 C
2
H
5
OH CH
3
COOC
2
H
5
 1 H
2
O 
Kc 5 4
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98 Química – Setor 1303 ALFA 6
10 Considere as equa•›es qu’micas abaixo seguidas das respectivas constantes de equil’brio:
I. 1 A
2
 1 1 B
2
2 AB K
I
 5 0,2
II. 2 AB 1 B
2
2 AB
2
K
II
 5 1 000
III. 1 A
2
 1 1 B
2
2 AB
2
K
III
 5 ?
Considerando que as rea•›es I e II est‹o ocorrendo simultaneamente num mesmo frasco, pergunta-se:
a) Como se obtŽm a equa•‹o qu’mica III a partir de I e II?
b) Como se obtŽm K
III
 a partir de K
I
 e K
II
?
orientAção de estUdo
 Livro 2 Ñ Unidade I 
Caderno de Exerc’cios 2
tarefa Mínima
AULA 48
 Leia os itens "Conceito de equil’brio qu’mico" atŽ 
"Constante de equil’brio em sistemas heterog•-
nios", cap. 4 do Livro-texto.
 Fa•a os exerc’cios 1 e 2, sŽrie 17.
AULA 49
 Fa•a os exerc’cios 3 a 5, sŽrie 17.
AULA 50
 Fa•a os exerc’cios 6 e 12, sŽrie 17.
AULA 51
 Fa•a os exerc’cios 15, 17 e 19, sŽrie 17.
tarefa complementar
AULA 48
 Fa•a os exerc’cios 14, 25 e 47, sŽrie 17.
AULA 49
 Fa•a os exerc’cios 10, 13 e 16, sŽrie 17.
AULA 50
 Fa•a os exerc’cios 7, 11 e 58, sŽrie 17.
AULA 51
 Fa•a os exerc’cios 18, 22 a 24, sŽrie 17.
AnotAçÕes
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ALFA 6 Biologia – Setor 1401 99
BioLoGia
setor 1401
Prof.: ____________________________________
aula 23 .............AD h .............TM h .............TC h .............100
aula 24 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 103
aula 25 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 103
setor a
099a108_1401_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 99 6/23/14 10:47 AM
100 Biologia Ð Setor 1401 ALFA 6
auLa 23 nutrição orGÂnica E inorGÂnica
1 introduÇÃo
O que é: O papel da folha e da raiz na sobrevivência de um vegetal. 
Importância: Absorção de água e de nutrientes minerais pela raiz e a execução de fotossíntese pela folha 
são mecanismos adaptativos indispensáveis à conquista do meio terrestre pelos vegetais. 
tópicos
 Integração raiz/folha.
 Raiz e nutrição inorgânica.
 Macronutrientes e micronutrientes essenciais.
 Hidroponia.
 Folha: nutrição orgânica – Parênquimas paliçádico e lacunoso.
2 integraÇÃo raiZ e FolHa
3 raiZ e nutriÇÃo inorgÂnica
Pelo
absorvente
Espaço
com ar
Fio
de água
Pelo
Fio
de água
Fio
absorventeabsorvente
Pelo
absorvente
de água
com ar
Espaço
com ar
PeloPeloPeloabsorvente
Pelo
absorventeabsorvente
Espaço
K1
K1
K1
K1
K1
K1
Ca21
Ca21
Ca21
Ca21
Ca21
Epiderme
da raiz
D
E
S
IG
N
U
A
/S
H
U
TT
E
R
TO
C
K
Oxigênio
Dióxido de 
carbono
Minerais
Energia 
luminosa
Água
Água
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ALFA 6 Biologia – Setor 1401 101
4 Macro e Micronutrientes: aMbos essenciais
Carbono,
hidrogênio
e oxigênio
Outros
“Macronutrientes”
3,5%
Micronutrientes: utilizados em pequena quantidade.
C HOP KN S Ca Fe Mg B Mn
MicroMacro
Cu Zn Cl Mo
Macronutrientes: utilizados em grande quantidade.
5 PaPel de alguns Macronutrientes
Elemento Papel
Nitrog•nio (N) Constituinte de prote’nas e ‡cidos nucleicos.
F—sforo (P) Constituinte de ‡cidos nucleicos e ATP.
Pot‡ssio (K) Papel osm—tico (abertura e fechamento estom‡tico).
MagnŽsio (Mg) Constituinte de molŽcula de clorofila.
Enxofre (S) Constituinte de importantes amino‡cidos.
C‡lcio (Ca) Constituinte das lamelas mŽdias.
6 HidroPonia: cultivo de vegetais eM água
S
U
T
IC
H
A
K
 Y
A
C
H
IA
N
G
K
H
A
M
/S
H
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E
R
S
T
O
C
K
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102 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
7 FolHa: nutriÇÃo orgÂnica
Nervura
Epiderme
superior
Epiderme
inferior
Parênquimas
Parênquima
paliçádico
Parênquima
lacunoso
Mesóflo
Epiderme
superior
Cutícula
Epiderme
inferior
Xilema
Floema
Bainha
do feixe
Fenda
estomática
Estômato
Nervura
com vasos
 
A fotossíntese ocorre nos parênquimas paliçádico e lacunoso.
oriEntação dE Estudo
 Leia os itens 100, 102 e 99, cap. 11 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 7 e 13, série 4.
 Livro 4 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade III
tarefa Mínima tarefa complementar
 Leia os itens 98 e 103, cap. 11 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 14 e 21, série 4. 
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ALFA 6 Biologia – Setor 1401 103
Célula estomática
ou guarda
Cloroplasto
Ostíolo
Parede interna
reforçada
Câmara
estomática
1 introduÇÃo
O que é: Os estômatos são “válvulas” reguladoras das trocas gasosas e da transpiração vegetal.
Importância: A compreensão da estrutura dos estômatos e do seu mecanismo de abertura e fecha-
mento, assim como o entendimento do papel dos íons potássio no mecanismo de abertura e fechamento dos 
estômatos. 
tópicos
 Estrutura do estômato.
 Mecanismo de abertura e fechamento do estômato.
 Papel do potássio na abertura e no fechamento do estômato.
 Trocas gasosas e transpiração.
 Curvas de transpiração e de absorção de água.
 Curva do fechamento do estômato.
2 estrutura do estôMato
auLas 24 e 25 EstÔMatos, trocas Gasosas E transPiração
Esquema tridimensional de um est™mato.
099a108_1401_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 103 6/23/14 10:47 AM
104 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
4 Fatores que atuaM na abertura e no FecHaMento dos estôMatos 
Abre
H
2
OH
2
O
K1K1
CŽlulas-guardas
Estômato
Fecha
H
2
OH
2
O
K1K1
CŽlulas-guardas
H
2
O
K1
H
2
O
K1
H
2
O
K1
H
2
O
K1
3 Microestrutura do estôMato
Quando as cŽlulas-guardas
a) 
b) 
c) 
Quando as cŽlulas-guardas
d) 
e) 
f) 
Eletromicrografia de est™mato, mostrando duas cŽlulas-guardas de 
epiderme foliar.
L
A
T
IN
S
T
O
C
K
/S
C
IE
N
C
E
 P
H
O
T
O
 L
IB
R
A
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Y
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P
L
 D
C
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ALFA 6 Biologia – Setor 1401 105
5 trocas gasosas, FotossÍntese e transPiraÇÃo
Transpiração
cuticular
Cutícula
Parênquima
lacunoso
Cutícula
Parênquima
paliçádico
Epiderme
superior Xilema
Epiderme
inferior
Vapor
de água
Transpiração
estomática
Poro
estomático
Célula-
-guarda
CO
2
Transpiração
cuticular
6 andaMento diário da transPiraÇÃo e da absorÇÃo de água
Horas
mL de água
6 12 18 24
Água transpirada
Água absorvida
7 curva de FecHaMento estoMático
Diferença
de massa
Intervalo entre as pesagens
Variação da perda de massa de uma folha 
ao longo do tempo.
O ponto indicado pela seta corresponde ao momento em que ocorreu o fechamento completo dos estômatos. A 
partir desse momento, a perda de água na transpiração se torna muito reduzida e constante, ocorrendo apenas pela 
cutícula. Quando a diferença de massa é zero, significa que toda a água foi perdida e obtem-se a massa seca da folha.
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106 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
ExErcícios
1 (UEL-PR Ð Adaptada) A figura a seguir Ž uma fotomicrografia de est™mato de Tradescantia spp., em vista 
frontal:
AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia dos organismos. V. 2. São Paulo: Moderna. 2004. p. 232. Adaptado.
Os est™matos s‹o respons‡veis pela regula•‹o das trocas gasosas e pela transpira•‹o nos vegetais. 
A concentra•‹o de CO
2
, a umidade relativa do ar, a luminosidade e a temperatura atmosfŽrica s‹o fa-
tores ambientais que influenciam no controle do mecanismo de abertura e fechamento dos est™matos.
Com base na figura, no texto e nos conhecimentos sobre o processo de abertura e fechamento de est™ma-
tos, assinale a alternativa que explica corretamente as raz›es fisiol—gicas pelas quais a luz influencia neste 
processo. 
a) Na aus•ncia de luz, as cŽlulas-guardas recebem ’ons Na+, perdem ‡gua para o ambiente por osmose, 
tornam-se murchas e, como consequ•ncia, o ost’olo se fecha.
b) Na presen•a de luz, as cŽlulas-guardas eliminam ’ons K+, perdem ‡gua para o ambiente por osmose, 
tornam-se fl‡cidas e, como consequ•ncia, o ost’olo se fecha.
c) Na aus•ncia de luz, as cŽlulas-guardas eliminam ’ons Na+, absorvem ‡gua por osmose, tornam-se tœrgidas e, 
como consequ•ncia, o ost’olo se abre.
d) Na presen•a de luz, as cŽlulas-guardas recebem ’ons K+, absorvem ‡gua por osmose, tornam-se tœrgidas e, 
como consequ•ncia, o ost’olo se abre.
e) Na presen•a de luz, as cŽlulas-guardas recebem ’ons Na+, perdem ‡gua para o ambiente por osmose, 
tornam-se fl‡cidas e, como consequ•ncia, o ost’olo se abre.
2 (Unifesp-SP) Um professor deseja fazer a demonstra•‹o da abertura dos est™matos de uma planta mantida em 
condi•›es controladas de luz, concentra•‹o de g‡s carb™nico e suprimento h’drico. Para que os est™matos 
se abram, o professor deve:
a) fornecer luz, aumentar a concentra•‹o de CO
2
 circundante e manter o solo ligeiramente seco.
b) fornecer luz, aumentar a concentra•‹o de CO
2
 circundante e baixar a umidade do ar ao redor.
c) fornecer luz, diminuir a concentra•‹o de CO
2
 circundante e adicionar ‡gua ao solo.
d) apagar a luz, diminuir a concentra•‹o de CO
2
 circundante e adicionar ‡gua ao solo.
e) apagar a luz, certificar-se de que a concentra•‹o de CO
2
 circundante esteja normal e aumentar a umidade 
do ar ao redor.
U
E
L
-P
R
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1401 107
3 A conquista do meio terrestre pelas plantas dependeu, entre outros fatores, da capacidade de obter, trans-
portar e armazenar água em seus organismos e reduzir sua perda para o ambiente. Dentre os fenômenos 
fisiológicos mais importantes no reino vegetal, podem ser citados: a transpiração – perda de vapor para 
a atmosfera – e a absorção de água pelo sistema radicular – que repõe as perdas hídricas e é utilizada em 
vários processos metabólicos. O gráfico a seguir foi obtido a partir da observação desses dois fenômenos 
em uma planta em laboratório.
Q
u
a
n
ti
d
a
d
e
 r
e
la
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v
a
 d
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 ‡
g
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m
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s
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o
r 
c
a
d
a
 2
 h
)
0
10
20
30
6 h 18 h
Transpira•‹o
Absor•‹o
de ‡gua
a) Nota-se a existência de um atraso da curva de absorção de água em relação à de transpiração até apro-
ximadamente às 18 horas. Explique a razão pela qual, após as 18 horas, a curva de absorção de água 
apresenta valores maiores do que a de transpiração.
b) Cite duas adaptações morfológicas presentes nas plantas que contribuem para a diminuição da perda de 
água para a atmosfera terrestre.
oriEntação dE Estudo
auLa 24
 Leia os itens 106 a 109, cap. 12 do Livro-texto.Faça os exercícios 1 e 2, série 5.
auLa 25
 Leia os itens 110 a 113, cap. 12 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 3 e 4, série 5.
 Livro 4 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 1 Ñ Unidade III
tarefa Mínima tarefa complementar
auLas 24 e 25
 Leia os itens 104, 105 e 114, cap. 12 do Livro-
-texto.
 Faça os exercícios 5 a 7 e 9, série 5.
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108 Biologia – Setor 1401 ALFA 6
anotaçÕEs
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 109
BIOLOGIA
setor 1402
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 110
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 110
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 116
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 116
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 121
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 121
setor B
109a126_1402_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 109 6/23/14 10:48 AM
110 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
AULAs 45 e 46 INTRODUÇÃO À GENÉTICA
1 Tópicos
 Os fatores mendelianos e sua rela•‹o com a GenŽtica Moderna.
 Os conceitos utilizados em GenŽtica.
 A heran•a sem domin‰ncia e a codomin‰ncia.
 A no•‹o de alelos mœltiplos.
2 os Trabalhos de Mendel e a genéTica Moderna
Ao analisar os resultados obtidos a partir de v‡rios cruzamentos entre plantas de ervilha, Gregor Mendel 
(1822-1884) estabeleceu os princ’pios da transmiss‹o heredit‡ria dos caracteres dos seres vivos, dando in’cio a 
uma nova ‡rea do conhecimento que mais tarde seria denominada GenŽtica.
Mendel percebeu que muitos caracteres das ervilhas, como a cor e a forma das sementes, a altura da planta 
ou a posi•‹o das flores, eram determinados pelo que ele chamou de fatores, que eram passados de uma gera•‹o 
a outra pela reprodu•‹o sexuada. Tais fatores heredit‡rios s‹o hoje conhecidos como genes. Mendel concluiu, 
pelos resultados dos cruzamentos – sem conhecer os cromossomos e nem a meiose –, que cada caracter’stica Ž 
condicionada por dois exemplares (ou dois alelos) de um fator e que apenas um desses alelos está presente 
em cada gameta. Esta conclus‹o Ž hoje conhecida como a Primeira Lei de Mendel.
Sabemos hoje que um gene, de modo geral, corresponde a um segmento de DNA capaz de produzir uma 
prote’na; esta, por sua vez, influi sobre a manifesta•‹o da caracter’stica estudada. Muitas vezes, essa prote’na Ž 
uma enzima que catalisar‡ uma rea•‹o envolvida na manifesta•‹o daquele car‡ter.
Cromossomo DNA
Gene 1
Gene 2
Genes
Os cromossomos são constituídos por DNA e, por sua vez, determinados trechos da molécula de DNA constituem os genes.
3 croMossoMos hoMólogos, alelos e locus gênico
Na heran•a de tipo mais simples, um car‡ter Ž determinado por um œnico gene (heran•a monog•nica 
ou monofatorial). Nesse caso, o indiv’duo apresenta, em cada uma de suas cŽlulas, dois exemplares (alelos) 
daquele gene, provenientes de cada um dos seus genitores. Uma vez que as cŽlulas diploides apresentam 
pares de cromossomos homólogos, o par de alelos de um mesmo gene ocupa o mesmo locus gênico 
nesses cromossomos.
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 111
Alelos do gene
Locus do gene
Cromossomos homólogos
Cromossomos homólogos apresentam a mesma morfologia, uma vez que seus genes estão colocados na mesma sequência. Assim, 
em uma célula diploide, para cada locus gênico há um par de alelos.
Por meio da meiose, somente um dos cromossomos homólogos de cada par vai ao gameta; assim, cada proge-
nitor transmite para a descendência apenas um dos alelos do par cromossônico, o que confirma as conclusões 
de Mendel. 
4 oUTros conceiTos iMporTanTes eM genéTica
Observe os cruzamentos abaixo, dos quais iremos derivar outros conceitos importantes para a compreensão 
da Genética.
Gametas
P Lisas 3 Rugosas
R r
F
1
F
2
Lisas 
 
 3
3/4 Lisas
1/4 Rugosas
G
am
et
as
G
am
etasR R
r r
RR
Rr Rr
rr
RR
Rr Rr
rr
R 5 alelo para semente lisa
r 5 alelo para semente rugosa
Lisas
Nos casos mais simples de herança monogênica, como acima, há apenas dois alelos possíveis na população, 
com dominância de um deles sobre o outro. O alelo R sempre condiciona o aspecto liso (esteja ele em dose única, 
Rr, ou em dose dupla, RR) e por isso é dominante. O alelo r é dito recessivo pois, para condicionar o aspecto 
rugoso, precisa estar em dose dupla (rr). Conforme veremos mais adiante, nem sempre ocorre dominância entre 
os alelos de um mesmo gene.
Em P (geração parental) Mendel cruzou ervilhas de 
sementes lisas puras (portadoras de dois alelos R) 
com rugosas puras (dois alelos r). Em F
1 
(primeira 
geração filial), as ervilhas são lisas e têm os dois tipos 
de alelos (Rr). Em F
2
 (resultado da autofecundação dos 
indivíduos F
1
), nascem 3
4
 de plantas com sementes 
lisas (RR ou Rr) e 1
4
 de sementes rugosas (rr).
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112 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
Quando nos referimos ao resultado da ação gênica sobre o organismo, estamos falando do fen—tipo do in-
divíduo. Por exemplo:
 Planta com sementes amarelas;
 Cobaia de pelos escuros;
 Indivíduo albino.
Quando falamos dos alelos que um indivíduo possui para um ou mais genes estudados, estamos nos refe-
rindo ao seu gen—tipo; por exemplo: RR, Rr ou rr são os genótipos das plantas que aparecem nos cruzamentos 
analisados anteriormente.
R
Homozigoto HomozigotoHeterozigoto
R R r r r
Indiv’duos homozigotos possuem dois alelos iguais para certa caracter’stica: no cruzamento que vimos antes, as plantas RR e rr s‹o 
homozigotas, enquanto heterozigotos possuem alelos diferentes, como as plantas Rr.
5 herança seM doMinÂncia e codoMinÂncia
a herança sem dominância ou herança intermediária
Exemplo cl‡ssico de heran•a sem 
domin‰ncia na flor-de-maravilha 
(Mirabilis jalapa). Plantas de flor 
vermelha s‹o cruzadas com plantas 
de flor branca (gera•‹o parental, P). 
Todos os descendentes da primeira 
gera•‹o (F
1
) t•m flor rosa. Assim, no 
heterozigoto, os fen—tipos originais 
dos pais n‹o mais aparecem. Em F
2
, 
nascem plantas de flores vermelha, 
rosa e branca, na propor•‹o de 1:2:1. 
Repare que esta propor•‹o deriva da 
propor•‹o mendeliana cl‡ssica de 3:1.
Vermelha
(VV)
Vermelha
(VV)
Branca
(BB)
Branca
(BB)
Rosa
(VB)
Rosa
(VB)
Rosa
(VB)
F
1
F
2
P
1 2 1
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 113
a codominância
Um bom exemplo de codomin‰ncia Ž a cor da 
pelagem do gado da ra•a Shorthorn. Nesses animais, 
h‡ um alelo para pelagem vermelha (R) e outro para 
pelagem branca (RÕ). Os heterozigotos produzem 
tanto pelos vermelhos como pelos brancos, em dife-
rentes ‡reas do corpo, e seu tipo Ž chamado ruão. 
Neste caso, ambos os alelos atuam, e o heterozigoto 
exibe, parcialmente, tanto o fen—tipo do pai como 
o da m‹e. 
Shorthorn vermelho.
Shorthorn ru‹o. 
Shorthorn branco.
Veja os resultados do cruzamento abaixo:
Vermelho
(RR)
Vermelho
1 RR
Branco
(R'R')
Branco
1 R'R'
Ruão
(RR')
Ruão
2 RR'
3
P
F
1
F
2
a diferença entre a herança sem dominância e 
a codominância
Os dois processos s‹o id•nticos quanto ˆs pro-
por•›es genot’picas obtidas nos cruzamentos. No 
entanto, nos casos de herança sem dominância, 
o fen—tipo dos heterozigotos representa uma espŽcie 
de ÒmisturaÓ dos fen—tipos dos pais. J‡ nos casos de 
codominância, ao contr‡rio, os fen—tipos de ambos 
os pais ainda podem ser reconhecidos no fen—tipo 
dos heterozigotos.
6 UMa variação da herança 
Mendeliana: os alelos MúlTiplos 
Uma caracter’stica pode apresentar, na popula-
ção, mais de dois tipos de alelos. Fala-se, nesse caso, 
em alelos múltiplos. Note, no entanto,que ainda 
assim cada indivíduo continua possuindo, em cada 
uma de suas cŽlulas, apenas dois alelos (um de ori-
gem paterna e o outro, de origem materna). Veja a 
figura abaixo:
A
Alelos mœltiplos
Gen—tipos poss’veis:
A'
A' AÔ A' A'
a
a a aaA A A A
Ao conjunto dos diferentes genes alelos existentes na 
popula•‹o, combinados dois a dois, e que ocupam os mesmos 
locais (loci ) nos cromossomos homólogos, chamamos de alelos 
mœltiplos.
K
e
n
n
e
t
h
 W
il
l
ia
m
 C
a
l
e
n
o
/S
h
u
t
t
e
r
S
t
o
C
K
l
Y
n
n
 S
t
o
n
e
/a
G
S
t
o
C
K
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S
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Y
S
t
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n
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 B
r
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t
C
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l
a
m
Y
/G
l
o
W
im
a
G
e
S
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114 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
ExERCÍCIOs
1 Imagine um cruzamento entre um casal de cobaias 
de pelo escuro, que tenha resultado em v‡rios 
descendentes de pelo escuro e um descendente 
de pelo claro.
a) Qual dos dois fen—tipos, pelo claro ou pelo es-
curo, Ž condicionado por um alelo dominante? 
Como voc• chegou a esta conclus‹o?
b) Utilize a letra C para indicar o alelo para pelo 
escuro, e c o alelo para pelo claro e responda:
 Qual Ž o gen—tipo do macho e da f•mea uti-
lizados no cruzamento?
 Quais podem ser os gen—tipos dos descen-
dentes de pelo escuro?
 Qual Ž o gen—tipo do descendente de pelo 
claro?
 Quais indiv’duos citados s‹o homozigotos e 
quais s‹o heterozigotos?
c) Vamos imaginar que, num outro cruzamento se-
melhante, nasceram 12 filhotes. Destes, quantos 
voc• esperaria, teoricamente, que tivessem pelo 
escuro e quantos que apresentassem pelo claro? 
Demonstre como voc• chegou ˆ sua resposta. 
d) Em fun•‹o de suas conclus›es atŽ este momen-
to, responda ̂ quest‹o: que tipos de cruzamen-
tos, quanto aos gen—tipos dos pais, podem ori-
ginar cobaias de pelo claro?
e) Justifique, em termo citol—gicos, o motivo que 
faz com que cada cobaia transmita apenas um 
dos alelos para o cor do pelo, no gameta que 
ela produz.
4
4
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 115
2 No diagrama abaixo, qual dos três esquemas representaria um caso de herança com dominância? E um caso 
de codominância? E um caso de herança sem dominância? Para cada caso, escreva o possível genótipo dos 
indivíduos. Assuma que os pais são homozigotos.
3
3
3
I
II
III
3 Imagine uma espécie hipotética de peixes ornamentais, da qual existem três variedades: uma de escamas ver-
melhas (homozigota), outra de escamas azuis (também homozigota), e uma terceira com escamas de duas cores, 
azuis e vermelhas (heterozigotas). Trata-se de uma herança monogênica, condicionada por um gene com duas 
variedades de alelos. 
Sabendo que a variedade bicolor é mais valiosa comercialmente, que tipo de cruzamento um criador de peixes 
deveria favorecer, para obter mais lucro?
a) Peixes bicolores entre si.
b) Peixes bicolores com peixes de escamas azuis.
c) Peixes bicolores com peixes de escamas vermelhas.
d) Peixes de escamas azuis com peixes de escamas vermelhas.
e) Peixes de escamas vermelhas entre si.
Compare os conceitos apresentados sobre a herança sem dominância e sobre a codominância discutidos no 
item 122 do capítulo 1, da Unidade II do Livro-texto 2, com aqueles trabalhados nestas aulas. Que diferenças 
você nota?
ATIVIDADE ExTRA
ORIENTAÇÃO DE EsTUDO
 Livro 2 Ñ Unidade II 
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade IV 
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 45
 leia os itens 106 a 111, 115 e 117, 
cap. 1 do livro-texto.
 Faça os exercícios 1, 2, 3 e 5, série 1.
AULA 46
 leia o item 112, cap. 1 do livro-texto.
 Faça os exercícios 7, 8, 10 e 11, série 1.
AULA 45
 leia os itens 104, 105, 113, 116 e 122, 
cap. 1 do livro-texto.
 Faça os exercícios 6 e 9, série 1. 
AULA 46
 leia o item 125, cap. 1 do livro-texto.
 Faça a atividade extra.
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116 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
AULAs 47 e 48 As GENEALOGIAs E As PROBABILIDADEs
1 Tópicos
 Probabilidades: importante ferramenta em GenŽtica.
 Genealogias: a descri•‹o gr‡fica da transmiss‹o de uma caracter’stica.
 Os genes letais.
 Pleiotropia: um gene condicionando v‡rios caracteres.
2 Trabalhando coM probabilidades
o conceito
A probabilidade Ž um valor numŽrico que expressa a chance de ocorrer determinado evento aleat—rio (que 
depende do acaso). Em termos matem‡ticos, Ž definida como o nœmero de eventos favor‡veis dividido pelo 
nœmero de eventos igualmente poss’veis. Assim, por exemplo, dado um indiv’duo heterozigoto (Aa), a proba-
bilidade de que um de seus gametas contenha o alelo A Ž de 1
2
 ou 0,5 ou, ainda, 50%.
a probabilidade de ocorrência de dois eventos mutuamente exclusivos (regra do oU)
ƒ obtida pela soma das probabilidades isoladas. No lan•amento de um dado, qual Ž a probabilidade 
de aparecer o 1 ou o 4 ou o 5? Est‡ claro que o aparecimento de cada uma dessas faces exclui o apareci-
mento das demais; por isso, os tr•s eventos citados s‹o mutuamente exclusivos. O c‡lculo, neste caso, ser‡: 
P (face 1) 1 P (face 4) 1 P (face 5) 5 1
6
 1 1
6
 + 1
6
 5 3
6
 5 1
2
. De certa forma, a Regra do OU equivale a 
contar os eventos favor‡veis, e dividi-los pelo total de eventos poss’veis.
a probabilidade de ocorrência de dois eventos simultâneos e independentes (regra do e)
ƒ obtida pelo produto das probabilidades isoladas. Considere um casal no qual ambos s‹o heterozigotos para 
albinismo (Aa). Qual Ž a probabilidade de nascer uma crian•a normal E do sexo masculino? A resposta Ž dada pelo 
produto da probabilidade dos eventos: Òcrian•a normalÓ 3
4( ) 3 Òsexo masculinoÓ 
1
2( ), e Ž igual a 
3
8( ).
a probabilidade condicional
Permite calcular a probabilidade de um evento aleat—rio sobre o qual j‡ existe uma informa•‹o parcial. 
Suponha, por exemplo, um casal no qual a m‹e e o pai de uma crian•a s‹o, ambos, heterozigotos para albinismo, 
e seu filho Ž normal quanto ˆ pigmenta•‹o da pele. Qual Ž a probabilidade de este menino ser heterozigoto para 
esse car‡ter, como seus pais? 
Os poss’veis encontros gamŽticos referentes ao gen—tipo da crian•a s‹o: AA, Aa, Aa e aa. No entanto, j‡ temos 
a informa•‹o de que a crian•a n‹o nasceu albina e, portanto, a resposta correta Ž 2
3
, e n‹o 2
4
. Isso porque, 
elimina-se do espa•o amostral o gen—tipo aa e, consequentemente, sobram tr•s eventos igualmente poss’veis (AA, 
Aa e Aa), dois dos quais s‹o favor‡veis ao que se pede.
3 as genealogias: represenTação gráfica da herança
Quando se trabalha com casos de heran•a em fam’lias, que envolvem muitos indiv’duos, Ž œtil o uso de 
genealogias ou heredogramas, que d‹o uma vis‹o global de como a caracter’stica estudada Ž transmitida nos 
indiv’duos envolvidos. 
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1402 117
Principais s’mbolos usados nas genealogias
a) ou Machos ou f•meas sem a caracter’stica estudada.
b) ou Machos ou f•meas com a caracter’stica 
estudada.
c) O tra•o horizontal significa forma•‹o de casal.
d) 1 2I
3 4 5 6II
Essa representa•‹o mostra irmandade. 
As f•meas 3 e 4 e os machos 5 e 6 (gera•‹o II) 
s‹o irm‹os, filhos dos indiv’duos 1 e 2 (gera•‹o I).
e) Um tra•o duplo unindo o casal representa 
casamento consangu’neo, ou seja, os c™njuges 
s‹o parentes pr—ximos.
f) 
Indiv’duos de sexo ignorado.
Os quadrados representam indiv’duos do sexo masculino e os c’rculos, os do sexo feminino.
4 genes leTais
H‡ genes cujo efeito, quando se manifesta, é o de provocar a morte de seu portador na fase embrion‡ria. Ge-
ralmente são descobertos pelo fato de os resultados dos cruzamentos se afastarem dos casos cl‡ssicos da Primeira 
Lei de Mendel. Veja a figura abaixo.
Amarelo (Aa)
Amarelo (Aa)(AA) Amarelo (Aa) Aguti (aa)
Amarelo (Aa)
(AA)
Em alguns camundongos, o pelo pode ser amarelo ou aguti (amarronzado). Camundongos amarelos cru-
zados entre si sempre originam, na descendência, camundongos amarelos e aguti,na proporção de 2:1. Isso 
significa que o alelo para amarelo (A) é dominante sobre o alelo para aguti (a); e, em segundo lugar, que os 
camundongos amarelos são sempre heterozigotos (Aa). A proporção 2:1, ao invés da esperada proporção de 3:1, 
confirma que os camundongos AA morrem no est‡gio embrion‡rio. Assim, o alelo A, em dose œnica, condiciona 
a cor amarela; em dose dupla, é letal, não permitindo a sobrevivência do embrião.
109a126_1402_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 117 6/23/14 10:49 AM
118 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
5 a pleioTropia: UM gene 
condiciona vários caracTeres
Esta Ž uma varia•‹o da heran•a mendeliana sim-
ples, na qual um gene, por meio de um par de alelos, 
condiciona uma caracter’stica. No entanto, h‡ muitos 
casos em que um mesmo gene Ž respons‡vel por mais 
de uma caracter’stica ao mesmo tempo: este fen™meno 
Ž a pleiotropia.
Gene A
Caráter 1
Caráter 2
Caráter 3
Caráter 4
Nos casos de pleiotropia, um único locus gênico pode 
condicionar várias características.
Um exemplo conhecido desse fen™meno Ž a ane-
mia falciforme, em que determinado gene produz uma 
hemoglobina an™mala que leva, por sua vez, ̂ produ•‹o 
de hem‡cias em forma de foice. Pessoas atingidas pela 
anemia falciforme apresentam v‡rios tipos de proble-
mas, como: aglutina•‹o das hem‡cias, suprimento de-
ficiente de sangue no corpo, fraqueza, anemia, insufi-
ci•ncia card’aca, reumatismo, pneumonia, entre outros 
problemas. Assim, o efeito desse gene Ž pleiotrópico.
Veja, ainda, o exemplo dos genes letais nos ca-
mundongos. O alelo A condiciona a cor amarela. No 
entanto, em dose dupla, Ž letal, n‹o permitindo a so-
breviv•ncia do embri‹o. Assim, esse alelo tem efeito 
pleiotrópico, j‡ que, alŽm de condicionar a cor do 
pelo, interfere na sobreviv•ncia do animal.
ExERCÍCIOs
1 (Fuvest-SP) A fenilcetonúria é uma doença que tem 
herança autossômica recessiva. Considere a prole 
de um casal de heterozigóticos quanto à mutação 
que causa a doença.
a) Qual é a probabilidade de o genótipo da pri-
meira criança ser igual do de seus genitores?
4 4 4 4
4 2
b) Qual a probabilidade de as duas primeiras 
crianças apresentarem fenilcetonúria?
c) Se as duas primeiras crianças forem meninos 
que têm a doença, qual é a probabilidade de 
uma terceira criança ser uma menina saudável?
d) Se a primeira criança for clinicamente normal, 
qual é a probabilidade de ela não possuir a mu-
tação que causa a fenilcetonúria?
2 Na espécie humana, o lóbulo da orelha pode ser 
“preso” ou “solto”. Esta característica parece ser 
condicionada por um par de alelos, o que obede-
ce à Primeira Lei de Mendel. A genealogia abaixo 
mostra uma herança dessa característica em uma 
família na qual os indivíduos cujos símbolos estão 
preenchidos em negrito têm o lóbulo preso e os 
demais o têm solto. Examine a genealogia, e res-
ponda às questões. 
3 4
8 109
11 1312
1 2
5 76
4 4
4 4
3
4
4 4 16
2 4
8
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 119
a) Qual dos dois caracteres, lóbulo preso ou lóbu-
lo solto, é condicionado por um alelo dominan-
te? Justifique sua resposta.
b) Agora, use “A” para designar o alelo dominan-
te, e “a” para o alelo recessivo. Escreva os ge-
nótipos abaixo de cada um dos indivíduos. 
c) Quais dos indivíduos da genealogia são, obri-
gatoriamente, heterozigotos?
d) Quais dos indivíduos são, obrigatoriamente, 
homozigotos?
e) Quais são os indivíduos, nesta genealogia, para 
os quais não se pode determinar o genótipo com 
segurança absoluta? Justifique sua resposta.
f) Se o indivíduo 6 se casasse com uma mulher de 
mesmo genótipo que o de sua mãe, qual seria 
a probabilidade de nascer uma menina com o 
lóbulo da orelha colado?
g) Ainda sobre o caso do item anterior, qual seria a 
probabilidade de nascer uma menina com o ló-
bulo colado OU um menino com o lóbulo solto?
h) Qual é a probabilidade de os indivíduos 12 e 13 
serem ambos homozigotos?
3 Na genealogia abaixo indivíduos com queratose, 
uma anomalia da pele, estão representados em 
preto, e as pessoas normais, em branco. O casal 
em questão planeja ter mais quatro crianças. 
a) Utilizando “A” e “a” para os alelos dominante 
e recessivo, preencha a genealogia acima com 
os genótipos dos envolvidos.
b) Calcule a probabilidade de as quatro próximas 
crianças do casal serem todas normais.
2
2
2 2 4
( )2( )2( ) ( )2( )2( ) 4 2
3
3
3 3 9
4
4 4 4 4 256
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120 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
4 (Medicina Santo Amaro-SP Ð Adaptada) Feita a 
an‡lise geneal—gica de uma fam’lia, relativamen-
te ˆ ocorr•ncia de uma determinada anomalia, 
obteve-se o quadro abaixo. Nele os indiv’duos 
afetados aparecem assinalados em negro, en-
quanto os normais aparecem em branco. Assi-
nale, entre as alternativas, a œnica afirma•‹o ab-
solutamente correta que se pode fazer a partir 
dos dados obtidos.
1 2
3 4 5 6
7 98 10 12 1311
a) A anomalia Ž recessiva em rela•‹o ̂ normalidade.
b) Segundo os dados, n‹o podemos decidir sobre 
a domin‰ncia ou a recessividade da anomalia.
c) O indiv’duo 1 Ž heterozigoto.
d) O indiv’duo 3 Ž portador de um alelo para a 
anomalia.
e) Do casamento do indiv’duo 9 com 11 n‹o po-
dem resultar filhos an™malos.
5 Em determinada espŽcie de ave, os indiv’duos po-
dem apresentar penas brancas e penas azuis. Um 
criador observou que aves de penas azuis, quan-
do cruzadas entre si, sempre resultavam em uma 
descend•ncia exclusiva de aves de penas azuis. 
Quando cruzava aves de penas azuis com aves de 
penas brancas, eram sempre obtidos descenden-
tes de penas azuis e de penas brancas, em uma 
propor•‹o mais ou menos igual. Por outro lado, 
aves de penas brancas cruzadas entre si resulta-
vam sempre em aves de penas brancas e de pe-
nas azuis. Admitindo que a cor das penas, nessa 
espŽcie, depende de um par de alelos, responda 
ˆs perguntas a seguir:
a) em fun•‹o dos dados apresentados, quais se-
riam os poss’veis gen—tipos das aves de penas 
azuis e das aves de penas brancas? Justifique 
sua resposta.
b) voc• poderia apresentar alguma hip—tese que 
sustentasse sua resposta ao item a?
c) de que maneira voc• testaria essa hip—tese? 
ORIENTAÇÃO DE EsTUDO
AULA 47
 leia os itens 126 a 129, cap. 2 do livro-texto.
 Faça os exercícios 4, 14, 15 e 17, série 1.
AULA 48
 leia os itens 120, 121 e 124, cap. 1 do livro-texto.
 Faça os exercícios 19, 21, 22 e 23, série 1.
 Livro 2 Ñ Unidade II
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade IV
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 47
 leia o item 119, do cap. 1, e o 130, cap. 2 do livro-
-texto. 
 Faça os exercícios 16, 18 e 20, série 1.
AULA 48
 Faça os exercícios 24 e 25, série 1.
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1402 121
AULAs 49 e 50 A DETERMINAÇÃO GENÉTICA DOs GRUPOs sANGUÍNEOs HUMANOs
1 Tópicos
 Os grupos do sistema ABO. 
 O fator Rh e a eritroblastose fetal.
 Os grupos MN.
2 o sisTeMa abo
Na espŽcie humana, os indiv’duos podem diferir quanto a subst‰ncias (ant’genos) que existem na superf’cie de 
suas hem‡cias. No caso do sistema ABO, por exemplo, conhecem-se tr•s subst‰ncias diferentes que determinam 
os grupos sangu’neos, conforme apresentado na figura a seguir. 
Fuc
Glu
Acetil-
-Gluc
Ant’geno O
CeramidaCeramida
Acetil-
-Gluc
GalNAc
Ant’geno A
Estrutura dos ant’genos dos grupos
Acetil-
-Gluc
Gal
Gal
Gal
Gal
GalGal
Gal
Ant’geno B
Fuc Fuc
Glu Glu
Ceramida
Fuc 5 Fucose
Gal 5 Galactose
Acetil-Gluc 5 Acetil glucosamina
Glu 5 Glucose
GalNAc 5 Acetil galactosamina
Estrutura dos ant’genos dos grupos sangu’neos A, B e O.
Os ant’genos do sistema ABO s‹o glicolip’dios que ficam na superf’cie da hem‡cia, compostos por uma 
pequena cadeia de a•œcares ligados a lip’dios (ceramidas) da membrana. Nota-se que tanto o ant’geno O (ou 
H) como o A e o B t•m os mesmos cinco a•œcares b‡sicos; no entanto, na extremidade do ant’geno A h‡ um 
a•œcar suplementar, a acetilgalactosamina(GalNAc) e na extremidade do ant’geno B, o a•œcar suplementar 
Ž uma galactose (Gal).
Antígeno OAntígenos A e BAntígeno BAntígeno A
Tipo sanguíneo A Tipo sanguíneo B Tipo sanguíneo AB Tipo sanguíneo O
Representa•‹o esquem‡tica das hem‡cias dos diferentes grupos sangu’neos, com 
os ant’genos aderidos ˆ membrana celular.
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122 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
As substâncias A e B determinam os grupos sanguíneos. Lembre-se do conceito de antígeno: substância es-
tranha a um organismo, que pode desencadear a produção de anticorpos. Repare que a substância A é antígeno 
(ou aglutinogênio) somente para indivíduos do grupo B e do grupo O; A substância B é antígeno para indivíduos 
A e O; para pessoas AB, nem a substância A nem a substância B são antígenos, enquanto para o grupo O tanto 
as substâncias A como B são antígenos.
a genética do sistema abo
Uma série de três alelos que ocupa um único locus (alelos múltiplos) controla a transmissão dos grupos do 
sistema ABO. São eles IA, IB e i. IA e IB são codominantes, mas ambos são dominantes em relação ao alelo i.
Grupo A
IA IA
Grupo A Grupo AB Grupo B Grupo B Grupo O
Codomin‰ncia
Alelo IB
Alelo IA
Alelo i - Recessivo
IA i IA IB IB IB IB i i i
Grupo sangu’neo Porcentagem*
O 47,10
A 36,99
B 12,30
AB 3,60
* Estas frequências retratam de forma bastante fiel as outras regiões 
do Brasil.
O
AB B
A
Brasileiros
Frequ•ncia dos grupos do sistema ABO em mulheres doadoras, numa cidade de MT
A
BAB
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A
B
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A
B
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O
Ingleses Asi‡ticos do Sudeste
da çsia (Laos)
Indianos
Africanos (Zimb‡bue) Nativos americanos Abor’genes australianos
Frequ•ncia dos grupos do sistema ABO em algumas regi›es do mundo.
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1402 123
como são determinados os grupos sanguíneos do sistema abo
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 Grupo Anti-A Anti-B
N‹o aglutina
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Para determinar os tipos sangu’neos do sistema ABO, basta misturar, em uma l‰mina de vidro, o sangue 
de grupo desconhecido com cada um de dois anticorpos (aglutininas) anti-A e anti-B, que reagir‹o, respecti-
vamente, com os ant’genos (aglutinog•nios) A e B. O resultado da rea•‹o entre eles, como o nome indica, ser‡ 
a aglutina•‹o das hem‡cias que t•m o ant’geno na sua superf’cie. Na figura acima, observe o primeiro caso, 
por exemplo: o sangue n‹o sofreu aglutina•‹o com anti-A nem com anti-B; isso demonstra que ele n‹o possui 
os ant’genos (aglutinog•nios) A nem B. Conclui-se, portanto, que se trata de sangue O.
as transfusões de sangue
Nas transfus›es de sangue entre pessoas de grupos diferentes, pode ocorrer aglutina•‹o das hem‡cias doa-
das, em uma rea•‹o do tipo ant’geno-anticorpo, o que pode gerar o risco de problemas circulat—rios sŽrios. Isto 
ocorre caso exista na hem‡cia certo aglutinog•nio, e ao mesmo tempo aglutinina correspondente 
no plasma do receptor. 
Em fun•‹o deste fato, as transfus›es que podem ser realizadas sem risco est‹o listadas na tabela e no dia-
grama abaixo.
O
AB
O
AB
A BA B
 
Grupo 
sanguíneo
Pode doar sangue,
de forma segura, 
a pessoas do(s) grupo(s)
A A e AB
B B e AB
AB AB
O A, B, AB e O
Esquema das transfus›es poss’veis no sistema ABO.
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124 Biologia – Setor 1402 ALFA 6
3 o faTor rh e a eriTroblasTose feTal
A express‹o Òfator RhÓ inicialmente foi usada para denominar um grupo de subst‰ncias encontradas no 
sangue de macacos Rhesus. Posteriormente, essas subst‰ncias tambŽm foram encontradas na membrana 
das hem‡cias de alguns indiv’duos das popula•›es humanas, mais frequentemente uma delas, o ant’geno 
D. As pessoas que t•m o fator Rh s‹o chamadas de Rh1 (Rh positivo), e as que n‹o o possuem, de Rh2 
(Rh negativo). 
Embora a heran•a do fator Rh seja bastante complexa, em termos genŽticos, usualmente, ela Ž apresen-
tada como se se tratasse de um œnico gene com um par de alelos com domin‰ncia (R e r). Nesse modelo, 
pessoas Rh1 s‹o aquelas que apresentam os gen—tipos RR ou Rr, e pessoas Rh2 apresentam gen—tipo rr.
Indiv’duos com sangue Rh1 podem receber transfus›es de sangue Rh2 de forma segura Ð contanto que 
haja compatibilidade no sistema ABO. O caso inverso, no entanto, n‹o Ž vi‡vel: um indiv’duo Rh2 que recebe 
sangue Rh1 ir‡ produzir anticorpos anti-Rh, que, em transfus›es subsequentes, podem levar ˆ aglutina•‹o 
de suas hem‡cias.
a) Uma pequena quantidade de
 hem‡cias Rh1 do feto passam
 para o sangue materno pela placenta.
Hem‡cias maternas Rh2
Hem‡cias feto Rh1
Anticorpos Anti-Rh
Hem—lise: destrui•‹o das hem‡cias Rh1 do feto 
Vaso sangu’neo
materno Placenta
b) A m‹e produz anticorpos
 anti-Rh em resposta ˆs
 hem‡cias Rh1.
c) Os anticorpos anti-Rh atravessam
 a placenta, entram na circula•‹o do
 feto e destroem suas hem‡cias
 (eritroblastose fetal).
A eritroblastose fetal Ž um tipo de anemia do recŽm-nascido, que ocorre exclusivamente em crian•as Rh1, 
cuja m‹e seja Rh2. Normalmente, se d‡ a partir da segunda gravidez de crian•a Rh1, quando a m‹e j‡ foi sensi-
bilizada pelo primeiro filho Rh1, j‡ tendo produzido anti-Rh. Por fim, o anti-Rh ultrapassa a barreira placent‡ria 
do segundo filho atacando suas hem‡cias.
4 os grUpos Mn
AlŽm dos ant’genos do sistema ABO e Rh, foram descobertas outras subst‰ncias na membrana das 
hem‡cias humanas. Duas delas, os ant’genos m e n, constituem o que chamamos de sistema MN. Os indi-
v’duos que t•m nas suas hem‡cias o ant’geno m pertencem ao grupo M; os que t•m o ant’geno n pertencem 
ao grupo N e os que t•m tanto o ant’geno m como o ant’geno n pertencem ao grupo MN. A genŽtica desse 
sistema Ž controlada por um par de alelos LM e LN, que s‹o codominantes, de forma semelhante aos alelos 
IA e IB do sistema ABO.
Conhecem-se mais de vinte outros grupos sangu’neos na espŽcie humana, que s‹o œteis principalmente ˆ 
Medicina legal, quando se realizam testes para exclus‹o de paternidade. 
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ALFA 6 Biologia – Setor 1402 125
ExERCÍCIOs
1 Um senhor, de tipo sanguíneo A, filho de pais AB, tem com sua esposa um filho do tipo A, o qual tem uma 
filha do tipo O. A esposa do senhor é filha de pai e mãe do tipo B, com avós paternos AB e A e avós maternos 
do tipo AB, ambos.
Senhor Esposa
a) Inicialmente, transcreva na genealogia todas as informações do enunciado relativas aos fenótipos de todos 
os indivíduos.
b) Descubra, agora os gen—tipos de todos os envolvidos, e preencha a genealogia com essas informações.
c) A esposa do senhor adoece e necessita com urgência de várias transfusões de sangue. Quais são as pes-
soas da família que poderiam doar-lhe sangue, sem os riscos causados pela incompatibilidade?
d) A neta do senhor se casa com um rapaz de mesmo genótipo de seu avô. Qual é a probabilidade de que 
o casal tenha uma criança de sexo feminino e doadora universal em relação ao sistema ABO?
2 (Fuvest-SP) Um homem do grupo sanguíneo AB é casado com uma mulher cujos avós paternos e maternos 
pertencem ao grupo sanguíneo O. Esse casal poderá ter apenas descendentes:
a) do grupo O.
b) do grupo AB.
c) dos grupos AB e O.
d) dos grupos A e B.
e) dos grupos A, B e AB.
3 (Vunesp)Em um acidente de carro, três jovens sofreram graves ferimentos e foram levados a um hospital, 
onde foi constatada a necessidade de transfusão de sangue devido a forte hemorragia nos três aciden-
tados. O hospital possuía em seu estoque 1 litro de sangue do tipo AB, 4 litros do tipo B, 6 litros do tipo 
A e 10 litros do tipo O. Ao se fazer a tipagem sanguínea dos jovens, verificou-se que o sangue de Carlos 
era do tipo O, o de Roberto do tipo AB e o de Marcos do tipo A. Considerando apenas o sistema ABO, os 
jovens para os quais havia maior e menor disponibilidade de sangue em estoque eram, respectivamente, 
a) Carlos e Marcos.
b) Marcos e Roberto.
c) Marcos e Carlos.
d) Roberto e Carlos.
e) Roberto e Marcos.
4 (UFC-CE) Leia o texto a seguir.
Estudante descobre n‹o ser filha dos pais em aula de GenŽtica
Uma aula sobre genŽtica tumultuou a vida de uma fam’lia que vive em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Uma 
estudante descobriu que n‹o poderia ser filha natural dos pais. Miriam Anderson cresceu acreditando que Holmes e 
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126 Biologia Ð Setor 1402 ALFA 6
Elisa eram os seus pais. Na adolescência, durante uma aula de Genética, ela entendeu que o tipo sanguíneo dos pais 
era incompatível com o dela.
Jornal Hoje. Rede Globo, 29 set. 2008.
Considerando que o tipo sanguíneo de Miriam seja O, Rh2, assinale a alternativa que apresenta o prov‡vel 
tipo sanguíneo do casal que confirmaria o drama descrito na reportagem, ou seja, que Holmes e Elisa não 
poderiam ter gerado Miriam. 
a) Pai: AB, Rh1 e mãe: O, Rh2. 
b) Pai: A, Rh1 e mãe: B, Rh1. 
c) Pai: B, Rh2 e mãe: B, Rh2. 
d) Pai: O, Rh2 e mãe: A, Rh1. 
e) Pai: B, Rh1 e mãe: A, Rh1. 
Para a questão abaixo, considere que a expressão Òdoador universalÓ refere-se a pessoas de grupo O e Rh2.
5 (Mack-SP) Uma mulher pertencente ao tipo sanguíneo A, Rh2, casa-se com um homem pertencente ao tipo 
B, Rh1, que nasceu com eritroblastose fetal. O casal tem uma filha pertencente ao tipo O e que tambŽm 
nasceu com eritroblastose fetal. Se essa menina se casar com um homem com o mesmo gen—tipo do pai 
dela, a probabilidade de ter uma criança doadora universal Ž de:
a) 1
8
b) 1
4
c) 1
2
d) 1
6
e) 3
4
6 (Ufpel-RS) Tr•s irmãos (João, JosŽ e Maria) realizaram um exame de sangue em laborat—rio para identificar os 
seus tipos sanguíneos, com o objetivo de verificar a possibilidade de doarem sangue ao pai, que necessitaria 
de uma transfusão ap—s uma cirurgia. Um deles (João) ficou surpreso ao descobrir seu tipo sanguíneo Ð O Ð 
e achou que não era filho biol—gico do casal que o criou. Seu pai e o irmão apresentam sangue do tipo A e 
sua mãe e a irmã apresentam sangue do tipo B. Todos são RH1.
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre a herança dos tipos sanguíneos, Ž correto afirmar que:
a) João não pode ser filho biol—gico do casal, pois de acordo com a herança genŽtica possível do tipo 
sanguíneo, os filhos somente poderiam apresentar sangues dos tipos A, B e AB. Dos filhos biol—gicos, 
somente JosŽ pode doar sangue ao pai, pois as hem‡cias de seu sangue apresentam aglutinog•nio A.
b) João pode ser filho biol—gico do casal, desde que pelo menos um dos pais seja heterozigoto e apresente o 
alelo respons‡vel pela presença de aglutininas anti-A e anti-B no plasma. O pai não pode receber sangue 
de Maria, pois seu sangue apresenta aglutinina anti-B. 
c) João não pode ser filho biol—gico do casal, assim como seus dois irmãos, pois de acordo com a herança 
genŽtica possível do tipo sanguíneo, os filhos somente poderiam apresentar sangues dos tipos AB. O pai 
pode receber sangue de João e JosŽ, pois o sangue dele apresenta aglutinina anti-A, assim como o de 
seus filhos.
d) Se Maria engravidar de um homem com o mesmo gen—tipo para o tipo sanguíneo de seu irmão João, 
existe a probabilidade de 100% de seu filho ter sangue do tipo B. PorŽm, se ela engravidar de um homem 
com o mesmo gen—tipo para o tipo sanguíneo de seu irmão JosŽ, existe a probabilidade de 50% de seu 
filho ter sangue do tipo AB, 25% do tipo A e 25% do tipo B.
e) João pode ser filho biol—gico do casal, desde que ambos os pais sejam heterozigotos e apresentem o 
alelo respons‡vel pela aus•ncia de aglutinog•nio. João pode doar sangue para seu pai, pois as hem‡cias 
do seu sangue não apresentam aglutinog•nios. 
ORIENTAÇÃO DE EsTUDO
AULA 49
 leia os itens 134 a 136, do cap. 3 do livro-texto.
 Faça os exercícios 1 a 4, série 2.
AULA 50
 leia os itens 138 a 140 e 142, do cap. 3 do livro-
-texto.
 Faça os exercícios 5 a 8, série 2.
 Livro 2 Ñ Unidade II
 Caderno de Exercícios 2 Ñ Unidade IV
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
AULA 49
 leia o item 137, do cap. 3 do livro-texto.
 Faça os exercícios 9 a 12, série 2.
AULA 50
 leia o item 141, cap. 3 do livro-texto.
 Faça os exercícios 13 a 15, série 2.
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 125
BioLogiA
setor 1403
Prof.: ____________________________________
aula 39 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 126
aula 40 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 126
aula 41 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 132
aula 42 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 132
aula 43 .............aD h .............Tm h .............TC h .............143
aula 44 .............aD h .............Tm h .............TC h ............. 151
setor c
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126 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
AULAs 39 e 40 FisioLogiA do sistemA cArdiovAscULAr i
1 Introdução
O que é: O sistema responsável pelo transporte de substâncias pelo corpo.
Importância: Os animais pluricelulares mais complexos possuem grande número de células distantes da 
superfície corporal, impedindo a absorção de alimentos, as trocas gasosas e a eliminação de excretas diretamente 
ao meio ambiente. Os sistemas de transporte conseguem distribuir as substâncias obtidas das superfícies respi-
ratórias e digestivas para todas as células presentes no organismo, além de retirar dos tecidos as excretas tóxicas 
que devem ser eliminados do corpo.
tópicos 
 Distribuição de substâncias pelo corpo do animal.
 Tipos de sistema circulatório e tipos de circulação nos vertebrados.
 Órgãos do sistema cardiovascular.
 Retorno venoso.
2 A dIstrIbuIção de substâncIAs pelo corpo
Distribuição de partículas de alimento e gases por difusão em uma esponja (A); distribuição de partículas de alimentos no interior de 
uma hidra e de uma planária através da cavidade gastrovascular (B e C); representação do corpo de um nematelminto mostrando a 
difusão de alimentos do tubo digestório para o líquido do pseudoceloma (D); circulação fechada em anelídeos (E); circulação aberta 
em artrópodes, na qual a hemolinfa distribui substâncias, exceto gases, pelo corpo do animal (F); e circulação fechada em vertebrados 
e a distribuição de substâncias realizada pelo sangue (G).
Ânus
Tubo digestórioPseudoceloma
Boca
Ósculo
Entrada de
água pelos
poros
Boca
Faringe
Cavidade
gastrovascular
Tentáculos
Boca
Cavidade
gastrovascular
Circulação
dorsal
5 corações Circulação
ventral
Vaso sanguíneo
dorsal contrátil (coração)
(A) (B)
(D)
(E)
(F)
(G)
(C)
Capilares das 
brânquias
Veia
Capilares dos 
órgãos e músculos
Coração
Artéria
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 127
3 tIpos de sIstemA cIrculAtórIo e tIpos de cIrculAção nos vertebrAdos
Quanto ao percurso
do sangue
Quanto à mistura ou à
separação dos sangues
arterial e venoso
Sistema circulatório
Aberto ou lacunar
Fechado
Simples
Dupla
Incompleta
Completa
Tipos de circulação
Aberto ou fechado
No sistema circulatório aberto ou lacunoso, a hemolinfa sai do interior dos vasos e banha diretamente os teci-
dos, sendo, posteriormente,recolhida ao coração. Já no sistema circulatório fechado, o sangue não sai do interior 
dos vasos sanguíneos e as trocas de substâncias entre ele e os tecidos ocorrem através das paredes dos capilares. 
Sistema circulatório
aberto
Sistema circulatório
fechado
Coração
Hemolinfa
Coração
Capilares no interior
de cada órgão
simples ou duplo
No sistema circulatório simples, o sangue passa pelo coração apenas uma vez a cada ciclo, enquanto no duplo, 
o sangue passa pelo coração duas vezes a cada ciclo.
Circulação
dorsal
Vaso sanguíneo
dorsal contrátil (coração)
5 corações Circulação
ventral
Circulação
pulmonar
Capilares
pulmonaresCapilares das
brânquias
Artéria
Sistema circulatório duploSistema circulatório simples
Capilares
sistêmicos
Capilares
sistêmicos
Circulação
sistêmica
Circulação
branquial
Circulação
sistêmica
Artéria
Veia
Veia
Ventrículo
Átrio
Coração
A cor vermelha representa o sangue arterial 
(rico em O
2
) e a cor azul, o sangue venoso 
(pobre em O
2
). Os peixes apresentam 
sistema circulatório simples, enquanto os 
demais vertebrados apresentam sistema 
circulatório duplo.
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128 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
Incompleto ou completo
No sistema circulat—rio incompleto, h‡ mistura de sangue arterial e venoso. Ocorre nos anf’bios e na maioria 
dos répteis. Porém, no sistema circulat—rio completo, o sangue venoso n‹o se mistura com o arterial, processo 
t’pico dos peixes, aves e mam’feros. 
4 órgãos do sIstemA cArdIovAsculAr
Além do cora•‹o, os vasos sangu’neos fazem parte do sistema cardiovascular. Veja a seguir os tipos de vasos 
presentes no sistema circulat—rio dos vertebrados e suas caracter’sticas.
Artérias:
 S‹o vasos pelos quais o sangue parte do cora•‹o.
 Possuem parede muscular espessa, adaptada ˆ alta press‹o causada pelos batimentos card’acos.
 Ramificam-se em arter’olas e estas em capilares arteriais.
veias:
 S‹o vasos pelos quais o sangue chega ao cora•‹o.
 Possuem parede muscular mais fina que a das artérias, t•m press‹o baixa e constante.
 S‹o dotadas de v‡lvulas que impedem o fluxo do sangue em sentido contr‡rio.
 S‹o formadas pela reuni‹o de v•nulas, as quais, por sua vez, s‹o constitu’das pela reuni‹o de capilares 
venosos.
capilares:
 S‹o os vasos mais finos, que fazem a conex‹o entre as arter’olas e as v•nulas.
 Possuem parede constitu’da por apenas uma camada de células achatadas (endotélio), o que permite as 
trocas de ‡gua e diversos solutos entre o sangue e os tecidos adjacentes, além da sa’da de gl—bulos brancos 
por entre as células endoteliais.
Endotélio
(camada
interna)
Endotélio
Endotélio
Músculo liso
(camada
intermediária)
Músculo
liso
Tecido
conjuntivo
Arteríola
Artéria Veia
Vênula
Válvula
Coração Coração
Capilar
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 129
5 retorno venoso: As válvulAs dAs veIAs
O retorno venoso depende, entre outros fatores, da press‹o externa sobre as veias decorrente da contra•‹o 
da musculatura esquelética, que ajuda a impulsionar o sangue em dire•‹o ao cora•‹o. As v‡lvulas impedem o 
refluxo do sangue no interior desses vasos.
exercícios
1 (UEm-PR) Escreva nos parênteses a soma dos itens corretos.
Todas as células de um animal precisam receber substâncias nutrientes e gás oxigênio (O
2
). O transporte 
dessas e de outras substâncias pelo corpo do animal ocorre de diversas maneiras. Sobre isso, assinale a(s) 
alternativa(s) correta(s). 
(01) A distribuição de substâncias pelo corpo, de célula a célula, conhecida como difusão, é um processo lento, 
sendo o único mecanismo de transporte em animais pequenos, como poríferos, cnidários e platelmintos.
(02) Nos nematoides e turbelários, o gás oxigênio absorvido pela superfície do corpo e os nutrientes assimi-
lados pela parede do tubo digestório difundem-se para o líquido do celoma, atingindo todas as partes 
do corpo. 
(04) Os artrópodos têm sistema circulatório aberto, e em seus vasos flui um líquido chamado hemolinfa. 
(08) Em um animal com sistema circulatório fechado, o sangue circula a partir do coração para artérias, ca-
pilares, veias, hemoceles e coração. 
(16) A distribuição de nutrientes e de gás oxigênio no corpo de uma minhoca é feita pelo sangue. 
Soma: .
2 Preencha as lacunas:
O sistema circulatório surge no filo dos .
O sistema circulatório aberto ou lacunoso é encontrado nos .
O sistema circulatório fechado é encontrado nos 
.
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mmúsculo da úsculo da 
panturrilha contraídopanturrilha contraído
oo músculo músculo 
da panturrilha da panturrilha 
age como age como 
uma bomba uma bomba 
para as veias para as veias 
profundas da profundas da 
pernaperna
Válvulas Válvulas 
previnem o previnem o 
retorno do retorno do 
sanguesangue
oo fluxo fluxo 
sanguíneo é sanguíneo é 
causado pela causado pela 
contração contração 
muscularmuscular
Válvula Válvula 
abertaaberta
Válvulas Válvulas 
fechadafechada
mmúsculo da úsculo da 
panturrilha relaxadapanturrilha relaxada
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130 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
3 (PUC-mG – Adaptada) O esquema a seguir mostra a estrutura dos diferentes componentes de um sistema 
circulatório animal.
EndotŽlio
EndotŽlio
EndotŽlio
Mœsculo liso
Mœsculo
liso
Tecido conjuntivo
Tecido
conjuntivo
Arteríola
ArtŽria Veia
V•nula
Válvula
Capilar
Membrana
basal
Observando o esquema e de acordo com seus conhecimentos, assinale a afirmativa INCORRETA. 
a) O esquema representa um sistema circulatório fechado. 
b) A diferença na espessura da camada muscular observada nesses vasos não tem importância funcional.
c) As válvulas são importantes para direcionar o fluxo sanguíneo para o coração. 
d) A pressão sanguínea é reduzida drasticamente na rede capilar. 
4 Através de qual dos tipos de vasos sanguíneos apresentados na questão anterior ocorrem as trocas de 
substâncias com os tecidos? Justifique sua resposta.
5 (Fuvest-SP) As figuras a seguir ilustram um experimento realizado por William Harvey, cientista inglês do 
século XVII, que desvendou aspectos importantes da circulação sanguínea humana. Harvey colocou um tor-
niquete no braço de uma pessoa, o que fez certos vasos sanguíneos tornarem-se salientes e com pequenas 
protuberâncias globosas (Fig. 1). Ele pressionou um vaso em um ponto próximo a uma protuberância e des-
lizou o dedo em direção à mão (de O para H na Fig. 2) de modo a espremer o sangue. O vaso permaneceu 
vazio de sangue entre O e H, enquanto a pressão sobre esse último ponto foi mantida.
F
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V
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 131
a) Que tipo de vasos sanguíneos está mostrado nos desenhos do experimento de Harvey? Por que eles se 
tornaram salientes com a colocação do torniquete?
b) Por que o vaso permaneceu vazio, entre a protuberância O e o ponto H, enquanto a pressão sobre esse 
último ponto foi mantida? 
6 (Uerj) O sistema circulatório humano apresenta características estruturais específicas para suportar a grande 
pressão do sangue bombeado pelo coração, no caso das artérias, bem como para manter a velocidade do 
fluxo em direção ao coração, mesmo sob baixa pressão, no caso das veias. Observe no gráfico as principais 
variações nesse sistema.
Grandes
artŽrias
Pequenas
artŽrias
Arter’olas Capilares V•nulas Veias
Sangue
Press‹o (mmHg)
Velocidade (cm/s)
Indique duas características da composição da parede das artérias que possibilitam a passagem do sangue 
sob grande pressão. Indique, também, dois fatores que possibilitam a passagem do sangue pelas veias em 
velocidade quase tão alta quanto a verificada nas artérias. 
orientAção de estUdo
AULA 39
leia os itens 42 a 44 e 53, cap. 3 do livro-texto.
Faça os exercícios 1 a 3, série 2.
AULA 40
Faça os exercícios 4 a 7, série 2.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ UnidadeI
tarefa mínima tarefa complementar
AULAs 39 e 40
Faça os exercícios 8 a 12, série 2.
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132 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
1 tópIcos
 Tipos de coração.
 Tipos de circulação nos vertebrados.
2 cIrculAção nos vertebrAdos
Os vertebrados t•m sistema circulatório fechado formado por:
 Coração.
 Vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares.
 Sangue.
3 tIpos de corAção
coração bicavitário (1 A 1 1 v) de peixes, e tricavitário (2 A 1 1 v) de anfíbios e de répteis
Os coraç›es dos vertebrados apresentam átrios e ventrículos. Observe abaixo as principais diferenças entre 
peixes, anfíbios e répteis.
Aorta dorsal
Corpo
Brânquias
Seio venoso
Átrio
Aorta
ventral
Ventrículo
Cone
arterial
Aorta
dorsal
Pulmão
esquerdo
Seio
venoso
Átrio
direito
Ventrículo
Ventrículo
Septo incompleto
no ventrículo
Cone
arterial
Aorta
dorsal
Pulmão
esquerdo
Seio
venoso
Átrio
direito
Átrio
esquerdo
Átrio
esquerdo
AULAs 41 e 42 FisioLogiA do sistemA cArdiovAscULAr ii
125a158_1403_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 132 5/30/14 9:36 AM
ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 133
Os peixes têm coração bicavitário, com um átrio (A), que recebe o sangue venoso proveniente do corpo, e um 
ventrículo (V), de onde o sangue é impulsionado para as brânquias (“coração venoso”). O coração dos anfíbios e 
da maioria dos répteis é tricavitário. Apresenta dois átrios e um ventrículo. O átrio direito (AD) recebe sangue 
venoso que vem do corpo e o átrio esquerdo (AE), sangue arterial proveniente dos pulmões. O ventrículo único 
recebe sangue dos dois átrios e o envia para o corpo e para os pulmões.
coração tetracavitário (2 A 1 2 v) de mamíferos e aves
Veia cava superior
Ventrículo direitoVeia cava inferior
Artéria aorta
Ventrículo 
esquerdo
Valva 
atrioventricular 
esquerda
Valva do tronco 
pulmonar
Veias 
pulmonares
Átrio esquerdo
Artéria pulmonar
Valva 
atrioventricular 
direita
Átrio 
direito
Veias pulmonares
Artéria 
pulmonar 
direita
Veias 
pulmonares 
direitas
Artéria coronária
Átrio direito
Artéria aorta
Artéria 
pulmonar 
esquerda
Veias 
pulmonares 
esquerdas
Veia 
coronária
Ventrículo 
esquerdo
Veia cava superior
Artéria aorta
Ventrículo 
direito
Veia cava 
inferior
tronco pulmonar
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A
Vistas ventrais do cora•‹o tetracavitário de um mam’fero, em corte.
os grandes vasos e as valvas
Nas figuras a seguir, é possível observar as quatro cavidades cardíacas. Observe que o lado direito, que recebe 
sangue venoso do corpo, é totalmente separado do lado esquerdo, que recebe sangue arterial dos pulmões. Ob-
serve também as valvas átrio-ventriculares, tricúspide e mitral, e as valvas dos grandes vasos, aórtica e do tronco 
pulmonar. Note que a artéria aorta está ligada ao ventrículo esquerdo, a artéria pulmonar ao ventrículo direito, 
as veias cavas ao átrio direito e as veias pulmonares ao átrio esquerdo.
Vista ventral do cora•‹o 
tetracavitário de um mam’fero.
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134 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
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4 tIpos de cIrculAção nos vertebrAdos
peixes: circulação simples e completa
B
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q
u
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s Corpo
CA
V
A SV
Sangue arterial
Sangue venoso
Esquema da circulação simples e completa nos peixes. O coração bicavitário desses animais é denominado “coração venoso” por 
causa do sangue que passa por ele. 
Artéria aorta
mamíferosaves
Artéria aorta
curvatura da aorta em aves e em mamíferos
O coração das aves é idêntico ao dos mamíferos. A diferença entre os sistemas circulatórios é a curvatura da 
artéria aorta (crossa) ao sair do coração. Nas aves ela se curva para a direita e nos mamíferos, para a esquerda.
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 135
Anf’bios: circula•‹o dupla e incompleta
Na circulação sanguínea em anfíbios e em répteis, o sangue que vem do corpo passa pelo coração a caminho 
dos pulmões. Após a hematose, o sangue arterializado retorna ao coração, onde ocorre mistura de sangue arterial 
e venoso, para depois seguir para o corpo novamente.
Sangue arterial
Sangue venoso
Sangue misto
Veias
ArtŽrias
1 3 3
2 2 4
CorpoCoração
Pele
Pulmões
1
2
2
3
3
4
Para a
cabeça
Para a
cabeça
ArtŽria pulmocut‰nea
Aorta
esquerda
Veia
cut‰nea
Veia
pulmonar
Aorta
direita
Aorta
dorsal
Veia cava
Pulmão
Pele
Para o
tronco
CA
V
SV
AD
AE
ArtŽria pulmonar
ArtŽria cut‰nea
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136 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
répteis: circulação dupla e incompleta
Sangue arterial
Sangue venoso
Sangue misto
Veias
ArtŽrias
1 3
2 4
Pulm›es
Coração
Corpo
1
4
32
Pulmão
V
AD AE
Aorta
esquerda
Aorta
dorsal
Para o
tronco
Veia
pulmonar
Veia cava
Pulmão
Aorta
direita
Para a
cabeça
ArtŽria pulmonar
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 137
mamíferos e aves: circulação dupla e completa
O coração dos mamíferos e das aves é tetracavitário. A circulação é dupla – com pequena circulação ou circu-
lação pulmonar e grande circulação ou circulação sistêmica – e completa (sem mistura de sangue venoso e arterial).
Sangue arterial
Sangue venoso
Veias
Artérias
1 3
2 4
AD
AE
VE
VD
Artéria
aorta
Corpo
Veia cava
Artéria pulmonar
Coração
Pulm›es
Corpo
2
3
4
1
P
u
lm
ã
o
Válvula
bicúspide
(mitral)
Veia
pulmonar
Válvula
tricúspide
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138 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
exercícios
1 (Fuvest-SP) O esquema a seguir representa o sistema circulatório de um grupo animal. Indique de que ani-
mal pode ser o sistema representado e em qual das regiões indicadas pelos algarismos romanos existe alta 
concentração de gás oxigênio e alta concentração de gás carbônico no sangue.
Grupo animal
Alta concentração de gás 
oxigênio
Alta concentração de gás 
carbônico
a) Peixe II I
b) Peixe I II
c) Anfíbio I II
d) Réptil I II
e) Réptil II I
2 (Vunesp) Leia.
Quando abrirem meu coração
Vão achar sinalização
De mão e contramão.
Millôr Fernandes. Veja, 4 abr. 2012.
No contexto da Biologia, os versos de millôr Fernandes, falecido em 2012, podem ser usados para ilustrar, de 
maneira poética, as características de um sistema circulatório em que os sangues arterial e venoso seguem 
fluxos distintos, sem se misturarem.
Nessas condições, o protagonista desses versos poderia ser 
a) uma ave ou um peixe. 
b) um réptil ou um mamífero. 
c) um mamífero ou uma ave. 
d) um peixe ou um réptil. 
e) um réptil ou uma ave. 
3 (Unifesp) Entre os vertebrados, a conquista da endotermia (homeotermia) representou, para os grupos que 
a possuem, um passo evolutivo decisivo para a conquista de ambientes antes restritivos para os demais 
grupos.
a) Preencha a tabela com as características dos grupos apontados quanto ao número de câmaras (cavidades) 
do coração.
Anfíbios (adultos)
Répteis não 
crocodilianos
Aves Mamíferos
Número de 
câmaras do 
coração
F
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V
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P
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 139
b) Explique sucintamente como o nœmero de c‰maras do coração e a endotermia podem estar correlacionados.
4 (Fuvest-SP) Nos mam’feros, o tamanho do coração Ž proporcional ao tamanho do corpo e corresponde a 
aproximadamente 0,6% da massa corporal.
O gr‡fico abaixo mostra a relação entre a frequ•ncia card’aca e a massa corporal de v‡rios mam’feros.
1000
Massa corporal (g)
B
a
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s
/m
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10
101 106
O quadro abaixo traz uma relação de mam’feros e o resultado da pesagem de indiv’duos adultos.
Animal Massa corporal (g)
Cu’ca 30
Sagui 276
Gamb‡ 1 420
Bugio 5180
Capivara 37 300
Fauna silvestre – Secretaria Municipaldo Verde e 
do Meio Ambiente, SP, 2007.
Considerando esse conjunto de informaç›es, analise as afirmaç›es seguintes:
I. No intervalo de um minuto, a cu’ca tem mais batimentos card’acos do que a capivara.
II. A frequ•ncia card’aca do gamb‡ Ž maior do que a do bugio e menor do que a do sagui.
III. Animais com coração maior t•m frequ•ncia card’aca maior.
Est‡ correto apenas o que se afirma em: 
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
Baseado em Schmidt – Nielsen, K. 1999. Fisiologia Animal.
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140 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
5 (Fuvest-SP) O esquema a seguir mostra um coração 
humano em corte. O gráfico mostra a variação da 
pressão sanguínea no ventrículo esquerdo durante 
um ciclo cardíaco, que dura cerca de 0,7 segundo. 
a) Em qual das etapas do ciclo cardíaco, indicadas 
pelas letras de A a O, ocorre o fechamento das 
valvas atrioventriculares?
b) Os ventrículos direito e esquerdo possuem vo-
lume interno similar e ejetam o mesmo volume 
de sangue a cada contração. No entanto, a pa-
rede ventricular esquerda é cerca de 4 vezes 
mais espessa do que a direita. Como se explica 
essa diferença em função do trabalho realizado 
pelos ventrículos? 
6 (UEL-PR) Analise a figura a seguir.
ASTRAND, P. O. et al. Tratado de fisiologia do trabalho: bases fisiológicas 
 do aminoácido. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 126.
Com base na figura e nos conhecimentos sobre o 
tema, considere as afirmativas a seguir.
I. O ciclo cardíaco é uma sequência completa de 
sístoles e diástoles das câmaras do coração. 
O início do ciclo é marcado pela diástole dos 
átrios, que bombeiam sangue para o interior 
dos ventrículos, que estão em sístoles.
II. A circulação é organizada de tal modo que o 
lado direito do coração bombeia sangue para 
os pulmões, fenômeno chamado de circulação 
pulmonar, e o lado esquerdo bombeia sangue 
para o resto do corpo, fenômeno chamado de 
circulação sistêmica.
III. O coração propriamente dito consiste em qua-
tro câmaras: dois átrios e dois ventrículos. Os 
átrios estão separados dos ventrículos pelas 
valvas mitral e tricúspide que impedem o re-
fluxo do sangue para os átrios quando os ven-
trículos se contraem. O refluxo de sangue da 
artéria pulmonar e da aorta para os ventrículos 
é impedido pelas valvas pulmonar e aórtica.
IV. Os principais tipos de vasos sanguíneos são as 
artérias, as arteríolas, os capilares, as vênulas 
e as veias, os quais são constituídos por três 
camadas: a túnica íntima, a túnica média e a 
túnica adventícia. Esses vasos sanguíneos são 
inervados por fibras nervosas parassimpáticas.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
b) Somente as afirmativas II e III são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
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orientAção de estUdo
AULA 41
leia os itens 45 a 52, cap.3 do livro-texto.
Faça os exercícios 15, 16 e 29, série 2.
Faça os exercícios 1 e 2 da Atividade extra.
AULA 42
Faça o exercício 17, série 2.
Faça os exercícios 3 e 4 da Atividade extra.
Livro 3
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima
tarefa complementar
AULAs 41 e 42
Faça os exercícios 19, 31 e 25, série 2.
Faça o exercício 5 da Atividade extra.
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 141
AtividAde extrA
1 (Uerj) Num contraste radiológico, uma substância opaca ao raio X foi injetada por via venosa no braço 
de um paciente submetido a uma radiografia dos rins.
Essa substância, logo após a injeção e antes de atingir os rins, passa pela seguinte sequência de estru-
turas anatômicas: 
a) pulmões – átrio cardíaco direito – ventrículo cardíaco direito – átrio cardíaco esquerdo – ventrículo 
cardíaco esquerdo.
b) átrio cardíaco direito – ventrículo cardíaco direito – pulmões – átrio cardíaco esquerdo – ventrículo 
cardíaco esquerdo.
c) pulmões – átrio cardíaco esquerdo – ventrículo cardíaco esquerdo – átrio cardíaco direito – ventrículo 
cardíaco direito. 
d) átrio cardíaco esquerdo – ventrículo cardíaco esquerdo – pulmões – átrio cardíaco direito – ventrículo 
cardíaco direito. 
2 (Fuvest-SP) Em uma pessoa jovem e com boa saúde, quando ocorre a sístole (contração) dos ventrí-
culos, as grandes artérias (1) e a pressão sanguínea em seu interior atinge, em média, cerca de (2). 
Qual das alternativas a seguir contém os termos que substituem corretamente os números 1 e 2 entre 
parênteses? 
a) contraem-se; 120 mmHg 
b) contraem-se; 80 mmHg 
c) relaxam-se; 120 mmHg 
d) relaxam-se; 80 mmHg 
e) não se alteram; 120 mmHg 
3 (UFmG) Os sistemas circulatórios das diferentes classes de vertebrados assumem padrões bem carac-
terísticos. Assim sendo, funcionalmente, as modificações estruturais do coração garantiram a eficiência 
do sistema cardiorrespiratório em diferentes animais. 
Analise, nestes gráficos, a variação da pressão na circulação sistêmica e na pulmonar em mamíferos e 
em anfíbios: 
100
Artéria aorta Veia cava
Anfíbio
Mamífero
Pressão na circula•ão
sistêmica
m
m
H
g
100
Artéria pulmonarVeia pulmonar
Anfíbio
Mamífero
Pressão na circula•ão
pulmonar
m
m
H
g
Com base nas informações contidas nesses gráficos e em outros conhecimentos sobre o assunto, faça 
o que se pede.
a) Explique, do ponto de vista morfofuncional, as diferenças observadas entre a pressão na circulação 
sistêmica e na pulmonar dos mamíferos. 
b) Considerando apenas os anfíbios, justifique a semelhança entre os valores da pressão na circulação 
sistêmica quando comparados aos valores da pressão na circulação pulmonar.
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142 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
4 (Vunesp) Observe a sequ•ncia:
Ciclostomados
Peixes
Anf’bios
RŽpteis
Aves Mam’feros
Baseando-se no sentido das setas que representam um processo evolutivo dos vertebrados, cite um 
aspecto evolutivo:
a) referente ˆ respira•‹o dos rŽpteis, em rela•‹o aos anf’bios;
b) referente ˆ circula•‹o das aves e dos mam’feros, em rela•‹o aos rŽpteis. 
5 (Unicamp-SP) A press‹o parcial do g‡s O
2
 (pO
2
) e a do g‡s CO
2
 (pCO
2
) foram medidas em duas amostras 
(I e II) de sangue colhidas simultaneamente de um homem normal. A amostra I teve pO
2
 5 104 mmHg e 
pCO
2
 5 40 mmHg, enquanto a amostra II teve pO
2
 5 40 mmHg e pCO
2
 5 45 mmHg. Em rela•‹o ao caso 
em an‡lise, Ž correto afirmar que:
a) A amostra I corresponde a sangue arterial, que pode ter sido obtido da artŽria pulmonar, que cede 
O
2
 para as cŽlulas corporais com baixa concentra•‹o desse g‡s.
b) A amostra II corresponde a sangue venoso, que pode ter sido obtido das veias pulmonares, que levam 
sangue do pulm‹o ao cora•‹o. 
c) A amostra II pode ter sido obtida de uma artŽria pulmonar, que leva sangue do cora•‹o ao pulm‹o, 
onde a pO
2
 do ar Ž menor que a do sangue que chega a esse —rg‹o. 
d) A amostra I pode ter sido obtida das veias pulmonares, que chegam ao cora•‹o trazendo sangue 
oxigenado, que ser‡ usado para irrigar o pr—prio cora•‹o e outros —rg‹os.
AnotAçÕes
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 143
1 Introdução
O que é: Tecido líquido responsável pelo transporte de substâncias no sistema cardiovascular.
Import‰ncia: Transporta materiais no organismo, como gases respiratórios, nutrientes, excretas, hormônios, 
proteínas estruturais, anticorpos, etc. Regula a distribuição de calor, o equilíbrio ácido-básico e osmótico dos 
tecidos, além de transportar células de defesa e corpúsculos para coagulação.
tópicos 
 Composição do sangue: plasma e elementos figurados ou diferenciados.
 Produção dos elementos diferenciados.
 Elementos diferenciados do sangue: origem, forma, quantidade e função.
 Transporte de gases respiratórios.
 Monóxido de carbono (CO) e hemoglobina.
 Coagulação sanguínea.
 Plasma e soro.Sangue, linfa, vasos e gânglios linfáticos.
2 cArActerÍstIcAs
Formado de uma parte sólida constituída de células e fragmentos celulares e de uma parte líquida, o plasma. 
Lembre-se de que o sangue é um tecido no qual a substância ou matriz extracelular (plasma) corresponde a sua 
maior parte, e, consequentemente, pode ser considerado um tecido conjuntivo. 
A maioria das substâncias transportadas pelo sangue está dissolvida no plasma.
A porção sólida do sangue corresponde aos elementos figurados ou diferenciados: hemácias, leucócitos e 
plaquetas.
Plaquetas
Leucócitos
Plasma
Transporta células
e substâncias
dissolvidas
Hem‡cias
Carregam oxigênio
para as células
Plaquetas
Atuam na coagulação
do sangue, evitando
hemorragias
Gl—bulos brancos
Trabalham na defesa
do organismo
Hem‡cias
Elementos fgurados
Plasma
Observe que os elementos figurados estão em suspensão no plasma, com o predomínio das hemácias. Isso explica o 
aspecto macroscópico homogêneo e vermelho do sangue.
AULA 43 sAngUe
125a158_1403_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 143 5/30/14 9:37 AM
144 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
composição do sangue
Apesar do seu aspecto macroscópico homogêneo, o sangue é formado por uma parte amorfa líquida, o plasma, 
e uma parte sólida, os elementos diferenciados ou figurados.
 Plasma: formado principalmente por água (mais de 90%), proteínas (albuminas, imunoglobulinas ou anti-
corpos, proteínas responsáveis pela coagulação, etc.), nutrientes absorvidos no intestino, gases (principal-
mente N
2
 e CO
2
), excretas (principalmente ureia e amônia), hormônios e outras substâncias.
 Elementos diferenciados ou figurados do sangue: correspondem a células – como as hemácias (glóbulos 
vermelhos ou eritrócitos) e os leucócitos (glóbulos brancos) – ou a fragmentos de células – plaquetas 
(trombócitos) –, todos em suspensão no plasma. 
O sangue, tratado com anticoagulante e centrifugado, separa-se em camadas. O 
sobrenadante, translœcido e amarelado, corresponde ao plasma, a camada inferior 
vermelha Ž constituída por hem‡cias e a camada intermedi‡ria, por plaquetas e leuc—citos.
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ElEmEntos do sanguE
Plaquetas
Leuc—citos
Elementos figurados
Plaquetas
leucócitos
hemácias
Hemácias
Plasma (55%)
leucócitos 
e plaquetas 
(<1%)
hemácias 
(45%)
neutrófilos 
(50-70%)
Basófilos 
(<1%)
Eosinófilos 
(2-4%)
linfócitos 
(20-30%)
monócitos 
(2-8%)
Imagem das cŽlulas sanguíneas ao microsc—pio 
—ptico feita a partir do espalhamento de 
uma gota de sangue sobre uma lâmina de 
vidro (esfrega•o). Depois da colora•ão, os 
elementos figurados podem ser identificados.
125a158_1403_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 144 5/30/14 9:37 AM
ALFA 5 Biologia – Setor 1403 145
3 produção dos elementos dIferencIAdos 
No indiv’duo adulto, todos os elementos figurados s‹o continuamente produzidos na medula óssea vermelha, 
que corresponde ao tecido hematopoiético ou hemocitopoiético (do grego hematos: sangue e poese: produ•‹o).
Observe que a partir da célula-mãe pluripotente (célula-tronco sanguínea) formam-se os elementos figurados.
4 elementos fIgurAdos do sAngue: orIgem, formA, QuAntIdAde e função
Hemácias Leucócitos Plaquetas
Função
Transporte de gases 
respiratórios (O
2
 e 27% do CO
2
)
Defesa
Neutrófilos: fagocitária 
Linfócitos: imunitária
Coagulação do sangue
Origem e produção medula óssea vermelha medula óssea vermelha medula óssea vermelha
Características 
morfológicas
Discoidais e anucleadas nos 
mamíferos
Neutrófilos: grandes, sem 
forma definida, com núcleo 
lobado e granulações no 
citoplasma 
Linfócitos: esféricos, com 
núcleo grande e 
arredondado
Corpúsculos isolados de 
forma ovoide ou 
agregados originados 
de fragmentos 
citoplasmáticos de 
células grandes 
(megacariócitos) da 
medula óssea
Características 
especiais
Contêm grande quantidade de 
hemoglobina (proteína 
transportadora de gases 
respiratórios)
Neutrófilo: mobilidade e 
diapedese
Ricas em tromboplastina
Quantidade normal 
nos seres humanos*
 3,9 a 5,5 milhões/mm3 sangue 
 4,1 a 6 milhões/mm3 sangue 
6 a 10 000/mm3 sangue
200 a 400 000/mm3 
sangue
Variação
Idade, sexo, altitude,
estados patológicos
Infecções
Outros estados patológicos
Estados patológicos
* Com base em: JUNQUEIRA, L. C; CARNEIRO, J. Histologia básica. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan. 2004. p. 229.
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medula 
óssea 
vermelha
Células-tronco 
hematopoiéticas
hemácias
Glóbulos 
brancos
Plaquetas
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146 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
5 trAnsporte de gAses respIrAtórIos
transporte de oxigênio (o
2
)
 Dissolvido no plasma (0,3 cm3/100 cm3 de plasma 5 1,5%).
 Combinado com a hemoglobina (19,7 cm3/100 cm3 de plasma 5 98,5%).
Hb � O
2
(Hemoglobina) (Oxiemoglobina)
HbO
2
Pulm›es
Tecidos
transporte de dióxido de carbono (co
2
)
 Dissolvido no plasma (9%).
 Combinado com a hemoglobina (27%).
Hb � CO
2
(Hemoglobina) (Carboemoglobina)
HbCO
2
Pulm›es
Tecidos
 Sob forma de HCO 
3
2 no plasma (64%).
CO
2
 � H
2
O H� � HCO�
3
H
2
CO
3
Anidrase carb™nica
Pulm›es
Tecidos
O CO
2
 presente nas cŽlulas dos tecidos se difunde para as hem‡cias, onde reage com ‡gua, formando o ‡cido 
carb™nico, que, por sua vez, se dissocia formando H1 1 HCO 
3
2. Os ’ons H1 se prendem ˆ hemoglobina (efeito 
tamp‹o), enquanto o HCO 
3
2 difunde-se para o plasma sangu’neo. Quando chega aos pulm›es, a rea•‹o se inverte, 
gerando novamente g‡s carb™nico, que passa do sangue para os pulm›es.
monóxido de carbono (co) e hemoglobina
Hb � CO
Carboxiemoglobina
HbCO
Rea•‹o: CO 3 hemoglobina
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HemogLobina
molécula de hemoglobina 
(o átomo de ferro dos 
grupos heme é o ponto de 
ligação do oxigênio)
Grupo heme
molécula de 
oxigênio
hemácias
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 147
6 coAgulAção sAnguÍneA
Vitamina K
(para produção
de proteínas
de coagulação)
Fígado
Protrombina Trombina
Trombina
Tromboplastina 1 cálcio
Rompimento de
plaquetas ou de
tecidos lesados
Fibrinogênio Fibrina
Co‡gulo
Etapas da formação da fibrina na coagulação do sangue.
7 plAsmA e soro
Soro
Co‡gulo
Sangue
Se o sangue Ž removido do sistema circulat—rio e colocado num recipiente sem nenhum tipo de tratamento, 
ele coagula. Do co‡gulo se separa o soro sangu’neo, com tonalidade amarelo-claro. O soro contŽm praticamente 
todos os componentes do plasma, exceto o fibrinog•nio, que se encontra no co‡gulo sob a forma de fibrina.
8 sAngue, lInfA, vAsos e gânglIos lInfátIcos
Na extremidade arterial dos capilares nos tecidos, a press‹o arterial promove a sa’da de uma parte do plasma 
para o espa•o intercelular, trata-se do fluido intersticial (ou intercelular ou tissular). Esse l’quido banha os 
tecidos e dele as cŽlulas retiram oxig•nio e nutrientes, liberando suas excretas metab—licas, como o g‡s carb™nico e a 
am™nia. Uma parte desse flu’do retorna aos capilares na sua termina•‹o venosa devido ̂ press‹o coloidosm—tica, 
que corresponde ˆ press‹o osm—tica resultante, principalmente, das prote’nas do plasma. O excesso, remanescente 
desse fluido nos tecidos, Ž drenado para os vasos linf‡ticos e, uma vez dentro deles, passa a ser chamado de linfa. 
Os vasos linf‡ticos conduzem a linfa ˆ veia pr—xima ao cora•‹o. Assim, esse l’quido Ž reincorporado ao san-
gue. Ao longo da rede linf‡tica encontram-se os g‰nglios linf‡ticos (ou nodos linf‡ticos ou linfonodos), que 
s‹o pequenos —rg‹os dentro dos quais a linfa circula. Ent‹o, ela Ž filtrada e part’culas como bactŽrias e res’duos 
celulares s‹o eliminadas por cŽlulas de defesa (macr—fagos e linf—citos). Quando ocorre algum evento patol—gico 
nos locais pr—ximos a essas estruturas,elas podem aumentar de tamanho. Nesses casos, elas s‹o popularmente 
chamadas de Ò’nguasÓ.
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148 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
Representa•‹o esquem‡tica do sistema linf‡tico. Observe, no destaque, os g‰nglios linf‡ticos e o mecanismo de forma•‹o da linfa nos tecidos.
exercícios
1 (Cesgranrio-RJ) Um tŽcnico, ao colher o sangue de uma pessoa, preparar um esfrega•o e observ‡-lo ao 
microsc—pio, constatou algumas coisas. Observe a figura a seguir.
O tecido sangu’neo Ž de grande import‰ncia na defesa do organismo, pois certos tipos de cŽlulas podem 
sair dos capilares e destruir os agentes invasores. Nas op•›es a seguir, marque, respectivamente, o nome 
de cŽlula, o mecanismo de sa’da do vaso e a destrui•‹o do invasor. 
a) Leuc—cito, diapedese e fagocitose.
b) Leuc—cito, fagocitose e diapedese. 
c) Hem‡cia, diapedese e fagocitose. 
d) Plaqueta, fagocitose e diapedese. 
e) Plaqueta, diapedese e fagocitose. 
Sistema linf‡tico
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Veia
Artéria
llinfonodoinfonodo
Porção arterialPorção arterial
Vasos linfáticosVasos linfáticos
Fluido intersticialFluido intersticial
Porção venosaPorção venosa
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 149
2 (Enem) Um paciente deu entrada em um pronto-socorro apresentando os seguintes sintomas: cansaço, di-
ficuldade em respirar e sangramento nasal. O médico solicitou um hemograma ao paciente para definir um 
diagnóstico. Os resultados estão dispostos na tabela:
Constituinte Nœmero normal Paciente
Glóbulos
vermelhos
4,8 milhões/mm3 4 milhões/mm3
Glóbulos
brancos
(5 000-10 000)/mm3 9 000/mm3
Plaquetas (250 000-400 000)/mm3 200 000/mm3
Relacionando os sintomas apresentados pelo paciente com os resultados de seu hemograma, constata-se que
a) o sangramento nasal é devido à baixa quantidade de plaquetas, que são responsáveis pela coagulação 
sanguínea. 
b) o cansaço ocorreu em função da quantidade de glóbulos brancos, que são responsáveis pela coagulação 
sanguínea. 
c) a dificuldade respiratória ocorreu da baixa quantidade de glóbulos vermelhos, que são responsáveis pela 
defesa imunológica. 
d) o sangramento nasal é decorrente da baixa quantidade de glóbulos brancos, que são responsáveis pelo 
transporte de gases no sangue. 
e) a dificuldade respiratória ocorreu pela quantidade de plaquetas, que são responsáveis pelo transporte 
de oxigênio no sangue. 
3 (mack-SP) Temos, a seguir, células do mesmo tecido.
a
b
Sobre estas células e seu tecido, é ERRADO afirmar que: 
a) a célula “b” é um leucócito, cuja função principal é a defesa do organismo. 
b) são células do tecido sanguíneo e são produzidas em órgãos como o fígado e o baço. 
c) a célula “a” é uma hemácia, que apresenta pigmento respiratório, principal responsável pelo transporte 
de oxigênio. 
d) a anemia e a hemofilia são doenças caracterizadas por alterações no funcionamento desse tecido. 
e) a linfa é um tecido semelhante, com funções principais de transporte de lipídios e defesa, porém não 
apresenta a célula “a”. 
orientAção de estUdo
Faça os exercícios 32, 27 e 34, série 2.
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
leia o texto da Atividade extra.
Faça os exercícios 35 a 37, série 2.
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150 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
curvas de saturação da hemoglobina pelo oxigênio
As curvas de saturação da hemoglobina pelo oxigênio refletem a quantidade de O
2
 que se liga à hemo-
globina (Hb) em diferentes pressões parciais de oxigênio. A saturação da hemoglobina varia de acordo com 
a concentração desse gás. 
Observe no gráfico abaixo que quanto maior a pressão parcial (abscissa) de oxigênio, maior a saturação 
da hemoglobina (ordenada).
100
80
60
40
20
Pulmões
0
0 20 40 60 80 100
Sangue
PO2
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 O
2
(mmHg)
Se a concentração de O
2
 é alta, maior é a tendência desse gás de se ligar à hemoglobina. Note que nos 
pulmões a saturação é de 100%. Ao contrário, em concentrações mais baixas de O
2 
essa tendência diminui. 
Ou seja, quanto menor a concentração de O
2
, maior sua dissociação da hemoglobina. 
Curvas que apareçam à esquerda da mostrada no gráfico indicam maior afinidade da hemoglobina pelo 
oxigênio, enquanto curvas à direita dela demostram menor afinidade. A afinidade da hemoglobina pelo oxi-
gênio pode variar de acordo com a espécie, a idade, o pH, a concentração de CO
2 
(pressão parcial de CO
2
) e 
a temperatura, entre outros fatores.
Por exemplo, em animais homeotermos nos quais a necessidade de oxigênio pelos tecidos é maior, a afini-
dade da hemoglobina pelo gás é menor, sendo mais facilmente liberado para os tecidos. Nos animais que vivem 
em maior altitude, onde o ar é mais rarefeito, a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio é maior, havendo melhor 
captação desse gás pelos pulmões. Nos mamíferos placentários, a hemoglobina fetal (Hbf) tem maior afinidade 
pelo oxigênio do que a hemoglobina do adulto, pois, nas relações materno-fetais que ocorrem através da placen-
ta, a hemoglobina fetal “arranca” o oxigênio da hemoglobina materna (de outro modo, o feto não sobreviveria).
mecanismos fisiológicos de adaptação às variações da pressão parcial de oxigênio no ambiente
Quando os seres humanos se deslocam para um lugar de maior altitude, há uma diminuição da quantidade 
de oxigênio disponível (ar mais rarefeito). Num primeiro momento, essa diminuição na oferta de oxigênio 
causa aumento da frequência cardíaca. No médio prazo, ocorre um aumento da produção de hemácias pela 
medula óssea, levando o organismo a aumentar a captação de oxigênio.
AtividAde extrA
AnotAçÕes
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 151
1 Introdução
O que s‹o: Mecanismos de eliminação de excretas e osmorregulação dos corpos dos animais.
Import‰ncia: As células produzem excretas durante as reações metabólicas. Muitas delas são tóxicas e po-
dem trazer prejuízo ao bom funcionamento do organismo, caso sejam encontradas em concentrações maiores do 
que a tolerável. É o caso das excretas nitrogenadas. Além disso, há a manutenção da constância do meio interno, 
principalmente do equilíbrio hidrossalino (homeostase).
tópicos 
 Tipos de excretas nitrogenadas: resíduos nitrogenados da degradação dos compostos orgânicos nitrogena-
dos, como as proteínas e os ácidos nucleicos.
 Excretas  excrementos: excretas são resíduos do metabolismo celular (catabolismo) e, na maioria dos 
animais, são eliminadas na urina. Excrementos são resíduos alimentares eliminados na forma de fezes.
 Excreção e homeostase.
 Mecanismos de excreção nos filos animais.
2 tIpos prIncIpAIs de excretAs nItrogenAdAs
AULA 44 FisioLogiA dA excreção i
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O Grupos Ñ NH
2
Carboidratos Gorduras Proteínas çcidos nucleicos
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Am™nia
AmoniotŽlicos
Invertebrados aquáticos e
peixes —sseos de água doce.
UreotŽlicos
Mamíferos, anfíbios adultos
e peixes cartilaginosos.
UricotŽlicos
RŽpteis, aves e insetos.
Ureia çcido œrico
Aumento da toxidade e maior perda de água
Maior gasto de energia para sintetizar
Excre•‹o nitrogenada. 
As principais excretas 
s‹o formadas a partir da 
desamina•‹o de prote’nas 
e ‡cidos nucleicos.
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152 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
3 excreção e HomeostAse
O funcionamentoadequado do organismo dos seres vivos depende de uma composição relativamente cons-
tante e bem-definida dos seus fluidos corporais que, geralmente, diferem daqueles do meio ambiente.
Além das adaptações ao meio terrestre, já analisadas em aulas anteriores, os casos mais importantes de os-
morregulação são dos protozoários de água doce, dos peixes ósseos de água doce, dos peixes ósseos marinhos e 
dos peixes cartilaginosos marinhos. 
protozoários de água doce: vacúolo pulsátil ou contrátil
Nas imagens acima, observa-se a ação dos vacœolos contráteis na eliminação do 
excesso de fluidos da cŽlula de um paramŽcio. 
peixes ósseos de água doce: absorção ativa de sais minerais
Peixes —sseos de água doce ganham muita água por osmose e excretam uma urina muito diluída.
Absorção de água
pelas brânquias
Absorção de água
e sais pela comida
Vacúolo contraindo para 
expulsar o fluido
Vacúolo cheio de fluido
Absorção de sais 
pelas brânquias
urina diluída
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 153
peixes óss eos marinhos: eliminação ativa de sais minerais
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C — O —
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C
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3
C
Nos peixes —sseos marinhos, a excreta nitro-
genada Ž o TMO (—xido de trimetilamina), que 
Ž pouco t—xico e permite a elimina•‹o de urina 
com pouca ‡gua.Problema: perda de água por osmose.
Os peixes ósseos marinhos são hipot™nicos em relação ao meio ambiente. Os peixes cartilaginosos se mant•m ligeiramente 
hipert™nicos em relação ˆ água do mar devido ˆ alta concentração de ureia nos seus líquidos corporais (uremia fisiológica).
peixes cartilaginosos: uremia fisiológica
Ganho de água 
e sais minerais 
do alimento e da 
ingestão de água 
do mar
Água e sais 
minerais ingeridos 
através da dieta
Água
Eliminação de sais
pelas brânquias
urina concentrada
urina ligeiramente hipotônica. 
sais minerais concentrados 
pela glândula retal são 
eliminados pela urina
Perda de água 
pelas brânquias
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154 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
4 mecAnIsmos de excreção nos fIlos AnImAIs
células-flama (platelmintos) e nefrídios (anelídeos)
núcleo
Citoplasma
Flagelos
líquido com 
excretas
tubo 
excretor
Detalhe da 
célula-flama
Poro excretor
tubo excretor
nefróstoma
Poro excretor
rede de capilares
As cŽlulas-flama est‹o presentes nos platelmintos.
Os nefr’dios s‹o estruturas t’picas dos anel’deos.
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ALFA 5 Biologia Ð Setor 1403 155
Túbulos de malpighi. 
túbulos de malpighi (insetos), glândulas verdes (crustáceos) 
e glândulas coxais (aracnídeos)
Entre os artr—podes, os insetos apresentam tœbulos de Malpighi, os crust‡ceos t•m gl‰ndulas verdes ou 
antenais e em muitos aracn’deos, alŽm de tœbulos de Malpighi, ocorrem as gl‰ndulas coxais, que s‹o hom—-
logas ˆs gl‰ndulas verdes.
Excretas
Glândula coxal
Excretas do sangue
Glândula antenária
Poro excretor
túbulo de malpighi
Excretas
reabsorção de água 
e sais
túbulos de malpighi
intestino
Glândulas verdes.
Glândulas coxais.
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156 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 5
exercícios
1 (UFRRJ) Observe a tabela adiante, na qual estão 
representados, pelas letras X e Y, dois tipos de 
excretas nitrogenadas:
Caracter’sticas X Y
Toxicidade Alta Baixa
Solubilidade Alta muito baixa
Difusão através 
de membranas
Alta Baixa
Podemos dizer que X e Y são, respectivamente: 
a) ácido úrico e amônia.
b) ácido úrico e ureia.
c) ureia e amônia.
d) amônia e ácido úrico.
e) ureia e ácido úrico.
2 (UFRGS-RS) A figura abaixo mostra dois peixes 
identificados pelos números 1 e 2 que apresen-
tam adaptações fisiológicas para sobreviver em 
diferentes ambientes. As setas indicam o fluxo de 
sais e de água em cada peixe.
Considere as seguintes afirmações, sobre carac-
terísticas desses peixes.
I. O peixe 1 é hipertônico em relação ao ambiente. 
II. O peixe 1 capta sais por transporte ativo.
III. O peixe 2 perde água para o meio por osmose.
Quais estão corretas? 
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
3 (Uerj) Como consequência dos mecanismos que 
regulam a pressão osmótica dos peixes marinhos, 
os peixes ósseos precisam beber água do mar, 
enquanto os cartilaginosos não.
O gráfico a seguir mostra a osmolaridade do plas-
ma sanguíneo de peixes marinhos, em relação à 
da água do mar.
1 2 3 4
ç
gu
a
do
 m
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O
sm
ol
ar
id
ad
e
A coluna do gráfico que representa a osmolarida-
de do plasma dos elasmobrânquios e a substância 
orgânica importante para a manutenção da pres-
são osmótica nesses animais estão indicadas em: 
a) 1 – ácido úrico.
b) 2 – glicina.
c) 3 – glicose.
d) 4 – ureia.
4 (Fuvest-SP) A degradação dos aminoácidos in-
geridos na alimentação gera como subproduto a 
amônia. Nos mamíferos, a amônia é transformada 
em ureia. Esse processo ocorre:
a) no pâncreas.
b) no fígado.
c) nos rins.
d) na bexiga urinária.
e) no baço.
5 (UFV-mG) Em relação ao equilíbrio osmótico dos 
protozoários de água doce, é correto afirmar que:
a) perdem água por osmose, pois apresentam o 
meio interno menos concentrado que o meio 
externo, sendo o excesso de água obtido dos 
vacúolos digestivos.
b) perdem água por osmose, pois apresentam 
o meio interno mais concentrado que o meio 
externo, sendo a água obtida pelos vacúolos 
contráteis.
c) ganham água por osmose, pois apresentam 
o meio interno mais concentrado que o meio 
externo, sendo o excesso de água eliminado 
pelos vacúolos contráteis.
d) ganham água por osmose, pois apresentam 
o meio interno mais concentrado que o meio 
externo, sendo o excesso de água usado pelos 
vacúolos digestivos.
6 (PUC-PR) Excreção é um processo de remoção de 
substâncias tóxicas ou inúteis do interior dos or-
ganismos, realizado por estruturas especializadas. 
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ALFA 5 Biologia – Setor 1403 157
Analise os 5 exemplos, verificando se há correspondência entre o animal e a estrutura excretora.
Animal Estrutura para excre•‹o
I. gafanhoto Túbulo de malpighi
II. planária Célula-flama
III. esquilo Rim
IV. minhoca Nefrídio
V. hidra Vacúolo contrátil
Estão corretas: 
a) apenas II, III e IV.
b) apenas III, IV e V.
c) apenas I, II, III e IV.
d) apenas II, III, IV e V.
e) apenas I, II e III.
orientAção de estUdo
Faça os exercícios 1 a 4, série 3.
Livro 3
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
leia os itens 83 a 86, cap. 4 do livro-texto.
Faça os exercícios 14 a 17, série 3.
AnotAçÕes
125a158_1403_BIOLOGIA_CA5_ROSA.indd 157 5/30/14 9:37 AM
158 Biologia – Setor 1403 ALFA 5
AnotAçÕes
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ALFA 6 Biologia – Setor 1403 127
BioLogia
setor 1403
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 128
aula 46 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 128
aula 47 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 132
aula 48 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 132
aula 49 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 145
aula 50 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 145
setor c
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 127 6/23/14 10:49 AM
128 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
auLas 45 e 46 FisioLogia da ExcrEção ii
1 tÓpicos:
 Sistema urinário humano.
 Rins e néfrons.
 Funcionamento dosnéfrons.
2 sistema uRinÁRio Humano
No homem, assim como nos mamíferos em geral, a ureia é produzida no fígado, a partir da amônia, e é a 
principal excreta nitrogenada na urina. 
1. Nas células, os aminoácidos são quebrados
em moléculas simples, produzindo amônia.
2. No fígado, a amônia é combinada com
CO
2
 na produção de ureia.
3. Nos rins, a ureia e outros resíduos solúveis
em água são eliminados na urina.
3. Nos 
Ureia
NH
2
 — C — NH
2
O
— —
Amônia
(NH
3
)
Urina
Transporte
no sangue
Transporte
no sangue
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t
e
r
S
t
o
c
k
A amônia produzida pelas células do corpo é 
transformada em ureia no fígado. Ao filtrarem o sangue, 
os rins retiram e eliminam a ureia nele presente.
Veia cava inferior
artéria aorta
artéria renal
rim
Veia renal
ureter
Bexiga urinária
uretra
Sistema urinário feminino. 
Observe que o sangue levado 
aos rins vem da artéria aorta, 
que origina as artérias renais.
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 128 6/23/14 10:49 AM
ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 129
3 Rins e néfRons
Cálice renal
Córtex renal
Veia renal
Ureter
Túbulo
 coletor
Alça de Henle
Cápsula
glomerular
Arteríola eferente
Glomérulo renal
Arteríola aferente
Túbulo
contorcido proximal
Capilares
sanguíneos
Túbulo
contorcido distal
Néfron
Cálice renal
Medula renal
Pirâmide renal
Medula renal
Córtex renal
Pelve renal
Artéria renal
Rim em corte. Observe ˆ esquerda as duas regi›es, c—rtex e medula renal. A urina formada 
nas pir‰mides renais desemboca nos c‡lices renais que a conduzem ˆ pelve renal e ent‹o ao 
ureter. Detalhe do nŽfron abaixo.
funcionamento do néfron
Horm™nio
antidiurŽtico
(ADH)
Tœbulo
contorcido
distal
Tœbulo
contorcido
proximal
C—rtex
Arter’ola aferente
Arter’ola eferente
C‡psula
glomerular
Filtrado
glomerular
GlomŽrulo
Medula
Horm™nio
antidiurŽtico
(ADH)
çgua
çgua
çgua
çguaçgua
Sais
Glicose
Amino‡cidos
Sais
K1
H1
Urina
Al•a de Henle
NŽfron em detalhe. Observe os locais onde h‡ absor•‹o de ‡gua, sais minerais, glicose, 
amino‡cidos, excre•‹o ativa de ’ons H1 e onde age o horm™nio antidiurŽtico (ADH).
A
B
C
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 129 6/23/14 10:49 AM
130 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
ExErcícios
1 (Uerj) Em um experimento em que se mediu a concentração de glicose no sangue, no filtrado glomerular e 
na urina de um mesmo paciente, os seguintes resultados foram encontrados:
Líquido biológico
Concentração de glicose 
(mg/dL)
Sangue 140
Filtrado glomerular 120
Urina 0,12
Esses resultados mostram que as células epiteliais dos túbulos renais do paciente estavam reabsorvendo a 
glicose pelo mecanismo denominado: 
a) difusão passiva.
b) transporte ativo.
c) difusão facilitada.
d) transporte osmótico.
2 (UEL-PR) A figura abaixo representa a estrutura renal de um néfron de mamífero. Os números indicam os 
processos básicos que ocorrem para a formação da urina.
Assinale a alternativa que contém a ordem sequencial dos números correspondentes aos processos 
indicados. 
a) 1 – reabsorção passiva de água; 2 – secreção ativa de íons H1 e K1; 3 – reabsorção ativa de sais e glicose; 
4 – filtração. 
b) 1 – filtração; 2 – reabsorção ativa de sais e glicose; 3 – reabsorção passiva de água; 4 – secreção ativa de 
íons H1 e K1. 
c) 1 – filtração; 2 – reabsorção passiva de água; 3 – secreção ativa de íons H1 e K1; 4 – reabsorção ativa de 
sais e glicose. 
d) 1 – reabsorção passiva de água; 2 – reabsorção ativa de sais e glicose; 3 – filtração; 4 – secreção ativa de 
íons H1 e K1. 
e) 1 – reabsorção ativa de sais e glicose; 2 – filtração; 3 – reabsorção ativa de água; 4 – secreção ativa de íons 
H1 e K1. 
(Adaptado de: SILVA JÚNIOR, C. da; SASSON, S. 
Biologia. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 350)
u
e
l
-p
r
sangue
urina
sangue
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 130 6/23/14 10:49 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 131
3 (PUC-SP) A baixa liberação do hormônio antidiurético pela I provoca uma diminuição da reabsor-
ção de água nos II e, consequentemente, eliminação de III volume de urina. No trecho 
acima, as lacunas I, II e III podem ser preenchidas correta e, respectivamente, por 
a) hipófise, túbulos renais e grande. 
b) hipófise, túbulos renais e pequeno. 
c) tireoide, néfrons e grande. 
d) tireoide, néfrons e pequeno. 
e) suprarrenal, néfrons e grande. 
4 (FCC-SP) Qual das alternativas a seguir completa corretamente a seguinte frase: “O sangue que vai do in-
testino ao fígado contém do que o sangue que vai do fígado para o coração”.
F’gado
Veia
porta
Veia
cava
Para o cora•‹o
Esquema de apoio para resolu•‹o do teste
Do cora•‹o
Intestino
ArtŽria
aorta
a) mais ureia e menos glicose. 
b) mais glicose e menos ureia. 
c) mais ureia e mais glicose.
d) menos ureia e menos glicose.
e) a mesma quantidade de ureia e glicose.
oriEntação dE Estudo
auLa 45
 leia os itens 70 a 74 e 76, cap. 4 do livro-texto.
 Faça os exercícios 2 e 11, série 3.
auLa 46
 leia os itens 79 a 83, cap. 4 do livro-texto.
 Faça os exercícios 5 a 7, série 3.
 Livro 3
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
auLas 45 e 46
 Faça os exercícios 9, 10 e 15.
anotaçÕEs
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 131 6/23/14 10:49 AM
132 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
1 intRodução
O que é: Principal sistema de controle e coordenação dos processos vitais dos animais. 
Importância: Mantém os sistemas fisiológicos em funcionamento, percebe e interpreta os estímulos do 
ambiente, controla os movimentos do corpo e é responsável pela memória e pelo raciocínio.
tópicos 
 Tecido nervoso.
 O neurônio.
 Impulso nervoso.
 Bainha de mielina.
 Sinapse.
 Tipos de neurônio.
 Sistema nervoso.
2 tecido neRvoso
O tecido nervoso é formado por dois tipos de células: os neurônios e as células gliais, também chamadas 
neuroglia. Os neurônios são células muito especializadas, capazes de gerar e conduzir impulsos elétricos, cha-
mados impulsos nervosos. Por meio desses impulsos, os neurônios realizam as funções relacionadas ao sistema 
nervoso, como pensar, memorizar, sentir, controlar os movimentos musculares, etc. As células gliais sustentam, 
protegem e nutrem os neurônios. Nos vertebrados, algumas dessas células produzem uma substância chamada 
mielina, que acelera a transmissão do impulso nervoso nos neurônios. 
Célula de defesa
Célula glial responsável pelo
transporte de substâncias do
capilar para o neurônioNeurônio
Célula glial responsável
pela produção de mielina
Capilar sanguíneo
Prolongamento do
neurônio mielinizado
Estrato
mielínico
Esquema que representa as células do tecido nervoso. 
Note que, além do neurônio, existem células de nutrição, de defesa e de produção de mielina, que constituem 
a neuróglia. A mielina é um lipídio que aumenta a velocidade do impulso nervoso. O neurônio apresenta, ainda, 
prolongamentos que podem ou não estar envoltos por mielina.
partes do neurônio
Os neurônios possuem uma região chamada corpo celular, onde se encontram o núcleo e outras organelas. 
Do corpo celular partem diversas ramificações, os dendritos, e uma longa projeção, o axônio, que pode estar 
envolto por células gliais ricas em mielina. No neurônio o impulso nervoso segue sempre o mesmo sentido, dos 
dendritos para o corpo celular, e desse para o axônio.
auLas 47 e 48 FisioLogia do sistEMa nErvoso i
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 132 6/23/14 10:50 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 133
3 impulso neRvoso
Como vimos, o impulso nervoso percorre o neur™nio sempre no mesmo sentido: dendrito, corpo celular 
e ax™nio. 
O est’mulo para gerar o impulso nervoso em um neur™nio pode ser elŽtrico, f’sico ou qu’mico, e deve ter uma 
intensidade m’nima, denominada limiar de excitação. Quando o est’mulo tem intensidade abaixo do limiar, 
n‹o ocorre o impulso nervoso. No entanto, quando o limiar Ž atingido ou superado, o impulso Ž gerado, com 
intensidade m‡xima (ÒLei do tudo ou nadaÓ). 
Oimpulso nervoso apresenta sempre a mesma natureza, o mesmo sentido e a mesma intensidade.
Dentrito
Organelas citoplasmáticas
Axônio
Neurilema
Estrato mielínico formada
pela neurilema
AxônioAxônioAxônio
Corpo celular
Mitocôndria
Terminações
do axônio
Núcleo
e
d
 r
e
S
c
H
k
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/G
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M
a
G
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S
A
C
B
Neur™nio padr‹o (a). Detalhe de corpo celular (b). Neur™nio visualizado com aux’lio de 
microsc—pio eletr™nico (c).
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 133 6/23/14 10:50 AM
134 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
4 foRmação e pRopagação do impulso neRvoso
A geração e a propagação do impulso nervoso dependem dos seguintes fatores: 
 Polarização: a membrana do neurônio em repouso (quando não está conduzindo impulsos) é positiva exter-
namente e negativa internamente. Isso ocorre por causa da bomba de Na1/K1 que, com gasto de energia, 
lança três íons Na1 no espaço extracelular a cada dois íons K1 que ela envia para o interior da célula. 
Fluido
extracelular Na1 Citoplasma
Na1 C,2
Na1
Na1
C,2
1 1 11 1 1 1 1 1
1 1 11 1 1 1 1
2 2 2 2 2 2 2 2 2
2
1
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11
1
1
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1
1
1
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22
2 2 2 2 2 2 2 2
1
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1
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1
2
1
2
1
2
1
2
1
2
K1 K1
Org2Org2
2
2
2
2
2
2
22
2
2
1
1
11
1
1
1
1
1
Desse modo, há um predomínio de cargas positivas (Na1) em relação às cargas negativas (Cl2) do lado de fora 
da membrana. Do lado de dentro predominam as cargas negativas (Org2), principalmente os ânions proteicos, 
em relação às cargas positivas (K1).
 Potencial de repouso: é a diferença de potencial elétrico entre a face externa e a face interna da membrana 
plasmática do neurônio em repouso (polarizada). Ou seja, além da diferença de potencial elétrico (potencial de 
repouso), há uma diferença de concentração iônica (Na1 e K1) entre os meios separados pela membrana. 
 Potencial de ação: é a diferença de potencial elétrico entre a face interna e a face externa da membrana 
plasmática despolarizada do neurônio.
 Despolarização: quando atingida por estímulos com intensidade adequada (igual ou maior que o limiar 
de excitação), a permeabilidade da membrana do neurônio altera-se, permitindo a entrada de uma grande 
quantidade de íons Na1, tornando-se positiva internamente e negativa externamente nesse local. Fala-se 
que a membrana está despolarizada.
 Impulso nervoso: a partir do local do estímulo, a despolarização da membrana do neurônio se propaga 
no sentido dos dendritos para o axônio, o que constitui o impulso nervoso.
 Repolarização: à medida que ocorre a passagem do impulso nervoso, a membrana do neurônio se repola-
riza e recupera o estado de repouso (“positiva fora e negativa dentro”), cessando a transmissão do impulso. 
O impulso nervoso é uma “onda” de despolarização que percorre a membrana do neurônio.
2
2
Polarização de repouso
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2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
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2
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2
2
2
2
22 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2
2
22
2
2
22222222222222222
Estímulo
Voltímetro
Invers‹o de
Polaridade
(Potencial de a•‹o)
Invers‹o de
Polaridade
(A•‹o)
Repolariza•‹o
(Potencial de repouso)
Propaga•‹o do impulso 
nervoso. O voltímetro 
registra a diferen•a de 
potencial entre as faces 
externa e interna da 
membrana plasm‡tica 
na situa•‹o de repouso 
e durante a passagem 
do impulso nervoso.
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 134 6/23/14 10:50 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 135
Observe o Potencial de Membrana de um neur™nio (mV) variando em fun•‹o do tempo (milisegundos) em 
situa•‹o de repouso (potencial de repouso) e durante a passagem do impulso nervoso (potencial de a•‹o).
12
0
Eletrodo
1 111
1 111
1 11 11
1 11 111
2 222
2 222
2 222 2 22 2221 111
2 222 2 22 221 111
290
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7
0
135
Milissegundos
M
il
iv
o
lt
s
Potencial de
ação
Potencial de ação típico registrado pelo método
mostrado no painel superior da fgura.
D
e
s
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o
R
e
p
o
la
riza
ç
ã
o
Repouso
O gr‡fico mostra os valores da diferen•a de potencial 
(em milivolts) entre meio externo e meio interno 
durante o impulso nervoso.
propriedades do impulso nervoso para uma fibra isolada
 Limiar de excita•‹o: Ž a intensidade m’nima necess‡ria do est’mulo para desencadear a forma•‹o 
do impulso nervoso.
 Resposta Òtudo ou nadaÓ: est’mulos com intensidade abaixo do limiar de excita•‹o n‹o desencadeiam 
impulso nervoso (ÒnadaÓ). Est’mulos com intensidade igual ou acima do limiar de excita•‹o geram impul-
sos nervosos que apresentam sempre a mesma intensidade, como pode ser observado no gr‡fico a seguir 
em que I
1
, I
2
, I
3
, I
4
 e I
5
 representam a intensidade do est’mulo, e a linha acima indica a ocorr•ncia do 
impulso nervoso e a magnitude do potencial de a•‹o. 
I
3
I
4
I
2
I
5
I
1
Note que a intensidade dos est’mulos Ž crescente: I
1
 n‹o atingiu o limiar de excita•‹o e n‹o houve forma•‹o 
de impulso nervoso (ÒnadaÓ). Em I
2
, o est’mulo atingiu o limiar de excita•‹o e em I
3
, I
4
 e I
5
, os est’mulos ul-
trapassaram o limiar de excita•‹o em valores crescentes. No entanto, a magnitude do potencial de a•‹o se 
manteve constante (ÒtudoÓ) a partir de I
2
. 
 Frequ•ncia dos impulsos: vimos que os est’mulos com intensidade acima do limiar de excita•‹o n‹o 
alteram a magnitude dos impulsos. 
No entanto, a experi•ncia comum mostra que a nossa sensa•‹o dos est’mulos dolorosos, tŽrmicos, de tato, entre 
outros, variam em intensidade. Isso ocorre porque as sensa•›es s‹o interpreta•›es feitas pelo cŽrebro. 
Embora tenhamos a impress‹o de sentir o est’mulo no local em que Ž aplicado, Ž na ‡rea sensorial do cŽrebro 
correspondente ao local do est’mulo que a sensa•‹o se concretiza. 
F
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n
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127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 135 6/23/14 10:50 AM
136 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
S‹o complexas as maneiras como a intensidade das sensa•›es variam, mas uma das formas como isso ocorre 
est‡ representada na ilustra•‹o a seguir:
Receptores sensoriais
Neur™nio sensorial
Medula espinhal
CŽrebroDor
Estímulo doloroso
Vias ascendentes
ou sensoriais
Vias descendentes
ou motoras
0,2 s
tempo (s)
In
te
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3
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2
e
I
1
Dor
Dor
Dor
Note, em (a), que um estímulo doloroso aplicado na mão desencadeia um impulso nervoso que se propaga até a região cerebral 
responsável pelas sensaç›es dolorosas do local estimulado. As sensaç›es variam em função da intensidade do estímulo (b), porque 
as respostas elétricas de uma fibra nervosa a estímulos de intensidade crescente (I
1
, I
2
, I
3
), geram maior nœmero de impulsos em 
determinado período (0,2 s). Embora a magnitude de cada estímulo continue sendo a mesma, quanto maior o nœmero de impulsos no 
mesmo intervalo de tempo (0,2 s), maior é a sensação da dor.
5 estRato mielínico
O estrato miel’nico envolve os prolongamentos do neur™nio. Sua fun•‹o Ž acelerar a passagem do impulso 
nervoso. Essa estrutura Ž formada por cŽlulas de sustenta•‹o do tecido nervoso que nos neur™nios perifŽricos s‹o 
denominadas neurolemas (nos —rg‹os centrais do sistema nervoso, essas cŽlulas s‹o chamadas oligodendróci-
tos). Essas cŽlulas enrolam-se ao redor dos prolongamentos dos neur™nios formando camadas conc•ntricas nas 
quais predomina a mielina, subst‰ncia de natureza lip’dica que atua como isolante e contribui para aumentar a 
velocidade de transmiss‹o dos impulsos nervosos.O estrato miel’nico apresenta interrup•›es (nós neurofibrosos ou nódulos de Ranvier) que corres-
pondem ao espa•o entre as cŽlulas que formam o estrato miel’nico. Esses n—s s‹o os œnicos locais onde 
se pode verificar a despolariza•‹o da membrana durante a propaga•‹o de um impulso nervoso. Por isso, 
dizemos que a propaga•‹o do impulso nervoso em neur™nios mielinizados se d‡ Òaos saltosÓ, o que aumenta 
a sua velocidade. 
Assim, fibras nervosas mielinizadas s‹o capazes de conduzir impulsos com velocidade muito maior do que 
fibras n‹o mielinizadas. AlŽm disso, o estrato auxilia a regenera•‹o dos prolongamentos de neur™nios lesados, a 
exemplo do que ocorre quando se reimplanta um membro amputado.
Nos casos em que ocorre a deteriora•‹o do estrato miel’nico, como em algumas doen•as degenerativas (Mal 
de Alzheimer), h‡ uma interfer•ncia na propaga•‹o do impulso nervoso, que pode resultar sintomas como perda 
de coordena•‹o, tremores e paralisias.
A
B
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 136 6/23/14 10:51 AM
ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 137
Dendritos
Axônio
Núcleo
Corpo
celular
Estrato
mielínico
Axônio
Nódulos
de Ranvier
Neurilema
Ramifcações
do axônio
Núcleo da neurilema ou neurolema
(antiga célula de Schwann)
Estrato mielínico. Observe no detalhe a formação das camadas de mielina ao redor de um axônio.
Neurônio não mielinizado
1111111111111111 1
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Neurônio mielinizado
Nó neurofbroso ou nódulo de Ranvier
Célula de Schwann
Esquema que compara um neurônio não mielinizado e um neurônio mielinizado. Sem mielina, a 
condução do impulso nervoso se dá como uma “onda” ao longo de toda a membrana (condução 
contínua). Nos neurônios mielinizados ocorre a propagação “saltatória” (condução descontínua), ou 
seja, a despolarização “salta” de um nó neurofibroso para o outro.
6 sinapse
O impulso nervoso se propaga de um neur™nio para outro por meio das sinapses. Quando um impulso atinge 
as extremidades de um ax™nio (neur™nio prŽ-sin‡ptico), ves’culas, presentes nessa regi‹o, liberam neurotrans-
missores (mediadores qu’micos) na fenda sin‡ptica. Os neurotransmissores ligam-se a receptores localizados 
nos dendritos do outro neur™nio (p—s-sin‡ptico), no qual desencadeia novos potenciais de a•‹o, transmitindo o 
impulso nervoso. Alguns exemplos de neurotransmissores s‹o a acetilcolina e a noradrenalina. 
Como somente as termina•›es do ax™nio liberam neurotransmissores, a sinapse atua como uma Òv‡l-
vulaÓ funcional, permitindo a transmiss‹o do impulso apenas num œnico sentido (do ax™nio para a cŽlula 
p—s-sin‡ptica). 
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 137 6/23/14 10:51 AM
138 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
Terminação
do axônio
Vesícula
sináptica
Fenda
sináptica
Canais de
permeabilidade
Aberto
Fechado
Mólecula
receptora
Membrana
pré-sináptica
Membrana
pós-sináptica
Móleculas do
neurotransmissor
Dendritos
Corpo
celular
Axônio
Ramifcação
do axônio
Na1
Na1
Na1
Dendrito
Esquema da sinapse. 
7 tipos de neuRônios
Quanto ao aspecto funcional, os neur™nios podem ser classificados em:
 Sensitivos, sensoriais ou aferentes: levam informa•›es dos receptores sensitivos localizados, por exem-
plo, nos —rg‹os do sentido, para o sistema nervoso central (SNC).
 Motores, efetuadores ou eferentes: conduzem o impulso nervoso do SNC para os —rg‹os efetores (gl‰n-
dulas e mœsculos).
 Associativos ou de associa•‹o: localizados no SNC, integram as informa•›es recebidas pelos neur™nios 
sensitivos e as respostas motoras realizadas pelos neur™nios motores.
Neur™nio sensitivo
Neur™nio motor
Neur™nio
associativo
(integra•‹o)
c
g
c
g
r
c
g
r™
cia
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o
o)
Tipos de neur™nios.
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 139
8 sistema neRvoso
Sistema nervoso é um conjunto de órgãos que participam da coordenação do corpo animal, por meio de 
impulsos nervosos. A imensa variedade de comportamentos e de funcionamento do corpo reflete os diferentes 
níveis de complexidade desse sistema entre os animais. 
Nos cnidários é possível observar uma rede difusa de neurônios que, embora seja apenas um tecido, consagrou-
-se pelo uso, dizer que esses animais têm sistema nervoso difuso. Nos invertebrados com simetria bilateral, há 
maior complexidade devido à presença de órgãos denominados gânglios nervosos na região da cabeça, caracteri-
zando certa centralização do controle nervoso. Os gânglios nervosos correspondem a aglomerados de neurônios 
que, nesses animais, frequentemente estão aos pares. Em geral, um par de gânglios é maior do que os demais e 
exercem função centralizadora, sendo denominados g‰nglios cerebroides. 
Nos vertebrados, a maioria dos neurônios concentra-se no encéfalo e na medula espinal, locais em que 
ocorre a interpretação dos estímulos e a elaboração de respostas. O encéfalo e a medula constituem o sistema 
nervoso central (SNC). As conexões do SNC com as estruturas corporais sensoriais e efetuadoras ocorre através 
do sistema nervoso periférico (SNP). 
A enorme variação quanto às atividades comportamentais e às capacidades fisiológicas observadas entre os 
diferentes tipos de vertebrados corresponde também a uma enorme variação quanto à complexidade dos seus 
respectivos sistemas nervosos, refletindo essa diversidade. 
G‰nglio cerebroide G‰nglios
segmentares
G‰nglio cerebroide
Anelídeos
Artrópodes
G‰nglios
cerebroides
Platelmintos
Cord›es nervosos
longitudinais
(sistema nervoso em
Òescada de cordaÓ)
Rede difusa
de neurônios
Cnidários
(a) Rede nervosa difusa de 
neurônios em cnidários. 
(b) Nos platelmintos ocorre 
cefalização com a presença de dois 
gânglios cerebroides anteriores e 
dois cordões nervosos longitudinais 
de cada lado do corpo que ocupam 
uma posição ventral. Esses cordões 
estão ligados por numerosas 
conexões transversais como numa 
“escada de corda”. (c) e (d) 
Os anelídeos e os artrópodes são 
animais segmentados e apresentam, 
além dos gânglios cerebroides, uma 
cadeia de gânglios segmentares em 
posição ventral (Sistema Nervoso 
Ganglionar Ventral).
A B
D
C
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140 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
(a) Nos cordados, como o anfioxo acima, o sistema nervoso Ž dorsal. (b) Nos vertebrados, o sistema nervoso dorsal se organiza em 
sistema nervoso central e sistema nervoso perifŽrico.
ExErcícios
1 (FGV-SP) O tecido nervoso do ser humano Ž composto por bilh›es de cŽlulas, desempenhando diversas 
fun•›es, entre elas a condu•‹o do impulso nervoso.
A figura ilustra uma organiza•‹o sequencial de neur™nios nos quais a sinapse Ž qu’mica, e mediada por 
neurotransmissores.
Tal organiza•‹o Ž fundamental, pois o percurso celular de um impulso nervoso, neste caso, Ž 
a) unidirecional em todos os neur™nios, e tambŽm em suas termina•›es.
b) bidirecional em todos os neur™nios, e tambŽm em suas termina•›es.
c) revers’vel na maioria dos neur™nios, n‹o o sendo em suas termina•›es.
d) unidirecional, dependendo de seu est’mulo inicial em suas termina•›es.
e) bidirecional, dependendo de seu est’mulo inicial em suas termina•›es.
Sistema nervoso 
central (SnC)
encéfalo
Medula espinal
Sistema nervoso 
periférico (SnP)
nervos 
cranianos
Glânglios 
nervosos
nervos 
espinais
notocorda
Sistema nervoso 
dorsal
B
io
d
iS
c
/V
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u
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S
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k
F
G
V
-S
p
Sinapse
axônio
núcleo
dendrito
nucléolo
axônio
corpo 
celular
nódulo de 
ranvier
célula de 
Schwann
Bainha de mielina
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 141
2 (PUC-SP Ð Adaptada) Os esquemas abaixo mostram, de forma simplificada, a condu•‹o do impulso nervoso:
(1) Neurônio
em repouso
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
(2) Neurônio
despolarizado
(3) Neurônio
repolarizado
� � � � � � � � � �
� � � � � � � � � � � � � � � � � � � �
Sabe-se que no neur™nio em repouso h‡ grande quantidade de ’ons s—dio no meio externo e de pot‡ssio no 
meio interno (1). No momento em que o impulso nervoso se propaga (2) ocorre altera•‹o na permeabilidade 
da membrana, com intensa entrada de Na1 e discreta sa’da de K1, o que leva o meio interno a ficar Òpositi-
voÓ e o meio externo a ficar ÒnegativoÓ. Ap—s a passagem do impulso (3), normaliza-se a permeabilidade da 
membrana e a situa•‹o inicial Ž retomada.
Assinale a alternativa INCORRETA com rela•‹o ao mecanismo acima descrito:
a) esse mecanismo depende do processo de respira•‹o celular para se realizar.
b) nesse mecanismo est‡ envolvido movimento de entrada e de sa’da de ’ons do neur™nio.
c) nesse mecanismo constata-se a exist•ncia de transporte ativo de ’ons.
d) nesse mecanismo constata-se invers‹o do estado elŽtrico da membrana do neur™nio.
e) esse mecanismo n‹o depende de consumo de ATP (energia) para se realizar.
3 (FMTM-MG)
Potencial de ação
Terminação
axonalVesícula
sináptica
Neurotransmissor
Dendrito
Fenda sináptica
Receptor
A ilustra•‹o refere-se ˆ:
a) chegada de um impulso nervoso a uma placa motora.
b) forma•‹o de um impulso nervoso a partir de um est’mulo elŽtrico.
c) despolariza•‹o da membrana de um neur™nio durante a passagem do impulso nervoso.
d) transmiss‹o de impulso nervoso entre dois neur™nios a partir da termina•‹o axonal em dire•‹o ao dendrito. 
e) transmiss‹o do impulso nervoso entre dois neur™nios a partir do dendrito em dire•‹o ̂ termina•‹o axonal.
4 (UFSJ-MG) Observe o esquema abaixo.
1 2
3
6
A
B
C
4
5
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142 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
As letras A, B e C referem-se ˆ cŽlula inteira, e os nœmeros de 1 a 6 referem-se a partes espec’ficas de cada 
cŽlula nervosa representada em um impulso nervoso. De acordo com o esquema, Ž correto afirmar que 
a) os nœmeros 3 e 6 s‹o, respectivamente, dendrito e ax™nio. 
b) est‹o representados pelas letras A, B e C um neur™nio sensitivo, um neur™nio associativo e um neur™nio 
motor, respectivamente.
c) os nœmeros 4 e 5 representam ax™nios. 
d) o sentido do impulso nervoso pode ser tanto do corpo celular para o ax™nio quanto do ax™nio para o 
corpo celular, dependendo do tipo de neur™nio.
5 (UFT-TO) Os esquemas a seguir representam padr›es de sistema nervoso de um animal de simetria radial e 
de um de simetria bilateral. Sobre o padr‹o de sistema nervoso nesses animais Ž correto afirmar:
a) A simetria dos cnid‡rios est‡ associada ao sistema nervoso difuso e concentra•‹o neuronal.
b) A simetria nos platelmintos est‡ associada ao sistema nervoso difuso e concentra•‹o neuronal.
c) Nos cnid‡rios a simetria est‡ associada ao sistema nervoso difuso e nos platelmintos ao sistema nervoso 
ventral e cefaliza•‹o.
d) Nos cnid‡rios a simetria est‡ associada ao sistema nervoso ventral e nos platelmintos ao sistema nervoso 
difuso e cefaliza•‹o.
e) N‹o h‡ rela•‹o entre simetria e padr‹o de sistema nervoso nos animais invertebrados.
oriEntação dE Estudo
auLa 47
 leia os itens 2 a 5 de aula.
 Faça os exercícios 1, 2, 6, 7, 9 e 11, série 4.
auLa 48
 leia os itens 7 e 8 de aula.
 Faça os exercícios 3, 4, 5, 8, e 10, série 4.
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
auLa 47
 Faça os exercícios 12, 13 e 15, série 4.
auLa 48
 leia o texto e faça os exercícios da atividade 
extra.
anotaçÕEs
u
F
t
-t
o
células 
nervosas
Gânglios cerebrais
cordão 
nervoso
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 143
Tecido nervoso, fibras nervosas e neurônio
O tecido nervoso é formado basicamente por dois tipos de células, os neur™nios e as células gliais. 
As células gliais sustentam os neur™nios e realizam outras fun•›es importantes, como a forma•‹o do 
estrato miel’nico. 
No tecido nervoso, a quantidade de subst‰ncia extracelular é muito reduzida e s‹o as células gliais 
que fornecem as condi•›es estruturais e o microambiente adequado para o funcionamento dos neur™nios. 
As células gliais s‹o os oligodendrócitos, os astrócitos, as micróglias, as neurolemas e as células 
ependimárias.
Capilar sangu’neo
Astr—cito
CŽlulas ependim‡rias
L’quor preenchendo
os ventr’culos
cerebrais ou o canal
de medula nervosa
Micr—glia
Ax™nio
Oligodendr—citos
Neur™nios
 Oligodendrócitos: apresentam proje•›es que envolvem os prolongamentos de neur™nios, cujas 
membranas plasm‡ticas s‹o ricas em mielina e exercem no SNC a mesma fun•‹o que as neuro-
lemas realizam no SNP, ou seja, formam estrato miel’nico e aumentam a velocidade do impulso 
nervoso.
 Astrócitos: células que apresentam grande nœmero de prolongamentos citoplasm‡ticos ligados aos 
neur™nios e aos capilares sangu’neos. Essas células estabelecem uma ponte nutritiva entre os capi-
lares e os neur™nios, ou seja, todas as subst‰ncias vindas do sangue para os neur™nios passam pelos 
astr—citos. Além disso, essas células d‹o sustenta•‹o f’sica ao tecido nervoso e est‹o envolvidas na 
recupera•‹o de les›es.
 Micróglias: macr—fagos modificados que fagocitam detritos e res’duos celulares no tecido nervoso. 
Apresentam poucos prolongamentos que s‹o muito ramificados.
 Células ependimárias: revestem as cavidades do encéfalo (ventr’culos) e o canal da medula. Parti-
cipam da produ•‹o e da reabsor•‹o do l’quido cerebroespinal (l’quor). Em alguns locais apresentam 
c’lios, facilitando a movimenta•‹o do l’quor. 
atividadE Extra
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144 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
(UFPB) As cŽlulas que comp›em o sistema nervoso s‹o os neur™nios e os gli—citos (antes denominados 
neur—glia), as primeiras unidades de recep•‹o e transmiss‹o de est’mulos. O termo Ògli—citosÓ Ž uma 
denomina•‹o conjunta de cŽlulas que atuam de v‡rias formas no sistema nervoso. Nesse sentido, observe 
a figura a seguir, que representa cŽlulas do tecido nervoso.
Neur™nio
Corpo celular
do neur™nio
Nœcleo do
neur™nio
Estrato
miel’nico
Estrato
miel’nico
Dentritos
Ax™nio
Ax™nio
Nœcleo
Termina•›es
ax™nicas
(1)
(3)
(2)
O texto a seguir contŽm lacunas que devem ser preenchidas por termos relacionados ˆs estruturas nume-
radas na figura. CŽlulas que atuam na fagocitose interna ao tecido nervoso s‹o denominadas _________. 
CŽlulas que potencializam a transmiss‹o de impulso envolvem os ax™nios. Ax™nios internos ao sistema 
nervoso central t•m um envolt—rio miel’nico produzido por cŽlulas denominadas _________. Ax™nios 
que est‹o no sistema nervoso perifŽrico t•m envolt—rio miel’nico produzido por cŽlulas denominadas 
_________.
As lacunas s‹o preenchidas corretamente por: 
a) (1) Granul—citos, (2) Micr—glias e (3) Astr—citos.
b) (1) Astr—citos, (2) Oligodendr—citos e (3) Granul—citos.
c) (1) Micr—glias, (2) Oligodendr—citos e (3) Oligodendr—citos especiais ou cŽlulas de Schwann.
d) (1) Astr—citos, (2) Oligodendr—citos especiais ou cŽlulas de Schwann e (3) Linf—citos.
e) (1) Micr—glias, (2) Linf—citos e (3) Oligodendr—citos especiais ou cŽlulas de Schwann.
(1)
(2)
(3)
anotaçÕEs
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ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 145
1 intRodução
tópicos
 Divisão anat™mica e funcional do sistema nervoso humano.
 Anatomia e função dos —rgãos do sistema nervoso: classificação anat™mica e funcional dos —rgãos do sistema 
nervoso humano.
 Subst‰ncia branca e subst‰ncia cinzenta: diferença e localização.
 Proteç›es do sistema nervoso central: cr‰nio, coluna vertebral, meninges e l’quor.
 Ato reflexo simples: bases anat™micas e import‰ncia funcional.
 Sistema nervoso aut™nomo: suas divis›es ecaracter’sticas funcionais.
2 classificação 
EncŽfalo
Medula
espinal
Sistema
nervoso
CŽrebro
Cerebelo
Bulbo
Nervos
G‰nglios nervosos
Divisão
anat™mica
Sistema
nervoso
central
Sistema
nervoso
perifŽrico
Divisão
funcional
Sistema
nervoso
somático
Sistema
nervoso
aut™nomo
Simpático
Parassimpático
3 paRte centRal
A parte central do sistema nervoso (ou sistema nervoso central) consiste de encéfalo, composto por —rgãos 
como cérebro, cerebelo e bulbo, e medula espinal. Esses —rgãos, especialmente os localizados no encŽfalo, 
são respons‡veis pela associação entre percepção de est’mulos e elaboração de respostas.
auLas 49 e 50 FisioLogia do sistEMa nErvoso ii
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 145 6/23/14 10:51 AM
146 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
CŽrebro
Cerebelo
Bulbo
Encéfalo
Medula espinal
O encéfalo
é composto pelo
cŽrebro, cerebelo
e bulbo.
O cérebro é
o principal órgão
associativo do
sistema nervoso
central. O cerebelo
está mais
diretamente
relacionado ao
equilibrio e à
postura e o bulbo,
ao controle das
funções
vegetativas.
Pensamento
Movimento voluntário
Linguagem
Julgamento
Percepção
Movimento
Equilíbrio
Postura
Respiração
Ritmo dos batimentos
cardíacos
Pressão arterial
O esquema mostra os —rg‹os da parte central do sistema nervoso.
4 paRte peRiféRica
A parte perifŽrica do sistema nervoso (ou sistema nervoso perifŽrico) Ž composta de nervos e de g‰nglios 
nervosos. Os nervos s‹o formados por um conjunto de neurofibras (ax™nios e dendritos). 
Os g‰nglios nervosos s‹o dilata•›es situadas nos nervos que cont•m corpos celulares. (O g‰nglio nervoso 
Ž a œnica estrutura fora do sistema nervoso central em que s‹o encontrados corpos celulares de neur™nios.)
G‰nglio
nervoso
Estrato
miel’nico
Ax™nio
Vasos
sangu’neos
tipos de nervos
Os nervos podem ser classificados de acordo com os tipos de neur™nios dos quais s‹o formados.
Nervo sensitivo: possui apenas neurofibras de neur™nios sensitivos.
Nervo motor: possui apenas neurofibras de neur™nios motores.
Nervo misto: possui neurofibras de neur™nios sensitivos e motores.
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 146 6/23/14 10:51 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 147
Do ponto de vista anat™mico, os nervos podem ser classificados de acordo com a regi‹o do SNC a que se 
ligam. Os nervos cranianos s‹o aqueles ligados ao encŽfalo. Eles recebem informa•›es dos —rg‹os do sentido e 
comandam alguns mœsculos. Os nervos raquidianos ou medulares s‹o ligados ˆ medula espinal, eles trazem 
e levam informa•›es de diversas partes do corpo. Os nervos relacionados aos —rg‹os vitais formam o sistema 
nervoso aut™nomo, que ser‡ estudado mais adiante.
CŽrebro
Nervos cervicais (8 pares)
Nervos cranianos
Medula espinal
Nervos lombares (5 pares)
Nervos sacrais (5 pares)
Nervo coccial (1 par)
Nervos tor‡cicos (12 pares)
5 as pRoteçÕes da paRte centRal do sistema neRvoso
O sistema nervoso central Ž protegido pelas meninges e pelos ossos do cr‰nio e da coluna vertebral.
as meninges
S‹o tr•s as membranas que envolvem o encŽfalo e a medula espinal. A mais interna, fazendo limite com esses 
—rg‹os, Ž a pia-m‡ter; a intermedi‡ria, a aracnoide; e a mais externa, em contato direto com os ossos do cr‰nio e 
da coluna vertebral (vŽrtebras), Ž a dura-m‡ter.
Entre a pia-m‡ter e a aracnoide, est‡ o l’quido cerebroespinal ou cefalorraquidiano ou l’quor, que nutre e 
protege o encŽfalo e a medula espinal. 
Osso do cr‰nio
Dura-m‡ter
Dura-m‡ter
Aracnoide Meninges
L’quido
cerebroespinal
Pia-m‡ter
Aracnoide
Pia-m‡ter
L’quido
cerebrospinal
CŽrebro
Medula
espinal
CŽrebro
Cerebelo
Vaso sangu’neo
L’quido
cerebroespinal
VŽrtebra
Osso do
cr‰nio
Meninges
As meninges envolvem tanto o encéfalo quanto a medula espinal. Entre a pia-m‡ter e a aracnoide encontra-se o líquido cerebroespinal.
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148 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
os ossos
O encéfalo é protegido pelos ossos do cr‰nio e a medula espinal, pelos ossos da coluna vertebral, as vértebras.
7 vŽrtebras
 cervicais
12 vŽrtebras
 tor‡cicais
Coluna
vertebral
5 vŽrtebras
 lombares
Sacro
Osso do
quadril
C—ccix
Cr‰nio
Mand’bula
Maxila
Osso nasal
Discos
intervertebrais
Observe a proteção óssea do sistema nervoso central pelo 
crânio e pela coluna vertebral. 
6 suBstÂncia BRanca e suBstÂncia cinZenta
As partes do SNC em que estão localizados os prolongamentos mielinizados dos neurônios t•m aspecto es-
branquiçado e constituem a subst‰ncia branca. A subst‰ncia cinzenta corresponde ˆs regi›es do SNC formadas 
principalmente pelos corpos celulares e dendritos dos neurônios (não mielinizados).
Plano frontal
Plano
transversal
Substância cinzenta
Substância branca
Corte frontal do cérebro
Corte transversal
da medula espinal
Na medula espinal e no bulbo, a substância cinzenta está localizada na parte interna e a substância branca encontra-se na parte externa. 
Ao contrário, no encéfalo (exceto o bulbo), a substância cinzenta constitui a parte externa e a substância branca, a parte interna.
7 ato RefleXo
Ato reflexo é o tipo mais simples de resposta a um estímulo, pois não há participação do encéfalo. Eles são 
muito rápidos já que envolvem um caminho neuronal curto, chamado ato reflexo. Neurônios sensitivos levam ˆ 
medula a informação onde ocorre uma ou duas sinapses e dela saem neurônios motores responsáveis pela resposta 
(geralmente muscular).
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 148 6/23/14 10:51 AM
ALFA 6 Biologia – Setor 1403 149
A imagem abaixo esquematiza um corte transversal da medula. Ela est‡ situada no canal medular, que por sua 
vez est‡ localizado no interior da coluna vertebral (—ssea). De cada lado da medula saem pares de nervos espinais, 
eles apresentam duas liga•›es com a medula, a raiz dorsal e a raiz ventral. Pela raiz dorsal ou posterior chegam 
ax™nios de neur™nios sensitivos. Note que h‡ uma expans‹o na raiz dorsal, o g‰nglio dorsal. J‡ na raiz ventral ou 
anterior h‡ os ax™nios dos neur™nios motores, que levam o impulso nervoso aos —rg‹os efetores.
Raiz do nervo espinal
Raiz ventral
G‰nglio dorsalRaiz
dorsal
Medula
espinal
Subst‰ncia
branca
Subst‰ncia
cinzenta
Meninges
o arco reflexo
Estímulo
Direção do
impulso
nervoso
Receptores
na pele
Dendrito do
neurônio
sensitivo
Gânglio
dorsal
Neurônio
sensitivo
Raiz
dorsal Neurônio associativo
Raiz vental
Neurônio
motor
Medula espinal
Axônio do
neurônio motor
Estímulo chega ao órgão
efetuador (mœsculo)
Esquema de um arco reflexo. O neur™nio associativo (encontrado na subst‰ncia cinzenta da 
medula espinal) pode n‹o estar presente em um arco reflexo mais simples, como o reflexo patelar. 
8 divisão autônoma do sistema neRvoso
O sistema nervoso aut™nomo (SNA) Ž dividido em simp‡tico e parassimp‡tico.
O neurotransmissor do SNA simp‡tico Ž a adrenalina, enquanto o do parassimp‡tico Ž a acetilcolina. Esses 
neurotransmissores apresentam efeito antag™nico sobre os —rg‹os. Assim, se o simp‡tico acelera os batimentos 
card’acos, o parassimp‡tico desacelera. O simp‡tico Ž ativado quando o animal entra em estado de alerta ou em 
situa•‹o de perigo. J‡ a a•‹o do parassimp‡tico, provoca um estado geral de relaxamento.
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 149 6/23/14 10:52 AM
150 Biologia Ð Setor 1403 ALFA 6
Parassimpático Simpático
Estimula
o fuxo
 salivar
 e lacrimal
Contrai os
brônquios
Retarda os
batimentos
cardíacos
Estimula a
liberação
de bile
Estimula o
peristaltismo
e a secreção
Estimula
o peristaltismo
Contrai a 
bexiga
Dilata a
pupila
Inibe o
fuxo salivar
Dilata os
brônquios
Acelera os 
batimentos
cardíacos
Estimula a 
conversão 
do glicogênio
em glicose
Inibe o
peristaltismo
e a secreção
Estimula a
secreção
de adrenalina
e noradrenalina
Inibe o 
peristaltismo
Inibe a 
contração
da bexiga
Cadeia ganglionar
do simpático
Contrai 
a pupila
Esquema que comparaos dois tipos de resposta da divis‹o aut™noma do sistema nervoso, a parassimp‡tica e a 
simp‡tica, em v‡rios —rg‹os do corpo. 
127a152_1403_BIOLOGIA_CA6_ROSA.indd 150 6/23/14 10:52 AM
ALFA 6 Biologia Ð Setor 1403 151
ExErcícios
1 (Fuvest-SP) A figura representa um arco reflexo: o 
calor da chama de uma vela provoca a retração do 
braço e o afastamento da mão da fonte de calor. 
Imagine duas situações: em A seria seccionada a 
raiz dorsal do nervo e em B, a raiz ventral.
Considere as seguintes possibilidades relaciona-
das à transmissão dos impulsos nervosos neste 
arco reflexo:
 I – A pessoa sente a queimadura, mas não afasta 
a mão da fonte de calor.
 II – A pessoa não sente a queimadura e não afasta 
a mão da fonte de calor.
 III – A pessoa não sente a queimadura, mas afasta 
a mão da fonte de calor.
Indique quais dessas possibilidades aconteceriam 
na situação A e na situação B, respectivamente, 
a) A – I; B – II.
b) A – I; B – III.
c) A – II; B – I.
d) A – II; B – III.
e) A – III; B – II.
2 (UFRN) Um dos benefícios do uso da radiação é o 
tratamento de tumores com raios gama. Um ho-
mem em tratamento com radioterapia, para com-
bater um tumor no sistema nervoso, apresentava 
paralisia em um dos lados do corpo (hemiplegia). 
Essa paralisia ocorreu porque o tumor provavel-
mente havia afetado:
a) os nervos do sistema simpático.
b) um dos hemisférios cerebrais.
c) os nervos do sistema parassimpático.
d) a porção lombar da medula espinal.
3 (UFF-RJ) Um beijo estimula eventos fisiológicos 
importantes de origem involuntária como a vaso-
dilatação. O sistema nervoso autônomo consiste 
em duas divisões que diferem anatômica e fisio-
logicamente: o simpático e o parassimpático.
O beijo registrado por fotografia térmica infraver-
melha – técnica que capta as variações de calor e 
as traduz em distintas cores. O vermelho indica as 
áreas quentes (onde há mais sangue circulando). 
O azul, zonas frias.
O sistema simpático, no caso do beijo, será res-
ponsável pela 
a) contração da pupila, redução dos batimentos 
cardíacos e produção de noradrenalina.
b) contração da pupila, redução dos batimentos 
cardíacos e produção de acetilcolina.
c) dilatação da pupila, redução dos batimentos 
cardíacos e produção de acetilcolina e noradre-
nalina. 
d) contração da pupila, aceleração dos batimen-
tos cardíacos e produção de adrenalina e nora-
drenalina. 
e) dilatação da pupila, aceleração dos batimentos 
cardíacos e produção de adrenalina e noradre-
nalina.
Veja, 24 maio 2006.
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152 Biologia – Setor 1403 ALFA 6
4 (Fameca-SP) O sistema nervoso humano Ž dividido anatomicamente em sistema nervoso central (SNC) e 
sistema nervoso perifŽrico (SNP), e os neur™nios s‹o as unidades morfol—gica e fisiol—gica desse sistema. 
Sobre esse sistema, pode-se afirmar que 
a) o SNC Ž formado pelo encŽfalo e pela medula espinal. No encŽfalo, existem —rg‹os como o cerebelo e o 
bulbo raquidiano que coordenam a respira•‹o, a fome, o balan•o h’drico, a temperatura corporal, entre 
outras fun•›es.
b) o SNP Ž formado por nervos cranianos, nervos espinais e g‰nglios. Os nervos s‹o formados pela reuni‹o 
de v‡rios prolongamentos dos neur™nios e conduzem impulsos nervosos para diversas regi›es do corpo. 
Os nervos cranianos partem do encŽfalo, e os espinais partem da medula espinal.
c) quando ocorre um est’mulo, ocorre a entrada de ’ons pot‡ssio no neur™nio e inicia-se a propaga•‹o do 
impulso nervoso, processo conhecido como polariza•‹o. Logo em seguida, os ’ons s—dio s‹o eliminados 
para que o potencial de repouso seja reestabelecido. 
d) a subst‰ncia branca, encontrada na regi‹o perifŽrica do cŽrebro, Ž rica em corpos celulares de neur™nios 
que s‹o respons‡veis pelas atividades neurol—gicas mais importantes, como racioc’nio, aprendizagem e 
coordena•‹o motora.
e) o SNP, em termos funcionais, pode ser considerado como sensorial ou motor. A parte motora pode ser 
dividida em SNP som‡tico, que coordena atividades involunt‡rias, e o SNP aut™nomo, que controla as 
atividades volunt‡rias, como andar, falar e escrever.
5 (Fuvest-SP) Diferencie um neur™nio de um nervo.
oriEntação dE Estudo
auLa 49
 leia os itens 108 a 116, cap. 5 do livro-texto.
 Faça os exercícios 18, 20, 23, 25 e 29, série 4. 
auLa 50
 leia os itens 117 a 126, cap. 5 do livro-texto. 
 Faça os exercícios 27, 28, 32 e 33, série 4.
 Livro 3
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa complementar
auLas 49 e 50
 Faça os exercícios 22 e 30, série 4.
anotaçÕEs
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 153
LíNGUA 
PORTUGUESA
Setor 1501
Prof.: ____________________________________
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 154
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 157
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 159
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 162
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h .............164
aula 51 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 166
Gramática
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154 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
AULA 46 SINTAXE DE REGÊNCIA I: REGÊNCIA E SENTIDO
Regência é o mecanismo que regula as ligações entre um verbo ou um nome e seus complementos.
a) Regência verbal: quando o termo regente é um verbo. Exemplo:
Isto pertence a todos.
termo regente = verbo termo regido
b) Regência nominal: quando o termo regente é um nome. Exemplo:
Tenho opinião semelhante à sua.
termo regente 5 nome termo regido
Principais verbos em que há relação entre regência e sentido:
Verbo Sentido Regência Exemplo
1. Aspirar
sorver o ar transitivo direto Aspiramos ar poluído nesta cidade.
almejar, ter 
aspiração por
transitivo indireto, com a 
preposição a
Todos aspiravam ao mesmo cargo.
2. Assistir
presenciar, ver
transitivo indireto, com a 
preposição a
O espectador assistiu ao jogo.
caber, competir, ser 
da competência de
transitivo indireto, com a 
preposição a
Não assiste à portaria do condomínio 
receber móveis ou valores em 
dinheiro.
ajudar, socorrer, 
auxiliar
transitivo direto O médico assistiu o doente.
morar, residir
exige um complemento de lugar 
precedido da preposição em
O caboclo assiste no interior.
3. Agradar/ 
desagradar
acariciar, fazer 
agrado em
transitivo direto
Agradou o cão com leves toques de 
mão.
satisfazer, causar 
prazer
transitivo indireto, com a 
preposição a
O atraso do artista não agradou ao 
público.
4. Agradecer manifestar gratidão
transitivo indireto com a 
preposição a, quando o objeto é 
pessoa
Os noivos agradeceram aos 
convidados.
transitivo direto quando o objeto 
é nome de coisa
Os noivos agradeceram os brindes.
5. Chamar
convocar transitivo direto O sino chama os cristãos.
designar, 
denominar, 
qualificar
transitivo direto ou in direto: 
vem acompa nhado de 
predicativo do objeto (com ou 
sem a preposição de)
Chamaram o mestre de herói.
Chamaram ao mestre de herói.
Chamaram o mestre herói. 
Chamaram ao mestre herói.
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 155
Verbo Sentido Regência Exemplo
6. Depor
destituir de cargo 
ou poder, exonerar
transitivo direto
O parlamento legalmente depôs o 
presidente.
realizar uma 
revelação, exposição
transitivo indireto, com a 
preposição a
O suspeito depôs ao delegado de 
plantão.
7. Pagar/perdoar
reembolsar, 
remunerar/ 
absolver, inocentar
transitivo indireto quando o 
objeto é pessoa
Ele pagou aos empregados.
Deus perdoa ao pecador.
transitivo direto quando o 
objeto é nome de coisa
Ele pagou o salário. 
Deus perdoa o pecador.
8. Querer
desejar transitivo direto Não queremos o livro.
estimar, gostar de
transitivo indireto, com a 
preposiçãoa
Quero muito aos amigos.
9. Visar
passar visto transitivo direto O gerente visou os cheques.
apontar arma/mirar transitivo direto
O atirador visou o disco lançado no 
céu.
objetivar, ter em 
vista
transitivo indireto, com a 
preposição a
Não visamos ao cargo.
Observação: Os verbos aspirar (no sentido de almejar), assistir (no sentido de presenciar) e visar (no 
sentido de ter em vista), apesar de transitivos indiretos, na norma culta escrita não aceitam os pronomes 
oblíquos átonos lhe, lhes como complemento. Aceitam apenas as formas tônicas a ele, a ela, a eles, a 
elas. Exemplo:
A Medicina continua uma profissão cobiçada. Muitos candidatos ainda aspiram a ela.
EXERCíCIOS
1 Assinale a alternativa em que a regência verbal está em DESACORDO com a norma culta escrita.
a) Pela TV, o pai assistiu ao desabamento da casa e ao desespero da família.
b) Não há advogados dispostos a assistir gratuitamente os detentos carentes.
c) Pela nova lei, assiste aos detentos o direito de receber suas mulheres no cárcere.
d) A contragosto, assistiu em São Paulo durante os cinco anos do curso superior.
e) A União não perdoará os governadores dos estados: terão de pagar os cofres públicos já.
2 Assinale a alternativa em que a regência verbal está INCORRETA.
a) Junto com a poeira da sala, a empregada aspirou um brinco de diamante.
b) Poucos são os que, hoje em dia, aspiram ao magistério.
c) Atiradores de elite visavam os dois sequestradores que tomaram o avião.
d) Os atletas deverão comparecer à Embaixada, dia 6, para visar os passaportes.
e) Felizmente, ainda existem no mundo pessoas que visam o bem da coletividade.
3 Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal das frases a seguir.
a) A aniversariante agradeceu-os pelos presentes que recebera. 
b) Em seu discurso de despedida, o papa agradeceu os fiéis pela acolhida.
c) O ministro do STF chamou o colega de irresponsável. 
d) Por pressão da imprensa, o acusado depôs a delegada antes de ser preso.
e) Queira sempre o melhor; prefira mais os críticos que os bajuladores.
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156 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
4 Leia o trecho que segue.
No zoológico, aviso na jaula de um gorila:
O gorila é dócil, mas não tente agradá-lo porque isso pode não lhe agradar.
Sabe-se que, como complemento do verbo em norma culta, o pronome o só pode ser objeto direto; na 
mesma função, o lhe só pode ser objeto indireto.
a) Pode-se dizer que o emprego desses pronomes está correto no trecho transcrito?
b) Justifique sua resposta.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
 Leia os itens 1 a 6, 9, 13 e 16, cap. 13.
 Faça os exercícios 1 a 5, série 29.
 Livro-texto 1 — Gramática 
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Faça os exercícios 6 a 10, série 29. 
ANOTAçÕES
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ALFA 6 Gram‡tica Ð Setor 1501 157
Principais verbos que apresentam diferença entre a regência da norma culta e a do uso popular.
Verbo Sentido Regência Exemplo
1. Chegar/ir
alcan•ar uma meta, 
concluir um trajeto, uma 
caminhada
exigem a preposi•ão a antes 
do adjunto adverbial (local a 
que se destina a a•ão)
Todos chegaram ao local cedo. 
Meus amigos iriam ˆ festa no 
carro; eu iria na moto.
2. Custar ser custoso, ser difícil
transitivo indireto com a 
preposi•ão a: a pessoa Ž 
objeto indireto. O sujeito Ž 
nome de coisa ou uma 
ora•ão
Custou ao homem explicar a 
situa•ão.
3. Desculpar-se
pedir desculpas a alguŽm 
em razão de algo
adjunto adverbial com 
preposi•ão por
Senhores consumidores, 
desculpem-nos pelo transtorno.
4. Esquecer/ 
lembrar
quando não Ž pronominal transitivo direto
Esquecemos os fatos de ontem. 
Eu lembro os dias passados.
quando Ž pronominal
transitivo indireto, com a 
preposi•ão de
Eu me esqueci dos fatos de 
ontem. 
Eu me lembro dos dias passados.
5. Implicar
ter como consequ•ncia, 
acarretar, originar
transitivo direto
Os novos investimentos 
governamentais implicaram 
aumento de impostos.
6. Informar, 
avisar, notificar, 
previnir
transmitir uma 
informa•ão para alguŽm
transitivos diretos e 
indiretos: 
a) a pessoa como objeto 
direto e a coisa como 
objeto indireto
b) a pessoa como objeto 
indireto e a coisa como 
objeto direto
a) Informo os alunos do 
problema.
b) Informo aos alunos o 
problema.
7. Obedecer/ 
desobedecer
acatar ordem/desacatar 
ordem
transitivos indiretos com a 
preposi•ão a
a) Não obede•as a este 
comando.
b) Não desobede•a ao 
regulamento.
8. Preferir apreciar mais
transitivo direto e indireto 
(o objeto indireto sempre 
com a preposi•ão a)
Prefiro teatro a cinema.
9. Simpatizar
ter afei•ão, afinidade, 
inclina•ão
não Ž pronominal, mas 
transitivo indireto com a 
preposi•ão com
O grupo de antigos funcion‡rios 
não simpatizou com o novato 
espalhafatoso.
EXERCíCIOS
1 Nas frases que seguem, a reg•ncia verbal est‡ de acordo com a língua popular. Transcreva-as, fazendo as 
altera•›es adequadas à língua culta escrita.
a) Quando os jogadores chegaram no aeroporto, foram direto no posto da Polícia Federal.
b) Os alunos custaram a entender os complexos c‡lculos matem‡ticos.
AULA 47 SINTAXE DE REGÊNCIA II: REGÊNCIA E NORMA
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158 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
c) Gostar’amos de pedir aos vizinhos que desculpassem o nosso barulho excessivo.
d) NinguŽm esquece do primeiro amor.
e) Ele n‹o lembra nem do pr—prio nome.
f) A descoberta de petr—leo no prŽ-sal implicou em aumento dos investimentos da Petrobras.
g) Desobedecendo as ordens da pol’cia, os manifestantes avan•aram, obedecendo o seu l’der.
h) O pol•mico astro internacional simpatizou-se com o Brasil e estendeu sua perman•ncia por aqui.
2 ÒQuero antes um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube.Ó
Permute quero por prefiro e reescreva o trecho, fazendo as adapta•›es adequadas ˆ norma culta da l’ngua.
3 Para resolver esta quest‹o, lembre-se de que os verbos informar, prevenir e avisar t•m a mesma reg•ncia. 
Assinale a alternativa em que a reg•ncia de um deles NÌO est‡ de acordo com a norma culta escrita.
a) Um grande painel no est‡dio informava os torcedores sobre os resultados dos demais jogos.
b) Nas ditaduras s‹o comuns os alcaguetes, delatores que informam tudo ao governo.
c) A queda das folhas informa ao campon•s a chegada do outono.
d) Chegam not’cias prevenindo os brasileiros do risco de uma epidemia de gripe.
e) Tr•s tiros avisaram-lhe da chegada da pol’cia ao morro.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
 Leia os itens 7, 8, 10 a 12, 14, 15, 17 e 18, cap. 13.
 Faça os exercícios 11 a 15, série 29.
 Livro-texto 1 — Gramática
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Faça os exercícios 16 a 20, série 29.
ANOTAçÕES
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ALFA 6 Gramática Ð Setor 1501 159
1 VERBOS DE REGæNCIAS DIFERENTES
Não se pode dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes.
Não se diz: Os condôminos leram e concordaram com o novo regulamento.
Diga-se: Os condôminos leram o novo regulamento e concordaram com ele. Ou
 Os condôminos leram o novo regulamento, com o qual concordaram.
Observação: ƒ útil conhecer essa prescrição e segui-la, embora já se registrem exemplos contrários na pr—-
pria língua-padrão.
2 REGæNCIA DOS PRONOMES RELATIVOS
Quando o pronome relativo (que, a qual, onde, quem) funciona como complemento verbal, a preposição 
que o antecede é comandada pelo verbo que vem à direita. Exemplo:
Minha mãe é a pessoa [ que eu mais admiro.
de que eu mais gosto.
em que eu mais confio.
a que eu mais obedeço.
de que eu mais desconfio.
3 OUTROS PRONOMES RELATIVOS
O pronome relativo onde s— deve ser usado quando seu antecedente designar espaço (ou lugar).
Brasília é uma cidade onde tudo remete ao poder.
 antecedente
O pronome relativo quem s— deve ser usado quando seu antecedente for humano.O presidente da República é a última pessoa a quem devemos recorrer.
 antecedente
O pronome relativo cujo:
 é usado para não repetir um nome da oração principal que, na oração adjetiva, viria precedido da preposi-
ção de (do, da, dos, das), associado a um substantivo.
Exemplo:
Cortaram uma árvore. As raízes da árvore estavam prejudicando o muro.
 vem sempre anteposto ao nome a que se associa.
 entra em concord‰ncia com o nome a que se associa e não com o seu antecedente.
oração adjetiva
Cortaram uma árvore cujas raízes estavam prejudicando o muro.
antecedente
equivale a 
da árvore
AULA 48
SINTAXE DE REGÊNCIA III: COMPLEMENTOS DE 
VERBOS DE REGÊNCIAS DIFERENTES. 
PRONOME RELATIVO
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160 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
EXERCíCIOS
1 (ESPM-SP) Embora de ocorrência frequente no cotidiano, a gramática normativa não aceita o uso do mesmo 
complemento para verbos com regências diferentes. Esse tipo de transgressão só NÃO ocorre na frase:
a) Pode-se concordar ou discordar, até radicalmente, de toda a política externa brasileira. (Clóvis Rossi)
b) Educador é todo aquele que confere e convive com esses conhecimentos. (J. Carlos de Sousa)
c) Vi e gostei muito do filme O jardineiro fiel cujo diretor é um brasileiro.
d) A sociedade brasileira quer a paz, anseia por ela e a ela aspira.
e) Interessei-me e desinteressei-me pelo assunto quase que simultaneamente.
2 Preencha o espaço em branco com o pronome relativo que, cujo ou onde, precedido ou não da preposição 
exigida pelo verbo ou pelo nome que o está regendo.
A propaganda cria sonhos
em que muitos acreditam.
de que poucos desconfiam.
a que em geral não se faz oposição.
que o povo aceita como realidade.
O povo vota em candidatos
um ano depois não se lembra mais.
um amigo disse que vai votar.
conhece apenas pela propaganda.
dá alguma importância.
antecedentes desconhece.
espera um dia poder contar.
visão de mundo concorda.
projeto de governo discutiu.
O desenvolvimento chega a eletricidade vai.
3 (ITA-SP – Adaptada) Leia com atenção a seguinte frase de um letreiro publicitário.
Esta é a escola que os pais confiam.
a) Identifique a preposição exigida pelo verbo e refaça a construção, obedecendo à norma gramatical.
b) Justifique a correção.
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 161
ORIENTAçãO DE ESTUDO
 Leia os itens 19 a 22, cap. 13. 
 Faça os exercícios 21 a 25, série 29.
 Livro-texto 1 — Gramática
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Faça os exercícios 26 a 30, série 29.
ANOTAçÕES
c) A direção da escola poderia justificar o erro argumentando que ele não traz prejuízo algum: afinal todos 
entendem o que a frase quer dizer com ou sem a preposição em. Você concorda com esse argumento?
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162 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 6
1 REGRA GERAL
Ocorrer‡ crase do a se convergirem as duas se-
guintes condiç›es:
a) se o termo regente exigir a preposição a.
b) se o termo regido aceitar o artigo feminino a (as).
Dirigiu-se a a cidade.
preposição artigo
ˆ
2 VERBOS DE REGÊNCIA ESPECIAL
J‡ estudados na aula de regência, alguns verbos 
reclamam atenção especial quando ocorrem diante de 
femininos.
Exemplo: Todos assistiram ao espet‡culo de 
pé./Todos assistiram ˆ apresentação de pé.
Os motoristas obedeceram ao sinal vermelho./
Os motoristas obedeceram ˆ ordem do guarda.
Os filhos querem aos parentes idosos./Os filhos 
querem ˆs tias anciãs.
3 SUBSTANTIVO FEMININO ELÍPTICO
Ocorrer‡ crase quando a preposição a se fundir 
ao a pronome demonstrativo, anafórico, empregado 
para evitar a repetição do substantivo feminino que 
ele retoma. 
Exemplo: As modernas técnicas de construção 
civil são muito superiores ˆs (tŽcnicas) empregadas 
na segunda metade do século XX.
4 EXPRESSÃO À MODA DE
Na expressão ˆ moda de, mesmo que a palavra 
moda venha apagada, ocorrer‡ crase.
Exemplo: J‡ não se usa mais aquele imenso cha-
péu ˆ (moda de) Napoleão Bonaparte.
5 CASOS EM qUE NUNCA OCORRE CRASE
a) Antes de substantivo masculino.
Exemplo: Andei a pŽ.
b) Antes de verbo.
Exemplo: Estou apto a discutir.
c) Antes de artigo indefinido.
 Exemplo: Entreguei a uma mulher estranha o 
recado.
d) Antes de pronomes em geral.
Exemplo: Não me referia a ela. 
AULA 49 CRASE I: NOçãO GERAL E NORMA
Se o pronome aceitar artigo, ocorrer‡ crase.
Exemplo: Fiz alusão ˆ mesma história.
e) Antes de pronome de tratamento.
Exemplo: Dirigiu-se a V. Sa. com aspereza.
Exce•›es: senhora, senhorita e dona.
Exemplo: Dirigiu-se ˆ senhora com aspereza.
f) Quando a preposição a (sem o s de plural) pre-
cede um nome plural.
Exemplo: Não falo a pessoas estranhas.
Nesse caso, a presença do s de plural seria sinal de 
que ocorreu artigo, portanto, haver‡ crase.
Exemplo: Não falo ˆs pessoas estranhas.
6 EXPRESSÕES INDICADORAS DE TEMPO 
E DISTÂNCIA
a) Ocorre crase na indicação exata do nœmero das 
horas.
Exemplo: Chegaremos ˆs dez horas. 
b) Não ocorre crase em express›es que indicam 
tempo futuro, como em daqui a pouco, daqui 
a um ano, daqui a tr•s dias.
Exemplo: Estamos a uma semana do fim da novela.
c) Não ocorre crase em express›es que indicam tem-
po passado, como em h‡ pouco, h‡ tr•s dias, 
tr•s dias atr‡s, h‡ uma hora, uma hora atr‡s.
Exemplo: Os grevistas estão com os braços cru-
zados h‡ 45 dias.
d) Na indicação de minutos e segundos, não ocor-
re crase por se tratar de substantivos masculinos.
Exemplo: Volto daqui a dois minutos.
e) Na indicação de dist‰ncias (cent’metros, me-
tros, quil™metros, etc.), não ocorre crase, por 
se tratar de substantivos masculinos.
Exemplo: Obst‡culo a 500 metros.
EXERCíCIOS
1 Transcreva o texto a seguir assinalando com acento 
grave (`) o a, quando houver crase.
Mesmo sem ser favor‡vel a tese da repressão des-
vairada, não se pode fugir a imposição de que cabe ao 
governo e a força policial a responsabilidade de conter 
a onda de violência que est‡ levando o p‰nico a popula-
ção e criando um clima de tensão que chega a paranoia.
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 163
2 Certos verbos, por apresentarem reg•ncias espe-
ciais, podem oferecer alguma dificuldade para o 
uso do acento agudo indicador da crase. Levando 
em consideração a reg•ncia em norma culta dos 
verbos a seguir, assinale a alternativa em que a 
crase est‡ EQUIVOCADAMENTE empregada.
a) V‡rios eram os vereadores que aspiravam ˆ ca-
deira de presidente da C‰mara Municipal.
b) Para crescer ordenadamente, as cidades preci-
sam obedecer ̂ s normas de ocupação racional 
do espaço.
c) A ação da pol’cia visava inicialmente ˆ conten-
ção de ‰nimos mais exaltados de alguns mani-
festantes.
d) O discurso do prefeito tinha a n’tida finalidade 
de agradar ˆs classes mais pobres.
e) O secret‡rio de governo foi ao r‡dio informar 
ˆ população sobre a necessidade de raciona-
mento de ‡gua.
3 H‡ casos em que, embora o substantivo feminino 
esteja apagado ˆ direita do a, ainda assim ocor-
rer‡ crase. Com base nesse coment‡rio, assinale 
a alternativa em que o acento grave foi INCORRE-
TAMENTE empregado.
a) A preparação do churrasco no Brasil não Ž igual 
ˆ do Uruguai.
b) Costumam dizer que a seleção da Argentina Ž 
compar‡vel ˆ do Brasil.
c) As especialidades do badalado restaurante são 
o frango ˆ passarinho e o polvo ˆ provençal. 
d) O superesportivo carro ingl•s McLaren P1 tem 
performance superior a dos carros de F—rmula 1.
e) O melhor do bang-bang ˆ italiana ser‡ exibido 
no fim de semana pela TV por assinatura.
4 Os enunciados que seguem cont•m express›es 
destacadas que devem ser levadas em considera-
ção para a avalição da crase. Preencha os espaços 
vazios com a (preposição) ou ˆ (fusão da preposi-
ção e do artigo feminino).
a) Com juros altos, comprar prazoŽ 
mau neg—cio. 
b) J‡ circulam pela capital paulista v‡rios ™nibus 
movidos biodiesel. 
c) De susto, as pernas recusaram-se 
correr. 
d) Minhas primeiras palavras são de agradecimen-
to Vossa Excel•ncia e se-
nhora sua esposa.
e) A culpa não cabe ela, mas 
pr—pria pessoa que est‡ fazendo a acusação.
f) A estatal foi vendida uma das maio-
res companhias telef™nicas da Europa. 
g) O primeiro jogo foi dedicado todas 
as pessoas que trabalharam na construção do 
est‡dio. 
5 Nas frases abaixo, h‡ express›es indicadoras das 
noç›es de tempo e dist‰ncia. Assinale V (verda-
deiro) ou F (falso) quanto ˆ crase.
a) ( ) Ës 20h30min o restaurante abre as portas 
e s— fecha ap—s as 4h da madrugada.
b) ( ) Daqui a 2 dias ter‡ in’cio o hor‡rio de verão 
em 10 estados e no Distrito Federal.
c) ( ) Devido ao tr‰nsito, s— conseguimos chegar 
ao teatro ˆ 3 minutos do in’cio da peça.
d) ( ) Há pouco tempo, nem se falava em polui-
ção do ar; daqui a pouco, mal poderemos 
respirar.
e) ( ) A cidade de Campinas fica ˆ aproximada-
mente 100 km da capital.
f) ( ) A placa informa que o retorno para São 
Paulo fica ˆ 500 metros daqui.
g) ( ) Quando o avião est‡ a 12 mil pŽs (3 600 m), 
o paraquedista pula, num salto-padrão. 
ORIENTAçãO DE ESTUDO
 Leia os itens 1 a 6, 9 a 11 e 20, cap. 14.
 Fa•a os exerc’cios 1 a 5, sŽrie 30.
 Livro-texto 1 — Gramática
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima
Tarefa Complementar
 Fa•a os exerc’cios 6 a 10, sŽrie 30.
ANOTAçÕES
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164 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 6
1 PARALELISMOS
a) Não ocorre crase nas expressões formadas de palavras repetidas.
Exemplos: Estamos cara a cara.
 Uma a uma, as pessoas eram revistadas na entrada do espetáculo.
b) Em expressões paralelísticas, ocorrerá crase se o primeiro termo vier precedido de artigo.
Exemplos: A exposição acontece das 10h às 16h.
 A exposição acontece de 20 de abril a 28 de junho.
2 NOMES DE LUGARES
a) Não ocorre crase antes dos nomes de cidade.
Exemplo: Fiz uma viagem a Roma.
b) Se o nome da cidade vier determinado, ocorrerá a crase.
Exemplo: Fiz uma viagem à Roma antiga.
3 CASOS FACULTATIVOS DE CRASE
a) Antes de nomes próprios femininos.
Exemplo: Não te refiras a (à) Maria Clara.
b) Antes dos pronomes possessivos femininos.
Exemplo: Não te dirijas a (à) tua gente.
4 FUSÕES ESPECIAIS
a) Sempre que o termo regente exigir a preposição a e vier seguido dos pronomes demonstrativos aquele, 
aquela, aqueles, aquelas, aquilo haverá crase da preposição a com o a inicial desses pronomes.
Exemplos: Referia-me àquele caso.
 Dirigiu-se àqueles senhores.
b) Antes dos pronomes relativos quem ou cuja não ocorre crase.
Exemplos: Vieram pessoas a quem demos o convite.
É um homem a cuja ordem ninguém se submete.
c) Com os relativos a qual/as quais, pode ou não ocorrer crase. Artifício: quando o correlato masculino for 
ao qual/aos quais, com o feminino se dá a crase.
Exemplos: Moro no país ao qual você fez referência./Moro na terra à qual você fez referência.
 São amigos aos quais devo obrigação./São amigas às quais devo obrigação.
EXERCíCIOS
1 Entre as frases a seguir, assinale aquela que DESRESPEITA as normas de crase.
a) Os dois potros mantiveram-se corpo a corpo de ponta a ponta.
b) Para marcar seu gol de placa, o atacante dominou a bola de gol a gol, sem dificuldades.
c) Dois a dois, os agentes do Programa Saœde da Fam’lia percorrem os bairros de 2a ˆ 6a feira.
d) Durante a semana, a bilheteria do Teatro Municipal funciona das 10h ˆs 19h.
e) Em resposta ao questionário do hotel, os turistas informaram que preferem o litoral ˆ montanha.
2 Complete os espa•os vazios a seguir com a ou ˆ.
a) Depois da visita ao Brasil, o papa deu entrevista no avi‹o com destino Roma.
b) Os integrantes do antigo grupo de samba retornaram Lapa para relembrar os velhos tempos.
c) A roda-gigante, de onde Ž poss’vel ver o Champs ElysŽes e o Louvre, está de volta Paris. 
d) A presidente confirmou sua ida Londres para a reuni‹o do G20. 
e) O ministro da saœde fez men•‹o Pernambuco, mas nenhuma alus‹o Amaz™nia ou 
Roraima.
f) O guia tur’stico dá muito destaque Viena, mas pouco decantada Veneza.
g) De S‹o Paulo Bras’lia s‹o cerca de 1 000 km de dist‰ncia percorrendo estradas.
AULA 50 CRASE II: NOçãO GERAL E NORMA
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 165
3 Leia o enunciado que segue: 
Romeu e Julieta, Abelardo e Heloísa são duas histórias trágicas do amor proibido de personagens que seguiram 
amando até morte. Coube Heloísa o convento; Julieta, o sepulcro; suas 
famílias dor.
Os espaços vazios estão preenchidos ERRONEAMENTE apenas numa das alternativas que seguem.
a) a; à; à; a; a
b) à; a; a; à; à
c) a; a; a; às; a
d) à; à; a; a; a
e) à; à; à; às; a
4 Nos enunciados a seguir, há pronomes diante dos quais pode ou não ocorrer crase. Complete adequada-
mente os espaços vazios com um dos termos que vêm entre parênteses. 
a) Afinal chegamos ponto em que não é mais possível recuar. (aquele, ˆquele)
b) Faça o bem, não olhe quem. (a, ˆ)
c) Não adianta uma autoridade cuja voz ninguém dá ouvidos. (a, ˆ)
d) É sempre mais caro o produto de uma confecção o mercado da badalação dá importância. 
(a qual, ˆ qual)
e) A moda é uma atividade econômica gera muitos empregos diretos e indiretos. (a qual, 
ˆ qual)
ORIENTAçãO DE ESTUDO
 Leia os itens 7, 8, 13 a 19, cap. 14.
 Fa•a os exerc’cios 11 a 15, sŽrie 30.
 Livro-texto 1 — Gramática
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Fa•a os exerc’cios 16 a 20, sŽrie 30.
ANOTAçÕES
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166 Gram‡tica Ð Setor 1501 ALFA 6
1 EXPRESSÕES ADVERBIAIS FEMININAS
Exemplos: Chegou à tarde. (Diferente de Chegou a tarde.)
 Foi colocada à porta. (Diferente de Foi colocada a porta.)
2 LOCUÇÕES PREPOSITIVAS E CONJUNTIVAS
Exemplos: Estamos à beira do caos.
 À medida que chega o inverno, aumenta a polui•‹o.
3 CRASE E INTERFERÊNCIA NO SIGNIFICADO
 I. Ela queria mais ˆ sogra do que ˆ m‹e. (H‡ raz›es para a m‹e ter ciœmes da sogra.)
II. Ela queria mais ̂ sogra do que a m‹e. (M‹e e filha t•m apre•o pela sogra, mas em intensidades diferentes.)
EXERCíCIOS
1 Complete os espa•os vazios com a(s) ou à(s):
a) O embaixador recebeu a todos portas da embaixada.
b) Comerciantes fecharam portas com medo de quebra-quebra.
c) N‹o valia a pena comprar na suposta liquida•‹o, vista ou prazo.
d) Quem pagou pelo apartamento de luxo comprou tambŽm vista que ele permite da cidade.
e) vezes Ž perdendo que se ganha, quando o assunto Ž o amor.
f) Pagam-se impostos em todas vezes que se consomem bens ou servi•os.
g) Todas as recepcionistas estavam disposi•‹o dos clientes no estande de vendas.
h) O professor, por causa das conversas paralelas, alterou disposi•‹o das carteiras na classe.
2 Nas alternativas que seguem, a presen•a ou a aus•ncia do acento grave indica diferen•a de sentido entre as 
duas frases transcritas. Apenas numa das alternativas NÌO h‡ altera•‹o significativa de sentido. Assinale-a.
a) O cirurgi‹o vai passar a noite no hospital.
O cirurgi‹o vai passar ˆ noite no hospital.
b) O oficial de justi•a bateu a porta da casa.
O oficial de justi•a bateu ˆ porta da casa.
c) Para passar fŽrias prefiro a praia ˆ montanha.
Para passar fŽrias prefiro ˆ praia a montanha.
d) J‡ s‹o dez horas: vamos sair daqui a uma hora.
J‡ s‹o dez horas: vamos sair daqui ˆ uma hora.
e) Nenhum governo faz cr’ticas ˆ sua administra•‹o.
Nenhum governo faz cr’ticas a sua administra•‹o.
3 Observe os dois enunciados que seguem:
 I. ƒ gosto seu dar nomes a pessoas, a bichos e a coisas, diferentes dos nomes costumeiros.
 II. ƒ gosto seu dar nomes ˆs pessoas, aos bichos e ˆs coisas, diferentes dos nomes costumeiros.
a) Ambos s‹o corretos?
b) Ambos t•m o mesmo sentido? Explique sua resposta.
AULA 51
CRASE III: INTERFERÊNCIA NO SENTIDO 
DA FRASE
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ALFA 6 Gramática – Setor 1501 167
4 (Insper-SP – Adaptada) Da leitura da tira Ž poss’vel depreender que:
a) Considerando a reg•ncia do verbo ÒcombaterÓ, pode-se constatar que, na verdade, n‹o faz sentido usar 
o acento indicador de crase sobre o a que precede sombra. 
b) Há, na œltima fala, a clara inten•‹o de apresentar um jogo de palavras, que n‹o faz sentindo algum.
c) N‹o ocorrerá crase apenas se o verbo ÒcombaterÓ for empregado como intransitivo, ou seja, se ele n‹o 
exigir complemento verbal.
d) Haverá crase se a sombra representar o lugar em que se dará o combate, isto Ž, se exercer a fun•‹o de 
adjunto adverbial.
e) A œltima fala Ž uma explica•‹o de que, nesse caso, a crase Ž facultativa, preservando-se o mesmo sentido.
ANOTAçÕES
 Leia o item 12, cap. 14.
 Faça os exercícios 21 a 25, série 30.
 Livro-texto 1 — Gramática
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
 Faça os exercícios 26 a 30, série 30.
ORIENTAçãO DE ESTUDO
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168 Gramática – Setor 1501 ALFA 6
ANOTAçÕES
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 169
línGuA 
portuGuesA
setor 1502
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 170
aula 46 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 170
aula 47 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
aula 48 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
aula 49 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
aula 50 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 173
literatura
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170 Literatura – Setor 1502 ALFA 6
AulAs 45 e 46 ModernisMo BrAsileiro – 1o teMpo
Literatura modernista
Características
 Oposição ao academicismo
 Versos livres e brancos
 Linguagem coloquial
 Tematização do cotidiano
 Preocupação social
 Valorização do humor
 Desprezo pela norma culta
 Liberdade de expressão
Principais autores
mário de andrade
Pauliceia desvairada (1922)
 Reafirmação de princípios modernistas
 Recusa de regras de composição
Macunaíma (1930)
 Rapsódia: apropriação de narrativas orais/tradi-
cionais/cultas
 Anti-herói: “o herói sem nenhum caráter”
Lira paulistana (1945)
 Intimismo
 Arte de compromisso social
oswald de andrade
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Catálogo da 
Exposição Modernista 
de 1922, de autoria 
de Di Cavalcanti.
manifestos
 Manifesto da poesia pau-brasil (1924): valoriza-
ção da cultura popular
 Manifesto antropófago (1928): aproveitamento 
crítico da cultura estrangeira
Poesia
 Estilo telegráfico: poder de síntese (poema-pílu-
la, poema-piada)
 Paródias: cronistas do século XVI e românticos
romances
 Enredo fragmentário
 Crítica à vida burguesa
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 171
manuel Bandeira
 Início da carreira: postura melancólica
Libertinagem (1930)
 Adesão ao Modernismo
 Antilirismo: combate à pieguice sentimental
temas fundamentais
 Sociedade: interesse pela miséria
 Amor: ternura e desejo
 Morte: convivência, proximidade
 Infância: felicidade perdida
 Pasárgada: fuga para a realidade
exercícios
1 Leia o trecho a seguir.
Macunaíma seguiu caminho. Légua e meia adiante 
estava um macaco mono comendo coquinho baguaçu. 
Pegava no coquinho, botava no vão das pernas junto 
com uma pedra, apertava e juque! a fruta quebrava.
[...]
Quebrou de escondido outro coquinho, fingindo 
que era um dos toaliquiçus deu pra Macunaíma comer. 
Macunaíma gostou bem.
— É bom mesmo, tio! Tem mais?
— Agora se acabou mas si o meu era gostoso que 
fará os vosso! Come eles, sobrinho!
— O herói teve medo:
— Não dói não?
— Qual, si até é agradável!...
O herói agarrou num paralelepípedo. O macaco 
mono rindo por dentro inda falou pra ele:
— Você tem mesmo coragem, sobrinho?
— Boni-t-ó-tó macaxeira mocotó! o herói exclamou 
empafioso. Firmou bem o paralelepípedo e juque! nos 
toaliquiçus. Caiu morto.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma. São Paulo: Martins, 1973.
Glossário
Toaliqui•us: testículos.
O trecho anterior pertence ao romance Macunaíma, 
de Mário de Andrade. Levando em conta o conhe-
cimento da obra, assinale a alternativa correta a seu 
respeito.
a) O diálogo entre Macunaíma e o macaco mono 
evidencia a relação harmoniosa que Macunaí-
ma mantinha com os bichos da floresta.
b) O episódio transcrito evidencia o traço funda-
mental da personalidade do herói: a inocência e 
a incapacidade de compreender ou fazer o mal.
c) A falta de inocência de Macunaíma contribui 
para construir a imagem do brasileiro como in-
divíduo esperto e aproveitador.
d) Macunaíma oscila entre a inocência e a esper-
teza, o que contribui para torná-lo uma perso-
nagem desprovida de características fixas.
e) A dificuldade de comunicação com os animais 
mostra a definitiva ligação de Macunaíma com 
seu universo de origem: a cidade grande e movi-
mentada. 
TexTos para a quesTão 2
TexTo I
Vou-me embora
Vou-me embora, vou-me embora
Vou-me embora pra Belém
Vou colher cravos e rosas
Volto a semana que vem
[...]
Vou-me embora paz na terra
Paz na terra repartida
Uns têm terra, muita terra
Outros nem pra uma dormida
Não tenho onde cair morto
Fiz gorar a inteligência
Vou reentrar no meu povo
Reprincipiar minha ciência
[...]
Mário de Andrade
TexTo II
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
[...]
Manuel Bandeira
2 (Ibmec-RJ) Expressões e palavras assumem dife-
rentes significados dependendo do contexto em 
que são utilizadas. A expressão “Vou-me embora” 
assume, nos textos I e II, os seguintes sentidos de 
busca, respectivamente:
a) da independência financeira e da liberdade 
condicional. 
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172 Literatura – Setor 1502 ALFA 6
b) da express‹o nacionalista e do para’so perdido.
c) do conhecimento da p‡tria e da independ•ncia 
financeira.
d) do conhecimento do povo e da liberdade de 
express‹o lingu’stica.
e) da felicidade e do conhecimento da cultura po-
pular.
TexTos para as quesTões 3 a 5
TexTo I
erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
ANDRADE, Oswald de. Poesias reunidas.
TexTo II
[...]
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi carnaval. O 
índio vestido de Senador do Império [...]. Ou figurando nas 
óperas de Alencar cheio de bons sentimentos.
[...]
Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria [...];
[...]
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu 
[...].
ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago.
Levando em conta a leitura do poema Òerro de 
portugu•sÓ (texto I) e dos fragmentos do Mani-
festo antropófago texto II), responda ˆs quest›es 
a seguir.
3 (Unicamp-SP) O que exprime o quarto verso do 
poema?
4 (Unicamp-SP) Que rela•‹o os tr•s œltimos versos 
estabelecem com os tr•s primeiros?
orientAção de estudo
AulA 45
 leia os itens “apresentação” até “Juízos de valor 
sobre o Brasil”, cap. 13.
 Faça o exercício 32, série 9.
AulA 46
 leia o item “Mário de andrade”, cap. 13.
 Faça os exercícios 33 a 36, série 9.
 Livro-texto 3 — Literatura II 
Caderno de Exercício 2 — Unidade III
tarefa Mínima
tarefa complementar
AulA 45
 leia o item “oswald de andrade”, cap. 13.
 Faça os exercícios 37 a 41, série 9.
AulA 46
 leia o item “Manuel Bandeira”, cap. 13.
 Faça os exercícios42 a 44, série 9.
5 (Unicamp-SP) Que rela•‹o o poema, como um 
todo, estabelece com as ideias presentes nos 
fragmentos do manifesto?
AnotAçÕes
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 173
Coordenadas históricas
 Golpe do Estado Novo (1937)
 Crescimento do nazifascismo na Europa
espaço da ação
 Trapiche: esconderijo
 Ruas de Salvador: liberdade e persegui•ão policial
os capitães
 Pedro Bala: de menino de rua a líder oper‡rio
 João Grande: forte, obediente
 Professor: artista
AulAs 47 a 50 cApitães dA AreiA (JorGe AMAdo)
 Sem-Pernas: amargo, agressivo
 Gato: sedutor
 Pirulito: religioso
 Boa-Vida: malandro
 Volta-Seca: sertanejo
 Dora: valente e amorosa
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No romance Capit‹es 
da areia, publicado em 
1937, Jorge Amado 
abor-da a problemática 
da delinquência infantil, 
uma realidade ainda 
presente nas ruas 
brasileiras do século XXI.
os adultos
 Agentes da repressão: 
 Ð policiais
 Ð beatas
 Cumplicidade com os Capitães:
 Ð Padre José Pedro: Igreja progressista
 Ð João de Adão: líder oper‡rio
 Ð DonÕAninha: mãe de santo
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174 Literatura Ð Setor 1502 ALFA 6
temas
 Religiosidade: sincretismo
 Sexualidade: tra•o naturalista
 Conscientiza•‹o pol’tica: caminho para a revolu•‹o
 Cr’tica ao preconceito social
 Inf‰ncia perdida
2 (PUC-SP – Adaptada) 
Todos reconheceram os direitos de Pedro Bala 
ˆ chefia, e foi dessa Žpoca que a cidade come•ou a 
ouvir falar nos Capit‹es da Areia, crian•as abando-
nadas que viviam do furto. Nunca ninguŽm soube o 
nœmero exato de meninos que assim viviam. Eram 
bem uns cem e destes mais de quarenta dormiam 
nas ru’nas do velho trapiche.
O trecho anterior é do romance Capitães da areia 
que, escrito em 1937, se inscreve entre os “roman-
ces proletários” de Jorge Amado. Considerando-o 
como um todo, é correto afirmar que: 
a) destaca e exalta o tema da infância abandona-
da e delinquente, incentivada pelos interesses 
da imprensa local e admitida pelas autoridades 
policiais, caracterizando um cotidiano de ações 
marginais capazes de transtornar a sociedade 
baiana da época.
b) consubstancia o percurso de aprendizagem do 
herói que supera a condição de origem e eleva 
o protagonista ao plano histórico do confronto 
social e político.
c) a mãe de santo e o padre progressista, perso-
nagens do romance, ainda que pudessem re-
presentar a convergência sincrética de forças 
protetoras e elementos capazes de minimizar 
a orfandade dos Capitães, nada conseguem 
porque não têm influência sobre o bando.
d) a prisão e a tortura de Pedro Bala no reforma-
tório, confinado no cubículo escuro da cafua, 
apenas intensificam seu instinto de violência e 
a necessidade de vingança contra a socieda-
de, mas não trazem nenhuma contribuição ao 
processo de conscientização política pelo qual 
passa a personagem.
e) Pedro Bala, líder dos Capitães, ao final, vê-se 
derrotado no intento de realizar seu sonho de 
transformação social e é literalmente abando-
nado pelos demais porque Volta-Seca junta-se 
ao bando de Lampião, Professor vai ser artista 
na capital, Pirulito ingressa na vida religiosa, 
Boa-Vida torna-se sambista e o Gato adere à 
marginalidade em Ilhéus.
3 Leia o texto a seguir.
Grita, xinga nomes. NinguŽm o atende, ninguŽm 
o v•, ninguŽm o ouve. Assim deve ser o inferno. Piru-
lito tem raz‹o de ter medo do inferno. ƒ por demais 
terr’vel. Sofrer sede e escurid‹o. [...] Seu pai morrera 
para mudar o destino dos doqueiros. Quando ele sair 
ser‡ doqueiro tambŽm, lutar pela liberdade, pelo sol, 
por ‡gua e de comer para todos. Cospe um cuspo 
grosso. A sede aperta sua garganta. Pirulito quer ser 
padre para fugir daquele inferno.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. S‹o Paulo: 
Companhia das Letras, 2009.
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exercícios
1 (Fuvest-SP) 
Inimigo da riqueza e do trabalho, amigo das festas, 
da mœsica, do corpo das cabrochas. Malandro. Arma-
dor de fuzu•s. Jogador de capoeira navalhista, ladr‹o 
quando se fizer preciso.
AMADO, Jorge. Capitães da areia.
O tipo cujo perfil se traça, em linhas gerais, neste 
excerto, aparece em romances como Memórias 
de um sargento de milícias, O cortiço, além de 
Capitães da areia. Essa recorrência indica que: 
a) certas estruturas e tipos sociais originários do 
período colonial foram repostos durante mui-
to tempo nos processos de transformação da 
sociedade brasileira.
b) o atraso relativo das regiões Norte e Nordeste 
atraiu para elas a migração de tipos sociais que 
o progresso expulsara do Sul/Sudeste.
c) os romancistas brasileiros, embora críticos da 
sociedade, militaram com patriotismo na defe-
sa de nossas personagens mais típicas e mais 
queridas.
d) certas ideologias exóticas influenciaram nega-
tivamente os romancistas brasileiros, fazendo-
-os representar, em suas obras, tipos sociais já 
extintos quando elas foram escritas.
e) a criança abandonada, personagem central dos 
três livros, torna-se, na idade adulta, um ele-
mento nocivo à sociedade dos homens de bem.
O carrossel que aparece em uma das cenas do romance é um 
símbolo da inocência perdida.
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ALFA 6 Literatura – Setor 1502 175
O trecho anterior integra o romance Capitães 
da areia, de Jorge Amado. Descreve a situação de 
Pedro Bala, preso no reformatório, confinado 
num cubículo escuro, com fome, sede e humilha-
ção de não poder ficar de pé. A propósito deste 
trecho, pode-se afirmar que:
a) simboliza, na narrativa, a descida aos infernos 
da história romanesca. Na dor dessa prova defi-
nitiva, o herói retempera o seu amor à liberdade 
com nova disposição para a luta social.
b) a palavra “inferno”, repetida no texto, é apenas 
um desabafo do protagonista e não projeta ne-
nhuma analogia com a situação geral das crian-
ças e da sociedade.
c) o estilo quase telegráfico do texto quebra o 
ritmo da narrativa e impede a possibilidade de 
criação e de efeitos estéticos.
d) desprovido de recursos estilísticos, limita-se a 
informar a situação do protagonista, mediante 
a utilização de uma linguagem objetiva e direta, 
marcadamente referencial.
e) dá a chave para compreender o mundo interior 
do personagem, aflorado no texto pelo intenso 
uso do discurso direto.
TexTo para as quesTões 4 e 5
Agora [Pedro Bala] comanda uma brigada de cho-
que formada pelos Capitães da Areia. O destino deles 
mudou, agora é diverso. Intervêm em comícios, em gre-
ves, em lutas obreiras. O destino deles é outro. A luta 
mudou seus destinos.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2008. p. 268.
4 (Unicamp-SP) Explique a mudança pela qual os Ca-
pitães da Areia passaram e o que a tornou possível.
5 (Unicamp-SP) Que relação se pode estabelecer 
entre esse desfecho e a tendência política do ro-
mance de Jorge Amado?
TexTo para as quesTões 6 e 7
Leia o trecho a seguir, do capítulo “As Luzes do 
Carrossel”, de Capitães da areia.
O sertanejo trepou no carrossel, deu corda na pia-
nola e começou a música de uma valsa antiga. O rosto 
sombrio de Volta-Seca se abria num sorriso. Espiava a 
pianola, espiava os meninos envoltos em alegria. Escu-
tavam religiosamente aquela música que saía do bojo do 
carrossel na magia da noite da cidade da Bahia só para 
os ouvidos aventureiros e pobres dos Capitães da Areia. 
Todos estavam silenciosos. Um operário que vinha pela 
rua, vendo a aglomeração de meninos na praça, veio para 
o lado deles. E ficou também parado, escutando a velha 
música. Então a luz da lua se estendeu sobre todos, as 
estrelas brilharam ainda mais no céu, o mar ficou de todo 
manso (talvez que Iemanjá tivessevindo também ouvir 
a música) e a cidade era como que um grande carrossel 
onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia. 
Nesse momento de música eles sentiram-se donos da 
cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmãos 
porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e 
agora tinham o carinho e conforto da música. Volta-Seca 
não pensava com certeza em Lampião nesse momento. 
Pedro Bala não pensava em ser um dia o chefe de todos 
os malandros da cidade. O Sem-Pernas em se jogar no 
mar, onde os sonhos são todos belos. Porque a música 
saía do bojo do velho carrossel só para eles e para o operá-
rio que parara. E era uma valsa velha e triste, já esquecida 
por todos os homens da cidade. 
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2008.
6 (Unicamp-SP) De que modo esse capítulo esta-
belece um contraste com os demais do romance? 
Quais são os elementos desse contraste?
7 (Unicamp-SP) Qual a relação de tal contraste com 
o tema do livro?
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176 Literatura – Setor 1502 ALFA 6
TexTo para as quesTões 8 e 9
Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holand•s. Nas largas 
costas negras e mesti•as brilhavam gotas de suor. Os pesco•os musculosos iam curvados sob os fardos. E os guindastes 
rodavam ruidosamente. Um dia iria fazer uma greve como seu pai... Lutar pelo direito... Um dia um homem assim como 
João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua hist—ria, como contavam a de seu pai. Seus olhos 
tinham um intenso brilho na noite recŽm-chegada.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2008. p. 88.
8 (Unicamp-SP) Que consequências a descoberta de sua verdadeira origem tem para a personagem de Pedro 
Bala?
9 (Unicamp-SP) Em que medida o trecho anterior pode definir o contexto literário em que foi escrito o romance 
de Jorge Amado?
orientAção de estudo
AulA 47
 leia os itens “apresentação” até “adultos amigos”, 
cap. 5. 
AulA 48
 leia o itens “episódios e peripécias” até “desenlaces”, 
cap. 5.
AulA 49
 leia os itens “neorrealismo regionalista” até “espaço”, 
cap. 5.
AulA 50
 leia os itens “tempo” até “Conclusão”, cap. 5.
 Livro-texto — Literatura Fuvest/Unicamp 
tarefa Mínima tarefa complementar
AulA 47
 Faça os exercícios 1 a 3 do livro-texto. 
AulA 48
 Faça os exercícios 4 e 5 do livro-texto.
AulA 49
 Faça os exercícios 6 a 8 do livro-texto.
AulA 50
 Faça os exercícios 9 e 10 do livro-texto.
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História 
do Brasil
HIstÓRIA
setor 1601
Prof.: ___________________________________
aula 26 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 178
aula 27 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 178
aula 28 .............AD h .............TM h .............TC h .............183
aula 29 .............AD h .............TM h .............TC h .............183
aula 30 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 186
aula 31 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 186
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178 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
AULAs 26 e 27
A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1889-1930):
O DOMÍNIO DAs OLIGARQUIAs (1894-1909);
PRIMEIROs ABALOs DO REGIME OLIGÁRQUICO 
(1909-1919)
1 O dOmíniO das Oligarquias (1894-1909)
a presidência de rodrigues alves (1902-1906)
 Rodrigues Alves manteve as linhas gerais da política econômico-financeira de Campos Sales, atenuando, 
porém, a rigidez do controle monetário.
 Esse fato, bem como as rendas provenientes do surto da borracha, fizeram com que a economia, durante 
seu governo, voltasse a crescer.
 Durante seu mandato, o Acre foi incorporado ao Brasil (1903) e ocorreu no Rio de Janeiro a Revolta da 
Vacina (1904).
 O mais importante acontecimento do período, no entanto, foi a crise do café, causada pelo excesso de 
produção, o que gerou uma queda no preço do produto.
 Para enfrentar a crise, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro assinaram o Convênio de Taubaté (1906), 
que visava proteger a cafeicultura.
 Como Rodrigues Alves se opôs ao Convênio, a proteção federal à cafeicultura só foi iniciada no ano seguin-
te, pelo novo presidente, Afonso Pena.
Participação da borracha sobre
o total das exportações
1861–1870 3,1%
1871–1880 5,5%
1881–1890 8,0%
1891–1900 15,0%
1901–1910 28,2%
FONTE: História geral da civilização brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: Difel, 1977. v. 8. 
a presidência de afonso Pena (1906-1909)
 Afonso Pena era um típico representante dos cafeicultores paulistas e mineiros.
 Por isso, transferiu para o governo federal a tarefa de realizar a política de valorização do café, que havia 
sido iniciada pelos governos estaduais de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (Convênio de Taubaté).
 Para obter os recursos financeiros necessários à valorização foi criada a Caixa de Conversão e negociados 
empréstimos externos.
 Com a morte de Afonso Pena (1909), o vice-presidente Nilo Peçanha assumiu o governo e completou o 
mandato presidencial.
a presidência de nilo Peçanha (1909-1910)
 O vice-presidente Nilo Peçanha completou o mandato de Afonso Pena, tendo exercido a presidência por 
pouco mais de um ano.
 Durante seu governo, ocorreu a primeira quebra da política do café com leite, tendo São Paulo apoiado a 
candidatura presidencial de Rui Barbosa e Minas Gerais, a de Hermes da Fonseca.
 A Campanha Civilista, realizada por Rui Barbosa, gerou a primeira eleição competitiva da República Oli-
gárquica, que terminou com a vitória de Hermes da Fonseca, apoiado pelo governo federal.
 As eleições presidenciais de 1910, com São Paulo e Minas Gerais apoiando candidatos diferentes, foi o 
primeiro abalo importante do sistema oligárquico de poder político.
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ALFA 6 História do Brasil – Setor 1601 179
2 PrimeirOs abalOs dO regime OligárquicO (1909-1919)
a presidência de Hermes da Fonseca (1910-1914)
 A partir da Campanha Civilista, o sistema oligárquico de poder começou a apresentar os primeiros sinais 
de desgaste.
 O que ocorria é que o sistema baseado na política dos governadores e no “café com leite” começava a se 
mostrar incapaz de acomodar os interesses de todas as facções oligárquicas.
 Isso provocou choques políticos – e também luta armada – entre grupos oligárquicos, que se estenderam ao 
longo das presidências de Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás e Delfim Moreira, marcando os primeiros 
abalos do regime oligárquico.
 A presidência de Hermes da Fonseca foi uma das mais agitadas da República Velha, caracterizando-se por 
crises políticas violentas e por dificuldades financeiras.
 As principais causas dessa situação foram:
1. a dificuldade para recompor a política do café com leite, que havia sido rompida na época da eleição de 
Hermes;
2. a disputa pelo controle do governo federal, ocorrida entre o grupo político do senador Pinheiro Machado 
e militares ligados a Hermes da Fonseca;
3. a política das salvações;
4. a ocorrência de revoltas armadas, como a da Chibata e a dos Fuzileiros, em 1910.
PONtO DE vIstA
A valorização do café e suas consequências
Texto 1
O plano de defesa elaborado pelos cafeicultores fora bem concebido. No entanto, deixava em aberto um lado 
do problema. Mantendo-se firmes os pre•os, era evidente que os lucros se mantinham elevados. E tambŽm era 
—bvio que os neg—cios do cafŽ continuariam atrativos para os capitais que nele se formavam. Em outras palavras, os 
investimentos nesse setor se manteriam em n’vel elevado, pressionando cada vez mais sobre a oferta. Dessa forma, a 
redu•‹o artificial da oferta, com a estocagem dos excedentes de cafŽ, ocasionava a expans‹o dessa mesma oferta [...].
Esse problema foi percebido na Žpoca. Entretanto, n‹o era f‡cil contorn‡-lo. Asolu•‹o, aparentemente, estaria 
em evitar que a capacidade produtiva continuasse crescendo, como efeito da estabilidade dos pre•os a um n’vel 
elevado. As medidas tomadas nesse sentido foram, porŽm, infrut’feras. Teria sido necess‡rio que se oferecessem 
ao empres‡rio outras oportunidades, igualmente lucrativas, de aplica•‹o dos recursos que estavam afluindo con-
tinuamente a suas m‹os sob a forma de lucros. [...] Dessa forma, o mecanismo de defesa da economia cafeeira 
era, em œltima inst‰ncia, um processo de transfer•ncia, para o futuro, da solu•‹o de um problema que se tornaria 
cada vez mais grave.
FURTADO, C. Forma•‹o econ™mica do Brasil. 34. ed. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Adaptado.
Texto 2
Essa interpreta•‹o [da industrializa•‹o no Brasil entre 1900 e 1930] estabelece uma rela•‹o direta entre o 
desempenho do setor exportador e o desenvolvimento industrial [...]. O desenvolvimento industrial, de acordo 
com esse enfoque, n‹o est‡ limitado ˆ produ•‹o de bens de consumo e sim a um processo mais abrangente. 
O que se observa, para o per’odo anterior ˆ crise de 1929, Ž um avan•o industrial correlato ˆ expans‹o das 
exporta•›es. Ao promover o crescimento da renda interna, o cafŽ teria criado um mercado para manufaturas. 
Ao promover o desenvolvimento das ferrovias e o investimento em infraestrutura, teria ampliado a extens‹o 
desse mercado. Ao desenvolver o comŽrcio de exporta•‹o e importa•‹o, teria contribu’do para a cria•‹o de 
um sistema de distribui•‹o de produtos manufaturados. Por fim, a exporta•‹o de cafŽ supria recursos em 
moeda estrangeira para importa•‹o de insumos e bens de capital para o setor industrial. [...]
PIRES, M. C. Economia brasileira: da colônia ao governo Lula. 
São Paulo: Saraiva, 2010. p. 43.
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180 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
ExERCÍCIO
(Insper-SP)
O Congresso Nacional, como único competente, 
é quem pode, no Brasil, dizer, afinal, se o território 
acreano é brasileiro ou boliviano, ou litigioso. Para 
nós, é brasileiro.
O Estado de São Paulo, 9 de maio de 1902.
O trecho acima, escrito em 1902, refere-se ao:
a) Crescimento da extração do látex, que aumen-
tou a presença de brasileiros nas fronteiras com 
a Bolívia, gerando uma disputa pelo território 
do Acre.
AtIvIDADE ExtRA
Texto 1
A borracha na Amaz™nia: ascens‹o e queda
Conhecida pelos índios já antes da chegada dos colonizadores, a borracha foi utilizada na Amazônia desde 
o período colonial, mas sua importância econômica era mínima. A primeira vez que o produto apareceu em 
nossos registros de exportação foi em 1827, com uma quantidade muito pequena: 31 toneladas.
Com a descoberta do processo de vulcanização da borracha, por Charles Goodyear em 1839, que a tornou 
mais resistente e quase insensível às variações de temperatura, o produto foi se tornando uma matéria-prima 
cada vez mais usada pelas indústrias na Europa e nos Estados Unidos, fazendo com que o preço da borracha 
aumentasse consideravelmente.
Durante toda a segunda metade do século XIX, o Brasil foi o principal fornecedor do mercado europeu e 
norte-americano, e as exportações dispararam, passando de 1 500 toneladas, em 1850, para 24 000 toneladas 
em 1900.
Esse aumento da produção, acompanhado pelo aumento dos preços, fez com que, na Amazônia, todo 
o interesse se concentrasse na exploração da borracha, praticamente desaparecendo as atividades agrope-
cuárias. Manaus e Belém tiveram um extraordinário crescimento, repletas de belíssimos palacetes e de 
prédios públicos magníficos. Os seringalistas (donos dos seringais) fizeram enormes fortunas, o mesmo 
b) Processo de expansão territorial boliviana 
que, após a conquista de parte do litoral chi-
leno, avançava sobre a Amazônia brasileira.
c) Projeto do governo monárquico brasileiro 
que, por meio do embaixador Rio Branco, al-
mejava uma saída para o Oceano Pacífico.
d) Aumento das frentes agrícolas brasileiras, 
com destaque para a exploração de soja, 
acarretando problemas ambientais em terri-
tório boliviano.
e) Avanço de grupos rebeldes bolivianos que, 
em busca de metais, principalmente de esta-
nho, invadiam o território brasileiro.
ORIENtAçãO DE EstUDO
AULA 26
 Leia o item 1 do resumo das aulas.
 Faça os exercícios 58 e 59, série 10 e 1, 4 e 5, 
série 11.
AULA 27
 Leia o item 2 do resumo das aulas.
 Faça os exercícios 10, 11, 13 e 14, série 11.
 Livro 3 
Caderno de Exercícios 1 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
AULA 26
 Leia os capítulos 38 a 40 do Livro-texto. Analise 
com atenção o mapa sobre a incorporação do Acre 
e tenha cuidado especial com o item 29.
 Faça os exercícios 62 e 70, série 10 e 7 a 9, série 11.
 Leia o texto 1 da Atividade extra.
AULA 27
 Leia a Introdução da Unidade XII e o capítulo 41 do 
Livro-texto. Tenha cuidado especial com os itens 1, 
4, 9 e 11.
 Faça os exercícios 15 a 17, série 11.
 Leia o texto 2 da Atividade extra.
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ALFA 6 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 181
acontecendo com os elementos ligados ao transporte e à comercialização da borracha. Já os trabalhadores, 
os seringueiros – a maior parte deles migrantes nordestinos, pois a Amazônia não tinha população sufi-
ciente para fornecer toda a mão de obra necessária – permaneceram na miséria, vivendo num sistema de 
quase escravidão.
A riqueza da borracha porém, não durou muito. A partir de 1900, passamos a enfrentar a concorrência 
da borracha produzida nas colônias inglesas e holandesas da Ásia, onde as seringueiras – cujas mudas, por 
sinal, haviam sido levadas do Brasil – eram plantadas de forma racional e os produtores contavam com todo 
o apoio financeiro e logístico das metrópoles.
O resultado dessa concorrência é que o Brasil foi praticamente expulso do mercado mundial de borracha. 
Em 1900, nós havíamos exportado 24 000 toneladas e, a Ásia, apenas 4 toneladas. Em 1920, nossa exportação 
havia caído para 10 000, e a deles, subido para 300 000.
Sobre essa expulsão, vale a pena reproduzir o que disseram as historiadoras Maria Prado e Maria Capelato, 
mostrando que a concorrência asiática não foi a única responsável pela ruína da Amazônia:
Os produtos primários sempre estiveram sujeitos às oscilações do mercado mundial, ao risco de concorrentes, 
à baixa de preços, etc. Não apenas o Brasil esteve submetido a essa situação, mas toda sociedade periférica – por-
tanto, também a Ásia – sempre dependeu das sociedades capitalistas centrais, recebendo estímulos, respondendo 
às necessidades solicitadas ou perdendo posições duramente conquistadas, quando condições adversas assim o 
determinavam. Os seringais na Ásia passaram a ocupar um lugar muito secundário, quando, depois da Segunda 
Guerra Mundial, preferiu-se a borracha sintética à natural.
No caso específico da borracha brasileira, sua ruína se explica não apenas pelo mecanismo do sistema em 
que se insere, mas também por fatores internos. Os representantes políticos da Amazônia nunca conseguiram 
consolidar uma política de defesa da borracha. Além disso, os lucros auferidos na região foram canalizados para 
o consumo, não concorrendo para a transformação das condições existentes.
PRADO, Maria L. C.; CAPELATO, Maria H. Rolim. In: História geral da civilização brasileira. Rio de Janeiro: 
Bertrand, 1996. v. 8, Livro Segundo, cap. III. p. 307. 
Texto 2
Cangaceiros e coronŽis
No livro História do cangaço*, a socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz faz, a certa altura, a seguinte 
pergunta: “Quem foram realmente os cangaceiros? Simples bandidos? Ou bandidos defensores dos pobres, 
que roubavam os ricos para dividir com os necessitados?”
Se essa pergunta fosse feita na época em que o cangaço era ativo no sertão nordestino – as quatro primei-
ras décadas do século XX – a resposta na maioria dos casos seria: bandidos, seguida de qualificações nada 
elogiosas, tais como assassinos, perversos, desgraçados,cruéis, sanguinários.
Curiosamente, a visão do cangaceiro como uma espécie de Robin Hood moderno, um justiceiro social que 
defendia o sertanejo contra os abusos dos coronéis, surgiu na década de 1940, quando o cangaço já deixara 
de existir (o último grande cangaceiro, Lampião, foi morto pela polícia em 1938).
Essa visão heroica do cangaceiro tem sido contestada nos últimos anos, já que a documentação e as in-
formações disponíveis – inclusive depoimentos de ex-cangaceiros – indicam que eles eram realmente cruéis 
e sanguinários, tanto com os ricos quanto com os pobres.
Isso então nos leva a duas outras perguntas.
Primeira: por que os sertanejos ingressavam no cangaço? Ou seja, por que um jovem de 19 anos chamado Virguli-
no Ferreira da Silva, tornou-se o cangaceiro Lampião? Segunda pergunta: qual a relação entre coronéis e cangaceiros?
Quase todos os cangaceiros que chegaram a ser entrevistados afirmaram ter entrado no cangaço por 
intrigas da polícia, ou por ofensas contra sua família ou por serem expulsos de suas terras por coronéis. No 
entanto, esses, e praticamente todos que entraram no cangaço acabaram transformando o banditismo serta-
nejo num meio de vida, para sobreviver numa sociedade em que predominava a miséria. Havia, portanto, na 
origem do cangaço um forte componente socioeconômico.
Quanto às relações de poder entre coronéis e cangaceiros, duas hipóteses opostas se apresentam: uma, a 
de que estes eram controlados e protegidos pelos coronéis, agindo como instrumento da dominação dos lati-
fundiários; outra, que os cangaceiros lutavam contra os poderosos fazendeiros, protegendo os sertanejos pobres.
Os estudos mais recentes apontam para uma terceira hipótese, em que o relacionamento entre as duas partes 
não é colocado nem em termos de oposição nem de subordinação, mas sim de complementação. Os cangaceiros 
precisavam dos coronéis, os únicos que poderiam lhes fornecer armas e munições. Já os latifundiários precisavam 
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182 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
dos cangaceiros por pragmatismo – em certas épocas os bandidos foram mais poderosos do que a polícia – ou 
para se defender contra inimigos políticos, ou para atacar tais inimigos.
Em resumo, cangaço e coronelismo se completavam, num tipo de relacionamento que não ocasionava 
subordinação exclusiva para nenhuma das partes. Essa complementaridade, aliada ao caráter nômade dos 
bandos de cangaceiros e à quase ausência do poder público no sertão é que permitiram a sobrevivência de 
grupos como o de Lampião por mais de 20 anos. E entre as causas do declínio e do desaparecimento do 
cangaço, no final da década de 1930, a mais determinante foi justamente a maior e mais eficiente presença 
do governo federal no sertão, durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945).
A sistemática penetração de tropas federais no sertão, na década de 1930, foi fundamental para a 
extinção do cangaço. As polícias militares dos estados nordestinos eram pequenas, mal equipadas e 
muitas vezes causavam mais medo aos habitantes do sertão do que os próprios cangaceiros. Em 1931, 
o governador de Pernambuco, Lima Cavalcanti, apresentou um plano de reorganização das polícias es-
taduais da região que incluía um pagamento diário aos soldados, “para que estes não precisem saquear 
para viver, como Lampião”.**
*QUEIROZ, Maria I. P. de. História do cangaço. 4. ed. São Paulo: Global, 1991. p. 64-68. 
**FAUSTO, B. (Org.). História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difel, 1977. v. 8. p. 136.
ANOtAçÕEs
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ALFA 6 História do Brasil – Setor 1601 183
1 a Presidência de Wenceslau brás (1914-1918)
 Wenceslau, mineiro, foi eleito de acordo com a política do café com leite.
 Durante seu governo, ocorreu a Guerra do Contestado, na fronteira do Paraná com Santa Catarina, na qual 
milhares e milhares de sertanejos foram massacrados por tropas estaduais e do Exército.
 Simultaneamente à presidência de Wenceslau Brás, eclodiu a Primeira Guerra Mundial, cujo principal 
efeito para o Brasil foi a ocorrência de um surto industrial de proporções razoavelmente amplas.
 Ainda durante seu governo, verificaram-se várias lutas estaduais de caráter coronelístico e a primeira greve 
geral do País, ocorrida em São Paulo, em 1917.
Guerra do Contestado (1912-1916)
OCEANO
ATLåNTICO
SÌO PAULO
PARANç
SANTA
CATARINA
RIO GRANDE
DO SUL
ARGENTINA
PARAGUAI
Curitiba
Tr•s Barras
Florian—polis
Curitibanos
Ca•ador
Uni‹o da Vit—ria
N
68
km
0
Territ—rio do Contestado
Sede da Lumber (Tr•s Barras-SC)
Ferrovia S‹o Paulo-Porto Alegre (Brazil Railway)
Faixa de 30 km de largura, cedida pelo governo ˆ Brazil Railway
Reduto (povoa•›es) dos revoltosos
FONTEs: CARVALHO, L. P. M. (Org.) O Exército na História do Brasil. Rio de Janeiro/ Salvador: 
Biblioteca do Exército Editora/ F. E. Odebrecht, 1998; JOFFILY, B. 
Atlas histórico Brasil 500 anos. São Paulo: Editora Três, 1998. Adaptado.
AULAs 28 e 29
A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1889-1930): PRIMEIROs 
ABALOs DO REGIME OLIGÁRQUICO (1909-1919); 
O DECLÍNIO DAs OLIGARQUIAs (1919-1930)
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184 História do Brasil – Setor 1601 ALFA 6
2 nOvas FOrças sOciOecOnômicas e 
POlíticas
O crescimento do setor industrial
 Durante a República Oligárquica, as atividades 
econômicas ligadas ao mercado interno – par-
ticularmente a indústria – tiveram um razoável 
desenvolvimento.
 Ocorreram naquela época vários surtos in-
dustriais, os quais, embora interrompidos 
por diversas crises, fizeram com que o setor 
industrial crescesse de maneira lenta, porém 
constante.
 Assim, quando se encerrou a República Oli-
gárquica, em 1930, embora o setor agroexpor-
tador ainda fosse o carro-chefe da economia, 
o valor da produção voltada para o mercado 
interno já superava o da produção destinada à 
exportação.
 O crescimento das atividades ligadas ao merca-
do interno ocasionou o surgimento – ou o for-
talecimento – dos setores sociais a elas ligados, 
tais como a burguesia, o operariado e a classe 
média.
O tenentismo
 Desde o final da década de 1901-1910, desen-
volveu-se, entre os oficiais jovens do Exército, 
um movimento pela modernização das Forças 
Armadas. Como o governo não atendeu a essas 
reivindicações, o movimento, chamado Tenen-
tismo, foi lentamente adquirindo caráter políti-
co, de contestação ao regime oligárquico.
 Após a Primeira Guerra Mundial, o Tenentismo 
participou de uma série de revoltas armadas, que 
se estenderam durante toda a década de 1920.
 Apesar de sua pouca consistência ideológica 
e de sua desorganização, o Tenentismo teve 
importante participação na derrubada das oli-
garquias.
a dissidência oligárquica
 A política dos governadores e a supremacia de 
São Paulo e Minas Gerais levaram ao surgimen-
to de uma dissidência oligárquica.
 Ao longo dos anos 1920, as oligarquias dissiden-
tes passaram a contestar o monopólio do poder 
exercido pelos cafeicultores.
 Os efeitos da crise econômica de 1929 e da crise 
política ocasionada pelas eleições presidenciais 
de 1930 levaram a dissidência e os tenentistas a 
se unirem e derrubarem a República Oligárqui-
ca, por meio da Revolução de 1930.
3 a Presidência de ePitáciO PessOa 
(1919-1922)
 Eleito em 1918, Rodrigues Alves morreu sem 
tomar posse, sendo provisoriamente substituído 
pelo vice-presidente Delfim Moreira.
 Ocorreu, então, a segunda quebra da política do 
café com leite, pois São Paulo e Minas Gerais 
não chegaram a um acordo para indicar candi-
dato pertencente a um dos dois estados.
 Para evitar um choque mais grave, as oligar-
quias paulista e mineira indicaram um candi-
dato neutro: Epitácio Pessoa, que, sendo de um 
estado pequeno e pobre – a Paraíba – não tinha 
força política própria e dependeria do apoio de 
São Paulo e Minas para poder governar.
 Nessa época, já começara a lenta, porém cons-
tante, desagregaçãodo sistema político monta-
do pelas oligarquias.
 Na presidência de Epitácio Pessoa, tal declínio 
ainda foi disfarçado pelas inúmeras obras pú-
blicas, realizadas principalmente com recursos 
fornecidos por empréstimos externos.
 Mas no final de seu governo, quando seu su-
cessor Artur Bernardes já estava eleito, ocorreu 
a rebelião dos “18 do forte”, a primeira revolta 
armada tenentista.
 Desse momento em diante, o sistema oligárqui-
co passava a enfrentar crescente oposição civil 
e militar.
PONtO DE vIstA
O impulso industrial – com suas consequên-
cias sociais e políticas – ocasionado pela Primeira 
Guerra Mundial foi muito significativo, pois cer-
ca de 6 000 novas empresas manufatureiras foram 
criadas no Brasil entre 1915 e 1919.
A tabela a seguir permite visualizar o que 
aconteceu:
Ano
Custo de 
vida
salários
valor da produção 
industrial*
1914 100 100 100
1915 108 100 119
1916 116 101 140
1917 128 107 197
1918 144 117 171
1919 148 123 209
1920 163 146 188
* O valor da produção industrial já está corrigido pela inflação.
FONTE: SIMONSEN, R. C. Evolução industrial do Brasil. São Paulo: 
Companhia Editora Nacional; Edusp, 1973. p. 23-26. 
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ALFA 6 História do Brasil – Setor 1601 185
ƒ claro, no entanto, que nem tudo eram maravilhas.
O texto a seguir, de Heitor F. Lima, resume bem as limitações da indœstria naquela época:
Contudo, apesar dêste progresso verificado, nosso parque industrial padecia ainda de graves insuficiências, 
A primeira é a excessiva concentração geográfica, pois, sôbre um total de 13 569 estabelecimentos existentes no 
país em 1920, 4 157 localizavam-se em São Paulo e 1 541 na [cidade do Rio de Janeiro] [...].
Disso decorria um afastamento muito grande dos centros produtores das várias zonas de consumo, requerendo 
transportes dispendiosos, o que encarecia os produtos. Os benefícios da economia capitalista, dessa forma, só muito 
fracamente atingiam as várias regiões do país. Uma segunda característica residia na predominância absoluta 
dos bens de consumo, como atividades têxteis, bebidas, fumo, calçados, chapéus, conservas, velas, etc. A terceira 
deficiência a assinalar refere-se ao pêso muito grande das atividades artesanais, sôbre as fábricas, pròpriamente 
ditas. Nessas condições, se excluirmos os estabelecimentos têxteis, os frigoríficos e algumas fábricas de bebidas 
e calçados, o grosso da produção se fazia em padarias, alfaiatarias, confeitarias, olarias, carpintarias, ferrarias, 
vidrarias, etc., ou seja, em pequenas oficinas e por meio de artífices especializados. Achavamo-nos naquela eta-
pa que um autor alemão qualifica de processo quantitativo, ou produção de alimentos e tecidos, à diferença do 
processo qualitativo, com produção de ferro, de metal, de maquinarias.
LIMA, Heitor F. História político-econômica e industrial do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973. p. 330. 
ExERCÍCIO
(UFPR – Adaptada) As transforma•›es na estrutura econ™mica, pol’tica e social do Brasil entre o final do sŽculo 
XIX e o in’cio do XX provocaram uma sŽrie de manifesta•›es de resist•ncia no campo. Entre elas podemos 
citar os episódios da Revolta dos MŸcker (1874), de Canudos (1893-1897) e do Contestado (1912-1916). Sobre 
esses levantes, Ž correto afirmar (assinale V para verdadeiro e F para falso):
( ) Os movimentos de Canudos e do Contestado pregavam a volta do regime mon‡rquico, pois representa-
vam os interesses conservadores das oligarquias insatisfeitas com a Repœblica e com o fim da escravid‹o.
( ) Uma das mais ricas e conhecidas descri•›es sobre o episódio de Canudos foi escrita por Euclides da 
Cunha, na obra Os Sertões, publicada em 1902.
( ) O movimento do Contestado tinha como um de seus motivos a disputa de terras entre os estados de 
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
( ) Embora esses movimentos n‹o tenham colocado efetivamente em perigo a ordem constitu’da, todos 
foram violentamente perseguidos e sufocados pelas for•as legais do governo.
( ) O car‡ter messi‰nico presente em alguns desses movimentos pode ser explicado por certo distancia-
mento entre Igreja e popula•›es carentes, com o consequente predom’nio de uma religiosidade popular.
( ) Contribuiu para a eclos‹o desses movimentos a situa•‹o de exclus‹o e marginalidade das popula•›es 
pobres que viviam no interior do pa’s e nos sert›es, dada a inefici•ncia da atua•‹o do poder pœblico 
nessas regi›es.
ORIENtAçãO DE EstUDO
AULA 28
 Leia o item 1 do resumo das aulas.
 Faça os exercícios 18, 20, 22, 23 e 25, série 11.
AULA 29
 Leia os itens 2 e 3 do resumo das aulas.
 Faça os exercícios 34, 38, 41, 42 e 45, série 11.
 Livro 3 
Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
AULA 28
 Leia o capítulo 42 do Livro-texto. Tenha cuidado 
especial com os itens 15, 17 e 18.
 Faça os exercícios 27, 29 e 31 a 33, série 11.
AULA 29
 Leia a introdução da Unidade XIII e os capítulos 43 
a 45 do Livro-texto.
 Faça os exercícios 48, 50, 51, 54 e 55, série 11.
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186 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 ALFA 6
1 a rePública Oligárquica cHega aO Fim
a presidência de artur bernardes (1922-1926)
 A presidência de Artur Bernardes foi a mais agitada e violenta da República Oligárquica.
 A oposição a seu governo foi tão grande que Bernardes governou quase todo o tempo sob estado de sítio.
 Nesse período, ocorreram mais três revoltas armadas realizadas pelos tenentistas:
1. A Revolta Paulista (1924);
2. A Coluna Rio-grandense (1924);
3. A Coluna Prestes (1925-1927).
 Mesmo assim, Bernardes conseguiu completar seu mandato e, dentro da política do café com leite, elegeu 
o paulista Washington Luís como seu sucessor.
a presidência de Washington luís (1926-1930)
 Durante a presidência de Washington Luís, houve uma redução da violência política, permitindo ao gover-
no suspender o estado de sítio.
 As duas principais preocupações do novo presidente foram os transportes e a realização de uma reforma 
monetária, que pretendia introduzir o padrão-ouro no Brasil.
 No entanto, os efeitos da crise econômica mundial, em 1929, fazendo o preço do café cair violentamente, 
atingiram a economia brasileira e as finanças governamentais de forma drástica.
 Nesse quadro de crise, Washington Luís rompeu a política do café com leite e indicou outro paulista, Júlio 
Prestes, como candidato à sucessão presidencial.
 A junção da crise econômica com a crise política criou uma conjuntura extremamente grave, levando as 
oligarquias dissidentes e os tenentistas a se unirem e a deflagrarem a Revolução de 1930, que encerrou a 
República Oligárquica.
2 a era vargas e O PrOcessO de industrializaçãO
a defesa do setor cafeeiro
 Como resultado da Crise de 1929, a exportação brasileira reduziu-se à metade, desorganizando o sistema 
agrário-exportador no qual se baseava nossa economia.
 Diante dessa situação, o governo Vargas, recém-empossado, adotou uma política de defesa do setor cafeei-
ro, baseada em dois elementos fundamentais:
 a) o governo comprava o excedente de produção dos cafeicultores;
 b) o governo destruía esse excedente, através da queima.
 Desse modo, equilibrava-se a oferta e a procura do café, evitando que os preços do produto caíssem ainda mais.
 Ao pôr em prática tal política, o governo acabou por defender não apenas a cafeicultura, mas também toda 
a economia nacional. Isso porque, sendo a cafeicultura o principal setor da nossa economia, qualquer abalo 
sofrido pelo café era imediatamente transferido para o restante da economia, através do efeito multiplicador.
 A eficiente defesa do setor cafeeiro impediu que a crise se alastrasse e, já em 1933, a economia brasileira 
recomeçava a crescer.
O processo de industrialização
 A política de defesa da economia, adotada pelo governo Vargas, permitiu que o mercado consumidor interno 
recuperasse rapidamente seu poder de compra, inclusive de produtosindustrializados.
 Ocorre, porém, que tais produtos eram em grande parte importados e nossa capacidade de importação 
estava seriamente reduzida, devido à queda das exportações.
AULAs 30 e 31
A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1889-1930):
O DECLÍNIO DAs OLIGARQUIAs (1919-1930);
A ERA vARGAs (1930-1945):
O PROCEssO DE INDUstRIALIZAçãO
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ALFA 6 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 187
 Nessas circunstâncias deveria ocorrer um grave processo inflacionário, pois a procura de produtos 
industrializados seria maior do que a oferta; mas, evitou-se a inflação, graças ao fato de que o par-
que industrial brasileiro trabalhava com capacidade ociosa, podendo, assim, ampliar sua produção e 
atender ao consumo.
 Mesmo alguns anos depois, quando o aumento da produção já havia eliminado a capacidade ociosa, 
foi possível manter o crescimento industrial, graças principalmente a três fatores:
 a) o crescimento dos lucros animou os industriais a reinvestirem em suas empresas, ampliando-as e 
modernizando-as;
b) a falência de milhares de fábricas nos Estados Unidos (devido à Crise de 1929) permitiu aos nos-
sos industriais a importação de máquinas e equipamentos quase novos a preços excepcionalmente 
baixos;
c) o governo federal incentivou e protegeu a indústria nacional.
Iniciou-se, assim, um rápido processo de industrialização por substituição de importações, que 
transformou o setor industrial no carro-chefe da economia brasileira.
PONtO DE vIstA
A maioria dos pensadores que interpretou 1930 no per’odo imediatamente posterior ao movimento fez 
uma reflexão pol’tica. Eles estavam apoiando ou criticando os revolucion‡rios, suas alian•as, assim como 
o desenrolar dos acontecimentos. [...]
A pol’tica da Primeira Repœblica tinha seu jogo marcado pelo peso das oligarquias estaduais. E foi com 
este modelo que os autores analisaram o movimento de 1930. Os estados, ou seja, as oligarquias que os re-
presentavam, as figuras que compunham a dire•ão dos partidos republicanos estaduais, foram os principais 
objetos das vers›es da Žpoca.
Os defensores da Alian•a Liberal apresentavam-na como um movimento civil, baseado na coliga•ão 
de tr•s estados liberais, sem quaisquer conota•›es regionalistas. A campanha aliancista e o movimento 
de 1930 seriam decorr•ncia do sistema pol’tico da Repœblica Velha. Esses autores criticavam sobretudo a 
hipertrofia do Poder Executivo, a fraude eleitoral e o esquema de escolha de candidatos. [...] A Alian•a era 
apresentada sob um ‰ngulo regenerador, onde predominava a ideia de corrigir o sistema pol’tico, renovar 
os costumes, restaurar as pr‡ticas da democracia, fazer, enfim, com que o regime republicano voltasse ˆs 
suas origens. Os aliancistas se apresentavam como liberais e era com este ide‡rio que pretendiam salvar 
a Repœblica.
Os defensores da situa•ão, ao contr‡rio, criticavam os homens da Alian•a, esses Òpretensos liberaisÓ, e 
relembravam epis—dios passados em que a conduta desses pol’ticos ficava distante da nova face que apresen-
tavam. Atacavam sobretudo a figura de Artur Bernardes e sua alian•a com Ant™nio Carlos e Getœlio Vargas. 
Por outro lado, reconheciam o direito de Washington Lu’s, como presidente e como paulista, de escolher seu 
sucessor. A predomin‰ncia paulista na pol’tica nacional e a Òpol’tica dos governadoresÓ seriam naturais na 
medida em que teriam resultado da evolu•ão diferenciada das unidades da Federa•ão.
O estado de São Paulo era apresentado como portador do direito ˆ hegemonia pol’tica, que lhe era 
conferido por seu alto grau de civiliza•ão. Uma questão central no p—s-1930 foi, ali‡s, a de considerar ou 
não a revolu•ão como uma guerra movida contra os paulistas. [...]
OLIVEIRA, L. L. de. In: ABREU, A. A. de. Et al. Dicion‡rio hist—rico-biogr‡fico brasileiro. 2. ed. 
Rio de Janeiro: FGV, 2001. v. 5. p. 5 002. 
ExERCÍCIO
(UFRGS-RS) A respeito dos antecedentes da denominada Revolução de 1930, é correto afirmar que:
 I. o governador Getœlio Vargas, no Rio Grande do Sul, manteve o apoio ao governo federal, embora estivesse 
envolvido nas articulaç›es pol’ticas que levaram ˆ criação da Aliança Liberal.
 II. existia na pol’tica nacional uma tradição de rotatividade na ocupação dos cargos do Executivo federal, o 
que permitia a representação de todas as regi›es do pa’s, sem favorecimento dos estados mais fortes, 
como São Paulo ou Minas Gerais.
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188 Hist—ria do Brasil Ð Setor 1601 ALFA 6
 III. o assassinato do político paraibano João Pessoa foi o fato catalisador que precipitou as articulações dos 
golpistas, visando à deposição do presidente Washington Luís.
Quais estão corretas?
a) Apenas II.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
ORIENtAçãO DE EstUDO
AULA 30
 Leia o item 1 do resumo das aulas.
 Fa•a os exerc’cios 56, 58, 60, 61 e 63, sŽrie 11.
AULA 31
 Leia o item 2 do resumo das aulas.
 Fa•a os exerc’cios 3 a 5 e 7, sŽrie 12.
 Livro 3 
Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa Mínima tarefa Complementar
AULA 30
 Leia os cap’tulos 46 e 47 do Livro-texto. Tenha cui-
dado especial com os itens 24 e 30 a 32.
 Fa•a os exerc’cios 67 a 71, sŽrie 11.
AULA 31
 Leia o item 1 da parte 4 e o item 2 da Unidade XIV 
do Livro-texto.
 Leia o cap’tulo 48 do Livro-texto. Tenha cuidado es-
pecial com os itens 6 e 9.
 Verifique se os conceitos econ™micos envolvidos 
no assunto desta aula ficaram claros para voc•.
 Fa•a os exerc’cios 9 e 11 a 13, sŽrie 12.
ANOtAçÕEs
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História 
Geral
HistÓriA
setor 1602
Prof.: ___________________________________
aula 42 .............AD h .............TM h .............TC h .............190
aula 43 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 192
aula 44 .............AD h .............TM h .............TC h ............. 192
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190 Hist—ria Geral Ð Setor 1602 ALFA 6
1 Origens
 Desequilíbrio na economia norte-americana após a Primeira Guerra Mundial.
 Especulação/ superprodução/ liberalismo.
2 A quedA dA BOlsA de nOvA YOrk
 24 de outubro: a “quinta-feira negra”.
3 A grAnde depressãO
 Nos Estados Unidos: falências/ desemprego/ deflação.
 A internacionalização da crise.
4 O New Deal dO presidente FrAnklin d. rOOsevelt
 Intervencionismo/ keynesianismo.
AULA 42 crise de 1929
ponto de vistA
Vítimas da enchente do Kentucky durante a Grande Depressão, em 1937. Ao fundo, propaganda exalta 
“O mais alto padrão de vida do mundo”.
O que acontecia, como muitas vezes acontece nos booms de mercados livres, era que, com os salários ficando 
para trás, os lucros cresceram desproporcionalmente, e os prósperos obtiveram uma fatia maior do bolo nacional. Mas 
como a demanda da massa não poderia acompanhar a produtividade em rápido crescimento do sistema industrial 
de Henry Ford, o resultado foi superprodução e especulação. Isso, por sua vez, provocou o colapso.
HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 104.
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ALFA 6 História Geral – Setor 1602 191
exercícios
1 (Enem) 
A depressão econômica gerada pela Crise de 1929 teve no presidente americano Franklin Roosevelt (1933-1945) um 
de seus vencedores. New Deal foi o nome dado à série de projetos federais implantados nos Estados Unidos para recuperar 
o país, a partir da intensificação da prática da intervenção e do planejamento estatal da economia. Juntamente com outros 
programas de ajuda social, o New Deal ajudou a minimizar os efeitos da depressão a partir de 1933. Esses projetos federais 
geraram milhões de empregos para os necessitados, embora parte da força de trabalho norte-americana continuasse desem-
pregada em 1940. Aentrada do país na Segunda Guerra Mundial, no entanto, provocou a queda das taxas de desemprego, 
e fez crescer radicalmente a produção industrial. No final da guerra, o desemprego tinha sido drasticamente reduzido. 
EDSFORD, R. America’s response to the Great Depression. Blackwell Publishers, 2000. Tradução adaptada.
A partir do texto, conclui-se que:
a) o fundamento da política de recuperação do país foi a ingerência do Estado, em ampla escala, na economia.
b) a crise de 1929 foi solucionada por Roosevelt, que criou medidas econômicas para diminuir a produção e 
o consumo.
c) os programas de ajuda social implantados na administração de Roosevelt foram ineficazes no combate à 
crise econômica.
d) o desenvolvimento da indústria bélica incentivou o intervencionismo de Roosevelt e gerou uma corrida 
armamentista.
e) a intervenção de Roosevelt coincidiu com o início da Segunda Guerra Mundial e foi bem sucedida, 
apoiando-se em suas necessidades.
2 (Vunesp) Observe a imagem, cena do personagem Carlitos no filme Tempos modernos, de 1936.
Tempos modernos, de Charles Chaplin, representa a situação econômica e social dos Estados Unidos da 
América dos anos trinta do século passado. No filme, as aventuras de Carlitos transcorrem numa sociedade:
a) capitalista em desenvolvimento e conflagrada pelos movimentos operários de destruição das máquinas.
b) globalizada, em que o poder financeiro tornava desnecessário o uso das máquinas na produção de mer-
cadorias.
c) imperialista e mecanizada, que aplicava os lucros adquiridos na exploração dos países pobres em benefício 
dos operários americanos.
d) abalada pelo desemprego e caracterizada pela submissão do trabalho humano ao movimento das máquinas.
e) pós-capitalista, na qual o emprego da máquina libertava o homem da opressão do trabalho industrial.
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 faça os exercícios 1, 2, 8 e 9, série 17.
 Livro 4 
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa Mínima tarefa complementar
 leia os itens 1 a 3, cap. 25 do livro-texto.
 faça os exercícios 6, 7, 10 e 12, série 17.
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192 História Geral – Setor 1602 ALFA 6
ponto de vistA
Leia o texto abaixo sobre o naciona-
lismo fascista:
O fascismo, como o nacionalismo, 
perseguia a conexão do passado com o 
presente, oferecendo aos indivíduos a 
oportunidade de se empenharem num 
projeto comum para o futuro de sua na-
ção, uma entidade a que eles perten-
ciam e que os transcendia. Integrando 
o proletariado à comunidade nacional, 
o fascismo consegue apagar a identifi-
cação, efetuada pela democracia, da 
nação com a burguesia. [...] A nação, 
como entidade complexa, baseada na 
ligação com um território determinado, 
passado histórico, valores e culturas co-
muns, mostrava uma vez mais a força da 
consciência comum de seus habitantes 
e sua vontade de decidir o destino po-
lítico comum. A nação revela-se o foco 
primordial da lealdade.
GUIBERNAU, Montserrat. Nacionalismos: o Estado 
nacional e o nacionalismo no sŽculo XX. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
1 itÁliA e FAsCisMO
Origens
 It‡lia ap—s a Primeira Guerra Mundial:
Ð Crise econ™mica e pol’tica.
 O Partido Fascista de Benito Mussolini:
Ð Ascens‹o: Marcha Sobre Roma (1922).
O estado fascista: totalitarismo
 Ideologia:
Ð Autoritarismo;
Ð Nacionalismo;
Ð Anticomunismo;
Ð Militarismo;
Ð Irracionalismo;
Ð Corporativismo.
AULAs 43 e 44 nAzifAscisMo
2 AleMAnHA e nAZisMO
Alemanha após a primeira guerra Mundial
 A Repœblica de Weimar (1919-1933):
Ð Tens‹o pol’tica e crise econ™mica: a hiperin-
fla•‹o de 1923.
partido nacional-socialista dos 
trabalhadores Alemães (nazista)
 Adolf Hitler e o Mein Kampf.
 Ascens‹o: vit—rias eleitorais ap—s a Crise de 
1929.
O estado nazista: totalitarismo
 Terceiro Reich:
Ð Expans‹o econ™mica;
Ð Rearmamento e denœncia ao Tratado de Ver-
salhes.
O pintor alemão George Grosz (1893-1959) foi um dos mais destacados 
representantes do expressionismo alemão e, em sua obra, foi 
extremamente crítico em relação à República de Weimar. No quadro 
acima, intitulado O eclipse do sol, políticos sem cabeça são dominados 
por um general, que, por sua vez, ouve as instruções de um burguês.
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ALFA 6 História Geral – Setor 1602 193
exercícios
1 (Mack-SP) 
[...] No afã de provar que tudo é possível, os regimes totalitários descobriram, sem o saber, que existem crimes que os 
homens não podem punir nem perdoar. Ao tornar-se possível, o impossível passou a ser o mal absoluto, impunível e imper-
doável, que já não podia ser compreendido nem explicado pelos motivos malignos do egoísmo, da ganância e da cobiça [...]. 
Hannah Arendt
De acordo com o texto, os regimes totalitários que emergiram entre as décadas de 1920 e 1930 do século 
XX tinham algumas características comuns. Portanto, é correto afirmar que:
a) eram regimes ditatoriais, presentes tanto em sociedades capitalistas quanto em regimes socialistas, em-
penhados em destruir qualquer segmento social que pudesse ameaçar sua liderança.
b) eram regimes que utilizavam a violência, apoiados em uma ideologia política por meio da qual buscavam 
alcançar uma sociedade racionalista, humanista e igualitária.
c) em todos os países onde ocorreu o totalitarismo, houve a sistemática divulgação da verdade, mesmo com 
a censura aos meios de comunicação e a pregação de um nacionalismo exaltado.
d) a ideologia totalitária forja, por meio da educação e do controle dos meios de comunicação, “verdades 
absolutas” como o desejo de expansão dos pensamentos revolucionários de esquerda.
e) as características desses regimes totalitários são a adoção de uma ideologia oficial, do pluripartidarismo, 
de veículos de coerção das massas, que seriam manobradas pelos partidos e pela violência policial.
2 (Insper-SP)
Quando pensamos em Weimar [na República de Weimar], pensamos em modernismo em arte, literatura e pen-
samento; pensamos em rebelião, dos filhos com os pais, dos dadaístas contra a arte, berlinenses contra os musculosos 
filisteus, libertinos contra moralistas retrógrados; pensamos em A ópera dos três vinténs, O gabinete do Dr. Caligari, 
A montanha mágica, Bauhaus, Marlene Dietrich. E pensamos, acima de tudo, nos exilados que exportaram a cultura 
de Weimar para todo o Mundo.
GAY, Peter. A cultura de Weimar. São Paulo: Paz e Terra, 1978.
Podemos relacionar o trecho “os exilados que exportaram a cultura de Weimar para todo o Mundo” com:
a) o final da Grande Guerra em 1918, quando a Alemanha, obrigada a assinar o Tratado de Versalhes, caiu numa 
forte crise política e econômica.
b) a quebra da bolsa de Nova York em 1929, que afetou a Alemanha, em melhores condições econômicas nesse 
momento, e levou-a ao colapso.
c) o início da Primeira Guerra Mundial em 1914, quando a Alemanha e a Áustria-Hungria declararam guerra 
à Rússia e à França.
d) a ascensão do nazismo em 1933, que trouxe consigo a suspensão dos direitos civis e a gradativa margi-
nalização dos judeus.
e) ao início da Segunda Guerra Mundial em 1939, quando a Alemanha realizou a Blitzkrieg (guerra-relâmpago) 
sobre a Polônia, anunciando o desejo de um império alemão.
orientAção de estUdo
AULA 43
 faça os exercícios 14, 15 e 17, série 17.
AULA 44
 faça os exercícios 18, 19, 26 e 28, série 17.
 Livro 4 
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa Mínima tarefa complementar
AULA 43
 leia os itens 1 e 2, cap. 26 do livro-texto.
 faça os exercícios 16, 20, 21 e 24, série 17.
AULA 44
 leia o item 3, cap. 26 do livro-texto.
 faça os exercícios 27, 30, 31, 36 e 39, série 17.
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194 Hist—ria Geral Ð Setor 1602 ALFA 6
AnotAçÕes
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 195
geogrAfiA 
setor 1701
Prof.: ____________________________________
aula 45 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 196
aula 46 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 196
aula 47 .............AD h .............tM h .............tC h .............202
aula 48 .............AD h .............tM h .............tC h .............202
aula 49 .............AD h .............tM h .............tC h .............206
aula 50 .............AD h .............tM h .............tC h .............206
geografia
do brasil
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196 Geografia do Brasil – Setor 1701 ALFA 6
AULAs 45 e 46 biogeogrAfiA mUndiAL e os domínios morfocLimáticos brAsiLeiros
1 os biomas terrestres
Biogeografia é o ramo de conhecimento científico que estuda a distribuição dos seres vivos no espaço e atra-
vés do tempo. Assim, estuda-se a disposição da vida com base em sua dinâmica na escala espacial e temporal na 
Terra. Os fatores naturais, como clima, relevo, solo e água, são determinantes na distribuição da flora e da fauna 
na superfície do planeta.
Os biomas constituem-se em grandes extensões territoriais envolvidas por um tipo específico de cobertura 
vegetal que representa certa homogeneidade de fisionomia, como a Floresta Amazônica, ou as savanas do conti-
nente africano ou, ainda, a Floresta de Coníferas, entre outros.
Essa homogeneidade, entretanto, é relativa, pois dependendo do nível de análise percebe-se que há nessa 
aparente igualdade de fisionomia significativas diferenças de espécies vegetais e animais, maior ou menor con-
centração de uma ou de outra espécie.
As intervenções promovidas pelas atividades econômicas das sociedades humanas são, na atualidade, o fa-
tor de maior transformação das comunidades ecológicas, ao converter biomas em terras agrícolas, pastagens ou 
florestas cultivadas.
distribuição dos biomas no planeta
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
N
1 825
km
0
Tundra
Taiga
Pradarias
Floresta decídua
Vegetação mediterrânea
Deserto e regiões semiáridas
Savana
Floresta tropical
Vegetação de alta montanha
2 bioma das florestas
Os biomas florestais apresentam maior diversidade fisionômica e suas variações estão na dependência dos 
gradientes de umidade e temperatura. Constituem a reserva genética mais importante da Terra. Vamos conhecer 
a sua diversidade:
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 197
floresta tropical úmida
Essas florestas desenvolveram-se na zona intertropical, preferencialmente em relevos com terras baixas, 
temperaturas elevadas e abundância de chuva. Nelas prevalece grande diversidade biológica, tanto vegetal como 
animal, tendo maior volume de biomassa por quilômetro quadrado.
São florestas perenifólias, ou seja, possuem folhagem persistente durante todo o ano, trocando permanente-
mente suas folhas. Apresentam maiores ou menores estratos internos (árvores menores), dependendo da maior 
ou menor penetração de luz solar.
distribuição das florestas tropicais
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
N
3 390
km
0
Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/rainforest.htm>. 
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
Vegetação da Floresta Amazônica localizada no 
norte do Brasil.
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florestas tropicais estacionais ou decíduas
Essas florestas ocorrem em ambientes de clima quente e úmido, que têm um período seco, em torno de 
três a cinco meses, quando ocorre déficit hídrico e o solo ressecado não disponibiliza água para as plantas em 
quantidade suficiente.
As florestas tropicais semidecíduas perdem parcialmente as folhas na estação seca, durante um período 
aproximado de três meses. A Floresta Tropical Atlântica, ou Mata Atlântica, no leste e sudeste do Brasil e nos 
relevos de planalto, enquadram-se nesse tipo.
florestas espinhosas
Correspondem às matas baixas, densas, de árvores finas e espinhosas, que ocorrem em regiões quentes, com 
índices pluviométricos muito baixos, mas que não chegam a ser classificadas como ambientes desérticos.
A mata seca, ou Caatinga, do clima semiárido do Nordeste brasileiro é um significativo exemplo dessa forma-
ção. É uma vegetação que durante a longa estação seca perde totalmente as folhas e passa do verde exuberante 
da estação chuvosa para a cor cinza ou cinza-claro durante o período de estiagem.
florestas esclerófilas
Constituem as matas de clima temperado com verões quentes e chuvas concentradas no inverno. A vegetação 
apresenta folhas esclerificadas, ou seja, grossas, sendo o eucalipto um dos principais exemplos.
As florestas de eucaliptos são encontradas na Austrália, onde já se identificou mais de setecentas espécies. 
O Chaparral, que ocorre no México e na Califórnia, também se enquadra nesse tipo de vegetação, assim como 
os maquis e garrigues da vegetação mediterrânea, presentes na Europa.
floresta subtropical chuvosa
Ocorrem nas montanhas da China, Japão, sudeste dos Estados Unidos e terras de planaltos da América do 
Sul. São florestas perenifólias e incluem espécies esclerificadas.
floresta temperada decídua
São encontradas nos climas temperados da Europa Ocidental e nordeste dos Estados Unidos. Suas árvores 
de grande porte, como carvalho e nogueira, perdem as folhas no outono. São muito exploradas pela indústria 
madeireira. A atividade agrícola e o crescimento das cidades produzem riscos para a sua conservação.
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198 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
distribuição das florestas temperadas
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
êNDICO
Equador
Tr—pico de Capric—rnio
Tr—pico de
C‰ncer
Círculo Polar çrticoCírculo Polar çrtico
N
3 390
km
0
T’pica vegeta•‹o das florestas temperadas 
encontradas principalmente na Europa ocidental.
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Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/deciduous_forest.htm>. 
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
floresta boreal de Coníferas ou taiga
As matas de Coníferas ocorrem acima da latitude de 45° e são constituídas predominantemente por pinheiros. 
São ainda perenifólias e aciculifoliadas, ou seja, possuem folhas em forma de agulha. As árvores com mais de 40 
metros de altura apresentam grande homogeneidade fisionômica.
Esse tipo de floresta tem ocorrência muito extensa na América do Norte, no norte da Europa e na Rússia.
Grande parte desse bioma foi totalmente transformado pela ação humana, principalmente, devido à exploração 
da indústria de móveis e madeireira, porém, ainda se encontram grandes extensões nativas no Canadá e na Rússia, 
particularmente na região da Sibéria. Essa floresta é também conhecida no território russo por Taiga siberiana.
distribuição da floresta de coníferas ou taiga
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
N
3 390
km
0
Floresta de Con’feras localizada no Parque Nacional 
de Denali, Alasca, Estados Unidos.
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Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/taiga.htm>. 
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
3 bioma das savanasA vegetação de Savana ocorre em 20% das terras do planeta, sendo encontrada na América do Sul, Austrália 
e África. Do ponto de vista climático, tal bioma está associado a um clima quente com duas estações distintas: 
uma seca, de 4 a 6 meses, e outra chuvosa, de grande intensidade. Essas condições influenciam diretamente a 
fisionomia e as espécies vegetais.
A característica marcante das paisagens desse tipo de vegetação é a presença de árvores baixas, tortuosas, 
de casca espessa e folhas duras.
No Brasil, essa vegetação é conhecida como Cerrado e ocupa os planaltos do centro do país.
4 bioma de Campos
Esse bioma é muito extenso nos climas temperado e subtropical, ocorrendo com frequência nas grandes 
extensões de terras planas da América do Norte, Europa Oriental e nas terras baixas da América do Sul, conhe-
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 199
cidas também como Pampas. Desenvolvem-se em condições climáticas de ambientes frios, com duas estações 
distintas: verão e inverno.
São áreas muito utilizadas para cultivo e pastagens, sobretudo em função das condições favoráveis de relevo 
que facilitam as práticas da agricultura mecanizada.
5 bioma da tundra
É uma vegetação das áreas próximas ao Círculo Polar Ártico, que se desenvolvem no período de verão sobre 
os solos permanentemente gelados, conhecidos como permafrost. Composto basicamente de musgos, liquens e 
pequenas plantas herbáceas esparsas, crescem em terras baixas e alagadiças no verão, fixando-se sobre uma ca-
mada pouco espessa de solo não congelado. No inverno essa vegetação desaparece sob a cobertura de gelo e neve.
distribuição da tundra
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
êNDICO
Equador
Tr—pico de Capric—rnio
Tr—pico de
C‰ncer
C’rculo Polar çrticoC’rculo Polar çrtico
N
3 390
km
0
Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/tundra.htm>. 
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.
Vegetação de Tundra em Grande Bacia de Nevada, 
Estados Unidos.
6 bioma de deserto
Nos desertos, face o elevado déficit hídrico em função da baixa precipitação, praticamente não se vê o de-
senvolvimento de cobertura vegetal contínua. Há muitas espécies vegetais adaptadas à pouca disponibilidade de 
água, sendo geralmente de pequeno porte, com folhagem reduzida.
Em áreas restritas ocorrem concentrações de espécies vegetais arbóreas, sobretudo palmeiras, em relevos 
baixos onde se acumula no subsolo um pouco de água que permite o desenvolvimento dos oásis.
Os desertos ocorrem, especialmente, ao longo das áreas dos trópicos de Câncer e Capricórnio, onde prevale-
cem os chamados centros de alta pressão atmosférica. São encontrados na África (Saara e Namíbia), na América 
do Norte (Colorado e Novo México), na Ásia (Gobi), no Oriente Médio (Árabia, Iraque, Afeganistão), no centro-
-sul da Austrália e na América do Sul (Atacama).
distribuição dos desertos
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
Equador
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
N
3 390
km
0
Fonte: Disponível em: <www.blueplanetbiomes.org/desert.htm>. 
Acesso em: 9 jun. 2014. Adaptado.Dunas localizadas em Marrocos, típicas do deserto do Saara.
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200 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
7 domínios morfoClimátiCos do brasil
domínios morfoclimáticos brasileiros
Equador
Tr—pico de Capric—rnio 
OCEANO
ATLåNTICO
Amazônico (terras baixas
forestadas equatoriais)
Cerrado (chapadões tropicais
interiores com cerrados e
forestas-galerias)
Mares de Morros (áreas
mamelonares tropical-
-atlânticas forestadas)
Caatingas (depressões 
intermontanas e
interplanálticas semiáridas)
Araucárias (planaltos
subtropicais com araucárias)
Pradarias (coxilhas subtropicais
com pradarias mistas)
Faixas de transição
N
388
km
0
Fonte: AB’SÁBer’, A. n. Domínios morfoclimáticos e províncias fitogeográficas do Brasil. 
Revista Orientação. São Paulo: ig-uSP, 1970. p. 16-17.
exercícios
1 (Unicamp-SP) O mapa abaixo mostra a distribui•‹o global do fluxo de carbono. As regi›es indicadas pelos 
nœmeros I, II e III s‹o, respectivamente, regi›es de alta, mŽdia e baixa absor•‹o de carbono.
III III
I
I
II
II
N
4 092
km
0
Considerando-se as referidas regi›es, pode-se afirmar que os respectivos tipos de vegeta•‹o predominante s‹o:
a) I Ð Floresta Tropical; II Ð Savana; III Ð Tundra e Taiga.
b) I Ð Floresta Amaz™nica; II Ð Planta•›es; III Ð Floresta Temperada.
c) I Ð Floresta Tropical; II Ð Deserto; III Ð Floresta Temperada.
d) I Ð Floresta Temperada; II Ð Savana; III Ð Tundra e Taiga.
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 201
orientAção de estUdo
AULA 45
 Leia os itens 1 a 6 da Apostila.
AULA 46
 Leia os itens 1 e 2, cap. 17 do Livro-texto.
 Livro 1 Ñ Unidade I
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 45
 Faça os exercícios 7 a 9, série 13.
AULA 46
 Faça os exercícios de 12 a 14, série 13.
2 (Mack-SP)
No mapa estão destacadas regiões:
a) onde há a ocorrência de climas muito úmidos, com 
influências das monções.
b) de grandes concentrações populacionais.
c) com as principais áreas de vegetação adaptada a am-
bientes secos.
d) das mais importantes áreas de criação de bovinos no 
mundo.
e) onde se localizam as maiores jazidas de ferro e de 
manganês no mundo.
3 (UFRGS-RS) Observe os perfis de solo 1, 2 e 3, caracte-
rísticos de três dos domínios morfoclimáticos existentes 
no Brasil.
Eles são, respectivamente, representações esquemáti-
cas de solos dos domínios morfoclimáticos:
a) amazônico, da Caatinga e dos Mares de Morro.
b) amazônico, dos Mares de Morro e do Cerrado.
c) da Caatinga, do Cerrado e amazônico.
d) do Cerrado, da Caatinga e amazônico.
e) do Cerrado, amazônico e da Caatinga.
4 (UFG-GO) Os domínios morfoclimáticos propostos por 
Aziz Ab’Sáber (1967), representam uma visão de síntese 
do território brasileiro que se baseia, principalmente, na 
integração entre características do relevo, do clima e da cobertura vegetal. Considerando-se os Mares de 
Morros, que se estendem ao longo de uma faixa norte-sul no extremo leste do território brasileiro:
a) cite o tipo de vegetação que predominava originalmente nesse domínio morfoclimático.
b) indique uma característica marcante da formação do relevo nesse domínio.
c) explique como esse domínio foi afetado no processo histórico de ocupação do território brasileiro.
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
PACêFICO
OCEANO
ATLåNTICO
OCEANO
êNDICO
Equador
Tr—pico de
Capric—rnio
Tr—pico de
C‰ncer
C’rculo Polar çrticoC’rculo Polar çrtico
N
4 315
km
0
0 m
Perfl 1 Perfl 2
30 m
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30 m
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Matéria
orgânica
Rocha
alterada
Rocha
não alterada
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202 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
1 CaraCterístiCas da indústria brasileira
Natureza
Indústrias
de bens
de produção
Indústrias
de bens
de consumo
Mercado
consumidor
Pessoas empregadas na indústria
Tr—pico de Capric—rnio
Equador
OCEANO
ATLåNTICO
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SC
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Número de pessoas
2 000 000
20 000
100 000
500 000
Abaixo de
20 000 pessoas
N
415
km
0
Fonte: SimieLLi, m. e. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2009. Adaptado.
Principais setores industriais do brasil (2009)
Indœstria Receita (milh›es de reais) Participa•‹o (em %)
Alimentos e bebidas 262 377 17,8
Produtos químicos 199 984 12,1
Veículos 152587 10,4
Combustíveis 148 904 10,1
Produtos metalúrgicos básicos 116 178 8,0
Máquinas e equipamentos 78 013 5,3
Extração de minerais metálicos 57 270 4,0
Produtos de plástico e borracha 51 328 3,5
Eletrônicos 45 848 3,1
Outros 377 281 25,7
Total 1 467 770 100,0
Fonte: iBge, 2009. Adaptado.
AULAs 47 e 48 A indUstriALiZAção brAsiLeirA
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 203
fábricas de automotores no brasil
OCEANO
ATLÂNTICO
20° S
50° O
N
230
km
0
Fiat
Ford
General Motors
International
Agrale
DaimlerChrysler
Honda
Mercedes-Benz
Mitsubishi
Navistar
Peugeot/Citro‘n
Renault
Scania
Toyota
Volkwagen
Volvo
Fonte: Anfavea. Anuário estatístico da indústria Automobilística Brasileira, 2003. São Paulo: Anfavea, 2003. 
Disponível em: <www.anfavea.com.br>. Acesso em: 15 jul. 2005.
exercícios
1 (UEL-PR) A partir dos anos de 1930, o Brasil intensificou seu processo de industrialização e, assim, a indústria 
superou a agropecuária em termos de participação no PIB. Até os anos de 1980, o Estado atuou de forma 
decisiva nesse processo.
Com base nos conhecimentos sobre a participação do Estado no processo industrialização brasileira entre 
1930 e 1980, é correto afirmar que o Estado brasileiro:
a) investiu na chamada indústria de base, construiu infraestrutura nos setores de energia, transporte e co-
municação e foi responsável pela criação da legislação trabalhista.
b) priorizou o transporte ferroviário, estatizou as empresas do setor de bens de consumo, adotou legislação 
trabalhista mais rígida em relação àquela que vigorou Vargas.
c) estatizou a indústria de bens de consumo duráveis, privatizou as empresas estatais de geração e distri-
buição de energia elétrica, petróleo e gás natural e revogou a legislação trabalhista do período Vargas.
d) incentivou, por meio de privatizações, investimentos no setor de infraestrutura de transportes, tais como 
estradas e hidrovias, e abriu o mercado interno à importação reduzindo barreiras alfandegárias.
e) abriu, por meio de parcerias, o mercado interno ao investimento especulativo estrangeiro nas áreas de se-
guridade social, telecomunicações e finanças, facilitando a remessa de recursos financeiros para o exterior.
2 (PUC-RJ)
[...] Liberalismo, o Neo, bateu ̂ porta da quitinete onde morava o Estado M’nimo e sua numerosa fam’lia. O Estado 
M’nimo Ð diga-se de passagem Ð j‡ fora o m‡ximo no passado, requisitado por todos, vivia confortavelmente em uma 
cobertura duplex no edif’cio Keynes. A partir dos anos 1980, seu prest’gio come•ou a declinar diante da campanha 
orquestrada pelo Liberalismo que avan•ou no seu patrim™nio e privatizou suas empresas sob o pretexto de que ele, Es-
tado, n‹o entendia nada de economia, cobrava altos impostos e impedia a maximiza•‹o dos seus lucros. Empobrecendo, 
o Estado teve que se mudar para um apartamento menor e depois para outro menor ainda e hoje vive em uma modesta 
unidade no conjunto habitacional Milton Friedmam. [...]
NOVAES, Carlos Eduardo. Liberalismo e Estado M’nimo. Jornal do Brasil. 1o mar. 2009. 
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204 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
A opção que apresenta exemplos, no Brasil, que confirmam a explicação contida no trecho da crônica é:
a) privatização de bancos, aumento das barreiras alfandegárias, aplicação dos Planos Quinquenais.
b) desestatização de empresas, desregulamentação da economia, criação de agências reguladoras.
c) redução da concentração do poder administrativo federal, redução das taxas de juros, criação dos Órgãos 
de Planejamento Regional.
d) ampliação da esfera de atuação das secretarias de governo, reforma fiscal, implementação de Programas 
de Desenvolvimento Nacional.
e) nacionalização de empresas, redução das tarifas alfandegárias, implementação dos Programas Nacionais 
de Desenvolvimento.
3 (UFSM-RS) Leia o texto:
Os tecnopolos est‹o para o capitalismo da Terceira Revolu•‹o Industrial como as regi›es carboníferas estavam para 
a primeira, ou as jazidas petrolíferas para a segunda. Constituem os pontos de interconex‹o dos fluxos mundiais de 
conhecimento e informa•›es, sendo interligados por uma densa rede de telecomunica•›es e computadores. S‹o tambŽm 
os centros irradiadores das inova•›es tecnológicas.
MOREIRA. C.; SENE, E. de. Geografia para o ensino médio: geografia geral e do Brasil. S‹o Paulo: Scipione, 2006.
Sobre a ocorrência de tecnopolos no Brasil, é correto afirmar:
a) Muitas universidades brasileiras, por serem importantes indutores de instalação de indústrias de alta 
tecnologia, hoje se responsabilizam pela constituição de tecnopolos na região do Centro-Oeste.
b) O surgimento dos tecnopolos no Brasil conta com o incentivo de recursos urbanos situados em cidades 
de porte médio, fornecendo infraestrutura e subsidiando parte da pesquisa.
c) Os tecnopolos do Brasil, embora muito aquém dos Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul, 
estão instalados no estado de São Paulo.
d) O fluxo de investimentos estrangeiros no país dirigidos para o estado da Bahia e Maranhão é responsável 
pelo desenvolvimento de um centro industrial de alta tecnologia nesses estados.
e) A presença da Zona Franca de Manaus permitiu a formação do primeiro e mais importante tecnopolo 
nacional.
4 (Fuvest-SP)
Pessoas empregadas na indústria
Tr—pico de Capric—rnio
Equador
OCEANO
ATLåNTICO
RR
AM
AC
RO
AP
PA
MT
MS
MA
TO
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SP RJ
ES
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BA
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CE
PE
PB
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ALSE
DF
SC
RS
Número de pessoas
2 000 000
20 000
100 000
500 000
Abaixo de
20 000 pessoas
N
415
km
0
Fonte: SimieLLi, m. e. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2006. Adaptado.
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ALFA 6 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 205
Com base no mapa anterior e em seus conhecimentos:
a) identifique o tipo de indústria predominante na região Nordeste, considerando sua capacidade geradora 
de emprego.
b) caracterize o parque industrial da região Sudeste. Considere, na sua análise, a presença da indústria de 
ponta de alta tecnologia nessa região e sua capacidade geradora de emprego.
orientAção de estUdo
AULA 47
 Leia os itens 1, 2, 3 e 5, cap. 27 do Livro-texto.
AULA 48
 Leia os itens 4 e 6, cap. 27 do Livro-texto.
 Livro 1 — Unidade I
 Caderno de Exercícios 2 — Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 47
 Faça os exercícios 1 a 3, série 14.
AULA 48
 Faça os exercícios 10, 12 e 13, série 14.
AnotAçÕes
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206 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
1 a indústria no brasil
número de indústrias conforme 
a região do brasil (2008)
Fonte: iBge. cadastro central de empresas, 2008. Adaptado.
Norte
3,5%
Centro-Oeste
7,1%
Sudeste
50,5%
Nordeste
15,6%
Sul
23,3%
Porcentagem de indústrias nas 
capitais de estado e no interior
Fonte: iBge. cadastro central de empresas, 2008. Adaptado.
No interior
75,4%
Nas capitais
24,6%
Principais tributos brasileiros
Nome Sigla Incidência Esfera de governo
Imposto de Renda da 
Pessoa F’sica
IRPF
Sobre a renda anual do indiv’duo, 
ap—s descontos
Federal
Imposto de Renda da 
Pessoa Jur’dica
IRPJ Sobre o lucro anual de empresas Federal
Contribui•‹o ao Instituto 
Nacional de Seguridade 
Social
INSS Sobre o sal‡rio do trabalhador Federal
Imposto Predial e 
Territorial Urbano
IPTU
Anualmente sobre o valor venal 
dos im—veis
Municipal
Imposto sobre 
Propriedade de Ve’culos 
Automotores
IPVA
Anualmente sobre o valor venal 
do ve’culo
Estadual
Imposto sobre 
Opera•›es Financeiras
IOF
Sobre investimentos em t’tulos, 
emprŽstimos e crŽditos, seguros 
e c‰mbio
Federal
Imposto sobre Circula•‹o 
de Mercadorias e 
Servi•os
ICMS
Sobre produtos em geral, 
transportes interestaduais e 
telecomunica•›es
Estadual
Imposto sobre Produtos 
Industrializados
IPI
Sobre produtos de indœstrias de 
transforma•‹oe de bens de 
consumo
Federal
Imposto sobre Servi•os 
de Qualquer Natureza
ISS (ou ISQN)
Sobre o valor de servi•os 
prestados
Municipal
Contribui•‹o Social sobre 
o Lucro L’quido
CSSL Sobre o lucro anual de empresas Federal
Sal‡rio Educa•‹o
Pago por empresas sobre sal‡rio 
dos funcion‡rios
Federal
Sistema Ò5Ó (Sesc, Sesi, 
Senai, Senac, Sebrae, etc.)
Pago por empresas sobre sal‡rio 
dos funcion‡rios
Federal
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AULAs 49 e 50 A desconcentrAção indUstriAL no brAsiL
195a210_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA6_ROSA.indd 206 6/23/14 11:19 AM
ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 207
2 a distribuiÇÃo espaCial da indústria
áreas industriais do brasil
Equador
Tr—pico de
Capric—rnio
Boa Vista
Macapá
BelŽm
São Lu’s
Teresina
Fortaleza
Natal
João
Pessoa
Recife
Macei—
Aracaju
Salvador
Palmas
Manaus
Porto Velho
Rio Branco
Cuiabá
Goi‰nia Bras’lia
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327
km
0
Maior concentração industrial
Outras concentraç›es industriais
Indœstria de transforma•‹o
Bens de produ•‹o (Indœstria de base)
Siderœrgica, metalœrgica, material
elŽtrico, telecomunicaç›es, etc.
Bens intermedi‡rios
Equipamentos (ferramentas), máquinas
(mec‰nica), cimento, etc.
Bens de consumo (Indœstria leve)
Alimentar, t•xtil, bebida, vestuário e
calçado, mobiliário, autom—vel, etc.
Indœstria extrativa
Produtos minerais, madeira e
borracha (seringueira)
Pesca industrial
Indœstria da constru•‹o
Aeron‡utica, aeroespacial,
n‡utica e bŽlica
Constru•‹o pesada
HidrelŽtrica, aeroportos, tœneis, etc.
Constru•‹o civil
(não representável nesta escala)
Casas e edif’cios residenciais,
comerciais e de serviços
Exporta•›es
Principais eixos de exporta•‹o
OCEANO
ATLåNTICO
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estado de são Paulo: eixos de industrialização
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Piracicaba
Rio Claro
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Araraquara
Ribeir‹o Preto
Franca
Itupeva
Bebedouro Orl‰ndia
S‹o JosŽ
do Rio Preto
Mirassol
Monte Apraz’vel
Pereira Barreto
Ara•atuba
Presidente Epit‡cio
Presidente
Prudente
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Bauru
Ourinhos
MG
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RJ
Registro
OCEANO
ATLåNTICO
Santos
Assis
N
94
km
0
Elevada concentra•‹o industrial
Eixo do Sistema Anchieta-Imigrantes
Eixo da via Presidente Dutra
Eixo do Sistema Bandeirantes-
-Anhanguera-Washington Lu’s
Eixo da via Presidente Castelo Branco
Principais dire•›es
Rodovia
Via Anhanguera
Via Washington Lu’s
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208 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
exercícios
1 (Fuvest-SP)
A metr—pole se transforma num ritmo intenso. A 
mudan•a mais evidente refere-se ao deslocamento de 
indœstrias da cidade de S‹o Paulo [para outras cida-
des paulistas ou outros estados], uma tend•ncia que 
presenciamos no processo produtivo Ð como condi•‹o 
de competitividade Ð que obriga as empresas a se mo-
dernizarem.
CARLOS, A. F. A. São Paulo: do capital industrial 
ao capital financeiro, 2004. Adaptado.
Com base no texto acima e em seus conhecimen-
tos, considere as afirmações:
 I. Um dos fatores que explica o deslocamento de 
indústrias da capital paulista é o seu trânsito 
congestionado, que aumenta o tempo e os cus-
tos da circulação de mercadorias.
 II. O deslocamento de indústrias da capital pau-
lista tem acarretado transformações no merca-
do de trabalho, como a diminuição relativa do 
emprego industrial na cidade.
 III. O deslocamento de indústrias da cidade de 
São Paulo decorre, entre outros fatores, do alto 
grau de organização e da forte atuação dos sin-
dicatos de trabalhadores nessa cidade.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
região sul: indústria
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C
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C
C
C
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Santana
do Livramento
Uruguaiana Ros‡rio
do Sul
Santa Maria
Cachoeira
do Sul
Ca•apava
do Sul
S‹o Jer™nimo
Camaqu‹
Porto Alegre
Novo
Hamburgo
Taquera
Caxias
do Sul
Bento
Gon•alves
Lajeado
GaribaldiSanta Cruz
do Sul Rio Pardo
Ven‰ncio
Aires
Itaœba
Panambi
Santa Rosa
Passo Fundo
Erechim
Horizontina
Chapec— Joa•aba
Concordia
Lages
Sider—polis
Urussunga
Criciœma
Florian—polis
Brusque
Blumenau
Itaja’
Jaragu‡
do Sul
Joinville
S‹o JosŽ dos Pinhais
Curitiba
Fe
Ponta Grossa
Tel•maco
Borba
Foz da
Areia
Salto
SantiagoSalto
Os—rio
Cascavel
Campo Mour‹o
Umuarama
Maring‡
Apucarana
CornŽlio
Proc—pio
Xavantes
Paranava’
OCEANO
ATLåNTICO
Capivara
Pelotas
Rio Grande
BagŽ
N
140
km
0
Indœstria de transforma•‹o
Naval
Automotores
Material elŽtrico
Mec‰nica
Petroqu’mica
Qu’mica
Siderurgia
Cimento
Papel e papel‹o
T•xtil, vestu‡rio
e couros
Alimentar
Fumo
Bebidas
Indœstria extrativa
MinŽrio de
ferro (Fe)
Cobre (Cu)
Carv‹o (C)
Usina hidrelŽtrica
Polo tecnol—gico
região nordeste: indústria
Pb
Cr
Cr
W
S
Itapetinga
Ilhéus
Salvador
Camaçari
Feira de Santana
Santo Amaro
Aracaju
Sobradinho
Recife
Maceió
Fortaleza
Natal
São Luís
Imperatriz
Boquiva
OCEANO
ATLåNTICO
Campo Formoso
Senhor do Bonfm
Estância
Moxotó
Itaparica
Paulo
Afonso
Currais Novos
Mossoró
Campina Grande
João
Pessoa
Teresina
Bacabal
Boa Esperança
Pesqueira
Xingó
Material elétrico
Mecânica
Petroquímica
Química
Siderurgia
Cimento
Papel e papelão
Têxtil
Alimentar
Borracha
Cromo (Cr)
Tungstênio (W)
Chumbo (Pb)
Sal (S)
Petróleo
Usina hidrelétrica
N
219
km
0
região centro-oeste: indústria
Corumb‡ de Goi‡s
Inhumas
Cachoeira Dourada
Fe
Corumb‡
Cuiab‡
Casca
Mn Campo Grande
Aquidauana
Dourados
Porto Primavera
Jupi‡
Ilha Solteira
S‹o Sim‹o
Itumbiara
Emborca•‹o
Rio Verde Goi‰nia
An‡polis
Bras’lia
Mn
Indœstria de transforma•‹o
Qu’mica
Cimento
T•xtil, vestu‡rio e couros
Alimentar
Indœstria extrativa
MinŽrio de ferro (Fe)
Mangan•s (Mn)
HidrelŽtrica
N
229
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ALFA 6 Geografia do Brasil – Setor 1701 209
2 (Vunesp)
Seis estados disputam f‡brica da BMW no pa’s
Seis estados disputam a f‡brica da BMW no Brasil, ap—s a matriz da montadora anunciar em mar•o de 2011, na 
Alemanha, que considera instalar uma unidade na AmŽrica do Sul. S‹o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernam-
buco e Bahia discutem com a empresa a possibilidade de conceder incentivos fiscais para sediar o novo empreendi-
mento. O sexto estado seria da regi‹o centraldo pa’s. O presidente da companhia no Brasil, Jšrg Henning Dornbusch, 
confirma o interesse e que h‡ negocia•›es em curso, mas n‹o revela de que regi›es do pa’s as propostas come•am a 
chegar. ÒExiste interesse dos estados, mas n‹o h‡ uma proposta fechada. O que est‡ sendo feito Ž um mapeamento 
para avaliar o mercado n‹o s— no Brasil, mas em outros pa’ses. O MŽxico Ž um forte concorrente, apesar de o Brasil 
ser o maior mercado da AmŽrica do Sul em termos de relev‰nciaÓ, afirma o executivo.
Dispon’vel em: <www.folha.com.br>. Acesso em: 12 maio 2011. Adaptado.
Explique no que consiste a chamada Òguerra fiscalÓ ou Òguerra dos lugaresÓ e cite um efeito positivo e outro 
negativo resultantes da disputa entre os estados do país para a atração de empresas.
3 (Unifesp) A descentralização industrial verificada nos œltimos anos no Brasil gerou novos polos automobilís-
ticos no país, como em:
a) Ribeirão Preto, SP, graças ˆ presença de universidades que realizam pesquisas tecnológicas.
b) Catalão, GO, devido ˆ presença de indœstrias metalœrgicas e ˆ isenção fiscal aos investidores.
c) Crato, CE, com o objetivo de exportar ao mercado europeu, aproveitando a liberação de impostos.
d) Vitória, ES, o que facilitou o transporte dos veículos pelo oceano, uma vez que seu porto foi modernizado.
e) Belém, PA, transformando a cidade em uma zona de produção para exportação no Brasil.
4 (Fatec-SP) Recentemente tem-se dado grande destaque ˆ instalação de v‡rias indœstrias no nordeste brasi-
leiro, muitas das quais de capital estrangeiro: indœstrias de bens de consumo (vestu‡rio e calçados) no Cear‡, 
montadoras de veículos na Bahia, indœstrias variadas que criam algumas centenas de empregos diretos e 
possibilitam muitos outros empregos indiretos.
Essa prefer•ncia do capital externo pelo nordeste brasileiro deve-se, entre outros motivos:
a) ao fim das políticas de incentivos fiscais instituídas na época da Sudene e ˆ densa rede rodoferrovi‡ria da 
região.
b) ˆ redução das diferenças regionais, graças ao processo de democratização do Estado e ˆ exist•ncia de 
sindicatos de trabalhadores fortes e atuantes.
c) ˆ exist•ncia de mecanismos de atração, como isenção de impostos, subsídios e incentivos fiscais, e ˆ 
presença de mão de obra abundante e pouco organizada do ponto de vista sindical.
d) ao atual momento econ™mico, que tem possibilitado a volta maciça dos migrantes nordestinos, com novos 
h‡bitos de consumo, e ˆ presença de ambulantes matérias-primas.
e) ao novo papel do Estado, cada vez mais distanciado do mercado, e ̂ melhoria generalizada da qualidade 
da mão de obra nordestina.
orientAção de estUdo
AULA 49
 Leia os itens 7 e 8, cap. 27 do Livro-texto.
AULA 50
 Leia o item 9, cap. 27 do Livro-texto.
 Livro 1 Ñ Unidade I
 Caderno de Exerc’cios 2 Ñ Unidade I
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 49
 Faça os exercícios 19 a 21, série 14.
AULA 50
 Faça os exercícios 24 a 27, série 14.
195a210_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA6_ROSA.indd 209 6/23/14 11:19 AM
210 Geografia do Brasil Ð Setor 1701 ALFA 6
AnotAçÕes
195a210_1701_GEOGRAFIA DO BRASIL_CA6_ROSA.indd 210 6/23/14 11:19 AM
ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 211
GeoGRAfiA 
Setor 1702
Prof.: ___________________________________
aula 45 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 212
aula 46 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 212
aula 47 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 219
aula 48 .............AD h .............tM h .............tC h ............. 219
aula 49 .............AD h .............tM h .............tC h .............223
aula 50 .............AD h .............tM h .............tC h .............223
Geografia 
Geral
211a228_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA6_ROSA.indd 211 6/23/14 11:20 AM
212 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 6
AULAS 45 e 46 DeSAfioS AmbientAiS Do SécULo XXi
1 A Ação humAnA e As mudAnçAs AmbientAis
Rio de Janeiro (RJ)
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Paisagem do Rio de Janeiro em foto de 1889.
Paisagem do Rio de Janeiro em foto de 2013.
Em 1889 havia poucos sinais de ação humana na paisagem carioca. Pouco mais de um século 
depois, em 2013, a imagem da cidade revela a intensa transformação do espaço geográfico, com o esta-
belecimento de uma urbanização intensa em áreas ambientalmente mais sensíveis, como as vertentes 
inclinadas dos morros e as margens de lagoas e rios.
211a228_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA6_ROSA.indd 212 6/23/14 11:20 AM
ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 213
2 os desAfios AmbientAis pArA o século XXi
Problemas ambientais causados pela ação antrópica
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Equador
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
Desertifcação provocada
pelo ser humano
Desmatamento em áreas
tropicais
Florestas tropicais
Águas fortemente poluídas
Águas parcialmente poluídas
Áreas afetadas por chuva ácida
Áreas potencialmente afetadas
por chuva ácida
N
2 138
km
0
Uma porção bastante significativa da superfície terrestre já sofre com algum tipo de problema ambiental (desertificação, 
desmatamento, poluição marinha e chuva ácida, entre outros), e a tendência é que essa situação se agrave em um futuro próximo.
Pegada ecológica no mundo
Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
Trópico de Capricórnio
Trópico de
Câncer
Equador
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
10,1 a 11
Pegada ecológica
(hectares/habitantes)
9,1 a 10
8,1 a 9
7,1 a 8
6,1 a 7
5,1 a 6
4,1 a 5
3,1 a 4
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1,1 a 2
0,1 a 1
Sem dados
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2 260
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211a228_1702_GEOGRAFIA GERAL_CA6_ROSA.indd 213 6/23/14 11:20 AM
214 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 6
3 construindo um futuro
Índice de pobreza multidimensional
O gráfico acima revela uma relação direta entre o nível de pobreza e o nœmero de mortes por causas ambientais. 
A destruição da natureza diminui a qualidade de vida das pessoas, gerando impactos na saœde e em outras 
dimens›es do bem-estar.
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0,7
Índice
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
0
Morte por causas ambientais (por milhão de pessoas)
1 000 2 000 3 000 4 000 5 000
Moçambique
Comores
Camarões
Chade
Libéria
Etiópia
Mali
Somália
Ruanda
Angola
Serra Leoa
Níger
Gana
China
Tadjiquistão
4 o desAfio dA sustentAbilidAde
Segundo o Programa das Na•›es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), ag•ncia da ONU respons‡vel 
por promover a conserva•ão do meio ambiente e o desenvolvimento sustent‡vel, precisaremos enfrentar 
pelo menos 21 desafios ambientais neste sŽculo:
1. Engenharia genŽtica
2. Excessiva explora•ão dos aqu’feros h’dricos
3. Explora•ão dos recursos marinhos
4. Efeito El Niño
5. Degrada•ão das zonas costeiras
6. Perda da biodiversidade
7. Desperd’cio de recursos naturais
8. Aumento do n’vel dos oceanos
9. Escassez de ‡gua
10. Emissão de gases pelas indœstrias
11. Polui•ão das ‡guas
12. Redu•ão da camada de oz™nio
13. Pobreza
14. Mudan•as clim‡ticas
15. Polui•ão do ar
16. Consumo de energia
17. Polui•ão do solo
18. Polui•ão dos mares
19. Desmatamento e desertifica•ão
20. Aumento da popula•ão
21. Emissão de gases dos ve’culos
211a228_1702_GEOGRAFIAGERAL_CA6_ROSA.indd 214 6/23/14 11:20 AM
ALFA 6 Geografia Geral Ð Setor 1702 215
eXeRcÍcioS
1 (Ufal)
Os padr›es dominantes de produ•‹o e consumo est‹o causando devasta•‹o ambiental, redu•‹o dos recursos e 
uma massiva extin•‹o de espŽcies. Comunidades est‹o sendo arruinadas. Os benef’cios do desenvolvimento n‹o est‹o 
sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres est‡ aumentando. A injusti•a, a pobreza, a ignor‰ncia e 
os conflitos violentos t•m aumentado e s‹o causa de grande sofrimento.
O crescimento sem precedentes da popula•‹o humana tem sobrecarregado os sistemas ecol—gico e social. As bases 
da seguran•a global est‹o amea•adas. Essas tend•ncias s‹o perigosas, mas n‹o inevit‡veis.
Extra’do do pre‰mbulo da Carta da Terra.
A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o tema, é incORRetO afirmar que:
a) os problemas do meio ambiente são bastante antigos, mas apenas nas últimas décadas teve início uma 
consciência mundial da gravidade desses problemas.
b) os processos de transformações agrícolas modificaram consideravelmente os inúmeros ecossistemas do 
planeta terra, os quais tiveram de ser adaptados ao cultivo e à criação de animais.
c) mais da metade da população da terra habita áreas urbanas; a cidade passou a ser, então, a expressão 
mais forte da alteração do espaço natural.
d) a Revolução industrial não promoveu a produção em massa, como era esperado, mas acarretou a substi-
tuição de fontes de energia renováveis e limpas pelo carvão mineral e depois pelo petróleo.
e) o atual padrão de crescimento econômico exige dos sistemas naturais algo muito além de suas capaci-
dades de sustentação.
alimento ‡gua
renda
educa•‹o
resid•ncia
voz ativa
empregos
energia
equidade
social
igualdade
de g•nero
saœde
BASE SOCIAL
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o e justo para a humanidade
Desenvolvimento econ™mico incl
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LIMITE
 AMBIENTAL MçXIMO
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acidifcação dos oceanos
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de
O esquema acima relaciona os aspectos sociais e ambientais da sustentabilidade. Para que o desenvolvimento 
seja considerado sustentável, é preciso que atenda às demandas sociais sem ultrapassar a capacidade dos 
ecossistemas em repor os recursos renováveis e absorver os rejeitos produzidos.
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216 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 6
2 (Fuvest-SP) Sempre deixamos marcas no meio ambiente. Para medir essas marcas, William Rees propôs 
um(a) indicador/estimativa chamado (a) de “Pegada ecológica”. Segundo a Organização WWF:
Esse índice calcula a superfície exigida para sustentar um gênero de vida específico. Mostra até que ponto a nossa 
forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer e renovar seus recursos naturais e também de 
absorver os resíduos que geramos.
Disponível em: <www.wwf.org.br>. Acesso em: 17 ago. 2009. Adaptado.
Assim, por exemplo, países de alto consumo e grande produção de lixo, bem como países mais industriali-
zados e com alta emissão de cO
2
, apresentam maior Pegada ecológica. Assinale a anamorfose que melhor 
representa a atual Pegada ecológica dos diferentes países.
nota: considere apenas os tamanhos e as deformações dos países, que são proporcionais à informação 
representada.
a) 
 
b) 
 
c) 
 
FONTES: Disponível em: <www.worldmapper.org>. Acesso em: 17 ago. 2009. 
Le Monde Diplomatique, 2009. Adaptado.
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ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 217
d) 
 
e) 
 
3 (Vunesp) Observe a charge.
cite quatro problemas ambientais gerados pela forma urbana de viver representada na charge.
u
n
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218 Geografia Geral – Setor 1702 ALFA 6
4 (UFG-GO) Leia o trecho a seguir:
O modo de organização das sociedades, que retrata sua configuração cultural, é que comanda as interferências do 
homem sobre o seu ambiente. A busca de alternativas aos processos produtivos atuais e ao modo de consumir passa 
obrigatoriamente pela mudança dos hábitos culturais e de organização social.
QUEIROZ NETO, José P. Mudanças globais e um novo mapa do mundo. In: SOUZA, M. A. A. de. et al. (Orgs.). 
O novo mapa do mundo.Natureza e sociedade hoje: uma leitura geográfica. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 109.
essa mudança de que fala o autor pode ser identificada atualmente na:
a) política econômica internacional que visa estabelecer o controle da extração e do consumo do preço do 
petróleo, enquanto recurso natural não renovável.
b) política agrícola dos países que regulamentaram a pesquisa, a produção e o consumo de alimentos trans-
gênicos.
c) política científica que objetiva desenvolver fontes de energia renováveis e alternativas para o modelo 
industrial contemporâneo.
d) política demográfica que visa ao controle de natalidade como forma de erradicar a fome e a pobreza no 
mundo.
e) política de desenvolvimento sustentável que objetiva redimensionar a crise ambiental provocada pelo 
modo de produção vigente.
oRientAção De eStUDo
AULA 45
 leia os itens 1 a 5, cap. 2 do livro-texto.
AULA 46
 leia os itens 6 a 11, cap. 2 do livro-texto.
 Livro 3 — Unidade II 
Caderno de Exercícios 2 — Unidade II
tarefa mínima tarefa complementar
AULA 45
 Faça os exercícios 1 a 3, série 13.
AULA 46
 Faça os exercícios 4 a 6, série 13.
AnotAçÕeS
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ALFA 6 Geografia Geral – Setor 1702 219
AULAS 47 e 48 GeoPoLÍticA AmbientAL
1 os trAtAdos e os protocolos AmbientAis internAcionAis
imagens de satélite mostrando o estado da camada de ozônio nos meses de outubro entre 1980 e 1991. A 
grande redução do ozônio sobre o hemisfério Sul do planeta no fim da década de 1980 motivou a adoção 
das medidas drásticas previstas no Protocolo de Montreal.
imagem de satélite da nasa mostrando as queimadas pelo planeta.
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220 Geografia Geral Ð Setor 1702 ALFA 6
4% Queima de gasolina
e diesel
28% Cria•‹o de
ruminantes
11% Campos de arroz
inundados
15% Queima de g‡s natural
8% Queima de carv‹o
1% Produ•‹o de petr—leo
13% Aterros e lix›es
4% Esterco
10% Esgoto
1% Postos de gasolina
5% Queima de material
vegetal
Cerca de 60% do metano lan•ado na atmosfera
Ž fruto de atividades humanas.
S‹o elas:
Atividades poluidoras
Fonte: revista ƒpoca, 16 out. 2006. adaptado.
Ano tratados, convenções, Protocolos
1975 convenção sobre Zonas Úmidas de importância internacional
1975
convenção internacional sobre comércio internacional de espécies e Flora e Fauna Selvagens em 
Perigo de extinção
1983 convenção sobre a conservação de espécies Migradoras da Fauna Selvagem
1983 convenção sobre Poluição transfronteiriça de Longo Alcance
1987 nosso Futuro comum
1988 convenção de Viena para a Proteção da camada de Ozônio
1989 Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a camada de Ozônio
1992
convenção da Basileia sobre o controle de Movimentos transfronteiriços de Resíduos Perigosos e 
seu Depósito
1992 Agenda 21
1994 convenção da Diversidade Biológica
1994 convenção sobre Mudanças climáticas
1996 convenção de combate à Desertificação
2003 Protocolo de cartagena sobre Biossegurança
2005 Protocolo de Quioto
2012 Rio+20 e o compromisso genérico com desenvolvimento sustentável
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eXeRcÍcioS
1 (PUc-RS) Há

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