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TÉCNICAS DE CRIO • Bolsa de gelo; • Bolsa de gel; • Criomassagem; • Criocinética; • Aparelhos de frio; • Crioalongamento; • Acessórios refrescantes; • Balde de água gelad Cuidados para aplicação: • Primeiro tem que avaliar o paciente, com anamnese, para identificar qual recurso será utilizado; • Tem que fazer teste de sensibilidade e alergia: o Aplicar gelo em regiões próximas a lesão, para testar; o Tocas o paciente com a mão (dedo), e as vezes, fingir que toca para testar a sensibilidade do paciente (toque – sensitivo); o Fazer a mesma coisa, só que com o gelo (térmico – sensibilidade); o Teste de alergia: aplicar o gelo, esfregando na pele por 60 segundos. Se aparecer petéquias ou coceira, é alérgico. Vermelhidão é normal. • Doenças que prejudicam a circulação, como vasoespasmo ou dificuldade de transporte de O2 é CONTRAINDICADO. • Síndrome de Renault: Extremidades arroxeadas, sudorese fria, dificuldade de se mexer. Pode ter prejuízo da circulação, então é contraindicado; • Lesões abertas: se for necessário, aplicar em volta; • Crioglobulinemia: O frio é responsável por alterar as células brancas. Quando a pessoa tem essa condição e aplicamos o frio, existem células dentro do vaso que, ao entrar em contato com o frio, muda sua conformação molecular, ficam mais pesadas, causando êxtase na circulação (área fica roxa). • De maneira geral, a crio não tem muitas contraindicações; • Pode aplicar nos genitais, por exemplo, em cirurgias de testículo, tomando os devidos cuidados, revestindo mais a bolsa de gelo; Bolsa de gelo • Avaliar o paciente, aplicar os testes e verificar as contraindicações; • Podemos usar uma bolsa ou saco (normal, simples), de preferência cor clara, com gelo triturado; • A quantidade de gelo tem que ser de 2 a 3x maior que a área tratada; • Tem que tirar todo o ar de dentro do saco antes de fechar; • PRICE: o Aplicar o gelo de 20/40 minutos; o Descansar 1:30h/2h; o Repete as aplicações; o Dependendo da gravidade da lesão, tem que ficar as primeiras 40/72 horas fazendo o price; o Quando atletas se machucam, até de madrugada realizam as aplicações de gelo. • Se for usar fraldinha ou bandagem, tem que umidificar com água gelada ou ambiente, e colocar entre a pele e a bolsa para proteger; Bolsa de gel • Fazer teste de alergia e sensibilidade; • A bolsa de gel congela muito, ficando com a temperatura abaixo de 0ºC, o que pode causar queimadura. Tem que colocar fraldinha e NÃO PODE fazer COMPRESSÃO, pois pode gerar queimadura no paciente; • Alguns géis, dependendo da composição, ficam duros e prejudicam a aplicação da CRIO; o Se a bolsa for congelante, fica dura; o Se for anti-congelante, não congela e se adapta ao local do corpo. • É versátil, pois pode ser usada para a hipertermoterapia e crio; • Perde temperatura muito rápido, então tem que trocar várias vezes. Criomassagem • Fazer teste de alergia e sensibilidade; • Pode ser feita de diferentes formas e depende muito da área que vai ser aplicada; • É mais indicado para músculos; • Indicado para lesões SUBAGUDAS, quando está tendo espasmos de proteção. Ao diminuir o espasmo, diminui a excitabilidade do fuso que está gerando contração, relaxa e melhora a dor; • Uma pedra de gelo pode ser suficiente, ou um copo de gelo, ou um palito de gelo, ou uma bolsa com gelo; • A técnica mais utilizada é a de varredura: coloca o gelo no saco, e faz movimentos de vai e vem, desde a origem até inserção do músculo. • APLICAÇÃO: o Fazer teste de alergia e sensibilidade; o Pode colocar óleo, vaselina ou molhar com a própria água do gelo; o Tem que fazer uma abordagem que pegue a origem e inserção, inserção e origem; o Movimentos de vai e vem (varredura); o A quantidade de gelo tem que pegar a parte lateral, medial e central do músculo; o Aplica-se a técnica até o paciente relatar dormência (ocorre cerca de 7 – 12 minutos); o A região fica extremamente avermelhada por causa do frio e da pressão (termo e mecanorreceptor); o Efeito térmico, mecânico e sob os vasos; o Após aplicar a crio, fazer um estiramento, alongamento para relaxar os tendões. O paciente não sentirá tanta dor, por conta da dormência que a crio causa. Crioalongamento • Técnica de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) o Não é indicado para competições ou treinos muito intensos; o Indicado para situação de espasmo pós-lesão aguda (momento subagudo); o Permite fazer o alongamento e aumentar a ADM; o Você coloca o membro no limite da ADM, pede para o paciente forçar contra o corpo do fisio – O músculo irá contrair (isometria) e depois relaxar; o Ao relaxar, forçar o membro mais um pouco, ganhando um pouco mais de ADM, e repetindo isso dentro dos limites do paciente; ▪ Tem que ficar, mais ou menos, 10 segundos contraindo. • Pode fazer em qualquer músculo; • De forma geral: o Massagem com gelo até dormência; o Colocar o paciente na posição desejada; o Levar o músculo que quer alongar até antes do limite de desconforto dele; o Estimular o paciente com comando de voz para conseguir 10 segundos de isometria; o Descansar 10 segundos; o Ganho de ADM para alongar, indo um pouco além do limite; o Repetir tudo 3x. Criocinética • Movimentos ativos, gradativos, com progressão de carga; • Associa crio e cinética; • Muito feita em entorse articular; o Além do crioalongamento, é importante estimular o movimento articular; • Faz a crio e começa a fazer os movimentos daquela articulação; • Movimento tem que ser ativo, o paciente irá realizar dentro dos limites dele; • Mesmo que a ADM esteja baixa, já está estimulando; • Depois, pode passar a ser movimento ativo com resistência; • Depois, pode ir para o chão (em caso de torção no tornozelo), posição bípede, para estimular a articulação, aumentando progressivamente a carga com o paciente parado; o Progride para andar; o Depois colocar obstáculos para gerar estímulos. • Aumenta-se a carga progressivamente para estimular a articulação; • Depende da lesão, do grau e localização; • Indicado para lesão SUBAGUDA (fase proliferativa), quando os sinais e sintomas já sumiram bastante (NUNCA na fase inflamatória). Aparelhos de frio: • Os nomes dos aparelhos variam no mercado: o CRYO CUFF: pequeno, sem termostato e não tem energia, controla-se pelo manguito; o POLAR CARE: caixa grande, com termostato (elétrica); o THERACOOL: caixa média, sem termostato (elétrica). Exemplo do theracool: • É uma caixa térmica, onde cola-se água e gelo até o limite. Tem uma bomba elétrica que puxa a água gelada, passa pela cânula e resfria a bolsa que estará acoplada ao paciente; • Associa eletricidade e crioterapia; • Tem 2 cânulas, para levar até a bolsa e trazer de volta para a caixa; • Ao ligar o equipamento, a bomba faz com que a cânula conduza a água gelada para a bolsa térmica acoplada a ela e ao paciente, e a outra cânula traz a água de volta (não precisa de trocas); • A bolsinha fica bem acoplada ao paciente por uma faixa que se adapta ao local e faz compressão (PRICE); o Dá para fazer crio, compressão e elevação do membro. • Indicação: o Pós-trauma (FASE AGUDA); o Trauma agudo, processo inflamatório e pós cirúrgico; • O aparelho deve estar em altura ACIMA do paciente; • CUIDADO: assim que acabar o tratamento, retirar a bolsinha, secar bem as extremidades das cânulas para não ressecar. Lavar a caixa e secar bem para não dar fungos; • Ponto negativo: Alto custo para adquirir. Imersão em água fria • Se quiser resfriar muito: mais gelo do que água; • A sensibilidade do paciente deve ser respeitada; • Contraindicação: o Edema: o membro fica imerso para baixo; o Fase aguda. • Efeito vasoconstritor muito rápido; • Indicado: o Mias utilizado no sentido preventivo; o Aplicar pós-treinointenso: ameniza as microlesões, evitando um processo inflamatório mais grave. • Aplicação: o Emerge 30 segundos, descanse 30 segundos – repete a 3 a 5x; o Emerge 1 minuto, descansa 1 minuto – repete 3 a 5x (mais água do que gelo). ▪ Geralmente para atletas, que suportam mais o frio. o Sempre levar em consideração a percepção do paciente. Aerossóis refrescantes • Existem sprays de: o Cloreto de etila; o Fluormetano. • Esses sprays quando entram em contato com o ar evaporação e geram refrescância. Tem uma propriedade anestésica, atuando em diversos receptores. • Efeito momentâneo; • Verificar as orientações de cada spray; • Distância varia de 10 – 60 cm; • Aplicar fazendo movimentação (3 a 5 vezes); • Indicação: o Geralmente é usado em atletas. Usa-se no momento da lesão. Verifica se não tem muita alteração, aplica o spray, e vê se o atleta tem condição de voltar pro jogo; o Pode ser usado no crioalongamento. Aplica o spray e alonga o músculo. Anestesia Analgesia Tira a sensibilidade geral, atuando em diferentes receptores. Atua nos receptores de dor