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Trabalho de Ecologia Marinha sobre tartarugas marinhas; apresenta resumo, introdução, classificação e evolução, órgãos sensoriais, reprodução (desova e filhotes), comportamento, ameaças naturais e humanas, doenças, legislação, curiosidades e bibliografia.

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Ecologia Marinha Tartarugas Marinhas
Trabalho elaborado por:
Carina Andreia Sousa e Silva Nº16016
Marta Andreia de Campos Martins Nº16222
LECN 
 6 Fevereiro de 2006
Índice 
Resumo________________________________________________________3
Introdução______________________________________________________4
Classificação____________________________________________________5
A importância das tartarugas no ambiente marinho______________________14
Diferença entre Tartarugas marinhas, Cágados e Tartarugas Terrestres_____16
Os seus órgãos sensoriais_________________________________________17
História dos ancestrais____________________________________________18
Tartarugas em perigo_____________________________________________19
Período de desova, o nascimento dos filhotes e a vida adulta______________20
A vida dos machos e o comportamento das tartarugas marinhas___________23
Ameaças naturais________________________________________________24
Ameaças associadas com actividades humanas________________________26
Doenças das Tartarugas___________________________________________29
Legislação______________________________________________________31
Curiosidades____________________________________________________32
Conclusão______________________________________________________33
Bibliografia______________________________________________________34
Resumo
Este trabalho é do âmbito da cadeira de Ecologia Marinha, do 4ºano da Licenciatura de Ciências da Natureza da Faculdade de Ciência e Tecnologia – Universidade Nova de Lisboa. Tem como objectivo o estudo de um animal do Ecossistema marinho, nomeadamente as Tartarugas marinhas, visto estas terem despertado um enorme interesse por serem espécies protegidas.
Introdução
As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta. Mas a sua origem foi na terra e, na sua aventura para o mar, evoluíram, diferenciando-se de outros répteis. Assim, o número das vértebras diminuiu e as que restaram fundiram-se às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leve. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico (como as aves) e as patas transformaram-se em barbatanas. Tudo para se adaptarem à vida no mar. 
Existem sete espécies de tartarugas marinhas no mundo, agrupadas em duas famílias – a das Dermochelydae e a das Chelonidae. 
As tartarugas marinhas são répteis e, como tal, possuem pele seca, coberta de placas, respiram por pulmões e a temperatura do corpo é regulada pela temperatura ambiente.
Pertencem à mesma ordem das tartarugas de água doce e de terra, como o cágado, mas são muito maiores, podendo atingir até 900 quilos. Mas, ao invés de patas, têm barbatanas e vivem sempre no mar. Somente as fêmeas saem da água, por um curto período de tempo, para a desova. Na terra são lentas e tornam-se vulneráveis, mas no mar deslocam-se com rapidez e agilidade. 
O corpo das tartarugas marinhas é recoberto por um casco, formado por placas córneas e ósseas, cuja função é protegê-las dos predadores e aumentar a hidrodinâmica, facilitando o deslocamento na água. Embora tenham pulmão, podem permanecer algumas horas debaixo de água, prendendo a respiração. Para isso, o organismo funciona lentamente, o coração bate devagar, num fenómeno chamado bradicardia, em que o fornecimento de oxigénio é auxiliado por um tipo de respiração acessória, feita pela faringe e cloaca, que retira oxigénio da água.
Classificação
Filo Chordata 
Subfilo Vertebrata 
Classe Reptilia 
Subclasse Eucryptodira 
Ordem Testudines 
Subordem Polycryptodira 
Superfamília Chelonioidea 
Família Cheloniidae 
Chelonia mydas 
Caretta caretta 
Natator depressus 
Eretmochelys imbricata 
Lepidochelys olivacea 
Lepidochelys kempi 
Superfamília Dermochelyoidea 
Família Dermochelyidae 
Dermochelys coriacea 
As tartarugas têm sido reconhecidas como uma ordem da classe Reptilia sendo que as tartarugas marinhas surgiram no Jurássico, provavelmente derivadas de tartarugas de água doce. O fóssil de tartaruga marinha mais antigo de que se tem registo data de, pelo menos, 180 milhões de anos. 
No Cretácico, quatro famílias de tartarugas marinhas (Toxochelyidae, Protostegidae, Cheloniidae e Dermochelyidae) foram estabelecidas sendo que apenas as duas últimas permaneceram até o presente. A taxonomia vigente reconhece 7 espécies: a cabeçuda ou amarela, Caretta caretta; a tartaruga verde, Chelonia mydas; a "kikila", Natator depressus; a de pente, Eretmochelys imbricata; a gigante, negra ou de couro, Dermochelys coriácea; a pequena, Lepidochelys olivacea e a "ridley" Lepidochelys kempi. Alguns especialistas consideram ainda a tartaruga negra do Pacífico Oriental, Chelonia agassizii, como uma oitava espécie. 
Família Cheloniidae 
Esta família de tartarugas é caracterizada por um crânio muito forte; presença de palato secundário; cabeça parcialmente ou não retráctil; extremidades em forma de barbatanas não retrácteis cobertas por numerosas placas pequenas; com dedos alongados e firmemente presos por tecido conjuntivo; as garras são reduzidas a uma ou duas em cada barbatana; a carapaça é recoberta por placas córneas, variáveis em número para cada espécie. Apesar de terem sido classificados 31 géneros para esta família, apenas 5 possuem representantes no presente: Caretta, Chelonia, Eretmochelys, Lepidochelys e Natator, sendo que no Brasil ocorrem as seguintes espécies: Caretta caretta, Chelonia mydas, Eretmochelys imbricata e Lepidochelys olivacea. 
Caretta caretta (Lineu, 1758)
 
É conhecida popularmente como Tartaruga Cabeçuda, devido à sua cabeça ser bastante grande em proporção ao restante corpo, podendo medir até 25 cm. A carapaça possui 5 pares de placas laterais, sendo que as placas são justapostas, a coloração é castanha-amarelada; o ventre é amarelo claro; a cabeça possui 2 pares de placas (ou escudos) pré-frontais e o tamanho é grande e relativamente desproporcional ao corpo. A carapaça tem medida curvilínea média de 110 cm de comprimento e o peso médio do animal é de 150 kg. 
Esta espécie é omnívora, podendo alimentar-se de crustáceos, principalmente camarões, moluscos, águas-vivas, hidrozoários, ovos de peixes e algas. Habitam normalmente profundidades rasas até cerca de 20 m. Existem registos de mergulhos até cerca de 230 m de profundidade. 
O acasalamento desta espécie é realizado ao longo das rotas migratórias entre as áreas de alimentação e as áreas de reprodução. A incubação "óptima" ocorre entre as temperaturas de 26º C e 32º C; quanto menor a temperatura, dentro deste limite, maior a propensão de nascerem machos.
Pouco procurada pela carne, e embora os ovos ainda sejam comercializados em alguns lugares no mundo, a acção humana não é o maior factor para a sobrevivência desta espécie. As populações têm declinado em alguns lugares devido à captura acidental como resultado de uma intensificação no sector pesqueiro embora noutros lugares, como na Florida e na África do Sul estejam a aumentar. Outros factores também ameaçam esta espécie: na Grécia e na Turquia, por exemplo, onde o turismo e a extracção de areia têm crescido nas principais áreas de desova. Ocorre no norte e sudoeste do Oceano Índico, na Austrália, Japão, Estados Unidos, Mediterrâneo e no Brasil. 
 Chelonia mydas (Lineu, 1758)
A Chelonia mydas é conhecida como Tartaruga Verde devido à cor da gordura localizada abaixo da carapaça. A carapaça possui 4 pares de placas laterais, sendo que as placas são justapostas, a coloração é verde-acinzentada; o ventre é amarelo claro; a cabeça possui 1 par de placas (ou escudos) pré-frontais. A carapaça tem medida curvilínea média de 120 cm de comprimento e o peso médio do animal é de 300 kg. 
Enquanto filhotes, é uma espécie omnívora com tendências à carnívora, tornando-se basicamente herbívora quando juvenil e adulta, podendo alimentar-se eventualmente desalpas, águas-vivas, moluscos, esponjas e ovos de peixes. Normalmente são encontradas em profundidades rasas de até 20 m, sendo que existem registros de mergulhos até 110 m de profundidade. 
Esta é uma espécie cosmopolita e as principais áreas de nidificação e alimentação estão nos trópicos. As maiores colónias nidificam em praias da Costa Rica e no Suriname, nos recifes da Austrália e de Nova Caledónia, e em áreas oceânicas remotas como a Ilha de Ascensão. No Brasil, as áreas oceânicas são as principais áreas de desova desta espécie, sendo a Ilha da Trindade o maior sítio do Atlântico Sul, o Atol das Rocas abriga a segunda maior colónia, e o Arquipélago de Fernando de Noronha é a área onde a população desta espécie está mais ameaçada devido a matança de fêmeas durante anos. Em muitos lugares tem sido caçada para a utilização da carne e dos ovos. Porém, está a acontecer um ligeiro aumento no número de ninhos em diversas áreas monitorizadas no mundo, sendo que esta espécie encontra-se em situação mais estável em relação às outras espécies. 
Eretmochelys imbricata (Lineu, 1766)
É conhecida popularmente como Tartaruga de Pente, pois o seu casco era utilizado para a fabricação de adornos como pentes, aros de óculos, bijutarias e talheres. A carapaça possui 4 pares de placas laterais, sendo que as placas são imbricadas, a coloração é castanha; a cabeça possui 2 pares de placas (ou escudos) pré-frontais; o ventre é amarelo claro. A carapaça tem medida curvilínea média de 110 cm de comprimento e o peso médio do animal é de 120 kg. 
Esta espécie, como as outras, enquanto filhote vive em associação com bancos de algas do género Sargassum, alimentando-se principalmente de pequenos crustáceos. Quando juvenil e adulta, torna-se omnívora, alimentando-se de algas, ovos de peixe, crustáceos, moluscos, briozoários, celenterados, ouriços, corais e, principalmente, esponjas, o que faz desta espécie um dos raros animais que podem digeri-las. No Arquipélago de Fernando de Noronha (Brasil), são encontradas normalmente em profundidades rasas até cerca de 40 m. Não existem registos sobre profundidades máximas alcançadas por esta espécie. 
O comércio intenso de produtos derivados desta espécie de tartaruga marinha como jóias e adornos entre outros, nas últimas décadas, tem sido a principal ameaça para a sua sobrevivência. Embora esta tenha sido a espécie mais observada em certas áreas tropicais como as ilhas do Caribe, Austrália e nas áreas oceânicas brasileiras do Atol das Rocas e o Arquipélago de Fernando de Noronha, estas populações são compostas principalmente por sub adultos, sendo que poucas colónias de adultos são conhecidas. 
Lepidochelys olivacea (Escholtz, 1829)
É conhecida popularmente como Tartaruga Oliva devido à sua coloração esverdeada. A carapaça possui 5 a 9 pares de placas laterais, sendo que as placas são justapostas; a coloração é verde-escuro e o ventre é amarelo claro; a cabeça possui 2 pares de placas (ou escudos) pré-frontais. A carapaça tem medida curvilínea média de 70 cm de comprimento e o peso médio do animal é de 70 kg. É a menor das tartarugas marinhas em águas brasileiras. 
Esta espécie alimenta-se em profundidades mais altas que as outras, geralmente entre 80 e 100 m, porém podem alimentar-se em águas mais rasas principalmente quando próxima de estuários. Omnívora, esta espécie alimenta-se de salpas, peixes, moluscos, crustáceos, algas, briozoários, tunicados, águas-vivas e ovos de peixe. Registos indicam 290 m como uma das maiores profundidades alcançadas por esta espécie durante o mergulho.
 Fora das áreas de desova, os adultos vivem em alto mar, viajando ou descansando em águas superficiais, mas além disso, observações de tartarugas mergulhando e alimentando-se em 200 m de profundidade têm sido registradas.
Esta tartaruga normalmente migra ao longo de bancos de areia continentais convergindo no Verão e Outono para desovar em praias de pouca inclinação com grãos de areia fino, médio a áspero e grossos. As praias de desova são normalmente localizadas em áreas isoladas
A predação de filhotes é realizada por pássaros e mamíferos e pelo caranguejo-fantasma. No mar são comidos por aves marinhas e peixes carnívoros. Grandes peixes e pequenos tubarões são capazes de devorar juvenis, mas tartarugas sub-adultas e adultas são comidas apenas por tubarões. Adultos em praia de desova podem ser mortos por cães e em algumas áreas por hienas, chacais e tigres.
Esta espécie tem poucas áreas de reprodução – América Central, México, Índia, Suriname, Guiana Francesa e Brasil – porém bem definidas e é considerada a que possui maior número de indivíduos no mundo. Parece que as "arribadas" não são um fenómeno permanente e no México elas têm diminuído nas últimas décadas. 
Família Dermochelyidae 
Esta família é caracterizada por uma redução extrema dos ossos da carapaça e do plastrão; desenvolvimento de uma camada dorsal constituída de um mosaico de milhares de pequenos ossos poligonais; ausência de garras e placas na carapaça (as placas estão presentes até o estágio juvenil); o crânio não possui ossos nasais; a superfície da mandíbula é recoberta por queratina; um esqueleto repleto de gordura com áreas extensivas de cartilagem vascularizada nas vértebras e nas junções das barbatanas; corpo muito grande. 
O único representante desta família, Dermochelys coriacea, apresenta uma modesta variação geográfica, e provavelmente não existem subespécies. É de difícil fossilização devido à disposição em mosaico das placas ósseas da carapaça, e a camada grossa de gordura entre a parte óssea e o "couro" de revestimento típico desta espécie. 
Dermochelys coriacea (Lineu, 1758)
É popularmente conhecida como Tartaruga de Couro, isto devido à sua carapaça ser quilhada e sem escamas, tendo a aparência de couro. A carapaça possui 7 quilhas longitudinais, sem placas; a coloração é negra com manchas brancas, azuladas e rosadas; a cabeça e as barbatanas são recobertas de pele sem placas ou escudos, sendo que as manchas podem ser azuladas e rosadas; a coloração do ventre é similar à carapaça porém com manchas mais claras. A carapaça pode medir 2,50 m de comprimento curvilíneo e o peso do animal pode ultrapassar 700 kg. 
Está mais adaptada às águas frias devido à sua derme grossa e oleosa. Como resultado, é a mais amplamente distribuída; há registos em altas latitudes onde as temperaturas da água oscilam entre 10º C e 20º C.
Esta espécie é a de hábitos mais pelágicos entre as tartarugas marinhas, porém pode vir alimentar-se em águas muito rasas, até 4 m de profundidade, próximas à costa. Águas-vivas, salpas, medusas, e outros organismos gelatinosos em geral são as principais fontes alimentares desta espécie, as quais são obtidas na coluna de água entre a superfície e grandes profundidades. Existem registos de mergulhos de cerca de 1000 m de profundidade para esta espécie, porém, normalmente são encontradas em profundidades entre 50 e 80 m. 
Os dados e registos que se tem desta espécie são poucos ao redor do mundo, porém tudo indica que está na Guiana Francesa a maior área de nidificação. Ela não se destaca no comércio internacional. A colecta de ovos e a matança de fêmeas tem sido intensa principalmente no Pacífico e na Costa Rica, onde também a captura acidental na pesca tem sido um factor a ser considerado no declínio destas populações. As colónias no Atlântico (especialmente em Trinidad, Suriname e Guiana Francesa) estão razoavelmente protegidas, na África do Sul e em Moçambique, embora as populações sejam pequenas, elas estão a aumentar. No Brasil é a espécie mais ameaçada, possuindo um número bem reduzido de fêmeas reproduzindo-se no litoral norte do Estado do Espírito Santo. No Sul do país também existem alguns registos de desova e nos estados mais a Norte, os poucos registos que se tem conhecimento referem-se à captura acidental em artes de pesca. 
A importância das tartarugas no ambiente marinho
Como grupo, as tartarugas marinhas representam um componente primitivo e singular da diversidade biológica, sendo um importantecomponente dos ecossistemas marinhos. Até os séculos XVIII e XIX, foram muito abundantes nas áreas de distribuição nos mares tropicais e subtropicais.
Algumas populações chegaram a ser compostas por milhões de indivíduos, porém hoje são poucas as populações que não estejam ameaçadas pela acção humana. Uma combinação de factores como a captura acidental, a destruição de habitats de reprodução, de descanso e de alimentação e, mais recentemente, a contaminação dos mares tem determinado a condição actual das tartarugas marinhas. Nos últimos 200 anos, a viabilidade destes animais de se manterem tem sido drasticamente ameaçada. 
Actualmente, apenas sete (ou oito – este número é ainda questionado por taxonomistas) espécies de tartarugas marinhas sobrevivem, a maioria distribuída através dos oceanos tropicais, sendo que três espécies têm distribuições restritas (Natator depressus no nordeste da Austrália, Lepidochelys kempi no Golfo do México e Atlântico Norte, e Chelonia agassizii no Pacífico Oeste). 
A história natural destes animais é fascinante. São espécies de vida longa, atingem a idade reprodutiva entre 20 e 30 anos e são migradoras em potencial. Excelentes navegadoras, nadam centenas de milhas durante as migrações entre as áreas de alimentação e as de reprodução. Passam a maior parte da vida no mar.
A inclusão das tartarugas marinhas nas listas de animais ameaçados de extinção é um reflexo da exploração que aconteceu no passado. São protegidas actualmente através de tratados internacionais por serem recursos compartilhados, ou seja, não reconhecem fronteiras políticas entre os países. Todas as espécies, excepto a Natator depressus, estão catalogadas como "em perigo" ou "vulneráveis" na lista da UICN – União Mundial para a Natureza. 
A CITES – Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e da Fauna relaciona todas as espécies de tartarugas marinhas que proíbe o comércio internacional de ou para os países signatários. Indiscutivelmente para a conservação das tartarugas marinhas os esforços devem ter escala mundial. Actualmente muitas pessoas estão envolvidas, através de instituições governamentais ou não, para a protecção das tartarugas marinhas em programas de manejo e conservação. 
Diferença entre Tartarugas marinhas, Cágados e Tartarugas Terrestres
As tartarugas marinhas possuem uma carapaça que se estreita na parte posterior e cabeça, membros e cauda não retrácteis, sendo esta muito curta e truncada, não excedendo, ou excedendo apenas ligeiramente, o bordo posterior da carapaça. Os membros anteriores e posteriores das tartarugas marinhas apresentam diferentes dimensões, sendo estes últimos consideravelmente mais curtos, largos e fortemente achatados, sem dedos distintos. Os cágados e tartarugas terrestres apresentam uma carapaça pouco abaulada e que não se estreita na região posterior, no interior da qual podem recolher cabeça, membros e cauda. Os membros anteriores e posteriores destas espécies, que possuem aproximadamente as mesmas dimensões, apresentam dedos.
 Cágado
Tartaruga Terrestre 
 
 Tartaruga Marinha
Os seus órgãos sensoriais
Julgou-se durante bastante tempo que as tartarugas eram surdas, embora se soubesse que tinham ouvidos e que emitiam ocasionalmente sons diversos. Apenas recentemente se descobriu que estes sons estão organizados em padrões regulares e que as tartarugas são capazes de distinguir uma vasta gama de sons aquáticos e aéreos. A maioria das espécies também vê bem, possuindo uma excelente visão de cores. O olfacto representa igualmente um importante factor nas suas vidas.
História dos ancestrais
Elas são certamente mais antigas do que se pensava. A descoberta do mais velho fóssil de uma tartaruga marinha trouxe revelações das mais importantes sobre esses répteis, que vivem nos oceanos há mais de 100 milhões de anos. Há 110 milhões (desde o Cretácico anterior) para ser um período mais exacto. 
As tartarugas no entanto, graças em parte à protecção das suas cascas, não somente escaparam como se adaptaram à vida no planeta de tal forma que podem ser encontradas em quase todos os recantos do mundo e com excepção das regiões cobertas de gelo. E continuam resistindo bravamente. 
Se na água, depois de uma certa idade, elas praticamente não têm predadores naturais, ao contrário em terra, encontram seus piores inimigos: o Homem. 
 Para mantê-las vivas, dezenas de entidades ambientalistas, como o Projecto Tartarugas marinhas (Tamar), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), procuram proteger os ninhos e criar leis que defendam esses animais da morte. 
 
Tartarugas em Perigo
Todas as tartarugas marinhas estão classificadas como "Espécies em Perigo". Estes animais arcaicos, que já existiam no tempo dos dinossauros, encontram muitos perigos no nosso tempo moderno. No estado oceânico das tartarugas, um perigo é o lixo que flutua na superfície do mar, a poluição. A sua alimentação normal consiste, em grande parte, de águas-vivas ou alforrecas e, infelizmente, as tartarugas não conseguem distingui-las do lixo flutuante e por isso engolem, plásticos, esferovite, alcatrão e outros. Os poluentes ingeridos bloqueiam o sistema digestivo e o animal morre. Outro perigo é a mortalidade por pesca por as tartarugas serem atraídas pelo isco engolindo o anzol. Os pescadores cortam a linha e lançam a tartaruga ao mar, geralmente ainda com o anzol na boca, na garganta ou no esófago, e não sabemos quantas morrem. Também acontece a tartaruga ficar embrulhada na linha e não conseguir chegar a superfície, morrendo afogada pois respiram unicamente através de pulmões, logo não podem permanecer muito tempo em baixo da água. 
Período de desova, o nascimento dos filhotes e a vida adulta
A única oportunidade em que uma tartaruga marinha pode ser observada é quando chega o período da desova. Entre os meses de Setembro e Janeiro, as fêmeas saem da água e vêm enterrar os ovos na praia. Depois de escolher o lugar do ninho ela limpa a areia e demarca o que os pesquisadores chamam de cama (uma área de areia de aproximadamente dois metros quadrados). 
Só depois começa a cavar o ninho com as barbatanas anteriores. No fundo, a cerca de 1m de profundidade, ela depositará de 100 a 120 ovos, cada um com o tamanho aproximado de uma bolinha de ping-pong. 
A mesma fêmea pode desovar várias vezes (geralmente de 2 a 8 vezes), e provavelmente retornará para a mesma praia após 2 ou 3 anos para nova temporada e assim sucessivamente. 
 Desova
Quando termina a desova a tartaruga tapa o buraco com areia, usando as barbatanas, compacta a abertura com o próprio corpo e retorna vagarosamente para a água. 
Dentro da água as tartarugas são muito ariscas. Só pesquisadores experientes e ágeis conseguem capturá-las.
Depois de 45 a 60 dias os ovos começam a eclodir. Os filhotes nascem com aproximadamente 5 cm de carapaça e 15 g de peso e para chegarem à superfície, têm que escalar, uns sobre os outros, a distância que os separa da abertura. 
Depois de 2 dias, quando emergem parece um formigueiro. Todos os filhotes saem de uma só vez. Desprotegidos e indefesos, eles ficam à mercê dos predadores. O caminho entre o ninho e o mar é um campo minado. Nas praias virgens, os filhotes são devorados por aves, lagartos e caranguejos. Os que conseguem escapar partem desesperados para a água do mar, mas nem lá estarão totalmente a salvo. Outros predadores aguardam-os sequiosamente. 
As tartarugas recém-nascidas têm energia acumulada suficiente para nadar pelo menos 24 horas sem parar, até encontrar um local seguro e farto em alimento. Os pesquisadores supõem que de cada mil filhotes apenas um ou dois irão chegar à idade adulta. 
Os primeiros anos dos filhotes são denominados pelos pesquisadores como "lost years", ou seja, anos perdidos (pouco se sabe sobre este período). 
 Tartaruga Recém-nascida
Do nascimento até a vida adulta, quando as tartarugas atingem a maturidade sexual, não se sabe exactamente o que acontece com elas. Uma das coisas que se sabe é que as fêmeas, quando adultas,voltarão às mesmas praias onde nasceram, para desovar. Como elas conseguem reconhecer o local exacto, é outra questão que permanece mergulhada em denso mistério. Os cientistas supõem que os bichos tenham um olfacto extremamente desenvolvido para reconhecer o cheiro da areia. Havendo outras possíveis explicações. Segundo uma delas, os animais orientarem-se pela posição da Lua e das estrelas. A descoberta de partículas de ferro no cérebro das tartarugas envergou outra teoria: elas orientam-se por meio de um campo magnético, como as aves. O facto pode ser comprovado pelas rotas migratórias que elas empreendem pelos oceanos do planeta. 
 Orientação para o Mar
A vida dos machos e o comportamento das tartarugas marinhas
A vida dos machos é ainda mais difícil de acompanhar. "Dificilmente eles são vistos", afirma Paulin. "Além disso, só é possível diferenciar os sexos na fase adulta, quando eles apresentam um longo rabo e desenvolvem unhas que servem para enganchar na carapaça da fêmea e manter-se sobre ela durante a cópula. Uma vez apoiado, o macho, com a ajuda da cauda, introduz o pénis em sua cloaca", revela a pesquisadora. 
Um tipo de comportamento das tartarugas marinhas chama a atenção pela singularidade e também por ser ainda incompreensível para os cientistas. O fenómeno ocorre com os animais do género Lepidochelys, comuns no Caribe, e é conhecido como arribada (chegada, em espanhol). Durante três dias e três noites consecutivas, milhares de tartarugas marinhas fêmeas, de aproximadamente 30 a 40 cm, sobem à praia simultaneamente para desovar. "Parece um frenesi". Num trecho de apenas 8 ou 10 km de extensão, dezenas de milhares de fêmeas desovam ao mesmo tempo. Na confusão uma coloca seus ovos sobre o ninho das outras. Centenas de ovos se quebram, produzindo um odor insuportável. O fenómeno ocorre entre os meses de Junho e Julho (verão no hemisfério norte) e ocorre em apenas três regiões específicas do planeta: uma no México, outra na Costa Rica e a última na Índia. 
Entender mais sobre o comportamento e hábitos destes misteriosos animais é um desafio constante para os pesquisadores em todo o mundo. A tenaz persistência dos cientistas entretanto, é mais que justificável: a sua missão é retirar todas as oito espécies de tartarugas marinhas da indesejável relação dos animais em risco de extinção. Logo elas, que são um dos animais mais antigos do planeta. 
Ameaças Naturais
1. Bióticas
Doenças e parasitas: Fibropapilomatose cutânea, uma doença das Tartarugas Verdes, é um tumor que pode causar a sua morte indirectamente; tartarugas que têm a visão bloqueada pelos tumores e não se conseguem alimentar correctamente; estudos sobre a origem desta doença estão a ser realizados. Espiroquidíase resulta em anemia e enterite. Fazendo com que as tartarugas morram ou se tornem mais susceptíveis a se “stressarem”. Infecções bacterianas ou por fungos em ovos pode ser a maior causa de mortalidade. 
Outras tartarugas desovando: Quando há muitas fêmeas desovando num mesmo local, como nas arribadas, várias delas podem fazer o seu ninho sobre outro podendo quebrar os ovos ou impedir que os filhotes consigam chegar à superfície. 
 Desova
Predação: Os ovos e filhotes na praia, são predados por coiotes, quatís, caranguejos, falcões e raposas. Já nos filhotes na água, os predadores passam a ser uma grande variedade de pássaros e peixes. Juvenis e adultos são comidos por tubarões e outros grandes peixes, bem como a baleia Orca. No caso de fêmeas desovando na praia, não há evidência de predação natural, sem ser por seres humanos. 
 Tartaruga Recém-nascida a ser predada
Vegetação: É a menor causa de mortalidade natural, raízes de plantas podem invadir os ninhos das tartarugas e causar mortes. As plantas podem também prender as tartarugas; filhotes podem ficar emaranhados quando estãoa ir para o mar e fêmeas desovantes podem ficar fatalmente presas na vegetação da praia. 
2. Abióticas
 Chuvas fortes: Podem destruir um grande número de ninhos. 15 de 17 ninhos de Caretta caretta depositados na Geórgia (EUA) foram afogados por uma chuva forte em 1955 e 1957. 
Erosão, acresção e inundação pela maré: Ninhos depositados em praias podem ser destruídos por erosão ou acresção. Muitas tartarugas depositam os seus ovos abaixo da linha de maré alta, ficando assim em áreas vulneráveis à inundação pela maré. 40% a 60% dos ninhos da Tartaruga de Couro no Suriname estão nestas áreas, comparado com 12% dos ninhos de Tartarugas Verdes. 
Stress térmico: Hipotermia em tartarugas marinhas pode causar um estado de coma e resultar em morte. As de menor tamanho estão mais susceptíveis à hipotermia. 
Ameaças associadas com actividades humanas
Aumento da presença humana: Isto pode causar a interrupção da fêmea desovante, em qualquer estágio do processo de desova. Estes distúrbios na praia podem fazer com que a fêmea abandone esta praia, atrase a postura dos ovos e seleccione uma praia má para a desova. Há também o risco de atropelamento, tanto de filhotes quanto das fêmeas, por veículos. 
Caça e colecta de ovos: Antigamente era comum matar as tartarugas marinhas para se consumir a carne e usar o casco para fazer armações de óculos, pentes e enfeites. Geralmente elas eram apanhadas quando subiam à praia para desovar. Os ovos eram retirados para alimentação da comunidade de pescadores. Hoje a caça e a colecta de ovos estão proibidos por lei. 
Apesar do quadro de matança indiscriminada de tartarugas marinhas, principalmente de fêmeas e da colecta dos ovos, ter sido revertido, estes animais ainda estão sob ameaça de extinção. Os aspectos naturais da selecção natural, que é incisiva principalmente sobre os filhotes (1000 filhotes, 1 ou 2 atingem a idade adulta), e do início da reprodução (entre 20 e 30 anos de idade) acentuam uma recuperação mais lenta das populações das tartarugas marinhas. De maneira geral, a sociedade está bastante conscientizada sobre este perigo e, sobre as medidas legais cabíveis para abate e/ou utilização e comercialização de artigos derivados de tartarugas marinhas. 
Colisão com barcos: Locais onde há altas taxas destas colisões estão concentradas onde há grande tráfego de embarcações recreativas. 
Erosão e acresção da praia: A interferência humana nos processos de erosão e acresção através do desenvolvimento costeiro e actividades associadas resulta na aceleração da taxa de erosão. Acresção (deposição de sedimentos de praia) também matam os ovos nos ninhos. 
Iluminação artificial: A iluminação artificial nas ruas, avenidas, estradas, casas e bares próximos às praias de desova, ou até mesmo nas próprias praias, é uma das actuais ameaças às tartarugas marinhas. É geralmente durante a noite, com a temperatura da areia mais baixa, que as fêmeas sobem à praia para desovar. E é também quando os filhotes entram em maior actividade e saem dos ninhos. As fêmeas evitam sair do mar para desovar nestas praias iluminadas pois a iluminação artificial interfere na orientação para o retorno ao mar. Para os filhotes, recém saídos do ninho, a ameaça é ainda maior, eles desorientam-se e seguem as luzes artificiais, mais fortes que a luz natural reflectida no mar, e não conseguem alcançar o mar. Ofuscados, atravessam as estradas com o risco de serem atropelados ou se perderem e podem ficar a girar por horas em torno dos postes, até que sejam predados ou morram com os raios intensos do Sol ao amanhecer.
Poluição dos mares: É de conhecimento geral os efeitos e riscos que a poluição dos mares exercem sobre os organismos marinhos. Para as tartarugas marinhas são vários os registos de morte devido a sufocamento por ingestão de material plástico, principalmente. São sacos de lixo, cordas de "nylon", tampas de garrafa e tantos outros resíduos plásticos que podem ser confundidos com alimento e ingeridos pelas tartarugas, principalmente naquelas áreas onde as águas são mais turvas, menos transparentes. 
Além da ingestão de materiais que naturalmente não compõe a dieta alimentar das tartarugas marinhas, outros aspectos da poluição podem interferir na sobrevivênciadestes animais, como o derramamento de petróleo, contaminação inorgânica e também orgânica, os quais podem interferir directamente na saúde das tartarugas marinhas, causando doenças fatais. 
Redes de pesca: A pesca às tartarugas marinhas é proibida por lei federal, mas frequentemente elas enrolam-se acidentalmente nos diversos tipos de artes de pesca, e sem conseguir respirar, acabam por desmaiar. Os pescadores por acharem que estão mortas lançam-nas de volta para a água, provocando assim sua morte por afogamento. Muitas vezes são também pescadas por redes para camarão.
 Tartaruga pescada
Sombreamento: Construções altas no litoral podem aumentar o sombreamento das praias, diminuindo assim a temperatura média da areia e provocando um aumento no número de filhotes macho. Pode causar um desequilíbrio ecológico. 
Doenças das Tartarugas
Carapaça
Quando a carapaça se apresenta mole, isto pode, provavelmente, ser causado por deficientes níveis de cálcio e/ou por falta de raios ultravioleta. Se for numa situação inicial, pode ser resolvido através de uma dieta especial rica em cálcio e de exposições frequentes a raios UV, se estiver já numa fase avançada o animal pode mesmo ter que receber injecções de cálcio. Em qualquer um dos casos, deve sempre consultar-se um veterinário.
Pode acontecer que por qualquer acidente (queda ou esmagamento por exemplo) esta se parta. Neste caso deve ir imediatamente a um veterinário, pois se a assistência for rápida, o anima tem francas hipóteses de se curar.
Fezes líquidas e com mau cheiro intenso
Esta situações poderá ser causada por uma infecção na zona intestinal e pode ser tratada através de medicações específica que o veterinário lhe receitará após analisar as fezes do animal. Deve também efectuar uma desinfecção profunda a todo o território.
Pneumonia
Causado por correntes de ar a que as tartarugas são especialmente sensíveis, pode ser facilmente detectado pela respiração ruidosa da tartaruga e pelo aparecimento de bolhas no nariz e garganta. Deve recorrer rapidamente a um veterinário.
Prolapso intestinal
O intestino sai da cloaca por alguma disfunção, tendo a tartaruga que ser operada rapidamente. Nas tartarugas aquáticas existe um comportamento semelhante mas não do intestino mas sim do pénis. Nesse caso a situação normaliza passado alguns minutos sem ser preciso intervenção cirúrgica. 
Descamação da carapaça
Em condições normais não apresentará qualquer doença, uma vez que é uma situação normal nos répteis. No entanto, se a muda for anormal (aos pedaços por exemplo) deve recorrer imediatamente a um veterinário, pois podemos estar perante a acção de ácaros ou carraças.
Legislação
Leis internacionais, vigentes em Portugal, que protegem as tartarugas marinhas:
1. Convenção Relativa à Conservação da Vida Selvagem e dos Habitats Naturais da Europa. (Convenção de Berna);
2. Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES);
3. Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Selvagens (Convenção de Bona);
4. Convenção para a Protecção do Mar Mediterrâneo contra a Poluição.
 
Legislação que protege as tartarugas marinhas a nível da região Autónoma da Madeira:
5. Decreto Legislativo Regional nº 18/85/M, de 7 de Setembro.
 
Legislação para a prevenção da poluição no oceano:
6. Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios
7. Convenção para a Protecção do Ambiente Marinho do Atlântico Norte Oriental
Curiosidades
Sabia que…
- Ao beber água do mar, a tartaruga marinha absorve muito sal. Para não morrer com o excesso dessa substância, ela costuma eliminar o sal através das suas lágrimas.
- A maior tartaruga-de-couro que foi registrada era um macho encalhado na Costa Ocidental de Gales em 1988. Ele pesou 916 kg.
- A maior tartaruga marinha, a alaúde, consegue colocar 100 ovos em apenas dez minutos.
Conclusão
No final deste trabalho, podemos concluir que:
· As tartarugas marinhas são répteis, muito maiores que os cágados, tartarugas de água doce e terrestres, podendo atingir até 900 quilos.
· Dos ovos colocados pelas fêmeas na época da desova, muito poucos conseguem atingir a fase adulta.
· Apesar de diferentes todas as espécies têm hábitos de vida semelhantes.
· Sobreviveram à época onde até os dinossauros foram extintos.
· As tartarugas marinhas são animais em sério risco de extinção, sendo a sua principal ameaça, a acção humana.
…Proteja as Tartarugas Marinhas!!!
Bibliografia
· http://geocities.yahoo.com.br/erichpanda/ 
· http://www.horta.uac.pt/projectos/MSubmerso/200003/Tartarugas.htm
· http://educar.sc.usp.br/licenciatura/98/pagina.html
· http://www.tartarugasbrasileiras.hpg.ig.com.br/Ciencia_e_Educacao/11/index_hpg.html

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