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__________________________________________PALeontologia
Paleontologia
Fonte: http://recursos.cnice.mec.es/biosfera/alumno/4ESO/evolucion/11bisarbol_filogenetico_seres_vivos.htm
Trabalho elaborado por:
  Carina Sousa e Silva 
N.º16016 LECN 
11 de Maio de 2006
Índice
Pág.
Introdução histórica e classificação_______________________________________2
Classificação científica__________________________________________________2
Características gerais_________________________________________________2-3
Classificação das espículas______________________________________________4
Classes do filo Porífera__________________________________________________4
Organização corporal_________________________________________________4-5
Distribuição estratigráfica_______________________________________________5
Importância geológica________________________________________________5-6
Referências electrónicas________________________________________________7
Introdução histórica e Classificação
Conhecidas e utilizadas desde a antiguidade pelos povos primitivos as esponjas foram incluídas já no primeiro tratado sobre classificação de organismos, escrito em 350 a.C. na Grécia clássica por Aristóteles. Consideradas inicialmente como plantas, sua natureza animal só foi reconhecida no final do século XVIII, quando se observaram as correntes de água no seu corpo. No entanto, os grandes naturalistas da época classificavam as esponjas como Zoophyta (animais-plantas), por não apresentarem ou Pólipos (considerando-as como próximas dos cnidários). Foi o naturalista inglês Grant quem primeiro compreendeu a anatomia e fisiologia das esponjas e criou o nome Porifera. 
A classificação do Filo Porífera é ainda hoje muito debatida, desde a definição das espécies até as relações entre as classes e subclasses. 
O nome do filo Porífera provem do latim (porus = poro + ferre = portador).
Classificação Científica
Reino: Animal; 
 Sub-Reino: Parazoa; 
 Filo: Porifera;
Caracteristicas gerais
Os animais do filo Porifera são muito simples, invertebrados, pluricelulares, diploblásticos (corpo constituído por duas camadas de células, ectoderme e endoderme), acelomados e aquáticos na sua maioria marinhos (poucos de água doce). Não possuem tecidos verdadeiros ou sistemas de órgãos e a digestão e somente intracelular.
São animais filtradores e sedentários com o corpo repleto de poros e normalmente, vivem em colónias. Vivem fixos, presos às rochas ou a outros substratos do fundo do mar ou de rios e têm formas e dimensões muito variadas, desde 1 cm até 2 m. 
Apresentam simetria radiada ou são assimétricos. São animais bênticos, sésseis e alimentam-se por filtragem, bombeando a água através das paredes do corpo e retendo as partículas de alimento nas suas células. A respiração e a excreção fazem-se por difusão directa entre a água circulante e as sua células.
As esponjas raramente são comidas por outros animais pois a maioria tem esqueleto duro e solta excreções e odores desagradáveis; são uma poderosa fonte de iodo para os humanos. Quanto à reprodução, esta pode ser assexuada (devido a sua grande capacidade de regeneração , por brotamento ou gemulação) e sexuada (os amebócitos diferenciam-se em óvulos e espermatozóides . Da fecundação surge uma larva - desenvolvimento indirecto e interno).
As células do corpo das esponjas apresentam mesmo um certo grau de independência, pois a simplicidade da estrutura das esponjas é tal que, se forem trituradas e passadas por uma peneira, de modo a separar as suas células, estas poderão reagrupar-se e formar novamente uma esponja, em tudo semelhante á original (grande poder de regeneração). 
A parede da esponja consiste de duas camadas de células – interna (endoderme) e externa (ectoderme) – envolvendo uma outra denominada mesogleia onde se encontram os amebócitos que são células móveis que se deslocam intensamente por meio de pseudópodes. A parede da esponja apresenta-se perfurada por inúmeros pequenos poros inalantes ou ostíolos (ver fig.1). A água penetra no corpo do animal através dos poros inalantes, percorre um sistema de canais até chegar a uma átrio (espongiocélio) sendo de seguida expelida através do ósculo. A circulação da água no interior da esponja é mantida por inúmeras células flageladas – coanócitos –responsáveis pela captura e ingestão das partículas alimentares. 
O esqueleto interno é constituído por material orgânico (espongina) e inorgânico (espículas calcárias e siliciosas).
Existem mais de 15.000 espécies modernas de esponjas conhecidas, e muitas outras são descobertas a cada dia, muitas são coloridas de cinzento ou pardo e outras são brilhantemente vermelhas, alaranjadas, azuis, violáceas ou pretas.
Fig.1 - Estrutura de uma esponja
Fonte: http://www.mun.ca/biology/scarr/Porifera.htm
Classificação das espículas
 com base na Dimensão
As espículas de maiores dimensões denominam-se megascleras (100μ – 300μ) e as de menores dimensões, microscleras (1μ
).
 com base no número de eixos
As espículas podem ser monoaxiais (1 eixo), diaxiais (2 eixos), triaxiais (3 eixos), tetraxiais (4 eixos), hexaxiais (5 eixos) ou poliaxiais (mais de 5 eixos), (ver fig.2).
	Espículas
	Monoaxiais
	Diaxiais
	Triaxiais
	Tetraxiais
	Hexaxiais
	Poliaxiais
	
	
	
	
	
	
Fig.2 – Tipo de espículas
Adaptado de: http://correio.fc.ul.pt/~cmsilva/01Pf0506.pdf
Classes do filo Porífera
Existem classificadas 5 classes do filo Porífera (ver fig.3):
Classe Calcarea - Desde o Câmbrico até à actualidade.
Esta classe engloba espículas compactas de carbonato 
de cálcio; 
Classe Hexactinellida – classe de espículas de sílica do Câmbrico inferior até à actualidade; 
Classe Demospongia - Desde o Câmbrico até à actualidade, constituída por "esqueleto" de fibras de espongina.
Classe Sclerospongea – Apareceu no Ordovícico(?) até ao Pérmico(?) e do Triásico até à actualidade. Esqueletos compostos por espículas siliciosas, de fibras de espongina.
Classe Stromatoporata – classe de poríferas similares aos esqueletos da classe Sclerospongea que ocorre do Ordovícico até ao Cretáceo. 
Fig.3 - Ocorrência das classes do filo Porífera
Organização corporal
Os poríferos dividem-se em três tipos: Áscon (do grego, ‘saco’, ‘odre’), Sycon (do grego sykon, ‘figo’) e Leucon (do grego leukos, ‘branco’).
	Áscon
	Sycon
	Leucon
	
	
	
	esponjas cónicas de natureza orgânica que não fossilizam, vivem em água doce, são formadas por espículas de formas variadas, soltas ou formando uma trama, são moles e empregues para fazer esponjas de banho.
	esponjas siliciosas, vivem em água salgada, são abundantes no Câmbrico e vêem até à actualidade. São consideradas fósseis vivos.
	esponjas carbonatadas, vivem em água salgada, vêem do Câmbrico até à actualidade.
	
	
	
Fig.4 – Tipos de poríferos
Fonte: http://www.escolavesper.com.br/resumao_animais.htm
Distribuição estratigráfica
Os primeiros vestígios de organismos do filo Porífera surgem em rochas Câmbrico inferior (Proterozóico?) e persistem até à actualidade (ver fig.5).
Têm pouco valor estratigráfico dado o variável potencial de fossilização.
Mesmo existindo provas da sua existência desde o Câmbrico, a sua relação com os restantes animais é algo obscura, principalmente devido á sua simplicidade.
 Fig.5 – Ocorrência dos espongiários
IMPORTÂNCIA GEOLÓGICA
Os espongiários provavelmente, surgiram a partir de antepassados unicelulares de forma independente.
Devido à sua proximidade com os organismos unicelulares e à simplicidade da sua estrutura, alguns autores sustentam que os poríferos teriam aparecido já no Proterozóico superior. Com efeito, em sedimentos Rifeanos e Vendianos surgem vários elementos mineralizados semelhantes a espículas, bem como estruturas que lembram a espongina.
A distribuição horizontal dos fósseis de esponjas é muito inconstante, apresentando forte dependência facial, e, além disso, não são prontamente identificáveis. Consequentemente, a sua utilidadebiostratigráfica é muito reduzida, podendo, contudo, em circunstâncias excepcionais, ser utilizados como marcadores para o reconhecimento de determinados horizontes ou até como “fósseis-guia” (principalmente no Jurássico e no Cretácico), em especial quando são abundantes.
A acumulação pós-morte dos elementos esqueléticos desagregados das espículas siliciosas pode, por vezes, ser de tal modo importante que chega a constituir parte significativa do sedimento, origina-se um tipo específico de rocha siliciosa denominado espongolito.
Os espongolitos são rochas ricas em sílica (64-98%), consolidadas, compactas, de cor clara e pouco densas, reconhecendo-se facilmente pela aderência intensa, quando colocadas em contacto com a língua, o que resulta da sua elevada porosidade e extrema desidratação. 
Normalmente, apenas as esponjas com esqueleto mineralizado fossilizam. Mesmo possuindo esqueleto mineralizado estes animais raramente são preservadas como um todo coerente.
após a morte do organismo a espongina degrada-se e o esqueleto mineralizado dissocia-se em espículas individuais, constituindo estas o principal registo fóssil das esponjas. Por outro lado, a forma externa do corpo das esponjas não é uma característica específica, pois pode variar bastante em função dos parâmetros ambientais a que os animais estão sujeitos .
Assim, e uma vez que a classificação dos Porífera fósseis se baseia nas características do esqueleto mineralizado, estes são estudados, normalmente, preparando uma lâmina de espículas dissociadas ou observando-as isoladamente através de ácidos (nítrico ou clorídrico) para desagregar a matriz em que se encontram. 
Referências electrónicas
http://students.fct.unl.pt/users/ghb10213/zoologia/porifera.htm
http://www.cox-internet.com/coop/porifera.html
http://acd.ufrj.br/labpor/1-Esponjas/Esponjas.htm
http://www.ib.usp.br/ecosteiros/costao%20web/costao/biodiver/biodiversidade.htm
http://www.uc.pt/fossil/pags/fbm_porifera.dwt#
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porifera
http://www.liceuasabin.br/professores/biologia/diotto/aulas/2005/03%20-%20Filo%20Porifera%20%20_esponjas_.pdf
http://www.naturenotes.org/notes/dbiologia/biologia_poriferos.htm
http://members.tripod.com/~netopedia/biolog/AnimaliaI.htm
http://correio.fc.ul.pt/~cmsilva/01Pf0506.pdf
http://www.etall.hpg.ig.com.br/esponja.htm
http://www.crazymania.com.br/biblioteca/?cat=biologia&page2=poriferos
http://www.antares.com.br/~cbpds/inverteb2.html
http://br.geocities.com/opinatudo/caracteristicas_gerais.htm
http://www.consulteme.com.br/biologia/filopori.htm
 http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./agua/salgada/index.h tml&conteudo=./agua/salgada/artigos/poriferos.html
http://www.linkgratis.com.br/bob-esponja/
http://www.navedapalavra.com.br/dicas/biologia10.htm
http://curlygirl.naturlink.pt/porifera.htm
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/portal2/invertebrados/invetebrados.html
http://www.triplov.com/zoo_ilogico/porifera/pages/aaa.htm
http://www.escolavesper.com.br/resumao_animais.htm
http://usuario.tiscali.es/qebeh/Duamt/Inverteb/espon.html
http://facstaff.uwa.edu/rbuckner/ZOOLOGY/PoriferaCnidaria_files/frame.htm
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