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Apostila CICLOS RETA FINAL TJ/BA com sumário de disciplinas jurídicas (Direito Penal; Processual Penal; Constitucional; Eleitoral; Empresarial; Tributário; Ambiental; Administrativo) e, em Direito Penal, tópicos como criminologia, política criminal e penitenciária, criminalização, seletividade, direito penal do autor/fato e do inimigo.

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1 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
2 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
NFPSS 
 
AVISO IMPORTANTE 
 
Este material está protegido por direitos autorais (Lei nº 9.610/98), sendo vedada a 
reprodução, distribuição ou comercialização de qualquer informação ou conteúdo dele 
obtido, em qualquer hipótese, sem a autorização expressa de seus idealizadores. O 
compartilhamento, a título gratuito ou oneroso, leva à responsabilização civil e criminal 
dos envolvidos. Todos os direitos estão reservados. 
Além da proteção legal, este arquivo possui um sistema GTH anti-temper baseado 
em linhas de identificação criadas a partir do CPF do usuário, gerando um código-fonte 
que funciona como a identidade digital oculta do arquivo. O código-fonte tem mecanismo 
autônomo de segurança e proteção contra descriptografia, independentemente da 
conversão do arquivo de PDF para os formatos doc, odt, txt entre outros. 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
3 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
SUMÁRIO 
DIREITO PENAL ........................................................................................................................... 4 
DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................... 80 
DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................... 129 
DIREITO ELEITORAL ................................................................................................................ 172 
DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................... 200 
DIREITO TRIBUTÁRIO .............................................................................................................. 250 
DIREITO AMBIENTAL ............................................................................................................... 278 
DIREITO ADMINISTRATIVO ..................................................................................................... 308 
 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
4 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
DIREITO PENAL1 
 
 
1 Direito penal e poder punitivo: teoria do direito penal; política criminal e criminologia: noções básicas; 
criminalização primária e secundária; seletividade do sistema penal. 
2 Direito penal de autor e direito penal do ato: garantismo penal; direito penal do inimigo; dinâmica 
histórica da legislação penal; história da programação criminalizante no Brasil; genealogia do 
pensamento penal; direito penal e filosofia. 
 
CRIMINOLOGIA: É uma ciência empírica e interdisciplinar, que se ocupa do crime, da criminalidade 
e suas causas, da vítima, do controle social do ato criminoso, bem como da personalidade do criminoso 
e da maneira de ressocializá-lo. 
POLÍTICA CRIMINAL: A Política Criminal é a disciplina que oferece aos poderes públicos as opções 
científicas concretas mais adequadas para o eficaz controle do crime. 
 
#ATENÇÃO Assim, a Criminologia tem a função de reunir um núcleo de conhecimentos verificados 
empiricamente sobre o problema criminal (momento explicativo) e a Política Criminal transforma essa 
base empírica em opções, alternativas e programas científicos, a partir de uma ótica valorativa (momento 
decisivo). 
 
POLÍTICA PENITENCIÁRIA: disciplina que define as diretrizes e as metas existentes para a gestão 
do sistema penitenciário de um determinado local. 
 
CRIMINALIZAÇÃO 
PRIMÁRIA SECUNDÁRIA 
Transformação de um fato em crime. Em 
essência não há nenhuma diferença entre um 
fato criminoso e um fato normal, exceto pelo 
fato criminoso ter o rótulo de crime. 
Transformação de uma pessoa em criminoso 
Poder Legislativo Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia. 
 
SELETIVIDADE DO SISTEMA PENAL: há uma forte tendência de ser o poder punitivo exercido 
precipuamente sobre pessoas previamente escolhidas em face de suas fraquezas, a exemplo dos 
moradores de rua, prostitutas e usuários de drogas. 
 
DIREITO PENAL DO AUTOR DIREITO PENAL DO FATO 
O que configura o delito é a capacidade de 
delinquir do agente, constatada através do seu 
modo de ser. 
 A culpabilidade resulta de um juízo do delito 
como ato concretizado pelo autor 
 
1 Por Tiago Pozza 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
5 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
A pessoa é punida mais pelo que é e menos 
pelo que fez. 
A pessoa é punida pelo que fez, não pelo que é. 
A gravidade do ato que mensura o rigor da 
pena. 
 
#OLHAOGANCHO DIREITO PENAL DO INIMIGO, teoria de Jakobs, prega um tratamento diferenciado 
aos indivíduos que vão de encontro às normas estabelecidas pela sociedade de uma forma tão grave 
que não mereceriam mais ser considerados cidadãos. O direito penal do inimigo é um direito de guerra 
e, dessa forma, o Estado não é obrigado a obedecer a regras preestabelecidas, o importante é vencer o 
inimigo. Para cumprir tal objetivo, segundo Jakobs, será permitida a flexibilização ou até mesmo a 
eliminação de direitos e garantias, permitindo-se, por exemplo, a utilização da tortura como meio de 
obtenção de provas. 
 
GARANTISMO PENAL (FERRAJOLI): O garantismo, à luz da hermenêutica constitucional, tutela não 
apenas os direitos individuais dos acusados, investigados ou processados na esfera criminal, devendo 
valorar todos os direitos e deveres previstos na Constituição Federal. Isso porque os direitos fundamentais 
não preveem apenas uma proibição de intervenção (proibição de excesso), mas também uma vedação 
à omissão (proibição da proteção deficiente, proibição da proteção insuficiente). Dessa forma, o 
garantismo penal integral ou proporcional é aquele que assegura os direitos do acusado, não permitindo 
violações arbitrárias, desnecessárias ou desproporcionais, e, por outro lado, assegura a tutela de outros 
bens jurídicos relevantes para a sociedade, em consonância com as duas vertentes do princípio da 
proporcionalidade, incluindo a proibição do excesso e a proibição da proteção deficiente. 
 
#OLHAOGANCHO GARANTISMO HIPERBÓLICO OU MONOCULAR (#SELIGANOSINÔNIMO) é aquele 
aplicado de maneira ampliada e desproporcional, monocular. Tutela apenas os direitos fundamentais do 
investigado/processado, desconsiderando-se o interesse coletivo. Contrapõe-se ao garantismo penal 
integral, que resguarda os direitos fundamentais afetos à coletividade. 
 
3 Funções da pena: teorias. 
 
Teorias 
Legitimadoras 
Teorias Absolutas: a pena representa como um fim em si mesma, isto é, o autor do 
crime deverá pagar pelo mal cometido. Ou seja, a pena tem caráter retributivo. 
Teorias 
Relativas 
Teoria da Prevenção Geral: a pena é 
aplicada em função de toda a 
sociedade para que esta presencie o 
sofrimento e dor daquele cidadão e 
se intimide para que não cometa 
crimes. 
Positiva: a pena é um 
instrumento de estabilização, ou 
seja, a pena restabelece a 
ordem social que fora abalado 
pelo sujeito criminoso. 
Negativa: busca causar um 
temor na sociedade para que, 
com medo das consequências 
do crime, deixe de cometer 
condutas ilícitas. 
Teoria da Prevenção Especial: A pena 
atua sobre um indivíduo (ou grupo) 
Positiva: consiste na meta de 
ressocialização do indivíduo. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
6 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
para evitar que este volte a delinquir. 
Pessoaliza-se a ameaça à sociedade. 
Por isso, ganha reforço a concepção 
da ressocialização através da pena. 
Negativa: tem como foco a 
proteção da sociedade através 
da neutralização do indivíduo, 
ou seja, a exclusão do criminoso 
da sociedade em razão do mal 
que cometeu. 
Teorias Unitárias ou Mistas: em que se tenta compatibilizar as teorias absolutas com 
as relativas. Um caráterinicial é o de que a pena possui funções múltiplas, não 
havendo incompatibilidade em se reconhecer que é possível uma função preventiva 
e retribucionista. 
Teorias Deslegitimadoras: abominam a intervenção do Estado sob o manto do direito de punir. 
Desacredita-se a suposta eficiência do sistema penal como legitimante do controle social. Entre essas 
teorias, destaque para o Abolicionismo Penal e o Minimalismo Radical 
 
5 Princípios aplicáveis ao direito penal. 
 
➢ Princípio da Reserva Legal ou Estrita Legalidade: 
Somente a lei pode criar delitos e cominar penas. Como consequência lógica, não se admite a 
utilização de medida provisória em matéria penal. 
 
#CUIDADO! O STF já admitiu MP na seara penal, desde que para favorecer o réu. Ex.: MP 417 que 
prorrogou a “atipicidade temporária” nos crimes de posse de armas. 
 
O princípio da legalidade possui algumas funções fundamentais: 
✓ Lei estrita: é proibida a analogia contra o réu. 
✓ Lei escrita: é proibido o costume incriminador. 
 
#OLHAOGANCHO: da mesma forma que o costume não tem o condão de incriminar, também não tem 
de descriminalizar (os costumes contrários às leis são chamados de DESUETUDO: contrariam uma lei 
penal, mas não a revogam. Ex.: crime de casa de prostituição/jogo do bicho). 
✓ Lei certa: é proibida a criação de tipos penais vagos e indeterminados. 
✓ Lei prévia: é proibida a aplicação da lei penal incriminadora a fatos - não considerados crimes - 
praticados antes de sua vigência. Engloba aqui o da anterioridade, cláusula pétrea. 
➢ Princípio da Intervenção Mínima: 
Afirma ser legítima a intervenção penal apenas quando a criminalização de um fato se constitui 
meio indispensável para a proteção de determinado bem ou interesse, não podendo ser tutelado por 
outros ramos do ordenamento jurídico. A intervenção mínima é gênero do qual são espécies: a 
fragmentariedade e a subsidiariedade. Vamos conferir? 
✓ Princípio da Fragmentariedade: no universo da ilicitude, somente alguns poucos fragmentos 
constituem-se em ilícitos penais. O Direito Penal é a última etapa de proteção. #ATENÇÃO! O 
princípio da fragmentariedade atua no PLANO ABSTRATO (na criação de tipos penais). 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
7 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
#SELIGA: FRAGMENTARIEDADE ÀS AVESSAS: É o contrário da fragmentariedade; o crime deixa de existir, 
pois a incriminação se torna desnecessária. Por exemplo, o adultério. 
 
✓ Princípio da Subsidiariedade: incide no PLANO CONCRETO, ou seja, no momento de aplicação da 
lei penal. É analisado se, naquele caso concreto, seria possível solucionar através de outros ramos 
do direito, ou se será preciso utilizar a ultima ratio, o executor de reserva, isto é, o direito penal. 
➢ Princípio da Ofensividade: 
Possui quatro funções principais: 
1) Proibição da incriminação de uma atitude interna, como as ideias, convicções, e desejos dos 
homens. 
2) Proibição da incriminação de uma conduta que não exceda o âmbito do próprio autor (princípio 
da alteridade). 
3) Proibição da incriminação de simples estados ou condições existenciais (aplica-se o direito penal 
do fato e não do autor). 
4) Proibição da incriminação de condutas desviadas que não afetem qualquer bem jurídico. 
➢ Princípio da Insignificância: 
Pode ser visto como instrumento de interpretação restritiva do tipo penal. Possui natureza jurídica 
de causa supralegal de exclusão da tipicidade material, devendo ser analisado em conexão com os 
postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima. 
Vamos dar uma conferida nos requisitos desse princípio?! 
Objetivos: mínima ofensividade da conduta do agente; nenhuma periculosidade social da ação; 
reduzido grau de reprovabilidade do comportamento; Inexpressividade da lesão jurídica provocada. 
Subjetivos: importância do bem para a vítima (STF) e condições do agente (#SELIGA: a 
reincidência, a reiteração criminosa, a habitualidade delitiva NÃO são suficientes, por si sós, para afastar 
a aplicação do princípio da insignificância – STF Info 793). 
 
#ATENÇÃO: Os tribunais superiores, em algumas situações concretas, têm afastado o princípio da 
insignificância nos casos de reincidência e de furto qualificado. 
 
#OLHAOGANCHO. #BAGATELAIMPRÓPRIA. No caso do princípio da insignificância impróprio ou 
bagatela imprópria ocorre o injusto penal. Entretanto, verifica-se que no caso concreto a pena é 
desnecessária (incidência dos princípios da desnecessidade da pena com o princípio da irrelevância penal 
do fato). 
Vamos entender melhor? 
O princípio da insignificância impróprio pressupõe a análise do que ocorreu após a prática do crime até 
o momento do julgamento. Ex.: O réu casou, teve filhos, tem uma empresa com 50 funcionários?! Nesses 
casos, o juiz reconhece a existência do crime, mas conclui que a pena não é necessária. Aqui não há 
causa supralegal de exclusão da tipicidade, há causa supralegal de extinção da punibilidade. O Estado 
reconhece o crime, mas conclui pela desnecessidade de punição. A punição não é mais vantajosa para a 
sociedade. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
8 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
A análise da pertinência da bagatela imprópria há de ser realizada, obrigatoriamente, na situação fática, 
jamais no plano abstrato. Atente-se também para a necessidade de se observar que a bagatela imprópria 
tem como pressuposto inafastável a não incidência do princípio da insignificância (própria). Afinal, se o 
fato não era merecedor da tutela penal em decorrência da sua atipicidade, descabe enveredar pela 
discussão acerca da necessidade ou não de pena. 
A bagatela imprópria se ASSEMELHA ao perdão judicial (art. 107, IX, do CP). O fundamento da bagatela 
imprópria e do perdão judicial é o mesmo, só que o perdão judicial está duplamente previsto em lei, 
enquanto instituto bem como em relação às hipóteses legais em que ele incide. Em contrapartida, no 
Brasil, não há previsão legal do princípio da insignificância impróprio. 
 
Pessoal, por fim, COLEM NA RETINA essa revisão sobre a aplicação do princípio da insignificância. 
Trata-se de um compilado das principais informações extraídas da jurisprudência, tomando por base os 
comentários do Dizer o Direito. #DEOLHONAJURIS. #AJUDAMARCINHO. 
 
NÃO SE APLICA A INSIGNIFICÂNCIA 
Delitos praticados em violência doméstica: não se aplica o princípio da insignificância. 
Posse ou porte de arma ou munição. 
Estelionato contra o INSS (estelionato previdenciário). 
Tráfico de drogas. 
Crime de moeda falsa. 
Contrabando. 
Roubo. 
Lesão corporal. 
Falsificação de documento público. 
Estelionato envolvendo o seguro-desemprego. 
Estelionato envolvendo FGTS. 
Violação de direito autoral (§ 2º do art. 184 do CP). 
Tráfico internacional de arma de fogo ou munição. 
Furto qualificado. 
Obs. Como regra, a aplicação do princípio da insignificância tem sido rechaçada nas hipóteses de 
furto qualificado, tendo em vista que tal circunstância denota, em tese, maior ofensividade e 
reprovabilidade da conduta. Deve-se, todavia, considerar as circunstâncias peculiares de cada caso 
concreto, de maneira a verificar se, diante do quadro completo do delito, a conduta do agente 
representa maior reprovabilidade a desautorizar a aplicação do princípio da insignificância. STJ. 5ª 
Turma. AgRg no AREsp 785755/MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 22/11/2016. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 746011/MT, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 05/11/2015. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
9 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Crimes militares. Trata-se de tema extremamente polêmico, mas a posição majoritária é no sentido 
de que não se aplica o princípio da insignificância aos crimes militares, sob pena de afronta à 
autoridade, hierarquia e disciplina, bens jurídicos cuja preservação é importante para o regular 
funcionamento das instituições militares.O caso mais comum e que é provável que seja cobrado em 
sua prova é o crime de posse de substância entorpecente em lugar sujeito à administração militar 
(art. 290 do CPM). O Plenário do STF já assentou a inaplicabilidade do princípio da insignificância à 
posse de quantidade reduzida de substância entorpecente em lugar sujeito à administração militar 
(art. 290 do CPM). STF. 2ª Turma. HC 118255, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 19/11/2013. 
STF. 2ª Turma. ARE 856183 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 30/06/2015. 
 
POSSÍVEL APLICAR A INSIGNIFICÂNCIA 
Crimes ambientais. 
#AJUDAMARCINHO: É possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes ambientais, 
devendo ser analisadas as circunstâncias específicas do caso concreto para se verificar a atipicidade 
da conduta em exame. STJ. 5° Turma. AgRg no AREsp 654.321/SC, Rel. Min. Reynaldo Soares da 
Fonseca, julgado em 09/06/2015. É possível aplicar o princípio da insignificância para crimes 
ambientais. STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 1°/3/2016 (Info 816). 
PORÉM, CUIDADO: 
#AJUDAMARCINHO: O princípio da bagatela não se aplica ao crime previsto no art. 34, caput c/c 
parágrafo único, II, da Lei 9.605/98: Art. 34. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em 
lugares interditados por órgão competente: Pena - detenção de um ano a três anos ou multa, ou 
ambas as penas cumulativamente. Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem: II - pesca 
quantidades superiores às permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e 
métodos não permitidos; Caso concreto: realização de pesca de 7kg de camarão em período de 
defeso com o uso de método não permitido. STF. 1ª Turma. HC 122560/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 
julgado em 8/5/2018 (Info 891). #JULGADORECENTE. 
Descaminho. 
Furto Simples. PORÉM, CUIDADO: 
Se o valor do bem é acima de 10% do salário mínimo vigente na época, o STJ tem negado a 
aplicação do princípio da insignificância. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1558547/MG, Rel. Min. Maria 
Thereza de Assis Moura, julgado em 19/11/2015. 
“Flanelinha” e exercício da profissão sem registro no órgão competente (não configura a 
contravenção penal prevista no art. 47 do Decreto-Lei 3.688/1941: exercício ilegal de profissão ou 
atividade). 
 
#DIVERGÊNCIA entre o STJ e o STF. 
 
MANTER RÁDIO CLANDESTINA 
STJ: NÃO STF: SIM 
STJ: NÃO. É inaplicável o princípio da 
insignificância ao delito previsto no art. 183 da Lei 
nº 9.472/97, nas hipóteses de exploração 
STF: SIM, é possível, em situações excepcionais, o 
reconhecimento do princípio da insignificância 
desde que a rádio clandestina opere em baixa 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
10 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
irregular ou clandestina de rádio comunitária, 
mesmo que ela seja de baixa potência, uma vez 
que se trata de delito formal de perigo abstrato, 
que dispensa a comprovação de qualquer dano 
(resultado) ou do perigo, presumindo-se este 
absolutamente pela lei. Nesse sentido: STJ. 6ª 
Turma. AgRg no AREsp 740.434/BA, Rel. Min. 
Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 
14/02/2017. 
frequência, em localidades afastadas dos grandes 
centros e em situações nas quais ficou 
demonstrada a inexistência de lesividade. STF. 2ª 
Turma. HC 138134/BA, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, julgado em 7/2/2017 (Info 853). 
 
APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA 
STJ: SIM STF: NÃO 
O STJ já firmou o entendimento de que é possível 
a aplicação do princípio da insignificância ao 
delito de apropriação indébita previdenciária, 
desde que o total dos valores retidos não 
ultrapasse o valor utilizado pela Fazenda Público 
como limite mínimo para que sejam ajuizadas as 
execuções fiscais. STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 
1241697/PR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 
06/08/2013. STJ. 6ª Turma. RHC 59839/SP, Rel. 
Min. Nefi Cordeiro, julgado em 07/04/2016. 
O bem jurídico tutelado pelo delito de 
apropriação indébita previdenciária é a 
subsistência financeira da Previdência Social. 
Logo, não há como afirmar-se que a 
reprovabilidade da conduta atribuída ao paciente 
é de grau reduzido, considerando que esta 
conduta causa prejuízo à arrecadação já 
deficitária da Previdência Social, configurando 
nítida lesão a bem jurídico supraindividual. O 
reconhecimento da atipicidade material nesses 
casos implicaria ignorar esse preocupante 
quadro. STF. 1ª Turma. HC 102550, Rel. Min. Luiz 
Fux, julgado em 20/09/2011. STF. 2ª Turma. RHC 
132706 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
21/06/2016. 
 
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
STJ: NÃO STF: SIM 
Súmula 599-STJ. 
Há julgados da 2ª Turma admitindo a aplicação 
do princípio mesmo em outras hipóteses além 
do descaminho. 
 
PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL 
STJ: NÃO STF: SIM 
A jurisprudência de ambas as turmas do STJ 
firmou entendimento de que o crime de posse 
de drogas para consumo pessoal (art. 28 da Lei 
STF: possui um precedente isolado, da 1ª Turma, 
aplicando o princípio: 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
11 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
nº 11.343/06) é de perigo presumido ou abstrato 
e a pequena quantidade de droga faz parte da 
própria essência do delito em questão, não lhe 
sendo aplicável o princípio da insignificância 
 
CRIMES PRATICADOS POR PREFEITOS 
STJ: NÃO STF: SIM 
Possui precedentes afirmando que não é 
possível a aplicação do princípio da 
insignificância a prefeito, em razão mesmo da 
própria condição que ostenta, devendo pautar 
sua conduta, à frente da municipalidade, pela 
ética e pela moral, não havendo espaço para 
quaisquer desvios de conduta. 
Possui julgados entendendo ser possível. 
 
#RESUMINDO #COLANARETINA #RELERPARAREFORÇAR 
 
APLICABILIDADE INAPLICABILIDADE DIVERGÊNCIAS 
Furto simples, crimes contra a 
ordem tributária e descaminho 
(STJ e STF: 20 mil reais); 
“Flanelinha” e exercício da 
profissão sem registro no órgão 
competente. 
lesão corporal; roubo; tráfico de 
drogas; moeda falsa e outros 
crimes contra a fé pública; 
contrabando, estelionato contra 
o INSS, envolvendo FGTS ou 
envolvendo seguro-
desemprego; violação de direito 
autoral; posse ou porte de arma 
de fogo/munição (Cuidado com 
a exceção: porte ilegal de uma 
munição como pingente); 
delitos praticados em violência 
doméstica; provedor 
clandestino de internet sem fio. 
Crimes ambientais, Crimes 
cometidos por prefeitos (STF já 
admitiu, STJ não); Apropriação 
indébita previdenciária (STF já 
admitiu, STJ afasta); Porte de 
droga para consumo pessoal 
(STF tem um precedente 
isolado); Crimes contra 
Administração Pública (STJ 
afasta, STF já admitiu); Rádio 
comunitária clandestina (STF 
admite em rádios com baixa 
frequência e em locais afastados 
dos grandes centros, quando 
demonstrada a inexistência de 
lesividade – Info 853.O STJ, por 
sua vez, não admite); furto 
qualificado (em alguns casos o 
STJ já admitiu o princípio da 
insignificância, como no furto 
qualificado pelo concurso de 
pessoas). 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
12 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
#VAICAIR: Com relação à polêmica sobre os crimes contra a Administração Pública, o STJ, em novembro 
de 2017, editou a Súmula nº 599: 
SÚMULA 599 DO STJ:O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública. 
#MAISUMA O STJ recentemente editou súmula em relação ao delito de rádio clandestina: 
Súmula 606-STJ: Não se aplica o princípio da insignificância aos casos de transmissão clandestina de sinal 
de internet via radiofrequência que caracterizam o fato típico previsto no artigo 183 da lei 9.472/97. 
#CUIDADO: Nos crimes ambientais, há divergência no STF sobre a possibilidade de aplicação do princípio 
da insignificância quanto à pesca ilegal. 
#AJUDAMARCINHO: A Lei de Crimes Ambientais tipifica a pesca ilegal, nos seguintes termos:"Art. 34. 
Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente:" Se 
a pessoa é flagrada sem nenhum peixe, mas portando consigo equipamentos de pesca, em um local 
onde esta atividade é proibida, ela poderá ser absolvida do delito do art. 34 da Lei de Crimes com base 
no princípio da insignificância? 
 
 
 
2ª TURMA DO STF 2ª TURMA DO STF 
SIM. É possível aplicar o princípio da insignificância 
para crimes ambientais. 
NÃO. Não é possível aplicar o princípio da 
insignificância para crimes ambientais. 
Ex.: pessoa encontrada em uma unidade de 
conservação onde a pesca é proibida, com vara de 
pescar, linha e anzol, conduzindo uma pequena 
embarcação na qual não havia peixes. 
Na estação ecológica, os servidores do IBAMA 
encontraram uma pequena embarcação com um 
indivíduo. Apesar de não estar com peixes, ele 
estava com vara de pescar, linha e anzol. O 
pescador foi autuado administrativamente pelo 
IBAMA por pesca ilegal, e o MP ofereceu denúncia 
contra ele, pela prática do crime previsto no art. 
34, caput, da Lei nº 9.605/98. 
STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen 
Lúcia, julgado em 1°/3/2016 (INFO 816 DO STF) 
STF. 2ª Turma. RHC 125566/PR e HC 127926/SC, 
Rel. Min. Dias Toffoli, julgados em 26/10/2016 
(INFO 845 DO STF) 
 
➢ Princípio da Culpabilidade: 
Possui três consequências materiais: 
a) Não há responsabilidade penal objetiva; 
b) A responsabilidade penal é pelo fato praticado e não pelo autor; 
c) A culpabilidade é a medida da pena. 
➢ Princípio da Exclusiva Proteção de Bens Jurídicos: 
O Direito Penal possui como função a proteção de bens jurídicos mais relevantes para a sociedade. 
Assim, o Estado não pode utilizar o Direito Penal para tutelar a moral, a religião, os valores ideológicos 
etc., sob pena de prevalecer a intolerância. 
➢ Princípio da Proporcionalidade: 
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13 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
O princípio da proporcionalidade adveio do direito alemão. É chamado de razoabilidade (direito 
italiano) ou de convivência das liberdades públicas (direito norte-americano). É desdobramento lógico do 
Princípio da Individualização da Pena. Em síntese, o que a proporcionalidade impõe é que a pena seja 
proporcional à gravidade da infração penal. 
Não é possível analisar esse princípio sob uma única ótica. Há dois aspectos fundamentais. Vamos 
conferir? 
✓ Garantismo negativo: proibição contra os excessos do Estado. Não se pode punir mais do que o 
necessário para a proteção de um bem jurídico. 
✓ Garantismo positivo: proibição da proteção insuficiente do bem jurídico. 
➢ Princípio da Pessoalidade ou da intranscendência da Pena: 
A pena deve ser aplicada somente ao autor do fato e não a terceiros. 
 
CF, art. 5, XLV - Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o 
dono e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra 
eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido. 
 
7 Aplicação da lei penal: a lei penal no tempo e no espaço; tempo e lugar do crime; lei penal excepcional, 
especial e temporária; territorialidade e extraterritorialidade da lei penal; pena cumprida no estrangeiro; 
eficácia da sentença estrangeira; contagem de prazo; frações não computáveis da pena; interpretação 
da lei penal; analogia; irretroatividade da lei penal; conflito aparente de normas penais. 
 
TEMPO DO 
CRIME: 
Teoria da atividade: considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, 
ainda que outro seja o momento do resultado. 
#SELIGANASUMULA SÚMULA 711 DO STF: Nos casos de crime continuado, permanente 
ou habitual, aplica-se a lei mais grave, se vigente antes de cessada a continuidade, 
permanência ou habitualidade. 
LUGAR DO 
CRIME 
Teoria da ubiquidade: considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação 
ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se 
o resultado). 
#NÃOCONFUNDA: Com o artigo 70 do CPP, que adota a teoria do resultado no que diz 
respeito à competência para julgar crimes. 
 
#DECORE #OLHAOMACETE: LUTA: Lugar = Ubiquidade / Tempo = Atividade. 
 
LEI PENAL NO ESPAÇO 
REGRA 
TERRITORIALIDADE: consiste na aplicação da lei brasileira aos crimes praticados no Brasil 
(art. 5o, CP). 
EXCEÇÃO 
EXTRATERRITORIALIDADE: na qual aplica-se a lei 
brasileira a crimes (não inclui contravenção penal) 
praticados no exterior. 
INCONDICIONADA (art. 7o, I, CP) 
CONDICIONADA (art. 7o, II, CP) 
HIPERCONDICIONADA (art. 7o, §3°, 
CP) 
 
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14 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
#ATENÇÃO diz-se que o Código Penal adotou a Teoria da Territorialidade mitigada ou 
temperada. 
 
LEI PENAL NO TEMPO 
REGRA 
PRINCÍPIO DA ATIVIDADE: A lei é aplicada aos fatos praticados durante a sua vigência. 
IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL: Em regra, a lei penal não retroage para alcançar 
fatos anteriores a sua vigência. 
EXCEÇÕES 
RETROATIVIDADE DA LEI PENAL BENÉFICA: A lei nova mais benéfica retroage, de forma 
que será aplicada aos fatos criminosos praticados antes de sua entrada em vigor. Ex: 
ABOLITIO CRIMINIS: lei nova que deixa de considerar um fato como criminoso, aplica-
se inclusive aos processos já transitados em julgado. Nesse caso, a competência será do 
juiz das execuções penais. 
ULTRATIVIDADE DA LEI PENAL BENÉFICA: A lei mais benéfica, quando revogada, 
continua a reger os fatos praticados durante a sua vigência. 
 
#ATENÇÃO LEX TERTIA: é a combinação de aspectos mais benéficos de mais de uma lei, criando 
uma terceira lei. É vedada (súmula 501 do STJ). 
#SELIGA Princípio da descontinuidade normativo-típica ou da transmudação geográfica: Pode 
ocorrer a revogação formal da lei sem que ocorra a abolitio criminis, em razão de inexistir a 
descontinuidade normativo-típica. Como exemplo, pode ser citado o crime de atentado violento ao 
pudor (CP, art. 214), que passou a ser considerado como estupro (CP, art. 213). 
#NÃOCONFUNDA Em relação às normas processuais penais não se aplica a retroatividade, vigora 
o princípio do tempus regit actum. 
 
LEI PENAL ESPECIAL: 
Leis que tratam de matéria penal, mas que estão fora do Código Penal. Ex: 
Lei de drogas. 
LEI PENAL 
TEMPORÁRIA: 
É a que tem vigência predeterminada no tempo. Ex. Lei nº 12.663/12 (Lei 
Geral da Copa do Mundo de Futebol de 2014). 
LEI PENAL 
EXCEPCIONAL: 
São aquelas que são produzidas para vigorar durante determinada situação. 
Ex: Uma lei definindo crimes durante o período de intervenção federal no 
estado do Rio de Janeiro. 
 
#ATENÇÃO A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou 
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência (art. 3, 
CP). 
 
INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL X ANALOGIA 
INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA ANALOGIA 
Existe norma para o caso 
concreto 
Existe norma para o caso 
concreto 
Não existe norma para o caso 
concreto 
Amplia-se o alcance. Ex: na 
palavra “arma” – art. 157, § 2° do 
CP. 
O legislador previu uma fórmula 
genérica, permitindo ao juiz 
encontrar outras. 
No caso em que há lacuna (caso 
omisso), o juiz aplica, por 
analogia (por assemelhação), 
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15 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Pode ser prejudicial ao réu. 
Ex. art. 121, §2º, I - mediante 
paga ou promessa de 
recompensa, ou por outro 
motivo torpe (qualificadora do 
homicídio); 
uma lei que trata sobre o caso 
semelhante. 
Não pode ser prejudicial ao réu 
(in malam partem). 
OBS: também chamada de 
analogia legal ou “legis”. 
Ex. adolescente estuprada que 
pretende interromper a 
gestação do seu feto pode fazer 
uso do aborto sentimental 
previsto no art. 128, II, CP, 
apesar deste não ter sido 
editado quando da previsão 
legal doestupro de vulnerável, 
portanto, não abrangendo essa 
hipótese. 
#CUIDADO: A analogia não é 
forma de interpretação da lei 
penal, mas sim técnica de 
integração ou colmatação do 
ordenamento jurídico. A lei 
pode ter lacunas, mas não o 
ordenamento jurídico. Trata-se 
de aplicação, ao caso não 
previsto em lei, de norma 
reguladora de caso semelhante. 
Não se aplica às leis 
excepcionais, justamente em 
razão de seu caráter 
extraordinário. 
 
PRINCÍPIOS PARA SOLUCIONAR O CONFLITO APARENTE DE NORMAS PENAIS (#MNEMÔNICO 
SECA) 
SUBSIDIARIEDADE 
Atua no plano concreto. O crime tipificado pela lei subsidiária, além de menos 
grave do que o narrado pela lei primária, dele também difere quanto à forma de 
execução, já que corresponde a uma parte deste. Em outras palavras, a figura 
subsidiária está inserida na principal. No princípio da subsidiariedade a 
comparação sempre deve ser efetuada no caso concreto, buscando-se a 
aplicação da lei mais grave. A subsidiariedade pode ser tanto expressa (por 
exemplo, disparo de arma de fogo), como tácita. 
ESPECIALIDADE 
Sua aferição se estabelece em abstrato, ou seja, para saber qual lei é geral e qual 
é especial, prescinde-se da análise do fato praticado. Pouco importa também a 
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16 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
quantidade de sanção penal reservada para as infrações penais. A comparação 
entre as leis não se faz da mais grave para a menos grave, pois a lei específica 
pode narrar um ilícito penal mais rigoroso ou mais brando. 
CONSUNÇÃO 
Também é analisado no plano concreto. Difere-se da subsidiariedade em dois 
aspectos. Na regra da subsidiariedade, em função do fato concreto praticado, 
comparam-se as leis para saber qual é a aplicável. Por seu turno, na consunção, 
sem buscar auxílio nas leis, comparam-se os fatos, apurando-se que o mais 
amplo, completo e grave consome os demais. O fato principal absorve o 
acessório, sobrando apenas a lei que o disciplina. Lei consuntiva é aquela que 
define o todo, o fato mais amplo. Lei consumida define a parte, o fato menos 
amplo. A consunção é aplicada nos casos de crimes progressivos, na progressão 
criminosa ou nos atos impuníveis. 
#EXEMPLIFICACOACH: Na subsidiariedade, o constrangimento ilegal só pode ser 
praticado se houver a ameaça. Um crime está obrigatoriamente dentro do outro, 
a ameaça é elemento do constrangimento ilegal. Por outro lado, na consunção, 
tomemos como exemplo a lesão corporal e o homicídio. A lesão corporal não é 
um elemento do homicídio. O homicídio pode ser praticado por outro modo que 
não a lesão corporal. Um crime não está obrigatoriamente dentro do outro, 
comparam-se os fatos. 
SÚMULA 17 DO STJ: Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais 
potencialidade lesiva, é por este absorvido. 
#DEOLHONAJURIS: um crime não pode ser absorvido por uma contravenção 
penal. 
#NÃOCONFUNDA 
CRIME PROGRESSIVO PROGRESSÃO CRIMINOSA 
A intenção do agente é, desde o início, 
cometer o crime mais grave. Ex.: 
objetiva cometer um homicídio. 
Contudo, para se chegar até o 
homicídio, ocorre primeiro a lesão 
corporal (crime de ação de passagem). 
Pela consunção, a lesão corporal é 
absorvida pelo homicídio. 
Há uma mudança no ânimo do 
agente. Ex.: ele deseja inicialmente 
causar lesão corporal. Contudo, 
durante a execução muda de 
intenção e acaba cometendo o 
homicídio. Pela consunção, a lesão 
corporal é absorvida pelo homicídio. 
 
ALTERNATIVIDADE 
Se refere aos crimes plurinucleares, ou seja, aqueles crimes que apresentam vários 
verbos, a exemplo do artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A prática de mais 
de uma dessas condutas configura crime único, podendo a pena ser majorada 
em razão dos vários núcleos praticados na fase da dosimetria da pena. É também 
chamado de “tipo penal misto alternativo”. #NÃOCONFUNDIR com o princípio 
da alteridade, segundo o qual não se deve punir condutas que prejudicam 
apenas o próprio agente. Ex: autolesão. 
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17 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
8 Teoria do delito: classificação dos crimes; teoria da ação; teoria do tipo; o fato típico e seus elementos; 
relação de causalidade: teorias, imputação objetiva; tipos dolosos de ação; tipos dos crimes de 
imprudência; tipos dos crimes de omissão; consumação e tentativa. 
 
TEORIAS DO DELITO 
SISTEMA CLÁSSICO (POSITIVISMO JURÍDICO) 
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE 
Conduta: movimento corporal 
voluntário; 
Resultado naturalístico; 
Relação de causalidade; 
Tipicidade 
Relação de contrariedade entre 
o fato e o direito 
Imputabilidade 
Dolo normativo ou culpa – 
inclui a consciência atual da 
ilicitude 
Teoria psicológica 
SISTEMA NEOCLÁSSICO / NEOKANTISMO 
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE 
Conduta: ao invés de ação, 
prefere-se comportamento, 
abrangendo omissão (adota 
teoria causalista para o conceito 
de crime, agregando ao tipo 
dados valorativos - 
Resultado naturalístico; 
Relação de causalidade; 
Tipicidade 
Relação de contrariedade entre 
o fato e o direito 
Imputabilidade 
Dolo normativo ou culpa - inclui 
a consciência atual da ilicitude 
Exigibilidade de conduta diversa 
Teoria psicológica-normativa da 
culpabilidade 
SISTEMA FINALISTA 
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE 
Conduta - dolo e culpa (o dolo 
é natural, pois não contém a 
consciência da ilicitude); 
Resultado naturalístico; 
Relação de causalidade; 
Tipicidade. 
Relação de contrariedade entre 
o fato e o direito 
Potencial consciência da 
ilicitude 
Exigibilidade de conduta diversa 
Teoria normativa pura. 
Imputabilidade 
Teoria normativa pura. 
Imputabilidade 
 
#ATENÇÃO O FUNCIONALISMO busca explicar as funções do direito penal e não apenas 
conceituar o crime em si. Temos duas principais espécies: 
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18 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
#SELIGA A tipicidade penal é formada pela tipicidade formal + tipicidade material. A tipicidade formal é 
o juízo de subsunção/adequação entre o fato e a norma. O fato praticado na vida real se encaixa no 
modelo de crime previsto pela norma penal. A tipicidade formal não é suficiente, sendo necessária a 
tipicidade material, expressada na lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico penalmente protegido. O 
princípio da insignificância exclui a tipicidade material. 
 
TEORIAS DA TIPICIDADE 
TEORIA DO TIPO 
AVALORADO/TIPO 
MERAMENTE DESCRITIVO: 
Fato típico não constitui emissão de valor sobre ilicitude. 
TEORIA INDICIÁRIA DO 
TIPO (RATIO 
COGNOSCENDI): 
Trata-se da teoria majoritariamente aceita. Coloca a tipicidade como ratio 
cognoscendi, sendo vista, portanto, como um indício da ilicitude. Todo 
fato típico também é presumidamente ilícito, operando-se uma 
presunção relativa de ilicitude. O efeito prático da teoria indiciária é a 
inversão do ônus da prova no tocante as excludentes da ilicitude. 
TEORIA DA RATIO 
ESSENDI: 
Fato típico e ilícito seria um elemento só. 
TEORIA DA TIPICIDADE 
CONGLOBANTE 
(ZAFFARONI): 
Tipicidade legal + antinormatividade. Para que uma conduta seja crime 
é necessário que seja proibida pelo ordenamento jurídico globalmente 
considerado. Antecipa a análise de excludentes de ilicitude: exercício 
regular de direito e o estrito cumprimento do dever legal são analisados 
como causas excludentes da tipicidade penal. 
 
TEORIAS DA CONDUTA 
Teoria Causalista 
Conduta é um movimento corporal (ação) voluntário que produz uma 
modificação no mundo exterior perceptível pelos sentidos. 
FUNCIONALISMO MODERADO OU DUALISTA 
DE ROXIN 
FUNCIONALISMO SISTÊMICO OU RADICAL DE 
JAKOBS 
O Direito Penal tem limites impostos pelo próprio 
direito penal e demais ramos do direito. 
O Direito Penal só reconhece os limites impostos 
pelo próprio Direito Penal. 
A função do Direito Penal é tutelar os bens 
jurídicos. O Direito Penalse ajusta à sociedade. 
A função do Direito Penal é punir, aplicar a 
norma. A sociedade é que deve ajustar-se ao 
Direito Penal. 
Tem como norte a política criminal. Direito Penal do inimigo. 
ELEMENTOS DO FATO TÍPICO (TIPICIDADE) 
Conduta 
Resultado 
Nexo Causal 
Tipicidade Formal e Material 
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19 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Teoria Neokantista 
Conduta é um comportamento (ação ou omissão) voluntário que produz 
uma modificação no mundo exterior perceptível pelos sentidos. 
Teoria Finalista 
(Welzel) 
#IMPORTANTE 
Conduta é um comportamento humano voluntário psiquicamente dirigido a 
um determinado fim. Por essa teoria, o dolo e a causa compõe o elemento 
“conduta”. Foi a teoria adotada pelo nosso Código Penal. 
Teoria cibernética da 
ação (Welzel) 
Foi criada para explicar o elemento vontade (controle da vontade) nos 
crimes culposos. Afirmava Welzel que a vontade estava no resultado e não 
na conduta. 
Teoria significativa da 
ação (Vivés Anton) 
Valoriza o significado da ação em um contexto social em detrimento da 
vontade do agente. 
Teoria Social da Ação 
(Wessels) 
Conduta é um comportamento humano voluntário dirigido a um fim 
socialmente reprovável. 
Funcionalismo 
Moderado (Roxin) 
Conduta aparece como comportamento humano voluntário, causador de 
relevante e intolerável lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado 
pela norma penal. 
Funcionalismo Radical 
(Jakobs) 
Conduta é comportamento humano voluntário causador de um resultado 
evitável, violador do sistema, frustrando as expectativas normativas. 
 
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA: 
Caso fortuito (homem) ou força maior (natureza). 
Atos ou movimentos reflexos. #ATENÇÃO Não se confundem com as ações em curto circuito que 
são explosões emocionais repentinas (há conduta e crime, em regra). 
Coação Física irresistível (#OLHAOGANCHO Se for resistível, é atenuante). 
Sonambulismo e Hipnose 
 
#ATENÇÃO Não há crime sem conduta, pois o Direito Penal do fato não aceita os crimes de mera 
suspeita, isto é, aqueles em que o agente não é punido por sua conduta, mas sim pela suspeita 
despertada pelo seu modo de agir. 
 
Relação de causalidade 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. 
Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
Superveniência de causa independente 
§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu 
o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. 
Relevância da omissão 
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O 
dever de agir incumbe a quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 
 
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20 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
A relação de causalidade ou nexo causal pode ser conceituado com o vínculo formado entre a 
conduta praticada pelo agente ativo de um crime e o resultado por ele produzido. É através dela que se 
conclui se o resultado foi ou não provocado pela conduta, autorizando, desde que presente a tipicidade 
(adequação do fato à norma) a configuração da tipicidade. 
Encontra previsão legal no artigo 13 e parágrafo primeiro, do Código Penal, onde está expresso 
que o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa, 
sendo esta a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido, bem como de que a 
superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o 
resultados, imputando-se os fatos anteriores a quem os praticou. A relação de causalidade, portanto, 
está relacionada aos crimes materiais, compostos pelos delitos em que o tipo penal descreve uma 
conduta e um resultado naturalístico, exigindo a produção deste para a consumação. 
➢ Teorias: 
1. Equivalência dos Antecedentes Causais: 
No art. 13, caput, do CP, foi adotada a teoria da equivalência dos antecedentes causais, ou teoria 
da conditio sine qua non, criada por Glaser, e posteriormente desenvolvida por Von Buri e Stuart Mill. 
Para esta teoria, causa é todo fato humano sem o qual o resultado não teria ocorrido, quando 
ocorreu e como ocorreu. Toma como base o processo hipotético de eliminação de Thyrén para se 
constatar se algum acontecimento deve ser inserido ou não no conceito de causa. 
2. Teoria da Causalidade Adequada: 
No art. 13, §1°, do CP, foi adotada a teoria da causalidade adequada, que teve origem nos estudos 
de Von Kries. Segundo esta teoria, causa é o antecedente não só necessário, mas adequado à produção 
do resultado. 
3. Teoria da Imputação Objetiva: 
Em uma perspectiva clássica, o tipo penal apresentava apenas aspectos objetivos, representados 
na relação de causalidade. Buscando resolver esse problema, o sistema finalista conferiu ao tipo penal 
também uma feição subjetiva, com a inclusão na conduta do dolo e da culpa. Para os adeptos da teoria 
da imputação objetiva, contudo, o sistema finalista, ao liminar o tipo objetivo à relação de causalidade, 
de acordo com a teoria da equivalência dos antecedentes, não resolve todos os problemas inerentes à 
imputação. 
Buscando solucionar tal problema, a teoria da imputação objetiva inseriu no tipo objetivo, dois 
novos elementos, quais sejam, a criação de um risco proibido e a realização do risco no resultado, além 
da já presente causalidade. A criação do risco proibido considera perigosa a ação que, aos olhos de um 
observador objetivo dotado dos conhecimentos especiais do autor, situado no momento da prática da 
ação, gere real possibilidade de dano para um determinado bem. Ademais, para que o resultado possa 
ser atribuído ao agente, o risco proibido por ele criado deve ser realizado no resultado. 
A teoria da imputação objetiva está intimamente ligada ao funcionalismo penal, pois este 
questiona a validade do conceito de conduta desenvolvido pelos sistemas clássicos e finalista, sendo que 
ao conceber o Direito como regulador da sociedade, delimita o âmbito das expectativas normativas de 
conduta, vinculando-se à teoria em comento. 
Para o funcionalismo teleológico de Claus Roxin, parte-se da premissa de uma ideia a respeito do 
Direito Penal, identificada como a proteção subsidiária de bens jurídicos mais relevantes e a respeito da 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
21 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
pena, que vem a ter um caráter preventivo geral e especial, para chegar a composição de um novo 
modelo de sistema de imputação. 
Já o funcionalismo sistêmico de Gunther Jakobs trabalha com a ideia central de competência e 
papel social, sendo que em relação à imputação objetiva, com fundamento no argumento segundo o 
qual, o comportamento social do homem é vinculado a papeis, traça quatro instituições -penais sobre as 
quais desenvolve a referida teoria, quais sejam; risco permitido, princípio da confiança, proibição do 
regresso e competência ou capacidade da vítima. 
 
APLICAÇÃO PRÁTICA: Rumoroso caso do afogamento em piscina de um jovem, em uma festa de 
formatura, onde havia livre trânsito de substâncias psicotrópicas. O MP denunciou todos os integrantes 
da comissão de formatura, o que foi rechaçado pelo STJ, nos seguintes termos: “4. Ainda que se admita 
a existência de relação de causalidade entre a conduta dos acusados e a morte da vítima, à luz da teoria 
da imputação objetiva, necessária é a demonstração da criação pelos agentes de uma situação de risco 
não permitido, não-ocorrente, na hipótese, porquanto é inviável exigir de uma Comissão de Formatura 
um rigor na fiscalização das substâncias ingeridaspor todos os participantes de uma festa”. (HC 
46.525/MT, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 21/03/2006, DJ 
10/04/2006, p. 245). 
 
➢ Concausas: 
É a convergência de uma causa externa à vontade do autor da conduta, influindo na produção 
do resultado naturalístico por ele desejado e posicionando-se paralelamente ao seu comportamento, 
omissivo ou comissivo. 
#SELIGANATABELA: 
 
Causa Dependente Causa independente 
Emana da conduta do agente, se insere no curso 
normal do desenvolvimento causal. 
Não exclui a relação de causalidade. 
Há dependência entre os acontecimentos. 
Foge da linha normal de desdobramento da conduta. 
Aparecimento é inesperado e imprevisível. 
Capacidade por si só de produzir o resultado. 
Pode ser absoluta ou relativamente independente a 
depender da sua origem. 
 
Classificação da causa independente em razão da origem: 
 
Causa absolutamente independente Causa relativamente independente 
Não se originam da conduta do agente. 
Se originam da conduta do agente. 
Essas causas não existiriam sem a conduta do 
agente. 
Podem ser: preexistentes, concomitantes e 
supervenientes 
Podem ser: preexistentes, concomitantes e 
supervenientes. 
Efeito jurídico (em todas as modalidades): 
agente não responde pelo resultado 
Efeito jurídico: 
1. preexistente e concomitante: o agente 
responde pelo resultado naturalístico 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
22 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
naturalístico, mas somente pelo seu dolo (atos 
até então praticados). 
2. superveniente: 
2.1. que produzem por si só o resultado: agente 
não responde pelo resultado naturalístico, mas 
somente pelo seu dolo (atos até então 
praticados). Rompimento do nexo causal. Art. 13, 
§1º, CP (teoria da causalidade adequada). 
Exemplo: acidente com a ambulância que 
transportava o enfermo. 
2.2. que não produzem por si só o resultado: 
agente responde pelo resultado naturalístico. 
Exemplo: omissão no tratamento médico após 
um ato de atentado contra a vida da vítima. 
 
9 Desistência voluntária e arrependimento eficaz. 10 Arrependimento posterior. 
 
➢ Desistência Voluntária e Arrependimento Eficaz: 
 
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se 
produza, só responde pelos atos já praticados. 
 
São formas de tentativa abandonada, ou seja, a consumação do crime não ocorre em razão da 
vontade do agente. A natureza jurídica da desistência voluntária e do arrependimento eficaz 
majoritariamente na jurisprudência é de causa de exclusão da tipicidade. 
Na desistência voluntária, o agente voluntariamente interrompe o processo executório do crime, 
abandonando a prática dos demais atos necessários e que estavam à sua disposição para a consumação. 
Diferencia-se da tentativa através da Fórmula de Frank (#SELIGANONOME), pois na desistência 
voluntária o agente pode prosseguir, mas não quer, enquanto na tentativa o agente quer prosseguir, mas 
não pode. 
No arrependimento eficaz, o agente já praticou todos os atos executórios suficientes à 
consumação do crime, mas adota providências aptas a impedir a produção do resultado. Possível 
somente nos crimes materiais (que necessitam de resultado). 
 
#ATENÇÃO 
A desistência voluntária e arrependimento eficaz são comunicáveis no concurso de pessoas? 
1ª corrente: caráter subjetivo dos institutos, não se comunicam. 
2ª corrente: caráter misto (objetivo e subjetivo), se comunicam. (#DOMINANTE) 
 
#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #AJUDAMARCINHO 
 
O instituto do arrependimento eficaz e da desistência voluntária somente são aplicáveis a delito que não 
tenha sido consumado. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1549809/DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 
julgado em 02/02/2016. 
 
➢ Arrependimento Posterior: 
 
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23 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a 
coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de 
um a dois terços. 
 
É a causa pessoal e obrigatória de diminuição da pena que ocorre quando o responsável pelo 
crime praticado sem violência à pessoa ou grave ameaça, voluntariamente e até o recebimento da 
denúncia ou queixa, restitui a coisa ou repara o dano provocado por sua conduta. Seus fundamentos são 
a proteção da vítima e o fomento ao arrependimento por parte do agente. 
 
#OLHAOGANCHO: 
Em regra, o arrependimento deve ser integral, mas o STF já admitiu o arrependimento posterior na 
reparação parcial do dano. 
Há comunicabilidade aos demais coautores e partícipes em razão de sua natureza objetiva. 
O índice de redução da pena em função da maior ou menor celeridade no ressarcimento do prejuízo à 
vítima. 
 
#VAIMARCINHO #DIZERODIREITO 
 
Não se aplica o instituto do arrependimento posterior (art. 16 do CP) para o homicídio culposo na direção 
de veículo automotor (art. 302 do CTB) mesmo que tenha sido realizada composição civil entre o autor 
do crime a família da vítima. Para que seja possível aplicar a causa de diminuição de pena prevista no art. 
16 do CP é indispensável que o crime praticado seja patrimonial ou possua efeitos patrimoniais. O 
arrependimento posterior exige a reparação do dano e isso é impossível no caso do homicídio. STJ. 6ª 
Turma. REsp 1561276-BA, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 28/6/2016 (Info 590). 
Desse modo, os crimes contra a fé pública, semelhantes aos demais crimes não patrimoniais em geral, 
são incompatíveis com o instituto do arrependimento posterior, dada a impossibilidade material de haver 
reparação do dano causado ou a restituição da coisa subtraída. STJ. 6ª Turma. REsp 1242294-PR, Rel. 
originário Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. para acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 18/11/2014 
(Info 554). 
 
11 Crime impossível. 
 
➢ Crime Impossível: 
 
Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade 
do objeto, é impossível consumar-se o crime. 
 
Quando por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, jamais 
ocorrerá a consumação. No crime impossível não há perigo ao bem jurídico penalmente tutelado. 
Tem natureza jurídica de causa de exclusão da tipicidade. 
 
Teorias sobre o crime impossível: 
1. Teoria Sintomática: Preocupa-se com a periculosidade do autor. Justifica-se em qualquer caso a 
aplicação de medida de segurança. 
2. Teoria Subjetiva: Leva em conta a intenção do agente. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
24 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
3. Objetiva Pura: Quando nenhum bem jurídico foi lesado ou exposto. Mas não importa se a inidoneidade 
do meio ou do objeto é absoluta ou relativa. 
4. Objetiva Temperada: Haverá crime impossível quando a inidoneidade do meio ou a impropriedade do 
objeto for absoluta. #ADOTADAPELOCP 
#DEOLHONASSÚMULAS 
Súmula 145-STF. Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua 
consumação. 
Súmula 567-STJ: Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de 
segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração 
do crime de furto. 
 
#MAISJURISPRUDÊNCIA 
 
O STF em julgamento do dia 22/08/17, publicado em 06/02/2018, entendeu que a Súmula 567 do STJ 
pode ser relativizada a depender do caso concreto. vejamos a ementa do julgado: 
Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Furto simples tentado. Artigo 155, caput, em combinação com 
o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. Conduta delituosa praticada em loja de departamento. 
Estabelecimento vítima que exerceu a vigilância direta sobre a conduta do paciente. Acompanhamento 
ininterrupto de todo o iter criminis. Ineficácia absoluta do meio empregadopara a consecução do delito, 
dadas as circunstâncias do caso concreto. Crime impossível caracterizado. Artigo 17 do Código Penal. 
Atipicidade da conduta. Recurso provido. Com fundamento diverso, votaram pelo provimento do recurso 
os eminentes Ministros Celso de Mello e Edson Fachin. 1. A forma específica mediante a qual os funcionários 
do estabelecimento vítima exerceram a vigilância direta sobre a conduta do paciente, acompanhando 
ininterruptamente todo o iter criminis, tornou impossível a consumação do crime, dada a ineficácia absoluta 
do meio empregado. Tanto isso é verdade que, no momento em que se dirigia para a área externada do 
estabelecimento comercial sem efetuar o pagamento do produto escolhido, o paciente foi abordado na 
posse do bem, sendo esse restituído à vítima. 2. De rigor, portanto, diante dessas circunstâncias, a incidência 
do art. 17 do Código Penal, segundo o qual “não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do 
meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime”. 3. Esse entendimento 
não conduz, automaticamente, à atipicidade de toda e qualquer subtração em estabelecimento comercial 
que tenha sido monitorada pelo corpo de seguranças ou pelo sistema de vigilância, sendo imprescindível, 
para se chegar a essa conclusão, a análise individualizada das circunstâncias de cada caso concreto. 4. 
Recurso provido para conceder a ordem de habeas corpus, reconhecendo-se a atipicidade da conduta 
imputada ao paciente na Ação Penal 0000802-76.2016.8.24.0039, com fundamento no art. 17 do Código 
Penal. 5. Com fundamento diverso, votaram pelo provimento do recurso os eminentes Ministros Celso de 
Mello e Edson Fachin. 
 
13 Erro: descriminantes putativas; erro determinado por terceiro; erro sobre a pessoa; erro sobre a ilicitude 
do fato (erro de proibição). 
 
ERRO DE TIPO 
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25 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Trata-se de uma falsa percepção da realidade, em que o agente não sabe o que faz. Possui previsão 
expressa no art. 20 do Código Penal, podendo o erro recair sobre circunstâncias essenciais (erro 
essencial) ou agregadas ao tipo penal (erro acidental). 
ERRO DE 
TIPO 
ESSENCIAL 
EVITÁVEL 
Exclui o dolo, mas admite a responsabilidade a título de culpa, 
se prevista em lei. 
INEVITÁVEL Exclui o dolo e a culpa. 
ERRO DE 
TIPO 
ACIDENTAL 
ERRO SOBRE A 
PESSOA 
Art. 20, CP: O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é 
praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, 
as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa 
contra quem o agente queria praticar o crime. Ex. agente que 
pretende ceifar a vida de A, mas termina por cometer o 
homicídio contra seu irmão gêmeo, crendo ser A. 
ERRO SOBRE O 
OBJETO 
Agente projeta sua conduta sobre um objeto, mas na realidade 
incide sobre coisa diversa. Ex. Acredita que está furtando um 
relógio de ouro, mas é uma bijuteria. 
ERRO SOBRE O 
NEXO CAUSAL ou 
ABERRATIO CAUSAE 
O engano é no tocante à causa do crime. O resultado buscado 
pelo agente ocorreu em razão de um acontecimento diverso 
daquele que ele inicialmente idealizou. Ex. A empurra B da 
ponte para matá-lo afogado. B vem a falecer, mas não por 
asfixia derivada do afogamento, mas sim em decorrência do 
traumatismo craniano, pois se chocou com uma pedra antes 
de ter contato com a água. 
ERRO NA 
EXECUÇÃO ou 
ABERRATIO ICTUS 
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de 
execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia 
ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse 
praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no 
§ 3º do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida 
a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do 
art. 70 deste Código. 
RESULTADO 
DIVERSO DO 
PRETENDIDO ou 
ABERRATIO 
CRIMINIS 
Erro na execução com unidade complexa, com resultado 
duplo: é a situação descrita pelo art. 73, in fine, do Código 
Penal, na qual o sujeito, além de atingir a pessoa inicialmente 
desejada, ofende também pessoa ou pessoas diversas. 
ERRO SOBRE A 
PESSOA 
Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por 
acidente ou erro na execução do crime, sobrevém resultado 
diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato 
é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado 
pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código. 
ERRO SOBRE O 
OBJETO 
Exemplo: Ciclano joga uma pedra na vidraça de seu rival, mas 
acaba atingindo pedestre que passava naquele momento. O 
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26 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
agente, em razão do erro, acaba por atingir bem jurídico 
diverso. 
 
ERRO DE PROIBIÇÃO 
No erro de proibição o agente sabe exatamente o que está fazendo, mas desconhece a ilicitude do 
fato. Não é que o agente ignore os termos da lei, até porque o art. 21, “caput”, do CP, considera que 
“o desconhecimento da lei é inescusável”, não admitindo, portanto, a ignorantia legis. No erro de 
proibição, o agente apesar de saber dos termos da lei, desconhece ou interpreta mal o seu conteúdo, 
ou seja, não compreende com clareza seu caráter ilícito. 
EVITÁVEL Causa de diminuição de pena de 1/6 até 1/3. 
INEVITÁVEL Isenção de pena. 
 
ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO 
O agente não sabe o que faz. 
O agente sabe o que faz, mas pensa que sua 
conduta é lícita, quando, na verdade, é proibida. 
É o erro incidente sobre os elementos objetivos 
do tipo 
É o erro quanto à ilicitude da conduta 
Trata-se da má interpretação sobre os FATOS. 
Recai sobre os requisitos ou elementos fático-
descritivos do tipo, como também sobre 
requisitos jurídico-normativos do tipo. 
Afasta a POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE, 
que é requisito da culpabilidade. Não há erro sobre 
a situação de fato, já que essa está incontestável, 
mas não há a exata compreensão sobre os LIMITES 
JURÍDICOS DA LICITUDE da conduta. 
Exclui sempre o DOLO, se poderia ser evitado 
(inescusável), responde pela culpa, caso haja 
previsão da forma culposa do delito. 
Exclui a CULPABILIDADE, se INEVITÁVEL ou 
ESCUSÁVEL. 
Diminui a pena, se EVITÁVEL ou INESCUSÁVEL. 
Exclui CRIME Exclui PENA 
Exemplo: pessoa que levou o carro de outrem 
achando que fosse o seu. 
Exemplo: holandês que acreditou que no Brasil 
poderia usar drogas sem que praticasse crime. 
 
14 Concurso de crimes. 
 
SISTEMA DO 
CÚMULO 
MATERIAL: 
Impõe ao juiz a 
soma de todas 
as penas dos 
crimes 
CONCURSO DA 
PENA DE 
MULTA 
Art. 72. No concurso de crimes, as penas de multa são 
aplicadas distinta e integralmente. 
CONCURSO 
MATERIAL 
Art. 69. Quando o agente, mediante mais de uma ação ou 
omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, 
aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade 
em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de 
penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela. 
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27 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
praticados pelo 
réu. 
CONCURSO 
FORMAL 
IMPRÓPRIO 
Art. 70. 2ª parte (concurso formal imperfeito ou impróprio). As 
penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou 
omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de 
desígnios autônomos. 
SISTEMA DA 
EXASPERAÇÃO: 
O juiz aplica 
somente uma 
das penas, 
aumentada de 
determinado 
percentual. 
CONCURSO 
FORMAL 
PRÓPRIO 
Art. 70. 1ª parte (concurso formal próprio ou perfeito) Quando 
o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou 
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das 
penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas 
aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade (...). 
CRIME 
CONTINUADO 
Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou 
omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas 
condiçõesde tempo, lugar, maneira de execução e outras 
semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como 
continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos 
crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, 
em qualquer caso, de um sexto a dois terços. 
Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas 
diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à 
pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os 
antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, 
bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de 
um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até 
o triplo, observadas as regras do parágrafo único do art. 70 e 
do art. 75 deste Código. 
 
#SELIGANAJURIS #AJUDAMARCINHO 
 
Impossibilidade de aplicação concomitante da continuidade delitiva comum e específica. 
Se reconhecida a continuidade delitiva específica entre estupros praticados contra vítimas diferentes, deve 
ser aplicada exclusivamente a regra do art. 71, parágrafo único, do Código Penal, mesmo que, em relação 
a cada uma das vítimas, especificamente, também tenha ocorrido a prática de crime continuado. STJ. 6ª 
Turma. REsp 1471651-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/10/2015 (Info 573). 
Não há continuidade entre o art. 6º da Lei 7.492/86 e o art. 1º da Lei 9.613/98 
Não há continuidade delitiva entre os crimes do art. 6º da Lei nº 7.492/86 (Lei dos Crimes contra o Sistema 
Financeiro Nacional) e os crimes do art. 1º da Lei nº 9.613/98 (Lei dos Crimes de "Lavagem" de Dinheiro). 
Não incide a regra do crime continuado na hipótese, pois os crimes descritos nos arts. 6º da Lei 7.492/86 
e 1º da Lei 9.613/98 não são da mesma espécie. STJ. 6ª Turma. REsp 1405989/SP, Rel. Min. Sebastião Reis 
Júnior, Rel. p/ Acórdão Min. Nefi Cordeiro, julgado em 18/08/2015 (Info 569). 
Aumento de pena no máximo pela continuidade delitiva em crime sexual 
No caso de crime continuado, o art. 71 do CP prevê que o juiz deverá aplicar a pena de um só dos crimes, 
se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de 1/6 a 2/3. O STJ entende 
que, em regra, a escolha da quantidade de aumento de pena deve levar em consideração o número de 
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28 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
infrações praticadas pelo agente com base na seguinte tabela: O critério para o aumento no crime 
continuado é o número de crimes praticados: 2 crimes — aumenta 1/6 3 crimes — aumenta 1/5 4 crimes 
— aumenta 1/4 5 crimes — aumenta 1/3 6 crimes — aumenta 1/2 7 ou mais — aumenta 2/3 Porém, nem 
sempre será fácil trazer para os autos o número exato de crimes que foram praticados, especialmente 
quando se trata de delitos sexuais. É o caso, por exemplo, de um padrasto que mora há meses ou anos 
com a sua enteada e contra ela pratica constantemente estupro de vulnerável. Nessas hipóteses, mesmo 
não havendo a informação do número exato de crimes que foram cometidos, o juiz poderá aumentar a 
pena acima de 1/6 e, dependendo do período de tempo, até chegar ao patamar máximo. Assim, 
constatando-se a ocorrência de diversos crimes sexuais durante longo período de tempo, é possível o 
aumento da pena pela continuidade delitiva no patamar máximo de 2/3 (art. 71 do CP), ainda que sem a 
quantificação exata do número de eventos criminosos. STJ. 5ª Turma. HC 311146-SP, Rel. Min. Newton 
Trisotto (Desembargador convocado do TJ-SC), julgado em 17/3/2015 (Info 559). 
Roubo praticado em ônibus contra o patrimônio de vários passageiros 
O sujeito entra no ônibus e, com arma de fogo em punho, exige que oito passageiros entreguem seus 
pertences (dois desses passageiros eram marido e mulher). O agente irá responder por oito roubos 
majorados (art. 157, § 2º-A, I, do CP) em concurso formal (art. 70). Atenção: não se trata, portanto, de 
crime único. Ocorre concurso formal quando o agente, mediante uma só ação, pratica crimes de roubo 
contra vítimas diferentes, ainda que da mesma família, eis que caracterizada a violação a patrimônios 
distintos. STJ. 5ª Turma. HC 207.543/SP, Rel. Min. Gilson Dipp, julgado em 17/04/2012. Nesse caso, o 
concurso formal é próprio ou impróprio? Concurso formal PRÓPRIO. Praticado o crime de roubo 
mediante uma só ação contra vítimas distintas, no mesmo contexto fático, resta configurado o concurso 
formal próprio, e não a hipótese de crime único, visto que violados patrimônios distintos. STJ. 6ª Turma. 
HC 197684/RJ, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 18/06/2012. STJ. 5ª Turma. HC 455.975/SP, Rel. 
Min. Ribeiro Dantas, julgado em 02/08/2018. 
Existe precedente do STJ reconhecendo continuidade entre o art. 168-A e o art. 337-A do CP 
Em função da melhor hermenêutica, os crimes descritos nos arts. 168-A e 337-A, apesar de constarem 
em títulos diferentes no Código Penal e serem, por isso, topograficamente díspares, refletem delitos que 
guardam estreita relação entre si, portanto cabível o instituto da continuidade delitiva (art. 71 do CP). STJ. 
REsp 1212911/RS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 20/03/2012. 
 
15 Ilicitude. 
 
CAUSAS EXCLUDENTES DA ILICITUDE 
GERAIS (Art. 23 do CP) ESPECÍFICAS SUPRALEGAIS 
- Estado de Necessidade 
- Legítima Defesa 
- Estrito Cumprimento do Dever 
Legal 
- Exercício Regular do Direito 
- Art. 128 do CP 
- Art. 37, Lei 9.605/98 
- outras 
-Consentimento do ofendido 
- outras 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
29 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
#CUIDADO: o consentimento do ofendido também pode atuar como excludente de tipicidade, quando 
envolve bem jurídico indisponível e houver necessidade de dissenso da vítima para configurar o tipo 
penal. Exemplo: estupro. 
 
ESTADO DE NECESSIDADE LEGÍTIMA DEFESA 
Conflito de vários bens jurídicos diante da 
mesma situação de perigo 
Ameaça ou ataque a um bem jurídico 
Pressupõe: perigo atual + sem destinatário 
certo. 
Pressupõe: agressão humana injusta + atual ou 
iminente + com destinatário certo. 
Os interesses em conflito são legítimos. Os interesses do agressor são ilegítimos. 
Conclusão: cabe estado de necessidade contra 
estado de necessidade. 
Conclusão: não cabe legítima defesa contra 
legítima defesa. 
 
#ATENÇÃO: Em relação ao estado de necessidade, o Código Penal adotou a teoria unitária, de modo 
que sempre será uma causa de exclusão de ilicitude (estado de necessidade justificante). Na teoria 
diferenciadora, é possível que o estado de necessidade configure exclusão de ilicitude (estado de 
necessidade justificante: o bem protegido é de valor superior ao bem sacrificado) ou exclusão da 
culpabilidade (estado de necessidade exculpante: o bem protegido é de igual ou menor valor que o bem 
sacrificado). Atenção: o CPM adotou a teoria diferenciadora. 
 
 
ESPÉCIES DE LEGÍTIMA DEFESA 
LEGÍTIMA DEFESA AGRESSIVA OU ATIVA Pratica um fato previsto em lei 
LEGÍTIMA DEFESA DEFENSIVA OU PASSIVA Apenas se defende, sem praticar fato típico. 
LEGÍTIMA DEFESA RECÍPROCA 
Pressupondo agressão injusta, não é possível 
duas pessoas simultaneamente agirem uma 
contra a outra em legítima defesa. 
LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA É a reação contra o excesso do agredido 
LEGÍTIMA DEFESA CULPOSA 
É descriminante putativa. Legítima defesa 
putativa por erro de tipo evitável. Ex. Confunde 
b com pessoa que pretendia matá-lo. 
LEGÍTIMA DEFESA AUTÊNTICA OU REAL Afasta a ilicitude 
LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA 
Afasta a culpabilidade ou tipicidade, depende da 
teoria da culpabilidade adotada. 
LEGÍTIMA DEFESA SUBJETIVA OU EXCESSIVA 
É o excesso por erro de tipo inevitável. Ex. Bate 
em b (de alto porte) que desmaia. A não 
percebe e continua agredindo. B morre. 
LEGÍTIMA DEFESA PRESUMIDA 
Não é possível. A tipicidade gera presunção 
relativa de ilicitude, de forma que o ônus de 
provar a excludente é do acusado. 
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30 CICLOS RETA FINALTJ/BA @CICLOSR3 
LEGÍTIMA DEFESA REAL CONTRA LEGÍTIMA 
DEFESA CULPOSA (PUTATIVA) 
A agressão é injusta. 
LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA RECÍPROCA 
É possível também legítima defesa putativa de 
legítima defesa putativa. Os dois imaginam que 
vão ser agredidos pelo outros e atacam. 
 
#OBS: Não é possível legítima defesa contra estado de necessidade ou outra excludente real (não pode 
ser encarado como agressão injusta). Assim, se dois náufragos se agridem pelo colete salva-vidas, ocorre 
estado de necessidade x estado de necessidade, pois nenhuma das agressões é injusta. 
#ATENÇÃO: A legítima defesa pode ser invocada diante de agressão perpetrada por inimputável? SIM. 
A legítima defesa, enquanto excludente da ilicitude, segundo substrato do conceito analítico de crime, 
deve ser aferida objetivamente, de forma que a injustiça da agressão independe da capacidade de 
entendimento e autodeterminação do indivíduo, pois a inimputabilidade constitui elemento da 
culpabilidade. No entanto, o agente deve ter maior cautela ao reprimir a agressão injusta no inimputável, 
se tinha consciência desse fato. Deve fugir ao combate, se possível. 
 
16 Culpabilidade. 
 
CULPABILIDADE 
CONCEITO 
Consiste no juízo de reprovação do agente por ter praticado um fato 
típico e antijurídico, quando podia entender o caráter ilícito do fato e agir 
conforme o direito. 
#ATENÇÃO Para os adeptos do conceito bipartido de crime, é 
pressuposto de pena. 
TEORIAS 
TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE: é o vínculo psicológico entre 
autor do fato e um resultado típico e ilícito, ou seja, uma mera imputação 
(cunho subjetivo: análise do dolo e culpa). É formada pela imputabilidade 
e dolo normativo/culpa. 
TEORIA PSICOLÓGICO-NORMATIVA DA CULPABILIDADE: A 
culpabilidade é vista como um juízo de valor que necessita de uma 
avaliação simultânea do vínculo psicológico do autor (dolo ou culpa) e da 
reprovação social, o que a torna psicológico-normativa. O novo elemento 
da culpabilidade é de natureza normativa (exigibilidade de conduta 
diversa). É formada pela imputabilidade, dolo normativo/culpa e 
inexigibilidade de conduta diversa. 
TEORIA 
NORMATIVA 
PURA DA 
CULPABILIDADE: 
Teoria normativa extremada, estrita ou normativa 
pura da culpabilidade: para essa vertente, todas as 
discriminantes putativas configuram erro de 
proibição indireto. 
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31 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
A culpabilidade 
deixa de analisar 
elementos 
subjetivos, 
tornando-se 
exclusivamente 
normativa, 
formada pela 
inimputabilidade, 
inexigibilidade de 
conduta diversa e 
potencial 
consciência de 
ilicitude. É o 
exercício 
inadequado do 
livre-arbítrio. Foi 
a teoria adotada 
pelo CP. 
Teoria normativa limitada: o erro sobre as hipóteses 
(existência) e os limites das discriminantes putativas 
(causas de exclusão da ilicitude) configuram erro de 
proibição indireto, ao passo que o erro relacionado 
aos pressupostos fáticos que autorizam a 
discriminante putativa (causas de exclusão da 
ilicitude), caracteriza-se como erro de tipo indireto ou 
permissivo. Adotada pelo CP 
ELEMENTOS 
IMPUTABILIDADE 
CAUSAS DE 
INIMPUTABILIDADE 
Doença mental ou 
desenvolvimento mental 
incompleto/retardado 
Menoridade 
Embriaguez completa e 
acidental 
POTENCIAL 
CONSCIÊNCIA 
DA ILICITUDE 
CAUSA DE 
EXCLUSÃO 
Erro de proibição inevitável 
EXIGIBILIDADE 
DE CONDUTA 
DIVERSA 
CAUSA DE 
EXCLUSÃO 
Coação moral irresistível 
#NÃOCONFUNDA: A coação 
física irresistível leva à exclusão 
da conduta e, 
consequentemente, ao fato 
atípico. 
Obediência hierárquica 
COCULPABILIDADE 
Para Zaffaroni, existe uma parcela de culpa da sociedade, que contribui 
para a prática do delito. Assim, a depender do grau de exclusão social, 
parcela da doutrina defende a aplicação da coculpabilidade como 
atenuante genérica inominada (art. 66 do CP). 
#ATENÇÃO COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS - É dividida em duas 
perspectivas: 
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32 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
1ª) É o abrandamento da aplicação da pena nos crimes praticados por 
pessoas de alto poder socioeconômico, como é o caso da extinção da 
punibilidade pelo pagamento da dívida nos crimes contra a ordem 
tributária, previstos na Lei 8.137/1990, quando na verdade, essas mesmas 
pessoas deveriam sofrer um maior rigor na aplicação da pena, porquanto 
tiveram maiores oportunidades perante a sociedade. 
2ª). É a criação pelo Estado de leis que incriminem as condutas passíveis 
de estarem sujeitas somente as pessoas de menor capacidade 
socioeconômica, como é caso da vadiagem e mendicância. 
 
#SELIGANOTERMO – TEORIA DA ACTIO LIBERA IN CAUSA: Essa teoria surgiu na Itália e foi criada para 
solucionar os crimes cometidos em estado de embriaguez preordenada. No momento do crime o sujeito 
está inconsciente. A teoria antecipa o momento da análise da imputabilidade. A imputabilidade não será 
analisada no momento em que o crime foi praticado. Nesse momento ele estava inconsciente. É 
antecipada para o momento anterior àquele em que o agente livremente se colocou no estado de 
embriaguez. Para a embriaguez preordenada essa teoria é perfeita, pois no momento anterior já existia 
o dolo - o fundamento é a causalidade mediata. Antes de começar a beber já havia o dolo de cometer 
crime. O art. 28, II CP acolheu essa teoria também para a embriaguez voluntária e culposa. No momento 
anterior, antes de beber, já existia o dolo? Não. Por esse motivo, a doutrina critica a aplicação desta teoria 
à esta hipótese, alegando que é um resquício da responsabilidade penal objetiva. 
#OLHAOGANCHO O art. 45 da Lei de Drogas de fato traz uma causa especial de exclusão da 
culpabilidade, que ocorre em razão da dependência. Essa excludente, não incide apenas no delito de 
portar ou trazer consigo drogas, mas sim sobre qualquer infração penal praticada. 
#ATENÇÃO: CAUSAS SUPRALEGAIS DE INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA: cláusula de 
consciência, desobediência civil, conflito de deveres, excesso intensivo exculpante (legítima defesa 
excessiva), legítima defesa preordenada diante de uma ameaça factível, estado de necessidade 
exculpante (não é adota no ordenamento pátrio). 
 
17 Concurso de pessoas. 
➢ Tratamento Legislativo: 
 
As regras inerentes ao concurso de pessoas estão disciplinadas pelos artigos 29 a 31 do Código 
Penal. 
 
TÍTULO IV 
DO CONCURSO DE PESSOAS 
Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida 
de sua culpabilidade. 
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. 
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; 
essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. 
Circunstâncias incomunicáveis 
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33 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares 
do crime. 
Casos de impunibilidade 
Art. 31 - O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não 
são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. 
 
Concurso de pessoas pode ser conceituado como a colaboração empreendida por duas ou mais 
pessoas para a realização de um crime ou de uma contravenção penal, dependendo da existência de 
cinco requisitos para sua configuração: pluralidade de agentes culpáveis, relevância causal das condutas 
para a produção do resultado, vínculo subjetivo, unidade de infração penal para todo os agentes e 
existência de fato punível. 
a) Pluralidade de Agentes Culpáveis: As condutas devem ser praticadas por pelo menos duas 
pessoas, e, consequentemente, de ao menos duas condutas penalmente relevantes.Essas condutas 
podem ser principais, no caso da coautoria, ou então uma principal e outra acessória, praticadas pelo 
autor e pelo partícipe, respectivamente. Os coautores ou partícipes, entretanto, devem ser culpáveis, ou 
seja, dotados de culpabilidade. 
b) Relevância Causal das Condutas para a Produção do Resultado: Concorrer para a infração 
penal importa dizer que cada uma das pessoas deve fazer algo para que a empreitada tenha vida no 
âmbito da realidade. O caput do art. 29 fala em de qualquer modo, expressão que deve ser compreendida 
como uma contribuição pessoal, física ou moral, direta ou indireta, comissiva ou omissiva, anterior ou 
simultânea à execução, devendo a conduta individual influir diretamente na produção do resultado. 
c) Vínculo Subjetivo: Também denominado de concurso de vontades, impõe que todos os 
agentes estejam ligados entre si por um vínculo de ordem subjetiva, um nexo psicológico, pois caso 
contrário não haverá um crime praticado com concurso, mas vários crimes simultâneos, caracterizand0o 
a autoria colateral. Os agentes devem revelar vontade homogênea, visando a produção do mesmo 
resultado, é o denominado princípio da convergência, o que impede a contribuição dolosa para um crime 
culposo, nem a concorrência culposa para um delito doloso. Por fim, cumpre salientar que o vínculo 
subjetivo não exige ajuste prévio, muito menos estabilidade da união, sendo suficiente a atuação 
consciente do partícipe no sentido de contribuir para a conduta do autor, ainda que este desconheça a 
colaboração. 
d) Unidade de Infração Penal: Para a caracterização do concurso de pessoas, adotou-se, 
como regra, a teoria unitária, monística ou monista, segunda a qual, quem concorre para um crime, por 
ele responde, sujeitando-se todos os coautores e partícipes a um único tipo penal. 
e) Existência de Fato Punível: O concurso d pessoas depende da punibilidade de um crime, a 
qual requer, em seu limite mínimo, o início da execução, constituindo o princípio da exterioridade. Neste 
sentido, conforme expresso no art. 31 do Código Penal, o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, 
salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. 
➢ Teorias sobre a Autoria: 
Existem diversas teorias que buscam fornecer o conceito de autor, cumprindo trazer as mais 
importantes e com maior chance de cobrança em nossa prova. 
a) Teoria Subjetiva ou Unitária: Não diferencia o autor do partícipe. Autor é aquele que de 
qualquer modo contribuir para a produção de um resultado penalmente relevante. Seu fundamento 
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34 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
deriva da teoria da equivalência dos antecedentes ou conditio sine qua non, pois qualquer colaboração 
para o resultado, independente do seu grau, a ele deu causa. 
b) Teoria Extensiva: Também com fundamento da teoria da equivalência dos antecedentes, 
não distingue o autor do partícipe, todavia, ao admitir causas de diminuição da pena para estabelecer 
diversos graus de autoria, é mais suave em relação à teoria anterior. Aparece nesse âmbito a figura do 
cúmplice, ou seja, o autor que concorre de modo menos importante para o resultado. 
c) Teoria Objetiva ou Dualista: Opera nítida distinção entre autor e partícipe, tendo sido a 
teoria adotada pela lei 7.209/84 – Reforma da parte Geral do Código Penal, sendo subdividida em outras 
03 (três) teorias: 
Teoria objetivo-formal: Autor é quem realiza o núcleo (verbo) do tipo penal, ou seja, a conduta 
criminosa descrita pelo preceito primário da norma incriminadora. Por sua vez, partícipe é quem de 
qualquer modo concorre para o crime, sem praticar o núcleo do tipo. A atuação do partícipe seria impune 
se não existisse a norma de extensão pessoal prevista no caput do art. 29 do Código Penal, ou seja, a 
adequação típica, na participação, é de subordinação mediata. 
É a teoria adotada pelo Código Penal, devendo, entretanto, ser complementada pela teoria da 
autoria mediata. 
Teoria do Domínio do Fato: Foi criada na Alemanha, em 1939, por Hans Welzel, com a finalidade 
de ampliar o conceito de autor. Por força dessa teoria, pode também ser considerado autor aquele que, 
mesmo não realizando o núcleo do tipo, domina finalisticamente todo o seu desenrolar. Welzel dizia que 
autor é o senhor do fato. 
Em outras palavras, autor é quem executa uma tarefa essencial para a ocorrência do delito. Se 
deixar de praticar sua conduta, o delito não acontece da forma planejada. É quem controla 
finalisticamente o fato, ou seja, quem decide a sua forma de execução, seu início, cessação e demais 
condições. 
Já o partícipe é quem executa tarefa não essencial (secundária, acessória). Será aquele que, 
embora colabore dolosamente para o alcance do resultado, não exerce domínio sobre a ação. 
Podemos afirmar que tem o controle final do fato: 
a) Aquele que por sua vontade executa o núcleo do tipo (autor propriamente dito). 
b) Aquele que planeja o crime para ser executado por outras pessoas (autor intelectual). 
c) Aquele que se vale de um não culpável ou de pessoa que age sem dolo ou culpa para executar 
o tipo (autor mediato). 
Embora a teoria objetivo-formal seja adotada pelo Código Penal, a doutrina moderna tem 
trabalhado com a teoria do domínio do fato, como no caso de crimes tributários, onde é comum o 
Ministério Público invocar a aplicação desta teoria para pedir a condenação do sócio, pois na maioria dos 
casos, quem pratica a conduta de suprimir ou reduzir tributo é o empregado, gerente ou contador da 
pessoa jurídica. 
Contudo, os Tribunais Superiores têm advertido que a teoria do domínio do fato não permite que 
a mera posição de um agente na escala hierárquica sirva para demonstrar ou reforçar o dolo da conduta, 
fixando, então, certos limites a sua aplicação. 
 
#DEOLHONAJURIS 
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35 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Não há óbice para que a denúncia invoque a teoria do domínio do fato para dar suporte à imputação 
penal, sendo necessário, contudo, que, além disso, ela aponte indícios convergentes no sentido de que 
o Presidente da empresa não só teve conhecimento do crime de evasão de divisas, como dirigiu 
finalisticamente a atuação dos demais acusados. 
Assim, não basta que o acusado se encontre em posição hierarquicamente superior. Isso porque o 
próprio estatuto da empresa prevê que haja divisão de responsabilidades e, em grandes corporações, 
empresas ou bancos há controles e auditorias exatamente porque nem mesmo os sócios têm como saber 
tudo o que se passa. 
STF. 2ª Turma. HC 127397/BA, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 6/12/2016 (Info 850). 
O diretor-geral da empresa de telefonia Vivo foi denunciado pelo fato de que na filial que funciona no 
Estado de Pernambuco teriam sido inseridos elementos inexatos em livros fiscais. 
Diante disso, o Ministério Público denunciou o referido diretor pela prática de crime contra a ordem 
tributária (art. 1º, II, da Lei nº 8.137/90). 
A denúncia aponta que, na condição de diretor da empresa, o acusado teria domínio do fato, o poder 
de determinar, de decidir, e de fazer com que seus empregados contratados executassem o ato, sendo 
responsável pelo delito. 
O STF determinou o trancamento da ação penal afirmando que não se pode invocar a teoria do domínio 
do fato, pura e simplesmente, sem nenhuma outra prova, citando de forma genérica o diretor estatutário 
da empresa para lhe imputar um crime fiscal que teria sido supostamente praticado na filial de um Estado-
membro onde ele nem trabalha de forma fixa. 
Em matéria de crimes societários, a denúncia deve apresentar, suficiente e adequadamente, a conduta 
atribuível a cada um dos agentes, de modo a possibilitar a identificação do papel desempenhado pelos 
denunciados na estrutura jurídico-administrativa da empresa. Não se pode fazer uma acusação baseadaapenas no cargo ocupado pelo réu na empresa. 
STF. 2ª Turma. HC 136250/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 23/5/2017 (Info 866). 
 
#ATENÇÃO: A teoria do domínio do fato tem aplicação apenas aos crimes dolosos e comissivos. 
#ATENÇÃO: É preciso destacar que no julgamento da Ação Penal 470 – Caso Mensalão – alguns ministros 
do STF adotaram a teoria do domínio do fato, que posteriormente ganhou força com a edição da Lei 
12.850/13 – Lei do Crime Organizado, em especial no art. 2°, § 3°, que traz a previsão de que a pena é 
agravada para quem exerce o comando, individual ou coletivo, da organização criminosa, ainda que não 
pratique pessoalmente atos de execução. 
 
➢ Circunstâncias Incomunicáveis: 
Circunstâncias incomunicáveis são as que não se estendem, isto é, não se transmitem aos 
coautores ou partícipes de uma infração penal, pois se referem exclusivamente a determinado agente, 
incidindo apenas em relação a ele. 
 
Circunstâncias incomunicáveis 
Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime. 
 
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36 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
A compreensão deste dispositivo depende, inicialmente, da diferenciação entre elementares e 
circunstâncias. 
Elementares são os dados fundamentais de uma conduta criminosa. São os fatores que integram 
a definição básica de uma infração penal. No homicídio simples, por exemplo, as elementares são matar 
e alguém. 
Circunstâncias, por sua vez, são os fatores que se agregam ao tipo fundamental, para o fim de 
aumentar ou diminuir a pena. No caso acima usado como exemplo, o homicídio, são circunstâncias o 
relevante valor moral, o motivo torpe, o motivo fútil, dentre outras. 
Existe ainda a classificação em elementar ou circunstância de caráter pessoal ou subjetivo, que nos 
moldes do art. 30 do Código Penal, não se comunicam, que são as que se relacionam à pessoa do agente, 
e não ao fato por ele praticado. Em sentido oposto, existe a elementar ou circunstância de caráter real 
ou objetiva, que dizem respeito ao fato, à infração penal cometida, e não ao agente. Por fim, deve-se 
distinguir as condições de caráter pessoal, aquelas qualidades, os aspectos subjetivos inerentes a 
determinado indivíduo, que o acompanham em qualquer situação, independente da prática de uma 
infração penal, como a reincidência, por exemplo. 
 
18 Penas: espécies de penas; cominação das penas; aplicação da pena; suspensão condicional da pena; 
livramento condicional; efeitos da condenação; reabilitação; execução das penas em espécie e incidentes 
de execução; limites das penas. 19 Medidas de segurança: execução das medidas de segurança. 
 
INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA 
Individualização da pena legislativa ou abstrata: 
é a cominação da pena. Ocorre com a criação 
do tipo penal. 
Individualização da pena judicial ou concreta: 
é aquela efetuada pelo magistrado mediante a 
dosimetria da pena. 
 
Individualização da pena administrativa ou 
executória: 
É a que ocorre no cumprimento da pena. 
 
DOSIMETRIA DA PENA – SISTEMA TRIFÁSICO 
1ª FASE 
Circunstâncias judiciais do art. 
59 do CP: fixação da pena-base 
O juiz não pode elevar a pena 
acima do máximo previsto no 
tipo penal, nem diminuí-la 
abaixo do mínimo legal. 
2ª FASE Atenuantes e agravantes 
3ª FASE 
Causas de aumento e 
diminuição de pena 
O juiz pode elevar ou diminuir 
a pena além dos limites revistos 
no tipo penal. 
Determinação do regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. 
Análise sobre a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos ou multa. 
Não sendo cabível a substituição, análise sobre a concessão ou não da suspensão condicional da 
pena (sursis), se presentes os requisitos legais. 
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37 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
#OLHAOGANCHO: em relação aos maus antecedentes, o STJ adota o sistema da perpetuidade, 
enquanto que o STF adota o princípio da temporariedade (#OLHAOTERMO “direito ao esquecimento na 
seara penal” – Gilmar Mendes). Assim, para o STJ, após o período depurador de cinco anos a reincidência 
passa a ser considerada como maus antecedentes, ao passo que para o STF não poderá mais ser 
considerada. 
 
REGIMES 
ABERTO 
Não reincidente, com pena igual ou inferior a 4 anos. Casa de albergado ou outro 
estabelecimento adequado. 
SEMIABERTO 
Não reincidente, com pena superior a 4 anos e não excedente a 8anos. Colônia 
agrícola, industrial ou em estabelecimento similar. 
FECHADO 
Pena superior a 8 anos. 
Estabelecimento de segurança máxima (presídios) ou média (centro de 
ressocialização). 
 
SUBSTITUIÇÃO POR PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS – REQUISITOS 
Aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com 
violência ou grave ameaça à pessoa; 
Aplicada pena privativa de liberdade com qualquer pena, se o crime for culposo; 
O réu não for reincidente em crime doloso (salvo se a medida for recomendável e não ocorra 
reincidência específica); 
Circunstâncias judiciais favoráveis. 
#SELIGANASSUMULAS 
 
Súmula 718 do STF: a opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui 
motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada. 
Súmula 719 do STF: a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir 
exige motivação idônea. 
Súmula 440 do STJ: fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional 
mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do 
delito. 
O condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 anos e não exceda a 8 anos, tem o direito de 
cumprir a pena corporal em regime semiaberto (art. 33, § 2°, b, do CP), caso as circunstâncias judiciais 
do art. 59 lhe forem favoráveis. A gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para 
justificar a fixação do regime mais gravoso (Info 859 - STF). 
-Súmula 241-STJ: A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, 
simultaneamente, como circunstância judicial. 
 Súmula 444-STJ: É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a 
pena-base. 
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38 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 Súmula 231-STJ: A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo 
do mínimo legal. 
Súmula 545-STJ: Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu 
fará jus à atenuante prevista no artigo 65, III, d, do Código Penal. 
 
 #OLHAOGANCHO: a confissão espontânea, parcial, qualificada ou retratada, todas elas, podem ser 
utilizadas pelo juiz, em conjunto com as demais provas, para condenar o réu. Para o STJ, é irrelevante se 
a confissão é total ou parcial, condicionada ou restrita, com ou sem retratação posterior. Basta que ela 
tenha sido levada em consideração pelo magistrado para proferir a condenação. Essa é a conclusão da 
Súmula 545/STJ. 
 
Súmula 269 STJ: É admissível a adoção do regime prisional SEMIABERTO aos REINCIDENTES condenados 
a PENA IGUAL ou inferior a quatro anos SE FAVORÁVEIS AS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. 
 
#DEOLHONAJURIS 
 
DOSIMETRIA DA PENA. Determinado réu foi condenado por furto qualificado por rompimento de 
obstáculo (art. 155, § 4º, I, do CP). O STF considerou incorreta a sentença do juiz que, na 1ª fase da 
dosimetria da pena, aumentou a pena-base com fundamento em três argumentos: a) Culpabilidade. O 
magistrado afirmou que era patente a culpabilidade do réu considerando que ele tinha plena consciência 
da ilicitude de seu ato. O juiz confundiu os conceitos. Para fins de dosimetria da pena, culpabilidade 
consiste na reprovação social que o crime e o autor do fato merecem. Essaculpabilidade de que trata o 
art. 59 do CP não tem nada a ver com a culpabilidade como requisito do crime (imputabilidade, potencial 
consciência da ilicitude do fato e inexigibilidade de conduta diversa). b) Antecedentes. O juiz aumentou 
a pena pelo fato de o agente já responder a quatro outros processos criminais. A jurisprudência entende 
que, em face do princípio da presunção de não culpabilidade, os inquéritos policiais e ações penais em 
curso não podem ser considerados maus antecedentes (Súmula 444-STJ e STF RE 591054/SC). c) 
Circunstâncias do crime. O julgador considerou que as circunstâncias do crime eram negativas porque o 
crime foi praticado com rompimento de obstáculo à subtração da coisa. Aqui, o erro do magistrado foi 
utilizar como circunstância judicial (1ª fase da dosimetria) um elemento que ele já considerou como 
qualificadora (inciso I do § 4º do art. 155). Houve, portanto, bis in idem (dupla punição pelo mesmo fato). 
STF. 2ª Turma. HC 122940/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 13/12/2016 (Info 851). 
 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
REQUISITOS 
OBJETIVOS 
a) qualidade da pena (art. 77, caput): pena privativa de liberdade (reclusão, 
detenção ou prisão simples); 
b) quantidade da pena: pena privativa de liberdade não superior a 2 (dois) anos 
(art. 77, caput). 
Exceção: pena não superior a 4 (quatro) anos, no caso de ser o condenado maior 
de setenta anos de idade (sursis etário), ou por razões de saúde (sursis humanitário) 
que justifiquem a suspensão (art. 77, § 2°). 
No caso de concurso de crimes considera-se a soma das penas. 
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39 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
REQUISITO 
SUBJETIVO: 
não ser o réu reincidente em crime doloso, salvo se na condenação anterior foi 
aplicada somente a pena de multa (art. 77, I, e § 1°) 
ESPÉCIES: 
a) sursis simples: no primeiro ano, o condenado presta serviços à comunidade ou 
submete-se à limitação de fim de semana. Aplica-se aos casos em que o 
condenado não reparou o dano injustificadamente ou quando as circunstâncias do 
art. 59 do CP não são favoráveis. 
b) sursis especial (art. 78, § 2°, do CP): o condenado não precisa prestar serviços à 
comunidade e não se submete à limitação de fim de semana no primeiro ano do 
período de prova. Aplica-se aos casos em que o condenado reparou o dano, salvo 
justificativa, e desde que as circunstâncias do art. 59 do CP sejam favoráveis. 
 c) sursis etário (art. 77, § 2º): a execução da pena privativa de liberdade, não 
superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o 
condenado seja maior de setenta anos de idade (...). 
d) sursis humanitário (art. 77, § 2°, segunda parte): a execução da pena privativa de 
liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, 
desde que (...) razões de saúde justifiquem a suspensão. 
#ATENÇÃO importante observar que o sursis etário aplica-se ao maior de 70 anos 
condenado a pena que seja superior a dois e não exceda a quatro anos de prisão. 
Se a sua condenação não for superior a dois anos, o prazo do período de prova 
será o comum (2 a 4 anos). 
SURSIS 
SIMULTÂNEOS: 
pode ocorrer que o réu obtenha dois sursis ao mesmo tempo. Exemplo: durante o 
período de prova o réu é condenado por crime culposo ou contravenção não 
sendo revogado o sursis anterior (hipótese de revogação facultativa). 
REVOGAÇÃO 
OBRIGATÓRIA: 
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem 
motivo justificado, a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código (PSC ou Limitação de 
FDS). 
REVOGAÇÃO 
FACULTATIVA: 
A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra 
condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por 
contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. 
 
LIVRAMENTO CONDICIONAL 
CONCEITO: 
Forma de liberdade antecipada para crimes em que a pena privativa de liberdade 
seja igual ou superior a dois anos. 
REQUISITOS 
OBJETIVOS: 
1/3: Crimes comuns – primário 
1/2: Crimes comuns – reincidente 
2/3: Crimes hediondos – primário 
Não se admite para o reincidente em crime hediondo. 
Tenha reparado o dano, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo. 
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40 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
REQUISITOS 
SUBJETIVOS 
Comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom 
desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria 
subsistência mediante trabalho honesto. 
#ATENÇÃO Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave 
ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à 
constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará 
a delinquir. 
 
#DEOLHONASÚMULA 
SÚMULA 715 DO STF: A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento, 
determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, 
como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. 
 
EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
EFEITOS 
PRINCIPAIS 
Pena e medida de segurança 
EFEITOS 
SECUNDÁRIOS 
Penais (reincidência e seus efeitos na concessão de benefícios); 
Extrapenais automáticos: perda de bens/instrumentos e obrigação de indenizar; 
Extrapenais não automáticos: perda do cargo (salvo no crime de tortura, em que o 
efeito é automático - art. 1, § 5° da lei 9.455/97), do poder familiar, inabilitação para 
dirigir. 
 
#IMPORTANTE PERDA DO CARGO: 
a) pena privativa de liberdade igual ou superior a 1 ano, desde que o crime tenha sido cometido com 
abuso do poder ou violação de dever para com a Administração Pública; 
b) pena privativa de liberdade superior a 4 anos: demais casos. 
 
#DEOLHONAJURIS 
REGRA: a pena de perdimento deve ser restrita ao cargo público ocupado ou função pública exercida 
no momento da prática do delito. EXCEÇÃO: se o juiz, motivadamente, considerar que o novo cargo 
guarda correlação com as atribuições do anterior, ou seja, daquele que o réu ocupava no momento do 
crime, neste caso mostra-se devida a perda da nova função como uma forma de anular (evitar) a 
possibilidade de que o agente pratique novamente delitos da mesma natureza (Info 599 - STJ) 
Não pode ser interpretado extensivamente com o intuito de permitir a cassação da aposentadoria, 
ainda que a aposentadoria ocorra no curso da ação Penal, ou seja, antes da condenação. O rol do art. 
92 do CP é taxativo, consoante o STJ. (INFO 552, STJ). 
 
#OLHAOSUPERGANCHO: Vamos analisar os efeitos da condenação em algumas legislações 
extravagantes que poderão cair na prova: 
SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS: um dos efeitos da condenação, automático, é a suspensão dos 
direitos políticos (at. 15, III, CF). 
 
#DEOLHONASÚMULA: 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
41 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
SÚMULA 9 DO TSE: A suspensão de direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em 
julgado e cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, independendo de reabilitação ou de prova 
de reparação dos danos; 
LEI DE FALÊNCIA: o art. 181, da Lei nº 11.101/05 estabelece como efeitos da condenação: a inabilitação 
para o exercício de atividade empresarial (inciso I), o impedimento para o exercício de cargo ou função 
em conselho de administração, diretoria ou gerência das sociedades sujeitas a esta Lei (inciso II) e a 
impossibilidade de gerir empresa por mandato ou por gestão de negócio (inciso III). Tais efeitos não são 
automáticos, devendo ser declarados na sentença (art. 181, §1º); (#OLHAOGANCHO Com o edital de 
empresarial) 
LEI DE TORTURA: a condenação pela prática de crime de tortura, se praticado por funcionário público, 
acarretará a perda do cargo, funçãoou emprego público, bem como a interdição para seu exercício pelo 
dobro do prazo da pena aplicada (art. 1º, §5º, Lei nº 9.455/97). Trata-se de efeito automático, segundo 
o STJ (REsp 1.044.866/MG); 
LEI DE DROGAS: no caso de crime de tráfico de drogas envolvendo funcionário púbico, o art. 56, §1º, da 
Lei nº11.343/06 permite ao juiz promover o afastamento cautelar do servidor, comunicando ao órgão 
respectivo. Em caso de condenação, a perda do cargo ou função pública seguirá a regra do art. 92, CP; 
CRIMES RESULTANTES DE PRECONCEITOS DE RAÇA E DE COR: o art. 16, da Lei nº 7.716/89 estabelece 
como efeito da condenação a perda do cargo ou função pública, para o servidor público envolvido na 
empreitada criminosa. Trata-se de efeito não automático devendo ser expressamente declarado na 
sentença (art. 18); 
CRIME DE LAVAGEM DE CAPITAIS: o art. 7º, da Lei nº 9.613/98 traz os efeitos da condenação, além dos 
previstos no CP: I - a perda, em favor da União - e dos Estados, nos casos de competência da Justiça 
Estadual -, de todos os bens, direitos e valores relacionados, direta ou indiretamente, à prática dos crimes 
previstos nesta Lei, inclusive aqueles utilizados para prestar a fiança, ressalvado o direito do lesado ou de 
terceiro de boa-fé; II - a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de 
diretor, de membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 
9º, pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada. 
 
MEDIDAS DE SEGURANÇA 
INIMPUTÁVEIS: Recebem uma sentença absolutória imprópria para cumprir medida de segurança. 
ESPÉCIES: 
a) internação (penas de reclusão); 
b) tratamento ambulatorial (penas de detenção). 
DURAÇÃO 
MÍNIMA: 
Prazo mínimo de 1 a 3 anos. 
DURAÇÃO 
MÁXIMA: 
Há divergência: 
STJ: SÚMULA 527 DO STJ: O tempo de duração da medida de segurança não deve 
ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado 
STF: 30 anos 
SEMI-
IMPUTÁVEIS: 
adota-se o sistema vicariante ou unitário (ou aplica uma pena reduzida ou uma 
medida de segurança), que se contrapõe ao sistema do duplo binário (em que era 
possível a aplicação de ambos. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
42 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
#ATENÇÃO A Lei da Reforma psiquiátrica propõe uma superação desse paradigma de 
internação/tratamento ambulatorial com base na espécie de pena! Há doutrina que defende que o 
tratamento da Medida de Segurança pelo CP fora revogado pela referida lei, mas fique atento ao texto 
legal para as questões. 
 
21 Punibilidade e causas de extinção. 22 Prescrição. 
 
CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
Morte do agente 
Anistia 
Graça 
Indulto 
Abolitio criminis 
Prescrição 
Decadência 
Perempção 
Renúncia 
Perdão do Ofendido 
Retratação 
Perdão Judicial 
 
AÇÕES PENAIS PRIVADAS E CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE: 
DECADÊNCIA 
É A perda do direito de ação penal ou de representação em razão de seu não 
exercício no prazo legal. 
Prazo legal: Em regra, 6 meses a contar do conhecimento da autoria do fato. 
RENÚNCIA AO 
DIREITO DE 
QUEIXA 
É o ato unilateral (não depende de aceitação) e voluntário por meio do qual a 
pessoa legitimada ao exercício da ação penal privada abdica do seu direito de 
queixa, antes do início do processo. 
PERDÃO DO 
OFENDIDO 
É o ato bilateral (demanda aceitação) por meio do qual, no curso do processo 
penal, o querelante resolve não prosseguir com a demanda, perdoando o 
acusado. 
PEREMPÇÃO 
É a perda do direito de prosseguir no exercício da ação penal privada em virtude 
da negligência do querelante, com a consequente extinção da punibilidade. 
Hipóteses (art. 60 do CPP): 
 I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do 
processo durante 30 dias seguidos; 
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não 
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o 
disposto no art. 36; 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
43 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a 
qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o 
pedido de condenação nas alegações finais; 
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar 
sucessor. 
 
#AJUDAMARCINHO #NÃOCONFUNDA 
 
ANISTIA 
GRAÇA 
(Indulto individual) 
INDULTO 
(Indulto coletivo) 
É um benefício concedido pelo Congresso 
Nacional, com a sanção do Presidente da 
República (art. 48, VIII, CF/88) por meio do qual 
se “perdoa” a prática de um fato criminoso. 
Normalmente incide sobre crimes políticos, mas 
também pode abranger outras espécies de 
delito. 
Concedidos por Decreto do Presidente da 
República. Apagam o efeito executório da 
condenação. 
A atribuição para conceder pode ser delegada 
ao(s): 
• Procurador Geral da República 
• Advogado Geral da União 
• Ministros de Estado 
É concedida por meio de uma lei federal 
ordinária. 
Concedidos por meio de um Decreto. 
Pode ser concedida: 
• antes do trânsito em julgado (anistia própria) 
• depois do trânsito em julgado (anistia 
imprópria) 
Tradicionalmente, a doutrina afirma que tais 
benefícios só podem ser concedidos após o 
trânsito em julgado da condenação. Esse 
entendimento, no entanto, está cada dia mais 
superado, considerando que o indulto natalino, 
por exemplo, permite que seja concedido o 
benefício desde que tenha havido o trânsito em 
julgado para a acusação ou quando o MP 
recorreu, mas não para agravar a pena imposta 
(art. 5º, I e II, do Decreto 7.873/2012). 
Extingue os efeitos penais (principais e 
secundários) do crime. 
Os efeitos de natureza civil permanecem 
íntegros. 
Só extinguem o efeito principal do crime (a pena). 
Os efeitos penais secundários e os efeitos de 
natureza civil permanecem íntegros. 
O réu condenado que foi anistiado, se cometer 
novo crime não será reincidente. 
O réu condenado que foi beneficiado por graça 
ou indulto se cometer novo crime será reincidente. 
 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA 
Perda do direito de punir. 
Perda do direito de executar a punição já 
imposta. 
Ocorre antes do trânsito em julgado. Ocorre após o trânsito em julgado. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
44 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Impede qualquer efeito de eventual condenação 
(penais ou extrapenais). 
Impede somente a execução da pena (os demais 
efeitos penais e extrapenais permanecem). 
Exemplo: impede a execução da pena, mas não 
impede a reincidência. 
Divide-se em quatro espécies: 
a) Em abstrato (P.P.P.A) – art. 109, CP; 
b) Retroativa (P.P.P.R) – art. 110, §1º, CP; 
c) Superveniente (P.P.P.S) – art. 110, §1º, CP; 
d) Virtual ou antecipada ou em perspectiva 
(P.P.P.V) – não tem previsão legal, sendo 
rechaçada pelos Tribunais Superiores. 
Única forma. 
ESPÉCIES DE PPP 
ENQUANTO NÃO TRANSITAR 
EM JULGADO A SENTENÇA 
(ART. 109, CP) 
Prescrição em abstrato 
Pena em abstrato 
APÓS O TRÂNSITO EM 
JULGADO DA SENTENÇA 
(ART. 110, CP) 
Pena em concreto 
Prescrição 
retroativa 
Conta-se da publicação da sentença 
condenatória para trás e pressupõe trânsito em 
julgado para a acusação. 
Prescrição 
superveniente 
Conta-se da publicação da sentença 
condenatória para frente e pressupõe trânsito 
em julgado para a acusação. 
 
CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO: art. 117, CP. 
a) Recebimento da Denúncia ou Queixa: se a denúncia for recebida por juiz de 1º grau, 
interrompe-se com a publicação do despacho que a recebeu. Se for recebida por Tribunal, aí se conta 
da sessão do julgamento do recurso (Súmula 709, STF). Se proferida por juiz incompetente, não tem o 
condão de interromper. 
 
#DEOLHONASÚMULASÚMULA 709, STF: Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra 
a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela. 
 
#FOCANAJURISPRUDÊNCIA: 
 
O recebimento da denúncia por magistrado absolutamente incompetente não interrompe a 
prescrição penal, uma vez que o referido ato processual é NULO, não passível de convalidação (CP, art. 
117, I) - INFO 626, STF. 
Tratando-se de incompetência relativa, o exame da prescrição da pretensão punitiva deve 
considerar o recebimento da denúncia realizado pelo Juízo incompetente, e não a convalidação posterior 
do Juízo que detém competência territorial, uma vez que este último ato possui natureza declarativa, 
prestando-se unicamente a confirmar a validade do primeiro. Em outros termos: pelo princípio da 
convalidação, o recebimento da denúncia por parte de Juízo territorialmente incompetente tem o condão 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
45 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
de interromper o prazo prescricional (STJ - RECURSO ORDINARIO EM HABEAS CORPUS RHC 40514 MG 
2013/0294693-6 (STJ), 2014). 
 
b) Pronúncia: conta-se da publicação da sentença de pronúncia. Se o juiz de 1º grau impronunciou 
e a acusação recorreu, conta-se da sessão do julgamento que pronunciou o agente. 
 
#DEOLHONASÚMULA: 
 
SÚMULA 191 DO STJ: A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha 
a desclassificar o crime. 
 
c) Decisão confirmatória da pronúncia: houve recurso e o Tribunal confirmou os termos da 
pronúncia. Conta-se da sessão de julgamento. 
d) Publicação da Sentença ou Acórdão Condenatório Recorrível: no caso da sentença, conta-se 
da publicação da sentença condenatória e no caso de acórdão conta da sessão de julgamento (e não da 
data da veiculação no DO ou outro meio de comunicação congênere). 
 
#ATENÇÃO: O acórdão só é condenatório se a sentença for absolutória. Se o acórdão confirma a 
condenação ou altera a pena, não interrompe a prescrição. 
 
CAUSAS SUSPENSIVAS DA PRESCRIÇÃO: 
• Questões prejudiciais: do art. 92 e ss., CPP; 
• Suspensão do processo parlamentar: art. 53, § 3º a 5º, CF; 
• Suspensão condicional da pena: art. 77, CP (STJ); 
• Suspensão condicional do processo: art. 88, § 6º, Lei 9.099/95; 
• Réu revel citado por edital: art. 366, CPP. 
 
REDUÇÃO PELA METADE DA PPP: a) menos de 21 anos, ao tempo do crime; b) maior de 70 
anos, ao tempo da sentença. 
 
#DEOLHONAJURIS: 
 
Para que incida a redução do prazo prescricional prevista no art. 115 do CP, é necessário que, no 
momento da sentença, o condenado possua mais de 70 anos. Se ele só completou a idade após a 
sentença, não terá direito ao benefício, mesmo que isso tenha ocorrido antes do julgamento de apelação 
interposta contra a sentença. Existe, no entanto, uma situação em que o condenado será beneficiado 
pela redução do art. 115 do CP mesmo tendo completado 70 anos após a "sentença" (sentença ou 
acórdão condenatório): isso ocorre quando o condenado opõe embargos de declaração contra a 
sentença/acórdão condenatórios e esses embargos são conhecidos. Nesse caso, o prazo prescricional 
será reduzido pela metade se o réu completar 70 anos até a data do julgamento dos embargos. Nesse 
sentido: STF. Plenário. AP 516 ED/DF, rel. orig. Min. Ayres Britto, red. p/ o acórdão Min. Luiz Fux, julgado 
em 5/12/2013 (Info 731). STF. 2ª Turma. HC 129696/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 19/4/2016 (Info 
822). 
No caso de crimes conexos que sejam objeto do mesmo processo, havendo sentença condenatória para 
um dos crimes e acórdão condenatório para o outro delito, tem-se que a prescrição da pretensão punitiva 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
46 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
de ambos é interrompida a cada provimento jurisdicional (art. 117, § 1º, do CP). STJ. 5ª Turma. RHC 40177-
PR, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 25/8/2015 (Info 568). 
 
#SÚMULAS 
STJ: 
Súmula 191 - A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime. 
Súmula 220 - A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
Súmula 415 - O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. 
Súmula 338 - A prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas. 
Súmula 415 - O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. 
Súmula 438 - É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com 
fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. 
STF: 
Súmula Nº 497: Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na 
sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. 
Súmula nº 592: Nos crimes falimentares, aplicam-se as causas interruptivas da prescrição, previstas no 
código penal. 
 
23 Crimes contra a pessoa. 
 
HOMICÍDIO (ART. 121, CP): 
 
HOMICÍDIO 
SIMPLES 
Em regra, não é crime hediondo, salvo quando praticado em atividade de grupo 
de extermínio, ainda que por só um agente (art. 1º, I, 1ª parte, Lei nº 8.072/90). 
HOMICÍDIO 
PRIVILEGIADO 
O homicídio é privilegiado quando o agente comete o crime impelido por motivo 
de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em 
seguida a injusta provocação da vítima. Nesse caso, o juiz pode reduzir a pena de 
um sexto a um terço. As hipóteses legais do privilégio apresentam caráter 
subjetivo. 
#NÃOESQUECER: são de natureza objetiva, portanto admitem o homicídio 
privilegiado-qualificado, as hipóteses do art. 121, §2º, III e IV, (referentes aos meios 
e modos de execução), com exceção da traição. 
As demais qualificadoras, nos demais incisos, são de natureza subjetiva. 
#MEMORIZAR as objetivas, por exclusão (já que são em menor quantidade). 
#ATENÇÃO: O homicídio privilegiado não é crime hediondo por ausência de 
previsão legal. Lembrem que o rol dos crimes hediondos é um rol taxativo. 
#CONCURSO DE AGENTES: em caso de concurso de agentes as causas 
privilegiadas não se comunicam, uma vez que são circunstâncias subjetivas do 
crime (e não elementares). Art. 30, CP. 
HOMICÍDIO 
QUALIFICADO 
✓ MOTIVO TORPE = motivo vil, repugnante. Ex.: matar um parente para ficar 
com sua herança. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
47 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
✓ MOTIVO FÚTIL = insignificante, desproporcional à natureza do crime 
praticado. Ex.: Concurseiro mata dono da salinha de estudo porque fechou o 
estabelecimento mais cedo do que o previsto. #NãoFaçaIssoJamais 
#VaiReprovarNoPsicotécnico #EAindaVaiPraCadeia (Rsrsrs). 
Obs.: a ausência de motivo não se equipara a motivo fútil. 
✓ MEIO INSIDIOSO: agente usa de fraude para cometer crime sem que a vítima 
perceba. Ex.: agente retira óleo do carro da vítima para lhe causar acidente fatal. 
✓ MEIO CRUEL: é aquele que proporciona à vítima um intenso (e 
desnecessário) sofrimento físico ou mental quando a morte poderia ser ocasionada 
de forma menos dolorosa. 
✓ TORTURA: o agente usa da tortura como meio para conseguir a morte da 
vítima, ou seja, trata-se de morte dolosa. Vai responder por crime de homicídio 
qualificado. 
OBS: TORTURA COM RESULTADO MORTE (art. 1º, §3º, Lei nº 9.455/97): crime 
essencialmente preterdoloso. O agente tem o dolo de torturar a vítima e, por 
excesso, finda por causar-lhe a morte, culposamente. 
✓ TRAIÇÃO: é o ataque desleal, repentino e inesperado. Ex.: atirar na vítima 
pelas costas. 
✓ EMBOSCADA: pressupõe o ocultamento do agente, que ataca a vítima com 
surpresa. Ex.: o agente, escondido no jardim de entrada da casa da vítima, a ataca 
quando esta chegava do serviço. 
✓ DISSIMULAÇÃO: fingimento, disfarçando o agente a sua intenção criminosa. 
Ex.: o agente convida a vítima para jantar, levando-a para lugar ermo onde ocorre 
o ataquefatal. 
✓ OUTRO RECURSO QUE DIFICULTE OU TORNE IMPOSSÍVEL A DEFESA DO 
OFENDIDO: trata-se de caso clássico de interpretação analógica. 
FEMINICÍDIO 
✓ Trata-se de figura qualificada no homicídio doloso, de competência do 
Tribunal do Júri e considerada crime hediondo (art. 121, §2º, VI, CP c/c art. 1º, I, Lei 
nº 8.072/90). 
#JURIS: Recentemente, o STJ decidiu que a qualificadora do feminicídio é de 
natureza objetiva. 
HOMICÍDIO 
FUNCIONAL 
✓ A Lei nº 13.142/2015 alterou o Código Penal com escopo de criar uma nova 
qualificadora ao crime de homicídio. 
✓ Considera-se homicídio funcional quando o agente passivo for autoridade 
ou agente descrito nos artigos 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do 
sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função 
ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente 
consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição. 
#SELIGA: houve também alteração na Lei nº 8.072/ 1990, tornando o homicídio 
funcional espécie de crime hediondo. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
48 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
HOMICÍDIO 
CULPOSO 
✓ É possível a aplicação do perdão judicial nos casos de homicídio culposo. 
Trata-se de causa de extinção da punibilidade (art. 107, IX, CP). 
#DEOLHONASÚMULA: 
Súmula 18, STJ: A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção 
da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório. 
✓ HOMICÍDIO CULPOSO NO TRÂNSITO: deveremos aplicar o art. 302, CTB. 
 
PRINCIPAIS JULGADOS SOBRE OS CRIMES CONTRA A VIDA #AJUDAMARCINHO 
 
STF INFO 849 - A interrupção da gravidez no primeiro trimestre da gestação provocada pela própria 
gestante (art. 124) ou com o seu consentimento (art. 126) não e ́crime. E ́preciso conferir interpretação 
conforme a Constituição aos arts. 124 a 126 do Código Penal – que tipificam o crime de aborto – para 
excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre. 
A criminalização, nessa hipótese, viola diversos direitos fundamentais da mulher, bem como o princípio 
da proporcionalidade. STF. 1a Turma. HC 124306/RJ, rel. orig. Min. Marco Aurélio. julgado em 29/11/2016 
(Info 849) 
HOMICÍDIO QUALIFICADO X DOLO EVENTUAL:A qualificadora do motivo fútil (art. 121, § 2º, II, do CP) é 
compatível com o homicídio praticado com dolo eventual? SIM. O fato de o réu ter assumido o risco de 
produzir o resultado morte (dolo eventual), não exclui a possibilidade de o crime ter sido praticado por 
motivo fútil, uma vez que o dolo do agente, direto ou indireto, não se confunde com o motivo que 
ensejou a conduta. STJ. 5ª Turma. REsp 912.904/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 06/03/2012. STJ. 6ª 
Turma. REsp 1601276/RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/06/2017 
Não incide a qualificadora de motivo fútil (art. 121, § 2º, II, do CP), na hipótese de homicídio supostamente 
praticado por agente que disputava "racha", quando o veículo por ele conduzido - em razão de choque 
com outro automóvel também participante do "racha" - tenha atingido o veículo da vítima, terceiro 
estranho à disputa automobilística. Motivo fútil corresponde a uma reação desproporcional do agente a 
uma ação ou omissão da vítima. No caso de "racha", tendo em conta que a vítima (acidente 
automobilístico) era um terceiro, estranho à disputa, não é possível considerar a presença da qualificadora 
de motivo fútil, tendo em vista que não houve uma reação do agente a uma ação ou omissão da vítima 
(INFO 583 DO STJ). 
No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, 
não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante (§ 4º do art. 
121 do CP). Se a vítima tiver morte instantânea, tal circunstância, por si só, é suficiente para afastar a causa 
de aumento de pena prevista no § 4º do art. 121? NÃO. No homicídio culposo, a morte instantânea da 
vítima não afasta a causa de aumento de pena prevista no art. 121, § 4º, do CP, a não ser que o óbito 
seja evidente, isto é, perceptível por qualquer pessoa (INFO 554 DO STJ). 
 
LESÃO CORPORAL GRAVE LESÃO CORPORAL GRAVÍSSIMA 
I - Incapacidade para as ocupações habituais, 
por mais de trinta dias; 
I - Incapacidade permanente para o trabalho; 
II - perigo de vida; II - enfermidade incurável; 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
49 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
III - debilidade permanente de membro, sentido 
ou função; 
III - perda ou inutilização do membro, sentido 
ou função; 
IV - deformidade permanente; 
IV - aceleração de parto: V - aborto: 
Pena - reclusão, de um a cinco anos. Pena - reclusão, de dois a oito anos 
 
#VAIMARCINHO: A qualificadora “deformidade permanente” do crime de lesão corporal (art. 129, § 2º, 
IV, do CP) não é afastada por posterior cirurgia estética reparadora que elimine ou minimize a 
deformidade na vítima (INFO 562 do STJ). 
A qualificadora prevista no § 9º do art. 129 do CP aplica-se também às lesões corporais cometidas contra 
HOMEM no âmbito das relações domésticas (INFO 501 do STJ). 
 
24 Crimes contra o patrimônio. 
 
FURTO (ART. 155, CP): 
Repouso Noturno: a causa de aumento de pena do repouso noturno pode ser aplicada tanto para o 
furto simples como para o furto qualificado. 
#AJUDAMARCINHO: 
É legítima a incidência da causa de aumento de pena por crime cometido durante o repouso noturno 
(art. 155, §1º) no caso de furto praticado na forma qualificada (art. 155, §4º). Não existe nenhuma 
incompatibilidade entre a majorante prevista no § 1º e as qualificadoras do §4º. São circunstâncias 
diversas, que incidem em momentos diferentes da aplicação da pena. Assim, é possível que o agente seja 
condenado por furto qualificado (§ 4º) e, na terceira fase da dosimetria, o juiz aumente a pena em 1/3 se 
a subtração ocorreu durante o repouso noturno. A posição topográfica do §1º (vem antes do §4º) não é 
fator que impede a sua aplicação para as situações de furto qualificado (§ 4º) - (Info 851-STF). 
 
#DEOLHONASSÚMULAS: 
 
Súmula 511-STJ (furto privilegiado-qualificado ou furto híbrido): É possível o reconhecimento do privilégio 
previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a 
primariedade do agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva. 
Súmula 567-STJ (idoneidade relativa do meio – não se aplica o crime impossível): Sistema de vigilância 
realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de estabelecimento 
comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto. 
 
#SELIGANATABELA: 
 
REQUISITOS DO FURTO PRIVILEGIADO 
Primariedade do agente Pequeno valor da coisa furtada 
O agente (criminoso) deve ser primário. 
Primário é o indivíduo que não é reincidente, 
nos termos do art. 63 do CP. 
Segundo a jurisprudência, para os fins do § 2º 
do art. 155, coisa de pequeno valor é aquela 
cujo preço, no momento do crime, não seja 
superior a 1 salário-mínimo. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
50 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
Furto Privilegiado X Pequeno Valor: o STJ consolidou entendimento no tocante ao conceito de 
pequeno valor, a saber, quando não suplantar 1 (um) salário mínimo. Vale lembrar quer o juiz não fica 
radicalmente adstrito a esse patamar, caso consiga justificar no caso concreto outro valor. De acordo 
com o STJ, não se trata de um teto máximo e intransponível. 
Furto Privilegiado X Pequeno Valor X De Crime Continuado: Nos casos de continuidade delitiva, 
o valor a ser considerado para fins de concessão do privilégio (artigo 155, § 2º do CP) ou do 
reconhecimento da insignificância é a soma dos bens subtraídos. 
 
#NÃOCONFUNDIR: Para efeito da aplicação do princípio da bagatela, é imprescindível a distinção entre 
valorinsignificante e pequeno valor, uma vez que o primeiro exclui o crime e o segundo pode 
caracterizar o furto privilegiado. 
 
PEQUENO VALOR VALOR INSIGNIFICANTE 
Quando não suplantar 1 (um) salário mínimo. 
Analisar caso concreto. 
- Mínima ofensividade da conduta; 
- Ausência de periculosidade; 
- Reduzido grau de reprovabilidade do 
comportamento; 
- Inexpressividade da lesão jurídica. 
Requisito subjetivo: importância do bem para a 
vítima. 
FURTO PRIVILEGIADO 
CAUSA DE EXCLUSÃO DA TIPICIDADE 
MATERIAL 
 
Consumação do Furto: Consuma-se o crime de furto com a inversão da posse do bem, ainda 
que por breve tempo, seguida de perseguição imediata do agente ou recuperação da coisa roubada, 
sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada (STF e STJ). TEORIA DA AMOTIO ou 
APPREHENSIO. 
Furto Qualificado: as qualificadoras do art. 155, §4º, CP dizem respeito ao modo de execução do 
agente. 
 
Com destruição ou 
rompimento de obstáculo à 
subtração da coisa 
- Destruição: comportamento que faz desaparecer. Ex.: explosivos em 
caixas eletrônicos. 
- Rompimento: é o ato de deteriorar. Ex.: abrir um cofre com barra de 
ferro. 
Com abuso de confiança, 
ou mediante fraude, 
escalada ou destreza. 
- Abuso de confiança: tem que ter relação de confiança (ex.: 
empregado que já trabalha há anos com a vítima). Não basta a mera 
alegação de que o agente trabalhava na empresa. É preciso se provar 
que a vítima depositou confiança no agente. 
- Mediante fraude: furto qualificado pela fraude (#NÃOCONFUNDIR 
com o estelionato!). 
- Mediante destreza: presença de uma habilidade excepcional, desde 
que não seja descoberto no ato da conduta delitiva. Assim, o 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
51 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
magistrado apenas poderá acatar o furto qualificado pela destreza 
quando o agente tenha excepcional habilidade em retirar o bem da 
vítima sem que ela se aperceba (punguista) – STJ (INFO 554). 
Com emprego de chave 
falsa. 
- O conceito de chave falsa abrange todo o instrumento, com ou sem 
forma de chave, utilizado como dispositivo para abrir fechadura, 
incluindo mixas (STJ, HC n. 101.495/MG, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES 
MAIA FILHO, DJe 25/8/2008). 
Mediante concurso de duas 
ou mais pessoas. 
- Partícipes são computados, inclusive o inimputável. 
 
#DEOLHONASÚMULA: 
 
SÚMULA 442, STJ: É inadmissível aplicar, no furto qualificado, pelo concurso de agentes, a majorante do 
roubo. 
#NOVIDADESSLEGISLATIVAS: 
 
Art. 155, CP. 
§ 4º-A. A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de 
artefato análogo que cause perigo comum. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
§ 7º. A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de substâncias 
explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou 
emprego. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
 
ROUBO (ART. 157, CP): 
 
ROUBO PRÓPRIO 
ART. 157, “caput”, CP. 
ROUBO IMPRÓPRIO 
ART. 157, §1º, CP. 
A grave ameaça ou a violência é empregada 
antes ou durante a subtração a fim de que o 
agente possa alcançar a subtração do bem. 
A grave ameaça ou a violência é empregada 
após a subtração a fim de assegurar impunidade 
do crime ou a detenção da coisa. 
 
#DEOLHONASÚMULA: 
 
Súmula 582-STJ: Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem, mediante emprego 
de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida a perseguição imediata ao 
agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. 
 
#NOVIDADESSLEGISLATIVAS #AJUDAMARCINHO: 
A Lei nº 13.654/2018 acrescentou uma nova hipótese de roubo majorado no inciso VI. 
 
Art. 157, CP. 
§ 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade: (Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018) 
(...) 
VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, 
possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
52 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
A mesma lei acrescentou um novo parágrafo ao art. 157 prevendo duas novas hipóteses de roubo 
circunstanciado, com pena maior. 
 
Art. 157 (...) 
§ 2º-A. A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo; (Incluído pela Lei nº 13.654, de 
2018) II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato 
análogo que cause perigo comum. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018) 
 
Além disso, foi alterada a redação do § 3º do art. 157 do Código Penal. Duas mudanças foram 
verificadas: 
1) melhorou a redação dividindo os dois tipos penais em incisos diferentes. 
2) aumentou a pena do roubo com resultado lesão corporal grave. Antes era de 7 a 15 anos. Agora é de 
7 a 18 anos. Neste ponto, a Lei nº 13.654/2018 é mais gravosa e, portanto, irretroativa. 
 
Art. 157 (...) § 3º Se da violência resulta: (Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018) 
I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa; (Incluído pela Lei 
nº 13.654, de 2018) 
II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 
2018) 
 
#ESQUEMATIZANDO: 
ROUBO MEDIANTE EMPREGO DE ARMA 
Antes da Lei 13.654/2018 Depois da Lei 13.654/2018 (atualmente) 
Tanto a arma de fogo como a arma branca 
eram causas de aumento de pena. 
Apenas o emprego de arma de fogo é causa de 
aumento de pena. 
O emprego de arma branca não é causa de 
aumento de pena. 
O emprego de arma (seja de fogo, seja branca) 
era punido com um aumento de 1/3 a 1/2 da 
pena. 
O emprego de arma de fogo é punido com um 
aumento de 2/3 da pena. 
 
ROUBO MEDIANTE EMPREGO DE ARMA 
 Antes da Lei 13.654/2018 Atualmente 
Arma de 
FOGO 
Era causa de aumento de pena 
A pena aumentava de 1/3 a 1/2. 
Continua sendo causa de aumento de pena. 
Mas agora a pena aumenta 2/3. 
Arma 
BRANCA 
Era causa de aumento de pena. 
A pena aumentava de 1/3 a 1/2. 
Deixou de ser causa de aumento de pena. 
A Lei 13.654/2018 é mais benéfica e irá 
retroagir neste ponto. 
 
#DEOLHONAJURIS: 
 
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53 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
O emprego de arma branca deixou de ser majorante do crime de roubo, com a modificação operada 
pela Lei nº 13.654/2018, que revogou o inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. Diante disso, constata-
se que houve abolitio criminis devendo a Lei nº 13.654/2018 ser aplicada retroativamente para excluir a 
referida causa de aumento da pena imposto aos réus condenados por roubo majorado pelo emprego 
de arma branca. Trata-se da aplicação da novatio legis in mellius prevista no art. 5º, XL, da Constituição 
Federal. STJ. 5ª Turma. REsp 1519860/RJ, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 17/05/2018. 
Não há continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão, ainda que praticados em conjunto. 
Isso porque, os referidos crimes, apesar de serem da mesma natureza, são de espécies diversas. STJ. 5ª 
Turma. HC 435.792/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/05/2018. STF. 1ª Turma. HC 114667/SP, 
rel. org. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 24/4/2018 (Info 899). 
 
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA 
 
FURTO. É legítima a incidência da causa de aumento de pena por crime cometido durante o repouso 
noturno (art. 155, § 1º) no caso de furto praticado na forma qualificada (art. 155, § 4º). Não existe nenhuma 
incompatibilidade entre a majorante prevista no § 1º e as qualificadoras do § 4º. São circunstâncias 
diversas, que incidem em momentos diferentes da aplicação da pena. Assim, é possível que o agente seja 
condenado por furto qualificado (§ 4º) e, na terceirafase da dosimetria, o juiz aumente a pena em 1/3 se 
a subtração ocorreu durante o repouso noturno. A posição topográfica do § 1º (vem antes do § 4º) não 
é fator que impede a sua aplicação para as situações de furto qualificado (§ 4º). STF. julgado em 
13/12/2016 (Info 851). STJ, julgado em 4/12/2014 (Info 554). 
LATROCÍNIO. Carlos e Luiza estão entrando no carro quando são rendidos por João, assaltante armado, 
que deseja subtrair o veículo. Carlos acaba reagindo e João atira contra ele e Luiza, matando o casal. 
João foge levando o carro. Haverá dois crimes de latrocínio em concurso formal ou um único crime de 
latrocínio? STJ: concurso formal impróprio. STF e doutrina majoritária: um único crime de latrocínio. STJ, 
julgado em 17/11/2015. STF, julgado em 21/2/2017 (Info 855). #IMPORTANTE! 
LATROCÍNIO. Aquele que se associa a comparsa para a prática de roubo, sobrevindo a morte da vítima, 
responde pelo crime de latrocínio, ainda que não tenha sido o autor do disparo fatal ou que sua 
participação se revele de menor importância. Ex: João e Pedro combinaram de roubar um carro utilizando 
arma de fogo. Eles abordaram, então, Ricardo e Maria quando o casal entrava no veículo que estava 
estacionado. Os assaltantes levaram as vítimas para um barraco no morro. Pedro ficou responsável por 
vigiar o casal no cativeiro enquanto João realizaria outros crimes utilizando o carro subtraído. Depois de 
João ter saído, Ricardo e Maria tentaram fugir e Pedro atirou nas vítimas, que acabaram morrendo. João 
pretendia responder apenas por roubo majorado (art. 157, § 2º, I e II) alegando que não participou nem 
queria a morte das vítimas, devendo, portanto, ser aplicado o art. 29, § 2º do CP. O STF, contudo, não 
acatou a tese. Isso porque João assumiu o risco de produzir resultado mais grave, ciente de que atuava 
em crime de roubo, no qual as vítimas foram mantidas em cárcere sob a mira de arma de fogo. STF, 
julgado em 21/2/2017 (Info 855). #IMPORTANTE 
EXTORSÃO. O crime de extorsão consiste em "Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, 
e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se 
faça ou deixar fazer alguma coisa" (art. 158 do CP). A ameaça de causar um "mal espiritual" contra a 
vítima pode ser considerada como "grave ameaça" para fins de configuração do crime de extorsão? SIM. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
54 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Configura o delito de extorsão (art. 158 do CP) a conduta do agente que submete vítima à grave ameaça 
espiritual que se revelou idônea a atemorizá-la e compeli-la a realizar o pagamento de vantagem 
econômica indevida. STJ, julgado em 14/2/2017 (Info 598) 
 
#DEOLHONASÚMULA: 
 
SÚMULA 567 DO STJ: Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de 
segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do 
crime de furto. 
SÚMULA 610 DO STF: Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o 
agente a subtração de bens da vítima. 
SÚMULA 96 DO STJ: O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem 
indevida. 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 
#ATENÇÃO CONSUMAÇÃO E TENTATIVA PARA OS DELITOS DE FURTO E ROUBO: Os Tribunais 
Superiores adotam a teoria da amotio, também adotada no delito de roubo, segundo a qual o crime está 
consumado com a posse de fato da res furtiva, ainda que por breve espaço de tempo e seguida de 
perseguição ao agente, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada (STJ, 3ª Seção, Recurso 
Repetitivo, REsp 1524450, 14/10/2015). 
SÚMULA 582 DO STJ: Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem, mediante 
emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida a perseguição imediata 
ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. 
FURTO MAJORADO: A causa de aumento de pena do repouso noturno pode ser aplicada tanto para o 
furto simples como para o furto qualificado. 
FURTO PRIVILEGIADO: § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode 
substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a 
pena de multa. 
#DECORE SÚMULA 511 DO STJ: É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do 
CP nos casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno 
valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva 
 
#SELIGANADIFERENÇA 
 
FURTO MEDIANTE FRAUDE ESTELIONATO 
Fraude é utilizada pelo agente com o fim de 
burlar a vigilância da vítima que, desatenta, tem 
seu bem subtraído sem que perceba. 
Fraude é usada como meio de obter o 
consentimento da vítima que, iludida, entrega 
voluntariamente o bem ao agente. 
 
ROUBO PRÓPRIO ROUBO IMPRÓPRIO 
A grave ameaça ou a violência é empregada antes 
ou durante a subtração a fim de que o agente 
possa alcançar a subtração do bem. 
A grave ameaça ou a violência é empregada logo 
após a subtração a fim de assegurar impunidade 
do crime ou a detenção da coisa. 
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55 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
ROUBO E CONCURSO DE CRIMES 
UMA VÍTIMA E 
PATRIMÔNIOS 
DIVERSOS 
Reconhecimento de crime único, diante da evidência de que embora 
subtraídos patrimônios distintos, os mesmos estavam sob os cuidados de 
uma única pessoa, que sofreu a violência ou grave ameaça (STJ, 2014). 
MAIS DE UMA VÍTIMA E 
PATRIMÔNIOS 
DIVERSOS 
Ainda que no mesmo contexto fático, mediante uma só ação praticada 
contra vítimas diferentes, configura-se concurso formal de crimes, visto 
que violados patrimônios distintos (STJ, 2016). 
MAIS DE UMA VÍTIMA E 
PATRIMÔNIO ÚNICO 
Se a intenção do agente é direcionada à subtração de um único 
patrimônio, estará configurado crime único, ainda que no modus operandi 
seja utilizada violência ou grave ameaça contra mais de uma pessoa (STJ, 
2015). 
 
MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMA DE FOGO 
ARMA COM DEFEITO 
Absolutamente ineficaz: não caracteriza a causa de aumento de pena 
(roubo circunstanciado), mas pode configurar o roubo simples (art. 157, 
“caput”, CP). 
Relativamente ineficaz: incide a causa de aumento. 
ARMA DESMUNICIADA 
Apesar de constituir-se um meio relativamente ineficaz (o que permitiria 
a causa de aumento de pena), o STJ entende que não incide a majorante, 
caracterizando roubo simples. 
ARMA DE BRINQUEDO 
De acordo com o STF e o STJ, não incide a majorante, caracterizando-se 
roubo simples. 
CONCURSO MATERIAL 
ENTRE ROUBO E 
PORTE/POSSE DE 
ARMA DE FOGO 
Se após o contexto fático o agente é surpreendido portando ou na posse 
de arma de fogo, após roubo cometido, vai responder por crime de roubo 
circunstanciado c/c as penas do Estatuto do Desarmamento. 
 
EXTORSÃO (ART. 158, CP): 
 
EXTORSÃO ROUBO 
O agente faz com que a vítima entregue a coisa. 
Constranger #OLHEOVERBO. 
O agente subtrai a coisa pretendida. Subtrair. 
#OLHEOVERBO. 
A colaboração da vítima é indispensável. A colaboração da vítima é dispensável. 
A vantagem buscada pelo agente é 
contemporânea ao constrangimento ou 
posterior a ele. 
A vantagem buscada é para agora. 
Vantagem econômica indevida: bem móvel ou 
imóvel. 
Vantagem econômica indevida: somente bem 
móvel. 
 
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56 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
DANO (ART. 163, CP) e RECEPTAÇÃO (ART. 180, CP): A Lei nº 13.531/2017 promove alteração nas 
qualificadoras dos crimes de dano (art. 163 do CP) e receptação (art. 180) envolvendo bens públicos. 
Corrigiu essas duas falhas e incluiu o “Distrito Federal”, as “autarquias”, as “fundações” e as “empresas 
públicas” no rol do inciso III do parágrafo único do art. 163 do CP. Compare: 
 
Antes da Lei nº 13.531/2017 ATUALMENTEArt. 163 (...) 
Parágrafo único. Se o crime é cometido: 
III - contra o patrimônio da União, Estado, 
Município, empresa concessionária de serviços 
públicos ou sociedade de economia mista; 
Art. 163 (...) 
Parágrafo único. Se o crime é cometido: 
III - contra o patrimônio da União, de Estado, do 
Distrito Federal, de Município ou de autarquia, 
fundação pública, empresa pública, sociedade 
de economia mista ou empresa concessionária 
de serviços públicos; 
 
Antes da Lei nº 13.531/2017 ATUALMENTE 
Art. 180 (...) 
§ 6º Tratando-se de bens e instalações do 
patrimônio da União, Estado, Município, 
empresa concessionária de serviços públicos ou 
sociedade de economia mista, a pena prevista 
no caput deste artigo aplica-se em dobro. 
Art. 180 (...) 
§ 6º Tratando-se de bens do patrimônio da 
União, de Estado, do Distrito Federal, de 
Município ou de autarquia, fundação 
pública, empresa pública, sociedade de 
economia mista ou empresa concessionária de 
serviços públicos, aplica-se em dobro a pena 
prevista no caput deste artigo. 
 
28 Crimes contra a dignidade sexual. 
 
Súmula 593, STJ: “O crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática de 
ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual consentimento da vítima para a prática 
do ato, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente.” 
O STJ rechaçou totalmente a possibilidade de acolhimento da “Exceção de Romeu e Julieta.” 
 
#SELIGANAJURIS 
CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL. No caso de crimes contra a liberdade sexual (arts. 213 a 216-A) 
e crimes sexuais contra vulnerável (arts. 217-A a 218-B), se o autor do delito for ascendente da vítima, a 
pena deverá ser aumentada de metade (art. 226, II, do CP). O bisavô está incluído dentro dessa expressão 
“ascendente”. O bisavô está no terceiro grau da linha reta e não há nenhuma regra de limitação quanto 
ao número de gerações. Assim, se o bisavô pratica estupro de vulnerável contra sua bisneta, deverá 
incidir a causa de aumento de pena prevista no art. 226, II, do CP. STF. 2ª Turma. RHC 138717/PR, Rel. 
Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 23/5/2017 (Info 866). 
ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR: crime único ou concurso material? Para o STJ, caso as 
condutas tenham sido praticadas contra a mesma vítima e no mesmo contexto fático, trata-se de crime 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
57 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
único, pois é um tipo penal misto alternativo (e não cumulativo). Consequência: a lei nova é mais 
favorável. Aplicação retroativa (INFO 543 DO STJ). 
O agente abordou de forma violenta e sorrateira a vítima com a intenção de satisfazer sua lascívia, o que 
ficou demonstrado por sua declarada intenção de "ficar" com a jovem – adolescente de 15 anos – e pela 
ação de impingir-lhe, à força, um beijo, após ela ser derrubada ao solo e mantida subjugada pelo 
agressor, que a imobilizou pressionando o joelho sobre seu abdômen. Tal conduta configura o delito do 
art. 213, § 1º do CP. STJ. 6ª Turma. REsp 1611910-MT, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 11/10/2016 
(Info 592). 
O agente que passa as mãos nas coxas e seios da vítima menor de 14 anos, por dentro de sua roupa, 
pratica, em tese, o crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do CP). Não importa que não tenha havido 
penetração vaginal (conjunção carnal). STF. 1ª Turma. RHC 133121/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. 
p/o acórdão Min. Edson Fachin julgado em 30/8/2016 (Info 837). 
A conduta de contemplar lascivamente, sem contato físico, mediante pagamento, menor de 14 anos 
desnuda em motel pode permitir a deflagração da ação penal para a apuração do delito de estupro de 
vulnerável. Segundo a posição majoritária na doutrina, a simples contemplação lasciva já configura o “ato 
libidinoso” descrito nos arts. 213 e 217-A do Código Penal, sendo irrelevante, para a consumação dos 
delitos, que haja contato físico entre ofensor e ofendido. STJ. 5ª Turma. RHC 70976-MS, Rel. Min. Joel Ilan 
Paciornik, julgado em 2/8/2016 (Info 587). 
#APOSTACICLOS A Súmula 608 do STF permanece válida mesmo após o advento da Lei nº 12.015/2009. 
Assim, em caso de estupro praticado mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada. STF. 
1ª Turma. HC 125360/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 
27/2/2018 (Info 892). 
Súmula 608-STF: No crime de estupro, praticado mediante violência real, a ação penal é pública 
incondicionada. 
 
#POLÊMICA AÇÃO PENAL E VULNERABILIDADE TRANSITÓRIA: Existe divergência entre as turmas do 
STJ! O posicionamento da 5ª Turma é mais recente (agosto/2017) e se coaduna com a doutrina 
majoritária. 
 
#AJUDAMARCINHO 
 
5ª TURMA: PÚBLICA INCONDICIONADA 6ª TURMA: CONDICIONADA A REPRESENTAÇÃO 
Em casos de vulnerabilidade da ofendida, a ação 
penal é pública incondicionada, nos moldes do 
parágrafo único do art. 225 do CP. 
Esse dispositivo não fez qualquer distinção entre a 
vulnerabilidade temporária ou permanente, haja 
vista que a condição de vulnerável é aferível no 
momento do cometimento do crime, ocasião em 
que há a prática dos atos executórios com vistas à 
consumação do delito. 
Em outras palavras, se a vulnerabilidade 
permanente ou temporária, no caso de estupro de 
A “pessoa vulnerável” de que trata o parágrafo 
único do art. 225 do CP é somente aquela que 
possui uma incapacidade permanente de oferecer 
resistência à prática dos atos libidinosos. 
Se a pessoa é incapaz de oferecer resistência 
apenas na ocasião da ocorrência dos atos 
libidinosos, ela não pode ser considerada 
vulnerável para os fins do parágrafo único do art. 
225, de forma que a ação penal permanece sendo 
condicionada à representação da vítima. STJ. 6ª 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
58 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
vulnerável a ação penal é sempre incondicionada. 
STJ. 5ª Turma. HC 389.610/SP, Rel. Min. Felix 
Fischer, julgado em 08/08/2017. 
Turma. HC 276.510-RJ, Rel. Min. Sebastião Reis 
Júnior, julgado em 11/11/2014 (Info 553). 
 
#INOVAÇÃOLEGISLATIVA O crime de tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual foi 
revogado pela Lei 13.344/2016, que criou o delito de tráfico de pessoas, que é bem mais amplo e abrange 
diversas situações, tais como a remoção de órgão, submissão a trabalho condições análogas à de escravo 
e adoção ilegal. Vale a pena ler o dispositivo que é rico em detalhes que podem ser explorados pelo 
examinador! 
#OLHAOGANCHO Apesar de não ser equiparado a hediondo, por expressa disposição legal, o crime de 
tráfico de pessoas exige o cumprimento de 2/3 da pena para concessão de livramento condicional. 
 
32 Crimes contra a fé pública. 
 
FALSIDADE MATERIAL (Art. 297 e 298 do CP) FALSIDADE IDEOLÓGICA (Art. 299 do CP) 
O documento possui vício em sua forma. 
 
O documento não possui vício em sua forma 
(refere-se ao conteúdo do documento). 
O documento apresenta defeitos extrínsecos 
(rasuras, novos dizeres, supressão de palavras). 
Não há rasuras ou supressão de palavras no 
documento. A pessoa que elabora o documento 
possui legitimidade para isso. 
É imprescindível a perícia. Em regra, não há necessidade de perícia. 
 
FALSA IDENTIDADE (307 do CP) USO DE DOCUMENTO FALSO (304 do CP) 
Consiste na simples atribuição de falsa 
identidade, sem a utilização de documento falso. 
Aqui há obrigatoriamente o uso do documento 
falso 
Ex. ao ser parado em uma blitz, o agente afirma 
que seu nome é Pedro Silva, quando na verdade 
é João Lima. 
Ex. ao ser parado em uma blitz, o agente afirma 
que seu nome é Pedro Silva e apresenta RG 
falsificado com esse nome, quando na verdade é 
João Lima. 
 
#AJUDAMARCINHO #DEOLHONAJURIS 
Inserir informação falsa em currículo Lattes não configura crime de falsidade ideológica. Não é típica a 
conduta de inserir, em currículo Lattes, dado que não condizcom a realidade. Isso não configura falsidade 
ideológica (art. 299 do CP) porque: 1) currículo Lattes não é considerado documento por ser eletrônico e 
não ter assinatura digital; 2) currículo Lattes é passível de averiguação e, portanto, não é objeto material 
de falsidade ideológica. Quando o documento é passível de averiguação, o STJ entende que não há 
crime de falsidade ideológica mesmo que o agente tenha nele inserido informações falsas. STJ. 6ª Turma. 
RHC 81451-RJ, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 22/8/2017 (Info 610). 
Falsa declaração de hipossuficiência não configura falsidade ideológica (art. 299). É atípica a mera 
declaração falsa de estado de pobreza realizada com o intuito de obter os benefícios da justiça gratuita. 
A conduta de firmar ou usar declaração de pobreza falsa em juízo, com a finalidade de obter os benefícios 
da gratuidade de justiça, não é crime, pois aludida manifestação não pode ser considerada documento 
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59 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
para fins penais, já que é passível de comprovação posterior, seja por provocação da parte contrária seja 
por aferição, de ofício, pelo magistrado da causa. STJ. 6ª Turma. HC 261074-MS, Rel. Min. Marilza 
Maynard (Desembargadora convocada do TJ-SE), julgado em 5/8/2014 (Info 546). 
Colocar fita na placa: crime do art. 311 do CP. A norma contida no art. 311 do Código Penal busca 
resguardar a autenticidade dos sinais identificadores dos veículos automotores, sendo, pois, típica, a 
simples conduta de alterar, com fita adesiva, a placa do automóvel, ainda que não caracterizada a 
finalidade específica de fraudar a fé pública. Assim, a conduta de colocar uma fita adesiva ou isolante 
para alterar o número ou as letras da placa do carro e, assim, evitar multas, pedágio, rodízio etc., configura 
o delito do art. 311 do CP. STF. 2ª Turma. RHC 116371/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 13/8/2013 
(Info 715). STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1327888/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 03/03/2015. 
Desnecessidade de prova pericial para condenação por uso de documento falso (art. 304): É possível a 
condenação pelo crime de uso de documento falso (art. 304 do CP) com fundamento em documentos e 
testemunhos constantes do processo, acompanhados da confissão do acusado, sendo desnecessária a 
prova pericial para a comprovação da materialidade do crime, especialmente se a defesa não requereu, 
no momento oportuno, a realização do referido exame. O crime de uso de documento falso se consuma 
com a simples utilização de documento comprovadamente falso, dada a sua natureza de delito formal. 
STJ. 5ª Turma. HC 307586-SE, Rel. Min. Walter de Almeida Guilherme (Desembargador convocado do 
TJ/SP), julgado em 25/11/2014 (Info 553). 
O falso pode ser absorvido pelo descaminho, ainda que a pena da falsidade seja maior que do 
descaminho (Info 587-STJ). 
Súmula 522-STJ: A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda que 
em situação de alegada autodefesa. Aprovada em 25/03/2015, DJe 06/04/2015. 
SÚMULA 546 DO STJ:A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada 
em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a 
qualificação do órgão expedidor. 
SÚMULA 73 DO STJ:A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime 
de estelionato, da competência da Justiça Estadual. 
 
33 Crimes contra a administração pública. 
 
CRIME FUNCIONAL PRÓPRIO CRIME FUNCIONAL IMPRÓPRIO 
Faltando a condição de servidor público, o fato 
deixa de ser crime: ATIPICIDADE ABSOLUTA. 
Faltando a condição de servidor público o fato 
deixa de ser crime funcional, mas permanece 
criminoso, ajustando-se a outro tipo incriminador: 
ATIPICIDADE RELATIVA. 
Empresa que comete ato equivalente ao delito de 
prevaricação com seus funcionários não comete 
crime. 
Ex.: se não for peculato poderá ser furto. 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
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60 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
CONCEITO DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO: Bastante amplo!! Basta o exercício temporário de uma função 
pública, ainda que gratuita, para ser considerado funcionário público, a exemplo dos jurados no Tribunal 
do Júri e dos mesários no dia das eleições. 
#ATENÇÃO PROGRESSÃO DE REGIME X REPARAÇÃO DO DANO: O condenado por crime contra a 
administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação 
do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais (art. 33, 
§4º, CP). 
 
PECULATO 
PECULATO 
PRÓPRIO 
PECULATO-APROPRIAÇÃO: o agente tem a posse do bem em virtude do cargo 
e passa a agir como dono. 
PECULATO-DESVIO: o agente tem a posse do bem em virtude do cargo e desvia 
em proveito próprio ou de terceiro. 
PECULATO 
IMPRÓPRIO 
PECULATO-FURTO: o agente não tem a posse do bem, mas se vale das facilidades 
do cargo para subtrair ou concorrer para subtração. 
PECULATO 
CULPOSO 
O agente não observa seu dever de cuidado e, por negligência, imprudência ou 
imperícia, concorre para que outrem subtraia, desvie ou se aproprie do bem. 
É infração de menor potencial ofensivo, admitindo transação penal e suspensão 
condicional do processo. 
#IMPORTANTE REPARAÇÃO DO DANO: No peculato culposo, se reparar até a 
sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se após isso, reduz a pena pela 
metade. No peculato doloso pode ser aplicado o instituto do arrependimento 
posterior (artigo 16 do CP) ou a atenuante do art. 65, III, ‘b’ do CP. 
PECULATO-
ESTELIONATO 
O agente se apropria de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do 
cargo, recebeu por erro de outrem. 
PECULATO-
ELETRÔNICO 
(313-A) 
O funcionário insere ou facilita a inserção de dados falsos, altera ou exclui 
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou banco de dados 
da Administração Pública, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para 
outrem ou para causar dano. 
 
CONCUSSÃO CORRUPÇÃO PASSIVA CORRUPÇÃO ATIVA 
O funcionário público exige 
vantagem indevida. 
Funcionário público solicita, 
recebe ou aceita vantagem 
indevida. 
Particular oferece ou promete 
vantagem indevida a 
funcionário público. 
 
CONCUSSÃO E CORRUPÇÃO ATIVA: Segundo a jurisprudência, são incompatíveis esses crimes, isto é, 
não é possível a existência concomitante de ambos. É que a vítima, ao entregar o dinheiro exigido no 
crime de concussão, não pode ser considerada sujeito ativo do delito de corrupção ativa, pelo simples 
fato de que a corrupção ativa pressupõe que o particular livremente ofereça ou prometa a vantagem, o 
que não ocorre quando há primeiramente a prática do delito de concussão, pois o particular é 
constrangido a entregar a vantagem. 
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61 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA PREVARICAÇÃO 
O agente viola o dever funcional cedendo a 
pedido ou influência de outrem. Envolve a figura 
do corruptor. 
O agente viola o dever funcional para satisfazer 
interesse ou sentimento pessoal, de modo que não 
envolve um terceiro corruptor (não há pedido de 
outrem). 
 
RESISTÊNCIA DESOBEDIÊNCIA DESACATO 
O agente se opõe ao ato legal 
mediante violência ou ameaça 
à pessoa 
Basta que o agente descumpra 
a ordem legal de forma pacífica, 
sem violência ou ameaça. 
Utilizar de palavras de 
menosprezo para com o 
funcionário público no exercício 
da sua função ou em razão dela. 
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA COMUNICAÇÃO FALSA DE 
CRIME 
AUTOACUSAÇÃO FALSA 
Agente denuncia terceira 
pessoa, sabendo da inocência. 
Não há acusação contra pessoa 
alguma 
Agente denuncia a si mesmo 
Crime ou contravenção penal, 
nessa última reduz a pena pela 
metade. 
Crime ou contravenção penal. Apenas crime. 
 
Súmula 599,STJ: “O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública.” 
 
#DEOLHONAJURIS 
Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela continua a ser crime, conforme 
previsto no art. 331 do Código Penal. STJ. 3a Seção. HC 379.269/MS, Rel. para acórdão Min. Antônio 
Saldanha Palheiro, julgado em 24/05/2017. 
O advogado que, por força de convênio celebrado com o Poder Público, atua de forma remunerada em 
defesa dos hipossuficientes agraciados com o benefício da assistência judiciária gratuita, enquadra-se no 
conceito de funcionário público para fins penais. Sendo equiparado a funcionário público, é possível que 
responda por corrupção passiva (art. 317 do CP). STJ. 5ª Turma. HC 264459-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares 
da Fonseca, julgado em 10/3/2016 (Info 579). 
O simples fato de o réu exercer mandato eletivo não é suficiente para a causa de aumento do art. 327, § 
2º, do CP. (Info 816 - STF). É necessário que ele ocupe uma posição de superior hierárquico (o STF 
chamou de "imposição hierárquica"). A causa de aumento do § 2º do art. 327 aplica-se aos agentes 
políticos, inclusive o Chefe do Poder Executivo (ex.: Governador de Estado) – Info 757 do STF. 
#SELIGA O STF (INFO 712) considerou atípica a conduta de “peculato de uso” de um veículo para a 
realização de deslocamentos por interesse particular. 
#NÃOCONFUNDIR: Caso o agente público seja prefeito, há crime de peculato de uso, por expressa 
previsão legal. Veja a redação do art. 1°, II, do Decreto-Lei 201/67: Art. 1º São crimes de responsabilidade 
dos Prefeitos Municipal, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do 
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62 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
pronunciamento da Câmara dos Vereadores: II - utilizar-se, indevidamente, em proveito próprio ou 
alheio, de bens, rendas ou serviços públicos. 
o crime de concussão, a situação de flagrante delito configura-se no momento da exigência da vantagem 
indevida (e não no instante da entrega). Isso porque a concussão é crime FORMAL, que se consuma com 
a exigência da vantagem indevida. Assim, a entrega da vantagem indevida representa mero exaurimento 
do crime. (Info 564-STJ). 
A obtenção de lucro fácil e a cobiça constituem elementares dos tipos de concussão e corrupção passiva 
(arts. 316 e 317 do CP), sendo indevido utilizá-las para aumentar a pena-base alegando que os “motivos 
do crime” (circunstância judicial do art. 59 do CP) seriam desfavoráveis. STJ. 3ª Seção. EDv nos EREsp 
1196136-RO, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 24/5/2017 (Info 608). 
FALSO TESTEMUNHO: O crime de falso testemunho é de natureza formal. Consuma-se no momento em 
que é feita a afirmação falsa a respeito de fato juridicamente relevante, aperfeiçoando-se quando 
encerrado o depoimento, podendo, inclusive, a testemunha ser autuada em flagrante delito. Para que 
esse delito ocorra, não interessa se as afirmações feitas possuem ou não potencialidade lesiva. STJ. 5ª 
Turma. AgRg no AREsp 603.029/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 23/05/2017. STJ. 6ª Turma. AgRg 
no AREsp 723.184/SP, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 22/11/2016 
 
34 Lei nº 8.072/1990 e suas alterações (delitos hediondos). 
 
#NOVIDADELEGISLATIVA LEI 13.497/2017. Altera a Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o 
crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito no rol dos crimes hediondos 
 
CRIMES HEDIONDOS 
ROL TAXATIVO: 
a) homicídio, quando praticado em atividade típica de grupo de 
extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio 
qualificado; 
b) lesão corporal dolosa de natureza gravíssima e lesão corporal 
seguida de morte, quando praticadas contra autoridade ou agente 
descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do 
sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no 
exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, 
companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão 
dessa condição; 
c) latrocínio; 
d) extorsão qualificada pela morte; 
d) extorsão mediante sequestro e na forma qualificada; 
e) estupro; 
f) estupro de vulnerável; 
g) epidemia com resultado morte; 
h) falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto 
destinado a fins terapêuticos ou medicinais; 
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63 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
i) favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração 
sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável; 
j) genocídio; 
k) posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no 
art. 16 da Lei no 10.826/03 #NOVIDADE #VAICAIR. 
EQUIPARADOS: 
a) Tortura; 
b) Tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins; 
c) Terrorismo. 
LIVRAMENTO 
CONDICIONAL: 
Cumprir 2/3 da pena, desde que não seja reincidente específico em 
crimes hediondos. 
 
PROGRESSÃO DE REGIME: 
a) cumprir 1/6 da pena (crime s cometidos antes da Lei 11.464/07 - 
Súmula 471 STJ); 
b) cumprir 2/5 da pena, se réu primário, ou 3/5, se reincidente 
específico (crimes cometidos após a Lei 11.464/07). 
VEDAÇÕES: 
a) anistia, graça e indulto; e 
b) fiança. 
INCONSTITUCIONALIDADE: 
a vedação da concessão de liberdade provisória sem fiança e de 
penas restritivas de direitos, além do cumprimento de pena em 
regime integralmente fechado. 
PRISÃO TEMPORÁRIA: 30 + 30 dias. 
 
#ATENÇÃO #AJUDAMARCINHO 
O chamado "tráfico privilegiado", previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº1 1.343/2006 (Lei de Drogas), não 
deve ser considerado crime equiparado a hediondo. STF. Plenário. HC 118533/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
julgado em 23/6/2016 (Info 831). 
O tráfico ilícito de drogas na sua forma privilegiada (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006) não é crime 
equiparado a hediondo e, por conseguinte, deve ser cancelado o Enunciado 512 da Súmula do Superior 
Tribunal de Justiça. STJ. 3ª Seção. Pet 11796-DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 
23/11/2016 (recurso repetitivo) (Info 595). 
O que dizia a Súmula 512-STJ: "A aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da 
Lei n. 11.343/2006 não afasta a hediondez do crime de tráfico de drogas." 
 
36 Lei nº 9.455/1997 e suas alterações (crimes de tortura). 
 
ESPÉCIES DE TORTURA 
TORTURA 
PROPRIAMENTE DITA 
Causa sofrimento físico ou mental através do emprego de violência ou 
grave ameaça (art. 1o, I, alíneas “a”, “b” e “c”, da Lei 9.455/97). Subdivide-
se em: tortura probatória (alíneas “a”), tortura crime (alíneas “b”) e tortura 
discriminatória (alíneas “c”) 
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64 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
TORTURA PROBATÓRIA 
Com o fim de obter informação, 
declaração ou confissão da vítima ou de 
terceira pessoa. 
TORTURA CRIME 
Para provocar ação ou omissão de 
natureza criminosa. 
TORTURA DISCRIMINATÓRIA 
Em razão de discriminação racial ou 
religiosa. 
TORTURA CASTIGO 
Causa INTENSO sofrimento físico ou mental por meio de violência ou grave 
ameaça (art. 1o, II, da Lei 9.455/97). 
TORTURA SEM 
MOTIVAÇÃO 
Art. 1º, II, parágrafo 1º, Lei 9.455/97 (Submeter pessoa presa ou sujeita a 
medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da 
prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal) 
TORTURA IMPRÓPRIA 
art. 1º, II, parágrafo 2º, da Lei 9.455/97 (aquele que tinha o dever de evitar 
ou apurar, se omite diante da conduta daquele que submete pessoa presa 
ou que cumpre medida de segurança a sofrimento físico ou mental). 
 
TORTURA CASTIGO MAUS TRATOS 
Dolo de causar padecimento à vítima, causando-
lhe sofrimento físico ou mental, sem nenhum 
cunho educativo. 
Para fim de educação, ensino, tratamento ou 
custódia. 
Crime de dano Crime de perigo 
 
HOMICÍDIO QUALIFICADO PELA TORTURA TORTURA QUALIFICADA PELA MORTE 
Artigo 121, §2º, III do CP. Artigo 1º, §3ºda lei 9.455/97 
O dolo é de matar. O dolo é de torturar. 
Há dolo de matar e a tortura é o meio de 
execução escolhido para matar. 
Há dolo de torturar e a morte é resultado 
culposo decorrente da tortura. 
Pena de 12 a 30 anos. Pena de 8 a 16 anos. 
Competência do júri. Competência do juiz singular 
 
OMITIR-SE NO DEVER DE EVITAR OMITIR-SE NO DEVER DE APURAR 
Trata-se da omissão imprópria. Temos aqui a 
figura do garante ou garantidor. Logo, deve 
responder pelo crime que tinha o dever de 
evitar e não por essa figura mais branda. Ex.: 
Delegado que percebe os seus agentes levando 
um preso para tortura e não busca evitar. 
Trata-se de omissão própria. Nesta hipótese a 
tortura já ocorreu. Não há o que ser evitado, mas 
sim apurado. 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 
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65 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
A Convenção contra a Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes (1984) 
rotulou o delito de tortura como próprio, só podendo ser praticado por funcionário público ou pessoa 
no exercício da função pública. No entanto, a lei 9.455/97, em regra, não exige qualidade ou condição 
especial do agente. No Brasil, em regra, o crime é comum. Apesar de haver doutrina lecionando que o 
legislador nacional não poderia ter destoado do legislador internacional, vêm entendendo o STJ e o STF 
que o crime de tortura não exige do autor condição de agente público. 
EXTRATERRITORIALIDADE DA LEI DE TORTURA: É aplicada ao crime de tortura ocorrido fora do Brasil, 
se a vítima for brasileira e o torturador se encontrar em território nacional. #OLHAAJURIS: No Brasil, a 
competência para julgar será da Justiça Estadual. 
CAUSAS DE AUMENTO: 
a) tortura praticada por agente público; 
b) tortura contra criança ou adolescente, gestante, portador de deficiência, maior de 60 anos; 
c) tortura mediante sequestro (tem que ser meio para a tortura). 
 
#SELIGANADIFERENÇA EFEITO DA CONDENAÇÃO: perda do cargo e interdição pelo dobro do prazo 
da pena para seu exercício. Diferente da regra geral do artigo 92 do Código Penal, tais efeitos são 
automáticos. 
 
#DIZERODIREITO #DEOLHONAJURIS 
 
O Plenário do STF, ao julgar o HC 111.840/ES, declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1º, 
do art. 2º, da Lei nº 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 11.464/2007, afastando, dessa 
forma, a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os condenados por crimes hediondos e 
equiparados, incluído aqui o crime de tortura. 
Dessa forma, não é obrigatório que o condenado por crime de tortura inicie o cumprimento da pena no 
regime prisional fechado. 
STJ. 5ª Turma. HC 383090/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 21/03/2017. 
STJ. 6ª Turma. RHC 76642/RN, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 11/10/2016. 
Obs: existe um julgado da 1ª Turma do STF afirmando que o regime inicial no caso de tortura deveria ser 
obrigatoriamente o fechado: HC 123316/SE, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 9/6/2015. Penso que se 
trata de uma posição minoritária e isolada do Min. Marco Aurélio. Os demais Ministros acompanharam 
o Relator mais por uma questão de praticidade do que de tese jurídica. Isso porque os demais Ministros 
entendiam que, no caso concreto, nem caberia habeas corpus, considerando que já havia trânsito em 
julgado. No entanto, eles não aderiram expressamente à tese do Relator. Não há fundamento que 
justifique o § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90 (que obriga o regime inicial fechado para crimes hediondos) 
ter sido declarado inconstitucional e o § 7º do art. 1º da Lei nº 9.455/97 (que prevê regra semelhante para 
um crime equiparado a hediondo) não o ser. Em provas de concurso, deve-se ter atenção para a redação 
do enunciado. 
No caso de crime de tortura perpetrado contra criança em que há prevalência de relações domésticas e 
de coabitação, não configura bis in idem a aplicação conjunta da causa de aumento de pena prevista no 
art. 1º, § 4º, II, da Lei nº 9.455/1997 (Lei de Tortura) e da agravante genérica estatuída no art. 61, II, "f", do 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
66 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Código Penal. STJ. 6ª Turma. HC 362634-RJ, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 
16/8/2016 (Info 589). 
O STJ, no Informativo de nº 577, decidiu que a tortura de preso custodiado em delegacia praticada por 
policial constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração 
pública. 
 
37 Lei nº 12.694/2012 e Lei nº 12.850/2013 e suas alterações (crime organizado). 
 
ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS 
CONCEITO (Lei 
12.850/13): 
Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas 
estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que 
informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de 
qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas 
sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional. Trata-
se de crime de perigo abstrato. 
#ATENÇÃO Antes da Lei 12.850/13, não existia a previsão de tipo penal incriminador 
para Organizações Criminosas. A Convenção de Palermo era inaplicável para 
tipificar crime ou cominar pena. 
CONCURSO DE 
CRIMES: 
Se o agente participar de organização criminosa e ainda vier a praticar crimes, 
responderá pelo crime do art. 2º, Lei 12.850/13 em concurso material com os crimes 
que tiver cometido. 
OBSTRUÇÃO 
OU EMBARAÇO 
DE 
INVESTIGAÇÃO 
DE INFRAÇÃO 
PENAL 
REFERENTE À 
ORGANIZAÇÃO 
CRIMINOSA: 
O art. 2º, §1º, da lei nº 12.850/13 traz causa de equiparação de pena àquele que de 
alguma forma impedir ou embaraçar a investigação penal que envolva organização 
criminosa. Não é delito de concurso necessário (como o caput). O bem jurídico 
tutelado, nesse caso, é a Administração da Justiça. 
ORGANIZAÇÕES 
TERRORISTAS: 
A Lei 13.260/16 alterou a legislação e passou a prever que se aplica a Lei 12.850/13 
às: “organizações terroristas, entendidas como aquelas voltadas para a prática dos 
atos de terrorismo legalmente definidos”. 
AFASTAMENTO 
CAUTELAR: 
Se houver indícios suficientes de que o funcionário público integra organização 
criminosa, poderá o juiz determinar seu afastamento cautelar do cargo, emprego 
ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à 
investigação ou instrução processual. 
MEIOS DE 
OBTENÇÃO DE 
PROVA (Art. 3°): 
colaboração premiada, captação ambiental, ação controlada, acesso a registros de 
ligações telefônicas e telemáticas, a dados cadastrais de bancos públicos ou 
privados, interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas, afastamento 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
67 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
dos sigilos financeiro, bancário e fiscal, infiltração de agentes e cooperação entre 
instituições e órgãos federais, distritais, estaduais e municipais. 
COLABORAÇÃO 
PREMIADA: 
A Lei exige efetividade da colaboração, consubstanciada na obtenção de pelo 
menos um dos seguintes resultados: 
1) Identificar os demais coautores e partícipes da organização criminosa e as 
infrações penais por eles praticadas; 
2) Revelar a estrutura hierárquica e a divisão de tarefas da organização criminosa; 
3) Prevenir as infrações penais decorrentes das atividades da organização 
criminosa; 
4) Recuperar total ou parcialmente o produto ou o proveito das infrações penais 
praticadas pela organização criminosa; 
5) Localizar o paradeiro da vítima com a sua integridade física preservada. 
BENEFÍCIOS: 
O réu que colaborar poderá ter direito aos seguintes benefícios: 
-Redução da pena em até dois terços; 
-Substituição por PRD; 
-Não oferecimento da denúncia; e 
-Redução da pena até a metade ou progressão de regime, no caso de colaboração 
posterior à sentença. 
PERDÃO 
MINISTERIAL: 
Trata-sede uma exceção ao princípio da obrigatoriedade. Para que o MP deixe de 
oferecer a denúncia contra o colaborador é necessário o preenchimento dos 
seguintes requisitos: 
a) A colaboração deve ser efetiva e voluntária; 
b) O colaborador não pode ser o líder da organização criminosa; 
c) O colaborador deve ter sido o primeiro a prestar efetiva colaboração. 
DIREITO AO 
SILÊNCIO: 
O réu que colaborar também renuncia o direito ao silêncio, assumindo o 
compromisso de dizer a verdade. 
DEFENSOR: 
Em todos os atos de negociação, confirmação e execução da colaboração, o 
colaborador deverá estar assistido por defensor (§ 15 do art. 4º). 
PARTICIPAÇÃO 
DO JUIZ: 
O acordo sobre a colaboração premiada jamais poderá ser feito na presença do 
Juiz, sob pena de violação à imparcialidade. O juiz apenas analisa a regularidade 
do acordo, para fins de homologação. 
VALOR 
PROBATÓRIO 
DA 
COLABORAÇÃO: 
Não se pode condenar com base, exclusivamente, no depoimento/confissão do 
colaborador. É necessária a colheita de outras provas com base em sua confissão. 
É o que se chama de regra de corroboração. Ainda que existam duas ou mais 
colaborações no mesmo sentindo, o STF entende que deve haver necessariamente 
uma fonte diversa de uma colaboração. 
#SELIGA O STF não admite a chamada “corroboração cruzada”, em que a 
colaboração de um agente é confirmada por outra colaboração premiada. 
INFILTRAÇÃO 
DE AGENTES: 
É medida excepcional e subsidiária. Somente poderá ser decretada após 
autorização judicial, que definirá os seus limites. O agente precisa consentir com a 
infiltração. Prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais renovações. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
68 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
LIGHT COVER DEEP COVER 
É modalidade mais branda de 
infiltração. Não ultrapassa 06 (seis) 
meses. 
Trata-se de modalidade de infiltração 
mais complexa. Ultrapassa 06 (seis) 
meses de duração. 
#OLHAOGANCHO: 
LEI DE DROGAS 
LEI DE ORGANIZAÇÕES 
CRIMINOSAS 
ECA 
Não há previsão de 
prazo. 
Prazo de até 6 (seis) 
meses, sem prejuízo de 
eventuais renovações. 
Não poderá exceder o 
prazo de 90 (noventa) 
dias, sem prejuízo de 
eventuais renovações, 
desde que o total não 
exceda a 720 (setecentos 
e vinte) dias e seja 
demonstrada sua efetiva 
necessidade, a critério da 
autoridade judicial. 
TODOS EXIGEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL 
 
FORMAÇÃO DE 
COLEGIADO: 
Lei 12.694 - Em processos ou procedimentos que tenham por objeto crimes 
praticados por organizações criminosas, o juiz de primeiro grau poderá decidir pela 
formação de colegiado para a prática de qualquer ato processual; decisão 
fundamentada; o colegiado será formado pelo juiz do processo e por 2 (dois) 
outros juízes escolhidos por sorteio eletrônico dentre aqueles de competência 
criminal em exercício no primeiro grau de jurisdição; as decisões do colegiado, 
devidamente fundamentadas e firmadas, sem exceção, por todos os seus 
integrantes, serão publicadas sem qualquer referência a voto divergente de 
qualquer membro. #VOCÊJUIZ 
 
#NÃOCONFUNDA: Exercer o comando, individual ou coletivo, da organização criminosa tem natureza 
jurídica de agravante! As demais, tais como emprego de arma de fogo, participação de criança ou 
adolescente, participação de funcionário público, são causas de aumento de pena. 
 
 
#MAISUMGANCHO 
 
LEI DE DROGAS 
LEI DE ORGANIZAÇÕES 
CRIMINOSAS 
LEI DE LAVAGEM DE 
CAPITAIS 
Art. 53. Em qualquer fase da 
persecução criminal relativa aos 
crimes previstos nesta Lei, são 
permitidos, além dos previstos 
em lei, mediante autorização 
Art. 8º Consiste a ação controlada 
em retardar a intervenção policial 
ou administrativa relativa à ação 
praticada por organização 
criminosa ou a ela vinculada, desde 
Art. 4º-B. A ordem de 
prisão de pessoas ou as 
medidas assecuratórias de 
bens, direitos ou valores 
poderão ser suspensas pelo 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
69 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
judicial e ouvido o Ministério 
Público, os seguintes 
procedimentos investigatórios: 
II – a não-atuação policial sobre 
os portadores de drogas, seus 
precursores químicos ou outros 
produtos utilizados em sua 
produção, que se encontrem no 
território brasileiro, com a 
finalidade de identificar e 
responsabilizar maior número de 
integrantes de operações de 
tráfico e distribuição, sem 
prejuízo da ação penal cabível. 
Parágrafo único. Na hipótese do 
inciso II deste artigo, a 
autorização será concedida 
desde que sejam conhecidos o 
itinerário provável e a 
identificação dos agentes do 
delito ou de colaboradores. 
que mantida sob observação e 
acompanhamento para que a 
medida legal se concretize no 
momento mais eficaz à formação 
de provas e obtenção de 
informações. 
§ 1º O retardamento da 
intervenção policial ou 
administrativa será previamente 
comunicado ao juiz competente 
que, se for o caso, estabelecerá os 
seus limites e comunicará ao 
Ministério Público. 
juiz, ouvido o Ministério 
Público, quando a sua 
execução imediata puder 
comprometer as 
investigações. 
EXIGE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL 
EXIGE APENAS COMUNICAÇÃO 
PRÉVIA 
EXIGE AUTORIZAÇÃO 
JUDICIAL 
 
38 Lei nº 9.605/1998 e suas alterações (crimes contra o meio ambiente). 
 
LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS 
PENAS RESTRITIVAS 
DE DIREITO 
a) prestação de serviços à comunidade; 
b) interdição temporária de direitos; 
c) suspensão parcial ou total de atividades; 
d) prestação pecuniária; 
e) recolhimento domiciliar. 
PENAS APLICADAS ÀS 
PESSOAS JURÍDICAS 
1. multa; 
2. restritivas de direitos: 
2.1. suspensão parcial ou total de 
atividades; 
2.2. interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade; 
2.3. proibição de contratar com o Poder Público, bem como dele obter 
subsídios, subvenções ou doações; 
3. prestação de serviços à comunidade: 
3.1. custeio de programas e de projetos ambientais; 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
70 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
3.2. execução de obras de recuperação de áreas 
degradadas; 
3.3. manutenção de espaços públicos; 
3.4. contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. 
SUBSTITUIÇÃO DA PPL 
PELA PRD: 
nos crimes dolosos a pena do crime deve ser inferior a 4 anos. 
#NÃOCONFUNDA: no CP a pena deve ser de até 4 anos. 
SUSPENSÃO 
CONDICIONAL DA 
PENA: 
Condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. 
#NÃOCONFUNDA: no CP a pena deve ser não superior a 2 anos. 
TRANSAÇÃO PENAL: 
exige a prévia composição do dano ambiental atestada pelo laudo 
competente. 
SUSPENSÃO 
CONDICIONAL DO 
PROCESSO: 
Admite-se em sede de crimes ambientais, desde que a pena mínima 
cominada seja igual ou inferior a 1 ano. 
Ademais, a lei ambiental exige o laudo de constatação da reparação do dano 
para fins de extinção da punibilidade após o período de prova. 
Condições para o Suspensão do Processo: 
1. Reparação do dano ambiental; 
2. Caso não tenha havido a reparação integral é possível prorrogação [4 anos 
+ 1 ano]; 
3. Após os 5 anos, se não houver reparação, poderá ser prorrogado por mais 
5 anos; 
4. Esgotado o prazo máximo à declaração de extinção, faz‐se um novo laudo 
de avaliação. 
LIQUIDAÇÃO 
FORÇADA: 
A pessoa jurídica constituída ou utilizada, preponderantemente, com o fim 
de 
permitir, facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei terá 
decretada sua liquidação forçada, seu patrimônio será considerado 
instrumento do crime e, como tal, perdido em favor do Fundo Penitenciário 
Nacional. 
FIXAÇÃO DA PENA 
Ao aplicar a pena, além de obedecer aos critérios da parte geral, no crime 
ambiental, deve atentar-se aos seguintes elementos: Gravidade do Crime; 
Antecedentes Ambientais do réu; Situação econômica do réu. 
EXCLUDENTES DE 
ILICITUDE 
Nos crimes contra a fauna: 
Não é crime o abate de animal, quandorealizado: 
- em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua 
família (trata-se da caça/pesca famélica). 
- para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou 
destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela 
autoridade competente; 
- por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão 
competente. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
71 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
#DEOLHONAJURIS 
 
É imprescindível a realização de perícia oficial para comprovar a prática do crime previsto no art. 54 da 
Lei 9.605/98 (art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar 
em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa 
da flora). 
É possível a responsabilização penal da pessoa jurídica por delitos ambientais independentemente da 
responsabilização concomitante da pessoa física que agia em seu nome. A jurisprudência não mais adota 
a chamada teoria da "dupla imputação". 
A pessoa jurídica, mesmo podendo ser sujeito passivo de crimes ambientais, não pode ser paciente de 
habeas corpus. Pode até ser impetrante, mas nunca paciente, o que não a afasta a possibilidade de ser 
beneficiada indiretamente por um HC trancativo. 
É possível aplicação do princípio da insignificância nos crimes ambientais. 
REGRA: COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL 
EXCEÇÕES 
Obs.: Crimes cometidos nas áreas do artigo 225, §4º da CF seguem a regra geral de competência. Ou 
seja, somente serão (rio interestadual, por ex.) da competência da justiça federal se houver interesse 
específico e direto da União. Atenção! Patrimônio nacional é sinônimo de patrimônio da nação brasileira 
e não patrimônio da União. 
Tráfico internacional de animais é de competência da justiça federal. Exportar peles e couros de anfíbios 
e répteis também. 
Se o animal estiver na lista do IBAMA dos animais ameaçados de extinção, a competência será da justiça 
federal. 
 Crime de liberação de OGM (organismo geneticamente modificado – Ex.: Soja transgênica) no meio 
ambiente será julgado pela justiça federal, já que os efeitos do crime extrapolam as fronteiras do estado 
onde está o OGM. 
Unidade de conservação por órgão federal 
 
40 Lei nº 11.343/2006 (Lei Antidrogas). 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 
O art. 33, caput, é um crime de ação múltipla, de modo que, se praticar diferentes condutas previstas 
nesse dispositivo, apenas resta configurado um único crime. 
Não há causa de aumento pelo concurso de pessoas; 
Prazo do IP: 30 + 30 (preso) e 90 + 90 (solto) 
A condenação pelo art. 28 da Lei de Drogas gera reincidência, pois não houve a descriminalização das 
condutas, mas a despenalização. As penas para o usuário prescrevem em 2 anos. 
 
O Art. 28 não importará prisão em flagrante, devendo o autor ser imediatamente encaminhado ao juízo 
competente, ou, na falta, assumir o compromisso de comparecer, lavrando-se termo circunstanciado. 
Aqui 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
72 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
a impossibilidade é absoluta. Jamais haverá prisão. 
 
#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO 
Súmula 607-STJ: A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei 11.343/06) se configura 
com a prova da destinação internacional das drogas, ainda que não consumada a transposição de 
fronteiras. 
TRÁFICO DE DROGAS. Agente que pratica delitos da Lei de Drogas envolvendo criança ou adolescente 
responde também por corrupção de menores? Caso o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 
anos não esteja previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, o réu responderá pelo crime da Lei de Drogas 
e também pelo delito do art. 244-B do ECA (corrupção de menores). Caso o delito praticado pelo agente 
e pelo menor de 18 anos seja o art. 33, 34, 35, 36 ou 37 da Lei nº 11.343/2006: ele responderá apenas 
pelo crime da Lei de Drogas com a causa de aumento de pena do art. 40, VI. Não será punido pelo art. 
244-B do ECA para evitar bis in idem. Na hipótese de o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 
anos não estar previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, o réu poderá ser condenado pelo crime de 
corrupção de menores, porém, se a conduta estiver tipificada em um desses artigos (33 a 37), não será 
possível a condenação por aquele delito, mas apenas a majoração da sua pena com base no art. 40, VI, 
da Lei nº 11.343/2006. STJ. 6ª Turma. REsp 1.622.781-MT, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 
22/11/2016 (Info 595). 
LEI DE DROGAS. É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para formação 
da convicção de que o réu se dedica a atividades criminosas, de modo a afastar o benefício legal previsto 
no art. 33, § 4º, da Lei n. º 11.343/2006. STJ. 3ª Seção. EREsp 1.431.091-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado 
em 14/12/2016 (Info 596). #IMPORTANTE 
LEI DE DROGAS. Se o réu é primário e possui bons antecedentes, o juiz pode, mesmo assim, negar o 
benefício do art. 33, § 4º da LD argumentando que a quantidade de drogas encontrada com ele foi muito 
elevada? O tema é polêmico. 1ª Turma do STF: encontramos precedentes afirmando que a grande 
quantidade de droga pode ser utilizada como circunstância para afastar o benefício. Nesse sentido: não 
é crível que o réu, surpreendido com mais de 500 kg de maconha, não esteja integrado, de alguma 
forma, a organização criminosa, circunstância que justifica o afastamento da causa de diminuição prevista 
no art. 33, §4º, da Lei de Drogas (HC 130981/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 18/10/2016. Info 
844). 2ª Turma do STF: a quantidade de drogas encontrada não constitui, isoladamente, fundamento 
idôneo para negar o benefício da redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 (RHC 
138715/MS,Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 23/5/2017. Info 866). STF. 2ª Turma. RHC 
138715/MS, Rel. Min.Ricardo Lewandowski, julgado em 23/5/2017 (Info 866). Obs: o tema acima não 
deveria ser cobrado em uma prova objetiva, mas caso seja perguntado, penso que a 2ª corrente é 
majoritária. 
Se o agente financia ou custeia o tráfico, mas não pratica nenhum verbo do art. 33, responderá apenas 
pelo art. 36 da Lei de Drogas. 
Se o agente, além de financiar ou custear o tráfico, também pratica algum verbo do art. 33, responderá 
apenas pelo art. 33 c/c o art. 40, VII da Lei de Drogas (não será condenado pelo art. 36) - (Info 534 - STJ) 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
73 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Segundo o STJ e o STF, para configuração do tipo de associação para o tráfico (art. 35), é necessário que 
haja estabilidade e permanência na associação criminosa. É atípica a conduta se não houver ânimo 
associativo permanente (duradouro), mas apenas esporádico (eventual). 
Tráfico de drogas x envolvimento de menor de 18 anos: 
a) se o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não está previsto nos arts. 33 a 37 da Lei 
de Drogas, o réu poderá ser condenado pelo crime de corrupção de menores, além do tráfico de drogas; 
b) se a conduta estiver tipificada em um desses artigos (33 a 37), não será possível a condenação por 
aquele delito, mas apenas a majoração da sua pena com base no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Info 
595 -STJ). 
Se o tráfico de drogas ocorrer nas imediações de um estabelecimento prisional (art. 40, III), incidirá a 
causa de aumento, não importando quem seja o comprador do entorpecente. É irrelevante se o agente 
infrator visa ou não aos frequentadores daquele local (Info 858). 
É inadmissível a aplicação simultânea das causas de aumento da transnacionalidade (art. 40, I) e da 
interestadualidade (art. 40, V) quando não ficar comprovada a intenção do importador da droga de 
difundi-la em mais de um Estado-membro (Info 586 - STJ). 
Para incidir a majorante do art. 40, III, é necessário que haja a efetiva comercializaçãoda droga pelo 
agente dentro do meio de transporte público. 
A natureza e a quantidade da droga NÃO podem ser utilizadas para aumentar a pena-base do réu e 
também para afastar o tráfico privilegiado ou para, reconhecendo-se o direito ao benefício, conceder ao 
réu uma menor redução de pena, sob pena de bis in idem. 
#CUIDADO: A súmula 512, STJ foi cancelada, de maneira que o crime de tráfico privilegiado não deve 
ser considerado hediondo. 
O crime de associação para o tráfico não é equiparado a hediondo. 
 
42 Lei nº 10.826/2003 e suas alterações (Estatuto do Desarmamento). 
 
POSSE PORTE 
Arma de fogo, acessório ou munição for 
encontrada na residência ou no local de trabalho, 
nesse último caso, desde que seja proprietário ou 
responsável pelo estabelecimento ou empresa. 
Arma de fogo encontrada em local diverso da 
residência ou do local de trabalho (nesse último 
caso apenas para os proprietários e responsáveis 
da empresa). 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
NORMA PENAL EM BRANCO: Os tipos penais, ao fazerem menção a arma de fogo, acessório ou munição 
de uso permitido ou restrito, devem ser complementados pelos Decretos 3.665/2000 e 5.123/2004. 
PORTE DE MUNIÇÃO, SEM ARMA: É crime. Excepcionalmente, o STF (INFO 826) entende ser atípica a 
conduta de portar munição desacompanhada de arma de fogo na forma de pingente. #ATENÇÃO 
OMISSÃO DE CAUTELA: Único crime do Estatuto que admite a modalidade culposa. Para ocorrer a 
consumação é necessário que o menor de 18 anos, ao menos, se apodere da arma de fogo. É um crime 
omissivo, culposo e próprio. É um exemplo de crime culposo com tipo penal fechado (aquele tipo em 
que a conduta ilegal do agente é completamente prevista pelo código) 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
74 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
#ATENÇÃO Se o agente tem a posse ilegal de arma e a deixa ao alcance de um menor, responde pelos 
delitos de posse ilegal de arma de fogo (art. 12) e omissão de cautela (art. 13) em concurso material de 
crimes (art. 69 do Código Penal). 
CRIANÇA E ADOLESCENTE: vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de fogo, 
acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente constitui o crime do art. 16, V (tipo penal 
autônomo). 
 
#SELIGANAJURIS 
 
ESTATUTO DO DESARMAMENTO. É típica e antijurídica a conduta de policial civil que, mesmo autorizado 
a portar ou possuir arma de fogo, não observa as imposições legais previstas no Estatuto do 
Desarmamento, que impõem registro das armas no órgão competente. STJ. 6ª Turma. RHC 70.141-RJ, 
Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 7/2/2017 (Info 597). 
ESTATUTO DO DESARMAMENTO. A conduta de portar granada de gás lacrimogênio ou granada de gás 
de pimenta não se amolda ao delito previsto no art. 16, parágrafo único, III, da Lei nº 10.826/2003. Isso 
porque elas não se enquadram no conceito de artefatos explosivos. STJ. 6ª Turma. REsp 1627028/SP, Rel. 
Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 21/02/2017 (Info 599) 
Não configura o crime de posse ilegal de arma de fogo (art. 12 da Lei nº 10.826/2003) a conduta do 
agente que mantém sob guarda, no interior de sua residência, arma de fogo de uso permitido com 
registro vencido. Se o agente já procedeu ao registro da arma, a expiração do prazo é mera irregularidade 
administrativa que autoriza a apreensão do artefato e aplicação de multa. (Info 572 do STJ) 
A posse (art. 12 da Lei nº 10.826/2003) ou o porte (art. 14) de arma de fogo configura crime mesmo que 
ela esteja desmuniciada. Da mesma forma, a posse ou o porte apenas da munição (ou seja, 
desacompanhada da arma) configura crime. Isso porque tal conduta consiste em crime de perigo 
abstrato, para cuja caracterização não importa o resultado concreto da ação. STF. 1ª Turma. HC 131771/RJ, 
Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 18/10/2016 (Info 844). 
Para que haja condenação pelo crime de posse ou porte NÃO é necessário que a arma de fogo tenha 
sido apreendida e periciada. Assim, é irrelevante a realização de exame pericial para a comprovação da 
potencialidade lesiva do artefato. Isso porque os crimes previstos no arts. 12, 14 e 16 da Lei 10.826/2003 
são de perigo abstrato, cujo objeto jurídico imediato é a segurança coletiva. No entanto, se a perícia for 
realizada na arma e o laudo constatar que a arma não tem nenhuma condição de efetuar disparos não 
haverá crime. 
SÚMULA 513 DO STJ: A abolitio criminis temporária prevista na Lei nº 10.826/2003 aplica-se ao crime de 
posse de arma de fogo de uso permitido com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação 
raspado, suprimido ou adulterado, praticado somente até 23/10/2005. 
#NOVIDADELEGISLATIVA LEI 13.497/2017. Altera a Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o 
crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 16) no rol dos crimes hediondos 
 
44 Lei nº 9.613/1998 e suas alterações (Lavagem de Dinheiro). 
 
GERAÇÕES DAS LEIS DE LAVAGEM DE CAPITAIS: 
1ª GERAÇÃO: O único crime antecedente era o tráfico de drogas. 
2ª GERAÇÃO: Há uma ampliação do rol de crimes antecedentes, porém, este rol é taxativo. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
75 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
3ª GERAÇÃO: 
Qualquer crime ou infração penal pode figurar como crime antecedente da 
lavagem de capitais. 
 
#NÃOESQUEÇA: no Brasil a Lei de Lavagem de Dinheiro surgiu como norma de segunda geração, e 
atualmente pode ser classificada como norma da terceira geração de crimes de lavagem de capitais. 
 
FASES DA LAVAGEM DE CAPITAIS 
1ª FASE: COLAÇÃO, INTRODUÇÃO, 
INSERÇÃO, SUBSTITUIÇÃO OU 
PLACEMENT 
Introdução dos valores no sistema financeiro. Busca-se ocultar 
a origem ilícita dos valores com a separação física entre os 
criminosos e os produtos de seus crimes. Exemplo: smurfing – 
vários depósitos bancários de pequeno valor. 
2ª FASE: DISSIMULAÇÃO, 
TRANSFORMAÇÃO, 
ESCURECIMENTO, ESTRATIFICAÇÃO, 
DIVERSIFICAÇÃO OU LAYERING 
Nessa fase, multiplicam-se as transações anteriores, através de 
muitas empresas e contas, de modo que se perca a trilha do 
dinheiro (papertrail), constituindo-se na lavagem propriamente 
dita, que tem por objetivo fazer com que não se possa 
identificar a origem ilícita dos valores ou bens. 
3ª FASE: INTEGRAÇÃO, INVERSÃO, 
INTEGRATION OU RECYCLING 
O dinheiro é empregado em negócios lícitos, ilícitos ou compra 
de bens, dificultando ainda mais a investigação, já que o 
criminoso assume ares de respeitável investidor, atuando 
conforme as regras do sistema. 
 
#SELIGANOTERMO LAVAGEM EM CADEIA (LAVAGEM DA LAVAGEM): Corresponde à hipótese em que 
o crime de lavagem de capitais figura como crime antecedente a outro delito da mesma natureza. 
Considerando que com as alterações promovidas pela Lei 12.683 toda e qualquer infração penal pode 
figurar como antecedente da lavagem de capitais, conclui-se que passa a ser possível a lavagem da 
lavagem. Exemplo: lavagem de capitais do rendimento de aplicação financeira oriunda de anterior crime 
de lavagem. 
 
#SELIGA ACESSORIEDADE: Trata-se, a lavagem de dinheiro, de crime parasitário (acessório, derivado ou 
de fusão #OLHAOTERMO), ou seja, que depende da existência de outro crime para sua configuração. 
Entretanto, o crime de lavagem guarda certa autonomia com relação ao crime antecedente, podendo 
ser punido independente deste. 
 
INFRAÇÃO PENAL ANTECEDENTE: LAVAGEM DE CAPITAIS: 
Basta que seja demonstrada a prática de uma 
conduta típica e ilícita. 
Passará a ser punido o crime de lavagem de 
capitais. 
Absolvição com base na atipicidade ou licitude Não será punível o crime de lavagem de capitais. 
Absolvição com base em causa excludente da 
culpabilidade 
Será punível o crime de lavagem de capitais 
Extinção da punibilidade 
Não impede a condenação quanto ao crime de 
lavagem de capitais, salvo em se tratando da 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
76 CICLOS RETAFINAL TJ/BA @CICLOSR3 
anistia e da abolitio criminis, hipóteses em que o 
fato antecedente deixa de ser considerado 
infração penal. 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 
TEORIA DA CEGUEIRA DELIBERADA (“Willfulblindness”, Teoria do avestruz, Doutrina da evitação da 
consciência, Doutrina do ato de ignorância consciente, ou “OstrichInstructions”) #OLHAOTERMO: 
Segundo esta teoria, se o agente tinha conhecimento da elevada possiblidade de que os bens, dinheiros 
ou valores eram provenientes de infração penal e agiu de forma indiferente, deverá ser responsabilizado 
pelo crime em questão a título de dolo eventual. Aplicável e fundamental para permitir a punição pelo 
delito de lavagem de dinheiro do agente que alega não ter consciência da origem ilícita dos bens, quando 
tenha, voluntariamente, procurado evitar a consciência quando à ilicitude da origem. Requisitos: a) agente 
crie consciente e voluntariamente barreiras ao conhecimento, com a intenção de deixar de tomar contato 
com a atividade ilícita, caso ela ocorra; b) o agente deve representar que a criação das barreiras de 
conhecimento facilitará a prática de atos infracionais penais sem sua ciência; c) são imprescindíveis 
elementos concretos que gerem na mente do autor a dúvida razoável sobre a ilicitude do objeto sobre 
o qual realizará suas atividades. 
RESERVA DE AUTOLAVAGEM OU “SELF-LAUNDERING”: O Brasil não adotou a reserva de autolavagem 
prevista na Convenção de Palermo em seu direito interno, de modo que prevalece o entendimento de 
que é plenamente possível a responsabilização do autor do crime precedente pelo delito de lavagem de 
capitais. 
COLABORAÇÃO PREMIADA: A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime 
aberto ou semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por 
pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as 
autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais, à identificação 
dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. 
"KNOW YOUR COSTUMER": o art. 10 da Lei 9.613/98 consagra a chamada política do "know your 
costumer", uma das armas mais poderosas no combate à lavagem de capitais, segundo a qual é dever 
da instituição financeira conhecer o perfil de seu correntista de forma que seja possível a definição de um 
padrão de movimentação financeira compatível com seus rendimentos declarados. Existindo 
incompatibilidade de movimentação, a notícia dessa operação suspeita deve ser encaminhada à 
autoridade administrativa responsável que adotará as providências cabíveis quanto à verificação da 
legalidade da operação. 
COMPETÊNCIA: Em regra, a competência para processo e julgamento dos crimes previstos na Lei de 
Lavagem de Capitais é da Justiça Comum Estadual. Excepcionalmente, a legislação atribui a competência 
à Justiça Federal, nos seguintes casos: 
a) quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira, ou em detrimento de 
bens, serviços ou interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas; 
b) quando a infração penal antecedente for de competência da Justiça Federal. 
JUSTA CAUSA DUPLICADA: Não basta a presença de lastro probatório quanto à ocultação de capitais, 
sendo indispensável a demonstração de que tais valores são provenientes, direta ou indiretamente, de 
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77 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
infração penal. Em outros termos, a denúncia deverá ser instruída com indícios suficientes da existência 
da infração penal antecedente. 
ARTIGO 366 DO CPP: A Lei de Lavagem de Capitais estabelece regra especial, vedando a aplicação do 
artigo 366 do Código de Processo Penal e determinando que no caso de citação por edital, se o acusado 
não comparecer e nem constituir advogado, deve ser dado prosseguimento ao feito, com nomeação de 
defensor dativo. 
INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA: Para a acusação, bastarão indícios suficientes da infração penal para 
que o juiz decrete as medidas assecuratórias de bens, dinheiros ou valores do investigado ou acusado, 
por outro lado, caberá à defesa comprovar a licitude dos bens, dinheiros ou valores apreendidos para 
conseguir sua liberação, exigindo-se prova plena, com juízo de certeza, para que se proceda à restituição 
do patrimônio no curso da investigação ou da ação penal. 
#CALMALÁ: Para procedência do pedido de restituição dos bens formulado antes da sentença 
condenatória, o ônus probatório recai sobre a defesa, que deverá comprovar a licitude da origem do 
patrimônio. Por outro lado, quando da sentença condenatória, o ônus da prova quanto à demonstração 
da ilicitude recairá sobre o Ministério Público. 
COLABORAÇÃO INTERNACIONAL E RECIPROCIDADE: Existindo tratado ou convenção internacional, a 
autoridade jurisdicional brasileira pode colaborar com autoridade estrangeira competente, no sentido de 
determinar medidas assecuratórias sobre bens, direitos ou valores oriundos de crimes descritos no art. 1° 
da Lei n° 9.613/98 praticados no estrangeiro. 
Art. 8º, §1º Aplica-se o disposto neste artigo, independentemente de tratado ou convenção internacional, 
quando o governo do país da autoridade solicitante prometer reciprocidade ao Brasil. 
 
#DEOLHONAJURIS 
 
O delito de lavagem de bens, direitos ou valores (“lavagem de dinheiro”), previsto no art. 1º da Lei nº 
9.613/98, quando praticado na modalidade de ocultação, tem natureza de crime permanente. A 
característica básica dos delitos permanentes está na circunstância de que a execução desses crimes não 
se dá em um momento definido e específico, mas em um alongar temporal. Quem oculta e mantém 
oculto algo, prolonga a ação até que o fato se torne conhecido. Assim, o prazo prescricional somente 
tem início quando as autoridades tomam conhecimento da conduta do agente. STF. 1ª Turma. AP 863/SP, 
Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 23/5/2017 (Info 866). 
 
46 Lei nº 11.340/2006 e suas alterações (Lei Maria da Penha). 
 
REQUISITOS PARA APLICAÇÃO DA LEI: 
a) Ação ou omissão; 
b) que cause violência física, sexual, psicológica, patrimonial ou moral; 
c) praticada contra a mulher; 
d) por motivação de gênero; 
e) numa situação de vulnerabilidade; 
f) no âmbito da unidade doméstica, familiar ou em qualquer relação íntima de afeto (art. 5º): 
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78 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de 
pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; 
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se 
consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a 
ofendida, independentemente de coabitação. 
 
FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER (ROL EXEMPLIFICATIVO) 
VIOLÊNCIA 
FÍSICA 
Qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. 
VIOLÊNCIA 
PSICOLÓGICA 
Qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que 
lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar 
suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, 
perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do 
direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica 
e à autodeterminação. 
VIOLÊNCIA 
SEXUAL 
Qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação 
sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a 
induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade,que a 
impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à 
gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou 
manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e 
reprodutivos. 
VIOLÊNCIA 
PATRIMONIAL 
Qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de 
seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos 
ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. 
VIOLÊNCIA 
MORAL 
Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. 
 
#SURRADESUMULAS #SAINDODOFORNO 
 
Súmula 588, STJ: “A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave 
ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direitos.” 
Súmula 589, STJ: “É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou contravenções penais 
praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas. ” 
Súmula 600, STJ: “Para a configuração da violência doméstica e familiar prevista no artigo 5º da Lei n. 
11.340/2006 (Lei Maria da Penha) não se exige a coabitação entre autor e vítima.” 
LEI MARIA DA PENHA. A ação penal nos crimes de lesão corporal leve cometidos em detrimento da 
mulher, no âmbito doméstico e familiar, é pública incondicionada. STJ. 3ª Seção. Pet 11.805-DF, Rel. Min. 
Rogerio Schietti Cruz, julgado em 103/5/2017 (recurso repetitivo) (Info 604). 
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79 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Súmula 542-STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra 
a mulher é pública incondicionada. 
SÚMULA 536 DO STJ: A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na 
hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
 
#INOVAÇÃOLEGISLATIVA #NOTÍCIAQUENTE 
A Lei n° 13.641/2018 alterou a Lei Maria da Penha passando a prever expressamente um crime específico 
para o descumprimento de medidas protetivas: 
“Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei: 
(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.” 
#ATENÇÃO Antes da inovação legislativa, o STJ entendi que o descumprimento das medidas protetivas 
não ensejava o delito de desobediência (art. 330, CP) 
Outro ponto que merece destaque é a previsão expressa da impossibilidade de concessão de fiança por 
parte do Delegado de Polícia para o referido crime, que em tese comportaria tal medida cautelar pelo 
quantum da pena: 
“§ 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança. ” 
#SELIGA Era costume falar que a Lei Maria da Penha não trazia crimes, mas apenas os mecanismos para 
coibir a violência doméstica e familiar com a mulher, mas com o novo art. 24-A passamos a ter o primeiro 
delito previsto expressamente na Lei n° 11.340/2006. 
 
47 Lei nº 8.069/1990 e suas alterações (Estatuto da Criança e do Adolescente). 
 
#FOCONAJURIS 
 
Competência para julgar o delito do art. 241-A do ECA praticado por meio de Whatsapp ou chat do 
Facebook: Justiça Estadual. O STF fixou a seguinte tese: Compete à Justiça Federal processar e julgar os 
crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou 
adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B do ECA), quando praticados por meio da rede mundial de 
computadores (internet). STF. Plenário. RE 628624/MG, Rel. orig. Min. Marco Aurélio, Red. p/ o acórdão 
Min. Edson Fachin, julgado em 28 e 29/10/2015 (repercussão geral) (Info 805). O STJ, interpretando a 
decisão do STF, afirmou que, quando se fala em “praticados por meio da rede mundial de computadores 
(internet)”, o que o STF quer dizer é que a postagem de conteúdo pedófilo-pornográfico deve ter sido 
feita em um ambiente virtual propício ao livre acesso. Por outro lado, se a troca de material pedófilo 
ocorreu entre destinatários certos no Brasil, não há relação de internacionalidade e, portanto, a 
competência é da Justiça Estadual. Assim, o STJ afirmou que a definição da competência para julgar o 
delito do art. 241-A do ECA passa pela seguinte análise: • Se ficar constatada a internacionalidade da 
conduta: Justiça FEDERAL. Ex: publicação do material feita em sites que possam ser acessados por 
qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, desde que esteja conectado à internet. • Nos casos em 
que o crime é praticado por meio de troca de informações privadas, como nas conversas via Whatsapp 
ou por meio de chat na rede social Facebook: Justiça ESTADUAL. Isso porque tanto no aplicativo 
WhatsApp quanto nos diálogos (chat) estabelecido na rede social Facebook, a comunicação se dá entre 
destinatários escolhidos pelo emissor da mensagem. Trata-se de troca de informação privada que não 
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80 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
está acessível a qualquer pessoa. Desse modo, como em tais situações o conteúdo pornográfico não foi 
disponibilizado em um ambiente de livre acesso, não se faz presente a competência da Justiça Federal. 
STJ. 3ª Seção. CC 150564-MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 26/4/2017 (Info 603). 
Disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente. Compete à Justiça 
Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico 
envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B do ECA), quando praticados por meio da 
rede mundial de computadores (internet). STF. Plenário. RE 628624/MG, Rel. Orig. Min. Marco Aurélio, 
Red. p/ o acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 28 e 29/10/2015 (repercussão geral) (Info 805) 
Competência no caso de pessoa que “baixa” conteúdo pedófilo da internet. Pessoa que “baixa” da 
internet e armazena, em computador da escola, vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes 
pratica o delito do art. 241-A, § 1º, I, do ECA, sendo esta conduta, neste caso concreto, crime de 
competência da Justiça Estadual. STJ. 3ª Seção. CC 103011-PR, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 
13/3/2013 (Info 520). 
Possibilidade de configuração dos crimes dos arts. 240 e 241-B do ECA mesmo que as vítimas estivessem 
vestidas. Fotografar cena e armazenar fotografia de criança ou adolescente em poses nitidamente 
sensuais, com enfoque em seus órgãos genitais, ainda que cobertos por peças de roupas, e incontroversa 
finalidade sexual e libidinosa, adéquam, respectivamente, aos tipos do art. 240 e 241-B do ECA. Portanto, 
configuram os crimes dos arts. 240 e 241-B do ECA quando fica clara a finalidade sexual e libidinosa de 
fotografias produzidas e armazenadas pelo agente, com enfoque nos órgãos genitais de adolescente — 
ainda que cobertos por peças de roupas —, e de poses nitidamente sensuais, em que explorada sua 
sexualidade com conotação obscena e pornográfica. STJ. 6ª Turma. REsp 1543267-SC, Rel. Min. Maria 
Thereza de Assis Moura, julgado em 3/12/2015 (Info 577). 
#APOSTACICLOS Se a infração penal envolveu dois adolescentes, o réu deverá ser condenado por dois 
crimes de corrupção de menores (art. 244-B do ECA). A prática de crimes em concurso com dois 
adolescentes dá ensejo à condenação por dois crimes de corrupção de menores. Ex: João (20 anos de 
idade), em conjunto com Maikon (16 anos) e Dheyversson (15 anos), praticaram um roubo. João deverá 
ser condenado por um crime de roubo qualificado e por dois crimes de corrupção de menores, em 
concurso formal (art. 70, 1ª parte, do CP). STJ. 6ª Turma. REsp 1680114-GO, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, 
julgado em 10/10/2017 (Info 613). 
Súmula 500-STJ: A configuração do crime previsto no artigo 244-B do Estatuto da Criança e do 
Adolescente independe da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal.DIREITO PROCESSUAL PENAL2 
 
 
1 Processo penal brasileiro; processo penal constitucional. 2 Sistemas e princípios fundamentais. 
 
SISTEMAS PROCESSUAIS: 
a) SISTEMA INQUISITIVO (ou Inquisitório): As funções de Acusar, Defender e Julgar estão 
concentradas em uma só pessoa, o Juiz Inquisidor. Este sistema, ao permitir que o Juiz produza prova 
antes da instrução penal, acarreta um grande problema: a quebra da parcialidade. Além disso, o processo 
 
2 Por Tiago Pozza 
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81 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
é sigiloso (não é necessária publicidade) e não há contraditório, ficando o acusado como mero objeto 
de Investigação e não como Sujeito de Direitos. O Juiz Inquisidor é dotado de ampla iniciativa probatória, 
tendo a liberdade para determinar de ofício a colheita de provas, seja no curso das investigações, seja no 
curso do processo penal, independentemente de sua proposição pela acusação ou pelo acusado. A 
Gestão das Provas estava concentrada, assim, nas mãos do Juiz, que, a partir da prova do fato e tomando 
como parâmetro a Lei, podia chegar à conclusão que desejasse. Um dos meios de prova mais comum 
desse sistema era a tortura, visando à obtenção da confissão, que era então considerada a rainha das 
provas. 
b) SISTEMA ACUSATÓRIO (SISTEMA BRASILEIRO): As principais características deste sistema são: 
(I) a separação entre os órgãos de Acusação, Defesa e Julgamento, criando-se um processo de partes; 
(II) liberdade de defesa e igualdade de posição das partes (o acusado é Sujeito de Direitos); (III) a vigência 
do contraditório; (IV) o processo caracteriza-se, assim, como legítimo Actum Trium Personarum; (Art. 129, 
I, da CF – “São funções institucionais do Ministério Público: I – promover, privativamente, a ação penal 
pública, na forma da lei”). A partir do momento que a CF entrega ao Ministério Público a função de 
acusador, quer afastar completamente do Juiz qualquer atividade acusatória. No Brasil adotamos o 
Sistema Acusatório. 
 
#ATENÇÃO: O doutrinador Geraldo Prado prega que num Sistema Acusatório Puro, o Juiz não pode 
produzir prova de ofício em nenhuma fase, ou seja, nem na fase de Investigação Preliminar e nem na 
fase processual. Mas a Doutrina Majoritária (Eugênio Pacelli, Gustavo Badaró) entende que o Juiz pode 
produzir prova de ofício, desde que seja apenas na fase processual. Na Fase Investigatória Preliminar, o 
Juiz só deve agir quando provocado e desde que sua atuação seja necessária para salvaguardar direitos 
e garantias fundamentais do investigado. 
 
✓ Atualmente, ainda existe uma circunstância que revela atuação de um Juiz Inquisidor: 
 
Art. 156, I, do CPP. A prova da alegação incumbe a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz, de ofício: 
(...). 
I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas, consideradas 
urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida. 
 
✓ Por outro lado, o Art. 212, do CPP, reflete com primazia o que esperamos do Magistrado quanto à 
gestão da prova no processo penal. 
 
Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz 
aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de 
outra já respondida. 
Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição. 
 
É o chamado Exame Direto e Cruzado. O Juiz atuando de maneira residual, complementar. 
✓ Cumpre registrar, ainda, que no Sistema Acusatório o Princípio da Verdade Real é substituído pelo 
Princípio da Busca da Verdade, devendo a prova ser produzida com fiel observância ao contraditório e à 
ampla defesa. 
c) SISTEMA MISTO (Sistema Francês): Há uma primeira fase Inquisitiva presidida por um Juiz e uma 
segunda fase Acusatória, respeitando-se o devido processo legal. 
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82 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO: 
 
A) DIREITO À INFORMAÇÃO: 
A parte adversa deve estar ciente da existência da 
demanda ou dos argumentos da parte contrária; 
B) DIREITO DE PARTICIPAÇÃO: 
Possibilidade de a parte oferecer reação, 
manifestação ou contrariedade à pretensão da 
parte contrária. 
C) DIREITO E OBRIGATORIEDADE DE 
ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE UM DEFENSOR (ART. 
261, CPP): 
“Nenhum acusado, ainda que ausente ou 
foragido, será processado e julgado sem defensor”. 
 
#DEOLHONASÚMULA: 
Súmula 707 do STF: Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao 
recurso interposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. 
 
PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA: inclui a defesa técnica (exercida por um profissional da advocacia, 
dotado de capacidade postulatória, seja ele advogado constituído, nomeado ou defensor público) e 
autodefesa (aquela exercida pelo próprio acusado, em momentos cruciais do processo). 
 
#DEOLHONASÚMULA: 
Súmula 522 - STJ: A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda que 
em situação de alegada autodefesa. 
 
PRINCÍPIO DO NEMO TENETUR SE DETEGERE: o preso será informado de seus direitos, entre 
os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. O 
direito ao silêncio é uma decorrência do Nemo tenetur se detegere, segundo o qual ninguém é 
obrigado a produzir prova contra si mesmo. 
DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (OU NÃO CULPABILIDADE): com o advento da CF/88, passou 
a constar de forma expressa no texto constitucional (LVII do art. 5º). Antes, apenas era previsto de forma 
implícita. Conforme Renato Brasileiro, consiste no direito de não ser declarado culpado senão mediante 
sentença transitada em julgado, ao término do devido processo legal, em que o acusado tenha se 
utilizado de todos os meios de prova pertinentes para sua defesa (ampla defesa) e para a destruição da 
credibilidade das provas apresentadas pela acusação (contraditório). 
PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE: superando o dogma da verdade real, tem prevalecido na 
doutrina mais moderna que o princípio que vigora no direito penal não é o da verdade material ou real, 
mas sim o da busca da verdade. Busca-se a maior exatidão possível na reconstituição do fato 
controverso, entretanto sem a pretensão de se chegar a uma verdade real, mas sim a uma aproximação 
da realidade. 
 
#SELIGANOSINÔNIMO: o princípio da busca da verdade é também chamado de princípio da livre 
investigação da prova no interior do pedido; princípio da imparcialidade do juiz na direção e apreciação 
da prova; princípio da investigação; princípio inquisitivo; ou princípio da investigação judicial da prova. 
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3 Aplicação da lei processual no tempo, no espaço e em relação às pessoas: disposições preliminares do 
Código de Processo Penal. 
 
➢ Lei Processual no Tempo: 
a) Norma Genuinamente Processual: É aquela que cuida de procedimentos, atos processuais, 
técnicas do processo. Ex.: Extinção do Protesto por Novo Júri pela Lei nº 11.689/2008. Para a norma 
genuinamente processual, o critério a ser aplicado é o do Art. 2º do CPP (Tempus Regit Actum), ou seja, 
aplicação imediata: 
 
Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a 
vigência da lei anterior. 
 
b) Norma Processual Material (Mista): É espécie de norma que contempla simultaneamente 
normas de direito processual penal e norma de direito penal, por isso também é chamada de mista. De 
acordo com a doutrina, é aquela que abriga naturezas diversas, de caráter penal e de caráter processual 
penal. Normas penais são aquelas que cuidam do crime, da pena, da medida de segurança, dos efeitos 
da condenação e dodireito de punir do Estado (Ex.: causas extintivas de punibilidade). De sua vez, normas 
processuais penais são aquelas que versam sobre o processo desde o seu início até o final da execução 
ou extinção da punibilidade. Assim, se um dispositivo legal, embora inserido em lei processual, versa 
sobre regra penal, de direito material, a ele serão aplicáveis os princípios que regem a lei penal, de 
ultratividade e retroatividade da lei mais benigna. Portanto, quando estivermos diante de uma norma 
processual material (mista), o critério a ser aplicado é o do Direito Penal (Irretroatividade da Lei Gravosa 
+ Ultratividade da Lei Benéfica). 
 
NORMAS PROCESSUAIS HETEROTÓPICAS: De acordo com a doutrina de Norberto Avena “Há 
determinadas regras que, não obstante previstas em diplomas processuais penais, possuem conteúdo 
material, devendo, pois, retroagir para beneficiar o acusado. Outras, no entanto, inseridas em leis 
materiais, são dotadas de conteúdo processual, a elas sendo aplicável o critério da aplicação imediata 
(‘tempus regit actum’). E aí que surge o fenômeno denominado de Heterotopia, ou seja, situação em 
que, apesar de o conteúdo da norma conferir-lhe uma determinada natureza, encontra-se ela prevista 
em diploma de natureza distinta.” Ou seja, é uma norma que foi mal colocada. É uma norma de essência 
processual inserida no Código Penal (ou na parte penal da legislação especial), ou uma norma de essência 
material inserida no Código de Processo Penal (ou na parte processual da legislação especial). 
ATENÇÃO: Tais normas não se confundem com as normas processuais materiais (mista). Enquanto a 
Heterotópica possui uma determinada natureza (material ou processual), em que pese estar incorporada 
a diploma de caráter distinto, a norma processual mista ou híbrida apresenta Dupla Natureza, vale dizer, 
material em uma determinada parte e processual em outra. Como exemplo de disposições Heterotópicas, 
pode ser citado o Direito ao Silêncio assegurado ao acusado em seu interrogatório, o qual, apesar de 
previsto no CPP (Art. 186), possui caráter nitidamente assecuratório de direitos (material), assim como as 
Normas Gerais que trataram da Competência da Justiça Federal, que, conquanto previstas no Art. 109 da 
CF/88, que é um diploma material, são dotadas de natureza evidentemente processual. 
 
➢ Lei Processual no Espaço: 
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84 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Enquanto à lei penal se aplica o princípio da territorialidade (CP, art. 5o) e da extraterritorialidade 
(CP, art. 7o), o CPP adota o princípio da territorialidade ou da Lex fori – porque a atividade jurisdicional é 
um dos aspectos da soberania nacional, logo, não pode ser exercida além das fronteiras do respectivo 
Estado – Art. 1o, CPP. 
Gozam de imunidade diplomática: Chefes de governo estrangeiro ou de Estado estrangeiro, suas 
famílias e membros das comitivas, embaixadores e suas famílias, funcionários estrangeiros do corpo 
diplomático e suas famílias, assim como funcionários de organizações internacionais em serviço (ONU, 
OEA, etc.) – têm a prerrogativa de responder no seu país de origem pelo delito praticado no Brasil 
(Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, aprovada pelo Decreto Legislativo 103/1964, e 
promulgada pelo Decreto nº 56.435, de 08/06/1965). 
Assim, em razão de tratados ou convenções que o Brasil haja firmado, ou mesmo em virtude de 
regras de Direito Internacional, a lei processual deixa de ser aplicada aos crimes praticados por tais 
agentes no território nacional. 
 
4 Fase pré‐processual: inquérito policial. 
 
✓ O Inquérito Policial continua sendo o principal instrumento de que se vale o Estado para 
investigação de infrações penais, no entanto, atualmente, se reconhece a importância de outros 
instrumentos investigatórios (Ex.: Procedimento de Investigação Criminal – PIC – presidido pelo MP; 
Investigação Criminal Defensiva pelo Defensor; Investigações realizadas pelo COAF, etc.). 
✓ Características: Escrito; instrumental; dispensável; sigiloso; inquisitorial; informativo; indisponível; 
discricionário. 
✓ Por ser um procedimento administrativo, NÃO HÁ LITISPENDÊNCIA EM SEDE DE IP. 
✓ O IP é UNIDIRECIONAL (o único objeto do IP é apurar fatos e encaminhar os resultados à apreciação 
do MP) e SISTEMÁTICO (as peças devem ser juntadas aos autos obedecendo a uma sequência 
lógica de modo a facilitar a compreensão dos fatos lá organizados como um todo). 
✓ O IP NÃO SE SUJEITA À DECLARAÇÃO DE NULIDADE. Isto porque, despindo-se a sua confecção 
de formalidades sacramentais (a lei não estabelece um procedimento específico para sua feitura), 
não pode, evidentemente, padecer de vícios que o nulifiquem. Isto não significa, obviamente, que 
uma determinada prova produzida no IP não possa vir a ser considerada nula no curso do processo 
criminal. Nessa hipótese, porém, a prova é que será nula e não o IP no bojo do qual ela foi realizada. 
✓ Os vícios do inquérito não contaminam o processo, sendo incabível a anulação de processo penal 
em razão de suposta irregularidade verificada em inquérito policial (Info 824 - STF). 
✓ Indiciamento: é ato privativo da autoridade policial, segundo sua análise técnico-jurídica do fato, 
não podendo o juiz determinar que o Delegado de Polícia faça o indiciamento de alguém. Para 
Aury Lopes Jr., indiciar significa direcionar o inquérito, as investigações à determinada pessoa. Agora 
não é mais “possível” que ela seja a responsável, mas sim “provável”. Segundo o autor, indiciar nada 
mais é do que atribuir a alguém a prática de um fato delituoso, saindo-se de um juízo de 
possibilidade para um juízo de probabilidade, mais robusto. É a probabilidade, o que o Jacinto 
Coutinho chama de verossimilhança. 
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85 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
✓ Não podem ser indiciados: a) Magistrados (art. 33, parágrafo único, da LC 35/79); b) Membros do 
Ministério Público (art. 18, parágrafo único, da LC 75/73 e art. 40, parágrafo único, da Lei nº 
8.625/93). 
✓ Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe 
de Polícia. 
✓ Súmula Vinculante nº 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
✓ A suspeição de autoridade policial NÃO é motivo de nulidade do processo, pois o inquérito é mera 
peça informativa. 
 
# CUIDADO (Lei 12.850/2013 – Organizações Criminosas): Em regra, a lógica é que o Advogado não 
precise de autorização judicial para acessar os autos do Inquérito Policial. Mas, a Lei das Organizações 
Criminosas, em seu Art. 23, parágrafo único, determinou que nesse tipo de investigação (versando sobre 
Organização Criminosa), se faz NECESSÁRIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL para acessar os Autos do IP. 
Art. 23. O sigilo da investigação poderá ser decretado pela Autoridade Judicial competente, para garantia 
da celeridade e da eficácia das diligências investigatórias, assegurando-se ao defensor, no interesse do 
representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de 
defesa, devidamente Precedido de AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, ressalvados os referentes às diligências em 
andamento. 
Parágrafo Único. Determinado o depoimento do investigado, seu defensor terá assegurada a prévia vista 
dos autos, ainda que classificados como sigilosos, no prazo mínimo de 3 DIAS que antecedem ao ato, 
podendo ser ampliado, a critério da autoridade responsável pela investigação. 
 
✓ Elementos de Informação são aqueles colhidos na fase investigatória, que é fase inquisitiva, sem a 
participação das partes, ou seja, não há contraditório, nem ampla defesa (nem mesmo diante das 
mudanças produzidas pela Lei nº 13.245/2016).Prestam-se à decretação de Medidas Cautelares e 
à Formação da Opinio Delicti (por isso mesmo jamais podem, isoladamente, ser usados para 
fundamentar uma condenação, de acordo com a inteligência do Art. 155 do CPP – “O juiz formará 
sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo 
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, 
ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.” e Art. 5º, LV, da CF – “aos litigantes, 
em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e 
a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”). 
✓ Provas: têm seu regime jurídico ligado ao contraditório judicial, eis que produzidas na fase judicial 
perante o sistema acusatório, que é o sistema processual penal adotado no Brasil. São aquelas 
produzidas com a participação do acusador e do acusado, e mediante a direta e constante 
supervisão do julgador (com o advento da Lei nº 11.719/08, adota-se o princípio da identidade física 
do Juiz – Art. 399, § 2º, do CPP – “O juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença”). 
 
Existem, porém, certos Elementos de Informação produzidos durante o inquérito policial e que se 
caracterizam como Provas, podendo, assim, ser tranquilamente levados em conta pelo Juiz para 
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86 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
condenar. São eles: as Provas Antecipadas, Cautelares e Não Repetíveis. Em relação a estas duas últimas, 
o Contraditório é Diferido (adiado para a fase judicial). 
 
✓ Elementos migratórios: são extraídos do inquérito e levados ao processo, podendo ser validamente 
valorado em eventual sentença condenatória. Quais são os elementos migratórios? 
 
PROVAS IRREPETÍVEIS: são aquelas provas de iminente perecimento que não tem como ser 
refeitas na fase processual (a evidência do fato desaparece depois). Exemplo: constatação de embriaguez 
ao volante; ADVERTÊNCIA! O Delegado, em regra, autorizará a confecção da prova irrepetível. 
PROVAS CAUTELARES: a cautelaridade é justificada pela necessidade e urgência e, normalmente, 
contam com a intervenção judicial. Exemplo: interceptação telefônica. Detalhe: quem conduz toda a 
prova é a polícia e de forma inquisitiva. 
As provas cautelares e irrepetíveis são colhidas de maneira inquisitiva e, quando levadas ao 
processo, se submetem ao contraditório e a ampla defesa de forma diferida ou postergada. 
 
PRAZOS DO INQUÉRITO 
 
Para evitar dúvida, cabe fazer um esclarecimento em relação à tabela supracitada. Quando se fala 
em Estadual e Federal é em relação a inquéritos que tramitam na JE ou na JF. Então, para saber o prazo 
não levem em consideração se é PF ou PC, mas sim se o crime investigado no inquérito é de competência 
da JF ou da JE. 
 
#DICA: lembrem-se que a PF trabalha com inquéritos (IPLs) perante à JE e JF. Então, se liguem no crime 
(se é de competência da JF ou da JE) para saber o prazo do IPL. 
 
✓ Arquivamento: é afeto ao juiz, após requerimento fundamentado do MP, sendo vedada, ao 
delegado, sua promoção (art. 17 CPP). Instaurado pela autoridade policial não pode ser por ela 
arquivado, ainda que não fique apurado quem foi o autor do delito. O arquivamento é, portanto, 
um ato complexo, que envolve prévio requerimento formulado pelo MP e posterior decisão do juízo 
competente. 
HIPÓTESE RÉU PRESO RÉU SOLTO 
Estadual 10 dias 30 dias 
Federal 15 + 15 dias 30 dias 
Militar 20 dias 40 + 20 dias 
Drogas 30 + 30 dias 90 + 90 dias 
Economia Popular 10 dias 10 dias 
Eleitoral 10 dias 30 dias 
Prisão temporária decretada 
em IPL relativo a crimes 
hediondos e equiparados. 
30 + 30 Não se aplica 
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87 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
✓ Arquivamento implícito: ocorre quando MP deixar de incluir na denúncia algum fato investigado 
ou algum suspeito, sem expressa justificação (prática rechaçada pela jurisprudência). 
✓ Arquivamento indireto: ocorre quando o MP não oferece a denúncia por considerar o juízo 
incompetente. A decisão judicial de arquivamento do inquérito policial com fundamento na 
atipicidade do fato praticado produz coisa julgada material, impedindo-se a reabertura das 
investigações preliminares mesmo diante do surgimento de novas provas. 
 
 
✓ A decisão judicial que determina o arquivamento do inquérito policial é, em regra, irrecorrível, 
embora caiba recurso de ofício no caso de crime contra a economia popular. 
✓ Não cabe uso de MS pela vítima para tentar impedir o arquivamento do inquérito policial. 
 
5 Processo, procedimento e relação jurídica processual: elementos identificadores da relação processual; 
formas do procedimento; princípios gerais e informadores do processo; pretensão punitiva; tipos de 
processo penal. 6 Ação penal. 7 Ação Civil Ex Delicto. 
 
ESPÉCIE DE AÇÃO PENAL PRINCÍPIO APLICÁVEL 
AÇÃO PENAL PRIVADA Princípio da oportunidade 
AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA Princípio da obrigatoriedade 
AÇÃO PÚBLICA CONDICIONADA À 
REPRESENTAÇÃO 
Princípio da oportunidade, em relação ao 
ofendido. 
Princípio da obrigatoriedade, em relação ao 
órgão acusador. 
MOTIVO DO ARQUIVAMENTO É POSSÍVEL DESARQUIVAR? 
1) Insuficiência de provas 
SIM 
(Súmula 524 - STF) 
2) Ausência de pressuposto processual ou de 
condição da ação penal 
SIM 
3) Falta de justa causa para a ação penal (não há 
indícios de autoria ou prova da materialidade) 
SIM 
4) Atipicidade (fato narrado não é crime) NÃO 
5) Existência manifesta de causa excludente de 
ilicitude 
STJ: NÃO (Resp 791471/RJ) 
STF: SIM (HC 125101/SP) 
6) Existência manifesta de causa excludente de 
culpabilidade 
NÃO 
(Posição doutrinária) 
7) Existência manifesta de causa extintiva da 
punibilidade 
NÃO 
(STJ HC 307.562/RS) 
(STF Pet 3943) 
Exceção: Certidão de óbito falsa 
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88 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
AÇÃO PENAL NO JUIZADO ESPECIAL 
CRIMINAL 
Princípio da discricionariedade regrada: a lei 
prevê a possibilidade de transação penal, que 
impede o oferecimento da ação penal, se 
cumpridos os requisitos. 
 
OUTRAS ESPÉCIES DE AÇÃO PENAL 
AÇÃO DE PREVENÇÃO PENAL Busca a aplicação de uma medida de segurança; 
AÇÃO PENAL EX OFFICIO 
Processo judicial judicialiforme (apesar de ainda estar previsto no 
art. 26 do CPP, não se aplica mais) e HC de ofício; 
AÇÃO PENAL PÚBLICA 
SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA 
Casos em que, havendo inércia por parte do órgão ministerial 
inicialmente incumbido de promover a ação penal, outro órgão 
oficial seria então incumbido dessa missão. Exemplo: artigo 2º, § 
2º, do DL 201/67 e artigo 27 da lei 7.492/86; 
AÇÃO PENAL INDIRETA 
Aquela em que o MP assume a ação privada subsidiária da 
pública; 
AÇÃO PENAL SECUNDÁRIA 
Crimes primariamente processados mediante ação penal privada 
e, secundariamente, por ação penal pública. Exemplo: crime 
contra honra do funcionário público (súmula 714/STF); 
AÇÃO PENAL ADESIVA 
Existem duas vertentes: 
1) propositura da ação penal privada pelo MP, nos casos em que 
vislumbre interesse público; 
2) nos casos de conexão ou continência entre um delito que 
desafia ação penal pública e outro de ação penal privada. Trata-
se de um litisconsórcio facultativo entre MP e ofendido nos 
crimes conexos. 
AÇÃO PENAL POPULAR 
Habeas corpus e ação de crime de responsabilidade. Em 
verdade, não se trata de ações penais propriamente ditas. 
 
CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE 
(CONDIÇÃO DA AÇÃO) 
CONDIÇÃO OBJETIVA DE 
PUNIBILIDADE 
Ligada ao direito processual Ligada ao direito material 
São condições necessárias ao regular exercício do direito de 
ação. Podem ser genéricas ou específicas 
Condição exigida pelo legislador para 
que o fato se torne punível, e que 
está fora do injusto culpável. Chama-
se objetiva porque independe do 
dolo ou da culpado agente. 
Encontra-se entre o preceito primário 
e secundário da norma penal 
incriminadora, condicionando a 
CONDIÇÕES GENÉRICAS: 
(toda ação penal tem que 
ter) 
1. POSSIBILIDADE 
JURÍDICA DO PEDIDO 
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS: 
(nem toda ação 
penal tem que ter) 
1. REPRESENTAÇÃO DO 
OFENDIDO. 
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89 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
2. LEGITIMIDADE AD 
CAUSAM 
3. INTERESSE EM AGIR 
(UNA = Utilidade, 
Necessidade e Adequação 
da via eleita. 
4. JUSTA CAUSA (lastro 
probatório mínimo 
necessário ao ajuizamento 
da ação) 
2. REQUISIÇÃO DO 
MINISTRO DA JUSTIÇA. 
3. LAUDO PRELIMINAR 
NO CASO DE ENVOLVER 
ENTORPECENTES. 
4. ENTRADA DO AGENTE 
NO TERRITÓRIO NACIONAL 
(no caso de 
extraterritorialidade da lei 
penal). 
existência da pretensão punitiva do 
Estado. 
Se a ausência for verificada no início do processo - rejeição da 
peça acusatória 
Se a ausência for verificada durante o processo - aplica o CPC 
de maneira subsidiária e gera a extinção do processo sem 
julgamento do mérito. 
Se não ocorre o implemento da 
condição, não há fundamento de 
direito para o ajuizamento de uma 
ação penal 
Só vai haver formação de coisa julgada formal. 
Decisão fará coisa julgada formal e 
material. 
 
#SELIGA Justa Causa DUPLICADA: A expressão justa causa duplicada deve ser usada quando se fala no 
Crime de Lavagem de Capitais (Lei nº 9.613/1998). Quando se oferece uma denúncia contra alguém 
imputando Crime de Lavagem de Capitais, não basta demonstrar a ocultação ou dissimulação de valores, 
sendo preciso também demonstrar que aqueles bens lavados (objeto da lavagem) seriam produtos 
diretos ou indiretos de uma infração penal antecedente. 
 
#CUIDADO Para o crime de furto a Ação Penal é sempre Pública Incondicionada? Não! 
Art. 182 – somente se procede mediante representação, se o crime previsto neste título é cometido em 
prejuízo: 
I – docônjuge desquitado ou judicialmente separado; 
II – deirmão, legítimo ou ilegítimo; 
III – de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita. 
Art. 183 – Não se aplica o disposto nos dois artigos anteriores: 
I – se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave ameaça ou 
violência à pessoa; 
II – ao estranho que participa do crime. 
III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.” 
 
AÇÕES PENAIS PRIVADAS E CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE: 
DECADÊNCIA 
É a perda do direito de ação penal ou de representação em razão de seu não 
exercício no prazo legal. 
Prazo legal: Em regra, 6 meses a contar do conhecimento da autoria do fato. 
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90 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
RENÚNCIA AO 
DIREITO DE 
QUEIXA 
É o ato unilateral (não depende de aceitação) e voluntário por meio do qual a 
pessoa legitimada ao exercício da ação penal privada abdica do seu direito de 
queixa, antes do início do processo. 
PERDÃO DO 
OFENDIDO 
É o ato bilateral (demanda aceitação) por meio do qual, no curso do processo 
penal, o querelante resolve não prosseguir com a demanda, perdoando o 
acusado. 
PEREMPÇÃO 
É a perda do direito de prosseguir no exercício da ação penal privada em 
virtude da negligência do querelante, com a consequente extinção da 
punibilidade. Hipóteses (art. 60 do CPP): 
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do 
processo durante 30 dias seguidos; 
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não 
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o 
disposto no art. 36; 
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a 
qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o 
pedido de condenação nas alegações finais; 
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar 
sucessor. 
 
#NÃOOCONFUNDA 
A regra geral do CPP permite a retratação da representação até o oferecimento da denúncia, porém, 
na Lei Maria da Penha é possível se retratar até o recebimento da denúncia e apenas em juízo. 
Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia. 
Art. 16 da Lei 11.340/06: Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de 
que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência 
especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério 
Público. 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
 
SÚMULA 594 DO STF: Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, 
independentemente, pelo ofendido ou por seu representante legal. 
SÚMULA 714 DO STF: É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa e do Ministério Público, 
condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor 
público em razão do exercício de suas funções; sem representação, não há procedibilidade da ação penal. 
 SÚMULA 542 DO STJ:A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica 
contra a mulher é pública incondicionada. 
SÚMULA 608-STF: No crime de estupro, praticado mediante violência real, a ação penal é pública 
incondicionada. 
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91 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
#DEOLHONAJURIS A Súmula 608 do STF permanece válida mesmo após o advento da Lei nº 12.015/2009. 
Assim, em caso de estupro praticado mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada. STF. 
1ª Turma. HC 125360/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 
27/2/2018 (Info 892). 
 
AÇÃO CIVIL EX DELICTO 
CONCEITO 
Trata-se da ação que busca a reparação do dano que a suposta infração penal 
pode ter causado à determinada pessoa. 
AÇÃO CIVIL EX 
DELITO 
PROPRIAMENTE DITA 
A vítima, seu representante legal ou sucessores, independentemente da 
sentença penal, irão buscar na esfera cível a reparação do dano decorrente 
do fato delituoso (art. 64, CPP). Nesse caso, poderá o juiz suspender o curso 
da ação civil até que transite em julgado a sentença penal com o patamar 
mínimo indenizatório. 
AÇÃO DE EXECUÇÃO 
EX DELICTO 
A vítima, seu representante legal ou sucessores, vão executar a sentença penal 
transitada em julgado (art. 63, CPP c/c art. 387, IV, CPP c/c art. 91, I, CP). 
INDEPENDÊNCIA 
DAS INSTÂNCIAS 
As instâncias são independentes (art. 2º, CF). Contudo, a própria sentença 
penal já pode servir de título executivo judicial para o cível, nos casos em que 
o juiz já atribui um valor indenizatório mínimo (art. 63, parágrafo único, CPP). 
EFEITOS CIVIS DA 
ABSOLVIÇÃO PENAL 
A absolvição do acusado na esfera penal não influencia a decisão do juiz na 
esfera cível, salvo quando ficar comprovado que ele não foi o autor (ou 
partícipe) da infração penal ou que o fato efetivamente não ocorreu (art. 66, 
CPP c/c art. 386, CPP c/c art. 935, CC). 
INDENIZAÇÃO 
FIXADA NA 
SENTENÇA 
A Lei n° 11.719/2008 modificou o art. 387, IV do CPP, determinando que na 
sentença penal condenatória o juiz deverá fixar o valor mínimo para reparação 
dos danos. De acordo com a doutrina e a jurisprudência, podem ser fixados 
tanto valores à título de DANOS MATERIAIS quanto DANOS MORAIS, mas 
deve haver pedido expresso do Ministério Público ou do ofendido. 
#DEOLHONAJURIS - INFO 588 STJ O juiz, ao proferir sentença penal 
condenatória, no momento de fixar o valor mínimo para a reparação dos 
danos causados pela infração (art. 387, IV, do CPP), pode, sentindo-se apto 
diante de um caso concreto, quantificar, ao menos o mínimo, o valor do dano 
moral sofrido pela vítima, desde que fundamente essa opção. Isso porque o 
art. 387, IV, não limita a indenização apenas aos danos materiais e a legislação 
penal deve semprepriorizar o ressarcimento da vítima em relação a todos os 
prejuízos sofridos. STJ, julgado em 9/8/2016 (Info 588). 
LEGITIMIDADE EM 
CASO DE VÍTIMA 
POBRE 
De acordo com o art. 68 do CPP, a legitimidade para a ação civil ex delicto, 
em caso de vítima pobre, seria do Ministério Público. Discutiu-se se tal previsão 
legal continuaria válida em razão da atribuição constitucional da Defensoria 
Pública para atuar em prol dos hipossuficientes. Para o STF, o art. 68 é dotado 
de uma inconstitucionalidade progressiva ou inconstitucionalidade imperfeita 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
92 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
(#DEOLHONOSSINÔNIMOS) – um dia será inconstitucional. “Norma ainda 
constitucional” ou “norma em trânsito da constitucionalidade para a 
inconstitucionalidade”. Nas comarcas em que não houver Defensoria Pública, 
o MP pode pleitear em juízo, a reparação do dano em favor de vítima pobre. 
STF RE 135328 
#AJUDAMARCINHO- INFO 588 STJ O juiz, ao proferir sentença penal 
condenatória, no momento de fixar o valor mínimo para a reparação dos 
danos causados pela infração (art. 387, IV, do CPP), pode, sentindo-se apto 
diante de um caso concreto, quantificar, ao menos o mínimo, o valor do dano 
moral sofrido pela vítima, desde que fundamente essa opção. Isso porque o 
art. 387, IV, não limita a indenização apenas aos danos materiais e a legislação 
penal deve sempre priorizar o ressarcimento da vítima em relação a todos os 
prejuízos sofridos. STJ, julgado em 9/8/2016 (Info 588). 
 
8 Jurisdição e competência. 
 
ESPÉCIES DE COMPETÊNCIA 
RATIONE 
MATERIAE 
É aquela que leva em consideração a natureza da infração penal (art. 69, III, CPP). 
Ex. Justiça Militar, Justiça Eleitoral, Tribunal do Júri. 
RATIONE 
FUNCIONAE 
É aquela que leva em consideração os casos de foro por prerrogativa de função. 
RATIONE LOCI 
Será fixada seja pelo lugar da infração, seja pelo domicílio ou seja pela residência 
do réu (art. 69, I e II, CPP). 
COMPETÊNCIA 
FUNCIONAL 
É a distribuição feita pela lei entre diversos juízes da mesma instância ou de 
instâncias diversas para, em um mesmo processo, praticar determinados atos. 
Ex. No Tribunal do Júri compete ao juiz sumariante exercer a competência na 1ª 
fase (iudiciumaccusationis) e ao Juiz Presidente do Tribunal do Júri exercer a 
competência na 2ª fase (iudicium causae). 
 
COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA 
Regra de competência criada com base no 
interesse público. 
Regra de competência criada com base no 
interesse das partes. 
Não pode ser modificada (competência 
improrrogável ou imodificável) 
Pode ser modificada (competência prorrogável 
ou modificável) 
É causa de nulidade absoluta: 
 a) pode ser arguida a qualquer tempo; 
b) o prejuízo é presumido. 
É causa de nulidade relativa: 
a) deve ser arguida no momento oportuno, sob 
pena de preclusão; 
b) o prejuízo deve ser comprovado. 
Pode ser reconhecida ex officio pelo magistrado, 
enquanto não esgotada sua jurisdição pela 
prolação da sentença. 
Pode ser reconhecida ex officio pelo magistrado, 
porém até o início da instrução processual. 
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93 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Pode ser arguida por meio de exceção de 
incompetência. 
Pode ser arguida por meio de exceção de 
incompetência. 
ratione materiae, ratione funcionae e 
competência funcional. 
Ratione loci, competência por distribuição, 
competência por prevenção, conexão e 
continência. 
 
TEORIA DO RESULTADO: A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se 
consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. 
Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do 
réu. 
 
#EXCEÇÕES: No JECRIM aplica-se a teoria da atividade (a competência será do lugar da ação ou 
omissão). Por sua vez, na ação penal privada, a competência será do lugar da infração ou do domicílio 
do réu (foros concorrentes). Também há a exceção nos casos de crime contra vida, em que a competência 
será determinada pela teoria da ATIVIDADE. Assim, no caso de crimes contra a vida (dolosos ou culposos), 
se os atos de execução ocorreram em um lugar e a consumação se deu em outro, a competência para 
julgar o fato será do local onde foi praticada a conduta (local da execução). 
 
CONEXÃO: Casos de concurso de pessoas (conexão intersubjetiva); infrações praticadas para 
facilitar ou ocultar outras (conexão objetiva ou teleológica); prova de uma infração influir na prova de 
outra (conexão instrumental ou probatória). Gera unidade de processo e julgamento. 
CONTINÊNCIA: Casos de pessoas acusadas pela mesma infração (continência por cumulação 
subjetiva) e casos de concurso formal de delitos, aberratio ictus e aberratio criminis com duplo resultado 
(continência por cumulação objetiva). Gera unidade de processo e julgamento. 
 
#SELIGA 
✓ Competência em crime continuado e em crime permanente: prevenção. 
✓ Competência em casos de conexão e continência: crime mais grave → maior número de infrações → 
prevenção. 
✓ Súmula 235 STJ: a conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. 
 
SEPARAÇÃO FACULTATIVA DOS PROCESSOS: Quando as infrações tiverem sido praticadas em 
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para 
não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a 
separação. 
SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS PROCESSOS: Se houver concurso entre a jurisdição comum e 
a militar; se houver concurso entre a jurisdição comum e o juízo de menores (ECA); se sobrevier doença 
mental em relação a um corréu; se houver corréu foragido; se não houver número mínimo de jurados 
no tribunal do júri (estouro de urna). 
INFRAÇÕES OCORRIDAS EM NAVIOS OU AERONAVES: Serão julgadas pela Justiça Federal. Para 
que o crime seja de competência da Justiça Federal, é necessário que o navio seja uma “embarcação 
de grande porte”. Logo, se o delito for cometido a bordo de um pequeno barco, lancha, veleiro etc., a 
competência será da Justiça Estadual. 
 
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94 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
✓ Viagens nacionais (competência do lugar em que o avião ou navio parar primeiro após a 
consumação do crime); 
✓ Viagens Internacionais (competência do local de saída ou do de chegada). 
 
#COLANARETINA 
• Navios e aeronaves de natureza pública: integram o Brasil independentemente de onde estejam. 
• Navios e aeronaves de natura privada: a) bandeira brasileira (quando estiverem transitando território 
nacional e alto mar); b) bandeira estrangeira (apenas quando estiverem transitando o território nacional). 
 
COMPETÊNCIA MATERIAL EM RAZÃO DA PESSOA (RATIONE PERSONAE): foro por prerrogativa 
de função. 
#BORADETABELA? 
 
TABELA FORO PRIVILEGIADO 
CF EXECUTIVO LEGISLATIVO JUDICIÁRIO OUTRAS 
STF 
(Art. 102 da CF) 
1. Presidente 
2. Vice-Presidente 
3. Ministros de 
Estado. 
4. Chefe da AGU 
5. Chefe da Casa 
Civil 
6. Controlador 
Geral da União 
7. Presidente do 
BACEN 
1. Senadores 
2. Deputados 
Federais 
Membros dos 
Tribunais 
Superiores: 
1. STF 
2. STJ 
3. TST 
4. TSE 
5. STM 
1. MPU (PGR); 
2. TCU; 
3. Comandante 
das forças 
armadas; 
4. Chefes em 
missão 
diplomática 
permanente. 
STJ 
(Art. 101 da CF) 
Governadores Ninguém. 
Membros dos: 
Tribunais 
Estaduais e 
Federais 
1. MPU (membros 
que atuam no 
Tribunal – 
chamados de 
procuradores 
regionais); 
2. Os conselheiros 
do Tribunal de 
contas do Estado; 
TJ 
Prefeitos (Art. 29, 
X, CF) 
Deputados 
Estaduais 
Juízes Estaduais 
de 1º Grau 
Todos os 
membros do MP 
Estadual 
(Promotor/Procur
ador). 
TRF 
(Art. 108 da CF) 
Prefeitos (Súmula 
702–STF) 
Deputados 
Estaduais 
Juízes Federais de 
1º GrauMembros do 
MPU (1º Grau) 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
95 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
✓ Juiz estadual que praticar crime federal: julgado no TJ. 
✓ Renúncia ao mandato na iminência do julgamento caracteriza abuso do direito de defesa, e será 
desconsiderada para efeito do deslocamento da competência (STF). 
✓ A competência do TJ e do TRF é excepcionada pela competência do TRE para julgamento dos 
crimes eleitorais. O mesmo não ocorre com o STF e com o STJ, que aglutinam competência para 
julgar infrações eleitorais. 
✓ O julgamento de contravenções penais será sempre da justiça estadual. A única exceção diz respeito 
aos réus que possuem foro por prerrogativa na JF. Assim, alguém que tenha foro por prerrogativa 
de função no TRF, caso pratique alguma contravenção, será julgado no TRF e não ao TJ. 
✓ Foro por prerrogativa X deslocamento: as autoridades com foro por prerrogativa no TJ ou no TRF, 
ao praticarem crime fora do Estado ou da região, serão julgadas no seu tribunal de origem. 
✓ Foro por prerrogativa X Júri: autoridades com foro por prerrogativa na CF não vão a júri, pois serão 
julgadas no seu Tribunal de origem. O mesmo não ocorre quando o privilégio é estabelecido apenas 
na Constituição Estadual (Súmula 721 - STF). 
 
#OLHAOGANCHO: o Júri prevalece sobre os demais órgãos, julgando os crimes dolosos contra a vida e 
todas as infrações comuns eventualmente conexas. 
 
✓ Justiça Especial prevalece sobre a comum. Exceção: justiça militar. Não se aplicam as regras de 
conexão e continência (caso de separação obrigatória de processos). 
✓ Órgãos da mesma justiça e de mesma hierarquia concorrendo: 
 1ª) prevalece o juiz que atua no local da consumação do crime mais grave (o que vale é a pena em 
abstrato); 
 2ª) se os crimes têm a mesma gravidade, prevalece o juiz que atua no local da consumação do 
maior número de infrações; 
 3ª) por sua vez, se os delitos têm a mesma gravidade e a mesma quantidade por comarca, prevalece 
o juiz prevento. 
✓ Reunidos os processos (os de competência comum e os de pequeno potencial ofensivo), o juiz 
competente para atuar no julgamento do crime comum deve zelar pela aplicação dos institutos da 
transação penal e da composição dos danos civis ao crime de pequeno potencial ofensivo. 
✓ Estelionato: competência no caso em que o prejuízo ocorreu em local diferente da obtenção da 
vantagem. O crime se consuma no momento da obtenção da vantagem indevida, ou seja, no 
instante em que o valor é depositado ("cai") na conta corrente do autor do delito, passando, 
portanto, à sua disponibilidade. 
 
#SURRADESÚMULAS #TATUANAMEMÓRIA. 
 
COMPETÊNCIA ESTADUAL: 
Súmula 38-STJ: Compete a Justiça Estadual Comum, na vigência da Constituição de 1988, o processo por 
contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de 
suas entidades. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
96 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Súmula 73-STJ: A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de 
estelionato, da competência da Justiça Estadual. 
Súmula 104-STJ: Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de 
documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino. 
Súmula 107-STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime de estelionato praticado 
mediante falsificação das guias de recolhimento das contribuições previdenciárias, quando não ocorrente 
lesão à autarquia federal. 
Súmula 140-STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure 
como autor ou vítima. 
Súmula 546-STJ: A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada 
em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a 
qualificação do órgão expedidor. 
Súmula 522-STF: Salvo ocorrência de tráfico para o exterior, quando, então, a competência será da Justiça 
Federal, compete à justiça dos estados o processo e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes. 
Súmula 498-STF: Compete a justiça dos estados, em ambas as instâncias, o processo e o julgamento dos 
crimes contra a economia popular. 
COMPETÊNCIA FEDERAL: 
Súmula 122-STJ: Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de 
competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, lI, “a”, do Código de Processo Penal. 
Súmula 147-STJ: Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário 
público federal, quando relacionados com o exercício da função. 
Súmula 200-STJ: O juízo federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de 
passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou. 
Súmula 208-STJ: Compete à justiça federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba 
sujeita a prestação de contas perante órgão federal. 
Súmula 209-STJ: Compete à justiça estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e 
incorporada ao patrimônio municipal. 
Súmula 528-STJ: Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via 
postal processar e julgar o crime de tráfico internacional. 
Súmula vinculante 36: Compete à Justiça Federal comum processar e julgar civil denunciado pelos crimes 
de falsificação e de uso de documento falso quando se tratar de falsificação da Caderneta de Inscrição e 
Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Amador (CHA), ainda que expedidas pela Marinha do 
Brasil. 
 
9 Questões e processos incidentes. 
 
QUESTÃO PREJUDICIAL HETEROGÊNEA 
QUESTÃO PREJUDICIAL OBRIGATÓRIA QUESTÃO PREJUDICIAL FACULTATIVA 
Decisão que envolva estado civil das pessoas. 
Decisão que envolva questão diversa do estado 
civil das pessoas. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
97 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Suspensão obrigatória do processo: juiz 
suspenderá a ação penal até que no juízo cível a 
controvérsia seja dirimida por sentença com 
trânsito em julgado, sem prejuízo de inquirição 
de testemunhas e de outras provas de natureza 
urgente (art. 92, CPP); 
Suspensão facultativa do processo: juiz poderá 
suspender o curso da ação penal. 
#ATENÇÃO O juiz marcará o prazo da 
suspensão, que poderá ser razoavelmente 
prorrogado, se a demora não for imputável à 
parte. Expirado o prazo, sem que o juiz cível 
tenha proferido decisão, o juiz criminal fará 
prosseguir o processo, retomando sua 
competência para resolver, de fato e de direito, 
toda a matéria da acusação ou da defesa. 
Recurso da decisão que denegar a suspensão do processo: Irrecorrível (art. 93, §2º, CPP). 
Recurso da decisão que conceder a suspensão: RESE (art. 582, XVI, CPP). 
 
EXCEÇÕES 
SUSPEIÇÃO 
Se relaciona com a imparcialidade do juiz. 
Só poderá ser arguida até a sentença. 
Salvo quando superveniente, deverá ser a primeira exceção alegada. 
#ATENÇÃO Aplica-se a exceção de suspeição ao membro do MP, aos 
serventuários e aos auxiliares da Justiça e aos Jurados, mas NÃO à 
autoridade policial. 
INCOMPETÊNCIA DE 
JUÍZO 
Se aplica apenas para os casos de incompetência relativa. 
Pode ser oposta verbalmente ou por escrito, no prazo da defesa. 
Segue o mesmo procedimento da exceção de suspeição. 
LITISPENDÊNCIA 
Para o caso de duplicidade de demandas idênticas (identidade de partes, 
fatos imputados e pedidos) tramitando simultaneamente. 
ILEGITIMIDADE DE 
PARTE 
Defeitos em relação às partes da ação. 
Legitimidade ad causam = É a situação prevista em lei que permite a um 
determinado sujeito propor a demanda judicial e a outro ocupar o polo 
passivo da demanda. #SELIGANOEXEMPLO: Haverá ilegitimidade ativa ad 
causam se o MP propor ação penal em crime de natureza privada. 
Legitimidade ad processum = Se relaciona com a capacidade de estar em 
juízo, tida como pressuposto processual de validade. #SELIGANOEXEMPLO:Haverá ilegitimidade ad processum se o ofendido menor de 18 anos oferecer 
queixa-crime sem representante legal. 
COISA JULGADA 
Duplicidade de demandas idênticas (identidade de partes, fatos imputados 
e pedidos), tendo uma delas já transitado em julgado. 
 
#ATENÇÃO As exceções podem ser Peremptórias ou Dilatórias. 
Peremptórias: Se julgadas procedentes, extinguem o processo. Ex: litispendência e coisa julgada. 
Dilatórias: Se julgadas procedentes, retardam o curso do processo. Ex: suspeição e incompetência. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
98 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
#SELIGA A ilegitimidade ad causam será sempre peremptória e a ilegitimidade ad processum será 
dilatória ou peremptória, a depender do vício ser ou não sandado. 
 
INCOMPATIBILIDADES 
E IMPEDIMENTOS 
O juiz, o órgão do Ministério Público, os serventuários ou funcionários de 
justiça e os peritos ou intérpretes abster-se-ão de servir no processo, 
quando houver incompatibilidade ou impedimento legal. 
Se não se der a abstenção, a incompatibilidade ou impedimento poderá ser 
arguido pelas partes, seguindo-se o processo estabelecido para a exceção 
de suspeição. 
CONFLITO DE 
JURISDIÇÃO 
-Conflito positivo: duas ou mais autoridades judiciárias se consideram 
competentes para conhecer do mesmo fato criminoso. 
-Conflito negativo: duas ou mais autoridades judiciárias se consideram 
incompetentes para conhecer do mesmo fato criminoso. 
-Também haverá conflito quando entre as autoridades judiciárias surgir 
controvérsia sobre unidade de juízo, junção ou separação de processos. 
-Poderá ser arguido junto ao Tribunal competente pela parte interessada, 
MP ou qualquer dos juízes ou tribunais envolvidos na causa. 
RESTITUIÇÃO DE 
COISAS 
APREENDIDAS 
Deverá ser instaurado o incidente quando houver dúvida sobre o direito 
daquele que pede a restituição de coisa apreendida. 
MEDIDAS 
ASSECURATÓRIAS 
Tem natureza patrimonial e buscam assegurar os efeitos patrimoniais da 
condenação, tais como, a reparação do dano, pena de multa, pagamento 
das despesas processuais. Modalidades: 
-SEQUESTRO: para tornar indisponíveis bens imóveis. Para bens adquiridos 
com o proveito da ação penal, em nome do investigado/acusado ou de 
terceiros. 
-HIPOTECA LEGAL: direito real de garantia que também recai sobre bens 
imóveis. Sobre o patrimônio do investigado/acusado adquirido de forma 
lícita ou ilícita. 
-ARRESTO PREVENTIVO: É medida pré-cautelar que busca tornar os bens 
do indiciado indisponíveis enquanto tramita o pedido de hipoteca legal. 
-ARRESTO: semelhante à hipoteca legal, mas se aplica para bens móveis. 
Apenas para bens adquiridos de forma lícita. 
-ALIENAÇÃO ANTECIPADA: Aplica-se a todas as modalidades de medidas 
assecuratórias, visando a preservação do valor dos bens sempre que 
estiverem sujeitos a deterioração ou depreciação ou houver dificuldade 
para a sua manutenção. 
INCIDENTE DE 
FALSIDADE 
DOCUMENTAL 
Tem por objetivo verificar a autenticidade de documento inserido no 
processo. #NÃOCAIANESSA Não é possível durante a investigação. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
99 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
INCIDENTE DE 
INSANIDADE MENTAL 
Quando houver dúvidas sobre a capacidade mental do 
investigado/acusado. 
#ATENÇÃO Se instaurado no curso do IP não haverá suspensão. Mas no 
curso do processo, não acarreta suspensão. 
 
#INFORMATIVOS #COLANARETINA 
Indeferimento do pedido de incidente de falsidade formulado anos após a prova ter sido juntada e 
depois da sentença condenatória. Não há nulidade na decisão que indefere pedido de incidente de 
falsidade referente à prova juntada aos autos há mais de 10 anos e contra a qual a defesa se insurge 
somente após a prolação da sentença penal condenatória, uma vez que a pretensão está preclusa. 
STJ. 5ª Turma.RHC 79834-RJ, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 07/11/2017 (Info 615). 
Se o acusado se recusa a participar do incidente, não pode ser obrigado a fazer o exame. 
O incidente de insanidade mental é prova pericial constituída em favor da defesa. Logo, não é 
possível determiná-lo compulsoriamente na hipótese em que a defesa se oponha à sua realização. 
STF. 2ª Turma. HC 133.078/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 6/9/2016 (Info 838) 
Ilegitimidade do corréu para ajuizar medida cautelar de sequestro de bens dos demais corréus. João, 
Pedro e Tiago foram denunciados pela prática de sonegação fiscal (art. 1º, I, da Lei nº 8.137/90). O 
Ministério Público requereu ao juiz e foi autorizado o sequestro dos bens somente do réu João, com 
base no Decreto-Lei 3.240?41: Art. 1º Ficam sujeitos a sequestro os bens de pessoa indiciada por 
crime de que resulta prejuízo para a fazenda pública, ou por crime definido no Livro II, Títulos V, VI e 
VII da Consolidação das Leis Penais desde que dele resulte locupletamento ilícito para o indiciado. 
João, inconformado pelo fato de que apenas os seus bens foram atingidos pela decisão, impetrou 
mandado de segurança pedindo que os bens dos outros réus (Pedro e Tiago) também fossem 
sequestrados. Alegou que a medida constritiva deveria ter recaído sobre os bens de todos os 
acusados, sob pena de ofensa aos princípios da isonomia e da proporcionalidade. O mandado de 
segurança terá êxito? NÃO. O corréu — partícipe ou coautor — que teve seus bens sequestrados no 
âmbito de denúncia por crime de que resulta prejuízo para a Fazenda Pública (DL 3.240/41) não tem 
legitimidade para postular a extensão da constrição aos demais corréus, mesmo que o Ministério 
Público tenha pedido a medida cautelar de sequestro de bens somente em relação àquele. STJ. 6ª 
Turma. RMS 48619-RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 15/9/2015 (Info 570). 
Será necessária a procuração se o Defensor Público for praticar algum dos atos para os quais a lei 
exige poderes especiais. O art. 98 do CPP prevê que, para ser proposta exceção de suspeição do juiz, 
o defensor precisa de procuração com poderes especiais. O Defensor Público que faz a defesa do 
réu precisará de procuração com poderes especiais para arguir a suspeição do juiz? SIM. É exigível 
procuração com poderes especiais para que seja oposta exceção de suspeição por réu representado 
pela Defensoria Pública, mesmo que o acusado esteja ausente do distrito da culpa. STJ. 6ª Turma. 
REsp 1431043-MG, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 16/4/2015 (Info 560). 
 
10 Prova. 
 
✓ Interrogatório do réu: Meio de prova x meio de defesa (STF). 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
100 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
✓ Momento do interrogatório: Julgamento do HC 127900/AM, em 3/3/2016 (Info 816), o STF decidiu 
que a realização do interrogatório ao final da instrução criminal, conforme o art. 400 do CPP, é 
aplicável no âmbito de processo penal militar. 
 
A realização do interrogatório ao final da instrução criminal, prevista no art. 400 do CPP, na redação dada 
pela Lei nº 11.719/2008, também se aplica às ações penais em trâmite na Justiça Militar, em detrimento 
do art. 302 do Decreto-Lei nº 1.002/69. Em relação à Lei de Drogas, não se manifestou de forma expressa, 
mas apenas em obter dictum, no sentido de que o interrogatório deveria ser feito apenas ao final da 
instrução. 
 
#CUIDADO: na prova vocês devem observar se o enunciado se reporta ao dispositivo legal ou ao 
entendimento jurisprudencial. 
 
✓ Exame do corpo de delito: pode ser suprido pela prova testemunhal, mas não pela confissão. 
✓ Interrogatório por videoconferência: 
a) Prevenir risco à segurança pública (suspeita que integre organização criminosa ou que possa fugir); 
b) Viabilizar a participação do réu no ato quando houver dificuldade de comparecimento ao juízo 
(enfermidade ou circunstância pessoal); 
c) Impedir influência do réu no ânimo da testemunha ou vítima, desde que não seja possível colher o 
depoimento destas por videoconferência;d) Responder à gravíssima questão de ordem pública. 
 
#ATENÇÃO: 
 
✓ PROVAS CAUTELARES: são aquelas provas que correm o risco de desaparecer em razão do tempo. 
Nesses casos, coleta-se cautelarmente a prova, mas o contraditório será postergado para a 
instrução probatória. Em regra, dependem de autorização judicial. Exemplo: interceptação 
telefônica autorizada no curso da investigação. 
✓ PROVAS NÃO REPETÍVEIS: É aquela prova que não pode ser novamente produzida, devido ao 
desaparecimento, destruição ou perecimento. Exemplo: perícia realizada na vítima de uma lesão 
corporal leve que tende a desaparecer em poucos dias. Aqui, o contraditório também será 
diferido/postergado. 
✓ PROVAS ANTECIPADAS: São produzidas com observância ao contraditório, perante o magistrado, 
porém em momento distinto daquele que previsto pela lei, inclusive na fase investigatória. 
Exemplo: depoimento ad perpetuam rei memoriam (art. 225, CPP) e a produção de provas prevista 
no art. 366, do CPP. 
✓ SISTEMAS DE VALORAÇÃO DA PROVA: sistema da prova tarifada (resquícios no CPP – certidão 
de óbito para comprovar a morte); sistema da íntima convicção (tribunal do júri); sistema do livre 
convencimento motivado (regra geral). 
✓ PROVA ILÍCITA: aquela que viola garantia consagrada em norma constitucional ou legal. Pode ser 
utilizada para absolver, mas não para condenar. Devem ser desentranhadas do processo. 
 
#OLHAOGANCHO Teorias diferentes que tratam das provas ilícitas: 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
101 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
✓ Teoria da exclusão da ilicitude da prova: Preceitua que devem ser aplicadas as excludentes de 
ilicitude catalogadas no art. 23 do CP, para justificar a conduta de quem produz a prova ilícita. 
✓ Doutrina da visão aberta: Também se configura como exceção da regra da exclusão da prova ilícita. 
É legítima a apreensão de elementos probatórios quando, a despeito de não se tratar da finalidade 
prevista no mandado de busca e apreensão, o objeto da apreensão é encontrado à plena vista do 
agente policial. Deve ocorrer de maneira casual. 
✓ Teoria dos vícios sanados, da tinta diluída, do nexo causal atenuado ou limitação da mancha 
purgada (purgedtaint): não se aplica a teoria da prova ilícita por derivação se o nexo causal entre a 
prova primária e a secundária for atenuado em virtude do decurso do tempo, de circunstâncias 
supervenientes na cadeia probatória, da menor relevância da ilegalidade ou da vontade de um dos 
envolvidos em colaborar com a persecução criminal. Nesse caso, apesar de já ter havido a 
contaminação de um determinado meio de prova em face da ilicitude ou ilegalidade da situação 
que o gerou, um acontecimento futuro expurga, afasta, elide esse vício, permitindo-se, assim, o 
aproveitamento da prova inicialmente contaminada. 
✓ Exceções da boa-fé (good faith exception): Preconiza que “a vedação às provas ilícitas visa inibir, 
dissuadir, e desestimular violações aos direitos fundamentais, não seria possível dizer que a prova 
seria ilícita quando, com base em um mandado de busca e apreensão ilegal expedido por um juiz 
neutro e imparcial, mas posteriormente considerado como não fundado em indícios necessários 
para sua expedição, o agente, desconhecendo tal ilicitude e havendo motivos razoáveis para 
acreditar na sua validade, obtém provas decorrentes do cumprimento do mandado, tendo 
convicção de que agia dentro da legalidade”. 
✓ Teoria da proporcionalidade (balancing test): Por esta teoria, deverá o magistrado realizar um juízo 
de ponderação entre os diversos valores assegurados pela Constituição, tendo em conta a 
intensidade e a quantidade da violação ao direito fundamental e o dano que poderá advir caso a 
prova não seja admitida. No entanto, referida teoria não tem sido utilizada pelos tribunais para 
afastar a ilicitude por derivação. A doutrina e a jurisprudência somente admitem a aplicação do 
princípio da proporcionalidade para permitir a utilização da prova ilícita em benefício do acusado. 
 
#CUIDADO: quando o art. 157, §2º, CP fez menção à fonte independente, quis, na verdade, trazer o 
conceito da limitação da descoberta inevitável. 
 
#MAISGANCHOS 
 
Súmula 455 - STJ: a decisão que determina a produção antecipada de provas com base no artigo 366 
do CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando unicamente o mero decurso do tempo. 
O que é prova típica? É aquele que procedimento está previsto na legislação. 
O que é prova anômala? É a prova típica utilizada para fim diverso que a legislação lhe traz, com 
características de outra prova típica. Sendo assim, existe um meio e um procedimento para esta prova, o 
que não é respeitado, sendo utilizado outro meio para a sua realização. Exemplo de Renato Brasileiro: 
Juiz não utiliza da carta precatória e pede para um oficial de justiça entrar em contato com uma 
testemunha por telefone. 
O que é prova irritual? É a que não observa o procedimento legal (existe procedimento previsto em lei 
para a prova, mas ele não é observado). Conforme Brasileiro a prova irritual é “a típica colhida sem a 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
102 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
observância do modelo previsto em lei. Como essa prova irritual é produzida sem obediência ao modelo 
legal previsto em lei, trata-se de prova ilegítima, passível de declaração de nulidade”. 
Prova crítica é sinônimo para a prova pericial. 
Prova fora da terra é aquela produzida perante juízo distinto daquele em que se processou o feito, como 
acontece no caso de carta rogatória ou precatória. 
 
✓ Busca e Apreensão: embora esteja inserida no CPP como meio de prova, sua natureza jurídica é de 
meio de obtenção de prova. 
Em regra, documento em poder do advogado do réu não pode ser apreendido, salvo: 
• Quando o documento é o corpo de delito do crime praticado pelo cliente (art. 243, §2º, CPP). Ex.: 
escritura falsa; 
• Quando o advogado é participante do crime, deixando, portanto, de ser (só) advogado (o 
advogado é o investigado ou um dos investigados). 
 
11 Sujeitos do Processo. 
 
IMPEDIMENTO SUSPEIÇÃO 
I - Tiver funcionado seu cônjuge ou parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral 
até o terceiro grau, inclusive, como defensor ou 
advogado, órgão do Ministério Público, 
autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito; 
II - Ele próprio houver desempenhado qualquer 
dessas funções ou servido como testemunha; 
III - tiver funcionado como juiz de outra instância, 
pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a 
questão; 
IV - Ele próprio ou seu cônjuge ou parente, 
consanguíneo ou afim em linha reta ou colateral 
até o terceiro grau, inclusive, for parte ou 
diretamente interessado no feito. 
I - se for amigo íntimo ou inimigo capital de 
qualquer deles; 
II - seele, seu cônjuge, ascendente ou 
descendente, estiver respondendo a processo por 
fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja 
controvérsia; 
III - se ele, seu cônjuge, ou parente, consangüíneo, 
ou afim, até o terceiro grau, inclusive, sustentar 
demanda ou responder a processo que tenha de 
ser julgado por qualquer das partes; 
IV - se tiver aconselhado qualquer das partes; 
V - se for credor ou devedor, tutor ou curador, de 
qualquer das partes; 
VI - se for sócio, acionista ou administrador de 
sociedade interessada no processo. 
Rol taxativo. Presunção absoluta de parcialidade. Presunção relativa de parcialidade. 
 
#ATENÇÃO A suspeição ou o impedimento em decorrência de parentesco por afinidade, em regra, cessa 
com a dissolução do casamento. EXCEÇÕES: 
a) Se do casamento resultar filhos, o impedimento ou suspeição não se extingue em nenhuma hipótese. 
b) o impedimento ou suspeição permanece em relação a sogros, genros, cunhados, padrasto e enteado. 
 
ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO: 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
103 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3CONCEITO: 
Trata-se da figura do ofendido, seu representante legal ou seus sucessores, 
que poderão atuar na ação penal pública como assistentes do Ministério 
Público. O requerente deve estar assistido por profissional habilitado ou 
Defensor Público. 
MOMENTO: 
Apenas durante o processo, entre o recebimento da denúncia e o trânsito 
em julgado. 
MINISTÉRIO PÚBLICO: Deve ser ouvido previamente. 
RECURSO DA 
DECISÃO QUE DEFERE 
OU INDEFERE: 
Irrecorível. 
#ATENÇÃO A doutrina defende o cabimento de Mandado de Segurança 
quando há indeferimento. 
CORRÉU: Não pode atuar como assistente de acusação em relação aos demais corréus. 
PODERES: 
-Propor meios de prova 
-Requerer perguntas às testemunhas 
-Aditar os articulados 
-Participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério 
Público ou por ele próprio. 
-Requerer a prisão preventiva do acusado 
- Apelar da sentença de mérito (mesmo com a única finalidade de majorar a 
pena) 
- Recorrer da sentença de impronúncia, nos processos do Tribunal do Júri 
- Recorrer da sentença que julga extinta a punibilidade 
 
12 Prisão, medidas cautelares, e liberdade provisória e prisão temporária (Lei nº 7.960/1989). 
 
CARACTERÍSTICAS DAS MEDIDAS CAUTELARES PESSOAIS: 
JURISDICIONALIDADE 
Em regra, as medidas cautelares são determinadas pelo Poder Judiciário. 
Exceção: fiança arbitrada pela autoridade policial às infrações cuja pena 
máxima não supere quatro anos. 
PROVISORIEDADE 
Devem vigorar apenas pelo período necessário para atender a situação que 
justificou sua imposição. 
REVOGABILIDADE 
Relacionado à provisoriedade, o juiz pode revogar a medida cautelar se 
verificar a falta de motivos para que subsista. 
EXCEPCIONALIDADE 
Por implicarem em restrições às garantias e liberdades individuais e em 
respeito ao Princípio da Presunção de Inocência devem ser aplicadas em 
situações emergenciais, que configurem perigo à sociedade, ao processo ou 
à execução penal. 
SUBSTITUTIVIDADE 
Assim como pode revogar a medida, o juiz pode entender que alguma outra 
se mostra mais adequada ao caso concreto e promover a substituição. 
CUMULATIVIDADE Assegura a possibilidade de aplicação isolada ou cumulativa. 
 
ESPÉCIES DE FLAGRANTE (Art. 302, CPP) 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
104 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
FLAGRANTE PRÓPRIO 
OU REAL: 
Aquele em que o agente está cometendo a infração penal ou que acaba de 
cometê-la; 
FLAGRANTE 
IMPRÓPRIO, IRREAL OU 
QUASE FLAGRANTE: 
Aquele em que o agente é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo 
ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor 
da infração; 
FLAGRANTE 
PRESUMIDO, FICTO OU 
ASSIMILADO: 
Aquele em que o agente é encontrado, logo depois, com instrumentos, 
armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração; 
 
CRIAÇÕES DOUTRINÁRIAS E JURISPRUDENCIAIS 
A) FLAGRANTE 
PREPARADO OU 
PROVOCADO: 
Um agente provocador induz terceiro à prática do delito, adotando 
precauções para que o crime não se consuma. Também chamado de delito 
putativo por obra do agente provocador ou crime de ensaio. Configura 
crime impossível (Súmula 145/STF: não há crime, quando a preparação do 
flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação). 
B) FLAGRANTE 
RETARDADO OU 
DIFERIDO: 
É considerado legal e encontra previsão na lei das organizações criminosas 
e lei de drogas. 
Exemplo: ação controlada (retardamento da intervenção policial, que deve 
se dar no momento mais oportuno sob o ponto de vista da colheita de 
provas); 
C)FLAGRANTE 
ESPERADO: 
A autoridade policial limita-se a aguardar o momento da prática do delito. 
A diferença entre o flagrante esperado e o preparado é que no preparado 
há o agente provocador. É considerado legal; 
D) FLAGRANTE 
FORJADO OU URDIDO: 
Cria provas de um delito inexistente. É ilegal. 
 
FORMALIDADES DO FLAGRANTE 
 
✓ Comunicar à família, ao juiz e ao MP; 
✓ Em 24h enviar os autos ao juiz, entregar a nota de culpa e encaminhar cópia do auto à Defensoria 
(caso não tenha advogado). 
De acordo com o princípio da homogeneidade, corolário da proporcionalidade, mostra-se 
ilegítima a prisão provisória quando a medida for mais gravosa que a própria sanção a ser aplicada na 
hipótese de eventual condenação. 
 
PECULIARIDADES EM RELAÇÃO A DETERMINADOS SUJEITOS 
MENORES DE 18 ANOS 
O adolescente é passível de apreensão em flagrante de ato 
infracional, caso em que será apresentado imediatamente à 
autoridade policial. 
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105 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Apenas pode ser preso pela prática de crime comum após 
sentença condenatória, razão pelo qual não está sujeito à prisão 
em flagrante (art. 86, parágrafo 6 da CF/88). 
GOVERNADOR 
Prevalece que não se estende a governadores a prerrogativa do 
artigo 86, parágrafo 6 da CF/88 diante do silêncio eloquente da 
CF que, deliberadamente, não quis permitir essa exclusiva 
imunidade presidencial a outras autoridades. Não há que se falar 
em princípio da simetria constitucional nesse caso. 
MAGISTRADOS E MEMBROS DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO 
#ATENÇÃO Tanto os magistrados (art. 33, II, da LOMAN) quanto 
os membros do Ministério Público (art. 40, III, da LONMP e art. 18, 
II, d, LC 75/93) somente podem ser presos em flagrante pela 
prática de crime inafiançável. Além disso, mesmo nesses casos, o 
auto de prisão em flagrante não é presidido pela autoridade 
policial, mas sim, no caso dos juízes, pelo Presidente do Tribunal 
a que vinculado e, no caso dos membros do MP, pelo 
Procurador-Geral de Justiça. 
MEMBROS DO CONGRESSO 
NACIONAL 
Admite-se a prisão em flagrante de crime inafiançável, impondo-
se nas vinte e quatro horas seguintes, o encaminhamento dos 
autos à respectiva Casa Legislativa, para que, pelo voto da maioria 
de seus membros, resolva sobre a prisão (art. 53, parágrafo 2 da 
CF/88). 
DIPLOMATAS ESTRANGEIROS 
Possuem imunidade diplomática, razão pelo qual não estão 
sujeitos à prisão em flagrante. 
AGENTE QUE PRESTA SOCORRO 
À VÍTIMA APÓS ACIDENTE DE 
TRÂNSITO 
Não está sujeito à prisão em flagrante por força do artigo 301 do 
CTB. 
INDIVÍDUO QUE SE APRESENTA 
ESPONTANEAMENTE À 
AUTORIDADE 
Inexistindo flagrante por apresentação, não se impõe a prisão em 
flagrante ao indivíduo que se apresenta de modo espontâneo. 
ADVOGADOS 
Segundo o Estatuto da Advocacia, o advogado somente poderá 
ser preso em flagrante, por motivo de exercício da profissão, em 
caso de crime inafiançável. A contrario sensu, flagrado o 
advogado na prática de crime afiançável por motivos estranhos 
ao exercício da advocacia, nada impede a prisão em flagrante, 
ressalvando-se, apenas, a necessidade de comunicação expressa 
á seccional da OAB. 
AUTOR DE INFRAÇÃO DE MENOR 
POTENCIAL OFENSIVO 
Não está sujeito à prisão em flagrante e nem se exigirá fiança se, 
após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao 
juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer (art. 69, 
parágrafo único, da Lei 9.099/95) 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
106 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
INDIVÍDUO FLAGRADO NA 
POSSE DE DROGAS PARA 
CONSUMO PESSOAL (ART. 28 DA 
LEI 11.343/06) 
Não se imporá prisão em flagrante, devendo o autor do fato ser 
imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta 
deste, assumir o compromisso de a ele comparecer, lavrando-se 
termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos 
exames e perícias necessários. 
ELEITOR, ANTES E DEPOIS DO 
PLEITO 
Eleitor tem imunidade nos cinco dias anteriores e até quarenta e 
oito horas depois do encerramento da eleição, salvo hipótese de 
flagrante delito (de crime afiançável ou inafiançável) ou sentença 
criminal condenatória por crime inafiançável, ou ainda, por 
desrespeito a salvo-conduto. 
 
PRISÃO TEMPORÁRIA: só pode ser determinadano inquérito policial e pelo prazo de 5 dias, 
podendo ser prorrogada por mais 5 dias. Nos crimes hediondos, o prazo é de 30 + 30. 
 
#ATENÇÃO! Requisitos da prisão temporária: 
a) Ser imprescindível para as investigações; 
b) Réu não possuir residência fixa ou não fornecer elementos para sua identificação; 
c) Haver fundadas razões de autoria ou participação nos seguintes crimes: homicídio doloso, sequestro 
ou cárcere privado, roubo, extorsão, extorsão mediante sequestro, estupro, atentado violento ao pudor, 
rapto violento, epidemia com resultado morte, envenenamento de água potável ou substância alimentícia 
ou medicinal qualificado pela morte, quadrilha ou bando (associação criminosa), genocídio, tráfico de 
drogas, crime contra o sistema financeiro, crimes previstos na Lei de Terrorismo. 
 
PRISÃO PREVENTIVA (ART. 311 E SEGUINTES): Visa à garantia da ordem pública, garantia da 
ordem econômica, instrução do processo penal ou aplicação da lei penal. Só pode ser decretada em 
crimes dolosos com pena superior a 4 anos, reincidentes dolosos (qualquer pena), descumprimentos 
de medida de protetiva de urgência (violência doméstica) ou quando não se identificar civilmente. 
 
PRISÃO PREVENTIVA 
FUNDAMENTOS 
(Art. 312 CPP) 
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA: Apesar de não existir consenso doutrinário, é 
utilizada para evitar que o agente continue delinquindo no transcorrer da 
persecução criminal. 
#OBS: A repercussão social ou a gravidade do fato, por si só, não justificam a 
privação cautelar. 
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL: Impede que o agente influencie a 
produção probatória, destruindo provas, ameaçando testemunhas, etc. 
GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL: Evita-se a fuga do agente, impedindo 
o sumiço do autor quando houver demonstração fundada da possibilidade de 
fuga. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
107 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
GARANTIA DA ORDEM ECONÔMICA: Evita-se que o agente continue a praticar 
novas infrações afetando a ordem econômica. É mais específica que a garantia 
da ordem pública. 
DESCUMPRIMENTO DE QUALQUER DAS OBRIGAÇÕES IMPOSTAS POR FORÇA 
DE OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES: Se o agente descumpriu a medida, pode 
indicar que a cautelar diversa da prisão não se revela adequada ou suficiente ao 
caso, admitindo-se a sua substituição ou cumulação com outra, ou em último 
caso, a decretação da preventiva, desde que o delito praticado comporte a 
medida. 
REQUISITOS (ART. 
313 do CPP) 
CRIMES DOLOSOS punidos com pena privativa de liberdade máxima SUPERIOR 
A 4 (QUATRO) ANOS. 
Se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em 
julgado (REINCIDENTE). 
Se o crime envolver VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR contra a mulher, 
criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para GARANTIR 
A EXECUÇÃO DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA. 
Houver DÚVIDA SOBRE A IDENTIDADE CIVIL DA PESSOA ou quando esta não 
fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado 
imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese 
recomendar a manutenção da medida. 
 
Relaxamento da prisão Revogação da prisão cautelar Liberdade provisória 
Incide nas hipóteses de prisão 
ilegal 
Incide nas hipóteses de prisão 
legal 
Incide nas hipóteses de prisão 
legal 
Cabível em face de toda e 
qualquer espécie de prisão, 
desde que ilegal. 
Cabível em face da prisão 
temporária e da prisão 
preventiva. 
Por força da lei de 2011, passou 
a ser cabível em face de 
qualquer prisão. 
Não se trata de medida 
cautelar, mas sim de medida de 
urgência baseada no poder de 
polícia da autoridade judiciária. 
Não se trata de medida 
cautelar, mas sim de medida de 
urgência baseada no poder de 
polícia da autoridade judiciária. 
É medida de contracautela e 
também de medida cautelar 
autônoma, que pode ser 
aplicada com a imposição de 
uma ou mais das medidas 
cautelares diversas da prisão 
(art. 321). 
Acarreta a restituição de 
liberdade plena. No entanto, na 
hipótese do relaxamento, 
presentes FUMUS + 
PERICULUM, é possível a 
imposição de medidas 
Acarreta a restituição de 
liberdade plena. Todavia, 
presentes FUMUS + 
PERICULUM, é possível a 
imposição de medidas 
cautelares diversas da prisão. 
Acarreta a restituição da 
liberdade com vinculação. 
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108 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
cautelares, inclusive as prisões 
preventiva e temporária. 
Cabível em relação a todos os 
crimes. 
Cabível em relação a todos os 
crimes. 
Há dispositivos legais de 
duvidosa constitucionalidade 
que vedam a liberdade 
provisória, com ou sem fiança, 
em relação a alguns delitos, o 
que, todavia, não impede a 
aplicação das medidas 
cautelares diversas da prisão. 
Só pode ser decretada pela 
autoridade judicial (há quem 
defenda que o Delegado 
também pode). 
A competência recai sobre 
quem decretou a medida. Logo, 
se impetrado diretamente HC, 
há supressão de instância. 
Pode ser concedida tanto pela 
autoridade policial (art. 322), 
como pelo juiz. 
 
#BORAFIXAR 
✓ Juiz não pode conceder de ofício: prisão temporária e prisão preventiva e cautelares diferentes da 
prisão durante o inquérito. 
✓ Cautelares diversas da prisão: sempre concedidas pelo juiz, salvo a fiança, que pode ser arbitrada 
pelo delegado quando a pena máxima do crime for de até 4 anos. 
✓ Atos infracionaispretéritos podem ser utilizados como fundamento para decretação ou manutenção 
da prisão preventiva, desde que haja gravidade específica do ato infracional, o tempo decorrido 
entre o referido ato e o crime seja razoável (não excessivo) e haja comprovação da efetiva 
ocorrência do ato infracional (STJ, Info 585). 
✓ A fuga do distrito da culpa é fundamentação idônea a justificar o decreto da custódia preventiva 
para a conveniência da instrução criminal e como garantia da aplicação da lei penal. 
✓ As condições pessoais favoráveis não garantem a revogação da prisão preventiva quando há nos 
autos elementos hábeis a recomendar a manutenção da custódia. 
✓ A substituição da prisão preventiva pela domiciliar exige comprovação de doença grave, que 
acarrete extrema debilidade, e a impossibilidade de se prestar a devida assistência médica no 
estabelecimento penal. 
✓ As medidas cautelares diversas da prisão, ainda que mais benéficas, implicam em restrições de 
direitos individuais, sendo necessária fundamentação para sua imposição. 
✓ A prisão preventiva não é legítima nos casos em que a sanção abstratamente prevista ou imposta 
na sentença condenatória recorrível não resulte em constrição pessoal, por força do princípio da 
homogeneidade. 
✓ Os fatos que justificam a prisão preventiva devem ser contemporâneos à decisão que a decreta. 
✓ A alusão genérica sobre a gravidade do delito, o clamor público ou a comoção social não 
constituem fundamentação idônea a autorizar a prisão preventiva. 
✓ Havendo déficit de vagas, deverá determinar-se: (i) a saída antecipada de sentenciado no regime 
com falta de vagas; (ii) a liberdade eletronicamente monitorada ao sentenciado que sai 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
109 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
antecipadamente ou é posto em prisão domiciliar por falta de vagas; (iii) o cumprimento de penas 
restritivas de direito e/ou estudo ao sentenciado que progride ao regime aberto; d) até que sejam 
estruturadas as medidas alternativas propostas, poderá ser deferida a prisão domiciliar ao 
sentenciado (Info 825 - STF). 
 
PRISÃO DOMICILIAR: é um tipo especial de prisão que substitui a preventiva quando estão 
presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, mas, por alguma particularidade do acusado, ele não pode 
se submeter ao gravame do cárcere. 
 
#NOVIDADELEGISLATIVA: Lei nº 13.257/2016 (Marco Legal da Primeira Infância) 
Poderá o juiz substituir a prisão preventiva peladomiciliar quando o agente for: 
I - maior de 80 (oitenta) anos; 
II - extremamente debilitado por motivo de doença grave; 
III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 06 (seis) anos de idade ou com deficiência; 
IV - gestante; 
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; 
VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade 
incompletos. 
 
13 Citações e Intimações.14 Atos processuais e atos judiciais. 
 
#DEOLHONAJURIS #INFORMATIVOS 
Súmula 455 do STJ: A decisão que determina a produção antecipada de provas com base no artigo 
366 do CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando unicamente o mero decurso do 
tempo. 
Súmula 415 do STJ: O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena 
cominada. 
Citação por hora certa é constitucional. É constitucional a citação com hora certa no âmbito do 
processo penal. STF. Plenário. RE 635145/RS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Luiz 
Fux, julgado em 1º/8/2016 (repercussão geral) (Info 833). 
Produção antecipada de provas e oitiva de testemunhas policiais. Existe um argumento no sentido de 
que se as testemunhas forem policiais, deverá haver autorizada a sua oitiva como prova antecipada, 
considerando que os policiais lidam diariamente com inúmeras ocorrências e, se houvesse o decurso 
do tempo, eles iriam esquecer dos fatos. Esse argumento é aceito pela jurisprudência? A oitiva das 
testemunhas que são policiais é considerada como prova urgente para os fins do art. 366 do CPP? * 1ª 
corrente: SIM. É justificável a antecipação da colheita da prova testemunhal com arrimo no art. 366 do 
CPP nas hipóteses em que as testemunhas são policiais. O atuar constante no combate à criminalidade 
expõe o agente da segurança pública a inúmeras situações conflituosas com o ordenamento jurídico, 
sendo certo que as peculiaridades de cada uma acabam se perdendo em sua memória, seja pela 
frequência com que ocorrem, ou pela própria similitude dos fatos, sem que isso configure violação à 
garantia da ampla defesa do acusado. STJ. 3ª Seção. RHC 64.086-DF, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Rel. para 
acórdão Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 23/11/2016 (Info 595). * 2ª corrente: NÃO. Não serve 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
110 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
como justificativa a alegação de que as testemunhas são policiais responsáveis pela prisão, cuja própria 
atividade contribui por si só, para o esquecimento das circunstâncias que cercam a apuração da suposta 
autoria de cada infração penal: STF. 2ª Turma. HC 130038/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
3/11/2015 (Info 806). 
Nulidade da intimação por edital de réu preso. Preso o réu durante o curso do prazo da intimação por 
edital da sentença condenatória, essa intimação fica prejudicada e deve ser efetuada pessoalmente. Se 
o réu está preso durante o prazo do edital, ele deverá ser intimado pessoalmente da sentença 
condenatória, na forma do art. 392, I, CPP, restando prejudicada a intimação editalícia. STJ. 6ª Turma. 
RHC 45584/PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 3/5/2016 (Info 583) 
 
EMENDATIO LIBELLI (ART. 383, CPP) MUTATIO LIBELLI (ART. 384, CPP) 
Não há alteração em relação ao fato delituoso, 
limitando-se o juiz a modificar a classificação 
formulada na peça acusatória, ainda que tenha 
que aplicar pena mais grave, em razão de 
eventuais equívocos existentes na inicial 
acusatória 
Durante o curso da instrução processual, surge 
uma elementar ou circunstância não contida na 
peça acusatória. 
Juiz pode realizar de ofício. 
Deve o MP aditar a peça acusatória, ouvindo-se a 
defesa no prazo de 5 dias. Haverá novo 
interrogatório e oitiva de no máximo 3 
testemunhas. 
É cabível na 2ª instância. Não é cabível na 2ª instância (Súmula 453 STF). 
 
15 Procedimentos: processo comum; processos especiais; Lei nº 8.038/1990 – normas procedimentais 
para os processos perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). 
PROCEDIMENTO ORDINÁRIO 
Oferecimento da 
Denúncia/Queixa
Juizo de Admissibilidade da 
acusação (Rejeição ou 
Recebimento)
Citação
Apresentação de resposta à 
acusação (Prazo = 10 dias)
Decisão sobre absolvição 
sumária ou designação de 
audiência
Audiência de instrução. Pode 
haver diligências (art. 402 
CPP). Alegações Finais Orais 
(20 min, prorrogáveis por 
mais 10min) ou memoriais 
em 5 dias.
Sentença
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
111 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
TRIBUNAL DO JÚRI 
 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO TRIBUNAL DO JÚRI 
Plenitude de Defesa. 
Sigilo das Votações. 
Soberania dos Vereditos. 
Competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. 
 
1ª Fase – Iudicium Accusationis ou Sumário da Culpa 
 
 
 
 Procedimento do Júri Procedimento Ordinário 
Prazo para 
conclusão 
90 dias - 
Máximo de 
testemunhas 
8 8 
Oitiva do MP 
após a resposta 
à acusação 
Sim Não há previsão legal 
Momento da 
Absolvição 
Sumária 
#ATENÇÃO 
Após as alegações finais Após a resposta à acusação 
Oferecimento da 
Denúncia/Queixa
Juizo de Admissibilidade da 
acusação (Rejeição ou 
Recebimento)
Citação
Apresentação de resposta à 
acusação (Prazo = 10 dias)
Oitiva do MP em réplica 
(Prazo = 5 dias)
Audiência de instrução c/ 
Alegações Finais Orais (20 
min, prorrogáveis por mais 
10min)
Decisão (em audiência ou 10 
dias):
1) Impronúncia
2) Absolvição Sumária
3) Desclassificação
4) Pronúncia
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
112 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Diligências da 
instrução 
Não há previsão legal (mas é possível 
com fundamento no art. 156, inc. II do 
CPP). 
Sim (Art. 402, CPP) 
Alegações 
Finais 
Apenas orais (mas mesmo sem previsão 
legal, é comum a substituição no dia a 
dia). 
Orais ou em memoriais 
Defesa genérica 
nas Alegações 
Finais 
Possibilidade de negativa geral dos 
fatos, como estratégia da defesa para 
não antecipar a tese a ser utilizada em 
Plenário. 
Não é possível, sob pena de nulidade 
 
Decisão Hipóteses Recurso Cabível 
Impronúncia (art. 
414 CPP) 
O juiz não se convencer da: 
- Materialidade do fato; 
- Existência de indícios suficientes de 
autoria ou participação. 
Apelação (art. 416 do CPP) 
Absolvição 
Sumária (art. 415 
CPP) 
I – provada a inexistência do fato; 
II – provado não ser ele autor ou 
partícipe do fato; 
III – o fato não constituir infração 
penal; 
IV – demonstrada causa de isenção de 
pena ou de exclusão do crime 
(EXCETO INIMPUTABILIDADE por 
doença mental ou desenvolvimento 
mental incompleto ou retardado, 
quando esta não for a única tese 
defensiva). 
Apelação (art. 416 do CPP) 
Desclassificação 
(art. 419 CPP) 
 
Decisão através da qual o Juiz singular 
desclassifica o delito para outro que 
não seja doloso contra a vida. 
RESE (Doutrina e Jurisprudência, 
interpretação do art. 581, II do CPP ) 
Pronúncia 
Convencido da materialidade do fato e 
da existência de indícios suficientes de 
autoria ou de participação. 
#OLHAOGANCHO: Na pronúncia 
vigora o princípio do in dubio pro 
societate, assim, na dúvida quanto à 
existência do crime ou em relação à 
autoria ou participação, deve o juiz 
pronunciar o acusado. 
RESE (Art. 581, inc. IV, do CPP). 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
113 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
DESAFORAMENTO 
CONCEITO: 
Deslocamento da competência territorial de uma comarca para outra, a fim de 
que nesta seja realizado o Julgamento pelo Tribunal do Júri. O desaforamento 
deverá ser para outra comarca da mesma região, onde não existam os motivos, 
preferindo-se as mais próximas. 
HIPÓTESES: 
Interesse de ordem pública. 
Dúvida sobre a imparcialidade do júri. 
Falta de segurança pessoal do acusado. 
Quando o julgamento não for realizado no prazode 6 (seis) meses, contado da 
preclusão da decisão de pronúncia, desde que comprovado o excesso de serviço 
e evidenciado que a demora não foi provocada pela Defesa. 
LEGITIMADOS: 
Ministério Público; 
Assistente da acusação; 
Querelante; 
Acusado; 
Representação do juízo competente. 
MOMENTO: 
Após o trânsito em julgado da decisão de pronúncia. 
#IMPORTANTE É possível o desaforamento após o julgamento pelos jurados se 
somadas duas condições: 1) houver nulidade da decisão; e 2) o fato tiver ocorrido 
durante ou após a realização do julgamento (art. 427, §4° do CPP). 
REAFORAMENTO: 
Possibilidade de, após ter sido determinado o desaforamento, retornar o processo 
ao juízo de origem. Em regra, não é admitido pelos Regimentos Internos dos 
Tribunais. Mas não há óbice a novo desaforamento, caso surjam motivos na 
comarca para a qual o julgamento foi transferido. 
RECURSOS: 
Não há previsão legal, mas a jurisprudência tem admitido a utilização de habeas 
corpus em favor do acusado. 
ACELERAÇÃO DO 
JULGAMENTO: 
Pedido formulado com base no art. 428, § 2°, do CPP: “Não havendo excesso de 
serviço ou existência de processos aguardando julgamento em quantidade que 
ultrapasse a possibilidade de apreciação pelo Tribunal do Júri, nas reuniões 
periódicas previstas para o exercício, o acusado poderá requerer ao Tribunal que 
determine a imediata realização do julgamento.” 
#ATENÇÃO apesar de a redação legal mencionar apenas o acusado, a doutrina 
entende que o Ministério Público, o querelante e o assistente também podem 
requerer. 
 
2ª Fase – Iudicium Causae 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
114 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
SÚMULA 713 DO STF: o efeito devolutivo da apelação contra decisões do júri é adstrito aos fundamentos 
da sua interposição. 
SÚMULA 712 DO STF: É nula a decisão que determina o desaforamento de processo da competência 
do júri sem audiência da defesa. 
SÚMULA VINCULANTE 45:A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por 
prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual. 
SÚMULA 603 DO STF:A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do juiz singular e 
não do tribunal do júri. 
SÚMULA 206 DO STF:É nulo o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado que funcionou 
em julgamento anterior do mesmo processo. 
 
16 Lei nº 9.099/1995 e suas alterações e Lei nº 10.259/2001 e suas alterações (juizados especiais cíveis e 
criminais). 
 
Preclusão da decisão de 
Pronúncia.
Intimação do MP e defesa 
para apresentar rol de 
testemunhas (máx. 5), juntar 
documentos e requerer a 
realzação de diligências (art. 
422, CPP - Prazo: 5 dias)
Juiz:
- ordenará diligências;
-fará relatório sucinto;
- determinará a inclusão em 
pauta da reunião do Tribunal 
do Júri
Com o comparecimento de 
no mínimo 15 jurados, o juiz 
sorteará 7 para a composição 
do Conselho de Sentença.
Possibilidade de recusa 
imotivada de até 3 jurados 
por parte (MP e Defesa)
Realização da exortação e 
compromisso pelos jurados
Tomadas das declarações do 
ofendido (se possível) e 
inquirição das testemunhas 
da acusação e da defesa. 
Interrogatório do acusado.
Início dos debates pelo MP 
(1h30min), podendo o 
Assistente de Acusação falar 
em seguida.
Debates da Defesa (1h30min)
Réplica do MP (1h) - não é 
obrigatória.
Tréplica da Defesa (1h) - não 
é obrigatória.
Votação pelos jurados (se 
estiverem aptos).
Juiz-Presidente profere 
sentença.
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
115 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS 
PRINCÍPIOS: 
oralidade, informalidade, economia processual, simplicidade, celeridade. 
#INOVAÇÃOLEGISLATIVA: A Lei nº 13.603, de 2018 acrescentou a 
simplicidade expressamente entre os princípios norteadores do processo 
perante o Juizado Especial. 
COMPETÊNCIA: 
Infrações penais de menor potencial ofensivo (contravenção penal e crimes 
com pena máxima não superior a 2 anos, cumulada ou não com multa). 
CITAÇÃO POR EDITAL: Incabível, os autos deverão ser remetidos ao juízo comum. 
FLAGRANTE: 
se o capturado assumir o compromisso de comparecer ao juizado ou a ele 
comparecer imediatamente, não será lavrado o APF, mas tão somente o 
TCO, com sua imediata liberação. 
MEDIDAS 
DESPENALIZADORAS: 
composição civil dos danos, transação penal, representação nos crimes de 
lesões corporais leves e culposas, suspensão condicional do processo. 
 
 TRANSAÇÃO PENAL 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO 
PROCESSO 
PENA Pena máxima </= 2 anos Pena mínima </= 1 ano 
REQUISITOS 
 
- Não reincidente em crime com PPL; 
Não se beneficiou do instituto nos 
últimos 5 anos; Art. 59, CP: favorável. 
 
- Não processado ou condenado por 
crime; Requisitos do sursis da pena; 
Art. 59, CP: favorável. 
CONSEQUÊNCIAS - Aplicação de uma PRD ou multa. 
Reparação do dano; Proibição de 
frequentar lugares e de se ausentar da 
comarca, sem autorização; 
Comparecer mensalmente em juízo; 
Outras condições judiciais. 
Período de prova: 2 a 4 anos. 
REVOGAÇÃO 
OBRIGATÓRIA 
- Caso seja descumprida, a ação penal 
poderá ser proposta 
(SV 35); 
- Homologação da transação não faz 
coisa julgada material. 
- Não reparar o dano ou for 
processado por crime. 
REVOGAÇÃO 
FACULTATIVA 
------ 
- For processado por contravenção 
penal ou não cumprir as demais 
condições. 
CUIDADOS 
ESPECIAIS 
- Momento: antes do recebimento da 
denúncia. 
- Não se trata de processo penal, mas 
apenas um procedimento. 
- Não gera reincidência ou maus 
antecedentes; 
- Após intensa divergência entre os 
Tribunais superiores, pacificou-se que 
o juiz pode determinar outras 
condições, como prestação de serviços 
à comunidade ou prestação pecuniária 
(INFO 668 DO STF; INFO 574 DO STJ); 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
116 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
- Cabe apelação contra a decisão que 
homologa. 
- Pode ser revogada mesmo após o 
período de prova, desde que motivado 
por atos ocorridos antes do seu 
término (INFO 658 DO STF E INFO 574 
DO STJ); 
- Suspende o prazo prescricional. 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
Súmula Vinculante 35: A homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/95 não faz 
coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando ao 
Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou 
requisição de inquérito policial. 
Súmula 696 DO STF: reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, 
mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao 
Procurador-Geral, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal. 
Súmula 723 do STJ: Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a 
soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um 
ano. 
Súmula 337 do STJ: É cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e na 
procedência parcial da pretensão punitiva. 
 
17 Prazos: características, princípios e contagem. 
 
Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não se interrompendo 
por férias, domingo ou dia feriado. 
§ 1o Não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o do vencimento. 
 § 2o A terminação dos prazos será certificada nos autos pelo escrivão; será, porém, considerado findo o 
prazo, ainda que omitida aquela formalidade, se feita a prova do dia em que começou a correr. 
 § 3o O prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-se-á prorrogado até o dia útil 
imediato. 
 § 4o Não correrão os prazos, se houver impedimento do juiz, força maior, ou obstáculo judicial oposto 
pela parte contrária. 
§ 5o Salvo os casos expressos, os prazos correrão: 
a) daintimação; 
b) da audiência ou sessão em que for proferida a decisão, se a ela estiver presente a parte; 
c) do dia em que a parte manifestar nos autos ciência inequívoca da sentença ou despacho. 
 
#ATENÇÃO #DEOLHONAJURIS 
O prazo dos embargos de declaração no processo penal ordinário é de 2 dias. Em matéria penal, o 
prazo para a oposição dos embargos de declaração é de 2 dias, de acordo com o art. 619 do CPP. Não 
se aplica CPC/2015 uma vez que o prazo no processo penal possui disciplina própria. STJ. Corte 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
117 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Especial. EDcl no AgRg no RE no AgRg no AREsp 759.484/PE, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 
01/08/2017. 
Prazo do agravo regimental no STJ: 5 dias corridos. O prazo para interposição de agravo regimental, 
em processo penal, é de 5 dias, de acordo com os arts. 39 da Lei nº 8.038/90 e 258 do RISTJ, os quais, 
mesmo após a entrada em vigor do CPC/2015, continuam sendo contados em dias corridos, nos termos 
do art. 798 do CPP STJ. 6ª Turma. AgInt no AREsp 943.297/ES, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado 
em 27/06/2017. 
 
18 Nulidades. 
 
✓ Os atos decisórios praticados por um juiz relativamente incompetente serão declarados nulos, 
todavia, os atos instrutórios, os atos de prova, podem ser aproveitados perante o juízo competente 
(art. 567, CPP). Já se a nulidade é ocasionada pela incompetência absoluta, nenhum ato será 
aproveitado perante o juízo competente. 
 
✓ Não haverá nulidade quando a defesa não apresenta alegações finais no rito do júri na fase anterior 
à pronúncia, pois constitui faculdade a apresentação dessas alegações, já que a defesa pode, 
estrategicamente, reservar para plenário suas argumentações para não adiantar a tese defensiva 
que pretende utilizar. 
 
Súmula 523 - STF: no processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência 
só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 
 
19 Recursos em geral. 
 
PRINCÍPIOS 
PRINCÍPIO DA 
VOLUNTARIEDADE 
O recurso está inserido na estratégia processual da parte. Se a parte 
entende que a decisão representa a justa medida, não tem o dever 
funcional de recorrer, podendo se conformar com ela, mesmo que lhe seja 
desfavorável. O recurso é pautado pela estratégia da parte, que só 
recorrerá se lhe for conveniente (art. 574, CPP). 
PRINCÍPIO DA 
UNIRECORRIBILIDADE 
(UNICIDADE OU 
SINGULARIDADE) 
Para cada decisão judicial caberá, em regra, apenas um recurso. 
PRINCÍPO DA 
FUNGIBILIDADE 
Por ele, um recurso inadequado pode ser conhecido como o recurso 
correto em homenagem à instrumentalidade das formas (art. 579, CPP). 
Requisitos (boa-fé, recurso errado no prazo do recurso certo e dúvida 
objetiva): 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
118 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
- Ausência de má-fé: para o STF, a má-fé será presumida quando o recurso 
apresentado goza de mais prazo do que o recurso correto, e o recorrente 
se beneficiou do excesso. 
- Ausência de erro grosseiro: para o STJ, é necessário que exista dúvida 
objetiva quanto ao recurso cabível naquela hipótese (REsp 611.877). Se não 
houver nenhuma divergência doutrinária ou jurisprudencial é tido como 
erro grosseiro 
PRINCÍPIO DA 
TAXATIVIDADE 
Para a decisão ser impugnável, deve haver previsão legal disciplinando a 
ferramenta disponível. Do contrário, a decisão não será recorrível. Por ele, 
os recursos da esfera penal estão taxativamente previstos em lei, não 
havendo recurso inominado ou de improviso. Esse princípio também é 
conhecido como princípio da legalidade recursal. 
#NÃOCONFUDA #SELIGANAJURIS Recursos. As hipóteses de cabimento 
de recurso em sentido estrito trazidas pelo art. 581 do CPP são: - exaustivas 
(taxativas); - admitem interpretação extensiva; - não admitem interpretação 
analógica. A decisão do juiz que revoga a medida cautelar diversa da prisão 
de comparecimento periódico em juízo (art. 319, I, do CPP) pode ser 
impugnada por meio de RESE? SIM, com base na intepretação extensiva 
do art. 581, V. O inciso V expressamente permite RESE contra a decisão do 
juiz que revogar prisão preventiva. Esta decisão é similar ao ato de revogar 
medida cautelar diversa da prisão. Logo, permite-se a interpretação 
extensiva neste caso. Em suma: é cabível recurso em sentido estrito contra 
decisão que revoga medida cautelar diversa da prisão. STJ. 6ª Turma. REsp 
1628262/RS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/12/2016 (Info 
596) 
PRINCÍPIO DA 
CONVOLAÇÃO 
Segundo Noberto Avena, a ferramenta impugnativa correta e adequada 
ao caso pode ser conhecida como se fosse outra, ainda mais propícia, 
cabendo ao Tribunal promover a convolação (exemplo: convolar a revisão 
criminal apresentada para combater sentença nula transitada em julgado 
no habeas corpus, já que este tramita em rito sumaríssimo e comporta a 
concessão de liminar). EX.: intempestivo o RO, deve ser recebido como HC 
substitutivo. 
PRINCÍPIO DA 
CONVERSÃO 
Por ele, o Tribunal incompetente para o qual foi endereçado o recurso, 
pode reapontar o recurso e encaminhá-lo ao órgão competente. Esse 
fenômeno é chamado de itinerância recursal. 
PRINCÍPIO DA NON 
REFORMATIO IN PEJUS 
(PRINCÍPIO DA 
PROIBIÇÃO DA 
REFORMA PIOR) 
No Processo Penal, uma forma de intimidar o recurso da defesa seria o 
temor de que o Tribunal piorasse a situação do réu. Por ele, quando o 
Tribunal julga recurso defensivo, a situação do réu não poderá ser piorada. 
Para a exasperação da situação do imputado é necessário que o Tribunal 
dê provimento a recurso da acusação. Nem mesmo em se tratando de erro 
material (STF: HC 83.545/SP; STJ: HC 163.851/RS). 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
119 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
PRINCÍPIO DA 
REFORMATIO IN 
MELLIUS (PRINCÍPIO DA 
REFORMA PARA 
MELHOR) 
Julgando recurso acusatório, o Tribunal está autorizado a julgar extra 
petita, podendo melhorar a situação do réu, mesmo que esse não seja o 
objeto do recurso. Para Luís Flávio Gomes, pode o Tribunal melhorar a 
situação do réu, julgando recurso acusatório, mesmo que, para tanto, 
decida extra petita. 
PRINCÍPIO DA 
DIALETICIDADE: 
Por ele o recorrente apresentará as suas razões recursais, de forma que a 
parte contrária terá condição de apresentar as suas contrarrazões 
(dialética), respeitando-se o princípio do contraditório. Através dele 
também haverá a fixação dos limites de atuação do Tribunal na apreciação 
do recurso. 
PRINCÍPIO DA 
COMPLEMENTARIDADE 
OU 
COMPLEMENTARIEDADE 
Por ele, o recorrente poderá complementar as razões recursais quando a 
decisão impugnada foi alterada pelo próprio juiz, em virtude dos seguintes 
fatores (a complementação só pode versar sobre o que foi alterado): - 
Provimento de embargos declaratórios apresentados pela parte contrária. 
- Correção exofficio de erros formais ou materiais na decisão. 
PRINCÍPIO DO DUPLO 
GRAU DE JURISDIÇÃO 
tem como fundamentos a falibilidade humana e a esperança de que o erro 
possa ser corrigido; o inconformismo natural do homem. 
 
PRAZO RECURSO 
48 HORAS 
CARTA TESTEMUNHÁVEL (art. 640, CPP). 
#ATENÇÃO Para contagem em horas, deve constar da certidão de intimação o horário 
da providência; caso contrário, o prazo será de dois dias. 
2 DIAS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO (art. 619, CPP), inclusive no STJ (art. 263, RISTJ). 
5 DIAS 
APELAÇÃO (art. 593, CPP) 
RESE (art. 586, CPP) 
AGRAVOS, inclusive de EXECUÇÃO (Súmulas 699 e 700 do STF), 
CORREIÇÃO PARCIAL 
RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS JUIZADOS ESPECIAIS E NO STF 
10 DIAS 
APELAÇÃO nos Juizados Especiais (Art. 82, Lei 9.099/95) 
EMBARGOS DE NULIDADE e EMBARGOS INFRINGENTES (art. 609, p. único, CPP). 
15 DIAS 
RECURSO ESPECIAL 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 
APELAÇÃO SUPLETIVA DA VÍTIMA não habilitada como assistente de acusação (art. 598, 
p. u, CPP)20 DIAS 
RESE contra lista de jurados (art. 586, p. único, c/c art. 585, XVI, CPP). 
OBS: Art. 426, §1º, CPP – “reclamação”: para alguns, teria revogado tacitamente o RESE 
contra lista de jurados 
 
#ATENÇÃO #DEOLHONAJURIS 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
120 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Julgamento por amostragem. O § 5º do art. 1.035 do CPC/2015 preconiza: § 5º Reconhecida a 
repercussão geral, o relator no Supremo Tribunal Federal determinará a suspensão do processamento 
de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a questão e tramitem no 
território nacional. O STF fixou as seguintes conclusões a respeito desse dispositivo: a) a suspensão 
prevista nesse § 5º não é uma consequência automática e necessária do reconhecimento da 
repercussão geral. Em outras palavras, ela não acontece sempre. O Ministro Relator do recurso 
extraordinário paradigma tem discricionariedade para determiná-la ou modulá-la; b) a possibilidade 
de sobrestamento se aplica aos processos de natureza penal. Isso significa que, reconhecida a 
repercussão geral em um recurso extraordinário que trata sobre matéria penal, o Ministro Relator 
poderá determinar o sobrestamento de todos os processos criminais pendentes que versem sobre a 
matéria; c) se for determinado o sobrestamento de processos de natureza penal, haverá, 
automaticamente, a suspensão da prescrição da pretensão punitiva relativa aos crimes que forem 
objeto das ações penais sobrestadas. Isso com base em uma interpretação conforme a Constituição 
do art. 116, I, do Código Penal; d) em nenhuma hipótese, o sobrestamento de processos penais 
determinado com fundamento no art. 1.035, § 5º, do CPC abrangerá inquéritos policiais ou 
procedimentos investigatórios conduzidos pelo Ministério Público; e) em nenhuma hipótese, o 
sobrestamento de processos penais determinado com fundamento no art. 1.035, § 5º, do CPC 
abrangerá ações penais em que haja réu preso provisoriamente; f) em qualquer caso de sobrestamento 
de ação penal determinado com fundamento no art. 1.035, § 5º, do CPC, poderá o juízo de piso, no 
curso da suspensão, proceder, conforme a necessidade, à produção de provas de natureza urgente. 
STF. Plenário. RE 966.177 RG/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 7/6/2017 (Info 868). #IMPORTANTE 
Recurso adesivo. Impossibilidade. Em matéria criminal, não deve ser conhecido recurso especial adesivo 
interposto pelo Ministério Público veiculando pedido em desfavor do réu. STJ. 6ª Turma. REsp 
1.595.636-RN, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 2/5/2017 (Info 605) 
A revisão da dosimetria da pena em recurso especial é admissível apenas diante de ilegalidade 
flagrante. Em regra, não cabe, no recurso especial, a revisão da dosimetria da pena estabelecida pelas 
instâncias ordinárias. Exceção: o STJ admite a mudança da pena no recurso especial em casos 
excepcionais quando ficar constatada ilegalidade flagrante, ou seja, quando houver manifesta violação 
dos critérios dos arts. 59 e 68, do Código Penal. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 711.268/CE, Rel. Min. 
Jorge Mussi, julgado em 13/12/2016. STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 301.889/MG, Rel. Min. Nefi Cordeiro, 
julgado em 13/12/2016. 
Não é possível a execução provisória da pena se ainda estão pendentes embargos de declaração. Não 
é possível a execução provisória da pena se foram opostos embargos de declaração contra o acórdão 
condenatório proferido pelo Tribunal de 2ª instância e este recurso ainda não foi julgado. A execução 
da pena depois da prolação de acórdão em segundo grau de jurisdição e antes do trânsito em julgado 
da condenação não é automática quando a decisão ainda é passível de integração pelo Tribunal de 
Justiça. STJ. 6ª Turma. HC 366907-PR, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 6/12/2016 (Info 595). 
Sentença de absolvição sumária e vedação de análise do mérito da ação penal em apelação. No 
julgamento de apelação interposta pelo Ministério Público contra sentença de absolvição sumária, o 
Tribunal não poderá analisar o mérito da ação penal para condenar o réu. Isso viola os princípios do 
juiz natural, do devido processo legal, da ampla defesa e do duplo grau de jurisdição. Neste caso, 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
121 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
entendendo que não era hipótese de absolvição sumária, o Tribunal deverá dar provimento ao recurso 
para determinar o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, a fim de que o processo prossiga 
normalmente, com a realização da instrução e demais atos processuais, até a prolação de nova 
sentença pelo magistrado. STJ. 6ª Turma. HC 260188-AC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 8/3/2016 
(Info 579). 
É proibido que o Tribunal, em recurso exclusivo da defesa, corrija equívoco aritmético cometido pelo 
juiz na sentença e aumente a pena. No âmbito de recurso exclusivo da defesa, o Tribunal não pode 
agravar a reprimenda imposta ao condenado, ainda que reconheça equívoco aritmético ocorrido no 
somatório das penas aplicadas. Configura inegável reformatio in pejus a correção de erro material no 
julgamento da apelação — ainda que para sanar evidente equívoco ocorrido na sentença condenatória 
— que importa em aumento das penas, sem que tenha havido recurso do Ministério Público nesse 
sentido. Assim, se o juiz cometeu um erro na sentença ao somar as penas, mas o Ministério Público 
não recorreu contra isso, não é possível que o Tribunal corrija de ofício em prejuízo do réu. STJ. 6ª 
Turma. HC 250455-RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 17/12/2015 (Info 576) 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
Súmula 604 do STJ: Mandado de segurança não se presta para atribuir efeito suspensivo a recurso 
criminal interposto pelo Ministério Público. 
Súmula 431-STF: É nulo o julgamento de recurso criminal, na segunda instância, sem prévia intimação, 
ou publicação da pauta, salvo em habeas corpus. 
Súmula 705-STF: A renúncia do réu ao direito de apelação, manifestada sem a assistência do defensor, 
não impede o conhecimento da apelação por este interposta. 
Súmula 709-STF: Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra 
a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela. 
Súmula 347-STJ: O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão. 
 
REVISÃO CRIMINAL 
CONCEITO: 
Trata-se de uma ação autônoma de impugnação, de competência originária dos 
Tribunais (ou da Turma Recursal no caso dos Juizados), por meio da qual a pessoa 
condenada requer ao Tribunal que reveja a decisão que a condenou (e que já 
transitou em julgado), sob o argumento de que ocorreu erro judiciário (art. 621, 
CPP). 
HIPÓTESES 
LEGAIS: 
I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou 
à evidência dos autos; 
II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou 
documentos comprovadamente falsos; 
III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do 
condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da 
pena. 
LEGITIMADOS: 
Réu ou seu procurador e, em caso de morte, seu 
cônjuge/ascendente/descendente/irmão. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
122 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
#ATENÇÃO MP não é legitimado, somente a defesa. 
PRAZO: 
A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo, antes da extinção da pena ou 
após. 
ABSOLVIÇÃO 
IMPRÓPRIA: 
A doutrina admite revisão criminal em face da sentença absolutória imprópria, já 
que, a despeito de não se tratar de sentença condenatória (como exige o art. 621 
do CPP), trata-se de sentença com efeitos, por vezes, mais graves que os de uma 
sentença condenatória, pois se aplica medida de segurança ao “absolvido”. Assim, 
aquele que foi absolvido mediante sentença absolutória imprópria tem interesse de 
agir para o manejo da revisão criminal, pois eventual decisão favoráveltrará algum 
benefício ao requerente. 
RESULTADO: 
A revisão criminal se presta às hipóteses taxativas do art. 626 do CPP: "Julgando 
procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver 
o réu, modificar a pena ou anular o processo". 
 
#FICAADICA: O STJ decidiu que o Tribunal pode, a qualquer momento e de ofício, desconstruir acórdão 
de revisão criminal que, de maneira fraudulenta, tenha absolvido o réu, quando, na verdade, o 
posicionamento que prevaleceu na sessão de julgamento foi pelo indeferimento do pleito revisional. 
 
20 Habeas corpus e seu processo. 
 
✓ Dosimetria da pena e negativa de autoria não são aferíveis por meio de HC, em razão das 
restrições ao exame fático e probatório. 
 
✓ Súmula 395 - STF: Não se conhece de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver sobre o ônus 
das custas, por não estar mais em causa a liberdade de locomoção. 
✓ Súmula 606 - STF: Não cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de turma, ou 
do plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. 
✓ Súmula 693 - STF: Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo 
a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada. 
✓ Súmula 695 - STF: Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade. 
✓ Súmula 208 - STF: O assistente do Ministério Público não pode recorrer, extraordinariamente, de 
decisão concessiva de "habeas corpus". 
 
✓ O habeas corpus não é meio processual adequado para o apenado obter autorização de visita de 
sua companheira no estabelecimento prisional (Info 827 - STF). 
✓ Pena de suspensão do direito de dirigir veículo automotor: não cabe Habeas Corpus (INFO 550 - 
STJ). 
✓ Não cabe HC para se discutir se houve dolo eventual ou culpa consciente em homicídio praticado 
na direção de veículo automotor (Info 826 - STF). 
 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
123 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
✓ Pessoa sem ter capacidade postulatória que impetra um HC e este é negado, poderá ingressar 
com recurso contra a decisão? Info 747 – STF: 
▪ 1ª Turma do STF: SIM; 
▪ 2ª Turma do STF e STJ: NÃO. 
 
#CONSOLIDAÇÃODEENTENDIMENTO: NÃO é cabível habeas corpus em face de decisão monocrática 
proferida por Ministro do STF. STF. Plenário. HC 105959/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o 
acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 17/2/2016 (Info 814). 
 
21 Normas processuais da Lei nº 7.210/1984 e suas alterações (execução penal). 
 
CLASSIFICAÇÃO DO PRESO (Lei 13.167/2015) #INOVAÇÃOLEGISLATIVA 
PRESOS PROVISÓRIOS PRESOS CONDENADOS 
Os presos provisórios ficarão separados de acordo 
com os seguintes critérios: 
I - acusados pela prática de crimes hediondos ou 
equiparados; 
II - acusados pela prática de crimes cometidos 
com violência ou grave ameaça à pessoa; 
III - acusados pela prática de outros crimes ou 
contravenções diversos dos apontados nos incisos 
I e II. 
Os presos condenados definitivamente ficarão 
separados de acordo com os seguintes critérios: 
I - condenados pela prática de crimes hediondos 
ou equiparados; 
II - reincidentes condenados pela prática de crimes 
cometidos com violência ou grave ameaça à 
pessoa; 
III - primários condenados pela prática de crimes 
cometidos com violência ou grave ameaça à 
pessoa; 
IV - demais condenados pela prática de outros 
crimes ou contravenções em situação diversa das 
previstas nos incisos I, II e III. 
 
#ATENÇÃO #NÃOCONFUNDA 
 
EXAME DE CLASSIFICAÇÃO EXAME CRIMINOLÓGICO 
Realizado quando ingressa no sistema. Realizado durante a execução. 
Amplo e genérico. Específico. 
Orienta o modo de cumprimento da pena, norte 
da ressocialização. 
Busca construir prognóstico de periculosidade, 
partindo do binômio delito-deliquente. 
Envolve aspectos relacionados com a 
personalidade do condenado, seus antecedentes, 
sua vida familiar e social, sua capacidade 
laborativa. 
Feito pela comissão técnica de classificação. 
Envolve a parte psicológica e psiquiátrica 
atestando a maturidade e disciplina do 
reeducando, sua capacidade de suportar 
frustrações. 
- É um prognóstico criminológico. 
 
#SELIGA: O exame criminológico e o exame de classificação também não se confundem com a 
identificação do perfil genético previsto no artigo 9-A da LEP, que serve para guardar dados que podem, 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
124 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
no futuro, subsidiar eventual investigação, seja pela Polícia Civil ou pela Polícia Federal. Requisitos: autor 
de crime doloso, praticado com violência de natureza grave contra a pessoa ou delito hediondo. 
 
#AJUDAMARCINHO #COLANARETINA 
 
 CONSEQUÊNCIAS DA FALTA GRAVE 
ATRAPALHA NÃO INTERFERE 
PROGRESSÃO: interrompe o prazo para a 
progressão de regime. 
LIVRAMENTO CONDICIONAL: não interrompe o 
prazo para obtenção de livramento condicional 
(Súmula 441-STJ). 
INDULTO E COMUTAÇÃO DE PENA: não interfere no 
tempo necessário à concessão de indulto e 
comutação da pena, salvo se o requisito for 
expressamente previsto no decreto presidencial 
(Súmula 535 – STJ). 
REGRESSÃO: acarreta a regressão de regime. 
SAÍDAS: revogação das saídas temporárias. 
REMIÇÃO: perda de até 1/3 do tempo remido. 
SANÇÕES DISCIPLINARES: pode sujeitar o 
condenado ao RDD; acarretar suspensão ou 
restrição de direitos e isolamento. 
 
#SELIGA A prática de falta grave interrompe o prazo para a concessão da saída temporária e para o 
trabalho externo? 
O tema é polêmico, estando o STJ dividido: 
SIM. 5ª Turma do STJ. HC 374086/DF, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 20/06/2017. 
NÃO. 6ª Turma do STJ. AgRg no REsp 1549712/DF, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 17/10/2017. 
#DEOLHONAJURIS Inobservância do perímetro rastreado pelo monitoramento eletrônico não configura 
falta grave. A não observância do perímetro estabelecido para monitoramento de tornozeleira eletrônica 
configura mero descumprimento de condição obrigatória que autoriza a aplicação de sanção disciplinar, 
mas não configura, mesmo em tese, a prática de falta grave. Não confundir: • Apenado que rompe a 
tornozeleira eletrônica ou mantém a bateria sem carga suficiente: falta grave. • Apenado que descumpre 
o perímetro estabelecido para tornozeleira eletrônica: não configura a prática de falta grave. STJ. 6ª 
Turma. REsp 1519802-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 10/11/2016 (Info 595). 
 
PRESCRIÇÃO DE FALTA GRAVE: Apesar do silêncio da LEP, o STF entende que, por analogia, deve ser 
aplicado o prazo prescricional penal mínimo de 3 anos (art. 109, VI do CP). 
 
AUTORIZAÇÕES DE SAÍDA 
SAÍDA TEMPORÁRIA PERMISSÃO DE SAÍDA 
Cunho ressocializador Cunho humanitário 
Concedida por ato motivado do Juiz da 
execução, ouvidos o Ministério Público e a 
administração penitenciaria e dependerá da 
satisfação dos seguintes requisitos: 
I - comportamento adequado; 
Concedida pelo diretor do estabelecimento onde 
se encontra o preso. 
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125 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da 
pena, se o condenado for primário, e 1/4 (um 
quarto), se reincidente; 
III - compatibilidade do benefício com os 
objetivos da pena. 
A autorização será́ concedida por prazo não 
superior a 7 (sete) dias, podendo ser renovada 
por mais 4 (quatro) vezes durante o ano. 
Não há prazo determinado, pois está vinculada à 
finalidade, mediante vigilância direta. 
Regime semiaberto. 
Regime fechado ou semiaberto e os presos 
provisórios. 
I - visita à família; 
II - frequência a curso supletivo profissionalizante, 
bem como de instrução do 2o grau ou superior, 
na Comarca do Juízo da Execução; 
III - participação em atividades que concorram 
para o retorno ao convívio social. 
I - falecimento ou doença grave do cônjuge, 
companheira,ascendente, descendente ou 
irmão; 
 II - necessidade de tratamento médico. 
 
REMIÇÃO DE PENA 
REMIÇÃO PELO TRABALHO REMIÇÃO PELO ESTUDO 
Somente é aplicada se o condenado cumpre pena 
em regime fechado ou semiaberto. 
Pode ser aplicada ao condenado que cumpra 
pena em regime fechado, semiaberto, aberto ou, 
ainda, que esteja em livramento condicional. 
Abatimento de 1 dia de pena a cada 3 dias de 
trabalho. 
Abatimento de 1 dia de pena a cada 12 horas de 
estudo, dividas em pelo menos 3 dias. 
O tempo a remir será acrescido de 1/3 no caso de 
conclusão do ensino fundamental, médio ou 
superior durante o cumprimento da pena (art. 126, 
§3° da LEP). 
 
#DEOLHONAJURIS #INFORMATIVOS 
 
É possível a remição pela participação em coral musical. O reeducando tem direito à remição de sua 
pena pela atividade musical realizada em coral. STJ. 6ª Turma.REsp 1666637-ES, Rel. Min. Sebastião Reis 
Júnior, julgado em 26/09/2017 (Info 613) 
Trabalho cumprido em jornada inferior ao mínimo legal pode ser aproveitado para fins de remição caso 
tenha sido uma determinação da direção do presídio. Segundo o art. 30 da LEP, a jornada diária de 
trabalho do apenado deve ser de, no mínimo, 6 horas e, no máximo, 8 horas. Apesar disso, se um 
condenado, por determinação da direção do presídio, trabalha 4 horas diárias (menos do que prevê a 
Lei), este período deverá ser computado para fins de remição de pena. Como esse trabalho do preso foi 
feito por orientação ou estipulação da direção do presídio, isso gerou uma legítima expectativa de que 
ele fosse aproveitado, não sendo possível que seja desprezado, sob pena de ofensa aos princípios da 
segurança jurídica e da proteção da confiança. Vale ressaltar, mais uma vez, o trabalho era cumprido 
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126 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
com essa jornada por conta da determinação do presídio e não por um ato de insubmissão ou de 
indisciplina do preso. STF. 2ª Turma. RHC 136509/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 4/4/2017 (Info 
860). 
 
PROGRESSÃO DE REGIME LIVRAMENTO CONDICIONAL 
Visa a reinserção gradativa do sentenciado ao 
convívio social, através do sistema progressivo, 
passando de um regime mais rigoroso para um 
menos rigoroso. 
Forma de liberdade antecipada para crimes em 
que a pena privativa de liberdade seja igual ou 
superior a dois anos. 
Requisito Objetivo: 
1/6 :Crimes comuns e Crimes hediondos 
cometidos antes da vigência da Lei n° 11.464/2007 
(SV 26) 
2/5: Crimes hediondos – primário 
3/5: Crimes hediondos – reincidente 
#ATENÇÃO: Nos crimes contra a administração 
pública em que decorra prejuízo ou 
enriquecimento ilícito, impõe-se, como condição 
para a progressão de regime, a reparação integral 
do dano causado ou a devolução do produto do 
ilícito praticado, com os acréscimos legais, nos 
termos do artigo 33, §4o, do Código Penal. 
Requisitos Objetivos: 
1/3: Crimes comuns - primário 
1/2: Crimes comuns - reincidente 
2/3: Crimes hediondos – primário 
Não se admite para o reincidente em crime 
hediondo. 
-Tenha reparado o dano, salvo efetiva 
impossibilidade de fazê-lo. 
Requisito Subjetivo: 
Bom comportamento carcerário. 
Requisitos Subjetivos: 
Comprovado comportamento satisfatório durante 
a execução da pena, bom desempenho no 
trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para 
prover à própria subsistência mediante trabalho 
honesto. 
#ATENÇÃO Para o condenado por crime doloso, 
cometido com violência ou grave ameaça à 
pessoa, a concessão do livramento ficará também 
subordinada à constatação de condições pessoais 
que façam presumir que o liberado não voltará a 
delinquir. 
A prática de falta grave interrompe o prazo para 
progressão de regime. 
A prática de falta grave NÃO interrompe o prazo 
para o Livramento Condicional (Súmula 441 – STJ0 
 
#DEOLHONAJURIS #INFORMATIVOS 
 
O indulto da pena privativa de liberdade não alcança a pena de multa se o condenado parcelou este 
valor para ter direito à progressão de regime. O indulto da pena privativa de liberdade não alcança a 
pena de multa que tenha sido objeto de parcelamento espontaneamente assumido pelo sentenciado. O 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
127 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
acordo de pagamento parcelado da sanção pecuniária deve ser rigorosamente cumprido sob pena de 
descumprimento de decisão judicial, violação ao princípio da isonomia e da boa-fé objetiva. STF. Plenário. 
EP 11 IndCom-AgR/DF, rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 8/11/2017 (Info 884). 
Data da prisão preventiva como marco inicial do tempo para a progressão de regime. Se o condenado 
estava preso preventivamente, a data da prisão preventiva deve ser considerada como termo inicial para 
fins de obtenção de progressão de regime e demais benefícios da execução penal, desde que não ocorra 
condenação posterior por outro crime apta a configurar falta grave. STF. 1ª Turma. RHC 142463/MG, Rel. 
Min. Luiz Fux, julgado em 12/9/2017 (Info 877). 
Condenado tem direito à progressão a partir da data em que preenche requisitos legais. A data-base 
para subsequente progressão de regime é aquela em que o reeducando preencheu os requisitos do art. 
112 da LEP e não aquela em que o Juízo das Execuções deferiu o benefício. A decisão do Juízo das 
Execuções que defere a progressão de regime é declaratória (e não constitutiva). Algumas vezes, o 
reeducando preenche os requisitos em uma data, mas a decisão acaba demorando meses para ser 
proferida. Não se pode desconsiderar, em prejuízo do reeducando, o período em que permaneceu 
cumprindo pena enquanto o Judiciário analisava seu requerimento de progressão. STF. 2ª Turma. HC 
115254, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 15/12/2015. STJ. 6ª Turma. HC 369774/RS, Rel. Min. Rogerio 
Schietti Cruz, julgado em 22/11/2016 (Info 595). 
A decisão que indefere o pedido do condenado para ser dispensado do uso da tornozeleira eletrônica 
deverá apontar a necessidade da medida no caso concreto.A manutenção de monitoramento por meio 
de tornozeleira eletrônica sem fundamentação concreta evidencia constrangimento ilegal ao apenado. 
No caso concreto, o condenado pediu para ser dispensado do uso da tornozeleira alegando que estava 
sendo vítima de preconceito no trabalho e faculdade e que sempre apresentou ótimo comportamento 
carcerário. O juiz indeferiu o pedido sem enfrentar o caso concreto, alegando simplesmente, de forma 
genérica, que o monitoramente eletrônico é a melhor forma de fiscalização do trabalho externo. Essa 
decisão não está adequadamente motivada porque não apontou a necessidade concreta da medida. STJ. 
6ª Turma. HC 351273-CE, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 2/2/2017 (Info 597). 
Se a defesa ainda não foi intimada do acórdão condenatório, não é possível se iniciar a execução 
provisória da pena. Pedro foi condenado a uma pena de 8 anos de reclusão e o TJ manteve a 
condenação. O Ministério Público foi intimado do acórdão e requereu que o Tribunal determinasse 
imediatamente a prisão do condenado, dando início à execução provisória da pena. Vale ressaltar, no 
entanto, que a Defensoria Pública ainda não foi intimada do acórdão. Diante deste caso, o TJ poderá 
determinar a imediata prisão do condenado, mesmo antes da intimação da defesa acerca do acórdão? 
NÃO. Se ainda não houve a intimação da Defensoria Pública acerca do acórdão condenatório, mostra-
se ilegal a imediata expedição de mandado de prisão em desfavor do condenado. Como a Defensoria 
Pública ainda não foi intimada, não se encerrou a jurisdição em 2ª instância, considerando que é possível 
que interponha embargos de declaração, por exemplo. STJ. 5ª Turma. HC 371870-SP, Rel. Min. Felix 
Fischer, julgado em 13/12/2016 (Info 597). 
#DIVRGÊNCIA É possível a execução provisória de penas restritivas de direito? • SIM. A execução 
provisória de pena restritiva de direitos imposta em condenação de segunda instância,ainda que 
pendente o efetivo trânsito em julgado do processo, não ofende o princípio constitucional da presunção 
de inocência. STF. 1ª Turma. HC 141978 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 23/06/2017. • NÃO. Não é 
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128 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
possível a execução da pena restritiva de direitos antes do trânsito em julgado da condenação. STJ. 3ª 
Seção. EREsp 1.619.087-SC, Rel. para acórdão Min. Jorge Mussi, julgado em 14/6/2017 (Info 609). 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
Súmula 192/STJ: Compete ao Juízo das Execuções Penais do Estado a execução das penas impostas a 
sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos à 
administração estadual. 
Súmula 439/STJ: Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão 
motivada. 
Súmula 491/STJ: É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional. 
Súmula 493/STJ: inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao 
regime aberto. 
Súmula 520/STJ: O benefício de saída temporária no âmbito da execução penal é ato jurisdicional 
insuscetível de delegação à autoridade administrativa do estabelecimento prisional. 
Súmula 526/STJ: O reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento de fato definido como 
crime doloso no cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória no processo penal instaurado para apuração do fato. 
Súmula 533/STJ: Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é 
imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, 
assegurado o direito de defesa, a ser realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado. 
Súmula Vinculante 9: O disposto no artigo 127 da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal) foi recebido 
pela ordem constitucional vigente, e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58. 
#APOSTACICLOS Súmula Vinculante 56: A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a 
manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa hipótese, 
os parâmetros fixados no RE 641.320/RS. 
DÉFICIT DE VAGAS NO ESTABELECIMENTO ADEQUADO E PARÂMETROS ADOTADOS NO RE 
641.320/RS (PARTE FINAL DA SV). 
O que fazer em caso de déficit de vagas no estabelecimento adequado? Havendo “déficit” de vagas, 
deve ser determinada: 
1) a saída antecipada de sentenciado no regime com falta de vagas; 
2) a liberdade eletronicamente monitorada ao sentenciado que sai antecipadamente ou é posto em 
prisão domiciliar por falta de vagas; 
3) o cumprimento de penas restritivas de direito e/ou estudo ao sentenciado que progrida ao regime 
aberto. 
Súmula 700/STF: É de cinco dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução 
penal. 
Súmula 715/STF: A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento, determinado 
pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, como o 
livramento condicional ou regime mais favorável de execução. 
Súmula 716/STF: Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata 
de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
129 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
Súmula 717/STF: Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não 
transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL3 
 
 
1 Constituição: conceito e classificação; conteúdo da Constituição; normas constitucionais materiais e 
formais; supremacia da Constituição. 
 
O Direito Constitucional, para ser conceituado, precisa que sejam interligados três sentidos: o 
científico, o objetivo e o subjetivo. 
O sentido científico, segundo José Afonso da Silva, conceitua como sendo o ramo do direito 
público que expõe, interpreta e sistematiza os princípios e normas fundamentais do Estado. No sentido 
objetivo, segundo Uadi Bulos, é o conjunto de normas supremas, encarregadas de organizar a estrutura 
do Estado e delimitar as relações de poder. Por fim, no sentido subjetivo, é a posição jurídica de vantagem 
que deve reconhecer a alguém, em virtude da incidência concreta de normas integrantes do direito 
constitucional objetivo. Essa é a acepção do termo quando se afirma que alguém tem o direito 
constitucional de ir e vir. 
O objeto de estudo do Direito Constitucional é tudo o que foi constitucionalizado por quem 
elaborou a constituição, assim, são todas as normas material e formalmente constitucionais. Assim, em 
sentido científico, estuda de forma sistematizada os ordenamentos constitucionais, em especial as que 
tratam da forma e da organização do Estado, da divisão dos poderes, dos direitos e garantias 
fundamentais e das finalidades básicas que devem direcionar a atuação estatal, enquanto em sentido 
objetivo, o objeto de estudo do Direito Constitucional é a produção e a organização das normas que 
estabelecem, integram ou modificam o ordenamento constitucional, independentemente de seu 
conteúdo (constituição formal), bem como das normas que disciplinam qualquer matéria que interesse 
ao Direito Constitucional, independentemente de sua fonte normativa (constituição material). 
Por fim, a natureza do Direito Constitucional, pode ser conceituada em sentido científico e sentido 
normativo. No sentido científico, é ramo do direito público, já que cuida de relações jurídicas que 
envolvem a figura do Estado. Nos casos de adoção de constituições prolixas, como ocorre no Brasil, 
ocorre a constitucionalização do direito privado, que se materializa através da disciplina constitucional de 
institutos do direito privado, da interpretação conforme a constituição de disposições normativas 
referentes ao direito privado e de teorias e decisões que defendem a eficácia horizontal (tema abordado 
mais à frente) dos direitos fundamentais no âmbito das relações privadas. Já no sentido normativo, a 
natureza dos preceitos constitucionais, apresentam características como a supremacia constitucional, que 
pode ser material ou formal, maior abertura semântica, politicidade e transversalidade. 
 
➢ TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 
A Constituição é o objeto de estudo do Direito Constitucional. Trata-se da lei fundamental e 
suprema de um Estado, criada pela vontade soberana do povo. Determina a organização político-jurídica 
do Estado, limita o poder estatal e estabelece direitos fundamentais. 
 
3 Por Tiago Pozza. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
130 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
São componentes da Constituição: 
a. Preâmbulo: quanto à natureza jurídica do preâmbulo, são três teses existentes: 
• TESE DA IRRELEVÂNCIA JURÍDICA: o preâmbulo está no ÂMBITO DA POLÍTICA, portanto, não 
possui relevância jurídica. Tese adotada pelo Brasil; 
• TESE DA PLENA EFICÁCIA: o preâmbulo tem a mesma eficácia jurídica das normas constitucionais; 
• TESE DA RELEVÂNCIA JURÍDICA INDIRETA: o preâmbulo faz parte das características jurídicas 
da Constituição Federal, entretanto, não deve ser confundido com as demais normas jurídicas desta. 
O STF, no julgamento da ADI 2.076, julgada em 2002, adotou a tese da irrelevância jurídica e 
decidiu que o preâmbulo não tem força normativa, sendo, portanto, mero vetor interpretativo. Por tal 
motivo, o preâmbulo não serve de parâmetro para controle de constitucionalidade. 
b. Corpo: é composto pelos artigos 1º a 250. 
c. ADCT: são os Atos das Disposições Constitucionais Transitórias, composto por normas de eficácia 
exaurível. Destina-se a realizar a transição do regime constitucional anterior para o atual. Trata-se 
de norma que seenquadra como elemento formal de aplicabilidade. 
 
José Afonso da Silva, traz ainda a classificação dos elementos da Constituição: 
a. Elementos Orgânicos: normas que regulam a estrutura do Estado e do Poder. Exemplo: Título III – 
Da Organização do Estado. 
b. Elementos Limitativos: normas que estabelecem direitos e garantias fundamentais, limitando a 
atuação do Poder Estatal. Exemplo: Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais. 
c. Elementos Socioideológicos: normas relativas a direitos sociais; compromisso estatal com o bem-
estar social. Exemplo: Capítulo II do Título II – Dos Direitos Sociais. 
d. Elementos de Estabilização Constitucional: normas que se destinam a prover solução de conflitos 
constitucionais. Buscam a defesa da Constituição, do Estado e das instituições democráticas. 
Exemplo: Intervenção (arts. 34 a 36). 
e. Elementos Formais de Aplicabilidade: são normas que contêm regras de aplicação da Constituição, 
como as constantes no ADCT e a norma que estabelece a aplicabilidade imediata dos direitos e 
garantias fundamentais. 
 
➢ FONTES FORMAIS 
Fontes de direito, em sentido amplo, são quaisquer atos ou fatos que produzam normas jurídicas 
(conceito material). Em sentido estrito, somente os atos ou fatos que estejam autorizados a produzir 
normas jurídicas (conceito formal). Assim, no Direito Constitucional, fontes formais são os atos ou fatos 
que são autorizados a produzir normas constitucionais, de acordo com o sistema constitucional vigente. 
Há ainda, as fontes diretas, que são as previstas e reguladas no âmbito do próprio ordenamento, 
e as fontes indiretas, aquelas disciplinadas por outras ordens jurídicas, mas recepcionadas, incorporadas 
ou aplicadas pelo ordenamento constitucional, como as normas de direito internacional que podem ser 
incorporadas com status de emenda constitucional e o caput do artigo 34 do ADCT, que recepcionou, 
ainda que transitoriamente, parte do sistema tributário da ordem constitucional anterior. 
Assim, são fontes diretas e formais a própria Constituição Federal, as emendas constitucionais e 
as emendas constitucionais de revisão. Existem as fontes diretas e informais, que são as convenções 
constitucionais, os costumes constitucionais e as mutações constitucionais. E, por fim, as fontes indiretas 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
131 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
e formais, representadas pelos tratados internacionais sobre direitos humanos, desde que incorporados 
de acordo com o procedimento do § 3°, do artigo 5°, da Constituição Federal. 
 
➢ CALSSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 
 
Quanto ao Conteúdo 
✓ Material: Conjunto de normas, escritas ou costumeiras, relacionadas 
com temas considerados essenciais às funções que a Constituição deve 
desempenhar. O importante é o conteúdo delas, e não a fonte normativa em 
que veiculadas. 
✓ Formal: Conjunto de normas que, independentemente do conteúdo, 
consideram-se inseridas em ato escrito no qual se encontram os padrões 
normativos dotados de hierarquia jurídica superior. 
Quanto à Forma 
✓ Escrita/dogmática: formalizada em um texto escrito. 
✓ Não escrita/histórica: não há texto único centralizado. 
Quanto à Estabilidade 
✓ Flexível: é alterada da mesma forma que as leis inferiores. 
✓ Semirrígida: uma parte é flexível e outra é rígida. 
✓ Rígida: a alteração é mais difícil do que as leis inferiores. 
✓ Super-rígidas: uma parte é rígida e outra é imutável (DE ACORDO 
COM ALEXANDRE DE MORAES, A BRASILEIRA É SUPER RÍGIDA). 
✓ Imutáveis: todo o texto é imutável. 
Quanto à Origem 
✓ Outorgada: imposta pelo detentor do poder. 
✓ Promulgada: elaborada com ampla participação popular. 
✓ Cesarista (Bonapartista): o soberano edital o texto e, posteriormente, 
o submete a um referendo popular. 
✓ Pactuada (dualista): elaborada através de um pacto feito realizado 
entre os detentores do poder político. 
Quanto à 
Voluntariedade 
✓ Heterônoma é aquela que é imposta por outro país. 
✓ Autônoma: elaborada pelo próprio país. 
Quanto à Extensão 
✓ Sintética/concisa: apenas definem os princípios gerais da organização 
do Estado. 
✓ Analítica/prolixa: trata de muitos temas. 
 
OUTRAS CLASSIFCAÇÕES: Dirigente: traça metas; Normativa: sai do papel; Nominal: não consegue sair 
do papel; Semântica: legitima o status quo injusto; Ortodoxa: comprometida com uma ideologia 
específica; Compromissária (pluralista): contempla várias ideologias; Dúctil: não impõe um modelo de 
vida, mas apenas assegura as condições para o exercício do projeto de vida de cada pessoa; Balanço: 
visa reger o ordenamento por um determinado tempo. 
 
#OLHAOGANCHO – Há que se considerar, ainda, a classificação da Constituição como Constituição 
Garantia e Constituição Dirigente. A primeira, também chamada de Constituição-quadro, estatutária ou 
orgânica, funciona como um estatuto organizatório ou instrumento de governo, definindo competências 
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132 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
e regulando processos. Elas estabelecem princípios democráticos, republicanos, pluralistas e de Estado, 
buscando a garantia de liberdades e de direitos individuais e coletivos através da limitação do poder 
do Estado. Já a segunda, define finalidades e programas com o intuito de ordenar as ações futuras da 
política estatal. 
 
3 Interpretação da Constituição: hermenêutica constitucional; critério da interpretação conforme. 
 
MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO 
Hermenêutico 
Clássico 
Tópico-
problemático 
(Theodor 
Viehweg) 
Hermenêutico-
concretizador 
(Konrad Hesse) 
Científico-
espiritual (Rudolf 
Smend) 
Normativo-
estruturante 
Critérios clássicos: 
gramatical, 
histórico, 
sistemático, 
teleológico 
Parte-se de um 
problema 
concreto para a 
norma 
Parte-se da CF 
para o problema 
A análise da CF 
deve levar em 
conta também a 
realidade social 
Não há identidade 
entre texto e 
norma, que 
compreende 
também um 
pedaço da 
realidade social 
 
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL 
UNIDADE DA 
CONSTITUIÇÃO 
O texto constitucional deve ser interpretado como um todo, de modo a 
evitar contradições entre suas normas. 
EFEITO 
INTEGRADOR 
Integração política e social e reforço da unidade política. 
MÁXIMA 
EFETIVIDADE 
Deve-se atribuir à norma constitucional o sentido que confira a ela maior 
eficácia, mais efetividade social. 
JUSTEZA 
Na interpretação constitucional, o órgão a um resultado que subverta ou 
perturbe o esquema organizatório funcional estabelecido pelo constituinte. 
HARMONIZAÇÃO 
Decorre da unidade da constituição. Os bens jurídicos tutelados pelo texto 
constitucional devem coexistir predomínio, em abstrato, de uns sobre outros. 
FORÇA 
NORMATIVA DA 
CONSTITUIÇÃO 
Deve-se dar prevalência aos pontos de vista que contribuem para a máxima 
eficácia e aplicabilidade do texto constitucional. 
INTERPRETAÇÃO 
CONFORME A 
CONSTITUIÇÃO 
Se a norma admite mais de um significado, deve-se dar preferência à 
interpretação compatível com o conteúdo da constituição. 
 
#APROFUNDANDO #INTERPRETAÇÃOCONFORME 
Esse princípio, criado pela jurisprudência alemã, se aplica à interpretação das normas infraconstitucionais 
(e não da Constituição propriamente dita!). Trata-se de técnica interpretativa cujo objetivo é preservar a 
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133 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
validade das normas, evitando que sejam declaradas inconstitucionais. Ao invés de se declarar a norma 
inconstitucional, o Tribunal busca dar-lhe uma interpretação que a conduza à constitucionalidade. 
Essa técnica somente deverá ser usada diante de normas polissêmicas, plurissignificativas (normas com 
várias interpretações possíveis). Assim, no caso de normas com várias interpretações possíveis, deve-se 
priorizar aquela que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo constitucional. A partir deste princípio,tem-se que a regra é a manutenção da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade. 
Isso, desde que, obviamente, a interpretação dada à norma não contrarie sua literalidade ou sentido, a 
fim de harmonizá-la com a Constituição. 
“A interpretação conforme é uma técnica de eliminação de uma interpretação desconforme. O saque 
desse modo especial da interpretação não é feito para conformar um dispositivo subconstitucional aos 
termos da Constituição Positiva. Absolutamente! Ele é feito para descartar aquela particularizada 
interpretação que, incidindo sobre um dado texto normativo de menor hierarquia impositiva, torna esse 
texto desconforme à Constituição. Logo, trata-se de uma técnica de controle de constitucionalidade que 
só pode começar ali onde a interpretação do texto normativo inferior termina.” (STF, ADPF 54-
QO,27.04.2005). 
Outro ponto importante é que a interpretação conforme não pode deturpar o sentido originário das leis 
ou atos normativos. Não é possível ao intérprete “salvar” uma lei inconstitucional, dando-lhe uma 
significação “contra legem”. A interpretação conforme a Constituição tem como limite a razoabilidade, 
não podendo ser usada como ferramenta para tornar o juiz um legislador, ferindo o princípio da 
separação dos Poderes. Veja o que o Supremo decidiu a respeito: “Por isso, se a única interpretação 
possível contrariar o sentido inequívoco que o Poder Legislativo lhe pretendeu dar, não se pode aplicar 
o princípio da interpretação conforme a Constituição, que implicaria, em verdade, criação de norma 
jurídica, o que é privativo do legislador positivo” (STF, Repr. 1.417-7, em 09.12.1987). 
A interpretação conforme pode ser de dois tipos: com ou sem redução do texto. 
a) Interpretação conforme com redução do texto: Nesse caso, a parte viciada é considerada 
inconstitucional, tendo sua eficácia suspensa. Como exemplo, tem-se que na ADI 1.127-8, o STF 
suspendeu liminarmente a expressão “ou desacato”, presente no art. 7º, § 7º, do Estatuto da OAB. 
b) Interpretação conforme sem redução do texto: Nesse caso, exclui-se ou se atribui à norma um sentido, 
de modo a torná-la compatível com a Constituição. Pode ser concessiva (quando se concede à norma 
uma interpretação que lhe preserve a constitucionalidade) ou excludente (quando se exclua uma 
interpretação que poderia torná-la inconstitucional). 
 
4 Aplicabilidade das normas constitucionais: classificação quanto à eficácia; normas programáticas. 
 
EFICÁCIA 
PLENA 
✓ São de aplicação direta e imediata, independem de uma lei para produzirem 
seus efeitos. Desde a sua promulgação estão aptas para produzir todos os seus 
efeitos, independentemente de qualquer norma integrativa infraconstitucional. 
EFICÁCIA 
CONTIDA 
✓ Assim como as plenas são de eficácia direta e imediata. No entanto, podem ter 
sua abrangência reduzida por uma norma infraconstitucional, por uma norma 
da própria CF, ou por preceitos ético-jurídicos, como a moral e o bom costume 
(#SELIGANOTERMO: “normas de contenção”). 
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134 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
EFICÁCIA 
LIMITADA 
✓ São de aplicação mediata ou indireta, pois há necessidade de uma lei para 
mediar sua aplicação. Se não houver a lei, não produz efeitos. Mesmo com a 
sua promulgação, não está apta para produzir todos os seus efeitos, 
necessitando de regulamentação infraconstitucional para ter eficácia. Há duas 
espécies de normas limitadas: 
1. Limitada de princípio institutivo ou organizativo. 
2. Limitada programática: Se reveste em forma de promessas ou programas que 
visam atingir fins sociais. Característica principal da Constituição Dirigente. 
 
#DICADOCOACH – Maria Helena Diniz, quanto as cláusulas pétreas, as denomina de absolutas ou 
supereficazes. 
 
✓ Pela eficácia direta se tem a possibilidade de se extrair uma regra do núcleo essencial do princípio, 
permitindo a subsunção. 
✓ Pela eficácia interpretativa entende-se que as normas jurídicas devem ter seu sentido e alcance 
determinados de maneira que melhor realize a dignidade humana, que servirá como critério de 
ponderação na hipótese de colisão de normas. 
✓ A eficácia negativa, de caráter geral ou particular, paralisa ou neutraliza a incidência de regra 
jurídica que seja incompatível com a dignidade humana. 
✓ Não há um método de interpretação pré-determinado para cada caso concreto. 
 
5 Controle de constitucionalidade: sistemas de controle; o sistema brasileiro; exercício do controle; efeitos 
da declaração de inconstitucionalidade; efeitos da declaração de constitucionalidade; a 
inconstitucionalidade por omissão. 
 
A constatação da inequívoca hierarquia normativa entre as normas constitucionais e as demais, 
justifica a realização do controle de constitucionalidade. 
Inconstitucionalidade Formal ou Nomodinâmica – vício afeta o ato inconstitucional decorre da 
inobservância de algum rito do processo legislativo constitucionalmente fixado ou da incompetência do 
órgão que o editou. 
Inconstitucionalidade Material ou Nomoestática – o conteúdo da norma é contrário ao conteúdo 
constitucional. Deriva daquelas situações em que há incongruência entre o previsto na lei e aquilo que 
dispõe o texto constitucional. 
Parâmetro – o preâmbulo não é considerado parâmetro, porque não é norma jurídica. Quanto à 
parte permanente, todas as normas que a integram, independentemente de seu conteúdo, serão 
consideradas parâmetro, não importa se são originárias, derivadas ou mesmo decorrentes de tratados e 
convenções internacionais de direitos humanos pelo rito especial do art. 5 º, § 3º, CF. 
No que tange à parte transitória, expressa no ADCT, pode-se dizer que suas normas também são 
consideradas parâmetro para o controle, enquanto ainda tiveram eficácia. Se a eficácia já se exauriu não 
servem mais como normas de referência. 
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135 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
No controle difuso de constitucionalidade permite-se também a fiscalização dos atos emanados 
do poder Público perante norma constitucional que já tenha sido revogada, sendo unicamente necessário 
verificar se essa norma constitucional estava em vigor no momento da criação do ato. 
Momento do Controle – poderá ser preventivo, atinge a norma ainda em fase de elaboração, no 
curso do trâmite legislativo, recaindo sobre projetos de lei e propostas de emenda constitucional) ou 
repressivo (o processo legislativo já está finalizado. Alcança as espécies normativas já prontas e acabadas, 
que estejam produzindo seus efeitos). 
 
ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE 
POR AÇÃO Ocorre quando um ato estatal viola preceitos constitucionais. 
POR OMISSÃO 
Ocorre quando um poder do Estado deixa de fazer algo que a constituição 
determina. Não basta a inexistência de lei sobre determinada matéria para que se 
verifique uma inconstitucionalidade por omissão. Devem estar presentes dois 
requisitos: 
I - Dever constitucional de legislar. 
II - Mora legislativa (elemento temporal): decurso de um tempo para que a norma 
seja produzida. Existem hipóteses em que o próprio texto 
constitucional fixa o prazo para a edição da norma. Do contrário, caberá ao Poder 
Judiciário definir qual o prazo razoável, conforme a complexidade de cada caso 
concreto. 
FORMAL (OU 
NOMODINÂMICA) 
Divide-se em: 
- Procedimental (ou propriamente dita): não são observadas as normas 
constitucionais sobre processo legislativo. Pode ser subjetiva (vício de iniciativa) 
ou objetiva (demais regras do processo legislativo). Exemplo: ausência de retorno 
à Casa iniciadora após alterações substanciais operadas pela Casa revisora. 
- Orgânica: vício de competência. Exemplo: lei estadual que dispõe sobre matéria 
de competência federal. 
- Por violação aos pressupostos objetivos do ato: violação de pressupostos 
definidos na constituição como elementos determinantes de competência paraórgãos legislativos no exercício da função legiferante. É o caso, por exemplo, das 
medidas provisórias, que têm por pressupostos objetivos a relevância e a 
urgência. 
MATERIAL (OU 
NOMOESTÁTICA) 
Incompatibilidade substantiva, ou seja, de conteúdo, entre normas constitucionais 
e infraconstitucionais. 
ORIGINÁRIA Congênita à norma, que já nasce inconstitucional. 
SUPERVENIENTE 
A norma nasce constitucional, mas vai se tornando inconstitucional em momento 
posterior. 
#SELIGANADIFERENÇA 
Mutação constitucional: Acontece quando o resultado da interpretação se altera 
no decorrer do tempo. O texto normativo permanece inalterado, porém o 
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136 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
resultado da interpretação (norma) passa a ser diferente do anteriormente 
adotado. 
Inconstitucionalidade progressiva: São situações intermediárias entre a 
inconstitucionalidade absoluta e constitucionalidade plena, nas quais as 
circunstâncias fáticas justificam a manutenção da norma durante um determinado 
período de tempo. 
Não recepção: no Brasil quando há a incompatibilidade entre uma lei anterior à 
CF e algum dos seus dispositivos, fala-se em não recepção e não em 
inconstitucionalidade. 
TOTAL A inconstitucionalidade atinge todo o ato normativo. 
PARCIAL 
A inconstitucionalidade recai sobre parte do ato, podendo ser até mesmo fração 
de artigo, parágrafo, inciso ou alínea. 
#OLHAOGANCHO #NÃOCONFUNDA: o veto do Poder Executivo, ao final do 
processo legislativo, deve recair sobre o texto integral de artigo, parágrafo, inciso 
ou alínea (art. 66, §2o, CF). 
DIRETA Desconformidade entre leis ou outros atos normativos primários e a Constituição. 
INDIRETA (OU 
REFLEXA) 
O vício não decorre da violação direta da Constituição, mas sim de outro ato 
normativo no qual encontra fundamento. Exemplo: decreto que extrapola os 
limites da lei por ele regulamentada, ainda que isso tenha causado também, de 
certa forma, a violação de determinada norma constitucional. A jurisprudência do 
STF tem tratado essas hipóteses como mera ilegalidade, e não 
inconstitucionalidade. 
#NÃOCONFUNDA: não se trata aqui da inconstitucionalidade derivada (ou 
consequente), em que a declaração de inconstitucionalidade da norma 
regulamentada (primária) acaba por ensejar automaticamente o reconhecimento 
da invalidade das normas regulamentadoras (secundárias) que em função dela 
foram expedidas. 
CIRCUNSTANCIAL 
A aplicação de uma lei pode ser inconstitucional em determinado caso concreto, 
embora seja ela formalmente constitucional. A lei, em tese, permanece 
constitucional. 
CHAPADA, 
ENLOUQUECIDA 
OU DESVAIRADA 
Expressões utilizadas pelo Supremo Tribunal Federal para referir-se a hipóteses 
de flagrante e evidente inconstitucionalidade. 
 
Quanto ao número de órgãos competentes para a realização do controle – poderá ser difuso ou 
concentrado. 
#SELIGANATABELA: 
 
CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE 
CONCEITO 
Também conhecido como controle incidental ou concreto. É exercido diante 
de ocorrências fáticas a serem solucionadas pelo Poder Judiciário no 
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137 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
desempenho comum de sua típica função jurisdicional, na qual se controla a 
constitucionalidade de modo incidental. 
O juízo de verificação da compatibilidade da norma com o texto constitucional 
não é a questão principal, mas tão somente uma questão prejudicial. 
A finalidade é proteger o direito subjetivo afetado pela norma que se pretende 
impugnar. 
COMPETÊNCIA 
Qualquer juiz ou tribunal do poder judiciário possui competência para verificar 
a legitimidade constitucional dos atos estatais, não havendo nenhuma 
restrição quanto ao tipo de processo. 
LEGITIMIDADE 
É ampla e abrange as partes, em qualquer demanda; eventuais terceiros 
intervenientes, o Ministério Público; órgão jurisdicional, de ofício. 
Nos Tribunais, o processo de controle de constitucionalidade difuso deverá 
observar a “cláusula de reserva de jurisdição”, que determina que somente 
pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do órgão 
especial é que a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo poderá ser 
declarada. 
OBJETO E 
PARÂMETRO 
Objeto – é válido manejar essa via de controle para verificar a compatibilidade 
com a Constituição de qualquer ato emanado dos Poderes Públicos, não 
importando a esfera federativa que produziu, tampouco se sua natureza é de 
ato normativo ou não, primário ou secundário. Igualmente não é relevante se 
o ato anterior ou posterior à norma constitucional parâmetro, isto é, pré ou 
pós-constitucional. Também não é obstáculo a realização do controle difuso 
ter sido o ato revogado ou estar com seus efeitos exauridos. 
Parâmetro – o controle difuso permite a fiscalização dos atos emanados do 
Poder Público perante qualquer norma constitucional, ainda que ela já tenha 
sido revogada, sendo unicamente necessário verificar se essa norma 
constitucional estava em vigor no momento da criação do ato. 
EFEITOS DA DECISÃO 
A sentença que profere a inconstitucionalidade tem efeito declaratório e 
retroage à data da edição da norma, ou seja, é ex tunc. 
No entanto, é possível que haja a modulação dos efeitos temporais, 
excepcionalmente, se o STF, concluir que deva prevalecer a segurança jurídica 
ou algum interesse social marcante. No caso, poderá a Corte manipular os 
efeitos temporais da decisão de modo que a declaração de 
inconstitucionalidade não retroaja, mas sim valha do trânsito em julgado da 
decisão em diante ou a partir de outro momento que a Corte venha a fixar. 
A decisão prolatada no controle difuso opera efeitos inter partes, não 
atingindo terceiros que não participaram daquela específica relação 
processual. 
ATUAÇÃO DO 
SENADO 
Até o presente ano, o papel do Senado era suspender a norma declarada 
inconstitucional no controle difuso, produzindo, portanto, efeito erga omnes. 
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138 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
ATENÇÃO: alteração jurisprudencial – houve uma mutação constitucional do 
art. 52, X, CF. Agora, quando o STF declara uma norma inconstitucional no 
controle difuso, a decisão já tem efeito vinculante e erga omnes. 
O STF comunica o Senado com o objetivo que referida casa legislativa dê 
publicidade daquilo que foi decidido. 
É possível afirmar a adoção da teoria da Abstrativização do Controle Difuso. 
#OLHAOGANCHO – Houve mudança de posicionamento do STF (Novembro 
de 2017) sobre a adoção da teoria da transcendência dos motivos 
determinantes e abstrativização do controle difuso (Foi nessa decisão que 
houve mutação constitucional do art. 52, X, da CF/88). Assim, a leitura do 
Informativo 866 STF é obrigatória. 
 
#SELIGANATBAELA: 
CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE 
CONCEITO 
É realizada em abstrato, pela via principal, ou seja, a questão de constitucionalidade 
configura o pedido principal da ação, sendo que a Corte analisa, em tese, se há ou 
não contrariedade à Constituição. 
Poderá ocorrer mediante uma das seguintes ações: ADI, ADC, ADO ou ADPF. 
COMPETÊNCIA STF 
LEGITIMIDADE 
Será legitimado ativo: Mesa da Câmara, mesa do Senado, Mesa da Assembleia 
Legislativa ou Câmara Legislativa do DF; Governador do Estado ou do DF; 
Procurador Geral da República; Presidente da República; Conselho Federal da OAB; 
partido político com representação no Congresso Nacional; confederação sindical; 
entidade de classe de âmbito nacional. 
OBJETO E 
PARÂMETRO 
OBJETO: 
EM ADI – leis e atos normativos federais ou estaduais, editadas após a constituição. 
As leis do DF editadas no exercício da competência legislativa estadual podem ser 
objeto de ADI. 
EM ADC – leis e demais atos normativos federais. 
EM ADO – normas constitucionais de eficácia limitada não regulamentada. 
EM ADPF – direito pré-constitucional,direito municipal, controvérsia sobre direito 
pós-constitucional já revogado ou cujos efeitos já se exauriram e de decisões 
judiciais construídas a partir de interpretações violadoras de preceitos 
fundamentais. 
PARÂMETRO: 
EM ADI, ADC, ADO– normas constitucionais de referência para a realização da 
análise de compatibilidade são todas aquelas que constam do documento 
constitucional. Tratando-se de norma do ADCT, desde que não exaurida sua 
eficácia. 
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139 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
EM ADPF - o parâmetro é mais restrito, pois tutela os preceitos fundamentais, ou 
seja, para a defesa de somente alguns dispositivos constitucionais. 
EFEITO DA 
DECISÃO 
DEFINITIVA: 
EM ADI e ADC - Produzirá eficácia contra todos e efeito ex tunc (retroativo). O STF 
poderá optar pela modulação temporal dos efeitos, em virtude de razão de 
segurança jurídica ou excepcional interesse social. 
EM ADO – notificar o legislador ou órgão administrativo que incorre em mora, para 
que o responsável adote as medidas necessárias à concretização do texto 
constitucional. 
MEDIDA CAUTELAR: 
EM ADI e ADPF - Produzirá eficácia contra todos e efeito ex nunc (não retroativo). 
EM ADC - Produzirá eficácia contra todos e efeito ex nunc (não retroativo). 
Também produzirá a suspensão do julgamento dos processos que envolvam a 
aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo, 
que deverá ocorrer em 180 dias, sob pena de perda de sua eficácia. 
EM ADO – poderá consistir na suspensão da aplicação da lei ou do ato normativo 
questionado, no caso de omissão parcial, bem como na suspensão de processos 
judicias ou de procedimento administrativos ou ainda em outra providência a ser 
fixada pelo Tribunal. 
 
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: 
 
O que acontece se a lei impugnada por meio de ADI é alterada antes do julgamento da ação? Neste 
caso, o autor da ADI deverá aditar a petição inicial demonstrando que a nova redação do dispositivo 
impugnado apresenta o mesmo vício de inconstitucionalidade que existia na redação original. A 
revogação, ou substancial alteração, do complexo normativo impõe ao autor o ônus de apresentar 
eventual pedido de aditamento, caso considere subsistir a inconstitucionalidade na norma que promoveu 
a alteração ou revogação. Se o autor não fizer isso, o STF não irá conhecer da ADI, julgando prejudicado 
o pedido em razão da perda superveniente do objeto. 
É possível que seja celebrado um acordo no bojo de uma arguição de descumprimento de preceito 
fundamental (ADPF)? SIM. É possível a celebração de acordo num processo de índole objetiva, como a 
ADPF, desde que fique demonstrado que há no feito um conflito intersubjetivo subjacente (implícito), que 
comporta solução por meio de autocomposição. Vale ressaltar que, na homologação deste acordo, o 
STF não irá chancelar ou legitimar nenhuma das teses jurídicas defendidas pelas partes no processo. O 
STF irá apenas homologar as disposições patrimoniais que forem combinadas e que estiverem dentro do 
âmbito da disponibilidade das partes. A homologação estará apenas resolvendo um incidente processual, 
com vistas a conferir maior efetividade à prestação jurisdicional. 
 
➢ CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (FULL BENCH) 
 
A Cláusula do Full-Bench ou Cláusula de Reserva de Plenário diz respeito ao controle de 
constitucionalidade difuso realizado pelos Tribunais de Justiça/ Tribunal Regional Federal e pelo Superior 
Tribunal de Justiça. Prevê a Constituição Federal de 1988: “Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta 
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de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”. 
 
#SELIGANASÚMULA: 
 
A Súmula Vinculante 10 trata sobre o tema: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão 
de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou 
ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. 
 
#ATENÇÃO! #NÃOVAIMAISERRAR Exceções: 
✓ Declaração de constitucionalidade: A reserva do plenário é necessária somente para a declaração 
de inconstitucionalidade das normas. Considerando a presunção de constitucionalidade, a decisão 
do órgão fracionário que mantém a lei em questão constitucional dispensa o quórum qualificado. 
✓ Declaração de não recepção (normas anteriores à constituição): Trata-se da não recepção, que não 
se confunde com a inconstitucionalidade. Por isso, nesses casos, o órgão fracionário menor 
declarará que a lei ou ato normativo foram revogados ou não recepcionados pela nova ordem 
constitucional. 
✓ Interpretação conforme a constituição: Nesses casos não se trata de forma de interpretação, mas 
técnica de controle de constitucionalidade. Além disso, há o reconhecimento de que a lei é 
constitucional, direcionando sua interpretação para que se torne compatível com a carta magna. 
Portanto, dispensa-se a cláusula de reserva de plenário. 
✓ Existência de pronunciamento do plenário ou da corte especial do tribunal, bem como do plenário 
do Supremo Tribunal Federal sobre a questão (art. 949, parágrafo único do novo CPC). Ocorre 
através do Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade. 
✓ Juizados Especiais: o entendimento no sentido da ausência de Repercussão Geral no Recurso 
Extraordinário nº 868.457/SC, ocasião em que o STF decidiu pela não aplicação da reserva de 
plenário aos Juizados Especiais por entender que não se trata de órgãos que funcionem no regime 
de Plenário ou de Órgão Especial (STF, RE 868457, Rel. Min. Teori Zavascki – RIP- , DJ 27/04/2015, 
pp. 7-8). 
✓ Atos normativos de efeitos concretos: Não viola o art. 97 da CF/88 nem a SV 10 a decisão de órgão 
fracionário do Tribunal que declara inconstitucional decreto legislativo que se refira a uma situação 
individual e concreta. Isso porque o que se sujeita ao princípio da reserva de plenário é a lei ou o 
ato normativo. Se o decreto legislativo tinha um destinatário específico e referia-se a uma dada 
situação individual e concreta, exaurindo-se no momento de sua promulgação, ele não pode ser 
considerado como ato normativo, mas sim como ato de efeitos concretos. STF. 2ª Turma. Rcl 18165 
AgR/RR, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 18/10/2016 (Info 844). 
✓ Não viola a Súmula Vinculante 10, nem a regra do art. 97 da CF/88, a decisão do órgão fracionário 
do Tribunal que deixa de aplicar a norma infraconstitucional por entender não haver subsunção aos 
fatos ou, ainda, que a incidência normativa seja resolvida mediante a sua mesma interpretação, sem 
potencial ofensa direta à Constituição. Além disso, a reclamação constitucional fundada em afronta 
à SV 10 não pode ser usada como sucedâneo (substituto) de recurso ou de ação própria que analise 
a constitucionalidade de normas que foram objeto de interpretação idônea e legítima pelas 
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autoridades jurídicas competentes. STF. 1ª Turma. Rcl 24284/SP, rel. Min. Edson Fachin, julgado em 
22/11/2016 (Info 848). 
✓ Nulidade de ato administrativo: não é ato normativo, ainda que, entre outros fundamentos, sustente 
(mencione) a inconstitucionalidade de lei estadual. (Info 546, STJ). 
 
6 Poder Constituinte: conceito; legitimidade e limites; poder originário e poder derivado; poder 
constituinte estadual. 
 
Poder Constituinte Originário é o poder responsável pela elaboração da Constituição, norma 
jurídica superior que inicia a ordem jurídica e lhe confere fundamento de validade. 
Para os jusnaturalistas este poder é de direito, pois eles admitem a existência de um direito natural 
prévio ao direito positivo. 
Para os juspositivistas, os quais preconizam nãohaver direito antes de se aferir a existência de um 
Estado, o poder constituinte é anterior ao próprio direito, logo é um poder de fato, metajurídico, não 
integrando o mundo jurídico nem possuindo natureza jurídica. 
A titularidade do Poder Constituinte Originário pertence ao povo. 
O poder constituinte originário pode ser dividido em: (i) fundacional – é aquele que produz a 
primeira Constituição de um Estado; (ii) pós-fundacional – parte de uma ruptura institucional de ordem 
vigente para elaborar a nova Constituição que sucederá a anterior, revogando integralmente a 
precedente. 
Características do Poder Constituinte Originário: 
 
#SELIGANATABELA: 
 
INICIAL 
A Constituição é a base do ordenamento jurídico. 
#DEOLHONOGANCHO: não é possível a alegação da existência de “direito 
adquirido” perante a nova Constituição. 
ILIMITADO 
Não se submete ao regramento posto pelo direito precedente, sendo possuidor 
de ampla liberdade de conformação da nova ordem jurídica. 
#DEOLHONOGANCHO: a ausência de limites deve ser tratada com certas 
reservas, pois é indiscutível a existência de alguns limites, tais como os 
geográficos e territoriais. Também é possível considerar como limite as 
circunstâncias sociais e políticas que lhe dão causa,, pois o poder constituinte é 
a expressão da vontade política soberana do povo, não pode ser entendido sem 
observância dos valores éticos, religiosos e culturais pelo povo partilhados e 
motivadores de suas ações. 
INCONDICIONADO 
Não se submete a qualquer regra ou procedimento formal pré-fixado pelo 
ordenamento jurídico que o precede. 
AUTÔNOMO 
É capaz de definir o conteúdo que será implantado na nova Constituição, bem 
como sua estrutura e os termos de seu estabelecimento. 
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142 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
PERMANENTE 
Não se esgota quando da conclusão da constituição; ele permanece em situação 
de latência, sendo ativado o “momento constituinte” de necessária ruptura com 
a ondem estabelecida se apresentar novamente. 
 
PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE: é a capacidade conferido pelo poder originário 
aos Estados-membros para elaborarem suas próprias Constituições. 
O poder constituinte derivado decorrente é perceptível no Distrito Federal, mas não nos 
Municípios, pois a lei orgânica do DF, assim como ocorre com as Constituições estaduais, é um 
documento que só está submetido à Constituição da República. Os municípios são formatados por 
documentos condicionados simultaneamente à constituição estadual e à Constituição Federal, isto é, se 
sujeitam à uma dupla subordinação, o que tornaria eventual poder decorrente do município em um 
poder de terceiro grau. 
PODER CONSTITUINTE DERIVADO REFORMADOR: tem a função de alterar formalmente a 
Constituição Federal, exercendo a importante tarefa de ajustar o texto constitucional aos novos ambientes 
formatados pela dinâmica social. Tanto o poder constituinte derivado decorrente como o reformador 
possuem as seguintes características: 
• Poder de direito (possui natureza jurídica); 
• Limitado (suas ações são pautadas pelos limites inseridos na Constituição); 
• condicionado (suas atribuições estão diretamente vinculadas ao que determina previamente a 
Constituição); 
• secundário. 
 
7 Poder Legislativo: organização, funcionamento e competências; Congresso Nacional; processo 
legislativo; Comissões Parlamentares de Inquérito e controle jurisdicional; imunidades parlamentares; 
orçamento e fiscalização orçamentária; Tribunais de Contas. 
 
CPI FEDERAL (ART. 58, §3°, CF) – A CPI pode investigar o Chefe do Executivo, pessoas físicas ou 
jurídicas, órgão ou instituições ligadas à gestão da coisa pública ou que, de alguma forma, tenham que 
prestar conta sobre dinheiro, bens ou valores públicos. É uma comissão TEMPORÁRIA do Congresso 
Nacional. Logo, não pode investigar o que extravase as competências do Congresso. 
 
REQUISITOS PARA CRIAÇÃO DE CPI 
 
✓ 1/3 dos membros da Câmara dos Deputados ou Senado Federal; 
✓ Investigar fato determinado; 
✓ Prazo certo de duração. 
 
#CUIDADO: pode ser que um fato guarde relação com interesse nacional e estadual. Não há problema 
nesse caso de instauração de CPI federal e CPI estadual. O que não pode acontecer é CPI federal ser 
criada para investigar fatos de exclusivo interesse do Estado. 
“Fatos conexos inicialmente desconhecidos e revelados durante a investigação também podem ser 
investigados, desde que haja um aditamento do requerimento de criação da CPI”. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
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PODERES DA CPI 
 
Poderes de investigação próprios de autoridade judicial, além dos previstos nos regimentos 
internos. 
1. Quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados (STF, MS 25668). 
2. Busca e apreensão de documentos e equipamentos, respeitados a inviolabilidade do domicílio. 
3. Determinar a condução coercitiva de testemunhas ou indiciados. 
4. Determinar a realização de exames periciais. 
 
LIMITES AOS PODERES DA CPI 
 
1. Cláusula da reserva de jurisdição. Ex.: interceptação telefônica. 
2. Direito de Não-Incriminação (art. 5°, LXIII, da CF) 
3. Sigilo Profissional (art. 5°, LIV, da CF) 
4. Não pode formular acusações, punir delitos e nem adotar medidas acautelatórias, tais 
como indisponibilidade de bens (MS 23480), proibição de ausentar-se do país, arresto, sequestro e 
hipoteca judiciária. 
 
Autonomia Federativa: A CPI federal PODE investigar autoridade estadual caso haja investigação de 
interesse nacional e não exclusivamente estadual. 
 
CPI ESTADUAL 
 
✓ A CPI estadual tem poderes simétricos à CPI federal. 
✓ O STJ decidiu no AgR na Pet 1611: “CPIs estaduais não tem competência para investigar autoridades 
com prerrogativa de foro em órgãos do judiciário federal”. 
 
CPI MUNICIPAL 
 
Deve haver previsão expressa na Constituição Estadual, Lei Orgânica do Município, etc. Além disso: 
fato determinado, prazo certo e quórum. Prevalece no âmbito doutrinário que “por não haver órgão 
judicial no município, a CPI municipal não pode ter poderes de investigação próprios de autoridade judicial”. 
 
GARANTIAS DO PODER LEGISLATIVO 
 
Visam assegurar aos parlamentares a liberdade necessária para que desempenhem suas funções. 
Atualmente o STF tem o entendimento de que o afastamento do parlamentar suspende as imunidades 
material e formal, mas não afasta a prerrogativa de foro. 
 
Art. 53, § 8º. As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo 
ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos 
praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
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Suplentes: não possuem as garantias (imunidades e prerrogativa de foro) conferidas aos 
parlamentares. 
SENADORES E DEPUTADOS FEDERAIS 
 
✓ Foro por Prerrogativa de Função (art. 53, §1° e art. 102, I, “b”, da CF). 
 
Art. 53, § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento 
perante o Supremo Tribunal Federal. 
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: 
I - Processar e julgar, originariamente: 
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso 
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República. 
 
#ATENÇÃO: Em improbidade administrativa não há foro por prerrogativa de função. 
#IMPORTANTE: o art. 102, I, “b”, da CF prevalece sobre a regra do tribunal do júri insculpida no art. 5°, 
XXXVIII. 
 
#ATENÇÃO – REDUÇÃO TELEOLÓGICA DO FORO POR PRERROGATIVA 
 
As normas da Constituição de 1988 que estabelecem as hipóteses de foro por prerrogativa de função 
devemser interpretadas restritivamente, aplicando-se apenas aos crimes que tenham sido praticados 
durante o exercício do cargo e em razão dele. Assim, por exemplo, se o crime foi praticado antes de o 
indivíduo ser diplomado como Deputado Federal, não se justifica a competência do STF, devendo ele ser 
julgado pela 1ª instância mesmo ocupando o cargo de parlamentar federal. Além disso, mesmo que o 
crime tenha sido cometido após a investidura no mandato, se o delito não apresentar relação direta com 
as funções exercidas, também não haverá foro privilegiado. Foi fixada, portanto, a seguinte tese: O foro 
por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e 
relacionados às funções desempenhadas. STF. Plenário. AP 937 QO/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado 
em 03/05/2018. 
Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de 
alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de 
o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo. 
STF. Plenário. AP 937 QO/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 03/05/2018. 
 
✓ Imunidades materiais (freedom of speech) 
 
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, 
palavras e votos. 
 
Quando proferidas fora do Congresso, o STF exige que a manifestação tenha conexão com o 
exercício do mandato. 
A imunidade material tem natureza jurídica de excludente de tipicidade (STF, INQ 2273 e PET 
4934). 
 
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✓ Imunidade Formal/Incoercibilidade pessoal relativa 
 
Art. 53, § 2º, CF. Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser 
presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e 
quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. 
A imunidade formal não abrange só a imunidade processual, mas também a questão prisional. 
• OBS¹. Súmula 245 a aplicação apenas a imunidade formal 
Súmula 245 STF. A imunidade parlamentar não se estende ao corréu sem essa prerrogativa. 
A súmula 245, apesar de tratar “imunidade parlamentar”, essa súmula atinge apenas a imunidade formal. 
Isso porque a palavra “réu” só tem sentido no âmbito da imunidade formal, já que a imunidade material 
não leva parlamentar, em regra, a ser réu em processo judicial. 
 
A imunidade formal obsta a prisão cautelar do parlamentar, salvo em flagrante de crime inafiançável. A 
proibição de prisão não alcança a prisão no caso de condenação definitiva transitada em julgado. 
 
• OBS². Não é mais necessária a autorização da Câmara ou Senado para que o parlamentar seja 
processado e julgado. Atualmente, o PGR oferece denúncia perante o STF, que dará ciência à Casa 
do respectivo parlamentar, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da 
maioria absoluta de seus membros poderá até a decisão final sustar o andamento da ação. 
 
PROCESSO LEGISLATIVO 
 
O art. 62 da CF/88 prevê que o Presidente da República somente poderá editar medidas 
provisórias em caso de relevância e urgência. A definição do que seja relevante e urgente para fins de 
edição de medidas provisórias consiste, em regra, em um juízo político (escolha política/discricionária) de 
competência do Presidente da República, controlado pelo Congresso Nacional. 
Desse modo, salvo em caso de notório abuso, o Poder Judiciário não deve se imiscuir na análise 
dos requisitos da MP. No caso de MP que trate sobre situação tipicamente financeira e tributária, deve 
prevalecer, em regra, o juízo do administrador público, não devendo o STF declarar a norma 
inconstitucional por afronta ao art. 62 da CF/88. STF. Plenário. ADI 1055/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 15/12/2016 (Info 851). 
 
8 Poder Judiciário: a função jurisdicional; organização do Poder Judiciário; Supremo Tribunal Federal; 
Súmula Vinculante; Conselho Nacional de Justiça; Justiça dos Estados. 
 
É importante que percebamos algo muito importante para concursos: não cabe ao STF conhecer 
o mandado de segurança, nem o habeas data, nem o habeas corpus, quando o coator for Ministro de 
Estado (ou Comandantes de Força), embora conheça do habeas corpus paciente deles. Acontece que o 
habeas corpus coator, bem como o mandado de segurança e habeas data contra atos de Ministros está 
no âmbito da Competência do STJ (CF, art. 105, I, b e c). Desta forma, em se tratando de Ministros de 
Estado (e Comandantes de Força): 
• Falou em "paciente" = Competência do STF. 
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• Falou em coator (contra atos) = Competência do STJ. 
Caso a questão fale de “recurso ordinário” = sempre deverá envolver coisas ou pessoas (físicas ou 
jurídicas) – tais como remédios constitucionais, crimes ou demais conflitos. Caso a questão fale de 
“recurso extraordinário” (sempre ao STF) ou “recurso especial” (STJ), ela deverá falar em leis ou atos 
normativos. 
Quando falar em conflito de "competência" = conflito entre órgãos do Judiciário: 
• Se envolver tribunais superiores- Competente é o STF. 
• Se envolver tribunais de segundo grau - Competente é o STJ. 
Quando falar em conflitos de "atribuições" = conflito entre autoridades administrativas X 
autoridade judiciárias de entes diversos. Neste caso, o competente é o STJ. 
Quando falarmos de recursos envolvendo conflitos com a lei federal, temos: 
• Conflito "ato" local X Lei Federal = R. Esp. no STJ. 
• Conflito "lei" local x Lei Federal = Conflito federativo = R.Ex no Supremo. 
 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL 
 
Vale ressaltar a leitura do artigo 102, da Constituição Federal: 
 
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: 
I - processar e julgar, originariamente: 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória 
de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; 
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso 
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República; 
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os 
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros 
dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter 
permanente; 
d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de 
segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados 
e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio 
Supremo Tribunal Federal; 
e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou 
o Território; 
f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, 
inclusive as respectivas entidades da administração indireta; 
g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro; 
h) Revogado. 
i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for 
autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal 
Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância; 
j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados; 
CPF: 008.374.135-67 ALUNO: Luciana Nascimento Pereira
 
147 CICLOS RETA FINAL TJ/BA @CICLOSR3 
l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; 
m) a execução

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