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Universidade Anhembi Morumbi Enfermagem noturno 5 semestre APS – Saúde da criança e adolescente Juliana Clemente 125111361701 2022 Atividade 1 a) Escolha uma família que tenha crianças ou adolescentes em sua composição e realize a avaliação desta elaborando os instrumentos Genograma e Eco mapa. Euclides, falecido a 10 anos devido a câncer pulmonar Adelina, 75 anos, aposentada, viúva e hipertensa, faz acompanhamento na rede pública. Augusto, 42 anos, policial possui diabetes, faz acompanhamento na rede publica Carlos, 51 anos, taxista, possui hipertensão e diabetes, faz acompanhamento na rede publica Marcelo, 35 anos, motoboy, tabagista desde os 17 anos, não faz acompanhamento e não fez exames para acompanhar a saúde Telma, 32 anos, atendente de telemarketing, tabagista, possui depressão e insônia severa, não faz acompanhamento. Eduarda, 12 anos e Gabriele, 09 anos. Ambas possuem bronquite e sinusite, higiene em dia, frequentam a escola normalmente. Alimentação dentro dos conformes. B) Diagnostico situacional e intervenções Com a análise é possível observar que a família possui um bom relacionamento, sem conflitos. Alguns membros possuem altos riscos de desenvolver problemas de saúde que precisam ser acompanhados regularmente, as crianças estão se desenvolvendo normalmente, excluindo os problemas respiratórios e vacinas estão completas. Intervenções: Orientar Marcelo e Telma sobre os problemas relacionados ao tabagismo, e a relação com os problemas respiratórios das filhas, caso aceitem, encaminhar para o programa contra o tabagismo oferecido pelo SUS. Orientar e encaminhar Marcelo para o sistema de acompanhamento geral da rede de atenção básica, pois com a análise de seus familiares, a tendencia dele desenvolver diabetes e hipertensões são altas. Encaminhar Telma para o CAPS, e para a rede de atenção básica, para tratar sua depressão e insônia. Em relação as crianças, orientar a manter o ambiente sempre arejado para evitar os problemas respiratórios, a ingestão de alimentos saudáveis, e de líquidos. Atividade 2 Artigo: Acesso ao cuidado à saúde da criança em serviços de atenção primária (https://www.scielo.br/j/reben/a/CKyYTH9NX8B6SXyBRbJfZvw/?lang=pt&format=pdf) Resenha Mesmo com todos as estratégias e avanços feitos pelo ministério da saúde por meio do Sistema único de saúde, as mortes neonatais ainda apresentam cerca de 70% das mortes infantis, onde 60% destas são evitáveis. Para estudar mais sobre o caso foram realizadas entrevistas com pais e cuidadores de crianças menores de um ano que foram atendidas em unidades de saúde em cascavel/PR. As características focadas foram: Aconselhamento familiar ao buscar atenção à saúde da criança; Ausência de acolhimento ao primeiro contato; Presença de classificação de risco para atenção à saúde da criança e Barreiras que impedem o acesso à atenção à saúde. Foi constatado que ainda existem muitos problemas em relação ao aconselhamento familiar, onde, por consequência, pais procuram meios não prioritários, como centros de urgência e emergência, quando seus filhos adoecem. A ausência de acolhimento no primeiro contato também se faz muito presente, onde na maioria das vezes a resolução está em um maior diálogo e orientação aos pais. Em terceiro ponto, a classificação de risco utilizada por cuidadores e profissionais de saúde priorizam a hipertermia como principal sinal de perigo, e crianças com ausência desse sintoma, mas com outros igualmente preocupantes, são deixadas fora de prioridade. Por último, a falta de médicos, longas filas e falta de insumos também são um desafio constante na vida dos pais e crianças, alguns pais relataram que a USF perto de sua residência ficou meses sem um médico disponível para atendimento, dificultando o acesso a consultas de prevenção e acompanhamento. Em conclusão podemos perceber que uma serie de fatores dificultam o acesso primário das famílias aos serviços de saúde, as levando a utilizar serviços não prioritários que não estão preparados para os seus problemas reais, tendo assim uma falta de acompanhamento e prevenção adequados, contribuindo para a alta taxa de mortalidade em crianças menores de 1 ano.